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LG LANÇA TVS COM IA E IOT PARA HOTÉIS
Plataforma integra automação, serviços e personalização para transformar a experiência do hóspede

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KIKKER AMPLIA PREVISIBILIDADE E FORTALECE GOVERNANÇA DE ESTOQUE NO ATACAREJO NORDESTINO
11 GOVERNANÇA
Infraestrutura e segurança já deixaram de ser apenas questões técnicas, se tornaram processo indispensável para empresas
14 SUSTENTABILIDADE
Casa Milagres 9.0 utiliza resíduos coletados em praias brasileiras e apresenta modelo de construção sustentável no litoral nordestino
19 INVESTIMENTO
Região reúne um quarto das startups brasileiras e passa a atrair capital de risco com foco em negócios locais e integração a mercados globais
23 CAPA
Conectividade internacional, energia renovável e soberania de dados transformam a região em polo de hospedagem
26 INOVAÇÃO
Modelo criado no Recife combina requalificação urbana, formação de talentos e expansão do setor de tecnologia
07
70MAI LANÇA LINHA DE DASHCAMS 4K NO BRASIL

30 ARTIGO
Em um cenário de ataques cada vez mais sofisticados, a segurança da informação se torna um pilar estratégico para a proteção de dados, reputação e negócios.
32 STARTUP
Iniciativas da SOLOS atuam em grandes eventos e territórios urbanos, ampliam renda de catadores e fortalecem a economia circular

O Nordeste vive um momento de visibilidade no mapa tecnológico brasileiro. Se, por anos, a região era vista apenas como mercado consumidor de inovação, hoje passa a ocupar uma posição estratégica na infraestrutura, na produção de tecnologia e na atração de capital.
A matéria de capa desta edição analisa a ascensão da região como novo polo digital do país, com expansão dos data centers, o protagonismo do Ceará na conectividade internacional e o debate sobre soberania de dados, indicando que infraestrutura, energia e estratégia passaram a caminhar juntas. O desafio agora é transformar esse avanço físico em maturidade institucional, governança e competitividade de longo prazo.
Esse ambiente favorável também impulsiona ecossistemas consolidados, como o Porto Digital, que completa 25 anos reafirmando o papel do Recife na formação de talentos e na consolidação de políticas públicas de inovação. Ao mesmo tempo, o crescimento do capital de risco na região – com 24% das startups brasileiras concentradas no Nordeste – demonstra que o investimento começa a acompanhar o dinamismo empreendedor.
Os cases desta edição reforçam que tecnologia, quando estruturada, deixa de ser suporte e se torna estratégia. A parceria entre MS Tech e a Rede de Postos Ravanello evidencia como continuidade operacional e segurança da informação são hoje pilares do negócio. No varejo alimentar, o projeto entre Kikker e Atakarejo mostra como dados e governança de estoque ampliam previsibilidade e eficiência em um setor de margens pressionadas.
A inovação também avança em frentes complementares. O artigo da Opus Tech destaca que a segurança da informação deixou de ser pauta técnica para se tornar fator central de sustentabilidade empresarial. Já a atuação da SOLOS, no Hub Salvador, e o projeto Casa Milagres 9.0, em Alagoas, demonstram como tecnologia e economia circular podem caminhar juntas, conectando impacto ambiental, inclusão produtiva e desenvolvimento regional.
O que emerge dessas histórias é um eixo comum: maturidade. O Nordeste avança em infraestrutura, consolida ecossistemas, atrai capital, fortalece governança e amplia o uso estratégico da tecnologia nos negócios e no setor público. Mais do que acompanhar tendências, a região passa a estruturar as bases do seu próprio futuro digital.
Boa leitura!
Presidente do Grupo TI Nordeste José Augusto Barretto
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Plataforma integra automação, serviços e personalização para transformar a experiência do hóspede

A LG Electronics anunciou uma nova geração de TVs voltadas ao setor hoteleiro que reposiciona o equipamento como centro de controle do quarto inteligente. Com a plataforma Pro:Centric Cloud, os televisores passam a integrar sistemas de gestão do hotel, recursos de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial.
A solução permite personalizar a jornada do hóspede desde o check-in, com ajustes automáticos de idioma, conteúdo e serviços, além do controle de iluminação e temperatura diretamente pela TV. Comandos de voz multilíngues ampliam a interação e facilitam o acesso a streaming, room service e outros serviços do hotel.
Outro destaque é o uso da TV como vitrine digital. A plataforma possibilita a oferta de cardápios, reservas de spa e upgrades de acomodação diretamente na tela, ampliando as oportunidades de receita para os hotéis. A gestão em nuvem permite ainda centralizar campanhas e conteúdos em redes com múltiplas unidades.
Plataforma Pro: Centric Cloud, os televisores passam a integrar sistemas de gestão do hotel, recursos de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial.
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Nova série reúne três modelos com sensores Sony e gravação em ultra-alta definição para uso veicular

A 70mai anunciou o lançamento no Brasil de uma nova série de câmeras veiculares com gravação em 4K. A linha inclui três modelos equipados com sensores da Sony e recursos voltados à captura de imagens em alta definição em diferentes condições de iluminação e tráfego.
As dashcams contam com tecnologias de processamento de imagem e HDR para melhorar a leitura de placas, sinalização viária e movimentos em situações como rodovias, trânsito intenso e monitoramento do veículo estacionado. A gravação pode chegar a até 60 quadros por segundo, garantindo maior fluidez das imagens.
A série é composta pelos modelos 4K T800, com câmeras frontal, traseira e interna; 4K A800SE, com gravação 4K UHD e sistema de gravação de emergência; e 4K A810S, que traz sensores duplos da Sony e melhorias na captura de movimentos rápidos.
inclui três modelos equipados com sensores da Sony e recursos voltados à captura de imagens em alta definição em diferentes condições de iluminação e tráfego.
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Plataforma apoia o Atakarejo na redução de decisões reativas e no avanço da gestão de abastecimento

A busca por maior previsibilidade e controle operacional tem levado redes de varejo alimentar a revisarem seus modelos de abastecimento. Em um ambiente de margens pressionadas, alta volatilidade da demanda e crescente complexidade logística, decisões baseadas em dados passaram a ser um fator crítico para a eficiência do negócio.
Nesse contexto, o Atakarejo, uma das principais redes de atacarejo do Nordeste, vem avançando na estruturação de sua gestão de pedidos e controle de estoques com o apoio da plataforma da Kikker, empresa brasileira de tecnologia especializada na orquestração da execução operacional do varejo.
Mesmo em fase inicial de implementação, o projeto já apresenta impactos consistentes nos indicadores operacionais,
especialmente no equilíbrio entre estoque e ruptura, na redução de intervenções manuais e no aumento da confiabilidade das decisões de abastecimento. Antes da adoção da plataforma, o Atakarejo enfrentava desafios comuns a grandes operações varejistas: necessidade constante de ajustes manuais nos pedidos, decisões reativas frente a variações de demanda e dificuldade em garantir maior aderência entre estoque disponível e consumo real das lojas.
A busca por mais previsibilidade e por um processo de abastecimento menos dependente de ações corretivas levou a companhia a adotar uma abordagem mais analítica e integrada, com foco em dados confiáveis e automação do planejamento. Gestão orientada por dados e menor dependência de ajustes manuais
Com a implementação da solução da Kikker, o processo de gestão de pedidos passou a contar com análises mais precisas e automatizadas, reduzindo riscos operacionais e aumentando a eficiência da operação. Segundo Pedro Lara, especialista de Abastecimento do Atakarejo, os ganhos já são perceptíveis: “Desde o início da adoção do Kikker, observamos impactos positivos e consistentes nos principais indicadores operacionais. As análises automatizadas reduziram a dependência de intervenções manuais e trouxeram uma melhora relevante no equilíbrio entre estoque e ruptura.”
Outro avanço destacado foi o aumento da confiabilidade no planejamento, com maior controle dos volumes de compra e redução de excessos. “A ferramenta trouxe mais segurança para o planejamento, evitando capital imobilizado desnecessário e contribuindo para a redução de rupturas, sem comprometer o nível de serviço. Mesmo sendo um projeto em amadurecimento, os resultados já demonstram o potencial da plataforma”, completa o especialista.
A melhora no equilíbrio entre estoque e ruptura impacta diretamente a operação das lojas, com maior disponibilidade de
produtos, menor desperdício e melhor experiência para o consumidor final. Além disso, o projeto tem impulsionado uma mudança cultural, com maior disciplina no uso de dados e decisões menos baseadas em percepções individuais.
O uso da plataforma também fortalece a governança do abastecimento, ao padronizar critérios, reduzir variabilidade entre lojas e criar uma base mais sólida para decisões estratégicas.
O case do Atakarejo reforça um movimento cada vez mais presente no varejo alimentar: a adoção de soluções de inteligência de abastecimento como instrumento de eficiência operacional e sustentação do crescimento. Mais do que a implementação de uma ferramenta, o projeto aponta para a consolidação de uma gestão orientada por dados, com processos mais previsíveis, controle financeiro mais rigoroso e maior capacidade de resposta às oscilações do mercado.
Com a evolução contínua do projeto e o refinamento dos parâmetros operacionais, a expectativa é ampliar os ganhos ao longo dos próximos meses, consolidando a tecnologia como um pilar estratégico da operação.

O uso da plataforma também fortalece a governança do abastecimento, ao padronizar critérios, reduzir variabilidade entre lojas e criar uma base mais sólida para decisões estratégicas.
Para conhecer mais sobre as soluções da Kikker, clique aqui.


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Infraestrutura e segurança já deixaram de ser apenas questões
técnicas, tornaram-se processos indispensáveis para empresas

Em operações críticas, onde cada minuto de indisponibilidade representa perda direta de receita, a tecnologia deixa de ser apenas suporte e passa a ocupar um papel central na estratégia do negócio. Essa foi a transformação vivida pela Rede de Postos Ravanello, após a reestruturação de sua área de TI em parceria com a MS Tech.
Com unidades operando de forma contínua e um modelo de negócio dependente de sistemas, conectividade e estabilidade, a rede enfrentava desafios típicos de empresas em expansão. Quando Marcelo Vizentainer, atual Gestor da Rede de Postos Ravanello, chegou na empresa, notou que o modelo de TI existente não acompanhava a criticidade da operação.
“Quando eu cheguei, nós tínhamos uma equipe grande, mas muito focada em desenvolvimento. E uma empresa como a nossa precisa, antes de tudo, de susten-
tação. Nós operamos 24 horas por dia. Se a infraestrutura não for sólida, o negócio simplesmente para”, relatou o gestor.
Antes da parceria com a MS Tech, a área de TI atuava de forma reativa, sem dados consolidados que apoiassem decisões estratégicas. Não havia clareza sobre volume de chamados, causas recorrentes ou gargalos operacionais. “Quando você pergunta quantos chamados existem por dia, por horário, por setor, e não tem dados estatísticos, você não consegue tomar decisões. Você não sabe se o problema é equipamento, internet ou processo. E quando não se mede, não se controla”, afirma Marcelo.
Assim, esse cenário resultava em paradas constantes, custos elevados e baixo retorno. A estrutura era desbalanceada, com alto investimento e pouca previsibilidade operacional.

A mudança começou com a clara decisão de tratar a tecnologia como parte do negócio. Mais do que um fornecedor, a MS Tech passou a atuar como parceira estratégica, compreendendo a fundo o modelo operacional da rede. “Uma das coisas que mais nos ajudou foi a capacidade da MS Tech de entender o nosso negócio. Eu não posso parar. Eles não atuam apenas como prestadores de serviço, mas como parceiros estratégicos. Têm visão sistêmica, maturidade técnica e entendem a operação”, destaca o gestor.
A reestruturação envolveu a modernização completa do data center, migração para ambientes virtualizados, fortalecimento da segurança da informação, revisão de processos e implantação de planos reais de contingência.
Um dos episódios mais emblemáticos dessa transformação ocorreu quando uma unidade ficou sem energia após um acidente externo, como compartilhado por Vizentainer: “Um veículo bateu nos fios e arrancou a energia. Antes, isso significaria parar tudo. Mas nós simplesmente pegamos a equipe, fomos para um hotel próximo e continuamos operando. Em cerca
de uma hora, estava tudo funcionando. O cliente nem percebeu que havíamos mudado de local”. Segundo ele, essa capacidade só foi possível porque a contingência deixou de ser teórica e passou a ser testada e validada.
Outro avanço foi a revisão dos processos de backup, que antes existiam apenas no papel. “Nós tínhamos backup, mas quando fomos olhar, eles não estavam sendo feitos da forma correta. Se precisássemos restaurar, não teríamos integridade. Hoje, temos ambiente de teste, validação e alertas automáticos. Se algo falha, a equipe é avisada imediatamente”, explica.
Com a infraestrutura estabilizada, a tecnologia passou a impulsionar ganhos de eficiência, dessa forma, a parceria evoluiu para projetos de automação e uso de inteligência artificial em processos antes considerados impossíveis. “Automatizamos um processo que reduziu de cinco dias para um dia o tempo de emissão de boletos, por exemplo. Usamos robô, IA e integração de sistemas. Tecnologia não é custo. Quando bem aplicada, ela gera resultado direto”, ressalta Marcelo.

Ao olhar para outras organizações com operações críticas, o gestor é direto: “A TI não aparece quando tudo funciona. Mas basta um sequestro de dados, uma queda de sistema ou uma invasão para perceber o prejuízo. Hoje, tecnologia faz parte do negócio. Não existe empresa sem tecnologia”, alerta. Assim, para ele o aprendizado é claro: “Forme um time forte, com especialistas. Primeiro sustentação, depois desenvolvimento. Os dois caminham juntos. Se você vê tecnologia apenas como custo, você está olhando errado. Tecnologia bem estruturada traz resultado”.
Mais do que um case de sucesso, a experiência da Rede de Postos Ravanello de-
monstra que infraestrutura sólida, processos bem definidos e uma visão estratégica de tecnologia são aplicáveis a qualquer empresa que opere com sistemas críticos e não possa interromper suas atividades. Segurança da informação, continuidade operacional e eficiência deixam de ser temas técnicos e passam a ser fatores diretos de competitividade.
Em um cenário cada vez mais digital, distribuído e exposto a riscos, organizações que investem em sustentação, prevenção e inteligência operacional saem na frente. Para conhecer mais sobre as soluções da MS Tech basta acessar o link.
Casa Milagres 9.0 utiliza resíduos coletados em praias brasileiras e apresenta modelo de construção sustentável no litoral nordestino

A poluição por plásticos figura entre os maiores desafios ambientais da atualidade. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), trata-se da segunda maior ameaça ambiental ao planeta. No Brasil, o impacto é especialmente grave: cerca de 1,3 milhão de toneladas de resíduos plásticos são lançadas ao mar todos os anos, de acordo com o relatório Fragmentos da
Destruição: impactos do plástico à biodiversidade marinha brasileira, publicado pela ONG Oceana.
É nesse contexto que a Fuplastic inaugurou, em São Miguel dos Milagres, o projeto Casa Milagres 9.0, iniciativa que propõe uma aplicação prática da reciclagem em escala na construção civil. A residência foi construída com nove toneladas de plástico reciclado, coletado em praias do litoral brasileiro, evitando que esse material retornasse ao oceano.
A empresa afirma que o reaproveitamento dos resíduos resultou na redução de mais de 18 toneladas de emissões de CO₂, volume equivalente à absorção anual de cerca de 114 árvores. Parte do plástico utilizado teve origem em ações de preservação costeira realizadas por organizações parceiras, reforçando a lógica de economia circular que orienta o projeto.
Com 450 metros quadrados de área construída, a Casa Milagres 9.0 possui seis suítes e foi erguida em apenas 30 dias úteis, a partir de um sistema industrializado e pré-montado. A estrutura utiliza cerca de 18 mil blocos modulares sustentáveis, desenvolvidos a partir da reciclagem do polipropileno, um polímero amplamente usado na indústria.
Além da rapidez construtiva, o projeto buscou reduzir o uso de materiais de alto impacto ambiental. Um dos destaques é a piscina em formato de lago naturalizado, que substitui o concreto convencional e evitou a aplicação de mais de 60 metros cúbicos desse material, cuja produção está entre as maiores fontes industriais de emissão de carbono.

Mais do que uma residência, a Casa Milagres 9.0 funciona como protótipo de moradia circular. O imóvel está disponível para hospedagem e permite que visitantes vivenciem, na prática, um modelo de construção baseado em reaproveitamento de resíduos, eficiência energética e menor impacto ambiental.
A proposta da Fuplastic é demonstrar que soluções sustentáveis podem ser aplicadas também em projetos residenciais de maior porte, com potencial de replicação em diferentes regiões do país, respeitando características climáticas e culturais locais.
“O que antes era resíduo descartado hoje se transforma em um espaço habitável, integrado à paisagem e com menor impacto ambiental”, afirma CEO da Fuplastic. Segundo ele, o projeto busca estimular uma reflexão sobre os materiais utilizados na construção civil e suas consequências ambientais de longo prazo.
Os blocos modulares utilizados na obra são produzidos a partir da reciclagem de resíduos plásticos, que passam por processos de separação, limpeza e moldagem. O material resultante é leve, resistente e permite montagem rápida, além de apresentar desempenho termoacústico e facilidade de transporte.
Esse tipo de solução tem sido apontado como alternativa para reduzir o desperdício de materiais, acelerar obras e diminuir a pegada ambiental da construção civil, setor historicamente associado a elevados níveis de emissão e geração de resíduos.
Ao transformar resíduos retirados do litoral em estrutura habitável, a Casa Milagres 9.0 insere a discussão sobre poluição marinha, economia circular e inovação construtiva em um mesmo projeto, apontando caminhos possíveis para enfrentar desafios ambientais que já impactam diretamente o país.



Região reúne um quarto das startups brasileiras e passa a atrair capital de risco com foco em negócios locais e integração a mercados globais

Flávio Marinho, Sócio-Diretor da Lighthouse Investimentos.
O Nordeste concentra hoje cerca de 24% das startups brasileiras, o equivalente a uma em cada quatro empresas inovadoras do país. A região também abriga 15% dos parques tecnológicos nacionais, entre unidades em operação e em implantação. Os dados, divulgados pelo Sebrae Startups Report e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, indicam um protagonismo relativamente recente, impulsionado por políticas públicas, fortalecimento de hubs de inovação e maior circulação de capital de risco fora do eixo Sudeste.
Esse movimento tem atraído a atenção de casas de investimento especializadas em mercados regionais. Uma delas é a LightHouse, que atua com foco em startups do Nordeste e do Norte. Desde 2023, a gestora colocou em operação dois fundos de investimento em participações (FIP), que somam R$ 150 milhões em capital autorizado, e segue estruturando novos veículos.
O primeiro fundo, o FIP LH Tech Ventures, lançado com capital autorizado de R$ 100 milhões, já realizou sete investimentos e
projeta alcançar 16 startups no portfólio. Segundo Alexandre Darzé, um dos sócios da LightHouse, os resultados iniciais têm confirmado a tese de investir em negócios inovadores fora dos grandes centros tradicionais.
Um dos exemplos é a Trackfy, startup baiana especializada no uso de Internet das Coisas (IoT) e análise de dados para a gestão de equipes em canteiros de obras e plantas industriais. A empresa firmou recentemente um acordo internacional de troca de ações que resultou em sua incorporação à WakeCap, com sede na Arábia Saudita.
Com a operação, a Trackfy passou a integrar um grupo com atuação global em projetos industriais e de infraestrutura. “A combinação das empresas consolida uma plataforma de inteligência para gestão de equipes em campo, presente em projetos ativos ao redor do mundo”, afirma Túlio Cerviño, que assume agora o cargo de CEO para a América Latina e vice-presidente global de operações industriais da WakeCap
Para Flávio Marinho, o caso ilustra a importância da conexão entre inovação e acesso a capital. Segundo ele, a LightHouse foi criada justamente para ampliar a oferta de capital de risco qualificado em regiões onde esse tipo de financiamento ainda é limitado. “Há talento e disposição para empreender, mas muitas startups do Nordeste historicamente não conseguiam acessar fundos concentrados no Sudeste”, explica.
Fundada em 2017, a LightHouse tem sede em Salvador e mantém escritórios em Recife e São Paulo, além de estar em processo de instalação em Manaus. A estratégia inclui presença física próxima aos ecossistemas locais, com parcerias e pontos de atuação em hubs de inovação em praticamente todos os estados do Norte e do Nordeste.
Essa proximidade, segundo a gestora, facilita a identificação de oportunidades e o acompanhamento das startups investidas, especialmente em estágios iniciais. A atuação junto a ambientes de inovação
também marcou a trajetória da empresa durante o período em que foi responsável pela implantação e gestão do Hub Salvador, iniciativa em parceria com a Prefeitura de Salvador voltada à inserção da cidade no mapa nacional do empreendedorismo.
De acordo com Gustavo Menezes, sócio e diretor da LightHouse, a experiência contribuiu para fortalecer o ecossistema local e ampliar a visibilidade das startups da região. Além disso, a gestora atua na promoção e participação em eventos de fomento ao empreendedorismo, como a Pitch Week, iniciativa itinerante que já movimentou mais de R$ 350 milhões em negócios no Nordeste.
Com a ampliação do número de startups, a consolidação de hubs regionais e a presença crescente de fundos especializados, o Nordeste passa a ocupar um espaço mais relevante no mapa nacional de inovação, conectando empreendedores locais a mercados e investidores globais.


Conectividade internacional, energia renovável e soberania de dados transformam a região em polo de hospedagem

O Nordeste vive um momento decisivo na consolidação de sua infraestrutura digital. Tradicionalmente concentrado no Sudeste, o mercado nacional de data centers começa a se redistribuir à medida que estados nordestinos passam a reunir condições estratégicas para abrigar instalações críticas de processamento, armazenamento e tráfego de dados. Conectividade internacional, disponibilidade energética, incentivos fiscais e localização geográfica favorável colocam a região no centro das decisões de empresas globais e do setor público.
Segundo dados da Associação Brasileira de Data Center, o Nordeste já conta com 15 data centers em operação, o que posiciona a região como a terceira maior concentração nacional, atrás apenas do Sudeste e do Sul. O número sinaliza uma mudança relevante em um setor historicamente centralizado em São Paulo e arredores, onde se desenvolveu a maior parte da infraestrutura digital brasileira nas últimas décadas.
A expansão nordestina acompanha uma tendência global de descentralização dos data centers, impulsionada pela necessidade de reduzir latência, distribuir riscos operacionais, garantir resiliência e atender a regulações cada vez mais rigorosas sobre soberania e proteção de dados. No Brasil, esse movimento ganha contornos próprios ao se articular com políticas regionais de desenvolvimento econômico e transformação digital.
Dentro do processo de descentralização da infraestrutura digital no Brasil, o Ceará desponta como um dos principais vetores de crescimento. O estado reúne condições estruturais que o posicionam de forma estratégica na nova geografia global da conectividade, combinando localização geográfica, infraestrutura logística, disponibilidade energética e acesso direto a rotas internacionais de dados.
No centro desse movimento está o Complexo do Pecém, área que concentra porto, parque industrial, zona de processamento de exportação e infraestrutura energética robusta. A proximidade com cabos submarinos que conectam o Brasil à América do Norte, Europa e África transformou o litoral cearense em um dos principais pontos de entrada e saída de tráfego internacional de dados do país, reduzindo latência e ampliando a resiliência das redes.
Essa combinação de fatores tem atraído a atenção de empresas globais de tecnologia e infraestrutura digital. Foi nesse contexto que ganhou repercussão o anúncio de um data center associado à operação do TikTok no estado, com previsão de investimento superior a R$ 200 bilhões ao longo de suas fases de implantação. O projeto, previsto para a ZPE do Pecém, simboliza uma inflexão relevante na lógica de distribuição da infraestrutura digital brasileira.
Mais do que um investimento isolado, o empreendimento sinaliza uma mudança estrutural: o Nordeste deixa de ocupar exclusivamente a posição de consumidor de serviços digitais para se tornar hospedeiro de ativos críticos da economia de dados. A instalação de grandes data centers próximos às rotas internacionais reforça a soberania digital, amplia a capacidade nacional de processamento e cria novas alternativas ao histórico predomínio do Sudeste nesse mercado.
Embora o projeto ainda esteja em fase de planejamento e sujeito a ajustes regulatórios e operacionais, sua dimensão projeta impactos relevantes sobre a cadeia produtiva regional. Entre eles estão a geração de empregos qualificados, o aumento da demanda por energia elétrica, a expansão das redes de telecomunicações e a necessidade de serviços especializados em áreas como segurança da informação, engenharia, manutenção e gestão de infraestrutura crítica.
A consolidação do Ceará como hub de conectividade internacional também tende a produzir efeitos indiretos, ao estimular a atração de fornecedores, empresas de tecnologia, provedores de nuvem e serviços digitais. Nesse cenário, o estado passa a desempenhar um papel estratégico não apenas para o Nordeste, mas para a inserção do Brasil nas rotas globais da economia digital.

A atração de grandes data centers vai além da conectividade. O setor é intensivo em energia elétrica e exige fornecimento estável, escalável e, cada vez mais, alinhado a metas de sustentabilidade. Estados nordestinos têm ampliado investimentos em fontes renováveis, especialmente eólica e solar, o que reforça a atratividade da região para empresas que precisam atender compromissos ambientais globais.
Além disso, o debate sobre soberania de dados ganha força à medida que governos e empresas buscam manter informações sensíveis sob jurisdição nacional. Hospedar dados críticos em território brasileiro, fora de um único eixo geográfico, passa a ser visto como medida estratégica tanto do ponto de vista regulatório quanto de segurança.
Nesse contexto, a interiorização da infraestrutura digital contribui para reduzir gargalos históricos, melhorar a qualidade dos serviços digitais e criar um ambiente mais equilibrado para a economia de dados no país.
O avanço da infraestrutura física cria as bases para uma transformação mais ampla, que envolve também processos, sistemas e gestão da informação. No Nordeste, esse movimento tem sido acompanhado por iniciativas de modernização no setor público, que passa a demandar soluções de integração, interoperabilidade e governança digital.
É nesse cenário que empresas especializadas em tecnologia ampliam sua atuação regional. A TLD, empresa de tecnologia com atuação nacional, tem apoiado órgãos públicos nordestinos em projetos de modernização administrativa, integração de sistemas e digitalização de processos. A atuação ocorre de forma consultiva, com foco em adequar soluções tecnológicas às realidades institucionais e regulatórias de cada ente.

Ao priorizar projetos sob medida, a empresa acompanha uma demanda crescente por eficiência, transparência e uso responsável da tecnologia, especialmente em áreas sensíveis como gestão de dados, serviços ao cidadão e infraestrutura crítica.
Nesse contexto, a interiorização da infraestrutura digital contribui para reduzir gargalos históricos, melhorar a qualidade dos serviços digitais e criar um ambiente mais equilibrado para a economia de dados no país.
Apesar do avanço acelerado da infraestrutura digital, o setor enfrenta desafios estruturais. A expansão exige atenção à capacidade das redes elétricas, à formação de mão de obra qualificada e à coordenação regulatória entre estados e União. Há também o risco de que os ganhos econômicos se concentrem em polos isolados, sem conexão efetiva com os territórios e cadeias produtivas locais.
Outro ponto crítico é a segurança da informação. À medida que o Nordeste passa a concentrar volumes crescentes de dados sensíveis, aumenta a necessidade de políticas consistentes de governança, proteção e continuidade operacional, tanto no setor público quanto no privado.
Para Ricardo Oliveira, CEO da TLD, a região vive uma mudança estrutural em seu papel no ecossistema digital. “O Nordeste deixou de ser apenas ponto de passagem de infraestrutura e passou a concentrar dados, sistemas e serviços digitais críticos. Quando infraestrutura, energia e conectividade avançam ao mesmo tempo, o desafio deixa de ser tecnológico e passa a ser estratégico”, afirma.
Segundo ele, esse novo estágio exige coordenação entre diferentes frentes. “Ir além da infraestrutura física significa preparar pessoas, processos e modelos de governança para operar esse volume de dados e serviços, garantindo integração entre sistemas, segurança da informação e continuidade operacional no dia a dia das organizações públicas e privadas”, avalia. Para o executivo, é essa visão integrada que sustenta um crescimento digital consistente e de longo prazo.
A leitura é compartilhada por analistas do setor, que veem o Nordeste como um ambiente de experimentação para modelos de infraestrutura mais distribuídos, menos dependentes de um único polo e mais alinhados às exigências de resiliência da economia digital contemporânea.

“O Nordeste deixou de ser apenas ponto de passagem de infraestrutura e passou a concentrar dados, sistemas e serviços digitais críticos. Quando infraestrutura, energia e conectividade avançam ao mesmo tempo, o desafio deixa de ser tecnológico e passa a ser estratégico”,

Modelo criado no Recife combina requalificação urbana, formação de talentos e expansão do setor de tecnologia

O Porto Digital completa 25 anos consolidado como o maior distrito de inovação da América Latina. Criado em 2000 a partir de uma política pública estruturada e da articulação entre governo, universidades e setor produtivo, o ecossistema pernambucano reúne atualmente mais de 475 empresas, emprega 21,5 mil profissionais e registrou faturamento de R$ 6,2 bilhões em 2024. Os números reforçam o papel do distrito como um dos principais motores da economia do Recife e do setor de tecnologia no país.
Ao longo de sua trajetória, o Porto Digital promoveu a transformação do Bairro do Recife em um polo de tecnologia, inovação e economia criativa. A estratégia envolveu a recuperação de prédios históricos, a ocupação qualificada da área central da capital pernambucana e a atração de empresas intensivas em conhecimento, integrando desenvolvimento econômico e requalificação urbana.
Segundo Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, o projeto nasceu com objetivos que iam além da criação de empresas de tecnologia. “O Porto Digital nasceu para transformar a economia pernambucana, requalificar o centro histórico e criar oportunidades para talentos e empresas locais”, afirma. Ao longo de 25 anos, o modelo se consolidou como uma política pública de longo prazo, frequentemente citada como referência no Brasil e no exterior.
Os números reforçam o papel do distrito como um dos principais motores da economia do Recife e do setor de tecnologia no país.
A trajetória do Porto Digital se insere em um movimento mais amplo observado no Nordeste brasileiro, marcado pela aceleração de investimentos em infraestrutura digital. A expansão de data centers, o fortalecimento da conectividade internacional e a maior disponibilidade energética vêm reposicionando a região como polo estratégico da economia de dados no país. Nesse contexto, ecossistemas de inovação como o do Recife cumprem papel complementar ao transformar infraestrutura física em valor econômico, inovação aplicada e formação de talentos, conectando ativos digitais a desenvolvimento regional.
O avanço econômico do Porto Digital se intensificou nos últimos anos. Entre 2018 e 2024, o faturamento das empresas instaladas no distrito cresceu 226%, enquanto o número de profissionais aumentou 127%, mesmo em um cenário global de forte disputa por mão de obra qualificada no setor de tecnologia.
Esse desempenho está diretamente relacionado à base acadêmica do Recife, que se destaca nacionalmente pela densidade de estudantes e pesquisadores na área de tecnologia da informação. A capital pernambucana lidera o país em número de estudantes de TI por habitante e concentra mais de 700 doutores em Computação, o que sustenta a formação contínua de profissionais para o ecossistema local.


A agenda de formação de talentos é um dos eixos centrais da atuação do Porto Digital. O distrito atua tanto na preparação técnica dos profissionais quanto na ampliação do acesso ao setor de tecnologia. “O setor depende de profissionais altamente qualificados e preparados para assumir desafios cada vez mais complexos. Por isso, atuamos na formação e na diversidade dentro das empresas do ecossistema”, explica Pierre Lucena.
Entre as iniciativas está a Residência Tecnológica, programa que já envolveu mais de 4,5 mil estudantes. A proposta é aproximar os alunos do mercado por meio de experiências práticas, com desafios reais apresentados pelas empresas do distrito e acompanhamento técnico ao longo do processo. O programa também contribui para o alinhamento dos currículos acadêmicos às demandas de um mercado em constante transformação.
Outro destaque é o Embarque Digital, programa de bolsas de estudo realizado em parceria com a Prefeitura do Recife. Voltado a estudantes egressos da rede pública de ensino, o projeto prevê a concessão de mais de 4 mil bolsas até 2028. Até o momento, 784 alunos já se formaram, com taxa de empregabilidade superior a 60% em cada turma formada.

Além da consolidação no Recife, o Porto Digital avança em um processo de expansão territorial. Em Pernambuco, o distrito atua na interiorização da inovação por meio do Armazém da Criatividade, localizado no centro de Caruaru, no Agreste. A iniciativa conta com apoio do Governo do Estado e busca estimular o empreendedorismo e a economia criativa fora da capital. Também estão previstas novas unidades em outras regiões, como Petrolina, no Sertão do São Francisco.
No cenário internacional, o Porto Digital mantém presença em Portugal, com o Cais do Porto, na cidade de Aveiro. A unidade atua como base para a internacionalização de empresas brasileiras e para a atração de negócios europeus para Pernambuco, fortalecendo a inserção do ecossistema no mercado global de tecnologia.
Para o primeiro semestre de 2026, está prevista a entrega do NERD, novo equipamento do Porto Digital no Bairro do Recife. O espaço será dedicado ao em-
preendedorismo, à criatividade e ao desenvolvimento de talentos, ampliando a infraestrutura física do ecossistema.
Ao completar 25 anos, o Porto Digital reafirma um modelo de inovação que conecta políticas públicas, formação de pessoas e infraestrutura digital. Em um Nordeste que acelera investimentos em conectividade e data centers, o distrito se consolida como peça-chave na transformação da região em um polo estratégico do futuro digital brasileiro.

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Em um cenário de ataques cada vez mais sofisticados, a segurança da informação se torna um pilar estratégico para a proteção de dados, reputação e negócios.
Por: Junior Machado, CEO da Opus Tech

A intensificação da transformação digital ampliou a circulação de informações e, com ela, os riscos associados à segurança da informação. Em 2025, o volume e a gravidade dos vazamentos de dados reforçaram que a proteção de informações sensíveis deixou de ser um tema técnico e passou a ocupar um papel central na estratégia das empresas.
Segundo o Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, mais de 74% das violações de dados registradas globalmente envolveram o fator humano, seja por meio de ataques de phishing, uso indevido de credenciais ou erros operacionais. O relatório também aponta que o roubo de credenciais segue como o principal vetor de ataques cibernéticos, especialmente em ambientes corporativos que ainda não adotam autenticação multifator.
Na prática, esse cenário tem sido recorrente no dia a dia de empresas que lidam com grandes volumes de dados. A experiência da Opus Tech em projetos de segurança da informação mostra que falhas básicas de controle de acesso e ausência de políticas claras de autenticação continuam entre os principais pontos de vulnerabilidade das organizações.
Os impactos desses incidentes vão além da interrupção de sistemas. O IBM Cost of a Data Breach Report 2025 revela que o custo médio global de um vazamento de dados chegou a US$ 4,88 milhões por incidente e confirmou o maior valor já registrado pela pesquisa. O estudo destaca que empresas sem uma estratégia madura de segurança e resposta a incidentes
tendem a enfrentar danos financeiros, operacionais e reputacionais ainda mais severos.
Outro fator crítico está na gestão interna das informações. De acordo com o Varonis Global Data Risk Report 2025, mais de 40% das empresas analisadas possuíam dados sensíveis acessíveis a todos os colaboradores, ampliando significativamente o risco de exposição acidental ou maliciosa. O relatório também aponta que falhas de configuração em ambientes de nuvem seguem entre as principais causas de vazamentos corporativos.
Diante desse contexto, a segurança da informação precisa ser encarada como um processo contínuo. A atuação da Opus Tech reforça que a prevenção passa pelo mapeamento e classificação de dados críticos, pela adoção de políticas de acesso baseadas no princípio do menor privilégio e pelo uso de autenticação multifator como padrão. Essas medidas, combinadas com monitoramento contínuo e capacitação dos colaboradores, reduzem de forma

significativa a superfície de ataque.
O monitoramento ativo e a detecção de comportamentos anômalos também desempenham um papel decisivo. Ferramentas capazes de identificar atividades suspeitas em tempo real permitem agir antes que um incidente se transforme em um vazamento de grandes proporções. Associado a isso, o investimento contínuo em educação e conscientização dos colaboradores é indispensável, já que usuários despreparados continuam sendo uma das principais portas de entrada para ataques cibernéticos.
Testes regulares de vulnerabilidade e a simulação de cenários de ataque completam esse ciclo de prevenção. A vivência da Opus Tech em ambientes corporativos mostra que organizações que testam seus sistemas e revisam periodicamente seus planos de contingência respondem de forma mais rápida e eficiente quando um incidente ocorre, reduzindo impactos e preservando a confiança de clientes e parceiros.
Em ambientes de nuvem, algumas práticas se tornam ainda mais estratégicas. A autenticação multifator se mantém como uma das barreiras mais eficazes contra acessos indevidos, mesmo em casos de comprometimento de senhas. Backups automatizados e armazenados em ambientes seguros são essenciais para garantir a recuperação dos dados em situações de ataque ou falha. Além disso, a atualização constante dos sistemas reduz drasticamente as vulnerabilidades exploráveis por agentes maliciosos.
Ao acompanhar de perto a evolução das ameaças digitais, a Opus Tech observa que a segurança da informação deixou de ser um projeto pontual e passou a ser um compromisso permanente. Em um mundo cada vez mais conectado, proteger dados significa proteger pessoas, marcas e a própria sustentabilidade dos negócios. Empresas que entendem isso saem na frente – não apenas por evitar incidentes, mas por construir confiança em um ambiente digital cada vez mais desafiador.
Iniciativas da SOLOS atuam em grandes eventos e territórios urbanos, ampliam renda de catadores e fortalecem a economia circular

O Brasil é o quarto maior produtor de resíduos sólidos do mundo, com cerca de 80 milhões de toneladas geradas por ano, mas recicla apenas 8% desse volume. A maior parte do material reciclado — cerca de 90% — passa pelas mãos de catadores e cooperativas, que seguem como elo central de uma cadeia marcada por desafios sociais e estruturais. É nesse contexto que a SOLOS, sediada no Hub Salvador, tem se destacado nacionalmente ao propor modelos mais justos e inclusivos para a reciclagem.
Instalada no hub de inovação gerido pelo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Cepedi), a startup atua na gestão de resíduos sólidos com foco em impacto social, educação ambiental e valorização do trabalho dos catadores. A proposta é integrar tecnolo-
gia, logística e comunicação para tornar a reciclagem mais eficiente e economicamente viável.
Fundada por Saville Alves, aos 24 anos, a SOLOS ganhou projeção ao assumir a gestão de resíduos de grandes eventos, como o Carnaval de Salvador. A atuação da startup já alcançou mais de dois milhões de pessoas em nove estados, por meio de ações educativas e experiências voltadas à sustentabilidade.
Segundo dados da empresa, as operações resultaram em R$ 6,6 milhões em incremento de renda para catadores e cooperativas de reciclagem, além do desvio de 1,8 mil toneladas de resíduos recicláveis de aterros sanitários. Os resultados colocaram a SOLOS entre as startups brasileiras de maior impacto socioambiental.
O reconhecimento veio também de fora do ecossistema local. A startup foi citada pela Forbes como uma das mais promissoras do país e recebeu prêmios ligados à resiliência climática em fóruns internacionais. Para Saville Alves, no entanto, o principal retorno está na visibilidade dada aos catadores. “A reciclagem não é apenas uma resposta ambiental. Ela é fonte de renda e sustento para milhares de famílias e um instrumento real de transformação social”, afirma.
A economia circular é um dos eixos centrais da atuação da SOLOS. De acordo com o fundador, a reutilização e a reciclagem de materiais reduzem a pressão sobre recursos naturais e contribuem para a preservação de áreas de floresta. “Diminuir a extração de novos recursos significa menos impacto ambiental, mais biodiversidade e um modelo de desenvolvimento mais equilibrado”, avalia.
Entre os projetos atualmente conduzidos pela startup estão o Vidrado e o RODA | A reciclagem na sua porta. O Vidrado atua na logística reversa do vidro em localidades como Caraíva e Atins, somando mais de 154 toneladas recicladas nos últimos cinco anos e com expansão prevista a partir da virada de 2025 para 2026. Já o RODA promove a coleta seletiva porta a porta no Centro Histórico de Salvador,
conectando moradores diretamente a cooperativas de reciclagem.
A iniciativa em Salvador é realizada em parceria com a Prefeitura de Salvador, por meio de secretarias municipais e da Limpurb, além de organizações voltadas à proteção dos oceanos. O objetivo é ampliar a participação cidadã e garantir a destinação correta dos resíduos.
Ao articular inovação, impacto social e sustentabilidade, a SOLOS consolida o Hub Salvador como um dos polos relevantes da economia verde no Nordeste e reforça o papel das startups na construção de soluções para desafios ambientais estruturais do país. Conheça mais sobre a SOLOS.


