As ações do Rotary no Brasil em prol do meio ambiente 20
Conheça o modelo flexível dos clubes passaporte 24
Nossos clubes continuam na luta contra a dengue 40
ROTARIANOS APOIAM PESQUISAS CONTRA A MALÁRIA, DOENÇA QUE MATA 600 MIL
PESSOAS TODOS OS ANOS
Juntos, vemos um mundo onde as pessoas se unem e entram em ação para causar mudanças duradouras em si mesmas, nas suas comunidades e no mundo todo
QUEM SOMOS
O Rotary é uma rede global de líderes comunitários, amigos e vizinhos que veem um mundo onde as pessoas se unem e entram em ação para causar mudanças duradouras em si mesmas, nas suas comunidades e no mundo todo. Para resolver problemas reais, é preciso compromisso, visão e pessoas que entram em ação. Com dedicação, energia e inteligência, nossos associados ajudam a humanidade. Por meio de projetos sustentáveis em diversas áreas, como alfabetização, paz, saúde e recursos hídricos, estamos sempre procurando maneiras de criar um mundo melhor. www.rotary.org
QUANTOS SOMOS
Em todo o mundo
Rotary Clubs: 36.552; Total de rotarianos: 1.159.519 (71,6% homens, 27,2% mulheres, 1,2% não reportou); Países e regiões geográficas onde o Rotary está presente: 217; Número de distritos rotários: 520; Rotaract Clubs: 9.691 (reunindo um total de 137.287 rotaractianos, dos quais 46,7% são homens, 46,7% são mulheres e 6,4% não reportaram).
No Brasil
Rotary Clubs: 2.317; Total de rotarianos: 52.499 (65,4% homens, 33,6% mulheres, 0,9% não reportou); Número de distritos rotários: 31; Rotaract Clubs: 577 (reunindo um total de 5.480 rotaractianos, dos quais 50,1% são mulheres, 46,5% são homens e 3,1% não reportaram).
Fonte: Escritório do Rotary International no Brasil (dados de 23 de outubro de 2025).
COMO SE ASSOCIAR
O ingresso no Rotary se dá por meio de convite. Nós podemos colocá-lo em contato com o clube que melhor atende a suas necessidades e interesses: www.rotary.org/pt/get-involved/join
OBJETIVO DO ROTARY
O Objetivo do Rotary é estimular e fomentar o ideal de servir como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando:
Primeiro: o desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir;
Segundo: a difusão de altos padrões éticos na vida empresarial e profissional, o reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a valorização da profissão de todos os rotarianos como oportunidade de servir à sociedade;
Terceiro: a aplicação do ideal de servir na vida pessoal, profissional e comunitária de todos os rotarianos; Quarto: a propagação da compreensão, boa vontade e paz entre as nações através de uma rede mundial de profissionais e empresários unidos pelo ideal de servir.
A PROVA QUÁDRUPLA
Do que nós pensamos, dizemos ou fazemos:
1) É a VERDADE?
2) É JUSTO para todos os interessados?
3) Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES?
4) Será BENÉFICO para todos os interessados?
A Prova Quádrupla foi criada em 1932 pelo rotariano Herbert J. Taylor, o qual, posteriormente, presidiu o Rotary International.
ONE ROTARY CENTER - 1560 SHERMAN AVENUE - EVANSTON, ILLINOIS, EUA CURADORES DA FUNDAÇÃO ROTÁRIA 2025-26
PRESIDENTE
Francesco Arezzo
Rotary Club de Ragusa, Itália
PRESIDENTE ELEITO
Olayinka Hakeem Babalola
Rotary Club de Trans Amadi, Nigéria
VICE-PRESIDENTE
Alain Van de Poel
Rotary Club de Wezembeek-Kraainem, Bélgica
TESOUREIRO
Patrick Eakes
Rotary Club de Crescent (Greensboro), Estados Unidos
DIRETORES
César Luis Scherer
Rotary Club de Marechal Cândido Rondon-Beira Lago, Brasil
Brian Hall
Rotary Club de Covington, Estados Unidos
Christine Buering
Rotary Club de Altenburg, Alemanha
Christine Etienne
Rotary Club de Petoskey, Estados Unidos
Daniel C. Himelspach
Rotary Club de Denver Mile High, Estados Unidos
Daniel V. Tanase
Rotary Club de Suceava Bucovina, Romênia
Harriette Florence Verwey
Rotary Club de Leiden-AM, Holanda
Isao “Mick” Mizuno
Rotary Club de Tokyo Tobihino, Japão
Jennifer A. Scott
Rotary Club de Central Blue Mountains, Austrália
Jung-Hyun Lee
Rotary Club de Hwasung Taean, Coreia do Sul
K.P. Nagesh
Rotary Club de Bangalore Highgrounds, Índia
Naomi Luan-Fong Lin
Rotary Club de Taipei Lily, Taiwan
M. “MMM” Muruganandam
Rotary Club de Bhel City Tiruchirapalli, Índia
Salvador Rizzo Tavares
Rotary Club de Monterrey Carlos Canseco, México
Suzan Stenberg
Rotary Club de Östersund Åre, Suécia
Wyn Spiller
Rotary Club de Grass Valley, California, Estados Unidos
SECRETÁRIO-GERAL
John Hewko
Rotary Club de Kyiv, Ucrânia
CHAIR
Holger Knaack
Rotary Club de Herzogtum
Lauenburg-Mölln, Alemanha
CHAIR ELEITO
Jennifer E. Jones
Rotary Club de Windsor-Roseland, Canadá
VICE CHAIR
Greg E. Podd
Rotary Club de Evergreen, Estados Unidos
CURADORES
Ann-Britt Åsebol
Rotary Club de Falun-Kopparvågen, Suécia
Bharat S. Pandya
Rotary Club de Borivli, Índia
Carlos Sandoval
Rotary Club de San Nicolás de los Garza, México
Chun-Wook Hyun
Rotary Club de Seoul-Hansoo,
Coreia do Sul
Dennis J. Shore
Rotary Club de Hawthorn, Austrália
Frank Ching-Huei Horng
Rotary Club de Panchiao West, Taiwan
Ijeoma Pearl Okoro
Rotary Club de Port Harcourt, Nigéria
Katsuhiko “Kats” Tatsuno
Rotary Club de Tokyo-West, Japão
Martha “Marty” Peak Helman
Rotary Club de Boothbay Harbor, Estados Unidos
R. Gordon R. McInally
Rotary Club de South Queensferry, Escócia
Stephanie A. Urchick
Rotary Club de McMurray, Estados Unidos
Vicki Puliz
Rotary Club de Sparks, Estados Unidos
SECRETÁRIO-GERAL
John Hewko
Rotary Club de Kyiv, Ucrânia
CONTE COM A PREPARAÇÃO, NÃO COM A SORTE
Não muito tempo atrás, uma mulher grávida de gêmeos chegou a uma pequena clínica no vilarejo de Aaye, no sudoeste da Nigéria, já em trabalho de parto. A unidade de saúde dispunha de poucos funcionários e a enfermeira especialista nesse tipo de procedimento estava ausente.
A situação motivou uma agente comunitária de saúde que se encontrava no local a agir rapidamente. Ela havia participado do programa Juntos por Famílias Saudáveis na Nigéria, um dos ganhadores do Subsídio de Grande Escala da Fundação Rotária. Embora não tivesse treinamento formal como parteira, a agente de saúde tinha habilidades obstétricas de emergência.
Os bebês nasceram horas depois, um na própria clínica e o outro no hospital para onde a mãe foi encaminhada depois de identificadas complicações no trabalho de parto. Felizmente, os recém-nascidos e a mãe ficaram bem.
Todos os dias, mulheres no mundo inteiro enfrentam situações semelhantes a essa. Momentos em que a diferença entre a vida e a morte depende de uma equipe médica bem treinada e de sistemas e procedimentos confiáveis.
O programa Juntos por Famílias Saudáveis na Nigéria aumenta as chances de que situações difíceis assim sejam vencidas com sucesso. Ao fortalecer os sistemas de saúde e treinar os funcionários da linha de frente, essa iniciativa ajuda as comunidades a proteger mães e filhos, mesmo em circunstâncias desafiadoras.
Isso reflete a essência do serviço do Rotary, pois o ato de servir não é apenas o que realizamos quando as condições são ideais, mas o
que fazemos quando os sistemas estão sobrecarregados, os recursos são limitados e a necessidade é urgente. É o nosso compromisso de preparar as pessoas antes de ocorrer uma crise e de estarmos ao lado da população quando isso acontece.
O objetivo da saúde materno-infantil não é abstrato. É profundamente pessoal. É uma mãe que sobrevive ao trabalho de parto. É um recém-nascido que respira pela primeira vez. É uma família que permanece unida porque alguém foi treinado, preparado e entrou em ação. Para o Rotary, prestar serviços significa investir em pessoas e sistemas muito antes de serem testados.
Ações como o programa Juntos por Famílias Saudáveis na Nigéria mostram o que é possível quando o Rotary reúne conhecimento local, parcerias globais e soluções sustentáveis. Ao trabalhar com profissionais da área de saúde e líderes locais, nossa organização garante que os cuidados que salvam vidas não dependam da sorte ou do lugar em que a pessoa se encontra.
A história contada aqui, da mãe e dos seus gêmeos, é essencialmente uma história humanitária. O impacto do Rotary é mensurado em momentos humanos, quando damos um passo à frente para ajudar alguém em situação vulnerável.
Quando estamos Unidos para Fazer o Bem, o ato de servir passa a ser mais do que um ideal, tornando-se uma tábua de salvação para famílias, uma fonte de revigoramento para as comunidades e uma promessa de que o Rotary continuará agindo onde sua ajuda é mais necessária.
FRANCESCO AREZZO Presidente do rotary international
VOCÊ TEM COMPANHEIROS AQUI
Pesquisa e texto: Renata Coré
POMERODE, SC (DISTRITO 4652)
Conhecida como a Cidade Mais Alemã do Brasil, Pomerode está localizada no Médio Vale do Rio Itajaí-Açú, região central de Santa Catarina que, até o século 16, era ocupada pelos grupos indígenas Carijós e Xokleng. Após a chegada dos colonizadores portugueses, a região permaneceria pouco povoada até o século 19, quando imigrantes alemães, em grande parte vindos da Pomerânia, começariam a ali se instalar. Em 21 de janeiro de 1959, ao se emancipar de Blumenau, a cidade receberia o status de município.
De acordo com o Censo Demográfico 2022, atualmente 34.289 pessoas vivem na cidade, que mantém vivas a cultura e as tradições herdadas de seus colonizadores. Isso pode ser observado, por exemplo, no idioma. Em Pomerode, o português coexiste com um alemão bastante próximo do alemão-padrão, falado por grande parte da população, e ainda com o pomerano, língua original da maioria dos pomerodenses.
A herança germânica está preservada também na arquitetura. Com 16 quilômetros de extensão, a Rota do Enxaimel, um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, reúne a maior concentração, fora da Europa, de casas erguidas nessa técnica trazida pelos imigrantes alemães, como a que pode ser vista na foto. No enxaimel, as estruturas de madeira são construídas sem nenhum prego ou parafuso, apenas com encaixes.
Ao lado da preservação das tradições, os atrativos turísticos, históricos e culturais de Pomerode já fizeram com que a cidade fosse escolhida pela Organização das Nações Unidas como uma das Melhores Vilas Turísticas do Mundo. A Festa Pomerana, em janeiro, o Festival Gastronômico, em julho, e a Weihnachtsfest, a Festa de Natal, estão entre as famosas celebrações locais. E a Oesterfest, festa de Páscoa que este ano começou em 12 de fevereiro e vai até 5 de abril, tem entre seus destaques o maior ovo de Páscoa decorado do mundo e a maior árvore de Páscoa do mundo, ambos reconhecidos pelo Guinness World Records. RB
Número de Rotary Clubs: 01
Ano de fundação: 2019
CaPa
Detendo uma vilã poderosa: rotarianos participam da corrida por vacinas contra a malária
Ruby Prosser Scully
CresCimenTo
Uma passagem para a flexibilidade: clubes passaporte mantêm os associados no Rotary sem a necessidade de reuniões semanais com refeição
Arnold R. Grahl
Tema do mês
Trabalhando pela preservação: clubes apostam em iniciativas ambientais comunitárias
Manoel Magalhães
saúde PúbliCa
A luta contra a dengue continua: ações de clubes e distritos apostam em parcerias e conscientização para prevenir os surtos epidêmicos
Renato Dantas
Rhys Martin
Iuliia Anisimova/iStock.com
MensageM do presidente do rotary international
Conte com a preparação, não com a sorte
Francesco Arezzo
MensageM do diretor do rotary international
Meio ambiente: o legado dos rotarianos para o planeta
César Luis Scherer
MensageM do presidente da rotary Brasil
Dignificar o Ser Humano. Pode haver objetivo mais importante?
Ricardo Franco Teixeira
triButo
Mário de Oliveira Antonino: decano do Colégio Brasileiro de Diretores do Rotary International
eM ciMa do fato
Rotary Day no distrito 4571: ação social reuniu mais de 20 clubes no Rio
MensageM do chair da fundação rotária
Seus parceiros de impacto
Holger Knaack
hoMenageM
Revista se despede de Milton Tito: ex-presidente da Rotary Brasil faleceu em março aos 93 anos
Capa: design de Armando Santos com ilustração criada pelo Adobe Firefly
O ROTARY ATENTO À MALÁRIA E À DENGUE
Há exatos 30 anos, em artigo publicado na nossa revista, o professor, médico e pesquisador José Maria de Souza (1932-2021), associado ao Rotary Club de Belém, no Pará, relatava as iniciativas do seu distrito, o 4720, para ampliar o debate sobre a malária. “O governador [1994-95] Fernando Antonio Quintella inseriu a malária como tema principal da 15ª Conferência Distrital, realizada em Boa Vista, Roraima, em abril [de 1995]. O título da palestra era: Malária, um novo desafio para o Rotary? ”, informava o autor. Apenas em 2024, a doença foi responsável pelo registro de 282 milhões de casos e 610 mil mortes, tendo atingido 80 países. Trata-se de uma das maiores vilãs da história (acredita-se, inclusive, que tenha contribuído para o declínio do Império Romano). No Brasil, a doença ameaça principalmente a Região Norte, onde 97% dos casos se concentram. Na reportagem de capa desta edição, convidamos o leitor a conhecer o trabalho de cientistas e pesquisadores para o desenvolvimento de uma vacina com o apoio de clubes e o distrito 9640 da Austrália. Na sequência, trazemos outra questão de saúde pública: a dengue. Nas últimas décadas, a incidência da doença cresceu nas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo – em 2000, foram 505.430 casos notificados; em 2024, eles chegaram a 14,6 milhões. Matéria de capa das edições de junho de 2011 e fevereiro de 2016 da Rotary Brasil, o tema volta a ser abordado. Aqui os leitores poderão conhecer ações bem-sucedidas da Família do Rotary contra a doença em três cidades brasileiras.
Fazemos um tributo a Mário de Oliveira Antonino, decano do Colégio Brasileiro de Diretores do Rotary International, e homenageamos Milton Ferreira Tito, ex-presidente da Revista Rotary Brasil, ambos recentemente falecidos. Também registramos a perda de uma atuante rotariana: Ceça Monteiro e Silva, casada com José Ubiracy Silva, o Bira, diretor 2015-17 do Rotary International. O tema do mês no calendário do Rotary, Meio Ambiente, comparece com uma amostra das ações de clubes em prol da causa. E não deixe de saber mais sobre os clubes passaporte, uma modalidade de clube flexível.
Boa leitura!
Revista de Propriedade da Associação Editora Brasil Rotário
Av. Rio Branco, 125, 18º andar CEP: 20040-006 – Sede própria
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DIRETORIA EDITORIAL E EXECUTIVA 2025-27
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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 2025-27
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Suplente:Ricardo Vieira Lima Magalhães Gondim
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Membros suplentes: Alexis Cavichini Teixeira de Siqueira, Raphael José de Oliveira Barreto
Neto e Francisco Carlos Santos de Jesus
CONSELHO FISCAL 2025-26
Membros titulares: Fabricio Fernandes de Castro, Abel Mendes Pinheiro Junior e José de Alencar Leite Magalhães
Membrossuplentes:Carlos Evaristo, Paulo Maurício de Oliveira Macedo e Christian Helmer
CONSELHO CONSULTIVO DE BENEMÉRITOS
César Luis Scherer, Henrique Vasconcelos, Mário César Martins de Camargo, Paulo Augusto Zanardi, José Ubiracy Silva, José Antonio Figueiredo Antiório, Antonio Hallage, Themístocles Américo Caldas Pinho, Luiz Coelho de Oliveira, José Alfredo Pretoni, Gerson Gonçalves, Claudinei de Barros
Magalhães (suplente: Dante Bachi Júnior), Ivone Sacchetto e Ricardo Vieira Lima Magalhães Gondim
EXPEDIENTE
Presidente: Ricardo Franco Teixeira
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Ribeiro de Sousa, Nuno Virgílio Neto e Renata Coré
Diagramação e digitalização: Armando Santos (coordenador), Alex Mendes e Maria Cristina Andrade
Impressão: Log&Print (Empresa do Grupo Print Laser)
Distribuição: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos Tiragem desta edição: 43.700 exemplares
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Há quase cinco anos, em 1º de julho de 2021, o Rotary International tornava a proteção do meio ambiente sua sétima área de en foque. A decisão abriu aos clubes e distritos a possibilidade de solicitar financiamento da Fundação Rotária para projetos de Subsídios Globais que ajudam o meio ambiente e transformam vidas. O envolvimento da nossa organização com essa causa, no entanto, data de muito antes. Em 1990-91, ano de sua gestão como presidente mundial, o brasileiro Paulo Viriato Corrêa da Costa foi quem, de forma precursora, trouxe a preocupação ambiental para o centro do debate no Rotary. Hoje, no mundo todo, associados manifestam o cuidado com o meio ambiente realizando projetos de proteção e restauração de recursos costeiros, marinhos e de água doce, apoiando a educação para promover comportamentos que protejam o meio ambiente, liderando ações de plantio e reflorestamento, entre outras iniciativas.
06
DIA INTERNACIONAL DO ESPORTE PARA PAZ E DESENVOLVIMENTO
Proclamado pela Organização das Nações Unidas em 2013, tendo como referência a data que marca a inauguração dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna em Atenas, em 1896, esse dia reconhece o poder do esporte como ferramenta de inclusão social, promoção de direitos humanos, educação, paz e desenvolvimento sustentável ao unir pessoas além de barreiras culturais. Em 2026, o tema celebrado será Esporte: Construindo Pontes, Quebrando Barreiras.
08
13
30
REUNIÃO
DO CONSELHO DE CURADORES DA FUNDAÇÃO ROTÁRIA
Até o dia 10 os líderes se reunirão na Sede Mundial do Rotary, em Evanston, nos Estados Unidos.
REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR DO ROTARY INTERNATIONAL
Até o dia 15 os líderes se reunirão na Sede Mundial do Rotary, em Evanston, nos Estados Unidos.
CONVENÇÃO: PRAZO PARA CANCELAMENTOS
Último dia para cancelamentos de inscrições e ingressos da Convenção 2026 do Rotary International, o maior evento anual da nossa organização e que este ano será realizado em Taipei, Taiwan, de 13 a 17 de junho. Saiba mais sobre o encontro na página 14 desta edição e acesse convention.rotary.org/pt para se inscrever. RB
ANOTE NA AGENDA O tema do próximo mês é Serviços à Juventude
EDIÇÃO DE
MARÇO: COLHEITA BOA
Parabéns pelas reportagens.
Gêovane Abreu , do Rio de Janeiro, RJ, pelo Facebook
Parabéns, meus queridos companheiros e companheiras.
Mauro Ferreira , de São Paulo, SP, pelo Instagram
Parabéns, companheiros!
ZitaRagagnin , pelo Facebook
Parabéns aos clubes pelos projetos desenvolvidos. Vocês fazem a diferença.
AnaMariaFagundes , de Lavras, MG, pelo Facebook
Os comentários publicados nesta página são extraídos das páginas da revista nas redes sociais e de cartas e e-mails enviados ao nosso Departamento de Jornalismo. No caso das correspondências, elas devem ser enviadas para o e-mail jornalismo@revistarotarybrasil.com.br ou para a Avenida Rio Branco, 125/18º andar – Centro – Rio de Janeiro/RJ/CEP: 20040-006. Em razão do seu tamanho ou para facilitar a compreensão, os textos poderão ser editados.
Em março, os conteúdos da Rotary Brasil na internet tiveram mais de 220 mil visualizações de nossos leitores e do público em geral. São pessoas que curtiram, comentaram e compartilharam as nossas publicações, gerando mais de 17 mil interações. A presença digital da revista dá destaque às ações dos Rotary Clubs brasileiros, que chegam a um público cada vez maior, e divulga iniciativas inspiradoras que podem ser replicadas por outros Rotary Clubs pelo país. A Rotary Brasil já está próxima de alcançar uma audiência de 50 mil seguidores se somados os perfis nas mídias digitais.
MEIO AMBIENTE: O LEGADO DOS ROTARIANOS PARA O PLANETA
Tenho claro que o Rotary é uma força global imparável, movida pela convicção de que a liderança ética pode transformar o mundo. Como diretor, testemunho diariamente a dedicação de homens e mulheres que, pautados pela Prova Quádrupla, não apenas sonham com um futuro melhor, mas o constroem com as próprias mãos.
Ser rotariano é carregar a responsabilidade de ser um agente de mudança, aplicando seriedade e profissionalismo em cada projeto e em cada ação, garantindo que o ideal de servir seja a bússola de todas as nossas decisões.
O trabalho dos rotarianos ao redor do mundo é, verdadeiramente, digno de exaltação. São líderes comunitários, profissionais e especialistas que doam seu tempo e conhecimento para erradicar doenças, promover a paz e fortalecer economias. Seja na Ásia, na África ou aqui no Brasil, o impacto desse trabalho é profundo e mensurável. Exalto o esforço incansável de cada companheiro que, com integridade e transparência, faz do seu clube um farol de esperança. Nossa organização não é feita de intenções, mas de resultados que transformam vidas de milhões de pessoas.
Nesse cenário, o meio ambiente consolidou-se como um pilar central e inadiável de nossa missão. Proteger a natureza, recuperar ecossistemas e garantir a segurança hídrica são ações que definem nossa seriedade administrativa e nosso compromisso com a vida. O trabalho ambiental do Rotary é técnico e estratégico: recuperamos nascentes, promovemos o reflorestamento e implementamos soluções de saneamento que salvam comunidades inteiras. Para
nós, a sustentabilidade não é pauta passageira, mas um testemunho vivo da nossa responsabilidade com as futuras gerações. O presidente do Rotary International, Francesco Arezzo, nos guia com uma mensagem inspiradora: Unidos para Fazer o Bem. Essa união é a nossa maior fortaleza. Quando agimos unidos, nossa capacidade de regenerar o planeta e servir ao próximo torna-se imbatível. Estar unidos significa alinhar propósitos e superar desafios com a coragem de quem sabe que o impacto coletivo é sempre maior que a soma dos esforços individuais. É sob essa mensagem que devemos escalar nossas iniciativas ambientais, provando que o Rotary é a rede de colaborações mais eficaz do planeta.
Para que esse impacto seja pleno, é vital envolver a comunidade. Precisamos abrir as portas dos nossos clubes e atrair pessoas de bem para que se incorporem à Família do Rotary. A preservação ambiental exige braços e corações dispostos a somar. Ao convidarmos a sociedade para colaborar em nossos projetos de preservação e recuperação, não apenas ampliamos o alcance das nossas ações, mas também renovamos nossa energia e fortalecemos nossa imagem pública.
Conclamo cada clube e cada rotariano a intensificar seus esforços, especialmente na proteção do nosso meio ambiente. Devemos agir com a ousadia que o futuro exige e a ética que a nossa história sustenta. Ao estarmos Unidos para Fazer o Bem, nossa liderança pelo exemplo torna-se a força que inspira o mundo e nos impulsiona a criar impacto real. Lembrem-se: o exemplo inspira, mas somente a ação transforma. O mundo espera por nossa liderança; vamos honrar esse chamado agora.
Para nós, a sustentabilidade não é pauta passageira, mas um testemunho vivo da nossa responsabilidade com as futuras gerações
César Luis Scherer
CONVENÇÃO 2026
ALGUMAS DAS COISAS PREDILETAS CURTAS
Todos os participantes vivem uma experiência inesquecível na Convenção do Rotary International. Ou duas. Ou três. Veja uma amostra do que nossos associados mais aguardam em Taipei:
l Atualizações sobre o Rotary durante os discursos, como os do presidente e do secretário-geral do Rotary International
l Cerimônia das bandeiras do mundo rotário, que jamais deixa de emocionar a plateia
l Casa da Amizade, com seus estandes e exposições sobre a paz
l Oportunidade de fazer amigos, participar de atividades e explorar uma cidade emocionante
l Entretenimento e inspiração de primeira –palestrantes renomados e espetáculos incríveis
l Sensação de que é possível com o alcance global do Rotary
Para Pauline Leung, associada ao Rotary Club de Taipei Pei-Na, uma das coisas que o Rotary International torna possíveis é a oportunidade de servir internacionalmente. “Por meio do Rotary, nossas mãos chegam muito longe, e o mundo fica parecendo uma aldeia porque o Rotary nos une”, diz. Ela é integrante da Comissão Anfitriã da Convenção e espera receber você em Taiwan quando a aldeia do Rotary se unir, de 13 a 17 de junho.
Leia sobre o evento e inscreva-se em convention.rotary.org/pt
Pausa para foto no hall de entrada. A partir da esquerda: o diretor Administrativo Bemvindo Augusto Dias, Sônia e César Scherer, diretor do Rotary International, o presidente da editora, Ricardo Teixeira, o coordenador End Polio Now para a região 29, Almiro Schimidt, a governadora do distrito 4751, Maria Luzia Borges Amaral Ramos, com o marido, Luis Almir
DIRETOR SCHERER VISITA A REVISTA
Na manhã de 13 de março, a Rotary Brasil recebeu a visita do diretor do Rotary International César Luis Scherer e de sua esposa, Sônia. O casal estava acompanhado da governadora do distrito 4751, Maria Luzia Borges Amaral Ramos, do esposo dela, Luis Almir, e do coordenador End Polio Now para a região 29, Almiro Schimidt. O presidente Ricardo Teixeira e o diretor Administrativo Bemvindo Augusto Dias receberam o grupo na sede da editora, localizada no centro do Rio de Janeiro.
Scherer foi a Niterói, um dos principais municípios da região metropolitana fluminense, para participar da 24ª Regoesp-Leste, Reunião de Governadores do Rotary do Estado de São Paulo e Leste do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ocorrido em 13 e 14 de março, o encontro deste ano homenageou o jubileu de ouro de Ernesto Imbassahy de Mello na presidência do Rotary International. À frente da organização em 1975-76, ele foi o segundo brasileiro a ocupar o cargo. Na Regoesp-Leste, Ricardo Teixeira proferiu uma palestra sobre Imbassahy, que era associado ao Rotary Club de Niterói (distrito 4751) e teve sua trajetória relembrada na edição de março da Rotary Brasil
ADEUS A CEÇA MONTEIRO E SILVA
l A Família do Rotary no Brasil se despediu de Maria da Conceição Carneiro Monteiro e Silva, carinhosamente conhecida como Ceça. Muito atuante, ela foi presidente do Rotary Club do Recife-Encanta Moça, PE (distrito 4500), do qual era associada fundadora. Foi jogadora de vôlei e era casada com José Ubiracy Silva, o Bira, diretor 2015-17 do Rotary International. Ceça faleceu em 16 de março, prestes a completar 82 anos.
ENCURTANDO DISTÂNCIAS
COM O INTERCÂMBIO
l Um Intercâmbio da Amizade ocorrido em fevereiro aproximou os distritos 4710, no Paraná, e 3060, na Índia. Em uma viagem de 21 dias, seis casais de rotarianos brasileiros visitaram cidades do estado de Gujarat, no oeste indiano. Além da oportunidade de vivenciar uma imersão cultural, uma vez que se hospedaram em casas de companheiros rotarianos, os brasileiros conheceram projetos apoiados pelo Rotary com subsídios da Fundação Rotária, como um hospital especializado no tratamento de câncer de garganta e boca, doenças com alta incidência na região, e um projeto de fisioterapia que atende 130 pessoas diariamente. Em novembro, será a vez de cinco casais indianos serem recebidos no distrito 4710.
No mês seguinte, outro Intercâmbio da Amizade mobilizou uma comitiva de 20 representantes dos Rotary Clubs de Curitiba e Pinhais, do Paraná (distrito 4730), e Araguaína-Pioneiro, do Tocantins (distrito 4530), em uma viagem de dez dias à Colômbia. Sob a liderança do governador 2019-20 do distrito 4730, Jorge Humberto Agudelo Franco, membro da seccional Paraná da Academia Brasileira Rotária de Letras e associado ao Rotary Club de Curitiba, o grupo visitou as cidades de Bogotá, Cartagena de Índias e Medellin para celebrar o aniversário de 121 anos de fundação do Rotary International. Eles participaram de reuniões conjuntas nas três cidades e retornaram ao Brasil com parcerias firmadas para destinar subsídios distritais no valor de US$ 2.000 a projetos sociais desenvolvidos pelo Rotary na Colômbia. RB
Imersão cultural e parcerias: Intercâmbios da Amizade levaram rotarianos brasileiros a cidades da Índia e da Colômbia nos meses de fevereiro e março
CULTURA E EXPERIÊNCIA DO CLUBE
Os associados com experiência positiva no clube estão mais propensos a permanecer no Rotary, mas como descobrir o que eles sentem sobre seu clube?
Uma opção é os dirigentes do clube se reunirem com pequenos grupos de associados e perguntarem do que eles gostam no clube e o que gostariam de melhorar. Outra opção é utilizar ou adaptar uma das seguintes pesquisas online de
experiência do clube oferecidas pelo Rotary:
Conhecendo Associados Potenciais e Novos;
Aprimorando a Experiência do Clube;
Entendendo Por Que os Associados Saem.
Os dirigentes podem usar parte das perguntas dessas pesquisas ou o total delas, conforme as necessidades do clube. Esses e outros recursos estão disponíveis em rotary.org/membership.
VOCÊ CONHECE O ROTARY DIRECT?
ORotary
Direct segue se consolidando como uma das ferramentas mais eficazes de apoio à Fundação Rotária. Atualmente, estão inscritos 758 associados de todo o país, refletindo o engajamento crescente de rotarianos comprometidos com o impacto contínuo. Somente neste ano rotário, as contribuições realizadas por meio da plataforma já somam quase US$ 100 mil destinados aos diversos fundos da Fundação, um montante expressivo que fortalece nossa capacidade de continuarmos fazendo o bem no mundo.
Mas o potencial é ainda maior. Se menos de um terço dos rotarianos do Brasil (o correspondente a 15 mil pessoas) realizasse uma contribuição anual de US$ 100, alcançaríamos uma arrecadação fixa superior a
US$ 1,5 milhão todos os anos, um verdadeiro salto em sustentabilidade e impacto. Atingir esse valor é mais acessível do que parece: além da doação única, é possível contribuir de forma mensal ou trimestral. Com aproximadamente R$ 50 por mês, qualquer associado já cumpre o equivalente a essa contribuição anual (a depender da flutuação do dólar rotário).
É justamente essa simplicidade que torna o Rotary Direct uma ferramenta tão poderosa para fortalecer a Fundação Rotária. Com pouco, realizamos muito. Se você ainda não faz parte e acredita que a união faz a força, basta acessar o nosso site e registrar sua contribuição. Cada participação amplia o alcance do Rotary e ajuda a transformar ainda mais vidas ao redor do mundo.
ENVIE OS FORMULÁRIOS COM ANTECEDÊNCIA E GARANTA
O RECONHECIMENTO DO SEU CLUBE
À medida que nos aproximamos do final do ano rotário, é fundamental que clubes e distritos se organizem para garantir que todos os reconhecimentos, agraciamentos e formulários oficiais sejam processados sem contratempos. Para evitar atrasos e se certificar de que cada homenagem seja registrada e entregue a tempo, recomendamos que todos os materiais sejam enviados com, pelo menos, 15 dias de antecedência.
Esse prazo é essencial para permitir análise, validação, processamento administrativo e logística de envio, especialmente em períodos de maior demanda. Quando os documentos chegam em cima da hora, aumenta-se o risco de pendências, retrabalhos e, em alguns casos, a impossibilidade de concluir o reconhecimento no prazo desejado.
A colaboração dos clubes é fundamental. Adiantando o envio, garantimos que todos os rotarianos e apoiadores recebam a devida valorização por suas contribuições ao Rotary e à Fundação Rotária.
Seu planejamento faz a diferença. Organize-se, envie com antecedência e ajude-nos a celebrar, da melhor forma possível, as conquistas deste ano rotário. RB
ESCRITÓRIO DO ROTARY INTERNATIONAL NO BRASIL www.rotary.org.br
Endereço
Condomínio Comercial Casa das Caldeiras Avenida Francisco Matarazzo, 1752 14º andar / Conjunto 1421 Água Branca – São Paulo – SP
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Tel: (11) 3217-2630
Atendimento: de 2ª a 6ª, das 8h às 17h
DEPARTAMENTOS
Gerente e Fundação Rotária Edilson Gushiken edilson.gushiken@rotary.org
Crescimento e Experiência do Quadro Associativo Caio Cruz (supervisor) caio.cruz@rotary.org
Financeiro
Carlos Eduardo de Araujo (supervisor) carlos.araujo@rotary.org
Perfis oficiais do Rotary Brasil nas redes sociais facebook.com/rotarybr twitter.com/RotaryBrasil linkedin.com/showcase/rotary-brasil
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Estamos prontos para ajudá-lo!
DIGNIFICAR O SER HUMANO. PODE HAVER OBJETIVO MAIS IMPORTANTE?
Você sabia, leitor, que este ano estamos comemorando 50 anos que o Rotary International teve, pela segunda vez, um brasileiro na presidência? O escolhido foi Ernesto Imbassahy de Mello.
Representando a Revista Rotary Brasil, fui convidado pelo governador 2023-24 do distrito 4751, companheiro Ricardo Fonseca de Pinho, para falar sobre Ernesto Imbassahy de Mello na abertura da REGOESP-Leste, em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. Tive sorte por dois motivos: o evento foi muito bem organizado nos mínimos detalhes e, ao mesmo tempo, muito produtivo. E tive a chance de conhecer a trajetória de um rotariano brasileiro que era um visionário. Pesquisar sobre Ernesto Imbassahy de Mello me deu a possibilidade de escrever, de forma muito resumida, “a estória de uma vida, dessas estórias que a gente gosta de contar” – como disse certa vez o falecido companheiro do Rotary Club do Rio de Janeiro João Pedro Thomaz Pereira. A estória do presidente Imbassahy deve ser conhecida por todos.
Sabe qual foi o lema escolhido por Imbassahy para a sua gestão, há 50 anos, leitor? Foi: Dignificar o Ser Humano. Com essa escolha, ele marcou mundialmente uma posição importantíssima na nossa instituição: de maneira ao mesmo tempo sutil e direta ele definiu o mais importante papel do Rotary na sociedade global. Prestemos, portanto, nossas homenagens à memória do presidente Ernesto Imbassahy de Mello neste ano rotário. Duas notícias nos entristeceram no mês de março: os falecimentos do ex-presidente da Editora Brasil Rotário, que publica a Revista Rotary Brasil, Milton Ferreira Tito, o Comandante Tito, como era conhecido; e da rotariana Maria da Conceição Carneiro Monteiro e Silva, esposa do querido diretor 2015-17 do Rotary International José Ubiracy Silva.
Nascido em 28 de outubro de 1932,
Milton Tito era oficial da Marinha. Foi vice-presidente de Operações da editora de 2011 a 2015 e seu presidente de 2015 a 2019, período no qual a Revista Rotary Brasil experimentou uma mudança expressiva tanto gráfica quanto editorial. Sua formação militar certamente se refletiu nos objetivos e estratégias implementadas. Mas se engana quem pensar que Tito havia se aposentado. Ele tinha desejo de aprender cada vez mais e não parava de buscar novos conhecimentos. Sua curiosidade intelectual e a vontade de aprender fizeram dele uma pessoa diferenciada. Tito deixa vários amigos e saudade na sede da Revista Rotary Brasil
Neste mês de abril, nossa matéria de capa trata da corrida por uma vacina capaz de deter o parasita da malária em seus diversos estágios no organismo humano, um trabalho que está contando com o apoio de clubes e de um distrito australiano. A doença tem sido um flagelo há milênios e, atualmente, mata cerca de 600 mil pessoas todos os anos. A dengue também é destaque, e apresentamos clubes brasileiros que têm se mobilizado para alertar e orientar a população no combate ao mosquito Aedes aegypti . As matérias estão muito boas.
Percebeu, leitor, como esta edição traz vários temas muito interessantes? E tem mais: No calendário do Rotary, o mês de abril é dedicado ao meio ambiente. Cada vez mais, os clubes brasileiros vêm desenvolvendo ações de reciclagem, reflorestamento e educação ambiental envolvendo a juventude e as comunidades. É o exemplo do Rotary Club de Tupã-Vanuíre, de São Paulo (distrito 4510), que realizou o projeto Recicla Vanuíre em parceria com a Cooperativa de Trabalho dos Recicladores de Tupã. Outra iniciativa interessante é a do Rotary Club de São José dos Campos-Sul, SP (distrito 4571), que prevê a recuperação de uma área de proteção per-
Com esse lema, Ernesto Imbassahy de Mello definiu o mais importante papel do Rotary na sociedade global
manente e das nascentes PRN 20 e PRN 21, no bairro do Jardim Pararangaba.
E não posso deixar de citar, extrapauta, o projeto RePETeco, Reciclando PET Ecologicamente, liderado pelo Rotary Club de Copacabana e tendo como maiores entusiastas e condutores o governador 2021-22 do distrito 4571, Claudio Zyngier, sua esposa Dora e o empresário Paulo Villas, que vem de uma tradicional família de rotarianos com histórico de relevantes serviços prestados ao Rotary. Por fim, você já ouviu falar em clubes passaporte? Trata-se de uma modalidade mais flexível de associação. Não deixe de ler a matéria que trata do assunto. Espero que você goste.
Um abraço e boa leitura! RB
Ricardo Franco Teixeira
MÁRIO DE OLIVEIRA ANTONINO
Decano do Colégio Brasileiro de Diretores do Rotary International
Ele foi um dos protagonistas da nossa organização por mais de 60 anos. Tinha um entusiasmo genuíno e foi um líder marcante, capaz de aglutinar pessoas e iniciativas. Mário de Oliveira Antonino cultivava amizades com extrema facilidade e costumava ter uma palavra arguta e amável para cada interlocutor, ainda que o estivesse conhecendo naquele momento – muitos guardariam consigo, para sempre, uma observação ou frase de estímulo feita por ele durante uma primeira conversa. A história do Rotary e a história das pessoas que fazem o Rotary passam pelo nome de Mário de Oliveira Antonino, que faleceu em 17 de fevereiro, aos 92 anos. Decano do Colégio Brasileiro de Diretores do Rotary International e diretor no biênio 1985-87, era rotariano desde 15 de dezembro de 1962, quando se tornou um dos associados fundadores do Rotary Club do Recife-Largo da Paz. Presidente do clube em 1964-65, ele seria governador do então distrito 450 em 1972-73, atuando desde então em muitos outros cargos de liderança. “O Rotary nasceu para congregar líderes, reunindo-os em torno de uma mesa para trocarem vivências, apoio, enfim, para se comunicarem e descobrirem como se adaptar à nova realidade”, comentaria o diretor em setembro de 1986 no 9º Instituto Rotary do Brasil, realizado na cidade de Caldas Novas, em Goiás.
NASCE O POLIO PLUS
Nesses 63 anos de vida no Rotary, alguns fatos merecem destaque especial. Mário Antonino integrou justamente o Conselho Diretor do Rotary International que referendou em 1985 o lançamento do programa Polio Plus, criado para erradicar a poliomielite do planeta. E, em 21 de maio do ano seguinte, na primeira sede da Revista Brasil Rotário (atual Rotary Brasil), ocorreria a reunião inaugural da Comissão Regional de Promoção e Desenvolvimento da Campanha Polio Plus no Brasil, presidida pelo diretor 1980-82 do Rotary International Archimedes Theodoro e tendo Mário Antonino como um de seus integrantes. “Além da campanha formidável para a erradicação da pólio, já fizemos pelo mundo coisas verdadeiramente extraordinárias”, disse em depoimento para o podcast Rotary no Brasil, produzido e lançado pela Revista Rotary Brasil em 2023 para celebrar os 100 anos da organização no país. “O trabalho do Rotary
desde 1923, quando criou uma campanha para a erradicação do analfabetismo, é outra coisa extraordinariamente bonita”, enalteceu. “O Brasil é um país privilegiado por aquilo que [o Rotary] tem feito ao longo da história.”
Ele defendia um Rotary próximo da população. “Convicto de que os grandes desafios somente poderão ser enfrentados com discernimento, firmeza, desprendimento, compreensão e boa vontade é que acredito no expressivo significado da contribuição dos Rotary Clubs e dos rotarianos em prol do bem-estar das diferentes comunidades e da felicidade dos povos”, escreveu em sua primeira mensagem como diretor, publicada na edição de agosto de 1985 da nossa revista.
Na Academia Brasileira Rotária de Letras (Abrol), Mário Antonino ocupava a cadeira número 8, na qualidade de acadêmico fundador, tendo como patrono Paulo Viriato Corrêa da Costa, presidente 1990-91 do Rotary International. Em 2023, durante reunião da Abrol no 47º Instituto Rotary do Brasil, em Fortaleza, o ex-diretor lançou os quatro volumes do seu livro Mário & Celma Antonino: engenheiro, professor e rotariano. Além
desse trabalho, demonstrava um carinho especial pelos Cadernos do Semiárido, uma série de 18 revistas sob sua coordenação que tratam dos recursos e potencialidades do bioma da região – a publicação foi produzida com parcerias pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco.
Convocador dos Institutos Rotary do Brasil de 1985 e 1986, ele seria o chairman dos encontros nacionais de 2000 e 2016, ambos no Recife. O decano participou de 12 Assembleias Internacionais, 18 Convenções do Rotary, 47 Institutos Rotary do Brasil, e representou presidentes do Rotary International em 32 conferências. Também coube a ele representar os clubes do distrito 4500 nos Conselhos de Legislação de 1972, 1980 e 1986, bem como presidir diversas comissões do Rotary International. Além disso, o diretor 1985-87 era membro do Conselho Consultivo de Beneméritos da Revista Rotary Brasil.
SERVIR E FAZER O BEM
Mário de Oliveira Antonino nasceu em Serra Branca, no Estado da Paraíba, em 30 de junho de 1933, sendo o terceiro de cinco irmãos. Na década de 1940, a família mudou-se para a cidade paraibana de Santa Rita e, depois, para a capital pernambucana. Ali ele iria se diplomar bacharel em matemática pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), em 1957, e engenheiro civil pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Pernambucano (UFPE), em 1958.
Dois anos depois, casou-se com Celma Costa Dantas. Como engenheiro, participou da execução de mais de cem obras e foi o responsável técnico por importantes construções de grande porte, como a Barragem de Brotas, no sertão pernambucano, e os Terminais Açucareiros do Recife e de Maceió. Presidiu a Academia Pernambucana de Engenharia, tendo sido também professor titular da Unicap e da UFPE. Entre os cargos públicos que ocupou, encontram-se os de chefe de gabinete da Secretaria de Governo de Pernambuco, de 1973 a 1975; coordenador do Grupo Executivo do Polo Metropolitano, em 1979; coordenador do Projeto Asa Branca, voltado à infraestrutura no Polígono das Secas; membro e presidente do Conselho Fiscal da Companhia Energética de Pernambuco, de 1993 a 1995; e integrante do Conselho Fiscal da Associação Instituto de Tecnologia de Pernambuco desde 1995.
Além da esposa, Celma, ele deixa cinco filhos, dez netos e dois bisnetos. Há três anos, Mário foi entrevistado pelo rotariano e jornalista Sérgio de Castro, que pediu a ele uma receita para a vida. O decano respondeu: “Cuidar da beleza do caráter, valorizar o servir e fazer o bem, quaisquer que sejam as circunstâncias. No meu modesto entender, cada pessoa é merecedora de um tratamento específico. Dê atenção a todas as pessoas, independente do credo e da cor, partido político ou de time de futebol. Todas as pessoas são iguais e por isso mesmo merecem as mesmas atenções”. Assim era Mário de Oliveira Antonino. RB
Sergio Afonso
Na inauguração da atual sede da Rotary Brasil, em dezembro de 1997: os saudosos Mário de Oliveira Antonino, Lindoval de Oliveira, então diretor de Marketing da revista e futuro editor, e Paulo Viriato Corrêa da Costa, presidente 199091 do Rotary International
TRABALHANDO PELA PRESERVAÇÃO
Clubes apostam em iniciativas
ambientais comunitárias
Manoel Magalhães
Abril é o mês do meio ambiente no calendário do Rotary e o tema recebe cada vez mais a atenção de diversos clubes brasileiros, que elaboram iniciativas voltadas a essa área de enfoque. Seguindo o legado de Paulo Viriato Corrêa da Costa, presidente do Rotary International no período 1990-91, que lançou o programa Preserve o Planeta Terra, Rotary Clubs brasileiros vêm reforçando essa tradição e desenvolvendo ações de reciclagem, reflorestamento e educação ambiental que envolvem a juventude e suas comunidades.
É o caso do Rotary Club de Tupã-Vanuíre, SP (distrito 4510), que realizou o projeto Recicla Vanuíre, em parceria com a Cooperativa de Trabalho dos Recicladores de Tupã, com o objetivo de promover a conscientização ambiental e incentivar práticas sustentáveis em cinco escolas da rede pública municipal e estadual. A iniciativa impactou cerca de 3.000 estudantes durante os dois meses de execução e coletou mais de uma tonelada de garrafas de plástico em doações da comunidade, o que gerou renda de R$ 4.216,89 para a cooperativa de recicladores.
A ação ainda destinou, como forma de premiação, duas bicicletas a cada uma das três escolas que mais coletaram material reciclável. A ação foi coordenada pelo engenheiro e associado do clube Evandro Campanari.
As tampinhas arrecadadas nos postos de coleta de recicláveis nas escolas foram somadas às do projeto Tampinhas do Amor, também realizado pelo clube, e o resultado financeiro dessa iniciativa será destinadointegralmente às entidades vinculadas ao Hospital do Câncer de Barretos, no interior de São Paulo.
Outra iniciativa de cunho ambiental foi promovida, com recursos de um Subsídio Distrital da Fundação Rotária, pelo Rotary Club de São José dos Campos-Sul, SP (distrito 4571), para a recuperação de uma Área de Proteção Permanente e das nascentes PRN 20 e PRN 21, localizadas no bairro do Jardim Pararangaba, no município. O projeto contou com a parceria da prefeitura e do Ecomuseu de São José dos Campos
de Proteção Permanente em São José dos Campos. Na segunda imagem, associados ao Rotary Club de Tupã-Vanuíre posam durante acoleta de materiais recicláveis em escola da comunidade
e ainda o patrocínio da empresa Alpina Eucaliptos. O clube coordenou a retirada de seis toneladas de entulho do local, ações de educação ambiental, um mutirão de limpeza do lixo remanescente que envolveu a comunidade, o plantio e manejo de 120 mudas de plantas nativas, entre outras atividades.
A ação recebeu o prêmio de melhor projeto do distrito 4571 no período 2024-25 com sua primeira fase de atuação e o clube segue realizando agora a segunda fase, que teve início em outubro de 2025 e deve ser concluída no fim do primeiro semestre de 2026.
Os dois projetos têm em comum a iniciativa de envolver a comunidade nas atividades, sejam elas ações de reciclagem, mutirões de limpeza ou ações de educação ambiental, apontando um caminho de construção coletiva da preservação do meio ambiente. RB
Na primeira foto, um rotariano atua na limpeza da Área
Na imagem no topo da página, um grupo de rotarianos atua na coleta de entulho em uma nascente. Na segunda foto, rotariano fala em iniciativa de educação ambiental em escola de Tupã, no interior paulista
ROTARY DAY NO DISTRITO 4571
Ação social reuniu mais de 20 clubes no Rio de Janeiro
Aalameda de acesso ao BioParque do Rio, o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, foi o cenário escolhido pelo distrito 4571 para celebrar o Rotary Day. Realizado durante a manhã e o início da tarde de 1º de março, o evento reuniu a Família do Rotary da capital e do estado fluminenses: participaram 21 clubes de Rotary e dois clubes de Rotaract, além de representantes do Programa de Intercâmbio de Jovens do distrito. Na oportunidade, foram oferecidos os seguintes serviços à população: aferições de pressão arterial, testes de glicemia e de hepatites B e C, orientações de saúde preventiva e sobre zoonoses, e aconselhamentos básicos na área jurídica. Para a garotada, houve atividades recreativas e, para o público em geral, apresentações culturais.
O Rotary Day alude à data de fundação da nossa organização, em 23 de fevereiro de 1905, e tem o objetivo de aproximar o Rotary das comunidades. Essa celebração anual e realizada em todo o mundo é marcada por diversas iniciativas de voluntariado que unem clubes de Rotary, Rotaract e Interact. Segundo informe do distrito 4571, o BioParque foi escolhido porque o local “reforça o caráter educativo e comunitário do evento ao unir a proposta de atendimento à população a um espaço dedicado à conservação e à educação ambiental”. Também inspirado no Rotary Day, em 28 de fevereiro o Rotary Club de Bangu, do mesmo distrito, arrecadou 456 latas de leite em pó, que serão distribuídas para nove instituições assistenciais. RB
Família do Rotary junto à população: estandes foram instalados na entrada do BioParque do Rio
Larissa Rózsa
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UMA PASSAGEM PARA A FLEXIBILIDADE
Clubes passaporte mantêm os associados no Rotary sem a necessidade de reuniões semanais com refeição
Arnold R. Grahl
Marco Cecala e Rebecca Wilks eram associados ao Rotary há anos quando se mudaram para Yarnell, uma região censitária no Arizona, nos Estados Unidos, em 2019. De repente, o casal estava a cerca de 40 quilômetros do Rotary Club mais próximo. “Estávamos nos perguntando o que fazer”, relembra Cecala.
Até que se depararam com o Rotary Club de Valley of the Sun Passport, uma reinvenção de um clube tradicional sediado em um subúrbio de Phoenix. O clube se reúne online apenas uma vez por mês, e seu conselho diretor também se reúne mensalmente. Intrigados, Marco e Rebecca vivenciaram o clube e encontraram seu novo lar no Rotary.
O Guia do Rotary para Clubes Passaporte explica que esse tipo de clube proporciona aos associados uma experiência mais flexível ao incentivá-los a visi-
tar regularmente outros clubes, de onde vem a parte “passaporte” do nome. Os clubes passaporte podem flexibilizar a política de frequência ou oferecer uma variedade de formatos de reunião.
À medida que Marco e Rebecca começaram a recrutar associados, descobriram que o formato passaporte era ideal para pessoas que estavam prestes a deixar o Rotary. “Conversamos com amigos nossos que eram ex-governadores de distrito e atuais presidentes e dissemos: ‘Olha, se você tem alguém que está hesitando, mande-o para nós’”, relembra Marco. “Vamos conversar com ele e mostrar que essa é uma alternativa.”
Os associados de clubes passaporte geralmente se envolvem com pessoas de outros clubes cujos interesses coincidem com os seus. “Muitos de nós frequentamos lugares e vemos projetos que apoiamos
há anos”, diz Marco. “Como um clube passaporte, somos embaixadores de projetos apaixonantes e de maneiras criativas de financiá-los.”
O Rotary Club de Ōtautahi Passport, na Nova Zelândia, começou intencionalmente como um clube passaporte em uma época em que as restrições da Covid-19 estavam em vigor, e o grupo realizou suas primeiras reuniões virtualmente. Assim como o clube passaporte Valley of the Sun, o grupo cresceu à medida que os associados encontravam outras pessoas que haviam deixado o Rotary recentemente ou estavam infelizes em seus clubes.
“Nosso modelo é muito flexível. Se algo não estiver funcionando, com a contribuição dos associados do clube, nós o alteramos”, afirma Deb Gimblett, presidente fundadora do clube da Nova Zelândia. “Nossas reuniões consomem menos tempo. Os associados são incentivados a fazer o que podem.”
O clube se reúne a cada duas semanas em locais variados por toda a região de Canterbury. Não há refeições a serem pagas, embora, quando o clube se reúne em um McDonald’s local, os associados possam comer um hambúrguer ou batatas fritas, se desejarem. “Não esperamos que as pessoas compareçam a todas as reuniões”, observa o presidente do clube, Martin MacLean. “Às vezes, teremos uma reunião como parte de um evento, como um projeto. Podemos reservar meia hora
no início para uma reunião formal e, em seguida, partir para o nosso serviço.”
O clube Frederiksberg-Falconer Passport, perto de Copenhague, na Dinamarca, começou como um clube tradicional, mas fez a transição para o formato de passaporte em 2023, uma vez que o clube e outros em seu distrito estavam sofrendo um declínio no quadro associativo. A associada Maiken Hallingskov, responsável pela Comissão de Desenvolvimento do Quadro Associativo do distrito, conta que um workshop com associados de clubes da região de Copenhague determinou que a maioria desejava permanecer no Rotary, mas que as reuniões semanais haviam se tornado excessivas.
O clube passaporte cresceu de 14 para 22 associados, em grande parte devido à promoção ativa no site de rede social LinkedIn. Maiken afirma que o compromisso de tempo limitado é o principal argumento de venda.
“As pessoas querem manter as coisas fáceis e desejam realizar algo especial pela comunidade local ou para terceiros”, diz Maiken. “Todos nós somos muito ativos, temos nossas próprias empresas e não temos muito tempo. Duas horas por mês são suficientes para nós darmos conta do recado.” RB
Matéria originalmente publicada na edição de abril da revista Rotary Magazine
BENEFÍCIOS DE UM CLUBE PASSAPORTE
FLEXIBILIDADE
Diversas opções de engajamento acomodam as agendas lotadas dos associados permitindo-lhes mais escolhas para integrar o Rotary em suas vidas.
REUNIÕES ENVOLVENTES
Os encontros podem focar em serviço e socialização em vez de palestrantes e refeições. Ao visitar reuniões de outros clubes, os associados podem aprender o que outros grupos estão fazendo e trazer novas ideias para seu próprio clube.
GRANDE ABRANGÊNCIA
Os clubes passaporte frequentemente atraem pessoas que não se associariam a um clube mais tradicional e ajudam a reter associados que, de outra forma, poderiam deixar o Rotary.
MAIS CONEXÕES
Os associados constroem rapidamente relacionamentos no distrito e fora dele.
ACESSIBILIDADE
Os custos são reduzidos ao mínimo porque as reuniões não incluem refeições.
Aumentar o quadro associativo aumenta o bem que podemos fazer!
De associado a associado, você pode ajudar a expandir o alcance do Rotary
A Sociedade de Desenvolvimento do Quadro Associativo prestigia padrinhos de novos associados por se dedicarem ao crescimento do Rotary. Esta galeria virtual de pessoas que apadrinharam pelo menos 25 novos associados reconhece seu extraordinário compromisso com a expansão do nosso alcance.
Cada novo associado representa mais ideias, mais ajuda e mais esperança — ampliando o bem que podemos fazer juntos.
Acesse rotary.org/membershipsociety para explorar a galeria e se inspirar.
NÍVEL BRONZE
Apadrinhamento de 25 a 29 associados
NÍVEL PLATINA
Apadrinhamento de 75 associados ou mais
NÍVEL OURO
Apadrinhamento de 50 a 74 associados
NÍVEL PRATA
Apadrinhamento de 30 a 49 associados
SEUS PARCEIROS DE IMPACTO
Por meio da nossa área de enfoque voltada ao meio ambiente, oferecemos aos clubes e distritos muitas possibilidades de causar um impacto verdadeiramente duradouro.
Uma delas é a parceria entre o Rotary e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) que deu origem à Ação Comunitária pela Água Doce, lançada em 2024 para proteger, restaurar e administrar melhor os recursos hídricos em todo o mundo.
Apoiados pela experiência técnica do Pnuma, clubes de Rotary e Rotaract podem escolher um corpo de água – seja rio, lago, zona úmida ou lençol freático – e se comprometer a restaurá-lo e protegê-lo no longo prazo.
Associado ao Rotary Club de South Ukiah, nos Estados Unidos, e consultor técnico dessa iniciativa conjunta, o companheiro Salvador Rico conta que a ação é profundamente pessoal para ele:
Minha paixão por rios limpos vem de uma experiência familiar dolorosa vivida durante a infância no México. Nós acreditamos que a minha irmã mais velha tenha contraído poliomielite depois de nadar em um rio poluído, e isso a levou à morte. Água contaminada não é uma questão ambiental abstrata: é uma questão de vida, saúde e dignidade para famílias e comunidades.
A experiência da minha família norteia meu trabalho como membro da Equipe de Consultores Técnicos da Fundação Rotária, a Cadre. Dou suporte aos associados do Rotary para que tenham acesso a técnicas comprovadas que façam com que seus projetos financiados por Subsídios Globais causem impacto duradouro por meio de soluções permanentes e escalonáveis.
Hoje, a Ação Comunitária pela Água Doce apoia clubes do Rotary em todo o mundo, oferecendo uma plataforma para que apresentem projetos, aprendam com outros clubes e tenham suporte técnico e financeiro.
O impacto dessa parceria tornou-se tangível em 2024, quando o presidente da comissão do distrito 4170 dedicada a assuntos ambientais no México nos comunicou um desafio crítico: pequenas fábricas têxteis de propriedade familiar estavam poluindo a bacia hidrográfica do rio Lerma. Os rotarianos locais não tinham soluções claras. Por meio da parceria do Rotary com o Pnuma, eu os coloquei em contato com essa agência da ONU para que obtivessem orientações sobre estratégias de como lidar com o problema. A colaboração resultou em um pedido de Subsídio Global que, esperamos, purifique a água para que possa ser usada.
A parceria entre clubes de Rotary, manufatureiras do setor têxtil e autoridades governamentais garante responsabilidade compartilhada e gerenciamento no longo prazo.
Todo clube pode ampliar esse impacto registrando projetos de água doce no site communityactionforfreshwater.org.
Olhe ao redor em sua própria comunidade. Aposto que você encontrará um corpo de água precisando de proteção. A Fundação Rotária pode apoiar seu projeto com um Subsídio Global e conectá-lo a especialistas da Ação Comunitária pela Água Doce.
A Ação Comunitária pela Água Doce busca proteger, restaurar e administrar melhor os recursos hídricos
Holger Knaack
REVISTA SE DESPEDE DE MILTON TITO
Ex-presidente da Rotary Brasil faleceu em março aos 93 anos
Assim que foi eleito para seu primeiro mandato de presidente da revista, em 2015, Milton Ferreira Tito pediu a colaboração dos companheiros de diretoria e funcionários para aprofundar as modernizações implementadas nas gestões anteriores. “Demos à chapa o nome de Servir para Inovar porque é justamente isso o que pretendemos”, declarou na ocasião.
Nascido no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 1932, o oficial da Marinha ingressou em 2005 no Rotary Club do Rio de Janeiro, clube ao qual permaneceu associado até 2023. Depois de ocupar a presidência do clube em 2008-09, passou a fazer parte da diretoria da editora, atuando por quatro anos como vice-presidente de Operações.
As transformações que ele esperava não demoraram a chegar aos leitores. No segundo semestre de 2015, a revista, então com 90 anos, realizou uma pesquisa de opinião inédita com os assinantes, projeto iniciado na presidência anterior, de Ricardo Gondim.
Com base nos dados reunidos pelo Datafolha, o Departamento de Jornalismo desenvolveu uma profunda reforma gráfica e editorial. O resultado foi apresentado na edição de janeiro de 2016, que trazia
já na capa a novidade mais impactante: o novo título da revista, Rotary Brasil, em substituição a Brasil Rotário, adotado em 1951.
A ideia nasceu na Redação sob a inspiração do que já faziam outras revistas regionais, destacando a marca da instituição em seus títulos. E acabou antecipando o que a própria revista oficial do Rotary faria anos depois, ao deixar o tradicionalíssimo título The Rotarian para se chamar Rotary Magazine . Tito abraçou a ideia ousada e levou a proposta a uma Assembleia Geral Extraordinária da editora, na qual foi aprovada por unanimidade.
Nos anos seguintes, ainda no embalo das mudanças catalisadas pela pesquisa de opinião, a Rotary Brasil seguiria inovando em projetos apoiados por ele, como o relançamento do site, a criação de um aplicativo para as edições digitais e a aceleração de sua expansão nas redes sociais, uma das forças da revista brasileira. São também dessa época nossas primeiras reportagens em vídeo.
Tito deixou a presidência em março de 2019, após completar o segundo e último mandato permitido pelo estatuto. Membro do Conselho Consultivo de Beneméritos da editora, ele morreu no Rio de Janeiro em 4 de março.
UM HOMEM DA MARINHA
Formado pela Escola Naval, Milton Ferreira Tito – ou Comandante Tito, como era mais conhecido – exerceu diferentes comandos em sua trajetória na Marinha. Além de ter sido capitão dos portos do Rio de Janeiro, comandou o Caça-Submarino Guajará, o Contratorpedeiro Marcílio Dias e o Navio de Desembarque de Carros de Combate Duque de Caxias e pertenceu ao corpo docente da Escolha Superior de Guerra e da Escola de Guerra Naval.
Com formação em administração e pós-graduações em relações sindicais e estudos marítimos, mestrado em transporte marítimo e comércio exterior e doutorado em ciências navais, entre outros cursos, atuou como diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro por mais de duas décadas e integrou ainda o Centro Brasileiro de Relações Internacionais.
Além disso, presidiu o Conselho Superior do Trabalho Marítimo, diretamente vinculado ao ministro do Trabalho, e fez parte do Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Geração de Renda do Rio
de Janeiro e do Conselho Municipal de Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro.
Sempre muito ativo, até pouco tempo esteve envolvido em novos desafios acadêmicos e profissionais. E a uma paixão que esse botafoguense cultivou a vida inteira: a atividade física, praticada regularmente desde a juventude, quando se dedicou ao remo e ao atletismo.
Milton Tito foi casado com Maria de Lourdes Lages por 62 anos, até o falecimento dela, em 2018. O casal deixou os filhos Carlos Frederico, Flavia e Luciana e os netos Milton Frederico, Felipe, Mateus e Luís Miguel. Nos últimos anos, Tito tinha como companheira Solange Maria Lagrotta.
Ao longo da carreira na Marinha, ele recebeu diversas condecorações e elogios, como a medalha de 30 anos por bons serviços, a Medalha do Mérito Tamandaré, a Medalha de Mérito Marinheiro com duas âncoras, a Medalha de Ordem do Mérito Naval no grau de cavalheiro e a Medalha de Pacificador. RB
Capa da histórica edição de janeiro de 2016 e de outras lançadas nos anos seguintes, consolidando a reforma editorial e gráfica. Acima, detalhe de uma das reportagens em vídeo produzidas no período
DETENDO UMA VILÃ PODEROSA
Rotarianos participam da corrida por vacinas contra a malária
Reportagem: Ruby Prosser Scully
Fotos: Rhys Martin
Arte: Armando Santos
Aprincípio parecia apenas uma gripe forte. Os sintomas acometeram Danielle Stanisic enquanto ela estava em Nova York para um trabalho de pesquisa, sua primeira experiência morando longe de casa, na Austrália. Os colegas de laboratório ficaram preocupados e insistiram para que ela fizesse exames. Os resultados acabaram mostrando que Danielle, que havia viajado para Papua-Nova Guiné seis meses antes, estava com malária.
A semana seguinte, que ela passou internada, é lembrada agora como um borrão de sofrimento. Mas ao olhar para trás 20 anos depois, Danielle diz que o sentimento predominante sobre essa provação é o de quão sortuda foi. “Eu tive acesso a um atendimento rápido e eficaz em um hospital. Não precisei me preocupar com medicamentos falsificados. Não precisei me preocupar com falta de soro. Não precisei me preocupar com nada disso. Não é assim que as coisas são em países onde a malária é endêmica.”
Hoje, Danielle Stanisic é uma imunologista veterana especializada em combater parasitas. No topo da sua lista de alvos está o invasor biológico que causa a malária, uma doença que mata cerca de 600 mil pessoas todos os anos, a maioria delas em locais que oferecem pouco da sorte que ela teve ao acessar atendimento médico quando precisou.
Amalária tem atormentado a humanidade há milênios. Causada por um parasita transmitido por mosquitos, a doença acomete gerações que remontam a figuras como Alexandre, o Grande – acredita-se que ele tenha morrido de malária às margens do rio Eufrates. Também foram encontrados vestígios de parasitas da malária em restos mumificados do sangue de Tutancâmon. Embora evitável e tratável hoje em dia, a doença continua sendo uma força mortal e destrutiva em grandes extensões do mundo, especialmente na África, que abriga 95% dos casos e mortes. Estima-se que, somente em 2024, a malária tenha adoecido 282 milhões de pessoas e matado 610 mil, cerca de 75% delas com menos de cinco anos de idade. A malária é transmitida aos seres humanos por meio da picada de alguns mosquitos fêmeas do gênero Anopheles. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça e calafrios. Se não for tratada, a infecção pode evoluir para um quadro grave com fadiga, convulsões e dificuldade respiratória, podendo causar coma
Os avanços conquistados contra a malária neste século estão sob risco e número de casos pode crescer
ou morte em apenas 24 horas após o início dos sintomas. Embora não seja contagiosa nem transmitida diretamente de pessoa para pessoa, os mosquitos que picam alguém infectado podem contrair o parasita e espalhá-lo para outros indivíduos. Nas primeiras duas décadas deste século, o risco de contrair malária caiu gradualmente nas áreas afetadas. O maior fator responsável por essa redução é, de longe, a adoção de medidas preventivas como mosquiteiros tratados com inseticidas que podem durar três anos ou mais e a pulverização de paredes internas com inseticidas de duração similar. Com o auxílio de tais medidas, 47 países foram certificados como livres de malária pela Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo Egito, China e mais recentemente, em 2025, a República Democrática de Timor-Leste. Os medicamentos antimaláricos também salvam vidas.
RETROCESSO
E ESPERANÇA
No entanto, desde o início da pandemia de Covid-19, o número de casos voltou a crescer. E os cortes globais no financiamento de ajuda humanitária poderiam desencadear um retrocesso devastador nos avanços obtidos. “Uma tempestade perfeita causada por mudanças climáticas, aumento da resistência a medicamentos e inseticidas, interrupções no comércio e insegurança global mina ainda mais a eficácia das intervenções contra a malária e ameaça reverter o progresso duramente conquistado desde 2000”, alerta um relatório divulgado no ano passado pela aliança intergovernamental African Leaders Malaria Alliance e a organização sem fins lucrativos Malaria No More UK. A rodada de promessas de contribuições feitas no ano passado para a parceria do fundo global que arrecada recursos
para combater a malária, a Aids e a tuberculose gerou menos recursos do que a rodada anterior, de 2022. Os autores do relatório preveem que a falha em atingir o nível anterior de financiamento resultará em um aumento ainda maior no número de casos e mortes por malária.
A aprovação pela Organização Mundial da Saúde, a partir de 2021, de duas vacinas inovadoras contra a malária – os primeiros imunizantes da história contra parasitas – traz esperança de que essa previsão sombria possa ser evitada, e até de que a doença venha a ser erradicada. Dezenas de outras possíveis vacinas estão em fase de desenvolvimento. Entre elas, há uma candidata promissora que vem sendo desenvolvida por Danielle Stanisic e sua equipe na Austrália.
Por décadas, cientistas se intrigaram sobre como treinar o sistema imunológico do corpo humano para combater a malária de forma mais eficaz. Os parasitas que causam a doença existem há milhões de anos, o que significa que evoluímos juntos, presos em uma guerra implacável de superação biológica mútua. Em algumas áreas propensas à malária, mutações genéticas em humanos alteraram a forma e o comportamento dos glóbulos vermelhos. Um exemplo disso, o traço falciforme pode fazer com que os glóbulos vermelhos infectados pelo parasita da malária se autodestruam junto com os invasores.
Ao mesmo tempo, o astuto parasita desenvolveu mecanismos sofisticados para esquivar-se das defesas do nosso corpo. Os parasitas da malária mudam de forma durante seu ciclo de vida, alterando drasticamente as características de sua superfície. Isso é um problema para os anticorpos, os “policiais de ronda” do nosso sistema imunológico, que esboçam “retratos
No Instituto de Biomedicina e Glicômica da Universidade de Griffith, na Austrália, a rotariana Danielle Stanisic e o colega Michael Good estão desenvolvendo uma vacina contra a malária com a ajuda financeira de Rotary Clubs locais
CAPA
falados” dos patógenos invasores para identificá-los rapidamente e chamar reforços caso sejam avistados em outras ocasiões.
As vacinas modernas, incluindo as duas injeções contra a malária aprovadas até o momento, treinam o sistema imunológico frequentemente com apenas uma parte de uma única proteína da superfície desse patógeno. É uma maneira segura de os anticorpos desenharem esse “cartaz de procurado” sem o risco de uma infecção real. No entanto, os parasitas da malária são mestres do disfarce e podem mudar rapidamente para escapar da resposta imunológica humana.
BATALHAS MICROSCÓPICAS
Enquanto turistas lotam as praias próximas da Gold Coast, na Austrália, eucaliptos balançam preguiçosamente na brisa quente que corre ao redor do Instituto de Biomedicina e Glicômica da Universidade de Griffith. É aqui que Danielle Stanisic e o colega imunologista Michael Good, pesquisador principal do projeto, estão desenvolvendo sua vacina, a PlasProtecT, com a parceria financeira dos Rotary Clubs australianos. Em um laboratório movimentado, geladeiras zumbem e pesquisadores olham através de microscópios enquanto fazem a contagem de parasitas. No andar de cima, no escritório de Michael, a mesa está empilhada com artigos de pesquisa, revistas de biologia e programas de conferências. Atrás dele há uma imagem emoldurada de múltiplos parasitas da malária capturada nos anos 1800 por pioneiros na área. Uma placa de premiação jaz, aparentemente esquecida, no fundo de sua estante. Michael Good dedicou 40 anos à pesquisa de parasitas da malária. Durante um experimento inicial
de vacina, há cerca de uma década, a equipe injetou nele o Plasmodium falciparum, a espécie mais mortal do parasita da malária. Historicamente, e embora menos frequente nos dias atuais, a autoexperimentação voluntária tem sido uma prática comum na pesquisa médica, e Michael sentiu que seria importante. “Eu queria poder dizer: ‘Bem, estou disposto a tomar isso. Não vou te dar nada que eu mesmo não esteja disposto a tomar’”, ele recorda.
Os parasitas estavam vivos, porém enfraquecidos em um processo conhecido como atenuação, que torna os patógenos inofensivos, mantendo-os reconhecíveis para o sistema imunológico. É o mesmo processo utilizado com segurança em vacinas para tudo, desde a catapora até a gripe.
Como nesse teste inicial os parasitas não haviam sido suficientemente enfraquecidos, logo Michael estava tremendo de febre em sua cama sob uma pilha de cobertores. Mas assim como Danielle Stanisic, ele teve acesso a cuidados de primeira classe e se recuperou rapidamente.
As vacinas que já existem poderiam salvar a vida de aproximadamente meio milhão de crianças até 2035
O episódio enviou os pesquisadores de volta à prancheta para ajustar a formulação, ao mesmo tempo que forneceu suporte para algumas de suas abordagens mais amplas. Hoje eles congelam os parasitas para matá-los, e não apenas enfraquecêlos, agrupando os componentes fragmentados em um saco gorduroso com outros compostos, de modo a potencializar a resposta imunológica. Assim não há mais risco de infecção por malária com o imunizante. “Esse sujeito foi morto por congelamento”, Michael Good explica. “Seria como colocar uma pessoa em um tanque de nitrogênio líquido, tirá-la de lá e esperar que saia andando. Ela não vai.”
Quando um mosquito infectado pelo parasita da malária pica uma pessoa, minúsculos parasitas em forma de verme escapam das glândulas salivares do inseto e se infiltram na pele. Essas formas do parasita, conhecidas como esporozoítos, penetram na corrente sanguínea, seguindo para o fígado em questão de minutos ou horas. Lá, eles crescem e se dividem por cerca de uma semana, transformando-se em estruturas ovais conhecidas como merozoítos.
Quando esses merozoítos estão totalmente maturados, cerca de 30 mil deles rompem o fígado prontos para invadir os glóbulos vermelhos do sangue.
Os merozoítos se prendem a um glóbulo vermelho, fazem um buraco nele, se espremem para dentro e selam a entrada para se esconderem do sistema imunológico. Uma vez lá dentro, o parasita começa a consumir a proteína hemoglobina, dividindo-se repetidamente até que cerca de duas dezenas de cópias estejam comprimidas umas contra as outras, como pessoas em uma pista de dança lotada.
As paredes das células se rompem, lançando novos merozoítos na cor-
rente sanguínea. E o ciclo recomeça.
É nesse momento que os hospedeiros começam a apresentar sintomas. À medida que os merozoítos rompem as paredes celulares, resíduos inundam a corrente sanguínea, desencadeando uma resposta imunológica massiva com febre e calafrios.
A destruição dos glóbulos vermelhos pela malária pode levar a anemia, fadiga, dores, baixa oxigenação do sangue e até danos em diversos órgãos. Isso pode acontecer tão rapidamente que, no momento em que as crianças chegam ao hospital, elas necessitam urgentemente de uma transfusão de sangue.
Se não forem tratadas, as pessoas podem morrer de malária, às vezes em apenas 24 a 48 horas. Os grupos de maior risco são crianças, gestantes, pessoas imunocomprometidas e aquelas que nunca foram infectadas antes.
UMA CANDIDATA PROMISSORA
As duas vacinas com aprovação da OMS atualmente em uso, Mosquirix e R21, demonstraram reduzir os casos de malária em crianças em mais de 50% durante o primeiro ano após
Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Griffith, a PlasProtecT é uma candidata a vacina que pode ser congelada ou liofilizada em pó sem perder a eficácia, o que facilita seu uso e reduz os custos de transporte
a série inicial de três doses – passado um ano, recomenda-se uma quarta dose para prolongar a proteção, que diminui com o tempo. Em áreas com transmissão altamente sazonal durante alguns meses do ano, elas previnem cerca de 75% dos casos se administradas sazonalmente. As vacinas estão sendo oferecidas a crianças em 25 países africanos, juntamente com as imunizações infantis
de rotina. O objetivo é atingir mais de 10 milhões de crianças por ano –uma meta que, até agora, corre risco devido ao financiamento limitado.
A OMS afirma que, com base em modelos, essas vacinas poderiam salvar a vida de aproximadamente meio milhão de crianças até 2035 se a distribuição fosse ampliada em áreas de transmissão moderada e alta. Enquanto isso, mais ferramentas e
CAPA
vacinas estão no horizonte, incluindo a PlasProtecT da Universidade de Griffith, que está prestes a iniciar os ensaios clínicos graças a mais de 3,1 milhões de dólares australianos [cerca de R$ 11,5 milhões] arrecadados pelo distrito 9640.
A PlasProtecT se diferencia das outras vacinas utilizadas em campo, inclusive por atuar contra o parasita da malária após ele deixar o fígado e entrar na corrente sanguínea. “Se tivermos vacinas que visam somente o estágio hepático da infecção, correremos o risco de que um único parasita escape do fígado e dê início ao estágio sanguíneo da infecção”, explica Christian Engwerda, imunologista celular no QIMR Berghofer Medical Research Institute, em Brisbane, na Austrália. “No mundo ideal, teríamos uma vacina que fizesse as três coisas: prevenisse a infecção no fígado, prevenisse a infecção no estágio sanguíneo e prevenisse a transmissão de volta aos mosquitos.”
A PlasProtecT também pode ser congelada ou liofilizada em pó sem perder eficácia, tornando o transporte fácil e econômico. Além disso,
Apoiando ações comunitárias
contém mais de 5.000 proteínas do parasita da malária, oferecendo proteção contra uma gama mais ampla de cepas e espécies dele – uma abordagem conhecida como vacina completa contra parasitas (whole-parasite vaccine)
Os ensaios clínicos de fase 1 em humanos para a PlasProtecT estão programados para começar neste ano. Testes iniciais de imunização deram sinais promissores. “Nossos modelos pré-clínicos mostram que essa abordagem de vacina completa contra parasitas estimula respostas imunológicas muito boas e contra diferentes cepas”, explica Danielle Stanisic.
A luta dela contra a malária aponta para a necessidade de múltiplas ferramentas além das vacinas. Durante a viagem a Papua-Nova Guiné duas décadas atrás, Danielle, como muitos viajantes, tomou preventivamente medicação antimalárica, que mata os parasitas na corrente sanguínea. Mas, no caso dela, alguns dos invasores permaneceram latentes no fígado, surgindo apenas meses depois, quando qualquer medicação
O Dia Mundial de Combate à Malária, em 25 de abril, é uma oportunidade para que nossos associados causem um impacto mensurável em comunidades onde a doença é endêmica. Para apoiar esses esforços, o Rotarians Against Malaria – Global Rotary Action Group, Grupo Rotary em Ação destinado a combater a doença, estimulou a apresentação de propostas de subsídios de US$ 2.500 destinados a projetos que vão desde a distribuição de mosquiteiros tratados com inseticida e kits de diagnóstico rápido até programas educativos em escolas e campanhas em redes sociais. O grupo recebeu 91 propostas e concedeu 33 subsídios. “A imensa energia criativa presente nessas inúmeras propostas reflete um interesse pela erradicação da malária que é transformador”, afirma o presidente Dan Perlman.
“Essas oportunidades de subsídios mudam vidas, mas também nos transformam. O Rotary nos fundamenta no servir, nos conecta entre culturas e nos lembra de que o progresso acontece quando as pessoas se apresentam com propósito e dedicação.”
Saiba mais sobre o grupo e participe acessando o site ram-global.org.
já havia acabado – um risco associado a duas das cinco espécies de parasitas da malária. “É por isso que precisamos de uma vacina altamente eficaz”, ela alerta. “Algo que permita desenvolver sua própria imunidade e impeça o parasita de se desenvolver no sangue”.
PARCERIA COM O ROTARY
Os setores filantrópico e governamental estão repletos de debates sobre quais campanhas e ferramentas de saúde pública devem ser apoiadas com recursos limitados e quais são as mais promissoras. Alguns governos vêm reduzindo os compromissos de forma geral. Danielle é direta em sua avaliação de que os cientistas vêm enfrentando o que chamam de “vale da morte”, lacunas de financiamento que fazem com que tecnologias promissoras sejam interrompidas no meio do caminho.
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Logo no início, a equipe dela recorreu ao Rotary em busca de ajuda. Em 2015, Danielle participou da conferência de um grupo de rotarianos australianos com foco na eliminação da malária e apelou por fundos destinados à compra de um equipamento para o laboratório. Em uma semana, os rotarianos arrecadaram o dinheiro com entusiasmo. Uma dessas pessoas, a rotariana Sandra Doumany, percebeu imediatamente o potencial do projeto e concluiu que os Rotary Clubs poderiam se envolver mais. “Isso mostrou o poder do Rotary”, afirma Sandra, associada ao Rotary Club de Hope Island e ex-governadora de distrito. “O fato de podermos responder dentro de uma semana foi uma demonstração da nossa força.” Após a conferência, Danielle Stanisic ingressou em um Rotary Club satélite que estava sendo criado na Universidade de Griffith. Em 2017, ela e outros pesquisadores da instituição estabeleceram uma parceria
formal com o distrito 9640 para lançar o Projeto da Vacina Contra a Malária. O objetivo é arrecadar os fundos necessários para que a pesquisa avance para os ensaios vitais de fase 1 e 2, geralmente o ponto em que o financiamento governamental termina e o da indústria ainda não começou.
Sandra Doumany preside um comitê de liderança para o Projeto da Vacina Contra a Malária e organiza um evento anual de gala para arrecadação de fundos – a edição mais recente angariou cerca de 86 mil dólares australianos [aproximadamente R$ 318 mil]. Membros do projeto também realizam dias de golfe, exposições de barcos, churrascos e reuniões para promover o trabalho e encontrar doadores.
Outro rotariano que ajuda a liderar os esforços é Ross Smith, um diretor de escola aposentado, otimista e associado ao Rotary Club de Burleigh Heads. Ex-governador de distrito, ele viaja o mundo incansavelmente em busca de suporte para a campanha e mal teve tempo de se recuperar do jet lag de uma recente viagem internacional antes de comparecer ao último jantar de gala. “A malária é a causa do maior número de mortes no planeta em toda a história”, ele afirma. Ainda assim, acrescenta, a arrecadação de fundos pode ser um desafio diante do fato de que a malária afeta predominantemente as regiões mais pobres do mundo.
Para Ross, a malária está longe de ser uma doença abstrata. Seu pai contraiu a enfermidade diversas vezes como prisioneiro dos japoneses em Singapura durante a Segunda Guerra Mundial. Mais de meio século depois, Ross teve sua própria experiência com o parasita enquanto passava um tempo em uma pequena escola na Tanzânia para desenvolver um
Os rotarianos Ross Smith e Sandra Doumany lideram os esforços de arrecadação de fundos para manter as pesquisas da vacina na Universidade de Griffith
projeto do Rotary. Certa noite, uma mulher australiana que trabalhava no local adoeceu com o que depois se revelou ser malária e precisou ser levada a um hospital. Ross Smith a conduziu de carro. “Ela estava suando e inchada. Parecia muito doente”, lembra. Na tensa viagem de oito quilômetros no escuro, atravessando uma estrada cheia de buracos, ele não tinha certeza se conseguiria chegar a tempo e se sentiu impotente. Depois de vários dias no hospital, a mulher se recuperou.
Ross Smith sempre foi inspirado por Sir Clem Renouf, o ex-presidente do Rotary International que ajudou a iniciar a luta da organização contra a poliomielite. E aquela viagem ao hospital na Tanzânia o motivou a combater a malária. Ele acredita que o progresso do Rotary em direção à erradicação da pólio pode ser um bom modelo para combater a malária – se os cientistas conseguirem encontrar as vacinas certas.
REVOLUÇÃO VACINAL
Presidente do Grupo Rotary em Ação destinado a combater a malária [veja o quadro na página 36], Dan Perlman acredita que os avanços nas vacinas, juntamente com melhores medidas de controle, tornam a erra-
dicação da doença uma possibilidade real. O grupo apoia projetos que fornecem mosquiteiros, drenam água parada, entregam larvicidas e spray residual para ambientes fechados, além de treinar agentes comunitários de saúde para diagnosticar e tratar a malária sem complicações e encaminhar casos mais complexos a unidades de saúde. Nos países em que as vacinas foram introduzidas, os agentes comunitários estão educando a população para apoiar campanhas de imunização.
“A vacinação é claramente a chave para erradicar a malária”, afirma Dan Perlman, infectologista aposentado que no ano passado se tornou um dos primeiros médicos norte-americanos a vacinar um bebê contra a enfermidade durante o lançamento inicial da vacina em Uganda. Ele destaca os desafios das vacinas de primeira geração, como a necessidade de quatro doses e a diminuição de sua proteção ao longo do tempo, mas acredita que estamos no meio de uma “revolução vacinal” que resultará no surgimento de diversos imunizantes de última geração nos próximos anos. “Imagino que, em menos de uma década, teremos pelo menos três ou quatro vacinas aprovadas para a malária. Teremos uma vacina para viajantes e outra para adultos”, afirma Dan, associado ao Rotary Club de Carbondale, nos Estados Unidos.
Recentemente os rotarianos celebraram a certificação da OMS para o Timor-Leste como país livre da malária. Nossos associados têm apoiado o país insular do Sudeste Asiático e outras nações da região por meio da distribuição de mosquiteiros com inseticida, fornecimento de máquinas de pulverização residual e ferramentas de diagnóstico, além de realizar campanhas de educação comunitária.
“Há uma grande probabilidade de eliminarmos a malária na Terra nos próximos 30 a 40 anos”, Dan Perlman afirma. “Isso dependerá realmente de quais recursos, financiamento e apoio serão investidos nesse esforço.”
É PRECISO PERSISTIR
Apesar dos avanços, o caminho a seguir é incerto. A escassez de financiamento continua sendo um desafio persistente. A OMS estimou que seriam necessários US$ 9,3 bilhões por ano até 2025 para controlar a malária globalmente e atingir as metas de combate. No entanto, apenas US$ 3,9 bilhões foram gastos em 2024. Isso torna muito mais difícil atingir a meta global, definida em 2015, de reduzir os casos e mortes por malária em pelo menos 90% até 2030.
“O financiamento insuficiente levou a grandes lacunas na cobertura de mosquiteiros tratados com inseticida, medicamentos e outras ferramentas que salvam vidas, particularmente para os mais vulneráveis”, afirma a OMS. Já estamos observando um aumento na resistência a medicamentos e inseticidas, bem como cepas de malária que não são detectadas por testes de diagnóstico padrão.
Os mosquitos também estão se comportando de forma diferente. As mudanças climáticas criam novos locais quentes e úmidos para a propagação deles, incluindo a espécie de mosquito asiático Anopheles stephensi, que está invadindo a África e se desenvolve em áreas urbanas. Várias espécies de mosquitos estão picando ao ar livre e durante o dia, quando menos pessoas estão sob a proteção de um mosquiteiro. “A situação geral é realmente preocupante”, alerta Eliane Pellaux-Furrer, oficial técnica de vacinas contra a malária na OMS. “Também sabemos que a malária é uma doença que ressurge muito rapidamente.”
Interrupções nas medidas de controle durante a pandemia de Covid-19 levaram a um ressurgimento da malária, fornecendo algumas pistas sobre o que está por vir com os cortes de financiamento. Embora tenha havido uma “enorme demanda” e aceitação das vacinas atuais contra a malária, Eliane diz que “infelizmente não é possível avançar na escala desejada com a implementação devido a restrições orçamentárias”.
Ela explica que novas e melhores vacinas contra a malária serão mais fáceis de ser introduzidas depois que as inovadoras Mosquirix e R21 abriram o caminho e desenvolveram a infraestrutura e os calendários vacinais.
Os ensaios de fase 1 para a PlasProtecT custarão cerca de 10 milhões de dólares australianos [R$ 37 milhões] e cerca de 30 milhões [R$ 110 milhões] serão necessários para os ensaios de fase 2, que testarão sua eficácia em crianças de áreas endêmicas. Os pesquisadores da Universidade de Griffith esperam que os dados estejam disponíveis até 2028 e que a vacina possa ser lançada e monitorada em diversos locais endêmicos nos anos seguintes. Mas a ciência é imprevisível. “Você precisa ser persistente”, Danielle Stanisic diz. Voltando-se para Michael Good, ela pergunta: “Quantas vezes pensamos que tínhamos resolvido o que precisávamos fazer e então surgiu outro obstáculo?”.
Independentemente do que aconteça, o trabalho que eles e outros pesquisadores estão realizando levará a novos avanços ainda desconhecidos. Até lá, Danielle e seus colegas permanecerão determinados e dedicados. Enquanto essa ameaça persistir, eles precisam ser assim, ela diz. “Crianças morrendo de malária é o que me faz continuar.” RB
(Matéria publicada na edição deste mês da revista Rotary Magazine)
Em 2017, Danielle Stanisic e sua equipe formalizaram uma parceria com o distrito 9640 para lançar o Projeto Vacina Contra a Malária. O esforço tem a ajuda de Sandra Doumany e Ross Smith, cujo pai contraiu a doença várias vezes como prisioneiro na Segunda Guerra Mundial
A luta contra a dengue continua
Ações de clubes e distritos apostam em parcerias e conscientização para prevenir os surtos epidêmicos
Reportagem: Renato Dantas
Em 2025, o Brasil contabilizou 1.651.712 casos prováveis de dengue, com 1.821 óbitos. É o que nos informa o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, que também indica uma redução de quase 75% no número de registros da doença em relação a 2024, quando o país teve 6.563.561 casos e 6.321 óbitos (nesse ano, morreram mais pessoas de dengue do que de Covid-19, que teve 5.959 mortes notificadas). Ainda assim, os números de 2025 ficaram acima do período de 2020 a 2023. E, nesses três primeiros meses de 2026, o país já se soma 148.193 casos prováveis e 36 óbitos.
Como se vê, a dengue continua sendo um grave problema de saúde pública global. O tema foi reportagem de capa das edições de junho de 2011 e fevereiro de 2016 da Rotary Brasil, e, dez anos depois, volta a ser destaque na revista. Nas próximas páginas, convidamos nossos leitores a conhecer ações para erradicar surtos da doença em três cidades brasileiras.
Nas últimas décadas, a incidência de dengue aumentou drasticamente em todo o mundo, principalmente nas áreas urbanas e semiurbanas das regiões tropicais e subtropicais. Em 2000, o número de casos notificados à Organização Mundial da Saúde era de 505.430. Em 2024, eles chegaram a 14,6 milhões, afetando mais de 100 países em todos os continentes e resultando em mais de 12 mil mortes.
Há quatro sorotipos do vírus da dengue, cuja transmissão se faz pela picada do mosquito Aedes aegypti , ocorrida normalmente no início da manhã e à noite. Muitas infecções são assintomáticas ou produzem sintomas leves, mas 5% dos pacientes podem apresentar a forma grave da doença, com dores fortes pelo corpo e febre alta – daí o nome popular de “febre quebra-ossos” para a dengue –, náuseas, vômitos e hemorragias. Não existe ainda uma droga antiviral específica para o mal, e manter a hidratação e seguir as orientações médicas são essenciais para a recuperação.
Mutirão de limpeza em Campo Mourão, no Paraná: o acúmulo de lixo propicia criadouros de Aedes aegypti
A principal forma de prevenção da dengue é a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Por isso, as campanhas de conscientização, principalmente em parceria com órgãos governamentais, são o principal instrumento na luta contra a doença. A partir de 2024, vacinas começaram a ser disponibilizadas para parcelas da população. E os nossos clubes e distritos são fundamentais em toda essa luta.
Muitas frentes em Campo Mourão
Há cinco anos, a Família do Rotary de Campo Mourão, no noroeste do Paraná, vem ampliando sua atuação para proteger a cidade de 104 mil habitantes de surtos da dengue. O trabalho é desenvolvido em várias frentes: conscientizando a população e formulando e monitorando estratégias de atuação junto ao poder público.
No sábado, 21 de fevereiro, em parceria com o Comitê Gestor Intersetorial de Combate à Dengue e a Prefeitura de Campo Mourão, o Rotary Club de Campo Mourão-Raio de Luz promoveu uma Caminhada Ecológica. A iniciativa foi marcada por mutirões de coleta de lixo nos bairros Jardim Cidade Alta II, Jardim Laura e Jardim Pio XII – dessas três localidades foram retirados, respectivamente, 65, 73 e 62 sacos de lixo de 100 litros.
Embora o principal objetivo do mutirão seja eliminar potenciais criadouros do Aedes aegypti, ele vai além: o trabalho é acompanhado por distribuição de material educativo a moradores e transeuntes, que são abordados com orientações para a prevenção da dengue. “As próximas ações estão previstas, mas sem data definitiva até o momento, pois aguardamos os resultados do monitoramento entomológico por ovitrampas [veja detalhes no boxe da página 42] para definir as localidades críticas”, diz a presidente da Comissão de Meio Ambiente, Cleire Arcain.
Na mesma data, os seis clubes de Rotary da cidade, bem como os clubes de Interact e Rotaract locais, celebraram o Dia Mundial do Rotary (o Rotary Day, de aniversário da nossa organização, fundada em 23 de fevereiro de 1905). Para isso, eles também se mobilizaram em uma tenda na
Praça Bento Munhoz da Rocha Neto, a Praça do Fórum, onde a Família do Rotary ofereceu orientações para o combate ao Aedes aegypti e distribuiu mudas de árvores nativas à população – na ocasião, os clubes plantaram mais de 30 mudas. “A receptividade da população foi bastante positiva, com muitas pessoas parando para conversar com a equipe”, relata Cleire. “Foram levadas amostras de larvas coletadas em tubitos, bem como as ovitrampas e palhetas, para mostrar como é realizado o monitoramento entomológico. Além disso, a fantasia do mosquito fez sucesso entre a criançada”, destaca.
Ao longo de um ano, várias edições da caminhada são realizadas. Em 18 de janeiro do ano passado, por exemplo, a ação mobilizou rotarianos e voluntários em geral em quatro localidades: nos bairros Jardim Copacabana, Jardim Tropical e Jardim Paulino, e no Conjunto Habitacional Parigot de Souza. Em 14 de junho, a caminhada percorreu as ruas do bairro Vila Guarujá e mobilizou 12 agentes comunitários da saúde e 12 agentes de combate às endemias. Essas ações são sempre acompanhadas de distribuição de folhetos educativos para a população.
“Por meio de orientações educativas, o objetivo é reforçar a importância de atitudes simples no dia a dia, como o correto descarte de resíduos, a eliminação de recipientes que acumulam água e a vigilância constante nos ambientes residenciais e comerciais”, detalha Iraci Vieira de Almeida, outra associada ao Rotary Club de Campo Mourão-Raio de Luz.
De acordo com a coordenadora do Programa Municipal
Comitê Gestor
Intersetorial de Combate à Dengue de Campo Mourão: monitorando a probabilidade de surtos nas diversas regiões da cidade
de Combate à Dengue, Marinalva Ferreira da Luz, 80% dos criadouros identificados na região estão associados ao acúmulo de materiais recicláveis, como latas, plásticos e garrafas. “Temos um número preocupante de notificações de dengue no Guarujá e queremos engajar a população em ações simples, mas essenciais”, declarou para o site de notícias CRN1.
O trabalho do Rotary Club de Campo Mourão-Raio de Luz tem ainda um diferencial. Desde 2023, o clube participa do citado Comitê Gestor Intersetorial de Combate à Dengue de Campo Mourão, que se reúne a cada dois meses na sede do Sesc, entidade parceira – outros clubes da cidade têm participado das reuniões. “O comitê foi criado porque se reconheceu que a maior parte dos criadouros do mosquito da dengue está dentro das residências, e que o controle da doença depende muito da participação da população”, explica a presidente da Comissão de Meio Ambiente. “O município instituiu um espaço para articular diferentes instituições e mobilizar a sociedade, promovendo campanhas, educação em saúde e ações coletivas para eliminar criadouros do mosquito.” De acordo com Cleire, nas reuniões são definidas as estratégias, já que ali são apresentados os números atualizados da dengue – com as localidades mais comprometidas por casos da doença e por focos de mosquitos.
Em 2024, Campo Mourão somou 6.449 casos prováveis de dengue, com sete óbitos confirmados. Em 2025, foram contabilizados apenas 110 casos prováveis e nenhum óbito. “A resposta é muito boa e, como resultado, os casos de dengue vêm diminuindo, as pessoas estão se conscientizando sobre o lixo”, comemora Cleire. “É uma caminhada longa, mas alguma coisa já está fluindo e muito.”
Apostando em uma planta
Toledo também está na linha de frente da guerra contra a dengue. A cidade de mais de 160 mil habitantes no oeste do Paraná enfrentou um grave surto da doença em 2024, ano em que foram contabilizados 10.052 casos prováveis da virose e 44 óbitos – esses números representaram um aumento de 115% em relação ao pior ano anterior. “Foi em meio a esse cenário alarmante que o Rotary Club de Toledo decidiu agir de forma prática”, relata o presidente do clube, Lucas Augusto Baú. “O companheiro Izaldir Wermuth, coordenador do projeto, sugeriu a difusão do plantio de crotalária. Essa planta é famosa por atrair a libélula, que atua como um predador natural do mosquito Aedes aegypti e de suas larvas, interrompendo
O que são as ovitrampas?
Trata-se de uma estratégia de baixo custo para mapear a presença do Aedes aegypti . Para tal são usadas as chamadas ovitrampas, um tipo de armadilha simples formada por um vaso preto (geralmente de plástico) com água, um atrativo (como levedura de cerveja) e uma palheta de madeira (veja modelo ilustrativo no detalhe). Esses dispositivos são instalados em pontos estratégicos da cidade, e é neles que as fêmeas do mosquito depositam os ovos. “Periodicamente, as equipes recolhem as palhetas. No laboratório, os ovos são contados e analisados”, explica Cleire Arcain, presidente da Comissão de Meio Ambiente do Rotary Club de Campo Mourão-Raio de Luz. O método identifica as áreas com maior presença do mosquito, permitindo direcionar ações de controle de focos e prever possíveis surtos da doença. “No município, esse monitoramento é realizado em ciclos periódicos durante o ano, nas primeiras semanas de cada mês”, informa a rotariana.
como aliada
a disseminação da doença de forma biológica”, conta. Segundo Lucas Augusto, a estratégia havia demonstrado resultados em municípios do Pantanal Brasileiro. Com o nome de Rotary Club de Toledo Contra a Dengue, o projeto adquiriu as sementes de crotalária, aquisição que foi custeada pelo próprio clube, e confeccionou milhares de envelopes para distribuí-las. Os pacotinhos traziam também instruções para o plantio da espécie. “Para que a ação ganhasse escala, os próprios companheiros do clube criaram uma verdadeira força-tarefa”, lembra o rotariano. “Chegaram mais cedo às reuniões, organizaram encontros fora de horário e levaram o material para suas casas e empresas para envasar as sementes manualmente.”
Imagem criada pelo ChatGPT
A distribuição foi iniciada na rede municipal de ensino – “visando garantir uma ampla capilaridade no município e atingir diretamente as áreas de maior vulnerabilidade”, enfatiza Lucas. Em sua avaliação, o impacto do projeto foi imenso. “Além de receberem os envelopes para plantar em casa, as crianças passaram por um processo de conscientização nas escolas”, diz.
Em seguida, a iniciativa foi expandida para todas as escolas públicas locais e, atualmente, está sendo implantada em escolas particulares, por meio de parcerias com empresas. “Hoje já ultrapassamos a marca de 40 mil envelopes de sementes confeccionados e distribuídos para a população”, diz o rotariano.
O projeto deve ganhar um novo capítulo. “Fechamos recentemente uma parceria com a Prefeitura de Toledo, que passará a realizar o plantio das crotalárias também em áreas públicas do município, ampliando ainda mais a barreira natural contra o mosquito”, anuncia.
Em 2025, Toledo teve 1.200 casos prováveis de dengue, com apenas uma morte – uma redução de 88% em relação
ao panorama de 2024. “Sabemos que isso é fruto de um trabalho árduo do poder público e da conscientização geral, mas é muito reconfortante sabermos que o Rotary teve sua parcela de contribuição para proteger a nossa população”, declara Lucas.
Ambiente limpo, sem água parada, é essencial
As novas gerações do Rotary também estão empenhadas nessa causa, como demonstra o trabalho desenvolvido pelo Interact Club de Iguatama, no distrito 4560, com o apoio do Rotary Club local. Nessa cidade de cerca de 6.700 habitantes no centro-oeste de Minas Gerais, há pelo menos dois anos, os interactianos vêm desenvolvendo um trabalho de conscientização junto à população. O objetivo é difundir a principal forma de debelar os surtos da dengue: eliminando os criadouros do Aedes aegypti. “Mantenha o ambiente limpo e evite a água parada” é uma das mensagens que os jovens destacam em faixas em pontos estratégicos da área central do município
Surgimento de uma epidemia
Ne por meio de panfletagem. Em 29 de novembro último, interactianos e rotarianos de Iguatama realizaram uma blitz educativa. Na oportunidade, os motoristas receberam orientações sobre os cuidados para evitar focos do mosquito.
Referindo-se ao projeto do Rotary Club de Campo Mourão-Raio de Luz, a associada Iraci Vieira fez uma avaliação que valeria igualmente para o trabalho dos clubes de Toledo, Iguatama e tantos outros: “Reflete o papel do Rotary como parceiro ativo da sociedade em desafios de interesse coletivo, alinhando o ideal de servir às necessidades concretas da população”.
o Brasil, os primeiros relatos de dengue remontam ao final do século 19, com ocorrência em Curitiba, no Paraná, e ao início do século 20, em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. Na década de 1950, graças a medidas de combate à febre amarela, o país erradicou o Aedes aegypti. No final da década de 1960, no entanto, o relaxamento das ações adotadas contra o mosquito possibilitou reintroduzi-lo no território brasileiro. Na mesma época, ocorria o crescimento acelerado e desordenado das cidades, quando a população urbana suplantou a população rural. Todos esses fenômenos reunidos possibilitariam a expansão de criadouros do vetor da doença. A eclosão de uma epidemia seria questão de tempo.
O primeiro surto epidêmico se daria em 1981 e 1982 na cidade de Boa Vista, em Roraima: na época foram registrados 11 mil casos. Poucos anos depois, em 1986, epidemias atingiram o Estado do Rio de Janeiro e algumas capitais do Nordeste. Desde então, a dengue é endêmica no país, que sofre com epidemias intermitentes da doença. RB
Pacotinhos de sementes de crotalária: distribuídos pelo Rotary Club de Toledo nas escolas públicas e particulares
PESSOAS EM AÇÃO PELO MUNDO
UM POUCO DO QUE O ROTARY VEM FAZENDO EM OUTROS PAÍSES
MÉXICO
Poucas horas depois das enchentes e deslizamentos de terra que atingiram o México em outubro, os associados do Rotary já estavam em ação. Em Poza Rica, área gravemente afetada, os rotarianos e rotaractianos levaram os moradores a um lugar seguro, tiraram a lama das ruas e limparam várias casas. A iniciativa teve o apoio de clubes do distrito 4185, de distritos vizinhos e do exterior. O Rotary Club de Poza Rica se uniu à organização sem fins lucrativos Planet Water Foundation para instalar quatro torres de água e um reservatório na área mais necessitada e distribuir água purificada em outros locais. O clube também coordenou o fornecimento de refeições com a World Central Kitchen. “Mas ainda precisamos desesperadamente de ajuda para voltarmos à normalidade”, disse o rotariano Pepe Badillo. “As casas foram totalmente destruídas, desde um simples prato até os quartos no segundo andar.”
CANADÁ
Durante a tradição do Dia da Lembrança, realizada pelo Rotary Club de Kelownaque com o Museu Militar de Okanagan desde 2018, os rotarianos instalaram em um campo 220 cruzes personalizadas com os dados de soldados falecidos em combate. O Campo das Cruzes ficou aberto ao público por dez dias a partir de 2 de novembro. “Os rotarianos cuidaram da iluminação, das cerimônias e dos programas educativos do museu que conectam os moradores, especialmente os estudantes, com as histórias por trás de cada nome”, explica Robin Smith, presidente do clube. O projeto tem um cunho pessoal: “Temos vários associados que serviram nas forças armadas, e esta é uma forma de homenageá-los, além das centenas de outras pessoas de Kelowna que fizeram o sacrifício supremo em defesa do nosso país.”
100.000
Número de casas danificadas pelas enchentes de outubro no México
75
Número
de
países onde estão sepultados os canadenses mortos na Primeira e na Segunda Guerra Mundiais.
LETÔNIA
O sopão mensal da Igreja Anglicana de São Salvador tem sido um dos pilares da capital da Letônia desde 2001. Nos últimos anos, o Rotaract Club de Riga International e, mais recentemente, seu Rotary Club patrocinador têm apoiado a iniciativa, que atende até 60 pessoas. “Um turno é responsável por preparar as grandes panelas de sopa, mingau e chá quente, enquanto outro recebe e serve as pessoas assim que elas chegam”, diz Kim Leandersson, ex-presidente do Rotary Club de Riga International. “Os ingredientes são comprados pelos próprios associados, e o nosso clube cobre custos baixos e obtém produtos doados por padarias. Como o serviço é prático e regular, o impacto aparece na hora. Cozinhar, servir e compartilhar uma refeição pode parecer pouco, mas para muitos dos nossos convidados isso significa acolhimento, dignidade e que estão sendo vistos.”
ÍNDIA
A cidade de Thane, a nordeste de Mumbai, é reconhecida pela cena artística e cultural, com seus grupos teatrais, exposições de arte, festivais de cinema e locais de comédia. Segundo Atul Bhide, do Rotary Club de Thane Hills, faltava um lugar para os aficionados pela palavra escrita. Para corrigir isso, o clube (que também patrocina uma iniciativa de leitura de livros para jovens) lançou o Thane Literature Festival. Durante dois dias em novembro, os bibliófilos prestigiaram 22 escritores e poetas que leram suas obras e participaram de painéis de discussão. O evento homenageou a jornalista e professora de escrita criativa Bachi Karkaria com o prêmio de realização vitalícia do Thane Literature Festival, e os juízes avaliaram os materiais apresentados em um concurso de contos. “Incentivar a próxima geração a cultivar hábitos de leitura e gosto pela literatura é um grande objetivo do nosso festival”, diz Bhide.
1 em 12
Proporção de pessoas no mundo enfrentando fome crônica
Valor do mercado de livros impressos da Índia em 2020 US$ 9 bilhões
(Matéria de Brad Webber para a edição deste mês da revista Rotary Magazine)
Inscreva-se em convention.rotary.org.
VERBA PARA ERRADICAÇÃO NO ORÇAMENTO AMERICANO
Os Estados Unidos destinaram US$ 265 milhões para os esforços globais de erradicação da pólio no orçamento do país para 2026, informa a edição de janeiro e fevereiro do boletim Elimine a Pólio Agora das regiões 29 e 31. Esse financiamento, detalha o boletim, inclui US$ 180 milhões para os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e US$ 85 milhões para o Departamento de Estado dos Estados Unidos, valores que representam a manutenção do nível de financiamento praticado desde o ano fiscal de 2023. De modo a defender a continuidade do investimento no orçamento do ano fiscal de 2027, a Força-Tarefa de Defesa da Erradicação da Poliomielite do Rotary nos Estados Unidos retornará a Washington em março.
PANORAMA DA PÓLIO NO PAQUISTÃO
Aedição de janeiro e fevereiro do boletim Elimine a Pólio Agora das regiões 29 e 31 informa também que, durante o Dia Nacional de Imunização contra a Poliomielite ocorrido no Paquistão em fevereiro, o número de áreas inacessíveis diminuiu de 18 para quatro em uma região particularmente desafiadora, permitindo que mais crianças fossem vacinadas contra a doença.
A edição seguinte do boletim, no entanto, trouxe a notícia do primeiro caso de pólio registrado no Paquistão
em 2026. Um menino de quatro anos foi diagnosticado com a doença em março na cidade de Badin, na província de Sindh. Segundo o boletim, amostras positivas de águas residuais começaram a aparecer principalmente no sudoeste e, desde fevereiro, também foram observadas mais ao norte, na fronteira com o Afeganistão. Até o momento, o vírus parece menos concentrado na cidade de Karachi, mas outras partes de Sindh e da província de Khyber Pakhtunkhwa estão registrando um aumento nos casos.
NOTÍCIAS DAS ACADEMIAS ROTÁRIAS DE
LETRAS
l No dia 23 de fevereiro último, a Abrol Nacional completou 15 anos de existência marcando presença em 27 países, 30 estados do Brasil, 22 distritos rotários brasileiros, 60 cidades das Américas, Europa, África e Ásia e com a participação de 70 professores voluntários e milhares de alunos que aprendem, gratuitamente, dez idiomas.
l Continuam abertas as inscrições para o Primeiro Encontro Internacional das Academias Rotárias, a ser realizado na cidade de Medellín, na Colômbia. Durante o evento será instalada a Academia Rotária de Medellín. Depois do encontro, os participantes farão um tour opcional pelas cidades de Bogotá, Cartagena e Panamá. RB
Recrute líderes das áreas de paz e desenvolvimento para a Bolsa Rotary pela Paz
Os candidatos selecionados recebem financiamento integral para mestrado ou pós-graduação em disciplinas relacionadas à paz e ao desenvolvimento. Nossos ex-bolsistas lideram ações pró-paz no mundo inteiro. E os associados do Rotary desempenham um papel fundamental no recrutamento de candidatos!
CLUBE GAÚCHO PROMOVE INICIATIVA DE EDUCAÇÃO SOCIAL
APOIO AO ESPORTE PARALÍMPICO
l Em ação de incentivo ao esporte paralímpico brasileiro, o Rotary Club de Congonhas, em Minas Gerais, doou três handbikes aos atletas do município. A iniciativa faz parte do programa Congonhas Mais Saudável. As handbikes passam a integrar a estrutura de apoio oferecida aos esportistas pela prefeitura, contribuindo para melhores condições de treinamento e participação em competições. A handbike é uma bicicleta desenvolvida especialmente para pessoas com deficiência.
N
o Rio Grande do Sul, o Rotary Club de Porto Alegre-Lindóia realiza o projeto Educação Social que Transforma, uma iniciativa que oferece gratuitamente conteúdos educativos digitais a alunos do ensino fundamental de escolas públicas e particulares do município. O projeto promove aprendizagem cidadã, inclusão social e respeito à diversidade por meio de vídeos educativos acessíveis em uma plataforma online. O clube organiza a apresentação institucional às escolas, dialoga com equipes diretivas e pedagógicas e acompanha a implementação do conteúdo com o recurso educacional complementar. https://ead.lmsplural.com/rclindoia/
PROJETO DISTRIBUI QUASE 3.000 MUDAS DE PLANTAS A POPULAÇÃO
l O Rotary Club de Barra Mansa-Alvorada participou do projeto Muda o Mundo, iniciativa promovida pela TV Rio Sul que distribuiu 2.884 mudas de plantas à população de Barra Mansa, no interior do Rio de Janeiro. O clube foi responsável pela doação de aproximadamente 400 mudas, além da distribuição de sementes e materiais educativos de conscientização ambiental, como palavras cruzadas e caçapalavras. Os rotarianos também recolheram pilhas, baterias e lacres de latinhas durante o evento. RB
AMPLIANDO AS CHANCES DE CURA
Projeto busca agilizar análises para tratamento oncológico de crianças e adolescentes
Aprobabilidade de sobreviver a um diagnóstico de câncer infantil, informa a Organização Mundial da Saúde, depende do país em que o tratamento é realizado. Em países de alta renda, as taxas de cura chegam a mais de 80% dos casos, pois a chave encontra-se em um melhor acesso da criança a medicamentos e tecnologias essenciais. Por isso temos que celebrar a realização do projeto Biobanco –Uma Esperança para a Cura do Câncer Infantil, que contemplou o setor de oncologia pediátrica do Hospital Santa Marcelina e a Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca), parceira do hospital, ambos na Zona Leste da cidade de São Paulo, com 28 equipamentos orçados em US$ 56 mil.
À frente desse trabalho esteve o Rotary Club de São Paulo-Vila Alpina, SP (distrito 4563), que obteve um Subsídio Global da Fundação Rotária e teve como parceiros os seguintes distritos: 4490, 4563 e 4760, do Brasil; 1970, de Portugal; 3191, da Índia; 3481, de Taiwan; e 4690, da Bolívia.
A cerimônia de entrega dos itens ocorreu em 13 de novembro, na Faculdade Santa Marcelina, na capital paulista, e reuniu 80 pessoas, entre as quais representantes de entidades da sociedade civil e de 16 clubes
com Câncer do Rotary. Também compareceram nove governadores do distrito 4563, o presidente 2022-25 da Associação Brasileira da The Rotary Foundation (ABTRF), Adriano Valente, e o oncologista pediátrico Sidnei Epelman, fundador e presidente da Tucca – o clube paulista desenvolve ações e projetos em parceria com essa associação há dez anos.
Ana Maria de Lima Forli, governadora 2023-24 do distrito 4563, destaca
que o projeto extrapola as fronteiras do Brasil. “Trata-se de um projeto que estará presente na América do Sul, uma vez que a Tucca analisa amostras de tumores e recebe pacientes de outros países”, informa. O Rotary Club de São Paulo-Vila Alpina enfatiza ainda que a agilidade na análise dos tumores infantis é imprescindível para o sucesso do tratamento e que o projeto permitirá reduzir o tempo de obtenção de resultados.
Dois momentos da cerimônia de entrega do Projeto Biobanco, que contemplou o Hospital Santa Marcelina e a Associação para Crianças e Adolescentes
CONFEITANDO O FUTURO EM CACHOEIRA DO SUL
Aárea de enfoque Desenvolvimento Econômico e Comunitário também é responsável por várias iniciativas brasileiras de alto impacto. Em Cachoeira do Sul, cidade de cerca de 82 mil habitantes no Rio Grande do Sul, o projeto Confeitando o Futuro, de autoria do Rotary Club de Cachoeira do Sul-Arrozais, no distrito 4780, ofereceu cursos de panificação e confeitaria. As aulas ocorreram na sede da Comunidade Nossa Senhora das Dores, no bairro Mauá, e buscaram possibilitar inserção no mercado de trabalho, geração de renda e condições para o empreendedorismo.
Para implantar o Confeitando o Futuro, o clube obteve um Subsídio Global da Fundação Rotária de R$ 74 mil e o emparceiramento com o distrito 4780 e, no exterior, com o Rotary Club de San Nicolás de los Garza, no México, e os Rotary Clubs de Westlake Village Sunrise e West Reading-Wyomissing, nos Estados Unidos. No total, o projeto obteve um investimento de R$ 174 mil, que permitiu a aquisição de utensílios e a implantação de uma cozinha industrial na sede da comunidade.
Empresas locais também são parceiras do projeto, como é o caso da Divinut, que custeia os insumos para a preparação dos alimentos.
A capacitação completa é formada por quatro módulos: Boas práticas no manuseio de alimentos; Administração financeira, controle de custos e empreendedorismo; Panificação; e Confeitaria. As aulas iniciaram-se em 30 de setembro de 2024 e até maio do ano seguinte cinco turmas haviam concluído o curso, que tem 80 horas de carga horária e é ministrado pelo Senac. Nos eventos de encerramento,
Alunas recebem aulas de panificação e confeitaria, ministradas por professores do Senac. A ideia é que elas possam obter renda e empreender com os doces e pães produzidos
cada participante recebeu certificado e kit com utensílios de confeitaria. Além disso, um forno elétrico foi sorteado. “O clube concluiu com alegria a capacitação de 48 pessoas aptas ao mercado de trabalho, visando a melhoria da qualidade de vida na comunidade em que vivem”, declarou em setembro Erica Chaves,
responsável pela Imagem Pública do Rotary Club de Cachoeira do Sul-Arrozais, por ocasião de mais uma formatura. “A cozinha industrial está à disposição da comunidade cachoeirense, clubes do Rotary e entidades que queiram ministrar cursos ou outras atividades que gerem sustentabilidade”, acrescentou. RB
Você também pode mudar a vida da sua comunidade com um projeto de Subsídio Global! Saiba como em rotary.org/grants
QUER
Os integrantes da Família do Rotary são pessoas em ação e mostrar suas realizações já finalizadas em prol da comunidade é o nosso objetivo. Com isso, estamos alinhados à Comunicação Global e às ênfases do Rotary International e da Fundação Rotária. Para colaborar conosco, basta conferir as dicas abaixo.
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l Nome completo do seu Rotary Club – ou clube de Rotaract, Interact ou Casa da Amizade –, além do distrito ao qual ele pertence.
l Breve relato da iniciativa já concluída, sem esquecer data e local de sua realização e a relevância do projeto para a comunidade.
l Nomes dos parceiros do projeto, caso eles existam.
l Inclua um número de telefone (com DDD) para qualquer dúvida.
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Também não aproveitamos montagens, imagens geradas por inteligência artificial, nem prints de redes sociais.
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ROTARY EM AÇÃO SUPLEMENTO
Textos: Maria Lúcia
Ribeiro
Abril 2026 Consolidação da
Entre as ações desenvolvidas em prol da comunidade pelo Rotary Club de Itaúna, MG, está a distribuição de centenas de livros durante evento realizado na cidade voltado à conscientização sobre os maus-tratos e abandono de animais. Essa e outras iniciativas poderão ser vistas nas páginas seguintes.
CLUBES E DISTRITOS Considerados o coração do Rotary, os clubes são formados por pessoas dedicadas aos serviços comunitários e interligadas pelo companheirismo. Os Rotary Clubs estão agrupados geograficamente por distritos.
Distrito 4420
Parte de São Paulo
Governador: Luiz Pirola
DOAÇÃO DE MONITOR FETAL
l Por meio de um Subsídio Distrital da Fundação Rotária, o Rotary Club de Praia Grande-Forte
Itaipu, SP, doou em 6 de fevereiro um monitor fetal cardiotocógrafo ao Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança, localizado no bairro Aviação. A cerimônia de entrega foi prestigiada pelo prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, e pelo governador distrital Luiz Pirola.
Distrito 4470
Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo e do Paraguai
Governador: Carlos Henrique Rodrigues Pedroso
EDUCAÇÃO, CULTURA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL
l Mantida e apoiada pelo Rotary Club de Araçatuba-Cruzeiro do Sul, SP, a Biblioteca Comunitária Maria Hermínia T. Salibe desenvolveu ao longo do ano de 2025 mais de 30 ações educativas e culturais que alcançaram crianças, jovens e famílias da comunidade. Entre as atividades realizadas estão aulas de inglês, redação, desenho e dança; oficina de produção textual e literatura feminina; sessões de cinema em parceria com o Museu da Imagem e do Som; produção e exibição de um curta-metragem criado pelos alunos da Escola Municipal de Educação Básica Professora Maria Mercedes Cassiolatto de Souza; e uma festa de Dia das Crianças que teve a colaboração do Rotaract local. A biblioteca também recebeu o programa Dentista do Bem e o encontro Rotary & Famílias dos Alunos – Quem cuida de quem cuida?.
Veja em detalhes no site e compartilhe nas redes sociais www.revistarotarybrasil.com.br/4420
Rotary Club de São Paulo-Santo
Amaro, SP – Realizou mais uma ação do projeto Dente Saudável com palestra informativa e distribuição de 365 kits de higiene bucal ao Ministério União Pentecostal e ao Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.
Rotary E-Club Distrito 4420 – Com as cadeiras de rodas recebidas do governador distrital Luiz Pirola e de empresas de São Paulo, o clube iniciou no ano passado o projeto Locomoção Solidária, que já beneficiou o Pronto-Socorro Central da cidade de São Vicente.
Veysel
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Distrito 4490
Distrito 4480
Parte de São Paulo
Governador: Lelo Maset
HOMENAGENS PROFISSIONAIS
l Pela passagem do Dia do Farmacêutico e do Dia do Carteiro, celebrados, respectivamente, em 20 e 25 de janeiro, os associados ao Rotary Club de Colina, SP, homenagearam profissionais que se destacaram na cidade.
Maranhão, Piauí e Ceará
Governador: Carlos Murilo Santa Cruz Ferreira
EVENTOS SOLIDÁRIOS
l Os associados ao Rotary Club de Oeiras, PI, realizaram em 29 de novembro a Feijoada Solidária ( foto ), cuja renda será integralmente destinada aos projetos humanitários da Fundação Rotária. Já em 21 de dezembro, o clube promoveu o Natal Solidário para as crianças do grupo Giro de Bike. A programação incluiu animação, música e distribuição de presentes e lanches.
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Rotary Club de General Salgado, SP – Graças à campanha de venda de pizzas solidárias, o seu clube mirim entregou colchões pneumáticos para a Santa Casa de General Salgado.
Rotary Club de Santa Fé do Sul, SP – Entre os meses de dezembro e fevereiro, o seu clube mirim promoveu uma ação de conscientização sobre saúde mental no Lar Madre Paulina e doou capacetes de concentração de oxigênio à maternidade da Santa Casa da cidade e leite e alimentos ao Lar do Idoso Orvalho de Luz.
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Rotary Club de São Luís-João Paulo, MA – Participou da 3ª Corrida Contra a Pólio promovida pelo Rotary Club de Caxias-Leste em 1º de fevereiro. A iniciativa reuniu rotarianos de diferentes estados e teve como objetivo arrecadar recursos para a vacinação e a aquisição de equipamentos de mobilidade, como cadeiras de rodas, muletas e andadores.
Distrito
4500
Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco Governador: André Luiz Castelo Branco
EVENTOS EM PROL
DA POPULAÇÃO E DO MEIO AMBIENTE
l O Rotary Club do Recife-Largo da Paz, PE, participou do evento promovido pela Maçonaria no Centro Comunitário de Assistência Social da Legião da Boa Vontade, localizado no bairro dos Coelhos (foto). Com parceria da prefeitura, Rotaract local e voluntários, o clube ofereceu diversos serviços como multivacinação; informações sobre compostagem residencial e desperdício de água; aulas de xadrez; e conscientização sobre a violência contra a mulher. Em outras iniciativas, o clube promove mensalmente o programa Idoso Feliz no Lar Batista para Anciãos com prática de alongamento, yoga e exercícios físicos; e realizou o Celebramangue em parceria com a prefeitura, Rotaract e o projeto SOS Mangue, que teve como objetivo conscientizar sobre a necessidade de proteção do ecossistema do mangue na capital pernambucana. Palestras, limpeza e plantio de árvores fizeram parte da ação.
EXAMES PREVENTIVOS PARA A POPULAÇÃO
l De 17 a 28 de novembro, o Rotary Club de Presidente Venceslau, SP, recebeu a Carreta do Amor do Hospital do Câncer de Barretos, que disponibilizou exames como mamografia, papanicolau e PSA à população da cidade. A iniciativa de prevenção com foco nas campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul envolveu todos os associados ao clube.
Distrito 4510
Parte de São Paulo Governador: Marco Antonio de Araújo
Veja em detalhes no site e compartilhe nas redes sociais
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Rotary Club de Monteiro, PB – Entre as diversas ações promovidas pelo clube no mês de dezembro, estão a entrega de prótese de mão, par de órteses e cadeiras de rodas a moradores do município e a celebração de Dia das Crianças na Casa de Acolhimento São Sebastião com direito a bolo, decoração especial, comidas deliciosas, brinquedos e brincadeiras.
Rotary Club de Pombal, PB – Com intuito de colaborar com a erradicação da pólio, realizou um show de prêmios que resultou na doação de US$ 270 ao Fundo Polio Plus da Fundação Rotária.
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Os Rotary Clubs de Vera Cruz e Satélite de Vera Cruz-Integração, SP, realizaram em fevereiro a primeira atividade de 2026 do programa Carrinho Solidário, que arrecadou alimentos para as crianças assistidas pelo Educandário Bento de Abreu Sampaio Vidal. Em outra ocasião, os clubes homenagearam o produtor cafeeiro Antônio do Amaral Pérez.
Distrito 4521
Parte de Minas Gerais
Governador: José Roberto Toledo
AÇÕES EM PROL DA COMUNIDADE
l De 26 a 31 de janeiro, o Rotary Club de Barbacena, MG, realizou um curso de produção artesanal de queijos para mulheres da comunidade Faria, importante polo da bacia leiteira regional. O projeto denominado Mulheres na Ordenha foi ministrado pelo Sindicato Rural de Barbacena. No encerramento das aulas, houve um almoço de confraternização e a exposição dos produtos produzidos. Em outra ação, o clube promoveu em dezembro o Natal Solidário na comunidade quilombola denominada Ponto Chique do Martelo. O evento teve a presença do Papai Noel e distribuição de presentes, bolo de chocolate e laranjada aos alunos da Escola Municipal Visconde de Carandaí.
Distrito 4530
Distrito Federal, Tocantins e parte de Goiás
Governadora: Dina Machado
DOAÇÃO DE ALIMENTOS E CADEIRA DE RODAS
l Por meio da Campanha de Alimentos, promovida em parceria com Mané Mercado, R2 Produções e Fome de Música, o Rotary Club de Brasília-Lago Sul, DF, entregou, entre os meses de dezembro e fevereiro, mais de 4,5 toneladas de alimentos e 766 cestas básicas para a Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias, Associação Mães Guerreiras, Fraternidade Assistencial Lucas Evangelista, Associação Viver, Creche São Francisco, Instituto Semeador, pacientes em tratamento contra o câncer no Hospital de Base de Brasília, comunidade de Arapoanga e Rede Feminina de Combate ao Câncer, que também ganhou um festa de Natal com a presença do Papai Noel e distribuição de presentes, doces, panetones, ovos, leite e protetor solar (foto). Algumas das entregas foram apoiadas pelo 14° Batalhão da Polícia Militar de Planaltina, Rotaract Club de Taguatinga-Nova Geração e Casa da Amizade local, que colaboraram com roupas, calçados, brinquedos, utensílios domésticos e roupas de cama, mesa e banho. Em outra iniciativa, o clube enviou pelos Correios uma cadeira de rodas para um morador da cidade de Itaiçaba, no Ceará.
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Rotary Club de Espera Feliz, MG – Associados ao clube participaram do Festival Gastronômico Sabores de Espera Feliz. Além de valorizar a cultura local, cada prato servido teve os recursos destinados para seus projetos sociais.
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Foi realizada em 6 de dezembro, na Universidade Católica de Brasília (UCB), a formatura de 80 alunos das turmas de alfabetização do Projeto de Alfabetização Cidadã da UCB, que é apoiado por diversos Rotary Clubs e Casas da Amizade do distrito. A cerimônia de entrega dos certificados foi prestigiada pela governadora distrital Dina Machado.
Rotary Club de Brasília-Leste, DF – Em parceria com a Casa da Amizade local, organizou ações natalinas para crianças, adultos e idosos das instituições Larzinho Chico Xavier, Instituto Vida Positiva Vick Tavares e Lar Francisco de Assis.
Rotary Club do Gama, DF – Com o apoio de parceiros e voluntários, promoveu a 2ª Ação Rotária de Saúde, que ofereceu serviços gratuitos à população da cidade; realizou uma oficina de introdução prática à programação, eletrônica e robótica para jovens da zona rural; e plantou mudas de árvores nativas em uma iniciativa ambiental e educativa.
Distrito 4540
Parte de São Paulo e de Minas Gerais
Governador: Rafael Ferreira
MELHORES ALUNOS
l Em 12 de dezembro, o Rotary Club de Tambaú, SP, realizou em sua sede a premiação do Melhor Aluno da Escola Pública, projeto desenvolvido em parceria com 22 Rotary Clubs dos distritos 4540 e 4590 e com as faculdades Unifae e Unifob, localizadas na cidade de São João da Boa Vista. A iniciativa sorteou para os alunos das escolas estaduais de ensino médio bolsas integrais de ensino superior. Na ocasião, representantes das instituições parceiras foram homenageadas (foto) e o prefeito de Tambaú, Leonardo Teixeira Spiga Real, ofereceu aos participantes estágio na prefeitura. No mesmo dia, o clube também premiou os estudantes do ano letivo de colégios públicos e particulares da cidade por meio do projeto Aluno Top.
Distrito 4560 Parte de Minas Gerais
Governador: Sebastião Wagner Valim
MUITAS ATIVIDADES EM ITAÚNA
l O Rotary Club de Itaúna, MG, participou de duas comemorações de Dia das Crianças promovidas pela prefeitura nos bairros Itatiaiuçu (foto) e Murilo Gonçalves. Os associados levaram brinquedos, livros e picolés, promoveram brincadeiras tradicionais de rua e divulgaram os projetos do clube e a campanha Elimine a Pólio Agora, destacando a importância das vacinas para a saúde pública. Em outras iniciativas, o clube realizou mais uma edição da Campanha Sorriso Largo, que arrecadou brinquedos para as crianças da zona rural do Brejo Alegre e de creches, casas de acolhimento e instituições da cidade; recebeu dois intercambistas da França e da Suíça, e enviou dois participantes do Intercâmbio de Jovens do Rotary para os Estados Unidos e Suíça; e participou da Cãominhada organizada pela Polícia Militar de Minas Gerais em parceria com a prefeitura, evento beneficente voltado à conscientização do combate aos maus-tratos e abandono de animais, vacinação antirrábica, incentivo à adoção responsável e atividades educativas. Na ocasião, o clube também distribuiu centenas de livros e divulgou suas ações sociais.
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Rotary Club de Ribeirão Preto-Jardim Paulista, SP – Distribuiu 10 mil panfletos informativos e alugou um trenzinho que percorreu bairros de Ribeirão Preto divulgando a campanha de vacinação contra a poliomielite.
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Rotary Club de Alfenas, MG – Realizou, ao longo do mês de dezembro, o projeto Natal Solidário, que levou alegria, brinquedos e doces para crianças de diversos bairros do município.
Distrito 4571
Parte do Rio de Janeiro e de São Paulo Governador: Claudinei Magalhães
CONSCIENTIZAÇÃO DA SAÚDE MASCULINA
l Com o apoio de voluntários, equipes de saúde, parceiros e patrocinadores, o Rotary Club de Campos do Jordão, SP, promoveu a Prostate Run 2025, reunindo 350 corredores e caminhantes que abraçaram a causa da campanha Novembro Azul, de conscientização sobre o câncer de próstata e incentivo à prevenção, cuidado e diagnóstico precoce. Realizado em 30 de novembro, o evento arrecadou quase 500 quilos de alimentos que serão destinados a instituições beneficentes do município.
Distrito 4590
Parte de São Paulo Governador: Antonio Soares
DOAÇÕES PARA LAR DE IDOSOS
l Com o aporte de um Subsídio Distrital da Fundação Rotária, o Rotary Club de São Sebastião da Grama, SP, entregou ao Lar dos Idosos Dr. Antônio Anadão uma cama hospitalar, um colchão pneumático e um guincho hidráulico, aparelho que possui a função de transferir idosos com limitações de locomoção de forma prática e segura, tanto para os pacientes, quanto para os profissionais, evitando possíveis quedas e lesões.
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Rotary Club de Aparecida , SP – Promoveu um evento com alunos, professores e equipes de gestão de duas escolas estaduais da cidade para celebrar a cultura e a valorização das raízes afrodescendentes e seus papéis na formação cidadã.
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Rotary Club de Cordeirópolis, SP – Por meio de um Subsídio Distrital da Fundação Rotária e com o apoio de seis Empresas Cidadãs, doou dois aparelhos de ultrassom e jato de bicarbonato e duas bandejas giratórias para as salas de odontologia dos dois postos de saúde do município. Em outras ações, o clube plantou árvores em comemoração do seu aniversário de 50 anos e dos 121 anos do Rotary International.
Distrito 4621
MATERIAIS PARA EQUOTERAPIA
l Os associados ao Rotary Club de Avaré-Jurumirim , SP, entregaram três selas, três mantas e quatro capacetes à Associação Paulista de Equoterapia, que atende regularmente mais de 30 crianças e jovens neurodivergentes. A doação foi possível graças a um projeto de Subsídio Distrital da Fundação Rotária. Em outra ocasião, o clube e o Interact local comemoraram os 121 anos do Rotary International com um pedágio no centro da cidade no qual divulgaram os projetos por meio de banners, panfletos e da distribuição de edições da Revista Rotary Brasil.
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Distrito 4652
PAINÉIS
SENSORIAIS PARA CRIANÇAS
l As associadas ao Rotary Club de Timbó-Raízes, SC, confeccionaram e entregaram, com a consulta prévia da Secretaria Municipal de Educação, painéis sensoriais a alunos da rede municipal infantil, jovens participantes de grupos de escoteiros e crianças do Programa Espaço Alternativo, instituição filantrópica que atende crianças no contraturno escolar. Os painéis são ferramentas que auxiliam no desenvolvimento sensorial e motor de crianças com diversas necessidades, promovendo a inclusão e a aprendizagem de forma divertida e terapêutica. O clube segue produzindo peças para alcançar ainda mais crianças ao longo do ano rotário.
Rotary Club de Cerqueira César, SP – Por meio de um projeto de Subsídio Distrital da Fundação Rotária, entregou uma mesa de churros com masseira fuso e três doceiras à Associação Cerqueirense da Vital Idade.
Rotary Club de Itaí, SP – Entre as iniciativas promovidas pelo clube em prol da comunidade, estão a arrecadação de chinelos para pacientes de hospitais da cidade e um projeto de incentivo à leitura que incluiu doação de livros e contação de história.
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Rotary Club de Criciúma, SC – Em parceria com a prefeitura, Secretarias Municipais de Educação e Saúde e Ótica Alcindino, desenvolveu o Projeto Ver Melhor, que beneficiou 100 crianças de escolas da rede municipal por meio de triagens visuais, encaminhamentos especializados e fornecimento de óculos.
Parte de São Paulo
Governadora: Márcia Brito
Parte de Santa Catarina Governador: Luiz Búrigo Simões Mattos
Distrito 4660
Parte do Rio Grande do Sul
Governador: João Estula
Distrito 4670
Parte do Rio Grande do Sul
Governador: Silvio José Fonseca Ourique
CORRIDA PELA
ERRADICAÇÃO
DA PÓLIO
NATAL MAIS FELIZ PARA A CRIANÇADA
l Com a união dos clubes mirins do distrito, o governador distrital João Estula, rotarianos, amigos, familiares e a comunidade, foram arrecadados brinquedos para cerca de 400 crianças de até dez anos, cujas famílias foram afetadas pela enchente que atingiu a cidade de Mata, no Rio Grande do Sul, no mês de junho. A entrega ocorreu em 19 de dezembro, a tempo de proporcionar um Natal mais feliz para a criançada do município.
l Em 22 de novembro, o Rotary Club de Estância Velha, RS, realizou a primeira edição do Rotary Night Run – Pela Erradicação da Pólio, reunindo a comunidade em uma noite dedicada ao esporte, à saúde e à conscientização. O evento incluiu corrida de rua, caminhada e corrida infantil. A programação teve ainda um aulão de dança, alongamento e atividades lúdicas. Participaram do evento o grupo Dança e Balança, projeto Vida Saudável, Rotary Club de Canoas, Zé Gotinha, o secretário municipal da Saúde Yuri Campos e o governador do distrito, Silvio José Fonseca Ourique, que animou o público caracterizado como Capitão América. No encerramento, o clube agradeceu aos apoiadores, patrocinadores e aos associados, que receberam medalhas em reconhecimento pelo trabalho realizado.
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Rotary Club de Santa Maria-Vento Norte, RS – Em conjunto com seu clube mirim, promoveu algumas ações em prol da comunidade, entre elas a doação de cadeiras de rodas e a vacinação contra a pólio e outras doenças.
Rotary Club de Agudo, RS – Participou de uma ação com o grupo Amor em Movimento, levando brinquedos e doces para as crianças de seis comunidades da cidade. O clube também promoveu um evento de Natal para as famílias do interior do município com a presença do Papai Noel.
Distrito 4680
Parte do Rio Grande do Sul Governadora: Maria Beatriz Moraes
DOAÇÃO
DE KITS
DE MATERIAL ESCOLAR
l Em 20 de fevereiro, os associados ao Rotary Club de Rio Grande-Litoral, RS, entregaram 100 kits com canetinhas, lápis de cor, giz de cera e cadernos grandes e pequenos à Promotoria e ao Juizado de Rio Grande. O material escolar será encaminhado para as famílias que são assistidas pela rede de apoio e proteção contra a violência doméstica.
Distrito 4700
ROTAPIZZA SOLIDÁRIO
l Em 28 de novembro, os associados ao Rotary Club de Caxias do SulPérola das Colônias, RS, realizaram a segunda edição do Rotapizza Solidário, que teve a renda da venda de 533 pizzas destinada à Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais e outras instituições beneficentes da cidade. Em outra ocasião, o clube promoveu a palestra intitulada A Semente do Serviço: O Impacto do Intercâmbio, em parceria com a chair distrital do Programa de Intercâmbio Renata Reis e com a participação, por meio da plataforma Zoom, da intercambista americana Heidi Ananthakrishman, que compartilhou suas experiências e trajetória.
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Rotary Club de Porto Alegre-Bom Fim, RS – Doou roupas e acessórios para bebês e crianças, brinquedos, banheira e cadeira de alimentação ao Instituto Espírita Dias da Cruz.
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Rotary Club de Bento Gonçalves-São Francisco , RS – Com recursos próprios e o aporte de um Subsídio Distrital da Fundação Rotária, entregou um servidor à Liga de Combate ao Câncer de Bento Gonçalves.
Parte do Rio Grande do Sul Governador: Valmor Kaufmann
CONCURSO DE DESENHO
l O Rotary Club de Curitiba-Fraterna, PR, realizou o Concurso de Desenho Bandeira do Brasil – Erga essa Bandeira, no Colégio
Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior. Com objetivo de estimular a criatividade e a expressão artística, os alunos desenharam sua visão sobre o Brasil, destacando símbolos nacionais, a diversidade cultural e a cidadania. Foram premiados os três primeiros colocados em três categorias com presentes, kits de canetinhas e livros para colorir.
Distrito 4730
Governador: Marcelo Passos
Distrito 4760 Parte de Minas Gerais
Governador: Oabi Gebrim Junior
ENTREGA PARA HOSPITAL E PLANTIO DE ÁRVORES
l Com o aporte de um Subsídio Distrital da Fundação Rotária e a renda de uma feijoada que teve o apoio de empresas e da comunidade, o Rotary Club de Montes Claros-Oeste, MG, doou três leitores de imunofluorescência modelo Bioclin Poct Fia e testes rápidos de Troponina 1 ao Hospital Aroldo Tourinho em 23 de fevereiro. A entrega do projeto Diagnóstico Rápido, Vidas Preservadas tem como objetivo fortalecer o diagnóstico precoce de infarto agudo do miocárdio. Já em 20 de novembro, o clube realizou o projeto Raízes do Futuro, que plantou 50 mudas de espécies nativas do Cerrado com a colaboração de uma empresa da cidade.
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Rotary Club de Pinhais, PR – Por meio do projeto Mobilidade para Todos, entregou seis cadeiras de rodas a moradores da cidade, à Apae e ao Asilo Bem Cuidar.
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Rotary Club de Patos de Minas, MG – Durante o evento 1ª Corrida do Bombeiro, o clube comercializou comidas e bebidas com renda destinada ao seu Banco de Cadeiras de Rodas.
Irina
OUTRA CHANCE
O AMOR
FVideo
ilme que narra a história do jovem arquiteto Dawson Gage (Jake Allyn), que depois de perder sua melhor amiga descobre que ela tinha uma irmã gêmea e parte em uma saga para encontrá-la. Baseado no popular romance da autora de best-sellers Karen Kingsbury, a produção é um drama romântico dirigido por Tyler Russell com colaboração da própria criadora na elaboração do roteiro.
THE PITT
HBO Max
l Já está no ar a segunda temporada da série médica que é a sensação do momento. A equipe de emergência de um hospital em Pittsburgh trabalha para salvar vidas em um departamento superlotado e carente de recursos. A produção retrata em tempo real o trabalho dos médicos enquanto lidam com crises pessoais, política no trabalho e o custo emocional do tratamento de pacientes em estado crítico. A série é sempre comparada ao clássico Plantão Médico, que durou de 1994 a 2009.
CIDADE SUBTERRÂNEA
Globoplay
l Os trilhos da maior metrópole do país são o cenário desta série documental. A produção mergulha no ecossistema das linhas do metrô de São Paulo para mostrar histórias surpreendentes de passageiros que atravessam as catracas diariamente, registrando vivências e curiosidades que compõem o enredo do serviço de transporte diário de passageiros. A série também é exibida no Fantástico, na TV Globo. RB
SUCESSO DE BILHETERIA DE 1996
No dia 2 de julho de 1996, um imenso objeto com um quarto da massa da Lua era identificado na órbita da Terra. Logo em seguida, todas as emissoras de TV passaram a ter falhas de transmissão. Começava assim a invasão do nosso planeta por alienígenas. Essa é a trama de Independence Day, dirigido pelo alemão Roland Emmerich e estrelado por Bill Pullman, Jeff Goldblum, Will Smith, Margaret Colin e Vivica A. Fox. Tendo arrecadado mais de US$ 817,4 milhões em todo o mundo, foi a maior bilheteria de 1996 e a segundo maior de todos os tempos na época – atrás de Jurassic Park, de 1993.
Lançado na mesma data em que começava a trama (quase às vésperas do Dia da Independência dos Estados Unidos), de certa forma, o filme era uma alegoria da década de 1990 –subitamente invadida pelo universo de novas tecnologias, da informática e da internet. No jornal O Globo, o crítico Carlos Helí de Almeida enaltecia o blockbuster: “É uma espécie de glossário
com os melhores clichês dos filmes de ficção científica produzidos nos últimos 50 anos”. O diretor Roland Emmerich explicou que sempre quis fazer um filme catástrofe no estilo de O destino do Poseidon e Inferno na Torre – Independence Day, de fato, acabaria influenciando o gênero catástrofe. Em 2016 seria lançada uma sequência: Independence Day: Resurgence
E na edição de ABRIL DE 1996 a nossa revista publicava:
l Jogos Olímpicos de Atlanta – “De 19 de julho a 4 de agosto, a cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, deverá receber cerca de 10 mil atletas de 197 países”, informava o jornalista Luiz Otávio Alvarenga. “Na ocasião, será comemorado o centenário dos Jogos Olímpicos, que renasceram em 1896, na Grécia, por iniciativa do francês Peirre de Fredi, o Barão de Coubertin, 15 séculos depois de sua extinção.
“Quando a pira olímpica for acesa em Atlanta, abrindo oficialmente os Jogos da XXVI Olimpíada, a expectativa, como ocorre a cada edição, é que recordes sejam quebrados, favoritismos sejam confirmados e medalhas inéditas sejam conquistadas. O Brasil, por exemplo, que persegue a medalha de ouro no futebol desde 1952, quando o esporte começou a fazer parte da Olimpíada, tem nova chance agora com a seleção do técnico Zagallo, que venceu recentemente o Torneio Pré-Olímpico ao empatar com a Argentina (2 x 2) em Mar del Plata.”
l Olhando o futuro com otimismo – Com o título de Os sonhos se transformam em ação, a mensagem do então presidente do Rotary International, Herbert G. Brown, tinha boas perspectivas sobre o crescimento do Rotary: “Convoquei todos os rotarianos para fortalecerem nosso quadro associativo, porque, ao fazê-lo, espalharemos o espírito de integridade. Afinal de contas, mais rotarianos significam melhor servir. Tenho a felicidade de dizer
que mais de 50 mil novos associados já trouxeram sua energia e entusiasmo para nosso trabalho de fazer o bem no mundo. E estou confiante de que alcançaremos a meta do Desafio de Calgary [cidade que sediaria a Convenção do Rotary, de 23 a 26 de junho daquele ano].
Ele também abordou a luta contra a pólio: “Durante este último ano, milhões de crianças foram imunizadas na Europa Central, na África e na Ásia. Somente na Índia, 88 milhões de crianças receberam a vacina durante os Dias Nacionais de Vacinação, em dezembro de 1995 e janeiro deste ano. Os rotarianos estavam nas linhas de frente deste trabalho – transportando vacina, ajudando nos postos de vacinação e fazendo propaganda. Graças ao Rotary, todas essas crianças conhecem o amor por meio do Polio Plus”.
l Os clubes nos grandes centros – “No início do ano rotário 1995-96, a Comissão de Assuntos Urbanos e Oportunidades do Rotary International e aproximadamente 75 líderes de clubes de comunidades grandes se reuniram na sede mundial do Rotary International. A pedido do presidente, Herber G. Brown, e do presidente da comissão, Clifford L. Dochterman (presidente 1992-93), um grupo se encontrou para a apresentação e discussão de um relatório da Organização Gallup sobre as possibilidades de aumento e retenção do quadro associativo nas grandes áreas urbanas.” RB
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EXPLICAÇÃO
A mãe dá uma bronca no filho: – Muito bonito! Eu havia deixado dois bolos de chocolate neste armário. Como você me explica que agora só tem um? – Só tem um porque eu não vi o outro!
“ENTRE ASPAS” “A vida necessita de pausas.”
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Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro (1902-1987)