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URBANA morfo logia

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo construir uma narrativa sobre a cidade, baseada em experiências pessoais, memórias e vivências, por meio dos relatos de uma pessoa entrevistada.

A partir do registro empírico fornecido pelo entrevistado, constrói-se um percurso urbano e histórico. Ao percorrer esse trajeto, observa-se que alguns pontos mencionados nas histórias já não pertencem mais à cidade contemporânea; isto é, as construções foram modificadas ou demolidas com o passar do tempo.

Nesse contexto, aplica-se à análise morfológica da cidade o conceito de cidade como 'palimpsesto' urbano, entendendo-se por isso a sobreposição de intervenções urbanas e camadas históricas que preservam memórias e significados de diferentes épocas.

SU MÁ

RIO

BIOGRAFIA

A CIDADE

A PERCEPÇÃO no passado de memória e identidade urbana

GRAFIA BIO-

Rosana Aparecida da Silva Koizumi, nascida em 1966, em São José dos Campos, SP, morou fora da cidade por apenas seis anos, em Mogi das Cruzes, SP, e na capital paulista. Seus pais haviam se mudado para a cidade em 1965.

Teve uma infância típica de 'cidade do interior'.

Quando criança, brincava nas ruas, especialmente dentro do bairro em que morava e, durante a adolescência, vivenciava a cidade com seus amigos, na maioria das vezes, de bicicleta.

CIDA NO A

DE PASSADO

A partir dos relatos da Rosana, um trajeto urbano foi criado, destacando os principais pontos para a história da cidade e para a narrativa pessoalprincipalmente a infancia e adolescência- da entrevistada

É importante destacar, também, que o percurso apresentado se situa na região central da cidade. Portanto, uma região marcada pela presença de várias camadas históricas e de extremo valor para a Cidade.

Figura 4 1 2 3 4 5 6 7

Vale ressaltar que as principais memórias da entrevistada referem-se a um período que abrange as décadas de 70 e 80, correspondente à sua infância e adolescência.

Os pontos marcados no Mapa do percurso representam edifícios e espaços importantes para a morfologia da cidade. Uma vez que são considerados símbolos do crescimento urbano de São Jose dos Campos, devido aos seus pesos históricos e foram cenários da vivência urbana de diversas gerações.

O Trajeto inicia a partir do ponto 1, a Antiga Câmara

Municipal de São Jose dos Campos. Situada na região central da cidade, o edifício eclético do início do Sec. XX foi projetado pelo arquiteto

Maurício Erro, para ser o paço

Municipal

Ao lado do edifício, está a praça Afonso Pena. A Antiga Câmara Municipal redefine o espaço institucional da cidade, marcando as remodelações que caracterizam o período republicano.

Figura 5- Antiga Câmara Municipal de São Jose dos Campos

Ainda em frente à Praça Afonso Pena, destaca-se o segundo ponto do percurso, o antigo Cine Palácio. É importante ressaltar a forma de organização urbana tipica das cidades Brasileiras do início do Sec. XX. Isto é, a praça homenageando uma figura republicana, o teatro/cinema, o paço Municipal e a escola (próximo ponto do trajeto).

Não se encontra muitas informações sobre a história do edifício, apenas que funcionou entre as décadas de 70-90, comportava cerca de mil e seiscentas pessoas, além de ser palco para memória de diversos joseenses, como a da Rosana.

No relato da Rosana, quando comenta sobre como a cidade se alterou com o passar do tempo, ela aponta o Cine Palácio como exemplo: ‘O maior cinema da cidade que virou uma igreja e hoje, um estacionamento (...)’. Isto é, a cidade como um elemento metamórfico, que está em constante transformação.

O terceiro ponto, apesar estar marcado na memória dos joseenses mais velhos, não existem registros digitalizados a respeito. O Colégio Olavo Bilac, onde a entrevistada passou o ‘colegial ‘ .

Figura 6- Antigo Cine Palácio

O ponto 4, não se trata de uma edificação, mas por possuir uma grande urbanidade, ser um ponto de encontro para diversas gerações e, por estar muito marcado na narrativa de cidade da entrevistada, ele foi destacado no percurso. O quarto ponto de parada é o por do Sol da Avenida Anchieta.

Durante a entrevista, Rosana destaca a urbanidade da avenida, ao dizer que haviam muitos ciclistas e pedestres na região, além dos bares e bailes em clubes próximos.

O próximo ponto (5) pode ser considerado como o mais importante para o desenvolvimento da cidade, o Antigo Sanatório Vicentina Aranha. Aberto em 1924, um dos maiores centros de tratamento para tuberculosos da América Latina e um dos primeiros do país. O edifício foi projeto pelo arquiteto Ramos de Azevedo.

Na década de 1980, o complexo hospitalar passou a abrigar um hospital geriatrico, que funcionou até 2003. A partir de 2007, a prefeitura de São Jose dos Campos adquiriu o terreno, abrindo um parque destinado aos cidadãos joseenses

Figura 7- Avenida Anchieta.
Figura 8- Antigo Sanatório Vicentina Aranha

Ao lado do Parque, encontra-se o SESC de São José dos Campos, o ultimo ponto do percurso apresentado. De ponto de vista histórico, o SESC não possui uma grande importância para a cidade, mas para Rosana, há um enorme peso sentimental. Durante toda sua vida frequentou suas instalações, uma vez que seu pai, ‘Sr. Carlos’, trabalhava na instituição e participava ativamente das atividades.

Já chegando ao final do percurso, encontra-se o Parque Santos Dumont. Inaugurado em 1971, exibe uma grande área verde em meio ao centro urbano de São José. Criado para homenagear a aeronaútica brasileira e seu patrono, o parque conta com réplicas de foguetes, aviões fabricados pela EMBRAER e o icônico 14 bis.

Figura 9- Parque Santos Dumont
Figura 10- SESC São José dos Campos

MEMORIA A PERCEPÇÃO E DE IDENTIDADE URBANA

Figura

Antes de concluir a análise morfológica da cidade e a percepção urbana de Rosana em relação à cidade antiga e contemporânea, é importante destacar que, nas imediações do percurso, localizam-se pontos históricos de grande relevância para São José dos Campos, como o marco zero da cidade, outros cineteatros, o calçadão joseense, entre outros. No entanto, devido à narrativa da entrevistada, foram selecionados os pontos mais mencionados durante a entrevista, levando em consideração a perspectiva empírica da cidade

Portanto, conclui-se que, do ponto de vista de um cidadão que passou toda a sua vida em uma mesma cidade, a maneira como ele vivencia os espaços está envolta de memórias e sentimentos. À medida que o tempo avança, a cidade sofre transformações, e restam apenas as lembranças na memória dos seus habitantes. Assim, de forma análoga ao conceito de palimpsesto urbano, as camadas mais antigas da cidade, carregadas de significados históricos, são "apagadas" para que novas camadas possam ser reescritas.

LISTA BIBLIO-GRÁFICA

•JUNIOR, Agê São José dos Campos e sua História. 1 Ed São José dos Campos: prefeitura municipal. 1978.

•<https://www.sjcantigamente.com.br/#google vignette>

Figuras:

Figura 1: My maps

Figura 2: Fotografia tirada de álbuns de família Data e autor desconhecidos

Figura 3: Fotografia tirada de álbuns de familia. Data e autor desconhecidos.

Figura 4: My maps

Figura 5: <https://www.sjcantigamente.com.br/#google vignette>

Figura 6: <https://www sjcantigamente com br/#google vignette>

Figura 7: <https://www sjcantigamente com br/#google vignette>

Figura 8: G1

Figura 9: Foto retirada do livro “São José dos Campos e sua História"

Figura 10: Foto da página do SESC-SJC no Facebook

Figura 11: G1

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MORFOLOGIA_20241211_131209_0000 by Rodrigo de Castro Silva Koizumi - Issuu