Esquemas de Navegação

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Esquemas de Navegação Entenda como é possível descrever a estrutura de navegação de um website em tempos de “Ajax” Por Ricardo Nogueira Maekawa Menu esquerdo, menu direito, barrinha lateral, sub-menu. É comum ter que apelar para termos desse tipo na hora de explicar a lógica usada para estruturar e fornecer acesso ao conteúdo de um website. Convenhamos: termos desse tipo não são elegantes e nem eficientes. Na maior parte das vezes, esse ordenamento de coisas é feito de maneira absolutamente intuitiva, e simplesmente não faz uso de vocabulário apropriado. Mas será que esse vocabulário existe? É possível trabalhar com termos capazes de relacionar uma determinada taxonomia e suas características hierárquicas à forma com que devem ser apresentadas na interface? A resposta é sim. A arquitetura da informação é um campo do conhecimento que se preocupa, entre outras coisas, com a definição de um vocabulário capaz de atender esse tipo de situação. Trata-se de uma poderosa ferramenta, capaz de prover elementos que permitem que toda navegação de um website seja descrita em palavras com rapidez, precisão e eficiência. A descrição de um esquema de navegação resulta em um rico vocabulário que permite conectar conteúdo e usuários. Apesar das bibliografias especializadas já usarem nomes para definir tipos de sistemas de navegação que podem existir em um website, é bastante incomum ler alguma crítica ou até mesmo participar de um diálogo onde esses termos estão bem sedimentados entre todos os participantes. Cada um inventa o nome que quer: menu superior, menuzinho esquerdo, menuzinho direito... Não há nada de errado nisso. E por vezes, a lógica empregada por um projetista pode estar inteiramente correta, porém a ausência de um padrão nada mais faz que tornar a produção mais lenta, uma vez que contratantes, contratados e sub-contratados precisam usar muitas palavras para se referir à certos objetos. Importância das estruturas de navegação Foi na época das grandes navegações nos séculos XIV e XV que o tema da precisão das ferramentas de navegação ficaram no foco das atenções. O tema serviu até de inspiração para o poeta Fernando Pessoa elaborar a sua célebre frase “Navegar é preciso, viver não é preciso” –preciso nesse caso, tem sentido de precisão, e não de necessidade. Uma falha no equipamento ou um erro de cálculo e uma embarcação inteira podia se perder no mar e morrer. No mundo físico, dependendo do contexto, isso ainda pode acontecer. Ainda hoje, tem gente que se perde no deserto do Novo México, por exemplo, tentando ir para os Estados Unidos, e quase morre. Ou morre mesmo. Como dizem Peter Morville e Louis Rosenfeld em “Information Architecture”, não há dúvidas: estar perdido é sempre uma coisa ruim. Não dá para discordar disso. Estar perdido é algo que sempre está associado à confusão, frustração, raiva e medo. Em resposta à esse perigo, a humanidade tem desenvolvido ferramentas para se prevenir


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