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O adeus a um lĂder 4
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ontagiantemente otimista. Admirado, seguido, respeitado. Um líder nato. Diretamente carregava consigo o respeito e admiração de nada mais, nada menos que 112.421 pessoas. Falamos apenas do ultimo eleitorado conquistado por Homero Alves Pereira (PSD) em 2010. Deputado Federal por dois mandatos, e dono de uma atuação apenas comparada a do saudoso senador Jonas Pinheiro, principal representante e interlocutor do agronegócio Matogrossense. Homero reunia as características de um verdadeiro líder, sisudo e enérgico quando necessário, mas extremamente sensível quando as lutas pelo produtor rural dependiam da magnanimidade de seu líder. A impetuosidade também movia Homero, como em 2005, quando liderou a ‘invasão’ da Esplanada dos Ministérios por mais de 2 mil tratores de 12 estados. O manifesto que exigia condições mais justas de produção ao homem do campo ficou nacionalmente conhecido como “Movimento Tratoraço”. Produtor rural, técnico agropecuário e economista, em sua luta pela consolidação do setor produtivo, Homero assumiu a Secretaria de Agricultura no governo Jaime Campos, comandou o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), atuou como presidente e
vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) conferindo robustez e envergadura política a instituição. Seu maior legado, a rigidez no combate e controle à febre aftosa. Também exerceu os cargos de vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Enquanto presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) Homero conduziu negociações relevantes, garantindo inclusive a aprovação do Novo Código Florestal. O parlamentar ainda exerceu a presidência da Frente de Logística de Transportes e Armazenagem (Frenlog). Na vida pública, Homero foi eleito deputado estadual em 1993 e por duas vezes deputado federal nos anos de 2006 com 100 mil votos e 2010 com 112.421 votos. Vítima de metástase, originada após a retirada de um tumor no estomago, Homero faleceu no dia 20 de outubro, por volta das 11h30, no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. O deputado havia se aposentado dos trabalhos na Câmara Federal em 20 de setembro. Na década de 90, o parlamentar venceu sua primeira batalha contra um câncer no aparelho respiratório. Homero deixa dois filhos, Homero Alves Pereira Junior e Joice Alves Pereira ambos médicos veterinários, e sua Por Naiara Martins esposa, Irene Alves Pereira.
Assessoria
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FEMAPA Ferrovia poderá ser financiada pelo FDCO
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Baiano Filho e seu Mandato Estradeiro
O adeus a um líder
GENTE Centro-Oeste
Marcelo Uemura
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Assessoria
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Maur’icio Barbant
Sumário
Pr. José Fernandes - Bom combate na linha de frente
LOGÍSTICA
10 Curto-Circuíto
54 Mato Grosso agora Integrado
Marcação
106 Transbananal - Autoridades e indíge-
Calcanhar de Aquíles
nas assinam manifesto pela TO 500
11 NossaGente
Suplência doída
OUTROS DESTAQUES
Esquerda
14 3ª Ciretram - Unidade Organizada 38 SENAR - Cursos de treinamento
ECONOMIA
39 INDEA - Essencial à vida do
15 Copa de 2014
campo
22 A produção do Vale do Araguaia
44 Atletas terão casa especial
23 Última fronteira agrícola
48 Doutor Mariano - Dedicação e
24 Produção de Grãos aumenta no Araguaia
25 Araguaia e o seu rebanho
81 Nova Versão Administrativa em
26 Raça Araguaia
Torixoréu
28 Guinness Book - Maurição
86 São José - Expressão econômica
30 Produtores recorrem a silos bolsa
88 Ribeirãozinho - Um cidade com
para armazenar grãos
respeito pela vida alheia
32 Veja a produção de grãos do Vale
108 General Carneiro - Feira Agrope-
do Araguaia
cuária foi sucesso de público Araguaia
103 Querência - Câmara mostra trabalho
114 A beleza e o encanto de São Félix
do Araguaia
ENTREVISTA
116 Novo São Joaquim - Gestão voltada
12 Rui Prado presidente da FAMATO
à cidadania
122 Stampa Social 50 Governo precisa descentralizar 52 AMNA - Fortalece os municípios
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do Araguaia GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
NossaCapa
destino certo - Desenvolvimento
40 Ribeirão Cascalheira - Aposta em
POLÍTICA
Circulação: A Revista Gente Centro-Oeste é editada pela Edição Publicidade e distruibuida em todas as cidades do Vale do Araguaia e tem circulação dirigida às prefeituras e Câmaras de Vereadores de Mato Grosso, instituições públicas, comércio, escolas, Assembleia Legislativa de Mato Grosso e Goiás, Congresso Nacional e Ministérios. A tiragem desta edição é de 5.000 exemplares.
110 Querência um polo econômico do
36 Agricultura Familiar - Meraldo Sá novas culturas
Editor Chefe Ronan Fernandes Cícero de Sá Diretor de Redação Wanderley Wasconcelos Diretor de Negócios Sérgio Santana Departamento Comercial Jerusa Helena B do Nascimento Sá Sheila Costa de Menezes Projeto e Design Gráfico Ronan de Sá e Ayr Raoni (Estagiário) Fotografias Sérgio Santana/Semana7.com, Marcelo Uemura, Cleiton Khan, Simone Silva, Jornal Correio do Povo, Assessoria Baiano Filho: Naiara Martins, Getúlio Costa e Jalapa, SECOM-MT: Mayke Toscano, Marcos Vergueiro, Josi Pettengill e Guilherme Filho. SECOM-AL: Maurício Barbant e Fábio Monteiro. Edson Rodrigues/Secopa Textos Wanderley Wasconcelos (Edição) Ronan Fernandes de Sá Kleverson Souza / Assessoria Naiara Martins / Assessoria Renata Domingos Romas / Assessoria Andeburgo Franklin da Silva / Assessoria Impressão Gráfica Millenium Sugestões e Críticas revistagenteco@gmail.com Telefone (66) 3407-2976 Edição Publicidade Rua Presidente Vargas, 938 - 10 andar Sala 1 - Edifício Florença - Centro Barra do Garças - Mato Grosso - CEP.: 78.600-000
em pleno Xingu
31 Safra de grãos bate recorde em MT
34 Lavoura - Soja avança no Xingu
DIRETORIA EXECUTIVA
124 Opinião - Cordiais Saudações
Nossa capa está longe do termo bajulação, é apenas uma deferência ao governador Silval Barbosa que tem como empreita até o término de seu mandato ligar por via asfáltica mais de100 cidades do estado. Dezenas delas estão no Vale do Araguaia onde o asfalto da MT-100 chega para transformar para melhor a vida de muitos empreendedores. Nesta boa terra o difícil não é plantar ou colher, mas escoar a produção e Silval sabe disso. Daí a nossa homenagem. Foto de capa, Josi Pettengill.
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CURTO-CIRCUITO MARCAÇÃO
A assistente social Magali Vilela (PSD) fez por merecer sua vitória à Prefeitura de General Carneiro. Ela diz que recebeu o município de seu antecessor coberto de dívidas. “Foi preciso muita articulação para fazer a máquina funcionar”, diz, enquanto seus adversários que não souberam ainda engolir a derrota marcam veladamente seus passos. Certa vez, ao trocar as luminárias do centro da cidade foi suficiente para a grita da oposição que abjuravam a cor amarela, alegando que havia ali traços de sua campanha. As dívidas estão sendo pagas e a administração caminha. É o que importa.
SEM PESTANEJAR
Ninguém brilhou tanto naqueles dias de intensas manifestações do memorável mês de junho que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Seu nome tornou-se conhecido pela condução do processo do Mensalão. Sem pestanejar, sem manifestar qualquer dúvida Barbosa condenou vários ex-membros do primeiro escalão da República. Isto bastou para que ele se tornasse alvo das redes sociais e muitos chegaram aclamar seu nome a presidente. Ao seu modo o ministro Barbosa se desvencilhou de tudo isso, não fez alarde, cumprimentou o papa Francisco em visita ao país naquele final de mês e dono de uma prudência a que se espera de um juiz deixou os comentários envolvendo seu nome à política entre às oscilações daquele momento. Bravo, Barbosa!
CALCANHAR DE AQUÍLES
Imparcial, como se espera de um membro do Ministério Público, o promotor de Justiça Marcos Brant tem feito por merecer elogios da população de Barra do Garças e de municípios que acorrem à Comarca local. Destemido, Brant cumpre seu ofício sem fazer acepção de pessoas. As páginas do jornal A Semana tem reportado suas ações. Certa vez, numa entrevista, ele disse que recebe muito bem para fazer seu trabalho- e acrescentamos - de modo obstinado. Por isso mesmo rejeita convites para não ligar sua imagem a este ou aquele grupo. Para fechar, o atento Brant tem sido uma pedra no sapato dos maus administradores.
NOVA RAÇA
Tradicional berço da pecuária regional o município de Torixoréu saiu na frente e desenvolveu, depois de três pesquisas, a Raça Araguaia, cuja genealogia é resultante de cruzamentos das raças: Nelore, Caracu (raça européia adaptada) e Blonde D’aquitaine (raça européia continental). O objetivo era conseguir as melhores características de cada um desses animais. O criador Raul Moraes, há 12 anos na fazenda Santa Rita em Torixoréu com o geneticista Gismar Silva Vieira começaram a fazer os cruzamentos. “Do Caracu, a raça Araguaia herdou a adaptação às altas temperaturas, rusticidade, habilidade materna e o pêlo curto. Do Blonde D’aquitaine, a musculatura forte e a pelagem clara, o que ajuda a minimizar a sensação térmica do calor. As características herdadas do Nelore foram à resistência a parasitas, conversão alimentar, adaptação e o acabamento de carcaça”, explica Moraes.
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Aos Leitores
Um ‘novo’ Araguaia Depois de estabelecermos contrato formal com a revista Gente que Faz, que pertencia a publisher Ana Paula Takishita, retomamos a partir de seu quarto número com sua linha de edição voltada para o agronegócio que de início faz abrangência a regiões do estado e, mais acentuadamente ao Vale do Araguaia. Com seu novo nome de fantasia, Gente Centro-Oeste, esta revista pretende daqui pra frente cobrir fatos sociais, políticos e econômico da região. Neste número o destaque principal ficou para o MT Integrado, o maior programa de governo já estabelecido em Mato Grosso e que pretende integrar mais de 100 cidades por via asfálticas. Para o Vale do Araguaia este projeto representa, segundo muitos prefeitos ouvidos por esta revista, a redenção para a região antes denominada, de forma pejorativa de “vale dos esquecidos” e, sobretudo, sem representação política no parlamento estadual. Esta mesma região, depois de mais de três décadas de espera, assistiu o governador Silval Barbosa assinar ordem de serviço para asfaltar a rodovia MT-100 que corta desde Alto Araguaia a Araguaiana, um percurso de pouco mais de trezentos quilômetros, mas que vai tirar do sufoco da falta de estradas centenas de produtores rurais que não sofriam para plantar e colher, mas para escoar sua produção. Em Cuiabá, a Secopa transformou a cidade em um canteiro de obras que passa pela ampla reforma do aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, construções de viadutos, pontes e trincheiras que vai acelerar o trânsito naquela capital, sem contar a construção do novo estádio que deve sediar quatro jogos da Copa do Mundo em 2014 e o futurista e ousado VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), um salto de urbanidade à altura do povo matogrossense. Com a presente edição pretendemos marcar nossa presença com fatos que sejam do interesse do cidadão comum, do político, do empreendedor neste momento em que o Vale do Araguaia representa a principal, senão única fronteira agrícola do estado em terras que foram degradadas pelo pasto para gado, mas abertas para a agricultura. Para concluir, assim que distribuirmos a revista em cidades do Vale do Araguaia, instituições públicas, prefeituras e câmaras de vereadores de todo o estado a Revista Gente Centro-Oeste terá sua versão digital disponível ao público nas galerias do site semana7. com. Boa leitura. Ronan Fernandes de Sá
EDITOR
NOSSAGENTE Promiscuidade
A ministra do TSE, Cármen Lúcia, assim que ficou sabendo do acordo entre Corregedoria e Serasa determinou a quebra do contrato que constrangiu, inclusive o governo da presidenta Dilma Rousseff. Desmanchar o acordo é pouco, teria que punir severamente essa gente por este aviltamento ao povo brasileiro. A designação acordo de cooperação técnica foi chamada pelo jornal Estadão de “promiscuidade entre Estado e Mercado”.
Banco de Dados
A corregedora-geral da Justiça, Laurita Vaz, teve que suspender o acordo firmado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Serasa, que previa repasse de informações de pelo menos 141 milhões de eleitores à empresa criada em 1968, nos anos de chumbo, pela Federação Brasileira de Bancos e na década de 1990, passou a fornecer informações e análise de balanços para todos os segmentos da economia e para empresas de todos os portes.
Novo Modelo
Com justificado atraso e merecidas vênias aos cristãos, registra-se a inesquecível visita do papa Francisco ao Rio de Janeiro. Em outras palavras, aquele bondoso senhor, talvez o argentino mais simpático do planeta, esbanjou simplicidade franciscana (ele é jesuíta) e ordenou aos seus padres bispos, religiosos de um modo geral que saíssem da capela ao encontro dos fiéis. O recado calha muito bem ao clero de Barra do Garças.
Pulgas
Corria os primeiros dias de agosto quando numa certa amanhã moradores das últimas quadras da Rua ‘E’, no Jardim Araguaia, em Barra do Garças, acordaram com estouro de bombas de médio rojão. Um morador daquele bairro chegou a pensar que a Revolução havia lhe pegado de pijama. Não era. A vizinha desculpou-se depois pelo barulho feito para abater pulgas a rojões.
Racha na Base
Suplência Doída
Um mandato para deputado e em seguida uma derrota que resultou numa suplência doída, tumultuada de idas e vindas à Assembleia Legislativa. Nos últimos dias Daltinho ocupa a cadeira de João Malheiros (PR), afastado para tratamento de saúde. Em sua estreia na condição de suplente, Daltinho mostrou ser bom de briga e não cedeu às pressões. Em um de seus deslizes deixou que a emoção rompesse os limites da razão nos atritos com membros de seu ex-partido, o PMDB. Daltinho bateu então em retirada para as trincheiras do Solidariedade que aos poucos se infiltra nas bases do Araguaia. É esperar para ver como é que fica.
Volta aos Pincéis
Peônia Vasconcelos, (à esquerda) retoma os pincéis e abre aulas particulares em seu atelier no centro comercial da cidade. Em tempo, a artista mineira não deixa escapar o que há de belo em Barra do Garças com seu traço personalizado. Peônia está ao lado de sua filha Carol, também de seu atelier silencioso.
O ex-prefeito de Barra do Garças Chaparral está de malas prontas. Ele vai retornar a esta boa terra. Por certo ele pretende disputar uma cadeira de deputado estadual. Depois de certo tempo na Itália onde fez mestrado em Educação Chaparral retoma suas atividades políticas para o desespero de alguns poucos que querem vê-lo à distância. Sua chegada é apenas o prenúncio do que virá a bordo das eleições do ano que vem. Comentários dão conta de que o líder do prefeito Roberto Farias, Professor Kiko, é também aspirante a uma vaga no Legislativo estadual. Não se sabe, no entanto, se este terá apoio de bases ou, de sua categoria, os professores.
“Esquerda”
Esse lado oposto ao direito a que se chama de esquerda tem dado panos às mangas dos ouriçados petistas barra-garcenses. Fechados a uma pequena cúpula que a tudo decide, aquele partido promoveu um racha em si mesmo, aliou-se ao prefeito Roberto Farias e já não mais frequenta os movimentos sindicais ou ao bate-pronto das greves. Líderes sindicais da saúde e educação estão por aqui com o Partido dos Trabalhadores (PT) que no município parece ter abdicado ao calor dos movimentos sociais. Bela plataforma para véspera de eleições. Na foto, vereador Kiko, da esquerda, mas líder do prefeito de extrema direita.
Na Canela
Em junho, mês em que milhares de pessoas saíram às ruas para protestar sobre a politicalha que se pratica no país, que vai do aumento das passagens do transporte urbano aos escândalos que envolvem milhões de reais ou ainda a manobra entre Corregedoria do TSE e Serasa que pretendia levar para seu banco de dados pelo menos 141 milhões de nomes de inocentes eleitores, de modo involuntário. Tanto espinafre que sobrou até para o Grupo Edição, quando o jornalista Paulo Besse disse na tevê Serra Azul que o diretor de marketing do jornal A Semana, Sérgio Santana, havia lhe chutado sua canela. Ele fez a alegação pública, foi à polícia, mas o que se admira que ele não tenha feito um exame de corpo de delito para provar essa possível agressão criada por aquele ‘profissional’. A razão determina que Besse prove perante a Justiça. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Casado com Cátia Boger Prado e pai de três filhos, Rui Carlos Ottoni Prado é natural de Campo Grande (MS), onde formou-se em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Ainda na faculdade, mostrou sua vocação pela liderança política ao presidir por dois mandatos o Centro Acadêmico. Logo depois de formado, mudou-se em 1986 para Campo Novo do Parecis (MT), berço de sua trajetória profissional no agronegócio mato-grossense. Em seu currículo, soma experiências em importantes entidades representativas do setor rural. Foi presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis (1997-2000 e 2000-2003), da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja/2005-2007), da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil/2007-2010) e do Instituto Ação Verde (2008 e 2010-2011). Em 2010, chegou à presidência de uma das entidades com maior representação classista do país: a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) - função que exerce atualmente. Preside também o Fundo Emergencial de Saúde Animal de Mato Grosso (Fesa), o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Conselho Deliberativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar/MT) e a Câmara Setorial da Soja no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Além disso, é membro titular do Conselho Deliberativo do Sebrae/MT.
ENTREVISTA
Rui Prado, presidente da
Federação da Agricultura de Mato Grosso - Famato DA REDAÇÃO com ASSESSORIA
REVISTA CENTRO OESTE - Na safra 2012/2013 Mato Grosso colheu 23,5 milhões de toneladas de grãos. Já dá para saber qual o aumento médio para a próxima safra? Rui Prado - Com base no bom momento dos preços vividos nas últimas três safras, alguns produtores mato-grossenses planejaram aumentar a área de soja, porque ganharam capacidade de fazer novos investimentos. Desta forma, a área plantada de 7,8 milhões de hectares deve saltar para 8,3 milhões de hectares na safra 2013/2014. Com esta evolução da área, a produção deve ir para 25,3 milhões de toneladas, apresentando um avanço de 7,16%. Mas vale lembrar que com o aumento sistemático do custo e uma perspectiva ruim para os preços, alguns produtores estão mais cautelosos. Este fato fez com que a variação na
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área plantada de 4,8% para próxima safra, fosse menor do que os 10% observados na safra 2012/13. Com essa produção o Estado se consolida como um grande produtor de grãos, mas falta logística, estradas. É uma pergunta óbvia, o que precisa ser feito neste sentido? Sem dúvida nenhuma um dos nossos principais desafios é a logística. Acredito que a solução para resolver parte dos gargalos que ainda temos neste assunto são as parcerias público-privadas. Serão elas que trarão os investimentos necessários para resolvermos os problemas de infraestrutura e logística em Mato Grosso. Outra estratégia importante é a integração entre os modais de transporte (rodovias, ferrovias e hidrovias), com a finalidade de baratear os custos de produção, do frete e reduzir os impactos ambientais do nosso principal modal, o rodoviário. Também
precisamos que a BR-163 tenha trafegabilidade para escoar a produção agropecuária do Estado. Precisamos desafogar o corredor tradicional pelo Sul e Sudeste do país. Estamos apostando na conclusão de um importante estudo, iniciado em 2012 pela Macrologística, do qual a Famato é uma das entidades mantenedoras. Tratase do projeto Centro-Oeste Competitivo, cujo objetivo é traçar um planejamento estratégico da infraestrutura de transporte e logística de cargas nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e no Distrito Federal. Esse diagnóstico é fruto do trabalho do Fórum de Entidades do Setor Produtivo do Centro-Oeste e será de suma importância para mostrar a atual dimensão dos problemas logísticos de Mato Grosso. A certeza que temos é a de que haverá aumento de safra. Há pelo menos um medida para escoamento de produção sem os dramas ocorridos este ano? Nossas esperanças se concentram na BR163, que deve chegar até o terminal de cargas de Miritituba (PA) e a ferrovia chegando até Rondonópolis (MT). Caso isso aconteça, teremos uma nova rota de escoamento e mais um terminal ferroviário em um canal existente para escoar uma safra recorde. Caso estes projetos não se concretizem, as perspectivas não são boas, pois teríamos que escoar mais produtos pela mesma rota sul/sudeste, na qual se verifica uma série de gargalos. O frete aumentará mais uma vez, além das filas no terminal ferroviário de Alto Araguaia (MT) e no porto de Santos (SP). O Vale do Araguaia tem um rebanho de mais de 400 mil cabeças de gado e é considerada a única fronteira agrícola do estado em áreas que já foram degradas nos anos 1960/1970 pela entrada de grandes latifúndios. Em que nível o MT Integrado vai participar desse momento econômico naquela região? Sem dúvida nenhuma o Vale do Araguaia é uma fronteira agrícola importante em nosso estado. Ali naquela região existem áreas a serem incorporadas no processo produtivo, como também áreas que po-
dem ser transformadas em agricultura, uma vez que estão com pastagens degradadas. A logística da região é privilegiada do ponto de vista geográfico por estar mais perto de rotas de escoamento da produção, exemplo disso é a ligação das BRs 080 e 242 à estrada de ferro norte sul. Porém, a infraestrutura é precária e precisa de investimentos. Quanto ao MT Integrado é um plano importante do nosso governo do estado para a ligação das cidades por pavimento asfáltico. O avanço de frentes agrícolas coloca Mato Grosso em uma situação melindrosa diante da opinião pública e ambientalistas que assistem certo sucateamento das reservas naturais do Estado. Como o sr. analisa esse aspecto? Antes de responder sua pergunta, é importante esclarecer que essa situação melindrosa não existe. A extensão territorial de Mato Grosso corresponde a 90 milhões de hectares, dos quais 62% são preservados sob a forma de reservas indígenas, unidades de conservação, reservas legais e APPs (Áreas de Preservação Permanentes). É um percentual significativo quando comparado a outros países. Mato Grosso é primeiro no ranking nacional de produção de soja, milho segunda safra, algodão, girassol e criação de bovinos. Isso prova o quão importante é aliar a produção com a preservação. Os produtores e a sociedade em geral agora contam com um importante instrumento de legalização ambiental: o Código Florestal. A aprovação do novo Código Florestal em 2012 foi de suma importância para trazer tranquilidade e segurança jurídica aos produtores e à sociedade. Antes dele, várias ações que fazíamos para o desenvolvimento da produção agropecuária eram deturpadas com as constantes alterações na legislação ambiental. Participamos atentamente dos debates em torno da construção desta nova lei ambiental, em um claro indício da maturidade do setor para discutir as questões ambientais. O desafio agora é implementar o que está previsto no novo Código com as leis ambientais estaduais. Isso precisa ser resolvido para evitar mais transtornos no futuro. Há muito tempo os produtores aliam a produção com a preservação ambiental. Prova disso é o crescimento da nossa produtividade, graças às tecnologias utilizadas no campo, que verificamos em cada safra. E isso, vale destacar, é sem abertura de novas áreas, mas sim com o aproveitamento das áreas de pastagem degradadas já existentes. De que modo a Bancada Ruralista assiste o desenvolvimento agrícola de Mato Grosso? No caso do agronegócio foi formada a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que tem feito um ótimo trabalho de articulação no Congresso Nacional. O objetivo deste trabalho coordenado é estimular a ampliação de políticas públicas para o desenvolvimento do agronegócio nacional. Estamos diretamente em contato com estes representantes porque acredi-
tamos que eles podem falar pelo setor e trabalhar para atender nossas reivindicações no Congresso. Os litígios pela posse da terra no Vale do Araguaia é amplo, embora a mídia prefere não pautá-la. Há esse problema em outras regiões do estado. Em Mato Grosso existem diversos casos de titularidade de propriedade em áreas sobrepostas. E isso ocorre muito mais por má gestão das titularidades pelos órgãos oficiais do que por ação dos produtores. Enquanto continuarmos com a União e o Estado gerindo o mesmo assunto, sem entrarem em consenso definitivo, permaneceremos com os mesmos conflitos. Ambos concedem títulos de terra e não possuem nenhum controle de seu trabalho. O ideal seria a União passar a gestão das terras para o estado e este, por sua vez, se estruturar para dar conta do recado. Enquanto isso não for resolvido, continuaremos com esse problema em várias regiões do estado. Um levantamento do Imea apontou que aproximadamente 70% das propriedades particulares de Mato Grosso possuem algum problema fundiário como deslocamentos de títulos definitivos, sobreposições de títulos e posse sobre áreas devolutas e privadas. O mesmo acontece nas cidades. Estes problemas geram insegurança jurídica, afugentam investidores, permitem ou estimulam a grilagem. As propriedades rurais que possuem alguma pendência deste tipo encontram dificuldades para acessar créditos nas instituições financeiras. Qual a importância da Agricultura Familiar em Mato Grosso? A agricultura familiar é de suma importância para o desenvolvimento da economia de Mato Grosso. Os pequenos produtores são responsáveis por uma significativa parcela da produção de alimentos no estado. São eles que garantem a produção de hortaliças, frutas, verduras e legumes. Normalmente as pessoas acham que o agronegócio ocupa posição oposta à da agricultura familiar, mas isso não é verdade. A insegurança jurídica nas questões ambientais, fundiárias, indígenas atingem todos. As mudanças repentinas na legislação ambiental colocaram todos os produtores rurais, independente de serem pequenos, médios ou grandes, em débito com a lei. Há incentivos para esses pequenos e médios agricultores? Existem. Mas o que observamos é que muitos reclamam da dificuldade e burocracia para acessar
os créditos. Outro problema que penso que merece mais atenção é a assistência técnica. Isso é algo que precisa ser melhorado e ampliado em Mato Grosso. Como a Famato vê a desintrusão da Gleba Suiá-Missú? Vemos com tristeza e indignação. A Justiça demorou tanto para decidir sobre a matéria que a decisão tornou-se injusta e cerca de sete mil pessoas foram despejadas e vivem a beira das rodovias e do desespero, em condições mínimas de sobrevivência. É direito constitucional e é justo que os índios tenham terra. Mas nosso questionamento é: de que adianta mais terras, se os índios não têm acesso a serviços básicos como saúde, educação, saneamento básico, lazer e segurança? Terra não garante melhor qualidade de vida para eles. O emblemático caso da Raposa Serra do Sol, em Roraima, já mostrou que aumento de área não muda esta realidade, muito pelo contrário, piora. Na desintrusão da Gleba Suiá-Missú a Funai identificou grandes latifundiários, como ex-prefeitos e até um desembargador fantasiados de posseiros. De que modo a Famato analisa este fato? Tomei conhecimento destas informações pela imprensa e acredito que elas pouco acrescentam na solução dos problemas das pessoas retiradas. Mesmo que isto seja verdade, o problema mais grave é que a grande maioria das pessoas foram jogadas à margem da sociedade, sem nenhum respaldo do poder público. O que vejo é uma Funai tentando minimizar os impactos da retirada de 7.000 pessoas da Gleba. O que é preciso destacar é como a Funai vem agindo para demarcar terras indígenas. Ela não pode continuar agindo como se fosse os três poderes. Ela emite as instruções normativas como poder Legislativo, demarca como poder Executivo e decide, julga e cuida dos recursos administrativos como se fosse o Judiciário. Isso não pode acontecer em um estado democrático e de direito como o nosso. Defendemos a Proposta de Emenda Constitucional 215 (PEC 215), que atribuirá ao Congresso Nacional a competência para a demarcação de terras indígenas no país, porque queremos transparência e imparcialidade nos processos de demarcação de áreas indígenas. Quem propõe não pode ser o mesmo que decide.
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3ª CIRETRAN
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WANDERLEY WASCONCELOS
Moacir Couto Filho, chefe da 3ª Ciretran em Barra do Garças
empresas, ex-secretário-adjunto de Meio Ambiente por oito anos, Moacir Couto Filho diz que sua nomeação para a 3ª Ciretran não tem conotação política, que foi uma indicação do próprio governador Silval Barbosa. “Logo, eu tenho que priorizar qualidade de atendimento e respeito ao usuário que paga caro por tudo isso, incluindo meu salário e de todos nossos servidores” e acrescenta que pretende abrir campanha pela paz no trânsito para conter “o alto índice de acidentes na cidade e região”. Outro propósito de Moacir do CouSérgio Santana/Semana7.com
uando assumiu a chefia da 3ª Ciretran de Barra do Garças, em 4 de abril desse ano, Moacir Couto Filho estava visivelmente emocionado. Ele tinha naquele momento que saber equilibrar emoção e razão. Emoção por estar voltando a sua terra natal depois de oito anos e assumir um cargo que fora de seu pai na cidade, o major Moacir (já falecido). Razão “pela responsabilidade juntamente com os servidores para melhorar e humanizar o atendimento aos usuários e empresas credenciadas que recorrem a este órgão”, disse. De entrada, Moacir começou por valorizar estimular os servidores, “sejam efetivos ou não, porque nós queremos resultados que sejam positivos para a Ciretran, que sejam positivos para os usuários”, disse ele numa entrevista à Gente Centro-Oeste que de uma só canetada retirou 700 motos e mais de 100 carros apreendidos que infestavam a frente da Ciretran, expostos que estavam ao relento do sol e chuva e que foram removidos para um galpão fechado nos fundos da instituição. “Seus donos pagam multa de pátio por estes bens que necessitam de zelo para evitar desvalorização com a segurança mais apropriada”, avalia. Formado em administração de
Sérgio Santana/Semana7.com
Unidade Organizada
Galpão que substituiu o pátio a céu aberto da 3ª Ciretran
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to Filho e que está prestes a facilitar a vida de muitos será o de transferir o atendimento dos três médicos e psicólogos credenciados para a sede da 3ª Ciretran. “Isso vai resultar em ganho de tempo, comodidade, agilidade nas emissões de habilitações”, assegura. Os despachantes que bloqueiam o atendimento de filas com maços de papeis de seus clientes, serão atendidos separadamente, segundo Moacir que pretende elaborar um termo de referência para que seja feito leilão de bens apreendidos e que esses recursos sejam investidos na reforma e ampliação da sede da 3ª Ciretran de Barra do Garças. Ao que diz respeito aos documentos emitidos pela 3ª Ciretran Moacir baixou uma Comunicação Interna (CI) que descentraliza as funções e atribui aos servidores efetivos a responsabilização pela emissão e assinatura de documentos de veículos “para melhorar o atendimento”, enquanto que validação de vistorias serão feitas no local e não mais na Ciretran. Barra do Garças possui uma frota de 33 mil veículos (12 mil são motos). Antes de Moacir Couto Filho a expedição de uma carteira de habilitação transcorria no prazo de um mês. Hoje são 10 dias. [Colaborou Sergio Santana]
A Copa de 2014 darรก um novo aspecto para o Estado de Mato Grosso
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VISÃO URBANA
Copa do Pantanal
O Viaduto está sendo construído na região do trevo do bairro Despraiado, proximidades do Parque Mãe Bonifácia, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, pela empresa Consórcio Atracon e terá o custo no valor R$ 18.974.928,43. Sua extensão tem 325 metros de comprimento e nove de altura em seu ponto mais elevado.
DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
Q
uatro jogos da Copa do Mundo em Cuiabá. O palco não poderia ser melhor, a Arena Pantanal. Um estádio para mais de 44 mil espectadores, concebida a partir de modernos conceitos de funcionalidade e sustentabilidade. O projeto é grandioso e já recebeu prêmios aqui e no exterior por sua ousadia, pelo desafio de se conquistar o novo como concepção de beleza. O último dos quatro pórticos
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que integram a estrutura da cobertura da Arena já foi finalizado. Os trabalhos estão concentrados agora, na montagem da estrutura de metal e telhado que cobrirá as arquibancadas. Com a proximidade do Mundial de 2014 a maioria dos aeroportos brasileiros passa por algum tipo de reforma. Essa é uma exigência da Fifa e do bom senso. Em Cuiabá não seria diferente por ser esta capital uma das 12 cidadessede que deve romper a barreira de todas as infraestruturas para desse modo
acolher torcedores e turistas. A evolução das obras é de forma simultânea em todas as frentes, sejam elas de simples reforma ou ampliação do aeroporto (em Várzea Grande) estão em execução como vias de acesso, demolição do antigo desembarque, ampliação de estacionamento, instalação de estruturas metálicas do terminal de passageiros, construção da casa de força, da central de água gelada para ampliação do sistema de ar condicionado, e da via de acesso à nova estação
Edson Rodrigues/Secopa
previsto: R$ 1,477 bilhão e prazo de entrega para março de 2014. A trincheira do Km Zero, primeira frente de trabalho iniciada para a implantação do metrô de superfície, servirá para dar mais agilidade ao trânsito da região facilitando o acesso rápido e eficaz da população a distintos pontos da cidade. Além da trincheira já foram construídos dois viadutos previstos no projeto, que são as rotatórias sobre a trincheira. Já o Viaduto Aeroporto com 220 metros de extensão por nove de altura, em seu ponto mais elevado, o viaduto ferroviário será composto por duas faixas seccionadas de rolamento (fluxo e contra fluxo) destinadas aos vagões do VLT, que desempenharão a função de transportar com celeridade e conforto os visitantes esperados para o Mundial, sem contar que a população local fará dele uso diário do trem. O Viaduto Sefaz, que integra o pacote para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), terá 278 metros e tem formato de uma ferradura. A construção do viaduto amenizará o tráfego na região da avenida Historiador Rubens de Mendonça onde passam em média cerca de 2.700 veículos por hora em horário de pico. O viaduto, localizado no entroncamento da avenida Fernando Corrêa com a Rodovia Palmiro Paes de Barros (MT 040), terá aproximadamente 445 metros e será constituído de duas faixas de circulação por sentido, para o tráfego geral e a via central permanente para a circulação do VLT. Sob o viaduto será construída uma rotatória, além de faixas de circulação. Edson Rodrigues/Secopa
de tratamento de esgoto. Em tempo as obras para a construção do VLT (veículos leves sobre trilhos) em Cuiabá e Várzea Grande já começaram e terá uma extensão e pouco mais de 22 km ligando CPA ao aeroporto e do Coxipó da Ponte ao centro de Cuiabá. O modal será implantado no canteiro central das avenidas Historiador Rubens de Mendonça, FEB, 15 de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa. Investimento
Depois de realizadas as obras em Cuiabá para a Copa do Mundo, a capital do estado terá outro aspecto urbano, mais agilidade no tráfego, conservando, contudo, seu aspecto histórico e arquitetônico que encanta turistas de todo o mundo GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Aeroporto Internacional Marechal Rondon
De forma simultânea, todas as frentes de obra que envolvem o processo de reforma e ampliação do aeroporto estão em execução. São elas: vias de acesso ao aeroporto, demolição do antigo desembarque, ampliação do estacionamento, instalação de estruturas metálicas do terminal de passageiros, construção da casa de força, da central de água gelada para ampliação do sistema de ar condicionado, e da via de acesso à nova estação de tratamento de esgoto.
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Edson Rodrigues/Secopa
Edson Rodrigues/Secopa
O viaduto da UFMT terá 428 metros de comprimento sobre os entroncamentos das avenidas Brasília, Tancredo Neves, Fernando Corrêa da Costa e a via de acesso ao campus daquela universidade. Será constituído de duas faixas de circulação por sentido para o tráfego geral e a via permanente do VLT. Sob o viaduto também serão construídas as pistas marginais e uma rotatória. O viaduto será construído na área hoje ocupada pelas duas pontes, passando sobre a rotatória hoje existente, num total de 340 metros de comprimento. Será um viaduto rodoferroviário e servirá para passagem do VLT e demais veículos. Sob o viaduto também será construída uma nova rotatória, para acesso à avenida Beira Rio. A ponte será construída à jusante do rio (do lado direito da ponte existente, no sentido Várzea Grande Cuiabá). Terá cerca de 350 metros e será usada para o tráfego de veículos. A central servirá para passagem do VLT e a utilizada para o trânsito no sentido Cuiabá-Várzea Grande continuará com o mesmo sentido. Toda a estrutura hoje existente receberá reforço para comportar a via permanente e o trânsito futuro. Cuiabá passa por uma transformação nunca vista antes. Os recursos públicos do governo federal trazem inovações à capital. No complexo operacional, por exemplo, O CCO será o local de onde se acompanha todo o funcionamento do VLT através de monitoramento de horário de chegada e
ARENA PANTANAL - O campo de jogo terá 105m x 68m na mesma disposição do gramado já existente. Serão quatro conjuntos de bilheterias com seis guichês cada uma. O acesso às arquibancadas será feito através de 14 portões com 72 catracas eletrônicas para leitura de ingressos. Custo do investimento R$ 420 milhões. partida dos trens, parada nas estações, velocidade, fluxo de passageiros. Já o Centro de Manutenções (CM) será destinado aos reparos, ajustes e outras atividades referentes ao bom estado e funcionamento dos veículos. A nova ponte sobre o rio Cuiabá na avenida Mário Andreazza terá 228 metros de comprimento por 11 de largura. Faz parte do plano B de locomoção entre aeroporto-arena e aeroporto-rede hoteleira, além de facilitar o acesso de quem vem das regiões Norte, Nordeste e Noroeste de Mato Grosso em direção à Capital. Já a edificação da ponte sobre o rio Coxipó, localizada entre a avenida Edson Rodrigues/Secopa
Barbosa vistoria canteiro de obras da Secopa em Cuiabá que passa por uma transformação até então nunca vista na capital dos matogrossenses
Beira Rio (Jardim Califórnia) terá 155 metros de extensão por 12,8 metros de largura e duas faixas de circulação (fluxo e contra fluxo). A trincheira Santa Rosa integra o pacote de intervenções de travessia urbana, resultado de um convênio entre Governo do Estado e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Com 520 metros de extensão, após a conclusão, a obra irá revitalizar o fluxo de trânsito de diversos bairros de Cuiabá, como o Goiabeiras e o Santa Rosa. Com 460 metros de extensão, a trincheira que dá acesso à Arena Pantanal, no bairro Verdão, irá revitalizar um dos pontos de maior fluxo de trânsito na avenida Miguel Sutil. Após a conclusão da travessia, prevista para dezembro deste ano, o motorista que trafega pela avenida Miguel Sutil deverá passar por dentro da trincheira. O Centro de Treinamento da UFMT terá capacidade para abrigar 1,5 mil torcedores e será uma das duas unidades de treinamento que serão construídas para o Mundial. Será construída também uma pista oficial de atletismo de padrão internacional, com piso sintético e 400 metros de comprimento, local que será referência em Mato Grosso para treino e realização de competições esportivas. A obra do COT UFMT avança nos serviços da fase de terraplanagem e fundação. Também em execução estão os pilares que sustentarão as torres de iluminação da nova unidade de treinamento. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Essa ponte deixará o trânsito na região leste e oeste mais leve principalmente no horário de pico que chega a casa dos 20 mil carros diariamente. Além de auxiliar nas obras de construção do VLT que passará pela avenida Fernando Correa da Costa
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Edson Rodrigues/Secopa
Ponte Benedito Figueiredo, sobre rio Coxipó
Obras começam aliviar trânsito
Em coletiva a imprensa, o governador Silval Barbosa anunciou entregar obras até o final de ano Mayke Toscano/Secom-MT
O
governador Silval Barbosa inaugurou dia 29 a ponte Benedito Figueiredo, sobre o rio Coxipó, no bairro Coophema, a primeira de 56 obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. O trecho, de 2.551,67 metros, vai aumentar a capacidade de fluxo de veículos na região Sul, com a ligação da avenida Beira Rio à rua Antônio Dorileo. Com investimento de R$ 15,5 milhões nas três obras, o governador frisa que a empreitada porque “houve um trabalho juntamente com a Prefeitura de Cuiabá, deputados estaduais, é um conjunto de esforços. Disse ao prefeito [Mauro Mendes] que capital alguma teve o volume proporcional de obras em relação ao número de habitantes que Cuiabá teve”. Silval Barbosa frisou ainda que a equipe do estado não aceita obras sem aferir a qualidade. “Temos uma equipe de engenheiros para averiguar isso. Só recebemos quando está à altura do que foi contratado. Se precisar fazer correção, nós não aceitaremos enquanto não estiver dentro da qualidade exigida”, diz. Ele falou das dificuldades enfrentadas em seu governo. “Na iniciativa pública, primeiro tem que idealizar a obra, depois ver se é recurso público estadual, federal ou estadual, ai tem que licitar a obra. Em seguida, alguém entra na justiça para contestar, o que atrasa o processo. Mas vencemos tudo isso”. Silval reafirmou a entrega de todas as empreitadas previstas até a Copa do Mundo de 2014. Ele adiantou que outros trabalhos ainda podem ser lançados, fora o previsto no pacote já anunciado. “De uma coisa temos certeza, vamos entregar todas as obras. Certamente vamos inaugurar muitas e deixaremos outras para o próximo gestor concluir e cortar a fita”. O secretário da Secopa, Maurício Guimarães, destaca que o principal be-
nefício da ligação da avenida Beira Rio à rua Antônio Dorileo, que passa pelos bairros Cophema e Parque Geórgia, é o desafogamento e o aumento da capacidade do tráfego de veículos na região. “Atualmente, são mais de 20 mil veículos transitando por hora neste trecho”. Para o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, este é o início de um ciclo de melhorias na cidade. “Esta obra começa a diminuir a tensão no trânsito de Cuiabá, sendo a primeira de uma sequência de obras que vão transformar o cenário da capital”. CRÍTICAS Silval Barbosa rebateu as criticas de políticos da oposição sobre possível rombo que sua gestão deixaria nas contas do estado. Em seu discurso durante a inauguração da primeira obra visando a Copa de 2014, ele frisou que todos os empreendimentos serão concluídos antes do Mundial, não sem antes chamar de pessimistas aqueles que o criticam. O governador contestou as afirma-
ções sobre a má situação financeira do estado e lembrou que seu antecessor Blairo Maggi (PR) assumiu o governo quando a dívida com a União representava o dobro da Receita Corrente Líquida (RCL) de Mato Grosso. Segundo disse, hoje a situação é bem diferente e garante que a dívida atual corresponde a 50% (RCL). A possibilidade de quitação é maior. Conforme dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), a dívida atual do estado com a União é de R$ 4,54 bilhões, valor que deve atingir a marca dos R$ 7 bilhões quando Silval deixar o governo. Mas, Silval deixará sua marca em Mato Grosso, principalmente na região do Araguaia, que dentre os mais de 30 municípios que compõem a região, pelo menos metade deles não tinham ligação por estradas pavimentadas. “Mato Grosso será outro quando concluímos todas essas obras, principalmente na questão da logística que é um problema muito sério e atrasa o crescimento do estado” Conclui o governador. Josi Pettengill/Secom-MT
Primeira obra entregue pela Secopa alivia trânsito na região do Coxipó GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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ECONOMIA
A produção do Vale do Araguaia Ronan de Sá/A Semana
Última fronteira agrícola do estado a partir de terras já degradadas. Logo não haverá novas aberturas, salvo as feitas pela Sudam nos obscuros anos da ditadura militar e de atropelo ao ambiente. Empreendedores da região pretendem corrigir essas áreas para investir no plantio de grãos a partir do Médio e Norte Araguaia. 22
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WANDERLEY WASCONCELOS
É
comum, nas crônicas atuais falar do Araguaia como sendo uma região que atrai empreendedores, contudo, é conveniente lembrar que as primeiras levas que aportaram neste Vale chegaram em busca de uma vida melhor. Muitos deles corridos da seca, da pobreza, da fome. Embora sua colonização remonte às últimas décadas do século 19 o Vale do Araguaia foi por longa data uma sesmaria sem dono. Enquanto isso, no Leste mato-grossense, nas barrancas rio Garças crescia o número de vilas de garimpos. Incluiu-se neste processo de colonização as barras Goiana (Aragarças) e Cuiabana (Barra do Garças), 60 quilômetros acima do principal centro comercial, Araguaiana. Nos anos quarenta a expedição Marcha para o Oeste, criada pelo governo de Getúlio Vargas para ocupar nossos vazios demográficos chega a Aragarças (GO) e a golpes de facões abrem picadas em direção ao Xingu, ao Noroeste do Araguaia. Começava a substituição dos rios pelas estradas e as etapas preliminares de ocupação da Amazônia. Os garimpos das primeiras décadas do século não durariam mais que alguns anos. Famílias ocupavam por direito de sobrevivência as terras devolutas do estado. A inauguração de Brasília estimulou a infraestrutura regional. O Golpe Militar em 1964 e a Sudam (Superintendência
do Desenvolvimento da Amazônia) impulsionam incentivos fiscais. A região começa ser ocupada por latifúndios. Esse processo trouxe em consequência a expulsão de famílias posseiras, a prática do trabalho escravo em fazendas, entre outros crimes próprios de uma área em fase de colonização. Início dos anos setenta chega ao Médio Araguaia colonos sulistas liderados, entre outros, pelo pastor luterano Norberto Schwantes e pelo agrônomo Orlando Roewer. A agricultura antes de subsistência cede ao processo de mecanização dos cerrados. Em 1975, ano de fundação de Água Boa, o Médio Araguaia torna-se, então, o maior produtor de arroz de sequeiro do mundo. Silos, improvisados à margem da rodovia de leito natural a 158, guardavam cerca de 6 milhões de sacas. A redenção das lavouras de arroz leva os colonos de várias comunidades a fundarem a Cooperativa Mista Canarana Limitada (Coopercana) no sentido de apoiar o processo produtivo da região. Mas essa monocultura chega aos seus estertores. Enquanto isso a descoberta de jazidas de calcário em oitenta no município de Cocalinho incentiva o cultivo de soja. Naquela época falar em asfalto na 158 soava como palavrão. Foi naquela década, portanto, que os planos econômicos estrangularam a agricultura. A Coopercana chega à insolvência, produtores endividados vendem suas terras a qualquer preço. Terras que servem à criação de gado.
A
demanda pelo cultivo de grãos no Vale Araguaia é crescente nesses últimos anos. Em um contraponto de opções, no início deste século o município de Barra do Garças plantou ínfimos 4 mil hectares de soja contra 21 mil na safra passada de onde colheu 61 mil toneladas. Muito para sua opção pecuarista. Sorriso, o município que mais planta no estado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cultivou 615 mil hectares e colheu mais de dois milhões de toneladas. Esse comparativo, embora desproporcional, não seria razões para intimidar os estímulos dos produtores espalhados nos 31 municípios, apesar do estado catastrófico em que se encontram as estradas da região em todas as estações do ano no Araguaia, somados, naturalmente, áreas de relevantes impactos ambientais. Os megaprodutores cresceram a área plantada com soja nos últimos 10 anos em 1,7 milhão de hectares. O Vale do Araguaia, considerado a última fronteira agrícola do estado, medida as proporções, plantou na safra passada 1,2 milhão de hectares e tem perspectiva para 2,4 milhão na safra 2021/22, conforme prospecção do superintendente Otávio Lemos de Melo Celidonio, do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Esta última fronteira agrícola, como vem sendo chamada, é composta de área de pastagem degradada. Otimistas concluem que não haverá novas aberturas, a não ser as já feitas pela Sudam, nos obscuros anos da ditadura e de atropelo ao ambiente. Não precisa dizer que o preço da terra no Araguaia inviabiliza a pecuária extensiva, de baixa produtividade. Numa hipótese otimista 100 mil hectares custariam em torno de 1 bilhão de reais.
blogdocaminhoneiro.com
Última fronteira agrícola
A cessão dessa área custaria ao arrendatário a paga de cerca de 700 sacas por safra e outros 3,5 milhões em investimentos para tocar a lavoura, algo em torno de 3,5%. “Com todo otimismo que for possível esse novo tipo de agricultor tem em seu favor a compra de insumos em época certa, quando o produto estiver em baixa. Àqueles que vêm à região expandir seus negócios o arrendamento de áreas para o plantio de grãos é o mais viável, apesar da fragilidade de capital disponível a esse tipo de investimento ser considerado ainda uma incógnita”, diz o contador Jovelino Dallabrida. Soma-se a este novo início de sondagem para investimentos a falta de silos na região, embora o Governo Federal tenha planos para expandir a construção de armazéns que possa atender a demanda da região. No escoamento da safra desse ano, por exemplo, produtores de Água Boa tiveram que entregar parte das 95 mil toneladas que exporta pelo Canal de São Simão, uma opção mais prudente que a de esperar vagas em armazéns atulhados na época de safra, segundo números do IBGE, de 6 milhões de hectares plantadas na macrorregião Noroeste, correspondente a 5% da produção estadual orçada em 45,8 milhões de toneladas de grãos. Mesmo com a citada falta de estrutura para armazenar desde os anos setenta, a falta de caminhões para escoar a safra e déficit de maquinário para colheita.
Voltando às áreas degradadas, este eventual filão econômico do Araguaia, a partir do plantio de soja, há dois tipos de investidores: proprietário e arrendatário. “Ao lado de ambos estão os riscos, incertezas, as flutuações dos mercados de commodities e do câmbio, a complexa lógica de produção, armazenagem, transporte, comercialização, clima, pragas, doenças das plantas, de animais”, conforme disse o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Antonio Mello Alvarenga Neto num artigo assinado em A Lavoura. Suas palavras caem bem aos agricultores desse Vale a quem os pessimistas insistem chamá-lo de “Esquecidos”. Não, este Vale, pensando bem, vale a pena ser lembrado. Enquanto a produção total de soja em Mato Grosso para a safra 2012/2013 poderá não atingir as expectativas iniciais e deverá chegar aproximadamente a 23,5 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o caminho mais seguro que se possa vislumbrar neste tipo de investimento na região segue a extensão da BR 080, região do Xingu. Uma aposta certa desses investidores. Nos municípios de Querência, Ribeirão Cascalheira, Bom Jesus do Araguaia, Alto Boa Vista, São José do Xingu, Confresa, Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, Vila Rica e São Félix do Araguaia geram pelo menos um quinto (1/5) da receita da agricultura no Araguaia. Numa parte, como já se disse, estão as áreas de arrendamento, nos latifúndios, os grandes empresários do setor que fazem suas apostas nesta crescente fronteira de grãos. De outro, os pecuaristas, aqueles que geram, ou pelo menos centralizam menos empregos. Em Querência e Bom Jesus do Araguaia o empresário Iraí Maggi planta 100 mil hectares, algo correspondente a 1% de soja produzida no país, 83 milhões de toneladas. Dados do IMEA dão conta de que Mato Grosso ainda possui um potencial máximo de 13, 4 milhões de hectares em áreas abertas. Para os grãos o Estado deve sair de 38 milhões de toneladas nesta safra (2012/13) e subir numa estimativa para dez anos para 68 milhões de toneladas. Área para toda essa produção será incrementada em pelo menos 5 milhões (52%) de hectares ao cabo de uma década a pelo menos 11,9 milhões de toneladas. É bom que se plante porque as estimativas da FAO (Organização das nações Unidas para a Agricultura), a produção de alimento precisa crescer pelo menos 70% nos próximos 20 anos. O Araguaia já começou a fazer sua parte. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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SAFRA
Araguaia aumenta sua produção de grãos
Cultura Classificação Cidades
Safra Safra 11/12 12/13
Soja Maior Menor Milho Maior Menor Menor Algodão Maior Menor Menor
764.181 1.046.737 3.007 3.406 301.535 487.452 1.933 - 1.020 8.351 5.153 4.285 - 3.165
Querência Novo Santo Antônio Querência Luciara Nova Nazaré Bom Jesus do Araguaia São Félix do Araguaia Nova Xavantina
DA REDAÇÃO
C
om aumento de 13, 7% nesta última safra Mato Grosso foi o maior produtor de grãos do país com cerca de 48,8 milhões de toneladas, frente a 40, 3 milhões de no plantio passado. Números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) adiantam ainda que o plantio de soja deve crescer na próxima temporada em torno de 7,7%. O volume de
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Dados do IMEA
Secom-MT/Foto Ilustrativa
produção mato-grossense representa 24% da produção brasileira que somou 187 milhões. A participação do estado na região Centro-Oeste em produção agrícola é de 60% de 77,6 milhões. O Sul ocupa a segunda colocação com 71,4 milhões de toneladas. A Conab destaca que o cultivo da oleaginosa deve crescer 7,7%, passando de 21,8 milhões de toneladas para 23,5 milhões de toneladas.“Esse incremento também é em decorrência da
expansão da área plantada, que será de 7,8 milhões de hectares, frente a 6,9 milhões de hectares da temporada passada”, conforme reportou o portal G1 MT, em data recente. Dos trinta municípios inseridos no mapa de produção de soja na região do Araguaia em 2011 foi plantada uma área de 1.3 milhão de ha para uma produção e 4.4 milhões de ton. A produção de arroz em pouco mais de 61 mil ha para 177 mil ton. O plantio de milho em 307 ha para 1.2 milhão de toneladas. O algodão ocupou naquela safra 89 mil hectares e colheu 312 mil toneladas. Em 2012 a área de soja chegou a 1.4 milhão de hectares para 4.5 milhões de toneladas. O arroz teve reduzida sua área plantada para 34 mil ha e 92 ton de grãos. O milho cresceu a área de plantio para 445 ha e praticamente dobrou a produção para 2.5 milhões de ton. A safra de algodão teve ligeira elevação na área de plantio para 108 mil hectares e 396 mil toneladas. No Vale do Araguaia na safra 2011/12 a maior área de soja foi de Querência (veja o gráfico nas páginas 96/97) e a consequente colheita de mais de 800 mil toneladas, a décima no ranking do estado e entre os 100 maiores municípios exportadores do país: US$ 269 milhões. “Destaque estadual é Sorriso, que liderou nas exportações acumuladas de janeiro a agosto deste ano, subindo uma posição em relação ao mesmo período de 2012”, com US$ 1,1bilhão em valor exportado, conforme noticiou A Gazeta, de Cuiabá, em 19 de setembro. O segundo colocado é Rondonópolis com US$ 714 milhões. [Com dados do G1/MT/ Viviane Lessa/ IMEA/Assessorias]
PECUÁRIA
Araguaia e o seu rebanho WANDERLEY WASCONCELOS /RONAN DE SÁ
O equilíbrio da balança comercial brasileira passa pelo agronegócio. De início, o maior rebanho bovino brasileiro é o mato-grossense, com 28,6 milhões de cabeças, conforme os números do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). De acordo com uma estimativa desse órgão realizada em novembro do ano passado, as duas regionais do Indea, uma em Barra do Garças, outra em São Félix do Araguaia contam um rebanho de 6,6 milhões de bovinos no Vale do Araguaia. Em pouco mais de uma década o rebanho bovino de Mato Grosso cresceu em mais de 10 milhões de cabeças. O estado é dividido em 12 regionais do Indea e Barra do Garças lidera este ranking com 3,7 milhões ante a menor, a de Sinop, (na região MédioNorte, responsável por 39% da produção de soja e 54% de milho), com 218 mil cabeças. Barra do Garças lidera sua regional com um rebanho de 415 mil cabeças, seguida de Cocalinho com 413 mil e por último Araguainha com 28 mil. Na regional e São Félix do Araguaia a liderança fica com o município de São José do Xingu, com um rebanho de quase 500 mil cabeças. “O melhoramento genético do rebanho bovino é determinante para a pecuária e um dos motivos para a alta gradativa do crescimento, estimado em cerca de 2% ao ano”, diz o articulista e secretário da Sema José Lacerda. “Nos Estados Unidos - onde o abate ocorre com o gado tratado 100% pelo sistema de confinamento integral - em Mato Grosso, do total de abate 4,8 milhões de rebanho, apenas 700 mil é confinado, representando 14,5%”, diz ele. Dez por cento dos animais que chegam aos abatedouros são oriundos de confinamento, segundo a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon). O volume de gado confinado no Brasil, ano passado, chegou a 4 milhões. No Vale do Araguaia segundo dados do IMEA, são 120 mil cabeças. Foto: rondoniadigital.com
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GADO
ARAGUAIA a mais nova raça bovina WANDERLEY WASCONCELOS
A
região do Araguaia é conhecida por sua fauna e flora diversificada e, sobretudo, pela beleza natural. O rio Araguaia nasce nos altiplanos próximo ao Parque Nacional das Emas, em Goiás e faz divisa com Mato Grosso, Pará e desagua no rio Tocantins, depois de percorrer uma extensão de 2.114 quilômetros.
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Em homenagem ao Araguaia, uma nova raça bovina recebeu seu nome. Os trabalhos começaram há mais de três décadas e o refinamento da raça vem sendo realizados há 12 anos na fazenda Santa Rita, em Torixoréu, Mato Grosso. O geneticista Gismar Silva Vieira e o criador e pesquisador Raul Moraes começaram a fazer os cruzamentos para ter animais com maior ganho
Fotos Cleiton Khan
de peso, em menos tempo nos machos e precocidade sexual nas fêmeas que podem ser cobertas aos 14 meses de idade. Os bezerros machos podem ser levados ao confinamento em média aos 14 meses quando atinge 340 quilos e serem abatidos pesando em média 480 quilos (17,60 arrobas) aos 17 meses de idade. Enquanto um bezerro Nelore é desmamado aos 8 meses e com peso de 185 quilos, um Araguaia, de mesma idade, pesa 285. Argemiro Naves de Freitas, gerente de pecuária, explica que os quase cem quilos a mais surpreendem porque os animais recebem um manejo igual, com a mesma alimentação. A pesquisa levou ao cruzamento três raças: Nelore (zebuíno), Caracu (raça européia adaptada) e Blonde D’aquitaine (raça européia continental) com o objetivo de conseguir as melhores características de cada uma delas. “Do Caracu, a raça Araguaia herdou a adaptação às altas temperaturas, rusticidade, habilidade materna e o pêlo curto. Do Blonde D’aquitaine, a musculatura forte e a pelagem clara, o que ajuda a minimizar a sensação térmica do calor. As características herdadas do Nelore foram à resistência a parasitas, conversão alimentar, adaptação e o acabamento de carcaça”, explica o criador. O boi Araguaia tem porte mediano, pele escura, pelos curtos e claros, o que ajuda a se adaptar bem ao calor da região. “Isso significa que nós temos uma raça com 62,5% de adaptação, o que torna a raça Araguaia bem superior aos competidores”, comenta o geneticista.
A novilha Araguaia tem outro diferencial: a precocidade sexual. Ela entra na fase de reprodução com um ano de antecipação em relação ao zebuíno. Além do ciclo mais curto, o maior ganho de peso pode ser notado quando passa pelo teste da balança. Em um experimento feito pelos pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) foi possível comprovar que os cruzamentos de touros Araguaia com matrizes Nelore tiveram, em média, duas arrobas a mais do que os animais da raça Nelore. Segundo Raul, os animais puros, resulta em um faturamento bruto (em 17 meses) de R$ 1.619,20. Subtraindo- se os R$ 500 gastos no confinamento tem-se a renda líquida de R$ 1.119,20. O geneticista Gismar S. Vieira que acompaCortes especiais da Raça Araguaia tem mercado nha o projeto e Raul Almeida garantido no Brasil e em outros mercados do comércio Moraes Neto estiveram reuniexterior, diz Raul Moraes criador da nova raça dos com a superintendência da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba (MG), em junho desse ano para dar inicio a certificação da raça Araguaia e obter o Certificado de Controle Genealógico (CCG), embora a raça já estivesse patenteada há três anos. Há um projeto em andamento para a carne da raça Araguaia ser comercializada, com selo próprio, no mercado varejista. A produtividade maior é consequência da seleção genética. Todos os animais puros Araguaia tem o DNA (citologia genética) decodificado e só aqueles O animal também é dócil, rústico que possuem os genes com as carace tem extraordinária habilidade materísticas interessantes à raça continuterna que na prática significa que as am reproduzindo e já desperta a atenfêmeas produzem bastante leite e os ção de criadores que estão em busca bezerros desmamam bem mais pesade rentabilidade. dos.
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PERSISTÊNCIA
Guinness Book
MAURIÇÃO Mega Leilão da Estância Bahia em Água Boa é considerado o maior leilão de gado do mundo Semana7.com/Ronan de Sá
REDAÇÃO COM ASSESSORIA
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refeito de Água Boa por dois mandatos consecutivos [2005-2012], Maurício Tonhá não passa de um cidadão comum que mantém simplicidade permanente com todas as pessoas. A vaidade não lhe subiu à cabeça como frequentemente acontece àqueles que chegam ao poder ou se tornam ricos, seja em São Paulo ou em algum minúsculo município perdido em um fundo grotão do país. “A função de gestor é apenas uma consequência que pode ocorrer a qualquer pessoa” diz ele, baiano de Santana e que há mais três décadas chegou para ficar em Mato Grosso, ver e vencer. Ex-bancário com passagem pelo Banco do Brasil, Maurição, como gosta de ser chamado seja nos gabinetes refrigerados de Brasília, de Cuiabá, nas ruas de Água Boa ou nas conversas infindáveis com peões de boiadeiros, com agricultores ou ainda segurando um microfone no alto de um palanque ou na condição de leiloeiro, de confinador, de pecuarista, dono da Estância Bahia, empresa que realiza anualmente o maior
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leilão de gado do mundo. É ele, o mesmo Maurição. Para se formular um limite, na edição deste ano em Água Boa, em abril, foram levadas a leilão mais de 33 mil cabeças ao custo de R$ 28 milhões. Maurição é sucesso de vendas com registro no Guiness Book desde o ano de 2010. É bom ter o nome grifado no Guiness Book? Deve ser bom porque bem antes de acontecer esse fato ele nunca negou um sorriso a qualquer interlocutor. Não é preciso dizer que o principal destaque de seu grupo empresarial seja o Mega Leilão Estância Bahia, mas são consideráveis outras vertentes de sua empresa no setor de agricultura que possui filial na capital Cuiabá e escritórios regionais em três grandes polos matogrossenses: Confresa, Rondonópolis e Sinop, sem contar que amplia mercado nos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás. Considerado um entre os principais líderes ruralistas do estado, seu grupo financeiro cresce em média 20% ao ano graças sua ousadia. Ousadia de inovar ideias e estruturas de modo a corresponder a prospecção de cada projeto. Somente no Mega Leilão desse ano (com edições em Água Boa e Cuiabá) foram comercializadas mais de 50 mil reses, “sem falhas em nosso projeto”, disse ele na ocasião “Para alcançar um determinado fim é preciso um pouco de sorte, mas muito trabalho”, ensina. Engana-se aquele que pensa que sua passagem pela prefeitura de Água Boa tenha atrapalhado seus negócios. “Trabalhei dobrado para poder acompanhar de perto o andamento de meus negócios, inclusive os leilões da Estância Bahia”, diz ele, filho de pequeno produtor rural que aos 15 anos estudava em Brasília, onde foi ajudante de feirante até concluir
o ensino médio. Sem condições financeiras para entrar numa faculdade, pensou o que faria da vida e resolveu estudar sem trégua para fazer concurso e foi admitido no quadro do Banco do Brasil em Água Boa no ano de1982. À frente de tudo isso tinha um pequeno empecilho: a estabilidade de um emprego público não lhe bastava. Logo no início da década de noventa Maurição deixou o Banco do Brasil e arrendou uma estrutura de leilão abandonada e jamais poderia esquecer a data de quando começou a Estância Bahia: 23 de abril de 1991, que atendia por Leilões Rurais. Atualmente, além de ser o seu carro-chefe, o direcionamento da empresa está focado também na prestação de serviços para o agronegócio, a pecuária de corte, a produção de carne, pasto, armazenagem de grãos, agricultura (soja e milho) e transportes. Como toda empresa, integrando atividades. A polivalência de Maurício Tonhá é cercada por colaboradores que não lhe deixam dúvidas a respeito de nada, seja de iniciativa pública ou privada. A cada um de seus auxiliares são delegadas tarefas que ele prefere chamar de “responsabilidade”, cobra resultados, transparência e sempre que possível está perto dessas ações para engrossar o ditado de que o olho do dono engorda o boi e ninguém duvida que Maurição saiba disso. Ele que já foi considerado o melhor prefeito de Mato Grosso. Numa palestra, em Goiânia, para mais de 1000 pessoas o diretor do Grupo Estância Bahia, Maurício Tonhá, foi
um dos palestrantes do 4º Encontro Internacional dos Confinadores de Gado de Corte num evento realizado em setembro de 2011. Maurício Tonhá falou durante quase uma hora. O auditório ficou lotado e a estimativa dos organizadores é de que quase mil pessoas presenciaram a fala do diretor do Grupo Estância Bahia. Demonstrando muito carisma e fácil comunicação, Maurício Tonhá contou como fundou a Estância Bahia e deu destaque para o setor de leilões rurais, principal prestação de serviços de sua empresa. Contou como foi à realização do primeiro leilão no começo dos anos 90, quando vendeu 270 animais e até chegar ao arrojado projeto Megaleilão, com a comercialização de 40.700 animais na última edição de abril de 2011. Com amplo conhecimento sobre a pecuária brasileira e sobretudo do mercado de gado, Tonhá prendeu a atenção de todos. Antes mesmo da palestra que começou por volta das 9 da manhã, centenas de convidados queriam chegar próximo e conversar pelos menos um pouquinho com “Maurição”. Além de falar da trajetória do Grupo Estância Bahia, Maurício Tonhá destacou a importância dos pecuaristas no processo de produção de alimento. Segundo ele, o Brasil chegou à condição de um dos maiores produtores de alimentos graças ao trabalho sério e competente que a classe rural desempenha em todos os seus segmentos. [Com dados da Internet]
Semana7.com/Sérgio Santana
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PRODUÇÃO
Produtores recorrem a silo bolsa para armazenar grãos
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om 75% das lavouras de milho já colhidas, de uma safra recorde estimada em 17 milhões de toneladas, os produtores de Mato Grosso procuram alternativas emergenciais para estocagem dos grãos. Os silos bolsas são a opção, principalmente nas áreas com maior déficit de armazenagem, como a região MédioNorte, que compreende municípios como Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), já foram vendidos a Mato Grosso uma quantidade de silos bolsas com capacidade de armazenar 2,4 milhões de toneladas, o que poderia amenizar momentaneamente o problema. Apesar disso, não se sabe quanto do potencial dessas bolsas já está sendo usado e quanto ainda está disponível. Mas a viabilidade dos silos bolsas também enfrenta entraves quanto à capacidade de investimento dos agricultores, ao tempo de armazenagem e aos altos cus-
De acordo com dados divulgados pelo Imea, já foram vendidos a Mato Grosso uma quantidade de silos bolsas com capacidade de armazenar 2,4 milhões de toneladas 30
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silograo.agr.br
Silos improvisados para a salvação da lavoura
tos com maquinário, tanto da embutidora como da extratora, itens que controlam o fluxo de grãos nos silos. O investimento na embutidora e extratora aproxima-se dos R$ 80 mil, enquanto o valor do silo bolsa, em média, é de R$ 1,4 mil. Enio Rigo, de Lucas do Rio Verde, é um dos produtores que se antecipou às condições desfavoráveis de armazenagem e adquiriu com antecedência os equipamentos. “Nós fizemos o pedido 90 dias antes e recebemos os equipamentos no prazo, 30 dias antes da colheita. Já a extratora está programada para chegar no dia 10 de agosto”, descreve. É o primeiro ano que o produtor utiliza a tecnologia de armazenagem e pontua que tudo tem seguido dentro do esperado. “O uso é tranquilo e eu me baseei nas experiências de amigos da Bahia e Maranhão que utilizam esses silos há 10 anos. O que eles me aconselharam é que a armazenagem até 12 meses é segura e mantêm a umidade ideal”, pontua. Ainda segundo Enio, ele conhece mais de 20 pessoas, só no município de Lucas do Rio Verde, que estão fazendo o uso dos silos bolsas.
PROBLEMAS LOGÍSTICOS No primeiro semestre de 2013, o transporte foi o desafio maior na logística da produção, com o congestionamentos nos portos brasileiros. Neste segundo semestre a armazenagem tem apresentado-se como antagonista no caminho da produção do estado, pois grande parte dos armazéns de Mato Grosso, que têm capacidade estática total de 29,4 milhões de toneladas, ainda possuem soja estocada. Exemplo são os armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que, sucateados e sem uso, conservam milho estocado da safra de 2008. Em todo Mato Grosso são 21 armazéns da Conab, com capacidade para 200 mil toneladas de grãos. Em julho, o governo federal, para resolver a situação a nível nacional, prometeu empregar R$ 150 milhões na reforma de armazéns da Conab, além de R$ 350 milhões para construir dez novas unidades em diferentes estados brasileiros. ASCOM/APROSOJA
Safra de grãos bate recorde em Mato Grosso por hectare para cerca de 5.000 quilos. Mas o destaque desta safra é o algodão. A previsão é de a cultura ocupar mais de 600 mil hectares, área 40% superior à do ano passado, com produção prevista de até 922 mil toneladas de pluma, quase 60% a mais em relação à temporada 2009/2010. Mas, ainda deficiências crônicas de logística entre Alto Araguaia e Rondonópolis, que vão acrescentar mais 260 km à ferrovia. Serão construídos terminais em Itiquira (2011) e Rondonópolis (2012). Mato Grosso deve se consolidar nos próximos anos como o mais importante celeiro de grãos no país. Esta expansão deve favorecer toda a cadeia, alavancando as vendas de insumos e máquinas, como fertilizantes e colheitadeiras. A Galvani está presente na região com a Unidade Industrial de Alto Araguaia (UIA), no terminal da ALL. “Essa unidade é estratégica para a empresa, devido à conexão através da bitola larga com o Complexo Industrial de Paulínia (CIP) e o porto de Santos”, diz Pedro Marques, Gerente Geral do CIP/UIA
comunidadesojabrasil.com.br
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ato Grosso vai colher a maior safra de grãos de sua história. As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam uma produção entre 30,6 milhões e 31,1 milhões de toneladas, a maior do país. Há dez anos, a safra matogrossense era de 13,8 milhões de toneladas e este aumento foi puxado principalmente pela soja, que deve chegar a 19,5 milhões de toneladas. A produtividade média da soja tem se mantido na faixa de 3.000 quilos por hectare desde 2001. É a maior do país e ainda pode crescer. A meta da Fundação MT é chegar a 4.200 quilos por hectare nos próximos anos. “Vários fatores prejudicaram o alcance desta meta, como a infestação dos solos por nematoides, a ferrugem asiática e as crises econômicas de 2006 e 2009, que inibiram maior uso de tecnologia”, cita Eros Francisco, pesquisador da Fundação MT. Para elevar a produtividade da soja, os técnicos da Fundação recomendam maior cuidado com as práticas de manejo, o que inclui adubação, aplicação de defensivos, correção da acidez do solo e uso adequado do plantio direto. No caso do milho safrinha, o aumento da rentabilidade está associado ao avanço do potencial genético dos híbridos e à antecipação do plantio. Na última década, a produtividade saltou de 2.950 quilos
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Veja a produção de grãos do Araguaia Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traduzem em tabela o levantamento de safra e área plantada de soja, milho, arroz e algodão em 30 municípios do Vale do Araguaia, região que pode configurar no mapa de Mato Grosso como nova fronteira agrícola, a partir de terras que foram degradadas.
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Fonte IBGE
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LAVOURA
Soja avança no Xingu Ronan de Sá/A Semana
WANDERLEY WASCONCELOS/RONAN DE SÁ
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timismo não falta ao prefeito de Santa Cruz do Xingu, Marcos Sá, se o assunto diz respeito ao MT Integrado, o maior programa social já realizado no estado. Ao todo são 38 obras lançadas este ano pelo Governo de Mato Grosso com investimentos estimados em R$ 1,5 bilhão e que passa pelo município para eliminar de vez as dificuldades de escoamento de produção. Situada na região Noroeste de Mato Grosso, Santa Cruz do Xingu é um município na mira dos grandes investidores em agricultura do país. Sua área para cultivo de grãos é superior a 120 mil hectares. Terras que foram degradadas pela formação de pastagem. Nas entrevistas em que fala sobre o potencial de seu município Marcos de Sá tem se mostrado otimista diante “de uma grande área reservada à agricultura, sem que seja preciso recorrer ao desmatamento, além de poder ser também intercalada com a pecuária”. O MT Integrado alcança o municí-
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Prefeito Marcos Sá de olho no desenvolvimento de Santa Cruz
teoriasedesabafos.blogspot.com
que é produzido em Santa Cruz do Xingu brota da agricultura familiar que abarca a implantação do programa Balde Cheio, piscicultura, plantação de mandioca, suinocultura, entre outras iniciativas. AGRONEGÓCIO
pio em um trecho de 126 km de asfalto, da entrada da MT-437 a Carmelita e Santa Cruz do Xingu.“É o suficiente, de alguma forma, para estarmos integrados por via asfáltica ao eixo da BR-158 e para as grandes regiões do país”, avalia Marcos. Todos os setores de sua administração são prioridade. Em saúde pública Marcos de Sá luta para que a cidade seja uma referência regional. Crianças em idade escolar, todas elas estão matriculadas na rede municipal de ensino. Na agricultura, metade do
HISTÓRICO O núcleo que deu origem ao município foi a Agrovila Santa Cruz do Xingu, foi fundada por Geraldo de Andrade Carvalho (falecido em 1988) e que dirigia a Corebrasa – Colonizadora de Representações do Brasil S/A. Seu filho, o advogado Geraldo de Andrade Carvalho Jr. ficou à frente do empreendimento para colonizar a Agrovila. A chegada de famílias que em primeira hora acreditaram no projeto fomentou as articulações para a emancipação política daquele interior que antes pertencia a Luciara. O município foi criado em 1999, através de uma Lei Estadual, de autoria do deputado Humberto Bosaipo, que em sua justificativa disse si tratar de uma região mais promissora. Em outubro do ano seguinte foi eleito o primeiro prefeito, Carlos Roberto Rompel que governou Santa Cruz do Xingu por oito anos e, nas eleições passadas, foi eleito Marcos de Sá. Quando de sua emancipação o principal impulso foi dado pelo crescimento e desenvolvimento da lavoura moderna, destacando-se em primeiro plano a produção de soja e arroz. [Com dados da Assessoria/Setpu-MT]
Ronan de Sá/A Semana
Santa Cruz do Xingu tem uma produção de sacas por hectares suporior a Querência e Primavera. E a retirada da safra tem o custo mais em conta em função de estar mais próximo do porto do Maranhão, uma economia de 3 a 4 reais por saca
O potencial econômico de Santa Cruz do Xingu atrai investidores que portam tecnologia moderna e que chegam para gerar emprego e renda no cultivo de soja e de outros grãos. Inserir atividades do agronegócio de modo intensivo tem sido uma das tarefas da Secretaria Municipal de Agricultura com vistas no crescimento econômico integrado à lavoura, pecuária e floresta, três itens valorosos do Norte Araguaia. Região amplamente cobiçada por sua diversidade ambiental, o município conta hoje com associações voltadas à defesa da sustentabilidade como a Xingu Mata Viva, Xingu Sustentável e ISA (Instituto Sócio Ambiental) na recuperação do ‘Apos’ (Área de Preservação Permanente Degradadas). Santa Cruz do Xingu está a 220 quilômetros de Porto Alegre do Norte e, em consequência, da rodovia 158 que corta aquela cidade. A grande expectativa do momento é o asfaltamento de um trecho de 120 km pelo programa MT Integrado. O município possui no momento dois projetos de colonização: Santa Cruz I e II e dois assentamentos, o Santa Clara, fundado na década de 1990 e Brasipaiva, de 1999. Ambos ocupados por cerca de 400 famílias de trabalhadores rurais sem terra provindos de Goiás, numa área de mais de 27 mil hectares. A presença do Incra e da prefeitura promoveram abastecimento
de água tratada, escola e energia elétrica, já que o programa Luz no Campo atinge quase 100% do interior do município. A estrutura fundiária do município é representada por cerca de 200 pequenas propriedades de até mil hectares, 100 médias e 70 de grande porte acima de 5 mil ha. O plantio de grãos é liderado pela soja e o milho. Na próxima safra espera-se o cultivo de pelo menos 17 mil hectares, já que há disponibilidade de áreas superiores a 120 hectares.
Multinacional Bunge marca presença no município GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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PRODUÇÃO
Agricultura Familiar: semente da base econômica do estado Recursos que irão ajudar mais de 140 mil pessoas inseridas no projeto que tem à frente os esforços de Meraldo Sá. “Nosso projeto vai de encontro ao pequeno produtor e sua realidade é irreversível”, diz o secretário Mayke Toscano/Secom-MT
DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
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o primeiro semestre deste ano o secretário de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Meraldo Sá conseguiu a liberação de R$ 16 milhões em recursos federais para Mato Grosso. Esse montante está sendo utilizado no fortalecimento da agricultura familiar, que hoje representa 74% dos produtores rurais existentes do estado. Em Brasília Meraldo Sá conseguiu junto ao secretário de Políticas Públicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller a liberação de R$ 5 milhões provenientes de emendas de parlamentares da bancada matogrossense no Congresso. Essa verba, conforme disse, será destinada para aquisição de equipamentos e maquinários agrícolas, tais como de caminhões, patrulhas mecanizadas, equipamentos, apoio a feiras livres ou centros de comercialização de produtos agrícolas.
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No Ministério da Integração Nacional, o secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar conseguiu liberar R$ 11 milhões de verba federal, que serão destinados
a projetos de irrigação nos assentamentos rurais e na compra de equipamentos agrícolas. “Ao me reunir com Cleber Ávila, diretor da Superintendência de Desenvolvimento do
Mayke Toscano/Secom-MT
Centro-Oeste, (Sudeco), garanti mais essa quantia para Mato Grosso. Esses recursos irão ajudar as mais de 140 mil pessoas que vivem da agricultura familiar no estado”, comentou Meraldo Sá. CRÉDITO FUNDIÁRIO Em junho foi retomado em Mato Grosso o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), que oferece aos trabalhadores rurais sem terra condições de comprar um imóvel rural por meio de financiamento. O PNCF é do governo federal, mas é colocado em prática com a ajuda dos governos estaduais, que ficam responsáveis pelo cadastro e repasse da verba. Esse programa foi interrompido em julho de 2012, para adequações que visaram regularizar o alto índice de agricultores inadimplentes que aderiram ao benefício de financiamento. Meraldo Sá conversou com o diretor do Departamento de Crédito Fundiário do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Dino Castilhos quando apresentou o relatório do Crédito Fundiário de Mato Grosso. “Castilhos, na ocasião, sinalizou a retomada do programa em Mato Grosso”, disse o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf). MAQUINÁRIOS O governador Silval Barbosa deve entregar até o final deste ano máquinas agrícolas para cerca de 60 municípios matogrossenses. Muitas famílias já foram contempladas segundo o secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Meraldo Sá. Na primeira etapa do programa foram investidos em torno de R$ 2 milhões, de um total de R$ 22 milhões, resultantes de um projeto que envolve o governo federal e contrapartida do governo estadual.“Nosso propósito é o de dar condições de trabalho ao pequeno produtor”, disse Meraldo. Esses veículos novos que estão sendo distribuídos a pequenos agricultores reunidos em associações vão reforçar técnicas no interior, em regiões isoladas que precisam de aparato técnico para produzir mais, gerar mais riqueza para cerca de 150 mil famílias.
Meraldo Sá, secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar de Mato Grosso
Mato Grosso avança na agricultura familiar Em Mato Grosso há cerca de 150 mil famílias cadastradas na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf). A maioria é formada por lavradores pobres, sem nenhum recurso tecnológico para o trato da terra. No final de maio o governador Silval Barbosa anunciou um plano de ação para incrementar este setor com a entrega a associações de pequenos pro-
Tipo de agricultura que atende a demanda de famílias de pequenos agricultores em todas as regiões do país
dutores de 19 municípios 23 patrulhas mecanizadas. Investimentos iniciais são de R$ 2,4 milhões de uma emenda do deputado federal Carlos Bezerra, somada à contrapartida do estado. Entre os municípios contemplados figuram cinco do Vale do Araguaia: Alto Boa Vista, Cocalinho, Confresa, Novo Santo Antonio, Porto Alegre do Norte e Santa Terezinha. De outras regiões do estado estão Acorizal, Alta Floresta, Barão de Melgaço, Brasnorte, Colniza, Cotriguaçu, Dom Aquino, Juruena, Tangará da Serra, Nova Monte Verde, Nova Ubiratã, Poxoréu, Santo Antonio do Leverger e São José do Povo. Na solenidade de entrega dos maquinários, em Várzea Grande, na Central de Comercialização da Agricultura Familiar, Silval Barbosa quanto o secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Meraldo Sá destacaram que haverá produtividade e renda ao pequeno produtor, uma vez que mais de 25% da população do estado vivem da agricultura familiar, conforme assegurou Meraldo Sá. O conjunto de maquinário agrícola que será entregue a 22 associações de pequenos agricultores é formado por um trator agrícola com grade aradora, ensiladeira e carreta agrícola
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FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL
Senar lança cinco novos treinamentos para atender a demanda do Estado Assessoria/Senar
DA ASSESSORIA
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m dos pilares da economia na região do Araguaia é a pecuária, mas alguns municípios também têm investido na expansão da agricultura. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) oferece dezenas de treinamentos, cursos e oficinas para qualificar profissionais tanto no setor de pecuária, como na agricultura. Neste segundo semestre há cinco novos treinamentos. Para a área de formação profissional rural foi lançado o treinamento de Operação de Tratores Agrícolas, Tecnologia de Precisão em Máquinas Agrícolas e Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural (CIPATR). Já para a área de Promoção Social os novos cursos são Confecção de Arreio Banana e de Arreio com Armação. De acordo com o presidente do Conselho Administrativo do Senar (MT), Rui Prado estes novos treinamentos são oriundos da demanda crescente do setor agropecuário. Esta necessidade foi identificada por meio de um estudo que o Senar (MT) solicitou à Universidade Federal de Viçosa (UFV).
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A entidade ouviu representantes de instituições do setor agropecuário e dos Sindicatos Rurais. “Neste trabalho também foram definidas sete cadeias produtivas prioritárias. Vamos lançar outros novos cursos ainda este ano”. Piscicultura, cotonicultura, soja e milho, olericultura, fruticultura, sistemas florestais e bovinocultura de leite são as cadeias produtivas prioritárias elencadas pela UFV para Mato Grosso. O superintendente do Senar, Tiago Mattosinho acrescenta que a equipe técnica da instituição está trabalhando na elaboração de novos cursos para atender demanda destas sete cadeias prioritárias. Em todo o Mato Grosso a necessidade por treinamentos no setor de máquinas agrícolas cresce na mesma proporção em que a agricultura se expande no Estado. No Araguaia a lista dos cursos mais procurados inclui operação de tratores agrícolas, operação e regulagem de implementos agrícolas para o preparo e correção do solo e manutenção de tratores agrícolas. Destes cinco novos treinamentos, o de Tecnologia de Precisão em Máquinas Agrícolas já formou turmas em Sinop, Sorriso, Alto Taquari e Campo
Verde neste mês de setembro. Para a mesma área foi criado ainda o treinamento de Manutenção de Tratores Agrícolas, onde os alunos aprendem a fazer limpeza das máquinas, identificarem os componentes, trabalhar com sistema de alimentação, arrefecimento, lubrificação, locomoção e manutenção. Mas não é só isso. Os alunos também têm aulas de cidadania, segurança e saúde no trabalho, identificação de instrumentos e comandos. Outro setor onde a demanda cresce vertiginosamente é o de Segurança no Trabalho. Para qualificar e preparar os profissionais, o Senar oferece o treinamento de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural (CIPATR). Quem participa deste treinamento aprende a identificar dentro dos setores da empresa rural os riscos das atividades laborais para a prevenção de acidentes e doenças. Ao concluir o curso estas pessoas estão qualificadas para atuarem em Comissões Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) no Trabalho Rural. Confecção de arreio banana e de arreio com armação são os novos treinamentos do setor de Promoção Social oferecidos pelo Senar. Além de aprender a confeccionar os arreios, os alunos também têm aulas sobre segurança do trabalhador, cidadania, qualidade e produtividade e classificação e defeitos do couro bovino. Os interessados em mais informações destes novos treinamentos devem acessar o site www.senarmt.org.br ou o sindicato rural de seu município. O Senar está no Twitter e no Facebook. Siga @senar_mt e curta a Fan Page (http://www.facebook.com/SenarMt) da instituição de ensino rural que está presente em todos os municípios de Mato Grosso, atuando em parceria com os 87 sindicatos rurais. Faz parte do Sistema Famato, assim como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT).
Ronan de Sá/Semana7.com
INDEA
Essencial à vida do campo Marca da nova gestão é a presença do órgão em defesa do produtor rural WANDERLEY WASCONCELOS/RONAN DE SÁ
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enier Marcos Silva é um jovem em início de carreira, empossado em junho passado na unidade do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) de Barra do Garças, vem pautando sua atuação na valorização do servidor e em defesa do produtor rural. A supervisão de sua regional abrange escritórios de 18 municípios, desde Araguainha, na região do alto Araguaia, a Querência, no vale do Xingu, passando por Barra do Garças, a capital do novilho precoce e polos de agricultura como Canarana e Água Boa. No ato de sua concorrida posse que contou com a presença, entre outros, do prefeito de Barra do Garças, Roberto Farias (PSD), Benier Marcos disse que assumia o cargo com a incumbência de reestruturar o órgão e buscar condições para “usarmos a força política que temos para cobrar e
Benier Marcos, gerente do escritório Indea em Barra do Garças
apresentar as reivindicações junto ao governo do estado”. Sem a presença da modéstia ele disse que “posso garantir que farei uma grande administração como gerente do Indea”. Técnico Agropecuário, Benier Marcos, diz que o trabalho de uma regional como a de Barra do Garças “é intenso, demanda viagens e infraestrutura para marcar presença nos municípios”, disse ele neste final de setembro quando terminava o vazio sanitário, período de três meses de ausência total de plantas vivas de soja, excluindo-se as áreas de pesquisa científica e de produção de semente genética, devidamente monitorada e controlada. Essa medida é adotada pela Secretaria de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimento como proteção contra a ferrugem asiática, um fungo que na safra 2005/06 provocou prejuízos da ordem de US$ 2 bilhões à agricultura brasileira. O vazio sanitário ocorre de julho a setembro, prazo suficiente para oãçartsulI
erradicar a soja por meio de produtos químicos. Sua regional apascenta um rebanho bovino em torno de 3,5 milhões de cabeças onde a campanha contra a febre aftosa é dividida em duas etapas: maio e novembro. A meta de vacinação “é de 100% e podemos dizer que o gado do Araguaia está vacinado e não temos restrições à exportações para União Européia ou países como o Chile, uma fatia de mercado grandiosa, assim como os grandes frigoríficos do país”, disse ele em entrevista à Gente Centro-Oeste. Em caso de eventual foco de doença animal o estado é, de certa forma, penalizado porque o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) isola a área que fica impedida de vender seu produto. “O indea não é um órgão que pune, mas que atua de forma defensiva no sentido de conscientizar o produtor, mostrar que o melhor caminho é imunizar seu rebanho para alcançar preços em grandes mercados. Há 18 anos que Mato Grosso saiu da febre aftosa”, diz Benier Marcos. Indagado sobre seu trabalho à frente da unidade de Barra do Garças Benier Marcos disse ser “muito difícil fazer autoavaliação, mas creio que estou conseguindo com toda nossa equipe dar uma resposta positiva ao governador Silval Barbosa, ao secretário de Agricultura Meraldo Sá e à presidente do Indea Maria Auxiliadora. Nossa preocupação é atender demandas e isso não é fácil, porque é grande a responsabilidade”, assegura.
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BOLA DA VEZ
Ribeirão Cascalheira Aposta em novas culturas DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
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equenos produtores, incluindo famílias agregadas ao programa estadual de Agricultura Familiar, já começaram a desenvolver em Ribeirão Cascalheira projetos voltados para a piscicultura. A Secretaria Municipal de Agricultura, segundo o prefeito Reynaldo Fonseca Diniz, articula junto ao Ministério da Pesca projetos locais e garantir recursos para investir neste setor de produção. Em recente visita a Barra do Garças para lançar um programa de incentivo a piscicultura e abertura de um frigorífico que deve gerar em torno de 500 empregos e investimentos de R$ 4 bilhões, Crivella ressaltou que a redenção econômica da região passa pelos
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investimentos em piscicultura pelo fato de concentrar suas atividades em pequenos e médios produtores. Em Ribeirão Cascalheira, conforme Reynaldo Diniz, essa cadeia produtiva está começando com a iniciativa da prefeitura voltada para esses agricultores. Apesar do foco inicial de piscicultura a gestão de Ribeirão Cascalheira reconhece que o forte do município é a pecuária com um rebanho de 176 mil cabeças de bovinos para cria, recria e engorda. Maioria dessa produção segue para frigoríficos de Paranatinga, Barra do Garças, entre outros abatedouros de cidades da região. Sua pecuária é distribuída em grandes, médias e pequenas propriedades, responsáveis pela bacia leiteira do município que produz em média
300 mil litros mensais com incentivo da Prefeitura de Ribeirão Cascalheira, através da Secretaria de Agricultura local e de duas cooperativas voltadas para este setor de produção. Na agricultura Ribeirão Cascalheira plantou na última safra (2012/13) 79 mil hectares de soja e tem expectativa de aumento para 95 mil, um crescimento de 20%. Na conta de Reynaldo Diniz há terras degradadas no município que podem ser reutilizadas para o plantio de grãos, em torno de 300 mil hectares. Por enquanto a infraestrutura conta com dois armazéns com capacidade para conter 250 mil sacas em cada um deles e dois em fase de obras para 120 mil sacas, cada um. Para atender a demanda da safra (2014/15) está prevista
Assessoria
Assessoria
Silos marcam crescimento das lavouras no município
pequenos produtores rurais, colocando equipamentos para perfuração de tanques para criação de peixes e outros serviços que busquem melhoria e qualidade de vida a todos”. HISTÓRICO
Espelho de um tanque de piscicultura em Ribeirão Cascalheira
a construção de outros dois armazéns com capacidade para 350 mil sacas de soja e milho safrinha. Para que o município possa fazer frente à demanda de obras e serviços é necessário que a administração ofereça apoio às empresas, logística para assegurar o escoamento da safra onde se busca parcerias que possibilita a recuperação e o revestimento com cascalho de estradas que ficavam intransitáveis no período chuvoso. Os serviços efetuados em data recente propiciaram segurança aos produtores. “A principal reclamação da população é a de cobrar ação de nossa parte. Estamos prontos para o trabalho e este mês ainda inicio uma operação tapa-buracos nas ruas da cidade”, disse Reynaldo. O prefeito frisou ainda que o poder público tem que ser parceiro de quem quer trabalhar e produzir. “Nossa gestão está aberta a parcerias com os
A primeira denominação de Ribeirão Cascalheira foi Ribeirão Bonito, por volta de 1968. Naquele mesmo ano de instalação dos primeiros moradores foi criado o primeiro estabelecimento comercial por Zacarias Guedes, a Pensão e Comércio Ribeirão Bonito. Por algum tempo o local também foi denominado Alta Cascalheira. Maioria dos pioneiros era formada por pequenos agricultores. Em 1984 o lugarejo foi elevado à condição de distrito. Sua emancipação
ocorreu em 1988, desmembrando-se dos municípios de Canarana e São Félix do Araguaia com o nome de Ribeirão Cascalheira. Localizado a cerca de 900 Km de Cuiabá, o município é único no mundo a erguer um santuário dedicado aos mártires que honra a memória, entre outros, do padre João Bosco Burnier, assassinado na tarde de 11 de outubro de 1976 por um soldado de polícia, no momento em que o então bispo da prelazia de São Félix do Araguaia, dom Pedro Casaldáliga e o religioso intercediam em favor de duas mulheres que se encontravam presas e estavam sendo torturadas na cadeia local. [Fonte: Confederação Nacional de Municípios e Guia Cultural do Centro-Oeste] Assessoria
Lavora de soja no município, um dos componentes de economia local GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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ESPORTE
Atletas terão casa especial WANDERLEY WASCONCELOS/RONAN DE SÁ
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epois de 23 medalhas de ouro no país e nove em competições do Sul-americano, quatro recordes de metro raso em olimpíadas nacionais os 21 atletas de Barra do Garças ainda moram de aluguel e custam “por baixo”, conforme disse o professor técnico de atletismo Sivirino Souza, cerca de R$ 6 mil mensais. Mais esses dias de paupéria estão contados. Uma emenda do deputado estadual Baiano Filho (PMDB) vai resultar na construção da Casa do Atleta na Vila Olímpica do Jardim Piracema. O custo final será de R$ 770 mil, incluídos os R$ 370 mil da contrapartida da Prefeitura de Barra do
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Garças. A conclusão está prevista para o final deste ano. Há quatro anos o jornal A Semana chamava atenção para sua primeira página com a manchete: “Órfãos do Esporte” onde a jornalista Lairce Campos cobrava reformas na Casa dos Atletas, alojamento, alimentação e acrescentava na época que Barra do Garças já exportava talentos, mesmo sem apoio. A realidade descrita por Lairce não mudou muito de lá para cá. No entanto é conveniente lembrar que houve avanços lentos, mas avanços. Os repórteres Renato Ribeiro e Cléber Schettini viajaram quase oito mil quilômetros para conhecer melhor três meninos que simbolizam perfeitamente o espírito dessa competição. Um deles de Barra do Garças,Vítor Silva. Provas de fundo do atletismo, às
margens do Rio Araguaia. Vitor tinha 17 anos era o ‘Silva’ de Mato Grosso que a rede Globo anunciou para o mundo. Ele “mora na Casa do Atleta, um lugar que abriga adolescentes de Mato Grosso com talento para correr” e citava o dizer do professor Sivirino: “Atleta bom é atleta bom de nota [na escola]”. Mas ninguém dessa turma começou no topo. No início foi um exercício duro para se descobrir talentos e Vítor foi um deles. Em maio de 2012 ele foi estrela no Jornal Nacional, renascido que foi da Associação de Atletismo local que assim como seus colegas de provas de fundo, de baixa renda numa instituição que sempre se propôs formar o atleta e depois como cidadão. Vítor entrou pela porta da frente porque tinha talento e capacidade técnica, a grande virtude
Getúlio Costa/Assessoria
O médico Abdo Abdalla entrega ao professor Sivirino Santos, (centro) Moção de Congratulação da Assembleia Legislativa, do deputado Baiano Filho
Maquete da Casa do Atleta, da prancheta do arquiteto Jorge Nascimento, cujo o início da obra está previsto para os próximos meses
que está em jogo para qualquer atleta, em qualquer modalidade. Baiano Filho sabe disso como ninguém. Ex-professor, ex-jogador de voleibol e técnico, campeão matogrossense pelo Sinop Esporte Clube, três vezes vereador em sua cidade, presidente da União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso (Ucemat), coordenador da campanha de Blairo Maggi ao governo do estado, secretário de Esportes de Maggi de 2003 a 2010, ele promoveu a maior estrutura esportiva até então nunca vista em Mato Grosso. Idealizador dos jogos Olímpicos em Sinop e dos Jogos Abertos Matogrossenses, Baiano Filho tem fôlego para realizações. Mostrou isso quando esteve secretário de Esportes. Baiano promoveu o retorno dos Jogos Abertos Matogrossenses, a implantação dos Jogos Escolares Matogrossenses, Copa Mato Grosso de Futebol, Campeonato de Seleções Amadoras, apoio às Federações Esportivas; implantação do programa Segundo Tempo desenvolvido em 95 municípios do estado e criação do Bolsa Atleta. Com a reeleição de Maggi, em 2006, Baiano Filho é convidado a permanecer secretário. Superado o lançamento do mundialmente conhecido
“Aecim Tocantins”, Mato Grosso já se encontrava envolto por outro grande desafio: o pleito por uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014, compromisso assumido pelo então governador e Baiano Filho, um plano ousado com investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão e a construção de um megaestádio, com capacidade para 45 mil pessoas. Foi pensando em jovens Vitor que o deputado Baiano Filho não mediu esforços para obtenção dessa verba. Em agosto ele reuniu-se com o prefeito do município, Roberto Farias (PSD) e alguns assessores para definir detalhes da obra, além de assuntos relacionados aos esportes praticados no município, com destaque para o atletismo que
tem levado o nome da cidade no país e exterior. Projeto arquitetônico de Jorge Nascimento a Casa do Atleta terá 400 m² e capacidade para abrigar 30 atletas. “O improviso desses anos todos vai dar lugar a um refeitório, cozinha, apartamentos, vestiário, academia, banho, área de serviço, iluminação na pista de atletismo”, diz o disciplinado professor Sivirino, ex-empacotador que se tornou professor de Educação Física pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mas que optou por abandonar a carreira de atletismo, depois de passar pela maratona de Nova Iorque para se dedicar ao treinamento de jovens aspirantes dessa modalidade esportiva. [Com dados da Assessoria] Jalapa/Assessoria
Professor Sivirino Santos, o deputado Baiano Filho com o prefeito de Barra do Garças Roberto Farias: em pauta a Casa do Atleta GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Atleta de Barra do Garças ilustra página de Veja Joseilton Cunha, do atletismo, começou a correr há apenas um ano: jovem conta que já usou drogas, mas que foi salvo pelo esporte. Ele tinha 17 anos em 2010 quando em agosto embarcou com a delegação brasileira para Cingapura, onde participou dos Jogos Olímpicos da Juventude. Entre os destaques estava o atleta mato-grossense Joseilton Cunha, de Barra do Garças, recordista brasileiro dos 800 metros e terceiro colocado na seletiva dos mil metros. Joseilton é um nome para as Olímpiadas em 2016 no Rio de Janeiro. Na época Joseilton foi destaque em uma página de Veja onde aproveitou para contar um pouco de sua história de menino pobre, que trabalhou na infância, que bebia e usava drogas. Ele mesmo se dizia perdido para o mundo aos 16 anos. Um ano depois estava em Cingapura, salvo pelo esporte, reconhecido pelo treinador Sivirino Santos. TEXTO DE VEJA “Nunca mais toquei em bebida e em droga desde o dia em que comecei a treinar. Meu pai e minha mãe tinham um filho perdido no mundo. Este ano, eles têm um filho que vai conhecer o mundo”, define Joseílton Cunha, do atletismo Aos 16 anos, Joseilton Cunha já havia abandonado a escola e tentado, sem sucesso, ser jogador de futebol e pedreiro. Acabou trabalhando como vaqueiro e motorista de trator em fazendas do Mato Grosso. Nas horas vagas, bebia e se drogava. Foi quando, numa fazenda em que seu alojamento sequer tinha água corrente, sentiu que precisava mudar de vida. Voltou à escola para terminar o ensino fundamental em sua cidade, Barra do Garça. Logo nos primeiros dias, o professor de educação física o convidou para participar de uma corrida. O garoto, que nunca havia praticado atletismo, impressionou um treinador local, Siverino Souza dos Santos, que o chamou para treinar com seu grupo. Três meses e meio depois, Joseilton já era campeão do Brasileiro Juvenil Interclubes, nos 800m. Logo depois, ficou em terceiro no Brasileiro Juvenil. E, no início deste ano, ficou em primeiro lugar na seletiva sul-americana dos 1000m para a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, que acontecem em Cingapura, no Sudeste Asiático [...]. Joseilton, agora com 17 anos, viaja com a maior parte da delegação brasileira na madrugada desta segunda. Vai primeiro para Dubai, nos Emirados Árabes, onde 37 atletas de dez modalidades farão treinos de aclimatação até dia 10, quando seguem para Cingapura. O restante da delegação fará a preparação final em diferentes locais. “Tudo isso aconteceu em um ano. Para mim foi muito bom, porque nunca mais toquei em bebida e em droga, desde o dia em que comecei a treinar com o Siverino. Meu pai e minha mãe estão muito felizes. No ano passado, eles tinham um filho perdido no mundo. Este ano, eles têm um filho que vai conhecer o mundo”, define Joseílton, Em dezembro, ele passará a morar e treinar no centro de treinamento que a Confederação Brasileira de Atletismo mantém em Uberlândia (MG).
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Troféus da equipe de atletismo de Barra do Garças em competições estuduais e nacional. No grupo, Joseilton Cunha (o 5º da esquerda para direita), e Ademilson Santana - Diamantino (sétimo) campeão e recordista brasileiro das Olimpíadas Escolares em 2005, nos 1.500 metros rasos
Cristina Moraes Santana, mãe de Diamantino, sempre presente na vida esportiva do filho e considerada a "mãe" da equipe de atletismo de Barra do Garças
Fotos: Mayke Toscano/A Semana
Atual Casa dos Atletas em momento de refeição. Pouco espaço e muito improviso, mas a alimentação é de qualidade
Sérgio Santana/Semana7.com
Pouco espaço no alojamento dificulta Espaço limitado e falta de os momentos descanso e lazer
Vila Olímpica no Piracema, local de treino e espaço para construção da nova casa (Casa do Atleta), sendo vistoriado pela presidente da Associação de Atletismo de Barra do Garças, Maria Silvânia, vereador Reinaldo Silva, deputado Baiano Filho e professor Sivirino Santos
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DOUTOR MARIANO
Dedicação e respeito pela vida alheia WANDERLEY WASCONCELOS
Fundada por agricultores vindos do sul em Julho de 1975, Água Boa, 20.844 habitantes, é uma das principais referências econômicas do Médio Araguaia. O município foi emancipado em 26 de dezembro de 1979. Sua economia baseia-se na agropecuária. A próxima safra está estimada em 263.613 toneladas de soja e 97.141 toneladas de milho. Seu rebanho bovino ultrapassa 500 mil cabeças. Outros se-
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tores econômicos estão baseados em seu comércio e na prestação de serviços de um modo geral. Então, são muitos os personagens que fazem a grandeza dessa terra, a exemplo do médico Mariano Kolankiewiez Filho que trabalha em dois hospitais da cidade: no Regional de Água Boa, com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que através de um consórcio atende paciente de 11 municípios, e Hospital Vale do Araguaia, particular, mas conveniado com
a Prefeitura local, onde Doutor Mariano é um dentre os donos daquela casa de saúde. Sem nenhuma alusão à vaidade pessoal de sua pessoa, conforme pediu ao repórter, logo de entrada à entrevista, doutor Mariano construiu sua história primeiramente sobre livros. Filho de pai comerciante, mãe professora e que sempre os incentivou a tirar boas notas no colégio. Na virada do século XX, em 2000, aos 23 anos, formouse médico pela Universidade Católica de Pelotas (RS). De 2001 a 2004 fez residência em cirurgia geral e nos dois anos seguintes foi residente na Santa Casa de Porto Alegre em cirurgia vídeolaparoscopia. Outra importante história do Doutor Mariano teve início, sem que ele esperasse, em julho de 2007 quando veio conhecer a cidade e a fazenda de seu sogro, Nelson Farias de Souza (já falecido) um dos pioneiros de Água Boa. Nelson chegou em 1973 quando o núcleo urbano era apenas um distrito de Barra do Garças, prestes a se emancipar politicamente. Voltemos ao Doutor Mariano. Em 30 de setembro, em plena primavera, ele retorna para ficar, para fazer de Água Boa sua cidade ao lado de sua mulher, a médica veterinária Juliana Souza (Universidade Federal de Palotina (PR)), mãe de Nelson Farias de Souza Neto, de quatro anos de idade. De sua chegada ao Mato Grosso aos dias de hoje são decorridos seis anos. Doutor Mariano (assim ele é conhecido na cidade e interior do município) se adaptou bem á região. Como em toda cidade há muitos, que até de modo involuntário constam na lista do superávit dos números eleitorais. Sem nunca ter imaginado a possiblidade de enveredar-se por este campo Doutor Mariano não teve como rejeitar ao convite de um grupo e disputou as eleições municipais do ano passado. Esteve à frente de uma campanha modesta e com apenas cinco anos de Água Boa, perdeu por 121 votos para Mauro Rosa da Silva (PPS). Mauro teve 5.734, Doutor Mariano (PDT), 5.613 votos, 1,06%, a diferença entre os dois candidatos a prefeito. Tudo indicava, a contar por sua desenvoltura que a população estava ávida por mudanças na política local. Antes de entrar para a política ele tinha em suas primeiras referências o
Desde a minha infância me interessei também colega de partido Cristovão pela vida das pessoas e, depois de méBuarque (PDT) com a proposta de fedico conheci que este mandamento é a deralizar a educação. Medidas as proessência da medicina, sem querer tirar porções, são pessoas grandiosas em proveito de nada disso”. Seu cotidiano que devemos nos espelhar”, diz. no Hospital Regional resulta em cerca Voltando a sua grande paixão inide muitas consultas dicial, a medicina, Douárias. “Como prefeito tor Mariano, natural de eu pudesse meGuarani das Missões Recebi um conselho talvez lhorar a vida de milha(RS), lembra-se que deres de pessoas”, analipois de formado médide meu pai quando sa. co ajudou a montar uma entrei na faculdade: “Meu pai Mariano Unidade de Terapia Kolankiewicz, foi um Intensiva (UTI) em Palnão quero que sejas sujeito muito bondoso mas (PR), em 2007. Essa que sempre confiou UTI ajudou certa feita rico, mas que as nas pessoas. Minha a salvar a vida de seu pessoas sintam mãe, Ângela Maria, fez cunhado Juliano Maito. do magistério uma esDe Juliano e de muitas orgulho de ter um pécie de sacerdócio. outras pessoas. Emociomédico como você. Recebi um conselho de nado ele diz que indimeu pai quando entrei ferente de política “não na faculdade: não queperco meu sonho, o de ro que sejas rico, mas fazer saúde de qualique as pessoas sintam dade para Água Boa e orgulho de ter um méregião”. dico como você. Tento ouvir este conSobre política ele diz “que é fácil selho todos os dias porque o respeito fazer oposição, criticar e um pouco às pessoas e a dedicação à medicina mais difícil é entrar na luta, participar, eles se completam”. [Com reportagem fazer alguma coisa de útil para as pesde Sérgio Santana] soas, principalmente as mais carentes.
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ex-presidente Juscelino Kubitscheck (JK), por também ser médico e dono de “uma iniciativa incomum”; seguido de seu conterrâneo gaúcho Leonel Brizola (ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro) e, por último, sua admiração pelo senador Pedro Taques (PDT), “um político sério, corajoso, justo, que luta por igualdade social, contra corrupção, um dos principais expoentes do Congresso Nacional” e segundo diz, “uma esperança para Mato Grosso e para o Brasil” que esteve presente na solenidade de sua afiliação ao partido em Água Boa, em datas importantes de sua campanha, inclusive em seu último comício das eleições passadas. Esse seu embate a bordo de uma campanha modesta somam-se muitos méritos “que precisam ser divididos de modo equitativo entre os grupos que me apoiaram, a começar pelos 11 partidos da coligação ‘Água Boa em Boas Mãos’ e os demais companheiros de todas as horas”. Doutor Mariano não esquece ninguém, seja do âmbito político ou de sua profissão, mas sem misturar as coisas,“eu acredito sempre na possiblidade de um mundo melhor, numa educação de qualidade como dizia o professor Darcy Ribeiro ou seu
Doutor Mariano Filho de olho na realidade social de Água Boa e região GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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POLÍTICA
Governo precisa descentralizar Semana7.com/Ronan de Sá
Julio Cesar oposição com responsabilidade em defesa da sociedade barra-garcense
e não nega paixão pela política e sua admiração pelos líderes do PSDB que passa por FHC a Aécio Neves e desaer membro de uma Câmara de gua em outras vertentes políticas e, em Vereadores é fazer parte de um consequência, de outros complexo político partidos como do ex-preque deve responder priEsse modo diferenciado feito Wanderlei Farias meiramente pelos inteSantos, apenas para ficar resses da sociedade que não abarca apenas a em três exemplos. o elegeu. Eleito em 2008, juventude, mas outros Se fosse para resuJulio Cesar terminou seu segmentos como mir sua gestão até aqui primeiro mandato como Julio Cesar diria de seu políticas públicas para presidente da Casa e trabalho em defesa dos mostrou desde a primeimulheres, negros, interesses do município, ra sessão que sabe artipovos tradicionais, mas existem prioridades cular e ser líder sem ter cultura popular, de políticas públicas volque oprimir seus pares. “Este cargo é público, povos indígenas, não é propriedade paraos portadores ticular e nada disso me de necessidades envaidece, a não ser a especiais, inclusão função de servir”, disse certa vez numa entrevissocial através ta ao portal Semana7. de programas Reeleito para o seeducacionais, geração gundo mandato nas de empregos eleições do ano passado, Julio Cesar diz que vai repetir sua atuação na cidade e em comunidades do interior do município. Filho do exdeputado Joaquim David dos Santos, Julio Cesar é casado, pai de dois filhos REDAÇÃO COM ASSESSORIA
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tadas para a juventude, seja no âmbito local ou regional. “Todo governo deve zelar pelo bem comum, mas sempre com ênfase aos projetos voltados para os jovens buscando a participação de todos eles. A juventude não pode ficar do lado de fora das decisões de sua comunidade”. Esse modo diferenciado não abarca apenas a juventude, mas outros segmentos como políticas públicas para mulheres, negros, povos tradicionais, cultura popular, povos indígenas, aos portadores de necessidades especiais, inclusão social através de programas educacionais, geração de empregos “de modo que isso não fique apenas no papel, mas que resulte em ações emergenciais, sem burocracia, sem demanda política, sem cor partidária”, diz. Segundo o vereador para que isso aconteça é necessária a presença de espaços, de diálogos, de articulação e poder de decisão. “A juventude está cansada de promessas que é um vírus de campanha, que percorre todos os palanques, todos os partidos e noventa por cento do que prometem fica por isso mesmo. O político tem o dever de modificar este cenário para melhor e ele só consegue isso com a participação dos jovens que não merecem nenhum tipo de exclusão”. Essa inserção de que fala Julio Cesar passa, entre outros, pela descentralização do poder, por uma política agrícola aos pequenos e médios produtores do município, pelo cooperativismo, saúde pública de qualidade e educação que deve se estender desde a infância ao apoio universitário, o fomento à indústria do turismo ecológico no município e região, apoio ao comércio e a cultura.
Projeto de Julio Cesar obriga postos de gasolina informar o combustível mais acessível para o usuário
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Fortalece os municípios do
ARAGUAIA CAMILA NALEVAIKO/ASSESSORIA
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região do Norte Araguaia se fortalece a cada dia como a última fronteira agrícola de Mato Grosso e do Brasil. Com isso investidores chegam a todo momento em busca de um lugar ou uma oportunidade. O Crescimento do plantio de grãos para a safra 2013/14 pode chegar a 30% em relação ao ano chegando a 400 mil hectares de plantio, e ainda longe de preencher os mais de 3,2 milhões de hectares em terras degradas prontas para se tornarem terras produtivas. Crescimento acelerado, sinal de muito trabalho para os gestores dos 21 municípios que compõe a região Norte Araguaia e que sentem o desenvolvimento batendo na porta a
todo momento. “Todo dia a região recebe alguém querendo investir seja na compra de terra, para abrir uma empresa, uma indústria ou um comércio. O Brasil está falando do Norte Araguaia”, diz o Presidente da AMNA - Associação do Norte Araguaia e Prefeito de Confresa Gaspar Domingos Lazari, do PSD, que foi o único prefeito reeleito da região nordeste e que comanda a maior cidade do Norte Araguaia. Como todo lugar que cresce, o presidente da AMNA, faz questão de ressaltar que o trabalho tem sido árduo para os gestores, já que com a chegada do desenvolvimento na região, os municípios também tem que acompanhar e crescer de forma ordenada.“Não é tarefa fácil comandar os municípios do Norte Araguaia,
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que ainda tem muito por fazer, mas estamos trabalhando juntamente com todos os prefeitos através da Associação para ajudar a solucionar os principais problemas da região”, destacou Gaspar Lazari. Entre as ações como presidente da AMNA, Gaspar destaca o trabalho para conseguir a instalação dos super postes em todos 21 municípios que compõe a Associação, os projetos já foram assinados pelos prefeitos que agora dependem de verba do Governo Federal para que eles sejam colocados nas cidades.“Os chamados super postes, além de econômicos tem uma durabilidade em suas lâmpadas de no mínimo 05 anos sem manutenção. O próximo passo agora é através da AMNA em parceria com os municípios envolvidos, buscarem verba na esfera federal sendo que em diversos ministérios já está tudo confirmado para liberação de recursos. Acreditamos que muito em breve as cidades do Norte Araguaia terão um novo modelo de iluminação Pública nas vias de principal acesso, oferecendo mais qualidade de vida para a população”, explicou o presidente da AMNA. Entre as preocupações de Gaspar, está a conclusão da BR 158, principal via de acesso ao Norte Araguaia e que ainda sofre com estradas de chão. “Estamos cobrando dos Governos Estadual e Federal para que o trecho do desvio da BR 158 que ainda falta para asfaltar aconteça o quanto antes, é uma exigência da região esse asfalto, já que a produção está batendo a nossa porta e precisamos ter boas estradas”, disse Gaspar que participou juntamente com os prefeitos do Norte Araguaia de duas audiências com o diretor geral do DNIT, Jorge Fraxe com a presença do deputado estadual Baiano Filho e de vários deputados federais Carlos Bezerra, Valtenir Pereira, Júlio Campos, Welington Fagundes, Eliene Lima os senadores Blairo Maggi e Jaime Campos e o governador Silval Barbosa. Na última audiência o DNIT transferiu para o estado de Mato Grosso a responsabilidade de revisão dos projetos e a licitação através do RDC do trecho de 180 km
Assessoria
correspondente ao contorno da Reserva Indígena Marãiwatsédé. O presidente da AMNA também participou com alguns prefeitos do primeiro Rally Ecológico da TO 500 que aconteceu entre os dias 11 e 12 de outubro saindo de São Felix do Araguaia, atravessando a Ilha do Bananal e chegando a Formoso do Araguaia. A TO 500 tem o apoio da AMNA, porque de acordo com o presidente da Associação, o asfalto ligando MT e TO pela estrada será um avanço na logística e produção da região, diminuindo consideravelmente a distância da região à capital federal Brasília. “Essa estrada é fundamental e será um grande passo para toda a região que avança na produção agrícola. Formoso do Araguaia ficará a pouco mais de 90 km de São Félix do Araguaia e lá temos grande produção de calcário. Será também uma via de escoação, fortalecendo ainda mais a logística do Araguaia”, explicou o presidente da AMNA que também assinou o Manifesto que será entregue a presidenta Dilma Rousseff, pedindo para que a Presidenta decrete a construção da estrada. Além dessas ações, Gaspar tem trabalhado duro frente à AMNA em projetos como os aterros sanitários de resíduos sólidos, regularização fundiária junto ao INCRA, MT Habita Mais, MT Integrado e PNHR - Plano Nacional de Habitação Rural e um grande projeto pela ODM beneficiando todos os municípios. “O nos-
so trabalho frente a AMNA é ajudar e apoiar os municípios para que possam crescer e se desenvolver. Estamos cobrando agilidade junto as entidades, aos Governos Federal e Estadual para que possamos crescer juntos com a região. É importante ressaltar o apoio constante e incon-
dicional que tenho recebido como presidente da AMNA de todos os prefeitos que acreditaram em nosso trabalho para representá-los frente a Associação, e essa união entre os gestores é fundamental para o desenvolvimento da nossa região”, enfatizou Lazari.
Compõe a Associação dos Municípios do Norte Araguaia as seguintes cidades:
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LOGĂ?STICA
Mato Grosso agora
INTEGRADO Silval Barbosa cumpre promessa e asfalta Araguaia
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ato Grosso tem o maior programa social já realizado: o Mato Grosso Integrado, Sustentável e Competitivo, conhecido pelos matogrossenses como MT Integrado. A dimensão do programa é grandiosa, embora seu conjunto seja isolado, beneficiando regiões esquecidas de muitos governos, como o Vale do Araguaia. A abrangência do MT Integrado
chega a dois mil quilômetros de asfalto, uma distância entre Cuiabá e Rio de Janeiro, conforme grifou um texto da Secretaria de Comunicação do governo de Silval Barbosa. A conclusão dessa empreita, prevista para os próximos meses, vai tirar do isolamento mais de 44 cidades, com pelo menos uma ligação por asfalto a outro município. Este feito foi amplamente prometido em palanque durante a campanha de Silval Barbosa em 2010. No Vale do Araguaia este anúncio que soava mais
como repetida promessa surtiu efeito no corpo-a-corpo e adesão de prefeitos em seus mais de trinta municípios que acreditaram nesta realidade. Ao asfalto ligado aos eixos de rodovias como 163 ou a 158 do MT Integrado soma-se ao carecido desenvolvimento social de muitas regiões do estado e aqui se inclui mais uma vez o Vale do Araguaia que até a presente data ainda se encontra desavisados a chamá-lo de Vale dos Esquecidos, tamanho foi o descaso a que sua poMarcos Vergueiro/Secom-MT
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pulação foi submetida por sucessivas décadas. Ao anunciar o programa o governador resumiu em poucas palavras sua essência, a de ser um “projeto que olha para as pessoas”. Como todo mundo sabe, infraestrutura pode ser traduzida em desenvolvimento às comunidades isoladas. “Só conheci esta realidade depois de percorrer, já como governador, todo o estado, conversar com as pessoas, saber do que elas precisavam”, disse ele à reportagem de Gente Centro-Oeste. Nenhum antecessor de Silval Barbosa, “em momento algum”, como gosta de frisar sua assessoria, atingiu a marca simultânea de tantos canteiros de obras. Trinta e oito, um número simbólico para o Mato Grosso moderno. Pois é este o número de obras lançadas desde abril, que envolve R$ 1,5 bilhão, conforme disse o secretário de Transportes e Pavimentação Urbana (Setpu), Cinésio de Oliveira ao portal do Governo do Estado. Para tocar um projeto dessa magnitude, conforme Cinésio, não se considerou o fator produtivo dos municípios, questões geográficas, mas a questão social para integrar o estado por se tratar de um programa social. Para chegar aos 44 municípios inseridos no programa foram avaliadas cidades “isoladas” de um eixo rodoviário. No caso específico da MT 100, múltiplas vezes asfaltadas por promessas vãs, no trecho entre Alto Araguaia a Cocalinho, passando por Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Torixoréu, Barra do Garças e Araguaiana, apenas para citar um exemplo. Esse projeto chega no momento em que o Vale do Araguaia se transforma na única fronteira agrícola do estado com um precedente, o de não haver derrubada de florestas. Muitas das que tínhamos foram dizimadas nos anos 1960/70 com o advento da abertura de fazendas, grandes latifúndios, sucedidos depois pela lavoura mecanizada que em efeito simultâneo ocupou todas as regiões do estado que se transformou no maior produtor de grãos do país. A previsão de início de safra desse ano é de um volume de produção capaz de atingir a marca de 24,1 milhões de toneladas de soja. Na safra 2011/2012 este número chegou a 21,3 milhões. Com todos os percalços o Bra-
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Trecho de rodovia que passa por terraplenagem para depois receber asfalto do MT Integrado Mayke Toscano/Secom-MT
Veja os municípios de Mato Grosso (e em destaque os do Araguaia) que recebem as obras do MT Integrado
Fonte: Setpu
Mayke Toscano/Secom-MT
sil colheu nesta safra 180 milhões de toneladas de grãos, 45% destes, de soja (81 milhões) Em maio desse ano, por exemplo, agricultores de Mato Grosso, por falta de locais para armazenagem de pelo menos 17 milhões de toneladas e com a logística em frangalhos para escoar essa produção para Canal São Simão (GO), Santos (SP) ou Paranaguá, sofreram prejuízos (PR). Em Tangará da Serra, na região Norte do estado, uma empresa investiu cerca de U$S 20 milhões em um novo sistema para salvação da lavoura, a construção de bolsões com capacidade para armazenar 3 mil sacas, já que lhes faltam, segundo dados da Conab, pelo menos 214 carretas para escoar essa produção. Enquanto o Nortão espelha a referência na produção de grãos do estado ao Vale do Araguaia interessa todas as atenções do governo desde que esteja incluída entre suas prioridades a logística de escoamento de produção. Com isso o governo abre oportunidades, qualidade de vida às pessoas a partir do momento em que liga a cidade isolada a um eixo de rodovia. Exemplos não faltam à região do Araguaia para receber o MT Integrado. Considerado um dos municípios mais isolados do estado, Santa Terezinha, depois de saltar do mapa para o mundo em litígios pela posse da terra entre agricultores e a fazenda Codeara nos anos 1970, a consequente prisão e expulsão do padre francês Francisco Jentel, da prelazia de São Félix do Araguaia, somente agora sai do isolamento com a pavimentação de um trecho da MT 413, de 95 quilômetros ligando a cidade à 158. Aos que ainda guardam incertezas sobre esse programa de integração regional, foram ativados em junho todos os canteiros, incluindo os próximos a Santa Terezinha, como os 22 km em Canabrava do Norte à rodovia 158, outros 240 km de Canarana a Paranatinga, 68 km de Nova Xavantina a Campinápolis, 56 de Serra Nova Dourada a Novo Santo Antônio, os 57 km que liga da BR 242 a Luciara, outros 77 km de Alto Boa Vista a São Félix do Araguaia, apenas para citar alguns trechos que perfazem a dimensão desse programa que só encontra semelhança nos estados do Tocantins e em Mato Grosso do Sul.
Silval Barbosa assina ordem de serviço da pavimentação da MT 412, talvez a redenção para a economia do Vale do Araguaia Mayke Toscano/Secom-MT
Programa MT Integrado: Máquinas em ação GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Governador Silval assina cooperação e Mato Grosso assume obras da BR-158 DA REDAÇÃO/ASSESSORIAS
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ilval Barbosa assinou em setembro, em Brasília, o termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) onde o governo do estado assume a execução do projeto executivo e posterior licitação das obras de pavimentação da BR 158, relativo ao trecho de 180 Km contornando a reserva Marãiwatsédé. Com o contorno, o asfalto vai beneficiar diretamente os municípios de Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada e Alto Boa Vista. A intenção do governo do estado em assumir as obras já havia sido antecipada pelo deputado estadual Baiano Filho (PMDB), que vinha tratando pessoalmente das articulações junto ao diretor do Dnit Jorge Fraxe. Baiano esteve reunido com o ministro do Transporte César Borges para cobrar agilidade na elaboração do termo. Antes disso, em 13 de setembro, Baiano acompanhado do deputado federal Carlos Bezerra e mais uma comitiva de 20 prefeitos do Norte Araguaia cobraram mais uma vez a continuidade das obras. O partir de agora, o estado assume de forma acelerada a revisão dos projetos existentes sobre os trechos entre Alô Brasil a Serra Nova Dourada, Alto Boa Vista a Pontinópolis e deste distrito à localidade de Luizinho. Já o trajeto entre Serra Nova Dourada e Alto Boa Vista ainda terão seus projetos iniciados. Segundo Baiano a vontade do governador é para que o contorno esteja licitado até dezembro. “É uma obra essencial
para a região, primeiro o problema para continuidade do asfalto era o cemitério indígena. Resolvemos no contexto de uma grande discussão que a rodovia passaria pelo contorno, daí uma indefinição quanto a execução dos projetos e, por consequência disso, estamos desde 2011 aguardando e nada se concretizou. Agora numa atitude de respeito e reconhecimento à região que cresce a números alarmantes, o governador Silval Barbosa assume as obras, respondendo, e mais, correspondendo as expectativas de uma região há tempos penalizada”, enfatizou o deputado. Além de assumir o Contorno Leste (180 Km, marcado com a seta) que passa pelos municípios de Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada e chega a Alto Boa Vista, o MT Integrado, conforme pode se ver, está presente em todos as dobras do mapa do estado, contempla 44 municípios, ligando-os a um eixo rodoviário ao custo de R$ 1,5 bilhão e deve atingir pelo menos mil quilômetros de rodovia, criando novas oportunidades.
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MT 100
Ribeiraozinhonet.com.br
Asfalto chega ao Vale do Araguaia
Atoleiro de um trecho da MT 100 que demanda ao município de Torixoréu
DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
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o lançar no final de junho a ordem de serviço de pavimentação da MT 100, já considerado o maior programa de atenção social ao Vale do Araguaia, o governador Silval Barbosa (PMDB) teve que percorrer dez cidades, de Alto Araguaia a Araguaiana e, de quebra, um segundo trecho de Nova Xavantina a Campinápolis, na MT 251, totalizando 340 quilômetros de péssimas estradas e grossa poeira. Todo o aparato de obras faz parte do MT Integrado que depois de concluído, em 2014, vai ligar por via asfáltica 44 cidades no Vale do Araguaia quando Silval Barbosa quita com a população local as promessas feitas em palanque quando pleiteava o governo do estado e de onde saiu vitorioso em todas as urnas. Alto Araguaia foi o primeiro município da região a receber a caravana do MT Integrado. A cidade difere de outras no que diz respeito à logística do transporte de safra, já que possui um terminal ferroviário que integra em parte a produção de vários municípios aos portos de exportação, enquanto a safra do
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médio e do Norte Araguaia é transportado em carretas como faz o caminhoneiro Dione Ferreira (conhecido como Barril) que na última safra percorreu dezenas de vezes o trecho Água Boa ao Canal de São Simão, em Goiás. Outro alento seria a Fico, Ferrovia Centro-Oeste, que tem o propósito de integrar a região pelo Norte Araguaia, cujos trilhos parecem emperrados em problemas burocráticos, políticos, jurídicos, como disse Maurício Tonhá à revista RDM. A decepção foi generalizada, já que se esperava o início das obras para 2010. Haverá nova concorrência pública para os sete lotes previstos numa extensão de mil quilômetros entre Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde, passando por Água Boa onde Maurição foi prefeito por dois mandatos. Voltando às obras do MT Integrado, produtores que margeiam a MT 100 já contam, segundo os entrevistados por Gente Centro-Oeste, com início de redenção econômica. Agricultores de Ribeirãozinho, que nesta última safra cultivaram 20 mil hectares, fazem parte desse grupo que há três décadas esperam pela pavimentação dessa ro-
dovia. A expectativa da próxima safra, de acordo com dados da prefeitura do município, será de pelo menos 35 mil hectares. Em Torixoréu, onde o governador foi recepcionado pelo prefeito Odoni Coelho, (PSDB), a situação é crítica quando se refere às condições das estradas que, à exceção das linhas de ônibus, outros veículos recorrem a um trecho asfaltado de 40 quilômetros até Bom Jardim (GO) e outros 36 para chegar a Barra do Garças. “O dobro do percurso, mas quando sair esse asfalto a gente vai preferir viajar pela MT 100”, diz o prefeito Roldão Lisboa do Carmo, de Baliza (GO). No início dos anos 1980, quando a região deixou de ser fronteira agrícola e abertura de inciativas do agronegócio baseadas na monocultura do arroz, em função das investidas na região Norte do estado, o Vale do Araguaia ficou entregue à própria sorte. Na recepção em Torixoréu a que nos referimos a pouco o prefeito inseriu na programação a mostra de uma placa, carcomida pela ferrugem, que anunciava a pavimentação da MT100 há cerca de duas décadas. Apesar do descaso e mais acentuadamente a falta de estradas, a região crescia e hoje possui um rebanho bovino de mais de 6,6 milhões de cabeças, cultivou na última safra 1,2 milhão de hectares de grãos. Já ao final de seu périplo pelos grotões da MT100 Silval Barbosa, cercado de prefeitos, deputados e secretários de seu governo, lançou no final de julho em Pontal do Araguaia, a ordem de serviço do último lote de sua empreitada, o trecho de 56 km que liga Barra do Garças a Araguaiana. Na concorrida solenidade presidida pelo governador na manhã de sábado em Pontal houve até quem antecipasse seu nome ao Senado da República, como fez o prefeito de Barra do Garças, Roberto Farias (PSD). Silval desconversou, temerosos que são os políticos das garras da Justiça Eleitoral em farejar campanhas extemporâneas. O MT Integrado é o maior programa social já realizado no estado. Ao todo serão 38 obras que estão sendo lançadas pelo Governo de Mato Grosso desde o dia 05 de abril deste ano, quando foi dada a ordem de serviço para a pavimentação de 69,3 Km na MT-320, interligando a cidade de Marcelândia à BR-163. No total, os investimentos chegam R$ 1,5 bilhão.
Josi Pettengill/Secom-MT
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m contorno à reserva indígena Marãiwatsédé, antiga gleba Suiá-Missú, passando por Bom Jesus do Araguaia e Serra Nova Dourada termina por alcançar a cidade de Alto Boa Vista cortada pela rodovia federal 242 que deve receber até o próximo ano asfalto do programa MT Integrado ligando-a a São Félix do Araguaia e ao eixo rodoviário da BR 158. O prefeito Leuzipe Domingues Gonçalves aposta que o MT Integrado trará desenvolvimento ao seu município a começar pela expansão da agricultura, da formação e pequenas agroindústrias e do próprio agronegócio que deve se estabelecer na região que aos poucos se torna conhecida como nova fronteira agrícola a partir da utilização de terras degradadas, antes utilizadas como pastagem de gado. Leuzipe acha que a chegada do asfalto trará consigo novos empreendedores, entre eles muitos que já conhecem o potencial agrícola da região “que só não produz mais por falta de logística que possa escoar produção. Esse asfalto será uma revolução de nossa economia”, diz. Para as boas estradas “temos terras férteis”, diz o prefeito Leuzipe e filosofa que “o progresso não dorme no escuro nem anda em estrada de terra. Com esse programa do MT integrado
Silval Barbosa entre prefeito Baú, (São Felix do Araguaia) e Leuzipe Domingues (Alto Boa Vista)
transformará a região do Vale do Araguaia em um celeiro de prosperidade e vai realizar o sonho dos que aqui trabalham e amam esta terra”. Ao lado da vice-prefeita Irene Maria Rosa, Câmara de Vereadores e de sua equipe o prefeito diz que trabalha “para salvar o município de dívidas”. Em nove meses ele diz ter colocado Alto Boa Vista com as contas em dia, terminou obras de um PSF urbano, uma feira coberta, reformou a quadra de esportes, conclui refor-
ma de uma escola do município e conseguiu dois carros novos com a Assistência Social do estado. O prefeito fala de outras conquistas como uma emenda de Carlos Bezerra que concedeu à prefeitura local uma máquina agrícola e diz que o sonho dos moradores de Alto Boa Vista foi realizado ao referir-se à regularização fundiária do perimetro da cidade “uma espera de vinte anos que concretizei em nove meses”, comemora. Guilherme Filho/Secom-MT
Prévias: o então governador Blairo Maggi (ao volante) em um trecho de acesso à cidade de Alto Boa Vista GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Mayke Toscano/Secom-MT
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rimeiro município criado no leste matogrossense Araguaiana, em junho de 1913 e somente agora será ligado por asfalto a uma rodovia, graças as ações do MT Integrado que chegou em julho desse ano à região através da ordem e serviço assinada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) para a pavimentação da MT 100 de Alto Araguaia àquela cidade, localizada a 56 Km de seu ex-distrito que foi Barra do Garças até o final dos anos quarenta. Na solenidade de ordem de serviço ocorrida em julho em Pontal do Araguaia, o prefeito José Marra (PSDB) não retornou a sua cidade com dúvidas, “porque a gente não aguentava mais tantas promessas que não saiam do papel. Foram décadas para alcançarmos a resolução desse problema que vai trazer outra realidade econômica para Araguaiana e para outras cidades do Vale do Araguaia”, disse. Em sua entrevista onde falou sobre o MT Integrado José Marra enumerou a importância do programa, “o primeiro a enxergar nossa região como polo econômico. O que entra em jogo nesse momento de transição da pecuária para o plantio de grãos é o escoamento da nossa produção. Creio que antes do fator econômico em que chegamos, tem a dimensão social, o despertar da nossa vocação turística, entre outros segmentos inseridos no contexto deste programa”, analisa. José Marra aposta que assim que for concluído o asfalto entre sua cidade
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José Marra: “para este governo que olha pro Araguaia eu tiro o chapéu”
e Barra do Garças “novas empresas virão se instalar em Araguaiana, até porque são muitos os empresários que nos visitam para fazer prospecção de negócios, para sondar nossa capacidade local” e acrescenta que empreendedores de Goiânia começam a investir no município na construção de pousadas “com vistas em nosso turismo ecológico”, diz. Aquele que já foi o quarto município de Mato Grosso em extensão territorial com mais de 216 mil Km², volta a crescer a partir da logística que virá a bordo do MT Integrado. “Vamos esquecer as promessas que foram feitas no passado e tocar daqui pra frente. Passaram muitos governos, muitos deputados, mas ninguém teve a coragem de botar a mão na massa como se diz por aqui. Eu tiro o chapéu pra esse go-
verno porque ele teve coragem, teve ousadia de fazer, de aproveitar seu tempo. Gosto de pessoas ousadas, de quem tenta fazer algo de bom para a comunidade. E digo isso sem nenhum viés político para este ou aquele lado”, ressalta. “Depois de feita a estrada”, como disse várias vezes, “nossa realidade será melhor. Antes de tudo isso víamos que só corriam por nossas estradas carretas de bois, hoje correm as de calcário, sementes, adubos e de grãos. Estamos no começo, ainda. O MT Integrado vai resgatar o compromisso do governo estadual com o Araguaia, com o nosso povo. Não seremos mais o Vale dos Esquecidos. Não somos um povo qualquer”, diz ele para finalizar elogiando a índole pacífica do povo de Araguaiana, cidade que certa vez registrou um período de três anos sem a ocorrência de um crime, sequer. Semana7.com/Sérgio Santana
Trecho da MT 100 entre Barra do Garças e Araguaiana
Mayke Toscano/Secom-MT
Silval assina ordem de serviço entre a prefeita Zezé e a primeira-dama Roseli Barbosa DA REDAÇÃO
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MT Integrado conquistou a confiança da população do Vale do Araguaia pelo fato de não discriminar municípios, de ser equitativo em suas ações e de certo modo apolítico, sem a presença de farra eleitoral que geralmente frequenta canteiros de obras, seja qual for sua magnitude. Desse modo o programa foi recebido no menor município do estado pelos seus 1.100 habitantes, incluindo, claro, sua prefeita Zezé de Osmari e os nove vereadores, responsáveis pelos novos rumos, pelos novos ventos que sopram em favor de Araguainha. Sem contar o trecho da MT 100 que ligará ao terminal ferroviário de Alto Araguaia, em funcionamento desde 2001 e que fica a 200 quilômetros de Araguainha, o MT Integrado fará um pouco mais pelo município que será integrado à rodovia federal 364 que segundo a prefeita será um reforço na infraestrutura local, modificar a economia “e promover melhores condições de emprego e renda a nossa população”. O nome da cidade é uma homenagem ao pequeno rio (afluente do Araguaia) que corta o município. Durante o período de chuvas (de outubro a março) o município fica entregue à própria sorte de suas estradas cobertas de lama. A prefeita diz que essa imagem vai desaparecer de seu pequeno mapa, “está com os dias contados”, diz a otimista Zezé de Osmari. Segundo análise da prefeita o asfalto que chega ao município “vai des-
pertar interesse de empreendedores, principalmente ligados ao agronegócio”. Apesar de pequeno, pouco mais que 688 Km², o município, até para honrar sua tradição, deve investir na agricultura familiar, embora se espere o plantio de grãos a partir de lavouras mecanizadas. A prefeita Zezé de Osmari foge um pouco à regra se o assunto diz respeito a críticas aos governos anteriores que não realizaram a obra do MT Integrado. “Eu acredito nas pessoas e acho que o resultado de tudo isso é uma somatória de esforços. Nem tudo que um governante sonha pode ser realizado de imediato. Há parâmetros que devem ser obedecidos”. O acesso ao terminal
ferroviário e aos eixos rodoviários do país para escoação de grãos, a depender do entusiasmo da prefeita de Araguainha vai crescer no mapa econômico do estado. “Estabelecer logísticas é o passo mais importante para qualquer município. É o resgate de um compromisso antigo com Araguainha, com o Vale do Araguaia”, diz. CRATERA Araguainha possui a maior cratera erodida da América do Sul com 40 km de diâmetro, resultante do impacto de um corpo celeste de grandes proporções sobre aquela região. A cidade de Araguainha encontra-se dentro desse vale. Estudos indicam que o impacto ocorreu há cerca de 245 milhões de anos. Edson Aguiar/Secom-MT
Lançamento da obra em Araguainha GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Mayke Toscano/Secom-MT
Prefeito Jeovan Faria cumprimenta o governador em solenidade do MT Integrado
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as obras em curso do MT Integrado, lançadas em abril desse ano pelo governo do estado, inclui-se o trecho de 68,10 Km interligando Campinápolis a Nova Xavantina. O total de investimentos do programa no estado é da ordem de R$ 1,5 bilhão. Para o prefeito Jeovan Faria, a partir do MT Integrado, Campinápolis terá outra concepção de transportes. “Temos enfrentado dificuldades em relação as estradas, mas com este programa vamos melhorar em cem por cento questões de
frete e custos que pesam muito na vida das pessoas. Atualmente, no setor de saúde, em casos emergenciais, enfrentamos 68 quilômetros de estrada de chão para chegarmos a Água Boa, nossa referência de atendimento”, diz. Com mais de 30 anos de Campinápolis Jeovan Faria diz que esta obra é a mais importante que já aportou em seu município e torce para que sua conclusão aconteça o mais rápido possível, “porque sabemos que a partir do MT Integrado teremos, em todos os
Mayke Toscano/Secom-MT
Silval aponta em direção a um trecho do MT Integrado
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sentidos, outra realidade social”. Atualmente a renda local está voltada para a produção de leite. A cooperativa Campleite processa em torno de 50 mil litros por dia e articula a criação de uma fábrica de ração que terá capacidade para 12 toneladas diárias. Ex-distrito de Nova Xavantina, Campinápolis teve como primeira denominação Vila Jatobá. O nome Campinápolis deve-se à união dos termos Campinas, de Goiânia, e Anápolis, uma homenagem que as famílias pioneiras oriundas de Goiás fizeram ao lugar que em pouco tempo se tornou um polo produtor de bananas no estado, cujas lavouras foram dizimadas anos depois pelo fungo Sigatoka Negra. A emancipação política ocorreu em agosto de 1983. Campinápolis possui uma população acima de 14 mil habitantes e somente este ano teve repasse de verbas federais acumuladas de mais de R$ 9 milhões. A base de sua economia é formada pela pecuária e agricultura. Com o MT Integrado, segundo Jeovan Faria, “a tendência será a de motivar o desenvolvimento econômico e social do município”, uma referência em pecuária, cujo rebanho bovino ultrapassa a casa de 250 mil cabeças. Somando a agricultura e pecuária Campinápolis oferece campo para o turismo ecológico a começar pela Lagoa Encantada, as cascatas e cachoeiras do rio Piau, as cerca de 95 aldeias com mais de 6 mil indígenas, entre outros encantos e místicas da Serra do Roncador. [Fonte: Confederação Nacional de Municípios, Secom/MT, IBGE].
Concorrida solenidade de ordem de serviço do MT Integrado Glauton Ninomiya/Secom-MT
largada inicial ocorreu em abril em 38 frentes de serviço no estado. Conforme fontes da Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), o governo aposta em vários fatores. Além do setor de infraestrutura que constitui o MT Integrado ele aposta também no lado social, no potencial econômico das cidades, o desenvolvimento agrícola, turístico, entre outros que devem responder positivamente assim que for concluído.
Canabrava do Norte é uma entre tantas cidades do Vale do Araguaia que recebe o MT Integrado. O projeto estrutural para o município vai compensar o tempo em que passou isolada, principalmente no período de chuvas que ocorrem de outubro a março. São históricos os atoleiros em um trecho de 22 km da MT 412 que deixarão de existir assim que a cidade for ligada por asfalto à rodovia 158. [Com dados de Assessorias].
Mayke Toscano/Secom-MT
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conjunto de obras isoladas que totalizam o programa MT Integrado somam mais de 2 mil Km de asfalto que interliga 44 cidades de Mato Grosso. Acima de tudo é uma obra que traz consigo o desenvolvimento social ao Vale do Araguaia através de ligações aos eixos das rodovias federais 163 e 158. Em Canabrava do Norte Silval Barbosa repetiu o que dissera em outras cidades ao referir-se a “um projeto que olha para as pessoas. Foram dois anos e meio de lutas para conquistarmos a realização desse sonho”, cuja
Estrada que liga a cidade à BR 158 GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Ednilson Aguiar/Secom-MT
Basculante em ação na MT 020 que liga Canarana a Paranatinga
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ncontra-se em ritmo acelerado as obras de pavimentação da MT 020 que interliga Canarana a Paranatinga em um trecho de 270 Km. Aquele trecho, além de servir aos produtores de grãos para escoamento de safras vai reduzir o percurso entre a capital Cuiabá e Canarana em quase 300 quilômetros, sem a necessidade de fazer o contorno por Barra do Garças através da BR 158. A entrega da obra, a maior em extensão do programa MT Integrada, dividida em cinco lotes, cuja entrega está prevista para o próximo ano ao custo de R$ 112 milhões, serão divididos entre as construtoras Laje, Rodovia, Base Dupla, Gomes Loren, Valor e Rodocon. No sentido Canarana a Paranatinga já são mais de 30 Km de revestimento Sérgio Santana/Semana7.com
Prefeito Osvaldo Diehl posa a bordo de uma máquina do MT Integrado
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primário da MT 020. Antiga reivindicação da população de Canarana o asfalto daquele trecho foi motivo de acirrados debates internos e externos da campanha eleitoral que levou Osvaldo Diehl à prefeitura do município no momento em que muitos já não acreditavam mais na execução dessa obra que chega para beneficiar parte de uma região expoente na produção de grãos do Médio Araguaia. Não obstante o aspecto logístico da obra no que diz respeito ao escoamento de safra, os imóveis rurais do interior do município, segundo disse o prefeito Diehl, “serão valorizados porque sairão do isolamento através do asfalto que significa crescimento econômico e social
para nossa região. O MT Integrado tem esse objetivo”. Enquanto as empreiteiras executam a fase preliminar do asfalto da MT 020, empresas da iniciativa privada constroem três silos de estoque na região que mais tem cedido espaço ao plantio de soja, de 197 mil para 210 mil hectares nesta safra. O prefeito Diehl que antes de entrar em campanha teria dito ao deputado José Riva (PSD) e ao governador Silval Barbosa que só aceitava o desafio caso saísse o asfalto para Paranatinga, ganhou a aposta. Canarana surgiu nos anos 70 quando se instalaram os primeiros agricultores recrutados no município gaúcho de Tenente Portela, pela Coopercol - Cooperativa Colonizadora 31 de Março Ltda, fundada e dirigida pelo pastor luterano Norberto Schwantes e pelo economista José Roberto. O nome Canarana (um capim da região) foi escolhido por ocasião da elaboração do anteprojeto, criando-se o núcleo de colonização, em 1972. A iniciativa de Schwantes tinha o apoio dos governos estadual e federal, que desejavam atrair empresários rurais para a região ao mesmo tempo em que diminuíam as tensões nos conflitos de terras criados no Rio Grande do Sul. Assim, em 15 de fevereiro de 1975 é criada a localidade de Canarana, no ano seguinte distrito de Barra do Garças e em 26 de dezembro de 1979 torna-se município.
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Close da realidade das estradas no Araguaia em período chuvoso
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arte da logística de transporte de carga das regiões do Médio e Norte Araguaia espera apenas o asfalto do trecho da MT 326, mais conhecida como Rodovia do Calcário, para fazer o escoamento de produção seja por Itacaiu ou pela outra ponte que se encontra em fase de construção no porto da cidade de Cocalinho, no Araguaia, a uma curta distância de pouco mais de 90 Km, ligando aquela cidade à BR 158, passando por Nova Nazaré. O trecho Cocalinho - Nova Nazaré, de 76,61 Km, em fase de licitação, deve ser concluído em 2014 pelo MT Integrado que já atua em várias cidades do Vale do Araguaia onde o programa chega com a força de um tsunami no que se refere a expectativa do crescimento econômico da região que produz, mas tem dificuldades para escoar sua produção por falta de boas estradas.
O prefeito Luiz Henrique Amaral acha que o MT Integrado vai crescer a economia de seu município baseada na pecuária, agricultura e no turismo ecológico, este último marcado pela temporada de praia que sua administração realiza em julho e atrai turistas de todo o país, que retornam ou aportam pela primeira vez à cidade para conhecer o Araguaia e, sobretudo, a culinária típica do município à base de peixe. Segundo Luiz Henrique sua administração vai se beneficiar com a Rodovia do Calcário depois do asfalto, “quando iremos deixar de ser uma cidade isolada e fazer parte do contexto econômico do estado. Nosso município também faz parte do roteiro turístico do Araguaia e nossas praias abrigam os melho-
res acampamentos da temporada na região. Só temos que lucrar e melhorar todos os dias nossa infraestrutura para receber bem os turistas que chegam à cidade”. O turismo ecológico de Cocalinho faz o nome do município que possui grutas e cavernas de formação calcária e águas cristalinas que compõem um cenário espetacular como da Gruta Azul, visitada, entre outros por astros e estrelas globais e pelo carnavalesco, já falecido, Joãozinho Trinta. Em 26 de abril de 1928, o governo estadual reservou 1.800 hectares de terras devolutas do município de Araguaiana para formação do povoado de São José do Cocalinho que foi emancipado de Barra do Garças em 1986.
Balsa para travessia no rio das Mortes no município de Cocalinho GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Sheila Menezes/Semana7.com
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m sonho acalentado por décadas em Luciara deve se tornar realidade a partir do ano que vem. Esse fenômeno está ocorrendo em todas as cidades do estado que ainda não estão ligadas a um eixo asfáltico. O trecho que vai tirar Luciara desse isolamento, principalmente no período de chuva (outubro a março) mede 57,80 Km que vai ligar a cidade à rodovia federal 242 que se encontra em fase de projeto. Primeiro município a ser emancipado na região Norte Araguaia, em 1963, Luciara chegava seu domínio territorial até á divisa com o Pará. Logo depois outros distritos tornaram-se cidade como Santa Terezinha, Porto Alegre do Norte, Confresa e Sheila Menezes/Semana7.com
Rodovia que vai receber asfalto ligando Luciara, ao eixo da BR 242
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Fausto Aquino: “com o asfalto termina nossa fase de isolamento”
Vila Rica que levaram parte de seu território. Para o prefeito Fausto Aquino de Azambuja Filho, “boas estradas são bem-vindas e vejo saídas para geração de renda, a começar por nossa indústria do turismo”, sugere. Luciara, assim como a vizinha São Félix do Araguaia, ficam em fim de linha, mas com a chegada do MT In-
tegrado seus moradores apostam em um futuro melhor depois de quase oitenta anos de fundação, época em que o desbravador Lúcio da Luz, junto com outras famílias fundaram o povoado a margem do Araguaia a que denominaram de Mato Verde. Ao emancipar-se juntaram parte do nome de seu fundador com três letras de Araguaia para dar nome à cidade. A verdadeira aposta da administração de Luciara, fora da rota da 158, além do turismo ecológico será a ocupação de terras degradas pela fronteira agrícola que se expande no município. O prefeito Fausto assegura que há terras próprias para o plantio de grãos, “se fizerem a correção do solo”, adverte. Fausto acredita que Silval Barbosa “olhou o estado em tempo de alcançar o Araguaia como última fronteira de desenvolvimento sustentável”. “Com a chegada do MT Integrado chega também nova chance de Luciara. “Tudo demanda questão de logística e a falta de estradas na região que sempre foi empecilho aos investidores da região. Queremos nossa inserção definitiva no mapa de desenvolvimento do Norte Araguaia”, avisa o prefeito Fausto.
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Ponte de madeira no interior de Nova Nazaré: realidade e caos
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programa MT Integrado foi criado para dar qualidade de vida aos matogrossenses. Silval Barbosa ainda tem pela frente um ano e três meses de gestão. Numa entrevista ao jornal A Gazeta ele destacou os investimentos em agronegócio, da Copa do Mundo de 2014 e prometeu dinamizar a economia com aumento da área para o cultivo de grãos, redução do frete com a melhoria da logística. Ele lembrou ao jornal que a relação positiva com a presidente Dilma Rousseff (PT) facilitou a obtenção de empréstimos e a renegociação da dívida de Mato Grosso com a União. Ainda em fase de licitação, mas será desse modo e com esses empréstimos de que fala o governador que as obras do MT Integrado vão chegar a Nova Nazaré, ligando-a Água Boa, na BR 158, num trecho de 38,90 km à MT 326, conhecida como Rodovia do Calcário, desde os idos em que o distrito (de Água Boa) era conhecido como Borecaia, homenagem ao rio que corta a cidade. Esse trecho de asfalto de Nova Nazaré vai encontrar outro de 76,51 Km que sai de Cocalinho, já à margem do Araguaia. Para Railda de Fátima, a prefeita do município em segundo mandato, o MT Integrado chega em boa hora, “a começar pela geração de empregos e sobretudo por uma nova logística de transporte em nossa região onde apenas seus moradores conhecem de perto a realidade das péssimas estradas no período das chuvas”, diz
ela que só recentemente conseguiu inaugurar a travessia urbana, além de asfalto nas ruas de toda cidade. Railda de Fátima lembrou que ‘asfalto’ foi promessa de longos anos. “Demorou muito a chegar”, disse ela que acompanhou de perto o empenho de Silval Barbosa “para botar de pé esse projeto que foi sua promessa de campanha”. Em sua análise a região desenvolveu muito nos últimos anos. Há 18 anos na região, a prefeita diz que conheceu ainda o distrito de poucas casas, “mas de um povo disposto para construir seu próprio destino”. Em 28 de dezembro de 1999 veio a emancipação. “Antes, para pagarmos um talão de energia tínhamos que recorrer a Água Boa. Hoje te-
mos nossas conquistas. Não tínhamos transporte escolar, o atendimento de saúde pública foi referência estadual, temos agência dos Correios, agência bancária, lotérica, entre outras conquistas para somar ao MT Integrado”. O MT Integrado, que interliga 44 municípios por meio do asfalto, tem um avanço significativo nesta área que ainda é uma das mais carentes no estado. A falta de logística representa perdas significantes para a economia de Mato Grosso. “Solucionando esta questão, com certeza, teremos aumento na receita da administração estadual, melhoria na qualidade de vida das pessoas e aumento no número de empregos”, disse o deputado José Riva, em uma mensagem ao município. Ronan de Sá/Semana7.com
Prefeita de Nova Nazaré, Raílda de Fátima GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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pósito ligar todas as cidades por via asfáltica a um eixo rodoviário. Novo Santo Antonio consta desta lista. O trecho que liga Novo Santo Antonio a Serra Nova Dourada é de pouco mais que 66 Km e a ordem e serviço já foi lançada pelo governador. “O acesso à cidade vai transformar o nosso turismo”, diz o prefeito Eduardo Penno. Situado em um mosaico de transição entre cerrado e floresta amazônica de rica diversidade de formações vegetal levou à criação do Parque Estadual do Araguaia em 2001 que vai da confluência do rio das Mortes e Araguaia com uma área de 230 mil hectares do município. O parque é Internet
patrimônio Santo Antonio do Rio das Mortes foi fundado em 1959 por José Pereira de Souza e passou muitas décadas sobre uma barranca amarela à margem esquerda do rio das Mortes, a160 Km acima de São Félix do Araguaia. Cinquenta anos depois o Bradesco, num reclame publicitário, disse ao Brasil que abria sua nova agência, mas também das qualidades e do potencial econômico de Novo Santo Antonio ainda por ser explorado. Novo Santo Antonio, ao lado de seus vizinhos Serra Nova Dourada e Bom Jesus do Araguaia agora fazem parte do chamado Contorno Leste, (um desvio de 180 Km da reserva indígena Marãiwatsédé), que fará parte do programa MT Integrado que tem como pro-
Máquina em execução das obras de asfalto que vai ligar a cidade à 158
Entrada do município de Novo Santo Antonio
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administrado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente do Mato Grosso (Fema). A essa área consagrada à preservação ambiental soma-se ainda a cultura local que culmina todos os anos, em junho, com a tradicional festa de Santo Antonio, o padroeiro do município, ocasião em que se reúne milhares de pessoas de cidades do Médio e Norte Araguaia, além de caravanas de cidades de Goiás que comparecem tanto para a celebração da festa quanto para as noites de baile marcado por danças típicas como carimbó e comidas típicas à base de pescado. Nem só de festa vive o povo de Novo Santo Antonio. Por traz da história de seu povo alegre e hospitaleiro está uma queda de braço travada entre pequenos produtores contra latifundiários e jagunços que nos anos 1970 tentaram à força expulsá-los de suas terras, mas a união dos posseiros e da própria população em torno de seus interesses prevaleceu. Em 1981 a Presidência da República através de decreto de 25 de fevereiro desapropriou a área, reconhecendo que os trabalhadores tinham o direito à terra. No município predomina a pecuária e a agricultura familiar. Para o prefeito Eduardo Penno “o MT Integrado será um divisor de águas para a nossa gente, porque havendo condições de escoar nossa produção a tendência será aumentar nossa área de plantio e investimento na agricultura mecanizada”.
Assessoria/Naiara Martins
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prefeito de Novo São Joaquim, Leonardo Zampa Farias (PR), que vive como outros gestores a expectativa das obras do MT Integrado em seu município, em recente entrevista à Gente Centro-Oeste ele disse, sem falsa modéstia, que conseguiu transformar para melhor sua cidade e atendimento às comunidades do interior do município. O programa, em fase de licitação, alcança no município 48,10 Km, da cidade à Placa da Nativa, já na divisa com Campinápolis de onde se liga ao eixo rodoviário da BR 158. Elevado distrito em 1981, Novo São Joaquim recebeu influência de colonização da recém-chegada fronteira agrícola vinda do Sul do país que trouxe consigo programas de incentivos
Secretário Adjunto da Setpu, Alaor Alvelos, deputado Baiano Filho e prefeito Leonardo Farias
fiscais e financiamentos para pecuária e agricultura. Criação do município veio com o crescimento econômico em 13 de Maio de 1986, quando foi empossado seu primeiro prefeito Jerônimo de Carvalho David. Similar a outros municípios da região Novo São Joaquim amargou por mais de três décadas a falta de boas estradas para escoar sua produção cultivada em 100 mil hectares, distribuídos em algodão, soja, milho, sorgo, mais acentuada no distrito de Itaquerê. Seu rebanho bovino ultrapassa a casa de 300 mil cabeças. A produção local, a cada safra se depara com a falta de estradas, de pontes, de logística que corresponda à dimensão de seu crescimento. Outro fator que justifica a presença
de programas como o MT Integrado é a agricultura familiar que é forte em comunidades como Tamboril, Santo Idelfonso e São Simão onde residem cerca de 700 famílias de agricultores. Novo São Joaquim, segundo o prefeito Leonardo Zampa, recebe pequenas indústrias e cresce a demanda por habitação que o levou a construir 100 casas populares e outras 70 que se encontram em fase de construção. Cerca de R$ 600 mil, do MT Integrado, serão destinados a construção de pontes no interior. Assim como outros moradores de Novo São Joaquim, o prefeito Leonardo Zampa que conhece bem “a nossa realidade social, as dificuldades que temos e os esforços para modificar para melhorar a condição de vida de todo mundo. O MT Integrado vai transformar nossa região em geração de riqueza e qualidade de vida”. Internet
Estrada que liga Novo São Joaquim à Placa da Nativa GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Aseessoria
Silval Barbosa assina ordem de serviço em Pontal do Araguaia
DA REDAÇÃO
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m julho, numa solenidade sob uma tenda improvisada em Pontal do Araguaia, o governador Silval Barbosa deu ordem de serviço para trechos de asfalto da MT 100 e prometeu que em agosto de 2014 virá inaugurar o percurso de 310 Km entre Alto Araguaia e Araguaiana e anunciou o rodoanel que passa por Pontal do Araguaia, desafogando o trânsito de Barra do Garças e Aragarças, em Goiás. A grande anfitriã da festa foi sem dúvida a prefeita do município, Divina Maria da Silva Oda, que ao lado de vários outros prefeitos conduziram a recepção à altura dos anseios de muitos, principalmente
da população pontalense que só não vive em um município isolado pelo fato de ser cortado por uma rodovia 070 que dá acesso a cidades de Mato Grosso e Goiás. Estreitado entre os rios Araguaia e Garças, a cidade de Pontal tem um campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mas a agricultura, pecuária e turismo são a base econômica do município que recebe o MT Integrado. Os 32 Km do programa que passa dentro do município já alterou em 100% o preço de imóveis na cidade onde a demanda por habitação tende a crescer. Neste início de mês o vice-governador Chico Daltro esteve Assessoria/Prefeitura Pontal
MT 100 em obras no interior de Pontal do Araguaia
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em Pontal para discutir com a prefeita detalhes do programa Habita Mais em cujo programa já estão inscritas 387 famílias. Na entrevista à Gente Centro-Oeste Divina Oda diz que o MT Integrado deve modificar a economia de Pontal do Araguaia e fomentar o turismo local, um dos mais significantes do Médio Araguaia. Em julho, por ocasião da temporada, o complexo turístico da Praia da Arara, próximo à Volta Grande, no rio Garças, é sempre um dos locais mais concorridos pela população local que inclui também Barra do Garças e Aragarças (GO), e milhares de turistas que frequentam a região neste período do ano. O MT Integrado traz benefício à cidade e dois assentamentos do Incra onde residem 82 famílias que já fomentam projetos de piscicultura. Pontal do Araguaia tem sua história calcada nas frentes garimpeiras desenvolvidas na região dos rios Garças e Araguaia. Os pioneiros do lugar são famílias vindas de Goiás, Minas Gerais e do nordeste brasileiro. Por bom tempo toda a região sofreu influências políticas de Goiás, que anexou vasto espaço territorial de Mato Grosso, ainda no início do século XX. Mais tarde, por decisão do Superior Tribunal Federal, o Estado de Mato Grosso foi declarado detentor do território da margem esquerda do rio Araguaia, onde está situado Pontal do Araguaia, emancipado de Torixoréu em dezembro de 1991. [Fontes: Confederação Nacional de Municípios/ IBGE/Secom/MT, Guia Cultural do Centro-Oeste].
Mayke Toscano/Secom-MT
Prefeito Humberto Nogueira ao lado de Silval Barbosa: aplausos
DA REDAÇÃO
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onte Branca teve sua origem em 1905 com o estabelecimento na região do fazendeiro Luíz Nogueira da Silva. Dois anos depois o também criador de gado João Ribeiro deu mais vida ao lugar que recebeu o nome de Alcantilado do Araguaya. Naquela época, em que Araguaia era grifado com ípsilon, a principal atração econômica eram as frentes garimpeiras que tinha como epicentro a cidade goiana de Baliza. A denominação de Alcantilado predominou até o ano de 1935 quando Simeão Martins Teixeira, cumprindo ordens do interventor de Goiás Pedro Ludovico construiu uma ponte de madeira para unir seu estado com Mato Grosso, mas que foi levada facilmente por uma enchente antes dos arremates finais. A partir de então recebeu seu nome definitivo, graças à madeira empregada na obra, que era branca. Por todo esse tempo Ponte Branca ficou isolada de um eixo rodoviário, apesar de ser cortada pela MT 100, praticamente intransitável durante o período de chuva na região. É neste município que chegou o MT Integrado que vai ligar a cidade a Araguainha num trecho de 45,53 Km. Interligando uma cidade a outra o programa do governo estadual vai asfaltar o trecho entre Alto Araguaia a Araguaiana, passando por Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Torixoréu e Pontal do Araguaia, até agosto do próximo ano. O prefeito de Ponte Branca, Humberto Luiz Nogueira Menezes, assim como seus colegas que são da região, cresceram ouvindo promessas de que
um dia a MT 100 seria asfaltada. Mas tudo não passava de um lenitivo para justificar a ausência do estado na região em obras estruturais que demoraram a chegar. A vocação econômica do município, emancipado em dezembro de 1953, se destaca como sendo o principal o cultivo de soja e agricultura familiar. Sua pecuária reúne um rebanho de pelo menos 30 mil cabeças e há pequenos focos de extrativismo mineral. A conquista da presença do MT Integrado no Araguaia é coletiva, dos ges-
tores de todos os municípios da região. Quando o projeto que aventava a proposta de pelo menos 38 canteiros de obras estava no papel, foram muitas as audiências públicas, reuniões de vereadores, de prefeitos, muita articulação política e pressão para que o projeto com investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão se tornasse uma realidade para os ponte-branquenses e para todos os cidadãos e cidadãs do Araguaia. [Fontes: Confederação Nacional de Municípios/IBGE/Secom/MT, Guia Cultural do Centro-Oeste]. Assessoria/Prefeitura Pontal
Ponte de madeira na MT 100, no interior de Ponte Branca GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Mayke Toscano/Secom-MT
DA REDAÇÃO COM/ASSESSORIA
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arrimo da campanha publicitária do MT Integrado no portal do governo, nesta primeira fase de execução do projeto diz que “nunca se fez tanto por Mato Grosso em tão pouco tempo”. Se o objetivo era massificar essa ideia ela está sendo repetida no Vale do Araguaia, uma região que há quatro décadas ficou à deriva da própria sorte e de suas estradas que no inverno local ainda responde por atoleiros, desvios, paciência e resignação diante do caos que se estabelece como regra inevitável. A ordem de serviço dada por Silval Barbosa na segunda quinzena de julho para asfalto no trecho da MT 100 de Alto Araguaia a Araguainha vai tirar do isolamento as cidades que acompanham o percurso dessa estrada de rodagem que de rodovia tem apenas o nome e nada mais. Aliás, tinha buracos. A quem possa interessar basta percorrer o trecho de 104,18 Km entre Pontal do Araguaia ao entroncamento de Ribeirãozinho, na microrregião do município de Tesouro. O prefeito de Ribeirãozinho, Aparecido Marques Moreira, conhecido como Professor Marcos (PSD), de 46 anos, casado com a professora Lucivanda Domingos Cardoso Moreira, pai de dois filhos, disse na entrevista à Gente Centro-Oeste que o MT Integrado representa “um resgate atrasado à possibilidade de desenvolvimento. Sempre apostamos e insuflamos essa ideia entre os políticos porque somos nós que mais conhecemos nossa realidade
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O governador ao centro da solenidade na cidade de Ribeirãozinho
marcada pela falta de boas estradas, da presença efetiva do governo que não deve centralizar suas ações em Cuiabá, mas a partir dos municípios”, analisa. À frente de seu segundo mandato, Professor Marcos está convencido de que o MT Integrado vai encontrar em seu município, além das terras férteis, clima favorável para o plantio do milho safrinha. Ponderado em sua análise ele diz que a logística de Ribeirãozinho nunca foi das piores.“Estamos a 500 quilômetros de Goiânia e a mesma distância de Cuiabá, a 160 Km do Terminal Ferroviário de Alto Araguaia e a 110 Km do polo Barra do Garças. Com chegada do asfalto nossa logística estará perfeita”. Por último o Professor Marcos diz que o MT Integrado deve viabilizar “economicamente” seu município com
a geração de empregos, inserindo as pessoas no mercado competitivo. “Em nossa visão o desenvolvimento deve ser equitativo. Estamos torcendo para que as pessoas lucrem com este projeto que deve ter sua abrangência social de modo generalizado”. Para Marcos, a cidade de Barra do Garças, por ser um polo regional, é quem vai lucrar mais com o programa. “Em Ribeirãozinho vai facilitar o atendimento de saúde pública e as pessoas terão mais acesso à educação”. Para concluir, na safra passada plantaram-se 18 mil hectares de grãos. Com a chegada do MT Integrado, segundo dados da Prefeitura de Ribeirãozinho esse número pode saltar para 30 mil hectares. Essa demanda por novas áreas vai coincidir com o asfaltamento da MT 100 e a consequente facilidade de escoamento de produção, que não será mais embargada pela ausência de boas estradas. Ronan de Sá/Semana7.com
Máquinas no acesso de entrada de Ribeirãozinho
Ronan de Sá/Semana7.com
DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
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MT Integrado, sustentável e competitivo é um programa idealizado com objetivo de garantir desenvolvimento econômico e social para Mato Grosso através da interligação asfáltica de todos os municípios com pelo menos uma via de acesso pavimentada. O programa além de levar asfalto para todas as regiões de Mato Grosso vai ajudar os municípios a se desenvolverem de acordo com suas capacidades produtivas apontadas a partir de estudos que indicaram seu potencial de desenvolvimento desde que possuam infraestrutura como é o caso de Santa Cruz do Xingu. A Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu) iniciou as primeiras obras do programa MT Integrado em abril. A implantação do programa que tem a execução de um alto volume de obras rodoviárias que devem somar mais de 2 mil quilômetros de estradas asfaltadas até 2014. Santa Cruz do Xingu espera apenas ordem de serviço para asfalto até o trevo que demanda a Confresa. O projeto tem aporte financeiro de R$ 1,5 bilhão conseguido junto ao BNDES/ Banco do Brasil, que serão pagos em 12 anos, com prazo de carência de 24 meses. O MT Integrado representa grande expectativa à população do Vale do Araguaia e região do Xingu. O programa estadual alcança o município em um trecho de 126 km de as-
MT 430 a espera da ordem de serviço
falto, da entrada da MT-437 a Carmelita e Santa Cruz do Xingu. “É o suficiente, de alguma forma, para estarmos integrado por via asfáltica ao eixo da BR-158 e para as grandes regiões do país”, avalia o prefeito Marcos de Sá. O potencial econômico de Santa Cruz do Xingu atrai investidores que portam tecnologia moderna e que chegam para gerar emprego e renda no cultivo de soja e de outros grãos. Inserir atividades do agronegócio de modo intensivo tem sido uma das tarefas da Secretaria Municipal de Agricultura com vistas no crescimento econômico
integrado à lavoura, pecuária e floresta, três itens valorosos na região do Norte Araguaia. De acordo com o prefeito Marcos Sá com a presença do MT Integrado vão desaparecer os atoleiros, as velhas pontes de madeira “e passamos a integrar ao estado através do asfalto que é um sonho meu e de todas as pessoas que vivem em Santa Cruz do Xingu. Não há como não se reconhecer a grandeza deste projeto econômico e social”. Santa Cruz do Xingu está a 220 quilômetros de Porto Alegre do Norte e, em consequência, da rodovia 158 que corta aquela cidade. A grande expectativa do momento é a chegada do MT Integrado no município. Ronan de Sá/Semana7.com
Pavimentação da MT facilitará o escoamento da produção. Na foto, silo da Bunge para armazenagem de grãos GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Marcos Vergueiro/Secom-MT
Ordem de serviço do MT Integrado em Santa Terezinha, no Norte Araguaia DA REDAÇÃO
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de látex, que em 2012 extraiu cerca de 800 toneladas. Em fase de execução, o canteiro de obras do programa na MT 413 emprega mais de 80 pessoas. A obra tem o propósito de ligar a cidade ao eixo da 158 e, com isso, atrair investidores para o município, alcançar mais qualidade de vida a sua população. Quando fez o lançamento da obra o governador do estado disse que Santa Terezinha entrava na rota do desenvolvimento, referindo-se às possibilidades de investimento no setor de agronegócio e fomento ao turismo que começa pelo rio Araguaia que banha a cidade e a tribo tapirapés. O Marcos Vergueiro/Secom-MT
a segunda quinzena de abril a população de Santa Terezinha comemorou a chegada do MT Integrado com a obra de pavimentação asfáltica em um trecho de 85,40 Km na MT-413 ligando a cidade à BR 158. Isolada, distante dos grandes centros comerciais do estado, a cidade poderá a partir de agora desenvolver mais seu potencial econômico. O município vive da agricultura familiar e do agronegócio que na safra passada plantou uma área superior a 10 mil hectares de grãos com prospecção de aumento já para a próxima safra. Outro destaque de sua economia é a produção
Governador e o prefeito Cristiano Gomes: esta é a direção
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prefeito Cristiano Gomes ressaltou na ocasião que os atrativos turísticos podem aquecer a economia local porque a obra “é, antes de tudo, social”. Para avaliar as cidades que não tinham acesso por meio de rodovia pavimentada foi feito um estudo prévio para se chegar aos 44 cidades, incluindo Santa Terezinha. Além disso, cada município possui ainda alguns distritos que serão beneficiados. A MT 100, saindo de Alto Araguaia a Cocalinho, passa por Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Torixoréu, Pontal do Araguaia e Araguaiana que não têm acesso pavimentado. Ao longo de décadas ficaram isolados. Com a pavimentação será um salto de desenvolvimento para essas regiões. O objetivo do programa é isso. Com população de pouco mais que 7 mil habitantes, Santa Terezinha tornou-se município em janeiro de 1981 quando deixou de ser distrito de Luciara. Antes de sua emancipação política os moradores enfrentaram a Codeara (Companhia de Desenvolvimento do Araguaia) que travou uma luta desigual contra posseiros e peões em plena ditadura militar. A demanda pelo direito à posse da terra resultou na derrubada de um posto de saúde construído pela comunidade e a consequente prisão e expulsão do padre francês e missionário Francisco Jentel da prelazia de São Félix do Araguaia que tinha à frente o hoje bispo emérito dom Pedro Casaldáliga. [Fontes: Confederação Nacional dos Municípios, IBGE, Secom/MT, Semana7.com].
Josi Pettengill/Secom-MT
Prefeito Baú (SFA), seu colega Leuzipe, de Alto Boa Vista e Silval
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DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
dovia 242 várias comunidades como Chapadinha, (no entroncamento da MT 100 para Luciara), moradores de São Sebastião, de Caracol, entre outras e produtores que margeiam de um lado e de outro aquela estrada que cruza o legendário rio Xavantinho que faz divisa entre os municípios de Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia. A grande expectativa da administração Baú será a vinda de empresas para se estabelecerem no município. “Empresas voltadas para o agronegócio, para o turismo ecológico e, sobretudo, dinamizar a agricultura familiar, o apoio aos pequenos e médios produtores. Creio que esse governo viu que nossa região é tão rica, mas carente de atenção por falta de asfalto em nossas estradas que deveriam ter chegado há 40 anos”, avalia Baú. Um dos grandes problemas que serão sanados na região não só de São Félix do Araguaia como do Norte AraRonan de Sá/Semana7.com
programa do governo estadual MT Integrado vai chegar a São Félix do Araguaia até 2014. A obra encontra-se ainda em fase de projeto nesta véspera do período chuvoso em que as estradas de cascalho estão ainda em boa fase de conservação no trecho de 77,60 Km que demanda aquela cidade à margem do Araguaia a Alto Boa Vista, próximo à extinta Gleba Suiá-Missú. Tanto para o prefeito João Antonio de Almeida (Baú) (PPS) quanto para a população de São Félix do Araguaia o MT Integrado conforme levantou nossa equipe de reportagem significa uma grande esperança essa chegada do asfalto a que esperam por mais de três décadas e que deixa a cidade praticamente ilhada no período chuvoso na região que vai de outubro ao final de março, um período crítico aos que trafegam pela rodovia estadual 242 que demandam à cidade. “Será a nossa esperança a chegada desse asfalto”, diz o gestor Baú. O trecho do MT Integrado que chega ao Araguaia vai beneficiar na ro-
Panorama das estradas da região em período chuvoso
guaia são as substituições das pontes de madeira pelas as de concreto. “Essa nova logística vai despertar o interesse de se plantar grandes lavouras já em terras degradas pelas pastagens, gerar novos empregos, atrair novos moradores e a consequente melhoria de qualidade de vida de todos. Aqui, em São Félix, foram muitos os jovens que migraram por falta de oportunidades”, diz o prefeito. Baú conhece São Félix como poucos e, em sua avaliação, se passaram muitos governos e que nada fizeram pelo município ou mesmo pela região. “Com a chegada desse asfalto, para nós que temos compromisso com o Vale do Araguaia, é um sonho que se realiza. Os recursos já foram locados e não há como retroceder qualquer processo, além de ser uma promessa de campanha feita pelo governador em 2010. E promessa, mesmo que seja política tem que ser cumprida, essa de ligar as cidades a um eixo rodoviário”. O município de São do Araguaia é cortado pela rodovia estadual 080 e pelas BRs 242 e 158. É uma terra famosa pelo seu festival de praia (em julho), por sua natureza, turismo ecológico, a pesca e fica de frente ao santuário ecológico, a maior ilha Fluvial do mundo, a Ilha do Bananal. Na opinião do prefeito Baú, São Félix do Araguaia é uma terra ainda por ser descoberta em termos de investimentos econômicos. “Esse programa mudará drasticamente nossa região, transformando-a em um vale de prosperidade”, diz. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Sérgio Santana/Semana7.com
Raquel Coelho entre secretários na MT 322, que será asfaltada
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muito com a falta de logística.“Esse projeto do governo é um sonho longo, de muita espera, de muita resignação e somente agora descobrimos que estamos perto de realizá-lo. Depois de concluído esse trecho chegaremos à capital com mais facilidade, porque no período de chuva há certas etapas de estradas que só nós conhecemos”, esclarece. Conforme a prefeita, assim que São José do Xingu estiver integrado ao eixo rodoviário da BR 158 empreendedores “vão começar a investir mais no município e transformar para melhor nossa economia. Já observamos que há fazendas que estão sendo arrendadas para plantio de grãos. Há especulações sobre lavouras em nosso município que se tornou referência na criação de gado. Quanto mais investidores, melhor para nosso povo. Será uma explosão de novas frentes de emprego e renda”, acredita. Para o secretário de Agricultura do município, Cleberson Campos AraúSérgio Santana/Semana7.com
demanda por boas estradas sempre fez parte do cotidiano de pouco mais de 6 mil habitantes de São José do Xingu, que dista da capital, Cuiabá, com passagem por Barra do Garças, cerca de 1.200 Km. Apesar da distância o que não falta à prefeita Raquel Coelho é otimismo e em sua planilha constam pormenores do MT Integrado, em fase de projeto, a que todos esperam em seu município. O trecho de asfalto de 60 Km vai ligar a cidade ao entroncamento que demanda à cidade de Confresa através da MT 322. O slogan desse projeto ao custo de R$ 1,5 bilhão alardeia que nunca se fez tanto por Mato Grosso em tão pouco tempo. De fato, a uma região esquecida há décadas o MT Integrado se transformou em unanimidade de um fato inesperado seja pelos prefeitos, vereadores ou pela população de um modo geral que tiveram que se adaptar sem ter a quem recorrer. Na visão de Raquel o Xingu perdeu
Aspecto de rodovia na região de São José do Xingu
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jo, a falta de boas estradas encarece os produtos que consumimos e só não desvaloriza o que produzimos porque escoamos através de Porto Franco, no Maranhão ou Colinas, no Tocantins. Em suas contas, nesta última safra foram plantados 60 mil hectares e avisa que há um superávit de pelo menos 300 mil hectares de pastagens degradadas a espera de correção de solo. “Quando toda essa área estiver em produção vamos colher facilmente 900 mil toneladas de grãos e triplicar nosso potencial econômico”. Com o prenúncio de boas estradas motivadas pelo MT Integrado na região, São José do Xingu possui atualmente 380 mil cabeças de bovinos. “Antes, nosso rebanho era de 550 mil cabeças, mas nossos produtores começam a transitar da pecuária para a agricultura. Há muita prospecção de negócios para arrendamento de terras para agricultura”, diz o secretário de Agricultura Cleberson Campos Araújo. Apesar do potencial econômico da região, seja de São José do Xingu ou de outro município, até a pouco era comum a designação jocosa de ‘Vale dos Esquecidos’. Com a presença do MT Integrado a tendência será a de inverter esta situação para melhor e de modo acentuado. A prefeita Raquel sai em defesa do projeto do governo “porque isso demonstra certo compromisso com a nossa região” e lembra que tudo depende apenas da ordem de serviço do governador. Se depender do seu otimismo “iremos mudar este conceito para melhor. Cuiabá não está alheio aos nossos interesses. Não seremos mais a gente esquecida, mas o Vale da Esperança”.
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Lavoura de soja no interior do município de Tesouro
DA REDAÇÃO
passa pelo turismo local. Em Tesouro o visitante vai encontrar cachoeiras do Batovi, da Fumaça, do Cipó, do Jatobá, do Borá e de Paulo Afonso que são lugares extraordinários e que recebem turistas diariamente e de modo mais acentuado por ocasião do festival de praia que coincide com as férias escolares do meio do ano. Na vocação econômica do município destaca-se entre as principais atividades o plantio de soja e de arroz, agricultura familiar, pecuária em sistema de cria, recria e corte com um rebanho em torno de 100 mil cabeças
e há extrativismo mineral que é praticamente um costume local de muitos de seus moradores, donos de uma expressão cultural própria e parte de sua arquitetura que remonta os tempos de sua fundação. “A expectativa para a conclusão desse asfalto é grande. Estamos esperando o dia da inauguração. Fomos penalizados demais por falta de boas estradas ao longo de muitas décadas”, diz o prefeito Ilton Barbosa. [Fontes: IBGE/Secom/MT/ Revista O Forte/Confederação Nacional de Municípios].
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ocalizada a 366 Km da capital, Cuiabá, a cidade de Tesouro surgiu como pequena vila de garimpos no sudoeste mato-grossense no final do século XIX quando desbravadores descobriram o que procuravam: diamantes nos rios Garças e em seu afluente Cassununga. Efetivamente, encontraram diamantes em profusão. O povoado prosperou e foi por longuíssimos anos distrito e palco de uma revolução entre José Morbeck e Carvalhinho. O primeiro em defesa de milhares de garimpeiros, o segundo dos interesses de uma mineradora inglesa a mando do governador Joaquim Augusto da Costa Marques, seguido de Francisco de Aquino Correia (Dom Aquino) (1918/1922) que terminaram por ceder à pressão de Morbeck e seus homens. É neste histórico que Tesouro nos anos 20 recepcionou a Coluna Prestes em que chega, finalmente, o MT Integrado que vai asfaltar o trecho de 50, 90 Km que liga a cidade a Guiratinga. O projeto está em fase de licitação e a previsão da entrega da obra é para o primeiro semestre do ano que vem. O programa do governo estadual chega em um município rico em agricultura em boa hora de sair do isolamento para desse modo “honrar os empreendedores locais e outros que hão de vir a partir de agora”, diz o prefeito Ilton Ferreira Barbosa. A unanimidade dos municípios atingidos pelo MT Integrado aposta no desenvolvimento sustentável que
Rodovia que dá acesso à cidade de Tesouro
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Mayke Toscano/Secom-MT
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DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
prefeito de Torixoréu Odoni Coelho não mediu esforços para a recepção a Silval Barbosa quando na segunda quinzena de julho visitou várias cidades da região para lançar o asfalto no trecho da MT 100 entre Alto Araguaia a Araguaiana, passando por Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Torixoréu e Barra do Garças. Considerado o maior programa social do estado ele vai ligar por asfalto mais de quarenta cidades a um eixo rodoviário. Cortada pela MT 100 os moradores de Torixoréu valiam-se de um desvio de aproximadamente 110 km, em Goiás, passando por Bom Jardim para chegar a Barra do Garças, incluindo ônibus de estudantes que fazem aulas à noite em faculdades. Tudo isso porque essa rodovia estadual se encontrava entregue à própria sorte e era espécie de vírus de
Prefeito Odoni Coelho entre governador Silval Barbosa e deputado federal Eliene Lima
campanha que em eleições majoritárias passavam pela região. A acolhida à comitiva do governador foi grandiosa. Odoni Coelho mostrou uma antiga placa que prometia asfaltar o trecho que liga sua cidade a Barra do Garças. A placa estava carcomida pela ferrugem para espanto dos visitantes. “Acho que a realidade de agora é bem diferente, os recursos já foram liberados e só temos alguns meses pela frente para sairmos deste sufoco”, assegura. Quem traduziu bem o cenário naquele dia junto com o prefeito Odoni
Mayke Toscano/Secom-MT
Solenidade na AABB onde o governador mostra ordem de serviço do MT
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foi o deputado Baiano Filho que em seu discurso em um jantar de confraternização oferecido pelo prefeito na Associação Atlética Banco do Brasil disse que “os dias de poeira acabaram, agora será só crescimento”. O deputado se referia ao crescimento econômico daquele e de outros municípios do Vale do Araguaia reféns de uma péssima estrada que será coberta pelo viscoso piche do MT Integrado. Localizado a cerca de 200 Km do Terminal Ferroviário de Alto Araguaia, a cidade de Torixoréu junto com Baliza, em Goiás, são duas referências históricas dos garimpos nas primeiras décadas do século passado. Sem rodovias para escoar sua produção Torixoréu sobreviveu todo esse tempo da agricultura familiar, do garimpo e de sua pecuária extensiva. Com o MT Integrado é possível que a agricultura mecanizada, e que centraliza emprego vigore no município. Em tempo, é conveniente dizer que o prefeito Odoni Coelho é um entusiasta do MT Integrado e que marcou presença em audiências públicas em vários locais para discutir a necessidade de se asfaltar esse trecho da MT 100 tão oportuno aos produtores e empreendedores que devem aportar ao município, além da população local que tanto merece lucrar com essa obra.
TORIXORÉU
Reforma do prédio da prefeitura
Nova versão administrativa O prefeito de Torixoréu, Odoni Coelho, já trabalha nas preliminares de fechamento de seu primeiro ano de governo de um começo difícil que demandou talento para organizar uma equipe afinada e controle financeiro para a despesa não ultrapassar o orçamento. Problemas ele encontrou não só na cidade, mas também em comunidade no interior do município e foi de encontro a todos eles, ouvindo as pessoas, consultando técnicos e buscando soluções “que nos interesse, que seja conveniente aos interesses sociais”, disse ele numa entrevista à Gente Centro-Oeste, neste último final de semana. Em sua avaliação os resultados obtidos neste primeiro ano “superaram nossas expectativas” e acrescenta que há obras que tiveram início recentemente e que devem ser concluídas em 2014. “A nossa aposta é a de que o segundo ano de gestão seja um pouco melhor. Queremos nos aperfeiçoar de modo gradativo, não vamos ceder
a eventuais derrotas, mas incentivar o entusiasmo de nossa equipe por uma sociedade mais justa e igualitária”. Como outros municípios do Médio Araguaia e cortados pela MT 100, Torixoréu amargou certo isolamento por falta de boas estradas. Apesar de tudo, seu forte é a pecuária, sem esquecer seu primeiro ciclo econômico que foi a mineração, nas primeiras décadas do século XX, quando a pequena vila Assessoria
DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
de garimpos era conhecida como Balizinha. Agora, com a presença do programa MT Integrado o município está atento para outro setor da economia, a agricultura que plantou na última safra, mesmo sem estradas, em torno de 15 mil hectares de soja. Segundo Odoni Coelho, assim que for asfaltada essa rodovia estadual a tendência de expansão da agricultura será uma realidade no município. “O escoamento da safra por via asfáltica até o porto seco de Alto Araguaia vai facilitar a vida do produtor, incentivar a abrir mais áreas”. O prefeito disse ainda que são muitos empreendedores que chegam a Torixoréu para comprar terras ou arrendá-las “para o plantio de grãos que deve aumentar nosso poder aquisitivo”.
Reforma do Centro de Referência de Assistência Social e da Secretaria Municipal de Assistência Social e compra de móveis e eletrodomésticos. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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ENTREVISTA
Torixoréu na contramão da realidade brasileira O prefeito de Torixoréu Odoni Coelho diz que seu município está a contramão da realidade brasileira se o assunto é atendimento em saúde. Numa entrevista à Gente Centro-Oeste ele disse que todo mundo está vendo o caos seja nas capitais ou cidades do interior. Ao lado de seu vice Rafael Sá, secretários e demais servidores Odoni diz que está modificando o atendimento em saúde local e cita uma pesquisa onde sua administração recebeu 78% de aprovação e 72% em saúde.“Não trabalho sozinho, tenho apoio da comunidade, da Câmara de Vereadores e quero acertar com todo mundo”. Confira a entrevista:
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foi uma promessa de campanha hoje concretizada. O paciente quando necessita de locomoção para alguma unidade de saúde, hospital ou fisioterapia, ele liga no hospital ou em um número de celular exclusivo da ambulância para esse atendimento. Quantas pessoas são atendidas diariamente com esse programa? Cerca de vinte a trinta pessoas, todos os dias. Sua administração priorizou a saúde? Eu priorizo todas as secretarias da administração, mas a saúde recebe atenção especial. Por quê? Porque é a hora em que a pessoa se sente mais impotente, quando Assessoria
GENTE Centro-Oeste: O que o senhor fez para aprovação de 72% no setor de saúde? Aplico todo o dinheiro da saúde em saúde, sem deixar que seja desviado um centavo, sequer. Em administrações passadas o dinheiro era desviado? Não estou dizendo isso. Não posso dizer que era desviado. O que eu tenho feito é cuidar para que isso não aconteça. Recursos pra saúde são o maior alvo para desvios, principalmente em hospitais. Poderia explicar melhor? Porque às vezes os administradores hospitalares, quando um paciente é internado, ele recebe do SUS, da prefeitura e do paciente, recebendo assim três vezes por um único atendimento. O que o senhor tem feito para que isso não aconteça? Exigindo que o contrato entre prefeitura e entidade hospitalar seja cumprido fielmente. Como funciona o atendimento hospitalar em Torixoréu? Temos um contrato com o Hospital São Lucas. Enquanto o paciente estiver internado não lhe seja cobrado nem um centavo por qualquer tipo de serviço. Há cobranças sobre consultas? Não. Temos sempre um médico no plantão, mas se o paciente exige outro que não seja o plantonista já é um problema particular. Quando o paciente precisa de consulta é preciso agendar? Não, nós acabamos com isso e ninguém precisa mais levantar na madrugada para conseguir uma guia. De que forma é distribuída a guia de consulta? O paciente não precisa pedir ou humilhar-se para o secretario de saúde ou prefeito para conseguir atendimento. Ele tem livre acesso ao Posto de Saúde ou no hospital sem interferência política. Existe o programa Disk Saúde, de que forma ele funciona? O Disk Saúde
Prefeito Odoni Coelho e primeira-dama, Inês Moraes Mesquita Coelho
precisa de um atendimento e isso tem que ser priorizado. Saúde é tudo na vida da gente. O senhor já foi mal atendido em unidade de saúde pública? Não a minha pessoa, mas já senti na pele ver familiares serem mal atendidos em unidade de saúde pública. Senti indignação, revolta, impotência como cidadão diante de um sistema tão desumanizado que é a saúde pública em nosso País. Em seu município não falta nada em saúde? Falta muito por ser conquistado no setor de saúde, mas temos feito de tudo para melhorar, na medida do possível. Já conseguimos avanços. O que ainda falta ser feito? Temos muitos procedimentos laboratoriais e cirúrgicos de alta complexidade que não conseguimos fazer ainda em Torixoréu. Quando isso ocorre levamos o paciente para Barra do Garças, Cuiabá, Goiânia e alguns atendimentos especiais, no caso de câncer, para Barretos, em São Paulo. Por quê Barretos se existe Hospital do Câncer em Cuiabá? O paciente decide entre Cuiabá ou Barretos. Mesmo o tratamento sendo público não vamos obrigar ninguém ser encaminhado a uma unidade de saúde que não seja sua preferência.
Assessoria
“Está na hora dos gestores valorizarem a Sáude”
Hospital São Lucas, conveniado com o município de Torixoréu
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uito antes da campanha eleitoral que o levou à prefeitura Odoni Coelho conhecia “um pouco”, conforme frisou à reportagem, da saúde pública do município. Ele conta que “pessoas carentes tinham que pagar pelos medicamentos utilizados no hospital e ainda havia cobrança em dinheiro. Uma situação insuportável que a nossa administração passou a limpo com o tratamento gratuito, que é um direito do cidadão”, diz. Em atendimento de saúde pública Torixoréu é referência. Logo de início a administração implantou o sistema Disk-Saúde para acudir pessoas que precisam de atendimento, mas sem condições físicas para se deslocar. “Nossos agentes buscam o paciente, leva ao hospital e deixa depois em sua casa. Fazemos isso para facilitar a vida do cidadão”, diz o prefeito e acrescenta que sua visão administrativa abarca todas as secretarias. A preocupação maior com a saúde é porque quero atender bem as pessoas. É meu dever como prefeito, cuja família já foi vítima do atendimento do SUS [Sistema Único de Saúde]”. Como prefeito Odoni viu que podia mudar essa realidade. Ele está conseguindo. Uma pesquisa de seis meses de seu governo diz que 72%
da população aprova o atendimento de saúde no município. “Nosso atendimento está na contramão do atendimento usual. Hoje se vê que a saúde está um caos. Eu acho que esse sistema tem cura. Se está assim é porque há gestores que não cuidam. Nós aqui fazemos esta diferença”. Na avaliação do prefeito a saúde é o maior ralo de desvio de dinheiro público do país. “Aqui nós temos le-
vado a sério este setor, cuidando para atender bem a população. A saúde é o único setor onde se pode receber três vezes: recebe do SUS, do paciente e da prefeitura. Em Torixoréu não existe esta regra e provamos se for preciso porque nós queremos fazer a diferença, fazer melhor”. Em certos municípios pacientes chegam a recorrer ao Ministério Público para conseguir tratamento médico em especialidades. “Em Torixoréu nunca fomos acionados por nenhum órgão para que as pessoas fossem atendidas. Se não atendemos aqui temos casa de apoio em Goiânia, Cuiabá ou, em casos graves, encaminhamos para o Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo, com a despesa custeada pela prefeitura. E fazemos isso sem medir esforços”, ressalta. Torixoréu conta com quatro médicos para atendimento da cidade e em comunidades do interior do município. “Não há reclamação neste setor, embora reconhecemos que fazemos bem o dever de casa. Falta um pouco para alcançarmos nossa meta que não chegou ainda aos 100% conforme a pesquisa que citamos no início”, diz ele.
Ações da Secretária de Saúde: presença em todo município GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Pavimentação de ruas e recuperação de estradas
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Máquinas em estradas vicinais no interior do município Assessoria
Assessoria
Assessoria
Asfalto na avenida XV de Novembro: prioridade urbana
Assessoria
s obras públicas estão presentes em Torixoréu. Conforme o prefeito Odoni Coelho o apoio do governo Silval Barbosa tem sido essencial às iniciativas de sua gestão. O prefeito cita ainda apoio dos deputados José Riva (PSD) e Ondanir Bortolini (PR) “que não medem esforços em defesa dos interesses do município”, disse ele numa recente entrevista. No resumo desses dez meses de gestão a cidade está sendo asfaltada, incluindo a avenida XV de Novembro, (a primeira de Torixoréu) e ruas do setor João de Barro que esperava por asfalto havia vários anos, segundo dados da Secretaria de Obras do município. “Um novo aspecto de urbanidade a Torixoréu é uma tarefa da nossa gestão”, diz o prefeito Odoni para depois acrescentar que comunidades do interior merecem ser atendidas. “Não administramos somente a cidade. Todo nosso município merece atenção. Já fizemos revestimento primário em 40 quilômetros da MT 270 e de outras estradas que estamos sempre a recuperar, principalmente nesta época do ano”. A grande expectativa dessa gestão é o asfalto que vai ligar Torixoréu a Pontal do Araguaia que deve ser entregue no próximo ano e tira do isolamento, por falta de estrada, muitos produtores em um percurso de pouco mais de 40 quilômetros.
Prefeito Odoni e seu vice Rafael Sá: vistoriam recuperação de estrada
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Secretários afinados com os trabalhos da administração
Investimento em Educação
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ara melhorar a Secretaria de Educação de Torixoréu a prefeitura começou por uma ampla reforma estrutural, porque segundo disse o prefeito Odoni Coelho, “não havia condições de trabalho”. Na parte pedagógica o trabalho é feito em parcerias e com o governo estadual. “A qualidade do esporte no município é outra e o transporte escolar tem procurado avaliar o tempo de viagem entre a casa do aluno na zona rural e a escola”. São várias linhas, quatro microônibus, duas Kombis, um ônibus grande e esperamos dois ônibus doados pela Secretaria de Estado da Educação. Juntos, esses carros percorrem uma linha diária de 600 quilômetros. No quesito merenda escolar pauta por uma “alimentação de qualidade e estamos engajados em melhorar, inovar sempre o cardápio porque sei que há crianças que esta merenda é sua principal refeição do dia”. Os produtos são adquiridos no município, conforme estabelecido em Lei. O prefeito diz que está faltando produtores e que pretende implantar um projeto junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), através de programa de incentivo ao pequeno agricultor que poderão vender até 4.500 ao município, em gêneros destinados à merenda escolar. AÇÃO SOCIAL Por questões de agenda interna a Secretaria de Ação Social de Torixoréu antecipou a festa do Dia da Criança de 12 para 5 de outubro, talvez a maior e mais organizada para marcar o calendário daquele evento. À frente estava a secretária e primeira-dama do município, Inês Moraes Mesquita Coelho que nesses meses de gestão tem surpreendido os torixorinos pela nova forma de atendimento de sua pasta. A Ação Social do município alcança várias prioridades que passa pela atenção ao grupo de idosos, à criança e famílias carentes. “O atendimento é único para todos, não discriminamos quem quer que seja”, diz a secretária que durante a campanha foi duramente criticada por ser uma pessoa extre-
Secretaria reformada na gestão Odoni Coelho
mamente organizada. “O que ela faz em casa por nós, faz pelas pessoas que buscam sua Secretaria, que precisam do poder público”, diz Odoni. “Esse atendimento dispensado ao público não poderia ser diferente” analisa o prefeito. Ele diz que Inês trata as pessoas com muito respeito e com isso “melhoramos nossa qualidade de atendimento, reformamos o Centro de Referência de Assistência Social e não vamos parar por aqui, queremos mais para justificar a presença da Ação Social na cidade e na zona rural”. Segundo o prefeito os recursos federais destinados à Ação Social a secretária Inês tem gerenciado com responsabilidade. Um exemplo é o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) no município. Odoni ressalta que “não vejo isso como algo que seja vantajoso, mas como uma obrigação de zelar com respeito pelo dinheiro público que chega a nossa administração”. Várias atividades são desenvol-
vidas no município que vão desde as infantis aos idosos como; Passeio no clube da AABB e apresentação na 21ª Festa dos Filhos Ausentes com alunos do Programa PETI, Comemoração dia das Mães e entrega de Prêmios, Comemoração dia Internacional da Mulher, Curso Geração de Renda em Parceria com SENAR e Sindicato Rural de Torixoréu-MT - Planejamento e aproveitamento dos alimentos, Entrega do Automóvel para Centro de Referência de Assistência Social, Conferência Municipal de Assistência Social, Arraiá da Comunidade Torixoréu possui mais cerca de 300 servidores públicos. Desse número pelo menos de 50 a 100 devem ser contemplados pelo programa Habita Mais do governo estadual que chega à cidade. Antes esses servidores eram preteridos do programa. Segundo Odoni o governador Silval Barbosa resolveu acabar com esse tipo de discriminação. “Funcionários públicos são trabalhadores”, ele diz.
Alunos do Proerd - Programa de prevenção às drogas em Torixoréu GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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NOVA FRONTEIRA
Sérgio Santana/Semana7.com
Raquel Coelho e secretários diante de um silo de São José do Xingu
Expressão econômica em pleno Xingu Com a chegada do asfalto na região e o aumento na produção de grãos, novos silos estão se instalando como o da Cargil com capacidade para 600 mil sacas, Fazendas Santa Maria, 1 milhão de sacas e Campo Novo, 400 mil, além do Armázem Canice Beneficiamento para 74 mil sacas (ao fundo). WANDERLEY WASCONCELOS/RONAN DE SÁ
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colonização do núcleo onde hoje é a cidade de São José do Xingu ocorreu nos idos da década de setenta como expansão da nova fronteira agrícola motivadas pelos incentivos fiscais do governo da época que praticava uma política de ocupação promovida pela Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). Desse modo foram criadas várias cidades na região, mesmo sem considerar as razões de infraestrutura. À época, a presença do estado era praticamente nula. Os irmãos Villas-Boas
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visitaram a área no início de 1946 e lutaram pela demarcação do Parque Indígena do Xingu, criado em 1961 que faz divisa com o município. Para o secretário de Agricultura do município, Cleberson Campos Araújo, “a falta de boas estradas encarece os produtos que consumimos e desvaloriza o que produzimos”. A opção encontrada pelos produtores locais foi escoar a produção por Colinas, no Tocantins, e Porto Franco, no Maranhão. Cálculos dos mais otimistas dão conta de pelo menos 300 mil hectares de terras degradadas que se recuperadas poderão produzir em torno de 1
milhão de toneladas. São José do Xingu faz coro com outros municípios que dispõe de milhares de hectares de terras degradas que podem ser utilizadas para o cultivo mecanizado sem que precise derrubar árvores, já que o estrago foi feito há décadas e com outra legislação em vigor. O calcário, agora, será a salvação da lavoura do Norte Araguaia que pode e deve consorciar-se à crescente pecuária. Só o rebanho bovino de São José beira 500 mil cabeças. Quando a prefeita Raquel chegou a São José do Xingu o município tinha apenas quatro anos de emancipação
Sérgio Santana/Semana7.com
política e perdido na imensidão do Xingu, famoso por sua cultura indígena. Raquel não titubeou ao convite do marido Alexandre em deixar sua terra Governador Valadares, em Minas. “Trabalhamos duro na fazenda” a que batizaram de Vista Alegre. Quando a filha Laís completou quatro anos Raquel com ajuda da comunidade improvisaram uma escola rural. Mas Laís cresceu e a mudança para a cidade foi inevitável, assim como o convite para dirigir a escola por uma gestão de dois anos, na administração do prefeito Hélio do Carmo. “Fui me envolvendo com as pessoas e, em consequência, criei um vasto círculo de amizade”. Quando a filha foi estudar em Minas casal teve mais um filho, Décio, hoje um adolescente de 14 anos. Ano passado chegou-lhe o convite que soava mais como uma intimação para candidatarse prefeita. “Eu que não tinha plano de ingresso na vida pública, para tutelar decisões difíceis, importantes, mas como cidadã não poderia ficar omissa diante desse chamado e aceitei”, diz. Raquel estava como muitos outros moradores, recomeçando. “Aqui estamos em constante recomeço, sem medir esforços. Afinal, escolhemos este lugar para ser nossa casa. Estamos no centro de uma nova fronteira agrícola. Este é o lugar para empreendedores ousados e que estejam prontos para os desafios que se encontrar pela frente”, diz. SAÚDE PÚBLICA “Nossas crianças poderão nascer em São José do Xingu”. Raquel CamSérgio Santana/Semana7.com
Enfermeiras e técnicas capacitadas para atender a população
Médico Luiz Alberto Pretti. Equipamentos novos e modernos
pos Coelho (PSD) foi eleita em 2012. Tão logo assumiu o cargo Raquel começou as articulações para cumprir o que prometera, “para ficar de bem com a minha consciência”, disse ela à equipe de reportagem da Gente Centro-Oeste. Enquanto concluía o início da demanda de saúde pública em seu município a prefeita voltou a outro problema comum “que são nossas estradas, a necessidade que temos para nos deslocar em momentos emergenciais para a unidade de saúde mais próxima, a cidade de Confresa, a 200 quilômetros, assim como o escoamento de nossa produção até o eixo rodoviário da BR 158”, etapa que deve ser sanada pelo programa MT Integrado que passa pelo seu município. Foi esta realidade que levou a pre-
feita Raquel a procurar o médico Luiz Alberto Pretti. Conversaram sobre a reabertura do Hospret - Hospital e Maternidade que foi fechado no decurso da administração passada, colaborando, inclusive para que pessoas mudassem da cidade e empresários se recusassem a investir no município. O médico aceitou a proposta da prefeita, ou se preferir, a contrapartida inicial da prefeitura em equipamentos para funcionamento e atendimento à população como, centro cirúrgico, sala de parto, ultrassom, raio-x, eletrocardiograma e laboratório de análises clínicas. Desde quando fechou as portas, há cerca de três anos, o doutor Luiz só voltou a atender no início de setembro. A casa de saúde recebeu ampla reforma que passou pela limpeza, pintura e aquisição de alguns equipamentos, feitas pelo próprio hospital - que é particular. Compõe a equipe do doutor Luiz Carlos as enfermeiras, Silvia Leme da Silva e Jane Cristina Rocha; técnicas em enfermagem Cleomar Ferreira Garcia, Cláudia Enes Pereira, Rosângela Pereira da Silva e Adonir Vieira Leme e a fisioterapeuta Odina pires da Fonseca sob o comando de Sandra Martins Luz. O atendimento é conveniado com o município. A população de São José do Xingu tem agora três médicos. Um no distrito de Santo Antônio do Fontoura, outro no PSF de São José do Xingu e, o terceiro, no Hospital e Maternidade para urgências e emergências, além dos partos que voltaram a ser feitos na cidade para alegria de todos. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Mayke Toscano/Secom-MT
RIBEIRÃOZINHO Uma cidade com destino certo: desenvolvimento Elevado à condição de distrito em 1958, Ribeirãozinho pertencia ao município de Ponte Branca até tornar-se município em dezembro de 1991. A cidade fica a pouco mais que 10 Km do rio Araguaia. Nos anos 1937 fazendeiros e pequenos agricultores goianos e mineiros foram atraídos por suas terras férteis e terminaram por formar o pequeno patrimônio a que deram o nome de Ribeirãozinho. Seu território foi amplamente movimentado no século XIX. Um dos mais notáveis sertanistas que andaram pela região foi Antônio Cândido de Carvalho, que procedia a levantamento de garimpos de diamantes. Ronan de Sá/Semana7.com
Soja, uma das expressões da economia de Ribeirãozinho
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WANDERLEY WASCONCELOS
e acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Carvalho cortou o rio Araguaia, chegou a Itiquira, cruzou o rio Vermelho, alcançou o Garças, descortinou a riqueza imensa que ali existia. Fez tal alarde dos predicados da região que, dentro de pouco tempo, aquele que era um dos últimos centros de atenção de aventureiros, virou um amontoado de gente, vindo de todos os lados. A partir de 1918 se desenhou o quadro histórico de Ribeirãozinho, com famílias vindas dos estados de Minas Gerais e Goiás. A descoberta de ouro e diamante nos garimpos de região permitiu a permanência dessa população e instalação de propriedades rurais e comerciais. Ocorreu, então, um forte fluxo migratório na região. Os novos moradores aplicavam investimentos na agricultura, proporcionando maior desenvolvimento econômico e social
ao distrito. Com o aumento desse contingente, da força de trabalho e determinação pelo crescimento, nasceu o sonho da emancipação política. A história de Ribeirãozinho é marcada por tempo e espera. Somente na condição de distrito foram mais de trinta anos. Cortada pela rodovia estadual MT 100, esperou quatro décadas para que o asfalto do MT Integrado redimisse com o mínimo de justiça social seus 2.233 moradores com uma estrada que seja pelo menos digna desse nome. Contudo, não ache que os moradores Ribeirãozense sejam acomodados. Tal presunção ocorreria em fatal engano. “Nosso povo, entre os quais me incluo, não brinca em serviço”, diz o prefeito Professor Marcos, quase rompendo com êxito o primeiro ano de seu segundo mandato, “e muita coisa ainda por ser feita”, acrescenta. No comando de uma administração onde as decisões são praticamente colegiadas, Marcos transformou a vida de muitos com projetos e ações de encontro a uma vida melhor. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Divulgação
PISCICULTURA será a mais nova fonte de renda
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o final de setembro o prefeito Professor Marcos participou da recepção ao ministro da Pesca e Aqüicultura, Marcelo Crivella, que veio a Barra do Garças lançar o programa de incentivo a cadeia produtiva de peixes no município; anunciou abertura de um frigorífico, geração ao redor de 500 empregos e investimentos da ordem de R$ 4 bilhões. Crivella tem objetivo de transformar o município em um polo de produção de pescado. O ministro senador e bispo da Igreja Universal acha que a piscicultura seja a última fronteira agrícola do agronegócio. O Professor Marcos não desdenha da ideia porque sempre apostou em agricultura familiar, projeto que abarca os pequenos, e acha que a indústria da pesca expandindo-se no Vale do Araguaia será mais um filão econômico e, sobretudo, “na diversificação da produção rural do médio e do pequeno produtor”. “Não estou autorizado a falar em nome de outras prefeituras senão a de Ribeirãozinho, mas acho que estamos todos com o pensamento voltado para o setor da agroindústria”, disse ele avaliando a reação do agronegócio na região a partir da construção de estradas e de facilitar ao máximo a vida de quem produz, de quem está do lado de dentro da porteira, de quem conhece a realidade sem a intromissão de interesses de privilegiar apenas uma pequena parcela da população. “Penso no Araguaia como um todo, como pensei no asfalto da MT 100 como sendo de todos os municípios. Não queremos progresso individualizado, mas repartido”, ensina o Professor Marcos. Enquanto as obras da rodovia se alastram pelas cidades da região o prefeito professor viaja, articula, conversa com parlamentares nas capitais Cuiabá e Brasília “para mostrar o que temos de bom no município e atrair emendas com atenção redobrada aos empreendedores que aportam em Ribeirãozinho. Sempre estive engajado nesta luta, até mesmo antes de me tornar prefeito. Acho que é um dever de todos, o de lutar por melhores condições de vida para sua cidade, para sua região”.
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Piscicultura, novo filão econômico para o Vale do Araguaia Ronan de Sá/Semana7.com
Lavouras de soja no interior de Ribeirãozinho Ronan de Sá/Semana7.com
Rio Araguaia no município de Ribeirãozinho
Novos tempos mudam o cenário de Ribeirãozinho Ronan de Sá/Semana7.com
Para conter a demanda de moradia: casas populares
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arcos conta que à época em que assumiu a prefeitura, em 2009,“a população, para usarmos um termo local, carecia de muito. Hoje, carece de bem menos, mas continuamos na luta, porque o meu lugar é de gente que trabalha, de gente que se esforça, que não perde tempo, é nossa tradição”, explica Marcos. Sua gestão, segundo disse, ataca em todas as frentes, mas ele destaca as pastas de saúde e educação. Quando se tornou prefeito diz ter descoberto logo de início que a saúde da população “não ia bem, tinha muita coisa levada na base do improviso e resolvemos aplicar doses de atenção especial. Quem era hospitalizado tinha que levar comida de casa para si e seu acompanhante. O remédio utilizado no tratamento tinha que ser reposto. Em conta-gotas fomos organizando a casa e hoje servimos café da manhã, almoço, merenda e janta até para acompanhante. A reposição de medicamentos desapareceu de nossos quadros, nossos funcionários têm plano de carreira e dois médicos prestam assistência integral à população”. Ele cita ainda uma emenda do senador Pedro Taques (PDT) para ampliar o Hospital Municipal e comprar equipamentos. Na educação, até para fazer justiça a sua profissão, o Professor Marcos
diz que as escolas do município “estão próximas ao ideal”, com transporte escolar adequado com ônibus novos, enquanto que seus motoristas fazem cursos de reciclagem em Barra do Garças e Cuiabá, “sempre nos pautando pela prevenção, pela eficiência sempre necessária”. Setores como alfabetização de jovens e adultos são prioridade. “Nós atendemos da educação infantil ao ensino superior, sempre aperfeiçoando nosso ponto de vista pedagógico que é de libertação”, diz ele, um leitor
contumaz do mestre Paulo Freire cujo nome o município homenageia com uma escola. A cidade é pequena e não tem escolas de nível superior, mas a prefeitura acudiu a demanda custeando o aluguel de uma Casa do Estudante em Barra do Garças, duas em Nova Xavantina, duas em Cáceres, uma em Barra do Bugre e outra em Rondonópolis, paga o transporte de alunos universitários de curso vago (educação à distância) em Barra e para mestrado em Pontal do Araguaia, com uma viagem por semana. “Todo nosso trabalho é feito em equipe” ele diz e, para quem gosta de esporte há uma emenda de Taques que vai destinar recursos para construção de um Ginásio Esportivo na Escola Paulo Freire. A porta de entrada de energia em Mato Grosso fica no município que possui duas subestações, a Estação Ribeirãozinho e Barra do Peixe, onde a energia é rebaixada. Soma-se a isto mais um programa recém-chegado ao município, o Balde Cheio com apoio da prefeitura, Embrapa e Sebrae que vai transferir tecnologia para o desenvolvimento da pecuária leiteira em propriedades familiares. Vai capacitar pessoal para a extensão rural e produtores, promover a troca de informações sobre tecnologias aplicadas na região e monitorar impactos do setor. Até o final do ano passado 24 estados já faziam parte do Projeto Balde Cheio, totalizando 710 municípios. Inclui-se nesta lista, Ribeirãozinho.[Com dados do IBGE]. Ronan de Sá/Semana7.com
Uma avenida no centro de Ribeirãozinho GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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FEMAPA
Deputado estadual José Riva Maurício Barbant/AL-MT
Ferrovia poderá ser financiada pelo FDCO Idealizado pelo deputado José Riva o projeto de ferrovia Mato Grosso/Pará, ganha apoio de setores do governo federal como Sudeco que justifica que o modal de ferrovias é uma das prioridades da União. KLEVERSON SOUZA/Assessoria
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estudo de viabilidade da ferrovia que interliga os estados de Mato Grosso e Pará pode ser financiado com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Idealizada pelo deputado estadual José Riva (PSD), a proposta de ferrovia precisa neste momento do estudo de
viabilidade, e a intenção é que este seja financiado com recursos do fundo, que teve a lei regulamentada recentemente pelo Governo Federal. Outra necessidade e que já começou a ser trabalhada, é a inclusão da ferrovia no Plano Nacional Ferroviário. O diretor de implementação de programas e de gestão de fundos da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Cléber Ávi-
la, sinalizou positivamente para o estudo de viabilidade da ferrovia ser financiada com recursos do FDCO. “A ferrovia MT/PA é a nova oportunidade de escoamento da nossa produção, principalmente favorecendo uma região que até pouco tempo atrás, era carente de infraestrutura e logística. Temos priorizado a recepção de projetos voltados em infraestrutura, principalmente no modal ferroviário. Então, vemos com bons olhos e com perspectiva positiva inclusive em ser parceira no financiamento dessa ferrovia. Após a inclusão do projeto no programa nacional de logística de transporte, elaborado pelo ministério, a Sudeco pode mergulhar nessa proposta do deputado Riva”, afirmou. Como o FDCO é um fundo exclusivo para projetos de infraestrutura e logístiGENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Fábio Monteiro/AL-MT
Governador do Pará, Simão Jatene (ao centro) recebe comitiva de Mato Grosso para discutir projeto de Ferrovia entre os estados
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ca, as propostas deverão ser apresentadas na Sudeco, pela iniciativa privada. A superintendência do órgão do Governo Federal analisará as propostas e as validadas serão encaminhadas para os bancos credenciados: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Com recursos previstos na ordem de R$ 1,4 bilhões, o FDCO pode financiar o estudo de viabilidade para a construção da ferrovia. Em entrevista à imprensa matogrossense o superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado, disse que o objetivo é assegurar grandes obras para o desenvolvimento de estados como Mato Grosso. “Fico satisfeito ao saber que existem projetos como o do deputado (Riva), que ainda não conheço, mas que poderá fazer parte das possibilidades de investimentos
Foto: atitudeglobal.com
Fábio Monteiro-ALMT
Deputado José Riva, governador Silval Barbosa com ministro César Borges
prio devido a sua dimensão territorial e capacidade de produção. O traçado ferroviário será viabilizado e vejo nesse projeto a grande redenção da região Leste do Pará que é forte em minério e da região Araguaia de Mato Grosso, que é uma das maiores áreas disponíveis para a produção de grãos do mundo”, salienta Riva. PROJETO A equipe técnica de Riva esteve na reunião de diretrizes e orientações gerais para 2014 estabelecidas para a aplicação de recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). De acordo com o secretário-adjunto de Desenvolvimento da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Miem infraestrutura”, analisou. Neste início de mês a equipe técnica do deputado participou de reunião com o superintendente regional do Banco do Brasil, Ulisses Assis, para apresentar a proposta e solicitar que seja encaminhada para análise da instituição financeira em Brasília. Produtores de Mato Grosso já sinalizaram positivamente para pagar o financiamento do projeto de engenharia. A proposta da Assembleia Legislativa é que este pagamento seja feito em cartas de crédito de commodities, através do FDCO. Ao todo, mais de 20 municípios de Mato Grosso e Pará serão beneficiados com o traçado ferroviário. “Mato Grosso não pode ficar preso a um modelo nacional de ferrovia, por isso a importância de um projeto pró-
nas e Energia (Sicme), a proposta do deputado Riva já conta com o apoio de diversos segmentos e o FDCO pode ser um instrumento importante no encaminhamento do projeto. “O fundo abre um novo leque na questão de financiamento de projetos, inclusive nessa proposta de ferrovia que liga Mato Grosso ao Pará. Investidores já demonstraram interesse em executar a obra que levara desenvolvimento para os dois estados”, argumentou. Este projeto já vem sendo desenvolvido no gabinete do deputado José Riva há mais de dois anos, mostrando o potencial da região Araguaia através da BR 158. No mês passado, durante reunião com o ministro dos Transportes, César Borges, a ferrovia MT/PA entrou em estágio de efetiva implantação.
Veja o traçado das Ferrovia entre Cuiabá/Santarém e Mato Grosso e Pará
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Mapa com o traรงado da ferrovia Mato Grosso/Parรก que vai mudar o cenรกrio na regiรฃo do Araguaia
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LOGÍSTICA
Câmara Federal discute projeto de ferrovia Audiência pública será realizada em outubro. Após debate entre os deputados federais, os senadores receberão solicitação para discutir o projeto 98
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KLEVERSON SOUZA/ASSESSORIA
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Câmara Federal promoverá audiência pública para debater o projeto de ferrovia que interliga os estados de Mato Grosso e Pará. Proposta pelo deputado federal Giovanni Queiroz (PDT/PA), a audiência pública terá a data confirmada na próxima semana, mas de acordo com informações obtidas pelo Olhar Direto, será realizada já no mês de outubro. O requerimento foi apresentado junto à comissão de Viação e Transportes e Minas e Energia da Câmara Federal e a mesma solicitação será feita no
Senado para ampliar o debate sobre a ferrovia idealizada pelo deputado estadual José Riva (PSD). As articulações junto aos senadores e deputados federais ocorre em função da necessidade do projeto de ferrovia precisar ser inserido no Plano Nacional Ferroviário, inclusão que é de competência do Ministério dos Transportes. No último mês, inclusive, Riva e demais políticos de Mato Grosso estiveram reunidos com o ministro César Borges, que se mostrou otimista com a interligação ferroviária entre os estados. Na oportunidade, a bancada fede-
Jornal Correio do Povo
ral de Mato Grosso garantiu apoio ao projeto e articula no Congresso Federal, a inclusão da ferrovia como uma das prioridades da União. FDCO
A presidente da República, Dilma Rousseff, vistoriou em 2012, trechos da Ferrovia Norte-Sul em Goiás, começando pelo ramal de Anápolis e depois no município de Goianira, da obra que, quando estiver concluída, será a segunda maior ferrovia do mundo. Em Goianira os serviços estão em fase de escavação. A presidente esteve reunida com 35 pessoas, num dos barracões do canteiro de obras da Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável pela obra. “Eu tenho hoje um objetivo, eu quero alertar o Brasil que nós voltamos a investir em ferrovia”, enfatizou Dilma. Recentemente, Dilma inaugurou o terminal de cargas em Rondonópolis.
O estudo de viabilidade da ferrovia pode ser financiado com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), que teve a lei regulamentada recentemente pelo Governo Federal. A própria Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), sinalizou positivamente para o estudo de viabilidade da ferrovia ser financiado com recursos do FDCO. “A ferrovia MT/PA é a nova oportunidade de escoamento da nossa produção, principalmente favorecendo uma região que até pouco tempo atrás, era carente de infraestrutura e logística. Temos priorizado a recepção de projetos voltados em infraestrutura, principalmente no modal ferroviário. Então, vemos com bons olhos e com perspectiva positiva inclusive em ser parceira no financiamento dessa ferrovia. Após a inclusão do projeto no programa nacional de logística de transporte, elaborado pelo ministério, a Sudeco pode mergulhar nessa proposta do deputado Riva”, afirmou Cléber Ávila, diretor de implementação de programas e de gestão de fundos da Sudeco. O FDCO é um fundo exclusivo para projetos ligados a infraestrutura e logística e possui recursos na ordem de R$ 1,4 bilhão. FERROVIA
O projeto de ferrovia MT/PA foi elaborado no gabinete do deputado Riva, com traçado partindo de Água Boa (MT) até Barcarena, no nordeste paraense. Também é analisada a possibilidade da ferrovia seguir do município mato-grossense até Marabá, no sudeste do Pará. A ligação com o nordeste seria viabilizada com a construção de dois ramais, um até o porto de Vila do Conde (Barcarena) e outro até o porto de Espadarte (em Curuçá/PA), que está em projeto de implantação. Lideranças políticas e empresariais de Sorriso solicitaram a inclusão do município no trajeto da ferrovia por meio de um ramal. Segundo o deputado Riva, Mato Grosso ainda tem muito potencial a ser explorado e com maior investimento em logística, o retorno será imediato. “Além de incluir vasta área disponível para produção, que hoje tem dificuldade de logística, a construção da ferrovia resultará em desafogo aos portos de Santos e Paranaguá, que estão saturados. No Pará, existe uma grande produção de minério, em Mato Grosso há disponibilidade para a expansão da produção de grãos e com este investimento em logística ferroviária será possível dobrar a produção atual”, explicou o parlamentar. Para Riva, Mato Grosso não pode ficar preso a um modelo nacional de ferrovia. “Por isso a importância de um projeto próprio devido a sua dimensão territorial e capacidade de produção”, argumenta. Ao todo, mais de 20 municípios de Mato Grosso e Pará serão beneficiados com o traçado ferroviário de 1,8 mil km, melhorando a qualidade de vida de mais de dois milhões de pessoas. Simone Silva
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Mandato
Baiano Filho percorre mais de 250
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Estradeiro mil/km em busca da logística ideal
Deputado Baiano Filho vistoria obras da ponte sobre o Rio Fontoura, Santo Antônio do Fontoura, MT-322/BR-080 no município de São José do Xingu - Araguaia - Mato Grosso GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Jalapa/Assessoria
Baiano Filho e seu gabinete ao ‘volante’ Com uma abordagem bastante focada na estruturação da malha viária no Araguaia, veja as principais ações do deputado Baiano Filho em prol do setor NAIARA MARTINS/ASSESSORIA
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om uma atuação de destaque, o deputado estadual Baiano Filho (PMDB) empregou um ritmo bastante dinâmico de atendimento aos municípios, em especial às regiões Norte e Araguaia. Muito além de uma gestão de gabinete, Baiano percorreu mais de 250.000 Km em dois anos e meio de mandato, realizando visita a distritos, municípios e assentamentos das regiões, seja vistoriando obras ou analisando a implantação de novas ações. A presença constante de Baiano e o conhecimento das peculiaridades de cada município e região garante celeridade à execução de obras/ações e eficiência na aplicação dos recursos. Para quem acompanha o trabalho de Baiano, sabe que uma de suas “paixões” é trabalhar pela consolidação de uma malha rodoviária eficiente no Araguaia, capaz não apenas de garantir a retirada da grande produção regio-
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nal, mas principalmente, assegurando competitividade aos nossos produtos. Agregado a isso, é de suma importância antevermos soluções para o grande “boom” que se anuncia com a já eminente expansão, ou melhor, “explosão” agrícola do Norte Araguaia, que ocupa cerca de 400 mil/há com o plantio de grãos, e ainda conta com quase 1 milhão de hectares abertas, aptas ao cultivo e ainda inexploradas. Apesar dos gargalos, o agronegócio no Araguaia caminha a passos largos, e já chega a ser comparado com a região Centro-Norte que abrange os maiores produtores do estado, a exemplo de Sorriso, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. A pecuária também é forte na região, além da capacidade turistica às margens do rio Araguaia, que banha todo o leste de Mato Grosso, limitando Goiás e Tocantins. Na luta pela eficiência do transporte, com metas ousadas inclusive de integrar o Norte ao Araguaia, Baiano tem
articulado condições para execução de projetos como a implantação de eclusas no leito dos rios Teles Pires, Tapajós e Juruena, agregados a implantação da hidrovia Teles Pires/Tapajós. A exploração conjugada dos modais em Mato Grosso (hidrovia Teles Pires/Tapajós, Ferrovia FICO, BR-163 e as BRs158/242) garantirá a redução do fluxo de cargas nas estradas, impactando na emissão de poluentes, na redução dos custos do frete e na perda de mercadoria ao longo das estradas, mais uma vez a competitividade em pauta. Entre as principais metas, recebem destaque a atuação de Baiano Filho pela conclusão da pavimentação das rodovias BR 163 Cuiabá-Santarém; BR 158 no norte-sul Araguaia; BR 242 leste-oeste saindo do Araguaia cruzando MT até Rondônia; a implantação da Ferrovia FICO, leste-oeste ligando MT a Rondônia, chegando ao Oceano Pacífico. A ferrovia desenha uma das mais promissoras rotas de exportação abrangendo o centro-oeste e o norte do país. Não podemos deixar de destacar a atuação de Baiano junto ao governador Silval Barbosa garantindo que entre as 44 obras de pavimentação do Programa ‘MT Integrado’, 20 sejam concretizadas no Norte Araguaia. Entre
as prioridades do ‘MT Integrado’ está a pavimentação da MT 100, no trecho entre Araguaiana e Alto Araguaia, beneficiando Barra do Garças, Torixoréu, Ribeirãozinho, Ponte Branca e Araguainha; a MT-326 “Rodovia do Calcário” ligando Nova Nazaré a Cocalinho; a MT 413 ligando Santa Terezinha a BR 158, a exemplo da MT 412 integrando Canabrava do Norte ao eixo federal; a MT 020 ligando Canarana a Paranatinga; a BR 242 retirando São Félix do Araguaia do isolamento, entre outras. BR-158: A conclusão das obras de pavimentação da BR-158, principal artéria de escoamento da produção Araguaia, começa a romper o papel de vilã, recebendo do poder publico os investimentos que lhe competem enquanto principal veia de exportação norte/sul. A luta por sua conclusão ganhou força após as sistemáticas discussões provocadas por Baiano, que constantemente lidera cobranças junto ao Ministério do Transporte. Apesar dos avanços quanto a definição da empreiteira responsável por concluir os 44 Km entre Vila Rica e até a divisa como Pará, o parlamentar já programa nova agenda em Brasília para cobrar a conclusão dos projetos para pavimentação dos 180km que contornarão a reserva Marawatsede. BR-242 Leste/Oeste: O Programa “MT Integrado” tem como meta garantir aos últimos 44 municípios a interligação aos principais eixos estruturantes por meio do asfalto. Com uma única grande exceção. Atendendo ao pleito do deputado Baiano Filho, Silval Barbosa assumirá a pavimentação dos 80 Km da BR 242 entre São Felix do Araguaia e Alto Boa Vista. Sensível a necessidade dos municípios e diante da falta de previsão por parte do Governo Federal para o asfalto, o Governo do Estado garantiu com recursos do ‘MT Integrado’ a pavimentação do trecho, resgatando São Felix do isolamento, localizado no final da BR 242. A pavimentação entre São Felix e Alto Boa Vista também é vital para o sucesso da empreitada de construção da Travessia Transbananal. FERROVIA FICO: Entre as soluções apontadas pelo Governo Federal, além da pavimentação das rodovias BR 158/242, está a construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO),
que pretende ser uma das principais rotas de escoamento sobre trilhos do Brasil. A linha permitirá a ligação entre os Oceanos Atlântico e Pacífico, facilitando o deslocamento das produções centro-oeste e norte do país. Para o Ministério do Transporte, a FICO é um dos braços de um grande plano nacional de estruturação intermodal do transporte, que tem como meta a construção de 10 mil/km de ferrovias, das quais, cerca de 1.000 km correspondem ao trecho entre Lucas do Rio Verde/MT até Uruaçu/ GO. O DNIT abrirá em 2014 o edital de chamamento público para habilitação da empresa interessada em construir e gerenciar o trecho mato-grossense. Neste formato, a empresa se tornará concessionária da ferrovia e terá o prazo de 05 anos para concluir a obra. A partir de então, a empresa explorará a ferrovia pelo prazo de 35 anos. A expectativa é de que os trilhos estejam operando até 2018. MT-322/BR-080 Leste/Oeste: Um grande pacto também liderado por Baiano e governador Silval Barbosa garantirá a pavimentação de 470km, ligando Confresa a Matupá. Estrategicamente, o eixo permitirá a interligação da BR-163 no norte com a promissora BR-158 no Araguaia. Neste formato, as opções de escoamento e exportação se multiplicam, tornando a produção mato-grossense competitiva com escoamento rápido e a baixo custo, com acessos facilitados aos portos de Santarém e Miritituba no Pára pela BR-163,
e no eixo da BR-158 com opções por São Luis do Maranhão e Marabá/PA. TRANSBANANAL: Sobre o projeto de Travessia Transbananal, interligando Mato Grosso ao Tocantins pela BR 242/TO 500, Baiano comemora a notícia recebida do governador Siqueira Campos comunicando a conclusão dos projetos. As obras, orçadas em cerca de R$ 1,053 bilhão serão executadas pelo Governo do Tocantins com recursos federais. Entre os principais empreendimentos está a construção de uma ponte estaiada sobre o rio Araguaia com 2.600m de extensão na altura de São Felix do Araguaia e a pavimentação de 92km da BR-242 atravessando a Ilha do Bananal até o município de Formoso do Araguaia/TO. No projeto, capitaneado por Baiano, Mato Grosso assumiu a responsabilidade em apoiar politicamente o Governo de Tocantins na busca de recursos junto a União, além de assumir a execução de obras estruturantes para a logística viária no Araguaia, garantindo a eficiência do escoamento nas duas margens do rio. Destacamos que as obras lançadas pelo Programa “MT Integrado” foram determinantes junto ao Ministério do Transporte para aceitação de Mato Grosso como um dos proponentes do projeto de Travessia Transbananal, ao lado de Tocantins, demonstrando interesse e capacidade de estruturação da malha. A travessia garantirá o avanço do agronegócio e o incremento do potencial turístico nos estados. Assessoria
Ministro dos Transportes César Borges e Jorge Fraxe do DNIT discutem com o deputado estadual Baiano Filho demandas do Vale do Araguaia GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Rodovia da Integração Falta pouco para a conclusão da MT-100 entre Santa Terezinha e Luciara. Capitaneada por Baiano, Filho a implantação dos 90km garantirá comodidade aos moradores e condição para escoamento da produção. Para a conclusão da rodovia restam apenas 13km no trecho entre Luciara até o rio Tapirapé. Do outro lado do rio, ligando até a sede de Santa Terezinha as obras já estão 100% concluídas. Baiano comemora o início da construção da ponte sobre o rio Tapirapé. Licitada desde 2011, a ponte de 158m aguardava apenas pela ordem de serviço. O parlamentar já busca pela continuidade da rodovia, ligando Santa Terezinha até Lagoa da Confusão no estado do Tocantins. O Estradeiro liderado por Baiano definiu o melhor trajeto para continuidade da rodovia. Sua implantação favorecerá de forma decisiva na retirada da produção e na melhoria da qualidade de vida dos moradores de ambos estados. Deputado Baiano Filho e prefeito de Luciara, Faustino Azambuja num trecho da rodovia MT 100 Naiara Martins/Assessoria
Governo injeta 21 milhões na Saúde do Araguaia O recurso será para construção do Hospital Regional do Norte Araguaia e deverá ser licitado ainda este ano
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Silval Barbosa durante a 5ª Dinâmica de Empreendimentos, no mês de abril, em Porto Alegre. Em julho, durante reunião com prefeitos do Norte Araguaia, o secretário de Estado de Saúde (SES) Mauri Rodrigues de Lima informou a Baiano sobre a conclusão da planilha de custos Josi Pettengil/Secom-MT
pós se reunir com o governador Silval Barbosa, Baiano Filho confirmou para ainda este ano o lançamento das licitações para a construção do Hospital Regional do Norte Araguaia, em Porto Alegre do Norte. A obra será construída com recursos próprios, conforme assumido pelo governador
Deputado Baiano Filho em audiência com o governador Silval Barbosa
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da obra, fechada em R$ 21.611.398,00 restando apenas a definição orçamentária, agora confirmada por Silval. A unidade terá 109 leitos com a possibilidade de expansão para até 250 quartos. Inicialmente a proposta do Estado era pela construção no formato PPP (Parceria Pública Privada). Em meados de 2012, com a definição das especificações técnicas, o Governo do Estado publicou o edital de manifestação de interesse para identificar os possíveis construtores, mas nenhuma empresa se manifestou. Diante do quadro, o Estado decidiu assumir com recursos próprios a construção da unidade. O Hospital Regional do Norte Araguaia é uma conquista do deputado Baiano Filho, com a meta de suprir a carência do Norte Araguaia que sofre com a falta de uma unidade hospitalar ampla, moderna e eficiente.
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TRAVESSIA TRANSBANANAL
TO-500 Autoridades e indígenas assinam manifesto
“Além de permitir a expansão demográfica e econômica, a TO-500 é estratégica por viabilizar o alargamento de fronteiras agrícolas e turísticas, surgindo como o novo corredor de integração sulamericano entre o Atlântico e o Pacifico”. 106
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NAIARA MARTINS/ASSESSORIA
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m grande movimento batizado por “Rally Logístico TO-500” percorreu o caminho que interligará Mato Grosso a Tocantins pela “Transbananal”. O projeto preve a interligação dos estados pelas rodovias BR-242/TO-500, entre São Felix do Araguaia/MT e Formoso do Araguaia/TO, atravessando a Ilha do Bananal. O manifesto tem como principais lideres o governador do Tocantins Siqueira Campos e o deputado Estadual Baiano Filho em Mato Grosso. Para Siqueira Campos a união de esforços para conquistar junto ao Governo Federal, as autorizações para a elabo-
ração e concretização do projeto TO500 é fundamental ao projeto. “Vamos unir o nosso poder, a nossa vontade e vamos dizer ao governo da república que esse povo não aceita o isolamento. Dessa união vai resultar uma grande e bela vitória para todos os tocantinenses, para todos os mato-grossenses, para o Brasil”, completou. Baiano Filho enfatizou o compromisso do Governo de Mato Grosso e o empenho do estado para a consolidação da obra.“Acompanho os tramites e a formatação do projeto desde o principio ao lado do engenheiro Mazzaro, demonstramos a importância da rodovia para o nosso governador Silval Barbosa, estamos trabalhando para a con-
Jalapa/Assessoria Baiano Filho
Comitiva do Rally Logístico T0-500 em direção ao município de Formoso do Araguaia, onde ocorreu a assinatura do manifesto
solidação da grande região Araguaia, e a construção da travessia garantirá a integração e o boom tão sonhado pela região, facilitando o escoamento da produção e fortalecendo as relações comerciais”, defendeu Baiano. Entre as preocupações para a efetivação do projeto de travessia da Ilha do Bananal, estava garantir o consentimento das comunidades indígenas que habitam as reservas da região. Sem a autorização das aldeias Karajá Jalapa/Assessoria Baiano Filho
Deputado estadual Baiano Filho e governador Siqueira Campos, articuladores do movimento pró TO-500
e Javaé, a construção da TO-500 seria inviabilizada. Hoje o projeto conta com a adesão das 22 aldeias da reserva. O manifesto, assinado inclusive por lideranças indígenas, será entregue à presidente Dilma Rousseff juntamente com outras 20 mil assinaturas que estão sendo colhidas pelos estados. A rodovia TO-500, que interliga a BR-242 entre o Tocantins e o Mato Grosso, será uma rodovia elevada, formada por pilares de sustentação. O projeto prevê ainda a construção de sete pontes sobre os rios e lagos da região, além de uma grande ponte estaiada sobre o rio Araguaia. Serão investidos cerca de R$ 1 bilhão nas obras. O evento teve a participação das comunidades indígenas Javaé e Karajá habitantes da Ilha do Bananal, que se manifestaram favoráveis a rodovia. Entre os representantes políticos estiveram o governador Siqueira Campos, os deputados Osires Damaso e José Geraldo, secretários de estado e prefeitos tocantinenses. Entre os matogrossenses participaram os deputados Baiano Filho e José Riva, o prefeito de São Félix do Araguaia José Antonio de Almeida, o presidente da AMNA e prefeito de Confresa, Gaspar Domingos Lazari, secretários de estado, vereadores e lideranças regionais. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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DIVERSIFICAÇÃO
Sérgio Santana/Semana7.com
Feira Agropecuária foi sucesso de público Em três dias de programação General Carneiro recebeu aproxidamente 12 mil pessoas WANDERLEY WASCONCELOS
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oi sucesso de público e organização a 1ª Festa Agropecuária de General Carneiro, realizada de 30 de agosto a 1º de setembro. A apresentação foi grandiosa e o rodeio ao estilo country foi pra ninguém botar defeito. A entrada custou apenas dois quilos de alimentos não perecíveis que resultaram em cerca de 1.500 cestas básicas doados em 2 de outubro para instituições beneficentes e famílias carentes do município. No discurso feito na abertura da festa a prefeita Magali Vilela agradeceu o sucesso de público aos moradores da cidade e de comunidades do interior do município. Em três noites a comissão organizadora da Festa Agropecuária conseguiu reunir cerca de 12 mil pessoas. O governador Silval Barbosa, que
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doou R$ 100 mil à Feira Agropecuária, foi representado por seu secretário de Agricultura Meraldo Sá, três vezes prefeito de Acorizal e presidente da AMM (Associação Mato-grossense dos Municípios). Em seu discurso ele agradeceu a prefeita e pediu que ela nãos se intimidasse por nada, “vá em frente Magali”. Em todas as noites da Feira houve monta de bois, shows sertanejos com a dupla Israel e Rodolfo e o também cantor Nando Moreno, que foram muitíssimo aplaudidos porque cantavam ao gosto do público. A Feira Agropecuária contou com praça de alimentação e exposição da Associação de Artesãos de Dom Bosco (AADB) de General Carneiro com apresentação de peças em madeiras e cerâmica. Prestigiaram a Feira Agropecuária, organizada por Renato e Nimar
Vilela, personalidades o ex-prefeito Juracy Rezende (Buchudo), o gerente do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) Bernier Marcos e o gerente do MT Regional, Wellinton Marcos, ambos de escritórios sediados em Barra do Garças. A premiação de monta em touros foi de uma moto 0 Km, em segundo, premiação em dinheiro de R$ 1.500, terceiro R$1 mil, quarto, R$ 800 e quinto lugar R$ 500. Patrocinam a Feira Agropecuária o deputado José Riva, Jornal O Forte, Primavera Máquinas (John Deere), Jornal A Semana, deputados Zeca Viana, Airton Português, Nininho, João Malheiros, Indea, AMM, Sedetur, Elcio Mendes Eventos, Wap Celulares Nutrição Rico, Viação Xavante, D4 Máquinas e Implementos, Casa do Corta Pau, SEC e Governo de Mato Grosso.
Sérgio Santana/Semana7.com
Casa do Artesão irá impulsionar mercado
Aspecto da Feira Agropecuária de General Carneiro Sérgio Santana/Semana7.com
À direita, secretária Laudelina Aquino na entrega de cesta básica Sérgio Santana/Semana7.com
Alimentos que foram doados à famílias carentes do município
Representantes da Associação dos Municípios com Potencial Turístico (Amptur) visitaram em data recente a cidade de General Carneiro a convite da prefeita Magali Vilela, quando realizaram prévio levantamento desse setor e forneceram orientações para criação de um Conselho de Turismo no município. Em setembro a arquiteta Karla Regina Feijó da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) visitou locais na cidade para construção da Casa do Artesão. A prefeita Magali Vilela tem dito em várias entrevistas de sua intenção de investir em atividades turísticas que possam atrair visitantes tanto à cidade quanto ao interior que possui duas etnias indígenas (bororos e xavante), além do distrito de Paredão Grande, uma comunidade histórica que deve ser valorizada em sua gestão. Se depender de sua disposição para viajar em busca de recursos e articulações políticas General Carneiro não para. Em agosto a prefeita recebeu a visita do secretário de Estado da Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanata, que foi àquela cidade atender recomendação da primeira-dama Roseli Barbosa, para conhecer o trabalho que é feito pela Associação dos Artesãos local, considerada uma referência regional. O governo vai investir R$ 75 mil para a construção de um Centro de Vendas de Artesanato nos próximos 90 dias. O secretário disse à Gente Centro-Oeste que essa obra será uma espécie de showroom “que servirá de vitrine para o artesanato que é produzido na cidade ou no interior do município”. A prefeita disse, durante o almoço que ofereceu a Zanata no Centro Comunitário que a grande dificuldade dos artesãos locais é comercializar o que produzem.“Nosso principal cliente tem sido a Itália, seja do artesanato em cerâmica ou madeira que é ocupação de várias de nossas famílias”. Esta Central de Vendas que Magali prefere chamá-la inicialmente de Casa do Artesão, já está presente em vários municípios de Mato Grosso com recursos do MT Fomento, sem custos de ICMS, embora a proposta seja a de tirar todos os artesãos da informalidade, com vistas à renda familiar. A ONG Dom Bosco atua em General Carneiro, ensina e acolhe artesãos e jovens aprendizes. A prefeita aposta que esse convênio deva gerar emprego e renda para as famílias envolvidas com a produção artesanal no município. Junto com o secretário Zanata estava uma equipe do Incra que foi ao município para cadastrar as 139 famílias do Assentamento Santa Acácia para receberem os títulos de propriedade, através de um termo de cooperação com a prefeitura local.
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Fotos/Assessoria
QUERÊNCIA
Polo econômico do Araguaia Querência está situada no nordeste do estado, na grande Bacia Amazônica. Dentro de seus limites encontra-se parte da Reserva Indígena do Xingu e uma imensa área virgem, formada pelo cerrado matogrossense, floresta e uma larga área de transição. A denominação de Querência foi escolhida para marcar o cunho gaúcho da migração. É um nome típico das estâncias sulinas, cujo significado é lar, moradia. Fundada em 19 de dezembro de 1991 e segundo o último senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui 13.903 habitantes numa área total de 17.786,195 Km² e dista da capital Cuiabá 927 km.
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DA REDAÇÃO COM ASSESSORIA
origem histórica de Querência está ligada à saga de colonização gaúcha. Os primeiros moradores se instalaram na região em 21 de maio de 1986, com surto migratório mais intenso depois de 1987, quando chegou a maioria das famílias provenientes do norte do Rio Grande do Sul, Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná, descendentes de alemães, italianos e poloneses. Durante dois anos a comunidade do Projeto Querência contava 350 famílias. A data de fundação foi de 8 de dezembro de 1985. Mas, o processo de migração acelerado se deu quando elevou à categoria de distrito de Canarana, dando assim início a um novo ciclo de desenvolvimento até a conquista de sua independência política e administrativa, pouco depois. O Projeto Querência foi dividido em 881 parcelas entre lotes rurais, medindo na média de 400 a 1000 hectares, e chá-
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caras. Em 1990 já tinham sido vendidos 600 lotes rurais. A população estimada era de 1,8 mil habitantes. Hoje a população estimada é de 17 mil pessoas. Não foi uma saga fácil, considerando o isolamento que essa comunidade gaúcha enfrentou, dado ao difícil acesso e grande distância dos grandes centros. Além disso, não haNova estrutura de um PSF no Setor F
via rede de iluminação pública. A primeira rede de energia elétrica foi fornecida pela Coopercana, através de um gerador de 325 KVA, insuficiente para atender a demanda. Em função das dificuldades de acesso e a longa distância da capital, a comunicação era difícil. Havia apenas um posto telefônico, um de correios e nenhum telégrafo. As estradas em estado precário, principalmente em locais de pontes danificadas, dificultando o escoamento de safra. Mas o solo era fértil e a comunidade não desanimou, superou as dificuldades iniciais. Apesar dos revezes, a comunidade cresceu e desenvolveu-se. A Lei Municipal nº 185, de 7 de agosto de 1991, criou o distrito de Querência, com território jurisdicionado a Canarana. A Lei Estadual nº 5895, de 19 de dezembro de 1991 criou o município de Querência que nasceu fruto de projeto de colonização da Coopercana. ECONOMIA A principal fonte de renda de Querência é agropecuária. No início o extrativismo madeireiro desempenhava papel central na economia local. No que se refere à atividade agropecuária, destaca-se a cultura da soja, milho e do arroz, e a criação de gado de corte. Querência conta com grandes áreas de lavouras que somam 320 mil hectares de soja, 100 mil hectares de milho safrinha conta ainda com plantações de seringa e pupunha. Empresas Multinacionais de grande porte como Cargill, Bunge, ADM, Caramuru, Amaggi, Louis Dreyfus, Ceagro - Grupo Losgrobos, Empresas Nacionais Grupo Sinagro, Uniagro, Fertilizantes Tocantins, Dalcin Laboratório de Análise de Solos, Grupo Rural, AgroAmazônia, a loja CB Agrícola, escolheu Querência para abrir uma unidade, outras do ramo de construção civil como Cotrimaq, Sachet, Grupo Gazin no ramo de eletrodomésticos. No setor de alimentação abriu a suas portas uma Pizzaria D´Italia, uma nova unidade do Grupo Machry Supermercado .Todas apostam na expansão econômica de Querência.
Crescer sem parar
Em primeiro plano, o prefeito Gilmar Wentz sobre a ponte do rio Daro. Abaixo, veículos adquiridos, Van, UTI Móvel, Caminhão de Coleta de Lixo, Caminhão tanque (reformado), uma das três caminhonete L-200. Recuperação de estradas no interior do muncípio e recente comemoração do Dia da Criança
O progresso que Querência VIVE nos últimos anos é constante. A cidade está tomada por canteiros de obras (particulares e públicos). Com um administrador que visa o futuro o prefeito Gilmar Wentz está à frente desse município, administra para todos em Querência. Em um ritmo acelerado a administração em penas 10 meses fez uma verdadeira revolução na cidade e no interior do município, recuperando pontes que desabavam, construção de bueiros levando assim a condição a todos os moradores da zona rural de ter o acesso, sem se preocupar com as estradas que se encontravam em estado lastimável. Na área urbana realizou mutirões de limpeza, reconstruiu praças, construindo meio-fio, realizou limpeza de canteiros. Na cidade as obras não param e o desenvolvimento está a vista de todos. Inauguração de ESF (Equipe de Saúde da Família) do setor F, uma obra iniciada na gestão anterior, e agora é uma realidade para que sua população seja atendida por uma equipe treinada e especializada, respeitando e trazendo a dignidade que todos esperam na área da Saúde. Na aquisição de veículos uma marca histórica para a administração. Comprou caminhonetes, caminhões, motos, uma aquisição tão sonhada pela população era o caminhão de coleta de lixo, hoje realidade. Em novembro chegará mais um caminhão coletor de lixo. Lembrando que anteriormente a coleta era feita com 1 caminhão com mais de 10 anos de uso. Caminhonetes foram compradas para as Secretárias de Saúde, Educação, Obras, Estradas Rurais, Serviços Urbanos, subprefeitura do Coutinho União, Gabinete e Departamento de Água. Os veículos que eram usados estavam em péssimas condições. Para a Saúde foi adquirido uma UTI Móvel e uma Van para transportes de pacientes para a capital e também para outros municípios. Ainda esse ano será feita a reforma dos PSF´s do PA Coutinho União, PA Brasil Novo, PA Pingo D´água, na cidade a reforma será nos PSF´s do setor Nova Querência, setor E, e do Centro. Ainda serão construídas mais 3 novas Unidades de ESF no Município. Está previsto para novembro a Inauguração da nova ala da escola do PA Pingo D´água, uma obra que se encontrava parada e que é de grande importância para a comunidade, na cidade já está sendo realizada uma obra na Escola Municipal Mundo Encantado com recursos próprios que superam R$ 500 mil reais. O funcionalismo municipal não tinha aumento a muito tempo, em 10 meses a administração concedeu um aumento de 20%. É assim que Gilmar Wentz administra, pensando em valorizar a todos, sem distinção de cargos. O aumento foi para todos os servidores. Essa é uma cidade que está no rumo certo, pois sua administração é séria, transparente e competente, visando apenas o desenvolvimento desse município. Essa é Querência uma cidade de pessoas simples, humildes e trabalhadoras que procuram trazer o desenvolvimento ao Vale do Araguaia. A cidade te espera de braços abertos. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Assessoria
QUERÊNCIA
Mesa Diretora: presidente Cezinha, entre seus colegas Vavá e Telmo Brito
Câmara mostra trabalho “Buscar soluções para os problemas da sociedade querenciana, essa é a nossa principal função”, diz o vereador presidente João César (Cesinha) que em conjunto com os demais componentes da Mesa Diretora e vereadores vem pautando os trabalhos com honestidade e transparência
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Presidente da Câmara de Vereadores de Querência, João César, mais conhecido como Cesinha, em comum acordo com seus colegas de parlamento concedeu aumento salarial aos servidores efetivos da Casa e possibilitou a participação destes em cursos de capacitação. “Nosso objetivo foi dar incentivo, valorizar as habilidades individuais e coletivas e com isso estimular a qualificação e permanência no serviço público como forma de garantir serviços de qualidade para a população querenciana”, disse o presidente. Outra inovação da Câmara de Querência foi às reuniões realizadas com todos os secretários do município com o intuito de discutir e identificar as necessidades para a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de forma eficaz e assertiva, na previsão do orçamento público, destinado a atender a demanda de diversos setores de nosso município, garantindo assim que os munícipes sejam beneficiados. Na maioria de suas sessões ordi-
nárias foram apresentadas indicações que vão de encontro às necessidades da população, das quais podemos citar a abertura e levantamento de ruas nas Agrovilas de nosso município, reforma e adequação do Ginásio de Esportes Poliesportivo ‘Nilo Perin’, reforma da tabela de consumo de água no município a comunidades carentes, recapeamento do asfalto nas ruas Assessoria
RENATA DOMINGOS ROMAS com REDAÇÃO
e avenidas da cidade, construção de quebra-molas e rotatórias para evitar possíveis acidentes, construção e reforma de pontes, melhoramento nos serviços de internet e telefonia, padronização das cores dos prédios públicos do município. Os vereadores aprovaram também vários aditivos para conclusão de obras como creches, escolas, ESF, terminal rodoviário, entre outros. Também estão fiscalizando as obras que estão em andamento para verificar se estão dentro dos padrões e prazos previstos. O objetivo maior da Câmara Municipal e proporcionar ao cidadão e cidadã melhor qualidade de vida. Desde que tomaram posse em 1º de fevereiro desse ano, os vereadores Cláudio Dalbello (PT), Elias Schmitte (PMDB), Flávia Ruwer (PSD), João César da Silva Rodrigues “Cesinha” (PSD), Luiz Vicente Busatto (PSD), Neuri Norberto Wink (PP), Roseli Zang (PMDB), Valdenício Anjos da Silva “Vavá” (PSC) e Telmo Alves de Brito (PSD) vem demonstrando total comprometimento com os trabalhos do Poder Legislativo Municipal, tendo a frente da Mesa Diretora o presidente João Cesár da Silva Rodrigues (Cesinha),vice-presidente, Valdenício Anjos da Silva (Vavá), 1° secretário, Telmo Alves de Brito e 2° secretária, Flávia Ruwer. Nestes dez meses a Câmara Municipal de Querência se destaca por seu trabalho honesto e transparente em busca de soluções para a sociedade de Querência.
Vereadores: Elias Schmitte, Valdenício Anjos da Silva (Vavá), Rose Zang, Luiz Vicente Busatto, Cláudio Dalbello, Flávia Ruwer, João César da Silva Rodrigues (Cesinha),Telmo Alves de Brito e Neuri Norberto Wink
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TURISMO
Porto da cidade de São Félix do Araguaia cuiaba.2014.mt.gov.br
A beleza e o encanto de São Félix do Araguaia
Diferente de outras cidades que confundem a atividade turística como sendo apenas emissivo, aquele hábito comum de fretar ônibus em direção ao litoral, ao pantanal, apenas para ficar nesses dois exemplos, em São Félix do Araguaia parte de seu turismo foi sempre receptivo DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
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ortado pelas rodovias estaduais 080/322 pelas federais 242 e 158, São Félix do Araguaia é uma terra já famosa pelo seu festival de praia (em julho), por sua natureza, turismo ecológico exuberante, a pesca e fica de frente ao santuário ecológico
que é a maior ilha Fluvial do mundo, a Ilha do Bananal. Na opinião de Baú, o município “é uma terra ainda por ser descoberta para investimentos econômicos”. A cada temporada São Félix do Araguaia recebe mais turistas e renda aos empreendedores, a começar pela Pousada Kuriala, às pensões e hotéis aguaboanews.com.br
Expedição Ilha do Bananal
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em safra que ultrapassa as edições de anos anteriores. O turista encontra um povo hospitaleiro, culinária típica que passa pelo pescado, pela paçoca maranhense, semberebas (sucos) buriti, buritirana, murici, o artesanato indígena da etnia carajá, entre tantas belezas e sabores que são próprios de São Félix do Araguaia. Somado a tudo isso São Félix do Araguaia já foi cenário de filmes, de novelas da Globo, possui belas praias, lagos, o esplendor do Araguaia onde desagua o rio das Mortes, a vegetação pantaneira e um relicário ecológico a sua espera. Antes do turismo se tornar indústria São Félix do Araguaia já recebia personalidades políticas como Getúlio Vargas (1942), Juscelino Kubitschek, Couto Magalhães, artistas e escritores, incluindo aqui Jean-Paul Sartre e sua companheira Simone de Beauvoir que visitaram em 1963 a aldeia carajá de Santa Izabel, na Ilha do Bananal e debaixo de insuportável calor o casal mandou um emissário comprar bebidas geladas “em um povoado do outro lado do rio”, conforme frisou o relato de Beauvoir no seu Cerimônia do Adeus.
cerebrolentoetravando.blogspot.com
Pecuária é predominante na região
Diversificação da economia O crescimento econômico de São Félix do Araguaia promete. Em setembro o governador Silval Barbosa assinou em Brasília o termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), onde seu governo assumiu a execução do projeto executivo e posterior licitação das obras de asfalto da BR 158, relativo ao trecho de 180 Km contornando a reserva indígena Marãiwatsédé. Com o contorno o asfalto vai beneficiar os municípios de Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada e Alto Boa Vista. Com a presença do MT Integrado a expectativa da administração Baú será a vinda de empresas para o município. “Empresas voltadas para o agronegócio, para o turismo ecológico e, sobretudo, dinamizar a agricultura familiar, o apoio aos pequenos e médios produtores. Creio que esse governo viu que nossa região é tão rica, mas carente de atenção por falta de asfalto em nossas estradas que deveriam ter chegado há 40 anos”, avalia um dos pioneiros da aviação local, cuja alcunha Baú deve-se ao prefixo de um seu antigo avião. “Esse programa mudará drasticamente nossa região, transformando-a em um vale de prosperidade”, diz o prefeito Baú em contraposição ao termo canhestro de ‘Vale dos Esquecidos’ que se abateu sobre a região durante décadas. São Félix do Araguaia planta atualmente 200 mil hectares de soja e 80 do milho safrinha. O que se propaga no momento entre empreendedores do agronegócio é que a região está inserida dentro da fronteira agrícola a partir de terras degradadas, que antes serviam de pasto para gado. Com a agricultura e a pecuária (São Félix possui um rebanho de 350 mil cabeças de bovinos, em sua Regional 2,3 milhões e Regional de Barra do Garças 3 milhões), são esperados também fluxo de pequenas agroindústrias, campeãs de geração de emprego e renda. Depois de estabelecida a logística de transportes, a presença de boas estradas é natural que a cidade vai se transformar para melhor com o inflar de sua economia.
Miss Melhor Idade entre o prefeito Baú e a primeira-dama Nilva
Valorização dos Idosos Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social de São Félix do Araguaia realizou de 27 a 29 de setembro o ‘5º Encontro Regional da Melhor Idade’ de 12 municípios da região. O evento reuniu vários idosos que participaram de uma vasta programação promovida pela prefeitura do município. A abertura da festa contou com a participação dos Catireiros do Araguaia, um culto ecumênico, homenagem aos idosos, apresentação de cultura dos municípios participantes no decorrer da progra-
mação, além e ginástica laboral, trabalhos artesanais, hidroginástica, desfile de miss e mister melhor idade, entre outros. No final do evento foi servido café da manhã na região do porto da cidade, seguida de uma caminhada ecológica pela Avenida Araguaia. Participaram do encontro, além de São Félix do Araguaia idosos dos municípios de Alto Boa Vista, Canabrava do Norte, Confresa, Santa Terezinha, Luciara, Porto Alegre do Norte, Santa Cruz do Xingu, São José do Xingu, Vila Rica, Novo Santo Antonio e Serra Nova Dourada.
ruralcentro.uol.com.br
Lavoura de soja: colheita
Grupo de idosos por ocasião de encontro em São Félix do Araguaia
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NOVO SÃO JOAQUIM
Segunda gestão; voltada à cidadania Leonardo Farias dá continuidade aos trabalhos de seu primeiro mandado Assessoria
DA REDAÇÃO/COM ASSESSORIA
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prefeito de Novo São Joaquim, Leonardo Farias, disse que sua administração “é a demonstração da seriedade na condução das políticas públicas”. Reeleito para seu segundo mandato em 2012, ele diz que faz junto com sua equipe um trabalho
dedicado aos interesses do município. “Acho que estamos no rumo certo”. “Quando falamos em gestão não podemos focar somente nas conquistas de obras públicas, é preciso citar e demonstrar a solidez do município com relação aos gastos público, ponto fundamental para o município pleitear recursos junto ao governo estadual e Assessoria
Centro Educacional Infantil, em obras
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federal”, diz o prefeito. Sua administração recebeu dois ônibus novos para a frota de transporte escolar, veículos para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Trabalho, Administração e para a Secretaria Municipal de Saúde. Foi inaugurado em data recente um Centro de Múltiplo Uso, instalação de uma Farinheira, asfalto no estacionamento da pista de caminhada, construção de ponte e bueiros nas principais vias de acesso ao município, reforma de um PSF, recuperação de estradas e rodovias, construção de 22 mil metros de calçadas, entre outras obras que se encontram em andamento como Quiosque na Pista de Caminhada, Centro Educacional Infantil (Creche), Centro de Eventos no Parque de Exposição José Augusto Otoboni. Outras conquistas são a construção de um PSF, construção de 40 casas, adesão ao Programa MT Habita Mais - A Casa do Servidor, asfalto para recuperação de ruas e avenidas, construção de calçadas em Cachoeira da Fumaça.
Fotos Assessoria
Edevilson Arneiro
Asfalto na entrada da cidade
Asfalto no estacionamento da pista de caminhada
Casa de farinha do município
Público Cativo no Festival de Pesca A
Centro de Eventos (Arena de Rodeio)
Centro de Informação Turístico
Centro de Múltiplo Uso
Prefeitura de Novo São Joaquim promoveu de 19 a 21 de setembro a oitava edição do seu tradicional Festival de Pesca realizado em Cachoeira da Fumaça e que atrai centenas de pessoas que vão para pescar no decurso da festa turística ou para lazer aos pés de belíssimas cachoeiras que dão nome àquele distrito. O turismo regional do município de Novo São Joaquim se destaca pela realização do Festival de Pesca no rio das Mortes no distrito de Cachoeira da Fumaça. O evento é considerado como um dos maiores de Mato Grosso e reúne turistas de várias localidades do país, do exterior e tem programação voltada para o lazer de todos que prestigiam aquele evento. Segundo o prefeito Leonardo Farias o Festival de pesca cresce a cada ano. “Mais de dez mil pessoas prestigiaram a edição deste ano que contou com várias atrações como apresentação da banda cover do Chiclete
com Banana, a dupla sertaneja João Carreiro e Capataz, Combinação Perfeita e DJs que animaram as noites do Festival de Pesca”, disse ele. Os torneios também atraíram competidores de varias cidades de Mato Grosso e de outros Estados. A premiação do FP foi de R$ 25 mil divididos entre os torneios de truco, vôlei de praia, futebol de areia e a tradicional pescaria. Nesta Festival a inovação ficou por conta da eleição da garota Festival de Pesca promovida em parceria com a Secretaria de Ação Social que segundo a primeira-dama Izabella Mendonça. Para o próximo ano, segundo informou a assessoria, o desfile será ampliado. Edevilson Arneiro
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Pastor José Fernandes em ação
Pastor José Fernandes
Bom Combate, na linha de frente WANDERLEY WASCONCELOS
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nome do pastor José Fernandes Noleto inclui-se entre as personalidades mais conhecidas da região. Ele está à frente da Assembleia de Deus (Ministério Madureira) em Barra do Garças há 12 anos. Uma igreja que em junho completou 58 anos de atividade na cidade e em 2011 um século de Brasil. Nascido de pais evangélicos em Gurupi (TO), José Fernandes ascendeu à carreira de pastor aos 31 anos de idade. “Uma jornada difícil, mas gratificante pela honra sublime de servir a Deus, de ajudar a pastorear seu rebanho”, diz. Sua carreira, que é um sacerdócio, não se confunde com o modo de outras profissões. Ele estava estabelecido em Porangatu, uma cidade do norte de Goiás, quando recebeu a ordem de seus superiores, da Convenção Nacional, para assumir o campo de Barra do Garças.
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“Quando arrumamos nossas malas sabíamos que tínhamos pela frente novos desafios, sem, contudo, sentir insegurança alguma e aqui chegamos para servir e servir”, lembra-se.
O campo de Barra do Garças, conforme José Fernandes, resulta do trabalho de muitos homens e mulheres engajados de corpo e alma nesta tarefa de difundir, de evangelizar e integrar todo o território mato-grossense com o Ministério Madureira que tem sede nacional em Brasília sob liderança do histórico evangélico, o bispo Manoel Ferreira. “Quando cheguei em Barra do Garças, em julho de 2001, o campo missionário parecia extenso em função das dificuldades existentes e naturais à época”, ele diz, mas não teve tanto tempo para pensar em coisas difíceis pois logo assumiu a presidência da ConvenAssessoria
Templo da Assembleia de Deus, em Sapezal, inaugurada pelo pastor José Fernandes Noleto, em 2013
No interior da Cathedral das Assembleias de Deus: cultos concorridos Assessoria
Vida’ que atendeu mais de duas mil pessoas. No ano seguinte veio o projeto ‘No Partir do Pão’ este em parceria com a ONG Asas de Socorro e a igreja Assembleia de Deus. Aquele mutirão de caráter assistencial saiu em defesa da saúde, alimentação, vestimentas e cultura das comunidades indígenas. Outras realizações vieram como a formação de mil pais pelo programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), considerado um recorde nacional, projetos de conscientização ambiental, plantio de árvores, curso pre-vestibular em parceria com o Cecitec para 400 jovens, criação da Escola Princípios para crianças de 3 a 5 anos, curso de inclusão digital, e o programa em convênio com o Detran ‘Trânsito Consciente uma Ideia Inteligente’. Teólogo, pedagogo, membro da Convenção Nacional, casado há 25 anos com a primeira pastora a ser ordenada
na Assembleia de Deus em Mato Grosso, Euzimar Mariano Noleto, bacharel em direito, vice-presidente da Ciben e que auxilia o marido pastor nos trabalhos da igreja. O casal tem duas filhas, Ellis Regina e Thaís Fernanda, dois netos, Samuel e Sara Regina, dois genros, o pastor Saulo Santos e Carlos. Só em Mato Grosso a igreja possui 24 campos com sua estrutura de igreja, incluindo Cuiabá onde José Fernandes estrutura um templo, a Catedral da Paz, com o propósito de ser o maior do estado. Ex-professor, doutorando em psicologia pastoral ele ensina, para concluir, que “é muito difícil amar o próximo, ser um homem fiel aos ensinamentos de Cristo, mas tento todos os dias. Um líder precisa ser humilde, saber ouvir conselhos. Ser cristão é ter um compromisso com Cristo e ter uma visão ligada à comunidade”.[Colaborou Sergio Santana]
Assessoria
ção Estadual (Conemad/MT) e já são decorridos 12 anos de “autenticidade, seriedade e abnegação ao ministério missionário”, em sua avaliação. Muito antes de chegar a Barra do Garças o pastor José Fernandes sabia de uma prédica comum entre seus pares evangelizadores. “Cada pastor tem um ministério definido. O Apóstolo ele abre seu campo missionário, o Construtor é um homem de estrutura. Não digo isso para fazer comparações, observo apenas que ao chegar estávamos presentes em 27 municípios. Hoje estamos em 107 e até o ano de 2016 o Ministério Madureira das Assembleias de Deus estará em todos os municípios do estado”, garante. Depois de falar sobre seu trabalho de expansão ele mira o repórter e diz quase sorrindo que não é sua intenção se comparar-se ao apóstolo Paulo.“Vejo que Deus tem me abençoado em presidir a Igreja de Barra do Garças e também a Convenção de Mato Grosso, uma oportunidade de Deus em minha vida”, diz ele que além do trabalho de evangelização tem seu lado social (a que alguns interpretam como sendo viés político) “mas não é nada disso”, avisa e lembra o trabalho de mídia pró-igreja e educação. Em 2008, para ampliar seus projetos de evangelização José Fernandes e sua equipe criaram a Fundação Amazônia Legal de onde emana uma variedade de ações sociais, de saúde, de meio ambiente e comunicação. Décimo pastor de uma linhagem de outros seus companheiros que passaram pelo púlpito da igreja de Barra do Garças, José Fernandes sugere para que o repórter grife o nome de seu ‘irmão’, o pastor Waldemar Nogueira Ramos que primeiro chegou à cidade em 19 de junho de 1955 para a formação de um rebanho que hoje conta mais de 46 mil fiéis em toda extensão de seu campo missionário no estado. “Faço à semelhança de meus ‘irmãos’ predecessores, procuro envolver a igreja com a questão social e nunca ficar entre quatro paredes”, foi esta a maneira que encontrou para explicar o sucesso da expansão de sua igreja. O trabalho da igreja, segundo José Fernandes é voltado para os mais carentes, seja no aspecto material ou espiritual. Em 2008 a Fundação Amazônia Legal, em parceria com as prefeituras de Barra, de Pontal do Araguaia e de Aragarças (GO) fizeram o ‘Mutirão da
Pastores Célio, José Fernandes Noleto, Jobes e Izaias Horácio, em área doada pelo município de Nova Mutum para construção do templo da Assembleia de Deus naquela cidade GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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DNA
O prefeito Odoni Coelho, o empresário Raul Moraes e o vice-prefeito Rafael Sá em plena Festa do Peão em Torixoréu, ocasião em que foi apresentada a nova raça bovina Araguaia com merecido sucesso. O boi Araguaia promete transformar o conceito da pecuária na região. Em tempo, segundo Moraes, foram cerca de três décadas de pesquisas para se chegar ao denominador Araguaia.
No Batente
Marcelo Uemura
Cuiabano, 35 anos de janela no serviço público estadual, torcedor do Corinthians, do Mixto e do Vasco, amante de rock and roll clássico, fã incondicional da banda Green Dance, o engenheiro civil Tercio Lacerda de Almeida não cede ao batente ao bater seu ponto todos os dias como superintendente de Obras da Secretaria de Estado de Transportes e Pavimentação Urbana, (antiga Sinfra). Competência valorizada, a contar pelas funções de elevado escalão ocupadas por ele. Casado com dona Eunice Almeida, também engenheira civil, Tercio esbanja simpatia em seu gabinete, aliás, é o que se espera de um servidor público.
Pontal/Chico Daltro
O vice-governador Chico Daltro visitou neste início de mês a cidade de Pontal do Araguaia onde foi recebido pela prefeita Divina Oda. Ele veio lançar o programa Habita Mais, destinado a servidores estaduais e do município. Com a presença do MT Integrado no município a demanda é crescente por moradia. Na lista de triagem, segundo Oda constam nada menos que 387 famílias inscritas.
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Zeca Viana
O megaempresário e deputado estadual Zeca Viana começou ganhar a vida como motorista nas obras da Usina de Itaipu. Em 1977, em Mato Grosso, associou-se com seus irmãos Pedro, Antonio e Getúlio Viana, este último prefeito de Primavera do Leste que fizeram do trabalho duro à devoção e todos os dias. Zeca Viana esbanja simpatia, popularidade e prestígio de suas bases. Bravo!
Saggin
Advogado e empresário Sandro Saggin, expressiva personalidade política e notável líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Barra do Garças. Sandro, além de conceituado advogado é diretor das Faculdades Cathedral, reconhecido campus universitário da cidade.
FEIRA
Ao centro, o secretário de Agricultura do Estado, Meraldo Sá e a prefeita Magali Vilela na 1ª Feira Agropecuária de General Carneiro. Criativa, Magali recolheu na portaria algumas toneladas de alimentos que foram transformadas em cestas básicas e distribuídas à população carente da cidade e do interior do município. O sucesso da Feira superou expectativas e são muitos os que já esperam a 2ª edição daquele evento.
Dallabrida
Conferir, levantar dados da economia do município ou mesmo da região do Araguaia, o bom senso recomenda uma entrevista com o competente contador estabelecido em Barra do Garças, Jovelino Dallabrida.
Celso Lopes
Destaque para a jornalista, assessora de imprensa da Câmara de Vereadores de Querência, Renata Romas, leitora e colaboradora do jornal A Semana.
Marcelo Uemura
Renata Romas
Um close para ilustrar nossa coluna, o ex-prefeito de Água Boa, Selso Lopes Carvalho, cuja popularidade se estende da cidade ao interior do município. Selso é conceituado advogado e com Nara Lúcia formam um belo casal. Suas três filhas, Gabriela, Ana Paula e Júlia estudam direito na Unic, em Cuiabá. Puxaram ao pai.
Farias em Família
Na pose para Stampa Wanderlei Filho, Cáscia, dona Laura Beatriz, Laís e Wanderlei Farias, em momento de descontração e que tem à direita Delice, Viviane e Julio Victor Farias Santos, no jardim da residência do ex-prefeito barra-garcense, no Jardim Amazônia.
Toda Mídia
A jornalista Carolina Vilela visitou em data recente a encantadora Hong Kong, na Ásia. Bem articulada e de bem com a vida a torixorina Carol esteve em visita a sua irmã que reside naquela metrópole. É assim que se faz, Carol. GENTE Centro-Oeste Outubro/2013
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Cordiais Saudações
ão trago comigo a procuração de responder por quem quer que seja. Meus atos são meus. Contudo, coloco-me na obrigação de explicar pelo menos às pessoas que me abordam para indagar (com merecida justiça) sobre o Partido dos Trabalhadores que está quieto, não se manifesta diante de qual seja a grita geral dos trabalhadores. Nunca fui candidato, não tenho dons para este viés. Sou apenas um ser que participa de campanhas políticas em Barra do Garças desde que se entende por gente. Daí o equívoco de ligar minha pessoa com esse partido do qual não sou digno de tal deferência. Lembro-me que adolescente assistia comícios do MDB cercado pela polícia como mandava a ordem do dia, naqueles tempos de ditadura. Mais era bonito ver nossa gente com a roupa de domingo, as lâmpadas difusas, o bater do motor de luz e nossos tribunos dissecando as mazelas de uma Barra Garças pequena, simples, esquecida nos grotões de uma região que ainda estava por ser descoberta pelo estado. Naqueles dias quando se referia à capital a gente pensava logo em Goiânia. Minha Tia Janu, (a quem pago a gratidão de ter me educado fazendo-a sofrer como personagem dos meus escritos), mantinha um pé atrás em ralação as investidas do sobrinho em direção à política. Em certa noite, (as janelas eram feitas de tábuas e fechadas a taramelas) eu saltei naquele escuro, desci ruazinhas do Campinas para assistir uma reunião na prefeitura com personalidades políticas da época conversando (não sei o quê) com Filinto Müller, aquele que foi chefe da Polícia de Vargas, que deportou Olga Benário (grávida) mulher do líder comunista Luís Carlos Prestes, e que morreu numa câmara de gás nazista nos estertores da Segunda Grande Guerra. Assisti à reunião debruçado no batente da janela da prefeitura. Ele sequer olhou pra minha cara. Molecote (para usar um termo da época), saí estarrecido daquele covil. De outra vez, um candidato simples, homem do povo, rachou a Arena local e venceu as eleições municipais. Seu nome: Nilo Costa. O primeiro a quebrar a hegemonia existente na época em que Varjão e Lalau se revezavam no cargo de prefeito. Varjão amargou a derrota. Nilo foi eleito com ajuda do MDB e deposto depois por artimanhas políticas e pela grandeza de sua alma de homem
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simples que não tinha apego desmedido ao poder. Ele era mais apegado ao povo e gente assim nunca serviu à política. Digo isso porque conheci seu Nilo que dispunha de tempo para conversar com a juventude de sua época. Nos dias de Nilo Costa a política era igualmente macabra. Continua. Sempre foi esse desmantelo. Desmantelo é uma palavra nossa, do Araguaia. Vieram mais candidatos e cada qual com seu perfil interior. A maioria, diga-se, vaidosa. De minha parte cheguei a conhecer secretários que sonharam encarnações de semideuses, de ministros. Não conseguiram. Nunca vão conseguir. Com o advento multicolorido de junho, quando milhares de pessoas saíram às ruas para dizer que nem tudo estava em perfeita ordem, poucos políticos entenderam a mensagem, enquanto alguns meios de comunicação começaram transferir o manifesto em presepada de vândalos. O ministro da Justiça da presidenta Dilma, logo no início do movimento, foi à televisão dizer de sua intenção, a de enviar a Força Nacional a São Paulo. O prefeito petista Hadad, também naquele primeiro momento foi renitente ao dizer que não haveria como reduzir preços das passagens urbanas de sua metrópole. Agiu como agem os políticos que entregam a cabeça ao poder. Os políticos são assim, se esquecem de que o poder é o próprio povo. Seja nas capitais ou no mais distante cafundó é o povo quem ordena. Certa vez, numa reportagem, uma líder comunitária e outras companheiras de sua jornada foram à prefeitura de Barra do Garças para discutir sobre a ocupação de uma quadra na distante periferia da cidade e ouviram do prefeito: “Não converso com invasores”. Isto porque seu governo é composto pelo Partido dos Trabalhadores que, nesta cidade, nasceu em minha cozinha, mas que naquela época ainda não havia trocado as lutas populares pelo ar refrigerado das salas de seus empregos, enquanto o povo pobre e honrado pode ser visto para depois dos vidros de suas janelas. Voltando ao PT, devo dizer que o mérito de sua fundação não cabe somente a mim, mas também de outros companheiros. Fui modesto ao ponto de assumir na Comissão Provisória um cargo inexpressivo. Naquele primeiro momento estávamos cercados de honrados camaradas e elegemos logo no primeiro embate a professora Fátima Resende, cuja passagem pela Câmara de Vereadores foi de uma limpidez sem precedente, mas que agora
Edevilson Arneiro
é secretária de educação do município. Nas articulações estava o bravo Mauro Piauí, que para desgosto de muitos de seus ex-companheiros ocupa o cargo de vice-prefeito da Wanderley Wasconcelos administração de Barra do Garças. O professor Kiko, cujo primeiro mandato foi orgulho da oposição local, é líder do prefeito na Câmara. Aos poucos, como se pode ver, os líderes foram se afastando das bases. Não sabemos ainda se já ganharam status de políticos profissionais. Se isto aconteceu, deixem a canoa descer porque não existe mais a cozinha pobre da periferia que sirva ao PT aqui e algures. Deixem a canoa descer, porque os embates sociais foram trocados, aqui e na Baixa Funda pela conveniência que faz um homem corar de vergonha. Em 2010 esse partido de que estamos a falar chamou atenção da população mato-grossense e, sobretudo de suas bases, pelo seu racha interno numa disputa de vaga de candidatura ao Senado. Ninguém levou nada. Perderam a vaga de senador e uma cadeira na Câmara dos Deputados. Estou me referindo a Serys Slhessarenko que esteve em minha casa por mais de uma vez naquele seu começo de carreira, mas que depois que foi entronizada senadora se esqueceu por oito longos anos de suas bases e foi atropela por uma acusação envolvendo uma ONG e sua então assessora Liane Muhlenberg. Na época, a senadora chegou a dizer que se sentia “traída” pela assessora. Estou me referindo também a Carlos Abicalil. Estou me referindo a Alexandre César. Estou me referindo a Ságuas Moraes, todos esquecidos de suas bases, pelo menos no que se refere ao Araguaia. Enquanto isso, vivemos este hiato político insuportável, o de não se ter a quem recorrer. Se disse ‘vivemos’ estou me referindo ao povo, o mais simples, o mais pobre de Barra do Garças. “Não temos a quem recorrer”. É com esta frase que enfrento meus interlocutores. Contudo, “eu faço questão de ser uma criatura civilizada, por isso amarei o orgulho de meus adversários”, como disse a escritora Karen Blixen que usava o pseudônimo de Isak Dinesen [O primeiro nome, Isak, quer dizer aquele que ri.] Isto, por enquanto, me basta.
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