IVALDO BERTAZZO
Envelhecer em movimento UMA JORNADA COM A PSI COMOTR I CIDAD E
LONGEVIDADE E ENVELHECIMENTO CRISTINA MADI
O CORPO E O SOCIAL Conforme as escolhas que uma pessoa faz, seu estilo de vida vai se definindo, e o reflexo dessas escolhas é sentido na velhice. Com o fenômeno da longevidade, essas escolhas ganharam uma nova dimensão, pois é possível viver mais tempo e com mais qualidade. O avanço nas pesquisas médicas e o acesso à informação representam outro patamar no gerenciamento dessa fase da vida. É possível evitar ou controlar doenças crônicas e buscar mais prazer e satisfação na existência. Ainda assim, há no senso comum a ideia de que envelhecer representa acomodar-se. Esse preconceito vem acompanhado de uma espécie de código de conduta para as pessoas mais velhas, que diz qual roupa é mais adequada, o que se pode fazer ou não nessa idade. Envelhecer, de acordo com essa mentalidade, é quase uma sentença de morte, então pouca gente se prepara para chegar nesse período da vida com boa energia e possibilidades de escolher por si mesma. As representações mais comuns da velhice estabelecem uma relação estreita entre ela e as doenças e incapacidades. Os ícones de identificação, como os de estacionamentos ou lugares preferenciais, costumam ser a imagem de uma pessoa (geralmente um homem) portando uma bengala. Isso tem sido substituído por uma mensagem mais direta. Na simples troca de um ícone como esse, a sociedade inteira se transforma e presta mais atenção a seus discursos, no combate ao preconceito. A própria palavra aposentar, que significa “ir para o aposento”, indica uma retirada, um sair de cena. Como se ao envelhecer a pessoa perdesse toda sua capacidade cognitiva, motora, social etc. E como a cultura influi, a própria pessoa vai se limitando nessa fase. 1