Caderno de Estudo de Arte para o professor-propositor
ARTISTAS CITADOS
Ara NAÍF Minúcia, mundos cotidianos e imaginários. Signos e temáticas em imagens que penetram nos olhos, capturam nossa atenção mostrando sua estética. Olhares de arte naif.
PrtmloAquMçto
Nalf do Rio de Janeiro
'
”*
Sua produção az parte do acervo do MAN Museu Intemaaonal de arte
Rogárto Sena [Rogério Soam da Sena] (Balo Horizonte. MG. t W7) F > aquentou a escola, mas náo chagou a completar o primário A partir da adolescência. Rogário passou por várias clinicas. Hoje, participa de centros de convtvônoa e Ma contra o salema de internação psiquiátrica Ele foi descoberto como artista há 10 anos e expõe ponnanentemente na galena Bohzáno
Sem título - Chico da Silva
AB^Aâ NAÍFâ.
Artistas primitivos, ingênuos, populares, intuitivos? Não importa como queiram chamá-los. São artistas. Autodidatas com potencialidade e sensibilidade artística como fazedores de arte. Para aninhar o estudo da expressividade inventiva dos artistas naífs desta edição da Bienal Naífs do Brasil 2008, no SESCPiracicaba, preparamos este Caderno de Estudo do Professor-Propositor de arte propondo diferentes modos de olhar a arte naif pelos territórios da arte.
Nas trilhas do território de
06 CBIACÃO, o que podemos encontrar sobre poéticas
visuais, aspectos dos repertórios pessoais e culturais, sobre o impulso criador e a imaginação criadora?
âóU MMCM VIVÔNTê Eli Heil
Vive na mente O corpo não sente Mas sei que sou gente Solta no ar Alma para amar Olhos para chorar Boca para gritar Gente, Gente, Gente! Só tenho colorido na mente Mancha na minha frente Eu sou mancha vivente Às vezes sou gente
Paisagem, vim com tudo - Eli Heil
Pássaros do Símbolo - Eli Heil
Poéticas... Em cada artista um modo de expressão. Em cada modo de expressão um jeito estético que desvela repertórios pessoais e culturais. O impulso criador de 6LI H61L, após um período doente, a faz criar. Seres imaginários povoam sua produção: desenho e pintura em diferentes suportes, escultura, relevos, trançados, bordados, cerâmica, objetos. Materiais não usuais rompem suportes convencionais.
Outras sou toda uma vida Uma depressão de repente Viro mancha colorida Posso estar numa parede limpa Posso estar numa parede suja Esquecendo o mau trato da vida Para que a vida não fuja Que bom ser mancha vivente! Pelo menos minha mente Esquece por um instante O desabrigo de tudo Que está na minha frente. HEIL, Eli. Vomitando Sentimentos. Florianópolis: Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina, 2000, p. 16. Eu Sou Mancha Vivente, Eli Heil
Boaventura da Silva Filho assumiu seu apelido: LòtlCÔ. Suas esculturas, fora do comum, impregnadas de religiosidade,
fundem o fantástico e o místico. Vaso de Cérebros - Eli Heil
Cor, espaço, relação entre figura e fundo, dimensões, significações... No território de FtJBfAA-COHTÔÚDÓ...
Natureza da Arte ■ Alcides Pereira Danças Flora Fauna - Eli Bacelar
... a cor tinge a cena de fim-de-semana que GÔBálóH 06 CAâlEÓ olha de cima, e faz dança
cromática na paisagem amazônica de 6LI BAC6LAE. ... a figura de Exu, numa referência direta a uma
ancestralidade
africana,
de
forma
ereta
e
pontiaguda ganha ares de totem, crescendo e
ganhando dimensões gigantescas para prisioneira na escultura de CK1C4) TABIBUIA.
ficar
... as figuras, bichos e pássaros numa construção geométrica, rasga horizontalmente a pintura pelas mãos de ALCIDÔá PÔEÔLBA.
O Fim de Semana Chegou Gersion de Castro Silva
Grande Exu ■ Chico Tabibuia
Títulos podem ser chaves de entrada. Um título serve para apelidar, atribuir, citar, comentar, dedicar, definir, desafiar, descrever, disfarçar, evocar, explicar, homenagear, identificar, imaginar, indicar, influenciar, interpretar, inventar, ironizar, limitar, meditar, narrar, nomear, polemizar, questionar, representar, significar, subverter, sugerir, surpreender, transformar. E se, ‘sem titulo" a obra chamar, com certeza uma intenção o artista quer lhe dar.
Ficção? Fantasia? Realidade? De quais temáticas nos falam as
obras quando olhamos a íntima relação entre F0EMA CÓM^ÔÚDQ?
Culpado II - Deusdete Antônio de Miranda
Dengue no Rio de Janeiro - Aloisio Dias da Silva
Que temática você vê em Futebol na Vila Azul de DA/416L HEMWd); em Culpado II de DÔD6 MIRArtDA? O que nos dá a ver Palco e Platéia de 6LT H6IL e A Dengue no Rio de Janeiro I deADSILVA?
O que você vê, é o que você vê?
Futebol na Vila Azul Daniel Firmino da Silva
Palco e Platéia - Eli Hei!
■PARA COMEÇAR FAZER O DESENHO PRECISA: LÁPIS, CANETA, ALGODÃO, QUEROSENE, THINER, GASOLINA, PINCEL, RÉGUA,
TESOURA, GIZ, PAPEL, SODA CÁUSTICA, FOGO, PREGO,
TRABALHO, MADEIRA, TINTA. SERROTE, MESA, CASA, CADEIRA. PARA FAZER ESSE DESENHO FICA MUITO CARO. QUEM PEGAR ESSE DESENHO GUARDE COM CARINHO. PODE LAVAR; SÓ NÃO PODE ARRANHAR TENDO ZELO, ATURA MEIO SÉCULO, E FICA PARA OS FILHOS E NETOS'. Roseno Sem titulo ■ Roseno
No território da materialidade,
.matéria pode ser óleo, acrílico, madeira, linha de bordado, guache, têmpera, lápis, caneta, pastel,
técnica mista... suporte pode ser tela, cartão, papel, papel fotográfico, madeira, tecido, fcxografias... Ferramentas podem ser pincéis, lápis, canetas, goivas,
agulhas, paleta, godé,... Qual matéria é enfeitiçada pelas mãos obreiras dos artistas BQS6NO, DALILA, CHICO, BOGCEIO e MABIA LÚCIA?
Sem titulo - Roseno
d
Linguagens Artísticas. Um território sem fronteira. Nele, linguagens apresentamse de modo bidimensional ou tridimensional, em múltiplas
possibilidades...
Pintura e Escultura não são técnicas. São linguagens. Fazer arte é assim invenção de linguagem. Bidimensional, na pintura; tridimensional na escultura.
A pintura de CLAílDIMAJJ e a escultura de rtttCA são linguagens diferentes. Um faz por adição, na lentidão da tinta e da cor. O
outro, faz por subtração, repetindo golpes de retirada da matéria-madeira com o trabalho da mão.
Há ainda outros artistas nesta bienal que inventam, por exemplo, a linguagem do bordado e da fotografia. Você sabe quem são?
2 Gemelar - Dalton OHveira de Paula
No território de 6 CULTUKAtó, podemos visitar diferentes campos do conhecimento que envolvem a arte e a cultura. Na história da arte puxamos um fio de Henri Rousseau e tecemos conceitos: naif, arte ingênua, arte popular, art brut, imagens do inconsciente....
Enlaçando a antropologia e a história, cruzamos os fios das festas populares e dos folguedos coletivos.
Tudo isso e muito mais sobre políticas culturais, bienais, salões e festivais, são conexões
potenciais de estudo em saberes estéticos e culturais.
Fesla do Divino de Pirenõpolis ■ Claudimar Gonzaga Pereira
Viva! 0 Milagroso São Sebastião - José Luiz Soares
ÍIM ANDAEILHAE PÔL(%
ATO NAIF. ABETOS NAÍFS DA ATO NA 6SC0LA
Se os conceitos em arte são sempre provisórios, em relação às artes periféricas eles tendem a flutuar com mais imprecisões. Artes periféricas, primitivas, populares, tradicionais, inconscientes, ingénuas lembram a transitoriedade dos conceitos, que as classificações são datadas e feitas segundo o gosto, as escalas de valor e hierarquias de cada época e cultura. E, ainda: na maioria das vezes, correspondem à maneira pela qual grupos que não participam de sua produção a apreendem. Angela Mascelani Antropóloga, diretora do Museu Casa do Pontal e Júri da 9’ Bienal Naif
Como convidar nossos alunos para um mergulho na arte naif? Para adentrar no campo da arte e flutuar nas imprecisões? A proposta aqui é como um rascunho, um esboço de linhas de rumo com focos potenciais que, com os desdobramentos da exposição em sala de aula, abrem possibilidades para impulsionar o desenvolvimento de projetos tendo como investigação a 9* Bienal Naif. As sugestões aqui colocadas são como nutrição estética para a invenção de outros aspectos, ampliados pela escuta e observação sensível dos alunos, parceiros nesta viagem pelos territórios da arte.
Cidade Agitada - Marcelo Shimaneski Mas se o desejo é saber preservar, exercitar a memória coletiva e chegar perto das heranças culturais é no território de PAÍBIMONIO CtILlllEAL que você deve desembarcar. Nesse território a arte naif, assim como outros modos de arte, pode ser visto como um bem simbólico pertencente ao nosso caldeirão cultural que nos convida a andarilhar pelos territórios da arte na escola.
Palco e Platéia - Eli Heil
expeDicòôâ insíigan^ôs
Espremendo Cajú - Carmézia Emiliano
Transformar um passeio ou excursão em uma expedição! Nela há algo a investigar, a estudar em um processo de colaboração e interação para que o objeto de estudo da expedição possa ser vivido e percebido por múltiplos focos possíveis e pela multiplicidade de olhares. Os registros podem subsidiar a memória compartilhada de muitos modos: fotografias, que depois terão de ser selecionadas e organizadas, desenhos, gravação dos sons, percepção de cenas com os personagens que a vivenciam, registros escritos em prosa e verso Assim, a curiosidade, a atitude investigativa, o encontro com a arte e a cultura serão provocados. Esses procedimentos cercam o momento da visita, mas podemos nos perguntar: O que fazer antes, durante e depois da visita a uma instituição?
PEÔPABANDO A VWGeMXPeDICÃfi Como preparar nossos alunos sem lhes tirar a surpresa frente às obras? Os alunos jà visitaram outras bienais naífs ou outras exposições? Jà leram algo na mídia sobre ela? Como imaginam obras que tem como titulo, por exemplo: O fim de semana chegou ou Vaso de cérebros? O que sabem sobre o SESC/Piracicaba e sobre as montagens das exposições? Certamente algumas imagens podem ser mostradas, pois será interessante que percebam a diferença entre a reprodução vista e a própria obra. Com os alunos podemos levantar focos de observação para a visita, pois eles mantêm o olhar à espreita, em estado de busca, de atenção que encontra.
m vna ex-peBiêrtciA da vtóiwexpeDicÃô Como uma experiência estética e estésica, a visita/expedição se torna "um acontecimento" capaz de deslocar o visitante da experiência cotidiana para outro espaço, do qual ele sairá com outro olhar sobre o mesmo cotidiano. Para isso, é vital que o juízo, as opiniões, o “gosto/não gosto" saiam da conversa, da ação mediadora. A convocação se dá também pelo olhar silencioso que mergulha nas sensações que a imagem vai doando ao corpo do leitor. Em coleta sensorial, o corpo escava sensações e gesta falas de interpretação e de (inter)penetração entre a obra e o leitor. Espaços de silêncio se entremeiam pelas indagações que impulsionam o observar e pensar e pela socialização das sensações e leituras dos alunos.
a viàiTA/expeDicÃo e
PBúje-roâ ew sala oe aula
A continuidade da visita/expedição acontece em sala de aula. Considerando a dinâmica de um projeto na sala de aula, o enriquecimento cultural e a ampliação das possibilidades do estudo por meio de uma visita/expedição, podem-se prever as características diversas que um projeto pode adquirir se a visita/expedição for realizada no inicio do projeto ou se ela se der no meio ou no final desse processo • A visita iniciando um projeto - ações pedagógicas se centram em um caráter exploratório: espaço de descobertas, de aflorar não-saberes e curiosidades, de percorrer caminhos não expenmentados. • A visita no meio de um processo - o seu caráter é investigativo: perguntas formuladas antes da visita poderão encontrar respostas no próprio percurso da expedição, ampliando o que já está sendo pesquisado e estudado. • A visita no final de um processo como espaço de sistematização, a viagem pode se converter em um excelente meio de rever o assunto tratado, a partir do que já foi estudado, pesquisado e refletido.
A CAETÜGBAFIA DOâ TêEEITáEIOè DA ATO Cada obra de arte é um arquipélago porque cada boa obra engendra uma ilha, com topografia, atmosfera e vegetação particulares, eventualmente semelhante a outra ilha, mas sem confundir-se com ela. Percorrê-la com cuidado equivale a vivendá-la, percebero que só ela oferece. Agnaldo Farias
Viajar pela arte e cultura é trilhar os seus múltiplos territórios. Um modo de viajar que nos faz olhar a arte e a cultura como se estivéssemos sentados em diferentes banquinhos, com diversos focos. Um modo de viajar que ao mesmo tempo em que mergulha nos labirintos de um único território, também voa panoramicamente em conexões que tecem relações. A arte naif nos convida a andarilhar por alguns deles. As linguagens da arte comentam sobre o mundo e as coisas da vida. Aqui, focalizamos as linguagens tradicionais da pintura e da escultura, ampliando o olhar sobre as linguagens bi e tridimensionais. No território de processos de criação, estudamos as marcas das poéticas visuais dos artistas, os reflexos de seus repertórios pessoais e culturais, o impulso criador, a imaginação criadora. Matérias, suportes e ferramentas nos mostram as potencialidades do território da materialidade. No diálogo com a materialidade as relações de formaconteúdo estruturam a obra, pois onde está a forma lê-se o conteúdo. No território de saberes estéticos e culturais pesquisamos idéias e conceitos sobre arte, que muitas vezes se encontram na própria história da arte, na filosofia, da sociologia, da antropologia, da psicologia. Saberes que reafirmam as obras como patrimônio cultural. Preservação, memória coletiva, heranças culturais são aspectos deste território. Para compreendê-los são necessários processos educativos movidos numa mediação cultural, quer seja no espaço da escola, no espaço expositivo de museus, de centros culturais ou após a nossa experiência como espectadores de espetáculos de teatro, de dança, como também após a exibição de um filme no cinema. Estes territórios estão mapeados neste caderno de estudo com obras que compõe uma certa curadoria educativa. Modos outros poderiam ter sido escolhidos... Todas as obras poderiam estar em todos os territórios sob determinados pontos de vista. Novas cartografias podem serfeitas: • trabalhando sobre a página central com todas as imagens das obras da sala especial e das obras premiadas, tecendo outras relações entre os territórios; • convidando os alunos para mapear as obras que compõe o catálogo do aprendiz de arte naif; • reproduzindo a página central, recortando e colando as obras em papel encorpado para inventar jogos com os alunos, como o da memória, o jogo tipo "cara a cara" onde os alunos tem de adivinhar qual é a obra, etc; • revendo cada obra de arte apresentada relacionando com os territórios da arte apresentados; • buscando outros territórios, como as conexões com outras disciplinas curriculares;
ATOXlMACÕêâ CÜM A Wfâ CdMíWOBAftèA 6 Aâ WGllABÍ Aâ MÔOeMlâíAâ Será que tudo começou com as obras de Henri Rousseau? Com pesquisas podemos descobrir que nesta época na França, especialmente, os olhos arteiros se encantavam com as gravuras orientais,
as esculturas africanas, as obras produzidas por "loucos" com imagens do inconsciente, com as produções das crianças. Por quais caminhos andarilharam o conceito de arte naíf? Espaços para pesquisa e para compartilhá-la podem se transformar em fictícios programas de TV (reportagens ou entrevistas), de rádio, cenas de dança ou de teatro, raperseoque mais?
sons musicais, videoclips,
eKPLÔEACÓeS eZPBÔââlVAâ Explorar, dialogar com forma, conteúdos, materialidades, linguagens artísticas abre espaço para os fazedores de arte de qualquer idade. A espontaneidade naíf pode dar impulso para a imaginação criadora, para ativar repertórios pessoais e culturais, impulsionados pelas: • temáticas embebidas na ficção, na fantasia, na realidade, com títulos inusitados, com focos em paisagens urbanas e rurais, festas, esportes, ou algo em que o artista designe: sem título... • cores fabricando novas cores, percebendo diferenças entre as primárias da luz, da impressão, da tradição, propondo economia de tons ou sua multiplicação em grandes ou pequenos gestos guardados em muitos tipos de ferramentas, matérias e suportes, convencionais ou não; • ilusão de espaço, procurando modos de expressá-lo no plano bidimensional ou tridimensional, criando volumes com a perspectiva, com as cores, com as diagonais, com as mudanças de tamanho,...; •
relações entre figura efundo, percebendo que o fundo é também forma.
• diiálogo entre matérias, ferramentas e suportes com as relações de forma-conteúdo, experienciando o inusitado, a subversão de usos; • bi e tridimensional, descobrindo as linguagens para além das técnicas. Linguagem que fala por
seus próprios meios. Produções acompanhadas, amplaidas com nutrições estéticas de obras e conversas para gestar poéticas.
BBINCA/W DÔ DÔ^Ve D6 WIQ 6 ClllAUM Detetives que procuram: • os patrimônios culturais da cidade, muitas vezes pouco valorizados, sem preservação, mas que anima memórias de antigos e novos habitantes;
• na internet outras obras naífs, outros artistas, conectando-os com o mundo da arte em outras terras e tempos; • entrevistando pessoas, compreendendo o modo como olham para a arte naif e convidando-as também para conhecer esta e outras Bienais Naíf que já é tradição em Piracicaba; • pistas para perceber processos de criação vividos por si mesmos, pelos colegas, pelos artistas, descobrindo o papel da imaginação criadora, do impulso criador, dos repertórios pessoais e culturais, da construção de poéticas que singularizam cada ser humano.
PÔKíKWS e DIÁEld)á Dô EtfEDd) Dô «M A construção do portfólio é sempre um ato de análise e reflexão, além de ser uma experiência estética quando a cognição, o afeto e a vida se conectam, como diz Dewey. Expressar o prazer das descobertas, os acertos e desacertos, o que poderia ter sido realizado e os desejos pendentes oferece no portfólio uma nova compreensão do já vivido. Construídos individualmente, em grupos ou por toda a classe, o portfólio de um projeto não expõe necessariamente a cronologia do que foi vivido, mas classifica, seleciona, organiza os documentos que dele fazem parte (anotações pessoais, produções feitas em classe ou fora dela, pesquisas, folders e reportagens, textos, mapas, fotografias etc.), num todo significativo. Os livros de artista são também exemplos de portfólios que podem instigar para encontrar outros suportes além das pastas tradicionais. Como professores, nosso registro pessoal de todo o processo vivido com nossos alunos é igualmente importante. Muitas idéias nascem no momento em que anotamos o que foi vivenciado com os alunos, como as questões que eles nos trazem, o que observamos e escutamos, as situações de aprendizagem que proporcionamos ou que poderíamos propor. Como um diário de bordo, nossas anotações nos põem em estado reflexivo e inventivo, dandonos subsídios para uma avaliação constante que nos provoca a encontrar caminhos cada vez mais instigantes para o aprender e o ensinar.
BIBLI0GEAFIA 86COM6MDADA AGUILAR, Nelson (org.). Arte Popular. São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais e Fundação Bienal de São Paulo, 2000. ARNHEIM, Rudolf. Intuição e Intelecto na Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1989. BIENAL NAÍF. Catálogos. São Paulo: SESC/São Paulo. HEIL, Eli. Vomitando Sentimentos. Florianópolis: Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina. 2000. LEMOS, Carlos. O que é património histórico. São Paulo: Brasiliense, 2004 (col. Primeiros Passos). HERNANDEZ, Fernando. Catadores da cultura visual: proposta para uma nova narrativa educacional. Porto Alegre: Mediação, 2007. Cultura Visual, Mudança Educativa e Projeto de Trabalho. PortoAlegre: ArtMed, 2000. MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa. Travessia para fluxos desejantes do professor-propositor. In.: OLIVEIRA, Maria Oliveira de (org.) Arte, Educação e Cultura. Santa Maria/RS: Ed. da UFFM, 2007, p. 345356. e PICOSQUE, Gisa; eTELLES, M.Terezinha. Alingua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998 (Coleção Didática do Ensino) e SCHULTZE, Ana Maria e EGAS, Olga (orgs.) Mediando (con)tatos com arte e cultura. São Paulo: Instituto de artes/UNESP/ Pós -Graduação, 2007. OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. Rio de Janeiro: Imago, 1977. Universos da Arte. Rio de Janeiro: Campus. 2004. RICHTER. Ivone Mendes. Interculturalidade e estética do cotidiano no ensino de artes visuais. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2003 SALLES, Cecília Almeida. Gesto Inacabado: processo de criação artística. São Paulo: Annablume.1998. Redes de criação - Construção da obra de arte. São Paulo: Horizonte, 2006.
Sites recomendados Todos os sites abaixo foram acessados em 27 jul 2008.
ARTE NAÍF. Disponível em: <www.artcanal.com.br/oscardambrosio/artenaif.htm> CULTURA É CURRÍCULO. Disponível em: <http://culturaecurriculo.edunet.sp.gov.br/Lugares%20de%20Aprender/Documentos/Horizontes_Culturais .pdf> ENCICLOPÉDIAS. Disponível em: <www.itaucultural.org.br>. GALERIAJACQUESARDIES especializada emartenaif brasileira. Disponível em: <www.ardies.com>
MATERIAL
EDUCATIVO
PARA PROFESSOR
PROPOSITOR.
Disponível em:
<www.artenaescola.org.br/dvdteca>. MUSEU AFRO-BRASIL. Disponível em: <www.museuafrobrasil.com.br> MUSEU INTERNACIONAL DE ARTE NAÍF DO BRASIL. Disponível em: <www.museunaif.com.br>
E’if-1 o I Lo i-s «lo iFi o sd <Á'LS De 06 de Setembro a 14 de Dezembro Encontros preparatórios para educadores Turma 1: 22 08 (sexta-feira). 19h as 22h Turma 2: 23 08 (sabado). 14h30 as 17h30 Turma 3: 26/08 (terça-feira). 9h as 12h30 Turma 4. 26.08 (terça-feira), 14 as 17h Docente: Solange Utuari
Encontro e visita a exposição (para os que participaram dos encontros
preparatórios)
Turma 1: 13/09 (sabado). 10li30 as 13h30 Turma 2: 13/09 (sabado), 14h30 as 17h30 Docentes: Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque
Telefone para contato e agendamento de visitas: (19) 3437.9286 Créditos
PROJETO EOUCATIVO Gisa Picosque o Mirlan Celeste Martins coordenação o concepção do material educativo Solange Utuarl docente do* encontros preparatórios par* os educadores niemi cultural - projetos de arte, cultura o educaçeo