PINTURA DA FACHADA
FERRAMENTA DE VALORIZAÇÃO E MANUTENÇÃO




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FERRAMENTA DE VALORIZAÇÃO E MANUTENÇÃO





MARIA TERESA MENDONÇA DIAS
Presidente da Cipa
No dia 23 de abril, celebramos duas histórias que caminham juntas há décadas: o aniversário da Cipa e o Dia do Síndico. Mais do que uma coincidência no calendário, essa data simboliza uma conexão profunda de propósitos.
Desde 1954, a Cipa construiu sua trajetória baseada em pilares sólidos: confiança, ética, inovação e compromisso com resultados. Ao longo desse caminho, acompanhamos de perto a evolução dos condomínios e, principalmente, a transformação do papel do síndico, que hoje é, acima de tudo, um gestor completo.
Ser síndico deixou de ser uma função operacional para se tornar uma missão estratégica. É liderar pessoas, tomar decisões financeiras relevantes, garantir conformidade legal, mediar conflitos e, ao mesmo tempo, planejar o futuro do condomínio. É uma responsabilidade que exige preparo, apoio e, sobretudo, parceria.
E é exatamente nesse ponto que a Cipa reafirma sua missão: oferecer soluções modernas e inovadoras em negócios imobiliários e seguros, garantindo bem-estar e valor para clientes, colaboradores e acionistas. Tais soluções visam simplificar a gestão e trazem segurança às decisões. Acreditamos que ad-
ministrar condomínios vai além de processos – trata-se de cuidar de patrimônios, de relações e de vidas. Nossos valores refletem esse compromisso diariamente. Valorizamos a integridade e o respeito como base de toda relação, a inovação como ferramenta para evoluir continuamente e o atendimento com alegria como diferencial que humaniza a experiência. Investimos fortemente em tecnologia para ampliar a liberdade e a transparência, sem nunca abrir mão do olhar atento e personalizado para o que realmente importa: as pessoas.
Seguimos firmes no propósito de sermos uma parceira estratégica para síndicos que buscam excelência. Porque entendemos que, quando o síndico é valorizado e bem apoiado, toda a gestão se fortalece e, com ela, o patrimônio e a qualidade de vida de todos.
Neste 23 de abril, celebramos não apenas nossos 72 anos de história, mas, principalmente, as pessoas que fazem parte dela. Nosso reconhecimento a todos os síndicos que, com dedicação e responsabilidade, constroem diariamente condomínios melhores.
Seguimos juntos, evoluindo e cuidando dos condomínios do Rio de Janeiro.
Uma
Rua México, 41 – 2o andar – Centro
CEP 20031-905 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: [21] 2196-5000
Fax: [21] 2533-2449
DIRETORIA
Presidente:
MARIA TERESA MENDONÇA DIAS
Vice-presidente: MAURO LOPES

PARA ANUNCIAR LIGUE (21) 99191-0522 revista@condominioetc.com.br
RENATA BASTOS
Marketing: DANIEL QUAGLIANI marketing@cipa.com.br
Revisão: ANDREA BIVAR andreabivar@gmail.com
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Fotografia: ACERVO CIPA FREEPIK
Colaboraram neste número: ALESSANDRA SAAD
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Esta publicação está em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril de 1995, e em vigor desde 1º de janeiro de 2009.
9 19 44 24 28 41
| Capa
Pintura de fachada: ferramenta de valorização e manutenção estrutural do condomínio
Novas normas técnicas e maior conscientização dos proprietários fizeram com que o síndico deixasse de ser apenas um administrador de contas para se tornar um gestor estratégico de ativos. Os cuidados preventivos com a fachada deixaram de ser um custo e se tornaram um investimento. Confira!
| Legislação
Entre quatro paredes: o papel do condomínio no combate à violência doméstica
A promulgação da Lei Municipal nº 8.913/25, que instituiu a obrigatoriedade de síndicos e administradores de condomínios comunicarem às autoridades competentes a ocorrência – ou mesmo a suspeita – de violência doméstica contra mulheres, idosos, crianças e animais, reforçou o papel social do condomínio como espaço de convivência e proteção. Leia a matéria sobre esse importante assunto.
| Paisagismo
Plantas tóxicas: um perigo no paisagismo condominial O jardim de um condomínio é, muitas vezes, o refúgio de bemestar dos moradores, um espaço de contemplação e o cenário principal para as brincadeiras das crianças e o passeio com os animais de estimação. No entanto, por trás da beleza das folhagens exuberantes e de flores coloridas, pode se esconder um perigo silencioso.
| Dedetização
Dedetização e qualidade de vida
A dedetização preventiva impacta a rotina do seu condomínio proporcionando bem-estar e proteção contra doenças. Leia mais sobre o assunto.
| Manutenção
Barrilete: reparar ou trocar?
Para prédios antigos, o dilema entre “consertar o que quebrou” ou “trocar tudo” é constante. A decisão de substituir o sistema deve ser tomada quando a soma dos problemas pontuais superar significativamente os benefícios de manter o esquema original. Confira como agir lendo a matéria sobre o tema!
| Manutenção
Bomba hidráulica: o equipamento que garante o abastecimento de água no condomínio
A manutenção preventiva das bombas hidráulicas – muitas vezes negligenciada por ser vista apenas como um custo –exige um cronograma rigoroso de vistorias, pois pequenos problemas evoluem rapidamente para a queima do motor. Saiba como evitar mais essa dor de cabeça.
A mobilidade urbana também passa pelo condomínio, e a nova parceria com a Life Bike reforça essa tendência.
A solução leva bicicletas compartilhadas diretamente para dentro dos condomínios, promovendo saúde, sustentabilidade e conveniência para os moradores.
Benefícios da parceria:
• Incentivo à mobilidade sustentável;
• Redução do uso de carros em trajetos curtos;
• Valorizaçãodoempreendimento;
• Estrutura completa sem custo para o condomínio.
Além disso, a gestão é simples e totalmente integrada, permitindo que o síndico ofereça um serviço moderno sem aumento de complexidade operacional.
Em um cenário em que a segurança é prioridade absoluta, a Cipa amplia sua rede de soluções com a chegada da Haganá como parceira.
Com sólida experiência no mercado, a empresa oferece serviços
especializados em segurança patrimonial e terceirização de equipes, atendendo condomínios exigentes.
Entre os diferenciais da nova parceira estão:
• Equipes treinadas e supervisionadas;
• Protocolos operacionais bem definidos;
• Integração com tecnologias de segurança;
• Gestão profissional de riscos.
Para o síndico, isso se traduz em mais tranquilidade na operação e maior confiança na proteção do patrimônio e dos moradores.
A busca por soluções que tragam praticidade ao dia a dia dos moradores e eficiência à gestão condominial acaba de ganhar um reforço importante. A parceria entre a Cipa e a Omo Lavanderia Compartilhada leva aos condomínios uma alternativa moderna, sustentável e de alto valor agregado.
O modelo de lavanderia compartilhada permite que os moradores tenham acesso a máquinas profissionais dentro do próprio condomínio, com pagamento por uso e sem necessidade de investimento ou gestão por parte do síndico. O modelo ainda possui uma vantagem extra, a de poder ser instalado em espaços peque-
nos, muitas vezes subutilizados. A operação é totalmente automatizada, com tecnologia que garante controle, segurança e facilidade tanto para moradores quanto para a administração.
* * *
No dia 23 de abril, duas celebrações importantes se encontram: o aniversário da Cipa e o Dia do Síndico. Mais do que uma coincidência de calendário, a data representa um alinhamento.
Fundada em 1954, a Cipa construiu sua trajetória baseada em confiança, inovação e excelência na gestão imobiliária. Ao longo de décadas, acompanhou a evolução do mercado condominial e, principalmente, o crescimento da complexidade da função do síndico.
Hoje, ser síndico é assumir o papel de gestor, conciliador, planejador financeiro e líder. E é justamente nesse cenário que a Cipa se posiciona: como parceira estratégica, oferecendo tecnologia, transparência e suporte especializado para decisões mais seguras.
Neste 23 de abril, a mensagem é clara: valorizar o síndico é fortalecer a gestão, e fortalecer a gestão é valorizar o patrimônio de todos.




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Com o endurecimento das normas técnicas e a maior conscientização dos proprietários, o síndico deixou de ser apenas um administrador de contas para se tornar um gestor estratégico de ativos. Com isso, os cuidados preventivos com a fachada deixaram de ser um custo e se tornaram um investimento para a valoriza-
ção desse patrimônio e a segurança da comunidade condominial, evitando acidentes decorrentes de danos à infraestrutura causados pela chuva, mofo, poluição e infiltrações.
"Investir nessa modernização não é apenas uma simples questão estética. É uma necessidade que, além de garantir a valorização do imóvel, ga-

rante a longevidade e a boa conservação da estrutura", pontua Henrique Rusca, CEO da Condolivre, fintech especializada em soluções financeiras para condomínios."
A publicação da norma NBR 15.575/2013, também conhecida como Norma de Desempenho, mudou drasticamente o cenário da sindicatura no Brasil. Para Thales Fanurio, diretor da MLTX, especializada em manutenção de fachadas prediais, desde a sua implementação, há 13 anos, vinculou-se o desempenho e a durabilidade da edificação – também chamado Vida Útil de Projeto (VUP) –ao cumprimento rigoroso de um programa de manutenção periódica.

“O síndico passou a ser gestor de risco do ativo, pois precisa garantir que o condomínio cumpra o programa de manutenção, registre ações e contrate tecnicamente, caso contrário, o prédio degrada mais rápido e o condomínio assume os riscos e danos por omissão ou negligência”, pontua Fanurio.
Para edificações mais novas, a rastreabilidade das manutenções, baseada nas normas NBR 5674 e NBR 14037, serve como o principal instrumento de defesa técnica e jurídica em eventuais disputas de garantia.
O diretor da MLTX alerta que um dos maiores erros em assembleias de condomínios é acreditar que, se a pintura parece bonita, a fachada está saudável, desconsiderando sinais invisíveis perigosos, como, por exemplo, a radiação UV, que degrada as resinas da tinta, reduzindo a elasticidade da película e criando microfissuras imperceptíveis a olho nu.
E quando essa proteção falha, a água da chuva penetra no revesti-




mento, iniciando processos químicos destrutivos:
• Lixiviação e eflorescência –manchas esbranquiçadas que indicam a saída de sais do cimento.
• Carbonatação – o concreto perde a alcalinidade e deixa de proteger a armadura de aço.
• Corrosão da armadura – o aço expande ao enferrujar, gerando pressões internas que podem causar o descolamento de placas inteiras de revestimento.
O síndico deve orientar o zelador e todo o time de limpeza para ficar atento a esses pontos de corrosão silenciosos, geralmente situados em cantos, pingadeiras e encontros de laje, além das manchas de umidade interna que aparecem e somem conforme o clima.

Grande parte dos imóveis localizados nas cidades litorâneas do Rio de Janeiro sofrem com a combinação de sol intenso, poluição e maresia. Para combater esses agentes e manter a fachada do seu condomínio segura, a escolha da tinta não pode ser baseada apenas no preço por galão e, sim, na resistência a es-
ses elementos. E, hoje, há uma série de tecnologias que oferecem soluções específicas, como:
• Tintas elastoméricas – também conhecidas como tintas emborrachadas, elas possuem alta capacidade de acompanhar a movimentação térmica do prédio, funcionando como uma ponte sobre fissuras recorrentes.
• Tintas superpremium – elas seguem as normas da NBR 11702 e oferecem desempenho superior em cobertura, resistência a fungos, mofo e abrasão, garantindo uma vida útil muito mais longa.
Entretanto, Thales ressalta: “Tinta de alto desempenho aplicada sobre base mal preparada vira maquiagem cara. O sucesso e a durabilidade

da pintura da fachada estão diretamente ligados à preparação do substrato, conforme a NBR 13245:2011.
Um erro comum em obras de fachada é a pressa para ver a cor nova, que é a última fase do projeto. Por isso, é importante que o síndico e a empresa contratada sigam um cronograma técnico sério, respeitando a ordem cronológica de cada etapa, como o sugerido a seguir:
1. Diagnóstico inicial – mapeamento de fissuras; som cavo para avaliar o descolamento e os pontos de infiltração.
2. Lavagem técnica – hidrojateamento controlado para remo-

ver fuligem, fungos e partes soltas sem danificar o prédio
3. Tratamento de base – é a etapa mais crítica; inclui o tratamento de trincas, a recomposição do emboço e a correção de umidades internas.
4. Fundo e selador – aplicação de produtos específicos para uniformizar a absorção da parede antes da tinta final.
5. Acabamento – demãos com rigoroso respeito aos tempos de secagem e às condições climáticas.

Pular qualquer uma dessas fases compromete a aderência e antecipa o surgimento de novas patologias.
Como aprovar uma obra de alto custo em um condomínio habitado? Para Fabiane Tamanqueira, síndica profissional e engenheira civil, o segredo está na estratégia de comunicação. Em sua gestão no BarraBella, localizado na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro, ela estruturou a conscientização em três pilares fundamentais:
• Transparência técnica – traduzir os laudos complexos para uma linguagem por meio da qual o morador entenda o risco real de comprometimento.

• Responsabilidade legal – fundamentar a necessidade na NBR 5674 para mostrar que não é um luxo, mas um dever de manutenção predial.
• Visão financeira – provar que o custo da omissão, deixando os problemas estruturais se agravarem, será muito maior no futuro.
Na assembleia, a síndica do BarraBella recomenda apresentar relatórios fotográficos com imagens reais dos problemas e simulações do impacto financeiro por unidade, focando sempre a projeção da valorização imobiliária.
Uma obra de fachada altera a rotina dos moradores. Por isso, a gestão deve ser rigorosa. Fabiane implementou um plano de segurança que inclui:
• Isolamento físico e sinalização adequada para evitar acidentes com pedestres e veículos;
• Controle rigoroso de acesso e uso obrigatório de EPIs pela equipe externa;


• Comunicação semanal por meio de app ou comunicados sobre o cronograma, evitando ruídos e reclamações.
Essa organização transmite profissionalismo e reduz drasticamente os conflitos internos durante o período de intervenção.
CHECKLIST PARA CONTRATAR SEM
Para evitar prejuízos estruturais e empresas aventureiras, o síndico deve adotar medidas rígidas de seleção:
• Habilitação profissional – verifique se a empresa e os engenheiros possuem registro ativo no Crea e exija a emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) detalhada.
• Memorial descritivo – não aceite orçamentos de uma linha. O documento deve detalhar a metodologia, os produtos e a sequência das normas técnicas seguidas.
• Saúde financeira e referências – visite obras anteriores da empresa para verificar a qualidade do acabamento e o comportamento da equipe no canteiro.
Manutenção predial bem conduzida não é apenas conservação, é também uma estratégia de valorização patrimonial e mitigação de riscos. No final de uma obra de pintura bem executada, o condomínio ganha em três frentes: aumen-

to imediato do valor das unidades para venda ou aluguel, uma imagem institucional de boa administração e, principalmente, a confiança dos moradores na gestão.
Como resume Thales Fanurio: “Mais do que contratar uma pintura, o condomínio precisa contratar desempenho técnico e responsabilidade executiva.” A fachada protegida é o seguro de vida da estrutura do seu condomínio.
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Alessandra Saad, da Saad Advogados Associados
A violência doméstica não é um fenômeno recente, infelizmente. Ela tem raízes profundas na formação da sociedade brasileira, marcada por estruturas patriarcais que historicamente colocaram as mulheres em estado de submissão. O modelo da família era centrado na figura masculina como provedor e autoridade maior, herança trazida dos nossos colonizadores que foi reforçada ao longo dos anos. Nesse tempo, as agressões, em sua grande maioria, eram físicas e consideradas questões particulares, nas quais ninguém deveria ou poderia intervir.
Até o século XX, a legislação refletia essa mentalidade, oferecendo aos homens o controle sobre a vida de esposas, filhas…, tendo, inclusive, tolerância social. Afinal, quem nunca ouviu a famosa frase: “Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.”
Foi somente com a Constituição Federal de 1988, que estabele-

ceu como princípio fundamental a igualdade entre homens e mulheres, juntamente com a Lei Maria da Penha, considerada a mais avançada legislação no combate à vio-
lência doméstica, que começamos, ainda que timidamente, a responsabilizar não só o agressor, mas também aquele que, por omissão, nada faz, retirando a violência doméstica do âmbito privado a reconhecendo-a como violação dos direitos humanos, impondo deveres claros ao Estado e à sociedade. Mas apesar desses avanços na legislação, o Brasil enfrenta números alarmantes de feminicídio, sendo a violência doméstica tratada, por muitos especialistas, como uma epidemia social. Esse cenário revela que, embora a legislação seja essencial como punição, ela não é suficiente, pois os fatores culturais, econômicos e sociais, ainda atualmente enraizados, perpetuam esse ciclo.
A recente promulgação da Lei Municipal nº 8.913/25, que instituiu a obrigatoriedade de síndicos e administradores de condomínios comunicarem às autoridades competentes a ocorrência – ou mesmo a suspei-

ta – de violência doméstica contra mulheres, idosos, crianças e animais, reforçou o papel social do condomínio como espaço de convivência e proteção, atribuindo aos gestores condominiais um dever legal de colaboração na prevenção e no enfrentamento da violência doméstica.
Dessa forma, os síndicos e administradores devem ter atenção redobrada a sinais indicativos de situações de violência doméstica, como: discussões recorrentes, gritos, condôminos em situação de isolamento e marcas visíveis de agressão, adotando, para tanto, procedimentos claros e previamente estabelecidos, a fim de assegurar o cumprimento da obrigação legal.
Cabe-lhes, portanto, vigilância constante para esses sinais, atuando de forma preventiva mediante a implementação de protocolos internos, como a capacitação e o treinamento de funcionários e a definição de fluxos internos de comunicação com as autoridades policiais, devendo, ainda, internamente, aplicar advertências e multas pecuniárias ao condômino antissocial nos termos da lei.
Até o momento, destacamos hipóteses nas quais recaem sobre

síndicos e gestores a obrigação legal de comunicação nos casos de violência, assim como a necessidade de se adotarem condutas adequadas diante das agressões ou mesmo de perseguição, como o denominado crime de stalking. Contudo, impõe-se a reflexão acerca do cenário ainda mais sensível, em que o próprio síndico figura como agressor. Nesse contexto, relembra-se o caso ocorrido no estado de Goiás, no qual uma condômina foi assassinada pelo síndico do condomínio em que residia. Verificou-se, na
hipótese, um histórico de perseguição e intimidação decorrente de conflitos internos reiterados. A posição de autoridade ocupada pelo síndico lhe conferia acesso a informações dos condôminos, evidenciando um verdadeiro paradoxo: aquele que detinha o dever legal de proteção e comunicação foi o autor da conduta criminosa, culminando em um crime bárbaro, realizado de forma premeditada.
Diante desse cenário, revelam-se essenciais a adoção de boas práticas institucionais, como a criação de ca-

nais de denúncia internos e externos que possibilitem a comunicação segura de irregularidades, assim como a previsão de fluxos que permitam o acionamento direto das autoridades policiais e, ainda, do conselho consultivo do condomínio como forma de mitigar riscos decorrentes da concentração de poder na figura do síndico. Assim, a elaboração de procedimentos é medida indispensável, como descrição e cautela na abordagem dos condôminos; identificação de sinais de violência; canais anônimos de denúncia; comunicação ágil com as autoridades policiais; realização de campanhas educativas de conscientização; uso de câmeras; realização de parcerias com instituições visando ao acolhimento, entre outros.
Evidencia-se que a atuação do síndico, embora não se confunda com a de autoridade policial, assu-
me um papel cada vez mais relevante na promoção de um ambiente condominial seguro e atento às situações de vulnerabilidade.
A Lei nº 8.913/2025 inaugura uma perspectiva de corresponsabilidade social, exigindo dos gestores condominiais não apenas a observância de deveres administrativos, mas também uma postura ativa, prudente e juridicamente orientada diante de indícios de violência doméstica, em que o descumprimento da lei pode gerar multas ao condomínio. Nesse contexto, a adoção de medidas preventivas, aliada à implementação de protocolos e de respeito aos limites legais de atuação, revela-se essencial para que o condomínio deixe de ser um espaço de invisibilidade da violência e passe a atuar como instrumento efetivo de proteção à dignidade e à integridade de seus moradores.


A assembleia condominial é, sem dúvida, o momento mais importante da gestão de um condomínio. É quando moradores e gestão se reúnem para deliberar, planejar e definir os rumos administrativos e financeiros do empreendimento. Mais do que uma obrigação legal, a assembleia bem conduzida é uma ferramenta estratégica para garantir organização, previsibilidade e valorização patrimonial.
Tudo começa com a elaboração de um edital claro e bem estruturado. Uma pauta objetiva permite que os condôminos compreendam previamente os temas que serão discutidos, se preparem para as decisões e participem de forma mais consciente. Um edital organizado evita dúvidas, reduz conflitos e torna a reunião mais produtiva.
Nesse processo, contar com uma administradora estruturada faz toda a diferença. O suporte deve

ocorrer em todas as fases da assembleia (antes, durante e depois), assegurando desde a correta convocação até a fiel execução das deliberações aprovadas. Um dos pontos mais sensíveis é a prestação de
contas, que precisa ser apresentada com clareza, consistência e total transparência para gerar confiança entre gestão e moradores.
A Cipa se destaca por adotar uma metodologia de atendimento completa, na qual o gerente atua de forma consultiva, apoiando o síndico no dia a dia de sua gestão e em cada etapa do processo assemblear. Além disso, a empresa disponibiliza sistemas e plataformas digitais que permitem ao síndico acompanhar as informações do condomínio em tempo real, o que facilita a tomada de decisão baseada em dados atualizados e confiáveis.
Outro pilar essencial é a construção de uma previsão orçamentária que reflita a realidade do condomínio. Um orçamento bem elaborado evita surpresas financeiras, reduz a necessidade de cotas extras e contribui para uma gestão mais equilibrada ao longo do exercício.


A assembleia também é o momento oportuno para o síndico revisar contratos vigentes e negociar reajustes, buscando eficiência nos custos. Paralelamente, é estratégico avaliar possibilidades de geração de receitas indiretas, como, por exemplo, cessão de espaços para antenas de telefonia, implantação de minimercados autônomos e exploração de áreas de fachada para publicidade, iniciativas que podem aliviar a taxa condominial sem comprometer a qualidade dos serviços.
Quando houver deliberação sobre obras ou contratações relevantes, a boa prática recomenda a apresentação de, no mínimo, três orçamentos comparativos. Sempre que possível, a presença dos representantes das empresas na assembleia contribui para esclarecer dúvi-

das, dar transparência às propostas e aumentar a segurança dos condôminos na decisão.
Conduzida com planejamento, informação qualificada e apoio profissional, a assembleia deixa de
ser apenas um rito formal e passa a ser um verdadeiro instrumento de governança condominial, fortalecendo a gestão, promovendo transparência e gerando valor para toda a coletividade.

O jardim de um condomínio é, muitas vezes, o refúgio de bem-estar dos moradores, um espaço de contemplação e o cenário principal para as brincadeiras das crianças e o passeio com os animais de estimação. No entanto, por trás da beleza das folhagens exuberantes e de flores coloridas, pode se esconder um perigo silencioso: plantas tóxicas que, se ingeridas ou em contato com a pele ou as mucosas, causam desde irritações leves até quadros graves de intoxicação, asfixia e parada cardíaca. E por ser um ambiente de uso coletivo, o síndico tem a

responsabilidade de garantir que o lazer não se transforme em uma emergência médica.
Segundo a engenheira e paisagista Katia Neves, muitas espécies comuns no Rio de Janeiro que podem causar danos à saúde são usadas frequentemente em áreas sombreadas próximas a playgrounds e piscinas, justamente onde o fluxo de crianças e pets é maior.
As espécies mais críticas identificadas pela especialista incluem:

• Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia) – causa queimaduras na boca, inchaço da língua e dificuldade respiratória.
• Espirradeira (Nerium oleander) – extremamente perigosa, afeta diretamente o coração.
• Azaleia – suas folhas e flores podem causar vômitos, arritmias e convulsões.
• Coroa-de-cristo – possui uma seiva leitosa altamente irritante para a pele e os olhos.
• Mamona – suas sementes contêm ricina, representando um risco gravíssimo à vida.
• Tinhorão e lírio-da-paz – comuns em halls e áreas sombreadas, apresentam toxicidade que exige atenção imediata.


Embora não existam normas específicas no Brasil, as boas práticas indicam que nenhuma planta tóxica deve estar dentro ou próximo de playgrounds. A recomendação técnica é manter um raio mínimo de 5 metros livres de qualquer espécie perigosa ao redor de brinquedos, bancos e mesas.
Quando a remoção não for possível, a paisagista orienta a criação de barreiras físicas, como gradis baixos, muretas ou cercas vivas não tóxicas que mantenham as espécies fora do alcance das mãos e dos focinhos. Nas áreas destinadas aos pets, deve-se evitar qualquer planta com seiva leitosa ou frutos ao nível do chão. Para locais onde a interação é inevitável – as chamadas “áreas de toque” – a escolha deve recair sobre flores resistentes como a zínia, calêndula e vinca. Arbustos como clúsia e hibisco, além de palmeiras como a ráfis, são opções seguras e visualmente atraentes.
Uma tendência crescente é a inclusão de ervas aromáticas, como manjericão, alecrim e hortelã, que servem como excelente

ferramenta de educação ambiental para as crianças. A regra de ouro, segundo Katia Neves, é simples: “Se a planta parece ‘comestível’ para uma criança, evite-a!”
A demanda por jardins seguros é uma responsabilidade do síndico, que deve prezar pelo bem-estar e a segurança da comunidade condominial. Por isso, é papel da gestão realizar um inventário botânico e treinar o zelador para remover mudas invasoras que nascem espontaneamente, como a mamona.
Investir em um paisagismo consciente não apenas protege a comunidade, mas posiciona o condomínio como um ambiente pet friendly e child friendly, aumentando significativamente sua atratividade no mercado imobiliário.

No final, a beleza de um jardim deve ser sinônimo de paz.
É possível realizar trocas inteligentes que mantenham a massa verde, a cor e a textura. Katia Neves sugere, no box ao lado, substituições específicas para o clima carioca:
Comigo-ninguém-pode/Tinhorão
Espirradeira
Azaleia
Coroa-de-cristo
Lírio-da-paz
Clúsia, calathea ou maranta
Hibisco, ixora ou murta
Abélia, gardênia ou camélia
Ixora-anã, buxinho tropical
Aspidistra, aglaonema verde
SERVIÇO
Katia Neves Paisagismo katianevesjardins.com (21) 98677-0701 /98191-4972

A transformação digital na gestão condominial acaba de ganhar um novo capítulo na Cipa. A tradicional assistente virtual Maria evoluiu e agora passa a atuar como uma inteligência artificial, ainda mais completa, interativa e eficiente.
Com um visual renovado, mais real e moderno, a Maria deixa de ser uma assistente automatizada para se tornar uma aliada no dia a dia de síndicos e condôminos. A grande novidade está na experiência de interação: agora, é possível conversar com a Maria de forma mais natural, tornando o atendimento mais ágil, intuitivo e próximo.
Outro destaque importante é a ampliação dos canais de atendimento. A IA da Cipa está disponível em três plataformas, para garantir mais acessibilidade e conveniência para os usuários: no WhatsApp, no app Cipa Condomínios e no portal Cipa Fácil.
A evolução da Maria reforça o compromisso da Cipa com a inovação e a tecnologia, sem abrir mão de um atendimento humanizado.
A proposta é clara: facilitar rotinas, agilizar demandas e oferecer respostas cada vez mais rápidas e precisas. E prepare-se, porque mais novidades estão por vir.


A gestão de um condomínio vai muito além da administração de boletos e da mediação de conflitos: também envolve cuidados com a segurança e a saúde dos moradores, da equipe, de visitantes e dos prestadores de serviços. Nesse cenário, a dedetização não se limita a combater as pragas, ela é ferramenta indispensável para o bem-estar e a proteção de todos, pois atua na prevenção de infestações que ameaçam a higiene das unidades e a integridade estrutural do edifício.
“Mais do que um incômodo, esses vetores representam um risco real à saúde coletiva, já que podem transmitir doenças, comprometer a qualidade de vida dos moradores e causar acidentes com crianças e

pets com complicações que podem levar até a morte”, alerta Anderson Ruiz, superintendente de Customer Success na Tempo, plataforma de serviços especializada em assistência e conveniência.
Para o síndico, entender a complexidade desse processo é fundamental para justificar o investimento e garantir a adesão dos moradores, pois a infestação de pragas pode resultar em doenças graves, danos materiais e desvalorização direta do imóvel.
Para uma dedetização eficiente, é preciso mapear as áreas de risco, onde o calor, a umidade ou o acúmulo de resíduos facilitam a proliferação


de insetos e roedores. Entre os pontos críticos que devem passar obrigatoriamente pelo tratamento estão:
• Áreas de lazer e convívio, como salões de festas, churrasqueiras e academias, precisam ser higienizados para evitar que restos de alimentos atraiam pragas;
• Espaços ao ar livre, como jardins e playgrounds, exigem produtos específicos que não agridam a vegetação e combatam focos de formigas e mosquitos, como o Aedes aegypti;
• Poços de elevador e casas de máquinas são usados como rota de deslocamento de pragas entre os andares e, por isso, merecem atenção especial;
• Garagens e subsolos costumam acumular muita umidade e têm pouca incidência de luz solar, sendo esconderijos perfeitos para escorpiões e baratas;
• Áreas de descarte e lixeiras, por atrair moscas, baratas e ratos, em razão da oferta de alimentos;

• Ralos e galerias de esgoto são os principais pontos de entrada e circulação de baratas de esgoto e roedores.
Esse serviço une técnicas e métodos de aplicação que visam não apenas matar a praga existente, mas impedir o surgimento de novas. Isso envolve o uso de gel – para o combate de baratas e formigas –, a pulverização líquida em áreas externas e a iscagem para roedores.
A periodicidade do serviço deve ser definida conforme o perfil do condomínio, mas a manutenção da eficácia exige regularidade.
No final de cada dedetização, a empresa contratada tem o dever de fornecer o laudo técnico ou certificado, que é a garantia legal de que o serviço foi realizado com produtos registrados e dentro das normas de segurança. Esse documento é essencial para apresentar em fiscali-

zações sanitárias e para a prestação de contas aos condôminos.
Uma dedetização só é eficaz quando há a colaboração da comunidade. E para o síndico Fernando Fuzer, do Condomínio Borba Gato, o gestor condominial deve atuar como um facilitador desse processo. “Esta é a forma de comunicar que implemento em duas frentes: no grupo do prédio e em cartazes nos elevadores e nos ambientes das áreas comuns”, conta.
A seguir, elaboramos um guia para orientar os moradores ao longo de todo o processo de dedetização:
Passo 1 – Envie um comunicado detalhado, informando a data, o horário de início e o tipo de pro-

duto que será utilizado nas áreas comuns e, se houver adesão, nas unidades privativas.
Passo 2 – Respeite a orientação de isolamento das áreas comuns tratadas, geralmente de quatro a seis horas, para evitar casos de intoxicação.
Passo 3 – Redobre o cuidado com o trânsito de pets logo após
a aplicação do produto, orientando os tutores que impeçam que seus bichinhos cheirem ou lambam as superfícies tratadas durante o período de secagem.
Passo 4 – Um erro comum é a realização de faxina pesada imediatamente após a dedetização, o que reduz o tempo de proteção contra novas pragas por meses.
“Mais do que uma medida de manutenção, o combate às pragas urbanas é um investimento em tranquilidade, segurança e qualidade de vida. Ao unir conscientização, métodos adequados e apoio de assistência, os condomínios podem se tornar ambientes mais saudáveis, amistosos e preparados para enfrentar os desafios da vida urbana”, finaliza Anderson Ruiz, superintendente de Customer Success na Tempo.


Uma solução completa de lavanderia profissional para o seu condomínio, sem custo fixo e com modelos flexíveis de contratação. Otimize espaços, facilite a rotina dos moradores e valorize ainda mais a sua gestão.
Vantagens:
Suporte 7 dias por semana
Máquinas com dosagem automática de OMO e Comfort
Economia de água e energia para os moradores



O mais recente Café Expo Síndico Cipa reforçou seu papel como um dos principais encontros do setor condominial no Rio de Janeiro.
O evento reuniu síndicos, especialistas e empresas parceiras em uma manhã de troca de experiências, conteúdo relevante e oportunidades de networking.
Entre os destaques, o evento tratou de:
• Violência em condomínios;
• Inteligência artificial para condomínios;
• Reforma tributária e seus impactos nos condomínios.
Mais do que um evento, o Café Expo Síndico Cipa se consolida como uma plataforma de conhecimento e atualização constante para síndicos que buscam a evolução de sua gestão.
Próximos CAFÉS EXPO SÍNDICO CIPA
Local
28 maio Tijuca
27 agosto Zona Sul







Esse complexo sistema de veias e artérias ocupa uma posição de importância vital na infraestrutura hidráulica de um edifício. Localizado geralmente no topo do prédio, logo abaixo da caixa-d’água, ele é o conjunto de tubulações, conexões e registros responsáveis por distribuir a água para todas as colunas do condomínio. Por ser uma área de acesso restrito, muitas vezes, o barrilete é ignorado até que um problema grave surja, o que o torna um protagonista silencioso de grandes crises ou de gestões eficientes.

A modernização desse sistema –processo conhecido como retrofitting – é um dos maiores investimentos que um condomínio pode enfrentar, mas também um dos que mais agregam valor e segurança ao patrimônio.
Para prédios antigos, o dilema entre “consertar o que quebrou” ou “trocar tudo” é constante. De acordo com Allyne Duque Ramos, CEO da Nova Saturno Manutenção Predial, a decisão de substituir o sistema deve ser tomada quando a soma dos problemas pontuais supera significativamente os benefícios de manter o esquema original. A seguir, listamos os sinais de desgaste generalizado para ajudar


você a identificar o momento certo para a troca do equipamento:
• Frequência de vazamentos –se o edifício enfrenta rompimentos recorrentes em múltiplos pontos, o problema não é mais pontual. O desgaste pode envolver corrosão interna severa ou fadiga do material.
• Análise financeira – quando os gastos acumulados com reparos emergenciais e danos indiretos – como infiltrações que exigem repintura de fachada ou trocas de pisos em unidades –
superam o investimento necessário para a substituição total, o retrofitting torna-se a escolha economicamente inteligente.
• Qualidade da água e da pressão – o síndico Leonardo de Souza Silva, que atua há sete anos no prédio em que mora, na zona sul do Rio de Janeiro, e há dez anos de forma profissional em mais quatro condomínios, elenca os sinais que motivaram a modernização que ele executou: “O condomínio vinha enfrentando infiltrações e vazamentos constantes nas tubulações principais, que já apresentavam deterioração avançada. Em alguns momentos, a água chegava aos apartamentos até com coloração amarelada, resultado da oxidação interna e do acúmulo de resíduos.”
Um barrilete moderno não deve ser apenas novo, ele precisa ser funcional, de forma que posicione os registros em pontos de fácil acesso, possibilitando que a equipe de manutenção ou o zelador isole a área afetada em segundos. “Cada minuto economizado no fechamen-

to da água significa menos danos estruturais e menor tempo de interrupção para os demais moradores”, alerta a CEO da Nova Saturno Manutenção Predial.
A executiva também dá orientações sobre os requisitos necessários para a implementação de um barrilete seguro:
• Setorização precisa – com registros bem identificados, é possível suspender apenas o funcionamento do trecho comprometido, mantendo o fornecimento de água no restante do edifício.
• Localização estratégica – os registros devem estar em áreas de fácil circulação, nunca escondidos atrás de paredes ou dentro de unidades privativas.
• Sinalização e manobra – cada registro deve possuir uma etiqueta durável que indique sua função. Além disso, manobras periódicas são fundamentais para evitar que os registros emperrem por falta de uso.
• Iluminação – o local deve ser bem iluminado para permitir intervenções rápidas em qualquer hora do dia ou da noite.

• Uso de materiais de última geração – Allyne recomenda a substituição do antigo ferro ou PVC comum por material de alta durabilidade, como o CPVC – que é resistente tanto à água fria quanto à água quente, possui baixa condutividade térmica e grande resistência química, sendo ideal para barriletes prediais que exigem robustez –, ou o PPR, que, por ser unido por termofusão (a famosa solda a quente), tem suas conexões transformadas em uma peça única, eliminando riscos de vazamentos em juntas. Além disso, tem alta resistência a impactos e não sofre corrosão.
• Logística de obra – o maior medo ou trauma de um síndico ao propor o retrofitting do barrilete é a revolta dos moradores diante da falta de água. No entanto, Leonardo de Souza Silva prova que, com planejamento, o transtorno é mínimo. “Durante a obra que implementei, a paralisação do fornecimento de água foi feita de forma setorizada, com redução do impacto na rotina do condomínio, evitando longos períodos sem água. Houve
até a previsão de uso da cisterna para abastecimento alternativo, mas não foi necessário recorrer a essa medida.”
Confira o passo a passo desse processo a seguir:
1. Uso de bypasses – Allyne, da Nova Saturno Manutenção Predial, sugere o uso de conexões temporárias, também conhecidas como bypasses, para manter o fluxo de água enquanto as partes do sistema definitivo são instaladas.
2. Setorização da obra – em vez de parar o prédio todo, a obra é feita por colunas ou setores, reduzindo o tempo de interrupção para apenas algumas horas por grupo de apartamentos.
3. Comunicação eficiente – “O cronograma foi informado com antecedência, com detalhamento das datas e dos horários. Isso permitiu que os moradores se organizassem.”
• Valorização hidráulica – modernizar o barrilete é uma das ações mais eficazes de ma-


nutenção preventiva. Além de acabar com o estresse dos reparos emergenciais, a obra gera a valorização imediata do imóvel. Como resume o síndico Leonardo: “No fim, prevaleceu o entendimento de que o investimento não apenas resolveria os problemas imediatos, mas também agregaria valor ao patrimônio coletivo.”
SERVIÇO Saturno Manutenção Predial novasaturno.com.br (21) 2245-4200 (21) 99988-1443

“Só quem viveu sabe.” Essa é a melhor frase para definir o caos que se instala na vida de um síndico quando há falta d’água. Um problemão que poderia ser resolvido com uma simples medida: manutenção preventiva das bombas hidráulicas, que são os equipamentos responsáveis por manter o fornecimento de água sem interrupções.
Essa tarefa – muitas vezes negligenciada por ser vista apenas como um custo – exige um cronograma rigoroso de vistorias, pois pequenos problemas, como um selo mecânico desgastado ou um rolamento ruidoso, evoluem rapidamente para a queima do motor.
“A manutenção preventiva deixa de valer a pena quando as bombas são muito antigas, apresentam superaquecimento, passaram por inúmeras revisões ou estão fora da norma. Nesses casos, é melhor proceder à substituição”, explica o supervisor de Marketing da empresa Iguatemi Bombas, Henrique Marin.
Além do aspecto financeiro, há a questão da segurança dos moradores. Bombas malconservadas podem gerar curtos-circuitos, superaquecimento e até vazamentos que comprometem a estrutura da casa de máquinas ou causam inundações em subsolos.
O mercado de bombas hidráulicas passou por uma revolução tecnológica nos últimos anos. Hoje, o síndico tem à disposição materiais e serviços que tornam o sistema muito mais inteligente e econômico. Confira a seguir:
• Inversor de frequência – permite que, em vez de a bomba ligar e desligar bruscamente, o que causa o golpe de aríete nas tubulações, seja feito o controle da velocidade do motor conforme a demanda de água. Além de aumentar


O mercado de bombas hidráulicas passou por uma revolução tecnológica nos últimos anos
a vida útil do equipamento, pois diminui o estresse mecânico nos rolamentos e nas vedações, esse recurso gera uma economia de até 40% na conta de luz do condomínio.
• Monitoramento por meio da Internet das Coisas (IoT) – os sensores monitoram a vibração, a temperatura e o consumo elétrico da bomba em

tempo real. Ao primeiro sinal de mau funcionamento, o sistema envia um alerta para o celular do síndico e da empresa de manutenção antes que a bomba quebre.
• Novos materiais e revestimentos – o uso de rotores de aço inoxidável ou de materiais compósitos de alta resistência substitui o antigo ferro fundido em muitos projetos modernos. Esses materiais são imunes à corrosão e garantem que a água chegue às torneiras sem resíduos de ferrugem, aumentando a vida útil do conjunto motor–bomba.
Para garantir que o serviço contratado seja efetivo, o síndico deve cobrar os seguintes pontos da empresa de manutenção:
• Verificação de ruídos e vibrações – identificação precoce de problemas em rolamentos.
• Inspeção de vedações e selos mecânicos – prevenção de vazamentos que desperdiçam água e danificam o motor.
• Teste do quadro elétrico – reaperto de conexões e verificação de contatores para evitar queimas por oscilação de energia.
• Lubrificação – garantia de que as partes móveis operem sem atrito excessivo.
• Limpeza do pré-filtro – prevenção contra detritos que travam o rotor da bomba.
A adoção de um sistema de manutenção preventiva e o investimento em novas tecnologias trazem vantagens como:
• Redução de custos – menos gastos com peças de reposição caras e mão de obra de emergência.


• Segurança hídrica – garantia de que o banho do morador não será interrompido por falha técnica.
• Valorização do imóvel – compradores e inquilinos valorizam prédios em que a infraestrutura é moderna e bem cuidada.
• Sustentabilidade – sistemas eficientes consomem menos energia e evitam o desperdício de água por vazamentos ocultos.
Ao abraçar as novas tecnologias e manter um contrato de manutenção rigoroso, o síndico protege o patrimônio, economiza recursos e, acima de tudo, garante o bem-estar de quem mais importa: o morador.
SERVIÇO
Iguatemi bombas (21) 2273-2243 (21) 99507-1969 iguatemibombas.com.br comercial@iguatemibombas.com.br



"DISCUSSÃO DEVE SER AMPLA NOS CONDOMÍNIOS", ORIENTA ABADI
No caso de iniciativa individual de condômino, caberá à assembleia condominial deliberar, considerando os impactos na estrutura, na segurança e na coletividade.
A Cipa afirma na matéria que atua auxiliando os condomínios em três frentes: orientação técnica inicial, alertando sobre a necessidade de avaliação elétrica do prédio antes de qualquer instalação; apoio na comunicação com os condôminos, esclarecendo que não se trata de uma simples adaptação individual, mas de uma mudança que pode impactar toda a edificação; e suporte na tomada de decisão, auxiliando o síndico na condução em assembleia, quando necessário. Saiba mais neste link aqui.




O Café Expo Síndico Cipa foi realizado no dia 26 de março, no Lead Américas (Barra da Tijuca), e teve como objetivo mostrar como a comunicação assertiva pode prevenir situações de violência contra a mulher nos condomínios e auxiliar em seu controle. Saiba como foi o encontro aqui.

SECOVI RIO APONTA 840 NOVOS PROCESSOS EM JANEIRO, NO ESTADO
Sinal de alerta para o mercado condominial no estado do Rio de Janeiro: 840 novas ações foram protocoladas em janeiro deste ano. Entre os principais motivos estão cobranças de cotas condominiais

em atraso, conflitos de convivência entre moradores e questionamentos sobre decisões tomadas em assembleias. Entenda melhor o assunto neste link aqui


A programação do evento contou com painéis e palestras que abordaram temas estratégicos para a gestão de condomínios, como a violência, principalmente contra as mulheres, o uso de inteligência artificial e os impactos da reforma tributária na vida condominial.
O Café Expo Síndico Cipa também teve momentos de descontração com sorteios especiais para os participantes. Saiba mais aqui.

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