RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES


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A cultura é um dos pilares fundamentais para a construção da identidade de uma sociedade e para a preservação da memória coletiva. O Rio Memórias se insere nesse conceito como um espaço que preserva, valoriza e dissemina a história e a cultura do Rio de Janeiro, promovendo acesso democrático ao conhecimento e fortalecendo o vínculo da sociedade com seu patrimônio histórico.
O ano de 2024 marcou um momento especial para nós: cinco anos de existência, consolidando-se como uma referência na preservação e difusão da memória carioca.
Este relatório apresenta as atividades desenvolvidas ao longo do ano, destacando iniciativas que reforçam o papel do Rio Memórias como um agente de salvaguarda da memória urbana, da educação patrimonial, da valorização dos bens imateriais da cidade e na possibilidade de construção de novas histórias.
PRESENCIAL
2024 TOTAL EM 5 ANOS
Oficinas (Rio dos Estudantes) 1430 alunos 4250 alunos
Passeios (Rolé dos Estudantes) 1465 alunos 2125 alunos
Placas Aqui tem memória (Acessos aos códigos QR) 10 mil *
VIRTUAL
Visitas ao site
(número de plays)
2024 TOTAL EM 5 ANOS
Seguidores no Instagram 39 mil **
*O projeto Aqui tem memória iniciou em 2024.
**Número acumulado de seguidores é de 39 mil.

Uma das grandes novidades de 2024 foi a galeria Rio de Monumentos, que se conecta diretamente com as placas do projeto Aqui tem Memória, que teve sua 2ª fase lançada em dezembro. O Aqui tem Memória já tem 35 placas com código QR instaladas em 8 circuitos que levam o visitante para páginas com informações sobre seus personagens e lugares. Os monumentos urbanos costumam passar despercebidos no dia a dia, mas carregam camadas de história, ideologias e disputas de narrativa. A forma como são erguidos, mantidos ou até removidos revela muito sobre o que escolhemos lembrar ou esquecer. Resgatar e contextualizar esses marcos é um jeito de provocar novos olhares sobre a cidade e seus símbolos.
Outro grande momento do ano foi a exposição Rio 64: A Capital do Golpe, que ganhou também uma versão presencial na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Museu Histórico da Cidade (MHC). No marco de 60 anos do golpe civil-militar de 1964, a mostra reforça o papel do Rio nesse processo, mesmo depois da mudança da capital para Brasília. Os eventos políticos, culturais e sociais daquele período ainda reverberam hoje, e revisitar essa história é essencial para reforçar o compromisso com a democracia. A versão online amplia o alcance da exposição e permite que mais gente tenha acesso a esse conteúdo.
O crescimento do Museu Virtual mostra como a internet é uma ferramenta essencial para manter a memória viva. Ela possibilita que histórias antes restritas a arquivos físicos cheguem a novos públicos, promovendo aprendizado e pertencimento. Mais do que revisitar o passado, o museu busca trazer à tona histórias que foram silenciadas e escondidas, ajudando a construir uma nova forma de olhar para a cidade.
205 mil acessos ao museu virtual
acesse o museu virtual
A 5ª temporada do podcast Rio Atlântico, com curadoria de Monica Lima, trouxe um dos temas mais urgentes e sensíveis da atualidade: as travessias dos africanos escravizados pelo Atlântico e a construção da história afro-brasileira no Rio de Janeiro. Ao longo da temporada, o público foi convidado a refletir sobre deslocamentos forçados, resistência e os impactos disso até hoje.






Minha nossa, que lindeza de episódio!! Parabéns pro pessoal do Rio Memórias!!
Comentário de Janie Pacheco sobre o episódio 1 no Spotify
“ “ “ “ “
Conteúdo excelente, iniciativa maravilhosa... continuem ��
Comentário de usuário do Spotify sobre o episódio 5
Excelente. Vou ouvir todos os episódios. Estou lendo Um defeito de cor e me ajudou muito com a realidade do Rio
Comentário de Adelia M. F. Arruda sobre o episódio 1 no Spotify
Fantástico. A professora Mônica Lima com brilhante participação. Excelente trabalho. Temos que nos orgulhar dessa riquíssima herança.
Muito obrigado ☺
Comentário de Vernei Grehs sobre o episódio 3 no Spotify
Amo esse podcast. É meu preferido e tem tantas informações incríveis que tenho que ouvir novamente.
Comentário de Uenes Vilaça sobre o episódio 6 no Spotify
A presença digital do Rio Memórias ganhou ainda mais força em 2024, com o Instagram chegando a 39 mil seguidores e conteúdos que geraram engajamento e troca. O grande destaque do ano foram os reels narrativos, que se mostraram uma forma poderosa de contar a história da cidade.
Nossos reels narrativos são vídeos curtos com uma abordagem envolvente e dinâmica. Eles combinam imagens de arquivo, vídeos atuais, narração e trilha sonora para criar uma experiência imersiva e educativa.
O vídeo sobre a gravura de Debret foi destaque, alcançando 32,6 mil visualizações e 1,8 mil curtidas.
O Instagram do Rio Memórias tem sido uma ótima forma de conectar o público com a história da cidade. A interação nos comentários mostra como os seguidores se envolvem com o conteúdo e com a memória carioca.

Vídeo sobre a gravura de Debret

32,6 mil visualizações
1,8 mil curtidas
Perfil do Instagram do Rio Memórias visite nosso Instagram
39 mil seguidores
Vídeo sensacional!
Parabéns a todos os envolvidos!
Comentário de @oguiaplinio no Instagram
Parabéns, vocês são MARAVILHOSOS! ����
Comentário de @instadanunuu no Instagram
Parabéns pelo cuidado e pela paixão pela memória do Rio ❤����
Comentário de @monicasanchesgalves no Instagram
Incrível essa descrição de fotos antigas, poderiam fazer com outras do período ��
Comentário de @lorenzo_ciscotto no Instagram
Que lindo, gosto de ver fotos do Rio antigo, me dá vontade de entrar e viver essa época.
Comentário de @lafona2 no Instagram
Em 2024, as oficinas do Rio Memórias foram muito mais do que encontros educativos. Com 62 oficinas realizadas e 1,4 mil alunos atendidos, ficou ainda mais evidente que elas são um espaço de troca e experimentação. Fomos até Campinho, Tijuca, São Cristovão, Ipanema, Manguinhos, Bonsucesso, Santa Cruz, Madureira, Humaitá, Moneró e Ilha do Governador levando cultura e aprendendo com os alunos sobre seus territórios.
Cada oficina não só apresentou a memória da cidade, mas também incentivou os participantes a se enxergarem como parte dela. Ao estimular a criação de narrativas próprias — seja através da arte, da escrita ou do debate —, vimos os alunos se apropriando da história de forma ativa. Num momento de constantes mudanças na relação das pessoas com a cidade, as oficinas se tornaram espaços de redescoberta, onde cada um pode contar sua própria história.

62 oficinas realizadas 1430 alunos atendidos oficinas que estimulam a criação de narrativas próprias




Os passeios do Rio Memórias se consolidaram como uma das formas mais potentes de vivenciar a história da cidade. Com 50 passeios realizados e 1,4 mil alunos participantes, conseguimos tirar a história dos livros e das salas de aula e levá-la para o espaço urbano.
Os roteiros escolhidos foram um grande diferencial. Levamos os alunos ao Museu de Arte do Rio para visitar a exposição sobre o Funk, para fazer o circuito da Pequena África e visitar a exposição Rio 64, a capital do golpe. Os passeios criaram conexões entre o passado e as questões que ainda reverberam no Rio. Como as estruturas de poder se consolidaram na cidade?
Como a cultura popular resiste e se reinventa nesse cenário? Caminhar pelas ruas e ouvir essas histórias é mais do que um aprendizado, é uma forma de olhar para a cidade com mais atenção e senso crítico.
A parceria com o MHC e o Instituto Apontar ajudou a ampliar essa experiência, provando que quando diferentes iniciativas se conectam o impacto pode ser ainda maior.

50 passeios realizados 1495 alunos participantes passeios que levam a história dos livros e salas de aula para o espaço urbano





Em 2024, fizemos duas exposições do Rio Memórias que foram além do tradicional. Ambas sobre o tema O Golpe de 64, a primeira na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a outra, no Museu Histórico da Cidade (MHC), com um total de 6,2 mil visitantes. Incorporamos rodas de conversa, apresentações de coral e visitas guiadas, tornando a experiência muito mais dinâmica.
O público não quer só ver a história, quer participar dela. As rodas de conversa aprofundaram os debates sobre os temas das exposições e contaram com a participação de profissionais renomados tais como o biógrafo Lira Neto e a jornalista Monica Sanches. O coral resgatou memórias sonoras e as visitas guiadas ajudaram a expandir a compreensão dos visitantes. Isso mostrou que a história não precisa ser distante e intocável — ela pode (e deve) ser acessível, sensorial e participativa.
com o tema Golpe de 64
6,2 mil visitantes
Exposições realizadas na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e no Museu Histórico da Cidade (MHC)





O ano de 2024 foi marcado pela inauguração do Aqui Tem Memória, um projeto em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo e Embratur Lab que transforma a cidade em um museu a céu aberto, resgatando e valorizando sua história.
Foram instaladas 35 placas informativas com códigos QR nas ruas do Rio de Janeiro e 6 placas de áudio dentro do Museu Histórico da Cidade (MHC). O projeto permite que moradores e turistas acessem conteúdos digitais sobre personagens, locais e acontecimentos que marcaram a cidade, ampliando o acesso à memória urbana de forma interativa e acessível.
Sendo 35 espalhadas pelas ruas do Rio de Janeiro e 6 placas de áudio no Museu Histórico da Cidade (MHC)


Jornal ODIA, 25 de abril de 2024


na mídia
Jornal O GLOBO, Blog do Ancelmo, 25 de maio de 2024

na mídia
TV ALERJ (via YouTube), 29 de abril de 2024


