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UC613_Ciberdefesa_vs_Ciberataque-Sérgio_Fernandes[2026]

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Ciberdefesa vs Ciberataque

Ciberdefesa vs Ciberataque Desafios e Soluções na era da Inteligência Artificial do século XXI Sérgio Fernandes Instituto de Emprego e Formação Profissional – IEFP Coimbra Curso/ação CET Cibersegurança UC 00613

Resumo: A Inteligência Artificial (IA) tornou-se um elemento central das guerras híbridas do século XXI, reforçando simultaneamente a ciberdefesa e as capacidades ofensivas no ciberespaço. A invasão russa da Ucrânia demonstra a integração de ciberataques, desinformação e operações militares convencionais, evidenciando a importância estratégica da IA. Este artigo analisa os benefícios da IA na deteção e resposta a ameaças, bem como os riscos associados ao seu uso malicioso, incluindo malware inteligente e ataques adversariais. Conclui-se que a resiliência cibernética exige uma abordagem integrada baseada em governação, inovação tecnológica, cooperação internacional e arquiteturas Zero Trust. Abstract: Artificial Intelligence (AI) has become a key component of twenty-first-century hybrid warfare, strengthening both cyber defense and offensive cyber capabilities. Russia's invasion of Ukraine illustrates the integration of cyberattacks, disinformation campaigns, and conventional military operations, highlighting AI's strategic role. This paper examines AI's contributions to threat detection and incident response while addressing the risks of its malicious use, including AI-powered malware and adversarial attacks. It concludes that cyber resilience requires an integrated approach based on AI governance, technological innovation, international cooperation, and Zero Trust architectures. Palavras-Chave: Inteligência Artificial; Cibersegurança; Ciberdefesa; Guerras Híbridas; Ciberataques; Desinformação; Zero Trust; Ucrânia. Keywords: Artificial Intelligence; Cybersecurity; Cyber Defense; Hybrid Warfare; Cyberattacks; Disinformation; Zero Trust; Ukraine. Siglas:

IA, LLM’s, SOC, SIEM, SOAR; IDS, IPS, EDR,NSA, NSA, FBI, NCSC-UK, BND ENISA, NIST, NATO, CERT, CSIRT. MITRE, DDoS, CNCS, SIEM/XDR.

MÉTODO CIENTÍFICO O presente artigo foi desenvolvido recorrendo ao método científico, seguindo uma abordagem qualitativa e quantitativa, com o objetivo de compreender o impacto da Inteligência Artificial na evolução da ciberdefesa e dos ciberataques no contexto das ameaças híbridas do século XXI. A investigação baseouse numa revisão sistemática da literatura científica 1, complementada pela análise de normas internacionais, relatórios técnicos e documentação produzida por organizações de referência na área da cibersegurança, 1

como a ENISA, o NIST, a NATO e o MITRE. Contudo, foi analisado um questionário aplicado a um grupo de estudantes da área da cibersegurança, permitindo recolher dados sobre o nível de conhecimento, perceção do risco e opinião relativamente à utilização da Inteligência Artificial tanto na vertente ofensiva como defensiva. A integração entre a evidência científica e os resultados obtidos permitiu realizar uma análise crítica da realidade atual, identificando desafios, oportunidades e possíveis soluções para o reforço das organizações e dos Estados.

Análise de relatórios técnicos e científicos de agências governamentais.

04.08.2026

Fernandes, Sérgio

1|P á g i n a


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