Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 1
AMBIENTE
Araguaia agua Um patrimônio quase esquecido Cerca de 40 municípios estão às margens do Araguaia, um dos mairores rios do Brasil
A
incidência de chuvas entre dezembro ao início de maio é caracterizado nesta região como inverno amazônico o que divide o ano em duas estações pela proximidade da Amazônia à Linha do Equador. Logo, o cenário dos rios neste período difere da época de estiagem (de junho a novembro) que assola a bacia do Araguaia-Tocantins, época em que a reportagem percorreu uma vasta extenção para ver de perto os danos ambientais que resultam no assoreamento que ameaça
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os principais rios da região. Entenda-se, portanto, por assoreamento, conforme o dicionário Michaelis, “o acúmulo de areia, terra, detritos, em consequência de enchentes, do mau uso do solo e da degradação do ambiente”. Se preferir, há outra significação para esse termo que ameaça a vida dos rios e de domínio público, o da sabedoria popular que diz que o rio vai aumentando as margens e perdendo sua profundidade. Esta sentença calha à realidade do Araguaia que há muito mais de século vem sendo castigado pela a ação do homem que invariavelmente visa o lucro antes da preservação dos bens naturais. Enquanto isso, o governo faz vistas grossas ao desastre ambiental que caminha para seu fim inevitável, caso não tomem providências, mesmo que tardias. Apenas para ilustrar, este
grande rio que banha Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará tem 2,6 mil km de extensão tornou-se com o passar das décadas de ocupação e desmatamento para a da consequente pastagem de gado, da agricultura escalonada, do agronegócio de que se gaba a economia do Centro-Oeste ao proscênio de um deserto que está por vir, assim que matarem sua diversidade. Precede-se a isto o desapego do governo às causas ambientais, mesmo diante dos bancos de areia ao longo de seu curso e que no período de seca beira à raia da interceptação. A visão é desoladora. Uma pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG), publicada em 2015, dá conta de que na região dos municípios goianos de Mineiros e Santa Rita do Araguaia, no alto curso do rio, prevalecem, na estiagem, os bancos de areia para fazer companhia às voçorocas, fenômeno de risco
Na página ao lado, o volume d´água devolve esperança no rio; nesta foto o ponto alto de sua estiagem com bancos de areia
Moradores de uma e da outra margem do rio são os que mais sentem o impacto dessa mudança ambiental. Notícias pelos jornais, vídeos e pelas redes sociais dão conta de que, em outubro do ano passado faltou peixe na Ilha do Bananal que está exposta à sanha do desenvolvimento econômico a sua volta. nestes últimos 40 anos. O curso do Araguaia, na primeira quadra do século 20 serviu de caminho à ocupação do leste mato-grossense, ao sudoeste goiano. Antigos moradores de Barra do Garças, a exemplo de dona Alice Bilego (esposa do primeiro prefeito da cidade, Antônio Paulo da Costa Bilego, falecido em 1997), se lem-
bram de barcaças como a Gazita, que fazia conexão em todos os meses do ano entre cidades do Pará a Baliza, em Goiás, que era por sua vez o centro para onde gravitavam aventureiros à cata de diamante que a voz corrente dizia brotar nas barrancas dos rios Araguaia e Garças. Assim como as narrativas dos garimpos cessaram e hoje se resumem a fatos históricos, às vezes mal contados, o Araguaia corre risco de vida, caso o desenvolvimento insista interpor seu curso. Dizer que os governos conciliam o crescimento socioeconômico com preservação ambiental não é verdade, é falso. Enquanto isso não só o Araguaia, mas sua bacia de 358.125 km² agonizam no período da seca. A indiferença praticada contra a bacia Araguaia-Tocantins é apenas uma ponta do iceberg do que está por vir, caso a devastação prossiga como nos dias atuais. A agência Nacional de Águas (ANA) diz que “em termos globais, o Brasil possui uma boa quantidade de água. Estima-se que o país possua cerca de 12% da disponibilidade de água doce do planeta. Mas a distribuição natural desse recurso não é equilibrada. A região Norte, por exemplo, concentra aproximadamente 80% da quantidade de água disponível, mas representa apenas 5% da população brasileira. Já as regiões próximas aos Oceano Atlântico possuem mais de 45% da população, porém, menos de 3% dos recursos hídricos do país”. A Região Hidrográfica Tocantins-Araguaia corresponde a 10,8% do território brasileiro, abrangendo seis estados: Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal. Dados que estudam parte do clima, a distribuição de chuvas em épocas e regiões, indicam que no início dos anos 1970, que coincidiu com a abertura da fronteira agrícola no Vale do Araguaia mato-grossense e goiano, as chuvas chegavam no início de setembro e as madrugadas eram
frias conforme se lembram moradores de cidades do médio Araguaia. Ano passado, por exemplo, as chuvas chegaram no final de novembro e não precisa ser especialista para saber que a tendência será a prorrogação para dezembro e assim por diante. Moradores de uma ou da outra margem do rio são os que mais sentem o impacto dessa mudança ambiental. Notícias pelos jornais, vídeos e redes sociais dão conta de que, em outubro do ano passado faltou
Energia alternativa
O município de Bom Jesus da Lapa (a 780 km de Salvador) foi quem inaugurou o primeiro parque solar do país e que tem capacidade de abastecer 166 mil domicílios, (cerca de 1 milhão de habitantes), ao custo de U$ 175 milhões (R$ 561,7 milhões), sem maiores agressões ao ambiente se comparado à construção de uma hidrelétrica convencional. Este parque lapense, da italiana Enel Green Power, foi construído em um ano, utiliza 500 mil painéis solares, cobre uma área de 330 hectares, (462 campos de futebol) e gera 158 megawatts (MW). A multinacional trabalha em outros três projetos no semiárido nordestino. Juntos devem gerar 807 MW, segundo disse ao Estado de S. Paulo o presidente da empresa no Brasil, Carlo Zarzoli. A capacidade instalada no Brasil, levando em conta todos os tipos de usinas que produzem energia elétrica é da ordem de 132 gigawatts (GW). Desse total menos de 0,0008% é produzida com sistemas solares fotovoltaicos. Só este dado nos faz refletir sobre as causas que levam o país a tão baixa utilização desta fonte energética tão abundante e com características únicas. O Brasil é um dos poucos países no mundo que recebe uma insolação (número de horas de brilho do Sol) superior a 3000 horas por ano. E na região Nordeste conta com uma incidência média diária entre 4,5 a 6 kWh. Por si só estes números colocam o pais em destaque no que se refere ao potencial solar. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 5
Região portuária de Barra do Garças e, abaixo, trecho do Rio Javaé, na Ilha do Bananal tomado por bancos de areia
peixe na Ilha do Bananal, exposta à sanha do desenvolvimento econômico a sua volta. Neste caso específico, está o agronegócio, esse conjunto de operações em cadeia que passa pela pecuária, agricultura e chega à comercialização não sem antes causar danos ao ambiente, como se fosse algo natural, mas não é. Conforme noticiou o G1, “a seca na bacia do rio Araguaia tem causado grandes consequências na Ilha do Bananal” e mostrou em um vídeo, caminhonetes atravessando de uma margem a outra o Javaé, (o nome do braço direito do Araguaia, no Tocantins, e que forma a maior ilha fluvial do mundo). A cerca de 500 km rio acima, em Barra do Garças, um repórter do portal Semana7 presenciou no início de outubro de 2017, do complexo turístico do Porto do Baé, o encalhe de uma pequena lancha onde antes corria o leito do Araguaia. O incidente não passou despercebido aos olhos de muitos naquele final e tarde e serviu de
tema para acirrados debates sobre o ambiente. No Bananal, no sudoeste do Tocantins, o líder de uma aldeia, Edmar Kuriawá Carajá disse à reportagem do portal G1 que sua gente passava necessidade pela falta de caça e pesca “porque não tem água. Não tem mais, e os peixes vão diminuindo”. Goiano de nascimento, o Araguaia tem um curso de 2,6 mil até desaguar no rio Tocantins, na divisa com o Pará. Em alguns pontos, em períodos de estiagem como o do ano passado, sua profundidade chegou a 20 centímetros em Xambioá (TO). Em trechos assim o leito do rio é praticamente coberto por bancos de areia. A engenheira ambiental ouvida pelo G1, Caroline Soares, disse que um dos motivos para a situação do Araguaia é o assoreamento causado pelo desmatamento das margens. “É justamente devido os processos erosivos, por não ter uma vegetação que sustente o solo quando a água passar, então eles são carreados para o meio do rio”.
OBRAS PERIGOSAS AO AMBIENTE
O projeto em fase de licenciamento da Usina Hidrelétrica Boaventura no rio Garças (a 30 km de Pontal do Araguaia) realizou em agosto de 2016 audiências públicas nos municípios de General Carneiro, em Pontal do Araguaia e Barra do Garças para discutir sua implantação a partir deste ano ao custo inicial de R$ 260 milhões. O projeto de implantação da UHE foi apresentado à Sema em fevereiro de 2016 e, a exemplo de outros similares prevê, por seu turno, o alagamento de pelo menos 1700 hectares em áreas de General Carneiro, Pontal e Barra do Garças, formando um lago de 17 km2. A estimativa é que o potencial de cada turbina chegue a 38 Megawatts (MW). De outra parte o grupo Energias Complementares do Brasil (ECBrasil) entregou à Sema seu Estudo de Impacto Ambiental que provocou reação de ambientalistas e instituições que apontaram falhas no setor biológico, de solo e social, além de impacto arqueológico como é o caso da etnia xavante que exige sua inclusão nos estudos como foi feito aos bororos. O barulho em torno do projeto dessa UHE resultou em um abaixo-assinado onde 2.050 pessoas, 5% do eleitorado do município, rubricaram em forma de protesto à construção da hidrelétrica para depois ser aprovado pela Câmara de Vereadores de Barra do Garças que torna o trecho de cerca de 60 km do rio Garças, que corta o município como seu patrimônio natural, histórico, cultural e turístico. Para este início de ano devem acontecer reuniões técnicas de ordem sobre a Hidrelétrica Boaventura.
Bacia hidrográfica Araguaia/Tocantins
Ministério Público discute estruturar atuação integrada em defesa da bacia do Rio Araguaia Foi realizada em 1º de dezembro passado, no edifício-sede do Ministério Público Federal (MPF) de Goiás, uma reunião entre procuradores e promotores de Justiça para conhecerem a proposta do projeto de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do rio São Francisco. O encontro teve como propósito discutir atuação de forma preventiva e integrada na proteção da bacia do Rio Araguaia, a partir do modelo utilizado na região do São Francisco. Ministrada pela procuradora da República do MPF de Sergipe, Lívia Nascimento Tinôco, a exposição trouxe a apresentação da metodologia do projeto, que nasceu no ano de 2002 na Bahia, com objetivo de proteger o meio ambiente natural, cultural e do trabalho da bacia do São Francisco. A fiscalização, que conta com 30 órgãos parceiros, é realizada em todos os municípios pertencentes à bacia, com a finalidade de reparar danos ambientais específicos, prevenir ocorrências de novas degradações, trabalhar a consciência de empreendedores e sociedade, responsabilizar os causadores dos danos ambientais, diagnosticar problemas e levá-los ao Poder Judiciário para serem discutidos. A procuradora pontuou os bons resultados
Assoreamento insiste impor o fim do curso do rio na estiagem
obtidos a partir da interlocução com a sociedade. O coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo do MP-GO (Caoma), Delson Leone Júnior, juntamente com a procuradora da República do MPF de Goiás, Léa Batista, destacou a importância na implementação de um projeto semelhante em Goiás, para proteção da bacia do Araguaia. Delson ressaltou uma proposta do MP-GO, de uma força-tarefa, já existente, para áreas do Rio Meio Ponte, e a possibilidade de agregar a bacia do Araguaia, acentuando como objetivo o abastecimento eficaz de água na capital, neste ano. Também estiveram presentes na reunião os procuradores da República de Goiás, Ana Paula Fonseca de Goes Araújo, Jorge Luiz Ribeiro de Medeiros e Sérgio de Almeida Cipriano e assessores Lucas Carvalho de Oliveira e Rosemberg F. Moreira; os promotores de Justiça do MP-GO Daniel Roberto Dias Amaral, de Mineiros; Pedro Henrique Silva Barbosa, de São Miguel do Araguaia; Rodrigo Fernandes Cruz Humberto, de Fazenda Nova; Tommaso Leonardi, de Aruanã, além do analista ambiental Sérgio Soares. O chefe do Núcleo de Licenciamento da Secima, José Augusto dos Reis Cruz e Luciana Miyahara Teixeira, analista ambiental do Ibama, também participaram do debate. Com propósito de um ato conjunto, com possível termo de cooperação entre o MPF e o MP-GO para proteção da bacia do Araguaia, foi agendada uma próxima reunião, para fevereiro de 2018. (Assessoria)
Localizada na região centro-norte, a bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins estende-se pelos territórios Goiás, Mato Grosso, Pará, Maranhão, Tocantins e Distrito Federal, e drena cerca de 10,8% do território brasileiro, numa área de 967 mil km2 onde estão presentes os biomas Floresta Amazônica ao norte e noroeste, e Cerrado nas demais áreas. A precipitação média anual na região é bem menor do que a média nacional. Possui grande potencial turístico: pesca esportiva, turismo ecológico, praias fluviais, a maior ilha fluvial do mundo (Ilha do Bananal), o polo turístico de Belém, o Parque Estadual do Jalapão (TO) e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), reconhecido por suas belas cachoeiras, conforme os dados da Agência Nacional de Águas (ANA). O potencial hidrelétrico desta bacia, conforme dados da Eletrobras em 2016 é de aproximadamente 27.000 MW. A Hidrelétrica de Tucuruí (PA), a segunda fonte de energia elétrica do país, (a primeira é a Usina de Itaipu) e possui capacidade geradora instalada de 8.370 MW. A Hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães, também no rio Tocantins, tem capacidade geradora de 900 MW. Esta bacia hidrográfica sofre problemas de ordem ambiental gerados pela exploração mineral e aumento das atividades agrícolas. Enquanto a primeira atividade econômica é responsável pelo aumento da poluição de seus rios, a segunda ocasiona o desmatamento, decorrente pela ampliação desordenada de áreas para a agricultura e pecuária, além extração de madeira, da caça e pesca predatória, o assoreamento dos rios, a poluição das águas, principalmente pelos produtos químicos utilizados na extração de minérios. Como boa parte do rio Tocantins é navegável, ele serve como importante via de transporte fluvial para produtos, principalmente a soja, produzida em grande quantidade na região central do país. A energia gerada na Usina de Tucuruí, além de abastecer grande parte das cidades da região centro-norte do Brasil é usada pelas empresas exploradoras de minérios (ferro, manganês, cobre, ouro, entre outros), principalmente as instaladas na serra dos Carajás (Pará). [Com o Portal de Pesquisas Temáticas e Educacionais e TodaMatéria] Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 7
Lucas Calil em ação no curso de rios da bacia Araguaia
Deputado goiano sai em defesa do Araguaia
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otivado por denúncias sobre captação de água do Araguaia, por fazendas de Goiás, o deputado licenciado Lucas Calil (PSL), visitou vários locais da região de Aruanã, a 315 km a oeste de Goiânia, e chegou à conclusão, conforme mostrou em vídeos que divulgou pela internet, que existem propriedades “com rio particular mantido por 25 pivôs para a agricultura irrigada”. Ao resumir sua viagem ao Araguaia, Calil disse que “o pior de tudo isso, o que causa mais impacto é saber que esses danos
ambientais tem o consentimento do poder público”, afirmou, sem declinar nomes de instituições, embora tenha frisado que seu trabalho político “sempre foi em defesa do equilíbrio ambiental do Araguaia”, a exemplo da Lei da Cota Zero, que regulamenta a pesca em Goiás, com o objetivo de preservar as espécies aquáticas e garantir a atividade turística às margens dos rios. “Depois da Lei da Cota Zero e do Fundo Estadual em Defesa da Fauna Aquática nós criamos também a Defesa da Bacia do Araguaia que bate de frente com o processo de captação irregular de água do rio e que provoca assoreamento” diz ele e assegura que seu trabalho “busca o equilíbrio em qualquer que seja o manejo que envolva o rio, de modo a não afetar futuras gerações”. Em 2016, Lucas Calil denunciou a Fazenda Santa Rita do Araguaia, em Jussara (GO). Em outubro de 2017, o jornal O Popular disse que aquela propriedade “é responsável pela construção e um canal de
Calil observa curso do Araguaia desviado para área privada 8 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
9 km que retira água do rio Araguaia para irrigação, deverá ser multado em 2,9 milhões”. Fiscais da Secretaria Estadual das Cidades e Meio Ambiente (Secima) estiveram no local onde constataram diversas irregularidades como desmatamento, rebaixamento de lençol e pivôs irregulares. No início de 2017, em março o fazendeiro Lusenrique Quintal foi multado em R$ 4,3 milhões por retirar água do Araguaia de forma irregular e indiciado por crime ambiental. A polícia disse que ele não tem licença para bombear e distribuir água em suas duas propriedades, que à época, segundo noticiou o Jornal da Record, são 11 milhões de litros por hora, água capaz de abastecer neste mesmo horário uma cidade como Goiânia com seus 1,5 milhão de habitantes. Conforme fartas denúncias levadas ao ar por aquele telejornal, a água para suprir 12 pivôs de um total de 29, criou um rio artificial com 8 km de extensão para irrigar 4 mil hectares de lavoura em pleno cerrado. Por seu turno, a Polícia Ambiental diz que o empresário montou seu negócio ao longo de 17 anos, mas de maneira irregular. A Delegacia de Meio Ambiente diz que que o projeto de Jussara seja desativado, incluindo quatro pivores fincados sobre uma nascente. O empresário Quintal retruca a denúncia, diz que não há irregularidade, que tem licença de instalação e captação e que aguarda apenas uma licença de impacto ambiental. Em suas 10 horas de barco pelo rio, Carlos Calil chegou ao córrego Água Limpa, um afluente do Araguaia, onde há um sistema de desvio e uma cerca elétrica esticada para proteger o sistema de captação. O Ministério Público diz que a empresa não tem autorização para captar. A procuradora da República, Lea Batista, disse em um vídeo da assessoria do deputado que é prática usual começarem como clandestinos e somente depois tentam regularizar a situação e que o sistema de captação “só ganhou essa amplitude em virtude da omissão do poder público”, diz. A defesa do fazendeiro, por seu advogado Murilo Freire, diz que a captação foi autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA). Já o MP e o MPF entraram, na Justiça com duas ações. Uma Cível, contra a ANA e o fazendeiro. A Penal é somente contra o fazendeiro que teria cometido crimes ambientais. Em 2016, o sistema de irrigação em Goiás foi embargado pela Secretaria de recursos Hídricos e aplicou multa de R$ 4 milhões ao fazendeiro, mas em agosto do ano passado voltou à fazenda emitiu um laudo dizendo que a irrigação continuava funcionando, conforme disse o delegado Luziano Carvalho e acentua que “os danos ambientais serão irreversíveis”.
Rio Araguaia pode secar em 40 anos
SOS Araguaia realiza audiência pública Audiência em Barra do Garças foi o primeiro passo rumo à proposição de políticas hídricas e confirmou preocupação da comunidade quanto aos mananciais da região
V
ista a necessidade de iniciar discussões a respeito da preservação do rio Araguaia, a Câmara Municipal de Barra do Garças realizou, em outubro do ano passado, uma audiência pública: SOS Araguaia e Afluentes. O momento contou com a participação de órgãos ambientais de Mato Grosso e Goiás e de entidades municipais que expressaram a urgência em estabelecer o Comitê de Bacia do Alto Araguaia. A discussão foi considerada a primeira iniciativa proposta pelo poder público do município voltado à busca por soluções aos processos degradantes dos mananciais da região. A audiência lotou o teatro Fernando Peres de Farias, onde foram reunidas autoridades municipais e estaduais, tanto de Mato Grosso quanto de Goiás. O público, composto por estudantes, pesquisadores, militantes e sociedade em geral, foi a confirmação de que a população também se preocupa com o futuro dos recursos hídricos. A discussão pôs em pauta a necessidade da criação do órgão responsável pela reunião das preocupações em torno de um território hidrográfico. Trata-se da instalação do Comitê de Bacia do Alto Araguaia, que compreenderia o primeiro trecho do rio, incluindo Barra do Garças e outros 17 municípios. As disposições geográficas ainda devem ser confirmadas. O certo é que o comitê irá se atentar ao rio principal e a todos os seus tributários dispersos na extensão dessa faixa.
A gerente de Fomento e Apoio a Comitês de Bacias Hidrográficas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Leonice de Souza Lotufo, afirmou que a região, há anos, tem tentado instalar o comitê para o Alto Araguaia. “Nós já vimos, há muitos anos, conversando com vocês. Mas nunca foi aberta as portas do poder público do município para que a gente pudesse falar sobre isso.” Segundo ela, há movimento em prol da preservação da bacia do Alto Araguaia desde os anos 2000. A criação de um comitê é discutida desde 2012. Questões políticas, de acordo com Leonice, são os principais entraves que dificultam o estabelecimento definitivo do órgão. “Muda de prefeito e você tem que começar todo o processo de mobilização de novo. Quando você convence um secretário ou vereador a ajudar, quando você está no último município, as autoridades políticas já mudaram e é preciso começar tudo do zero”, destacou durante a audiência. Responsável por discutir e deliberar sobre políticas hídricas em um território hidrográfico, ao órgão é indispensável a participação da comunidade, que inclui pescadores, ribeirinhos e outros segmentos. O representante da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás (Secima), Marcos Francisco Cabral, qualificou o comitê de bacia como o “quinto poder da república”. “Nós temos que parar de ter o entendimento de que Comitê de Bacia não serve para nada. O quinto poder do Brasil consegue trazer muitos valores para o estado e para o município.” A audiência foi a guinada para a proposição de políticas voltada aos recursos hídricos da região do Alto Araguaia. Agora, a população espera do Executivo e do Legislativo de Barra do Garças a continuidade da discussão e o início de uma gestão consciente e sustentável dos recursos hídricos.
A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) de Goiás, divulgou em setembro de 2017, um levantamento sobre as condições ambientais do Araguaia. Uma equipe coletou dados e fez imagens por três meses, no ponto alto da estiagem (agosto, setembro e outubro) e chegou à conclusão: caso não sejam tomadas providências o rio poderá secar no decurso de 40 anos. Os vídeos feitos pela polícia mostram parte da destruição do ambiente em algumas cidades banhadas pelo Araguaia. Em alguns pontos, a mata foi derrubada para dar lugar a plantações ou pastos de gado. Em Britânia, (a 221 km de Barra do Garças), o rio Vermelho foi desviado por agropecuaristas para irrigar suas lavouras. Essa alteração bizarra ameaça de morte o Lago dos Tigres, abastecido por aquele rio. O delegado titular da Dema, Luziano Carvalho diz que os indícios são preocupantes. “Houve o desmatamento ao longo do tempo das margens dos mananciais do Araguaia. Onde tinha água, colocou-se capim, onde tinha peixe, hoje tem boi. Eram locais para alimentar os mananciais; hoje evaporam com uma rapidez incrível, porque onde tinha infiltração, está compactado pelo pisoteio do gado”, disse. A polícia vai pedir para que os produtores rurais cerquem a área ao redor das nascentes, para que a mata possa voltar a crescer. Quem não colaborar, poderá responder criminalmente. “Vai caracterizar crime ambiental, por impedir ou dificultar a regeneração natural. Também vamos encaminhar todos esses procedimentos ao Judiciário. É um momento em que precisamos sair do discurso, inclusive o de punição, para o momento de recuperação”, disse o delegado. [Com reportagem do G1/GO e TV Anhanguera].
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GENTE Centro-Oeste
DIRETORIA EXECUTIVA Editor-Chefe Ronan Fernandes Cícero de Sá Redação Wanderley Wasconcelos e Kayc Alves Departamento de Negócios Sérgio Alves Santana Projeto e Design Gráfico Henrique Miguel Tratamento de Imagens Ayr Raoni Fotografias [Nesta edição] Semana7.com, Vanessa Lima (O Reporter do Araguaia), José Maurival (O Interior), Sueny Ribeiro (Eacontece), NX1, Huguilei Garcia (Olheafoto), Vicente de Sousa, Agência da Notícia, Francisco Alves (Gcom), Edvilson Arneiro, Vicente Souza. Assessorias: Baiano Filho, Lucas Calil, Claúdio Meirelles. Prefeituras: Barra do Garças, Campinápolis, General Carneiro, Porto Alegre do Norte, São José do Xingu, Santa Cruz do Xingu, Torixoréu. Câmaras: Querência, Câmara de São José do Xingu e Rede Globo. Textos Wanderley Wasconcelos, Kayc Alves, Ronan de Sá, Naiara Martins (Assessoria) MP GO (Assessoria). Copidesque Wanderley Wasconcelos e Raoni de Sá Telefone e email (66) 3401-1838 revistagenteco@gmail.com Edição Publicidade Avenida Ministro João Alberto, 360 - Edifício Ferrari, 2º andar - sala 9 - Centro - Barra do Garças - Mato Grosso CEP.: 78.600-000 - CNPJ 10.828.250/0001-78 Edição nº 10 - Dezembro/2017 a Fevereiro/2018
SUMÁRIO Araguaiana: 2017 ficou acima da expectativa
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Caravana de Taques
Os primeiros passos de um novo governo
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30 Anel viário na reta final
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Circulação: A Revista Gente Centro-Oeste é editada pelo Grupo Edição Publicidade e distribuida em todas cidades do Vale do Araguaia através de circulação dirigida às prefeituras e Câmaras de Vereadores de Mato Grosso, instituições públicas, comércio, escolas, Assembleia Legislativa de Mato Grosso e Goiás, Congresso Nacional e Ministérios. Tiragem 3.000 exemplares.
NossaCapa
Jordão anuncia 5,5 milhões para 2018
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Porto Alegre do Norte sonha com o Hospital Regional Nossa matéria de capa levanta o perfil da ex-primeira dama do município, Cândida dos Santos Farias, 70 anos, viúva do ex-prefeito e ex-governador Wilmar Peres de Farias, morto em março de 2006. Dona Cândida, como é chamada pela população, nunca foi uma figura decorativa ao lado do marido político ou do filho, atual prefeito de Barra do Garças, Roberto Farias. No momento em que fechávamos esta edição, em fevereiro, ela se encontrava em tratamento médico intensivo em Goiânia, diagnosticada com um linfoma (neoplasia cerebral). Informações dão conta de que reage bem ao tratamento, sem contudo, minorar o estado de tensão de sua tradicional família sobre sua saúde. Confira. 10 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
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QUERÊNCIA: crescimento é a palavra de ordem 50
A rodovia que mudou toda região do Araguaia 54
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SJX: vereadores devem começar a destinar emendas este ano 60
Castelo: depois da 437, agora é vez da 322
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Santa Cruz do Xingu aguarda conclusão de rodovia
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Torixoréu: um passo de cada vez
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Janailza Taveira: novo modelo de administrar 66
Prefeita Inês Coelho diz administrar com os pés no chão e busca resolver as demandas por prioridades Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 11
Carta @o Leitor
E
sta edição de Gente aborda vários assuntos, entre os quais, os que levam nosso leitor a refletir sobre a importância da preservação ambiental e, sobretudo, de nossa principal fonte de água potável, a bacia Araguaia-Tocantins. A cada ano seus tributários apresentam vazão menores, bancos de areia e o assoreamento toma conta do leito dos rios causados pelo desmatamento, pelo 'furto' d´água por canalização clandestina que formam verdadeiros rios em propriedades particulares, sem que mecanismos públicos inibam de forma definitiva ações desse tipo. De nossa parte, enquanto veículo de imprensa, trazemos à baila essa triste realidade que ameaça o fim de nossos rios. A ação humana nesta bacia tem sido inclemente e predatória. À frente dessa manobra está o agronegócio que não conhece limites para sua invasão, para empreender seus negócios mesmo que tudo isso resulte na morte de nosso rios, de sua fauna, de sua flora. Não pense o leitor que somos contra o desenvolvimento, mas não podemos deixar de exigir que ele seja sustentável, que tenha equilíbrio e que o poder público esteja atento às investidas que no Vale do Araguaia, seja mato-grossense ou goiano, deixam em seu rastro o desbaste nas florestas, em nossa fauna, a extinção de espécies na vida aquática, enquanto os bancos de areia aforam no período de estiagem, compromete a vida dos rios e da própria bacia. Outro ponto que não esquecemos de citar na presente edição fica para um ligeiro histórico da rodovia que corta o Vale do Araguaia em Mato Grosso, a BR-158, responsável pelo desenvolvimento regional e por escoar milhares de toneladas de grãos e outras produções que dão à economia local sua principal vertente logística. Essa via corta sete estados: Pará, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde nasce, na fronteira com o Uruguai, no município de Santana do Livramento. Em Mato Grosso, essa estrada nasce em Pontal do Araguaia e se estende até a cidade de Vila Rica, percorrendo 763 quilômetros, restando pouco menos de 30 para atingir o sul do Pará. No entanto, há um pequeno trecho, o do Contorno Leste, que ainda depende da vontade política de Brasília, para que seja pavimentado. Tão logo isso ocorra o Araguaia passará ser inserido no cronograma de competitividade econômica do país. Em outras páginas, o destaque fica para alguns gestores entrevistados e que pontuam à frente de outros, como é o caso da gestora de São Félix do Araguaia que para driblar a crise econômica dispensou secretários, alguns servidores para murchar sua folha de pagamento que estava a comprometer novos investimentos como pavimentação e compra de medicamentos. Boa leitura.
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CIRCUITO&CIA UMA VOZ QUE SE CALA
Um acidente ceifou a vida da professora, especialista em História e ativista cultural Zelia dos Santos Diniz, de 79 anos, na manhã de 13 de dezembro, na BR070, em frente ao Parque de Exposições de Barra do Garças. Zelia retornava do aeroporto onde deixara um sobrinho para um voo à capital Cuiabá. Informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) dão conta de que o Celta da professora vinha em direção à cidade e a carreta no sentido General Carneiro e que teria avançado pela contramão e colidido com o seu veículo. O Celta foi arrastado por cerca de 200 metros. O motorista Rossean Chaveiro negou à polícia que tenha invadido a pista. Natural de Paracatuba, Ceará, Zelia residia em Aragarças (GO), escreveu livros e mantinha o museu Casa de Pedra, além de uma biblioteca onde muitos dos exemplares pertencera ao seu falecido marido, Rubens Aguirre que além de advogado foi professor naquela cidade. Zelia foi presidente da Academia de Letras de Barra do Garças e pertencia ao Conselho de Cultura Municipal, desenvolvia projetos em parceria com o Núcleo de Produção Digital da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia, em Barra do Garças. Deixou filhos e netos.
COMANDO DA AMM
O prefeito de Água Boa, Mauro Rosa (PSD), deve assumir em março a presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com sede na capital Cuiabá. Rosa, que segundo seus correligionários faz excelente administração em sua cidade, substitui o ex-prefeito de Nortelândia, Neurilan Fraga (PSD), que deve concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro desse ano. Voltando ao prefeito água-boense, o que se espera é que ele defenda por dever desse seu novo ofício à frente da AMM os interesses de todos os municípios, sobretudo os do Vale do Araguaia que ganham destaque com sua indicação ao cobiçado cargo entre os 141 prefeitos de Mato Grosso.
NOVO ENDEREÇO
Há 20 anos Sandro Saggin se destaca como um dos principais expoentes da advocacia em Mato Grosso e, por isso mesmo está à frente do escritório Sandro Saggin & Advogados Associados que trocou recentemente seu cartão de visita com o endereço da Carajás para a Rua Bororos 685, no centro comercial de Barra do Garças. Sua clientela que transita por questões agrárias (agronegócio), civil (inventários, indenizações), público, criminal, trabalhista e previdenciário, reúne seis advogados e cinco funcionários que formam um só conjunto de profissionais que trabalham para o mesmo fim. Em tempo, é conveniente lembrar que Sandro Saggin foi presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Barra do Garças e atualmente é conselheiro da OAB no estado.
MATO-GROSSENSE
Primeira mulher a administrar São Félix do Araguaia, Jailza Taveira (SD), natural de Alexandria, no Rio Grande do Norte, recebeu em novembro do ano passado o título de cidadã mato-grossense conferido pela a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, das mãos do deputado Baiano Filho (PSDB), autor da homenagem. Na ocasião Janailza fazia parte de um grupo de 29 homenageados que incluíam prefeitos, médicos, empresários, entre tantos outros. Formada em direito pela UNIP, Janaílza tem serviços prestados como advogada na região e considera-se filha desta terra que adotou sem reservas como seu lar, seu povo, sua gente.
VITALICIEDADE
Rumores de más-línguas espalhados pela cidade de Barra do Garças e cercanias dão conta de que o perpétuo presidente da Câmara de Vereadores, Miguel Moreira da Silva (Miguelão) (PSB), sonha candidatar-se à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ele chegaria à Câmara Estadual arqueado pelo peso de tantos mil votos dos barra-garcenses, que deixariam seus afazeres para votar em sua distinta pessoa que relevantes serviços tem prestados ao município no que diz respeito ao fornecimento de sucos e canapés nas sessões a que tem presidido. Então, se acaso àquela Assembleia, também circundada de mordomias ele chegasse poder-se-ia antecipar uma janela de onde o deputado avistasse algumas ruas de Cuiabá de onde pudesse de visar um sujeitinho com um boné do MST, outro com uma estrela no peito, gente vestida ao rigor do vermelho, uma passeata de professores, ou ainda aqueles seres de gravadores para capturar áudios quando ele por certo pronunciaria entredentes: “É a turma do quanto pió mió. Essa gente tem em todo canto”. Isso não importa, minha gente, mas que fiquem avisados os cuiabanos ou a quem interessar possa que não dê a ele, caso se torne deputado, um assento mínimo na Mesa Diretora. Caso duvidem consultem seus outonos de regalos como presidente da Câmara de Barra do Garças. Em tempo, Miguelão rompeu, cortou as amarras políticas com Roberto Farias, após cinco de anos de suspirados sim(s) a sua gestão.
CARTÓRIO DE BARRA DO GARÇAS
O juiz Francisco Gaíva afastou o chefe interino do cartório do 1º Ofício de Barra do Garças, Adalberto Teixeira. A imparcialidade do magistrado chegou a tempo ao atender a denúncia da Corregedoria. Adalberto, por sua vez, tenta reverter a situação recorrendo à própria Justiça. É bom que se saiba que ao ser indicado a oficial substituto, como foi o caso de Adalberto, o salário se aproxima ao nível da de um ministro do STF, beira a bagatela de R$ 30 mil mensais pagos pela arrecadação (emolumentos) do Cartório. O restante deve ser depositado na conta da Justiça, o que Adalberto não teria feito. Daí, o imbróglio, Adalberto!
HASHTAG #WANDERLEI
A próxima eleição de Barra do Garças, prevista para 2020, a depender dos comentários que norteiam o tabuleiro político da cidade e comunidades do interior do município, passa por ele: Wanderlei Farias (sem partido), embora tudo isso dependa de seu aceite e caso não haja nenhuma barreira judicial em seu caminho. Hábil político e perspicaz em puxar o tapete daqueles que ousar subestimar sua destreza de homem público, Wanderlei, prefeito por três vezes de Barra do Garças, permanece calado se o assunto é sucessão municipal. Ninguém sabe se de fato ele será candidato ou se vai indicar alguém ou mesmo assistir de camarote o grande show que está por vir, isso porque seus apoiadores sequer lançaram mão da poderosa hashtag #wanderley.
DIÁRIAS PARA ORÇAMENTO
Eleito numa acirrada disputa em que saiu das urnas com o saldo mínimo de 12 votos à frente de sua concorrente, a ex-prefeita Divina Oda (PSD), o prefeito de Pontal do Araguaia, Gerson Rosa (PSDB), vive seus dias crivado por denúncias que tem devastado sua plumagem de tucano-mor no município. Uma dessas denúncias foi manchete na página do Semana7 que divulgou em primeira mão seu assanhamento ao abocanhar quase R$ 6 mil em diárias sob pretexto de fazer orçamento de pneus em Goiânia e Brasília, coisa que o bom senso recomenda que se faça até mesmo por telefone. Depois de vagar em busca desses pneus ele resolveu, por fim, comprá-los em Barra do Garças. Os pontalenses acham que a Justiça vai questioná-lo sobre esse seu voo rasante que não decolou diante da opinião pública local. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 13
EMENDAS
Meirelles destina 5 milhões a municípios Nos últimos dois anos a crise econômica no Brasil teve reflexos no orçamento dos estados, com metástases em praticamente todos os municípios do país. A infraestrutura de todos os mais de 200 municípios do interior de Goiás ficou a depender de muita articulação dos gestores locais com as autoridades estaduais e federais. Muitas obras e melhorias foram custeadas com a celebração de convênios e com o direcionamento de emendas parlamentares. Só o deputado estadual Cláudio Meirelles (PR) enviou R$ 5 milhões em recurso para dezenas de cidades em 2017. Em entrevista à Gente, o deputado Meirelles comentou que tem atuado de forma a representar ativamente cidades de norte a sul de Goiás. “Eu não concentro ações em uma única região. Tenho uma linha política de atuação diversificada, em áreas como a segurança pública, educação, saúde, meio ambiente, direitos humanos, tecnologia, turismo, obras públicas, entre outras”, destaca. Durante o ano de 2017, o deputado correu o estado e garantiu investimento a 23 municípios. A atuação na presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Goiás Turismo, bem como nas comissões as quais é titular na Assembleia Legislativa, não o impediu de articular obras de infraestrutura em diversas áreas da atenção pública nas cidades. “Desenvolvemos uma série de ações, em parceria com o governo do estado e com os municípios que represento, com o intuito de levar progresso e qualidade de vida para a população”, afirma. Os R$ 5 milhões em emendas direcionados aos municípios foram distribuídos em uma série de setores. Os recursos do deputado custearam desde obras de malha asfáltica a eventos culturais. Foram 22 veículos para as Secretarias de Obras e de Saúde, em um total de mais de R$ 1,7 milhões de emendas parlamentares. Só ambulâncias, foram 14, distribuídas entre 11 municípios. Obras em seis municípios custaram ao deputado quase R$ 2 milhões em emendas. Destes, a população de Itapirapuã foi beneficiada com R$ 700 mil para cobrir o município de asfalto. Já Porteirão, além da pavimentação, ganhou a conclusão da obra do Estádio Felício da Cunha e a reforma do terminal rodoviário. A cultura e o esporte também foram alvo do apoio do deputado Cláudio Meirelles, que custeou três eventos, em 2017, investindo R$ 660 mil. As praças de Novo Gama ganharam cinco academias ao ar livre, enquanto os estudantes de Santa Helena de Goiás receberam R$ 15 mil em materiais esportivos. 14 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
CIDADE
DESTINAÇÃO
VALOR (R$)
São João D’Aliança
Recapeamento Asfáltico
300.000,00
Turvelândia
Recapeamento Asfáltico
250.000,00
Porteirão
Pavimentação Asfáltica
Porteirão
Obra do Estádio Felício da Cunha
300.000,00
Porteirão
Reforma de terminal rodoviário
200.000,00
Itapirapuã
Pavimentação Asfáltica
700.000,00
Maurilândia
Veículo sedan
Monte Alegre
Pá Carregadeira
100.000,00
Novo Gama
Van para saúde
150.000,00
Novo Gama
Veículo sedan
30.000,00
Campos Belos
Ambulância
60.000,00
Cavalcante Ambulância
80.000,00
35.000,00
60.000,00
Matrinchã Ambulância
60.000,00
Minaçu Ambulância
60.000,00
Mineiros Ambulância
60.000,00
Montividiu Ambulância
60.000,00
Mundo Novo
Ambulância
60.000,00
Padre Bernardo
Ambulância
60.000,00
Santo Antônio da Barra
Ambulância
60.000,00
Ceres Ambulância
60.000,00
Monte Alegre
04 Ambulâncias
240.000,00
Acreúna
Van para transporte sanitário
140.000,00
Água Fria
Van para transporte sanitário
140.000,00
Maurilândia
Van para transporte sanitário
140.000,00
Pontalina
Van para transporte sanitário
140.000,00
Novo Gama
05 academias ao ar livre
100.000,00
Maurilândia
Evento esportivo Rally de Bóia
300.000,00
São João D’Aliança
Evento Caçada da Rainha
Itapirapuã
Evento Esportivo Rally de Bóia
Santa Helena de Goiás
Materiais Esportivos
15.000,00
Alexânia
Cheque comunitário
100.000,00
60.000,00 300.000,00
Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 15
ALTO BOA VISTA
Sistema de água em fase final Depois de 25 anos de resignação e espera, chega àgua às torneiras da cidade
D
e longe, o Sistema de Captação de Água de Alto Boa Vista, orçado em R$ 3,5 milhões, é considerada a maior obra pública já realizada no município. O prefeito Valtuir Cândido da Silva (PSC) já comemora a terceira fase do projeto, o serviço de canalização em curso pelas ruas da cidade e que deve beneficiar pelo menos 5 mil pessoas, depois de uma espera resignada de 25 anos. A expectativa para este ano é otimista segundo o gestor Valtuir que adiantou à reportagem que somente de emendas que devem aportar o município chegam à casa de R$ 6 milhões destinadas a obras estruturais e de inclusão social. Contudo, dadas as dificuldades financeiras pelas quais passou o município no decorrer do ano passado, ele não se esquece da herança de seu antecessor, Leuzipe Domingues Gonçalves que lhe deixou uma dívida de energia elétrica de R$ 400 mil
16 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
que teve que parcelar em 12 vezes, além de INSS, entre outras. Assim que for inaugurada a obra de abastecimento de água, por ocasião dos festejos de aniversário da cidade, em abril desse ano, Valtuir pretende investir no asfalto de ruas. Para tanto já conseguiu empréstimo junto à Caixa, em Cuiabá, recursos da ordem de R$ 300 mil, proveniente de uma emenda do deputado federal Nilson Leitão (PSDB). Outro parceiro de seu município, o também deputado Victório Galli (PSC) garantiu uma emenda de R$ 300 mil que será investida em pavimentação. RECURSOS
Com o aporte do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em Alto Boa Vista, o montante de R$ 66 mil mensais, o prefeito Vantuir assegura ter sido gasto no reparo a maquinários, em pontes, estradas no interior do município, quatro bueiros
(tubulação), incluindo numa reserva indígena dentro do município. Quando se refere às máquinas ele ressalta: “recebi sucatas e já gastamos mais de meio milhão em consertos, em reparos, um horror”. Por falar em gastos, ele diz que a saúde pública em Alto Boa Vista “às vezes deixa a desejar porque não estamos recebendo repasses para o setor há um ano. Temos mais de 200 mil reais. Nós tínhamos que aplicar em saúde 15% do que arrecadamos, mas estamos gastando o dobro. O mesmo acontece na educação. Dos 25% gastamos 40% porque não posso deixar cair esses setores essenciais a nossa comunidade”, disse. Para o setor de saúde pública, o gestor acrescenta que está sendo feita uma sala de estabilização para reduzir gastos e onde será feito pequenas cirurgias. Um promotor público visitou a cidade ano passado para um levantamento em saúde e educação “e fomos elogiados”, diz. Para finalizar ele disse que foi criticado durante sua campanha em 2016 por ser evangélico, “diziam que eu não ia fazer festas, que iria vetar até o 7 de Setembro. Para contradizer a quem me difamava este ano realizamos o carnaval, foi simples, pois a verba destinada para o evento foi cortada pelo governo”.
ITBI FOLEGO A ADMINISTRACAO A maioria das prefeituras do país passaram por dificuldades financeiras por causa da baixa arrecadação e por constantes atrasos de repasses federais e do estado. Diante disso, alguns prefeitos reduziram salários, demitiram secretários, murcharam a folha de pagamento usando artifícios para sobrar recursos e assim fechar as contas no final de mês. O prefeito Valtuir, de Alto Boa Vista, enfrenta problemas com baixa arrecadação. Com população estimada em 6.400 habitantes, o município não tem água encanada, poucas ruas são pavimentadas, a prefeitura não tem sede própria, entres outros problemas de ordem estrutural. Valtuir, diferente de alguns de seus colegas da região, disse à reportagem que respirou mais aliviado em novembro passado. Seu município recebeu R$ 888.908,80 de ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), proveniente da venda da Fazenda Jamaica. “Esse dinheiro livrou nossa pele porque vamos quitar dívidas de combustível, material de construção, medicamentos e botar a casa em ordem”. Valtuir disse que o ITBI “aliviou” o caixa da prefeitura. Mas este não é o único imposto, “existe outro semelhante ao da Fazenda Jamaica, de R$ 800 mil, que deverá chegar aos cofres do município até o final deste ano". Caso isso aconteça o gestor promete iniciar a construção do prédio próprio para a prefeitura e sair do aluguel de R$ 8 mil mensais. Somados, os 12 meses representam o montante anual e R$ 96 mil.
DEMANDAS POR RESOLVER
Prefeito Valtuir, na foto acima, exibe a central de distribuição de água que é aguardada há mais duas décadas pela população de Alto Boa Vista. Abaixo, retrato da demanda por água tratada perto do fim.
Logo depois da retirada de pequenos agricultores da reserva indígena Marawatsede, em dezembro 2012 e janeiro de 2013, que por décadas atendeu pelo singelo nome Suiá-Missú, estava iminente o nascente problema que seria assentar as famílias desalojadas pela desintrusão determinada, então, pela Justiça Federal. Sem a presença de um governo ou de políticos que tivessem pulso para indicar uma direção a ser tomada pelos trabalhadores, muitos dos atingidos pela a ação tiveram que migrar para cidades em torno da terra indígena, a exemplo de Alto Boa Vista, a 20 km do eixo da 158, na rodovia BR-242. De lembrança de tudo aquilo sobrou os escombros da hoje extinta comunidade do Posto da Mata, que foi varrido do mapa mato-grossense. O Incra, naquele primeiro momento de comoção, fez as evoluções costumeiras, enquanto muitos, ainda hoje amargam a indecisão, o desemprego, a espera de uma resposta, ou melhor ainda, de uma quadra de chão. Alto Boa Vista na ocasião acolheu muitas famílias. A cidade, de vocação agrícola e pecuária é hoje o centro do arco que compõe o chamado Contorno Leste que nasce no Posto Alô Brasil, na BR-158, faz um meio círculo de 180 km em torno da terra indígena até voltar à rodovia na localidade Luizinho, a 40 km próximo a Porto Alegre do Norte, já em direção ao sul do Pará. A boa notícia para quem reside na extensão daquele trecho, principalmente para pecuaristas ou plantadores de grãos é que o Contorno Leste já foi dividido em dois lotes, passou por audiências públicas e deve ser asfaltado este ano. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 17
ARAGUAIANA
2017 acima da expectativa Como parte do seu programa de governo, o atual prefeito Getúlio Dutra aplicou recursos em saúde e infraestrutura
N
este seu primeiro ano de gestão, ocorrido em 2017, o prefeito Getúlio Dutra estabeleceu um princípio básico para Araguaiana: “trabalhar pela comunidade, defender a qualidade de vida e buscar projetos que qualifiquem para melhor nossa cidade que foi o primeiro marco de urbanidade do leste mato-grossense, no início do século 20, na exploração do ciclo de mineração nos rios Garças, Araguaia, entre outros de elevada importância na região", disse Getúlio. Entre os projetos levados a efeito pela administração local pode-se destacar dois deles voltados para o setor urbano. Na entrevista à equipe de Gente, o prefeito disse que sua meta é a de resgatar o projeto da gestão anterior, da qual foi seu secretário de Obras e dotar a cidade de pelo menos 20 mil metros quadrados de asfalto, já com obras em andamento e cobrindo as principais ruas da cidade. Soma-se a isto a manutenção das ruas já asfaltadas. Uma parceria entre estado e o município, celebrado em 2008, na gestão de Pe-
18 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
dro Paschoal para beneficiar Araguaiana com cerca de 4 mil metros de asfalto teve a participação do Governo de Mato Grosso de R$ 212 mil e R$ 1,1 milhão de contrapartida do município. O projeto foi engavetado e antes que a participação estadual voltasse aos cofres da Sefaz, Getúlio Dutra Investimento em odontologia para atender o cidadão, melhorar a autoestima
pediu ao seu antecessor, José Marra, que mantivesse o contrato que agora se encontra em curso. Depois de feito o realinhamento desse projeto com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), os custos da empreita caiu para R$ 960 mil e mantida a
DESENVOLVIMENTO VIA ASFALTO
A transformação urbana de Araguaiana: cidade histórica, que precisa ser preservada
Prestes a completar 200 anos de fundação, em meados da próxima década, o primeiro marco civilizatório do leste mato-grossense e sudoeste goiano, a cidade de Araguaiana, cortada pelo Araguaia recebeu novo ritmo administrativo neste primeiro ano de gestão do prefeito Getúlio Dutra que faz apostas ousadas em prol do seu desenvolvimento econômico e social. Antes de Dutra assumir o poder, chegou à cidade a ligação asfáltica levada a efeito pelo então governador Silval Barbosa pela MT-100 entre Barra do Garças e Araguaiana, algo em torno de 50 km, “que transformou para melhor a vida de seus moradores”, conforme disse o prefeito da época, José Marra, que foi sucedido pelo atual prefeito. Com a ascensão de Getúlio Dutra à prefeitura, Araguaiana se transforma de modo significativo com investimento no setor urbano, no cuidado com as estradas vicinais e pontes de madeiras que dão acesso ao interior do município. Por último, a população de Araguaiana espera para este ano o início das obras do complexo turístico do porto para fazer justiça àquela cidade histórica.
mesma participação do estado, de R$ 212 mil. Passados 12 anos sem que Araguaiana ganhasse um metro linear de asfalto, Getúlio Dutra assegura que depois de concluir essa etapa, ainda em curso, fica restando menos de 35% de asfalto nas ruas da cidade. Para esta nova versão de embelezamento urbano a administração municipal não mediu esforços na construção de canteiros, praças, fez passar por reformas o ginásio esportivo, campos de futebol e outros locais próprios para o lazer e iluminação de LED nas principais avenidas, a José Morbeck e Presidente Vargas, enquanto a população vive a expectativa da construção do porto da cidade, orçado em R$ 2,5 milhões e que poderá ser o novo cartãopostal da cidade. No outro extremo, na zona rural estão os agricultores e o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) que chega todos os meses ao município é empregado com rigor, segundo informações da Secretaria de Obras, na conservação das estradas, no serviço permanente de recuperação e na construção de pontes, reformas de outras para que desse modo possa garantir a trafegabilidade e o escoamento da produção para a cidade, de centros consumidores do Araguaia e de outras regiões. Para os setores de inclusão social a gestão municipal de Araguaiana capacita professores e servidores de sua rede escolar, investe para que outros tenham acesso ao ensino superior, promove reformas em escolas e sua moderna frota de transporte escolar assegura que nenhuma criança fique fora da sala de aula por falta de locomoção. Na saúde pública, a principal estratégia está para o atendimento a toda comunidade, à manutenção de programas agregados à Secretaria Municipal de Saúde em parceria com Ação Social e demais secretarias do
município a exemplo, do combate sistemático ao mosquito da dengue. O calendário turístico do município tem início todos os anos com a abertura do carnaval, o aniversário de emancipação política comemorado em maio, Festa do Peão, o Festival Festrilha em junho que coincide
com o início da temporada de praia que se estende durante as férias escolares em julho, entre outras atividades como o Dia do Evangélico em agosto e a Festa da Padroeira de Araguaiana, Nossa Senhora da Piedade, que se comemora em setembro, há quase 200 anos.
Quem chega em Araguaiana percebe uma cidade pequena, limpa e organizada Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 19
CAMPINÁPOLIS
Nova etapa começa com chegada do asfalto Mesmo antes de ser entregue, a rodovia apresenta problemas apontados por Jeovan à Sinfra
E
stá prevista para o final de março a inauguração oficial do trecho de 68 km de asfalto que liga Campinápolis ao eixo da BR-158, na saída de Nova Xavantina, sentido Água Boa. A informação é do prefeito Jeovan Faria (PSD) em recente entrevista a equipe de Gente. “Esse asfalto veio tirar nosso município do isolamento”, disse. A obra foi concluída parcialmente pela empreiteira Três Irmãos, mas segundo análise do prefeito campinapolense, em certos lugares a camada asfáltica já apresenta defeitos como ondulações, lombadas, cavidades, sem contar a falta de sinalização em locais de curvas fechadas próximo ao entroncamento com a MT-110 que demanda à cidade de Novo São Joaquim, a cerca de 50 km. Lançado em abril de 2013 pelo então governador Silval Barbosa, o já extinto MT Integrado (hoje Pró-Estradas) prometeu desde seu nascedouro ligar todos as cidades do estado a um eixo rodoviário, mas
"Administrar a cidade com os pés no chão evita erros em serviços para comunidade" diz o prefeito
Ao propor um resumo de seu primeiro mandato (2013-2016), o prefeito Jeovan Faria, cita de início a crise econômica que atingiu o país e diz não ter sido diferente em Campinápolis. “Foi preciso atenção, equilíbrio das contas públicas para vencer aquela etapa sem causar prejuízo ao município. Para este ano nossa expectativa é boa, até por ser um período eleitoral e os projetos por regra saem mais facilmente do papel, driblam a burocracia que tanto prejudica o andamento de uma administração”, diz. Talvez a principal façanha coordenada por Jeovan Faria tenha sido a de botar as contas em dia, “o que facilita o aporte de recursos, porque a ina20 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
houve atrasos e burocracias que afetaram a evolução das obras como foi o caso desse percurso entre a 158 a Campinápolis, ainda no primeiro mandato de Jeovan Faria (2013-2016). O sucessor de Silval Barbosa, o governador Pedro Taques, disse no início de seu mandato que não aceitaria obras de “meia-boca” (de média qualidade). Cordato, o prefeito de Campinápolis admite que essa obra “demorou a sair” e por isso
mesmo recorreu à Sinfra em julho do ano passado ao titular da pasta Marcelo Duarte, acompanhado do deputado Ondanir Bortolini (Nininho) (PSD), quando disse ter pedido providência. Naquele encontro Jeovan Faria elencou os problemas já existentes naquele trecho que demanda a sua cidade e disse à reportagem ter agendado para este mês um encontro com Taques, com o secretário Marcelo Duarte e técnicos da Três Irmãos
dimplência é como se fosse uma tranca, uma chave a impedir a tramitação dos projetos”, disse ele para acrescentar em seguida que sua gestão possui uma equipe atenta a este setor, aos compromissos “para evitar qualquer deslize” e lembra que teve por vá-
rias vezes que acertar contas de gestões anteriores, “até mesmo do final da década de noventa. Aqui nós priorizamos o zelo, não excedemos nossos gastos que são todos eles pontuados; todos os dias”. Na entrevista à equipe de Gente Jeovan indicou várias obras em curso na cidade e no interior do município. De início ele citou a Feira Municipal, revitalização da Praça Nazir Jamal, um miniginásio, hospital, creche, sinalização e ruas, uma capela municipal, reformas de escolas, quadra de esporte Anastácio Feliciano e anuncia que foi dada ordem de serviço para construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Noidore, na região do Assentamento Santo Idelfonso, orçada em R$ 1,1 milhão, sem contar a manutenção e estradas, pequenas pontes e bueiros. A 560 km da capital Cuiabá ou a 230 km dos hospitais de Barra do Garças, a administração de Campinápolis não aplica apenas os 15% do que arrecada o município à saúde pública, mas o dobro desta quantia para não deixar nenhum campinapolense sem atendimento médico. Mesmo com recursos às vezes insuficientes a gestão Jeovan Faria mantém médicos 24 horas, quatro ambulâncias e quatro caminhonetes para assegurar a logística da assistência médica no município. “Nas sondagens que fizemos em nossa primeira campanha e também por conhecermos bem o povo do nosso município, sabíamos que uma das questões básicas da administração seria o atendimento de saúde pública. Nós prometemos, lutamos e conseguimos um pouco do que ainda pretendemos conquistar”, disse ele e citou como exemplo a construção do Hospital Municipal com obras em curso.
CURIOSIDADES DE CAMPINAPOLIS
MT-251 prestes a ser entregue pelo governo do estado e, abaixo, em sentido horário, obras do hospital municipal, quadra poliesportiva, ambulâncias novas, feira coberta, Praça da Matriz e Ginásio Municipal
“em busca de um consenso”, diz o gestor e citou o reembolso do ISS (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza), algo em torno de R$ 300 mil que a empreiteira não repassou ao município. À reportagem, Jeovan disse que vai solicitar à Câmara de Vereadores que autorize que a empresa pague essa dívida mesmo que em asfalto nas ruas da cidade. Caso não cheguem a um acordo que seja plausível às partes o gestor promete
recorrer à Justiça, já que o município não pode dispensar impostos. Segundo Jeovan, esse asfalto foi “a maior obra estrutural que Campinápolis já recebeu em sua história” e que de início, em 2013, foi orçada em R$ 58 milhões, mas ainda inconclusa. O mesmo ocorre com os 51 km da MT-100 que liga Pontal do Araguaia a Torixoréu onde há locais intransitáveis nesta época do ano, conforme foi conferiu a reportagem neste início de ano.
No princípio era uma localidade conhecida como Vila Jatobá perdida no interior do município de Barra do Garças, de Nova Xavantina até que chegasse a emancipação política em 1988. Inicialmente povoado por José de Souza Brito, Pedro Alves Pereira, Satil Gonçalves, Zico Alves Pereira, Alvarino, Firmino dos Santos Lima e Arnálio Modesto, entre outros pioneiros. Estrada para aquele ermo desabitado data do ano de 1974, de Nova Xavantina à Fazenda Cristalina, a 15 km de Jatobá. Dali pra frente descortinava-se a mata, o cerrado fechado e a subida íngreme das escarpas do Roncador. Padre Arante, da diocese de Barra do Garças, celebrou a primeira missa aos posseiros e trabalhadores rurais, em sua maioria vindos de Goiás, no dia 13 de maio de 1975. Campinápolis foi um grande produtor de feijão para aquela época em que o Vale do Araguaia estava por ser desbravado. Paralela a essa produção agrícola estava o plantio de banana que fez a primeira história econômica de Campinápolis, transferindo inclusive a alcunha de Joaquim Bananeiro a Joaquim Matias Valadão, que se tornou prefeito de 2000 a 2004 para depois ser condenado a 9 anos de prisão acusado de crimes contra a administração pública. Quanto a plantação de banana propriamente dita, o plantio que abastecia com seus frutos a região, Goiás e algumas cidades do interior paulista foram ceifados na década de 1990 pelo fungo da sigatoka-negra que vetou a exportação do fruto e com isso o fim de seu ciclo econômico no município que hoje possui um rebanho bovino de mais de 300 mil cabeças e na agricultura cultiva algodão herbáceo, milho, soja, feijão e mandioca.
4 milhões para maquinários Se há dificuldade para manutenção de estradas em Campinápolis, segundo o prefeito, fica para a topografia acidental numa região onde se apascenta cerca de 300 mil cabeças de bovinos, uma bacia leiteira respeitável com mais de 60 mil litros/dia e que gera em torno de 70 empregos e outros 1.000 indiretos, de acordo com dados da empresa local Campileite. Para manter esse canteiro de obras e a logística de atendimento o prefeito Jeovan Faria comprou logo no início de sua primeira gestão três caminhões uma patrola, uma pá carregadeira e uma carreta (prancha) para transporte de máquinas que deve aumentar o plantel com mais quatro caminhões, um deles pipa, outro caçamba, uma motoniveladora e uma PC (retroescavadeira). O almoxarifado da prefeitura de Campinápolis é de fazer inveja a gestores relapsos. A ordem, a distribuição dos itens lembra um supermercado. “Fazemos questão de manter um estoque para suprir nossa patrulha mecânica. Nossa lógica é a de que a compra emergencial causa prejuízo, enquanto no estoque mantemos produtos de qualidade sem preços extorsivos”, diz o prefeito.
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CIDADANIA
Caravana de Taques Programa do atual do governo de Mato Grosso, Caravana da Transformação, devolveu boa visão há mais de 43 mil pessoas
A
Caravana da Transformação, lançada em março de 2016, levou a prestação de serviços como ações de saúde e cidadania a diversas cidades-polo de Mato Grosso. O programa contou com 11 edições e inovou pelo seu aspecto de sair ao encontro de comunidades para consultas médicas, cirurgias oftalmológicas de catarata, saúde da mulher; diagnóstico e tratamento de hanseníase, medicina preventiva além da emissão de documentos pelo serviço social agregado ao maior feito da administração Pedro Taques até a presente data. Sucesso de público e de crítica, o programa mobilizou praticamente todas as secretarias do governo e o recorde de mais de 300 mil atendimentos, já somados cerca de 43 mil cirurgias de catarata, pterígio e outros. A emissão de documentos, palestras, doação de mudas de árvores, entre outros incluídos no item cidadania, ultrapassou a casa de 300 mil. A primeira CT, sediada em Barra do Bu-
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gres, em julho de 2016, foram realizadas 1.874 cirurgias oftalmológicas (CO) em 10 dias de atendimento. A segunda, em setembro, na cidade de Peixoto de Azevedo com 2.839 (CO). No final do ano, em novembro, Canarana a CT concluiu 2.619 cirurgias ao cabo de uma semana. Em janeiro de 2017 a Caravana encampou Jaciara onde a equipe médica realizou 3.918 CO. São José dos Quatro Marcos a CT cobriu 13 cidades de seu entorno para atingir a meta de 3.817 CO, enquanto Porto Alegre do Norte chegou a 1.661 cirurgias no final
de abril. No município de Alta Floresta foram realizadas 4.362 cirurgias em Barra do Garças, em agosto 5.095. Depois a Caravana seguiu para a cidade de Juina, região noroeste do estado, onde 4.310 pessoas receberam o atendimentos, e para finalizar 2017, o governador Pedro Taques autorizou mais duas edições, uma Tangará da Serrá, com 5.527 cirurgias realizadas e outra, na cidade de Rondonópolis com o recorde de cirurgias de quase sete mil, 6.982 procedimentos. "Eu não enxergava quase nada, até a televisão que gosto de assistir tinha dificudade, via apenas vultos. Estou feliz", disse dona Miracy Borges, que foi atendida pela Caravana, em Barra do Garças. A primeira edição do programa em 2018 seria na cidade de Cáceres, região sudoeste de Mato Grosso, mas devido a um surto de conjuntivite a data foi prorrogada. Sem dúvida é o maior programa social que Mato Grosso já viu, que até os críticos de plantão consideram como sendo a melhor tacada do Governo Taques.
O aposentado Orlando Alves de Souza, voluntário da Caravana da Transformação, do Governo Pedro Taques, com sua alegria exposta depois de passar por uma cirurgia de catarata, na edição de número 11, ocorrida em dezembro de 2017 na cidade de Rondonópolis. A exemplo de Alves, outros 43 mil sendo sua maioria idosos, carentes e outros recorreram à Caravana da Transformação que percorreu todos os quadrantes de Mato Grosso levando serviços de saúde e cidadania aos mais necessidados
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CUIDADOS COM A BOCA
Os odontólogos José Neto e Reynaldo Diniz: empreendedores
SAÚDE BUCAL DE QUALIDADE
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ormados pela Unic (Universidade de Cuiabá) em 2001, os irmãos odontólogos Reynaldo Fonseca Diniz e José E. Diniz Neto em quase duas décadas conseguiram construir uma empresa, a Clínica Diniz, em Ribeirão Cascalheira, com o resultado de muito trabalho, competência e força de vontade. Tanto Dr. Reynaldo quanto Dr. José Neto são especialistas. O primeiro em Implantes Dentário, Reabilitação Estética e Funcional e, o segundo, em Periodontia, Endodontia e Reabilitação Oral. Quando concluíram a graduação em odontologia, Dr. Reynaldo retornou para Ribeirão Cascalheira para o trabalho em sua própria clínica, enquanto Dr. José seguiu para o estado de Rondônia onde residiu e trabalhou por 10 anos para depois vir unir-se ao irmão na construção da Clínica Diniz. Com a entrada de Dr. Reynaldo na política e depois de reeleger-se prefeito de
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Ribeirão Cascalheira em 2016, o projeto da Clínica, segundo disse Dr. José Neto “sofreu uma pequena retração”, retomada somente agora com o conhecido empreendedorismo de ambos que não medem esforços ao atendimento da vasta clientela. Em função da qualidade e competência profissional de ambos, sem contar a qualificação de outros profissionais agregados à Clínica Diniz, a proposta de então é o de expandir a empresa de prestação e saúde para outras cidades, incluindo o polo Barra do Garças onde Dr. José Neto é professor universitário no curso de graduação em odontologia na Univar. Dentre as especialidades da Clínica Diniz os dois profissionais sugeriram para este informe um artigo da revista Perionews que versa sobre halitose, (o mesmo que mau hálito), que segundo Dr. Reynaldo, não escolhe classe social e pode estar ligada à falta de higiene bucal ou mesmo a alguma patologia. Confira ao lado.
DR.JOSÉ A. DINIZ NETO CRO-MT 5663 Especialista em Periodontia
H A L I TO S E O mesmo que mau hálito
A halitose é usada de forma geral para descrever qualquer odor desagradável que emana do ar expirado. É uma condição bastante comum e que pode ocorrer de forma transitória ou persistente em qualquer período da vida. A halitose, que também pode ser chamada de mau hálito, não é uma doença, mas sim um sinal de que há algo errado com a saúde. Desse modo, o problema deve ser identificado para que haja tratamento correto. No Brasil, 3 a cada 10 pessoas sofrem com o problema, totalizando um número de cerca de 50 milhões de pessoas. A halitose pode ocorrer ocasionalmente. Em alguns casos, como por exemplo, ao acordar a halitose é considerada fisiológica. Ela ocorre devido à diminuição do fluxo salivar durante o sono e ao acúmulo de células epiteliais descamadas, alimentos e saliva na cavidade bucal. É passageira e de fácil controle. A halitose crônica é persistente, intensa e pode estar associada a uma série de alterações bucais e extrabucais. A halitose de origem bucal compreende 80 a 90% do total de casos, e é causada pela degradação bacteriana de substratos orgânicos no ambiente da boca. Qualquer local na cavidade bucal onde ocorra acúmulo de microorganismos e matéria orgânica pode ser uma fonte potencial de halitose, como por exemplo, doença periodontal (inflamação na gengiva) e cárie. A saburra lingual (superfície irregular, rugosa), tem sido frequentemente apontada como a
principal causa de halitose. A halitose de origem extrabucal corresponde em média a 10% do total de casos. Apesar de sua baixa prevalência, quando persistente pode ser um importante indicador de alterações sistêmicas graves, como diabetes, câncer pulmonar, desordem do fígado e problemas renais. Pessoas que sofrem de halitose costumam não percebê-la, porque acabam se acostumando com a mesma, fazendo com que apenas as pessoas em volta consigam sentir o mau odor. Problemas de autoestima e de socialização por conta do afastamento das pessoas pelo mau odor podem surgir. O diagnóstico precoce e a instituição de um tratamento diminuem o impacto social e psicológico dessa alteração sobre a vida de seu portador. Desta forma, o melhor é consultar um especialista.
Especialista Endodontia Reabilitação Oral
DR. REYNALDO FONSECA DINIZ CRO-MT 292 Especialista em Implantes Dentários Reabilitação Estética e Funcional
Endereço: Rua Pastor Joaquim Alves de Sousa, 120 Centro - Ribeirão Cascalheira - MT Fone: (66) 3489-1565 celular (66) 9 9695 9650
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MANDATO
Tião da Sorveteria quer favorecer pequenos produtores Na condição de suplente de vereador ele assumiu o mandato no final de 2017 na Câmara de Barra do Garças
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equenos produtores rurais da região de Barra do Garças devem ter representação na Câmara com a ascensão de Sebastião do Carmo Nogueira (PSDB) a vereador. Mais conhecido como Tião da Sorveteria, o eleito suplente do vereador afastado Julio Cesar (PSDB), quer mais apoio aos produtores e fala em incentivar a expansão da produção de leite na região. Eleito pelo maior colégio eleitoral do município, o bairro Santo Antonio, Tião também já anuncia melhorias onde se concentram seus eleitores. O primeiro ingresso de Tião na Câmara Municipal ocorreu em novembro de 2017, quando o vereador Julio Cesar se afastou através de uma licença médica de 50 dias. O suplente retorna agora como parlamentar para assumir a vacância do titular, devido a um novo afastamento. O motivo foi a tomada de posse por Julio na Direção Geral e Assessoramento do Araguaia, no governo do estado. Microempresário de Barra do Garças, o novamente empossado vereador se tornou uma figura conhecida quando abriu a Sorveteria do Tião, em 1985. Fazia sete anos que tinha chegado ao município, vindo de Piranhas (GO), onde nasceu. A disposição para trabalhar no comércio local brotou nele, hoje com 55 anos, a vocação para o empreendedorismo. De lá para cá, a prosperidade nos negó-
cios fez de Tião empresário do ramo leiteiro no Pontal do Araguaia. Ele comprou uma chácara e fundou o laticínio Garça, de pequeno porte, que distribui leite em toda a região. Foi esse contato com a produção rural que despertou nele o interesse pela política. Tião passou a perceber as necessidades que o setor ainda tem e, em 2012, levou a pauta pela primeira vez aos palanques. Foi eleito como suplente, mas não chegou subir ao plenário. “Antes de 2012 já tinham me convidado para a candidatura, mas eu recusei. Depois pensei: quem sabe se eu me candidatar, posso ajudar a classe dos pequenos produtores”, conta. A avaliação de Tião é que o setor, que já possuiu laticínio produzindo volume diário de 30 mil litros por dia, hoje está abandonado. Segundo ele, se “correr” a região, hoje não acha produtor entregando 15 mil litros. “Nós estamos praticamente sem a feira, porque não podemos vender galinha, não podemos vender ovo e nem leite. Nada in natura”, critica o vereador. Ele diz que pretende fazer parcerias e pedir a orientação de deputados estaduais e federais para impulsionar as reivindicações dos produtores. “Não é o grande produtor que produz leite. É o pequeno. Não temos visto política que os beneficie.” Outra questão que o peessedebista atenta é para a cobrança de 12% de imposto so-
bre o produto transportado de Mato Grosso para Goiás. Para ele, nessa região de fronteira, a taxa devia ser eliminada para beneficiar o mercado do laticínio e os pequenos produtores. “Nós temos um laticínio grande em Piranhas, que puxa leite de quase 600 km. Por que eles não pegam daqui de Barra do Garças, a 96 km? Por causa do imposto”, destaca. “A região de Barra do Garças, que também incorpora alguns municípios de Goiás, nem tem uma bacia leiteira. O leite aqui é pouco por falta de incentivo.” Essa também é uma briga de Tião da Sorveteria, que ainda afirma não deixar o bairro Santo Antonio na mão. Instalado no maior colégio eleitoral de Barra do Garças há mais de 30 anos, o parlamentar já age para implementar melhorias no bairro. Por indicações, que já foram aprovadas na Câmara, o vereador solicita a sinalização de um trecho da rua Gabriel Ferreira e também de um semáforo na São João Batista com a 31 de Março. Os pedidos foram feitos no ano passado, quando assumiu a cadeira no plenário pela primeira vez. As indicações ainda não puderam ser atendidas pela prefeitura e Tião entende a dificuldade orçamentária que o município passou no último ano. Mas isso não o desanima a continuar defendendo seu eleitorado.
Tião se tornou uma figura conhecida quando abriu a “Sorveteria do Tião”, em meados da década de 80. No correr de 30 anos, o empresário prosperou e hoje também atua na produção de leite, com o laticínio Garça
DESTAQUE
Prefeito mato-grossense é destaque nacional Reeleito vereador por vários mandatos, Josair Lopes, no curso de seu segundo mandato mantém a popularidade de sempre
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prefeito do município de Dom Aquino, Josair Lopes, recebeu o Prêmio Melhores do Brasil como Destaque do Ano de 2017 entre os 100 prefeitos mais atuante do país concedido pela União Brasileira de Divulgação (UBD), em Recife-PE. Por meio de pesquisa nacional de utilidade pública, foram avaliados SOS seguintes critérios Educação, Saúde, Transparência Pública e Responsabilidade Fiscal. Josair disse está feliz com o reconhecimento, o qual nada mais é que o fruto do trabalho realizado por várias mãos, as quais se dedicam para proporcionar o melhor aos munícipes dom-aquinenses. “É gratificante pela segunda estar entre os 100 melhores prefeitos do país, sendo que desta vez fiquei em 59º lugar na classificação geral e 6º a nível estadual. Apesar de termos uma arrecadação baixa, vamos atrás de parcerias com o governo do estado, do deputado Max Russi, o qual destinou recursos para todas as áreas por meio de emendas, as quais estão contribuindo na transformar nosso município”, ressalta Josair. Para o prefeito, os sucessivos levantamentos aumentam sua responsabilidade frente ao município. “É muito difícil um administrador público de um município pequeno aparecer nessas pesquisas. Quem faz esse tipo de levantamento utiliza vários critérios, que em muitos casos só são respondidos em cidades de porte médio ou grande. Estamos conseguindo e queremos ainda mais. Hoje nosso município gera em-
prego, renda desperta interesse de empresas de fora. A meta é trabalhar para vencer outros desafios e com o apoio de nossa população vamos vencer”, conclui. Com bons índices na Educação, Saúde, projetos sociais e obras no município, o prefeito Josair Lopes tem 80% de aprovação popular, entre as ações que se destacam na sua atual gestão são, revitalização e reforma geral de quatro praças e construção de um novo espaço de lazer. A reconstrução da MT-344, que há mais de 30 anos não recebia atenção merecida foi conquistada após inúmeras reivindicações por parte do prefeito, vereadores e população em geral. Está previsto para
ser entregue no aniversário do município, uma unidade de saúde modelo, a reforma geral da praça central, a reforma geral da sede da melhor idade, pavimentação, tapa buracos e lama asfáltica em diversas localidades.
CURRÍCULO: Josair Jeremias Lopes tem 38 anos e começou na vida pública aos 18 anos quando venceu a primeira eleição como vereador de Dom Aquino. Na época o mais novo do Brasil. Depois de reeleito várias vezes no cargo, foi eleito e está atualmente em seu segundo mandato de prefeito do mesmo município. [Assessoria/Márcio Fidelis]
Praça no bairro Ituberaba vira atração na cidade
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GENERAL CARNEIRO
Os primeiros passos de um novo governo Marcelo Aquino iniciou seu mandato com avanços que a cidade jamais esperava. A travessia urbana em General Carneiro teve seu primeiro trecho concluído em 2017
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epois de vencer uma eleição, em outubro de 2016, instigada pelo ímpeto político por todos os lados, o prefeito de General Carneiro, Marcelo Aquino, sabia que teria pela frente uma tarefa para os dias de seu mandato. Desse trabalho, as obras estruturais são as mais valorizadas, enquanto o efetivo voltado para a inclusão e de utilidade pública como saúde, ação social, educação, que são de relevância mais duradoura nem sempre estão à frente da preferência popular. Sem contar a crise econômica que assola país, fazendo com que as administrações municipais adotem medidas extremas de contenção de gastos públicos, a prefeitura de General Carneiro tem feito o possível para manter o salário dos servidores em dia, “mas isso não é feito de modo gratuito, requer planejamento rigoroso e transpa30 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
rência”, disse ele à reportagem de Gente. Quando Marcelo Aquino se refere à quitação da folha de pagamento em dia, ele por certo se reporta de imediato à queda da arrecadação do seu município, a ausência de recursos dos governos federal e do estado “e assim, meio na contramão, nós temos honrado os compromissos de ordem financeira e erguendo, na medida do possível obras estruturais de que tanto
Deteriorado antigo trecho da 070 no perímetro urbano
carecemos aqui na cidade, no distrito de Paredão Grande e de outras comunidades e famílias que residem no interior do município”, diz. Com uma população de pouco mais de 5 mil habitantes, General Carneiro recebeu no início de dezembro passado um valioso presente, a duplicação da travessia urbana inaugurada por ocasião do aniversário de emancipação política do município. Em
outubro passado, numa reunião de prefeitos em Brasília, Marcelo Aquino aproveitou uma rara oportunidade para agradecer ao presidente Michel Temer assim como ao senador Wellington Fagundes, de seu partido, o PR, aquela obra e o trecho da BR-070 que corta a cidade e recuperada com as obras da travessia. O rápido encontro, segundo disse, não ficou apenas para os agradecimentos, “porque houve cobranças tanto ao senador Fagundes quanto à bancada mato-grossense no Congresso Nacional quanto às emendas empenhadas para o município que se somadas ultrapassam 14 milhões”. Na ocasião, Temer disse ao seu ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, que autorizasse R$ 700 mil para aquisição e uma PC (Pá Carregadeira) para o município. “Saí otimista da reunião", disse Marcelo Aquino. Na foto acima, reunião com presidente Michel Temer em Brasília. E registro da nova travessia urbana, resultado do trabalho de Aquino e do senador Fagundes
Travessia urbana modernizou a entrada do município
DE GENERAL PARA O MUNDO
Associação Artesãos Dom Bosco (AADB), em General Carneiro, é referência para a arte em cerâmica, móveis, artefatos de madeira em Mato Grosso, em regiões do país e na Itália de quem recebe a contribuição de artistas daquele país. Mantida pela Instituição Salesiana de Dom Bosco; na cidade as responsáveis pelo projeto são Carla Geiovanna Ceriani e Sabrina. As atividades no país começaram em 2004 distribuídas em seis missões (em Tocantins, Rondônia e Mato Grosso). Depois do curso de formação, ex-alunos se uniram em torno de uma associação para comercializar os produtos, entre os quais obras de arte que aprenderam a fabricar no decorrer dos cursos profissionalizantes, nas escolas da Operação Mato Grosso (OMG). Nos cursos profissionalizantes os alunos tiveram possibilidade de aprender marcenaria, escultura em madeira, decorações em vidros, tecelagem, cerâmicas, confecções e bordado. Com o intuito de dar suporte a esses jovens nasceu a Associação Artesãos Dom Bosco onde os ex-alunos asseguram o futuro profissional em conjunto e esforços solidários. Em outubro de 2011 a então secretária de Desenvolvimento do Turismo de Mato Grosso, Teté Bezerra, juntamente com técnicos ligados ao setor visitaram as oficinas da Associação Artesãos Dom Bosco em General Carneiro numa prova de que o estado incentiva e reconhece o trabalho daquela instituição. [Com dados da assessoria, através do site http://www.artesaosdombosco.org/index.php/ br/historia/51] Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 31
Atenção especial não só na sede, mas também no distrito Para o interior do município as obras estruturais e de inclusão social “parecem acontecer de modo inesperado, mas não é assim, tudo o que estamos fazendo saem de nossas planilhas, de planejamentos, reuniões e consultas à comunidade. Somos apenas gestores, encarregados do interesse público e devemos por meios e fins fazer a coisa certa, em comum acordo com os recursos disponíveis, sem esbanjar, sem fazer para aparecer, para seu uso pessoal. Acho isso vaidade, tirar proveito. Não somos assim. Estamos aqui a serviço do povo”, explica o prefeito Marcelo Aquino. Desse modo foi duplicada pela extensão de dois quilômetros a Avenida Delson Rodrigues, com recursos próprios do município. Do projeto consta ainda a previsão para uma pista de caminhada, quiosques, paisagismo, entre outros. O interior, conforme disse em entrevista, foi também priorizado neste seu primeiro ano de gestão e cita como exemplo a inauguração da subprefeitura do distrito de Paredão Grande, (a 90 km de General Carneiro), prevista para o final de março. “Logo de início nossa equipe de governo teve que reformar a frota de veículos da prefeitura e sem querer maltratar ninguém, o que havia era sucata por todo lado. Não sei se por desprezo ou se por incompetência”, reflete Marcelo sobre sua antecessora. Ele diz que para garantir a presença de alunos universitários em faculdades de Barra do Garças (a 56 km) teve que adquirir um ônibus novo. “De todo modo foi um investimento que termina por servir ao município. Isso é o que importa”. Com demandas por prioridades, pelo menos 95% dos mais de 700 km de estradas que cortam o interior do município já foram recuperadas, conforme os cálculos da Secretaria de Obras. Estradas resultam em escoamento de produção “e o nosso interior é rico e próprio à produtividade”, acentua Marcelo. Na entrevista que concedeu à reportagem de Gente em seu gabinete, no final do ano passado, Marcelo Aquino disse que às vezes descreve a situação em que recebeu a prefeitura de sua antecessora Magali Vilela, “mas sempre acentuo que não faço isso por maldade, sei dizer apenas que não havia quase nada em ordem e cita como exemplo o setor de documentação “sem mapas, projetos vencidos, sendo um deles para o asfalto que estava praticamente perdido mas que conseguimos recuperar a tempo”. O prefeito citou ainda a creche que deveria ser construída no terreno original e que
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De cima para baixo: vans e ônibus para o transporte escolar, construção de pontes e recuperação de vicinais no município
estava sendo erguida em outro. “Esse projeto está paralisado por falha de uma antiga gestão. Tivemos que refazer tudo para continuar recebendo as parcelas para tocar a obra”. Ao citar recursos Marcelo diz que uma de suas metas será a construção de
200 casas, prosseguir a regularização fundiária na cidade e no interior do município, colocar em dia as dívidas ativas de IPTU, de fornecimento d’água e manter o incentivo à Nota Fiscal Premiada para fomentar o consumo no comércio local.
Prefeitura constrói nova unidade para distribuição de água em Paredão Grande
Reuniões estratégicas e aproximação com a população fazem parte no cotidiano da atual administração A administração de General Carneiro concluiu no final de 2017, a Estação de Tratamento de Água (ETA) no distrito de Paredão Grande, um projeto “que foi protelado por mais de 20 anos”, conforme disse o prefeito Marcelo Aquino quando esteve vistoriando as obras juntamente com sua equipe. O sistema de abastecimento naquele distrito a 90 km de General Carneiro é feito através de um poço artesiano. “O fornecimento de água não era dos melhores, a começar pela casa de máquina que estava em péssima condição. Esta nova unidade está aqui para transformar e oferecer o que há de melhor a esta comunidade”, disse Marcelo Aquino. Nesta obra, Marcelo Aquino disse que investiu recursos da ordem de R$ 53 mil reais, “embora não seja definitiva, nossa tendência é ampliar conforme a demanda de consumidores, porque Paredão Grande não está parado no tempo e compreendemos que seja natural seu crescimento social e econômico”, disse o gestor. Na entrevista à reportagem de Gente Marcelo Aquino disse que encontrou dificuldades neste seu primeiro ano de mandato “em função da crise econômica, mas corri atrás, bati à porta de gabinetes de ministros em Brasília, de deputados e do governador Taques em Cuiabá em busca de recursos para contrapor nossas necessidades”. Sobre a obra de abastecimento em Paredão Grande o gestor disse: “Eu não consigo distinguir uma comunidade de outra. Os moradores de Paredão são tão importantes para a nossa administração quanto os da sede do município ou de nossas comunidades indígenas”, concluiu.
O prefeito de General Carneiro, Marcelo Aquino, procura dar a sua gestão um perfil de intimidade junto à população do município. As decisões geralmente são discutidas com diversos segmentos sociais, além do respaldo institucional da Câmara de Vereadores. Uma prova disso fica para o projeto Café com o Prefeito, cuja segunda etapa foi concluída em outubro passado no distrito de Paredão Grande. Esse projeto, por regra, envolve funcionários. No caso de Paredão Grande Marcelo Aquino sentou-se com os servidores de sua Secretaria de Saúde, onde se debateu ideias, ofereceram sugestões ao seu governo, houve elogios e críticas a respeito da administração “que tem feito o possível desde o início do mandato, em janeiro do ano passado, ser participativa”, disse o prefeito. Dos resultados dessas reuniões o gestor diz que está satisfeito “com o sucesso que temos obtido neste percurso e também é uma maneira de me aproximar das pessoas, consultá-las no sentido de estarmos juntos na soma de opiniões porque sei que é fundamental a força do diálogo para o andamento da gestão”, disse ele e conta que colegas prefeitos de outros municípios querem seguir este seu modelo de administração. Para a nutricionista Eyd Evelyn o projeto Café com o Prefeito “é louvável, importante para o funcionalismo. Estamos satisfeitos com essa iniciativa e com o diálogo resultante de tudo isso”. Para Cristina Laurentino o projeto mostra o comprome-
timento e a preocupação do prefeito com os servidores e, acima de tudo com o município”. Outras edições do projeto estão previstas para este ano. PILATES
Através da Secretaria Municipal de Saúde a prefeitura de General Carneiro oferece aulas de Pilates (método de controle muscular, a maioria desenvolvida com a pessoa deitada, auxilia na prevenção e doenças e traz tranquilidade de vida) duas vezes por semana na cidade e no distrito de Paredão Grande. As aulas são gratuitas e já participam do projeto cerca de 70 pessoas. As aulas são coordenadas pela fisioterapeuta Lenise Roma e os interessados devem comparecer no Centro de Reabilitação de General Carneiro nas quartas-feiras pela manhã e nas segundas e sextas-feiras na Unidade Básica de Saúde, no distrito de Paredão Grande.
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LOGÍSTICA
Anel viário na reta final A
O sonho de eliminar o trânsito pesado em Barra do Garças, Pontal e Aragarças vira realidade
pós muito empenho mento, mas hoje traz transtorEssa obra vai tirar o trânsito pesado que do então deputado nos ao tráfego local. O índice rasga três cidades, Wellington Fagundes, de acidentes é alto e frequenBarra do Garças, o sonho do anel viário temente os moradores têm Pontal do Araguaia e de Barra do Garças finalmente que lidar com engarrafamenAragarças. Com isso, parece estar em vias de se tortos em Barra do Garças, Pontal sinaliza a caminhões nar realidade. A estrutura que do Araguaia e Aragarças. e carretas a nova rota com cargas irá contornar a região central “Aquilo foi bom no passado. que ultrapassem dos municípios que cercam o A estrada passando pelo cen50 toneladas que encontro das águas deve ficar tro da cidade para promover o podem comprometer pronta ainda este ano. A obra só desenvolvimento. Agora, com novamente as foi alavancada após articulação estruturas das pontes o contorno viário, nós vamos política para que ela fosse incriar outra área de desenvolsobre os rios Garças e Araguaia. cluída em um programa de invimento da cidade”, destacou vestimento do governo federal. o senador Wellington FagunO contorno de Barra do Garças é uma des (PR), que desde o começo, ainda necessidade desde que o desenvolvimenquando deputado federal, articula o anto chegou no município, tornando-o polo damento da obra. regional em uma série de serviços. EnA via vai acessar o entroncamento enquanto a habitação se expande aceleratre a BR-070 e a BR-158, passando pela damente pelos quatro cantos da cidade, região do bairro Nova Barra, em Barra o comércio cercou o traçado da BR-070. do Garças. Em Goiás, o traçado margeia Foi assim também na vizinha goiana, Arauma área do Exército Brasileiro e exigirá garças, que fez do trecho rodoviário, sua o apoio da instituição militar para a consprincipal avenida. trução do trecho. No Pontal do Araguaia, Tal logística impulsionou o investio contorno cruza a MT-100 em uma re-
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gião não habitada, há poucos quilômetros do centro da cidade. As estruturas das duas pontes, sobre os rios Araguaia e Garças, estão quase concluídas e faltam poucos quilômetros para a finalização da pavimentação do contorno. A acelerada na obra se deu no ano passado, quando o anel viário passou a depender de recursos do Governo Federal para que fosse concluído. Depois que as máquinas pararam de abrir o contorno, no início de 2015, devido às alterações nos recursos destinados a infraestrutura, prefeito e vereadores da região, junto ao senador Wellington, passaram a discutir uma solução que viabilizasse o retorno das obras. Fazer do anel viário uma das prioridades da União se mostrou a melhor saída. O contorno de Barra do Garças foi incluído no pacote de obras do antigo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). “Estando no PAC, quer dizer que é uma das obras prioritárias do Governo Federal e do Ministério dos Transportes”, explicou Wellington Fagundes, que esteve à frente da articulação. Hoje, com a mudança na Presidência da Republica, o projeto passou para o Programa Avançar, lançado em novembro passado, por Michel Temer. Dessa forma, a obra também deixou de ser um convênio entre o estado de Mato Grosso e o Departamento Nacional de In-
Senador Wellington Fagundes e a briga para a construção de duas pontes para viabilizar o anel viário em Barra do Garças
fraestrutura e Transportes (Dnit). O contrato foi assumido pela União e passou a ser de inteira responsabilidade do Dnit. Em junho de 2017 a execução da obra já retornava. O resultado são duas pontes sobre os rios, com iluminação cênica e tecnologia estrutural de ponta. A expectativa é que o contorno se torne o novo cartão postal da região. O senador Wellington Fagundes está promovendo uma reunião entre os prefeitos e as Câmaras Municipais de Barra, Pontal e Aragarças para discutir o
planejamento urbano das cidades diante dessa área de desenvolvimento. A previsão é de que ainda este ano o fluxo de carretas e caminhões que escoam as safras de grãos produzidas na região comece a usar o contorno. Em pleno 2018, os veículos de carga devem encontrar, no alto do município, uma das regiões que mais tem crescido em termos de habitação. É fácil prever que, de forma acelerada, o entorno do traçado do anel viário, no bairro Nova Barra, deva dar espaço ao investimento comercial e imobiliário.
A população já não acreditava que essa obra sairia do papel. Hoje, o empreendimento está com 70% concluído. As pontes, em fase final. A pavimentação de Pontal do Araguaia pronta. Em Barra do Garças a terraplanagem por finalizar. Contudo, ainda existe um pequeno trecho em Goiás que precisa do empenho do governo daquele estado. Os créditos dessa obra são do senador Wellington Fagundes que há mais de 20 anos, nunca deixou de acreditar neste projeto que em seu término vai melhorar a logística de transporte de grãos, a qualidade de vida das pessoas e evitar acidentes e mortes. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 35
Obra em curso da ponte sobre o Rio Garças. Abaixo, o prefeito Beto com o senador Fagundes
Enfim, vamos 'entregar' essa obra Em seu mandato, Roberto Farias retira da agenda, depois de 20 anos, a obra do anel viário que passou por várias gestões no município
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alivio no trânsito do centro comercial de Barra do Garças não é a única vantagem que o contorno viário do município vai oferecer à população. A grande expectativa da administração em torno do projeto, que atravessou duas décadas de articulação política, é que o traçado da obra crie um novo núcleo de desenvolvimento na cidade. O deslocamento de parte do tráfego de veículos deve levar investimento para o Nova Barra, um dos bairros que mais cresceu nos últimos anos, segundo estimativa da prefeitura local. O fato motivou o prefeito Roberto Farias a planejar a dinâmica urbana do município para atender a essa nova realidade. Quando se começou a falar em anel viário, bairros como o Nova Barra Sul e o Nova Barra Norte ainda não existiam, o que justificou a escolha do traçado do contorno onde hoje eles se localizam. A via ocuparia uma região inabitada, longe da movimentação do trânsito de áreas populosas. Todo o projeto foi aprovado, mas o que não se esperava, há anos atrás, é que os limites do município, todos atingidos, orientasse uma nova direção para o crescimento. A necessidade de expansão da área ha-
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bitada, em virtude do exponencial crescimento do município, obrigou Barra do Garças a andar rumo a saída para Cuiabá. Assim, em poucos anos, o traçado do anel viário ficou completamente envolto pelos bairros. O tráfego de veículos de grande porte deixa o centro, mas não deixa a zona urbana do município. O prefeito Roberto Farias e o senador Wellington Fagundes, juntos a outras li-
deranças políticas da região optaram por aproveitar a nova realidade territorial do município. “Nós não podíamos mexer no projeto, porque voltaríamos à estaca zero. Envolveria um novo licenciamento ambiental e mais demora”, afirmou o prefeito à reportagem de Gente. “Em minha ótica, hoje esse anel viário deveria ser ali próximo do aeroporto (a 16 km da região central) para ficar afastado.
Roberto Farias numa coletiva sobre o rodoanel, entre seu vice Wellington Marcos e senador Fagundes
Por outro lado, o anel viário na região do Nova Barra vai valorizá-la, levando um outro eixo empresarial”, explica o gestor. A administração espera que o crescimento do bairro seja impulsionado com o traçado do contorno, tornando o local mais próximo ao núcleo de desenvolvimento do município. A área que já pertence à busca incessante por moradia pela população de Barra do Garças, deve ganhar investimento tanto imobiliário, quanto comercial. Postos de gasolina, supermercados e outros tipos de estabelecimentos devem acompanhar o traçado do anel viário, o que vai dotar o Nova Barra de serviços para a população. A ideia é levar o desenvolvimento para aquela região. Para isso, Roberto Farias diz ter investido em infraestrutura planejada, que deve atender a nova realidade urbanística. Em seu primeiro mandato, (2013 a 2016), foram mais de R$ 40 milhões em obras de infraestrutura. O montante propiciou a abertura de avenidas e duplicações que dão acesso a parte alta de Barra do Garças. Segundo o gestor, a cidade expande seu perímetro urbano de forma planejada. “Queremos avenidas e pistas largas, sem esse caos que é o centro da cidade, que não foi planejado. Essa pista, que começou ali no Ouro Fino, vai continuar até onde Barra for. Até passar do aeroporto. Aquilo é um marco de modernidade e planejamento urbano de Barra do Garças”, afirma Beto. A obra do anel viário ainda deve ser aproveitada como um cartão-postal da cidade. O prefeito Roberto Farias, junto ao gestor de Pontal do Araguaia, Gerson Rosa, e ao de Aragarças, José Elias, solicitaram que fosse incluída no projeto a moderna iluminação a LED tanto das pontes quanto ao longo do contorno. Além da arquitetura e do design trabalhado, a iluminação vai proporcionar segurança à região urbana.
Barra terá novo estádio
Segundo Beto, uma das maiores conquistas de seu governo foi possível graças ao empenho do senador Wellington Fagundes. Ele reconhece à Gente que, embora tenha feito seu trabalho de gestor, defendendo necessidade da obra aos políticos do estado e da União, o contorno, em fase final de construção, “é fruto de anos de articulação do parlamentar”. “O Wellington consegue mobilizar toda a bancada mato-grossense. Ele é uma pessoa respeitada, que sabe trabalhar politicamente”, afirma. Entre outros recursos, Fagundes é o responsável pelo empenho de R$ 6 milhões, com convênio já assinado na Caixa Econômica, que serão aplicados à obra da Beira Rio. O valor não é suficiente para a conclusão do complexo turístico às margens do rio Garças. Mas caso o projeto seja aprovado, a previsão é que até junho a obra já inicie, segundo seus cálculos. “Minha maior obra foi resgatar Barra do Garças do marasmo que se encontrava. Hoje Barra do Garças é novamente respeitada, não como eu gostaria, mas como é possível”, diz o gestor. De acordo com Beto, atualmente a cidade está no mapa dos investidores. Com alta expectativa de crescimento, Barra do Garças abre as portas para o investimento do setor privado. A cidade que vai receber uma unidade da rede de supermercados Atacadão, um investimento estimado da ordem dos R$ 70 milhões, assim como espera a construção de uma fábrica de sal mineral do grupo Real Fic. A empresa trará R$ 15 milhões a Barra do Garças e deve gerar direta e indiretamente 300 empregos só em sua primeira etapa. O empreendimento se une a recém-instalada Rodo Bens, concessionária da Toyota, e a possibilidade de um entreposto de óleo diesel, talvez o maior da região Centro-Oeste.
O projeto do novo estádio de Barra do Garças está sendo oficializado e deve ocupar a região próxima ao bairro Vila Maria. A obra vai valorizar a saída da cidade (sentido Cuiabá) que nos últimos anos tem sido objeto do desenvolvimento imobiliário, enquanto que o velho estádio, na Vila Santo Antonio, se transformará numa praça de lazer. A estrutura moderna terá capacidade para 5 mil torcedores e substituirá o antigo estádio Zeca Costa. A nova localidade do novo estádio, segundo informações da prefeitura de Barra do Garças, será no bairro Cidade Jardim, (perto do Vila Maria) é estratégica e torna o estádio um cartãopostal do município. “Ficará próximo da avenida Perimetral e será um cartão-postal para quem chega na cidade pela BR-070”, destacou o secretário Municipal de Planejamento Urbano e Obras, Agvaílton Alves. Ele frisa ainda que a área é adequada a todas as exigências da construção e oferece amplo espaço, inclusive para o estacionamento. O prefeito Roberto Farias anunciou que parte do recurso já está garantida para o início da obra.
De cima para baixo, casa do Galo da Serra, o estádio Zeca Costa que sede lugar a uma praça no Santo Antônio e nova estrutura arquitônica que será erguida no bairro Cidade Jardim, próximo a Vila Maria
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MATÉRIA DE CAPA
Ao centro, o jovem casal Cândida e Wilmar Peres na pia batismal da Matriz de Santo Antônio no batizado do primogénito Roberto Farias. Eles teriam ainda mais dois filhos, Eneida e Fernando. A carreira de Peres estava por começar. Tempos depois elegeuse vereador, duas vezes prefeito do município, deputado federal e por 10 meses governador de Mato Grosso. A verve política foi acolhida pelo filho Beto, e seu segundo mandato como prefeito de Barra do Garças. Ambos, pai e filho, sempre segundados por dona Cândida. 38 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
Uma mulher dona de sua própria história
Cândida dos Santos Farias Nas páginas seguintes um dossiê de Cândida dos Santos Farias, viúva do ex-governador e prefeito por duas vezes de Barra do Garças, Wilmar Peres de Farias, vitimado por um ataque cardíaco em março de 2006. Neste ligeiro perfil da ex-primeira, que desde abril do ano passado foi diagnosticada com um linfoma (neoplasia cerebral) e se encontra em tratamento médico intensivo em Goiânia, mostra-se um pouco de sua trajetória. Mãe do prefeito Roberto Farias e da empresária Eneida Farias, Cândida marcou sua passagem pela política
barra-garcense e por 10 meses no estado, ao lado do marido governador, como uma pessoa simples, de elevada preocupação com os pobres e que não fazia distinção entre as pessoas a sua volta. À frente da extinta Prosol estadual ela inovou em ações sociais, em políticas de inclusão e antecipou, medida a proporção, aos programas hoje desenvolvidos pelos governos estadual e federal. Em Barra do Garças, sua popularidade é admirada por muitos e no campo político nunca esteve à sombra do marido ou do filho prefeito, Beto Farias.
Bons tempos aqueles de intensa vida social e política em Barra do Garças. Cândida, a segunda da esquerda para à direita, conversa com Ermice Gomes, e Valquiria, cunhada de Cândida é a quarta na foto do álbum de família Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 39
A FAMÍLIA QUE SE TORNOU UMA DINASTIA POLÍTICA EM BARRA DO GARÇAS
U
m perfil de dona Cândida implica em algumas citações paralelas a sua, a começar por duas famílias tradicionais: a Santos e Farias e segue a de seu marido, Wilmar Peres de Farias, morto aos 67 anos, em 15 de março de 2006. Com uma passagem pela Câmara de Vereadores em 1972 e duas pela prefeitura de Barra do Garças e depois eleito vice-governador em 1982 terminou por chefiar o estado de maio de 1986 a março de 87 para depois ser eleito deputado federal de 1991 a 1994, onde foi titular da Comissão de Agricultura e Política Rural. As menções, quando se fala em dona Cândida dos Santos Farias, não se calam apenas a Wilmar Peres, passam também pelos seus pais Otacílio José dos Santos e dona Anercina Oliveira dos Santos (Dona Nersa), assim como seus sogros José Ângelo dos Santos e dona Leonídia Santos de Morais e naturalmente por seus filhos Eneida, Roberto Farias e Fernando Peres, este último vitimado por uma acidente automobilístico, em setembro de 1996. Apesar da simplicidade e do apego às pessoas, sejam qual for o ideário partidário, dona Cândida jamais deixou-se relegar a segundo plano em seu contexto familiar. De acordo com seu irmão, o ex-deputado estadual Joaquim David dos Santos (Quincas) “Cândida foi sempre uma mulher de estar ao lado, de combate, pronta a convencer e a incentivar as pessoas a sua volta”, disse ele à reportagem. Se querem prova disso, são raros os palanques em que seu ex-marido subia na
Peres, Valquiria, Ermice e o advogado e político Derci Gomes da Silva que fez escola em Barra do Garças 40 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
majoritárias de 1982”, conforme se lembra Nivaldo Peres de Farias, cunhado de Cândida e ex-vereador em Barra do Garças. A estreia de dona Cândida como primeira-dama foi em 1976, época em que Barra do Garças era um dos maiores municípios do mundo e seus limites davam com os costados do sul do Pará. "Logo de entrada, nas reuniões com representantes de distritos espalhados pela vastidão do Vale do Araguaia, minha mãe ressaltou a importância de se valorizar a infância e tomou para si a causa das famílias carentes que batiam à porta da prefeitura, a porta de nossa casa e que faziam dela uma espécie de interlocutora junto a Wilmar Peres”, lembra o prefeito Roberto Farias. Logo, o papel de Cândida Farias nunca foi protocolar, apesar das normas exigidas por pompa por No centro, Cândida com Valquiria (irmã de Wilmar e viúva do ex-deputado estadual qual seja o poder. Em 1986, quando Roberto Evaristo Cruz, à direita), a sua esquerda, o então governador Júlio Campos Marina Penteado (viúva de Eduardo Penteado) desincompatibilizou do cargo para concorrer a uma cadeira da Câmara condição de candidato que dona Cândida dos Deputados, Wilmar assume o Gonão estivesse ao seu lado. O mesmo poverno e Cândida a Ação Social, [Veja texto de-se observar no palanque de seu filho, na página 43]. Por três meses, em 1988, o prefeito de Barra do Garças, sejam nas Cândida retornou à capital Cuiabá, período últimas duas campanhas em que foi eleito em que Wilmar Peres assumiu uma cadeira prefeito, ou mesmo na que estivera como na Assembleia Legislativa para depois, de candidato a deputado federal em 2010, em 1993/96 retornar à prefeitura de Barra e que saiu suplente. Mas sua participação poCândida à cadeira de primeira-dama. lítica nunca se resumiu em apenas subir ao Com a morte de Wilmar em 2006, ela palanque, mas conta-se também as converque havia perdido o filho Fernando em um sas de bastidores, “planos e estratégias poacidente, em setembro de 1996 (próximo líticas que os seus jamais dispensaram de ao povoado do Voadeira, a 25 km de Barra ouvi-la, até mesmo na campanha de Júlio do Garças), no alto da campanha eleitoral Campos ao governo do estado nas eleições que elegeu Wanderlei Farias prefeito. Cân-
Valdon Varjão (à direita) passa o comando do município à Wilmar Peres e quebra com isso a hegemonia política que ocilava entre dois grupos: Varjão e Ladislau Cristino Côrtes
dida recomeça a vida ao lado dos filhos Roberto e Eneida Peres. Seis anos depois ela estava em cima do palanque com o filho candidato a prefeito. Cândida não era a primeira-dama mas acompanhou a gestão do filho, bem como na atual gestão, até abril deste ano quando afastou-se das funções públicas por motivo de doença. A ausência de dona Cândida na prefeitura de Barra do Garças, em função de seu
tratamento médico deixou de certa forma uma lacuna na gestão de seu filho prefeito. A reportagem apurou que, em conversas com amigos ele se queixa, como é natural, da falta da mãe a quem recorria não só nos momentos difíceis de sua administração, “mas também para comemorar nossas vitórias, nossas conquistas”, disse ele que vive esses dias de expectativa pelo seu pronto restabelecimento.
DOS CINCO IRMÃOS, TRÊS MULHERES
Cândida (à direita) com as irmãs Maria e Eulália (centro). Na coluna à esquerda flagrantes do álbum de família
A segunda de cinco irmãos, Dona Eula (Eulália) lembra que sua irmã sempre foi uma pessoa obstinada pelo trabalho, tanto em sua vida particular ou na vida pública. Como já se disse, quando esteve primeira-dama, seja no município ou no estado, ela teve como foco as famílias carentes. Suas ações, segundo Eula, “precederam programas que posteriormente vieram garantir o acesso a serviços essenciais, a começar pela a alimentação seguidos de outros que de uma forma ou de outra amenizaram naquele momento as dificuldades de muitas famílias”. De acordo com o que disse à reportagem, a popularidade de Cândida “deve-se a sua dedicação ao trabalho, pelo interesse de pelo menos tentar resolver as dificuldades das pessoas em situação de pobreza. Por esta razão ela sempre teve livre trânsito entre as mais diversas camadas sociais. Me lembro que na Ação Social do município ela entregava mais de 2 mil cestas básicas. Ela não mandava entregar, ela batia à porta das famílias”, ressalta. Dona Eula é mãe do ex-vereador Rodrigo Ragiotto (2005-2008), primo de Roberto Farias. Ela diz que às vezes brinca ao dizer que agora não é mais a primeira-dama de Barra do Garças, “mas uma
mãezona, sempre atenta aos problemas sociais, em sugerir ou mesmo indicar ao filho prefeito as demandas básicas que devem ser priorizadas na Ação Social do município”, diz. Íntimas desde a infância, Eula diz que se lembra do constante bom humor da irmã, de suas piadas, “da juventude maravilhosa, longe da vaidade exasperada dos dias de hoje. Desde jovem, qualquer problema da família ela estava à frente ajudando a resolver, oferecendo soluções, indicando o consenso para ambas as partes”. Sobre a doença de Dona Cândida ela diz que a sua irmã “sofreu muito, mas sempre acreditei em seu lado de guerreira, de quem vai sair desse. A repentina descoberta de sua enfermidade nos pegou a todos. Caímos, essa foi a primeira reação que sentimos”, disse ela. A reportagem tentou por diversas vezes contatos com Dona Maria, a segunda irmã de Cândida, mas desde o início ela manteve-se reservada a falar sobre o assunto. Sua filha, Paula, disse por telefone que sua mãe “está abalada com o estado de saúde de minha tia Cândida” e que prefere “permanecer em silêncio a ater-se à esperança de uma reversão do quadro de saúde, assim como espera toda nossa família”, disse.
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Por ocasião do governo estadual de Wilmar Peres de Farias (maio de 1986, março de 1987), sem tiques de vaidades que geralmente afeta aqueles que chegam a um dado poder, Cândida Santos foi cortejada pela imprensa em função das ações que desenvolvia, mesmo sem ocupar a função pública de secretária. Nas fotos ao lado, ela como capa da revista Esquema, ações como destaque na capa do Diário Oficial e, na foto baixo, com o filho Roberto Farias, em Brasília, época em que Peres foi deputado federal (1991-1992).
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NO COMANDO DA PROSOL ELA REVOLUCIONOU Quando esteve primeira-dama do estado dona Cândida presidiu a Fundação de Promoção Social (Prosol), criada em 1975 e que foi substituída em 2004 para Superintendência de Assistência Social no âmbito da Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Cidadania (Setec). Em sua rápida passagem pela Prosol Cândida Farias comandou algumas mo-
dificações, a começar pelo setor administrativo, no sentido de atuar em todos os setores daquela instituição, com ênfase ao atendimento pessoal de modo que nenhum carente deixasse de ser atendido. No setor de infraestrutura ela inovou a frota de veículos, pagou contas em atraso, melhorou a renda dos artesãos cadastrando-os junto à entidade e ajustou a máqui-
na administrativa em todas as regiões do estado. Além disso, manteve cursos regulares com a LBA (Legião Brasileira de Assistência) nos Centros Sociais Urbanos (CSU) e Associação de Moradores com quem sua gestão mantinha estreito relacionamento. Os Centros Sociais foram criados pelo governo federal e repassados aos estados em 83. Em MT foram quatro, um deles (já extinto) no Santo Antônio, em Barra do Garças. Esses Centros atendiam, na época de Cândida Farias, crianças dos três aos 14 anos. Assistência em classe e extraclasse, a idosos, gestantes, assistência médica, odontológica, além de atividades de lazer. JOÃO DE BARRO
Ao centro, Wilmar Peres. Dona Cândida cumprimenta o ex-deputado Gilney Viana, expressão do PT em Mato Grosso
Sob responsabilidade da Prosol aquele projeto, na gestão de Cândida Farias proporcionou centenas de moradias a famílias em Mato Grosso. Ao todo foram 2 mil casas em 14 municípios. No Vale do Araguaia foram beneficiadas as cidades de Araguainha, General Carneiro, Ponte Branca e Torixoréu. Cândida Farias implantou uma nova mentalidade de participação, entre as quais a presença de Mato Grosso na Fei-
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ra dos Estados, realizada em Brasília. Em feiras do gênero a Ação Social apresentava sempre a gastronomia mato-grossense, feira de artesanato, presença no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, entre outros. Em agosto de 1986, com a mobilização de funcionários da Prosol na campanha 24 horas por um carente, realizada em Cuiabá e Várzea Grande quando conseguiram reunir 14 mil peças de vestuários e atender cerca de 700 famílias. UM PASSO À FRENTE
Sempre ao lado do então governador Wilmar Peres, (1986-1987), Cândida Santos esbanjou simpatia e competência à frente da Prosol que coordenava as ações sociais no estado, quando antecipou ações como transferência de renda que somente mais tarde seria implantada no país. Dona Cândida transitou com desenvoltura na sociedade cuiabana, assim como em sua cidade, Barra do Garças, nas duas gestões de Wilmar Peres como prefeito do município, além de outras cidades do Vale do Araguaia onde pontuou ações do governo do marido governador, morto em março de 2006. Cândida brilhou também em Brasília, na Feira dos Estados, ou Cuiabá, conforme ilustra a imagem abaixo, em um jantar na residência de Ubiratan Spinelli, então presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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Sem alarde, mas sempre à frente de seu tempo, Cândida Farias quando presidiu a Prosol, no início do ano de 1987 cerca de 60 mil crianças recebiam alimentação diária do Programa de Alimentação Infantil (PAI), da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, através da Coordenadoria de Apoio ao Educando, com recursos do MEC, lançado havia seis meses que fez sucesso na capital Cuiabá e polos do interior. Quando de sua passagem pela a Ação Social de Mato Grosso o país teria que esperar pelo menos 15 anos para que o Governo Federal criasse um programa de transferência de renda para atender famílias em situação de extrema pobreza. Os números daquela época (60 mil) parecem irrisórios diante de mais de 13 milhões de famílias no país, citados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O que se sabe é que Cândida Farias, enquanto primeira-dama fez sua parte. O programa foi coordenado pela diretora-técnica da Prosol Jacira Herrero Polo.
O pai Otacílio, ladeado pelos filhos Zeca Tontin e o exdeputado Quincas
O PAI E OS IRMÃOS Numa entrevista em sua residência,na rua Goiás, região central de Barra do Garças, o ex-deputado Joaquim David dos Santos (Quincas) não conseguiu segurar as lágrimas quando referiu-se a irmã Cândida Farias que se encontra sob tratamento médico em Goiânia. Em abril desse ano ela foi diagnosticada com um linfoma (Neoplasia maligna cerebral), mas informações dão conta de que ela reage bem ao tratamento. Ele avalia Cândida, a segunda de cinco irmãos (Zeca, Eula, Quincas e Maria)
ao dizer que “sua principal qualidade é a de ser companheira de toda a família, uma militante política e que prioriza sem reservas as pessoas carentes”, ressaltando ser a ex-primeira–dama “um espelho para todos nós, sempre indicando o lado bom das coisas, a vida em família, a elegância, o carinho, o afeto, a humildade”. Quincas, assim como outros entrevistados sobre Cândida, diz ser difícil citá-la sem fazer menção ao ex-governador Wilmar Peres (falecido em março de 2006). “Eles são primos de primeiro grau. Fomos criados
juntos. Era a turma de meu pai Otacílio José dos Santos e do tio José Ângelo dos Santos [Zezeca] que eram os dois irmãos mais afinados". Voltando à política, Quincas diz que sua irmã, enquanto primeira-dama em Barra do Garças “ela deu suporte estrutural na grande periferia da cidade. Eu fui nesta época secretário de Ação Social e cadastramos famílias, distribuíamos 1.500 cestas básicas, implantamos o sopão das cinco em todos os dias da semana e ajudamos muita gente naquele período. Cândida era voltada para esta área do social”, avalia. Segundo Quincas, sua irmã nunca fraquejou “ao ponto de se entregar, de desistir da própria vida e cita, conforme disse, “dois grandes baques”. O primeiro foi a morte do filho Fernando, em setembro de 1996, e o segundo, a também inesperada morte do marido em 2006. “Mas toda vida ela foi muito forte ao ponto de superar essas dificuldades. Agora ela está diante de mais uma prova, mas sem dispensar sua companheira de todas as horas: a coragem”, arremata. Na foto acima, (à direita), o empresário e agropecuarista José Tontin dos Santos (Zeca Tontin), o mais velho dos irmãos de Cândida Santos. Procurado pela revista Gente ele apenas disse por intermédio de uma de suas irmãs sobre a impossibilidade de atender dado seu estado de saúde e, sobretudo, abalado pelo estado de saúde de sua irmã que se encontra internada numa clínica médica em Goiânia.
O FILHO PERFEITO E PREFEITO
O prefeito Beto Farias e sua mãe Cândida, também mentora do caminho político do filho
Sem confundir política com sua vida pessoal, Cândida Santos esteve sempre presente na vida política do marido Wilmar Peres quando prefeito de Barra do Garças ou como governador (1986-1987). Para os filhos, o prefeito Roberto Farias, a empresária Eneida Farias, antes de ser uma pessoa pública, dona de seu próprio estilo, “está a mãe dedica à família, com os irmãos, cunhados, ao trato com as pessoas porque ela sempre soube que somos iguais e que devemos tratar o próximo com merecida distinção”, disse à reportagem seu filho Beto. Ele ressaltou ainda que durante seu primeiro mandato (20132016) contou todos os dias “com seu apoio, sua participação, os conselhos nos momentos difíceis de nossa administração quando pedia para que eu falasse, quando pedia que eu ficasse em silêncio, observasse sem vaidades as circunstâncias pelas quais passa qualquer gestor, qualquer homem público”, diz seu filho prefeito. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 45
NOVO SÃO JOAQUIM
Jordão anuncia 5,5 milhões para 2018 Esse recurso é proveniente de emenda parlamentar que vai dar um impulso significativo no município
O
município de Novo São Joaquim começa o ano com a previsão de uma série de investimentos. A aplicação de emendas parlamentares e de recurso próprio no município já confirmada para este ano chega da ordem dos R$ 5,5 milhões e deve favorecer diretamente setores como agropecuária e saúde. O prefeito Antonio Augusto Jordão (PMDB) confirmou à Gente que os valores adquiridos em emendas dos deputados parceiros já foram assinados e esperam a 46 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
aplicação para este ano. A prefeitura também garantiu tirar dos próprios cofres o investimento de R$ 1 milhão na abertura de uma estrada que promete mudar a logística do escoamento de grãos da região. A estrada que a administração pretende construir vai ligar Novo São Joaquim a Nova Xavantina, passando pela localidade Califórnia. O traçado tem uma topografia plana, o que viabiliza o transporte de cargas pesadas, e margeia uma área propícia ao investimento agrícola.
“É uma região com aptidão agrícola muito forte para o cultivo de soja, milho, feijão. Com essa estrada, nos próximos 5 a 10 anos, nós vamos poder incrementar de 30% a 40% a produção de grãos no município”, disse Jordão. Hoje uma estrada vicinal, o trecho dá lugar a uma via oficial do município, que também encurta a distância até Nova Xavantina. “Ela liga diretamente a região produtora com a BR-158. Será uma alternativa à saída pela MT-110, que é uma re-
Unidade hospitalar provisória supre demanda de atendimento Na falta do hospital municipal, que se encontra com a reforma paralisada, a população de Novo São Joaquim está recebendo atendimento hospitalar em local provisório. A antiga unidade básica de saúde do município foi adaptada para ofertar os procedimentos cirúrgicos, de maternidade e demais serviços de média complexidade. A estimativa da administração é que mais de R$ 700 mil ainda devem ser gastos na readequação da estrutura do hospital. Em vias do reinício da reforma do hospital municipal, a unidade não tem condições de oferecer conforto aos pacientes. A obra é justificada pela falta de estrutura que o hospital vinha apresentando, que impedia a realização de atendimentos, como os serviços do centro cirúrgico. A opção tomada pelo prefeito Antônio Augusto Jordão foi transferir a unidade para um prédio provisório até que as obras sejam concluídas. “Isso nos deu tranquilidade para tocar a reforma sem que ela esteja misturada com os doentes, com os atendimentos.” Segundo o gestor, o local, uma antiga unidade básica de saúde, é bem estruturado e, depois de algumas adequações, consegue comportar os serviços hospitalares. “Conseguimos fazer das salas, os quartos. Um ambiente melhor, onde a gente colocou o ar condicionado, que na outra unidade não tinha.” A enfermeira Suelen Cristina Leal de Oliveira, responsável pela unidade, destaca que todos os procedimentos realizados no hospital estão sendo oferecidos no local provisório. A unidade atende o município com quatro médicos clínicos gerais, um dos quais tem especialidade em obstetrícia. “Apenas estamos com o número de leitos
gião mais acidenPrefeito Jordão tada, dificultando numa entrevista ao o transporte de grandes cargas.” jornalista Ronan Fora o invesde Sá, quando timento com reanunciou que o curso próprio já previsto, a popuaporte de recursos lação conta com a vai transformar chegada de mais a economia do R$ 4,5 milhões de parlamentamunicípio em 2018 res da União. Os moradores do distrito de Itaquerê podem comemorar a pavimentação viária. O recurso de R$ 1 milhão vai cobrir de asfalto praticamente todo o território do distrito. O assentamento Tamboril também foi
beneficiado com a confirmação de R$ 2 milhões em investimento. Metade do recurso será aplicada na construção da rede de água da região. O que sobra, articulada pelos deputados federal Carlos Bezerra (PMDB), Ezequiel Fonseca (PP) e pelo senador Wellington Fagundes (PP), será usado pelo município na recuperação de estradas e de pontes para melhorar a vida das famílias que produzem no assentamento. Na sede do município, as emendas confirmadas se concentram no custeio da Saúde Pública. O prefeito Jordão conseguiu articular R$ 350 mil para aliviar as contas do sistema municipal. O valor permitirá folga na compra de medicamentos dentre outros custos frequentes que o setor tem
reduzidos. Os partos também estão sendo feitos normalmente. Só a cesárea que a gente reduziu a demanda, porque a área ainda não está totalmente adequada.” A reforma do hospital municipal de Novo São Joaquim se arrasta desde a gestão passada (foto abaixo), que não conseguiu concluir a obra orçada inicialmente em cerca de R$ 640 mil. A nova administração teve que reformular o projeto técnico, que, entre outras falhas, não incluía o projeto hidráulico, e deve injetar um valor acima de R$ 700 mil para a conclusão da reforma. No primeiro ano de mandato, o prefeito Jordão não conseguiu dar continuidade à reforma, devido às condições orçamentárias ruins do município. A obra já havia consumido, pela gestão anterior, mais de R$ 200 mil, restando em caixa um saldo próximo ao valor de R$ 480 mil. Agora a administração corre atrás de recurso para completar os R$ 700 mil necessários a reforma. Levando em consideração a reorientação do projeto, a previsão é que em 60 dias a obra recomece.
para Novo São Joaquim. O envio de R$ 500 mil em emenda parlamentar ainda deve possibilitar a aquisição de equipamentos para o hospital municipal, cuja reforma inicia, segundo a administração, em 60 dias. O gestor também tem buscado recursos para tocar seu projeto, em pleno desenvolvimento, voltado à agricultura familiar. Duas emendas, nos valores de R$ 250 mil e R$ 400 mil serão usadas na aquisição de um trator e de outros equipamentos. O prefeito não deu muitos detalhes sobre o programa, que fez seus primeiros passos no ano passado, mas a promessa é que a iniciativa amplie a produção dos pequenos proprietários. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 47
PORTO ALEGRE DO NORTE
Hospital Regional: socorro esperado Baiano e Daniel reiteram junto ao governador avanços no projeto do Hospital em Porte Alegre do Norte
A
vanços na elaboração do projeto para construção do Hospital Regional de Porto Alegre do Norte foram reiterados, em 1º de fevereiro, durante reunião dos representantes locais, deputado estadual Baiano Filho e prefeito Daniel do Lago com o governador Pedro Taques. De acordo com o governador Taques, encontra-se em fase de finalização junto ao UNOPS - organismo operacional das Nações Unidas -, o projeto que contempla 120 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e igual quantia de retaguarda. A expectativa é de que o projeto seja licitado até a realização da 10ª Edição da Feira Dinâmica, prevista para ser realizada na primeira quinzena de maio, com a participação do várias lideranças das esferas estadual e nacional.
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Para dar prosseguimento a análise do projeto, será realizada nos próximos dias uma reunião com os representantes do Unops, na qual Baiano e Daniel também devem fazer a análise e apontamentos necessários ao escopo do projeto. “Não podemos chegar a mais uma Dinâmica sem apresentar de forma concreta a retomada dessa importante obra que representa o fortalecimento da saúde em toda região Norte Araguaia, hoje carente de investimentos e com os hospitais municipais com atuação comprometida por falta de regularização nos repasses”, ponderou Baiano Filho. A realização da própria Dinâmica também foi tema do encontro com Pedro Taques e deve contar com recursos da ordem de R$ 200 mil de emenda impositiva. Outra demanda destacada por Daniel do Lago foi a realização, na mesma data, de uma grande feira da agricultura familiar conforme anunciado na última Dinâmica. “O Nosso governo é parceiro de Porto Alegre do Norte e está junto com o deputado Baiano Filho nas importantes ações
necessárias para o desenvolvimento da região Araguaia”, afirmou Taques. Ainda em Cuiabá, o prefeito de Porto Alegre, junto ao deputado percorreu as Secretarias de Educação, de Infraestrutura e Logística e tiveram uma audiência na Empresa de Telefonia Oi em busca de melhorias para o sinal de telefonia móvel para o distrito de Nova Floresta. Esteve também, na Seduc para discutir e regularizar convênio que trata sobre a cedência de profissionais da área da educação, para revitalização e climatização das escolas estaduais bem como já iniciar o processo para construção da quadra poliesportiva também para Nova Floresta, que está sendo viabilizada por meio de emenda destinada por Baiano. "Com o apoio de Baiano Filho estamos conseguindo avançar nas principais demandas do município de Porto Alegre do Norte. Temos um caminho longo a percorrer, especialmente na área da saúde, mas as cobranças estão sendo feitas no acompanhamento diário dos programas e ações que deverão beneficiar nosso município", destacou Lago.
O prefeito Lago, Taques e o deputado Baiano Filho em defesa do Hospital Regional em Porto Alegre do Norte
O QUE FOI FEITO EM PAN: Foi inaugurada em setembro de 2017 a Unidade Básica de Saúde (UBS) do setor Buritis. O prefeito Daniel do Lago, primeira-dama e secretária de Assistência Social Valdirene Nascimento, vice-prefeita Terezinha Leão e seu secretariado compareceram para prestigiar a concorrida solenidade. Os vereadores participaram do evento e puderam testemunhar a alegria do público presente, assim como os servidores municipais. O secretário de Saúde do município, Romeu Martinez, ressaltou na ocasião que a equipe já trabalhava com afinco para atender o setor Buritis e que agora vão desempenhar suas funções com melhor qualidade à população. Na ocasião foi lembrada a atuação do deputado federal Adilton Sachetti que garantiu emenda para aquisição de equipamentos e mobiliários para a UBS do Buritis.
Inauguração de uma UBS no setor Buritis, em Porto Alegre do Norte
O município de Porto Alegre do Norte começa 2018 com investimentos nas áreas de infraestrutura, agricultura familiar, esporte e educação com os novos convênios assinados pelo prefeito Daniel do Lago, com articulação do deputado Baiano Filho. Antigo sonho da comunidade do distrito de Nova Floresta, a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual José Gonçalves dos Santos deverá beneficiar mais de 300 alunos daquela localidade. O convênio para construção com início em 2018 foi assinado junto à Secretaria de Estado de Educação Esportes e Lazer (Seduc), sendo R$ 450 mil oriundos de emenda parlamentar de Baiano Filho e R$ 18 mil de contrapartida do município. De outra parte foram assinados convênios com o governo federal (Ministério de Agricultura), em articulação com o ministro Blairo Maggi e senador José Aparecido dos Santos (Cidinho) (PR), para aquisição de máquinas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, dentre elas uma retroescavadeira. Junto ao governo do estado, por intermédio da Seduc, foi assinado o convênio para assegurar a realização este ano da Copa do Araguaia de futebol amador. (Assessoria)
palavra dada, palavra empenhada
Localizado entre os rios Araguaia e Xingu e banhada pelo Rio Tapirapé, a cidade de Porto Alegre do Norte (a 1.142 km de Cuiabá) é privilegiada por se encontrar na parte central de uma microrregião formada por 14 municípios que representam parte da nova fronteira agrícola de Mato Grosso. A bordo do seu primeiro mandato como prefeito, Daniel Rosa do Lago prometeu em sua campanha de 2016 transformar o município e enumerou à reportagem vários feitos desta sua gestão. Dentre eles o prefeito citou, de início, várias incursões de sua equipe de obras pelo interior do município como a reforma de sete pontes, asfalto para Nova Floresta e a inauguração da sede do Indea, e levantamento de 10 km de estradas daquela comunidade, urbanização da Vila de São José do Fontoura, aquisição de quatro resfriadores de leite para pequenos produtores e requisição junto ao Incra da regularização fundiária de assentamentos rurais. No que se refere à cidade, apenas para elencar alguns itens, Daniel lago listou a regionalização do aeroporto local, reforma e ampliação do Centro de Múltiplo Uso, retomada da construção a Praça da Matriz, ampliação do Complexo Poliesportivo Gezil Araújo e conclusão do PSF do setor Buritis. Somadas a essas conquistas, a equipe de Daniel Lago sediou em 2017 eventos como a Caravana da Transformação do governo estadual, fez aporte de recursos para o município, implementou projetos, incentivou a cultura como o Festival Festrilha, apoio a empreendedores, eventos de natureza ecológica, fortaleceu a agricultura familiar, à Associação de Pescadores, promoveu encontro de idosos, deu assistência às comunidades ribeirinhas e empreendeu um casamento social para dezenas de casais. A economia de Porto Alegre do Norte é baseada na agropecuária e comércio. O setor pecuário está para a criação de gado de corte e sua bacia leiteira. A agricultura, segundo dados da prefeitura, encontra-se em plena expansão com o plantio de soja, milho, arroz entre outros e uma fábrica de biodiesel. O comércio firma-se como o principal responsável pela criação de empregos, embora a agropecuária tenha promovido postos de trabalha nos últimos anos. HISTÓRICO A pequena vila de Porto Alegre tornou-se distrito de Luciara em junho de 1981. Dois anos depois foi feita a demarcação territorial para em 1986 ser elevado à categoria de município com a denominação de Porto Alegre do Norte. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 49
QUERÊNCIA
Crescimento é a palavra de ordem Com a pavimentação do aeroporto, cresce mais as possibilidades de investidores conhecerem o potencial econômico de Querência e facilita a vida de quem ali reside
A
pavimentação da pista de 1500 metros do aeroporto de Querência, inaugurado em julho do ano passado, fez parte de um convênio firmado entre o governo do estado, através da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e prefeitura do município. Do plantel de obras dessa pista de pouso e decolagem constam, como já foi dito, o pavimento, cerca operacional, sinalização e, sobretudo, segurança. O propósito dessa restruturação em tempo recorde (de abril a julho de 2016) foi o de modernizar e preparar o aeroporto para responder as consequentes demandas de um município que representa uma
das maiores economias do Araguaia mato-grossense e o terceiro que mais exportou grãos no estado em 2017 (veja box ao lado). "Essa obra foi um pedido do prefeito Görgen ao governador Pedro Taques. Temos o orgulho em dizer que a Sinfra fez o seu papel, e hoje está entregue ao município", disse o secretário Marcelo Duarte. Por ser referência econômica no estado, a atual gestão, segundo agentes da Secretaria de Obras, não mede esforços para transformar o cartão-postal da cidade. “Isso faz bem ao município, faz bem às pessoas”, disse o prefeito Görgen para depois citar o Parque Municipal Lago Azul que em 2017 passou por ampla reforma,
Parcial do Lago Betis: cartão-postal de Querência 50 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
incluindo limpeza no entorno do lago, reforma de piscinas, pintura, construção e banheiros, entre outros. De topografia plana, a cidade de Querência, (cerca de 17 mil habitantes), transforma de modo contínuo seu visual urbano a exemplo da rua Herta Kist Mallmann que dá acesso aos setores Industrial, Imperial, Parque das Torres I e Morada do Sol, além de operações tapa-buracos e sistemática limpeza urbana. De outra parte, a prefeitura incentiva a educação ambiental, o plantio de árvores, o respeito ao ambiente, sem contar que Querência foi escolhida entre outros 141 municípios para ser o piloto do Plano Estadual de Agricultura Familiar (Peaf/MT), um programa voltado para pequenos agricultores. Não foi à toa que em 2017 a gestão municipal atendeu em torno de 50 propriedades nos assentamentos em regiões do interior, onde há incentivo à cadeia produtiva do leite, da piscicultura, apenas para citar alguns exemplos. Na área da Assistência Social há eventos para vários segmentos sociais, como decoração da Páscoa, Dia da Mulher, combate ao abuso à crianças e ao adolescente, Dia da Criança e Natal. Na Educação do município uma das metas tem sido a formação continuada de professores, incentivo à leitura, atividades esportivas, estrutura física das escolas da rede municipal, enquanto que para a Saúde Pública destaca-se o Hospital Municipal, as ações realizadas pela pasta na cidade e comunidades do interior, somando-se ao atendimento de qualidade. De volta ao assunto de infraestrutura, a
A articulação política e a coragem do prefeito Fernando Görgen é um diferencial do gestor que prefere correr para Cuiabá e Brasília a ficar em seu gabinete despachando expectativa de dotar Querência, além do aeroporto era tambem a de um terminal rodoviário que começou em maio de 2012, mas em seguida vieram os problemas de execução e alterações no projeto que paralisou o curso das obras por alguns meses, até que, ano passado acelerou de novo seu processo de finalização. O empenho de conclui-lo no primeiro ano de gestão de Fernando Görgen estava inserido em seu plano de governo que levou aos palanques nas eleições de 2016. “A realização dessa obra passou por discussões com os mais diversos setores da cidade, porque sei que não se faz nada sozinho e que um gestor precisa ouvir sua comuniTerminal rodoviário da cidade: o crescimento impõe a presença de obra estruturais
dade”, disse o prefeito à reportagem. Orçada em pouco mais de R$ 1 milhão, esse terminal concluído em outubro passado soma-se aos cartões-postais da cidade que é a terceira exportadora de grãos no estado e um significativo polo econômico do Vale do Araguaia mato-grossense. “Hoje, quem passa pelo Setor Imperial não deixa de notar sua bela estrutura, uma obra à altura do desenvolvimento de Querência", disse Görgen. O novo terminal conta com seis boxs para ônibus, área para guichês das empresas que fazem escala no local, banheiros, lanchonete, estacionamento e completa infraestrutura.
a colheita dos frutos do trabalho
Dos 141 municípios de Mato Grosso, Querência foi a terceira cidade que mais exportou em 2017. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a receita das exportações mato-grossenses em 2017 ficou concentrada, pela ordem, em Sorriso, US$ 1,55 bilhão, Rondonópolis, US$ 1,02 bilhão, Querência, US$ 792,41 milhões, Nova Mutum, US$ 671,85 milhões, Sinop, US$ 645,05 milhões, Primavera do Leste, US$ 611,14 milhões, Campo Novo do Parecis, US$ 535 milhões, Sapezal, US$ 464,83 milhões, Lucas do Rio Verde, US$ 428,75 milhões e Diamantino, US$ 411,29 milhões. Cuiabá ficou com a 14ª posição, com saldo de US$ 267 milhões, seguida por Várzea Grande, em 15ª colocação, com US$ 233,51 milhões. Localizada a 945 quilômetros a nordeste de Cuiabá, 75% da receita de Querência é originada da exportação de soja em grão, US$ 595,13 milhões. Dos dez exportadores de Mato Grosso, oito deles estão entre os 100 maiores do Brasil em relação à receita de 2017. Na 25ª posição está Sorriso, na 48ª Rondonópolis, na 62ª Querência, na 72ª Nova Mutum, na 76ª Sinop, na 81ª Primavera do Leste, na 89ª Campo Novo do Parecis e na 99ª Sapezal. No país, lideram o ranking nacional, São Paulo (SP), Parauapebas (PA), Angra dos Reis (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Paranaguá (PR). Barra do Garças ficou com receita das exportações de 231,65 milhões mas com saldo de 231,64 mi. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 51
PARLAMENTO
Uma Câmara movida pelo dever de atender ao cidadão Acima, vereadores e funcionários da Câmara de Querência. Nesta foto, o presidente do Legislativo: Vavá
Vereadores comprometidos em trabalhar pelos anseios da comunidade de Querência. Essa é uma das vertentes que prega o presidente Valdenício da Silva
O 52 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
desenvolvimento econômico e social de Querência passa pela Câmara Municipal. Numa recente edição do boletim editado pelo Legislativo local, Câmara em Ação, seu presidente Valdenício Anjos da Silva ressaltou a importância do trato político e, sobretudo do diálogo existente entre os vereadores, a Mesa Diretora e prefeitura comandada por Fernando Görgen. “Nossa conduta política está voltada para os interesses do município, de nossa gente, de todos nós que estamos empenhados nesta tarefa de construir uma Querência melhor a cada novo dia”, disse Vavá, o nome político de Valdenício. Quando da entrevista com Vavá, no final do ano passado, sua assessoria passou à reportagem um balanço das realizações
feitas no decorrer de 2017, um ano marcado pela crise econômica que devastou o quanto pode, “mas nós trabalhamos neste período focados na economia, no equilíbrio de nossas contas, na valorização dos servidores públicos, com transparência e responsabilidade, com zelo pelo bem público”, explica o presidente. Desse modo Vavá disse que fechou o balanço de 2017 com uma economia de mais de meio milhão de reais “que devolvemos à prefeitura e tivemos o capricho de indicar ao prefeito onde os vereadores gostariam que fosse empregado a restituição do nosso duodécimo e assim foi feito. Longe de qualquer sentido de provocação esse nosso gesto bem que poderia ser imitado por outras casas legislativas do país”, sugere Vavá. REGRA DE OURO
Sem contar essa devolução, a presidência da Câmara conseguiu fazer bom uso dos recursos repassados e Vavá cita como exemplo a ampliação do prédio da Câmara com investimento superior a R$ 600 mil. O presidente chama de "Regra de Ouro" a atenção de todos os vereadores, a partir da Mesa Diretora ao item transparência que se espelha ao público, de modo simultâneo, através de um portal na internet (www.querencia.mt.leg.br) com informações do expediente do Poder Legislativo local. Neste primeiro ano da sétima legislatura a Câmara Municipal, segundo Vavá, “conseguimos a proeza de apresentar 455 matérias, valorizar os servidores públicos, o esporte, a cultura, educação, saúde pública, além de obras estruturais e sociais para o município”, no trabalho coletivo dos vereadores Vavá, Andrelisom de Souza, Neiriberto Erthal, Telmo Brito, Celso da Silva, Domingos Roberti, Jean Carlos Azevedo, Keila Marques e Marcos Amorim. Conforme escreveu no Câmara em Ação o presidente Vavá ressalta que “em nosso trabalho, em comum acordo com o Executivo, defendemos os interesses do município, participamos da inauguração do Parque Betis, de uma audiência pública no assentamento Coutinho União, de reuniões no Brasil Novo, discutimos o Plano Diretor de Querência, conversamos com lideranças indígenas, defendemos a presença de uma escala aérea na cidade, buscamos emendas parlamentares em Cuiabá e Brasília, vibramos com o sucesso da 11ª Expoquer, visitamos obras no interior, homenageamos os fundadores do CTG Pousada do Sul, participamos de um treinamento no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e fomos premiados em Brasília pela União de Vereadores do Brasil (UVB)”, concluiu.
Cena comum em Querência: Câmara devolve recursos para investimentos no município
Obra de ampliação do prédio da Câmara Municipal de Querência
Reunião em Cuiabá com o comando da Polícia Militar
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RODOVIA
A rota que impulsiona o Vale do Araguaia
U
ma das principais estradas da região tem como pano de fundo a já extinta Fundação Brasil Central. Criada em 1943 pelo presidente Vargas, a FBC deu origem à Expedição Roncador-Xingu comandada pelo ministro da Coordenação de Mobilização Econômica João Alberto Lins de Barros, um bravo ex-tenente da Coluna Prestes e bandeirante desbravador de parte do Centro-Oeste brasileiro. À época, o país participava da Segunda Grande Guerra enquanto os expedicionários abriam a mais importante rota do Vale do Araguaia mato-grossense. A unanimidade dos pioneiros daquela geração de migrantes que aportace no mé-
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dio Araguaia diz que os caminhos destes gerais, como eram chamados os sertões, passavam pelos seus rios. Portanto, alcançar o Centro-Oeste naqueles dias, não fosse em pequenos aviões, seria em lombo de burro, canoas, batelões ou pequenos barcos de passageiros. Está claro que o Brasil de então se configurava em sua faixa litorânea. Para avançar a sua região central João Alberto instalou uma base em Uberlândia (MG), no final da ponta de linha da estrada de ferro Mogiana. O comando da Expedição exitosa estava o tenente-coronel Flaviano de Matos Vanique, ex-chefe da guarda de Vargas, que deixara seu gabinete no Rio para conhecer a área e abrir picadas em territórios desconhecidos. (Veja texto na página 56). Por terra, para se chegar à margem goiana do Araguaia era saga de quase semana. Goiás era palco de poucas estradas que Valdon Varjão diz em um de seus livros, “não passavam de trilhas” que serviam aos carros de bois, as tropas e boiadas. Havia pistas de pouso para monomotores. O historiador acentua que poucos caminhoneiros se aventuravam à região. A produção de gado era a “mercadoria de exportação por excelência”, mas que precisava ser tocada para o mercado consumidor no interior paulista. O local escolhido para o acampamento da Expedição foi Barra Goiana que João
Alberto a batizou de Aragarças, uma menção aos rios Araguaia e Garças, que servem aquela cidade, Pontal do Araguaia e Barra do Garças. No povoado nascente o ministro mandou erguer as primeiras edificações a partir de agosto de 1943, entre as quais o Hospital Getúlio Vargas e fincou um cruzeiro como sendo o marco zero para estabelecer a base da rota a ser traçada pela Fundação Brasil Central em direção ao Xingu. MÃOS À OBRA
Assentada a base, os homens da FBC sabiam que tinham pela frente um desafio. Um trecho de cerca 800 km, ligando Barra do Garças ao sul do Pará. No correr dessa picada entre os dois pontos citados foi criada, entre outras, a colônia agrícola de Vale dos Sonhos, (distrito de Barra) e Xavantina, à margem direita do rio das Mortes, afluente do Araguaia. À medida que Acima, construção da ponte a expedição avan- sobre o Rio Garças, em 1956, çava com destino quando sinalizava a rota do ao Pará, ocorria desenvolvimento que bateu a porta da região Centro-Oeste então o fenômeno e, notadamente, dos sertões de ocupação do de Mato Grosso que estavam Vale do Araguaia por ser desbravados. Essa obra foi inaugurada em mato-grossense solenidade até então nunca por empresários, vista, com a presença do em sua maioria então presidente Juscelino Kubitschek paulista e que es-
UMA ESTRADA DE NORTE A SUL DO BRASIL Planejada para cortar o país de Norte a Sul, a BR-158 nasce no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai, em Santana do Livramento (RS) e se estende em diagonal por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e segue até o Pará onde avança cerca de 380 quilômetros. Mesmo com a sua importância, o privilégio de trechos não pavimentados não é só de Mato Grosso. Nos estados do Paraná e Pará ainda existem estirões de terra com projetos de pavimentação. Embora seja considerada uma rodovia estratégica para o país, a 158 possui uma curiosidade: ao contrário da maioria das estradas longitudinais ela é a única BR que não atravessa nenhuma capital brasileira. [Com dados RD News]
tabeleceram latifúndios até então nunca vistos. Dentre estes, estava a multinacional Suiá-Missú, na década de 1960 que somadas a outras empresas agropecuárias contribuíram para a luta pela demanda pela posse da terra com famílias de agricultores da região. De um lado ficavam os fazendeiros apoiados pelo governo militar. De outro, a prelazia de São Félix na pessoa de seu bispo dom Pedro Casaldáliga em defesa dos posseiros, sem contar os conflitos com os indígenas que, por último, resultou na devolução da Suiá à etnia xavante em 2013. CAPRICHO
Concluída sua abertura, em meados da década de 1960, aquela estrada permaneceu entregue ao capricho criminoso de políticos que faziam plantão em Brasília. Uma década depois, nos anos 1970, fazer o percurso Barra - São Félix do Araguaia
no período de chuvas cabia a demanda de pelo menos três dias de ônibus. A tábua de salvação para moradores de localidades como Luciara, Santa Terezinha, Santo Antonio do Rio das Mortes (hoje Novo Santo Antonio) eram os barcos, os monomotores de frete ou aviões da Força Aérea Brasileira que franquiava o transporte às pessoas doentes, indígenas e estudantes que buscavam escolas de ensino médio e superior em Goiânia, Cuiabá ou Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O que se transformaria em cidades como Ribeirão Cascalheira, apenas para indicar um exemplo, se resumiam naqueles dias em um risco de uma fileira de casa às margens da 158. Somente no início dos anos 1970, com a chegada da fronteira agrícola por agricultores vindos do Sul do país, é que foram formadas pequenas comunidades como Água Boa e Canarana que igualmente a outras, não passavam de pequenos
distritos esquecidos de Barra do Garças que, por força social e econômica teve que ceder seu território para a emancipação política destas e com isso deixar de ser um dos maiores municípios do mundo. Em resumo real a 158 deveria estar pronta há 30 anos, mas continua em posição inclinada. A região nordeste de Mato Grosso e sul do Pará formam uma só área de produção a carecer de boas estradas que possam acessar a Ferrovia Norte-Sul, no Tocantins, e de lá aos portos do Norte do país. Do lado mato-grossense, o entrave para se completar essa logística de transportes se resume em um trecho de 180 km denominado de Contorno Leste que nasce no posto Alô Brasil, passa por Bom Jesus do Araguaia, Alto Boa Vista e retoma à localidade Luizinho, na 158. O desfecho dessa obra de décadas deve ser a redenção para quem vive, para quem produz na região. (Veja texto na página 58).
Na foto acima tem ao fundo os pilares em construção da ponte do Garças e canoeiros que faziam a travessia de Mato Grosso a Goiás. Nesta foto, pode se notar o surgimento da incipiênte vila de garimpos que se tornaria Barra do Garças, o maior polo comercial do Araguaia Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 55
Juá, a história viva de um pioneiro De família simples, Juarez Luz nunca se deixou vencer pelas dificuldades, ao contrário, buscou conhecimento e trabalho que ajudou a região do Araguaia a crescer
N
ascido em Araguaiana, em novembro de 1930, Juarez Luz é fruto de um casal pioneiro do Araguaia, Manoel Ferreira Luz e Sabina Pinto Luz. Juá, como é conhecido, tocou vida própria desde cedo. Com rápida passagem por uma escola formal (ele estudou até o terceiro ano primário), serviu ao Exército e depois aprendeu o ofício de agrimensor. Começou como balizeiro antes de manobrar seu próprio teodolito em medições pelo município de Barra do Garças, minado de grandes fazendas e que fazia limites com sul do Pará, a 800 quilômetros. Nas brenhas do grande sertão do Araguaia, pelas rotas incertas e ciladas inesperadas, seu Juá ganhou dinheiro, foi dono de muitas terras e imóveis em Barra, além de exímio atirador, já que abatia caças para alimentar sua equipe, bem à moda dos expedicionários da época. Com a coragem de aventureiro Juá foi personagem de um fato histórico. Corria o ano de 1948 quando ele trouxe de Araguaiana para a vila de garimpos de Barra os documentos que transferia a sede daquele município para o então seu distrito. “O percurso de quarenta e tantos quilômetros de chão eu fiz de motocicleta”, lembra. Agrimensor, seu Juá passou pelas prefeituras de Barra do Garças, de Aragarças (GO) e Pontal do Araguaia onde contribuiu para o plano de urbanização dessas cidades. Da Fundação Brasil Central ele se lembra que em 1943 chegaram em Aragarças os homens para abrir a rota da 158 e não se esquece de alguns de seus personagens como o comandante tenente-coronel Flaviano de Mattos Vanique, do médico Estilac Leal, do engenheiro Tiro Araújo. “Este último foi quem me ensinou a balizar”, disse ele ao repórter de Gente. Aos 87 anos completados em novembro passado, o ex-expedicionário da FBC se lembra do acampamento da Expedição Roncador-Xingu em Xavantina onde os xavantes ofereceram resistência ao avanço da caravana. Ele conta que o monomotor com
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asas revestidas de lona e que servia à Expedição sobrevoava aldeias e era comum voltar crivado de flechas. “O piloto era o sargento Filon e naquele tempo não se falava em sul do Pará, nem em rodovias como a 242”, diz. Nas glebas, em 1968, quando ele fazia a revisão de 450 mil hectares de terras devolutas para o estado, “executávamos o serviço sobrevoando uma área no Araguaia, quando o avião bateu no galho seco de uma árvore, próximo a Luiz Alves, em Goiás. Éramos dez pessoas, incluindo o piloto Adauto. Metade nadou para Goiás
a, outra nadamos para Mato Grosso sem maiores danos”, recorda. Em 78/80 Juá não media mais terras para o estado e o trecho da 158 entre Barra - Vila Rica era de condições péssimas. “Ainda se traçava os rumos da estrada de Vila Rica a Santana do Araguaia no Pará. Na região de Porto Alegre do Norte a empreiteira era a Beto Marcos. Realizei medições de Barra do Garças ao Pará. Esse trecho da 158 reiniciou a partir de Ribeirão Cascalheira indo até o extinto Posto da Mata e depois, em direção a Luciara e São Felix do Araguaia”.
Pioneiro, Juá lembra que o primeiro carro em Barra do Garças, uma Caminhoneta Studbeck, pertencia ao “Fritz Piloto, irmão de Buby, também um aviador. Quando me tornei independente comprei do prefeito Lalau [Ladislau Cristino Cortês] um Land Rover e depois um jipe. As coisas daquela minha época pareciam diferentes. Entre os carros que fizeram mais sucesso na região está a C-10 da Chevrolet que conseguiam romper, atravessar lama e poeira pelo comprido da 158”. Seu Juá é de uma prole de 10 irmãos, sendo sete mulheres. Destes, apenas Nivaldo Luz está vivo para também contar suas histórias e suas aventuras. Do seu casamento em 1955 com Ivanildes Cavalcante Luz nasceram os filhos José Maurival Cavalcante Luz, Maria Auxiliadora, e Josieldo e um por adoção, Jean Paulo Cavalcante Luz, já falecido. Depois de percorrer de memória e traçar linhas imaginárias pelo sertão de sua história da qual é um personagem, pontua suas amizades e cita, entre outros, os nomes como Eli Curvo, Paulo de Campos, Claúdio Martins, Valdeson Moraes Coelho, Odenir Vandonne, Frederico Rondon e Benedito Metello. Dos colegas de profissão ele destaca Pedro Miranda, José Marcolino, Cibibiu, Jeronimo, Pedro Felismino, José Luiz Esteves, José Paz e o sobrinho que foi seu discípulo, Darci Pinheiro Luz. Por último ele lembra do relacionamento amistoso com os índios da região e diz que criou dos 14 aos 19 anos o xavante Luiz (Babadi), “que voltou pra aldeia, mas ficaram para sempre os laços da eterna amizade”. (Wanderley Wasconcelos).
O octogenário Juá em quatro movimentos: nas brenhas do Araguaia, no descampados de novas estradas, com seu teodolito já 'encostado' e na varanda de sua casa em Porto Alegre do Norte
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158: CONCLUSÃO JÁ! “O Brasil tem uma dívida social com o Araguaia”, afirma Baiano
O
Norte Araguaia foi surpreendido nos últimos dias com a aprovação dos Estudos Socioambientais da Terra Indígena Marawatsede/ BR-158 pela Funai. Uma espera de mais de 20 anos começa a ter fim. Com a aprovação dos estudos indígenas, a Funai tem concluída a análise referente à liberação das obras no contorno à reserva indígena, o que autoriza ao Ibama dar continuidade aos licenciamentos finais que envolvem a conclusão da BR-158. A expectativa é que Acima, ônibus de passageiros, 'arriado' no Contorno Leste da 158 e, nesta foto, a mesma estrada em condições péssimas
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o IBAMA conclua a analise técnica e homologue as licenças ambientais ainda este ano. Simultâneo a aprovação das licenças, o Dnit trabalha para a conclusão da licitação referente ao lote “A”, lançada em outubro do ano passado, que compreende o trecho de 85 km a partir de Canabrava do Norte, passando por Pontinópolis até Alto Boa Vista. O órgão já se prepara também para lançar a licitação do lote “B” com 100 km partindo de Alto Boa Vista até Alô Brasil.
As notícias trazidas pelo deputado Estadual Baiano Filho (PSDB), após sucessivas audiências no Dnit, Ibama e Funai em Brasília, foram recebidas com grande entusiasmo pelos moradores da região. A conclusão da rodovia, aguardada há mais de 20 anos, representa a redenção de uma região altamente produtiva, mas relegada às dificuldades e aos altos custos de produção. A previsão é para que nos próximos cinco anos, o Araguaia experimente avanços significativos na estruturação de sua malha viária. Entre as projeções está a conclusão da BR-158, principal artéria de escoamento da produção norte/sul, que depois de concluída ligará Mato Grosso ao Pará em consequência aos portos do ‘arco norte’. A avaliação é feita por Baiano Filho que além de atuar para a liberação e retomada das obras da BR-158, também trabalha para a pavimentação dos 180 km da BR-080 ligando Ribeirão Cascalheira/ MT a Luiz Alves/GO, garantindo acesso à Ferrovia Norte/Sul e também aos portos do norte. “O Brasil tem a chance de quitar uma dívida social histórica com o Araguaia, mantiveram um leão atrofiado e enjaulado por mais de 20 anos; o Araguaia tem sede e quer crescer”, diz o deputado. O parlamentar também destaca a pavimentação da BR-242 de Querência a Sorriso, unindo as BRs-158 e 163, como mais
Deputado Baiano Filho tem uma opção para em sua agenda política o o escoamento da principal destaque para produção leste/ a região do Araguaia, a conclusão do trecho de 120 oeste. Como líder quilômetros da 158, que político da região, compreendem os dois lotes Baiano assumiu do chamado Contorno Leste, que serão licitados nos as articulações pelo prossegui- próximos dias pelo Dnit. Sem distinção ele tem articulado mento das obras, com todos os prefeitos, além mantendo uma de acompanha-los, na maioria da vezes em audiências às agenda persistencapitais Cuiabá e Brasília te de encontros e debates em Brasília, como também na região. Baiano aproveita para frisar o apoio da bancada em Brasília, em especial do deputado Federal Nilson Leitão (PSDB) e dos senadores Wellington Fagundes e Blairo Maggi, atual Ministro da Agricultura, que somados aos esforços dispensados pelo governo do estado, foi possível avançar para o desbloqueio da obra. Ao longo dos últimos anos, uma série de debates e audiências com a participação ativa de lideres, prefeitos, vereadores e produtores foi promovida por Baiano junto ao Ministério dos Transportes e DNIT, em Brasília. Até um manifesto para o fechamento da rodovia chegou a ser ensaiado, numa tentativa desesperada de garantir a continuidade do asfalto e o fim do isolamento imposto à região. Sobre as obras do lote ‘B’, o DNIT informa que os projetos já passaram pela revisão técnica da superintendência e foram devolvidos à empresa Ecoplan para correção final e elaboração do edital de licitação. Em contato com Baiano, o representante da Ecoplan Júlio Forquini garante que o projeto se encontra em fase final de correção, e que até o final de dezembro estará pronto e a disposição do DNIT para a confecção do edital de obras. O lote ‘B’ corresponde à segunda parte do contorno, com um trecho de 100 km entre Alto Boa Vista, passando por Serra Nova Dourada, Bom Jesus do Araguaia até o Alô Brasil. Para o prefeito Daniel do Lago, de Porto Alegre do Norte (1.120 km a nordeste de Cuiabá), a falta de infraestrutura de transporte entre as zonas de produção e as principais vias de escoamento, compromete o desenvolvimento da região tornando pouco atrativa aos olhos de novos investidores. Para ele, a falta de atrativos deixa a região à margem dos interesses comerciais, impactando diretamente sobre a renda e a abertura de novas frentes de trabalho. “Sobre a conclusão da BR-158, primeiro que é o resultado de um trabalho exaustivo do deputado Baiano Filho, prefeitos, vereadores e sociedade organizada que colocará fim a estagnação econômica do Araguaia. Segundo, que será a libertação de uma região. Hoje um empresário pensa 10 vezes antes de se transferir para o Ara-
guaia, exatamente porque precisa calcular o custo do transporte, a distancia dos insumos, e depois de produzido, por onde vai retirar sua produção. Já na saúde, a longa distância e as condições precárias da rodovia, refletem no número de pacientes que chegam vivos, ou não, até o hospital mais próximo, sem falarmos no número de acidentes fatais registrados nos períodos de seca, em meio à poeira; e ainda tem o valor final que incide sobre o alimento que chega até o consumidor, que paga a conta final”, avalia Daniel do Lago. Para Édio Brunetta, produtor rural em Porto Alegre do Norte e diretor da Fama-
to (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), a competitividade da produção Norte Araguaia está atrelada à sua capacidade de escoamento, que precisa ser eficiente e operacional. Segundo Brunetta, o acesso fácil aos corredores de exportação, como os Portos de Barcarena (PA) e Itaqui (MA), impacta drasticamente sobre o custo do frete e no cálculo sobre a perda de carga durante o transporte. O tempo de estrada também incide sobre o custo dos insumos, como calcários e fertilizantes, além de impingir na qualidade dos produtos que chegam até a mesa do consumidor. (Naiara Martins/Assessoria)
JUNTADA: Em 30 de novembro o deputado Baiano Filho, acompanhado pelo senador Wellington Fagundes se reuniram em Brasília com o coordenador-geral de Licenciamento Ambiental do Ibama, Ricardo Araújo, para acompanhar a análise do licenciamento ambiental que autorizará em definitivo a conclusão da 158. Segundo Araújo, o Ibama já concluiu a análise técnica sobre a licença ambiental emitida pela Funai e se prepara para iniciar uma nova fase que prevê a juntada de uma série de documentos e certidões. Entre as exigências para a emissão da licença prévia (LP) pelo Ibama. Está certidão que deve ser entregue pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com a avaliação sobre possível patrimônio histórico no trajeto da rodovia, análise técnica do Ministério da Saúde e certidões de ocupação do solo emitidas pelos municípios impactados com a passagem da rodovia (Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada e Alto Boa Vista). Os municípios serão notificados pelo Dnit sobre a necessidade da documentação. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 59
LEGISLATIVO
SÃO JOSÉ DO XINGU: parlamentares vão destinar emendas em 2018
A
aplicação de investimento na infraestrutura de São José do Xingu foi a maior preocupação da Prefeitura e da Câmara Municipal, em 2017. Vista a atuação do Legislativo para que todo recurso fosse aproveitado e injetado no município, a prospectiva para o segundo ano de gestão deve ser positiva. Ano passado, a Casa de Leis determinou a destinação de emendas parlamentares por parte dos vereadores, artifício que deve começar a ser usado este ano. A novidade vai favorecer o relacionamento de cada vereador com sua base eleitoral, proporcionando melhorias de forma distribuída no município. O chamado orçamento impositivo municipal foi implantado em São José do Xingu, através de decreto legislativo em 2017, e deve começar a valer já este ano. A medida determina o acatamento do Executivo às indicações orçamentárias feitas pelo Legislativo. Assim os vereadores podem recomendar emendas para ações específicas no município. “Todas essas emendas já foram destinadas. Todas elas para infraestrutura e melhorias nas bases dos vereadores”, afirma o presidente da Câmara, Pedro Condão (PT). Mas essa não foi a única intervenção da Câmara no que diz respeito a investimento com recurso municipal. Logo no início do primeiro ano de mandato, os vereadores atuaram na reprogramação orçamentária de um saldo remanescente da gestão anterior. “Nessa reprogramação a gente priorizou que todo esse recurso fosse gasto com investimento”, destaca o vereador Condão. Parte do montante foi usada na aquisição de um novo veículo para a Secretaria de Saúde e na abertura de um pronto atendi-
60 Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste
mento na sede de São José do Xingu. A unidade está potencializando o serviço de saúde no município que contava até então com um núcleo do Programa de Saúde à Família (PSF) na sede e outro no distrito de Santo Antônio do Fontoura. Mais uma conquista que o vereador destaca é a aquisição de novas carteiras para as duas escolas municipais (uma localizada na sede e a outra no distrito). Os centros educacionais também foram contemplados com climatização. O recurso ainda possibilitou a compra de um veículo para o Conselho Tutelar e mais um para a Secretaria de Agricultura. Além dos investimentos que já proporcionam melhorias no serviço prestado pelo Poder Público, a Câmara também propôs e aprovou a destinação de uma área para o investimento industrial. O terreno fica nas proximidades do Posto Sucupira e foi declarada pelo projeto do Legislativo como sendo área urbana descontínua. O grupo Louis Dreyfus, gigante do ramo do agronegócio, deve instalar no local uma unidade de secador de cereais. “É uma ação da Câmara que vai gerar renda e riqueza
para o nosso município”, afirma o presidente Condão. A unidade secadora vai atender a produção de grãos da região, que representa junto a outros segmentos da agropecuária, uma importante fatia do PIB do município (54%, segundo o IBGE). Outra ação voltada ao setor, que a Câmara orgulha em ter aprovado foi a criação do Serviço de Inspeção Municipal (SIN). O projeto permite que os produtores rurais coloquem seus produtos para comercialização direta nas gôndolas dos supermercados, após um cadastro na Secretaria de Agricultura. Entre a busca por investimento, a geração de renda e a aplicação de recursos no município, a Câmara também fez frente à regularização fundiária de São José do Xingu. “Aprovamos um projeto de lei que autorizava a Prefeitura a receber do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] a doação de 323 hectares referentes a área do distrito de Santo Antônio do Fontoura”, diz o presidente. Agora a administração poderá entregar os títulos de propriedades aos moradores da região. A área de ocupação conhecida como setor Brasil, em Santo Antônio do Fontoura, também teve a regularização aprovada pelo Legislativo. Ocupada por famílias de baixa renda, o local não tem acesso à energia elétrica. Segundo a Câmara, a regularização e a declaração do setor como de interesse social permitiu que a Prefeitura protocolasse um projeto de eletrificação junto a Energiza, concessionária do serviço no estado. É certo que em um futuro próximo, os moradores da localidade contem com a distribuição de energia. São José do Xingu fecha o ano com realizações que devem trazer desenvolvimento ao município. A Câmara espera que a aplicação do orçamento impositivo promova resultados imediatos em uma diversidade de realidades, uma vez que é dada a possibilidade de cada vereador beneficiar sua base. Por outro lado, o investimento no setor agropecuário traz um panorama de produção de renda e emprego. A perspectiva para o ano que se inicia é de continuidade da interação entre Legislativo e Executivo, na proposição de projetos em benefício do município.
SAÚDE BUCAL Imagem ilustrativa do consultório da odontóloga Denise Gomes Teixeira Pirani, no detalhe abaixo
Prótese x Implante T
POR DENISE GOMES
raumas, cáries ou infecções podem levar à perda de dentes permanentes. Um belo sorriso pode ficar comprometido pela ausência de um ou mais dentes. Para além da beleza, a capacidade mastigatória fica prejudicada quando a arcada tem uma vaga em aberto, assim, próteses e implantes são as soluções que a odontologia nos oferece para recuperar a saúde bucal. “Existem diversos tipos de próteses. Todas tem a mesma finalidade, que é devolver a função mastigatória e estética para o paciente. Existe a prótese parcial removível, a prótese total (dentadura) ambas o paciente pode remover da boca para higienização. Já a prótese fixa, como o próprio nome sugere, não pode ser removida da boca pelo paciente, ela fica fixa e precisa de um preparo para ser instalada”, enumera Dra. Denise Gomes Teixeira Pirani , especialista em Prótese e Implantes. A decisão final, porém, ficará a critério do paciente, sempre com o suporte do dentista. A prótese costuma ser a primeira opção por apresentar vantagens como estabilidade e preservação dos dentes sadios. Já para os implantes , fatores como a qualidade e a quantidade da estrutura óssea serão determinantes. A manutenção de próteses e implantes é feita com uma boa higienização bucal, com escovação após as refeições e antes de dormir com uso do fio dental e de escovas interdentais capazes de penetrar entre a prótese e a gengiva; além de visitas
regulares ao dentista a cada seis meses. Quando se trata de próteses removíveis deve se, seguir os mesmos passos para os dentes remanescentes na boca, além de uma escova própria mais rígida que será usada fora da boca para higienizar a peça protética. Em termos de custo, há diferenças entre as modalidades: A prótese, independente do tipo que seja indicado para o paciente, acaba sendo mais acessível, embora o implante não seja nada de outro mundo. Hoje em dia, com as inúmeras técnicas existentes no mercado, fazer um implante ficou bem mais simples e barato, sendo na maioria das vezes, a opção escolhida pelo paciente e profissional.
Dra. Denise Gomes Teixeira Pirani Cirurgiã Dentista Especialista em Prótese e Implante CRO MT 3196 Telefone: (66) 3401-7043 Rua Pires de Campos , 695 - Centro Barra do Garças - MT Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 61
SÃO JOSÉ DO XINGU
Demanda por estradas continua no Xingu Depois de brigar pela pavimentação da 437, o foco do prefeito Luis Castelo agora é a 322
A
principal referência econômica de São José do Xingu é a criação de gado. Não pense o visitante que esteja chegando a uma cidade indiana ao se deparar com a estátua de um novilho, mas lhe salva o aviso de que o perímetro urbano é a capital do boi gordo. Ligado ao eixo da 158 pela rodovia estadual 437, a população do município vive ainda os estertores das estradas péssimas que ainda marcam o desenvolvimento da região nesta época do ano pela falta de asfalto em um percurso de 60 km que demanda ao Trevo do Natanael de onde a malha asfáltica demanda a Confresa. Quando em 2014 o então governador Silval Barbosa anunciou que ligaria municípios isolados a um eixo rodoviário, que no Caso de São José trata-se da BR-158, a expectativa Asfalto no trecho da MT-437 que demanda a São José do Xingu. Acima, o prefeito Castelo com Taques e Baiano Fiho e, na pauta, MT-322
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da população circulou desde então em torno dessa ligação asfáltica com o Trevo do Natanael que jubila seu quinto ano de espera no próximo abril. Não credite esta demora à falta de articulação do prefeito Luiz Carlos Nunes Castelo. Ele já bateu muitas vezes à porta do governo estadual, da Sinfra e, sobretudo do Programa Pró-Estradas que por sua vez substituiu o extinto MT Integrado de Silval. Contudo, o governo estadual alega falta de recursos, e conforme disse por telefone o deputado Baiano Filho (PSDB) à reportagem de Gente, “não há previsão de pavimentação da 322 para este ano”. De igual modo, o secretário da Sinfra Marcelo Duarte, disse por WhatsApp ao repórter Ronan de Sá que “este ano não”. Enquanto isso, segundo reportagem do
portal Agência da Notícia, o prefeito Luiz Castelo, que também é empresário rural, disse que investe na troca de pontes em estado precário por tubulação “para evitar problemas com o escoamento da safra” e ressaltou que em 2017 “tivemos problemas com as chuvas e para este ano não queremos repetir aquela história que foi ruim para os produtores”.
Wilson Santos, da Secid, na recepção à caravana do Xingu
curiosidade do xingu
Desde o início de sua gestão em 2017, o prefeito de São José do Xingu, Luiz Castelo abriu mão das diárias de R$ 900,00 a que tem direito, se viaja a serviço do município. Não se sabe se por mérito político ou se por sua condição financeira de empresário bem-sucedido, mas o certo é que ele tem preferido sacar de seu próprio bolso o cartão para quitar suas despesas pessoais. Outra característica elogiada pelo seus munícipes é a de que ele não utiliza carros da prefeitura para viagens às capitais Cuiabá e Brasília, ou a outras cidades. Prefere, naturalmente, seu avião abastecido com dinheiro de seu próprio bolso, sem custos ao município que administra, sem aquilo que muitas vezes se torna farra para alguns gestores desavisados. Tem mais, Luiz Castelo oferece outra particularidade. Ele destina mensalmente seu salário de prefeito, da ordem de R$ 14 mil reais, à Casa do Idoso e ao Fundo de Defesa da Criança e do Adolescente. É assim que se faz!
Castelo busca recurso para pavimentar ruas Em outubro do ano passado, numa audiência acompanhado de Baiano Filho na Secretaria de Cidades (Secid), Castelo expôs ao secretário Wilson Santos os projetos para asfaltar ruas de sua cidade, numa extensão de pelo menos quatro quilômetros. “A tendência, daqui pra frente, será investir em obras estruturais, sem que nos esqueçamos dos projetos de inclusão social”, disse ele. Pavimentação asfáltica no município e urbanização de avenidas são projetos que devem sair do papel em 2018. Esse asfalto terá pelo menos 4 km lineares ao custo
estimado acima de R$ 1 milhão. “Este ano está para novos desafios, de muitas conquistas, de trabalho e incentivo ao nosso desenvolvimento”, conclui. Entre as superações que terá pela frente em 2018, Luiz Castelo diz que vai construir o prédio da prefeitura, orçado em R$ 1 milhão, já incluído o mobiliário, um plano que foi discutido em campanha, já que a antiga estrutura não resistiu a uma ventania ao final do mandato de Raquel Coelho, em 2016. “Pretendemos fazer algo que seja moderno e funcional, que comporte a administração”, ressalta.
Ações na área da saúde: prevenção ao câncer e novos equipamentos
nelore x graos Não se iludam, a capital do boi gordo é rica em agricultura. Já são mais de 70 mil hectares de soja plantados e outros 350 mil disponíveis para o plantio, que são os antigos pastos degradados para serem transformados em área de plantio de grãos. Com a chegada da agricultura nos últimos anos, a cidade que antes era dominada pelas boiadas começa a abrir espaço para a chegada de novas empresas, principalmente as ligadas ao agronegócio, como a AMAGGI e com isso a cidade passa a ter mais arrecadação, além de gerar emprego à população. O prefeito Luiz Castelo que também é produtor rural confia no crescimento da cidade e se empenha em atrair investidores para o setor, “para o crescimento do município do ponto de vista econômico e social”, diz.
A equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito Santo Antônio do Fontoura, (a 95 km de São José do Xingu) realizou com sucesso o Novembro Azul (2017) com sua comunidade, no sentido de conscientizar sobre a saúde do homem, com ênfase da prevenção ao câncer de próstata. A campanha, não poderia ser diferente, contou com apoio do prefeito Luiz Castelo. A UBS promoveu uma minicopa que reuniu 60 homens de diferentes idades na promoção de atividade física, rastreio de hipertensão, obesidade e outras doenças. Foi ofertado na ocasião testes rápidos para HIV, sífilis, hepatite B e próstata, naturalmente. O evento foi realizado na quadra coberta da escola estadual. De outra parte, a Secretaria de Saúde de São José do Xingu passa por uma boa fase e fez em data recente a aquisição de equipamentos e material permanente no valor de R$ 149.990,00, resultantes de emenda do deputado federal Ságuas Mo-
raes (PT), atendendo reivindicação do vereador Fábio Condon e do vice-prefeito Manoel Condon, em 2016. Com esse material foram contempladas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Luiza Soares Guimarães e Unidade de Saúde Rural, em Santo Antônio do Fontoura. Dentre os equipamentos adquiridos, de acordo com dados da Secretaria de Saúde, um compressor e um mocho (banco, cadeira) odontológico, computadores, notebooks, impressoras, mesas, cadeiras, longarinas, estetoscópio, laringoscópio, televisores, geladeiras, estantes, macas, amalgamador odontológico, armários, arquivos, autoclave, carro de curativo, detector fetal, nebulizador, entre outros. Está prevista para os próximos dias a entrega à comunidade a Unidade de Saúde de Santo Antônio do Fontoura. “Queremos ampliar o atendimento das pessoas residentes neste distrito”, disse o prefeito Luis Castelo.
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SANTA CRUZ DO XINGU
Produção de grãos abre novos horizontes em Santa Cruz do Xingu O cenário mudou após a chegada do asfalto e a MT-430 passou a ser a mola propulsora que fará com que o município cresça mais
É
considerado agricultor familiar aquele que pratica atividades no campo, possui área de até quatro módulos fiscais, (correspondente à área mínima necessária a uma propriedade rural para que sua exploração seja economicamente viável que varia de 5 a 110 hectares), mão de obra da própria família, renda familiar vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento próprio, conforme dita a Lei nº 11.326 de 2006. Essa característica é comum da produção agrícola de Santa Cruz do Xingu, cidade remanescente da agrovila de mesmo nome, fundada por Geraldo de Andrade
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Carvalho, que dirigia a Colonizadora e Representações do Brasil (Corebrasa), falecido no final em 1988 quando seu filho advogado, Geraldo Jr. Tomou à frente do empreendimento, a tarefa de colonizar a pequena vila de agricultores plantada em pleno Xingu. Desde aquela sua origem, que se reporta aos anos 1970, época de ocupação social e econômica da região que esse cultivo da terra é realizado por pequenos proprietários rurais, tendo como mão de obra o núcleo familiar, em contraste com a agricultura patronal (que utiliza trabalhadores contratados, fixos ou temporários, em propriedades médias ou grandes) tem sido objeto de pauta dos gestores eleitos
a partir do ano Em sentido horário, 2000, quando foi campo de soja da nova eleito o primeiro fronteira agrícola. Na prefeito Carlos página ao lado, Fábio Gárcia (de branco), Rampel. entrega caminhão O apoio ao para o transporte de setor agrícola é leite para Santa Cruz parte do calendo Xingu e, abaixo, dário de ações Marcos Sá ao lado do do atual prefeito ministro Maggi, em Marcos de Sá, Brasília com ênfase à Agricultura Familiar que em 2015 era responsável por cerca de 84% da produção de alimentos. O propósito de impulsionar o setor levou o prefeito a assinar um convênio com o Ministério da Agricultura para aquisição de uma Escavadeira Hidráulica (PC), avaliada em R$ 400 mil para fomentar o setor e, sobretudo o escoamento da produção do município, cuja agropecuária tem predominância na pecuária de corte, a cultura de milho e de soja. Qualquer produção demanda pormenores de escoamento. Reportando ao extinto MT Integrado, de abril de 2014, outorgado pelo então governador Silval Barbosa e orçado na época em 1,5 bilhão de reais, com o propósito de ligar por asfalto todas as cidades a uma rodovia, é conveniente lembrar que no trecho da MT-430 no valor de R$ 55 milhões, que demanda de Santa Cruz ao Trevo Natanael, cerca de 10 km, estão por ser asfaltados pelo substituto Pró-Estradas de
zelo com o bem publico
Pedro Taques. É oportuno lembrar que o asfalto nas estradas da região motivou a empresa Bunge instalar um silos em Santa Cruz do Xingu, um aceno aos produtores do município. Logo, não só o prefeito Marcos Sá, mas a população da cidade também espera pelo desfecho dessa logística para o escoamento de produção e transporte naquela região que há décadas viveu isolada, a cerca de 200 km da BR-158, em Confresa. Santa Cruz, segundo o gestor, possui seus parceiros e cita o senador licenciado e ministro da Agricultura Blairo Maggi, o ex-ministro dessa pasta e atual secretário Nacional de Políticas Agrícolas Nery Geller, o deputado estadual Baiano Filho, (que em data recente, destinou emanda no valor de R$ 250 mil reais, para asfalto e iluminação pública), “e, sobretudo, a Câmara de Vereadores”, acentua o prefeito Marcos de Sá que comemora o feito de o município ter
recebido um caminhão tanque isotérmico, avaliado em R$ 350 mil, com capacidade para 9 mil litros para transporte de leite ao laticínio. O aporte dessa verba é resultante de uma emenda do deputado federal Fábio Garcia (PSB) e se destina, como se sabe, ao pequeno produtor. Além disso a administração recebeu do governo estadual uma retroescavadeira orçada em R$ 250 mil. A bordo de seu segundo mandato, o prefeito Marcos Sá diz que há um conceito generalizado nas pessoas de que a reeleição trava ações do gestor, "e isso não é verdade. Várias obras estão em andamento como asfalto, praças, escolas, Unidade Básica de Saúde, algumas já prontas e outras aguardam recursos da Caixa Econômica Federal", diz. "Estamos constantemente em viagem a Cuiabá e a Brasília em busca de emendas e convênios para cobrir a demanda existente no município", finaliza.
No final do ano passado foi preciso que o prefeito de Santa Cruz do Xingu tomasse medidas drásticas para a contenção de despesas, e começou por decretar recesso das secretarias de seu governo, com exceção e Finanças, Saúde, Educação e Administração, enquanto que outras pastas do município, naquele final de ano funcionaram apenas para acudir serviços essenciais, conforme noticiou a emissora de rádio regional, Eldorado FM. A medida de Marcos de Sá, que durou até o final de 2017, atingiu também parte da frota de veículos da prefeitura que ficou estacionada no pátio e as chaves entregues, por sua vez, ao secretário de administração, Milton de Sousa Costa. Enquanto isso, as secretarias ou departamentos que tiverem prazos a cumprir tiveram que trabalhar em expediente interno. Na ocasião Marcos de Sá esclareceu que aquele decreto inédito até então em Santa Cruz consta na Lei Orgânica do Município é usada somente “para reverter o quadro financeiro que se encontrava a prefeitura de Santa Cruz do Xingu”, cumprindo apenas os serviços essenciais. O município está no rol de atuação do deputado Baiano Filho, para onde estão sendo destinadas emendas voltadas à pavimentação das ruas e em apoio à realização de eventos culturais: aniversário da cidade em dezembro passado e celebração das festividades do ano novo. Presente no município e região do Xingu/ Araguaia, Baiano Filho também é responsável pela articulação a favor das obras de pavimentação da MT-430 até o Trevo de Natanael e da MT-437 no trecho entre o Natanael e o distrito de Santo Antônio do Fontoura. Ambas devem ser entregues à população neste início de ano. Outro parceiro do município, o deputado estadual Silvano Amaral articula junto à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a liberação de crédito à prefeitura de Santa Cruz do Xingu, de R$ 600 mil, para serem investidos em poços artesianos nos assentamentos Brasil Paiva I e Santa Clara.
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SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA
Novo modelo de administrar A primeira mulher a governar o município mostra que é possível fazer uma gestão diferente, voltada para o povo, como obras e serviços básicos, limpeza urbana e pavimentação de ruas
E
m todos os palanques de sua campanha, ou no corpo a corpo pela cidade, por comunidades do interior, a então candidata Janailza Taveira Leite (SD), que fazia sua estreia na política partidária dizia que o melhor para o município é a condição de vida digna para todos. Eleita e sem lançar mão ao proselitismo comum no campo político, tem encarado no decorrer deste primeiro ano de gestão seu jeito de governar, compartilhando os acertos e até eventuais dúvidas com todos os servidores, com a Câmara de Vereadores, e a comunidade. “Não vamos abrir mão da transparência”, diz. Em administração pública é comum em tempos de crise econômica o gestor ou gestora, no início de governo, recorrer ao pretexto de que os primeiros meses são para arrumar a casa. Janailza retruca que “arrumar a casa pode ser muito bom para se trabalhar dobrado, recuperar o tempo que possa ter sido perdido de acordo com a avaliação de cada um”, disse ela à equipe de reportagem no balanço que fez de um ano de governo à frente da prefeitura de São Félix do Araguaia. Vida digna, segundo análise da gestora, passa pela dotação de infraestrutura básica à cidade, de planejamento, de princípios fundamentais de urbanismo e citou como exemplo os 600 metros lineares de asfalto no Jardim Pindorama, depois de muita articulação política em Brasília, passagens por Cuiabá, gabinete do senador José Aparecido dos Santos (Cidinho) (PR) e um empurrãozinho do senador licenciado, hoje ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o empresário do agronegócio Blairo Maggi (PR), para que fosse liberada de início uma parcela de R$ 100 mil para somar à igual quantia de contrapartida da prefeitura local.
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Na avaliação da prefeita, o asfalto do Pindorama vai valorizar os imóveis e resgatar condições de saúde aos moradores daquele setor. Estender a malha asfáltica da cidade é um projeto para quatro anos com aplicação mensal de R$ 50 mil dos R$ 180 mil do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) que aportam no município. “Já criamos, inclusive, uma conta Fethab-Asfalto para o depósito mensal e dar sequência de pavimentação a outros bairros, concluir meios-fios, sarjetas em locais onde no período de cheia as águas invadem ruas e casas. Além disso vamos concluir um trecho de 500 metros na via que demanda ao aeroporto. Qualidade de vida pra mim é com asfalto”, diz ela que para esta finalidade teve que comprar uma tonelada e meia de cimento porque tem ainda pela frente os mutirões para a construção de calçadas e garantiu que até o final de 2017 entregaria essas obras, incluindo a principal, a do Pindorama. Conforme os cálculos da
Asfalto que demanda ao aeroporto de São Félix do Araguaia e pavimentação no setor Pindorama. Acima, a prefeita Janailza Tavaira, em seu gabinete
prefeita, São Félix tem 60% de suas ruas asfaltadas e seu propósito, para o final da gestão, em 2020 é de elevar essa meta para 90%, já que a cidade vive sua expansão e, em consequência, surgem novos conjuntos. Janailza não se cansa de dizer que seu foco é asfalto e isto incluiu em sua meta, segundo disse, cerca de 7 km na saída da cidade pela BR-242 que demanda o trecho de 90 km a Alto da Boa Vista, no Contorno Leste e deste, ao eixo da 158. Otimista, diante dos desafios que tem pela frente, ela conta que no final de setembro, numa reunião em Cuiabá, adiantou ao governador Pedro Taques que o trecho de 7 km na 242 “tem tudo pra dar certo, incluindo a disposição dos gestores da empreiteira Destesa” que segundo disse vai executar a obra que já foi licitada em dois trechos: São Félix – Alto Boa - e localidade Luizinho (na 158) pelo Contorno Leste. A licitação foi proclamada em 2014, mas faltaram arestas a serem aparadas como ajuste de valores e licença ambiental.
Janailza tem como meta melhorar saúde pública Oferecer saúde pública de qualidade tem sido esforço diário da administração de São Félix do Araguaia. A cidade conta com um hospital, quatro PSF e dez médicos com várias especialidades, incluindo pediatria, ortopedia, um anestesista e um médico com dedicação exclusiva na ultrassonografia que suprimiu a extensa fila de espera. Janailza diz que a principal dificuldade encontrada no início de sua gestão foi a falta de medicamentos, ocasionada por dívidas acumuladas. “Fizemos novas licitações e mantemos o pagamento em dia” e acrescenta que o ponto alto dessa pasta é a reforma do hospital, assim como sua dotação de equipamentos orçados em R$ 1,5 milhão, adquiridos no governo passado através de uma emenda do deputado Carlos Bezerra. O hospital da cidade foi feito pela União e somente agora está sendo reformado para receber de novo suas atividades em prédio novo já no início deste ano. Segundo a prefeita, o prédio onde funciona o HR é alugado ao custo de R$ 8 mil “rigorosamente em dia”, faz questão de frisar porque quando assumiu o cargo teve que arcar com uma dívida de aluguéis de R$ 50 mil que foram parcelados, claro. É longa a história do HR, cuja fundação teve início no governo municipal do já falecido João Abreu Luz. A obra apresentou vazamentos, problemas na estrutura da laje, entre outros. Na visão da prefeita “era
PARCERIAS E RESULTADOS
um prédio gigante com estrutura mínima”. Depois de concluída a reforma o hospital vai funcionar como um centro de diagnóstico, já que ao lado vai ser inaugurada uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Teremos um Centro de Saúde e, se possível, o funcionamento da própria Secretaria de Saúde”. Ao dizer sobre a reforma do hospital Janailza diz que o município terá novas ambulâncias e cita a emenda de R$ 80 mil do deputado Baiano Filho (PSDB) e mais R$ 60 mil para complementar a compra de uma ambulância para servir à comunidade do distrito de Espigão do Leste, enquanto a Câmara de Vereadores pleiteou outra unidade móvel junto ao deputado Max Russi (PSB). “Nossa administração é assim, transparente. Não impeço que nossos vereadores trabalhem, façam sua parte para ajuntar nossas forças”, conclui.
40 casas foram entregues à comunidade carente
No final de 2017, quarenta famílias receberam em São Félix do Araguaia as chaves da casa própria do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, no setor Parque Amazonas (Iraque). Na concorrida solenidade de entrega das casas, “era visível a emoção das famílias beneficiadas, assim como também de grande parte dos convidados que acompanhou o evento”, conforme divulgou a assessoria da prefeitura. A secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Rosinéia dos Santos Milhomem Lima, disse ser “satisfatório entregarmos mais esse residencial para a população de São Félix do Araguaia”. A prefeita Janaílza Taveira Leite frisou ser aquele “momento extremamente feliz. Mais do que uma casa, essa entrega representa a dignidade para essas famílias que por muito tempo viveram o drama do aluguel ou até mesmo a falta de moradia”. O presidente da Câmara Municipal, Antonio Miranda, destacou a importância daquele momento e de sua satisfação em estar presente na cerimônia. “Essas casas
são as primeiras e significam a celebração e uma conquista da casa própria”. Participaram do ato de entrega das 40 casas o secretário de Administração Wemes Pereira Leite, Gerson Alves (Agricultura), Marcos Miranda (assessor jurídico), os vereadores Rita Gomes, Dilson Bezerra, Patrícia Paiva, Gesner Biondo e Emerson Giraldeli.
A Câmara Municipal de São Félix do Araguaia devolveu a prefeitura o valor de R$ 100 mil, fruto da sobra dos repasses que a Casa recebe mensalmente. Na solenidade simbólica, que ocorreu no início de janeiro, representantes do Legislativo e a prefeita Janailza Taveira (SD) reforçaram o acordo de que o montante seja investido na área da Saúde e na regularização fundiária. Segundo a Presidência da Câmara, a devolução do recurso foi possível devido ao controle dos gastos aplicado durante o ano. Chamado de duodécimo, o repasse mensal do Executivo à Câmara Municipal serve para o custeio das despesas da Casa, como folha de pagamento de funcionários, compra de mantimentos, manutenção do prédio e outros gastos. Caso o recurso não seja totalmente utilizado, ele deve ser devolvido ao município. O presidente da Câmara, Antônio Augusto Miranda de Souza (PP) e outros vereadores reforçaram a reivindicação quanto ao destino do recurso. Segundo a Casa, R$ 60 mil devem ajudar na aquisição de uma ambulância, que custa R$ 140 mil, para o distrito de Espigão do Leste. A compra de um aparelho de engenharia para a regularização fundiária receberá o valor de R$ 40 mil. A prefeita firmou o compromisso e acrescentou que aplicará a emenda do deputado estadual Baiano Filho (PSDB), de R$ 80 mil, para complementar a compra da ambulância. A Prefeitura custeará todo o valor remanescente dos aparelhos de GPS/Engenharia para regularizar todos os bairros do município.
OUTRAS ATIVIDADES Dentre outras atividades desenvolvidas neste seu primeiro ano de gestão Janaílza Taveira cita recapeamento e recuperação de vias com concretagem de meios-fios para amenizar o problema crônico das cheias na cidade. De outra parte, a Secretaria de Agricultura realizou em novembro passado, em São Félix do Araguaia, uma reunião com a Associação dos Municípios do Araguaia (AMA) quando discutiram o Programa Luz para Todos e foi divulgado o nome de 50 pessoas que serão beneficiados com energia elétrica em suas propriedades. Em agosto de 2017 o vice-governador Carlos Fávaro visitou a cidade em missão oficial, conforme disse à prefeita que vai firmar parcerias do estado com o seu município. Na oportunidade a Janailza ressaltou os principais problemas do município: saúde pública e estradas. “Queremos mais atenção do governador Pedro Taques”, disse. Em parceria com a Empaer, a prefeitura de São Félix do Araguaia, Câmara de Vereadores e DSEI realizaram ano passado a Feira Municipal para valorizar os agricultores do município. Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 67
TORIXORÉU
no da gratuidade do atendimento de saúde, sua equipe percorreu o interior do município em atenção a cerca de 1.500 km de estradas vicinais (patrolamento e cascalhamento) com parte do aporte mensal da ordem de R$ 60 mil reais do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), a construção e sete pontes, “sem contar a reforma de 80% dos prédios públicos e 20 mil metros de asfalto, enquanto o atendimento no 'Hospital Municipal' é cem por cento pelo SUS, o transporte escolar universitário retornou a ser gratuito 100%”, complementa. POÇOS
Conquistas passo a passo "Em 2018, com a casa organizada iremos avançar mais", diz Inês Coelho
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uma autoavaliação de seu primeiro ano de gestão, a prefeita Inês Coelho disse que mesmo considerando a crise econômica pela qual passou seu município, “conseguimos manter a dinâmica de uma administração humanizada em relação à saúde pública e mantivemos intacto nosso quadro de servidores, sem demissões, além de fechar com certa facilidade no final do ano as contas da prefeitura”. Inês avisa que para este ano as expectativas são melhores que as do ano passado e diz que na gestão de seu antecessor, o
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veterinário Rafael Sá em 2016, “a saúde sofreu um retrocesso porque era inteiramente gratuita e foi de certo modo substituída por um sistema quase privado, coisa que os torixorinos não suportam ter que comprar remédios e outros gastos que são de responsabilidade do município. Por este motivo voltamos ao antigo padrão, enquanto o Fundo Municipal (Fapet) será regularizado até o início de março junto ao governo federal”, frisou. Em tempo, a prefeita disse à reportagem que em data recente o município recebeu máquinas do governo do estado. O tempo gasto para regularizar o retor-
Contudo, a principal demanda existente em Torixoréu, segundo Inês Coelho, é o abastecimento d’água na cidade. O governador Pedro Taques prometeu solucionar o problema numa reunião entre a prefeita e o secretário-chefe da Casa Civil, o deputado licenciado Max Russi (PSB). Serão perfurados dois poços artesianos. O projeto, ao custo de R$ 1 milhão, foi entregue pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) ao governo estadual. “É preciso ser otimista”, diz a prefeita que numa entrevista à equipe de Gente disse de seus contatos em Cuiabá e Brasília. Na capital da República ela conta com apoio do senador Wellington Fagundes (PR) e dos deputados Fábio Garcia (PSB) e Ezequiel Fonseca (PP) e ressalta que já tem garantido para este ano recursos federais da ordem de R$ 1,5 milhão e estadual R$ 1 milhão, assim que passar a limpo a certidão negativa do Fapet, a Previdência do Município.
embate politico superado
Assistência Social promove ações de cidadania A Secretaria de Assistência Social, através do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), manteve em 2017 várias oficinas de atividades voltadas à comunidade. De acordo com a secretária Paula Fernanda as atividades oferecidas por sua pasta contribuem para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes, assim como incentiva o processo de envelhecimento mais saudável para o grupo de idosos no município. Segundo disse, “a nossa equipe está empenhada e desenvolve um trabalho com profissio-
nalismo na aplicação de atividades para que os vínculos familiares não sejam rompidos, mas fortalecidos e promova cada vez mais a prevenção às situações de risco”. Entre as atividades desenvolvidas pela Secretaria de Assistência Social estão o programa de Hidroginástica e alongamento para idosos e pessoas portadoras de deficiência, forró, natação, equitação para crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)e oficina de pintura. Na página ao lado, a prefeita Inês recebe dos deputados Fábio Gárcia e Max Russi maquinário destinado ao pequeno produtor torixorino. Nesta foto, programa de asfalto em expansão em ruas da cidade
O início da gestão Inês Coelho foi marcada por elevados confrontos entre Câmara Municipal e prefeitura do município. A situação evoluiu ao ponto de afastamento de vereadores, da própria prefeita que foi impedida de assumir o cargo, entre outros conflitos de ordem política que dividiu a opinião pública local nos primeiros meses de 2017. O tumulto inicial cedeu à força do diálogo, a busca por interesses comuns em defesa do município. Atualmente, segundo Inês Coelho, sua administração trabalha em sintonia com a Câmara de Vereadores, presidida por Valdemar de Oliveira Alves (Juca do PV) (foto), “algo que busquei desde meu primeiro dia de governo. De todo modo encontramos o caminho certo que é a união entre os dois poderes porque sabemos que quem ganha com isso é a população, além de respaldar nosso trabalho e aumentar a responsabilidade de servir a todos sem distinção de qual seja o credo político”, resume.
mt 100 sem conclusao
Entregue à responsabilidade de empreiteira Sanches Tripoloni, o trecho de 55 km da rodovia MT-100 já era para estar pronto, uma vez que muitos se lembram do pomposo lançamento feito pelo então governador Silval Barbosa, em abril de 2014. Na realidade, apenas 37 km estão asfaltados, enquanto outros 18 km esperam o desenrolar da burocracia, o aporte de recursos para sua conclusão definitiva. Os pontos críticos ficam para a altura do km 40 onde contornava um assentamento provisório de trabalhadores rurais sem-terra (que foi removido para a Fazenda Eldorado, próximo ao distrito de Vale dos Sonhos, a 62 km de Barra do Garças). O pé da ponte do Rio Diamantino (a 35 km de Pontal) está em estado precário, sem contar que a ponte sobre o córrego Caixão é antiga, de madeira e oferece riscos, entre outros percursos lastimáveis ao ponto de quem reside ou passa por Torixoréu no sentido Barra do Garças preferir a rota GO-194, de demanda de Baliza a Bom Jardim de Goiás ligada a Barra pela BR158. Um contorno forçado de 81 km. A Sinfra já se manifestou e prometeu enviar ao local máquinas e homens para amenizar a situação caótica do trecho nesta temporada de chuvas. Enquanto a situação não se resolve, a prefeitura dá manutenção no trecho para permitir a trafegabilidade. (foto) Edição nº 10 de GENTE Centro-Oeste 69
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AMANDA - O clã Lopes e Wasconcelos comemoraram em fevereiro o quinto mês de Amanda, filha do casal Pedro Afonso e Alana Lopes, que residem em Salvador, Bahia. Amandinha tem os avós paternos Silva Lopes e Sirlene e, maternos, Rosimeire e Wanderley Wasconcelos. Logo se sabe que a pequena vive cercada também pelo amor dos primos Iara, Arthur, Julia e Kauã, além dos tios Roger e Willy (irmãos de Alana) e Raísa e Weslaine (irmãs de Pedro Afonso). Daí, aniversário todos os meses da pequena que, a rigor, enverga para esta coluna o traje de Mulher Maravilha, por ocasião do carnaval soteropolitano. Bravo, Amandinha! LÍDER CARAJÁ - O cacique Daniel Koxini Carajá recebeu o prêmio destaque do ano Dom Pedro Casaldáliga, em dezembro no Centro Comunitário Tia Irene, promovido pelo jornal Repórter do Araguaia, com direito a apresentação da cantora e compositora Fátima Leão e que segundo sua organizadora, a jornalista Vanessa Lima, que edita aquele informativo, “reconhece de público a luta do cacique em defesa de seu povo”, um grupo que se divide nos subgrupos carajá, javaé e xambioá que em data pretérita eram chamados de canoeiros na extensão e cercanias do paraíso ecológico Ilha do Bananal. O prêmio resgata ainda, e em justa homenagem, o nome do bispo emérito de São Félix do Araguaia, Pedro Casaldáliga, uma grande voz que se levantou, nos estertores da Ditadura Militar, desde o final dos anos 1960, em defesa de peões, índios, trabalhadores e denunciou com veemência o criminoso trabalho escravo que grassava nos latifúndios espalhados pelos rincões de sua prelazia. RADICAL - A cidade de Araguaiana foi destaque no Programa do Esporte Espetacular no último domingo do ano de 2017. Foram 11 minutos de reportagem da 7ª edição do Quanta Lameira, onde Fernando Fernandes competiu no evento com um jeep adaptado. Ao organizador do evento Getúlio Costa os nossos parabéns, pois em 7 edições, o Quanta Lameira já emplacou 5 vezes como matéria principal do programa esportivo
ESCRITOR - Lázaro Gomes com seu livro Longe de Casa, Sonhos e Saudades, relançado em fevereiro, em Barra do Garças. Formado em jornalismo, Lázaro atualmente coordena a Central de Processo Seletivo e o Departamento de Comunicação e Marketing da Faculdade Cathedral (onde trabalha há cinco anos). ARTICULAÇÃO Deputado estadual licenciado e atual secretário da Casa Civil do governador Pedro Taques, Max Russi tem se mostrado ágil e sobretudo polivalente diante de assuntos de natureza vária que circundam o Paiaguás ou em regiões do estado. Os dias são de contenção e despesa, de ajustes que justificam o zelo com a coisa pública. O democrata Russi está sempre atento e não tem medido esforços para atender a demanda de prefeitos que batem à porta do Governo e faz tudo isso sem avaliar a com partidária de quem quer que seja. Ele ainda não veio a público dizer, mas comentários dão conta de será candidato à reeleição. NO TRECHO Pai e filho, Ronan de Sá e Henrique Miguel em selfie na ponte sobre o Rio Araguainha na cidade de mesmo nome, (a 170 km de Barra do Garças) na região de Alto Araguaia. Em pauta, esta edição de Gente Centro-Oeste.
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FOCO
CUMPLICIDADE!
Em Foco, o vereador de Barra do Garças, Julio Cesar Gomes Santos, com sua mulher Ana Carolina, por acasião da formatura de sua irmã, a médica Sandra Gomes Santos, na cidade de Fernandópolis, São Paulo. Julio Cesar está no seu terceiro mandato de vereador e atualmente licenciado, ocupa o cargo de Coordenador Regional da Secretaria de Cidades do Governo Taques. Julio tem pretensões de defender a região do Araguaia na Câmara Federal, em Brasília.
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OPINIAO
Como destruir o ensino superior. Dividi-lo em dois é a receita de Michel Temer
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governo Temer conseguiu em dois anos fazer com que os recursos da educação superior retrocedessem a patamares do que se praticava na década de 90. A precarização toma conta e a denúncia do Sergipe ao Rio Grande do Sul ao longo de 2017 é de sucateamento. Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, afirma: “o processo de desgaste das universidades é um passo importante para o projeto de Temer, já que elas seriam grandes instrumentos de resistência à política subalterna que o golpista quer imprimir ao Brasil”. Estrategicamente, sucatear a universidade é parte do plano de poder e projeto econômico do governo Temer. Nada acontece por acaso e o governo federal sinaliza cotidianamente que deseja colocar em debate a questão da cobrança das mensalidades. Com anuência do Banco Mundial, em relatório divulgado em novembro sobre administração dos gastos públicos se afirma que “um estudante de universidade pública custa de duas a três vezes mais do que um universitário de instituição privada”. Assim, se pavimenta o caminho de que acabar com a gratuidade da universidade pública representa diminuir gastos. A educação de volta à berlinda, pois está colocada no rol das despesas e não dos investimentos. Entre muitos exemplos escandalosos, podemos citar a Universidade Federal de Sergipe, que teve de emitir uma nota negando que a instituição fosse suspender as atividades por falta de dinheiro; a UnB, Universidade de Brasília, anunciou déficit de mais de R$ 100 milhões de reais; a Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, demitiu trabalhadores e suspendeu obras em andamento por falta de dinheiro. Em São Paulo, Geraldo Alckmin reza na mesma cartilha do sucateamento e da privatização. Para o tucanato e os praticantes ardorosos do neoliberalismo selvagem, que vestido de gala, apregoa, insistentemente, a cantilena a favor do estado mínimo, pois que o outro projeto de universidade com mais verbas; uma universidade que esteja a serviço dos trabalhadores e da população está demonizada pelo mercado. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) até o final de 2017 precisaria de R$ 14 milhões para honrar os compromissos com os pagamentos de custeio (manutenção). De 2014 para cá, em termos orçamentários, a UFMT perdeu 50% dos recursos de capital (para obras e aquisição de equipamentos) e 20% dos recursos de custeio (manutenção, despesas básicas) sem contar a inflação. Segundo a Reitora professora Myrian Serra, “o orçamento aprovado, mesmo sendo defasado, não está sendo li-
berado integralmente”. Os cortes de verba em algumas Universidades chegam aos seguintes patamares, segundo a Os dados obtidos pela GloboNews: Universidade Federal do Pará - 34%; Fundação Universidade Federal de Pelotas - 33%; Fundação Universidade Federal do ABC - 31%; Universidade Federal de Lavras - 27%; Universidade Federal de São Paulo - 25%; Universidade Federal de Pernambuco - 23%; Universidade Federal do Rio de Janeiro - 22%; Fundação Universidade de Brasília - 22%; Universidade Federal do Rio Grande do Sul - 20%. Segundo, ainda, os dados obtidos pela GloboNews houve redução nos repasses feitos no primeiro semestre de 2017 em comparação com os períodos anteriores. O presidente da Andifes, Emmanuel Tourinho, que também é reitor da UFPA, afirma que as federais sofrem com redução de orçamento há dois anos, por exemplo, o orçamento de 2017 foi 15% menor para os recursos de manutenção e de 50% em verba de investimento. Os números não conseguem mentir em vista de que o “orçamento para manutenção e investimento das universidades federais brasileiras caiu R$ 3,38 bilhões em três anos, saindo de R$ 10,72 bilhões em 2014 para R$ 7,34 bilhões neste ano. Houve ainda diminuição de mais da metade dos recursos em investimentos (de R$ 3,7 bilhões para R$ 1,4 bilhão) e de 16% no custeio (de R$ 7,02 bilhões para R$ 5,89 bilhões)”. Com certeza “a ponte para o futuro está quebrada” e a “pinguela para inferno” virou nossa guardiã, basta verificar que a LDO 2018 reserva à educação superior 4,3 bilhões menos que em 2017. Assim, de forma tão clarividente, se intui que no governo Temer a Educação é prioridade zero negativo elevado a 10ª potência.
Nada acontece por acaso e o governo federal sinaliza cotidianamente que deseja colocar em debate a questão da cobrança das mensalidades.
Odorico Cardoso Ferreira Neto, professor da Universidade Federal do Mato Grosso - Campus Universitário do Araguaia
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