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ATIBAIA DANCE CAMP 2027 RESTAM POUCAS VAGAS
PORTUGAL DANCE COMPETITION PORTA DE ENTRADA NA EUROPA MARIANELA NUÑES ROYAL BALLET
ARTES DO PALCO HOMENGEAM NUREYEV
DON QUIXOTE BALLET DO TMRJ ESCOLA BOLSHOI REPRESENTA O BRASIL
FASHION SHOW SÓ DANÇA EM COMEMORAÇÃO 40 ANOS DA MARCA
03 04 05 06 JUNE
2027
Artes do Palco
Projeto reuniu atividades gratuitas, grandes mestres e uma exposição inédita no Brasil dedicada a Rudolf Nureyev
Enquanto milhares de bailarinos chegavam a Joinville para um dos períodos mais movimentados da dança brasileira, o **Projeto Artes do Palco** oferecia outra experiência: formação, conhecimento e contato com grandes nomes da dança. Em sua **6ª edição**, realizada entre 15 e 31 de julho, na Sociedade Harmonia-Lyra, o projeto promoveu atividades gratuitas e trouxe para o centro da programação um dos maiores bailarinos do século XX: **Rudolf Nureyev**. A exposição internacional **“Nureyev – Lord of Dance”** reuniu mais de **60 fotografias históricas**, incluindo registros de *Giselle*, *O Lago dos Cisnes*, *O Corsário* e *La Sylphide*. Parte do acervo veio especialmente da Europa, com materiais da **Rudolf Nureyev Foundation, da Suíça, e do Teatro alla Scala, de Milão**, numa exposição inédita no Brasil. Mas a história também ganhou vida dentro da sala de aula. A brasileira **Isabel Seabra**, que integrou o Corpo de Baile do Teatro alla Scala e participou de turnês internacionais ao lado do próprio Nureyev, esteve em Joinville ministrando aulas de balé clássico para bailarinos dos níveis intermediário e avançado.
A programação contou ainda com palestra de **Eliana Caminada** sobre a trajetória de Nureyev e encontro com **Tíndaro Silvano e Isabel Seabra**. O diferencial do Artes do Palco está justamente nessa conexão. Enquanto Joinville recebe milhares de bailarinos concentrados em competições, notas e resultados, o projeto abre gratuitamente um espaço para **estudar, ouvir grandes profissionais e conhecer a história da dança**. Em 2026, essa proposta ganhou uma dimensão especial: jovens puderam observar registros históricos de Nureyev e, pouco depois, fazer aula com uma artista que dividiu o palco com ele. Porque a formação de um bailarino não acontece apenas diante de um júri. **Também acontece nos encontros, nas referências e no conhecimento que ele leva consigo depois que as luzes do palco se apagam.**
EDITORAÇÃO - GABRIEL GRANDI
AGOSTO 2020 DEDE JULHO 20242026
Olá Amigos da Dança! OláNesta Amigos da Dança! edição como matéria de capa Nesta edição matéria de capa 40 Anos dacomo Só Dança... Espetáculo Pele e espetácua Alma” Além de “Entre notíciasa sobre de los, Alexentrevistas, Neoral, dicas e curiosidaAlém espetácudes de quenotícias você sósobre encontra aqui, nas los,paginas entrevistas, dicas e curiosidada sua revista Dança Brasil dese,que você sónaencontra nas também internet aqui, através paginas da sua revista Brasil de nosso portal comDança atualização e, também diária. na internet através de Desejo nosso portal com atualização a todos, boa leitura... diária. Eleusa Lourenzoni Desejo a todos, boa leitura...
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Foto Capa - Ballet em Foco - Divulgação
FOTO CAPA - Focus Cia de Dança - Foto Leo Aversa
SÓ DANÇA 40 ANOS
UMA HISTÓRIA DE SUCESS0 GANHA A PASSARELA Fashion Show realizado em Joinville reuniu cerca de 700 convidados, 60 bailarinos e apresentou 75 looks inéditos em uma celebração que conectou memória, criação, dança e o futuro de uma das marcas mais longevas do setor Por Ivan Grandi
FOTO - BALÉ EM FOCO
Quarenta anos podem ser contados por datas, produtos lançados, coleções e conquistas. Mas também podem ser contados pelas pessoas que ajudaram a construir cada capítulo dessa trajetória. Foi esse segundo caminho que a Só Dança escolheu para celebrar suas quatro décadas de história. No dia 23 de julho de 2026, em Joinville, durante o período do 43º Festival de Dança de Joinville, a marca realizou o Fashion Show Só Dança 40 anos, reunindo aproximadamente 700
convidados em uma noite concebida para ir além de um desfile comemorativo. Clientes, parceiros, bailarinos, embaixadores, profissionais da dança e pessoas que fizeram ou ainda fazem parte da trajetória da empresa acompanharam uma produção construída ao longo de aproximadamente um ano de planejamento. Na passarela, cerca de 60 bailarinos e modelos apresentaram aproximadamente 75 looks inéditos.
Nos bastidores, cerca de 30 profissionais estiveram diretamente envolvidos na realização. Mas reduzir o Fashion Show aos seus números seria deixar de fora justamente aquilo que norteou sua concepção: as pessoas por trás da marca.
Assim, memória, produto e dança foram conectados às coleções atuais e ao futuro projetado pela empresa. Mais do que mostrar o que a Só Dança produziu ao longo de sua história, a proposta procurou revelar quem ajudou a construí-la. QUATRO COLEÇÕES, 75 LOOKS INÉDITOS O Fashion Show apresentou aproximadamente 75 looks, todos inéditos, distribuídos entre quatro universos criativos:
FOTO - BALÉ EM FOCO
UMA HISTÓRIA QUE COMEÇA ANTES DA PASSARELA
O desafio colocado à equipe era considerável: como transformar quatro décadas de trajetória em uma única experiência sem produzir apenas uma retrospectiva? A solução foi voltar às origens. A fábrica e o processo de criação passaram a ocupar uma posição importante na narrativa do Fashion Show. Elementos que normalmente permanecem invisíveis para quem recebe o produto final — matéria-prima, desenvolvimento, produção, costura e o trabalho das pessoas envolvidas em cada etapa — foram incorporados ao conceito. A intenção era mostrar que aquilo que chega ao bailarino é resultado de muitas mãos.
Be You, Luciana Sagioro, Claudia Mota e Mundo Bailarinístico. As coleções apresentadas no evento continuam disponíveis no portfólio da marca. Entre os convidados e nomes presentes estiveram Luciana Sagioro, Claudia Mota, Bianca Teixeira, Letícia Dias, Vitória Bueno e Tabata Sales, além de outras personalidades e profissionais ligados ao cenário da dança.
FOTO - BALÉ EM FOCO
nova geração da família participava artisticamente da celebração dos 40 anos. A imagem sintetizava parte do conceito desenvolvido para o Fashion Show: uma história que reconhece suas origens enquanto procura projetar os próximos capítulos. A EMOÇÃO DE LEMBRAR QUEM FEZ PARTE DA HISTÓRIA Em meio à celebração, houve também espaço para a memória.
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O Basileu França teve participação especial na produção, sendo responsável pela execução das coreografias. A instituição também esteve presente na abertura do Festival de Dança de Joinville. QUANDO DUAS GERAÇÕES SE ENCONTRAM NO PALCO Um dos momentos de destaque da noite reuniu dança e música ao vivo. Murilo Miron e Larissa Luna interpretaram um Pas de Deux acompanhado pelos violinos de Julia Araujo e David Araujo, netos do diretor da Só Dança, Ival Araujo. A participação ganhou um significado que ultrapassava a própria performance. Em uma noite construída para conectar passado, presente e futuro, uma
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem a uma das diretoras da Só Dança, já falecida. A lembrança trouxe outra dimensão para a comemoração.
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Celebrar uma empresa que atravessou quatro décadas significava inevitavelmente reconhecer que essa trajetória não foi construída apenas por aqueles que estavam presentes em Joinville. Também pertencia às pessoas que deixaram sua contribuição ao longo do caminho. UM ANO DE PREPARAÇÃO PARA UMA NOITE A dimensão do Fashion Show começou a ser construída muito antes de julho. O planejamento e o desenvolvimento do evento tiveram início aproximadamente um ano antes de sua realização. Cerca de 30 profissionais trabalharam diretamente na produção, consideranFOTO - BALÉ EM FOCO
do equipe interna, criação, produção, backstage, beauty, equipe técnica e demais áreas envolvidas. A Direção Geral ficou sob responsabilidade de Ivanete Ballardin. O Desenvolvimento de Coleção reuniu Ivanete A. Ballardin, Nayara Ballardin, Maria Josilene do Nascimento e Dayane Marcos Nascimento. A Direção Criativa foi assinada por Lucas Pinatti. A coordenação contou com Washington Bezerra, Sabrina e Rita Eves; o Open Show, com Juliana Gomes; o Beauty, com Diego Valdivieso; e som e luz ficaram sob responsabilidade da Ãnimaluz Iluminação.
A PASSARELA TERMINOU. A HISTÓRIA CONTINUOU NAS REDES.
O resultado percebido, entretanto, ultrapassou os canais oficiais.
Durante toda a produção foram realizados registros de backstage, preparação, maquiagem, ensaios e do próprio Fashion Show.
As publicações e comentários continuaram após a realização do Fashion Show, ampliando a visibilidade da celebração dos 40 anos.
Mas parte importante da comunicação aconteceu de maneira espontânea.
A repercussão também chegou ao exterior por meio da rede internacional da Só Dança, parceiros, distribuidores e profissionais ligados à marca em diferentes mercados.
Bailarinos, convidados, parceiros, escolas, influenciadores e profissionais ligados à dança passaram a publicar suas próprias imagens e impressões sobre o evento. Segundo a Só Dança, a quantidade de conteúdos distribuídos entre perfis e diferentes plataformas foi tão ampla que a empresa optou por não estabelecer um número consolidado de alcance que pudesse transmitir uma falsa precisão sobre a repercussão total.
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ENTREVISTA | LUCAS PINATTI “O desafio foi traduzir 40 anos em uma única experiência” Gerente de Marketing e Diretor criativo do Fashion Show Só Dança 40 anos, Lucas Pinatti fala à Revista Dança Brasil sobre a construção do conceito apresentado em Joinville, a importância das pessoas nessa trajetória e os próximos capítulos da marca.
DB — O que representa alcançar 40 anos de história em um mercado tão competitivo? LUCAS PINATTI — Representa a confirmação de uma história construída com muita consistência, mas principalmente com pessoas. São quatro décadas acompanhando as transformações da dança, ouvindo bailarinos e profissionais e evoluindo junto com esse mercado. Chegar aos 40 anos é motivo de muito orgulho, mas também traz uma responsabilidade muito grande sobre os próximos capítulos dessa história. DB — Qual foi o maior desafio na organização deste desfile comemorativo? FOTO - BALÉ EM FOCO
LUCAS PINATTI — Talvez o maior desafio tenha sido traduzir 40 anos em uma única experiência. Existe muita história, muita gente e muitos momentos importantes. Era impossível colocar tudo em um desfile, então nosso desafio foi encontrar uma narrativa que representasse essa trajetória sem transformar a celebração apenas em uma retrospectiva. DB — Como nasceu o conceito do Fashion Show? LUCAS PINATTI — Nasceu justamente dessa vontade de mostrar que a Só Dança é resultado de muitas mãos. Queríamos trazer para a passarela não apenas o produto final, mas também a origem dele, a fábrica, os processos, as pessoas e a história por trás de tudo.
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A partir daí, construímos uma narrativa que conectasse essa memória às coleções atuais e ao futuro da marca.
LUCAS PINATTI — Continuar evoluindo sem perder aquilo que nos trouxe até aqui.
DB — Qual foi o momento mais emocionante da noite?
Queremos ampliar cada vez mais nossa presença, fortalecer nossa atuação internacional, continuar investindo em produto, inovação e comunicação e, principalmente, permanecer próximos de quem vive a dança.
LUCAS PINATTI — Foram vários momentos muito emocionantes, justamente porque o Fashion Show carregava muitas histórias e memórias. Mas, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes foi a homenagem à memória de uma de nossas diretoras, que já não está entre nós. Foi um momento em que a celebração dos 40 anos ganhou um significado ainda mais especial, porque nos fez lembrar que essa história só existe por causa das pessoas que ajudaram a construí-la. DB — O que a Só Dança projeta para os próximos anos?
Celebrar 40 anos também foi uma forma de abrir simbolicamente um novo capítulo para a Só Dança.
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QUATRO DÉCADAS DEPOIS, UM NOVO CAPÍTULO
Mas o legado pretendido não cabe apenas em números.
A resposta de Lucas Pinatti ajuda a compreender por que o Fashion Show foi concebido para ultrapassar a ideia de uma comemoração empresarial.
Está na memória de quem construiu a empresa, nas pessoas que atualmente fazem parte dela e na geração que começa a escrever sua própria participação nessa história.
“A Só Dança queria materializar sua história...” E escolheu fazer isso colocando em cena não somente produtos, mas os diferentes elementos que ajudaram a construir sua identidade: fábrica, criação, costura, dança, colaboradores, bailarinos, parceiros e gerações. Os números dão dimensão ao projeto: um ano de preparação, cerca de 30 profissionais envolvidos diretamente, aproximadamente 60 bailarinos e modelos, 75 looks inéditos e cerca de 700 convidados.
Em Joinville, a Só Dança poderia simplesmente ter comemorado os 40 anos olhando para o passado. Preferiu fazer diferente. Transformou quatro décadas de história em uma experiência e utilizou a passarela para conectar aquilo que foi construído ao que ainda pretende construir. Porque completar 40 anos é uma conquista. Continuar relevante depois deles é o próximo passo.
Portugal Dance Competition
se consolida no circuito internacional e anuncia edição ampliada para 2027
Segunda edição reuniu mais de 500 bailarinos de diferentes países, movimentou hotéis e restaurantes e distribuiu mais de 50 mil euros em prémios e oportunidades. Em 2027, o PDC cresce e passa de três para quatro dias de programação. Durante três dias, Pombal transformou-se num ponto de encontro internacional da dança. A segunda edição do Portugal Dance Competition (PDC), realizada de 17 a 19 de julho no Teatro-Cine de Pombal, encerrou 2026 com crescimento, internacionalização e um impacto que ultrapassou o palco da competição.
Mais de 500 bailarinos, entre portugueses e estrangeiros, participaram do encontro, levando à cidade escolas, professores, coreógrafos, familiares e acompanhantes. O reflexo foi sentido também fora do teatro, com forte movimento em hotéis, restaurantes, comércio e serviços de Pombal. A competição recebeu participantes de diferentes países e continentes. Entre as histórias mais marcantes estiveram bailarinos vindos da Ucrânia, que atravessaram as dificuldades impostas por um país em guerra para chegar a Portugal e realizar algo aparentemente simples, mas carregado de significado: dançar.
Bailarinos receberam oportunidades de formação em instituições internacionais, incluindo bolsas relacionadas à Palucca University of Dance Dresden, programas de verão e curta duração em Dresden, Richmond Academy of Dance e Ballet Theatre UK, entre outras oportunidades oferecidas durante o evento. Um júri verdadeiramente internacional A internacionalização também esteve presente na avaliação. O painel de 2026 reuniu profissionais com trajetórias ligadas a diferentes mercados da dança, entre eles Christopher Moore (Reino Unido), Abby Gavezzoli (Estados Unidos), Monica Proença (Canadá), Fernando Coelho (Alemanha) e Isaura Guzman (Cuba) e Oleksi Besmertni (Alemanha). Além da competição, o PDC promoveu masterclasses e atividades formativas, transformando a passagem por Pombal numa experiência de aperfeiçoamento e intercâmbio profissional. Mais de 50 mil euros em oportunidades Um dos números mais expressivos da edição veio das premiações. Foram distribuídos mais de 50 mil euros em prémios, considerando bolsas de estudos, prémios em dinheiro, vales-compras da Só Dança e oportunidades e contratos profissionais. Mais do que premiar quem subiu ao pódio, a proposta foi criar caminhos para aquilo que acontece depois da competição.
O PDC também saiu do Teatro-Cine. O Palco Aberto, realizado na histórica Praça Marquês de Pombal, levou as apresentações para o centro da cidade e aproximou moradores, visitantes e bailarinos num grande encontro público com a dança. 2027: quatro dias de PDC O crescimento da procura já provocou uma mudança importante para a próxima edição. Em 2027, o Portugal Dance Competition acontecerá de 3 a 6 de junho, novamente em Pombal. Pela primeira vez serão quatro dias de evento, um dia a mais que em 2026. A ampliação foi definida pela organização diante do aumento da procura e da necessidade de criar mais espaço para competições, formação e oportunidades internacionais. Se a segunda edição confirmou que o projeto ultrapassou fronteiras, 2027 deverá representar um novo estágio de crescimento. Em apenas dois anos, Pombal viu chegar bailarinos de diferentes culturas, idiomas e escolas. Viu jovens atravessarem continentes — e até as adversidades de uma guerra — para subir ao mesmo palco.
No final, talvez seja esse o número mais difícil de contabilizar. Porque para além dos 500 bailarinos, dos quatro continentes representados e dos mais de 50 mil euros distribuídos, o Portugal Dance Competition começa a construir algo que não cabe numa tabela de resultados: Um lugar onde talento encontra oportunidade — e onde a dança aproxima o mundo.
Criada por um bailarino brasileiro nos EUA, a 5IVE4ORTY rapidamente conquistou reconhecimento internacional. É a primeira marca de streetwear com DNA do ballet, misturando ironia e identidade em cada peça. Em cinco anos, a marca redefiniu tendências com coleções que desafiam expectativas, como Anti Adagio Club, The Real Ballet Core e, agora, Need Money for Pointe Shoes, um comentário provocativo sobre o alto custo das sapatilhas de ponta para bailarinos na indústria da dança. Declarações ousadas. Sarcasmo sutil. Feita para provocar, feita para se mover.
www.5ive4orty.com.br
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Joinville
43º Encerra edição histórica com 400 mil pessoas e 17,4 mil inscritos
Marcelo Gomes e Luisa Lopes - Divulgação
Durante 13 dias, Joinville voltou a se transformar na capital da dança. Festival reuniu milhares de artistas, revelou talentos, consagrou campeões e já confirmou sua próxima edição para julho de 2027. O 43º Festival de Dança de Joinville chegou ao fim deixando números que ajudam a dimensionar a força que o evento conquistou ao longo de mais de quatro décadas. Entre 20 de julho e 1º de agosto, mais de 400 mil pessoas passaram pela programação, que contabilizou 17,4 mil inscritos e mais de 6 mil apresentações gratuitas em 14 palcos, distribuídos entre Joinville e São Francisco do Sul.
Mas os números contam apenas parte dessa história. Durante 13 dias, bailarinos, professores, coreógrafos, escolas e companhias transformaram Joinville em um grande ponto de encontro da dança brasileira. Das salas de aula aos palcos competitivos, a edição de 2026 mostrou novamente que o Festival ultrapassou há muito tempo os limites de uma competição. A formação também ganhou protagonismo, com 213 atividades didáticas, entre cursos, oficinas e ações de aperfeiçoamento profissional. As competições reuniram artistas com idades entre 9 e 98 anos, passando por 11 gêneros de dança, além do teatro musical. Talentos e grandes vencedores Entre os destaques da competição, o jovem Victor Hugo Garcia, de apenas 13 anos, foi escolhido Melhor Bailarino do Festival. Já a Lapidari Companhia de Dança, de Praia Grande (SP), conquistou o prêmio de Melhor Grupo, depois de uma campanha que incluiu sete primeiros lugares, três segundos e dois terceiros lugares.
É talvez aí que esteja uma das principais forças de Joinville. Durante quase duas semanas, dança deixa de ser assunto restrito às escolas e companhias e passa a ocupar hotéis, restaurantes, ruas, praças e conversas da cidade.
FDJ/Ballet em Foco
Além dos troféus, Joinville continuou cumprindo uma função cada vez mais importante: criar pontes para a profissionalização. Entre os exemplos está Maria Clara Albino, que conquistou um contrato de 12 meses com a São Paulo Companhia de Dança após audição realizada durante o Festival. Uma despedida carregada de história Um dos momentos simbólicos desta edição aconteceu longe da disputa por medalhas. Na Noite de Gala, Marcelo Gomes realizou em Joinville sua despedida oficial dos palcos, justamente na cidade onde, ainda adolescente, recebeu em 1993 um dos primeiros grandes reconhecimentos de sua trajetória. Ao lado de Luiza Lopes, primeira bailarina do Royal Swedish Ballet, o brasileiro protagonizou um encontro entre passado e presente da dança. Muito além da competição Os Palcos Abertos ajudaram novamente a romper as paredes dos teatros. Praças, espaços culturais e diferentes regiões da cidade receberam apresentações gratuitas, aproximando o Festival da população.
Quando as cortinas se fecham, portanto, permanecem mais do que vencedores. Ficam milhares de jovens que voltam para suas cidades levando referências, experiências, oportunidades e a vontade de retornar. E a contagem regressiva já começou. O 44º Festival de Dança de Joinville está confirmado para 19 a 31 de julho de 2027. Até lá, os palcos silenciam. Mas aquilo que Joinville movimentou durante 13 dias continuará reverberando nas salas de dança de todo o Brasil.
FDJ/Ballet em Foco
SP.IN - Divulgação
O Podcast Dança Brasil, apresentado por Carolina Grandi e Ivan Grandi, destaca-se por suas entrevistas cativantes com diversas personalidades do mundo da dança. Entre os convidados já entrevistados mais de uma centena de personalidades do mundo da dança do Brasil e exterior. Para conferir essas e outras entrevistas, você pode acessar a playlist oficial no portal Dança Brasil - www.dancbarasil.com.br A terceira temporada do podcast foi anunciada recentemente, prometendo mais conversas enriquecedoras com profissionais da dança. Para se manter atualizado sobre os episódios e convidados, siga a revista Dança Brasil nas redes sociais e inscreva-se no canal oficial no YouTube: https://www.youtube.com/@revistadancabrasil 21
Don Quixote, de Ludwig Minkus Ballet e a Orquestra Sinfônica do TMRJ
Juliana Valadão - Foto Divulação TMRJ
Um dos balés mais aclamados do repertório clássico está de volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Após mais de três anos, Dom Quixote retorna em nova temporada, reunindo o Ballet e a Orquestra Sinfônica da casa em uma montagem inspirada no romance de Miguel de Cervantes, com música de Ludwig Minkus e coreografia de Marius Petipa. Com estreia em 20 de agosto e patrocínio oficial Petrobras, o espetáculo apresenta a história de amor de Kitri e Basílio em 22Foto: Curitiba Cia/Divulgação
uma produção que combina virtuosismo, dinamismo cênico e a força das danças de inspiração espanhola. A concepção, remontagem e adaptação são assinadas por Hélio Bejani e Jorge Texeira, com regência de Tobias Volkmann, direção geral de Hélio Bejani e participação do bailarino convidado Gabriel Lopes que vai realizar um sonho: subir ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com o corpo de baile: “É um sonho antigo que está acontecendo: eu vou poder
dançar com o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro!!!! Sou de Mogi das Cruzes, São Paulo, acabei fazendo a minha carreira fora do Brasil. Me formei na Escola do teatro Bolshoi no Brasil em 2016, moro atualmente na Rússia, estou fechando um novo contrato por lá. Estou por aqui, porque tive o privilégio de dançar com a Osipova este ano no Municipal, mas agora, poder interpretar Basílio em Don Quixote com esse elenco é mesmo uma grande realização”, diz Gabriel Lopes, bailarino convidado. “A expectativa para dançar Don Quixote ao lado do Gabriel é enorme! É uma alegria poder dividir o palco com um jovem bailarino que vem construindo uma carreira tão linda! Don Quixote é um balé que exige confiança e muita energia. E só pelos ensaios, já sinto que temos uma sintonia maravilhosa! Estou muito feliz e animada para viver esse momento ao lado dele”, destaca Juliana Valadão, primeira bailarina do Theatro Municipal.
“É sempre uma alegria voltar a dançar Dom Quixote. Apesar de ser um balé de grande exigência técnica e física, é uma obra leve e divertida, que me faz sentir muito à vontade para interpretar e desfrutar de cada instante em cena”, ressalta a primeira bailarina do Theatro Municipal, Márcia Jaqueline. “Basílio é o meu personagem preferido. Ele é um homem livre, leve, sem maldade, que conquista as pessoas pelo sorriso e pela alegria de viver. Dancei meu primeiro Don Quixote com a Márcia, em 2005, e, desde então, construímos uma parceria de mais de 20 anos. O meu Basílio encontra naturalmente a Kitri da Marcinha. Ela é a minha grande referência nesse papel. Mesmo quando danço fora do Theatro Municipal, às vezes me pego esperando encontrar a Kitri dela em cena. Para mim, a Márcia é a Kitri”, afirma Cícero Gomes, primeiro bailarino do Theatro Municipal.
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Encontro à Dança celebra a diversidade da dança brasileira em sua 5ª edição
São Paulo Cia de Dança: uma das atrações do evento no Tokio Marine Hall. Crédito: Silvia Machado
Entre os dias 13 e 17 de julho, São Paulo recebeu a quinta edição do **Encontro à Dança**, projeto que transformou o Tokio Marine Hall em um grande palco para a arte do movimento. Com entrada gratuita, a programação reúne espetáculos, oficinas e atividades formativas, aproximando o público de diferentes linguagens da dança. Entre os destaques estão o segundo ato de *O Lago dos Cisnes*, interpretado pela São Paulo Companhia de Dança, e uma suíte de *Dom Quixote*, apresentada pela Cia Jovem Basileu França, com participação de bailarinos brasileiros que hoje integram importantes companhias internacionais. O evento também reúne grupos de dança contemporânea, jazz, danças urbanas, ações inclusivas e oficinas conduzidas por profissionais reconhecidos, reafirmando seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e à formação artística. 24
Escola Bolshoi representa o Brasil no Primeiro Encuentro Latinoamericano de Escuelas de Danza no Chile Representando a instituição brasileira estiveram o diretor-geral da Escola Bolshoi, Pavel Kazarian, e os bailarinos da Cia. Jovem Bolshoi Brasil, Maria Eduarda Cabral e Wesley Santos. A dupla apresentou ao público o pas de deux do balé O Quebra-Nozes, uma das obras mais tradicionais do repertório clássico, recebendo o reconhecimento do público presente.
Esc. Teatro Bolshoi no Brasil / Divulgação
A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil participou da primeira edição do ELED – Encuentro Latinoamericano de Escuelas de Danza, realizado entre os dias 24 e 27 de julho, em Santiago, no Chile. O encontro reuniu as cinco maiores instituições de ensino da América Latina para promover o intercâmbio cultural, a excelência na formação artística e o fortalecimento dos laços entre as escolas. O encerramento aconteceu no dia 27 de julho, com a Gala de Escuelas Latinoamericanas, quando a Escola Bolshoi representou o Brasil no palco do Teatro Municipal de Santiago. Ao lado da Escola Bolshoi, participaram do 1º encontro a Escuela SODRE (Uruguai), a Escola de Ballet do Municipal de Santiago (Chile), o ISATC (Instituto Superior de Arte do Teatro Colón) (Argentina) e a Escuela Nacional de Ballet Fernando Alonso (Cuba).
A participação da Escola Bolshoi no ELED reafirma sua atuação no cenário internacional e seu compromisso com a formação de artistas de excelência. Única filial do Teatro Bolshoi da Rússia no mundo, a instituição, sediada em Joinville (SC), segue ampliando sua presença em importantes eventos internacionais e consolidando o Brasil como referência na formação de bailarinos. Mais do que uma apresentação, a Gala de Escuelas Latinoamericanas celebrou a união entre diferentes culturas por meio da dança, evidenciando o talento das novas gerações e fortalecendo a cooperação entre algumas das mais importantes escolas de balé da América Latina.
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Bailarina argentina consolida trajetória histórica no Royal Ballet e inspira nova geração da dança
Marianela Nunes - Divulgação
Em um universo onde a carreira de um bailarino costuma ser marcada por intensa exigência física e constante renovação, permanecer no topo durante décadas é um feito reservado a poucos artistas. É justamente esse o marco alcançado pela argentina Marianela Núñez, uma das maiores referências do
balé clássico contemporâneo e um dos nomes mais emblemáticos do Royal Ballet, de Londres. Nascida em Buenos Aires, Marianela iniciou sua formação ainda na infância e rapidamente chamou a atenção pelo talento e pela maturidade artística.
Ainda muito jovem, deixou a Argentina para integrar uma das companhias mais prestigiadas do mundo, iniciando uma trajetória construída com disciplina, dedicação e um compromisso permanente com a excelência. Ao longo de quase 30 anos no Royal Ballet, a bailarina interpretou alguns dos papéis mais importantes do repertório clássico e contemporâneo, conquistando reconhecimento internacional por sua técnica refinada, musicalidade e impressionante capacidade de transmitir emoção em cena. Sua carreira tornou-se uma referência para bailarinos de diferentes gerações e nacionalidades, demonstrando que talento, quando aliado ao trabalho consistente, pode ultrapassar fronteiras. Mesmo após décadas de apresentações nos maiores palcos do mundo, Marianela continua atuando em alto nível, desafiando a ideia de que a longevidade artística é incompatível com a dança clássica profissional. Sua permanência entre as principais estrelas do Royal Ballet evidencia não apenas uma condição física excepcional, mas também uma evolução constante como intérprete
e artista. Mais do que colecionar aplausos e premiações, sua história simboliza a força da perseverança. Em um ambiente extremamente competitivo, onde milhares de jovens disputam espaço nas grandes companhias internacionais, sua trajetória demonstra que resultados duradouros são consequência de preparação, resiliência e paixão pela arte. Para estudantes, professores e diretores de escolas de dança, o exemplo de Marianela Núñez reforça uma mensagem importante: grandes carreiras não são construídas apenas por momentos de brilho, mas por anos de estudo, disciplina e aprimoramento contínuo. Sua presença na elite mundial do balé permanece como inspiração para milhares de bailarinos ao redor do mundo e confirma que dedicação e excelência continuam sendo os principais caminhos para transformar sonhos em uma carreira sólida nos maiores palcos internacionais.
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Talento brasileiro conquista o berço do método Vaganova
Foto: ETB/Divulgação
Aos 14 anos, uma bailarina brasileira acaba de alcançar um feito que poucos conseguem. Enquanto muitos sonham em estudar nas grandes escolas de ballet do mundo, Antonella Bichara transformou esse sonho em realidade.A jovem bailarina foi aprovada simultaneamente em duas das instituições mais respeitadas da dança clássica internacional: a Academia Estatal de Coreografia de Moscou (Academia do Ballet Bolshoi) e a Escola Coreográfica de Perm, na Rússia — referências mundiais na formação de bailarinos pelo método Vaganova.
Natural de Cotia (SP) e atualmente aluna da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, Antonella vem construindo sua trajetória com disciplina, talento e dedicação. A dupla aprovação confirma não apenas sua excelência técnica, mas também o potencial de uma nova geração de artistas brasileiros capazes de conquistar espaço nos mais altos níveis da dança mundial. Em um cenário cada vez mais competitivo, conquistas como esta mostram que o Brasil continua formando bailarinos preparados para os maiores desafios internacionais. Que esta seja apenas a primeira de muitas páginas de uma carreira promissora. Parabéns, Antonella! Que a sua dança continue atravessando fronteiras e inspirando tantos outros jovens que acreditam no poder da arte.
Atibaia Dance Camp O Melhor curso imersivo de dança de 2027...
ainda focada naquele que se tornou um de seus principais diferenciais: **a oportunidade de estudar com grandes mestres sem precisar sair do ambiente do acampamento**. ## Cerca de 20 professores em uma única experiência Para 2027, a programação prevê aproximadamente **20 professores convidados**, referências em diferentes áreas da dança.
De 12 a 17 de janeiro, bailarinos e apaixonados pela dança voltam a se encontrar em Atibaia para uma experiência que une formação, convivência, lazer e aulas com cerca de 20 professores convidados Imagine acordar e saber que praticamente tudo ao seu redor, durante seis dias, estará conectado à dança.
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É essa experiência que o Mais do que um curso de férias, a proposta é promover uma verdadeira **imersão no universo da dança**, reunindo aulas, professores, bailarinos, convivência, lazer e troca de experiências em um mesmo lugar. Depois da edição de 2026 reunir participantes de diferentes estados brasileiros, o Dance Camp volta em janeiro com uma programação
A grade contempla **Ballet Clássico, Jazz Dance, Dança Contemporânea, Hip Hop, preparação física, alongamento e Dance Aqua**, entre outras atividades. É uma dinâmica diferente de um workshop convencional. Professor e aluno não se encontram apenas durante os minutos de uma aula. Durante o Camp, experiências, conversas e referências continuam circulando pelos espaços de convivência.
E isso também faz parte da formação.
permanência dos participantes.
Depois, cada participante volta para sua cidade.
## Dança para diferentes perfis
Mas nem tudo acontece dentro das salas.
Outro diferencial está justamente em não criar uma experiência exclusiva para quem pretende tornar-se bailarino profissional.
As noites temáticas, momentos de lazer e atividades de integração transformam pessoas que chegam de diferentes escolas e cidades em uma pequena comunidade temporária ligada pela mesma paixão.
Mas dificilmente volta da mesma maneira. Porque existem cursos onde se aprende uma sequência, uma técnica ou uma nova forma de executar determinado movimento.
O Dance Camp recebe participantes **a partir dos 12 anos e sem limite máximo de idade**, permitindo que jovens em formação, bailarinos mais experientes, professores e pessoas apaixonadas pela dança compartilhem o mesmo ambiente. Durante seis dias, o participante literalmente vive a dança.
## O palco encerra a experiência No último dia, chega o momento de transformar aprendizado em palco. O **Camp Show** encerra a programação reunindo apresentações e celebrando aquilo que foi vivido durante a semana.
E existem experiências capazes de ampliar referências, criar amizades, aproximar alunos de grandes professores e renovar a vontade de dançar. De **12 a 17 de janeiro de 2027**, em Atibaia, a proposta será justamente essa: durante seis dias, deixar o mundo do lado de fora e simplesmente viver a dança.**
As atividades acontecem em espaços equipados com **piso flutuante e sonorização profissional**, enquanto o Recanto Grandi oferece alojamento, refeitório, piscina, áreas de lazer e convivência em meio à natureza. A estrutura inclui ainda **seis refeições diárias** e acompanhamento de monitores durante a
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LAÍSA SOUZA E LEONARDO BARRI SE DESTACAM NO ESPETÁCULO DA CIA. TANGO E PAIXÃO FO-
por Milton Saldanha CUS CIA DE DANÇA REESTREIA A companhia apresentou em março CINEQUANON : ENVOLVENTE CONEXÃO último, com casa cheia, o espetáculo ENTRE DUAS LINGUAGENS “Uma NoiteARTÍSTICAS de Tango: Tributo a Carlos Gardel”, no Teatro Bradesco, em São A DANÇA E O CINEMA
Foto: Hamilton Ramos
Com 25 anos de história no Brasil, a Cia. Tango & Paixão, de São Paulo, fundada e dirigida por Nelson Lima e Márcia Mello, é uma das companhias de tango cênico mais consistentes do país. Reunindo bailarinos brasileiros e argentinos, a companhia constrói produções inspiradas nas casas de tango tradicionais de Buenos Aires com um propósito que permanece tão relevante quanto sempre: aproximar o tango de um público mais amplo sem trair sua história ou essência. É uma ambição que exige equilíbrio entre o respeito à tradição e a oferta de um espetáculo verdadeiro.
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Paulo. Com oito casais em cena, o programa percorreu o tango no contexto do cabaré, o tango de salão tradicional e peças mais modernas, como a interpretação dançada de “Adiós Nonino”, de Astor Piazzolla. A estrutura alternou momentos de maior intimidade, próximos ao tango de salão, com passagens de forte impacto visual, transitando por diferentes abordagens coreográficas. Em “Comme il faut”, Fernando Vasconcelos e Liris do Lago representaram o tango mais social com linhas elegantes e fluidez nas transições, uma dança que privilegiou a comunicação entre os corpos em detrimento do efeito cênico. Alex Axel e Luciana Mayumi, em “Quejas de Bandoneón”, trouxeram velocidade e vigor, num tango de forte presença física. Já Marina Hernandez e Facundo Rodríguez, em “Ausência Infinita”, exploraram a alternância entre qualidades de movimento contrastantes, conferindo à coreografia um caráter mais lírico e introspectivo. O programa foi mais forte quando enfatizou esses contrastes, com variedade de abordagens que deram ritmo à noite e manteviveram o público genuinamente envolvido. O momento mais leve ficou por conta da coreografia “Tico-Tico no Fubá”, uma fusão de samba e tango que ofereceu um respiro lúdico dentro
de um programa predominantemente dramático. A noite ganhou ainda mais profundidade com a presença do cantor argentino Alberto Cabañas, que trouxe autenticidade e criou um diálogo genuíno com o público. Sua voz atravessou o espetáculo, amplificando a carga emocional da noite. Entre os destaques, os artistas convidados Laísa Souza, do Brasil, e Leonardo Barri, da Argentina, ambos com trajetórias reconhecidas na cena internacional do tango, entregaram algumas das atuações tecnicamente mais apuradas do programa. Em “Patético”, sobre música de Osvaldo Pugliese, demonstraram musicalidade refinada e domínio seguro da gramática do tango, sempre a serviço da expressão, nunca da demonstração. A parceria teve clareza e controle, sem que nenhum dos dois sobrepusesse o outro. A dança de Laísa Souza foi especialmente marcante na forma como combinou precisão e responsividade. Nas transições mais lentas, ela manteve o controle sem se tornar rígida, e nas passagens mais intrincadas, seu trabalho de pés e pernas permaneceu limpo enquanto seguia de perto a frase musical. Ela não tratou a coreografia como uma sequência de efeitos, mas como uma história dramática e musical contínua. Barri, por sua vez, sustentou a parceria com presença e entrosamento, dando a Souza o espaço para transmitir o detalhe emocional da coreografia enquanto mantinha a estrutura e a tensão do abraço. Em “Berretín”, coreografia de visão contemporânea, o abraço se rompeu e se reconstruiu como metáfora de tensão narrativa, gesto que desafia o paradigma clássico do tango, funda-
do no abraço fechado. Souza e Barri navegaram com inteligência essa dinâmica cambiante entre proximidade e distância, valendo-se da dilatação do tempo musical: pausas e suspensões que criaram expectativa e surpresa. Souza respondeu às mudanças de intensidade e atmosfera com presença cênica segura e profundidade interpretativa; Barri correspondeu com firmeza e atenção, sustentando a estrutura sem sufocar o drama. Juntos, sugeriram conflito sem forçá-lo, e deram à obra forma e intenção. O trabalho de Souza e Barri foi, nesse sentido, representativo do que o espetáculo ofereceu em seus melhores momentos: técnica que não se exibe por si mesma, mas que serve à emoção e à narrativa. “Uma Noite de Tango” inclinou-se mais para o imaginário reconhecível do tango do que para a surpresa genuína, mas sua força residiu no cuidado com que essas imagens foram tratadas. Os bailarinos compreenderam o poder teatral do tango e respeitaram seus fundamentos musicais e emocionais. A Cia. Tango & Paixão provou, nessa noite, que é possível honrar a tradição sem ser confinado por ela e que dentro do tango brasileiro há vozes com muito ainda a dizer. *Milton Saldanha, 80, com 64 de experiência, jornalista profissional especializado em dança. Fundador e editor do Jornal Dance, São Paulo, Brasil, que circulou durante 21 anos. Autor do livros de dança “Antes e Depois do Tango”, “As 3 vidas do Jaime Arôxa” e “Maria Antonietta, a Dama da Gafieira”.
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