Um anjo na TelePará Em CEDERE, quando ainda só existiam construções de madeira, o governo construiu uma casinha de alvenaria bem ajeitadinha, com cobertura de telhas de tijolinho, e na frente puseram uma placa com o desenho de um aparelho de telefone e o nome TelePará: Telecomunicações do Pará S.A. Era novidade um posto telefônico ali, que nem cidade era, só assentamento. Jocênia, que conhecia bem as letras e os números, foi contratada, junto com a colega Sandra, para o cargo de telefonista. Na época, ninguém por ali sonhava em ter telefone em casa, e só mais tarde instalaram, além do posto, outras linhas
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nas fazendas Umuarama e Pouso do Sol. O mais comum, na ocasião, era que os moradores recebessem novidades por carta e, de emergência, viajassem para uma cidade vizinha para ligar. Quando o posto telefônico de CEDERE foi inaugurado e correu a notícia, o povo começou a chamar do Centro-Oeste e do Nordeste para falar com maridos, filhos, filhas, irmãos, irmãs e noivos. Os mensageiros iam nas casas avisar das ligações. Se fosse distância curta, custava centavos, se fosse mais longe, aí já cobravam um ou dois cruzeiros, dependendo da lonjura.
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