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O4º Anuário Seafood Brasil foi criado para ser uma fonte de consulta de dados estatísticos, de opiniões mercadológicas e de fornecedores de toda a cadeia produtiva de pescado. Ele é válido para o período de julho de 2018 a agosto de 2019.
A publicação se divide em três partes:
1 Artigos
Textos assinados por personalidades e especialistas do ramo, que contam como anda o mercado em três frentes: conjuntura; produção e processamento; comércio e consumo.
2 Estatísticas
Uma compilação das estatísticas mais recentes, segundo as fontes disponíveis no Brasil, nas seguintes fren-
Índice

tes: conjuntura; produção e processamento; comércio e consumo. O período a que o dado se refere estará sempre indicado, já que a maior parte das informações se refere a 2017, mas algumas englobam o período até junho de 2018, enquanto outras abordam anos anteriores.
Guia de Fornecedores
3
Uma lista com contatos e descrição de produtos e serviços prestados por alguns dos principais fornecedores da cadeia produtiva de pescado, em três categorias:
• Produção aquícola e pesqueira
• Indústria frigorífica
• Comércio e distribuição de pescado
Aproveite a leitura e faça muitos negócios!





Opiniões sobre os caminhos gerais pelos quais deve percorrer o setor no futuro breve
Por Finn-Arne Egeness*
Opescado é cada vez mais vendido globalmente e a agregação de valor não ocorre somente nos locais de pesca ou produção, mas também em países que se beneficiam do baixo custo da mão de obra, assim como de estarem próximos ao mercado consumidor - onde os processadores se beneficiam de grande flexibilidade de produto.
Os cortes são frequentemente usados como matéria-prima para ração e óleo de peixes, para uso posterior na aquicultura, mas a competição crescente por estes recursos tem contribuído para preços mais altos e os processadores precisam desenvolver produtos com maior propensão a preços altos. Com isso, observo as seguintes tendências globais:
Desenvolvimento de produtos
Desenvolver novidades tem sido vital para sobreviver e prosperar em
um mercado com tanta competição. O salmão Atlântico de cultivo é uma das espécies que mais se beneficiou disso. Os preços médios subiram mais de 60% nos últimos cinco anos, parcialmente motivados pelo limitado fornecimento global. A demanda global crescente por sushi e sashimi é vital neste desenvolvimento. Outro exemplo é o arenque Atlântico na Polônia e Alemanha, onde novos desenvolvimentos por processadores locais reverteu uma tendência negativa de consumo e contribuiu para uma demanda crescente.
A conveniência tem sido um denominador comum para diversos novos produtos introduzidos no mercado. Como muitas categorias de consumidores estão passando menos tempo no preparo de refeições, a preferência por produtos de conveniência cresce em todos os mercados, incluindo o de pescado.
Outra tendência observada é a sustentabilidade. Em vários mercados, isso deixou de ser uma vantagem competitiva para ser uma necessidade. Avançando, esperamos que a sustentabilidade se torne cada vez mais importante em mais mercados, não apenas na Europa e América do Norte.
Congelado como resfriado
O peixe resfriado têm sido a escolha número um em diversos mercados e muitos consumidores se dispõem a pagar mais por tais produtos. Como resultado, apenas o peixe com a mais alta qualidade tem sido destinado ao consumo fresco. Ainda assim, no últimos anos a venda de pescado descongelado e mantido resfriado também cresceu. Este desenvolvimento deve continuar, porque o peixe selvagem congelado previamente está disponível independentemente da temporada de pesca ou períodos de defeso, algo fundamental para consumidores que buscam regula-
Em vários mercados, a sustentabilidade deixou de ser uma vantagem competitiva para ser uma necessidade
ridade. Estes produtos também reduzem o desperdício, tema que deve concentrar preocupações no futuro breve.
Compra on-line
A compra on-line é uma tendência nos últimos anos, também no que diz respeito aos alimentos. Entretanto, o pescado ainda está para trás neste aspecto. Para se beneficiar da tendência de compra on-line, a indústria de pescado precisa ganhar a confiança dos
consumidores quanto à qualidade.
A demanda crescente por produtos de pescado irá puxar os preços para cima. O desenvolvimento de novos produtos para os quais haja mais intenção de compra é necessário, mas também são fundamentais a plena utilização do peixe e a realização de um processo de agregação de valor adequado aos processadores mais eficientes, independentemente da região de atuação.



Preliminarmente, cumpre fazer um esboço histórico da aquicultura e da pesca no governo federal. O processo de extinção do Ministério da Pesca e Aquicultura foi abrupto e problemático, o que causou a interrupção de grandes ações que já existiam no órgão. As próprias estruturas física e pessoal sofreram uma diminuição avassaladora: passamos de 785 servidores, muitos deles até concursados, para 45 cargos comissionados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, onde viramos uma secretaria. Todo o nosso maquinário, como computadores, impressoras, veículos e até telefones foi absorvido pelo Mapa e muitos equipamentos direcionados a outros setores que nada tinham a ver com o setor pesqueiro.
As superintendências nos Estados foram transformadas em escritórios, as ações já em desenvolvimento não foram absorvidas e mais de 800 convênios foram estagnados. Não houve continuação, não houve acompanhamento dessas ações e processos que vínhamos tratando com a aquicultores, indústria, armadores e a própria pesca artesanal não tiveram continuidade.
Tudo isso foi gerando um colapso gerencial no setor: a secretaria não conseguia dar vazão a todos os processos, já que nossa demanda era de porte de ministério. Nesse momento o nosso caminhar era de fortalecimento da secretaria, passar por uma reestruturação que pudesse dar maior agilidade aos processos, mas principalmente dar autonomia ao setor, iniciou-se aí um trabalho
de aproximação com o Ministério da Indústria e Comércio, justamente para dar essa ótica de desenvolvimento ao setor. Foi uma decisão pensada e voltada para o pequeno empreendedor, para industrializar o processo.
De forma muito acertada o diálogo entre o Congresso Nacional e o Presidente da República foi de devolver o status que tínhamos antes de ser ministério, que é de uma Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca, com o que ela volta a ter autonomia. Toda a nossa parte administrativa foi resgatada. A coordenação de comunicação volta a pertencer ao quadro, assim como gestão de pessoas, assessoria internacional, controladoria, respaldo jurídico da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Presidência da República. Por outro lado, voltamos a ter a continuidade dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs) para dar regularidade às discussões com todo o setor e restabelecer o ordenamento pesqueiro e aquícola.
A secretaria ganha hoje em representação institucional do setor dentro do próprio governo. Agora podemos priorizar ações, como fizemos com a tainha, com a portaria 1566 no Pará, a portaria 78 que atingiu todo o Nordeste, entre outros exemplos. Estamos focando muito na atualização cadastral do pescador artesanal para restabelecer um cadastro mais seguro diante dos órgãos de controle e do próprio pescador.
Retomamos a possibilidade de convênios com os municípios e
Estados da Federação. Passamos pela questão de fortalecimento da Análise de Risco da Importação, temos a prerrogativa de análise de Instruções Normativas e portarias. Tudo isso vai dar mais segurança ao produtor e até ao investidor brasileiro, inclusive na parte sanitária - onde, juntamente com o Mapa, passamos a ter maior participação na análise de risco sanitário.
Voltamos a ter uma secretaria mais forte, embora com um orçamento limitado, conseguimos identificar as demandas do setor e focar nelas para passar a ter mais respostas e representação atuante junto aos demais órgãos. Vejo que já estamos mais fortes e capacitados para realizar as ações que o setor precisa e a trilhar o caminho do desenvolvimento da pesca e da aquicultura.



OMarine Stewardship Council (MSC), que possui um programa de certificação de pescarias, deixou o Brasil ao término das Olimpíadas do Rio após representação no País por 7 anos. As razões para isso são simples: o Brasil não possui dados de estatística pesqueira disponíveis nem planos de manejo para a maioria de seus estoques pesqueiros (com raras exceções de alguns recentemente desenvolvidos para algumas das espécies da Portaria 445).
No entanto, a Netuno está trabalhando em um Programa de Melhoria da Pesca (FIP) visando à certificação da pescaria do pargo no norte (http://bit.ly/FIP_pargo_Netuno), uma destas poucas pescarias que agora contam com um Plano de Manejo e por isto seu FIP deve passar de Básico (Basic) para Completo (Comprehensive) dentro do Sistema de Classificação da “Conservation Alliance for Seafood Solutions”.
Além disso, a tailandesa Thai Union iniciará um FIP no Brasil para a pesca do atum-amarelo quando a exportação brasileira de pescado para a União Europeia for novamente liberada.
A Oceana tornou-se a mais importante ONG na defesa dos oceanos e na promoção da pesca sustentável no Brasil. Suas campanhas estimulam a implementação de políticas
públicas que tenham como base estudos científicos. Realizaram e demonstraram a efetividade de coleta de dados, avaliação de estoques, controle, monitoramento pesqueiro e da adoção de cotas de captura, por exemplo, possibilitando a safra da tainha em 2018.
O Aquaculture Stewardship Council (ASC), que possui o programa de certificação de aquicultura, permanece no Brasil. Três grandes produtores de tilápia: Netuno, Geneseas e Brasfish já estão certificados. Trutas NR, Camanor e Ostramar (ostras), que já adotam práticas responsáveis em sua operação, consideram adotar a certificação.
O ASC está preparando um padrão de normas para espécies nativas brasileiras (tambaqui, pacu, pintado, pirarucu e híbridos) com a ajuda de produtores brasileiros e da Embrapa que deve estar pronto no início do próximo ano.
O MSC e o ASC lançaram em conjunto um padrão de normas para cultivo de algas marinhas e os produtores brasileiros que vendem para os EUA e Europa, ou que pretendem alcançar este mercado, serão convidados a buscar a certificação.
No varejo, a Swift permanece, numa longa trajetória, líder de mercado na venda de pescado certificado sustentável. A Swift vende
aproximadamente 430 toneladas de pescado certificado por ano: salmão chum; salmão sockeye e polaca do Alasca (certificados MSC) além de tilápia certificada (ASC) do Brasil e está constantemente buscando mais produtos com certificação.
Paulo Christofani, gerente da categoria de pescados na Swift, afirma que pretende mostrar aos clientes, através de campanhas de marketing bem estruturadas, a importância da manutenção da saúde dos oceanos e, assim, ser reconhecido como referência em sustentabilidade no mercado de pescado – este é um assunto sempre presente nas reuniões de estratégia e faz parte da missão da empresa. Os próximos produtos a receberem a certificação são o salmão do Chile e o Bacalhau (e todos os produtos cuja matéria prima seja este pescado, como o bolinho, por exemplo).
Netuno, Damm, Noronha Pescados, Geneseas e Brasfish possuem a certificação de cadeia de custódia (rastreabilidade) que permite a venda de produtos certificados no Brasil e no exterior.
Se a sustentabilidade de pescado continua sendo um problema real no Brasil, podemos destacar alguns aspectos positivos neste cenário difícil. A Swift abriu às empresas brasileiras um mercado para produtos certificados de aquicultura e tem sido muito ativa no incentivo de seus fornecedores deste setor na obtenção de certificação.
Varejistas e importadores europeus têm políticas rigorosas de sustentabilidade e é importante que esse mercado volte a ser aberto para incentivar as empresas brasileiras de aquicultura a buscar a certificação
Varejistas e importadores europeus têm políticas rigorosas de sustentabilidade e é importante que esse mercado volte a ser aberto para incentivar as empresas brasileiras de aquicultura a buscar a certificação. O ASC Amazonian Fin Fish Standard (padrão para espécies nativas brasileiras) será importante para ajudar os produtores de espécies nativas do
Brasil a exportar esses produtos para a Europa e América.
Destaca-se a importância da conscientização do consumidor em relação à sustentabilidade de pescarias e à produção responsável de pescado visando uma escolha ética de produtos. Ainda, espera-se que uma recuperação econômica no Brasil não esteja muito distante.



Por Alexandre Freitas*
Oaquicultor brasileiro tem pela frente a oportunidade de crescer, mas também o desafio de se manter competitivo frente ao produto estrangeiro. Em ambos os casos, a inovação e o empreendedorismo serão fundamentais para a aquicultura brasileira.
Nadando contra a corrente do pessimismo e do imobilismo, a Embrapa vem trabalhando no sentido colocar à disposição do setor aquícola nacional sua expertise na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que promovam o aumento da competitividade da atividade.
Diante desse compromisso, articulamos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca do Governo Federal (SEAP) o Projeto BRS Aqua, que conta ainda com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a gestão da Fundação Eliseu Alves. Esse projeto tem foco na inovação, voltada para o aumento da competitividade e sustentabilidade das cadeias produtivas do tambaqui, tilápia, camarão e bijupirá. Possui ampla abrangência territorial, na qual a Embrapa disponibiliza expertises de 22 centros de pesquisa e mobiliza mais de 270 empregados, envolvidos diretamente nas ações de pesquisa e transferência de tecnologia.
O Banco de Germoplasma de peixes nativos é outro projeto importante, fruto de uma parceria da Embrapa com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e execução da Fundação Arthur Bernardes , tem o objetivo de implantar um banco ativo de germoplasma para conservação de espécies nativas da região Amazônica, bem como a realização de pesquisas e desenvolvimento de tecnologias nas áreas de reprodução, genética, melhoramento e prospecção da biodiversidade para levantamento de espécies nativas amazônicas com importância produtiva e de mercado.
Realizamos também uma parceria com o “Fundo Amazônia”, fundo sob gestão do BNDES, que permitiu a construção de um portfólio de projetos voltados a atender demandas do bioma Amazônia, tendo a aquicultura e pesca entre os eixos temáticos contemplados. O foco no bioma e na agricultura familiar é um diferencial importante dessa parceria.
Mais recentemente também iniciamos uma cooperação com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com o objetivo de definir estratégias de atuação conjunta, visando a inovação e sustentabilidade da aquicultura nacional. Após a discussão sobre demandas foram definidas como
prioridades cinco espécies: o camarão, a tilápia, ostra nativa, o pirarucu e tambaqui.
A Embrapa tem ampliado sua carteira de projetos focados na aquicultura nos últimos anos. Atualmente temos 85 projetos em execução, e esse número deve aumentar até o final de 2018. Acreditamos que estamos dando nossa contribuição para a solução de problemas e apoiando a transformação dos sistemas produtivos, por meio de ganhos sociais, econômicos e ambientais. Esse momento oportuniza a formação de parcerias em todas as frentes e nos aponta um horizonte repleto de oportunidades e rico em inovação.

*Chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura
Por Jorge Neves*
Garantir a consolidação da pesca e conscientizar o governo federal da importância do setor dentro da cadeia produtiva e econômica do País é o foco das entidades representativas do setor pesqueiro no Brasil, entre elas o Sindipi. Ao longo de muitos artigos publicados neste anuário, a entidade a qual represento se fez presente relatando inúmeras demandas, fragilidades e angústias referentes à falta de interesse do governo junto a nossa atividade. Sou sabedor do longo caminho que nos espera, mas ao mesmo tempo acredito ser prudente manifestar e listar aquelas conquistas alcançadas.
O primeiro semestre de 2018 foi um período representativo para o setor. Depois de muitos embates e articulações, algumas a favor e outras com interesses contrários conseguimos integrar novamente a Secretaria Geral da Presidência da República. O atual representante da Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca, Dayvson Franklin de Souza, vem cumprindo o seu papel de gestor em prol da pesca. O modelo de ação adotado por Dayvson garantiu avanços importantes e hoje é possível observar um ritmo mais acelerado nas análises dos pedidos apresentados em Brasília.
Destaco aqui uma das vitórias para o Brasil e especialmente para o nosso Estado de Santa Catarina e armadores do cerco: a implantação do sistema de cotas para a pesca da tainha. Um modelo experimental, mas capaz de tornar a pesca sustentável e possibilitar o acesso a um número maior de licenças.
Outro ponto de vital importância é o acompanhamento da Secretaria na luta para a manutenção da sardinha enlatada na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec). A recomendação do Ministério da Fazenda era de retirar o produto da lista, mas isto implicaria na diminuição da tarifa de imposto para importação de 32% para 16% e em prejuízos para as indústrias catarinenses geradoras de emprego e renda. Sobre este tema, a Seap, juntamente com o Sindipi e empresários, conseguiu sensibilizar os Ministérios envolvidos e demonstrar a necessidade de manter a sardinha enlatada na Letec, afim de evitar prejuízos.
Gostaria de destacar ainda a prorrogação das licenças de pesca por mais três anos: uma alternativa paliativa que não desobriga o governo às suas obrigações, mas pelo menos faz com que o
empresário, armador e representantes de entidades possam ganhar um fôlego.
Quando falo aqui de entidades registro ainda um feito histórico neste ano de 2018, a parceria de duas das maiores entidades pesqueiras do país: Sindipi e Abipesca decidiram unir forças. O diálogo e demonstração de força será responsável por grandes conquistas. É importante que todos entendam que, independentemente da atividade, não é possível promover conquistas de forma isolada. Mais uma vez pontuo neste espaço a importância da luta e dos objetivos coletivos, pois só assim vamos abandonar a posição inferior que impuseram à pesca.


Debater o futuro da piscicultura no Brasil é um tema comum há muitos anos em todas as rodas de conversa nas quais o tema é o setor de pescado. Principalmente em época de eleição, quando o setor político se apaixona pela atividade e encontra nela todas as soluções sociais e econômicas para o homem do campo.
Nos últimos cinco anos vivemos uma verdadeira revolução na piscicultura nacional, que atinge todos os segmentos da cadeia produtiva: desde genética, passando por nutrição, manejo, sanidade, equipamentos até comercialização. Ou seja, o produto está mais presente nas gôndolas de supermercado e em novos formatos para consumo.
O futuro da piscicultura brasileira ainda não está claro para os
profissionais envolvidos na atividade. Isso porque estamos construindo um negócio novo no agro brasileiro e em uma velocidade muito maior do que se estruturaram as outras cadeias de proteína animal no Brasil. Não temos tempo hoje para experimentar modelos, pois a concorrência internacional, principalmente com os produtos asiáticos, bate à nossa porta diariamente. É competir e treinar ao mesmo tempo.
Algumas palavras são essenciais na consolidação da piscicultura: segurança jurídica e competitividade. A segurança jurídica trata principalmente dos aspectos relacionados às questões ambientais e de sanidade aquícola. Nosso marco regulatório nessas duas áreas ainda é instável e esperamos que as regras sejam claras, assim não teremos motivos para os constantes embates

jurídicos. A competitividade é a palavra do presente e, principalmente, de nosso futuro, levando-se essa máxima a todos os elos de nossa cadeia de produção em uma busca constante pela excelência.
E quando é esse futuro e o que esperamos encontrar lá? O futuro já está entre nós e não de forma discreta. Nos próximos anos, as principais empresas do setor de produção crescerão em percentuais de dois dígitos e alcançarão mais espaços nas gôndolas de supermercados. Já poderemos observar a revolução no próximo ano com o lançamento de dezenas de novos produtos.
Para não nos esquecermos, no ano passado foram produzidas 691 mil toneladas de peixe de cultivo. Atualmente, na Seap, somente em águas da União, existem solicitações de produção que somam 3 milhões de toneladas aguardando o trâmite processual. Não esperamos que isso se realize de um dia para o outro, pois não temos indústria para atender a essa demanda, mas ao menos 50% serão concretizados na próxima década.
A Peixe BR tem atuado principalmente para oferecer o cenário propício ao empreendedor brasileiro, seja na base de produção, indústria ou ponto de venda. Esse ambiente favorável passa pelas questões aqui já levantadas, mas principalmente pelos aspectos tecnológicos. Estamos
trabalhando com várias instituições, principalmente a Embrapa, no atendimento dos gargalos de pesquisa de toda a cadeia, que durante anos foi relegada pela comunidade científica.
Para a produção que buscamos alcançar não temos hoje mercado interno e externo garantido. Temos de criá-lo. Estamos trabalhando no mercado interno para aumentar o consumo de pescado oriundo do cultivo e, no mercado externo, com a ApexBrasil, incorporando o peixe às políticas da agência - o que não existia -, fazendo o trabalho de promoção de nosso produto no exterior. Para o aumento da competitividade para exportação,
estamos atuando junto ao MDIC/ DECEX na implantação do drawback para o peixe de cultivo, política que desonera todos os impostos federais dos insumos utilizados na produção do peixe, desde a fazenda até a indústria.
Estamos construindo o futuro de nossa piscicultura hoje, e todos estão contribuindo, porque se não estivermos juntos com certeza estaremos fora do negócio de proteína animal no mercado interno e externo.
O verbo se materializa com ações concretas. Por isso, a hora é de menos discurso e mais ação.

Exija do seu fornecedor a qualidade dos produtos Natubrás


Matéria-prima da melhor procedência, ótimas práticas de fabricação, instalações que respeitam a legislação e equipamentos de congelamento ultrarrápido são alguns dos fatores que garantem o padrão de qualidade Natubrás São camarões, lulas, mexilhões, polvos e cortes nobres de peixes, em embalagens práticas e seguras ao consumidor.

Quando recebemos o convite de transmitir aos leitores da Seafood Brasil o recado do Conepe, nos demos conta que, sendo um Anuário, caberia contextualizar a mensagem nestes últimos meses de mandato. E que mandato! Do governo eleito em 2014 pouco restou: nosso Ministério da Pesca foi extinto, a Secretaria da Pesca e Aquicultura já andou pela Agricultura, pela Indústria e Comércio e recentemente voltou para a Presidência da República.
Aparentemente não há programa, não há estratégia, não se tem uma política de Estado. Infelizmente não é situação exclusiva ao nosso setor pesqueiro e aquícola, mas sim a todo o Estado: estamos mesmo à deriva. Nesta situação macro, como Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura, o Conepe tem se esforçado em estabelecer diálogo e convergência, sem abdicar de posições críticas, mas
usando-as para benefício comum e não para prejuízo do criticado.
Destacamos cinco temas maiores, para atualizar e dividir com os leitores e colegas de setor:
O potencial brasileiro de expansão da produção pesqueira está baseado em espécies oceânicas e migratórias como os atuns e afins. O país demonstrou um aumento da captura de albacora laje de 3.700 toneladas em 2010 para quase de 17.000 toneladas em 2016 e de 1.200 toneladas de albacora bandolim em 2012 para 7.600 em 2016. Apesar de positivo, esse dado chama a atenção para a falta de gestão do governo e possíveis sanções ao país por Organismos Internacionais. Isso deve-se a falta de regulamentação da frota responsável por esse acréscimo da produção de atuns, o que torna tais produtos como provenientes de pesca ilegal.
No final do mês de julho, com um time de peso composto pelos Prof. Fabio Hazin e Paulo Travassos e liderado pelo Secretário Dayvson Souza, o Brasil participou da Reunião Intersessional do Painel 1 da ICCAT, onde prestou contas e informações sobre esse aumento de captura e embarcações responsáveis.
A demora na criação de uma linha de “permissionamento” para regularizar a situação dessas embarcações e na aplicação enérgica e definitiva de congelamento da frota é injustificável. Há que se estagnar o crescimento e se posicionar ordenadamente perante a ICCAT para então estabelecer as diretrizes nacionais a esta pescaria, consideradas as recomendações da Comissão.
brasileiras de pescado para a União Européia:
A auditoria da DG Sante realizada em 2017 resultou na publicação do Regulamento de Execução (UE) n.º 2018/981 da Comissão, de 11 de julho de 2018, que determinou o “delistamento” da totalidade dos estabelecimentos brasileiros autorizados a exportar produtos da pesca destinados ao consumo humano.
Os problemas apontados no relatório da auditoria revelam que o governo brasileiro tem falhado no cumprimento de suas atribuições e competências. O assunto em voga refere-se ao relacionamento oficial entre o governo brasileiro e europeu. Diferenças ideológico-partidárias, simpatias ou pessoalidades não podem interferir em grau tão avassalador em um setor econômico e social tão importante como o por nós representado. Cabe a todos esses atores uma posição de colaboração e empenho para que consigamos reabrir
e retomar este importante mercado. Preocupa-nos e temos alertado sobre isto a situação de mercados outros (como China e Israel) que espelham suas listas de estabelecimentos autorizados na europeia.
A safra da tainha deste ano contou com um controle da produção por meio de cotas de captura para as frotas de cerco industriais e de emalhe anilhado artesanais. Tal medida foi bem recebida pelos usuários e, de modo geral, considerada exitosa. No site do Conepe publicamos uma reflexão sobre esta experiência face às recentes mudanças no processo de gestão desse importante recurso pesqueiro e sobre a necessidade de um maior envolvimento do próprio setor na geração de dados e participação em pesquisas.
A busca por mudanças no modelo de gestão, no aprimoramento de medidas e na solução de entraves nessa safra uniu diversos representantes do setor produtivo usuário do recurso, da sociedade civil, do governo e da academia. Porém continuamos a perceber grande pressão e envolvimento do Ministério Público e outros órgãos de fiscalização de forma algumas vezes ostensiva e intimidatória, não sabemos até onde isto contribui nesse processo em desenvolvimento. Tais atitudes não tem contribuído positivamente, além de ocupar o tempo dedicado pelo restrito time técnico dos órgãos de gestão a responder e prestar contas a instâncias não diretamente afetas à atividade.
Portaria 445/2014
Por incrível que pareça estamos aqui em mais um anuário tratando do imbróglio da Portaria MMA nº 445/2014.
Em 2017, após muita dedicação e esforço deste Conepe, obtivemos do MMA o estabelecimento de um Grupo de Trabalho composto por representantes da academia, do setor pesqueiro artesanal e industrial, do governo e da sociedade civil com objetivo na busca de dados e informações que subsidiassem medidas e ações que, por um lado garantissem a conservação de recursos da biodiversidade nacional, e, por outro, especificamente sobre as espécies de relevância econômica, sugerissem medidas integradas de mitigação e controle que viabilizassem as pescarias, mesmo que restritas.
Não é tarefa fácil, há muitas considerações e efeitos externos à pesca atuando e é muito difícil chegar a um consenso, mas enfim, definiu-se pela necessidade do estabelecimento de Planos de Recuperação para as espécies priorizadas a partir deste trabalho coletivo.
Atrelados aos planos, restam ser editadas e publicadas, pelo Ministério do Meio Ambiente, Portarias que reconhecem a possibilidade de uso econômico das espécies, condicionadas a medidas de ordenamento que considerem aspectos e sugestões contidas nos Planos de Recuperação. No entanto, o efetivo uso dessas espécies como recursos pesqueiros depende de ato conjunto daquele órgão com a Seap. Além do já conhecido prazo que as consultorias jurídicas dos órgãos levam para analisar as normas, novamente temos aqui a atuação do MP questionando todo esse processo e aumentando ainda mais a demora na edição dos atos.
Em meados do ano circulou fortemente a notícia de apreensão de mercadorias e multas aplicadas a im-
portantes varejistas do Brasil, sob a alegação de falta de rastreabilidade - uma responsabilidade afeta a todos os elos da cadeia produtiva e envolve educação ambiental, princípios de ecologia, responsabilidade social e credibilidade.
Tal medida viabiliza que processos reprodutivos reponham o que a pesca retirou e o zelo pelos ambientes de que eles dependem; oportunidade de desenvolvimento econômico, cultural, político, em que indivíduos e comunidade sintam fazer parte de algo maior, de uma atividade nobre, de algo sob o qual tenham controle e participação, de que se orgulhem e possam ter satisfação de transmitir a gerações futuras.
Somos parceiros de todos aqueles confluentes com estes princípios. Cremos fundamental um envolvimento mais nítido de varejistas e comerciantes finais neste trabalho, afinal eles têm a ferramenta de transmitir aos consumidores finais todo este compromisso. Nesse sentido parabenizamos, participamos estimulamos as ações que vem sendo desenvolvidas pela Aliança Brasileira pela Pesca Sustentável junto a esses atores e à toda cadeia produtiva de pescado.


Por Itamar Rocha*
Iniciada na 2ª metade da década de 70, a carcinicultura marinha brasileira só passou a ter um expressivo viés empresarial a partir da 2ª metade dos anos 90 e cresceu de forma expressiva (2.410,0 %) entre 1997 (3.600 t) e 2003 (90.360 t). Inclusive, com uma evolução exponencial (14.513,75%) para as exportações, que pularam de 400 t / US$ 2,8 milhões (1998) para 58.455 t / US$ 226 milhões (2003).
Nesse contexto, o fator que levou o camarão cultivado do Brasil a ocupar o 1º lugar (25,05%) das importações de camarão pequeno/médio dos EUA em 2003 e o 1º lugar das importações de camarão tropical da EU (25,56%) em 2004, com destaque para a expressiva participação nas importações da França (28%) e da Espanha (12%), associado à liderança mundial de produtividade (6.083 kg/ha/ano), foi, sem dúvida, a organização setorial. A ABCC elaborou e implementou códigos de condutas, programas de boas práticas de manejo e de fabricação, medidas de biossegurança, além de uma ampla capacitação técnica de toda sua cadeia produtiva.
Embora esse memorável desempenho setorial tenha contribuído para a
superior qualidade do camarão brasileiro frente a seus concorrentes, o mesmo não foi suficiente para se contrapor aos efeitos adversos da IMNV (NIM) e WSSV (mancha branca). Associadas à ação antidumping (EUA) e ao câmbio desfavorável, sem compensação financeira, contribuíram para a redução da produção e para a derrocada das exportações.
A saída para continuar produzindo diante desse desfavorável cenário foi o mercado brasileiro, o que exigiu um amplo esforço de promoção do camarão cultivado, cujo destino e consumo, cresceram 350%, nos últimos 14 anos, passando de 22% (2003) para 100% (2017) da produção nacional.
No entanto, embora a IN 39/1999 (MAPA) - substituída pela IN 14/2010 (MPA) - cujas restrições sanitárias às importações de crustáceos mantiveram o Brasil livre das principais doenças que têm afetado o camarão cultivado mundialmente, nos últimos 5 anos, o setor carcinicultor passou a ser ameaçado, primeiro pelo MPA e, segundo pelo MAPA, com a liberação das importações de camarão, sem a realização de ARI, atendendo a pleitos de cadeias de restaurantes, sem a menor preocupação com os graves
riscos sanitários que essas operações trariam para o Brasil.
De forma que, independentemente do “príncipe ou Todo Poderoso” de plantão, a ABCC tem se posicionado frontalmente contra todas as tentativas de passar por cima do “princípio da precaução”, dispensando, numa atitude temerária, a realização da ARI (Análise de Risco de Importação), tendo, inclusive, levado o assunto aos governos Estaduais, à 1º Instancia da Justiça Federal e, finalmente, à Suprema Corte (STF).
Assim, quando a liminar que havia sido concedida pelo Juiz Federal Itagiba Catta Preta, Justiça Federal de BSB, suspendendo e condicionando as importações de camarão do Equador, à realização de ARI, foi derrubada sem análise do mérito e das contestações da ABCC, pelo Desembargador Kassio Marques Nunes (TRF 1ªRegião), através do Governo do Maranhão, recorremos ao STF. Como resultado, a Ministra Relatora solicitou o parecer da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, o qual não podia ter sido mais contundente: “A demanda de abastecimento do mercado nacional não se sobrepõe aos riscos potenciais da importação, que sinalizam para
Essa decisão do STF, associada ao retorno dos financiamentos pelo BNB, se somarão às várias iniciativas setoriais de implementação de tecnologias de intensificação
a adequação da suspensão dos efeitos da decisão tomada no agravo de instrumento subjacente”. Ato sequencial, a Ministra Carmem Lúcia, Presidente do STF, proferiu a sentença decisiva: “restabelecendo-se o despacho agravado, que condicionou a importação de camarões equatorianos à realização de ARI, até o julgamento da ação principal, observadas as formalidades legais pertinentes”. Ainda estamos extasiados e comemorando!
No entanto, embora não devemos nos acomodar com essa “expressiva vitória”, confiamos que a nova SEAP-PR, que passou a deter o controle da “sanidade aquícola e pesqueira”,
incluindo as autorizações para importações de pescado pelo Brasil, não permitirá a importação de camarões e demais espécies de pescado sem uma contemporânea ARI.
De forma que, essa decisão do STF, associada ao retorno dos financiamentos pelo BNB, se somarão às várias iniciativas setoriais de implementação de tecnologias de intensificação, incluindo as cobertas “tipo estufa agrícola”, como forma de mitigar ou conviver com a “mancha branca”, que no seu conjunto, levarão o setor a aumentar a produção e voltar a exportar à partir de 2018 / 2019, atingindo 120.000 t em 2020.

*Assessor especial da ABCC, diretor do DEAGRO/Conselheiro do COSAG (FIESP) e presidente da MCR Aquacultura

Por Thiago De Luca*
Aindústria de pescado do País passa pelo momento de maior dificuldade dos últimos anos. Somos o setor de agronegócio mais impactado pela crise econômica atual. A população brasileira, hoje com 13 milhões de desempregados, procura o que há de melhor na relação custo/ benefício para poder alimentar sua família de forma digna. E o peixe não é um alimento barato; pelo contrário, é o mais caro dentre as proteínas. Quem antes fazia questão de levar saúde para casa, hoje leva o que cabe no bolso.
Segundo levantamentos realizados por redes de supermercados e restaurantes de todo o País, vivemos uma queda do consumo de pescado após vários anos seguidos de aumento.
A quantidade de peixes consumida no Brasil está cada vez mais desproporcional em comparação com o restante do mundo.
Entre algumas razões para que o preço do peixe seja tão alto no Brasil estão a dificuldade de o governo estabelecer políticas de fomento à nossa capacidade produtiva e a insegurança jurídica e tributária para realizar investimentos que melhorem as operações de fornecimento de matéria prima, de processamento e de comercialização.
Além disso, a conflituosa relação entre o Ministério da Agricultura (Mapa), especificamente do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), e os diversos setores da cadeia produtiva do pescado tem causado enormes prejuízos ao país. Exemplo claro disso foi o modo como o Mapa
tratou o deslistamento das indústrias nacionais de pescados aplicado pela União Europeia. A exportação deveria ser a alternativa mais lógica para um país que está sofrendo dificuldades no mercado interno e que, ao mesmo tempo, registra nos últimos dois anos a maior desvalorização de sua moeda frente ao dólar.
Apesar de todos esses desafios, a Abipesca acredita que o mar está para peixe!
Temos sim motivos para acreditar que o futuro será melhor e para sermos otimistas. As mudanças promovidas no Dipoa são encaradas como muito positivas por um setor que entende que efetivamente precisa de um órgão regulador atuante e, acima de tudo, parceiro da livre iniciativa.
É imprescindível que o setor seja olhado não por seu tamanho atual, mas pelo potencial de crescimento e pela possibilidade de geração de emprego e de renda para a nação. Precisamos que o peixe receba a mesma atenção dada às outras proteínas para podermos crescer e nos estabelecermos como fornecedores mundiais de produtos de pescado.
A recente integração da pasta de Aquicultura e Pesca à Presidência da República também traz ânimo frente às importantíssimas demandas do setor. O Brasil deve possuir uma legislação simples, que efetivamente ofereça resposta à sociedade e mantenha o recurso pesqueiro administrado de forma sustentável. Além disso, é importante que a pasta deixe de ser um órgão meramente burocrático e passe a ter uma estrutura de amparo ao desenvolvimen-
to, de rigor no cumprimento das normas e de alta capacidade informacional. Exemplo disso seriam as tão desejadas estatísticas pesqueiras.
Os desafios são enormes, mas as perspectivas são animadoras para estabelecer o pescado como um grande impulsionador do agronegócio nacional nos próximos anos. Nós, da Abipesca, seguiremos na luta por um setor cada vez mais forte, que ofereça melhores produtos a melhores custos, certos de que associar forças é a melhor ferramenta para a transformação do cenário atual. Estamos empenhados em buscar informações e disseminar aprendizado. Para isso, faremos uso de instrumentos como o The Seafood Summit Brazil 2018 a fim de que atores públicos e privados possam trocar ideias para a construção de uma nova fase para o pescado brasileiro.


Ainstabilidade política, cambial e a insegurança jurídica são fatores que prejudicam o crescimento do setor. As denúncias decorrentes das operações da Polícia Federal, as eleições de outubro, a consequente variação cambial e a falta de clareza com relação às regras submetidas à cadeia geram uma atmosfera de desconfiança no meio internacional. Essa conjuntura desfavorável é uma barreira para a atração de investimentos externos e internos.
O pescado necessita que a estabilidade política seja perene após o resultado das eleições de 2018. Somente assim poderão ser construídas políticas adequadas de fomento ao setor, além da criação de um ambiente favorável tanto para as importações como para as exportações. A instituição de políticas públicas de financiamento da cadeia é fator preponderante para o crescimento, visto que há uma busca por recursos financeiros para investimentos pelas empresas do setor.
Sobre as alterações cambiais, a desvalorização do real perante o dólar – apesar de, aparentemente, beneficiar as exportações – indica problemas macroeconômicos. Ademais, muitos insumos, como ração, possuem cotação internacional. Por conseguinte, a desvalorização do câmbio impacta também o criador brasileiro.
Dessa forma, a estabilidade cambial é um ganho para todos.
No que tange à segurança jurídica, é fundamental definir regras claras para o comércio doméstico e internacional. São inoportunos casos como o do camarão do Equador. O camarão equatoriano foi autorizado pelo Ministério da Agricultura (Mapa) a ingressar no Brasil em meados de 2017, mas somente foi importado no final do ano devido à questões judiciais. Todavia, recentemente, o Poder Judiciário novamente suspendeu a importação desta mercadoria. É importante ressaltar que, durante o período em que foram comercializados, não foi constatada qualquer irregularidade nos produtos. Dessa maneira, interrompeu-se um comércio altamente favorável aos consumidores, à medida que foi disponibilizado um camarão de qualidade à preço justo, o que colaborou para a queda dos altos preços praticados no mercado interno.
Ainda com relação aos regramentos do setor, em 11 de abril de 2018, foi publicada a Portaria MAPA nº 562, que aprovou o novo Regimento Interno (RI) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/MAPA). O RI atual reformulou a maneira de fiscalizar, instituindo a fiscalização por Regiões e não mais por Estados e Distrito Federal, além de reestruturar a Secretaria. É crucial que as entidades representantes do setor
privado tenham um papel de maior relevância nessa nova estrutura, participando de forma mais ativa do desenvolvimento dos regulamentos referentes a pescado. Além disso, é determinante que seja preservada a isonomia quando da aplicação das leis, o que fornece segurança às empresas.
Um cenário político-econômico estável é fundamental para a criação de perspectivas favoráveis e oportunidades de investimento no setor. A concretização de uma atuação conjunta público-privada impulsionará a produção, a indústria e a comercialização – favorecendo o desenvolvimento de toda a cadeia e construindo as bases para um crescimento efetivo e sustentável.

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A visão de quem exporta, promove ou comercializa
Omercado de pescado é um segmento muito importante e estratégico para o varejo supermercadista brasileiro. Sua presença agrega valor ao sortimento das nossas lojas e nos permite atender, de forma ainda mais plena, as necessidades dos consumidores, o que se traduz em geração de negócios para toda a cadeia produtiva.
Para ter uma ideia, no ano passado, a seção de peixaria movimentou R$ 2,8 bilhões somente no chamado autosserviço, que congrega as lojas de vizinhança, os supermercados e os hipermercados. Quando este número é somado ao desempenho do canal cash & carry, popularmente conhecimento como atacarejo, esta cifra sobe para relevantes R$ 3,4 bilhões. Estes dados foram obtidos por meio do mais recente Ranking Abras/ SuperHiper, que foi divulgado em abril.
Quanto ao horizonte em curto prazo, é possível observar a existência de fatores favoráveis à expansão das vendas de pescado nos supermercados, a começar pelo movimento de retomada da economia, que neste ano deve crescer 1,6%, segundo o governo federal. Um dos pilares desta alta será o aumento das vendas do autosserviço, que deve ficar entre 2,3% e 2,5% neste ano.
A seção de peixaria, certamente, contribuirá com este crescimento e seguirá em ritmo positivo nos próximos anos. Questões como a saudabilidade,
cada vez mais valorizada em nossa sociedade e que o pescado tão bem supre e a praticidade gerada pela indústria, por meio das opções congeladas, estão por trás desta perspectiva otimista do varejo.
Outro fator que favorecerá as vendas de peixes no varejo supermercadista está relacionado à expansão orgânica do setor, ou seja, ao crescimento do universo de lojas. Ter mais estabelecimentos operando significa mais acesso por parte dos consumidores e, consequentemente, mais mercadorias vendidas. Haja visto o progresso vivenciado pelo setor nesta década, que partiu de 82 mil lojas, em 2011, para 89,3 mil lojas no ano passado, o que corresponde a um crescimento de 9% na quantidade de unidades operadas neste período.
As grandes bandeiras varejistas, de diversos Estados, apostam fortemente nos formatos de vizinhança e de atacarejo. Já há algum tempo, são estes canais que estão puxando a expansão do setor e este movimento seguirá nos próximos anos.
Aos fornecedores, é muito importante adequar o ponto de venda à expectativa e necessidades do consumidor, tendo clareza do que deve ser exposto e como o produto deve ser apresentado ao consumidor. Outra missão essencial que o setor supermercadista compartilha com o mercado de pescado diz respeito à prevenção de perdas e desperdícios nos pontos de venda, problemática
que gera perdas bilionárias a cada ano e que, tradicionalmente, afeta de forma considerável as categorias de perecíveis. É preciso união entre toda a cadeia produtiva para combater essa grandiosa fonte de prejuízos.
O setor supermercadista almeja a ampliação das vendas de pescado no País. Para isso, existe a necessidade de mais ações por parte da cadeia produtiva. Para que seja possível tal expansão, o produtor precisa estar mais próximo do consumidor, de modo a conhecer suas dúvidas e dificuldades no instante da compra, e isso se faz por meio dos supermercados. Nós, dos supermercados, acreditamos que os produtores têm muitas possibilidades de trabalhar os diferenciais dos seus produtos em nossas lojas e estamos abertos a promover ações conjuntas para fomentar este segmento tão relevante para a economia brasileira, para o abastecimento dos lares e para a saúde dos brasileiros.

Por Percival Maricato*
Aalimentação fora do lar tem sofrido com a crise atual, mais intensa e duradoura que muitas outras que o País enfrentou. Certos fatores freiam seu crescimento: queda do poder aquisitivo e do número de empregos, da segurança das pessoas com relação ao futuro, o próprio clima negativo que o País enfrenta. Felizmente há os positivos: controle da inflação, aperfeiçoamento dos profissionais, gastronomia cada vez mais qualificada e variada. Também há e continuará havendo expansão do setor por conta de mudanças culturais, com evidente valorização do lazer.
As pessoas querem cada vez mais se alimentar fora de casa, as mulheres deixar de vez a cozinha, a expansão das cidades dificulta a quem trabalha voltar para casa para almoçar, os idosos estão cada vez mais independentes física e financeiramente. No momento temos até um forte fator eventual: aumento do turismo, interno e vindo do exterior, decorrente do aumento do dólar.
Mesmo com crise o setor de alimentação fora do lar continua crescendo mais que o PIB, ainda que não tanto como gostaríamos, e cresce em importância para os setores que lhes fornecem produtos e serviços.Consome-
se em restaurantes muito menos peixe que o ideal. O pescado, além de excelente para elaboração de pratos da mais alta gastronomia, são muito mais sadios que a grande maioria de alimentos disponíveis no mercado.
Aqui também há uma variável cultural: o brasileiro nunca valorizou o pescado como valoriza por exemplo, a carne de boi ou frango. As campanhas favorecendo seu consumo deveriam ser mais intensas e constantes. Melhor ainda se as escolas brasileiras ensinassem mais sobre nutrição.
Observa-se essa subavaliação de pescado nos restaurantes pelos cardápios. Todo restauranteiro sabe que o lugar nobre do cardápio é a primeira folha da direita com a qual o cliente se depara ao abri-lo, é ali que ele fixa os olhos e permanece por mais tempo. E então é nessa folha que o proprietário ou chef coloca os pratos nobres do local. O pescado não recebe atenção e geralmente vem nas folhas seguintes, separado, com menos variedade.
Há também o preço. O pescado muitas vezes segue tendências do que se faz com garrafas de vinho, os preços são mais elevados pelo objetivo de aumentar a rentabilidade. Quem come peixe, pensam muitos restauranteiros, é mais seletivo, cliente nobre, pode pagar
um pouquinho mais. Então o preço para o cliente sobe e muitas vezes é por isso que o pescado não é consumido. Desconte-se, é claro, as dificuldades com o transporte, obstáculos a que o pescado chegue fresquinho na mesa do cliente e o risco de perda.
Conclui-se que se vende nos restaurantes muito menos peixe que seria desejável, o mercado potencial é muito maior e os setores de restaurantes e de pescado deveriam discutir mais frequentemente como poderiam aproveitar os aspectos positivos e superar os negativos. A expectativa da Abrasel é que haverá crescimento econômico no próximo verão e o incremento no consumo de pescado será bem-vindo.



Por Dr. Juan Manuel Bosch*
Omercado brasileiro sempre foi o principal destino das exportações argentinas de merluza comum (Merluccius hubbsi). Como esperado, em 2017 essas exportações aumentaram em mais de 50% sobre o ano anterior, superando as 28.700 toneladas, no valor de US$ 85,7 milhões. Dessa forma, 34% do total das exportações das espécies são destinados a esse mercado e representam 75% das exportações de pescado para o Brasil. Praticamente o único produto exportado é o filé congelado a um preço médio que se manteve estável em torno de US$ 3.000 por tonelada, semelhante ao observado em outros países compradores. Deve-se notar que essa situação corresponde a um aumento líquido da demanda brasileira, que se impôs aos demais mercados tradicionais desse produto, como a Espanha.
A relevância deste parceiro comercial é evidente, e, portanto, a
Lic. Marisa Bircher, secretária de mercados agroindustriais (Minagro), juntamente com a embaixada argentina em Brasília e o Conselho Agroindustrial, está empenhada na realização de uma extensa agenda bilateral centrada em melhorar as ligações entre o nosso setor produtivo e o brasileiro, para nos complementarmos em favor de uma melhor oferta para o País.
Na opinião de Lic. Bircher “estamos em constante diálogo entre os diferentes interlocutores governamentais com nossos congêneres brasileiros. Acreditamos que otimizar o diálogo entre os setores privados e cada um dos níveis que compõem a cadeia do comércio exterior inevitavelmente tende a reduzir o ruído e os atritos que possam surgir no seu desenvolvimento”.
Um exemplo claro disso é a reunião realizada em 17 de julho pelo presidente do Serviço Nacional
de Saúde Animal, Ricardo Negri, e o secretário Luis Rangel, em Santo Tomé (Argentina) com o objetivo de melhorar as políticas sanitárias que afetam empresas argentinas dedicadas a alcançar maior gama de serviços , especialmente aqueles com impacto sobre o desenvolvimento e os fluxos comerciais. Esta reunião se junta a outras ações que estão sendo levadas adiante com o setor de pescado, como a visita a Brasília para impulsionar a entrada de langostinos ao Brasil e reuniões com o Ministro Blairo Maggi.
Em relação às novas medidas sanitárias implementadas no Brasil (Instrução Normativa 21), a Argentina fez apresentações formais para não levar em conta apenas o pH como o único fator determinante do frescor do peixe congelado, com base em um relatório do Instituto Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Pescas (INIDEP), indicando que esse fator é um parâmetro subjetivo - porque o valor que atinge o músculo durante o armazenamento depende da espécie e fatores intrínsecos e extrínsecos das amostras.
Da mesma forma, nenhum método isolado é geralmente suficiente para determinar a qualidade de produtos de pescado. Por isso é aconselhável fazer, pelo menos, a determinação de dois parâmetros adicionais, como o nitrogênio básico volátil e organolepsia para determinar se os peixes estão aptos para o consumo humano.
Outros
Estou certo de que podemos encontrar uma solução positiva para esta situação e continuar a manter os laços comerciais excelentes desenvolvidos com esforço e profissionalismo, garantindo a mais alta qualidade de nossos produtos de pescado.

*Subsecretário de Pesca e Aquicultura da Argentina


Por Carolina Nascimento*
Alegremente vemos que o crescente debate em terras brasileiras em torno do tema da sustentabilidade em praticamente todos os setores produtivos está finalmente chegando à cadeia do pescado.
O problema é que isso está começando a tirar o sono de muitos atores, principalmente no que concerne às medidas tomadas para que estejam aptos a atender à crescente demanda de chefs e, principalmente, varejistas por produtos sustentáveis, muito impulsionada pela forte presença de redes estrangeiras no País.
Ser sustentável é algo bastante complexo e requer organização e esforços coordenados em prol de um objetivo. Por que não olhar em volta e buscar inspiração em modelos que já existem e funcionam? Afinal, essa mesma demanda que vem de fora já é atendida por modelos existentes em outros locais.
É relativamente fácil para a aquicultura implementar práticas sustentáveis, mas na pesca extrativa isso é um desafio que precisa levar em conta fatores muito além dos controles implementados por indústria e governo.
No Alasca, onde a produção é 100% selvagem, vemos uma receita de sustentabilidade que vem dando certo. O Estado investe nisso há décadas, mais precisamente desde que se tornou um Estado norte-americano, em 1959. Segundo a Constituição do Alasca, ‘peixe ... será utilizado,
desenvolvido e mantido no princípio de produção sustentável’. Os pontos mais interessantes do modelo são que as decisões de biólogos e cientistas sempre estão acima de decisões relativas à alocação das cotas; governos federal e estadual, indústria e comunidade trabalham de forma responsável, em conjunto, preocupados com a manutenção dos estoques e de práticas sustentáveis em um tripé ambiental, social e econômico. Um exemplo de que o sistema funciona é o que acontece atualmente com a pesca do bacalhau do Pacífico (Gadus macrocephalus), que recentemente sofreu drástica redução em suas cotas de captura.
Mas como tudo isso funciona? A resposta é fácil: ciência. As pescas dos peixes demersais (classificação que inclui o bacalhau do Pacífico) no Mar de Bering e nas Ilhas Aleutas (em Inglês, BSAI) e no Golfo do Alasca (em Inglês, GOA) são gerenciadas por dois planos de gerenciamento de Pesca (em Inglês, FMPs) separados, mas complementares, sendo um para cada região de pesca (FMP BSAI e FMP GOA).
Esses FMPs estabelecem medidas de gerenciamento consistentes com os dez princípios nacionais estabelecidos pela Magnuson-Stevens Fisheries Management and Conservation Act, uma legislação nacional referência mundial em termos de sustentabilidade na pesca, tida por muitos como a principal responsável pela recuperação dos estoques marinhos nos Estados Unidos desde sua promulgação, em 1976.
As FMPs também levam em consideração as diretrizes do Conselho de Gerenciamento de Peixes Demersais: “aplicar práticas responsáveis e sensatas de gerenciamento de pesca, baseadas em pesquisa e análise de cunho científico, proativamente ao invés de reativamente, para garantir a sustentabilidade dos recursos de pesca e ecossistemas associados para o benefício de gerações atuais e futuras”.
O Conselho determina especificações para a pesca anualmente, que podem valer por até dois anos, sempre de acordo com as atualizações disponíveis dos relatórios científicos sobre os estoques. As especificações são vivas, podem (e devem) ser atualizadas conforme os cenários que vão se desenhando ao longo dos anos.
De acordo com os relatórios mais atualizados do NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), a abundância de bacalhau do Pacífico no Golfo do Alasca foi reduzida em 71% no período de 2015 a 2017, devido a presença, de 2014 a 2016, de um grande bolsão de água morna no Pacífico (conhecido em inglês como ‘the blob’), o que segundo os cientistas, é um dos efeitos do aquecimento global.
Todo este aparato científico subsidiou o conselho e o NOAA a determinar redução de 77% na cota de captura do bacalhau do Pacífico no Golfo do Alasca (GOA), de 57.825 MT (2017) para 13.096 MT (2018). Enquanto isso, a cota no Mar de Bering e nas Ilhas Aleutas (BSAI) foi reduzida em 15%, de 239.399
O Conselho de Gerenciamento de Peixes Demersais determina especificações para a pesca anualmente, que podem valer por até dois anos, sempre de acordo com as atualizações disponíveis dos relatórios científicos sobre os estoques
MT para 203.831 MT. Estudos apontam que os estoques serão restabelecidos em até 4 anos.
A pesca do bacalhau, neste momento, é o maior símbolo de que a sustentabilidade no Alasca está acima de qualquer interesse comercial imediato – o que é mais importante: quatro anos de cotas reduzidas ou a manutenção dos estoques a longo prazo? A legislação e a coordenação entre todos os atores da cadeia permitem que o ecossistema seja protegido mesmo quando fatores
externos ameaçam os estoques –isso dá mais previsibilidade, não há surpresas quando o monitoramento é constante. Registre-se aqui o exemplo do bacalhau do Alasca, tão aplicável a inúmeras espécies brasileiras que urgem por controles mais rigorosos.
A sustentabilidade está a nosso favor, basta investir em educação, coordenação de esforços entre todos os stakeholders da cadeia e muito embasamento científico. Só que isso dá bastante trabalho e é um grande desafio.



Por Arturo Clément*
Como já mencionamos, o salmão chileno deixou uma promessa e hoje é apresentado como uma realidade para o mercado brasileiro. A grande aceitação do nosso produto se deve principalmente por suas características, que convivem muito bem com o perfil do consumidor brasileiro.
O consumo de proteínas de bom nível, vida saudável, esportes e bom gosto para comer peixe com grande versatilidade e gosto como o salmão chileno, fazem com que nosso produto tenha o sucesso dos últimos anos. Além disso, acompanha a grande cultura ascendente do Brasil para o consumo de frutos do mar e um aumento no consumo de produtos saudáveis.
O salmão é uma das proteínas mais demandadas do mundo, é um dos alimentos com maior do valor

nutritivo, baixo teor calórico e altos níveis de Ômega 3 e Ômega 6, além de conter um valor elevado de nutrientes e de proteínas, altas concentrações de vitaminas A, B6-B3, D e K, entre outros benefícios.
Com a campanha “Salmón de Chile”, estamos muito orgulhosos e felizes com o que alcançamos. Este ano começamos o terceiro mandato da nossa campanha, uma iniciativa público-privada financiada em 50% pelo ProChile e em 50% pela indústria do salmão, que visa posicionar a marca do salmão chileno nas mentes dos consumidores brasileiros e nosso país como um dos principais produtores desta proteína saudável.
Queremos promover a distribuição e venda de salmão do Chile no Brasil, com foco especial em aumentar o consumo em casas, desenvolvendo a oferta nos supermercados. Já no sexto ano da campanha, podemos falar em ter construído uma marca com quase 50% de recall da marca. Uma conquista que é resultado do esforço associativo do setor e que nos deixa muito orgulhosos. Estamos otimistas de que continuaremos crescendo e poderemos chegar com mais e melhores produtos todos os dias às suas casas.
O Chile é o segundo maior produtor do mundo e tem amplo espaço para crescer na sua posição, tem condições
únicas para gerar premier aquicultura sustentável e hoje também tem experiência sobre o que fazer e como melhorar os processos de produção e tecnologia que esta atividade requer. O mercado brasileiro está em terceiro lugar depois dos Estados Unidos e do Japão, respectivamente.
Nos últimos seis anos, as exportações para o Brasil cresceram 106% em receita (dólares) e 77% em volume (toneladas). E no ano passado, embora o volume tenha sofrido uma ligeira contração (-1%), o valor em dólares aumentou 11%.



Os números gerais que afetaram a trajetória do setor entre 2017 e 2018
Estamos diante de um cenário confuso e de sinais até contraditórios. 2018 despontou como um ano de retomada da economia brasileira, com reação relevante no consumo, diminuição de inflação, queda das taxas de juros e uma sinalização de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,6%.
As bases do governo de “reconstrução” de Michel Temer, no entanto,
mostraram-se frágeis. Já em junho o Banco Central reviu as projeções do PIB para 1,6% na esteira da greve dos caminhoneiros, que instalou de vez um clima de desconfiança na retomada econômica que só deve se dissipar com a definição do cenário eleitoral. Apesar de ter maioria no Congresso, o governo Temer não conseguiu convencer a opinião pública sobre a necessidade da reforma da Previdência.
A flutuação cambial não é exatamente uma novidade na economia brasileira, mas no período entre junho de 2017 e julho de 2018 a volatilidade se acentuou por fatores alheios à confusão econômica brasileira. O cenário doméstico contribuiu, mas o grosso do desempenho se deve às políticas de intensificação do protecionismo adotadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Fato é que a economia norte-americana cresce além do esperado neste ano e o desemprego cai, com impactos na inflação. A taxa de juros, historicamente muito baixas, voltaram a crescer em solo yankee. Resultado: de julho do ano passado, quando estava a R$ 3,21, a moeda se valorizou 17% e levou consigo o euro, que atingiu o patamar de R$ 4,40 em junho deste ano.
A confiança do empresariado não despencou, mas entrou em uma trajetória de estagnação. Por outro lado, há sinais positivos do varejo e até do mercado de alimentação fora do lar, mas o desemprego - primeiro item da lista de preocupação dos eleitores neste ano - segue em ascensão. A pauta dos candidatos deve se concentrar em soluções para o complexo cenário, apesar de a corrupção e a própria natureza do sistema político estarem em xeque.




PIB a preços de mercado Agropecuária
Indústria Serviços
FONTE: IBGE
O PIB agropecuário dá a dimensão da montanha-russa que foram os dois últimos anos em termos de geração de riqueza no País. Nada capta melhor o ambiente do que o ritmo do campo: depois de um salto surpreendente nos dois primeiros trimestres de 2017, a soma de todas as riquezas agropecuárias arrefeceu e a partir deste primeiro trimestre de 2018 teve crescimento negativo.
Este “Everest” não é alarmante, porém, se considerarmos que o setor saiu de quatro trimestres de ascensão, nos quais acumulou 48,5% de ascensão. Já os setores secundário e terciário tiveram trajetória mais estável, com tendência de leve recuperação em quase todos os trimestres. Em comum, todos os segmentos desaceleraram nos primeiros meses de 2018.
Os rumos da Selic, a taxa de juros básica da economia, seguem tão incertos quanto outros indicadores. Na primeira semana de agosto, enquanto fechávamos esta edição, o Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom), decidiu manter a Selic em 6,5%. Ainda é o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986, mas a decisão interrompeu uma sequência de quedas que se iniciou no primeiro semestre de 2017. Para subsidiar a decisão, o Copom bateu na tecla das reformas e ajustes na economia brasileira para a “manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”. A ata dizia que “a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes”.
de vigência
O Indicador de Incerteza da Economia é composto por três componentes:
i) IIE-Br Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online; ii) IIE-Br Expectativa, construído a partir das dispersões das previsões de especialistas para a taxa de câmbio e para o IPCA; iii) IIE-Br Mercado, baseado na volatilidade do mercado acionário, medido pelo Ibovespa. Essas três medidas, em conjunto, minimizam os impactos que cada fator isoladamente pode ter no indicador final. ÍNDICE DE INCERTEZA DA ECONOMIA
Pela terceira vez consecutiva, o Índice de Confiança do Empresário (ICE) da Fundação Getulio Vargas caiu em junho, depois de permanecer nove meses em alta ou ao menos estável. O índice foi para 90,5 pontos, na base com ajuste sazonal, atribuído às consequências econômicas da greve dos caminhoneiros.
O ritmo de queda da confiança se soma ao Indicador de Incerteza da Economia, que já era alto no início do ano e só piorou em 2018 para uma leve retração em julho, segundo dados preliminares da FGV. No entanto, a Fundação ainda mantém o indicador na região de incerteza elevada (acima de 110 pontos), onde está desde abril.

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Dois dos principais indicadores agrícolas mostram que o cenário no campo também gera apreensão. A trajetória das commodities mais importantes para a fabricação da ração aquícola mostra como está difícil segurar o preço do pescado em cativeiro. De julho do ano passado a junho deste ano, a saca de 60kg de soja subiu mais de 16%, enquanto o milho disparou 54%. Em maio os preços chegaram ao maior valor desde dezembro de 2016.
A justificativa é complexa e passa pelo aumento das exportações de grãos pelo Brasil, a recuperação gradual da indústria do etanol de milho e diminuição da área plantada. Fato é que os produtores sentiram o aumento dos insumos na ponta, prejudicando as margens da aquicultura.
INFLAÇÃO MEDIDA PELO IPCA (%) | SÉRIE HISTÓRICA: 2017 - 2018 (JUL A
FONTE: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.
Um susto motivado pela greve dos caminhoneiros. Assim foi definida a inflação medida pelo IPCA em junho, que na série anualizada (acumulada em 12 meses) atingiu 4,39% e, no mês, chegou a 1,26%. Foi a maior taxa para junho desde 1995, quando registrou 2,26%, motivada principalmente pelo grupo alimentação e bebidasresponsável por 0,50 ponto percentual da composição do índice. Isso disparou um alerta a economistas e à equipe econômica, que decidiu conter a trajetória de queda dos juros. A preocupação foi momentânea, uma vez que em julho o IBGE já indicou um aumento de 0,33%, o que devolveu a trajetória da inflação à mesma tendência de estabilidade dos meses anteriores.
Força de trabalho total
Desocupadas
Agricultura
Indústria
Comércio
Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral

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Pouco antes de fecharmos esta edição, saiu a versão 2018 do relatório State of The World Fisheries and Aquaculture (Sofia), publicado a cada dois anos pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ ONU). O leitor encontra a cobertura completa em nosso site, mas trazemos aqui alguns destaques para contrastar o cenário mundial com a produção aquícola e pesqueira nacionais. Entre
1961 e 2016, o crescimento do consumo de pescado em todo o mundo foi de 3,2% e superou o crescimento populacional (1,6%) e o aumento do consumo de carne de animais terrestres combinados (2,8%).
Aos poucos o Brasil desperta a atenção no exterior, mas ainda somos um ator pouco relevante. O volume total oriundo da pesca e aquicultura estimado pela Seafood Brasil, de acordo
com os (escassos) dados disponíveis e projeções internas, ultrapassou as 3 milhões de toneladas em 2016 no Brasil e pouco cresceu em 2017. Segundo a FAO, a produção mundial foi de 170,9 milhões de toneladas há dois anos. Sem dados oficiais sobre a captura e duas fontes principais para a piscicultura (IBGE e PeixeBR) e para a carcinicultura (IBGE e ABCC), construímos um cenário para uma compreensão mais abrangente deste cenário.
53% foi a participação da pesca em 2016
47% foi a participação da aquicultura em 2016
A produção global de pescado chegou a 171 milhões de toneladas em 2016, com a aquicultura representando 53% do total de pescado destinado à alimentação humana (excluindo usos como óleo de peixe e ração animal). A venda primária de pescado em todo mundo foi estimada em US$ 362 bilhões, dos quais US$ 232 bilhões foram provenientes da aquicultura. O pescado é um dos itens mais comercializados em todo o mundo atualmente. Segundo o Sofia 2018, em 2016, em torno de 35% da produção mundial foi exportada em diversas formas para usos alimentícios ou não. A corrente de negócios também cresceu exponencialmente, de acordo com a FAO. As exportações saíram de US$ 8 bilhões em 1976 para US$ 143 bilhões em 2016. Nos últimos 40 anos, a taxa de crescimento das exportações de países em desenvolvimento foi significativamente mais rápida que em países desenvolvidos.
As conclusões do Sofia 2018 sobre a pesca mostram uma leve redução nas capturas, que atingiram 90 milhões de toneladas em 2016. As pescas marinha e continental responderam por 87,2% e 12,8% do total global, respectivamente.
Do mar foram capturadas 79,3 milhões de toneladas em 2016, representando uma queda de quase 2 milhões de toneladas das 81,2 milhões de toneladas em 2015. A pesca da anchoveta no Peru e Chile foi diretamente impactada pelo fenômeno El Niño e respondeu por 1,1 milhão desta queda, combinada à queda em cefalópodes entre 2015 e 2016.
A China segue de longe o maior produtor de peixe de captura e ficou estável em 2016, mas a inclusão de uma política de redução progressiva de capturas no Plano Quinquenal do Partido Comunista para 2016-2020 pode gerar quedas mais significativas nos próximos anos.
Como em 2014, a polaca do Alasca ultrapassou novamente a anchoveta como a espécie mais capturada em 2016, com os maiores volumes desde 1998. Entretanto, dados preliminares de 2017 mostram uma recuperação significativa das capturas de anchoveta.
O atum bonito-listrado ficou em terceiro lugar para sétimo ano consecutivo e, se combinadas todas as espécies do grupo atum, ficaram equilibradas em 7,5 milhões de toneladas depois de um máximo histórico em 2014.

A produção aquícola mundial continua a crescer mais rápido que qualquer outro setor produtivo de alimentos, ainda que não mais a taxas dos anos 1980 e 1990 (11,3% e 10%, excluindo plantas aquáticas). Foram 80 milhões de toneladas de pescado para consumo humano e 30,1 milhões de toneladas de plantas aquáticas, bem como 37,9 mil toneladas de produtos não-alimentícios. Os volumes seguem extremamente concentrados na Ásia, enquanto a receita se dilui de maneira mais equilibrada entre outras potências exportadoras, como a Noruega.

Pesca Continental Pesca Marinha Aquicultura Continental Aquicultura Marinha
*Os últimos dados oficiais sobre a produção pesqueira e aquícola nacional foram divulgados em 2013. Desde então fazemos uma projeção baseada em: a) estagnação da produção pesqueira nacional (dados em vermelho); b) projeção da aquicultura continental com dados da PeixeBR (grifados em amarelo) e c) projeção da aquicultura marinha com dados da ABCC e PPM/IBGE (grifados em amarelo). Para 2017, no caso da aquicultura marinha, consideramos apenas os dados da carcinicultura fornecidos pela ABCC.
Quando a aquicultura superou a pesca, em 2014, a tendência de aumento do pescado em cativeiro se instalou definitivamente. A produção de tilápia no Brasil puxou o carro, mas as restrições ambientais e atraso na concessão de licenças ainda fazem o Brasil produzir muito aquém do que poderia (691 mil toneladas, contra 3 milhões de toneladas de capacidade produtiva em águas públicas, segundo a PeixeBR). Enquanto isso, o camarão viveu uma montanha russa por conta das enfermidades que devastaram a produção e a dificuldade em aumentar a produtividade por hectare e áreas para produção, estagnando os volumes nas 60 mil toneladas. Na pesca, a sardinha desapareceu das águas nacionais e o atum volta a ser protagonista aos poucos por conta da atuação de um grupo de pesquisadores, integrantes do Conepe e da Secretaria Especial de Aquicultura


Apesar da defasagem de dois anos e a disparidade com as informações captadas pela PeixeBR, os dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) do IBGE confirmam a ascensão do segmento aquícola, com preços médios por kg também em alta para a maioria das espécies. O ritmo de crescimento de 2016 foi menor que o ano anterior por conta da crise, mas também refletiu a queda de diversas espécies e produtos. Além do camarão, fortemente penalizado pela mancha branca, outros atores outrora promissores diminuíram muito a relevância. Casos do pintado e híbridos (-13,80%) e dourado (-41,32%). Por outro lado, houve um crescimento apenas moderado do tambaqui (0,21%) e pirarucu (2,97%). Já para a tilápia não parece haver freios: aumento de 9,27% em 2016, segundo o IBGE, e de 8,4% em 2017 de acordo com a PeixeBR.


357.639 t é o que o Brasil produziu em 2017, tornando-se o 4º produtor mundial da espécie (PeixeBR 2017/Intrafish 2016)


69,7 mil ton é o quanto produziu Rondônia em 2017 (PeixeBR)


A estatística pesqueira voltou a ter algum alento em 2016, a partir do novo convênio fechado pela Univali em parceria com a Petrobras, Instituto de Pesca (IPSP), Instituto de Pesca do Rio de Janeiro (Fiperj), Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) para o monitoramento dos estoques pesqueiros. Na plataforma uniformizada ProPesqWeb, é possível consultar por enquanto os dados de SC, PR e SP e, em breve, do RJ. A consulta já nos permite avaliar uma drástica redução nos desembarques catarinenses desde maio de 2017, motivada em grande parte pela derrocada da pesca da sardinha e pelas condições econômicas dos armadores e indústrias locais. São Paulo e Paraná (pesca exclusivamente artesanal) contribuem muito pouco como destinos dos desembarques, já que o parque industrial para recepção e processamento desta matéria-prima fica mesmo em Santa Catarina.

Sardinha-verdadeira


Camarão-sete-barbas



Fonte: Consultor Wilson Santos
* Os dados de 2015 a 2016 se referem apenas aos Estados de SC, PR e SP, que dispõem atualmente de monitoramento pesqueiro constante. Os demais foram compilados pelo consultor Wilson Santos com base na demanda da indústria de conservas e em dados históricos do Ibama, Seap/PR e MPA.
O Brasil é signatário do ICCAT desde sua criação, em 1966. Na reunião de julho de 2018, o Brasil estava prestes a perder de vez a já reduzida cota de captura, por conta das transições recentes no cenário institucional e ausência de estatísticas. Mas o Brasil reportou dados estatísticos de 2010 a 2016 em que mostrou ascensão de 2.000 t/ano para 19.000 t/ano aproximadamente, retomando respeito dos 18 países presentes ao evento e abrindo caminho para uma expansão da cota brasileira no órgão. Os dados serão validados em uma nova reunião em novembro de 2018.


Obloqueio às exportações para a União Europeia já cobrou seu preço nos primeiros seis meses de 2018 e interrompeu uma tendência tímida de alta nas vendas ao exterior. De certa forma, quem pôde abriu outros mercados, como a Ásia e os Estados Unidos – onde o apetite só cresce –, mas outros tiveram prejuízos certeiros, principalmente entre janeiro e maio.
Depois disso o patamar retornou às 20 mil toneladas, indicando uma reação do mercado em busca de novos clientes.
Do lado das importações, é nítida a desaceleração do setor a partir do segundo trimestre de 2018, com um ligeiro aumento a partir de maio. A sazonalidade de consumo ainda é o principal fator, mas o gráfico do anuário
anterior havia registrado uma queda menos acentuada – sugerindo o dedo da desaceleração econômica. De outubro a março, as compras se mantiveram acima do patamar dos US$ 100 milhões mensais, chegando a um pico de US$ 135,8 milhões no mês da Quaresma. Depois se seguiu uma queda, principalmente em termos de volume, que saiu de 34,1 mil toneladas em março deste ano para 23,2 em julho.



Cauda de lagosta congelada
Peixes inteiros congelados
Fígados, ovas e gônadas masculinas congelados
Cabeças, caudas e bexigas natatórias
Pargo congelado
Outros peixes frescos
Outros peixes congelados
Albacora-bandolim fresca
Espadarte fresco
Lagosta inteira congelada










Obolso dos consumidores anda com muitos escorpiões no que diz respeito a um produto de tíquete médio mais alto e pouca tradição de consumo generalizada no Brasil. Ainda assim o cenário não parece ter sido catastrófico, já que a disponibilidade per capita vem
em tendência de alta (tímida) desde 2014. No gráfico abaixo, uma projeção que fazemos todos os anos com base em dados do IBGE, PeixeBR e ABCC e na suposição da estabilidade dos estoques pesqueiros (veja na seção anterior),, chegamos a uma oferta per capita de 8,39 kg em 2017.
A inflação do pescado tem se mantido estável, como mostra a evolução do IPCA comparativo entre alimentos. Na avaliação dos produtos, o destaque fica para o pacu, cuja evolução de preços foi notável ao longo do ano (picos de 14,5% de alta e 7,6% de desvalorização).


Fonte: Ranking Abras/SuperHiper
Os supermercadistas faturaram R$ 353,2 bilhões em 2017, um crescimento nominal de 4,3% na comparação com 2016, conforme a 41ª edição da Pesquisa Ranking ABRAS/SuperHiper. O setor representou 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB), graças ao desempenho de 89,3 mil lojas e 1,822 milhão de funcionários diretos ante 1,802 milhão registrado em 2016.
O presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto, viu retomada do consumo em 2017, embora com lentidão. “O consumidor continuou ponderando seus gastos e a sombra da crise insistiu em permanecer. Mesmo assim, vencemos, porque conseguimos crescer em meio a tantos desafios.”
O modelo de peixaria com produto fresco no faturamento dos supermercados está em discussão nas principais redes, o que deve promover uma movimentação em cascata para redes menores. Este gráfico já mostra como o faturamento da área oscila diante de um crescimento estável do varejo. No ano passado, as peixarias renderam R$ 2,83 bilhões, segundo a Apas, ao autosserviço (lojas de vizinhança, supermercados e hipermercados). Se somarmos o atacarejo, a cifra sobe para R$ 3,4 bilhões - patamar ainda irrisório diante do total.

Na corrida do varejo brasileiro o GPA foi atrás para diminuir a distância para o novo primeiro colocado, o Carrefour. A potência ligada ao Casino faturou R$ 48,3 bilhões, 7,7% a mais que no ano anterior e se aproximou do líder francês (R$ 49,6 bilhões). Ainda no segmento das dezenas de bilhões está o Walmart, que assiste à batalha dos franceses de forma mais discreta e com menos êxito (queda de 4,2%). Entre as redes menores, mas ainda participantes das 20 principais do País, o paranaense Super Muffato cresceu 18,4%, mas viu o Comper (+48,6%), Supermercados BH (+37,8%) e o Savegnago (+38,2%) dispararem em plena confusão econômica experimentada pelo brasileiro em 2017.


Está mais caro comer fora de casa, mas os operadores do food service não estão conseguindo repassar grandes aumentos aos consumidores para recuperar prejuízos anteriores com a recessão. A análise do gráfico do IPCA mostra como as refeições fora do lar em geral subiram de preço em todos os meses do período, com exceção de abril, mas especificamente os proprietários de restaurantes que oferecem almoço ou jantar tiveram de ser mais criativos do que nunca para compensar a diminuição no volume e frequência sem aumentar preços. Resultado: deflação em janeiro, fevereiro e abril.
O movimento dos atacadistas e distribuidores do food service dá a dimensão do que acontece nos bastidores econômicos das cozinhas profissionais brasileiras. Ainda sem os dados consolidados de junho para o grupo Diefs (14 distribuidores especializados em Food Service com atuação nacional), dá para visualizar um aumento no faturamento nominal interrompido por uma queda vertiginosa em março. Desenho similar teve o faturamento dos atacadistas reunidos na Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), cujo desempenho foi negativo na maior parte do ano, mas já se vislumbra uma recuperação iniciada em maio e com o auge em junho, quando se apurou um aumento de 8,82% no faturamento nominal.


Os principais fornecedores da cadeia produtiva
Uma prestação de serviços e, ao mesmo tempo, uma ponte para a realização de negócios. Esta é a missão deste Guia de Fornecedores, cujos dados foram fornecidos pelas empresas que adquiriram estes espaços ou que anunciaram em algum momento dos cinco anos de existência da nossa publicação.
Este guia não se pretende uma referência completa de todas as empresas que compõem a cadeia produtiva
do pescado no Brasil e exterior, mas certamente abriga as companhias mais representativas, da produção em cativeiro ou na pesca extrativa, passando pelo processamento até a comercialização no varejo e food service.
Munido das informações de mercado fornecidas nas páginas anteriores, vá em busca de seu parceiro. A Seafood Brasil lhe deseja excelentes negócios.
Este Guia de Fornecedores do 4º Anuário Seafood Brasil reúne algumas das principais empresas fornecedoras de produtos e serviços da cadeia produtiva do pescado no Brasil e no exterior.
Veja em qual categoria abaixo você se enquadra e boa consulta!

• Se você busca produtos e serviços para cultivo ou captura de peixes, crustáceos ou moluscos, procure pelos fornecedores com este ícone

• Se você é da indústria de transformação de pescado, procure pelos fornecedores com este ícone

• Se você é do varejo ou food service e procura por peixes, crustáceos e moluscos ou outros serviços, busque os fornecedores com este ícone



ABIPESCA - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE PESCADOS
Contato: (11) 2738-0069
Local: São Paulo (SP) / Brasília (DF) www.abipesca.com.br/
Produtos e serviços: Representação institucional junto ao setor público e privado, promoção de eventos, reuniões, treinamentos etc.



ACQUASYSTEM
Contato: (88) 3661-4393
Local: Acaraú (CE) www.acquasystembrasil.com.br
Produtos e serviços: Sistemas de bombeamento flutuante para aquicultura e carcinicultura.


AGROINOVA
Contato: (19) 3565-4389
Local: São Paulo (SP) www.agroinova.com.br
Produtos e serviços: Tecnologia aplicada à gestão, como softwares e aplicativos “mobile” para gestão de pisciculturas com recursos na “nuvem”. Tem produtos para a piscicultura, pecuária de leite e de corte criados para facilitar um melhor gerenciamento, execução e administração das atividades de campo às rotinas de negócio.


AGROSUPER (SUPERSALMON)
Contato: +56 72 330703
Local: Rancagua (Chile) http://www.supersalmon.cl/
Produtos e serviços: Principal produtor de proteínas animais do Chile, incluindo salmão em diferentes apresentações.



AKSO PRODUTOS
ELETRÔNICOS LTDA.
Contato: (51) 3406-1717
Local: São Leopoldo (RS) www.akso.com.br
Produtos e serviços: Medidores de oxigênio dissolvido, amônia, nitrito, nitrato, pH, salinidade, cloro e condutividade. Termômetros espeto, termômetros infravermelho, termômetros ambiente, termohigrômetros, turbidímetros, registradores de temperatura/ umidade, detectores de amônia e oxigênio, medidor de CO2.



ALAOR CREMONESE & CIA LTDA (GELONESE)
Contato: (45) 3528-7475
Local: Foz do Iguaçu (PR)
Produtos e serviços: Curimba, traíra, pati, piapara, bagre, filé de merluza.


ALASKA SEAFOOD
MARKETING INSTITUTE
Contato: asmibrasil@alaskaseafood.org
Local: São Paulo (SP) www.alaskaseafood.com.br
Produtos e serviços: Agência governamental de promoção das espécies selvagens, naturais e sustentáveis provenientes do Alasca, EUA: salmão selvagem rosa (pink), chum (keta), prateado (coho), vermelho (sockeye) e real (king), ovas de salmão (ikura), polaca do Alasca (sem aditivos químicos, exportada direto dos EUA para o Brasil), cod (bacalhau fresco Gadus macrocephalus), halibut, black cod (sablefish), rockfish, peixes solha (flatfish, diversas espécies), caranguejos Real (King Crab), das Neves (Snow Crab) e Dungeness, ovas de polaca, surimi (matéria-prima para kanikama), entre outros produtos.



ALFATUN
Contato: alfonso@alfatun.com ; +593 9 91224596
Local: Manta (Equador) www.alfatun.com
Produtos e serviços: Peixes e camarão.



ALIMENTOS YEDA | ALLIPLUS
Contato: paulo@alliplus.com
Local: Fortaleza (CE) www.alliplus.com
Produtos e serviços: Pescado congelado e bioremediadores




ALTAMAR SISTEMAS AQUÁTICOS
Contato: contato@altamar.com.br; (13) 3877-3610
Local: Santos (SP) www.altamar.com.br
Produtos e serviços: Desenvolvimento de projetos, seleção de equipamentos, soluções para aquecimento e resfriamento de água em titânio, desinfecção por ultravioleta e ozônio, sistemas de recirculação, filtragem mecânica e biológica, incubadoras de ovos em acrílico, controladores eletrônicos e motobombas. Atendimento em todo o Brasil e países vizinhos.


ANUFOOD BRAZIL
Contato: (11) 3874-0030
Local: São Paulo (SP) www.anufoodbrazil.com.br
Produtos e serviços: A Anufood Brazil está programada para acontecer entre os dias 12 e 14 de março de 2019, no São Paulo Expo. Evento inspirado no bemsucedido formato da Anuga, a maior feira de alimentos do mundo que acontece há 34 edições em Colônia, na Alemanha. É o único evento totalmente dedicado às empresas de vários segmentos do setor de alimentos e bebidas em geral, que inclui produtores, fabricantes, importadores, supermercadistas e distribuidores, além de destacar de forma pioneira o agronegócio e seus produtos in natura e típicos regionais.






AMMCO PHARMA
SAÚDE ANIMAL LTDA.
Contato: gabriela@suiaves.com.br ; (19) 2105-9462
Local: Piracicaba (SP) www.ammcopharma.com.br
Produtos e serviços: Produtos veterinários.


BRAZIL
Contato: (11) 3874-0030
Local: Curitiba (PR) www.anutecbrazil.com.br
Produtos e serviços: A Anutec Brazil, inspirada na Anuga FoodTec, será realizada de 11 a 13 de agosto de 2020, em Curitiba (PR). Voltada para o setor de processamento, embalagens, segurança alimentar, ingredientes, serviços e soluções, o evento reúne toda a cadeia de abastecimento alimentar, com maior foco nas indústrias de proteína animal.


AQUACULTURE STEWARDSHIP
COUNCIL (ASC)
Contato: (71) 9 9917-9679
Local: Salvador (BA) (representação América Latina) www.asc-aqua.org/pt-pt/sobre-nos/ estrategia-asc/
Produtos e serviços: Oferece um programa de certificação de melhores práticas que pode fornecer acesso a novos mercados, em particular a exportação, já que a certificação ASC tem valor no mercado internacional. Também oferece ajuda para acessar esses mercados e suporte de marketing.




Contato: contato@aquawire.com.br
Local: Orlândia (SP) www.aquawire.com.br
Produtos e serviços: Fio para tanquesrede que cria um óxido natural de proteção na superfície que é seguro para os peixes e impede o desenvolvimento do mexilhão dourado e outros organismos aquáticos.


AQUISHOW BRASIL
Contato: (17) 9 9799-9797
Local: Santa Fé do Sul (SP) www.aquishow.org.br
Produtos e serviços: Feira e seminário anuais sobre a cadeia produtiva da piscicultura, organizado pela PeixeSP.


ASCR SOCIEDADE DE ADVOGADOS
Contato: (11) 3171-0120
Local: São Paulo (SP) www.ascr.adv.br
Produtos e serviços: Consultoria jurídica preventiva especializada para o setor pesqueiro.




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DE CAMARÃO - ABCC
Contato: abccam@abccam.com.br ; (84) 3231-6291
Local: Natal (RN) www.abccam.com.br
Produtos e serviços: Assistência aos associados.


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FOMENTO AO PESCADO (ABRAPES)
Contato: contato@abrapes.org
Local: São Paulo (SP) www.abrapes.org
Produtos e serviços: A Abrapes é uma entidade não governamental que possui como objetivo fomentar e desenvolver o consumo de pescado no Brasil, além de fortalecer os atores deste setor. A associação é composta por importadores, exportadores, indústrias, distribuidores, tradings e varejistas.



ASSOCIAÇÃO DE PISCICULTORES
EM ÁGUAS PAULISTAS E DA UNIÃO (PEIXESP)
Contato: (17) 9 9799-9797
Local: Santa Fé do Sul (SP) www.peixesp.com.br
Produtos e serviços: Organizar a atividade produtiva no Estado de maneira responsável, com ordenamento e regularização do setor, segurança jurídica, maior tecnificação, biossegurança e respeito aos múltiplos usos dos recursos hídricos e aos limites naturais de sustentabilidade.


ATAK SISTEMAS
Contato: (44) 2101-5657
Local: Maringá (PR) www.atak.com.br
Produtos e serviços: Software de gerenciamento.


ATLANTIS SEAFOOD
Contato: +54 223 4801826
Local: Mar del Plata (Argentina) www.atlantisseafoodsrl.com.ar
Produtos e serviços: Merluza, abadejo, corvina, cavala etc. Filés com ou sem pele, peixe inteiro, HG, filés congelados, IQF, IWF, hambúrgueres e outros cortes de peixe pré-fritos.



AV09 ALIMENTOS
Contatos: (47) 3367-9009 ou (47) 3367-3909
Local: Balneário Camboriú (SC) www.av09.com.br/pescados/
Produtos e serviços: Comercialização mais de 18 tipos de frutos do mar, entre peixes e moluscos, para todo o Brasil. Salmão do Atlântico e panga com e sem gordura são os principais produtos.



AYAMO GLOBAL FOODS
Contato: (47) 3349-4606
Local: Itajaí (SC) www.ayamofoods.com
Produtos e serviços: Pescado e frutos do mar selvagens de norte ao sul do Brasil.


BACALHAU BOMPORTO (BRASCOD)
Contato: sergio.karagulian@brascod. com.br
Local: Barueri (SP) www.bacalhaubomporto.com.br
Produtos e serviços: Bacalhau em diferentes apresentações.




BACALHAU RIBERALVES
Contato: riberalves@riberalves.com.br
Local: São Paulo (SP) www.riberalves.com.br
Produtos e serviços: Bacalhau dessalgado e todos os demais tipos de bacalhau.



BASF
Contato: inorganics@basf.com ; luisa. medellin@basf.com ; (11) 2039-2254
Local: São Paulo (SP) www.basf.com.br
Produtos e serviços: Fornecemos soluções em sais inorgânicos com produtos de alta qualidade para a indústria aquícola e de carcinicultura, desde o laboratório e processamento até o consumidor final.



BELGO BEKAERT ARAMES
Contato: belgobekaert@belgobekaert. com.br ; 0800 727 2000
Local: Contagem (MG) www.belgobekaert.com.br
Produtos e serviços: Arame para tanques-rede.

Contato: (11) 9 8130-7160
Local: São Paulo (SP)
Produtos e serviços: Design,diagramação e produção de publicidade.




LTDA.
Contato: (11) 4083-2510
Local: São Paulo (SP) www.bettcher.com
Produtos e serviços: Equipamentos para beneficiamento de cortes e aumento de rendimentos no abate e na desossa.


Contato: (69) 3221-2021
Local: Porto Velho (RO) www.biofish.com.br/
Produtos e serviços: Desenvolvimento de projetos aquícolas, produção de alevinos e pós-larvas, assessoria em licenciamento ambiental, consultoria e engenharia.
Projetos de parcerias em produção e em cadeia completa para investidores.




Contato: (47) 3330-0433
Local: Blumenau (SC) http://www.brancomaquinas.com.br

Contato: +47 7010.2700
Local: Ellingsøy (Noruega) www.sperrefish.com/
Produtos e serviços: A Brødrene
Sperre AS é uma das líderes mundiais no fornecimento de peixes pelágicos congelados, assim como peixes salgados e secos.



BRASPEIXE S/A
Contato: (75) 9 8832-1009
Local: Paulo Afonso (BA) http://www.braspeixe.com.br
Produtos e serviços: Tanques-rede.


BOMAR PESCADOS
Contato: (85) 3270-6562
Local: Fortaleza (CE) www.bomarpescados.com.br
Produtos e serviços: Beneficiamento de pescados diversos (camarão, mexilhão, salmão tilápia, lagosta, cação, lombo de prego, bacalhau, pescada amarela, polvo, etc). Produção de alevinos de tilápia e pós larvas de camarão; cultivo de tilápia e camarão.



BELLA SOPA
Contato: (11) 2592-3137
Local: São Paulo (SP) www.grupo5bs.com.br
Produtos e serviços: Sopas de pescados e frutos do mar congeladas naturais.

Produtos e serviços: Despolpadeira, descouradeira, descamadeira, evisceradora, cilindro lavador, mesas de evisceração e filetagem etc.

BOM FUTURO
Contato: (65) 3645-8000
Local: Cuiabá (MT) www.bomfuturo.com.br
Produtos e serviços: Tambaqui, tambatinga, pintado da amazônia, piauçu e tilápia.



BOM PEIXE
Contato: (19) 3429-6600; comercial@ bompeixe.com.br
Local: Piracicaba (SP) www.bompeixe.com.br
Produtos e serviços: A Bom Peixe leva para todo o Brasil o que há de melhor em peixes e frutos do mar. Para preservar o sabor, garantir a qualidade e satisfazer os mais exigentes paladares, utiliza processos automatizados e rígidos padrões até o produto chegar às mãos do consumidor. Dispõe de duas unidades em Piracicaba com mais de 100 mil m².

Contato: brazilianfishbr.com.br ; (17) 3631-9100
Local: Santa Fé do Sul (SP) www.grupoambaramaral.com.br
Produtos e serviços: Frigorífico de peixe especializado na produção de files de tilápia e outros cortes. Rastreabilidade de 100% da produção. Indústria de pratos prontos a base de tilápia, linha aperitivo (bolinho / enroladinho de tilápia com provolone, entre outros), tilápia recheada e pururuca de tilápia. Entrega em SP, MS, GO, RJ, DF, PE, PB e BA.



BRUSINOX INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA.
Contato: (47) 3351-0567
Local: Brusque (SC) www.brusinox.com.br
Produtos e serviços: Linhas completas para o beneficiamento de pescado, desde a recepção até o congelamento. Alguns equipamentos: atordoador elétrico; descamador jato d’Água; evisceradora automática de tilápias; filetadora automática; máquina de tirar pele automática; túnel de congelamento helicoidal; glaciador etc.


CASA MARÉ PESCADOS
Contatos: (11) 4380-3472, (11) 38038954 ou (11) 9 7580-8305
Local: São Paulo (SP) www.casamarepescados.com.br
Produtos e serviços: Pescado congelado.


CÂMARA NACIONAL DE AQUICULTURA DO EQUADOR
Contato: +593(4)268 3017
Local: Guayaquil (Ecuador) www.cna-ecuador.com
Produtos e serviços: Associação sem fins lucrativos. Fomento ao comércio internacional do camarão do Equador e da produção de forma sustentável, com respeito ao meio ambiente.


CAMARÕES DO BRASIL
Contato: rlpedroza@gmail.com; (81) 9 9646-9991
Local: Recife (PE)
Produtos e serviços: Vendemos camarões inteiros, sem cabeça e descascados congelados, cru ou cozidos, para o varejo e food service. Produto com classificação correta e peso drenado. #camarãohonesto



Contato: matias.cirano@cermaq.com
Local: Puerto Montt (Chile) www.cermaq.com
Produtos e serviços: Salmão atlântico, HON fresco, HON congelado, filés frescos, filés congelados.

Contato: comex@charlietango-sa.com ; +54 (11) 4342-0605
Local: Buenos Aires (Argentina) www.charlietango.com.ar
Produtos e serviços: Camarão, lula illex, corvina, truta marinha, linguado, , Flounder, merluza negra, garoupa, abrótea e king crab.

Contato: +54 9 223 5 262 969
Local: Halifax, NS, Canadá www.clearwater.ca
Produtos e serviços: A canadense fornece variações de vieiras (canadense e patagônica), lagosta congelada, lagosta viva e mariscos selvagens em geral.



COLETIVO NACIONAL DA PESCA E AQUICULTURA - CONEPE
Contato: (61) 3323-5831
Local: Brasília (DF) www.conepe.org.br
Produtos e serviços: Entidade representativa do setor pesqueiro nacional, agregando sindicatos de armadores e indústrias processadoras de pescado.



CONGELADOS ARTICO
Contato: +54 223 489 5459
Local: Mar del Plata (Argentina) www.congeladosartico.com
Produtos e serviços: Exportadora de empanados a base de pescado, como medalhões, hambúrgueres e filés de merluza, anéis de lula, entre outros produtos processados.



CONSULTA LEGAL
Contato: (11) 3090-5100
Local: São Paulo (SP) www.consultalegal.com.br
Produtos e serviços: Informações jurídicas preventivas on-line.




COOPECON
Contato: (73) 3256-1098
Local: Ituberá (BA)
Produtos e serviços: Tilápia e peixes nativos em filé e inteiros.



COSTA SUL PESCADOS S/A
Contato: (47) 2103-3000
Local: Navegantes (SC) www.costasul.com.br
Produtos e serviços: Pescado congelado em geral, como filés, camarões, mexilhões, postas etc.


C. VALE
Contato: comercial@cvale.com.br
Local: Palotina (PR) www.cvale.com.br
Produtos e serviços: Tilápia em diversas apresentações.

DANFOSS DO BRASIL
Contato: (11) 2135-5400
Local: Osasco (SP) www.danfoss.com.br
Produtos e serviços: Válvulas e componentes para sistemas de refrigeração.



DELLMARE PESCADOS
Contato: (11) 3123-2100 / 31232101 / 4177-3929; comercial@ dellmarepescados.com.br
Local: São Paulo (SP) www.dellmarepescados.com.br
Produtos e serviços: Linha completa de pescado.


EMPRESAS AQUACHILE
Contato: +56 652433603
Local: Puerto Montt (Chile) www.aquachile.cl
Produtos e serviços: Salmão Atlântico, salmão coho e truta. Formatos: fresco e congelado. Produtos: inteiro com e sem cabeça, filés e porções.





ENTERPRISE FEIRA E EVENTOS LTDA.
Contato: (11) 2730-0522
Local: São Paulo (SP)
Produtos e serviços: Organizadora da Mercoagro - Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne.



ESCAMA FORTE
Contato: (14) 3354-1809
Local: Botucatu (SP) www.escamaforte.com.br
Produtos e serviços: Produção de pescado de aquicultura, comercialização de medicamentos, equipamentos e insumos para aquicultura e consultoria para projetos aquícolas.



EMPACADORA BILBO S.A.
Contato: +593 052578696
Local: Montecristi (Equador) www.bilbosa.com
Produtos e serviços: Camarão em diferentes apresentações, pescado (atum, escolar, mahi mahi) e espécies pelágicas.


EMPREENDIMENTO COM. E IND. ECIL
Contato: (11) 3202-6362
Local: São Paulo (SP) www.br-ecil.com
Produtos e serviços: Pescados, kanikama e frutos do mar.


ESCRITÓRIO COMERCIAL DO PERU NO BRASIL
Contato: (11) 5095-2627
Local: São Paulo (SP) www.escritoriodoperu.com.br
Produtos e serviços: Pescado congelado, lula congelada, conservas de pescado, conserva de sardinha.



EXPOMEAT – FEIRA INTERNACIONAL DE PROCESSAMENTO E INDUSTRIALIZAÇÃO DE AVES, BOVINOS, SUÍNOS E PESCADO
Contato: contato@rofereventos.com.br ; (11) 2730-0522
Local: São Paulo (SP) www.expomeat.com.br/
Produtos e serviços: Ingredientes, aditivos, corantes e condimentos, tripas, embalagens, rótulos e etiquetas; refrigeração; paletes; transporte e armazenagem, tratamento de efluentes e higienização, balanças, indicadores digitais e contadores, bombas e caldeiras, projetos de plantas frigoríficas; maquinários, equipamentos e acessórios para processamento, equipamentos para processamento de resíduos frigoríficos, Equipamentos de Proteção Individual, ergonomia; segurança em máquinas, monitoramento de cargas, pisos industriais, produtos e serviços, serras, fitas e acessórios, soluções de geração de energia, softwares e consultorias.




FCA FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS
Contato: www.fiat.com.br
Local: São Paulo (SP)
Produtos e serviços: Veículos.




FCALHAO
Contato: (65) 9995-2395
Local: Cuiabá (MT) www.fcalhao.com.br
Produtos e serviços: Desenvolvimento de plantas inteligentes (economia + versatilidade), remodelação de layout produtivo, tramitação e aprovação de projetos nos âmbitos municipal, estadual e federal, desenvolvimento e aprovação de processos de rotulagem (mercado interno e externo), desenvolvimento e implantação de programas de autocontrole, habilitação de plantas fabris para exportação.




FEIRA NACIONAL DE PISCICULTURA (FENAPIS)
Contato: (16) 3209-7477
Local: Jaboticabal (SP)
Produtos e serviços: Feira e seminário anuais sobre a cadeia produtiva da piscicultura.


FEIRA NACIONAL DE PEIXES NATIVOS DE ÁGUA DOCE
Contato: (65) 3648-5222
Local: Cuiabá (MT) www.mt.sebrae.com.br/
Produtos e serviços: Feira e seminário bienais sobre a cadeia produtiva dos peixes nativos de água doce, organizada pelo Sebrae-MT.



FORSAFE
Contato: (47) 3248-1185
Local: Itajaí (SC) www.forsafe.com.br/
Produtos e serviços: Balsas salvavidas para embarcações pesqueiras e materiais de salvatagem.


FENACAM
Contato: abccam@abccam.com.br ; (84)3231-6291
Local: Natal (RN) www.fenacam.com.br
Produtos e serviços: A Fenacam tornou-se um destacado acontecimento técnico-científico e empresarial da aquicultura e carcinicultura brasileira. É o evento que melhor representa esses estratégicos segmentos do setor primário do Brasil e do continente americano.




FOOD DESIGN
Contato: fooddesign@fooddesign. com.br
Local: São Paulo (SP) www.fooddesign.com.br
Produtos e serviços: Consultoria especializada em sistema de gestão da segurança de alimentos e qualidade, desde a produção primária até o seu transporte e distribuição (food, feed, embalagens, estocagem, distribuição). Consultorias e treinamentos (abertos ou in company), treinamentos

especializados sob demanda, cursos de pós-graduação in company, formação de instrutores de alta performance, auditorias de primeira e de segunda parte, diagnóstico, interna, de gap, de verificação, qualificação de fornecedores, certificação de BPF/GMP, de APPCC/ HACCP, diagnóstico e implementação de cultura de segurança de alimentos, assuntos regulatórios (rotulagem, registro MAPA/ANVISA) e desenho sanitário.



FRANCAL FEIRAS
Contato: (11) 2226-3100
Local: São Paulo (SP) www.francal.com.br
Produtos e serviços: Organizadora da Seafood Show - 4a. Feira da Indústria de Pescados.




FRESCATTO COMPANY
Contato: (21) 3527-9393
Local: Rio de Janeiro (RJ) www.frescattocompany.com
Produtos e serviços: Pescado e frutos do mar.



FRUMAR
Contato: (51) 3037-6969
Local: São Leopoldo (RS) www.frumar.com.br
Produtos e serviços: Temos mais de 300 itens em nosso portfólio de produtos, como salmão fresco, camarão, frutos do mar, atum, bacalhau e peixes de todos os continentes. Também distribuímos através da marca própria Nikkei toda a linha de insumos para a culinária oriental. Atendemos a nível nacional clientes nos segmentos de food service, restaurantes, peixarias, cozinhas
industriais, supermercados, distribuidores e consumidores finais.



Contato: (11) 3123-2100
Local: São Paulo (SP) www.geneseas.com.br
Produtos e serviços: Fundada em 2001, a GeneSeas é uma empresa 100% brasileira, especialista em pescado. Estamos presentes em todos os elos da cadeia produtiva da tilápia, desde a produção de ração para peixes, passando pela aquacultura, processamento e distribuição. Além disso, distribuímos salmão, camarão e outros pescados, selecionados entre os melhores produtores mundiais de cada espécie.




Contato: (21) 3550-0760
Local: Rio de Janeiro (RJ) www.goldenfoods.com.br
Produtos e serviços: Filé de alabote dente curvo, filé de polaca, lombo e posta de cação, filé de panga com ou sem gordura, filé de salmão, anel de lula congelado, filé de merluza, tubo de lula congelado, bacalhau seco salgado, postas de bacalhau dessalgadas e congeladas, entregas em todo o Brasil.



GREAT FOOD PROD. ALIM. LTDA. (VIVENDA DO CAMARÃO)
Contato: (11) 4613-2632/ 4613-2600
Local: Cotia (SP) www.vivendadocamarao.com.br
Produtos e serviços: Produtos com camarão, frutos do mar e pescado em geral.



GRUPO AMBAR AMARAL
Contato: grupoambaramaral.com.br; (17) 3631-4347
Local: Santa Fé do Sul (SP) www.grupoambaramaral.com.br
Produtos e serviços: Piscicultura, produção de alevinos, frigorífico de peixe e indústria de ração.




GRUPO BRASMO
Contato: brasmo@brasmo.com.br ; (49) 3322-3628
Local: Chapecó (SC) www.brasmo.com.br
Produtos e serviços: EPI’s descartáveis, utensílios para manipulação de alimentos e higienização: pá plástica colorida, escovas, raspador, espátula, vassoura, extensor, balde, avental plástico, conjunto plástico, luva plástica, mangote, manga, touca, máscara e camisa plástica.




GRUPO 5 BUSINESS SOLUTIONS
Contato: (11) 2592-3137
Local: São Paulo (SP) www.grupo5bs.com.br
Produtos e serviços: Força comercial, inteligência logística, trademarketing, pesquisa e desenvolvimento, administrativo e financeiro.




GRUPO SOLIMENO
Contato: +54 223 480 1554/9607 –480 2092
Local: Mar del Plata (Argentina) www.solimenosa.com.ar
Produtos e serviços: Com frota e plantas próprias em Mar del Plata, a Solimeno fornece merluza, lula, camarão, linguado, abadejo e outros pescados em diferentes apresentações: congelados, filés e empanados.



GÜNTNER DO BRASIL
Contato: contato.br@guentner.com ; (54) 2108-8100
Local: Caxias do Sul (RS) www.guentner.com.br
Produtos e serviços: Evaporador, condensador evaporativo, condensador a ar, drycooler, trocador de calor a placas, bloco aletado, vaso de pressão, gerador de gelo e peças de reposição.


HAARSLEV INDUSTRIES
Contato: (41) 3389-0055
Local: Curitiba (PR) haarslev.com/
Produtos e serviços: Equipamentos para processamento de todo tipo de coproduto animal, incluindo coproduto de peixe para produção de farinha e óleo.


HELAL GRAPH LTDA
Contato: (11) 2578-5126
Local: São Paulo/SP www.helalgraph.com.br
Produtos e serviços: Folders, flyers, cartão de visita e cartazes.






IBERCONSA ARGENTINA S.A.
Contato: (+54) 280- 4453088; iberconsa@iberconsa.com. ar
Local: Puerto Madryn (Argentina) www.iberconsa.com.ar
Produtos e serviços: Captura, processamento e distribuição de produtos do mar.


IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA
Contato: (31) 3555-2400
Local: Contagem (MG) www.imperialdistribuidora.com.br
Produtos e serviços: Atuamos com a distribuição/importação de produtos alimentícios congelados e resfriados, de grandes marcas mundiais e trabalhamos com os melhores fornecedores nacionais e internacionais. Oferecemos: bacalhau salgado Saithe, bacalhau lombo morhua, bacalhau desfiado, camarões (7 barbas limpo, rosa eviscerado c/ cauda, vannamei s/cabeça e limpo, vermelho eviscerado c /cauda), peixes inteiros (peroá, bagre HG c/pele, cavalinha, curimba, dourada HG, dourado eviscerado, filhote HG, gurijuba HG, lambari, mandi, piau, piramutaba s/pele, salmão, tucunaré, surubim HG, tambaqui eviscerado, traíra, traíra importada 1,2 kg up, filés (sardinha lage HG eviscerada, sardinha lage espalmada, tilápia, merluza argentina, panga, piramutaba, alabote, aruanã, linguado, panga c/ gordura, panga premium, pescada amarela, salmão, surubim, tilápia, tucunaré, curimba importada eviscerada s/ espinha e em postas (cação, piramutaba c/ e s/ pele, dourada, surubim), lulas e kanis.


INDÚSTRIA DE RAÇÕES PATENSE
Contato: patense@patense.com.br ; (34) 3818-1800
Local: Patos de Minas (MG) www.patense.com.br
Produtos e serviços: Farinhas de peixe (sardinha) com a partir de 60% de proteína de alta digestibilidade e óleo de sardinha, rico em ômegas.


Contato: (11) 3598-7800
Local: São Paulo (SP) www.informaexhibitions.com.br
Produtos e serviços: Promotora de feiras, como a Agrishow e TecnoCarne.




Contato: instituto@pesca.sp.gov.br
Local: São Paulo (SP) www.pesca.sp.gov.br
Produtos e serviços: Pesquisa científica e tecnológica.



Contato: (+34) 986 443210
Local: Vigo (Espanha) www.interatlantic.es
Produtos e serviços: Exportadores e produtores de pescado congelado.



JC LACERDA
Contato: (81) 9 9730-4262
Local: Recife (PE) www.jclacerdapescados.com
Produtos e serviços: Comércio e representação internacional de pescados. Buscamos a melhor oferta no mercado internacional para o mercado brasileiro.
Negociamos também pescados de produtores nacionais com mercado internacional. Oferece serviços de cotação de frete para importação e exportação.



Contato: (11) 3622-1300
Local: São Paulo (SP) www.kampomarino.com.br
Produtos e serviços: Pescados e frutos do mar premium com foco no mercado de culinária oriental: ovas de salmão (ikura), ovas de capelin (massago), ovas de peixe voador (tobiko), filé de enguia (unagi kabayaki), vieira canadense, hokkigai, kani stick, peixe prego, atum, anchova, sanma, alga marinha temperada (hiyashi wakame), camarão, polvo, lula, entre outros.


KANEMAR COMÉRCIO
EXTERIOR LTDA.
Contato: sac@kanemar.com.br
Local: São Paulo (SP) www.kanemar.com.br
Produtos e serviços: Importadora de pescado.


KARAM’S MAR
Contato: (19) 3935-9725
Local: Indaiatuba (SP) www.karamsmar.com
Produtos e serviços: Pescado, camarões e frutos do mar, distribuição e terceirização.


KOELNMESSE ORGANIZADORA DE FEIRAS LTDA
Contato: (11) 3874-0030
Local: São Paulo (SP) www.koelnmesse.com.br
Produtos e serviços: A Koelnmesse é líder internacional na implementação de feiras de alimentos e serviços e produtos relacionados a processamento de alimentos e bebidas. Feiras como a Anuga, a ISM - Feira Internacional de Doces e Biscoitos e a AnugaFoodTec são reconhecidas em todo mundo como líderes absolutas em seus setores.




KOMDELLI - KOMLOG
IMPORTAÇÃO LTD.
Contato: comercial@komdelli.com.br ; (48) 3641-2603
Local: Tijucas (SC) www.komdelli.com.br
Produtos e serviços: Produtos à base de salmão e tilápia.


AQUICULTURA E PROJETOS LTDA
Contato: larviaquicultura@yahoo.com. br ; (84) 3521-8151 / 98831-9488
Local: Macau (RN)
Produtos e serviços: A Larvi Aquicultura atua no mercado potiguar produzindo e comercializando póslarvas de camarão marinho da espécie Litopenaeus vannamei, além de investir em pesquisas e produções de outras espécies aquícolas, como o Macrobrachium rosenbergii e o M. carcinus (pitu).



Contato: (+47) 55213669
Local: Bergen (Noruega) www.leroyseafood.com
Produtos e serviços: Cortes e preparações com salmão, truta, peixes brancos, bacalhau fresco, pelágicos, crustáceos e moluscos.



Contato: marargentino@cfp.gob.ar ; +54 (11) 4361-5830
Local: Buenos Aires (Argentina) www.marargentino.gob.ar
porcionamento, bem como outros equipamentos para o processamento de pescados.


MARINE EQUIPMENT LTDA
Contato: (48) 3206-8922
Produtos e serviços: Filés resfriados de tilápia em embalagens ATM (atmosfera modificada). Filés congelados em bolsas de 800 grs. Posta congelada em bolsas.


Local: Florianópolis (SC) www.marineequipment.com.br



Contato: (11) 3049-6570
Local: São Paulo (SP) www.localfrio.com.br
Produtos e serviços: Armazenagem e transporte.



Contato: (65) 2128-9700
Local: Cuiabá (MT) www.mansoaquicultura.com.br
Produtos e serviços: Tanques-rede de grande volume.


MAQUIPLAST PLÁSTICOS
ESPECIAIS LTDA.
Contato: vendas@maquiplast.com.br ; (11) 4619-9696
Local: Jandira (SP) www.maquiplast.com.br
Produtos e serviços: Stand-up pouches, embalagens flexíveis, embalagens a vácuo, filmes técnicos e filmes para termoformadoras.

Produtos e serviços: “Mar Argentino, selvagem e austral” é um símbolo de qualiade que representa as características únicas e naturais do mar argentino, que o convertem em um dos mais ricos centros pesqueiros do planeta. Merluza comum, lula, camarão (langostino), a merluza de cola, cavala, anchoíta e o linguado são algumas de suas espécies mais importantes.



MARBELIZE
Contato: (+593) 5 2389000 / (+593) 5 2389001
Local: Manabí (Ecuador) marbelize.com/
Produtos e serviços: Atum e conservas diversas em latas, pouches e vidro, bem como hambúrgueres, sticks e outros produtos de valor agregado.



MARDI SA
Contato: mardi@mardi.com.ar
Local: Mar del Plata (Argentina) www.mardi.com.ar
Produtos e serviços: Filé de merluza interfolhado, IQF e empanados de merluza.


MAREL
Contato: sales.br@marel.com; (19) 3414-9000
Local: Piracicaba (SP) www.marel.com
Produtos e serviços: Soluções para pesagem, classificação, formação de lotes,
Produtos e serviços: Serviços de consultoria em aquicultura industrial; tanques-rede de grande volume; bombas para despesca e transferência de peixes e camarões; contadores, scanners e classificadores de peixes, contadores de larvas de peixes, camarões e moluscos, sistemas e mangueiras para aeração, cabos especiais, boias e máquinas para cultivo mecanizado de moluscos, gruas hidráulicas marítimas, oxímetros.



MARIS PESCADOS
Contato: (88) 3433-3421
Local: Aracati (CE) www.marispescados.com.br
Produtos e serviços: Camarão, peixe e lagosta processados e congelados em embalagens de 200g a 2kg para o varejo e food service. Atendemos todo o Brasil.


MARIS PESCADOS – PÓS-LARVAS
Contato: (88) 3421-0021
Local: Aracati (CE) www.marispescados.com.br
Produtos e serviços: Pós-larvas de camarão Litopenaeus vannamei bem formadas e livres de patógenos. Uma das estruturas mais modernas da América Latina.


MCASSAB/FIDER
Contato: (11) 2162-7788
Local: São Paulo/SP www.mcassab.com.br

MERCOAGRO - FEIRA INTERNACIONAL DE NEGÓCIOS PROCESSAMENTOS E INDUSTRIALIZAÇÃO DA CARNE
Contato: mariaantonia@mercoagro. com.br / (11) 2730-0522
Local: São Paulo (SP) www.mercoagro.com.br
Produtos e serviços: A Mercoagro, ao longo dos anos, é uma grande geradora do crescimento do setor, pois ao difundir tecnologias e conhecimentos e gerar a aproximação entre fornecedores e consumidores, desenvolve a economia, fomentando negócios, interligando contatos e empresas em network. Além disso, amplia a visibilidade das empresas, ajudando a construir reputações e, ainda, gerando projeção internacional.



Contato: (11) 2164-4300
Local: Guararema (SP) www.miaki.com.br
Produtos e serviços: Revestimentos monolíticos antiderrapantes, com resistência química, térmica, mecânica e a abrasão, durabilidade estética, fácil limpeza e manutenção, impermeáveis e que não proliferam bactérias para todos os ambientes da indústria de pescados. Atendemos todo o território nacional e Paraguai.





Contato: (11) 4991-4241
Local: Santo André (SP) www.mqpack.com
Produtos e serviços: Balanças múltiplos cabeçotes, empacotamento e classificadora.


Contato: 0800 13 11 13 ou 0800 70 70 512
Local: São Paulo (SP) www.merck.com
Produtos e serviços: Proteção para o seu investimento através da vacina para tilápias com Aquavac Strep Sa e com o antibiótico Aquaflor para tilápia, truta e camarão.


Contato: (45) 2031-2200; 9 9937-3262; multipesca.rondon@gmail.com
Local: Marechal Cândido Rondon (PR) www.multipesca.com
Produtos e serviços: Tanques circulares elevados com geomembrana, anéis de alimentação, comedouros, tanques-rede, puça, berçários, hapas etc. Presta ainda seriços de consultoria para cálculo e montagem de tanques.


Contato: (19) 3795-0818
Local: Valinhos (SP) br.multivac.com
Produtos e serviços: Serviços
de consultoria, embaladoras de câmara simples, dupla e com esteira, termoformadora, seladora de bandeja, detector de metais, balanças, etiquetadoras, impressoras, sistemas de automação, sistemas de transporte, módulos de manipulação.


MYLEUS FOOD SAFETY
Contato: (31) 3234-1842
Local: Belo Horizonte (MG) foodsafety.myleus.com/
Produtos e serviços: Análises de laboratório (teste de DNA em pescado), software de gestão da qualidade, programas de monitoramento de autenticidade de pescado.



NATUBRÁS PESCADOS LTDA
Contato: (47) 3347-4800
Local: Balneário Piçarras (SC) www.natubras.com.br
Produtos e serviços: Pescado e frutos do mar.



NEWSAN S.A.
Contato: +54-911-50011020
Local: Buenos Aires (Argentina) www.newsan.com.ar
Produtos e serviços: Merluza (filés e HGT), lula (inteira e aneis), camarão (inteiro, caudas e descascado, merluza hoki (filés), brótola (HGT) e abadejo (HGT).



Contato: +34 986 447 489
Local: Pontevedra (Espanha) noriberica.com/es/
Produtos e serviços: Pesca, elabora e distribui pescado e frutos do mar ultracongelados, como bacalhau, merluza, espada, atum, lula e polvo.


gama de produtos de camarão congelado que inclui: inteiro, cauda e produtos de valor agregado crus ou cozidos em várias apresentações de embalagem de acordo com os requerimentos de nossos clientes. Nossos camarões de aquicultura podem ser de cultivo convencional, sem químicos e orgânicos e são despescados durante todo o ano para garantir a disponibilidade constante de nossos produtos.


Contato: (81) 2138-9100
Local: Recife (PE) www.noronhapescados.com.br
Produtos e serviços: Pescados, crustáceos e moluscos em geral.


OPERGEL (OCEANI)
Contato: contato@opergel.com.br ; (11) 3021-8988
Local: São Paulo (SP) www.opergel.com.br
Produtos e serviços: Salmão, bacalhau, filés de peixes, frutos do mar, carnes argentinas, azeitonas, conservas, castanhas e frutas secas para todo o Brasil.


Contato: (11) 3660-4700
Local: São Paulo (SP) www.nutrafoods.net.br
Produtos e serviços: Todos os tipos de pescado (tilápia, merluza, polaca, panga, linguado, abadejo entre outros) e frutos do mar (camarão, lula e mexilhão), em pacotes de 200g, 400g, 800g e a granel.



OMARSA S.A.
Contato: sales@omarsa.com.ec ; +5934 3713035
Local: Durán (Equador) www.omarsa.com.ec
Produtos e serviços: Oferecemos uma
PAMPA FISH S.A.
Contato: +54 0223 483-3001
Local: Mar del Plata (Argentina) pampafish.com/
Produtos e serviços: Filé de peixe congelado, peixe eviscerado congelado.



PAVAX
Contato: info@pavax.com.br; (11) 4789-9100
Local: Barueri (SP) www.pavax.com.br
Produtos e serviços: Representa fabricantes de equipamentos industriais de alta tecnologia, focando no final de linha de produção e soluções sustentáveis para tratamento de água e efluentes. Presta assessoria ao cliente,

assistência técnica, instalação e venda de peças de reposição para toda a linha de equipamentos.



PEIXES DA AMAZÔNIA S.A.
Contato: (11) 2592-3137
Local: Senador Guiomard (AC) www.peixesamazonia.com.br
Produtos e serviços: Cortes de pintado da Amazônia, de tambaqui e de pirarucu congelados e resfriados e peixes frescos.




PATAGONIA MUSSEL
Contato: patagoniamussel@amichile. com ; +56 65 263 0071
Local: Castro (Chile) www.amichile.com
Produtos e serviços: Campanha de promoção dos mexilhões chilenos.


PESCADOS QUATRO MARES
Contato: (47) 3246-0376
Local: Itajaí (SC) quatromares.com.br
Produtos e serviços: Frutos do mar e pescado congelado em postas, filés, espalmados, eviscerados e inteiros de alto padrão de qualidade; com distribuição para todo Brasil.



PESCIRO S.L.
Contato: +34 986 43 66 25 ; pesciro@ pesciro.com
Local: Vigo (Espanha) www.pesciro.com/
Produtos e serviços: Importação e exportação de pescado congelado. No Brasil trabalha com cação, salmão, panga, polaca do Alasca, lula, entre outros.



PREAMAR COM. DE PROD. PLÁSTICOS EIRELI
Contato: (11) 2217-9100
Local: São Paulo (SP) www.aquapreamar.com
Produtos e serviços: Caixa de transporte, esterilizadores UV-C, skimmer e depuradora de moluscos.


PHIBRO ANIMAL HEALTH CORPORATION
Contato: (11) 2185-4444
Local: Guarulhos (SP) phibro.com.br/
Produtos e serviços: Uma empresa global com um portfólio de aditivos nutricionais e produtos veterinários, como antimicrobianos, além de possuir uma equipe global de consultores técnicos em aquacultura.


POTIPORÃ/SAMARIA
CAMARÕES LTDA.
Contato: (84) 3522-2059/2078
Local: Pendências (RN) facebook.com/camaraopotipora/ Produtos e serviços: Camarão fresco, camarão congelado cru e camarão congelado cozido.


POTIPORÃ/SAMARIA CAMARÕES LTDA.
Contato: (84) 3693-2073
Local: Touros (RN) facebook.com/camaraopotipora/ Produtos e serviços: Larvas e náuplios de camarão.

PREVET - LABORATÓRIO DE DIAGNÓSTICO, DESENVOLVIMENTO E SANIDADE AQUÍCOLA
Contato: (16) 3202 6298 / 3202 6610
Local: Jaboticabal (SP) www.prevet.com.br
Produtos e serviços: Serviços de monitoramento sanitário, análises e estudos microbiológicos e histopatológicos, análise de água, serviços relacionados a saúde animal e pesquisa e desenvolvimento.


PREVEMAX CONFECÇÕES PLÁSTICAS
Contato: (49) 3531-3300
Local: Videira (SC) www.prevemax.com.br
Produtos e serviços: Aventais, capas, batas, calças, toucas, conjuntos, meias térmicas, calçados de segurança, luvas, mangotes, perneiras, óculos de segurança, protetor auricular, máscaras. Entregas para todo o Brasil.


PRIME SEAFOOD
Contato: (11) 2738-0069
Local: São Paulo (SP) www.primeseafood.com.br
Produtos e serviços: Lombo de bacalhau dessalgado congelado, bacalhau desfiado dessalgado congelado, lombos de dourado congelado e cauda de lagosta congelada.


PRODUMAR S.A.C.
Contato: +51 1 4750340
Local: Lima (Peru) www.produmar.com
Produtos e serviços: Lula, polvo, merluza gahi e vieiras.



PRO ECUADOR
Contato: (11) 2769-1999
Local: São Paulo (SP) www.proecuador.gob.ec
Produtos e serviços: Serviços de comércio exterior, contatos comerciais no Equador, pescado fresco, camarão congelado, atum fresco e conservas, outros tipos de pescado.



PROJEPESCA SERVIÇOS
ESPECIALIZADOS EM PESCA E AQUICULTURA
Contato: (61) 9355-3849
Local: Brasília (DF) www.projepesca.com.br
Produtos e serviços: Rotulagem, estratégias comerciais e representação comercial e institucional.



PROJETO PEIXES
Contato: projetopeixes2008@hotmail. com
Local: Sales Oliveira (SP)
Produtos e serviços: Alevinos de peixes.

RIO & MAR PESCADOS
Contato: (11) 2324-0903
Local: São Paulo (SP) www.rioemarpescados.com
Produtos e serviços: Camarões, frutos do mar e pescado em geral, entrega em todo o Brasil.


ROFER FEIRAS E EVENTOS LTDA.
Contato: (11) 2730-0522
Local: São Paulo - SP www.expomeat.com.br
Produtos e serviços: Organizadora da feira Expomeat - Feira Internacional de Processamento e Industrialização de Aves, Bovinos, Ovinos, Suínos e Pescados.



ROVEMA AGRONEGÓCIOS
Contato: (69) 3216-9614
Local: Porto Velho (RO) www.rovemaagronegocio.com.br
Produtos e serviços: Produção sustentável de peixes amazônicos na Amazônia.


RUIVO CONSULTORIA
INDUSTRIAL LTDA
Contato: uruivo@gmail.com
Local: Balneário Camboriú (SC)
Produtos e serviços: Elaboração
de projetos frigoríficos, planos de negócios, estudo de viabilidade técnica e econômica, auditorias da qualidade e defesas técnicas.


SÃO RAFAEL CÂMARAS
FRIGORÍFICAS
Contato: mkt@saorafael.com.br / (11)
4652-7900
Local: Arujá (SP) www.saorafael.com.br
Produtos e serviços: Câmaras frigoríficas, walk-in cooler, reach-in, stepin e minicâmaras.




SAN ARAWA
Contato: +54 223 492 2215
Local: Mar del Plata, BA (Argentina) www.sanarawa.com
Produtos e serviços: Fornece merluza de cauda, ou merluza hoki (Macruronus magellanicus) sem cabeça, sem vísceras e sem cauda, e bloco de filés sem gordura e sem espinha. Também merluza negra (sem cabeça sem vísceras e cauda), surimi e outros produtos congelados a bordo.



SANTA ELENA
Contato: ventas@pesel.com.ar
Local: Puerto Deseado (Argentina) www.pesquerasantaelena.com
Produtos e serviços: Dona da marca Kani Kama, a Pesquera Santa Elena, do grupo Pesel, é uma das principais fornecedoras deste surimi.



SANTA HELENA FISH FARM
Contato: (17) 9 9149-1145
Local: Ilha Solteira (SP) www.shfish.com.br
Produtos e serviços: Tilápia para frigoríficos.



SANTA PRISCILA
Contato: +593-4-600-5231; rcoronel@santa-priscila.com
Local: Guayaquil (Equador) www.santa-priscila.com
Produtos e serviços: Desde 1976 a Industrial Pesquera Santa Priscila S.A. produz e exporta camarão equatoriano (Litopenaeus vannamei).



SEAFOOD SHOW
Contato: seafoodshow@francal.com. br ; (11) 2226-3100
Local: São Paulo (SP) www.asianfoodshow.com.br/
Produtos e serviços: Organizada pela Francal e paralela à Asian Food Show, a Seafood Show reúne expositores do segmento de pescado.





SIMCOPE - SIMPÓSIO DE CONTROLE DE QUALIDADE DO PESCADO
Contato: (19) 3243-0396
Local: São Paulo (SP) www.simcope.com.br/
Produtos e serviços: O Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado é um evento bienal que procura discutir iniciativas para aprimorar a qualidade e o consumo de pescado.



SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE FRIO E PESCA DO CEARÁ (SINDFRIO)
Contato: (85) 3224-8227
Local: Fortaleza (CE)
Produtos e serviços: Representação institucional da indústria de pescado do Ceará, com foco na promoção de exportações e articulação empresarial.



SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE PESCA DE SÃO PAULO (SIPESP)
Contato: (11) 2812-7505
Local: São Paulo (SP) www.fiesp.com.br/sipesp
Produtos e serviços: Representação institucional da indústria da pesca e aquicultura junto ao setor público e privado, promoção de eventos, reuniões e articulação do pescado dentro do Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro).




Contato: (11) 3598-7800
SOGUIMA S.A | REYMAR
Contato: +351 253 470 070 e Local: Guimarães (Portugal) www.soguima.com
Produtos e serviços: Bacalhau dessalgado ultracongelado, polvo, sardinha, bolinhos de bacalhau e cação.



Contato: (15) 3384-2343
Local: Cerquilho (SP) www.sopescabrasil.com.br
Produtos e serviços: Desde 1997 a Só Pesca se dedica à comercialização de pescados de água doce e salgada. Fornece cortes, filés, porções e peixes inteiros congelados.



GENETICS
Contato: (85) 9 9922-3580, 9 9753-4968 spring-genetics.com
Local: Fortaleza (CE)
Produtos e serviços: Formas jovens geneticamente aprimoradas.


TARG LOGÍSTICA LTDA.
Contato: (11) 3647-9444
Local: São Paulo (SP) www.targlogistica.com.br
Produtos e serviços: Entregas em SP capital, SP interior e RJ.



Local: São Paulo (SP) www.tecnocarne.com.br
Produtos e serviços: Feira de tecnologias de processamento de proteínas animais.



TIME SEAFOOD
Contato: +86 411 84803142
Local: Dalian (China) timeseafood.com
Produtos e serviços: Algas marinhas para culinária oriental, saladas de polvo, saladas de lula, ouriço do mar temperado, entre outros.



TREVISAN EQUIPAMENTOS
AGROINDUSTRIAIS E PARA AQUICULTURA
Contato: trevisan@trevisan.ind.br ; (44) 3649-1754
Local: Palotina (PR) www.trevisan.ind.br
Produtos e serviços: Aeradores, incubadoras, caixas para transporte de peixes e camarões vivos e alimentadores.


TRIDENT SEAFOODS
Contato: meiger@tridentseafoods.com; (11) 9 8609-6904
Local: São Paulo (SP) www.tridentseafoods.com
Produtos e serviços: Pescado do
Alasca - HG, filés IQF - interfolhado e bloco, além de ovas.



TRUTAS NR IND. E COM. LTDA. Contato: (11) 5543-3860 ou 5090-7419
Local: São Paulo (SP) www.trutasnr.com.br
Produtos e serviços: Truta, filés e produtos devidos.




TSAE CONSULTORIA
Contato: (47) 3053-0035 ; 9124 8189
Local: Blumenau (SC) tsaeconsultoria.com.br
Produtos e serviços: Consultoria em gestão da qualidade e rotulagens de acordo com as regulamentações do mercado nacional e internacional.


ULMA PACKAGING LTDA.
Contato: info@ulmapackaging.com.br
Local: São Paulo (SP) www.ulmapackaging.com.br
Produtos e serviços: Flow pack, termoformadoras, termoseladoras, filme extensível, retrátil, máquinas verticais e automação de final de linha.


ULTRAFISH
Contato: +34 628 027 518
Local: Zaragoza (Espanha) ultrafish.eu
Produtos e serviços: Projeto executado pela espanhola ScanFisk e Universidade de Zaragoza com apoio da União Europeia para desenvolver tecnologia para aumentar a vida útil do pescado congelado sem aditivos químicos e com economia no processamento.


UNIVERSE FROZEN FOODS
Contato: (19) 2134-1034
Local: Pirassununga (SP) www.universeffoods.com.br
Produtos e serviços: Peixe, frutos do mar, produto oriental, vegetais.


VINH HOAN
Contato: +84 838 364 849 ; diem. nguyen@vinhhoan.com
Local: Ho Chi Minh (Vietnã) www.vinhhoan.com
Produtos e serviços: Pangasius sem adição de químicos em diferentes apresentações.



WEEMAC
Contato: (47) 3379-8025
Local: Massaranduba (SC) www.weemac.com.br/
Produtos e serviços: Alimentadores flutuantes para peixes, aerador chafariz, aerador pá e equipamentos com dispositivos para energia solar.


