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Revista Plano B Brasília n.º 21

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Prevenção de dengue deve ir além de mensagens sobre hábitos e cuidados

Parceria com cantores criados por IA? Conheça o projeto de Caio Ricci ‘Des Voix Fantastiques’

Anna Paola: A Visão da mulher na política transforma

Governo federal prepara reforma administrativa

Caixa muda regras de financiamento de imóveis e eleva valor de entrada

Quem será presidente do Brasil faz cada vez menos diferença

Prévia da inflação oficial fica em 0,54% em outubro

Crescimento maior nas vagas para mulheres reduz desigualdade

Rio anuncia shows de Caetano, Bethânia, Anitta e Ivete no réveillon

População pode opinar sobre plano de adaptação às mudanças climáticas

Agora vai?

Cármen Lúcia afirma que voto é instrumento da democracia

Ministro quer parte da taxação de grandes fortunas para a defesa civil

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MEC busca formas de usar inteligência artificial em políticas públicas

Enem 2024: número de inscritos supera em 10% total de 2023

Meu filho de 15 anos perdeu o pai e eu literalmente perdi o chão

“Rei”, “futebol” e “craque”, as palavras que resumem o legado de Pelé

Obesidade: despreparo e falta de infraestrutura dificultam atendimento

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Polícia Civil incinera cerca de 400 kg de maconha e gera prejuízo de R$ 1 milhão ao crime organizado

Gerida pelo Naturatins, APA Lago de Palmas celebra 25 anos de proteção ambiental

Tribunal derruba sentença e absolve Mauro Carlesse em caso de bloqueador de sinais encontrado no Palácio

41 CNPq cria prêmio para estimular participação feminina na ciência

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Mobilização nacional reforça papel da sociedade de proteger crianças 30

‘O Aprendiz’: filme mergulha nas três ‘regras de ouro’ de um Trump inseguro e obsessivo

Psicopata

14 destinos no Brasil ganham prêmio internacional de turismo sustentável

Diretor Executivo

Paulo Henrique Barreto Paiva

Diretor Administrativo

Rócio Barreto

Chefe de Redação: Paulo Henrique Paiva

Colaboradores: Adriana Vasconcelos, Angela Beatriz, Ana Beatriz Barreto, José Gurgel, Humberto Alencar, Mila Ferreira, Renata Dourado, Paulo César e Wilson Coelho

Design Grafico: Alissom Lázaro

Redação: Adriana Vasconcelos

Fotografia: Ronaldo Barroso

Tiragem: 10.000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Redação: Comentários sobre o conteúdo editorial, sugestões e criticas às matérias: revistaplanobbrasilia@gmail.com

Acesse o site da Revista Plano B e tenha acesso a todo o conteúdo na íntegra, inclusive a Revista Digital.

www.revistaplanob.com.br

Outubro / 2024

Ano 02 - Edição 21 - outubro 2024

Publicada em 25 de outubro de 2024

Não é permitida a reprodução parcial ou total das matérias sem prévia autorização dos editores.

A Revista Plano B não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados.

ISSN 2966-0688

O espaço feminino na política

Anna Paola Saraiva Frade Pimenta da Veiga é uma mulher de múltiplas facetas. Jornalista de formação, esposa do ex-ministro Pimenta da Veiga, mãe e avó. Em meio a uma perda familiar dolorosa — o falecimento de seu neto —, Anna Paola encontra forças para se reinventar e contribuir ativamente na sociedade.

Mais do que apenas a companheira de um homem público, Anna Paola redefine a clássica expressão “por trás de um grande homem há uma grande mulher”, afirmando que ambos caminham lado a lado. Ela enxerga na comunicação uma ferramenta poderosa para promover mudanças e, com sua experiência no jornalismo, constrói um discurso engajador e inspirador, levando reflexões sociais e políticas a seu público.

Atualmente, Anna Paola está envolvida em causas sociais que tocam profundamente sua alma, como o trabalho voluntário no Hospital da Criança em Brasília. Além disso, seu novo desafio é a captação de recursos para iniciativas voltadas a crianças com autismo, uma causa que, segundo ela, carece de mais atenção e estrutura no Brasil.

Ao falar do papel da mulher na sociedade, Anna Paola destaca sua capacidade de liderança e sensibilidade, lembrando o quanto é difícil para as mulheres ocuparem espaços de destaque em um mundo que ainda exige muito mais delas do que dos homens. Ela também não hesita em criticar a gestão pública e sonha com um Brasil mais justo, no qual os recursos sejam utilizados de forma eficaz e ética.

Com planos ambiciosos, como a publicação de um livro sobre decoração de mesas e uma viagem de trabalho à Turquia, Anna Paola prova que é uma mulher em constante movimento. Sua trajetória de vida é marcada pela determinação, coragem e pela crença de que é possível fazer mais, sempre buscando novas formas de contribuir com a sociedade.

Anna Paola é, sem dúvida, um exemplo de força feminina, equilíbrio e dedicação, tanto na vida pessoal quanto profissional.

Prevenção de dengue deve ir além de mensagens sobre hábitos e cuidados

Por Ana Cristina Campos - Agência Brasil - Rio de Janeiro

Adaptação Ana Luiza Fontes

Embora grande parte da população saiba que é preciso “evitar água parada” para evitar a disseminação de doenças como dengue, zika e chikungunya, investir apenas em estratégias de comunicação focadas nessa mensagem não é suficiente para provocar mudanças significativas no combate às arboviroses. É o que revela estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), lançado nesta quinta-feira (24), com apoio da biofarmacêutica Takeda.

“O senso comum diz que quando alguém tem uma informação sobre o que é bom para si próprio e sua família, adota um comportamento ou hábito. Mas há uma diferença entre o que as pessoas falam que fazem e os hábitos que efetivamente incorporam em suas rotinas diárias. Fazer ou não fazer algo depende de uma enorme confluência de fatores,

comportamentos, normas sociais, infraestrutura e acesso a políticas públicas. São esses aspectos que revelamos nesse estudo”, diz Luciana Phebo, chefe de saúde do Unicef no Brasil.

Após uma ampla revisão de literatura, seguida por pesquisa de campo e entrevistas, o estudo explica quais os aspectos que motivam ou dificultam a adoção de práticas de prevenção ao Aedes aegypti. A pesquisa organiza esses aspectos em três níveis, de acordo com uma metodologia do Unicef para atuar com mudanças sociais e comportamentais: psicológico, sociológico e estrutural.

Entre os fatores psicológicos relacionados à prevenção do mosquito, o estudo aponta o histórico de infecção e percepção de risco: quem nunca teve a doença, tende a não acreditar na gravidade. A percepção de risco e as práticas de prevenção podem aumentar em situação de epidemia, mas relaxar quando não há. Outro fator é o esforço: as práticas preventivas – incluindo limpeza de calhas, caixas d’água e lo-

cais de difícil acesso – são vistas como algo difícil, demorado, complexo, para o qual as pessoas não têm tempo ou disponibilidade.

Os custos financeiros também são levados em conta, especialmente em locais mais vulneráveis, onde gastar recursos para a limpeza de caixa d’água, compra de repelentes, entre outros, pode não ser viável.

Entre os fatores sociológicos, foi identificada a organização coletiva. Participar de organizações de bairro está associado a um aumento das práticas de prevenção. Mas, em várias regiões, muitas pessoas não conhecem seus vizinhos, não se veem como parte de um grupo, e não há uma organização coletiva para cuidar do bairro.

Outro fator é a influência comunitária. Muitas pessoas se sentem moralmente obrigadas a cumprir práticas de prevenção que acreditam que é esperado delas.

Também foram levantados fatores estruturais como a estrutura urbana. A falta de coleta de lixo e a presença de terrenos baldios estimula o descarte inadequado de lixo.

A atuação dos agentes está associada à diminuição das arboviroses. Em alguns lugares, no entanto, pode não haver agentes suficientes, ou pode haver obstáculos na relação dos agentes com a comunidade. A baixa confiança nos órgãos de governo pode ser uma barreira para que se siga orientações de saúde e prevenção, diz o Unicef.

Recomendações

Cada um desses fatores, combinados, impacta nas atitudes da população para prevenir – ou não – as arboviroses. Para enfrentá-los, a pesquisa traz recomendações. Uma delas é associar

o controle vetorial a comportamentos vistos como “desejáveis” pela população. Algumas práticas úteis para o controle do mosquito, como manter a casa limpa ou não jogar lixo na rua, já são realizadas com outras motivações, ligadas à organização, limpeza e estética.

Outra recomendação é aumentar a percepção de risco, especialmente em relação às crianças. O estudo observou que há uma percepção elevada do risco de infecção pelos pais quando relacionada às crianças, por medo de que seus filhos sejam infectados. Essa percepção poderia ser usada de forma mais eficaz em campanhas de comunicação sobre riscos e no envolvimento da comunidade em ações preventivas.

O estudo recomenda, também, reduzir custos e esforços associados à adoção de comportamentos de prevenção e aumentar os investimentos em infraestrutura. Investir em políticas públicas que diminuam o custo e os esforços de práticas de prevenção pode ter um efeito significativo em reduzir arboviroses.

Além disso, investir em melhorias na infraestrutura e na limpeza urbana pode fortalecer a adesão da população às medidas de prevenção.

“Por fim, é importante avaliar estrategicamente como engajar a comunidade e realizar ações comunitárias. Há espaço para adotar mais políticas de engajamento comunitário, além de estimular e mediar discussões sobre o tema em comunidades”, afirma o Unicef.

“Sabemos da importância de garantir, para cada menino e menina, o direito de viver em um ambiente livre de doenças que possam afetar não somente sua saúde física, como também impactar na frequência escolar e na rotina de uma criança, como brincar, se alimentar de maneira adequada, entre outras atividades. Esperamos que os achados desse estudo possam contribuir com as políticas públicas e ações de comunicação nacionais e em cada município, com foco em mudanças de comportamento necessárias ao combate ao Aedes”, diz Luciana Phebo.

Parceria com cantores criados por IA? Conheça o projeto de Caio Ricci ‘Des Voix Fantastiques’

Ocantor e compositor Caio Ricci apresentou um novo projeto musical, intitulado ‘Des Voix Fantastiques’. As vozes fantásticas, as quais o nome do projeto se refere, são as inúmeras possibilidades de parcerias criadas por Ricci com inteligência artificial. Conversamos com o músico para entender essa nova tendencia, que já é uma realidade na maneira de compor dos artistas contemporâneos.

Caio, diferente do que muitos pensam, a tarefa de produzir música com IA não é tão simples. Para que se obtenha sucesso é essencial que haja uma ideia artística central, que venha do músico criador. Explica um pouco dessa dinâmica pra gente.

Caio: Exatamente. Existem duas maneiras de se fazer música através das ferramentas de IA; usando os recursos dessa tecnologia de maneira mais leiga e automática, para simples diversão ou fazendo parcerias profissionais com o app. O criador profissional vai alimentar a IA com ideias originais através de séries de prompts e inúmeras sequências de

erro e acerto para que haja um aprendizado por parte da máquina do que está se tentando expressar naquela nova música. Às vezes só buscamos ideias para serem desenvolvidas e regravadas por humanos no estúdio, às vezes buscamos soluções melódicas ou rítmicas que fujam ao lugar comum. Outras possiblidades serão usadas mais tarde como o uso da substituição de timbres e adição de vozes, edição de ‘stems’ (canais separados) e escolha dos melhores efeitos. No caso do nosso estilo de música pop radiofônica, a poesia tem de ser bem escrita, bem estruturada em versos, e ainda casar perfeitamente com a melodia e os arranjos de batidas e sequencias harmônicas. Estimamos que para criarmos uma faixa em parceria com um app de AI levamos 6 dias em média, do zero até a masterização do single.

Quando veio a ideia de criar o ‘Des Voix Fantastiques’?

Caio: Em julho de 2024 eu conheci dois músicos no AIR Studios de Londres e resumindo bastante, eles me abriram uma porta fascinante para esse mundo da IA musical. O nome veio do fato de eu ter feito uma música nova que gos-

Foto: Gillianne Vicente

tei bastante em Paris alguns dias antes. Des Voix Fantastiques significa ‘As Vozes Fantásticas’ em português. Fantastiques em francês quer dizer ‘Fantásticas’, mas mais no sentido de fantasia, algo irreal, imaginário.

Uma das faixas já lançadas neste projeto é “Tudo Pra Dar Certo”, um indie rock melódico em que você divide os vocais com o cantor de IA Lallo Fergus. Quem é ele? E como foi criar esse personagem?

Caio: O Lallo Fergus nasceu em homenagem a Paris, cidade onde criei o single que ele canta. Eu quis que fosse um personagem bacana, que tivesse o espírito de liberdade, igualdade e fraternidade, símbolos nacionais franceses. A voz dele nasceu da minha, numa operação de ensinamento do meu timbre a uma certa ferramenta de AI. É um pouco do meu alter ego, eu acho, rs...

Quanto personagens você ainda pretende criar para o ‘Des Voix Fantastiques’ e quais os estilos musicais de cada um deles?

Caio: Já temos seis vozes fantásticas: três cantores e três cantoras. Lakshmi Kamaleoa faz indie pop e pop rock mais de boa, mais introvertido e até romântico. Mina Lass é adolescente e manda ver na rebeldia e um certo humor. Kan é uma personagem que canta muito e vai fazer R&B, Dance Pop e coisas com um espectro mais moderno. Temos o Léo Goa que canta indie pop e Nova MPB, o Garotto que é um carioca que manda muito no groove e faz Dance Pop, Funk (o americano) e é bem radiofônico. Lallo Fergus vai fazer indie rock, pop rock e coisas acústicas. Tenho até um nome fictício para essa minha gravadora: Makeyourownrecords. Quem sabe um dia não vira real, né?

O que você tem a dizer para as pessoas que criticam o uso de inteligência artificial na música?

Caio: Desconhecido e ser humano na mesma frase sempre significa problema. Só que a adaptação é uma das nossas maiores qualidades e as coisas vão se encaixar aos poucos, como tudo que é novo. Hoje, o medo provocado pelo sensacionalismo das notícias e fake News sobre IA encobre as possibilidades imensas que virão com esse progresso. Claro que vai ser preciso discussão sobre limites e modos de se proteger o trabalho do ser humano frente ao uso excessivo das IAs , mas na minha opinião ,vamos dar um salto de qualidade em muitas áreas, e se houver o cuidado de existir regulamentações justas, as parcerias entre a inteligência e criatividade humanas com as IAs será incrivelmente benéficas. Sou um compositor profissional com mais de 200 músicas gravadas, trabalhei como parceiro e songwriter residente para os projetos do produtor Rick Bonadio durante mais de 15 anos, fui compositor exclusivo da Sony Music e EMI, e já tive até música nas 100 mais tocadas da Bilboard. Estava morrendo de medo de toda essa revolução de IA até que pude encontrar pessoas que me conduziram, sem drama, pela porta que leva aos novos caminhos possíveis da música popular. Hoje trabalho com minha banda de rock totalmente orgânica e com meu projeto Des Voix Fantastiques.

Onde as pessoas podem encontrar as músicas do Como as pessoas podem escutar as músicas do ‘Des Voix Fantastiques’?

Caio: No meu Instagram @caioricci1 e no meu Spotify Càio Rìcci, assim mesmo, com esses acentos esquisitos. Valeu!

Foto: Caio

Anna Paola: A Visão da mulher na política transforma

Anna Paola, de esposa de político, a protagonista feminina e influenciadora digital. Casada com o ex-ministro Pimenta da Veiga, ela abre as portas de sua casa e revela bastidores de sua carreira

Anna Paola Saraiva Frade Pimenta da Veiga Anna é jornalista de formação, tem 58 anos, e é casada há 37 anos com o ex-ministro Pimenta da Veiga, que tem 77 anos. Bem-humorada, de voz firme e determinada, ela se embrenha por uma nova seara em sua vida, a de influenciadora digital para seus quase 50 mil seguidores. Vinda de uma perda recente, após o falecimento do netinho de dois anos, ela se reconstrói diariamente.

Quem é Anna Paola?

Anna é mulher de alma jovem, simples, mas não comum. Mineira de Belo Horizonte, filha de Wilson e Edma Frade. Casada com Pimenta da Veiga há 37 anos. São cinco filhos e onze netos. Geminiana, regida por escorpião, faz várias coisas ao mesmo tempo. Os valores importantes para ela, morre para não perdê-los.

Odeia o vitimíssimo, desleal que reclama de tudo. Mesmo na dor, não perde o bom humor! Ama a vida, e os amigos. É

festeira como o pai e ama receber. Determinada, focada, foi joalheira, apresentadora de televisão, ama o jornalismo como o pai. Como editora criou várias Edições Especiais das Revistas ANNA. É modelo fotográfico e trabalha para diversas marcas.

Ama esporte, é faixa marrom de Karatê. Ama cavalos. Católica e devota de São Jorge e São Miguel Arcanjo. Odeia injustiça. Tem pavor de fazer com os outros aquilo que não deseja pra ela. Vive sua vida, não se preocupa com a vida dos outros. É feliz! Se reinventa todos os dias para seguir em frente!

Você é vaidosa? O que faz para se manter?

Sou normal! Alimento bem, faço exercícios duas vezes por semana, no Grupo INTI, onde Priscilla Baracat e Dr. Alberto Benedik determinam meus procedimentos. Recomendo o Emface. Espetacular!!! Os estímulos elétricos e a radiofrequência levantam a expressão. Adorei. Nunca fiz plástica, acho que estas adiam o procedimento mais drástico.

Wilson Frade, foi referência no jornalismo mineiro. Ele influenciou suas escolhas? Facilitou sua vida, ajudou na sua formação?

Meu pai sempre será referência em minha vida. Veio de

CAPA
Foto: Anna Paola

uma escola onde a notícia tinha peso. Fazia um colunismo sério e ético. Sua coluna não tinha preço! Tinha o compromisso com a notícia! Se saía no FRADE a notícia era verdadeira! Segui seus passos! Tive minhas próprias colunas até criar minhas revistas. Ele nunca facilitou minha vida em nada! Dificultou quando o assunto era trabalho.

Machista, queria que eu casasse e fosse cuidar da família como minha mãe.

Dediquei minha primeira coluna a ele. Achei que fosse ficar feliz, mas foi ao contrário, quase me matou.

Fui para o Hoje em Dia. E aí quis me degolar! Dizia que não queria a filha dele em redação de jornal. No fim das contas, venci.

Poderia ter ido mais longe profissionalmente, mas optei por um tamanho menor e cuidar da minha família.

Meus pais me mostraram o mundo desde muito cedo. Fizemos inúmeras viagens interessantes. Nossa Casa da Pampulha foi uma escola. Recebemos inúmeros artistas, pintores, um vasto universo político, empresários de peso daqui e do mundo, formadores de opinião e uma sociedade que encantava. Tiveram uma vida dinâmica e charmosa, eu quis repetir.

E sua mãe? Foi Miss Minas Gerais, não foi?

Foi sim, mas não gostava de tocar neste assunto!

Minha mãe, foi linda e jamais passava despercebida. Inteligente, lia muito, escrevia bem e era extremamente elegante e de forte personalidade.

Ela recebia muito bem! Deu ao meu pai todo o suporte que um homem precisava para crescer profissionalmente.

Suas escolhas foram assertivas?

Quando tomo uma decisão sigo em frente. Meu sonho era ter sido apresentadora de um grande telejornal. Mas

nunca fiz nada para isso acontecer. Dosei minhas atividades para acompanhar meu marido e para não me tornar uma mulher chata, inútil e sem sonhos. Apenas dei um tamanho a minha vida. Quem não determina o seu tamanho está fadado a frustrações. Me considero vitoriosa, sei da minha capacidade, procurei fazer tudo bem feito no que me dispus.

Tornou-se modelo e influenciadora em uma fase madura. O jornalismo contribuiu para este sucesso?

Minha bagagem de vida, desde a infância até hoje, tudo que vivi, desde alegrias até grandes dores, formaram minha personalidade. Optei pelo que amo, o jornalismo. É nato!

Falar bem e não ser tímida ajudaram tanto nas redes sociais como em meus ensaios fotográficos. Meus trabalhos nas redes sociais foram acontecendo naturalmente. A página é um Life Style, real e sem mimimis! Falo o que penso, promovo o que amo e acredito, ajudo outras pessoas e provo que aos 58 anos, a mulher pode tudo! Tento estimular as mulheres, ajudá-las de alguma maneira.

Tenho 50 mil seguidores orgânicos. “Impressões” que chegam até 2 milhões de visualizações dependendo da época. Não faço trafico pago. Adoro o que faço. Imagine, uma mulher madura servir de inspiração para outras e ainda ter a capacidade de vender um produto quando contratada é maravilhoso.

Você é casada com um homem público há 37 anos. Fale-nos um pouco de sua trajetória na política ao lado de Pimenta da Veiga.

Assunto complexo! (Risos)

Pimenta da Veiga é uma reserva política do país, trazendo valores éticos em sua vida com um peso maior que ele próprio. Toda a família procura honrar seu nome e seguirmos o caminho do bem. Um nome reconhecido nacionalmente e respeitado é raro! Foi prefeito de uma das maiores capitais do país que é Belo Horizonte, onde fez uma administração brilhante. Várias vezes Deputado Federal e ainda Ministro de Estado das Comunicações. Teve uma bela trajetória.

Não é fácil assumir o papel de mulher de um homem forte, poderoso e no exercício público, onde a prioridade é o compromisso com a política e com o povo! Dá certo quando a mulher é sábia.

Foto: Anna Paola

A família vem em segundo plano ao meu ver! As responsabilidades são tão grandes e pesadas que não havendo uma dedicação imensa, certamente vai haver problema.

A família paga um preço altíssimo! A compreensão da mulher é fundamental e daí virá a tranquilidade para trabalharem em paz. A mulher que não tiver sabedoria, clareza do papel que quer se colocar e não caminhar ao lado do seu homem público, certamente terá um casamento fadado ao fracasso.

Não temos que nos anular, jamais! Mas sabermos nos posicionar, para sermos respeitados, afinal, estamos abrindo mão de nossa vida para acompanhá-los em seus sonhos. Assim vale aos homens que são casados com mulheres públicas.

Do nosso posicionamento diante deles e das pessoas, nascerá o respeito que queremos.

Agora, doce ilusão achar que a política é glamorosa. Não é não! A vida pública exige dar satisfação à sociedade, sacrifícios pessoais de várias ordens! Isso vale para quem compreende o exercício público como lidamos. Nunca nos beneficiamos de nada na vida pública, ao contrário.

Seu marido disputou o governo de Minas, perdeu, mas você teve um papel relevante na campanha. Como foi esta experiência?

Pimenta fez uma campanha brilhante! Depois de 14 anos sem mandato teve por volta de 4 milhões e 500 mil votos em Minas Gerais. Quando digo sem mandato, não quero dizer que esteve fora da política, esteve presente e atuando de outras maneiras.

Quanto a mim, prontifiquei-me estar a estar ao lado dele e fazer o meu melhor. Arregacei as mangas, me posicionei, fiz minha própria agenda, subi e desci morro, marcava minhas reuniões em lugares que até Deus duvidava e com minha equipe enxuta, fizemos um estrago correndo por toda Minas Gerais. (Risos)

Vocês perderam, não foi frustrante?

Claro que foi, quem entra na briga é para ganhar! A política tem sabores e dessabores! Decepções que doem na alma. Mas é assim, temos que lidar com as situações de forma inteligente.

Vida que segue, página virada, assunto superado.

Ele pensa em disputar uma eleição majoritária?

Não pensa mais! Pimenta atua de outras maneiras. Ele tem uma enorme preocupação com o país.

Você pensou entrar para a vida pública?

Quanto a mim não penso nisso! Apesar de achar que pre-

cisamos de mais mulheres na política me disponho a ajudar bons nomes, mas sair candidata não está nos meus planos. Meu papel foi apoiá-lo.

Quem você classifica como Estadista na política?

Cite um homem e uma mulher que lhe encantam no cenário político nacional.

O maior Estadista pra mim foi JK! Precisamos de outo urgente! Clamamos por pessoas sérias, que não visam o bem próprio e de fato façam política.

Este assunto é vasto! Um dia aprofundamos melhor nele.

Um nome feminino que desponta na política é o da Governadora de Pernambuco, Raquel Lira. Mulher forte, determinada, ganhou a eleição na raça, tem “sangue na veia”!

O Governador Eduardo Leite é um homem incrível! Vem enfrentando batalhas árduas depois da tragédia no Rio Grande do Sul. Precisamos de líderes como ele, com determinação e que faz acontecer! Ouvi seus posicionamentos em conversas com meu marido aqui na fazenda e me encantei. Me agrada o homem com sua sinceridade, onde assume posições e se matem íntegro, firme e trazendo o respeito a sua figura pública.

Outo é Ratinho Junior! Escrevam: “Ele pode causar grandes surpresas no cenário nacional!”

Qual bandeira você defende Anna Paola? Qual seu partido?

Não tenho partido político! Defendo a bandeira do de-

Foto: Anna Paola

senvolvimento, da transparência, para que o Brasil cresça e desenvolva cada vez mais, gerando bons empregos e proporcionando ao povo brasileiro o que lhes é de direito: saúde, educação e dignidade! É preciso diminuir a desigualdade. Odeio o radicalismo, acho os extremos perigoso demais!

Tenho horror a políticos populistas que se beneficiam de uma boa oratória e iludem até mesmo a população que teve acesso a boas escolas. O país precisa voltar a ter equilíbrio em todos os sentidos.

Anna, você conhece bem o Brasil?

Eu e meu marido viajamos de carro sempre que podemos. Vemos o Brasil real em todos os sentidos. Conversamos com pessoas diferentes, vimos o desenvolvimento e o não desenvolvimento em regiões distintas.

Identificamos as possibilidades que podem nascer neste grandioso território! Um país invejável o nosso.

Há lugares que nos enchem de orgulho indústrias poderosas do agro, ao turismo, etc.

Fizemos uma viagem que nos marcou: Cuiabá/ Santarém. Conheci um Brasil grandioso, rico em recursos naturais, de encher as medidas. O Mato Grosso é de dar orgulho. O Pará é lindo! Fomos até Alter do Chão. O rio Tapajós é algo indescritível. Praias lindas de areias brancas.

Enfim, o Brasil é único! Merece ser olhado e cuidado de forma diferente. Temos tudo para dar certo.

Você é a favor da descentralização?

Total! A descentralização dos grandes centros urbanos é pauta de urgência. As grandes cidades, como São Paulo, Rio, Belo Horizonte, entre várias outras, precisam começar a serem descongestionadas.

Os investimentos, as distribuições de recursos públicos precisam ser revistas e distribuídas, de forma a desenvolver o interior do país! Um exemplo, nesta viagem ao Mato Grosso, conheci Sinop e, Sorriso anos atrás, eram cidades nascendo. Vinte dois anos depois tornaram-se centros importantes. São cidades. O agro muito forte! Na Bahia, Luiz Eduardo, é uma potência! Assim outras podem ganhar corpo também. É preciso manter as famílias em suas cidades de origem! O Brasil, se adotar este modelo dará ao povo brasileiro a chamada “alta qualidade de vida”.

Aliás, você tem um trabalho social forte. Fale sobre isso!

Hilda Pelitz fundadora da ABRACE e Hospital da Criança de Brasília está com um novo projeto desafiador em andamento. Este prefiro falar no momento certo.

Estou no aguardo e a postos para começar.

Quais seus novos planos?

Voltar com uma Edição Especial da Revista Anna, que é artesanal, linda e muito bem feita. Estou sentindo falta da parte editorial que me encanta.

Atrelar a revista aos meus projetos soma muito.

Estou programando um ensaio fotográfico para fora do país com grandes marcas brasileiras e parceiras, levando o Brasil para o exterior de forma importante.

Está caminhando bem e provavelmente será a Turquia. Podemos mudar o roteiro, mas a princípio é a minha principal escolha.

Ao longo dos anos conquistamos a confiança de parceiros brasileiros relevantes e sempre estamos juntos. Não será diferente neste novo desafio. Aguardem!

Tem alguma mensagem para seus seguidores?

Jamais parem de sonhar e produzir! Jamais entrem na estagnação, é muito triste! Mesmo fazendo escolhas difíceis, achem o seu tamanho, para dimensionarem onde desejam chegar e de que maneira querem viver.

Acreditem nas bases familiares, façam bons relacionamentos, pois 85 por cento do sucesso vem do networking, os outros 15 é sorte, determinação, garra, organização ...

Anna qual o seu Plano B?

Ter sempre uma nova carta na manga, jamais ficar refém de uma única situação. Ter sempre um novo sonho para começar.

Foto: Anna Paola

Governo federal prepara reforma administrativa

Por Agência Brasil - Brasília

Adaptação Rócio Barreto

Ogoverno federal pretende fazer uma ampla reforma administrativa, com a construção de uma nova legislação que venha substituir o Decreto-Lei no 200/1967. O decreto foi instituído durante a ditadura cívico-militar (1964-1985) e que ainda hoje “dispõe sobre a organização da administração federal.”

O propósito, segundo o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), é tornar a legislação compatível com a Constituição Federal.

Para isso, o MGI e a Advocacia Geral da União (AGU) criaram uma comissão formada por mais de uma dezena de especialistas, entre juristas, servidores públicos, pesquisadores e acadêmicos.

O grupo tem até abril de 2025, doze meses após a instalação da comissão, para elaborar a proposta de revisão do decreto-lei.

Além da encomenda na alteração do decreto, já com 57 anos, o MGI editou em agosto uma portaria fixando diretrizes das carreiras do serviço público (Portaria MGI no 5.127). A norma estabelece princípios e orientações gerais que os órgãos públicos deverão seguir para apresentar as suas propostas de reestruturação de cargos, carreiras e planos.

Em entrevista à Agência Brasil, Cardoso Jr. confirma que “o governo federal já está fazendo uma reforma administrativa na prática.” Segundo ele, a reforma está “em ação” desde 2023 e ocorre “por meio de uma série de medidas de natureza infraconstitucional e

incremental que já vem sendo adotadas, para melhorar a estrutura e as formas de funcionamento da administração pública.”

Para o secretário, iniciativas somadas como o concurso público nacional unificado e a realização do dimensionamento da força de trabalho, para quantificar e definir os perfis mais adequados de servidores, e as novas normas para aperfeiçoamento da política nacional de desenvolvimento de pessoas “configuram uma reforma administrativa já em andamento.”

PEC 32

A realização da reforma administrativa foi anunciada pela equipe de transição do atual governo em dezembro de 2022. Na avaliação de especialistas, a reforma em andamento é mais abrangente do que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no 32, apresentada em setembro de 2020 ao Congresso Nacional, e chegou a ser aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados, mas que não foi levada à votação no Plenário por falta de apoio. “Politicamente, era uma coisa que não fazia sentido ali”, opina o cientista político Leonardo Barreto que acompanha o dia a dia do Parlamento há mais de duas décadas.

A professora e pesquisadora no Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Michelle Fernandez, assinala que a PEC 32 “nasceu obsoleta” e “tem um objetivo estritamente fiscal, de diminuição de gastos. Portanto, não olha para a atuação do Estado. A existência do servidor público é para atender a sociedade e colocar de pé políticas públicas.”

“A PEC 32 trata dos funcionários públicos. Olha para uma pequena fatia do funcionamento do Estado”, opina Sheila Tolentino, pós-doutora em Ciência Política, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e integrante da comissão de especialistas que discute a legislação para substituir o Decreto-Lei no 200. Segundo ela, o país precisa fazer a reforma administrativa “olhando para o serviço que é entregue à população.”

Representantes dos servidores públicos ouvidos pela Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados no final do ano passado alertaram aos parlamentares que a PEC 32 poderia afetar a impessoalidade das contratações na administração pública, terceirizar carreiras permanentes em áreas como saúde, educação e assistência social, e dificultar as investigações de casos de corrupção que hoje são apurados por servidores com estabilidade.

Contas públicas

Entidades empresarias, como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), defendem que a PEC 32 poderia gerar economia e impactar na diminuição da dívida pública.

Para o sociólogo Félix Garcia Lopes Jr., pesquisador do Ipea, visões fiscalistas de setores empresariais partem de premissas erradas, como, por exemplo, a de que ocorre aumento de gasto público com servidores.

“A trajetória ao longo do tempo mostra que nunca tivemos crescimento excessivo do número de servidores ou inchaço da máquina pública. Isso está documentado”, diz o pesquisador, citando dados do Atlas do Estado Brasileiro (Ipea), estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e análise recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Os dados nesses estudos mostram que há no Brasil cerca de 11 milhões de servidores públicos, menos de 13% do número de trabalhadores do país. Proporção menor do que dos países mais desenvolvidos que formam a OCDE (20,8%). Seis de cada dez servidores brasileiros trabalham para as prefeituras (6,5 milhões de funcionários públicos). Três de cada dez servidores têm vínculo com os governos estaduais (3,4 milhões de funcionários).

O maior contingente de servidores municipais e estaduais é formado por professores, profissionais da saúde e o pessoal da segurança pública, três categorias que fazem atendimento direto à população.

O restante de servidores públicos, 1,2 milhão de pessoas, é ligado à União, desses 570 mil estão na ativa. No nível federal, o maior contingente é de professores universitários. Os maiores salários estão concentrados no Poder Judiciário e no Poder Legislativo. Nos últimos cinco anos, diminuiu o número de servidores federais civis.

Visões concorrentes

Félix Garcia aponta para “um certo paradoxo” nas percepções coletivas da sociedade brasileira. Há visões concorrentes como a de que “o Estado pode estar muito grande, inchado, e que a burocracia é excessiva” e ao mesmo tempo que os cidadãos “querem mais serviços públicos, mais médicos, mais professores, querem mais políticas de bem-estar.”

“Nesses episódios de crise, como vimos na pandemia, fica evidente quão central é a burocracia pública para atacar problemas coletivos”, acrescenta Michelle Fernandez, do Instituto de Ciência Política da UnB. Ela lembra que as empresas privadas também demandam uma administração pública bem estruturada.

“A burocracia nasce associada à necessidade de racionalidade econômica do setor privado, porque ela permite previsibilidade.”

De acordo com Sheila Tolentino, pesquisadora do Ipea, por trás das medidas em discussão no governo não está “uma simples redução de gasto”.

“O corte, em si, não traz os ganhos necessários para o futuro. O que precisamos construir para o futuro? Capacidade. Isso é o que precisamos construir”, resume.

Na próxima quinta-feira (24), em Brasília, a comissão de especialistas que discute a legislação para substituir o Decreto-Lei no 200 se reúne para discutir inovação e controle na administração pública. O evento poderá ser acompanhado em tempo real.

Caixa muda regras de financiamento de imóveis e eleva valor de entrada

Por Wellton Máximo - Agência BrasilBrasília

Adaptação PH Paiva

Apartir de 1o de novembro, os mutuários que financiarem imóveis pela Caixa Econômica Federal terão de pagar entrada maior e financiar um percentual mais baixo do imóvel. O banco aumentou as restrições para a concessão de crédito para imóveis pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que financia imóveis com recursos da caderneta de poupança.

Para quem financiar imóvel pelo sistema de amortização constante (SAC), em que a prestação cai ao longo do tempo, a entrada subirá de 20% para 30% do valor do imóvel. Pelo sistema Price, com parcelas fixas, o valor aumentará de 30% para 50%. A Caixa só liberará o crédito a quem não tiver outro financiamento habitacional ativo com o banco.

O valor máximo de avaliação dos imóveis pelo SBPE será limitado a R$ 1,5 milhão em todas as modalidades do sistema. Atualmente, o crédito pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com juros mais baixos, é restrito a imóveis de R$ 1,5 milhão, mas as linhas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) não têm teto de valor do imóvel.

Segundo a Caixa, as mudanças se aplicam a futuros financiamentos e não afetarão as unidades habitacionais de empreendimentos financiados pelo banco. Nesse caso, em que o banco financia diretamente a construção, as condições atuais serão mantidas. A instituição financeira concentra 70% do

financiamento imobiliário brasileiro e 48,3% das contratações do SBPE.

Em nota, o banco justificou as restrições porque a carteira de crédito habitacional do banco deve superar o orçamento aprovado para 2024. Até setembro, a Caixa concedeu R$ 175 bilhões de crédito imobiliário, alta de 28,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 627 mil financiamentos de imóveis. No SBPE, o banco concedeu R$ 63,5 bilhões nos nove primeiros meses do ano.

“A Caixa estuda constantemente medidas que visam ampliar o atendimento da demanda excedente de financiamentos habitacionais, inclusive participando de discussões junto ao mercado e ao governo, com o objetivo de buscar novas soluções que permitam expansão do crédito imobiliário no país, não somente pela Caixa, mas também pelos demais agentes do mercado”, explicou o banco em nota oficial.

Falta de recursos

O aperto na concessão de crédito habitacional decorre do maior volume de saques na caderneta de poupança e das maiores restrições para as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), aprovado no início do ano. Caso não limitasse o crédito, a Caixa teria de aumentar os juros.

Segundo o Banco Central (BC), a caderneta de poupança registrou o maior volume de saques líquidos do ano em setembro, com os correntistas retirando R$ 7,1 bilhões a mais do que depositaram. Esse também foi o terceiro mês seguido de retiradas. Outro fator que contribuiu para a limitação do crédito foi o aumento da demanda pelas linhas da Caixa, em meio à elevação das taxas nos bancos privados. Ainda não está claro se as mudanças serão revertidas em 2025, quando o banco tiver novo orçamento para crédito habitacional, ou se parte das medidas se tornarão definitivas no próximo ano.

ECONOMIA

Quem será presidente do Brasil faz cada vez menos diferença

Ocontexto do orçamento público no Brasil mistura algumas variáveis que dificultam cada vez mais o papel do presidente da República em implantar qualquer promessa de campanha. Isso, independente se o Presidente é “de esquerda” ou “de direita”. Houve um crescimento grande das chamadas despesas obrigatórias nos últimos 10 anos, o que significa que ao longo do tempo a parcela discricionária dos gastos públicos federais se reduziu. No entanto, o problema é ainda mais grave. Existem algumas despesas que apesar de serem “discricionárias” são praticamente impossíveis de serem reduzidas, como a manutenção de creches, escolas e hospitais etc.

Ou seja, com um orçamento cada vez mais engessado, enquanto não se alterar isso, importa cada vez menos quem será o presidente eleito no Brasil a cada eleição, tendo em vista que, por força de lei, boa parte das despesas são obrigatórias e precisam ser executadas. Algumas despesas para mudarem, necessitam inclusive de alterações na Constituição Federal de 1988, como é o caso de gastos com servidores públicos na ativa. Ou, dos gastos com aposentados civis e militares, que dependem de uma nova Reforma da Previdência, à medida que a expectativa de vida da população aumenta.

Para fazer a situação ficar mais complicada para o governo federal de plantão, a Emenda Constitucional no 86 de 2015, tornou as emendas individuais dos parlamentares impositivas. Então mesmo essas emendas sendo despesas “discricionárias”, o governo federal tem que executar toda essa parcela do orçamento. O mesmo aconteceu com as emendas de bancada estadual, que também se tornaram impositivas com a Emenda Constitucional no 100 de 2019. Isso reduziu os investimentos públicos decididos pelo governo federal ao longo do tempo. Atualmente, é o Congresso Nacional que acaba elegendo uma parcela cada vez maior de municípios que serão beneficiados pelas políticas públicas.

Talvez seja por isso que a cada eleição, se torna mais im-

portante a pauta de costumes. Já que o Presidente da República não faz mais tanta gestão dos gastos com saúde, educação, infraestrutura, segurança etc. Vem à tona, promessas que não dependem tanto de recursos públicos para serem perseguidas como: qual a legislação deve existir no Brasil sobre aborto? Drogas devem continuar sendo ilegais? A população civil pode ter armas, ou não? E as cotas raciais? E os direitos das mulheres de serem representadas? E as questões ligadas à população homoafetiva? E por ai vai... No geral, são questões que não geram a necessidade de recursos públicos, apesar de serem matérias que deveriam ser tratadas quase exclusivamente pelo Congresso Nacional.

Então, dado o contexto orçamentário no Brasil, cheio de amarras, tanto para cortar ou aumentar gastos, ou ainda para transferir gastos de um lado para o outro. Fica praticamente impossível fazer algo como Juscelino Kubitschek fez em termos orçamentários, dando toda uma nova configuração econômica para o país, ao impor “sua cara” ao governo. Dado o nosso contexto legal hoje, com um orçamento extremamente engessado, fora a retórica e as narrativas, para questões como saúde, educação, segurança, importa cada vez menos quem vai ser o presidente do Brasil, em 2026, 2030... No entanto, é possível fazer uma grande mudança na Constituição e mudar essa história. E tem uma PEC parada no Congresso justamente sobre isso... (Tema do próximo artigo)

* Humberto Alencar - formado em Jornalismo pela UnB e Economia pela Católica. É mestre em Economia e doutor em Direito Constitucional pelo IDP.

Prévia da inflação oficial fica em 0,54% em outubro

Por Vitor Abdala - Agência Brasil - Rio de Janeiro

Adaptação Rócio Barreto

OÍndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,54% em outubro deste ano. A taxa é superior às observadas nas prévias de setembro deste ano (0,13%) e de outubro do ano passado (0,21%).

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA15 acumula taxa de 3,71% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada chega a 4,47%, acima dos 4,12% apurados na prévia de setembro.

Na prévia de outubro, a alta do IPCA-15 foi puxada principalmente pelo grupo de despesas habitação, que teve inflação de de 1,72%, puxado principalmente pelo aumento de

5,29% na energia elétrica residencial. O motivo é a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, a partir de 1� de outubro.

Os alimentos também tiveram impacto importante na taxa do IPCA-15, com um aumento de preços de 0,87%, devido a altas de produtos como do contrafilé (5,42%), do café moído (4,58%) e do leite longa vida (2%), além da alimentação fora do domicílio (0,66%).

Outros grupos de despesa com alta de preços foram saúde e cuidados pessoais (0,49%), despesas pessoais (0,35%), comunicação (0,40%), artigos de residência (0,41%), vestuário (0,43%) e educação (0,05%).

Apenas o grupo de despesas transportes apresentou deflação (queda de preços), de 0,33%. O resultado foi influenciado principalmente pelas passagens aéreas (-11,40%), ônibus urbano (-2,49%), trem (-1,59%) e metrô (-1,28%).

Crescimento maior nas vagas para mulheres reduz desigualdade

Por Mariana Tokarnia - Agência Brasil - Rio de Janeiro

Adaptação Ana Luiza Fontes

Ao longo de 2024, o crescimento das vagas formais de trabalho ocupadas por mulheres foi maior do que o crescimento de vagas para os homens. Enquanto o saldo dos empregos formais para homens cresceu 10,1% entre janeiro e agosto de deste ano, em comparação com o mesmo período de 2023, o saldo para as mulheres aumentou 45,18%. Esse crescimento contribui para uma redução da desigualdade no mercado de trabalho.

Em números absolutos, no entanto, as novas vagas com carteira de assinada em todo o país ainda são mais ocupadas por homens. O salário médio deles também é maior do que o das mulheres.

As informações são do estudo Quais os grupos mais beneficiados com o bom desempenho do mercado de trabalho em 2024?, das pesquisadoras Janaína Feijó e Helena Zahar do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) publicado este mês no Observatório da Produtividade Regis Bonelli.

“Nos últimos oito meses, o mercado de trabalho tem apresentado um bom desempenho, com geração de postos formais acima das expectativas e elevação da média salarial”, diz o texto, que acrescenta: “Esse crescimento expressivo no saldo feminino gerou uma mudança na composição do saldo total, o tornando menos desigual”.

Em números absolutos, o saldo de postos de trabalho formais entre os homens passou de 841.273 em 2023 para 926.290 em 2024, o que representa um aumento de 10,1%.

O número total é maior do que o saldo dos postos ocupados pelas mulheres, que passou de 551.237 em 2023 para 800.269 em 2024 – totalizando um crescimento de 45,18%.

O saldo de postos de trabalho é calculado levando em conta as admissões e descontando as demissões que foram feitas no período. Considerada a porcentagem de novas vagas ocupadas por homens e mulheres, o estudo mostra que, em 2024, o país reduziu a desigualdade em comparação a anos anteriores, mas ainda mantém a maioria das vagas ocupadas por homens.

Em 2022, 56% do saldo das vagas foram preenchidos por homens e 44% por mulheres. Em 2023, essa diferença

aumentou, cerca de 60,4% do saldo de empregos criados no Brasil foram ocupados por homens e apenas 39,6% por mulheres. Agora, em 2024, a participação das mulheres no saldo total subiu para 46,4%. As demais 53,6% vagas criadas foram ocupadas por homens.

Ocupações e salários

Em relação às ocupações, os dados mostram que ocorreu uma forte absorção da mão de obra feminina em ocupações como “Vendedores e prestadores de serviços de comércio” e “trabalhadores de atendimento ao público”, que tiveram incrementos de 32.507 (270%) e 35.184 (255,1%) vínculos, respectivamente. Outro destaque é a participação das mulheres no saldo de “trabalhadores dos serviços”, que passou de 54,8% dos postos ocupados para 61,5%. Já no saldo de “vendedores e prestadores de serviços do comércio” a participação delas dobrou, passando de 25,1% para 50,1%.

Já entre os homens, os maiores crescimentos ocorreram nas categorias “Escriturários” (33,4%), “Trabalhadores de funções transversais” (27,3%) e “Vendedores e prestadores

ECONOMIA

de serviços do comércio” (23,6%). Em relação aos salários, o levantamento mostra que, em agosto de 2024, o salário médio real de admissão era R$ 2.156,86. Considerando apenas os homens, o salário médio de admissão em agosto de 2024 era ligeiramente superior à média, alcançando R$ 2.245. Já o salário médio de admissão das mulheres era R$ 2.031.

“Ao longo dos últimos 13 meses, há pequenas variações mensais, mas a diferença entre os salários médios de homens e mulheres permanece evidente, com as mulheres consistentemente recebendo um salário médio de admissão em torno de 10% a 11% menor”, diz o texto.

Caged

O estudo utiliza os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) referentes a agosto de 2024. No total, no mês de agosto, o Brasil registrou um saldo positivo de 232.513 empregos formais, com 2.231.410 admissões e 1.998.897 desligamentos. Esse resultado representa um crescimento de 5,8% na criação de vagas formais em relação a agosto de 2023.

Rio anuncia shows de Caetano, Bethânia, Anitta e Ivete no réveillon

Por Agência Brasil - Rio de Janeiro Adaptação PH Paiva

APrefeitura do Rio de Janeiro anunciou hoje (16) os shows que serão realizados durante o réveillon na praia de Copacabana neste ano. Caetano Veloso, Maria Bethânia, Anitta e Ivete Sangalo são as principais atrações confirmadas. Os detalhes das apresentações e outras atrações da festa serão confirmados nas próximas semanas.

Segundo a Riotur, serão montadas 20 torres de som e dois palcos no evento em Copacabana: o Rio (em frente ao hotel Copacabana Palace) e o Pra Sambar (em local ainda não definido). O espetáculo de fogos, com duração de 12 minutos,

terá dez balsas em Copacabana e outras três no Flamengo. Também estão previstas queimas de fogos na Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, no alto dos hotéis.

Haverá palcos com shows previstos ainda na Praia do Flamengo, Praia de Ramos, Parque Madureira, Penha, Ilha do Governador, Ilha de Paquetá, Bangu, Inhoaíba, Praia de Sepetiba e Barra de Guaratiba.

No ano passado, foram 12 palcos e 12 balsas espalhadas pela cidade com queima de fogos, o que reuniu cinco milhões de pessoas, sendo 2,5 milhões somente na Orla de Copacabana – além de 30 mil pessoas em sete navios de cruzeiro. A movimentação econômica foi de R$ 3 bilhões.

População pode opinar sobre plano de adaptação às mudanças climáticas

Por Fabíola Sinimbú – Agência BrasilBrasília

Adaptação PH Paiva

Aestratégia para adaptar o país à emergência causada pelas mudanças climáticas terá a participação da população, por meio de consulta pública.

A primeira proposta desenvolvida pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com coautoria de outras 25 pastas, foi disponibilizada na Plataforma Brasil Participativo e receberá contribuições até o dia 13 de novembro.

A Estratégia Nacional de Adaptação prevê medidas de curto, médio e longo prazo que devem promover mudanças necessárias aos sistemas humanos, como cidades, e naturais, como florestas, garantindo o desenvolvimento sustentável e a Justiça climática. É uma parte do Plano Clima, que guiará a política pública brasileira no enfrentamento ao aquecimento global e suas consequências.

Na plataforma participativa, a estratégia é apresentada em documentos separados em sete capítulos que tratam respectivamente dos temas contexto; impactos, vulnerabilidade e adaptação; principais riscos, impactos e vulnerabilidades no Brasil; principais riscos, impactos e vulnerabilidades no mundo; princípios gerais + diretrizes,

visão e objetivos; e gestão do plano. Para contribuir, é preciso criar um perfil de usuário, com senha, e ter uma conta na plataforma gov.br. Em cada capítulo, é possível adicionar sugestões e comentários, por parágrafo.

Ao final do prazo, as contribuições serão analisadas e consideradas, em uma atualização da proposta, que será encaminhada à aprovação do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM).

O Plano Clima será composto pela Estratégia Nacional de Mitigação, que tratará das medidas para a redução das emissões de gases de efeito estufa do país, responsáveis pelo aquecimento global, que levam às mudanças climáticas. Uma nova consulta pública tratará desta parte.

As estratégias terão ainda planos setoriais, desenhados para setores socioeconômicos de forma específica, sendo sete com medidas de mitigação e outros 16 com ações de adaptação. Esses documentos também terão participação da população.

Agora vai?

OCódigo de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece a Semana Nacional do Trânsito de 18 a 25 de setembro, em cuja abertura é apresentado o tema que pautará as campanhas a serem promovidas por todos os órgãos e entidades do Sistema Nacional do Trânsito no ano seguinte. Na abertura da Semana de 2024, a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) apresentou orgulhosamente um inédito e elaborado processo participativo que elegeu o auspicioso tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida” para 2025.

O primeiro aspecto a destacar é esse mesmo: o que produziu um procedimento que envolveu diferentes camadas de particpação de técnicos, de especialistas e da sociedade civil, culminando com votação pela Internet. Embora se saiba que, no mundo inteiro, a velocidade é um dos principais fatores contribuintes dos sinistros no trânsito, muito se ouve por aqui que medidas visando sua redução são impopulares demais para serem implementadas. Mais uma vez parece que a sociedade mostra ter mais juízo do que os tomadores de decisão.

“Não

para assegurar o respeito aos atuais limites de velocidade, como se sabe definidos na lógica rodoviarista dominante entre os gestores de nosso trânsito.

Outro ponto a ser acompanhado de perto é o efetivo envolvimento dos gestores das cidades brasileiras. Aqui vale um brevíssimo retrospecto. O CTB, sancionado em 1997 e em vigor desde 1998, estabelece a municipalização da gestão do trânsito, um processo que ainda não se completou. O primeiro governo Lula deu um passo significativo quando criou o Ministério das Cidades e levou para ele o então DENATRAN, sacando-o do Ministério da Justiça. Mas o governo Bolsonaro, entre outros retrocessos, extinguiu o Ministério das Cidades, só recriado no atual governo Lula. Só que sem a atual SENATRAN, alojada no Ministério dos Transportes.

faltam exemplos de programas bem sucedidos mundo afora em que resultados significativos para a segurança vieram da adoção de limites baixos de velocidade em áreas urbanas, priorizando a escala humana em detrimento dos veículos motorizados.”

Mas sempre há motivos para a sociedade se manter atenta e vigilante. Quando resolve dizer ˜desacelere˜, a sociedade está claramente reconhecendo que os níveis de velocidade praticados não valem a pena. Era de se esperar que os tecnocratas do trânsito começassem a trabalhar medidas capazes de tornar as velocidades em nossas vias mais compatíveis com a convivialidade entre as pessoas. Não faltam exemplos de programas bem sucedidos mundo afora em que resultados significativos para a segurança vieram da adoção de limites baixos de velocidade em áreas urbanas, priorizando a escala humana em detrimento dos veículos motorizados.

Não foi isso, contudo, que ouviu do presidente da Associação Nacional de DETRANs (AND), Givaldo Vieira, quem esteve na cerimônia do dia 16 de setembro. Para ele, o tema da Semana Nacional de Trânsito se traduz em fiscalização

Não passou despercebida a ausência do Ministério das Cidades na cerimônia do dia 16 de setembro. Assim como merece registro o fato de, às vésperas do primeiro turno da eleição municipal deste ano, o Secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, ter deixado escapar a oportunidade de falar diretamente aos futuros prefeitos e preferido enaltecer a parceria com os Conselhos Estaduais de Trânsito (CENTRANs).

Nada que não possa ser reparado, mas fiquemos atentos para em 2025 não precisarmos continuar lamentando que desde 2021 nosso trânsito tenha estagnado na trágica marca de 34 mil mortes a cada ano.

* Paulo César Marques da Silva é professor da área de Transportes da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília. Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal da Bahia (1983), mestrado em Engenharia de Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992) e doutorado em Transport Studies pela University of London (University College London) (2001).

Cármen Lúcia afirma que voto é instrumento da democracia

Por André Richter – Agência Brasil - Brasília

Adaptação Ana Luiza Fontes

Apresidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta terça-feira (15) que o voto é um instrumento de realização efetiva da democracia.

A ministra reforçou a importância da democracia no país e do direito ao voto livre durante a abertura de uma exposição no TSE que conta a história do voto popular.

“O voto é um instrumento democrático para transformar nossos lugares onde a gente vive, nossos espaços de convivência política. Enfim, de realização efetiva da democracia”, afirmou. Cármen Lúcia também lembrou que o direito de

todo cidadão votar foi uma conquista “preciosa e difícil no país”. “Nós lutamos muito para ter direito ao voto secreto, universal, periódico, e, principalmente, livre”, completou.

Exposição

O TSE inaugurou nesta terça-feira a exposição O Voto no Brasil, que retrata a evolução do voto democrático no país.

A exposição contou com trabalho de pesquisa histórica produzida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mostra a conquista da votação universal ao longo dos últimos 100 anos, ressalta os momentos políticos que levaram à restrição do voto da população, além de recordar os períodos de conquistas, como o movimento Diretas Já.

Ministro quer parte da taxação de grandes fortunas para a defesa civil

Por Luciano Nascimento – Agência

Brasil - Brasília

Adaptação Ana Luiza Fontes

Oministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, defendeu nesta quinta-feira (24) que parte dos recursos que podem ser angariados com a taxação de grandes fortunas seja utilizado para financiar ações de proteção e defesa civil, para a redução das desigualdades da parcela mais vulnerável da população afetadas por eventos climáticos extremos.

O tema está sendo debatido no G20, que assumiu o compromisso de trabalhar pela diminuição da desigualdade. O ministro coordena o Grupo de Trabalho de Redução do Risco de Desastres do G20, cujo próximo encontro será em Belém, no final de novembro, onde a proposta deverá ser novamente discutida.

“A gente tem defendido para o Brasil, e para o mundo, que as grandes fortunas sendo taxadas, parte desses recursos vão para diminuição das desigualdades, uma vez que os que estão em situação de maior risco são as pessoas que estão morando em áreas que precisam de maior apoio e políticas públicas”, disse Waldez Góes ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Ainda de acordo com o ministro, uma das ações que o governo está desenvolvendo é voltada para a redução de desigualdades e a oferta de microcrédito para a agricultura familiar nas regiões Norte e Centro-Oeste, opera-

das com recursos dos fundos constitucionais das duas regiões, o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e o do Centro-Oeste (FCO).

Waldez Góes explicou que os fundos não ofereciam a modalidade de microcrédito para as famílias e que o governo vai operar essa política, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e a Caixa Econômica Federal. Para este ano, estão previstos R$ 300 milhões em repasses, sendo R$ 150 milhões do FCO e outros R$ 150 milhões do FNO.

O ministro lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma alteração no microcrédito. “Até então, em uma propriedade apenas o agricultor retirava o crédito. Agora, o agricultor pode retirar o crédito, mas também a esposa e o filho podem retirar também o crédito. O certo é que as famílias juntas podem ter três créditos para financiar a sua produção”, explicou.

“Isso tem um efeito de produção, de geração e distribuição de renda, de inclusão social, de diminuição de desigualdade”, completou.

O ministro disse ainda que está previsto para o começo de novembro o início dos testes do Sistema de Alerta Precoce para as regiões Sul e Sudeste e que as salas de situação montadas por ocasião das enchentes no Rio Grande do Sul, e da estiagem e queimadas na Região Amazônica e no Pantanal seguem em funcionamento.

DIREITOS HUMANOS

Mobilização nacional reforça papel da sociedade de proteger crianças

Por Luciano Nascimento – Agência

Brasil – São Luís

Adaptação Ana Luiza Fontes

Começa neste sábado (12) e vai até sexta-feira (18), a Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância, voltada para reforçar o papel fundamental de toda a sociedade de proteger as crianças e enfrentar os diversos tipos de violência, como abuso, agressão, maus-tratos e a negligência. A primeira infância, período que vai da gestação até os seis anos de vida, é considerada fundamental na formação de um cidadão mais voltado para a convivência social e à cultura da paz.

É na primeira infância que ocorre um rápido e intenso processo de formação das conexões neurais e de desenvolvimento do cérebro e de todo o sistema nervoso central. Neste período, as experiências que a criança vive são determinantes para a estrutura neural que vai desenvolver as habilidades socioemocionais, físicas e cognitivas. Habilidades que são necessárias para se ter uma boa saúde mental e física durante toda a vida.

Em 2024, o Ministério da Saúde vai promover diversas ações no Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para que profissionais de saúde possam identificar sinais e sintomas que possam ser indicativos de violência.

Alguns dos principais sinais de alerta a serem observados em atendimentos são: choros e irritabilidade sem motivo aparente; olhar indiferente, apatia ou tristeza constante; atraso no desenvolvimento, perdas ou regressão de etapas

atingidas; dificuldades na amamentação, podendo chegar a recusa alimentar, vômitos persistentes ou distúrbios de alimentação.

Também devem ser observados distúrbios do sono; afecções de pele frequentes, sem causa aparente; dificuldades de socialização e tendência ao isolamento; ansiedade ou medo ligado a determinadas pessoas, sexo, objetos ou situações.

A coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde, Sonia Venancio, reforça que maus-tratos trazem prejuízo ao desenvolvimento infantil, e que as crianças aprendem com o comportamento dos adultos.

Sonia lembra que na primeiríssima infância, que vai até os três anos, o cuidado com casos de violência deve ser ainda maior.

“Nessa idade, elas ainda não sabem expressar o que estão sentindo ou interpretar o que aconteceu, o que torna mais difícil identificar agressões. Além disso, quanto mais cedo começar e quanto mais tempo durar a exposição a abusos, mais graves os danos”, explica.

Instituída pela Lei 11.523/2007, a Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância é realizada anualmente no período de 12 a 18 de outubro. Ela é promovida para conscientizar a população sobre a importância desse período da vida na formação de um cidadão voltado para a convivência social e para a cultura de paz.

MEC busca formas de usar inteligência artificial em políticas públicas

Por Ana Carolina Alli - Agência BrasilBrasília

Adaptação Rócio Barreto

Pesquisadores e gestores públicos debateram esta semana a utilização da inteligência artificial e a governança de dados nas políticas públicas da educação. O seminário Educação, Governança de Dados e Inteligência Artificial, promovido pelo Ministério da Educação, buscou apontar alternativas para o gerenciamento de informações que garantem direitos e o uso de dados na tomada de decisões. O evento foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o Instituto Federal de Brasília (IFB).

Se analisados em tempo real, por exemplo, dados como a frequência em aulas podem ser usados para auxiliar uma instituição de ensino a tomar medidas necessárias para apoiar estudantes, garantindo a permanência dos alunos e o acesso à educação.

A diretora de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica (SEB), Anita Gea Martinez Stefani, afirma que um dos desafios é conseguir documentos como o histórico escolar da educação básica para alunos que estudaram em mais de uma instituição, demonstrando a necessidade de atualizar a forma que os dados são tratados na rede de educação como um todo.

“Quando falamos sobre interação e interoperabilidade de dados e conexão das informações, estamos falando sobre fornecer direitos, serviços públicos que já poderiam estar disponíveis, mas que tecnicamente a gente ainda não se organizou para disponibilizar para os cidadãos”, ressalta a diretora.

Para lidar com a demanda de atualização dos métodos usados atualmente, foi criado o Gestão Presente, um hub educacional (plataforma de armazenamento e organização de dados). O sistema foi desenvolvido em parceria do MEC e com o Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES/UFAL), para ser um Hub de Dados da Educação Básica, que armazena informações de estudantes e auxilia nos processos de gestão escolar, como diário de classe, matrícula, entre outros.

O representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Vilmar Klemann, também elenca alguns dos desafios enfrentados, como dados incorretos ou incompletos, a leitura e análise de dados e falta de profissionais qualificados.

“Geralmente profissionais qualificados não ficam nas redes municipais e infelizmente resulta em uma rotatividade muito alta”, lamenta Klemann.

As discussões apontaram como a tecnologia pode ser aplicada não só como recurso educacional, mas como ferramenta de otimização, auxiliando a escola a ser mais eficiente na gestão da educação.

Enem 2024: número de inscritos supera em 10% total de 2023

Por Daniella Almeida - Agência Brasil - Brasília

Adaptação Rócio Barreto

OExame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 tem 4.325.960 de inscrições confirmadas. O número representa um aumento de 9,95% em relação a 2023.

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplicará o Enem 2024 nos dias 3 e 10 de novembro.

Do total de participantes da edição deste ano, a maior parte já terminou o ensino médio (1,8 milhão) e 1,6 milhão é concluinte dessa etapa de ensino. Segundo o Inep, os dados são baseados nas autodeclarações dos participantes no

momento da inscrição. Os percentuais foram estimados com base no Censo Escolar 2023 .

Além deles, 19,4% (841.546) das inscrições são de estudantes do primeiro ou do segundo ano do ensino médio e 24.723 (0,6%) de pessoas que não cursam nem completaram o ensino médio, mas farão o Enem para testar seus conhecimentos. Todos estão na condição de treineiros, no exame O estado com o maior número de inscrições é São Paulo, com 645.849, seguido de Minas Gerais (393.007) e da Bahia (376.352).

Esta edição do exame contará com 140 mil salas de prova, em cerca de 10 mil locais de aplicação, distribuídas em 1.753 municípios por todo o Brasil.

SAÚDE

Meu filho de 15 anos perdeu o pai e eu

literalmente perdi o chão

Depois de um longo período de casulo, decidi comemorar o aniversário de uma amiga muito amada. Fui com outra grande amiga . Meu filho estava na casa de um colega. Por alguns momentos, consegui esquecer os lutos da vida e me divertir.

Por volta das 23h recebo uma ligação do meu irmão. Ligação muito suspeita de que algo, minimamente, inesperado aconteceu. Mas, meu injustificável otimismo, não quis crer que assim fosse. Atendi. Quando percebi que ele, obviamente, estava dando voltas para anunciar o que parecia ser uma tragédia, fui direta; “ O que aconteceu. Diga logo, por favor?”. O que eu ouvi, não poderia imaginar nem nos meus piores pesadelos. “ O pai do Thor levou um tiro acidental e morreu.”

“Não,

No caminho para casa, onde, paralelamente, meu irmão foi buscar meu filho, ele me ligava e eu, de uma forma totalmente covarde, não consegui atender.

senhor!! Por favor!! Não!!”

Pensei no meu filho, que havia conversado com o pai, horas antes. Eles estavam lindamente reconstruindo, de forma genuína, madura e amorosa, os laços entre pai e filho, há alguns anos.

E o destino, fatal e cruelmente destruiu, em questão de horas.

Impossível entender”

Não sei explicar como aquelas palavras ecoaram nos meus ouvidos, na minha cabeça, no meu corpo, espírito e alma. Não tive forças para me manter em pé e procurei uma parede para desmoronar, literalmente. As lágrimas caíam, sem cerimônia, e eu só sabia dizer : “Não, senhor!! Por favor!! Não!!” Pensei no meu filho, que havia conversado com o pai, horas antes. Eles estavam lindamente reconstruindo, de forma genuína, madura e amorosa, os laços entre pai e filho, há alguns anos. E o destino, fatal e cruelmente destruiu, em questão de horas. Impossível entender.

Tantas coisas passaram pela minha cabeça. Como dar para ele uma notícia tão dura. Por sorte, estava cercada de mulheres. Fortes, solidárias, amorosas, como só as mulheres conseguem ser. Sem elas, não saberia o que fazer. A força femininina, meu deu força. A empatia delas me ajudou, apesar de me sentir o ser mais frágil do mundo.

Não é uma notícias que se dá por telefone, principalmente no estado em que eu me encontrava.

“Mãe, aconteceu alguma coisa com você? “ Ele me perguntou por mensagem. “ Não, meu amor” Respondi. “ Então, com quem foi? Com minha avó? Meu avô?” Ficou o silêncio... Me acovardei, mais uma vez.

E chamei meu batalhão para me ajudar: meus irmãos e poucas amigas. Mais uma vez, achei que não daria conta sozinha. Em casa, ele já tinha lido as notícias pelo celular. Chegou atônito. Sem acreditar, no inacreditável e no inexorável da vida. E, desta forma, seguimos, porque tem que ser assim. Às vezes questionando. Às vezes aceitando, mas, sempre sangrando. E acreditando que o tempo há de amenizar a dor de uma perda tão imprevisível e tão prematura aos olhos humanos.

* Renata Dourado é psicanalista e jornalista.

Trabalha na TV Bandeirantes há mais de 15 anos.

Apresenta o Band Cidade Segunda Edição, jornal local, que vai ao ar, ao vivo, de Segunda a Sexta, às 18h50.

Também apresenta o Band Entrevista, que vai ao ar, aos sábados.

“Rei”,

“futebol” e “craque”, as palavras que resumem o legado de Pelé

Por Lincoln Chaves - Agência BrasilSão Paulo

Adaptação PH Paiva

Se estivesse vivo, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, completaria 84 anos nesta quarta-feira (23). Apesar de ter se despedido dos gramados em 1977, o legado que o Atleta do Século deixou impacta, inclusive, gerações que não o viram em campo. É o que mostra um levantamento realizado pelo Museu do Futebol em parceria com a Agência Galo que identificou mais de 300 termos utilizados pelo público, em diferentes faixas etárias, para se referirem ao camisa 10. As menções foram captadas entre os dias 23 de julho e 22 de agosto deste ano.

O apelido “Rei do Futebol”, pelo qual Pelé é mundialmente conhecido, reflete-se no levantamento. A palavra “Rei” aparece em 59% das menções, sendo a mais utilizada entre todas as gerações, seguida, justamente, pelo termo “futebol”. Já a terceira lembrança mais citada pelos brasileiros, de acordo com a pesquisa, é “craque”.

No recorte específico das pessoas de até 25 anos, o destaque são os termos “Brasil” e “Santos”. Pela camisa da seleção canarinho, Pelé foi tricampeão mundial, enquanto vestindo a camisa do Peixe o camisa 10 conquistou 24 títulos, entre eles dois Mundiais Interclubes e duas Libertadores, além de marcar 1.091 de seus 1.283 gols. Já entre aqueles com mais de 60 anos, portanto que puderam ver o Rei do Futebol jogar, os termos em evidência são “gol” e “melhor”. O levantamento também foi estratificado pelas cinco regiões do país. No Sudeste há menções como

“gênio”, “lenda” e “melhor do mundo” No Nordeste, “campeão” e “fenômeno”. No Sul, “gol” e “craque”. No Norte as palavras mais lembradas são “ídolo” e “único”. Por fim, no Centro-Oeste, “seleção” e “sucesso” foram os termos associados a Pelé, que faleceu em dezembro de 2022 em decorrência de um câncer de cólon.

Há algumas referências curiosas a momentos da vida de Pelé. Casos de “Xuxa”, alusivo ao relacionamento do Atleta do Século com a artista, “ministro”, recordando a passagem do Rei do Futebol pela pasta de Esportes no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entre 1995 e 1998, e até “Maradona”, por conta da rivalidade com o ídolo argentino pelo posto de maior jogador de futebol da história.

Inaugurado em setembro de 2008, o Museu do Futebol passou por sua primeira grande reformulação no final do ano passado, sendo reaberto em julho. Uma das novidades foi a criação de uma sala dedicada a Pelé. Recentemente o espaço recebeu a camisa do New York Cosmos utilizada pelo Rei do Futebol no último jogo da carreira, um amistoso entre a equipe dos Estados Unidos e o Santos (o Cosmos ganhou por 2 a 1, sendo um dos gols marcados pelo próprio Atleta do Século, que atuou meio tempo por cada time).

“Pelé parou de jogar há 50 anos e segue na memória brasileira do futebol, pois ele nos habita, representa o desejo, o instinto, possibilidades”, afirmou Leonel Kaz, um dos curadores do projeto de renovação do Museu, com Marcelo Duarte e Marília Bonas.

O Museu do Futebol fica no Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Miller, em São Paulo. O local funciona de terça-feira a domingo, das 9h (horário de Brasília) às 18h, com acesso permitido até 17h. Os ingressos custam R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia), sendo que a entrada é gratuita para crianças de até sete anos e para todos às terças.

Obesidade: despreparo e falta de infraestrutura dificultam atendimento

Por Paula Laboissière - Agência Brasil - Brasília

Adaptação Ana Luiza Fontes

Oatendimento a pacientes obesos em emergências de todo o país requer adaptações urgentes, incluindo adequações na estrutura hospitalar, como o uso de macas reforçadas, até a capacitação de equipes para procedimentos como intubação e obtenção de acesso venoso. O alerta é da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

“O aumento da obesidade na população brasileira trouxe à tona importantes desafios para os profissionais de saúde, especialmente nos departamentos de emergência”, avaliam as entidades em nota conjunta. “A falta de preparação adequada em muitas unidades pode resultar em atrasos críticos ao tratamento, agravando condições que exigem intervenção rápida”, completa o documento.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 61,4% da população nas capitais brasileiras apresenta sobrepeso, enquanto 24,3% vivem com obesidade. Em todo o planeta, a Federação Mundial de Obesidade estima que o número de adultos com sobrepeso ou obesidade chegará a 3,3 bilhões em 2035. Nesse contexto, as entidades avaliam que não se pode assistir à crescente demanda sem se preocupar com a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

A nota conjunta destaca que, nos departamentos de emergência, a realização de exames físicos figura como um dos maiores desafios – o excesso de tecido adiposo dificulta exames clínicos essenciais, como palpação e ausculta, e compromete a identificação rápida de sinais clínicos críticos, como a pulsação em pacientes inconscientes. Tudo isso pode atrasar procedimentos que exigem resposta imediata, como a ressuscitação cardiopulmonar.

“Além disso, procedimentos rotineiros, como a obtenção de acesso venoso, tornam-se mais complicados e exi-

gem maior número de tentativas, o que aumenta o risco de infecções e tromboses. Outro ponto crítico é a intubação em pacientes com obesidade, que demanda técnicas especializadas, como a ‘posição rampada’, que facilita a visualização das vias aéreas e melhora a ventilação.”

Exames de imagem, segundo as entidades, também enfrentam limitações entre pacientes com obesidade ou sobrepeso. Ultrassonografias e radiografias são prejudicadas pela presença de tecido adiposo, enquanto tomografias e ressonâncias, muitas vezes, requerem múltiplas varreduras, prolongando o tempo de exame e aumentando a exposição à radiação.

Recomendações

Em meio ao cenário, a Abramede e a Abeso recomendam:

- adaptar a infraestrutura dos departamentos de emergência para acomodar o peso e as dimensões de pacientes com obesidade, incluindo a disponibilização de macas reforçadas, cadeiras de rodas maiores e balanças de alta capacidade;

- capacitar equipes médicas, sobretudo para que os profissionais possam realizar exames físicos adaptados à obesidade e manusear corretamente equipamentos necessários para o atendimento desses pacientes;

- combater o estigma associado à obesidade por meio do incentivo para que profissionais da saúde utilizem linguagem empática e adequada, evitando atitudes preconceituosas que possam impactar negativamente o atendimento.

No âmbito de políticas públicas, o documento propõe medidas como a incorporação de treinamento sobre

obesidade e suas comorbidades nos currículos de programas de residência em medicina de emergência, além da inclusão do peso do paciente nas informações de referenciamento, para que indivíduos com mais de 150 quilos sejam encaminhados a serviços devidamente capacitados e estruturados para seu atendimento.

As entidades defendem ainda a criação, em caráter de urgência, de protocolos clínicos padronizados para o cuidado de pacientes com obesidade grave em emergências, incluindo adaptações físicas e suporte psicológico necessário. “O combate à gordofobia deve ser promovido por meio de campanhas institucionais de conscientização e educação, a fim de reduzir o preconceito e garantir um atendimento humanizado e adequado”.

Xô, Maseru

Ainda não contei que Marivalda tem uma roleatlas, ou seja, um mix de roleta e atlas, e assim, rodando essa roleta é que ela escolhe suas viagens ao redor do mundo.

Cansada de tantas lamúrias, crises, roubos e desmandos pipocando por toda parte no Brasil, se achando esperta como ela só, resolveu viajar para Maseru, capital de Lesoto.

Quis conferir um país que não escondia sua condição de corrupção e assumia com o nome de sua capital sua condição patife. Achou isso muito curioso, porque apesar da equivalência da situação, Lesoto é muito diferente do Brasil, pois aqui o governo nos lesa e alega não saber de nada.

Marivalda admirava quem assume o que faz, e tinha verdadeiro pavor daqueles que fazem ar de paisagem para não ter que fazer nada.

Mari, mulher arretada, nasceu numa casa de taipa, sétima filha, numa família de dez filhos, e até ficar mocinha só conheceu poeira e muita fome.

Aos doze anos teve permissão dos pais para trabalhar em João Pessoa como babá na casa de um senador da República.

Sua patroa era moça muito boa, católica praticante e dona de um coração de ouro.

A patroa, além do salário, matriculou a menina num excelente colégio da capital paraibana.

Ela fez o curso que à época era chamado de primário. De modo que ela não sabia muita coisa além de ler, escrever e fazer as operações básicas de matemática.

Era muito fraquinha em geografia e história, pois já com treze anos era linda de parar o trânsito, e assim ela começou a levar os estudos “na flauta”.

Acreditava que conquistaria o mundo com sua beleza, e realmente sua conta bancária ficou muito robusta enquanto trabalhou na casa do senador.

Os depósitos eram feitos pelo próprio político e por muitos amigos que o visitavam em sua terra natal, devido aos favores prestados pela mocinha.

Ela então já começou a perceber a diferença abissal entre a opulência da vida dos detentores do poder e da vida quase monástica do resto da população.

Quando percebeu, além de mulher feita era também muito rica.

Despediu-se daquela família que a trouxera da caatinga.

Com a patroa tinha uma relação de afeto genuíno, com a criança também, porém do senador já não podia ser dito o mesmo.

Marivalda fixou residência em São Paulo, porque ali teria a oportunidade de conviver e usufruir das melhores coisas que o mundo oferece.

Comprou uma casa belíssima num endereço elegante, contratou cozinheira, copeira, arrumadeira, governanta, mordomo e motorista.

Ufa, pensou ela, ser rica dá trabalho! Veja o quanto de gente eu empreguei...

Num curto período de tempo, Mari já contava com um extenso rol de amigos.

Nordestina, falante e simpática, cativava as pessoas com muita facilidade.

Ela amava viajar e já conhecia muitos lugares no mundo, mas aborrecida com a situação do Brasil, ela resolveu ir para Lesoto.

Antes de partir fez uma pesquisa rápida para escolher o hotel, pois entre os seus amigos não encontrou nenhum que já tivesse ido até lá, e assim pudesse lhe dar uma referência.

Escolheu o Malina Mountain Lodge, um hotel de muitas estrelas e aparência acolhedora.

Estudando imagens do lugar ela teve certeza de que não se demoraria nada por lá.

Aquela paisagem combinava com cabras e vida camponesa. Mari era a criatura mais urbanóide da face da terra.

Gostava de badalos e agitos, aquela nordestina porreta, uma verdadeira pimenta cósmica.

Desembarcou num pé e embarcou no outro de volta a São Paulo, pois assim que pisou em Maseru, percebeu que não combinava em nada, nadinha, com aquele país.

Compreendeu de súbito que se ficasse uma hora que fosse, ali, seria o final de sua história.

* Ângela Beatriz Sabbag é bacharel em Direito por graduação e escritora por paixão.

Bailarina Clássica, Pianista e Decoradora de Interiores angelabeatrizsabbag e-mail angelabeatrizsabbag@gmail.com

Polícia Civil incinera cerca de 400 kg de maconha e gera prejuízo de R$ 1 milhão ao crime organizado

Por Larissa Mendes/Governo do Tocantins

Adaptação PH Paiva

APolícia Civil do Tocantins realizou, nesta segunda-feira, 21, a incineração de aproximadamente 400 kg de maconha, avaliados em mais de R$ 1 milhão, por meio da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras. A ação ocorreu no município de Dueré e contou com a presença de policiais da 8o Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deic - Gurupi), da 3o Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP - Gurupi) e da 83o Delegacia de Polícia de Dueré.

O delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, destacou que os entorpecentes haviam sido apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na sema-

na anterior, em Dueré. O suspeito que estava com a droga fugiu e, até o momento, não foi identificado. “Realizamos a incineração de forma isolada, apenas com os entorpecentes apreendidos pela PRF, devido à grande quantidade de droga e ao seu valor elevado. A medida foi tomada para garantir a rápida destruição da carga e evitar problemas com armazenamento e segurança. A investigação sobre o caso segue a cargo da 83o Delegacia de Polícia de Dueré”.

A Operação Protetor das Divisas e Fronteiras faz parte de um fusão das Operações Fronteira Mais Segura, Protetor das Fronteiras e Paz, que estão inseridas no Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, da Secretaria Nacional de Segurança Pública vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP).

Gerida pelo Naturatins, APA Lago de Palmas celebra 25 anos de proteção ambiental

Adaptação PH

AÁrea de Proteção Ambiental (APA) do Lago de Palmas, situada no município de Porto Nacional, comemora 25 anos de criação neste domingo, 20. Instituída pela Lei n� 1.098/1999, a APA abrange 50.370 hectares e é administrada pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Ao longo de sua história, a unidade de conservação tem desempenhado um papel crucial na preservação do meio ambiente e no desenvolvimento sustentável da região.

Com a finalidade de proteger a biodiversidade e disciplinar o processo de ocupação do território, a APA do Lago de Palmas tem como missão garantir o uso sustentável dos recursos naturais. “Nosso trabalho é guiado pela Lei n� 9.985/2000, que estabelece o SNUC [Sistema Nacional de Unidades de Conservação] e define a APA como uma área cuja preservação é essencial para a qualidade de vida das populações e a proteção de atributos ecológicos e culturais”, ponderou o supervisor da Unidade de Conservação, Abel Andrade.

Conservação e desenvolvimento

A criação da APA do Lago de Palmas foi uma resposta à crescente urbanização e aos potenciais impactos

ambientais resultantes da implantação de empreendimentos na área. O desafio da unidade é conciliar as atividades econômicas com a preservação ambiental, para assegurar que a fauna, a flora, o solo e a qualidade das águas sejam preservados, bem como para promover o equilíbrio entre a ocupação humana e a conservação dos ecossistemas locais. Ao longo de seus 25 anos, a APA tem atuado na fiscalização e na regulamentação de atividades econômicas que possam ameaçar o equilíbrio ambiental. A proteção dos recursos hídricos do Lago de Palmas é uma das principais preocupações da área, já que ele é um reservatório vital para a região, não só pela biodiversidade, mas também por sua importância econômica, sendo utilizado para abastecimento, agricultura e lazer.

Perspectivas

Para o futuro, a APA busca reforçar sua visão de garantir que as gerações presentes e futuras possam usufruir de uma relação harmônica entre desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental. Investimentos em educação ambiental, fortalecimento de parcerias com a sociedade civil e desenvolvimento de projetos sustentáveis são algumas das ações que serão intensificadas nos próximos anos. Com 25 anos de história, a APA do Lago de Palmas se consolida como um exemplo de esforço contínuo de sua equipe de servidores em busca de um futuro onde a preservação da natureza e o progresso humano caminhem lado a lado, aliado à promoção do bem-estar das populações locais e à integridade dos ecossistemas.

Tribunal derruba sentença e absolve

Mauro Carlesse em caso de bloqueador de sinais encontrado no Palácio

Por g1 Tocantins e TV Anhanguera

Adaptação PH Paiva

AJustiça Federal derrubou sentença condenatória e absolveu o ex-governador Mauro Carlesse (Agir) por usar um bloqueador de sinais no próprio gabinete no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos. Carlesse foi condenado em primeira instância a 2 anos e quatro meses de prisão em julho de 2023.

Na época, a pena foi substituída pelo pagamento de dez salários mínimos e proibição de exercer cargo, função e atividade pública pelo mesmo período.

O aparelho bloqueador de sinais, conhecido como jammer, foi encontrado em cima da mesa do governador, no gabinete principal do Palácio Araguaia. A apreensão aconteceu no dia 14 de junho de 2018 - meses após ele assumir o governo para o mandato-tampão.

Em nota, Carlesse comentou a nova decisão e afirmou que acusações sem provas não prosperam. “Fui injustamente acusado de utilizar um equipamento que sequer sabia de sua existência, pois havia assumido o Governo há poucos dias”, disse o ex-governador. .

A defesa de Carlesse recorreu da sentença da 4� Vara Federal e a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1� Região decidiu, por unanimidade, absolver Carlesse por falta de provas relacionadas ao crime de atividade clandestina de telecomunicação.

No acórdão assinado pelo desembargador federal Néviton de Oliveira Batista Guedes, foi considerado que o crime é caracterizado pelo “efetivo uso e não pela mera posse do equipamento”. Assim, “resta evidente a falta de provas da materialidade do delito, sendo mister a absolvição do réu”, destacou. O acordão é de 30 de julho e assinado pelo desembargador federal em 29 de agosto deste ano.

CNPq cria prêmio para estimular participação feminina na ciência

Por Fabíola Sinimbú – Agência Brasil - Brasília

Adaptação Rócio Barreto

OConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai lançar ainda em 2024 o edital do Prêmio Mulher e Ciência, para reconhecer o trabalho desenvolvido por pesquisadoras e instituições que promovem ações afirmativas para elas no país.

De acordo com a coordenadora de Execução e Difusão de Prêmios Nacionais e Internacionais do CNPq, Lisandra Santos, a ideia é fortalecer a equidade de gêneros e promover a participação das mulheres no campo das ciências e nas carreiras acadêmicas.

“Em setembro de 2023 foi publicado um artigo pela Diretoria de Análise de Resultados e Soluções Digitais do CNPQ, na qual buscou-se avaliar a participação de mulheres e dos povos originários no total de recursos liberados no setor e também avaliar a pluralidade na ciência a partir desses dados. Foi confirmada uma sub-representação das mulheres

em determinadas áreas do conhecimento.” A iniciativa será estruturada em três categorias, sendo duas delas voltadas às cientistas que desenvolvam trabalhos relevantes: a categoria Estímulo, para aquelas com até 45 anos de idade, e a categoria Trajetória, para cientistas cima de 46 anos de idade.

Uma terceira categoria, a de Mérito Institucional, vai premiar organizações que tenham relevante atuação em iniciativas que promovam a equidade de gênero na ciência.

O reconhecimento ocorrerá por meio de prêmios em dinheiro, além de viagens que possibilitem a participação em congressos internacionais e troca de conhecimento entre cientistas mulheres de todo o mundo. As edições serão anuais, e as regras serão estabelecidas a cada edital.

Segundo Lisandra, as primeiras edições serão viabilizadas por meio de uma parceria entre os ministérios da Ciência Tecnologia e Inovação e das Mulheres com o British Council no Brasil, uma organização de cooperação cultural entre o Reino Unido e o Brasil.

‘O

Aprendiz’: filme mergulha nas três ‘regras de ouro’ de um Trump inseguro e obsessivo

Por Luiza Vilela e Rafael Balago - exame.

Adaptação PH Paiva

Ver Donald Trump como um homem inseguro é uma cena incomum. Desde os anos 1970, o empresário buscou criar uma imagem de homem forte e vencedor, que jamais admite uma derrota. Isso ficou claro especialmente em sua atuação política. Até hoje, ele não aceitou a derrota nas urnas para Joe Biden, ocorrida há quatro anos. É uma surpresa, portanto, que as cenas iniciais de “O Aprendiz”, de Ali Abbasi (“Holy Spider”), revelem um Trump jovem e confuso. O filme estreia no Brasil nesta quinta-feira, 17, guiado pela ótima atuação de Sebastian Stan, intérprete de uma identidade visual tão parecida com o ex-presidente — muito apoiada no trabalho de figurino e maquiagem de Laura Montgomery — que, por vezes, é fácil confundir a ficção com a realidade. Já estão ali os trejeitos e o modo de falar que

ficariam famosos, mas ainda falta a autoconfiança e a frieza. Para resolver os problemas do negócio da família e decolar na carreira, Trump vai atrás de Ron Cohn (Jeremy Strong), um advogado que não se importa em quebrar regras, inclusive chantagear autoridades, para conseguir o que quer. O filme coloca Cohn como mestre que o ensina a navegar na Nova York dos anos 1970, uma cidade de ruas sujas, com manchas de sangue nas calçadas e à beira da falência.

De inseguro a insensível

A direção de Ali Abbasi brilha na primeira metade do filme porque a passagem entre um Trump jovem e confuso para um homem frio, confiante e disposto a fazer de tudo para conquistar seus objetivos é construída na sutileza dos detalhes. Cenas filmadas com a câmera em mãos, por trás de outros componentes no cenário, convidam o público a

“espiá-lo” em diferentes momentos do filme. Filtros que remontam à aparência da TV nos anos 1970 e 1980 contribuem para ressaltar o espírito da época, de muitas cores e movimentos.

O tempo avança e Trump vai incorporando os mantras de Cohn, em especial suas três “regras de ouro”: vencer a qualquer preço, questionar o que é verdade e nunca admitir a derrota. São táticas que ele usaria décadas depois, ao entrar na política. Trump foi eleito presidente em 2016, perdeu a reeleição em 2020, não reconheceu a derrota e busca voltar à Casa Branca nas eleições de 2024.

Essa brincadeira de “O Médico e o Monstro” entre Cohn e Trump fica mais interessante especialmente pelo distanciamento que o próprio roteiro (e a direção) entregam de Trump para o público. O salto entre o mero observador e aprendiz para o “dono de Nova York” passa a ser filmado de forma cada vez mais distante dos espectadores. Se no começo do filme a direção da câmera acompanha Trump de forma quase intimista, como uma narradora silenciosa, do meio para o fim do longa, a perspectiva muda. As cenas que retratam a ascensão do então herdeiro, que vão desde discursos a eventos dos quais ele é a principal atração, são filmadas em plano aberto, como se fossem matérias no noticiário da TV local. O recorte intimista só se mantém nos momentos em que Trump aparece com a família e a esposa, retratados com viés negativo.

Ivana (Maria Bakalova), a quem Trump fez um grande esforço para conquistar, passa a ser vista como estorvo. O empresário passa a ser um personagem que busca o dinheiro como um fim em si mesmo e não ouve ninguém. E as consequências começam a chegar: surge a dependência de anfetaminas, o mantra de nunca admitir a derrota, a obsessão com a própria imagem.

Diante das urnas

Na reta final do filme, Trump aparece como um personagem quase completamente negativo e perde sua complexidade. Ao optar por este caminho, a obra retrata o ex-presidente como uma ameaça ao país, embora se baseie em fatos privados sobre os quais pairam dúvidas. Em um processo judicial, Ivana acusou Trump de tê-la estuprado, por exemplo, mas depois retirou a acusação.

O fato de a produção chegar aos cinemas a poucas semanas da eleição presidencial americana, em que Trump é candidato, pode levar o filme a ser acusado de fazer propaganda contra o republicano. No entanto, o empresário conseguiu conquistar uma legião de seguidores fiéis na política americana, e talvez global, que não se afastou dele mesmo após diversos livros e reportagens que detalham fatos controversos de seu passado, fora os dezenas de processos na Justiça. No mais avançado deles, Trump foi condenado por fraude fiscal neste ano e corre risco de ser preso.

Como fez diversas vezes, o ex-presidente nega todas as acusações e diz que tudo se trata de uma armação de seus rivais. O filme dificilmente deverá mexer com a fidelidade de seus eleitores leais, mas pode trazer uma pitada de dúvida em simpatizantes ainda indecisos sobre dar um novo voto de confiança a uma das figuras mais polêmicas que já surgiram nos Estados Unidos.

TIJOLADAS DO CAIXA

Psicopata

Faz um bom tempo que dizem uma verdade que agora está saltando aos olhos de todos, corruptos continuam soltos, mas ainda bem que os famigerados e desalmados ladrões de galinhas vão direto pra cadeia.

Desculpem o trocadilho infame, mas parece que as penas ainda não foram adequadas aos crimes, o que não deixa de ser uma pena.

Como sabemos, roubar galinha sempre foi mais importante que corromper ou ser corrompido aqui na República de Bananas.

Não tendo curso superior, o ladrão de galinhas enfrenta desafios inimagináveis, pois enfrenta um planejamento muito trabalhoso e complexo.

Que vai desde da escolha do galinheiro, até a hora de consumar o delito, até pra cortar a cerca, tem que ter um instrumento perfeito.

Talvez tenha que pular o muro, pode ter um cachorro, onde talvez precise de uma vara, o que pode acarretar cálculos, que pode requerer um treinamento para o perfeito êxito da empreitada.

Quando assalta um banco o ladrão ameaça estourar os miolos de funcionários e clientes, experimente fazer isso com as galinhas assustadas.

Um pobre corrupto que rouba alguns milhões, o faz por aparecer aquela oportunidade, então ele não resiste ao apelo de colocar alguns zeros na sua conta, superfaturando ou subfaturando uma transação.

Já o roubo de galinha é uma coisa mais elaborada, ninguém em sã consciência pode alegar outros motivos ou mesmo uma insanidade passageira.

Só uma mente criminosa por natureza, irrecuperável pra atrever-se a roubar galinhas, nada comparável ao tráfico de influência e a corrupção crescente que só acontece em muitos ambientes na República de Bananas.

O nobre corrupto tem a certeza da impunidade, jamais será punido com o rigor da lei, o ladrão de galinhas tem a certeza que será preso e punido.

Pra ser ladrão de galinhas o cabra tem que ter vocação para o crime, além de uma determinação quase sobre-humana, com uma personalidade criminosa obsessiva, que não pode ficar em liberdade em hipótese nenhuma.

Dura lex, sed lex!

DO CAIXA

Quase Choro

Sentado na frente do computador, estou fazendo uma pesquisa jornalística torcendo para não ser incomodado por ninguém, espero que nem o Caixa Preta resolva me incomodar.

Sem querer olho para o calendário, parece que não mas já estamos quase no final do ano.

Quando me lembro de alguns que encontro na rua, tento preparar o meu espírito natalino, muita gente se preparando para fazer aquelas promessas mentirosas de todos os anos.

Todo mundo cheio de bondade, beijando inimigos, desejando o melhor para todo mundo mesmo que seja da boca pra fora,é tanta doçura que chega a juntar formigas em volta do mentiroso.

O telefone toca, o velho Caixa não me deixa em paz, quer dar uma chegada lá Porcão, diz que tem algumas novidades pra me contar, fiquei curioso e resolvi atender o chamado.

Sentado lá na mesa do Porcão, pensei ter visto o desenho da toalha da mesa se movendo, o cansaço estava me fazendo ver coisas.

O que realmente eu estava vendo eram as baratas passarem por cima da mesa,parece que tinha alguma festa por ali,as moscas faziam um recital de zumbidos e voos rasantes sobre o meu prato e o copo da cerva ,isso me mantinha de olhos abertos para não deixar nenhuma mergulhar no meu copo.

Sem querer olho na direção do Parque do Guará, meus olhos deixam escapar algumas lágrimas ao lembrar das lutas com bravos companheiros tentando manter o nosso parque longe dessa maldita especulação imobiliária e as eternas invasões criminosas.

Dá uma tristeza danada por ver aquela beleza toda sendo degradada pela cobiça de alguns que teimam em querer o fim do nosso pulmão verde.

Mas como somos fortes não vamos desanimar, deixando de lutar por nossa qualidade de vida , nem do legado que deixaremos aos nossos filhos, netos e as gerações futuras de nossa cidade.

A chuva cai parecendo ler os meus pensamentos,a natureza parece chorar também pedindo socorro, implorando para que a população saia dessa inércia e venha lutar por essa beleza que é o nosso parque.

O Parque do Guará agoniza e pede socorro!

Abandono

Parece até brincadeira essa canalhice que estão aprontando contra o Guará, não há como expressar de outra forma essa falta de atenção com a nossa cidade.

Muita gente pode até estar estranhando o assunto que é recorrente hoje por aqui, apesar dos puxas sacos se desdobrarem para encobrir as lambanças que querem aprontar no nosso quadrado.

A população está cansada desse amontoado de mentiras em grupos de Whats’App, parecendo até matéria paga, dado a insistência de alguns em querer defender o indefensável, danam o pau a propagar um amontoado de baboseiras a respeito do que acontece, replicam sem dó nem piedade.

Mas o que mais chama a atenção além de quem se acha o dono da cidade querendo substituir o executivo, coisa que está acontecendo com muita frequência, sem que o GDF mova uma palha para dar um fim nesse descalabro.

O espaço esportivo público do Guará, o famoso CAVE sofre de uma das mais danosas forma de abandono por parte da Administração.

Sejamos sinceros, o Guará está a deriva, cheio de vaquinhas de presépio, mas com chegada dessa turma a população meio desconfiada achou que a coisa poderia melhorar, ledo engano, parece que a coisa vai degringolar de vez, é uma mentira em cima da outra.

Foi lançado um programa para reforma e implantação de espaços esportivos em todas as regiões administrativas, mas pasmem os senhores contribuintes, o Guará está fora de qualquer plano para a melhoria do Cave e dos nossos espaços

TIJOLADAS

esportivos espalhados por toda cidade, destinados ao usufruto da população.

Demonstrando mais uma vez, falta de sensibilidade, responsabilidade e respeito gritante, o Guará fica de fora, numa prova cabal que o Guará só interessa a essa galera em época de eleição, quando todos os dias, numa humildade de deixar São Francisco no chinelo.

Continuo afirmando que hoje quem governa o DF não conhece o Guará, quando muito a pastelaria da Feira do Guará.

Portanto senhores governantes, está na hora de tirar a bunda da cadeira e mesmo com toda incompetência, desleixo, falta de respeito com o contribuinte até agora demonstrada em relação ao Guará, botar ordem nessa zona que foi transformada a região.

O Guará merece atenção.

Tudo Pelo Social

Mais uma semana começando, o calor está de rachar, a falta de inspiração provocada por essas labaredas do inverno infernal, deixa a gente meio desligado sem muita vontade de fazer qualquer coisa que não seja, tomar cerveja , sombra e água fresca.

O Caixa Preta ainda não telefonou, estou quase dando uma chegada lá no Porcão pra tomar uma gelada enquanto velho Caixa não aparece, o que me incomoda é o Galak passando pra lá e pra cá, estou quase dando uma cadeirada nele.

Com a chegada inesperada do velho Caixa, mudei o foco das minhas preocupações pra evitar confusões.

Expliquei ao velho Caixa que aquela vida estava me cansando, o Guerrilheiro do Cerrado estava inspirado, logo me fez ver que era besteira.

A explicação do cabra me convenceu de uma vez por todas, pois o lado social pra qual ele me chamou a aten-

ção me fez despertar e desistir de vez daquela ideia insana.

Dizia ele que outro dia tinha pensado realmente em parar de beber, mas teve que repensar, apesar da vergonha de chegar em casa aos trancos e barrancos, tendo de dormir na casinha do cachorro de vez em quando.

Mas o forte sentimento de dever social como cidadão falou mais alto, quando pensou nos milhares de trabalhadores nas cervejarias, distribuidoras, bares e botecos que com seu emprego sustentam suas famílias.

Bateu então muito forte a responsabilidade social, a consciência pesada, não posso parar de beber, seria uma maldade, afinal eles dependem de mim.

Salvamos milhares de empregos, tomamos um porre de lascar.

14 destinos no Brasil ganham prêmio internacional de turismo sustentável

Por Caroline Vale

Adaptação PH Paiva

As boas práticas em responsabilidade e sustentabilidade de 14 destinos no Brasil foram premiadas pela prestigiada organização holandesa Green Destinations.

O concurso anual TOP 100 Stories, que acontece desde 2014, elegeu soluções inovadoras e responsáveis para superar desafios na gestão turística, com ênfase na educação, preservação ambiental e inclusão social. A edição 2024 contou com mais de 190 histórias inscritas de 90 países.

Quais destinos no Brasil foram premiados?

1 Bom Jardim da Serra (SC);

2 Bombinhas (SC);

3 Itá (SC);

4 Penha (SC);

5 Rota do Enxaimel (SC);

6 Treze Tílias (SC);

7 Santa Cruz (RN);

8 São Miguel do Gostoso (RN);

9 Tibau do Sul (RN);

0 Fernando de Noronha (PE);

1 Sirinhaém (PE);

2 Tamandaré (PE).

3 Barão de Cocais (MG);

4 Bodoquena (MS).

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, comemorou o resultado do concurso e destacou o reconhecimento do Brasil como uma referência em sustentabilidade no turismo.

“O turismo é um instrumento importante para a construção de um mundo mais responsável e sustentável e o governo do presidente Lula tem atuado, em parceria com os estados e municípios, nesse processo de qualificação dos nossos destinos. Estamos promovendo um turismo sustentável, que se preocupa com o meio ambiente, a cultura local e a geração de emprego e renda para as comunidades”, declarou Freixo.

Avaliação e critérios

Para participar do concurso, os municípios inscrevem suas histórias de boas práticas para o desenvolvimento de um turismo mais sustentável e responsável.

Os destinos passam por uma avaliação onde são analisados de 15 a 30 critérios essenciais de sustentabilidade, seguindo as diretrizes do Conselho Global de Turismo Sustentável (GSTC), e devem alcançar uma conformidade mínima de 60% com os critérios.

Após o concurso, os participantes recebem um relatório detalhado, destacando seus pontos fortes e áreas de melhoria.

O que esses destinos no Brasil promovem de sustentável?

Com foco na preservação ambiental, o projeto “Noronha Plástico Zero”, em Fernando de Noronha (PE), visa eliminar o plástico descartável e promover a conscientização ambiental na ilha, assim como a parceria entre os Parques Eco Serrana e Serra da Bodoquena, em Bodoquena (MS), que trabalha para expandir o ecoturismo e promover ações de preservação na região.

Por outro lado, a união de comunidades para o desenvolvimento local e geração de emprego e renda também vão inspirar outros municípios. Em Penha (SC), o circuito de trilhas “Caminhos do Pescador” conecta turistas à história dos pescadores locais.

Enquanto isso, os festivais da Quitanda e da Goiaba, em Barão de Cocais

(MG), celebra a tradição das quitandas mineiras; e a Feira Agroecológica e de Economia Solidária de São Miguel do Gostoso (RN) promove a agricultura e o artesanato, além do empoderando de mulheres.

Para Rodrigo Cidade, diretor superintendente do Instituto de Desenvolvimento Econômico Local (Idel), criado pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), esse reconhecimento é um marco histórico.

“O trabalho realizado por cada um desses locais é uma prova viva de que podemos liderar o caminho para um futuro mais consciente, onde o turismo serve não apenas ao visitante, mas também à nossa terra e às nossas comunidades”, afirmou.

Mais prêmio

Além da importante visibilidade internacional por suas iniciativas, os 14 destinos brasileiros que integram o TOP 100 Stories irão concorrer ao cobiçado Green Destinations Stories Awards. A premiação será na ITB Berlin 2025, a maior feira de turismo do mundo, em Berlim, na Alemanha.

Em 2023, nove destinos no Brasil entraram para o TOP 100 Stories, rendendo ao município de Tibau do Sul (RN) o 1o lugar na 10o edição da Green Destinations Story Awards, na categoria Comunidades Prósperas.

A história “O Sorriso das Ostras”, sobre a criação da Associação dos Produtores de Ostras do Rio Grande do Norte (Aproostras), deu destaque ao destino.

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