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Revista TI NE edição 72

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O nosso muito obrigado aos nossos apoiadores oficiais

SUMÁRIO

06

SONY LANÇA NOVA LINHA DE CÂMERAS

PARA PRODUÇÃO AO VIVO

Série R reúne cinco modelos com sensor 4K e integração voltada a ambientes profissionais

08 GASTOS GLOBAIS COM TI DEVEM

ATINGIR US$ 6,31 TRILHÕES EM 2026

07 MIDEA LANÇA ARCONDICIONADO COM IA E FOCO EM ECONOMIA DE ENERGIA

11 STARTUP

Tecnologia da i4sea passa a atender o agronegócio em cenário de maior risco climático

15 EMPREENDEDORISMO

Avanço é impulsionado por inteligência artificial e integração a marketplaces, reduzindo barreiras de entrada

19 INTELIGÊNCIA

ARTIFICIAL

Do data center à nuvem, o avanço da IA expõe um novo desafio: garantir armazenamento, segurança e disponibilidade em um mundo onde qualquer falha custa caro

25 CAPA

Com o avanço da experiência digital do colaborador, empresas começam a medir o impacto real da tecnologia no desempenho das equipes e descobrem que os maiores custos não estão nos relatórios

30 GESTÃO

Com equipes focadas no suporte diário, PMEs ampliam vulnerabilidades e perdem capacidade de resposta diante de ameaças cada vez mais sofisticadas

33 ARTIGO

Custos de aquisição crescem, mas falta de inteligência sobre o tráfego limita resultados e expõe um novo desafio para marketing e vendas

36 SUSTENTABILIDADE

Tecnologia combina energia solar, baterias e carregadores em um único ecossistema e busca reduzir gargalos da infraestrutura elétrica

A experiência digital do colaborador entrou definitivamente no centro das discussões sobre produtividade, retenção de talentos e eficiência operacional. Em um cenário cada vez mais dependente da tecnologia, empresas começam a perceber que falhas silenciosas – como sistemas lentos, equipamentos inadequados ou processos desconectados – impactam diretamente o desempenho das equipes e os resultados do negócio. A reportagem de capa desta edição analisa como o DEX (Digital Employee Experience) ganha espaço como um novo indicador estratégico, conectando tecnologia, gestão e experiência do colaborador.

Essa transformação reflete um movimento mais amplo de amadurecimento digital. À medida que empresas aceleram sua digitalização, cresce também a necessidade de estruturas mais seguras, inteligentes e preparadas para sustentar operações críticas. Nesta edição, discutimos como o avanço da Inteligência Artificial amplia a demanda por infraestrutura robusta, armazenamento seguro e disponibilidade contínua de dados – fatores que se tornam essenciais em um ambiente onde qualquer interrupção pode gerar impactos financeiros e operacionais relevantes.

Ao mesmo tempo, a evolução tecnológica também amplia desafios relacionados à segurança e à governança. A falta de especialização em TI, especialmente em pequenas e médias empresas, evidencia riscos silenciosos e reforça a necessidade de uma gestão mais estratégica da tecnologia, com foco em prevenção, monitoramento e continuidade operacional.

O avanço do e-commerce no Nordeste também mostra como a tecnologia segue ampliando oportunidades na região. Inteligência artificial, automação e integração com marketplaces reduzem barreiras de entrada e aceleram a digitalização de novos empreendedores, contribuindo para um varejo mais conectado e competitivo.

A edição ainda traz discussões sobre eficiência no marketing digital, mobilidade elétrica, energia inteligente e novas soluções para produção audiovisual, reforçando como inovação, conectividade e dados estão cada vez mais presentes em diferentes setores da economia.

A Ti Nordeste conecta todo esse conteúdo de tecnologia e inovação em mais uma edição recheada de novidades, com uma leitura fácil e com muita informação relevante para vocês, queridos leitores.

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SONY LANÇA NOVA LINHA DE CÂMERAS PARA PRODUÇÃO AO VIVO

Série R reúne cinco modelos com sensor 4K e integração voltada a ambientes profissionais

A Sony Electronics anunciou a Série R, nova linha de câmeras de estúdio voltada a produções ao vivo e operações profissionais. A família reúne os modelos HDC-5500R, HDC-5500RV, HDC-3500R, HDC-3500RV e HDC-3200R, além de uma unidade de controle dedicada e uma placa opcional para ajustes de cor.

Os equipamentos foram desenvolvidos para transmissões ao vivo e mantém compatibilidade com sistemas já utilizados no mercado, permitindo integração com diferentes estruturas de captação e transmissão de vídeo.

As câmeras contam com sensor 4K com obturador global, tecnologia que reduz

distorções em movimentos rápidos, especialmente em eventos esportivos e shows. Parte da linha também utiliza LUTs 3D para maior precisão de cor, enquanto a HDC-3200R suporta padrões compatíveis com outros equipamentos da marca.

A Série R oferece conexões SDI, suporte à transmissão por fibra óptica e recursos que permitem o envio simultâneo de vídeo principal e imagens de referência. Os modelos ainda trazem ajustes físicos voltados à operação em diferentes ambientes, facilitando o uso em produções híbridas e externas.

Nova linha mantém compatibilidade com sistemas já utilizados no mercado e amplia opções de integração para transmissões ao vivo.

Link para mais informações

Foto: Divulgação

LANÇAMENTO

MIDEA LANÇA AR-CONDICIONADO COM IA E

FOCO EM ECONOMIA DE ENERGIA

Com conectividade avançada, controle inteligente de umidade e monitoramento em tempo real, a linha AI Ecomaster aposta na climatização inteligente para ambientes residenciais

A Midea anunciou a chegada da linha AI Ecomaster ao mercado brasileiro, nova geração de ar-condicionado Inverter equipada com recursos de inteligência artificial voltados à eficiência energética e automação residencial.

Disponível nos modelos de 9 mil, 12 mil, 18 mil e 24 mil BTUs, nas versões frio e quente/frio, a linha incorpora a tecnologia AI Ecomaster, sistema que ajusta automaticamente o funcionamento do aparelho para otimizar o consumo de energia conforme a temperatura escolhida pelo usuário. Segundo a fabricante, o recurso pode gerar até 30% mais economia em relação a modelos convencionais.

Outro destaque é o AI Controle de Umidade, que utiliza inteligência artificial para equilibrar os níveis de umidade do am-

Foto: Divulgação

biente e ampliar o conforto térmico durante o uso.

Os aparelhos também chegam com integração ao aplicativo SmartHome, permitindo monitoramento do consumo em tempo real, notificações sobre gastos e comandos remotos por voz via Amazon Alexa, Google Assistant e Apple Siri.

Entre as funções adicionais estão o Smart Turbo, que promete resfriamento rápido em até 30 segundos, e o Air Magic, sistema desenvolvido para auxiliar na purificação do ar interno.

Com o lançamento, a Midea amplia a presença no segmento de climatização inteligente, mercado que vem incorporando recursos de IA, conectividade e gestão energética como diferenciais nos eletrodomésticos residenciais.

GASTOS GLOBAIS COM TI DEVEM ATINGIR

US$ 6,31 TRILHÕES EM 2026

Projeção da Gartner aponta crescimento de 13,5%, impulsionado por inteligência artificial e infraestrutura.

Os investimentos globais em tecnologia da informação seguem em trajetória de expansão acelerada, com previsão de alcançar US$ 6,31 trilhões em 2026, de acordo com a previsão mais recente do Gartner, Inc., empresa de insights de negócios e tecnologia. O crescimento projetado, de 13,5% em relação a 2025, reflete principalmente o avanço da inteligência artificial (IA) e seus impactos diretos sobre infraestrutura, software e demanda por capacidade computacional.

De acordo com John-David Lovelock, Vice-Presidente Analista Emérito do Gartner, o movimento está diretamente ligado à escalada das cargas de trabalho associadas à IA. “Essa previsão mais recente reforça o ritmo acelerado de infraestrutura de Inteligência Artificial e de memórias avançadas”, afirma. Nesse contexto, o aumento dos investimentos em data centers acompanha a necessidade por processamento de alto desempenho, abrindo

espaço para fornecedores de tecnologias voltadas à aceleração de IA.

Entre os diferentes segmentos, os sistemas de data center devem registrar o crescimento mais expressivo, com alta de 55,8% em 2026. Já os serviços de TI, que incluem implementação de aplicações, infraestrutura e modelos como IaaS (Infrastructure as a Service), devem concentrar o maior volume de gastos, ultrapassando US$ 1,87 bilhão no período.

O cenário também é influenciado por fatores de oferta. A combinação entre alta demanda e restrições na cadeia produtiva tem provocado aumentos significativos nos preços de memórias de alta largura de banda (high-bandwidth memory), o que reposiciona esse segmento como um dos mais lucrativos para fabricantes de semicondutores. “Esse aumento posiciona o segmento de memória como uma área lucrativa”, observa Lovelock.

Pressões de oferta e dinâmica de mercado

A revisão das projeções indicam um crescimento acima do esperado em áreas ligadas à infraestrutura de IA, software e IaaS, consolidando um mercado de TI cada vez mais desigual em ritmo de expansão. Enquanto investimentos de hyperscalers e soluções centradas em IA avançam de forma mais acelerada, categorias tradicionais seguem com crescimento mais moderado.

A demanda por nuvem de hiperescala também sustenta esse movimento, impulsionando os investimentos em servidores e data centers, com expectativa de que os gastos ultrapassem US$ 788 bilhões em 2026. No campo de software, a Inteligência Artificial Generativa (GenAI) continua a expandir sua presença, especialmente no desenvolvimento de modelos, com previsão de crescimento que mais que dobra ano a ano.

Por outro lado, o segmento de dispositivos apresenta avanço mais contido. A estimativa é que os gastos atinjam US$ 856 bilhões, impactados principalmente pelo aumento nos custos de memória, que elevam os preços médios e prolongam os ciclos de substituição, sobretudo em mercados de menor margem. “Essas tendências, em conjunto, tornam a infraestrutura de IA o segmento mais atraente para capitalizar sobre a forte expansão dos gas-

tos com TI”, reforça o vice-presidente, ao apontar a distância entre o ritmo acelerado da infraestrutura de IA e as limitações enfrentadas por outros segmentos.

A metodologia de previsão do Gartner se baseia na análise de vendas de mais de mil fornecedores de produtos e serviços de TI, combinando pesquisas primárias e secundárias para consolidar uma base de dados sobre o tamanho e a dinâmica do mercado. A pesquisa mais recente sobre a previsão de gastos com TI está disponível para os clientes do Gartner em “Gartner Market Databook, 1Q26”. Mais informações sobre a previsão podem ser encontradas no webinar gratuito do Gartner “IT Spending in 2026: Pruning the AI Garden.”

Entre os diferentes segmentos, os sistemas de data center devem registrar o crescimento mais expressivo, com alta de 55,8% em 2026.

John-David Lovelock, Vice-Presidente Analista Emérito, Gartner.

STARTUP

STARTUP NORDESTINA LEVA IA CLIMÁTICA

AO AGRONEGÓCIO

Tecnologia da i4sea passa a atender o agronegócio em cenário de

maior risco climático

O uso de inteligência artificial para análise de dados climáticos começa a ganhar espaço em um dos setores mais expostos às mudanças do clima: o agronegócio. Desenvolvida pela i4sea, a tecnologia, já aplicada em operações portuárias e industriais, passa a ser direcionada ao campo, ampliando o uso de previsões hiperlocais para apoiar decisões produtivas.

A solução combina informações de estações meteorológicas, radares e sensores diversos para gerar previsões detalhadas em áreas de até um quilômetro, com horizonte que varia de algumas horas a até

15 dias. Esse nível de precisão permite maior previsibilidade em ambientes sujeitos a variações rápidas e eventos extremos, cenário cada vez mais comum tanto no litoral quanto no interior do país.

Inicialmente utilizada em operações marítimas, a tecnologia já atende estruturas como o Porto de Santos , o Porto do Açu e o Porto de Roterdã. Também é aplicada por empresas de mineração, como a Vale, e em projetos de energia eólica offshore. A expansão para o agronegócio marca uma nova fase da startup, que busca adaptar sua tecnologia a um

STARTUP

ambiente mais complexo e dependente de variáveis climáticas.

A principal mudança na aplicação da tecnologia está no tipo de decisão que ela suporta. Em operações portuárias e industriais, o uso da inteligência climática está diretamente ligado a decisões imediatas, como interromper ou retomar atividades diante de condições adversas.

No agronegócio, no entanto, o impacto tende a ser mais amplo. As decisões envolvem planejamento de safra, escolha de culturas e definição de estratégias produtivas, o que exige uma leitura mais estruturada dos dados. Segundo Mateus Lima, cofundador e CEO da i4sea, com previsões mais específicas e contextualizadas, os produtores podem antecipar riscos e ajustar operações com maior precisão. Isso inclui desde decisões operacionais, como o momento ideal para plantio e colheita, até escolhas estratégicas que impactam diretamente a produtividade.

“O setor agropecuário é diretamente influenciado por fatores climáticos como chuva, umidade do solo e do ar, ventos, temperatura e radiação solar”, destaca a instituição.

Clima como fator crítico para a produção

A ampliação do uso de inteligência climática no campo ocorre em um cenário de maior instabilidade. Eventos extremos, como secas, alagamentos e geadas, têm se tornado mais frequentes e impactado diretamente a produção agrícola.

De acordo com a Embrapa, apenas 5% das áreas agrícolas do Brasil contam com sistemas de irrigação. Isso significa que a maior parte da produção depende diretamente do regime de chuvas, que tem se mostrado cada vez mais irregular.

“O setor agropecuário é diretamente influenciado por fatores climáticos como chuva, umidade do solo e do ar, ventos, temperatura e radiação solar”, destaca a instituição. As mudanças climáticas, segundo a Embrapa, têm alterado a frequência de eventos extremos e impactado também o ciclo de pragas e doenças, ampliando os riscos para a produção.

Nesse contexto, o acesso a dados mais precisos deixa de ser um diferencial e passa a ser uma ferramenta essencial de gestão de risco.

A proposta da i4sea é consolidar dados climáticos em informações utilizáveis no dia a dia das operações. Em setores como portos e mineração, a tecnologia já é aplicada para orientar decisões operacionais diante de variações do tempo.

No agronegócio, o uso tende a ganhar outra dimensão. Mais do que respostas imediatas, a análise climática passa a apoiar o planejamento produtivo.

A trajetória da i4sea também reflete o fortalecimento do ecossistema de inovação no Nordeste. Fundada em Salvador, a startup faz parte de um grupo crescente de empresas de base tecnológica que vêm ganhando espaço no cenário nacional.

Nordeste ganha relevância no ecossistema de inovação

A trajetória da i4sea também reflete o fortalecimento do ecossistema de inovação no Nordeste. Fundada em Salvador, a startup faz parte de um grupo crescente de empresas de base tecnológica que vêm ganhando espaço no cenário nacional.

Segundo dados do Sebrae Startups Report, cerca de 25% das startups brasileiras estão na região, indicando um movimento de descentralização da inovação no país. Esse avanço tem sido acompanhado pelo aumento da disponibilidade de capital e pelo interesse de investidores com foco regional.

Um exemplo é a Lighthouse, que investe na i4sea e estruturou um fundo voltado ao Nordeste, com R$ 100 milhões de capital autorizado. Para Gustavo Menezes, sócio da Lighthouse, a combinação entre base científica e aplicação prática é um dos diferenciais da startup. “Trata-se de uma solução que concilia conhecimento científico com inovação tecnológica”, afirma. Segundo ele, a capacidade de antecipar eventos climáticos já tem impacto direto na eficiência e segurança de grandes operações, tendência que deve se intensificar com o aumento da frequência de eventos extremos influenciando decisões que vão desde o calendário de plantio até a definição de culturas.

Gustavo Menezes sócio da Lighthouse i4sea

ALTA DO E-COMMERCE IMPULSIONA

NOVOS EMPREENDEDORES NO NORDESTE

Avanço é impulsionado por inteligência artificial e integração a marketplaces, reduzindo barreiras de entrada

O comércio eletrônico segue em expansão no Nordeste e tem ampliado o acesso de novos empreendedores ao ambiente digital. Em estados como Ceará, Bahia e Pernambuco, as vendas cresceram 24,7%, 31,3% e 110%, respectivamente, no último ano, segundo dados da Tray, empresa do grupo LWSA. O movimento reflete não apenas a digitalização do varejo, mas também a redução de barreiras operacionais para quem inicia no setor.

O cenário regional acompanha uma tendência nacional de crescimento do e-commerce, mas com características próprias. No Nordeste, o avanço tem sido

impulsionado tanto pela entrada de novos vendedores quanto pela digitalização de negócios já existentes, especialmente no varejo físico. A ampliação do acesso a ferramentas tecnológicas e a maior familiaridade dos consumidores com compras online contribuem para esse processo.

Nesse contexto, plataformas digitais têm ampliado sua atuação para atender diferentes perfis de empreendedores, desde iniciantes até operações mais estruturadas. A estratégia envolve investimentos em tecnologia, integração de serviços e capacitação, com foco em facilitar a entrada e a expansão no ambiente digital.

Tecnologia reduz barreiras de entrada

Entre os fatores que sustentam esse crescimento, a incorporação de inteligência artificial (IA) aparece como um dos principais vetores. De acordo com Thiago Mazeto, diretor da Tray, a tecnologia tem sido aplicada para simplificar etapas críticas da jornada de quem inicia no e-commerce. “São histórias reais de empreendedores que encontraram na plataforma uma forma de estruturar e escalar seus negócios”, afirma. Segundo o executivo, o uso de IA permite automatizar processos e reduzir a complexidade operacional, desde a configuração inicial da loja até a organização de catálogo e geração de conteúdo.

Na prática, isso significa menor tempo para iniciar as vendas e menos dependência de conhecimento técnico avançado. A automação também contribui para reduzir erros operacionais, um dos desafios enfrentados por empreendedores no ambiente digital.

Capacitação acompanha expansão do setor

Além da tecnologia, a formação de novos lojistas tem ganhado relevância no ecossistema de e-commerce. A Escola de E-commerce é um dos exemplos dessa estratégia, oferecendo trilhas gratuitas voltadas tanto para iniciantes quanto para empresas já em operação.

Os conteúdos abrangem diferentes etapas da jornada digital, incluindo criação de lojas virtuais, definição de preços, estratégias promocionais, logística e gestão multicanal. A proposta é reduzir a curva de aprendizado e ampliar as chances de sucesso dos novos negócios.

A combinação entre ferramentas tecnológicas e capacitação tende a acelerar a profissionalização do setor, especialmente em regiões onde o comércio digital ainda está em fase de consolidação.

Thiago Mazeto, diretor da Tray.

Integração e multicanalidade ganham espaço.

Outro eixo relevante para o crescimento do e-commerce no Nordeste é a integração com marketplaces e múltiplos canais de venda. A presença simultânea em diferentes plataformas tem se consolidado como estratégia para ampliar alcance e aumentar a competitividade.

Nesse cenário, soluções que centralizam a operação ganham espaço. “Ao oferecermos todas as soluções em um único ambiente, permitimos ao empreendedor reduzir a dependência de outras ferramentas, que muitas vezes geram custos adicionais e tornam a operação mais complexa”, explica Mazeto.

A integração com plataformas como Temu e TikTok Shop ilustra esse movimento. Segundo dados da empresa, apenas em janeiro deste ano, lojistas conectados ao TikTok Shop movimentaram R$ 4 milhões em GMV por meio da plataforma.

Expansão reflete mudança estrutural no varejo

O avanço do e-commerce no Nordeste aponta para uma transformação mais ampla no varejo, marcada pela digitalização de processos e pela diversificação dos canais de venda. A entrada de novos empreendedores, aliada à adaptação de negócios tradicionais, indica um mercado em fase de amadurecimento.

Ao mesmo tempo, o uso crescente de tecnologias como inteligência artificial e a consolidação de ecossistemas integrados sugerem um cenário de maior competitividade e profissionalização. Nesse contexto, a capacidade de operar de forma eficiente em múltiplos canais tende a se tornar um diferencial para empresas de diferentes portes.

A tendência é que esse movimento continue nos próximos anos, acompanhando a evolução do comportamento do consumidor e a ampliação da infraestrutura digital na região.

ONDE MORA A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL? A INFRAESTRUTURA INVISÍVEL QUE SUSTENTA EMPRESAS QUE NÃO PODEM

PARAR

Do data center à nuvem, o avanço da IA expõe um novo desafio: garantir armazenamento, segurança e disponibilidade em um mundo onde qualquer falha custa caro

A Inteligência Artificial deixou de ser um conceito futurista para se tornar parte essencial da operação de empresas em diversos setores. Presente em assistentes virtuais, sistemas de recomendação, diagnósticos e processos corporativos, ela opera de forma quase imperceptível para o usuário final. No entanto, por trás dessa tecnologia aparentemente “invisível”, existe uma questão central: onde estão arma-

zenados os dados que sustentam a IA?

A resposta passa por uma infraestrutura robusta e altamente estratégica. Sistemas de Inteligência Artificial dependem de grandes volumes de dados, armazenados principalmente em data centers – estruturas físicas compostas por milhares de servidores – e em ambientes de computação em nuvem distribuídos globalmente.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Esses dados incluem desde textos, imagens e vídeos até registros operacionais e comportamentais, fundamentais para treinar, atualizar e aprimorar algoritmos.

O crescimento desse volume é exponencial. Segundo a IDC (International Data Corporation), o mundo deve ultrapassar 180 zettabytes de dados gerados. Para efeito de comparação, um único zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes. Uma parcela significativa desse volume está diretamente relacionada a aplicações de IA, que demandam armazenamento contínuo não apenas de dados brutos, mas também de modelos treinados, logs e versões atualizadas.

Esse cenário impõe desafios relevantes para empresas e governos, especialmente em relação à capacidade de armazenamento, consumo energético e segurança da informação. Data centers que suportam aplicações de IA estão entre os maiores consumidores de energia do mundo, exigindo soluções avançadas de eficiência

energética e gestão térmica. “Se o sistema para, a empresa inteira pode parar junto. E isso impacta diretamente tanto o caixa quanto a imagem da organização”, afirma Junior Machado, CEO da Opus Tech. Um panorama prático sobre essa estrutura e seus impactos operacionais pode ser observado em um material elaborado pela Opus Tech, que ilustra como a infraestrutura sustenta a continuidade dos negócios no dia a dia.

Segundo o executivo, entender onde e como os dados são armazenados é essencial para compreender o real impacto da Inteligência Artificial nos negócios. “A IA não existe sem uma base sólida de dados. Cada interação, cada modelo treinado, tudo isso precisa ser armazenado, pro-

“Não basta armazenar grandes volumes de dados, é preciso fazer isso com inteligência. A eficiência no acesso e no processamento é o que viabiliza aplicações avançadas de IA, especialmente em ambientes corporativos”, complementa Machado.

cessado e protegido. Estamos falando de uma infraestrutura crítica, que precisa evoluir na mesma velocidade da inovação tecnológica”, explica.

Além do volume, a velocidade de acesso às informações é um fator decisivo. Tecnologias como armazenamento em estado sólido (SSD), redes de alta performance e arquiteturas distribuídas são fundamentais para garantir que sistemas de IA operem em tempo real. “Não basta armazenar grandes volumes de dados, é preciso fazer isso com inteligência. A eficiência no acesso e no processamento é o que viabiliza aplicações avançadas de IA, especialmente em ambientes corporativos”, complementa Machado.

Nós temos um compromisso com a operação final dos nossos clientes e com as entregas que eles fazem para os seus próprios clientes. Nós temos um compromisso com a operação final dos nossos clientes e com as entregas que eles fazem para os seus próprios clientes.

Outro ponto crítico é a segurança. Com o aumento do uso de dados sensíveis, cresce também a necessidade de políticas robustas de proteção, governança e conformidade com legislações como a LGPD. Vazamentos ou indisponibilidades podem gerar impactos financeiros e reputacionais significativos.

Diante desse cenário, empresas mais maduras têm investido em soluções que combinam infraestrutura, softwares e equipes especializadas para prevenir incidentes e garantir continuidade operacional. Muitas vezes, o conhecimento técnico necessário não está dentro das organizações ou demanda alto investimento para ser desenvolvido internamente, tornando a parceria com fornecedores especializados uma alternativa mais eficiente e segura. “Nós temos um compromisso com a operação final dos nossos clientes e com as entregas que eles fazem para os seus próprios clientes. Isso muda tudo. Nosso foco está em prevenir incidentes e garantir previsibilidade e disponibilidade dos ambientes digitais”, destaca Machado.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Um dos pilares dessa estratégia é a redundância de dados – prática que garante que as informações estejam armazenadas em múltiplos locais. A Opus Tech opera com data centers em regiões estratégicas, permitindo que, mesmo em caso de falhas ou eventos críticos, os dados permaneçam acessíveis. “Se houver indisponibilidade em uma região, o cliente continua operando por outra. Isso traz muito mais segurança e continuidade para o negócio”, explica o CEO.

Além da segurança e disponibilidade, a previsibilidade financeira também se torna um diferencial importante. Modelos de custo fixo permitem que empresas tenham maior controle sobre seus investimentos em tecnologia, evitando oscilações e facilitando o planejamento.

Outro ponto destacado pelo executivo é o fator humano. “A tecnologia evolui, mas o atendimento próximo, o entendimento do cliente e a agilidade na resposta são diferenciais que fazem toda a diferença.

Aqui, a gente acredita em gente falando com gente”, finaliza Junior Machado. Nesse contexto, a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a depender diretamente da qualidade da infraestrutura que a sustenta. O futuro da IA está intrinsecamente ligado à forma como os dados são armazenados, protegidos e disponibilizados – e às decisões estratégicas que garantem que essa base nunca falhe.

“A tecnologia evolui, mas o atendimento próximo, o entendimento do cliente e a agilidade na resposta são diferenciais que fazem toda a diferença. Aqui, a gente acredita em gente falando com gente”, finaliza Junior Machado.

DEX: O NOVO INDICADOR DE PRODUTIVIDADE

Com o avanço da experiência digital do colaborador, empresas começam a medir o impacto real da tecnologia no desempenho das equipes e descobrem que os maiores custos não estão nos relatórios

Se a experiência digital passou a ser central para a produtividade, a ausência de visibilidade sobre ela representa um dos maiores pontos cegos das organizações. Isso porque grande parte dos impactos gerados por falhas tecnológicas não aparece de forma explícita nos indicadores financeiros. Um sistema lento, um equipamento inadequado ou uma falha recorrente não são, isoladamente, considerados custos. No entanto, quando esses fatores se repetem ao longo do tempo, eles criam um efeito acumulado que compromete significativamente a eficiência operacional.

De acordo com análises conduzidas pela Manager One, baseadas em projetos com clientes e benchmarking de mercado, perdas de tempo causadas por problemas tecnológicos podem representar semanas inteiras de trabalho improdutivo ao longo do ano por colaborador. Trata-se de um impacto silencioso, diluído no dia a dia, mas altamente relevante quando analisado em escala.

CAPA

Ao mesmo tempo, existem perdas diretas que também passam despercebidas. Dados apresentados pela Manager One, com base em estudos de mercado e levantamentos operacionais, indicam que até 30% das licenças de software adquiridas pelas empresas não são utilizadas. Além disso, entre 8% e 12% dos ativos tecnológicos não possuem rastreamento adequado dentro das organizações.

Esses números revelam um cenário em que empresas não apenas deixam de extrair valor de seus investimentos, mas também continuam alocando recursos de forma ineficiente.

Outro fator crítico está na gestão do ciclo de vida dos ativos. Sem visibilidade integrada, equipamentos são adquiridos sem necessidade real, licenças são renovadas automaticamente sem análise de uso e contratos permanecem ativos mesmo após a descontinuação de dispositivos. O resultado é um modelo de gestão baseado em estimativas – e não em dados concretos.

Clayton Silva, CEO da Manager One.

Para Clayton Silva, CEO da Manager One, esse é um dos principais desafios enfrentados pelas empresas atualmente: “O maior problema não é investir em tecnologia, mas investir sem visibilidade. Quando a empresa não sabe exatamente o que tem, como está sendo utilizado e qual impacto isso gera, ela perde eficiência e dinheiro ao mesmo tempo.”

Nesse contexto, o DEX (Digital Employee Experience - Experiência Digital do Funcionário) surge como uma resposta estruturada a esse problema. Ao transformar a experiência digital em um indicador mensurável, ele permite que empresas identifiquem gargalos, antecipem falhas e tomem decisões mais assertivas.

Segundo a Gartner, essas plataformas não apenas monitoram a experiência digital, mas também possibilitam ações automatizadas e proativas, atuando diretamente na resolução de problemas antes que eles impactem os usuários.

Sem visibilidade integrada, equipamentos são adquiridos sem necessidade real, licenças são renovadas automaticamente sem análise de uso e contratos permanecem ativos mesmo após a descontinuação de dispositivos.

A convergência entre tecnologia e pessoas – e o impacto direto no negócio

A consolidação do DEX traz uma consequência relevante: a aproximação entre áreas que historicamente operaram de forma separada. Tecnologia e recursos humanos passam a compartilhar um mesmo indicador – a experiência do colaborador.

Isso acontece porque a qualidade da experiência digital influencia diretamente fatores como engajamento, satisfação e retenção de talentos. Em um cenário em que profissionais dependem integralmente da tecnologia para executar suas funções, falhas nesse ambiente impactam não apenas a produtividade, mas também a percepção sobre a empresa.

Dados apresentados pela Manager One, com base em referências de mercado, indicam que colaboradores que enfrentam dificuldades frequentes com tecnologia têm até cinco vezes mais probabilidade de buscar um novo emprego. O custo de substituição desses profissionais pode variar entre 50% e 200% do salário anual, considerando recrutamento, treinamento

e perda de produtividade.

Esse cenário transforma a experiência digital em um fator estratégico para a gestão de pessoas. “A experiência digital do colaborador deixou de ser um tema restrito à TI. Hoje, ela influencia diretamente a retenção de talentos e o desempenho das equipes. Empresas que não medem isso estão tomando decisões sem base real”, afirma Clayton.

Um exemplo prático dessa transformação pode ser observado em operações de grande escala, como no setor aéreo. A Azul Linhas Aéreas, cliente da Manager One, utiliza dispositivos móveis em diversas etapas críticas de sua operação. Nesse contexto, a falta de visibilidade sobre esses ativos poderia gerar perdas financeiras relevantes, além de comprometer a eficiência operacional.

Com a evolução para uma gestão mais estruturada e orientada por dados, a companhia passou a ter maior controle sobre o uso de dispositivos, reduzindo perdas, melhorando o planejamento de investimentos e aumentando a eficiência de suas operações.

CAPA

Mais do que controle, o ganho foi de inteligência operacional. A tecnologia passou a fornecer informações estratégicas sobre uso, necessidade e desempenho, permitindo decisões mais precisas.

Para Clayton, esse é o ponto central da transformação:“Quando a empresa passa a olhar para a experiência digital, ela deixa de reagir aos problemas e começa a antecipá-los. Isso muda completamente a forma como a tecnologia contribui para o negócio.”

Esse movimento também redefine o papel da TI, que passa a atuar de forma integrada com outras áreas e orientada por dados de impacto real. A experiência digital se consolida, assim, como um novo tipo de indicador – não apenas técnico, mas estratégico.

Segundo a Gartner, essas plataformas não apenas monitoram a experiência digital, mas também possibilitam ações automatizadas e proativas, atuando diretamente na resolução de problemas antes que eles impactem os usuários.

Empresas que avançam nesse modelo tendem a apresentar maior eficiência operacional, melhor experiência do colaborador e maior capacidade de retenção de talentos. Em um cenário de alta competitividade e transformação constante, esses fatores deixam de ser diferenciais e passam a ser determinantes para a sustentabilidade do negócio.

Sem visibilidade integrada, equipamentos são adquiridos sem necessidade real, licenças são renovadas automaticamente sem análise de uso e contratos permanecem ativos mesmo após a descontinuação de dispositivos.

A experiência digital do colaborador não é apenas uma evolução conceitual. Ela representa uma mudança na forma como as empresas entendem produtividade. E, diante desse novo cenário, a pergunta que passa a orientar decisões estratégicas é inevitável: não quanto a empresa investe em tecnologia – mas qual é o impacto real dessa tecnologia na capacidade das pessoas de trabalhar melhor.

GESTÃO

FALTA DE ESPECIALIZAÇÃO EM TI EXPÕE

EMPRESAS A RISCOS SILENCIOSOS

Com equipes focadas no suporte diário, PMEs ampliam vulnerabilidades e perdem capacidade de resposta diante de ameaças cada vez mais sofisticadas

A forma como muitas pequenas e médias empresas estruturam suas áreas de tecnologia da informação já não acompanha a complexidade do cenário digital atual. Historicamente posicionada como uma área de suporte, responsável por manter sistemas operacionais e garantir a continuidade das atividades, a TI passou a ocupar um papel crítico na segurança e na sustentação dos negócios – sem que, em muitos casos, tenha evoluído na mesma proporção.

Esse descompasso tem gerado um problema estrutural: equipes enxutas, focadas em demandas operacionais, mas sem especialização em áreas como infraestrutura, cibersegurança e governança. Na prática, isso limita a capacidade das empresas de prevenir, identificar e responder a incidentes de forma eficiente.

De acordo com o Microsoft Digital Defense Report 2025, os ataques cibernéticos têm se tornado cada vez mais sofisticados e, principalmente, mais silenciosos. Uma parcela crescente das invasões

ocorre por meio do uso de credenciais legítimas – acessos válidos que foram comprometidos – e não necessariamente por falhas técnicas evidentes. Esse tipo de abordagem reduz a visibilidade das ameaças e dificulta a detecção precoce.

Para Marcos Antônio dos Santos, CEO da MS Tech, esse cenário exige uma mudança na forma como as empresas encaram a tecnologia. “Hoje, o maior risco não está apenas em falhas técnicas, mas na ausência de estrutura e de visão estratégica. Muitas empresas ainda operam sem saber exatamente quem acessa o quê, como os dados circulam e onde estão seus pontos de vulnerabilidade”, afirma.

Na rotina das PMEs, é comum que a TI esteja concentrada em resolver problemas imediatos: instabilidades, suporte a usuários, manutenção de sistemas e demandas operacionais. Embora essenciais, essas atividades consomem tempo e impedem que a área avance para um nível mais analítico e preventivo.

Quando a operação funciona, mas o risco já existe

Sem especialização, questões críticas acabam ficando em segundo plano. A gestão de identidades e acessos, por exemplo, muitas vezes não segue critérios rigorosos. Permissões excessivas, ausência de revisões periódicas e falta de monitoramento contínuo criam um ambiente propício para acessos indevidos – muitas vezes sem qualquer sinal evidente.

“O problema é que esses riscos não aparecem de forma clara no dia a dia. A operação continua funcionando, mas existe uma fragilidade estrutural sendo construída aos poucos. Quando o incidente acontece, ele já encontra o ambiente preparado para causar impacto”, explica o CEO.

Esse modelo também compromete a capacidade de resposta. Sem processos bem definidos, ferramentas adequadas e profissionais especializados, as empresas tendem a atuar de forma reativa, lidando com incidentes apenas após a ocorrência. O resultado é um aumento no tempo de resposta, maiores prejuízos e maior dificuldade de recuperação.

Outro ponto destacado no relatório da Microsoft é o crescimento de ataques que exploram falhas humanas e de processo, e não apenas vulnerabilidades técnicas. Isso reforça a necessidade de uma abordagem mais ampla, que envolva não só tecnologia, mas também governança, cultura organizacional e definição de políticas claras.

Para Marcos, o desafio vai além da adoção de ferramentas. “Não existe solução isolada que resolva o problema. O que as empresas precisam é estruturar a TI como parte da estratégia do negócio, com foco em prevenção, monitoramento e resposta. Isso passa por pessoas, processos e tecnologia trabalhando de forma integrada”, afirma.

Nesse contexto, a ausência de especialização deixa de ser apenas uma limitação operacional e passa a representar um risco direto para a continuidade das empresas. Mesmo organizações que já investem em tecnologia podem permanecer vulneráveis se não houver direcionamento estratégico e maturidade na gestão do ambiente de TI.

A evolução desse cenário passa por uma mudança de mentalidade. A TI deixa de ser vista apenas como suporte e passa a assumir um papel central na gestão de riscos e na sustentação do crescimento. Estruturar a área com foco em segurança, governança e inteligência se torna fundamental para operar em um ambiente cada vez mais complexo.

É nesse movimento que empresas buscam parceiros especializados para complementar suas estruturas internas, trazendo expertise, visão estratégica e capacidade de execução. A MS Tech atua nesse contexto, apoiando organizações na gestão de seus ambientes tecnológicos, no fortalecimento da segurança digital e na construção de operações mais resilientes.

“O problema é que esses riscos não aparecem de forma clara no dia a dia. A operação continua funcionando, mas existe uma fragilidade estrutural sendo construída aos poucos. Quando o incidente acontece, ele já encontra o ambiente preparado para causar impacto”, explica o CEO.

MAIS MÍDIA, MENOS EFICIÊNCIA: O

PARADOXO DA PERFORMANCE DIGITAL

Custos de aquisição crescem, mas falta de inteligência sobre o tráfego limita resultados e expõe um novo desafio para marketing e vendas

O investimento em mídia digital nunca foi tão alto e, ao mesmo tempo, tão pressionado por eficiência. Nos últimos anos, empresas ampliaram significativamente seus orçamentos com o objetivo de gerar mais tráfego, atrair leads e acelerar vendas. A lógica parece simples: quanto maior a exposição, maiores as oportunidades. Mas, na prática, essa equação já não se sustenta com a mesma previsibilidade.

À medida que o custo de aquisição aumenta e a concorrência se intensifica, surge um ponto de atenção que muitas operações ainda negligenciam: a baixa capacidade de aproveitamento do tráfego gerado. Em outras palavras, não se trata apenas de atrair visitantes, mas de entender o quanto desse volume está, de fato, sendo convertido em valor.

Grande parte dos acessos – inclusive qualificados – simplesmente desaparece ao longo da jornada digital. Mesmo em estruturas maduras, com campanhas bem segmentadas e canais otimizados, a maio-

Por: Lindolfo Alves, CEO da Data Stone

ria dos visitantes não preenche formulários, não interage e não entra no funil de conversão. São empresas e decisores que demonstram interesse real, mas deixam poucos ou nenhum rastro acionável.

Esse cenário evidencia uma ineficiência estrutural. Muitas organizações ainda operam sob uma lógica de escala, em que o crescimento depende diretamente do aumento de investimento em mídia. O problema é que, sem visibilidade sobre quem já demonstrou interesse, o orçamento passa a compensar perdas – e não a potencializar resultados.

É nesse contexto que surge uma nova camada estratégica: a inteligência sobre o tráfego. Mais do que medir acessos ou taxas de conversão, trata-se de identificar quem são os visitantes, quais empresas estão por trás dos acessos e qual o potencial de cada interação. Essa abordagem amplia significativamente a capacidade de leitura e ação sobre o que antes era invisível.

ARTIGO

Ao integrar dados de navegação com bases enriquecidas, empresas passam a reconhecer padrões de comportamento, identificar contas estratégicas e priorizar oportunidades com maior probabilidade de conversão. O impacto é direto: marketing e vendas deixam de atuar de forma isolada e passam a operar de maneira mais coordenada, orientados por dados concretos.

Essa mudança também redefine a lógica de investimento. Em vez de aumentar continuamente o orçamento para compensar a baixa conversão, as empresas passam a extrair mais valor do tráfego já existente. O foco deixa de ser apenas gerar volume e passa a ser maximizar eficiência – aproveitando melhor cada visita recebida.

Naturalmente, a tecnologia por si só não resolve o problema. Para que esse nível de inteligência gere impacto real, é necessário integrá-lo a processos comerciais bem estruturados, ferramentas como CRM e uma cultura orientada por dados. Sem isso, mesmo as melhores informações tendem a se perder no fluxo operacional.

O que se observa, portanto, é uma mudança de mentalidade. A performance digital deixa de ser avaliada apenas por métricas de mídia – como cliques, impressões ou custo por lead – e passa a considerar o aproveitamento real das oportunidades geradas. Nesse novo cenário, dados

deixam de ser suporte e passam a ocupar um papel central na geração de receita.

É justamente nessa evolução que soluções como a Data Stone ganham protagonismo. Com o Data Reveal, empresas passam a identificar, em tempo real, visitantes que antes seriam completamente invisíveis – incluindo informações como empresa, cargo e dados de contato. O resultado é uma ampliação significativa do potencial de conversão, sem a necessidade de aumentar investimentos em mídia. Com a ferramenta, é possível identificar até 30% dos visitantes no seu site e transformar acessos invisíveis em oportunidades reais de negócio.

No fim, a pergunta mais relevante deixa de ser “quanto investir para gerar mais tráfego?” e passa a ser outra, muito mais estratégica: quanto do tráfego que você já tem está sendo desperdiçado neste momento?

Naturalmente, a tecnologia por si só não resolve o problema. Para que esse nível de inteligência gere impacto real, é necessário integrá-lo a processos comerciais bem estruturados, ferramentas como CRM e uma cultura orientada por dados.

SUSTENTABILIDADE

ADEUS FILAS E APAGÕES? NOVA APOSTA

DA HUAWEI QUER TURBINAR

A

RECARGA DE CARROS ELÉTRICOS

Tecnologia combina energia solar, baterias e carregadores em um único ecossistema e busca reduzir gargalos da infraestrutura elétrica

O avanço da mobilidade elétrica no Brasil tem pressionado a expansão da infraestrutura de recarga no país. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que 2025 terminou com mais de 223 mil veículos eletrificados comercializados, enquanto estimativas da International Energy Agency (IEA) apontam a necessidade de ao menos um eletroposto público para cada dez veículos em circulação.

Nesse cenário, um dos principais desafios do setor continua sendo a capacidade da rede elétrica de suportar carregamentos ultrarrápidos, especialmente diante do aumento da demanda energética dos novos modelos de veículos. Segundo dados do mercado, o número de carros compatíveis com carregamento ultrarrápido saltou de 19 modelos, em 2022, para mais de 200 em 2025, com baterias que podem exigir picos de até 1000 kW.

Foi diante desse contexto que a Huawei anunciou, durante o Latam Mobility 2026, a chegada da solução PV+ESS+Charger à América Latina. A tecnologia integra ge-

Bruno Zavaleta, Diretor de desenvolvimento de negócios da Huawei Digital Power para a América Latina.

ração solar, armazenamento de energia e carregadores ultrarrápidos em uma plataforma unificada, eliminando a necessidade de obras estruturais na rede elétrica para suportar operações de alta potência.

A solução reúne três frentes em um único ecossistema: painéis fotovoltaicos para geração de energia, sistemas de armazenamento em baterias e carregadores refrigerados a líquido com até 600 A de saída máxima.

Segundo a empresa, o modelo foi desenvolvido para operar de forma modular, permitindo implementação em ambientes como shoppings, supermercados, centros urbanos, parques corporativos e campi universitários sem necessidade de expansão da rede concessionária.

A Huawei também prevê aplicações de maior escala para operações industriais e logísticas, com estações híbridas que podem alcançar até 5 MWh de capacidade, voltadas para mineração, frotas pesadas e terminais de ônibus.

Eficiência operacional e redução de custos

Um dos diferenciais apresentados pela companhia está na integração nativa entre hardware e software. Diferentemente das estruturas tradicionais, em que carregadores, baterias e painéis solares costumam operar de forma separada, a proposta centraliza todos os sistemas em uma única plataforma.

Na prática, a tecnologia utiliza as baterias para armazenar energia solar ou captar eletricidade da rede em horários de menor demanda. Quando um veículo exige carregamento ultrarrápido, a energia acumulada é liberada sem gerar sobrecarga imediata na infraestrutura local.

De acordo com Bruno Zavaleta, diretor de desenvolvimento de negócios da Huawei Digital Power para a América Latina, o objetivo é transformar os eletropostos em operações mais sustentáveis financeiramente. “O nosso objetivo é transformar a infraestrutura de recarga em um modelo de negócio rentável para os nossos parceiros. Através de tecnologias exclusivas como o Power Pooling e a arbitragem inteligente de energia, conseguimos maximizar a utilização dos recursos e aumentar a rotatividade das estações em até cinco vezes”, afirma.

O sistema de Power Pooling redistribui automaticamente a energia disponível entre os veículos conectados, direcionando potência adicional para carros com maior demanda de carga.

Segurança energética

Com o aumento da potência das recargas, a segurança também se tornou um fator central para o setor. A arquitetura da Huawei incorpora resfriamento líquido nos carregadores, proteção contra arco elétrico com desligamento automático e sistemas ativos de supressão de incêndio nas baterias.

A companhia afirma que a solução já foi aplicada em projetos internacionais, como o Campus de Futian, em Shenzhen, na China, onde o sistema teria contribuído para a geração anual de 3,6 milhões de kWh de energia e redução das emissões de carbono locais.

Na prática, a tecnologia utiliza as baterias para armazenar energia solar ou captar eletricidade da rede em horários de menor demanda. Quando um veículo exige carregamento ultrarrápido, a energia acumulada é liberada sem gerar sobrecarga imediata na infraestrutura local.

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