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Júlio Pomar, «Júlio Pomar — Obras no espaço público»

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JÚLIO POMAR OBRAS NO ESPAÇO PÚBLICO


CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA | LISBON CITY COUNCIL PRESIDENTE | MAYOR Fernando Medina VEREADORA DA CULTURA | CITY COUNCILOR FOR CULTURE Catarina Vaz Pinto DIRECTOR MUNICIPAL DE CULTURA | MUNICIPAL DIRECTOR OF CULTURE Manuel Veiga CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA EGEAC | EGEAC BOARD OF DIRECTORS Joana Gomes Cardoso Sofia Meneses Manuel Veiga

ATELIER-MUSEU JÚLIO POMAR Directora, Curadora | Director, Curator Sara Antónia Matos Adjuntos de Direcção | Deputies to the Director Graça Rodrigues Pedro Faro (Adj. Direcção Artística | Art Direction) Conservação e Produção | Conservation and Production Sara Antónia Matos Graça Rodrigues Pedro Faro Hugo Dinis Joana Batel Comunicação | Communication Graça Rodrigues Assessoria de Imprensa | Press Office Pedro Faro Hugo Dinis Investigação | Research Sara Antónia Matos Pedro Faro Hugo Dinis Coordenação Editorial | Editorial Coordination Sara Antónia Matos Serviços Administrativos | Administrative Services Isabel Marques Teresa Cardoso Apoio ao Serviço Educativo | Education Support Teresa Cardoso Atelier-Museu Júlio Pomar / EGEAC Rua do Vale, 7 1200-472 Lisboa Portugal Tel + 351 215 880 793

Apoio / Parceria | Support


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Espaço Comum Sara Antónia Matos [Directora do Atelier-Museu Júlio Pomar] Esta publicação, cuja motivação surge ainda com o pintor em vida, nasce da vontade de mapear e conhecer todas as obras que Júlio Pomar realizou no espaço público. Para cumprir o propósito, foi necessário estabelecer um roteiro de visitas aos lugares onde o artista tinha intervenções públicas – o que em alguns casos levou Júlio Pomar a rever e surpreender-se com obras de que se tinha praticamente esquecido. A primeira visita – posso aqui revelar – foi ao painel da Avenida Infante Santo, que tinha sido acabado de restaurar pela equipa da Câmara Municipal de Lisboa. Essa visita, acompanhada pela vereadora da Cultura da CML, Catarina Vaz Pinto, e pela equipa de restauro, foi motivo de entusiasmo para todos, incluindo o artista, que observou o painel com grande espanto e admiração. Esse momento encetou o périplo pelo roteiro traçado, o qual foi crescendo à medida que Júlio Pomar ia sendo convidado para fazer novas intervenções. Das obras que realizou em espaços públicos, ou em lugares visitáveis pelo público, já com o Atelier-Museu em funcionamento, contam-se: o painel cerâmico do Museu da Cerveja (2013); o átrio do Teatro Nacional D. Maria II (com Henrique Cayatte) (2014); o painel cerâmico da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau (2015); o retrato de Champalimaud, na Fundação Champalimaud (2016); o painel cerâmico Participação na Assembleia Municipal de Lisboa (2017) e uma instalação na entrada do edifício da Fidelidade – Chiado 8, todas em Lisboa. A curiosidade que «mordia» o pintor e a equipa do Atelier-Museu levou-nos aos lugares onde havia intervenções públicas suas, para descobrir o estado das obras, e mesmo a sua existência, de que em alguns casos se duvidava já, como era o caso da intervenção escultórica dos anos 1950 na fachada principal do antigo Mercado da Pontinha, e dos doze vitrais da Igreja da Sagrada Família, de 1954, na mesma localidade. Houve naturalmente alguns entraves nas visitas a lugares como o Tribunal da Moita, onde Júlio Pomar tinha, desde 1993, o painel cerâmico Julgamento de Salomão na cabeceira da Sala de Audiências, temporariamente coberto devido a uma infiltração, o que impediu que a equipa e o pintor pudessem observar a obra in loco. Outros casos extemporâneos houve, porém, mas após alguma resistência e


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insistência o Atelier-Museu Júlio Pomar conseguiu documentar e fotografar todas as obras, para que hoje este livro possa estar o mais possível completo, fazendo jus à longa história de intervenções de Pomar no espaço público e cívico. O que importa ressalvar destas intervenções, das mais antigas às mais recentes, diz respeito à transformação dos lugares públicos em lugares «antropológicos», processo que Marc Augé, antropólogo francês, analisou como sendo um processo que envolve a transformação de «não-lugares» em lugares. Segundo o autor, em Não-lugares – Introdução a uma Antropologia da Sobremodernidade1, o lugar, ao contrário do «não-lugar», é definido pela instauração de uma nomenclatura. «O lugar consuma-se através da palavra, da troca alusiva de certas senhas, na convivência e na intimidade cúmplice dos locutores» (Augé, 2005: 67). Defendendo uma leitura antropológica do espaço, Augé acrescenta que «um lugar [pode definir-se] como identitário, relacional e histórico» e que o «lugar antropológico» integra os lugares antigos, sendo estes inventariados, classificados e promovidos a «lugares de memória» (Augé, 2005: 67). São lugares onde os naturais vivem, celebram a sua existência, residem, trabalham, lugares dos antepassados e dos descendentes, lugares com sentido para aqueles que o habitam, mas também para quem os observa. Ora, pode dizer-se que é isto, atribuir sentidos aos lugares, que fazem as intervenções artísticas nos espaços onde são executadas, nomeadamente as de Júlio Pomar, inclusive em espaços «descaracterizados» ou «não-lugares» como aeroportos, estações de serviço nas auto-estradas, salas de espera, centros comerciais, estações do metro, supermercados, por onde circulam pessoas e bens. Uma vez que estes territórios de passagem estão relacionados com uma condição transitória e efémera das pessoas que por eles se deslocam, a inscrição de sentidos nesses lugares torna-se difícil (Augé, 2005: 68). A propósito dos lugares de passagem, pode recordar-se uma das intervenções de Júlio Pomar de maior dimensão: a estação do metro Alto dos Moinhos em Lisboa – Linha Azul –, executada entre 1983 e 1985. A intervenção de Pomar teve um efeito de requalificação e de simbolização do lugar contribuindo para a sua história e vivência qualificada do mesmo. Nesse âmbito, as intervenções artísticas no espaço público surgem como uma prática que pretende atribuir sentido à vida.

1 Marc Augé, (2005) Não-lugares – Introdução a uma Antropologia da Sobremodernidade, tradução de Miguel Serras Pereira, 90º Editora, Lisboa (Título original: Non Lieux – Introduction à une anthropologie de la surmodernité, Éditions du Seuil, 1992)


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Se a arte pública tem que ver com esta qualificação da experiência, então, com outro formato e suporte, pode também lembrar-se o passaporte dos cidadãos portugueses, onde Fernando Pessoa está representado pela mão deste artista – podendo dizer-se que não haverá exemplos mais explícitos de como a arte participa na vida (nomeadamente nas questões de representação colectiva) e vice-versa. Tanto no metropolitano de Lisboa como no passaporte português, a arte atribui sentidos à experiência e à vida, representando-a e ampliando-a com significações. Pode dizer-se então que o espaço «antropológico» de que fala Augé é um lugar praticado, uma experiência de relação do sujeito com o meio envolvente, que adquire sentido através de diversas linguagens, em particular a da arte. Assim, por espaço público entende-se «espaços de vivência comum», isto é, de livre acesso, de que cidadãos e visitantes podem desfrutar e experienciar sem autorizações especiais. Desse modo, incluem-se neste livro registos de obras no espaço comum, na verdadeira acepção da palavra, de que é exemplo o painel de azulejos da Avenida Infante Santo, espaço de livre circulação, mas também obras existentes em cafés, museus, teatros e edifícios de direito privado onde os cidadãos podem entrar para beneficiar de serviços, sem terem de pedir permissões de entrada especiais. Sobre a relação entre arte e vida evidente nestas intervenções, acresce ainda que em alguns casos as representações patentes nas obras espelham também a vida comum, tornando-se testemunhos e retratos de uma época e de um lugar – como é o caso do painel anteriormente mencionado. Deste painel, realizado na década de cinquenta (1957-1959), em co-autoria com Alice Jorge, para o muro de suporte de umas das escadarias de acesso ao conjunto habitacional da Avenida Infante Santo, em Lisboa, da autoria dos arquitectos Alberto Pessoa, Hernâni Gandra e João Abel Manta, constam figuras neo-realistas que representam a vida quotidiana dos trabalhadores – varina, pescador, vendedor de laranjas e vendedora de castanhas – em conjunto com as crianças a brincar na rua. Muitas das intervenções de Júlio Pomar em espaço público são, na verdade, de teor decorativo, tal como o diagnostica a historiadora da arte Catarina Rosendo na extensa investigação realizada para o Atelier-Museu Júlio Pomar, a propósito da exposição «Decorativo, apenas?», em 2016. Para esta investigação a historiadora fez uma cronologia desenvolvida, a qual se adoptou como base para este livro. Porém, a partir destas intervenções de teor aparentemente decorativo, e de toda a arte em geral, podem deduzir-se inúmeras implicações sociais, políticas, ideológicas, culturais e económicas da época – o que permite reconstituir retratos históricos a diversos níveis.


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Como era prática corrente na época, estas intervenções, e designadamente as de Júlio Pomar, eram decorrentes de encomendas específicas proporcionadas pela legislação que à data destinava uma percentagem do valor total da obra pública à realização de uma obra plástica para integrar no edifício. São disso exemplo as inúmeras intervenções de Júlio Pomar, algumas já destruídas, documentadas no catálogo referente àquela investigação, «Decorativo, apenas?», mais e menos comprometidas politicamente, entre as quais os painéis murais do Cinema Batalha mandados destruir pela PIDE em 1948. Esta obra foi de tal modo simbólica que em 2017 a autarquia do Porto desafia o pintor a refazer estes painéis – desafio promissor que gerou a expectativa de poder voltar a ver os frescos no edifício do Cinema Batalha. Porém, à data da publicação deste livro, a obra não foi refeita; algo que poderá vir a revelar-se impossível após a morte do pintor (2018). É claro que, justamente por estarem votadas ao uso e ao desgaste, as obras sofrem transformações ao longo do tempo, o que, sendo natural no domínio dos equipamentos públicos, é menos bem aceite no domínio da museologia, em que as obras de arte se desejam eternas. Pensar a arte no espaço público implica necessariamente pensar a relação entre arte e vida, já que o espaço público é um espaço de vivência quotidiana e, tal como nesta última, as coisas e os elementos transformam-se, perdem importância, representatividade, degradam-se, por vezes voltam a redescobrir-se, simbolizar-se, a ter nova vida. A arte da última metade do século XX é caracterizada por esta constante mutação e turbulência. É plural, invasora, arrisca a sua vida, e até talvez a sua sobrevivência (leia-se, possibilidade de a reconhecer), numa relação conflituosa com a própria vida. Refém de um campo social, cultural e institucional, mas também de um campo económico, difundiu-se, mediatizou-se e democratizou-se ganhando novas formas e suportes, inclusive no espaço e no domínio públicos. Ao longo deste período, devido também aos meios tecnológicos agora disponíveis, a arte apoderou-se de um público com uma diversidade e uma extensão sem precedentes. Este processo, segundo o filósofo e pensador sobre arte Boris Groys, em Going Public2, conduz a uma aproximação perigosa entre arte e vida, no qual a produção artística (em parte destituída da sua componente estética e metafórica) e a produção imagética pouco se distinguem (Groys, 2010: 9-19). Objecto de especulações intelectuais e políticas, a arte torna-se catalisadora de debates e reflexões cada vez mais especializados. Enquanto alguns defensores da tradição a condenam a regressar ao confinamento das disciplinas, dos meios, das categorias artísticas e ao enquadramento dos museus, a arte não cessa de os transgredir, pondo em causa 2 Boris Groys, (2010) Going Public, Sternberg Press, New York


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quaisquer definições e consensos. Multiplica os paradoxos, abstrai-se da limitação das categorias estéticas e dos protocolos hierárquicos que aquelas sustentam. Existem hoje traduções disciplinares de todo o tipo: obras de arquitectura transformadas em registos sonoros, dança falada ou teatral, performances como manifestações ou protestos de rua, espectáculos com obras plásticas a servir de cenário, projecções de vídeo em substituição da pintura, escultura estilhaçada e espacializada em pedaços pela instalação (ela própria incluindo todo o tipo de objectos e dispositivos) e toda a variedade de combinações, numa hibridez com a realidade que lhe fornece os próprios dispositivos. De facto, a obra encontra e defronta-se com as contaminações sociais e as vivências a que o utilizador a sujeita confundindo-se quase com a vida (sendo que o inverso também se verifica). * Esta publicação mapeia as intervenções de Júlio Pomar no espaço público, na certeza de que estes momentos precursores da arte no domínio público, no domínio da vivência comum, foram determinantes para evidenciar e reforçar o potencial transformador e crítico da arte no espaço e no pensamento cívicos. Através da arte é possível pensar o mundo e experienciar a realidade, com a agilidade mental geradora de transformação, evitando que a vida redunde num projecto de programação técnica, impedindo que o espaço de imaginação, de representação e de pensamento encurte. Recordando as visitas que se fizeram, na companhia do pintor, aos locais destas obras, o Atelier-Museu agradece à Fundação Júlio Pomar o apoio à investigação e localização das intervenções, que permitiu realizar este livro. Espera-se que através dele o leitor possa traçar os seus roteiros para conhecer as obras de Júlio Pomar no espaço público.


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1947 CINEMA BATALHA BATALHA CINEMA Praça da Batalha 60, 4000-100 Porto

Frescos do Cinema Batalha, edifício da autoria do arquitecto Artur Andrade, após vários estudos (alguns no depósito do Atelier-Museu Júlio Pomar). A temática da obra acaba por se fixar nos bailes das festas de São João, típicos dos bairros populares do Porto. Os frescos são executados em 1947 e destruídos em 1948. Frescoes of the Batalha Cinema, building designed by architect Artur Andrade, after various studies (some in deposit at the Atelier-Museu Júlio Pomar). The work focusses on the dance balls of the festival of São João, typical of Porto’s working-class neighbourhoods. The frescoes were created in 1947 and destroyed in 1948.


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1950 PAINEL CERÂMICO DO BOTEQUIM DO LAGO CERAMIC PANEL OF THE BOTEQUIM DO LAGO Campo Grande 294, 1700-097 Lisboa Lisbon

Painel cerâmico de uma das paredes interiores do Botequim do Lago (actual Casa do Lago), integrado no arranjo da zona verde do Campo Grande (actual Jardim Mário Soares), em Lisboa, da autoria do arquitecto Keil do Amaral. O painel, executado na fábrica Cerâmica Bombarralense Limitada, no Bombarral, foi a primeira experiência de Júlio Pomar com azulejos. O desenho é inspirado na vegetação do jardim que o rodeia, bem como nos animais que o habitam, nomeadamente pavões, andorinhas e borboletas. Ceramic panel on one of the interior walls of the Botequim do Lago (now the Casa do Lago), which forms part of the green area in Campo Grande (now the Jardim Mário Soares) in Lisbon, created by architect Keil do Amaral. The panel, produced at the Cerâmica Bombarralense Limitada factory in Bombarral, was Júlio Pomar’s first experience with tiles. The design is inspired by the vegetation in the garden surrounding the panel, as well as by the animals which inhabit it, including peacocks, swallows and butterflies.


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ANOS 1950 ALTOS-RELEVOS E ESCULTURAS NA FACHADA PRINCIPAL DO ANTIGO MERCADO DA PONTINHA HIGH RELIEFS AND SCULPTURES ON THE MAIN FAÇADE OF THE OLD PONTINHA MARKET Rua Infante Dom Henrique 53, 1675-122 Lisboa Lisbon

Altos-relevos e esculturas em cimento patinado, cerâmica e alumínio batido para a fachada principal do Mercado da Pontinha, da autoria dos arquitectos Victor Palla e Bento d’Almeida. Actualmente, a obra encontra-se muito alterada, tendo o alto-relevo sido deslocado da fachada do mercado e integrado num pedestal autónomo do edifício, numa Homenagem às Vendedoras do Antigo Mercado da Pontinha, promovida em 2003 pela Junta de Freguesia. High reliefs and sculptures in patinated cement, ceramic and hammered aluminium for the main façade of the Pontinha Market, by architects Victor Palla and Bento d’Almeida. At present, the work is greatly altered, with the relief having been moved from the market façade and placed on a free-standing pedestal as Tribute to the Sellers of the Old Pontinha Market, inaugurated in 2003 by the Parish Council.


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2016 RETRATO DE CHAMPALIMAUD, FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD PORTRAIT OF CHAMPALIMAUD, CHAMPALIMAUD FOUNDATION Centro Fundação Champalimaud, Avenida de Brasília, 1400-038 Lisboa Lisbon

O retrato de António Champalimaud está inscrito nas colunas de betão que se encontram no exterior da fundação. The portrait of António Champalimaud is inscribed in the concrete columns found outside the foundation.


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2017 PAINEL CERÂMICO PARTICIPAÇÃO, ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA CERAMIC PANEL PARTICIPAÇÃO, LISBON MUNICIPAL ASSEMBLY Avenida de Roma 14P - 2.º, 1000-265 Lisboa Lisbon

Painel cerâmico Participação, executado pela Ratton Cerâmicas, na Assembleia Municipal de Lisboa. Projecto intitulado «Carta de Lisboa» idealizado pela Galeria Ratton, que desafiou um conjunto de onze artistas (Andreas Stöcklein, Eduardo Batarda, Graça Morais, Irene Buarque, Jorge Martins, Lourdes Castro, Manuel Vieira, Maria Beatriz, Pedro Proença e Sofia Areal) a ilustrar palavras que definem a cidade. Júlio Pomar representa a palavra Participação, primeira palavra a aparecer no mural. O projecto é parte integrante do Fórum da Cidadania. Ceramic panel Participação (Participation) at the Lisbon Municipal Assembly, produced by Ratton Ceramics. A project entitled “Carta de Lisboa” (Letter from Lisbon) conceived by Ratton Gallery, which challenged a set of eleven artists (Andreas Stöcklein, Eduardo Batarda, Graça Morais, Irene Buarque, Jorge Martins, Lourdes Castro, Manuel Vieira, Maria Beatriz, Pedro Proença and Sofia Areal) to illustrate words which define the city. Júlio Pomar represents the word Participation, the first word to appear on the mural. The project is an integral part of the Citizenship Forum.


COLECÇÃO CADERNOS DO ATELIER-MUSEU JÚLIO POMAR / DOCUMENTA Caveiras, Casas, Pedras e uma Figueira | 2014 Júlio Pomar, Álvaro Siza Vieira, Luís Noronha da Costa, Fernando Lanhas Textos de Sara Antónia Matos, Delfim Sardo Notas Sobre uma Arte Útil – Parte escrita I (1942-1960) | 2014 Júlio Pomar Edição de Sara Antónia Matos, Pedro Faro Da Cegueira dos Pintores – Parte escrita II (1985) | 2014 Júlio Pomar Tradução de Pedro Tamen; introdução de Sara Antónia Matos; organização de Pedro Faro Tratado dos Olhos | 2014 Júlio Pomar Textos de Sara Antónia Matos, Paulo Pires do Vale, Catarina Rosendo Temas e Variações – Parte escrita III (1968-2013) | 2014 Júlio Pomar Apresentação e organização de Sara Antónia Matos, Pedro Faro O Artista Fala… Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro | 2014 Júlio Pomar, Sara Antónia Matos, Pedro Faro Fotografias de Luísa Ferreira Incandescência – Cézanne e a pintura | 2015 Tomás Maia Apresentação de Sara Antónia Matos

Edição & Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar | 2015 Textos de Sara Antónia Matos, Maria Teresa Cruz, Pedro Faro Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar | 2015 Textos de Sara Antónia Matos, João Barrento, Maria João Mayer Branco Rui Chafes: Sob a pele | 2015 Conversas com Sara Antónia Matos Rui Chafes, Sara Antónia Matos Prémio de Curadoria 2015 – AMJP/ EGEAC | 2016 Projecto curatorial de Maria do Mar Fazenda, Vários artistas Textos de Sara Antónia Matos, Maria do Mar Fazenda Decorativo, Apenas? – Júlio Pomar e a integração das artes | 2016 Organização de Sara Antónia Matos; textos de Júlio Pomar, Sara Antónia Matos, Catarina Rosendo O Museu como Veículo de Desenvolvimento Crítico e Social | 2016 Organização de Sara Antónia Matos; textos de Sara Antónia Matos, Liliana Coutinho Fotografias de Teresa Santos Julião Sarmento: O Artista como ele é | 2017 Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro Julião Sarmento, Sara Antónia Matos, Pedro Faro


Void*: Júlio Pomar & Julião Sarmento, Vol. I | 2017 Textos de Sara Antónia Matos, Alexandre Melo, Pedro Faro Void*: Julião Sarmento – Dirt, Vol. II | 2017 Textos de Sara Antónia Matos, Alexandre Melo, Pedro Faro Void*: Júlio Pomar – Obras destruídas, Vol. III | 2017 Textos de Sara Antónia Matos, Alexandre Pomar Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz Prémio de Curadoria 2016/17 – AMJP/ EGEAC | 2017 Projecto curatorial de Hugo Dinis, Vários artistas Organização de Hugo Dinis; textos de Sara Antónia Matos, Hugo Dinis, José Neves, Carmo Sousa Lima, Alexandre Quintanilha, Miguel Vale de Almeida, Tiago Castela Júlio Pomar e Cabrita Reis – Das pequenas coisas | 2017 Júlio Pomar, Cabrita Reis Textos de Sara Antónia Matos Cabrita Reis: A voragem do mundo | 2017 Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro Cabrita Reis, Sara Antónia Matos, Pedro Faro

Júlio Pomar: O pintor no tempo | 2017 Irene Flunser Pimentel Apresentação de Sara Antónia Matos Táwapayêra | 2017 Dealmeida Esilva, Igor Jesus, Júlio Pomar, Tiago Alexandre Textos de Alexandre Melo, Pedro Faro, Sara Antónia Matos Chama | 2018 Júlio Pomar, Rita Ferreira, Sara Bichão Textos de Sara Antónia Matos O Que Pode a Arte? 50 Anos do Maio de 68 | 2018 Projecto curatorial de Nuno Crespo e Hugo Dinis, Vários artistas Textos de Sara Antónia Matos, Nuno Crespo, Hugo Dinis, Daniel Ribas, Mariana Pinto dos Santos Alexandre Melo: Cúmplice dos artistas | 2018 Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro seguido de uma conversa com João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira – Rádio Quântica Alexandre Melo, Sara Antónia Matos, Pedro Faro, João Pedro Vale, Nuno Alexandre Ferreira


PUBLICAÇÃO | PUBLICATION Concepção e Coordenação | Conception and Coordination Sara Antónia Matos Hugo Dinis Textos | Texts © Sara Antónia Matos © Pedro Faro Design Gráfico | Graphic Design Paula Prates Fotografias | Photographs António Jorge Silva / AMJP – pp. 18-19, 20-21, 24, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 40-41, 42-43, 44, 46-47, 48-49, 52-53, 54, 55, 56, 58-59, 60-61, 62, 63, 64-65, 78, 82-83, 84-85, 90, 92-93, 94, 96-97, 98-99, 100, 102-103, 108, 110, 112-113, 114, 116, 117, 122, 125, 128, 129, 130-131. Biblioteca Nacional de Brasília – pp. 76-77. Filipa Brito / Câmara Municipal do Porto – pp. 14-15. Filipe Ferreira / Teatro Nacional D. Maria II – pp. 118, 120-121. Fernando e Sérgio Guerra – p. 86. Fundação Júlio Pomar – pp. 12, 22, 74. José Fabião – pp. 88-89. Luísa Santos – p. 106. Pedro Faro / AMJP – pp. 50, 126. Ratton Cerâmicas – pp. 80, 132. Valter Vinagre / Ratton Cerâminas – p. 104. Tradução | Translation KennisTranslations Revisão | Proofreading KennisTranslations Helena Roldão (Sistema Solar / Documenta) Tiragem | Print Run 800 exemplares | copies Depósito Legal | Legal Deposit 451061/19 Impressão e Acabamento | Printing and Binding Tipografia Lessa © Atelier-Museu Júlio Pomar, 2018 © Sistema Solar Crl. (Documenta) 1.ª Edição, Dezembro de 2018 1st Edition, December 2018 ISBN 978-989-8902-51-1


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Júlio Pomar, «Júlio Pomar — Obras no espaço público» by Sistema Solar - Documenta - Issuu