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Revista Gente Centro-Oeste XI

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GENTE Centro-Oeste

DIRETORIA EXECUTIVA Editor-Chefe Ronan Fernandes Cícero de Sá Redação Wanderley Wasconcelos e Kayc Alves Departamento de Negócios Sérgio Alves Santana Projeto e Design Gráfico Henrique Miguel Tratamento de Imagens Ayr Raoni Fotografias [Nesta edição] Semana7.com, AL-MT, Arlan Catulé, Claudeci Carvalho, Marcelo Uemura, Ednei Rosa, Edvilson Arneiro, Naiara Martins, Assessorias Prefeituras: Araguaiana, Alto Garças, Bom Jesus de Araguaia, Luciara, Nova Nazaré, Querência, Torixoréu, Serra Nova Dourada, Vila Rica e site meio&mensagem. Textos Wanderley Wasconcelos, Kayc Alves, Ronan de Sá, Naiara Martins (Assessoria) Copidesque Wanderley Wasconcelos e Raoni de Sá Telefone e email (66) 3401-1838 / revistagenteco@gmail.com Edição Publicidade Avenida Ministro João Alberto, 360 - Edifício Ferrari, 2º andar - sala 9 - Centro - Barra do Garças - Mato Grosso CEP.: 78.600-000 - CNPJ 10.828.250/0001-78 Edição nº 11 - Março a Junho de 2018

SUMÁRIO A exploração sexual infantil

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Enfim, a água está chegando em Alto Boa Vista Iluminação de LED, asfalto e construção do cais

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18 Dislexia: a informação é a principal arma contra o transtorno 25

Circulação: A Revista Gente Centro-Oeste é editada pelo Grupo Edição Publicidade e distribuida em todas cidades do Vale do Araguaia através de circulação dirigida às prefeituras e Câmaras de Vereadores de Mato Grosso, instituições públicas, comércio, escolas, Assembleia Legislativa de Mato Grosso e Goiás, Congresso Nacional e Ministérios. Tiragem 3.000 exemplares.

NossaCapa

Bom Jesus do Araguaia: 20 mil metros de asfalto até 2020 A capa desta edição traz um dossiê sobre a instalação da primeira instituição de ensino superior de Educação a Distância de Mato Grosso. Um olhar para o futuro é o que a Faculdade Cathedral faz ao investir na modalidade de ensino que tem crescido exponencialmente nos últimos 10 anos. Os passos inéditos no Estado devem mudar a realidade da educação no Araguaia, que, só no primeiro semestre, contará com pelo menos 30 polos da instituição. Com a iniciativa do diretor Executivo da Cathedral, Sandro Saggin, à frente na foto, a promessa é que a população dos cantos de difícil acesso da região possa contar com ensino de qualidade. A foto de capa é de Marcelo Uemura. Confira na página 38. 6 Edição nº 11 de GENTE Centro-Oeste

Luciara referência na área laboratorial

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A administração está fazendo o possível para a ampliação do setor básico que, recentemente, recebeu investimentos inéditos. A aquisição de alta tecnologia para a área laboratorial e ampliação e adequações na unidade básica de saúde, tem possibilitado um serviço de excelência à população luciarense.

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Agricultura Familiar recebe reforço em Nova Nazaré 48 A Consciência Cidadã do TCE

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Reservatório vai resolver problema de água em Ribeirãozinho Após CPI, Ozemar diz que "agora é bola pra frente"

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Torixoréu vai aplicar lama asfáltica em quase toda cidade 58

Vila Rica: a maior produtora de leite do Araguaia

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Carta @o Leitor

A

modalidade Educação a Distância, mediada por tecnologias, permite que o ensino-aprendizagem seja ministrado sem necessidade efetiva de um ambiente presencial. Esse método está sendo implantado na Faculdade Cathedral de Barra do Garças para o próximo semestre e, de longe, será mais acessível que os cursos presenciais e tem expectativa de receber pelo menos 800 vagas a cada ano letivo. Para a reportagem especial o jornalista Kayc Alves Pereira fez entrevistas com o diretor da instituição Sandro Saggin, ouviu professores, coordenadores, analistas de sistemas que criaram a plataforma EAD e o resultado pode ser conferido a partir da página 32. Nesses últimos meses nossa equipe de reportagem acompanha a evolução das obras do sistema de abastecimento d’água de Alto Boa Vista que deve ser inaugurado em setembro, segundo os cálculos do prefeito Valtuir Cândido. É conveniente lembrar que os recursos da ordem e R$ 4.5 milhões chegaram àquele município na gestão de Leuzipe Domingues Gonçalves (2013-2016). Na vizinha Serra Nova Dourada, também no Norte Araguaia o prefeito José Ocimar (Ozemar) investe em abastecimento. Acima, a 90 km de Barra do Garças, Ronivon Parreira, de Ribeirãozinho, deve entregar nos próximos dias o novo reservatório de água com capacidade de 300 mil litros para cobrir a demanda existente na cidade. A 1.180 km de Cuiabá, o prefeito de Luciara, Fausto Azambuja (Faustinho), comemora a estadualização do trecho de 140 km que liga seu município a Porto Alegre do Norte que passa então a se chamar MT-412. Não tão distante dali está Vila Rica, na divisa com o Sul do Pará, em cujas pastagens é apascentado um rebanho de 700 mil cabeças de gado e que resulta numa bacia leiteira de 100 mil litros/dia. O gestor Abmael Borges incentiva sua economia rural, assim como seu colega João Teodoro, de Nova Nazaré que acabou de receber um caminhão tanque isotérmico para coleta de 3 mil litros de leite diários. Em dias de crise, a corrida contra o tempo precisa ser feita a passos largos, olhando à frente de seu tempo. A prefeita de Torixoréu, Inês Coelho, promete lama asfáltica à cidade, que resulta em um projeto inovador para a região. De outra parte está a União dos Vereadores do Norte Araguaia Xingu (Uvnax) que entende que o principal problema regional é o atendimento à saúde pública e, por isso mesmo correu a tempo para não deixar escapulir os R$ 56 milhões de verbas federais para Mato Grosso que, por astúcia da bancada mato-grossense no Congresso, deixaria de fora o Araguaia. Uma reunião da Uvnax em Confresa foi suficiente para conseguiram uma fatia de R$ 12 mi, incluindo R$ 3.5 milhões para Barra do Garças, que se dependesse de sua Câmara de Vereradores deixaria passar batido.

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CIRCUITO&CIA MPE Ana Carla Dias Lucas Masca-

renhas está à frente da promotoria única de Aragarças desde o ano de 2012, onde tramitam pelo menos 1.300 processos que passam pela Improbidade, Infância e Juventude, Saúde, Cidadania e Ambiental. Sua área de atuação, junto aos oito servidores do Ministério Público local não se limita somente ao município, mas abarca também Bom Jardim de Goiás e a histórica Baliza no Oeste goiano. Contextualizando, não se pode comparar em termo de infraestrutura o MP de Ana Carla com o da vizinha Barra do Garças, mas se somadas simplicidade e reconhecida eficiência, ambos são imprescindíveis à condução jurídica e social da região.

TRANSPARÊNCIA

Caso possuísse um brasão que pudesse dar nome a sua gestão, o presidente da Câmara Municipal de General Carneiro, Helder Caio Pereira, talvez lançasse mão do vocábulo ‘transparência’ nos dias bicudos de oscilação política por que passa seu município. Em recente data ele teceu severas críticas ao prefeito Marcelo Aquino, acusando-o, justamente, da falta de transparência na aplicação de recursos públicos, segundo seu entendimento. De sua parte ele disse que faz questão de mostrar o que faz com cada centavo na Câmara que administra.

DANIEL LAGO De poucas

palavras, o prefeito de Porto Alegre do Norte, Daniel Lago, disse à reportagem do portal Semana7 que sua administração corre contra o tempo para dotar o município de obras estruturais que possam ser relevantes à qualidade de vida de seus habitantes, e citou como exemplo o zelo com a saúde pública, educação, o projeto de asfaltar as ruas da cidade, sem esquecer os de inclusão social e da área esportiva. Quanto a sua posição política Lago não anunciou ainda quem terá seu apoio pessoal e de seu grupo político, que é significativo, nas eleições previstas para outubro.

TOYOTA A concessionária Toyota aportou em Barra do Garças. Se demorou a chegar foi porque

em data pretérita, as oficinas para a famosa marca japonesa ficavam em Cuiabá ou Goiânia, para citar as mais próximas de então. Com a transformação da cidade em polo comercial e regional do Araguaia, a Toyota engrossa a fileira de outros aportes como a Azul Linhas Aéreas, Atacadão, Cláudio Peças, uma franquia da rede de lanchonetes Giraffas, Drogaria Rosário (que desconjuntou monopólios de medicamentos em Barra) e conta-se ainda as que estão por chegar como as Lojas Americanas e o alegre retorno das Lojas Pernambucanas que nos anos 70/80 liderou a venda de tecidos na região, fechou suas portas na cidade e agora promete reabri-las.


TAQUES Candidato à reeleição, o governador Pedro Ta-

ques reconhece que não conseguiu efetivar seus compromissos firmados no decorrer de sua campanha em 2014, em seus dias áureos de popularidade. Mas isso, se tomarmos em conta a política nacional, é comum a qualquer governo que no caso de Taques avançou em infraestrutura, concluiu mais de 2 mil quilômetros de estradas, efetivou cerca de 2.500 policiais à Segurança Pública de Mato Grosso, além de ter criado a Caravana da Transformação que atendeu em torno de 50 mil pessoas que buscavam tratamento oftalmológico como cirurgia de cataratas, entre outros procedimentos. Esta ação será o seu grande trunfo eleitoral que não se sabe se poderá ser transformado em votos nas eleições previstas para outubro, quando ele terá pela frente, de início, o senador Wellington Fagundes e o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes. Haja fôlego!

BRECHÓ

SACHETTI

O deputado federal Adilton Sachetti (PSB), não se tem dúvidas, pertence à bancada mato-grossense no Congresso Nacional. Também é conveniente dizer que ele e seus camaradas foram severamente criticados por ocasião da distribuição de emendas da ordem de R$ 56 milhões para regiões do Estado, à exceção do Araguaia que ficaria de fora não fosse a ação da UVNAX (União dos Vereadores do Norte Araguaia e Xingu) presidida pelo vereador Antonio Miranda, de São Félix do Araguaia. Numa reunião relâmpago em Confresa a grita foi geral até que se conseguisse que se aportasse no Araguaia, daquele montante em reais, a bagatela de R$ 12 milhões. Contudo, as críticas foram impiedosas a Sachetti que por sua vez destinou emenda de R$ 1 milhão para o Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde sua falecida mulher foi hospitalizada para tratamento.

Foram retomadas, no início de abril, as obras de pavimentação do trecho de 54 km que liga Novo Santo Antonio, no Rio das Mortes, ao Contorno Leste, em Serra Nova Dourada. O prefeito Adão Brechó recebeu a notícia com certa indiferença lá das barrancas do belo Mortes e disse à reportagem do portal Semana7 que “iniciar é uma coisa, conclui-la, outra”. O ligeiro desdém de Brechó ressoou em Cuiabá, nas bordas do Paiaguás, justamente quem autorizou a Sinfra, através do Pró-Estradas, a tocar a obra. Não houve reação à fala do prefeito, dado que em ano político os dias são cordatos por natureza, salvo algumas farpas que às vezes são inevitáveis. Edição nº 11 de GENTE Centro-Oeste 9


ABUSO

A exploração sexual infantil

O

marco de mobilização contra a violência sexual infantil é 18 de maio. Nesta data, em 1973, em Vitória, um crime bárbaro chocou o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli” (Cabrera Crespo). Há 45 anos Araceli era uma menina de apenas oito anos de idade que teve todos os seus direitos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta capixaba. Seu desaparecimento continua um mistério. Este ano, a Polícia Rodoviária Federal mapeou pontos de maior risco de exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas brasileiras. Ano passado, a PRF flagrou 2.487 pontos vulneráveis nas estradas brasileiras. São locais com pouca

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A Polícia Rodoviária Federal fechou o cerco, efetuou prisões e, contudo, ainda são milhares de crianças vulneráveis a esse tipo de crime, apesar do combate sistemático da Justiça. Na ação de combate nacional, em 18 de maio, uma das prisões ocorreu em Barra do Garças, onde um professor foi flagrado com material de pornografia infantil

iluminação, falta de segurança, bebidas, drogas e onde os agentes encontraram crianças e adolescentes. Destes 489 são pontos considerados críticos, conforme noticiou o Jornal Hoje, da Globo. Em 2017 a PRF tirou das estradas 121 crianças, algumas já vítimas de violência sexual em postos de combustíveis, bares e pousadas para alimentação e hospedagem. Segundo a corporação, as rodovias com mais riscos de abusos e exploração sexual infantil são as BRs 116, 101, 153, e 364 e os estados com mais incidência desse crime constam da lista Ceará, Goiás, Pará, Minas, e Paraná. Apesar dos números, a PRF afirma que a quantidade de locais críticos caiu 14% em relação ao último levantamento de 2014.


Imagem de internet, no site meio&mensagem, de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no país

O combate a esse tipo de crime é feito em conjunto com o Conselho Tutelar. O presidente da Comissão de Direitos Humanas da PRF, Igor Ramos disse àquele telejornal vespertino que “a gente da voz de prisão ao autor do crime e naquele momento passa a criança aos cuidados do Conselho Tutelar ou de qualquer outro órgão da rede de enfrentamento que possa fazer o melhor encaminhamento possível. O autor é encaminhado à Polícia Judiciária Civil”. Naquele mesmo dia (18), na operação Luz da Infância 2, de combate à disseminação de material pornográfico na internet, foram expedidos 579 mandados e pelo menos 250 pessoas foram presas em 24 estados e no Distrito Federal.

Os suspeitos surpreendidos na operação estavam sendo monitorados nos últimos quatro meses, sendo 128 no Sudeste, 47 no Nordeste, 38 no Sul e 21 no Centro-Oeste, incluindo o professor de inglês ACM, de 45 anos, em Barra do Garças, cujo nome não foi revelado pela Polícia. Segundo o ministro Raul Jungmann, da Segurança Pública, aquela foi a maior operação realizada pela a Polícia Judiciária Civil em apenas um dia. Cerca de 500 mil crianças e adolescentes são vítimas todos os anos de exploração sexual no país. Ano passado, 125 mil medidas protetivas foram expedidas para conter agressões contra mulheres, crianças e adolescentes. Em cada 10 casos, apenas sete são investigados.

ÓRGÃOS FISCALIZADORES Somos uma sociedade com interesses comuns. À primeira vista dá a impressão que vai tudo muito bem, mas não vai. É preciso atitude em educação, saúde, cidadania e a presença do Estado para consertar sua vacância e começar construir uma sociedade da qual possamos sentir orgulho. O começo de tudo para que esse desejo floreça começa pela proteção à infância, à adolescência. Barra do Garças, como nas demais cidades do país, tem seu Conselho Tutelar onde um colegiado formado por cinco conselheiros trabalham pelo menos 40 horas semanais, mais plantão noturno nos dias da semana, chova ou faça sol. Com tudo isso o cenário em

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Barra do Garças deixa a desejar. Portanto, como dissemos, os membros do Conselho Tutelar são eleitos pela comunidade para acompanharem as crianças e os adolescentes e decidirem em conjunto sobre medidas de proteção para cada caso. Devido a esse trabalho de fiscalização o Conselho goza de autonomia funcional, não tem relação de subordinação com qualquer outro órgão do Estado. Sua área de abrangência cobre os bairros da cidade, os distritos de Voadeira, Vale dos Sonhos, Indianópolis e Toricoeje. O trabalho dos conselheiros é ininterrupto para garantir à criança e ao adolescente as garantias de seus direitos previstos em lei. Segundo a conselheira Katiuscia Alves da Silva Almeida, a média diária de atendimento oscila entre 15 e 20 pessoas. Os assuntos tratados abordam de violência sexual aos maus tratos, o abandono de incapaz e a maioria dos casos tem como pano de fundo a pobreza extrema,

os locais insalubres, drogas, a ausência do poder público. Soma-se ainda a esses danos a baixa frequência escolar. São casos, onde a criança sai de casa e não chega à escola que está falida e que por isso mesmo não comunica aos pais, aos responsáveis que em muitos casos sequer tomam ciência do fato. Além disso a agressão física, em muitos casos, se impõe como palavra de ordem, em substituição ao diálogo. Como se não bastasse esse ataque físico e também moral, há os maus tratos psicológicos, o abandono ou a violência sexual praticada geralmente por pessoas mais próxima à criança. Em 70% dos casos, segundo informou o coordenador do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), sediado no antigo Centro Social Urbano (CSU), em vila Santo Antonio, o psicólogo Dyumdy Araújo Makishi, a violência sexual contra menores são praticados por pais biológicos Crianças em recreação no pátio interno do PETI, na região central de Barra do Garças, de combate ao trabalho infantil

e em menor escala por avós. Isso ocorre porque geralmente o seviciador aproveita do vínculo familiar e afetivo e se isto não basta impõe-se a ameaça à criança que tem dificuldade de verbalizar situações dessa natureza. São violações graves que a sociedade não deve banalizar sob pena de efetivar sua própria desconstrução. Enquanto isso, os setores do Creas, em todas suas demandas, atende em plantões sistemáticos a média de 150 pessoas mensais. São crianças com defasagem escolar, alimentação incorreta, descuidos, apenas para exemplificar situações danosas. A professora Creonice Barreto Santana, responsável pela educação social de adolescentes infratores e que passam pelo juizado da 1ª Vara, diz que eles são ‘punidos’ com a liberdade assistida e submetidos a sessões com a psicóloga Raphaela Mendes, com assistentes sociais e prestam serviços à comunidade no Abrigo de Idosos em Aragarças (GO). Nos casos de menores homicidas eles são recolhidos no Centro de Atendimento Socioeducativo (Polo Barra do Garças), na Rua Germano Bezerra, no bairro Santo Antonio. Em todos esses setores há roda de conversas, palestras, troca de informações, além de contar com uma equipe de professores do campus Araguaia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Já o atendimento externo, que começam pelo lazer, fica por conta do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) com sede na Rua Hermano Ribeiro, região central de Barra do Garças. Segundo sua coordenadora, Rosária Bezerra Maia Martins, são inscritos naquele local 240 crianças, em dois turnos (matutino e vespertino), de famílias assistidas pelos programas Bolsa Família e do Pró-Família, que corresponde a um bônus de R$ 100 mensais. O PETI, esse conjunto de ações que têm o objetivo de retirar crianças e adolescentes menores de 16 anos do trabalho precoce, (exceto na condição de aprendiz a partir de 14 anos) é em Barra do Garças uma extensão do Cras que admite a inclusão dos menores a partir do Número de Inscrição Social (NIS). Com isso ele assegura a transferência direta de renda às famílias, oferece a inclusão das crianças e dos jovens em serviços de orientação e acompanhamento. A frequência à escola também é exigida. ASSISTÊNCIA E PREVENÇÃO

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No início de maio, no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no bairro Santo Antonio, tiveram início os trabalhos envolvendo famílias no sentido de ajudá-las na educação das crianças, através da prevenção continuada e atendimento so-


cioassistencial. “Temos sempre um novo projeto à frente”, disse a assistente social Discélia Dias da Silva, em abril, numa entrevista à reportagem de Gente. Custeado pela prefeitura de Barra do Garças e sediado no Centro Social Urbano, uma pequena equipe formada por cerca de 10 pessoas tem feito mais que o esperado no serviço de convivência com crianças dos 12 aos 18 anos. Tal esforço ganha proporção com o projeto do Paif (Proteção e Atenção Integral à Família) que orienta e acolhe grupo de mães que são acompanhadas por psicólogos, assistentes sociais, educadores, promovem ciclo de palestras, desenvolvem oficinas com foco no desenvolvimento social das pessoas envolvidas. Para tanto há o enfoque para as rodas de conversas, o canto coral, o baile às quintas-feiras com um grupo formado por cerca de 170 idosos. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, o Cras é a porta de entrada da Assistência Social e está presente “em áreas de maior vulnerabilidade social para fortalecer a convivência com a família e comunidade desse entorno” e, com isso “possibilitar o acesso da população aos serviços, benefícios e projetos de assistência social, se tornando uma referência para a população local e para os serviços setoriais”. O Cras faz ações com a comunidade, promove ciclo de palestras, campanhas, eventos em busca de soluções para o enfrentamento de problemas “como a falta de acessibilidade, violência no bairro, trabalho infantil, falta de transporte, baixa qualidade na oferta de serviços, ausência de espaços de lazer, cultural, e ausência do Estado, como se tem dito. Dentre os serviços ofertados pelo Cras está o de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). No Cras, as pessoas são orientadas sobre os benefícios assistenciais e podem ser inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal. Famílias e indivíduos em situação de risco social, pessoas com deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil, pessoas inseridas no Cadastro Único, beneficiários do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Em casos assim a meta é procurar o Cras. A unidade é pública e os serviços são gratuitos. Barra do Garças possui duas unidades, a do Santo Antonio e outra no setor Nova Barra, o Cras Construir, (a 6 km do centro da cidade pela perimetral do Zeca Ribeiro), onde são acolhidas crianças e adolescentes. No Cras Santo Antonio estão inseridas no Serviço de Convivência 165 crianças, 47 adolescentes e 472 famílias.

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Promotora Nathalia Carol, do Ministério de Público de Barra do Garças.

O constante alerta em defesa da criança Na região do Araguaia o combate contra a exploração sexual de crianças é intensivo. Muitos órgãos estão à frente dessa luta como o Ministério Público, polícias e Judiciário

H

á várias instituições atentas aos problemas que afetam crianças e adolescentes em Barra do Garças. Dentre elas está o Ministério Público. A reportagem ouviu a promotora Nathalia Carol Manzano Magnani, que foi clara ao afirmar que a situação que envolve menores “é grave e por isso mesmo atuamos em diferentes aspectos de modo que os casos sejam resolvidos com esperada urgência que eles merecem, que a resposta seja condizente com a gravidade da situação, punindo os culpados e dando amparo às vítimas da melhor maneira possível”. Além disso, a começar por esse trabalho repressivo, “temos nos engajado em campanhas preventivas, procurando alargar o diálogo com a comunidade, assim como divulgar as formas de denúncias para desse modo facilitar a repressão a esses crimes”, disse a promotora ao se reportar que ano passado o Ministério Público realizou uma campanha, sempre com parcerias, que levou arte e educação através do teatro a todas as escolas, públicas ou privadas do município, no sentido de esclarecer sobre o perigo que ronda crianças e adolescentes na cidade e também em comunidades do interior. Naquela campanha, utilizando o teatro

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como modelo de aprendizagem, foram feitas abordagens conscientizando sobre a gravidade que cerca as crianças. Outra campanha foi realizada em maio com o Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente de Barra do Garças (por ocasião do Dia Nacional da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes) quando várias atividades chegaram ao seu público alvo, incluindo pais e responsáveis para que o assunto não fique encoberto e que as crianças e adolescentes “não se vitimizem”, mas se empoderem de informações sobre o tema, saibam como agir quando abordados pelo o abusador ou, em situações já em curso, procurar ajuda, fugir do ciclo horrendo da exploração sexual. Televisão e redes sociais, mesmo que de modo involuntário, carregam sua parcela de culpa. O Ministério Público defende sugestões de indicativos para o público alvo na TV, mas segundo a promotora, na rede social é mais difícil esse controle. “É preciso que os pais ou responsáveis saibam o quê os filhos acessam na internet”, diz. Especialistas asseguram que o acesso de conteúdo pornográfico pode despertar a sexualidade precoce e em momento inadequado. Nathalia assegura que há casos graves de abusos sexuais cometidos por membros da família ou por pessoas que possuam vínculos afetivos com a criança ou com o adolescente. A promotora diz que os culpados são punidos, que as respostas para esses casos “são rígidas” e que há ações protetivas às crianças que são vítimas desses casos. Em Barra do Garças, a Polícia Judiciária Civil investiga casos através da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. Segundo a investigadora Andreia Guirra, são abertos em média 30 inquéritos por ano,

referentes a exploração sexual infantil ou a menor de idade na circunscrição da delegacia, que abrange Barra e Pontal do Araguaia. Ela considera o número alto para uma região “pequena”. Os casos mais frequentes são aqueles abusos que ocorrem em casa, em que a criança é abusada por parentes ou amigos da família. “São pessoas bem próximas, ou mesmo pais biológicos ou padrastos, que abusam das crianças”, relata. De acordo com a investigadora, esses casos são mais comuns do que exploração a menor, através de prostituição. “Sabemos que existe [o aliciamento de crianças], pelo fluxo grande de veículos, por ser divisa de estado. Já tivemos algumas operações que investigaram esse tipo de crime.” Ela menciona as operações Boneca de Pano, a qual pode atuar como investigadora em uma delas. O caso de aliciamento de menores por um taxista em Barra do Garças ganhou repercussão nacional. As meninas eram levadas pelo taxista até o ponto de encontro com o cliente, que pagava o valor de R$ 170,00. O taxista ficava com R$ 120,00, pela corrida de taxi e pelo aliciamento, enquanto a menor ficava com R$ 50,00. “Nessa operação, a gente percebeu a fragilidade das vítimas. Novas, muito pobres e que precisavam daquele dinheiro. Elas não faziam aquilo para ter uma vida fácil ou de luxo”, destaca Andreia. Nesses casos, conta a agente da Polícia Civil, após a conclusão do inquérito, a vítima é encaminhada a assistência psicossocial do município. Uma mudança no trâmite da investigação em casos de exploração a menores é que a vítima não poderá dar depoimento na delegacia. Segundo a modificação na legislação sobre o assunto, a criança agora poderá falar, durante o inquérito, apenas a um psicólogo. Andrreia vê a mudança com preocupação uma vez que um profissional da psicologia não é treinado para colher depoimentos. “Reconheço que a criança é exposta a vários lugares para ser ouvida, como na delegacia, no fórum, no Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Mas o psicólogo não tem o mesmo olhar investigativo que a polícia tem”, explica. Para ela, outra solução seria tomar o depoimento na presença de um profissional da psicologia e de um policial. “A gente está passando para o psicólogo uma atribuição que é da polícia. A qualquer momento isso vai causar um nó no sistema. Mas se a lei está determinando, é o que a gente está fazendo agora”, afirma. Durante um inquérito de exploração sexual a menor, era comum que a delegacia responsável estabelecesse uma relação de confiança com a vítima. Para o bom andamento dos trabalhos da Polícia Civil, dele-


Andreia Guirra, investigadora de polícia e presidente da Rede de Frente

gado e agentes desenvolviam um contato profissional, porém, de proximidade. Assim o menor se sentia confiante em falar sobre o caso, ao longo da investigação. Agora, com a modificação na lei, consequentemente, o policial se afasta da criança, o que não exime que cuidados ainda sejam tomados. “A gente tenta deixar a vítima, [quando é necessário que ela esteja] dentro da delegacia, o mais confortável possível, porque a gente sabe que esse não é um lugar para criança”, conclui Andreia. Para concluir, a pergunta que não quer calar é o que a Justiça tem feito para impedir que o abuso sexual contra crianças e adolescentes continue a devastar famílias a partir de seu lado mais vulnerável. A reportagem procurou o juiz da Vara da Infância e Juventude de Barra do Garças, Michel Lotfi, que não preteriu a nenhum assunto posto a sua mesa e começou por dizer que abuJuiz da Infância e da Juventude, Michel Lotfi, em seu gabinete em Barra do Garças

sos dessa natureza ocorrem em todas as sociedades. “Em Barra, com rigor absoluto, temos feito o possível para punir exemplarmente os culpados”, disse ele. Para desferir esse combate sistemático contra o abuso sexual, segundo Lotfi, a Justiça trabalha em sistema de rede com o Conselho Tutelar, o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), Ministério Público, Defensoria Pública, PETI, as polícias, rede de saúde, professores, escolas para se chegar ao autor presumível de um fato. “É preciso que não haja omissão dos poderes, da sociedade como um todo para que a criança se sinta segura, amparada e possa com isso, contar se está sendo vítima de qual seja o abuso”. Lotfi frisa, assim como fizera outros entrevistados para esta reportagem, que esse tipo de crime ocorre geralmente na casa da própria criança, em locais de seu convívio, às vezes acobertado pelo silêncio e o medo e, por mais que se repreenda, não se consegue extinguir esse mal que apesar de acontecer aos mais vulneráveis do ponto de vista econômico, termina por não escolher classe social. “À Justiça cabe apurar e punir diante do desafio maior que são os adultos que cercam essas crianças. Ele precisa ter a perspicácia de perceber qualquer mudança no comportamento que pode ser o sinal de que tenha sofrido ou que está prestes a sofrer abusos". Olhar atento. Ninguém em sã consciência pode ser omisso diante de qualquer afronta que possa ferir a intimidade da criança, do adolescentes, seus direitos constituídos. Qualquer sinal neste sentido pode ser o momento de acionar as autoridades públicas. Ao alcance da mão está o Disque 100 da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. A denúncia pode ser anônima, enquanto o silêncio e o medo estão presentes nos casos mais corriqueiros.

Abandono de incapaz

Por Emerson Santiago

Abandono de incapaz é o nome dado a um crime previsto no artigo 133 do código penal brasileiro, definido pelo mesmo como abandono de pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, é incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono. Para tal ilícito é prevista a detenção de seis meses a três anos. Há ainda algumas considerações supervenientes relacionadas a este tipo penal. Caso o abandono provoque lesão corporal de natureza grave, ou ainda a morte, a pena é aumentada de duas até vinte e quatro vezes. É também previsto o aumento de um terço caso o abandono ocorra em lugar ermo, ou se o agente é ascendente ou descendente, cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima, ou finalmente, se a vítima é maior de sessenta anos. O ato de abandono coloca em xeque a relação jurídica de cuidado, guarda, vigilância ou autoridade. Na verdade, é comum, que vários desses aspectos coexistam, ao menos em parte. Um pai que saia a passeio com seu filho menor mantém sobre ele os deveres de cuidado, vigilância, guarda e autoridade. O médico em face de seu paciente assume dever de cuidado. Um diretor de penitenciária tem a custódia (guarda) dos sentenciados, exercendo sobre eles sua autoridade, nos termos da lei. O motorista que oferece carona a uma pessoa inválida assume compromisso de guarda e vigilância, não podendo deixá-la em lugar perigoso, do qual se afaste voluntariamente. Quando é mencionado o crime de abandono de incapaz, a primeira associação feita pelo público é o da quebra da relação de cuidado de um pai ou mãe para com seu filho ainda em tenra idade, mas, como visto pelos exemplos acima, o ilícito pode envolver diferentes pessoas. Com o abandono, há o perigo concreto, que se traduz no ato de afastar-se da vítima, colocando-lhe em risco a vida ou a saúde. Haja vista a gravidade da conduta, é fundamental o distanciamento físico entre réu e ofendido, onde o sujeito ativo se aparta da pessoa da vítima, que permanece onde de hábito se encontrava ou a leva propositadamente para outro local, em que é exposta a perigo. O estatuto do idoso, em seu artigo 98 criou uma nova figura delituosa dentro do âmbito do abandono: "Abandonar o idoso em hospitais, casas de saúde, entidades de longa permanência, ou congêneres, ou não prover suas necessidades básicas, quando obrigado por lei ou mandado. Pena - detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos e multa".

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ALTO BOA VISTA

Enfim, a água está chegando! Criado em abril de 1991, o município de Alto Boa Vista ainda enfrenta problemas de ordem estrutural. A água encanada, a exemplo, é um deles

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foto que ilustra este texto é de dona Conceição Francisca dos Reis, 71 anos, mãe de seis filhos, aposentada, residente no bairro Campinas, em Alto Boa Vista. Com duas caixas d’águas e um tambor ela armazena água que é distribuída por caminhões pipa a mando da prefeitura, durante a semana. À reportagem de Gente, dona Conceição disse que é complicada a escassez de água. "Às vezes ficamos ansiosos quando estamos em dúvida se o caminhão d’água virá ou não. A demanda é grande porque atende toda a cidade. Não é fácil viver cer-

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cada de incertezas”, disse. Sobre a obra em curso de implantação do sistema de abastecimento de água, ela foi categórica em afirmar que "só vendo para crer”. Sua vizinha de bairro há 20 anos, dona Roseli Ortega, diz que às vezes os pipas só aparecem duas vezes por semana. “Quando isso acontece só temos a Deus para pedir ajuda. Ainda bem que temos Deus, porque às vezes ficamos sem saída, sem solução”. A reportagem apurou que praticamente todas as casas de Alto Boa Vista possuem pelo menos um reservatório para receber a carga dos caminhões pipa. Esta ronda de abastecimento para servir a cidade custa aos cofres da prefeitura R$ 120 mil mensais. Além das caixas d´água nas portas das casas, os moradores precisam utilizar uma bomba que puxe a água para uma caixa interna, de uso doméstico. É assim o cotidiano dos moradores de Alto Boa Vista, que remonta os dias de sua fundação no ano de 1991. Com objetivo de colocar fim à situação e acabar com o sofrimento de sua gente, logo nos primeiros dias de sua gestão o prefeito Valtuir Cândido deu início à construção do sistema de água. Ele diz que o abastecimento de água tratada será de longe a maior obra pública já realizada em seu município, não somente pelo seu

valor (R$ 3,5 milhões), mas por sua importância social. Valtuir diz que está "correndo sempre para Cuiabá” na tentativa de solucionar os problemas da cidade, do interior do município. "Tenho sido criticado por isso. Dizem que viajo demais, que não fico na prefeitura. Não gosto desse vai e vem, é cansativo e perigoso. Mas como fui eleito para resolver esses problemas, faço meu papel e por isso pretendo resolver esse problema da água", garante. Ele disse à Gente que do total de R$ 3.5 milhões de emendas destinadas pelo deputado Carlos Bezerra ao sistema de capacitação e distribuição de água, restam R$ 1.3 milhão referente a quarta e última parcela que deverá ser liberada nos próximos dias pela Funasa, já que foi feita a vistoria nas três etapas já efetivadas. A Funasa deve liberar o recurso final da quarta etapa e a empresa terá então o prazo de 60 dias para entregar a obra. O sistema de encanamento de 7 km a partir do córrego Três Pontes e que vai ligar ao reservatório com capacidade de 600 mil litros à cidade já se encontra a 2 km da região central de Alto Boa Vista. Segundo Vantuir, “o serviço mais complexo já está pronto” para interligar as residências como a de dona Conceição e de sua vizinha Roseli Ortega. Ao todo serão


feitas 600 ligações na cidade. Falta pouco para totalizar o atendimento local. Concluída as etapas, o prefeito diz que vai implantar hidrômetros nas residências e naturalmente cobrar pelo consumo. Hoje, não existe sequer uma taxa simbólica em relação aos pipas, tudo é gratuito. Com uma arrecadação abaixo do necessário, a cobrança pela água vai tornar o abastecimento sustentável. Os moradores estão cientes de que vão pagar pelo consumo mensal e quanto a isso estou tranquilo”, diz Valtuir. Assim que o sistema de água estiver a pleno vapor, o município terá uma economia média de R$ 120 mil por mês. “O que estamos gastando com água vamos empregar em asfalto. Isso mesmo, vou transformar água em asfalto” graceja com o trocadilho. “Minha meta é concluir o quanto antes o problema água para depois mirar a pavimentação asfáltica. Sofremos demais com a poeira e com nossas ruas asfaltadas teremos a certeza que os atendimentos nos postos de saúde terão queda significativa, principalmente de crianças e idosos que sofrem com problemas respiratórios no período de estiagem, quando a poeira toma conta da cidade”, diz. Em seus cálculos, até o final de 2019 cerca de R$ 2 milhões serão investidos em pavimentação asfáltica. Este valor será, segundo disse, proveniente de emendas parlamentares dos deputados, Nilson Leitão e Victório Galli. Cada emenda será de R$ 300 mil, além dos recursos próprios da prefeitura. O serviço deve

Valtuir diz que do total de R$ 3.5 milhões de emendas ao sistema de capacitação e distribuição de água, restam R$ 1.3 milhão referente a quarta e última parcela

iniciar tão logo seja liberada a licença do local onde vamos retirar o cascalho e que deve ocorrer nos próximos 60 dias. Há 18 meses à frente da prefeitura, Valtuir se diz realizado, principalmente com o andamento da obra mais esperada em Alto Boa Vista que vai contemplar também a Agrovila Mãe Maria, com cerca de 25 famílias. O projeto de assentamento Casulo está entre essas prioridades para abastecimento de água. O prefeito disse que a demora para a concretização de obras públicas no município tem uma grande vilã que responde pelo nome burocracia. “Com ela à frente tudo pode acontecer, mas muito devagar com um documento dali, assinatura de cá, um vai e vem sem fim, é muito complicado", explica. Valtuir disse que nesses poucos meses de gestão “posso ter errado, mas tentando fazer certo, mas nem tudo é possível se concretizar. Na administração pública "uns plantam, outros regam, outros colhem". PEQUENOS PRODUTORES

A prefeitura municipal trouxe para Alto Boa Vista um reforço para a patrulha mecanizada ao adquirir uma calcareadeira, roçadeira, grade, trator e uma plantadeira para agregar benefícios a agricultura familiar do município. As máquinas foram adquiridas por meio de uma emenda do deputado federal Carlos Bezerra e do deputado estadual Silvano Amaral. O prefeito relatou que o objetivo da aquisição das máquinas é atender com mais eficiência o setor agrícola na manutenção de estradas, entre outras atividades diárias. "A demanda é grande em toda a extensão do município. Com estes novos equipamentos vamos atender com mais facilidade as necessidades da comunidade", diz. Na página ao lado, dona Conceição vive peleja contra o racionamento de água e o prefeito Valtuir Cândido que promete água encanada ainda este ano

Convênio para economizar Em reunião com vereadores ocorrida em maio, o prefeito de Alto Boa Vista, Valtuir Cândido (PSC) anunciou a intenção de firmar convênio com uma clínica médica baseada em Confresa. Segundo disse, a finalidade é economizar gastos com diárias, combustível, manutenção de veículos, além de passagens de ônibus a pacientes, servidores, entre outros. Segundo seus cálculos, esse convênio trará uma economia ao município da ordem de pelo menos R$ 20 mil mensais e que pode ser revestida na própria saúde pública. Para realizar este seu intento é preciso autorização da Câmara de Vereadores. “Quero melhorar os investimentos na compra de medicamentos, contratação de médicos e manutenção de ambulâncias”, ressaltou. A secretária de Saúde do município, Débora Kátia dos Santos Silva, disse na ocasião que, depois de estudos, chegaram à conclusão que muitos exames podem ser feitos em Confresa, que está a cerca de 170 km de Alto Boa Vista, na 158, contra os mais mil de Cuiabá. Segundo Débora, o convênio será bom com relação ao custo benefício, posto que a Clínica Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), em Confresa, dispõe de equipamentos de ponta, “sem necessidade de recorrer à capital” para onde são encaminhadas a média mensal e 20 pessoas, sem contar os casos de urgência e emergência, que são os pacientes de UTI.

Regularização fundiária Os primeiros 59 títulos de propriedade da gleba Bandeirantes foram entregues em maio aos seus proprietários. A área foi regularizada pela prefeitura de Alto Boa Vista que tem no cartório outros 40 títulos destinados a pequenos agricultores. A administração municipal defende que a regularização daquela gleba influi diretamente na economia local, através da geração de emprego e renda no campo. De acordo com o prefeito Valtuir Cândido da Silva, a leva de regularização que chega à Bandeirantes é resultante de articulação entre ele, o deputado federal Carlos Bezerra (MDB) e o estadual Silvano Amaral (MDB). Os entendimentos com o Incra já garantiram mais de 100 títulos de propriedade, dentre os quais os 59 citados. Na cerimônia de entrega dos títulos em 26 de maio e Valtuir destacou a importância da economia rural para o seu município. Com o título de propriedade o pequeno agricultor adquire uma série de garantias sem vínculo com o Incra. Torna-se possível, então, buscar crédito junto a bancos, abrir financiamentos para aquisição de máquinas e implementos agrícolas, entre outras possibilidades de investimentos de curto e longo prazo. As vantagens se estendem ainda à economia de Alto Boa Vista que poderá arrecadar sobre as terras regularizadas e sobre a produção pecuária e agrícola. Edição nº 11 de GENTE Centro-Oeste 17


ARAGUAIANA

Iluminação de LED, asfalto e construção do cais Cenas do ponto alto do desfile do aniversário dos 32 anos de emancipação política de Araguaiana, uma cidade histórica e referência de colonização no Araguaia e no Leste mato-grossence

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omo nos anos anteriores, o mês de maio foi devidamente marcado pelos araguaianenses que saíram às ruas para comemorar de 10 a 13, o início dos festejos dos 32 anos de emancipação política da centenária Araguaiana, um dos primeiros marcos de civilização no Leste de Mato Grosso, quando no final do século 19 passou a receber as primeiras levas de garimpeiros da região que tinham como referência, além do Araguaia, os garimpos de leito e ribanceiras do Garças. Para as comemorações dos 32 anos a prefeitura do município organizou o tradicional desfile cívico aberto pelo Exército, Aeronáutica, Bombeiros, alunos da rede municipal e estadual de ensino, carros alegóricos e participação em massa de populares que saíram às ruas para homenagear a histórica cidade, cujo marco de fundação ultrapassa a 200 anos. Logo depois do desfile o prefeito Getúlio Dutra ajudou a fatiar um bolo entre populares para em seguida entregar 30 kits de irrigação a pequenos

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agricultores sediados em Volta Grande, à margem esquerda do Araguaia, no interior do município. A programação de aniversário prosseguiu até o domingo, 13, com variedades de atrações, rodeios todas as noites e entrada franca. Toda a programação foi acentuada por shows musicais com as duplas Gilberto e Gilmar, Mário e Thizil, a cantora Débora Vitória e o show nacional Humberto e Ronaldo. A apresentação da noite de 12 de maio a prefeitura solicitou aos espectado-

res e foi prontamente atendida em 1 quilo de alimento por pessoa. No encerramento, dia 13, o show ficou por conta da dupla Henzo e Vinícius. Em proveito ao ensejo o prefeito inaugurou a iluminação de LED nas ruas do centro comercial, cuja obra foi tocada por sua administração ao custo de R$ 300 mil contidos nos cerca de R$ 7 milhões já investidos no curso de sua administração que teve início em janeiro do ano passado. Getúlio Dutra entregou também a pavimentação asfáltica do Jardim Urânia e disse que pretende aplicar este ano 100 toneladas de lama asfáltica em ruas da cidade com recursos da ordem de R$ 150 mil, já depositados em conta da prefeitura, segundo disse. Com a lama asfáltica deve ser refeita a sinalização horizontal como faixa de pedestre, entre outros. Soma-se a esses feitos o anúncio de construção e 200 casas populares através do governo federal e contrapartida do município. Os futuros moradores já foram cadastrados para o programa. HISTÓRIA - Araguaiana foi o primeiro município criado no Leste mato-grossense, em 8 de junho de 1913, com cerca de 216 mil km². Com a chegada da Fundação Brasil Central em Aragarças, a cidade ficou fora da rota da 158 e com a Lei Estadual 121 de 15 de setembro de 1948 terminou por perder o status de município para Barra do Garças, restituindo-o novamente em 13 maio de 1986.


Saúde Pública é vista como prioridade pela gestão O prefeito Getúlio Dutra gosta de surpreender seus interlocutores utilizando frases de efeito, a exemplo desta ao receber a reportagem do portal Semana7: “Se o assunto é saúde, Araguaiana vai bem”, enquanto a cidade se preparava para os festejos dos 32 anos de emancipação política, comemorada em maio com a devida pompa tanto pela administração como pelos seus moradores com desfile cívico, sete shows musicais com entrada franca e o tradicional rodeio todas as noites, além de 16 mil reais em prêmios. Ao detalhar sua arte de coordenar sua administração, Dutra disse que, corre à frente em Saúde Pública. “Cuidamos dos pacientes na cidade ou quando encaminhados para os polos de Barra do Garças, Cuiabá ou mesmo Barretos, no interior paulista”, diz ele, depois de apresentar o organograma com a estrutura física de sua Secretaria de Saúde que conta com os setores de Unidade Básica, Pronto Atendimento, Centro de Reabilitação, Núcleo de Vigilância em Saúde, Regulação Municipal, Farmácia Básica, Laboratório de Análises Clínicas, Ouvidoria e as vigilâncias Sanitária, Ambiental e Epidemiológica. Esse aparato, segundo disse, permite a presença de médicos 24 horas no Pronto Atendimento Municipal (PAM). Em função desse cuidado, pessoas de municípios que

são referência como Barra do Garças às vezes recorrem a Araguaiana onde não há falta de medicamentos. “Nossa equipe está atenta para que o estoque esteja abastecido e os profissionais nas unidades sejam eficientes”, diz. A secretária de Saúde do município, Vera Dantas, na entrevista à equipe de reportagem de Gente mostrou um relatório em maio dando conta das atividades praticadas ano passado, onde indica, entre outros, 70 mil procedimentos, a contar 31 mil no Pronto Atendimento, 9.548 consultas médicas e 263 casos de emergências. Na Unidade Básica de Saúde somam outros 10.981 atendimentos, 2.086 de consultas médicas e outros 8.678 variados. Na planilha de 2017 constam que 1.800 procuraram serviços odontológicos, (exodontia, orientações, restaurações) e 8 mil exames de análise clínicas distribuídos em 18 tipos. De outra parte, a Farmácia Básica atendeu cerca de13 mil pessoas, além de encaminhamento para Central de Regulação em Barra do Garças ou Cuiabá. Destes, 1.368 são referentes a exames clínicos específicos. Dutra diz que ninguém em Araguaiana fica sem atendimento. "Aqui a pessoa liga para o serviço e a ambulância vai buscá-lo em casa. A cidade tem quase um disque saúde. É mais uma conquista, vamos avançar mais”, garante.

O turismo e o bem estar

Em todos os dias do ano o rio Araguaia é atração turística. Seu encanto que atrai visitantes de todas as regiões do país e do exterior, tem despertado nas últimas décadas atenção de gestores que, através de investimentos estruturais devolvem à cidade o seu porto, o local de atracação das primeiras canoas no final do século 19. A inauguração de obras foi o ponto alto dos festejos de aniversário de Araguaiana, embora a euforia crescente tenha ficado por conta da expectativa em torno do lançamento daquela que deverá ser a maior conquista da história de Araguaiana que será a construção da orla portuária com mais de 10 mil metros quadrados e orçada, inicialmente, em R$ 2,5 milhões. Para sedimentar suas bases, a prefeitura já indenizou famílias ribeirinhas, enquanto o governador Pedro Taques deve dar ordem de serviço nos próximos dias. Getúlio Dutra ao falar dos recursos que serão empregados na obra citou R$ 200 mil em emendas do deputado Baiano Filho, R$ 800 do Estado e contrapartida de R$ 300 da prefeitura. Com vistas no potencial turístico, a prefeitura de Araguaiana aposta em sua transformação econômica ao investir pesado em turismo e centralizar parte das atrações das férias para a cidade que tem a sua porta o rio Araguaia com seus 2 630 km de extensão, praias de areias brancas e o convite da fauna e da flora para a prática do turismo ecológico. À metade de seu percurso o Araguaia se divide em dois braços que se encontram 500 km depois, antes de desaguar no Tocantins, formando com isso o santuário ecológico Ilha do Bananal com cerca de 20 mil km². É em sua barranca, à margem esquerda, a 54 km abaixo de Barra do Garças, que o prefeito Getúlio Dutra pretende inaugurar nos próximos meses a orla do cais com cerca de 10 mil metros quadrados. Será um complexo turístico com vestuário, quiosques, quadras de vôlei, de areia, academia ao ar livre, espaço de convivência, teatro de arena, palco de shows, área de contemplação, play ground, entre outros. Toda essa estrutura vai proporcionar riqueza, empregos, lazer, qualidade de vida numa cidade que se transforma e aposta no turismo sustentável.

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ALTO ARAGUAIA

Câmara de Vereadores ganha prédio novo Depois de 11 anos em obras, finalmente a 'casa do povo' será entregue à comunidade de Alto Araguaia

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ocalizada no setor Aeroporto, o novo prédio da Câmara Municipal de Alto Araguaia deve ser entregue nos próximos dias, uma vez que espera apenas que os técnicos da concessionária Energisa ligue o padrão de energia para que seja feita a climatização, instalação de máquinas, computadores e eletrodomésticos, conforme informou o vereador presidente Jorge Antônio de Melo. A obra estrutural foi iniciada em 2009, na gestão do então presidente Gustavo Melo, hoje prefeito do município. O prazo de conclusão seria de dois anos, mas foi paralisada no mandato do seu sucessor, Vanderalques Jorge Antônio Melo, presidente da Câmara Municipal de Alto Araguaia: dinheiro do contribuinte te que ser bem aplicado

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de Castro, devido abandono da construtora, enquanto o caso, como se esperava, foi parar no Ministério Público Estadual. Vencidos todos os prazos, Jorge Melo priorizou a conclusão da obra, visando a economia mensal de R$ 2,7 mil ou, se preferir, R$ 32 mil anuais em aluguel, uma vez que o Legislativo local funciona no prédio da agência do Banco do Brasil, na região central da cidade. Com entusiasmo Jorge diz que “a nova Câmara será um cartão postal da cidade” com mais de 1500m2 de área construída e de longe um dos maiores auditórios da região com capacidade para 200 pessoas

sentadas, um gabinete para cada um dos 11 vereadores com sala de espera, de reunião, salas administrativas, contabilidade, hall de entrada e estacionamento. Ele disse à reportagem que foram investidos recursos da ordem de R$ 544 mil. O prédio levará o nome do pioneiro Rodolfo Sereverino Rodrigues, (Rodolfo Léco) que foi um carpinteiro e construtor de carros de bois no município que procura zelar por sua tradição cultural. Em outras duas cidades do Araguaia estão sendo construídos novos prédios para o Legislativo. O vereador Valdenício Anjos (Vavá), de Querência, está à frente do canteiro de obras da construção de um anexo avaliado em R$ 600 mil, “em fase final de acabamento”, conforme disse à reportagem do portal Semana7. Quanto ao prédio de Água Boa, as obras estão em curso inicial e devem ser entregues no início de 2019, ao custo de R$ 709 mil. Destoando desse princípio básico, o de se construir, o presidente da Câmara de Vereadores de Barra do Garças, Miguel Moreira da Silva (Miguelão) preferiu, lá de sua forma autoritária de gerir os recursos públicos, alugar um anexo onde abriga os gabinetes de Julio Cesar, Alex Matos, Kleber Fabiane e Sivirino Sousa, que a exemplo de seus pares, embora 'zelosos' do interesse público não souberam o quanto o contribuinte paga pelo anexo. A reportagem fez um levantamento no local e apurou que aluguel de um prédio comercial, ocila entre 4 a 5 mil reias. Considerando que sejam 4 mil mensais, chegar-se-ia facilmente 192.000,00 reais numa só legislatura.


ALTO GARÇAS

Singolano investe na melhoria de saúde pública e estradas

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equipe do prefeito de Alto Garças, Claudinei Singolano, está realizando nesses últimos meses várias ações para melhorar a saúde dos Alto-garcenses. Com este propósito foram feitas campanhas de prevenção, reformas, manutenção e ampliação de plantões médicos com aumento de números consultas e exames, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. Foi implantado no município o chamado acolhimento humanizado e com classificação de risco, além da qualificação das equipes de servidores e agentes comunitários de saúde e endemias. Os PSFs foram dotados de novos equipamentos, passando a ter suporte necessário para realizar atendimentos de pequenas urgências, com novas metas de atendimentos. A Secretaria da Saúde está estruturando as UPAs e PSFs, assim como o Pronto Atendimento visando melhorar o serviço neste setor. Foram entregues, portanto, diversos aparelhos de grande importância para auxiliar o trabalho do médico e das equipes de enfermagem. Dessa forma, houve um aumento considerável na realização de consultas e exames, se comparados com o ano

anterior. O número de consultas médicas, exames laboratoriais, procedimentos entre outros já chegou a mais de 15.707 até abril. ESTRADAS

A Secretaria de Obras do município continua ação intensificada de serviços de patrolamento e recuperação das estradas da zona rural. O trabalho de restabelecer essas estradas tem como objetivo garantir o tráfego do transporte escolar, veículos e escoamento da produção. Dados da secretária de Obras e vice-prefeita, Adelaide Hermes Ribeiro, a operação de recuperação faz parte do planejamento da pasta e os serviços são intensificados durante este período devido às situações climáticas da estiagem que aumentam o sucesso da recuperação. De acordo com Claudinei Singolano, a meta de recuperar as estradas vicinais é essencial, pois a economia do município depende muito da zona rural além de muitas vias serem trajeto de linhas do transporte escolar e lembra que estão sendo consertadas pontes durante esta operação.

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RÁDIO ARUANÃ

O desafio é continuar com credibilidade O advogado Fernando Farias agrega ao seu currículo a alçada de orientar a migração da mais antiga rádio de Barra do Garças da modulação AM para a FM

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s vésperas de por a Aruanã em FM no ar, o diretor da rádio, até então AM, Fernando Saldanha Farias, afirma que o público não vai perder a seriedade que a casa conquistou nos 40 anos de transmissão. Com a migração prevista para o próximo agosto, a expectativa do advogado é que a emissora em frequência seja uma das maiores rádios em área coberta do Araguaia mato-grossense. Em entrevista à revista Gente Centro-Oeste, ele falou sobre o veículo de comunicação e sobre essa nova fase, que se mescla com sua própria trajetória na região. “Além de preservar o nosso ouvinte mais antigo, aquele que nos escuta há 40 anos, nós queremos contemplar uma nova faixa etária, o jovem, antenado na internet”, afirma Fernando. Diretor da rádio há pouco tempo, ele recebeu a alçada de orientar a migração de modulação da Aruanã, de amplitude (AM) para a frequência (FM). Segundo o advogado, toda a

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programação é pensada para o atendimento aos dois perfis de público. Mas a idade do ouvinte não é a única variável nessa equação. A direção da rádio também leva em consideração, na mudança, a dimensão do alcance territorial e a abrangência da conquista no espaço urbano, com a modernização da emissora. A grande maioria do público da Aruanã em AM era composta por pessoas do meio rural. “Eram fazendeiros, produtores, a pessoa que acorda cedo e vai tirar o leite, vai trabalhar”, explica Fernando. A marcante preocupação com o jornalismo na emissora em AM vai dividir espaço com o necessário entretenimento. A inclusão desse fator na programação é a cartada para a diversificação do público. Com as possibilidades da FM, entre elas, a ausência de ruídos e problemas no sinal, o entretenimento musical ganha espaço para ser mais explorado. O diretor adianta que a interação com o público ficará por conta, principalmente, das novas tecnologias da

comunicação e das redes sociais. Tradicional no jornalismo, durante as quatro décadas, a rádio não quer deixar a função social que exerce há tanto tempo. É com a proposta de ser “uma ferramenta da população perante os serviços públicos”, que ela quer se apresentar em nova modulação. “Nós vamos ser um braço do povo. Nós estaremos reivindicando melhorias nas cidades, vamos fazer um tratamento com os bairros, para saber quais as dificuldades que cada um deles tem. Sempre ouvindo a outra parte”, ressalta o diretor. Fernando avalia que o maior desafio hoje à mídia local, assim como em qualquer região, é manter a credibilidade. Ele destaca tal qualidade como fundamental aos veículos informativos e de difícil resgate em caso de perda. “Há muitos anos nós conquistamos credibilidade. Nossos ouvintes acreditam no que é dito na rádio”, relata. “A missão maior nossa é dar seguimento nesse aspecto, que nós consegui-


mos manter por todos esses anos.” A rádio está na fase final de adaptação, recebendo os últimos equipamentos e aos cuidados dos técnicos para os ajustes. A estrutura montada adéqua a emissora ao padrão classe A de radiodifusão, grupo com alcance superior. O sinal chegará a pelo menos 14 municípios da região que cerca Barra do Garças, o que deve garantir um público de mais de 200 mil pessoas. Com a responsabilidade nas mãos, Fernando se compromete a entregar a mudança nos primeiros meses do segundo semestre. Formado há 10 anos em Direito, na Faculdade Salgado de Oliveira, em Goiânia, e exercendo a advocacia há oito, o diretor da rádio Aruanã agrega mais essa experiência ao seu currículo. Ele já trabalhou como assessor jurídico do Consórcio Intermunicipal de Saúde de Barra do Garças e ocupou o cargo de diretor regional na unidade do município da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema). Na advocacia, foi enfrentando os desafios da profissão que Fernando tem trilhado sua carreira no município. Ele menciona o crescimento do número de advogados como uma das dificuldades enfrentadas em todo país. Das duas instituições de ensino superior de Barra do Garças que oferecem o curso de Direito, saem bacharéis semestralmente para ingressar no mercado de trabalho. O grande número de advogados, como consequência, desvaloriza a função, pois alguns profissionais cobram valores muito abaixo da tabela de honorários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “É muito difícil julgar esses profissionais no início de carreira”, pondera Fernando. “Se você vem de um escritório, onde seu pai, sua mãe ou seu familiar já tem carteira de clientes, é muito mais fácil de você ser introduzido no mercado. Agora uma pessoa que não tem tradição nesse segmento, vai enfrentar uma dificuldade bem maior”, afirma. O advogado tem atuado principalmente nas áreas de Direito Público. Em todos os pleitos eleitorais, o escritório Dourado, Farias e Rodrigues Advogados Associados, onde é sócio, é acionado para prestar assessória jurídica. Na realidade do seu trabalho, ele não abandonou a paixão pela administração pública, que vem de berço, vista a tradição de sua família na política. “Você trabalha com uma série de variáveis que, nas ações privadas, você não tem essas particularidades. Além disso, você está trabalhando com a coisa pública, então a responsabilidade é maior”, destaca sobre suas especialidades. O diretor da rádio Aruanã é sobrinho do ex-prefeito Wanderlei Farias, por três mandatos gestor de Barra do Garças. A família soma cargos públicos na região do Ara-

Em três momentos, o advogado Fernando Saldanha Farias e também diretor rádio Aruanã: de AM para FM

guaia. Tal relação fez com que o nome do mais novo morador de Pontal do Araguaia fosse cogitado a uma possível candidatura nas próximas eleições municipais, em 2020. Ele se mudou recentemente para o município e disse à Gente não confirmar essa possibilidade. PROBABILIDADE

A especulação quanto ao nome de Fernando Farias ainda é nova e a confirmação de um ingresso na vida pública é incerta, como afirma o advogado. Em entrevista, ele demonstrou interesse nas questões políticas da região e avaliou, com paixão, o cenário público brasileiro. “Eu fui morar no Pontal sem interesse nenhum. Acho que em razão da tradição da minha família, meu nome foi especulado”,

destacou. Segundo ele, está fresco na memória das pessoas o trabalho que o tio, Wanderlei Farias, desempenhou como prefeito de Barra do Garças. O ex-prefeito foi responsável por uma série de obras que marcam a história do município. Entre elas, o complexo do Porto do Baé, um dos principais cartões postais de Barra do Garças, propulsar do Turismo da região. O ex-gestor também cobriu uma extensa área em asfaltamento na cidade e, entre suas principais construções, está a avenida Salomé José Rodrigues. Ao avaliar o cenário político brasileiro, o advogado declara que “as pessoas estão carentes de novas iniciativas na política” e isso se reflete também nas realidades locais. Ele atribui a essa carência, a busca por caras novas para a ocupação dos cargos públicos. Fotos Claudeci Carvalho

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CONFRESA

Momento de crise nacional prejudica Confresa A

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região do Norte Araguaia viveu seu vigor e soma-se a isto os repasses para a boom econômico, ainda sem precesaúde pública em atraso. Numa conversa dentes, em 2013, com asfalto na rodovia informal com o repórter Ronan de Sá, o 158 e início da conversão de 2,3 milhões prefeito Ronio Condão disse que a princide hectares de pastos degradados em lapal demanda de Confresa nos dias atuais vouras de grãos e a consequente corrida “é saúde” porque a cidade se transformou de grandes grupos para a tríplice fronno polo de sete municípios e os investiteira de Mato Grosso, Pará e Tocantins. mentos do setor não acompanharam a Daquele marco surgiu a última fronteira transformação. “Hoje sentimos o reflexo agrícola do Estado, mesmo sem logística desse crescimento sem planejamento”. capaz de cobrir a microrregião composta Segundo disse, a participação econômipor 25 municípios. ca dos municípios no consórcio de saúde Em setembro daquele ano em curso, não cobre os gastos. Nos cálculos de Conconforme noticiou Mauro Zanatdão o Estado injeta R$ 500 mil ta, enviado especial do jornal O Nos cálculos de mensais enquanto deve outros Estado de S. Paulo, a região cres- Condão o Estado R$ 4 milhões a um polo carente cia acima da média nacional “em injeta R$ 500 mil com o Hospital Municipal de 54 demanda por crédito, máquinas, mensais enquanto leitos, oito postos de saúde, seis insumos e ampliação da área deve outros R$ médicos, cerca de 220 cirurgias 4 milhões a um mensais, 150 partos e 200 atenplantada. Em Confresa, principal polo carente polo regional no eixo norte da dimentos diários e que não encom o Hospital traram em colapso ainda graças inacabada rodovia, por exemMunicipal plo, o Banco do Brasil elevou em aos R$ 950 mil que a gestão mu2.000% seus negócios rurais nos nicipal injeta todo santo mês. últimos cinco anos. Na vizinha Porto AleEm maio, Ronio Condão participou gre do Norte, onde há vários gigantes do de uma reunião articulada pela Uvnax agronegócio, foram 2.500% adicionais. (União dos Vereadores do Norte Araguaia Em alguns anos, Querência deve alcançar e Xingu), presidida pelo vereador de São o município "campeão mundial", Sorriso, Félix do Araguaia, Antonio Augusto Miencostando em 500 mil hectares de área randa de Sousa. O encontro aconteceu plantada com soja. "Tudo está mudando logo depois do escorregão político da muito rapidamente. E os grupos consolibancada federal de Mato Grosso destidados estão atrás de oportunidades", diz nar R$ 56 milhões para saúde em regiões o paranaense Edio Brunetta, sócio da Itade todo o Estado, a exceção do Araguaia. querê, dona de 50 mil hectares de soja e A reunião repercutiu em Brasília e a tal milho e de 20 mil bois”. bancada terminou, mesmo a bico torcido, Confresa continua a ser um importante por destinar R$ 12 milhões ao Araguaia. polo, mas a exemplo de outros municíDestes, R$ 2.8 milhões para Confresa. pios, foi afetado pela crise econômica em Ponto para Ronio Condão.


DISLEXIA

Informação é a principal arma contra o transtorno

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aprendizagem do ingressante na esfera da educação escolar é uma das primeiras preocupações dos pais nos anos iniciais de uma criança. Problemas de adaptação nesse começo de vida geralmente são logo solucionados, mas há obstáculos persistentes e incompreendidos, que causam uma avalanche no meio familiar. A dislexia, por exemplo, está entre os distúrbios de aprendizagem com pouca informação disseminada no meio social. Uma gama de profissionais tem chamado a atenção para a falta de debate em sociedade sobre o transtorno que afeta pelo menos 7,8 milhões de pessoas. Para o neurologista Clodoaldo Pirani Júnior, a barreira entre a informação e a sociedade é o que tem causado o sofrimento dos disléxicos e seus familiares. Especialista em Clínica Médica e Neurologia Clínica, pelo Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas, para ele, é fundamental que se comece a discutir o assunto para que as famílias e outros do meio de aprendizagem das crianças passem a ter ciência do problema. “Muitas pessoas sequer conhecem o termo dislexia, ou sabem vagamente do que se trata. Por isso contribuem para a propagação de informações errôneas e de preconceito para com disléxicos”, afirma o neurologista, que atua em Barra do Garças. No fim de maio, ele participou do III Simpósio sobre Dislexia, que reuniu mais de 800 pessoas no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá. O neurologista foi acompanhado do Grupo de Estudos em Linguística Funcional do Araguaia da Universidade Federal de Mato Grosso (Gelfa-UFMT), representado pela coorde-

nadora professora Lennie Aryete Pereira Dias Bertoque e da fonoaudióloga Beatrice Lacerda Costa Leal. O evento discutiu o tema “Educação, Inclusão e Qualidade” e segundo seu coordenador, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), levar informação a um número significativo de pessoas foi o objetivo alcançado. De acordo com o neurologista, a dislexia trata-se de um “transtorno específico da aprendizagem da leitura”, também chamado de distúrbio. Compõe um grupo de condições cerebrais que incluem a disortografia e a discalculia. Ao contrário das “dificuldades de aprendizagem”, que decorrem de condições ambientais inadequadas ou falhas pedagógicas, o transtorno tem origem no cérebro e se caracteriza por alterações na formação neurológica. Segundo o especialista, a dislexia, que afeta 4% da população brasileira, pode estar relacionada à genética. “É uma dificuldade inesperada para aprendizagem da leitura em uma criança com inteligência, motivação e adequadas oportunidades na escolaridade”, explica. O distúrbio reconhecido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ocorre desde os primeiros anos de vida, embora se torne mais perceptível quando a criança inicia o período escolar. Apesar de dificultar a aprendizagem, o transtorno não O neurologista impede que o disClodoaldo Pirani léxico aprenda a diz que a barreira ler e a escrever. entre a informação O desafio vai dee a sociedade é o pender de uma que tem causado série de variantes, o sofrimento dos segundo o neurodisléxicos e seus logista, como a defamiliares

Mesa do simpósio de dislexia, ocorrido em maio, em Cuiabá e, acima, o neurologista Clodoaldo Pirani

manda de atividades de leitura e escrita ao longo da vida e a oferta de intervenções que propiciem um bom desenvolvimento. O especialista também ressalta que a elaboração de estratégias próprias para compensar as dificuldades é uma característica dos disléxicos, decorrente da maneira diferente de processar as informações. “Quanto mais precoce for o diagnóstico, menores serão os impactos negativos na vida da pessoa disléxica”, afirma. De acordo com ele, a falta de conhecimento dos pais, professores, empregadores e cidadãos afeta a autoestima de crianças, jovens e adultos com dislexia. O resultado é a falta de confiança, a ansiedade e, em casos extremos, até a depressão. O diagnóstico é feito por uma junta de profissionais de diversas especialidades. Segundo Clodoaldo, a avaliação multidisciplinar precisa de, no mínimo, um psicólogo ou neuropsicólogo, um fonoaudiólogo, um psicopedagogo e um médico (geralmente pediatra ou neurologista). Edição nº 11 de GENTE Centro-Oeste 25


SAÚDE

Em uma década, câncer será a doença que mais matará brasileiros

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o Brasil o câncer já é a primeira causa de morte em mais de 500 cidades, o que representa um total de 10% delas. Os dados científicos ainda não são unânimes sobre todos os fatores que causam a enfermidade, mas, recentemente, pesquisas têm apontado para um crescimento no número de casos no país. A estimativa de especialistas é que em pouco mais de 10 anos, a doença seja a principal causa de morte dos brasileiros. Os dados sobre câncer são assustadores, porque já se manifestaram uma diversidade de tipos da doença. Hoje a medicina detecta mais de 200 formas de neoplasia maligna, nome técnico para a enfermidade. Os especialistas já afirmam que todos os órgãos do corpo podem apresentar células cancerosas. Por isso, os números sempre são altos. Só no Brasil, em 2015, foram registrados 209.780 óbitos pela doença. Os dados são do levantamento feito pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina. O estudo não dá conta da quantidade de pacientes em tratamento, apenas expõe o número de mortes. As doenças que mais matam no país ainda são as do aparelho circulatório, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o enfarte, mas o câncer registrou maior crescimento, nos últimos 20 anos. Em 1998, a doença fazia, segundo dados da época, 110.799 vítimas, o que, de lá para cá, repre-

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senta uma alta de 90%. Já o grupo de doenças mais letais cresceu 36% (de 256.511 vítimas para 349.642). Se o câncer mantiver o ritmo de aumento, em pouco mais de 10 anos é possível que a enfermidade alcance o primeiro lugar. Esse crescimento se deve a uma série de fatores e alguns deles nem estão relacionado ao aumento efetivo de casos das doenças. Por exemplo, o estudo do Observatório de Oncologia inclui a melhor identificação e registro dos óbitos por câncer, devido ao maior acesso da

população a exames de diagnóstico, como uma das possíveis causas para esse cenário. Em relação ao Brasil, o câncer ainda está entre as principais causas de morte, mas em 516 municípios, como aponta o estudo, a doença já é a primeira responsável por óbitos. Deles, 16 encontram-se em Mato Grosso, que atingiu uma taxa de mortalidade por câncer de 2.514 indivíduos, em 2015. Alto Garças é o primeira da lista de municípios mato-grossenses que tem o câncer como principal causa de morte. São 15 víti-

País registrou mais de 200 mil óbitos em 2015 e número cresceu 90% em 20 anos


Confira os 10 tipos de câncer mais comuns no país, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) 1. Câncer de próstata Em sua fase inicial, a maioria dos pacientes não apresenta sintomas relevantes. Segundo o Inca, serão diagnosticados 68.220 novos casos em 2018 e o risco da doença aumenta após os 50 anos. Entre as principais causas do problema estão o uso de anabolizante, má alimentação, obesidade, fatores genéticos e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. 2. Câncer de mama A estimativa é que 59.960 mulheres descubram que têm câncer de mama neste ano. As causas mais comuns da doença são histórico familiar, menopausa tardia, menstruação precoce, colesterol alto, sedentarismo, entre outros. A detecção precoce aumenta a chance de cura e o sintoma mais frequente é o aparecimento de um caroço no seio, podendo ser identificado também através do autoexame. 3. Câncer colorretal Este abrange os tumores que acometem o cólon (intestino grosso) e o reto. O Inca calcula que ocorrerão 36.810 casos do problema em 2018. Se detectada precocemente, a doença é curável na maioria das vezes e esse câncer geralmente é causado pelo tabagismo, sedentarismo, consumo exagerado de bebida alcoólica, de alimentos processados e de carne vermelha. 4. Câncer de pulmão O câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco em 90% dos casos. No Brasil, a estimativa é que, em 2018, 31.270 pessoas tenham a doença. Seus sintomas dependem da localização do tumor no órgão, mas o paciente pode ter tosse seca e com presença de sangue, falta de ar, dor torácica e pneumonia. 5. Câncer de estômago Uma dieta rica em alimentos processados, a obesidade e o consumo de álcool são considerados fatores de risco. Cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com esse câncer têm mais de 50 anos e em 2018, 21.290 brasileiros apresentarão a doença, que geralmente não possui sintomas no estágio inicial, mas seu avanço causa sensação de inchaço depois de comer, indigestão, náuseas e azia. 6. Câncer de colo de útero A doença é causada pela infecção do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção por esse vírus é frequente e não causa tumor na maioria das vezes, porém, em alguns casos, pode acontecer uma alteração celular e a evolução para o câncer. O exame papanicolau pode descobrir facilmente essas mudanças das células e a estimativa é que 16.370 mulherão terão este câncer em 2018. 7. Câncer de cavidade oral Este inclui a mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua oral e assoalho da boca. Cerca de 14.700 pessoas devem ser diagnosticados com a doença ainda em 2018. A enfermidade, que costuma aparecer após os 40 anos, tem como principais causas a má higiene bucal, o vício de fumar cachimbos e cigarros e o consumo de álcool. 8. Câncer no sistema nervoso central Estes são os tumores primários do cérebro e/ou medula espinhal. Compreendem de 15% a 20% de todos os cânceres que acometem a faixa etária pediátrica. A causa dele ainda não é totalmente conhecida, mas já se sabe que algumas das mudanças que ocorrem nas células normais do cérebro podem levar à formação de tumores cerebrais. A estimativa é que 11.320 casos da doenças sejam registrados no ano. 9. Câncer de esôfago Segundo o Inca, 10.970 brasileiros serão diagnosticados com esse tumor em 2018 e estão no grupo de risco para desenvolver o problema aqueles que fumam, ingerem bebidas alcoólicas e não possuem uma alimentação saudável ou fazem exercícios. Os principais sintomas são dificuldade em engolir alimentos, má digestão, azia, rouquidão, hemorragia digestiva, tosse e falta de ar. 10. Câncer de tireoide Ainda faltam estudos que comprovem a relação, porém, especialistas acreditam que a doença pode estar ligada ao hipertireoidismo, a alterações dos hormônios sexuais, a padrões dietéticos, à obesidade e ao tabagismo. Neste ano, 9.610 pessoas serão diagnosticadas com esse tipo de câncer. FONTE: www.redebomdia.com.br

mas, seguidas de 12, no município de Terra Nova do Norte. Na região do Araguaia, ao lado de Alto Garças nesse ranking, estão os municípios de Araguaiana (8), Torixoréu (6) e Araguainha (2). Embora registrem um baixo número de óbitos, nessas localidades o câncer ainda mata mais que outras causas. Homens seguem na frente, quando o assunto é morte por câncer. A quantidade de óbitos masculinos é 12% maior que os femininos. Estudiosos afirmam que essa diferença se deve ao fato de homens serem menos cuidadosos com a saúde. Isso leva a diagnósticos tardios, o que, segundo os médicos, diminuem a chance de tratamentos efetivos. Hoje há cura para muitos tipos de câncer e tratamentos em outros casos, que proporcionam uma vida relativamente normal ao paciente. A população também tem contato com constantes campanhas de prevenção à doença ao longo do ano, mas hábitos prejudiciais e que caracterizam fatores de risco ainda são praticados em massa no Brasil. No país, em 2015, por exemplo, 10,8% da população ainda fumava, principal fator de risco para o câncer de pulmão. Os dados do Ministério da Saúde mostravam que o índice vinha caindo (em 2009 eram 15,6%). Já é provado que além do risco ao fumante, o cigarro também prejudica quem inala a fumaça por estar próximo a ele, o chamado fumante passivo. Entretanto a fumaça de cigarros não é a única a emitir substâncias cancerosas no ambiente. Recentemente foi comprovado que substâncias emitidas em queimadas também podem causar a doença. A descoberta é de autoria de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal de Rondônia (UFRO). Segundo esses estudiosos, que usaram

como objeto de pesquisa as queimadas na Amazônia, as partículas carregadas de toxinas, se inaladas por longos períodos, podem causar estresse oxidativo das células e danos genéticos irreversíveis. Os prejuízos podem resultar em neoplasia maligna dos brônquios e dos pulmões, ou câncer de pulmão, o tipo que mais mata no Brasil. APOIO EM BARRETOS

O tratamento do câncer requer recursos hospitalares de alta complexidade, que geralmente são encontrados em grandes centros urbanos. Aos municípios do interior, fica o encargo de diagnosticar, fazer a melhor recepção desses pacientes e encaminhá-los às capitais ou núcleos de referência em tratamento oncológico. O Hospital do Câncer em Barretos (SP) é uma das unidades mais importantes de tratamento da doença no Brasil. A Associação aos Pacientes Oncológicos de Barra do Garças (Apobag) mantém em Barretos em média 24 pessoas por dia, com hospedagem e refeições, enquanto a Secretaria de Sáude do município, sequer informa a quantidade de pacientes que são encaminhadas para tratamento, conforme solicitou a reportagem. A casa de apoio em Barretos fez um ano de funcionamento em fevereiro de 2018. Administrada e mantida pela Apobag, a pousada tem capacidade máxima para mais de 40 hóspedes. No ano passado, segundo o membro da associação Sivirino Souza dos Santos, a casa ultrapassou as 8 mil hospedagens. Além de hospedagem, o atendimento da casa de apoio em Barretos ainda inclui quatro refeições aos pacientes. Toda a estrutura, desde aluguel e manutenção da casa a recursos humanos, é mantida por doações da comunidade de Barra do Garças. As despesas atualmente totalizam em torno de R$ 12 mil por mês.

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IMAGEM ILUSTRATIVA

BARRA DO GARÇAS

Arco cirúrgico é a mais nova aquisição da saúde municipal Aparelho de raio-x vai possibilitar diagnósticos com mais agilidade e precisão em tempo real

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prefeitura de Barra do Garças adquiriu em data recente um Arco Cirúrgico (equipamento de raio-x que produz imagens digitais em tempo real) que trará, entre outros, mais rapidez e bons resultados em diagnósticos voltados para às áreas vascular e ortopédica. O novo aparelho fará do município uma referência no atendimento de cirurgia vascular, antes feita na capital Cuiabá por falta deste equipamento que está prestes a ser instalado no Pronto Socorro Municipal (Milton Pessoa Morbeck), no Jardim das Mangueiras, ao custo de R$ 343 mil. Segundo a médica cirurgiã vascular do Pronto Socorro Municipal, Tassiane Horvatich "Barra do Garças possui uma procura muito grande para a área vascular, mas infelizmente não tínhamos como realizar os procedimentos cirúrgicos sem esse equipa-

mento”, disse ela à Assessoria de Imprensa da prefeitura. O Arco Cirúrgico é normalmente utilizado para cirurgias em geral, urologia, ortopedia, vasculares, implantes de marca-passos, entre outros. Por ser pequenas e ajustáveis, as unidades de arco cirúrgico oferecem maior conforto ao paciente em relação aos modelos tradicionais. Sua capacidade de invasão mínima também permite o diagnóstico e tratamento dos doentes mais precocemente. LEITOS/UTI

Ainda em saúde pública, a prefeitura de Barra do Garças deve investir pelo menos R$ 1 milhão, através de convênio com o Ministério da Saúde e Caixa Econômica Federal para ampliar nos próximos meses a Unidade

de Terapia Intensiva do Pronto Socorro Municipal. Ao todo serão construídos 11 leitos sendo dois deles para isolamento e mais uma lavanderia com cozinha. De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Obras, 60,35% das obras já foram executadas e devem finalizar em 60 dias. Os leitos da UTI passam de 10 para 21. Das obras em curso do complexo da UTI faltam apenas a instalação de blindex nas janelas, enquanto lavanderia e cozinha restam assentar o piso, forro, reboco e laje. Referência no atendimento de saúde pública em Barra do Garças, o Pronto Socorro estende também seu atendimento para cidades consorciadas da região. Centenas de pacientes do Vale do Araguaia passam todos os meses por algum tipo de procedimento naquele hospital. (Conforme fotos da evolução da obra abaixo).

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BOM JESUS DO ARAGUAIA

20 mil metros de asfalto até 2020 Bom Jesus do Araguaia terá 30 mil metros de asfalto em oito anos da gestão Joel Ferreira

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opinião pública ainda não é unânime sobre o segundo mandato, mas em meio às críticas, destaca-se a vantagem da continuidade de um projeto de governo. É nessa linha de pensamento que segue a autoavaliação do prefeito de Bom Jesus do Araguaia, Joel Ferreira (PSDB). Os esforços da administração em “arrumar a casa”, no primeiro período de sua gestão (2013-2016), construíram a base firme para a gerência dos recursos no segundo. Os investimentos em infraestrutura continuam e a prefeitura promete concluir o mandato de Joel com pelo menos 20 mil metros de asfalto, o que deve cobrir quase todas as ruas da cidade. Em 2013, o estado em que Bom Jesus foi entregue à administração que começava, demandou atenção do governo aos serviços básicos de infraestrutura e à quitação de contas. Mesmo assim, a prefeitura concluiu o período com um total de 35 obras entregues e 10 mil metros de asfalto lineares na cidade, que antes era quase todo no chão batido. Essa primeira leva de obras mudou o visual da cidade e a autoestima aos bom-jesuenses. “Fomos organizando as coisas aos poucos, na medida do possível e sempre com

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atenção às prioridades básicas como saúde e educação e sem atraso na folha de pagamento dos servidores”, afirma o prefeito. “Foi dessa forma que conseguimos um bom resultado em infraestrutura até o fim do primeiro mandato. Esse é um dos segmentos ainda carentes no município, que temos nos esforçado para melhorar”, conclui. A confiabilidade ao governo de Joel também foi uma das marcas da administração nos primeiros quatro anos. Eleito com 1.203 votos em 2012 ele conquistou quase

53% do eleitorado em 2016 quando saiu das urnas com 1.967 votos. Os 20 mil metros de asfalto previstos para este ano devem concluir o projeto de pavimentação do plano de governo. A maior parte, cerca de 15 mil metros, já foram entregues à população. A obra é custeada através de recursos próprios do município e de convênios com o Estado e demandou outros

Os 20 mil metros de asfalto previstos para este ano devem concluir o projeto de pavimentação do plano de governo

Deputado Valtenir Pereira com prefeito Joel Ferrreira e comitiva em Brasília


cuidados na área urbana, como a drenagem do excesso de água em algumas ruas. No meio rural ocorre a constante manutenção das estradas e a construção de pontes de concreto. A ponte que dá acesso ao distrito de Novo Paraíso, por exemplo, custou R$ 259 mil do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que aporta no município. Com 15 metros de cumprimento e 4,5 metros de largura, a obra foi construída de acordo com os padrões do programa Pró-Concreto, do governo estadual. A infraestrutura na zona rural também tem sido beneficiada através da articulação de Joel e de vereadores do município junto à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As pontes do Corregão e do Verdin, na MT-433, será custeada com emenda parlamentar do deputado estadual Zeca Viana (PDT) no valor de R$ 250 mil. Prevista para ser construída entre o distrito de Alô Brasil e Bom Jesus, a expectativa é que a ponte ofereça segurança ao tráfego tanto de caminhões quanto de veículos leves. As cobranças do prefeito em Cuiabá ainda geraram melhorias na área da Saúde e da Educação. A exemplo, a compra de uma van custou R$ 150 mil de emendas do deputado estadual Baiano Filho (PSDB). O veículo será usado pela Secretaria Municipal de Saúde que recebeu outros R$ 100 mil para a aquisição de um aparelho de ultrassom. A Educação recebeu quase R$ 1,4 milhões do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), valor que já está empenhado para Bom Jesus do Araguaia. O setor ainda recebeu em data recente emendas na ordem de R$ 155 mil e R$ 220 mil, dos deputados estaduais Allan Kardec (PDT) e Adalto de Freitas (Patri). Os montantes se somam aos R$ 220 mil da prefeitura para a construção da escola do distrito Planalto do Araguaia, no valor de R$ 595 mil. O investimento resultará na ampliação da Educação no município, que ao longo deste mandato tem recebido crescente incentivo. Quem achou que os trabalhos em torno da pasta se resumiriam a conclusão da creche municipal, no valor de R$ 300 mil, desembolsados pela prefeitura, se surpreende com a inauguração de uma nova unidade educativa, no interior. Em tempo, Bom Jesus empenhou recentemente R$ 170 mil para a aquisição de dois ônibus escolares. Hoje “a adminisA infraestrutura na tração está tran- zona rural tem sido quila”, diz o prefei- beneficiada através to que também é da articulação do prefeito e de presidente da Asvereadores junto sociação dos Munià Assembleia cípios do Araguaia Legislativa (AMA) e ainda se

Reunião em Brasília com deputado Nilson Leitão (o quarto da esquerda para direita), com o comitiva de Bom Jesus do Araguaia

atenta para a produção pecuária, principal componente da economia local. Bom Jesus acaba de receber um caminhão tanque e tanques de refrigeração de leite para o fortalecimento dos produtores do campo. “A pecuária e a agricultura ainda são a força de investimento de Bom Jesus, pois rende 60% do PIB [Produto Interno Bruto] municipal”, destaca o gestor. Para o desenvolvimento do trabalho no campo, estão para ser empenhados mais de R$ 500 mil em emendas do deputado federal Nilson Leitão. Quanto aos recursos que aportam ao município o prefeito Joel Ferreira acentua que essas ações não acontecem por acaso e cita suas viagens a Cuiabá, a Brasília, a reuniões de prefeitos, contatos com a bancada estadual no Congresso, na Associação Mato-grossense dos Municípios, entre

outros, em que defende os interesses do seu município. “Às vezes chego a ser criticado pelas viagens que faço, contudo, não posso ficar aqui na prefeitura de braços cruzados, tenho que sair, buscar, bater à porta de gabinetes e conseguir o que precisamos”, diz. Além dos esforços Joel diz que o segredo de tudo isso é a boa articulação e divulgar o trabalho de deputado e senadores que sejam amigos do município e citou, como exemplo, o deputado federal Valtenir Pereira com quem se reuniu em maio quando pleiteou junto ao Ministério do Turismo nada menos que o empenho de R$ 1 milhão para construção de um lago no perímetro urbano de Bom Jesus do Araguaia que, se depender do seu entusiasmo, será até o término de sua gestão, em 2020, o cartão postal da cidade.

Asfalto na região central de Bom Jesus do Araguaia Edição nº 11 de GENTE Centro-Oeste 31


CANARANA

Canarana receberá a primeira ‘Escola Modelo’ do Araguaia Maquete do projeto do Centro Integrado (31 de Março) que será construído pelo Estado na cidade e avaliado inicialmente em 14 milhões de reais

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anarana será o primeiro município do Araguaia beneficiado com a construção de um dos 15 Centros Integrados Escola-Comunidade (CIEC), desenvolvidos pelo Governo do Estado. O novo prédio que receberá a Escola Estadual 31 de Março foi concebido sob um ousado conceito educacional, mais atrativo, focado no combate à evasão escolar e na integração da comunidade. A inclusão de Canarana no Programa ‘Pró-Escolas’, e consequentemente, a

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construção da nova unidade, é resultado de um grande trabalho de convencimento coordenado pelo deputado Estadual Baiano Filho e o prefeito Fábio Farias junto a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC). Com a interdição do antigo prédio da E.E. 31 de Março, ocorrido em dezembro de 2016, Baiano passou a se reunir sistematicamente com o ex-secretário Marco Marrafon (SEDUC) e equipe técnica no sentido de demonstrar a viabilidade da obra na região do Araguaia. Entre

os 15 centros projetados pelo Governo do Estado, Canarana será o primeiro município do Araguaia a receber uma unidade da ‘Escola Modelo’. A nova “31 de Março” está avaliada em R$ 14 milhões e será licitada no dia 21 de junho, quando terá definida a empresa que executará as obras. “Mais uma conquista para Canarana, e evidentemente, mais uma conquista para o Araguaia. Estivemos empenhados no último ano para definir a construção de uma Escola Modelo no município, passamos dificuldades com a interdição da antiga unidade, mas pudemos contar com a sensibilidade do Estado naquele momento, quando o ex-secretário Marrafon nos autorizou a implantação de salas modulares para garantir o ano letivo das crianças. Sempre tivemos o respaldo da SEDUC nos projetos que defendemos e preciso agradecer o compromisso do governador Pedro Taques que não tem medido esforços para atender as demandas do Araguaia na


Fachada do projeto do Centro Integrado. Abaixo, pela ordem, Fábio Faria, Pedro Taques e Baiano Filho

Educação. Já inauguramos uma unidade da ‘Escola Militar Tiradentes’ em Confresa e já nos preparamos para inaugurar as obras da nova Escola Militar que será implantada em Barra do Garças, além de inúmeras outras obras e ações desenvolvi-

das no Araguaia. Fica aqui nossa gratidão”, concluiu Baiano Filho ao destacar a fundamental participação do prefeito Fábio Farias na condução do projeto para garantia das obras. Durante o processo para definição da

nova unidade, o prefeito de Canarana assumiu a responsabilidade pela demolição do atual prédio da “31 de Março”, a limpeza de toda a área com mais de 10 mil metros quadrados e a execução de toda a terraplanagem. Os centros integrados trazem a promessa de inaugurar uma concepção revolucionária na educação do Estado. As unidades foram desenvolvidas para garantir a sustentabilidade com pórtico para captação e reutilização da água, além de placas solares para o aproveitamento da energia solar em ambientes internos. O uso do espaço escolar pela comunidade e a aproximação dos moradores com os novos conceitos também são estratégias para a troca de experiências e novos aprendizados. O centro contará com 18 salas de aula e capacidade para até 540 alunos por turno, rampas para acessibilidade inclusiva, espaços de convivência multifuncionais e lúdicos, praça urbanizada e arborizada, sistema de climatização, laboratórios de informática, biblioteca interativa, auditório, quadra poliesportiva coberta, internet wi-fi, entre outros benefícios, como a oferta de atividades culturais, esportivas, tecnológicas e científicas. EMERGENCIAL

Em abril, durante agenda em Canarana, Baiano percorreu as obras de terraplanagem da área onde estão sendo instaladas as salas modulares, em substituição temporária à Escola 31 de Março. Com a interdição, os alunos foram transferidos provisoriamente para salas de aula adaptadas no Parque de Exposições. Acontece que a longa distância e a falta de condições adequadas para abrigar os alunos mais uma vez levou Baiano a intervir junto a SEDUC para acomodação dos mesmos em um local mais próximo e seguro. De pronto a SEDUC atendeu ao pedido, e hoje, a prefeitura de Canarana já concluiu o acabamento da área que receberá as salas modulares, onde os alunos permanecerão até a inauguração da Escola Modelo. Os módulos estão sendo instalados no terreno ao lado do Ginásio de Esportes 'Pedro Cancian'. [Naiara Martins/Assessoria]

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DINHEIRO FEDERAL

Mobilização garante 11,7 milhões para o Araguaia Bancada em Brasília foi pressionada por associação de vereadores para mudar partilha

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montante de R$ 56 milhões destinado à saúde pública de Mato Grosso pela bancada federal no Congresso deixaria o Araguaia ‘a ver navios’ não fosse o presidente da Câmara Municipal de São Félix do Araguaia, Antonio Augusto Miranda de Sousa, que também preside a União dos Vereadores do Norte Araguaia-Xingu (UVNAX) que encabeçou um movimento que reverteu a situação. O chamado de Miranda reuniu no final de abril, em Confresa, cerca de 40 vereadores, três prefeitos, o deputado federal Valtenir Pereira (MDB) e o estadual Baiano Filho (PSDB) para questionar e criticar o descaso com a região. O movimento em Confresa repercutiu no Estado e emitiu sinais de insatisfação dos vereadores com a bancada federal em Brasília que por sua vez tentou minimizar o deslize e marcou logo em seguida uma reunião para discernirem sobre a saúde no Araguaia, não sem antes culpar a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e presidentes dos consórcios de Barra do Garças, Água Boa, Confresa e São Felix do Araguaia. Nos estertores do escorregão político da bancada federal o vereador Miranda disse ao portal Semana7 que além de Adilton Sachetti (PSB), o pré-candidato ao governo do Estado, senador Wellington Fagundes (PR), mostraram-se irritados com a tomada de posição da UVNAX. Ambos são de Rondonópolis e indicaram, claro, dos R$ 112 mi, R$ 56 milhões (infraestrutura) para sua cidade onde possuem base eleitoral consolidada. Para amenizar a situação e depois da luta de braço com a UVNAX, a articulação de Miranda e de seus colegas vereadores conseguiram que R$ 11.722.54,00 sejam divididos entre os consórcios de saúde do Araguaia-Xingu e desse modo contemplem mais de 30 municípios da região. Nesses termos cabe ao consórcio de Barra do Garças a fatia de R$ 3,5 milhões e Água Boa, R$ 4,2 milhões. Confresa e São Felix do Araguaia recebem, respectivamente, R$ 2,8 milhões e R$ 1,2 milhões. A verba de 56 milhões para a saúde, segundo ficou acordado, será dividida entre os 11 consórcios de cidades polos do Estado. Segundo noticiou no portal cuiabano FolhaMax, o coordenador de bancada mato-grossense, senador José Medeiros (Podemos), disse numa reunião em Brasília, que “é um trabalho conjunto de toda a bancada federal que está unida e alinhada com os desejos de nossa gente.” Além do coordenador Medeiros, fazem parte da bancada os senadores Cidinho Santos e Wellington Fagundes e os deputados federais Adilton Sachetti, Fábio Garcia, Ezequiel Fonseca, Carlos Bezerra, Valtenir Pereira, Ságuas Moraes, Nilson Leitão e Victório Galli.

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Antônio Miranda, presidente da Câmara de Vereadores de São Félix do Araguaia e da União dos Vereadores do Norte Araguaia-Xingu


SAÚDE BUCAL

Denise Gomes fala sobre implantes imediatos Denise Gomes Teixeira Pirani *

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tualmente, um dos temas mais polêmicos em Implantodontia é a realização ou não de implantes imediatos. Enquanto alguns autores preconizam a instalação dos implantes logo após a exodontia (extração/retirada do dente), ou mesmo a confecção de um provisório como forma de manter os tecidos ósseo e gengival, outros entendem que apenas com o preenchimento dos alvéolos. Denise Gomes, explica que na odontologia, um alvéolo dentário é a cavidade do osso da maxila e mandíbula onde se alojam os dentes. O alvéolo existe em função dos dentes. Na perda destes, o alvéolo deixa de existir, sua função principal é dar suporte aos dentes para que possamos mastigar os alimentos. Pós-extração e instalação do implante em um segundo momento (após a cicatrização) será possível a manutenção dos tecidos peri-implantares (tecidos ao redor dos implantes osseointegrados). Trabalhos recentes tem colocado mais dúvidas em relação à melhor técnica: implantes imediatos ou mediatos (tardios). Em um artigo de 2017, de Esposito e colaboradores, foram comparados três momentos de instalação de implantes: imediato (logo após a exodontia), precoce (seis semanas após a exodontia) e tardio (quatro

meses após a exodontia, com o alvéolo cicatrizado). Embora as falhas tenham sido mais frequentes em implantes imediatos e precoces, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes para falhas, complicações e satisfação do paciente nas três condições estudadas. As mudanças no nível ósseo foram semelhantes entre os diferentes procedimentos, mas os resultados estéticos foram melhores com implantes imediatos e precoces. De fato os implantes imediatos são

mais difíceis de serem realizados e exigem um planejamento detalhado para que fiquem na posição protética ideal. Assim, disponibilidade óssea, altura gengival, biotipo gengival, presença de tábuas ósseas, dentre outros fatores, devem ser avaliados para indicar a técnica ideal. As vantagens estéticas, a redução de prazo de tratamento e a menor exposição dos pacientes a procedimentos cirúrgicos falam a favor dos implantes imediatos, desde que bem indicados. Denise Gomes Teixeira Pirani é especialista em prótese dentária e implantes, atende em seu consultório na Rua Pires de Campos, 695, Centro, Barra do Garças - MT. Agendamentos pelo telefone (66) 3401-7043

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LUCIARA

Referencial na área laboratorial Equipamentos recém-adquiridos estão ampliando Saúde em Luciara

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esmo com as dificuldades constantes enfrentadas por um município que pouco arrecada, Luciara tem conseguido se destacar na gestão da Saúde Pública. A administração está fazendo o possível para a ampliação do setor básico que, recentemente, recebeu investimentos inéditos. A aquisição de alta tecnologia para a área laboratorial e ampliação e adequações na unidade básica de saúde, tem possibilitado um serviço de excelência à população luciarense. Embora ainda dependa dos polos regionais em uma série de serviços, Luciara tem tentado caminhar com as próprias pernas. Atualmente busca apoio, sobretudo no

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polo de Confresa que consegue oferecer serviços que vão além da atenção básica. O prefeito Fausto Aquino de Azambuja Filho destaca que a Saúde é uma Secretaria que tem funcionado bem. “Tenho até orgulho de comentar”, revelou à equipe da Gente, em entrevista recente, no seu gabinete. “Somos uma cidade pequena, mas temos dois médicos, dois enfermeiros, um bioquímico, dois dentistas, agora um farmacêutico que cuida da Farmácia Básica. É uma equipe completa”, conta o gestor. O município oferece alguns procedimentos na unidade de atenção básica do Programa Saúde da Família (PSF). Só em consultas clínicas, pelos médicos e enfermeiros, foram mais

de 2 mil atendimentos no primeiro semestre de 2018. Além do PSF, a rede pública de saúde também oferece a Farmácia Básica, que, desde janeiro deste ano, atendeu 6.190 usuários, e o laboratório de exames foi recentemente ampliado. Com as melhorias, o município realiza 70 tipos de exames, com uma média de 600 atendimentos por mês. Há pouco tempo, a Secretaria Municipal de Saúde começou a realizar o exame de coagulograma completo. O aparelho Cronoquest, adquirido pela prefeitura, permite avaliar se a coagulação do paciente está ou não dentro dos parâmetros normais. Já o analisador de hematológicos, um equipamento moderno e todo computadorizado, oferece a realização de hemograma com 35 parâmetros. O município investiu recursos enviados em emendas, um valor acima de R$ 67 mil, para a aquisição do aparelho, inédita na região. O município está saindo na frente de outros vizinhos e torna-se referência na área laboratorial, segundo avalia a administração. Um aparelho para a realização de dosagem hormonal, conhecido como Mini Vidas, também inédito nas redondezas, está previsto para breve. “Estamos com emendas em fase de licitação para a reforma e ampliação do PSF e para compra de equipamento agora para a fisioterapia. Também estamos comprando mais um gabinete odontológico, de R$ 25 mil, além do outro que já compramos”, pontua Fausto. Outros investimentos ainda estão em processo de licitação como equipamentos de fisioterapia, na ordem dos R$ 100 mil, e uma ambulância, por R$ 80 mil. O prefeito fala com orgulho também das reformas e ampliações na unidade básica. Ele ressalva que preferiu equipar o PSF para aumentar a quantidade de serviços prestados à população, do que interferir demasiadamente na estrutura física. “Não adiantava ter um prédio novo e não ter equipamentos novos.” Fausto reconhece as dificuldades econômicas do município e revela que tem sido difícil fazer investimentos com recursos próprios. Até o apoio parlamentar da Assembleia Legislativa e do Congresso Nacional, poderiam vir com mais frequência. “Um pouco é aquela questão política. Porque a cidade é pequena, não tem voto”, desabafa sobre recursos que tentou articular para a Educação. O outro serviço fundamental que Luciara não quer deixar ruir devido à falta de recursos, custou, em data recente, R$ 157.300,00 para atender sua maior carência: o transporte. Segundo o prefeito Fausto, a Educação tem bons profissionais, mas os ônibus escolares são os mesmos há cerca de dez anos. Com o recurso próprio do município, a prefeitura comprou uma van para ajudar a atender o transporte de alunos.


Recuperação de estradas

Setor agropecuário recebe suporte de prefeitura O município de Luciara tem apoiado a agropecuária como atividade econômica alternativa. Enquanto o setor administrativo é o principal responsável pelo Produto Interno Bruto (PIB), gerando mais de sua metade, o campo, a indústria e os serviços ainda dão passos tímidos. O atendimento aos pequenos produtores é a cartada da gestão para a melhora desse quadro. O governo municipal conseguiu uma patrulha agrícola do Governo de Mato Grosso aos produtores da agricultura familiar. Segundo o prefeito Fasto Azambuja, aqueles que vendem seus produtos na feira aos domingos e que compõem a mesa dos luciarenses, têm prioridade no serviço. A prefeitura oferece o suporte mesmo que os produtores sejam, em sua maioria, posseiros. São 198 posses ilegais, as quais o Estado tem feito lePrefeito Fausto Azambuja prioriza investimentos em saúde pública em Luciara

vantamento, segundo o gestor, com objetivo de uma futura regularização. O maquinário do município, por exemplo, já abriu 186 tanques para a criação de peixes. A piscicultura em Luciara, que produz, entre outros, o Tambaqui e a Caranha, ensaia a criação de espécies mais valiosas, como o pintado e até o pirosca. Recentemente, uma equipe do município viajou até Rondônia para buscar mais conhecimento sobre o gigante da bacia Amazônica. Para o prefeito não é problema que muitos dos produtores beneficiados com o tanque de peixe usem a estrutura para o abastecimento de água ao gado. “Nós temos a máquina para escavar o tanque para o peixe. Mas se alguns usam o tanque para matar a sede do gado é porque estavam precisando também”, pondera.

A prefeitura de Luciara, localizada na região Norte-Araguaia, está levantando a rodovia municipal que liga por via direta aquele município ao vizinho Porto Alegre do Norte. A rota alternativa será 100 km menor que o trecho pela MT-100, o único meio de acesso ao polo econômico da região, a cidade de Confresa. O feito comoveu o Estado, que sancionou recentemente a estadualização da rodovia. O maquinário da prefeitura recebeu o reforço da patrulha do Consórcio Intermunicipal de Porto Alegre do Norte, para que seja concluída a obra ainda este ano. Em visita ao município, o governador Pedro Taques firmou esse compromisso com o prefeito de Luciara, Fausto Azambuja, determinando que as máquinas da região trabalhem na estrada por 30 dias consecutivos. A rodovia começou a ser construída em 2015 e hoje restam 38 km para sua conclusão, segundo o prefeito Fausto. A nova estrada dará acesso a Porto Alegre por asfalto e será uma rota mais curta que os 240 km, pela MT-100, hoje única rodovia a entrar no município. Pela estrada habitual, saindo da rodovia estadual, o condutor acessa a BR-242 até chegar BR-158. “Essa estrada é um sonho de Luciara, porque hoje, na verdade, o município está isolado. Você tem que entrar pela MT-100 e sair pela mesma MT-100”, explica Azambuja. Segundo o prefeito, a retomada e entrega dessa obra é um compromisso de gestão. A expectativa é que o novo acesso a polos regionais traga melhorias a economia e a serviços públicos como a saúde. “O consórcio de Saúde de São Felix não tem um ortopedista. Com a estrada nova no sentido a Confresa, vai ficar quase a mesma distância para São Felix. Você vai andar no asfalto e chegar a um atendimento mais rápido”, explica Fausto. Ele cita ainda que a logística também deve impulsionar a atividade do turismo em Luciara, sobretudo na temporada de praia. O governador Pedro Taques sancionou recentemente o projeto de lei, de autoria do deputado estadual Baiano Filho (PSDB), para estadualizar essa estrada (MT-412) que liga Luciara ao município de Porto Alegre do Norte. Com a estadualização, o Governo do Estado passa a ser responsável pelos trabalhos de manutenção neste trecho. A estrada ainda terá o legítimo apoio dos maquinários hoje cedidos aos consórcios. Para o prefeito Faustinho a estadualização da estrada é de extrema importância para região. “Eu acredito que é uma das saídas para alavancar o turismo, a educação, a agricultura, entre outras coisas que dependem de infraestrutura”, diz. Edição nº 11 de GENTE Centro-Oeste 37


ENSINO SUPERIOR

Sandro Saggin à frente de sua faculdade, pioneira em Educação a Distância em Mato Grosso. Aposta em tecnologia e qualidade de ensino 38 Edição nº 11 de GENTE Centro-Oeste


Educação a Distância amplia polo no Araguaia Nova opção de ensino chega à região para transformar o sistema pedagógico de cursos de nível superior

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stá quase concluída a implantação da primeira matriz de ensino superior totalmente a distância, em Mato Grosso. A novidade chega pela Instituição privada, Faculdade Cathedral, que entra no mercado de modalidade EAD, prometendo qualidade e democratização do Ensino Superior no Vale do Araguaia. Com sede em Barra do Garças, a Cathedral EAD pretende atender o polo regional de ensino, que atualmente conta com cerca de 10 mil acadêmicos. Antes da iniciativa da Faculdade Cathedral, Mato Grosso contava apenas com unidades de Educação a Distância franqueadas de outros Estados do país. Em Barra do Garças, por exemplo, há mais de 12 anos que a EAD funciona com os polos da Anhanguera Educacional (sede em Valinhos - SP), da Universidade Paulista - Unip (sede em São Paulo - SP) e Universidade Norte do Paraná - Unopar (sede em Londrina - PR). A primeira Instituição totalmente mato-grossense a implantar essa modalidade, começa por instalar unidades em toda a faixa Leste do Estado, com prospecção de ingressar também em cidades dos Estados de Goiás, Tocantins, dentre outros. Mais de 30 empresários interessados em adquirir franquias já estão sendo avaliados pelo Departamento de Expansão da Faculdade Cathedral, criado para estruturar a implantação dos polos. Além da atuação planejada para outras regiões do país, a Cathedral negocia polos até no exterior, em áreas em que a presença de brasileiros é marcante. O diretor Executivo da Instituição, o advogado Sandro Luís Costa Saggin, confirma os contatos iniciais com investidores interessados em franquear a EAD em Londres e no interior da Alemanha. “Neste momento a prioridade é o Vale do Araguaia. A primeira leva de franquias vai se estender por todo Norte Araguaia.

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A ideia é atender de Nova Xavantina (localizada a 661 km Cuiabá) até Vila Rica (localizada a 1.273 km de Cuiabá, ao norte do Estado, na fronteira com o sul do Pará)”, destaca o diretor Executivo. Segundo Sandro, a modalidade EAD da Faculdade Cathedral, deve se expandir gradativamente e a intenção é iniciar as atividades a partir do segundo semestre deste ano, com cerca de 30 polos na primeira etapa de instalação. O Ministério da Educação (MEC) permite que Instituições como a Faculdade Cathedral, com Conceito Institucional (CI) 4, contemple a abertura de até 150 unidades ao ano. O CI é uma avaliação que o MEC faz em uma visita realizada às instalações da instituição, auferindo resultados em uma escala que vai de 1 a 5. Se antes Barra do Garças já atraia pessoas de toda a região do Araguaia, devido a oferta de cursos de nível superior, agora o polo educacional passa a irradiar unidades nesse mesmo território, com cursos pensados para atender o mercado de trabalho local. A EAD mato-grossense vai lançar como carro chefe, o curso de Agronegócio, na intenção de suprir a demanda existente de profissionais capacitados no campo. Os outros três cursos que estão em processo de autorização junto ao MEC, são os cursos de Recursos Humanos, Marketing e Estética e Cosmética.

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Apesar de não ser possível precisar o número de vagas que serão ofertadas a partir da autorização dos cursos EAD, a Faculdade Cathedral planeja, está estruturada e tem capacidade e qualidade para atender até mil alunos em cada curso. Afinal, a oferta tem a sua disposição uma demanda crescente, sobretudo no Centro-Oeste. A região registrou, em 2016, a segunda maior procura pela modalidade, perdendo apenas para a região Norte, segundo o Censo da Educação Superior. De acordo com Sandro Saggin, é fácil prever impactos sociais a partir da implantação da primeira matriz de Educação a Distância do Estado. Isso porque o aumento da capacitação de diversos segmentos profissionais no Leste mato-grossense deve impulsionar uma cadeia de mudanças, entre as quais, o aumento da renda de famílias e o consequente fortalecimento da economia na Região do Vale do Araguaia. EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DEMOCRATIZA ENSINO SUPERIOR

No Leste de Mato Grosso ou em qualquer polo de ensino do país, a Educação a Distância diversifica a população que ingressa em cursos de nível superior. Se antes o universitário era o adolescente, recém-formado no nível médio, com con-

dições para manter-se em uma universidade, hoje, pais e mães de família, assim como pessoas de menor renda, começam a mudar as feições desse perfil. A expectativa é que a oferta de EAD em um território ainda pouco coberto por este método de ensino, como é a região mato-grossense do Araguaia, oportunize o acesso de todas as classes à educação de qualidade. As mensalidades dos cursos de Educação a Distância no Brasil chegam a ser 60% menores, segundo pesquisas, porque a quantidade de alunos que a modalidade pode agregar dilui os custos de sua oferta. Se uma sala de aula presencial comporta uma turma de 45 alunos por turno, o ambiente virtual da modalidade a distância pode ser oferecido a centenas. Além da oferta quase ilimitada, a EAD dispensa alguns custos com estrutura física e material, já que o conteúdo é digital. O valor das mensalidades foi uma das razões que fizeram Andrreia Kowaleski, 33 anos, trocar de modalidade de ensino. Ela deixou o curso de Tecnologia em Estética e Cosmética nas Faculdades Unidas do Vale do Araguaia (Univar) e se matriculou em Tecnologia em Embelezamento e Imagem Pessoal, na modalidade EAD, na Anhanguera. A estudante conseguiu eliminar um ano no curso a distância porque já tinha cursado algumas disciplinas presencialmente.


As mensalidades dos cursos a distância no Brasil chegam a ser 60% menores, segundo pesquisas, porque a quantidade de alunos que a modalidade pode agregar dilui os custos de sua oferta

Andrreia comenta que o choque de horários entre faculdade e trabalho foi determinante na escolha. Mãe de Pedro Henrique, 14 anos, e Yasmim de 10, ela revela que hoje lhe sobra tempo para cuidar dos filhos e até fazer cursos de aperfeiçoamento: “tenho mais tempo para me dedicar a outras coisas. Você acaba tendo aquele conforto de poder estudar em casa ou em qualquer lugar”, diz a acadêmica residente em Barra do Garças. Ela trabalha em um escritório e mesmo assim lhe “sobra um tempinho para dedicar aos estudos”. “Favorecer o público que não tem condições de frequentar uma sala de aula presencial, é uma das marcas da EAD”, segundo disse a professora Karine Peixoto, Doutora em biodiversidade e conservação, que coordena o Núcleo de Educação a Distância da Faculdade Cathedral. Ela explica que essa modalidade de ensino favorece aquelas pessoas que estão sujeitas a uma carga de trabalho excessiva, restando-lhes pouco tempo para os estudos. A coordenadora lembra que não há cursos exclusivamente vespertinos em nenhuma instituição da região: “se o único período que o ingressante tiver para estudar for o vespertino, as possibilidades de realizar o tão sonhado curso de graduação se reduzem a zero”. Essa flexibilidade em local e em tempo de estudo, também está possibilitando

as populações de regiões mais isoladas geograficamente, ingressarem no Ensino Superior. A disposição de uma sala virtual acessível a qualquer momento e em qualquer lugar, por meio de um computador ou smartphone, tem feito a EAD ser aceita e procurada em localidades não cobertas por instituições físicas de ensino. Essa tecnologia beneficia principalmente as regiões onde não há ensino superior presencial. O Norte e o Centro-Oeste registraram as maiores procuras por EAD em 2016, o que pode ser explicado, em parte, pela dimensão populacional e territorial. As duas regiões são as maiores do país em território, porém com as menores densidades demográficas, segundo o IBGE. Isso significa pequenos pontos de agrupamento populacional espalhados por extensas áreas. Paralelamente, as duas regiões também são as que possuem menor número de instituições de Ensino Superior. O Norte tem 156, muito distante do número registrado pela região Sul (405, segundo censo de 2016). Já o Centro-Oeste conta com 240, a

metade do Nordeste (com 480). A região que se sobressai em relação a esse índice, é a Sudeste, com 1.126 instituições, entre faculdades, universidades, centros universitários e institutos, públicos e privados. Embora, Norte e Centro-Oeste ainda registrem os menores números em quantidade de polos de Educação a Distância, vê-se o protagonismo da modalidade para a democratização do ensino superior em ambas as regiões. “A dimensão do Brasil é continental, tudo é muito longe. Só no Vale do Araguaia mato-grossense nós temos cidades separadas por mais de 1200 km. A EAD vem para reduzir essas distâncias”, observa o diretor Sandro. Longe e de difícil trânsito. Entre Alto Taquari e Vila Rica, as duas pontas do Leste de Mato Grosso (1.229 km pela principal rota), ainda há muitos trechos sem pavimentação. A distância e a falta de infraestrutura são uns dos fatores que dificultam o acesso dos habitantes do Araguaia ao polo educacional de Barra do Garças. Somado ao baixo desenvolvimento econômico da região, segundo Sandro, as famílias não têm condições de frequentarem diariamente as universidades presenciais ou se mudarem para o município de referência. “A Educação a Distância é a democratização do ensino, é o acesso a todos. Esse é o maior ganho que a população terá com a implantação da EAD Cathedral”, afirma o diretor. O discurso está alinhado com a tendência mundial, em incentivar a implantação da tecnologia de Educação a Distância. No Brasil, por exemplo, 20% da matriz curricular dos cursos de graduação presenciais pode ser ofertada na modalidade de EAD, modelo já aderido pela Cathedral. Essa é a confirmação de que a modalidade tem apresentado bons resultados em ensino, que não fica atrás da forma presencial de estudo.

Professora Rândala Nogueira e, ao lado, gravação de aula de Ciência Política no estúdio EAD da Cathedral Edição Edição nº nº 11 11 de de GENTE GENTE Centro-Oeste Centro-Oeste 41 41


EAD pode mudar cenário do ensino superior no país A dificuldade no avanço da educação superior no Brasil decorre da baixa renda da maioria da população

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sistema de Educação a Distância tem a capacidade de alavancar um setor que caminha à ruína no Brasil. Quando comparado ao cenário mundial, os índices nacionais relativos ao Ensino Superior podem ser considerados insuficientes. Mesmo considerando apenas a América Latina, os brasileiros não têm conseguido posição relevante. Segundo levantamento da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Brasil, apenas 14% dos adultos possui ensino superior completo. O percentual não chega à metade da média dos países da OCDE, que atinge 35%. O Brasil também fica bem atrás dos vizinhos latino-americanos, como o Chile (21%), a Colômbia (22%) e a Costa Rica (23%). Esses dados são de 2014 e foram lançados apenas em setembro de 2016 na publicação Educacion at a Glance, da OCDE. O levantamento, que compara informações de mais de 40 países segue sem boas notícias aos brasileiros. O índice dos jovens entre 25 e 34 anos é de 16% e dos adultos entre 55 e 64 anos marca apenas 11%.

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O diretor Executivo da Faculdade Cathedral, avalia que a dificuldade no avanço da educação superior no Brasil decorre da baixa renda da maioria da população. A falta de desenvolvimento das regiões impede a cobertura do ensino superior nas cidades do interior e nas periferias: “é outro obstáculo”, destaca Sandro. Nesse cenário, para Sandro, o possível acadêmico de um curso vê-se em meio a um dilema. Tentar uma vaga no ensino público, “atualmente em crise” no Brasil, ou investir em uma instituição particular, a maioria, demasiadamente onerosa às classes baixas. Ainda em pequeno número no Brasil, a educação superior pública cobre, expressivamente, regiões centrais do território e não chega à população, como um todo. Geralmente, o candidato da periferia ou do interior tem que fazer longas trajetórias para acessar as instituições e isso exige todo um aporte de assistência estudantil que possibilite a permanência do aluno. A manutenção de tais condições tem se mostrado difícil para os governos, que constantemente realizam cortes no orçamento do ensino público.

Já as instituições particulares, de certa forma, influenciam os alunos de menor renda a trabalharem, paralelamente ao estudo, para arcarem com os valores de mensalidade. Quando conseguem pagar o curso, o desafio é conciliar as duas atividades. Nesse contexto, identifica-se a dificuldade que o país tem em avançar, segundo Sandro. Com pouca capacitação e baixa produção intelectual e científica, o país não consegue aumentar a renda da população e bate em uma série de entraves sociais. Para se ter uma ideia do impacto do ensino superior na vida de um brasileiro, a pesquisa da OCDE também destaca que o concluinte do nível superior ganha em média mais que o dobro do que aquele que conclui o ensino médio. “O Brasil está descumprindo o documento [sobre acesso à educação] que ele próprio assinou perante a ONU. Isso porque a maioria da população não tem tempo, nem dinheiro ou não mora em uma cidade onde tem faculdade”, avalia o diretor Executivo da instituição avaliada pelo MEC com Índice Geral de Cursos (IGC) 4, atestando assim, a qualidade de ensino empreendida.


Laboratório de produção de conteúdo que norteiam as aulas do sistema de Ensino a Distância

Segundo Sandro, uma das razões para o Brasil não avançar é essa carência no ensino superior, o responsável pela qualificação de mão de obra e pelo desenvolvimento das ciências: “não temos inventos, não temos tecnologia, nunca ganhamos um prêmio Nobel, não temos pesquisa, porque não há formação de pessoas de forma expressiva”. Por outro lado, a implantação do ensino superior a distância caminha a passos largos, sobretudo nos interiores menos desenvolvidos do país. O reflexo desse viés crescente na educação brasileira, como já foi apontado, é a democratização desse espaço, o que provoca o aumento da população na vida acadêmica. O MEC percebe isso e tem apostado na modalidade para mudar essa realidade, ampliando a oferta de cursos superiores e, sobretudo, vagas. Até 2016, a oferta da Educação a Distância no país havia crescido em mais de 200%, marcando 3.936.573 vagas oferecidas. Só de 2015 até o último Censo da Educação Superior, o aumento foi de 64,8%, um acréscimo de mais de um milhão e meio de vagas. Já na educação presencial brasileira, a quantidade de cadeiras vazias dispostas, não aumentou nem a metade disso, no mesmo período. Em 2016, as salas de aula físicas podiam receber apenas 18% a mais de alunos do que ofertava no ano anterior.

Isso mostra o crescimento acelerado da EAD em comparação à modalidade presencial, em virtude da facilidade de expansão que as instituições a distância possuem. Segundo o regulamento do MEC, uma franqueadora pode criar até 250 polos por ano, a depender de seu conceito institucional. Essas unidades são estruturas compactas, para oferecer ao aluno a possibilidade de realizar algumas atividades presenciais, como provas O diretor Executivo Sandro Saggin seu gabinete na Cathedral

e exercícios práticos. O esforço do Ministério da Educação no incentivo à EAD tem de fato resultado na ampliação do percentual de graduandos na modalidade. Em 2016, já eram quase um milhão e meio as pessoas que estavam matriculadas nos 1.662 cursos a distância oferecidos no Brasil, o que representava 18,6% dos alunos de graduação no país. O percentual havia crescido quase quatro pontos de 2011 (14,7%) até então, quan-

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do em números totais não somavam um milhão. Embora haja de fato benefícios sociais da EAD, uma onda migratória ao ensino superior, através da modalidade, não vai salvar o setor sozinha. As instituições de aulas presenciais (as que mais reúnem pessoas) ainda carecem de investimento para não se deteriorarem. A Educação a Distância é apenas mais uma opção a quem tenta se ajustar à vida acadêmica. Uma alternativa para muitos que necessitam se capacitar, mas não encontram condições de fazê-lo em uma realidade presencial.

Analista de comunicação e design instrucional, Atila Cezar Rodrigues, secretário José Antônio de Matos Júnior, analista de conteúdo, professora Elaine Navarro, coordenadora do Núcleo de Educação a Distância Karine Peixoto, analista de sistema Lorena Damázio e a auxiliar de design instrucional, Georgya Politowsjy

A ROTINA DE CADA UM NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

De casa para o trabalho e do trabalho para a faculdade. No início de 2012, essa era a rotina de Kacielle Rhuama de Oliveira Santos, 26 anos, que só voltava a ver a família às 23h, quando retornava do curso de Educação Física, em uma instituição presencial. Ela trocava de roupa na escola, onde trabalhava, para não precisar voltar para casa. Cansada, sem tempo para outras atividades e com o desempenho nos estudos prejudicado em virtude da correria do cotidiano, a então estudante resolveu mudar de curso e tentar a Educação a Distância. Dois meses foram o bastante para Kacielle perceber que precisava fazer a mudança: “não tinha tempo de fazer trabalhos, nem estudar. Eu andava de coletivo e não conseguia ir em casa na hora do almoço, porque o tempo era curto”, conta a estudante. Ela ingressou, presencialmente, no curso de Educação Física, em 2012 e no mesmo ano, desistiu. Foi em agosto daquele mesmo ano que Kacielle começou Pedagogia a distância. A modalidade se adaptou a sua rotina, sem contar o baixo custo da mensalidade. Ela conta que, embora o ensino fosse extremamente exigente, principalmente no que diz respeito à disciplina com os estudos, o dia se tornou muito menos cansativo, com aulas presenciais apenas uma vez por semana: “ficou muito tranquilo. Sobrava tempo para fazer o que eu gostava, como sair com amigos e ficar com a família”, destaca Kacielle. “Essa flexibilidade, mencionada por Kacielle, somente é possível porque nos cursos EAD os principais personagens do processo de ensino e aprendizagem não precisam estar compartilhando o mesmo tempo e espaço, pois os processos são mediados a partir do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)”, observa a coordenadora Karine Peixoto. Segundo a analista de sistemas, Lorena Pereira Damázio, a plataforma AVA

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funciona como qualquer outro site da internet e é pensada para uma operação fácil, que atenda necessidades de aprendizagem do aluno. Lorena é responsável pela equipe de desenvolvimento do AVA da Cathedral, que está em pleno funcionamento, atendendo a 20% da grade de cursos presenciais da instituição. De acordo com Lorena, o sistema que suporta a EAD é responsivo, que se adapta ao formato de qualquer dispositivo utilizado para o acesso”, seja ele computador, tablet ou smartphone. Nesse ambiente, os estudantes têm acesso ao conteúdo por meio de vídeos, imagens e textos. As videoaulas são gravadas antes mesmo de os cursos estarem disponíveis na plataforma, assim como é preparado todo o material. Quando o

aluno se matricula, sua conta no AVA possibilita que ele consuma o conteúdo dividido em módulos. Ou seja, ele tem determinado tempo para terminar o primeiro módulo e, apenas quando esse período chegar ao fim, o segundo é liberado. A Educação a Distância no Ensino Superior também exige aulas laboratoriais, com atividades de campo ou no polo mais próximo. As provas bimestrais, por exemplo, são realizadas na estrutura física da unidade franqueada. A maioria dos cursos ainda exigem algumas atividades práticas, que são oferecidas presencialmente, como é o caso dos que estão sendo implantados na Cathedral EAD. Mas, a rotina de estudos é controlada pelo próprio estudante. Os módulos de cada disciplina podem ser consumidos na


velocidade que ele desejar, desde que não ultrapasse o tempo limite. Assim, o aluno pode estudar hoje, ao longo de quatro horas e amanhã, ao longo de duas horas. “Minhas aulas presenciais eram nas segundas-feiras. Nas quintas ou nas sextas, eu assistia às videoaulas pelo portal. Quando tinha prova e trabalho, eu estudava nas quartas e sextas, à noite”, conta Kacielle. A acadêmica de Tecnologia em Embelezamento e Imagem Pessoal, Andrreia Kowaleski, também usa a noite para estudar, devido a rotina de trabalho, durante o dia. Para ela, o conforto em estudar em casa ou nas horas vagas é uma das vantagens da modalidade, mas nem por isso o curso torna-se menos exigente que os presenciais. A dedicação e a disciplina

são requeridas em altos níveis aos alunos da EAD. Isso porque o consumo do conteúdo depende da iniciativa do próprio aluno. “Você passa a administrar mais o seu tempo e até mesmo a se policiar mais”, revela Kowaleski. Para a Karine Peixoto, o gerenciamento do tempo é uma das habilidades que a Educação a Distância desenvolve com mais precisão. “Na modalidade a distância é o próprio estudante que precisa se organizar e estabelecer uma rotina de estudos adequada”. Outras capacidades adquiridas na EAD, e pontuadas por ela é a comunicação e a responsabilidade. “Essas competências da Educação a Distância ajudam o aluno a desenvolver novas conquistas no mercado de trabalho. O empregador tende a selecionar

colaboradores que tenham essas capacidades desenvolvidas”, destaca a Coordenadora da EAD da Cathedral. A independência do aluno são fatores marcantes na EAD, mas isso não significa que o aluno aprende sozinho. A Faculdade Cathedral, por exemplo, não propõe a completa ausência da figura do professor na modalidade. A preocupação do Núcleo de Educação a Distância da Instituição, é desenvolver o sistema de modo que os futuros alunos dos cursos 100% EAD não se sintam “abandonados”. Segundo a coordenadora Karine, mesmo que a comunicação seja totalmente realizada por meio da tecnologia, no AVA, os estudantes serão assistidos constantemente. Na Cathedral, cada disciplina ofertada será coordenada por um professor e conEdição nº 11 de GENTE Centro-Oeste 45


tará ainda com auxílio de tutores. O contato é todo feito por meio das ferramentas que a plataforma oferece. De acordo com a analista de sistemas Lorena, existe a possibilidade de trocas de mensagens por meio de fórum e chat, bem como inserção de conteúdo e atividades. Assim, o AVA é programado para permitir que o professor e o tutor monitorem e acompanhem os acessos e as execuções de atividades. Além do professor e do tutor à disposição, que poderão ser acionados a qualquer momento, os estudantes ainda contarão com uma equipe de suporte do Núcleo de EAD. A plataforma também será monitorada continuamente, podendo sofrer intervenções técnicas, que garantam o aperfeiçoamento de sua funcionalidade. DOS 20 AOS 100%

Cursos presenciais da Faculdade Cathedral já estão com 20% de suas cargas horárias sendo oferecidas a distância. A novidade começou no ano letivo de 2018 e as disciplinas ofertadas sob essa modalidade, podem ser cursadas em qualquer dia e horário, conforme a disponibilidade do aluno, desde que o tempo limite para realização das atividades não seja extrapolado. É a partir dessa experiência ini-

cial que a Cathedral 100% EAD será desenvolvida. Desde outubro de 2016, as instituições presenciais de Ensino Superior estão autorizadas a ofertar a distância, um quinto da carga horária de qualquer curso. A portaria nº 1.134, publicada pelo Ministério da Educação, determina que disciplinas possam ser oferecidas nessa modalidade, integral ou parcialmente, desde que não ultrapassem 20% da carga horária total. Nas sextas-feiras, os alunos substituem as salas de aula pelo AVA. Agora, a plataforma inaugurada no primeiro semestre do ano também dará lugar aos estudantes dos cursos 100% EAD. O AVA já está pronto e completamente funcional, à espera do conteúdo dos cursos, que devem ser abertos ao público, a partir do segundo semestre de 2018. A Faculdade Cathedral preferiu desenvolver o seu próprio AVA, ao invés de terceirizar o serviço de criação. A ideia é centralizar na sede da Instituição, o desenvolvimento e a manutenção necessária ao sistema, a partir das exigências dos usuários (professores, tutores e alunos). Outra vantagem é o nível de personalização do ambiente virtual, de acordo com o proposto pela Faculdade Cathedral. Segundo a analista de sistemas responsável pelo projeto, Lorena Pereira Damázio,

“caso a plataforma fosse terceirizada, poderia ser engessada”, com estruturas pré-definidas e com certas restrições de alteração. Lorena conta que a plataforma exige intervenções constantes e testes são realizados continuamente para garantir a usabilidade aos alunos, professores e tutores: “trabalhamos com uma espécie de espelho do sistema, onde efetuamos os testes, sem interrupção do serviço”. A preocupação da equipe de desenvolvimento, bem como do Núcleo de EAD da Faculdade Cathedral, é que o aluno não tenha dificuldade em navegar no ambiente virtual. Por isso, ouvir a experiência dos usuários com o AVA é fundamental para o processo contínuo de aperfeiçoamento da plataforma. Há também, a preocupação com o conteúdo, que segundo a analista, é pensado para garantir uma aprendizagem agradável, sem que falte qualidade. Prestes a entrar no mercado da Educação a Distância, a Faculdade Cathedral propõe apresentar como diferencial a confiança de uma Instituição com boa avaliação nos principais índices nacionais. Por isso, todo o cuidado é tomado para que a EAD ofereça a mesma qualidade que a Faculdade tem registrado com os cursos presenciais mantidos pela Instituição no polo presencial.

A região Norte é onde a procura por cursos EAD é mais desproporcional ao número de vagas. Somados, em 2016, os sete estados possuíam 2.160 vagas de educação a distância, segundo o último Censo da Educação Superior. Já o número de candidatos inscritos para ocupá-las chegava a 5.940 pessoas. Isso significa que havia 2,8 inscritos por vaga, a maior procura do país naquele ano. No Centro-Oeste, essa procura era de 1,4 candidatos inscritos por vaga, razão entre as 282.656 vagas oferecidas em EAD na região e os 400.025 inscritos. Norte e Centro-Oeste são os únicos estados onde a busca de candidatos pela educação a distância se revelou maior que a oferta de vagas, segundo censo de 2016. Nas outras regiões faltaram candidatos. No Nordeste, a razão é de 0,8, o que significa dizer que a cada quatro vagas ocupadas, uma ficou sobrando. Nas regiões Sudeste e Sul, a vacância ainda foi maior, registrando, respectivamente, 0,4 e 0,5. Uma vaga fica sem ocupação a cada duas preenchidas.

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Analista de sistema Lorena Damázio, diretora acadêmica Rosilene Lopes Rocha Cardozo, coordenadora do NEaD Karine Peixoto e o diretor Sandro Saggin

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NOVA NAZARÉ

Agricultura familiar recebe reforço Caminhão tanque melhora rendimento de produção da bacia leiteira no município

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produção de leite em Nova Nazaré, a 797 km de Cuiabá, deve dar um salto com as recentes mudanças de logística que o município está implementando. O forte da atividade agropecuária local foi equipado recentemente com uma patrulha rural que, além de aprimorar os serviços no campo, está agregando valor ao produto. Com o caminhão tanque isotérmico, o rendimento do volume produzido na cidade aumenta em até 20%. Segundo o prefeito de Nova Nazaré, João Teodoro Filho (PSDB), a patrulha rural é um sonho dos pequenos produtores. A expectativa é que o maquinário deve atender pelo menos 70% dos 350 assentados nesse primeiro ano de utilização. “A gente vai adotar o sistema de deixar o sindicato decidir a demanda para atender a maioria”, disse o gestor. O chefe de departamento do Desenvolvimento Rural do município, Márcio José Campos de Azevedo, explica que para a utilização do maquinário, será cobrado do produtor apenas o consumo em óleo diesel. Mesmo assim, ele afirma, o custeio do uso será muito melhor do que se fosse contratado o serviço particular. “Enquanto o agricultor paga uma hora de trator a R$ 140,00, com o nosso, ele vai pagar em média R$ 50,00.” No mês de maio, João Teodoro levou a equipe da Gente até a avenida central,

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onde estavam as máquinas recém chegadas. Resultado de emenda do deputado federal Vitório Galli (PSL) e do governo do Estado, atualmente a patrulha rural já está em funcionamento no município. Foi breve a apresentação do trator aos que trabalham nas lavouras do município, e a carreta com uma grade aradora e um vincão, para o preparo das terras férteis do extremo leste do Estado. O destaque ficou para o caminhão tanque com capacidade para carregar nove mil litros de leite. “O que mais vai nos ajudar é esse”, afirmou. Não é de se espantar a importância que o prefeito direciona ao veículo de carga. Nova Nazaré, com 3.655 habitantes, é um

dos municípios do Estado que menos arrecada. Entre oito cidades da microrregião do entorno, ela tem o sétimo menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita. No estado, o PIB a preço corrente de Nova Nazaré, segundo o IBGE, é o 127º colocado, no ranking dos 141 municípios. A agropecuária compreende cerca de 65% dessa renda no município e a produção leiteira é sua principal atividade econômica. O volume produzido, entre 2.700 a 3.000 litros, ainda é baixa em comparação aos maiores produtores do Estado e até da região, que ultrapassam os 100 mil litros. “Ainda precisamos incentivar e investir bastante, mas a nossa realidade Tanque para transporte de leite, doação do estado a pequenos produtores da bacia leitera de Nova Nazaré


Somado ao caminhão isotérmico que atenderá os produtores de leite, o município ainda investe 21 mil reais no programa Balde Cheio por ano

vai mudar”, declara o chefe de departamento Rural Márcio. Ele conta que o transporte do leite até o laticínio, em Nova Xavantina, com o próprio caminhão isotérmico, foi o passo importante para a valorização da produção pecuária. O produtor começou a receber o suporte da prefeitura no inicio de junho e tem lucrado 20% a mais sobre o litro de leite, apenas por essa nova logística. O leite que era entregue ao laticínio a R$ 0,83 por litro, começou a receber propostas maiores. Hoje os produtores nova-nazareenses entregam o produto a R$ 1,15, pagando o valor de R$ 0,10 por litro, pelo transporte. Segundo Márcio, com o caminhão, a produção leiteira de Nova Nazaré é vista de forma diferente e ocupa lugar de importância diante dos produtores a nível estadual. “Em 10 anos ou mais de atividade, nunca havia conhecido o gerente do laticínio. Agora, depois que nosso caminhão chegou, ele já veio aqui três vezes”, destaca. O chefe de departamento Rural conta à Gente que o município já recebeu proposta de até R$ 1,21 por litro. A oferta do laticínio Campileite, em Campinápolis, foi recusada devido à distância entre o município e as instalações da empresa. Márcio ainda explica que enquanto o laticínio carregava a produção a R$ 0,83 por litro, em Nova Nazaré, em outras regiões, o leite era comprado, pela mesma empresa, a R$ 1,00. “Hoje nós vamos receber pelo preço de plataforma. Se o preço na plataforma estiver R$ 1,20, nós vamos receber R$ 1,20.” NOSSO LEITE

O projeto Nosso Leite também está incentivando a produção em Nova Nazaré e é uma das apostas da administração. Desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a iniciativa oferece um técnico agropecuário que, mensalmente, visita as propriedades cadastradas. Além da orientação do especialista sobre como produzir melhor, os produtores também recebem acompanhamento de um supervisor do Sebrae, que faz visitas três vezes ao ano para avaliar o andamento da produção. Em Nova Nazaré, o projeto funciona a mais de um ano e conta hoje com 10 propriedades cadastradas. Segundo Márcio, os resultados já puderam ser observados. Um produtor que tirava 40 litros por dia chegou à marca dos 200. “Com o caminhão e com esse projeto do Sebrae, acredito que no ano que vem, nesse mesmo período, já estaremos com uma produção de aproximadamente 4.500 litros”.

Nova Nazaré homenageia índios com torneio de futebol A prefeitura de Nova Nazaré reuniu cerca de 1.500 indígenas, na aldeia Cachoeiras, para a comemoração do Dia do Índio. O evento de 19 de abril, promoveu um dia de atividade esportiva aos Xavante, habitantes da região. Uma junta de departamentos, composta pelas Secretarias de Esportes, de Educação, de Assuntos Indígenas e de Viação e Transporte, para a realização da festa. O evento atraiu as autoridades políticas do município, como os secretários Marcos Scherer, Elson Kamiguchi, Silvio Maracaípe e Sebastião Cândido da Silva. Vereadores e o prefeito João Filho também estiveram presentes. O gestor de Nova Nazaré ficou durante todo o dia assistindo aos jogos com os indígenas. A atração do Dia do Índio foi o torneio de futebol de campo entre os Xavantes. Foram 31 equipes participantes, que vieram da microrregião do Araguaia, das re-

dondezas de Nova Nazaré. Além do município que sediou, competiram Água Boa, Canarana e Campinápolis. Marca registrada da administração de João Filho, o prefeito afirma que o objetivo é promover a socialização, o respeito e a inclusão social através do esporte aos Xavante da região. “Não há nada mais gratificante que ver o sorriso em cada rosto. Um povo que foi esquecido pelas autoridades, mas que, para mim, merece toda atenção e carinho. Como prefeito, não medirei esforços para ajudar nossos índios”, declara. A grande campeã foi a equipe Tangará da Serra, de Nova Nazaré. O segundo e o terceiro lugar foram ocupados pelas equipes Aldeia Cachoeira, também de Nova Nazaré, e Aldeia Tripá, de Água Boa. Como premiação, aos três primeiros colocados levaram de R$ 500,00 a R$ 2.000, por equipe.

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QUERÊNCIA

A Consciência Cidadã do TCE O projeto do Tribunal nos municípios de Mato Grosso tem objetivo de despertar o que se chama de “efetivo exercício da cidadania"

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om o objetivo de debater a participação popular na gestão pública, Querência recebeu, no final de junho, a equipe do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Foi uma noite de palestras e diálogo entre os dirigentes da entidade, os membros da administração pública do município e população. Quem esteve presente, pode conhecer o trabalho do TCE e se deparou com a disposição de uma série de ferramentas para o controle social das decisões e dos gastos do Poder Executivo. Os participantes ocuparam o espaço do Garden Eventos e puderam assistir a três horas de discussão. O TCE desenvolve o projeto Consciência Cidadã nos municípios de Mato Grosso com o objetivo de despertar o que chama de “efetivo exercício da cidadania”. A ideia é desenvolver ações e atividades multidisciplinares para equipar as populações do Estado a acompanhar e fiscalizar as gestões públicas.

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O vice-presidente do TCE, Luiz Henrique Lima, falou aos presentes em Querência, no dia 20 de junho, sobre as dimensões da fiscalização feita pelos tribunais de contas. Ele destacou a importância da parceria entre o controle externo, referente ao trabalho dos tribunais, e o controle social, desenvolvido pelos conselhos municipais e pelos cidadãos. Segundo ele, essa atuação conjunta pode proporcionar uma redução significativa no número de irregularidades nas contas municipais e a consequente eficiência nos serviços públicos. Por isso, destaca o vice-presidente, se faz necessária a conscientização dos cidadãos. De acordo com Luiz Henrique, o resultado do que ele chama de “plantar sementes de cidadania” é observado logo depois dos eventos. “As pessoas estão acionando mais as ouvidorias e atuando junto aos conselhos de políticas públicas”, anunciou em oportunidade recente. “Temos uma experiência muito boa com os estudantes que participaram dos programas de fomento ao controle social do TCE e desenvolveram ações de mobilização para fiscalizar o orçamento das suas escolas e, com isso, obter melhorias como reformas, aprimoramento na qualidade do ensino e investimentos na biblioteca", disse. A uma plateia composta por crianças, jovens, adultos e idosos, o vice-presidente do TCE ainda explanou sobre democracia e corrupção. "Todos nós temos que mudar nossas atitudes. A corrupção provoca sérios prejuízos econômicos. As empresas não funcionam bem num ambiente de corrupção. Ela destrói os resultados eleitorais e é

uma traição à democracia", explicou. A secretária de Articulação Institucional do TCE, Cassyra Vuolo, explicou como ocorre o controle social da administração pública. Durante sua palestra, ela oportunizou que as pessoas conhecessem os meios de fiscalização disponíveis para uso. “É importante que toda a comunidade participe, adquirindo informações e conhecendo as diversas ferramentas que são oferecidas pelo TCE para que cada cidadão possa acessar dados dos órgãos públicos e fazer denúncias", orientou. Para o prefeito de Querência, Fernando Görgen (PSB), é favorável à administração que as dúvidas dos cidadãos sobre a gestão pública e os meios de fiscalização sejam esclarecidas. “É importante que as pessoas vejam onde pode ser fiscalizado e o que pode ser denunciado. Quanto mais o cidadão tiver conhecimento, mais fácil é a administração.” O presidente da Câmara Municipal, Valdenicio Anjos, o Vava (PSC), apontou que o evento mostra o caminho do dinheiro público. “A população está conhecendo a forma como o recurso público é arrecadado e a forma correta de q ue ele é aplicado”, ressaltou. O evento começou a ser realizado em abril de 2016 e desde então já foram 19 edições em 15 cidades mato-grossenses. Essa é a quarta em 2018 e, devido ao início do período eleitoral, deve ser a última do ano. Em Querência, o Consciência Cidadã reuniu mais de 400 pessoas, a média do que tem reunido em outros municípios. Nas outras três cidades, (Primavera do Leste, Sapezal e Sorriso), a discussão somou 1.830 participantes.


Prefeito Görgen em sua participação na Consciência Cidadã em Querência

Jogos Escolares da Juventude reúne mais de mil atletas CONSELHO DE SAÚDE PEDE CAPACITAÇÃO A TCE Na oportunidade da visita da equipe do TCE, em Querência, o Conselho Municipal de Saúde pediu, ao tribunal, capacitação para os conselheiros. Segundo informado pelo órgão do município, é comum ocorrer dificuldades na compreensão da prestação de contas orçamentária da Saúde. A secretária de Articulação Institucional, Cassyra Vuolo, orientou que a solicitação fosse feita formalmente ao Tribunal de Contas. A secretária Cassyra participou da reunião de prestação de contas da Saúde do primeiro quadrimestre de 2018 e orientou aos conselheiros quanto à funcionalidade do Conselho Municipal de Saúde. Ela também ressaltou que, além de fiscalizar os gastos, é necessário que os conselheiros façam propostas para a obtenção de bons resultados do serviço público. “E mais do que isso, é necessário verificar in loco onde a demanda de atendimentos é maior para definirem, juntos, ações planejadas", disse. Ela ainda aconselhou que fossem criadas comissões e que cada uma fique responsável por determinada área. “Tem que saber dos gastos, mas também ficar atento aos resultados dos investimentos na Saúde”, concluiu. As reuniões do Conselho Municipal de Saúde de Querência ocorrem uma vez por mês e as prestações de contas, a cada quatro meses, demonstram os gastos no setor. Os conselheiros analisam as despesas como folha de pagamento, Farmácia Básica, obras, serviços de terceiros, diárias, entre outros.

A primeira etapa regional dos Jogos Escolares da Juventude (JEJ) ocorreu entre os dias 19 e 24 de junho com a participação de atletas de 13 cidades mato-grossenses. O evento reuniu mais de mil atletas em Querência de diversos municípios da região do Araguaia. Segundos os organizadores, aproximadamente 3 mil pessoas prestigiaram a etapa. “Querência ficou em clima de festa com a abertura dos Jogos. Os hotéis estavam lotados, os restaurantes estavam movimentados, o setor de transporte estava com demanda alta e muitos serviços absorvem o impacto dessa ação”, comentou o titular da Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer de Mato Grosso (Sael-MT), Franz Corrêa. O evento aconteceu no Ginásio de Esporte Nilo Perin e nas escolas estaduais 19 de Dezembro, Alegria do Saber e Querência. De acordo com o Adjunto da Sael, por meio da Superintendência de Esporte na Escola (Suee), a competição contou com 1.126 atletas, técnicos e dirigentes. Foram representados os municípios de

Querência, Bom Jesus do Araguaia, Campinápolis, Gaúcha do Norte, Água Boa, Nova Xavantina, Barra do Garças, Torixoréu, Pontal do Araguaia, Ribeirãozinho, Novo São Joaquim, Ribeirão Cascalheira e Canarana. Participaram 22 escolas estaduais, seis particulares e três municipais. A categoria A, para atletas de 15 a 17 anos, comportou 56 equipes, enquanto a categoria B, de 12 a 14 anos, foram 44. O evento teve como modalidade, no masculino e no feminino, o Basquetebol, o Handebol, o Voleibol e o Futsal. O JEJ tem o total de 14 etapas. São 11 regionais e três estaduais, programadas para as sedes de Querência, Cáceres, Juruena, Sinop, Paranaíta, Nobres, Jauru, Jaciara, Pedra Preta, Matupá, São Félix do Araguaia, Água Boa e Barra do Garças. O evento é realizado pela Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), pela Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer (Sael) e pelas prefeituras municipais. Estima-se que mais de 10 mil atletas sejam atendidos.

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LEGISLATIVO

Querência terá a maior Câmara de Vereadores no Vale do Araguaia Contenção de gastos permite investimento na ordem de 600 mil reais e da ao Legislativo credibilidade social

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ara muitos municípios 2017 foi um ano acentuado por forte crise econômica, com súbito desequilíbrio nas contas públicas e danos irreversíveis na condução da agenda administrativa. Querência passou por tal turbulência, “mas não cedemos à tentação de extrapolar orçamentos que ferisse a Lei de Responsabilidade Fiscal que impõe o controle de gastos que só podem ser feitos de acordo com o que se arrecada”, diz o presidente da Câmara de Vereadores de Querência, Valdenício Anjos da Silva (Vavá). Deixando a lembrança da crise “que já é passado”, o presidente Vavá acompanha de perto as obras em curso do prédio ane-

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xo à Câmara Municipal que promete ser a maior base estrutural no Vale do Araguaia, com cerca de 335m², somando naturalmente, entre outros, o auditório, aberto à comunidade e com capacidade para 300 pessoas. O primeiro prédio da Câmara Legislativa local foi ampliado na gestão do seu então presidente Telmo Brito, em 2008. A construção desse anexo será o marco da passagem de Vavá pela presidência do Legislativo ao dotar a Câmara de salas para tesouraria, contabilidade, controle interno, Procuradoria Jurídica, recepção, copa, cozinha, sala de reuniões, sala da presidência, ficando para o antigo prédio

os gabinetes para os oito vereadores, assessorias, plenário e direção administrativa. Os custos para dotar o Legislativo local dessa nova estrutura, segundo Vavá, são de R$ 600 mil. O anexo não foi projetado apenas para melhorar o conforto dos vereadores e dos funcionários da Câmara, mas também para compor a configuração urbanística do município. Essa é uma preocupação recente da administração pública, que, através do Legislativo, pretende oferecer plantas arquitetônicas a todo cidadão que deseje construir na cidade, como mostra a matéria abaixo. Vavá quer aprovar um projeto de lei sobre o assunto ainda neste ano.

PLANTA POPULAR - Tramita na Câmara Municipal de Querência um projeto de lei de autoria dos vereadores Valdenício Anjos da Silva (Vavá), Neriberto Erthal e André Silva que institui no município o programa Planta Popular, destinado a oferecer gratuitamente desenho arquitetônico de edificação em terrenos com até 375 metros quadrados na cidade ou 450 m² em distritos ou agrovilas do interior. De acordo com o teor do projeto, o setor de engenharia e arquitetura da prefeitura local vai elaborar quatro modelos de plantas, (não mudas vegetais que grassam os campos do agronegócio de Querência), mas desenho para casas com até 56 m² de modo a facilitar a livre escolha aos interessados que precisam, para se beneficiar dos projetos, ter renda de até dois salários mínimos ou inscritos em algum programa social do governo federal. O valor de uma planta popular do modelo sugerido pela Câmara de Vereadores e prefeitura custa no mercado da cidade em torno de R$ 1.500, enquanto que a taxa do CREA para casa de porte pequeno está em R$ 301,48 e o alvará para construção, R$ 96,66 para obra de até 60 metros quadrados, que corre por conta dos interessados. Segundo disse o presidente, Valdenício Silva (Vavá), “essa medida vai ajudar pessoas carentes e de certo modo padronizar um modelo de construção na cidade, obedecendo as normas da construção civil, segurança, aproveitamento de materiais e conforto a seus moradores”.


ATUANTE

Vereador viabiliza obras e recurso para Saúde de Barra do Garças Emenda de 500 mil reais será usada em compra de equipamentos hospitalares para Unidade de Pronto Atendimento

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m articulação em Brasília, o vereador Julio Cesar conseguiu uma emenda parlamentar no valor de R$ 500 mil para Barra do Garças. O recurso será aplicado na Saúde, em compra de equipamentos e melhorias de estruturas hospitalares. O feito brinda o retorno do parlamentar à Câmara Municipal, após uma temporada trabalhando pelo estado de Mato Grosso. Enquanto coordenador regional das Cidades, ele trouxe outros benefícios ao município. No início de julho, o prefeito Roberto Farias e a secretária Municipal de Saúde, Clênia Monteiro, receberam, no gabinete da prefeitura, o vereador, que confirmou a emenda federal. Julio reivindicou o recurso a seu correligionário do PSDB, o deputado federal Nilson Leitão. Após ouvir as necessidades do serviço de Saúde em Barra, o parlamentar se prontificou atendê-lo. “Como Barra do Garças é uma cidade polo, acredito que este recurso beneficiará toda região do Araguaia”, afirma o vereador, que atuou, nos últimos meses, como coordenador Regional na Secretaria de Estado das Cidades (Secid). Roberto Farias destacou a importância de recursos que chegam via emendas. “As portas estão abertas para todos os parlamentares que queiram contribuir, principalmente para melhorias na área da saúde em nosso município.” Segundo o gestor, esse valor vai possibilitar a compra de equipamentos e também investimentos em estrutura. “Poderemos, por exemplo, montar uma sala para bebês em situação de saúde agravada ao nascer”, disse. O meio milhão será aplicado com a aquisição de equipamentos de fonoaudiologia, eletrocardiograma, eletroencefalograma e respiradores/ventiladores para leito de UTI (neonatal, pediátrico, adulto). Também estão na lista outros itens que melhorarão

a estrutura da Unidade de Pronto Atendimento (Upa), do Pronto Socorro e do Centro Especializado de Reabilitação. Em Barra do Garças, enquanto coordenador Regional da Secid, Julio é responsável pela instalação do Ganha Tempo e pela reestruturação do prédio da antiga escola Dom Bosco, que abrigará a unidade educacional militar Tiradentes. Ambas as obras, previstas para serem entregues ainda este ano, são fruto de articulação com o deputado estadual Baiano Filho (PSDB). A instalação da escola Tiradentes, além de oferecer alto padrão de ensino nos níveis fundamental e médio, dará um destino adequado ao prédio da antiga escola Dom Bosco. Há cerca de 15 anos desativada, a estrutura estava se deteriorando com a ação do tempo. Após o término das obras, caberá a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) fazer a seleção de 200 alunos e dar início

à primeira turma da escola militar. Iniciada em março, a previsão de entrega é para agosto. Já a quinta unidade do programa Ganha Tempo a ser inaugurada em Mato Grosso, nesta gestão estadual, vai reunir 100 serviços de órgãos do governo do estado e dos governos federal e municipal. Serão de 500 atendimentos diários. A estrutura levantada atrás da antiga escola Dom Bosco compreende uma área de 1.104 metros quadrados e é construída através da parceria público-privada Rio Verde Ganha Tempo SPE S/A. No estado, foram inauguradas pela atual gestão o Ganha Tempo Várzea Grande Shopping, Ganha Tempo bairro CPA, Ganha Tempo Sinop e Ganha Tempo Rondonópolis. O programa ainda restaurou a unidade Ipiranga, localizada no prédio histórico na Praça Ipiranga, em Cuiabá. A reinauguração ocorreu no início de julho. Obra do Ganha Tempo iniciada em junho deverá ser entregue no mês de agosto à população

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RIBEIRÃOZINHO

Novo reservatório resolve demanda por água potável

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reservatório metálico, previsto para ser entregue no mês de julho, deve atender grande parte do município de Ribeirãozinho. Com capacidade de 300 mil litros, a obra se une aos esforços do município para resolver o problema da água. A prefeitura vai gastar R$ 128.708,24 pela obra, que é tocada, desde o início de maio, pela Construtora Neto e Santos LTDA. Apesar de banhado pelo rio Araguaia, o município enfrenta dificuldades de abastecimento. Hoje, o prefeito destaca que pelo menos 80% do problema está resolvido e a conclusão do pleno oferecimento do serviço de água deve chegar até o final do ano. A demanda é tratada como prioridade desde o início da gestão de Ronivon Parreira que cobrou do governador Pedro Taques e do secretário de Estado de Cidades (Secid), Wilson Santos aporte de recursos para o problema. Em agosto do ano passado o secretário Wilson formalizou convênio para a construção de três poços artesianos, para amenizar a carência de água. Dois foram construídos na sede do município e um no distrito Colônia Couto Magalhães. Seguindo a mesma distribuição, a Secid também autorizou a construção de três novos reservatórios, a época. Os feitos da secretaria estadual foram apenas um paliativo. Agora, para somar ao recente investimento do município, o prefeito Ronivon Parreira (PSDB) destaca que estão previstos recursos do governo federal. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por exemplo, está destinando o valor de R$ 2,5 milhões para atender a demanda do abastecimento de água. Outro valor, na ordem dos R$ 5 milhões, será usado na transposição do rio Araguaia. A chegada de recursos de Cuiabá também deve começar, uma vez que o governo municipal termina de sanar as últimas pendências fiscais. Com as certidões adimplentes, a administração A Fundação prevê emendas Nacional de Saúde referentes à recu(Funasa), por peração de asfalto e exemplo, está melhorias na Saúde destinando o valor e na Assistência Sode R$ 2,5 milhões cial. Já existe projeto para atender a demanda do para a reforma do abastecimento Hospital Municipal de água. Nossa Senhora da

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Acima, canteiro de obras do novo reservatório da cidade e prédios públicos que passam por reformas custeadas pela prefeitura

Abadia, no valor de R$ 400 mil, em recursos federais. A unidade recebeu, recentemente, R$ 10 mil em investimento na revitalização de infraestrutura e comporta um Raio-X adquirido pelo próprio município. ESTRADAS

A administração também busca andar a passos largos, desde o início da gestão, no que diz respeito à pavimentação do muni-

cípio. O serviço de asfaltamento já cobre quase toda a cidade e a demanda por manutenção nas vias é atendida constantemente. Para o prefeito Ronivon, a população do Araguaia não aguenta mais a carência em infraestrutura tanto em rodovias quanto dentro dos próprios municípios. “É preciso se atentar para as necessidades primárias de toda essa faixa leste do estado”, é a avaliação do gestor. Além da articulação com outros prefeitos do Araguaia


Com receita menor, prefeito ajustou os gastos públicos Para superar a crise financeira que passava o município, quando assumiu a prefeitura, o gestor teve que enxugar a máquina pública. O corte de despesas o obrigou a reorganizar a administração, com poucos departamentos e reduzido recursos humanos. Ronivon recebeu a prefeitura em 2017 com uma receita mensal R$ 200 mil menor que o montante recebido na gestão anterior. O ex-prefeito Professor Marcos contava com uma receita de R$ 1.5 milhões por mês, enquanto que a atual é de R$ 1.2 milhão. A diferença é significativa em um município pequeno, com estimativa de 2.320 habitantes. Por conta da redução, a administração cortou cinco secretarias. Sobraram apenas a de Saúde, a de Finanças, a de Assistência Social e a de Educação, consideradas essenciais. As demandas do município foram reorganizadas para que coubessem todas nessas pastas. O custo municipal com aluguel de imóveis para comportar os departamentos administrativos também foi reduzido. Das oito estruturas alugadas, hoje só são duas. A prefeitura ainda diminuiu o número de contratados que se resumem atualmente a 15 pessoas.

para a cobrança de melhorias na região, Ronivon faz sua parte internamente, no município, e no trecho de rodovia estadual que o compete. O trecho da MT-100, que passa por Ribeirãozinho, foi recuperado pela própria administração. Nada muito pomposo, mas a cobertura dos buracos na via foi suficiente para transformar o acesso ao município. “Não é muita coisa. Se todos os prefeitos fizessem sua parte, as rodovias não esta-

riam nas condições que se encontram, com trechos quase intransitáveis.” A obra precede a época de chuvas, período de maior dificuldade para a população e o transporte de carga que precisam transitar na MT. A iniciativa quase não demandou recurso da prefeitura e foi realizada pelos próprios funcionários da Secretaria de Obras. “Não quero deixar de mencionar essas miudezas, porque são atenções indispensáveis que temos com a população. Não fi-

camos parados, com problemas batendo a porta”, destaca o prefeito. “Outros serviços simples, que resolvemos com nosso próprio pessoal, é a manutenção na iluminação pública, que custa ao município cerca de R$ 25 mil.” A praça em construção, em frente ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras), também é destacada pelo gestor. A malha viária do município está quase toda no asfalto e recebendo manutenção com frequência. O prefeito calcula que para concluir a pavimentação no município, serão necessários recursos na ordem dos R$ 1,5 milhões, que ele espera chegar via emendas parlamentares. Em breve, a zona urbana também deve receber impulso imobiliário com a futura entrega de 100 casas populares, do programa Minha Casa Minha Vida. Em articulação em Brasília, o prefeito garantiu a construção do núcleo residencial, no setor Aeroporto. As casas populares chegam ao município às vésperas da regularização fundiária de Ribeirãozinho. O Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) entregará 1.200 títulos de propriedade à população, onde as residências não são regularizadas. O município vai investir R$ 130 mil para o registro no cartório.

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SERRA NOVA DOURADA

Após CPI, prefeito diz que "agora é bola para frente" Sistema de distribuição de água inaugura nova fase da administração Ozemar

U

m dos menores municípios de Mato Grosso em massa populacional, Serra Nova Dourada se ergue de um período conturbado na política interna e na administração. Os confrontos entre a gestão atual e sua oposição ocuparam o primeiro ano e meio do prefeito, que corre para gerir os problemas da cidade. Nessa nova etapa do mandato, a administração promete a solução do problema da água entre outros projetos de infraestrutura. Desde o início da gestão, o prefeito José Ocimar Gomes da Silva (PSDB), conhecido como Ozemar, enfrenta questionamentos que poderiam tê-lo tirado da chefia do Executivo. O primeiro foi levado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que rejeitou a denúncia do opositor e ex-prefeito Edson Yukio Fogath, chamado de Japonês (PSD), sobre contas da campanha eleitoral. Em seguida, veio a denúncia sobre improbidade administrativa praticada no atual mandato que levou a Câmara a abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O processo que poderia cassar o

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prefeito foi arquivado no início de maio. Ozemar considera cada vitória um resultado positivo de seu mandato no mesmo nível do triunfo no pleito de 2016. “É como se eu tivesse ganhado a eleição pela terceira vez”, destacou a época, sobre o

arquivamento da denúncia. “Não foi encontrada nenhuma irregularidade. Então, de agora para frente, eu quero colocar os pés no chão e recuperar o tempo perdido”, afirmou à reportagem de Gente. Ele diz não guardar qualquer rancor dos


O contorno pode vai salvar toda uma região do atraso social e econômico

Prefeito Ozemar na Praça Central em obras, assim como a Escola Ana Ribeiro de Souza

vereadores que votaram por sua cassação e espera a ajuda deles para administrar o município. “Acredito sinceramente que a Câmara não medirá esforços em ajudar Serra Nova Dourada. Todos fomos eleitos para isso.” Uma das prioridades do governo municipal agora é a implantação do sistema de distribuição de água. A obra orçada no valor de R$ 1,5 milhões vai cobrir toda a cidade e já está concluída em boa parte da área. Ela deve substituir a forma rudimentar de abastecimento a comunidade de Serra Nova, que se resumia a cisternas e poços artesianos. Em breve, toda a população contará com água encanada, sem o risco de contaminação, apresentado por alguns sistemas subterrâneos de captação. Mas os investimentos em poços artesianos não serão descartados, vista a sua utilidade como sistema reserva na ocorrência de possíveis danos na distribuição. Bairros como o Cohab, que possuem A população caixa d’água de alta de Serra Nova capacidade reservatócontará com ria, terão um sistema água encanada, substituto em caso de sem o risco de falhas no encanamencontaminação, to do município. apresentado por Outra das prioridaalguns sistemas des é a conclusão da subterrâneos de captação. obra da Escola Muni-

O prefeito José Ocimar Gomes da Silva (Ozemar), assim como o conjunto de seus moradores, vivem a maior de todas as expectativas que se traduz no asfalto de cerca de 160 km do chamado Contorno Leste que sai da BR-158, na paragem Alô Brasil e circula a reserva indígena Marãiwatsédé quando retorna à rodovia na localidade Luizinho, a 40 km de Porto Alegre do Norte. Desassistidas, carentes de logística que seja capaz de impulsionar o progresso que é crescente por conta e risco de quem empreende naquela microrregião do nordeste mato-grossense, Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada, Alto Boa Vista, Luciara, São Félix do Araguaia e Novo Santo Antonio, onde residem em torno de 30 mil habitantes então à margem do eixo asfáltico da 158 que dimensiona o transporte rodoviário no Araguaia. Os políticos, aqueles com base eleitoral no Araguaia, sabem da importância do transporte de carga e de passageiros da região. “Boas estradas podem transformar a realidade econômica de cada município, agregando valores e qualidades de vida”, disse o deputado estadual Baiano Filho, numa entrevista à equipe de reportagem de Gente em Confresa. Bons ventos sopram em direção a um desfecho nos próximos meses. Os dois trechos do Contorno já foram licitados e emperram, por enquanto, à espera de licença ambiental que depende do Ibama e Funai. Enquanto isso, o trecho de 90 km da BR-242, que liga São Félix do Araguaia ao Contorno Leste, em Alto Boa Vista, já foi licitado para asfalto e repetindo o vocábulo ‘expectativa’, o que se espera é de que as obras tenham início ainda este ano. cipal Ana Ribeiro de Souza, que deve ser concluída dentro de quatro meses, segundo previsão da prefeitura. A obra até resultou em uma viagem do prefeito a Brasília com o objetivo de agilizar seu término.

Ozemar conseguiu desvincular a reforma na escola da construção da quadra coberta, que não poderiam ser entregues separadamente. Segundo ele, a administração não consegue arcar com a segunda empreitada paralela a primeira. “Vamos fazer uma coisa de cada vez”, garante. O prefeito também planeja retomar as 12 obras paralisadas, entre elas, a praça Central, que já voltou com as atividades. O local está sendo revitalizado e receberá parque infantil, calçamento e quadra de vôlei. Uma academia ao ar livre já foi instalada e constam no projeto ampla área gramada e iluminação, será um ponto de encontro na cidade. O município ainda pretende melhorar o maquinário da prefeitura para a manutenção das estradas. Segundo o prefeito, a administração fez o que pode com o recurso que tem. “Estamos pelejando com esse maquinário mesmo velho. Mas queremos arrumar tudo para prestar o serviço com maior qualidade.” A ajuda que vem do Estado e de Brasília é de grande valia ao município com pequena arrecadação. Um ônibus escolar e um caminhão caçamba já estão empenhados e devem chegar em breve. Do deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) Serra Nova vai receber uma patrulha agrícola para servir aos pequenos produtores locais.

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TORIXORÉU

Lama asfáltica será aplicada em quase toda cidade 99.400 metros quadrados de revestimento que vai mudar o aspecto urbano

A

cidade de Torixoréu terá suas vias revigoradas em quase sua totalidade. A prefeitura anuncia que serão aplicados cerca de 100 mil metros quadrados de micro revestimento asfáltico a frio (lama asfáltica), a partir de mês de julho. A prefeita Inês Coelho disse à reportagem de Gente que sua intenção é recuperar todas as ruas da cidade “em curto espaço de tempo, visto que o asfalto é antigo e necessita de manutenção urgente". "Essa lama asfáltica é resultante das visitas que fiz a capital Cuiabá e à Assembleia Legislativa no decorrer do ano passado, especialmente no gabinete do deputado estadual [Ondanir Bortolini] Nininho que destinou uma emenda de 173 mil reais". Esse recurso deverá chegar em materiais vindos do governo do Estado por meio da Secretaria de Cidades. Já a prefeitura entrou com a contrapartida de 200 mil reais para o início dos trabalhos. Inês ressaltou que todo o serviço obrigatoriamente passará por processo licitatório. Segundo disse a prefeita, toda área central da cidade e vários bairros vão receber nos próximos dias o serviço que vai aumentar a vida útil do asfalto. "Esse modelo de serviço é usado em todo o país e sua aplicação rápida possibilita a liberação do tráfego quase que de imediato", (foto ilustrativa ao lado). O uso da lama asfáltica, se dá devido às

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imposições do tráfego e à ação dos agentes atmosféricos (ar, sol, água). A liga, neste caso, sofre processo de envelhecimento, tornando-se rígido e quebradiço. Ao longo do tempo, ocorre a perda do material pétreo no revestimento e a formação de trincas com a consequente deterioração do pavimento. De outra parte, o micro revestimento asfáltico a frio combina tecnologia dos asfaltos modificados com copolímeros de última geração de onde advém a fácil aplicação, a rápida cura das emulsões de ruptura controlada, resultando na liberação ao tráfego logo em seguida. Concluída a fase de lama asfáltica, a prefeitura dará ordem de serviço para os trabalhos de sinalização horizontal. Ao término

desses serviços a prefeita acredita que a cidade “ganhará um aspecto renovado, além da economia diante de um trabalho que não será descartado a curto prazo”. Contudo, a preocupação da atual gestão não se resume somente à área urbana. O interior do município também recebe melhorias e citou a adequação de estradas vicinais como o cascalhamento de cerca de 63 km na região do Rio São Francisco ao Pouso Alto onde foram investidos R$ 990 mil e entregues à população em maio desse ano. A gestora disse à reportagem que vários convênios com a prefeitura estão em andamento e citou um no Ministério da Agricultura no valor de R$ 300 mil destinados à recuperação de 16 km de estradas na região


Uma das ruas do centro comercial de Torixoréu que deve receber lama asfáltica nos próximos dias. Abaixo, foto ilustrativa e, ao lado, a prefeita Inês Coelho com trator e uma van para saúde pública

Recuperação de 63 quilômetros de estradas vicinais na região do São Francisco

do Gueiroba, além de 50 kits de irrigação por gotejamento que serão entregues aos pequenos produtores. O município, segundo dados da prefeitura, possui cerca de 400 famílias em dois assentamentos do Incra, Furnas 1 e 2. Torixoréu, conforme disse a prefeita pleiteia outros convênios junto ao ministro da Agricultura Blairo Maggi e o Governo do Estado, para aquisição de um caminhão pipa, uma retroescavadeira hidráulica e uma plantadeira de milho, direcionados à expansão da agricultura familiar. Dentro das aquisições para atender o setor produtivo, ainda deve chegar a Torixoréu, uma picape de porte médio, computadores e um Sistema de Posicionamento Global (GPS) para atender a Secretaria Municipal de Agricultura. “Estamos focados em ampliar o atendimentos à zona rural. Por isso, buscamos benefícios junto aos nossos parceiros como é o deputado Adilton Sachetti que destinou emenda para aquisição de um trator equipado com grade de arar”, diz Inês. Um Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), no valor de R$ 281 mil será construído com a emenda do senador Wellington Fagundes, já empenhada no Ministério do Desenvolvimento Social (MSD). Sobre o clima político no município a prefeita lembrou o início de sua gestão que foi conturbada entre Executivo e Legislativo. Ela diz que esse assunto “é ultrapassado porque nós chegamos a um entendimento de que quem estava perdendo era o povo de Torixoréu. Hoje viA prefeitura vemos um novo tempo depois de sanados anuncia que serão aqueles problemas. A cerca de 100 mil cidade começou a 'an- metros quadrados de micro dar' novamente. Temos revestimento quase todas certidões, asfáltico a frio só restando as do Fun- (lama asfáltica), a do de Previdência, mas partir de mês de vamos resolver. Isso julho.

tem possibilitado a chegada de recursos e benefícios como um veículo para tratamento fora do domicílio (TFD) com capacidade para 17 pessoas, com elevador, equipamentos permanentes por intermédio do deputado Ságuas Moraes”. FILHOS AUSENTES

A Feira Agropecuária, ou se preferir, a Festa do Peão de Torixoréu, tornou-se um marco econômico e cultural do município nos últimos 27 anos. Nesta sua última edição, a de maio passado, reuniu nos três dias de rodeio mais de 20 mil pessoas, atraídas pela ressonância da festa em si, da boa culinária, dos shows musicais ao estilo rural que são próprios desse modo tão próprio e generalizado por todas as regiões do país. A greve dos caminhoneiros, que de início parecia um obstáculo, foi contornado facilmente. “Foi um susto”, admitiu a prefeita Inês logo depois do evento animado por três shows nacionais no Recinto Filogênio Rocha. A festa foi aberta, na sexta-feira, 31 de maio, com a dupla Jads e Jadson. Na primeira noite do mês de junho, foi a vez de a cantora Paula Fernandes embalar o público. No sábado, 2, prevaleceu o sertanejo raiz com a dupla Breno Reis e Marco Viola, além do rodeio em todas as noites para fazer justiça ao município que é referência em produção agropecuária na região. Além do trabalho, o torixorino, seja ele da cidade ou do campo, gosta da boa diversão. No início de setembro que se aproxima, está prevista a realização da 26ª Festa dos Filhos Ausentes de Torixoréu onde os nativos que residem em outras cidades acorrem à terra natal para confraternização com seus conterrâneos, matar a saudade e fazer sua própria festa. Tanto a Feira Agropecuária, quanto os ‘Filhos Ausentes’ fazem parte do calendário cultural do município. Edição nº 11 de GENTE Centro-Oeste 59


VILA RICA

Maior produtor de leite do Araguaia O município de Vila Rica trabalha para equipar a agropecuária e se consolidar como o maior do setor na região

É

de se esperar que os esforços da administração de Vila Rica, no extremo nordeste de Mato Grosso, girem em torno da principal fonte de renda do município. A agropecuária, sobretudo a produção leiteira, tem tomado a atenção do governo municipal em virtude da alta capacidade de crescimento e dos bons resultados que apresenta atualmente. No Estado, a escala de produção de leite da região da tríplice fronteira, é uma das maiores. No país, estar entre os mil municípios do ranking dos que mais produzem leite não parece ser um número negativo. Com rebanho farto que beira as 700.000 de cabeças, a prefeitura pretende incentivar e investir no melhoramento genético para o crescimento da bacia leiteira. À frente em disparada dos vizinhos do Araguaia, Vila Rica é o 20º colocado, segundo o IBGE, em quantidade de leite produzido do Estado. Os 100.000 litros por dia gerados pelos produtores da cidade fronteiriça com o Pará e Tocantins, só encontram equivalente em Nova Xavantina, que ocupa o 21º lugar no ranking.

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Tamanho volume torna aquele município um dos principais influenciadores na economia local, que tem despertado a atenção de outras administrações do Vale do Araguaia. “Precisamos melhorar o nosso rebanho Prefeito de Vila Rica, Abimael Borges, incentiva bacia leiteira do município

e estamos trabalhando com inseminação artificial para isso. Dentro da mesma quantidade de cabeças de gado, nós podemos dobrar só com melhoramento genético”, destaca o prefeito Abmael Borges da Silveira (PR). Ele disse à reportagem de


Gente que pretende As 700 mil investir em tecnologia cabeças de gado de leite e corte, para o aprimoramendivide espaço to daquele que é o com a produção 7º maior rebanho de de grãos, que Mato Grosso. só em soja, tem A nível nacional, rendido uma safra a criação bovina em de 80 sacas por Vila Rica chega a ser hectare. a 18ª mais farta do país. Mas, segundo Abmael, a produtividade média por animal do município ainda é baixa. De Acordo com os dados da Embrapa Gado de Leite, uma vaca pode produzir em média, de 14 a 20 litros por dia, dependendo da raça. A maioria do gado de Vila Rica consegue produzir de 6 a 8 litros diários. “A gente tem que ter um rebanho na região que dê no mínimo de 10 a 12 litros/ vaca/dia. Também não precisa ser um gado de alto padrão, que é até mais difícil de zelar”, explica. Ele afirmou que o melhoramento das pastagens já está em andamento. O prefeito não deu grandes detalhes sobre a aplicação dessa política, previstas para 2018, mas adiantou que vai desenvolver parceria com os três laticínios do município para subsidiar a inseminação artificial. A ideia é que o valor do procedimento veterinário saia mais barato ao produtor. O leite não é o único produto oriundo do setor responsável por quase 100% da economia municipal. Também está entre as pretensões do governo o incentivo à produção agrícola, que já ocupa a atenção da administração e que ainda oferece possibilidade para crescer. A disposição de terra agricultável é farta, mas a exploração ainda gira em torno dos 12% de toda essa área. Dos 480 mil hectares desmatados, segundo os cálculos da prefeitura, o município explora apenas 40 mil. As 700 mil cabeças de gado de leite e corte, divide espaço com a produção de grãos, que só em soja, tem rendido uma safra de 80 sacas por hectare. “Temos terra fértil, um clima favorável para duas safras e podemos vender pelo valor mais caro, comparado a outros produtores de Mato Grosso”, relata Abmael. Segundo ele, a localização do município favorece a saído desses produtos. “Temos fácil acesso ao Porto de Itaqui [no Maranhão], ao Porto do Pará, ao Porto Seco de Colinas [no Tocantins]. É uma loucura de caminhão. Passam mil 1.500 veículos de carga por dia, por aqui”, diz sem esconder sua satisfação. O suporte a essa produção é dado a partir de investimento em armazenagem e logística. Além dos cinco armazéns e secadores em construção no município, a prefeitura trabalha na manutenção das estradas para o escoamento da produção. “Não paramos no período chuvoso.

Dava um solzinho e nós íamos recuperar estradas. Hoje estamos com o nosso maquinário todo na estrada”, diz Abmael. Ele calcula ter recuperado aproximadamente 300 de estradas do interior neste ano. Para isso, a administração tem mantida a frota de maquinário em perfeitas condições de uso. São cinco patrolas funcionando, diferente da realidade do início do mandato, quando funcionava apenas um, das quatro máquinas da prefeitura. A última, adquirida recentemente, exigiu um investimento de R$ 780 mil de recurso próprio do município. Nesse sentido, a recuperação de pontes e bueiros também é uma prioridade. Na gestão de Abmael, o governo do Estado mandou oito tubos da marca Armco para drenagem hídrica. A tecnologia desse tipo de sistema de tubulação substitui pontes e bueiros e foi instalada na MT-431, de onde vem o maior fluxo de produção. A mesma rodovia recebeu duas das cinco pontes acima de 15 metros de cumprimento construídas pelo município. Essas estruturas seriam de responsabilidade do Estado, mas o município assumiu a empreitada, com ajuda de mão de obra do Governo de Mato Grosso. DO GRANDE AO PEQUENO

Os produtores da Agricultura Familiar não ficam de fora dos esforços da prefeitura para o desenvolvimento do município. O setor da pequena produção agropecuária também tem recebido subsídios para se fortalecer e gerar renda e emprego. A reativação da Feira da Lua foi o marco da administração, quanto à valorização do pequeno produtor, avalia Abmael. A praça que serve como local para a feira foi revitalizada pela Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente especificamente para receber os produtores. A influência de Abmael em Cuiabá serviu para que o governo do Estado destinasse uma patrulha agrícola e 50 barracas de comercialização, que estão ajudando na organização da feira. A prefeitura recebeu os benefícios no final de março deste ano e espera do Ministério da Agricultura mais duas patrulhas mecanizadas. O maquinário, com grades, tratores e carretas, ajuda no preparo da terra de cultivo. O município também investiu recursos próprios na pequena produção. Além da revitalização da praça que comporta a feira, duas retroescavadeiras estão sendo licitadas pela prefeitura. O objetivo é que as máquinas atendam a demanda por abertura de poços e tanques de criação de peixes. A administração também subsidiou, no ano passado, parte do valor de mais de 500 toneladas de calcário, que saíram a preço de custo aos pequenos produtores.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Nos últimos 18 meses, os investimentos não se limitaram ao meio rural e ao setor do agronegócio. A administração também tem empenhado valores para que carências em infraestrutura e serviços do meio urbano de Vila Rica sejam dissipadas. A recuperação do bairro Cidade Jardim e o projeto de implantação de rede de esgoto, por exemplo, giram em torno dos milhões. Através de convênio com o Estado, o governo conseguiu recuperar uma das regiões mais deficitárias em infraestruturas do município. Mais antigo de Vila Rica, o bairro Cidade Jardim apresentava problemas de escoamento de água e terreno erodido. “Tinha uma cratera, uma erosão que cabia dois carros dentro. Hoje a população está vivendo ali tranquilamente”, relata o prefeito Abmael. A obra no valor de R$ 2,8 milhões consiste em drenagem e pavimentação do local. Também está em andamento a implantação da rede de esgoto, que cobrirá pelo menos 15% da população de Vila Rica. Para o prefeito, a expectativa é grande, uma vez que todo o município depende de fossas para dispensar os dejetos. O projeto de R$ 5 milhões atenderá os bairros Setor Norte e o recém-recuperado Cidade Jardim. “A obra anda lentamente. Esperávamos que fosse mais rápido, mas estamos cobrando da empreiteira.” Desde o início da gestão, a prefeitura também investiu na cobertura das vias asfaltadas do município, que já tiveram mais de 150 mil metros quadrados recuperados. Alguns trechos não pavimentados também receberam asfalto. O município planeja coberturas novas de pavimentação e deve contar com o recurso de emendas parlamentares já empenhadas para tais obras. A iluminação da travessia urbana da BR-158 é outra das obras esperadas, já com projeto em andamento. A administração espera avaliação do Dnit para cobrir o trecho de lâmpadas Led. Ainda nesta gestão, a pretensão da prefeitura é que a avenida principal do município também seja contemplada com essa tecnologia. A frota de veículos oficiais foi outro objeto de investimento massivo dos governos estadual e municipal. Só no início da gestão, o prefeito adquiriu 200 pneus para os 33 ônibus escolares. Cerca de R$ 500 mil da prefeitura foram gastos na aquisição de dois caminhões, além de quase R$ 350 mil para o custeio da compra de três caminhonetes para diferentes serviços. No início deste ano, quase R$ 1 milhão de recurso próprio do município já foi investido em uma patrola, uma ambulância e outra caminhonete.

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No 19º ano consecutivo do prêmio Mérito Lojista, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Barra do Garças, Aragarças e Pontal do Araguaia prestigiou centenas de empresários, profissionais liberais e prestadores de serviços da região. Cerca de 700 pessoas participaram da cerimônia do considerado “Oscar do Empresário”, que ocorreu em 5 de maio, no Tatersal de Elite, em Barra do Garças. Nesta edição da Revista Gente Centro-Oeste, destacamos alguns dos premiados.

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FOCO

MÉRITO

Com empreendedorismo e coragem o casal Leandro de Carlos Cardoso e Polliana Di Queiroz Cardoso acredita e investe no município de Pontal do Araguaia, onde ele é presidente do Legislativo. Sua marca registrada é super conhecida na cidade e região. Trata-se da Auto Escola Futura, na Avenida Universitária, região central da cidade. O crescimento da empresa deu ao casal, por sete anos consecutivos, incluindo 2018, o Prêmio Mérito Lojista, conferido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Barra do Garças, Aragarças (GO) e Pontal do Araguaia.

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OPINIÃO

Qual o Brasil que se quer para o presente?

A

copa do mundo de futebol, pelas disputas envolvendo o nacionalismo de cada seleção, emociona o mundo inteiro. No Brasil, considerada a nação que reverencia as gingas futebolísticas, uma paixão nacional, há momentos de atenção nas quatro linhas. Porém, ao retomar o olhar para o dia a dia, evidencia-se uma disputa ainda mais acirrada: as eleições presidenciais. Tempos de decidir sobre o país que queremos, com partidarismos que deverão deixar os nervos à flor da pele, havendo responsabilidade com a nação verde e amarelo. Isso não somente para os eleitores, mas também para as instituições nacionais, sobretudo o mercado, o judiciário, a educação, comunicação das mídias, a coisa pública, enfim, o Estado do bem-estar social. Em jogo uma diversidade de interesses, que passa por modelos políticos e econômicos, com seus respectivos agentes sociais. Hoje, no mundo, há um confronto fortíssimo que relaciona o poder do mercado de definir singular paradigma político, o qual exige a redução do tamanho da governabilidade do Estado, com mudanças em Leis Trabalhistas, previdência social, tecnologia e produção de mercadorias. Em essência, trabalhadores, seja da iniciativa privada ou pública, deverão sentir mudanças profundas, com salários reduzidos para mais produtividade e competitividade. A meritocracia se propõe a base para o desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida da coletividade. O melhor dos mundos para tempos de crises não somente no Brasil. Por outro lado, surgem os defensores do regionalismo, considerando que cada nação possui diferenças no seu modo de vida. O modelo europeu e estadunidense, que se mostra predominante, não serviria para os brasileiros, cuja condição de vida sempre se revelou precária, com um mercado somente exportador, para uma riqueza que não chega à casa de todos, mas prioritariamente atendem poucas famílias, que no final, está ao alcance substancialmente de 1% dos brasileiros, que mantém seu patrimônio por herança. Em outras palavras, são grupos que passam o acumulado financeiro e patrimonialista para os sucessores, de modo que os mais pobres, mantenham-se na mesma condição, convivendo com as eternas dificuldades econômicas, sem qualquer proteção, inclusive do Estado, com governos que historicamente atendem estas castas mais ricas. Como se observa, as duas linhas de pensamento estão implícita e explicitamente nas campanhas eleitorais deste ano, sobretudo, na escolha presidencial. As pesquisas demonstram com clareza que há uma divisão social, neste sentido. Os mais pobres, em sua maioria, parecem acreditar na segunda avaliação. A classe média se mostra na dúvida, acreditando no lema “ordem e progresso”, de forma a manter-se com segurança nas ruas, que, diante da crise econômica, evidencia-se a realidade de aumento da violência urbana. Os grupos do alto da pirâmide social, no que seria de esperar, apostam no conservadorismo da política nacional, com

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viés liberal para economia exportadora, o que forçosamente eleva o Brasil, a determinante divisão de renda, entre muitos assalariados e poucos milionários. Como resultado desta disputa se observa que candidatos que se dizem de centro-direita, neste momento, personificado nos partidos conservadores não conseguem emplacar seus candidatos “no braço da massa”, sem atingir qualquer expectativa de chegar com condições de vitória no dia das eleições. Pior do que isso, convivem com disputas internas, sem apontar solução quanto a escolha do nome aglutinador de votos e, ao mesmo tempo, ideal. Alguns partidos deste espectro político já buscam estratégias de aproximar de candidatos com viés aparentemente popular, como estratégia de poder. Os formadores de opinião que defendem a exclusividade do mercado não têm o que comemorar neste momento no país da bola e do carnaval, no que diz respeito às perspectivas de fazer valer os seus fundamentos neoliberais. Na outra linha estão partidos de esquerda, sofrendo com denúncia de corrupção, que os colocam na mesma condição históricas dos partidos conservadores e de direita. Portanto, criticados pela população, que sinaliza um cenário de dúvidas quanto à escolha de seus representantes políticos. Para complicar, o candidato que segue na liderança das pesquisas de intenção de votos continua preso, e, para muitos, se depender da ordem vigente do judiciário, não reunirá condições legais para estar em campanha, ou mesmo colocar-se para a escolha do eleitor. No entanto, o brasileiro que negar o voto a um candidato, não poderá se esquecer que abrirá mão do direito de sua escolha para aquele que definir um nome político. Neste sentido, torna-se fundamental ressaltar que o presidente eleito será o governante de todos em um período de quatro anos. Claro, acaso não houver mais golpes de Estado ao longo deste tempo, o que poderia fazer emergir crise sem proporções no Brasil, com agravamento da igualdade social, resultando em mais concentração de renda e fragilidade da democracia. Por fim, em jogo a escolha do modelo social que caiba no Brasil, ao alcance da consciência dos brasileiros. Por certo, o ideal está na decisão pertinente aos interesses da coletividade, na defesa de seus interesses de qualidade de vida, dependente da ordem do Estado do bem-estar social. Portanto, necessário uma decisão responsável e coerente com a realidade de milhares dos brasileiros, muitos dos quais na marginalidade de um sistema que se mostra excludente, no país do futebol e latino-americano. ANTONIO SEBASTIÃO DA SILVA é doutor pela Universidade de Brasília (UnB), mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no curso de Jornalismo.


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