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ÍNDICE

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Denilson Almeida, Divulgação Axia Energia, FAPESPA, Gustavo Pêna,Jamille Leão, Juliana Maia, Manuela Oliveira, Ronaldo G. Hühn, SEMAS; FOTOGRAFIAS: Agência Belém, Agência Pará, Alexandre Costa / Ag. Pará, Bruno Cruz / Ag. Pará, Marco Santos / Ag. Pará, Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará, Vinicius Pinto / Ag. Pará, Divulgação, Divulgação Axia Energia, CCO Public Domain, Fernando Sette Câmara, Gustavo Hallwass, Jader Paes / Ag. Pará Jamille Leão / Ascom Semas, Oldprilep.com, Portal Inhaí, Profimedia, Profª Screen Rant , Screen Rant, Shutterstock, Universidade Hatay Mustafa Kemal, Unsplash; DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

* Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

CAPA

Parque da Cidade, ponto turístico e lazer que Belém ganhou na COP30 Foto: Alexandre Costa / Ag. Pará

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Natal Encantado do Parque da Cidade

Aberto com árvore gigante e chegada do Papai Noel, a programação gratuita segue até 6 de janeiro. Marcou a reabertura completa do espaço após a COP30

Com o acender das luzes de uma árvore de 30 metros de altura, o governador do Pará Helder

Barbalho abriu o Natal Encantado do Parque da Cidade, na noite do sábado (6/12), em Belém.

O evento é a maior programação natalina da Amazônia e será realizada até 6 de janeiro, com apresentações culturais, cantatas, feira de artesanato e cortejos com bandas de fanfarras.

A programação é gratuita e ocorre dentro do horário de funcionamento do Parque Cidade, que abre de terça-feira a domingo das 8h às 22h; e segunda das 18h às 22h.

Também participaram do ato de iluminação da árvore de Natal a vice-governadora Hana Ghassan, a primeira-dama Daniela Barbalho, o prefeito de Belém

Texto *Denilson Almeida Fotos Alexandre Costa / Ag. Pará, Bruno Cruz / Ag. Pará, Marco Santos / Ag. Pará, Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará, Vinicius Pinto / Ag. Pará

Igor Normando, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará deputado Chicão e diretor presidente da Solar Coca-Cola André Salles. O prefeito de Belém, Igor Normando, pontuou que a realização do Natal Encantado. “Iniciativas como esta são frutos de parcerias para deixar Belém cada vez melhor”, resumiu O governador Helder Barbalho destacou que a realização do Natal Encantado também marca o uso do Parque da Cidade pela população, uma vez que a área foi usada para a realização da Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP30). Além das áreas de lazer e práticas esportivas, os visitantes terão acesso ao Centro Gastronômico e ao Centro de Economia Criativa.

“O Parque da Cidade reabre as portas a partir de hoje e ficaremos abertos de forma contínua para que a população possa usufruir deste espaço, seja nos ambientes esportivos ou de lazer, como já ocorria antes da COP”, afirmou o governador.

Ele reforçou o apelo para que o público cuide do espaço, especialmente durante o período de grande circulação motivado pela programação natalina.

“O parque está completamente lotado, as famílias atenderam ao convite. Que o Papai Noel possa trazer bênçãos e muita alegria, desejando um feliz Natal a todos os paraenses”, concluiu.

A vice-governadora Hana Ghassan desejou feliz natal a todas as pessoas que estavam no Parque. “É uma programação voltada para as famílias. Esse é um momento especial para todos os paraenses”, exaltou.

O governador Helder Barbalho participando das festividades
Que o Papai Noel possa trazer bênçãos, muita alegria, e um feliz Natal a todos os paraenses

Chegada do Papai Noel emociona o público

O Papai Noel do Natal Encantado do Parque da Cidade chegou em Belém por Rio, desembarcou no cais de Escadinha e seguiu em Caravana por diversas ruas de Belém até o parque, onde era aguardado por uma multidão.

Entre os que aguardavam pelo bom velhinho estava o pequeno Ryan Rodrigues. Ele tem Transtorno do Espectro Autista e ficou encantando com a decoração do parque.

Que o Papai Noel possa trazer bênçãos e muita alegria, desejando um feliz Natal a todos os paraenses. “O governo tem desenvolvido uma série de políticas públicas e poder estar no Parque com o Ryan é um exemplo disto. Ele está gostando e interagindo com os elementos natalinos”, ressaltou a mãe Cleide Rodrigues.

O Governador Helder Barbalho, a primeira-dama do estado, o prefeito de Belém, Igor Normando, a vice-governadora, Hana Ghassan e o Papai Noel no Natal Encantado do Parque da Cidade
O Papai Noel chegando em Belém

O Boulevard Central do parque ganhou um túnel iluminado. O local se tornou o mais frequentado por quem queria fazer fotos para publicar nas redes sociais. “A professora Shirley Fiel, de 48 anos, levou as filhas e a sobrinha para o Natal Encantado. “Está muito lindo! Belém precisava de uma programação acessível como esta. Tudo feito com muito gosto”, destacou.

No domingo (7/12), a Amazônia Jazz Band se apresentou no palco principal, com a participação do cantor mirim Luiz Gabriel, que viralizou na internet ao cantar “Oh, happy day”.

Ainda no Natal Encantado do Parque da Cidade

Luiz Gabriel, encantou com talento vocal e carisma aos 11 anos de idade, ao lado da Amazônia Jazz Band no Parque da Cidade (*) SECOM <<

Túmulo de São Nicolau, que inspirou a história do “Papai Noel”, é encontrado embaixo de uma igreja na Turquia

Arqueólogos dizem ter encontrado o túmulo de São Nicolau, que inspirou a história do “Papai Noel “.

Eles descobriram um túmulo de calcário de quase dois metros de comprimento, com tampa elevada e telhado inclinado, enterrado a quase dois metros de profundidade, perto da Igreja de São Nicolau, na Turquia. O sarcófago foi encontrado dentro de uma estrutura de dois andares que faz fronteira com o pátio da igreja ao sul.

Agora a equipe está procurando uma inscrição no sarcófago, que possa revelar a data e a identidade do falecido.

Neste momento especial de homenagem ao menino Jesus, a ASPEB se une à celebração de esperança que o NATAL nos traz. Mais que um ato religioso, a festa é um marco cultural que as luzes de NATAL ilumine nossos caminhos e nos enche de amor, paz e união. Que cada ato positivo feito neste período nos lembre da importância da solidariedade na identidade do nosso povo. Vamos juntos fortalecer os laços da comunidade e espalhar boas energias!

Desejamos a todos um NATAL repleto de proteção, da forma como cada um acredita que ela se manifeste, em todo passo de nossas jornadas.

Que o NATAL inspire a superamos desafios e a sermos melhores a cada dia!

A todos nossos amigos e Clientes

FELIZ NATAL e PRÓSPERO ANO NOVO

Uma

Ed. ASPEB Office

Av. Almirante Barroso, 700 5° andar Marco - Belém - Pará Fone: (91) 4009 7600

O ator Kurt Russell interpretando o Papai Noel no filme The Christmas Chronicles
Fotos Oldprilep.com, Profimedia, Profª Screen Rant , Screen Rant, Universidade Hatay Mustafa Kemal
homenagem:

“O fato de termos encontrado um sarcófago perto da igreja, que acredita-se abrigar seu túmulo, pode indicar que esta é a área sagrada que estávamos procurando”, disse a professora associada Ebru Fatma Findik da Universidade Hatay Mustafa Kemal.

O túmulo foi encontrado nas ruínas de uma antiga basílica submersa pela elevação do nível do mar no Mediterrâneo durante a Idade Média.Registros históricos mostram que, pouco depois, a Igreja de São Nicolau foi construída sobre a fundação para proteger o túmulo do santo.

Mas foi somente recentemente que os arqueólogos descobriram mosaicos e pisos de pedra do antigo santuário que os levaram ao local de descanso final de São Nicolau.

Eles descobriram um túmulo de calcário de quase dois metros de comprimento, com uma tampa elevada e um telhado inclinado, enterrado a até dois metros de profundidade perto da Igreja de São Nicolau, na Turquia. Os arqueólogos há muito acreditam que o túmulo de São Nicolau estava escondido perto da igreja na Turquia

Histórias sobre a figura sagrada, que viveu entre 270 e 343 dC, sugerem que ele herdou dinheiro e o doou aos pobres, especificamente três meninas, para salvá-las de uma vida de prostituição

A segunda igreja foi encontrada depois que pesquisadores conduziram pesquisas eletrônicas sob a igreja de São Nicolau, encontrando buracos entre o piso e o solo. Então, em 2022, a equipe anunciou que poderia ter encontrado o túmulo, mas ainda estava trabalhando para remover o piso da igreja bizantina para não a danificar. Osman Eravsar, chefe do conselho provincial de preservação do patrimônio cultural em Antalya, disse à Agência de Notícias Demirören naquele ano: “A primeira igreja foi submersa com a elevação do Mar Mediterrâneo e, alguns séculos depois, uma nova igreja foi construída acima.

No entanto, essas ideias não são apresentadas em documentos históricos, apenas transmitidas em histórias verbais.

Túmulo que se acredita ser de São Nicolau dentro da Igreja de São Nicolau. Registros mostram que São Nicolau foi enterrado na igreja construída em seu nome, mas o paradeiro exato de seu corpo sempre foi um mistério, disse a arqueóloga Ebru Fatma Findik da Universidade Hatay Mustafa Kemal, na foto
Afresco de São Nicolau no mosteiro da vila de Prilep (século XIII) / foto: oldprilep.com

Papai Noel é baseado em histórias sobre São Nicolau, que construiu uma reputação por realizar milagres e dar ouro secretamente aos necessitados. O nome Papai Noel evoluiu do apelido holandês de Nick, Sinter Klaas, uma forma abreviada de Sint Nikolaas, que em holandês significa São Nicolau.

‘Atualmente, podemos ver a parte da tampa do sarcófago e descobrimos uma pequena parte de sua calha. No futuro, cavaremos mais fundo e a revelaremos completamente’, afirmou Fındık, de acordo com Anadolu.Registros mostram que São Nicolau foi enterrado na igreja construída em seu nome, mas o paradeiro exato de seu corpo sempre foi um mistério.

A igreja bizantina construída sobre a fundação era um local de culto para cristãos ortodoxos entre os séculos V e XII e era cercada por estátuas de São Nicolau. Também foi adicionado à lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO em 1982. ‘Agora chegamos

A igreja bizantina (na foto) construída sobre a antiga fundação era um local de culto para os cristãos ortodoxos entre os séculos V e XII

aos restos da primeira igreja e ao chão onde São Nicolau pisou. ‘O revestimento do piso da primeira igreja, sobre a qual São Nicolau caminhou, foi desenterrado.’Registros mostram que São Nicolau foi enterrado na igreja construída em seu nome, mas o paradeiro exato de seu corpo sempre foi um mistério.

Túmulo do ‘Papai Noel’ original São Nicolau descoberto na Turquia, informou Osman Eravsar , chefe do conselho provincial para a preservação do patrimônio cultural em Antalya , Demiroren, na Turquia. Assista o

em:

Acredita-se que os ossos de São Nicolau foram contrabandeados para a cidade italiana de Bari por mercadores em 1087. Mas os arqueólogos agora estão sugerindo que os ossos errados foram removidos - e os que foram para a Itália pertenciam a um padre anônimo. As relíquias de São Nicolau permanecem guardadas na basílica de San Nicola, em Bari, do século XI, embora fragmentos tenham sido adquiridos por igrejas ao redor do mundo.

São Nicolau é uma inspiração por trás da história do Papai Noel
YouTube
Seu design apresenta uma tampa elevada e um telhado inclinado, consistente com outros sarcófagos da região

Tradições natalinas únicas e incomuns em todo o mundo

Desde jantares KFC no Japão até patins e igreja na Venezuela, tornando o feriado ainda mais especial

Em diferentes partes do mundo, existem alguns costumes únicos que tornam o feriado de Natal, ainda mais interessante e especial. Embora você possa estar familiarizado com noites de cinema aconchegantes ou grandes festas de fim de ano com a família ou amigos, há países onde as tradições de Natal são incomuns. Alguns podem até inspirá-lo a adicionar uma nova tradição às suas próprias celebrações, mas nem todos podem ser para todos. Vamos dar uma olhada em alguns dos costumes natalinos mais incomuns e inesperados de diferentes partes do globo.

Japão

Graças a uma campanha publicitária inteligente anos atrás, o KFC agora é considerado uma tradição de Natal no Japão. Em vez de peru, muitas pessoas gostam de comer frango frito no dia de Natal. A demanda pela popular cadeia alimentar é tão alta que os clientes tiveram que fazer reservas com antecedência.

Noruega

Há uma velha crença de que bruxas e espíritos malignos saem na véspera de Natal. Para evitar que roubem vassouras para vagar pelo país, as famílias escondem suas vassouras. Esta tradição centenária ainda é praticada pelos habitantes locais.

Fotos CCO Public Domain, Shutterstock, Unsplash
Algumas tradições podem inspirá-lo a adicionar uma nova às suas próprias celebrações
KFC agora é considerado uma tradição de Natal no Japão
Para evitar que roubem vassouras para vagar pelo país, as famílias escondem suas vassouras

Áustria

Sua tradição envolve Krampus, uma criatura assustadora que pune crianças travessas. Durante os desfiles, as pessoas se vestem como o demônio, que parece meio bode, com chifre assustador, carregam correntes e uma cesta para sequestrar crianças más.

Suécia

Durante anos, a cabra de palha gigante é construída em Gavle como parte das celebrações de Natal. No entanto, tornou-se uma tradição a cabra ser queimada, o que vem acontecendo há séculos. As origens da construção de uma cabra remontam ao século 11.

Na Suécia, cabra de palha gigante é construída no Natal, em Gavle , depois será queimada, tradição remonta ao século 11.

Na Áustria, no Natal, Krampus, criatura assustadora, pune crianças travessasas

Guatemala

As pessoas têm uma crença antiga de que os espíritos malignos se escondem nos cantos sujos das casas. Para se livrar deles, eles limpam suas casas completamente, uma semana antes do Natal e queimam uma efígie do diabo para remover a energia ruim.

Antes do Natal queimam uma efígie do diabo para remover a energia ruim

Portugal

As famílias que se reúnem para uma refeição farta, mantêm um lugar extra na mesa de Natal para seus parentes falecidos. Acredita-se que a tradição, conhecida como consoda, traga boa sorte e, com isso, homenageia a memória dos entes queridos.

Itália

Enquanto crianças de todo o mundo esperam pelo Papai Noel, as crianças italianas esperam ansiosamente por Befana, uma velha bruxa que entrega presentes em uma vassoura. No entanto, as crianças que se comportam mal podem receber carvão, cebola crua ou palha de sua vassoura.

Na

Alemanha

As famílias decoram suas árvores de Natal com um enfeite de picles. A primeira criança a encontrá-lo escondido nos galhos recebe um presente especial. As pessoas seguem essa tradição há muitos anos.

República Tcheca

As mulheres solteiras têm uma tradição divertida de jogar um sapato por cima do ombro no Natal. Se o calçado cair com o dedo do pé voltado para a porta, é um sinal de que eles vão se casar no próximo ano, se cair primeiro, eles podem permanecer solteiros por mais um ano.

Na República as mulheres solteiras têm uma tradição de jogar um sapato por cima do ombro no Natal...
Em Portugal, tem um lugar extra na mesa de Natal para seus parentes falecidos
Na Itália esperam ansiosamente pela Befana, uma velha bruxa que entrega presentes em uma vassoura
Alemanha, árvores de Natal com um enfeite de picles

Projeto financiado pela Fapespa mapeia a biodiversidade dos território indígenas

‘Vozes

da Amazônia

Indígena’ pesquisa a riqueza socioambiental a partir do conhecimento ancestral dos povos da floresta

Apoiado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), o projeto “Vozes da Amazônia indígena: processos históricos da sociobiodiversidade frente aos desafios do Antropocentro” foi contemplado pela chamada expedições da iniciativa Amazônia +10, e reúne pesquisadores para um estudo inédito sobre a biodiversidade amazônica e suas interações com os povos originários ao longo do tempo. O estudo tem a parceria dos povos indígenas de três regiões de alta relevância socioambiental: o Alto Rio Negro, no Estado do Amazonas; a Terra Indígena Alto Xingu, no Estado do Mato Grosso: e a Terra Indígena Kayapó, no Estado do Pará. A pesquisa integra as ciências humanas e biológicas com os conhecimentos tradicionais, ampliando a eficiência da produção de conhecimento sobre a Amazônia.

Clara Massa (ceramista de Taracuá) e a filha, Larissa Duarte, bolsista CNPq do projeto, e a arqueóloga, Helena Lima
Texto *Manuela Oliveira Fotos Divulgação

A coordenadora das pesquisas no Pará, doutora Helena Pinto Lima é arqueóloga do Museu Emilio Goeldi (MPEG), e conta com parcerias do CNPq e FAPs.

Integram a equipe de pesquisadores responsáveis: Filippo Stampanoni Basi, do Museu da Amazônia (MUSA); Jennifer Watling, da Universidade de São Paulo (USP); Bruna Franchetto do Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ); Thiago Chacón, da Universidade de Brasília (UnB); e Manuel Arroyo-Kalin, da University College London (UCL).

Em Belém, durante a COP 30 (30ª Conferência Mundial sobre as Mudanças do Clima), evento encerrado no dia 22 deste mês, a pesquisadora Helena Lima participou do painel Iniciativa “Amazonia +10: três anos fortalecendo Ciência e Inovação na Amazônia”, no espaço Estação Amazônia Sempre, no Museu Emílio Goeldi.

Pesquisadores ressaltam que cada região abriga conhecimentos etnobiológicos específicos, acumulados por gerações de povos

Também participaram do painel, o diretor-presidente da Fapespa, Marcel Botelho e Ellen Acioli, representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID). A conversa contemplou dados e resultados das chamadas do programa Amazonia +10 em três anos de atuação da iniciativa, que promove Ciência, tecnologia e inovação na região Amazônica.

“Nós acreditamos que os maiores conhecedores desses territórios são os próprios povos e as próprias comunidades.

Trazendo uma ponte de diálogo entre o conhecimento científico produzido na academia, o conhecimento das ciências humanas, o conhecimento das ciências da natureza junto das ciências indígenas.

Pesquisadores e participantes do estudo inédito sobre a biodiversidade amazônica e suas interações com os povos originários ao longo do tempo
Ao centro Marcel Botelho, Helena Lima e Ellen Acioli no painel Iniciativa “Amazonia +10: três anos fortalecendo Ciência e Inovação na Amazônia”, na COP30

Então, nós acreditamos que nós podemos criar soluções para os desafios que cada um desses territórios e que a Amazônia enfrenta como um todo”, detalha a arqueóloga.

Ela ressaltou que esses territórios destacam-se pela diversidade biológica e pelas complexas configurações étnicas, históricas e culturais.

Cada região abriga conhecimentos etnobiológicos específicos, acumulados por gerações de povos indígenas que desenvolveram modos próprios de manejo e convivência com a floresta.

O projeto que está no seu primeiro ano de execução, tem como ações previstas: inventários biológicos em áreas pouco conhecidas pela ciência, mapeamentos participativos, com uso de sensoriamento remoto, trocas de conhecimentos com comunidades indígenas e registros de mudanças ambientais causadas por atividades humanas ao longo do tempo.

Futuramente, a produção colaborativa de documentação etnográfica, linguística e sociocultural, como resultado

E, futuramente, como resultado, a produção colaborativa de documentação etnográfica, linguística e sociocultural.

Ancestralidade

A iniciativa busca unir ciência e saber ancestral na defesa da Amazônia e de seus povos, oferecendo novas perspectivas para enfrentar os desafios do Antropoceno, em um contexto de crise socioambiental e mudanças climáticas que ameaçam florestas, recursos naturais e modos de vida tradicionais.

A abordagem permitiu uma análise em larga escala da diversidade biológica e cultural da região, contribuindo para reduzir lacunas no conhecimento científico sobre áreas bem preservadas, mas ainda pouco estudadas da Amazônia Legal. Os estudos incluirão descrições de novas espécies, revisões taxonômicas, análises genéticas e modelagens da distribuição e riqueza da fauna e flora locais.

Para reduzir lacunas no conhecimento científico sobre áreas bem preservadas, mas ainda pouco estudadas da Amazônia Legal

”Assim, a produção de conhecimento e o impacto social do projeto deve aumentar bastante ao longo do seu desenvolvimento”, informa a pesqusadora.

Para Helena Lima, “o maior propósito é trabalhar junto em parceria com as comunidades, com cientistas em locais, trazendo esses diálogos.

Entre diferentes formas de construir conhecimentos, mapeando os desafios para cada território e construir juntos, local e contextualmente, soluções para cada um desses territórios.

Nós trabalhamos a partir da perspectiva da biodiversidade ou da sociobiodiversidade, ou seja, a relação dos plantas e animais com os povos e comunidades, a partir da longa duração”.

Helena Lima, pesquisadora, arqueóloga, na COP30, ressaltou que a Iniciativa Amazônia+10 representa um movimento inovador e estratégico para a ciência na região.
Expedições Científicas para conhecer a fundo tecnologias que são milenares e que podem ser soluções para o nosso futuro aqui na Amazônia
Pesquisa une ciência e saber ancestral, a partir da vivência do dia a dia dos povos indígenas

Iniciativa

A Chamada Expedições Científicas contou com a participação de 19 FAPs, o CNPq e 4 agências internacionais: o British Council e o UK Research and Innovation (UKRI), a Swiss National Science Foundation (SNSF) e o Centro Universitário da Baviera para a América Latina (Baylat). A proposta mobilizou mais de 1.400 pesquisadores de 181 instituições de ciência e tecnologia (ICT). No total, foram 24 agências financiadoras, 22 projetos selecionados, em um valor de aproximadamente R$ 76 milhões, e o total de recursos disponibilizado pela chamada foi de aproximadamente R$ 95 milhões. “A partir da pesquisa arqueológica, nós estamos, também, mapeando a profundidade temporal desses conhecimentos e dessas tecnologias, conhecer a fundo tecnologias que são milenares e que podem ser soluções para o nosso futuro aqui na Amazônia”, avalia a pesquisadora.

O estudo tem a parceria dos povos indígenas de três regiões de alta relevância socioambiental
Helena Lima , arqueóloga, pesquisadora do Museu Goeldi e coordenadora do projeto
(*) FAPESPA <<

Saberes ancestrais e segurança alimentar pautam participação da Semas em painel na COP30

Oevento reuniu gestores públicos, agricultores familiares, comunidades tradicionais e representantes de diferentes Estados brasileiros para discutir como a alimentação ancestral se conecta à sustentabilidade, à conservação ambiental e às políticas públicas

A relação entre cultura alimentar, regularização ambiental e fortalecimento dos territórios tradicionais marcou o painel “Cozinha Show - Saberes e Fazeres de Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil”, realizado na tarde deste sábado (15), na AgriZone, espaço da Embrapa durante a COP30, em Belém. O evento reuniu gestores públicos, agricultores familiares, comunidades tradicionais e representantes de diferentes estados brasileiros para discutir como a alimentação ancestral se conecta à sustentabilidade, à conservação ambiental e às políticas públicas.

O secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, durante o painel
No painel “Cozinha Show - Saberes e Fazeres de Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil”
Texto *Jamille Leão Fotos Agencia Pará, Jamille Leão / Ascom Semas

O painel contou com participação do secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, e do presidente do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi, além de demais convidados.

O secretário adjunto destacou os avanços recentes da política ambiental do Pará e a ampliação da assistência direta aos agricultores familiares.

A relação entre cultura alimentar, regularização ambiental e fortalecimento dos territórios tradicionais marcou o painel “Cozinha Show - Saberes e Fazeres de Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil”, realizado na tarde deste sábado (15), na AgriZone, espaço da Embrapa durante a COP30, em Belém. O evento reuniu gestores públicos, agricultores familiares, comunidades tradicionais e representantes de diferentes estados brasileiros para discutir como a alimentação ancestral se conecta à sustentabilidade, à conservação ambiental e às políticas públicas.

O painel contou com participação do secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, e do presidente do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi, além de demais convidados.

O secretário adjunto destacou os avanços recentes da política ambiental do Pará e a ampliação da assistência direta aos agricultores familiares.

“A partir da parceria entre os entes federal e estadual, vários assentamentos rurais no Pará passaram a ser atendidos por uma política de regularidade ambiental sólida e consistente. Recentemente, nós realizamos oito mutirões

do programa Regulariza Pará em um só dia de atendimento ao agricultor familiar, e quatro desses mutirões foram exclusivamente em parceria com o Incra, em assentamentos rurais. Isso tem permitido que a gente dê maior escala à regularização, trazendo o assentado beneficiário para o sistema de regularidade ambiental e, portanto, garantindo também acessibilidade às políticas públicas, como o crédito rural”, afirmou. Em seguida, o presidente do Incra, César Aldrighi, reforçou a relação entre regularização territorial, soberania alimentar e preservação da cultura das comunidades rurais e tradicionais. “A alimentação está muito ligada aos povos que ocupam as áreas que a Semas, junto ao Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e ao Incra, buscam regularizar. Eu tenho muito a agradecer ao Estado do Pará por toda a nossa parceria”, disse.

Culinária ancestral: instrumento de sustentabilidade - o painel também apresentou práticas culinárias tradicionais de diversas regiões do país. Representando dois territórios, o Quilombo do Brejal (Minas Gerais e o Morro do Salgueiro (Rio de Janeiro), o chef Marcelo Rocha compartilhou como a alimentação é expressão de resistência, identidade e ancestralidade.

“Preparamos aqui comida de verdade, ligada às nossas memórias e ao território. A segurança alimentar passa por entender saúde de forma integrada. Nossos quintais produtivos, nossas ervas medicinais e nossas práticas tradicionais são patrimônio imaterial do Brasil”, explicou.

Marcelo destacou ainda a importância da valorização dos saberes tradicionais dentro das políticas de sustentabilidade, lembrando que alimentos, plantas, técnicas de cultivo e práticas culturais são transmitidos há séculos pelas comunidades.

O secretário adjunto da Semas ressaltou como o poder público pode fortalecer esse reconhecimento. “Ao fortalecer os territórios de agricultura familiar, os assentamentos e as comunidades tradicionais, nós estamos fortalecendo a base alimentar do País. O trabalho que fazemos juntos resgata culturas alimentares e dá segurança para que esses produtores mantenham seus sistemas tradicionais de produção, garantindo subsistência às famílias e gerando excedentes para comercialização”, finalizou o secretário adjunto da Semas.

Cozinha Show, celebrando os saberes e fazeres dos povos e comunidades tradicionais

O Novo Mercado da Pedreira

Um mês após entregar o Complexo da Pedreira, Estado garante mais um investimento para um dos bairros mais populosos de Belém

Um mês depois de entregar o Complexo da Pedreira, o Governo do Pará garante mais um investimento para um dos bairros mais populosos de Belém.

O Novo Mercado da Pedreira foi entregue, na manhã da quinta-feira (27/11), em parceria com a prefeitura, melhorando a infraestrutura, conforto, segurança e proporcionando um am -

biente mais adequado para o trabalho dos permissionários e melhor acesso à população, promovendo a geração de emprego e renda, beneficiando cerca de 60 mil pessoas na capital paraense.

Imagem aérea da localização do Complexo da Pedreira
Governador Helder Barbalho e comitiva de autoridades públicas na entrega do Novo Mercado da Pedreira em Belém
Texto *Gustavo Pêna Fotos Marco Santos / Ag. Pará

O governador Helder Barbalho destacou a qualidade das novas instalações. “Esse é um momento importante de organização do comércio, das feiras e dos mercados, permitindo com que os profissionais que atuam nesta atividade possam ter um local adequado, com dignidade e qualidade.

O bairro da Pedreira ganha um espaço que deve ser ponto de referência comercial para o consumidor adquirir bons produtos, sabendo que o ambiente é adequado no âmbito da vigilância, saúde, higiene e acessibilidade”.

Eron Rocha trabalha com a produção de açaí: “Só quero agradecer por essa obra maravilhosa no coração da Pedreira’’, disse ele

Feirante sorri orgulhosa da nova condição de trabalho proporcionada pelo governo estadual
Helder Barbalho destacou a qualidade das novas instalações

“Festejo que a Prefeitura de Belém, junto com o Governo do Pará, está entregando mais este equipamento que compõe todo o complexo de feiras e mercados aqui da Pedreira, um dos bairros mais significativos e importantes da nossa capital”, ressaltou o governador do Pará.

Executado através da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), o mercado contempla novo layout com boxes para atender normas vigentes de acessibilidade, fluxo, funcionalidade, higiene e segurança.

O espaço recebeu a instalação de nova rede de distribuição elétrica, iluminação, sinalização de emergência, nova rede de distribuição hidrossanitária e de drenagem, além da troca da cobertura dos três prédios antigos para estrutura metálica.

“Esse mercado representa dignidade, valorização do trabalhador que durante três anos esperaram no meio da rua para que essa obra ficasse pronta.

Nós, em menos de 10 meses, colocamos para funcionar. Só no mercado são mais de 200 permissionários e 250 boxes que foram feitos, sem contar com o Complexo da Pedreira. Então, ao todo, nós vamos ter mais de 500 trabalhadores beneficiados no mercado e complexo”, disse o prefeito de Belém, Igor Normando. Eron Rocha trabalha com a produção de açaí, joia nutritiva da Amazônia. Ele destaca que a nova estrutura do Mercado da Pedreira garante a comercialização do fruto com mais qualidade.

“Esse local era bem ruim, de madeira. Hoje, a gente pode oferecer algo ainda melhor para o nosso consumidor. Os equipamentos ficaram bem apresentáveis, higiênicos, não tem mais moradia para roedores.

Então, ficou tudo de bom. Só quero agradecer por essa obra maravilhosa no coração da Pedreira.

Para o titular da Seop, Ruy Cabral, obras em feiras e mercados beneficiam diretamente o dia a dia da população. “Isso porque o comerciante passa a ter um espaço higiênico, o que evita a proliferação de diversas doenças. Além disso, mantém e gera empregos, fazendo a economia local crescer. E também podemos destacar a população consumidora, que sai de casa sabendo que pode fazer as compras em um ambiente confortável e seguro”.

Eu faço a maior questão de que todos venham no nosso espaço, para que a gente possa pontuar todas as etapas de higiene e oferecer um açaí de referência”.

Permissionária do mercado há cerca de 30 anos, Rosangela Ramos também atesta os benefícios do novo equipamento público, agora, moderno e seguro.

“A antiga feira era totalmente fora do padrão, velha. Égua, agora está lindo, top, uma estrutura muito boa, parece um shopping. Está tudo higienizado, o cliente já chega e diz “o seu box está lindo”. Agradecemos ao governador e prefeito por essa parceria”.

Com investimento de R$ 8.358.868,15, o Novo Mercado da Pedreira conta com novos banheiros para os consumidores, Pessoas com Deficiência e feirantes.

Novo Mercado da Pedreira tem boxes de camarão, mercearia, peixe, caranguejo, vísceras, carne, ervas, umbanda e confecções
Comerciantes posam para foto satisfeitos com a conquista do novo Mercado da Pedreira

Os serviços contemplaram ainda as áreas dos boxes de camarão, mercearia, peixe, caranguejo, vísceras, carne, ervas, umbanda e confecções.

Mais infraestrutura no bairro

No último mês de outubro, o Governo do Estado, também em conjunto com a prefeitura, entregou o Complexo da Pedreira com 236 boxes reformados dos setores de alimentação, serviços, produtos industrializados, hortifruti, farinha, mercearia, ervas medicinais e artigos de umbanda.

Tudo nos trinkes...
O Governador na inauguração oficial
Agora é só manter...

Catadoras transformam resíduos em renda e são destaque na COP 30

Trabalhadoras foram grandes protagonistas da sustentabilidade ao longo de toda a conferência, realizada em novembro em Belém. Foram retiradas 855 toneladas de resíduos dos ambientes da COP 30 e das principais rotas de circulação

Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima em Belém (COP 30), em que se discutiu, de 10 a 21 de novembro, em Belém, o futuro do planeta, uma lição de respeito ambiental também foi dada por um grupo de mulheres catadoras. Longe dos discursos, era nas ruas que elas protagonizavam uma grande operação de coleta e triagem de resíduos. Para essas trabalhadoras, a conferência se tornou um divisor de águas, oferecendo não apenas a visibilidade merecida para a sua profissão, mas também melhorias estruturais e a renda que traduzem a sustentabilidade em dignidade.

Na Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis (Concaves), uma das entidades essenciais na operação de manejo de resíduos em

Belém, a COP 30 deixou uma marca que vai muito além dos dias de coleta, garantindo uma nova perspectiva para quem vive da reciclagem, materializada em ganhos e melhorias.

Aldenira dos Santos, de 52 anos, viu na Conferência um período de intenso aprendizado e transformação. Trabalhando há oito anos na Concaves, a reciclagem se tornou a base de sua vida e a COP 30 injetou um novo sentido e propósito em sua jornada.

Segundo a catadora, a cooperativa resgatou sua vida. A renda obtida, impulsionada ainda mais pelo evento, vem mudando o dia a dia de toda a família. “Eu trabalhei todos esses dias durante a COP com os resíduos sólidos. Esse dinheiro extra, trazido pelo evento, vai me permitir finalizar a minha casa, que é uma grande conquista“, explica.

Catadoras da cooperativa Concaves, localizada na avenida Bernardo Sayão
Uma lição de respeito ambiental foi dada por um grupo de mulheres catadoras
Texto *Juliana Maia Fotos Agência Belém, Portal Inhaí

“A cooperativa mudou os meus dias. Eu estava desempregada, não tinha uma renda e hoje eu tenho esse trabalho. É daqui que tiro meu sustento. A reciclagem foi uma maneira de eu conseguir viver. Este trabalho também me ajuda a esquecer meus problemas. Quando venho para cá consigo esquecer de tudo. Além disso, a reciclagem também mudou dentro de casa. O meu neto tirou uma nota boa na escola, em uma prova, porque eu o ensinei sobre a importância da separação de resíduos”.

Ana Letícia de Sousa Lopes, de 21 anos, trabalha há um ano na Concaves. É sua primeira experiência de emprego. Para ela, a COP 30 foi uma oportunidade de crescimento e valorização.

“Esse aqui é o meu primeiro trabalho. Eu gostei tanto que estou aqui até hoje. Tem sido uma grande experiência porque eu pude conhecer outros lugares com esse trabalho. Conheci muitas pessoas incríveis. Tem pessoas que estavam em situação de rua e agora estão aqui. Trabalhei no carnaval, no Círio, e agora em vários eventos da COP. Eu gosto de trabalhar aqui. Antes eu tinha um conhecimento bem básico sobre a reciclagem.

Agora eu sei de toda a importância dos catadores, principalmente durante a COP, em que nosso trabalho ficou em evidência para o mundo todo“, afirma.

Catadora Aldenira dos Santos comemora o saldo da COP 30 em sua renda: “Esse dinheiro extra, trazido pelo evento, vai me permitir finalizar a minha casa, que é uma grande conquista”
Ali aprendemos a trabalhar juntos
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Ana Letícia também destacou o impacto do evento para a integração da categoria e as melhorias concretas no seu dia a dia de trabalho.

“A COP foi importante porque uniu as cooperativas. Ali aprendemos a trabalhar juntos. Além disso, também tivemos a reforma do nosso galpão, que foi a melhor parte.

Quando entrei, tudo ainda estava na lama. É muito bom ver o crescimento da nossa cooperativa”.

Grande operação de limpeza e coleta

Coordenada pela Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva (Seinp), a operação da Prefeitura de Belém envolveu a Concaves, a Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis das Águas Lindas (Aral), a Associação/Cooperativa de Trabalho dos Catadores da Coleta Seletiva de Belém (ACCSB), a Cooperativa Filhos do Sol, a Ciclus Amazônia, responsável pela coleta de rejeitos e entulhos, e o Instituto Pólis, parceiro técnico na compostagem.

O planejamento priorizou a coleta noturna, para garantir que a capital amanhecesse organizada, segura e pronta, sem interferir no trânsito diário da conferência. O trabalho também envolveu educadores ambientais que atuaram como supervisores de resíduos para o monitoramento, triagem, acondicionamento correto e direcionamento às cooperativas.

No total, 855 toneladas de resíduos foram retiradas dos ambientes da COP 30 e das principais rotas de circulação. As rotas estratégicas, avenidas por onde circularam delegações e chefes de Estado, concentraram o maior volume. As equipes percorreram avenidas como Nazaré,

José Malcher, Magalhães Barata, Gentil Bittencourt, Serzedelo Corrêa e Portugal. Nestas rotas estratégicas, foram retiradas 700 toneladas de resíduos.

Nos espaços oficiais – Blue Zone, Green Zone e Aldeia COP – foram retiradas 155 toneladas de resíduos. O volume foi distribuído entre, 15 toneladas de recicláveis, 21 toneladas de rejeitos, 72 toneladas de resíduos compostáveis úmidos e 47 toneladas de entulhos.

O trabalho de separação dos resíduos para reciclagem segue sendo realizado pelas catadoras, que em breve darão destinação aos materiais recicláveis.

Nos espaços oficiais – Blue Zone, Green Zone e Aldeia COP – foram retiradas 155 toneladas de resíduos
O volume da Coleta noturna, sem interferir no trânsito diário da Conferência
Prefeitura de Belém retira 855 toneladas de resíduos na COP 30. ASSISTA o YouTube: https://youtu.be/S7iy2QUwpjo

Acordo de Pesca prorrogado garante segurança às comunidades

Portaria prorroga por um ano a vigência do instrumento que organiza o uso dos recursos pesqueiros na Resex Tapajós-Arapiuns e na Flona do Tapajós

OGoverno do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (SEMAS), prorrogou por mais um ano o Acordo de Pesca que regula o uso dos recursos pesqueiros na área de influência da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e da Floresta Nacional do Tapajós. O instrumento é fundamental para a conservação ambiental e a proteção das comunidades tradicionais dessa região.

O Acordo de Pesca estabelece regras de ordenamento do uso dos lagos e rios na região do Tapajós,

Semas observa que o Acordo de Pesca é fundamental para a conservação ambiental e a proteção das comunidades tradicionais

Texto *Jamille Leão Fotos Arquivo / Ag. Pará, Fernando Sette Câmara, Gustavo Hallwass, Jader Paes / Ag. Pará

definindo áreas de proteção, períodos de restrição, práticas permitidas e mecanismos de controle comunitário. Ele é resultado de construção conjunta entre comunidades ribeirinhas, organizações locais, instituições ambientais e o poder público estadual.

Rodolpho Zahluth Bastos, secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental, Clima e Sustentabilidade, destacou que a prorrogação garante estabilidade e segurança jurídica para a continuidade desse modelo de gestão.

“Esse acordo é fruto de diálogo e protagonismo das comunidades do Tapajós e do Arapiuns que vivem em áreas de unidades de conservação geridas pelo ICMBio. Ao prorrogá-lo, o Estado assegura as práticas sustentáveis de pesca artesanal na região, protegendo estoques pesqueiros e fortalecendo quem vive nesse rico ecossistema de interação entre rio e floresta. A pesca artesanal é o principal vetor de socio bioeconomia ribeirinha na região do Tapajós”.

Região do Tapajós reúne importantes áreas de reprodução de espécies comerciais e de subsistência

Proteção à sociobiodiversidade

O Tapajós reúne importantes áreas de reprodução de espécies comerciais e de subsistência. O acordo funciona como um instrumento de proteção ambiental e de ordenamento das práticas tradicionais.

“Não se trata apenas de regular a pesca, mas de proteger a cultura, a economia tradicional e a segurança alimentar das famílias extrativistas.

O Pará tem avançado na implementação de políticas de proximidade e em modelos de governança que integram conservação e desenvolvimento local. O Acordo de Pesca Tapajós-Arapiuns é um símbolo desse caminho”, afirmou o Rodolpho.

Medida garante continuidade das ações de fiscalização e monitoramento

A prorrogação também permite que a Semas, em conjunto com as lideranças comunitárias, mantenha e aprimore ações de monitoramento participativo, vigilância territorial e combate à pesca predatória.

Entre os avanços previstos para o novo período estão: fortalecimento das brigadas comunitárias de vigilância; ampliação dos indicadores de monitoramento da pesca; apoio técnico para revisão e atualização de regras internas; integração entre Semas, Ibama e ICMBio para ações conjuntas de fiscalização.

O Acordo de Pesca beneficia os pescadores nos territórios da Reserva Extrativista TapajósArapiuns e da Floresta Nacional do Tapajós

O secretário adjunto reafirmou que a decisão se insere no conjunto de políticas ambientais adotadas pelo Estado nos últimos anos, como compromisso com

governança climática e justiça ambiental. “A proteção dos recursos pesqueiros do Tapajós está diretamente ligada à agenda climática, à conservação de

ecossistemas ricos em biodiversidade e ao reconhecimento dos direitos dos povos tradicionais. O Pará seguirá construindo políticas públicas a partir da escuta ativa e da gestão compartilhada”. O acordo foi firmado, em 2022, durante reunião dos membros dos Conselhos da Resex Tapajós-Arapiuns e da Flona Tapajós, com a presença da Semas e organização do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

É o primeiro pacto pesqueiro concluído sob a vigência do Decreto Estadual nº 1.686/2021, que estabeleceu critérios para a formalização dos acordos de pesca no Pará, submetidos pelas comunidades à Semas. Também é o primeiro Acordo de Pesca firmado após a Instrução Normativa (IN) nº02, publicada também em 2022, que estabeleceu os procedimentos de homologação dos acordos de pesca pela Semas em território paraense.

Para conservação de ecossistemas ricos em biodiversidade e ao reconhecimento dos direitos dos povos tradicionais
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Parceria entre ciência e comunidades na construção de um futuro sustentável para a Amazônia

A iniciativa integra universidades públicas e populações locais em ações voltadas ao desenvolvimento territorial e à valorização da diversidade amazônica

Inovação e transição sustentável, essas são as bases que marcam um projeto de pesquisa que valoriza e articula os saberes científicos e tradicionais na promoção do desenvolvimento sustentável e da inclusão social, nos territórios amazônicos. Com atuação no Pará e no Maranhão, a iniciativa reúne instituições de ensino, pesquisadores e comunidades locais na valorização de saberes, culturas e práticas sustentáveis. Trata-se do projeto Inovação e Transição Sustentável, Cesta de Bens e Serviços em Territórios Amazônicos.

A execução do projeto conta com o apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em conjunto com outras fundações estaduais de amparo a pesquisas do Brasil. E seu objetivo central é fomentar transições sustentáveis nos territórios amazônicos, com ênfase no Marajó (PA) e em Campos e Lagos (MA). Para isso, busca-se identificar e valorizar os territórios em suas dimensões ambientais, culturais, agroalimentares e turísticas, entendendo-os também como espaços políticos, cuja força reside na articulação entre patrimônio natural, práticas sociais e lutas coletivas.

A iniciativa reúne instituições de ensino, pesquisadores e comunidades locais na valorização de saberes, culturas e práticas sustentáveis

O projeto reúne quatro universidadesa Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Estadual do Maranhão (Uema), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) - em uma rede nacional e internacional de cooperação. Ele envol-

As atividades incluem alinhamento teórico, desenvolvimento de instrumentos metodológicos, diagnósticos territoriais, visitas técnicas, formação de comunidades de prática...

ve pesquisadores, estudantes, organizações locais e instituições públicas na construção coletiva de um arcabouço teórico-metodológico baseado na Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST).

De acordo com a coordenadora da pesquisa no Pará, a professora do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (Ineaf -UFPA), Dr.ª Monique Medeiros, as atividades incluem alinhamento teórico, desenvolvimento de instrumentos metodológicos, diagnósticos territoriais, visitas técnicas, formação de comunidades de prática, análise de dados e ampla divulgação científica. E segundo ela, o desenvolvimento ocorre em diálogo constante com sujeitos dos territórios, articulando dimensões ambientais, culturais, históricas, agroalimentares e turísticas.

“O apoio da Fapespa é essencial para garantir a execução do projeto. Esses recursos viabilizam bolsas de pesquisa, deslocamentos para trabalho de campo, realização de oficinas e seminários, além da produção e circulação de conhecimento científico.

Texto *Manuela Oliveira Fotos Divulgação

Sem esse financiamento não seria possível manter a presença constante da equipe nos territórios nem o intercâmbio entre instituições e comunidades”, explicou a pesquisadora.

No Pará, as ações de pesquisas concentram-se no arquipélago do Marajó, mais precisamente, junto a comunidades quilombolas de Salvaterra, município localizado no nordeste do arquipélago, popularmente conhecido como Ilha do Marajó. Embora seja frequentemente referido como “ilha”, o Marajó é um conjunto de ilhas que totalizam 49.606 km², abrangendo dezessete municípios, situado na foz do rio Amazonas.

Dados oficiais do IBGE de 2022 apontam que a cidade de Salvaterra tem, aproximadamente, 24 mil habitantes. O destaque são as belezas naturais e as dinâmicas ambientais singulares, marcadas pela alternância das águas salgadas, sob influência do Oceano Atlântico entre junho e novembro, e doces, no período de dezembro a maio. Ao mesmo tempo, revela um rico tecido sociocultural, fruto das interações históricas entre populações africanas, indígenas e ribeirinhas.

No município de Salvaterra, 18 comunidades são autorreconhecidas como quilombolas, totalizando 30,8% da população local. O foco desse projeto, concentra-se nas comunidades autorreconhecidas Mangueiras e Campinas/Vila União, que exercem papel ativo sociopolítico no município. Estas áreas enfrentam conflitos fundiários históricos, marcados pela ausência de titulação definitiva de seus territórios.

“Constituídos historicamente como espaços de resistência e afirmação territorial, os quilombos seguem atravessados por processos de expropriação e apropriação que, embora assumam novos contornos no presente, expressam a continuidade de lógicas coloniais. Assim, buscamos fortalecer os quilombos e valorizar seus saberes e práticas culturais, reconhecendo a centralidade de suas lutas territoriais como condição para a efetivação da justiça social, ambiental e epistêmica na Amazônia”, diz ela.

Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST

É uma metodologia que visa o desenvolvimento territorial valorizando a produção local, como produtos típicos, culturais e ambientais, para criar renda e melhorar a qualidade de vida em uma região, com o intuito de promover o desenvolvimento sustentável por meio de diferentes atores sociais. A abordagem CBST oferece por meio deste projeto, uma lente analítica e um instrumental metodológico

Objetiva gerar espaços de diálogo promovendo soluções participativas para os desafios amazônicos
Rico tecido sociocultural, fruto das interações históricas entre populações africanas, indígenas e ribeirinhas
Estudantes do Ensino Médio, da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) Quilombola, do Anexo Rural Professor Ademar Nunes de Vasconcelos, em Salvaterra, no arquipélago do Marajó, apresentando o projeto “Sabor Açaí: tecnologias ancestrais utilizadas para o manejo e produção do açaí nas comunidades quilombolas de Salvaterra”

pertinente, pois permite compreender a complexidade desses territórios, valorizando suas múltiplas dimensões e apoiando a defesa de sua integridade.

A importância dessa proposta baseada na CBST envolve três dimensões principais: acadêmica e científica, que contribui para a inovação metodológica e para a formação de estudantes (mestrado, doutorado, iniciação científica) em diferentes regiões do país. A dimensão territorial, que vem a fortalecer iniciativas locais de agriculturas familiares, turismo comunitário e preservação ambiental, valorizando identidades e patrimônios culturais. E a social e política, que objetiva gerar espaços de diálogo entre universidades, coletivos comunitários e gestores públicos, promovendo soluções participativas para os desafios amazônicos.

Resultados

Até 2025, já foram alcançados importantes resultados, destacando a adaptação de instrumentos de pesquisa sobre CBST para a realidade amazônica; a realização de visitas técnicas nos estados do Maranhão, Pará e Santa Catarina; a realização de Seminários, oficinas e diálogos de formação com ampla participação de estudantes e das comunidades da região. No decorrer das pesquisas, foram realizadas três edições da Escola de Verão e das Águas, com mais de 14.000 visualizações de vídeo-aulas e 436 participantes certificados.

Houve, ainda, a popularização da pesquisa em territórios quilombolas e ribeirinhos, incluindo apoio aos Jogos Quilombolas de Salvaterra e intercâmbio entre coletivos locais. Além disso, como resultados promissores, há uma extensa Produção Científica em andamento de dissertações, teses, artigos e livro.

Já as expectativas para 2026 destaca-se a consolidação de uma rota turística quilombola envolvendo as comunidades estudadas em Salvaterra, no Pará; a ampliação da cooperação internacional com instituições francesas; a Intensificação da pesquisa de campo, com novas etapas já previstas para outubro de 2025 no Pará e a publicação de artigos científicos e lançamento do livro resultante do projeto, informa Dr.ª Monique. Marcel Botelho, diretor-presidente da Fapespa, ressalta que “apesar de toda a importância e relevância que tem sido dada à bioeconomia, ainda se conhece muito pouco a respeito dessa matriz produtiva. Projetos como esse, fomentados pelo Governo do Estado do Pará, através da Fapespa, em parcerias com outros Estados,

na apresentação do projeto “Sabor

são fundamentais para traçar rumos metodológicos, informações científicas de qualidade para orientar as tomadas de decisão e garantir o protagonismo das populações tradicionais no desenvolvimento dessa matriz produtiva, que aqui no Pará nós estamos avançados e já estamos pensando em ir mais além com o Vale Amazônico”.

(*) FAPESPA <<

Resultados destacando a adaptação de instrumentos de pesquisa
Território Quilombola do Rosário, em Salvaterra na Ilha do Marajó
Ainda
Açai”

Desenvolvimento sustentavel

Em parceria com

Representante Autorizado

O sistema é alimentado com resíduos orgânicos

Bactérias decompõem o resíduo orgânico no biodigestor

O biogás é armazenado no reservatório de gás para ser usado em um fogão

O fertilizante líquido pode ser usado em jardins e plantações

O sistema tem capacidade de receber até 12 Litros de resíduos por dia.

O equipamento produz biogás e fertilizante líquido diariamente. Totalmente fechado mantendo pragas afastadas.

O QUE COLOCAR NO SISTEMA

Carne, frutas, verduras, legumes e restos de comida.

OBS: Máximo de duas cascas de cítricos por dia.

Em um ano, o sistema deixa de enviar 1 tonelada de resíduos orgânicos para aterros e impede a liberação de 6 toneladas de gases de efeito estufa (GEE) para atmosfera.

O QUE NÃO COLOCAR NO SISTEMA

Resíduos de jardinagem, materiais não orgânicos (vidro, papel, plástico, metais). Resíduos de banheiro, produtos químicos em geral.

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