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Pará+ 287

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PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda

CNPJ: 03.890.275/0001-36

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Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799

ISSN: 1677-6968

CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

EDITORA CÍRIOS

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ascom Semas, IDEFLOR-BIO, Igor Nascimento, Lucciano Lima, NOS, OMS, PELD MAUA, TEDx Amazônia, Universidade de Copenhague, Vinícius Leal; FOTOGRAFIAS: Acervo PELD MAUA, Adobe, Alexandre Costa / Ag. Pará, ART, Andrew Neel no Unsplash, Ascom Ideflor-Bio, Bruno Cruz / Ag. Pará, City of Hope, Darren Coleshill no Unsplash, Diane Cordell, Diana Bogueva, Dra. Atousa, Dra. Marianne Legato, Fcafotodigital/Getty Images, Fernando Sette / Divulgação, Flotsam/Shutterstock.com, GrupoMAUA , IPAM Amazônia, João Vitor Santos / Ascom Ideflor-Bio, Marco Santos / Ag. Pará, Natação Maua, OMS / Faizza Tanggol, NOS, OMS / Mikhail Grigorev, Nature Medicine, Neurology Open Access, Pexels, Simple on Unsplash, Stroke Association, TEDx Amazônia, UNICEF/Habib Kanobana, Universidade de Copenhague, Vinícius Leal (Ascom/Ideflor-Bio); DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

* Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

CAPA

Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Marajó em elaboração pelo Ideflor-Bio e UFPA, para organizar o uso do solo, proteger a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável nos 16 municípios marajoara. Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará

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A expectativa geral – instituições e população é que os resultados contribuam para qualificar políticas públicas, fortalecer a gestão territorial e ampliar o acesso da população amazônica a soluções sustentáveis, especialmente no Marajó região historicamente tão vulnerável

Macrozoneamento Ecológico- Econômico do Marajó

Estado e União iniciam e avançam com a agenda estratégica voltada ao planejamento territorial e ao desenvolvimento sustentável do arquipélago, corrigindo uma lacuna histórica

Texto *Vinícius Leal Fotos João Vitor Santos / Ascom Ideflor-Bio e Vinícius Leal (Ascom/Ideflor-Bio

OInstituto de Desenvolvimento

Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) realizou recentemente, em Belém, uma reunião técnica com representantes do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) e Núcleo de Meio Ambiente (Numa), da Universidade Federal do Pará (UFPA), para tratar dos trâmites iniciais necessários à elaboração do Macrozoneamento Ecológico-Econômico (MZEE) do Marajó.

que iniciou os trâmites para elaboração do documento

O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, e ex reitor da UFPA, com Gilmar Pereira da Silva, atual reitor da UFPA ( ao centro), quando assinaram o ACT para execução de projetos conjuntos voltados ao fortalecimento da agenda socioambiental no estado entre eles a elaboração do Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Arquipélago do Marajó, com a presença de autoridades, pesquisadores, estudantes e convidados, entre eles o subsecretário-geral das Nações Unidas e diretor executivo do Escritório de Serviços para Projetos (UNOPS), Jorge Moreira da Silva

O encontro marcou mais um passo na agenda estratégica voltada ao planejamento territorial e ao desenvolvimento sustentável do arquipélago, situado no norte do Pará.

Na reunião foram discutidas as bases da parceria que envolve a construção de uma proposta técnica de macrozoneamento para o Marajó, a partir de estudos, diagnósticos socioambientais e análises territoriais conduzidas pela Universidade.

O trabalho será desenvolvido pela equipe da instituição de ensino superior, que reúne pesquisadores com ampla experiência na

Reunião

formulação de políticas públicas ambientais e instrumentos de ordenamento territorial

O Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Marajó será uma peça-chave para a elaboração do Plano de Gestão da Área de Proteção Ambiental (APA) do Arquipélago do Marajó, já aguardado pela população local.

Conquista histórica

O zoneamento permitirá definir diretrizes para o uso sustentável do território, conciliando conservação ambiental, atividades produtivas e melhoria da qualidade de vida das comunidades marajoaras.

O Ideflor-Bio ressalta que este é um instrumento estratégico de planejamento. No entanto, quando o macrozoneamento estadual foi concluído, em 2005, a região do Marajó não foi contemplada. A iniciativa atual busca suprir essa lacuna histórica, respeitando integralmente os trâmites institucionais e as instâncias deliberativas oficiais, como o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema), presidido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), do qual o Ideflor-Bio é membro.

Justiça social

A reunião também reforçou a necessidade de alinhamento institucional e transparência no processo de construção do documento, evitando qualquer interpretação de sobreposição ou desvio das normas legais. O objetivo é assegurar que o macrozoneamento seja elaborado obedecendo a critérios técnicos e participativos, e em consonância com o regramento ambiental vigente no Estado.

Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, o avanço da parceria com a UFPA representa um passo decisivo para corrigir uma dívida histórica com a região. “O Marajó

ficou fora do macrozoneamento estadual, e isso impactou diretamente o ordenamento do território e as oportunidades de desenvolvimento sustentável. Construir esse documento, com base científica e diálogo institucional, é uma questão de justiça social, justiça climática e respeito à população marajoara, que espera há anos por um planejamen-

to adequado para seu território”, afirmou. A agenda dá continuidade ao Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Ideflor-Bio e a UFPA no dia 10 de novembro de 2025, durante o evento “Conexões Amazônicas: Justiça Climática e COP30”. O acordo prevê a execução de projetos conjuntos voltados ao fortalecimento da agenda socioambiental no Pará, incluindo, como uma das ações prioritárias, a elaboração do Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Arquipélago do Marajó.

O Boulevard Central do parque ganhou um túnel iluminado. O local se tornou o mais frequentado por quem queria fazer fotos para publicar nas redes sociais. “A professora Shirley Fiel, de 48 anos, levou as filhas e a sobrinha para o Natal Encantado. “Está muito lindo! Belém precisava de uma programação acessível como esta. Tudo feito com muito gosto”, destacou. No domingo (7/12), a Amazônia Jazz Band se apresentou no palco principal, com a participação do cantor mirim Luiz Gabriel, que viralizou na internet ao cantar “Oh, happy day”.

Nilson Pinto: “respeito à população marajoara”
No dia 10 de novembro de 2025, o ACT firmado entre o Ideflor-Bio e a UFPA
Ainda na recente reunião técnica com representantes do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) e Núcleo de Meio Ambiente (Numa), da Universidade Federal do Pará (UFPA) para tratar dos trâmites iniciais necessários

A visão do Pará para a bioeconomia global, no TEDx Amazônia, em Belém

O governador do Pará, Helder Barbalho, apresentou a visão estratégica do Estado para a construção do Vale Bioamazônico, ecossistema de bioeconomia, inovação e desenvolvimento sustentável baseado na biodiversidade amazônica, reforçando o papel do Estado como indutor de políticas ambientais e econômicas alinhadas ao desenvolvimento sustentável

Com o acender das luzes de uma árvore de 30 metros de altura, o governador do Pará Helder Barbalho abriu o Natal Encantado do Parque da Cidade, na noite do sábado (6/12), em Belém. O evento é a maior programação natalina da Amazônia e será realizada até 6 de janeiro, com apresentações culturais, cantatas, feira de artesanato e cortejos com bandas de fanfarras.

A programação é gratuita e ocorre dentro do horário de funcionamento do Parque Cidade, que abre de terça-feira a domingo das 8h às 22h; e segunda das 18h às 22h.

Também participaram do ato de iluminação da árvore de Natal a vice-governadora Hana Ghassan, a primeira-dama Daniela Barbalho, o prefeito de Belém Igor Normando,

o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará deputado Chicão e diretor presidente da Solar Coca-Cola André Salles. O prefeito de Belém, Igor Normando, pontuou que a realização do Natal Encantado. “Iniciativas como esta são frutos de parcerias para deixar Belém cada vez melhor”, resumiu

O governador Helder Barbalho destacou que a realização do Natal Encantado também marca o uso do Parque da Cidade pela população, uma vez que a área foi usada para a realização da Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Fotos Marco Santos / Ag. Pará,TEDx Amazônia
Helder Barbalho na sessão especial na TED Countdown House conduzida pelo jornalista Akshat Rathi, sênior reporter da Bloomberg News

Além das áreas de lazer e práticas esportivas, os visitantes terão acesso ao Centro Gastronômico e ao Centro de Economia Criativa. “O Parque da Cidade reabre as portas a partir de hoje e ficaremos abertos de forma contínua para que a população possa usufruir deste espaço, seja nos ambientes esportivos ou de lazer, como já ocorria antes da COP”, afirmou o governador.

Ele reforçou o apelo para que o público cuide do espaço, especialmente durante o período de grande circulação motivado pela programação natalina.

“O parque está completamente lotado, as famílias atenderam ao convite. Que o Papai Noel possa trazer bênçãos e muita alegria, desejando um feliz Natal a todos os paraenses”, concluiu.

A vice-governadora Hana Ghassan desejou feliz natal a todas as pessoas que estavam no Parque. “É uma programação voltada para as famílias. Esse é um momento especial para todos os paraenses”, exaltou.

Chegada do Papai Noel emociona o público

O Papai Noel do Natal Encantado do Parque da Cidade chegou em Belém por Rio, desembarcou no cais de Escadinha e seguiu em Caravana por diversas ruas de Belém até o parque, onde era aguardado por uma multidão.

Entre os que aguardavam pelo bom velhinho estava o pequeno Ryan Rodrigues. Ele tem Transtorno do Espectro Autista e ficou encantando com a decoração do parque. Que o Papai Noel possa trazer bênçãos e muita alegria, desejando um feliz Natal a todos os paraenses

Alternativa concreta de desenvolvimento sustentável a partir da floresta em pé

“O governo tem desenvolvido uma série de políticas públicas e poder estar no Parque com o Ryan é um exemplo disto. Ele está gostando e interagindo com os elementos natalinos”, ressaltou a mãe Cleide Rodrigues.

O Boulevard Central do parque ganhou um túnel iluminado.

O local se tornou o mais frequentado por quem queria fazer fotos para publicar nas redes sociais. “A professora Shirley Fiel, de 48 anos, levou as filhas e a sobrinha para o Natal Encantado. “Está muito lindo! Belém precisava de uma programação acessível como esta. Tudo feito com muito gosto”, destacou. No domingo (7/12), a Amazônia Jazz Band se apresentou no palco principal, com a participação do cantor mirim Luiz Gabriel, que viralizou na internet ao cantar “Oh, happy day”.

O governador do Pará, Helder Barbalho apresentando a Amazônia como um polo estratégico de inovação em bioeconomia e transição climática, conectando biodiversidade e defendendo inteligência artificial, energia limpa e biotecnologia no futuro da Amazônia

Pará dá passo decisivo para emitir créditos de carbono jurisdicionais no mercado voluntário

Estado avança para a certificação de 38 milhões de toneladas em créditos de carbono, após aceitação formal do Architecture for REDD+ Transactions

Texto *Igor Nascimento Fotos ART, Fernando Sette / Divulgação

OGoverno do Pará avançou mais uma etapa para emitir créditos de carbono jurisdicionais no mercado voluntário. O Estado recebeu do Architecture for REDD+ Transactions (ART Trees), na recente quinta-feira (8), a aceitação formal dos documentos de registro e monitoramento necessários

para a certificação internacional de redução de emissões e emissão de créditos com alto padrão de integridade.

Na mensagem enviada ao Governo, o ART Trees confirma que a documentação “está completa e atende aos requisitos do ART para esta fase”, e considera como aceitação formal para publicação, permitindo o

início das próximas etapas do processo. Os documentos do Pará comprovam a redução de 38 milhões de toneladas de CO2 em 2023. Com base nesse resultado e na estruturação do Sistema Jurisdicional de REDD+, a projeção é de que o Estado tenha 260 milhões de toneladas em créditos de carbono até 2027.

Os documentos do Pará comprovam a redução de 38 milhões de toneladas de CO₂ em 2023

O que é ART

Arquitetura para Transações REDD+ (ART) é uma iniciativa global voluntária que busca incentivar governos a reduzir as emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD), bem como restaurar florestas e proteger florestas intactas (+).

A missão do ART é servir como referência global de qualidade para REDD+ jurisdicional, proporcionando a confiança necessária na integridade das reduções e remoções de emissões, por meio da proteção e da restauração florestal, com o intuito de desbloquear o financiamento em escala,objetivando uma ação climática ambiciosa, e para incentivar os governos a alcançar esses resultados.

Porque

ART é necessário?

Para que as florestas alcancem seu grande potencial de impacto climático, será necessário mobilizar bilhões de dólares de investimento anual adicional de todas as fontes, inclusive do setor privado.

Além dos benefícios climáticos, esse investimento para a proteção e restauração florestal também deve refletir os verdadeiros valores que as florestas proporcionam em matéria de resiliência climática, biodiversidade, ecossistema, segurança alimentar e meios de subsistência.

ART foi deliberadamente construído sobre esta base de experiência para criar um programa de creditação totalmente alinhado com os requisitos do Acordo de Paris e que incorpore elementos de mercado para desbloquear o capital do setor privado em escala.

Acordo

Em 2024, durante a Semana do Clima de Nova Iorque (EUA), o Estado firmou um acordo inédito para a venda de 12 milhões de toneladas em créditos de carbono, o equivalente a quase R$ 1 bilhão. Portanto, ainda estarão disponíveis para comercialização 26 milhões de toneladas referentes a 2023.

A comercialização dos créditos, no entanto, só ocorrerá após a conclusão das Consultas Livres, Prévias e Informadas (CLPIs) do Sistema Jurisdicional de REDD+. Atualmente, o Estado está conduzindo o maior processo de consultas prévias da sua história, com 47 consultas previstas, das quais 15 já foram realizadas, garantindo participação social e respeito aos direitos dos povos e comunidades tradicionais.

(*) Ascom Semas <<

Na Semana do Clima 2024, de Nova Iorque (EUA), comemorando o acordo inédito para a venda de 12 milhões de toneladas em créditos de carbono

Áreas úmidas amazônicas e o Dia Mundial das Zonas Úmidas

Pesquisas ecológicas de longa duração revelam como a alteração do pulso de inundação afeta a biodiversidade, a biomassa florestal e a resiliência das áreas úmidas amazônicas diante das mudanças climáticas

Instituído em 2 de fevereiro, o Dia

Mundial das Zonas Úmidas reforça a relevância desses ecossistemas fundamentais para o equilíbrio em seus biomas. Na Amazônia, os estudos conduzidos por pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (GP-MAUA), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), chamam a atenção para o papel fundamental das áreas alagáveis para a biodiversidade, o clima e as populações que dependem deste ecossistema.

As Áreas Úmidas, também conhecidas como Zonas Úmidas, são ambientes que se encontram na interface dos sistemas terrestres, como a terra firme, e sistemas aquáticos, como rios e lagos sob diferentes regimes de inundação. Nessas categorias se encaixam as várzeas, os igapós, os buritizais, os baixios e por boa parte das campinaranas, entre outros ambientes, que no total abrange 2.3 milhões de quilômetros quadrados na Bacia Amazônica.

O foco e preocupação com esses ecossistemas nunca esteve tão evidente nas últimas décadas, pois qualquer alteração nas dinâmicas naturais desses ambientes impacta diretamente o cotidiano e vida de populações tradicionais e centros urbanos

Amazônia brasileira.

Para o pesquisador do Inpa e coordenador do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD MAUA), Jochen Schöngart, as áreas úmidas amazônicas exercem importantes funções em vários aspectos.

Jochen Schöngart, pesquisador do Inpa e coordenador do PELD MAUA, tecendo considerações sobre a macacarecuia ou cuieira (Eschweilera tenuifolia), a árvore símbolo do igapó
Campinaranas
da
Texto *Lucciano Lima/PELD MAUA Fotos Acervo PELD MAUA, GrupoMAUA , IPAM Amazônia, Natação Maua

“Além dos serviços ecossistêmicos fundamentais, esses ambientes armazenam e sequestram carbono, abrigando também uma biodiversidade parcialmente endêmica, adaptada a essas condições do regime de inundação”, explicou o pesquisador.

“São ecossistemas intrinsecamente relacionados com o desenvolvimento das culturas, de várias populações humanas – das populações indígenas e depois as populações tradicionais que habitam na Amazônia, principalmente as áreas alagáveis de várzea e também dos igapós”, completou o coordenador do PELD-MAUA.

Segundo Schöngart, várzeas e igapó são ecossistemas muito importantes na mitigação de impactos causados por cheias e secas extremas que aumentaram neste século na sua magnitude e frequência sem precedentes, afetando diretamente as populações no entorno, os municípios e na própria capital, Manaus (AM).

A Hidrelétrica de Balbina e a seca artificial no Rio Uatumã

Um exemplo marcante que alterou completamente as características naturais de um ecossistema foi a barragem da hidrelétrica de Balbina. O represamento do rio Uatumã (AM) para

o enchimento do reservatório no período de 1987 a 1989 causou uma seca artificial nas áreas alagáveis a jusante da barragem, pois o pulso de inundação - vital para a manutenção desse ecossistema - foi extinto naquela região. Em consequência, boa parte da floresta de igapó morreu, seguida por uma recuperação natural das áreas degradadas por uma vegetação florestal que apresenta uma composição diferente de espécies de árvores e com riqueza inferior em comparação com a floresta anterior.

“Recentemente publicamos um estudo na revista internacional Forest Ecology and Management, que mostrou que o barramento do Rio Uatumã ocasionou uma profunda mudança na vegetação jusante. Os impactos foram detectados até 120 quilômetros rio abaixo, mostrando redução significativa na diversidade de espécies e mudanças na composição florística, mesmo após quarenta anos do impacto da instalação”, revelou a autora do estudo, a colaboradora do Grupo MAUA Carla Iara Dantas.

Balbina
Áreas alagadas na Amazônia são fundamentais para o clima do planeta
Carla Iara pesquisadora

O estudo liderado por Dantas e outros autores do GP MAUA foi baseado em inventários florísticos realizados em 3,75 hectares de floresta, com parcelas (o mesmo que unidades amostrais de área definida) distribuídas a cada 10 km de distância da barragem. Os resultados indicam que a seca artificial causou mortalidade excessiva das florestas próximas à barragem, além de alterações profundas na estrutura da vegetação. “Próximo à barragem, predominaram espécies indicadoras de distúrbios, caracterizadas por crescimento acelerado, por baixa longevidade e com baixa capacidade de estocagem de biomassa. Portanto, esses resultados reforçam a importância da conservação desses ecossistemas, com a alta vulnerabilidade e baixa resiliência desses ambientes de igapó”, alertou Dantas, que realizou esse estudo no âmbito da sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-graduação em Ecologia do Inpa. Segundo os autores, os achados são altamente relevantes diante dos planos de expansão de dezenas de usinas hidrelétricas na Amazônia e do aumento da frequência e intensidade das secas

Cerca de 30% da área da bacia amazônica correspondem a áreas úmidas (AUs) de diferentes categorias.. Elas amortecem eventos extremos de cheias e secas, abrigam e geram biodiversidade, entre outras funções

extremas observadas nas últimas três décadas, reforçando a importância de considerar impactos ecológicos de longo prazo no planejamento energético.

A floresta ao longo do tempo: o que os estudos de longo prazo mostram

Um segundo estudo realizado pelo PELD-MAUA teve como foco compreender a dinâmica da sucessão pós-fogo em florestas de igapó no Parque Nacional do Jaú na Amazônia Central, analisando como secas severas associadas com eventos de El Niño pode tornar áreas úmidas vulneráveis a incêndios florestais ( Leia o artigo completo: www.bit.ly/4rvreyA).

A pesquisa teve como objetivo entender como essas florestas se recuperaram após incêndios florestais, ao longo de 36 anos, além de avaliar a mudança na composição de espécies, na diversidade, na estrutura da vegetação e nos estoques de biomassa, especialmente em eventos climáticos extremos associados ao El Niño

Gildo Feitoza_pesquisador_

“Esses eventos acontecem com uma certa frequência e quando a gente tem eventos de seca extrema, principalmente relacionados El Niño, esses ambientes de igapó passam a ter um acúmulo maior de serapilheira (camada de folhas secas, galhos, restos de frutas, flores que está na superfície do solo), que acumula, seca mais rápido e acaba se tornando altamente vulnerável a incêndios. Lembrando que o incêndio não ocorre naturalmente nas florestas e nem na Amazônia, mas ele precisa de um agente externo, geralmente um fator antrópico, ou seja, um ser humano para dar essa ignição e iniciar o fogo”, detalhou o autor do estudo, Gildo Vieira Feitoza.

A pesquisa foi abordada na sua tese de doutorado de Feitoza, defendida no Programa de Pós-graduação em Botânica do Inpa.

O estudo revelou que cerca de 80% a 90% de árvores da floresta desses ambientes podem ser perdidas com um único evento de fogo.

“Descobrimos que a floresta que se recupera nas áreas afetadas por incêndios quase quarenta anos atrás, recuperou somente 16% de toda a biomassa e aproximadamente 50% da diversidade que ela possuía antes da queimada”, completou Feitoza, pesquisador INCT WETSCAPE vinculado ao GP MAUA.

Na quarta fase, o PELD-MAUA é um dos projetos mais importantes de monitoramento ecológico de longa duração nas áreas úmidas da região amazônica, com foco na investigação dos impactos de distúrbios naturais, como cheias e secas extremas e de ações humanas, como queimadas e hidrelétricas.

Coordenado pelo Inpa/MCTI e pelo Grupo MAUA, o projeto atua em diferentes tipos de áreas úmidas, promovendo ciência colaborativa, formação de jovens pesquisadores e geração de dados essenciais para a conservação da sociobiodiversidade amazônica.

Incêndio em área úmida da Amazônia (IPAM Amazônia)

Abelhas sem ferrão da Amazônia recebem direitos legais em um feito inédito no mundo

As espécies de abelhas mais antigas do planeta e seus principais polinizadores estavam ameaçadas pelo desmatamento e pela competição com as “abelhas assassinas”.

Fotos Embrapa, Hasa Ecuador, Miryan Delgado/Divulgação, Noticias Ambientales, Wikimedia Commons

Satipo e Nauta tornaram-se os primeiros lugares do mundo a reconhecer as abelhas sem ferrão da Amazônia como sujeitos de direitos. Sua proteção é fundamental para a polinização, o mel medicinal e o conhecimento ancestral indígena.

Descubra o fascinante mundo das abelhas sem ferrão, guardiãs da biodiversidade, e aprenda como elas transformam o néctar das flores em mel puro e medicinal. Os municípios de Satipo e Nauta são os primeiros no Peru a conceder direitos legais às abelhas sem ferrão

Samburá: pólen fermentado nos potes de cerume pelas abelhas-sem-ferrão

Na colmeia, o samburá é a base do alimento oferecido pelas operárias às crias e à rainha. (Isso mesmo! É a comida dos bebês e da gestante).

Em diferentes culturas indígenas encontramos relatos desde que o samburá “não presta” (talvez por seu sabor ácido ) à receitas para fortalecer crianças e recuperar mulheres no puerpério.

O samburá representa uma rica fonte de proteínas, vitaminas e minerais.

Na Amazônia peruana, os municípios de Satipo, na região de Junín, e Nauta, em Loreto, tomaram uma decisão inédita.

Por meio de decretos municipais, as florestas amazônicas e seus habitats são reconhecidos como sujeitos de direitos, sendo este o primeiro caso no mundo em que um inseto obtém esse status legal. Com a efetiva proteção legal, a lei proíbe práticas prejudiciais e busca preservar uma espécie fundamental para a polinização da flora amazônica.

O trabalho das abelhas sustenta ecossistemas, alimentos e a vida das comunidades da região. O que acontece na Amazônia peruana também tem impacto regional, já que a proteção das abelhas faz parte do cuidado com os ecossistemas que conectam o Peru, o Equador e o restante da bacia amazônica. Posteriormente eles reconheceram também o território da Reserva da Biosfera Avireri-Vraem como um local em que a presença dos insetos deve ser protegida

São mais de 600 espécies conhecidas de abelhas sem ferrão que vivem em regiões tropicais e subtropicais ao redor

do mundo e desempenham papéis vitais no ecossistema da floresta amazônica. Os povos indígenas cultivam as abe-

lhas sem ferrão há séculos, e essas abelhas são polinizadoras essenciais das florestas tropicais, sustentando a biodiversidade. As abelhas sem ferrão possuem ferrão, mas ele é pequeno e ineficaz. “Essas abelhas são essenciais para a vida na Amazônia”. Elas são as polinizadoras mais eficientes das culturas mais importantes. Usam o mel e o pólen das abelhas sem ferrão como alimento e remédio, e sua “cola de abelha”, ou própolis , para velas e flechas. Mas também contribuem indiretamente para a captura de carbono, mantendo as florestas e as árvores vivas e em processo de regeneração”. Ativistas afirmam que esse reconhecimento dos municípios de Satipo e Nauta, no Peru, marca um ponto de virada na relação entre humanos e natureza

O Peru faz história ambiental reconhecendo os direitos legais das abelhas sem ferrão e se torna o primeiro país do mundo a conceder proteção legal a insetos essenciais para a biodiversidade
As abelhas sem ferrão têm sustentado florestas tropicais ao redor do mundo por cerca de 80 milhões de anos, desde a época dos dinossauros, sendo valiosas polinizadoras

A dieta mediterrânea pode reduzir o risco de AVC em até 25%

Um estudo de duas décadas indica que uma dieta rica em alimentos como azeite, nozes e vegetais pode reduzir o risco de todos os tipos de AVC (acidente vascular cerebral).

Fotos City of Hope, Fcafotodigital/Getty Images, Nature Medicine, Neurology Open Access, Stroke Association

Com o acender das luzes de uma

árvore de 30 metros de altura, o governador do Pará Helder Barbalho abriu o Natal Encantado do Parque da Cidade, na noite do sábado (6/12), em Belém. O evento é a maior programação natalina da Amazônia e será realizada até 6 de janeiro, com apresentações culturais, cantatas, feira de artesanato e cortejos com bandas de fanfarras.

Pirâmide da Dieta Mediterrânea

Tipos de alimentos recomendados quanto a frequência ideal de seu consumo, para facilitar a adaptação dos hábitos alimentares a um estilo de vida saudável

Na base da pirâmide, encontram-se vegetais, frutas, grãos integrais e gorduras saudáveis, como o azeite de oliva. Esses alimentos devem ser os componentes mais frequentes das refeições. No topo da pirâmide, estão os alimentos que devem ser consumidos ocasionalmente e em quantidades limitadas, como carne vermelha, doces e alimentos ultraprocessados.

A dieta mediterrânea (MeDi) tem sido associada a uma menor incidência de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, bem como à menor mortalidade geral, em diversos estudos prospectivos. No entanto, existem poucos dados sobre a relação entre a MeDi e os subtipos de acidente vascular cerebral (AVC). Nossa hipótese foi de que a MeDi estaria associada a uma menor incidência de AVC total, isquêmico e hemorrágico.

Um Estudo de Professoras da Califórnia, de coorte prospectivo que inclui 133.477 mulheres, educadoras e administradoras, inscritas entre 1995 e 1996 e acompanhadas desde então. Foram identificados casos inci -

dentes de AVC utilizando dados vinculados de hospitalizações do estado da Califórnia e registros nacionais de óbitos de 1996 a 2020. O escore de adesão à Dieta Mediterrânea (MeDi) (variação de 0 a 9, sendo que um escore mais alto indica melhor adesão) foi calculado com base nas respostas das participantes ao questionário de frequência alimentar de Block no início do estudo. Modelos multivariáveis de riscos proporcionais de Cox, ajustados para variáveis sociodemográficas, de estilo de vida e de risco vascular, foram construídos para avaliar a associação (razões de risco e IC de 95%) entre o escore da MeDi e o risco de AVC e seus subtipos.

Frango mediterrâneo preparada em uma só panela, as coxas de frango são temperadas com limão, alho e ervas, e servidas com orzo perfeitamente al dente. Tomates e cebolas grelhados adicionam sabor intenso, completando este jantar mediterrâneo fácil de preparar

com

Métodos de cozimento que você deve usar para maximizar os benefícios da dieta mediterrânea para a saúde

• Cozimento a vapor – Um método suave e eficaz que ajuda a reter vitaminas e minerais em vegetais e peixes, ao mesmo tempo que realça seus sabores naturais.

• Cozinhar em ensopados e assados – Ideais para vegetais, carnes e leguminosas, esses métodos mantêm os alimentos úmidos e aromáticos sem a necessidade de excesso de gordura.

• Grelhar em fogo baixo – Perfeito para peixes, legumes e aves, este método ajuda a preservar os nutrientes e

A celebração das refeições é essencial –comer na companhia de pessoas queridas, num ambiente descontraído, sem pressa nem stress. Esta forma consciente de comer não só favorece a digestão, como também melhora as relações sociais e o bem-estar geral.

confere aos pratos um sabor único, ao mesmo tempo que reduz a formação de substâncias nocivas associadas à fritura em altas temperaturas.

• Optar por bebidas naturais – Água, infusões de ervas e chá verde são as melhores alternativas aos refrigerantes açucarados e ao álcool.

Utilizar esses métodos de cozimento realça o sabor dos pratos, e ajudam a maximizar o impacto positivo da dieta mediterrânea na saúde.

Uma dieta mediterrânea pode reduzir o risco de todos os tipos de AVC, em alguns casos em até 25%, segundo um amplo estudo realizado ao longo de duas décadas.

Uma dieta rica em azeite, nozes, frutos do mar, grãos integrais e vegetais já foi asso-

ciada a diversos benefícios para a saúde. No entanto, até o momento, as evidências sobre como ela pode afetar o risco de todos os tipos de AVC são limitadas.

O estudo, publicado na Neurology Open Access, uma revista da Academia America-

Ovos e vegetais assados em uma assadeira prato de proteína, fácil de fazer e nutritivo, que pode servir várias pessoas.
Frango mediterrâneo preparada em uma só panela, as coxas de frango são temperadas
limão, alho e ervas, e servidas com orzo
Carbonara fácil de ervilha e espinafre. Ovos são a base do molho cremoso

na de Neurologia, mostra uma associação que a dieta mediterrânea causa um menor risco de acidente vascular cerebral. No entanto, especialistas que não participaram da pesquisa acolheram bem as descobertas e afirmaram que existe um “enorme potencial” para reduzir as chances de uma pessoa sofrer um AVC. Globalmente, mais de 15 milhões de pessoas sofrem um AVC todos os anos. Dessas, 5 milhões morrem e outras 5 milhões ficam com sequelas permanentes.Em um estudo liderado por pesquisadores dos EUA e da Grécia, a dieta mediterrânea foi associada a um menor risco de AVC em geral, bem como de AVC isquêmico e AVC hemorrágico.

O acidente vascular cerebral isquêmico ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é bloqueado e é o tipo mais comum de AVC.

O acidente vascular cerebral hemorrágico é causado por sangramento no cérebro. “Nossos resultados corroboram as crescentes evidências de que uma dieta saudável é fundamental para a prevenção do AVC”, disse a autora do estudo, Sophia Wang, do City of Hope Comprehensive Cancer Center em Duarte, Califórnia. “Ficamos particularmente interessados em constatar que essa descoberta se aplica ao AVC hemorrágico, visto que poucos estudos de grande porte analisaram esse tipo de AVC”.

O estudo envolveu 105.614 mulheres na Califórnia, com idade média de 53 anos no início do estudo, que não tinham histórico de acidente vascular cerebral (AVC).

Os participantes receberam uma pontuação de zero a nove com base em quão fielmente seguiam a dieta mediterrânea. Eles receberam pontos por consumirem acima da média da população em categorias específicas – cereais integrais, frutas, verduras, legumes, azeite e peixe – e se consumiam uma quantidade moderada de álcool. Eles também receberam pontos por consumirem uma quantidade abaixo da média de carne vermelha e laticínios. No total, 30% dos participantes obtiveram pontuação de seis a nove, o grupo com a pontuação mais alta, e 13% obtiveram pontuação de zero a dois, o grupo com a pontuação mais baixa.

Os participantes foram acompanhados por uma média de 21 anos. Após o ajuste para outros fatores que poderiam afetar o risco de AVC, como tabagismo, atividade física e hipertensão, aqueles no grupo com os níveis mais altos apresentaram uma probabilidade 18% menor de sofrer um AVC do que aqueles no grupo com os níveis mais baixos.

A celebração das refeições na dieta mediterrânea é essencial
Cereais integrais, frutas, verduras, legumes, azeite e peixe da dieta mediterrânea

De acordo com o novo estudo, os consumidores com mais frequência desses alimentos – como carnes defumadas , doces, biscoitos, pizza congelada, refrigerantes açucarados e batatas fritas – entre 2021 e 2023 apresentaram o maior risco de desenvolver a principal causa de morte nos Estados Unidos .

Os resultados reforçam as crescentes preocupações com esses produtos, que representam cerca de 60% da dieta americana e costumam ser mais baratos do que opções mais saudáveis.

Muitos alimentos ultraprocessados são ricos em sódio , açúcar e gorduras prejudiciais que podem danificar o coração e o intestino, além de aumentar o risco de câncer e morte prematura.

Segundo o estudo, eles também apresentaram uma probabilidade 16% menor de sofrer um AVC isquêmico e 25% menor de sofrer um AVC hemorrágico.

“O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade, por isso é animador pensar que melhorar nossa alimentação pode diminuir o risco dessa doença devastadora”, disse Wang.

“São necessários mais estudos para confirmar essas descobertas e nos ajudar a entender os mecanismos por trás delas, para que possamos identificar novas maneiras de prevenir o AVC”.

Pesquisadores nos EUA destaca como os alimentos ultraprocessados são mais parecidos com cigarros do que com frutas e vegetais. Foto ilustrativa: Yahoo Canadá)

O estudo apresentou limitações – analisou apenas mulheres e as participantes relataram seus próprios dados alimentares – mas especialistas independentes sugeriram que as descobertas eram significativas. Nove em cada dez AVCs são evitáveis, afirmou Juliet Bouverie, diretora executiva da Stroke Association, uma instituição de caridade, portanto, existe um

Cardápio Variados

Churrascos, Peixes, Frangos e etc Sucos e Refrigerantes variado

Alimentos ultraprocessados

Alimentos ultraprocessados aumentam em 47% o risco de doenças cardiovasculares em adultos, segundo pesquisadores da Universidade Atlântica da Flórida

Das 11 às 14:30hrs todos os dias

O que você deve comer na Dieta Mediterrânea? Alimentos

básicos da dieta mediterrânea

• Vegetais frescos (da estação);

• Grãos integrais e pão (o macarrão, no entanto, é mais recente);

• Leguminosas;

• Frutas frescas (da estação);

• Peixes, que devem ser frescos, em sua maioria pequenos (da estação).

Quantitativamente menos importantes são:

• Carnes, que devem ser predominantemente brancas (aves e coelho).

• Leite fresco e iogurte.

• E, finalmente:

• Batatas;

• Ricota e queijos;

• Carnes de animais (vermelhas, especialmente ovelha);

• Ovos;

• Vinho tinto;

• Azeite extra virgem;

• Sementes oleaginosas (da estação);

• Ervas aromáticas.

“enorme potencial” para reduzir as chances de uma pessoa sofrer um AVC.

“Já se sabe há muito tempo que uma dieta mediterrânea pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, como o AVC”, disse ela. “Acolhemos com satisfação o fato de agora ter sido demonstrado que esta dieta reduz o risco de AVC total, isquêmico e hemorrágico”. O estudo, publicado na Nature Medicine, sugere que até mesmo os fatores de risco genéticos podem ser atenuados.

“Os AVCs hemorrágicos, embora menos frequentes, são muito mais graves, por isso é reconfortante que este estudo esclareça este subtipo crítico, mas pouco estudado”.

Nove em cada dez AVCs são evitáveis, afirmou Juliet Bouverie, diretora executiva da Stroke Association

Saúde para a vida toda

A OMS – Organização Mundial da Saúde, pela primeira vez na história estabelece padrões globais, fornecendo recomendações para uma alimentação saudável e nutritiva para refeições escolares em escolas de todo o mundo

As crianças passam grande parte do dia na escola, tornando-a um ambiente crucial para a formação de hábitos alimentares para a vida toda e para a redução das desigualdades em saúde e nutrição. No entanto, os alimentos disponíveis, servidos, vendidos ou promovidos dentro e nos arredores de muitas escolas frequentemente incluem produtos ricos em gorduras saturadas, ácidos graxos trans, açúcares livres e sal, e não estão alinhados com as diretrizes alimentares nacionais.

Esta diretriz da OMS fornece aos Estados-Membros recomendações baseadas em evidências e considerações para a implementação de políticas que visam melhorar os ambientes alimentares escolares. Abrange três áreas: fornecimento

As novas diretrizes globais da agência da ONU sobre políticas e intervenções baseadas em evidências mostram que a alimentação saudável nas escolas pode ajudar as crianças a desenvolver hábitos alimentares saudáveis para a vida toda.

“A comida que as crianças comem na escola e os ambientes que influenciam sua alimentação podem ter um impacto profundo em seu aprendizado e consequências para toda a vida em sua saúde e bem-estar ”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS.

direto de alimentos nas escolas; normas ou regras nutricionais para alimentos e bebidas servidos ou vendidos na escola; e intervenções de incentivo que modificam o ambiente alimentar escolar para promover escolhas mais saudáveis. As recomendações visam aumentar a disponibilidade, a compra e o consumo de alimentos e bebidas que contribuem para uma alimentação saudável e reduzir a presença e o consumo daqueles que não contribuem. A diretriz enfatiza que os alimentos e bebidas oferecidos, servidos, vendidos ou consumidos nas escolas devem ser seguros e promover uma alimentação saudável, em consonância com os direitos das crianças e as metas nacionais de saúde pública.

Os hábitos alimentares começam cedo

A obesidade infantil, o excesso de peso e a obesidade em geral estão aumentando em todo o mundo, enquanto a desnutrição continua sendo um desafio persistente.

Em 2025, os níveis de obesidade infantil ultrapassaram os casos de baixo peso em todo o mundo pela primeira vez.

Aproximadamente uma em cada dez crianças e adolescentes em idade escolar viviam com obesidade no ano passado, e uma em cada cinco – ou 391 milhões –estavam acima do peso.

Além disso, um relatório recente da OMS revelou que a diabetes afeta atualmente mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo e uma em cada seis gravidezes.

A OMS insta escolas em todo o mundo a promoverem uma alimentação saudável para as crianças
Fotos Diana Bogueva, Dra. Atousa, OMS / Faizza Tanggol, OMS / Mikhail Grigorev, Pexels, UNICEF/Habib Kanobana
Uma criança pequena frequenta a escola no distrito de Burera, em Ruanda

Em outubro de 2025, 104 Estados-Membros possuíam políticas relacionadas à alimentação escolar saudável, mas apenas 48 países tinham políticas que restringiam a comercialização de alimentos com alto teor de açúcar, sal ou gorduras não saudáveis, de acordo com a OMS.

Para os milhões de crianças que passam grande parte do dia na escola, o ambiente alimentar a que estão expostas pode moldar seus futuros hábitos alimentares.

“ Garantir uma nutrição adequada na escola é fundamental para prevenir doenças na vida adulta e criar adultos mais saudáveis ”, disse Tedros.

Nas diretrizes, a OMS recomenda que as escolas melhorem o fornecimento de alimentos nas escolas para promover um maior consumo de alimentos e bebidas que contribuam para uma dieta saudável. Especificamente:

• Estabelecer normas ou regras para aumentar a disponibilidade, a compra e o consumo de alimentos e bebidas saudáveis, limitando, ao mesmo tempo, os alimentos não saudáveis (recomendação forte);

• Implementar intervenções de incentivo para encorajar as crianças a escolher, comprar e consumir alimentos e bebidas mais saudáveis (recomendação condicional). Essas intervenções podem incluir mudanças na localização, apresentação ou preço das opções alimentares disponíveis para as crianças.

Mais leguminosas, menos açúcar

A OMS recomenda aumentar a disponibilidade de alimentos e bebidas saudáveis e reduzir o consumo de alimentos não saudáveis. Isso significa limitar o consumo de açúcares livres, gorduras saturadas e sódio, e oferecer mais grãos integrais, frutas, nozes e leguminosas.

Outras recomendações incluem a implementação de “intervenções de incentivo”

– alterações na embalagem, na localização ou no tamanho das porções dos alimentos, concebidas para encorajar as crianças a escolher alimentos mais saudáveis.

A organização apoiará os países com assistência técnica, compartilhamento de conhecimento e outras medidas colaborativas para implementar as novas diretrizes.

Dietas saudáveis ajudam a proteger contra a desnutrição em todas as suas formas, bem como contra doenças não transmissíveis (DNTs), incluindo diabetes, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e câncer
OMS alerta que países do mundo todo precisam melhorar a alimentação escolar, pois a obesidade infantil está aumentando em ritmo alarmante
Atualmente, estima-se que 466 milhões de crianças recebam refeições escolares em todo o mundo, mas há pouca informação disponível sobre a qualidade nutricional dos alimentos que lhes são servidos

Para encorajar as crianças a escolher alimentos mais saudáveis

As políticas por si só não bastam, sendo essenciais mecanismos de monitorização e fiscalização para garantir que as diretrizes sejam implementadas de forma eficaz e consistente nas escolas. De acordo com a base de dados global da OMS sobre a Implementação de Ações de Alimentação e Nutrição (GIFNA ), em outubro de 2025, 104 Estados-Membros possuíam políticas sobre alimentação escolar saudável, sendo que quase três quartos incluíam critérios obrigatórios para orientar a composição dos alimentos escolares. No entanto, apenas 48 países tinham políticas que restringiam a comercialização de alimentos com alto teor de açúcar, sal ou gorduras não saudáveis.

A OMS reuniu um grupo diversificado e multidisciplinar de especialistas internacionais para desenvolver esta diretriz por meio de um processo rigoroso, transparente e baseado em evidências. Este trabalho constitui um pilar da missão mais ampla da OMS de criar ambientes alimentares saudáveis e é implementado como parte de iniciativas globais, como o plano de aceleração da OMS para o combate à obesidade

e a iniciativa de escolas amigas da nutrição.

A diretriz foi elaborada para apoiar ações tanto em nível local quanto nacional, reconhecendo que as autoridades subnacionais e municipais desempenham um papel fundamental no avanço e na implementação de iniciativas de alimentação escolar.

A OMS apoiará os Estados-Membros na adaptação e implementação das diretrizes por meio de assistência técnica, compartilhamento de conhecimento e colaborações. Para marcar o lançamento, a OMS realizou um webinar global em 27 de janeiro de 2026 (13h00–14h00 CET).

Isso significa limitar o consumo de açúcares livres, gorduras saturadas e sódio, e oferecer mais grãos integrais, frutas, nozes e leguminosas

Redução da mortalidade com mudanças no estilo de vida

The Lancet + eClinicalmedicine: Apenas alguns minutos extras de exercício e sono por dia podem aumentar a expectativa de vida

Os efeitos de pequenas mudanças realistas na atividade física e no comportamento sedentário sobre a mortalidade em nível populacional não são claros. Nosso objetivo foi estimar a proporção de mortes evitáveis por meio de aumentos incrementais de 5 e 10 minutos na atividade física de intensidade moderada a vigorosa (AFMV) e reduções de 30 e 60 minutos no tempo sedentário diário.

A atividade física de intensidade moderada, como caminhar a uma velocidade média de 5 km/h, por cinco minutos adicionais por dia, está associada a uma redução de 10% em todas as mortes na maioria dos adultos (que acumulam, em média, cerca de 17 minutos de atividade de intensidade moderada) e em cerca de 6% de todas as mortes nos adultos menos ativos (aqueles que se exercitam nessa intensidade, em média, por cerca de 2 minutos por dia), de acordo com um novo estudo publicado na The Lancet.

O estudo também constatou que a redução do tempo sedentário em 30 minutos por dia está associada a uma redução estimada de 7% em todas as mortes, se adotada pela maioria dos adultos (que passam 10 horas por dia em comportamento sedentário), e em cerca de 3% de

todas as mortes, se adotada pelos adultos mais sedentários (que passam, em média, 12 horas por dia em comportamento sedentário). O maior benefício foi observado quando os 20% menos ativos da população aumentaram sua atividade em 5 minutos por dia.

As estimativas atuais de mortes evitáveis por aumento da atividade física e redução do tempo sedentário baseiam-se em dados de atividade autodeclarados e pressupõem que as pessoas devem cumprir as diretrizes da OMS, negligenciando os benefícios para a saúde mesmo de pequenos aumentos na atividade física.

Os pesquisadores estudaram quantas mortes poderiam ter sido evitadas se as pessoas tivessem aumentado seu nível de atividade física com exercícios moderados ou mais intensos
Estilo de vida ativo – trilhas no Parque do Utinga Camillo Vianna podem ajudar
Adicionar alguns minutos de exercício ou sono e fazer pequenas mudanças na sua dieta garantirá um ano extra de vida
Fotos eClinicalMedicine, Everyday Health, Mikael Wallerstedt, The Lancet

Evidências anteriores, obtidas por meio de dispositivos de monitoramento da atividade física, sugerem que não apenas a atividade moderada a vigorosa (como caminhar em ritmo moderado), mas também a atividade de baixa intensidade e a redução do tempo sedentário podem estar associadas a um menor risco de morte. No entanto, o efeito geral dessas mudanças menores e alcançáveis sobre o risco de morte em nível populacional não havia sido estudado anteriormente.

O novo estudo analisou dados de mais de 135.000 adultos em sete coortes na Noruega, Suécia e Estados Unidos, bem como no Biobanco do Reino Unido, com acompanhamento médio de oito anos. Utilizando dados de atividade física e tempo sedentário medidos por dispositivos, os pesquisadores estimaram a proporção de mortes potencialmente evitáveis por pequenos aumentos diários na atividade física moderada a vigorosa ou reduções no tempo sedentário. O estudo também descobriu que ser ativo, pelo menos em intensidade moderada, por 10 minutos adicionais por dia estava associado a uma redução de 15% em todas as mortes entre a maioria dos adultos e a uma redução de 9% entre os adultos menos ativos. Uma redução de uma hora no tempo sedentário entre a maioria dos adultos foi associada a uma redução de 13% em todas as mortes e a uma redução de 6% entre os adultos menos ativos. As proporções estimadas de mortes evitáveis devido aos mesmos aumentos no tempo em intensidade moderada e reduções no tempo seden-

tário na coorte do UK Biobank foram menores, mas ainda substanciais. Os autores observam que, como em qual-

quer estudo observacional, fatores de confusão residuais ou fatores não mensurados, como limitações de mobilidade, podem influenciar os resultados, e as associações não podem estabelecer causalidade de forma definitiva.

Os autores afirmam que essas estimativas fornecem evidências importantes sobre a ampla gama de impactos na saúde pública associados até mesmo a pequenas mudanças positivas na atividade física e na inatividade. No entanto, eles enfatizam que essas descobertas visam destacar os benefícios potenciais para a população como um todo e não devem ser usadas como aconselhamento personalizado, como recomendações específicas de exercícios para indivíduos. Mais pesquisas usando rastreadores de atividade vestíveis são necessárias em países de baixa e média renda, onde as idades, os níveis de atividade e os riscos à saúde das pessoas podem diferir significativamente daqueles neste estudo.

O risco de insuficiência cardíaca está relacionado ao tempo total gasto em atividades sedentárias diárias
Atividade física, sono e alimentação saudável, contribuem para que vivam mais e de forma saudável, promovendo o bem estar, ajudando na prevenção de futuras doenças

O segredo para uma vida longa?

Desde exercícios regulares até dietas rigorosas, algumas pessoas tentam de tudo para viver mais. Agora, um estudo finalmente revelou o segredo para aumentar a expectativa de vida — e descobriu-se que ele está principalmente em nossos genes

Desde exercícios regulares até uma dieta rigorosa, algumas pessoas tentam praticamente qualquer coisa para viver mais tempo. Um estudo finalmente revelou o segredo para o aumento da expectativa de vida – e descobriu-se que ele está principalmente em nossos genes. Até o momento, os estudos sugerem que apenas cerca de 10 a 30% da expectativa de vida pode ser atribuída à genética.

Acredita-se que o restante se deva a doenças, acidentes e fatores relacionados ao estilo de vida, como alimentação saudável, não fumar e praticar exercícios físicos.

No entanto, um novo estudo liderado pela Universidade de Copenhague revelou o papel que os genes realmente desempenham na expectativa de vida humana.

E, de acordo com seus cálculos, cerca de 55% podem ser atribuídos à genética.

“Se a expectativa de vida é em grande parte determinada pela genética, então o potencial para influenciar a taxa de envelhecimento é limitado, particularmente no que diz respeito a intervenções no estilo de vida”, afirmaram os coautores Daniela Bakula e Morten Scheibye-Knudsen.

Por outro lado, se as contribuições genéticas forem mínimas, os esforços para compreender o envelhecimento através de abordagens genéticas tornam-se difíceis de justificar.

De acordo com os dados mais recentes do ONS (Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido), a expectativa de vida saudável (EVS) masculina ao nascer na Inglaterra, para o período de 2021 a 2023, é estimada em 61,5 anos. A expectativa de vida saudável é ligeiramente maior para as mulheres, atingindo 61,9 anos na Inglaterra, no mesmo período.

Em seu novo estudo, a equipe se propôs a entender exatamente por que algumas pessoas vivem mais do que outras.

Historicamente, alguns estudos anteriores basearam-se em centenas de anos de dados potencialmente de baixa qualidade.

E incluíram mortes em épocas em que problemas como doenças e cuidados de saúde precários eram muito mais comuns.

Para uma vida longa o segredo está no DNA que herdamos de nossos ancestrais
Texto *NOS Fotos Adobe, Dra. Marianne Legato, NOS, Universidade de Copenhague
Cerca de 55% do segredo, podem ser atribuídos à genética
Normalmente a expectativa de vida saudável é ligeiramente maior para as mulheres

Em vez disso, a equipe da Universidade de Copenhague analisou estudos com gêmeos e descobriu que, quando as mortes por fatores externos, como acidentes ou doenças infecciosas, eram menores, o papel dos genes parecia aumentar. Em um editorial que acompanha o artigo, os pesquisadores afirmaram que as descobertas “têm implicações importantes”. “Esclarecer o papel da variação hereditária na mortalidade relacionada ao envelhecimento é, portanto, fundamental tanto para a compreensão biológica quanto para as expectativas da sociedade”, escreveram eles.

Segundo os especialistas, o novo estudo reforça o argumento a favor de se investigar quais variantes genéticas estão associadas

O novo estudo, a equipe se propôs a entender exatamente por que algumas pessoas vivem mais do que outras (imagem ilustrativa).

à longevidade e quais diferenças genéticas afetam as vias biológicas que regulam o envelhecimento. Eles afirmaram que o trabalho também está de acordo com a hereditariedade observada de 50% em outras características complexas. “Talvez isso signifique que as taxas intrínsecas de envelhecimento sejam rigorosamente otimizadas pela evolução, em consonância com outras características, como a função cognitiva e o metabolismo”, acrescentaram.

(*) NOS <<

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Muitos homens perdem seus cromossomos Y à medida que envelhecem

Homens perdem seus cromossomos Y nas células à medida que envelhecem e as implicações para a saúde associadas a essa perda.

Texto *Jenny Graves Fotos Human_body_diagrams (licença Wikimedia CC0), Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, ND mais, Nathan Devery via Getty Images, Universidade La Trobe, ZME Science

Os homens tendem a perder o cromossomo Y de suas células à medida que envelhecem. Mas, como o Y contém poucos genes além dos responsáveis pela determinação do sexo masculino, acreditava-se que essa perda não afetaria a saúde.

Mas, nos últimos anos, acumularam-se evidências de que, quando pessoas com um cromossomo Y o perdem, essa perda está associada a doenças graves em todo o corpo, contribuindo para uma menor expectativa de vida. Novas técnicas para detectar genes do cromossomo Y mostram perda frequente do Y em tecidos de homens idosos. O aumento com a idade é evidente: 40% dos homens de 60 anos apresentam perda do Y, enquanto 57% dos homens de 90 anos apresentam essa perda.

Dois cenários possíveis para a perda em mosaico do cromossomo Y em homens idosos. Presume-se que o acúmulo de células 45,X no organismo resulte da perda recorrente de cromossomos Y a partir de células somáticas terminalmente diferenciadas (painel superior) ou da expansão clonal de uma linhagem celular 45,X (painel inferior).

Fatores ambientais, como tabagismo e exposição a carcinógenos, também desempenham um papel importante.

Perda do cromossomo Y em homens mais velhos

A perda do cromossomo Y ocorre apenas em algumas células, e suas células descendentes nunca o recuperam.

Isso cria um mosaico de células com e sem o cromossomo Y no organismo. Células sem o cromossomo Y crescem mais rápido do que células normais em cultura, sugerindo que elas podem ter uma vantagem no organismo — e em tumores. O cromossomo Y é particularmente propenso a erros durante a divisão celular — ele pode ser deixado para trás em uma pequena bolsa de membrana que acaba se perdendo. Portanto, seria de se esperar que tecidos com células que se dividem rapidamente sofressem mais com a perda do cromossomo Y.

O cromossomo Y humano é um cromossomo peculiar , contendo apenas 51 genes codificadores de proteínas (sem contar as

O cromossomo Y (à direita) pode ser o menor dos cromossomos, mas sua perda em homens mais velhos pode estar ligada a doenças cardíacas, câncer, Alzheimer e à morte.

Genes codificadores de proteínas do cromossomo Y expressos em tecidos não gonadais (lista não exaustiva), conforme detectado pelo Atlas de Proteínas Humanas. Proteínas identificadas: 1: DDX3Y; 2: EIF1AY; 3: NLGN4Y; 4: RPS4Y1; 5: UTY; 6: ZFY. As proteínas destacadas em vermelho apresentam baixa qualidade de evidência

múltiplas cópias), em comparação com os milhares presentes em outros cromossomos. Ele desempenha papéis cruciais na determinação do sexo e na função dos espermatozoides, mas não se acreditava que tivesse muitas outras funções

Por que a perda do cromossomo Y, que é pobre em genes, deveria ser importante?

O cromossomo Y praticamente não possui genes; talvez 50, e apenas 27 deles estão na parte específica do Y destinada ao sexo masculino. Muitos estão presentes em múltiplas cópias, a maioria inativa, localizada em grandes alças de DNA. A maior parte do Y é composta de DNA repetitivo, também conhecido como “DNA lixo”..

O cromossomo Y é frequentemente perdido quando as células são cultivadas em laboratório. É o único cromossomo que pode ser perdido sem matar a célula. Isso sugere que nenhuma função específica codificada pelos genes do cromossomo Y seja necessária para o crescimento e funcionamento celular.

De fato, machos de algumas espécies de marsupiais descartam o cromossomo Y precocemente em seu desenvolvimento, e a evolução parece estar se desfazendo dele rapidamente.

Em mamíferos, o cromossomo Y vem se degradando há 150 milhões de anos e já foi perdido e substituído em alguns roedores. Portanto, a perda de Y nos tecidos corporais em idade avançada certamente não deveria ser motivo de preocupação.

Associação da perda de Y com problemas de saúde

Apesar de sua aparente inutilidade para a maioria das células do corpo, evidências estão se acumulando de que a perda de ítrio está associada a graves problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e câncer. A perda da frequência do gene Y nas células renais está associada a doenças renais .

Diversos estudos mostram agora uma relação entre a perda do cromossomo Y e doenças cardíacas.

Por exemplo, um estudo alemão de grande porte descobriu que homens com mais de 60 anos com alta frequência de perda do cromossomo Y apresentavam um risco aumentado de ataques cardíacos.

A perda do cromossomo Y também foi associada à morte por COVID, o que pode explicar a diferença na mortalidade entre os sexos . Uma frequência dez vezes maior de perda do cromossomo Y foi encontrada em pacientes com doença de Alzheimer .

Diversos estudos documentaram associações entre a perda do cromossomo Y e vários tipos de câncer em homens . Ela também está associada a um pior prognóstico para aqueles que desenvolvem câncer. A perda do cromossomo Y é comum nas próprias células cancerígenas, entre outras anomalias cromossômicas.

A perda do gene Y causa doenças e mortalidade em homens idosos?

Descobrir o que causa a ligação entre a perda do gene Y e os problemas de saúde é difícil. Essa ligação pode ocorrer porque os problemas de saúde causam a perda do gene Y, ou talvez um terceiro fator seja responsável por ambos os problemas.

Mesmo associações fortes não comprovam causalidade. A associação com doenças renais ou cardíacas pode resultar da rápida divisão celular durante o reparo do órgão, por exemplo.

Associações com câncer podem refletir uma predisposição genética à instabilidade genômica. De fato, estudos de associação de genoma completo mostram que a perda da frequência do cromossomo Y é de origem

Os homens tendem a perder o cromossomo Y de suas células à medida que envelhecem
Cromossomo Y em vermelho, ao lado do cromossomo X, muito maior
Cromossomo Y pode acabar e levar à extinção dos homens na Terra, causada por uma mutação genética que já começou

genética em cerca de um terço , envolvendo 150 genes identificados, em grande parte relacionados à regulação do ciclo celular e à suscetibilidade ao câncer. Da mesma forma, a perda do gene Y pelas células cancerígenas parece afetar diretamente o crescimento celular e a malignidade, possivelmente impulsionando o melanoma ocular , que é mais frequente em homens.

Papel do gene Y nas células do corpo

Os efeitos clínicos da perda do cromossomo Y sugerem que ele desempenha funções importantes nas células do corpo. Mas, considerando o número reduzido de genes que contém, como isso é possível? O gene SRY, determinante do sexo masculino e localizado no cromossomo Y, é amplamente expresso no corpo. No entanto, o único efeito atribuído à sua atividade no cérebro é a sua participação no desenvolvimento da doença de Parkinson . Além disso, quatro genes essenciais para a produção de espermatozoides são ativos apenas nos testículos.Mas, entre os outros 46 genes no

cromossomo Y, vários são amplamente expressos e têm funções essenciais na atividade e regulação gênica. Vários são conhecidos supressores de câncer. Todos esses genes possuem cópias no cromossomo X , portanto, tanto homens quanto mulheres têm duas cópias. É possível que a ausência

de uma segunda cópia em células sem o cromossomo Y cause algum tipo de desregulação.

Além desses genes codificadores de proteínas, o cromossomo Y contém muitos genes não codificadores. Estes são transcritos em moléculas de RNA, mas nunca traduzidos em proteínas. Pelo menos alguns desses genes não codificadores parecem controlar a função de outros genes.

Isso pode explicar por que o cromossomo Y pode afetar a atividade de genes em muitos outros cromossomos.

A perda do Y afeta a expressão de alguns genes nas células que produzem células sanguíneas, bem como outros que regulam a função imunológica. Também pode afetar indiretamente a diferenciação dos tipos de células sanguíneas e a função cardíaca.

O DNA do cromossomo Y humano só foi totalmente sequenciado há alguns anos – portanto, com o tempo, poderemos descobrir como genes específicos causam esses efeitos negativos à saúde.

(*) Universidade La Trobe <<

Nettie Stevens – a mulher que descobriu que os cromossomos X e Y determinam o sexo

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O sistema tem capacidade de receber até 12 Litros de resíduos por dia.

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