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SEMENTINHA | ANO XXII | NÚMERO 2

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Sementinha


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PONTO DE CHEGADA

SESSÃO DE ESTÓRIAS

THE POETS AND DRAGONS SOCIETY A The Poets and Dragons Society é uma editora que se dedica à poesia e à literatura infantil. E é um projeto literário com duas faces: a primeira, tem a sua génese na ideia de celebrar a excelência da poesia e fomentar a criação e dedicação poéticas em língua portuguesa e inglesa. A segunda, tem origem no primeiro contacto dos mais novos com o livro e, assenta na promoção da literatura e ilustração do livro infantil, através do ato de contar histórias e da mediação de leitura. Nos dias 12 de novembro e 19 de novembro, realizaram-se várias Sessões de Estórias ao longo dos dias para os alunos do Pré-Escolar e 1° Ciclo e, desta forma, procurámos inserir o gene da leitura e da magia que a mesma desperta nos mais novos, quer através da promoção da literatura e ilustração do livro infantil, quer através do ato de contar histórias e viajar pelos mundos fantásticos que habitam os nossos sonhos. Foram dois dias fantásticos a ouvir estórias magníficas com a Liz, que encantou a pequenada. A cesta que trazia consigo estava carregada de livros e estórias tão especiais e encantadoras, que fizeram sorrir todos os que assistiram. Departamento de Línguas Estrangeiras

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SEMENTINHA ANO XXII | novembro setembro ede outubro 2021 a de fevereiro 2021 de 2022


DIA NACIONAL DA CULTURA CIENTÍFICA No dia 24 de novembro, comemora-se o aniversário do professor Rómulo de Carvalho que, foi escritor sob o pseudónimo António Gedeão, nome bem mais conhecido dos portugueses. Neste dia, comemorámos o Dia Nacional da Cultura Científica em Portugal. O departamento de Física e Química gosta de passar uma mensagem aos seus alunos, pois consideramos importante que percebam as vantagens de aprender e gostar de “ciências”, independentemente de se ser bom aluno ou não. O conhecimento científico, que transversalmente pode e deve ser incorporado nas situações do dia a dia, ajuda-nos a compreender fenómenos naturais, dar sentido àquilo que dantes era desconhecido, e deixar de ter medo de coisas que não conseguimos ver. A nossa perceção do mundo pode ser melhorada com a nossa curiosidade e aprendizagem no campo das ciências, independentemente da área específica das mesmas. Este ano, continuámos com as habituais exposições de trabalhos de alunos em vários anos, nomeadamente no 10.º, sobre os elementos químicos e a suas aplicações no dia a dia; no 11.º ano, com a exploração das forças fundamentais do Universo. A turma de Física de 12.º ano elaborou posters sobre os prémios Nobel da Física e realizou apresentações oralmente. As turmas do 7.ºC e D realizaram posters sobre instrumentos astronómicos/ sondas espaciais e missões espaciais, para sua posterior apresentação e exposição e realizaram um poster alusivo ao Dia Nacional da Cultura Científica. As turmas do 7.ºA e B visionaram um filme alusivo às medidas, intitulado “Where are we?”. Convidámos um cientista para nos vir falar sobre o seu trabalho, a sua área de investigação e da sua paixão pela ciência. Apesar da pandemia, este ano já conseguimos ter presencialmente no auditório um orador, mas para um grupo mais restrito de alunos. Achámos que os conteúdos se enquadravam melhor para o 11.º ano e estes foram os alunos escolhidos para receberem o Prof. Dr. José Brito como palestrante. O professor desafiou os alunos a olhar para o que os rodeia e a constatar que a ciência e as suas leis se encontram em todo o lado. De uma forma geral, acreditamos que os alunos ficam com a “sementinha da ciência” quando comemoramos este dia. Magda Costa - Coordenadora do Departamento de Física e Química

«Para celebrar o Dia Nacional da Cultura Científica, as turmas de Ciências do 11.° assistiram a uma palestra de Física aplicada à Saúde, dada pelo Professor José Brito. Uma curiosidade sobre o palestrante é que.. Ele é o meu pai! Foi muito interessante passar por esta dupla experiência! Como aluna, foi um contributo enriquecedor para o meu conhecimento, na área da Física e das Ciências. O Prof. José Brito mostrou-nos como a Física se aplica a tudo o que está à nossa volta. Demonstrou como o efeito Doppler, produzido pelo afastar de uma ambulância, nos ajuda a entender a expansão do universo. Deu-nos a conhecer o seu percurso profissional e ainda o seu atual objeto de investigação científica. Como filha, foi uma enorme satisfação ver o meu pai a apresentar o seu trabalho aos meus colegas e amigos. Espero que o facto de o palestrante ser conhecido pelos meus colegas como pai de uma amiga, os consciencialize que o saber científico está já ao “virar da esquina”.» (Mariana Brito - 11.°B) «Na semana da comemoração do Dia Nacional da Cultura Científica, assistimos a uma palestra sobre a Física e a Química. O tema do discurso rapidamente passou de uma explicação do ruído das sirenes para a hipótese do Big Bang. Esta mudança, súbita mas impercetível, foi feita através da utilização de um conceito da Física. Isto permitiu-nos entender que a Física e a Química explicam tudo, pois no fundo, foi exatamente para isso que foram “criadas”. Para perceber e tentar explicar o que se passa à nossa volta. Penso que o principal objetivo do palestrante, um cientista cujo percurso e resultados nos fascinam e impressionam, foi cumprido, pois penso que todos ficámos mais despertos para a simplicidade da Física e Química. Encontramo-la em todo o lado, pois fomos nós que a criámos numa tentativa de saber e entender mais.» (Joana Águas -11.ºA)

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PONTO DE CHEGADA

TEXTO VIVIDO E SENTIDO No dia 30 de novembro, saímos do Colégio para uma visita de estudo pela primeira vez em quase dois anos. Quando nos contaram as “cabeças” sentados nos bancos do autocarro, senti nostalgia, como se à minha volta o tempo tivesse passado num instante, mas cá dentro eu continuasse criança. Fomos assistir à peça, que lemos e estudámos nas aulas de Português, Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett. É sempre tão bom ver o texto ganhar vida, a tornar-se na arte que é o teatro. Observar e presenciar as nuances enunciadas pelas didascálias em cada personagem e pormenor do cenário. Comparar a forma como imaginamos a ação na nossa cabeça com a peça encenada à nossa frente. Tudo isto nos dá uma compreensão muito maior do texto, pois ele é vivido, e acima de tudo, sentido. Joana Águas, 11.º A

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VISITA À LISBOA MEDIEVAL Os alunos das três turmas do 10.º ano tiveram oportunidade de percorrer, em dias diferentes, algumas praças e ruas da baixa lisboeta, observando alguns edifícios e ouvindo sobre diversos factos históricos que contextualizam as obras de leitura obrigatória do programa da disciplina de Português, tornando-as mais próximas e facilitando a sua interpretação. Julgamos fundamental estabelecer relações entre a Literatura e a atualidade e contextualizar as obras estudadas, de modo a despertar o interesse dos alunos para este património cultural de todos. Cláudia Luís - Professora de Português do 10.ºA

“Eu gostei muito da visita de estudo a Lisboa, no contexto da disciplina de Português, porque nos proporcionou mais conhecimento sobre alguns dos grandes autores da Literatura Portuguesa, tais como Gil Vicente, Fernão Lopes e o glorioso Luís Vaz De Camões. Desde há algum tempo que não fazíamos visitas de estudo e é sempre bom sair do ambiente de sala de aula. Na visita, percorremos as ruas de Lisboa e parámos para identificar muitas referências históricas, como por exemplo a Praça D. Pedro IV, a Praça da Figueira, ou o Largo de São Domingos. A meu ver, esta visita merecia ter sido um dia inteiro, para não estarmos muito apressados. Queria agradecer, à Prof.ª Ana Guerra, ao Prof. António José Marques, e principalmente ao Colégio por nos ter proporcionado esta visita.” Leonardo Grilo, 10.ºD “Esta visita de estudo permitiu-nos vivenciar os acontecimentos sobre os quais temos lido nas aulas de Português e conhecer mais um pouco de Lisboa. Estas iniciativas são bastante importantes e didáticas, pois colocam-nos em contacto com os espaços retratados nas obras, facilitando as aprendizagens e dando-nos uma oportunidade de conhecer mais um pouco do nosso país, da nossa História e da nossa cultura. Sentimos que a visita captou a atenção dos alunos, tornando-nos mais interessados nos conteúdos que exploramos em aula.” Diana Martins e Bernardo Agapito, 10.ºB


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PONTO DE CHEGADA


DE DENTRO


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Família

Seabra


Ao jeito das cantigas de amigo… Ai, girassóis, girassóis tão belos, Sabedes novas do meu amigo que hei alongado? Deixou-me aqui coitada, junto de vós, tão amarelos Estou em gran cuidado, Ai, girassóis, e u é? Ai, girassóis, girassóis tão esbeltos, Sabedes novas do meu amado que hei alongado? Deixou-me aqui preocupado, junto de vós, tão amarelos Não estou sossegado, Ai, girassóis, e u é? O meu amado que tarda e non vejo, Tôdalas aves cantavam nosso amor, Deixou-me em gran fervor “Quand'o sol nascer serei convosco”, Ai, girassóis, e u é? O meu amigo que me abandonou, Tôdalas aves choravam nosso amor, E nunca minha espera apoiou. E agora no meu coração deixou mor dor. Ai, girassóis, e u é? Jaime Pereira e Matilde Pires

Sedia-me eu num campo verdejante, Iluminada por um pôr-do-sol brilhante, De lindas violetas me aconchegava. Ai, o meu amigo que nunca mais chegava. Encontrava-me eu sozinha, De longe avistei minha madrinha, Estava tão angustiada. Ai, o meu amigo que nunca mais chegava. Todas as noites sonhava Com este dia que nunca tardava, Por este encontro ansiava. Ai, o meu amigo que nunca mais chegava. Minha madrinha me consolou “Não anseies pelo que ainda não passou”, O roxo das violetas me olhava. Ai, o meu amigo que nunca mais chegava. O dia se aposentou E a minha esperança terminou, Tão desiludida que estava. Ai, o meu amigo que nunca mais chegava. Aléxia Silva, Maria Pita. Mariana Morgado


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