TRANSBORDAMENTOS: ATIVIDADES FORMATIVAS E PERFORMATIVAS TRANSVERSAIS E EM CONEXÃO COM A CIDADE / DESBORDAMIENTOS: ACTIVIDADES DE FORMACIÓN Y PERFORMATIVAS TRANSVERSALES Y EN CONEXIÓN CON LA CIUDAD
Marcio Abreu
Cristina Moura
UMA IDENTIDADE VISUAL EM TRÊS ATOS / UNA IDENTIDAD VISUAL EN TRES ACTOS
Luciana Orvat
ESPAÇOS / ESPACIOS
GRADE DE PROGRAMAÇÃO / GRILLA DE PROGRAMACIÓN
ATIVIDADES FORMATIVAS, PONTO DE ENCONTRO E INSTALAÇÃO / ACTIVIDADES DE FORMACIÓN, PUNTO DE ENCUENTRO Y INSTALACIÓN
SOBRE O SESC / SOBRE EL SESC
FICHA TÉCNICA
APOIO / APOYO
SONHO / SUEÑO
VIDAS AFLUENTES / VIDAS AFLUYENTES
Tommy Della Pietra
O SONHO / EL SUEÑO
Dione Carlos
A HORA E A VEZ DOS VAGA-LUMES / LA HORA Y LA VEZ DE LAS LUCIÉRNAGAS
Maria Fernanda Vomero
SOU SANTISTA! / ¡SOY SANTISTA!
Pedro Bandeira
ESPETÁCULOS / ESPECTÁCULOS
CABARÉ CORAGEM
Grupo Galpão (Brasil)
CRUZADES
Jon Maya e / y Adriana Bilbao (PAÍS BASCO - ESP)
G.O.L.P.
Teatro Experimental do Porto (POR)
e / y Teatro La María (CHI)
GRANADA
Paula Aros Gho (CHI)
EL RINCÓN DE LOS MUERTOS
Yanira Dávila, Sebastián Rubio
e / y Ricardo Bromley (PER)
SOMBRAS, POR SUPUESTO
Compañía El Silencio e / y Romina Paula (ARG)
SUBTERRÂNEO, UM MUSICAL OBSCURO
Má-Criação (POR), Foguetes
Maravilha (BRA) e / y Dimenti (BRA)
EL TEATRO ES UN SUEÑO
Yuyachkani (PER)
TIERRA
Sergio Blanco (URU)
UBU TROPICAL
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (BRA)
ATIVIDADES FORMATIVAS / ACTIVIDADES DE FORMACIÓN
ENCONTROS AO VIVO / ENCUENTROS EN VIVO
Marisol Palacios e / y Miguel Rubio
ENCONTROS DE CRIAÇÃO / ENCUENTROS DE CREACIÓN
Ricardo Aleixo
ENCONTROS DE CRIAÇÃO / ENCUENTROS DE CREACIÓN
Romina Paula
ENCONTROS DE LONGA DURAÇÃO –PERCURSO FORMATIVO ENTRE-LINGUAGENS EM 5 ATOS VIGOROSOS / ENCUENTROS DE LARGA DURACIÓN – RECORRIDO DE FORMACIÓN ENTRE-LENGUAJES EN 5 ACTOS VIGOROSOS
ENCONTROS MOVENTES / ENCUENTROS MOVIBLES
Cristina Velarde
ENCONTROS MOVENTES / ENCUENTROS MOVIBLES
Cristian Duarte
PONTO DE ENCONTRO / PUNTO DE ENCUENTRO
FLORESTA / BOSQUE
DE CINZAS E SEMENTES / DE CENIZAS Y SEMILLAS
Antonio Alves
CARTA PARA MINHAS AVÓS /
CARTA PARA MIS ABUELAS
Uýra Sodoma
PARA TROCAR SUBSTÂNCIAS / PARA INTERCAMBIAR SUSTANCIAS
Naine Terena
ESPETÁCULOS / ESPECTÁCULOS
AZIRA’I
Zahy Tentehar (BRA)
CONTRA XAWARA – DEUS DAS DOENÇAS OU TROCA INJUSTA
Juão Nyn (BRA)
AS CORES DA AMÉRICA LATINA
Panorando Cia e Produtora (BRA)
DE MÃOS DADAS COM MINHA IRMÃ
Cia Os Crespos (BRA)
O ESTADO DO MUNDO (QUANDO ACORDAS)
Formiga Atómica (POR)
QUEMAR EL BOSQUE CONTIGO ADENTRO
Mariana de Althaus (PER)
LA VIDA EN OTROS PLANETAS
Mariana de Althaus (PER)
VILA SOCÓ
Coletivo 302 (BRA)
INSTALAÇÃO / INSTALACIÓN
FLORESTANIA
Eliana Monteiro
ATIVIDADES FORMATIVAS / ACTIVIDADES DE FORMACIÓN
ENCONTROS AO VIVO / ENCUENTROS EN VIVO
Edgar Kanaykõ Xakriaba e / y Helena Vieira
ENCONTROS AO VIVO / ENCUENTROS EN VIVO
Mariana de Althaus e / y Teuda Bara
ENCONTROS DE CRIAÇÃO / ENCUENTROS DE CREACIÓN
Lucelia Sergio e / y Onisajé
ENCONTROS DE LONGA DURAÇÃO –POVOAR-MIRAÇÃO: FAZER DANÇAR AS IMAGENS / ENCUENTROS DE LARGA DURACIÓN –POBLAR-MIRACIÓN: HACER BAILAR LAS IMÁGENES
ENCONTROS PARA O FUTURO / ENCUENTROS
PARA EL FUTURO
LANÇAMENTO DO LIVRO OS SATYROS: TEATRICIDADES - EXPERIMENTALISMO, ARTE E POLÍTICA / LANZAMIENTO DEL LIBRO OS SATYROS: TEATRICIDADES - EXPERIMENTALISMO, ARTE E POLÍTICA
PONTO DE ENCONTRO / PUNTO DE ENCUENTRO
ESPERANÇA / ESPERANZA
ADMITIR QUE, SIM, SOMOS UMA GRANDE
MINA DE HISTÓRIAS / ADMITIR QUE SÍ SOMOS
UNA GRAN CANTERA DE HISTORIAS
Gabriela Wiener
DANÇANDO NA ÁGUA DAS ESPERANÇAS / BAILANDO EN EL AGUA DE LAS ESPERANZAS
Ana Mumbuca
ESPETÁCULOS / ESPECTÁCULOS
ARQUEOLOGIAS DO FUTURO
Museu dos Meninos – Maurício Lima e/ y Dadado de Freitas (BRA)
¿DÓNDE ESTÁN LAS FEMINISTAS?
Liliana Albornoz Muñoz (PER)
ESPERANDO GODOT
Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (BRA)
ESPERANZA
Marisol Palacios e / y Aldo Miyashiro (PER)
HISTORIA DE UNA OVEJA
Teatro Colón de Bogotá e / y Teatro Petra (COL)
MAMA ANGÉLICA
Antares Teatro (PER)
MENDOZA
Los Colochos (MEX)
MONGA
Jéssica Teixeira (BRA)
PALMASOLA – un pueblo prisión
KLARA-Theaterproduktionen (SUI-BOL)
PARTO PAVILHÃO
Aysha Nascimento, Naruna Costa e / y Jhonny Salaberg (BRA)
POPERÓPERA TRANSATLÂNTICA
Grupo MEXA (BRA)
EL PRESIDENTE MÁS FELIZ
Cristina Velarde (PER)
VAPOR: ocupação infiltrável
Original Bomber Crew (BRA)
LA VELOCIDAD DE LA LUZ
Marco Canale (ARG)
YO SOY EL MONSTRUO QUE OS HABLA
Paul B. Preciado (ESP)
ATIVIDADES FORMATIVAS / ACTIVIDADES DE FORMACIÓN
BOTECO CRÍTICO / BAR CRÍTICO
DANÇA QUE EU DANÇO / BAILA QUE YO BAILO
ENCONTROS AO VIVO / ENCUENTROS EN VIVO
Daniel Veiga e / y Faby Hernández
ENCONTROS AO VIVO / ENCUENTROS EN VIVO
Jéssica Teixeira e / y Ricardo Bromley
ENCONTROS MOVENTES / ENCUENTROS MOVIBLES
Tânia Farias
MIRADAS COLETIVAS: ENCONTROS DE CURADORIA/ MIRADAS COLECTIVAS: ENCUENTROS DE CURADURÍA
ABERTURA DE PROCESSO / MUESTRA DE PROCESO ESTRATAGEMAS DESESPERADOS
A AÇÃO CULTURAL E OS VALORES
DO SESC
ABRAM SZAJMAN
PRESIDENTE DO CONSELHO
REGIONAL DO SESC SÃO PAULO
PT O Serviço Social do Comércio – Sesc, em 78 anos de existência como instituição privada, sem fins lucrativos e de interesse público, reitera seu compromisso com o desenvolvimento de ações programáticas alinhadas aos valores que orientam sua atuação. Esse propósito se traduz na busca pela excelência de seus fazeres, na incorporação de práticas de sustentabilidade nos processos de produção, no zelo pela transparência, confiança e fortalecimento das relações institucionais, e no aprimoramento de tecnologias e técnicas de inovação para o atendimento às demandas sociais. A esses aspectos acrescentam-se, em mesmo nível de importância, o cuidado com acolhimento do público na partilha de experiências acessíveis e o respeito à diversidade sociocultural nas variadas frentes que moldam a gestão do Sesc.
Nesse contexto, o MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, em sua 7ª edição, destaca-se pelo aporte nacional e internacional de sua programação artística e formativa sintonizada com as práticas institucionais. Essa ação beneficia profissionais das artes cênicas do Brasil e de outros países ibero-americanos, proporcionando a todos os públicos experiências de fruição, de livre pensar e de acesso democratizado a uma variedade de atividades ofertadas. Além disso, a cada nova realização, são aperfeiçoados os procedimentos de gestão e sustentabilidade, e ampliadas as propostas de acessibilidade e de comunicação com diferentes agentes sociais.
Para tanto, ressaltem-se a parceria com a Prefeitura Municipal de Santos na correalização do festival e as cooperações com instituições nacionais e internacionais que contribuem para a ampliação de diálogos e de otimização de recursos na viabilização desse projeto. Esse conjunto de esforços renova o compromisso do Sesc com seus mantenedores, representados pelo empresariado do comércio de bens, serviços e turismo, e com toda a sociedade.
LA ACCIÓN CULTURAL Y LOS VALORES
DEL SESC
ABRAM SZAJMAN
PRESIDENTE DEL CONSEJO
REGIONAL
DEL SESC SÃO PAULO
ES El Servicio Social del Comercio – Sesc, en 78 años de existencia como institución privada, sin ánimo de lucro y de interés público, reitera su compromiso con el desarrollo de acciones programáticas alineadas con los valores que orientan su actuación. Este propósito se traduce en la búsqueda de la excelencia de sus haceres, en la incorporación de prácticas de sostenibilidad en los procesos de producción, en el celo con la transparencia, confianza y fortalecimiento de las relaciones institucionales, y en el perfeccionamento de tecnologías y técnicas de innovación para la atención a las demandas sociales. A estos aspectos se suman, al mismo nivel de importancia, el cuidado en la acogida del público en el intercambio de experiencias accesibles y el respeto a la diversidad sociocultural en las variadas frentes que moldean la gestión del Sesc.
En este contexto, MIRADA – Festival Iberoamericano de Artes Escénicas, en su 7.ª edición, se destaca por el aporte nacional e internacional de su programación artística y formativa en sintonía con las prácticas institucionales. Esta acción beneficia a los profesionales de las artes escénicas de Brasil y de otros países iberoamericanos, proporcionando a todos los públicos experiencias de disfrute, de libre pensar y de acceso democratizado a una variedad de actividades que se ofrecen. Además, con cada nueva realización, se mejoran los procedimientos de gestión y sostenibilidad, y se amplían las propuestas de accesibilidad y de comunicación con los diferentes agentes sociales.
Para lograrlo, destacamos la alianza con la Municipalidad de Santos en la correalización del festival y las cooperaciones con instituciones nacionales e internacionales que contribuyen en la ampliación de diálogos y de optimización de recursos para viabilizar este proyecto. Este conjunto de esfuerzos renueva el compromiso del Sesc con sus mantenedores, representados por la comunidad empresarial del comercio de bienes, servicios y turismo, y con toda la sociedad.
AS ARTES CÊNICAS ENTRE
RECIPROCIDADES E APROXIMAÇÕES SIMBÓLICAS
LUIZ DEOCLECIO MASSARO GALINA
DIRETOR DO SESC SÃO PAULO
PT Recentes escavações no Valle de Zaña, no Peru, revelam vestígios de uma arquitetura religiosa de cerca de 5 mil anos. No seu interior há traços de uma estrutura semelhante a um teatro, com bastidores e um palco, para cerimônias especiais. Essa descoberta, referente a um tempo anterior à presença dos colonizadores, corrobora a existência de cosmologias sofisticadas entre os povos andinos, apontando outras acepções sobre o conceito de cena, como espaço e linguagem, na América Latina.
Compreender esse pertencimento ancestral revigora a pesquisa curatorial em torno das artes performáticas na atualidade, pois alarga a visada histórica, antropológica, geográfica e ecológica sobre a criação artística, favorecendo a elaboração de novos contextos e práticas de pensamento. Essa cosmopercepção pode ser um caminho para, a partir da arte, suplantar supostas hierarquias entre os povos, possibilitando reciprocidades e novas aproximações simbólicas.
O MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, realizado pelo Sesc há 14 anos, chega à 7ª edição estimulando essas confluências por meio de sua curadoria, idealizada em torno de eixos sobre o sonho, a floresta e a esperança, para ter por onde perscrutar cenários. Dessa forma, coloca em perspectiva historicidades e realidades tão diversas, além de propiciar intercâmbios e trânsitos de linguagens entre os países convidados.
Neste ano, além do Brasil, participam Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, México, Portugal e Uruguai, destacando-se o Peru como país homenageado. Com essa deferência, coloca-se em foco um panorama artístico significativo, pois representado por diferentes gerações de criadores e suas concepções cênicas, deste que é um dos importantes países atravessados pela Cordilheira dos Andes e onde, há milhares de anos, sagrava-se a memória em um templo teatral.
Sediado em Santos, o festival se estende às cidades de Cubatão e São Vicente, com uma programação abrangente de espetáculos nacionais e internacionais, atividades formativas e encontro de programadores, entre outras atividades voltadas para públicos de faixas etárias variadas. Ocupando teatros, salas alternativas, ruas e praças, essas ações oferecem um estado da arte de procedimentos dramatúrgicos e de distintos modos de encenar e performar o humano.
Com esta nova edição do MIRADA, o Sesc reitera a importância das ações socioculturais e educativas em sua trajetória de quase 80 anos de existência, conjugando-as a práticas de sustentabilidade, de acessibilidade e de cooperação nacional e internacional que validam o que nasce como imaginação e sonho.
LAS ARTES ESCÉNICAS ENTRE
RECIPROCIDADES Y APROXIMACIONES SIMBÓLICAS
LUIZ DEOCLECIO MASSARO GALINA DIRECTOR DEL SESC SÃO PAULO
ES Recientes excavaciones en el Valle de Zaña, en Perú, revelan vestigios de arquitectura religiosa que datan de alrededor de 5 mil años. En su interior hay vestigios de una estructura semejante a un teatro, con bastidores y un escenario para ceremonias especiales. Este descubrimiento, relativo a un tiempo anterior a la presencia de los colonizadores, corrobora la existencia de cosmologías sofisticadas entre los pueblos andinos, apuntando a otras acepciones sobre el concepto de escena, como espacio y lenguaje, en América Latina.
Comprender esta pertenencia ancestral revitaliza la investigación curatorial en torno a las artes performativas en la actualidad, ya que amplía la perspectiva histórica, antropológica, geográfica y ecológica sobre la creación artística, favoreciendo la elaboración de nuevos contextos y prácticas de pensamiento. Esta cosmopercepción puede ser un camino para, a partir del arte, suplantar supuestas jerarquías entre los pueblos, posibilitando reciprocidades y nuevas aproximaciones simbólicas.
MIRADA – Festival Iberoamericano de Artes Escénicas, realizado por el Sesc desde hace 14 años, llega a su 7.ª edición estimulando estas confluencias a través de su curaduría, idealizada en torno a ejes sobre el sueño, el bosque y la esperanza, para tener por dónde escudriñar escenarios. De esta manera, pone en perspectiva historicidades y realidades tan diversas, además de propiciar intercambios y tránsitos de lenguajes entre los países invitados.
Este año, además de Brasil, participan Argentina, Bolivia, Chile, Colombia, España, México, Portugal y Uruguay, destacándose Perú como país homenajeado. Con esta deferencia, se pone de relieve un panorama artístico significativo, representado por diferentes generaciones de creadores y sus concepciones escénicas, de este que es uno de los importantes países atravesados por la Cordillera de los Andes y donde, hace miles de años, se consagra la memoria en un templo teatral.
Con sede en Santos, el festival se extiende a las ciudades de Cubatão y São Vicente, con una amplia programación de espectáculos nacionales e internacionales, actividades de formación y encuentro de programadores, entre otras actividades dirigidas a públicos de diversas edades. Ocupando teatros, salas alternativas, calles y plazas, estas acciones ofrecen un estado del arte de procedimientos dramatúrgicos y de distintos modos de escenificar y performar lo humano.
Con esta nueva edición de MIRADA, el Sesc reitera la importancia de las acciones socioculturales y educativas en su trayectoria de casi 80 años de existencia, conjugándolas con prácticas de sostenibilidad, accesibilidad y de cooperación nacional e internacional que validan lo que nace como imaginación y sueño.
BRASIL E PERU, UMA RELAÇÃO
PROFUNDA E ANTIGA
AUGUSTO BAZÁN
DIRETOR DE PROMOÇÃO CULTURAL, MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES
EXTERIORES DO PERU
PT A relação bilateral entre a República do Peru e a República Federativa do Brasil remonta aos primórdios da nossa vida independente, no início do século XIX, e está marcada por relações cordiais de amizade e cooperação. Às múltiplas possibilidades oferecidas pela integração física e econômica, com um rico intercâmbio comercial, se soma uma relação intensa e espontânea de natureza cultural, que teve início na época colonial. Um belo exemplo é a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que tem o nome de uma capela erguida no século XVI, quando um padre espanhol, antigo pároco da Igreja da Virgem de Copacabana, no Alto Peru, atual Bolívia, fez uma promessa quando o barco em que ele retornava à Europa estava prestes a naufragar em frente à costa brasileira. Ao se salvar, cumpriu a promessa e pagou a construção da capela, cujo nome foi dado a esse importante balneário e centro turístico brasileiro.
Esse comentário exemplifica a profunda e antiga relação cultural bilateral entre o Peru e o Brasil desde antigamente. Por isso, o fato de o Peru ter sido chamado para ser o convidado de honra do MIRADA –Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, que acontecerá na cidade de Santos entre 5 e 15 de setembro, é uma circunstância que honra os palcos peruanos e nos permite agradecer o convite cordial do renomado Sesc – Serviço Social do Comércio, bem como o valioso apoio do Consulado Geral do Peru em São Paulo, tão bem dirigido pelo Cônsul-Geral, Ministro Luis Armando Monteagudo Pacheco.
Não é a primeira vez que o Peru está presente neste prestigiado festival. Em outros anos, já participaram grupos de teatro como o Grupo Cultural Yuyachkani, o Teatro La Plaza, o ÍNTEGRO Grupo de Arte, o Centro Cultural da Pontifícia Universidade Católica do Peru (CCPUCP), assim como peças produzidas ou dirigidas por Chela de Ferrari, Claudia Tangoa, Daniel Amaru Silva ou Diana Daf Collazos.
Na presente ocasião, o Peru estará dignamente representado com 8 espetáculos e 3 pontos de encontro, incluindo a estreia mundial da obra criada no âmbito do Festival de Artes Cênicas de Lima (FAE), em fevereiro de 2024, intitulada El Rincón de los Muertos [O Recanto dos Mortos], de Sebastián Rubio e Yanira Dávila.
Entendemos a apresentação dessas peças, assim como a participação dos autores citados e dos grupos de teatro em anos anteriores, como uma contribuição para ampliar e enriquecer o evento e, ao mesmo tempo, como uma manifestação autêntica da nossa cultura e tradições, constituindo uma magnífica ocasião para difundir o rico patrimônio cultural imaterial peruano no país irmão do Brasil.
BRASIL Y PERÚ,
UNA PROFUNDA Y ANTIGUA RELACIÓN
AUGUSTO BAZÁN
DIRECTOR DE PROMOCIÓN CULTURAL, MINISTERIO DE RELACIONES EXTERIORES DEL PERÚ
ES La relación bilateral entre la República del Perú y la República Federativa de Brasil se remonta a los inicios de nuestra vida independiente, a principios del siglo XIX, y se enmarca en cordiales relaciones de amistad y cooperación. A las múltiples posibilidades que otorga la integración física y económica, con un rico intercambio comercial, se agrega una intensa y espontánea relación de índole cultural que se inició ya desde la época colonial. Un bello ejemplo se refiere a la playa de Copacabana en Río de Janeiro, la misma que toma su nombre de una capilla erguida en el siglo XVI cuando un sacerdote español, antiguo párroco de la Iglesia de la Virgen de Copacabana, en el Alto Perú, actual Bolivia, realizó una promesa cuando la embarcación en la que regresaba a Europa estaba a punto de zozobrar frente a las costas brasileñas. Al salvarse, pudo cumplirla y solventó la construcción de la capilla, cuyo nombre le fue dado a este importante balneario y centro turístico de Brasil.
Esta disquisición sirve para ejemplificar la profunda y antigua relación bilateral-cultural entre el Perú y el Brasil desde antaño. Por ello, el hecho que el Perú haya sido llamado para ser el invitado de honor del MIRADA – Festival Iberoamericano de Artes Escénicas, que tendrá lugar en la ciudad de Santos entre el 5 y el 15 de setiembre, es una circunstancia que honra a las tablas peruanas y nos permite agradecer la cordial invitación realizada por el renombrado Sesc – Servicio Social de Comercio, así como al valioso apoyo del Consulado General del Perú en São Paulo, acertadamente dirigido por el Cónsul General, Ministro Luis Armando Monteagudo Pacheco.
No es la primera vez que el Perú se hace presente en este prestigioso festival, anteriormente ya lo hicieron grupos teatrales como el Grupo Cultural Yuyachkani, Teatro La Plaza, Integro Grupo de Arte el Centro Cultural de la Pontificia Universidad Católica del Perú (CCPUCP), así como obras producidas o dirigidas por Chela de Ferrari, Claudia Tangoa, Daniel Amaru Silva o Diana Daf Collazos.
En la presente ocasión, el Perú estará dignamente representado con 8 espectáculos y 3 puntos de encuentro, incluyendo el estreno mundial de la obra forjada en el marco del Festival de Artes Escénicas de Lima (FAE), en el mes de febrero de 2024, titulada El Rincón de los Muertos, de Sebastián Rubio y Yanira Dávila.
La presentación de estas obras, así como la participación de los citados autores y grupos de teatro en años anteriores, la entendemos como un aporte para ampliar y enriquecer el evento, y, al mismo tiempo, como una manifestación auténtica de nuestra cultura y tradiciones, constituyendo una magnífica ocasión para difundir el rico patrimonio cultural inmaterial peruano en el hermano país de Brasil.
SONHAR, FLORESTAR, ESPERANÇAR
ALESSANDRA DE ASSIS PERRECHIL FABRÍCIO FLORO
TOMMY DELLA PIETRA
RANI BACIL FUZETTO
EQUIPE DE CURADORIA
SESC SÃO PAULO
PT Com um ano e meio de antecedência ao início da 7ª edição do MIRADA, estava decidido que o país homenageado, desta vez, seria o Peru. A princípio aparentemente dilatado, esse tempo revelou-se uma boa medida para, além de compor com diversidade e abrangência o conjunto de obras peruanas de teatro, performance, música e dança, costurar toda a programação internacional e nacional a partir dele. O foco tornou-se fulcro. O país de tríplice geografia, presente com sua milenar tradição tecelã nos Andes, na Amazônia e no litoral do Pacífico, estendeu três ramos que deram suporte à pesquisa curatorial desenvolvida para compor a nova programação: o sonho, a floresta e a esperança.
Haveria de se investigar mais a fundo que caminhos tortuosos levaram parte da humanidade a identificar o sonho com aquilo que é inalcançável, desejado, porém distante, intangível e, portanto, no limite, o contrário da vida. Não é assim para os Yanomami, etnia indígena amazônica que divide a fronteira do Brasil com a Venezuela. Para esse povo, o que difere os fatos sonhados daqueles vividos é principalmente o momento em que acontecem. Ao deixarem suas redes pela manhã, reúnem-se para narrar o que foi sonhado durante a noite, e isso será determinante para as tomadas de decisão no período de vigília.
O teatro talvez seja, para o Ocidente, a forma que veio substituir o ritual ancestral de compartilhamento do sonho. Quem sabe uma reação ao sonho minguante, e daí advenha todo o seu poder político, pois ele é determinante para o que se fará à saída do espaço cênico, seja para o público, seja para os artistas. O sonho escolhe a noite, o teatro escolhe o palco e, como metáfora perfeita, transporta o público para lá, o centro dos encontros entre as pessoas e dos acontecimentos imprevisíveis que daí se originam. Essas relações interpessoais, familiares, comuns, reconhecíveis ou absurdas e estranhas, que se apresentam como um sonho diante da plateia e podem por ela ser revividas, comentadas e discutidas, estão suspensas nesse ramo do festival que chamamos de sonho. Nele também está a cena que valoriza o teatro, que luta pelo direito ao sonho, assim como o teatro que critica a si mesmo. Formas mais consolidadas no Ocidente, o drama, a tragédia e a comédia colocam a humanidade diante de si.
Já a floresta é o grão. Está no meio de toda a programação do festival, que oferece 11 dias para uma experimentação de outro modo de vida, quando as artes cênicas podem definir os roteiros diários do público. Presenças indígenas protagonizam obras que defendem a natureza e o ecossistema florestal, em que todo e qualquer ser terreno está vitalmente conectado. A florestania, termo cunhado pelo poeta acreano Antonio
Alves, uma transvaloração de “cidadania”, propõe modos de se relacionar com o outro e com o planeta a partir do conhecimento dos povos da floresta. Essas alternativas estão presentes, às vezes de forma sutil, nos espetáculos que compõem esse ramo. Já tínhamos, antes da colonização do Brasil, o que chamamos hoje de conferências performativas e teatro pós-dramático, colocando a humanidade diante de algo maior e mais amplo que ela, renovando compromissos de sustentabilidade.
Com essa intenção, e como consequência do próprio amadurecimento do MIRADA, esta edição amplia as ações de criação, com estreias nacionais e internacionais, além de atividades formativas prévias e residências artísticas, acontecendo desde três meses antes do festival e envolvendo o público de Santos e da Baixada Santista na produção dos espetáculos. Ao investir nas ações que têm como marco o festival, investe-se na perenidade das pesquisas e no potencial criativo da cidade. O encontro de programadores de diversos festivais nacionais e internacionais, o MIRADA PRO, renova também a capacidade do MIRADA em fomentar o teatro.
Tantos e tamanhos encontros, em meio a uma programação intensa de mais de 50 ações, ocupando 17 lugares em mais de 80 sessões, estão atravessados pelo sentimento de justiça futura, a esperança. Tal concerto nos auxilia a pensar, no sentido de cuidar, as questões prementes da humanidade em busca de soluções. Para isso, o festival constitui-se como uma espiral no tempo, um encontro de passados, presentes e futuros que se defrontam e se questionam. Tratar em cena das identidades e violências de gênero, das guerras políticas e das marcas indeléveis da colonização é um convite a não esperar, e sim a esperançar. O teatro épico só está completo com a plateia atuando como o mais importante coro, aquele que vai decidir os rumos da cidade a partir da empatia praticada na sessão de teatro.
Esses três ramos formam o sustentáculo do festival, mas é o entrelaçamento deles, pelos temas comuns à América Latina e aos países ibéricos, aquilo que mais interessa. Almeja-se a diversidade de formas teatrais, corpos, identidades, raças e etnias presente no MIRADA porque, combinados, esses termos proporcionam maior transversalidade.
O convite ao público é para que colabore na tecelagem de uma rede mais forte ao criar e compartilhar seus próprios entrelaçamentos com os fios disponíveis na programação.
Do mesmo modo, propõe-se que a leitura desta publicação exercite o deslocamento das ações para seus ramos vizinhos e que esteja sempre aberta a novas composições.
Que o MIRADA 2024 seja oportuno para sonhar, florestar e esperançar.
SOÑAR, FLORESTAR, ESPERANZAR
ALESSANDRA DE ASSIS PERRECHIL
FABRÍCIO FLORO
TOMMY DELLA PIETRA
RANI BACIL FUZETTO
EQUIPO DE CURADURÍA DEL SESC SÃO PAULO
ES Con un año y medio de anticipación de la 7.ª edición del MIRADA, estaba decidido que el país homenajeado, esta vez, sería el Perú. En un principio aparentemente extendido, este tiempo resultó ser una buena medida para, además de componer con diversidad y alcance el conjunto de obras peruanas de teatro, performance, música y danza, costurar toda la programación internacional y nacional a partir de él. El enfoque se convirtió en eje. El país de triple geografía, presente con su milenaria tradición tejedora en los Andes, en la Amazonia y en la costa del Pacífico, extendió tres ramas que dieron soporte a la investigación curatorial desarrollada para componer la nueva programación: el sueño, la floresta y la esperanza. Sería necesario investigar más a fondo qué caminos tortuosos llevaron a parte de la humanidad a identificar el sueño con aquello que es inalcanzable, deseado, pero lejano, intangible y, por tanto, en el límite, lo opuesto a la vida. No es así para los Yanomami, etnia indígena amazónica que divide la frontera entre Brasil y Venezuela. Para este pueblo, lo que diferencia los hechos soñados de los vividos es principalmente el momento en el que suceden. Al salir de sus hamacas por la mañana, se reúnen para narrar lo soñado durante la noche, y esto será decisivo para las tomas de decisiones en el período de vigilia.
El teatro quizás sea, para el Occidente, la forma que vino a reemplazar el ritual ancestral de compartir sueños. Quizás una reacción al sueño menguante, y de ahí vendrá todo su poder político, ya que él es decisivo para lo que se hará a la salida del espacio escénico, ya sea para el público o para los artistas. El sueño elige la noche, el teatro elige el escenario y, como metáfora perfecta, transporta al público para allá, el centro de los encuentros entre las personas y de los acontecimientos impredecibles que de allí se originan. Estas relaciones interpersonales, familiares, comunes, reconocibles o absurdas y extrañas, que se presentan como un sueño ante el público y pueden ser por él revividas, comentadas y discutidas, quedan suspendidas en esta rama del festival que llamamos sueño. En ella también está la escena que valora el teatro, que lucha por el derecho al sueño, así como el teatro que se critica a sí mismo. Formas más consolidadas en el Occidente, el drama, la tragedia y la comedia anteponen a la humanidad a sí misma.
Ya la floresta es el grano. Está en el medio de toda la programación del festival, que ofrece 11 días para una experimentación de otro modo de vida, cuando las artes escénicas pueden definir los itinerarios diarios del público. Presencias indígenas protagonizan obras que defienden la naturaleza y el ecosistema forestal, en las que todos y cada uno de los seres terrenales están vitalmente conectados. Florestanía, término acuñado por el poeta acreano Antonio Alves, una transvaloración de
“ciudadanía”, propone modos de relacionarse con los demás y con el planeta a partir del conocimiento de los habitantes de la floresta. Estas alternativas están presentes, a veces de forma sutil, en los espectáculos que conforman esta rama. Ya teníamos, antes de la colonización de Brasil, lo que hoy llamamos conferencias performativas y teatro posdramático, colocando a la humanidad frente a algo más grande y más amplio que ella misma, renovando compromisos de sostenibilidad.
Con esa intención, y como consecuencia de la propia maduración del MIRADA, esta edición amplía las acciones de creación, con estrenos nacionales e internacionales, además de actividades de formación previas y residencias artísticas, ocurriendo desde tres meses antes del festival e involucrando al público de Santos y de la Baixada Santista en la producción de los espectáculos. Al invertir en acciones que tienen el festival como referente, se invierte en la perennidad de las investigaciones y en el potencial creativo de la ciudad. El encuentro de programadores de diversos festivales nacionales e internacionales, MIRADA PRO, renueva también la capacidad del MIRADA en fomentar el teatro.
Tantos y tamaños encuentros, en medio de una programación intensa de más de 50 acciones, ocupando 17 lugares en más de 80 sesiones, están atravesados por el sentimiento de justicia futura, de esperanza. Tal concierto nos ayuda a pensar, en el sentido de cuidar, los problemas acuciantes de la humanidad en busca de soluciones. Para ello, el festival constituye una espiral en el tiempo, un encuentro de pasados, presentes y futuros que se confrontan y cuestionan. Tratar en escena de las identidades y violencias de género, de las guerras políticas y de las marcas indelebles de la colonización es una invitación a no esperar, sino a esperanzar. El teatro épico solo se completa con el público actuando como el coro más importante, el que decidirá los rumbos de la ciudad a partir de la empatía practicada en la sesión de teatro.
Estas tres ramas forman el sostenimiento del festival, pero es su entrelazamiento a través de temas comunes a América Latina y a los países ibéricos, lo que más interesa. Apuntamos a la diversidad de formas teatrales, cuerpos, identidades, razas y etnias presente en el MIRADA porque, combinados, estos términos aportan una mayor transversalidad.
La invitación al público es para que colabore en la tejeduría de una red más fuerte al crear y compartir sus propios entrelazamientos con los hilos disponibles en la programación.
Asimismo, se propone que la lectura de esta publicación ejercite el desplazamiento de acciones a sus ramas vecinas y que esté siempre abierta a nuevas composiciones.
Que el MIRADA 2024 sea oportuno para soñar, florestar y esperanzar.
TRANSBORDAMENTOS
ATIVIDADES FORMATIVAS E PERFORMATIVAS TRANSVERSAIS E EM CONEXÃO COM A CIDADE
MARCIO ABREU
CRISTINA MOURA
PT Um festival de artes e criação é um momento único de convivência concentrada no tempo, de manifestações artísticas diversas, visões de mundo plurais, modos de fazer singulares e referências culturais as mais variadas e, no caso do MIRADA, advindas do não menos diverso e dinâmico contexto ibero-americano.
A paisagem humana formada numa cidade que acolhe um festival como esse é, potencialmente, um campo de interações, encontros e trocas que geram conexões e desdobramentos impossíveis de dimensionar, e que podem reverberar em cada pessoa, grupo ou comunidade para muito além do recorte objetivo de tempo-espaço do festival.
As possibilidades de interferência sensível no cotidiano da cidade e de abertura da experiência artística e formativa, para territórios e públicos distintos, aumentam consideravelmente, dada a concentração de gente e de atividades durante certo número de dias, em que podemos pensar, fruir, lembrar e festejar a importância da arte em nossas vidas individuais e coletivas.
Somado à sequência de apresentações de espetáculos de teatro e dança, de performances e trabalhos com linguagens híbridas, há aquilo que está entre tudo isso, mas também antes e para além das apresentações. São as atividades formativas e performativas: um conjunto de ações pensado para expandir a experiência do festival em suas dimensões de compartilhamento de saberes, práticas e reflexões entre artistas, pensadore(a)s e público.
Trata-se de uma série de encontros que busca criar conexões transversais entre saberes e pessoas, modos diversos de se reunir e de ocupar os espaços, assim como proporcionar acesso tanto a artistas interessados como a outras comunidades sociais. Transbordar os espaços, as ações e os pensamentos é a base para a articulação disso.
Dessa maneira, buscamos formar uma paisagem humana que combinasse artistas que já fazem parte da programação com algum espetáculo e pessoas convidadas especificamente para determinadas atividades formativas.
Vale mencionar e descrever brevemente cada uma das atividades que propomos e como elas se complementam na relação com os princípios que escolhemos para desenhar essa curadoria.
Começamos a estruturar nosso pensamento pelos Encontros de Longa Duração, que nos estimulam a vivenciar um festival para além do caráter restrito aos seus dias de duração. Como propor experiências um pouco
mais duradouras e aprofundadas? Articulamos, então, duas atividades com fôlego e possibilidades de desdobramentos diversos. São elas o Percurso formativo entrelinguagens em 5 atos vigorosos, um laboratório/experimentação artístico-conceitual conduzido por Helena Vieira, pesquisadora transfeminista, escritora, dramaturga e atriz, que inicia os encontros presencialmente em Santos na semana anterior à abertura da mostra e culmina com uma sessão de compartilhamento artístico entre ela, os participantes e o público durante o festival. Um aquecimento sensível e intelectual para chegar ao MIRADA com atravessamentos e provocações advindos de plurais referências ibero-americanas em diversas linguagens. Outra atividade de longa duração é a residência artística Povoar - Miração: fazer dançar as imagens, uma experiência conduzida pelo etnofotógrafo e artista Edgar Kanaykõ Xakriabá e pela artista da cena e pesquisadora Idylla Silmarovi durante todos os dias do festival. Com um grupo de participantes inscritos, vão acompanhar os movimentos da cidade e do MIRADA e realizar derivas, olhares e criações em suporte fotográfico e de vídeo, além da produção de um texto. Haverá compartilhamento público ao final da experiência.
Com o objetivo de ocupar poeticamente alguns espaços públicos da cidade de Santos, transbordando a arte para fora dos lugares predeterminados e já conhecidos, e de estimular o contato da cidade e de pessoas diversas com diferentes práticas artísticas, pensamos os Encontros Moventes, que são aulas abertas nas quais se articulam formação e performance, convivência e partilha de práticas coletivas que fazem os corpos se moverem e transformarem a paisagem urbana. Conduzirão esses encontros a coreógrafa e diretora peruana Cristina Velarde, a atriz e diretora brasileira Tânia Farias, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, e o artista e coreógrafo brasileiro Cristian Duarte.
Para conduzir os Encontros ao Vivo convidamos a jornalista e apresentadora Adriana Couto, que vai realizar uma série de entrevistas ao vivo, abertas ao público, com duplas de artistas convidados ou presentes na programação. Essa é uma possibilidade de promover diálogo e interação no ato presencial das conversas em dupla, de entrar em contato com diferentes trajetórias artísticas e de vida e pensar coletivamente sobre os temas que permeiam esta edição do MIRADA. Esses encontros pretendem gerar um documento audiovisual e de memória, com perspectivas de compartilhamento posterior.
MARCIO ABREU
ARTISTA, DIRETOR E DRAMATURGO, PESQUISA E CRIA OBRAS ENVOLVENDO AS LINGUAGENS DO TEATRO, DA PERFORMANCE, DO AUDIOVISUAL, DA DANÇA. É CRIADOR DA COMPANHIA
BRASILEIRA DE TEATRO. RECEBEU INÚMERAS INDICAÇÕES E PRÊMIOS POR SUAS CRIAÇÕES E TEM PEÇAS TRADUZIDAS PARA O FRANCÊS E O ESPANHOL. FOI CURADOR DO FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA E DE TRÊS EDIÇÕES DO FESTIVAL MIDRASH DE TEATRO, NO RIO DE JANEIRO. REALIZA DIVERSAS ATIVIDADES DE FORMAÇÃO DENTRO E FORA DO BRASIL.
CRISTINA MOURA
ARTISTA CONTEMPORÂNEA, DIRETORA TEATRAL, COREÓGRAFA, INTÉRPRETE E PREPARADORA DE ELENCO. COLABOROU COM DIVERSOS DIRETORES E COREÓGRAFOS EUROPEUS E BRASILEIROS, COMO ALAIN PLATEL, ÀNGELS MARGARIT, JOÃO FIADEIRO, ENRIQUE DIAZ, EMILIO DE MELLO, PEDRO BRÍCIO, LIA RODRIGUES E JOÃO MIGUEL. DESDE 2003 FAZ SUAS PRÓPRIAS CRIAÇÕES TRANSITANDO ENTRE LINGUAGENS E FORMATOS. SEUS ESPETÁCULOS FORAM RECONHECIDOS EM TURNÊS E INDICAÇÕES A PRÊMIOS.
Em formato de imersão criativa, no qual três artistas compartilham suas ferramentas de investigação e provocam os participantes a estar em estado de criação e autoralidade, propomos os Encontros de Criação, que contemplam estudantes e profissionais do fazer artístico e teatral. Um mergulho em linguagens singulares, em pensamento, composição e práticas de dramaturgias. A diretora, dramaturga e atriz argentina Romina Paula, o poeta, artista multimídia e performer mineiro Ricardo Aleixo e a diretora e dramaturga baiana Onisajé, em colaboração com a atriz e diretora Lucélia Sergio, são os nomes que compõem essa banda de provocadores criativos.
Com o intuito de fomentar pensamento crítico e reflexão, incluímos em nossas proposições o Boteco Crítico, série de conversas sobre as obras e os processos criativos que estão na programação do festival. Ali se constrói coletivamente um espaço de convivência social e não hierarquizada para troca de impressões e sensibilidades.
Dança que Eu Danço é onde tudo é movimento e compartilhamento. O festival se torna espaço de confluência de danças diversas, movimento dançante, aprendizagem, jogo e brincadeira. Num mesmo lugar convivem simultaneamente hip hop, dança contemporânea e outros estilos. Os participantes são convidados a experienciar cada uma das linguagens e transitar por elas como quiserem numa vivência dançante. Artistas do grupo amazonense Panorando, a espanhola Adriana Bilbao, o carioca Wallace Ferreira/Patfudyda, e os grupos de Santos Mad Feeling Crew, Projeto Beach Black e Cia Etra de Dança, são os artistas que conduzirão essa aventura dançante.
Encontros para o Futuro é uma seta que aponta para o que virá, para o que está por vir. Juntos numa roda de conversa, da qual também participa o público, Maurício Lima, Hanna Limulja, Mariana de Althaus, Paula Aros Gho, João Turchi, Naruna Costa e Francy Baniwa projetam ideias, ações e pensamentos para um futuro possível, uma projeção do que queremos e como atuaremos para tal, sempre a partir da perspectiva do fazer artístico e seus desdobramentos.
Miradas Coletivas: Encontros de Curadoria é a possibilidade de ocupar o mesmo dispositivo da roda de conversa que propomos nos Encontros para o Futuro reunindo curadoras e curadores do Brasil e de outros países e o público para compartilhar experiências, projetos, tecnologias e sonhos em seus campos de atuação e imaginar coletivamente propostas concretas de ação a respeito de fomento às artes, políticas públicas, programação e circulação de obras artísticas.
Ao criar essa trama de ações, danças, imagens, reflexões e pensamentos, norteados por Floresta, Sonho, Esperança, nos dedicamos a projetar uma aventura que transborde o festival e convide todas as gentes à convivência e ao compartilhamento que só as artes vivas podem proporcionar. Que assim seja! Bom festival!
DESBORDAMIENTOS ACTIVIDADES DE FORMACIÓN Y PERFORMATIVAS TRANSVERSALES Y EN CONEXIÓN CON LA CIUDAD
MARCIO ABREU
CRISTINA MOURA
ES Un festival de artes y creación es un momento único de convivencia concentrada en el tiempo, de manifestaciones artísticas diversas, visiones del mundo plurales, modos de hacer singulares y referencias culturares las más variadas y, en el caso del MIRADA, provenientes del igualmente diverso y dinámico contexto iberoamericano.
El paisaje humano formado en una ciudad que acoge un festival como éste es, potencialmente, un campo de interacciones, encuentros e intercambios que generan conexiones y desarrollos imposibles de dimensionar, y que pueden reverberar en cada persona, grupo o comunidad mucho más allá del ámbito objetivo de tiempo-espacio del festival. Las posibilidades de interferencia sensible en lo cotidiano de la ciudad y de apertura de la experiencia artística y formativa, a territorios y públicos distintos, aumentan considerablemente, dada la concentración de personas y actividades durante un determinado número de días, en los que podemos pensar, disfrutar, recordar y festejar la importancia del arte en nuestras vidas individuales y colectivas.
Sumado a la secuencia de presentaciones de espectáculos de teatro y danza, de performances y trabajos con lenguajes híbridos, hay algo entre todo esto, pero también antes y más allá de las presentaciones. Se trata de las actividades formativas y performativas: un conjunto de acciones pensado para ampliar la experiencia del festival en sus dimensiones de intercambio de saberes, prácticas y reflexiones entre artistas, pensadore(a)s y público. Se trata de una serie de encuentros que busca crear conexiones transversales entre saberes y personas, modos diversos de reunirse y de ocupar los espacios, así como proporcionar acceso tanto a artistas interesados como a otras comunidades sociales. Desbordar los espacios, las acciones y los pensamientos es la base para la articulación de estas acciones.
De esta manera, buscamos formar un paisaje humano que combinara artistas que ya forman parte de la programación con algún espectáculo y personas invitadas específicamente para determinadas actividades de formación.
Vale mencionar y describir brevemente cada una de las actividades que proponemos y cómo se complementan en la relación con los principios que elegimos para diseñar esta curaduría.
Empezamos a estructurar nuestro pensamiento a través de los Encuentros de Larga Duración, que nos estimulan a vivenciar un festival más allá del carácter restringido a sus días de duración. ¿Cómo proponer experiencias un poco más duraderas y profundizadas? Articulamos, entonces, dos actividades con alcances y posibilidades de desarrollos diversos. Se trata del Recorrido formativo entre-lenguajes en 5 actos vigorosos, un laboratorio/experimentación artístico-conceptual conducido por Helena Vieira, investigadora transfeminista, escritora, dramaturga y actriz, que inicia los encuentros presencialmente en Santos en la semana previa a la inauguración de la muestra y culmina con una sesión de intercambio artístico entre ella, los participantes y el público durante el festival. Un calentamiento sensible e intelectual para llegar al MIRADA con atravesamientos y provocaciones provenientes de plurales referencias iberoamericanas en diversos lenguajes. Otra actividad de larga duración es la Residencia artística Poblar - Miración: hacer danzar las imágenes, una experiencia conducida por el etnofotógrafo y artista Edgar Kanaykõ Xakriabá y por la artista de cena e investigadora Idylla Silmarovi durante todos los días del festival. Con un grupo de participantes inscritos, van a acompañar los movimientos de la ciudad y del MIRADA y realizar derivas, observaciones y creaciones en soporte fotográfico y de vídeo, además de la producción de un texto. Habrá un intercambio público al final de la experiencia.
Con el objetivo de ocupar poéticamente algunos espacios públicos de la ciudad de Santos, desbordando el arte más allá de lugares predeterminados y ya conocidos, y de estimular el contacto entre la ciudad y personas diversas con diferentes prácticas artísticas, pensamos en Encuentros Movibles que son clases abiertas en donde se articulan formación y performance, convivencia y puesta en común de prácticas colectivas que hacen con que los cuerpos se muevan y transformen el paisaje urbano. Conducirán estos encuentros la coreógrafa y directora peruana Cristina Velarde, la actriz y directora brasileña Tânia Farias, de la Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, y el artista y coreógrafo brasileño Cristian Duarte. Para conducir los Encuentros en Vivo invitamos a la periodista y presentadora Adriana Couto, quien realizará una serie de entrevistas en vivo, abiertas al público, a dúos de artistas invitados o presentes en la programación. Esta es una posibilidad para promover el diálogo y la interacción en el acto presencial de las conversaciones en dúos, para entrar en contacto con diferentes trayectorias artísticas y de vida y pensar colectivamente sobre los temas que permean esta edición del MIRADA. Estos encuentros pretenden generar un documento audiovisual y de memoria, con perspectivas de compartir posteriormente.
MARCIO ABREU
ARTISTA, DIRECTOR Y DRAMATURGO, INVESTIGA Y CREA OBRAS QUE INVOLUCRAN LOS LENGUAJES DEL TEATRO, DE LA PERFORMANCE, DEL AUDIOVISUAL Y DE LA DANZA. ES EL CREADOR DE LA COMPAÑÍA BRASILEÑA DE TEATRO. HA RECIBIDO NUMEROSAS NOMINACIONES Y PREMIOS POR SUS CREACIONES Y TIENE OBRAS TRADUCIDAS AL FRANCÉS Y AL ESPAÑOL. FUE CURADOR DEL FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA Y DE TRES EDICIONES DEL FESTIVAL DE TEATRO MIDRASH, EN RÍO DE JANEIRO. REALIZA DIVERSAS ACTIVIDADES DE CAPACITACIÓN DENTRO Y FUERA DE BRASIL.
CRISTINA MOURA
ARTISTA CONTEMPORÁNEA, DIRECTORA DE TEATRO, COREÓGRAFA, INTÉRPRETE Y PREPARADORA DE ACTORES. COLABORÓ CON DIVERSOS DIRECTORES Y COREÓGRAFOS EUROPEOS Y BRASILEÑOS, COMO ALAIN PLATEL, ÀNGELS MARGARIT, JOÃO FIADEIRO, ENRIQUE DIAZ, EMILIO DE MELLO, PEDRO BRÍCIO, LIA RODRIGUES Y JOÃO MIGUEL. DESDE 2003 HACE SUS PROPIAS CREACIONES, TRANSITANDO ENTRE LENGUAJES Y FORMATOS. SUS ESPECTÁCULOS HAN SIDO RECONOCIDOS EN GIRAS Y INDICACIONES A PREMIOS.
En un formato de inmersión creativa, en el que tres artistas comparten sus herramientas de investigación y provocan a los participantes a estar en un estado de creación y autorialidad, proponemos Encuentros de Creación, que contemplan a estudiantes y profesionales del hacer artístico y teatral. Una inmersión en lenguajes singulares, en pensamiento, composición y prácticas de dramaturgia. La directora, dramaturga y actriz argentina Romina Paula, el poeta, artista multimedia y performer de Minas Gerais Ricardo Aleixo y la directora y dramaturga de Bahía Onisajé, en colaboración con la actriz y directora Lucélia Sergio, son los nombres que integran este grupo de provocadores creativos.
Con el fin de fomentar el pensamiento crítico y la reflexión, incluimos en nuestras propuestas el Bar Crítico, una serie de conversaciones sobre las obras y procesos creativos que se encuentran en la programación del festival. Allí se construye colectivamente un espacio de convivencia social y no jerarquizada para intercambiar impresiones y sensibilidades.
Baila que Yo Bailo es donde todo es movimiento y puesta en común. El festival se convierte en un espacio de confluencia de danzas diversas, movimiento bailante, aprendizaje, juego y diversión. En un mismo lugar conviven simultáneamente hip hop, danza contemporánea y otros estilos. Se invita a los participantes a experimentar cada uno de los lenguajes y a transitar través de ellos como deseen en una vivencia bailante. Artistas del grupo amazónico Panorando, la española Adriana Bilbao, el carioca Wallace Ferreira/Patfudyda, y los grupos de Santos Mad Feeling Crew, Projeto Beach Black y Cia Etra de Dança, son los artistas que conducirán esta aventura bailante.
Encuentros para el Futuro es una flecha que apunta a lo que vendrá, a lo que está por venir. Juntos en una ronda de conversación, en la que también participa el público, Hanna Limulja, Mariana de Althaus, Paula Aros Gho, João Turchi, Naruna Costa y Francy Baniwa proyectan ideas, acciones y pensamientos para un futuro posible, una proyección de lo que queremos y cómo actuaremos para conseguirlo, siempre desde la perspectiva del hacer artístico y sus despliegues.
Miradas Colectivas: Encuentros de Curaduría es la posibilidad de ocupar el mismo dispositivo de la ronda de conversación que propusimos en los Encuentros para el Futuro, reuniendo a curadoras y curadores de Brasil y de otros países y al público para compartir experiencias, proyectos, tecnologías y sueños en sus campos de actuación e imaginar colectivamente propuestas concretas de acción en materia de fomento a las artes, políticas públicas, programación y circulación de obras artísticas. Al crear este entramado de acciones, danzas, imágenes, reflexiones y pensamientos, guiados por Bosque, Sueño, Esperanza, nos dedicamos a diseñar una aventura que desborde el festival e invite a todas las personas a la convivencia y al compartir lo que solo las artes vivas pueden brindar. Que así sea. ¡Buen festival!
SONHO / SUEÑO
VIDAS AFLUENTES
POR TOMMY DELLA PIETRA | ASSISTENTE NA GERÊNCIA DE AÇÃO CULTURAL DO SESC SÃO PAULO. PARTICIPOU DE DIVERSOS PROJETOS CULTURAIS, PRINCIPALMENTE NAS ÁREAS DO TEATRO, ATUANDO COMO DIRETOR, DRAMATURGISTA, VIDEASTA E PRODUTOR. FEZ PARTE DA ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA POR 15 ANOS E É FORMADO EM LETRAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.
PT O corpo jovem e esguio da dançarina gira sobre os pés descalços enquanto lança as mãos aos céus, como pontas de labaredas. Depois, apoia-se em pernas de esgrimista e abre os braços riscando o horizonte, uma linha onde se tocam o sol e a água. O palco é a Cama de Anchieta, em Itanhaém, mas poderiam ser também as praias de São Vicente e o Gonzaga, em Santos. Embora impressione com seus movimentos seguros, que as pessoas se perguntam de onde vêm, esse corpo vai deixar a dança em breve e seguir para o teatro. Vai carregar para os tablados a energia recolhida do atrito entre seus pés e os grãos dessa mesma areia que engole lentamente os edifícios altos construídos inadvertidamente na orla marítima.
Aos 17 anos, Cacilda Becker incendeia, confunde, provoca o leito rochoso onde Padre Anchieta repousava a cabeça nos 1500. Ele contemplava essa mesma linha do horizonte que em 1937 ela traça, com um gesto de sacerdotisa que dá nascimento a José Celso Martinez Corrêa na morada do sol, a Araquara dos Guaianases, e cinco anos depois a Danilo Santos de Miranda, na região aquosa que os Goytacazes atravessavam olimpicamente a nado.
Os dois se encontram no terreiro do teatro que é sonho, território sagrado que defenderam e semearam a vida toda até partirem no ano passado, com 6 meses de diferença, desta irreal realidade que mais se parece com uma sala de estar.
Aqui está o primeiro MIRADA depois dessa dupla partida. Aqui estou, com uma oportunidade que reluz a ouro sobre o azul - e ainda boia sobre ondas multicoloridas vindas do Pacífico - de reverenciar os dois diretores mais longevos que tive.
Porém, sendo diretores que exerceram publicamente seus sacerdócios, é conhecida de todas as pessoas a conversação entre eles, por atos e falas, como são públicos os frutos que nasceram dessa semeadura. A começar pelo valor que deram à cultura, sem se assustarem com o ouro, a moeda ou o petróleo. Cacilda Becker sonhava ser presidente da Standard Oil, Zé lastreava em ouro - incaico - o trabalho diário do teatro e Danilo via do outro lado da moeda da educação, a cultura.
“Santos é um útero-santuário, 'a mar' que deu ao Brasil uma força artística extraordinária e pode continuar dando a toda a Ibero-América”
A cidade de Santos é um útero-santuário, “a mar” que deu ao Brasil uma força artística extraordinária e pode continuar dando a toda a Ibero-América. A missão mais importante que o MIRADA tem a cumprir é realizar um dos sonhos de Danilo ao criar o festival, uma efetiva integração panamericana e ibérica. Zé sonhou e realizou, além da própria vida, um outro festival - as Dionisíacas, que multiplicavam o sentido original grego levando um repertório de peças do Teatro Oficina para diversas cidades pelo Brasil, envolvendo os habitantes locais na criação e apresentação das obras em teatros especialmente construídos no espaço público. São duas práticas de pensamento - onde pisam pés de peregrinos da esperança - idênticas.
A cultura, entendida como infraestrutura da vida e força transformadora do mundo, encontra seu maior potencial na forma festiva em 11 dias que se estendem no tempo para frente e para trás, e transborda da própria cidade e seus espaços cênicos improváveis.
É simples continuidade dessa conversação, e não destino ou fatalidade, que a linha do horizonte se transforme em rio, que esse rio seja o rio Bexiga e que ele ligue, a menos de 300 metros de distância, o futuro Parque do Bexiga ao futuro Sesc TBC. De um lado, um espaço público conquistado pelo Oficina, com fundamental apoio da sociedade, depois de mais de 40 anos de luta. Do outro, o Teatro Brasileiro de Comédia, pretensa fábrica de teatro, onde Cacilda profissionalizou-se e, com ela, todo o teatro nacional, atuando na peça de inauguração, em 1948. Treze anos depois ela quebraria uma garrafa de champanhe no cimento recém-endurecido para a estreia do Teatro Oficina.
Esse champanhe deixou a cidade de São Paulo, escolhida por Zé e Danilo para viver, correndo para o rio Bexiga, dele para o Anhangabaú e para o Tietê, que liga todo o estado. Afinal chegou à bacia do Prata. Como rios, vidas afluentes desaguam hoje no mar de Santos para a realização de um festival de espírito e corpo coletivos.
Merda!
VIDAS AFLUYENTES
POR TOMMY DELLA PIETRA | ASISTENTE EN LA GERENCIA DE LA ACCIÓN CULTURAL DEL SESC SÃO PAULO. PARTICIPÓ EN VARIOS PROYECTOS CULTURALES, PRINCIPALMENTE EN LAS ÁREAS DE TEATRO, ACTUANDO COMO DIRECTOR, DRAMATURGISTA, VIDEASTA Y PRODUCTOR. FORMÓ PARTE DE LA ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA DURANTE 15 AÑOS Y ES LICENCIADO EN LETRAS POR LA UNIVERSIDAD DE SÃO PAULO.
ES El cuerpo joven y esbelto de la bailarina gira sobre sus pies descalzos mientras lanza sus manos al cielo, como puntas de llamaradas. Luego, se apoya sobre piernas de esgrimista y abre los brazos, trazando el horizonte, una línea donde se tocan el sol y el agua. El escenario es la Cama de Anchieta, en Itanhaém, pero también podrían ser las playas de São Vicente y el Gonzaga, en Santos. Aunque impresione con sus movimientos seguros, que las personas preguntan de dónde vienen, este cuerpo pronto dejará la danza y pasará al teatro. Llevará hasta los escenarios la energía recogida por el atrito entre sus pies y los granos de esa misma arena que lentamente se traga los altos edificios construidos inadvertidamente en la costanera.
A los 17 años, Cacilda Becker incendia, confunde, provoca el lecho rocoso donde el Padre Anchieta reposaba la cabeza en los años 1500. Él contemplaba esa misma línea del horizonte que en 1937 ella traza, con un gesto de sacerdotisa que da nacimiento a José Celso Martinez Corrêa en la morada del sol, la Araquara dos Guaianases, y cinco años después a Danilo Santos de Miranda, en la región acuosa que los Goytacazes atravesaban olímpicamente a nado.
Los dos se encuentran en el patio del teatro que es sueño, territorio sagrado que defendieron y sembraron toda su vida hasta que partieron el año pasado, con seis meses de diferencia, de esta irreal realidad que más se parece una sala de estar.
Aquí está el primer MIRADA después de esta doble partida. Aquí estoy, con una oportunidad que brilla oro sobre el azul -y aún flota sobre olas multicolores provenientes del Pacífico- de reverenciar a los dos directores más longevos que he tenido.
“Santos es un útero-santuario, ‘la mar’ que dio a Brasil una fuerza artística extraordinaria y puede seguir dándola a toda Iberoamérica”
Sin embargo, siendo directores que ejercieron públicamente sus sacerdocios, la conversación entre ellos es conocida por todos, a través de actos y discursos, como lo son públicos los frutos que nacieron de esta siembra. Empezando por el valor que le daban a la cultura, sin asustarse con el oro, la moneda o el petróleo. Cacilda Becker soñaba con ser presidente de Standard Oil, Zé respaldaba en oro -incaico- el trabajo diario del teatro y Danilo veía la otra cara de la moneda de la educación, la cultura. La ciudad de Santos es un útero-santuario, “la mar” que dio a Brasil una fuerza artística extraordinaria y puede seguir dándola a toda Iberoamérica. La misión más importante que tiene que cumplir el MIRADA es realizar uno de los sueños de Danilo al crear el festival, una efectiva integración panamericana e ibérica. Zé soñó y realizó, además de su propia vida, otro festival -las Dionysias, que multiplicaban el sentido original griego llevando un repertorio de obras del Teatro Oficina a varias ciudades de Brasil, involucrando a los habitantes locales en la creación y presentación de las obras en teatros especialmente construidos en el espacio público. Son dos prácticas de pensamiento -por donde pisan los pies de los peregrinos de la esperanza- idénticas. La cultura, entendida como infraestructura de la vida y fuerza transformadora del mundo, encuentra su mayor potencial en la forma festiva en 11 días que se extienden y retroceden en el tiempo, y desborda la propia ciudad y sus improbables espacios escénicos. Es una simple continuidad de esta conversación, y no destino ni fatalidad, que la línea del horizonte se convierta en río, que este río sea el río Bexiga y que él conecte, a menos de 300 metros de distancia, el futuro Parque do Bexiga con el futuro Sesc TBC. De un lado, un espacio público conquistado por Oficina, con el apoyo fundamental de la sociedad, después de más de 40 años de lucha. Del otro, el Teatro Brasileiro de Comedia, una pretensa fábrica de teatro, donde Cacilda se profesionalizó y, con ella, todo el teatro nacional, actuando en la obra de inauguración, en 1948. Trece años después, ella rompería una botella de champagne en el cemento recién-endurecido para el estreno de Teatro Oficina. Este champagne dejó la ciudad de São Paulo, elegida por Zé y Danilo para vivir, corriendo hacia el río Bexiga, de allí a Anhangabaú y a Tietê, que conecta todo el estado. Finalmente llegó a la cuenca del Plata. Como los ríos, las vidas afluyentes hoy desembocan en el mar de Santos para celebrar un festival de espíritu y cuerpo colectivo.
¡Mierda!
O SONHO
POR DIONE CARLOS | DRAMATURGA, ROTEIRISTA, ATRIZ E CURADORA. ESCREVEU DEZENAS DE PEÇAS ENCENADAS NO BRASIL E NO EXTERIOR. FOI ORIENTADORA
ARTÍSTICA DA ESCOLA LIVRE DE TEATRO DE SANTO ANDRÉ E ATUALMENTE TRABALHA NA REDE GLOBO. RECEBEU OS PRÊMIOS SHELL E APCA, E ELZA INFINITA, DO QUAL FOI ROTEIRISTA, FOI ESCOLHIDO O MELHOR DOCUMENTÁRIO NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE NOVA YORK EM 2022.
Que venham todos os fins porque eu sei recomeçar Grace Passô, em Por Elise
MIRADA, 2024, ela caminha pela praia com os pés descalços e o cabelo crespo liberto. Com uma pá, escava ao redor da carcaça de um navio. As embarcações também morrem, mas deixam seu rastro, quem sabe sejam pistas para o futuro. Ela se deita dentro do navio, imagina o porão carregado de bebidas e moedas. Talvez pessoas tenham estado ali. Ela sopra para longe esse pensamento, medita: “Por favor, não seja um tumbeiro”, diz, em uma conversa particular com seus medos.
Ela é uma escafandrista, trajando roupa de mergulho. De repente está no mar, no fundo, vasculhando o chão de areia fofa muito branca feita de ossos, em busca de um passado. Há tanto para se descobrir, muito mais para se inventar. Ela olha para cima, coberta por ondas que ignoram sua existência. Quer tocá-las, sentir a potência que elas geram, mas se contenta em olhar, contemplar, essa ação tão rara, que talvez ela só tenha vivido mesmo poucas vezes, mas sempre no teatro, diante de uma peça, na escuta de um texto, na mirada de uma cena, seduzida pela qualidade de presença de outro ser humano. Tudo o que a palavra deseja é ser carne e som.
“É sempre mais difícil ancorar um navio no espaço”, já diria a poeta carioca Ana Cristina César. Ela é uma astronauta, flutuando pelo universo, dançando entre estrelas, numa constelação de parentes, já que somos feitos de pó de estrela. Entre irmãos, primos, navegando no vazio, sem a força da gravidade, com a vida entre as mãos, em busca de significado para a própria finitude. Ela vê um pai com seu filho, de muito longe, através de um telescópio gigante. O menino diz que “o teatro é um castelo”. E ela sabe que volta e meia alguém diz: “Esse castelo será meu”. Mas o teatro não possui donos. O teatro é um “lugar onde vemos com intensidade”, em um exercício de finitude, onde a ação perpetrada em cena é absorvida sensorialmente, permitindo que palavras cresçam em nosso interior como ervas daninhas subindo através de um cano.
Há palavras que abduzem, salvam, reformam, curam, matam, fazem renascer. O teatro nos ensina a nomear. Girando ao redor do próprio corpo, ela é uma bailarina com pérolas ao redor do pescoço, diante da plateia lotada de um teatro antigo, de onde avista os tempos se encontrando. O passado no presente de mãos dadas com o futuro. O professor Danilo Miranda, Léa García e Zé Celso observam o templo do teatro em ação: MIRADA 2024. Porque tem gente que vem para ficar. Não some. Pó de estrela brilhante que nunca apaga. “No corpo o tempo bailarina”, como nos ensina nossa majestade Leda Maria Martins, dança infinitos movimentos de desejos agora corporificados. Ela gira de olhos fechados, mirando-se de dentro para fora, “sem esperança, nem medo”, mas sempre com coragem, guiada pelos desígnios de seu coração.
Sonho vivo de uma noite longa, ela arde em meio às chamas de um fogo-fátuo, mãe do ouro, incandescente, sabedora do fim como um recomeço, lugar de onde é possível recontar o meio das histórias, modificando o início e o final, prólogo e epílogo transformados pelo fogo de quem busca “um lugar para ver com intensidade”. Anos atrás, um engenheiro mecânico aposentado do porto de Santos, sr. José Luiz Sampaio da Luz, abordou pessoas no saguão do Sesc Santos para que elas vissem uma peça brasileira, não porque era brasileira, mas porque ele a tinha visto um dia antes e achava importante que outras pessoas também tivessem a experiência que ele teve. Seu arrebatamento chegou a causar um certo tumulto, chamou a atenção do público, das produtoras do festival. Acabaram registrando sua fala inflamada de amor pelo que tinha visto. A peça era Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos, da Companhia de Teatro Heliópolis. Em seu áudio apaixonado se definia como alguém “que não era das artes, mas um encantado pelo teatro”. E, certamente, o teatro, absolutamente encantado por ele, sua energia. Fogo aceso, vivo, chama ardente de quem se coloca não como espectador, mas como testemunha ocular e oracular, participante
ativo dos ritos. É, também, para essas figuras que as oferendas poéticas colocadas em cena são entregues.
“A água limpa a porta três vezes, ela despacha o que não presta, a ignorância, o mau gosto, os maus agouros”
A água limpa a porta três vezes, ela despacha o que não presta, a ignorância, o mau gosto, os maus agouros gerados por quem dança com encostos. Despachados várias vezes. Muito próximo do mar, esse filtro natural, brisa divina que prepara o corpo para o encontro com as obras-oferendas, ela coloca a cabeça na areia e pede permissão para olhar o mar, enquanto as ondas são abertas, revelando um palco imenso em um dia de estreia. Estamos no Festival MIRADA. A palavra busca a carne que deseja ser voz. As ondas do mar repetem: “Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Há milênios”, já diria a poeta Marguerite Duras. Que sejamos capazes de sentir o que dizemos, de praticar o que discursamos, de receber e dar o tipo de amor que o teatro promove ao nos lembrar que somos presenças biofísicas dotadas de desejos. Amontoados de pó de estrelas, herdeiros celestiais de um sopro invisível a olho nu. Diante do palco, com corpos vivos, a palavra habita a carne com voracidade, cenas desveladas, idiomas distintos, dramaturgias vivas, a palavra em êxtase. Ela caminha como um vento soprando. Ela, que escava, mergulha e voa. Esse desejo em forma de mulher de cabelos crespos, mãe matriz, nutriz, a primeira a trazer ao mundo o desejo da carne de ser palavra. Antes dos ditirambos, antes mesmo dos ritos osiríacos. Ela, a força primordial que pariu a humanidade, que dançava no lugar de caminhar, cantava no lugar de falar. Ela, que nos ensinou que “cultura é comida, nutrição, direito básico essencial para o corpo e o espírito”. Ela, que nos legou a chama, o desejo de ser mais do que um corpo que caminha pela Terra em busca de água, comida e sexo. Ela, que celebra conosco quando o terceiro sinal toca e um silêncio tem início, um pouco antes de a palavra ganhar a cena. Celebremos o teatro, os mortos, os vivos e os que estão para nascer. Bom MIRADA para nós.
EL SUEÑO
POR DIONE CARLOS | DRAMATURGA, GUIONISTA, ACTRIZ Y CURADORA. ESCRIBIÓ DECENAS DE OBRAS ESCENIFICADAS EN BRASIL Y EN EL EXTRANJERO. FUE CONSEJERA ARTÍSTICA DE LA ESCOLA LIVRE DE TEATRO DE SANTO ANDRÉ Y ACTUALMENTE TRABAJA EN LA REDE GLOBO. RECIBIÓ LOS PREMIOS SHELL Y APCA, Y ELZA INFINITA, DEL CUAL FUE GUIONISTA, FUE ELEGIDO MEJOR DOCUMENTAL EN EL FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE DE NUEVA YORK EN 2022.
ES
Que vengan todos los finales porque yo sé volver a empezar.
Grace Passô, en Por Elise
MIRADA, 2024, ella camina por la playa con los pies descalzos y el pelo rizado liberado. Con una pala, excava alrededor de la carcasa de un navío. Las embarcaciones también se mueren, pero dejan su rastro, quizás sean pistas para el futuro. Ella se acuesta dentro del navío, imagina la bodega llena de bebidas y monedas. Quizás había gente allí. Ella sopla hacia lejos ese pensamiento, medita: “Por favor, no seas tumbero”, dice, en una conversación privada con sus miedos.
Ella es una escafandrista, y lleva un traje de buceo. De repente está en el mar, en el fondo, explorando el suelo de arena suave muy blanca hecha de huesos, en búsqueda de un pasado. Hay tanto por descubrir, mucho más por inventar. Ella mira hacia arriba, cubierta de olas que ignoran su existencia. Quiere tocarlas, sentir la potencia que ellas generan, pero se contenta con mirar, contemplar, esta tan rara acción, que tal vez ella solo haya vivido pocas veces, pero siempre en el teatro, frente a una obra, en la escucha de un texto, en la mirada de una escena, seducida por la cualidad de la presencia de otro ser humano. Lo único que la palabra desea es ser carne y sonido.
“Es siempre más difícil anclar un navío en el espacio”, ya diría la poeta carioca Ana Cristina César. Ella es una astronauta, flotando por el universo, bailando entre estrellas, en una constelación de parientes, ya que nosotros estamos hechos de polvo de estrellas. Entre hermanos, primos, navegando en el vacío, sin la fuerza de la gravedad, con la vida entre las manos, en búsqueda de significado para su propia finitud. Ella ve a un padre con su hijo, desde lejos, a través de un telescopio gigante. El niño dice que “el teatro es un castillo”. Y ella sabe que de vez en cuando alguien dice: “Este castillo será mío”. Pero el teatro no posee dueños. El teatro es un “lugar donde vemos con intensidad”, en un ejercicio de finitud, donde la acción perpetrada en escena es absorbida sensorialmente, permitiendo que las palabras crezcan en nuestro interior como la mala hierba trepando por una tubería.
Hay palabras que abducen, salvan, reforman, curan, matan, hacen renacer. El teatro nos enseña a nombrar. Girando sobre su propio cuerpo, ella es una bailarina con perlas alrededor del cuello, frente al público colmado de un teatro antiguo, de donde avista los tiempos encontrándose. El pasado en el presente de la mano del futuro. El profesor Danilo Miranda, Léa García y Zé Celso observan el templo del teatro en acción: MIRADA 2024. Porque hay gente que viene para quedarse. No desaparece. Polvo de estrellas brillante que nunca se apaga. “En el cuerpo el tiempo bailarina”, como nos enseña nuestra majestad Leda María Martins, baila infinitos movimientos de deseos ahora corporificados. Ella gira con los ojos cerrados, mirándose de adentro hacia afuera, “sin esperanza ni miedo”, pero siempre con valentía, guiada por los designios de su corazón. Sueño vivo de una larga noche, ella arde entre las llamas de un fuego fatuo, madre de oro, incandescente, sabedora del fin como un recomienzo, lugar donde es posible volver a contar el medio de las historias, modificando el principio y el final, prólogo y epílogo transformados por el fuego de quien busca “un lugar para ver con intensidad”. Hace años, un ingeniero mecánico jubilado del puerto de Santos, el Sr. José Luiz Sampaio da Luz, se acercó a la gente en el patio interior del Sesc Santos para que ellas vieran una obra brasileña, no porque fuera brasileña, sino porque él la había visto el día anterior y pensó que era importante que otras personas también tuvieran la experiencia que él tuvo. Su fascinación llegó a causar cierto revuelo, llamó la atención del público, de las productoras del festival. Terminaron registrando su discurso apasionado por lo que había visto. La obra era Cárcere ou porque as mulheres viram búfalos [Cárcel o porque las mujeres se convierten en búfalos], de la Compañía de Teatro Heliópolis. En su audio apasionado se definía como alguien “que no era de las artes, pero estaba encantado con el teatro”. Y, por supuesto, el teatro, absolutamente encantado con él, su energía. Un fuego encendido, vivo, llama ardiente de quien se sitúa no como
espectador, sino como testigo ocular y oracular, participante activo de los ritos. Es también a estas figuras a las que se entregan las ofrendas poéticas puestas en escena.
“El agua limpia tres veces la puerta, aleja lo que apesta, la ignorancia, el mal gusto, los malos augurios”
El agua limpia tres veces la puerta, aleja lo que apesta, la ignorancia, el mal gusto, los malos augurios generados por los que bailan con demonios. Despachados varias veces. Muy cerca del mar, ese filtro natural, brisa divina que prepara el cuerpo para el encuentro con obras-ofrendas, ella apoya su cabeza en la arena y pide permiso para mirar el mar, mientras las olas se separan revelando un inmenso escenario en un día de estreno. Estamos en el Festival MIRADA. La palabra busca la carne que desea ser voz. Las olas del mar repiten: “Te amo. Te amo. Te amo. Desde hace milenios”, diría la poeta Marguerite Duras. Que seamos capaces de sentir lo que decimos, de practicar lo que discursamos, de recibir y dar el tipo de amor que el teatro promueve al recordarnos que somos presencias biofísicas dotadas de deseos. Montones de polvo de estrellas, herederos celestiales de un soplo invisible a simple vista. Frente al escenario, con cuerpos vivos, la palabra habita la carne con voracidad, escenas desveladas, lenguajes distintos, dramaturgias vivas, la palabra en éxtasis. Ella camina como un viento soplando. Ella, que excava, bucea y vuela. Este deseo en forma de mujer de cabello rizado, madre matriz, nodriza, la primera en traer al mundo el deseo de la carne de ser palabra. Antes de los ditirambos, incluso antes de los Ritos Osíricos. Ella, la fuerza primordial que parió a la humanidad, que bailaba en lugar de caminar, cantaba en lugar de hablar. Ella, que nos enseñó que “la cultura es alimento, nutrición, derecho básico esencial para el cuerpo y el espíritu”. Ella, que nos legó la llama, el deseo de ser más que un cuerpo que camina por la Tierra en busca de agua, alimento y sexo. Ella, que celebra con nosotros cuando suena la tercera campana y se inicia un silencio, justo antes de que la palabra se apodere de la escena. Celebremos el teatro, los muertos, los vivos y los que están por nacer. Buen MIRADA para nosotros.
A HORA E A VEZ DOS VAGA-LUMES
POR MARIA FERNANDA VOMERO | JORNALISTA, PERFORMER E DOUTORA EM PEDAGOGIA DO TEATRO PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, COM UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE ARTES CÊNICAS, PROCESSOS ARTÍSTICOS E EXPERIÊNCIA POLÍTICA NA AMÉRICA LATINA. ATUA COMO PROVOCADORA CÊNICA EM DIVERSOS COLETIVOS DA CIDADE DE SÃO PAULO. FOI CURADORA DAS AÇÕES PEDAGÓGICAS DA MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO DE SÃO PAULO (MITSP).
PT El teatro es un sueño. “O teatro é um sonho”, assim escreveu o poeta e escritor peruano César Vallejo (1892-1938) em suas “Notas sobre una nueva estética teatral” (1934),¹ reflexão que inspira e guia a obra mais recente do longevo Yuyachkani, coletivo peruano fundamental na história da cena latino-americana e um dos grupos convidados desta edição do MIRADA. Quando escreveu aquelas notas, Vallejo havia tido contato não só com o teatro peruano (e não apenas na capital, Lima), mas também com a produção teatral europeia, durante o período em que viveu em Paris, e com a russa, em razão de suas três viagens ao país entre 1928 e 1931. Acompanhara tanto o esmaecimento de certas correntes artísticas e ideológicas quanto a emergência de vanguardas e novos ideários políticos, além do impacto desses movimentos nos textos dramatúrgicos e nas formas de encená-los. Como um verdadeiro “poeta do contemporâneo” (nos termos de Agamben),² comprometido com as demandas de seu tempo mas atento às possibilidades estéticas, Vallejo propôs “una revolución a fondo de la materia teatral” que, independentemente de seus temas, desse conta das urgências da realidade. Não teve a oportunidade de ver, contudo, suas dramaturgias encenadas nem suas ideias concretizadas; deixou-as como legado.
Ao afirmar que o teatro é um sonho, Vallejo não sugeriu condicionar o teatro a uma vivência sensorial, puramente estética, desvinculada
1. Em: Ricardo Silva-Santisteban e C. Moreano (org.), Teatro completo (v. 1). Lima: Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú, 1999.
2. G. Agamben, O que é o contemporâneo? e outros ensaios. Trad. de Vinícius Nicastro Honesko. Chapecó: Argos, 2009.
3. Aqui pensamos como Jacques Rancière, A partilha do sensível: Estética e política. Trad. de Mônica Costa Neto. São Paulo: Editora 34, 2005.
dos processos históricos de sua época. Mas, sim, libertar as formas e práticas cênicas de parâmetros normatizados, a fim de que emerjam “la incoherencia de las metamorfosis, las contradicciones aparentes, la lógica profunda, la dialéctica subterránea, el orden esencial en el desorden de superficie”, escreveu em suas notas. Expressar o coletivo sem se submeter às maneiras hegemônicas de enunciar, fazer e tornar visível. Em tempos de espetacularização e mercantilização das expressões artísticas e culturais, o desafio permanece: tornar o teatro (como atividade e experiência) um espaço coletivo de sonho - e de sonho coletivo - que provoque ressonâncias na sociedade. Numa tentativa de domesticação de suas formas e esvaziamento da historicidade de seus conteúdos, a arte passou a ser considerada mais um produto para consumo ou fonte de lucro, quando não um “artigo supérfluo”. Sem contar certa expectativa que ainda persiste de que as obras artísticas almejem o “universal”, numa aposta duvidosa em um essencialismo que se revela falso, posto que coincidente com o ideário dominante (do Norte Global, poderíamos situar).
É possível que nos territórios latino-americanos, ainda às voltas com o enfrentamento da herança material e simbólica deixada pela colonização, os obstáculos a esse “teatro-sonho que se sonha junto” se imponham de modo bem mais incisivo. Sem desconsiderar singularidades e questões locais específicas, podemos dizer que em nossos países a iniquidade socioeconômica determina um acesso desigual aos bens culturais e à sua distribuição. Isso certamente impacta os modos de produção dos coletivos teatrais e dos artistas independentes. A bilheteria não é suficiente para garantir o sustento dos grupos, o comprometimento com a pesquisa cênica ou a manutenção de sede (quando há). Tampouco têm sido suficientes os aportes do Estado, como mantenedor do direito à arte e à cultura, por meio de editais de fomento, concursos e ações de incentivo fiscal. Nos países latino-americanos e nos ibéricos, de um modo geral, as políticas públicas de valorização e financiamento das artes ainda se revelam pouco abrangentes e efetivas para a realidade à qual se dirigem, além de serem demasiado suscetíveis às mudanças de governo. Os desafios também se apresentam em âmbito interno, na lida com a própria “matéria teatral”, como já mencionava Vallejo. As formas e práticas artísticas refletem e traduzem as mentalidades de seu tempo. Assim, o discurso de uma peça teatral reside não apenas naquilo que corporifica e encena, ou seja, em seus temas, mas também nas expressões estéticas que mobiliza, nas representações e performatividades a que recorre. Por isso - e é o que proponho -, o teatro é sempre político, mesmo quando nega ou oblitera seu caráter político: porque incide sobre a organização do sensível, esse conjunto comum de modos de fazer, de ser e de dispor o visível e o invisível.³ Então, revolucionar a fundo
formas e práticas já saturadas (muitas delas, canônicas) é um movimento corajoso, sobretudo considerando as condições de produção já mencionadas. Sabemos que, em resposta aos ventos de transformação e ruptura, sempre se levanta uma onda conservadora, pressionando para a manutenção das estruturas e seus ditames estéticos seja na cena artística, seja na cena pública.
Considerando o sonho vallejiano como um anseio de imaginação política, talvez seja tempo de acolher os vaga-lumes, remetendo aqui à metáfora do cineasta e escritor italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975). Em carta a um amigo, datada de fevereiro de 1941, Pasolini comenta sobre a dança luminescente dos insetos em um bosque em Pieve dal Pino, Itália, onde jovens também se divertiam numa atmosfera erótica e alegre. Anos mais tarde, em artigo publicado em fevereiro de 1975 no Corriere della Sera, ele associa o desaparecimento dos vagalumes à situação política da Itália.⁴ O excesso de luzes do poder, sustentado pela espetacularidade, pela excessiva vigilância e pelo consumo desenfreado, mesmo já quando o fascismo não estava mais no comando, ofuscava ou até apagava os lampejos divergentes.
“Talvez o teatro seja um refúgio do ritmo rebelde de luminescência e da teimosia
revolucionária dos vaga-lumes”
Por meio da imagem dos vaga-lumes, Pasolini identificou o desaparecimento de algo fundamental no campo da imaginação política: as condições de resistir ao poder.⁵ Os cidadãos agiam como vencidos: desacreditavam da possibilidade de ver além das luzes excessivas. Os vaga-lumes representariam, então, essa resistência quase clandestina de outros modos de existir. Ora, o teatro é espaço de encontro e convívio, ainda que efêmero, um espaço do público (do tornar comum). E a cena teatral, local de produção de imagens, gestos, representações e enunciados. Então, hoje e agora, talvez o teatro seja um dos refúgios onde os vaga-lumes ainda podem se fazer ver e ser vistos, com seu ritmo rebelde de luminescência e sua teimosia revolucionária. Um sonho possível.
Sí, Vallejo, el teatro aún puede ser un sueño que se sueña junto.
4. Artigo incluído em Pier Paolo Pasolini, Escritos corsários. Trad. de Maria Betânia Amoroso. São Paulo: Editora 34, 2020.
5. Conforme Georges Didi-Huberman, A sobrevivência dos vaga-lumes. Trad. de Vera Casa Nova e Márcia Arbex. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
LA HORA Y LA VEZ DE LAS LUCIÉRNAGAS
POR MARIA FERNANDA VOMERO | PERIODISTA, PERFORMER Y DOCTORA EN PEDAGOGÍA DEL TEATRO POR LA UNIVERSIDAD DE SÃO PAULO (USP), CON UNA INVESTIGACIÓN SOBRE ARTES ESCÉNICAS, PROCESOS ARTÍSTICOS Y EXPERIENCIA POLÍTICA EN AMÉRICA LATINA. ACTÚA COMO PROVOCADORA ESCÉNICA EN DIVERSOS COLECTIVOS DE LA CIUDAD DE SÃO PAULO. FUE CURADORA DE ACCIONES PEDAGÓGICAS DE LA MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO DE SÃO PAULO (MITSP).
1. En: Ricardo Silva-Santisteban e C. Moreano (org.), Teatro completo (v. 1) Lima: Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú, 1999.
2. G. Agamben, Qué es lo contemporáneo? Actualidad, tiempo histórico, utopías del presente. Santiago: Ediciones Finis Terrae, 2008.
ES El teatro es un sueño, así escribió el poeta y escritor peruano César Vallejo (1892-1938) en sus “Notas sobre una nueva estética teatral” (1934),¹ reflexión que inspira y orienta la obra más reciente del longevo Yuyachkani, colectivo peruano fundamental en la historia de la escena latinoamericana y uno de los grupos invitados en esta edición del MIRADA. Cuando escribió esas notas, Vallejo había tenido contacto no solo con el teatro peruano (y no unicamente en la capital, Lima), sino también con la producción teatral europea, durante el período que vivió en París, y con la rusa, debido a sus tres viajes al país entre 1928 y 1931. Acompañó tanto el desvanecimiento de determinadas corrientes artísticas e ideológicas como el surgimiento de vanguardias y nuevos idearios políticos, además del impacto de estos movimientos en los textos dramatúrgicos y en las formas de escenificarlos. Como un verdadero “poeta de lo contemporáneo” (en los términos de Agamben),² comprometido con las demandas de su tiempo, pero atento a las posibilidades estéticas, Vallejo propuso “una revolución a fondo de la materia teatral” que, independientemente de sus temas, abordara las urgencias de la realidad. No tuvo la oportunidad de ver, sin embargo, sus dramaturgias escenificadas ni sus ideas materializadas; las dejó como legado. Al afirmar que el teatro es un sueño, Vallejo no sugirió condicionar el teatro a una vivencia sensorial, puramente estética, aislada de los
3. Aquí pensamos como Jacques Rancière, El reparto de lo sensible: Estética y política. Trad. Mónica Padró. Buenos Aires: Prometeo Libros, 2014.
procesos históricos de su tiempo. Pero, más bien, liberar las formas y prácticas escénicas de parámetros estandarizados, para que emerjan “la incoherencia de las metamorfosis, las contradicciones aparentes, la lógica profunda, la dialéctica subterránea, el orden esencial en el desorden de superficie”, escribió en sus notas. Expresar lo colectivo sin someterse a formas hegemónicas de enunciar, hacer y volver visible. En tiempos de espectacularización y mercantilización de las expresiones artísticas y culturales, el desafío sigue siendo: hacer del teatro (como actividad y experiencia) un espacio colectivo de sueño -y de sueño colectivo- que provoque resonancias en la sociedad. En un intento por domesticar sus formas y vaciar la historicidad de sus contenidos, el arte pasó a ser considerado un producto más de consumo o una fuente de lucro, cuando no un “artículo superfluo”. Por no hablar de una cierta expectativa que aún persiste de que las obras artísticas deseen lo “universal”, en una dudosa apuesta por un esencialismo que resulta falso, ya que coincidente con el ideario dominante (del Norte Global, podríamos situar).
Es posible que en los territorios latinoamericanos, todavía en medio al enfrentamiento de la herencia material y simbólica que dejó la colonización, los obstáculos a este “teatro-sueño que se sueña junto” se impongan de manera mucho más incisiva. Sin desconsiderar singularidades y problemáticas locales específicas, podemos decir que en nuestros países la inequidad socioeconómica determina el acceso desigual a los bienes culturales y su distribución. Esto ciertamente impacta los modos de producción de los colectivos teatrales y de los artistas independientes. La taquilla no alcanza para garantizar el sustento de los grupos, el compromiso con la investigación escénica o el mantenimiento de la sede (si la hay). Tampoco han sido suficientes los aportes del Estado, como mantenedor del derecho al arte y a la cultura, a través de convocatorias de promoción, concursos y acciones de incentivo fiscal. En los países latinoamericanos e ibéricos, en general, las políticas públicas de valoración y financiación de las artes aún son poco abarcadoras y efectivas para la realidad a la que apuntan, además de ser demasiado susceptibles a cambios de gobierno.
Los desafíos también surgen internamente, cuando se trata del propio “material teatral”, como ya mencionaba Vallejo. Las formas y prácticas artísticas reflejan y traducen las mentalidades de su tiempo. Así, el discurso de una obra teatral reside no solo en lo que corporifica y escenifica, es decir, en sus temas, sino también en las expresiones estéticas que moviliza, en las representaciones y performatividades a que recurre. Por ello -y esto es lo que propongo-, el teatro es siempre político, incluso cuando niega u oblitera su carácter político: porque incide sobre la organización de lo sensible, ese conjunto común de modos de hacer, de ser y de disponer lo visible y lo invisible.³ Entonces, revolucionar a
fondo formas y prácticas ya saturadas (muchas de ellas canónicas) es un movimiento valiente, especialmente considerando las condiciones de producción ya mencionadas. Sabemos que, en respuesta a los vientos de transformación y ruptura, siempre se levanta una ola conservadora presionando para el mantenimiento de las estructuras y sus dictados estéticos, ya sea en la escena artística, ya sea en la escena pública.
Considerando el sueño de Vallejo como un anhelo de imaginación política, tal vez sea tiempo de acoger a las luciérnagas, refiriéndose aquí a la metáfora del cineasta y escritor italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975). En una carta a un amigo, fechada en febrero de 1941, Pasolini comenta sobre la danza luminiscente de los insectos en un bosque de Pieve dal Pino, Italia, donde los jóvenes también se divertían en un ambiente erótico y alegre. Años más tarde, en un artículo publicado en febrero de 1975 en el Corriere della Sera, él asocia la desaparición de las luciérnagas a la situación política en Italia.⁴ El exceso de luces del poder, sostenido por la espectacularidad, la excesiva vigilancia y el consumo desenfrenado, incluso cuando el fascismo ya no estaba al mando, eclipsaba o incluso apagaba las luces divergentes.
“Quizás el teatro sea un refugio del ritmo rebelde de luminiscencia y de la terquedad revolucionaria de las luciérnagas”
A través de la imagen de las luciérnagas, Pasolini identificó la desaparición de algo fundamental en el campo de la imaginación política: las condiciones de resistir al poder.⁵ Los ciudadanos actuaban como vencidos: descreían en la posibilidad de ver más allá de las luces excesivas. Las luciérnagas representarían entonces esta resistencia casi clandestina a otros modos de existir. Ahora bien, el teatro es un espacio de encuentro y de convivencia, aunque sea efímero, un espacio del público (del hacer en común). Y la escena teatral, lugar de producción de imágenes, gestos, representaciones y enunciados. Entonces, hoy y ahora, quizás el teatro sea uno de los refugios donde aún pueden hacerse ver y ser vistas las luciérnagas, con su ritmo rebelde de luminiscencia y su terquedad revolucionaria. Un sueño posible.
Sí, Vallejo, el teatro aún puede ser un sueño que se sueña junto.
4. Artículo incluido en Pier Paolo Pasolini, Escritos corsarios. Trad. Juan Vivanco Geffael. Madrid: Ediciones del oriente e del mediterráneo, 2009.
5. Conforme Georges Didi-Huberman, Supervivencia de las luciérnagas. Trad. de Juan Calatrava Escobar. Madrid: Abada Editores, 2012.
SOU SANTISTA!
POR PEDRO BANDEIRA | NASCIDO EM SANTOS EM 1942, TRABALHOU COMO JORNALISTA E PUBLICITÁRIO, FEZ TEATRO PROFISSIONAL COMO ATOR E DIRETOR E DEU AULAS DE LITERATURA BRASILEIRA E PORTUGUESA. DESDE 1983, DEDICA-SE EXCLUSIVAMENTE AOS LIVROS INFANTIS E JUVENIS, QUE RECEBERAM DIFERENTES PRÊMIOS.
PT É comum que as pessoas lembrem-se de sua formação afetiva e cultural a partir de sua origem familiar. Não seria o meu caso. Nasci seis meses após a morte do meu pai e tive a mãe mais carinhosa deste mundo. Ela, porém, tinha pouco estudo e, por sua viuvez, ficou dependendo de sua família, um aglomerado de mulheres capitaneado por uma avó opressora e catolicamente fanática, que prometia as chamas do inferno por cada deslize que eu teria cometido ao afastar-me da rigidez de suas regras.
Nessa casa cheia de mulheres, com maridos mudos e dominados, não havia livros e jamais vi alguma delas com um romance nas mãos. Creio até que minha avó fosse semianalfabeta, pois mais tarde me pediria para ler-lhe em voz alta romancinhos melosos alegando dificuldades oculares. Fui um menino meio esquecido dentro do grupo familiar, tendo passado toda a minha terceira infância sozinho, criando brinquedos a partir de caixas de sapato e tralhas que me caíam nas mãos, porque com brinquedos apenas sonhava ao admirá-los nas vitrines.
E fatos sobre a vida, o que a família me ensinou? Lembro-me do meu desespero ao descobrir sangue no banheiro de onde saíra minha mãe, e gritar desesperado alertando a família que essa querida mulher estaria ferida, à beira da morte. Ninguém nada me explicou; em outra ocasião, quando percebi que a barriga de uma prima estava crescendo desmesuradamente, como resposta apenas recebi sorrisos das adultas.
Levei um tempão para descobrir o milagre da menstruação e o fenômeno da gravidez.
E o futebol? Aquela cidade que mais tarde formaria o melhor time da história e um jogador que nem a ficção científica poderia imaginar, não recebia nenhuma atenção de minha família. Eu já tinha oito anos em 1950, quando aconteceu o desastre de nossa seleção frente ao Uruguai. Esse evento, mas ele só faria parte de minha paixão muitos anos depois. Creio que nem ouvir a narração do fatídico 2 a 1 pelo rádio teria ocorrido aos meus familiares.
E assim, quem me fez? Quem me ensinou a viver? Foi uma cidade chamada Santos.
Santos, em meu tempo, tinha grande papel no país. Por seu porto, encarregado de embarcar café e demais produtos primários e desembarcar praticamente tudo que o Brasil deixava de produzir ou industrializar, minha cidade tinha enorme importância nacional. Por isso, era tão respeitada que todas as grandes companhias de teatro, de São Paulo e do Rio de Janeiro, sempre vinham apresentar-se em Santos, que era um centro cultural de respeito. Já na adolescência, os mirrados cruzeiros que eu amealhava dando aulas particulares para os colegas menos aplicados, além de serem gastos com livros, sempre compravam ingressos para assistir Cacilda Becker, Paulo Autran, Tônia Carrero, Sérgio Cardoso, Eugênio Kusnet, Juca de Oliveira, Gianfrancesco Guarnieri e todo o estrelato teatral do país no Coliseu e no Teatro Independência. E nunca vi algum familiar meu nas poltronas ou camarotes dessas casas de espetáculo. Mais tarde soube que Beniamino Gigli teria se apresentado em Santos por cinco vezes durante minha infância. Isso só descobri mais tarde, muito mais tarde.
Acho que tudo começou pela sorte de ter sido bem alfabetizado e letrado pelas professoras do Grupo Escolar São Leopoldo. Lá, pelos colegas, descobri a maravilha dos gibis, pelos quais me tornei um apaixonado, embora minha família os demonizasse e proibisse terminantemente. É claro que eu tinha esconderijos secretos para eles. Quando eventualmente algum dos meus esconderijos era desvendado, minhas revistas em quadrinhos eram despedaçadas. Só que, ao maravilhar-me pelos desenhos de Burne Hogarth revelando-me o Tarzan, minha curiosidade imediatamente era dirigida para ler as aventuras desse herói nos livros criados por Edgar Rice Burroughs. O mesmo ocorria quando eu procurava Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas, na biblioteca do grande Colégio Canadá depois de ter lido suas aventuras nos gibis. E assim com Sir Walter Scott e seus romances sobre a Idade Média, depois de ter lido as aventuras de O príncipe valente, nos gibis de Hal Foster. A cultura de uma criança como eu começava pelos gibis e pelo cinema e multiplicava-se nos livros, em todos os livros.
Aí veio o Colégio Canadá, a quem devo o que sou mais até que à USP, que mais tarde cursaria em São Paulo. A convivência com meninos como eu corre em minhas veias e em meus neurônios até hoje. Junto com eles discutiam-se os livros que líamos e os filmes a que assistíamos. No início, só companheiros masculinos, porque na época os sexos não se misturavam-se nas classes e nem mesmo nos períodos das aulas: meninos pela manhã e meninas à tarde. Só no Ensino Médio, o Curso Científico do meu tempo, é que tivemos a companhia de saias e pernas, quando dávamos um jeito de espiar suas aulas de Educação Física. Adolescente, eu e um par de companheiros inseparáveis líamos as mesmas coisas, discutíamos política e frequentávamos os teatros e os cinemas. Só não estamos ainda todos juntos porque um deles retirou-se da vida, e hoje é homenageado com o nome de um viaduto que sai da avenida Paulista e leva ao Sumaré e à Rebouças, em São Paulo.
“As provocações de Pagu e sua turma, a intelectualidade santista de esquerda, foram um início de caminho cultural”
A maioria dos cinemas situava-se na Praça da Independência, e foi lá que tivemos um impulso cultural definitivo. Ao lado do Cine Atlântico havia o Bar Regina com mesinhas na calçada, bem em frente a uma banca de jornais de propriedade de um rapaz que nos vendia o jornal Movimento e a revista Problemas da Paz e do Socialismo, ambas publicações do PCB. Éramos stalinistas e não sabíamos!
Naquela praça tomamos contato com o grande Plínio Marcos, que nos levou ao teatro amador e que nos levou às mesinhas do Bar Regina. Por lá sentávamos, calados, sem pedir nenhuma bebida por não termos nem um tostão, porque os poucos eram gastos comprando livros na Livraria Martins Fontes, do Valdemar, com entradas de cinema e de teatro, além dos maços de Luiz XV, é claro! Nos finais de expediente dos jornais, os jornalistas ocupavam as mesinhas do Bar Regina pra relaxar e papear.
Lá, sempre víamos sentada uma mulher que aparentava uns cem anos (mas tinha apenas 49), usando um casaco de peles marrom-rato, com os dedos amarelos de nicotina. Ela passara anos nas cadeias do Getúlio, fumava um cigarro atrás do outro e bebia Cuba Libre, rum com Coca-Cola. Havia também o drinque Samba, que era pinga com a mesma Coca-Cola, um pouco mais barato.
E, sentados, ouvíamos falar de uma tal Semana de Arte Moderna, de um tal Oswald (o certo era pronunciar “Osváld”, de origem francesa, e não “Ôsvald”) de Andrade, de Mário do mesmo sobrenome e de dois amigos daquela “idosa” senhora, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, com quem ela convivia em Paris. Era Patrícia Galvão, a grande Pagu.
Ouvíamos sobre autores de teatro, de política, dos escritores de esquerda, de intelectuais de quem jamais tivéramos conhecimento e nos
assombrávamos ao termos de aceitar nossa tão volumosa ignorância. O resultado é que corríamos para ler aqueles autores, ainda que não entendêssemos patavina do que eles escreviam. Lembro-me de ficar sabendo que Molière não era uma “mulher” e de ter chegado ao fim de A náusea, do Sartre, sem entender nem o que o título queria dizer.
Para mim, e creio que também para os dois outros mosqueteiros, as provocações da Pagu e de sua turma, a intelectualidade santista de esquerda dos anos 1960, foram um início de um caminho cultural no qual para sempre continuamos a cambalear.
Quando volto a Santos, onde está tudo isso? Só em minha memória. Lembro-me de passar pela calçada do luxuoso Parque Balneário e de afirmar a mim mesmo que um dia eu teria dinheiro para frequentar aquela elite. Mas o Parque Balneário só sobrevive hoje como o nome de um hotel, ao lado de um shopping.
Onde está o Bar Regina? Numa loja de lençóis e toalhas. Para onde foram Plínio Marcos, Patrícia Galvão, Geraldo Ferraz e os bondes? Ah, como era gostoso “pegar o bonde andando”, uma das minhas façanhas adolescentes. Na época aqueles trilhos poderiam ter sido transformados em um metrô de superfície, como o de Amsterdam. Por que a “Vila dos Pássaros” hoje abriga um prédio torto? Pouco resta da minha Santos do meu tempo, mas ela mora intacta, ainda hoje, na minha memória afetiva. Se não fosse por esta cidade, eu não seria hoje o Pedro Bandeira.
¡SOY SANTISTA!
POR PEDRO BANDEIRA | NACIDO EN SANTOS EN 1942, PEDRO BANDEIRA TRABAJÓ COMO PERIODISTA Y PUBLICITARIO, HIZO TEATRO PROFESIONAL
COMO ACTOR Y DIRECTOR Y DIO CLASES DE LITERATURA BRASILEÑA Y PORTUGUESA. DESDE 1983, SE DEDICA EXCLUSIVAMENTE A LOS LIBROS INFANTILES Y JUVENILES, QUE HA RECIBIDO DIFERENTES PREMIOS.
ES Es común que las personas recuérdense su formación afectiva y cultural desde sus orígenes familiares. No sería mi caso. Nací seis meses después de la muerte de mi padre y tuve la madre más cariñosa de este mundo. Ella, sin embargo, tuvo poca educación formal y, debido a su viudez, quedó dependiente de su familia, un aglomerado de mujeres capitaneado por una abuela opresora y fanática católica, que prometía las llamas del infierno por cada desliz que yo hubiera cometido al alejarme de la rigidez de sus reglas.
En esta casa llena de mujeres, con maridos mudos y dominados, no había libros y jamás vi a ninguna de ellas con una novela en las manos. Incluso creo que mi abuela era semianalfabeta, ya que más tarde me pedía que le leyera sus novelitas melosas en voz alta alegando dificultades oculares. Fui un niño un tanto olvidado dentro del grupo familiar, habiendo pasado toda mi tercera infancia solo, creando juguetes a partir de cajas de zapato y trastos que caían en mis manos, porque con juguetes apenas soñaba al admirarlos en los escaparates.
Y hechos sobre la vida, ¿qué me enseñó la familia? Recuerdo mi desesperación al descubrir sangre en el baño de donde había salido mi madre y gritar desesperadamente, advirtiendo a la familia que esta querida mujer estaba herida, al borde de la muerte. Nadie nada me explicó; en otra ocasión, cuando noté que la panza de una prima crecía desmesuradamente,
como respuesta solo recibí sonrisas de las adultas. Me llevó mucho tiempo descubrir el milagro de la menstruación y el fenómeno del embarazo.
¿Y el fútbol? Aquella ciudad que luego formaría el mejor equipo de la historia y un jugador que ni la ciencia ficción podría imaginar, no recibía ninguna atención por parte de mi familia. Yo ya tenía ocho años en 1950, cuando ocurrió el desastre de nuestra selección contra Uruguay. Este evento solo pasaría a formar parte de mi pasión muchos años después. Creo que ni escuchar la narración del fatídico 2x1 por la radio hubiera ocurrido a mis familiares.
Y entonces, ¿quién me hizo? ¿Quién me enseñó a vivir? Fue una ciudad llamada Santos.
Santos, en mi época, tuvo un gran papel en el país. Por su puerto, encargado de embarcar café y otros productos primarios y desembarcar prácticamente todo lo que Brasil no lograba producir o industrializar, mi ciudad tenía una enorme importancia nacional. Por eso, era tan respetada que todas las grandes compañías de teatro, de São Paulo y de Río de Janeiro, siempre venían a presentarse en Santos, que era un respetado centro cultural. En la adolescencia, los escasos cruzeiros que yo acumulaba dando clases particulares a mis compañeros menos aplicados, además de gastarlos en libros, siempre me servían para comprar entradas para ver a Cacilda Becker, Paulo Autran, Tônia Carrero, Sérgio Cardoso, Eugênio Kusnet, Juca de Oliveira, Gianfrancesco Guarnieri y todo el estrellato teatral del país en el Coliseu y en el Teatro Independência. Y nunca vi a ninguno de mis familiares en las butacas o cabinas de estas casas de espectáculos. Más tarde me enteré de que Beniamino Gigli había actuado en Santos cinco veces durante mi infancia. Solo lo descubrí más tarde, mucho más tarde.
Creo que todo empezó con la suerte de haber sido bien alfabetizado y letrado por las profesoras del Grupo Escolar São Leopoldo. Allá, a través de mis colegas, descubrí la maravilla de las historietas, que me apasionaron, a pesar de que mi familia los demonizaba y prohibía terminantemente. Por supuesto, yo tenía escondites secretos para ellos. Cuando eventualmente uno de mis escondites era descubierto, mis historietas quedaban despedazadas. Sin embargo, cuando me maravillé con los dibujos de Burne Hogarth que me revelaban a Tarzán, mi curiosidad inmediatamente se dirigía a leer las aventuras de este héroe en los libros creados por Edgar Rice Burroughs. Me pasó lo mismo cuando buscaba Los tres mosqueteros de Alejandro Dumas en la biblioteca del gran Colegio Canadá después de haber leído sus aventuras en las historietas. Y lo mismo con Sir Walter Scott y sus novelas sobre la Edad Media, después de haber leído las aventuras del Príncipe Valiente en las historietas de Hal Foster. La cultura de un niño como yo empezaba con las historietas y el cine y se multiplicaba con los libros, todos los libros.
Luego vino el Colégio Canadá, al que debo lo que soy incluso más que a la USP, a la que más tarde cursaría en São Paulo. La convivencia con chicos como yo corre por mis venas y mis neuronas hasta el día de hoy. Junto con ellos discutíamos los libros que leíamos y las películas que veíamos. Al principio solo compañeros varones, porque en aquella época no se mezclaban los sexos en las clases ni siquiera durante los periodos de las clase: los chicos por la mañana y las chicas por la tarde. Fue recién en la Secundaria, el Curso Científico de mi época, que tuvimos la compañía de faldas y piernas, cuando logramos espiar sus clases de Educación Física.
De adolescente, yo y un par de compañeros inseparables leíamos las mismas cosas, discutíamos de política y frecuentábamos los teatros y los cines. La única razón por la cual no seguimos todos juntos es porque uno de ellos se retiró la vida, y hoy se le homenajea con el nombre de un viaducto que lleva de la avenida Paulista a Sumaré y a la avenida Rebouças, en São Paulo.
“Las provocaciones de Pagu y su grupo, la intelectualidad de Santos de izquierda, fueron el comienzo de un camino cultural”
La mayoría de los cines estaban en la Praça da Independência, y fue allí donde tuvimos un impulso cultural definitivo. Al lado del Cine Atlântico estaba el Bar Regina, con mesitas en la acera, justo enfrente de un quiosco de periódicos de propiedad de un varón que nos vendía el periódico Movimento y la revista Problemas da Paz e do Socialismo, ambas publicaciones del PCB (Partido Comunista Brasileño). ¡Éramos estalinistas sin saberlo!
En aquella plaza entramos en contacto con el gran Plínio Marcos, que nos llevó al teatro de aficionados y que nos llevó a las mesitas del Bar Regina. Allí nos sentábamos, callados, sin pedir nada de beber porque no teníamos ni un centavo, porque los pocos que teníamos los gastábamos comprando libros en la Livraria Martins Fontes, de Valdemar, entradas para el cine y el teatro, además de paquetes de cigarillo Luiz XV, ¡por supuesto! Al final de sus turnos de trabajo, los periodistas se sentaban en las mesitas del bar Regina para relajarse y charlar.
Allá, siempre veíamos sentada a una mujer que parecía centenaria (pero solo tenía 49 años), con un abrigo de piel marrón-ratón, los dedos amarillos por la nicotina. Ella había pasado años en las cárceles de Getúlio, fumaba un cigarrillo tras otro y bebía Cuba Libre, ron con CocaCola. También estaba la bebida Samba, que era cachaza con la misma Coca-Cola, un poco más barata.
Y, sentados, oíamos hablar de cierta Semana de Arte Moderna, de un tal Oswald (la pronunciación correcta era “Osváld”, de origen francés, y no “Ôsvald”) de Andrade, de Mário del mismo apellido y de dos amigos de aquella “anciana” señora, Simone de Beauvoir y Jean-Paul Sartre, con quien ella que convivía en París. Era Patrícia Galvão, la gran Pagu.
Oíamos hablar de autores de teatro, de política, de escritores de izquierda, de intelectuales que nunca habíamos conocido y nos sorprendimos al tener que aceptar nuestra tan voluminosa ignorancia. El resultado es que nos apresurábamos a leer a esos autores, aunque no entendiéramos nada de lo que ellos escribían. Recuerdo haber aprendido que Molière no era una “mujer” y haber llegado al final de La Náusea, de Sartre, sin siquiera entender lo que significaba el título.
Para mí, y creo que también para los otros dos mosqueteros, las provocaciones de Pagu y su grupo, la intelectualidad santista (de Santos) de izquierda de los años 1960, fueron el comienzo de un camino cultural en el que siempre seguiremos tambaleándonos.
Cuando vuelvo a Santos, ¿dónde estará todo eso? Solo en mi memoria. Recuerdo de pasar por la acera del lujoso Parque Balneário y de afirmarme a mí mismo que algún día yo iba a tener dinero para frecuentar aquella élite. Pero Parque Balneário solo sobrevive hoy como el nombre de un hotel, al lado de un centro comercial.
¿Dónde está el Bar Regina? En una tienda de sábanas y toallas. ¿Adónde fueron Plínio Marcos, Patrícia Galvão, Geraldo Ferraz y los tranvías? Ah, qué maravilloso era “tomar el tranvía andando”, una de mis hazañas de adolescente. En su momento, esas vías podrían haberse transformado en un metro de superficie, como el de Ámsterdam. ¿Por qué la “Vila dos Pássaros” alberga hoy un edificio torcido? Poco queda de mi Santos de mi época, pero ella vive intacta, aún hoy, en mi memoria afectiva. Si no fuera por esta ciudad, hoy yo no sería Pedro Bandeira.
CABARÉ CORAGEM
CABARET CORAJE
GRUPO GALPÃO
PT Esfarrapada, envelhecida, uma trupe se desdobra em números de música, humor, acrobacia, circo, para entreter seu público. Entre uma e outra canção de Bertolt Brecht, os artistas denunciam a todo momento sua situação de pobreza, opressão e fome. Até quando eles resistirão à despótica Madame, a “primeira cabaretière da cidade”, sem se insurgirem? ¶ Para além do título - que empresta o nome da conhecida
Mãe Coragem -, este show de variedades homenageia o diretor e dramaturgo alemão, numa encenação que combina seu universo de personagens exploradas e sonhadoras à veia popular que marca a trajetória do Galpão. Com acenos para a política brasileira contemporânea, o grupo mineiro pontua seus números com os esforços e a necessidade de resistência dos artistas, tema que infelizmente nunca perde sua atualidade.
O GRUPO GALPÃO, DE BELO HORIZONTE, COM SEUS MAIS DE 40 ANOS DE ATIVIDADE CONTÍNUA, É RECONHECIDO POR SUA PESQUISA DE LINGUAGEM. AO MONTAR ESPETÁCULOS COM DIRETORES CONVIDADOS – COMO GABRIEL VILLELA, CACÁ CARVALHO, PAULO JOSÉ, YARA DE NOVAES E MARCIO ABREU – OU ENCENADOS POR INTEGRANTES DO GRUPO, O GALPÃO DESENVOLVE UM TEATRO QUE DIALOGA COM O POPULAR E O ERUDITO, A TRADIÇÃO E A CONTEMPORANEIDADE, A RUA E O PALCO, O UNIVERSAL E O REGIONAL BRASILEIRO.
ES Andrajosa, envejecida, una troupe se despliega en entradas musicales, humorísticas, acrobáticas y circenses para entretener a su público. Entre una y otra canción de Bertolt Brecht, los artistas denuncian a todo momento su situación de pobreza, opresión y hambre. ¿Hasta cuándo resistirán a la despótica Madame, la “primera cabaretière de la ciudad”, sin sublevarse? ¶ Más allá del título – que toma prestado el nombre de la conocida Madre Coraje –, este espec-
táculo de variedades rinde homenaje al director y dramaturgo alemán, en una escenificación que combina su universo de personajes explorados y oníricos con la vena popular que marca la trayectoria de Galpão. Con guiños a la política brasileña contemporánea, el grupo de Minas Gerais plantea en sus números el esfuerzo y la necesidad de resistencia de los artistas, un tema que lamentablemente nunca pierde su actualidad.
EL GRUPO GALPÃO, DE BELO HORIZONTE, CON SUS MÁS DE 40 AÑOS DE ACTIVIDAD CONTINUA, ES RECONOCIDO POR SU INVESTIGACIÓN DE LENGUAJE. AL MONTAR ESPECTÁCULOS CON DIRECTORES INVITADOS - COMO GABRIEL VILLELA, CACÁ CARVALHO, PAULO JOSÉ, YARA DE NOVAES Y MARCIO ABREU –O DIRIGIDOS POR INTEGRANTES DEL GRUPO, GALPÃO DESARROLLA UN TEATRO QUE DIALOGA CON LO POPULAR Y LO ERUDITO, LA TRADICIÓN Y LA CONTEMPORANEIDAD, LA CALLE Y EL ESCENARIO, LO UNIVERSAL Y LO REGIONAL BRASILEÑO.
ELENCO
Antonio Edson
Eduardo Moreira
Inês Peixoto
Luiz Rocha
Lydia Del Picchia
Simone Ordones
Teuda Bara
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Júlio Maciel
DIREÇÃO MUSICAL, ARRANJOS E TRILHA
SONORA / DIRECCIÓN MUSICAL, ARREGLOS
Y BANDA SONORA
Luiz Rocha
DIRETOR-ASSISTENTE / ASISTENTE DE DIRECCIÓN
David Maurity
CENOGRAFIA E FIGURINO / ESCENOGRAFÍA Y VESTUARIO
Márcio Medina
DRAMATURGIA
Coletiva / Colectiva
SUPERVISÃO DE DRAMATURGIA / SUPERVISIÓN DE DRAMATURGIA
Vinícius de Souza
DIREÇÃO DE CENA
E COREOGRAFIA / DIRECCIÓN ESCÉNICA Y COREOGRAFÍA
Rafael Bacelar
ILUMINAÇÃO E OPERAÇÃO DE LUZ / ILUMINACIÓN Y OPERACIÓN DE LUZ
Rodrigo Marçal
ADEREÇOS E PINTURA DE ARTE / ACCESORIOS Y PINTURA DE ARTE
Marney Heitmann
PREPARAÇÃO CORPORAL E DO GESTO / PREPARACIÓN
CORPORAL Y DEL GESTO
Fernanda Vianna
PREPARAÇÃO VOCAL / PREPARACIÓN VOCAL
Babaya
ASSISTÊNCIA DE FIGURINO / ASISTENCIA DE VESTUARIO
Paulo André
Gilma Oliveira
ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA / ASISTENCIA DE ESCENOGRAFÍA
Vinícius de Andrade
ASSESSORIA DE ILUMINAÇÃO / ASESORÍA DE ILUMINACIÓN
Marina Arthuzzi
DIREÇÃO DE
EXPERIMENTOS
CÊNICOS / DIRECCIÓN DE EXPERIMENTOS ESCÉNICOS
Ernani Maletta
Luiz Rocha
Cida Moreira
COLABORAÇÃO ARTÍSTICA / COLABORACIÓN ARTÍSTICA
Paulo André
João Santos
MAQUIAGEM E PERUCARIA / MAQUILLAJE Y PELUQUERÍA
Gabriela Dominguez
ASSISTENTE DE MAQUIAGEM E
PERUCARIA / ASISTENTE DE MAQUILLAJE Y PELUQUERÍA
Ana Rosa Oliveira
CONSTRUÇÃO DE CENÁRIO / CONSTRUCCIÓN DE ESCENARIOS
Artes Cênica Produções CONFECÇÃO DE FIGURINOS / CONFECCIÓN DE VESTUARIOS
Taires Scatolin
TÉCNICO DE PALCO / TÉCNICO DE ESCENARIO
William Bililiu
INSTALAÇÃO DE LUMINÁRIAS CÊNICAS / INSTALACIÓN DE LUMINARIAS ESCÉNICAS
Wellington Santos
ASSISTENTE TÉCNICO / ASISTENTE TÉCNICO
William Teles
SONORIZAÇÃO E OPERAÇÃO DE SOM / SONORIZACIÓN Y OPERACIÓN DE SONIDO Fábio Santos
ASSESSORIA DE IMPRENSA / ASESORÍA DE PRENSA
Polliane Eliziário (Personal Press)
COMUNICAÇÃO DIGITAL / COMUNICACIÓN DIGITAL Rizoma Comunicação & Arte FOTOS
Mateus Lustosa
REGISTRO E COBERTURA
AUDIOVISUAL / REGISTRO Y COBERTURA AUDIOVISUAL
Alicate
PROJETO GRÁFICO / PROYECTO GRÁFICO
Filipe Lampejo
Rita Davis
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO / ASISTENTE DE PRODUCCIÓN
Idylla Silmarovi
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Beatriz Radicchi
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN
Gilma Oliveira
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN Grupo Galpão
FOTOS
Gustavo Mendes | p. 50
Guto Muniz | p. 49, 51
PT Com um olhar para a arte que busca recuperar suas raízes, o bailarino Jon Maya e a bailarina Adriana Bilbao entram em diálogo e se entendem por meio do movimento, da música, da dança. Maya é um dantzari, “dançarino” na língua do País Basco; nascido nessa região, no norte da Espanha e da França, ele é especializado em sua cultura. Já Bilbao, também originária do País Basco, tem uma trajetória no fla-
menco, pesquisando sua expressão mais tradicional. ¶ Na companhia do músico Julen Achiary, a dupla apresenta Cruzades, espetáculo que põe em cena os dois estilos de dança, com suas linguagens próprias. O olhar contemporâneo para a tradição concilia os artistas num mesmo compasso, mostrando que a diferença em suas raízes e identidades é uma oportunidade de vê-las florescerem juntas no mesmo palco.
JON MAYA É DANTZARI (“BAILARINO”, EM LÍNGUA BASCA), COREÓGRAFO E DIRETOR DA COMPANHIA KUKAI DANTZA. FORMOU-SE NO MUNDO DA DANÇA TRADICIONAL E PASSOU A DIALOGAR COM DIFERENTES ESTILOS DESDE A CRIAÇÃO DO GRUPO, QUE CONCEBE ESPETÁCULOS CONTEMPORÂNEOS A PARTIR DA DANÇA BASCA E EM COLABORAÇÃO COM DISTINTOS COREÓGRAFOS.
ADRIANA BILBAO TEM SUA DANÇA MARCADA PELO FLAMENCO MAIS TRADICIONAL, MAS SEU INTERESSE EM SE RENOVAR A LEVOU A EXPERIMENTAR OUTROS CÓDIGOS COREOGRÁFICOS. ALÉM DE SEU TRABALHO COMO CRIADORA E BAILARINA, ELA GERENCIA, AO LADO DA D8 SORKUNTZA FAKTORIA, UMA FÁBRICA DE CRIAÇÃO EM DANÇA EM BILBAO.
ES Con una mirada para el arte que busca recuperar sus raíces, el bailarín Jon Maya y la bailaora Adriana Bilbao empiezan un diálogo y se entienden a través del movimiento, de la música y de la danza. Maya es dantzari, “bailarín” en la lengua del País Vasco; nacido en esta región, del norte de España y de Francia, él es experto en su cultura. Bilbao, también originaria del País Vasco, tiene historia en el flamenco, investi-
gando su expresión más tradicional. ¶ En compañía del músico Julen Achiary, el dúo presenta Cruzades, un espectáculo que pone en escena ambos estilos de danza, con lenguajes propios. La mirada contemporánea para la tradición concilia los artistas en un mismo compás, mostrando que la diferencia en sus raíces e identidades es una oportunidad para verlas florecer juntas en un mismo escenario.
JON MAYA ES DANTZARI (“BAILARÍN”, EN LENGUA VASCA), COREÓGRAFO Y DIRECTOR DE LA COMPAÑÍA KUKAI DANTZA. SE FORMÓ EN EL MUNDO DE LA DANZA TRADICIONAL Y PASÓ A DIALOGAR CON DIFERENTES ESTILOS DESDE LA CREACIÓN DEL GRUPO, QUE CONCIBE ESPECTÁCULOS CONTEMPORÁNEOS A PARTIR DE LA EN LA DANTZA VASCA Y EN COLABORACIÓN CON DIFERENTES COREÓGRAFOS.
ADRIANA BILBAO TIENE SU DANZA MARCADA POR EL FLAMENCO MÁS TRADICIONAL, PERO SU INTERÉS POR RENOVARSE LA LLEVÓ A EXPERIMENTAR OTROS CÓDIGOS COREOGRÁFICOS. ADEMÁS DE SU TRABAJO COMO CREADORA Y BAILAORA, ELLA GESTIONA JUNTO A D8 SORKUNTZA FAKTORIA UNA FÁBRICA DE CREACIÓN EN DANZA EN BILBAO.
INTÉRPRETES
Jon Maya
Adriana Bilbao
MÚSICO AO VIVO / MÚSICO EN DIRECTO
Julen Achiary
COREOGRAFIA / COREOGRAFÍA
Jon Maya
Adriana BIlbao
Sharon Fridman
(colaboração especial / colaboración especial)
DESENHO DE ILUMINAÇÃO / DISEÑO DE ILUMINACIÓN
David Bernués
PRODUÇÃO CRIATIVA / PRODUCCIÓN CREATIVA
Doltza Oar-Arteta
TÉCNICO DE SOM / TÉCNICO DE SONIDO
Mige Alonso
TÉCNICO DE LUZ /
TÉCNICO DE ILUMINACIÓN
Eneko Martínez de Lizarrondo
DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL / DISTRIBUCIÓN INTERNACIONAL
AnSó. Raybaut-Pérès
ADMINISTRAÇÃO / ADMINISTRACIÓN
Elena García
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Kukai Dantza
COORDENAÇÃO TÉCNICA
NO BRASIL / COORDINACIÓN TÉCNICA EN BRASIL
Cauê Gouveia
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO NO BRASIL / ASISTENTE DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Mariana Dias
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Tetembua Dandara
FOTOS
Germán Antón | p. 53 e 55
Mendi Urruzuno | p. 54
PT Em 1974, com a Revolução dos Cravos, Portugal pôs fim à ditadura mais longeva da Europa. Um ano antes, um golpe militar instituiu uma ditadura no Chile. Isso é história e também o ponto de partida de G.O.L.P. No espetáculo, porém, o que acontece depois é um pouco diferente: o país ibérico se tornou comunista, enquanto a nação latino-americana conquistou a democracia, mas seguiu assolada por crises sociais. ¶ Nesta ucronia sarcástica, em que portugueses vestem gorro de pele e bebem chá de
samovares, delegações dos dois países decidem entrar em guerra - uma guerra tão falsa quanto a neve de isopor que recobre o palco. Se são cheios de humor e permeados por muitos absurdos, os diálogos também comentam estratégias políticas bastante reais e bem distantes da comédia. Repetindo a parceria que resultou em Estreito / Estrecho, as companhias portuguesa e chilena apresentam um mundo em que preocupações políticas frívolas e decisões simplistas levam a reviravoltas trágicas.
TEATRO EXPERIMENTAL DO PORTO (TEP) FOI FUNDADO EM 1953 E É O GRUPO PROFISSIONAL DE TEATRO MAIS ANTIGO DE PORTUGAL. DESDE 2012, CONTA COM A DIREÇÃO ARTÍSTICA DE GONÇALO AMORIM.
TEATRO LA MARÍA, COM DIREÇÃO DE ALEXANDRA VON HUMMEL E ALEXIS MORENO, NASCEU EM 2000, EM SANTIAGO DO CHILE. G.O.L.P. É A SEGUNDA COLABORAÇÃO ARTÍSTICA ENTRE AS COMPANHIAS QUE, EM 2021, APRESENTARAM ESTREITO / ESTRECHO EM PORTUGAL, CHILE E BRASIL.
ES En 1974, con la Revolución de los Claveles, Portugal puso fin a la dictadura más longeva de Europa. Un año antes, un golpe militar instauró una dictadura en Chile. Esto es historia y también el punto de partida de G.O.L.P. En el espectáculo, sin embargo, lo que sucede después es un poco diferente: el país ibérico se volvió comunista, mientras que la nación latinoamericana conquistó la democracia, pero siguió asolada por crisis sociales. ¶ En esta ucronía sarcástica, en la que los portugueses llevan gorros de piel y toman té en sa-
movares, las delegaciones de los dos países deciden entrar en guerra -una guerra tan falsa como la nieve de poliestireno que cubre el escenario. Si bien están llenos de humor y permeados de muchos absurdos, los diálogos también comentan estrategias políticas bastante reales y muy alejadas de la comedia. Repitiendo la colaboración que resultó en Estreito/Estrecho, las compañías portuguesa y chilena presentan un mundo en el que preocupaciones políticas frívolas y decisiones simplistas conducen a giros trágicos.
TEATRO EXPERIMENTAL DE PORTO (TEP) FUE FUNDADO EN 1953 Y ES EL GRUPO PROFESIONAL DE TEATRO MÁS ANTIGUO DE PORTUGAL. DESDE 2012, CUENTA CON LA DIRECCIÓN ARTÍSTICA DE GONÇALO AMORIM.
TEATRO LA MARÍA, CON DIRECCIÓN DE ALEXANDRA VON HUMMEL Y ALEXIS MORENO, NACIÓ EN EL AÑO 2000, EN SANTIAGO DE CHILE. G.O.L.P. ES LA SEGUNDA COLABORACIÓN ARTÍSTICA ENTRE LAS COMPAÑÍAS QUE, EN 2021, PRESENTARON ESTREITO / ESTRECHO EN PORTUGAL, CHILE Y BRASIL.
ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA E FIGURINOS / ASISTENCIA DE ESCENOGRAFÍA Y VESTUARIO
Ana Maria Simões
Nuno Encarnação
DESENHO DE LUZ / DISEÑO DE ILUMINACIÓN
Alfredo Basaure
OPERAÇÃO DE SOM E MONTAGEM / OPERACIÓN DE SONIDO Y MONTAJE
Renato Marinho
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN
Patrícia Gonçalves
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Abigail Raposo
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E IMPRENSA / ASESORÍA DE COMUNICACIÓN Y PRENSA
Bruno Moreira
CENOTÉCNICO
E CONTRARREGRA NO BRASIL / TÉCNICO DE ESCENARIO Y TRAMOYISTA EN BRASIL
Emerson dos Santos TÉCNICO DE SOM NO BRASIL / TÉCNICO DE SONIDO EN BRASIL
Rafa Rouxinol
ASSESSORIA JURÍDICA NO BRASIL / ASISTENCIA JURIDICA EN BRASIL
Martha Macruz
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO NO BRASIL / ASISTENTE DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Jorge Alves
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO NO BRASIL/ DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Stella Marini
DIREÇÃO TÉCNICA NO BRASIL / DIRECCIÓN TÉCNICA EN BRASIL
André Cajaiba COPRODUÇÃO / COPRODUCCIÓN
Teatro Experimental do Porto, Teatro Municipal do Porto e / y Teatro La María
FOTOS
João Octávio Peixoto
GRANADA
PAULA AROS GHO
PT Seja contada como mito, filme ou história, a narrativa é a mesma desde sempre: um homem violou uma mulher e saiu impune. Em Granada , trata-se de Hades, que raptou Perséfone para o desespero de sua mãe, Deméter. Trata-se também de um tio que abusou da sobrinha, depois de um almoço de domingo. A narrativa é a mesma, entre deuses ou homens, e a diretora Paula Aros Gho se pergunta: quando começou a violência patriarcal e quando
ela vai terminar? ¶ Neste espetáculo site-specific, o público assiste às ações à distância, acompanhado de uma voz que, no fone de ouvido, não apenas narra a história como questiona as maneiras possíveis de contá-la. A releitura do mito de Perséfone busca lançar luz sobre os mecanismos velados de violência contra as mulheres durante séculos. A granada do título – tanto o explosivo quanto a fruta “romã”, em espanhol – oferece esperanças de mudança.
PAULA AROS GHO É ARTISTA CÊNICA FORMADA PELA UNIVERSIDADE DO CHILE E MESTRE EM ARTES PELO DARTINGTON COLLEGE OF ARTS (REINO UNIDO). SUA PESQUISA TEM COMO FOCO EVIDENCIAR A COPRESENÇA DE PÚBLICO, ARTISTAS E ESPAÇOS. PARA ISSO BUSCA DESENVOLVER DRAMATURGIAS QUE INCLUAM OS CONTEXTOS ESPACIAL, TERRITORIAL, SOCIAL E A BIOGRAFIA DO ELENCO. ATUALMENTE, DIRIGE A ESCOLA DE TEATRO DA UNIVERSIDAD MAYOR, NO CHILE.
ES Sea contada como mito, película o historia, la narrativa siempre ha sido la misma: un hombre violó a una mujer y quedó impune. En Granada, se trata de Hades, quien secuestró a Perséfone para desesperación de su madre, Deméter. También se trata de un tío que abusó de su sobrina después de un almuerzo dominical. La narrativa es la misma, entre dioses u hombres, y la directora Paula Aros Gho se pregunta: ¿cuándo comenzó la violencia patriarcal y cuándo ter-
minará? ¶ En este espectáculo site-specific, el público mira las acciones a distancia, acompañado de una voz que, a través de auriculares, no solo narra la historia sino que cuestiona las posibles formas de contarla. La reinterpretación del mito de Perséfone busca arrojar luz sobre los mecanismos ocultos de la violencia contra las mujeres durante siglos. La granada del título -tanto el explosivo como la fruta “granada”- ofrece esperanzas de cambio.
PAULA AROS GHO ES ARTISTA ESCÉNICA FORMADA EN LA UNIVERSIDAD DE CHILE Y TIENE UN MASTER EN ARTES POR DARTINGTON COLLEGE OF ARTS (REINO UNIDO). SU INVESTIGACIÓN ESTÁ ENFOCADA EN LA EVIDENCIACIÓN DE LA COPRESENCIA DE AUDIENCIAS, ARTISTAS Y ESPACIOS. PARA ESTE FIN, BUSCA DESARROLLAR DRAMATURGIAS QUE INCLUYEN LOS CONTEXTOS ESPACIAL, TERRITORIAL, SOCIAL Y LA BIOGRAFÍA DEL ELENCO. ACTUALMENTE, DIRIGE LA ESCUELA DE TEATRO EN LA UNIVERSIDAD MAYOR, EN CHILE.
IDEIA ORIGINAL E DIREÇÃO / IDEA ORIGINAL Y DIRECCIÓN
Paula Aros Gho
DRAMATURGIA
Nicolás Lange
ELENCO CHILENO
Belén Herrera
Valentina Parada
Malicho Vaca
ELENCO BRASILEIRO / ELENCO BRASILEÑO
Ana Suzano
Larissa Garcia
Larissa da Matta
VOZES / VOCES
Ana Paula Dias
Andrea Tedesco
Larissa Garcia
Marcelo Lazzaratto
TRADUÇÃO / TRADUCCIÓN
Clara do Nascimento
CONTRARREGRA E CAMARIM / TRASPUNTE Y CAMERINO
Alessandra Ribeiro
DESIGN VISUAL / DISEÑO VISUAL
Gabriela Torrejón
MIXAGEM DE ÁUDIO NO BRASIL / MEZCLA DE AUDIO EN BRASIL
Ale Martins
MÚSICA
Deby Kaufmann
DESIGN DE SOM / DISEÑO SONORO
Daniel Marabolí
Raimundo Stevenson
PRODUÇÃO CHILENA / PRODUCCIÓN CHILENA
Gabriel Valenzuela –
Productora Rizomas
PRODUÇÃO BRASILEIRA / PRODUCCIÓN BRASILEÑA
Anayan Moretto
Marcelo Leão
FOTOS
Fernanda Herrada | p. 61
Corp Cult Lampa | p. 62
Javieira Miller | p. 63
EL RINCÓN DE LOS MUERTOS
DOS MORTOS
YANIRA DÁVILA, SEBASTIÁN RUBIO E / Y RICARDO BROMLEY
PT Ayacucho é o nome de um departamento nos Andes peruanos e de sua capital, no centro-sul do país. Do quéchua, “recanto dos mortos”. Será que um nome pode criar um estigma para um território? Entrelaçando história nacional e memórias pessoais de Ricardo Bromley, esta peça-palestra comenta a violência fundante e cíclica de um país latino-americano. Partindo da batalha batizada com o nome da região, que em 1824 selou a independência do Peru, Bromley relembra uma manifestação brutalmente reprimida e as duas décadas de conflito interno armado que deixaram marcas profundas na população. Ao se deparar com um rio de sangue nas imagens de um protesto contemporâneo, o artista se mostra desamparado. Será que a matança retorna de tempos em tempos para devolver sentido ao nome? ¶ Marcado por tal histórico, o artista lança mão de música, dança, depoimentos pessoais e informações históricas para dramatizar sua própria experiência e os ecos que chegam aos dias de hoje.
YANIRA DÁVILA É LICENCIADA EM CIÊNCIAS E ARTES DA COMUNICAÇÃO COM ESPECIALIZAÇÃO EM ARTES CÊNICAS
PELA PUCP. MINISTROU WORKSHOPS DE BIODRAMA, TEATRO E CINEMA DOCUMENTAL, DIRIGIU EL ROSTRO E ASÍ DE SIMPLE E CODIRIGIU O CURTA TIERRA SIN AIRE.
SEBASTIÁN RUBIO É ARTISTA CÊNICO GRADUADO PELA
PUCP. TRABALHOU EM DIVERSOS PROJETOS DE CINEMA, TEATRO E TELEVISÃO. COMO DIRETOR, REALIZOU AS PEÇAS DOCUMENTAIS PROYECTO 1980/2000, DESDE AFUERA E TREGUA. É CODIRETOR DO CURTA TIERRA SIN AIRE.
RICARDO BROMLEY É ATOR FORMADO PELA PUCP, DANZANTE DE TIJERAS (BAILARINO DE TESOURAS, DANÇA DA REGIÃO CHANKA, NO PERU) E TEM FORMAÇÃO
EM VIOLINO ANDINO. ATUOU EM FILMES COMO LA CASA ROSADA, DE PALITO ORTEGA, E EM PEÇAS COMO PATRÓN LEAL
ES Ayacucho es el nombre de un departamento de los Andes peruanos y de su capital, en el centro-sur del país. Del quechua, “rincón de los muertos”. ¿Puede un nombre crear un estigma para un territorio? Entretejiendo la historia nacional y las memorias personales de Ricardo Bromley, esta obra-conferencia comenta la violencia fundacional y cíclica de un país latinoamericano. A partir de la batalla que lleva el nombre de la región, que en 1824 selló la independencia del Perú, Bromley recuerda una manifestación brutalmente reprimida y las dos décadas de conflicto armado interno que dejaron profundas huellas en la población. Al encontrarse con un río de sangre en las imágenes de una protesta contemporánea, el artista está desamparado. ¿Acaso vuelve la matanza de tiempos en tiempos para devolver significado al nombre? ¶ Marcado por dicho histórico, el artista utiliza la música, la danza, los testimonios personales e informaciones históricas para dramatizar su propia experiencia y los ecos que llegan hasta nuestros días.
YANIRA DÁVILA ES LICENCIADA EN CIENCIAS Y ARTES DE LA COMUNICACIÓN CON MENCIÓN EN ARTES ESCÉNICAS DE LA PUCP. MINISTRÓ TALLERES DE BIODRAMA, TEATRO Y CINE DOCUMENTAL, DIRIGIÓ EL ROSTRO Y ASÍ DE SIMPLE Y CODIRIGIÓ EL CORTOMETRAJE TIERRA SIN AIRE.
SEBASTIÁN RUBIO ES ARTISTA ESCÉNICO POR LA PUCP. HA TRABAJADO EN DIVERSOS PROYECTOS DE CINE, TEATRO Y TELEVISIÓN. COMO DIRECTOR, HA REALIZADO LAS OBRAS DOCUMENTALES PROYECTO 1980/2000 , DESDE AFUERA Y TREGUA . ES CODIRECTOR DEL CORTOMETRAJE TIERRA SIN AIRE.
RICARDO BROMLEY ES ACTOR GRADUADO POR LA PUCP, DANZANTE DE TIJERAS (DANZA DE LA REGION CHANKA, DEL PERÚ) Y TIENE FORMACIÓN EN VIOLÍN ANDINO. HA ACTUADO EN PELÍCULAS COMO LA CASA ROSADA, DE PALITO ORTEGA, Y EN OBRAS DE TEATRO COMO PATRÓN LEAL.
DRAMATURGIA
Sebastián Rubio
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Yanira Dávila
Sebastián Rubio
ELENCO
Ricardo Bromley
PRODUÇÃO GERAL / PRODUCCIÓN GENERAL
Yanira Dávila
ASSISTENTE DE DIREÇÃO / ASISTENTE DE DIRECCIÓN
Camila Palao
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO / ASSISTENTE DE PRODUCCIÓN
Ena Féuer
DIREÇÃO DE ARTE E ILUMINAÇÃO / DIRECCIÓN DE ARTE E ILUMINACIÓN
Mariano Márquez
FOTOGRAFIA / FOTOGRAFÍA
Claudia Córdova
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Circus Produções (Guto Ruocco)
Cêzê produção cultural (Caroline Zitto)
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO NO BRASIL / ASISTENTE DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Francisco Meirelles
FOTOS
Claudia Cordova Zignago
SOMBRAS, POR SUPUESTO
E / Y ROMINA PAULA
PT Uma dupla de policiais investiga a residência de um casal, listando seus objetos e inquirindo-os. Entende-se, aos poucos, que estão em busca de pistas de Bruno, filho do casal - mas demora-se a saber por quê. Os policiais agem de modo estranho - são “agentes especiais”, dizem - e o casal suspeita dessa aproximação. São vítimas ou acusados de algo? ¶ Rodeado nos quatro lados pela plateia, o palco quase nu é o ambiente fechado onde os quatro personagens de Sombras, Por Supuesto revelarão suas histórias e intimidades. Explicações cheias de nuances e ressalvas resultam em diálogos que flertam com o absurdo, e momentos de humor e drama se alternam, distanciando a encenação do realismo que se poderia supor de início. A ausência é o centro em torno do qual se articula o espetáculo, inspirado na obra do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder.
COMPAÑIA EL SILENCIO FORMOU-SE EM 2007, QUANDO ESTREOU SEU PRIMEIRO ESPETÁCULO, ALGO DE RUIDO HACE, ESCRITO E DIRIGIDO POR ROMINA PAULA E INTERPRETADO POR ESTEBAN BIGLIARDI, ESTEBAN LAMOTHE E PILAR GAMBOA. COM A SEGUNDA OBRA, EL TIEMPO TODO ENTERO, SUSANA PAMPIN SE JUNTA AO GRUPO E, A PARTIR DE FAUNA, SEBASTIÁN ARPESELLA PASSA A INTEGRAR A COMPANHIA.
ROMINA PAULA É DRAMATURGA, ESCRITORA, ATRIZ E DIRETORA DE CINEMA E TEATRO ARGENTINA. SUAS OBRAS EXPLORAM O ENTRELAÇAMENTO DE FORMAS CULTURAIS E EXPERIÊNCIAS CORPORAIS, REUNINDO LINGUAGENS, GÊNEROS E TRADIÇÕES ESTÉTICAS DIFERENTES, COMO AUTOBIOGRAFIA, POESIA, FOLCLORE, MÚSICA POP E ROMANTISMO ALEMÃO.
ES Un par de policías investiga la residencia de una pareja, enumerando sus objetos e interrogándolos. Poco a poco, se entiende que están buscando pistas sobre Bruno, el hijo de la pareja -pero se tarda a saber por qué-. Los policías actúan de manera extraña -son “agentes especiales”, dicen- y la pareja sospecha de ese acercamiento. ¿Son víctimas o acusados de algo? ¶ Rodeado en los cuatro lados por el público, el palco casi desnudo es el ambiente cerrado donde los cuatro personajes de Sombras, Por Supuesto revelarán sus historias e intimidades. Explicaciones llenas de matices y reservas dan lugar a diálogos que rozan el absurdo, y se alternan momentos de humor y drama, alejando la escenificación del realismo que se podría suponer de inicio. La ausencia es el centro en torno al cual se articula el espectáculo, inspirado en la obra del cineasta alemán Rainer Werner Fassbinder.
COMPAÑÍA EL SILENCIO SE FORMÓ EN 2007, CUANDO ESTRENÓ SU PRIMER ESPECTÁCULO, ALGO DE RUIDO HACE, ESCRITO Y DIRIGIDO POR ROMINA PAULA E INTERPRETADO POR ESTEBAN BIGLIARDI, ESTEBAN LAMOTHE Y PILAR GAMBOA. CON LA SEGUNDA OBRA, EL TIEMPO TODO ENTERO, SE INCORPORA SUSANA PAMPIN Y, A PARTIR DE FAUNA, SEBASTIÁN ARPESELLA PASA A INTEGRAR LA COMPAÑÍA.
ROMINA PAULA ES DRAMATURGA, ESCRITORA, ACTRIZ Y DIRECTORA DE CINE Y TEATRO ARGENTINA. SUS OBRAS EXPLORAN EL ENTRELAZAMIENTO DE FORMAS CULTURALES Y EXPERIENCIAS CORPORALES AL REUNIR LENGUAJES, GÉNEROS Y TRADICIONES ESTÉTICAS DISPARES, COMO LA AUTOBIOGRAFÍA, LA POESÍA, EL FOLCLORE, LA MÚSICA POP Y EL ROMANTICISMO ALEMÁN.
TEXTO E DIREÇÃO / TEXTO Y DIRECCIÓN
Romina Paula
ELENCO
Esteban Bigliardi
Esteban Lamothe
Susana Pampin
Pilar Gamboa
ESPAÇO CÊNICO E LUZES / ESPACIO ESCÉNICO Y LUCES
Sebastián Arpesella
Romina Paula
MÚSICA ORIGINAL
Germán Cohen
FOTOGRAFIA / FOTOGRAFÍA
Sebastián Arpesella
TÉCNICA
Sebastián Francia
ASSISTÊNCIA GERAL / ASISTENCIA GENERAL
Lucia Villanueva
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Híbrida Arte e Cultura
Lindsay Castro Lima
Mariana Mantovani
FOTOS
Sebastian Arpesella
OBSCURO
MÁ-CRIAÇÃO, COM / CON FOGUETES MARAVILHA E
DIMENTI
PT Na escuridão de uma caverna, de uma mina a 700 metros de profundidade ou ainda no breu de algum buraco menos concreto e mais subjetivo se passa Subterrâneo, um Musical Obscuro. O ponto de partida do projeto foi a história dos 33 homens presos no desabamento na mina San José, no Chile, em 2010; os portugueses da Má-Criação e os brasileiros do Foguetes Maravilha e do Dimenti criaram então uma dramaturgia que lança voos em diferentes direções, conduzida e marcada pela musicalidade. ¶ As palavras se tornam música no palco e o som delas complementa seu sentido. Num mesmo movimento em direção a uma poeticidade descolada do cotidiano, expressões oriundas de um léxico científico – “espectro”, “radiação”, “não reagente” – ganham contornos filosóficos e amplificam metáforas. Também os corpos constroem essa atmosfera ao se confundirem com sombras. O buraco, encarado de frente, se torna assim um espaço povoado de histórias.
MÁ-CRIAÇÃO É UMA ESTRUTURA CRIADA EM 2015, EM LISBOA, PARA O DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS NA ÁREA DAS ARTES PERFORMATIVAS. TEM COMO PRINCIPAL OBJETIVO O ESTABELECIMENTO DE UM ESPAÇO DE CRIAÇÃO, FOMENTANDO O DESENVOLVIMENTO DE LINGUAGENS E ESTÉTICAS, EM ESTREITA PROXIMIDADE COM ARTISTAS E ESTRUTURAS DE OUTROS PAÍSES.
FOGUETES MARAVILHA É UMA COMPANHIA TEATRAL CRIADA EM 2008 POR ALEX CASSAL E FELIPE ROCHA, NO RIO DE JANEIRO. OS SEUS TRABALHOS EXPLORAM MODOS DE ESTAR EM CENA E DE SE RELACIONAR COM O PÚBLICO, DESFAZENDO OS LIMITES ENTRE PALCO, PLATEIA, FICÇÃO E REALIDADE.
DIMENTI, FUNDADA EM 1998, EM SALVADOR, É UM AMBIENTE DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA E DE PRODUÇÃO CULTURAL QUE ARTICULA CAMPOS COMO TEATRO, DANÇA, CINEMA, CURADORIA E COMUNICAÇÃO. SEUS ARTISTAS ASSOCIADOS TÊM LEVADO CRIAÇÕES A REGIÕES BRASILEIRAS E A CONTEXTOS INTERNACIONAIS.
ES En la oscuridad de una cueva, de una mina a 700 metros de profundidad o en la oscuridad total de algún agujero menos concreto y más subjetivo se desarrolla
Subterráneo, un Musical Obscuro. El punto de partida del proyecto fue la historia de los 33 hombres atrapados en el derrumbe de la mina San José, en Chile, en 2010; los portugueses de Má-Criação y los brasileños de Foguetes Maravilha y de Dimenti crearon entonces una dramaturgia que toma direcciones diferentes, conducida y marcada por la musicalidad. ¶ Las palabras se convierten en música en el escenario y el sonido de ellas complementa su sentido. En el mismo movimiento hacia una poeticidad alejada de la cotidianeidad, expresiones provenientes de un léxico científico - “espectro”, “radiación”, “no reactivo”- adquieren contornos filosóficos y amplifican las metáforas. También los cuerpos construyen esta atmósfera mezclándose con las sombras. El agujero, encarado de frente, se convierte así en un espacio poblado de historias.
MÁ-CRIAÇÃO ES UNA ESTRUCTURA CREADA EN 2015, EN LISBOA, PARA EL DESARROLLO DE PROYECTOS EN EL ÁREA DE LAS ARTES PERFORMATIVAS. SU PRINCIPAL OBJETIVO ES ESTABLECER UN ESPACIO DE CREACIÓN, FOMENTANDO EL DESARROLLO DE LENGUAJES Y ESTÉTICAS, EN ESTRECHA PROXIMIDAD CON ARTISTAS Y ESTRUCTURAS DE OTROS PAÍSES.
FOGUETES MARAVILHA ES UNA COMPAÑÍA DE TEATRO
CREADA EN 2008 POR ALEX CASSAL Y FELIPE ROCHA, EN RÍO DE JANEIRO. SUS TRABAJOS EXPLORAN MODOS DE ESTAR EN ESCENA Y DE RELACIONARSE CON EL PÚBLICO, DESHACIENDO LOS LÍMITES ENTRE ESCENARIO, PÚBLICO, FICCIÓN Y REALIDAD.
DIMENTI, FUNDADA EN 1998, EN SALVADOR, ES UN AMBIENTE DE CREACIÓN ARTÍSTICA Y DE PRODUCCIÓN CULTURAL QUE ARTICULA CAMPOS COMO EL TEATRO, LA DANZA, EL CINE, LA CURADURÍA Y LA COMUNICACIÓN. SUS ARTISTAS ASOCIADOS HAN LLEVADO SUS CREACIONES PARA REGIONES BRASILEÑAS Y CONTEXTOS INTERNACIONALES.
DIREÇÃO ARTÍSTICA / DIRECCIÓN ARTÍSTICA
Alex Cassal
Paula Diogo
TEXTO ORIGINAL
Alex Cassal
Felipe Rocha
ENCENAÇÃO / DIRECCIÓN DE ESCENA
Paula Diogo
Renato Linhares
DIREÇÃO MUSICAL
E MÚSICA ORIGINAL / DIRECCIÓN MUSICAL
Y MÚSICA ORIGINAL
Felipe Rocha
INTÉRPRETES
Alegria Gomes
Carla Galvão
Cláudia Gaiolas
Crista Alfaiate
Fábio Osório Monteiro
Felipe Rocha
João Lopes Pereira
Renato Linhares
Yaw Tembe
DESENHO DE SOM / DISEÑO DE SONIDO
Sérgio Henriques
ASSISTENTES DE SOM / ASISTENTES DE SONIDO
Gonçalo Carlos
Francisco Serrano
DESENHO DE LUZ / DISEÑO DE ILUMINACIÓN
Tomás Ribas
ASSISTENTE DE LUZ / ASISTENTE DE ILUMINACIÓN
André Boneco
ESPAÇO CÊNICO / ESPACIO ESCÉNICO
F. Ribeiro
Saulo Santos
PESQUISA DRAMATÚRGICA / INVESTIGACIÓN
DRAMATURGICA
Joana Frazão
FOTOGRAFIA DE CENA / FOTOGRAFÍA DE ESCENA
João Tuna
Estelle Valente
PRODUÇÃO EXECUTIVA NO BRASIL / PRODUCCIÓN
EJECUTIVA EN BRASIL
Ana Barros
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Daniela Ribeiro
Paula Diogo
Ana Barros
APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO
/ APOYO A LA INTERNACIONALIZACIÓN
República PortuguesaDirecção Geral das Artes e / y Fundo
Cultural da Fundação GDA
PRODUZIDO POR / PRODUCIDO POR Má-Criação
PARCERIA / COLABORACIÓN
Foguetes Maravilha
Dimenti
ESTREIA / ESTRENO
São Luiz Teatro Municipal, Lisboa PT CIRCULAÇÃO / CIRCULACIÓN
São Luiz Teatro Municipal (on-line), Lisboa (POR)
Estabelecimento
Prisional de Lisboa (on-line) e / y FITEI Fest. Int’l de Teatro de Expressão Ibérica, Porto (POR)
Paula Diogo é uma artista apoiada pela apap - FEMINIST FUTURES, um projeto cofinanciado pelo Programa Europa Criativa da União Europeia / Paula Diogo es una artista apoyada por apapFEMINIST FUTURES, un proyecto cofinanciado por el Programa Europa Creativa de la Unión Europea.
João Tuna
FOTOS
EL TEATRO ES UN SUEÑO
O TEATRO É UM SONHO
PT Como e para quem é feito o teatro? Neste espetáculo realizado em espaços públicos, o tradicional grupo Yuyachkani desfila sua história de mais de 50 anos, numa celebração do teatro crítico e em diálogo com seu tempo. Inspirada em um ensaio de César Vallejo, um dos principais autores latino-americanos do século XX, a companhia propõe um devaneio coletivo em que a realidade do público se mistura com a arte. ¶ Música ao vivo embala a chegada de
personagens mascarados, aristocratas inspirados em caricaturas do peruano Jorge Vinatea Reynoso. Não demora para que sejam tomados de assalto por outro tipo de mascarados, e é com a entrada de personagens do repertório do Yuyachkani que o encontro com o público acontece efetiva e festivamente. Artistas brasileiros participam das sessões, ao lado dos peruanos, como resultado de uma oficina que antecede o espetáculo.
YUYACHKANI É UM GRUPO PERUANO QUE, COM 53 ANOS DE TRAJETÓRIA ININTERRUPTA, COMBINA TRADIÇÃO E MODERNIDADE. SEU NOME, EM QUÉCHUA, SIGNIFICA “ESTOU PENSANDO”, "ESTOU LEMBRANDO”. SUA OBRA PODE SER LIDA EM PARALELO A DIFERENTES MOMENTOS DA REALIDADE SOCIAL E POLÍTICA DE SEU PAÍS, DIALOGANDO COM CADA TEMPO E PROPONDO UM TEATRO CRÍTICO E INCONFORMISTA. ATUALMENTE, TAMBÉM É RECONHECIDO NO CAMPO PEDAGÓGICO COMO UM CENTRO DE INVESTIGAÇÃO CÊNICA LIGADO À CULTURA PERUANA E LATINO-AMERICANA.
ES ¿Cómo y para quién se hace el teatro? En este espectáculo realizado en espacios públicos, el tradicional grupo Yuyachkani desfila su historia de más de 50 años, en una celebración del teatro crítico y en diálogo con su tiempo. Inspirada en un ensayo de César Vallejo, uno de los principales autores latinoamericanos del siglo XX, la compañía propone un ensueño colectivo en el que la realidad del público se mezcla con el arte. ¶ La música en vivo da la
bienvenida a la llegada de personajes enmascarados, aristócratas inspirados en las caricaturas del peruano Jorge Vinatea Reynoso. No tardan en sorprenderse con otro tipo de enmascarados, y es con la entrada de personajes del repertorio de Yuyachkani que el encuentro con el público se produce de manera efectiva y festiva. Artistas brasileños participan en las sesiones, junto a peruanos, como resultado de un taller que precede al espectáculo.
YUYACHKANI ES UN GRUPO PERUANO QUE, CON 53 AÑOS DE TRAYECTORIA ININTERRUMPIDA, COMBINA TRADICIÓN Y MODERNIDAD. SU NOMBRE, EN QUECHUA, SIGNIFICA “ESTOY PENSANDO”, “ESTOY RECORDANDO”. SU OBRA PUEDE LEERSE EN PARALELO A DIFERENTES MOMENTOS DE LA REALIDAD SOCIAL Y POLÍTICA DE SU PAÍS, DIALOGANDO CON CADA TIEMPO Y PROPONIENDO UN TEATRO CRÍTICO E INCONFORME. EN LA ACTUALIDAD TAMBIÉN ES RECONOCIDO EN EL CAMPO PEDAGÓGICO COMO UN CENTRO DE INVESTIGACIÓN ESCÉNICA LIGADO A LA CULTURA PERUANA Y LATINOAMERICANA.
ELENCO
Alejandro Siles
Ana Correa
Augusto Casafranca
Gabriela Paredes
Jorge Baldeón
Juan Guerrero
Junior Béjar
Pedro Mendoza
Ricardo Delgado
Raul Duran
Rebeca Ralli
Silvia Tomotaki
Teresa Ralli
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Miguel Rubio
DIRETORA ADJUNTA /
DIRECTORA ADJUNTA
Milagros Quintana
PRODUÇÃO YUYACHKANI / PRODUCCIÓN YUYACHKANI
Socorro Naveda
COORDENAÇÃO TÉCNICA / COORDINACIÓN TÉCNICA
Alejandro Siles
COORDENAÇÃO DE ARTE / COORDINACIÓN DE ARTE
Jorge Baldeón
FIGURINISTA / DISEÑADORA DE VESTUARIO
Maximina Vargas
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO NO BRASIL / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Cynthia MargarethAflorar Cultura
PRODUÇÃO EXECUTIVA NO BRASIL / PRODUCCIÓN EJECUTIVA EN BRASIL
Gustavo Valezzi - cult_B
COORDENAÇÃO TÉCNICA NO BRASIL / COORDINACIÓN TÉCNICA EN BRASIL
Eduardo Albergaria
COORDENAÇÃO DE CONFECÇÃO DE CENOGRAFIA NO BRASIL / COORDINACIÓN DE REALIZACIÓN DE ESCENOGRAFÍA EN BRASIL
Giovana Zottis
GERENCIAMENTO
FINANCEIRO NO BRASIL / GESTIÓN FINANCIERA EN BRASIL
Giselle Bastos
FOTOS
Ramiro Contreras
PT Como em seus trabalhos mais recentes, em Tierra Sergio Blanco dá prosseguimento à pesquisa com a autoficção, gênero onde se combinam histórias verdadeiras e ficcionais, tensionando a fronteira entre elas. O espetáculo é uma homenagem a Liliana Ayestarán, mãe do dramaturgo e professora de literatura, falecida em 2022. Blanco entrevista três antigos alunos dela, que por sua vez tiveram de lidar com a morte de um familiar. ¶ A história de cada um é apresentada na reencenação
dos encontros que tiveram com Blanco - todos eles transformados em personagens e vividos por atores. A metalinguagem conduz Tierra : a peça combina making of e desmontagem dos procedimentos de escrita e encenação de uma obra. As mesmas referências aparecem em contextos ligeiramente modificados; o jogo da autoficção se evidencia na defasagem entre algo que é realizado no palco e a revelação, pelo diálogo, de que talvez aquilo tenha acontecido de outro modo.
SERGIO BLANCO É DRAMATURGO E DIRETOR TEATRAL. VIVEU A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA EM MONTEVIDÉU E RESIDE EM PARIS. APÓS ESTUDAR FILOLOGIA CLÁSSICA E DIREÇÃO NA COMÉDIE FRANÇAISE, PASSOU A SE DEDICAR À ESCRITA E DIREÇÃO. TAMBÉM CONDUZ SEMINÁRIOS E CURSOS EM DISTINTOS PAÍSES. ENTRE SUAS OBRAS ESTÃO TEBAS LAND, OSTIA, LA IRA DE NARCISO [A IRA DE NARCISO], EL BRAMIDO DE DÜSSELDORF [O BRAMIDO DE DÜSSELDORF] E ZOO.
ES Al igual que en sus trabajos más recientes, en Tierra Sergio Blanco da continuidad a su investigación con la autoficción, género donde se combinan historias reales y ficticias, tensando la frontera entre ellas. El espectáculo es un homenaje a Liliana Ayestarán, madre del dramaturgo y profesora de literatura, fallecida en 2022. Blanco entrevista a tres de sus exalumnos, quienes a su vez tuvieron que lidiar con la muerte de un familiar. ¶ La historia de cada exalumno se presenta en la reescenificación
de los encuentros que tuvo con Blanco -todos ellos transformados en personajes y representados por actores-. El metalenguaje conduce a Tierra : la obra combina making of y el desmontaje de los procedimientos de escritura y escenificación de una obra. Las mismas referencias aparecen en contextos ligeramente modificados; el juego de la autoficción se evidencia en el desfase entre algo que se realiza en escena y la revelación, a través del diálogo, de que tal vez aquello sucedió de otra manera.
SERGIO BLANCO ES DRAMATURGO Y DIRECTOR TEATRAL. VIVIÓ SU INFANCIA Y SU ADOLESCENCIA EN MONTEVIDEO Y RESIDE EN PARÍS. LUEGO DE REALIZAR ESTUDIOS DE FILOLOGÍA CLÁSICA Y DE DIRECCIÓN TEATRAL EN LA COMÉDIE FRANÇAISE, PASÓ A DEDICARSE A LA ESCRITURA Y A LA DIRECCIÓN. TAMBIÉN CONDUCE SEMINARIOS Y CURSOS EN DISTINTOS PAÍSES. ENTRE SUS OBRAS ESTÁN TEBAS LAND, OSTIA, LA IRA DE NARCISO, EL BRAMIDO DE DÜSSELDORF Y ZOO.
TEXTO E DIREÇÃO / TEXTO Y DIRECCIÓN
Sergio Blanco
INTÉRPRETES
Andrea Davidovics
Sebastián Serantes
Soledad Frugone
Tomás Piñeiro
DESIGN VISUAL / DISEÑO DE VISUALES
Miguel Grompone
DESIGN DE CENÁRIO E LUZ / DISEÑO DE ESCENOGRAFÍA Y LUCES
Laura Leifert
Sebastián Marrero
DESIGN DE FIGURINO / DISEÑO DE VESTUARIO
Laura Leifert
DESIGN DE SOM / DISEÑO DE SONIDO
Fernando Castro
OPERAÇÃO DE SOM AO VIVO /
OPERACIÓN DE SONIDO EN VIVO
Gerardo Hernández
OPERAÇÃO DE VÍDEO / OPERACIÓN DE VIDEO
Renata Sienra
PREPARAÇÃO VOCAL / PREPARACIÓN VOCAL
Sara Sabah
FOTOGRAFIA / FOTOGRAFÍA
Nairí Aharonián
COMUNICAÇÃO EM REDES SOCIAIS / COMUNICACIÓN EN REDES SOCIALES
Uma produção da Marea em coprodução com / Una producción de Marea en coproducción con Dirección Nacional de Cultura (Uruguai / Uruguay), Centro Dramático Nacional (Espanha / España), Complejo Teatral de Buenos Aires (Argentina) e / y Centro Gabriela Mistral (Chile).
FOTOS
Nairí Aharonián
TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ
PT O coletivo gaúcho ocupa a rua mais uma vez com seu teatro questionador e incisivo, trazendo para o contexto contemporâneo do Brasil os desmandos já clássicos de Pai Ubu - personagem grotesco e cruel que, criado no fim do século 19 por Alfred Jarry, não cansa de reaparecer na política global. ¶ Numa celebração delirante da destruição, Pai Ubu e Mãe Ubu aportam em nossas terras com sua fome insaciável de poder, riquezas e destruição. Enlameados e mordazes, os bufões da Tribo de Atuadores Ói Nóis
Aqui Traveiz vociferam seu cinismo e estupidez em bom português, conjugando a dramaturgia francesa com acentos brasileiros. Se o texto preserva o saque aos nobres e tesouros poloneses, assim como o ataque do exército russo e de um urso, a encenação pinta em parangolés a dilapidação de florestas e o extermínio da população indígena, enquanto os atuadores cantam a comilança tropical deste país cada vez mais beligerante. Quem compete com a pança do Pai Ubu? A TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ DESENVOLVE PESQUISA DE LINGUAGEM EM TEATRO DE RUA, TEATRO DE VIVÊNCIA, PERFORMANCE E EM ESPAÇOS DE MEMÓRIA. REALIZA OS PROJETOS ESCOLA DE TEATRO POPULAR, CAMINHO PARA UM TEATRO POPULAR, TEATRO COMO INSTRUMENTO DE DISCUSSÃO SOCIAL, MOSTRA ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ E FESTIVAL DE TEATRO POPULAR - JOGOS DE APRENDIZAGEM, ALÉM DE SEMINÁRIOS E CICLOS DE DEBATE. MANTÉM O SELO EDITORIAL ÓI NÓIS NA MEMÓRIA E EDITA SEMESTRALMENTE A CAVALO LOUCO - REVISTA DE TEATRO.
ES El colectivo de Rio Grande do Sul vuelve a ocupar la calle con su teatro cuestionador e incisivo, trayendo al contexto contemporáneo de Brasil los ya clásicos excesos de Padre Ubú, un personaje grotesco y cruel que, creado a finales del siglo 19 por Alfred Jarry, no cansa de reaparecer en la política global. ¶ En una delirante celebración de la destrucción, Padre Ubú y Madre Ubú llegan a nuestras tierras con su insaciable hambre de poder, riquezas y destrucción. Enlodados y mordaces, los bufones de la Tribo de
Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vociferan su cinismo y estupidez en buen portugués, conjugando la dramaturgia francesa con acentos brasileños. Si el texto preserva el saqueo de los nobles y tesoros polacos, así como el ataque del ejército ruso y de un oso, la escenificación pinta en parangolés la ruina de los bosques y el exterminio de la población indígena, mientras los actores cantan sobre la glotonería tropical de este país cada vez más beligerante. ¿Quién compite con la panza del Padre Ubú?
LA TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ DESARROLLA
INVESTIGACIONES DEL LENGUAJE EN TEATRO DE CALLE, TEATRO EXPERIENCIAL, PERFORMANCE Y EN ESPACIOS DE MEMORIA. REALIZA LOS PROYECTOS ESCUELA DE TEATRO POPULAR, CAMINO PARA UN TEATRO POPULAR, TEATRO COMO HERRAMIENTA DE DISCUSIÓN SOCIAL, LA MUESTRA ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ Y EL FESTIVAL DE TEATRO POPULAR - JUEGOS DE APRENDIZAJE, ADEMÁS DE SEMINARIOS Y CICLOS DE DEBATE. MANTIENE EL SELLO EDITORIAL ÓI NÓIS NA MEMÓRIA Y, CADA SEIS MESES, PUBLICA CAVALO LOUCO - REVISTA DE TEATRO.
CRIAÇÃO COLETIVA / CREACIÓN COLECTIVA
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz a partir da obra Ubu na Colina, de Alfred Jarry / desde la obra Ubú em la colina, de Alfred Jarry
CONCEPÇÃO DE FIGURINOS, MAQUIAGEM E ADEREÇOS / DISEÑO DE VESTUARIO, MAQUILLAJE Y ACESÓRIOS
Tânia Farias
MÚSICA ORIGINAL E PREPARAÇÃO MUSICAL / MÚSICA ORIGINAL Y PREPARACIÓN MUSICAL
Johann Alex de Souza
ATUADORES / ACTUADORES
Rafael Torres
Helen Sierra
Marta Haas
Keter Velho
Eugênio Barboza
Roberto Corbo
Lucas Gheller
Márcio Leandro
Alex Pantera
Jules Bemfica
Gengiscan/Abigail Foster
Ellen Hiromi
Kayzee Fashola
Millena Moreira
Fabrício Miranda
Daniel Steil
Tânia Farias
Clélio Cardoso
Paulo Flores
CONFECÇÃO DOS ADEREÇOS / CONFECCIÓN DE LOS ACCESÓRIOS
Roberto Corbo
Tânia Farias
Clélio Cardoso
Alex Pantera
Eugênio Barboza
MÚSICA DO EXÉRCITO
RUSSO / MÚSICA DEL EJÉRCITO RUSO
Nilton Jr. Silveira
CONCEPÇÃO E CONFECÇÃO DA SACOCHA / CONCEPCIÓN Y CONFECCIÓN DE LA SACOCHA
Ellen Hiromi
Helen Sierra
Jules Benfica
Alex Pantera
Roberto Corbo COSTURAS
Keter Velho
Helen Sierra
PINTURA DE PARANGOLÉS
Isabella Lacerda
TEXTOS DO PROGRAMA / TEXTOS DEL PROGRAMA
Marta Haas
ARTE GRÁFICA
Lucas Gheller
ARTE DO BONECO
UBU NO CARTAZ / ARTE DEL MUÑECO UBÚ EN EL CARTEL
Tânia Farias
FOTOGRAFIA / FOTOGRAFÍA
Eugênio Barboza
ASSESSORIA DE IMPRENSA / ASESORÍA DE PRENSA
Bebê Baumgarten
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Tribo de Atuadores
Ói Nóis Aqui Traveiz
FOTOS
Maíra Ali Lacerda Flores
ENTREVISTA PÚBLICA
ENCONTROS AO VIVO –
MARISOL PALACIOS E MIGUEL RUBIO
ENCUENTROS EN VIVO – MARISOL PALACIOS Y MIGUEL RUBIO
COM / CON
ADRIANA COUTO
MIGUEL RUBIO
MARISOL PALACIOS
6.9
SEXTA / VIERNES
11 ÀS / A 13H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Entrevistas realizadas pela jornalista Adriana Couto com duplas de artistas e pensadores convidados, alguns dos quais apresentam espetáculos no MIRADA. As conversas versam sobre sua trajetória e pensamento, colocando em perspectiva sua obra e perpassando os eixos do festival: Floresta, Sonho e Esperança. No dia 6/9, os convidados são Marisol Palacios (Esperanza) e Miguel Rubio (El Teatro Es un Sueño).
ES Entrevistas realizadas por la periodista Adriana Couto a dúos de artistas y pensadores invitados, algunos de los cuales presentan espectáculos en el MIRADA. Las conversaciones se centran en su trayectoria y pensamiento, poniendo en perspectiva sus obras y abarcando los ejes del festival: Bosque, Sueño y Esperanza. El 6/9, los invitados son Marisol Palacios (Esperanza) y Miguel Rubio (El Teatro Es un Sueño).
Adriana Couto é jornalista, apresentadora do programa Metrópolis / es periodista y presentadora del programa Metrópolis | Marisol Palacios é diretora teatral, foi diretora artística do festival FAE LIMA / es directora teatral, fue directora artística del festival FAE LIMA | Miguel Rubio é diretor, membro fundador do Grupo Cultural Yuyachkani / es director y miembro fundador del Grupo Cultural Yuyachkani
OFICINA / TALLER
ENCONTROS DE CRIAÇÃO –
RICARDO ALEIXO
ENCUENTROS DE CREACIÓN – RICARDO ALEIXO
6 A / AL 8.9
SEXTA A DOMINGO VIERNES A DOMINGO
11 ÀS / A 14H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Investindo numa poética da performance intermídia, Ricardo Aleixo elaborou a Cena Dendorí (“dentro do orí”, mistura de mineirês e iorubá), que aponta para um jogo vocográfico e corpográfico, relativizando as fronteiras entre as artes. A oficina A Poética Dendorí: Um Modo de Performar propõe exercícios, conversas informais e materiais de diferentes épocas e culturas, com ênfase nas africanas e afro-diaspóricas.
ES Invirtiendo en una poética de la performance intermedio, Ricardo Aleixo creó la Escena Dendorí (mezcla del dialecto de Minas Gerais y del yoruba que significa “dentro del orí”), que apunta a un juego vocográfico y cuerpográfico, buscando relativizar los límites entre las artes. El taller La Poética Dendorí: Un Modo de Performar propone ejercicios, conversaciones informales y materiales de diferentes épocas y culturas, con énfasis en las africanas y afrodiaspóricas.
Ricardo Aleixo é poeta, performer, músico e artista visual / es poeta, performer, músico y artista visual
ENCONTROS DE CRIAÇÃO –
ROMINA PAULA
ENCUENTROS DE CREACIÓN – ROMINA PAULA
COM / CON
ROMINA PAULA
13 A / AL 15.9
SEXTA A DOMINGO
VIERNES A DOMINGO 11H ÀS / A 14H
SESC SANTOS | SALA 42
PT Nesta série de encontros dirigida a diretores, autores e atores que escrevem, a diretora argentina compartilha suas práticas e ferramentas de criação e orienta atividades práticas. Intitulada Uma Escritora que Dirige, a oficina propõe que participantes pensem em um material de cinema, teatro ou literatura para adaptação. A ideia é que desenvolvam uma cena e uma ideia de encenação para a potencial obra.
ES En esta serie de encuentros, dirigida a directores, autores, actores y actrices que también escriben, la directora argentina comparte sus prácticas y herramientas de creación y orienta actividades prácticas. Titulado Una Escritora que Dirige, el taller invita a los participantes a pensar en un material de cine, teatro o literatura para adaptación. La idea es que desarrollaren una escena y una idea de escenificación para la potencial obra.
Romina Paula é dramaturga, escritora, atriz e diretora de cinema e teatro argentina / es dramaturga, escritora, actriz y directora de cine y teatro argentina
ENCONTROS DE LONGA DURAÇÃO –
PERCURSO FORMATIVO ENTRE-LINGUAGENS
EM 5 ATOS VIGOROSOS
ENCUENTROS DE LARGA DURACIÓN – RECORRIDO DE FORMACIÓN
ENTRE-LENGUAJES EN 5 ACTOS VIGOROSOS
COM / CON
HELENA VIEIRA
LABORATÓRIO / LABORATÓRIO
31.8 E / Y 01, 3, 6 E / Y 8.9
SÁBADO A DOMINGO
14H ÀS / A 17H
SESC SANTOS | SALA 32
COMPARTILHAMENTO PÚBLICO / INTERCAMBIO PÚBLICO
9.9
SEGUNDA / LUNES
14H ÀS / A 17H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Em formato de laboratório de experimentação artístico e conceitual, este curso performativo se debruça sobre distintas linguagens artísticas ibero-americanas. Cada uma dessas manifestações será apresentada e experimentada pelos participantes. Em seguida, um texto de um pensador, artista ou filósofo da América Latina será exposto. Os encontros resultam em uma ação performativa dos participantes, apresentada no dia 9.
ES En el formato de laboratorio de experimentación artístico y conceptual, este curso performativo se centra sobre distintos lenguajes artísticos iberoamericanos. Cada una de estas manifestaciones será presentada y experimentada por los participantes. A continuación, se compartirá un texto de algún pensador, artista o filósofo de América Latina. Los encuentros culminan en una acción performativa de los participantes, presentada el día 9.
Helena Vieira é pesquisadora, transfeminista e escritora / es investigadora, transfeminista y escritora
AULA ABERTA / CLASE ABIERTA
ENCONTROS MOVENTES –CRISTINA
ENCUENTROS
VELARDE
MOVIBLES – CRISTINA VELARDE
COM / CON CRISTINA VELARDE
12.9
QUINTA / JUEVES
15H30 ÀS / A 17H
CENTRO CULTURAL PATRÍCIA GALVÃO
PT Neste encontro intitulado Ondulações e Espaço , Cristina Velarde orienta práticas relacionadas a seu repertório e modos de criação, partindo de dinâmicas de movimento para entender como a ondulação da coluna e a visualização espacial nos permitem desfrutar de uma dança ampla e fluida. O trabalho de Cristina, que traz ao festival El Presidente Más Feliz, investiga o indivíduo como ser social, navegando pelo íntimo, pelo político e pelo absurdo.
ES En este encuentro titulado Ondulaciones y Espacio, Cristina Velarde orienta prácticas relacionadas con sus modos de creación, partiendo de dinámicas de movimiento para entender cómo la ondulación de la columna y la visualización espacial nos permiten disfrutar de una danza amplia y fluida. El trabajo de Cristina, que trae al festival El Presidente Más Feliz, investiga el individuo como ser social, navegando por lo íntimo, lo político y el absurdo.
Cristina Velarde é coreógrafa e pesquisadora peruana / es coreógrafa e investigadora peruana
ENCONTROS MOVENTES –
CRISTIAN DUARTE
ENCUENTROS MOVIBLES – CRISTIAN DUARTE
COM / CON
CRISTIAN DUARTE
10.9
TERÇA / MARTES
15H30 ÀS / A 17H
PRAÇA CAIO RIBEIRO DE MORAIS E SILVA
ES El coreógrafo de São Paulo Cristian Duarte propone una acción bailante e invita a los participantes a experimentar de manera práctica la vivencia colectiva en un espacio abierto. Pensado para mover el cuerpo y la imaginación, el encuentro parte de verbos como andar, agacharse, tirar, empujar, rodar y copiar, a fin de crear una pulsión con el grupo de participantes. AULA ABERTA / CLASE ABIERTA
PT O coreógrafo paulistano Cristian Duarte propõe uma ação dançante e convida os participantes a experienciarem de forma prática a vivência coletiva em um espaço aberto. Pensado para mover o corpo e a imaginação, o encontro parte de verbos como andar, agachar, puxar, empurrar, rebolar e copiar, no intuito de criar uma pulsão com o grupo de participantes.
Cristian Duarte é coreógrafo e bailarino / es coreógrafo y bailarín
(PERU). AS SUAS CRIAÇÕES CONVERGEM NA EXPERIMENTAÇÃO E REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO CORPO-ENIGMA-TRANSFORMAÇÃO. FOI ASSISTENTE DE DIREÇÃO DE PASCAL RAMBERT, MARIANA DE ALTHAUS E NA ESCUELA SUPERIOR DE ARTE DRAMÁTICO (PERU). ATUOU COMO COLABORADOR ARTÍSTICO INTERDISCIPLINAR, ALÉM DE TER SIDO RESIDENTE ARTÍSTICO DA INCUBADORA FAE LIMA. RECENTEMENTE ESTREOU AYACÁN NO XXXVI FESTIVAL DANZA NUEVA (PERU).
ES En este encuentro titulado Ondulaciones y Espacio, Cristina Velarde orienta prácticas relacionadas con sus modos de creación, partiendo de dinámicas de movimiento para entender cómo la ondulación de la columna y la visualización espacial nos permiten
disfrutar de una danza amplia y fluida. El trabajo de Cristina, que trae al festival El Presidente Más Feliz, investiga el individuo como ser social, navegando por lo íntimo, lo político y el absurdo.
PÁVEL PANIAGUA ES UN ARTISTA TRANSDISCIPLINARIO NACIDO EN AYACUCHO (PERÚ). SUS CREACIONES CONVERGEN EN LA EXPERIMENTACIÓN Y REFLEXIÓN SOBRE LA RELACIÓN CUERPO-ENIGMA-TRANSFORMACIÓN. FUE ASISTENTE DE DIRECCIÓN DE PASCAL RAMBERT, MARIANA DE ALTHAUS Y EN LA ESCUELA SUPERIOR DE ARTE DRAMÁTICO (PERÚ). ACTUÓ COMO COLABORADOR ARTÍSTICO INTERDISCIPLINARIO, ADEMÁS DE HABER SIDO RESIDENTE ARTÍSTICO EN LA INCUBADORA FAE LIMA. RECIENTEMENTE AYACÁN SE ESTRENÓ EN EL XXXVI FESTIVAL DANZA NUEVA (PERÚ).
CONCEPÇÃO, DIREÇÃO, PERFORMANCE, DJ MIX E VÍDEO / CONCEPCIÓN, DIRECCIÓN, PERFORMANCE, DJ MIX Y VIDEO
Pável Paniagua
DESENHO DE FIGURINO / DISEÑO DE VESTUARIO
Alonso Núñez
Pável Paniagua
EXECUÇÃO DE FIGURINO / REALIZACIÓN DE VESTUARIO
Alonso Núñez
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Pável Paniagua
EQUIPE TÉCNICA NO BRASIL / EQUIPO TÉCNICO EN BRASIL
Carol Godinho
Tiago D'ávila
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
MS Arte e Cultura
Aline Mohamad
Júlia Tavares
FOTOS
Pérez Fleming
FLORESTA / BOSQUE
DE CINZAS E SEMENTES
POR ANTONIO ALVES | JORNALISTA, CRONISTA E POETA, TRABALHOU NOS PRINCIPAIS JORNAIS DO ACRE E FOI SECRETÁRIO MUNICIPAL EM RIO BRANCO E ESTADUAL DE CULTURA. ESCREVEU E DIRIGIU ESPETÁCULOS TEATRAIS E MUSICAIS. É AUTOR DE CONVERSA EDUCADA – REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO NO ACRE (1995) E ENCANTES - LIVRO UM (2023), ENTRE OUTROS TÍTULOS. TRABALHA EM PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA POVOS
INDÍGENAS E SERINGUEIROS.
PT Andávamos na região dos altos rios amazônicos, lá onde o vento faz a volta, ajudando a Aliança dos Povos da Floresta em projetos de educação e economia comunitária nas aldeias indígenas e seringais. Ali encontramos um sentimento desconhecido pelos corações urbanos, uma força que brota na intimidade da floresta, uma luz na qual tudo existe em igualdade. A palavra brotou na mente: florestania.
Era o diálogo das raízes e troncos com as pedras e a água, um sussurro em que a floresta conversava consigo mesma. O sentimento se distribuía entre as onças e as queixadas, os bandos barulhentos de macacos, pássaros, peixes, borboletas, os encantados, os invisíveis e alguns poucos humanos mais instruídos, como os pajés e seus aprendizes cantando sabedorias em redes atadas nas casas de paxiúba cobertas de palha. Digo assim, que florestania é um “sentimento”, mais precisamente uma emoção de pertencer à floresta, estar imerso e depender dela, como uma criança de sua mãe, porque sentimento é o que me faz, humanamente, perceber e conhecer a unidade e a multiplicidade do não eu. Não sei o que sentem as plantas e os bichos, as árvores e a terra, a luz e a água, mas entendi que a florestania era comum a todos os entes, não era invenção humana.
Trabalhando, empurrando canoas nas pedras das cachoeiras, tornamos a encontrar florestania nas vilas de tábuas, trapiches, comércio
de estivas e agricultura ribeirinha. Entre casas de madeira ao redor de pequenas igrejas brancas cobertas com telhas rústicas, florestania era uma fome de saúde e atenção, escola para as crianças, direitos e dignidade. Recompensa ao trabalho duro, comida na mesa. Reverência aos rezadores, obediência às parteiras. E a sanfona alegre que o avô trouxe de um antigo sertão para o arrasta-pé no terreiro. Chico Mendes vivo em nossa memória. Florestania organizando o mutirão, criando a cooperativa, reunindo gente. Da floresta e seus povos emanava uma ética de trabalho e festa, diversidade e abundância, equilíbrio e cuidado. Entre a dificuldade e o sossego, vivia-se vida de gente.
Florestania então chegou à cidade, tornada planos e projetos de política e economia. Estava diferente, mas permanecia forte. Irritante era a simplificação antropocêntrica - “cidadania dos povos da floresta”, diziam -, mas tudo bem, vale a boa intenção. Mais alta, embora menos profunda, traduzida em outras línguas, ouvida na Europa e no Japão, a palavra se espalhou, virou conceito, modelo de desenvolvimento, ideia de justiça social, ambiental, econômica. Sonho de um grande futuro: uma civilização nova haveria de brotar na planície dos largos rios e renovar com outro sentido a vida nas metrópoles do mundo. A um ponto de mutação chegaria a humanidade, sociedades sustentáveis superariam a fome, as ameaças de guerra e as mudanças do clima.
Mas o sonho se desfez antes de se realizar, o grande negócio impôs sua vontade. Veio então um tempo de desgraças. A violência retornou com força multiplicada, seu ódio se espalhou sobre a Terra, e era fogo e peste. Caminhões entupindo as estradas com enormes troncos de árvores abatidas, dragas triturando crianças nos rios envenenados, armas escoltando ouro roubado nas fronteiras e a luz azul das telas chegando aos ermos com imagens tóxicas e pregação narcótica. Boiadas passando no leito de rios secos. Cinzas, extermínio. A morte, dia e noite. A dança macabra no palco, aplausos do respeitável público. Parecia impossível sobreviver, ainda parece difícil.
Em algum momento, na travessia do deserto, pensei que florestania era uma ideia cujo tempo tinha passado. A própria floresta dava sinais de estar morrendo, eis que o tempo da chuva já não restaurava o que tinha sido queimado na seca. Os velhos companheiros que andavam pelas cabeceiras dos rios já não tinham a mesma força. Cantávamos solitários velhas cantigas que contavam antigas histórias. E uma nova geração demorava a se apresentar, talvez capturada por armadilhas tecno-ideológicas, talvez apenas ocupada em sobreviver.
Um dia encontrei uma semente oculta sob as cinzas. Num dia quente, no centro da cidade, subi ao quinto andar do edifício para renegociar uma dívida. No elevador, um jovem desconhecido parecia imerso em seus problemas tanto quanto eu nos meus, mas, antes de descer no
“A palavra se espalhou, virou conceito, modelo de desenvolvimento, ideia de justiça social, ambiental, econômica”
quarto andar, segurou a porta e me falou, com voz calma: “Não deixe a florestania morrer; eu acreditava nela quando tinha 17 anos e hoje, com 37, continuo acreditando”. Foi como um copo d’água num trecho difícil da caminhada. E as coisas ainda ficariam piores, antes de melhorarem. Agora o ipê abre suas flores no verão amazônico e sabemos que ainda há muito tempo seco pela frente. Mas algum verde se renova e ainda se ouve, nítida, a florestania nas palavras de Marina, Krenak e Kopenawa, para as quais cada vez mais gente no mundo dá atenção. Um filme do Acre ganhou o Festival de Cinema de Gramado mostrando a resistência da juventude cabocla em meio à tragédia urbana. Em áudio e vídeo, as histórias que o povo ribeirinho conta fazem sucesso na internet. E o coletivo Mahku de artistas huni kuin pintou um painel de mais de 700 metros na Bienal de Veneza. Renascimento seja, pois. A arte sempre esteve entre o sonho e o real, como a estrela d’alva entre a noite e o dia. Nela, florestania reencontra seu sentimento original e sua melhor expressão.
Não temos a medida do tamanho da floresta que teremos no futuro, nem o tamanho do futuro que teremos no planeta. Mas as histórias de outros fins do mundo que ouvimos dos povos antigos, que se tornaram peixes para viver na grande enchente, que se tornaram pássaros para escapar ao grande incêndio, nos autorizam a sonhar e a alimentar esperanças. A samaúma é um mundo: abriga centenas de seres vivos entre as raízes mais fundas e as folhas mais altas. Na geração de suas filhas, ela tece com arte um caprichoso capucho semelhante ao algodão, que leva uma pequena semente ao vento, para alguma distante curva do rio, e ao tempo, para algum futuro possível.
Florestania é a esperança de uma semente que viaja.
DE CENIZAS Y SEMILLAS
POR ANTONIO ALVES | PERIODISTA, CRONISTA Y POETA, TRABAJÓ EN LOS PRINCIPALES PERIÓDICOS DE ACRE Y FUE SECRETARIO MUNICIPAL DE RIO BRANCO Y SECRETARIO ESTATAL DE CULTURA. ESCRIBIÓ Y DIRIGIÓ ESPECTÁCULOS TEATRALES Y MUSICALES. ES AUTOR DE CONVERSA EDUCADA –REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO NO ACRE (1995) Y ENCANTES - LIVRO UM (2023), ENTRE OTROS TÍTULOS. TRABAJA EN PROYECTOS DE DESARROLLO SOSTENIBLE PARA PUEBLOS INDÍGENAS Y CAUCHEROS.
ES Caminábamos por la región de los altos ríos amazónicos, allá donde el viento da la vuelta, ayudando a la Alianza de los Pueblos de la Floresta con proyectos de educación y economía comunitaria en las comunidades indígenas y siringales (plantaciones de siringa). Allí encontramos un sentimiento desconocido para los corazones urbanos, una fuerza que brota en la intimidad de la floresta, una luz en la que todo existe en igualdad. La palabra brotó en la mente: florestanía.
Era el diálogo de las raíces y troncos con las piedras y el agua, un susurro en el que la floresta conversaba consigo misma. El sentimiento se distribuía entre los jaguares y los pecaríes, las ruidosas bandadas de monos, pájaros, peces, mariposas, los encantados, los invisibles y algunos pocos humanos más instruidos, como los chamanes y sus aprendices cantando sabidurías en hamacas atadas en casas de zancona cubiertas de paja. Digo, así, que florestanía es un “sentimiento”, más precisamente una emoción de pertenecer a la floresta, estar inmerso y depender de ella, como un niño de su madre, porque el sentimiento es lo que me hace, humanamente, percibir y conocer la unidad y la multiplicidad del no-yo. No sé qué sienten las plantas y los bichos, los árboles y la tierra, la luz y el agua, pero entendí que la florestanía era común a todos los entes, no era una invención humana. Trabajando, empujando canoas sobre las piedras de las cascadas, volvimos a encontrar florestanía en los pueblos de madera, trapiches, comercio
de estibas y agricultura ribereña. Entre casas de madera alrededor de pequeñas iglesias blancas revestidas de tejas rústicas, florestanía era un hambre de salud y atención, escuela para los niños, derechos y dignidad. Recompensa por el trabajo duro, comida en la mesa. Reverencia a los rezadores, obediencia a las parteras. Y el alegre acordeón que el abuelo trajo de un antiguo sertón para el bailoteo en el patio. Chico Mendes vivo en nuestra memoria. Florestanía organizando el mutirão (trabajo que se hace colectivamente para ayudar, de manera gratuita, la comunidad), creando la cooperativa, reuniendo a la gente. De la floresta y sus pueblos emanaba una ética de trabajo y fiesta, diversidad y abundancia, equilibrio y cuidado. Entre la dificultad y el sosiego, se vivía vida de gente. Florestanía, entonces, llegó a la ciudad, convertida en planes y proyectos de política y economía. Estaba diferente, pero permanecía fuerte. Irritante era la simplificación antropocéntrica -“ciudadanía de los pueblos de las florestas”, decían-, pero no pasa nada, la buena intención vale la pena. Más fuerte, aunque menos profunda, traducida a otros idiomas, escuchada en Europa y en Japón, la palabra se difundió, se convirtió en un concepto, un modelo de desarrollo, idea de justicia social, ambiental, económica. Sueño de un gran futuro: una nueva civilización habría de brotar en la llanura de anchos ríos y renovar con otro sentido la vida en las metrópolis del mundo. A un punto de mutación llegaría la humanidad, sociedades sostenibles superarían el hambre, las amenazas de guerra y los cambios del clima.
Pero el sueño se vino abajo antes de hacerse realidad, las grandes empresas impusieron su voluntad. Luego llegó un tiempo de desgracias. La violencia volvió con fuerza multiplicada, su odio se esparció por la Tierra, y era fuego y peste. Camiones obstruyendo las carreteras con enormes troncos de árboles talados, dragas triturando a niños en los ríos envenenados, armas escoltando oro robado en las fronteras y la luz azul de las pantallas llegando a los páramos con imágenes tóxicas y predicaciones narcóticas. Manadas transitando por los cauces de ríos secos. Cenizas, exterminio. La muerte, día y noche. El baile macabro en el escenario, aplausos del respetable público. Parecía imposible sobrevivir, todavía parece difícil.
En algún momento, en la travesía del desierto, pensé que la florestanía era una idea cuyo tiempo había pasado. La floresta misma mostraba signos de estar muriendo, ya que la temporada de lluvias ya no restablecía lo que se había quemado en la sequía. Los viejos compañeros que caminaban por las cabeceras de los ríos ya no tenían la misma fuerza. Cantábamos en soledad viejas canciones que contaban viejas historias. Y una nueva generación tardaba en presentarse, quizás capturada por trampas tecno-ideológicas, quizás simplemente ocupada en sobrevivir.
Un día encontré una semilla oculta bajo las cenizas. En un día caluroso, en el centro de la ciudad, subí al quinto piso del edificio para renegociar una deuda. En el ascensor, un joven desconocido parecía inmerso en sus problemas tanto como yo en los míos, pero, antes de bajar al cuarto piso, sostuvo la puerta y me habló con voz tranquila: “No dejes que la florestanía se muera; yo creía en ella cuando tenía 17 años y hoy, a los 37, sigo creyéndola”. Fue como un vaso de agua en una parte difícil de la caminata. Y las cosas aún empeorarían, antes de mejorar.
“La palabra se difundió, se convirtió en un concepto, un modelo de desarrollo, idea de justicia social, ambiental, económica”
Ahora el lapacho abre sus flores en el verano amazónico y sabemos que todavía queda mucho tiempo seco por delante. Pero algo de verde se renueva y todavía se puede escuchar claramente a florestanía en las palabras de Marina, Krenak y Kopenawa, a las que cada vez más personas en el mundo prestan atención. Una película de Acre ganó el Festival de Cine de Gramado y muestra la resistencia de la juventud cabocla en medio de la tragedia urbana. En audio y video, las historias que cuentan el pueblo ribereño son populares en internet. Y el colectivo Mahku de artistas huni kuin pintó un panel de más de 700 metros en la Bienal de Venecia. Renacimiento sea, pues. El arte siempre ha estado entre el sueño y lo real, como el lucero del alba entre la noche y el día. En ella, florestanía reencuentra su sentimiento original y su mejor expresión. No tenemos una medida del tamaño de la floresta que tendremos en el futuro, ni del tamaño del futuro que tendremos en el planeta. Pero las historias de otros confines del mundo que escuchamos de los antiguos, que se convirtieron en peces para vivir en el gran diluvio, que se convirtieron en pájaros para escapar del gran incendio, nos autorizan a soñar y a tener esperanzas. El samaúma es un mundo: alberga cientos de seres vivos entre sus raíces más profundas y sus hojas más altas. En la generación de sus hijas, teje con arte un caprichoso pochote semejante al algodón, que lleva una pequeña semilla al viento, a algún recodo lejano del río, y al tiempo, a algún futuro posible.
Florestanía es la esperanza de una semilla que viaja.
CARTA PARA MINHAS AVÓS
POR UÝRA SODOMA | BIÓLOGA, MESTRA EM ECOLOGIA, ARTISTA VISUAL E ARTEEDUCADORA. MORA E TRABALHA EM MANAUS (AM). GANHOU OS PRÊMIOS PIPA (2022), FOCO (2023) E SIM À IGUALDADE RACIAL. A ARTISTA COSTURA PELOS MUNDOS EM NARRATIVAS ORAIS E VISUAIS, HISTÓRIAS DE DIFERENTES NATUREZAS – EM ESPECIAL, ÀS LIGADAS À DIÁSPORA INDÍGENA NO BRASIL.
PT
1º de agosto de 2024
Vocês estão aqui com a gente, Maria Eunites e Maria Luzanira. Marias indígenas que hoje habitam nossas rodas familiares pra falar de quem veio antes. Mamãe, Josenira Pontes, a sua filha, tem sido a ponte.
Em sua memória, contada em palavras e olhares, vemos os caminhos até aqui - embora eles sejam, em grande parte, nebulosos. Temos aprendido a assoprar nessa neblina, pra abrir caminhos - respeitando a fumaça boa, mandando embora a turva, colonial.
Hoje nossas crianças sabem do pau-de-arara que, em 1950, as trouxe do sertão do Nordeste à Amazônia. Sabem que buscavam/lutavam por melhores condições de Vida - a de vocês e as nossas, que aqui estamos. Hoje sabemos que, escapando da grande seca, saíram de Frecheirinha, no Ceará, para as florestas densas e molhadas do Pará, assentando-se em corpo e espírito em Mojuí dos Campos. Estive lá por esses dias. Uma placa dizia: “Esta cidade nasce do rio Moju, que a atravessa e é fonte de água fundamental desde os seus primeiros habitantes”.
Muita coisa mudou ali, Vó. Nosso igarapé, o mesmo dos meus primeiros banhos da Vó água, foi transformado em esquecimento. Muita
piçarra vem da rua e o está aterrando. Porém, isso não é sua morte - igual às águas urbanas em toda a Abya Yala, as águas em Brasil: ou desaparecidas, ou desaparecendo.
“Muita coisa mudou ali, Vó. Nosso igarapé, o mesmo dos meus primeiros banhos da Vó água, foi transformado em esquecimento”
O nosso igarapé, Vovó, continua falando e fluindo. Suas águas não deixaram de se mover e gerar Vida, em planta e bicho. Dessa vez não vi as preguiças atravessando por água, bem devagar, entre açaizeiros; também não vi os peixinhos coloridos que moravam nas pedras de beira d’água. Mas vi curumins banhando, ouvi a alegria deles com esse encontro. O igarapé não morreu porque ainda lembramos dele - que somos Nós.
Onde estamos hoje, Vó, todas as suas filhas e netas, não tem tanta carambola, nem coco, como tinha em nosso quintal de barro cheiroso, mas seguimos nos ajudando a comer.
Vó, sabia que virei professora, que nem você? Nessa estrada, que é sua continuação, hoje também crio artes sendo bióloga. Sigo ouvindo mais o mato, o mesmo onde sua mãe sumia para ouvir. Quando entro nele, são vocês que ouço, e sou muito feliz de ter tantas avós: a senhora, a bisa e a Mata.
Hoje luto para levar a outros mundos algumas coisas que vocês me dizem. Elas são boas, porque são bonitas, têm justiça e verdade.
Uýra sou eu também, Vó. São vocês. Somos nós juntas. Com sua bença, até virei planta, para não esquecê-las, minhas raízes.
CARTA PARA MIS ABUELAS
POR UÝRA SODOMA | BIÓLOGA, MAGÍSTER EN ECOLOGÍA, ARTISTA VISUAL Y ARTEEDUCADORA. VIVE Y TRABAJA EN MANAUS (CAPITAL DEL ESTADO BRASILEÑO DE AMAZONAS). GANÓ LOS PREMIOS PIPA (2022), FOCO (2023) Y SIM À IGUALDADE RACIAL. LA ARTISTA COSTURA POR LOS MUNDOS, EN NARRATIVAS ORALES Y VISUALES, HISTORIAS DE DIFERENTES ESPECIES -ESPECIALMENTE AQUELLAS VINCULADAS A LA DIÁSPORA INDÍGENA EN BRASIL-.
ES
1.º de agosto de 2024
Ustedes están aquí con nosotras, Maria Eunites y Maria Luzanira. Marías indígenas que hoy habitan nuestras rondas familiares para hablar de quienes vinieron antes.
Madre, Josenira Pontes, su hija, ha sido el puente.
En su memoria, contada en palabras y miradas, vemos los caminos para llegar hasta aquí -aunque sean, en gran medida, nebulosos-. Hemos aprendido a soplar esa niebla, para abrir caminos -respetando el buen humo, alejando el humo turbio, colonial.
Hoy nuestros niños conocen el pau de arara (medio de transporte irregular constituido por un camión en el que en su cajón viajan personas) que, en 1950, los trajo desde el interior del Nordeste hasta la Amazonia. Saben que buscaban/luchaban por mejores condiciones de Vida, las vuestras y las nuestras, que aquí estamos. Hoy sabemos que, escapando de la gran sequía, partieron de Frecheirinha, en Ceará, hacia los densos y húmedos bosques de Pará, instalándose en cuerpo y espíritu en Mojuí dos Campos. Estuve allí estos días. Un cartel decía: “Esta ciudad tiene
su origen en el río Moju, que la atraviesa y ha sido fuente fundamental de agua desde sus primeros habitantes”.
“Mucho ha cambiado
allí, Abuela. Nuestro arroyo, el mismo donde tomé mis primeros baños de la Abuela agua, se transformó en olvido”
Mucho ha cambiado allí, Abuela. Nuestro arroyo, el mismo donde tomé mis primeros baños de la Abuela agua, se transformó en olvido. Mucha arena viene de la calle y le llena de sedimentos. Sin embargo, esta no es su muerte -al igual que las aguas urbanas de toda Abya Yala, las aguas de Brasil: o desaparecieron, o desapareciendo.
Nuestro arroyo, Abuela, sigue hablando y fluyendo. Sus aguas no han dejado de moverse y generar Vida, en planta y bicho. Esta vez no vi a los perezosos cruzando el agua, muy despacio, entre los árboles de azaí; tampoco vi a los coloridos pececillos que vivían en las piedras de la orilla del agua. Pero sí vi los niños bañándose, oí su alegría por este encuentro. El arroyo no murió porque aún lo recordamos -que somos Nosotras-.
Donde estamos hoy, Abuela, todas sus hijas y nietas, no hay tantas carambolas, ni cocos, como había en nuestro patio de barro de olor rico, pero seguimos ayudándonos a comer.
Abuela, ¿sabías que me hice profesora como tú? En este camino, que es tu continuación, hoy también creo artes como bióloga. Sigo escuchando más el bosque, el mismo donde tu mamá se iba para escuchar. Cuando me adentro en él, es a vosotras a quien oigo, y me siento muy feliz de tener tantas abuelas: tú, la bisabuela y la Mata.
Hoy lucho por llevar algunas de las cosas que me decís vosotras a otros mundos. Ellas son buenas porque son bellas, tienen justicia y verdad. Uýra soy yo también, Abuela. Sois vosotras. Somos nosotras juntas. Con tu bendición, incluso me he convertido en planta, para no olvidarles, mis raíces.
PARA TROCAR SUBSTÂNCIAS
POR NAINE TERENA | PESQUISADORA, PROFESSORA UNIVERSITÁRIA, CURADORA E ARTISTA-EDUCADORA. MESTRE EM ARTES, É DOUTORA EM EDUCAÇÃO, CURADORA E ARTISTA-PESQUISADORA NO FESTIVAL THEATERFORMEN (ALEMANHA) E CONFERENCISTA NO NATURE-BASED SOLUTIONS CONFERENCE 2024 (UNIVERSIDADE DE OXFORD). DESDE 2012 MOVIMENTA O EMPREENDIMENTO CULTURAL ORÁCULO, QUE FOMENTA AÇÕES NO MERCADO SOCIOCULTURAL IMPACTANDO SEU ENTORNO.
PT “Para trocar substâncias” é o primeiro impulso que nos leva a pensar a Floresta Amazônica como um ponto de contato entre países latino-americanos, buscando as perspectivas das corporeidades nela existentes, compreendendo que, além da dimensão desse bioma, temos uma vastidão de identidades culturais, espalhadas nos países que a compõem. O segundo impulso é dado pela própria ação cênica, reunida no MIRADA, considerando a possibilidade de que, num único evento, a qualidade de produções que representam o fazer artístico-cênico dos países nela envolvidos promova um giro decolonial. É possível apreender, a partir das produções, as confluências e perspectivas contemporâneas das artes cênicas.
É válido ressaltar que propomos pensar o princípio da integração humano-natureza considerando todas as vertentes que circundam essa relação - histórica, política, social, artística - e por isso enfatizamos a troca de substâncias, que, no caso específico do MIRADA, está intrinsicamente ligada às artes do corpo e do que é compartilhado nesta edição. O Peru é o país homenageado, um país que abriga uma parte significativa da Floresta Amazônica e desempenha um papel fundamental na preservação da diversidade biológica e cultural, pois abriga uma rica herança cultural e é solo de pensadores de grande escala, como Aníbal Quijano.
1. Em abril de 2019, a associação A.R.B.R.E.S. (sigla em francês para Árvores Notáveis: Levantamento, Pesquisa, Estudos e Proteção) apresentou na Assembleia Nacional da França uma “Declaração dos direitos da árvore”, disponível em francês neste endereço: <https://www. arbres.org/docs/actualites/colloques_ conferences/190321DECLA_DROITS-1. pdf>. Último acesso: 28 jul. 2024.
A troca de substâncias aqui evocada encontra lugar justamente nestes dois aspectos: nas relações estabelecidas nas muitas fronteiras do contemporâneo e nos tempos imemoriais, mas também nas substâncias que fermentam o fazer artístico desses países e que se reúnem no evento, apresentando-nos uma gama de informações pertinentes para pensar “o que a floresta tem?”. Estamos acima de tudo falando da necessidade de uma coesão socioambiental e de como as artes do corpo se tornam mecanismos importantes para o compartilhamento de histórias, empoderamento dos viventes nos territórios e lutas que reivindiquem um lugar de fala nas tomadas de decisões que afetam o corpo-território-floresta-movimento artístico.
Enquanto corpo-território-floresta-movimento artístico, considero urgente a necessidade de pensar a integração do homem com a natureza, a corporeidade do todo, como partes integrantes de uma relação viva, que vem inclusive sendo mencionada tanto pelos próprios povos que habitam a floresta, como as cosmologias indígenas dos Yanomami, quanto por estudiosos que avançam em estudos que valorizam as relações estabelecidas entre as espécies vegetais, como é o caso da bióloga Suzanne Simard.
Simard trouxe à luz da ciência a constatação de que as árvores se comunicam e cooperam entre si. Elas se ajudam a partir de compartilhamento de fungos e fornecendo os nutrientes de que necessitam para crescer. Segundo a pesquisadora, as plantas reconhecem as árvores da mesma família e mandam carbono para elas. Essa constatação respalda ações como o reconhecimento dos direitos das árvores, conforme ocorrido na França.¹ Já aos olhos dos povos indígenas, essa constatação é parte fundante das cosmologias e, de certa maneira, sustenta suas maneiras de ser e estar no mundo: a floresta se torna, a partir disso, nossos grupos familiares tão importantes que merecem um lugar especial no nosso dia a dia. Mas também podemos pensar nas relações espaciais e da paisagem, e no quanto elas têm afetado a noção de bem viver e de memória histórica e traumas, ou, nas linhas de Quijano, como as efetivas estruturas de poder colonial que foram sendo construídas na modernidade conseguiram e ainda conseguem excluir o máximo de pessoas e grupos possíveis da categoria de humano. Conduzo essa ideia para a relação com a paisagem. Os elementos componentes dos biomas, não sendo humanos, ou não possuindo nenhuma outra função que leve o ser humano a considerar sua existência, tornam-se também descartáveis para essa civilização. O que significa a presença dos biomas na vida das pessoas que vivem neles ou próximo a eles? Quais influências a presença/ ausência dessas paisagens causa na vida de cada um de nós? Arrisco trazer aqui o Coletivo 302 (Brasil), para abordar a questão da presença/ ausência das paisagens na vida individual e coletiva, pela sua própria
história e atuação. A corporeidade desse grupo, como ele mesmo designa, privilegia a necessidade de cantar sua aldeia, mergulhando em suas memórias ancestrais e ressignificando a própria identidade e a construção do imaginário sobre seu povo e território de atuação. Vila Socó toca na questão da presença/ausência causada por uma tragédiatragédia que compõe um conjunto de tragédias que podem se enquadrar nas relações do racismo ambiental ou ainda da colonialidade do poder, como escreveu Quijano.
Esse episódio está distante geograficamente da Floresta Amazônica, mas próximo daquilo que vivem as populações de todos os biomas afetados de forma desproporcional pela ação humana predatória sobre o meio ambiente, sobre as relações de gênero, sobre a infância. Esse último tema, a infância, é o mote do espetáculo La Vida en Otros Planetas [A vida em outros planetas], dirigido por Mariana de Althaus, do Peru. No começo deste texto, frisamos que esse país abriga uma parte significativa da Floresta Amazônica e mantém uma rica herança cultural e intelectual, representada por Aníbal Quijano; essa montagem é justamente o espelho das mazelas vividas por populações invisibilizadas no Peru, na perspectiva da infância, que são descartadas pelo sistema.
“Estamos falando da necessidade de uma coesão socioambiental e de como as artes do corpo se tornam mecanismos importantes para o compartilhamento de histórias, empoderamento dos viventes nos territórios e lutas”
Mas, se as árvores mantêm capacidades de se fortalecer enquanto grupos “familiares”, estaríamos nós preparados para aprofundar tais relações a ponto de promover essa cooperação quase familiar, compreendendo as corporeidades e suas afinidades? Quemar el Bosque Contigo Adentro [Queimar a floresta com você dentro], também dirigido por Althaus, pode nos apontar pistas de corpos que se movimentam juntos. O desafio é gigante, pois precisamos começar a conectar a noção de corporeidade e das substâncias que a alimentam: reconhecer que questões ambientais nos afetam enquanto seres culturais. Situações como o desmatamento para a expansão de monoculturas, a extração ilegal de minérios e madeiras, entre outras ações humanas, desestabilizam o equilíbrio dos corpos-territórios-floresta, gerando, entre outras questões, conflitos, invasões, empobrecimento e adoecimento, tanto do ecossistema como do corpo humano, até deslocamentos forçados, desterritorializações e vazios da paisagem. Que tenhamos muitas substâncias, e que essas fermentem novos horizontes.
PARA INTERCAMBIAR SUSTANCIAS
POR NAINE TERENA | INVESTIGADORA, PROFESORA UNIVERSITARIA, CURADORA Y ARTISTA-EDUCADORA. MÁSTER EN ARTES, DOCTORA EN EDUCACIÓN, CURADORA Y ARTISTA-INVESTIGADORA EN EL FESTIVAL THEATREFORMEN (ALEMANIA) Y CONFERENCISTA EN LA NATURE-BASED SOLUTIONS CONFERENCE 2024 (UNIVERSIDAD DE OXFORD). DESDE 2012 IMPULSA EL EMPRENDIMIENTO CULTURAL ORÁCULO, QUE PROMUEVE ACCIONES EN EL MERCADO SOCIOCULTURAL IMPACTANDO SU ENTORN
ES “Para intercambiar sustancias” es el primer impulso que nos lleva a pensar en la Selva Amazónica como un punto de contacto entre los países latinoamericanos, buscando las perspectivas de las corporalidades que en ella existen, comprendiendo que, además del tamaño de este bioma, tenemos una vastedad de identidades culturales, esparcidas por los países que la componen. El segundo impulso lo da la propia acción escénica, reunida en el MIRADA, considerando la posibilidad de que, en un solo evento, la calidad de las producciones que representan el quehacer artístico-escénico de los países involucrados en ella promueva un giro decolonial. Es posible aprender, a partir de las producciones, las confluencias y perspectivas contemporáneas de las artes escénicas. Vale resaltar que nos proponemos pensar el principio de integración humano-naturaleza considerando todas las vertientes que rodean esta relación -histórica, política, social, artística- y por eso enfatizamos el intercambio de sustancias que, en el específico caso del MIRADA, está intrínsecamente ligado a las artes del cuerpo y de lo compartido en esta edición. El Perú es el país homenajeado, un país que alberga una parte importante de la Selva Amazónica y juega un papel fundamental en la preservación de la diversidad biológica y cultural, ya que alberga una rica herencia cultural y es hogar de pensadores de gran escala, como Aníbal Quijano.
1. En abril de 2019, la asociación A.R.B.R.E.S. (sigla en francés para Árboles Notables: Prospección, Investigación, Estudios y Protección) presentó em la Asamblea Nacional de Francia una “Declaración de los derechos del árbol”, disponible en francés en este enlace: <https://www. arbres.org/docs/actualites/colloques_ conferences/190321DECLA_DROITS-1. pdf>. Último acesso: 28 jul. 2024.
El intercambio de sustancias que aquí se evoca tiene lugar precisamente en estos dos aspectos: en las relaciones establecidas en las muchas fronteras de lo contemporáneo y en los tiempos inmemoriales, pero también en las sustancias que fermentan el quehacer artístico de estos países y que confluyen en el evento, presentándonos un abanico de informaciones pertinentes para pensar sobre “¿qué tiene la selva?”. Estamos, sobre todo, hablando de la necesidad de cohesión socioambiental y de cómo las artes del cuerpo se convierten en importantes mecanismos para compartir historias, empoderar a quienes viven en los territorios y luchar para reclamar un lugar de enunciación en la toma de decisiones que afectan al cuerpo-territorio-selva-movimiento artístico. Como cuerpo-territorio-selva-movimiento artístico, considero que es urgente pensar en la integración del hombre y la naturaleza, en la corporeidad del todo, como partes integrantes de una relación viva, que incluso ha sido mencionada tanto por los pueblos que habitan la selva, como las cosmologías indígenas de los Yanomami, como por estudiosos que avanzan en estudios que valoran las relaciones establecidas entre las especies vegetales, como es el caso de la bióloga Suzanne Simard. Simard sacó a la luz de la ciencia la constatación de que los árboles se comunican y cooperan entre sí. Ellos se ayudan mutuamente compartiendo hongos y proporcionándoles los nutrientes que necesitan para crecer. Según la investigadora, las plantas reconocen a los árboles de la misma familia y les envían carbono. Esta constatación respalda acciones como el reconocimiento de los derechos de los árboles, como ha ocurrido en Francia.¹ Ya a los ojos de los pueblos indígenas, esta constatación es parte fundante de las cosmologías y, en cierto modo, sustenta sus maneras de ser y estar en el mundo: la selva se vuelve, a partir de ahí, nuestros grupos familiares tan importantes que merecen un lugar especial en nuestro día a día. Pero también podemos pensar en las relaciones espaciales y el paisaje, y en cuánto han afectado la noción del buen vivir y de memoria histórica y traumas, o, en las líneas de Quijano, cómo las efectivas estructuras de poder colonial que se estaban construyendo en la modernidad lograron y todavía logran excluir al máximo de personas y grupos posibles de la categoría de humano. Llevo esta idea a la relación con el paisaje. Los elementos componentes de los biomas, si no son humanos, o si no tienen otra función que lleve al ser humano a considerar su existencia, también se convierten en desechables para esta civilización. ¿Qué significa la presencia de biomas en la vida de las personas que viven en ellos o cerca de ellos? ¿Qué influencias tiene la presencia/ausencia de estos paisajes en la vida de cada uno de nosotros? Me arriesgo a traer aquí el Coletivo 302 (Brasil) para abordar la cuestión de la presencia/ausencia de los paisajes en la vida individual y colectiva, a través de su propia historia y actuación. La corporeidad de este grupo,
“Estamos hablando de la necesidad de cohesión socioambiental y de cómo las artes del cuerpo se convierten en importantes mecanismos para compartir historias, empoderar a quienes viven en los territorios y luchar”
como ellos mismos lo designan, privilegia la necesidad de cantar sobre su pueblo, sumergiéndose en sus memorias ancestrales y resignificando su propia identidad y la construcción del imaginario sobre su gente y su territorio de actuación. Vila Socó aborda la cuestión de la presencia/ ausencia provocada por una tragedia -tragedia que forma parte de un conjunto de tragedias que pueden enmarcarse en las relaciones de racismo ambiental o de colonialidad del poder, como escribió Quijano. Este episodio está geográficamente alejado de la Selva Amazónica, pero cercano a lo que están viviendo las poblaciones de todos los biomas afectados desproporcionadamente por la acción humana predatoria sobre el medio ambiente, sobre las relaciones de género y sobre la infancia. Este último tema, la infancia, es la materia del espectáculo La Vida en Otros Planetas, dirigido por Mariana de Althaus, del Perú. Al inicio de este texto destacamos que este país alberga una parte importante de la Selva Amazónica y mantiene una rica herencia cultural e intelectual, representada por Aníbal Quijano; desde la perspectiva de la infancia, este montaje es precisamente el espejo de las malezas vividas por las poblaciones invisibilizadas en el Perú, que son descartadas por el sistema. Pero, si los árboles mantienen capacidades de fortalecerse como grupos “familiares”, ¿estaríamos preparados para profundizar tales relaciones hasta el punto de promover esta cooperación casi familiar, entendiendo las corporeidades y sus afinidades? Quemar el Bosque Contigo Adentro, también dirigida por Althaus, puede apuntarnos pistas de cuerpos que se mueven juntos. El desafío es enorme, ya que debemos comenzar a conectar la noción de corporalidad y de las sustancias que la alimentan: reconocer que las cuestiones ambientales nos afectan como seres culturales. Situaciones como la deforestación para la expansión de monocultivos, la extracción ilegal de minerales y maderas, entre otras acciones humanas, desestabilizan el equilibrio cuerpos-territorios-selva, generando, entre otras cuestiones, conflictos, invasiones, empobrecimiento y enfermedades, tanto del ecosistema como del cuerpo humano, hasta desplazamientos forzados, desterritorializaciones y vacíos en el paisaje. Que tengamos muchas sustancias, y que éstas fermenten nuevos horizontes.
45’
ZAHY TENTEHAR
15.9 LOCAL
DOMINGO
TEATRO GUARANY
NA SESSÃO DAS 20H, TRADUÇÃO EM LIBRAS
17H E 20H
RIO DE JANEIRO BRASIL
PT Se “fala verdadeira” é a tradução para português de “Ze’eng eté”, língua materna de Zahy Tentehar, a expressão é também uma boa síntese da potência deste “musical de memórias” da atriz maranhense. Numa performance solo que entrelaça histórias e canções, Zahy apresenta, juntas e espelhadas, sua biografia e a de sua mãe, Azira’i, a primeira mulher pajé da reserva indígena de Cana Brava. ¶ Aqui, porém, o “verdadeiro” ultrapassa os conceitos ocidentais que dão lastro ao teatro documental, de que Azira’i é
tributário. Mais que transpor para a cena uma história real, Zahy condensa em si o legado espiritual da mãe - revelado na voz, no corpo, nos espelhamentos propostos pela dramaturgia - e a transformação pela qual a pajé passou com a mudança para a cidade. Tais marcas se explicitam tanto no texto e no figurino quanto na presença de Zahy no palco: dona de um nome indígena e outro “alienígena”, como diz, a atriz apresenta um espetáculo bilíngue, no qual ensina o público a falar Ze’eng eté.
ZAHY TENTEHAR É UMA ARTIVISTA INDÍGENA, DO POVO TENTEHARAGUAJAJARA, NATURAL DA ALDEIA COLÔNIA, NA RESERVA INDÍGENA CANA BRAVA (MARANHÃO). É ATRIZ E JÁ VIVENCIOU EXPERIÊNCIAS COMO FOTÓGRAFA, CANTORA E PERFORMER. ATUOU NA MINISSÉRIE DOIS IRMÃOS (REDE GLOBO), COM DIREÇÃO DE LUIZ FERNANDO CARVALHO, E EM FILMES COMO NÃO DEVORE MEU CORAÇÃO , DIRIGIDO POR FELIPE BRAGANÇA. CRIOU, ROTEIRIZOU E ATUOU NA VIDEOPERFORMANCE AIKU’È (R-EXISTO) , EM PARCERIA COM MARIANA VILLAS-BÔAS.
ES Si “habla verdadera” es la traducción para el español de “Ze’eng eté”, lengua materna de Zahy Tentehar, la expresión es también una buena síntesis de la potencia de este “musical de las memorias” de la actriz del estado brasileño de Maranhão. En una performance solo que entrelaza historias y canciones, Zahy presenta, juntas y reflejadas, su biografía y la de su madre, Azira’i, la primera mujer chamán de la reserva indígena Cana Brava. ¶ Aquí, sin embargo, lo “verdadero” va más allá de los conceptos occidentales que respaldan el teatro documental, del que Azira’i es
tributario. Más que transponer una historia real a la escena, Zahy condensa en sí misma el legado espiritual de su madre - revelado en la voz, en el cuerpo, en las imágenes espejadas propuestas por la dramaturgia - y la transformación que experimentó la chamán con su traslado a la ciudad. Estas marcas se hacen explicitas tanto en el texto como en el vestuario y en la presencia de Zahy en el escenario: dueña de un nombre indígena y de otro “alienígena”, como dice, la actriz presenta un espectáculo bilingüe, en el que enseña al público cómo hablar Ze’eng eté.
ZAHY TENTEHAR ES UNA ARTIVISTA INDÍGENA, DEL PUEBLO TENTEHARAGUAJAJARA, NACIDA EN LA ALDEA COLÔNIA, EN LA RESERVA INDÍGENA CANA BRAVA (MARANHÃO). ES ACTRIZ Y HA TENIDO EXPERIENCIAS COMO FOTÓGRAFA, CANTANTE E PERFORMER. ACTUÓ EN LA MINISERIE DOIS IRMÃOS [DOS HERMANOS] (REDE GLOBO), DIRIGIDA POR LUIZ FERNANDO CARVALHO, Y EN PELÍCULAS COMO NÃO DEVORE MEU CORAÇÃO [NO DEVORES MI CORAZÓN], DIRIGIDA POR FELIPE BRAGANÇA. CREÓ, ESCRIBIÓ Y ACTUÓ EN EL VIDEO PERFORMANCE AIKU’È (R-EXISTO), EN COLABORACIÓN CON MARIANA VILLAS-BÔAS.
Um solo de /
Un solo de
Zahy Tentehar
DRAMATURGIA
Zahy Tentehar
Duda Rios
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Denise Stutz
Duda Rios
DIREÇÃO DE ARTE E DESIGN
GRÁFICO / DIRECCIÓN DE ARTE
Y DISEÑO GRÁFICO
Batman Zavareze
CENOGRAFIA / ESCENOGRAFÍA
Mariana Villas-Bôas
FIGURINOS / VESTUARIOS
Carol Lobato
ILUMINAÇÃO / ILUMINACIÓN
Ana Luzia Molinari de Simoni
TRILHA SONORA / BANDA SONORA
Elísio Freitas
DESIGN DE SOM / DISEÑO DE SONIDO
Gabriel D’angelo
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO E PRODUÇÃO ARTÍSTICA / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN Y PRODUCCIÓN ARTÍSTICA
Andréa Alves
Leila Maria Moreno
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO / COORDINACIÓN DE PRODUCCIÓN
Rafael Lydio
PRODUTOR EXECUTIVO / PRODUCTOR EJECUTIVO
Matheus Castro
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Sarau Cultura Brasileira
FOTOS
Leo Aversa | p. 117
Annelize-Tozetto | p. 118, 119
CONTRA XAWARADEUS DAS DOENÇAS OU TROCA INJUSTA
CONTRA XAWARA - DIOS DE LAS ENFERMEDADES
O INTERCAMBIO INJUSTO
JUÃO NYN
PT O embate é de fumaça contra fumaça. De um lado, a “fumaça da epidemia da morte”, ou Xawara, na cosmologia dos yanomamis. Do outro, a fumaça da mata, na cosmopercepção potiguara. As doenças dos colonizadores enfrentam o cachimbo sagrado pentyguá. ¶ Nesta performance aguerrida, Juão Nyn reencena o encontro dos povos originários com os invasores brancos, lançando mão de imagens e dinâmicas históricas que marcam a violência perpetrada contra os indígenas nos últimos cinco séculos. A música acom-
panha seus gestos rituais e potencializa o discurso contracolonial, denúncia da opressão que transforma as pessoas nativas em estrangeiras na sua própria terra. ¶ Um jogo com o público propõe um escambo invertido, remetendo à troca de espelhinhos europeus por riquezas do “novo mundo”: para entregar as seringas que compõem seu cocar, o artista pede algo para si, como se reproduzisse - justamente de maneira espelhada - o descompasso entre quem poderia falar e quem seria constrangido a ouvir e obedecer.
JUÃO NYN É MULTIARTISTA, ATIVISTA E COMUNICADOR DO MOVIMENTO INDÍGENA DO RIO GRANDE DO NORTE. INTEGRA O COLETIVO ESTOPÔ BALAIO DE CRIAÇÃO, MEMÓRIA E NARRATIVA, E É VOCALISTA E COMPOSITOR DA BANDA ANDROYDE SEM PAR. HÁ DEZ ANOS EM TRÂNSITO ENTRE O SEU ESTADO NATAL E SÃO PAULO, É MESTRE DO TERREIRO TEATRO CONTRACOLONIAL NA ELT - ESCOLA LIVRE DE SANTO ANDRÉ E AUTOR DA DRAMATURGIA TYBYRA. SEU PRIMEIRO ÁLBUM SOLO, NHE’ETIMBÓ - VOZ, FUMAÇA DE CORPO, É TODO CANTADO EM TUPI.
ES El enfrentamiento es de humo contra humo. De un lado, el “humo de la epidemia de la muerte”, o Xawara, en la cosmología de los Yanomami. Del otro, el humo del bosque, en la cosmopercepción del estado de Río Grande del Norte. Las enfermedades de los colonizadores se contraponen a la pipa sagrada pentyguá. ¶ En esta performance aguerrida, Juão Nyn reescenifica el encuentro de los pueblos originarios con los invasores blancos, utilizando imágenes y dinámicas históricas que marcan la violencia perpetrada contra los indígenas en los últimos cinco
siglos. La música acompaña sus gestos rituales y potencializa el discurso contracolonial, denuncia de la opresión que transforma a las personas nativas en extranjeras en su propia tierra. ¶ Un juego con el público propone un trueque invertido, en referencia al intercambio de espejitos europeos por riquezas del “nuevo mundo”: para entregar las jeringas que componen su penacho, el artista pide algo para sí, como si reprodujera - precisamente de manera espejada - el desajuste entre quién podría hablar y quién se vería obligado a escuchar y obedecer.
JUÃO NYN ES MULTIARTISTA, ACTIVISTA Y COMUNICADOR DEL MOVIMIENTO INDÍGENA DEL ESTADO DE RÍO GRANDE DEL NORTE. INTEGRA EL COLECTIVO ESTOPÔ BALAIO DE CREACIÓN, MEMORIA Y NARRATIVA Y ES VOCALISTA Y COMPOSITOR DE LA BANDA ANDROYDE SEM PAR. EN TRÁNSITO ENTRE SU ESTADO NATAL Y SÃO PAULO DESDE HACE DIEZ AÑOS, ES MAESTRO EN EL TERREIRO TEATRO CONTRACOLONIAL DE LA ELT - ESCOLA LIVRE DE SANTO ANDRÉ Y AUTOR DE LA DRAMATURGIA TYBYRA. TODO EL CONTENIDO DE SU PRIMER ÁLBUM SOLO, NHE’ETIMBÓ - VOZ, FUMAÇA DE CORPO [NHE’ETIMBÓ – VOZ, HUMO DE CUERPO] ESTÁ CANTADO EN TUPÍ.
MANIFESTO E PERFORMANCE / MANIFIESTO Y PERFORMANCE
Juão Nyn
DIREÇÃO DE PALCO E CONTRARREGRAGEM / DIRECCIÓN DE ESCENA Y TRASPUNTE
Mara Carvalho
PARAMENTAÇÃO / VESTUARIO
Mbodjape
ILUMINAÇÃO / ILUMINACIÓN
Rodrigo Silbat
TRILHA SONORA / BANDA SONORA
Malka Julieta
CANTOS EM TUPI / CANTOS EN TUPÍ
Juão Nyn - Nhe’etimbó
VIDEOARTE
Daniel Minchoni
Flávio Alziro
PROJEÇÃO MAPEADA / PROYECCIÓN MAPEADA
Flávio Alziro
OPERAÇÃO DE ÁUDIO / OPERACIÓN DE AUDIO
Jow Flor
ROADIE
Tupy
CENOTÉCNICO / TÉCNICO ESCÉNICO
Enrique Casas
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Wemerson NunesWN Produções
FOTOS
Bruna Damasceno
AS CORES DA AMÉRICA LATINA
LOS COLORES DE AMÉRICA LATINA
PANORANDO CIA
E PRODUTORA
PT Quais os sons, os movimentos, as máscaras que dão cara à América Latina? Neste premiado espetáculo que integra teatro e dança, o coletivo Panorando promove o encontro de manifestações culturais de três distintas regiões do continente: a Zona da Mata dos estados de Pernambuco e Paraíba, por meio do folguedo do Cavalo Marinho; La Tirana, no Norte Grande do Chile, que sedia a importante festa religiosa em homenagem a Nossa Senhora do Carmo;
e Mito, cidade peruana onde há mais de 1.500 anos homens mascarados celebram a Huaconada. O estado brasileiro do Maranhão aparece, enfim, representado pela figura carnavalesca do Fofão. Desses quatro cantos e de suas referências tradicionais emerge As Cores da América Latina , que habita a rua com uma coreografia e uma visualidade pulsantes, numa visita a múltiplas culturas, corporeidades e idiomas.
PANORANDO CIA E PRODUTORA É UM COLETIVO INTERESSADO NAS INTERSECÇÕES DE MANIFESTAÇÕES CULTURAIS COM DISPOSITIVOS DO TEATRO E DA DANÇA. FUNDADO EM 2016, REUNINDO EGRESSOS DE DIFERENTES CURSOS DE ARTES EM MANAUS, REALIZA EVENTOS E MONTAGENS DE ESPETÁCULOS, COMO AS CORES DA AMÉRICA LATINA, VENCEDOR DO 34º PRÊMIO SHELL DE TEATRO NA CATEGORIA DESTAQUE NACIONAL. AS OBRAS DO GRUPO JÁ CIRCULARAM POR DIVERSOS ESTADOS BRASILEIROS, COMO AMAZONAS, RONDÔNIA, PARÁ, PERNAMBUCO, CEARÁ, MINAS GERAIS E MATO GROSSO.
ES ¿Cuáles son los sonidos, los movimientos, las máscaras que dan rostro a América Latina? En este premiado espectáculo que suma teatro y danza, el colectivo Panorando promueve el encuentro de manifestaciones culturales de tres distintas regiones del continente: la Zona da Mata de los estados brasileños de Pernambuco y Paraíba, a través de las festividades de Cavalo Marinho; La Tirana, en el Norte Grande de Chile, que acoge la importante fiesta religiosa en honor
a Nuestra Señora del Carmen; y Mito, una ciudad peruana donde hombres enmascarados han celebrado la Huaconada durante más de 1.500 años. El estado brasileño de Maranhão aparece, finalmente, representado por la figura carnavalesca de Fofão. De esos cuatro rincones y sus referentes tradicionales surge Los Colores de América Latina, que habita la calle con una coreografía y una visualidad vibrante, en un recorrido por múltiples culturas, corporeidades y lenguajes.
PANORANDO CIA E PRODUTORA ES UN COLECTIVO INTERESADO EN LAS INTERSECCIONES DE LAS MANIFESTACIONES CULTURALES CON LOS DISPOSITIVOS DEL TEATRO Y DE LA DANZA. FUNDADO EN 2016, REUNIENDO A GRADUADOS DE DIFERENTES CARRERAS DE ARTES DE MANAUS (AMAZONAS), REALIZA EVENTOS Y MONTAJE DE ESPECTÁCULOS, COMO AS CORES DA AMÉRICA LATINA [LOS COLORES DE AMÉRICA LATINA], GANADOR DEL 34.º PREMIO SHELL DE TEATRO EN LA CATEGORÍA DESTAQUE NACIONAL. LAS OBRAS DEL GRUPO YA CIRCULARON POR VARIOS ESTADOS DE BRASIL, COMO AMAZONAS, RONDÔNIA, PARÁ, PERNAMBUCO, CEARÁ, MINAS GERAIS Y MATO GROSSO.
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Fábio Moura
ASSISTENTE DE DIREÇÃO / ASISTENTE DE DIRECCIÓN
Talita Menezes
COREOGRAFIA / COREOGRAFÍA
Criação coletiva / Creación colectiva
INTÉRPRETES-CRIADORES / INTÉRPRETES-CREADORES
Ana Carolina Nunes
Fernando C. Branco
Marcos Telles
Reysson Brandão
Talita Menezes
VISUALIDADES
Fábio Moura
PESQUISA MUSICAL / INVESTIGACIÓN MUSICAL
Talita Menezes
CONFECÇÃO DE FIGURINO / CONFECCIÓN DE VESTUARIO
Lú de Menezes
PRODUÇÃO E ILUMINAÇÃO / PRODUCIÓN Y ILUMINACIÓN
Fábio Moura
FOTOS
Bento Clicks
DE MÃOS DADAS COM MINHA IRMÃ
DE LA MANO DE MI HERMANA
PT Num mundo adoecido, em que as mulheres deixaram de ser respeitadas como guardiãs do segredo da vida, vigora uma grande seca - de água e de memória. Para salvar seu povo, Obá precisará penetrar na floresta das feiticeiras ancestrais, onde também deverá recuperar sua identidade. A partir dessa premissa inspirada em conceitos da cultura iorubá, Os Crespos apresentam um espetáculo multilinguagens que conjuga teatro, dança, música e vídeo. ¶ Nesta peça, na qual a heroína negra cumpre etapas, como
em um jogo, é uma cultura ancestral que está em disputa. Contos e ritmos afro-brasileiros alimentam a dramaturgia e a música, executada ao vivo pelo bloco afro Ilú Obá de Min. A atriz Lucelia Sergio interage com projeções visuais de personagens e cenários animados, onde se destacam referências afrofuturistas, étnicas e surrealistas. A atmosfera poética-sensorial se enriquece com a voz de importantes artistas negros brasileiros; Léa Garcia é responsável pela narração da fábula.
OS CRESPOS É UM COLETIVO DE PESQUISA CÊNICA E AUDIOVISUAL, COMPOSTO DE ARTISTAS NEGROS E NEGRAS. DESDE 2005, A COMPANHIA CONSTRÓI SEU DISCURSO POÉTICO SOBRE QUESTÕES RELACIONADAS À NEGRITUDE, AO RACISMO E À IDENTIDADE, PROMOVENDO DEBATES, MOSTRAS TEATRAIS E CINEMATOGRÁFICAS, INTERVENÇÕES, FILMES E ESPETÁCULOS. O COLETIVO PUBLICA A REVISTA E TEATRO NEGRO LEGÍTIMA DEFESA, ALÉM DE TER PRODUZIDO OS CURTAS-METRAGENS
D.O.R., NEGO TUDO E DOIS GAROTOS QUE SE AFASTARAM DEMAIS DO SOL.
ES En un mundo enfermo, donde las mujeres ya no son respetadas como guardianas del secreto de la vida, hay una gran sequía: de agua y de memoria. Para salvar a su pueblo, Obá necesitará adentrarse en el bosque de las brujas ancestrales, donde también deberá recobrar su identidad. Desde esta premisa inspirada en conceptos de la cultura yoruba, Os Crespos presentan un espectáculo multilenguajes que mezcla teatro, danza, música y vídeo. ¶ En esta obra, en la que la heroína negra cumple etapas, como
en un juego, es una cultura ancestral lo que está en disputa. Cuentos y ritmos afrobrasileños alimentan la dramaturgia y la música, ejecutada en vivo por el bloco afro Ilú Obá de Min. La actriz Lucelia Sergio interactúa con proyecciones visuales de personajes y escenarios animados, donde se destacan referencias afrofuturistas, étnicas y surrealistas. La atmósfera poética-sensorial se enriquece con las voces de importantes artistas negros brasileños; Léa García es la encargada de narrar la fábula.
OS CRESPOS ES UN COLECTIVO DE INVESTIGACIÓN ESCÉNICA Y AUDIOVISUAL, FORMADO POR ARTISTAS NEGROS Y NEGRAS. DESDE 2005, LA COMPAÑÍA CONSTRUYE SU DISCURSO POÉTICO SOBRE TEMAS RELACIONADOS A LA NEGRITUD, EL RACISMO Y LA IDENTIDAD, PROMOVIENDO DEBATES, MUESTRAS TEATRALES Y CINEMATOGRÁFICOS, INTERVENCIONES, PELÍCULAS Y ESPECTÁCULOS. EL COLECTIVO PUBLICA LA REVISTA DE TEATRO NEGRO LEGÍTIMA DEFESA, ADEMÁS DE HABER PRODUCIDO LOS CORTOMETRAJES D.O.R. [D.O.L.O.R.], NEGO TUDO [NEGRO TODO] Y DOIS GAROTOS QUE SE AFASTARAM DEMAIS DO SOL [DOS MUCHACHOS QUE SE ALEJARON DEMASIADO DEL SOL].
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Aysha Nascimento
DRAMATURGIA E DIREÇÃO
VISUAL / DRAMATURGIA
Y DIRECCIÓN VISUAL
Lucelia Sergio
DIREÇÃO MUSICAL / DIRECCIÓN MUSICAL
Beth Beli
NARRAÇÃO / NARRACIÓN
Léa Garcia
ATRIZ / ACTRIZ
Lucelia Sergio
DANÇARINAS / BAILARINAS
Jazu Weda
Brenda Regio
MÚSICA AO VIVO / MÚSICA EN VIVO
Adriana Aragão
Bárbara Magalhanis
Beth Beli
Camila Trindade
Diana Maria
Janaína Cunha
Sandra Regina
Sandra Luciano
Teresa Teles
ELENCO EM VOZ OFF / ELENCO VOZ EN OFF
Ailton Graça
Ayô Tupinambá
Aysha Nascimento
Alzira Espíndola
Dirce Thomaz
Fabiana Cozza
Flávio Rodrigues
Negra Rosa
Rafael Ferro
TRILHA SONORA / BANDA SONORA
Beth Beli
Dani Nega
Teo Ponciano
COMPOSIÇÕES / COMPOSICIONES
Lucelia Sergio
Lenna Bahule
INSTRUMENTOS
Toumani Kouyaté
Matheus Crippa
Ilú Obá de Mim –
Adriana Aragão
Nenê Cintra
Adriana Quedas
Mônica Mendes
Talita Beltrame
Thaíssa Barbosa
Giselle de Paula
Ariane Carmo
Bárbara Magalhanis
Diana Maria
CANTORAS / CANTANTES
Lenna Bahule
Matheus Crippa
Adriana Moreira
Jéssica Gaspar
Sara Hana
Negra Rosa
Girlei Miranda
Janaína Cunha
Adriana Aragão
DESENHO DE SOM / DISEÑO DE SONIDO
Viviane Barbosa
PERSONAGENS E CENÁRIOS EM VÍDEO / PERSONAJES Y ESCENARIOS EN VIDEO
Nirvana Santos
Alexandre Brejão
Ramon Zago
Felipe Domingos
EDIÇÃO E OPERAÇÃO DE VÍDEO / EDICIÓN Y OPERACIÓN DE VIDEO
Ramon Zago
FIGURINOS E ADEREÇOS / VESTUARIO Y ACCESORIOS
Tairone Porto
Guilherme Santti
ILUMINAÇÃO /ILUMINACIÓN
Wagner Pinto
ASSISTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO E OPERAÇÃO DE LUZ / ASISTENCIA DE ILUMINACIÓN Y OPERACIÓN DE LUCES
Felipe Tchaça CENOGRAFIA / ESCENOGRAFÍA
Wanderley Wagner COREOGRAFIAS E ORIENTAÇÃO CORPORAL / COREOGRAFÍAS Y ORIENTACIÓN CORPORAL
Janette Santiago
ORIENTAÇÃO TEÓRICA / ORIENTACIÓN TEÓRICA
Onisajé
OPERAÇÃO DE SOM / OPERACIÓN DE SONIDO
Mau Caetano
CONTRARREGRAGEM / TRASPUNTE
Joaquim Francisco
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Rafael Ferro
Os Crespos
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO / ASISTENCIA DE PRODUCCIÓN
Alencar Francisco
FOTOS
Tally Campos | p. 129, 130
Mariana Ser | p. 131
O ESTADO DO MUNDO (QUANDO ACORDAS)
EL ESTADO DEL MUNDO (CUANDO TE DESPIERTAS)
FORMIGA ATÓMICA
SEXTA / VIERNES
SÁBADO
DOMINGO
TEATRO GUARANY
NA SESSÃO DO DIA 7, FORMATO ALTERNATIVO
INDICADO PARA MAIORES DE 6 ANOS
PT Em uma espécie de volta ao mundo, o espetáculo do grupo português apresenta ludicamente o impacto da ação da humanidade no meio ambiente. Portugal, China, Brasil, Malásia, Estados Unidos, Índia, Angola, Uzbequistão: oriundas de diferentes países pelo globo e unidas por uma rede secreta de informações, crianças munidas de um boneco de dinossauro muito especial se unem para olhar de frente para a crise
climática e agir. ¶ Os brinquedos e as miniaturas que auxiliam o ator Edi Gaspar a contar a história vão compondo o espaço cênico, abrigados em uma esfera gigante que aos poucos vai se abrindo. Somados, os objetos e essa espécie de meteorito dão concretude à ideia que orienta o espetáculo, isto é, de que é a ação combinada em pequena e grande escala, do indivíduo e do coletivo, que pode pôr em marcha as mudanças.
FORMIGA ATÓMICA É UMA COMPANHIA DE TEATRO FUNDADA E DIRIGIDA POR MIGUEL FRAGATA E INÊS BARAHONA. DESTINADAS A TODOS OS PÚBLICOS, SUAS CRIAÇÕES PARTEM DE QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS. O GRUPO APRESENTA TRABALHOS COMO A CAMINHADA DOS ELEFANTES (2013), THE WALL (2015), A VISITA ESCOCESA (2016), MONTANHA-RUSSA (2018), FAKE (2020), O ESTADO DO MUNDO (QUANDO ACORDAS) (2021) E MÁ EDUCAÇÃO (2022).
ES En una especie de viaje alrededor del mundo, el espectáculo del grupo portugués presenta de manera lúdica el impacto de las acciones de la humanidad en el medio ambiente. Portugal, China, Brasil, Malasia, Estados Unidos, India, Angola, Uzbekistán: procedentes de diferentes países alrededor del globo y unidos por una red secreta de informaciones, niños equipados con un muñeco de dinosaurio muy especial se unen para hacer frente a la crisis climática y actuar.
¶ Los juguetes y las miniaturas que ayudan al actor Edi Gaspar a contar la historia conforman el espacio escénico, alojados en una esfera gigante que poco a poco se va abriendo. En conjunto, los objetos y esta especie de meteorito dan concreción a la idea que guía el espectáculo, es decir, de que es la acción combinada en pequeña y gran escala, de lo individuo y del colectivo, la que puede poner en marcha los cambios.
FORMIGA ATÓMICA ES UNA COMPAÑÍA DE TEATRO FUNDADA Y DIRIGIDA POR MIGUEL FRAGATA E INÉS BARAHONA. SUAS CREACIONES ESTÁN DESTINADAS A TODOS LOS PÚBLICOS Y SE BASAN EN TEMAS CONTEMPORÁNEOS. EL GRUPO
PRESENTA OBRAS COMO A CAMINHADA DOS ELEFANTES [EL PASEO DE LOS ELEFANTES] (2013), THE WALL (2015), A VISITA ESCOCESA (2016), MONTANHARUSSA (2018), FAKE (2020), O ESTADO DO MUNDO (QUANDO ACORDAS) (2021) Y MÁ EDUCAÇÃO [MALA EDUCACIÓN] (2022).
ENCENAÇÃO / DIRECCIÓN
DE ESCENA
Miguel Fragata
TEXTO
Inês Barahona
Miguel Fragata
INTERPRETAÇÃO / INTERPRETACIÓN
Edi Gaspar
CENOGRAFIA / ESCENOGRAFÍA
Eric da Costa
FIGURINOS / VESTUARIOS
José António Tenente
Música original
Fernando Mota
DESENHO DE LUZ / DISEÑO DE LUZ
José Álvaro Correia
VÍDEO / VIDEO
João Gambino
ADEREÇOS / ACCESORIOS
Eric da Costa
José Pedro Sousa
Mariana Fonseca
Rita Vieira
(design gráfico / diseño gráfico)
MAKER
Guilherme Martins
CONSTRUÇÃO DE CENOGRAFIA / CONSTRUCCIÓN DE ESCENOGRAFÍA
Gate7
DIREÇÃO TÉCNICA / DIRECCIÓN TÉCNICA
Renato Marinho
CONSULTORIA / CONSULTORÍA
Henrique Frazão
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Luna Rebelo e Ana Lobato
PROCUÇÃO / PRODUCCIÓN Formiga Atómica
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EM BRASIL
Sendero Cultural |
Adryela Rodrigues
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO NO BRASIL / ASISTENTE DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Robson Emílio
ASSESSORIA JURÍDICA NO BRASIL / ASESORÍA JURÍDICA EN BRASIL
Carnide, Rodrigues e Souza
Sociedade de Advogados
COPRODUÇÃO / COPRODUCCIÓN
LU.CA – TEATRO LUÍS DE CAMÕES, COMÉDIAS DO MINHO, MATERIAIS DIVERSOS E / Y THÉÂTRE DE LA VILLE A Formiga Atómica é uma estrutura apoiada pelo Ministério da Cultura | Direção-Geral das Artes / Formiga Atómica es una estructura apoyada por el Ministerio de Cultura | Dirección General de las Artes
FOTOS
Manuel Lino | p. 133
Guilherme Martins | p. 134
Lais Pereira | p. 135
QUEMAR EL BOSQUE CONTIGO ADENTRO
QUEIMAR A FLORESTA COM VOCÊ DENTRO
MARIANA DE ALTHAUS
SEGUNDA / LUNES
SESC SANTOS | TEATRO 9.9 10.9 LOCAL 19H 19H
TERÇA / MARTES
PT O fogo é uma ameaça constante: o incêndio que destrói as florestas, a faísca que brota dentro das pessoas e as consome. Essas e outras formas de violência circundam três mulheres numa casa na zona rural do Peru. São elas uma avô vidente, sua filha Idara - professora que foi demitida por denunciar um caso de abuso - e a neta Victoria, uma adolescente que não encontra o pai há muitos anos.
¶ No espetáculo de forte carga política de Mariana de Althaus, essa linhagem feminina se debate com questões do nosso mundo patriarcal, propondo associações poéticas entre natureza e relações sociais. Cenário, luz e som envolvem as personagens num clima de isolamento e vulnerabilidade que elas combatem em discursos acalorados e conversas cheias de afeto.
MARIANA DE ALTHAUS É DRAMATURGA, DIRETORA E PROFESSORA DE TEATRO. ESCREVEU E DIRIGIU 18 OBRAS CÊNICAS. PARTICIPOU DE FESTIVAIS COMO SANTIAGO A MIL, FESTIVAL DE CÁDIZ, FESTIVAL HISPANOAMERICANO DE TEATRO DE MIAMI E MIRADA. PUBLICOU OS LIVROS DRAMAS DE FAMILIA, TODOS LOS HIJOS E LA LITERATURA ES FUEGO (ALFAGUARA), QUE REÚNEM ALGUMAS DE SUAS OBRAS, E THE LANGUAGE OF MERMAIDS (INTI PRESS).
ES El fuego es una amenaza constante: el incendio que destruye los bosques, la chispa que brota del interior de las personas y las consume. Estas y otras formas de violencia rodean a tres mujeres en una casa en la zona rural de Perú. Son ellas una abuela clarividente, su hija Idara -profesora que fue despedida por denunciar un caso de abuso- y su nieta Victoria, una adolescente que hace muchos años que no ve a
su padre. ¶ En el espectáculo de fuerte carga política de Mariana de Althaus, este linaje femenino debate temas de nuestro mundo patriarcal, proponiendo asociaciones poéticas entre la naturaleza y las relaciones sociales. Escenario, luz y sonido envuelven a las personajes en un clima de aislamiento y vulnerabilidad que ellas combaten en acalorados discursos y conversaciones llenas de afecto.
MARIANA DE ALTHAUS ES DRAMATURGA, DIRECTORA Y PROFESORA DE TEATRO. ESCRIBIÓ Y DIRIGIÓ 18 OBRAS ESCÉNICAS. PARTICIPÓ EN FESTIVALES COMO SANTIAGO A MIL, FESTIVAL DE CÁDIZ, FESTIVAL DE TEATRO HISPANOAMERICANO DE MIAMI Y MIRADA. PUBLICÓ LOS LIBROS DRAMAS DE FAMILIA, TODOS LOS HIJOS Y LA LITERATURA ES FUEGO (ALFAGUARA), QUE REÚNEN ALGUNAS DE SUS OBRAS, Y THE LANGUAGE OF MERMAIDS (INTI PRESS).
DRAMATURGIA E DIREÇÃO / DRAMATURGIA Y DIRECCIÓN
Mariana de Althaus
ELENCO
Grapa Paola
Alejandra Guerra
Lucho Cáceres
Macla Yamada
Kiara Quispe
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Carla Sousa
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO / ASISTENCIA DE DIRECCIÓN
Rocío Limo
DIREÇÃO DE ARTE / DIRECCIÓN DE ARTE
Guillermo Palacios
DESIGN DE SOM / DISEÑO DE SONIDO
Fernando Urquiaga ILUMINAÇÃO / ILUMINACIÓN
Micaela Cajahuaringa
DESIGN GRÁFICO / DISEÑO GRÁFICO
Patricia Ponce
FOTO DO CARTAZ E DAS PEÇAS
GRÁFICAS / FOTO DE AFICHE
Y DE PIEZAS GRÁFICAS
Rocío Limo
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO / ASISTENCIA DE PRODUCCIÓN
Marco Antonio Sono
ASSESSORIA DE MOVIMENTO / ASESORÍA DE MOVIMIENTO
Lita Baluarte
IMPRENSA / PRENSA
Melisa Cabellos
REDES SOCIAIS / REDES SOCIALES
Marie Paredes e Marisol Ubillus
TÉCNICO DE ILUMINAÇÃO
E OPERADOR DE LUZ / TÉCNICO DE ILUMINACIÓN Y OPERADOR LUCES
Jorch Calle
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO NO BRASIL / ASISTENCIA DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Lipe Lima
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Mariana NovaisVentania Cultural
O espetáculo é uma coprodução da Aliança Francesa de Lima. Projeto vencedor do Estímulos Económicos para la Cultura 2024 do Ministério da Cultura do Peru. / El espectáculo es una coproducción de la Alianza Francesa de Lima. Proyecto ganador de Estímulos Económicos para la Cultura 2024 del Ministerio de Cultura del Perú.
FOTOS
@a.currarin | p. 137
Paola Vera | p. 138, 139
LA VIDA EN OTROS PLANETAS
A VIDA EM OUTROS PLANETAS
MARIANA DE ALTHAUS
E / Y ICPNA CULTURAL
SEXTA / VIERNES
SÁBADO CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS | SALÃO
PT O tema é amplo e urgente: a educação pública do Peru. Desde 2016, o país viu 14 diferentes ministros assumirem a pasta; a lista de desafios que os professores encontram nas escolas inclui alunos com dificuldades de aprendizado e problemas emocionais, excesso de trabalho e salários baixos, descontinuidade de políticas públicas. ¶ Para abordar uma situação de tal complexidade, Mariana de Althaus vai justamente para dentro da sala de aula: traz para o
palco cenas e histórias verídicas, colhidas com mais de 50 professores peruanos e apresentadas pelos seis artistas em cena. A trajetória de cada um deles e a relação que estabelecem com seus alunos criam um universo palpável e sensível, para além das cifras e discussões mais abstratas. ¶ O projeto partiu do livro Desde el Corazón de la Educación Rural, de Daniela Rotalde, e a encenação faz uso de dados históricos para lançar um olhar para o tema através do tempo.
MARIANA DE ALTHAUS É DRAMATURGA, DIRETORA E PROFESSORA DE TEATRO. ESCREVEU E DIRIGIU 18 OBRAS CÊNICAS. PUBLICOU OS LIVROS DRAMAS DE FAMILIA, TODOS LOS HIJOS, LA LITERATURA ES FUEGO (ALFAGUARA) E THE LANGUAGE OF MERMAIDS (INTI PRESS).
O INSTITUTO CULTURAL PERUANO NORTEAMERICANO (ICPNA) É UMA INSTITUIÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS DEDICADA AO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA E À DISSEMINAÇÃO DA CULTURA EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES. DESDE 2022, PRODUZ TRABALHOS NO CAMPO TEATRAL.
ES El tema es amplio y urgente: la educación pública en el Perú. Desde 2016, el país ha visto a 14 diferentes ministros nombrados en la cartera; la lista de desafíos a los que se enfrentan los docentes en las escuelas incluye alumnos con dificultades de aprendizaje y problemas emocionales, exceso de trabajo y bajos salarios, y discontinuidad de las políticas públicas. ¶ Para abordar una situación de tal complejidad, Mariana de Althaus va directamente para dentro del aula: lleva al escenario escenas e
historias reales, recopiladas de más de 50 profesores peruanos y presentadas por los seis artistas en escena. La trayectoria de cada uno de ellos y la relación que establecen con sus alumnos crean un universo palpable y sensible, más allá de las cifras y discusiones más abstractas. ¶ El proyecto se basó en el libro Desde el Corazón de la Educación Rural, de Daniela Rotalde, y la escenificación hace uso de datos históricos para lanzar una mirada al tema a lo largo del tiempo.
MARIANA DE ALTHAUS ES DRAMATURGA, DIRECTORA Y PROFESORA DE TEATRO. ESCRIBIÓ Y DIRIGIÓ 18 OBRAS ESCÉNICAS. PUBLICÓ LOS LIBROS DRAMAS DE FAMILIA, TODOS LOS HIJOS, LA LITERATURA ES FUEGO (ALFAGUARA) Y THE LANGUAGE OF MERMAIDS (INTI PRESS).
EL INSTITUTO CULTURAL PERUANO NORTEAMERICANO (ICPNA) ES UNA INSTITUCIÓN SIN FINES DE LUCRO DEDICADA A LA ENSEÑANZA DEL IDIOMA INGLÉS Y A LA DIFUSIÓN DE LA CULTURA EN TODAS SUS MANIFESTACIONES. DESDE 2022, REALIZA TRABAJOS EN EL CAMPO DEL TEATRO.
DRAMATURGIA E DIREÇÃO / DRAMATURGIA Y DIRECCIÓN
Mariana de Althaus
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO / ASISTENCIA DE DIRECCIÓN
Pável Paniagua
ELENCO
Alaín Salinas
Conny Betzabé
Josué Rodríguez
Godo Lozano
Marisol Mamani
Muriel García
DIREÇÃO DE ARTE / DIRECCIÓN DE ARTE
Guillermo Palacios
COMPOSIÇÃO MUSICAL E REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL / COMPOSICIÓN MUSICAL Y REALIZACIÓN AUDIOVISUAL
Martín Pérez del Solar
DESENHO DE LUZ /
DISEÑO DE ILUMINACIÓN
Raúl Huaccachi
FOTOGRAFIA / FOTOGRAFÍA
Marina García Burgos
OPERAÇÃO DE LUZ / OPERACIÓN DE LUCES
Abraham Martínez
OPERAÇÃO DE SOM E AUDIOVISUAL / OPERACIÓN DE SONIDO Y AUDIOVISUALES
Breitner Paredes
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Ana Celia Salazar
PRODUÇÃO GERAL / PRODUCCIÓN GENERAL
Alberto Servat
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO NO BRASIL / ASISTENCIA A LA PRODUCCIÓN EN BRASIL
Lipe Lima
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Mariana NovaisVentania Cultural
UMA PRODUÇÃO DO / UNA PRODUCCIÓN DEL ICPNA CULTURAL
FOTOS
Marina Garcia Burgos
180’
VILA SOCÓ
COLETIVO 302
TERÇA / MARTES
QUARTA / MIÉRCOLES
QUINTA / JUEVES
VILA SÃO JOSÉ | CUBATÃO
COM INTERVALO DE 20’
PT Em fevereiro de 2024 completou 40 anos a principal tragédia industrial do Brasil: o incêndio da Vila Socó, bairro constituído sobre palafitas, mangue e oleodutos em Cubatão. Mais de 400 barracos foram queimados e acredita-se que o governo ditatorial da época tenha silenciado a morte de mais de 500 pessoas. O prejuízo se estendeu aos incontáveis animais que pereceram e aos mais de 3 mil desabrigados. ¶ Este espetáculo site-specific do Coletivo 302 encerra a trilogia industrial “Zanzalá” sobre três
bairros operários de Cubatão, percorrendo com o público a área atingida pelo fogo. No itinerário, conta também com a participação comunitária - assim como em projetos anteriores, o grupo compõe sua dramaturgia a partir de documentos e de entrevistas com moradores, para contar a história por meio da voz deles. Nessa experiência imersiva, o registro da memória se combina com a exploração dos limites do teatro, pensado como ferramenta de mudança social e reflexão crítica.
COLETIVO 302 É UM GRUPO ARTÍSTICO E DE PESQUISA DE CUBATÃO, RECONHECIDO COMO PONTO DE MEMÓRIA, PONTO DE CULTURA E UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL. FUNDADO EM 2014, É VENCEDOR DO PRÊMIO SHELL DE TEATRO DE 2023 NA CATEGORIA ENERGIA QUE VEM DA GENTE. SUA PESQUISA DESTACA A VALORIZAÇÃO DA MEMÓRIA, IDENTIDADE, PERTENCIMENTO E ANCESTRALIDADE DO SEU TERRITÓRIO E A BUSCA PELA RESSIGNIFICAÇÃO DE SEUS IMAGINÁRIOS.
ES En febrero de 2024, se cumplieron 40 años de la principal tragedia industrial de Brasil: el incendio de Vila Socó, un barrio construido sobre pilotes, manglares y oleoductos en Cubatão. Se quemaron más de 400 chozas y se cree que el gobierno dictatorial de la época silenció la muerte de más de 500 personas. Los daños se extendieron a los innumerables animales que perecieron y a las más de 3.000 personas que se quedaron sin hogar. ¶ Este espectáculo site-specific del Coletivo 302 concluye la trilogía industrial
«Zanzalá» sobre tres barrios obreros de Cubatão, recorriendo con el público la zona afectada por el fuego. El itinerario también incluye la participación comunitaria -como en proyectos anteriores, el grupo compone su dramaturgia a partir de documentos y entrevistas con los habitantes, con el fin de contar la historia a través de sus voces-. En esta experiencia inmersiva, el registro de la memoria se combina con una exploración de los límites del teatro como herramienta de cambio social y reflexión crítica.
COLETIVO 302 ES UN GRUPO ARTÍSTICO Y DE INVESTIGACIÓN DE CUBATÃO, RECONOCIDO COMO PUNTO DE MEMORIA, PUNTO DE CULTURA Y UTILIDAD PÚBLICA MUNICIPAL. FUNDADO EN 2014, ES GANADOR DEL PREMIO SHELL DE TEATRO DE 2023 EN LA CATEGORÍA ENERGÍA QUE PROVIENE DE NOSOTROS. SU INVESTIGACIÓN DESTACA LA IMPORTANCIA DE LA MEMORIA, IDENTIDAD, PERTENENCIA Y ANCESTRALIDAD DE SU TERRITORIO Y LA BÚSQUEDA DE LA RESIGNIFICACIÓN DE SUS IMAGINARIOS.
DIREÇÃO E ENCENAÇÃO / DIRECCIÓN Y PUESTA EN ESCENA
Douglas Lima
DRAMATURGIA COLABORATIVA
Lucas Moura
Coletivo 302
DRAMATURGISMO
Sander Newton
DIREÇÃO E PRODUÇÃO MUSICAL / DIRECCIÓN Y PRODUCCIÓN MUSICAL
Marcozi Santos
PESQUISA E ATUAÇÃO / INVESTIGACIÓN Y ACTUACIÓN
Alisse Flora
Allana Santos
Douglas Lima
Lípari
Sander Newton
Sandy Andrade
ELENCO CONVIDADO / ELENCO INVITADO
Jùpïrã Transeunte
Lourimar Vieira
Lucas Pereira
Luiz Guilherme
Nicca Oliveira
Rafael Almeida
MÚSICOS
Ale de Oliveira
Cassio Peixoto
Marcozi Santos
Will
TÉCNICAS DE PALCO / TÉCNICAS DE ESCENARIO
Batman
Eduardo Canuto
Flavi Lima
Klebson Oliveira
Maysa Juvino
Nanyh Montingeli
PREPARAÇÃO VOCAL
E CANTO / PREPARACIÓN
VOCAL Y CANTO
Douglas Lima
ORIENTAÇÃO DE CANTO CORAL / ORIENTACIÓN DE CANTO CORAL
Nailse Machado
PREPARAÇÃO CORPORAL / PREPARACIÓN CORPORAL
Tay O'hanna
PREPARAÇÃO MUSICAL / PREPARACIÓN MUSICAL
Luiz Guilherme
Marcozi Santos
COMPOSIÇÃO / COMPOSICIÓN
Marcozi Santos
Sander Newton
Tay O’hanna
TÉCNICO DE SOM E LUZ / TÉCNICO DE SONIDO Y ILUMINACIÓN
Thiago Varela
TÉCNICA DE LUZ
Nanyh Montingeli
FIGURINO / VESTUARIO
Kadu Veríssimo
ASSISTENTE DE FIGURINO / ASISTENTE DE VESTUARIO
Sandy Andrade
COSTUREIRA / MODISTA
Amélia Maria
CENOGRAFIA / ESCENOGRAFÍA
Douglas Lima
DESENHO DE LUZ / DISEÑO DE ILUMINACIÓN
Juliana Sousa
Lípari
CENOTÉCNICO / TÉCNICO DE ESCENA
Buru
Josué Salvino
Mauro Fecco
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN
Alisse Flora
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Allana Santos
Maysa Juvino
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO / ASISTENTE DE PRODUCCIÓN
Julia Victor
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Sander Newton
Sandy Andrade COMUNICAÇÃO / COMUNICACIÓN
Allana Santos
DESIGNER / DISEÑADOR
Caíque Unger
FOTOS
Sander Newton
IDEALIZAÇÃO / CONCEPCIÓN
Coletivo 302
APOIO / APOYO
Galpão Cultural Cubatão
FOTOS
Sander Newton
FLORESTANIA ELIANA MONTEIRO
PT Deixar-se invadir pela floresta, lembrar-se de que a gente faz parte do todo. Esta é a proposta de Florestania, intervenção urbana criada pela encenadora, cenógrafa e performer Eliana Monteiro. O título pega emprestado o termo cunhado pelo cronista e poeta Antonio Alves para pensar a integração homem-natureza; a instalação propõe ao público, assim, uma experiência imersiva e política, fazendo irromper, no meio do fluxo urbano, um pouco de floresta. ¶ Apresentada em três pontos diferentes da capital tcheca na 15ª Quadrienal de Praga, em 2023, Florestania agora ocupa a área de convivência do Sesc Santos. Em sessões de quinze minutos, o público se acomoda em 13 redes: 12 delas feitas por mulheres de 4 etnias indígenas da Amazônia brasileira (Noke Ko’i, Honi Kuin, Kalapalo e Wairo), e a outra, por mulheres indígenas da Amazônia peruana. Deitadas, acolhidas pela textura e pelo cheiro da trama de fibra de buriti, as pessoas do público mergulham na floresta por
meio de uma faixa sonora que transmite, por fones de ouvido, os sons de um dia na mata. ¶ A instalação promove uma inversão no sentido habitual e trágico do desmatamento: nesta obra, é a floresta quem invade a cidade. A ideia surgiu em agosto de 2019, quando o céu de diversas cidades do país escureceu devido à fumaça das queimadas em áreas de floresta. A denúncia do descaso com o meio ambiente está presente também na escolha do número de redes: representa os 13.235km² da Amazônia brasileira que foram devastados durante 2021. ¶ Assim como Monteiro, que vem buscando se reconectar com sua origem indígena, com Florestania podemos refletir sobre uma nova relação com o ambiente. Trata-se também de uma convocação para repensar as relações que estamos construindo com o tempo e o espaço na contemporaneidade, distante da sabedoria dos povos originários, que nos indica a necessidade de desaceleração e decolonização.
ELIANA MONTEIRO É INDÍGENA EM CONTEXTO URBANO, ENCENADORA E PERFORMER. MESTRA EM ARTES CÊNICAS PELA USP, INTEGRA O TEATRO DA VERTIGEM DESDE 1998, NO QUAL DIRIGIU A ÚLTIMA PALAVRA É A PENÚLTIMA (2008 E 2014), MAUÍSMO, KASTELO, O FILHO E ENQUANTO ELA DORMIA, CODIRIGIU BOM RETIRO 958 METROS E AGROPEÇA, E AS ÓPERAS DIDO E ENÉAS, ORFEU E EURÍDICE E OS CAPULETOS E OS MONTÉQUIOS. INTEGROU A 11ª BERLIN BIENNALE COM MARCHA A RÉ E A 15ª QUADRIENAL DE PRAGA COM FLORESTANIA. GANHADORA DOS PRÊMIOS APCA E SHELL.
ES Dejarse invadir por la floresta, recordar que formamos parte del todo. Esta es la propuesta de Florestanía, una intervención urbana creada por la directora de escena, escenógrafa y performer Eliana Monteiro. El título toma prestado el término acuñado por el cronista y poeta Antonio Alves para pensar en la integración del hombre-naturaleza; la instalación propone al público, así, una experiencia inmersiva y política, haciendo irrumpir, en medio del flujo urbano, un poco de floresta. ¶ Presentada en tres puntos diferentes de la capital checa en la 15.ª Cuadrienal de Praga, en 2023, Florestanía ocupa ahora el espacio común del Sesc Santos. En sesiones de quince minutos, el público se acomoda en 13 hamacas: 12 de ellas hechas por mujeres de 4 etnias indígenas de la Amazonia brasileña (Noke Ko’i, Honi Kuin, Kalapalo y Wairo), y la otra, por mujeres indígenas de la Amazonía peruana. Acostadas, acogidas por la textura y el olor de la trama de fibra de burití, las personas del público se sumergen en la floresta a través de una
ELIANA MONTEIRO ES INDÍGENA EN UN CONTEXTO URBANO, DIRECTORA DE ESCENA Y PERFORMER. MÁSTER EN ARTES ESCÉNICAS POR LA USP, INTEGRA EL TEATRO DA VERTIGEM DESDE 1998, DONDE DIRIGIÓ A ÚLTIMA PALAVRA É A PENÚLTIMA (2008 Y 2014), MAUÍSMO, KASTELO, O FILHO Y ENQUANTO ELA DORMIA, CODIRIGIÓ BOM RETIRO 958 METROS Y AGROPEÇA, Y LAS ÓPERAS DIDO E ENÉAS, ORFEU E EURÍDICE Y OS CAPULETOS E OS MONTÉQUIOS. INTEGRÓ LA 11.ª BERLIN BIENNALE CON MARCHA A RÉ Y LA 15.ª CUADRIENAL DE PRAGA CON FLORESTANÍA. GANADORA DE LOS PREMIOS APCA Y SHELL. INSTALAÇÃO /
banda sonora que transmite, a través de auriculares, los sonidos de un día en el bosque. ¶ La instalación promueve una inversión en el sentido habitual y trágico de la deforestación: en esta obra, es la floresta la que invade la ciudad. La idea surgió en agosto de 2019, cuando los cielos de varias ciudades del país se oscurecieron debido al humo de los incendios forestales. La denuncia del abandono del medio ambiente también está presente en la elección del número de hamacas: representa los 13.235 km² de la Amazonia brasileña que fueron devastados durante 2021. ¶ Al igual que Monteiro, que ha intentado reconectarse con sus orígenes indígenas, con Florestanía podemos reflexionar sobre una nueva relación con el medio ambiente. Se trata también de una convocación para repensar las relaciones que estamos construyendo con el tiempo y el espacio en la contemporaneidad, alejados de la sabiduría de los pueblos originarios, lo que indica a nosotros la necesidad de desaceleración y decolonización.
ATIVIDADE / TRADUÇÃO
ATIVIDADE FORMATIVA TRADUÇÃO
5.9 A 3.11 10H30 ÀS / A 21H
SESC SANTOS | CONVIVÊNCIA
CONCEPÇÃO E DIREÇÃO ARTÍSTICA / CONCEPCIÓN Y DIRECCIÓN ARTÍSTICA
VÍDEO / VIDEO
COM / CON NOME COMPLETO
Eliana Monteiro
DRAMATURGISMO / DRAMATURGISMO
Bruna Menezes
Patrícia Montanari
0.9 DIA DA SEMANA / TRAD 00H ÀS / A 00H
COMPOSIÇÃO SONORA / COMPOSICIÓN SONORA
Emilie Becker
Gregorio Guirado
Kako Guirado
PROJETO CENOGRÁFICO / PROYECTO ESCENOGRÁFICO
Rafael Bicudo
PROJETO TÉCNICO / PROYECTO TÉCNICO
José Fernando
ILUMINAÇÃO / ILUMINACIÓN
Guilherme Bonfanti
ASSISTENTE DE ILUMINAÇÃO / ASISTENTE DE ILUMINACIÓN
Teo Possatii
Joy Ballard
DESIGN / DISEÑO
Allana Arroyo
Valter Ferrari
COORDENAÇÃO EDUCATIVO
E PROJETO ACESSIBILIDADE / COORDINACIÓN EDUCATIVO
Y PROYECTO DE ACCESIBILIDAD alingua
INTÉRPRETES DE LIBRAS
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CENOTECNIA / TÉCNICA ESCÉNICA
Katiana Aleixo
MONTAGEM / MONTAJE
Katiana Aleixo
Guira Bara
Ana Krein
Giulia Fontes Gadel
Laysa Elias
Paola Ribeiro
CONSULTORIA DE ACESSIBILIDADE / CONSULTORÍA DE ACCESIBILIDAD
Bruno Pankararu
Vitória Manoela Pankararu
SUPERVISÃO EDUCATIVO / SUPERVISIÓN EDUCATIVO
Luciano Favaro
EDUCATIVO
Carolina Camilo de Oliveira
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OFICINA DE CONFECÇÃO DE REDES POVO NOKE KO’I / TALLER DE CONFECCIÓN DE HAMACAS PUEBLO NOKE KO’I
Memi Noke Koi (articuladora)
Rave e Roni (anciãs / ancianas),
Gislana Vale
AUDIODESCRIÇÕES / AUDIODESCRIPCIONES alingua
Gislana Vale
GRAVAÇÃO, EDIÇÃO
E MIXAGEM / GRABACIÓN, EDICIÓN Y MEZCLA DE AUDIO
Estevão Lourenço Santos
Paola Verssuti Peixoto
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Leonardo Monteiro
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN
Léo Birche
Nome Completo Andiciis idunt ant doluptatium et la quae. Itatiis ipsandam il et pos del molupta a porunt. Hiliqui num consequi consedignam, con expliae riberfe rnatius, odis ut lias as moluptas dolupta pos doluptinum etur molorporro eaqui dipsus estotatatia simus si occab illabore eiur solupis ad qui te ma nis voluptibusa verum quostibusa volupta tquae
Vopa, Mema, Vari e Kai (apoio de articulação e participação / apoyo de articulación y participación)
Igor Souza
VÍDEO LIBRAS / VIDEO LENGUA
BRASILEÑA DE SEÑAS (LIBRAS)
AHU – Acessibilidade Humanista
FOTOS
Joy Ballard
ENCONTROS AO VIVO – EDGAR KANAYKÕ XAKRIABA E HELENA VIEIRA
ENCUENTROS EN VIVO – EDGAR KANAYKÕ XAKRIABA
Y HELENA VIEIRA
COM / CON
HELENA VIEIRA
12.9
QUINTA / JUEVES
11H ÀS / A 13H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Entrevistas realizadas pela jornalista Adriana Couto com duplas de artistas e pensadores convidados, alguns dos quais apresentam espetáculos no MIRADA. As conversas versam sobre sua trajetória e pensamento, colocando em perspectiva sua obra e perpassando os eixos do festival: Floresta, Sonho e Esperança. No dia 12/9, os convidados são Helena Viera e Edgar Kanaykõ Xakriaba.
ES Entrevistas realizadas por la periodista Adriana Couto a dúos de artistas y pensadores invitados, algunos de los cuales presentan espectáculos en el MIRADA. Las conversaciones se centran en su trayectoria y pensamiento, poniendo en perspectiva sus obras y abarcando los ejes del festival: Bosque, Sueño y Esperanza. El 12/9, los invitados son Helena Viera y Edgar Kanaykõ Xakriaba.
Adriana Couto é jornalista, apresentadora do programa Metrópolis / es periodista y presentadora del programa Metrópolis | Edgar Kanaykõ Xakriabá é fotógrafo do povo indígena Xakriabá e mestre em Antropologia Social (Visual) / es fotógrafo del pueblo indígena Xakriabá y magíster en Antropología Social (Visual) | Helena Vieira é pesquisadora, transfeminista e escritora / es investigadora, transfeminista y escritora
ENCONTROS AO VIVO – MARIANA DE ALTHAUS E TEUDA BARA
ENCUENTROS EN VIVO – MARIANA DE ALTHAUS Y TEUDA BARA
COM / CON
ADRIANA COUTO
MARIANA DE ALTHAUS
TEUDA BARA
8.9 DOMINGO
11H ÀS / A 13H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Entrevistas realizadas pela jornalista Adriana Couto com duplas de artistas e pensadores convidados, alguns dos quais apresentam espetáculos no MIRADA. As conversas versam sobre sua trajetória e pensamento, colocando em perspectiva sua obra e perpassando os eixos do festival: Floresta, Sonho e Esperança. No dia 8/9, as convidadas são Teuda Bara (Cabaré Coragem) e Mariana de Althaus (Quemar el Bosque Contigo Adentro e La Vida en Otros Planetas).
ES Entrevistas realizadas por la periodista Adriana Couto a dúos de artistas y pensadores invitados, algunos de los cuales presentan espectáculos en el MIRADA. Las conversaciones se centran en su trayectoria y pensamiento, poniendo en perspectiva sus obras y abarcando los ejes del festival: Bosque, Sueño y Esperanza. El 8/9, los invitados son Mariana de Althaus (Quemar el Bosque Contigo Adentro y La Vida en Otros Planetas ) y Teuda Bara (Cabaré Coragem).
Adriana Couto é jornalista, apresentadora do programa Metrópolis / periodista y presentadora del programa Metrópolis | Mariana de Althaus é dramaturga, diretora e professora de teatro / es dramaturga, directora y profesora de teatro | Teuda Bara é atriz e uma das fundadoras do Grupo Galpão / es actriz y una de las fundadoras del Grupo Galpão
OFICINA / TALLER
ENCONTROS DE CRIAÇÃO –
LUCELIA SERGIO E ONISAJÉ
ENCUENTROS DE CREACIÓN LUCELIA SERGIO Y ONISAJÉ
COM / CON LUCELIA SERGIO ONISAJÉ
9 A / AL 11.9
SEGUNDA A QUARTA / LUNES A MIÉRCOLES
14H ÀS / A 17H
SESC SANTOS | SALA 32
PT Durante estes encontros, as pesquisadoras - oriundas da Bahia e de São Paulo - vão explorar propostas práticas de criação cênica a partir do corpo filosófico e performático das sabedorias culturais de terreiros e de técnicas contemporâneas do Teatro Negro. A ideia é proporcionar para artistas de teatro uma imersão e, desse modo, despertar o estado de criação e autoralidade em seus participantes.
ES Durante estos encuentros, las investigadoras –de Bahía y São Paulo– explorarán propuestas prácticas de creación escénica a partir del cuerpo filosófico y performático de las sabidurías culturales de los terreiros (lugares de culto en las religiones afrobrasileñas) y de técnicas contemporáneas del Teatro Negro. La idea es proporcionar a artistas de teatro una inmersión y, de esta manera, despertar el estado de creación y autoralidad en sus participantes.
Lucelia Sergio é atriz, diretora e arte-educadora, cofundadora da Cia Os Crespos / es actriz, directora y arte-educadora, cofundadora de la Cia Os Crespos | Onisajé é diretora teatral, dramaturga, preparadora e formadora de atuantes / es directora teatral, dramaturga, preparadora y formadora de actores
LABORATÓRIO / LABORATORIO
ENCONTROS DE LONGA DURAÇÃO –
POVOAR-MIRAÇÃO:
FAZER DANÇAR
AS IMAGENS
ENCUENTROS DE LARGA DURACIÓN – POBLAR-MIRACIÓN: HACER BAILAR LAS
IMÁGENES
COM / CON
EDGARD KANAYKÕ
XAKRIABÁ
IDYLLA SILMAROVI
7 A / AL 13.9
SÁBADO A SEXTA / SÁBADO A VIERNES
14H ÀS / A 17H
SESC SANTOS | ETA
PT Esta vivência audiovisual e performativa propõe a criação de um coletivo autônomo temporário para ocupar o festival, tendo como disparador conceitual reflexões em torno da imagem e seus suportes. Os artistas partem do conceito de imagem na visão de muitos povos indígenas, como algo além do que a sociedade enxerga, e também ligado à ideia de espírito.
ES Esta vivencia audiovisual y performativa propone la creación de un colectivo autónomo temporal para ocupar el festival, teniendo como disparador conceptual reflexiones en torno a la imagen y sus soportes. Los artistas parten del concepto de “imagen” en la visión de muchos pueblos indígenas, como algo más allá de lo que ve la sociedad, y también vinculado a la idea de espíritu.
Edgar Kanaykõ Xakriabá é fotógrafo do povo indígena Xakriabá e mestre em Antropologia Social (Visual) / es fotógrafo del pueblo indígena Xakriabá y magíster en Antropología Social (Visual) | Idylla Silmarovi é artista da cena e pesquisa a relação da arte com lutas feministas e LGBTQIA+ racializadas / es artista escénica e investiga la relación del arte con las luchas feministas y LGBTI racializadas
RODA DE CONVERSA / RONDA DE CONVERSACIÓN
ENCONTROS PARA O FUTURO
ENCUENTROS PARA EL FUTURO
COM / CON
FRANCY BANIWA
HANNA LIMULJA
JOÃO TURCHI
PAULA AROS GHO
MEDIAÇÃO / MEDIACIÓN
CRISTINA MOURA
MÁRCIO ABREU
11.9
QUARTA / MIÉRCOLES
11H ÀS / A 13H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Roda de conversa entre artistas, pensadores e fazedores de arte, na qual o público é convidado a se sentar e interagir com o debate. A proposta do encontro é articular proposições para o futuro a partir das práticas criativas, pensamentos e ações do grupo de convidados. Além disso, o espaço pretende propiciar um exercício de escuta e compartilhamento.
ES Ronda de conversación entre artistas, pensadores y hacedores de arte, en el que se invita al público a sentarse e interactuar con el debate. La propuesta del encuentro es articular proposiciones para el futuro a partir de las prácticas creativas, pensamientos y acciones del grupo de invitados. Además, el espacio pretende ofrecer un ejercicio de escucha y de intercambio.
Cristina Moura é diretora teatral, coreógrafa, intérprete e preparadora de elenco / es directora teatral, coreógrafa, intérprete y preparadora de elencos | Francy Baniwa é mulher indígena, antropóloga, fotógrafa, escritora e pesquisadora do povo Baniwa / es mujer indígena, antropóloga, fotógrafa, escritora e investigadora del pueblo Baniwa | Hanna Limulja é mestre e doutora em Antropologia Social e trabalha com os Yanomami desde 2008 / es máster y doctora en Antropología Social y trabaja con los Yanomami desde 2008 | João Turchi é escritor e dramaturgo, diretor de Poperópera Transatlântica / es escritor y dramaturgo, director de Poperópera Transatlántica | Marcio Abreu é artista, diretor e dramaturgo, criador da companhia brasileira de teatro / es artista, director y dramaturgo, creador de la companhia brasileira de teatro | Maurício Lima é ator e performer / es actor y performer | Paula Aros Gho é artista cênica, diretora da Escola de Teatro da Universidad Mayor, no Chile, e do espetáculo Granada / es artista escénica y directora de la Escuela de Teatro en la Universidad Mayor, en Chile, y del espectáculo Granada
LIVROS E PUBLICAÇÕES / LIBROS Y PUBLICACIONES
LANÇAMENTO DO LIVRO
OS SATYROS: TEATRICIDADESEXPERIMENTALISMO, ARTE E POLÍTICA
LANZAMIENTO DEL LIBRO OS SATYROS: TEATRICIDADESEXPERIMENTALISMO, ARTE E POLÍTICA
COM / CON
IVAM CABRAL
MARCIO AQUILES
MEDIAÇÃO / MEDIACIÓN
SILAS MARTÍ
14.9 SÁBADO
15H ÀS / A 17H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Lançamento do livro Os Satyros: Teatricidades - Experimentalismo, Arte e Política, coletânea de artigos de pesquisadores e jornalistas sobre a trajetória e os impactos artísticos, pedagógicos, urbanísticos e sociais da atuação do grupo paulistano. O evento será acompanhado de conversa com o diretor Ivam Cabral, d’Os Satyros, e Marcio Aquiles, organizador da publicação.
ES Lanzamiento del libro Os Satyros: Teatricidades - Experimentalismo, Arte e Política, una recopilación de artículos de investigadores y periodistas sobre la trayectoria y los impactos artísticos, pedagógicos, urbanísticos y sociales de la actuación del grupo paulistano. El evento estará acompañado de un conversatorio con el director Ivam Cabral, de Os Satyros, y Marcio Aquiles, organizador de la publicación.
Ivam Cabral é ator, diretor e dramaturgo, fundador do grupo Os Satyros / es actor, director y dramaturgo, fundador del grupo Os Satyros | Marcio Aquiles é escritor, dramaturgo, crítico literário e teatral / es escritor, dramaturgo, crítico literario y teatral | Silas Martí é jornalista, crítico de arte e editor do núcleo de Cultura da Folha de S.Paulo / es periodista, crítico de arte y editor del área de Cultura del Folha de S.Paulo
LOS MIRLOS
90’ SEXTA / VIERNES
SESC SANTOS | AUDITÓRIO 6.9 LOCAL
PERU / PERÚ
PT Conhecida por fundir os sons tradicionais da cúmbia com elementos da música psicodélica, a banda peruana apresenta um show repleto de composições que vão do tropical ao contemporâneo, com sucessos como La Danza de los Mirlos, canção que se tornou
uma espécie de hino do gênero musical. Formado na década de 1970 em Moyobamba (Peru), o grupo é considerado um dos precursores da cúmbia amazônica e já passou por uma série de formações ao longo dos anos, sem perder seu estilo original.
LOS MIRLOS É UMA BANDA DE CÚMBIA PSICODÉLICA PERUANA FORMADA NOS ANOS 1970 EM MOYOBAMBA. EM SEUS MAIS DE 50 ANOS DE CARREIRA, O GRUPO LANÇOU DIVERSOS SINGLES E ÁLBUNS, COMO LOS CHARAPAS DE ORO, QUE SE TORNARAM SUCESSOS NA AMÉRICA LATINA E AO REDOR DO MUNDO. RECONHECIDOS COMO REFERÊNCIAS DO GÊNERO TROPICAL AMAZÔNICO, COMBINAM O TRADICIONAL E O CONTEMPORÂNEO EM SUAS COMPOSIÇÕES.
ES Conocida por fusionar los sonidos tradicionales de la cumbia con elementos de la música psicodélica, la banda peruana presenta un espectáculo lleno de composiciones que van desde lo tropical hasta lo contemporáneo, con éxitos como La Danza de los Mirlos , canción que se ha convertido en una
especie de himno del género musical. Formado en la década de 1970 en Moyobamba (Perú), el grupo es considerado uno de los precursores de la cumbia amazónica y ha pasado por una serie de formaciones a lo largo de los años, sin perder su estilo original.
LOS MIRLOS ES UNA BANDA DE CUMBIA PSICODÉLICA PERUANA FORMADA EN LOS AÑOS 1970 EN MOYOBAMBA. EN SUS MÁS DE 50 AÑOS DE CARRERA, EL GRUPO LANZÓ DIVERSOS SENCILLOS Y ÁLBUMES, COMO LOS CHARAPAS DE ORO, QUE SE CONVIRTIERON EN ÉXITOS EN AMÉRICA LATINA Y ALREDEDOR DEL MUNDO. RECONOCIDOS COMO REFERENTES DEL GÉNERO TROPICAL AMAZÓNICO, COMBINAN LO TRADICIONAL Y LO CONTEMPORÁNEO EN SUS COMPOSICIONES.
LOS MIRLOS
Jorge Rodríguez Grández (direção e vocal / dirección y vocal)
Danny Jhonston López (guitarra)
Jorge Luis Rodríguez (guitarra e / y teclado)
Dennis Grover Sandoval Torres (baixo / bajo)
Junior Anthony Carrillo (vocal)
Carlos Rengifo Rodríguez (congas e bongôs / tumbadoras y bongó)
Genderson Vargas (timbales e bateria / timbales y batería)
PRODUTOR TÉCNICO / PRODUCTOR TÉCNICO
Wilder Llalleri
TÉCNICA
Javier Rodríguez
Luiggi Jackson Gomero
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Hernan Halak
Nina Souza
Felipe Gonzalez
PRODUÇÃO EXECUTIVA NO BRASIL / PRODUCCIÓN EJECUTIVA EN BRASIL
Difusa Fronteira
Mundo Giras
FOTOS
Claudia Córdova Zignago
ESPERANÇA / ESPERANZA
ADMITIR QUE, SIM, SOMOS UMA GRANDE MINA DE HISTÓRIAS
POR GABRIELA WIENER | NASCIDA EM LIMA, NO PERU, É ESCRITORA, POETA, JORNALISTA E ENSAÍSTA, SENDO CONSIDERADA UM DOS GRANDES NOMES DA ATUAL PRODUÇÃO LATINO-AMERICANA. É AUTORA DE DIVERSOS LIVROS, DENTRE ELES SEXOGRAFÍAS, NUEVE LUNAS E EXPLORAÇÃO, PUBLICADO NO BRASIL. VIVE NA ESPANHA.
PT Admitir que, sim, este país é uma mina de histórias, uma reserva inesgotável, um manancial, uma fonte que nos tortura e envergonha. Entender que, não, não existe outro assunto, que é o único e inevitável assunto, que somos, mesmo que isso nos pese e nos machuque, parte do problema. Lembrar-se da primeira cena teatral da nossa vida: Túpac Amaru sendo desmembrado por quatro cavalos espanhóis correndo em direções opostas até romper a esperança. Lembrar-se da segunda cena: um menino indígena chamado Paco Yunque humilhado na sala de aula pelo filho do dono da casa que sua mãe limpa.
Aprender desde muito pequenas e pequenos que o teatro é a memória da nossa tragédia, que em cada espetáculo escavamos a injustiça, o golpe, a ferida. Que, ao vivermos outras vidas, procuramos a cabeça, o tronco, as pernas da nossa identidade roubada.
Acreditar seriamente que os testemunhos recolhidos no relatório da Comissão de Verdade e Reconciliação do Peru são os textos mais importantes da nossa história, apertando os nossos corações. Contar 20 anos de violência interna, contar 70 mil mortos. Nem morrendo, como diz Mamá Angélica - mulher camponesa que percorreu o mundo de cima a baixo em busca de seu filho Arquímedes, desaparecido na repressão militar -, nem morrendo poderemos esquecer.
“Fazer teatro no Peru é maternar uma história esquecida, amamentar um fantasma, não abandoná-lo nunca”
Renomear as vítimas como justiceiras, detectar os ciclos infinitos da guerra infinita, encontrar sentido no mito andino de Agapito dançando como um pião até espantar a morte. Nunca deixar de pensar nesse desenraizamento, no que nos fez nos movimentarmos, escolher esta profunda inquietação que é migrar. E perder, sempre perder. E conservar um pouco da luz entre as mãos doces de nossas avós. Escrever para Mamá Angélica, como fez Oscar Colchado em Rosa Cuchillo, a personagem de ficção que continha todas as mães mutiladas de seus filhos neste continente, que não se cansaram de procurá-los nos desertos mais terríveis para lhes dar sepultura. Encarná-la como Ana Correa antes, como Flor León agora. Não viver surpreso com o fato de termos uma cidade cujo nome significa “recanto dos mortos”, Ayacucho: quantas canções tristes em seus milhões de igrejas onde nos despedimos da esperança e a acolhemos de volta. Romper as amarras que, quinhentos anos depois, nos atam aos quatro cavalos do poderoso. Reunir os nossos pedaços ali em cima, sobre quatro tábuas, sozinhas, com todes, como se procurassem ossos ou constelações de estrelas. Vir de baixo. Refletir o mundo na água dos nossos olhos, na sala de aula da última escolinha rural, numa casa bombardeada, num estádio cheio de torturados e mortos secretos.
Estar pensando, estar lembrando. É isso que significa Yuyachkani. Por mais de cinco décadas, nossos mestres do teatro acompanhando todas as dores, todos os caminhos, com o único teatro ético possível: o crítico, aquele que nos faz sonhar com isso, com um dia, com o sempre, com o nunca.
Lembrar-se, como aprendemos em um teatro, de outra cena: uma mulher jovem e bonita, Eyvi Agreda, queimada viva pelo homem que não podia tê-la. Lembrar novamente como a Repsol derramou petróleo sobre as asas das aves que às vezes vemos voar pelo céu de Lima. Raciocinar: como o corpo de uma mulher é tão parecido com o território arrasado pela impunidade e pelo fogo. A todo esse tremor compartilhado, Mariana de Althaus dá o título perfeito “Quemar el bosque contigo adentro” [Queimar a floresta com você dentro]. Conectar realidades, desafiá-las com raiva e humor visceral, performar como faz Liliana Albornoz Muñoz a eterna contradição para nos aproximarmos, nos compreendermos, nos perdoarmos; ou, como Marisol Palacios e Cristina Velarde, retratar a esperança ou a longa espera de um filho país pela atenção de um pai capitão Estado irresponsável e abandonador nesta família desfeita, náufraga, que somos todos nós.
Finalmente, considerar por que estamos aqui, porque fazer teatro no Peru é maternar uma história esquecida, amamentar um fantasma, não abandoná-lo nunca.
ADMITIR QUE SÍ SOMOS UNA GRAN CANTERA DE HISTORIAS
POR GABRIELA WIENER | NACIDA EN LIMA, PERÚ, ES ESCRITORA, POETA, PERIODISTA Y ENSAYISTA, Y ES CONSIDERADA UNO DE LOS GRANDES NOMBRES DE LA PRODUCCIÓN LATINOAMERICANA ACTUAL. ES AUTORA DE VARIOS LIBROS, ENTRE ELLOS SEXOGRAFÍAS, NUEVE LUNAS Y EXPLORAÇÃO, PUBLICADOS EN BRASIL. VIVE EN ESPAÑA.
ES Admitir que sí, que este país es una cantera de historias, una reserva inagotable, una mina, una fuente que nos tortura y avergüenza. Entender que no, que no hay otro tema, que es el único e inevitable tema, que somos, aunque nos pese y arda, parte del problema.
Recordar la primera escena teatral de nuestra vida: Túpac Amaru siendo descuartizado por cuatro caballos españoles corriendo en sentidos contrarios hasta quebrar la esperanza. Recordar la segunda escena: un niño indígena llamado Paco Yunque humillado en el salón de clase por el hijo del patrón de la casa en la que limpia su madre.
Aprender de muy niñas y niños que el teatro es la memoria de nuestra tragedia, que en cada representación horadamos la injusticia, el golpe, la herida. Que haciendo de otras vidas buscamos la cabeza, el tronco, las piernas de nuestra identidad arrebatada.
Creer seriamente que los testimonios recogidos en el informe de la Comisión de la Verdad y Reconciliación del Perú son los textos más importantes de nuestra historia acorralando nuestros corazones. Contar veinte años de violencia interna, contar setenta mil muertos. Ni muriendo, como dice Mamá Angélica -mujer campesina que ha recorrido el mundo de arriba y el mundo de abajo buscando a su hijo Arquímedes, desaparecido por la represión militar- ni muriendo, podremos olvidar.
“Hacer teatro en el Perú es maternar una historia olvidada, amamantar un fantasma, no abandonarlo nunca”
Renombrar a las víctimas como justicieras, detectar los ciclos infinitos de la guerra infinita, encontrar el sentido en el mito andino de Agapito bailando como un trompo hasta espantar la muerte. No dejar nunca de pensar en este desarraigo, en lo que nos hizo movernos, elegir este hondo desasosiego que es migrar. Y perder, siempre perder. Y conservar algo de la luz entre las manos dulceras de nuestras abuelas. Escribir a Mamá Angélica, como hizo Oscar Colchado en Rosa Cuchillo, ese personaje de ficción que contenía a todas las madres mutiladas de sus hijos en este continente, que no se cansaron de buscarlos por los más terribles desiertos para darles sepultura. Encarnarla como antes Ana Correa, como ahora Flor León. No vivir sorprendido de que tengamos una ciudad cuyo nombre significa rincón de los muertos, Ayacucho: Cuántas canciones tristes en sus millones de iglesias donde despedimos y volvimos a dar bienvenida a la esperanza. Romper las amarras que nos atan quinientos años después a los cuatro caballos del poderoso. Juntar nuestros pedazos ahí arriba, sobre cuatro tablas, solas, con todes, como se buscan huesos o constelaciones de estrellas. Venir de abajo. Reflejar el mundo en el agua de nuestros ojos, en el salón de clases de la última escuelita rural, en una casa bombardeada, en un estadio lleno de torturados y muertos secretos.
Estar pensando, estar recordando. Eso significa Yuyachkani. Más de cinco décadas nuestros maestros teatreros acompañando todos los dolores, todos los caminos, con el único teatro ético posible: el crítico, el que nos hace soñar con eso, con algún día, con el siempre, con el nunca.
Recordar, como aprendimos en un teatro, otra escena: A una mujer joven y hermosa, A Eyvi Agreda, quemada viva por el hombre que no podía tenerla. Recordar otra vez cómo Repsol vertió el petróleo sobre las alas de las aves que a veces vemos volar por el cielo de Lima. Razonar: cómo el cuerpo de una mujer se parece tanto al territorio arrasado por la impunidad y el fuego. A todo ese estremecimiento compartido Mariana de Althaus le pone el título perfecto “Quemar el bosque contigo adentro”. Conectar realidades, interpelarlas con rabia y humor visceral, performar como hace Liliana Albornoz Muñoz la eterna contradicción para acercarnos, comprendernos, perdonarnos; o, como Marisol Palacios y Cristina Velarde, retratar la esperanza o la larga espera de un hijo país por la atención de un padre capitán Estado irresponsable y abandonador en esta familia rota, náufraga, que somos todos nosotros.
Finalmente sopesar por qué estamos aquí, porque hacer teatro en el Perú es maternar una historia olvidada, amamantar un fantasma, no abandonarlo nunca.
DANÇANDO NA ÁGUA DAS ESPERANÇAS
POR ANA MUMBUCA | QUILOMBOLA DO QUILOMBO MUMBUCA JALAPÃO, NO TOCANTINS, ANA CLÁUDIA MATOS ASSINA COM SEU PSEUDÔNIMO ANA MUMBUCA. É GRADUADA EM SERVIÇO SOCIAL, MESTRE EM DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL E DOUTORANDA EM DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA PELA
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. É LÍDER E DEFENSORA DA EXISTÊNCIA POÉTICA.
PT
Mergulho nos rios...
A vida se move... Como se movem as águas de um rio... Elas não ficam paradas... Cada vida é o próprio rio. Eu rio. Nós rimos. Rios de muitas águas dançantes e imparáveis.
A escrita chega para mim após as muitas vivências trajetoriais “no e do mundo quilombo”, espaço cheio de sons, cheiros, olhares, escutas, falas, cantos e mistérios imaginários pairando no estado de existência poética. Não há palavras, fotos, vídeos, filmes, novelas, artigos que consigam descrever a materialidade de tal estado. Pertenço ao povo que vive o orgasmar da vida. Encontrei na poesia uma forma de melhor expressar a nossa.
Existência poética
Vidas poemadas. Poemas são sopros existenciais.
Existe vida que dança. Na dança da vida. Como pássaros voantes caminho para os altos Como raiz das sementes do Cerrado mergulho profundo no chão. Somos a existência infinita da passagem por aqui Sou quem sabe amarrar e soltar Apropriada de nós Gozando com a dor e na dor
Sou um pedacinho de muitos
Sou quem caminha e vira o caminho
Eu sou pelo que fomos
Para além do que fizeram com nós
O mundo quilombo é um lugar para ser sentido, cheirado, saboreado, percebido pelo olhar da alma. É por pertencer a esse mundo, oxigenar e ser oxigenada por ele, que me dói o coração deparar com o não mundo quilombo. Sou Ana Mumbuca, sou uma mulher jalapoeira, quilombola do Jalapão, no Tocantins, pertenço a um pedaço de chão cercado de rios e serras. Compartilho escritas sob uma perspectiva contracolonialista, percepções e reflexões das experiências de defesa do território cosmológico e ancestral do meu povo.
Quando começo a escrever, as muitas vivências flutuam e passam a disputar os meus pensamentos através das lembranças, anotações e gravações e da tentativa de não atrofiar o meu mundo a partir das reduções que naturalmente a escrita não consegue abarcar.
No ano de 2012, fui pela primeira vez morar fora do Território do Jalapão. Tinha tirado uma boa nota no Enem. Saindo do meu lugar no mundo, onde conheci, apenas em 2000, energia elétrica, televisão. Tudo que não tinha no meu quilombo, eu ainda estava descobrindo. Sabia que viveria diversas descobertas, estava adentrando outro mundo. Na primeira semana, na aula da disciplina de Legislação e Direitos Sociais, um fato marcou minha trajetória na academia. O tema da aula era sobre os tipos de políticas públicas: redistributiva, distributiva e regulatória. Usavam como um dos exemplos o Robin Hood e falavam com tanta naturalidade desse personagem que até aquele momento eu não conhecia. Tive a coragem de perguntar: Quem é Robin Hood, professora? De repente, todos os colegas voltaram os olhares para mim. A professora olhou para mim e disse em alto som: Qual é o seu nome? Respondi bem baixinho, com a voz quase sem conseguir sair, Ana. Ela me disse: Em que mundo você estava, Ana, que não sabe quem é o Robin Hood? Naquele momento, me senti tão inferior a ponto de não ser digna de estar ali. Observei os olhares dos meus colegas, as gargalhadas e chacotas e zombaria.
Então lembrei-me das palavras da minha mãe: Lelê, você sai do Mumbuca, mas leve o Mumbuca, o seu povo, para onde você for. O quilombo estava comigo e eu não poderia me envergonhar do meu mundo. Perguntei à professora se eu poderia ficar à frente para responder-lhe, ela consentiu. Fui até a mesa olhando firme. Apresentei o mundo onde eu estava até então, o mundo quilombo, ninguém sabia que tinha uma quilombola entre eles. Iniciei a minha fala fazendo três perguntas para a professora.
– Professora, a senhora sabe plantar mandioca?
Ela respondeu: Não.
– Professora, a senhora sabe qual é a melhor fase da lua para cortar a palha de piaçava, para fazer e cobrir uma casa?
– Ela disse: Não.
– Professora, a senhora sabe tirar leite de uma vaca ou leite de buritirana?
Ela disse: Não.
Eu disse: Professora, eu sou do mundo em que desde muito cedo somos ensinados a providenciar o nosso próprio sustento. Eu sou a fazedora da minha casa. Eu estou aqui, sou a primeira do meu lugar a fazer um curso superior, e terei o prazer de compartilhar os saberes do meu quilombo com vocês. Agora preciso saber quem é Robin Hood, pois lá eu nunca ouvi falar dele.
“Ser pobre significa, para mim, depender daquilo que você não sabe fazer para viver”
Com a minha exposição aconteceu um silêncio na sala, e a professora se levantou, agora em um tom gentil, e envergonhada: Desculpe-me pela pergunta, é claro que você estava no mesmo mundo que todos nós, obtendo conhecimentos que eu não tenho. E assim ela me apresentou quem era o tal Robin Hood. E, a partir daquela data, por entender que o ato de eu não saber do mundo de fora do quilombo poderia ser motivo de ridículo, passei a me esforçar de forma multiplicada. Mas sempre mostrando a eles o quilombo em que vivo e quem sou, superando o estigma de quilombolas como descendentes de escravos, como sinônimo de “pobreza”, “sofrimentos”, por não conhecer quem era esse personagem mítico inglês. Iniciei lidando com um enfrentamento e a afirmação de que os conhecimentos do meu mundo têm valor e ser pobre significa, para mim, depender daquilo que você não sabe fazer para viver.
O JALAPÃO
O Jalapão tem lugares lindos, com palavras eu não consigo expressar, só vendo para você acreditar. O Jalapão tem os mistérios do seu povo, cachoeiras, serras, lagos, dunas, muitas águas cristalinas e peixes a nadar, a fauna e flora fazem nosso lindo lugar. O Jalapão tem: fervedouros que você vai se encantar! ao visitar, não tenha medo de entrar. O que vai acontecer? você vai simplesmente flutuar.
O Jalapão tem algo que eu não posso deixar de falar: o lindo capimdourado, que estamos lutando para preservar, colhemos na época certa e deixamos a semente no seu lugar, e assim o lindo capimdourado continua a brilhar.
Na forma com que o nosso mundo cosmológico constitui a nossa realidade, escrever passa a fazer parte da fixação do nosso existir no papel, o que difere é que o ato de escrever não é simultâneo ao ato de pensar. É como se o pensar fosse a paisagem e escrever, as linhas que delimitam a paisagem. Por isso eles não devem ser simultâneos, pois é difícil delimitar aquilo que nasceu para não ser limitado, mas sentido de forma profunda.
Das belezuras da natureza... O fazer com as mãos... O brilho espalhado...
A colheita do chão...
O Cerrado...
Nós, povos contracoloniais, jamais vamos entender como existe uma civilização predatória de si mesma, que faz juízo de valores e toma decisões sobre outras vidas. Um povo perdido na autoembriaguez do poder, insone, acreditante em um acordo social da estupidez do “dinheiro”, que mata por um lugar individualista no topo de um mundo fictício.
Por isso, proponho dançar na água das esperanças, um convite contínuo a um viver contracolonial e confluente. É necessário ter atitude em movimento, prática afetiva e efetiva, de rompimento e fortalecimento das ancestralidades. Nós afirmamos que não somos humanos, porque negamos a racionalidade civilizatória que produz realidades mortíferas. Estamos com tempo curto para tomar uma decisão e nos comprometermos em tecer um viver inspirado nos povos das circularidades.
BAILANDO EN EL AGUA DE LAS ESPERANZAS
POR ANA MUMBUCA | QUILOMBOLA DEL QUILOMBO MUMBUCA JALAPÃO, EN TOCANTINS, ANA CLÁUDIA MATOS FIRMA COM EL SEUDÓNIMO ANA MUMBUCA. ES LICENCIADA EN TRABAJO SOCIAL, CON MAESTRÍA EN DESARROLLO SOSTENIBLE Y DOCTORANDA EN DERECHOS HUMANOS Y CIUDADANÍA POR LA UNIVERSIDAD DE BRASILIA. ES LIDERESA Y DEFENSORA DE LA EXISTENCIA POÉTICA.
ES
Buceo en los ríos...
La vida se mueve...
Como se mueven las aguas de un río...
Ellas no se quedan quietas... Cada vida es el propio río. Me río. Nos reímos. Ríos de muchas aguas danzantes e imparables.
La escritura llega hacia mí después de muchas vivencias trayectoriales “en el y del mundo quilombo”, espacio lleno de sonidos, olores, miradas, escuchas, charlas, cantos y misterios imaginarios que flotan en el estado de existencia poética. No hay palabras, fotos, videos, películas, telenovelas, artículos que logren describir la materialidad de tal estado. Pertenezco al pueblo que vive el orgasmar de la vida. Encontré en la poesía una mejor manera de expresar la nuestra.
Existencia poética
Vidas poemadas. Poemas son alientos existenciales.
Existe vida que baila. En la danza de la vida. Como pájaros volantes camino a las alturas Como raíz de las semillas del Cerrado buceo profundo en el suelo. Somos la existencia infinita del paso por aquí Soy quien sabe amarrar y soltar
Apropiada de nosotros Gozando con el dolor y en el dolor
Soy un pedacito de muchos Soy quien camina y gira el camino Yo soy por lo que fuimos
Más allá de lo que hicieron con nosotros
El mundo quilombo es un lugar para ser sentido, olido, saboreado, percibido a través de la mirada del alma. Es por pertenecer a este mundo, oxigenar y oxigenarme por él, que me duele el corazón encontrarme con el no-mundo quilombo. Soy Ana Mumbuca, soy una mujer jalapoeira, quilombola de Jalapão, en Tocantins, pertenezco a un pedazo de suelo rodeado de ríos y sierras. Comparto escritos desde una perspectiva contracolonialista, percepciones y reflexiones sobre las experiencias de defensa del territorio cosmológico y ancestral de mi pueblo.
Cuando empiezo a escribir, las muchas vivencias fluctúan y pasan a disputar mis pensamientos a través de recuerdos, anotaciones y grabaciones y del intento de no atrofiar mi mundo a partir de las reducciones que naturalmente la escritura no puede abarcar.
En el año 2012, fui a vivir fuera del Territorio del Jalapão por primera vez. Obtuve una buena calificación en el Enem (examen de admisión para ingreso a universidades en Brasil). Dejando mi lugar en el mundo, donde conocí, recién en el año 2000, la electricidad y la televisión. Todo lo que no había en mi quilombo, yo todavía lo estaba descubriendo. Sabía que viviría diversos descubrimientos, estaba adentrándome en otro mundo. En la primera semana, en la clase de Legislación y Derechos Sociales, un hecho marcó mi trayectoria en la academia. El tema de la clase fue sobre los tipos de políticas públicas: redistributivas, distributivas y regulatorias. Usaban a Robin Hood como uno de los ejemplos y hablaban con tanta naturalidad de este personaje que hasta ese momento no lo conocía. Tuve el coraje de preguntar: ¿Quién es Robin Hood, profesora? De repente, todos mis compañeros volvieron sus ojos hacia mí. La profesora me miró y dijo en voz alta: ¿Cómo te llamas? Respondí muy bajito, con la voz casi sin poder salir, Ana. Ella me dijo: ¿En qué mundo estabas, Ana, que no sabes quién es Robin Hood? En ese momento, me sentí tan inferior al punto de no ser digna de estar allí. Observé las miradas de mis compañeros
de clase, las carcajadas y las chacotas y burlas. Entonces recordé las palabras de mi madre: Lelê, sales del Mumbuca, pero lleva a Mumbuca, a tu gente, a donde sea que vayas. El quilombo estaba conmigo y yo no iba a avergonzarme de mi mundo. Le pregunté a la profesora si yo podría pararme al frente para responderle, ella autorizó. Me acerqué a la mesa mirando firme. Presenté el mundo donde estaba hasta entonces, el mundo quilombo, nadie sabía que había una quilombola entre ellos. Comencé mi discurso haciéndole tres preguntas a la profesora.
– Profesora, ¿usted sabe plantar yuca?
Ella respondió: No.
– Profesora, ¿usted sabe cuál es la mejor fase de la luna para cortar la paja de piasava para hacer y cubrir una casa?
Ella dijo: No.
– Profesora, ¿usted sabe ordeñar una vaca o sacar leche de aguajillo?
Ella dijo: No.
Yo le dije: Profesora, yo vengo del mundo donde desde muy temprana edad se nos enseña a proveernos de nuestro propio sustento. Yo soy la hacedora de mi casa. Yo estoy aquí, soy la primera de mi lugar en realizar una carrera universitaria, y será un placer compartir con ustedes los saberes de mi quilombo. Ahora necesito saber quién es Robin Hood, porque allá nunca he oído hablar de él.
“Ser pobre significa, para mí, depender de lo que no sabes hacer para vivir”
Con mi presentación ocurrió un silencio en el aula, y la profesora se puso de pie, ahora en un tono gentil y avergonzado: Perdón por la pregunta, está claro que estabas en el mismo mundo que todos nosotros, adquiriendo conocimientos que yo no tengo. Y entonces ella me presentó quién era ese Robin Hood. Y, a partir de esa fecha, porque entendí que el hecho de no saber del mundo fuera del quilombo podía ser motivo de burla, comencé a esforzarme de manera multiplicada. Pero siempre mostrándoles el quilombo en el que vivo y quién soy, superando el estigma de los quilombolas como descendientes de esclavos, como sinónimo de “pobreza”, “sufrimientos”, de no conocer quién era ese mítico personaje inglés. Empecé lidiando con un enfrentamiento y la afirmación de que los conocimientos de mi mundo tienen valor y ser pobre significa, para mí, depender de lo que no sabes hacer para vivir.
EL JALAPÃO
Jalapão tiene lugares lindos, con palabras yo no puedo expresarlo, solo viendo para que lo creas. Jalapão tiene los misterios de su gente, cascadas, sierras, lagos, dunas, muchas aguas cristalinas y peces a nadar, la fauna y flora hacen nuestro lindo lugar. Jalapão tiene: ¡fervedouros que te encantarán! cuando los visites, no tengas miedo de entrar. ¿Qué pasará? simplemente flotarás.
El Jalapão tiene algo de lo que no puedo dejar de hablar: el hermoso oro vegetal, que estamos luchando para preservar, cosechamos en la época correcta y dejamos la semilla en su lugar, y así el lindo oro vegetal sigue a brillar.
De la manera que nuestro mundo cosmológico constituye nuestra realidad, escribir pasa a ser parte de la fijación de nuestro existir en el papel, lo que difiere es que el acto de escribir no es simultáneo al acto de pensar. Es como si el pensar fuera el paisaje y escribir, las líneas que delimitan el paisaje. Por eso ellos no deben ser simultáneos, pues es difícil delimitar lo que nació para no ser limitado, sino sentido de manera profunda.
De las bellezas de la naturaleza...
El hacer con las manos...
El brillo disperso...
La cosecha del suelo...
El Cerrado...
Nosotros, los pueblos contracoloniales, jamás vamos a entender cómo existe una civilización predatoria de sí misma, que hace juicios de valores y toma decisiones sobre otras vidas. Un pueblo perdido en la autoembriaguez del poder, insomne, creyente en un acuerdo social de la estupidez del “dinero”, que mata por un lugar individualista en la cima de un mundo ficticio.
Por eso, propongo bailar en el agua de las esperanzas, una invitación continua a un vivir contracolonial y confluente. Es necesario tener actitud en movimiento, práctica afectiva y efectiva, de rompimiento y fortalecimiento de las ancestralidades. Nosotros afirmamos que no somos humanos, porque negamos la racionalidad civilizatoria que produce realidades mortíferas. Tenemos poco tiempo para tomar una decisión y nos comprometernos a tejer un vivir inspirado en los pueblos de las circularidades.
ARQUEOLOGÍAS
PT Num mosaico de imagens e sons, política e poesia, o performer Maurício Lima transforma seu corpo em museu. No palco, ele escava memórias vividas e inventadas que combina com a dança e com projeções para desdobrar cenicamente seu projeto Museu dos Meninos: uma plataforma e obra transdisciplinar que mapeia e preserva memórias negras por meio de entrevistas com jovens moradores do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. ¶ A coletividade é, portanto, uma marca deste solo. Assim como a ênfase no corpo: Lima reúne em si imagens e histórias dos corpos dos meninos, “dançando e rindo, cheio de amor e de ódio”, como diz. Texto e movimentos, música, vídeo e artes visuais compõem a dramaturgia, potencializada pela iluminação - também ela parte narrativa da encenação. Assim, Arqueologias do Futuro dá materialidade ao regime de invisibilização e opressão da juventude negra periférica, propondo outras configurações poéticas para esses corpos e territórios.
MUSEU DOS MENINOS É UMA PLATAFORMA
TRANSDISCIPLINAR QUE INVESTIGA E DESENVOLVE PROCEDIMENTOS ARTÍSTICOS A PARTIR DE MAPEAMENTO, COLETA E PRESERVAÇÃO DE MEMÓRIAS NEGRAS.
MAURÍCIO LIMA É ATOR E PERFORMER. SEU TRABALHO AUTORAL TENSIONA QUESTÕES RELACIONADAS ÀS NEGRITUDES CONTEMPORÂNEAS E PERIFÉRICAS, MEMÓRIAS, FABULAÇÃO E PERFORMANCE.
DADADO DE FREITAS É ARTISTA DA CENA, PESQUISA A ENCENAÇÃO, A PERFORMANCE, A POLÍTICA E A PRESENÇA DE CORPOS DISSIDENTES.
ES En un mosaico de imágenes y sonidos, política y poesía, el performer Maurício Lima transforma su cuerpo en un museo. En el palco, él excava memorias vividas e inventadas que combina con danza y proyecciones para desplegar escénicamente su proyecto Museo de los Chicos: una plataforma y obra transdisciplinar que mapea y preserva memorias negras a través de entrevistas con jóvenes residentes del Complexo do Alemão, en Río de Janeiro. ¶ La colectividad es, por tanto, una huella de este suelo. Así como también el énfasis en el cuerpo: Lima reúne en sí mismo imágenes e historias de los cuerpos de los chicos, “bailando y riendo, llenos de amor y odio”, como él dice. Textos y movimientos, música, vídeo y artes visuales componen la dramaturgia, potenciada por la iluminación- que también es parte narrativa de la escenificación. Así, Arqueologías del Futuro da materialidad al régimen de invisibilización y opresión de la juventud negra periférica, proponiendo otras configuraciones poéticas para estos cuerpos y territorios.
EL MUSEU DOS MENINOS [MUSEO DE LOS CHICOS]
ES UNA PLATAFORMA TRANSDISCIPLINAR QUE INVESTIGA Y DESARROLLA PROCEDIMIENTOS ARTÍSTICOS A PARTIR DEL MAPEO, COLECCIÓN Y PRESERVACIÓN DE MEMORIAS NEGRAS.
MAURÍCIO LIMA ES ACTOR Y PERFORMER. SU TRABAJO DE AUTOR TENSIONA TEMAS RELACIONADOS CON LAS NEGRITUDES CONTEMPORÁNEAS Y PERIFÉRICAS, MEMORIAS, FABULACIÓN Y PERFORMANCE.
DADADO DE FREITAS ES ARTISTA DE LA ESCENA Y INVESTIGA LA PUESTA EN ESCENA, LA PERFORMANCE, LA POLÍTICA Y LA PRESENCIA DE CUERPOS DISIDENTES.
PERFORMANCE
Maurício Lima
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Dadado de Freitas
Maurício Lima
DRAMATURGIA SAMPLEADA
Dadado de Freitas
Maurício Lima
DIREÇÃO DE ARTE / DIRECCIÓN DE ARTE
Evee Ávil
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN
Nely Coelho
TRILHA SONORA / BANDA SONORA
Novíssimo Edgar
Beá Ayòóla
SONOPLASTIA, MIXAGEM E MASTER ARTEFATO 3/ SONIDOPLASTIA, MEZCLA Y MASTER ARTEFACTO 3
Vinicius Guelfi
VIDEOARTISTA
Caio Casagrande
ILUMINAÇÃO / ILUMINACIÓN
Dadado de Freitas
VIDEO MAPPING / VIDEO MAPPING Fagner Lourenço
OPERAÇÃO DE LUZ / OPERACIÓN DE LUZ GIVVA
IMAGENS HOMEM-BOLA / IMÁGENES DEL HOMBRE-BALÓN Diogo Nascimento
FOTOS
Rodrigo Menezes | p.177, 178
Dayana Jacqueline | p. 178,179
ONDE ESTÃO AS FEMINISTAS? CONFERÊNCIA PERFORMÁTICA DE UMA FALSA ATIVISTA
LILIANA ALBORNOZ MUÑOZ
PT A pergunta do título é uma provocação. O que seria uma feminista, afinal? Exemplos não faltam a Liliana Albornoz Muñoz, tirados de estereótipos que ela faz desfilar com humor e de situações cotidianas que ela rememora. Mas não são essas respostas imediatas que ela busca; investigando a história dos seus afetos por amigas, amantes e seus pais, a artista aponta contradições e conflitos que a habitam, a ela e a todos nós, e assim vai desmontan -
do identidades rígidas. Será que todos os ativistas seriam, então, falsos como ela? ¶ Em 7 capítulos e epílogo, o solo passeia por cenas performáticas de diferentes tons, sempre com um olhar reflexivo e poético, e navega por sentimentos como responsabilidade, perdão, aceitação. Da soma desses fragmentos biográficos resulta uma personalidade complexa que se alimenta da força transformadora do feminismo.
LILIANA ALBORNOZ MUÑOZ É ARTISTA MULTIDISCIPLINAR, GESTORA CULTURAL E CURADORA. É BOLSISTA DO MESTRADO EM PRÁTICA DE ARTES CÊNICAS E CULTURA VISUAL NO MUSEU REINA SOFIA (ESPANHA). ATUALMENTE, É PROFESSORA DE ARTES CÊNICAS NA UNIVERSIDAD CIENTIFICA DEL SUR E INTEGRA A ASSOCIAÇÃO CULTURAL ELGALPON.ESPACIO. É FUNDADORA DO COLETIVO ATIVISTA FEMINISTA COLLERA RED Y MAREA ROJA
ES La pregunta del título es una provocación. ¿Qué sería una feminista, al fin y al cabo? No faltan ejemplos para Liliana Albornoz Muñoz, tomados de estereotipos que ella hace desfilar con humor y de situaciones cotidianas que ella recuerda. Pero no son estas respuestas inmediatas lo que ella busca; al investigar la historia de sus afectos por amigas, amantes y sus padres, la artista señala las contradicciones y conflictos que la habitan, a ella y a todos nosotros, y así va
desmantelando identidades rígidas. ¿Serían entonces todos los activistas falsos como ella? ¶ En 7 capítulos y un epílogo, el solo recorre escenas performáticas de diferentes tonos, siempre con una mirada reflexiva y poética, y navega por sentimientos como la responsabilidad, el perdón, la aceptación. De la suma de estos fragmentos biográficos resulta una personalidad compleja que se alimenta de la fuerza transformadora del feminismo.
LILIANA ALBORNOZ MUÑOZ ES ARTISTA MULTIDISCIPLINARIA, GESTORA CULTURAL Y CURADORA. ES BECADA EN EL MÁSTER DE PRÁCTICA ESCÉNICA Y CULTURA VISUAL DEL MUSEO REINA SOFÍA (ESPAÑA). ACTUALMENTE, ES DOCENTE UNIVERSITARIA DE ARTES ESCÉNICAS EN LA UNIVERSIDAD CIENTIFICA DEL SUR Y MIEMBRO DE LA ASOCIACIÓN CULTURAL ELGALPON.ESPACIO. ES FUNDADORA DE LA COLECTIVA ACTIVISTA FEMINISTA COLLERA RED Y MAREA ROJA.
DIREÇÃO, DRAMATURGIA
E PERFORMANCE / DIRECCIÓN, DRAMATURGIA Y PERFORMANCE
Liliana Albornoz Muñoz
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO / ASISTENCIA DE DIRECCIÓN
Lorena Lo Peña
EM CENA / EN ESCENA
Kelly Santos
Alma Luz Adélia
ASSESSORIA DE DRAMATURGIA / ASESORÍA DE DRAMATURGIA
Bosco Cayó
DESENHO SONORO E COORDENAÇÃO
TÉCNICA / DISEÑO SONORO Y COORDINACIÓN TÉCNICA
Gabriela Paredes Rodríguez
DESENHO AUDIOVISUAL / DISEÑO AUDIOVISUAL
Daniel Lauz Huihua
OPERAÇÃO DE LUZ / OPERACIÓN DE ILUMINACIÓN
Juliana Jesus
DESENHO DE ARTE / DISEÑO DE ARTE
Karen Bernedo
FIGURINO / VESTUARIO
Alonso Núñez
Gloria Andrés
Gabriela Soto
ASSESSORIA DE FIGURINO / ASESORÍA DE VESTUARIO
Sandra Serrano
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Lorena Lo Peña
Liliana Albornoz Muñoz
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Movimentar Produções
FOTOS
Rocío Farfán
ESPERANDO GODOT
ESPERANDO A
TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA
PT Até quando é possível esperar Godot? O espetáculo do Teatro Oficina, um dos últimos dirigidos por José Celso Martinez Corrêa, talvez responda a essa questão perturbadora, colocada pelo clássico de Samuel Beckett em 1952, quando Esperando Godot foi publicado. ¶ Mais de 70 anos depois e com uma atualidade e urgência potentes, os palhaços vagabundos Estragão
e Vladimir continuam na expectativa, numa encruzilhada entre a paralisia e a tomada de ação. ¶ Na montagem do grupo paulista, a reviravolta pode vir através do Mensageiro, vestido de terno branco, gravata vermelha, sapato bicolor e chapéu. Na figura de Zé Pelintra, importante entidade de religiões de matriz africana, é ele quem traz notícias inquietantes.
A COMPANHIA TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA, FUNDADA EM 1958 E QUE TEVE DIREÇÃO DE JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA (1937-2023), MISTURA EM SEUS RITOS TEATRAIS MÚSICA, ARTES PLÁSTICAS, VÍDEO, CINEMA, ARQUITETURA, URBANISMO, DANÇA E POESIA. UMA COMPANHIA DE REPERTÓRIO QUE SE MANTÉM PERMANENTEMENTE EM CARTAZ. ENTRE SEUS TRABALHOS, ESTÃO OS ESPETÁCULOS O REI DA VELA, RODA VIVA, AS BACANTES, OS SERTÕES, CACILDA!, MISTÉRIOS GOZOSOS E ESPERANDO GODOT.
ES ¿Hasta cuánto es posible esperar a Godot? El espectáculo del Teatro Oficina, uno de los últimos dirigidos por José Celso Martinez Corrêa, quizás responda a esta inquietante pregunta, planteada por el clásico de Samuel Beckett en 1952, cuando Esperando a Godot fue publicado. ¶ Más de 70 años después y con una actualidad y urgencia potentes, los payasos
vagabundos Estragon y Vladimir siguen expectantes, en una encrucijada entre la parálisis y la acción. ¶ En el montaje del grupo paulista, la inflexión puede venir a través del Mensajero, vestido con traje blanco, corbata roja, zapatos bicolores y sombrero. En la figura de Zé Pelintra, una importante entidad de religiones de origen africano, es él quien trae noticias inquietantes.
LA COMPAÑÍA TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA, FUNDADA EN 1958 Y QUE FUE DIRIGIDA POR JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA (1937-2023), MEZCLA EN SUS RITOS TEATRALES MÚSICA, ARTES PLÁSTICAS, VIDEO, CINE, ARQUITECTURA, URBANISMO, DANZA Y POESÍA. UNA COMPAÑÍA DE REPERTORIO
QUE SIGUE PERMANENTEMENTE EN CARTELERA. ENTRE SUS OBRAS ESTÁN LOS ESPECTÁCULOS O REI DA VELA [EL REY DE LA VELA], RODA VIVA, AS BACANTES [LAS BACANTES], OS SERTÕES [LOS SERTONES], ¡CACILDA!, MISTERIOS GOZOZOS Y ESPERANDO GODOT [ESPERANDO A GODOT].
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Zé Celso – licenciado por Marcelo Drummond
DRAMATURGIA
Samuel Beckett
CONSELHEIRA POETA / CONSEJERA POETA
Catherine Hirsch
ELENCO
Marcelo Drummond
Alexandre Borges
Ricardo Bittencourt
Roderick Himeros
Tony Reis
DIREÇÃO DE ARTE E
ARQUITETURA CÊNICA
/ DIRECCIÓN DE ARTE Y ARQUITECTURA ESCÉNICA
Marília Gallmeister
VÍDEO / VIDEO
Ciça Lucchesi
Igor Marotti
DIREÇÃO DE CENA / DIRECCIÓN DE ESCENA
Débora Balarini
TRILHA SONORA E DIREÇÃO
MUSICAL / BANDA SONORA Y DIRECCIÓN MUSICAL
Felipe Botelho
DESENHO E OPERAÇÃO DE LUZ / DISEÑO Y OPERACIÓN DE LUZ
Luana Della Crist
ASSISTÊNCIA E OPERAÇÃO DE LUZ / ASISTENCIA Y OPERACIÓN DE LUZ
Pedro Felizes
OPERAÇÃO DE SOM / OPERACIÓN DE SONIDO
Camila Fonseca
ASSISTENTE DE SOM / ASISTENTE DE SONIDO Filipe Fonseca
FIGURINO, MAQUIAGEM E VISAGISMO / VESTUARIO, MAQUILLAJE Y VISAGISMO
Sonia Ushiyama
ASSISTENTE VISAGISMO / ASISTENTE DE VISAGISMO
Kael Studart
CAMAREIRA / CAMARERA
Cida Mello
IDENTIDADE VISUAL / IDENTIDAD VISUAL
Igor Marotti
PRODUÇÃO EXECUTIVA
E ADMINISTRAÇÃO / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Y ADMINISTRACIÓN
Anderson Puchetti
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Ana Sette
Tati Rommel
CENOTÉCNICOS / TÉCNICO DE ESCENA
Cássio Omae
Deoclécio Alexandre
Rivaldo Trevor Bruninho
IDEALIZAÇÃO / CONCEPCIÓN
Teat(r)o Oficina
Uzyna Uzona
FOTOS
Jeniffer Class
PT Tudo vai mudar. É com essa expectativa que acorda o pai de uma família de classe média nos anos 1980 no Peru. A aguardada prosperidade virá pelas mãos de um candidato à prefeitura que lhe faria uma boa oferta de trabalho. A cada hora que passa, a família se arruma e organiza a casa, num ensaio para receber o político que teima em não chegar. A euforia do pai vai cedendo espaço a outras preocupações, esgarçando as relações domésticas. ¶ Retratando o microcosmo de uma família de Lima, o espetáculo busca comentar a atmosfera da década de 1980 no Peru, quando, pouco depois de haver reconquistado a democracia, o país enfrentava uma grave crise econômica e social e um recrudescimento da violência. Nesse contexto de dificuldades e disputas, a peça combina social e íntimo em sua dramaturgia e, assim, reveste a esperança que lhe dá título de sentidos mais complexos.
MARISOL PALACIOS É FORMADA PELA ESCOLA DE TEATRO DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PERU. FEZ ESTÁGIO NO THÉÂTRE DU SOLEIL, EM PARIS, ONDE SE ESPECIALIZOU EM DIREÇÃO TEATRAL. PARTICIPOU DA CRIAÇÃO DO FESTIVAL DE ARTES ESCÉNICAS DE LIMA - FAEL E DO FESTIVAL FAE LIMA, DO QUAL FOI DIRETORA ARTÍSTICA.
ALDO MIYASHIRO É ATOR, COMUNICADOR SOCIAL, ROTEIRISTA, DRAMATURGO E APRESENTADOR DE TELEVISÃO. ATUOU NAS SÉRIES MISTERIO Y TONY BLADES E LA GRAN SANGRE E É AUTOR DO LIVRO UN MISTERIO, UNA PASIÓN. ATUALMENTE, É UM DOS APRESENTADORES DO PROGRAMA NOTURNO LA BANDA DEL CHINO.
ES Todo cambiará. Es con esta expectativa que se despierta el padre de una familia de clase media en los años 1980 en Perú. La tan esperada prosperidad vendrá de la mano de un candidato a la alcaldía que le haría una buena oferta de trabajo. Cada hora que pasa, la familia se alista y organiza la casa, en un ensayo para recibir al político que insiste en no llegar.
La euforia del padre va dejando paso a otras preocupaciones, desgastando las relaciones domésticas. ¶ Retratando el microcosmos de una familia de Lima, el espectáculo busca comentar la atmósfera de la década de 1980 en Perú, cuando, poco después de haber reconquistado la democracia, el país se enfrentaba a una grave crisis económica y social y a un recrudecimiento de la violencia. En este contexto de dificultades y disputas, la obra combina lo social y lo íntimo en su dramaturgia y, así, reviste de sentidos más complejos la esperanza que le da título.
MARISOL PALACIOS ES GRADUADA EN LA ESCUELA DE TEATRO DE LA UNIVERSIDAD CATÓLICA DEL PERÚ. HIZO UNA PASANTÍA EN EL THÉÂTRE DU SOLEIL, EN PARÍS, DONDE SE ESPECIALIZÓ EN DIRECCIÓN TEATRAL. PARTICIPÓ EN LA CREACIÓN DEL FESTIVAL DE ARTES ESCÉNICAS DE LIMA - FAEL Y DEL FESTIVAL FAE DE LIMA, DEL CUAL FUE DIRECTORA ARTÍSTICA.
ALDO MIYASHIRO ES ACTOR, COMUNICADOR SOCIAL, GUIONISTA, DRAMATURGO Y PRESENTADOR DE TELEVISIÓN. ACTUÓ EN LAS SERIES MISTERIO Y TONY BLADES Y LA GRAN SANGRE Y ES AUTOR DEL LIBRO UN MISTERIO, UNA PASIÓN. ACTUALMENTE ES UNO DE LOS CONDUCTORES DEL PROGRAMA NOCTURNO LA BANDA DEL CHINO
DRAMATURGIA
Marisol Palacios
Aldo Miyashiro
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Marisol Palacios
ELENCO
Lucho Cáceres
Julia Thays
Diego Pérez
Brigitte Jouannet
DIREÇÃO DE ARTE / DIRECCIÓN DE ARTE
Micaela Cajahuaringa
MÚSICA E DESIGN DE SOM / MÚSICA Y DISEÑO SONORO
Manolo Barrios
Wicho García
COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO / COORDINACIÓN DE COMUNICACIONES
Gabriela Zenteno
COORDENAÇÃO TÉCNICA / COORDINACIÓN TÉCNICA
Juan Escudero
COORDENADORA DE TEATRO / COORDINADORA DE TEATRO
Melissa Ramos
PRODUÇÃO GERAL / PRODUCCIÓN GENERAL
Centro Cultural PUCP
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Mariana Baumann
FOTOGRAFIA CÊNICA / FOTOGRAFÍA ESCÉNICA
Paola Vera
PERAÇÃO DE LUZ E SOM / OPERACIÓN DE LUCES Y SONIDO
Christopher Choton
Ari Gume Escobar
TÉCNICA / MAESTRANZA
Richard Sermeño
Baldemiro Negreros
DESIGN GRÁFICO / DISEÑO GRÁFICO
Shessira Villalobos
COORDENAÇÃO TÉCNICA NO BRASIL / COORDINACIÓN
TÉCNICA EN BRASIL
Melissa Guimarães
EQUIPE TÉCNICA NO BRASIL / EQUIPO TÉCNICO EN BRASIL
Elaine Batista Silva
Maria Rosa Cangelle Lopes
Sibila Gomes dos Santos
CENOTECNIA / TÉCNICO ESCÉNICO
Divadlo Produções
| Julio Dojcsar
PRODUÇÃO EXECUTIVA NO BRASIL / PRODUCCIÓN EJECUTIVA EN BRASIL
Jennifer Souza
Jéssica Turbiani
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO NO BRASIL / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
SIM! Cultura | Daniele Sampaio FOTOS
Paola Vera
PT Um grupo heteróclito vaga por territórios diversos, sem rumo e sem encontrar seu lugar. São eles a ovelha Berenée, a Niña Tránsito e Ali, um homem egípcio. Protagonistas de Historia de una oveja, os três são lançados à estrada como tantos migrantes pelo mundo e ao longo da história, obrigados a abandonar sua própria terra. ¶ As violências e os perigos do caminho são filtrados pelos olhos ingênuos da ovelha, que enxerga um passeio onde só há deslocamento forçado e bonecos onde só se veem corpos. O espetáculo faz empréstimo de tais lentes para encenar com poesia uma questão tão atual e trágica, sem amenizar sua gravidade; dão testemunho dessa seriedade enternecida tanto a melancolia que tinge o balido da ovelha quanto uma canção indignada da menina e a rememoração sem fim que Ali faz de sua história familiar. Roupas e sapatos que identificam quem ficou pelo caminho reforçam a brutalidade da situação e a delicadeza da montagem.
TEATRO PETRA, FUNDADO EM 1985 POR FABIO RUBIANO O. E MARCELA VALENCIA, É UM GRUPO DE TEATRO CONTEMPORÂNEO. PRODUZIU MAIS DE 30 MONTAGENS, VENCENDO PRÊMIOS E PARTICIPANDO DE TURNÊS E FESTIVAIS. SEU TRABALHO EM BOGOTÁ INCLUI FORMAÇÃO DE NOVOS TALENTOS TEATRAIS E COLABORAÇÃO COM A COMUNIDADE.
CENTRO NACIONAL DE LAS ARTES DELIA ZAPATA OLIVELLA ABRIU SUAS PORTAS EM 2023, EM BOGOTÁ, COM UMA PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA E DE MEDIAÇÃO E ESTRUTURA ANEXA AO TEATRO COLÓN. É PARTE DO MINISTÉRIO DA CULTURA DA COLÔMBIA.
ES Un grupo heteróclito deambula por territorios diversos, sin rumbo y sin encontrar su lugar. Son ellos la oveja Berenée, la Niña Tránsito y Ali, un hombre egipcio. Protagonistas de Historia de una oveja, los tres se ven echados a la carretera como tantos otros migrantes alrededor del mundo y a lo largo de la historia, obligados a abandonar su propia tierra. ¶ Las violencias y los peligros del camino son filtrados a través de los ojos ingenuos de la oveja, que ve un paseo donde solo hay desplazamiento forzado y muñecos donde solo se ven cuerpos. El espectáculo toma prestados esos lentes para escenificar poéticamente un tema tan actual y trágico, sin mitigar su gravedad; dan testimonio de esta seriedad enternecida tanto la melancolía que colorea el balido de la oveja como la canción indignada de la niña y la rememoración sin fin que Ali hace de su historia familiar. Ropas y zapatos que identifican a quienes se quedaron en el camino refuerzan la brutalidad de la situación y la delicadeza del montaje.
TEATRO PETRA, FUNDADO EN 1985 POR FABIO RUBIANO O. Y MARCELA VALENCIA, ES UN GRUPO DE TEATRO CONTEMPORÁNEO. PRODUCIÓ MÁS DE 30 MONTAJES, GANANDO PREMIOS Y PARTICIPANDO EN GIRAS Y ESTIVALES. SU TRABAJO EN BOGOTÁ INCLUYE LA FORMACIÓN DE NUEVOS TALENTOS TEATRALES Y LA COLABORACIÓN CON LA COMUNIDAD.
CENTRO NACIONAL DE LAS ARTES DELIA ZAPATA OLIVELLA ABRIÓ SUS PUERTAS EN 2023, EN BOGOTÁ, CON UNA PROGRAMACIÓN ARTÍSTICA Y DE MEDIACIÓN Y ESTRUCTURA ADJUNTA AL TEATRO COLÓN. FORMA PARTE DEL MINISTERIO DE CULTURA DE COLOMBIA.
ELENCO
Marcela Valencia
Alejandra Chamorro
Julián Román
Derly Neira
Fabio Rubiano O.
DIREÇÃO E DRAMATURGIA / DIRECCIÓN Y DRAMATURGIA
Fabio Rubiano O.
DIREÇÃO DE ARTE / DIRECCIÓN DE ARTE
Hernán Garía
ILUMINAÇÃO E DIREÇÃO TÉCNICA / ILUMINACIÓN Y DIRECCIÓN TÉCNICA
Adelio Leiva
COORDENAÇÃO TÉCNICA DE SOM / COORDINACIÓN TÉCNICA DE SONIDO
Daniela Leiva
DIREÇÃO DE PALCO / DIRECCIÓN DE ESCENARIO
Nicolas Bernal Puente
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Daniel A. Mikey
DIREÇÃO ADMINISTRATIVA / DIRECCIÓN ADMINISTRATIVA
María Tejera
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Performas Produções
FOTOS
CNA (Centro Nacional de las Artes - Delia)
MAMA ANGÉLICA
PT Baseado em fatos reais, o espetáculo do grupo peruano, sediado em Ayacucho, é uma homenagem a Mamá Angélica, como ficou conhecida Angélica Mendoza de Ascarza (1929-2017). ¶ Reconhecida por sua luta pelos direitos humanos, ela dedicou sua vida a procurar o filho Arquímedes Ascarza, que em julho de 1983 foi sequestrado por homens do Exército e da polícia nacional. Tais desaparecimentos eram
lamentavelmente comuns nos anos 1980 e 1990, praticados tanto pelas forças oficiais quanto por grupos guerrilheiros, como o Sendero Luminoso. ¶ O espetáculo se constrói a partir de um depoimento seu; em cena, Angélica é apresentada em uma série de coreografias, que, acompanhadas de música e realizadas em quase penumbra, traduzem a violência que caminhou ao seu lado até a morte.
ANTARES TEATRO É UM GRUPO CRIADO EM 2004, NA CIDADE PERUANA DE AYACUCHO, COM O OBJETIVO DE CONSCIENTIZAR SOBRE VALORES CULTURAIS E PROVOCAR REFLEXÕES. BUSCANDO UMA ESTÉTICA PRÓPRIA, TEM COMO PRIORIDADE TRADUZIR REALIDADES EM OBRAS SENSORIAIS, DE LINGUAGEM UNIVERSAL. ENTRE SEUS TRABALHOS, ESTÃO OS ESPETÁCULOS REVOLUCIÓN, VLADIMIR, LA BRUJA ACHIQUE E EL MONTE CALVO.
ES Basado en hechos reales, el espectáculo del grupo peruano, radicado en Ayacucho, es un homenaje a Mamá Angélica, como se conoció a Angélica Mendoza de Ascarza (1929-2017). ¶ Reconocida por su lucha en favor de los derechos humanos, dedicó su vida a buscar a su hijo Arquímedes Ascarza, quien en julio de 1983 fue secuestrado por hombres del Ejército y de la Policía Nacional. Este tipo de desapariciones fueron
lamentablemente comunes en las décadas de 1980 y 1990, practicadas tanto por las fuerzas oficiales como por grupos guerrilleros, como el Sendero Luminoso. ¶ El espectáculo se basa en su testimonio; en escena, Angélica es presentada en una serie de coreografías, que, acompañadas de música e interpretadas en casi penumbra, traducen la violencia que caminó a su lado hasta la muerte.
ANTARES TEATRO ES UN GRUPO CREADO EN 2004, EN LA CIUDAD PERUANA DE AYACUCHO, CON EL OBJETIVO DE CONCIENCIAR SOBRE LOS VALORES CULTURALES Y PROVOCAR REFLEXIONES. BUSCANDO UNA ESTÉTICA PROPIA, TIENE COMO PRIORIDAD TRADUCIR REALIDADES EN OBRAS SENSORIALES, DE LENGUAJE UNIVERSAL. ENTRE SUS OBRAS SE ENCUENTRAN LOS ESPECTÁCULOS REVOLUCIÓN, VLADIMIR, LA BRUJA ACHIQUE Y EL MONTE CALVO.
ELENCO
Flor Marcelina
León Gonzales
Ariana Fernanda
Aquino Sarmiento
Diegoalonso Dauderley
Tito Baez
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Edgar Palomino Medina
ASSISTENTE DE SOM E CENÁRIO / ASISTENTE DE SONIDO Y ESCENARIO
César Piero Castro Enciso
ASSISTENTE DE LUZ, ADEREÇOS E FOTOGRAFIAS / ASISTENTE DE ILUMINACIÓN,UTILERÍAS Y FOTOGRAFÍAS
Heydy Yajaira
Ramírez Condolí PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Paula Rocha
FOTOS
BLUR Fotografia Experimental
LOS COLOCHOS TEATRO
PT De sede e sangue é feito Mendoza. Ambientado na Revolução Mexicana, grande acontecimento da história desse país, o espetáculo de Los Colochos não está em busca dos louros heroicos de Emiliano Zapata ou Pancho Villa. Em vez disso, elege como protagonista um general Mendoza ficcional e mergulha em suas profundezas subjetivas. A busca pelo poder, as traições e arrependimentos corroem esse filho da revolução, transformado em tirano com o encorajamento de sua esposa ambiciosa e a inspiração dos
vaticínios de uma bruxa. ¶ Mendoza é uma adaptação de Macbeth, de William Shakespeare, descarnado do texto original e encorpado por uma dramaturgia inspirada em autores como Juan Rulfo e Elena Garro. A música ao vivo, a proximidade com o público e a permanência dos artistas em cena criam um ambiente de coletividade e convivência, afastando a cena de um local e época determinados e, assim, remetendo tanto à Escócia do século XI quanto a disputas contemporâneas.
LOS COLOCHOS TEATRO É UMA COMPANHIA DA CIDADE DO MÉXICO QUE APOSTA NO TEATRO CRÍTICO E NACIONAL. CRIADO HÁ SEIS ANOS, O GRUPO PARTICIPOU DE FESTIVAIS DENTRO E FORA DO PAÍS. EM SEU REPERTÓRIO, ALÉM DE MENDOZA, ESTÃO TRABALHOS COMO EL JUEGO DE LA SILLA, ESPETÁCULO DE BONECOS SOBRE A REVOLUÇÃO MEXICANA, E EL ENIGMA DEL SERENGUETI, FARSA SOBRE O DESOLAMENTO.
ES De sed y sangre está hecho Mendoza. Ambientado en la Revolución Mexicana, un importante acontecimiento en la historia de ese país, el espectáculo de Los Colochos no busca los laureles heroicos de Emiliano Zapata o Pancho Villa. En cambio, elige protagonista a un general Mendoza ficticio y ahonda en sus profundidades subjetivas. La búsqueda del poder, las traiciones y los arrepentimientos corroen a este hijo de la revolución, transformado en tirano con el incentivo de su ambiciosa esposa y la inspi -
ración de los vaticinios de una bruja. ¶ Mendoza es una adaptación de Macbeth, de William Shakespeare, descarnado del texto original y plasmado en una dramaturgia inspirada en autores como Juan Rulfo y Elena Garro. La música en vivo, la proximidad al público y la permanencia de los artistas en escena crean un ambiente de colectividad y convivencia, alejando la escena de un lugar y época determinados y, así, remitiendo tanto a la Escocia del siglo XI como a disputas contemporáneas.
LOS COLOCHOS TEATRO ES UNA COMPAÑÍA DE LA CIUDAD DE MÉXICO QUE APUESTA POR UN TEATRO CRÍTICO Y NACIONAL. CREADO HACE SEIS AÑOS, EL GRUPO PARTICIPÓ EN FESTIVALES DENTRO Y FUERA DEL PAÍS. EN SU REPERTORIO, ADEMÁS DE MENDOZA, SE ENCUENTRAN OBRAS COMO EL JUEGO DE LA SILLA, UN ESPECTÁCULO DE TÍTERES SOBRE LA REVOLUCIÓN MEXICANA, Y EL ENIGMA DEL SERENGUETI, UNA FARSA SOBRE LA DESOLACIÓN.
A partir de Macbeth, de William Shakespeare
De Antonio Zúñiga
e / y Juan Carrillo
IDEIA ORIGINAL E DIREÇÃO / IDEA ORIGINAL Y DIRECCIÓN
Juan Carrillo
ELENCO
Marco Vidal
Mónica del Carmen
Erandeni Durán
Leonardo Zamudio
Martín Becerra
Germán Villarreal
Ulises Martínez
Alfredo Monsivais
Roam León
Yadira Pérez
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Los Colochos Teatro
LUZ / ILUMINACIÓN
Mario Eduardo D’León
FIGURINO / VESTUARIO
Libertad Mardel
MÁSCARAS
Martín Becerra
MÚSICA / CORRIDO
Lalo Laredo y Roam León
DISTRIBUIÇÃO / DISTRIBUCIÓN
Carlota Guivernau
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Raquel DammousArte Rumo Produções
FOTOS
Zaba Zantcher
JÉSSICA TEIXEIRA
TODAS AS SESSÕES COM TRADUÇÃO EM LIBRAS
PT O título deste solo de Jéssica Teixeira evoca de imediato o imaginário popular brasileiro, os freak shows e a história de Julia Pastrana. Monga é a mulher-macaco que assusta o público dos circos tradicionais brasileiros e teve Pastrana como inspiração - a mexicana que se tornou entretenimento no mundo todo devido aos pelos que cobriam seu corpo. ¶ Porém, não é para recontar essas histórias reais que a atriz cearense está em cena. Aqui, esse passado e seu próprio corpo
estranho servem de mote para despertar discussões sobre nudez e despudor, a criação de mitos e a crença neles, o estranhamento e os espelhamentos dos corpos de artista e público. Transitando entre os limites do terror e da comédia, Jéssica se propõe a cantar, dançar, performar, como fez Pastrana em seus poucos anos de vida. E, remetendo aos longos 150 anos em que o corpo da mexicana viajou em exposição pelo mundo, a atriz provoca: você se imagina aos 100 anos?
JÉSSICA TEIXEIRA É MULTIARTISTA, GRADUADA EM LICENCIATURA EM TEATRO E MESTRE EM ARTES PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. FAZ DO SEU CORPO ESTRANHO SUA PRINCIPAL MATÉRIA-PRIMA DE INVESTIGAÇÃO DRAMATÚRGICA E CÊNICA, DO QUE DERIVOU SEU PRIMEIRO SOLO, E.L.A. (2019), QUE SEGUE EM CIRCUITO NACIONAL E INTERNACIONAL. NO AUDIOVISUAL, ATUOU NOS CURTAS PARTINDO DO PRINCÍPIO DE QUE A TERRA É PLANA, SOU TODA CURVA E DESVIO (2023), POSSA PODER (2022) E CURVA SINUOSA (2021), NO LONGA ASSEXYBILIDADE (2023) E NA SÉRIE OS OUTROS (2023).
es la mujer mono que asusta al público en los circos tradicionales brasileños y tuvo a Pastrana como inspiración - una mujer mexicana que se convirtió en entretenimiento en todo el mundo debido al vello que cubría su cuerpo. ¶ Sin embargo, no es para volver a contar estas historias reales que la actriz del estado de Ceará está en escena. Aquí, ese pasado y su pro -
miento y el reflejar de los cuerpos de artista y público. Transitando entre los límites del terror y la comedia, Jéssica se propone a cantar, bailar, performar, como lo hizo Pastrana en sus pocos años de vida. Y, refiriéndose a los largos 150 años en los que el cuerpo de la mexicana viajó en exposición por el mundo, la actriz provoca: ¿te imaginas con 100 años?
JÉSSICA TEIXEIRA ES MULTIARTISTA, LICENCIADA EN PROFESORADO EN TEATRO Y TIENE
MAESTRÍA EN ARTES POR LA UNIVERSIDAD FEDERAL DE CEARÁ. HACE DE SU CUERPO EXTRAÑO SU PRINCIPAL MATERIA PRIMA DE INVESTIGACIÓN DRAMATÚRGICA Y ESCÉNICA, LO QUE GENERÓ SU PRIMER SOLO, E.L.A. [E.L.L.A.] (2019), QUE CONTINÚA EN EL CIRCUITO NACIONAL E INTERNACIONAL. EN PRODUCCIONES AUDIOVISUALES, ACTUÓ EN LOS CORTOMETRAJES
PARTINDO DO PRINCÍPIO DE QUE A TERRA É PLANA SOU TODA CURVA E DESVIO [PARTIENDO DEL PRINCIPIO DE QUE LA TIERRA ES PLANA SOY TODA CURVA Y DESVÍO] (2023), POSSA PODER [PUEDA PODER] (2022) Y CURVA SINUOSA (2021), EN EL LARGOMETRAJE ASSEXYBILIDADE [ACSEXYBILIDAD] (2023) Y EN LA SERIE OS OUTROS [LOS OTROS] (2023).
DIREÇÃO GERAL, DRAMATURGIA
E ATUAÇÃO / DIRECCIÓN GENERAL, DRAMATURGIA Y ACTUACIÓN
Jéssica Teixeira
DIREÇÃO DE ARTE / DIRECCIÓN DE ARTE
Chico Henrique
DIREÇÃO MUSICAL / DIRECCIÓN MUSICAL Luma
DIREÇÃO TÉCNICA
E ILUMINAÇÃO / DIRECCIÓN TÉCNICA
Y ILUMINACIÓN
Jimmy Wong
Cecília Lucchesi
LUZ DA PRIMEIRA ABERTURA DE PROCESSO / LUZ DE LA PRIMEIRA MUESTRA DE PROCESO
Aline Rodrigues
MÚSICA DO INÍCIO / CANCIÓN DEL INICIO
Real Resiste, de Arnaldo Antunes
TEXTO GRAVADO / TEXTO GRABADO
Entre Fechaduras e Rinocerontes
MONTAGEM E CONTRARREGRAGEM / MONTAJE Y TRASPUNTE
Aristides de Oliveira
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Rodrigo Fidelis
Gabi Gonçalves
Corpo Rastreado
CRIAÇÃO / CREACIÓN
Catástrofe Produções
Corpo Rastreado
FOTOS
Camila Rios | p. 205, 206
Ligia Jardim | p. 207
PALMASOLA –un pueblo prisión
PALMASOLA − uma cidade-prisão
KLARA-Theaterproduktionen
PT Klaus é flagrado pela polícia depois de ingerir cápsulas de cocaína para traficar a droga e seu destino muda: em vez de voltar para a Europa, ele vai para Palmasola, em Santa Cruz de la Sierra. A maior prisão da Bolívia é o ambiente recriado pelo grupo suíço KLARA, em parceria com artistas do próprio país latino-americano, neste espetáculo site-specific. Com a ingenuidade de quem veio de longe, o personagem
estrangeiro faz do público sua companhia na jornada pelas entranhas da cidade-prisão, onde mais de 5 mil homens e mulheres vivem com suas próprias regras e leis. ¶ Os sonhos, pesadelos e estratégias de sobrevivência da imensa população carcerária de Palmasola constroem a dramaturgia do espetáculo, numa espécie de descida ao inferno em que a crítica social e política são palpáveis.
A KLARA-THEATERPRODUKTIONEN, FUNDADA EM 1991, DESENVOLVE UM GRANDE PROJETO A CADA DOIS OU TRÊS ANOS. A COMPANHIA, CUJO DIRETOR ARTÍSTICO É CHRISTOPH FRICK, TEM EXPLORADO DIFERENTES LINGUAGENS TEATRAIS, NOVAS DRAMATURGIAS E A COMBINAÇÃO DE MODOS DE PERFORMANCE FICCIONAIS E DOCUMENTAIS, EM PRODUÇÕES CRIADAS POR PROCESSOS COLETIVOS. NOS ÚLTIMOS ANOS, O TRABALHO DA KLARA TEM SE CONCENTRADO EM QUESTÕES SOCIAIS, DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL E ECOLOGIA.
ES Klaus es detenido por la policía tras ingerir cápsulas de cocaína para traficar la droga y su destino cambia: en lugar de regresar a Europa, él va a Palmasola, en Santa Cruz de la Sierra. La prisión más grande de Bolivia es el ambiente recreado por el grupo suizo KLARA, en colaboración con artistas del propio país latinoamericano, en este espectáculo site-specific. Con la ingenuidad de quien viene de lejos, el personaje extranjero hace
del público su compañía en el viaje por las entrañas del pueblo prisión, donde más de 5 mil hombres y mujeres viven según sus propias normas y leyes. ¶ Los sueños, pesadillas y estrategias de supervivencia de la inmensa población carcelaria de Palmasola construyen la dramaturgia del espectáculo, en una especie de descenso al infierno en el que la crítica social y política es palpable.
KLARA-THEATERPRODUKTIONEN, FUNDADA EN 1991, DESARROLLA UN GRAN PROYECTO CADA DOS O TRES AÑOS. LA COMPAÑÍA, CUYO DIRECTOR ARTÍSTICO ES CHRISTOPH FRICK, HA EXPLORADO DIFERENTES LENGUAJES TEATRALES, NUEVAS DRAMATURGIAS Y LA COMBINACIÓN DE MODOS DE PERFORMANCE FICCIONALES Y DOCUMENTALES, EN PRODUCCIONES CREADAS A TRAVÉS DE PROCESOS COLECTIVOS. EN LOS ÚLTIMOS AÑOS EL TRABAJO DE KLARA SE HA CENTRADO EN TEMAS SOCIALES, DE PARTICIPACIÓN SOCIAL Y ECOLOGÍA.
ELENCO
Jorge Antonio Arias Cortez
Omar Callisaya Callisaya
Nicola Benjamin Fritzen
Mario Tadeo U. Galarza
DIREÇÃO E CENÁRIO / DIRECCIÓN Y ESCENARIO
Christoph Frick
DIRETOR TÉCNICO / DIRECTOR TÉCNICO
Lorenzo Ariel Muñoz
VÍDEO / VIDEO
David Campesino MÚSICA
Bo Wiget e mais / y más
DRAMATURGIA
Carolin Hochleichter
Jhonnatan Torrez
TURNÊ / GIRA
Philip Decker
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO / ASISTENTE DE PRODUCCIÓN
Alejandra Rea
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
NO BRASIL / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Palipalan Arte e Cultura
ENSAIO PARA TEMPORADA
APOIADO POR / ENSAYO PARA LA TEMPORADA APOYADO POR
Pro Helvetia (Suíça / Suiza)
Fachausschuss
Tanz und Theater (Kantone Basel -Stadt/ Suíça / Suiza)
COPRODUZIDO POR /
COPRODUCIDO POR
Goethe Zentrum (Santa Cruz de la Sierra)
Goethe Institut
Kaserne Basel
Theater Tuchlaube Aarau
APOIADO POR / APOYADO POR
Fachausschuss Tanz und Theater (Kanton BaselStadt/ Suíça - Suiza)
Pro Helvetia
Migros Kulturprozent
Ernst Göhner Stiftung
Stiftung Edith Maryon
Hertner-Strasser Stiftung
Intervenciones Urbanas (Bolívia / Bolivia)
FOTOS
David Campesino
PARTO PAVILHÃO
AYSHA NASCIMENTO, NARUNA COSTA
PT “Foi uma noite memorável, dessas de entrar pra história”, afirma Rose da Silva. Em cena, Aysha Nascimento interpreta a detenta enfermeira que auxilia as mulheres da penitenciária no parto e com os primeiros cuidados dos bebês. Numa noite de jogo da seleção brasileira numa Copa do Mundo, Rose organiza a fuga de 50 mães e seus filhos, depois de roubar chaves das celas. ¶ Inspirado na história de uma fuga real, ocorrida em 2009 em São Paulo, o monólogo extrapola as limitações dos fatos. A experiência de parir dentro de uma penitenciária é revivida pela personagem, assim como a dor de ser separada do bebê seis meses depois. Ao tematizar e problematizar a marginalização dos corpos de mulheres negras e o sistema carcerário brasileiro, Parto Pavilhão constrói sua encenação buscando apontar possibilidades de resistência e ressignificação do lugar-comum, num elogio à vida negra e à utopia.
AYSHA NASCIMENTO É ATRIZ, BAILARINA E DIRETORA DE TEATRO, FORMADA NA ESCOLA LIVRE DE TEATRO DE SANTO ANDRÉ (SP) E NA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI. É COFUNDADORA DA CIA. DOS INVENTIVOS E DO COLETIVO NEGRO.
NARUNA COSTA É ATRIZ, CANTORA, COMPOSITORA E DIRETORA TEATRAL. FORMADA NA ESCOLA DE ARTE DRAMÁTICA, É COFUNDADORA DO GRUPO CLARIÔ DE TEATRO E DO GRUPO DE MÚSICA POPULAR CLARIANAS.
JHONNY SALABERG É ATOR E DRAMATURGO, FORMADO NA ESCOLA LIVRE DE TEATRO DE SANTO ANDRÉ (SP). É COFUNDADOR DO GRUPO O BONDE.
ES “Fue una noche memorable, de esas de entrar para la historia”, afirma Rose da Silva. En escena, Aysha Nascimento interpreta a la detenida enfermera que asiste a las mujeres de la penitenciaría durante el parto y con los primeros cuidados de los bebés. En una noche de partido de la selección brasileña en el Mundial, Rose organiza la fuga de 50 madres y sus hijos, tras robar las llaves de las celdas.¶ Inspirado en la historia de una fuga real, ocurrida en 2009 en São Paulo, el monólogo va más allá de las limitaciones de los hechos. La experiencia de parir en una penitenciaría es revivida por la personaje, al igual que el dolor de ser separada del bebé seis meses después. Al tematizar y problematizar la marginación de los cuerpos de las mujeres negras y el sistema penitenciario brasileño, Parto Pabellón construye su escenificación buscando señalar posibilidades de resistencia y resignificación del lugar común, en un elogio a la vida negra y a la utopía.
AYSHA NASCIMENTO ES ACTRIZ, BAILARINA Y DIRECTORA DE TEATRO, GRADUADA POR LA ESCUELA LIBRE DE TEATRO DE SANTO ANDRÉ (SP) Y POR LA UNIVERSIDAD ANHEMBI MORUMBI. ELLA ES COFUNDADORA DE LA CIA. DOS INVENTIVOS Y DEL COLETIVO NEGRO.
NARUNA COSTA ES ACTRIZ, CANTANTE, COMPOSITORA Y DIRECTORA DE TEATRO. GRADUADA EN LA ESCOLA DE ARTE DRAMÁTICA, ES COFUNDADORA DEL GRUPO DE TEATRO CLARIÔ Y DEL GRUPO DE MÚSICA POPULAR CLARIANAS.
JHONNY SALABERG ES ACTOR Y DRAMATURGO, GRADUADO EN LA ESCUELA LIBRE DE TEATRO DE SANTO ANDRÉ (SP). ES COFUNDADOR DEL GRUPO O BONDE.
IDEALIZAÇÃO E DRAMATURGIA /
CONCEPCIÓN Y DRAMATURGIA
Jhonny Salaberg
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Naruna Costa
ATUAÇÃO / ACTUACIÓN
Aysha Nascimento
MUSICISTA EM CENA / MUSICANTE EN ESCENA
Reblack
DIREÇÃO MUSICAL
E COMPOSIÇÕES / DIRECCIÓN
MUSICAL Y COMPOSICIONES
Giovani Di Ganzá
PREPARAÇÃO CORPORAL
E COREOGRAFIA / PREPARACIÓN CORPORAL Y COREOGRAFÍA
Malu Avelar
CENOGRAFIA E FIGURINO / ESCENOGRAFÍA Y VESTUARIO Ouroboros Produções
Artísticas –Carolina Gracindo, Thais Dias e / y
Iolanda Costa
DESENHO E OPERAÇÃO DE LUZ / DISEÑO Y OPERACIÓN DE ILUMINACIÓN
Gabriele Souza
SONOPLASTIA E OPERAÇÃO DE SOM / DISEÑO Y OPERACIÓN DE SONIDO
Tomé de Souza
IDENTIDADE VISUAL / IDENTIDAD VISUAL
Sato do Brasil
FOTOS
Edu Luz
Noelia Nájera
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Washington Gabriel Corpo Rastreado
FOTOS
Noelia Nájera
@NARUNACOSTA
POPERÓPERA TRANSATLÁNTICA
POPERÓPERA TRANSATLÂNTICA GRUPO MEXA
NA SESSÃO DO DIA 13, TRADUÇÃO EM LIBRAS
PT Poperópera Transatlântica, espetáculo do Grupo MEXA, coloca em cena corpos dissidentes em diálogo com a história de Odisseu. Não se trata da encenação da Odisseia de Homero, no entanto, e sim da montagem de Aivaneia, Suzeia, Aleleia, Danieleia, Douradeia, Aniteia, Tatianeia, Patriceia e Podeia: a jornada de cada um dos integrantes do coletivo paulistano. Números de humor, canto, dança e dublagem se somam nesta dramaturgia conduzida pela música
e pela trajetória dos artistas. Como avisa um deles no palco, não se trata afinal de um show de drag, e sim de uma tragédia grega. ¶ Fundado no contexto de abrigos e casas de acolhida, o MEXA dá prosseguimento a sua pesquisa com o teatro documentário registrando histórias marginais dentro da mitologia. Numa encenação que remete a festas de dance music - o “poperô” do título -, transforma o teatro numa pista de dança.
MEXA É UM GRUPO DE PERFORMANCE QUE ATUA HÁ NOVE ANOS NA CIDADE DE SÃO PAULO, PESQUISANDO NAS FRONTEIRAS ENTRE REALIDADE E FICÇÃO, AUTOBIOGRAFIA E TEATRO DOCUMENTÁRIO, BORRANDO LIMITES ENTRE ARTE E VIDA. SEUS TRABALHOS MAIS RECENTES, OS ESPETÁCULOS POPERÓPERA TRANSATLÂNTICA (2023) E A ÚLTIMA CEIA (2024), ESTREARAM NO KUNSTENFESTIVALDESARTS, FESTIVAL EM BRUXELAS. DESDE 2016, INTEGRANTES DO MEXA TAMBÉM ATUAM COMO ARTISTAS RESIDENTES NA CASA DO POVO.
ES Poperópera Transatlántica, del Grupo MEXA, pone en escena cuerpos disidentes en diálogo con la historia de Odiseo. Pero no se trata de escenificar la Odisea de Homero, sino de una obra sobre Aivaneia, Suzeia, Aleleia, Danieleia, Douradeia, Aniteia, Tatianeia, Patriceia y Podeia: la jornada de cada uno de los miembros del colectivo paulista. Números de humor, canto, baile y doblaje se suman en esta dramaturgia impulsada por la música y la trayectoria de los artistas.
Como advierte uno de ellos en el escenario, no se trata, después de todo, de un espectáculo drag, sino más bien una tragedia griega. ¶ Fundado en el contexto de albergues y casas de acogida, MEXA continúa su investigación en el teatro documental registrando historias marginales dentro de la mitología. En una escenificación que recuerda a las fiestas de dance music - el “poperô” del título -, transforma el teatro en una pista de baile.
MEXA ES UN GRUPO DE PERFORMANCE QUE ACTÚA DESDE HACE NUEVE AÑOS EN LA CIUDAD DE SÃO PAULO, INVESTIGANDO EN LAS FRONTERAS ENTRE REALIDAD Y FICCIÓN, AUTOBIOGRAFÍA Y TEATRO DOCUMENTAL, DESDIBUJANDO LOS LÍMITES ENTRE ARTE Y VIDA. SUS TRABAJOS MÁS RECIENTES, LOS ESPECTÁCULOS POPERÓPERA TRANSATLÁNTICA (2023) Y A ÚLTIMA CEIA [LA ÚLTIMA CENA] (2024), SE ESTRENARON EN EL KUNSTENFESTIVALDESARTS, FESTIVAL DE BRUSELAS. DESDE 2016, INTEGRANTES DE MEXA TAMBIÉN ACTÚAN COMO ARTISTAS RESIDENTES EN CASA DO POVO.
CRIAÇÃO/ CREACIÓN
MEXA
DRAMATURGIA E DIREÇÃO / DRAMATURGIA Y DIRECCIÓN
João Turchi
CONCEPÇÃO ORIGINAL / CONCEPCIÓN ORIGINAL
Daniela Pinheiro
PERFORMERS E COCRIADORES / PERFORMERS Y COCREADORES
Aivan
Alê Tradução
Anita Silvia
Daniela Pinheiro
Dourado
Patrícia Borges
Suzy Muniz
Tatiane Arcanjo
VIDEOPERFORMER, CRIAÇÃO DE VÍDEO E DIREÇÃO TÉCNICA / VIDEOPERFORMER, CREACIÓN DE VIDEO Y DIRECIÓN TÉCNICA
Laysa Elias
TRILHA SONORA
E DESENHO DE SOM / BANDA SONORA Y DISEÑO DE SONIDO
Podeserdesligado
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Lu Mugayar
GESTÃO DE PRODUÇÃO (1ª FASE) / GESTIÓN DE PRODUCCIÓN (1.ª FASE)
Leonardo Birche
CONCEPÇÃO INICIAL DA CENOGRAFIA E LUZ / CONCEPCIÓN INICIAL DE ESCENOGRAFÍA E ILUMINACIÓN Luzco
CENÁRIO, DESENHO DE LUZ E PROJEÇÕES / ESCENOGRAFÍA, DISEÑO DE ILUMINACIÓN Y PROYECCIONES
Fabio Riff
Juliana Bucaretchi
FIGURINO / VESTUARIO
Anuro Anuro
Cacau Francisco
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO E PRODUÇÃO LOCAL / ASISTENCIA DE DIRECCIÓN Y PRODUCCIÓN LOCAL
Lucas Heymanns
PREPARAÇÃO VOCAL / PREPARACIÓN VOCAL
Mário Sevílio
COREOGRAFIA E PREPARAÇÃO CORPORAL / COREOGRAFÍA Y PREPARACIÓN CORPORAL
Daniela Pinheiro
ASSESSORIA DE IMPRENSA / ASESORÍA DE PRENSA
Nossa Senhora da Pauta
AGRADECIMENTOS
ESPECIAIS / AGRADECIMIENTOS
ESPECIALES
Amy Letman
Carol Mendonça
Duda Devassa
Dudu Quintanilha
Edu Fukushima
Esponja
Fábio Kawallys
Francesca Tedeschi e toda a equipe da Casa do Povo
Gabi Gonçalves
Guilherme Giufrida
Leandro Nerefuh
Mamba Negra
Olivia Ardui
Ricardo Frayha
PRODUÇÃO DO ESPETÁCULO / PRODUCCIÓN DEL ESPECTÁCULO
Casa do Povo
Governo do Estado de São Paulo (por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas)
Ministério da Cultura do Governo Federal Transform Festival (UK)
FOTOS
Navid Fayaz | p. 217,219
Jetmir Idrizi | p. 218
EL PRESIDENTE MÁS FELIZ
O PRESIDENTE MAIS FELIZ
CRISTINA VELARDE
PT As linguagens da dança, do vídeo e da música se combinam neste espetáculo que reflete sobre o poder. O exercício de autoridade, a formação de “panelinhas” que privilegiam uns e excluem outros, a corrupção e a manipulação são tematizados pelos artistas no palco. Permeado pelo humor, El Presidente Más Feliz dá prosseguimento à pesquisa da diretora Cristina Velarde, que encena as relações de afeto e
tensão entre as pessoas por meio do gesto, da musicalidade dos corpos e de suas maneiras de contato. ¶ Alternando quadros com música e discursos irônicos, os artistas desenvolvem coreografias coletivas e individuais, propondo arranjos que fazem pensar sobre o conflito entre bem comum e interesse próprio, sobre o desamparo e sobre a falta de direcionamento que lideranças políticas deixam transparecer.
CRISTINA VELARDE É COREÓGRAFA, PESQUISADORA CÊNICA E PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE ARTES CÊNICAS DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PERU. BACHAREL EM DIREITO, CONCLUIU UM MESTRADO EM ARTE DO ESPETÁCULO VIVO EUROPEU NA UNIVERSIDADE LIVRE DE BRUXELAS. AO LONGO DE SUA TRAJETÓRIA, COLABOROU COM DISTINTOS ARTISTAS DO PERU E DE OUTROS PAÍSES.
ES Los lenguajes de la danza, del vídeo y de la música se combinan en este espectáculo que reflexiona sobre el poder. El ejercicio de autoridad, la formación de “argollas” que privilegian a unos y excluyen a otros, la corrupción y la manipulación son tematizados por los artistas en escena. Permeado de humor, El Presidente Más Feliz da continuidad a la investigación de la directora Cristina Velarde, quien escenifica las relaciones de
afecto y tensión entre las personas a través del gesto, de la musicalidad de los cuerpos y de sus maneras de contacto. ¶ Alternando escenas con música y discursos irónicos, los artistas desarrollan coreografías colectivas e individuales, proponiendo arreglos que nos hacen pensar en el conflicto entre el bien común y el interés propio, sobre el desamparo y sobre la falta de norte que deja entrever el liderazgo político.
CRISTINA VELARDE ES COREÓGRAFA, INVESTIGADORA ESCÉNICA Y PROFESORA DEL DEPARTAMENTO DE ARTES ESCÉNICAS DE LA PONTIFICIA UNIVERSIDAD CATÓLICA DEL PERÚ. BACHILLER EN DERECHO, CULMINÓ LA MAESTRÍA EN ARTE DEL ESPECTÁCULO VIVIENTE EUROPEO EN LA UNIVERSIDAD LIBRE DE BRUSELAS. A LO LARGO DE SU TRAYECTORIA, HA COLABORADO CON DISTINTOS ARTISTAS DEL PERÚ Y DE OTROS PAÍSES.
Uma obra original de Cristina Velarde / Una obra original de Cristina Velarde
DIREÇÃO / DIRECCIÓN
Cristina Velarde
INTÉRPRETES
Miguel Campana
Mariel Tamayo
Luis Vizcarra
Paul Lazo
Fernando Escudero
Cristina Velarde
MÚSICA ORIGINAL E CENOGRAFIA / MÚSICA ORIGINAL Y ESCENOGRAFÍA
Ulises Quiroz
ARTES VISUAIS / ARTES VISUALES
Javier Becerra - bAK
FIGURINO / VESTUARIO
Lucía Meléndez
DESENHO DE LUZ / DISEÑO DE LUCES
Lucho Tuesta
ASSISTÊNCIA DE PESQUISA / ASISTENCIA DE INVESTIGACIÓN
Gabriela Rojas
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Paola Alcántara FOTOS
Paul Mayca
DESIGN DOSSIER / DISEÑO DOSSIER
Oscar Díaz M.
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO NO BRASIL / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Dora LeãoPLATÔproduções
COORDENAÇÃO
TÉCNICA NO BRASIL / COORDINACIÓN TÉCNICA EN BRASIL
Grazi Vieira
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO NO BRASIL / ASISTENCIA DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Giovanna Monteiro
TÉCNICA DE LUZ NO BRASIL / TÉCNICA DE ILUMINACIÓN EN BRASIL
Raka Balekian
TÉCNICA DE SOM NO BRASIL / TÉCNICA DE SONIDO EN BRASIL
Emilie Becker
TÉCNICA DE VÍDEO NO BRASIL / TÉCNICA DE VIDEO EN BRASIL
Vic von Poser
TÉCNICA DE PALCO NO BRASIL / TÉCNICA DE ESCENA EN BRASIL
Calu Batista
FOTOS
Paul Mayca
Cristina Velarde
Chainskaia é professora do Departamento Acadêmico de Artes
Cênicas da Pontifícia Universidade Católica do Peru e diretora da obra El Presidente Más Feliz
Esta obra é vencedora do Concurso Anual de Proyectos de Creación PUCP 2022. Projeto vencedor do edital Estímulos
Económicos para la Cultura 2024 do Ministério da Cultura do Peru.
Cristina Velarde
Chainskaia es profesora del Departamento Académico de Artes
Escénicas de la Pontificia Universidad Católica del Perú y directora de la obra El Presidente Más Feliz. Esta obra es la ganadora del Concurso Anual de Proyectos de Creación PUCP 2022.
Proyecto ganador de la convocatoria Estímulos
Económicos para la Cultura 2024 del Ministerio de Cultura del Perú.
VAPOR, ocupação infiltrável
VAPOR, ocupación infiltrable AL
NA SESSÃO DO DIA 12, AUDIODESCRIÇÃO
PT Fruto de ações performativas realizadas em Teresina, VAPOR estreia presencialmente depois de uma série de cinco vídeos, reafirmando a dança-quebrada da Bomber Crew. Com fundamentos da capoeira, do breaking e de técnicas de improvisação, o coletivo investe em movimentos não simétricos que valorizam o cotidiano e a experiência de cada corpo. ¶ tReta, uma invasão performática (2018), e Suspeit∞, obra monitorada (2020), deram início à trilogia que
culmina nesta performance, com títulos nascidos no vocabulário dos becos brasileiros: “vapor” é a gíria para o jovem da comunidade que desaparece, evapora, sem que ninguém dê por sua ausência. Friccionando as ideias de refúgio no tempo, de paisagens, saberes ancestrais e direito à moradia, o coletivo elabora por meio da dança o modo de viver na quebrada do Dirceu, um aglomerado de bairros na capital piauiense.
ORIGINAL BOMBER CREW É UMA ORGANIZAÇÃO DE PRÁTICAS, PESQUISAS E PRODUÇÕES DA CULTURA HIP-HOP INICIADA EM 2005, COM TRABALHO DE FORMAÇÃO E CRIAÇÃO EM DANÇAS DE RUA, PERFORMANCES, BATALHAS E INTERVENÇÕES URBANAS. POR MUITOS ANOS, FOI GRUPO RESIDENTE DO GALPÃO DO DIRCEU E CASA DE HIP-HOP DO PIAUÍ E DESDE 2017 É RESIDENTE DA CASA DE PRODUÇÃO CAMPO ARTE/REVOADA, ONDE ATUA COMO ZONA DE CRUZAMENTO ENTRE ARTISTAS, LINGUAGENS E PESQUISAS CONTEMPOR NEAS A PARTIR DAS VIVÊNCIAS DE RUA.
ES Fruto de acciones performativas realizadas en Teresina, VAPOR hace su estreno presencial después de una serie de cinco videos, reafirmando la danza-rota del Bomber Crew. Con fundamentos en capoeira, del breaking y de técnicas de improvisación, el colectivo invierte en movimientos no simétricos que valoran lo cotidiano y la experiencia de cada cuerpo. ¶ tReta, uma invasão performática [Embrollo, una invasión performativa] (2018), y Suspeit∞, obra monitorada [Sospech∞, obra
monitoreada] (2020), iniciaron la trilogía que culmina en esta performance, con títulos nacidos en el vocabulario de los callejones brasileños: “vapor” es la jerga para referirse al joven de la comunidad que desaparece, se evapora, sin que nadie note su ausencia. Combinando las ideas de refugio en el tiempo, de paisajes, saberes ancestrales y derecho a la vivienda, el colectivo elabora a través de la danza el modo de vida en la villa de Dirceu, un conjunto de barrios de la capital del estado de Piauí.
ORIGINAL BOMBER CREW ES UNA ORGANIZACIÓN DE PRÁCTICAS, INVESTIGACIONES Y PRODUCCIONES DE LA CULTURA HIP-HOP INICIADA EN EL 2005, CON TRABAJO DE FORMACIÓN Y CREACIÓN EN BAILES CALLEJEROS, PERFORMANCES, BATALLAS E INTERVENCIONES URBANAS. DURANTE MUCHOS AÑOS, FUE GRUPO RESIDENTE EN EL GALPÓN DE DIRCEU Y EN LA CASA DE HIP-HOP DE PIAUÍ Y DESDE 2017 ES RESIDENTE EN LA CASA DE PRODUCCIÓN CAMPO ARTE/ REVOADA, DONDE ACTÚA COMO ZONA DE CRUCE ENTRE ARTISTAS, LENGUAJES E INVESTIGACIONES CONTEMPORÁNEAS A PARTIR DE LAS EXPERIENCIAS DE CALLE.
ASSISTÊNCIA ADMINISTRATIVA / ASISTENCIA ADMINISTRATIVA
Humilde Alves
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN
Regina Veloso
DIFUSÃO / DIFUSIÓN
Corpo Rastreado
UMA PARCERIA / UNA
COLABORACIÓN
Original Bomber Crew + Revoada/Campo
FOTOS
Camila Rios
Obra criada entre imersões nas Ocupações / Obra creada entre inmersiones en las Ocupaciones
Lindalma Soares, Pedro Balzi, Jacinta Andrade e / y Vila Esperança (Teresina/ PI, 2021) e residências no / y residencias en el Quintal da Revoada (Teresina/ PI, 2021), CAMPO Arte
Contemporânea (Teresina, PI, 2024), FAROFA/Casa
Oswald de Andrade/Casa
Líquida (São Paulo/ SP, 2024) e / y Festival DDD/ Teatro Campo Alegre (Porto/ Portugal, 2024).
LA VELOCIDAD DE L A LUZ
A VELOCIDADE DA LUZ
PT Depois de Argentina, Alemanha, Japão, Suíça e Espanha, é a vez de o Brasil receber Marco Canale para uma nova etapa de seu grande projeto teatral com pessoas idosas. Durante quatro semanas, habitantes de Santos e região participaram de uma residência com o diretor, onde trabalharam suas lembranças e construíram uma narrativa ficcional. Desse material resulta o espetáculo, composto de dois momentos: primeiro, o público caminha pela cidade e visita a casa das pessoas do elenco, para acessar tais memó-
rias; em seguida, assiste à encenação criada coletivamente para estas apresentações. ¶ A cartografia íntima que Canale vem construindo com esse projeto ao redor do mundo se debruça sobre a potência e a fragilidade deste momento de vida dos atores. Para isso, a dramaturgia de cada espetáculo incorpora elementos recorrentes, como uma viagem que faz uma conexão com o passado, a história da cidade, a morte. Além, é claro, do mote que poeticamente intitula o projeto: a passagem do tempo.
MARCO CANALE, DIRETOR DE TEATRO E CINEMA DE BUENOS AIRES, CRIA PROJETOS CÊNICOS E CINEMATOGRÁFICOS QUE TRANSITAM ENTRE A BIOGRAFIA, O DOCUMENTÁRIO E A FICÇÃO, PERCORRENDO ESPAÇOS PÚBLICOS E PRIVADOS. SUAS PEÇAS FORAM APRESENTADAS EM LOCAIS COMO O EDINBURGH FESTIVAL, HAUS DER KULTUREN DER WELT (BERLIM), THE ROW (NOVA YORK), FESTIVAL RE/ POSICIONES (CIDADE DO MÉXICO), YOUNG VIC THEATRE (LONDRES), CASA DE AMÉRICA (MADRI) E TEATRO NACIONAL CERVANTES (BUENOS AIRES).
ES Después de Argentina, Alemania, Japón, Suiza y España, le toca a Brasil recibir a Marco Canale en una nueva etapa de su gran proyecto teatral con personas mayores. Durante cuatro semanas, habitantes de Santos y región participaron en una residencia con el director, donde trabajaron sus recuerdos y construyeron una narrativa ficcional. De este material resulta el espectáculo, compuesto por dos momentos: primero, el público camina por la ciudad y visita la casa de las personas del elenco, para acceder a estas memorias;
luego, asiste a la escenificación creada colectivamente para estas presentaciones. ¶ La cartografía íntima que Canale ha ido construyendo con este proyecto alrededor del mundo se centra en la potencia y la fragilidad de este momento de vida de los actores. Para ello, la dramaturgia de cada espectáculo incorpora elementos recurrentes, como un viaje que hace conexión con el pasado, la historia de la ciudad, la muerte. Además, por supuesto, del lema que poéticamente titula el proyecto: el paso del tiempo.
MARCO CANALE, DIRECTOR DE TEATRO Y CINE DE BUENOS AIRES, CREA PROYECTOS ESCÉNICOS Y CINEMATOGRÁFICOS QUE TRANSITAN ENTRE LA BIOGRAFÍA, EL DOCUMENTAL Y LA FICCIÓN, RECURRIENDO LOS ESPACIOS PÚBLICOS Y PRIVADOS. SUS OBRAS HAN SIDO PRESENTADAS EN LOCALES COMO EL FESTIVAL DE EDIMBURGO, HAUS DER KULTUREN DER WELT (BERLIN), THE ROW (NUEVA YORK), FESTIVAL RE/POSICIONES (CIUDAD DE MÉXICO), TEATRO YOUNG VIC (LONDRES), CASA DE AMÉRICA (MADRID) Y TEATRO NACIONAL CERVANTES (BUENOS AIRES).
CRIAÇÃO, TEXTO E DIREÇÃO / CREACIÓN, TEXTO Y DIRECCIÓN
Marco Canale
PARCERIA ARTÍSTICA, PESQUISA E ARTICULAÇÃO
TERRITORIAL / COLABORACIÓN ARTÍSTICA, INVESTIGACIÓN Y ARTICULACIÓN TERRITORIAL
PT Monólogo em cinco vozes, o espetáculo encena no palco o discurso realizado em 2019 por Paul B. Preciado na Jornada Internacional da Escola da Causa Freudiana em Paris. O tema do encontro era “Mulheres na psicanálise” e o filósofo espanhol dirigiu-se a 3.500 profissionais, contestando a epistemologia da diferença sexual que sustenta a psicanálise e o regime patriarcal colonial. ¶ Traçando um paralelo com Relatório a uma academia, de Franz Kafka, Preciado questionou a classificação atribuída a ele, de “dis -
fórico de gênero”, e relatou sua vida como homem trans. Sua palestra provocou a assembleia; na ocasião ele não conseguiu apresentar todo o texto que havia preparado - publicado posteriormente como o livro Eu sou o monstro que vos fala: Relatório para uma academia de psicanalistas ¶ O espetáculo homônimo traz ao palco cinco “monstros”, pessoas trans e não binárias que, como o diretor Preciado, combinam sua presença poética e política para propor novas maneiras de entendimento do mundo.
PAUL B. PRECIADO É FILÓSOFO, ESCRITOR E CURADOR DE NACIONALIDADE ESPANHOLA, RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE POR SEU ATIVISMO E CONTRIBUIÇÃO À FILOSOFIA, ESPECIALMENTE À TEORIA QUEER E AOS ESTUDOS SOBRE GÊNERO. TEVE DECISIVA INFLUÊNCIA DE AGNES HELLER E JACQUES DERRIDA. SUA OBRA MANIFIESTO CONTRASEXUAL, ESCRITA EM 2002, É CONSIDERADA UM DOS TEXTOS DE REFERÊNCIA DA TEORIA QUEER.
ES Monólogo a cinco voces, el espectáculo escenifica el discurso pronunciado en 2019 por Paul B. Preciado en la Jornada Internacional de la Escuela de la Causa Freudiana en París. El tema del encuentro fue “Mujeres en el psicoanálisis” y el filósofo español se dirigió a 3.500 profesionales, cuestionando la epistemología de la diferencia sexual que sustenta el psicoanálisis y el régimen patriarcal colonial. ¶ Haciendo un paralelo con Informe para una academia, de Franz Kafka, Preciado cuestionó la clasificación que se le
atribuye como “disfórico de género” y relató su vida como hombre trans. Su discurso provocó a la asamblea; en esa ocasión no pudo presentar todo el texto que había preparado -publicado posteriormente como el libro Yo soy el monstruo que os habla: Informe para una academia de psicoanalistas ¶ El espectáculo homónimo lleva al palco cinco “monstruos”, personas trans y no binarias que, como el director Preciado, combinan su presencia poética y política para proponer nuevas formas de entender el mundo.
PAUL B. PRECIADO ES FILÓSOFO, ESCRITOR Y COMISARIO DE NACIONALIDAD ESPAÑOLA, RECONOCIDO INTERNACIONALMENTE POR SU ACTIVISMO Y APORTE A LA FILOSOFÍA, ESPECIALMENTE A LA TEORÍA QUEER Y A LOS ESTUDIOS SOBRE GÉNERO. TUVO DECISIVA INFLUENCIA DE AGNES HELLER Y JACQUES DERRIDA. SU OBRA MANIFIESTO CONTRASEXUAL, ESCRITA EN 2002, ES CONSIDERADA UNO DE LOS TEXTOS DE REFERENCIA DE LA TEORÍA QUEER.
ELENCO
Alex Silleras Bambi
Victor Viruta
Andy Díaz
Fabi Hernandez
TEXTO E DIREÇÃO / TEXTO Y DIRECCIÓN
Paul B. Preciado
COLABORAÇÃO ARTÍSTICA E CÊNICA / COLABORACIÓN
ARTÍSTICA Y ESCÉNICA
Tanja Beyeler
Natalia Álvarez Simó
ASSISTENTE ARTÍSTICO /
ASISTENTE ARTÍSTICO
Alexandru Stanciu
COORDENAÇÃO TÉCNICA / COORDINACIÓN TÉCNICA
Bela Nagy
PRODUÇÃO / PRODUCCIÓN
Elena Martínez/ lenaArtesEscénicas, com colaboração do / con la colaboración del Centro de Cultura
Contemporánea Conde Duque
DESENHO DE ILUMINAÇÃO / DISEÑO DE ILUMINACION
Paco Ariza/Daniel Checa
COORDENAÇÃO / COORDINACIÓN
Gabi Belvedere
DIREÇÃO DE PALCO / REGIDURÍA
Gema Monja
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO NO BRASIL / COORDINACIÓN DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Julia Gomes - Cenacult
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO E INTÉRPRETE NO BRASIL / ASISTENTE DE PRODUCCIÓN E INTÉRPRETE EN BRASIL
Suia Legaspe
COORDENAÇÃO TÉCNICA NO BRASIL / COORDINACIÓN TÉCNICA EN BRASIL
Luana Gouveia
CENOTÉCNICOS NO BRASIL / TÉCNICO DE ESCENARIO EN BRASIL
Equipe de Wanderley
Cenografia
AGRADECIMENTOS / AGRADECIMIENTOS
Luis Luque
Carlota Ferrer
Jessica Velarde
Equipo Ccc Conde Duque
Ayuntamiento de Madrid
FOTOS
Enric Rubio-BoCA
RODA DE CONVERSA / RONDA DE CONVERSACIÓN
BOTECO CRÍTICO
BAR CRÍTICO
COM / CON
AMILTON AZEVEDO
FERNANDO PIVOTTO
FREDDA AMORIM
GUILHERME DINIZ
HELOISA SOUSA
7, 10 E 14.9
SÁBADOS E TERÇA / SÁBADOS Y MARTES
22H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Em um ambiente informal, um grupo de profissionais da crítica teatral conduz e anima os encontros, que versarão sobre espetáculos apresentados no dia anterior. Eles buscam relacionar as montagens e entender tendências e singularidades, além de conversar a partir dos desenhos curatoriais da programação. A última conversa será acompanhada de uma roda de samba, conduzida pelo coletivo É Samba que Eles Querem, Eu Tenho.
ES En un ambiente informal, un grupo de profesionales de la crítica teatral anima los encuentros, que se referirán a los espectáculos presentados en el día anterior. Ellos buscan relacionar los montajes y entender tendencias y singularidades, además de dialogar a partir de los diseños curatoriales de la programación. La última conversación estará acompañada de una roda de samba (ronda de samba), conducida por el colectivo É Samba que Eles Querem, Eu Tenho.
Amilton Azevedo é artista-pesquisador, crítico e professor de teatro, idealizador da plataforma ruína acesa / es artista-investigador, crítico y profesor de teatro, idealizador de la plataforma ruína acesa | Fernando Pivotto é artista das cenas, educador e crítico, especialista em gestão cultural / es artista de las artes escénicas, educador y crítico, especialista en gestión cultural | Fredda Amorim é historiadora, mestra em Artes Cênicas, colaboradora da plataforma coletiva QUEERLOMBOS / es historiadora, máster en Artes Escénicas y colaboradora de la plataforma colectiva QUEERLOMBOS | Guilherme Diniz é pesquisador, crítico teatral e curador, editor do site Horizonte da Cena / es investigador, crítico teatral y curador, editor del sitio Horizonte da Cena | Heloisa Sousa é artista e pesquisadora das artes da cena e cofundadora do Farofa Crítica / es artista e investigadora de las artes escénicas y cofundadora de Farofa Crítica
AULA ABERTA / CLASE ABIERTA
DANÇA QUE EU DANÇO
BAILA QUE YO BAILO
COM / CON
ADRIANA BILBAO
BEACH BLACK SAMBA-ROCK
CIA ETRA DE DANÇA
MAD FEELING CREW
PANORANDO CIA.
PATFUDYDA
12.9
QUINTA / JUEVES
14H30 ÀS 16H30
SESC SANTOS | CONVIVÊNCIA
PT Um grupo de artistas de diferentes modalidades da dança ocupa simultaneamente o mesmo espaço, apresentando aos espectadores estilos diversos, como ballroom, danças urbanas e flamenco. O público pode circular pela área, experienciando variados gêneros coreográficos e criando uma paisagem múltipla.
ES Un grupo de artistas de diferentes modalidades de danza ocupan simultáneamente el mismo espacio, presentando a los espectadores estilos diversos, como bailes de salón, bailes urbanos y flamenco. El público puede moverse por el área experimentando diferentes géneros coreográficos y creando un paisaje múltiple.
Patfudyda é artista da dança, coreógrafa, performer e artista visual / es artista de la danza, coreógrafa, performer y artista visual | Panorando Cia é um coletivo interessado nas intersecções entre manifestações culturais, teatro e dança / es un colectivo interesado en las intersecciones entre las manifestaciones culturales, el teatro y la danza | Adriana Bilbao é bailarina de flamenco e gerencia uma fábrica de criação em dança em Bilbao / es bailaora y gestiona una fábrica de creación en danza en Bilbao | Mad Feeling Crew é um coletivo que pesquisa a cultura hip hop / es un colectivo que investiga la cultura hip hop | Beach Black Samba-Rock é um projeto dedicado a aulas e encontros para dançar black music / es un proyecto dedicado a clases y encuentros para bailar black music | Cia Etra de Dança foi fundada em 2001 por Ariadne Filipe e Edvan Monteiro e é sediada em Santos / fue fundada en 2001 por Ariadne Filipe y Edvan Monteiro y tiene su sede en Santos
ENTREVISTA PÚBLICA
ENCONTROS AO VIVO – DANIEL VEIGA
E / Y FABY HERNÁNDEZ
ENCUENTROS EN VIVO – DANIEL VEIGA E / Y FABY HERNÁNDEZ
COM / CON
ADRIANA COUTO
DANIEL VEIGA
FABY HERNÁNDEZ
7.9 SÁBADO
11H ÀS / A 13H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Entrevistas realizadas pela jornalista Adriana Couto com duplas de artistas e pensadores convidados, alguns dos quais apresentam espetáculos no MIRADA. As conversas versam sobre sua trajetória e pensamento, colocando em perspectiva sua obra e perpassando os eixos do festival: Floresta, Sonho e Esperança. No dia 7, os convidados são Daniel Veiga e Faby Hernández (Yo Soy el Monstruo que os Habla).
ES Entrevistas realizadas por la periodista Adriana Couto a dúos de artistas y pensadores invitados, algunos de los cuales presentan espectáculos en el MIRADA. Las conversaciones se centran en su trayectoria y pensamiento, poniendo en perspectiva sus obras y abarcando los ejes del festival: Bosque, Sueño y Esperanza. El 7, los invitados son Daniel Veiga y Faby Hernández (Yo Soy el Monstruo que os Habla).
Adriana Couto é jornalista, apresentadora do programa Metrópolis / es periodista y presentadora del programa Metrópolis | Daniel Veiga é roteirista, dramaturgo e ator / es guionista, dramaturgo y actor | Faby Hernández é mulher trans e ativista social / es mujer trans y activista social
ENTREVISTA PÚBLICA
ENCONTROS AO VIVO – JÉSSICA TEIXEIRA
E / Y RICARDO BROMLEY
ENCUENTROS
EN VIVO – JÉSSICA TEIXEIRA E / Y RICARDO BROMLEY
COM / CON
ADRIANA COUTO
JÉSSICA TEIXEIRA
RICARDO BROMLEY
9.9
SEGUNDA / LUNES
11H ÀS / A 13H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Entrevistas realizadas pela jornalista Adriana Couto com duplas de artistas e pensadores convidados, alguns dos quais apresentam espetáculos no MIRADA. As conversas versam sobre sua trajetória e pensamento, colocando em perspectiva sua obra e perpassando os eixos do festival: Floresta, Sonho e Esperança. No dia 9, os convidados são Jéssica Teixeira (MONGA) E Ricardo Bromley (El Rincón de los Muertos).
ES Entrevistas realizadas por la periodista Adriana Couto a dúos de artistas y pensadores invitados, algunos de los cuales presentan espectáculos en el MIRADA. Las conversaciones se centran en su trayectoria y pensamiento, poniendo en perspectiva sus obras y abarcando los ejes del festival: Bosque, Sueño y Esperanza. El 9, los invitados son Jéssica Teixeira (MONGA) y Ricardo Bromley (El Rincón de los Muertos).
Adriana Couto é jornalista, apresentadora do programa Metrópolis / es periodista y presentadora del programa Metrópolis | Ricardo Bromley é ator, danzante de tijeras (bailarino de tesouras, dança peruana) e tem formação em violino andino / es actor, danzante de tijeras (danza del Perú) y tiene formación en violín andino | Jéssica Teixeira é multiartista e faz do seu corpo estranho sua principal matéria-prima de investigação dramatúrgica e cênica / es multiartista y hace de su cuerpo extraño su principal materia prima de investigación dramatúrgica y escénica
AULA ABERTA / CLASE ABIERTA
ENCONTROS MOVENTES – TÂNIA FARIAS
ENCUENTROS MOVIBLES –
TÂNIA FARIAS
COM / CON TÂNIA FARIAS
7.9
SÁBADO
13H ÀS 14H30
EMISSÁRIO SUBMARINO
PT Tânia Farias baseia-se em seus trabalhos coletivos em locais públicos para realizar este aulão aberto. O encontro ao ar livre, intitulado Experiência de Teatro e Comunidade, convida participantes a se aproximarem, provando de forma prática a experiência. A ideia é dançar junto para estabelecer vínculos afetivos entre desconhecidos e aperfeiçoar a presença de forma coletiva.
ES Tânia Farias se basa en sus trabajos colectivos en lugares públicos para realizar esta gran clase abierta. El encuentro al aire libre, titulado Experiencia de Teatro y Comunidad, invita a los participantes a que se acerquen, probando de forma práctica la experiencia. La idea es bailar junto para establecer vínculos afectivos entre desconocidos y mejorar la presencia de forma colectiva.
Tânia Farias é atriz e criadora, integrante da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz / es actriz y creadora, integrante de la Tribo Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
RODA DE CONVERSA / RONDA DE CONVERSACIÓN
MIRADAS
COLETIVAS: ENCONTROS
DE CURADORIA
MIRADAS COLECTIVAS: ENCUENTROS DE CURADURÍA
COM / CON REPRESENTANTES DE FESTIVAIS NACIONAIS E INTERNACIONAIS DE ARTES CÊNICAS / REPRESENTANTES DE FESTIVALES DE ARTES ESCÉNICAS NACIONALES Y INTERNACIONALES
10.9
TERÇA / MARTES
11H ÀS / A 13H
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
PT Roda de conversa que reúne curadoras e curadores do Brasil e de outros países para compartilhar experiencias, projetos, tecnologias e sonhos em seus campos de atuação e imaginar coletivamente propostas concretas de acao a respeito de fomento as artes, politicas publicas, programacao e circulacao de obras artisticas.
ES Ronda de conversación reuniendo a curadoras y curadores de Brasil y de otros países para compartir experiencias, proyectos, tecnologías y sueños en sus campos de actuación e imaginar colectivamente propuestas concretas de acción en materia de fomento a las artes, políticas públicas, programación y circulación de obras artísticas.
ESTRATAGEMAS DESESPERADOS
AMANDA LYRA
PT As artistas apresentam uma abertura de processo da criação do espetáculo, baseado em escritoras latino-americanas que exploram o horror e a violência em narrativas onde a mulher é o sujeito da ação. Esquivando-se de interpretações panfletárias ou românticas, as autoras exploram personagens distantes dos padrões morais e culturais de feminilidade. São mulheres que criam estratagemas (ainda que
desesperados) para sobreviver e inverter a lógica de poder. ¶ A investigação tem como questão central as manifestações da raiva feminina na sociedade contemporânea, explorando o contraponto entre a passividade do espaço doméstico ancestral e o desejo de um revide violento no âmbito social. A apresentação acontece após uma residência no CPT, o Centro de Pesquisa Teatral do Sesc.
AMANDA LYRA É FORMADA PELA ESCOLA DE ARTE DRAMÁTICA DA USP. FOI IDEALIZADORA E ATRIZ DAS PEÇAS QUARTO 19, PELA QUAL FOI INDICADA A DIVERSOS PRÊMIOS DE ATUAÇÃO, TRAGÉDIA: UMA TRAGÉDIA E UMA HISTÓRIA RADICALMENTE CONDENSADA DA VIDA PÓS-INDUSTRIAL. FOI ATRIZ CONVIDADA DOS ÚLTIMOS ESPETÁCULOS DA COMPANHIA ULTRALÍRICOS, DIRIGIDA POR FELIPE HIRSCH. ESTRATAGEMAS DESESPERADOS É A SUA PRIMEIRA DIREÇÃO.
ES Las artistas presentan una muestra de proceso de la créacion del espectáculo, basado en escritoras latinoamericanas que exploran el horror y la violencia en narrativas donde la mujer es el sujeto de la acción. Esquivando interpretaciones panfletarias o románticas, las autoras exploran personajes alejadas de los estándares morales y culturales de la feminidad. Son mujeres que crean estratagemas (por desesperadas
que sean) para sobrevivir y revertir la lógica del poder. ¶ La investigación tiene como tema central las manifestaciones de la ira femenina en la sociedad contemporánea, explorando el contrapunto entre la pasividad del espacio doméstico ancestral y el deseo de represalia violenta en el ámbito social. La presentación se realiza luego de una residencia en el CPT, el Centro de Pesquisa Teatral del Sesc.
AMANDA LYRA ES EGRESADA DE LA ESCUELA DE ARTE DRAMÁTICO DE LA USP. FUE CREADORA Y ACTRIZ DE LAS OBRAS: QUARTO 19, POR LA QUE FUE NOMINADA
A VARIOS PREMIOS DE ACTUACIÓN, TRAGÉDIA: UMA TRAGÉDIA Y UMA HISTÓRIA RADICALMENTE CONDENSADA DA VIDA PÓS-INDUSTRIAL. FUE ACTRIZ INVITADA EN LOS ÚLTIMOS ESPECTÁCULOS DE LA COMPAÑÍA ULTRALÍRICOS, DIRIGIDA POR FELIPE HIRSCH. ESTRATAGEMAS DESESPERADOS ES SU PRIMERA DIRECCIÓN.
Criado a partir dos contos de / Creado a partir de los cuentos de Mariana Enriquez (Argentina), María Fernanda Ampuero (Equador), Mónica Ojeda (Equador) e Liliana Colanzi (Bolívia)
IDEALIZAÇÃO, DIREÇÃO E DRAMATURGIA / IDEALIZACIÓN, DIRECCIÓN Y DRAMATURGIA
Amanda Lyra
CODIREÇÃO E DRAMATURGIA / CODIRECCIÓN Y DRAMATURGIA
Juuar
ELENCO
Amanda Lyra
Carlota Joaquina
Nilcéia Vicente
Stella Rabello
DIREÇÃO DE MOVIMENTO
E PREPARAÇÃO CORPORAL / DIRECCIÓN DEL MOVIMIENTO
Y PREPARACIÓN CORPORAL
Danielli Mendes
ILUMINAÇÃO / ILUMINACIÓN
Sarah Salgado
CRIAÇÃO DE TRILHA SONORA / CREACIÓN DE BANDA SONORA
Maria Beraldo
TÉCNICO DE SOM / TÉCNICO DE SONIDO
Tomé de Souza
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Yumi Ogino
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN
Aura Cunha
Elephante Produções
COLABORAÇÃO NA CRIAÇÃO / COLABORACIÓN EN LA CREACIÓN | RESIDENTES CPT_SESC
Alanis Mahara
Alv Lara
Carolina Splendore
Celsim
Flora Camolese
Gabriel Viana
Giovanna Barros
Giulia Gadel
Lara Duarte
Laura Lufési
Letícia Bassit
Luciana Fróes
Luiza Moreira Salles
Maria Fernanda Batalha
Mariana Mantovani
Monalisa Silva
Nadja
Sofia Maruci
Sônia Ferreira
Tainá Medina
Tatiana Heide
Victor Salomão
Vini Silveira
FOTOS
Matheus José Maria
PT Mescla de espetáculo teatral e show, o trabalho é uma performance transdisciplinar em que o cantor e compositor trans compartilha sua experiência e sua busca por autoconhecimento. Eme se alterna entre
canções, escritos, peças sonoras e expressões gestuais, costurando um ensaio poético em que trafega por conceitos como amor-próprio e autodestruição, gênero e religião, ferida e cura.
EME É CANTAUTOR TRANS E MENINO-MENINA DESDE A INFÂNCIA. ARTISTA INTERDISCIPLINAR E GESTOR CULTURAL AUTÔNOMO, CRIA CANÇÕES DESDE OS 16 ANOS, ESTUDOU MÚSICA, FORMOU-SE COMO PALHAÇO E PARTICIPOU DE PRODUÇÕES TEATRAIS. É PRODUTOR DE CANTO E VEM DESENVOLVENDO SUA PRÓPRIA METODOLOGIA. EM 2017, LANÇOU O ÁLBUM RAÍZ/ES E, ATUALMENTE, TRABALHA NA GRAVAÇÃO DE UM NOVO DISCO, APENAS COM CANÇÕES PRÓPRIAS.
ES Mezcla de espectáculo teatral y concierto, el trabajo es una performance transdisciplinaria en la que el cantante y compositor trans comparte su experiencia y su búsqueda de autoconocimiento. Eme alterna canciones, escritos (hablados o proyectados
en escena), piezas sonoras y expresiones gestuales, tejiendo un ensayo poético en el que navega por conceptos como el amor propio y la autodestrucción, el género y la religión, la herida y la curación.
EME ES CANTAUTOR TRANS Y NIÑO-NIÑA DESDE LA INFANCIA. ARTISTA INTERDISCIPLINARIO Y GESTOR CULTURAL AUTÓNOMO, CREA CANCIONES DESDE LOS 16 AÑOS, ESTUDIÓ MÚSICA, SE FORMÓ COMO PAYASO Y PARTICIPÓ DE PRODUCCIONES TEATRALES. ES PRODUCTOR DE CANTO Y VIENE DESARROLLANDO SU PROPIA METODOLOGÍA. EN 2017 LANZÓ EL DISCO RAÍZ/ES Y ACTUALMENTE TRABAJA EN LA GRABACIÓN DE UN NUEVO DISCO, ÚNICAMENTE CON CANCIONES PROPIAS.
VOCAL E EFEITOS VISUAIS / ELENCO, DIRECCIÓN, DRAMATURGIA, DIRECCIÓN
MUSICAL, ENTRENAMIENTO
VOCAL Y EFECTOS VISUALES
Eme
CONSULTORIA DE DIREÇÃO / CONSULTORÍA DE DIRECCIÓN
Alejandro Clavier (2023)
CONSULTORIA DE DRAMATURGIA / CONSULTORÍA DE DRAMATURGIA
Trinidad Piriz (2021)
Claudia Tangoa (2021)
Alejandro Clavier (2021-2023)
DIREÇÃO DE MOVIMENTO / DIRECCIÓN DE MOVIMIENTO
Angellina Miladi (2021)
Cía. Mundana (2023) | Inés Coronado
Carla Coronado
DESENHO DE ILUMINAÇÃO / DISEÑO DE ILUMINACIÓN
Marvin Calle
PRODUTOR DA TURNÊ / PRODUCTOR DE LA GIRA
Siu Jing Apau
MÚSICA EM / EN CULPA
Helme
Raúl García Zarate
LOCUÇÃO EM / LOCUCIÓN
EN ESTO NO ES LO QUE ES
Irene Eyzaguirre
CITAÇÃO EM / CITACIÓN
EN ESTO NO ES LO QUE ES
Marlene Wayar
VIOLÃO EM / GUITARRA EN ME ACUERDO
Orlando Eyzaguirre García ARQUIVO DE ÁUDIO EM / ARCHIVO DE AUDIO EN ME ACUERDO
Família Eyzaguirre
PRODUÇÃO MUSICAL EM / PRODUCCIÓN MUSICAL EN VALSECITO DE UNX
Ruth Torres Félix
PRODUÇÃO NO BRASIL / PRODUCCIÓN EN BRASIL
Périplo
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO NO BRASIL / ASISTENTE DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Nabi Pacheco
PRODUÇÃO EXECUTIVA / PRODUCCIÓN EJECUTIVA
Adolfo Barreto
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO NO BRASIL / DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN EN BRASIL
Pedro de Freitas | Périplo
FOTOS
Belissa Garcia
UMA IDENTIDADE
VISUAL EM TRÊS ATOS
POR LUCIANA ORVAT | DESIGNER, PROFESSORA E SÓCIA DO ESTÚDIO CLARABOIA. É FORMADA EM ARQUITETURA E URBANISMO PELA FAUUSP E PÓS-GRADUADA
EM DESIGN GRÁFICO PELA MESMA UNIVERSIDADE. LECIONA EM DISCIPLINAS
UNIVERSITÁRIAS E CURSOS LIVRES DESDE 2012 E FOI CONSULTORA DE DESIGN
NO ITAÚ CULTURAL. TEVE DIVERSOS TRABALHOS SELECIONADOS PARA MOSTRAS E PREMIAÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS.
PT A identidade visual desta edição do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas – MIRADA destaca o Peru como país homenageado e ao mesmo tempo expande o projeto de atualização empreendido desde o início de 2020. Dez anos após sua primeira edição, em 2010, o festival buscou refletir sua consolidação e maturidade também pela sistematização de sua visualidade, criando consistência e regularidade para as edições subsequentes. Aqui, narro essa construção dividida em três tempos e realizada por muitas mãos.¹
PRIMEIRO ATO | 2020-2021
A decisão de preservar a chave² presente na marca original do festival, de autoria da designer Noris Lima, se deu pela constatação de que o símbolo ainda carregava camadas de significado bastante relevantes para o evento. Seu formato relaciona-se com o movimento do mar, por ser Santos a cidade que sedia o festival e sintetiza o espaço de encontro de diferentes povos em seu porto. Da mesma maneira, é possível verificar certa semelhança entre a chave e o enquadramento do proscênio (a versão mais conhecida da moldura lateral da boca de cena, definida por cortinas abertas e amarradas).
1. Além do Estúdio Claraboia, outros designers participaram ativamente deste projeto. Caminharam juntos em algumas (ou todas) as suas fases: Felipe Daros, Gabriela Borsoi, Giovanna Merlin, Iara Pierro, Luciana Orvat, Pablo Perez, Rogério Ianelli, Tina Cassie, Yasmin Amorim, Mildred Gonzalez, Taís Haydée Pedroso e os estagiários Raquel Mendes e Vitor Gabriel.
2. Aqui refere-se ao sinal gráfico que indica a reunião de itens relacionados entre si, formando um grupo.
Depois de atravessarem uma atualização tipográfica sutil, os componentes da marca original foram isolados - logotipo (MIRADA), símbolo (chave) e assinatura (Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas) - e tornaram-se elementos independentes na identidade visual, flexibilizando o sistema, revitalizando sua imagem e facilitando aplicações mais desafiadoras. Paralelamente, seria possível originar diferentes grafismos por meio da repetição, rotação, espelhamento e tantas outras operações gráficas com a chave. Essas variações poderiam não só distinguir cada edição do festival como também evocar inquietações e temáticas de suas apresentações e atividades. Por conta das limitações colocadas pela pandemia de Covid-19, a edição de 2020 do festival foi adiada e o projeto gráfico desenvolvido foi, mais tarde, adaptado para a Ocupação MIRADA, realizada em 2021. O verde fluorescente, típico do modelo de cores RGB (sigla em inglês para vermelho, verde e azul), foi a cor da edição, que recorreu a um formato predominantemente on-line para acontecer.
SEGUNDO ATO | 2022
Foi com o retorno das edições presenciais do festival, em 2022, que o projeto pôde ser implementado em todos os pontos de contato. A cor verde foi substituída por um laranja vibrante e solar para celebrar o reencontro. Mesmo com todas as dificuldades, que se somaram àquelas já enfrentadas desde antes da pandemia no Brasil, o teatro permaneceu vivo e relevante.
TERCEIRO ATO | 2024
Para direcionar a adaptação da identidade visual para a edição de 2024, a curadoria indicou o Peru como país homenageado e apontou temáticas presentes nos espetáculos e atividades desta edição. Assim, reflexões sobre corpos insurgentes, migração, meio ambiente, misoginia, lgbtfobia e racismo, já contempladas nas edições anteriores, apareceriam ao lado de novas perspectivas, como o contracolonialismo e a decolonidade, as histórias não hegemônicas, as questões amazônicas e a África ibérica.
A tradição têxtil peruana foi então estabelecida como eixo central na conceituação do projeto, valorizando saberes ancestrais e originários e, ao mesmo tempo, incorporando camadas de significado igualmente pertinentes, como as redes, as tramas e os encontros. A multiplicidade de cores usadas numa nova variação de grafismo potencializa aplicações dinâmicas, como animações e impressões lenticulares. É no campo simbólico, no entanto, que o vigor cromático realiza sua tarefa fundamental: transbordar das superfícies o chamado para a diversidade.
UNA IDENTIDAD VISUAL EN TRES ACTOS
POR LUCIANA ORVAT | DISEÑADORA, DOCENTE Y SOCIA DEL ESTÚDIO CLARABOIA. ES LICENCIADA EN ARQUITECTURA Y URBANISMO POR LA FAUUSP Y POSGRADUADA EN DISEÑO GRÁFICO POR LA MISMA UNIVERSIDAD. DA CLASES EN DISCIPLINAS
UNIVERSITARIAS Y CURSOS LIBRES DESDE 2012 Y FUE CONSULTORA DE DISEÑO EN ITAÚ CULTURAL. TUVO DIVERSOS TRABAJOS SELECCIONADOS PARA MUESTRAS Y PREMIACIONES NACIONALES E INTERNACIONALES.
ES La identidad visual de esta edición del Festival Iberoamericano de Artes Escénicas – MIRADA destaca a Perú como país homenajeado y al mismo tiempo amplía el proyecto de actualización emprendido desde principios de 2020. Diez años después de su primera edición, en 2010, el festival buscó reflejar su consolidación y madurez también sistematizando su visualidad, creando consistencia y regularidad para las ediciones posteriores. Aquí, narro esta construcción dividida en tres tiempos y realizada por muchas manos.¹
PRIMER ACTO | 2020-2021
La decisión de preservar la llave² presente en la marca original del festival, de autoría de la diseñadora Noris Lima, se tomó al darse cuenta de que el símbolo todavía llevaba capas de significado bastante relevantes para el evento. Su formato se relaciona con el movimiento del mar, ya que Santos es la ciudad que acoge el festival y sintetiza el espacio de encuentro de diferentes pueblos en su puerto. De la misma manera, es posible verificar cierta similitud entre la llave y el encuadre del proscenio (la versión más conocida del marco lateral del escenario, definido por cortinas abiertas y atadas).
1. Además del Estúdio Claraboia, otros diseñadores participaron activamente en este proyecto. Caminaron juntos en algunas (o todas) de sus fases: Felipe Daros, Gabriela Borsoi, Giovanna Merlin, Iara Pierro, Luciana Orvat, Pablo Perez, Rogério Ianelli, Tina Cassie, Yasmin Amorim, Mildred Gonzalez, Taís Haydée Pedroso y los pasantes Raquel Mendes y Vitor Gabriel.
2. Aquí se refiere al signo gráfico que indica la reunión de elementos relacionados entre sí, formando un grupo.
Después de atravesaren una sutil actualización tipográfica, los componentes de la marca original fueron aislados -logotipo (MIRADA), símbolo (llave) y signatura (Festival Iberoamericano de Artes Escénicas)- y se convirtieron en elementos independientes de la identidad visual, flexibilizando el sistema, revitalizando su imagen y facilitando aplicaciones más desafiantes. Paralelamente, sería posible originar diferentes grafismos a través de la repetición, rotación, replicación y muchas otras operaciones gráficas con la llave. Estas variaciones podrían no solo distinguir cada edición del festival sino también evocar inquietudes y temáticas de sus presentaciones y actividades.
Debido a las limitaciones impuestas por la pandemia de Covid-19, la edición 2020 del festival fue pospuesta y el proyecto gráfico desarrollado fue, posteriormente, adaptado para la Ocupación MIRADA, realizada en 2021. El verde fluorescente, típico del modelo de colores RGB (sigla en inglés para rojo, verde y azul), fue el color de la edición, que recurrió a un formato predominantemente en línea para ocurrir.
SEGUNDO ACTO | 2022
Fue con el regreso de las ediciones presenciales del festival, en 2022, que el proyecto pudo implementarse en todos los puntos de contacto. El color verde fue sustituido por un naranja vibrante y solar para celebrar el reencuentro. Incluso con todas las dificultades, que se sumaron a las ya enfrentadas antes de la pandemia en Brasil, el teatro se mantuvo vivo y relevante.
TERCER ACTO | 2024
Para direccionar la adaptación de la identidad visual para la edición 2024, la curaduría indicó a Perú como el país homenajeado y señaló temáticas presentes en los espectáculos y actividades de esta edición. Así, reflexiones sobre cuerpos insurgentes, migración, medio ambiente, misoginia, LGBTIfobia y racismo, ya abordadas en ediciones anteriores, aparecerían junto a nuevas perspectivas, como la decolonidad, las historias no hegemónicas, las cuestiones amazónicas y el África ibérica. La tradición textil peruana se estableció entonces como eje central en la conceptualización del proyecto, valorando saberes ancestrales y originarios y, al mismo tiempo, incorporando capas de significado igualmente pertinentes, como las hamacas, las tramas y los encuentros. La multiplicidad de colores utilizados en una nueva variación de grafismo potencia las aplicaciones dinámicas, como animaciones e impresiones lenticulares. Es en el campo simbólico, sin embargo, donde el vigor cromático cumple su tarea fundamental: desbordar de las superficies el llamado a la diversidad.
símbolo
assinatura logotipo
módulo base grafismo
ESPAÇOS / ESPACIOS
CUBATÃO
VILA SÃO JOSÉ
PT O bairro ocupa a região antes conhecida como Vila Socó, aglomerado de barracos erguidos em cima de palafitas, em região de mangue, a partir do início dos anos 1960. A industrialização do município provocou um processo migratório motivado pela procura de novos empregos e os novos habitantes se organizaram nessa região. As moradias da Vila Socó foram destruídas em fevereiro de 1984, no grande incêndio causado pelo vazamento de um oleoduto. Pelo menos uma centena de pessoas morreu na ocasião.
ES El barrio ocupa la región antes conocida como Vila Socó, un conjunto de chozas construidas sobre palafitos, en una región de manglares, desde principios de los años 1960. La industrialización del municipio provocó un proceso migratorio motivado por la búsqueda de nuevos empleos y nuevos habitantes se organizaron en esta región. Las viviendas de Vila Socó fueron destruidas en febrero de 1984, en un gran incendio provocado por una fuga de oleoducto. Al menos una centena de personas murieron en esa ocasión.
SANTOS
ARCOS DO VALONGO
R. Comendador Neto, 3
Centro, Santos (SP)
CASA DA FRONTARIA AZULEJADA
R. do Comércio, 92
Centro, Santos (SP)
PT Localizado no Centro Histórico de Santos, Arcos do Valongo é um espaço que abriga eventos, festas e shows com arquitetura rústica, despojada e contemporânea. Em plena zona portuária, seu interior é aberto, unificado e proporciona uma visão única na cidade.
ES Ubicado en el Centro Histórico de Santos, Arcos do Valongo es un espacio que alberga eventos, fiestas y conciertos con una arquitectura rústica, eclética y contemporánea. En pura zona portuaria, su interior es abierto, unificado y proporciona una vista única de la ciudad.
PT Uma das mais significativas obras arquitetônicas de Santos, o prédio foi construído em 1865 e ficou conhecido pela sua fachada de influência neoclássica, decorada por azulejos em alto-relevo importados de Portugal. Era residência e armazém do comendador português Manoel Joaquim Ferreira Netto, um bem-sucedido comerciante de café; com o passar dos anos foi utilizado como escritório, hotel, armazém de cargas e depósito
CENTRO ESPANHOL DE SANTOS
Av. Ana Costa, 286
Campo Grande, Santos (SP)
de adubos químicos. A recuperação da fachada aconteceu em 1992. Ali funciona, desde 2006, o maior espaço cultural do Centro Histórico.
ES Una de las obras arquitectónicas más importantes de Santos, el edificio fue construido en 1865 y se hizo conocido por su fachada de influencia neoclásica, decorada con azulejos con relieve importados de Portugal. Fue residencia y almacén del comandante portugués Manoel Joaquim Ferreira Netto, un exitoso comerciante de café; con el paso de los años fue utilizado como oficina, hotel, almacén de carga y depósito de fertilizantes químicos. La restauración de la fachada ocurrió en 1992. Allí funciona, desde 2006, el espacio cultural más grande del Centro Histórico.
PT Fundado em 1895 com o nome de Casino Espanhol, teve a primeira sede na Rua Aguiar de Andrade, no Paquetá, onde se concentrava a sociedade santista na época. Durante mais de três décadas, o Centro viveu noites de grande esplendor naquele local. Em decorrência da expansão do porto, as famílias foram se transferindo para a orla e o Centro Espanhol foi para a Avenida Ana Costa. O Centro Espanhol mantém em sua sede uma extensa biblioteca, com algumas relíquias literárias.
ES Fundado en 1895 con el nombre de Casino Espanhol, tuvo su primera sede en la Rua Aguiar de Andrade, en Paquetá, donde se concentraba en ese momento la sociedad santista. Durante más de tres décadas, el Centro vivió noches de gran esplendor en ese lugar. Como resultado de la ampliación del puerto, las familias se han trasladado a la costanera y el Centro Espanhol fue movido a la Avenida Ana Costa. El Centro de Espanhol mantiene una extensa biblioteca en su sede, con algunas reliquias literarias.
CENTRO
CULTURAL PORTUGUÊS
R. Amador Bueno, 188
Centro, Santos (SP)
PT A Praça Barão do Rio Branco, no Centro Histórico de Santos, fica integrada com o Pantheon dos Andradas e com a Igreja e Convento da Ordem Terceira do Carmo. O espaço de quase 2.200m² foi revitalizado para a programação comemorativa ao Bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, com melhorias de pavimentação e drenagem, iluminação no solo, recuperação do piso em pedra portuguesa e novo paisagismo.
ES En la sede del Centro Cultural Português se encuentra el Teatro Armênio Português, nombrado así en honor al empresario Armênio Mendes, fallecido en octubre de 2017. Ese año el Centro Português fue reinaugurado después de una revitalización, celebrando sus 122 años. El teatro tiene capacidad para más de 300 espectadores.
CENTRO HISTÓRICO (PRAÇA BARÃO DO RIO BRANCO)
Pça. Barão do Rio Branco Centro, Santos (SP)
CEU DAS ARTES
Pça. da Paz Universal Castelo, Santos (SP)
FONTE DO SAPO/ PRAIADA APARECIDA
Av. Bartolomeu de Gusmão, 83 Aparecida, Santos (SP)
OUTEIRO DE SANTA CATARINA
R. Visconde do Rio Branco, 48 Centro Histórico, Santos (SP)
PT N a sede do Centro Cultural Português está localizado o Teatro Armênio Português, batizado em homenagem ao empresário Armênio Mendes, falecido em outubro de 2017. Nesse ano o Centro Português foi reinaugurado após revitalização, comemorando seus 122 anos. O teatro possui capacidade para mais de 300 espectadores.
ES La Praça Barão do Rio Branco, en el Centro Histórico de Santos, está integrada con el Pantheon dos Andradas y con la Igreja e Convento da Ordem Terceira do Carmo. El espacio de casi 2.200 m² fue revitalizado para la programación conmemorativa del Bicentenario de la Independencia de Brasil, en 2022, con mejorías de pavimentación y drenaje, iluminación en el suelo, recuperación del piso en piedra portuguesa y nuevo paisajismo.
PT Localizado na Zona Noroeste de Santos, o CEU das Artes é formado por cineteatro, salas para cursos, uma biblioteca, quadras poliesportivas coberta e descobertas, playground e uma grande área de convivência com praças e jardins. Tem como objetivo oferecer arte, esporte, lazer e atendimento social à população mais vulnerável social e economicamente.
ES Ubicado en la Zona Noroeste de Santos, el CEU das Artes está compuesto por una sala de cineteatro, salas para cursos, una biblioteca, canchas polideportivas cubiertas y al aire libre, un parque infantil y una amplia zona común con plazas y jardines. Su objetivo es ofrecer arte, deporte, ocio y asistencia social a la población más vulnerable social y económicamente.
PT A Fonte do Sapo, uma das mais apreciadas pelas crianças que utilizam o entorno para brincar, fica nas proximidades do Canal 5. Além dos jatos d’água que atingem até 8 metros de altura, o chafariz é decorado com quatro sapos, o que torna a fonte ainda mais peculiar.
ES La Fonte do Sapo, una de las más apreciadas entre los niños que utilizan el entorno para jugar, se encuentra en las cercanías del Canal 5. Además de los chorros de agua que alcanzan hasta 8 metros de altura, la fuente está decorada con cuatro ranas, lo que hace que la fuente sea aún más peculiar.
PT Marco da fundação da Vila de Santos, o pequeno morro recebeu no século XVI, por ordem do casal Luís de Góis e Catarina de Aguillar, a construção da Capela de Santa Catarina de Alexandria e da primeira Santa Casa do país. Durante anos o outeiro forneceu pedras para o calçamento das ruas e a ampliação do porto, e no século XIX o médico italiano João Éboli mandou construir uma casa acastelada no bloco de rocha que restou do monte.
PARQUE ROBERTO MÁRIO SANTINI
(EMISSÁRIO SUBMARINO)
Av. Presidente Wilson, s/nº
José Menino, Santos (SP)
PRAÇA CAIO RIBEIRO DE MORAES
E SILVA (EM FRENTE AO SESC)
R. Conselheiro Ribas, 121 Aparecida, Santos (SP)
PRAÇA MAUÁ
Centro Histórico Santos (SP)
ES Hito de la fundación de la Vila de Santos, el pequeño cerro recibió en el siglo XVI, por orden de la pareja Luís de Góis y Catarina de Aguillar, la construcción de la Capela de Santa Catarina de Alexandria y de la primera Santa Casa del país. Durante años el cerro proporcionó piedras para pavimentar las calles y ampliar el puerto, y en el siglo XIX el médico italiano João Éboli ordenó la construcción de una casa acastillada en el bloque de roca que quedaba del cerro.
PT O Parque do Emissário, como é conhecido, foi construído sobre a plataforma terrestre do emissário submarino de Santos. Inaugurado em 1978, na comemoração do 463º aniversário de Santos, o projeto é assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake. No local há equipamentos esportivos, playground, Museu do Surfe e áreas de convivência. Uma escultura da artista plástica Tomie Ohtake, inaugurada em 2008 pelo então príncipe Naruhito, do Japão, homenageia o centenário da imigração japonesa no Brasil.
ES El Parque Emissário, como es conocido, fue construido sobre la plataforma terrestre del emisario submarino de Santos. Inaugurado en 1978, en la celebración del 463.º aniversario de Santos, el proyecto está firmado por el arquitecto Ruy Ohtake. En el espacio hay equipos deportivos, un parque infantil, el Museu do Surf y áreas de convivencia. Una escultura de la artista plástica Tomie Ohtake, inaugurada en 2008 por el entonces príncipe Naruhito, de Japón, rinde homenaje al centenario de la inmigración japonesa a Brasil.
PT Conhecido como Praça do Sesc, o espaço tem 7.200m² e fica no bairro da Aparecida. Oferece acessibilidade para portadores de necessidades especiais, espaços de jardins, parque infantil, área cercada para cães e uma pista de caminhada. Aos domingos, recebe a FeirArte, feira de economia criativa.
ES Conocido como Praça do Sesc, el espacio tiene 7.200 m² y está ubicado en el barrio de Aparecida. Ofrece accesibilidad para personas con necesidades especiales, espacios ajardinados, parque infantil, zona cercada para perros y una pista para caminar. Los domingos acoge FeirArte, una feria de economía creativa.
PT Principal ponto de encontro do Centro Histórico de Santos, recebeu o nome de Praça Visconde de Mauá em 1887, rebatizando o então Largo da Coroação. A homenagem se deve aos serviços prestados pelo industrial gaúcho no desenvolvimento de Santos. Desde 1939, a praça abriga o Palácio José Bonifácio (Paço Municipal), onde funcionam diversas repartições da prefeitura. O local também é muito conhecido por ser palco de manifestações públicas e eventos culturais durante todo o ano.
SESC SANTOS
(AUDITÓRIO/GINÁSIO/TEATRO)
R. Conselheiro Ribas, 136 Aparecida, Santos (SP)
TEATRO BRÁS CUBAS E TEATRO ROSINHA MASTRÂNGELO
Av. Senador Pinheiro Machado, 48
Vila Mathias, Santos (SP)
ES Principal punto de encuentro del Centro Histórico de Santos, fue nombrado Praça Visconde de Mauá en 1887, renombrando el entonces Largo da Coroação. El homenaje se debe a los servicios prestados por el industrial de Rio Grande do Sul en el desarrollo de Santos. Desde 1939, la plaza alberga el Palácio José Bonifácio (Paço Municipal), donde funcionan varias oficinas de la municipalidad. El lugar también es conocido por ser escenario de manifestaciones públicas y eventos culturales durante todo el año.
PT Inaugurada em 1986, a unidade do Sesc Santos totaliza 51.825m² de área construída e atende cerca de 10 mil pessoas por dia. A unidade possui acessibilidade universal, teatro com capacidade para 765 pessoas, área de convivência e exposições, auditório com capacidade para 99 lugares, biblioteca, sala de leitura, bicicletário, cafeteria, central de atendimento, ginásio, piscinas descobertas e climatizadas, quadras poliesportivas, salas de ginástica e expressão corporal, vestiário, comedoria, entre outros. Durante o Festival MIRADA, espaços como o Teatro, Ginásio, Convivência e Auditório tornam-se palcos da programação e recebem espetáculos, apresentações e atividades formativas. Conheça mais sobre a unidade em sescsp.org.br/santos
ES Inaugurada en 1986, la unidad del Sesc Santos totaliza 51.825 m² de área construida y atiende a cerca de 10 mil personas por día. La unidad cuenta con accesibilidad universal, teatro con capacidad para 765 personas, zona de convivencia y exposiciones, auditorio con capacidad para 99 personas, biblioteca, sala de lectura, bicicletero, cafetería, central de atención, gimnasio, piscinas descubiertas y climatizadas, canchas polideportivas, salas de gimnasia y expresión corporal, vestuarios, comedores, entre otros. Durante el Festival MIRADA, espacios como el Teatro, Gimnasio, Convivencia y Auditorio se convierten en escenarios para la programación y albergan espectáculos, presentaciones y actividades de formación. Obtenga más información sobre la unidad en sescsp.org.br/santos.
PT O Centro de Cultura Patrícia Galvão abriga os dois espaços, além de duas galerias de arte, o Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), a Hemeroteca Roldão Mendes Rosa e a sede da Secretaria Municipal de Cultura. Inaugurado em 10 de março de 1979, o Teatro Brás Cubas leva o nome do fundador da Vila de Santos. Tem mais de 5.000m², capacidade para 588 pessoas e foi projetado para abrigar espetáculos de balé, canto lírico, peças teatrais e até óperas. O Teatro de Arena Rosinha Mastrângelo, no térreo do Centro de Cultura, foi reinaugurado em 2020 e tem capacidade para 180 pessoas.
TEATRO GUARANY
Pça. dos Andradas, 100 Centro, Santos (SP)
ES El Centro Cultural Patrícia Galvão alberga los dos espacios, además de dos galerías de arte, el Museu de Imagen y Som de Santos (MISS), la Hemeroteca Roldão Mendes Rosa y la sede de la Secretaría Municipal de Cultura. Inaugurado el 10 de marzo de 1979, el Teatro Brás Cubas lleva el nombre del fundador de la Vila de Santos. Tiene más de 5.000 m², capacidad para 588 personas y fue diseñado para albergar espectáculos de ballet, canto lírico, obras teatrales e incluso óperas. El Teatro Arena Rosinha Mastrângelo, en la planta baja del Centro Cultural, fue reabierto en 2020 y tiene capacidad para 180 personas.
PT Primeiro edifício construído para fins teatrais em Santos, foi inaugurado em 1882 e quase um século depois, em 1981, foi destruído por um incêndio que poupou apenas as paredes externas. Após duas décadas de abandono, o prédio foi totalmente reconstruído pela prefeitura e entregue em 2008. Além da beleza da construção, destacam-se duas pinturas de Paulo Von Poser - a do teto retrata cena do romance O Guarani, de José de Alencar, e a do foyer do segundo piso é uma releitura do quadro de Benedito Calixto que mostra Santos vista do alto do Monte Serrat. O teatro funciona como sala de espetáculos e escola municipal de artes cênicas.
ES Primer edificio construido con fines teatrales en Santos, fue inaugurado en 1882 y casi un siglo después, en 1981, fue destruido por un incendio en el cual solo se salvaron las paredes exteriores. Después de dos décadas de abandono, el edificio fue totalmente reconstruido por la municipalidad y entregado en 2008. Además de la belleza de la construcción, se destacan dos pinturas de Paulo Von Poser -la del techo retrata una escena de la novela O Guarani, de José de Alencar, y la del foyer del segundo piso es una reinterpretación del cuadro de Benedito Calixto que muestra a Santos vista desde lo alto del Monte Serrat. El teatro funciona como sala de espectáculos y escuela municipal de artes escénicas.
SÃO VICENTE
PRAÇA TOM JOBIM
Biquinha, São Vicente (SP)
PT Perto da Biquinha de Anchieta, na praia do Gonzaguinha, fica a Praça Tom Jobim, espaço bastante amplo entre a praia e a Avenida Pedro de Toledo. Em frente a ela acontece a encenação da Fundação da Vila de São Vicente, tida como a maior encenação do mundo realizada em praia.
ES Cerca de Biquinha de Anchieta, en la playa de Gonzaguinha, se encuentra la Praça Tom Jobim, un espacio muy amplio entre la playa y la Avenida Pedro de Toledo. Frente a ella tiene lugar la escenificación de la Fundación Vila de São Vicente, considerada la mayor escenificación del mundo realizada en la playa.
SANTOS
1. ARCOS DO VALONGO
2. CASA DA FRONTARIA AZULEJADA
3. CENTRO ESPANHOL DE SANTOS
4. CENTRO CULTURA PORTUGUÊS
5. PRAÇA BARÃO DO RIO BRANCO
6. CEU DAS ARTES
7. FONTE DO SAPO
8. OUTEIRO DE SANTA CATARINA
9. EMISSÁRIO SUBMARINO
10. PRAÇA CAIO RIBEIRO DE MORAES E SILVA
11. PRAÇA MAUÁ
12. SESC SANTOS
13. CENTRO DE CULTURA PATRÍCIA GALVÃO
14. TEATRO GUARANY
CUBATÃO
15. VILA SÃO JOSÉ
SÃO VICENTE
16. PRAÇA TOM JOBIM
CUBATÃO
SANTOS
GRADE DE PROGRAMAÇÃO /
GRILLA
DE PROGRAMACIÓN
SANTOS
SESC SANTOS | TEATRO
SESC SANTOS | GINÁSIO
PRAÇA CAIO RIBEIRODE MORAES E SILVA (EM FRENTE AO SESC)
TEATRO BRÁS CUBAS
TEATRO GUARANY
TEATRO ROSINHA MASTRÂNGELO
ARCOS DO VALONGO
CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS
CEU DAS ARTES
EMISSÁRIO SUBMARINO
OUTEIRO DE SANTA CATARINA
PRAÇA MAUÁ
SÃO VICENTE
PRAÇA TOM JOBIM
QUI 05
ESPERANZA (PER) 20H | 70’
EL TEATRO ES UN SUEÑO (PER) 17H | 90’ | GRÁTIS
ESPERANZA (PER) 20H | 70’
YO SOY EL MONSTRUO QUE OS HABLA (ESP) 18H E 21H | 110’
YO SOY EL MONSTRUO QUE OS HABLA (ESP) 21H | 110’
QUEMAR EL BOSQUE CONTIGO ADENTRO (PER) 19H | 95’
MONGA (BRA) 21H | 90’ MONGA (BRA) 21H | 90’
SUBTERRÂNEO, UM MUSICAL
OBSCURO (POR-BRA) 18H | 100’
SUBTERRÂNEO, UM MUSICAL
OBSCURO (POR-BRA) 18H | 100’
O ESTADO DO MUNDO (QUANDO ACORDAS) (POR) 10H E 15H | 55’
O ESTADO DO MUNDO (QUANDO ACORDAS) (POR) 17H | 55’
O ESTADO DO MUNDO (QUANDO ACORDAS) (POR) 17H | 55’
LA VIDA EN OTROS PLANETAS (PER) 18H | 110’
LA VIDA EN OTROS PLANETAS (PER) 18H | 110’
CABARÉ CORAGEM (BRA) 20H | 110’
MENDOZA (MEX) 17H | 135’
CABARÉ CORAGEM (BRA) 20H | 110’
MAMA ANGÉLICA (PER) 18H | 50' MAMA ANGÉLICA (PER) 18H | 50'
EL RINCÓN DE LOS MUERTOS (PER) 18H | 40’
EL RINCÓN DE LOS MUERTOS (PER) 18H | 40’
EL TEATRO ES UN SUEÑO (PER) 16H | 90' | GRÁTIS
EL TEATRO ES UN SUEÑO (PER) 16H | 90’ | GRÁTIS
GRANADA (CHI) 14H E 16H | 60’
GRANADA (CHI) 14H E 16H | 60’
UBU TROPICAL (BRA) 16H | 60' | GRÁTIS
UBU TROPICAL (BRA) 15H | 60' | GRÁTIS
SANTOS
SESC SANTOS | TEATRO
SESC SANTOS | GINÁSIO
TER 10 QUA 11
QUEMAR EL BOSQUE CONTIGO ADENTRO (PER) 19H | 95’
G.O.L.P. (POR-CHI) 21H | 80’
G.O.L.P. (POR-CHI) 21H | 80’
TEATRO BRÁS CUBAS
HISTORIA DE UNA OVEJA (COL) 21H | 75’
HISTORIA DE UNA OVEJA (COL) 21H | 75’
TEATRO GUARANY CRUZADES (PAÍS BASCO - ESP) 20H | 60’
TEATRO ROSINHA MASTRÂNGELO
ARCOS DO VALONGO
CRUZADES (PAÍS BASCO - ESP) 20H | 60’
MENDOZA (MEX) 17H | 135’
CABARÉ CORAGEM (BRA) 20H | 110’
VAPOR, OCUPAÇÃO INFILTRÁVEL (BRA) 19H | 45’
CASA DA FRONTARIA AZULEJADA
CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS
CENTRO HISTÓRICO
ARQUEOLOGIAS DO FUTURO (BRA) 18H | 50’
ARQUEOLOGIAS DO FUTURO (BRA) 18H | 50’
CENTRO ESPANHOL DE SANTOS
CEU DAS ARTES
CONTRA XAWARA - DEUS DAS DOENÇAS OU TROCA INJUSTA (BRA) 18H | 60’
EMISSÁRIO SUBMARINO
FONTE DO SAPO/PRAIA
CUBATÃO
VILA SÃO JOSÉ
VILA SOCÓ (BRA) 17H30 | 180’ (COM INTERVALO DE 20’) | GRÁTIS
VILA SOCÓ (BRA) 17H30 | 180’ (COM INTERVALO DE 20’) | GRÁTIS
POPERÓPERA TRANSATLÂNTICA (BRA) 19H | 100’
SEX 13 SÁB 14 DOM 15
TIERRA (URU) 21H | 100’
POPERÓPERA TRANSATLÂNTICA (BRA) 19H | 100’
VAPOR, OCUPAÇÃO INFILTRÁVEL (BRA) 19H | 45’
PALMASOLA – UMA CIDADEPRISÃO (SUI-BOL) 19H | 105’
ESPERANDO GODOT (BRA) 19H | 210’ (COM INTERVALO DE 15’)
PALMASOLA – UMA CIDADEPRISÃO (SUI-BOL) 19H | 105’
PARTO PAVILHÃO (BRA) 19H | 60’
TIERRA (URU) 21H | 100’
DE MÃOS DADAS COM MINHA IRMÃ (BRA) 19H | 85’
DE MÃOS DADAS COM MINHA IRMÃ (BRA) 19H | 85’
EL PRESIDENTE MÁS FELIZ (PER) 18H | 50’
EL PRESIDENTE MÁS FELIZ (PER) 18H | 50’
AZIRA’I (BRA) 17H E 20H | 80’
SOMENTE ÀS 20H
SOMBRAS, POR SUPUESTO (ARG) 20H | 60’
ESPERANDO GODOT (BRA) 19H | 210’ (COM INTERVALO DE 15’)
SOMBRAS, POR SUPUESTO (ARG) 20H | 60’
A VELOCIDADE DA LUZ (ARG) 15H | 180’
¿DÓNDE ESTÁN LAS FEMINISTAS? (PER) 21H | 80’
CONTRA XAWARA - DEUS DAS DOENÇAS OU TROCA INJUSTA (BRA) 18H | 60’
A VELOCIDADE DA LUZ (ARG) 15H | 180’
¿DÓNDE ESTÁN LAS FEMINISTAS? (PER) 21H | 80’
AS CORES DA AMÉRICA LATINA (BRA) 17H | 45’ | GRÁTIS
PARTO PAVILHÃO (BRA) 19H | 60’
A VELOCIDADE DA LUZ (ARG) 15H | 180’
AS CORES DA AMÉRICA LATINA (BRA) 16H | 45’ | GRÁTIS
AS CORES DA AMÉRICA LATINA (BRA) 16H | 45’ | GRÁTIS
VILA SOCÓ (BRA) 17H30 | 180’ (COM INTERVALO DE 20’) | GRÁTIS
ATIVIDADES FORMATIVAS, PONTO DE ENCONTRO E INSTALAÇÃO / ACTIVIDADES
DE FORMACIÓN, PUNTO DE ENCUENTRO Y INSTALACIÓN
SANTOS
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
QUI 05
SESC SANTOS | CONVIVÊNCIA
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 17H ÀS 21H
SESC SANTOS | SALA 32
SESC SANTOS | SALA 42
SESC SANTOS | ETA
DE SANTOS
CENTRO ESPANHOL
EMISSÁRIO SUBMARINO
SEX 06
ENCONTROS AO VIVO, COM MIGUEL RUBIO ZAPATA E MARISOL PALACIOS | 11H ÀS 13H
PONTO DE ENCONTRO LOS MIRLOS (PER) 23H
SÁB 07
ENCONTROS AO VIVO, COM DANIEL VEIGA E FABY HERNÁNDEZ | 11H ÀS 13H
BOTECO CRÍTICO, COM FERNANDO PIVOTTO, GUILHERME DINIZ, FREDDA
AMORIM E HELOISA SOUSA | 22H
DOM 08
ENCONTROS AO VIVO, COM TEUDA BARA E MARIANA DE ALTHAUS 11H ÀS 13H
PONTO DE ENCONTRO MEDIOAMOR/MEDIOMIEDO (PER) 23H
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 10H30 ÀS 21H
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 10H30 ÀS 18H
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 10H30 ÀS 18H
SEG 09
ENCONTROS AO VIVO, COM RICARDO BROMLE E JESSICA TEIXEIRA | 11H ÀS 13H
PERCURSO FORMATIVO ENTRE-LINGUAGENS
EM 5 ATOS VIGOROSOS COMPARTILHAMENTO PÚBLICO | 16H
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 10H30 ÀS 21H
PERCURSO FORMATIVO ENTRE-LINGUAGENS EM 5 ATOS VIGOROSOS
LABORATÓRIO COM
HELENA VIEIRA | 14H ÀS 17H
Início em 31.08
ENCONTROS DE CRIAÇÃO, COM RICARDO ALEIXO 11H ÀS 14H
ENCONTROS DE CRIAÇÃO, COM RICARDO ALEIXO 11H ÀS 14H
PERCURSO FORMATIVO ENTRE-LINGUAGENS
EM 5 ATOS VIGOROSOS LABORATÓRIO COM HELENA VIEIRA | 14H ÀS 17H
POVOAR – MIRAÇÃO: FAZER
DANÇAR AS IMAGENS, COM
EDGARD KANAYKÕ XAKRIABÁ E IDYLLA SILMAROVI | VIVÊNCIA
AUDIOVISUAL E PERFORMATIVA | 14H ÀS 17H
ENCONTROS DE CRIAÇÃO, COM RICARDO ALEIXO 11H ÀS 14H
ENCONTROS DE CRIAÇÃO, COM ONISAJÉ E LUCELIA SERGIO 14H ÀS 17H
ENCONTROS MOVENTES, COM TÂNIA FARIAS
15H30 ÀS 17H
POVOAR – MIRAÇÃO: FAZER
DANÇAR AS IMAGENS, COM
EDGARD KANAYKÕ XAKRIABÁ E IDYLLA SILMAROVI | VIVÊNCIA
AUDIOVISUAL E PERFORMATIVA | 14H ÀS 17H
POVOAR – MIRAÇÃO: FAZER
DANÇAR AS IMAGENS, COM
EDGARD KANAYKÕ XAKRIABÁ E IDYLLA SILMAROVI | VIVÊNCIA
AUDIOVISUAL E PERFORMATIVA | 14H ÀS 17H
ABERTURA DE PROCESSO ESTRATAGEMAS DESESPERADOS, DE AMANDA LYRA | 15H Com retirada de ingresso
SANTOS QUA 11 TER 10
SESC SANTOS | AUDITÓRIO
MIRADAS COLETIVAS
ENCONTROS DE CURADORIA 11H ÀS 13H
BOTECO CRÍTICO, COM FERNANDO PIVOTTO, AMILTON AZEVEDO, GUILHERME DINIZ, FREDDA AMORIM E HELOISA SOUSA | 22H
ENCONTROS PARA O FUTURO, COM HANNA LIMULJA, MAURÍCIO
LIMA, JOÃO TURCHI, PAULA AROS
GHO E FRANCY BANIWA 11H ÀS 13H
PONTO DE ENCONTRO AYACÁN (PER) 23H
SESC SANTOS | CONVIÊNCIA
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 10H30 ÀS 21H
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 10H30 ÀS 21H
SESC SANTOS | SALA 42
ENCONTROS DE CRIAÇÃO, COM ONISAJÉ E LUCELIA SERGIO 14H ÀS 17H
ENCONTROS DE CRIAÇÃO, COM ONINSAJÉ E LUCELIA SERGIO 14H ÀS 17H
SESC SANTOS | ETA
POVOAR – MIRAÇÃO: FAZER
DANÇAR AS IMAGENS, COM EDGARD KANAYKÕ XAKRIABÁ E IDYLLA SILMAROVI | VIVÊNCIA
AUDIOVISUAL E PERFORMATIVA | 14H ÀS 17H
PRAÇA CAIO RIBEIRO DE MORAES E SILVA
CENTRO DE CULTURA PATRÍCIA GALVÃO
ENCONTROS MOVENTES, COM CRISTIAN DUARTE 15H30 ÀS 17H
POVOAR – MIRAÇÃO: FAZER
DANÇAR AS IMAGENS, COM EDGARD KANAYKÕ XAKRIABÁ E IDYLLA SILMAROVI | VIVÊNCIA
AUDIOVISUAL E PERFORMATIVA | 14H ÀS 17H
QUI 12
ENCONTROS AO VIVO, COM HELENA VIERA E EDGAR KANAYKÕ XAKRIABA | 11H ÀS 13H
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA
10H30 ÀS 21H
DANÇA QUE EU DANÇO, CCOM PATFUDYDA, PANORANDO CIA., ADRIANA BILBAO, GRUPO MAD FEELING CREW, PROJETO BEACH BLACK SAMBA-ROCK
E CIA. ETRA DE DANÇA 14H30 ÀS 16H30
POVOAR – MIRAÇÃO: FAZER
DANÇAR AS IMAGENS, COM EDGARD KANAYKÕ XAKRIABÁ
E IDYLLA SILMAROVI | VIVÊNCIA
AUDIOVISUAL E PERFORMATIVA | 14H ÀS 17H
SEX 13
PONTO DE ENCONTRO FESTA PROCISSÃO | 23H
SAB 14
LANÇAMENTO DE LIVRO OS SATYROS: TEATRICIDADESEXPERIMENTALISMO, ARTE E POLÍTICA + CONVERSA COM IVAM CABRAL E MARCIO AQUILES 15H ÀS 17H
BOTECO CRÍTICO, COM FERNANDO PIVOTTO, AMILTON AZEVEDO, GUILHERME DINIZ, FREDDA AMORIM E HELOISA SOUSA | 22H
DOM 15
ENCONTROS MOVENTES, COM CRISTINA VELARDE 15H30 ÀS 17H
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 10H30 ÀS 21H
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 10H30 ÀS 18H
INSTALAÇÃO | FLORESTANIA 10H30 ÀS 18H
ENCONTROS DE CRIAÇÃO, COM ROMINA PAULA 11H ÀS 14H
ENCONTROS DE CRIAÇÃO, COM ROMINA PAULA 11H ÀS 14H
ENCONTROS DE CRIAÇÃO, COM ROMINA PAULA 11H ÀS 14H
POVOAR – MIRAÇÃO: FAZER
DANÇAR AS IMAGENS, COM EDGARD KANAYKÕ XAKRIABÁ E IDYLLA SILMAROVI | VIVÊNCIA
AUDIOVISUAL E PERFORMATIVA | 14H ÀS 17H
SOBRE O SESC
O Sesc é uma instituição privada que promove o bem-estar social, o desenvolvimento cultural e a melhoria da qualidade de vida das pessoas que trabalham nos setores do comércio de bens, serviços e turismo, e da comunidade em geral. Por ser mantido pelas empresas dessas áreas, o Sesc considera como público prioritário seus trabalhadores.
CREDENCIAL PLENA
A Credencial Plena é o acesso para as pessoas que trabalham ou se aposentaram em empresas do comércio de bens, serviços e turismo e suas famílias aos serviços e programações nas Unidades do Sesc.
• É gratuita.
• Tem validade de até dois anos.
• Pode ser utilizada nas Unidades do Sesc em todo o Brasil.
• Dá acesso prioritário às diversas atividades do Sesc.
• Valores diferenciados nas atividades e serviços pagos do Sesc.
Acesse o app Credencial Sesc SP ou o site centralrelacionamento.sescsp. org.br para emitir a sua Credencial Plena de maneira on-line. Se preferir, você ainda pode fazer tudo presencialmente e de modo espontâneo ou agendado nas Unidades do Sesc.
Em caso de dúvida, acesse sescsp.org.br/credencialplena
SOBRE EL SESC
El Sesc es una institución privada que promueve el bienestar social, el desarrollo cultural y la mejoría de la calidad de vida de las personas que trabajan en los sectores de comercio de bienes, servicios y turismo, y de la comunidad en general. Por ser mantenido por las empresas de esas áreas, el Sesc considera sus trabajadores como público prioritario.
CREDENCIAL PLENA
La Credencial Plena es el acceso a personas que trabajan o se han jubilado en empresas del comercio de bienes, servicios y turismo y sus familias a los servicios y programaciones en las Unidades del Sesc.
• Es gratuita.
• Tiene una validez máxima de dos años.
• Se puede utilizar en las Unidades del Sesc en todo Brasil.
• Da acceso prioritario a las diversas actividades del Sesc.
• Tarifas diferenciadas en las actividades y servicios pagos del Sesc.
Acceda a la aplicación Credencial Sesc SP o al sitio web centralrelacionamento.sescsp.org.br para emitir su Credencial Plena en línea. Si lo prefiere, aún puede hacerlo todo de forma presencial y de modo espontáneo o agendado en las Unidades del Sesc.
En caso de duda, acceda sescsp.org.br/credencialplena
SESC – SERVIÇO
SOCIAL DO COMÉRCIO
SESC – SERVICIO SOCIAL DEL COMERCIO
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL NO ESTADO DE SÃO PAULO / ADMINISTRACIÓN REGIONAL EN EL ESTADO DE SÃO PAULO
PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL / PRESIDENTE DEL CONSEJO REGIONAL
Abram Szajman
DIRETOR DO DEPARTAMENTO REGIONAL / DIRECTOR DEL DEPARTAMENTO REGIONAL
Isabela Egea Lisboa Lacerda produção executiva formativas / producción ejecutiva formativas
Mariany Passos secretaria / secretaría
Danielle Lima intérprete de libras / intérpretes de lengua de signos brasileña
Educalibras
gestão de resíduos e sustentabilidade / gestión de residuos y sostenibilidad
Coexistir Soluções Sustentáveis
REGIONAL DO SESC
EM SÃO PAULO –2022-2026
CONSEJO REGIONAL DEL SESC EN SÃO PAULO– 2022-2026
PRESIDENTE / PRESIDENTE
Abram Szajman
MEMBROS EFETIVOS / MIEMBROS EFECTIVOS
Arnaldo Odlevati Junior, Benedito
Toso de Arruda, Dan Guinsburg, Jair Francisco Mafra, José de Sousa Lima, José Maria de Faria, José Roberto Pena, Manuel Henrique Farias Ramos, Marcus Alves de Mello, Milton Zamora, Paulo Cesar Garcia Lopes, Paulo João de Oliveira Alonso, Paulo Roberto Gullo, Rafik Hussein Saab, Reinaldo Pedro Correa, Rosana Aparecida da Silva, Valterli Martinez, Vanderlei Barbosa dos Santos
MEMBROS SUPLENTES / MIEMBROS SUPLENTES
Aguinaldo Rodrigues da Silva, Antonio Cozzi Junior, Antonio Di Girolamo, Antônio Fojo da Costa, Antonio Geraldo
Giannini, Célio Simões Cerri, Cláudio
Barnabé Cajado, Costabile Matarazzo Junior, Edison Severo Maltoni, Omar Abdul Assaf, Sérgio Vanderlei da Silva, Vilter Croqui Marcondes, Vitor Fernandes, William Pedro Luz
DIRETOR DO DEPARTAMENTO REGIONAL / DIRECTOR DEL DEPARTAMENTO REGIONAL Luiz Deoclecio Massaro Galina
REPRESENTANTES JUNTO AO CONSELHO NACIONAL / REPRESENTANTES EN EL CONSEJO NACIONAL
MEMBROS EFETIVOS / MIEMBROS EFECTIVOS
Abram Szajman, Ivo Dall’Acqua Júnior, Rubens Torres Medrano
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English Version:
M671 Mirada: Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, 2024 / Realização do Serviço Social do Comércio de São Paulo.
São Paulo: Sesc São Paulo, 2024.
280 p. il.: fotografias. Bilíngue (português/espanhol).
ISBN 978-65-89239-24-6
1. Artes Cênicas. 2. Teatro. 3. Teatro Ibero-Americano. 4. Catálogo. Título. II. Subtítulo. III. Sesc Santos. IV. Serviço Social do Comércio de São Paulo.