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As Aventuras do Tiaguito

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Tiago Ferreira

Agradecimentos Em primeiro lugar, quero agradecer à minha família: aos meus pais e aos meus cinco irmãos pelo carinho, ajuda e inspiração durante a escrita deste livro. Um obrigado muito grande ao meu irmão Zé Luís, que se atreveu a publicá-lo! A publicação do meu primeiro livro deve-se também ao apoio da Junta de Freguesia de Silvã de Cima, da Câmara Municipal de Sátão e da Câmara Municipal de Viseu. A todos, o meu muito obrigado!


Edição: Berbequim das Letras Título: As Aventuras do Tiaguito Autor: Tiago Filipe Gomes Amaral Ferreira Ilustrador: Tiago Filipe Gomes Amaral Ferreira Paginação gráfica e Design Capa: Marco Martins 1.ª EDIÇÃO LISBOA, JULHO 2012 Impressão e Acabamento: Agapex ISBN: 978-989-20-3203-0 Depósito Legal: 347228/12 © TIAGO FILIPE GOMES AMARAL FERREIRA Publicação e Comercialização: Sítio do Livro, Lda. Lg. Machado de Assis, porta C — 1700-116 Lisboa www.sitiodolivro.pt


O Tiaguito, nome pelo qual era conhecido o Tiago, andava sempre desejoso que chegasse o fim de semana, porque ele, matreiro, sabia que depois podia dormir até mais tarde e não tinha de acordar cedo, como o seu irmão Pedro que era um cantor metaleiro. Mal saía da cama, ia logo a correr abrir a janela para dizer “Olá” ao Poly, o cão que tinha uma casota no jardim, mas que preferia dormir na relva fresca, mesmo assim… O Tiaguito tinha dez anos e gostava muito de ir à escola. Era o melhor aluno da turma e, apesar de pouco falador, sempre fora um menino muito sonhador. Queria ser biólogo e, para isso, tinha que tirar boas notas! Apresentava uma grande curiosidade em relação a todos os seres vivos que viviam em seu redor, desde os sapos até às formigas…e estas quando picavam era cá uma dor! Ele gostava muito dos pais, embora nem sempre estivessem com ele em casa. A mãe Luísa, a mais baixinha da família a seguir a ele, tinha ido às compras ao minimercado da aldeia, onde o Senhor Manuel vendia uma deliciosa geleia. Ia também comprar os ingredientes para o almoço e para a 3


salada de pepino, até porque ela gostava muito de fazer a sopa para o Tiaguito, o seu menino. O pai José, que era padeiro, andava sempre a viajar e o Tiaguito nunca sabia quando ele chegava ou quais os dias em que o vinha visitar. Sempre tivera uma enorme vontade de ir com o pai conhecer todos aqueles sítios diferentes da aldeia onde viviam, ficando sempre muito curioso com os presentes e notícias que as pessoas de fora lhe traziam. Sonhava que um dia haveria de estar com outras pessoas em sítios bonitos onde as árvores, as flores e o céu tivessem algo de mágico. Ele tinha a esperança de conhecer todos os animais que existiam no mundo e, até que esse dia chegasse, o Poly apenas pedia que com ele brincasse. – Ó Poly! Chega aqui! Vou-te contar um segredo, mas não digas nada a ninguém, está bem? Prometes? – o cão abanou a cabeça como se estivesse a entrar no mundo fantasioso e na brincadeira do Tiaguito. – Um dia eu gostava de conhecer mais meninos como eu, pessoas como o meu papá e a minha 4


mamã, mas de certeza que isso não vai acontecer já amanhã. Que dizes de irmos viajar durante dias sem parar, até onde a nossa imaginação nos levar? Nisto o Poly desata a correr e aos pinotes pelo jardim fora, mas afinal era apenas a carteira Aurora. O Tiaguito ria-se muito enquanto ela fugia do cão e sabia que o Poly não fazia mal a ninguém…era apenas muito brincalhão. Estava na hora de tomar o pequeno-almoço mas, quando ia a entrar em casa, a porta fechou-se com um estrondo, como se alguém o tivesse feito de propósito. – Estamos tramados, só a mamã é que tem a chave de casa! Vamos ver se arranjamos maneira de entrar, senão temos de esperar que ela volte. Foram às traseiras ver se encontravam alguma janela aberta para poderem trepar porque a fome, essa, já começava a apertar. E lá entrou, com alguma sorte, na janela que dava para o quintal, com a ajuda de um pequeno escadote. O Poly correu de imediato para a porta, agora com a fechadura um pouco torta. Apressou-se a 6


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As Aventuras do Tiaguito by SitiodoLivro.pt - Issuu