
Ministério da Cultura e Banco do Brasil apresentam

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Ministério da Cultura e Banco do Brasil apresentam

CCBB Educativo Lugares de culturas
A exposição fala sobre povos da África e sobre pessoas ligadas a esses povos.
Essas pessoas são chamadas de descendentes.
Descendente é uma pessoa que vem de uma família ou de um povo.
Uma criança é descendente dos pais.
Os pais são descendentes dos avós.
Os avós são descendentes dos bisavós.
Pais, avós e bisavós são nossos antepassados.
Antepassados são as pessoas que vieram antes de nós.
A palavra ancestralidade tem relação com essas pessoas e com suas histórias.
A ancestralidade não é só da nossa família.
Ela também fala de grupos que viveram em um mesmo lugar.
Esses grupos podem formar uma comunidade.
Também podem formar um povo.

Vamos observar a obra ao lado.
Ela mostra um detalhe da obra Atotô, da artista baiana Nadia Taquary.
A obra lembra um penteado em forma de uma escultura.
Ela faz parte da série "Oriki/Saudação à Cabeça".
Para criar a obra, a artista usou madeira, búzios africanos, palha, cobre e pequenas miçangas de vidro.

A madeira é de uma árvore brasileira chamada Ipê. Ela foi reaproveitada de casas antigas.
O penteado é formado por muitos fios de miçangas pretas e brancas. Cada miçanga é colocada à mão pela artista, uma por uma. Depois, os fios são dobrados e amarrados para criar as formas do penteado.

NADIA TAQUARY
Atotô
Ipê, búzios africanos, palha da costa, cobre e miçangas de vidro
A artista também usa pequenas contas de coco. Ela coloca essas contas em fios de cobre, que ajudam a criar as formas do penteado.
NADIA TAQUARY
Atotô


Ipê, búzios africanos, palha da costa, cobre e miçangas de vidro
Quando viajamos, levamos muitas coisas com a gente. Levamos o que sabemos, nossas histórias e nossa cultura.
Os povos africanos que vieram para as Américas trouxeram seus saberes e seus conhecimentos. Também trouxeram suas religiões. Os orixás são seres sagrados das religiões de origem africana.
Cada orixá tem uma história e também uma ligação com a natureza e com a vida das pessoas.
Agora vamos conhecer Omulu, um orixá ligado à cura, às doenças, à passagem do tempo e à morte.
A obra ao lado lembra Omulu.
Isso aparece no uso da palha e no nome da escultura: Atotô, que é uma saudação para Omulu.
Essa palavra pede silêncio e respeito. É uma forma de mostrar cuidado diante desse orixá.

o de Obaluaiê.
. eu com o corpo coberto de feridas. Por isso, foi por Iemanjá, a orixá que protege os mares. Omulu importante.
as pessoas. Sua roupa é feita de palha. Essa roupa onder suas feridas. ras pessoas de sua luz muito forte. uitos movimentos. Nessa dança, ele mostra força,
o à terra, aos alimentos e à fartura.


Vamos olhar esta obra. Ela foi feita em 1978.
É o retrato de um jovem negro.
Ele olha diretamente para nós.
A imagem parece muito próxima da realidade.
A roupa e o cabelo eram comuns na década de 1970.
Mas esse estilo também pode ser visto nos dias de hoje.

Na frente dele, entre suas mãos, há uma concha.
Em português, o nome da obra é Som do Silêncio.
Você já colocou uma concha no ouvido?
A concha é oca. Ela tem um espaço vazio por dentro.
Mesmo assim, quando colocamos a concha perto do ouvido, parece que ouvimos o som do mar.
A concha vem do mar
Muitas pessoas africa
Elas foram trazidas pa e para outros lugares
concha pode le Também pode le
A obra mostra que m
Mas essas histórias n As pessoas africanas para as Américas.
Trouxeram músicas, r de viver e muitos con



Esta obra é uma tela pintada em tons que lembram o mar.
A tela é feita de tecido de algodão, e o artista
Matheus Abu rasgou tecido dois lugares.
MATHEUS MARQUES ABU
Ancestral Atlântico 3
Acrílica sobre tela, 2024


Os cortes na tela parecem feridas.
Muitos povos africanos atravessaram
o oceano contra a própria vontade.
Essa travessia causou muito sofrime

Essas pessoas foram sequestradas. Depois, foram trazidas para as Américas para serem escravizadas.
A obra mostra que o mar também guarda essa história.
Ela nos ajuda a lembrar a violência da colonização e da escravidão.
MATHEUS MARQUES ABU
Ancestral Atlântico 3
Acrílica sobre tela, 2024

Kalunga é uma palavra usada por alguns povos africanos que falavam línguas banto.
Ela pode estar ligada a um lugar sagrado. Também pode estar ligada a um cemitério.

"Atravessar a Kalunga Grande" era uma forma de falar da viagem pelo mar, de um continente para outro.
Kalunga Grande era o nome que davam ao mar, ao oceano Atlântico, que fica entre a África e as Américas.
Muitas pessoas sofriam maus-tratos durante essa viagem. Algumas morriam nos navios e eram jogadas ao mar.
Por isso, a Kalunga Grande também lembrava um cemitério.
MATHEUS MARQUES ABU
Ancestral Atlântico 3
Acrílica sobre tela, 2024

pintou esse quadro
foi Heitor dos Prazeres.
Ele viveu entre 1898 e 1966.
Heitor trabalhava com várias formas de a Foi pintor, músico, compositor, cenógrafo figurinista e cantor.
Seu trabalho marcou a cultura do Rio de Também teve grande ligação com o samb
Ele compôs músicas conhecidas no Carna
Também criou canções ligadas às religiõe brasileiras.
Na pintura, retratou cenas da vida carioca Suas obras mostram pessoas, festas, rua lugares da cidade. Ele pintou esses temas alguém que conhecia essa vida de perto.

O Carnaval é uma festa brasileira con em muitos países.
O samba é música e dança. Ele nasceu Brasil. Mas tem forte ligação com povo africanos e seus descendentes.
As pessoas africanas trazidas à força p Brasil, trouxeram ritmos, cantos, danç religiões e formas de celebrar.
Esses saberes ajudaram a formar o sa
No Rio de Janeiro, o samba cresceu em festas, rodas, terreiros, quintais, ruas e morros.

Na pintura, vemos uma cena de baile.
O piso é feito de tábuas de madeira.
Também vemos o rodapé e as paredes.
Parece que as quatro pessoas estão em uma sala. Elas aproveitam a música.

Duas mulheres dançam com vestidos rodados.
Dois homens tocam instrumentos de percussão, aqueles instrumentos que fazem som quando batemos neles.
Você conhece algum?





Redação: Flavia Rocha
Edição: Daniela Chindler
Arte: Giovanna Cima
