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SEMENTINHA | ANO XX | NÚMERO 1

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Sementinha REVISTA DO COLÉGIO CAMPO DE FLORES | ANO XX | NÚMERO I | setembro de 2019 a janeiro de 2020 | sementinha@campodeflores.com

Educação para os Direitos Humanos e Liberdade


CONTEÚDO 2

EDITORIAL 3 PONTO DE CHEGADA 4 NOTÍCIAS O regresso às aulas no Colégio Campo de Flores 4 NOTÍCIAS Reconhecimento do Mérito 5 NOTÍCIAS Aniversário do Colégio 6 NOTÍCIAS Programa Pensar Global - Filme «A Herdade» 7 NOTÍCIAS Interact Club de Almada organiza uma recolha de lixo 7 NOTÍCIAS Reunião em Gdänsk 8 NOTÍCIAS Dia de Turma - 11.º A 10 NOTÍCIAS Dia de Turma - 11.º B/C 12 NOTÍCIAS Dia de Turma - 12.º Ano 14 NOTÍCIAS Programa «Escrever Mais» 16 NOTÍCIAS Comemoração do Dia Mundial da Alimentação 20 NOTÍCIAS Com três letrinhas apenas se abrevia a palavra ADN 22 NOTÍCIAS Visita ao Oceanário 24 NOTÍCIAS Há cem anos que somos Sophia 25 NOTÍCIAS Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és! 26 NOTÍCIAS Magia nas veias 28 NOTÍCIASVotar: um direito e um dever cívico 29 NOTÍCIASVisita de Estudo à Companhia das Lezírias 30 NOTÍCIASViver o Campo: Rota dos Conventos 31 NOTÍCIAS Corta-Mato Escolar 32 NOTÍCIAS Corta-Mato Distrital 33 NOTÍCIAS 27 de setembro - Greve Climática Global 34 NOTÍCIAS As promessas são para cumprir 35 NOTÍCIAS Our trip to Hard Rock Café 36 NOTÍCIAS Saída de campo ao Badoca Safari Park 38 NOTÍCIAS Olimpíadas de Matemática no 1.º Ciclo 39 NOTÍCIAS Olimpíadas Portuguesas de Matemática 2019-2020 40 NOTÍCIAS Dia Mundial da Música 41 NOTÍCIAS Prémios de desenhos APCER 41 NOTÍCIAS Saímos da sala de aula 42 NOTÍCIAS Tricot e Esmirna 42 NOTÍCIAS Assim, começou o Natal! 43 NOTÍCIAS «As lagartas mudam de cor?» - um projeto muito curioso 44 NOTÍCIAS Lanche com os Avós 46 NOTÍCIAS Um dia mágico de Natal no Pré-Escolar 47 NOTÍCIAS «Um Natal Original!» 48 CRESCER SAUDÁVEL Novo Coronavírus 2019-nCoV 51 ABRIR CAMINHOS Plano de Formação - Campo de Flores 2019-2020 52 HORIZONTE 54 Educação para os Direitos Humanos 54 DE DENTRO 56 PERFILVitória Cunha 56 NÓS Família Campaniço 58 ESTILO «Bem-Estar: Nosso e do Mundo» 62 PONTESVós sois o gerador de todas as lâmpadas 63 PENSAMENTO SOLTO Memórias de Cacilhas 64 LARGADA 70 CRÓNICA A liberdade não é filha única 70

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CAPA Visita de Estudo ao Museu do Traje | Alunos do 1.º Ano


Editorial João Rafael Almeida | Diretor do Colégio Campo de Flores

Liberdade: Pensamento Lento e Direitos Humanos Fake Covid-19. As teorias virais que querem apagar a ciência “A eclosão desta epidemia global lançou uma epidemia paralela, de informações falsas. O objetivo é agravar a outra. Em alguns casos, serve propósitos políticos bem definidos. Estes são alguns dos vírus virtuais mais propagados.”1 “… ir contra a corrente pode ser muito exigente, embora seguir o rebanho também seja triste e ofensivo para o próprio cérebro e produza insatisfação que pode chegar à sintomatologia depressiva.”2

O cérebro humano, por questões de sobrevivência, desde a sua origem desenvolveu mecanismos de reação instintiva muito rápida. Historicamente, no seu desenvolvimento, o cérebro trouxe-nos paralelamente a capacidade de gerar reações mais lentas que poderemos identificar como reações refletidas e ponderadas. Assistimos, hoje, a movimentos perfeitamente conscientes e com propósitos algo obscuros de potenciar o pensamento rápido e acrítico face à realidade. Entramos no império das mentiras que reinam e deixam reinar impunemente; hoje, mente-se, aldraba-se candidamente, manipula-se a informação, chegando ao descaramento de o fazer para registos televisivos. A falta de decoro impressiona e a manipulação de multidões para agirem e terem perceções do mundo absolutamente distorcidas vai contra os direitos humanos e a liberdade individual. É mais um enorme desafio que é levado à escola no sentido de educar para os media. O pensamento lento será a melhor solução para contrariarmos a vertigem da desinformação, permitindo partilhar, debater e construir conhecimento mais substantivo, coerente e defensor das liberdades e garantias de todos nós. Este é um imperativo, é um dever e um direito que assiste a todos!

1 Luís M. Faria in Expresso Online, 6 de março de 2020 2 Para maior desenvolvimento do tema, ler: MAFFEI, Lamberto, Elogio da Lentidão, Edições 70, Lisboa, agosto de 2019.

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PONTO DE CHEGADA 4

O REGRESSO ÀS AULAS NO COLÉGIO CAMPO DE FLORES Como em todos os anos, o regresso às aulas no Colégio Campo de Flores ocorreu no dia 13 de setembro. Os alunos tiveram diversas reações: uns ficaram contentes, outros tristes, mas no fundo todos estavam felizes por rever os seus colegas. No dia do regresso às aulas, viam-se carros e alunos a chegar por toda a parte. Muitos aproveitavam para vir mais cedo, para se encontrarem com os seus amigos, outros tantos ficaram a dormir até ao último momento, pois ainda não estavam habituados à rotina. Dos que já tinham chegado, viam-se rapazes a jogar à bola, várias raparigas a falar e outro grupo d e r a p a z e s e d e r a p a r i g a s d o 7. º a n o entusiasmados por usar IPads pela primeira vez, em contexto escolar. Por toda a parte, viam-se abraços, cumprimentos e saudações de colegas que não se viam há três meses. Quando tocou, multidões entravam nos prédios, observavam-se pés a bater, empurrões e muito mais, mas quando todos se sentaram, um silêncio percorreu o colégio. Acabaram as férias e as aulas começaram!

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Alexandre Baptista – 8.ºA


RECONHECIMENTO DO MÉRITO A Cerimónia inaugural do ano letivo 2019-2020 teve lugar no Grande Auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Lisboa (repleto de alunos e Famílias), com o enorme privilégio de podermos contar com uma apresentação da Vice-Reitora da Universidade Nova e uma das grandes referências da investigação mundial na atualidade: Professora Doutora Elvira Fortunato. Apresentação que, para além de muito didática, demonstrou como a nanotecnologia pode ser um importante aliado na racionalização dos recursos do Planeta. Aproveitámos o espaço para realizarmos o reconhecimento do mérito referente ao ano 2018/2019 aos alunos do 9.ºano ao 12.ºano. Uns dias depois, realizou-se a cerimónia de entrega dos diplomas de mérito aos alunos do 1.º, 2.º Ciclos, 7.º e 8.º anos. Todos os prémios de mérito entregues aumentam o nosso desafio e responsabilidades perante aqueles que ainda não os receberam. Parabéns a todos! Votos de Excelente Ano Letivo! João Rafael Almeida – Diretor Pedagógico

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PONTO DE CHEGADA

ANIVERSÁRIO DO COLÉGIO 52 aninhos! Bela idade. Uma oportunidade para refletirmos sobre todo este longo percurso. Oportunidade para reconhecer o esforço de quantos desenvolveram e desenvolvem um trabalho educativo de qualidade junto dos nossos alunos e das suas famílias. Reflexão que se alarga à nossas rotinas e práticas (tal como o fazemos todos os anos) para que os hábitos não se tornem dogmas e as organizações, tal como as pessoas, se acomodem a hábitos. A Comemoração teve de se adaptar a condições climatéricas adversas e ser concretizada em dois momentos. Nós gostamos muito de ter todos os alunos reunidos, não foi possível, mas a participação dos alunos foi muito ativa lendo mensagens em que o mote foi o nosso tema integrador: "Bem-estar, nosso e do mundo". Celebrar é uma necessidade de todos nós e estamos todos comprometidos com o presente e com o futuro numa celebração da Vida e do nosso lema "Mais Saber, Mais Valer". Parabéns a todos! João Rafael Almeida – Diretor Pedagógico

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PONTO DE CHEGADA PROGRAMA PENSAR GLOBAL FILME “A HERDADE” Como resposta a mais um grande desafio proposto pelo professor António José Marques, (carinhosamente apelidado de Stor Tozé), os alunos do Colégio Campo de Flores marcaram presença no cinema Almada Fórum, ao longo de diversas sessões, para assistir à obra cinematográfica '' A Herdade'', de Tiago Guedes. Apesar do caráter compassado, os longos silêncios transmitem muito aos espectadores mais atentos, revelando o uso da metáfora como a base de todo o filme. A obra reduz a sociedade portuguesa a uma herdade, na qual reside o seu proprietário, João Fernandes e a sua família. Retrato de uma vida histórica, política, social e financeira da nação, antes e depois da revolução dos cravos, João lida com inúmeros dilemas que o dividirão entre a herdade e a família, levando o espectador a refletir sobre quão distantes nos encontramos dessa realidade. Usufruímos assim de mais um momento marcante que, sem dúvida alguma, aumentou a bagagem dos alunos do Colégio. Francisco Lima – 12.º ano

INTERACT CLUB DE ALMADA ORGANIZA UMA RECOLHA DE LIXO No dia 29 de Setembro, o Interact Club de Almada organizou uma recolha de lixo no Parque das Merendas, na Fonte da Telha. Nesta atividade, houve convívio entre alunos e familiares, enquanto recolhíamos uma grande variedade de lixo como garrafas de vidro, beatas, lenços de papel e garrafas de plástico. Este evento foi importante não só para melhorar o aspeto do espaço, como também para evitar a contaminação dos solos por resíduos não biodegradáveis e para evitar a propagação de doenças. Embora seja um dever de todos os cidadãos zelar pela conservação dos espaços, o que é certo é que tal não acontece. Esta atividade foi uma boa contribuição para o meio ambiente pois, embora tenha sido um pequeno ato, todas estas pequenas ações podem fazer a diferença. Ao realizarmos esta boa ação também sensibilizámos quem não participou a, no futuro, fazer o mesmo. Agradecemos a todos os participantes por se terem juntado a nós nesta aventura. Ana Cláudia Pereira – 11.º B

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PONTO DE CHEGADA

REUNIÃO EM GDANSK No seguimento do projeto Erasmus+, teve lugar entre 29 de setembro e 3 de outubro a reunião de projeto em Gdansk, na Polónia. Reunidos com os nossos parceiros da Polónia, Espanha, Itália, Finlândia, Áustria e Suécia, demos início a uma série de reuniões que se prolongaram por três dias. A primeira fase da reunião baseou-se na apresentação de projetos originais da escola finlandesa implementados nas escolas parceiras e, também, no nosso Colégio - “School on the move” e “Phenomenon Based Learning”. Neste ponto, todas as escolas tiveram oportunidade de partilhar resultados da implementação destes projetos nas suas escolas e debater resultados, bem como avaliá-los quanto à sua eficácia e relevância. Foi bastante produtiva e enriquecedora

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esta troca de experiências. De seguida, assistimos à introdução de dois p r o j e t o s d a e s c o l a p o l a c a , e Tw i n n i n g e EU Documents, que serão aplicados também em todas as restantes escolas num futuro próximo. Estes momentos de partilha e reflexão levam-nos sempre a repensar a forma como ensinamos e a reinventar novas estratégias e medidas, visando o sucesso e bem-estar do aluno, bem como de toda a comunidade envolvente. Carla Seabra – Professora de Inglês


PONTO DE CHEGADA

DIA DE TURMA - 11.º A QUINTA LAGUS CAMPO E AVENTURA No início de outubro, os alunos do 11.ºA rumaram ao Portinho da Arrábida, para aproveitar a manhã a fazer jogos no areal, conviver e almoçar com uma vista deslumbrante – houve quem aproveitasse para dar os últimos mergulhos do ano! Após o almoço, deslocaram-se para a quinta “Lagus - Campo e Aventura”, a caminho de Palmela, onde realizaram algumas atividades em equipa, nomeadamente Bubble Soccer e Paintball. Foram dois dias muito bem passados na companhia dos nossos amigos e professores, tendo oportunidade para realizar diversas atividades com intuito de fortalecer as relações entre nós. Alunos do 11.ºA

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Os dias de turma são ótimos para estreitar laços entre colegas e criar novas memórias e experiências quer entre alunos, quer entre alunos e professores. A saída do contexto do Colégio permite outro tipo de interações e descoberta de novas facetas, por parte de todos. É mesmo muito bom rir e brincar com todos. Pudemos aproveitar os últimos raios de sol e calor, junto da piscina, jogar às cartas, conviver, descobrir que alguns dos alunos mais tímidos são ótimos “snipers” e afinal todos os queriam na sua equipa de paintball, e houve quem se divertisse a pintar (marcar) a DT com umas bolas de tinta. Ao serão, pudemos petiscar, conversar e fazer partilhas mais pessoais. Foi com muito apreço (e pouco descanso!) que os vi mesmo muito satisfeitos e mais unidos, dando assim por cumprida a missão do Dia de Turma! Magda Costa – Diretora de Turma 11.ºA

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PONTO DE CHEGADA

DIA DE TURMA 11.º B/C CAMPO AVENTURA EM ÓBIDOS No passado dia 4 de outubro, nós, alunos do 11.° ano B e C, tivemos um dia diferente. Para escapar à rotina monótona onde apenas temos cerca de uma hora de intervalos por dia para interagir uns com os outros, em conjunto com os nossos diretores de turma, professor João Simões e professor Hugo Amiguinho e, ainda, a professora Cláudia Luís, fomos até ao Campo Aventura em Óbidos, onde realizámos múltiplas atividades lúdicas com o objetivo de reforçar a nossa relação entre turma. Desde slide, a arborismo, a jogos de equipa com muita animação à mistura, acabou por se tornar mais um dia que iremos relembrar por muitos e muitos anos. Ana Rita Raposo – 11.º C

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PONTO DE CHEGADA

DIA DE TURMA 12.º ANO QUINTA DO CHÃO DURO EM AZEITÃO Foi na manhã de 17 de setembro que a turma A do 12.º ano de escolaridade partiu, ansiosa, em direção à Quinta do Chão Duro, em Azeitão (generosamente cedida pela direção), sem qualquer ideia dos desafios que nos aguardavam. Uma vez apresentados ao espaço, demos início a inúmeras atividades que visavam unir os participantes e criar uma atmosfera de confiança e partilha, intuito que foi, de facto, concretizado. Desde a construção de jangadas a partir de singelos materiais, objetivando a travessia de uma piscina, até à confeção de uma pulquérrima refeição (que, para além de trabalho de equipa, implicou um elevado grau de maturidade e organização) capaz de deleitar a mente e seduzir o paladar dos mais ferozes críticos culinários, consumámos o dia com um fresco e inebriante mergulho, que atenuou o calor insólito do mês de

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setembro. Formidável experiência que nos permitiu desfrutar de genuínos momentos em conjunto, partilhando valores e despoletando raízes de afeto nos nossos corações. Sofia Pereira (12.º A)


No passado dia 17 de setembro, os alunos do 12.°A tiveram a oportunidade de sair do contexto escolar e desfrutar de um soalheiro e exímio dia na companhia dos demais colegas no seu dia de turma, realizado na quinta do Chão Duro, em Azeitão. Acompanhados pelo Doutor João Rafael, pela Dr.ª Sílvia Correia e pelas professoras Teresa Ribeiro e Andreia Vilão, os alunos embarcaram até ao destino, onde realizaram diversas atividades, desde a construção de uma jangada somente com garrafões de água até à confeção do almoço. Tiveram ainda a chance de conviver, fortalecer amizades e desenvolver o espírito de equipa e o companheirismo, experiências importantes para a união de todos nós! Filipa Martins (12.ºA)

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PONTO DE CHEGADA

PROGRAMA «ESCREVER MAIS» E continuamos a escrever: histórias a partir dos livros que estamos a ler, histórias a partir das nossas avaliações e histórias do nosso prédio da Rua do Campo de Flores, o livro de escrita que criámos no Colégio para os nossos alunos! Ana Guerra – Coordenadora do Departamento de Português

eu A escrev º . 3 o d a muitas A turm uma das e t n e m Rua a coletiv o prédio da z, d o r liv o d sta ve histórias Flores. De tar à e d o p m a n do C que quis co u. a d in r lo F . foi a D contece o que lhe a ia n ó t n A . D

Numa bela manhã de sábado, a D. Florinda queria muito contar à D. Antónia o que lhe tinha acontecido, então insistiu muito que conversassem. Convidou a D. Antónia para almoçar em sua casa. - Olá, bom dia, amiga! Que bela casa - disse a D. Antónia. - Olá, minha querida! Obrigada pela simpatia e por teres vindo. - Obrigada pelo convite, o que é o almoço? - Vamos almoçar lombinho de porco com castanhas. O que achas? - Acho uma delícia, está bom tempo para comer castanhas. As duas amigas sentaram-se à mesa numa bela conversa, almoçaram tranquilamente e privaram juntas. - Sabes que caí no jardim, porque tropecei na trela do meu gato? - Oh! Meu Deus! Que dor! - desabafou a D. Antónia. - Nem imaginas o sofrimento! - respondeu a D. Florinda. - Quem te socorreu, estando tu sozinha com o gato??? - Foi o porteiro Marcelino, um verdadeiro cavalheiro. - Uau! Que amoroso! Ele levou-te ao colo? - Claro que não, achas!? Com o meu peso?? Ainda caíamos os dois e parecia que estava a cair gente três dias!! - riu-se. - O porteiro Marcelino, preocupado, levou-me pelo braço e sentou-se no banco do jardim, enquanto ligou para o INEM! - disse ela. - Oh que chatice! E depois? - O INEM levou-me e trataram-me muito bem no hospital. O porteiro tratou de mim e fez-me as refeições durante estes quinze dias de recuperação. Foi extraordinário. As duas vizinhas perceberam que ter vizinhos amigos é fantástico e que nunca estamos sós.

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PONTO DE CHEGADA A Fabiana A chegada da família Sousa Eccles, do escreveu 3.ºD, No mês de novembro, os moradores do prédio da rua Campo de a h is t ó r ia chegada d da a Flores ficaram a saber que uma casa no último andar tinha sido prédio da Família Sousa ao R alugada por novos vizinhos a família Sousa. A D. Florinda quis, de Flores. Não ua do Campo de h imediato, saber algumas informações sobre eles. Descobriu que que este á melhor prédio do para mora era um jovem casal, que tinha chegado de Inglaterra, com três visto! r, está filhos: duas meninas gémeas, a Marília e a Marisa, e um bebé, o Pedro. Ficou também a saber que regressaram a Portugal, porque o Sr. Sousa conseguiu um ótimo emprego numa empresa de detetives. Para lhes dar as boas-vindas, o porteiro Marcelino organizou uma festa. A D. Florinda tratou dos doces e a D. Antónia preparou os salgados. Até havia papa para o bebé! O Marcelino deu-lhes alguns contactos de escolas que recebiam meninos vindos de outros países e de uma senhora que ensinava português a ingleses. A família Sousa ficou surpreendida e sentiu-se tão acarinhada que rapidamente quis comprar a casa.

ha uma irmã n ti e u q , lia rí vam ada Ma menina cham -se Marisa. Enquanto esta o z e v a m u d va Era gémea chama maravilhoso. Na hora e ã m ir a u s A . a géme o sonho qu um sonho re m b a o r s e v r ti la , a fa A Madalena Rodrigu a dormir s começaram es, do la e , o ç o lm -a 3.ºC, criou o diálog pequeno o das gémeas do prédio da ular! tiveram. Rua do onho espetac Marília. s m u e v ti u Campo de Flores a e , da a os - Marisa propósito ou entusiasma mos sonhos só contam rm fi a ! dos seus sonhos.! m é b m te - Eu ta nunca possível, nós a. é o m o C z alguma coisa u a Maris fe to s n a e ç n m a o ri c c s ?! a s fada d carneirinho ade, só que a rd e v é o s is , - Pois eças. iras. às nossas cab m-se verdade re a rn to s a is o e faz c a como nós, qu o in n e m a m u é ra, o que era ças o n g . a a a ri s já c ri , a s e a M d s a a a s u d - A fa surpre xclamo essa fada! - e nças, porque assim não há r e v ro e u q u -E cria er a fada das u? - Não podes v tou a Marília. e rosas, e o te a comer um delicioso d o p m a c n m u u n rg e , m teu sonho? - p nho. . Eu sonhei que estava nique num campo de lírios o e s u iq u r um p - Ah, o me stava a faze e e u q i e h n o - Eu s scola. a caminho da e m a ri e s e hambúrguer. liz estavam fe As duas irmãs

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ea A Maria Mel Nogueira 4.º C, Le on or Ga lri to , do ente es pr encontraram, como is as de Natal, o que ma am a encantava e contar e da história da Matilde raposinha Quica.

Num sábado de manhã, a Matilde, uma menina de olhos azuis, loira e muito simpática, acordou e foi tomar o pequeno-almoço. - Mãe, pai, posso ir fazer um safari à floresta? - perguntou a Matilde aos pais. - Claro que sim, mas arranja uma mochila com tudo o que precisas - disse a mãe. Então, a Matilde correu para o quarto, agarrou numa mochila e colocou lá uma lanterna, uma lupa e um lanche. - Até logo, mãe, até logo, pai - disse a Matilde, despedindo-se dos pais. Andando pela floresta, encontrou uma raposinha bebé. Esta tinha uma ferida na pata! A Matilde teve pena dela e, portanto, levou-a para casa. Quando chegou a casa, perguntou aos pais: - Mãe, pai, eu encontrei esta raposinha bebé. Posso ficar com ela, por favor? - Pode ser, filha, mas só durante uma semana! - reagiu o pai. A raposinha estava cansada, então a Matilde fez-lhe uma cama e deu-lhe o nome de Quica. Passado uma semana, a raposinha Quica teve de voltar para a floresta. - A Quica tem mesmo que ir? perguntou a menina aos pais. - Sim, já viste a confusão que ela fez? - Sim, já vi - respondeu a Matilde desanimada. No Natal, a Matilde teve uma extraordinária surpresa. Os pais foram buscar a Quica à floresta e, quando chegaram a casa, deram-na de presente à Matilde. - Obrigada, pai, obrigada, mãe! - agradeceu ela. A Matilde abriu o presente e ficou muito feliz ao ver que era a sua raposinha Quica.

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O Rodrigo Carvalh contou a conve o, do 4.ºB, rsa que Dr. Patríc io das M o ercês te com o Ma v r e quinta d celino, ao chegar da o seu af Bragança . A vida ilhado em diferente lá é tã o costas já mas as dores n as não deixa senhor m o pobr e antigamen t r a b a l h a r c o m te. o

io das Mercês Quando o Sr. Patríc o táxi, encontrou estava a sair do ud pediu-lhe aj a e o lin ce ar M iro porte e: . O porteiro disse-lh as al m as r va le ra pa correram as - Bom dia, como férias? Estive em casa - Correram bem. um Bragança durante do meu afilhado em r. Dr. Patrício das oS mês respondeu Mercês. tou: E o porteiro pergun fazer? ve a - O que é que este a fazer a lo - Estive a ajudá- uco tempo, rante po vindima, mas foi du dores de costas! pois começaram as ? perguntou o - Como é a quinta Marcelino. elhas, cavalos, - É grande, com ov lhos e tem cas e coe porcos, galinhas, va ca no cimo de uma s. Fi mil metros quadrado montanha. ragança, mas já - Eu nunca fui a B ao iria, à Guarda e fui ao Porto, a Le eiro Marcelino. port Alentejo disse o gostei muito da - Olhe, Marcelino, o de ir descansar. conversa, mas tenh ram-se e foi cada Então despedi um para seu lado.


PONTO DE CHEGADA de teste a, e d inh ia Num d s, o Tiago Vid a u ê Portugu , surpreende s t a e D .º do 4 o r a c o m s s p r o f e ão! iç compos

Num vale desconhecido, havia uma grande floresta muito densa, escura e húmida onde nem o sol conseguia entrar e por isso não havia flores coloridas e os animais eram poucos. Certo dia, mesmo no limite da beirinha da floresta, nasceu um girassol que, como recebia a humidade e também os raios do sol que lhe batiam quase todos os dias, conseguiu crescer forte e muito bonito. O seu caule era muito verde e com grandes folhas verdinhas e as pétalas eram tão amarelas que até parecia um sol pequenino. Mas o girassol não era feliz. Ele tinha um sonho que era conhecer a sua família e nem sabia como tinha nascido naquele lugar. Um dia, viu um pássaro a voar por cima dele e pediu-lhe: - Olá, passarinho! Não te importas de vir até cá abaixo para eu falar contigo? - Claro, amigo, o que precisas? perguntou o pássaro já poisado no chão ao pé do girassol. Então o girassol explicou: - Não sei quem é a minha família e nem sei como vim parar a este lugar! Achas que me podes ajudar? Surpreendido, o pássaro pensou, pensou e de repente respondeu ao girassol: - Espera lá! Lembro-me que um dia, há algum tempo, eu trazia uma semente de girassol no bico e deixei-a cair por aqui. Mas como os raios do sol não conseguem entrar nesta floresta, porque ela não deixa e nunca cá houve flores, não liguei e nunca mais me lembrei disso. - Então tu és o meu pai! Tu és o meu pai! - gritou o girassol cheio de alegria. - Só podes ser tu o meu pai!!!!! - acrescentou muito emocionado. Conversaram os dois durante muito tempo e chegaram à conclusão que afinal aquele girassol era o filho daquele pássaro de penas muito macias, azuis e pretas e com um bico fino e vermelho. - Que sorte! Já tenho um pai! Finalmente já tenho o meu pai aqui ao pé de mim e já tenho família! - cantou e gritou o girassol muito alto e muito feliz. Desde esse dia, o pássaro pai ia visitar todos os dias o seu filho girassol e conversavam e brincavam durante muitas horas e ficaram muito, mas mesmo muito felizes.

a

undial da Músic

Dia M CCF celebra o

io ores do Colég ss fe ro p e s o , alun tubro de 2019 úsica. No dia 1 de ou braram o Dia Mundial Da M scola, os alunos s cele da e Campo de Flore 13 horas, no pátio verde . Por volta das vir alguns colegas cantarem ra Filosofal, Nem o: Ped ara ou juntaram-se p ntadas algumas músicas com Foram aprese s outras. car juntou para to uita m se e e u u e q o d s r o n e u lu a seq e um grupo de Também houv e outros alunos dançaram. ntos s. alguns instrume iram e que grandes talento Todos se divert

A Mariana escreveu u Alves, do 4.ºA, ma notícia so o Dia Mund ial da Músic bre a.

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PONTO DE CHEGADA

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO No dia 16 de outubro, celebrou-se o Dia Mundial da Alimentação e, por isso, decidimos comemorá-lo, montando no nosso Colégio um banquete super saudável! Com a ajuda das nossas famílias, construímos pratos saudáveis e originais com os mais diversos materiais. O resultado foi uma mesa cheia de cor, energia e saúde! Para além disso, tivemos a visita da enfermeira Sílvia às salas do 2.º ano para explorarmos a roda dos alimentos e conhecer os diferentes grupos alimentares e respetivos nutrientes. Assim, foi lançada mais uma edição do Jornal de Parede do 2.º ano! Alunos do 2.º ano

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A Roda dos Alimentos é muito importante, porque nos mostra o que podemos comer e o que devemos evitar comer. João Duarte, 2.º A Aprendi que o sal e o mel não têm prazo de validade. António Gonçalves, 2.º A O pão escuro é mais saudável que o pão branco. Mafalda Jesus, 2.º A Todos os alimentos têm água. Manuel Nunes, 2.ºA Antigamente, a água era uma fatia da Rodas dos Alimentos. Agora está no centro. Maria da Luz Duarte, 2.º B A maior fatia da Roda dos Alimentos é a dos cereais, derivados e tubérculos. A fatia mais pequena é a das gorduras e óleos. Leonor Lopes e Tiago Crawford, 2.º B A Roda dos Alimentos tem 7 fatias. A Roda está dividida assim por causa dos nutrientes que cada alimento tem. Henrique Ferreira e Anita Marques, 2.º B As fatias maiores têm alimentos mais saudáveis. Alice Correia, 2.º B Gostei muito de construir a Roda dos Alimentos na aula da Enfermeira Sílvia. Lucas Sança, 2.º C Aprendi que a carne e o peixe nos dão ferro. Simão Barreiros, 2.º C Gostei de construir um prato saudável. Sara Ribeiro, 2.º C Gostei de tocar no feijão e no grão na aula da enfermeira. Caetana Correia, 2.º C Apesar das castanhas serem um fruto, não estão na fatia da fruta na Roda dos Alimentos. Clara Burgos, 2.º C Não se pode comer muitos chocolates e doces, pois podemos desenvolver uma doença chamada Diabetes. Beatriz Lopes, 2.º D Descobri que as castanhas são um fruto. Diana Jesus, 2.º D Aprendi que é muito importante comer de forma saudável. Na Roda dos Alimentos, podemos saber quais são os alimentos mais saudáveis. Fábio Rodrigues, 2.º D Uma alimentação saudável deve ter todos os alimentos da Roda dos Alimentos. Podemos comer carne ao almoço e peixe ao jantar. Maria Coxo, 2.º D Devemos beber água ao longo de todo o dia. Santiago Batista, 2.º D SEMENTINHA ANO XX | setembro de 2019 a janeiro de 2020

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COM TRÊS LETRINHAS APENAS SE ABREVIA A PALAVRA ÁCIDO DESOXIDORIBONUCLEICO Foi o estudo do Genograma (esquema familiar), na disciplina de Estudo do Meio, que levou os cientistas do 3.º ano ao novo laboratório do nosso Colégio, para aprender um pouco mais sobre genética. É verdade! Foi o 3.º ano que “inaugurou” as atividades experimentais do novo espaço do Colégio! As professoras Margarida Cruchinho e Fátima Diogo começaram por nos ajudar a recordar as regras de segurança no laboratório e o nome de alguns materiais que utilizamos nas nossas descobertas científicas. Demos início ao propósito que nos levou ao laboratório, observando os lóbulos das orelhas uns dos outros, pois a sua forma solta ou “a terminar” junto ao rosto, é uma das muitas heranças genéticas do nosso pai ou da nossa mãe. Avançámos com a nossa experiência a partir de uma banana e de um quivi esmagados, cada um no respetivo almofariz, e com a devida preparação à base de água, detergente, sal e álcool, conseguimos observar uma mistura filtrada num tubo de ensaio, que, pacientemente, resultou na formação de uma espécie de “novelos” de átomos. Se quiséssemos saber mais sobre a história genética do quivi e da banana, tal como os cientistas a sério fazem com os genes humanos, poderíamos estudar, aprofundadamente, as moléculas de ADN que resultaram desta experiência. Como cientistas entusiasmados que somos, procurámos esclarecer algumas curiosidades para as quais obtivemos imediatamente resposta: - Por que usámos detergente na preparação? O detergente vai ajudar a dissolver as membranas das células para extrairmos mais facilmente o ADN. - Sal? Para dar um gosto salgado ao preparado? Temos de o comer? Apesar de se tratar de fruta, não podemos comê-la, pois não conseguimos garantir as regras de segurança alimentar. Quanto à utilização do cloreto de sódio, o verdadeiro nome do sal, é de esclarecer que este estabiliza a molécula de ADN. - Os genes e o ADN são a mesma coisa? Estão relacionados: a Genética estuda os genes e estes são porções de ADN que definem as características dos seres vivos. E assim tivemos o privilégio de ter mais um momento de aprendizagem fantástico, interessante e muito eficiente. Os cientistas do 3.º ano

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PONTO DE CHEGADA VISITA AO OCEANÁRIO No dia 11 de outubro, fomos visitar o Oceanário de Lisboa! Viajámos pelo mundo na companhia de Fernão de Magalhães e conhecemos o nosso planeta por terra e por mar. Aprendemos muitas curiosidades sobre as diferentes espécies e, infelizmente, ficámos muito preocupados com a poluição marinha atual. Alunos do 2.º ano

Vimos papagaios do mar. – Mafalda Jesus, 2.º A Conhecemos o tubarão-pijama. Ele tem riscas. – António Gonçalves, 2.º A Gostei de ver o peixe-lua. É um pouco diferente, mas é engraçado. – Guilherme Pereira e Vicente Brízida, 2.º A O tubarão touro tinha o dente a cair! Foi muito interessante de ver. – Michael Bungart e Francisco Gonçalves, 2.º A. O Pinguim de Magalhães está em vias de extinção. – Inês Francisco, 2.º B O peixe que parece a Dori chama-se na realidade peixecirurgião-paleta. – Tiago Crawford, 2.º B Os tubarões não comem assim tanto como pensávamos. Estes animais só comem uma vez por mês. No Oceanário, os tubarões são alimentados duas vezes por semana para não terem fome e não comerem os peixinhos que estão no aquário. – Maria da Luz Duarte, 2.º B Os sons que ouvimos cá fora são cinco vezes mais altos dentro de um aquário. – Guilherme Pardal, 2.º B As lontras-marinhas partem as carapaças dos caranguejos para conseguirem comer. – Miguel Franco, 2.º B Gostei muito de ver as esculturas construídas com o lixo que encontraram no mar. - Leonor Lopes, 2.º B Gostei de ver os mergulhadores a limparem o fundo do aquário. – Salvadores Antunes, 2.º C Adorei as mantas! – Mariana Mesuras, 2.º C Gostei de ver os mergulhadores a darem comida aos tubarões. – Mário Figueiredo, 2.º C Gostei muito dos pinguins. – Caetana Correia, 2.º C Gostei muito dos tubarões. – Santiago Batista, 2.º D Adorei as lontras! – Maria Coxo, 2.º D Gostei muito de fazer a viagem à volta ao Mundo no barco Vitória. – Pedro Santos, 2.º D O animal que mais gostei foi o papagaio-do-mar. – Isabel Mendes, 2.º D

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HÁ 100 ANOS QUE SOMOS

Centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen 1919 - 2019

Foi daquela forma bonita que só as coisas simples conseguem ter que comemorámos o centenário de Sophia de Mello Breyner. Acabou por ser um dia diferente, em que a poesia deu vida à escola, em lugares e momentos em que não é habitual pensarmos nela. A Sofia Pereira e o Guilherme Antunes, os nossos alunos do secundário que tão bem homenagearam a escritora e poetisa, misturaram na voz o respeito, o talento e a emoção, deixando bem claro que, também com as novas gerações, o futuro da poesia estará em boas mãos. Fernanda Neves – Professora de Português

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DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI QUEM ÉS. Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és. Mostra-me como lês, conhecer-te-ei ainda melhor, bem vês! O Tiago Henriques, do 12.ºC, preparou tudo com a maior discrição. Leu Anjos e Demónios de Dan Brown, entrou na sala de aula e, pedindo delicadamente licença, começou assim:

Professora, espero que não haja nenhum problema, Mas desta vez eu fiz o meu resumo em poema. Desta vez, decidi fazer de uma forma especial, O livro que vos trago hoje trata-se de um romance policial. A história conta a primeira aventura de Robert Langdon, A personagem principal De um livro que todos devem conhecer, Mas caso andem distraídos não me importo de vos dizer. Código da Vinci é o livro de que vos estou a falar, Mas essa não é a história que hoje vos vim contar. A história começa quando Robert, Um respeitado professor, Aceita um convite Que ao início parece ser algo promissor. O convite que lhe foi feito Foi para um sítio onde alguns de vocês estiveram, Vou-vos dar uma pista Não foi Holanda, nem França, foi para a Suíça, Robert recebeu uma proposta de trabalho no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), Mas o trabalho que lhe pediram era algo fora do vulgar. Pediram-lhe para investigar a morte de um físico chamado Leonardo Vetra. Acho que disse bem, não me enganei em nenhuma letra.

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Robert apesar de ser bom, Não passava de um professor de simbologia. O facto de ele ter sido chamado pelo CERN Era algo que ele não percebia. Leonardo Vetra estava a desenvolver um estudo sobre antipartículas, No seu laboratório particular. Ele achava que tinha conseguido recriar o Bing Bang, conseguem imaginar? Eu sei, ao ler isto também fiquei com bastantes perguntas, Mas este estudo não tinha a intenção De contestar a existência de Deus, Pelo contrário, queria mostrar ao mundo que a ciência e a religião podem andar juntas. Robert descobre que a antimatéria criada por Vetra tinha sido roubada, sabem por quem? Exatamente pelos illuminatti, adivinharam bem. Enquanto isso, em Roma, o mundo está às vésperas de um conclave, Para eleger um novo papa. A história começa na Suíça e passa por Itália. Quando li o livro achei que precisava de um mapa. Com tudo isto a acontecer, Robert descobre que a antimatéria está no Vaticano. Exatamente! A vida não estava fácil para este pobre americano. A antiga sociedade contra A igreja católica se insurgiu E levou a cabo uma ação de vingança Com o objetivo de acabar com o seu poderio.

Os illuminatti ameaçam explodir tudo e anunciam Que irão matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Claro que isto não aconteceu, Graças à personagem principal! Entra em cena a filha do assassinado cientista; Boa rapariga, bastante simpática e muito otimista. Robert e a filha do falecido trabalham juntos, Para tentar salvar os cardeais. Calma, que a história não acaba por aqui, Ainda há mais... Juntos descobrem que afinal não tinham sido os illuminati A matar Leonardo, Tinha sido um dos papas O verdadeiro culpado. Assim que se descobre o verdadeiro assassino, Ele suicida-se, logo de seguida, Acabei assim o meu resumo, mas não se preocupem, eu sei onde fica a saída.

Se o Tiago gostou da leitura que fez? Sem dúvida que sim! Se os colegas estenderam os sentidos à sua voz e presença? Claro que sim, com os olhos brilhando e o sorriso franco atento. Se esta surpresa tão bem preparada valeu a pena? Valeu, pois! São estes os momentos que surpreendem e enchem tanto a alma como o espaço da sala de aula. Repete, Tiago, queremos ouvir-te mais! Ana Guerra – Professora de Português, 12.ºC

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MAGIA NAS VEIAS Cara Sementinha, envio-te um texto que foi escrito num teste de avaliação por alguém que adora livros e se recusa a contar as palavras. Obrigada. Fernanda Neves – Professora de Português

Eu sempre adorei livros de fantasia! Nunca soube bem porquê, até há pouco tempo. Tinha onze anos (a mesma idade que o Harry), quando descobri o Harry Potter. Tinha acabado de participar num bailado sobre Harry Potter (em que fui uma coruja) e a Violeta (que foi uma aluna dos Gryffindor) achou que seria bom dar-me o Harry Potter e a Pedra Filosofal, para o meu aniversário. Na altura, eu era uma ignorante! E ainda que fosse fascinada por tudo o que fosse mágico ou místico, achava que as sagas como o Harry Potter, Guerra dos Tronos ou O Senhor dos Anéis eram um grande esquema para os autores ficarem ricos e que as histórias nem eram assim tão interessantes. Um dia, isso mudou. Comecei a ler. Senti o que o Harry sentia, vi o que ele via e fui o que ele foi. E depois… nunca mais parei! Esperei até que a Feira do Livro em Lisboa abrisse e gastei todo o meu dinheiro do aniversário para comprar todos os outros livros da saga de uma vez. Depois, arrumei-os numa mala (levei mais livros que roupa, sinceramente) e fui para a casa da minha avó. Li-os todos numa semana, empoleirada no telhado, apenas descendo para comer e beber. Foi assim que compreendi! A magia não é só uma varinha ou umas palavras esquisitas. Livros são magia! Os livros são mais profundos do que podemos imaginar. Nunca sentiram que eles estão a tentar dizer-vos alguma coisa? Aquelas páginas amareladas (leio-as tantas vezes que ficam amarelas e as folhas caem das lombadas), aquela tinta preta em forma de letras e aquele odor a histórias e felicidade que nos faz sonhar … Como pode isso não ser mágico? Os livros de fantasia são os mais poderosos, na minha opinião. Podem fazer-nos rir, como os gémeos Weasley fizeram, ou chorar, como Snape fez e, mais do que tudo, fazer-nos sonhar, como todos eles fizeram. Este tipo de livros também me ajudou psicologicamente. Quando fazemos onze ou doze anos, o mundo começa a tornar-se um lugar estranho. As pessoas crescem e às vezes a magia acaba. As figuras heroicas dos nossos pais tornam-se pessoas normais, com defeitos e falhas e os nossos amigos mudam, ao ponto de deixarmos de os reconhecer. A vida fica mais pesada e cada vez mais monótona e, na maioria dos dias até nos recusamos a olhar para o espelho. Mas

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não faz diferença, porque os livros e as personagens estão sempre à tua espera, quer queiras chorar ou voltar a ser criança. É reconfortante saber que, sempre que precisarmos, as portas dos livros e do mundo da magia estarão sempre abertas para nós, por mais que cresçamos. Quando estava triste, lia. Quando estava sozinha, lia. Quando precisava de conforto, lia. Eles ajudaram-me: o Harry, o Ron, a Hermione, o Percy, a Annabeth, o Groover, o Billbo, o Gandalf…Todos eles me ajudaram. Todos me fizeram mais feliz. Eu ri com eles! Eu chorei com eles e, por mais estranho que pareça, falei com eles. Em suma, adoro livros de fantasia, porque me fazem sonhar e me ajudaram em tudo o que precisei. De uma forma estranha, o motivo para eu gostar tanto de livros de fantasia é a minha amiga Violeta. Por isso, obrigada. Como o rato de biblioteca que sou, li muitos livros e gosto de mais coleções do que posso contar com os dedos das mãos (e dos pés). Aconteça o que acontecer, vou ser sempre fã deste tipo de livros, porque eu tenho: capa nas costas, varinha na mão, magia nas veias e Hogwarts no coração. Constança Correia, 7.ºB


VOTAR: UM DIREITO E UM DEVER CÍVICO No passado, o voto era exercido por uma parte limitada da sociedade. Na atualidade, todos os maiores de 18 anos têm o direito de votar. No entanto, apesar de toda a luta passada para alcançar esta igualdade de voto, parte da população continua sem o exercer. Preguiça, falta de tempo, desleixo e descontentamento são algumas das razões que levam à abstenção. No dia 4 de outubro de 2019, o Colégio Campo de Flores organizou um modelo de eleições legislativas, na qual incentivou os seus alunos a exercerem o voto. Embora seja uma simulação sem efeito, serviu para mentalizar os alunos da importância deste ato. Achámos uma ideia muito interessante, visto que nos fez sentir inseridos no sistema político nacional e nos deu ''voz'', para além de nos estar a alertar e ajudar a continuar a exercer este ato no futuro. Assim, acreditamos que todas as escolas do país deveriam aderir a esta iniciativa, para que no futuro a percentagem de abstenção venha a diminuir e a sociedade portuguesa seja mais ativa na política do seu próprio país. Usem a vossa voz, usem a vossa influência! Um voto pode fazer a diferença. Jacinta Vieira e Joana Baldaia - 9.ºD

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VISITA DE ESTUDO À COMPANHIA DAS LEZÍRIAS Nos dias 13 e 20 de novembro, os alunos do 9.º ano (repartidos pelos dois dias) foram visitar a Companhia das Lezírias, no âmbito das disciplinas de Geografia e História. Esta visita enquadrou-se no âmbito do plano de atividades do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, com o objetivo, que se relaciona com os conteúdos programáticos que estão a ser lecionados, de observar in loco o modo de vida rural, mais concretamente a atividade agrícola e conhecer a história da maior exploração agrícola do nosso país. Ao longo do dia, os alunos, acompanhados por guias, tiveram oportunidade de adquirir novos conhecimentos sobre a cultura da vinha, oliveira e arroz, a criação de gado equino e bovino, as zonas de pasto do gado, as áreas de montado, e como se extrai a cortiça do sobreiro, por exemplo. Durante a visita, os alunos tiveram acesso a várias áreas da Companhia, como o local onde se faz e se engarrafa o vinho, a zona onde os cavalos de competição são tratados, treinados e onde ocorrem as provas. Foi também mostrado um vídeo relativo à Companhia das Lezírias e às atividades e culturas exploradas na mesma, desde o cultivo de arroz à realização de trabalhos de investigação que, em conjunto com o resto da visita, permitiu aprofundar os conteúdos estudados nas aulas de Geografia. De referir que a Companhia das Lezírias tem uma

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história de 180 anos e possui uma área de quase 20 mil hectares, sendo a maior exploração agropecuária do nosso país. Esta localiza-se na Reserva Natural do Estuário do Tejo, entre o rio Tejo e o rio Sorraia, possuindo uma riqueza incalculável de fauna e flora. A exploração está dividida em duas partes, sendo que a visita só decorreu numa delas, a zona da Charneca. Foi uma maneira mais divertida e dinâmica de realizar novas aprendizagens e compreender os conteúdos da disciplina de Geografia e conhecer a história desta grande exploração agrícola. Foi uma experiência interessante e que decerto não deixou os alunos indiferentes. Departamento de Ciências Sociais e Humanas


PONTO DE CHEGADA VIVER O CAMPO : ROTA DOS CONVENTOS No dia 16 de novembro, aconteceu mais uma atividade do Projeto Viver o Campo, desta vez um passeio pedestre, na manhã de sábado, sob o tema “Rota dos Conventos”. Com partida e chegada ao Convento dos Capuchos, convento emblemático da nossa região, o guia desta visita, o Dr. Francisco Silva, responsável pelo centro de arqueologia de Almada, levou-nos por um percurso de cerca de 6 km com nível de dificuldade muito baixo e onde o objetivo principal foi dar a conhecer aos participantes os conventos da zona adjacente ao Colégio, uns ainda existentes, outros que estiveram no ativo no passado e que destes sobram apenas pequenos fragmentos e toda a sua história. Os 38 participantes tiveram a oportunidade de, no interior do Convento dos Capuchos, receber uma explicação detalhada das várias alas deste edifício e da sua função em tempos antigos. Daqui partimos em direção ao Miradouro dos Capuchos, onde recebemos mais informação importante sobre esta zona costeira e como importante foi no passado para o nosso povo. Afastámo-nos do litoral e realizámos um trilho bastante interessante até à nossa próxima paragem, que foi já perto do Botequim, (Charneca de Caparica) onde fica a ribeira do Vale da Rosa e onde, nas imediações, ficava o Convento da Cela Nova e do qual existe apenas a sua antiga fonte. No regresso para o nosso ponto de partida, vimos ainda os vestígios do Moinho da Chibata. Hugo Amiguinho – Coordenador do Departamento de Educação Física

“Achei interessante toda a história por detrás dos conventos e de saber que a foz do rio Tejo fora em tempos pantanosa, na zona da Trafaria, e que foi trabalhada para se poder cultivar. Gostei do percurso, não foi muito cansativo, e a vista que se tem das praias através do miradouro é muito bonita.” Este passeio foi, sem dúvida, enriquecedor, pois para além da prática de exercício físico e de uma melhor perspetiva das matérias estudadas, devido à observação destas na natureza, proporcionou-nos um convívio com os nossos colegas e professores num ambiente diferente do da sala de aula.” Raquel Costa 10.ºA/B SEMENTINHA ANO XX | setembro de 2019 a janeiro de 2020

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CORTA-MATO ESCOLAR O departamento de Educação Física organizou o Corta-Mato Escolar, no dia 10 de dezembro, nas instalações do Colégio Campo de Flores. Um dia dedicado a esta disciplina do atletismo com a participação de alunos dos 9 até aos 18 anos. Logo pela manhã, correram os alunos mais velhos, do ensino secundário, uma prova de 2000 e 2500 metros de distância, onde os vencedores foram respetivamente: Sofia Pereira do 12.ºA e Duarte Lima do 11.ºB. Decorreu, de seguida, a prova dos alunos mais novos, os que frequentam o 4.º e 5.º anos, aí os vencedores foram, no setor feminino, Sofia Costa do 5.ºA e Rodrigo Rego do 4.ºB, no setor masculino. Estes alunos percorreram a distância de 1000 metros. Realizámos, no último turno da manhã, a prova de infantis B, alunos que frequentam o 6.º e 7.º anos. Venceram esta prova os alunos Madalena Frederique do 6.ºA, a primeira a percorrer a distância de 1500 metros e Gonçalo Tita do 7.ºB, o mais rápido a realizar os 2000 metros. No período da tarde, correram apenas os alunos de 8.º e 9.º anos, escalão de iniciados, sendo que se consagraram vencedores, no setor feminino, Matilde Lopes do 8.ºA, correndo a distância de 2000 metros, enquanto no setor masculino, o vencedor foi António Simões do 9.ºA, que foi o mais rápido a

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percorrer os 2500 metros. Importante referir que as provas deste ano foram as mais renhidas e bem disputadas dos últimos anos, foram vários os escalões onde a vitória foi decidida apenas na reta da meta. Hugo Amiguinho – Coordenador do Departamento de Educação Física


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CORTA-MATO DISTRITAL Como anualmente acontece, estivemos representados no Corta-Mato Distrital Escolar, com realização no concelho de Seixal, Parque do Serrado, por 42 alunos, que se distribuíram por 8 equipas, tendo em conta as suas idades e género. A atividade decorreu na manhã do dia 14 de janeiro, num percurso desafiante com algum declive e piso irregular, onde os alunos mais jovens percorreram 1000m e os mais velhos a distância de 3500m. Individualmente os nossos alunos, apesar do empenho, não obtiveram classificações de assinalar. Contudo na prova por equipas, que era determinada pela classificação dos 4 primeiros alunos de cada escalão, já conseguimos algum destaque com algumas equipas no top 10, contudo o grande destaque tem de ser dado à equipa de juvenis femininos, que obteve um lugar no pódio com o 3.º lugar. Esta equipa foi constituída pelas alunas Constança Lourenço do 10.ºA/B, Marta Domingos do 10.ºD, Margarida Carvalho do 11.ºA e Sofia Pereira do 12.ºA. Parabéns a todos e para o ano voltamos a contar com a vossa dedicação. Hugo Amiguinho – Coordenador de Educação Física

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27 DE SETEMBRO GREVE CLIMÁTICA GLOBAL Assinalámos o dia 27 de setembro com a nossa bandeira verde. Entre os dias 27 e 30 de setembro, colocámos a nossa bandeira verde (o galardão Eco-Escolas) a meia haste, como símbolo de pesar e de alerta para a urgência da implementação de medidas para inverter as alterações climáticas. O grupo EcoCCF deu, também, início à manutenção da horta do Colégio, com a preparação do terreno para o cultivo de diversas plantas, tendo já semeado, por exemplo, rabanetes, ervas aromáticas, espinafres, favas e plantado batatas. Não nos podemos esquecer que as plantas atuam como sumidouros de dióxido de carbono, contribuindo assim para minimizar as alterações climáticas. Para além disso, foi também realizada uma recolha de resíduos: tampas de plástico, rolhas de cortiça e pilhas usadas, de forma a encaminhá-los para os locais de reciclagem apropriados. Com a ajuda de todos, a quantidade de resíduos separados foi grande. Muito obrigada pela sua ajuda! Equipa Eco-Escolas

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AS PROMESSAS SÃO PARA CUMPRIR! Em maio do ano transato, assumimos o compromisso de dar continuidade a esta campanha e assim fizemos! No dia 11 de janeiro, decorreu no nosso Colégio mais uma sessão de colheita de sangue, em parceria com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). À semelhança das sessões anteriores, também esta foi um sucesso: tivemos 38 dadores inscritos, recolhemos 31 unidades de sangue e foram registados 4 potenciais dadores de medula óssea! Estes “números” só foram possíveis graças ao elevado sentido de dever cívico de todos quantos se disponibilizaram, numa ensolarada, mas fria manhã de sábado, a doar um pouco de si a quem precisa. O envolvimento dos nossos alunos também merece destaque. Mais uma vez, a ajuda do Interact Club de Almada na divulgação da campanha, foi preciosa. Os alunos de 9.º ano, que estiveram presentes, tiveram a oportunidade de acompanhar todas as fases do processo, incluindo o apoio e receção aos dadores. A todos, os nossos agradecimentos. Contamos convosco para a próxima sessão! “Encontro marcado” para maio! Departamento de Ciências Naturais

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OUR TRIP TO HARD ROCK CAFE Last Wednesday on the 8th of January all of the 11th grade of Colégio Campo de Flores went on a school outing to Hard Rock Cafe™ Lisbon. The purpose of this report is to explain our school outing to Hard Rock Cafe™ Lisbon and the effect it had on our learning about music and this company's history of long lasting success. Hard Rock Cafe™ started in 1971 when two young men decided to open a small cafe in the centre of London. The key to its success was that they only served American Burgers, something that London had never seen before and was considered as something new and exciting. However, it was not until 1979 that Hard Rock Cafe™ truly grew as a company when Eric Clapton, a famous guitarist and a regular customer of the café, decided to send an autographed guitar to the owner so he could hang it above his regular booth to mark it as his spot. Weeks later the owner receives another autographed guitar, this time signed by Pete Townshend with a letter that read “Mine's as good as his!”. With these 2 guitars a tradition was created that lead to the infamous Music Memorabilia we can find in every Hard Rock Cafe™. Today, this collection has more than 80,000 pieces and is considered to

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be priceless. A few years later, in 1982, the global expansion of the brand began with the opening of a new cafe in the USA, marking the company as an international enterprise. Nowadays the company has more than 200 worldwide locations, including hotels, casinos and cafes. Hard Rock Cafe™ is also very famous for its merchandise; next to every Hard Rock Cafe ™ you're able to find a custom shop that sells their famous t-shirts and hoodies. These t-shirts that started as a small English football club jersey have grown to be a worldwide recognizable fashion item. Hard Rock Cafe™ also offers the public a small presentation about the history of music in the 20th and 21st century which is extremely interesting if you are a person who loves music and wants to know more about all genres of it and how they started. In our opinion, this outing was really beneficial to us, because we got to know more about the huge international enterprise that is Hard Rock Cafe™, learned a bit more about the history of music and also because we got to eat a fantastic meal in the end of the visit. Pedro Baptista and Miguel Barbosa, 11.º A


“… we really liked this school trip, learning more about this company and some marketing strategies as well as the music history and how much it has changed.” Maria Eugénia Fernandes and Leonor Roque, 11.ºB “We believe that this trip was one of the best we've ever had. First of all, the staff member who received us, Tracey, was great and made it much more fun and everything we learned was interesting and relevant for the English subject. Above all, it was important because we are not used to field trips in English and it made us improve our skills in a fun way.” Ana Rita Raposo and Joana Gonçalves, 11.º C

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SAÍDA DE CAMPO AO BADOCA SAFARI PARK Os alunos do 5.° ano tiveram a oportunidade de passar um dia diferente, aliando as vertentes pedagógica e lúdica, durante uma saída de campo ao Badoca Safari Park. Assim foi, nos dias 18 e 22 de outubro, uma vez que foram duas turmas em cada um dos dias referidos. Esta atividade permitiu observar a diversidade animal existente naquele parque e a relação entre a morfologia dos seres vivos e as características do respetivo habitat, proporcionando aos alunos mais uma experiência de aprendizagem de conteúdos curriculares em contacto direto com a natureza. A boa disposição dos nossos alunos esteve sempre presente. O safari, a visita à ilha dos primatas, a alimentação dos lémures, a apresentação das aves de rapina, entre outros momentos, foram invariavelmente vividos com entusiasmo e curiosidade. Já no final da visita, a animação cresceu com o rafting e os salpicos associados. Foi, assim, possível realizar uma abordagem aos conteúdos em estudo nas aulas de Ciências Naturais, de uma forma diferente e, estamos certos, bastante motivadora. Departamento de Ciências Naturais

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“Foi bastante divertido e adorei saber mais sobre os animais” Bernardo Silva, 5.º A “Esta visita de estudo ao Badoca Safari Park foi muito divertida e uma grande experiência.” Filipe Pedreira, 5.º A “ Foi uma viagem muito longa, mas valeu a pena, porque vimos muitas coisas interessantes.” Maria Silveira, 5.º A “ A ida ao Badoca foi muito divertida e aprendi muito, pois recebemos muitas informações.” Sofia Costa, 5.º A “Na ida ao Badoca, aprendi várias coisas que não sabia sobre os animais. Gostei imenso de ver a vida animal e vegetal.” Clara Lage, 5.º D “Gostei muito de explorar as espécies animais”. Dinis Ribeiro, 5.º D “Eu achei a ida ao Badoca muito gira. Gostei mais da parte em que fomos às boias, mas eram um bocadinho lentas.” Tomás Lin, 5.º D “Gostei muito de ir ao Badoca, pois aprendemos muito sobre os lémures, chimpanzés, etc. Contudo, também nos divertimos a receber sabedoria.” Patrícia Guerra, 5.º D


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OLIMPÍADAS DA MATEMÁTICA NO 1.º CICLO Cerca de trinta crianças do 3.º ano e vinte do 4.º ano entraram nas salas cheias de entusiasmo. Olhos brilhantes, mãos inquietas, mentes curiosas... Tinham-lhes feito o desafio de participar numas Olimpíadas Matemáticas e ficaram desejosas de fazerem parte desse evento. O silêncio instalou-se nas salas repletas. O entusiasmo começou a ser substituído pelo nervosismo, pela responsabilidade de conseguir resolver aqueles problemas/desafios matemáticos. As palavras nem sempre eram entendidas, mas a vontade de vencer manteve-se. Quando terminaram, alguns sentiam-se vitoriosos, outros nem tanto... Para todos foi uma experiência boa, desafiante... Com certeza, alguns irão repeti-la no futuro! Amélia Agostinho – Professora do 1.º Ciclo

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OLIMPÍADAS PORTUGUESAS DE MATEMÁTICA 2019 Realizou-se a 6 de novembro a primeira eliminatória das Olimpíadas Portuguesas de Matemática, com a participação de cerca de 120 alunos do segundo ciclo ao ensino secundário. As Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM), organizadas anualmente pela Sociedade Portuguesa de Matemática, são um concurso de problemas de Matemática, que visa incentivar e desenvolver o gosto pela Matemática. Os problemas propostos neste concurso fazem, sobretudo, apelo à qualidade do raciocínio, à criatividade e à imaginação dos estudantes. São fatores importantes na determinação das classificações o rigor lógico, a clareza da exposição e a elegância da resolução. As OPM não têm como objetivo fundamental testar a quantidade de conhecimentos acumulados. É interessante ver o empenho e dedicação com que os nossos alunos se dedicam nesta disciplina na resolução de problemas de Matemática. O Departamento de Matemática

“Gostei muito de participar nas Olimpíadas pois é uma maneira de me desafiar com problemas matemáticos.” – Catarina Punilhas, 7ºD “A minha primeira experiência nas Olimpíadas trouxe-me mais capacidade de resolver problemas sem a mesma facilidade dos resolvidos na aula, visto que aumentou o meu interesse pela matemática.” – Maria Eduarda Boavida, 7ºA “Acho que participar nas Olimpíadas da Matemática foi uma boa e agradável experiência, pois pude ver outros modelos de exercícios e também pude aplicar os meus conhecimentos nos mesmos.” – João Pedro Jorge, 7ºA “Eu gostei das Olimpíadas pois se aprende com exercícios mais difíceis, o que pode facilitar o meu cálculo para o teste, gosto de aprender coisas novas matemáticas, por isso, vou às Olimpíadas.” – Gonçalo Mercier, 7ºB “Eu acho que as Olimpíadas da Matemática foi uma boa oportunidade que quem não foi perdeu, já que foi uma boa hipótese de melhorar o meu raciocínio lógico e também me obrigou a estudar mais um pouco.” – Tiago Machado, 7ºA “Gostei muito de ter participado nas olimpíadas da matemática, para além da disciplina que me fascina, foi um projeto desafiante que irei, com certeza, repetir para o ano. Acho interessante a escola disponibilizar este tipo de projetos aos alunos, pois incentiva os mesmos a um melhor conhecimento da cultura geral da matemática, o que é deveras importante.” – Diogo Martins, 11ºB “As Olimpíadas da Matemática são para mim um desafio fora do normal com problemas que nos exigem um elevado grau de raciocínio.” – Tiago Yen, 11ºC “Participar nas Olimpíadas da Matemática é sempre desafiador. Como aluno, é sempre com surpresa que observo o enunciado, pois nunca sei o que esperar. No entanto, sinto que nos coloca à prova e essa experiência faz falta a todos os alunos. Desejo a todos os que realizaram a prova comigo o melhor dos resultados e aguardo juntamente com eles pelo envio dos mesmos.” – Martim Serradas, 12ºC

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PONTO DE CHEGADA DIA MUNDIAL DA MÚSICA O Dia Mundial da Música comemora-se, anualmente, no dia 1 de outubro. A data foi instituída, em 1975, pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, tendo como objetivos promover a arte musical em todos os setores da sociedade, divulgar a diversidade musical, aplicar os ideais da UNESCO como a paz e amizade entre as pessoas, promover a evolução das culturas e a troca de experiências. No nosso Colégio, mantemos a tradição de, nesse dia, relembrarmos a importância da efeméride, com atividades que possam suscitar interesse a um público alargado, convidando à participação de alunos e artistas. Este ano, o convite foi feito aos diversos ciclos, o que levou a um grande número de participações a animarem o espaço do recreio junto ao bar, com canções em Karaoke e execuções instrumentais a revelarem o talento dos nossos jovens alunos. Na noite de 4 de outubro, pelas 21 horas, foi a vez de o "O Trio Lírico Jazz" nos brindar com um excelente recital de canto, num serão memorável, com a participação de Vera Quaresma Simões e Lucina Morais (Sopranos), acompanhadas ao piano por Rute Simões. Uma vez mais, sentimos que comemorámos esse dia com a dignidade que merece! João Pedro Costa - Professor de Educação Musical

PRÉMIOS DE DESENHOS DA APCER SOBRE O AMBIENTE À semelhança do que se verifica a nível internacional, também em Portugal existe uma preocupação crescente com a sustentabilidade. Defender o planeta Terra é de extrema importância. A sua preservação significa a sobrevivência dos seres humanos nas próximas décadas. Para sensibilizar as crianças e jovens de todo o Planeta, a JQA – The Japan Quality Assurance Organization e a IQNET – The Internacional Certification Network, com o apoio da UNICEF, organizam este ano o 21.º Concurso sobre o Ambiente. A APCER, enquanto Entidade Certificadora Nacional, junta-se a esta iniciativa promovendo, paralelamente ao concurso internacional, o Concurso Nacional de Desenhos Infantis sobre o Ambiente. No ano letivo passado, o Colégio Campo de Flores participou, uma vez mais, nesta iniciativa com desenhos de jovens do 8.º e 9.º anos, realizados nas aulas de Educação Visual sob a supervisão da professora Lina Vieira. As alunas do 8.º ano (2018/19) Luísa Cercas Almas e Maria Leonor Fernandes ganharam, respetivamente, o 2.º e o 3.º prémios deste concurso, sempre numa preocupação constante com as questões ambientais. A entrega dos prémios realizou-se no 1.º semestre deste ano letivo. Parabéns às nossas alunas! Lina Vieira – Professora de Educação Visual SEMENTINHA ANO XX | setembro de 2019 a janeiro de 2020

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PONTO DE CHEGADA

SAÍMOS DA SALA DE AULA Nem todas as aulas acontecem dentro da sala. Assim, o 5.° ano, durante a aula de Ed. Visual, foi desenhar para o exterior. Uma primeira abordagem à aprendizagem do “saber ver”, que serviu de pretexto para a experimentação de diferentes materiais riscadores e de pintura. Flávia Cadete – Professora de EV 5.º ano

TRICOT E ESMIRNA As turmas de 5.°ano estão a desenvolver trabalhos no âmbito das fibras têxteis. Na sala da professora Flávia, aprende-se tricot. Na sala da professora Cristina, trabalham-se várias técnicas, de entre as quais a esmirna. Flávia Cadete – Professora de Educação Visual

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Olá, Gustavo. Somos meninos pequeninos e, como adoramos surpresas, não ficámos indiferentes à tua história e quisemos ajudar-te a sorrir. No nosso Colégio Campo de Flores, todos os meninos da Pré quiseram enviar-te o seu coração. Desejamos-te rápidas melhoras e que sorrias sempre.

PONTO DE CHEGADA

Um beijinho dos meninos do Pré-Escolar, do Colégio Campo de Flores.

ASSIM, COMEÇOU O NATAL! O Pré-Escolar participou numa iniciativa solidária, através da elaboração e envio de corações decorados a uma criança autista. A iniciativa partiu da mãe do menino, que propôs que várias crianças pudessem enviar para o Gustavo estes corações, de que ele tanto gosta, de modo a surpreendê-lo no seu regresso a casa, após uma cirurgia a que terá de ser submetido. Cada turma elaborou os corações com uma técnica diferente e todos foram enviados por correio para a morada da criança. O Gustavo será surpreendido à chegada com os corações pendurados no seu quarto. Deste modo, iniciámos as celebrações do Natal de forma solidária. Educadoras do Pré-Escolar

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"AS LAGARTAS MUDAM DE COR?" - UM PROJETO MUITO CURIOSO A propósito da exploração da história "A lagartinha muito comilona", na sala dos 3 anos, da educadora Marta, pintámos, com as mãos, as nossas próprias lagartinhas coloridas. Numa manhã destas, o T.B., ao reparar nos trabalhos expostos no placard, perguntou: "As lagartas mudam de cor? Pintámos todas de cores diferentes!". Alguns amigos responderam que sim, outros que não, mas todos quiseram partilhar várias coisas que (achavam que) já sabiam sobre as lagartas: "Andam pelo chão e arrastam-se", "são todas verdes", "conseguem subir paredes", "comem arroz, folhas e fruta", "são minhocas",

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"fazem casulos e depois ficam em borboleta... Durante esta partilha percebemos que havia muitas dúvidas a aguçar a curiosidade do grupo: "Onde vivem?", "O que comem?", "Todas as lagartas fazem casulos e se transformam em borboletas?"... Tínhamos de investigar! Decidimos pedir ajuda às famílias, que pesquisaram, para nos ajudar a responder a algumas destas questões. O S.M. trouxe diferentes espécies para a nossa sala e, com ajuda de uma lupa, observámos as diferenças. Como ainda tínhamos algumas questões,


PONTO DE CHEGADA

convidámos o professor Ivo Meco, que ensina Biologia e Geologia, para vir à nossa sala e ele explicou-nos que estávamos perante três espécies diferentes: Lesmas e minhocas (que não são lagartas e, por isso, fomos devolvê-las à natureza); e lagartas da couve, que se alimentarmos bem (com folhas fresquinhas), provavelmente irão construir o seu casulo e transformar-se em borboletas. Vamos esperar, mas estamos ansiosos para ver! Aprendemos que as lagartas vivem nas folhas dos alimentos que comem, como alfaces ou couves; que conseguem subir paredes porque têm uma espécie de ventosas nas patinhas e que todas se transformam em borboletas, depois de construírem o seu casulo. Ficámos também a saber que as lagartas não mudam de cor, mas podem ser de várias cores e que algumas são perigosas, como a lagarta do pinheiro. Modelámos, com plasticina, lagartinhas comilonas e, como descobrimos que as lagartas se podem transformar em borboletas de várias cores, quisemos pintar também as nossas. E porque a aprendizagem tem muito mais sentido quando é partilhada, iremos visitar os nossos amigos da outra sala de 3 anos e contar tudo o que estamos a aprender. Esta é a primeira vez que fazemos um projeto juntos, pesquisamos e somos "construtores" da nossa própria aprendizagem. Sentimo-nos tão crescidos! Somos nós as verdadeiras lagartinhas muito... curiosas. Grupo dos 3 anos da Educadora Marta

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LANCHE COM OS AVÓS "Que ideia original de lembrar os avós, celebrando o Natal, com chá, sonhos e filhós! Sabia que ia encontrar doces típicos do Natal neste chá dos avós que é sempre tão especial! Os avós sentem-se bem na escola dos seus netinhos, pois sabem que ela tem cuidado com os pequeninos!" (Avó Melita) Tal como vem sendo hábito há muitos anos, por ocasião do Natal, as crianças finalistas do Pré-Escolar convidam os seus avós para lanchar com elas no Colégio, por forma a enaltecer e agradecer todo o empenho e dedicação no seu crescimento e educação. O momento é recheado de mimos e ternuras, de cheiros e sabores que adoçam o paladar e o coração, bem do jeito que os avós merecem. Os netos cantam e dançam para os avós, com afeto e carinho, e partilham com eles um delicioso lanchinho! A avó Melita (da Susana Simões), que já não é nova nestas andanças, partilhou connosco o seu testemunho. "Foi mais uma vez um prazer ter recebido um convite para vir ao colégio lanchar, desta vez, com a minha neta. Este lanche tem um significado muito especial pois, para além de ocorrer nesta época festiva, é de grande importância no reforço do convívio com os avós num ambiente que lhes é familiar e onde se sentem bem, e no qual podem mostrar que se prepararam muito bem para os receber. Procurar integrar a família, inteirando-a das atividades escolares, como é o caso da “hora do canto”, fortalece os laços entre as gerações. A minha neta fica feliz com a minha presença e eu fico feliz quando a vejo, cantar, dançar, sorrir. Fica com “o tal brilho nos olhos” e eu também (linda imagem que o Dr. João Rafael deu) e não são raras as vezes em que fico com lágrimas de alegria e orgulho. Parabéns ao colégio que escolheu bem os seus colaboradores, votos de que continuem com estas ou outras iniciativas. Muito obrigada por continuarem a educar os meus netos, com o mesmo cuidado e afeto que dedicaram aos meus filhos." É sempre um privilégio receber os avós, testemunhar a cumplicidade e o amor pelos netos e ouvir as suas palavras generosas e comovidas de gratidão. Nós é que agradecemos - Obrigada! Educadoras Bela, Cristina, Carla e Rosarinho

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UM DIA MÁGICO DE NATAL NO PRÉ-ESCOLAR Natal é Alegria… é Amor… é União… Natal no Pré-Escolar é vivido com muita Emoção! E foi com este espírito natalício que, no dia 17 de dezembro, o auditório do Colégio se vestiu de vermelho, verde e branco. O Pai Natal visitou-nos e trouxe alegria e afeto a todos nós. Cantámos e dançámos todos juntos as mais belas melodias. Ao longo do dia, continuando a viver o espírito natalício, trocámos presentes com os nossos amigos. Para terminar este dia mágico, realizámos o habitual lanche de Natal onde, todos juntos, partilhámos deliciosas iguarias. Bem Haja, Pai Natal, e para o ano cá te esperamos cheios de saudades. Educadoras do Pré-Escolar

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A NOTĂ?CIA

Um Natal 48

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Original! 49

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PONTO DE CHEGADA

Um Natal Original Festa de Natal do Pré-Escolar Ano Letivo 2019/2020

O final do dia 10 de dezembro foi especial para os alunos do Pré-Escolar e para as suas famílias. Depois dos ensaios e do entusiasmo natural dos nossos pequenos artistas, era chegado o momento de celebrar o Natal com a família. Porque esta época é propícia à reflexão e a sustentabilidade do nosso planeta é uma preocupação constante, este ano, este foi o tema do nosso musical: “Um Natal Original”. Através da música e da dança, com o mote de um Natal ameaçado pela poluição, os alunos passaram a importante mensagem da urgência dos valores ecológicos para o bemestar: nosso e do mundo. "Natal é cantar, sorrir e dançar (...) e o melhor, afinal, é juntos passarmos um Natal original". Educadoras do Pré-Escolar

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DE DENTRO

Crescer saudável

NOVO CORONAVÍRUS 2019-nCoV O coronavírus está associado a infeções do sistema respiratório, podendo ser semelhantes a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave como a pneumonia com insuficiência respiratória aguda. Os principais sintomas a ele associados são: febre, tosse, falta de ar (dificuldade respiratória) e cansaço. O período de incubação (até ao aparecimento dos sintomas) é de 2 a 14 dias, sendo que a forma de transmissão mais usual ocorre após o contacto próximo a um doente infetado. Caso tenha estado numa zona afetada, esteja atento, durante 14 dias, ao aparecimento de febre, tosse ou dificuldade respiratória, devendo medir a temperatura corporal duas vezes por dia e registar os valores. Caso tenha algum dos sintomas referidos (no próprio ou nos seus conviventes), não devem deslocar-se de imediato aos serviços de saúde, mas sim ligar para o número da Linha Saúde 24 (800 24 24 24) e seguir as orientações indicadas. Seguem-se algumas recomendações da DGS disponíveis em avisos e comunicados: - Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, esfregando-as bem durante pelo menos 20 segundos; em alternativa, pode usar uma solução à base de álcool; - Reforçar a lavagem das mãos antes e após a preparação de alimentos ou as refeições, após o uso da casa de banho e sempre que as mãos estejam sujas; - Utilizar lenços de papel (de utilização única) para se assoar, deitando-os depois no caixote do lixo e lavar as mãos de seguida; - Tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido, e não para as mãos; - Evitar tocar nos olhos no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias; - Evitar permanecer em locais fechados e muito frequentadas nas duas semanas após o regresso, evitando ainda contacto físico com outras pessoas.

ões, Para mais informaç consulte o link: E2rG4Ok m/watch?v=3MkR www.youtube.co

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DE DENTRO

Abrir caminhos Dr.ª Susana Cheis - Coordenador pelo Centro de Formação CONSIGO (CCF)

PLANO DE FORMAÇÃO CAMPO DE FLORES 2019-2020 A excelência que buscamos na formação académica e humana dos nossos alunos só pode ser alcançada através do contínuo investimento na excelência da formação das nossas equipas docentes. No ano letivo passado retomámos, de um modo mais efetivo, um tema a que havíamos já dedicado muita energia: As Inteligências Múltiplas de Howard Gardner. Esta teoria é acarinhada pelo nosso Colégio desde 2005, ano em que toda a equipa docente recebeu formação internamente. Em julho de 2019, retomando esta temática, realizámos ações de formação/ação, dinamizadas pelo departamento de Psicologia e pelo CONSIGO, com toda a equipa. Assim, nos dias 4, 5, 15 e 16 de julho tivemos oportunidade de nos d e d i c a r, d e m o d o c o l a b o r a t i v o e interdisciplinar, a planificar algumas unidades curriculares para 2019/2020, tendo por base a Teoria das Inteligências Múltiplas. Nos dias 18 e 19 de Dezembro de 2019, em paragem letiva, voltámos ao tema, e realizámos as sessões de continuidade da formação. O que conseguimos colocar em prática? O que alcançámos? O que não conseguimos e porquê? Partilhar experiências foi a nossa principal intenção nestes encontros. Ainda nesta sessão, optámos por nos focar também no tema da avaliação pedagógica. Tivemos oportunidade de nos sentar em grupo e pensar sobre o que está a correr bem na forma como realizamos a avaliação pedagógica e o que gostaríamos de fazer diferente e como. Foi nossa intenção proporcionar a toda a equipa, em pequenos grupos de trabalho, momentos de paragem e reflexão sobre a nossa prática.

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Na continuidade deste tema da Avaliação Pedagógica realizaremos, no dia 5 de março de 2020, uma sessão de formação com Domingos Fernandes, Professor Catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. É para nós um privilégio poder contar com a sua vasta experiência e saber em domínios como a avaliação em educação, o desenvolvimento curricular e a formação de professores. Em julho de 2020, voltaremos a sentar-nos em grupos de trabalho e de reflexão. Julho é o mês de planear o ano letivo seguinte e será o momento oportuno para mais uma paragem em prol do nosso compromisso com a Excelência e com o Conhecimento.


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HORIZONTE

EDUCAÇÃO PARA OS DIREITOS HUMANOS: UM MANUAL PARA FILHOS, PAIS E ESCOLAS Matia Losego

Matia Losego é o Diretor de Juventude e Educação para os direitos humanos da Amnistia Internacional Portugal. Trabalhou como formador e youth worker a nível nacional e internacional, sobretudo em organizações ligadas à educação para os direitos humanos e à participação juvenil. Acredita na educação enquanto ferramenta de transformação social e no trabalho de juventude como espaço de capacitação. Não come massa como acompanhamento.

Não é fácil mapear ou definir a educação para os direitos humanos em Portugal, não porque esta não exista, antes pelo contrário, mas porque assume várias formas e nomes. Todo o trabalho educativo realizado em escolas e universidades, associações juvenis, organizações de base local e eventos, centrado na promoção de uma sociedade mais justa, mais inclusiva e mais respeitadora de cada uma e cada um, pode ser considerado educação para os direitos humanos. Por vezes, assume o nome de educação intercultural, outras é chamada educação para o desenvolvimento, outras ainda trabalho de juventude. Ainda assim, e com o objetivo de divulgar o que a Amnistia Internacional Portugal faz neste âmbito, consideramos relevante traçar algumas reflexões que podem ser úteis para definir o que consideramos uma educação para os direitos humanos de qualidade. Em primeiro lugar, como estruturado pelo

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Conselho da Europa, a educação para os direitos humanos assenta num triângulo de princípios, é sobre, para e através dos direitos humanos. O processo de aprendizagem que se incentiva é sobre os direitos humanos, entendidos não só como conhecimento dos direitos em si, mas também capacidades de os pôr em prática, atitudes, valores e comportamentos para viver com outras pessoas. Para além disto, a educação para os direitos humanos tem uma componente essencial para a ação, ou seja, não é suficiente “falar” dos direitos humanos, de forma a completar o ciclo de aprendizagem. É necessário transformar os direitos humanos em ações. Por último, a educação para os direitos humanos é coerente com o quadro de valores dos direitos humanos e é através deles que se desenvolve. Uma prática educativa que


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não seja, por exemplo, inclusiva não é, com certeza, educação para os direitos humanos, independentemente do seu conteúdo. Traçando pontes entre a educação para os direitos humanos e a educação não-formal, como referido, mais uma vez, na Carta do Conselho da Europa sobre Educação para a Cidadania Democrática e Educação para os Direitos Humanos, o foco da educação para os direitos humanos é a pessoa aprendente, enquanto indivíduo e enquanto membro de vários coletivos, sejam eles a turma, a escola, a comunidade local ou a sociedade global. Ligar a educação para os direitos humanos à educação não-formal não quer dizer que esta não possa acontecer em contextos formais, pois o que interessa são os princípios por detrás de uma prática educativa e não o espaço onde acontece. A educação para os direitos humanos também não pode ser uma cassete ou um mantra que repetimos vezes sem conta em qualquer lugar. Traduzir os direitos humanos nas nossas escolhas e decisões do dia-a-dia, nas situações que acontecem em Portugal e no mundo, é extremamente difícil. A educação para os direitos humanos abre e explora esta complexidade, dando às pessoas ferramentas para a entender e para questionar, de forma crítica, o mundo no qual vivemos. Como repetimos muitas vezes a quem nos contacta, a educação para os direitos humanos não gosta de foguetes, não funciona em sessões pontuais e isoladas, mas pede um trabalho de continuidade, centrado nas

pessoas envolvidas e promotor do ativismo. É fácil, muito fácil, falar de direitos humanos ou escrever um post nas redes sociais, em ocasiões e dias comemorativos como o 10 de dezembro, mas estas práticas não ajudam necessariamente a construir um mundo onde toda a gente possa ver os seus direitos humanos respeitados. É necessário criar as bases para que as pessoas possam entender os direitos humanos e traduzi-los nas suas vidas, percebendo também os dilemas que estes levantam. Também é preciso criar oportunidades de ação e de seguimento. A Amnistia Internacional, enquanto movimento global para os direitos humanos, dá o seu contributo neste sentido, colaborando de forma sustentada com estabelecimentos de ensino e espaços educativos em todo o país, apoiando a criação de grupos de jovens ativistas em escolas, universidades e contextos locais, e promovendo, também através da educação, ações de ativismo como a Maratona de Cartas. Na edição deste ano, contamos com o apoio de milhares de pessoas para fazer pressão junto das autoridades e exigir justiça para casos reais, com uma cara, uma história e um futuro, como o Magai, o José, a Marinel, a Yasaman, a Sarah e o Seán. Venham connosco nesta viagem com a educação para os direitos humanos!

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PERFIL

Vitória Cunha Vitória Viana Borges Meira da Cunha tem 37 anos e estudou no Colégio entre 1988 a 1996, do 1.º ao 9.º ano. Frequentou dois anos a Licenciatura em Biologia, na Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa e possui o Mestrado integrado em Medicina, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Hoje, é médica especialista em Medicina Interna no Hospital Garcia de Orta (Serviço de Medicina Interna, Unidade de Hospitalização Domiciliária, Consulta de Hipertensão Arterial), é Secretária-Geral da Direção da Sociedade Portuguesa de Hipertensão e, ainda, Secretária-Geral do Núcleo de estudos de Risco e Prevenção Cardiovascular da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. Acima de tudo, é Mãe de duas filhas gémeas, atualmente, no 1.º ano de escolaridade no Colégio Campo de Flores.

1. Qual é a tua maior qualidade? Lutadora pelas coisas em que acredito. 2. E o teu maior defeito? Refilona (e sonhadora..!). 3. O que mais aprecias nos teus amigos? Que sejam verdadeiros e que tenham coragem para estar sempre ao meu lado. 4. Qual é a tua ideia de felicidade? Família, amigos, música, ar livre. 5. Quais são os teus autores preferidos? Eduardo Agualusa, Gabriel García Márquez. 6. Quem são os teus heróis na vida real? Os meus pais. 7. Qual é a tua palavra preferida? Paixão. 8. O que mais detestas? Falta de... Princípios, de bom senso, de ideias, de atitudes, de coragem. 9. Um sinónimo de Colégio Campo de Flores? Segunda casa.

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10. Qual o professor que te marcou mais? Alda e João Rafael. 11. O que é ser aluno do Colégio Campo de Flores? É aprender tantas facetas da vida, bons princípios, união, respeito, valores que nos acompanham para a vida e complementam uma forma sólida e bonita de aprender. 12. O «momento» no Colégio? Difícil escolher um… Brincadeiras no pinhal, festas em que encarnávamos personagens, brincadeiras com a D. Bia na chamada para a saída, visitas de estudo (janela do Capítulo no Convento de Cristo em Tomar) e as viagens de finais de ano (Lagoa de Albufeira, Serra da Lousã, Paris), crescer pelos corredores... 13. Hoje, o que permanece do Colégio no teu dia-a-dia? Bons princípios. 14. Um desejo para o Colégio? Longa e boa vida, com muito sucesso. 15. Qual é o lema da tua vida? Fazer por ser feliz.


NÓS


Família

Campaniço

«É preciso toda uma aldeia para educar uma criança.» A mãe Cristina é estudiosa, comunicativa e bem-disposta. Juntamente com o pai Cristiano e os filhotes Diogo e Alice, como todas as famílias, têm uma história e, hoje, partilham connosco a sua. São a Família Campaniço! 1. A Família começou com o encontro de dois corações, numa época de escolhas vocacionais e profissionais. Nada fazia prever que estes dois corações se pudessem unir, porém muito decidida a entrar em Medicina, encontrei, aos 18 anos, o divertido, sonhador e artista da minha vida, que também com 18 anos entrou em Design e Comunicação no IADE. A Medicina Dentária na Universidade de Lisboa foi o meu caminho, onde passei os três primeiros anos na faculdade de Medicina do Hospital de Santa Maria. 2. Qual foi o “segredo” do sucesso desta dupla improvável? A nossa mistura foi de sucesso e partilhámos o melhor de nós, de modo a crescermos juntos e com bastantes objetivos e metas pessoais e profissionais. Ano após ano, fortalecemos a relação e fomos ultrapassando obstáculos.

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3.Essa construção fortaleceu-se e desenvolveu-se anos mais tarde. Oito anos de namoro e conquistas. Casámos em 2003 e, em 2006, surge o nosso Diogo, incrivelmente bem-disposto, sempre com uma calma tão própria, que tanto caraterizou toda a sua infância, amigo do amigo, responsável e muito ternurento. 4. E a felicidade pessoal e familiar foi acompanhada de desafios e sucessos profissionais? Nessa altura, o pai Cristiano já se encontrava numa multinacional como diretor criativo, a Euro RSG. Depois de já ter passado por vários ateliers, permaneceu sete anos nesta grande agência que foi a sua casa e que foi determinante no seu crescimento profissional pelos trabalhos tão empreendedores diferentes e estimulantes.


NÓS 5. Destacaria algumas dessas experiências marcantes? O desenvolvimento da identidade e de toda a parte cénica do Tratado de Lisboa, a Cimeira da EU-US em Portugal, com oportunidades de conhecer personalidades tais como Barack Obama, Bill Clinton, entre outros. 6. E as descobertas da mãe Cristina na sua área profissional? Eu tinha descoberto, em 2004, a minha área de eleição... as crianças! A formação continuou ano após ano, entre pós-graduações e formações, que variaram entre odontopediatria e ortodontia em crianças e adolescentes. 7. Alguns anos mais tarde, alcançaram o e q u i l í b r i o f a m i l i a r, a p e s a r d e circunstâncias tristes? Em 2013, nasce a nossa princesa Alice, que de dorminhoca nada tinha e com uma energia inesgotável, veio encher o nosso lar novamente de alegria. Coincide com o ano da morte da minha mãe, talvez uma das fases mais difíceis da nossa vida. A vinda da Alice veio fazer do “4” um número ideal de equilíbrio e concretização da nossa família. 8. E a família foi sempre o suporte da progressão profissional? Em 2014, surge a oportunidade de me candidatar, pela Ordem dos Médicos Dentistas, à especialização de Odontopediatria e assim o fiz, em dois longos anos de preparação e estudo, recebi o título de especialista, em 2017: “Cristina Mourinho – Odontopediatra”. A família, mais uma vez teve, um papel fundamental de apoio nesta etapa a que me propus, essencialmente o pai Cristiano que, nesta equipa familiar, sempre me apoiou de forma incansável. 9. Depois de tantas etapas alcançadas, o estudo e a formação foram sempre acarinhados como base de sucesso para o trabalho? O estudo e a formação, no nosso lar, vieram sempre por paixão e o trabalho surge como uma consequência natural.

10. Para além do saber académico, a nossa vida vai sendo marcada por pessoas ímpares. Destaca alguma(s)? Na minha vida, foram variadíssimas as pessoas que fizeram algo marcante no meu percurso. Sempre fiz os meus estudos em escolas públicas e, por onde passei, tive a sorte de me cruzar com pessoas que cunharam a minha vida de alguma forma especial. Não me esqueço da importância da minha professora primária, quando me reforçava que, quando iniciamos um trabalho, devemos levá-lo até ao fim (mais tarde, já formada, tive o prazer de a reencontrar e de lhe agradecer), dos professores do secundário, que sempre me impulsionaram para atingir os meus objetivos, dos primeiros anos em Medicina que, em contato com alguns extraordinários médicos, estes mostraram-me que não bastava ter boas notas para aplicar a sabedoria e, mais tarde, grandes pequenos pacientes com que me cruzei e que me conduziram com um amor de sorrisos até à especialidade. 11. Mesmo quando a estabilidade parece confortável, abraçar novas desafios é opção? O pai Cristiano decidiu, em 2011, partir para uma nova aventura e, com as suas ideias sempre a gravitar, iniciou este sonho: uma empresa própria de Design e Comunicação que, com muito empenho e dedicação, contou no princípio com cinco colaboradores e, hoje, já emprega vinte e oito pessoas, trabalhando com marcas nacionais e internacionais: a Gravity Creative Dynamics está no mercado a crescer. 12. Que atividades vos proporcionam um maior bem-estar em família? Temos um prazer enorme em fazer caminhadas e tentamos sempre, por onde passamos nas nossas viagens, concretizálas. Viajar e conhecer novos lugares é um dos nossos grandes objetivos de vida e todos os anos a escolha do destino de férias é feita em grande animação. Temos uma “mania” familiar de escolher sempre uma música por cada ida de férias, ou fim-de-semana de passeio, assim sempre que ouvimos essa música, surgem luzinhas dentro de nós, que nos carregam energia para os dias mais difíceis. Adoramos ser turistas!!!!

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13. A gratidão está intimamente ligada à vossa experiência familiar? Todos os dias agradecemos à vida a família que temos, todos com características tão diferentes e com tanto em comum, tem sido para nós fascinante, desafiante ser pais! 14. Porque razão optou por colocar os seus filhos no Colégio Campo de Flores? Talvez o provérbio “É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”, assinatura da vossa entrevista, seja a frase que define o que nos levou até ao colégio. A vida profissional e familiar da nossa sociedade leva-nos a uma necessidade gigante de envolver toda a comunidade na educação dos nossos filhos.

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NÓS

A exigência das nossas profissões e o tamanho mais reduzido das nossas famílias diretas impuseram a escolha da escola como uma decisão importantíssima para o futuro. O saber que o clássico currículo escolar e que a sala de aula como único espaço de aprendizagem de conteúdos não chegarão para as necessidades do futuro dos nossos filhos levou-nos ao Colégio Campo de Flores. O CCF evidenciou-nos essa mudança, com o desenvolvimento da criação de diferentes experiências educativas envolvidas numa harmonia familiar e de amizade, privilegiando a transmissão de valores no dia-a-dia escolar. Nunca nos esqueceremos do primeiro contato que tivemos com o colégio na apresentação do espaço e da organização escolar. A calma e a serenidade nas palavras da Dr.ª Mónica e a segurança de que tudo iria correr pelo melhor da Prof.ª Francisca foram determinantes na nossa escolha. 15. Este ano, o tema integrador é “BemEstar Nosso e do Mundo”. O que lhe diz esse tema? “É mais fácil criar crianças fortes do que reparar homens destroçados.” (Frederick Douglass) Todos os dias, na minha prática clínica, tenho este pensamento e aplico-o na saúde oral dos meus pacientes, mas penso que é universal para todos os temas, nomeadamente o tema escolhido para este ano. Num mundo em que tanto está identificado como errado, é tempo de procurar valorizar o certo, valorizar o papel fundamental que as crianças e os jovens têm na intervenção em sociedade. A importância de perceber o que é a qualidade de vida e a diferença face ao conceito de padrão de vida, tão misturado na mente das pessoas, é essencial! A preservação e o respeito pelo meio ambiente é indissociável dessa qualidade e criar crianças mais fortes, otimistas e empreendedoras será provavelmente o nosso grande feito.

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DE DENTRO Estilo Matilde Periquito – 10.º Helena Mendes – Vigilante Ivo Meco – Professor de Biologia e Geologia

O Tema Integrador deste ano é «Bem-Estar: Nosso e do Mundo». 1. Em que medida este tema é pertinente nos dias em que vivemos? Matilde Periquito Nos dias de hoje, penso que muitas pessoas acabam por sentir mais necessidade de agradar aos outros em vez de a si próprios. No entanto, para nos sentirmos bem com os outros, primeiro temos que nos sentir bem connosco próprios. Quando asseguramos o nosso bem-estar, acabamos por cuidar do bem-estar de quem nos rodeia, do mundo. Helena Mendes É completamente pertinente; o Mundo, o Planeta, a Natureza-mãe, a Natureza-humana e a sua sustentabilidade e evolução estão em extinção geral. As espécies, os recursos e os afectos são tudo factores em falta no nosso ser social e é mais que sabido que precisamos dessas condições para estarmos bem e em pleno numa sociedade. Para recuperar e preservar estas condições, temos de viver dias em que a empatia é a melhor acção consciente a realizar em qualquer situação, por nós, para ajudar os outros e pelos outros para nos melhorar e assim melhorar o “nós”. Empatia é sentir o que o outro sente e não simplesmente tentar que se sinta melhor. É estarmos realmente interessados no sentir, no fazer acontecer, ter interesse genuíno na tarefa de realizar o nosso bem-estar e o do nosso Mundo. É pertinente e importante, porque nos remete para a elevação dos valores colectivos, faz com que tenhamos de assumir responsabilidades várias, como um todo. Ivo Meco É um tema que deveria ser universal e intemporal, na verdade. Quanto mais informação e conhecimento científico temos, quanto mais globalizados estamos, infelizmente assistimos diariamente a uma profusão mundial de vontades e discursos abjectos, pautados por uma indiferença às realidades dos outros cidadãos, num total desprezo pela meio ambiente e pela aceitação da riqueza da diversidade cultural e de pensamento.

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2. Como se concretiza este tema no dia a dia do nosso Colégio? Matilde Periquito Para haver um ambiente saudável de aprendizagem, é necessário haver bem-estar entre professor e aluno. No nosso Colégio, esse bem-estar está presente todos os dias, a relação entre professor e aluno é muito próxima, acabando por se refletir para o exterior. Helena Mendes No nosso colégio, devemos trabalhar a empatia com assertividade. Sentir o que o outro sente. Sermos um bom exemplo, ajudar a crescer, ensinar e aprender. Devemos trabalhar com clareza, com limpeza de pensamentos e de acções. Temos de deitar os papéis no lixo e os julgamentos tóxicos e negativos também. É preciso criar uma dinâmica colectiva, em equipa; se um cair o outro cai também e se um se elevar, elevamo-nos todos. Estamos todos ligados, alunos, pais, professores e todos os colaboradores, se um for mais além, vamos todos. Trabalhar a noção constante de ser bom e de fazer o bem, o correcto, o que é melhor e o que é mais certo. Ivo Meco É fundamental a formação de cidadãos responsáveis, informados, participativos e generosos. É na nossa ação diária que e ssa i n te n çã o se co n cre ti za , preocupados com a avaliação de conhecimentos mas, sobretudo, preocupados no desenvolvimento destas competências nos nossos alunos. A vida é uma experiência única, que deve ser vivida de forma ampla, criando laços e perspetivas sobre o que nos rodeia, sobre Nós e o Mundo.


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Pontes Mariana Takimura 11.° Α

VÓS SOIS O GERADOR DE TODAS AS LÂMPADAS É o gerador que alimenta a lâmpada e a faz brilhar. E todos nós somos lâmpadas, umas brilham mais, outras brilham menos, e todos nós somos o motor da nossa própria lâmpada. Com isto digo, que cada um de nós é o gerador da sua felicidade. Tal como a fórmula que relaciona as características da pilha nos mostra, U=ε-rI, para atingir a felicidade, a nossa vontade de fazer por sermos felizes deve ser superior a quaisquer inseguranças que temos sobre nós e nos rebaixam a autoestima. No nosso circuito, podem existir mais elementos como resistências, lâmpadas e até outros geradores. As resistências, montadas em série, representam aqueles que nos prejudicam e fazem com que a luz da nossa lâmpada esmoreça, podendo estas ser outras lâmpadas, e por isso devem ser retirados do nosso circuito. A adição de lâmpadas em paralelo num circuito não nos prejudica, apenas fazemos a felicidade dessa outra pessoa maior. Os geradores são aqueles que nos fazem mais felizes, são estes os nossos amigos e familiares. Concluo assim que as nossas atitudes geram energia para outras lâmpadas, intensificando a sua felicidade e, no entanto, a maior influência sobre a nossa própria alegria somos nós, o modo como lidamos com a adversidade, antipatia e conflito connosco e com terceiros. Texto criado na aula de Português, a partir do estudo da obra «Sermão de Santo António aos peixes», do Padre António Vieira e do conceito predicável do mesma

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DE DENTRO Pensamento solto Dr. Ricardo de Almeida Júnior

MEMÓRIAS DE CACILHAS Ricardo José de Almeida Júnior, filho de Ricardo José de Almeida Júnior e de Maria Helena Ferreira de Almeida, nascido em Cacilhas a 5 de Janeiro de 1934, casado com Maria Helena Rosa Faustino de Almeida e pai de Ricardo Alberto Faustino de Almeida, Maria de Jesus Faustino de Almeida (falecida), João Rafael Faustino de Almeida, Pedro Henrique Faustino Almeida e de Maria Inês Faustino de Almeida.

“Convidou-me o Sr. Henrique Mota para fazer parte deste livro. Estou-lhe muito grato pela deferência. Penso, no entanto, que, generosamente, me está a conferir um destaque que eu não mereço. Certamente há naturais de Cacilhas a quem esta distinção caberia muito melhor. Pena é que tantos outros já não estejam connosco, pois esses muito teriam a dizer do tempo em que a nossa terra tinha características muito mais vincadas que as de agora. Desde que se ligou a nossa Margem Sul a Lisboa, que as gentes e os lugares se começaram a fundir numa amálgama anódina que, da grande massa humana que para cá se deslocou, veio trazer a povoações cheias de tipismo a vivência deslavada (por enquanto) da tão decantada Aldeia Global. Dir-se-á que é o Progresso, e este é realmente importante. Só peca quando exagera, e penso que no nosso Concelho se exagerou, como quase em toda a parte, aliás. No meu ponto de vista, os grandes edifícios habitacionais que alojam imensa gente e quase sem espaços públicos entre si, muito contribuem para a indiferença que as pessoas criaram em relação aos seus semelhantes. Mais valia ter-se projectado um desenvolvimento mais horizontal que vertical; provavelmente as pessoas teriam uma maior alegria de viver e a tão propalada solidariedade realizar-se-ia naturalmente. Ao mesmo tempo é estranho por que razão as famílias que vivem nas grandes colmeias humanas, se isolam muito mais do que as que habitam em edifícios mais pequenos. É triste verificar-se que o homem tem receio do próprio homem e que cada vez é mais raro o gesto tão simples de cumprimentar afavelmente o nosso vizinho. Já me têm explicado

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simplesmente que é “porque as pessoas estão escaldadas…”. As pessoas poderão não se escaldar, mas cada vez arrefecem mais. Quem, por ventura, me ler poderá interrogar-se: mas a que propósito vem esta dissertação sócio urbanística? A resposta é simples: apesar de Cacilhas estar, também, progressivamente a ser engolida pela volumetria urbanística, ainda conserva muito do que a caracterizou nos seus tempos passados. Muitos prédios mantêm-se tal como eram, famílias que sempre aqui viveram continuam aqui a existir e até eu, que vivi a maior parte da minha vida longe de Cacilhas continuo a aqui viver em muitas das minhas recordações e em muito da minha saudade. Ainda recentemente me desloquei ao Largo de Cacilhas, para mim sempre o Largo dos Bombeiros Voluntários, onde nasci no 2.º andar do n.º 133. Fui convidado para uma homenagem a Timor no novo espaço Cultural dos B. V. de Cacilhas. Foi muito agradável, teve bom nível e senti-me honrado por apertar a mão e ter ouvido o Prémio Nobel da Paz Dr. Ramos Horta, Homem simples mas cheio de Espírito e de Força. Também falei, mais uma vez com o Sr. D. Duarte, Duque de Bragança, que, tendo vindo de barco, se mostrou muito agradado por vir a Cacilhas e a ter encontrado ainda bastante original. A tradição e a conservação dos valores pátrios são muito importantes para o Sr. D. Duarte. Ainda bem! Durante esta simpática e significativa cerimónia e porque cheguei cedo, tive ocasião de olhar para a minha terra com os olhos do passado e com a nostalgia da memória: Aquele Quartel dos Bombeiros Voluntários de


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tristeza e a pena que sentiram. Este meu primo Guilherme era uma excelente pessoa. Sucedeu a seu pai na gerência da fábrica de cortiça que existia por detrás da garagem. Era uma unidade industrial de bom porte. Tinha um sistema de transporte aéreo dos fardos de cortiça até à beira rio (Margueira) onde os barcos a recolhiam. Era um encanto ver a “cortiça voadora” … Principalmente depois de casado, passei a darme muito com estes meus primos que viviam no andar por cima do meu. Ficámos muito amigos e sentimos muito a falta deles. A amizade continua com a Cilinha, que apesar da idade ainda continua bonita e com o Fernando, filho do primeiro matrimónio do primo Guilherme, embora com este convivamos menos. O primo Guilherme também me falava muito do Ginásio Clube do Sul, colectividade que só vim a conhecer mais tarde quando fiz parte de uma lista que ganhou as eleições. O Sr. António Raposo ficou como Presidente da Direcção e eu como Presidente da Assembleia Geral. O Sr. Raposo ainda desempenha o mesmo cargo e, como o tem feito com tanta dedicação e eficiência, creio que só deixará de ser Presidente se o Ginásio, ou ele, acabar. Como nem uma coisa, nem outra vai acontecer ele ficará naquele lugar sempre. Tenho pena de só ter conhecido o Ginásio já tão tarde, mas a experiência que vivi agradou-me bastante. Embora reconheça que os movimentos associativos atravessam uma certa crise, penso que o Ginásio soube “dar a volta ao texto” enveredando com força, determinação e qualidade pela Educação Desportiva e pela prática de várias modalidades que não o futebol, felizmente. Enquanto por lá passei conheci pessoas antigas de Cacilhas de quem ouvira falar. Foram todos muito afáveis e amistosos para comigo e por tal estou muito reconhecido. Não posso deixar de referir o meu velho amigo João “Venceslau” (Silva), homem de grande cordialidade e vitalidade, irmão de um bom amigo António “Venceslau” (Rafael da Silva) ainda vivo e também meu excelente companheiro no Rotary Club de Almada. A minha actividade profissional não me deixou muito tempo disponível para outras actividades. A partir de 1958, comecei a leccionar na “Emídio Navarro”, em Almada e, mais tarde, na “Anselmo de Andrade”. Fui professor do Ensino Público até 1974, pois quando ia reiniciar as minhas funções em 74/75 alguém, ou alguns, decidiu que, em virtude de ser sócio de um estabelecimento de ensino privado, não poderia continuar a leccionar

no Ensino Público. Foi pena, pois eu gostava de ensinar, principalmente as turmas dos alunos nocturnos, mas também me senti muito aliviado por não ter tido de suportar a degradação caótica que a partir desse ano se verificou. Só desde há bem pouco tempo, o ensino recomeçou a tomar rumo. Num dos anos compreendidos entre 58 e 74, fui contratado para leccionar Inglês no Seminário de S. Paulo. Ainda tive oportunidade de conhecer como funcionava um Seminário nos “tempos antigos”… Dei-me muito bem com os seminaristas, mas não tão bem com o Vice-Reitor, Padre João Alves, actualmente Bispo de Coimbra. No ano seguinte, não me contrataram, creio que eu teria levado alguns aspectos do mundo exterior para o “casulo” e isso não convinha… Imagine-se, eu que até tinha andado com o andor da Nossa Senhora de Fátima aos ombros quando foi da inauguração do “Cristo-Rei”! Sempre há com cada ingratidão… Nesse “sacrifício” do andor fui acompanhado pelo meu compadre Eduardo Vilarinho, filho do excelente médico Dr. Vilarinho, que foi quem me desafiou. O andor era realmente muito pesado e ambos ficámos com os ombros negros; em Chafariz de Cacilhas contrapartida o Sr. Ernâni, que era da Irmandade,

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Cacilhas foi muito importante na minha infância. Lembro-me de ver, da minha janela, os exercícios que efectuavam, as paradas em dias de festa e em que os bombeiros apareciam mais imponentes que almirantes ou generais e, a meu ver, bem mais necessários (especialmente agora). Lembro-me duma luzida cerimónia de inauguração de novos carros. A marca, se não estou enganado, era “Fargo” e faziam um vistão. Era material novinho em folha e com ele e com aqueles Bombeiros chefiados pelo Comandante Feio, não havia fogo que lhes resistisse. Nessa época, os fogos maiores aconteciam nas fábricas de cortiça e eram realmente impressionantes, tal como agora nas matas e pinhais. Era difícil para os rapazinhos de então resistirem ao deslumbramento destas cerimónias, sobretudo quando a charanga vibrava musical e adequadamente. Era espectacular e tinha uma magia encantatória. Será que as crianças de agora também sentirão a mesma magia? Duvido; há tantas outras coisas que as atraem… É bom que os Bombeiros da minha terra tenham um novo e bem concebido quartel, mas é muito louvável que não tenham desprezado o velho e carismático quartel. Olhei então para o velho prédio onde nasci e para a janela do 1.º andar donde eu observava todas estas coisas. Embora possa parecer estranho, pois deixei Cacilhas para ir viver para Évora dos 3 para os 4 anos, o facto é que me recordo de imagens e de pessoas (imagens em movimento) que sucederam até essa idade. Por exemplo: num andar em frente do nosso prédio era o escritório do meu Pai, ou melhor da “THE

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ATLANTIC REFINING C.ª.” - antecessora da BP. Ele dirigia o escritório e da janela fazia-me adeus. Por baixo do escritório funcionava uma tipografia que eu ouvia dizer ser a tipografia do Sr. Mesquita. Ainda lá existe a tipografia, creio eu que agora é do Jaime Feio, que segundo a minha Mãe, ainda é nosso primo. Já não o vejo há muito tempo e pouco ou nada convivemos, mas tenho pena pois sei que é uma pessoa com quem muito se pode aprender. Com o Sr. Mesquita ainda convivi um pouco, no tempo em que ele instalou a tipografia numa dependência da nossa garagem. Era um homem já de idade, baixo, com um nariz grande, mas extremamente cortês e afável. Para sua tranquilidade desapareceu antes das tipografias computorizadas… Ao lado da tipografia existia uma porta com janela e donde saía um menino da minha idade, de cabelo encaracolado, que vinha brincar comigo. Chamava-se Renato e entendíamo-nos muito bem. Um dia o Renato deixou de aparecer. Eu bem perguntava por ele. A princípio disseram-me que estava doente, até que um dia disseram-me que ele não poderia voltar a brincar comigo, pois tinha ido brincar para o Céu e que lá tinham gostado tanto dele que queriam que ele lá ficasse para sempre… Embora não percebesse bem a tristeza do que tinha acontecido ao meu amiguinho, foi assim que o CONHECIMENTO E A INEVITABILIDADE DA MORTE começou a chegar ao meu pequeno cérebro e a impressionar a minha sensibilidade. A Morte de uma criança é extremamente cruel e por muita Fé e aceitação que se possa ter, a dor e a horrível sensação de ausência invadem-nos INEXORAVELMENTE. O meu amiguinho Renato era o 1.º filho da Sr.ª D. Laura e do Sr. Neto Portugal e irmão da Sr.ª Dr.ª. Manuela Eanes e do Sr. Coronel César Neto Portugal. Ainda há bem pouco tempo o César me disse que sua Mãe, já falecida, quando me via se impressionava muito. Seria uma consolação ter sabido que o Renato foi o meu 1.º amigo e que nunca o esqueci. Por volta dos meus 4 anos, lá vou eu para Évora. O meu Pai tinha sido lá colocado para dirigir a Delegação Sul da “Atlantic”. Fiquei em Évora até aos 19 anos. Acabado o Liceu vim para a Faculdade de Letras de Lisboa. Voltei a viver, ou pelo menos a dormir, em Cacilhas no nosso velho prédio. A Emília Ramos, nossa antiga empregada, cuidou de mim, e tão bem o fez que foi a partir de aí que comecei a engordar e parece que ainda não parei… A Emília é das mais antigas referências da minha vida. Tratou-me sempre como se eu fosse


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seu filho e se eu tivesse tido a infelicidade de ter perdido a minha Mãe, ninguém a teria substituído melhor do que ela. Aqui deixo um grande beijo de reconhecimento e de ternura para a Emília. Até aos 23 anos, dormi em Cacilhas, pois passava o dia em Lisboa e ao fim-de-semana ia para Évora. Estava “apanhado” por Évora e pelo Alentejo e de tal modo que só saí de lá casado, então sim, viemos viver para Cacilhas no mesmo prédio onde nasci e onde estivemos 10 anos. Depois viemos para o Lazarim, para o Colégio, e ainda cá estamos… Desde os 4 até aos 19 anos vim passar inúmeros fins-de-semana e férias a Cacilhas e à Costa da Caparica. Eram os melhores dias da minha vida. Ainda me lembro de andar a brincar com a rapaziada no “Retiro do Coelho” que existia no espaço onde hoje existe a nossa, também já velha, garagem. Era aquilo a que talvez se possa chamar um arquétipo dos restaurantes típicos. Foram os meus avós paternos que o criaram e que o dirigiram. A “especialidade da casa” era, como é óbvio, o coelho e principalmente aos domingos havia bastante clientela. A minha avó trabalhava arduamente na cozinha; o meu avô atendia os clientes e assegurava o bom funcionamento da adega. Quando eu brincava no “Retiro do Coelho” este já estava encerrado. Após o falecimento do meu avô, o meu Pai, por ter enverado pelos “petróleos”, acabou com a canseira da minha Avó e pensou em dar outro destino àquele espaço. Mas, enquanto não se decidiu, eu dei bastante uso às minhas pernas e aos meus braços no “Retiro do Coelho”. Também utilizei algumas vezes os serviços do posto da Cruz Vermelha que havia mesmo ao virar da esquina. Às vezes, ia até ao Cais que, nesse tempo, era bem mais estreito do que é hoje. Fascinava-me o movimento dos barcos, os automóveis a embarcarem e a desembarcarem, as pessoas a correrem para os apanharem, o Farol a piscar a sua luz orientadora, a Guarda Fiscal a infundir respeito, as “riquezas” da ourivesaria Barão, o estabelecimento do Sr. Mendes, a “Continental” já mais tarde, as camionetas da “Piedense” e depois também da “Beira-Rio”, os Táxis que não eram todos iguais como agora são, o Sr. Jurado, o Sr. Joli, o meu primo Joaquim Gomes (Toucinho), o Sr. Cardoso Novo, o Sr. António d'Amora, o Sr. Lhansol – homem de idade, de fino trato e afabilidade e tantos outros… uns mais antigos, outros menos, agora quase todos desaparecidos mas que, pela sua maneira de ser e de estar e talvez por então sermos menos, nos lembremos mais – deixaram boas recordações. Já não sou do tempo dos “burros de Cacilhas”,

mas ainda me lembro da Cocheira do Narciso. De resto, Cacilhas não tinha burros. Cacilhas limitava-se a ser um “stand” de exposição de burros, pois estes vinham todos de fora…, talvez para virem aprender alguma coisa. Como havia poucos ou talvez nenhum pediatra no nosso concelho, os meus pais levavam-me a Lisboa ao Prof. Leonardo de Castro Freire. Médico à “antiga” que infundia respeito e confiança. Ainda não usava estetoscópio. Encostava o ouvido às nossas costas e peito e também dava umas pancadinhas com o dedo médio da mão direita. Acertava sempre. Foi ele que curou o meu irmão Henrique duma “primo-infecção”, coisa muito grave para a época. Gostava muito da “outra banda” e penso que tinha uma quinta na zona do Monte da Caparica. Actualmente, ainda há uma rua com o seu nome por trás da Igreja velha na Costa da Caparica. Recordo-me que quando passávamos pelo Cais para irmos a Lisboa lá estava ainda o velho chafariz que, tal como o Farol – outro ex-libris da nossa terra – desapareceu estupidamente. Uma vez que passou a haver água canalizada ao domicílio, foi decidido por alguém com pouca sensibilidade que já não faria falta e demoliram-

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no. Foi pena, pois era mais um “monumento” da nossa terra. Por esta ordem de ideias também já teriam demolido o Templo de Diana, em Évora, por já não ser necessário… Enquanto não houve água canalizada, existiam em todos os lares os potes de água com uma torneirinha na base. Recordo-me com respeito da Sr.ª Violante que trazia ao ombro barri- linhos de água para os encher. Já não seria muito nova e muito se deve ter sacrificado para ganhar a vida. Como hoje as pessoas deveriam estar gratas por abrirem uma torneira e dela jorrar água potável… Havia horas do dia em que o Cais se enchia de imagens azuis em movimento, eram os operários do ”Parry & Son “ e também muitos outros que vinham das oficinas do Ginjal nos seus fatosmacacos de ganga azul. Eram pessoas duras que faziam muito barulho; falavam alto e pareciam alegres, apesar das dificuldades que teriam a de trabalharem a sério mais horas do que se trabalha hoje. O primeiro emprego do meu Pai foi no escritório do “Parry & Son” e ele falava sempre disto com um certo orgulho. É curioso que o meu Pai tenha feito e inaugurado a garagem em plena 2.ª Grande Guerra quando havia tantas carências, mas acertou, pois a garagem conheceu bons tempos posteriormente.

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Tive o prazer de conhecer, ainda na minha infância, o “Clube José Avelino”. Lembro-me dum Carnaval em que nele me fartei de brincar e de dançar com a Raquel, filha do Sr. Ernâni. Anos mais tarde, voltei lá para acompanhar um grupo de teatro, o Interact Club de Almada (organização para jovens do Rotary Internacional). Como tudo o que me tinha maravilhado já estava tão fanado e degradado. Ainda lá estavam nas paredes as placas comemorativas da vinda ao clube de grandes actores e actrizes. Pouco tempo depois, foi demolido. Paz à sua alma. É que realmente teve alma… O meu Pai não gostava de falar no Clube José Avelino, pois parece que em tempos tinha lá tido um problema. No entanto, o meu amigo José Clemente da Silva, actor amador, contava coisas com ele relacionado com grande entusiasmo. A “Ângela Pinto, a Palmira Bastos, o Chaby Pinheiro, o Alves da Cunha… “aquilo é que era representar, aquilo é que era teatro ” acabava sempre por dizer com entusiasmo e beatitude. Também o meu primo Guilherme de Almeida Coelho, casado com a prima Cecília e pai do Fernando e da Cilinha, que foi duas vezes consecutivas Miss Micareme, falavam com entusiasmo do Clube. Quando o Clube José Avelino começou a fenecer, sentia-se bem a


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incitava-nos a aguentar e ele próprio dava o exemplo mas, como era muito baixo, o andor não assentava no seu ombro e foi todo o caminho pendurado… Mas foi uma cerimónia bonita. Quando, em 1967, abrimos o nosso Colégio, o “Externato Campo de Flores”, no Lazarim, já há um ano que tinha deixado de morar em Cacilhas. O Colégio foi a concretização dum projecto que tanto eu como a minha mulher, acalentávamos desde solteiros. Conseguimos realizá-lo graças ao grande apoio dos meus Pais. Penso que o Colégio é uma unidade de ensino que não envergonha o nosso Concelho. Desde a sua inauguração que cresceu bastante e chegou a ter 1.000 alunos. Desde há uns anos que a sua população escolar ronda os 750 alunos e emprega cerca de 100 pessoas. Procurámos sempre que ele fosse uma grande casa de Instrução e de Educação o que, dentro de uma medida razoável, temos conseguido. Como já disse, tudo começou comigo e com a minha mulher e assim foi durante bastantes anos, actualmente os nossos filhos e o meu irmão Henrique, nosso sócio, também cá trabalham e sentimo-nos, graças a eles, bem mais confiantes e esperançados, muito embora o Ensino Privado possa vir a sofrer grave crise se não for devidamente apoiado. Presto o meu preito de gratidão aos meus Pais que tanto nos apoiaram no início desta “cruzada” e também à minha mulher que se entregou completamente para que esta iniciativa tivesse

êxito. Vivemos anos e anos de muito empenhamento, preocupação, trabalho, algumas grandes tristezas e, graças a Deus, bastantes alegrias espelhadas nos rostos dos nossos alunos. Um Colégio com uma gestão familiar tem uma alma muito especial e se as vicissitudes que possam ocorrer no futuro o não fizerem estiolar, penso que se manterá e solidificará graças às pessoas que nele trabalham e muito em especial ao nosso filho João Rafael que é, actualmente, a grande “força” desta Escola. Aqui termino a minha colaboração neste livro de biografias de “gentes de Cacilhas”, consciente de que a grande parte da minha vida que dediquei ao Ensino é a melhor homenagem que possa prestar à minha terra e ao meu Concelho.” Texto do Dr. Ricardo de Almeida Júnior, fundador do Colégio Campo de Flores, incluído num livro de autobiografias de algumas personalidades de Cacilhas.

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LARGADA 70

Gabriel Mithá Ribeiro | Colunista Residente Gabriel Mithá Ribeiro é natural de Moçambique, país a que se tem mantido ligado. Tem exercido diversas atividades, entre professor de História do ensino secundário, investigador do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (IEP-UCP), direção de seminários, conferência e palestras ou publicação de ensaios e artigos científicos na área do ensino e dos estudos africanos. Presentemente colabora como colunista no jornal online Observador.pt, fundado em 2014.

A LIBERDADE NÃO É FILHA ÚNICA O neurocirurgião António Damásio considera que a transformação racional do pensamento iniciada por René Descartes, filósofo do século XVII, está na génese da cisão entre o corpo e a mente no olhar sobre a condição humana, atitude que tomou conta da construção de conhecimentos nos séculos seguintes. António Damásio considera ser esse o Erro de Descartes (livro de 1994), sendo que corrigir o conhecimento fragmentado ou atomizado passou a constituir um dos pressupostos da renovação científica e civilizacional. O olhar que fragmenta o físico e o mental é um sintoma de uma característica civilizacional tornada tão substantiva quanto problemática. O mesmo vício cartesiano deteta-se na nossa propensão para dissociar, por exemplo, o indivíduo do coletivo, o presente do (longo) passado, a política da moral, o direito do dever, o humano do animal, o natural do tecnológico, o sexo do género, por aí adiante. Quer dizer que conhecer é cada vez mais t a m b é m s a b e r c o n t e x t u a l i z a r, i s t o é , compreender as partes não é sinónimo de compreender o todo. O conhecimento reside, desse modo, na arte do compromisso entre a parte e o todo. É por esse prisma que faz sentido falar da liberdade. Trata-se de um valor moral revertido num fenómeno social que, por seu lado, só pode ser compreendido no ponto de compromisso entre tensões contrárias, em contextos marcados por ambivalências. Mas são estas que melhor definem uma condição humana intrinsecamente complexa. É como se a verdadeira liberdade não pudesse existir sem a justa punição. Após o ciclo histórico da Grécia Clássica, a reinvenção contemporânea da liberdade é filha de uma tricotomia de valores sociais que incluía a igualdade e a fraternidade, a herança da Revolução Francesa iniciada em 1789. Deixando de lado a fraternidade, a tradução política e social dos outros dois valores foi evidenciando, desde o início, que talvez seja mais fácil encontrar o ponto de equilíbrio na

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mistura entre a água e o azeite do que entre a liberdade e a igualdade. Sendo ambas indispensáveis, a valorização de uma tem implicado a desvalorização da outra. A liberdade tornou-se central para as classes médias e altas, em geral para os que valorizam a sociedade na relação com o estado, com consequências na defesa do indivíduo e da propriedade privada, correspondendo ainda à componente das sociedades que mais valoriza a autorresponsabilidade (individual, familiar, institucional, nacional) enquanto valor moral supremo. A igualdade, pelo contrário, tende a ser valorizada pelas classes baixas e médias, pelos que favorecem o estado na sua imposição sobre a sociedade, por isso apoiam o controlo estatal coletivo da propriedade de forma direta (nacionalizações) ou indireta (pressão fiscal) como forma de alcançar uma mais justa redistribuição dos rendimentos, o que corresponde à componente das sociedades propensa a admitir a vitimização enquanto valor moral supremo. Sendo essas as linhas de fronteira entre a direita e a esquerda, o facto é que a radicalidade de qualquer dos extremos ameaça as democracias. Se a liberdade à solta encaminha a ordem social para a dissolução, tal caminho é ainda mais ameaçador quando manietado pelos defensores radicais da igualdade. Daí que a liberdade não sirva enquanto valor em si. A liberdade não sobreviverá se a nossa consciência não nos impuser o dever de nos esforçarmos por nós mesmos e pelos outros, e com isso aprendermos a adiar as recompensas. A liberdade também não sobreviverá se não nos impusermos a nós mesmos o d e v e r d e autocontenção que dê espaço de existência aos outros, aos que pensam de modo (muito) diferente de nós.


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