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Revista Plano B Brasília n.º 36

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PF investiga origem de fake news sobre programas sociais 8

Mover-se de várias formas pode ser o segredo para viver mais 12

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Meu nome é Isadora

IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

Revelada marca oficial da Copa do Mundo

Feminina da FIFA 2027 TM , que tem Brasília como uma das cidades-sede

Corrida de Reis Mirim reúne 3 mil crianças

Com drones e mosquitos wolbitos, GDF alia tecnologia e controle biológico no combate à dengue

Maria da Penha salva vidas, afirma professora da UnB

Entre histórias e nascentes: conheça o Passeio do Trenzinho Cultural

Hotel Torre Palace é implodido em Brasília após anos de abandono

Banco Master, BRB e FGC: riscos financeiros, incentivos distorcidos e fragilidade institucional

Governo e ONU têm programação alusiva a 3 anos de emergência Yanomami 24

Empreender como forma de cuidado, gestão e valorização da mulher

Programa Brasil no Mundo debate crise entre Europa e Trump

Sessão na praça emociona público da Mostra Tiradentes 28

Bons condutores sempre

Nem na Casa Mais Vigiada do Brasil Estamos Seguras

FGC pagou R$ 26 bi a 67% dos credores do Banco Master

Enozor Júnior: quando Brasília vira linguagem, a moda vira identidade

Conheça a ilha do Caribe que virou a queridinha das celebridades brasileiras

Destino no norte de Alagoas tem praias preservadas e quase desertas

O pensamento é perigoso

O Agente Secreto “Brasileiros não se encaixam nos padrões”, diz Wagner Moura

Supla transforma “Nada Foi em Vão” em experiência audiovisual e amplia a narrativa de seu 20o álbum

Recomecemos!

Morre Constantino Júnior, fundador da Gol, aos 57 anos

Diretor Executivo

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Chefe de Redação: Paulo Henrique Paiva

Colaboradores: Adriana Vasconcelos, Angela Beatriz, Ana Beatriz Barreto, José Gurgel, Humberto Alencar, Mila Ferreira, Renata Dourado, Paulo César e Wilson Coelho

Design Grafico: Alissom Lázaro

Redação: Ana Luíza Fontes

Fotografia: Ronaldo Barroso

Tiragem: 10.000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Redação: Comentários sobre o conteúdo editorial, sugestões e criticas às matérias: revistaplanobbrasilia@gmail.com

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www.revistaplanob.com.br

Janeiro / 2026

Ano 04 - Edição 29 - Janeiro 2026

Publicada em 29 de Janeiro de 2026

Não é permitida a reprodução parcial ou total das matérias sem prévia autorização dos editores.

A Revista Plano B não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados.

ISSN 2966-0688

Movimento é vida, com responsabilidade

Vivemos um tempo em que a longevidade deixou de ser apenas um desejo e passou a ser um projeto. Comer melhor, dormir bem, cuidar da saúde mental e, sobretudo, manter o corpo em movimento tornaram-se escolhas centrais para quem busca viver mais e melhor. A ciência é clara: a atividade física regular é uma das ferramentas mais eficazes para prevenir doenças, preservar a autonomia e garantir qualidade de vida ao longo dos anos.

Mas tão importante quanto se movimentar é como nos movimentamos.

Estudos recentes reforçam que variar os tipos de exercícios, combinando força, resistência, equilíbrio e atividades aeróbicas, traz ganhos significativos para o corpo e para o cérebro. Pequenos gestos, como se equilibrar em uma perna só, podem revelar muito sobre nossa saúde e até indicar caminhos para um envelhecimento mais seguro e ativo.

Ainda assim, é preciso lembrar que o exercício físico não deve ser encarado como uma solução genérica ou improvisada. Cada corpo carrega uma história, limites e necessidades próprias. Por isso, a prática de qualquer atividade física deve ser feita com orientação profissional e acompanhamento médico, especialmente a partir da meia-idade ou na presença de condições crônicas.

Cuidar do corpo não é sobre desempenho, comparação ou excesso. É sobre constância, consciência e respeito aos próprios limites. É entender que saúde se constrói no longo prazo, com escolhas equilibradas e sustentáveis.

Mover-se, sim. Mas com atenção, orientação e propósito. Porque longevidade não é apenas viver mais, é viver melhor.

PF investiga origem de fake news sobre programas sociais

Por Rócio Barreto

Fonte Agência Brasília

Oministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse que a Polícia Federal já está na busca para identificar a origem de notícias falsas, divulgadas com o objetivo de confundir ou manipular beneficiários de programas sociais do governo federal.

Dias foi o entrevistado do programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (29), produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Durante a entrevista, o ministro confirmou que boatos

e notícias falsas têm sido divulgados na internet, em especial em redes sociais, alertando sobre supostas mudanças de regras ou criação de novas condicionalidades que seriam implementadas em programas como o Bolsa Família.

Desserviço

Recentemente foi divulgada uma fake news alertando que o Bolsa Família só continuaria sendo pago a pessoas com filhos. Esse tipo de “desserviço”, segundo o ministro, costuma se intensificar em anos eleitorais, como é o caso de 2026.

“Não há qualquer condicionalidade, no sentido de estimular [os beneficiários] a terem filho. Isso é uma loucura!

Além de não ser verdade, é um preconceito [contra quem recebe o benefício]”, disse o ministro ao garantir que não houve tal mudança, nem novas restrições relacionadas ao programa.

Segundo Dias, quem espalha mentiras como essa, que tem potencial de prejudicar beneficiários, além de ter muita maldade no coração, está cometendo um crime.

“Não tem outra palavra. É gente do mal cometendo crime. Não se trata só de uma fake news. Trata-se de crime.”

“Imagina a dona Maria, com seus 70 anos, ouvir [o boato de] que não terá mais direito [ao Bolsa Família] só porque ela não tem filho. Uma situação como essa pode levar uma senhora a infartar. Por isso vamos priorizar o combate a esse crime”, argumentou.

Nesse sentido, complementou o ministro, a rede federal de fiscalização do programa foi acionada “logo nos primeiros momentos”, após receber a denúncia. A rede citada pelo ministro conta, inclusive, com a participação da Polícia Federal.

Denúncias de irregularidades como essa podem ser feitas pelo Disque Social 121, do MDS. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer aparelho telefônico.

“A PF já está em campo. Doa a quem doer, vamos encontrar quem está fazendo esse desserviço”, garantiu Wellington Dias.

Segundo ele, a investigação está correndo, por enquanto, sob sigilo. “Mas acredito que teremos rapidamente os primeiros resultados, na medida em que se tem uma comprovação da prática do crime”.

Gás do Povo

Durante o programa, no qual os convidados respondem a perguntas feitas por várias emissoras que inte-

gram a Rede Nacional de Rádio, o ministro recebeu uma denúncia de uma emissora de Alagoas relativa à cobrança irregular de taxas para beneficiários do programa Gás do Povo.

Segundo o radialista, taxas de até R$ 30 estariam sendo cobradas de beneficiários no estado. O ministro reforçou a importância de que esses casos sejam denunciados pelo canal 121.

“Sem denúncia, não temos o que fazer. Repito: o número 121 é para onde você tem de ligar em situações como esta. Isso nos ajuda a alcançar os criminosos”, disse o Wellington Dias ao garantir que acionará imediatamente a fiscalização, para averiguar esta denúncia específica apresentada durante o Bom Dia, Ministro.

Mover-se de várias formas pode ser o segredo para viver mais

Não colocar todos os ovos na mesma cesta é um conselho clássico do mundo dos investimentos, e cada vez mais a ciência mostra que ele também vale para a saúde. Pesquisas recentes indicam que variar os tipos de exercícios físicos, mesmo quando são leves, pode reduzir o risco de morte prematura, melhorar o equilíbrio, proteger o cérebro e favorecer um envelhecimento mais saudável. Da musculação à caminhada, do treino aeróbico ao simples ato de ficar em pé sobre uma perna só, o corpo responde melhor quando é estimulado de maneiras diferentes.

Variedade de exercícios e mais anos de vida

Um estudo conduzido por pesquisadores de universidades da China, da Coreia do Sul e dos Estados Unidos analisou

os hábitos de atividade física de cerca de 110 mil americanos ao longo de três décadas. Os dados vieram de duas grandes bases que acompanham profissionais da área da saúde.

O resultado foi claro: pessoas fisicamente ativas que praticavam uma maior variedade de exercícios apresentaram 19% menos risco de morrer durante o período avaliado, em comparação com aquelas que se dedicavam a apenas uma modalidade.

Segundo os pesquisadores, manter um volume regular de atividade física continua sendo essencial, mesmo que concentrado em um único exercício. No entanto, diversificar as práticas parece oferecer benefícios adicionais à saúde e à longevidade.

“É importante manter um volume alto de atividade física total. Para além disso, diversificar os tipos de atividades pode ser ainda mais benéfico”, explica Yang Hu, da Escola de Saúde Pública de Harvard e um dos autores do estudo, publicado na revista BMJ Medicine. “Combinar atividades que oferecem benefícios complementares, como exercícios aeróbicos e treinamento de força, pode ser especialmente útil.”

“Cada exercício oferece algo

diferente”

Além dos dados científicos, quem adota a diversidade de exercícios no dia a dia percebe os efeitos na prática. A gerente de marketing Maddie Albon, de 29 anos, moradora de Londres, afirma que alternar modalidades melhora tanto o desempenho esportivo quanto o bem-estar emocional.

“Você precisa de variedade para ser bom em um esporte. Para correr bem, por exemplo, é preciso fazer musculação”, conta à BBC. Triatleta nas horas vagas, ela combina corrida, tênis, spinning, ioga, pilates e treino de força.

“Cada exercício oferece algo diferente. Às vezes não tenho energia para algo intenso, então fazer ioga me ajuda a relaxar e cuidar da saúde mental”, diz.

O que dizem as recomendações oficiais

Atividades aeróbicas, como caminhada rápida, ciclismo, dança, natação ou esportes com bola, aumentam a frequência cardíaca e a respiração. Já exercícios de força, como musculação, ioga e abdominais, fortalecem músculos e ossos.

No Reino Unido, o Serviço Nacional de Saúde (NHS) recomenda que adultos entre 19 e 64 anos pratiquem exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana, além de 150 minutos semanais de atividade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa.

No Brasil, o Ministério da Saúde adota parâmetros semelhantes, des-

critos no Guia de Atividade Física da População Brasileira, publicado em 2022. A orientação também reforça a importância de reduzir o tempo sentado ou inativo ao longo do dia.

O equilíbrio como indicador de saúde

Entre os exercícios simples que ganham destaque nos estudos está um dos mais subestimados: ficar em pé sobre uma perna só.

Embora pareça trivial, esse teste oferece informações valiosas sobre força muscular, coordenação motora, saúde do cérebro e qualidade do envelhecimento, especialmente após os 50 anos.

Pesquisas mostram que a capacidade de se equilibrar em uma perna começa a declinar após os 40 anos, em paralelo à perda natural de massa muscular, conhecida como sarcopenia. A partir dos 30 anos, perdemos até 8% de músculo por década, e

aos 80 anos metade das pessoas apresenta sarcopenia clínica.

“O equilíbrio reflete não apenas a força muscular, mas também a capacidade do cérebro de integrar informações dos olhos, do ouvido interno e do sistema nervoso”, explica Kenton Kaufman, diretor do laboratório de análises motoras da Clínica Mayo, nos Estados Unidos.

Equilíbrio, cérebro e risco de morte

Um estudo publicado em 2022 revelou um dado alarmante: pessoas de meia-idade ou idosas incapazes de se manter em pé sobre uma perna só por 10 segundos apresentaram 84% mais risco de morrer nos sete anos seguintes.

Outras pesquisas indicam que esse teste é um dos melhores indicadores do risco de doenças, superando até medidas tradicionais como força de aperto das mãos.

Além disso, o equilíbrio está diretamente ligado à prevenção de quedas — uma das principais causas de lesões e hospitalizações entre pessoas com mais de 65 anos.

Treinar o equilíbrio é possível em qualquer idade

A boa notícia é que o equilíbrio pode ser treinado e aprimorado ao longo da vida. Exercícios simples, feitos diariamente, ajudam a fortalecer pernas, quadris, costas, também estimulam áreas do cérebro ligadas à coordenação e à memória.

“Nosso cérebro é maleável. Exercícios de equilíbrio podem mudar sua estrutura e melhorar a integração sensorial”, afirma a especialista em reabilitação Tracy Espiritu McKay.

Ela recomenda que pessoas acima de 65 anos pratiquem exercícios de equilíbrio ao menos três vezes por semana, idealmente, todos os dias.

O médico do esporte Cláudio Gil Araújo, responsável por um dos estudos sobre o tema no Brasil, sugere um teste simples: tentar ficar em pé sobre uma perna só por 10 segundos, alternando os lados. “Isso pode ser feito enquanto escova os dentes, com ou sem calçados”, orienta.

Pequenos movimentos, grandes ganhos

Estudos indicam que apenas 10 minutos diários de treino de equilíbrio já podem trazer benefícios significativos. Quando combinados com exercícios aeróbicos e de força, os ganhos são ainda maiores: o risco de quedas pode ser reduzido em até 50%.

Práticas como ioga e tai chi chuan, que envolvem posturas em uma perna só, também estão associadas a um envelhecimento mais saudável.

“Com consistência, é possível manter um bom equilíbrio até os 90 anos ou mais”, afirma Araújo. “Já avaliamos pessoas com mais de 95 anos capazes de se equilibrar bem. O corpo pode ser treinado até os últimos dias de vida.”

Exercício faz bem, mas deve ter orientação médica

Apesar dos benefícios amplamente comprovados da atividade física, especialistas alertam que todo exercício deve ser praticado com orientação adequada e, sempre que possível, com acompanhamento médico, especialmente por pessoas acima dos 40 anos, idosos ou indivíduos com doenças crônicas.

Avaliações clínicas ajudam a identificar limitações cardiovasculares, articulares, metabólicas e musculares, além de orientar a intensidade, a frequência e o tipo de exercício mais in-

dicado para cada pessoa. Sem essa orientação, até atividades consideradas leves podem aumentar o risco de lesões, quedas ou sobrecarga do organismo.

“O exercício precisa ser visto como uma ferramenta de saúde personalizada, não como uma receita única”, reforçam especialistas em medicina do esporte. A recomendação é que qualquer mudança significativa na rotina de atividades físicas seja precedida por avaliação médica e, quando possível, acompanhada por profissionais de educação física ou fisioterapeutas.

Com orientação correta, a prática regular de exercícios, variados, progressivos e seguros, potencializa os benefícios para o corpo e para o cérebro, contribuindo de forma consistente para a longevidade e a qualidade de vida.

CONTOS

Meu nome é Isadora

Tenho a mania de comprar casas antigas e reformá-las. Noto que me supero a cada casa finalizada, e recebo elogios cada vez mais entusiasmados dos meus amigos.

A casa mais recente adquirida por mim me causou momentos de reflexão, ternura e também muitas gargalhadas.

Tudo isso porque encontrei entre as vigas da construção uma cartinha sem destinatário, mas escrita com letra caprichada o nome do remetente: Laura Diniz de Toledo.

Uma carta de amor, puro, ingênuo, como costumavam ser as cartas da Década de 30.

Laurinha começava a carta cumprimentando e querendo notícias de Isaura.

Em seguida, divaga com essa que poderia ser sua parente ou amiga: “Verão de 1932, e eu estou fazendo o quê?

Estou no meu quarto, acompanhando o fazer amor de dois mosquitos.

Abstraí-me por instantes da realidade, e fiquei imaginando como eram privilegiados aqueles pontinhos escuros, sobrepostos um ao outro.

Para ser mais precisa, direi que vivemos em pânico nos verões.

Temos como inimigos comuns os mosquitos, porque entre eles podem estar os mosquitos da dengue.

A dengue matou muita gente em 2024, e adoeceu um número expressivo de pessoas também.

Eu mesma fui vítima desse mosquito insuportável.

O fato é que o teor inteiro da carta me arrebatou. Em todas as linhas encontrei um olhar atento e lindo de descrever os acontecimentos mais corriqueiros do dia a dia.

“Em homenagem à Laura

e Isaura, arquivei o projeto que já estava em minhas mãos, e pedi para o arquiteto maravilhoso, que assinava todos os meus projetos, para fazer um projeto totalmente “Gatsby””

O amor deles ia para além do convencional, aquele era um amor alado, e consequentemente estampava sua leveza e a total desconexão do que os cercava”.

Fiquei imaginando o romantismo de Laurinha.

Por esse pequeno trecho da carta enviada a Isaura, eu senti essa característica dela.

Queria ter vivido em 32 e ter sido amiga de Laura.

Poderia desejar que ela vivesse agora, mas seria muito difícil imaginar que ela tivesse essa ternura para contar para Isaura o que contara em 32.

Atualmente vivemos em alerta máximo para exterminarmos os mosquitos das nossas casas.

Deduzi que a destinatária da carta, Isaura, era muito romântica também.

Fiquei por um momento enciumada com amizade tão pura.

Na reforma dessa casa, onde encontrei esse tesouro de carta, não me prendi à contemporaneidade das edificações.

A moda atual são construções ao melhor estilo do norte europeu.

Em homenagem à Laura e Isaura, arquivei o projeto que já estava em minhas mãos, e pedi para o arquiteto maravilhoso, que assinava todos os meus projetos, para fazer um projeto totalmente “Gatsby”.

Continuei depois da leitura da carta e enlevada em meio a pensamentos, ternura e gostosas gargalhadas.

* Ângela Beatriz Sabbag é bacharel em Direito por graduação e escritora por paixão.

Bailarina Clássica, Pianista e Decoradora de Interiores angelabeatrizsabbag e-mail angelabeatrizsabbag@gmail.com

IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

Um ranking de riscos empresariais elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, a Allianz Commercial, mostra que a inteligência artificial é a principal preocupação do setor de negócios no Brasil. Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros.

Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.

“Considerando a crescente importância da IA na socieda-

de e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas”, destacou o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund.

As principais preocupações apontadas pelos empresários no ranking são:

Inteligência artificial (32% de citações);

Incidentes cibernéticos (31%);

Mudanças na legislação e regulamentação (28%);

Mudanças climáticas (27%) e Catástrofes naturais (21%).

Revelada marca oficial da Copa do Mundo

Feminina da FIFA 2027™, que tem Brasília como uma das cidades-sede

Fonte Agência Brasília

AFIFA inaugurou oficialmente neste domingo (25), em Copacabana, no Rio de Janeiro, a caminhada rumo à Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 TM , com uma celebração envolvente e centrada na cultura brasileira. O evento reuniu futebol, música, arte e identidade nacional em um dos cenários mais icônicos do planeta. Brasília é uma das oito cidades-sede e receberá jogos no Estádio Nacional. A cerimônia marcou um momento decisivo no caminho até a primeira Copa do Mundo Feminina da FIFATM realizada na América do Sul, com a apresentação da marca oficial do torneio: o emblema, o slogan GO EPIC TM e uma identidade sonora exclusiva, inspirada na riqueza e nos sons vibrantes do Brasil, criada para conectar torcedores em todas as plataformas e pontos de contato com o público.

“O Brasil vive e respira futebol, e já dá para sentir por aqui a empolgação em receber o mundo todo e sediar um evento histórico”, afirmou o presidente da FIFA, Gianni Infantino. “Também é possível sentir algo ainda mais forte: o país está totalmente comprometido em transformar este momento em um divisor de águas para o futebol feminino. A marca oficial reflete a visão que compartilhamos com nossos anfitriões: uma Copa do Mundo Feminina da FIFA alegre, impactante e verdadeiramente brasileira!”.

No centro da apresentação esteve um emblema marcante, inspirado na bandeira brasileira e na geometria do campo de futebol, criado a partir da união das letras “W” (do inglês “women” e “world”) e “M” (do português mulheres e mundo). O design simboliza movimento e excelência, enquanto o grafismo presta uma homenagem sutil à bandeira do Brasil, país-sede desta competição que promete ser inesquecível.

O slogan GO EPIC TM convida torcedores de todo o mun-

do a fazer parte de uma jornada memorável, enquanto a identidade sonora do torneio — inspirada em ritmos brasileiros, percussões ligadas ao samba e à herança afro-brasileira — dá vida à Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 TM por meio de som, emoção e energia.

A cerimônia de lançamento reuniu ícones do futebol feminino e masculino, simbolizando uma só família do futebol e um futuro compartilhado para o esporte.

Em uma mensagem em vídeo, a heroína nacional e ícone global Marta destacou a conexão profunda e emocional do Brasil com o futebol.

“O futebol é sobre amor, e o Brasil ama o futebol. Nosso país está pronto para abraçar o futebol feminino com orgulho, emoção e convicção. Este torneio vai criar histórias inesquecíveis e novas heroínas, inspirando meninas e meninos, mulheres e homens, e fazendo com que nosso amor pelo esporte cresça ainda mais.”

Para o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o lançamento da logomarca aproxima a cidade e a população brasileira do evento. “Como capital federal, é uma honra para Brasília ser uma das cidades-sede. Posso garantir que estamos preparados para receber mais esse grande evento. Somos a segunda cidade mais segura do país, contamos com uma rede hoteleira e de serviços centralizada e próxima à arena que receberá os jogos, a infraestrutura da cidade está toda renovada, além de termos programas esportivos femininos que são considerados referência no país”, destacou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

“Sabemos que a identidade visual é o pontapé inicial para todas as cidades-sedes. A antecipação da divulgação do evento demonstra a ascensão cada vez maior do futebol feminino no mundo. Vamos mostrar que Brasília tem um ingrediente adicional por ser uma cidade

planejada e termos uma representação da modalidade na Série A e na Série B, e nos projetos sociais atendidos e subsidiados pelo Governo do Distrito Federal”, ressaltou o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira.

“O lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027 TM no Brasil é um marco para o fortalecimento do esporte feminino e para o posicionamento do país como palco de grandes momentos da história do futebol. A Arena BRB Mané Garrincha tem orgulho de sediar esse espetáculo global e vem se preparando para receber fãs de todo o mundo”, afirma o CEO da Arena BRB Mané Garrincha (Estádio Nacional), Paulo Sergio Hoff.

Ruas pintadas com futebol, cultura e identidade

Antes da cerimônia transmitida ao vivo pela televisão em um hotel em Copacabana, que revelou a marca oficial do torneio, a mundialmente famosa Avenida Atlântica foi transformada em uma verdadeira galeria a céu aberto, por meio de um vibrante Festival de Arte Urbana. A iniciativa se inspirou em uma tradição tipicamente brasileira: pintar as ruas durante a Copa do Mundo da FIFATM e a Copa do Mundo Feminina da FIFATM .

Acesse o FIFA.com para acompanhar a cobertura completa do evento. Os torcedores podem registrar seu interesse em FIFA.com/tickets para receber informações sobre como solicitar ingressos para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 TM . Quem quiser se registrar para os jogos em Brasília, deve acessar o link a seguir: https://goto.fifa.com/nxRf/6kgs22iz.

Corrida de Reis Mirim reúne 3 mil crianças

Oestacionamento do Parque da Cidade foi tomado por alegria, movimento e integração durante a Corrida de Reis Mirim 2026, que reuniu 3 mil crianças, distribuídas em 80 baterias, e atraiu um público superior a 7 mil pessoas ao longo do dia. Famílias de todas as regiões do Distrito Federal participaram de uma grande ativação esportiva voltada ao incentivo à prática esportiva desde a infância.

A Corrida de Reis Mirim é uma realização da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF), por meio do Fundo de Apoio ao Esporte (FAE), com apoio do Instituto Brasil Sapiens e patrocínio do Banco de Brasília (BRB).

O evento contou com uma estrutura completa, que incluiu área kids com brinquedos infláveis e opções de lazer para crianças e familiares, garantindo diversão para todos, dentro e fora da pista. Todas as baterias tiveram premiação, 80 bicicletas foram viabilizadas pelo BRB, além da entrega de medalhas para todos os participantes, reforçando o caráter educativo, inclusivo e formativo da iniciativa.

Para o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, o evento vai além da competição esportiva.

“A Corrida de Reis Mirim é um momento de celebração do esporte e da infância. Pensamos em cada detalhe para que as crianças e as famílias tenham uma experiência completa, com segurança, lazer e alegria. É assim que fortalecemos o esporte desde cedo e ocupamos os espaços públicos de forma positiva”, destacou.

Entre os pequenos atletas, a animação era visível. Gabriel Tavares, de 6 anos, participou da corrida e comemorou a experiência.

“Eu gostei muito de correr e ganhar medalha. Foi muito legal”, contou.

A mãe de Gabriel, Layane Tavares, ressaltou a importância do esporte na formação das crianças.

“Incentivar o esporte desde cedo faz toda a diferença na vida das crianças. Aqui elas aprendem a conviver, a ter disciplina e a se divertir de forma saudável. Eventos como esse são fundamentais”, afirmou.

Com grande presença do público, atividades recreativas e uma programação pensada para toda a família, a Corrida de Reis Mirim reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com políticas públicas que promovem o esporte, o lazer e a convivência comunitária, estimulando hábitos saudáveis desde a infância.

Com drones e mosquitos wolbitos, GDF alia tecnologia e controle biológico no combate à dengue

OGoverno do Distrito Federal (GDF) intensificou o combate ao mosquito Aedes aegypti em 2025 com ações que aliam tecnologia e controle biológico. Desde outubro do ano passado, drones contratados pela Secretaria de Saúde (SES-DF) sobrevoaram 22 regiões administrativas, com mapeamento de mais de 2,1 mil hectares e identificação de cerca de 3 mil possíveis criadouros. Além disso, em setembro, outra estratégia entrou em vigor com a inauguração do Núcleo Regional de Produção Oswaldo Paulo Forattini — Método Wolbachia, colocando Brasília na vanguarda do controle biológico do vetor.

As frentes de combate são coordenadas pelo Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, que funciona como um hub de controle vetorial. O espaço reúne o núcleo de produção dos mosquitos, a central de controle dos fumacês e a base de armazenamento e distribuição de larvicidas, inseticidas, bombas costais e outros insumos utilizados contra as arboviroses.

O método Wolbachia foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros e consiste na liberação de mosquitos inoculados com uma bactéria que impede a transmissão da dengue, da zika e da chikungunya. Após 14 semanas de produção e 13 semanas de liberação, foram soltos aproximadamente 13 milhões de wolbitos, apelido para os “mosquitos amigos”, em cerca de 14 mil pontos de

soltura no DF. “Protegendo o mosquito, a gente protege a população”, afirma o chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, Anderson Leocadio.

Já o drone auxilia tanto na visualização como no tratamento dos focos do mosquito. “O drone funciona como um novo agente de saúde, capaz de identificar focos ocultos em grandes alturas e até realizar o tratamento químico onde o agente não consegue chegar”, ressalta Leocádio. Os dispositivos foram incorporados por meio do projeto Voo pela Saúde, executado pela empresa GRS80, com o objetivo de mapear 30% do território do DF. Já foram sobrevoadas cidades como Paranoá, Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente, Estrutural, São Sebastião, Arapoanga e Fercal. Segundo a gerente de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo, Herica Bassani, as ações de combate, conscientização e prevenção ao mosquito da dengue são contínuas para manter o trabalho atualizado e eficaz, mas devem ser combinadas com o cuidado dos cidadãos. “Pedimos para que a população faça a sua parte e abra as portas para os agentes, que têm um olhar diferenciado e poderão te orientar da melhor maneira para não ter nenhum foco com mosquito na sua residência.” Em 2025, 362 servidores visitaram mais de 1,8 milhão de residências do DF. A gerente observa que a atenção deve ser redobrada no período chuvoso devido às características do mosquito. Uma delas é a durabilidade dos ovos em condições secas, que pode ultrapassar um ano. “A fêmea coloca os ovos acima da linha d’água e eles podem sobreviver ali no seco por mais de um ano. Por isso que, depois que chove, rapidamente o número de mosquitos aumenta, é perceptível. Em contato com a água, em 30 minutos temos a larva do mosquito e uma semana, dez dias depois, temos o mosquito adulto”, conclui.

Maria da Penha salva vidas, afirma professora da UnB

Vinte anos após a promulgação da Lei Maria da Penha, o Brasil ainda falha em converter avanços legais em proteção concreta contra a violência doméstica. Nesta entrevista, a professora Katia Maria Belisário, docente da Faculdade de Comunicação da UnB e coordenadora do Gecoms — Grupo de Pesquisa Gênero, Comunicação e Sociabilidade do CNPq — examina os limites da aplicação da lei, os retrocessos no debate público e o papel decisivo da imprensa, da educação e do setor produtivo no enfrentamento ao problema.

Nunca é demais recordar as origens da Lei Maria da Penha. Quem é Maria da Penha e por qual motivo a lei recebe o nome dela?

A Lei Maria da Penha foi criada para proteger a mulher da violência doméstica e familiar. O nome da lei é uma justa homenagem à Maria da Penha, uma brasileira nascida no Ceará, vítima constante de agressões por parte do marido. Em 1983, ele tentou matá-la, com um tiro de espingarda. Ela não morreu, mas ficou paraplégica. Ao voltar para casa, ele tentou eletrocutá-la. Maria da Penha denunciou o crime, mas se deparou com a incredulidade da justiça do Brasil. Em 1994, ela acionou o Centro para a Justiça e o Direito Internacional e o Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem). Em 1998, o caso foi então encaminhado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da

Organização dos Estados Americanos (OEA). Em 2002, o Estado brasileiro foi condenado por omissão e negligência pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. O país teve que se comprometer a reformular suas leis e políticas para coibir a violência doméstica contra a mulher. Após um período de debates com os poderes instituídos, foi aprovado o Projeto de Lei 4559/2004 pela Câmara dos Deputados e Senado Federal. O projeto foi sancionado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto, tornando-se a Lei N� 11.340/200, Lei Maria da Penha. É, de fato, muito importante que tenhamos consciência da importância desta Lei e das inovações trazidas.

Como a lei foi recebida pela opinião pública duas décadas atrás e como é percebida hoje?

Há duas décadas a lei foi, como destaquei acima, fruto de uma luta árdua por anos e uma conquista. No entanto, vale destacar que a efetividade das conquistas jurídicas não se resume à existência da lei. É preciso transformar as estruturas que reproduzem o patriarcado e as violências contra mulheres e meninas Passados 20 anos, muitas melhorias vieram tais como: monitoramento eletrônico do agressor (tornozeleira eletrônica); pena de dois a cinco anos para agressores que descumprirem as medidas protetiva; acolhimento às vítimas e família; prioridade no atendimento de saúde às vítimas. No entanto, em tempo de grande polarização política no país, a Lei Maria da Penha passou a ser vista como pauta da esquerda. Maria da Penha é desacreditada por muitas pessoas e tem sofrido inúmeras agressões e cancelamentos.

Quais foram os principais avanços trazidos pela implementação da Lei Maria da Penha?

Os principais avanços desta Lei na proteção da mulher e seus filhos foram: tipificação das cinco formas de violência contra a mulher - violência física, violência psicológica, violência sexual, violência moral e violência patrimonial -, cada qual com suas características; criação da medida protetiva de urgência para afastar o agressor, provindo contato e aproximação da vítima e filhos; fortalecimento das redes de apoio às vítimas como Delegacias da Mulher, juizados de violência doméstica e a Casa da Mulher Brasileira. A violência doméstica deixa marcas profundas na vida de uma mulher e das crianças. Essas medidas são fundamentais no apoio e acolhimento às vítimas.

Qual o papel da imprensa na cobertura de casos de feminicídio?

Mais de 21 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses, de acordo com pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum de Segurança Pública 2024/2025. Segundo a ONU Mulheres, a cada seis horas é registrado um assassinato de mulheres. Em um país como este, é imprescindível o papel da imprensa. É preciso muita responsabilidade na divulgação dos fatos e na exposição das vítimas e familiares. Informações tais como os canais de denúncia (ligue 180) e as redes de acolhimento são fundamentais. E é preciso ter em mente o papel da mídia na conscientização e educação do público leitor.

Considera que a imprensa, de modo geral, pode melhorar a cobertura de casos de feminicídio? Como? Exemplifique.

A imprensa, de modo geral, costuma expor as mulheres e condená-las por suas próprias mortes. Eu acompa-

nhei de perto a cobertura dos jornais populares na minha tese de doutorado e vi a excessiva e desnecessária exposição das vítimas. Sempre apresentadas ao leitor como culpadas pelas roupas que usavam e comportamentos. Nos grandes jornais do Sudeste, também não poupam as vítimas. Na descrição de um estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro, em 2016, a vítima foi acusada de provocar o estupro e não foi sequer ouvida. É preciso ainda capacitar jornalistas para a abordagem em casos de violência doméstica, feminicídios e assédios.

E as escolas e universidades? O que podem fazer para melhor formação de uma sociedade mais consciente e atuante no combate à violência contra a mulher?

Escolas e universidades têm papel relevante na conscientização e educação, sobretudo de meninos e jovens do sexo masculino. Em tempos de redes sociais, de telas e de crescimento de movimentos misóginos (como red pill) e racistas, cabe à escola e universidades o papel de educar. No Reino Unido, esse movimento já está sendo feito. Diante de inúmeros casos de violência contra as mulheres e feminicídio, o governo está com um programa de capacitação de professores para identificarem os primeiros sinais de misoginia e violência em adolescentes do sexo masculino. É preciso que esse programa se espalhe por todos os países do mundo, de modo a coibir as violências contra meninas e mulheres. Vale aqui mencionar também a pesquisa sobre violências contra as mulheres, como a feita por diversos grupos de pesquisa, órgãos e instituições. De modo especial, destaco o nosso grupo Gecoms da UnB - Gênero, Comunicação e Sociabilidade

O setor produtivo também pode atuar no combate à violência contra a mulher? De que forma?

O setor de transporte público começa a se preparar. Um exemplo: o “botão do pânico do ônibus” para ser acionado em caso de importunação sexual. Outro exemplo são os vagões só para mulheres em trens e metrôs. E os carros de aplicativos que estão recebendo treinamento para identificação. No setor de entretenimento, bares e restaurantes já estão fornecendo treinamento para garçons e demais empregados para identificarem casos de violência contra mulheres. No setor de turismo, agências de viagem estão alertas para casos de tráfico de meninas e mulheres e violências.

Entre histórias e nascentes: conheça o Passeio do Trenzinho Cultural

Descobrir Brasília para além dos monumentos modernistas é a proposta do Passeio do Trenzinho Cultural, realizada todos os sábados, das 9h30 às 12h, no Country Club de Brasília. O Correio fez o passeio, que oferece uma imersão em histórias que antecedem a própria construção da capital federal, unindo memória, educação patrimonial e contato direto com a natureza do Cerrado.

A experiência é realizada em um trenzinho, com os visitantes sentados durante todo o percurso. O roteiro percorre áreas históricas e naturais do Country Club, clube campestre inaugurado antes mesmo da inauguração oficial de Brasília, quando toda a região ainda fazia parte da antiga Fazenda do Gama.

Um dos pontos centrais do passeio é a Casa Velha, antiga sede da Fazenda do Gama. Com mais de 150 anos, a construção é uma das poucas edificações remanescentes com arquitetura colonial dos séculos 18 e 19 ainda de pé no Distrito Federal, preservando características raras do período anterior à capital.

O roteiro inclui, também, uma visita ao Catetinho, palácio de madeira que serviu como primeira residência oficial do então presidente Juscelino Kubitschek. O local é considerado um marco histórico fundamental, por simbolizar os primeiros passos da construção de Brasília.

Além da parte histórica, o passeio propõe momentos de contato direto

com o meio ambiente. Na Hípica do Country Club, os participantes podem acariciar os cavalos e, ainda dentro do espaço do clube, é possível fazer um percurso em meio ao Cerrado, com parada para beber água pura de nascente e se refrescar em uma bica de água cristalina.

Entre os participantes do passeio está a servidora pública Lilian Cavalieri, 43 anos, que participou da experiência com o marido, Fabrício Ataíde, e o filho, Lucas Cavalieri, de 3 anos. Moradora de Brasília há cerca de 15 anos, ela conheceu o passeio pelas redes sociais e planejou a visita.

Segundo Lilian Cavalieri, o passeio foi escolhido para aproveitar o período de férias. “Como está acabando as férias, decidimos aproveitar. Eu estou achando muito legal. A gente nunca tinha vindo aqui”, relata. Para ela, a experiência é especialmente significativa para o filho. “Para ele está sendo bem interessante, o Lucas está curioso, falando bastante”, diz.

Reinvenção profissional

Idealizador e guia do projeto, Thiago Luz, 44 anos, explica que o Trenzinho Cultural surgiu a partir de uma reinvenção profissional durante a pandemia, quando começou a receber amigos para atividades ao ar livre, pois era um período difícil para o turismo, em que as pessoas não podiam viajar.

“Nesse contexto, uma amiga falou: ‘Por que você não começa a cobrar?’. Então, eu criei um circuito aqui, a trilha do trem, e depois fiz o passeio do Trenzinho Cultural, que resgata as histórias de uma Brasília que existia antes mesmo da construção da capital”, explica o guia turístico.

Hotel Torre Palace é implodido em Brasília após anos de abandono

Após anos de abandono, o Hotel Torre Palace, localizado no Setor Hoteleiro Norte (SHN), em Brasília, foi implodido na manhã deste domingo (25), às 10h. A ação marcou o encerramento definitivo de um capítulo de degradação urbana e abriu espaço para a construção de um novo empreendimento hoteleiro no local.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) atuou na segurança da área durante todo o processo, garantindo a integridade da população e a ordem pública. A operação contou com o emprego de efetivo especializado, incluindo policiais do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCAES), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e do Batalhão de Aviação Operacional (BAVOP).

O edifício, que permaneceu abandonado por longos anos,

já havia sido cenário de uma complexa operação policial. Em junho de 2016, a PMDF conduziu a desocupação do Torre Palace Hotel após o local se tornar, por mais de dois anos, ponto de invasões, consumo de drogas e prostituição. A ação exigiu planejamento integrado, tomada de decisão técnica e apoio aéreo especializado, evidenciando a complexidade da ocorrência.

Mesmo após a desocupação, o prédio seguiu em estado de abandono até ser adquirido pela iniciativa privada. Com a compra, foi definida a implosão do edifício, realizada neste domingo, como parte do projeto de revitalização da área, que dará lugar a um novo hotel.

A implosão ocorreu de forma controlada e sem intercorrências, reforçando a importância do planejamento prévio e da atuação coordenada dos órgãos envolvidos, com destaque para o trabalho preventivo da Polícia Militar do Distrito Federal.

ECONOMIA

Banco Master, BRB e FGC: riscos financeiros, incentivos distorcidos e fragilidade institucional

Ocaso envolvendo o Banco Master ganhou relevância não apenas pelo seu impacto jurídico ou político, mas principalmente por levantar alertas importantes sobre o funcionamento do sistema financeiro brasileiro e a qualidade das suas salvaguardas institucionais. Quando episódios desse tipo passam a envolver bancos públicos, mecanismos de garantia e autoridades de alto escalão, o debate deixa de ser pontual e se torna estrutural, tocando em temas centrais como risco sistêmico, governança, assimetria de incentivos e credibilidade regulatória.

Do ponto de vista econômico, o principal problema não é a existência de operações financeiras complexas em si, mas o ambiente institucional que permite que riscos privados sejam, direta ou indiretamente, mitigados por estruturas públicas ou paraestatais. Essa dinâmica distorce incentivos, enfraquece a disciplina de mercado e cria um cenário de “risco moral”, no qual agentes privados podem assumir posições mais agressivas contando com a expectativa de proteção institucional em caso de dificuldades.

debate público, a estratégias que parecem oferecer salvaguardas indiretas a instituições específicas, surge um problema clássico de economia financeira: a socialização de riscos privados.

“Esse cenário se agrava quando entram em cena autoridades políticas e institucionais de alto escalão”

A conexão do caso com o Banco de Brasília (BRB) evidencia esse ponto. Embora atue como banco comercial, o BRB é controlado pelo Governo do Distrito Federal e, portanto, carrega uma função pública implícita. Operações envolvendo um banco público e instituições privadas em situação controversa exigem padrões de governança, transparência e gestão de risco significativamente mais elevados do que aqueles aplicáveis ao setor estritamente privado. Quando esses padrões não são claramente perceptíveis, o mercado passa a precificar não apenas o risco financeiro da operação, mas também o risco político e institucional associado a ela.

Outro elemento central dessa equação é o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Do ponto de vista técnico, o FGC é um instrumento essencial para a estabilidade financeira, ao proteger depositantes e evitar corridas bancárias. No entanto, quando seu funcionamento passa a ser associado, no

Mesmo quando não há ilegalidade, a percepção de que o FGC pode ser utilizado como amortecedor para decisões excessivamente arriscadas enfraquece a disciplina de mercado. Instituições menores ou menos conectadas passam a operar em desvantagem competitiva, enquanto agentes com maior capacidade de articulação institucional tendem a capturar benefícios implícitos. O resultado é um sistema menos eficiente, mais concentrado e estruturalmente mais frágil. Esse cenário se agrava quando entram em cena autoridades políticas e institucionais de alto escalão. Suspeitas e questionamentos envolvendo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e ministros do Supremo Tribunal Federal — com destaque para Dias Toffoli, frequentemente citado em análises críticas — ampliam o risco institucional percebido pelo mercado. Do ponto de vista econômico, o problema central não é a responsabilização individual, mas o impacto que essas percepções têm sobre a previsibilidade e a neutralidade das regras do jogo.

Em última instância, o alerta é econômico: sistemas financeiros não entram em crise apenas por insolvência contábil, mas por perda de confiança. Quando o mercado passa a desconfiar da neutralidade das instituições e da simetria de riscos, o custo é coletivo. O caso do Banco Master mostra que preservar a estabilidade financeira exige mais do que regras formais — exige instituições robustas, transparentes e claramente protegidas da captura por interesses privados.

* Humberto Nunes Alencar, formado em jornalismo pela UnB e economia pela Católica. É mestre em economia e doutor em direito pelo IDP.

DIREITOS HUMANOS

Governo e ONU têm programação alusiva a 3 anos de emergência Yanomami

Por Rócio Barreto

Fonte Correio Braziliense

Passados três anos da emergência humanitária Yanomami, o governo federal e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) programam uma série de ações em Roraima. Nesta quinta-feira (22), está prevista a inauguração de um espaço do Acnur no Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana (CREDHYY), em Boa Vista.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em um contexto marcado, também, pela crise humanitária na Venezuela, a ideia é reforçar a cooperação entre o Estado brasileiro e organismos internacionais “no atendimento e na proteção de povos indígenas, migrantes e refugiados no território”.

Na programação referente ao marco dos três anos da emergência humanitária Yanomami, estão previstas reuniões de avaliação, alinhamentos internos e encontros com o sistema de justiça, “reforçando o compromisso do MDHC com a atuação integrada, a cooperação internacional e a garantia de

direitos humanos no contexto do acolhimento humanitário em Roraima”.

As atividades contam com a participação da Organização Internacional para Migrações (a agência das Nações Unidas para questões relacionadas ao tema) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Estão previstas visitas a abrigos indígenas e não indígenas – como os pontos de atendimento da Operação Acolhida – tanto em Boa Vista quanto em Pacaraima.

O reconhecimento da crise humanitária enfrentada pelos povos indígenas Yanomami e Ye’kwana teve início em 20 de janeiro de 2023, quando foi decretada emergência em saúde pública. Desde então, segundo o MDHC, o governo federal vem mantendo presença contínua e integrada na Terra Indígena Yanomami.

“A estratégia interministerial incluiu operações de segurança para a retirada de invasores, ações de comando e controle territorial, maior fiscalização ambiental e apoio logístico às comunidades, com mais de 9 mil operações realizadas entre 2024 e 2026”, justifica o ministério.

Empreender como forma de cuidado, gestão e valorização da mulher

Entre raízes no Sul e na Bahia, uma trajetória marcada pela força materna, pela persistência aprendida com o pai e pela coragem de recomeçar. Cheila Wobido construiu em Brasília não apenas uma carreira sólida como gestora e empreendedora, mas um propósito: transformar autoestima em experiência, cuidado em excelência e beleza em respeito à individualidade feminina. À frente da D Concept, ela fala sobre memória, trabalho, superação e o poder de valorizar mulheres.

Sua infância entre o Sul e a Bahia marcou sua trajetória. Que valores dessa fase você carrega até hoje?

Marcou profundamente. As memórias desse período são das melhores possíveis. Minha mãe era uma mulher forte e determinada, que criou a mim e aos meus irmãos com disciplina rigorosa, mas sempre com muito amor. Lembro também da luta do meu pai com a terra — cada conquista dele era uma grande lição de perseverança. São valores que carrego comigo até hoje. Sou, sem dúvida, fruto da infância que tive.

Mesmo formada em Direito, o empreendedorismo sempre falou mais alto. Quando você entendeu que esse seria o seu caminho?

Não houve um único momento específico. Essa vontade começou a se manifestar quando me formei em Administração e foi se revelando ao longo de várias fases da minha vida, da infância à vida adulta. Em todas as oportunidades profissionais, sempre busquei agir com dedicação e entregar o melhor resultado possível. Para mim, isso já é empreender.

Brasília se tornou a cidade do seu coração. O que essa cidade representa na sua história?

Representa muito. Foi aqui que cuidei da minha mãe em seu estágio final de um câncer que a levou ainda jovem. Foram dias difíceis, mas também vivi momentos felizes, construí amizades sinceras e profundas que me surpreenderam. Brasília me acolheu — especialmente por meio de mulheres extraordinárias com quem convivo diariamente. Foi aqui que pude criar uma marca de beleza e abrir dois centros de bele-

za. Amo Brasília e sou imensamente grata por tudo o que ela me proporcionou e ainda proporciona.

Qual foi o principal aprendizado da sua experiência como gestora na ABGF que você leva para a vida empresarial?

O maior aprendizado foi vencer obstáculos por meio do trabalho técnico e do esforço coletivo em torno de um objetivo comum. Nosso desafio era criar uma agência pública garantidora de empréstimos que possibilitasse ao Brasil financiar grandes obras sociais e de infraestrutura. Foi um período intenso, de muito trabalho e aprendizado, convivendo com grandes economistas e gestores públicos. Por ser uma empresa pública de administração indireta, foi possível exercer minhas habilidades empreendedoras com mais autonomia do que na administração direta.

Como nasceu a D Concept e qual era o propósito da marca desde o início?

A D Concept nasceu em Brasília, no início de 2018, junto com meu primeiro sócio. A ideia era criar uma marca de beleza voltada para um mercado de luxo, com proposta diferenciada. Optamos por iniciar em São Paulo, o maior mercado do país. Após um ano de sucesso absoluto, decidimos abrir a segunda unidade em Brasília. Hoje, a D Concept BSB, inaugurada em dezembro de 2019, é muito mais que um espaço de beleza: representa um conceito de atendimento exclusivo, único e de excelência.

A valorização da mulher é um pilar da D Concept. O que isso significa, na prática, para você?

Toda mulher é única e possui sua própria beleza. O que fazemos no D Concept é realçar essa beleza e fazer com que cada mulher se sinta linda, forte e ainda mais valorizada. Queremos que ela seja atendida com carinho e atenção, mas também com excelência técnica em cada procedimento.

O respeito à individualidade é a base do sucesso da marca. Por que esse princípio é tão importante no mercado da beleza?

Porque toda mulher é linda simplesmente por ser mulher. Respeitar a individualidade é respeitar a mulher como ela é — sem impor padrões, sem apagar identidades.

O D Concept BSB é hoje referência no DF. Qual você acredita ser o grande diferencial da unidade de Brasília?

O profissionalismo da equipe, a qualidade dos produtos, dos equipamentos e da infraestrutura que oferecemos às nossas clientes. Tudo isso aliado a uma gestão técnica, comprometida com um atendimento exclusivo e de alta qualidade.

O que mais te emociona ao ver o impacto do seu trabalho na autoestima das clientes?

Os sorrisos e os olhares das mulheres ao final de cada procedimento realizado pela nossa equipe. Isso faz toda a luta de empreender no Brasil valer a pena.

Para finalizar: que mensagem você deixaria para mulheres que ainda não reconhecem a própria beleza e força?

Mulheres, vocês são especiais e merecem ser respeitadas, amadas e valorizadas. Cuidem-se, sejam felizes, porque vocês são únicas.

Programa Brasil no Mundo debate crise entre Europa e Trump

Por Rócio Barreto

Fonte Correio Braziliense

Neste domingo (25), a TV Brasil leva ao ar, às 19h30, uma nova edição do programa Brasil no Mundo. No estúdio, no Rio de Janeiro, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat analisam a resposta que a Europa tenta dar às últimas movimentações de Trump no Fórum Econômico de Davos e os efeitos dessas ações no Brasil e na América Latina. Além disso, desvendam os desdobramentos dos conflitos na Síria.

O doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e professor associado do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política do Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Universidade do Es-

tado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), Christian Lynch, junta-se ao time de apresentadores para comentar os destaques da semana.

Sobre a produção

O programa Brasil no Mundo se dedica a destrinchar os grandes acontecimentos globais com a profundidade que cada tema exige. Conduzido pelos jornalistas especialistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, apresenta análises consistentes e, a cada edição, recebe um convidado que contribui para ampliar a compreensão do cenário internacional e de seus reflexos na sociedade.

Sessão na praça emociona público da Mostra Tiradentes

Anoite de sexta-feira (24) foi marcada por emoção e silêncio atento na praça central de Tiradentes. A exibição ao ar livre do longa Querido Mundo, dirigido por Miguel Falabella, reuniu um público numeroso na 29� Mostra de Cinema de Tiradentes, transformando o espaço histórico em sala de cinema e encontro afetivo com o audiovisual brasileiro.

O filme, um drama protagonizado por Malu Galli e Eduardo Moscovis, acompanha dois personagens atravessados por frustrações pessoais que se veem presos nos escombros de um prédio abandonado na virada do ano. Dependência emocional, violência doméstica e a possibilidade de recomeço costuram a narrativa, que provocou reações intensas da plateia ao longo da sessão gratuita.

Antes da projeção, Falabella apresentou o filme e compartilhou com o público a travessia até a direção cinematográfica.

Na manhã deste domingo (25), o diretor voltou a se en-

contrar com o público em uma conversa aberta, ampliando o diálogo sobre processo criativo, atuação e linguagem. Ao comentar sua trajetória no teatro e no cinema, Falabella relembrou experiências marcantes e a centralidade do corpo do ator na construção da cena. “Hoje em dia pouca gente trabalha isso, o corpo do ator. É uma outra construção, outra postura, outro diafragma, outro enunciado”, afirmou, ao evocar montagens teatrais dos anos 1980.

O encontro ganhou contornos de homenagem quando Falabella falou da emoção de integrar a mesma edição da mostra que o cineasta Júlio Bressane, com quem trabalhou em Cleópatra.

Falabella destacou ainda o caráter provocador desse cinema que exige do ator e do espectador um esforço ativo. “É não pegar a pessoa pela mão o tempo todo. É exercitar a cabeça”, resumiu, arrancando risos e concordâncias da plateia.

Com o tema “Soberania Imaginativa”, a 29� Mostra de Cinema de Tiradentes ocupa até 31 de janeiro a cidade histórica com uma programação gratuita que reafirma o festival como a primeira grande vitrine do calendário audiovisual brasileiro.

Bons condutores sempre

Épositiva a iniciativa de desonerar e facilitar o processo de habilitação de condutores de veículos automotores. Embora seja desejável desassociar o direito de ir e vir do uso do automóvel, há que se reconhecer que os veículos motorizados têm outras funções na sociedade em que vivemos e, portanto, que a licença para conduzi-los é um instrumento de acesso ao trabalho, à educação, à saúde, à cultura etc.

Uma primeira medida no sentido dessa facilitação foi o fim da obrigatoriedade de frequentar uma autoescola para candidatos à primeira habilitação. A medida causou intensa controvérsia entre especialistas – alguns nem tanto assim, é verdade – e esperado questionamento por parte de proprietários e gestores desses estabelecimentos. Não pretendo retornar aqui àquela discussão, exceto para registrar que até agora não surgiram evidências de que a obrigatoriedade da autoescola tem efeito na segurança viária em geral.

“Houve

alguma reação, de novo entre toda sorte de especialistas e, compreensivelmente, proprietários e gestores de clínicas habilitadas pelos DETRANs, questionando a segurança da eliminação dos exames médicos, mas nem de longe se comparou à celeuma sobre as autoescolas. Talvez porque o rigor dos exames já não gozasse mesmo de boa reputação na opinião pública. ”

A segunda medida, aparentemente bem menos polêmica, é a renovação automática da habilitação para condutores que não tenham registrado pontuação gerada pelo cometimento de infrações em seus prontuários nos doze meses anteriores à data de vencimento de suas CNHs. Trata-se novamente de um benefício econômico e administrativo, mas desta vez focado não nos aspirantes, mas nos que tenham se mostrado bons condutores.

Houve alguma reação, de novo entre toda sorte de especialistas e, compreensivelmente, proprietários e gestores de clínicas habilitadas pelos DETRANs, questionando a segurança da eliminação dos exames médicos, mas nem de longe se comparou à celeuma sobre as autoescolas. Talvez porque o

rigor dos exames já não gozasse mesmo de boa reputação na opinião pública. O diretor de Regulação, Fiscalização e Gestão da SENATRAN argumenta que os exames eram responsáveis pela não renovação de apenas de 0,3% dos candidatos, tornando-se, portanto, inócuos. Parece-me um argumento que merece aprofundamento, mas deixo isso para os colegas da saúde. No que diz respeito à desoneração – e consequente facilitação – do processo, creio que premiar o bom condutor tem o grande mérito de, paralelamente ao benefício individual, contribuir com a promoção da cidadania e, por consequência, da segurança no trânsito. Mas, como tudo pode ser aprimorado, pergunto por que restringir a “ficha limpa” aos doze meses anteriores à renovação. Observando a naturalização de comportamentos cotidianos, como o de só respeitar limites de velocidade na presença de equipamentos eletrônicos de fiscalização, temo que o cuidado para não ser autuado fique restrito a um em cada cinco anos da vida de um condutor. A título de sugestão, que tal estender o período de observação a todo o interstício entre renovações, ainda que com alguma pequena flexibilização dos limites de cometimento de infrações? Fica a dica.

* Paulo Cesar Marques da Silva é professor da área de Transportes da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília e pesquisador do Observatório das Metrópoles. Possui graduação em Engenharia pela Universidade Federal da Bahia, mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado pela University College London.

Nem na Casa Mais Vigiada do Brasil Estamos Seguras

Não cheguei a ver nenhuma edição do BBB. Já tenho distrações demais e sempre acho que leio e estudo menos do que deveria. Mas, confesso que, para uma psicanalista, o que se passa por ali, é um bom estudo sobre o comportamento humano. Por mais que alguns queiram criar personagens, ninguém sustenta uma máscara, por muito tempo, sendo filmado durante 24 horas.

É pelas redes sociais que fico sabendo de alguns comportamentos, principalmente, os mais extravagantes, para dizer o mínimo.

Foi assim que tomei conhecimento do assédio cometido por um participante que, ao perceber o crime que cometeu, pediu para sair do jogo. Mas, o estrago já estava feito.

Ele tentou, à força, beijar outra jogadora, na despensa da casa.

Esse mesmo homem, já havia demonstrado inúmeros comportamentos estranhos, toscos, duvidosos. Conseguiu a proeza de irritar praticamente, todos os “moradores” da casa, com palavras ou atitudes bizarras.

O dano causado a uma mulher atinge várias outras mulheres. A violência de gênero gera gatilhos, porque todas nós, de uma forma ou de outra, já fomos violentadas em nossos direitos.

Com o caso, imediatamente uma das participantes lembrou de uma violência sofrida por ela em outro momento, fora da casa. E veio o questionamento: “ Você vem para o BBB, realizar seu sonho e encontra um homem que faz a mesma coisa, mesmo com um monte de câmeras? “

“Até que ponto, é possível responsabilizar a direção do programa pelas atitudes dos participantes?

Os jogadores passam por análises psicológicas e psiquiátricas para saber se estão minimamente aptos para ficarem confinados com outras pessoas, sem causar grandes estragos?”

Se ele estava de fato alterado, em surto, ou se o comportamento fazia parte de um personagem criado por ele para participar do “jogo”, o tempo dirá.

O fato é que ele cometeu um crime. Detalhe: é casado e a, agora, ex- companheira está grávida de sete meses.

O comportamento causou sequelas, gatilhos, uma crise e deixou algumas perguntas.

Até que ponto, é possível responsabilizar a direção do programa pelas atitudes dos participantes? Os jogadores passam por análises psicológicas e psiquiátricas para saber se estão minimamente aptos para ficarem confinados com outras pessoas, sem causar grandes estragos? É possível garantir a segurança dos participantes?

Uma pergunta que ecoa: se um homem sabe que boa parte do Brasil está com os olhos voltados para ele e mesmo assim tentar beijar à força uma mulher, o que pode impedir essa violência? Nem a companheira grávida em casa, possivelmente vendo a cena, nem a religião, nem as leis, nada pode ser barreira para saciar um desejo unilateral?

Pelo que li, esse está longe de ser o único caso de assédio contra mulher dentro do programa. Entre outros fatores, culturais inclusive, esses homens devem ter a certeza da impunidade, para continuar agindo desta forma, desrespeitosa, cruel, suja, criminosa.

O caso ajuda a botar lenha em um debate que não deve esfriar nunca, já que os números de violência contra a mulher são assustadores e só crescem. Se nem na casa mais vigiada do Brasil estamos seguras, aonde estaremos?

* Renata Dourado é psicanalista e jornalista. Trabalha na TV Ban deirantes há mais de 15 anos. Apresenta o Band Cidade, jornal local, que vai ao ar, ao vivo, de Segunda a Sexta, às 18h50. Também apresenta o Band Entrevista, que vai ao ar, aos sábados.

FGC pagou R$ 26 bi a 67% dos credores do Banco Master

Fonte Correio Braziliense

OFundo Garantidor de Créditos (FGC) já realizou pagamentos de R$ 26 bilhões a 521 mil credores do Banco Master até o fim da tarde desta sexta-feira (23). O volume corresponde a 66,4% do valor total previsto para desembolso e alcança 67,3% dos investidores com direito à garantia.

Os pagamentos começaram na tarde de segunda-feira (19) e ganharam ritmo após ajustes técnicos que melhoraram o desempenho dos sistemas do fundo. Segundo o FGC, cerca de 2,8 mil pedidos por hora estão sendo processadas por meio do aplicativo, o equivalente a 46 pedidos por minuto.

Em nota, o fundo afirmou que as equipes seguem monitorando os sistemas de forma contínua para acelerar os repasses. No entanto, alertou que procedimentos de segurança e prevenção a fraudes podem exigir etapas adicionais de verificação, o que pode afetar os prazos individuais de liberação dos recursos. O FGC estima a necessidade de aproximadamente R$ 40,6 bilhões líquidos para cobrir as garantias relacionadas ao Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro. O valor representa cerca

de um terço dos recursos disponíveis no fundo.

Além do Master, o FGC terá de honrar garantias relacionadas ao Will Bank, que teve a liquidação decretada nesta semana pelo Banco Central. A estimativa é de um desembolso adicional de R$ 6,3 bilhões.

O início desses pagamentos depende do envio da base de dados dos credores pelo liquidante nomeado pelo BC e ainda não há prazo definido para a liberação dos valores.

O fundo destacou que, como o Will Bank integra o conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é duplicado. Assim, clientes que já tenham recebido o teto máximo na liquidação de outras instituições do grupo não terão valores adicionais a receber. “O credor que já recebeu o valor limite da garantia de R$ 250 mil não terá novos pagamentos, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro”, informou o FGC.

O Banco Master foi alvo de liquidação extrajudicial em 18 de novembro, no mesmo dia em que seu controlador, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso em operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes bilionárias. Ele foi posteriormente solto e responde às investigações em liberdade, sob medidas cautelares.

Enozor Júnior: quando Brasília vira linguagem, a moda vira identidade

Paulista de nascimento e brasiliense por escolha, Enozor Júnior construiu em Brasília mais do que um endereço: edificou uma identidade criativa. Há mais de duas décadas vivendo na capital federal, ele transita com naturalidade entre a racionalidade da gestão e a sensibilidade artística, unindo administração, cultura e moda autoral. Fundador e diretor criativo da Danice, marca criada em 2015, Enozor transformou referências da arquitetura modernista, da arte brasileira e do comportamento urbano em uma linguagem estética própria. O que começou nas feirinhas da cidade hoje se consolida como uma das principais expressões da moda brasiliense, com presença física, digital e um diálogo cada vez mais amplo com o cenário criativo nacional.

Você nasceu em São Paulo, mas escolheu Brasília para viver e criar. Em que momento a cidade deixou de ser endereço e passou a ser identidade na sua trajetória pessoal e criativa?

Brasília deixou de ser apenas um endereço quando passei a entendê-la como linguagem. No início, foi uma escolha prática de vida; com o tempo, tornou-se um campo de sensibilidade. A escala, o silêncio, o concreto, o céu, a arquitetura — tudo isso começou a moldar meu olhar. Quando percebi que minhas referências criativas já estavam atravessadas por Brasília, entendi que a cidade tinha virado identidade.

Sua formação é em Administração e você vem de uma família de empreendedores. Como essa base de gestão dialoga com o seu lado criativo no dia a dia da Danice?

A Administração me dá estrutura para que a criatividade exista de forma sustentável. Venho de uma família onde empreender sempre fez parte da conversa, então aprendi cedo que uma boa ideia precisa de gestão para ganhar longevidade. Na Danice, esses dois lados dialogam o tempo todo: o criativo propõe, o gestor organiza, viabiliza e projeta o futuro.

A marca nasce em 2015 como uma forma de expressão de ideias, afetos e narrativas. Que inquietações ou desejos você precisava colocar no mundo naquele momento?

Em 2015, eu sentia uma inquietação grande em relação à falta de narrativas autorais na moda que dialogassem com o Brasil contemporâneo, especialmente com Brasília. A Danice nasce desse desejo de expressar afetos, identidade e pertencimento. Era menos sobre produto e mais sobre contar histórias que eu não via sendo contadas. Alinhar nosso modo de vida na capital às referências da moda mundial criou um casamento de ideias que deu origem a uma identidade única, muito conectada ao viver em Brasília.

Brasília, com sua arquitetura modernista e forte carga simbólica, atravessa a estética da Danice. O que o olhar brasiliense permite enxergar na moda que outras cidades talvez não permitam?

O olhar brasiliense ensina a valorizar o espaço, o tempo e o essencial. Brasília não é excessiva; ela é conceitual. Isso se traduz na moda em linhas mais limpas, na força da forma, na atenção ao detalhe e ao significado. É uma cidade que convida à reflexão — e isso muda completamente a maneira de criar.

A Danice começou nas feirinhas e hoje soma lojas físicas, e-commerce e reconhecimento nacional. Quais foram os aprendizados mais importantes dessa caminhada de dez anos?

O principal aprendizado foi entender que crescimento exige consistência. As feirinhas ensinaram escuta, proximidade com o público e, principalmente, a compreender desejos e hábitos de consumo. As lojas e o e-commerce trouxeram visão estratégica e profissionalização. Em todos os momentos, aprendi que uma marca se constrói no dia a dia, com coerência e verdade.

Você costuma dizer que a moda é reflexo direto do comportamento e da sociedade. Que transformações sociais mais influenciam suas coleções hoje?

Hoje, as transformações mais fortes vêm do comportamento: a busca por conforto, propósito, bem-estar e autenticidade. As pessoas querem se reconhecer no que vestem. Existe também uma valorização maior do local, do feito com intenção e de marcas que se posicionam culturalmente, não apenas comercialmente.

A marca tem ampliado seu diálogo com artistas contemporâneos e nomes consagrados da arte brasileira. O que te move a buscar essas colaborações e como elas enriquecem o processo criativo?

A arte sempre foi um território de diálogo para mim. Buscar artistas é buscar outras formas de ver o mundo. A cada colaboração, um novo universo criativo se abre. Esses encontros enriquecem o processo porque tensionam ideias, ampliam repertório e tiram a moda do lugar óbvio. A Danice se fortalece quando se torna uma plataforma de encontro entre diferentes linguagens.

Mesmo crescendo e ultrapassando o “quadradinho”, a identidade local segue muito forte. Como equilibrar expansão, mercado e autenticidade?

O equilíbrio vem de não negociar a essência. Expandir não significa diluir identidade. Pelo contrário: quanto mais a marca cresce, mais claro precisa ficar quem ela é e de onde vem. Brasília continua sendo nosso ponto de partida simbólico, mesmo quando dialogamos com o Brasil inteiro.

Além do empresário, existe o Enozor que desenha, pesquisa e observa o mundo. Como é a sua rotina criativa e de onde vêm as referências que alimentam esse processo?

Minha rotina criativa é muito ligada à observação. Eu desenho, pesquiso, caminho pela cidade, visito exposições, leio, converso e tento viver Brasília em sua essência. As referências vêm da arquitetura, do modernismo, da arte brasileira, do comportamento urbano e, principalmente, do cotidiano. Criar, para mim, é estar atento.

Nas redes sociais, você compartilha ideias e bastidores como extensão do seu trabalho. Que papel esse espaço ocupa hoje na construção da marca e no diálogo com o público?

As redes sociais são hoje uma extensão natural do meu trabalho. Elas não servem apenas para mostrar produto, mas para compartilhar processo, pensamento e bastidores. Esse espaço cria proximidade, constrói comunidade e fortalece a relação de confiança entre a marca e o público.

Conheça a ilha do Caribe que virou a queridinha das celebridades brasileiras

Por Ana Luiza Silva

Fonte Catraca Livre

Anguilla tem se consolidado como um dos endereços mais exclusivos do Caribe para quem busca praias de águas cristalinas, hotéis de alto padrão e privacidade absoluta.

Discreta e elegante, a ilha virou refúgio frequente de celebridades internacionais e também de nomes conhecidos do público brasileiro, como o casais Luciano Huck e Angélica, Tata Werneck e Rafael Vitti, que já escolheram o destino para temporadas de descanso em família.

Longe do turismo de massa, Anguilla atrai viajantes que valorizam um luxo sem ostentação, marcado por serviço atento, clima tranquilo e baixa exposição. Entre os visitantes habituais estão artistas como Beyoncé, Harry Styles e Adele, que reforçam a reputação da ilha como um destino onde exclusividade e simplicidade caminham juntas.

Experiências no ritmo da ilha

O dia a dia em Anguilla combina mar e atividades ao ar livre. Passeios de barco levam a ilhotas como Sandy Island e Prickly Pear Cays, conhecidas pelas águas transparentes e clima quase intocado. Mergulho, snorkel, kitesurf e stand-up paddle figuram entre as atividades mais procuradas.

Em terra, trilhas ecológicas e passeios de Moke — pequenos veículos abertos — oferecem uma forma informal de percorrer a ilha.

Bem-estar como prioridade

O relaxamento é parte central da experiência. Um dos destaques é o Thai House Spa, no Zemi Beach House, insta-

lado em uma casa tailandesa do século 18, transportada da Tailândia e restaurada em Anguilla.

O espaço reúne técnicas orientais e ingredientes caribenhos em massagens, rituais holísticos e hammam. Entre os tratamentos mais disputados está o “Secrets Rituals of Zemi”, que combina banho terapêutico, alongamento tailandês e a técnica polinésia Lomi-Lomi.

Cultura e identidade preservadas

Apesar da vocação para o turismo de alto padrão, Anguilla mantém viva sua herança cultural. A Wallblake House, antiga residência de plantação do século 18, é um dos marcos históricos mais bem preservados do Caribe. Vilarejos, igrejas e construções coloniais ajudam a contar a história local.

Já o Anguilla Summer Festival reúne moradores e visitantes em regatas, desfiles e apresentações musicais que celebram as tradições da ilha.

Gastronomia à beira-mar

A cena gastronômica é outro atrativo. Restaurantes como o Blanchards, em Meads Bay, combinam alta gastronomia e vista para o mar. Ao lado, o Blanchards Beach Shack aposta em pratos mais informais, sem abrir mão da qualidade. Ambos figuraram entre os dez melhores restaurantes do mundo no Travelers’ Choice 2023, do TripAdvisor, reforçando o prestígio culinário do destino.

Como chegar

O acesso a Anguilla é feito por voos via Miami ou por conexões a partir de St. Maarten. Com infraestrutura sofisticada, praias preservadas e uma hospitalidade pautada pela discrição, a ilha segue no radar de quem busca uma experiência caribenha mais tranquila —e menos óbvia.

Destino no norte de Alagoas tem praias preservadas e quase desertas

ARota Ecológica dos Milagres, no litoral norte de Alagoas, segue entre os endereços mais disputados do país, associada a uma proposta de turismo de baixo impacto, praias preservadas e ritmo desacelerado.

A região reúne restaurantes voltados à valorização da gastronomia local, passeios em meio à natureza e praias de águas claras que se tornaram símbolo do litoral alagoano. O interesse crescente pelo destino acompanha a tendência observada no setor. O Boletim Semestral 2025 da Braztoa (Associação Brasileira das Agências de Turismo) aponta Alagoas entre os estados mais procurados por viajantes brasileiros.

Localizada em uma faixa de cerca de 23 quilômetros de coqueirais, a Rota Ecológica dos Milagres abrange os municípios de Passo de Camaragibe, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres. É neste último que fica a Capela dos Milagres, um dos cartões-postais da região, além de iniciativas voltadas à economia criativa e à sustentabilidade, como projetos que integram cultura local, arte e bem-estar.

Localizada em uma faixa de cerca de 23 quilômetros de coqueirais, a Rota Ecológica dos Milagres abrange os municípios de Passo de Camaragibe, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres. É neste último que fica a Capela dos Milagres, um dos cartões-postais da região, além de iniciativas voltadas à economia criativa e à sustentabilidade, como projetos que integram cultura local, arte e bem-estar.

Praias da Rota

Ecológica dos Milagres

A paisagem natural é o principal atrativo da Rota Ecológica dos Milagres. O litoral da região concentra praias de perfil preservado, que variam entre pontos mais movimentados e trechos voltados ao descanso.

A Praia do Marceneiro, conhecida por sediar eventos exclusivos e por abrigar a Capela dos Milagres, um dos cenários mais procurados por casais para celebrações. A Praia do Riacho, de águas calmas e ambiente silencioso, atrai quem busca tranquilidade e pouca circulação de visitantes.

Cartão-postal da região, a Praia São Miguel dos Milagres tem extensos coqueirais, faixa de areia clara e mar de águas mornas e transparentes. Já as praias do Toque e de Lages se destacam pelas piscinas naturais formadas na maré baixa, ideais para quem procura momentos de descanso em meio à natureza.

Por último, a Praia do Tatuamunha funciona como acesso ao santuário do peixe-boi-marinho, oferecendo aos visitantes a oportunidade de vivenciar uma experiência ambiental considerada rara no litoral brasileiro.

Gastronomia local

Além das paisagens naturais, a Rota Ecológica dos Milagres também se destaca pela oferta gastronômica, marcada pela valorização dos frutos do mar e de ingredientes típicos da culinária regional. Restaurantes e bares da região apostam em preparos que dialogam com o território e reforçam a identidade local.

Entre os endereços de destaque está o restaurante Tahafa, inaugurado em 2021, que propõe uma combinação entre a cozinha asiática e produtos locais. Instalado em um ambiente ao ar livre, integrado à paisagem natural, o espaço reflete a proposta de experiências que unem sabor, simplicidade e conexão com o entorno.

O pensamento é perigoso

Karl Popper, um dos mais destacados e importantes filósofos do século XX, nos forneceu em 1945, um conceito que se transformou no Paradoxo da Tolerância. Nele, defendia que “a tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância”.

Em seu livro, “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”, conseguimos clara e indubitavelmente, encontrar um campo fértil para a aplicação de suas teorias neste presente que estamos vivendo.

Mas, para não darmos margens à descontextualização, é preciso esclarecer que Popper não fala em combater, no sentido estrito, quem tem opiniões diferentes, e sim, em argumentar, debater racionalmente. Algo impensável de ser feito no presente, onde temos visto e vivido o uso da imposição, do engano e violência, por parte daqueles que abandonam o campo da argumentação, por terem pleno conhecimento de que suas ideias serão colocadas em xeque.

Nele, Arendt deixa claro o resultado quando o ser humano se mostra incapaz de fazer julgamentos morais: uma massificação da sociedade que aceita e cumpre ordens sem nenhum tipo de questionamento, fazendo o mal prosperar, como no caso do réu Eichmann que se absteve de pensar e questionar se as ordens que dizia seguir eram justas e se as justificativas dadas eram verdadeiras, aderindo às massas violentas e se configurando como o intolerante colocado por Popper.

“Esses intolerantes são perigosos porque cooptam incautos a se fecharem numa bolha, com suas teses de defesa da liberdade”

E isso sempre acontecerá quando seus seguidores forem estimulados a pensar. Por isso, os intolerantes recorrem à falácia do cerceamento da liberdade de expressão, quando são confrontados com ideias como a regulação das redes, pois sabem que ao combater a desinformação industrializada, seus fiéis estarão sendo libertos para pensar e questionar as verdades absolutas, dissolvendo dogmas e criando antídotos aos intolerantes temidos por Popper.

Esses intolerantes são perigosos porque cooptam incautos a se fecharem numa bolha, com suas teses de defesa da liberdade, reforçando o dogma da tribo digital com a anulação da alteridade, que é inerente ao homem e fundamental para a construção do eu e para a existência e sobrevivência da sociedade.

Um forte exemplo do que a ausência do pensamento crítico causa ao homem, é descrito em “Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal”, livro de 1963 de Hannah Arendt, filósofa judia alemã.

Fica claro que, ao juntarmos as teorias de Popper e Arendt, o que estamos vivenciando hoje é uma repetição do movimento que utilizou a democracia para destruição da democracia e que levou à ascensão do nazismo. Só que, agora, o totalitarismo não vem dentro de um tanque blindado. Ele surge pela destruição da verdade factual, que pode levar a sociedade ao fim do diálogo, pois só há diálogo com quem concorda com a realidade básica, não com quem vive em uma realidade paralela. Não para quem vê adversários políticos como inimigos existenciais.

Seria suicídio, segundo Popper, a tolerância ilimitada a esse movimento crescente dos intolerantes. Mas, se o Estado for duro demais, poderá corroer a liberdade que tenta proteger.

A saída? Trabalhar pela resiliência das instituições, com o combate constante às estruturas de desinformação, com a proteção dos fatos, pela ciência e pelo jornalismo sério, e pela desprogramação do fanatismo, com o constante estímulo ao diálogo apregoado por Paulo Freire.

* Wilson Coelho é especialista em Políticas públicas de Saúde pela UNB, e Informática em Saúde pelo IEP-HSL.

O Agente Secreto | “Brasileiros não se encaixam nos padrões”, diz Wagner Moura

Em busca do primeiro Oscar nas categorias de atuação para o Brasil por seu trabalho em O Agente Secreto, Wagner Moura segue dando entrevistas e participando de programas de TV nos EUA. Em uma longa entrevista à Variety, Moura ressaltou o papel de atores latinos em Hollywood e como essa comunidade pode ajudar atores brasileiros no mercado dos EUA.

“Os brasileiros não se encaixam nos padrões de Hollywood”, afirmou Wagner. “’Narcos’ me conectou a uma identidade latina mais ampla. Finalmente me senti parte da família.

Mas sinto a responsabilidade de não reforçar estereótipos.”

O ator contou que após o sucesso com papel de Pablo Escobar na série da Netflix, recebeu diversos convites de trabalho, no entanto, todos para viver o mesmo tipo de personagem. “Eu pensei: não. Tive que dizer não porque é uma percepção que se tem do nosso povo. Claro, ‘Narcos’ foi ótimo. Mas eu não quero continuar reforçando esse estereótipo”, contou o brasileiro.

“Eu queria interpretar jornalistas, médicos, engenheiros — seja lá o que formos. Somos a maior parte desta sociedade. Quero interpretar os mesmos personagens que os atores brancos americanos interpretam. Não preciso interpretar um cara chamado José. Me deem o Michael, e adivinhem? O cara

vai falar exatamente como eu falo, com este sotaque. Porque eu represento muitas pessoas que falam exatamente como eu.”

Tudo sobre

O Agente

Secreto

Ambientada em Recife, em 1977, a história acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que retorna à capital pernambucana após anos fora em busca de paz, apenas para descobrir que sua cidade natal esconde perigos e segredos inquietantes.

A obra traça um panorama da sociedade e da política brasileira nos anos 70, tocando através dele em temas como repressão política, restrição de direitos e o uso da tecnologia como ferramenta do controle totalitário.

O elenco do thriller político reúne ainda grandes nomes do cinema brasileiro, incluindo Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Alice Carvalho, Roberto Diogenes, Hermila Guedes, entre outros. Udo Kier, de Bacurau, também está no filme. A direção é de Kleber Mendonça Filho, que também assina o roteiro.

No Festival de Cannes deste ano, O Agente Secreto teve um resultado histórico, levando para casa dois troféus: Kleber Mendonça Filho venceu o prêmio de Melhor Direção, e Wagner Moura recebeu o prêmio de Melhor Ator.

Agente concorre ao Oscar 2026 em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Moura) e Melhor Direção de Elenco.

Supla transforma “Nada Foi em Vão” em experiência audiovisual e amplia a

narrativa de seu 20º álbum

Aos 40 anos de carreira, Supla segue expandindo sua trajetória artística para além do som. Em “Nada Foi em Vão”, seu 20o álbum de estúdio, lançado em edição digital e em vinil cor-de-rosa, o cantor e compositor aposta em uma sequência consistente de videoclipes como parte fundamental da narrativa do disco. Ao lado da banda Os Punks de Boutique e da diretora Victoria Brito, Supla explora diferentes linguagens visuais, do humor à crítica social, passando pelo uso da inteligência artificial como ferramenta estética e conceitual.

Nesta entrevista, o músico fala sobre o álbum mais recen-

te, o processo coletivo com a banda, a criação das músicas e a importância do audiovisual como extensão do seu trabalho.

“Nada Foi em Vão” chega como seu 20o álbum de estúdio. Que momento da sua trajetória esse disco representa?

SUPLA: “Nada Foi em Vão” é um resumo de tudo que eu vivi até agora. São 40 anos de estrada, muitos projetos diferentes. São dois álbuns com o Tokyo, um com o Psycho 69, quatro com o Brothers of Brazil, um com o S&V e 11 álbuns solo. Esse disco tem muita energia e uma sintonia muito forte com todos os músicos envolvidos.

Foto: Victoria Brito

Musicalmente, o álbum passeia por várias influências. Como você define o som desse trabalho?

SUPLA: É um rock ‘n’ roll aberto para todo tipo de influência. É tudo estilo Supla, meu! Tá ligado? It’s punk rock, é bossa nova, it’s heavy metal, it’s Supla style. É meu estilo. A atitude do punk rock tá comigo sempre. É um disco bem diverso, mas com uma identidade clara.

O disco também traz participações de músicos norte-americanos. Como foi essa troca?

SUPLA: Tem o Marc Orrell, do The Mighty Mighty Bosstones e Dropkick Murphys, e o Jeff Roffredo, do Aggrolites, em algumas faixas. Já fiz turnês na América quando estava com o Brothers of Brazil, então essa comunicação flui de forma natural. Hoje, com Os Punks de Boutique, a gente já trabalha junto há mais de três anos, tudo acontece de forma muito orgânica.

“Nada Foi em Vão” vem sendo acompanhado por uma série extensa de videoclipes. O audiovisual virou parte central da divulgação do disco?

SUPLA: Com certeza. A ideia sempre foi transformar o álbum numa experiência completa. Já lançamos clipes de “Amor Kamikaze”, “Fofoqueira”, “Goth Girl From East L.A.”, “If You Believe in Nosferatu”, “Be My Baby”, “Você Não Vai Me Quebrar”, “Livre”, “Mamma’s Boy”, “Queixo Novo” e “Jovem Brasileiro. Cada música pede um tipo de linguagem visual diferente.

No clipe de “Mamma’s Boy”, você usa animações criadas por inteligência artificial. Como surgiu essa ideia?

SUPLA: Quando tocamos “Humanos” no show do The Town, aparece-

ram no telão imagens geradas por inteligência artificial. Achei muito louco o resultado e quis reproduzir isso no clipe. Vi a tecnologia como uma forma de expandir a estética visual do meu trabalho.

E o que a música “Mamma’s Boy” representa dentro do disco?

SUPLA: É um rock limpo, acelerado, muito rápido. A letra critica um menino que só reclama da vida, se colocando para baixo e pagando de vítima. Fala sobre não ter pena de si mesmo e ir à luta. É algo positivo.

Foto: Victoria Brito

“Queixo Novo” também dialoga com a inteligência artificial, mas de forma mais crítica e bem-humorada. Qual era a intenção?

SUPLA: A primeira vez que ouvi falar que a inteligência artificial ia substituir a arte, eu não compro essa história. Acho que é uma grande ferramenta, ajuda em muitas coisas, mas a essência, o olhar de uma pessoa, isso nunca vai ser substituído. O clipe tem uma crítica, mas também humor. Tem uma pegada meio Herbie Hancock, meio David Byrne.

O vídeo ironiza os exageros dos procedimentos estéticos. Esse sarcasmo foi proposital?

SUPLA: Tem um pouco, sim. A gente acredita que você tem total liberdade de fazer o que quiser com o seu corpo, mas cuidado para não exagerar. Às vezes muda demais e a pessoa fica até irreconhecível. Com todo o respeito. God bless! Foi muito divertido fazer esse clipe.

Já “Jovem Brasileiro” traz um tom mais reflexivo e social. Como essa música nasceu?

SUPLA: Foi uma jam session com Os Punks de Boutique. A letra escrevi com o Teodoro Suplicy e o Henrique Cabreira. É uma balada de peso que cutuca uma ferida. A música é inspirada nos jovens brasileiros que, frente à desigualdade, buscam um futuro, algo para acreditar nessa vida. Todos nós queremos andar pelas próprias pernas.

Esse clipe é mais um dentro da série audiovisual do disco. Como você vê esse conjunto de vídeos?

SUPLA: Eles se complementam. Cada clipe traz uma faceta diferente do álbum. Das 15 faixas do disco, “Jovem Brasileiro” já é a 11o a ganhar vídeo. Isso mostra como o audiovisual virou uma extensão natural da música nesse trabalho.

Depois de tantos lançamentos, o que você sente que “Nada Foi em Vão” deixa como mensagem?

SUPLA: Que nada do que a gente viveu, criou ou acreditou foi em vão. Tem muito trabalho coletivo, muita troca e muita verdade nesse disco. E isso se reflete tanto na música quanto nos clipes.

Foto: Victoria Brito
Foto: Victoria Brito

Recomecemos!

Sem ter muito o que fazer, com a chegada do novo ano, eu e o Caixa Preta, sentados na nossa mesa cativa, lá no Porcão.

Com o braço cansado de tanto espantar moscas, mas de olho na gororoba que preparavam na cozinha, o velho Caixa estava meio agitado, sinto que ele tem novidades e parece que estou adivinhando, pois o cabra está quase sem fôlego.

Inspirado, foi logo despejando as novidades e eu ali só ouvindo o desabafo do “Maluco Beleza”,digo isso pois o “bicho” parecia Raul Seixas, barba por fazer, cabelos assanhados, uma figura de assustar qualquer cristão, prova disso era uma criança que chorava sem parar no colo da mãe apontando pra figura do Caixa.

Disse que era melhor se preparar, pois logo depois desse feriadão vai começar o nosso calvário, agora será preciso ter muita paciência pra agüentar tanto abraço e afagos dos candidatos que estão aparecendo por aqui.

Parece que o Guará antes das eleições não existia, discus-

sões importantes foram levantadas em nossa cidade e nunca foi vista a figura de tal candidato mesmo morando aqui , mas permanecendo longe de problemas do Guará, que são muitos.

Problemas continuam acontecendo, como o mundo não acabou e o Ano Novo está apenas começando, todo mundo querendo paz, mas os donos do mundo estão sempre contra.

Nós, querendo paz, muita gente se esquivando das cacetadas do dia a dia, mas o governo insiste em nos dar , pois nem nos festejos a gente escapa. Basta olhar os novos impostos!

O Velho Caixa dava umas boas risadas dizendo que tem muita coisa que não mais o surpreende muito, embora quando o assunto é política muita coisa ainda o deixa embasbacado.

Diz o Caixa que esse bando de cara de pau acha que liderança é comprada no mercadinho ali da esquina ou contando vantagens para tentar se “cacifar”. A grande verdade é que o verdadeiro líder surge naturalmente sem que o mesmo avoque para si o título, sendo assim que acho esses pseudos candidatos não passam de pessoas sem noção do ridículo.

Pois vontade e direito de sonhar todos têm, mas por favor não abusem da nossa inteligência. Isso é burrice!!

Frio 40º Graus

Com essa frente fria que vem lá das bandas do Piauí, beirando os 40o graus, incomoda pra cacete, a impressão que temos é que estamos no meio do deserto, os oásis desapareceram.

Com o suor escorrendo, apesar da fina garoa saio igual a um zumbi tentando encontrar o Caixa Preta, tenho certeza que ele me levará até o Porcão, para que possamos matar a nossa sede, enquanto colocamos o papo em dia.

O chato de ir ao Porcão é aquela vontade de matar o Galak, aquele animal que foi batizado por engano.

Mas o bom de tudo isso é ouvir os casos que acontecem aqui no Guará, contados pelo meu amigo Caixa Preta.

Segundo o cabra, aqui em Guaralândia uma mistura de Guará com Disneylândia, um verdadeiro mundo de fantasia que foi criado no imaginário de alguma mente doentia onde as mazelas do nosso dia a dia passam longe ou não existem.

Num primeiro momento, parece que estamos em um mundo virtual onde o que vemos de errado é apenas fruto da nossa imaginação como se todos fossemos alienados ou malucos sem cura.

Até padaria aproveitando área pública pra criar um famigerado verdurão, contrariando tudo que é legal, a Anvisa se escondendo como sempre, mas por aqui tudo pode.

O resultado de uma pesquisa feita a respeito das nossas cidades e o padrão de vida de nossa população, jogou por terra um pouco da nossa empáfia sobre o nosso querido Guará e esse choque talvez venha nos trazer de volta a realidade de uma cidade com problemas graves.

Uma cidade cheia de “gambiarras”, onde o improviso parece ser a tônica de quem é responsável pela cidade, tudo feito sem planejamento, nas coxas.

Basta dar uma olhada no plano urbanístico todo deixado de lado apenas para atender ao “clientelismo” desenfreado que tomou conta da Administração durante os últimos anos.

A população precisa acordar e tentar dar um basta nessa situação caótica em que se encontra o Guará, está na hora dos moradores saírem realmente dos castelos imaginários em que vivem, e cair na cruel realidade.

Chega de tanta conversa e pouca ou nenhuma ação, da vergonhosa quioscaiada, puxadinhos, “gambiarras”, invasões e desmandos que campeiam por aqui.

Está passando da hora de dar um basta, chega de tanta enganação.

TIJOLADAS DO CAIXA

Latidos e Mordidas

Lá no Porcão sentado sem ter o que fazer, tomando aquela gelada, que mais parecia canela de pedreiro de tão branca por causa do gelo, esperando tranquilamente a chegada do Caixa Preta, que estava demorando.

Tive que aturar o mau humor do Galak, aquela doce figura mais grossa que casca de Jacarandá, de repente o velho Caixa chega.

Me preparo para ouvir algum caso maluco que ele tem pra contar, isso nunca falha, parecia alegre, tudo indicava que nada de novo e ruim estava acontecendo no nosso querido Guará.

Pedi então que ele me contasse algum caso para colocar no artigo da semana, depois de alguns goles, alguns palavrões carinhosos trocados com o Galak.

Segundo o cabra, tinha um caso que talvez me interessasse, depois do primeiro gole, ele começou: Um vizinho dele meio maluco, gostava muito de cachorro, sempre que via um

abandonado no meio da rua adotava na hora e levava pra casa. A mulher do cabra já não aguentava aquela cachorrada dentro de casa, apesar de não terem filhos. A coisa estava ficando insuportável.

Um dos cachorros estava meio estranho e, quando menos ele esperava, deu-lhe uma mordida na batata da perna. Demorando a cicatrizar, resolveu ir ao médico que pediu para que trouxesse o cão.

Depois de examinar o cachorro, constatou que o mesmo estava raivoso, mas talvez já fosse tarde para ministrar o soro no cabra, o médico então resolve prepará-lo para o pior.

O cabra pega uma folha de papel e começa a escrever, o doutor estranha e diz: - Calma, talvez não seja preciso escrever o testamento agora. - Que testamento? Estou fazendo uma lista das pessoas que pretendo morder, quando sair daqui !!!

O cabra era bruto, quase lati!

Haja Paciência

Sem ter muito o que fazer, esperando a chegada do Natal, eu e o Caixa Preta, sentados na nossa mesa cativa, lá no Porcão.

Com o braço cansado de tanto espantar moscas, mas de olho na gororoba que preparavam na cozinha, o velho Caixa estava meio agitado, sinto que ele tem novidades e parece que estou adivinhando, pois o cabra está quase sem fôlego quando começa a falar das coisas que ele vê por aí.

Inspirado, foi logo despejando as novidades e eu ali só ouvindo o desabafo do “Maluco Beleza”,digo isso pois o “bicho” parecia Raul Seixas, barba por fazer, cabelos assanhados,

uma figura de assustar qualquer cristão, prova disso era uma criança que chorava sem parar no colo da mãe apontando pra figura do Caixa.

Disse que era melhor se preparar, pois logo depois desse feriadão vai começar o nosso calvário, agora será preciso ter muita paciência pra agüentar tanto abraço e afagos dos candidatos que estão aparecendo por aqui.

Parece que o Guará antes das eleições não existia, discussões importantes foram levantadas em nossa cidade e nunca foi vista a figura de tal candidato mesmo morando aqui , mas permanecendo longe de problemas do Guará, que são muitos.

entra ano e sai ano,as mesmas coisas e problemas continuam acontecendo,como o mundo não acabou e o Natal está aí,todo mundo querendo um peru,muita gente se esquivando mas o governo insiste em nos dar todos os dias,nem nos festejos natalino a gente escapa. Basta olhar os novos impostos!

Ainda chega o Caixa me perguntando do alto de sua sabedoria uma coisa que não tive como responder: Tu já viu um Chester vivo ?

O Velho Caixa dava umas boas risadas dizendo que tem muita coisa que não mais o surpreende muito, embora quando o assunto é política muita coisa ainda o deixa embasbacado.

Diz o Caixa que esse bando de cara de pau acha que liderança é comprada no mercadinho ali da esquina ou contando vantagens para tentar se “cacifar”. A grande verdade é que o verdadeiro líder surge naturalmente sem que o mesmo avoque para si o título, sendo assim que acho esses pseudos candidatos não passam de pessoas sem noção do ridículo.

Pois vontade e direito de sonhar todos têm, mas por favor não abusem da nossa inteligência. Isso é burrice!!

Morre Constantino Júnior, fundador da Gol, aos 57 anos

Por Rócio Barreto

Fonte Correio Braziliense

Morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, o empresário Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do conselho de administração da Gol Linhas Aéreas Inteligentes. Ele tinha 57 anos e estava internado em um hospital da capital paulista, onde tratava um câncer diagnosticado há alguns anos.

Constantino Júnior foi um dos fundadores da Gol em 2001 e esteve à frente da companhia como diretor-presidente até 2012. A partir desse ano, passou a atuar exclusivamente no conselho de administração, do qual era presidente. Sob sua liderança, a empresa consolidou o modelo de baixo custo no Brasil e em 2007 comprou a Varig.

Antes de criar a Gol, o empresário atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo de transporte terrestre de passageiros fundado por seu pai, Nenê Constantino. Ele também era irmão do empresário

Henrique Constantino.

Além da atuação na Gol, Constantino Júnior era membro do conselho de administração e um dos fundadores do Grupo Abra, holding do setor aéreo que controla a Gol e a Avianca, companhia colombiana de aviação.

Apaixonado por aviação e automobilismo, Constantino também teve carreira como piloto de corridas. Participou da Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, na qual foi vice-campeão em 2008 e campeão em 2011.

Em nota, a Gol lamentou a morte do fundador e destacou seu legado. “Neste dia de enorme tristeza, a companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado”, afirmou a empresa.

Segundo o comunicado, “sua liderança, visão estratégica e jeito simples e humano deixaram marcas profundas na cultura da Gol, cujos princípios seguem transformando a aviação no Brasil”.

www.kimcartunista.com.br

kimcartunista@gmail.com

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