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almanaque
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Quem é quem
Daniel Oliveira Em “400 Contra 1”, ele interpreta William da Silva Lima, figura central na história do surgimento do Comando Vermelho. O filme se passa nos anos 70 e é baseado no livro de mesmo nome escrito pelo próprio William.
fotos: divulgação
Atrás das grades e diante das câmeras Daniel de Oliveira interpreta o bandido William da Silva Lima, um dos fundadores da facção criminosa Comando Vermelho O ator Daniel de Oliveira, que ficou marcado por interpretar muito bem Cazuza e o filho de Zuzu Angel nos cinemas, se prepara para estrear mais um papel de impacto. Ele protagoniza “400 contra 1 – Uma História do Crime Organizado”, que estreia em circuito comercial no dia 6 de agosto e tem exibição programada para o encerramento do Festival de Paulínia, no próximo dia 22. Dirigido por Caco Souza, o filme, ambientado nos anos 70, aborda as origens do Comando Vermelho. “No longa, a história é contada a partir da experiência de William, um dos poucos sobreviventes dos primeiros anos de facção”, conta o diretor. O “MTV na Rua” também conversou com Daniel sobre a produção. eduardo ribeiro Qual foi o maior desafio para você ao interpretar William da Silva Lima em “400 Contra 1”? Personagens fortes são sempre interessantes para nós, atores. Sempre sonhei em fazer um personagem que me transportasse para um presídio, cadeia ou algo do gênero. E de repente estou realizando meu sonho de forma espetacular, pois o Willian é uma figura interessante demais. Foram muitos desafios. O maior deles foi contracenar com presos de verdade na Colônia Agrícola do Paraná.
Teve algum conflito ou dilema moral por interpretar um personagem do crime organizado? Em primeiro lugar, vi que o Caco estava muito seguro em relação ao tema. Eu só topei fazer porque ele me passou bastante segurança e também já tinha feito alguns documentários com o próprio William. Ele sabia tudo o que queria e o que não queria. Assim fica mais fácil atuar. Uma atitude que pode ser considerada errada no mundo fora das grades pode ser a salvação da própria pele dentro da cadeia. Portanto, fiz o personagem sem pensar muito no bem e no mal. Apenas fiz o que tinha de ser feito. Como foi o seu trabalho de pesquisa? O primeiro passo foi mergulhar no livro do próprio William, para tirar das palavras da obra um pouco da personalidade desse homem. Já em Curitiba, encaramos uma preparação para o filme comandada pelo Chris Duurvoort, que foi azeitando ainda mais os personagens. Estávamos todos no mesmo barco desenvolvendo nossa coletividade e, ao mesmo tempo, nos preparando para grandes e desafiadoras cenas, repletas de muito conflito. Foi incrível fazer esse filme.
Daniela Escobar A atriz vive papel incomum em sua carreira ao encarnar Tereza, que tem um caso de amor incondicional com o bandido William. Tereza é uma caiçara que faz bicos como faxineira no presídio Cândido Mendes.
Fabrício boliviera O personagem de Fabrício é inspirado em uma figura inquieta conhecida como Zé Bigode, mas que no filme ganhou o nome de Cavanha. Pertence a ele a cena que dá nome ao longa. Cavanha, louco para deixar a prisão, é quem incita a discórdia.