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Revista Camaru 88

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GESTÃO 2018/2021 DIRETORIA

Gustavo Galassi Gargalhone (Presidente) Gilmar Goudard (1º Vice Presidente) Thiago Bianchi Silveira (2º Vice Presidente) Júlio César Pereira (Tesoureiro) Claudionor Nunes de Morais (2º Tesoureiro) Roger Crosara Mansour (3º Tesoureiro) João Carlos Semenzin (Secretário) Dagmar José dos Santos (2º Secretário) Sérgio Vieira Attie (3º Secretário) SUPLENTES DA DIRETORIA Maurício Jorge de Lima Gilvan Sorna de Paula Ayrton Teodoro José Antônio Marquez Grama Márcio Mendes Mendonça Délcio Vieira Tannús Filho Pedro Roberto de Oliveira Matheus Giovanni Pereira Fernandes Helen Martins Teixeira Rodrigues CONSELHO FISCAL André Luiz Alves dos Santos Leon Bernardo Knychala Zorival Tavares Carneiro SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL Antônio José de Almeida Antônio Ferreira de Brito Fausto Elias Nascimento CONSELHO COSULTIVO Luiz Humberto Carneiro Odelmo Leão Carneiro Sobrinho Paulo Ferolla da Silva Paulo Roberto Andrade Cunha Thiago Soares Fonseca

FALE CONOSCO Sindicato Rural de Uberlândia – Av. Juracy Junqueira Rezende,

100 – Bairro Pampulha – CEP 38 408-656 PABX – (34) 3292 8800 Departamento de emissão de notas fiscais – (34)3292 8820 Atendimento ao associado – (34) 3292 8809 Departamento comercial – (34) 3292 8840 Departamento de leilões – (34) 3292 8810 Departamento técnico – (34) 3292 8811 Departamento jurídico – (34) 3292 8806 Departamento veterinário – (34) 3292 8809 Assessoria de Imprensa – (34) 3292 8818 Associação dos Criadores de Nelore do Triângulo Mineiro – (34) 98864-3865 Delegacia Rural – (34) 3226 5374 - 3292 8816 Agritap – (34) 3292 8819 Aproimg – (34) 3292 8832 E-MAILS camaru@camaru.org.br ascom@camaru.org.br associados@camaru.org.br leilao@camaru.org.br JORNALISTA RESPONSÁVEL Gustavo Lazzarini – MTB MG 05407JP FOTOS Gustavo Lazzarini Chris Fernandes Via Drones Dia D Filmes CNA Embrapa Valter de Paula - PMU COLABORADORES Secom PMU Wendel de Brito Lemos Teixeira Viviane Santana Paulo Barroso Cleber Soares Adalto Franco Vitor Tadeu Santos CAPA Old Black Gallery – Leandro Substance PAGINAÇÃO Carlos Machado / Everton Machado IMPRESSÃO Gráfica Sincopel Esta é uma publicação do Sindicato Rural de Uberlândia com distribuição gratuita e dirigida.

ANUNCIE (34) 3292 8800

PALAVRA DO

PRESIDENTE Caro associado, Esta edição da Revista Camaru traz para você informações completas e as novidades da Femec 2020. A 9ª edição da feira acontece de 24 a 27 de março, no Parque de Exposições CAMARU com entrada e estacionamento gratuitos. Este será o momento para você fazer os melhores negócios do ano e ainda se capacitar no amplo programa de palestra e cursos que serão oferecidos gratuitamente. Aliás, o significado da sigla CAMARU – Centro de Amostras e Aprendizagem Rural de Uberlândia – nunca foi tão pertinente como nos dias atuais. O produtor rural hoje percebe a necessidade fundamental de se capacitar para enfrentar cenários mais competitivos e margens de lucro cada vez menores. E foi pensando nesta demanda que criamos o tema da Femec para este ano: Agronegócio em Sintonia com Ciência e Tecnologia. Na programação da feira teremos ainda iniciativa inédita no estado, o Agtech Show – encontro de empresas de inovações tecnológicas voltadas para o agronegócio. O pavilhão reunirá soluções para o setor com presença de companhias nacionais e internacionais. E ainda o 2º Encontro de Mulheres do Agronegócio, Campos de Sementes, Arena Automotiva, Feira do Programa PróGenética, Exposição do Mangalarga Marchador e da raça Nelore. Aproveitamos este espaço também para abordar temas relevantes para sua rotina na propriedade rural. Trazemos uma visão da trajetória da agricultura brasileira e de empreendedorismo no agro em artigos de pesquisadores da Embrapa, falaremos de planejamento sucessório, georreferenciamento e medicina veterinária forense nos conteúdos de nossos departamentos técnicos e ainda um texto assinado pelo prefeito Odelmo Leão sobre o Pó de Rocha que aumenta a eficiência na produção de nutrientes e a capacidade de retenção de água dos solos. Esperamos que aproveite a leitura e programe sua participação da Femec 2020! GUSTAVO GALASSI GARGALHONE Presidente do Sindicato Rural de Uberlândia

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FEMEC DEVE MOVIMENTAR MEIO BILHÃO DE REAIS

EM UBERLÂNDIA A

DE 24 A 27 DE MARÇO AS TECNOLOGIAS QUE ESTÃO TRANSFORMANDO O AGRONEGÓCIO ESTARÃO EM UBERLÂNDIA; AGTECH SHOW REUNIRÁ STARTUPS INTERNACIONAIS DO AGRO

9ª edição da Femec – Feira do Agronegócio Mineiro – que será realizada de 24 a 27 março no Parque de Exposições Camaru, em Uberlândia-Mg, com patrocínio do Sebrae e apoio do Sistema Faemg, acontece em um dos momentos mais promissores

para o agronegócio nacional. A feira deverá movimentar cerca de meio bilhão de reais com a venda de máquinas, equipamentos, implementos e insumos agrícolas, além de veículos, animais e outros bens destinados à produção agropecuária. O evento oferece entrada e estacionamento gratuitos.


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A feira que já se consolidou como o momento ideal para o produtor rural realizar a melhor compra do ano, desta vez apresentará ação inédita na região com a realização do primeiro Agtech Show, organizado pela AgroVen, com patrocínio do Sebrae. Um pavilhão inteiro destinado à exposição de Startups do Agro, com palestras e debates sobre transformação digital, além do AgroHack (versão agro dos conhecidos Hackathons dos ambientes digitais) - uma maratona de experts em soluções digitais que competirão para criar uma solução inovadora para um problema real. No espaço, também será apresentada o Fazenda Digital, com startups apoiadas pelo Sebrae. (Leia mais à frente “AgTechs, Venture Capital e a 4ª Revolução do Agronegócio”, por Silvio Passos) Com anúncio do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) do lançamento do Finame Rural previsto para meados de março,

as perspectivas são otimistas. Na avaliação do presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Gustavo Galassi, a Femec deve finalizar 2020 entre as cinco melhores feiras do País em termos de resultados. O presidente destacou informações reveladas por duas instituições financeiras que participaram da feria em 2019, Banco do Brasil e Bradesco, afirmando que Uberlândia está entre as melhores cidades para realização de negócios em feiras deste segmento no Brasil. “Isso é muito positivo e nos deixa otimista para entrar na feira em 2020 com expectativas para ser a melhor edição de todos os tempos”, disse. Galassi destacou ainda como novidade este ano a realização do Agtech Show. “Teremos uma feira de inteligência dentro da Femec para trazer para o produtor rural tecnologias nacionais e internacionais que o ajudarão a melhorar sua produção, produtividade e rentabilidade”, concluiu.


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Governador Romeu Zema na Femec 2019 com Gustavo Galassi e João Semenzin

Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reforçam as projeções. A entidade prevê que o mercado interno de máquinas agrícolas e rodoviárias cresça 2,9% em 2020, para 45 mil unidades. O órgão estima ainda que a exportação tende a avançar 1% neste ano, para 13 mil unidades. Com isso, a produção deve ter expansão de 5,4% em 2020, para 56 mil unidades, de acordo com a Anfavea. As projeções para realização de negócios na Femec seguem o mesmo otimismo. Na opinião do diretor do Sindicato Rural e coordenador do evento, João Carlos Semenzin, o mercado consumidor está em alta o que gera a expectativa que a feira supere R$ 500 milhões em faturamento. “A safra de 2019/2020 está realmente promissora provocando alta no agro com preços justos que estão remunerando de forma atrativa vários segmentos da agricultura onde a procura está maior que a oferta”, disse. Sobre o Agtech Show Semenzin destaca a aceitação do mercado. “O mercado do agronegócio é um segmento que absorve muito as novas tecnologias, principalmente informações que possam ser aplicadas no campo e gerar resultados”, disse. Nos últimos 40 anos, o Brasil saiu da condição de importador de alimentos para se tornar um grande provedor para o mundo. De acordo com dados da Embrapa, foram conquistados aumentos significativos na

produção e na produtividade. Hoje se produz mais em cada hectare de terra, aspecto importantíssimo para a preservação dos recursos naturais. Os números revelam que entre 1975 e 2017, a produção de grãos, que era de 38 milhões de toneladas, cresceu mais de seis vezes, atingindo 236 milhões, enquanto a área plantada apenas dobrou. O que fez a diferença nestes últimos 50 anos foram os investimentos em pesquisa agrícola, o que trouxe avanços nas ciências, tecnologias adequadas e inovações. É neste cenário que se enquadra a Femec 2020 cujo tema é “Agronegócio em Sintonia com Ciência e Tecnologia”. A 9ª edição da Femec, além de foco na comercialização de máquinas agrícolas, terá amplo programa gratuito de capacitação de produtores rurais, trabalhadores e técnicos do setor. O Senar Minas, por exemplo, parceiro da Femec na capacitação de profissionais do agronegócio e produtores rurais, estará presente com oferta de oficinas de inovações tecnológicas para aplicação na agricultura. O sucesso alcançado em 2019 com a realização de um evento voltado para o público feminino, com participação de mais de 600 empreendedoras, motivou a organização da feira a dar continuidade ao projeto. Este ano acontecerá o 2º Encontro de Mulheres Mineiras do Agronegócio, no dia 24 de março, a partir das 14 horas. (Leia o artigo de Luciene Souza).


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A feira que oferece oportunidades para investimento na renovação de maquinário com preços e condições de financiamentos iguais às encontradas nas principais feiras do Brasil, receberá também a 4ª Exposição do Cavalo Mangalarga, Feira de Touros e Fêmeas Pró-Genética, Campos Demonstrativos de Sementes e Insumos Agrícolas, Arena Automotiva, Exposição da Raça Nelore e leilões.

CAMPOS DEMONSTRATIVOS

Sistemas de produção das principais culturas agrícolas presentes em nossa região serão apresentadas nos Campos Demonstrativos de Sementes e Insumos Agrícolas na Femec 2020. Uma área de cerca de 8 mil metros quadrados, dividida em plotes, vem sendo cultivada desde os últimos meses de 2019 para que durante a feira os visitantes possam passar pelas lavouras vitrines como um grande Dia de Campo multimarcas no parque Camaru, dentro da cidade. As empresas participantes do projeto apresentarão diferentes cultivares de soja e híbridos de milho, além variedades de cana-de-açúcar, sorgo, algodão e feijão. No local o produtor encontrará, por exemplo, opções de sementes para atender diversidades de clima, solo e janelas e plantio. Marcas como Aroeira, Basf, Brevant, Corteva, Forseed, Gurupi, Morgan, Pioneer, Sempre Sementes, Setec e Syngenta apresentarão seu portfólio na feira. Este ano, ainda como novidade, serão demonstrados ensaios agronômicos em hortaliças no sistema mandala elaborados por professores e alunos do curso de agronomia da Unipac.

ARENA AUTOMOTIVA

Setor que vem crescendo aceleradamente na Femec é o da indústria automotiva. Por isso a feira criou a Arena Automotiva, espaço

destinado às montadoras de veículos utilitários, como picapes e caminhões e opções de passeio das principais marcas do mercado, além de marcas de pneus, carretas e outros acessórios. Este ano o parque terá lançamentos de marcas como Autus Chevrolet, Curinga Fiat, Jeep, Maqnelson Mitsubishi, Ortovel Ford, Osaka Toyota, Tcar Mercedes e Volvo.

EXPOSIÇÃO DO MANGALARGA MARCHADOR

A Exposição do Cavalo Mangalarga Marchador na Femec este ano pagará R$ 10 mil em prêmios aos vencedores. A 4ª edição do evento na feira acontecerá no parque Camaru, de 26 a 28 de março, com organização do Núcleo Marchadores do Triângulo, Topada Promoções e apoio do Sindicato Rural de Uberlândia. A exposição deve reunir criadores dos estados de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e São Paulo. A expectativa é reunir mais de 100 animais que entram no parque a partir do dia 24 de março. Os julgamentos de andamento e morfologia feitos pelos juízes Victor Augusto Costa Andrade e Otto Rapalo Mol respectivamente, acontecem nos dias 26, 27 e 28 de março. A prova tem a chancela da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador – ABCCMM.

Ocastanho de Alcateia


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EXPOSIÇÃO DA RAÇA NELORE A Associação dos Criadores de Nelore do Triângulo Mineiro – ACNTM realiza a Exposição Ranqueada do Nelore Padrão e Nelore Mocho durante a Femec, no Parque de Exposições Camaru. Os animais entram no parque nos dias 23 e 24 e terão como data base dia 25 de março. Os julgamentos acontecem nos dias 26 e 27 de março. A expectativa da organização é receber cerca de 200 animais que serão pontuados para o ranking nacional da raça.

PRÓ-GENÉTICA A Feira de Touros do Pró-Genética e de Fêmeas do Pró-Fêmeas acontece em Uberlândia de 24 a 27 de março durante a Femec 2020. O evento promovido pelo Sindicato Rural de Uberlândia tem a chancela da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio do Grupo Coordenador do Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino do Estado de Minas Gerais. A feira ofertará Touros PO com Registro Genealógico Definitivo (inspecionado pela ABCZ), exame andrológico positivo e fêmeas registradas das raças mais presentes nos rebanhos da região, com teste negativo para brucelose e tuberculose. Os animais terão idade máxima até 42 meses e poderão ser financiados por meio de bancos parceiros.


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VEM AÍ O 2º ENCONTRO DE MULHERES

MINEIRAS DO AGRONEGÓCIO

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Por Luciene de Souza - Fundadora do Moeda de Troca

o dia 24 de março, primeiro dia da Femec 2020, a partir das 14 horas, o Sindicato Rural de Uberlândia realiza o 2º Encontro de Mulheres Mineiras do Agronegócio. Com público estimado em 1000 participantes, a organização em parceria com o grupo Moeda de Troca, almeja uma lição de diversidade de pensamento. Muito mais que uma troca de cartões, apertos de mão e conversas breves, o intuito é criar um momento de networking poderoso entre as mulheres presentes. Apesar da presença feminina não ser novidade no meio do agronegócio, há de se validar que a sua relevância tem crescido muito.

A participação das mulheres neste meio tem aumentado consistentemente, em termos de qualificação, oportunidades de trabalho e surgimento de novas lideranças. Mesmo com o aumento da participação feminina, o agro ainda é uma área dominada por homens, mas que vem mudando de maneira acelerada. Como afirma José Luiz Tejon, professor e coordenador do MBA da Audencia Business School, “o agronegócio de hoje não é mais o da força física”. A tecnologia cada vez mais presente no campo tem provado isso. E neste sentido, as mulheres conseguem se posicionar cada vez mais e melhor.


Com o intuito de mostrar a força feminina, sua atuação relevante e a igualdade de gênero na área, as mulheres estão ocupando espaços em todas os setores com competência, qualificação e mostrando resultados formidáveis. O hiato presente na voz da mulher quando falamos do agronegócio tem perdido força. E cada vez mais, as mulheres tem se posicionado e buscado avanços no segmento. Ainda existe, e é mais frequente do que imaginamos, o estereótipo de gênero, principalmente no universo do Agro. A formação dos dois gêneros é absolutamente a mesma, e as mulheres querem ‘sujar as botinas’ e estão preparadas para isso. Esse tema tão importante para todas as mulheres virá à tona, independentemente de sua área de atuação, da representatividade e da força feminina para o desenvolvimento do país. O 2º Encontro de Mulheres Mineiras do Agronegócio vai trazer para a Femec 2020, uma nova forma de abordagem e atuação, com conexões e trocas valiosas para as mulheres empreendedoras.

13 O Encontro terá palestras de peso, com mulheres que já vem construindo um novo conceito feminino no mercado e que prometem impactar todo o público presente. Ana Fontes, fundadora da RME – Rede Mulher Empreendedora, eleita em 2019 uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil pela Forbes, vai subir ao palco com a palestra Atitude Empreendedora, com seu jeito peculiar e único de inspirar mulheres pelo Brasil inteiro. Kellen Severo também sobe ao palco com a palestra “Mulheres do Agro: ousadia para crescer”. Kellen é Jornalista especializada em economia e agronegócios, âncora e editora-chefe do jornalístico Mercado & Cia no Canal Rural. E um painel com uma roda de conversas também chegará de forma inédita nesta edição. Com convidadas especiais, que têm sido protagonistas no agronegócio, promete ser um momento ímpar do encontro. Cases reais de mulheres do campo que estão escrevendo uma história de sucesso no agronegócio e no cenário empreendedor feminino brasileiro. Além de expositoras selecionadas, levando produtos e serviços para tornar este momento ainda mais especial. Com muita inspiração e informação de qualidade, o 2º Encontro de Mulheres Mineiras do Agronegócio promete ser um evento altamente importante para Minas Gerais. Esperamos todas lá!

MOEDA DE TROCA O grupo Moeda de Troca nasceu em Uberlândia em 2019, com o propósito de conectar mulheres empreendedoras de uma forma ativa e real. Fomentando a economia colaborativa, o consumo consciente, a troca como uma escolha inteligente e as conexões femininas como ferramenta de mudança em suas vidas e negócios, já são mais de 5.000 mulheres engajadas e ativamente atuantes em prol do empreendedorismo feminino. Com projeto de expansão em 2020, o Moeda de Troca, confirma a importância da presença feminina em todas as áreas do mercado e trabalha fortemente para que ela cresça cada vez mais.


ARTIGO EMBRAPA

EMPREENDER NO AGRO

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agricultura brasileira é um dos setores mais vibrantes da economia e propulsora de desenvolvimento de muitos territórios. A combinação do espírito empreendedor do produtor com novas tecnologias aplicadas aos sistemas de produção transformou o agronegócio brasileiro em potência mundial. O novo empreendedorismo é movido por jovens com formações diversas, que visualizam no agro oportunidades de negócio, e também pela crescente conexão da agricultura com outras áreas do conhecimento. Empreender no agro vai muito além da visão tradicional para dentro da porteira das propriedades agrícolas. O tempero dessa transformação é um modelo único de agricultura tropical, muito mais complexo e desafiador do que em outras partes do mundo, que pode fazer do Brasil, além de um grande exportador de alimentos, um importante player no mercado global de empresas baseadas no uso intensivo de tecnologias e que agreguem valor. Além de produzir alimentos, fibras, bioenergia e outras funcionalidades para nossa população, a um custo comparativamente baixo, a agropecuária brasileira guarda uma grande responsabilidade junto ao mundo: fornecer comida nutritiva para uma população crescente que chegará, em breve, a nove bilhões de habitantes. No mundo contemporâneo, a agricultura precisará ser cada vez mais sustentável, efetiva e resiliente. E as empresas nascentes em uso intensivo de tecnologias aplicadas à agricultura serão o combustível para potencializar esse processo. Os novos saltos de inovação na agricultura passam pela combinação do conhecimento científico, com o empreendedorismo, o que permitirá a incorporação de tecnologias habilitadoras como as digitais; biotecnológicas; nanotecnológicas; espaciais e físicas, que terão papel crucial nesse cenário. São inúmeras as janelas de oportunidades para um Brasil cada vez mais protagonista, com capacidade científica e tecnológica para se posicionar como a grande nação inovadora em relação ao tema “sustentabilidade agrícola”. A nova onda de inovação tecnológica no agro está em plena ascensão e tem forte capacidade mobilizadora de talentos. O estudo Radar AgTech Brasil 2019 revelou que o universo das startups é mais do que inovador, é dinâmico, é evolutivo, e possui um potencial sem precedentes para alavancar mais e mais

FOTO LILIAN ALVES EMBRAPA

Por Cleber Oliveira Soares | Diretor-Executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa

FOTO NEIDE MAKIKO FURUKAWA EMBRAPA

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o desenvolvimento agrícola sustentável de forma inovadora. O Radar é um elemento-chave na compreensão dos ecossistemas de inovação do agronegócio. As startups que inovam para o agro nacional já somam 1.125 Agtechs, com crescimento de mais de 100% em um ano, atuando nos ambientes que antecedem a porteira, dentro da porteira, e fora da porteira (o estudo está em www.radaragtech.com.br). Temos startups virando empresas de porte médio. Há algumas disputadas por investidores e outras, como a Gira, que em menos de um ano movimentou mais de R$ 1 bilhão em serviços. Com tanto movimento e capacidade de mobilização, é de se esperar que, muito em breve, surja nosso primeiro unicórnio do agro. A Embrapa por meio de parcerias e alianças estratégicas com empresas jovens, dinâmicas e de alta capacidade em inovar, tanto na agricultura quanto em outros setores econômicos - dos quais podem vir importantes insights - se fortalece como ator-chave para ampliar o impacto de novas tecnologias e viabilizar oportunidades para alavancar ainda mais o agro.


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ARTIGO

A TRAJETÓRIA DA AGRICULTURA BRASILEIRA A CAMINHO DE 2030

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Por Paulo Augusto Vianna Barroso | Embrapa Territorial Brasil ampliou significativamente a sua produção agrícola nos últimos 40 anos. Esse aumento se deveu, principalmente, ao crescimento da produtividade das lavouras. Em diversas culturas, como o café e o algodão, a área plantada hoje é inferior àquela cultivada em 1988. No entanto, o atual volume da produção em muito supera o que era colhido no passado. O incremento não foi igual em todos os estados do país, tampouco nas regiões dentro dos estados. A mesma tendência ocorreu em Minas Gerais, em que algumas regiões tiveram progressos maiores do que outras. E diversos fatores foram responsáveis por esse fenômeno. Destaco a inovação tecnológica, o acesso ao crédito e a ampliação de mercados. Na inovação tecnológica, o contínuo desenvolvimento de novas cultivares pelo melhoramento genético e, mais recentemente, a transgenia, permitiu disponibilizar genótipos mais produtivos e melhor adaptados às condições climáticas e estresses bióticos. Isso foi um fator marcante. Por sua vez, o acesso ao crédito possibilitou a uma parte da agricultura brasileira a incorporação de máquinas, implementos e insumos, que transformaram a realidade do campo. O primeiro desafio para aumentar a produtividade foi tornar o Brasil um país autossuficiente na produção de alimentos. Até a década de 1970 éramos grandes importadores de alimentos. Comprávamos, inclusive, produtos básicos para a nossa população, como o cotidiano arroz e feijão. Com a autossuficiência garantida, o crescimento da nossa agricultura só poderia ter sequência com a diversificação de produtos destinados à exportação e com a abertura de novos mercados. Quando lançamos olhar sobre o que garantiu a manutenção das altas taxas de crescimento, verificamos que os fundamentos foram criados por políticas públicas num primeiro momento e por políticas públicas e privadas mais recentemente. Os investimentos em pesquisa agropecuária, em particular, a criação da Embrapa, foram fundamentais para o desenvolvimento de tecnologias adequadas às condições tropicais do país. As diferentes modalidades de crédito e

seguros agrícola forneceram os recursos necessários e deram certa segurança para que o produtor pudesse investir. Não se pode esquecer da capacidade empreendedora dos agricultores, que foram capazes de entender o desafio e incorporar tecnologias e produtos adequados a cada realidade climática nesse país tão diverso. Sem eles e suas justas reinvindicações, o Brasil seria outro: certamente, mais pobre. E o que esperar para a próxima década? Seguramente uma agricultura ambientalmente mais amigável, que aumentará a área cultivada em plantio direto e com os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta. Também podemos aguardar a adoção de novas práticas menos impactantes ao meio ambiente e a incorporação do Código Florestal ao cotidiano dos agricultores, em seus diferentes perfis. A tecnologia ganhará mais espaço, com inovações de agricultura de precisão e com monitoramentos climáticos, de fertilidade do solo e de fatores ligados aos estresses bióticos mais acurados. Tudo isso auxiliará a tomada de decisão, que certamente será amparada por processos de inteligência artificial. A transgenia estará ainda mais presente, aumentando a gama de características alteradas graças às técnicas de edição gênica. Alguns velhos desafios terão que ser trabalhados de modo muito intenso, particularmente a infraestrutura de armazenamento e escoamento das safras, a inclusão de novos produtos que possam ser cultivados visando ampliar o leque de opções (o trigo nos cerrados, por exemplo) e a necessidade de melhoria do acesso à energia e internet. Outro velho dilema que continuará demandando muitos esforços será a viabilização econômica da agricultura praticada em pequena escala. Seu elevado papel social será mantido caso se crie condições para garantir que os sucessores não troquem definitivamente o campo pelas cidades. Para isso será essencial que se invista na formação de recursos humanos, em tecnologias que permitam a automação de atividades, focando em produtos com elevado valor agregado, e que se desenvolvam mecanismos de acesso a mercados para a comercialização da produção. Campo de algodão: um exemplo da adoção de tecnologias no aumento de produtividade

ARQUIVO: PAULO BARROSO

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ARTIGO

PÓ DE ROCHA: UMA APOSTA SUSTENTÁVEL

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Por Odelmo Leão | Prefeito de Uberlândia m novo ano se inicia e a agenda ambiental ganha ainda mais evidência enquanto o mundo discute temas como a segurança alimentar e o desenvolvimento social e econômico das nações. Assuntos que evocam grandes reflexões, em especial, para o Brasil. Sendo a agricultura um dos principais pilares da nossa economia, temos o desafio de mantê-la, de maneira sustentável, cada vez mais produtiva. Felizmente, a resposta para a questão pode estar bem debaixo dos nossos pés: o pó rico em nutrientes originado das nossas rochas. Um estudo conduzido em conjunto pela Prefeitura de Uberlândia, pela Companhia de Promoção Agrícola (Campo) e pelo ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli mostra que a região de Uberlândia - a segunda maior cidade de Minas Gerais - está assentada sobre um maciço de basalto, com potencial para ser a força-motriz desse novo momento do campo em nosso país. Os resultados desse trabalho puderam ser evidenciados durante o 1º Seminário de Remineralizadores de Solos do Triângulo Mineiro, que realizamos em outubro de 2019. O estudo mapeou a existência em Uberlândia de mais de 16 mil hectares dessa rocha silicática de origem vulcânica, cujo pó tem capacidade de recuperar solos pobres e reduzir a necessidade do uso de fertilizantes sintéticos e químicos nas lavouras. Um material que, segundo os levantamentos, poderá ser aproveitado em 100% do maciço, ou seja, sem a presença de rejeitos. As análises laboratoriais iniciais revelaram que, além de uma variedade de macro e micronutrientes, o produto extraído daqui possui teores de Soma de Bases (cálcio, magnésio e potássio) bem acima da exigência mínima da Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Isso sem falar na presença de altas concentrações de silício, elemento responsável pela resistência das plantas a pragas e doen-

ças. O que antes era visto apenas como recurso de mineração para a construção civil, portanto, tem potencial para tornar-se solução agrícola por meio da rochagem, aliando preocupação ambiental e qualidade alimentar. Com características de um remineralizador, o pó de rocha aumenta a eficiência na produção de nutrientes e a capacidade de retenção de água dos solos, potencializando a estabilização da matéria orgânica e ainda pode diminuir o custo de produção. Tudo isso sem causar risco de contaminação da terra ou da água pelo excesso de oferta do produto (ao contrário de outros fertilizantes) e promovendo o rejuvenescimento de áreas lixiviadas, com impacto positivo sobre a produtividade. Estamos falando da possibilidade de se aumentar o rendimento na produção na ordem de 20% a 30%, com melhoria da sanidade das plantas, maior retenção de carbono no solo e maior resistência às intempéries. Benefícios que, portanto, podem estar ao alcance do produtor, desde que atrelados à logística adequada. Uberlândia está localizada no entroncamento de importantes rodovias (BRs 050, 365 e 452) e é atendida por uma malha ferroviária que possibilita a interligação entre as regiões Centro-Oeste e Sudeste do país. Estamos ligados diretamente a cinco dos maiores polos econômicos brasileiros (Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília), possuímos o único entreposto mineiro da Zona Franca de Manaus, sediamos o Porto Seco do Cerrado (que interliga aos portos de Vitória-ES e Santos-SP) e temos o maior aeroporto operado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Minas Gerais (por onde passam tanto passageiros quanto cargas). Como agentes públicos, precisamos ser facilitadores, trabalhamos para que essa estrutura continue evoluindo e, logicamente, nos recusamos a ficar de braços cruzados quando sabemos que, do sul da Bahia ao Centro-Oeste brasileiro, 17 milhões dos 37 milhões de hectares de terra com lavouras, pastagens e florestas estão, em diferentes graus, percolados e empobrecidos de nutrientes. Com o basalto de Uberlândia aliado às facilidades logísticas da região, a recuperação pode ser promovida com sustentabilidade: respeitando a natureza, produzindo alimentos de qualidade e favorecendo a economia. Das pedras, surge um novo marco da nossa agricultura. Cabe somente a nós sermos os protagonistas dessa realidade mais do que promissora.


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PREFEITURA DE UBERLÂNDIA

É PRESENÇA CONFIRMADA NA FEMEC 2020

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om inúmeras ações de incentivo ao empreendedorismo rural, a Prefeitura de Uberlândia estará novamente presente na Feira do Agronegócio Mineiro (Femec), por meio da renovação da parceria entre a gestão municipal e o Sindicato Rural. O objetivo é proporcionar ao produtor rural espaço de fomento a seus negócios e atividades. As atrações são elaboradas e realizadas pela Secretaria Municipal de Agropecuária, Abastecimento e Distritos seguindo os pilares do Programa de Desenvolvimento de Novos Negócios Rurais – Novo Agro: gastronomia, piscicultura, turismo rural, agroindústria de pequeno porte e agroecologia. Neste ano, a principal atração será o Espaço Gastronômico, onde a população terá acesso a refeições prontas e lanches feitos por produtores convidados. Também serão comercializados produtos das Agroindústrias de Pequeno Porte, inspecionados pelo Serviço de Inspeção Municipal, tais como mel, queijos, ovos caipiras, doces, quitandas, conservas e banha de porco. Todos os expositores envolvidos já estão, inclusive, participando de capacitações em diferentes esferas, com objetivo de agregar ainda mais valor aos produtos ofertados. “Estamos mais uma vez cumprindo com o nosso propósito de valorizar o produtor rural, criando ações que fomentam as suas atividades em todos os setores. Seremos sempre parceiros do Sindicato Rural, unindo forças em prol de pequenos, médios e grandes produtores”, destacou o prefeito Odelmo Leão.

Parceria com Sindicato Rural da cidade propicia oportunidades aos produtores rurais


A secretária à frente da pasta, Walkíria Naves, explica que a iniciativa é importante pois cria um ponto de comercialização aos pequenos produtores. “Com o Espaço Gastronômico, esses produtores são beneficiados de diversas maneiras, pois aumentam a visibilidade de seu produto e expandem os seus conhecimentos de mercado. Sem contar que os frequentadores da Femec também ganham com isso, pois podem consumir deliciosos pratos típicos de nossa região”, ressaltou.

NOVO AGRO

Lançado em novembro de 2017, o programa Novo Agro - conduzido pelas secretarias municipais de Agropecuária, Abastecimento e Distritos e de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação - garantiu ao prefeito Odelmo Leão o prêmio Sebrae de Prefeito Empreendedor em 2018. Nossos produto-

res trabalham dia e noite para levar alimentos de qualidade às nossas mesas. As oportunidades oferecidas aos produtores acontecem por meio do acompanhamento realizado em todas as etapas de sua atuação, desde a escolha do que produzir, produção propriamente dita, técnicas, tecnologias e comercialização.

OPORTUNIDADE

Em 2019, a Femec proporcionou R$ 320 milhões em movimentação financeira e negócios prospectados e obteve um público de 63 mil pessoas. A expectativa da Secretaria Municipal de Agropecuária, Abastecimentos e Distritos é repetir o sucesso do ano passado e levar novas oportunidades aos produtores rurais. Em 2020, o evento acontece entre os dias 24 e 27 de março no Parque de Exposições Camaru.

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AGTECHS, VENTURE CAPITAL E A 4ª REVOLUÇÃO DO AGRONEGÓCIO

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Por Silvio Passos | Presidente do Conselho AgroVen, Membro Harvard Alumni Angles

ão é novidade que a transformação digital está virando de cabeça para baixo todos os setores, ao ponto de as 6 empresas mais valiosas dos EUA e as 2 mais valiosas da China, serem da economia digital. Startups do mundo todo se aproveitam da redução de custos e do fácil acesso às tecnologias emergentes, desafiando o mercado com novas soluções e modelos de negócio. No agronegócio, também não é novidade que à medida que a conectividade avança no campo, cresce também a oportunidade de inovação, ou a 4ª revolução do setor como muitos especialistas denominam. No Brasil, segundo a AbStartups, já são mais de 1100 AgTechs, nome dado às Startups do setor, com soluções antes, dentro e depois da porteira. Nesse artigo, porém gostaria de explorar 3 desdobramentos da revolução digital. Tendências ou desafios que são produtos desse processo. 1. Aceleração do venture capital, fundos de capital de Risco, com foco em Startups foram mais US$ 254 B, segundo estudo Venture Pulse da KPMG, o montante de venture capital, o investimento de risco, em 2018 no mundo. No Brasil segundo a Abvcap, entre 2015 e 2018 esse tipo de investimento passou de R$ 1,2 B para R$ 6,0 B. Nas AgTechs, segundo o Radar AgTech, estudo realizado pela SP Ventures, Homo Ludens e Embrapa, foram aportados em 2018 cerca de US$ 80MI (R$ 328 MI c/ cambio a 4,10), ou seja, pouco mais de 5% em relação ao total de R$ 6 B. Pouco ain-

da para um setor que representa cerca de 20% do PIB do país, mas esse valor significa um crescimento de 300% sobre 2017. Nomes de AgTechs como Solinftec, terramagna, Strider, PinkFarm, SenSix, entre tantos outros, recebem aportes e pipocam nos sites de mídias econômicas, como provas vivas desse crescente movimento. Nos últimos tempos se estabeleceram no Brasil fundos de investimento globais dedicados às AgTechs como o TheYeldLab, unindo-se a fundos nacionais com foco no Agro como a SP Ventures, que recentemente anunciou um novo fundo de R$ 300 milhões. Isso sem falar nos inúmeros fundos ligados aos grandes grupos nacionais como o PulseHub, Algar Ventures. InovaBra e a UnBox (Grupo controladores Magazine Luiza), para mencionar apenas alguns exemplos. Em se mantendo esse cenário de crescimento e pelas notícias quase que semanais de novos aportes, estamos somente no começo desse processo. 2. Qual será o 1º unicórnio, Startups com valor de mais de US$ 1B, do agronegócio no Brasil. O Brasil tem mais de 11 Unicórnios, como são chamadas as Startups que chegam a ser avaliadas em mais de US$ 1B, e foi o 3º pais que mais gerou esses fenômenos em 2019, atrás apenas dos EUA e China. Nenhum dos 11 é do agronegócio. Não somos diferentes do resto do mundo. Lá fora também ainda são escassas as AgTechs que viraram gigantes. É natural que assim seja, uma vez que o setor não é tão digitalizado como os setores financeiros ou de mídia.


O que é certo é que uma Startup para ser a. A LGPD (Lei Geral de Proteção dos Dados) candidata a Unicórnio precisa ter uma que entra em vigor no Brasil em Ago/2020 solução escalável, capaz de gerar enorserá suficiente para garantir a privacidames volumes de negócio. Ela não pode de dos produtores? Uma legislação que focar em nichos ou segmentos limitados, foi concebida inicialmente para proteger mas sim deve focar em resolver probleconsumidores e empresas está adequamas que são de tal forma padronizados da para proteger dados dos produtores, que as soluções sejam replicáveis para com todas as suas especificidades? O deum enorme número de potenciais clienbate está na mesa. Fica o desafio. tes sem a necessidade de customização. b. O 2º tema se refere ao valor criado nes Por isso algumas das principais apostas se processo. Se esses dados terão tanto tem sido em AgTechs com soluções digivalor para quem os coleta, como os protais para financiamento da produção, aindutores, que são os fornecedores desda mais em um momento de transformases dados, podem capturar parte desse ção desse processo no Brasil, mas também valor? Já existem modelos de negócios para marketplaces de comercialização on que pagam ou bonificam consumidores line de produtos entre fornecedores e e fornecedores pelos dados coletados. produtores. Essas 2 áreas têm problemas Será esse o futuro também para as soluque atingem a quase totalidade do setor e ções do Agro? Vamos acompanhar. independem do estado da federação e/ou do tipo de cultura ou criação animal. A FEMEC 2020 vai ser a capital Mundial De qualquer maneira a corrida está das AgTechs aberta, façam suas apostas. A FEMEC será uma boa oportunidade 3. Dados coletados dos produtores são para conhecer mais da dinâmica desse uma mina de ouro. Quem vai ficar com ecossistema digital e das StartUps do Agro. Com organização da AgroVen, Grupo de Inesse valor? À medida que a digitalização do campo vestidores em AgTechs, a FEMEC 2020 traavança, Startups e players estabelecidos rá o AgTech Show. Exposição de AgTechs brasileiras e interacumularão dados detalhados de cada m2 de produção agropecuária. Dados nacionais, palestras e debates de alguns que vem individualmente dos produto- dos principais líderes e especialistas em res, mas que se transformam em infor- transformação digital, e até mesmo um mações poderosas, e através de inteli- inovador Hackthon, uma maratona de exgência artificial geram lucros para essas perts em soluções digitais que competem empresas. Além disso, serão a base para para criar em poucos dias uma solução criação de novas gerações de produtos e inovadora para um problema real. No caso um problema do agronegócio. Esperamos soluções cada vez mais inovadores. Nesse contexto, pelo menos 2 questões todos lá na FEMEC 2020, produtores, emse levantam, e que merecem discussão: presas, investidores e AgTechs.

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ATeG DO SISTEMA FAEMG/SENAR MINAS É ÓTIMA OPÇÃO PARA PRODUTORES QUE

QUEREM MELHORAR GESTÃO E RENDA Em Uberlândia o Sindicato Rural está com inscrições abertas para produtores que trabalham com pecuária de leite, banana e aves.

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dministrar uma propriedade rural não é tão simples quanto parece. Sensível a esta questão, o Sindicato Rural de Uberlândia está buscando, na parceria com o Sistema FAEMG/ SENAR Minas, uma forma de suprir as dificuldades encontradas na gestão das empresas rurais. A opção: o Programa de Assistência Técnica e Gerencial, também conhecido como ATeG, que atende diversas áreas de atuação. Mas o que é ATeG? Criado em 2013 pelo SENAR Nacional, o Programa ATeG (Assistência Técnica e Gerencial) leva à produtores rurais assessoria na gestão da propriedade e em técnicas de produção. O produtor que aderir ao programa recebe assistência técnica regular gratuita e, dependendo da área de atuação, ele

tem duração de dois a quatro anos, como é o caso da cafeicultura. Como funciona? As turmas são compostas por 30 produtores e um técnico fica responsável por estas propriedades. Ele usa uma metodologia que é aplicada em cinco etapas: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, gestão e capacitação profissional complementar e avaliação sistemática dos resultados. Os resultados são sentidos ao longo das etapas e nas mudanças implantadas, que foram diagnosticadas pelo profissional que vai acompanhar a propriedade. E por falar em resultados... Em Uberlândia a primeira parceria para formação de turma de ATeG foi com a Calu.


FOTO: WENDERSON ARAUJO

INSCRIÇÕES ABERTAS

O Sindicato Rural de Uberlândia está com inscrições abertas para o ATeG em Pecuária de leite, Fruticultura e Avicultura. Aproveite a oportunidade para melhorar a gestão da propriedade e aumentar a sua renda sem gastar nada. Inscreva-se pelo (34) 99769570 com Osmar Peixoto.

Com 8 meses de atuação, o saldo tem sido positivo para a turma de 30 produtores de leite da região. Carlos Henrique de Oliveira, supervisor do Programa ATeG Leite, observa que neste período “houve melhorias na quantidade e qualidade do leite, em produção de alimento, na percepção do produtor quanto a importância de melhorar questões reprodutivas do rebanho e de fazer, detalhadamente, a gestão da propriedade”. Na prática, exemplos como o de Dalva de Freitas Rosa mostram o quanto o Programa faz a diferença na vida dos participantes. A pecuarista que toma conta de uma propriedade de 6 hectares resolveu participar do ATeG porque chegou ao limite. “Estava precisando de ajuda. Não sabia quanto de comida eu colocava para minhas vacas e agora aprendi. Fui correspondida na ajuda que eu estava precisando. Com isso, baixei meus

custos e aumentou meu leite. Fico agradecida por ter quem cuida da gente, como o Sistema Faemg/Senar Minas, por que cuidar da roça não é nada fácil”, disse Dalva. O que antes eram 24 animais, com três delas secas, se transformaram em 14 vacas em lactação. Com a venda das vacas ruins e o manejo adequado, a média diária passou de 14,5 litros/dia para uma média de 19,6 litros/dia. Com a redução das despesas, a produtora está ganhando mais com o que produz. José Soté da Silva, instrutor do Senar e técnico do ATeG que acompanha a propriedade de dona Dalva, conta que “quando começamos o trabalho de orientação, o custo total (medicamento, ração, material de ordenha, dentre outros) era cerca de R$ 1,12 e conseguimos baixar para R$ 0,97. Este foi o primeiro passo, o seguinte foi o planejamento da alimentação da seca de 2020. Conseguimos orientá-la para que plantasse silagem em uma parte da propriedade do vizinho, o que vai baixar ainda mais as despesas. Com dona Dalva estamos vendo o quanto a proposta do ATeG é importante para os produtores que estão começando a ver maior rentabilidade no final de cada mês”. O Gerente Regional do Sistema FAEMG/ SENAR Minas em Uberaba - Caio Oliveira, ressalta que o Programa de Assistência Técnica e Gerencial “vem contribuir com o desenvolvimento completo do produtor rural. Pela metodologia trabalhada temos uma atenção constante em propor ações do ATeG de forma profissional e responsável, tendo um comprometimento mutuo junto ao produtor, para que de fato, o Programa possa transformar a vida e a atividade produtiva das famílias rurais atendidas. Ressaltamos ainda a importante parceria com o Sindicato Rural de Uberlândia que nos ajuda na divulgação e manutenção dos grupos trabalhados.”

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ARTIGO

O PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO NO AGRONEGÓCIO Por Wendel de Brito Lemos Teixeira | Advogado do Sindicato Rural de Uberlândia (MG) | Mestre em Direito pela UFU

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iz-se popularmente que na vida se tem uma certeza: que todos morrem um dia. É um momento difícil para todas as pessoas, inclusive os produtores rurais, é o momento de se fazer sua sucessão, seja ela realizada em vida ou em caso de falecimento (como normalmente ocorre). Alguns por sentimento pessoal ou outro motivo qualquer, não fazem planejamento sucessório, o que pode trazer grandes prejuízos e sofrimento para seus sucessores. Prejuízos e sofrimentos estes que podem ser evitados ou minimizados. Hoje é pacífico ser extremamente recomendável que as pessoas (inclusive os produtores rurais) planejem sua sucessão em vida ou para o caso de sua incapacidade ou morte. Cada pessoa e produtor rural tem sua família com sua própria configuração e com uma infinidade de especificidades. Pode haver produtores rurais, solteiros, casados, divorciados, com filhos, sem filhos, com problemas financeiros ou sem problemas financeiros e com mais uma infinidade de situações relevantes. É quase infinita as situações que englobam as peculiaridades de cada produtor rural e sua família. Diante desta enormidade de peculiaridades, da intenção de evitar conflitos, do objetivo de proteger seus sucessores, de buscar ter economia e para fazer valer sua vontade é que se promove o planejamento sucessório. O planejamento sucessório é então, o conjunto de medidas utilizadas na sucessão do indivíduo para evitar conflitos, ter economia, proteger seus sucessores e fazer valer sua vontade. Não se tem uma medida única de planejamento para todos os produtores rurais. Deve-se analisar a situação de cada produtor com bastante diligência e verificar qual medida é a mais adequada para os objetivos do produtor e para o caso concreto. Dentre as medidas mais comuns de planejamento sucessório pode-se citar o seguro de vida, previdência privada, partilha em vida, testamento e criação de holding. Seguro de vida é um mecanismo de planejamento sucessório no qual em decorrência do falecimento do produtor rural, seus sucessores recebem o valor segurado. A previdência privada é outra medida de planejamento sucessório, onde o produtor rural também pode realizar uma aplicação a longo prazo com direito a resgate posterior em benefício dos seus sucessores.

A partilha em vida é a forma de planejamento sucessório pelo qual o produtor rural pode transferir parte de seu patrimônio para seus sucessores dentro dos limites legais. O testamento, por sua vez, é um ato de disposição de última vontade altamente flexível onde o produtor rural pode dispor sobre várias questões patrimoniais e não-patrimoniais a iniciarem apenas com o advento de sua morte. É a forma mais comum de planejamento sucessório. Pode – dentro de certos limites impostos pela lei – decidir o destino do seu patrimônio, se o patrimônio dos seus herdeiros serão ou não compartilhados com os respectivos cônjuges, se podem ser vendidos ou doados ou não, se estarão protegidos em caso de dificuldades financeiras dos herdeiros ou não, dentre outras coisas mais. Já a criação de holding para fins de planejamento sucessório é uma constituição de pessoa jurídica com o objetivo de promover a transferência de patrimônio para seus sucessores e/ou promover a redução de tributos no caso de sucessão. Estes são os tipos mais comuns de planejamento sucessório para as pessoas, que também se aplica para o produtor rural, ainda que haja especificidades da atividade. Importante ainda que o advogado que for realizar o planejamento sucessório do produtor rural tenha conhecimento do agronegócio, haja vista que há várias peculiaridades neste ramo de atividade. Cite-se, por exemplo, na criação de gado ou equinos, onde se verificam muitos conflitos judiciais porque não é raro alguns profissionais que não atuam no agronegócio fazerem planejamento sucessório onde o rebanho é destinado a determinada pessoa, mas desconhecer que existe um sufixo de criação que também deveria ser transmitido. Sufixo este que muitas das vezes é altamente valioso. Outro exemplo, é o fato do desconhecimento das peculiaridades de arrendamentos rurais, parcerias agrícolas ou pecuárias, empréstimos e financiamentos rurais etc. poder afetar a maior eficácia do planejamento. Como dito. Não há uma medida de planejamento geral para todo e qualquer produtor rural como não há uma roupa única para todos. Pelo contrário, cada caso deve ser amplamente analisado para se verificar qual o melhor tipo de planejamento sucessório para o caso de cada produtor rural e os pontos favoráveis ou desfavoráveis de cada opção.


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ARTIGO TÉCNICO

GEORREFERENCIAMENTO DE IMÓVEIS RURAIS Por Engenheiro Agrônomo Adalto Franco e equipe | Departamento Técnico Agropecuário do Sindicato Rural de Uberlândia

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eorreferenciamento é o processo pelo qual se regulariza propriedades rurais junto ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. O Georreferenciamento consiste na descrição do imóvel rural em suas características, limites e confrontações, realizando o levantamento das coordenadas dos vértices definidores dos imóveis rurais, Georreferenciados ao sistema geodésico brasileiro, com precisão posicional fixada pelo INCRA. É um procedimento realizado através de levantamento topográfico no campo com equipamentos de precisão denominados GPS, devendo ser executado por profissionais devidamente qualificados e credenciados pelo INCRA para exercer esta atividade. O trabalho de Georreferenciamento envolve, além do levantamento de dados no campo, cálculos, análises documentais, projetos e desenhos, em consonância com o disposto na legislação federal e na norma técnica do INCRA. O trabalho possui estreita relação com o processo gerencial da propriedade, pois é através deste que o proprietário atualiza a situação cartorial e cadastral da propriedade. Com base nestes dados é que o proprietário irá unificar e gerenciar de forma mais eficiente o que diz respeito ao INCRA, Receita Federal e Cartório de Registro de Imóveis. Apresentamos a seguir algumas dúvidas e esclarecimentos frequentes sobre o tema. Quem está obrigado a fazer o Georreferenciamento? A Lei Federal 10.267/01 obriga todos os proprietários de imóveis rurais a realizar o Georreferenciamento das propriedades para efetuar qualquer alteração cartorial na matrícula do imóvel como mudança de titularidade (compra/venda), membramento, desmembramento, parcelamento, modificação de área, aspectos ambientais como Reserva Legal, Licenciamento Ambiental, garantia bancária através de hipotecas, etc. Implicações da não realização do Georreferenciamento! Após o vencimento dos prazos ocorre o impedimento da efetivação, de qualquer transcrição na matrícula.

PRAZOS PARA A REALIZAÇÃO DO GEORREFERENCIAMENTO  Áreas iguais ou superiores a 5.000 hectares: início em 29/01/2003;  Áreas entre 1.000 e 5.000 hectares: a partir de 31/10/2003;  Áreas entre 500 e 1.000 hectares: a partir de 21/11/2008;  Áreas entre 250 e 500 hectares: a partir de 21/11/2013;  Áreas entre 100 e 250 hectares: a partir de 21/11/2016;  Áreas entre 25 e 100 hectares: a partir de 21/11/2019;  Áreas abaixo de 25 hectares: a partir de 21/11/2023;  Em caso de processos judiciais todas as áreas devem ser georreferenciadas Atente também para a Regularização Ambiental como o Licenciamento Ambiental, Averbação de Reserva Legal e Outorga de Uso das Águas. Consulte gratuitamente o Departamento Técnico Agropecuário do Sindicato Rural de Uberlândia para maiores esclarecimentos pelos telefones (034) 3292 8811 / 9 9976 7475 / 9 9991 1493


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ARTIGO VETERINÁRIO

VOCÊ CONHECE A MEDICINA VETERINÁRIA FORENSE?

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Por Vitor Tadeu Santos Teixeira e Saulo Fernandes Carvalho profissão de Médico (a) Veterinário (a) possui amplo campo de trabalho, um destes é a Medicina Veterinária Forense. Ela está em expansão e necessita da conjugação de várias disciplinas, bem como de conhecimentos de áreas do direito. Durante os litígios civil e penal, o perito Médico Veterinário pode trabalhar como perito nomeado, assessorando o juiz no caso civil. E no caso penal pode trabalhar como assistente técnico na discussão do laudo pericial do perito oficial. Podemos citar então algumas áreas que o perito Médico Veterinário necessita de domínio, e estas são: genética veterinária forense, avaliação e valoração de rebanhos, patologia veterinária, inspeção de produtos de origem animal, fraudes em produtos de origem animal, tráfico, identificação e biologia de animais silvestres, conhecimentos sobre armas de fogo, maus tratos a animais e perícia de meio ambiente. Assim sugere-se que o perito Médico Veterinário estude uma formação complementar em Medicina Veterinária Forense, desempenhando um belo papel em nossa sociedade. O perito veterinário atua quando das questões de partilha de bens semoventes (animais) promovendo evolução de rebanho, avaliações financeiras, determinação de idade cronológica, pureza racial, funcionalidade e contestação documental ou clínico de animais. O perito médico veterinário pode ainda atuar juntamente com as polícias militar, ambiental e bombeiros na preservação da vida e do bem-estar

animal; é uma área da veterinária ainda pouco explorada, mas disponível tanto para o magistrado (juiz) quanto para o advogado quando das causas que envolvem produtos de origem animal ou mesmo animais. Este profissional detém um conhecimento técnico multidisciplinar capaz de buscar de maneira imparcial e transparente as informações técnicas para arguir ou responder perguntas técnicas pelas partes envolvidas de forma a contribuir para uma definição acertada a favor da justiça. Muitas vezes este profissional contribui para todas as áreas envolvidas por possuir capacidade profissional para descrever às partes cada condição de um trabalho, de forma a propiciar harmonia e equilíbrio da decisão final. Para o produtor rural, o perito veterinário é um profissional qualificado que auxilia o departamento jurídico quando de um caso de um laudo de mortalidade de animais segurados, contribuindo a determinar a causa morte daquele animal para fins de ressarcimento financeiro. Nos processos de parceria para produção de produtos de origem animal, o perito veterinário contribui com as condições técnicas na forma de assistente técnico conhecedor das condições e índices de cada contrato envolvendo animais. Em outras palavras o perito médico veterinário contribui com o jurídico nas formações contratuais, nas parcerias, nas divisões de bens semoventes de forma a se tornar mais segura as relações comerciais por se tratar de um “expert” na sua área de atuação; assim o perito veterinário esta sempre a disposição da justiça ou da pessoa honesta e precavida nas relações comerciais. Quando precisar procure sempre um assistente técnico perito veterinário, ele é o braço do conhecimento para a justiça e as relações comerciais legais e justas.


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SEGURANÇA NO CAMPO Operações da Polícia Civil/Delegacia Rural deflagradas na região resultaram na repressão de crimes; unidade recebe apoio do Sindicato Rural de Uberlândia

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s operações capitaneadas pela Pol�cia Civil do Estado de Minas Gerais durante o ano de 2019, por meio da Delegacia Rural de Uberlândia, possibilitaram reprimir crimes de furto e roubo cometidos na zona rural do município. Os trabalhos resultaram ainda na recuperação de animais e apreensão de bens durante cumprimento de mandado de buscas. A prisão de diversos autores responsáveis pela prática de crimes contra o patrimônio em ambiente rural gera cada vez mais segurança para o trabalho do produtor rural. As operações “PIRATAS BOIADEIROS”, “CONEXÃO FASES I, II E III”, “MARRUÁ” e “PAGADOR I e II” resultaram na recuperação de 270 cabeças de bovinos, 31 prisões ratificadas, 3 veículos recuperados e ainda recuperação de ferramentas e equipamentos furtados e apreensões de bens. Em uma delas, a Polícia

Civil conseguiu recuperar os animais roubados de Alexandre Freitas Macedo, associado do Sindicato Rural de Uberlândia. O gado havia sido levado de uma propriedade localizada entre Uberlândia e Romaria. Após denúncia, investigadores da delegacia rural, sob comando do Delegado de Polícia Dr. Daniel Azevedo Batista, iniciaram trabalhos que resultaram na recuperação do gado. Os animais foram restituídos ao proprietário em junho de 2019. “Agradeço o empenho do delegado Dr. Daniel e do presidente do Sindicato Gustavo Galassi pelo apoio dado ao produtor”, disse Macedo. O delgado, Dr. Daniel Azevedo, conta que a Delegacia Rural de Uberlândia recebe apoio do Sindicato Rural por meio de um convênio firmado com o Estado. “Este acordo fornece todas as condições para serem realizadas investigações de qualidade”, afirmou.

Alexandre Macedo teve gado recuperado pela Polícia Civil


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Revista Camaru 88 by Sindicato Rural de Uberlândia - Issuu