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Lobas 20a edição

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20ª edição

A Realidade

Brasileira Turismo: Especial Mulher   

Assim...Eu digo: Te Amo! Eu, Ela e Nós O que querem as mulheres?

Por que mais mulheres estão se tornando

bissexuais ou homossexuais?

República

Tcheca RAINHA DA MICOLÂNDIA

MATRIX: AMOR E CHIFRE

na era digital


Mulheres de verdade apreciam a gentileza, mas só homens de verdade é que sabem ser g

Mulheres de verdade são guerreiras, mas só homens de verdade reconhecem o seu de frágeis armaduras...

Mulher de verdade, hum... é bem real, sonha, chora, luta, ama, cuida dos filhos e o pior, c vezes não passa de um menino grande... Sim, mulheres de verdade apreciam muito a gentileza... Adoram a gentileza de um “quer uma ajudinha aí?”. “Mais alguma coisa?”.

A gentileza de uma flor colhida a beira do caminho e entregue com um singelo “oi, encont a trouxe para você fazê-la sorrir"... Adoram a gentileza de um sorriso de apoio, de um abraço apertado...

Pois é, e olha que a gentileza não tem nome, não tem forma, cor... E assim como é o am sando...

Gentileza é a atitude bem apreciada por mulheres de verdade, que no meio do barulho d sutileza do ser gentil, do som do carinho, do brilho do bem querer...

Ser tosco qualquer um pode ser, mas ninguém pode fingir gentileza ao lidar com aqueles d

Sim, é a gentileza que abre as portas que chave alguma, grito algum ou ordem, lei ou decr

E só os homens de verdade é que sabem ser gentis verdadeiramente, sem quererem ser, mens de verdade que são capazes de tocar gentilmente, sutilmente o corpo, e bem além de verdades...

E olha que gentileza não é para qualquer um, afinal um, tanto faz...

E só um homem de verdade que possui o dom da ge tocar no corpo e na alma de uma mulher de verdade.

Tocar de tal forma que a gentileza impregnará seu c ponto que não se satisfará com nada menos que a g quem for se relacionar...

E sabe por quê? Por que mulheres de verdade se r gentileza, tapas de chocolates e mordidinhas de am preciam tanto, mas tanto a gentileza que são as mais tando de ninguém nada que não seja gentil, meigo, c Aceita uma balinha e um sorriso? Rsrsrs malagoli- eterno aprendiz.


gentis...

evido valor angelical, além de suas

cuida do companheiro que algumas

trei essa flor e ela estava triste, daí

mor, a gentileza é fluição, vida pul-

da vida tem olhos e ouvidos para a

dos quais nada se pode esperar...

reto algum é capaz de abrir...

, mas sendo o que são... Só os hodeste, alcançar alma das mulheres

l de contas qualquer um é só mais

entileza genuína e que é capaz de ...

corpo e marcará a sua alma... A tal gentileza genuína com aqueles com

respeitam e só aceitam açoites de mor... sim, mulheres de verdade as gentis consigo mesmas, não aceiarinhoso e verdadeiro...


Março

2016 20ª Edição

Editorial—Homenagem de Misael Malagoli às Mulheres ............................... Somente às vezes........................................................................................... Assim... Eu digo: Te Amo!................................................................................ Eu, Elas e Nós................................................................................................. O que querem as mulheres?........................................................................... Coluna do Lincoln Cezar Prado....................................................................... A realidade brasileira...................................................................................... A crise dos refugiados e a ruína dos projetos europeus.................................. Paixão.............................................................................................................. Rainha da Micolândia...................................................................................... Grabovoi—números que curam....................................................................... República Tcheca.............................................................................................

Ensaio: Silvia Duarte Novaes................................

Planeta Bicharada: Como fazer seu gato feliz................................................ Por que mais mulheres estão se tornando bissexuais ou homossexuais?..... Matrix: amor e chifre na era digital................................................................... Tá tranquilo, tá favorável: nem sempre........................................................... Cinquenta tons de cinza..................................................................................


...................................................................................................................02 ...................................................................................................................06 ....................................................................................................................07 ....................................................................................................................08 ...................................................................................................................11 ...................................................................................................................15 ....................................................................................................................16 ...................................................................................................................18 ....................................................................................................................21 ...................................................................................................................22 ....................................................................................................................24 ...................................................................................................................26

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Stenio Andrade

Às vezes penso na vida, Às vezes na sorte, Às vezes no amor, E às vezes, até na morte... Às vezes rumo a esmo, Às vezes trilho norteado, Às vezes em caminhos de pedra, Às vezes para lugares distantes, Às vezes apenas me sento e espero o que virá a meu lado... Às vezes venho campeão, Às vezes chego perdedor, Às vezes me encontro acompanhado, Às vezes só trago (ou encontro) dissabor... Às vezes amo, Às vezes quero, Às vezes rejeito, Às vezes paro, Às vezes odeio, Às vezes tudo o que me vem, me é muito caro... Às vezes, E apenas às vezes, tenho de tudo, Antes dos reveses...


"A sabedoria consiste de dez partes: nove partes de silêncio e uma parte de palavras..." - Provérbio Árabe Antigo Não preciso dizer “eu te amo”. Eu já faço isso quando acordo, te desejo e te digo bom dia! Digo "eu te amo" com outras palavras quando passo para te buscar no trabalho, sugerindo ir ao seu restaurante favorito ou simplesmente te acompanhando até sua casa. Não digo “eu te amo”, mas digo o que você pode fazer numa situação chata em seu trabalho ou com a sua família, já que você não consegue pensar direito no melhor coisa a fazer. Ao invés de falar “eu te amo”, passo na sua casa todo dia à noite para falarmos exatamente o que já falamos no decorrer do dia, da semana, do mês ou do ano, pois sei que amar é redundância e estar apaixonado é pleonasmo. Substituo um “eu te amo” com beijos antes de abrir os olhos, dormir de conchinha, carinho na cabeça e pernas sobre pernas. Falo “eu te amo” quando sugiro uma viagem, ajuda para fazer compras e opiniões sobre roupas que você deve comprar ou não. Prefiro rir junto com você de uma piada boba e forçada feita após um longo silêncio do que um simples “eu te amo”. Ofereço ficar na cama contigo por mais uma hora, mesmo com fome, só pelo prazer de estar em sua companhia, no lugar de dizer um “eu te amo”. Gosto mais de te ajudar quando você não sabe qual remédio tomar para a garganta do que falar um “eu te amo” solto, sem graça. Em um “eu te amo” o amor cabe uma única vez. Mas o amor cabe inúmeras vezes em atos de afeto continuados. Troco um milhão de “eu te amo” por atitudes, atos e ações, companhia e carinho por mais tosco que eu possa ser, e sabe o por quê? Porquê eu amo você. malagoli, eterno aprendiz.


Eu, elas e nós Acerca da solidariedade de gênero Eliana Ribeiro Não falo para agradar ouvidos vaidosos, tampouco escrevo para envaidecer egos carentes. E ao acordar hoje com o chamado do dever de escrever para esta revista, foi inevitável não pensar num tema que circundasse o universo da mulher. Entrei em trabalho de parto; sim, cada texto é prenhe das ideias que em mim remexem. Diante de um tema tão oceânico, pensei no que oriento meus alunos fazerem diante da imperiosa necessidade de escrever: é preciso delimitar o tema. Senti outra forte contração. Falo de mim, delas ou de nós? Na verdade, passei a dialogar com algumas delas para tentar resolver esse impasse, e aí chega Simone De Beauvoir me lembrando que escrever é desvendar o mundo. Taí: escrever nos permite abrir o mundo para dele dizer o que a nossa sensibilidade captura. Decidi, portanto, por um recorte que

me permite desvendar as relações sociais entre nós mulheres. O tema da redação do último ENEM versou acerca da violência contra a mulher, e na ocasião pensei, e acho que até escrevi , sobre algo que trago agora à tona: a violência contra a mulher pelas próprias mulheres, a violência silenciosa que deixa visível a ausência de solidariedade de gênero. Somos nós mulheres quem sabemos, melhor que os homens, o significado e o sentido de sermos mulheres, com tudo o que nos configura como tal: o corpo, a sensibilidade, as exigências, as expectativas, a cultura introjectada, etc etc. Se não nos solidarizamos umas com as outras, dificilmente, em nível de escala social mais ampla, eles os homens o serão; portanto sinto-me igualmente agredida quando identifico a violência silenciosa, essa fere tanto quan-

to a física. É fato que circula com engenhosidade e insistência uma forma de violência afirmada e propagada pelas mídias em geral e pelas redes sociais, instagran e facebook, em particular, na medida em que determinado padrão de beleza é imposto como a matriz a ser seguida e legitimada. Disto decorre minha preocupação com o andamento do processo dito civilizatório. Para aonde caminhamos? Penso no tão pretendido progresso. Mito ou verdade? Quem tem acesso a todo o desenvolvimento científico e tecnológico que a modernidade vê existir? Desta violência somos todos alvo: mulheres, homens, crianças, fauna e flora – territórios e atores sociais e naturais.


Mas,

insisto na reflexão sobre a violência perpetrada sobre mulheres por mulheres. Ainda me causa perplexidade e indignação acompanhar a produção de relações tão sutilmente nocivas na construção do nosso cotidiano. Das práticas mais singelas às mais cuidadosamente elaboradas. Dias desses ao entrar no banheiro do shopping, dirigi-me apressadamente ao sanitário pois estava a-

pertada para um xixi, quando topei com uma moça que saía. Entrei, usei o sanitário e na hora que busquei o papel higiênico, cadê? Não havia. Melhor dizendo, já havia acabado, até talvez antes mesmo de a moça antes de mim entrar; não importa. Em solidariedade, ela deveria terme avisado que não havia papel. Ao sair, avisei a funcionária da limpeza e pedi que fizesse a gentileza de abastecer. Outro dia, atra-

vessando a faixa de pedestre, deparei-me com um carro que avançava em minha direção, como o carro não conseguiu avançar muito na preferencial porque o tráfego começou a se avolumar, ainda tive tempo de apressar o passo, atravessar a faixa, virar para trás e chamar, pasmem, a moça a uma reflexão sobre sua atitude. As ilustrações são as mais variadas.

A ausência de solidarieda-

e introjectada nos espaços virtuais e assentada nos espaços reais. Observem-se, por exemplo, a postagem das fotos dos eventos “ditos” importantes, em que a sustentação da imagem de prestígio e ascensão social se fazem vitais para manutenção do “lugar ao sol”. Chama-se a atenção para a ideia contida na palavra postagem, não para a palavra fotos. Sim, porque o que vale é o arranjo que se poderá fazer. O foco sai do o que o evento é e volta-se para o que as pessoas retratadas parecem ser. Olhemos!!!! É para esta consciência da construção social da realidade, da qual nós mulheres também fazemos parte ditando comportamentos e

atitudes, que este texto procura chamar a atenção. O reforço para um mundo construído e plasmado pelo modo do parecer em detrimento ao modo do, efetivamente, ser vem se intensificando ferozmente. E, à medida em que alguns e algumas, dentre os/as quais faço parte, rejeitam este “modelo”, vão sendo alijados/as do tal processo “civilizatório”.

de de gênero é seguida da ausência da étnica que é seguida da ausência da humana. A fórmula da degenerescência do processo seria: humana>étnica>gênero. Essa fórmula é responsável, no limite pela produção da violência expressa pelos diferentes tipos de preconceitos: racial, econômico, de gênero, e o mais moderno, o preconceito estético. Na sociedade do espetáculo em que vivemos, corroborada pela publicização da imagem, em escala vertiginosa, este moderno tipo de preconceito mostra-se altamente potente para a deflagração de um tipo de violência que silenciosamente vai sendo produzida


Como

se já não bastasse sermos, nós mulheres, agredidas física e/ou simbolicamente pelos homens, vamos vendo ampliar-se o arsenal de práticas e atitudes que desvelam a mesma violência ser executada por mulheres. Como se não bastasse a ausência cada vez mais crescente de solidariedade humana, nos deparamos recorrentemente com a ausência de solidariedade de gênero. Alguns questionamentos sobrevêm à mente quando a leitura de tudo isto salta. O que exacerba em nós mulheres para que nos comportemos dessa maneira com as outras companheiras, se, relativamente, no espaço em

que nos movemos, também podemos ser alvo de violência simbólica? A quem queremos de fato agredir quando nos comportamos dessa forma esquecendonos de que também podemos ser vistas com menor importância no espaço da vida privada? O que nos distancia das outras mulheres e faz com que não nos sensibilizemos com as “dores” que nos são comuns. A galeria de questionamentos segue para várias direções; contudo, nosso sentido e otimismo crítico acerca da temática apontam para a inevitável e imperiosa necessidade de olharmos para trás a fim de

enxergarmos com mais nitidez o que está a nossa frente: nossas antepassadas, de todas as classes, etnias e padrões estéticos, lutaram muito para que alcançássemos socialmente o espaço que temos; portanto nossa força não pode se limitar à individualidade, mas espraiar-se para o coletivo. Taí: escrevo para desvendar o mundo e, no mundo em que me movo, chamar à consciência e reflexão tantas outras. Um brinde: para que nunca nos esqueçamos das mulheres que, juntas, aprendemos a ser.


O que querem as mulheres? Por Dani Ribeiro Pouco antes do dia 08 de março uma carta foi publicada pela imprensa em todo mundo, escrita por Guadalupe Acosta, uma estudante de comunicação do Paraguai, direcionada às famílias das duas estudantes mortas no Equador, em viagem pela América do Sul. A carta, com conteúdo forte, sensibilizou muitos leitores, sobretudo pelo trecho final: “E só morta eu entendi que não, para o mundo, eu não sou igual a um homem. Que morrer foi minha culpa, que sempre vai ser”. Diante de acontecimentos assim, de natureza tão brutal, covarde, nos revoltamos. Pensamos por que, em pleno século 21, crimes tão bárbaros, medievais, ainda acontecem. Evoluímos tanto, sofisticamos as nossas relações, nos desenvolvemos intelectual e tecnologicamente, e muitas mulheres, em todo o mundo, ainda são assassinadas de forma bárbara. São humilhadas, assediadas, estupradas e finalmente, mortas. Algumas ainda conseguem sobreviver aos atos de violência, mas cometem suicídio por não conseguirem lidar com a culpa e a vergonha. Com o fato de passarem de vítimas a autoras. Por terem provocado, insinuado. Por cometerem a audácia de andarem sozinhas. Um crime. Conquistamos tanto, enquanto humanidade e, no entanto, muitos temas ainda continuam quase que intocáveis, sem discussão e solução. Não vendem, não geram lucro e nem tampouco, prestígio às em-

presas. Quem quer ter seu nome associado a crimes de estupro, assédio e discriminação? Pois é, esse foi o pensamento de muitas das universidades americanas, ao dificultarem a veiculação do documentário “The Hunting Ground”. Nele, diversos casos de estrupo dentro de grandes universidades nos Estados Unidos foram relatados pelas universitárias, em plena conivência com os órgãos institucionais no campus, cujo pretenso propósito é de proteção a alunos e alunas, vítimas de abusos e atos criminosos ocorridos dentro das universidades. Sem falar nos casos masculinos, que sim, existem. Mas sequer são falados pois ainda é um tabu para muitos tratar do abuso sofrido pelos homens.... O foco das discussões é trazido para as mulheres, já que representam a grande maioria dos casos, ou pelo menos, das denúncias. Conheço, particularmente, casos de assédio a amigos homens. Igualmente vergonhosos e repugnantes.


A questão central é que, em pleno século de avanços, conquistas de direitos, evolução do mundo para outros patamares de desenvolvimento, não conseguimos tratar questões básicas em muitos lugares do planeta. E isso atinge homens e mulheres, brancos, negros e índios. Crianças, adultos e idosos. Não conseguimos lidar com as diferenças. Não aceitamos, enquanto sociedade, que minorias sociais (que hoje não são mais tão minorias) possam usufruir dos mesmos direitos de quem sempre deteve o poder, historicamente falando. Como mulheres podem sair de casa desacompanhadas, se sempre dependeram de um homem para lhes garantir o sustento e a proteção?? Como podem andar, sob um sol de 40 graus, com shorts tão curtos, mostrando o corpo, incitando o assédio? Vagabundas e oferecidas. Como crianças podem questionar e intrometerem-se em conversas de adultos, se elas nada sabem e precisam ser educadas para reproduzirem o comportamento esperado pelas suas famílias? Mal-educadas

e rebeldes. Como negros e índios podem reivindicar direitos iguais se não se esforçam para alcançar os mesmos patamares da produtividade, beleza e consumo das pessoas brancas? Se se contentam com os programas governamentais e se sujeitam a trabalhos exploratórios? Preguiçosos e vitimistas. Como os brancos pobres podem, também eles, sonharem em ser “bem-sucedidos”, se se submetem a rotinas degradantes de trabalho, quanto o têm, e nas horas vagas, ainda fazem qualquer negócio em troca de água e comida? Ignorantes e burros, nunca terão oportunidades de “melhorar na vida”. É trágico. Um triste retrato do que ainda ouvimos por aí, de mentes atrasadas, limitadas por suas próprias noções limitantes da realidade.Os desafios da mulher, do negro, do índio, das crianças e dos idosos devem ser os desafios de toda a humanidade.


Ser mulher, nesse cenário contemporâneo, é ter a responsabilidade de pensar criticamente o mundo em que habitamos, a fim de senti-lo. Nós mulheres, sentimos o mundo, não o racionalizamos. Agimos de acordo com essas sensações. Se perdermos essa capacidade, morremos. Nos tornamos secas, e acabamos por lutar pelos extremos, a reproduzir discursos de ódio, igualmente segregadores, em prol da superioridade feminina. Ou ao menos, pelo fato de que a mulher tem que ser igual ao homem. Mas como podemos ser iguais, se somos, em essência, diferentes?? A igualdade de direitos já é uma realidade assegurada, mas o problema é o que muitos chamam de igualdade moral.... A mulher precisa abandonar esse ideal da igualdade para implantar o ideal da universalidade... Assim, deixará de legislar em causa própria, para atuar em prol de todos e todas. Por que lutarmos por uma pretensa igualdade a algo que já sentimos estar em falência? O ideal moderno de homem é um modelo falido, que também precisa cotidianamente reinventar-se, pensar sobre a sua condição enquanto indivíduo, detentor de um poder historicamente legitimado. Por que não projetarmos uma realidade em que homens e mulheres, com suas singularidades, possam ter os seus próprios caminhos, diferentes e igualmente complementares? Não precisamos nos igualar ao homem para garantir direitos sociais, para nos sentirmos pertencentes a essa sociedade. Precisamos implantar no mundo uma mentalidade universal de que os direitos básicos são parte de nós, independentemente de gênero, classe social, cor da pele ou estágio de desenvolvimen-

to na vida. Ao lutarmos pela universalidade moral e ética, estaremos lutando pelo direito de ir e vir, de voz no cenário político e social para todos. Estaremos combatendo discursos de ódio e exclusão com ações emancipatórias, que garantam liberdade e autonomia ao indivíduo mulher, criança, idoso, negro, branco, índio. Estaremos combatendo os preconceitos ainda arraigados. Um difícil e indigesto legado, que muitos criticam, mas legitimam cotidianamente. Que reproduzimos, ainda que sem consciência, em palavras, expressões, atitudes.

Mas como podemos ser iguais, se somos, em essência, diferentes?? A igualdade de direitos já é uma realidade assegurada, mas o problema é o que muitos chamam de igualdade moral....


Lutar por medidas e ações que incluam a mulher no cenário social com dignidade e respeito é preciso, ainda neste estágio em que vivemos. Não para sermos iguais aos homens, mas para fincarmos também o nosso lugar na construção de um mundo mais digno e justo. E permitir que outros grupos também venham conosco. Não podemos permitir que essas discussões se acomodem como um hábito social, enquanto milhares de seres humanos são espancados, torturados e mortos. Não po-

demos combater as injustiças e situações de caos social com discursos segregadores, extremos. Precisamos disseminar discursos emancipatórios, direcionados ao mundo, de fortalecimento da autoestima dos povos, dos seres humanos. Precisamos acreditar que um outro mundo é possível, pois muitas pessoas reconhecidamente importantes, com visões extraordinárias, dedicaram suas vidas tentando implantar essa realidade.

“Não quero vingança contra o Talibã. Quero educação para os filhos e filhas do Talibã”. Malala Yousafzai, 17 anos, nascida no Paquistão, Prêmio Nobel da Paz. Aos 15 anos sofreu um ataque ao desafiar o Talibã na defesa de educação para as meninas paquistanesas na sua região.

“Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que fomos feitos para vivermos como irmãos”. Nelson Mandela, nascido em um pequeno vilarejo na região de Transkei, Prêmio Nobel da Paz. Passou 27 anos preso por sua luta contra o apartheid, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos


COLUNA DO LINCOLN CEZAR PRADO Lembre-se deste dia 04 de março de 2016, é um dia muito importante de fato, estamos mostrando que ninguém é intocável ..... que as coisas estão mudando. Será ? Acredita-se que o ex-presidente Lula , a Dilma e o PT e seus aliados .... devem ser afastados, com a queda desse partido e seus aliados vamos ver as coisas melhorarem, voltaremos ao rumo do crescimento econômico, e enfim do crescimento dessa nação, que ocupara seu lugar de destaque, pois somos gigantes...... Palavras lindas ..... os mais velhos com certeza já ouviram e leram isso inúmeras vezes .... Mas o que aconteceu das outras vezes, ... creio que o mesmo, que acontecera novamente ..... Eles não nasceram em seus cargos e nem os receberam como herança. A culpa disso tudo .... sem duvida......É NOSSA! Não apenas por acreditar em promessas ....não por causa desse ou daquele partido, desse ou daquele líder politico... mas por nossa maneira de ser, de algo dentro de todos mesmo os politicos, pelo bom e velho jeitinho ... pelo desejo de levar vantagem em tudo, por sempre olhar para o próprio umbigo, por não conseguir entender o que seja uma NAÇÃO. Por votar de forma a que nossas necessidades e desejos sejam satisfeitos , da maneira mais infantil e egoística. Por ter preguiça e comodismo de NÃO procurar entender politica, de exigir uma educação de qualidade, com o comprometimento de toda a Nação, com uma mídia e com uma sociedade inteira comprometida com a educação e programas de TV de qualidade e nível, musicas de qualidade com pessoas sérias. Chega de vivermos divididos em castas ....onde os pobres são encarados de forma errada e ninguém se preocupa realmente em acabar com a pobreza ....nem tão pouco de diminui-la, uma vez que essa possa servir a interesses particulares e egoístas. A ignorância, a irresponsabilidade e a ganancia são os principais problemas desse país. Quando se fala em educação as logo transferem isso para os professores, de forma comodista, para na verdade fugir do trabalho e da responsabilidade de ter e educar os filhos e a si mesmas. Não vai adiantar nada a renuncia da Dilma, a prisão do Lula e de todos os políticos atuais ... se não for mudada a mentalidade que os elege e os direciona. Se as pessoas desse país não chamarem a si ... por puro comodismo ... . a responsabilidade por fazerem uma NAÇÃO, Daqui a mais alguns anos .... veremos a mesma história, leremos os mesmos discursos e crimes. O que vai mudar são os protagonistas. Foto de Lincoln Cezar Prado.


A REALIDADE

Briga política e estagnação econômic Notamos que desde janeiro de 2015, quando da posse da presidente Dilma Roussef, o Brasil encontra-se estagnado em todos os setores. A realidade econômica vai-se degradando com o rebaixamento da nota brasileira nos mercados internacionais. As frentes de desenvolvimento a cada dia, mais e mais, sendo em menor quantidade, com apenas alguns resquícios de projetos ainda em andamento.

A situação política coloca as atividades econômicas e os planos de reformas pelo país, diante de uma triste realidade, nada se consegue fazer para sairmos desta crise que vivemos. Os políticos não permitem que nada que seja apresentado pelo governo progrida e consiga dar uma alavancada, mesma que tênue,

em alguma área de cunho econômico ou social. A realidade do comércio e da indústria brasileira está a cada dia mais deteriorada, com o desemprego atingindo índices altos e a inflação ganhando casas de dois dígitos e não conseguindo ser controlada. A recuperação moral e financeira da Petrobras encontra-se a cada dia, mais e mais distante em um mercado totalmente sem controle e o preço do petróleo a cada dia mais baixo. Agora temos problemas mais sérios

com a investigação da Operação Lava Jato, que vem da Justiça Federal, onde temos delações premiadas que a cada dia


E BRASILEIRA,

ca.

Por João Bernardo de Oliveira enlameiam mais e mais o quadro político. A cada dia temos um novo escândalo que não nos permite acreditar em um fim e em que alguém em Brasília não esteja envolvido. A credibilidade política dos representantes eleitos a cada dia mais chafurda na lama. Temos agora a denúncia maior e mais perigosa, que vem do Senador Delcídio do Amaral, que de uma maneira bombástica coloca na berlinda o expresidente Lula, a presidente Dilma, Renan Calheiros, Eduardo e vários outros ministros, deputados, senadores, governadores, juízes, dentre outros de menor expressão política.

não se resolver, se degrada mais e mais a cada dia. É necessário que se faça algo para reverter o quadro econômico agora, neste momento, ou então teremos mais um ano morto e a recessão conseguirá ser recorde se comparada às anteriores, pois conseguirá atingir os mesmos índices negativos em tempo muito inferior. É premente que se coloque qualquer projeto em andamento para começar a navegar contra a crise. O Brasil precisa urgentemente que todos se unam em prol de seu crescimento e recuperação e temos que entender que a briga política é pelo poder e não pelo povo. Não tem ninguém neste momento preocupado com o povo, pois praticamente todos estão com medo de a qualquer momento a polícia federal ou receita federal baterem à suas portas com or-

Para podermos entender o que está acontecendo agora e as previsões do Brasil fica muito complicado. O quadro da briga política que deveria estar sendo resolvido com a abertura de processo contra Eduardo Cunha, na realidade ganha outro viés político e se agiganta. Desta maneira a situação brasileira além de AGIR AGORA. GOVERNAR AGORA. NÃO HÁ OUTRA OPÇÃO. SE FOR NECESSÁRIO AGIR POR DECRETO, QUE O FAÇA. O BRASIL URGE DESTA ATITUDE.


Por Michaell Lange

Em plena Europa do século 21, crianças de

centes, com a ajuda dos EUA e Rússia, e de-

todas as idades, estão sendo alvos de bom- pois se negar a ajudar os sobreviventes desbas de gás de efeito "moral". Muitas delas, se massacre, só pode ser comparado a oucentenas, talvez milhares, são crianças desa- tras atitudes genocidas do passado como o companhadas, perdidas ou órfãos de pai e holocausto Judeu e o extermínio dos Ucramãe. Chegam desesperadas, confusas, doen- nianos. tes, sozinhas, indefesas, e encontram as por- A fronteira entre a Macedônia e a Grécia tas da Europa fechadas. Fogem da guerra. foi fechada permanentemente esta semana

Fogem

para sobreviver. O filósofo Jean- deixando milhares de refugiados presos,

Jaques Rousseau, cita em um dos seus li- sem comida, água, abrigo ou alternativas de vros que a primeira Lei do homem é a auto- fuga. Países como o Reino Unido, esta papreservação. De fato, faríamos tudo para gando para os países das extremidades da fugir da morte. E mesmo crianças que a- Europa, construírem cercas farpadas para prenderam o significado da morte antes impedir o fluxo de refugiados. A especialismesmo de aprender o significado da vida, a ta em direitos humanos na Grécia, Eva CosLei da autopreservação esta intrinsecamen- sé, disse a Anistia Internacional que, te instalado nos seus subconscientes. E "aprisionar refugiados na Grécia, é uma mequem seria capaz de culpá-los por tentarem dida inconsciente, que não soluciona o prosalvar suas próprias vidas? O que a Europa blema, mas causa ainda mais sofrimento e esta fazendo com as crianças e outros refu- violência". A Anistia Internacional afirmou giados da guerra na Síria, é um exemplo in- que, "o caos e a violência que tomou conta defensável de crueldade descabida contra o da fronteira entre a Grécia e a Macedônia é ser humano, que vai muito além da capaci- resultado direto do fechamento discriminadade de entendimento de qualquer mente tório das fronteiras entre os dois países e da racional. A monstruosidade promovida pela posição unilateral da Áustria de limitar a União Europeia, de bombardear civis ino- entrada de refugiados no país".


Essa é também, uma transgressão das Leis

Por outro lado, é inegável o impacto que

internacionais que garantem o livre transito tamanho influxo de pessoa esta causando na de refugiados para áreas mais seguras. O Europa e principalmente em países como presidente do Conselho da União Europeia, Grécia e Itália, que continuam sofrendo seDonald Tusk, deu uma declaração tão ab- veramente, com a crise econômica de 2008 surda hoje (3) em Bruxelas, que desafia os que apesar de ter deixado de ser noticia, limites da ignorância humana. Entre outros continua tendo um alto peso no dia-a-dia absurdos, o Sr Tusk disse: "...Não venham dos Europeus. Mas, a crise humanitária não para a Europa...não arrisquem suas vidas e foi causada pelos refugiados e sim pelas poseu dinheiro por nada... a Grécia e outros líticas externas promovidas pela União Eupaíses Europeus não lhes darão mais livre ropeia e Ocidente que levaram grupos adpassagem...". Donald Tusk e outros líderes versários a entrarem em luta armada, crianEuropeus, são incapazes de compreender do guerras civis e espaço para o surgimento que ninguém em sã consciência, arriscaria a de grupos como o Estado Islâmico. A fuga própria vida e a vida de sua família, caso o desesperada de proporções Bíblicas, é um risco de permanecer onde estão não fosse resultado direto das ações da União Euroincalculavelmente maior. peia e do Ocidente na região e por isso, é de

O

governo da União Europeia, formada responsabilidade dos mesmo que encon-

por pessoas economicamente e socialmente trem soluções no mínimo humanas, para desenvolvidas, são incapazes de perceber a resolver o problema que eles mesmos crialigação entre a destruição sistemática de pa- ram. As ultimas medidas estão de fato, toríses como a Síria, Iraque e Afeganistão, pro- nando a situação ainda mais catastrófica na movida sua campanha de bombardeios in- região dos Bálcãs. Segundo Eva Cossé, estas discriminados, e a fuga em massa da popu- ações demonstram mais uma vez, a total inlação civil destes países para outras regiões capacidade da União Europeia de responder em busca de refugio e segurança. Ninguém com compaixão e coletividade a grave crise colocaria sua família num barco se a água humanitária que se alastra pela Europa. não fosse mais segura que a terra.


O acordo de cessar-fogo na Síria que en-

de Dólares em valores atuais, fornecido pe-

trou em vigor esta semana, é um primeiro los EUA através do Plano Marshall, para passo para uma resolução definitiva na re- reconstruir sua infraestrutura devastada gião. Mas, mesmo com o fim da guerra, o durante a guerra. Foram necessárias mais processo de reestruturação de países total- de 3 décadas para o Continente se recupemente devastados pela guerra levará anos e rar das consequências. A Síria, o Iraque e o custará bilhões de Euros que nenhum país Afeganistão, não estão em situações muito Europeu possui no momento. A Síria, o I- diferentes da Europa pós guerra e precisará raque e o Afeganistão, perderam toda a sua de muitos bilhões de Euros para serem reinfraestrutura de produção e são hoje, paí- construídos. O problema desta vez, é que ses praticamente inoperantes e incapazes esse dinheiro não existe. A situação é tão de se reerguerem por conta própria. Além grave que a Europa corre o risco de seguir o disso, ha pelo menos 4 milhões de refugia- mesmo destino da história do Frankensein, dos vivendo fora destes países e centenas onde o criador acabou sendo destruído por de milhares morreram. Um país sem uma sua própria criação. Enquanto a Europa classe trabalhadora e sem estrutura que não assumir sua responsabilidade com os possa iniciar algum tipo de produção, tem refugiados, o problema continuará se agramais chances de continuar em guerra do vando e crianças e civis inocentes continuaque alcançar um rumo pacifico de desen- rão pagando um preço caro por um erro volvimento.

A

que eles nunca cometeram.

Europa no final da segunda guerra

mundial precisou de mais de $130 bilhões

Londres, 03/03/16


Em um sábado de carnaval durante a concentração de um bloco carnavalesco, que iniciaria seu desfile em poucos instantes e arrastaria uma multidão de pessoas pelas ruas da cidade, cujo pensamento dos foliões era apenas pensavam na enorme obrigação de se divertirem. Ela apareceu. Quem é essa mulher linda? De onde apareceu essa mulher linda? Que mulher maravilhosa é essa? Paixão à primeira vista? Ou é amor a primeira vista? Foi convocado um verdadeiro exercito de amigos para descobrir quem era essa mulher. – Eu sei quem conhece disse um amigo. Ela está hospedada com umas amigas na casa Vanda, aquela médica ex -namorada do João. Em meio ao desfile do bloco houve certa cumplicidade nos olhares trocados além das informações passadas pelos amigos e amigas. -Ela é casada. Disse uma delas. - Está separando do marido. Disse outra. - Que nada! Já esta separada daquele grosso faz tempo, só estão juntos para manter a aparência, vocês sabem que a mãe dela gosta muito dele. E da grana dele também. - Me apresentem a ela. Ele disse. - Eu preciso conhecê-la, essa mulher entrou de vez minha vida. E os olhares continuaram sendo trocados durante todo o trajeto do bloco e não houvera nenhuma oportunidade de trocarem pelo menos um oi, já que devido a sua condição de diretor do bloco, tinha que ficar atento a toda movimentação do cortejo.

Que seja infinito enquanto dure (Vinícius de Morais) esta uma maravilha. Entra no carro. E não falou mais nada durante todo o curto, mas esburacado trajeto.

Chegando ao local, ele agradeceu e saiu do carro sem ter dito o seu nome e muito menos perguntado o dela. Tinha lhe dado um branco que o deixara completamente sem palavras, ele não conseguia balbuciar nada, era como tivesse totalmente mudo. Passado uns quarenta minutos e o frio chegando, ele resolveu ir embora, e para sua total surpresa ela lhe esperava ao lado do carro. Naquele momento a sua única vontade era de correr para os seus braços e cobri-la de beijos. O que foi feito em seguida. Depois daquele momento maravilhoso, marcou de se encontrarem mais tarde, e essa paixão virou um amor igual ao visto em filmes ou contados em poesias por poetas loucos que morreram sem conhecer o amor. Aquela história de amor durou dois anos. Havia diariamente uma troca de correspondência sempre com alguma referência as obras de Vinícius de Morais ou alguma ode ao amor escrito pelo grande Artur da Távola. além dos vários telefonemas diários trocados apenas para dizer eu te amo. A vida era uma verdadeira festa onde transbordava muito amor entre eles onde estivessem. Um dia o telefone tocou, e do outro lado da linha uma voz embargada lhe disse: - Aconteça o que acontecer saiba que eu sempre vou te amar, eu tenho que me afastar de você, mas prometo que um dia eu voltarei.

Duas horas depois com o desfile terminado e com Naquele dia ele descobrira a dor do amor, uma a alma lavada devido o dever cumprido de fazer com que a cidade a parti daquele carnaval e para alegria de seus foliões passasse a contar com mais um bloco, resolveu ir para praia, apesar de passar das 9 horas da noite, tomar um bom banho de mar. Mas ao dobrar uma esquina, para sua total surpresa deparou com ela. Se houvesse alguma Deusa do Carnaval, com certeza teria enviado aquela mulher para ele. - Oi tudo bem. Disse ele meio rapidamente. - Comigo está tudo bem. E você está indo para onde? Vou dar um mergulho, quer ir comigo? Perguntou. Depois de hesitar em alguns segundos (que para ele foram uma eternidade) ela disse: - Eu ti levo lá, com essa noite linda a água deve

dor que fere a alma, que cega e tira os pés do chão, que o deixou sem destino igual a uma pena ao vento. Para ele o mundo tinha acabado, não havia mais motivo para viver, mas com o apoio e incentivo de amigos que não o deixava só em quase momento algum, superou a depressão e resolveu tocar a vida para frente. A encontrou alguns anos depois quando ela lhe contou que foi obrigada a reatar o casamento por motivos que mesmo ele sabendo depois quais foram, não importava mais. A chama daquele amor, ou seria paixão? Tinha se apagado para sempre.

Julio Medeiros


Já faz algum tempo que entendi

sem atender a estranhos e que correria até o risco de que, caso eu descumprisse suas ordens, me confundissem com uma doente e quisessem me operar.

que, em se tratando de minha pessoa, nada tem pequenas proporções. Uma gota é a que transborda, um saltinho me leva às alturas e um mico Enquanto descrevo o fato, quase transforma em um King Kong. Lembro do meu pai dizendo que eu se consigo ouvir suas gargalhadas deveria anotar e, mais tarde, escre- ao contar a cena que encontrou ao ver um livro. Ainda pensa que eu devoltar. Havia em média vinte pessoas veria fazê-lo. me cercando, um grande burburinho O primeiro grande mico que eu e empurra-empurra. Com medo, eu me lembro, eu deveria ter por cerca havia me “escondido” sob o sofá de 3 de cinco anos. Fora com minha tia ao hospital visitar meu avô e, devido a lugares, quer dizer, eu escondera a minha pouca idade, não me deixaram cabeça e deixara o resto para fora. ir até o centro de tratamento intensi- As pessoas tentavam me convencer vo. Lembro de ela me explicar que eu a sair dali e eu, olhos fechados e bradeveria ficar sentadinha na recepção, ços fortemente agarrados às pernas sem sair dali e sem mexer em nada,

Anos

mais tarde, já adolescente, resolvi que iria ao cinema com uma amiga, abusando da nossa altura, durante o horário escolar, para assistirmos a um filme adulto. Apesar de não haver cenas de sexo explicito, havia cenas de nu e muito erotismo. Mas o que me deixava desconfortável e com a imaginação a mil, era o fato de que só havia homens no cinema àquela hora. Todos nos olhavam e eu mal respirava procurando não

ser notada. Sem jeito, procuro me encolher na poltrona antiga que, para minha surpresa e desgosto, resolve quebrar e desmontar quase toda a fila de poltronas, levando a mim e todos o que nela sentavam, ao chão. Resultado? Acenderam as luzes, pararam o filme e todos os “cavalheiros” resolveram nos ajudar. Acho que nunca corri tão rápido para fora de algum lugar na minha vida.


Alguns anos mais tarde, por motivos familiares, comecei a trabalhar e estudar à noite. Orgulhosa do meu feito, o trabalho começou a me propiciar a realização de pequenos desejos, como uma bota de cano curto e saltos altíssimos, que eu vinha cobiçando na vitrine de uma conhecida loja de calçados. Estava eu chegando a escola, calçando as divinas botas, quando avisto o colega mais “gato” no alto da escadaria. Ele sorri, acena e me convida a ficar a seu lado. Claro que fui, imediatamente, para onde ele estava. Só que, ao parar no degrau abaixo do dele, meu salto achou o vazio e eu me desequilibrei. No desespero de não rolar pela escadaria, Thatá Março/2016 tento me agarrar à roupa do meu colega. Infelizmente, ele usava uma calça de malha e eu, sem puder evitar, me agarrei em suas “partes íntimas”. Mais constrangedor que isso, foi, após me reequilibrar, ouvi-lo agradecer aos céus, por eu não ter caído.

Ainda neste período, em um sábado a noite, minha mãe e eu tivéra-

mos que ir ao mercado. Dinheiro contado, com uma pequena sobra para um táxi no retorno, avistamos um caminhão vendendo melancias, fruta pela qual ela e eu tínhamos predileção. Eis que ela me propõe que, se eu carregasse a melancia, ela levaria as sacolas, compraríamos a melancia, mas teríamos que voltar de ônibus. Topei e ainda escolhi a maior fruta que pude achar. Nem preciso dizer que subir no ônibus já era uma aventura, pois não havia como eu me agarrar e foi preciso minha mãe me empurrar. Passei reto pela roleta, pois nem que eu quisesse conseguiria pegar dinheiro. Não podia largar a fruta no chão, porque haviam passado óleo queimado para limpar e isso deixaria o gosto nela. Não havia lugares e minha mãe ficou sentada atrás. Fiquei encostando o quadril nos bancos, até que me dei conta que daquele trecho em diante, era uma descida íngreme de ladeira, onde os motoristas imprimiam velocidade. Sem conseguir evitar, comecei a deslizar pelo chão oleoso, tentando me segurar e me batendo em tudo, até que, em desespero gritei: “não freia, não freia”. Tarde demais, ele não só freou como ainda abriu a porta. Passei deslizando por todos e por ele, me estabacando na calçada, mas sem largar a melancia. Precisei esperar minha mãe, que além de tanto rir e só conseguir descer duas paradas depois, ainda se urinara inteirinha. Pelo menos esse mico não paguei sozinha.

Bem,

tem muitos micos mais....mas aí já é outra revista...

Ághata Figueiredo


Grabovoi Números que Curam Quem não deseja ter uma vida

O corpo físico se desenvolve a partir

de uma estrutura informativa préconsciente e saudável em todos os determinada pela Criação. Por isso, setores? todas as partes do corpo podem ser É sabido que números não são ape- regeneradas com a ajuda dessa innas sinais matemáticos, e sim, fazem formação. parte da energia do Universo. Esses números são apresentados Hoje em dia existem muitas pessoas na forma de sequências numéricas, e que usam os números de Grabovoi para facilitar processos dos quais es- cada sequência tem uma finalidade específica. Podemos encontrar as tão com dificuldade de alcançar. Grigori Petrovitsch Grabovoi, nascido sequências e suas várias formas de usá-las em sites sobre o assunto. Vana Rússia, clarividente com grande poder premonitório, criou, a partir do le à pena pesquisar e estudar profundamente como funciona e como usar poder vibracional dos números, um método capaz de ajudar a prevenir e esse método maravilhoso. reverter doenças e disfunções no nosso organismo, como também ajudar em outras áreas da nossa vida. Segundo ele, tudo depende de nós e está em nós mesmos; o mundo é a realidade externa, o homem tem uma alma que é a realidade interna, e as duas, são estruturas de informação.

Trabalhar com os números funciona como uma terapia, não se trata de nenhuma religião, mas alcançar o conhecimento de que a realidade pode ser transformada desde que saibamos influenciar nossa saúde e os acontecimentos diários em nossa vida e no mundo.


Tudo no universo tem uma freqüência e uma vibração. Cada sequência de número cria uma vibração específica de todos os seus próprios números e é projetado para harmonizar quase tudo que está em desequilíbrio. Grabovoi desenvolveu mais de 1.000 sequências numéricas para serem trabalhadas.

“Uma pessoa pode alterar qualquer incidente em um incidente favorável através do aprendizado de uma meta -orientada, que servirá para alterar uma estrutura de pensamento. Uma meta-orientada é uma consciência estrutural para acessar uma nova forma de pensar. Exatamente isso é a base dos meus ensinos para ‘o resgate e o desenvolvimento harmônico’. Tais ensinamentos são oficialmente certificados nos devidos documentos da UNESCO. Muitos anos de prática confirmaram meus ensinos em todas as situações!” (- G Grabovoi). Grabovoi desenvolveu mais de 1.000 sequências numéricas para serem trabalhadas

De acordo com a Lei da Atração ativamos ondas de energia através da qual recebemos de volta o que nós enviamos para o Universo. Não vamos esquecer que o mundo está carente de atos d amor e caridade, e que podemos também usar qualquer forma de terapia positiva para o próximo e para o nosso Planeta.

Nós somos a cura! Paz, luz e um Feliz Reencontro,

Aine Leannan. (Texto informativo, parte dele foi retirado da internet)


República Tcheca

Viajar pela a experiencia a Republica que se pode destaque a valioso Aqui vou em uma

República Tcheca foi uma linda e aqui gostaria de escrever que Tcheca è mais encantadora do imaginar, tendo como principal belíssima capital Praga e o seu património. deixar um roteiro que fizemos semana.

Fomos de carro desde Alemanha e assim ficou mais interessante a viagem porque paravamos onde queriamos e ficavamos o tempo que fosse necessário. Com isso foi possível explorar bem, as tantas surpresas que nos deparavam: povoados lindos e encatadores, cidades pequenas e cheias de histórias, museus, igrejas, conventos, castelos e paisagens lindíssimas. Republica Tcheca também è conhecida por sua cerveja, que também tem todo um turismos organizados somente para saborear o “precioso” liquído. Uma curiosidade: existe também spas onde se pode tomar um deliciso banho de cerveja. Sim, uma banheira completamente cheia de cerveja e para acompanhar um bom canecao de cerveja. Para os amantes da cerveja, è o paraíso. A cidade de Cheb fica na Boemia Ocidental e está entre as cidades tchecas mais antigas e mais valiosas do ponto de vista histórico. Cheb è também o lugar que testemunhou a maior conspiracao da história tcheca. Gracas ao grande número de monumentos conservados impecavelmente e gracas á atmosfera única, a cidade de Cheb está entre as mais belas cidades da República Tcheca. Visatamos a cidade e seguimos para um encontro com outros alemaes em um povoado que se chama Doubrava que foi restaurado por um milhonário alemao, ele ficou tao fascinado com a paisagem e as casas típicas que resolveu investir no povoadozinho e lá almocamos uma comida típica da regiao, uma carne de boi com um molho tipo o molho madeira, servida com uma espécie de pao de batata cortado em rodelas, que è muuitoo típico em todo o pais. Em Kladska um lugar que fica na regiao de Karlovarsky com um lago maravilho que tem um restaurante muitoo recomendado com a típica comida do país, o restaurante está decorado com as cabecas dos animais que lá sao servidos. Depois de saborear os delíciosos pratos é recomendável dá uma volta ao redor do lago, para a digestao ser mais rápida e para desfrutas das espetaculares As aventuras nao param e nem as surpresas, assim foi quando chegamos a pequena cidade de Loket, conheca o lugar onde ia descansar e cacar o rei tcheco e imperador romano Carlos IV. O castelo real Loket adquiriu o nome, o que significa cotovelo, devido a forma que o rio tem e que se parece muito a um cotovelo humano. Carlos IV, amava esse lugar, embora em sua infancia tinha sido trancado a forca por seu pai Joao de Luxemburgo. Se pode visitar as salas de torturas da época, coisa que me deixou chocada e para os mais ousados, pode ouvir os sons que eram frequentemente ouvidos durante as torturas. A cidade também foi cenário de filmes, um deles é o Cassino Royal 007 .


Ao longo de toda a viagem até chegar em Praga existem inúmeras atracoes e para todos os gostos Mas, foi o trinagulo dos banhos que me fascinou: Karlovy Vary é a maior, mais conhecida e mais visitada cidade-termas da República Tcheca,. A imagem perfeita da elegancia balneária, colunadas imponentes, casas balneárias exclusivas e uma situacao magnífica no meio de um vale florestado. È a cidade balneária de Karlovy Vary, a cidade mais importante do famoso triangulo balneário, em que se curaram os personagens mais destacados da vida artística e social. Hoje è a segunda cidade mais visitada da República Tcheca. Gracas á sua arquitetura única e está entre os balneários mais belos da europa.

Mariánske Lázne è a segunda cidade-termas mais importante da Boémia. Situada a cerca de 50 km de Karlovy Vary, num vale pitoresco nas vertentes dos Bosques de Slavkovsky. Paisagens encantadoras, numerosas fontes medicinais de águas de baixa temperaturas ( mais de 40 fontes brotam livremente nesta regiao) e os extraodinários resultadosterapeuticos das suas águas asseguram a fama mundial desta regiao que tem como principal curiosidade a sua nascente de CO2 seco.


Frantiskovy Lázne è a cidade-termas mais pequena de todas as que compoem o triangulo Balneário do Oeste da Boémia. Situada a 70 km de Karlovy Vary, o seu encanto assenta fundamentalmente na arquitetura classica unificada dos seus edifícios e pavilhoes balneários. Os bosques circundantes, os parques municipais excelentementes cuidados, os exuberantes jardins, etc. constituem uma importante mais valia para os efeitos terapeuticos suas águas termais desta agradável estancia. Fundada em 1785, conserva ainda hoje a imagem duma cudade-termas da sua época. Nesse triangulo balneário existem muitas coisas para destaques, que deveriam ser todas aqui descritas, mas, para isso preciso escrever umas dez páginas ou mais. Aqui è somente um pouco das maravilhas desse triangulo. Saloes da Europa, como eram conhecidos estes espacos antigamente. As fontes naturais da República Tcheca fizeram sucesso nos séculos passados com a nobreza e personalidades como Goethe, Chopin, Mozart, e até o czar russo Pedro, o Grande. Atualmente, o tratamento mantém o alto padrao da época e oferece diversas opcoes para os casais que queiram curtir um momento tranquilo, com a possibilidade de receber massagem e tomar banhos a dois.


Em Mariánské Lázne, há uma atracao peculiar para os románticos: a fonte que canta. Próxima ao manancial Krizovy Pramen, a cada hora ímpar ela toca uma música. Durante a noite, a fonte dica iluminada, tornando o passeio ainda mais especial. Arquitetura lindíssima, saloes de banhos impressionantes, cafés, restaurantes , igrejas, pracas e parques repletos de flores, e tudo isso cercado de vales florestais impressionantes. Também vale lembrar que è o país dos cristais, de belas porcelanas, como já falei antes, país da cerveja, da arquitetura e de paisagens cinematográficas. O idioma é o tcheco e eslovaco, mas, também se fala alemao perto da divisa com a Alemanha. A moeda è a coroa tcheca (koruna), mesmo fazendo parte da uniao europeia, eles nao mudaram a moeda. O fuso horário sao quatro horas a mais em relacao ao horário de Brasília. Cidadaos brasileiros podem ficar até 3 meses sem visto no país.

Ray Albuquerque


Nasci menina... Me descobri mulher.


Com altos e baixos, Crises existenciais, Sentimentos contradit贸rios. Me sentia infeliz.


Me casei, tive filhos, Hoje av贸... N茫o desisti.


Volto a ver em retratos A menina que a ainda estรก ali.


Decidi fazer algo, protegendo os animais do abandono, Um aqui e outro ali.


Olho, enfim, um retrato que esconde vรกrias em mim.


Silvia Duarte Novaes Marรงo/2016


Recentemente adotei um gato, o Mingau, e passei a observar o comportamento felino, pois sempre gostei de cães, mas confesso que o Mingau despertou uma ternura e um carinho imenso, que cada dia mais aprendo com ele. Num primeiro momento ele apareceu na minha frente com uma pombinha rola morta, foi um susto! Fiquei muito brava com ele, mas depois soube que é uma forma de presente que o bichano dá ao dono. Um presente muito esquisito, mas fazer o quê, é a natureza deles. Outro dia me trouxe um borboleta branca linda, mas não a matou, eu consegui recuperá-la e soltá-la e assim vão os presentes. Vejo algumas pessoas, que não gostam de gatos, falarem que eles só comem e dormem, não é verdade. São seres inteligentes, independentes e muito carinhosos.

Como fazer seu gato feliz 1- Cuide da alimentação do animal. Esse fator é muito importante para o bem-estar do gatinho. A obesidade, por exemplo, é uma fonte comum de problemas em felinos domesticados. Compre uma ração de qualidade e também adequada para a idade do bichano.[1] Siga as recomendações da embalagem em relação à quantidade. No entanto, entenda que são apenas instruções. Se o animal estiver engordando, por exemplo, diminua a porção. Se não souber qual marca escolher, converse com o veterinário. Ele ficará feliz em ajudar. Fique de olho nos petiscos! Os gatos adoram comer bem e vão até mesmo implorar por aquele pedaço de peixe. No entanto, para evitar obesidade e outros problemas de saúde, dê os petiscos somente de vez em quando. Não deixe nenhuma carne sem supervisão do lado de fora da geladeira. Lembre-se: os gatos pulam bem alto e geralmente não seguem regra nenhuma de etiqueta! Se você precisar sair da cozinha, aquela linguiça sobre a pia poderá acabar dentro da barriga do felino. 2—Cuide da saúde do gato. Os felinos podem pegar várias doenças, dentro ou fora de casa. A dica é levar o animal ao veterinário pelo menos duas vezes por ano para um check-up geral. Da mesma forma, o gato deve ser castrado ou esterilizado para evitar filhotes indesejados e também o HIV felino.[2] Em muitos países, esse procedimento de castração é obrigatório para manter a população felina sob controle.[3] Não se esqueça de administrar tratamentos contra vermes e pulgas — principalmente se o animal sai de casa. Os gatos não gostam nadinha de ficar se coçando o tempo todo! Peça ao veterinário para colocar um microchip no animal. Com isso, se o gato se perder, vai ser muito fácil encontrá-lo. Fique de olho nos seguintes sintomas: emagrecimento repentino, falta de energia, comportamento agressivo, infecção nos olhos, feridas, coxeaduras ou orelhas sujas.


3 - Mantenha a casa limpa. Os gatos são animais incrivelmente limpos, pois isso ajuda e muito na hora de caçar e sobreviver. Por isso, para serem felizes de verdade, acabam exigindo um ambiente impecável. Não dê banho no animal. Os gatos são perfeitamente capazes de se manter limpos. Já viu a rotina de limpeza deles? É bem demorada! O banho só é necessário quando o animal ficar muito sujo ou entrar em contato com algum produto tóxico que não possa ser ingerido. Muita atenção com a caixa sanitária! Os gatos gostam de enterrar as fezes e a urina para evitar qualquer detecção. Ou seja, é algo instintivo querer uma areia limpa. Além disso, caso julguem a caixa suja demais, eles podem procurar outros lugares para fazer as necessidades. Troque a areia pelo menos duas vezes por semana e remova os dejetos uma vez por dia. 4 - Acaricie o gato. Esse animal geralmente adora interagir com os donos. Abrace-o pelo menos duas vezes por dia e não se esqueça de conversar com o felino. Os gatos adoram receber carinho atrás das orelhas, nas laterais do nariz e embaixo do queixo. Sempre acaricie o animal começando da testa em direção ao rabo, seguindo a coluna. Não faça carinho no sentido contrário! Muitos gatos odeiam isso. Nunca encoste no rabo nem nas patas. Os felinos costumam odiar essas carícias. Caso o animal confie em você, poderá deixá-lo acariciar a barriguinha dele. Do contrário, não tente fazê-lo. Isso causa estresse no animal. Nenhum gato gosta de ser acariciado por muito tempo. Se o animal começar a ficar estressado ou inquieto, pare imediatamente. Esses animais são imprevisíveis! Se uma criança estiver brincando com um gato, esteja sempre por perto. Ensine o pequeno a acariciar o animal com gentileza e suavidade. Diga também para evitar quaisquer movimentos bruscos. Caso se sinta ameaçado, o gato vai arranhar.

Pois é pessoal, espero ter contribuído com as dicas acima, pois só quem tem felinos sabe como é importante cuidar de seu bichano!

Noeli Menezes


Mal começavam os anos sessenta; ainda sob o domínio do machismo, a mulher mal havia saído dos “Cs” (cama, criança e cozinha), para trabalhar em fábricas, no esforço de guerra dos EUA a partir de 1944. Então, Betty Friedman queimou sutiã em praça pública; a pílula anticoncepcional tornou-se acessível em qualquer farmácia... junto com Woodstock, com os movimentos de Paris em 1968, anos antes do muro de Berlim, derrubou-se, enfim, o tabu vitoriano da virgindade do hímem... Propositadamente escrevi hímem com acento; porque até então, muitas moças da época, para preservarem seu himem para o casamento... usavam “o assento” como órgão sexual para manter seus namorados machistas, os tais que ainda hoje se dizem “macho alfa”; coitados, não entenderam desde 40 minutos antes do “fiat lux”, a verdadeira alma feminina... Um dia, elas saíram de casa; e mais do que donas de casa ou simples normalistas, aquelas moças começaram a pilotar aviões, dirigir caminhões, e se tornarem lideres de governo, co-

mo na Alemanha e no Chile... e me recuso a falar sobre isso quanto ao nosso país... Os tais “machos alfa”, casaram com muitas delas, e quando chegavam na casa dos 50 anos, arranjavam uma namoradinha com menos de 25, e juravam que elas amavam a eles... como poetou em música Lupicínio Rodrigues, “ esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que e u s e i . . . ” O resultado que se vê atualmente, com a maioria das mulheres que de repente decidiram ou optaram por uma primeira experiência homossexual ou bissexual é quase unânime: O resultado que se vê atualmente, com a maioria das mulheres que de repente decidiram ou optaram por uma primeira experiência homossexual ou bissexual é quase unânime: a falta de carinho, de afeto, de atenção,...


a falta de carinho, de afeto, de como já fizera sem malícia na inatenção, de receber flores dos fância e... está pronta a receita “potentes”(??????) tais machos de um novo casal encantado alfa. com carinhos e prazeres entre Nasce daí uma carência, e uma d u a s m u l h e r e s . . . questão cultural como estopim Enquanto isso, os tais machos dessa questão: o preconceito alfa continuaram a preocuparem daqueles que eram pais nos a- -se só com seu pênis; talvez, se nos 50 e 60...: se você fosse procurassem algum canal de vímenina, poderia entrar no badeos pornôs na internet, e nheiro para tomar bavissem filmes de nho junto com sua amisexo entre duas O mais admirável é guinha de 11 anos do mulheres, aprendeque o florescimento colégio que foi dormir riam a como dar da em sua casa, sem proprazer e carinho e blemas; seus pais não homossexualidade como beijar... uma feminina – e a deixariam de ver a noboca, um seio, um vela na tv para se preoclitóris... mas ainda bissexualidade cupar com isso, muito mantiveram a ejatambém! – não menos se dormissem masculinizaram a culação como um na mesma cama; ah, fim, e não como umaioria das mas se vc fosse ma consequência! mulheres... “menino”... o pavor de O mais admirável é ter um filho gay, palavra que o florescimento que ainda nem seu uda homossexualisava, tornava coisas desse tipo dade feminina – e a bissexualiimpraticáveis na sociedade de dade também! – não masculinie n t ã o . zaram a maioria das mulheres: Explodiu o estopim; você, desca- mantiveram sua feminilidade, susada, sai para um chope sem a candura, doçura e romantismaldade com sua amiga tam- mo... e que ser penetrada é prabém descasada; por conveniên- zeroso sim, mas que com toda cia, no mesmo carro; por conve- razão, repudiam os ultrapassaniência, uma dorme na casa da dos machos alfa... e creiam: esoutra; abre-se uma garrafa de se texto foi redigido por... UM vinho; conversas íntimas, carên- HOMEM, não por um macho alcias e hormônios efervescendo fa... como um Sonrisal num copo de água... dormir na mesma cama Glauro Marcus


Este texto não é destinado às adolescentes, onde quase tudo, em se tratando de comportamento, é permitido e nem aos noivos, inebriados de paixão.

Eu

te amo”, “Amor Perfeito”,“Nós fomos feitos um pro outro”, “Foi Deus que me deu você” e no perfil, foto de casal! Um flash a cada passeio, até de cada refeição. Só falta colocar fotos na cama. É a vida amorosa perfeita, em que relacionamentos não têm crises e a paixão é permanente. Se a respiração fosse visível, sairia coraçõezinhos do nariz. SQN. Desconfie de tantas explícitas declarações de amor, tanto quanto descondo ciúme excessivo.

Quem anuncia amor demais, geralmente quer encobrir sacanagens a mais! Falamos aqui dos amores perfeitos na era digital. Perfeito? Nem tanto. “Nosso amor é blindado” – só se for de falsidade. Quando te coloco co-

mo minha razão de viver, “ludibrio” a opinião pública e posso, tranquilamente trair no WhatsApp ou no messenger. Talvez ali estejam as verdadeiras declarações de amor ou de tesão.

Umas vão pensar: eu amo de verdade, com o outro é só sexo! Será que o companheiro traído acreditaria nisso?

A

questão não é lição de moral, mas de bom senso. Ninguém, além de você mesma e de quem você escolheu pra viver tem algo a ver com isso. Por isso mesmo, tais declarações soam tão falsas. Na vida real, o amor é muito mais atitude: é gentileza, é respeito, é cumplicidade e não palavras ditas ao vento.


Quer

provar o grande amor pra quem? Provavelmente para si mesma. Tentando se convencer que permanece num relacionamento por amor, quando o motivo é outro: dependência financeira, necessidade da rotina ou medo da solidão. Por vezes, até por falta de amor próprio, achando que só o oficial é capaz de lhe assumir, outro seria apenas aventura. Na verdade, são relacionamentos que não se sustentam, por isso, “grandes amores” se desfazem com tanta facilidade na era digital. E quer mais? Por incrível que pareça, às vezes, as declarações de amor são para despertar ciúmes no amante!

eram todas as declarações de amor. O ser humano é mesmo esquisito. Os homens merecem, têm permissão cultural para trair e sempre o fizeram (“garanhões, orgulho do papai e da mamãe”) e as mães, ainda hoje, contribuem para esta educação machista.

Estamos

na era digital: do amor imPERFEITO e dos chifres mais que perfeitos.

Mas as mulheres... Ah, as mulheres! Estas são perversas! Sem permissão cultural (“galinha, safada”), o fazem, sem dó e nem piedade, mas, não se contém... Mulher gosta de holofote e se não pode expor as puNão é raro observar “grandes amo- ladas de cerca, expõe o amor perfeires” explicitados nas redes sociais, to (ou melhor, o corno perfeito). terminarem tão subitamente, que deixam claro o quanto superficial A parte ruim é que os cornos perfeitos são justamente aqueles que não merecem. Bons pais e maridos dedicados. Em suma, são os chifrudos os melhores maridos. Há uma teoria que homem gosta de sentir cheiro de outro homem. Será mesmo?

Silvana Valente


Marcilene de Oliveira

Ok, você é louca por aquele homem e ele não ta nem aí pra você? Então, você se descabela, tem [ataques de fúria, faz aquelas postagens no face de mulher rejeitada, usada, conversa com as amigas elabora planos de vingança, chora e acaba se conformando. Sei bem,rs. Todo mundo já passou por isso, mas, uns demonstram mais, outros menos. O que a gente tem que entender é que quanto mais a gente demonstra mais a gente sofre, e menos a pessoa se importa. Somos responsáveis por nossos sentimentos sejam de ódio ou amor, culpar o

Você pode ser linda, inteligente, divertida, sexy, do tipo “ totalmente demais” e o cara que você quer mesmo vendo tudo isso simplesmente não se interessar. Sabe por que tantas postagens de amor não correspondido nas redes sociais? Sabe por que tanta confusão emocional e dependência do outro? Porquê as pessoas colocam nos relacionamentos toda a carência e frustração de relacionamentos anteriores. Isso envolve tudo, desde a ausência paterna até o excesso de mimos. E dificilmente uma pessoa vai absorver a sua vida tendo outros

outro por não corresponder as nossas expectativas, não muda o que desenvolvemos em nós, então que tal ter um comportamento oposto? Se alguém te frustra, não culpe a pessoa, veja se você criou muitas expectativas. Se a pessoa não te procura, não responde suas mensagens, não forçe a barra, ele têm motivos, é responsável pelas as atitudes dele. Se você saiu com um lindo homem ontem e ele não pediu seu telefone, talvez não tenha ficado tão interessado. Ele não tem obrigação de ligar ou procurar se o encontro foi sem compromisso, é que não rolou. Se você já está com o cara e ele termina, não adianta questionar os motivos e nem ficar se punindo com mil perguntas a cada segundo, ele não está afim e pronto. interesses. Então vamos combinar! Quando você conhecer um cara e ficar muito afim, tenta descobrir se ele ficou também, quando rola para os dois fica mais fácil. Se apenas você ficou afim, não espere milagres, ele só vai te dar o que tem, e é pouco, você vai ficar frustrada. Se quiser partir pra conquista saiba que está em desvantagem e que corre o risco de gostar ainda mais e não ser correspondida.


Se você quiser ficar, mesmo sabendo que é mais uma, tudo bem, mas já de inicio entenda a sua posição na relação, ele possivelmente vai ter outras e você vai sofrer toda vez que souber disso. Não tem receita de bolo para conquistar ou ser amada por alguém, ou acontece para os dois ou só um sente. Tem aqueles casos que o amor vem com a convivência, vai arriscar esperar? E será que a outra pessoa vai querer conviver? Você vai encontrar aquela pessoa que não quer compromisso, não quer ligar, não quer te ver sempre, não quer dividir espaço, e essas são as mais amadas, pois viram alvo de conquista, só que quem fica aguardando que essa pessoa mude e passe a ser fiel, apaixonado, constante, parceiro, vai esperar e perder um tempão, esse tipo de caçador não muda, a graça esta na caça e não na segurança de ter abatido a presa. Enfim, faça tudo que você quiser: conquiste, sofra, espere, coma uma caixa de chocolate e depois se acabe na academia, mas entenda sempre com quem realmente está lidando, quem é a pessoa que pretende colocar na sua vida.

A vida não é baseada em relacionamentos amorosos, tem tanta coisa que deixa a gente feliz que não depende do querer do outro! Que tal entender que o outro sempre será a segunda pessoa e que você sempre será a primeira, a que decide, a que sabe exatamente o que viveu, e como reage as coisas. Que tal descobrir suas carências afetivas e resolvê-las antes de se arriscar a colocar alguém em sua vida? Que tal se achar linda sem depender de elogios? Saber em que direção quer ir, sem pegar carona na direção do outro? Fácil não é, possível sim! Escolhas e consequências.. Nem sempre o tranquilo é favorável!


Julio Cesar Medeiros

O filme 50 Tons de Cinza adaptado do best-seller da trilogia que inclui ‘Cinquenta Tons Mais Escuros’ e ‘Cinquenta Tons de Liberdade da escritora inglesa Erika Leonard James ou E.L.James, como é mais conhecida, foi motivo de uma conversa entre um grupo adolescentes durante um dia de sol numa praia da península. A discussão começou quando uma das meninas tirou o livro da bolsa para ler e uma outra comentou que já teria lido e visto também o filme em casa num fim de semana com algumas amigas durante a ausência de sua mãe. A adolescente falava sobre as cenas em seus mínimos detalhes, a ponto de uma senhora ao lado solicitar que ela diminuísse um pouco a voz, mas não foi atendida, inclusive a garota revelou ainda que sua mãe tinha vários brinquedos sexuais em casa e que ela já tinha até usado alguns durante o banho, o que fez a senhora sair do local com seus dois filhos pequenos. E a conversa das garotas acabou virando uma espécie de jogo da verdade, onde nada era proibido e tudo permitido,

inclusive uns cigarros de maconha que iam e vinham de mãos em mãos. O filme causou polêmicas quase em todo o mundo onde foi permitida sua exibição, mas segundo especialistas e fãs do gênero, seria uma espécie de pornô light e até bem fraco em relação aos muitos filmes exibidos antes dele como por exemplo Império dos Sentidos de 1976 dirigido por Nagisa Oshima, antes censurado e liberado no Brasil depois de um vazamento na imprensa que, supostamente, o filme teria sido exibido em sessões particulares para filhos de ministros, inclusive menores em Brasília.


9¹/² Semanas de Amor de 1986 com Mickey Rourke e a belíssima Kim Basinger; em 1992 veio o Instinto Selvagem com Michael Douglas e Sharon Stones que imortalizou sua cruzada de perna. Roman Polanski, também em1992, dirigiu Lua de Fel com Peter Coyote no papel de um tetraplégico que passa o filme inteiro confidenciando para um passageiro do navio que se encontram viajando, seus jogos sexuais com a sua mulher. Corpo em Evidência de 1993, trouxe Madonna nua em uma cena pingando vela quente no peito do parceiro sexual, mas o brasileiro Um Copo de Cólera de 1999 estrelado pelo casal na vida real Alexandre Borges e Lílian Lemmertz em minha opinião dá de 10 á zero nos 50 Tons. Muitos e muitos filmes também fizeram a alegria no cinema, como por exemplo, o filme de 2005 9 Canções que mistura sexo explícito e Rock and Roll. Para quem curte um “todo mundo pegando todo mundo” tem Shortbus de 2006 do diretor Cameron Mitchel. Na verdade 50 Tons, que foi uma produção barata para os padrões hollywoodianos, com gastos de 40 milhões de dólares, quebrou recordes de bilheteria onde passou e pode ter arrecadado mais de 500 milhões de dólares pelo mundo inteiro já que, o longa metragem registrou na estréia a arrecadação de U$85 milhões nos Estados Unidos. Além dos produtores do filme que comemoraram a enorme quantia de dinheiro que caiu em cima deles, a indústria de brinquedos e produtos eróticos nunca faturou tanto em tão pouco tempo, foi o que declararam principalmente os fabricantes das bolas do prazer cujas vendas dispararam 500%, e assim como, mas nem tanto, as vendas de algemas, chicotes e também vibradores de todos tama-

nhos, espessuras, cores e gostos possíveis. Até donos de lojas de material de construção pegaram carona no rabo deste cometa e faturaram alto com a venda de fitas isolantes, fios e cordas. No Brasil, o filme causou revolta em religiosos de diferentes credos, ao ponto de terem acontecido manifestações em favor da família e ao respeito à mulher em várias partes, inclusive a primeira mulher a desfilar nua em uma Escola de Samba, Enoli Lara, durante uma entrevista disse que o orgasmo é um êxtase, e não acredita no prazer através da dor e do suplício. Em compensação, os cinemas continuaram lotados por um bom tempo, afinal, a propaganda é a alma que move o mundo dos negócios. Na Inglaterra, terra da autora do livro, aconteceu uma onda de sadomasoquismo que deixou as autoridades preocupadas, desde o lançamento do livro em 2011, principalmente os bombeiros de Londres que, após receberem centenas de chamadas para socorrerem casais presos aos brinquedos sexuais, resolveram criar um manual para prevenir acidentes durante o ato sexual com acessórios. Sob protestos ou não, o filme é um sucesso mundial e tem inspirado escritores, principalmente americanos a copiarem o estilo da escritora inglesa, e logo devem encher o mercado literário com os mais diversos títulos. Se eu fosse escrever algum livro do gênero, já teria o título pronto, iria se chamar “50 Tons de Roxo”, já que foi a cor mais comum em braços, pernas e olhos vista pelas ruas durante algum tempo.


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Modelo: Silvia Duarte Novaes (fotografias: acervo pessoal) Edição e Montagem: Silvana Valente Matéria de Turismo: Fotografia Ray Albuquerque Fotos de ilustração: internet


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