O futebol brasileiro, movido por paixão, história e talento, encontra na atual reorganização uma oportunidade de alinhar tradição e modernidade
EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS ALCANÇAM US$ 349 BILHÕES EM 2025 E BATEM RECORDE HISTÓRICO TURISMO NO BRASIL BATE RECORDE E FATURA R$ 185,2 BILHÕES EM
ESPAÇO GOSPEL
PROVÉRBIOS 21
EXISTEM SOFRIMENTOS QUE O JUSTO ENFRENTA COMO FRUTO DO SEU COMPROMISSO
CASTIGO, MAS COMO UM PRIVILÉGIO. NINGUÉM PRECISA, OU DEVE, RETRIBUIR O MAL ELE RETRIBUIRÁ CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS
1. Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer.
2. Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o Senhor sonda os corações.
3. Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício.
4. Os olhos altivos, o coração orgulhoso e a lavoura dos ímpios é pecado.
5. Os pensamentos do diligente tendem só para a abundância, porém os de todo apressado, tão-somente para a pobreza.
6. Trabalhar com língua falsa para
PROVÉRBIOS 22
ajuntar tesouros é vaidade que conduz aqueles que buscam a morte.
7. As rapinas dos ímpios os destruirão, porquanto se recusam a fazer justiça.
8. O caminho do homem é todo perverso e estranho, porém a obra do homem puro é reta.
9. É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta.
10. A alma do ímpio deseja o mal; o seu próximo não agrada aos seus olhos.
11. Quando o escarnecedor é casti-
gado, o simples torna-se sábio; e o sábio quando é instruído recebe o conhecimento.
12. O justo considera com prudência a casa do ímpio; mas Deus destrói os ímpios por causa dos seus males.
13. O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido.
14. O presente dado em segredo aplaca a ira, e a dádiva no regaço põe fim à maior indignação.
15. O fazer justiça é alegria para o justo, mas destruição para os que praticam a iniqüidade.
MUITAS PESSOAS ACREDITAM SER IMPORTANTE SE ESFORÇAREM PARA ALCANÇAR IMPORTANTE TER UM BOM NOME DO QUE GRANDES RIQUEZAS. ESTE CAPÍTULO NOS MAS PARA A GLÓRIA DE DEUS
1. Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro.
2. O rico e o pobre se encontram; a todos o Senhor os fez.
3. O prudente prevê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e acabam pagando.
4. O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, honra e vida.
5. Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe dele.
6. Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.
7. O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta.
8. O que semear a perversidade segará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto.
9. O que vê com bons olhos será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre.
10. Lança fora o escarnecedor, e se irá a contenda; e acabará a ques-
tão e a vergonha.
11. O que ama a pureza de coração, e é amável de lábios, será amigo do rei.
12. Os olhos do Senhor conservam o conhecimento, mas as palavras do iníquo ele transtornará.
13. Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.
14. Cova profunda é a boca das mulheres estranhas; aquele contra quem o Senhor se irar, cairá nela.
15. A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.
ESSES SOFRIMENTOS NÃO DEVEM NUNCA SER VISTOS COMO
O MAL, O QUE PRECISAMOS FAZER É CONFIAR NOSSA CAUSA A DEUS, POIS
16. O homem que anda desviado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará.
17. O que ama os prazeres padecerá necessidade; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá.
18. O resgate do justo é o ímpio; o do honrado é o perverso.
19. É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça.
20. Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os esgota.
21. O que segue a justiça e a bene-
ficência achará a vida, a justiça e a honra.
22. O sábio escala a cidade do poderoso e derruba a força da sua confiança.
23. O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias.
24. O soberbo e presumido, zombador é o seu nome, trata com indignação e soberba.
25. O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar.
26. O cobiçoso cobiça o dia todo, mas
o justo dá, e nada retém.
27. O sacrifício dos ímpios já é abominação; quanto mais oferecendo-o com má intenção!
28. A falsa testemunha perecerá, porém o homem que dá ouvidos falará sempre.
29. O homem ímpio endurece o seu rosto; mas o reto considera o seu caminho.
30. Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor.
31. Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do Senhor vem a vitória.
SUCESSO E RIQUEZA. NO ENTANTO, PROVÉRBIOS 22 NOS ACONSELHA QUE É MAIS
ENSINA COMO CONSTRUIR UM BOM NOME – NÃO PARA A AUTO-GLORIFICAÇÃO,
16. O que oprime ao pobre para se engrandecer a si mesmo, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá.
17. Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento.
18. Porque te será agradável se as guardares no teu íntimo, se aplicares todas elas aos teus lábios.
19. Para que a tua confiança esteja no Senhor, faço-te sabê-las hoje, a ti mesmo.
20. Porventura não te escrevi excelentes coisas, acerca de todo con-
selho e conhecimento,
21. Para fazer-te saber a certeza das palavras da verdade, e assim possas responder palavras de verdade aos que te consultarem?
22. Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem atropeles na porta o aflito;
23. Porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam ele lhes tirará a vida.
24. Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico,
25. Para que não aprendas as su-
as veredas, e tomes um laço para a tua alma.
26. Não estejas entre os que se comprometem, e entre os que ficam por fiadores de dívidas,
27. Pois se não tens com que pagar, deixarias que te tirassem até a tua cama de debaixo de ti?
28. Não removas os antigos limites que teus pais fizeram.
29. Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior.
CONTEÚDO
11 PELO PAÍS
Desemprego cai para 5,1% no trimestre até dezembro, recorde da série histórica.
REPORTAGENS
16
CAPA
Samir Xaud conduz o futebol brasileiro a um novo ciclo de confiança. O futebol
brasileiro, movido por paixão, história e talento, encontra na atual reorganização uma oportunidade de alinhar tradição e modernidade.
28
DESEMPENHO
Copa do Mundo de 2026 marca a virada de chave do futebol mundial. Com 48 seleções, formato mais inclusivo e sede compartilhada entre três países, o maior torneio
do esporte amplia fronteiras, redefine a experiência do torcedor e reforça o futebol como fenômeno cultural, econômico e social de alcance mundial.
32
MERCADO
Acordo Mercosul União Europeia projeta avanço gradual do PIB brasileiro. O acordo entre Mercosul e União Europeia tem potencial de elevar o PIB (Produto
Interno Bruto) brasileiro em 0,46% até 2040, o equivalente a US$ 9,3 bilhões, segundo dados de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
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RESULTADO
Exportações brasileiras alcançam US$ 349 bilhões em 2025 e batem recorde histórico. Ao alcançar esse patamar inédito de vendas externas, o país
CONHEÇA A VERSÃO DIGITAL
reafirma uma vocação que vai muito além de ser apenas o celeiro do planeta, ele se apresenta como um parceiro confiável.
40 GIRO
Lula, Fifa e CBF veem Brasil apto para receber Mundial de Clubes em 2029. Copa do Mundo Feminina, que ocorrerá no Brasil em 2027, também foi pauta da reunião.
DIÁLOGO
OBrasil vive um tempo em que diferentes áreas da vida nacional parecem dialogar entre si a partir de um mesmo eixo central: a reconstrução da confiança. Seja no futebol, na economia, na saúde ou na segurança pública, o país dá sinais de que começa a alinhar expectativas, planejamento e ação concreta, criando um ambiente mais propício à estabilidade e ao avanço gradual. No futebol, essa percepção se traduz em uma reorganização que busca recuperar credibilidade sem abrir mão da identidade histórica. A condução de Samir Xaud aponta para um novo ciclo, no qual gestão, transparência e visão de longo prazo passam a caminhar ao lado da paixão que sempre moveu o esporte no país. Essa mudança de postura dialoga diretamente com o momento global do futebol e encontra eco na preparação para a Copa do Mundo de 2026, que surge como símbolo de uma mentalidade mais inclusiva e representativa. Ao ampliar o torneio para 48 seleções, a competição reconhece o crescimento do futebol em regiões antes tratadas como periféricas, incorporando novas narrativas, estilos de jogo e culturas, ao mesmo tempo em que reposiciona as potências tradicionais diante de um cenário mais diverso e competitivo. É nesse ambiente de transição que o Brasil busca escrever um novo capítulo de protagonismo esportivo, agora sob a liderança de Carlo Ancelotti, cuja trajetória é marcada menos pela imposição e mais pelo diálogo, pela clareza e pela confiança mútua. A escolha reflete uma compreensão mais madura de liderança, alinhada ao próprio espírito dessa nova fase do futebol mundial, em que gestão emocional, estratégia e leitura coletiva ganham peso semelhante ao talento individual.
NA CAPA: SAMIR XAUD CONDUZ O FUTEBOL BRASILEIRO A UM
CICLO DE CONFIANÇA. O FUTEBOL BRASILEIRO, MOVI-
CONTEÚDO
Esse mesmo movimento de abertura e reposicionamento pode ser observado na economia. O acordo entre Mercosul e União Europeia simboliza uma aposta na integração inteligente do Brasil às cadeias globais de valor. Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada indicam que o pacto tem potencial para elevar o Produto Interno Bruto brasileiro em 0,46% até 2040, o equivalente a US$ 9,3 bilhões. Mais do que um impacto numérico, trata se de uma sinalização de previsibilidade, segurança jurídica e ampliação de mercados, elementos fundamentais para um crescimento sustentável.
Os reflexos desse reposicionamento já aparecem nos dados do comércio exterior. Em 2025, as exportações brasileiras atingiram o recorde histórico de US$ 349 bilhões, reforçando uma imagem que ultrapassa o estigma de economia primária. O país se consolida como parceiro confiável, diversificado e resiliente, capaz de atravessar ciclos de instabilidade global com maior solidez. Essa mesma lógica se estende ao turismo, setor que também bateu recorde ao faturar R$ 185,2 bilhões em 2025, o maior volume desde 2011. Dados da FecomercioSP apontam crescimento de 6,4% em relação ao ano anterior, impulsionado pela retomada do fluxo de visitantes e pela valorização de destinos regionais, fortalecendo economias locais e gerando empregos.
Enquanto a economia avança, a saúde pública também apresenta sinais de evolução que merecem destaque. São Paulo liderar o ranking dos melhores hospitais públicos do país demonstra que excelência não se resume a tecnologia de ponta, mas à capacidade de responder às demandas reais da população com eficiência, gestão e humanização. No campo científico, a aprovação de um medicamento inédito para o tratamento da doença de Alzheimer representa um marco histórico. Pela primeira vez, surge uma possibilidade concreta de desacelerar a progressão da doença, preservando memórias, vínculos afetivos e autonomia, um avanço que dialoga di-
retamente com o desafio do envelhecimento da população brasileira.
No entanto, esse cenário de avanços convive com preocupações estruturais que ainda mobilizam a sociedade. A violência segue como a principal inquietação para 45% dos brasileiros, revelando que crescimento econômico e inovação precisam caminhar lado a lado com políticas públicas capazes de garantir segurança e bem estar. Segurança efetiva não se constrói apenas pela repressão, mas por meio de uma rede de cuidado em que o Estado esteja presente desde a base da pirâmide social, prevenindo conflitos e fortalecendo vínculos comunitários.
É nesse contexto que iniciativas regionais ganham relevância simbólica e prática. O Governo de Pernambuco anunciou a incorporação de 7 mil novos profissionais de segurança, entre policiais, bombeiros e peritos, ampliando a presença do Estado nas ruas e reforçando a capacidade de resposta em todas as regiões, do litoral ao sertão. Cada novo agente representa mais do que um número, simboliza a tentativa de reconstruir a confiança entre poder público e população.
Por fim, um dado aparentemente simples revela um traço importante desse momento nacional. Brasileiros ainda têm mais de R$ 10 bilhões esquecidos em bancos, envolvendo milhões de pessoas físicas e jurídicas. Esse recurso parado evidencia falhas de informação, mas também aponta para uma oportunidade de reativação econômica, mostrando que o país ainda guarda potencial latente que pode ser mobilizado com políticas mais eficientes e comunicação clara. O Brasil que emerge desse conjunto de indicadores é um país em processo de reorganização, consciente de seus desafios, mas cada vez mais atento às oportunidades. Entre o futebol que se reinventa, a economia que se integra, a ciência que avança e o Estado que busca se aproximar do cidadão, desenha se um cenário em que confiança deixa de ser apenas discurso e passa a se afirmar como projeto coletivo.
DIRETOR-PRESIDENTE
PELO PAÍS
RECUPERAÇÃO DESEMPREGO CAI PARA 5,1% NO TRIMESTRE ATÉ DEZEMBRO, RECORDE DA SÉRIE HISTÓRICA
COM O RESULTADO, A TAXA ANUAL DO INDICADOR CAIU PARA 5,6% EM 2025, SEGUNDA A PNAD (PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICÍLIOS) CONTÍNUA, DIVULGADA PELO IBGE
PELO PAÍS
A taxa de desemprego caiu a 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, menor taxa de desocupação desde a série histórica iniciada em 2012, mostrou a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE.
Nos três últimos meses do ano, a população desocupada no Brasil ficou em 5,5 milhões, o menor contingente da série da pesquisa.
Com o resultado do mês de dezembro, a taxa anual do indicador caiu para 5,6% em 2025, ante 6,6% registrado no ano anterior, também o patamar mais baixo desde 2012. No período de um ano, a média de pessoas desocupadas caiu de 7,2 para 6,2 milhões.
A população ocupada no país em 2025 também registrou recorde na série histórica, com 103 milhões de pessoas, frente a 101,3 milhões em 2024, mostrou ainda o IBGE. Em 2012, o valor era de 89,3 milhões.
Nível de ocupação vai a 59%
Já o valor anual do nível de ocupação
– percentual de ocupados na população em idade de trabalhar – ficou em 59,1% em 2025, menor da série, enquanto em 2024 era de 58,6%.
A renda média real habitual dos trabalhadores atingiu o maior valor desde 2012, ficando em R$ 3.560, aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. Na série histórica, o menor resultado havia sido em 2022 (R$ 3.032).
Já o valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior da série, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhões) em relação a 2024.
“Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho. A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, afirmou a coordenadora de pesquisas do IBGE, Adriana Beringuy. Em 2020 e 2021, anos da pandemia da Covid 19, a taxa de desemprego chegou a 13,7% e 14%, e cerca de 14 milhões de desocupados.
PETROBRAS ANUNCIA REDUÇÃO DE 5,2% NO PREÇO DA GASOLINA PARA DISTRIBUIDORAS
PREÇO MÉDIO DE VENDA DA EMPRESA PARA AS DISTRIBUIDORAS PASSARÁ A SER, EM MÉDIA, DE R$ 2,57 POR LITRO, O QUE SIGNIFICA REDUÇÃO DE R$ 0,14
A Petrobras anunciou que reduzirá o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. A medida está valendo desde a última de terça-feira (27). Dessa forma, o preço médio de venda da companhia para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, o que significa redução de R$ 0,14 por litro.
O movimento tende a desestimular o interesse por importações, que avançaram forte no ano passado. Além disso, uma gasolina mais barata pode fazer frente a uma safra que deverá ter maior produção de etanol, de acordo com analistas.
De acordo com dados da Petrobras, foi o terceiro corte seguido no preço da gasolina. O último havia sido em outubro do ano passado, quando a redução foi de 4,9%.
De acordo com relatório do Itaú BBA, a redução no preço da gasolina veio
abaixo do esperado.
Após o ajuste, os preços da Petrobras devem ficar ainda aproximadamente 5% acima da paridade, segundo o Itaú BBA, que ponderou que a petroleira também utiliza parâmetros de sua própria estratégia comercial.
A diminuição do valor foi anunciada em momento em que o preço da Petrobras operava 8% acima da paridade de importação, de acordo com dados do site da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). Essa conjuntura favorecia importações do combustível, colocando maior concorrência para a Petrobras.
De acordo com analistas, a redução no preço da gasolina comercializada pela Petrobras era esperada pelo mercado, diante da conjuntura, mas também acontece antes de uma safra que deverá ter mais oferta de etanol.
UNIDADE
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a companhia vai investir R$ 6 bilhões na Refinaria Riograndense, em Rio Grande (RS), para transformá-la na primeira biorrefinaria do Brasil.
A unidade tem participação societária da Petrobras, da Ultra e da Braskem. Desde 2023, a refinaria já vinha realizando testes para a produção de combustíveis a partir de bio-óleo, etapa considerada fundamental para a transição da planta para um modelo de refino mais sustentável.
O anúncio foi feito durante a cerimônia de assinatura de contratos para a construção de embarcações do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
RECORDE
IBOVESPA FECHA ACIMA DOS 181 MIL PONTOS PELA PRIMEIRA VEZ
PRINCIPAL ÍNDICE DA BOLSA RENOVA RECORDE E MOEDA NORTE-AMERICANA
VAI AO MENOR VALOR DESDE MAIO DE 2024
O Ibovespa renova recorde e fecha acima dos 181 mil pontos pela primeira vez na última terça-feira (27). A alta foi impulsionada pelo clima positivo que tomou os mercados locais após os dados da inflação abaixo do esperado e pelos ganhos das blue chips em meio a continuidade de fluxos de investidores estrangeiros para a bolsa brasileira.
O Ibovespa fechou com alta de 1,79%, aos 181.919,13 pontos.
Na mínima, marcou 178.852,46 pontos e, na máxima, registrou 183.359,56 –maior nível intradia registrado na história do índice. O volume financeiro somou R$ 35,23 bilhões.
A visão positiva do indicador, somada a um dólar mais comportado e ao fluxo para a bolsa, sustentou a performance de blue chips como Petrobras, Vale e bancos, ajudando o índice a renovar máximas recentes.
O Ibovespa operou durante todo o pregão com alta generalizada, mas
alguns setores se destacam. Ainda dentre as commodities, a Vale se recuperou do tombo da véspera, com alta de 2,20%.
O setor financeiro também é destaque, com expectativa de juros menores, que, de acordo com Perri, colaboram com menor inadimplência e redução de PDDs (provisão para devedores duvidosos), com forte alta em papéis como Itaú Unibanco (2,65%), Bradesco (2,63%), Santander (3,18%) e Banco do Brasil (1,19%).
Agora, o foco dos investidores se volta agora para a chamada “superquarta”, que trará as decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve. A expectativa é de manutenção tanto da taxa Selic em 15% no Brasil quanto dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% nos Estados Unidos.
O mercado também segue monitorando a temporada de balanços americana e os possíveis desdobramentos no cenário geopolítico.
CAPA
SAMIR XAUD CONDUZ O FUTEBOL BRASILEIRO A UM NOVO CICLO DE CONFIANÇA
O FUTEBOL BRASILEIRO, MOVIDO POR PAIXÃO, HISTÓRIA E TALENTO, ENCONTRA NA ATUAL REORGANIZAÇÃO UMA
OPORTUNIDADE DE ALINHAR TRADIÇÃO E MODERNIDADE
Ofutebol brasileiro volta a respirar um clima de reconstrução confiante, guiado por uma gestão que aposta no planejamento, na escuta e na organização como caminhos para um futuro mais sólido. À frente desse movimento está Samir Xaud, que conduz a Confederação Brasileira de Futebol em um momento decisivo, no qual o país se prepara para a Copa do Mundo de 2026 e, ao mesmo tempo, busca corrigir distorções históricas do seu sistema futebolístico. O discurso que orienta essa nova fase é claro: desenvolver o futebol brasileiro como um todo, com responsabilidade, transparência e visão de longo prazo.
A atual gestão parte do entendimento de que o futebol não se resume à Seleção Brasileira, ainda que ela seja o maior símbolo da paixão nacional. Para que a camisa amarela volte a ocupar o lugar de protagonismo absoluto no cenário internacional, é preciso fortalecer toda a base que sustenta o esporte no país. Por isso, uma das primeiras medidas foi a reformulação do calendário nacional, pensada para reduzir a sobrecarga de jogos, proteger a saúde dos atletas e elevar o nível técnico das competições. Trata se de uma mudança estrutural, que busca equilibrar interesses esportivos e humanos, respeitando o tempo do atleta e a qualidade do espetáculo. Dentro dessa reorganização, a sustentabilidade financeira passou a ocupar posição central. A criação de um grupo de trabalho dedicado ao fair play financeiro sinaliza uma preocupação inédita com a saúde econômica do futebol brasileiro. A proposta é estimular práticas mais responsáveis, capazes de evitar colapsos financeiros e garantir que clubes cresçam de forma equilibrada. É uma mudança de cultura que exige diálogo, maturidade e compro-
metimento coletivo, mas que aponta para um futuro mais seguro para o esporte.
O fortalecimento dos clubes médios e pequenos aparece como consequência direta dessa visão sistêmica. A reestruturação das Séries C e D, com ampliação de vagas, aumento de cotas e resgate de competições que haviam perdido espaço, ajuda a reorganizar a pirâmide do futebol nacional. Ao mesmo tempo, a redução da sobrecarga de jogos na Série A cria um ambiente mais justo para todos. As federações estaduais desempenham papel essencial nesse processo, atuando como braços locais da CBF e garantindo que o desenvolvimento chegue a cada região do país.
A transparência e o diálogo se consolidam como marcas da gestão. A
CAPA
CAPA
CBF busca reconstruir a relação com a torcida e com a imprensa, apostando em comunicação mais aberta e em ações que aproximem o público da Seleção Brasileira. Em ano de Copa do Mundo, esse vínculo ganha ainda mais importância. O objetivo é resgatar o sentimento de pertencimento, fazer com que o torcedor volte a se reconhecer na Seleção e enxergar nela um projeto confiável. Samir Xaud costuma reforçar que o futebol brasileiro precisa caminhar junto com sua gente, ouvindo, explicando e compartilhando decisões.
Nesse contexto de aproximação, a descentralização dos jogos da Seleção surge como um desejo concreto. A ideia é promover um rodízio entre estádios que tenham condições técnicas adequadas, respeitando critérios como gramado, capacidade e infraestrutura. Levar a Seleção a diferentes regiões do país amplia o acesso do torcedor, fortalece o caráter nacional do time e reforça o futebol como elemento de identidade cultural.
O futebol feminino ocupa lugar de destaque nesse novo ciclo. Durante muito tempo à margem dos grandes investimentos, a modalidade passa a ser tratada como prioridade. Ajustes em competições, aumento de cotas e maior aporte financeiro refletem um olhar mais atento e comprometido. A proximidade da Copa do Mundo de 2027, que será realizada no Brasil, impulsiona um projeto construído em parceria com a FIFA, com foco em deixar um legado duradouro. A ascensão recente da Seleção Feminina alimenta a esperança de conquistas históricas em casa e de uma mudança definitiva na percepção sobre o futebol praticado por mulheres.
No centro das atenções, a Seleção Brasileira masculina volta a ser pensada como um projeto contínuo. A confiança no trabalho da comis-
são técnica, liderada por Carlo Ancelotti, se traduz na intenção de estender o contrato até 2030, garantindo dois ciclos completos de Copa do Mundo. A avaliação interna é de que os momentos difíceis vividos recentemente não se explicavam apenas pelo desempenho em campo, mas também por uma crise institucional que já foi superada. Com a casa organizada, a Seleção passa a mostrar evolução, recuperando estabilidade e confiança. A ambição permanece viva: buscar a sexta estrela e devolver ao torcedor o orgulho de se ver representado.
A pressão por resultados e a discussão sobre renovação do elenco são tratadas com equilíbrio. A atual gestão respeita a autonomia da comissão técnica, entendendo que de-
cisões esportivas devem ser tomadas por quem vive o futebol no dia a dia. O papel da CBF é garantir estrutura, tranquilidade e condições adequadas de trabalho, criando um ambiente propício para escolhas técnicas responsáveis e coerentes.
A arbitragem, tema sensível para torcedores e clubes, também passa por um processo de valorização. Após um período de investimentos reduzidos, a CBF retomou a capacitação contínua dos árbitros, com treinamentos regulares, tanto teóricos quanto físicos. A modernização tecnológica, incluindo o impedimento semiautomático, representa um avanço importante para a transparência e a credibilidade das competições. A meta é construir uma arbitragem mais preparada, que con-
tribua para a qualidade do futebol brasileiro.
A base do sistema recebe atenção estratégica com a expansão dos centros de desenvolvimento de futebol, legado da Copa de 2014. A aceleração das entregas desses espaços leva estrutura adequada a estados que não receberam jogos daquele Mundial, oferecendo campos, vestiários e condições para o trabalho de formação. Esses centros funcionam como pilares de apoio ao desenvolvimento de jovens talentos e reforçam a importância da base como fundamento do futebol nacional.
No apoio direto aos clubes, a CBF reafirma seu papel como principal fomentadora do futebol brasileiro. A entidade assume os custos das competições das Séries B e C e mantém subsídios que viabilizam a participação dos clubes. Em conjunto com as federações estaduais, esse suporte garante organização, continuidade e equilíbrio ao sistema esportivo.
A profissionalização da gestão fecha esse ciclo de transformações. A valorização da educação continuada e da qualificação de dirigentes aparece como elemento decisivo para resultados duradouros. Samir Xaud defende que uma gestão bem preparada é mais eficiente e responsável, e faz dessa convicção um norte pessoal e institucional.
O cenário que se desenha é de otimismo consciente. O futebol brasileiro, movido por paixão, história e talento, encontra na atual reorganização uma oportunidade de alinhar tradição e modernidade. Com planejamento, diálogo e investimento estrutural, o país se prepara para 2026 olhando além da Copa do Mundo. É um novo tempo, construído com a certeza de que grandes conquistas começam fora das quatro linhas e se consolidam quando o futebol volta a caminhar junto com o seu povo.
ENTREVISTA
SAMIR XAUD
A SEDE DA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL FOI PALCO DE UMA ENTREVISTA ESPECIAL CONCEDIDA À REVISTA TOTAL. O DIRETOR NACIONAL E INTERNACIONAL DA PUBLICAÇÃO, CARLOS ROBERTO, BATEU UM PAPO DIRETO E ESCLARECEDOR COM O PRESIDENTE DA CBF, SAMIR XAUD, SOBRE OS RUMOS DO FUTEBOL BRASILEIRO, OS PLANOS PARA 2026, A SELEÇÃO BRASILEIRA, A COPA DO MUNDO, ARBITRAGEM, FUTEBOL FEMININO, CATEGORIAS DE BASE E A GESTÃO DA ENTIDADE. EM UM PAÍS MOVIDO PELA PAIXÃO PELO FUTEBOL, A ENTREVISTA REFORÇA O COMPROMISSO DA ATUAL ADMINISTRAÇÃO COM TRANSPARÊNCIA, DIÁLOGO E DESENVOLVIMENTO DO ESPORTE EM TODAS AS SUAS DIMENSÕES
Presidente, é um prazer estar aqui. A CBF vive um momento importante, com debates sobre desenvolvimento do futebol brasileiro, planejamento para 2026, Seleção Brasileira e Copa do Mundo. Quais são as principais metas da sua gestão para os próximos anos?
Entramos praticamente há sete meses à frente da CBF e colocamos como metas principais desenvolver o futebol brasileiro como um todo e promover as mudanças necessárias que o futebol precisava. Entre essas ações estão a reformulação do calendário brasileiro, a criação de um grupo de trabalho sobre fair play financeiro, pensando na sustentabilidade financeira do futebol, além de investimentos no futebol feminino e no futebol de base. Também estamos investindo na arbitragem, tanto na educação continuada quanto na modernização, com a chegada do impedimento semiautomático. São muitas frentes em que já demos os primeiros passos em um curto período de tempo. O que esperamos agora é colher esses frutos a longo prazo.
A CBF tem projetos específicos para fortalecer os pequenos e médios clubes do país? O fortalecimento é do futebol como um todo. A CBF atua por meio das federações estaduais, que são responsáveis por administrar e organizar o futebol local. A reformulação do calendário e das competições já veio para beneficiar principalmente os
clubes médios e pequenos das Séries C e D.
Conseguimos enxugar o calen dário, reduzindo a sobrecarga de jogos dos clubes da Série A, e mexemos na pirâmide do futebol brasileiro, amplian do vagas, aumentando co tas, melhorando campe onatos e trazendo de vol ta competições que es tavam esquecidas. Essa é a forma como a CBF fo menta o futebol brasileiro.
Um tema muito debatido é a transparência. Como a CBF pretende ampliar o diálogo com torcedores e imprensa? O diálogo é um dos pilares da nossa gestão. Trabalhamos pa ra reconectar a torcida brasilei ra com a Seleção. Estamos em ano de Copa, com foco total no objetivo de buscar a sexta estre la. Criamos novas ações de ma rketing, melhoramos os even tos e a experiência nos jogos da Seleção Brasileira. Hoje a CBF tem uma nova cara e já percebemos uma mudança no comportamento da torcida e do público em geral.
Há planos para descentralizar os jogos da Seleção Brasilei ra e levá-los para regiões fora dos grandes centros? Essa é uma questão que esta mos estudando. Tudo depende das condições dos estádios, da capacidade e da estrutura. Exis tem fatores que interferem dire tamente nessas escolhas. Mas a ideia é sempre fazer um rodí
zio entre todos os estádios que estejam preparados para receber a Seleção Brasileira.
O futebol feminino enfrenta desafios históricos, especialmente em relação a patrocínios. Quais são os passos da CBF para desenvolver e valorizar ainda mais essa modalidade?
O futebol feminino está sendo visto com outros olhos. Fizemos ajustes nas competições, aumentamos cotas e ampliamos os investimentos. A Copa do Mundo Feminina vem aí, será no Brasil em 2027, e já estamos trabalhan-
do em parceria com a FIFA para organizar esse grande evento e deixar um legado definitivo para o futebol feminino. Nossa Seleção Feminina vive uma ascensão muito grande nos últimos anos e o objetivo é que ela seja campeã pela primeira vez aqui no Brasil. Queremos mudar de uma vez por todas a imagem do futebol feminino, com aumento consistente de investimentos, algo que já está em andamento.
Falando da Seleção Brasileira principal, há muita expectativa
e pressão por resultados. Como a CBF avalia o momento atual da equipe?
Estamos com o técnico Carlos Ancelotti e em conversas para estender o contrato dele até 2030, fazendo dois ciclos de Copa. Acreditamos muito no trabalho que vem sendo desenvolvido. A Seleção vinha passando por momentos difíceis, mas isso era resultado de um conjunto de fatores, dentro e fora de campo. Havia problemas institucionais internos que foram sanados. Desde o primeiro mês, trabalhamos para organizar a casa de dentro
para fora. Hoje vemos uma CBF estruturada e uma Seleção em evolução constante. Estou muito confiante de que este ano pode ser o ano da tão sonhada sexta estrela.
Existe uma cobrança grande por renovação do elenco. Como o senhor vê esse processo? Essa decisão é totalmente da comissão técnica. O técnico e sua equipe têm autonomia para escolher e realizar o trabalho. O presidente não interfere. Confiamos plenamente na capacidade deles e acreditamos
que sempre escolherão o melhor para o Brasil.
A arbitragem é outro tema sensível. O que está sendo feito para melhorar a qualidade e a transparência, inclusive no uso do VAR? Desde o primeiro mês de gestão, voltamos a investir na arbitragem. Esses investimentos tinham sido interrompidos há alguns anos. Retomamos a educação continuada, com treinamentos teóricos e físicos.
Já realizamos mais de seis treinamentos nesses sete meses, aqui na Granja Comary. Estamos resgatando esse investimento para ter uma arbitragem mais qualificada, que valorize e engrandeça o nosso produto.
Em relação às categorias de base, quais políticas estão sendo implementadas para fortalecer esse setor?
A base é a fundação da pirâmide do futebol. A CBF faz um investimento macro, mas os clubes também precisam se organizar. Um dos grandes legados foi a retomada e entrega dos centros de desenvolvimento, previstos desde a Copa de 2014. Aceleramos essas entregas e inauguramos centros com campos, vestiários e estrutura adequada, especialmente em estados que não receberam jogos da Copa. Até o final do ano, novos centros serão inaugurados pelo país.
Como a CBF apoia os clubes com incentivos, subsídios e operações?
A CBF mantém subsídios muito significativos. Todos os custos das competições das Séries B e C são pagos pela entidade. Somos o maior fomentador, regulador e organizador do futebol brasileiro, sempre em conjunto com as federações estaduais.
Para finalizar, como o senhor avalia a importância da profissionalização da gestão no futebol brasileiro?
Acreditamos muito na qualificação profissional. Uma gestão bem preparada é mais eficiente e gera melhores resultados. Sou defensor da educação continuada e estou sempre buscando me qualificar para realizar um bom trabalho. Isso é fundamental para o crescimento do futebol brasileiro.
DESEMPENHO
COPA DO MUNDO DE 2026 MARCA A VIRADA DE CHAVE DO FUTEBOL MUNDIAL
COM 48 SELEÇÕES, FORMATO MAIS INCLUSIVO E SEDE COMPARTILHADA ENTRE TRÊS PAÍSES, O MAIOR TORNEIO DO ESPORTE AMPLIA FRONTEIRAS, REDEFINE A EXPERIÊNCIA DO TORCEDOR E REFORÇA O FUTEBOL COMO FENÔMENO CULTURAL, ECONÔMICO E SOCIAL DE ALCANCE MUNDIAL
ACopa do Mundo de 2026 já nasce diferente antes mesmo da bola rolar, porque carrega consigo a proposta de ampliar horizontes e aproximar ainda mais o futebol das pessoas, transformando o maior torneio do esporte em um retrato mais fiel da diversidade que existe dentro e fora de campo. Ao reunir 48 seleções pela primeira vez em sua história, o evento sinaliza uma mudança de mentalidade que reconhece o crescimento do futebol em regiões antes vistas como periféricas e acolhe novas histórias, novos estilos de jogo e novas expectativas que passam a dividir espaço com as potências tradicionais.
A decisão de expandir o número de participantes altera profundamente a experiência da competição, tanto para quem joga quanto para quem acompanha, porque amplia o tempo de convivência com o torneio e aumenta a quantidade de confrontos capazes de surpreender, emocionar e desafiar previsões. A fase inicial organizada em 12 grupos com quatro seleções preserva a lógica conhecida pelo torcedor, garantindo três jogos para cada equipe e oferecendo uma margem maior para recuperação dentro da própria chave, o que reduz a sensação de injustiça que, em edições anteriores, podia surgir quando uma campanha era definida por detalhes mínimos em apenas duas partidas.
Ao permitir que avancem para a fase eliminatória os dois primeiros colocados de cada grupo e também os melhores terceiros colocados, o formato cria um cenário mais inclusivo, no qual o desempenho consistente é valorizado e o erro isolado deixa de ser uma sentença imediata de eliminação. Esse desenho torna o caminho até o título mais longo e exigente, o que tende a valorizar elencos equilibrados, preparação
DESEMPENHO
física cuidadosa e leitura estratégica de cada etapa, ao mesmo tempo em que abre espaço para trajetórias inesperadas que costumam marcar a memória afetiva das Copas.
A edição de 2026 também se distingue por ser disputada em três países, Estados Unidos, Canadá e México, o que confere ao torneio uma dimensão continental e impõe uma logística inédita na história da competição. As seleções precisarão lidar com deslocamentos extensos, fusos horários variados e diferentes condições climáticas, fatores que exigem adaptação e planejamento detalha-
do, enquanto os torcedores terão a oportunidade de vivenciar uma Copa que atravessa fronteiras e conecta culturas distintas em um mesmo calendário esportivo.
Esse modelo compartilhado reforça a ideia de que a Copa do Mundo ultrapassa o campo esportivo e se consolida como um evento cultural e econômico de grande alcance, capaz de movimentar cidades, impulsionar o turismo e gerar impactos que se estendem muito além dos estádios. Para os países anfitriões, trata se de uma vitrine internacional que combina infraestrutura, entretenimen-
to e projeção global, enquanto para o futebol representa a chance de dialogar com novos públicos e consolidar sua presença em mercados estratégicos.
O aumento do número de seleções também reverbera no processo de classificação, ao ampliar as vagas disponíveis e oferecer oportunidades concretas para países que historicamente enfrentavam grandes barreiras para chegar à fase final do torneio. Esse movimento tende a estimular investimentos locais, fortalecer federações e criar um ambiente mais competitivo em nível global,
contribuindo para o desenvolvimento do esporte de forma mais equilibrada e sustentável.
Com um total de 104 partidas, a Copa de 2026 se estende por mais tempo e oferece ao torcedor uma experiência prolongada, marcada por narrativas múltiplas, reencontros históricos e confrontos inéditos que ajudam a renovar o imaginário coletivo em torno do futebol. O torneio se torna mais presente no cotidiano, ocupando semanas de atenção contínua e criando uma sequência de histórias que se entrelaçam e se constroem jogo após jogo.
MERCADO
ACORDO MERCOSUL UNIÃO EUROPEIA PROJETA AVANÇO GRADUAL DO PIB BRASILEIRO
O ACORDO ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA TEM POTENCIAL DE ELEVAR O PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) BRASILEIRO EM 0,46% ATÉ 2040, O EQUIVALENTE A US$ 9,3 BILHÕES, SEGUNDO DADOS DE UM ESTUDO DO IPEA (INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA)
Oavanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia consolida um dos movimentos diplomáticos e econômicos mais relevantes da trajetória recente do Brasil e da América do Sul, encerrando um ciclo de mais de 25 anos de negociações marcadas por impasses políticos, mudanças de governo e resistências internas nos dois blocos. A confirmação da aprovação por parte dos países europeus sinaliza a transição de um longo período de incerteza para uma fase em que o debate passa a se concentrar nos efeitos práticos do tratado, especialmente sobre crescimento econômico, investimentos e posicionamento internacional do país.
Ao observar o contexto global no qual esse acordo se materializa, torna se evidente que o Brasil busca recuperar espaço em um cenário internacional cada vez mais competitivo e fragmentado, no qual grandes economias recorrem a estratégias protecionistas seletivas e a acordos regionais de interesse estratégico. A aproximação com a União Europeia amplia o acesso a um mercado robusto e sofisticado, formado por centenas de milhões de consu-
MERCADO
midores, ao mesmo tempo em que reforça a imagem do Brasil como parceiro relevante em negociações de longo prazo, fator que tem peso direto nas decisões de comércio e investimento.
No plano econômico, a redução gradual de tarifas e a harmonização de regras técnicas e sanitárias criam um ambiente de maior previsibilidade para exportadores brasileiros, especialmente nos setores em que o país já apresenta competitividade consolidada, como agronegócio, alimentos processados, papel e celulose e mineração. Paralelamente, a entrada de produtos europeus no mercado brasileiro tende a intensificar a concorrência interna, pressionando a indústria nacional a buscar ganhos de eficiência, modernização tecnológica e inserção mais profunda nas cadeias globais de valor.
É justamente nesse movimento estrutural que o impacto sobre o Produto Interno Bruto assume papel central na análise econômica do acordo. Projeções elaboradas por centros de pesquisa indicam que o PIB brasileiro pode registrar um crescimento adicional de cerca de 0,46 por cento até 2040 em comparação com um cenário sem o tratado. Embora o percentual isolado não represente uma transformação imediata, ele expressa um ganho acumulado relevante ao longo de quase duas décadas, associado à expansão do comércio exterior, à redução de custos produtivos e ao aumento da produtividade em setores estratégicos da economia.
Esse crescimento projetado decorre, em grande medida, da maior eficiência produtiva proporcionada pelo acesso a máquinas, equipamentos e insumos europeus com tarifas reduzidas, o que tende a modernizar o parque industrial brasileiro e
a estimular investimentos em inovação. A integração mais intensa às cadeias globais de produção também amplia oportunidades para empresas nacionais, permitindo que o país avance em etapas de maior valor agregado e reduza dependências históricas de exportações concentradas em produtos primários.
Ao mesmo tempo, o acordo exerce influência direta sobre o ambiente de investimentos no Brasil, uma vez que a previsibilidade jurídica e comercial tende a reduzir a percepção de risco por parte de investidores estrangeiros. Projetos de longo prazo em áreas como infraestrutura, logística, energia renovável e indústria de transformação ganham maior atratividade em um cenário
de regras mais claras e integração econômica ampliada, criando condições para um ciclo de crescimento sustentado que se reflete de forma gradual no PIB.
Do ponto de vista político e institucional, o tratado impõe desafios que exigem respostas coordenadas do Estado brasileiro. A abertura comercial amplia a necessidade de políticas públicas voltadas à qualificação da mão de obra, ao estímulo à inovação e à melhoria do ambiente de negócios, de modo a evitar que setores menos competitivos sejam excessivamente impactados. A experiência internacional demonstra que os maiores ganhos de acordos dessa magnitude ocorrem quando a agenda externa é acom-
panhada por reformas internas capazes de potencializar seus efeitos econômicos.
Ao analisar o acordo por uma perspectiva mais ampla, percebe se que seus impactos extrapolam indicadores econômicos e alcançam o campo simbólico da política internacional. A consolidação do pacto reforça a credibilidade do Brasil como ator disposto a assumir compromissos de longo prazo, elemento que influencia negociações futuras, relações diplomáticas e a própria capacidade do país de exercer protagonismo em fóruns multilaterais. O crescimento do PIB projetado, portanto, deve ser interpretado como parte de um processo mais amplo de reposicionamento internacional.
RESULTADO
EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS ALCANÇAM US$ 349 BILHÕES EM 2025 E BATEM RECORDE HISTÓRICO
AO ALCANÇAR ESSE PATAMAR INÉDITO DE VENDAS EXTERNAS, O PAÍS REAFIRMA UMA VOCAÇÃO QUE VAI MUITO ALÉM DE SER APENAS O CELEIRO DO PLANETA, ELE SE APRESENTA COMO UM PARCEIRO CONFIÁVEL, DIVERSIFICADO E, ACIMA DE TUDO, RESILIENTE ÀS CRISES QUE COSTUMAM DESESTABILIZAR ECONOMIAS MENOS PREPARADAS
Oencerramento do ciclo econômico de 2025 trouxe consigo uma notícia que reverbera com força nos corredores do setor produtivo e nas mesas de análise política em Brasília. O Brasil cumpriu suas metas comerciais e cruzou a linha de chegada do ano com um fôlego impressionante, registrando o montante histórico de 349 bilhões de dólares em mercadorias enviadas ao exterior. Este número, embora robusto por si só, carrega uma simbologia que ultrapassa a frieza das estatísticas aduaneiras. Ele narra a história de um país que, diante de um tabuleiro global em constante mutação, soube reposicionar suas peças com inteligência e vigor. O que vemos agora é o reflexo de uma engrenagem que voltou a girar com precisão, unindo a força bruta do campo à sofisticação crescente da nossa indústria em um movimento harmônico de expansão econômica.
Para quem observa de perto a dinâmica das exportações, fica claro que esse recorde não é fruto de um acaso ou apenas de uma oscilação favorável nos preços das commodities. Há um componente de maturidade estratégica muito evidente na forma como o empresariado brasileiro e os formuladores de políticas públicas aprenderam a dialogar com o mundo. O Brasil de 2025 demonstra uma capacidade rara de se manter como um porto seguro de fornecimento em um período onde as cadeias logísticas globais ainda sofrem com tensões geopolíticas e incertezas climáticas. Ao alcançar esse patamar inédito de vendas externas, o país reafirma uma vocação que vai muito além de ser apenas o celeiro do planeta, ele se apresenta como um parceiro confiável, diversificado e, acima de tudo, resiliente às crises que costumam desestabili-
RESULTADO
zar economias menos preparadas. A beleza deste resultado reside na diversidade da nossa pauta comercial, que conseguiu equilibrar com maestria o volume das exportações de grãos e minérios com o avanço de produtos industrializados de maior valor agregado. Essa pluralidade é o que garante ao Brasil uma espécie de seguro contra a volatilidade do mercado internacional, permitindo que o país mantenha sua balança comercial saudável mesmo quando um setor específico enfrenta ventos contrários. É fascinante perceber como a tecnologia brasileira tem encontrado novos destinos, rompendo barreiras em mercados exigentes e con-
solidando o selo nacional como sinônimo de qualidade e sustentabilidade. Cada embarque que deixa nossos portos leva consigo o esforço de milhares de trabalhadores, desde o operador de máquinas no interior do Mato Grosso até o engenheiro de software nos polos tecnológicos de São Paulo ou Recife.
Os impactos dessa pujança exportadora são sentidos de forma tangível no dia a dia da nossa sociedade, ainda que muitas vezes o cidadão comum não faça a conexão direta entre o superávit comercial e o seu próprio bem estar. Quando o Brasil exporta mais, ele cria uma base sólida de reservas que protege nossa moeda e ajuda a conter a pressão in-
flacionária, permitindo um ambiente doméstico mais previsível para o consumo e o investimento. Além disso, o fortalecimento do comércio exterior atua como um potente motor de geração de empregos qualificados. Para sustentar o fluxo de 349 bilhões de dólares, é necessária uma rede imensa de serviços, logística, inovação e infraestrutura que movimenta as economias locais de Norte a Sul, transformando pequenas cidades em polos dinâmicos de exportação.
O Brasil de 2025 não está mais preso a dependências excessivas de poucos parceiros comerciais. Houve um esforço coordenado para estreitar laços com o Sudeste Asiático, com o Oriente Médio e com os nossos vizinhos africanos, sem jamais negligenciar as parcerias históricas com a China, a União Europeia e os Estados Unidos. Essa diplomacia comercial pragmática permitiu que o país ocupasse vácuos deixados por outros competidores e se apresentasse como uma solução viável para a segurança alimentar e energética de diversas nações. O reconhecimento do produto brasileiro no exterior é hoje um ativo valioso que confere ao país um poder de negociação muito maior nos fóruns internacionais.
Por trás desses números grandiosos, existe um trabalho silencioso e persistente de articulação institucional que merece ser destacado. O diálogo entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o setor privado atingiu um nível de sinergia que há muito não se via. A simplificação de processos desburocratização de normas e o apoio a pequenas e médias empresas que desejam internacionalizar suas marcas foram fundamentais para que o recorde de 2025 se tornasse realidade. Quando o Esta-
do atua como um facilitador e não como um entrave, o potencial criativo e produtivo do brasileiro transborda as fronteiras nacionais e conquista o mundo com uma facilidade surpreendente.
Olhar para o futuro a partir desse novo patamar de 349 bilhões de dólares nos dá uma perspectiva de otimismo realista. O Brasil provou que tem musculatura para competir no mais alto nível e que sua economia está pronta para novos saltos de crescimento sustentável. O grande desafio agora é converter esse sucesso comercial em avanços estruturais ainda mais profundos, investindo na modernização da nossa infraestrutura logística para que os custos de transporte não consumam a margem de lucro de quem produz. A confiança que o mercado internacional depositou no Brasil em 2025 é um patrimônio que deve ser zelado com responsabilidade e visão de longo prazo, garantindo que os próximos recordes sejam consequências naturais de um país que se orgulha da sua capacidade de produzir e vender excelência.
O recorde nas exportações é a prova definitiva de que, quando há convergência de propósitos entre quem planta, quem fabrica e quem governa, os resultados aparecem de forma avassaladora. O Brasil de 2025 não é mais uma promessa de futuro, ele é uma realidade vibrante que se impõe no comércio global com dignidade e competência. Ao consolidar sua presença nos mercados mais competitivos do planeta, o país garante não apenas o equilíbrio de suas contas, mas a soberania de uma nação que sabe exatamente onde quer chegar e que possui todas as ferramentas necessárias para construir um amanhã próspero e integrado ao que há de melhor no mundo.
ENCONTRO
LULA, FIFA E CBF VEEM BRASIL APTO PARA RECEBER MUNDIAL DE CLUBES EM 2029
COPA DO MUNDO FEMININA, QUE OCORRERÁ NO BRASIL EM 2027, TAMBÉM FOI PAUTA DA REUNIÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, e o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud, no Palácio do Planalto. O encontro, segundo eles, serviu para tratar principalmente do futebol feminino. Além da Copa do Mundo Feminina, marcada para ocorrer no Brasil no próximo ano, o Mundial de Clubes
de 2029, competição para a qual o país deve apresentar candidatura, também foi pauta da reunião, que veem o país apto.
“A gente acredita que o Brasil está apto para receber esse evento grandioso, mas isso requer muitas conversas. O Brasil vai, sim, colocar sua candidatura para 2029”, disse Xaud sobre o Mundial de Clubes.
“Acho que a gente tá vivendo um mo-
petista durante suas agendas.
“Não necessitamos de nada além da alegria para apoiar as mulheres e o futebol feminino. E todas as causas das mulheres, contra a violência, contra o feminicídio, estamos juntos. Esse foi o tema principal, mundial feminino e o mundial masculino que vai ter este ano nos Estados Unidos, Canadá e México”, afirmou o presidente da Fifa.
mento ímpar com esse grande evento que vai ter aqui no Brasil. Vai ser um divisor de águas pro futebol feminino, pro futebol sul-americano principalmente. A gente tá aqui com o presidente Infantino que apoia 100% do evento, essa parceria está muito boa”, completou. Gianni Infantino declarou que também conversou com o presidente Lula sobre as “pautas femininas”, assunto que tem sido frequentemente enfatizado pelo
COPA DO MUNDO O encontro ocorreu em meio a rumores de dificuldades para entrar nos Estados Unidos, diante de restrições e bloqueios de vistos adotados pelo governo do presidente, Donald Trump.
Segundo Gianni Infantino, a Copa do Mundo, que começa em 11 de junho, é um dos eventos importantes do futebol. “O que é importante nos eventos de futebol é unir as pessoas, unir os países, pessoas ao redor do mundo. A gente precisa de ocasiões para unir as pessoas, especialmente no mundo de hoje”, destacou o presidente da Fifa.
É tempo de mergulhar nas Sagradas Escrituras e fortalecer nossa fé.
A leitura diária da Bíblia nos aproxima de Deus, traz paz ao coração, orienta nossas decisões e nos ensina valores preciosos para a vida.
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LEIA A BÍBLIA
ESPAÇO GOSPEL
PROVÉRBIOS 23
ESSES VERSÍCULOS FAZEM UMA ADVERTÊNCIA CONTRA O TRABALHO EXAGERADO,
QUEM VOAM COMO ÁGUIAS. A RIQUEZA NÃO É FONTE DE SEGURANÇA, ELA PODE SUMIR EM
1. Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que é posto diante de ti,
2. E se és homem de grande apetite, põe uma faca à tua garganta.
3. Não cobices as suas iguarias porque são comidas enganosas.
4. Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria.
5. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.
6. Não comas o pão daquele que tem o olhar maligno, nem cobices as suas iguarias gostosas.
PROVÉRBIOS 24
A IDEIA
BÁSICA
7. Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo.
8. Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.
9. Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
10. Não removas os limites antigos nem entres nos campos dos órfãos, 11. Porque o seu redentor é poderoso; e pleiteará a causa deles contra ti. 12. Aplica o teu coração à instrução e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.
13. Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.
14. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno.
15. Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio.
16. E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas retas.
17. O teu coração não inveje os pecadores; antes permanece no temor do Senhor todo dia.
18. Porque certamente acabará bem; não será malograda a tua esperança.
19. Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e di-
QUE JÁ POR DETRÁS DESSES DOIS PROVÉRBIOS É O TRAMAR, NO SENTIDO QUE A OPINIÃO PÚBLICA CONDENA TAL ATITUDE, MAIS CEDO OU MAIS TARDE. “SE TE
1. Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles.
2. Porque o seu coração medita a rapina, e os seus lábios falam a malícia.
3. Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece;
4. E pelo conhecimento se encherão as câmaras com todos os bens preciosos e agradáveis.
5. O homem sábio é forte, e o homem de conhecimento consolida a força.
6. Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros.
7. A sabedoria é demasiadamente alta para o tolo, na porta não abrirá a sua
boca.
8. Àquele que cuida em fazer mal, chamá-lo-ão de pessoa danosa.
9. O pensamento do tolo é pecado, e abominável aos homens é o escarnecedor.
10. Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena.
11. Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; 12. Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem confor-
me a sua obra?
13. Come mel, meu filho, porque é bom; o favo de mel é doce ao teu paladar.
14. Assim será para a tua alma o conhecimento da sabedoria; se a achares, haverá galardão para ti e não será cortada a tua esperança.
15. Não armes ciladas contra a habitação do justo, ó ímpio, nem assoles o seu lugar de repouso,
16. Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.
17. Quando cair o teu inimigo, não te alegres, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar;
QUEM TRABALHA SOMENTE PARA ENRIQUECER VIVE PARA CONQUISTAR COISAS QUE
EM UM
PISCAR DE OLHOS, COLOCAR NOSSA CONFIANÇA NO DINHEIRO É SER TOLO
rige no caminho o teu coração.
20. Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.
21. Porque o beberrão e o comilão acabarão na pobreza; e a sonolência os faz vestir-se de trapos.
22. Ouve teu pai, que te gerou, e não desprezes tua mãe, quando vier a envelhecer.
23. Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento.
24. Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio, se alegrará nele.
25. Alegrem-se teu pai e tua mãe, e re-
gozije-se a que te gerou.
26. Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.
27. Porque cova profunda é a prostituta, e poço estreito a estranha.
28. Pois ela, como um salteador, se põe à espreita, e multiplica entre os homens os iníquos.
29. Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos?
30. Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado.
31. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32. No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá.
33. Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades.
34. E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro.
35. E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? aí então beberei outra vez.
SENTIDO DE MALDADE
DELIBERADA E DESCARADA. AMBOS OS DITADOS MOSTRAM
TE MOSTRARES FRACO
NO DIA DA ANGÚSTIA, É QUE A TUA FORÇA É PEQUENA
18. Para que, vendo-o o Senhor, seja isso mau aos seus olhos, e desvie dele a sua ira.
19. Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos ímpios, 20. Porque o homem maligno não terá galardão, e a lâmpada dos ímpios se apagará.
21. Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei, e não te ponhas com os que buscam mudanças,
22. Porque de repente se levantará a sua destruição, e a ruína de ambos, quem o sabe?
23. Também estes são provérbios dos sábios: Ter respeito a pessoas no jul-
gamento não é bom.
24. O que disser ao ímpio: Justo és, os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão.
25. Mas para os que o repreenderem haverá delícias, e sobre eles virá a bênção do bem.
26. Beijados serão os lábios do que responde com palavras retas.
27. Prepara de fora a tua obra, e aparelha-a no campo, e então edifica a tua casa.
28. Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; e não enganes com os teus lábios.
29. Não digas: Como ele me fez a mim,
assim o farei eu a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.
30. Passei pelo campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem falto de entendimento,
31. Eis que estava toda cheia de cardos, e a sua superfície coberta de urtiga, e o seu muro de pedras estava derrubado.
32. O que eu tenho visto, o guardarei no coração, e vendo-o recebi instrução.
33. Um pouco a dormir, um pouco a cochilar; outro pouco deitado de mãos cruzadas, para dormir,
34. Assim te sobrevirá a tua pobreza como um vagabundo, e a tua necessidade como um homem armado.
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CONTEÚDO
12
CAPA
Ancelotti e o Brasil em busca de um novo capítulo de glória no futebol mundial. Diferente de técnicos que se impõem pelo discurso duro, ele sempre preferiu o diálogo, a clareza e a confiança mútua.
20 POTENCIAL
São Paulo lidera
ranking dos melhores hospitais públicos do país. A excelência hospitalar, nesse contexto, não se define apenas por tecnologia ou reconhecimento externo, mas pela capacidade de responder às necessidades reais da população.
24 DESAFIO
Violência é a principal preocupação para 45% dos brasileiros. A segurança de verdade
se constrói quando o cidadão sente que o Estado é uma força de repressão em uma rede de cuidado que zela pela integridade de cada indivíduo desde a base da pirâmide social.
28 VISÃO
Governo de Pernambuco garantirá sete mil novos profissionais de segurança nas ruas. Cada novo policial, bombeiro ou perito simboliza
um elo a mais entre o estado e a população, ampliando a capacidade de resposta, prevenindo conflitos e reafirmando o compromisso com a ordem e a dignidade humana em todas as regiões.
32
INVESTIMENTO
Brasileiros têm mais de R$ 10 bilhões não resgatados em bancos. Segundo o sistema, 49 milhões de correntistas pessoa física e 4,9 milhões de correntistas pessoa
CONHEÇA A VERSÃO DIGITAL
jurídica ainda não resgataram os “valores esquecidos” em bancos.
36
COMPORTAMENTO
Aprovado medicamento inédito para tratamento da doença de Alzheimer. Pela primeira vez, a ciência oferece uma possibilidade concreta de desacelerar a progressão da doença, permitindo que memórias, vínculos e autonomia permaneçam vivas por mais tempo.
FUNDADA EM 28 ABRIL 2004 POR MARCELO MESQUITA
DIRETOR PRESIDENTE MARCELO MESQUITA
DIRETOR NORTE E NORDESTE MICKAELL ANTHONY NERY DE SOUSA MESQUITA
SÓCIO E DIRETOR DE PROJETOS ESPECIAIS NACIONAL E INTERNACIONAL CARLOS ROBERTO
DIRETOR CENTRO-OESTE E SUDESTE
CORONEL PAULO CÉSAR ALÍPIO
DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO MICKAELL ANTHONY MESQUITA E JOSÉ DE PEREIRA PAULO NETO
DIRETOR INSTITUCIONAL JACILENE MESQUITA E MARCELO GUILHERME MESQUITA
DIRETOR DE DISTRIBUIÇÃO MARCOS MESQUITA E GERALDO MESQUITA
DIRETOR COMERCIAL
JOAQUIM PEREIRA, MARCELO MESQUITA E SÉRGIO REDÓ
DIRETOR DE PROJETOS ESPECIAIS MARCO ANTONIO CALZOLARI
JORNALISTAS ESPECIAIS
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ASSESSOR JURÍDICO
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Editor Severino Ferreira
Jornalista Visual e Editor de Conteúdo Sandemberg Pontes Reportagens Aline Mirelly Curadoria de Conteúdo Digital Sandemberg Pontes
Fotografias Ademilton Barbosa, Jupiasi Andrade, Paulo Sérgio e Roberto Fontes e Fernando Frazão
Projeto Editorial e Projeto Gráfico Sandemberg Pontes
COLABORADORES
Cláudia Montes, Hermógenes Soares, Jota Gilson, André Mendes, Sérgio Sobreira, Elias Romã e Filho, Clebson Belo, George Aragão, Madiael Leal de Lucena, Lívio Cavalcanti, Cícero Walter, Rômulo de Deus e Melo Mesquita, Geraldo Paulo de Jesus e Fernanda Vera Cruz da Silva
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A Revista TOTAL, edição 222, ano 21, é uma publicação quinzenal da Editora Mesquita Brasil, com distribuição comercializada, por R$ 30,00 e com distribuição dirigida para os municípios brasileiros.
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PELO PAÍS
RESULTADO
DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL
CRESCE
18% EM 2025, A R$8,6 TRI, E PODE
ATINGIR R$10,3 TRI EM 2026
O RESULTADO FICOU DENTRO DO INTERVALO DE R$ 8,5 TRILHÕES A R$ 8,8 TRILHÕES ESTABELECIDO COMO META NO PLANO ANUAL DE FINANCIAMENTO (PAF) DO TESOURO, MAS ACIMA DO ESPERADO PELA PASTA NO INÍCIO DO ANO PASSADO
A dívida pública federal fechou 2025 em R$8,635 trilhões ao registrar um crescimento de 18% em relação ao ano anterior, informou o Tesouro Nacional, prevendo que ao final de 2026 o estoque poderá saltar a até R$10,3 trilhões, enquanto o nível elevado dos juros aumenta custos para o governo. O resultado ficou dentro do intervalo de R$8,5 trilhões a R$8,8 trilhões estabele-
cido como meta no Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro para 2025, que foi revisado em setembro, mas acima do esperado pela pasta no início do ano passado, quando previa um estoque de até R$8,5 trilhões.
Em dezembro sobre novembro, o crescimento da dívida pública federal foi de 1,82%. No período, a dívida interna subiu 1,76%, somando R$8,309 trilhões. Já a dí-
vida externa cresceu 3,53% e totalizou R$326 bilhões.
Para 2026, a meta do Tesouro é que a dívida pública federal feche o ano no intervalo de R$9,7 trilhões a R$10,3 trilhões, bem acima de 2025.
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que o custo da dívida pública é impactado por um nível mais alto dos juros nos Estados Unidos, que pressiona taxas no resto do mundo, e sofre “efeito relevante” do nível de juros básicos implementado pelo Banco Central. “O Banco Central está muito próximo de atingir os objetivos que estavam traçados para este ciclo de restrição da política monetária. Então, devemos ter um
alívio nesse ciclo, isso ajuda muito a gestão da dívida”, disse.
Ele afirmou que o déficit fiscal do governo tem caído a cada ano e esse fator não tem sido determinante para a dívida pública, ressaltando que o impacto da política monetária do BC sobre o endividamento “é brutal”.
O BC tem mantido a taxa básica de juros do país em 15% ao ano, nível mais alto em quase duas décadas, com o objetivo de arrefecer a atividade econômica e levar a inflação à meta. Um dos efeitos colaterais, no entanto, é a elevação do gasto do governo com juros da dívida, já que quase metade do seu estoque é indexado pela Selic.
TARIFA
ANEEL MANTÉM BANDEIRA VERDE, SEM CUSTO EXTRA, NA
CONTA DE LUZ
A bandeira tarifária do setor elétrico em fevereiro continuará verde, sem cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira implementada em janeiro se deve a chuvas mais favoráveis nos últimos 15 dias deste mês, em relação à primeira quinzena, “havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte”. “Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, ressaltou a Aneel, indicando que as chuvas garantem que o funcionamento das hidrelétricas
em níveis adequados.
Na véspera, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que chuvas poderão ser mais favoráveis ao setor elétrico no mês de fevereiro, depois de meses mais secos que o normal, ajudando a reduzir o déficit de precipitações em importantes bacias em momento crucial para garantir mais armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas.
O mecanismo das bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para indicar o custo real da energia. Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, e o acionamento de fontes de geração.
CAPA
ANCELOTTI E O BRASIL EM BUSCA DE UM
NOVO CAPÍTULO DE GLÓRIA NO FUTEBOL MUNDIAL
DIFERENTE DE TÉCNICOS QUE SE IMPÕEM PELO DISCURSO DURO, ELE SEMPRE PREFERIU O DIÁLOGO, A CLAREZA E A CONFIANÇA MÚTUA
Achegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção Brasileira representa um daqueles momentos em que o futebol ultrapassa o campo e se transforma em símbolo. Não se trata apenas de uma mudança de treinador, mas de um encontro entre duas histórias vencedoras que carregam peso, tradição e expectativa. Ancelotti assume a Seleção em um cenário de reconstrução e cobrança, trazendo consigo a experiência de quem percorreu os maiores palcos do futebol mundial com serenidade, inteligência e resultados consistentes. Nascido em Reggiolo, uma pequena cidade do norte da Itália, Ancelotti cresceu em um ambiente simples, onde o futebol fazia parte da rotina comunitária. Ainda jovem, demonstrava uma compreensão do jogo que ia além da técnica. Seu posicionamento em campo, a leitura das jogadas e a calma nas decisões chamavam atenção. Não era um jogador explosivo, mas alguém que pensava o futebol com antecedência. Essa característica o acompanharia por toda a vida e se tornaria a base de sua identidade como treinador.
Como jogador profissional, construiu uma carreira sólida e respeitada. Atuou como meio campista em clubes de grande expressão na Itália, vivendo conquistas importantes e experiências decisivas em competições continentais. Vestiu camisas pesadas, enfrentou grandes adversários e aprendeu, dentro de campo, como o equilíbrio emocional e o entendimento coletivo são determinantes nos momentos decisivos. Essa vivência moldou um profissional que passou a enxergar o futebol como um organismo vivo, onde talento e disciplina caminham juntos.
Ao encerrar a carreira como atleta, Ancelotti encontrou naturalmen-
te o caminho da área técnica. Seu início como treinador foi marcado por aprendizado constante e observação atenta. Diferente de técnicos que se impõem pelo discurso duro, ele sempre preferiu o diálogo, a clareza e a confiança mútua. Aos poucos, foi construindo um perfil que unia conhecimento tático, leitura de jogo e gestão humana. Esse conjunto o levou rapidamente ao mais alto nível do futebol europeu. Sua trajetória como treinador se confunde com a história recente do futebol internacional. Ancelotti venceu ligas nacionais, copas e torneios continentais em diferentes países, algo raro mesmo entre os grandes nomes da profissão. Passou por contextos culturais distintos e soube se adaptar a cada um deles, respeitan-
CAPA
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do a identidade local sem abrir mão de princípios claros. Essa capacidade de adaptação transformou o italiano em um técnico global, respeitado em qualquer vestiário.
A relação com o Real Madrid é um dos capítulos mais emblemáticos de sua carreira. No clube espanhol, Ancelotti construiu uma conexão profunda com jogadores, dirigentes e torcedores. Em um ambiente marcado por pressão constante e expectativa máxima, ele se destacou pela tranquilidade com que conduziu elencos estrelados. Sua liderança discreta foi fundamental para transformar talento individual em força coletiva. As conquistas vieram como consequência de um trabalho baseado em confiança, planejamento e leitura precisa dos mo-
mentos decisivos.
Mais do que títulos, Ancelotti consolidou uma reputação rara no futebol moderno. Jogadores de diferentes gerações costumam destacar sua postura humana, a clareza nas decisões e o respeito com que conduz o grupo. Ele cobra, orienta e decide, mas sempre mantendo o equilíbrio emocional. Em um esporte cada vez mais acelerado e impaciente, essa característica se tornou um diferencial poderoso.
Assumir a Seleção Brasileira representa um dos maiores desafios de sua carreira. A camisa verde e amarela carrega uma história única, marcada por glórias, frustrações e uma relação intensa com o torcedor. Ancelotti chega em um momento em que o futebol brasileiro busca reorganização, consistência e identidade competitiva. Sua escolha sinaliza uma aposta em experiência consolidada, em alguém que já enfrentou finais decisivas, crises e processos de reconstrução em alto nível.
Desde que seu nome passou a ser ligado à Seleção, Ancelotti demonstrou envolvimento real com o projeto. Acompanhou jogos do futebol europeu, observou atletas brasileiros em ação e manteve contato próximo com o ambiente da Confederação Brasileira de Futebol. Ao conhecer as instalações e a estrutura disponível, fez questão de destacar a importância de um ambiente organizado para o desempenho esportivo. Para ele, o sucesso começa fora de campo, no planejamento e na rotina de trabalho.
Taticamente, Ancelotti é reconhecido pela flexibilidade. Não se apega a um único esquema, prefere adaptar o modelo às características do elenco. Sua prioridade sempre foi potencializar talentos, oferecendo liberdade com responsabili-
dade. Em uma Seleção tradicionalmente reconhecida pela criatividade, essa abordagem pode representar um novo ponto de equilíbrio entre talento e eficiência, espetáculo e competitividade.
O futebol brasileiro encontra em Ancelotti um olhar externo experiente, mas profundamente respeitoso. Ele não chega para apagar identidades, mas para organizá las, fortalecê las e torná las mais competitivas no cenário internacional. Sua leitura de jogo refinada, aliada à capacidade de gestão de grupo, cria a expectativa de uma Seleção madura, preparada emocionalmente e estrategicamente para grandes desafios.
Aos olhos do futebol mundial, a escolha de Carlo Ancelotti reforça o peso da Seleção Brasileira como um dos projetos mais relevantes do esporte. Poucos técnicos reuniram tantas conquistas, longevidade e prestígio quanto ele. Poucas seleções carregam tanta história quanto o Brasil. O encontro dessas duas trajetórias desperta curiosidade, expectativa e esperança.
Esta nova fase não é apenas um capítulo na carreira de Ancelotti. É um momento histórico para o futebol brasileiro, que aposta na soma de experiências, na serenidade em tempos de pressão e na liderança de quem já provou, repetidas vezes, que sabe vencer sem perder a essência do jogo. A capa desta edição registra exatamente isso: o encontro entre um técnico consagrado e a camisa mais vitoriosa do planeta, em busca de um novo ciclo de conquistas.
Além do currículo vencedor, Ancelotti carrega uma compreensão rara sobre o tempo do futebol. Ele sabe que projetos sólidos não se constroem apenas com resultados imediatos, mas com processos bem definidos, confiança interna e respei-
to à história que se carrega. Na Seleção Brasileira, esse entendimento ganha ainda mais relevância. O treinador assume um grupo que reúne juventude e experiência, atletas acostumados a grandes palcos e a uma cobrança permanente. Sua missão passa por organizar esse talento, criar um ambiente de estabilidade e devolver à equipe a naturalidade de competir em alto nível, sem perder a identidade que sempre fez do Brasil uma referência mundial.
O que se desenha a partir dessa escolha é um novo pacto entre futebol e expectativa. Ancelotti não chega como salvador, mas como cons-
trutor. Sua trajetória mostra que os melhores resultados surgem quando o trabalho encontra tempo, método e confiança. Para o torcedor, a presença do técnico italiano reacende a esperança de ver uma Seleção segura, competitiva e emocionalmente forte. Para o futebol internacional, representa o reconhecimento de que o Brasil segue disposto a dialogar com o mundo sem abrir mão de sua grandeza. Esta capa simboliza exatamente esse momento de transição consciente, em que experiência, história e ambição se encontram para escrever um novo capítulo da camisa mais emblemática do futebol.
CAPA
SÃO PAULO LIDERA RANKING DOS MELHORES HOSPITAIS PÚBLICOS DO PAÍS
A EXCELÊNCIA HOSPITALAR, NESSE CONTEXTO, NÃO SE DEFINE APENAS POR TECNOLOGIA OU RECONHECIMENTO EXTERNO, MAS PELA CAPACIDADE DE RESPONDER
ÀS NECESSIDADES REAIS DA POPULAÇÃO
Para quem depende do sistema público de saúde, o hospital nunca é apenas um prédio. Ele é o lugar onde a pressa se mistura com a esperança, onde a espera carrega medo e confiança ao mesmo tempo, e onde cada atendimento representa a possibilidade de continuar. Em São Paulo, milhões de pessoas cruzam diariamente as portas de unidades de saúde em busca de cuidado, muitas vezes em momentos decisivos da vida. São mães, idosos, trabalhadores e crianças que encontram ali não apenas médicos e equipamentos, mas também acolhimento em meio à vulnerabilidade.
A realidade do serviço público de saúde é complexa e marcada por desafios conhecidos, como a alta demanda, a pressão sobre equipes e a necessidade constante de ampliação de recursos. Ainda assim, a capital paulista se destaca por abrigar uma rede hospitalar robusta, capaz de oferecer atendimento de alta complexidade, formar profissionais e desenvolver pesquisas que impactam todo o país. Em meio à rotina intensa, essas instituições se tornam pontos de apoio fundamentais para quem não pode esperar.
A excelência hospitalar, nesse contexto, não se define apenas por tecnologia ou reconhecimento externo, mas pela capacidade de responder às necessidades reais da população. É na precisão de um diagnóstico, na rapidez de um atendimento emergencial e na escuta atenta diante de uma notícia difícil que a qualidade do serviço se revela. Em São Paulo, hospitais públicos e privados convivem com a mesma missão essencial: preservar vidas e oferecer dignidade em momentos de fragilidade.
Ao longo dos anos, a cidade consolidou centros de referência em di-
POTENCIAL
versas especialidades, capazes de atender casos complexos que chegam de diferentes regiões do Brasil. Esses hospitais cumprem um papel estratégico que vai além da assistência direta, funcionando como polos de ensino, pesquisa e inovação, responsáveis por avanços que se refletem em todo o sistema de saúde. Para quem utiliza o serviço público, essa estrutura representa acesso a tratamentos que, em muitos lugares, ainda seriam inalcançáveis.
Humanizar o debate sobre os melhores hospitais é reconhecer que, por trás de cada indicador positivo, existem histórias reais de superação, esforço coletivo e compromisso profissional. Médicos, enfer-
meiros, técnicos e equipes de apoio enfrentam jornadas exaustivas para garantir que o cuidado chegue a quem precisa, mesmo diante das limitações impostas pela realidade urbana e social de uma metrópole como São Paulo.
A presença de hospitais bem estruturados em uma cidade com tamanha diversidade social é um sinal de que investir em saúde é investir em justiça social. Cada avanço, cada melhoria e cada reconhecimento obtido por essas instituições fortalece a confiança de quem depende do atendimento público e reforça a ideia de que o direito à saúde pode e deve ser exercido com qualidade.
VIOLÊNCIA É A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO PARA 45% DOS BRASILEIROS
A SEGURANÇA DE VERDADE SE CONSTRÓI QUANDO O CIDADÃO SENTE QUE O ESTADO É UMA FORÇA DE REPRESSÃO EM UMA REDE DE CUIDADO QUE ZELA PELA INTEGRIDADE DE CADA INDIVÍDUO DESDE A BASE DA PIRÂMIDE SOCIAL
Existe um fenômeno silencioso que molda as cidades brasileiras e que não pode ser lido só em planilhas de ocorrências policiais ou em relatórios de manchas criminais. Ele se manifesta no gesto instintivo de conferir o retrovisor antes de entrar na garagem, no passo apressado de quem atravessa a rua ao avistar um trecho sem iluminação e na escolha de deixar o celular em casa ao sair para uma caminhada matinal. Essa vigilância constante, que se tornou um traço cultural indesejado, revela que a segurança pública no Brasil deixou de ser uma pauta técnica para se transformar em uma questão de sobrevivência emocional e liberdade individual. O medo, em sua forma mais cotidiana, funciona como um arquiteto invisível que redesenha o mapa das capitais, decidindo quais bairros florescem e quais regiões acabam entregues ao isolamento.
O que as recentes sondagens de opinião pública demonstram, com uma clareza que incomoda os gestores, é que o brasileiro médio sente que sua autonomia está sendo cerceada por uma violência que se tornou onipresente. Quando um trabalhador afirma que a segurança é sua prioridade máxima, ele não está apenas pedindo mais viaturas nas ruas, mas sim o direito de retomar a normalidade de sua vida. Ele deseja que a praça do bairro volte a pertencer às crianças, que o comércio local possa manter as portas abertas sem grades excessivas e que o retorno da escola ou da faculdade no período noturno não seja uma jornada de angústia para as famílias. Essa busca por proteção é, no fundo, uma demanda por dignidade e pelo resgate do espaço público como um lugar de convivência e não de confronto.
Especialistas que atuam na linha
de frente da segurança argumentam que uma rua bem iluminada, um terreno baldio transformado em área de lazer e a presença de serviços sociais básicos em comunidades vulneráveis são armas tão potentes quanto qualquer aparato bélico. A segurança de verdade se constrói quando o cidadão sente que o Estado não é apenas uma força de re-
pressão, mas uma rede de cuidado que zela pela integridade de cada indivíduo desde a base da pirâmide social.
Essa nova consciência leva a olhar para os investimentos tecnológicos com um olhar crítico. O uso de câmeras de alta definição e sistemas de reconhecimento facial, que começam a se espalhar pelas metró-
poles, busca oferecer uma resposta rápida e eficiente em um mundo cada vez mais conectado. No entanto, o sucesso dessas ferramentas depende diretamente da confiança que a população deposita nas instituições. A segurança pública eficaz é aquela que consegue aliar a precisão da tecnologia com a sensibilidade do policiamento comunitário, onde o agente de segurança é visto como um aliado do morador e não como uma figura distante e temida. É nesse equilíbrio delicado entre a ordem e o respeito aos direitos fundamentais que o Brasil tenta encontrar o seu caminho para pacificar as relações urbanas.
O debate sobre a violência também revela o amadurecimento de uma sociedade que não aceita mais soluções simplistas ou discursos vazios. Há uma exigência crescente por políticas de longo prazo que sobrevivam às trocas de governo e que foquem na raiz dos problemas, como a falta de oportunidades para a juventude e a precariedade do sistema carcerário. Falar de segurança é, inevitavelmente, falar de futuro. Cada projeto que retira um jovem da zona de influência da criminalidade é uma vitória que será colhida em décadas de paz social. O compromisso com a proteção da vida deve ser o norte de qualquer administração que se pretenda bem avaliada, pois sem a garantia da integridade física, todos os outros avanços econômicos e sociais perdem o seu sentido mais profundo.
A jornada para transformar o medo em confiança é longa e exige uma resiliência quase hercúlea de todos os envolvidos. Mas é uma trajetória necessária para que o Brasil deixe de ser um país que se esconde atrás de muros altos e cercas elétricas para se tornar uma nação que celebra o encontro em suas esquinas.
UM NOVO LAR PARA CONECTAR PESSOAS E TRANSFORMAR VIDAS EM CAMPO GRANDE - RIO DE JANEIRO
A Zona Oeste do Rio de Janeiro ganha um novo esperança e oportunidades com a inauguração da Incluir. Com o slogan "Conectando Pessoas", dedica a promover a inclusão social e profissional de grupos vulneráveis, COMO PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, JOVENS, MULHERES, PESSOAS COM MAIS DE 50 ANOS E A COMUNIDADE LGBTQIA+
CASA REDE INCLUIR
GOVERNO DE PERNAMBUCO GARANTIRÁ SETE MIL NOVOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA NAS RUAS
CADA NOVO POLICIAL, BOMBEIRO OU PERITO SIMBOLIZA UM ELO A MAIS ENTRE O ESTADO E A POPULAÇÃO, AMPLIANDO A CAPACIDADE DE RESPOSTA, PREVENINDO CONFLITOS E REAFIRMANDO O COMPROMISSO COM A ORDEM E A DIGNIDADE HUMANA EM TODAS AS REGIÕES, DO LITORAL AO SERTÃO
Asensação de segurança raramente nasce de anúncios oficiais. Ela aparece quando a rua está mais movimentada à noite, quando o comércio volta a fechar as portas no horário habitual e quando as famílias passam a ocupar praças e espaços públicos sem receio. Em Pernambuco, essa mudança começa a ser percebida de forma gradual, refletindo uma política de segurança que aposta na presença constante do Estado e no fortalecimento de quem atua diretamente nas ruas.
O compromisso do governo estadual de incorporar sete mil novos profissionais às forças de segurança até o final de 2026 vai além do aumento numérico do efetivo. A medida responde a uma demanda antiga da população por mais proximidade, mais rapidez no atendimento das ocorrências e maior capacidade de prevenção. Cada policial, bombeiro ou perito que passa a integrar o sistema amplia o alcance da atuação pública e reforça a sensação de que o Estado está mais atento às realidades locais, seja nos grandes centros urbanos, seja nas cidades do interior.
O reforço do efetivo também contribui para reorganizar a rotina das corporações. A convivência entre profissionais experientes e novos integrantes permite a troca de conhecimento e melhora o desempenho das equipes no dia a dia. Com mais agentes nas ruas, o policiamento ganha visibilidade, as investigações avançam com maior agilidade e a resposta às ocorrências se torna mais eficiente. Esse movimento repercute diretamente na vida econômica e social, estimulando o funcionamento do comércio, fortalecendo o turismo e criando um ambiente mais favorável à circulação de pessoas.
Por trás de cada farda existe alguém que assume diariamente o risco e a responsabilidade de proteger o outro. Reconhecer isso significa investir não apenas em contratações, mas também em formação, condições de trabalho e valorização profissional. O fortalecimento das carreiras e a modernização dos equipamentos ajudam a garantir uma atuação mais segura, equilibrada e respeitosa com os direitos da população. Aos poucos, esse cuidado começa a ser percebido no cotidiano, quando o cidadão passa a sentir que há acompanhamento permanente do território.
Outro ponto importante dessa estratégia está na integração entre as forças de segurança. A atuação conjunta entre policiamento ostensivo, investigação e perícia reduz falhas, melhora o fluxo de informações e contribui para decisões mais precisas. Esse alinhamento reforça a confiança da sociedade nas instituições e ajuda a consolidar a ideia de que a aplicação da lei deve ser firme, mas também responsável.
O uso de recursos tecnológicos complementa esse trabalho, auxiliando no monitoramento de áreas estratégicas e na comunicação en-
tre equipes. Quando bem aplicadas, essas ferramentas ajudam a antecipar problemas e a direcionar esforços para onde há maior necessidade, sem substituir a presença humana, que continua sendo o elemento central da política de segurança. Investir em segurança pública é um exercício contínuo, que exige planejamento e constância. Ao ampliar o efetivo e estruturar me-
lhor suas forças, Pernambuco sinaliza que escolheu um caminho de longo prazo, baseado em presença, organização e responsabilidade. A segurança deixa de ser tratada como resposta emergencial e passa a ser encarada como parte do desenvolvimento social.
Os efeitos dessa política começam a aparecer na retomada dos espaços públicos, na convivência mais
ativa entre moradores e na percepção crescente de tranquilidade. Pernambuco entra em um novo momento com a compreensão de que proteger pessoas é investir no futuro e que uma política de segurança consistente constrói resultados que permanecem além dos mandatos, ajudando a formar um estado mais equilibrado e preparado para avançar.
sindacucar
CONHEÇA
BRASILEIROS TÊM MAIS DE R$ 10 BILHÕES NÃO RESGATADOS EM BANCOS
SEGUNDO O SISTEMA, 49 MILHÕES DE CORRENTISTAS PESSOA FÍSICA E 4,9 MILHÕES DE CORRENTISTAS PESSOA JURÍDICA AINDA NÃO RESGATARAM OS “VALORES ESQUECIDOS” EM BANCOS
Osistema financeiro brasileiro guarda um volume expressivo de recursos que pertencem a pessoas físicas e jurídicas, mas que ainda não chegaram às mãos de seus verdadeiros donos. Segundo dados consolidados pelo Banco Central, mais de R$ 10 bilhões permanecem disponíveis para resgate em instituições financeiras do país, aguardando que cidadãos e empresas façam a consulta e solicitem a devolução. Trata se de valores legítimos, reconhecidos pelos próprios bancos e registrados em um sistema oficial, mas que seguem parados por falta de movimentação de seus titulares.
Esses recursos surgem de diferentes situações do cotidiano bancário, podendo ser tarifas cobradas indevidamente e posteriormente devolvidas, saldos remanescentes de contas encerradas, parcelas de consórcios finalizados, recursos de cooperativas de crédito ou mesmo valores vinculados a contas de pagamento que deixaram de ser utilizadas. Ao longo do tempo, essas quantias foram sendo identificadas pelas instituições financeiras e comunicadas ao Banco Central, que passou a centralizar essas informações em um sistema único, acessível ao público.
O volume total impressiona, mas o perfil dos valores ajuda a entender por que tantos brasileiros ainda não buscaram o resgate. A maior parte dos titulares tem direito a quantias pequenas, muitas vezes inferiores a R$ 10. Outros milhões concentram valores que não ultrapassam R$ 100. Uma parcela menor reúne montantes intermediários, enquanto apenas uma fração reduzida dos registros envolve cifras superiores a R$ 1 mil. Esse recorte revela um comportamento comum no país, em que pequenas quantias acabam sendo negligenciadas no dia a
dia financeiro, apesar de representarem, em conjunto, um montante relevante para a economia.
Milhões de pessoas físicas estão incluídas na base de dados, assim como quase 5 milhões de empresas, entre microempreendedores individuais, pequenas empresas, organizações de médio porte e grandes companhias. Muitas dessas empresas já encerraram atividades ou passaram por mudanças societárias, o que contribui para que esses valores fiquem esquecidos ao longo dos anos. Ainda assim, os direitos permanecem preservados e podem ser resgatados pelos responsáveis legais, desde que cumpridos os procedimentos exigidos.
Desde que o sistema de valores a receber foi lançado, bilhões de reais já retornaram aos seus titulares e esse movimento demonstra que a ferramenta funciona e cumpre seu papel de reconectar cidadãos e empresas a recursos que lhes pertencem. Mesmo assim, o saldo ainda disponível indica que há um longo caminho a percorrer em termos de conscientização financeira e acesso à informação. Muitos brasileiros desconhecem a existência do sistema ou acreditam que o processo seja burocrático e demorado, o que nem sempre corresponde à realidade atual.
Nos últimos anos, o Banco Central promoveu ajustes para tornar o procedimento mais simples. A consulta pode ser feita de forma digital, mediante identificação segura, e o pedido de devolução segue um fluxo padronizado. Para pessoas físicas, existe inclusive a possibilidade de habilitar o recebimento automático, desde que alguns requisitos sejam atendidos, como a vinculação de uma chave Pix ao CPF. Essa medida reduz a necessidade de acompanhamento constante e
INVESTIMENTO
tende a acelerar a devolução dos recursos.
Do ponto de vista econômico, o tema vai além da curiosidade sobre dinheiro esquecido. Trata se de um estoque de recursos que poderia estar circulando na economia, sendo direcionado ao consumo, à quitação de dívidas ou a investimentos. Em um país de dimensões continentais e com desafios estruturais relevantes, a liberação desses valores contribui para fortalecer o poder de compra das famílias e melhorar o fluxo de caixa das empresas, mesmo quando os valores individuais são modestos.
Para o cidadão comum, a recuperação desses recursos pode representar um alívio pontual no orça-
mento. Um valor pequeno pode ajudar a pagar uma conta, complementar uma compra ou simplesmente reforçar a reserva financeira. Para empresas, especialmente as de menor porte, a devolução pode significar a recuperação de um crédito esquecido que faz diferença no equilíbrio das finanças, sobretudo em um ambiente econômico que exige cada vez mais eficiência na gestão dos recursos.
O desafio central segue sendo a disseminação da informação de forma clara e acessível. Embora o sistema seja público e gratuito, ainda há barreiras relacionadas ao desconhecimento, à desconfiança e à dificuldade de acesso digital para parte da população. Superar esses obstá-
culos passa por campanhas educativas, comunicação transparente e pela simplificação contínua dos processos, de modo que o resgate desses valores seja visto como um direito básico e não como uma tarefa complexa.
O papel do Banco Central, nesse contexto, é estratégico. Ao centralizar os dados, garantir a segurança das informações e aprimorar os mecanismos de devolução, a autoridade monetária reforça a confiança no sistema financeiro e amplia a transparência das relações entre bancos e clientes. A existência de um canal permanente para consulta e resgate, sem prazo limite para expiração dos valores, representa um avanço institucional relevante.
APROVADO MEDICAMENTO INÉDITO PARA TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER
PELA PRIMEIRA VEZ, A CIÊNCIA OFERECE
UMA POSSIBILIDADE CONCRETA DE DESACELERAR A PROGRESSÃO DA DOENÇA, PERMITINDO QUE MEMÓRIAS, VÍNCULOS E AUTONOMIA PERMANEÇAM VIVAS POR MAIS TEMPO
Odiagnóstico de uma doença como o Alzheimer raramente chega de forma brusca. Ele costuma se anunciar em pequenos esquecimentos, em histórias repetidas, em nomes que escapam por segundos e depois por minutos, até que um dia a família percebe que algo maior está acontecendo. É nesse instante que o tempo muda de ritmo dentro de casa. A pessoa amada continua ali, com o mesmo rosto e a mesma voz, mas aos poucos parece se afastar por dentro. O Alzheimer impõe um luto silencioso, vivido enquanto o afeto ainda está presente, tornando cada memória preservada um gesto de resistência e cada momento compartilhado um bem precioso.
É por isso que a aprovação do medicamento Leqembi pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária representa muito mais do que um avanço técnico da medicina. Ela simboliza um gesto de cuidado coletivo, um alento para milhões de brasileiros que convivem com o medo do esquecimento e com a dor de ver alguém querido perder, pouco a pouco, a própria história. Pela primeira vez, a ciência oferece uma possibilidade concreta de desacelerar a progressão da doença, permitindo que memórias, vínculos e autonomia permaneçam vivas por mais tempo.
A decisão coloca o Brasil em sintonia com os avanços mais significativos da medicina mundial e inaugura uma nova etapa no enfrentamento do Alzheimer. Diferente dos tratamentos disponíveis até então, o Leqembi atua na origem do problema, combatendo o acúmulo das placas de proteína beta amiloide no cérebro, substâncias que comprometem a comunicação entre os neurônios e aceleram a degeneração das funções cognitivas. Ao reduzir esse
processo, o medicamento não promete cura, mas oferece algo igualmente valioso para quem vive a doença de perto: tempo com qualidade, consciência preservada e maior participação na vida familiar.
Os estudos clínicos demonstraram que, quando administrado nos estágios iniciais da doença, o tratamento é capaz de desacelerar o declínio cognitivo em cerca de vinte e sete por cento ao longo de dezoito meses. Para quem nunca conviveu com o Alzheimer, esse número pode parecer abstrato. Para as famílias, ele se traduz em meses de conversas possíveis, de decisões compartilhadas, de reconhecimento nos olhos e de autonomia mantida. É a chance de prolongar o que ainda
existe antes que o avanço da doença imponha limites mais severos.
A aplicação do Leqembi exige critérios médicos rigorosos, acompanhamento constante e exames específicos que confirmem a presença das placas amiloides. A segurança do paciente permanece no centro do cuidado, com monitoramento contínuo por meio de exames de imagem e avaliação clínica detalhada. Esses cuidados refletem uma medicina mais responsável, que alia inovação à proteção da vida e ao respeito à individualidade de cada paciente.
Naturalmente, desafios acompanham esse avanço. O custo elevado, a necessidade de estrutura especializada e o debate sobre o acesso no
sistema público e na saúde suplementar fazem parte de uma discussão ampla e necessária. Ainda assim, o simples fato de esse debate existir já representa um progresso. Ele revela que o Alzheimer deixou de ser visto como uma condição sem alternativas e passou a ocupar o centro das políticas de saúde, da pesquisa científica e da atenção social.
Em um país onde mais de um milhão de pessoas convivem com a doença e onde o envelhecimento da população avança de forma acelerada, a introdução de uma terapia modificadora da progressão do Alzheimer reforça a importância do diagnóstico precoce e do fortalecimento da atenção básica. Reconhecer os primeiros sinais, orientar fa-
mílias e oferecer suporte adequado passa a ser parte fundamental dessa nova realidade, na qual cuidar da memória também significa cuidar da dignidade.
O impacto dessa inovação se estende para além do paciente. Ele alcança cuidadores, filhos, companheiros e todos aqueles que compartilham a rotina do cuidado, muitas vezes marcada por exaustão emocional e renúncias silenciosas. Ganhar tempo com qualidade significa permitir planejamento, diálogo e participação ativa do paciente nas decisões sobre seu próprio futuro, transformando o cuidado em um processo mais humano e menos solitário.
A aprovação do Leqembi marca o início de uma nova era, não apenas para a medicina, mas para a forma como a sociedade enxerga o envelhecimento e a memória. Ela reforça a importância do investimento contínuo em ciência, pesquisa e inovação, ao mesmo tempo em que convida o país a refletir sobre como acolhe seus idosos e valoriza suas histórias. O Alzheimer continua sendo um desafio profundo, mas já não é mais um caminho sem alternativas.
A ciência não promete milagres, mas oferece possibilidades. E, diante de uma doença que rouba lembranças pouco a pouco, cada possibilidade de preservação é uma vitória imensa. O avanço representado pelo Leqembi reafirma que proteger a memória é proteger a identidade, os afetos e a trajetória de quem somos. Cabe agora à sociedade, aos gestores e aos profissionais de saúde transformar esse progresso em cuidado acessível, ético e contínuo, garantindo que a esperança que nasce nos laboratórios chegue, de fato, às casas onde o Alzheimer ainda impõe silêncio.
TURISMO NO BRASIL BATE RECORDE E FATURA R$
185,2
BILHÕES EM 2025
OS DADOS DA FECOMERCIOSP MOSTRAM QUE O FATURAMENTO DE 2025
FOI O MAIOR DESDE QUE A PESQUISA
COMEÇOU A SER REALIZADA, EM 2011. EM COMPARAÇÃO COM O MESMO PERÍODO DE 2024, A ALTA FOI DE 6,4%
Oturismo brasileiro atravessou 2025 com força, vitalidade e um sentimento claro de retomada. Quem circulou pelo país percebeu um Brasil mais movimentado, com destinos cheios, serviços aquecidos e um público disposto a viajar, permanecer mais tempo e aproveitar melhor cada experiência. O faturamento recorde registrado ao longo do ano é consequência direta desse comportamento, mas o verdadeiro destaque está no reencontro do brasileiro com o próprio território.
Viajar dentro do país voltou a ser um hábito valorizado. Muitos optaram por conhecer lugares que sempre estiveram próximos, mas que antes ficavam fora do roteiro. Praias tradicionais dividiram espaço com cidades do interior, regiões serranas, destinos históricos e áreas de natureza preservada. Houve uma busca clara por vivências reais, por contato com a cultura local, pela comida típica, pela conversa com moradores e pela sensação de pertencimento que só o turismo bem vivido proporciona.
Esse movimento trouxe impactos visíveis para as economias lo-
cais. Hotéis e pousadas retomaram altos índices de ocupação, bares e restaurantes ampliaram equipes, guias turísticos voltaram a operar com agendas cheias e pequenos negócios passaram a sentir os efeitos positivos da circulação de visitantes. Em muitas cidades, o turismo deixou de ser complementar e passou a ocupar papel central na geração de renda.
O aumento das viagens entre estados mostrou um país em deslocamento. Pessoas cruzaram regiões, revisitaram destinos afetivos e se permitiram explorar novos caminhos. Esse fluxo favoreceu localidades que investiram em estrutura, capacitação e identidade turística, provando que planejamento e cuidado com o destino fazem diferença na experiência do visitante.
O turismo de natureza ganhou ainda mais espaço, impulsionado pelo desejo de estar ao ar livre e em contato com paisagens preservadas. Ao mesmo tempo, o turismo cultural e gastronômico se fortaleceu, valorizando festas populares, centros históricos, cozinhas regionais e manifestações artísticas. Essa diversidade segue como um dos maiores diferenciais do Brasil, capaz de atender diferentes perfis de viajantes ao longo de todo o ano. O resultado de 2025 vai além de números expressivos. Ele revela um setor mais maduro, consciente de seu papel social e econômico. O turismo mostrou sua capacidade de gerar empregos, movimentar comunidades e fortalecer identidades locais. O desafio daqui para frente é manter esse crescimento com responsabilidade, garantindo qualidade, preservação e planejamento, para que o turismo continue sendo um dos grandes orgulhos do Brasil e uma porta aberta para quem deseja conhecer o país em sua essência.
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