Mesas ágeis: 277 minutos de debate num mesmo documento
As mesas ágeis são espaços de trabalho participativoorientadosagerarumdiálogo diretoeestruturadoentreatorespúblicose privadosvinculadosaodesenvolvimentodas MPMEsnaIbero-América.
A sua utilidade reside em criar condições para o intercâmbio de experiências, a identificação de desafios comuns e a geração de insumos operativos que fortaleçam a cooperação regional em matéria de políticas públicas, programas e iniciativas de apoio empresarial. Desenvolvem-se no âmbito do VII Fórum Ibero-americano da MPME como um mecanismo específico para traduzir o debateemorientaçõesacionáveis.
A sua intenção é avançar do diagnóstico partilhadoparaaaçãoconcreta.Asmesas funcionam como ambientes de contraste entre realidades nacionais, abordagens institucionais e práticas de intervenção, permitindo identificar que abordagens funcionam, em que contextos e sob que condições. Este exercício facilita a deteção de padrões, lacunas e oportunidades de melhoria, e contribui para construir uma basecomumparaaaprendizagemcoletivae acoordenaçãoentrepaíseseatores.
A dinâmica prioriza a participação ativa, o intercâmbiohorizontaleasínteseorientada aresultados.Noprocessoemergemdesafios próprios da articulação multipaís, como a diversidade de perspetivas, a heterogeneidadeinstitucionaleosdistintos níveis de maturidade das políticas MPMEs, queseabordamcomoumativoanalítico.
Nestaedição,asmesas—quetiveramuma duraçãodemaisde4horas—orientaram-se às quatro dimensões do Modelo 4T: participaram cerca de 90 pessoas, com umas 50 intervenções ativas, e uma composiçãoequilibrada entre setor público (40%)eprivado(60%),incluindogovernos, organizações empresariais, academia, organismos internacionais e espaços institucionais ibero-americanos. Esta abordagem permitiu-nos avançar para uma compreensão partilhada dos desafios regionais e assentar bases comuns para a açãocolaborativa.
AsMPMEsoperamemecossistemasondea informalidade, a baixa produtividade e a fragilidadedossistemasdeapoiolimitama suacapacidadedecrescer,inovareintegrarse em mercados mais exigentes. Esta combinaçãogeraumparadoxopersistente: existe energia empreendedora e talento disponível, mas faltam os mecanismos que permitamconvertê-losdeformasistemática em empresas mais produtivas, formais e competitivas.
Na dimensão de talento, o diagnóstico converge em que não falta talento em termosabsolutos;masfaltamsistemasqueo identifiquem,odesenvolvameoconectem com oportunidades reais. A informalidade aparece como a porta fechada que condicionaquasetudooresto.Quandomais de metade do tecido produtivo opera fora de quadros formais, o talento fica sem trajetórias certificáveis; a empresa sem ferramentas para atrair e reter; e o Estado sem instrumentos eficazes para formar, financiar e acompanhar. Nesse contexto, a formação torna-se um gargalo. Persistem défices educativos básicos, programas poucoflexíveiseumaofertaquereagecom lentidãoàprocuradeperfistécnicos,digitais eadaptativos.
A região produz saturação em algumas profissões, escassez de técnicos especializadoseumdesajustequepenaliza empresas e trabalhadores. A saída que se 00000
desenharconteúdoscomprocuraverificável. Também se consolida uma distinção-chave: empregabilidadeeempresarialidadenãosão omesmo.
Formar trabalhadores é necessário; formar lideranças e capacidades de gestão em pequenas empresas é determinante para a produtividade, acesso a mercados e inovação.Aistosoma-seumaagendade inclusão que já não se entende como periférica:mulheres,jovens,pessoasidosas, migrantes e neurodiversidade entram na definiçãodetalentoprodutivo.
Emterritório,aconversadeslocaofocoda empresa isolada para o ecossistema que a rodeia. A competitividade decide-se em infraestruturas,regras,redes,financiamento, cultura empreendedora e governança local. Osterritóriosprecisamdereconhecerasua vocaçãoprodutivaeconstruirespecialização baseadaemcapacidadesreais.
Semessaclareza,oinvestimentodispersa-se e as cadeias de valor não consolidam densidade produtiva. Aqui aparece uma fricçãorecorrente:ainstitucionalidadelocal costuma comportar-se mais como fiscalizador do que como promotor; com trâmites lentos, critérios contraditórios e encargos que corroem a confiança e desincentivamaformalização.
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Quando o governo local, que é o Estado mais próximo da empresa, não está na arquitetura da política produtiva, a estratégia nacional perde capacidade de implementação. Em contrapartida, quando há articulação público-privada em chave territorial, ativam-se ferramentas concretas: simplificação administrativa digital, centros de inovação locais, segurança para comércios,mesasdecoordenaçãoestáveis, epolíticasquecuidamdotempoprodutivo daempresa.Oterritórioincorporaaindaum componentenovo:amobilidadedotalento. Aatraçãodeperfisdeoutrospaísesobrigaa pensar na homologação de títulos, na rastreabilidadedecompetênciaseemregras partilhadasquefacilitemaintegraçãolaboral eprodutiva.
Formar lideranças e capacidades de gestão em pequenas empresas é determinante para a produtividade, acceso a mercados e inovação” “
A dimensão de transformação coloca as MPMEs perante um limiar de competitividade. Transformar-se já não se associaaumsaltoaspiracional,masauma condição mínima para se sustentar em mercados digitalizados e regulados. O diagnósticoinsisteemqueatransformação éculturalantesdetecnológica.
Estarnasredessociaisnãoequivaleagerir com dados, automatizar processos ou construir rastreabilidade. A informalidade volta a limitar, porque sem registos, sem informação ordenada e sem acesso a financiamento, a digitalização estrutural torna-seinacessível.
A transformação ecológica entra com o mesmo peso: em setores exportadores, a sustentabilidadefuncionacomorequisitode acesso ao mercado, com exigências de mediçãoecertificaçãoquemuitasempresas percecionamcomodispendiosasedistantes.
A evidência que emerge é que a transformação se torna viável quando há ecossistemas articulados de assistência técnica, extensionismo, financiamento e ferramentasacessíveis.
Também se reforça uma lição de escala: a região não pode transformar empresa por empresa como estratégia dominante. Os impactos relevantes aparecem com abordagens setoriais e territoriais, plataformas partilhadas, certificações modulareseredesempresariaiscapazesde sustentarprocessoscoletivos.
Tração, como última dimensão, mostra o pontodechegadaeomaisexigente.Vender mais, aceder a mercados, integrar-se em cadeias de valor e competir em ambientes globais depende de um processo acumulativo. A tração começa na formalização, gestão profissional e produtividade. Sem cobrança digital, sem 0000
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inventáriosrastreáveis,semsistemasbásicos de administração, o comércio eletrónico transfronteiriço e a exportação simplificada ficam limitados a esforços frágeis. A integração em cadeias de valor aparece comoalavancacentral,sobretudoquandoas MPMEs se conectam a empresas tratoras quejáoperamcompadrões,rastreabilidade erequisitosambientais.Paraissorequeremse mecanismos de emparelhamento, plataformasdeinformaçãoobjetiva,critérios dedesempenhoeroteirosdemelhoriaque reduzamassimetrias.
Em paralelo, o papel do Estado define-se com precisão operativa: simplificar para libertar tempo produtivo, acompanhar para profissionalizar, financiar para acelerar e sustentarpolíticasdelongoprazoquedeem previsibilidade. Os padrões técnicos e ambientais consolidam-se como linguagem comum para crédito, compras e mercados internacionais.
Em conjunto, o estado das MPMEs iberoamericanas explica-se menos por falta de iniciativa e mais por falhas de desenho sistémico. O Modelo 4T ordena essa realidade:
Em conjunto, o estado das MPMEs ibero-americanas explicase menos por falta de iniciativa e mais por falhas de desenho sistémico “
talento sem conexão produtiva, território sem governança habilitante, transformação sem escala e tração sem condições acumuladas.
A prioridade regional é construir ecossistemas que reduzam custos para formalizar, elevem a produtividade com formação aplicada, acelerem a transformaçãocominstrumentoscoletivose convertam essa melhoria em acesso real a mercados. Aí está a chave para abordar o enormepotencialdaspequenasempresase transformá-lo em competitividade para a Ibero-América.
O Modelo 4T propõe uma estratégia para queaagendaMPMEsnaIbero-Américaseja coerente,priorizada,territorialmentecapilar epartilhadapelosatorespúblicoseprivados queincidemnoseudesenvolvimento.
Parte de um diagnóstico amplamente reconhecido: a região conta com múltiplas iniciativas valiosas, mas os esforços continuam a ser fragmentados e existe margemparamelhoraracoordenaçãoentre níveisdegoverno,setoreseterritórios.Esta dispersão limita a acumulação estratégica, dificultaaaprendizagemcoletivaereduzo impacto das políticas e programas orientadosàsMPMEs.
Perante este cenário, o Modelo 4T oferece um quadro comum que permite ordenar prioridades, alinhar esforços e traduzir a conversa público-privada em decisões e açõessustentadasnotempo.
O modelo articula-se em torno de quatro dimensões interdependentes — Talento, Território, Transformação e Tração — que permitem abordar de maneira integral os desafiosestruturaisque enfrentam as MPMEs ibero-americanas. Estas dimensões não operam como compartimentos,mascomo um sistema de leitura que conecta capacidades humanas, contexto territorial, processosdemudança produtiva e mecanismos de acesso a oportunidades.
Em cada dimensão, o trabalho das mesas ágeis identifica três níveis de análise claramentediferenciados:
1.Osdesafiosestruturaisquecondicionam odesempenhoempresarial.
2As abordagens que já se estão a implementaremostramresultados
3Assoluçõesqueemergemcomoopções viáveis para escalar, replicar ou ajustar políticas,programaseinstrumentos.
Estalógicapermiteavançardodiagnóstico geral para uma compreensão operativa do quefunciona,sobquecondiçõesecomque atores,assentandoasbasesparaumaação maiscoerente,comparávelemensurável.O seupotencialusocomoquadrodereferência estende-sedesdeiniciativasprivadasparao impulso das MPMEs, até ao desenho e priorizaçãodepolíticaspúblicasdirigidasa estesegmentoempresarial.
—foramidentificadosdesafiosestratégicos que permitem ordenar e orientar o seu desenvolvimento. Esses desafios foram definidos a partir de análises, pesquisas e contribuições acumuladas ao longo das diferentes edições do Fórum IberoAmericano das MPMEs, integrando evidênciastécnicaseexperiênciaprática.
A região conta com múltiplas iniciativas valiosas, mas os esforços continuam a ser fragmentados e existe margem para melhorar a coordenação
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Emcadadimensão,forampriorizadoscinco desafios-chave,selecionadosdeacordocom a sua recorrência em diferentes contextos nacionaiseoseuimpactonodesempenhoe nasustentabilidadedasMPMEs.
Em cada uma das quatro dimensões — Talento,Território,TransformaçãoeTração 0000000
Omapadosdesafiosestratégicosfunciona como um ponto de referência comum que favorece o alinhamento dos atores e a articulação de respostas mais coerentes e compotencialdeescala.
Desafios de talento
PERSISTÊNCIA ESTRUTURAL DA INFORMALIDADE LABORAL E EMPRESARIAL
Ainformalidadesupera50%emváriospaísese limita o acesso a financiamento, compras públicas, subsídios, capacitação e trajetórias laborais certificáveis. Além disso, fomenta práticascomoa"folhadepagamentonegra",que inibe a profissionalização, enfraquece a produtividade e dificulta a consolidação de um ecossistemadetalentosustentável.
PRODUTIVIDADE LIMITADA POR FALTA DE CAPACIDADES DE GESTÃO E COMPETÊNCIAS APLICADAS
As MPMEs arrastam fraquezas em gestão administrativa, finanças, comercialização, transformação digital e inovação. A baixa produtividade é especialmente crítica em microempresas que não acedem a tecnologia, capital ou infraestrutura. Muitas lideranças empresariais não contam com capacidades de gestãoparatomardecisõesestratégicasoupara sustentarocrescimento.
FALTA DE INCLUSÃO EFETIVA, ESPECIALMENTE PARA PESSOAS NEURODIVERGENTES, MULHERES E POPULAÇÃO IDOSA
Embora se reconheçam os avanços na inclusão juvenil e de mulheres, persistem lacunas importantes. As pessoas neurodivergentes continuam invisibilizadas nas políticas de empregabilidade apesar do seu alto potencial produtivo. As mulheres enfrentam barreiras estruturais associadas ao cuidado, enquanto a populaçãoidosarequerretreinamentosistemático parapermanecerativaemmercadosdetrabalho envelhecidos.
DESCONEXÃO PROFUNDA ENTRE A OFERTA EDUCATIVA E AS NECESSIDADES REAIS DO MERCADO
Os sistemas educativos — incluindo os universitáriosetécnicos—continuamaproduzir perfisquenãorespondemàprocuradasMPMEs.
Existem carreiras saturadas, défice de técnicos especializados,currículosrígidos,poucaformação form
dual e programas excessivamente teóricos. A baixa competência em competências digitais e técnicasafetadiretamenteaprodutividade.
DÉFICES EDUCATIVOS DE ORIGEM E BAIXAS TAXAS DE CONCLUSÃO FORMATIVA
Uma proporção significativa de jovens não completa o ensino secundário e muitos adultos carecemdecompetênciasbásicas.Istodificultaa aquisição de competências avançadas, reduz a empregabilidadeecriadesigualdadesnoacessoa programas de formação contínua. A lacuna amplia-se em mulheres, lares vulneráveis e populaçãorural.
Desafios de território
FRAGMENTAÇÃO INSTITUCIONAL E FRACA GOVERNANÇA TERRITORIAL
A coordenação entre os distintos níveis de governos é insuficiente. Em muitos municípios coexistem áreas que deveriam promover o desenvolvimento económico com outras que atuam desde a lógica fiscalizadora, gerando mensagenscontraditóriasepoucaclarezasobre opapeldecadaatordentrodoecossistematerri00000000
BUROCRACIA LOCAL QUE INIBE A FORMALIZAÇÃO E ESTAGNA A COMPETITIVIDADE torial.Estafragmentaçãoafetaacapacidadede implementar políticas produtivas, dificulta a criação de clusters e limita a articulação necessária para criar condições estáveis de negócios.
Trâmites lentos, licenças de funcionamento que demorammeses,inspeçõesrecorrentesecritérios desalinhados entre departamentos municipais. Esta carga regulatória não só desencoraja a formalização,comotambémcorróiaconfiançado empresariado local e atrasa o surgimento de ecossistemas dinâmicos, especialmente em setores onde as micro e pequenas empresas dependemdeagilidadeparaoperar.
FALTA DE ESTRATÉGIAS DE ESPECIALIZAÇÃO INTELIGENTE NOS TERRITÓRIOS
Algunsterritóriosnãoidentificaramasuavocação produtivanemassuascapacidadesdiferenciadas. Isto resulta em investimentos dispersos, oferta formativapoucoalinhadacomnecessidadesreais e competição desordenada entre setores sem potencial.Aausênciademapasdecapacidades, clusters consolidados ou cadeias de valor territoriais limita a possibilidade de construir ecossistemascompetitivos.
BRECHA TERRITORIAL NO ACESSO A FINANCIAMENTO, TECNOLOGIA E RECURSOS PRODUTIVOS
As micro e pequenas empresas encontram barreiras para aceder a crédito, garantias, tecnologia e matérias-primas, especialmente em zonasafastadasdosprincipaiscentrosurbanos.A falta de instrumentos financeiros adaptados à escalaerealidadeterritorialdasMPMEsprovoca que muitas iniciativas produtivas não possam consolidar-senemescalar.Adesigualdadeentre capitais e regiões interiores continua a ser um traçoestrutural.
DIFICULDADE PARA INTEGRAR TALENTO —
LOCAL E MIGRANTE — NOS
ECOSSISTEMAS PRODUTIVOS TERRITORIAIS
Aos territórios custa ainda atrair, homologar e aproveitar talento que chega de outros países 0000
para articulá-lo com as necessidades produtivas locais. A dificuldade para homologar títulos técnicoseprofissionais,asdiferençasregulatórias e a falta de políticas de mobilidade laboral limitam a capacidade dos territórios para fortalecersetoresestratégicoscommãodeobra especializada.
Desafios de transformação
TRANSFORMAÇÃO DIGITAL SUPERFICIAL E DESCONECTADA DA PRODUTIVIDADE REAL
A maioria das MPMEs entende a digitalização comopresençanasredessociais,mascarecede sistemas internos essenciais: ERP, CRM, automatização, rastreabilidade, governança de dadosouculturaanalítica.Istogeraumalacuna entrea"digitalizaçãodeclarada"eacapacidade real de competir em mercados que exigem eficiênciaoperativa,controlodecustosedecisões baseadasemdados.
FALTA DE FINANCIAMENTO VERDE, FLEXÍVEL E ADAPTADO À REALIDADE MPMES
Os processos de transformação requerem investimentos que o ecossistema financeiro tradicional não facilita: reconversão produtiva, certificações, tecnologia, energia renovável, automatização.Ocréditodisponívelcostumaser caro, lento e com requisitos inalcançáveis. Sem mecanismos financeiros acessíveis, a transição digitaleecológicaficarestritaaempresasmédias ougrandes.
HIPERREGULAÇÃO, FALTA DE FLEXIBILIDADE E AUSÊNCIA DE QUADROS
NORMATIVOS QUE ACOMPANHEM A MUDANÇA
A hiperregulação administrativa, os trâmites complexos, a ausência de normativas para modelos híbridos (energia como serviço-EaaS, plataformaspartilhadas,certificaçõesmodulares) e a rigidez institucional imitam a inovação e elevam os custos de cumprimento. A regulação atualnãodialogacomavelocidadedamudança tecnológicanemambiental.
ECOSSISTEMAS EMPRESARIAIS SEM CAPACIDADE PARA IMPULSIONAR TRANSFORMAÇÃO SETORIAL EM GRANDE ESCALA
As MPMEs não podem transformar-se sozinhas. Necessitam de redes, grémios, câmaras e plataformas que estruturem processos coletivos de digitalização, sustentabilidade e certificação. Em muitos territórios, estes atores são fracos, fragmentados ou inexistentes, o que obriga a intervenções empresa por empresa, um modelo lento,caroeinsuficienteparamercadosglobais quesemovemembloco.
CUSTOS
E BARREIRAS DE ACESSO À SUSTENTABILIDADE, CERTIFICAÇÃO E RASTREABILIDADE
Emboraasustentabilidadesejahojeumrequisito paravender—nãoumatributoreputacional—a maioria das MPMEs não pode financiar certificações ambientais, sistemas de eficiência energética ou tecnologia de rastreabilidade. Existem barreiras financeiras, regulatórias e técnicas que impedem cumprir padrões que já são obrigatórios em setores agroindustriais, manufatureiroseexportadores.
Desafios de tração
BAIXOS NÍVEIS DE FORMALIZAÇÃO PARA
ACEDER A MECANISMOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO
Ainformalidadecontinuaaserumdosprincipais obstáculosparaatração.Asempresasinformais ou semiformais não podem cumprir requisitos básicosderastreabilidade,meiosdepagamento eletrónicos,garantiasfinanceirasoucertificações. Isto bloqueia o acesso a compras públicas, plataformas de comércio eletrónico e oportunidades de exportação, e limita a possibilidade de se integrar em cadeias produtivasregionais.
Embora a maioria das MPMEs use redes sociais paravender,muitopoucascontamcomsistemas degestão,inventáriosdigitalizados,meiosdepa0000 0000 FALTA DE CAPACIDADES DE GESTÃO E DE DIGITALIZAÇÃO INTERNA
gamento eletrónicos, rastreabilidade ou analítica mínima. Esta lacuna provoca que a internacionalização se aborde sem infraestrutura empresarial suficiente, o que reduz competitividade, aumenta erros operativos e bloqueiaocomércioeletrónicotransfronteiriço.
DIFICULDADE PARA SE INTEGRAR EM CADEIAS DE VALOR POR AUSÊNCIA DE PADRÕES, PROCESSOS E VOLUME
As MPMEs não conseguem encaixar-se a empresas tratoras porque carecem de certificações, tempos de entrega fiáveis, qualidadehomogénea,documentaçãotécnicaou capacidade para escalar produção. A falta de informaçãosobrerequisitosdegrandesempresas e a inexistência de plataformas de emparelhamento agravam a exclusão de fornecedorespequenos.
AMBIENTES REGULATÓRIOS E BUROCRÁTICOS QUE TRAVAM O CRESCIMENTO E O ACESSO A MERCADOS
Ostrâmitesextensos,aduplicidadenormativaea lentidão administrativa consomem tempo e recursos que as MPMEs não podem perder. Isto afeta a produtividade e dificulta a internacionalização. Sem simplificação administrativa e processos digitais, a carga burocráticatorna-senumabarreiraestruturalpara vender fora e para se integrar no ecossistema global.
FALTA DE POLÍTICAS, INSTRUMENTOS E PLATAFORMAS QUE ARTICULEM O SALTO PARA MERCADOS EXTERNOS
A tração requer informação de mercados, financiamento adequado, logística adaptada (como envio transfronteiriço de pequenos volumes), serviços de exportação simplificada, redesempresariaisepolíticasindustriaisdelongo prazo. Em muitos países, estes instrumentos existemdeformafragmentadaounãochegamàs micro e pequenas empresas. A ausência de plataformas partilhadas — como sistemas de emparelhamentoentretratoraseMPMEs—limita aescalabilidadedainternacionalização.
EsteéonúcleooperativodoModelo4T.À diferençadomapadedesafiosestratégicos, que permite identificar e priorizar os principaisdesafiosqueenfrentamasMPMEs ibero-americanas, este apartado centra-se em como abordá-los de maneira efetiva, a partirdoquejáestáafuncionaremdistintos contextosnacionaiseterritoriais.
Emcadaumadasquatrodimensões,háuma síntese de estratégias de gestão que demonstraram capacidade para responder aos desafios identificados, assim como a sistematização de boas práticas e ferramentascomresultadosverificáveis.Este exercício procura extrair aprendizagens transferíveis que permitam orientar o desenho de políticas públicas, programas empresariaisemecanismosdecooperação público-privada.
O conhecimento recolhido integra tanto as abordagensatualmenteemmarchacomoas soluções propostas no âmbito das mesas ágeis, articulando experiência prática, evidência técnica e capacidade de implementação. Deste modo, o modelo oferecereferentesconcretosparaatomada de decisões, facilita a comparação entre abordagens e contribui com critérios para adaptar,escalaroureplicarintervenções segundoasrealidadesdecadaterritório.
Otrabalhodasmesaságeismostraqueos sistemas de talento na Ibero-América funcionam melhor quando se desenham a partir da procura real das MPMEs e não a partir de estruturas formativas rígidas ou desconectadas do tecido produtivo. As experiências partilhadas evidenciam que a lacunaentreeducaçãoeempregosereduz de forma significativa quando a formação combinaaprendizagemteóricacomprática em empresa, incorpora certificações modulares e permite uma atualização constantedecompetências.
Os modelos de formação dual, as microcredenciais e os programas técnicos ministradosemaliançacomosetorprivado emergem como abordagens especialmente eficazes. O seu principal valor não reside unicamente na inserção laboral imediata, mas na sua capacidade para adaptar conteúdosamudançastecnológicasrápidas eanecessidadesprodutivasconcretas.
Ali onde estas modalidades se integram comopolíticapública,observa-seumamaior empregabilidade,menordesajustedeperfis e uma relação mais fluida entre empresas, centroseducativoseadministrações.
Outra aprendizagem relevante é a importânciadaescalaterritorial.Oscentros locais de apoio empresarial e as rotas formativas comunitárias permitem levar capacitação em gestão, digitalização e inovação ali onde operam as MPMEs, incluídaszonasruraisoucommenoracesso a serviços. Estes espaços funcionam como nós de articulação entre câmaras empresariais, universidades e governos locais, e combinam formação prática com acompanhamento para a formalização, o empreendedorismofemininoeamelhoriade capacidadesdegestão.
As mesas também evidenciam que os incentivosbemdesenhadospodemacelerar a formalização e melhorar a produtividade. Programas de capacitação à medida, financiados mediante subsídios condicionados à formalidade, geram melhorias mensuráveis em desempenho empresarial e facilitam o trânsito para modelos de gestão mais sustentáveis. O acessoprioritárioaformação,financiamento ou compras públicas atua como uma alavanca eficaz quando se vincula a resultadosconcretos.
Finalmente, consolida-se uma visão mais amplaeinclusivadotalento.Asexperiências apresentadas sublinham o potencial dos programas de reconversão para pessoas maioresde50anos,osmodelosdeinserção laboralparamigranteseaincorporaçãoda neurodiversidade nas políticas de empregabilidade.
Estasabordagens,baseadasnoalinhamento entre capacidades específicas e funções produtivas,mostramimpactospositivosem produtividade,estabilidadelaboralecoesão social.
Em conjunto, o conhecimento aplicável na dimensão de Talento aponta para uma mudançadeabordagem:passardesistemas formativos padronizados para ecossistemas de aprendizagem flexíveis, territoriais e orientados a resultados, capazes de responderàdiversidadeecomplexidadedo tecidodeMPMEsibero-americanas.
A competitividade das MPMEs iberoamericanas está profundamente condicionadapeloterritórioemqueoperam. Para além de fatores macroeconómicos, as experiências partilhadas evidenciam que a proximidade produtiva, a qualidade da governança local e a disponibilidade de infraestrutura e serviços determinam a capacidade das empresas para crescer, inovaregerarvaloracrescentado.
Umadasaprendizagensmaisconsistentesé oimpactodosconglomeradosprodutivose clusters territoriais. Ali onde produtores, fornecedores e serviços conexos se concentram geograficamente, reduzem-se custos logísticos, aceleram-se os processos produtivosefacilita-seoacessocoletivoa certificações,tecnologiaemercados.
Estes ambientes favorecem economias de escala, reforçam a identidade produtiva do território e permitem que até pequenas empresasseintegrememcadeiasdemaior valor.
Agovernançalocalemergecomoumfator decisivo. As experiências de alianças entre 0000
governosmunicipais,setorprivadoeoutros atoresdoecossistemamostramque,quando osgovernoslocaisparticipamativamentena política produtiva, se convertem em facilitadores-chave do desenvolvimento empresarial.
A cocriação de políticas industriais, a simplificação de trâmites, os centros de inovação urbana e os mecanismos de colaboraçãopermanentemelhoramoclima denegóciosefortalecemacompetitividade territorial.
Outro eixo relevante é a capacidade do território para gerir a sua relação com o talento.Emcontextosdeescassezdemão de obra técnica, a homologação de competênciaseaharmonizaçãoregulatória paraintegrartalentomigranteapresentamse como soluções eficazes. Estes mecanismos permitem às MPMEs aceder a perfis especializados e, ao mesmo tempo, ampliaroportunidadesdeinserçãolaboral em setores estratégicos, reforçando a coesãosocialeprodutiva.
As mesas também sublinham o valor dos quadrosnormativosterritoriaisprevisíveise ágeis. A simplificação administrativa, a eliminação de barreiras burocráticas e a implementação de sistemas unificados de informação financeira reduzem tempos de gestão, melhoram o acesso ao crédito e geram maior confiança entre empresas, entidadesfinanceiraseinvestidores.Quando estasferramentasseaplicamanívellocal,o seuimpactoéimediatoetangível.
Finalmente, identificam-se sinais claros do potencialdosecossistemasemergentesde empreendedorismo. A articulação entre incubadoras, espaços de coworking, aceleradoras, mentoria e investimento privado permite dinamizar territórios com baixa tradição inovadora. Embora a sua escala inicial seja limitada, estes ecossistemasmostramqueaconexãoentre talento,financiamentoeredesglobaispode transformaramatrizprodutivalocal.
A transformação das MPMEs iberoamericanas não depende unicamente da adoção de tecnologia, mas da capacidade deintegrardigitalização,sustentabilidadee gestão empresarial num mesmo processo orientado à produtividade. As experiências partilhadas mostram que os avanços mais significativos se produzem quando a transformação se aborda como um acompanhamento estruturado e não como umasomadeinvestimentosisolados.
Uma primeira aprendizagem-chave é a eficácia do extensionismo tecnológico. Os programas que combinam assistência técnicaespecializada,mediçãodeimpactoe articulação público-privada demonstraram incrementossubstanciaisemprodutividade, eficiência energética e qualidade de processos.
Estemodeloresultaespecialmenterelevante para MPMEs que carecem de capacidades internasparaliderarmudançascomplexase requerem apoio contínuo para traduzir a tecnologia em resultados concretos. Outra abordagemcomaltopotencialdeescalaéa digitalizaçãosetorialpartilhada.
Perante a lógica tradicional de transformar empresa por empresa, as plataformas tecnológicascomunspermitemquemilhares de MPMEs adotem simultaneamente ferramentas de gestão, automatização, rastreabilidade e inteligência artificial aplicada. Esta estratégia reduz custos, aceleraaadoçãotecnológicaegerapadrões comuns que fortalecem setores completos, emvezdecasosindividuaisdesucesso.
As mesas também contribuem com evidênciasobreaviabilidadedeavançarem sustentabilidade mediante modelos adaptadosàescalaMPMEs.Ascertificações ambientais modulares, a rastreabilidade simplificada e as auditorias remotas permitem cumprir requisitos de mercado sem assumir os elevados custos dos esquemas tradicionais. Estas ferramentas facilitam o acesso a cadeias de valor mais exigentes e convertem a sustentabilidade numa alavanca de competitividade, não numabarreiradeentrada.
Oterritóriovoltaaaparecercomoumfator habilitador da transformação. As brigadas produtivaseosambientesdeapoiointegral aproximam serviços de formalização, financiamento e capacitação a empresas localizadasemzonasperiféricas,criandoas condiçõesmínimasparainiciarprocessosde digitalizaçãoetransiçãoecológica.Semesta base, a transformação resulta inacessível para uma parte significativa do tecido empresarial.
Finalmente, a transformação exige uma mudança cultural dentro das empresas e quadros públicos que acompanhem a inovação. A formação de líderes empresariais, o fortalecimento de associaçõeseredesgremiais,eaexistência de políticas flexíveis são condições necessáriasparasustentarosprocessosde mudançanotempo.
Afinal, a integração de digitalização, sustentabilidadeetransiçãoenergéticadeve sercoerentecomarealidadedasMPMEs.
UmdosprincipaisgargalosparaasMPMEs ibero-americanas não é a falta de capacidade produtiva, mas a dificuldade paraconverteressacapacidadeemacesso sustentadoamercados,cadeiasdevalore oportunidadesdecrescimento.Adimensão de Tração centra-se, precisamente, nos mecanismosquepermitemescalar,vendere consolidar o produzido, reduzindo o salto entre a operação local e os mercados nacionaiseinternacionais.
Umaaprendizagemrelevanteéopapeldo
Estado como primeiro mercado. O uso estratégico das compras públicas permite que as MPMEs iniciem processos de profissionalização, ordenamento interno e cumprimento de padrões mínimos num ambiente conhecido e progressivo. Esta integração gradual facilita a formalização, melhora a gestão e prepara as empresas para enfrentar exigências mais complexas emmercadosprivadosouexternos,atuando como uma etapa de aprendizagem produtiva.
A exportação simplificada emerge como outraalavanca-chavedetração.Plataformas logísticas adaptadas a pequenos volumes 0000
permitem que micro e pequenas empresas acedam ao comércio internacional sem depender de intermediários dispendiosos nemdeeconomiasdeescalainalcançáveis. Estes instrumentos são especialmente eficazesquandosearticulamcomcomércio eletrónicoeacordosregionaisdeenviode pequenosvolumes,ampliandooalcancedos mercadosacessíveisparaasMPMEs.
Nestemesmosentido,contarcompolíticas industriais de longo prazo que outorguem previsibilidade e direção ao ecossistema produtivo é essencial. Os roteiros que integram simplificação administrativa, assistência técnica, adoção tecnológica, certificações, financiamento, inovação e diplomacia económica permitem que as MPMEs desenvolvam capacidades de maneira progressiva e coerente, evitando saltos desarticulados que costumam traduzir-se em frustração ou fracasso exportador.
Outro eixo central é o uso de padrões técnicos como ferramenta de acesso a cadeias de valor. As normas de qualidade, sustentabilidade,cibersegurançaeeficiência energética proporcionam uma linguagem comumcomgrandesempresasemercados internacionais, reduzem assimetrias de informação e facilitam a integração produtiva. Quando estas normas se incorporam a programas de fortalecimento empresarialcomapoiotécnicoefinanceiro, deixamdeserumabarreiraeconvertem-se numhabilitador.
Com este contexto, é chave desenvolver estratégias para potenciar a capacidade comercial e exportadora das empresas, através de iniciativas como os sistemas de "matchmaking produtivo", cujo potencial nãoselimitasomenteaconectarempresas tratoras e MPMEs fornecedoras, mas a identificar capacidades, fechar lacunas tecnológicas e facilitar transferência de conhecimento, gerando encadeamentos mais sólidos e duradouros. Em resumo, é chave articular diagnósticos de maturidade produtiva, acesso a financiamento e acompanhamentoinstitucional.
Pequenas empresas para grandes países: o legado
do fórum de Tenerife
O maior legado que nos deixou esta 7.ª ediçãodoFórumIbero-americanodaMPME foioconsensoalcançadoentresetorpúblico eprivadoparaassentarasbaseseavançar na correta implementação do modelo das 4T,sustentadoemtrêsfatoresessenciais:a sistematizaçãodeferramentaspráticaspara fortalecer as MPMEs, a identificação e replicação de boas práticas bem-sucedidas emdistintospaísesdaregiãoeodesenho de mecanismos rigorosos de medição e acompanhamento.
O compromisso adquirido entre os principaisatoresdoespaçoibero-americano estabelece um roteiro claro: monitorizar mediante indicadores o impacto real das políticas públicas que se adotem a partir destas propostas e avaliar o seu cumprimentonapróximaediçãodoFórum no Paraguai. Não só se alcançou um consenso histórico, como também se manifestou a vontade de transformar esse acordo em resultados mensuráveis e sustentáveis para o tecido empresarial da região.
O Fórum, impulsionado pela SecretariaGeral Ibero-americana (SEGIB) e pelo Conselho de Empresários Ibero-americanos (CEIB), com o apoio do Governo das Canárias, Cabildo de Tenerife e CEOE Tenerife, permitiu consolidar uma agenda partilhada e consensuada em torno de produtividade, formalização, digitalização, sustentabilidade e internacionalização. A evidênciarecolhidaapósoCompromissode Medellín, fruto da VI Edição em 2023, confirma avanços reais, embora tambén 0000
As MPMEs ibero-americanas não carecem de iniciativa, riscos e compromissos, mas operam em ambientes que não facilitam o seu desenvolvimento “
mostre limitações evidentes: heterogeneidade entre países, falta de integração entre eixos e ausência de um quadro comum que permita converter o consensoemaçãoestruturada.
O diagnóstico foi claro: as MPMEs iberoamericanasnãocarecemdeiniciativa,riscos ecompromissos,masoperamemambientes que não facilitam o seu desenvolvimento. Por resumir em quatro ideias: o talento existe, mas não se conecta com oportunidades produtivas nem trajetórias certificáveis. Os territórios concentram entravesadministrativosebaixaarticulação, maisdoquecondiçõesfavoráveis.
Atransformaçãodigitaleecológicaavança de forma bastante superficial ou isolada, sem escala nem acompanhamento. E a tração para mercados bloqueia-se por informalidade, falta de padrões, financiamentoeplataformasdeintegração. Perante tudo isto surge como solução um modelo consensuado e a desenvolver em cada um dos países, que dê resposta a 00000
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quatroconceitosessenciaisequebatizámos como o modelo das 4 T, onde se impulsionem as capacidades humanas e empresariais(Talento),osecossistemasea governança local (Território), os processos dedigitalização,sustentabilidadeemudança produtiva(Transformação),eoacessoreala mercados, cadeias de valor e escalamento (Tração).Umaferramentaconcretaquenos vai permitir rever periodicamente os avanços nacionais, visibilizar práticas com impacto, e aprofundar o diálogo públicoprivadoregional.Umesforçodetodosque vamos concretizar num instrumento de acompanhamentoedecoordenação,oque será o Observatório Ibero-americano das MPMEs.
Destamaneira,asediçõessucessivasdeste importante evento, parte do Programa Oficial dos Encontros Empresariais Iberoamericanos das Cimeiras Ibero-americanas deChefesdeEstadoedeGoverno,servirão deespaçoondeomodeloseavalie,seajuste eevolua.
Assim teremos passado da análise, importante, claro está, da crítica e das carênciasepropostasaoconcreto,àaçãoe aoacompanhamento.
O nosso compromisso é que o iberoamericanochegueaolocal,equeomelhor dolocalnutra,cimenteeconsolideaagenda ibero-americana.Esteéolegadoquedeixa oFórumdeTenerife,umimportantedesafio quecontoucomoconsensodetodos.
1.Modelosdeformaçãodual
O que é: Esquema onde estudantes combinam formação em sala de aula e trabalhopráticoemempresas.
Problemaqueaborda: Adesconexãoentre educação formal e necessidades do mercado;baixaempregabilidadetécnica.
Abordagemoperativa: Empresasdesenham e executam parte da formação; os estudantes recebem mentoria prática e costumamsercontratadosaofinalizar.
Ator de referência: Coparmexhttps://coparmex.org.mx/
2.Centrosterritoriasdeformaçãoeapoio empresarial(caso:CentrosPymes)
Oqueé: Plataformasqueintegramcâmaras de comércio, universidades e associações empresariais para entregar serviços de formaçãoeassistênciatécnica.
Problema que aborda: Lacunas de capacidades em gestão empresarial, digitalização,comercializaçãoeinovação.
Abordagem operativa: Formação prática, mentorias, apoio à formalização e programas para mulheres empreendedoras; articulamterritório-academia-empresa.
Atordereferência: MinistériodeIndústriae Comércio República Dominicana (Centros Pymes)https://micm.gob.do/transparencia/proyecto s-y-programas/implementacion-de-centrosde-servicios-de-apoyo-integral-a-las-pymesen-republica-dominicana
3. Rota MPMEs (formação comunitária e acompanhamentoparaformalização)
Oque é: Programa de formação itinerante que aproxima capacitação e mentoria a comunidadesruraiseurbanas.
Problema que aborda: A falta de acesso territorial a formação, especialmente para pessoas sem tempo ou recursos para se deslocaracapitais.
Abordagem operativa: Workshops comunitários, assessoria em formalização, digitalização e competências de empreendedorismo; alto volume de participação.
Atordereferência: MinistériodeIndústriae Comércio República Dominicanahttps://micm.gob.do/transparencia/tag/noti cias/Ruta%20mipymes
4.ConectaAméricasAcademy(BID)
O que é: Plataforma digital de formação comcursosgratuitosoudebaixocustoem competências empresariais, digitais e de comércioexterior.
Problemaqueaborda: Limitaçõesdetempo, custo e distância para que as MPMEs acedamaformação.
Abordagem operativa: Webinars, cursos assíncronos, certificações e conteúdos atualizadosparaexportaçõesedigitalização.
Atordereferência: BancoInteramericanode Desenvolvimento https://connectamericas.com/es
5. Programas de subsídio à capacitação segundotamanhoempresarial
Oqueé: EsquemaemqueoEstadofinancia ou cofinancia formação para MPMEs segundo o seu tamanho e necessidades específicas.
Problema que aborda: Falta de recursos para investir em capacitação e escassa pertinênciadaofertapadrão.
Abordagem operativa: Capacitações "à medida" desenhadas com empresas; subsídios variáveis condicionados à formalização.
Atores de referência: ANDEhttps://www.ande.org.uy, INEFOPhttps://www.inefop.org.uy, Uruguay XXIhttps://www.uruguayxxi.gub.uy
6.Plataformasglobaisdecursostécnicose digitais(Coursera,edX,Platzi,Udemy)
Oquesão: Ecossistemadeformaçãovirtual com milhões de cursos curtos, microcredenciais,certificadosprofissionaise conteúdosmodulares.
Problema que aborda: Lacuna de competências digitais, falta de atualização contínuaeescassezde técnicos.
Abordagem operativa: Formação flexível e acessível, certificações acumuláveis, rotas profissionaisautónomas.
Atoresdereferência:
Coursera: https://www.coursera.org
edX: https://www.edx.org
Platzi: https://platzi.com
Udemy: https://udemy.com
7. Agências empresariais de emprego e programas de "corporate readiness" (preparación para la colaboración con grandesempresas)
Oqueé: Plataformasprivadasquearticulam talento com empresas, desenham rotas de formação segundo procura e certificam competênciasrequeridasporcorporações.
Problema que aborda: A dificuldade das MPMEsparaacederatalentoqualificadoea ausênciadepontesentreempreendedorese grandesempresas.
Abordagemoperativa: Recrutamento,rodas de negócios laborais, formação em competências empresariais e certificação rápida.
Ator de referência: ANDI – Mais Emprego: https://www.masempleoandi.com.co/
8.Observatóriosdetendênciasformativas enecessidadeslaborais
O que é: Plataformas institucionais que recolhem e analisam informação sobre necessidades setoriais para ajustar currículoseprogramas.
Problema que aborda: A falta de dados para planificar formação alinhada com a procurareal.
Abordagem operativa: Abordagem operativa: Monitorização de tendências laborais, mapeamento de lacunas, recomendações para políticas públicas e atualizaçãodeperfisocupacionais.
Ator de referência: Observatório da Formação Profissional (Espanha)https://observatoriofp.com
9. Programas de internacionalização com desenvolvimentodetalentoexportador
O que é: Iniciativas que preparam MPMEs para ingressar em mercados internacionais mediante formação técnica, mentoria e rodasdenegócios.
Problema que aborda: Falta de competências para exportar, desconhecimentoderequisitosnormativose escassacapacidadedeescalamento.
Abordagemoperativa: Planosdeformação exportadora, acompanhamento personalizado, vinculação com empresas âncora e atração de investimento para fortalecercadeias.
Ator de referência: ProColombia –FormaçãoExportadora: https://www.procolombia.co
10. Espaços de incubação, aceleração e ecossistemasterritoriaisdeinovação
O que é: Hubs, incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos e coworking que apoiam empreendimentos mediante mentoria, prototipagem, acesso a financiamentoeredesempresariais.
Problemaqueaborda: Baixacapacidadede inovação e escasso suporte a empreendimentostecnológicos.
Abordagem operativa: Programas de incubação,capitalsemente,articulaçãocom universidades,redesdementoreseserviços deinovaçãoaberta.
Atores de referência: Espanha, Rede de Parques Tecnológicoshttps://www.apte.org; Chile, Incubadoras apoiadasporCORFO-https://www.corfo.cl
1. Conglomerados produtivos e clusters territoriais(caso:Peru)
O que é: Concentração geográfica de empresasprodutoras,fornecedores,oficinas, logística e serviços conexos que operam numamesmacadeia.
Problema que aborda: Altos custos logísticos, baixa articulação entre atores, dificuldade para aceder a insumos e mercados.
Abordagem operativa: Co-localização de produtores e fornecedores; redução de tempos de entrega; criação de marcas de origem; certificações setoriais; acesso a tecnologia.
Atordereferência: MinistériodaProdução do Peru — Programas de conglomerados produtivos.https://www.gob.pe/produce
2.Políticasindustriaislocaiscocriadascom osetorprivado
O que é: Instrumentos desenvolvidos conjuntamente entre governos locais e organizaçõesempresariaisparaimpulsionar aprodutividade,inovaçãoeemprego.
Problema que aborda: Falta de coordenação entre níveis de governo e políticas desalinhadas com necessidades reaisdoterritório.
Abordagem operativa: Mesas públicoprivadas permanentes; programas de simplificação administrativa; incentivos ao investimento; planificação de infraestrutura produtiva.
Ator de referência: Câmara Municipal de Madrid – Estratégia de Política Industrial comCEIM. https://www.madrid.es/UnidadWeb/Conteni dos/Descriptivos/PlanIndustria/industriaimp resion.pdf
3. Centros de inovação territoriais e hubs tecnológicosurbanos
Oqueé: Espaçosdeinovaçãoetecnologia inspirados em modelos como Ruta N (Medellín),impulsionadosporautarquiasem aliança¡comempresaseuniversidades.
Problemaqueaborda: Baixacapacidadede inovaçãoefaltadeespaçosparaincubação edesenvolvimentodetecnologiasaplicadas.
Abordagem operativa: Laboratórios de prototipagem,coworkingpúblico,incentivos para startups, conexão com investidores, programasdedigitalização.
Ator de referência: Câmara Municipal de Bogotá – Programas de Inovação e Tecnologia. https://www.agenciaatenea.gov.co/
4. Sistemas municipais de simplificação administrativaetrâmitesdigitais
O que é: Plataformas que digitalizam licenças,autorizaçõeseregistosmunicipais.
Problemaqueaborda: Burocraciaquetrava a formalização e desincentiva a abertura e operaçãodeempresas.
Abordagemoperativa: Reduçãodepassos, digitalização de processos, balcão único municipal,interoperabilidadeentreáreasde fiscalizaçãoedesenvolvimentoeconómico.
Ator de referência: Câmara Municipal do Distrito Central (Tegucigalpa). https://amdc.hn
5. Sistemas unificados de informação financeiraescoringparaMPMEs
O que é: Plataforma que centraliza a informaçãofinanceira,tributáriaeoperativa dasMPMEsparaaceleraracessoaocrédito. Problemaqueaborda: Dificuldadeparaque pequenas empresas cumpram requisitos bancários;processoslentos;acessolimitado aofinanciamento.
Abordagemoperativa: Integraçãodebases de dados oficiais; scoring automático; acordos com bancos; gestão simplificada parapedidosdecrédito.
Atordereferência: MinistériodaEconomia da Argentina – Dossiê Único Financeiro e Económico(LUFE). https://www.argentina.gob.ar/produccion/re gistrar-una-pyme/lufe
6. Sistemas de garantias recíprocas e fundos de garantia para pequenas empresas
O que é: Entidades que emitem garantias para que as MPMEs tenham acesso a financiamento quando não cumprem os requisitostradicionaisdegarantia.
Problemaabordado: Exclusãofinanceirade micro e pequenas empresas sem garantias suficientes.
Abordagem operacional: Avaliação técnica dorisco;emissãodegarantias;coberturade parte do crédito; articulação com bancos públicoseprivados.
Atordereferência: SistemadeGarantiasda Argentina(SGR/SIGER). https://www.argentina.gob.ar/servicio/obten er-una-garantia-por-parte-de-una-sociedadde-garantia-reciproca-sgr
7. Ecossistemas emergentes de empreendedorismo com aceleradoras e espaçosdecoworking
Oqueé: Redesdeinovaçãoformadaspor espaços de coworking, aceleradoras, mentores internacionais e investidores que acompanhamstartupstecnológicas.
Problema abordado: Baixa oferta de serviços de inovação para jovens empreendedores e falta de canais de investimentoinicial.
Abordagem operacional: Programas de aceleração, ligação com fundos internacionais, mentoria especializada, escalonamentodeprodutosdigitais.
Ator de referência: Impact Hub San Salvador/iniciativasligadasaoMinistérioda Economia.
8. Homologação de diplomas técnicos e profissionaisparamobilidadedetalentos
O que é: Mecanismos binacionais para harmonizar competências técnicas e permitir que trabalhadores migrantes tenham acesso a empregos formais em setorescomaltademanda.
Problema abordado: Não reconhecimento de competências, exclusão laboral de migrantes e défice de mão de obra em setores-chave.
Abordagem operacional: Harmonização normativa; acordos de reconhecimento mútuo; procedimentos para rastreabilidade de competências; conexão entre agências deemprego.
Atordereferência: MinistériosdoTrabalhoe daEducaçãodaColômbiaedaEspanha.
1. Fábricas de Produtividade e Sustentabilidade(Colômbia)
O que é: Programa nacional de extensão tecnológicaqueofereceassistênciatécnica especializada a micro, pequenas e médias empresas.
Problema abordado: Lacunas de produtividade,baixadigitalização,ausência deprocessosdeautomatizaçãoelimitações paraimplementarasustentabilidade.
Abordagemoperacional: Acompanhamento personalizado em nove linhas de serviço (gestão comercial, eficiência energética, digitalização, qualidade, logística, sustentabilidade,etc.).Alcançaaumentosde produtividade superiores a 40% nas empresasatendidas.
Atordereferência: MinistériodoComércio, IndústriaeTurismodaColômbia/Colombia Productivahttps://www.colombiaproductiva.com
2. Plataformas setoriais partilhadas para digitalizaçãomassiva(Equador)
Oqueé: Infraestruturasdigitaisaplicadasa setores completos, não empresa por 000000 000000
empresa. Incluem ERP setoriais, CRM comuns, compras digitais integradas e laboratóriosdeadoçãodeIA.
Problema abordado: Digitalização superficial, baixa adoção tecnológica e custosproibitivosdeferramentasindividuais parapequenasempresas.
Abordagem operacional: Implementação porblocos(porexemplo,5.000MPMEsdo mesmo setor), redução drástica de custos, padronização de processos e escalonamentodoimpactoterritorial.
Atordereferência: CâmaradeIndústriasde Guayaquil/ComitéEmpresarialEquatoriano -https://www.industrias.ec
3. Certificações ambientais modulares e rastreabilidade de baixo custo (Região AndinaeMéxico)
O que é: Sistemas de certificação flexíveis aplicáveisporlote,comauditoriaremotaou emmódulosprogressivos.
Problema abordado: Inacessibilidade das certificações ISO ou selos de sustentabilidade tradicionais para MPMEs, barreirafundamentalparaaexportação.
Abordagem operacional: Certificação por etapas, uso simplificado de blockchain, rastreabilidade mínima viável, integração progressiva de acordo com a capacidade financeira. Aplicado em cacau (Colômbia), café (Colômbia), agroexportação (Peru), manufatura(México),banana(Equador).
Ator de referência: Organismos de certificaçãonacionais(comoAgrocalidadno Equador, entidades de normalização na Colômbia e no Peru). https://www.agrocalidad.gob.ec
4.Brigadasprodutivasparaformalizaçãoe transformação(Equador–articulaçãocom aColômbia)
Oqueé: Equipasmóveismultissetoriaisque deslocam instituições financeiras, fiscais e de registo civil para territórios periféricos. 000 000
Problema abordado: Falta de acesso à formalização, financiamento e serviços públicosbásicos,oquelimitaadigitalização easustentabilidade.
Abordagem operacional: Balcões móveis para formalizar negócios, habilitar registos, orientar sobre financiamento, conectar empresas com câmaras e programas municipais.
Atordereferência: MinistériodaProdução, Comércio Exterior e Investimentos do Equador. https://www.produccion.gob.ec
5. Portal de transformação digital e networking empresarial (Espanha –CEPYME)
O que é: Plataforma integral para MPMEs com itinerários de transformação, inteligência artificial aplicada, educação financeira, microformações e espaços de networking.
Problemaqueaborda: Faltadeorientação, dispersãodaofertaformativaeausênciade percursospersonalizadosparaprocessosde transformação.
Abordagem operacional: Itinerários adaptados ao tamanho e maturidade empresarial, intercâmbio de boas práticas, comunidade empresarial ibero-americana e ferramentas digitais para gestão operacional.
Atordereferência: CEPYME–Conselhode DigitalizaçãodasPME. https://www.cepyme.es
6. Fundos e linhas de crédito verde com modelos «as-a-service» (Colômbia e Equador)
O que é: Financiamento para projetos de energia renovável, certificação ambiental e reconversão produtiva, incluindo esquemas de pagamento por uso (energia como serviço).
Problemaqueaborda: Custosdatransição ecológica, impossibilidade de 00000000000 000000
financiar equipamentos ou certificações ambientais.
Abordagem operacional: Créditos bonificados, modelos de CAPEX zero, financiamento para sustentabilidade, incentivosparaeficiênciaenergéticaelinhas doBancóldexvoltadasparaMPMEs.
Atordereferência:Bancóldex/Bancosde desenvolvimento nacionaishttps://www.bancoldex.com
7. Políticas de transição energética com focoprodutivo(Colômbia)
Oqueé: Abordagemdetransformaçãoque articulaenergiasrenováveis,bioeconomiae eficiência energética com diversificação produtiva.
Problema que aborda: Energia cara, baixa confiabilidadeelimitaçõestecnológicaspara avançarnatransiçãoecológicaemMPMEs.
Abordagem operacional: Incentivos para energias não convencionais (solar, eólica, hidrogénio), apoio a negócios circulares e programasterritoriaisdetransiçãojusta.
Ator de referência: Ministério de Minas e EnergiadaColômbia. https://www.minenergia.gov.co
8. Redes empresariais e sindicais como veículos de transformação (Região Iberoamericana)
Oqueé: Organizaçõessetoriaiseterritoriais que mobilizam empresas, transmitem necessidades ao Estado e facilitam a implementaçãodesoluçõescoletivas.
Problemaabordado: Faltademassacrítica, incapacidade das empresas de se transformarem de forma isolada e fragilidade do tecido associativo em territóriosperiféricos.
Abordagem operacional: Apoio a câmaras territoriais, associações de mulheres empresárias, redes setoriais e clusters, fortalecendoascapacidadesdegovernança eacompanhamento. 000
Atordereferência: AssociaçãodeMulheres EmpresáriasIbero-americanas/Câmarasde Indústria e Comérciohttps://www.asociacionpachamama.org/
9. Centros nacionais para o empreendedorismodigital(ElSalvador)
O que é: Infraestrutura pública dedicada a acelerar a digitalização, a alfabetização tecnológica e a adoção de ferramentas digitaisemMPMEs.
Problema que aborda: Profunda lacuna tecnológica em microempresas e falta de capacidades para operar ferramentas digitais.
Foco operacional: Formação técnica, adoção de tecnologia, mentorias, serviços dedigitalizaçãobásicaeorientaçãoparaa formalizaçãoeletrónica.
Atordereferência: GovernodeElSalvador –MinistériodaEconomia. https://www.minec.gob.sv
10.Reorganizaçãoterritorialdosmercados para formalização e sustentabilidade (El Salvador)
O que é: Política pública que reorganiza mercados municipais, recupera espaços públicos e formaliza vendedores históricos pormeiodeinfraestruturarenovada.
Problema abordado: Economia informal, insegurança,especulaçãodepreçosebaixa integraçãoprodutiva.
Foco operacional: Integração de vendedoresemmercadosformais,melhoria dascondiçõessanitáriaselogísticas,acesso àfaturaçãoeletrónicaebancarização.
Ator de referência: Direção Geral de Mercados–GovernodeElSalvador.
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1.ExportaFácil(Peru)
O que é: Sistema de exportação simplificado que permite que pequenas e médias empresas enviem pequenas encomendas para o exterior através da 00000
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Serpost, utilizando uma declaração alfandegária simplificada e sem intermediaçãodispendiosa.
Problema abordado: Barreiras logísticas e administrativas que impediam micro e pequenas empresas de aceder aos processos tradicionais de exportação, especialmenteaquelassemcapacidadepara operar contentores ou contratar agentes alfandegários.
Abordagem operacional: Utilização do operadorpostaloficialparaenviosaté30kg e 5.000 dólares; declaração simplificada (DSE); custos reduzidos; rastreabilidade internacional; acompanhamento técnico do MINCETUR e centros especializados para primeirasexportações.
Atordereferência: Serpost/Ministériodo ComércioExterioreTurismo(MINCETUR)–Peru.
https://www.serpost.com.pe/Cliente/Export aFacil
2. Normas técnicas para acesso aos mercados(Espanha–UNE)
Oqueé: Conjuntodenormasinternacionais e nacionais que permitem às MPMEs demonstrar qualidade, segurança, sustentabilidadeoueficiência.
Problema que aborda: Dificuldade das MPMEsemcumprirosrequisitosdascadeias de valor, compradores institucionais e mercadosregulamentados.
Abordagem operacional: Adoção gradual de normas como ISO 9001, ISO 14001, normasderastreabilidade,continuidadede negócios e cibersegurança; guias setoriais simplificados e apoio financeiro para certificação.
Ator de referência: Associação Espanhola de Normalização – UNE. https://www.une.org
3.Guichêsúnicosparaocomércioexterior (Uruguai—VUCE)
O que é: Plataforma que centraliza, digitaliza e simplifica todos os trâmites relacionadoscomexportações.
Problemaabordado: Burocracia,temposde espera, custos operacionais e falta de capacidadedasMPMEsparagerirprocessos alfandegários.
Abordagem operacional: Formulários eletrónicos, interoperabilidade entre agências, automatização de processos e redução significativa dos tempos de exportação.
Ator de referência: Ventanilla Única de Comercio Exterior – Uruguai. https://www.vuce.gub.uy
4.Plataformasdeinteligênciademercado esegmentaçãocomercial(Uruguai)
O que é: Ferramentas que permitem identificar oportunidades de exportação, destinospotenciaiseestratégiasdeinserção combaseemdados.
Problemaqueaborda: Faltadeinformação acessível e útil para orientar a internacionalizaçãodasMPMEs.
Abordagem operacional: Estudos de mercado,segmentaçãoporsetores,análise da procura internacional, acompanhamento técnicoparadefinirestratégiasdeentrada.
Ator de referência: Uruguay XXI. https://www.uruguayxxi.gub.uy