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John Henry e o BonitoCharlie OperaçõesEspeciais01


O Xerife John Henry Harrison nem sabia que o lugar do velho McAdams tinha sido vendido, então quando ele recebe uma chamada de que estava havendo um distúrbio na velha casa McAdams, ele corre para lá, ele descobre que é apenas um monte de crianças, causando um tumulto. O que ele descobre muda a sua vida, de várias maneiras que ele nunca poderia ter imaginado. Depois de perder a sua esposa para o câncer, Charlie Pennington estava apenas tentando encontrar um lugar tranquilo para se estabelecer com suas crianças e jovens. Ele nunca imaginou que a compra da casa do velho McAdams traria o mais sexy homem da lei que ele já tinha visto em sua vida. Quando o problema chega à porta de Charlie na forma de uma batalha de custódia pelos seus filhos e sobre vingança, Charlie fica chocado quando John Henry passa a ajuda-lo. Mas, mesmo com os seus excompanheiros seals ao seu lado, Charlie não tem certeza de que ele pode manter todos que ele ama vivos. Enviá-los para a segurança parece ser a melhor escolha, até que John Henry se recusa a ir.


CapítuloUm

― Xerife? responda, xerife. ― o xerife John Henry Harrison pegou o seu receptor e respondeu. ― Sim, Maggie, o que há? ― Nós temos uma perturbação no local do velho McAdams, xerife. ― Que tipo de perturbação? ― Até onde ele sabia, o lugar de McAdams estava vazio. Talvez fossem crianças se divertindo ou algo assim. O lugar estava vazio há mais de cinco anos, mas de vez em quando, as crianças gostavam de dar festas lá. ― O novo proprietário chamou, ele disse que tem invasores. Ele está segurando-os com uma espingarda. ― Merda! ― John Henry jogou a sua xícara de café no lixo. Provavelmente eram um monte de crianças. ― Tudo bem, estou indo. ― O xerife acendeu as suas luzes e fez a manobra no seu Jeep, indo em direção à fazenda McAdams. ― O novo proprietário? Quando foi que o lugar foi vendido, Maggie? ― ele continuou a sua conversa com a despachante em seu microfone de ombro, apertando com força o volante do carro. Ele não queria ter que lidar com adolescentes mortos porque eles foram procurar um pouco de diversão. As pessoas por aqui protegem suas propriedades ferozmente.


― Cheryl vendeu o lugar um par de meses atrás. O novo proprietário se mudou no mês passado. ― Huh. John Henry foi surpreendido. Ele nunca pensou que o Lugar McAdams iria ser vendido. Era uma velha mansão sulista com 500 hectares, que valia um montão de dinheiro. Agora era apenas uma casa velha no meio do país. Ele não tinha certeza se o velho celeiro ainda estaria de pé. Não demorou mais do que alguns minutos para John Henry chegar ao local. Ele podia ver um par de carros parados na frente da antiga mansão, quando ele estacionou na entrada da garagem. Quatro pessoas estavam na frente de um dos veículos, um dos veículos era muito extravagante para esta cidade. Ele viu um homem parado na varanda com uma espingarda nas mãos. Isso não era bom. John Henry cautelosamente saiu do seu Jeep e colocou o seu chapéu de vaqueiro na cabeça. Ele bateu a porta alto o suficiente para que todos pudessem ouvir. As quatro pessoas que estavam gritando com o homem na varanda viraram-se olhando para ele. Estranhamente, o homem que estava na varanda com a espingarda encostou-se contra a lateral da casa, logo que ele viu John Henry. O homem deu vários passos de distância, colocando bastante espaço entre ele e a espingarda. John Henry não se sentia em perigo. Ele agradeceu o gesto. Pelo menos ele estava lidando com um homem razoável. Assim ele esperava. ― Eu sou o xerife John Henry Harrison, ― ele declarou contornando a frente do seu jipe. ― O que está havendo aqui? ― Perguntou o oficial.


O homem na varanda cruzou os braços sobre o peito e encostou-se em um dos grandes pilares redondos brancos da varanda. Ele não disse uma palavra. Ele só voltou o seu olhar para as outras pessoas que estavam reunidas na frente dos seus veículos. John Henry piscou em choque quando todos, exceto o homem na varanda começou a falar ao mesmo tempo. Ele contou quatro pessoas falando todos ao mesmo tempo, um homem mais velho e uma mulher, um homem em seus quarenta e poucos anos, e uma mulher jovem. Sua surpresa logo se transformou em uma raiva queimando baixo quando todos apontavam o dedo para o homem na varanda e continuaram gritando. Ele não conseguia entender uma palavra que eles estavam dizendo. Eles estavam gritando uns sobre os outros. John Henry levantou a mão para que todos parassem de falar ao mesmo tempo, mas não adiantou. Eles apenas continuaram gritando, apontando os dedos, e olhando em direção à varanda. John Henry olhou para o homem na varanda. Ele ainda estava de pé lá, só que desta vez ele tinha um sorriso divertido no rosto. Ele arqueou uma sobrancelha quando viu John Henry olhando para ele. John Henry queria rolar os olhos, mas não seria muito profissional. Ele colocou os dedos nos lábios e soltou um assobio alto. Todo mundo que estava gritando parou olhando para ele. ― Quem é o dono aqui? ― Esse seria eu. ― Disse o homem na varanda. Os olhos de John Henry foram até o homem na varanda. ― Você e o novo proprietário? ― Eu sou. ― Disse ele.


John Henry caminhou em sua direção, mantendo os olhos sobre os outros reunidos. Até que ele soubesse o que era o que, ele não iria tirar os olhos de qualquer um deles. ― E quem é você? ― Charlie Pennington. John Henry apertou a mão que o homem estendeu para ele, seus olhos se arregalaram um pouco quando sentiu uma pequena “vibração” disparar através da sua palma quando suas mãos se tocaram. ― Xerife John Henry Harrison. Charlie sorriu, mostrando um conjunto perfeito de dentes brancos. ― Sim, eu ouvi. ― Você fez uma chamada para o departamento do xerife? ― Eu fiz. ― Charlie acenou para os outros. ― Pedi a eles para sair da minha propriedade, e eles se recusaram. Como se trata de propriedade privada, minha propriedade, e eles estão invadindo, e eu quero que eles saiam. ― Eu estou entendendo ― John Henry olhou para as quatro pessoas que estavam ali com olhares de puro ódio para Charlie. Eram olhares fulminantes, quase queimando ele. John Henry não sabia o que estava acontecendo aqui ainda, mas ele não achava que essas pessoas eram daqui. Esta era uma cidade de gente simples. A maioria das pessoas se vestia de jeans e camiseta, como Charlie estava vestido. Não era incomum ver por aqui pessoas vestidas de roupas tão chiques. Foi imediatamente claro que as quatro pessoas eram da cidade grande.


― Gente, se o proprietário do imóvel pediu-lhe para sair, então você tem que sair. ― Eu não vou sair daqui até ver meus netos ― falou um homem mais velho em um, terno azul escuro enquanto ele apontava o dedo para o homem musculoso na varanda. ― Você não pode nos impedir de vê-los, Charles. ― Netos? ― John Henry olhou por cima do ombro. O homem sexy de pé atrás dele tinha filhos? Droga. Que desperdício de merda. ― Nunca vai acontecer ― Charlie falou em um tom calmo que desmentia a raiva latente em seus olhos. ― Você não tem direito de manter-nos longe dos nossos netos! ― gritou o homem velho. ― Nós temos uma carta do juiz dizendo que podemos vê-los. ― Você tem uma carta do seu advogado dizendo que você “quer” vêlos ― Charlie respondeu. ― É uma grande diferença. ― Essa carta é perfeitamente legal ― disse o outro homem. Ele era alguns anos mais novo do que o primeiro homem, mas se vestia igual. John Henry franziu a testa. ― E quem é você? O homem tirou um cartão de visitas do seu paletó. ― Jeffery Douglas, Advogado. Eu represento o Sr. E a Sra. Pennington em sua ação contra o seu filho. ― Huh. ― O xerife olhou para o cartão por um momento e depois colocou-o no bolso. Ele precisará dele mais tarde para fazer um relatório. ― Você tem uma cópia da ordem judicial que lhe permite ver as crianças?


O advogado corou. ― O juiz não assinou os papéis ainda, mas é só uma questão de tempo. ― Então eu tenho medo de que eu vou ter que pedir para saírem até que o juiz de a ordem de visitas, Sr. Douglas. Traga-me uma ordem judicial assinada por um juiz e não vou ficar no seu caminho, mas, até lá, você está invadindo. ― Isso não esta certo, ― disse o homem. John Henry se virou para ver uma mulher mais velha com um vestido que parecia que ela estava indo a uma festa. Ela estava chorando grandes lagrimas. John Henry começou a sentir pena da mulher até que viu o brilho de ódio que ela enviou para o homem na varanda. Ele não sabia a história entre essas pessoas e não quis fazer quaisquer julgamentos precipitados, mas ele estava tendo um sentimento cauteloso sobre o casal mais velho e o seu advogado. A mulher magra, de cabelos loiros, que estava com eles simplesmente lhe deu arrepios. Parecia que ela era falsa dos pés à cabeça, toda de plástico e mamas. John Henry estremeceu de repulsa quando ela piscou os cílios para ele. Ele sabia que era muito masculino de se olhar, mas de repente ele desejou ter um sinal de néon grande sobre a sua cabeça que dizia “gay”. ― Por favor, pessoal, vocês vão ter que sair. ― Este não é o fim, Charles! ― o homem mais velho gritou com o rosto corado com sete tons de vermelho. ― Sim, é ― Charlie respondeu. John Henry ficou surpreso com a calma do homem. Ele não tinha levantado a voz sequer uma vez. John Henry não pode deixar de se perguntar


sobre isso. Se seus filhos estivessem sendo ameaçados e ele tivesse invasores em sua propriedade, ele estaria soprando um montão. John Henry observou enquanto as quatro pessoas subiram em seus carros de fantasia e desceram a calçada. Ele de alguma forma duvidava que essa seria a última vez que ele viu algum deles. O Sr. e Sra. Pennington pareciam muito convencidos de que eles seriam autorizados a ver seus netos. Uma vez que o caminho estava livre, John Henry voltou-se para o homem na varanda. ― Você pode me contar sobre o que aconteceu aqui, Sr. Pennington? Vou precisar de algumas informações para o meu relatório. ― Claro, vamos entrar em casa e eu vou fazer-nos um pouco de café. Charlie começou a pegar a espingarda, e em seguida fez uma pausa, olhando por cima de seu ombro. ― Não está carregada, só para você saber. John Henry sorriu. ― Obrigado por me dizer. ― Eu gostaria de levá-la de volta para dentro. Eu não posso deixá-la aqui, onde alguém pode pega-la. Isso é um problema? ― Porque eu não faço isso para você? ― John Henry ainda não conhecia o cara. E ele queria verificar a arma antes de entregá-la a Charlie. Charlie balançou a cabeça, e em seguida, empurrou uma das grandes portas da frente abertas e entrou. John Henry subiu na varanda e pegou a espingarda. Ele rapidamente olhou a câmara e encontrou-a vazia como Charlie havia dito. Ele agarrou a arma e levou-a para dentro da casa, observando, que as portas da frente eram novas. Quando John Henry entrou, ele imediatamente ficou consciente de que várias coisas dentro da casa eram totalmente novas. O tapete tinham sido


tirado. Os pisos de madeira debaixo do tapete tinham sido lixados, reparados e encerados. Agora, os pisos brilhavam. John Henry também se lembrou de que tinha alguns buracos nas paredes da última vez que ele tirou um grupo de garotos daqui. Os buracos foram tapados e pintados com tinta branca. Mesmo as luzes penduradas na entrada tinham sido substituídas. ― Você fez um bom trabalho de restauração do lugar ― disse John Henry enquanto ele colocava a arma em cima da mesa da entrada e, em seguida, caminhou pelo corredor em direção à cozinha. ― Eu demorei cerca de uma semana para tornar a casa habitável ― Charlie disse da cozinha. ― Eu quero concertá-la e limpar antes de trazer as crianças para aqui. As crianças. Certo. O Mr. Sexy tinha filhos. Que droga! Pensou John Henry. ― O que você pode me dizer sobre o que estava acontecendo lá fora? ― John Henry perguntou quando ele entrou na cozinha. Charlie apontou para uma cadeira na mesa da cozinha. John Henry sentou-se e observou Charlie mover-se em torno da cozinha, fazendo café. ― Como você deve ter adivinhado, aqueles eram os meus pais. ― Sim, eu notei que vocês compartilhavam o mesmo sobrenome. ― Isso e os olhos verdes Pennington são a única coisa que temos em comum. E que belo par de olhos verdes eram. John Henry poderia passar horas só olhando para eles. Ele tinha visto pessoas com olhos verdes, olhos


azuis, e até mesmo olhos cor violeta, mas ele nunca tinha visto ninguém com este par de olhos verde-mar. Eles eram muito exóticos. ― Eu não tenho falado com meus pais em mais de vinte anos. Nosso primeiro contato foi há duas semanas, quando eu fui avisado por papéis, que me deixaram saber que eles estavam me levando para o tribunal pela custódia dos meus filhos. Droga. Realmente deve ser uma merda. ― Eles me odeiam, e eu os odeio. ― Charlie sorriu fracamente encostando-se no balcão. ― É desnecessário dizer, que eu não quero eles ao redor. Eu não tenho nada a ver com eles, e eu certamente não quero eles em torno dos meus filhos, nem mesmo para visitar. ― Você sabe se o juiz ordenar, você não pode impedi-los de verem os netos. ― Bem, a menos que eles arranjem um juiz homofóbico, eles não têm a menor chance. ― Charlie de repente pareceu perceber o que ele tinha dito. Ele arregalou os olhos quando olhou para John Henry. ― Hum... John Henry riu acenando com a mão para Charlie. ― Eu acho que você tem sorte de eu não ser um xerife homofóbico, hein? ― Sim. ― Charlie riu nervosamente. Ele se afastou do balcão e começou a fazer duas xícaras de café. Havia um pouco mais de cor em suas bochechas quando ele voltou e colocou uma xícara de café na frente de John Henry. ― Quantos anos têm seus filhos?


O sorriso de Charlie foi enorme e real desta vez quando ele se sentou em frente a John Henry. Ele podia ver o orgulho rolando de Charlie em ondas. ― Kenny tem quatro, e Emily tem nove semanas. ― Uau, uma recém-nascida. Onde está a sua esposa? Tristeza encheu os olhos de Charlie quase que instantaneamente. Ele piscou por um momento, e John Henry sabia que o homem estava tentando não chorar. ― Lizzie morreu quando Emily nasceu. ― Eu sinto muito. ― John Henry se sentiu como o maior idiota do mundo. ― Não sinta. Nós sabíamos que isso ia acontecer. ― Ela não morreu no parto? ― Lizzie foi diagnosticada com câncer de ovário quando ela estava grávida de cinco meses. Ela optou por não receber a quimioterapia, porque poderia prejudicar Emily. Esperávamos que ela teria tempo suficiente para dar à luz a Emily e então receber a quimioterapia, mas no final, o câncer destruiu seu corpo. No momento em que ela entrou em trabalho de parto, ela só parou de lutar. Ela morreu dois dias depois que Emily nasceu. ― O homem, isso deve ter sido difícil. ― Não foi fácil, mas eu tinha as crianças e os pais de Lizzie. ― Charlie sorriu enquanto olhava pela janela, obviamente, em seu pequeno mundo. ― Eles têm sido ótimos. Eu não poderia ter passado por isso sem eles. ― Eu estou um pouco confuso. Se você era casado, por que você estaria preocupado com um juiz homofóbico? Isso implica... ― Eu sou gay. Maldição!


― Lizzie também era. Nós nos conhecemos no trabalho e nos tornaram bons amigos, melhores amigos. Como nenhum de nós esperava ter filhos por causa de nossos interesses sexuais, e ambos queríamos uma família, nos decidimos nos casar e ter filhos juntos. ― E os pais dela estavam bem com isso? ― Oh, sim, eles ficaram emocionados quando nos casamos. Eles nunca esperavam ter netos, então quando viemos a eles e lhes dissemos o que tínhamos planejado, eles eram tudo a favor. Eles têm sido o meu apoio. ― Eles soam maravilhosos. Charlie sorriu. ― Sim, eles são. ― Que ramo de serviço você estava? ― Marines. ― Oorah! Charlie piscou. ― Verdade? John Henry assentiu. ― Seis anos dentro. ― Eu estava ativo até que Lizzie foi diagnosticada, e então eu pedi dispensa. Lizzie precisava de mim em casa. E você? ― Eu passei a maior parte desses seis anos vendo o mundo. Eu descobri que o melhor lugar na terra era aqui, no nosso pequeno vale, e então, quando chegou a hora de me realistar, eu vim para casa para o meu lugar. ― E se tornou o xerife? ― Fui eleito há quatro anos. ― Legal. ― Sua esposa era militar, também?


― Sim, toda a sua família é militar, mesmo sua mãe. Casar com um fuzileiro naval e um homem, fez seus pais tão felizes que eles pagaram a lua de mel. ― Charlie riu, o que surpreendeu John Henry. ― Eles até pagaram para que a amante de Lizzie fosse com a gente. As sobrancelhas de John Henry se ergueram. ― Você levou a amante da sua esposa na sua lua de mel? ― Bem, sim, Jenny e Lizzie estavam juntas há anos. E não era como se fosse uma lua de mel de verdade. ― Charlie encolheu os ombros. ― Além disso, tínhamos dois quartos. John Henry riu. ― Isso tinha de ser interessante. ― Suíte de lua de mel, as praias do Havaí, mas nada em minhas mãos, uma praia cheia de jovens quente em calções muito pequenos. ― A risada rica de Charlie encheu a cozinha. ― Oh, sim, foi horrível. ― Se você não se importa que eu pergunte, onde está Jenny agora? ― Ela está de volta à cidade. ― Charlie franziu o cenho enquanto olhava para a sua xícara de café. ― Ela está empacotando as coisas da nossa casa e vai enviar para aqui. Vou pegá-la quando eu for buscar as crianças. ― A amante da sua esposa vai morar aqui com você? ― John Henry manteve a surpresa em sua voz, e era muito orgulhoso desse fato, mas a história de Charlie era muito rara. Era algo que ele nunca tinha ouvido falar antes, mas John Henry sabia que haviam pessoas de todos os tipos fazendo o mundo girar. Ele não se fez juiz de Charlie, mas ele teve que admitir, que realmente foi uma estranha reviravolta.


― Não, Jenny tem um lugar na cidade. Ela comprou essa pequena padaria para baixo na Main Street. Ela quer ficar perto das crianças, uma vez que eram de Lizzie, mas ela precisa do seu próprio espaço. Eu acho que perder Lizzie foi muito difícil para Jenny e às vezes dói para ela ver as crianças porque eles se parecem tanto com Lizzie. John Henry assentiu. Ele podia imaginar. Ele bebeu o seu café e depois levantou-se para lavar a xícara. ― Bem, ― ele disse virando-se para Charlie, ― eu preciso voltar ao serviço. Vou apresentar um relatório sobre a invasão dessas pessoas no caso de você precisar dele no tribunal. Eu trarei uma cópia amanhã. ― Obrigado ― Charlie disse lavando seu copo. John Henry tirou um cartão do bolso e escreveu o seu número de celular na parte de trás. ― Este é o meu número de pessoal. Se você tiver qualquer problema, é só me chamar que eu venho ajudar. ― Obrigado, xerife. ― Por favor, me chame de John Henry. Charlie sorriu. ― John Henry. E de onde vem o seu nome. ― Foi em homenagem ao meu avô. ― Ah, sim! Eu também! ― Charlie fez um arco dramático, fazendo com que John Henry desse uma risada. ― Charles Kenneth Pennington III, ao seu serviço. ― Eu acho que eu prefiro Charlie. O sorriso de Charlie pareceu ecoar em seus olhos verde-mar. ― Eu sei que eu definitivamente prefiro John Henry.


CapítuloDois

Charlie deu um grande suspiro de alívio quando viu o Jeep de John Henry sair da sua garagem, as lanternas traseiras lentamente sumindo de vista. Ele não podia acreditar que o xerife se foi. Ele não tinha pensado que ele seria capaz de conhecer o homem mais sexy do que o pecado saindo de seu veículo. Droga... O xerife John Henry Harrison foi a coisa mais erótica que ele já tinha visto, e ele tinha visto um monte. Quando começou a construir xerifes sexy se parecendo como deuses gregos? O homem era um grande anúncio de sexo gay. Charlie sabia que ele estava duro logo que ele entrou no chuveiro naquela noite. Charlie caminhou de volta pela casa, fechando e trancando as portas atrás dele. Ele sabia que a maioria das pessoas na área não trancavam suas portas, mas com seus pais à espreita, não só ele teria que trancar suas portas, mas ele estaria colocando um sistema de alarmes de última geração em toda a casa. Ele conhecia pessoas, que conheciam pessoas, que poderiam pôr um sistema de segurança que rivalizava com o do Pentágono. Charlie pegou a arma da mesa lateral e levou-a para o seu escritório. Ele a colocou na prateleira sobre a lareira, onde ele a estava guardado. Qualquer pessoa na área tem uma arma pendurada sobre a lareira. Eles não tinha ideia de que o pino de disparo havia sido removido.


Charlie nunca iria deixar uma arma aonde alguém poderia se machucar, não especialmente seus filhos. Ele pegou a foto emoldurada tirada no dia em que ele se casou com Lizzie. Ele arrastou seus dedos levemente sobre a imagem, sentindo um buraco profundo de dor em seu coração. Ele perdeu Lizzie. Ela realmente tinha sido a sua melhor amiga. Ele suspirou profundamente e colocou o retrato de volta na prateleira. Sentir pena de si mesmo não iria instalar o novo aquecedor de água. A casa tinha uma base sólida, mas seria necessário muito trabalho para trazê-la para os padrões de hoje. Ela também havia sido deixada sem conservação nos últimos anos. Havia um monte de coisas que precisavam ser reparadas, bem como atualizadas. Na maioria das paredes foi necessário remendar e pintar. Charlie tinha tirado os tapetes da casa toda, juntamente com o linóleo da cozinha e dos quatro banheiros. A maior parte dos pisos do andar de baixo poderiam ser salvos. Os pisos que não puderem ser salvos, ele estaria substituindo. Charlie também queria fazer algo especial com cada um dos quartos das crianças. Jenny planejava pintar murais tanto nos quartos como no hall de entrada. George e Jane, os pais de Lizzie, estavam fornecendo a mobília dos quartos. Era trabalho de Charlie ter certeza de que ambos os quartos estavam limpos e prontos para serem habitados. Seria um grande trabalho. Charlie percebeu que ele havia feito 50 por cento com a obtenção da limpeza da casa pelo menos a tornando habitável. Ele já teve todo o sistema elétrico religado e a maior parte da canalização substituída. Muitas das paredes


foram reformadas e pintadas. E o cara do isolamento deveria vir colocá-lo esta semana. O que estava pronto era a varanda, a maioria da cozinha, os quartos extras, o porão, e o escritório. Charlie não queria nem pensar no que ele precisaria fazer para obter a parte externa da casa pronta. As crianças precisariam ser mantidos em casa o dia todo. Charlie acalmou quando ouviu um rangido no piso na sala principal. Isso era uma coisa boa sobre antigas fazendas, que ele gostava e não pretendia corrigir, o assoalho rangia se alguém pisasse sobre ele. Charlie calmamente puxou sua pistola Glock 17 do coldre escondido sob a perna da calça e foi para a porta do escritório, certificando-se de apenas pisar nas tábuas que não rangiam. Ele parou na porta e inclinou a cabeça, para ouvir qualquer som. Tendo sido do serviço militar, ele poderia ouvir o próprio ar quando foi deslocado. Era uma habilidade útil. Lá. Lá estava ele. Alguém estava de pé ao lado da janela da sala de estar. As portas duplas que levam à varanda de trás estavam abertas. Não deve ter sido o ar que as abriu, mas foi alguma coisa. Ou alguém. Charlie de repente ouviu a risada de alguém, mas era tão leve que era quase um sussurro. Ele revirou os olhos e colocou a arma de volta em segurança, no coldre. Depois de endireitar a perna da calça, ele se levantou e saiu do escritório, indo direto para a geladeira na cozinha como se não tivesse visto o homem de pé no canto. Ele pegou duas cervejas e foi até a copa e se sentou. ― Manny, você continua entrando em lugares deste jeito e você vai acabar levando um tiro. ― Ah, você sabia que era eu, chefe ― o homem de cabelos escuros disse quando ele passeou na sala.


Charlie deu uma das cervejas para Manny. ― Sim, e eu vou atirar em você um dia desses. Manny riu quando ele se sentou. Ele pegou a cerveja que Charlie lhe deu e tomou um longo gole. Quando ele colocou a garrafa de volta na mesa, ele bateu numa pequena caixa preta em cima da mesa ao lado da cerveja. ― Eu coloquei um dispositivo de rastreamento em seu carro na cidade. Não foi surpresa para Charlie que Manny tinha colocado um dispositivo de rastreamento no carro de aluguel dos seus pais. Surpreendeulhe que ele não tinha visto Manny fazer isso. Ele estava na varanda da frente o tempo todo e ele não tinha visto coisa alguma. Até há pouco tempo, ele não sabia que Manny estava aqui. Manny riu como se soubesse exatamente o que Charlie estava pensando. ― Você estava babando sobre o xerife. ― Eu não estava babando. Manny sorriu. ― Estava sim, e ele também por você chefe. Charlie revirou os olhos. ― Por que você está aqui, Manny? ― Eu ouvi dizer que você precisava de alguma ajuda para consertar o lugar. E pensei em passar por aqui e dar uma mãozinha. ― Manny olhou para a garrafa de cerveja em sua mão por um momento. ― Um par dos caras estará aqui amanhã com um caminhão de suprimentos. Charlie parou com a garrafa de cerveja a meio caminho dos seus lábios. ― Com suprimentos? De que tipo? ― Isso não pode ser bom. ― Manny, você sabe que eu estou aposentado, certo? ― Você nunca se aposenta, comandante.


― Uma vez mariner, sempre mariner. ― Charlie riu quando eles repetiram a frase, ao mesmo tempo. Então ele sacudiu a cabeça. ― Não, Manny, Kenny e Emily precisam de mim agora que Lizzie se foi. Eu não posso voltar para a minha antiga vida. ― Mas isso nunca vai te deixar, também ― disse Manny. ― Uh, é por isso que estou aqui. Os rapazes estão trazendo materiais de construção de fora do Estado, de modo que não pode ser rastreado. Nós vamos começar seu porão arrumado em um momento. ― E o que é que eu vou fazer com ele, Manny? Atirar nas vacas? Manny ficou sério, sentado na sua frente. ― Charlie, você sabe tão bem como eu que você fez alguns inimigos ao longo dos anos. Você nunca vai se sentir totalmente seguro, se este lugar não estiver pronto para a ação. E eu sei de um fato que manter suas habilidades em boas condições de funcionamento é importante. Charlie balançou a cabeça em diversão quando Manny puxou um conjunto de projetos do seu bolso e espalhou-os sobre o balcão. De alguma forma, ele teve a forte impressão de que tudo isso estava fora de suas mãos. ― Eu tive algum tempo para olhar esses projetos. A planta original da casa diz que ela foi construída em 1828. Isso inclui o porão. Na época, era simplesmente uma adega. Eu já tinha dado uma olhar nele. Se reforçá-lo, ele deve segurar por mais cento e oitenta anos. ― É algo que eu preciso estar preocupado? ― Não. ― Manny balançou a cabeça. ― A casa foi construída quase 200 anos atrás, os tijolos e as pedras usadas eram muito sólidas. ― Manny piscou. ― E não há registros do porão em qualquer uma das plantas nos tribunais do condado. Eu verifiquei.


Charlie estava de repente vendo os méritos do que Manny estava tentando dizer a ele. ― As escadas que levam para o porão estão na despensa. Se fecharmos a entrada e colocar uma entrada no meu escritório por trás da estante de livros... ― Sim, sobre isso. ― Manny sorriu amplamente. ― Já há uma entrada para o porão do escritório e do quarto principal. ― Você está apaixonado com minha casa, não é? ― O que não há para amar? Este lugar é grande. Ele precisa de alguma atualização, mas é uma casa de sonho. Ela tem mais quartos do que você poderia preencher em uma vida, assim como muitos banheiros, que virá a calhar quando Emily for uma adolescente, acredite me. Eu tenho irmãs. Eu as vi lutar por um banheiro antes. Não é bonito. ― Manny visivelmente estremeceu. ― Além disso, este lugar tem definida em 500 hectares no país, em uma cidade pequena e longe da corre-corre da vida da cidade. Isto e perfeito. ― Ele também tem um telhado com goteiras, janelas quebradas mais do que as ininterruptas, buracos nas paredes, portas, obras de artes adorável desaparecidas feitas nos corredores feitas com latas de spray, e um celeiro que vai cair, se alguém espirra sobre ele. ― Então por que você comprou? ― Eu não posso explicar isso. ― Charlie encolheu os ombros. ― Eu estava indo realmente para ver um lugar na estrada com o corretor de imóveis quando me apaixonei por este local. Eu viu o sinal da venda na frente e pedi para vê-lo. Eu caí de amor por ela antes mesmo de eu a ter visto por dentro. ― Bem, veja, lá vai você. ― Lá vou eu, o quê?


― Este lugar é perfeito. ― Você está fora de sua mente. ― Bem... ― Manny riu. ― Isso não é nada novo. Charlie se levantou e estendeu a mão para ambas as garrafas de cerveja. ― Vamos lá, se você vai estar aqui, eu vou colocá-lo para trabalhar. Temos um aquecedor de água para colocar dentro. ― Não hablo Inglês ― Manny reclamou. ― Mova-se, marine! ― Charlie bateu na parte de trás da cabeça de Manny. Ele riu quando Manny ficou de pé, o saudou, e marchou para fora da sala. Charlie foi depois dele, indo para a varanda dos fundos e para o aquecedor de água à espera de ser instalado. Ele realmente sentia perder os homens da sua equipe, mas nada se comparava tendo Kenny e Emily em sua vida. Charlie só queria saber se ele seria capaz de se acalmar e desistir de tentar salvar o mundo. Talvez ele precisasse de um hobby.

― Ei, chefe, há um xerife chegando. Charlie sorriu e limpou as mãos quando ele se apressou a subir as escadas do porão para o primeiro andar. Ele tinha esquecido que John Henry


disse que iria vir hoje. E ele estava muito animado para ver o xerife sexy novamente. Ele saiu para a varanda da frente, assim que John Henry saiu do seu jipe. Charlie levantou a mão e acenou, então esperou o xerife para acompanhá-lo. Ele respirou profundamente quando viu John Henry vestido com um simples par de jeans e uma camisa de manga curta de algodão branco, em vez do seu uniforme. Charlie não conseguia decidir qual gostava mais. Ambos pareciam bem pra caralho sobre o homem alto, musculoso. ― John Henry. ― Hey, Charlie. ― John Henry sorriu e olhou em volta para toda a atividade acontecendo. ― Como estão os reparos? ― Bom, na verdade. Alguns amigos vieram ontem para ajudar. Eu posso realmente ter os reparos feitos na hora de ir buscar as crianças na próxima semana. ― Legal. ― Gostaria de uma turnê? ― Eu adoraria. Eu costumava andar por este lugar na minha moto quando eu era criança, e eu sempre quis ver o interior. ― John Henry encolheu os ombros. ― Bem, além da cozinha de qualquer maneira. ― Certo. ― Charlie riu quando ele foi para a casa. ― Você conhecia os proprietários anteriores? ― Oh, claro ― respondeu John Henry. ― Os McAdams ajudaram a trazer o vale de volta no final dos anos 70. Eles estiveram aqui desde que a cidade foi construída.


― O que aconteceu com eles? ― Charlie perguntou. ― Quero dizer, por que o lugar estava a venda? ― A linha da família morreu sem deixar herdeiros. O município sustentou o lugar por alguns anos na esperança de que pudesse encontrar alguém para tomar o lugar, mas finalmente cedeu e fechou a propriedade e a colocou a venda. ― Assim, ninguém vai aparecer e tentar tomar o lugar de mim? ― Não, mas mesmo se alguém aparecer, eles não poderiam tomar o lugar de você. Ele estava no inventário por os cinco anos e um dia exigido pelos nossos tribunais. O dinheiro da venda será colocado em uma conta por mais cinco anos e um dia e depois doado ao município, se ninguém aparecer. ― John Henry sorriu. ― Não se preocupe, Charlie, sua casa está segura. ― Bom saber. Eu odiaria ter de mudar. Eu realmente gosto de estar aqui. ― Sim. ― John Henry enfiou as mãos nos bolsos. ― Eu também. Charlie não conseguia manter o sorriso fora do seu rosto quando ele deu a John Henry um tour pela casa, certificando-se de que o manteve afastado do porão. Um monte de barulho pode ser ouvido a partir de lá, mas Charlie sabia que ele poderia dizer que era por causa da reforma que alguns dos seus amigos também estavam trabalhando em outras áreas da casa. Quando John Henry perguntou sobre o barulho vindo do porão, Charlie disse que ele estava tendo alguns reforços feito, bem como atualizando uma parte do porão, que tinha sido considerada insegura. Ele não queria que as crianças se machucassem. John Henry balançou a cabeça como se entendesse, e da turnê continuou, terminando na cozinha.


Charlie pegou um par de cocas da geladeira e entregou uma para o xerife, segurando a outra para si mesmo. Ele encostou-se ao balcão e tentou se manter afastado do xerife. Inferno, a esta altura, ele nem mesmo sabia se o xerife era gay ou estava interessado. Mas ele poderia esperar. ― O que você vai fazer com o velho celeiro? ― John Henry perguntou quando ele se apoiou no balcão não muito longe de Charlie e acenou com a mão em direção à janela da cozinha. O velho celeiro vermelho podia ser visto um pouco além do pátio pela janela. ― Derrubar? Eu não quero uma das crianças lá e se machucar. Além disso, eu tenho medo que se um vento forte vir e apenas soprar sobre isso irá derrubá-lo. ― Você sabe que há uma empresa na cidade que derruba edifícios antigos. Eles vão fazer um acordo se você doar a madeira para eles. Eles reformam e usam para fazer móveis e outras coisas. ― Realmente? ― As sobrancelhas de Charlie subiram. ― Há uma empresa que faz essa merda? John Henry encolheu os ombros. ― Nós temos um monte de prédios antigos por aqui. ― Sim, eu notei isso. ― Charlie olhou em torno da enorme cozinha que estava dentro. Ela era muito maior do que uma cozinha normal. Ele amava especialmente o conjunto grande de lareira contra uma parede. Ela ia até a metade do teto. ― Desde que a cozinha está em ordem, neste momento, estou concentrado no resto da casa, mas esta cozinha é bonita demais para deixar passar. Eu quero ter todos os armários substituídos e uma grande ilha situada no meio aonde as crianças podem comer ou cozinhar comigo.


John Henry olhou em volta, como se ele estivesse imaginando. ― Seria bom. Estas casas mais antigas como esta, tem de bom tamanho cozinhas, mas você precisa ter cuidado com o encanamento. Às vezes, eles usavam tubos de chumbo quando elas foram construídas. ― Eu já chamei um encanador para substituir tanto do antigo encanamento quanto possível. John Henry assentiu. ― Progresso. ― O silêncio cresceu entre os dois e encheu a sala. Charlie não conseguia descobrir o que dizer a John Henry para fazê-lo ficar. Ele queria passar mais tempo com o homem, de conhecê-lo. Descobrir se ele era gay. ― Eu estava me perguntando... ― Se você precisar... Charlie riu quando ambos começaram a falar ao mesmo tempo. ― Vá em frente! O rosto de John Henry corou um pouco. ― Não, está tudo bem, você primeiro. ― Eu estava... heim... Apenas querendo saber se você era livre para o jantar. ― Eu poderia estar. ― Sim? John Henry sorriu. ― Isso depende do que você está servindo. Charlie se aproximou. John Henry se aproximou. Os olhos de Charlie moveram-se para os lábios John Henry. Ele abriu a boca para responder, para dizer a John Henry que ele ia cozinhar qualquer coisa que ele gostasse, quando


ouviu passos correndo pelo corredor. Um momento depois, Manny apareceu na porta da cozinha. ― Ei, chefe, nós temos que ir. ― Manny enrijeceu quando viu Charlie tão perto de John Henry. ― Nós, uh, recebi um telefonema em outro emprego, um problema de encanamento de emergência. Charlie lançou um olhar rápido para John Henry. ― Você precisa de alguns suprimentos? Eu tenho mais aqui. ― Não, nós temos isso. Tudo o que precisamos está no caminhão. ― Charlie assentiu. ― Fique alerta. Esses tamancos podem ficar desagradáveis. ― Nós vamos chamar quando terminamos. Manny tinha ido embora antes que Charlie pudesse dizer qualquer outra coisa. Charlie foi até a janela e puxou a cortina. Seu coração se afundou um pouco, enquanto observava seus amigos e ex-membros de equipe subir em um dos caminhões e desce a calçada. Bem treinados como eles foram, eles estavam indo para uma situação perigosa. Alguns deles poderiam não voltar. ― Você não estava apenas no serviço regular, você estava? ― Charlie olhou por cima do ombro surpreso. John Henry estava dando-lhe um olhar especulativo.

― O trabalho de encanamento, minha bunda. ― John

Henry riu. Charlie riu quando ele deixou cair a cortina e voltou-se para enfrentar John Henry. ― Manny não é o cara mais inventivo lá fora. Ele é... uh... John Henry levantou a mão. ― Eu não preciso saber. Charlie deu um suspiro de alívio. ― Obrigado. ― Você vai estar preocupado com eles, não é?


― Sim, vou ― Charlie esfregou as costas do seu pescoço, sentindo a tensão que ele não sabia que estava lá. ― Eu só estive fora cerca de seis meses, mas quando você colocar a sua segurança nas mãos de outras pessoas, você nunca quebrar os laços o bastante entre vocês. ― Eu posso entender isso. Eu imagino que também é difícil vê-los ir e sabe que não pode se juntar a eles, estar lá para vigiar as suas costas. Charlie assentiu. ― Eu não trocaria Kenny e Emily por nada no mundo, mas é difícil assistir a minha equipe sair em uma missão, sabendo que eles estão colocando suas vidas em perigo. A probabilidade de um deles não voltar é sempre alta. ― Existe alguma coisa que você possa fazer? ― Não. ― Charlie riu com tristeza. ― Na verdade, não. Quero dizer, a maioria deles não têm casas permanentes a não ser o corpo. Eu os deixava ficar comigo e dava coisas a fazer para mantê-los ocupados quando eles não estavam em uma missão ou treinamento, as coisas normais. John Henry acenou com a mão ao redor. ― Como consertar a sua casa? ― Sim, por exemplo. ― Charlie sorriu. ― Quando um amigo do serviço me disse sobre este vale, eu só sabia que seria o lugar perfeito para nós, e eu estava certo. Eu amo isso aqui. Estamos a apenas algumas horas da cidade grande, mas longe o suficiente para estar no profundo país. É bom para todos nós. ― Especialmente as crianças e sua antiga unidade. ― Sim. ― Charlie sorriu. ― As crianças praticamente tem a minha unidade embrulhada em torno dos seus pequenos dedos, especialmente Emily. Os médicos a entregou assim que possível. Ela pesava apenas 2,27 quilos


quando ela nasceu. Ela era tão pequena. Todos os caras a adoram, no entanto. ― Charlie riu. ― Claro, eu acho que a maioria deles tem medo dela, também. ― Por quê? ― Ela ainda é muito pequena, parece como uma espécie de boneca. Eles são grande marines. Acho que a maioria deles está com medo de quebrar ela ou dela cair. ― Bah ― John Henry acenou com a mão com desdém. ― Os bebês dessa idade saltam bem. Charlie começou a rir. Ele sabia que John Henry estava tentando quebrar a tensão na cozinha, e isso tinha funcionado. De repente, ele se sentiu quente. Ele afastou-se do balcão e se dirigiu para a geladeira. ― Então, que tal pegar um par de bifes e jogá-los na churrasqueira? John

Henry

arqueou

uma

sobrancelha.

―

Você

mal

tem

encanamento, mas você tem a sua churrasqueira armada? ― Um homem tem que ter suas prioridades.

CapítuloTrês

Este foi o tempo favorito John Henry do dia. O sol estava começando a se pôr atrás das montanhas ao longe enquanto o quente do dia se foi, mas ainda estava quente o suficiente para sentar-se no pátio e aproveitar a noite.


Seu prazer foi ainda melhor pelo homem sentado em uma cadeira ao lado dele, tomando uma cerveja gelada. Charlie era provavelmente a mais quente maldita coisa que John Henry já tinha visto. O ar de perigo circulando Charlie o fez parecer o fruto proibido. E John Henry queria um pedaço dessa fruta. Desesperadamente. Ele não tinha sido capaz de fazer o seu pênis cair durante toda a noite. Em torno do tempo eles estavam rindo sobre algo bobo enquanto comiam suas carnes, ele havia desistido de tentar. Mas o bife estava acabado, e sua cerveja quase se foi também. John Henry estava tentando bolar com qualquer desculpa para ficar por aqui sem parecer um perseguidor. ― Isso é bom. ― John Henry olhou para Charlie, sorrindo antes de tomar outro gole de cerveja. ― Isso e. ― Eu não fiz um monte de amigos ao longo dos últimos anos. ― Basta sentar-se? ― Um canto da boca de Charlie torceu-se. Ele olhou para a cerveja pendurada entre os dedos. ― Basta sentar e desfrutar de uma tranquila noite. ― Charlie deu um rápido olhar para John Henry, que o queimou até os seus pés. ― Com alguém que eu estou atraído. O coração de John Henry entrou em uma corrida. Sua capacidade de pensar derretida direito para baixo em suas bolas. Sua garganta de repente estava tão seca, que ele mal conseguia falar, não que ele soubesse o que dizer para as palavras de Charlie.


Ele era uma espécie de perda, então ele tomou um longo gole da sua cerveja em vez. Charlie sorriu como se soubesse o que estava acontecendo com John Henry, e depois tomou um gole de cerveja, sem tirar os olhos de John Henry. Era enervante, e ainda o desejo brilhando nos olhos de Charlie foi o maior impulso no ego de John Henry que ele poderia se lembrar de sentir. ― É claro, noites como esta podem ser muito estressantes, também ― Charlie disse. Um pequeno sorriso perverso cruzou os seus lábios. ― Será que ele gosta de mim? Não? Será que vou chegar à primeira base? Não vou? Será que ele vai me respeitar de manhã? Não vai? John Henry engasgou com a cerveja que estava bebendo e começou a tossir. Charlie rapidamente se aproximou e começou a bater nas suas costas. Se ele tivesse sido um homem menor, poderia ter machucado. Charlie não era exatamente gentil. John Henry finalmente sentiu que poderia respirar novamente, por pouco, e acenou para Charlie. Charlie sentou-se em sua cadeira, tomando outro gole da sua cerveja enquanto observava John Henry. ― Avise um cara antes de dizer algo assim. Charlie riu. A mente de John Henry cambaleou. Ele estava muito certo de que Charlie estava fazendo um passe para ele. Pelo menos, era o que parecia. Ele tinha achado que nunca teria alguém tão descarado sobre isso. Este era o interior do país, e não a cidade grande, e enquanto ser gay era geralmente aceito, normalmente funcionava melhor não ostentá-lo, especialmente na linha de trabalho de John Henry. John Henry engoliu quando Charlie colocou as pernas para o lado da espreguiçadeira, ele sentou-se. Ele pegou a cerveja da mão de John Henry e


colocou-a no chão, depois se inclinou até que sua respiração soprava a bochecha de John Henry. ― Um aviso, John Henry, ― Charlie murmurou em seu ouvido ― Eu vou te beijar. Quando John Henry virou para olhar para Charlie em estado de choque, ele percebeu que colocou suas bocas a um milímetro de distância um do outro. Seus olhos foram para os lábios de Charlie. Oh, deuses, eles eram tão... porra beijáveis. John Henry estremeceu quando sentiu a ponta da língua de Charlie ao longo da costura dos seus lábios. Ele não conseguia respirar. Sua respiração gaguejou em sua garganta. Ele sentia como se um choque elétrico tivesse passando direito através de todo o seu corpo. Apenas um simples toque e ele estava pronto para jogar Charlie nos tijolos do pátio e transar com ele até o esquecimento da sua vida. ― Charlie ― John Henry sussurrou, precisando, querendo. Deuses, ele queria. Quando a língua de Charlie se moveu entre os seus lábios, John Henry ansiosamente abriu a boca e permitiu o homem sexy dentro. John Henry tinha ouvido falar de beijos que faziam os dedos de uma pessoa dobrar, doces aqueles delicados que eram lembrados para sempre. Ele apenas pensou que eles eram apenas fantasias escritas em romances, até agora. John Henry alcançou e envolveu a sua mão ao redor da parte de trás do pescoço de Charlie, puxando-o mais perto. Ele inclinou os lábios sobre Charlie e chamou o homem, acariciando sua língua contra a de Charlie, quente e aveludada. Ele se concentrou em beijar e lamber e sentir cada pedacinho da boca de Charlie, até aonde ele pode chegar com a língua.


Quando Charlie gemeu e o beijo passou de suave e doce para voraz e querendo, John Henry pensou que ele poderia gozar ali mesmo. Beijar Charlie era um sonho, a dureza forte dos lábios de Charlie enviando espirais de êxtase através de John Henry. Sabendo que Charlie queria isso tanto quanto ele foi a porra de uma fantasia vindo à vida. John Henry foi tão forte que quase doía. Ele manteve o pescoço de Charlie seguro com uma mão e envolveu a outra ao redor da cintura de Charlie, e então se inclinou para trás e deitou-se na espreguiçadeira atrás dele. Quando o corpo pesado de Charlie moveu-se para cobrir o seu, John Henry abriu as pernas e deixou o homem se estabelecer entre as suas coxas. John Henry gemeu quando o seu pênis foi pressionado contra o de Charlie. Sabendo que apenas pedaços finos de brim os separava era quase mais do que ele podia aguentar. O calor que emanava do corpo de Charlie era o suficiente para queimar John Henry. Adicione as suaves carícias, ele começou a sentir ao longo de seu lado e John Henry estava pronto para fazer qualquer coisa para conseguir as mãos de Charlie em sua pele nua. ― Charlie! ― John Henry tentou perseguir os lábios de Charlie, quando o homem se afastou, até que viu o fogo queimando nos olhos do homem. Ele engoliu em seco, o nó na garganta parecendo crescer mais a cada segundo que passa. ― Fique ― Charlie murmurou. John Henry não sabia o que ele estava procurando, quando ele olhou nos olhos verdes de Charlie. Ele nem sabia se ele iria encontrar o que ele


estava procurando. Mas a hesitação que podia ver era o suficiente para assegurar John Henry que Charlie estava tão inseguro quanto ele. O crescente desejo entre eles era evidente. Eles estavam duros como rochas. Mas o medo que qualquer homem sentia ao se abrir estava lá, também. Charlie estava com medo de que John Henry iria rejeitá-lo, e John Henry tinha medo de que Charlie não o aceitaria. O homem parecia ter a sua vida toda pronta. Charlie era lindo. Ele poderia ter qualquer um que quisesse. O que ele iria querer com o xerife de uma pequena cidade, no meio do nada? Mas Charlie se abriu. John Henry não poderia fazer menos. O coração de John Henry sacudido e o seu pulso batia forte enquanto ele acariciar o lado do rosto de Charlie, e Charlie se inclinou para o toque como se ele precisasse disso mais do que a sua próxima respiração. Ele tentou retardar o funcionamento desenfreado vertiginoso atual através do seu corpo, mas a necessidade tão claramente gravada no rosto de Charlie foi a sua ruína. ― Sim ― John Henry sussurrou de volta. Um formigamento começou na boca do estômago, no sorriso alegre que cobriu os lábios de Charlie com a sua resposta. Ele imediatamente sentiu o frio se infiltrar em seu corpo quando Charlie se empurrou para longe dele e se levantou. Ele começou a protestar até que Charlie estendeu a mão. John Henry engoliu em seco e pegou a mão de Charlie. Charlie era alguns centímetros mais baixo do que John Henry e pelo menos cinquenta quilos mais leve, e ainda era surpreendente a força no homem quando puxou John Henry para seus pés. Seu corpo poderia ser mais


delicado do que John Henry, mas ele estava, obviamente, construído para a força e discrição. Estava quente como o inferno. Charlie manteve sua mão apertada com a de John Henry quando ele o puxou para dentro da casa e até a grande escadaria dominando o grande no meio da casa. John Henry começou a se sentir tonto quando chegaram ao segundo andar e se aproximou de um conjunto de portas duplas no final do corredor. Fazia algum tempo desde que ele tinha sido íntimo com alguém que não fosse a sua própria mão. Ele não era exatamente o tipo de cara de foda e deixe-os. O último amante com quem ele havia estado foi há mais de três anos. Ele também geralmente não era homem de uma noite só. Ele faria uma exceção para o belo homem segurando a mão dele e esperava que tivesse mais. Ele estava nervoso, ansioso. E se ele não fizer certo? E se ele não pudesse fazer Charlie se sentir tão bem como Charlie já o tinha feito se sentir? E o pior de tudo, o que se ele estivesse apenas na coisa de uma só vez para Charlie? John Henry seguiu Charlie quando ele abriu as portas do quarto, em seguida, veio a uma parada completa, quando ele conseguiu a sua primeira boa olhada no quarto. Ele olhou ao redor com admiração, então olhou para Charlie, observando o suave rubor no rosto. ― Você é um romântico. O rosto de Charlie se encheu ainda mais quando ele desviou o olhar. ― Não sou. John Henry olhou em torno do quarto novamente. Não havia nenhuma maneira de que Charlie não podia ser um romântico com um quarto


como este. As grandes proporções e ricos detalhes na antiga cama de dossel em mogno sentado no meio do quarto era prova mais do que suficiente. O branco grosso edredom de plumas e a multidão de almofadas coloridas que cobriam a cama eram apenas parte de um adicional do quebra-cabeça. Longas cortinas de linho branco penduradas nas grandes janelas em ambos os lados da cama. Criados-mudos de mogno correspondentes e aparador foram obviamente bem amados e cuidados de como eles brilhavam na pouca quantidade de luz, que entrava pelas portas francesas abertas, do pôr do sol nas montanhas ao longe. ― Oh, Charlie, eu odeio estourar a sua bolha de macho, mas você é definitivamente um romântico. ― Eu não sou um romântico! ― Charlie rosnou. ― Eu só... se você passar a maior parte de 20 anos vagando pela areia do deserto e florestas lamacentas, você também iria quer um pouco de luxo. A diversão de John Henry morreu uma morte instantânea, quando ouviu a mágoa na voz de Charlie. Ele caminhou até Charlie e pôs as mãos sobre o peito do homem, engolindo em seco quando sentiu os fortes músculos sob as suas palmas. Droga. Apenas me condene. ― Charlie, eu não estou tirando sarro de você. Eu juro. ― John Henry olhou para a grande cama sobre o seu ombro. ― Eu só não esperava tudo isso ― Ele sentiu o movimento do corpo de Charlie quando o homem deu de ombros. ― Você provavelmente não deve olhar no banheiro, então. John Henry arqueou uma sobrancelha e olhou rapidamente ao redor para a porta do banheiro. Agora ele tinha que vê-lo. Ele viu uma porta distante


em um lado do quarto. Com um curioso olhar para Charlie, John Henry se aproximou e abriu a porta. ― Oh meu Deus! É Josie Lang! ― Eu disse-te. John Henry piscou. ― Isso é tão decadente. O banheiro era enorme, talvez até maior do que a sala de John Henry. Era óbvio que ele foi recentemente remodelado como a pintura nas paredes era de um branco imaculado. John Henry também estava quase certo que eles não tinham uma banheira de hidromassagem para duas pessoas quando a casa foi construída, não como a que estava no canto do banheiro rodeada por um patamar de mármore branco de Carrara e degraus que levam até a banheira. O console da pia tinha as pernas feitas de mogno antigo, assim como o mobiliário do quarto principal, mas os lavatórios quadrados eram de porcelana branca. As toalhas que foram cuidadosamente dobradas sobre a prateleira de mogno perto da banheira eram fofas e brancas. Elas estavam parcialmente entre a banheira e o box. E dane-se se John Henry não poderia ver seis diferentes chuveiros no grande chuveiro frio. John Henry estava começando a ver um tema, e ele se perguntou se isso tinha alguma coisa a ver com o tempo de Charlie no serviço. Charlie parecia gostar de branco, paredes brancas, lençóis brancos, toalhas brancas, pias brancas, e de mármore branco de Carrara. Mas ele também gostava de antiguidades, especialmente aquelas em mogno. Mesmo as torneiras de níquel polido e acessórios pareciam antigos.


Tudo estava limpo e arrumados e uma sensação de limpeza sobre isso. John Henry não era um pateta por qualquer meio, mas ele não era um pateta também. As únicas coisas que pareciam realmente fora do lugar eram as três garrafas de líquido roxo colocadas na borda da banheira. John Henry se aproximou e pegou uma e leu o rótulo. Ele riu suavemente quando viu Bubble Bath Lavender1 e colocou a garrafa de volta exatamente aonde tinha estado. Sim, Charlie Pennington era um romântico. ― Amei o banheiro, Charlie ― ele disse em voz alta quando ele virou-se para sair do banheiro. Ele parou em sua trilha quando viu Charlie de pé na porta. John Henry, de repente sentiu como se todo o seu corpo estivesse superaquecido. Mesmo sua garganta tinha ficado seca. Os braços de Charlie descansavam sobre a sua cabeça nas bordas do aro da porta, esticando a camisa de algodão azul apertada sobre o peito musculoso. John Henry limpou a garganta e depois fez um gesto para a banheira por cima do ombro. ― Talvez um dia desses você vá me emprestar a sua banheira. ― Nuh-uh ― Charlie balançou a cabeça quando ele deixou cair os braços e começou a andar por todo o banheiro. ― Ninguém começa a usar essa banheira sem mim. John Henry sentiu um sorriso bobo cruzar os seus lábios. ― Quem disse que eu queria tomar um banho sozinho? Charlie parou bem na frente de John Henry. ― Você quer dizer que nós dois juntos na minha banheira, molhados, sabão, escorregadio... ― Charlie inalou duro ― nu. 1

Produtos para banho.


John Henry começou a imaginar, os dois deslizando um contra o outro nus, na sua cabeça ao ouvir as palavras de Charlie. ― Ah, sim! ― Como soa amanhã à noite? ― Charlie sussurrou, sua voz caindo baixo. ― Fodidamente perfeito ― John Henry gemeu quando seus olhos se fecharam. Charlie estava tão perto que podia sentir o cheiro de John Henry nele. Ele estava com medo que se ele visse o desejo nos olhos de Charlie ele não seria capaz de se impedir de saltar no cara. ― Vamos para a cama, John Henry? John Henry gemeu de novo. Charlie estava tentando matá-lo. Ele abriu os olhos quando sentiu Charlie agarrar a sua mão e puxa-lo. Ele foi sendo levado de volta para o quarto. Charlie parou ao lado da cama e pegou a barra da camisa de John Henry. John Henry se sentiu um pouco de autoconsciente sobre todo o cabelo no seu peito, e não era muito, mas depois que viu o ardente desejo nos olhos de Charlie. ― Você gosta disso? ― ele perguntou. O engolir em seco de Charlie foi audível quando ele assentiu. John Henry agarrou as mãos de Charlie e colocou-as no seu peito perto da sua clavícula. Ele observou o rosto de Charlie atentamente enquanto ele lentamente arrastou as mãos do homem sobre o seu peito peludo. Quando Charlie sugou o seu lábio inferior e estremeceu, John Henry tinha tudo o que ele poderia tomar. ― Eu quero pele, Charlie. ― Charlie balançou a cabeça, sem tirar os olhos de cima do peito de John Henry. ― Agora, Charlie.


John Henry riu para o olhar atordoado nos olhos de Charlie, quando ele olhou para cima. Ele parecia tão confuso. Ele parecia tão confuso quando ele falou. ― Agora? ― Agora seria bom, você não acha, Charlie? ― Nu é bom ― Charlie disse. ― Eu sou a favor de nu. John Henry riu novamente. Ele gostou de saber que ele tinha esse efeito em Charlie. Ele chegou para a bainha da camisa de Charlie. Ele puxou-a lentamente, querendo saborear a antecipação, mas cada centímetro de pele bronzeada esculpida apenas fez querer ver as próximas polegadas. Até o momento em que ele jogou a camisa de Charlie no chão, John Henry estava pronto para renunciar o lento e saltar para a direita agora. Charlie era a perfeição. John Henry sabia que o homem tinha que ficar em forma para o serviço, mas o corpo deste homem foi acima e além. Charlie era uma obra de arte, quente, trabalhado, sexy de tirar o fôlego. Charlie era quase o oposto de John Henry. Onde John Henry tinha o um monte de cabelo cobrindo o seu peito, Charlie era todo pele suave como a seda. Ambos tinham um rastro de cabelo que leva para baixo nos seus abdomens para baixo na cintura das suas calças jeans. O cabelo de John Henry era escuro. Charlie era claro. John Henry desabotoou o botão no jeans de Charlie. Ele sentiu Charlie tremer quando ele abaixou o zíper. Quando o pau duro de Charlie saltou para fora, John Henry congelou e tentou reter o pouco controle que ele tinha deixado como ele percebeu que Charlie não estava usando cueca. ― Porra, Charlie, você vai a comando.


Charlie riu. ― E você não? ― B-Boxers. ― Realmente? As mãos de Charlie estavam no zíper de John Henry, antes que ele pudesse detê-lo. O calor liberado através do seu rosto quando ele se lembrou de que ele estava realmente vestindo boxers, e que ela tinha um pequeno sorrisinho amarelo sobre ela. ― Uh... ― Charlie fez uma pausa e olhou para John Henry. ― Você está tentando me dizer que você está no Sr. todo Coisa feliz? ― John Henry bufou e revirou os olhos. ― Eles eram impecáveis. ― Uh-huh. John Henry sentiu um sorriso tímido em seu rosto quando ele deu um passo atrás e empurrou suas botas fora dos seus pés, em seguida, empurrou sua calça jeans, e boxers cara feliz, para baixo das suas pernas. Até o momento em que ele chutou para fora e levantou-se, Charlie estava de pé diante dele em toda a sua glória nua. Maldição. ― Deus, você está tão fodidamente sexy. As sobrancelhas loiras escuras de Charlie se ergueram. ― Eu? ― Seus olhos deslizaram para baixo no corpo de John Henry. ― Eu estou pensando que você está mais sexy do que esta forma antiga da marinha. ― Não há nada sobre você velho, Charlie, e você sabe disso. ― Sim, bem, às vezes eu me sinto assim.


― Então deixe-me ver se eu posso mudar isso. ― John Henry avançou para o espaço de Charlie e passou os braços em torno dos ombros do homem. Ele inclinou-se os poucos centímetros entre eles e capturou a boca de Charlie com a sua. Lábios de Charlie ainda estavam quentes e inchados do seu último beijo. O pulso de John Henry se acelerou quando seus corpos se uniram, pele contra pele, pau contra pau. Ele não conseguia se lembrar da última vez em que algo havia se sentido tão bem, talves nunca. Isso o fez extremamente consciente da força e do calor do corpo de Charlie. ― Eu quero transar com você, John Henry. ― Charlie falou baixinho, mas a sua voz ecoou no quarto. ― Você vai me deixar? John Henry assentiu. Ele não tinha nenhum problema em deixar Charlie transar com ele. Ele não era um daqueles caras que sempre se espera dar e nunca receber. Ele gostava das duas coisas. Ele esperava que quando chegasse a hora, Charlie lhe permitiria fazer o mesmo. Ele estava com muito medo de perguntar. Sentir o belo pau de Charlie na sua bunda era muito mais importante no momento. Isso fez todo o resto pálido em comparação. ― Lubrificante. John Henry perguntou. ― Cômoda? ― Eu vou buscá-lo ― Charlie respondeu. ― Você só deita na cama. Apesar de querer sentir Charlie pressioná-lo no colchão, John Henry estava nervoso enquanto ele arrastou-se para a cama e se virou de costas. Ele viu Charlie se afastar da mesa de cabeceira e atirar algo sobre a cama. Então Charlie subiu na cama e se ajoelhou entre as coxas de John Henry.


― Olá! ― Charlie sorriu. John Henry não pode deixar de sorrir de volta. ― Olá! Charlie se inclinou sobre John Henry. ― Tem certeza que você está pronto para isso? Nós não temos que fazer qualquer coisa se você estiver desconfortável. Nós poderíamos sentar e conversar, pegar outra cerveja, ou o que quiser. ― Não, eu quero isso. Eu só estou um pouco... ― John Henry encolheu os ombros. ― Já faz um tempo. ― Eu não vou fazer nada que você não quiser, tudo bem? John Henry assentiu. ― Se alguma coisa fizer você se sentir desconfortável, me diga e eu vou parar. John Henry balançou a cabeça novamente. Ele estava começando a se sentir menos nervoso e mais ansioso. O calor que emanava do corpo de Charlie estava aquecendo-o, mas cada centímetro de pele que o tocou estava fazendo-o sair da sua mente. John Henry envolveu os seus braços em Charlie e o puxou até que o homem caiu em cima dele. ― Esta melhor. ― Ele riu quando Charlie arqueou uma sobrancelha para ele. ― Eu sou um pouco maior do que você, Charlie. Eu acho que pode levá-lo. ― Vamos ver, grande homem. Os olhos de John Henry tremularam fechados quando Charlie reivindicou os seus lábios em um beijo de curvar os dedos. Deuses, o homem sabia beijar. John Henry nunca conheceu alguém na sua vida que era muito


oral. Ele não podia esperar para descobrir o que mais Charlie poderia fazer com os seus lábios. Quando os lábios de Charlie se afastaram da boca de John Henry e começou a beijar um caminho para baixo no seu queixo em sua garganta, John Henry arqueou a cabeça para trás, dando ao homem um melhor acesso. John Henry nunca pensou que ele estaria em morder, mas cada lambida e beliscar apenas ampliava a excitação já inundando os seus sentidos. ― Deuses, você é muito bom nisso. Charlie riu. ― Eu tenho viajado por todo o mundo, você sabe. Eu lei muito no meu tempo de inatividade. ― Charlie levantou a cabeça e sorriu para John Henry. ― Você não acreditaria em algumas das coisas que eu li em diferentes partes do mundo. ― Oh, sim ― John Henry ofegou, uma série de fantasias começam a jogar na sua cabeça. ― Como o que? ― O Kama Sutra foi escrito entre os séculos I e IV por um sábio indiano chamado Vatsyayana. Ele contém um total de 64 posições sexuais. Agora, certo, a maioria destas posições foi dada nomes modernos. Mas uma tal posição é chamada “Um profundo” Esta é uma posição de penetração total. Você está de costas com as pernas descansando sobre meus ombros, joelhos levemente dobrados. Com as pernas abertas como você está, eu posso facilmente foder a sua bunda tão duro e tão rápido como eu desejo. John Henry gemeu na imagem. ― E o que mais? ― Há a “posição da cadeira”. Sento-me com você em cima de mim como se você fosse me cavalgar. Usando minhas mãos, eu empalo você no meu pau, controlando a velocidade e a intensidade da penetração. Suas pernas


se apoiam nos meus ombros, com os joelhos nos meus ouvidos. Eu posso te foder nesta posição e jogar com seu pau ao mesmo tempo. ― Oh, droga ― John Henry começou a ficar ofegante. Ele queria experimentar todos elas, cada maldita posição que Charlie já tinha aprendido. ― Há uma chamada de “Amazônia”. Significa mais para casais heterossexuais, mas eu acho que nós poderíamos fazer isso funcionar para nós. ― Diga-me! Charlie sorriu. ― Eu me deito com as pernas um pouco abertas e flexionadas em direção ao meu peito. Você agachar em cima de mim, enfiando o meu pau na sua bunda. Usando as pernas para alavancagem, você se mover para cima e para baixo, espetando-se no meu pau. ― Sim ― John Henry gemeu, ― sim, vamos tentar isso. ― A minha posição favorita é chamada de “Arco”. Trata-se de uma variante da posição “Face a Face”. Você se deitar com as pernas abertas, apoiando os braços por trás dos seus ombros. Quando eu estou pronto para transar com você, eu me ajoelho entre as suas pernas e você eleva o quadril, colocando-os nas minhas coxas, as pernas de cada lado de mim. Eu posso controlar como eu te fodo nesta posição, o quão rápido eu posso gozar, tudo. ― Ok, vamos tentar uma, então. ― Em seguida, coloque os braços sobre a cabeça e apoie os seus ombros. John Henry não podia se mover rápido o suficiente. Ele rapidamente colocou os braços sobre a cabeça e plantou as mãos no colchão por sua cabeça, e então ele olhou para Charlie. ― E agora?


― Eu preciso prepará-lo primeiro, então apenas descanse e se divirta. John Henry era tudo sobre se divertir. Ele ansiosamente espalhou sua pernas e esperou. Ele não tinha muito tempo para esperar, no entanto. Ele ouviu um pequeno barulho, e um momento depois, dois dedos lisos começaram a circular a abertura apertada entre as bochechas da sua bunda. Aqueles dedos fantásticos circularam e circularam o buraco enrugado de John Henry, até que ele pensou que ele ia ficar louco. Ele abriu a boca para exigir que Charlie fizesse alguma coisa, qualquer coisa, quando sentiu os dois dedos lubrificados começarem a empurrar passado o primeiro anel de músculos. E então o som que saiu da sua boca não era uma demanda, mas um apelo profundo por mais. ― Charlie! Charlie riu quando ele deslizou outro dedo no traseiro de John Henry. ― As posições do Kama Sutra não pode ser apressadas, John Henry. No fim isso é para ser apreciado na sua totalidade, precisamos ter o nosso tempo. John Henry não tinha tanta certeza disso, mas ele ia na direção de Charlie agora. A próxima vez, porém, ele estava indo para estar no comando, e ele prometeu a si mesmo que iria torturar Charlie tanto quanto o homem estava torturando-o agora. ― Você está pronto, John Henry? Oh, deuses, ele estava pronto. John Henry assentiu rapidamente. Ele estava com medo de que Charlie iria continuar torturando-o e com medo de que ele não faria isso. Charlie tirou os dedos e, em seguida, foi para a frente até que ele estava ajoelhado entre as coxas de John Henry. Ele agarrou John Henry por


seus quadris e puxou-o para cima, pernas de John Henry foram sobre as suas coxas e atrás dele. John Henry não estava muito certo sobre esta posição. Sua parte superior do corpo estava pressionado contra o colchão enquanto o meio do seu corpo, seus quadris e a parte inferior das costas, arqueou-se no ar, descansando sobre Charlie. ― Puxe as pernas para cima do seu peito por um momento, John Henry, enquanto eu coloco um preservativo. John Henry fez como Charlie disse, sentindo como se ele estivesse prestes a virar em seu estômago, de cabeça. Isso tinha que ser como um pretzel se sentia. Quando John Henry sentiu algo brusco e esponjoso empurrar contra o seu buraco dolorido, ele não se importava. Ele prendeu a respiração enquanto Charlie empurrava para ele, o processo tão lento que John Henry podia sentir os músculos da sua bunda muito se alongando quando pau de Charlie passou por eles. E Charlie sabia. John Henry poderia vê-lo em seus esfumaçados olhos verdes. Ele também podia ver o desejo arder profundo nos olhos de Charlie. Charlie queria isso tanto quanto John Henry. John Henry gemeu quando Charlie estava finalmente sentado todo o caminho dentro dele. ― É tão bom, Charlie. ― Você não sentiu nada ainda. John Henry não tinha ideia do que Charlie estava falando até que o homem agarrou-o pelos quadris e levantou-o. Quando Charlie o trouxe de volta para baixo novamente e puxou-o para a frente, seu pau empurrado para


John Henry com força suficiente para expulsar direito o ar dos pulmões de John Henry. ― Oh, meus deuses! ― John Henry pensou que os seus olhos estavam indo para rolar de volta em sua cabeça. Ele não conseguia se lembrar se algo algum dia se sentiu tão bom em toda a sua vida. John Henry gemeu. ― Mais uma vez, por favor, Charlie. Charlie se inclinou sobre John Henry e começou a mover os quadris. John Henry sentia cada movimento como se fosse ampliado cem vezes, talvez até um mil. Cada vez que Charlie bateu nele, John Henry empurrou para cima em suas mãos e arqueou o corpo, espetando-se no pau de Charlie. ― Nós encaixamos tão bem juntos, John Henry. John Henry assentiu. ― Sinta o quanto meu pau ama o seu traseiro apertado. John Henry balançou a cabeça novamente. ― Então me diga, John Henry. Eu quero ouvir de você. A próxima vez que Charlie empurrou para ele, John Henry soltou os gemidos que ele estava segurando dentro. Não que ele pensasse que era afeminado gemer durante o sexo. Ele só não sabia como Charlie se sentiria sobre o assunto, até agora. John Henry deu voz a cada requintado sentimento que fluía pelo seu corpo até que ele estava quase gritando o seu prazer. E depois a mão de Charlie em volta do seu pênis, e não havia palavras, sem sons que poderiam transmitir adequadamente o êxtase inundando-o. ― Goze para mim, John Henry, ― Charlie exigiu quando ele bateu em John Henry. ― Mostre-me o quanto você gosta do meu pau na sua bunda.


John Henry nunca teria acreditado se não tivesse sido com o seu corpo, mas no momento em que Charlie exigiu que ele gozasse, ele fez. A pressão que vinha crescendo em John Henry explodiu de repente. Um grito selvagem foi arrancado dos seus lábios enquanto sêmen vazava para fora do seu pênis, espirrando tudo sobre o peito de Charlie. ― Droga! ― Charlie gritou quando ele de repente empurrou o seu pênis em John Henry e depois endureceu. Mesmo através do preservativo, John Henry sentiu cada pulso de sêmen que saia do pau de Charlie. Os quadris de Charlie empurraram para a frente um par de vezes mais, quase como se Charlie não pudesse parar a si mesmo, e então o homem desabou por cima de John Henry. John Henry sorriu enquanto acariciava as mãos pelas costas suadas de Charlie. Ele não podia acreditar que ele tinha acabado de ter o seu mundo abalado por um homem que mal conhecia. Ele só esperava que não fosse a última vez. John Henry não conseguia ler a expressão no rosto de Charlie quando o homem levantou a cabeça e olhou para ele. Ele não sabia o que esperar. Ele certamente não esperava que Charlie acariciar o lado de seu rosto e sorrisse como se tivesse acabado de ganhar na loteria. ― Você se divertiu? ― Oh, sim ― respondeu John Henry. ― Eu estou esperando para repetir o desempenho em algum momento. ― Como é que 8:00 soa para você? John Henry sorriu. ― Eu amo a porra do Kama Sutra.


CapítuloQuatro

Charlie caminhou lentamente para a varanda. Algo estava errado, mas ele não conseguia saber o que. Era realmente só um pressentimento, mas Charlie tinha aprendido desde cedo a confiar em seu instinto .Ele o manteve vivo mais de uma vez. Charlie puxou sua arma do coldre no tornozelo e empurrou a porta da frente aberta. Essa foi a sua primeira pista de que algo estava realmente errado. A porta da frente devia esta fechada. Ela tinha ficado quando ele saiu. Enquanto ele se movia silenciosamente para dentro da casa, Charlie podia ouvir a música vindo da cozinha. Ele foi nessa direção, sua arma levantada no ar, pronto para disparar .Charlie ficou chocado quando ele olhou em torno da cozinha e viu John Henry de pé no fogão, balançando os quadris de um lado para o outro enquanto ele mexia alguma coisa no fogão. ― John Henry. John Henry pulou e girou. Ele apertou a mão ao peito e respirou fundo quando viu Charlie de pé na porta. ― Porra, Charlie, não se mova sobre mim assim. Você me assustou.


― O que você está fazendo aqui, John Henry? ― Eu queria fazer o jantar. ― Então você entrou na minha casa? John Henry abriu a boca como para responder, em seguida, fechou. Ele franziu a testa quando viu a arma na mão de Charlie. ― O que está acontecendo, Charlie? ― Diga-me, John Henry. Você é o único na minha casa. A cabeça de John Henry inclinou para um lado, como se estivesse considerando a questão, mas confuso com a resposta. ― Você quer que eu vá embora? ― Eu quero saber o que você está fazendo aqui. Os lábios de John Henry se apertaram. Ele estendeu a mão para a toalha jogada sobre o ombro e limpou as mãos, em seguida, jogou a toalha em cima do balcão. Ele colocou a colher de pau no balcão e desligou o fogão. A mandíbula de Charlie quase caiu quando John Henry desamarrou o avental na cintura e o jogou em cima do balcão também. Ele não tinha visto antes. Quando John Henry deu a volta no balcão e se dirigiu à porta, Charlie bloqueou a sua saída com o seu corpo. ― Você não respondeu a minha pergunta, John Henry. Os olhos de John Henry estavam nublados com a miséria quando ele levantou-os para Charlie. ― Eu pensei que eu estivesse aqui para fazer o jantar, mas obviamente eu estava errado. ― A voz de John Henry cresceu distante, fria. ― Se você quiser dar queixa por invasão, posso enviar um dos meus guardas para tomar o seu depoimento.


Charlie endureceu a sua posição quando John Henry tentou passar por ele. Ele sabia que não podia deixar John Henry sair pela porta. Ele sabia que se o fizesse, John Henry nunca andaria de volta através dela. ― Pare! John Henry parou, mas ele deu vários passos para trás de modo que seus corpos não estivessem se tocando, quase como se o contato fosse mais do que ele podia lidar no momento .Charlie não gostou disso, mas ele precisava descobrir o que estava acontecendo. ― Eu aprecio o fato de que você queria me fazer o jantar, John Henry, mas como você entrou na minha casa? John Henry cruzou os braços sobre o peito e apertou os olhos. Sua expressão escureceu com uma emoção ilegível. ― Pela porta da frente. ― A porta da frente estava trancada quando eu saí, John Henry. John Henry revirou os olhos. ― Bem, não estava trancada, quando cheguei aqui .Talvez você esqueceu de trancá-la. ― Eu nunca esqueço de trancar a porta, John Henry. Nunca. Eu sou neurótico sobre o bloqueio dela. E mesmo que eu fizesse, o alarme teria soado no segundo em que pôs os pés dentro de casa. John Henry franziu a testa. ― O alarme? ― Você não ouviu um alarme quando você entrou? ― Não. Charlie passou a mão pelo rosto e, em seguida, guardou a arma. Ele plantou as mãos nos quadris e olhou para John Henry novamente. ― Ok, me diga o que aconteceu a partir do momento que você chegou aqui. John Henry parecia confuso, mas menos hostil ele começou a falar.


― Eu peguei um monte de mantimentos na cidade. Eu pensei que poderíamos cozinhar o jantar juntos. Quando cheguei aqui, não havia ninguém em casa. Bati e a porta se abriu. Eu pensei que você tinha deixado aberta para mim. ― Por que eu faria isso? O rosto de John Henry empalideceu, e ele desviou o olhar. Ele ignorou a pergunta de Charlie quando ele continuou a falar. ― Achei já que a porta estava aberta, você não iria demorar .Então eu entrei e comecei fazer o jantar .Então você chegou. ― Foi isso? ― É isso, ― John Henry repetiu em um tom frio. ― A porta estava aberta e nenhum alarme soou? ― John Henry balançou a cabeça, mas ele ainda não encontrou o olhar de Charlie. ― A porta estava aberta e nenhum alarme soou. Droga. Charlie começou a andar enquanto ele tentou colocar todas as peças do quebra-cabeça. Isso não era bom, mas certamente explicou a intuição que ele tinha de que algo estava errado quando ele parou. ― Alguma coisa estava fora do lugar quando você chegou? ― Exceto a porta aberta, não. ― Estava aberta, ou que você abriu? ― Ela se abriu quando eu bati nela. ― A carranca de John Henry se aprofundou. ― Charlie, o que está acontecendo aqui? Por que você está tão assustado?


― Venha comigo. ― Charlie começou indo para fora da cozinha. ― Vou te mostrar! Charlie podia ouvir John Henry andando atrás dele enquanto ele liderou o caminho para o seu escritório. Ele caminhou até sua mesa e ligou o seu computador .Depois de um momento, ele digitou a senha e então esperou. Charlie rosnou quando o que ele suspeitava que havia acontecido apareceu na tela do computador .Ele acenou com a mão para o monitor. ― Isso é o que me tem tão assustado. John Henry caminhou ao redor da mesa, inclinou-se sobre ele, e olhou para a tela. Charlie sabia John Henry estava vendo a mesma coisa que ele, dois homens entrando pela porta da frente, um deles desativando o sistema de alarme, enquanto o outro procurou as câmeras, escurecendo-as com tinta spray. Os dois homens só não sabia sobre as câmeras escondidas que Manny tinha instalado. Charlie foi capaz de acompanhar o seu progresso ao longo de toda a casa. Ele observou os homens procurar em quase todos os quartos da casa, colocando pequenos dispositivos de escuta e pequenas câmeras em muitos dos quartos, especialmente no seu quarto .Eles estavam obviamente na esperança de capturar algo no filme, mas o que? Charlie estava feliz que não descobriram a passagem escondida fora do seu quarto e do escritório, ou a sala secreta que Manny e seus amigos tinham feito no porão .Nem mesmo John Henry sabia do quarto. Quando John Henry chegou e bateu na porta, o coração de Charlie saltou em sua garganta. Os dois invasores ainda estavam na casa .Viu-os congelar e tirar as armas que tinham silenciadores sobre elas.


Eles se moveram em silêncio ao redor da casa enquanto John Henry passou de sala em sala chamando por Charlie .Quando John Henry finalmente foi para cozinha e começou a cozinhar, os dois homens saíram pela porta da frente e desapareceram. ― Eles eram profissionais. Charlie assentiu. ― Sim, eles eram. John Henry olhou para Charlie. ― Que tipo de merda que você está envolvido, Charlie? Talvez fosse hora de mostrar a John Henry o pequeno quarto no porão. A confiança não foi fácil para Charlie, e não dava para qualquer um fora da sua unidade. Mas se ele quisesse que John Henry confiasse nele, ele tinha que dar um pouco ao homem. Charlie se aproximou de John Henry, pressionando seus corpos juntos. Ele sentiu John Henry endurecer e sabia que suas palavras de antes ainda estavam prejudicando o homem. Charlie não podia culpá-lo. Mas, no momento, ele precisava fazer as pazes com John Henry, antes que ele perdesse o que poderia ser a melhor coisa que já aconteceu com ele além dos seus filhos. ― Sinto muito, John Henry, ― Charlie sussurrou no ouvido dele. ― Eu me assustei quando descobri a porta aberta e eu descontei isso em você. Aprender a confiar é tão novo para mim como é estar em um relacionamento. Eu não sou bom com essas coisas. A tensão no corpo de John Henry lentamente começou a diminuir, e os seus braços se envolveram em torno de Charlie. ― Vou me lembrar de esperar para entrar até que você esteja em casa na próxima vez. ― Sim. ― Charlie riu. ― Eu vou dar-lhe uma chave maldição.


As sobrancelhas de John Henry se levantaram em uma linha fina na sua cabeça e voltaram. ― Realmente? ― ele perguntou, enquanto olhava para Charlie. ― Só nos conhecemos a um par de semanas, Charlie .Você tem certeza que é algo que você quer fazer? Eu posso esperar até que você confie em mim. Charlie sorriu. ― Querido, você passou quase todas as horas livres aqui desde a primeira vez em que estivemos juntos. Se eu não confiasse em você, eu não teria você na minha cama. ― Charlie! Charlie sentiu John Henry estremecer quando ele lambeu uma linha até o lado do seu pescoço. Ele baixou a voz a um mero murmúrio quando ele falou novamente. ― Eu tenho algo que eu preciso te mostrar, mas estamos sendo vigiados. Esses homens, eles plantaram câmeras e dispositivos de escuta em toda a casa. As mãos de John Henry se apertaram na cintura de Charlie, deixando Charlie sabe que o homem entendeu .Fora isso, e inclinar a cabeça para trás e arquear o pescoço, John Henry não mostrou qualquer sinal de que ele tinha ouvido Charlie. ― Basta seguir minha liderança. John Henry apertou suas mãos novamente. Charlie sorriu e beijou a pele macia logo abaixo da orelha de John Henry. ― Você tem um gosto tão bom ― disse alto o suficiente para quem estava ouvindo ouvi-lo ― Eu quero te levar lá em cima, obtê-lo nu, e lamber cada centímetro da sua pele. ― Droga. Charlie sentiu os músculos do pescoço de John Henry se mover quando ele engoliu.


― Ok. ― John Henry quase choramingou. ― Você precisa tirar o jantar do fogão? John Henry acalmou. ― Uh, sim, isso pode não ser uma má ideia. Há algumas coisas sobre a placa de corte que deveria ir para a geladeira, também, especialmente se isso vai demorar um pouco. Charlie sorriu quando ele se inclinou para trás para olhar nos olhos de John Henry. ― Oh, isso vai levar um longo tempo. ― Ele ousadamente avaliou o corpo musculoso de John Henry. ― Há um monte de você para ser lambido. O rosto de John Henry ficou vermelho quando ele engoliu em seco novamente. Sua voz soou um pouco alto quando ele respondeu. ― Sim, está bem, o tempo é bom. ― Vamos lá, querido ― Charlie disse enquanto ele deslizava a mão em John Henry e começou a puxá-lo para a porta. ― Vamos tirar o jantar do fogão, e então eu vou levá-lo lá em cima, onde podemos realmente abrir o apetite. A viagem para a cozinha para colocar a comida na geladeira e tirar tudo o que foi John Henry estava fazendo fora do fogão levou apenas alguns minutos. Uma vez que tudo foi feito, Charlie virou-se para John Henry. Sua voz era mais frágil do que gostaria quando ele falou. ― Cuidado para se juntar a mim na despensa, sexy? ― Eu pensei que estávamos indo lá em cima? ― Muito longe. ― Charlie balançou a cabeça, segurando a mão para John Henry quando ele começou a ir para a despensa. Felizmente, a entrada


da despensa para o porão tinha ainda que ser tampada. ― Eu não posso esperar tanto tempo. Os olhos de John Henry correram de um lado para o outro antes de voltar para Charlie. Ele parecia nervoso, ansioso. Charlie esperava que quem estivermos assistindo eles pensasse que John Henry estava só com tesão. ― Vamos lá, querido. John Henry assentiu e seguiu Charlie para a dispensa. Charlie fechou a porta atrás de si, fechando-os no pequeno quarto. Assim que ele se virou, ele levou o seu dedo até os lábios e em seguida, enfiou a mão no armário de vassouras para uma pequena varinha elétrica. Não demorou a Charlie mais do que alguns minutos para revistar todo o quarto .Era uma sala pequena. Ele não estava surpreso quando ele não encontrou nenhum dispositivos de vigilância na despensa. Essa foi uma das poucas salas que os dois homens não tinham entrado. Mas ele tinha que ter certeza. Charlie colocou a varinha de varredura no armário de vassouras, em seguida, abriu a porta que dava para o porão. Ele lentamente se arrastou escada abaixo, apontando para as manchas nas escadas que tinham placas soltas, sibilantes. John Henry concordou e cuidadosamente passou por cima delas, colocando seus passos exatamente onde Charlie pisou. Quando chegaram ao fundo das escadas, Charlie parou e permitiu que os seus olhos se ajustassem à luz fraca. Ele não podia ter certeza de que os homens que estavam na sua casa não tinham entrado aqui. Ele não tinha assistido o suficiente do vídeo para saber. Então, ele teve que assumir que eles estiveram.


Mantendo-se nas sombras perto das paredes, Charlie fez o seu caminho para o outro lado do porão a onde a entrada escondida para o seu quarto especial estava localizada. Quando chegou a parede de tijolos, ele pressionou quatro dos tijolos na sequência correta e depois esperou a porta secreta desbloquear e abrir. No momento em que ouviu o suave ruído de ar, ele agarrou o braço de John Henry e abriu a porta secreta, movendo-os dentro. Charlie rapidamente se virou e pressionou a porta fechada, ativando as fechaduras e sistema de alarme designados apenas para aquele quarto. Quando ele se virou, ele não podia deixar de rir. John Henry estava olhando ao redor da sala com o seu queixo caído quase até o peito. Ele parecia totalmente atordoado, e sem palavras. ― John Henry? ― Eu não tenho certeza de que todo este material é legal, Charlie. Charlie sorriu quando ele caminhou até um grande armário contra uma parede. Ele acenou com a mão para a gaveta de cima quando se virou para olhar para John Henry. ― Eu tenho licenças para tudo aqui. Você é mais que bem-vindo a passar por isso se faria você se sentir melhor. ― Charlie, você tem um lançador de granadas. ― Sim. É muito legal. Os olhos de John Henry se arregalaram. ― Que lugar e esse? Charlie encolheu os ombros. ― Uma vez um marine, sempre um marine? ― Ah, não! ― John Henry balançou a cabeça rapidamente. ― Eu sou um fuzileiro naval, e não tenho nada assim na minha casa. ― Bem, como você disse antes, eu não sou da marinha regular.


― Você está mesmo fora da Marinha? Charlie podia ver porque John Henry poderia pensar de outra forma, considerando a quantidade de armas e munição na sala. Teria lhe dado desconfiança, também. ― Eu estou fora dos Fuzileiros, mas eu ainda acredito em estar sempre preparado. As sobrancelhas de John Henry se ergueram. ― Eu não chamo isso de estar preparado, Charlie .Chamo isso de se preparar para o apocalipse. Charlie sentiu o seu rosto corar. ― Sim, bem, eu posso ter concordado em consultar sobre algumas missões aqui e ali. Tecnicamente, eu estou aposentado, mas ainda recebo uma taxa de consulta de missão por missão. ― Isso significa que você vai estar saindo nessas missões? ― Oh, não, eu deixei perfeitamente claro que eu não iria deixar as crianças. Sou simplesmente consultado. Quando eles precisam de mim, eu vou ajudar a planejar missões. Tudo isso? Eu sei quais as melhores pessoas para atribuir às missões, tenho contatos em todo o mundo, e eu estou acostumado a trabalhar com diferentes ramos das agências de inteligência. Os militares não querem perder isso, então eles me ofereceram uma posição de consultor. John Henry acenou com as mãos ao redor da sala. ― E isso explica tudo isso? ― Tenho certeza que ao longo dos anos você teve que lidar com pessoas que não apreciaram ser presos. Na minha linha de trabalho, a mesma coisa acontece. Eu fiz alguns inimigos ao longo dos anos. Eu gosto de estar preparado no caso de um deles decidir querer se vingar. ― Você acha que é possível?


Charlie deu de ombros. ― É sempre possível. Durante o meu tempo no serviço, fiz um grande esforço para manter minha identidade oculta. Nos todos fizemos. Mas uma coisa que eu aprendi ao longo dos anos é que nada é totalmente seguro. Se alguém quisesse me encontrar seria bastante difícil, mas poderia acontecer. ― Puxa, Charlie. ― John Henry passou a mão pelo rosto, em seguida, olhou em torno do quarto novamente. ― Esta é uma merda assustadora, Charlie. Você está falando de terroristas vindo por você e seus filhos. ― Essa é uma das razões do porque eu estava tão chateado antes. Manny colocou um sistema de segurança quando ele esteve aqui na semana passada. Apesar de apenas parte dele estar ativo, mas era suposto manter as pessoas fora até que o resto pudesse ser instalado. Os olhos de John Henry estavam um pouco arredondados quando ele olhou para Charlie. ― Você tem alguma ideia de quem eram aqueles homens? ― Bem, eu sei que eles eram profissionais. Eu só não sei que tipo de profissionais eles eram. ― Eles tinham armas, Charlie. ― Eles ainda poderiam ser assaltantes. ― O que, você está escondendo as joias da coroa aqui em algum lugar? Charlie sorriu para o sarcasmo na voz de John Henry. Ele sabia que o homem não estaria tão chateado se ele não se importasse. ― Não, mas eu tenho uma coisa mais preciosa do que rubis. A cabeça de John Henry se inclinou para um lado em confusão óbvia.


― Os meus filhos. ― Você acha que eles estavam atrás dos seus filhos? ― Acho que eles estavam atrás de qualquer pedaço de informação que faria um juiz decidir em favor dos meus pais. ― Seus pais! ― John Henry gritou. Charlie foi até uma mesa encostada contra uma parede e começou a olhar sobre os três monitores. Ele olhou por cima do ombro e acenou para John Henry para se juntar a ele antes de voltar sua atenção para os monitores. Ele digitou uma senha simples e um vídeo começou a ser exibir em todos os três monitores. ― Lembra que eu disse que eles deixaram dispositivos de escuta e câmeras? ― Sim. ― Eles querem alguma coisa, algum tipo de informação. Eu só posso assumir que é algo sobre a minha vida. Eles também pintaram a câmeras que podiam ver. Manny sempre gosta de deixar algumas óbvias de se ver, porque, então, ninguém olha para as que estão escondidas. ― Mas por quê? ― Isso, eu não sei. O que eu sei é que eles só colocaram câmeras em locais que são frequentados, como a cozinha, quartos, banheiros e a sala de estar. Se eles queriam informações sobre qualquer coisa além de mim, eles teriam grampeado a casa inteira, não apenas as áreas selecionadas. ― Mas o que eles poderiam querer? ― Se é dos meus pais, eu suspeito que eles estejam tentando me pegar fazendo algo que irá influenciar o juiz em sua decisão. Se não fossem


meus pais, então quem colocou esses dispositivos podem estar tentando descobrir mais sobre as missões em que trabalho, caso isto passe de uma questão de simples custódia para um problema de segurança nacional. A carranca de John Henry se aprofundou. ― E isso significa o que exatamente? ― Isso significa que eu poderia estar em uma porrada de problemas.

CapítuloCinco

John Henry se sentou em seu Jipe tocando o polegar em sua coxa e lutando contra o desejo de ir para Charlie e verificar o local. Quem ele estava enganando? Ele queria ir até lá só para ver o homem. Era como se Charlie estivesse em seu sangue e John Henry não conseguisse o suficiente do homem. Era verdade que ele se preocupava com o seu amante. Todo este material de espião secreto era desesperador, mas ele sabia que estava se jogando em mais que uma olhada em Charlie. O homem era tudo e um saco de batatas fritas, John Henry resmungou para si mesmo. Saco de batatas fritas, ele assistia televisão demais em seu tempo livre. John Henry queria sentir as mãos do homem sobre o seu corpo mais uma vez. Ele queria sentir os lábios do homem envolvido em torno do seu pênis e... merda, ele estava duro agora. John Henry se remexeu em sua


cadeira, tentando aliviar a pressão agora no seu jeans. Ele se recusou a se masturbar no seu maldito Jeep. Gemendo suas frustrações, John Henry ligou o motor e puxou o carro para a estrada, dirigindo o seu carro em direção à cidade, mas percebeu que o local que ele realmente estava indo era na direção oposta. Droga. Ele poderia ficar uma maldita hora sem perseguir o homem. Era possível. Talvez. ― E você, xerife? ― Sim, Maggie, fale. ― Ele rezou que um gato estivesse em uma árvore, ou houve um tumulto na cidade. Inferno, neste momento ele pegaria um ataque de zumbis. Ele pegaria qualquer coisa agora, só para que ele não fosse parar no Charlie. Se ele continuasse com isso, Charlie poderia realmente colocar algumas conchas em sua espingarda. ― Eu recebi um telefonema. Sarah Beth diz que tem alguém suspeito andando em torno do lugar McAdam. ― Estou a caminho. ― John Henry normalmente não iria dar muito crédito ao que Sara Beth viu. Ela era a fofoqueira da cidade. Um gato se arrastando através dos arbustos era uma pessoa suspeita aos seus olhos. Mas Maggie havia dito que era na casa de Charlie, e John Henry sabia que o seu amante estava tendo problemas. Ele ligou as sirenes e luzes enquanto ele correu para o lugar de Charlie tão rápido quanto ele podia conduzir com segurança, além de correr


como um morcego fora do inferno. John Henry sabia que as crianças de Charlie não estavam lá ainda, mas Charlie estava. E o pensamento de qualquer coisa acontecendo com o seu amante fez o seu sangue gelar. John Henry puxou o Jeep na unidade de Charlie e esquadrinhou a área. Ele não viu ninguém suspeito em torno do lugar. Ele nem sequer viu o caminhão de Charlie. Ele sabia que o homem tinha câmeras de vigilância, ele não ia tentar a porta da frente. Ele destrancou a espingarda que todos os veículos do departamento do xerife tinham, ele saiu do carro. Ele segurou a arma enquanto ele andava para trás .Ele olhou para o celeiro dilapidado e não viu nada fora do lugar, então John Henry deslizou ao longo da casa para a porta dos fundos. Ele sabia que Charlie mais do que provavelmente tinha um alarme na porta traseira, mas ele tinha que verificar o lugar. Com uma mão, ele chegou e tentou a maçaneta. Ela estava trancada. Droga. John Henry engoliu em seco quando ele sentiu o aço frio de uma arma pressionada na parte de trás da sua cabeça. ― Abaixe a sua arma agradável e lento. Sim, esse não era Charlie falando, ou Manny .Tinha que ser um estranho, e isso não era bom. Isso era o que ele ganhava por se vestir assim para o trabalho. Ele não estava usando o seu uniforme, para quem tinha uma arma apontada para sua cabeça não tinha ideia de que ele era o xerife. ― Eu sou o xerife Harrison. Abaixe sua arma agora mesmo.


― Você não parece um xerife para mim. ― A voz do homem era baixo, letal, e francamente assustadora. ― Você quer apostar a sua liberdade? O aço duro instantaneamente deixou a sua cabeça, e John Henry virou-se lentamente. Ele apontou para o distintivo no peito, mas a sua certeza era de que a sua arma ainda estava levantada. E ele precisava sonhar alto. Porra, o homem era grande. ― Desculpe por isso, xerife. ― O homem segurava sua mão para cima. ― Meu nome é Wren. John Henry olhou para a mão do homem e depois, lentamente levantou a sua, sacudindo-a. ― Eu recebi um telefonema dizendo que alguém suspeito estava rondando por aqui. Wren sorriu, mas seus olhos não. Eles eram negros como a noite, e prometia uma morte longa e dolorosa para qualquer um que cruzasse o seu caminho. ― Eu pareço suspeito para você? ― Bem, sim ― ele respondeu honestamente. Wren riu. ― Obrigada. Vou tomar isso como um elogio. Charlie está lá dentro. Ele me disse que pode ser interrompido, e para ficar de olho em você. Venha, xerife. John Henry não estava muito interessada em andar na frente deste homem, então ele acenou com a mão em direção à porta dos fundos .Você primeiro. ― Homem inteligente ― disse Wren quando ele abriu a porta de trás e entrou.


― Doido filho da puta ― John Henry murmurou para si mesmo quando ele entrou na casa de Charlie. Pelo menos ele tinha uma desculpa para estar aqui e não parecer como um maldito perseguidor. Ele olhou ao redor da cozinha, mas não viu Charlie. ― Eu vou chama-lo para você. ― Ele está no porão? ― John Henry perguntou, e Wren parou, virando tão lentamente que John Henry deu um passo para trás, pensando seriamente por um breve segundo levar a espingarda. ― Como é que você sabe sobre o porão? ― Ele estava quase rosnando. O braço de John Henry se contraiu, e ele estava a segundos de distância de levantar a sua espingarda quando Charlie virou a esquina .Foda-se se John Henry não estava contente de ver o homem .Não só porque ele estava prestes a atirar no hospede do homem, mas o cara era simplesmente muito lindo. ― Porque eu disse a ele sobre isso, Wren, ― Charlie disse com facilidade, ele foi até a geladeira e pegou uma jarra de chá gelado. ― O que o traz aqui, John Henry? John Henry olhou para Wren quando ele respondeu a Charlie, ― A intrometida da Nanci, quero dizer, um cidadão disse que viu alguém suspeito rondando o seu lugar. Charlie olhou para Wren, um sorriso diabólico no rosto. ― Você está perdendo o seu toque, velho. Wren grunhiu enquanto Charlie serviu dois copos de chá. Charlie deu um para John quando ele colocou o jarro de volta na geladeira.


― Tudo está bem, John Henry. Era apenas Wren verificando o perímetro. Porra, isso significava que John Henry podia sair. Mas ele não queria. John Henry enviou um olhar aguçado em direção a Wren. ― Talvez eu devesse ficar por aqui, caso você tenha qualquer pessoas mais suspeita rondando no meio da noite. Por favor? Porra, ele estava mau. Charlie sorriu quando ele encostou-se no balcão. Ele tinha uma mão em volta do seu estômago, em um gesto casual. A outra tinha um copo de chá que ele trouxe aos lábios. Mas os olhos de Charlie nunca deixaram John Henry. ― Talvez você devesse, xerife. Você nunca sabe que tipo de coisas pode aparecer a noite. Oh, Charlie estava sendo cruel agora. Ele sabia exatamente o que estava na mente de John Henry. John Henry decidiu mudar rapidamente o assunto, esperando obter o seu pau fora de Charlie. Ele não tinha muita esperança no entanto. O homem vestia o menor e mais apertado shorts jeans que ele já tinha visto. John Henry ficaria surpreso se o sangue corresse através do corpo de Charlie. E essa descrição nem sequer começava a abordar o fato de que Charlie não estava usando uma camisa. Talvez John Henry fosse o único em perigo de ter perda de sangue. Parecia estar fluindo todo para o seu pau. ― Como estão as coisas por aqui? ― John Henry perguntou, tentando levantar os olhos do peito nu de Charlie até seus olhos. ― Algum problema?


― Não, as coisas têm estado relativamente calma nas últimas noites. ― Charlie piscou quando ele tomou outro gole de chá gelado. ― Quieto demais. John Henry olhou para Wren para ver se o homem estava observando ao jogo entre ele e Charlie. Ele estava. John Henry sentiu o seu rosto esquentar quando ele desviou o olhar. Se ele não conseguisse transar com Charlie, ele ia estrangula-lo. ― Bem, acho que nenhuma novidade é uma boa notícia. ― Eu gostaria de poder concordar com você, John Henry, mas conhecendo os meus pais, quando eles estão quietos, eles são mais perigoso. Charlie apertou os lábios por um momento e depois balançou a cabeça. ― Neste momento, tem estado tão quieto que eu estou me preparando para o Armagedon. Os olhos de John Henry imediatamente foram para a despensa. ― John Henry! ― Desculpe! ― John Henry virou-se para Charlie. ― Você e o Armageddon não devem ser mencionados na mesma frase. ― Ele tem lá, chefe. ― Wren riu. ― Vai explorar o perímetro, Wren. ― Sim, chefe. John Henry esqueceu Wren no segundo em que Charlie colocou o seu copo de lado e ergueu-se sobre o balcão .O dedo torto na direção de John Henry era impossível de ignorar. Era como uma corda para um homem se afogando, e Charlie estava certo quando John Henry cambaleou até ele e encontrou-se entre as coxas de Charlie.


John Henry soltou um suspiro profundo quando ele olhou para a virilha de Charlie. Porra, havia tanta pele à mostra, ele quase engoliu a sua língua. E a maneira como o jeans macio abraçou o impressionante pacote de Charlie, John Henry podia ver o contorno das suas bolas e do seu pênis duro. ― Você pode respirar nessa coisa, Charlie? ― John Henry perguntou sem levantar a cabeça. Charlie riu profundamente. ― Quem precisa respirar? John Henry tinha certeza que ele tinha, porque não havia ar em seus pulmões. Estava tudo preso na garganta. A mão de John Henry tremeu com necessidade quando ele lentamente acariciou até o cume duro do pau de Charlie. Ele sorriu quando sentiu o arrepio de Charlie. ― Eu realmente gosto desse short, Charlie. ― Eu pensei que você ia gostar. ― Havia tanta diversão na voz de Charlie que John Henry não poderia se conter, além olhar para o homem. O brilho nos olhos verdes de Charlie começaram um fogo baixo no intestino de John Henry ― Já fazem cinco dias, John Henry. Eu senti a sua falta. ― Desculpe, ― John Henry murmurou enquanto seus olhos caíram para os lábios de Charlie. Oh, Deus, aqueles lábios. John Henry tinha tido fantasias com aqueles lábios macios. ― Há uma forte gripe passando pela estação. Eu tive que tomar alguns turnos extras. ― Você deveria ter me chamado, bonito. ― John Henry assistiu os cantos dos lábios de Charlie se curvar para cima e dobra nas extremidades


quando o homem sorriu. ― Além de ler sobre as posições do Kama Sutra, eu também ouvi que sexo por telefone é a moda agora. John Henry gemeu. Ele nunca conseguiria passar por isso de sexo por telefone com Charlie. Apenas o som da voz do homem era o suficiente para deixa-lo duro. Charlie falando sujo na sua voz sensual baixa só poderia deixar John Henry em combustão. ― Charlie... ― O som saiu como um sussurro desesperado. ― Me beije, John Henry. Oh, inferno, sim! John Henry se inclinou para frente e pressionou seus lábios contra os de Charlie. Ele mal teve tempo de registrar a sensação dos lábios quentes e macios do homem, pressionados contra os seus antes de Charlie pegar um punhado do seu cabelo e aprofundar o beijo, exigindo a sua entrada com a língua. John Henry gemeu e abriu a boca, permitindo que Charlie entrasse e explorasse. Ele agarrou Charlie ao redor da cintura e apertou seus corpos juntos, grato que Charlie era alguns centímetros mais baixo do que ele era. Com Charlie sentado no balcão, era a altura perfeita para seus pênis esfregarem juntos. ― Porra eu tive tantas saudades de você, John Henry, ― Charlie murmurou contra os seus lábios. ― Uh, uh. A mão de Charlie apertou o cabelo de John Henry, puxando sua cabeça para trás. O brilho nos olhos de Charlie não era pacífico. ― Não me


faça esperar tanto tempo novamente, John Henry .Eu ficaria muito chateado, e eu não sou nada sexy quando estou chateado. ― Uh, uh. Aparentemente satisfeito, Charlie puxou John Henry de volta e reivindicou seus lábios novamente. Quando a língua de Charlie mergulhou dentro, John Henry estava pronto para concordar com qualquer coisa, desde que Charlie nunca parasse de beijá-lo. ― Tira a minha roupa, John Henry. John Henry pensou que Charlie nunca pediria. Ele ansiosamente chegou para o botão do short e o abriu, e depois agarrou o zíper. Ele começou a puxá-lo para baixo quando Charlie assobiou. ― Devagar, querido. Existe uma carga preciosa lá em baixo. Lento Certo. John Henry respirou fundo e depois continuou a baixar o zíper de Charlie até que o seu pau saltou livre .Ele não tinha muito tempo para esperar, e, oh, porra inferno, Charlie não estava usando cueca de novo. A respiração de John Henry falhou, não era suficiente. ― Charlie, você... ― Ele não conseguia nem terminar a frase. Em vez disso, John Henry inclinou-se e engoliu o grosso pau de Charlie com a boca. ― Ah, foda, John Henry! ― Charlie gritou enquanto as duas mãos apertaram o cabelo de John Henry, seus quadris ondularam. ― Chupa meu pau, mel, profundamente.


John Henry tinha a intenção de fazer isso. Ele chupou Charlie todo o caminho até a sua garganta, na medida em que podia, até que seu nariz estava enterrado nos pelos pubianos de Charlie. E então ele engoliu forte. Charlie gritou. John Henry esvaziou seu rosto e chupou os lábios de volta por todo o comprimento da ereção de Charlie, até que ele chegou ao topo. Ele deu atenção especial à pequena fenda na cabeça, passando a língua sobre ela de novo e de novo antes de pressioná-la. Apenas quando Charlie começou a gemer de novo, John Henry sugou o pau do homem de volta na sua garganta e engoliu. E então ele engoliu em seco novamente e novamente até que ele sentiu Charlie começar a tremer. Ele sabia que o homem estava perto. Mas ele também. John Henry se vangloriava no profundo clamor de protesto que veio de Charlie, quando ele se levantou, mas foi um protesto de curta duração. John Henry pegou Charlie e o virou, caindo de joelhos para colocar Charlie no chão na frente dele. Ele agarrou as bordas do calção de Charlie e puxou-o para baixo das suas pernas. Ele o jogou por cima do ombro quando ele se inclinou para engolir o pau de Charlie mais uma vez. Mantendo a sua boca firmemente ligada ao pênis de Charlie, John Henry abriu o zíper da sua própria calça e colocou o seu pênis para fora. Ele envolveu sua mão ao redor de si e começou a se acariciar tão rápido quanto a sua mão podia. Charlie não ia ser o único a perder a cabeça. ― Foda-me, John Henry.


John Henry fez uma pausa, sem saber se ele tinha ouvido o que ele achava que tinha ou se ele tinha feito isso em suas fantasias. Ele manteve a boca travada ao redor do pênis de Charlie quando ele levantou os olhos para encontrar Charlie, arqueando uma sobrancelha para ele. Charlie balançou a cabeça e apontou para o pau que John Henry tinha na mão. ― Eu o quero na minha bunda. Agora! John Henry assentiu como um bom soldado, mas ele não era estúpido. Isso significava dar-se a chance de foder o homem dos seus sonhos. ― Camisinha? Lubrificante. ― No meu short. ― Onde diabos esta o seu short? ― John Henry perguntou enquanto ele olhava em volta a procura do short desbotado. Ele não conseguia se lembrar de onde ele tinha jogado ele. Charlie riu e apontou. John Henry virou-se e viu imediatamente o short de Charlie pendurado no teto sobre a copa. Ele sentiu seu rosto corar um pouco quando ele se pôs de pé segurando sua calça para não caírem aos seus pés e correu para pegar o short. Desta vez, ele deixou cair no chão ao lado de Charlie, mas só depois de pegar o preservativo e o lubrificante do bolso. Ele empurrou sua calça para baixo em suas coxas e depois colocou o preservativo no seu pênis dolorido. Uma vez que ele estava embainhado, ele agarrou o lubrificante e derramou um pouco em seus dedos. John Henry tinha certeza de que ele derramou mais no chão do que ele realmente tinha nos seus dedos. Ele simplesmente não se importava. Sua mão tremia tanto que ele ficou surpreso de que ele conseguiu algum lubrificante nos seus dedos. Charlie estava dando a ele a oportunidade de transar com ele, e John Henry não estava perdendo isso.


Quando John Henry se inclinou na direção de Charlie, o homem abriu as pernas. John Henry ficou boquiaberto e olhou no buraco brilhante de Charlie por um momento antes que os seus olhos encontrassem com os de Charlie. ― Me esperando? ― Ele só podia esperar. Charlie riu. ― Onde você acha que eu esteva quando você entrou? John Henry encolheu os ombros. Ele não tinha ideia, mas é melhor que seja uma boa explicação. ― Eu vi você parando. Eu estava na despensa estirando a minha bunda para o seu lindo pau. Um montão de lubrificante caiu no chão quando John Henry apenas se ajoelhou ali e ficou boquiaberto com Charlie, a imagem do que Charlie acabou de descrever estava jogando vividamente na sua mente. Droga. John Henry agarrou o seu pênis tão rápido quanto podia e apertou a base, tentando impedir o orgasmo que estava ameaçando explodir através do seu corpo com à ideia de que Charlie tinha planejado isso. ― Você não vai me foder, John Henry? ― Não fale! Charlie falando só ia piorar. John Henry rapidamente esfregou o lubrificante da sua mão sobre o seu pênis e depois agarrou as pernas de Charlie. Se ele não chegasse dentro do homem nos próximos dez segundos, não haveria nenhuma razão para isso. O show teria acabado. Luzes apagadas, cortinas fechadas.


― Eu sou um fuzileiro naval, John Henry. ― Charlie sorriu. ― Você não tem que ir fácil sobre mim. Foda-me com força. John Henry orou para que Charlie estivesse certo, porque suas sujas palavras tiraram o último pedaço de controle de John Henry. Ele colocou as perna e tornozelos do homem sobre os seus ombros. Ele se inclinou sobre Charlie, alinhado seu pênis na pequena abertura apertada do homem, e bateu para dentro, tanto quanto ele poderia ir, num único impulso. ― Oh, inferno, sim! ― Charlie gritou quando sua cabeça caiu para trás contra o chão. ― Foda-me, John Henry, me fode duro. Eu quero sentir o seu grande gordo pau, na minha bunda durante a próxima semana. Ah! Meu Deus. Não, diabos Charlie não disse isso. Ele poderia dizer isso de novo... mais alto? Os sentidos de John Henry estavam entrando em sobrecarga. Ele começou a se mover. Ele não começou a retirar ou tentar aliviar o seu caminho dentro e fora de Charlie até que o homem se acostumou com a invasão. Ele só começou a se mover tão rápido e tão duro quanto o seu corpo permitia. O corpo de Charlie era requintado. Sugou o pau de John Henry como se fossem duas metades do mesmo todo. Seus apertados músculos internos massageando o pau de John Henry, o que torna quase impossível mover-se como a sua libertação se chocando com ele e depois atravessou o seu corpo.


O gemido alto de John Henry foi abafado pelo rugido de Charlie quando sêmen disparou do seu pênis e se espalhou por todo o peito e abdômen. Um suave rubor cobriu o corpo suado de Charlie, e os seus olhos brilhavam de satisfação quando ele olhou de volta para John Henry. Foi a coisa mais bela que John Henry já tinha visto. ― O inferno, John Henry. ― Sorriso de Charlie formado lentamente e depois começou a crescer a cada segundo. ― Se você pode transar assim, talvez eu precise mantê-lo. ― Eu só poderia deixá-lo. ― Nesse caso ― Charlie disse quando mexeu os quadris, tirando um gemido de John Henry ― por que não levar isso ao quar... ― Se vocês dois estão prontos ai ou não ― Wren sorriu entrando apenas em torno do canto da cozinha ― Não há outro carro de policia subindo na calçada. Merda! John Henry gemeu quando ele tirou o seu pênis de Charlie e foi para trás o suficiente para puxar as calças para cima. Ele rapidamente ficou de pé e empurrou o seu pau de volta dentro da sua calça, fechando-a. Merda! Ele puxou o zíper para baixo e retirou o preservativo. Ele não queria que ele ficasse preso a ele. Ele jogou-o no lixo e depois arrumou o seu jeans. Charlie estava rindo e empurrando suas pernas em seu short quando John Henry olhou para ele. Uma vez que eles estavam, alinhados, Charlie estendeu a mão. John Henry revirou os olhos e estendeu a mão para Charlie, puxando o homem a seus pés.


― Você é o xerife, certo? John Henry franziu a testa. ― Sim. ― Quão rápido você acha que pode se livrar de quem está aqui? ― Hum... Charlie deu a John Henry um rápido beijo nos lábios e em seguida, pegou uma toalha de papel. Ele conseguiu molhar e começou a limpar o sêmen fora do seu peito. Tudo que Henry John podia fazer era ficar lá e olhar. Ele não conseguia desvia os olhos. ― John Henry? Ok, talvez houvesse uma razão. John Henry gemeu silenciosamente quando ele virou-se para enfrentar o vice xerife atrás dele. ― Olá, Robby.

CapítuloSeis

A cabeça de Charlie foi para frente e para trás enquanto olhava entre John Henry e o vice xerife que tinha acabado de chegar. Robby? Quem no inferno era Robby, e como ele conhecia John Henry? Oh, bem, John Henry era o xerife e Robby era um dos seus guardas. Mas será que o homem tinha que olhar para John Henry como se o conhecesse tão bem? ― Charlie Pennington ― John Henry acenou com a mão para o vice ― Eu gostaria que você conhecesse meu irmão mais novo, Robert Peter Harrison.


Charlie de repente soltou a respiração que ele não sabia que ele estava segurando. Este era o irmão de John Henry, não um namorado ou amante. Charlie não tinha percebido o monstro de olhos verdes do ciúme que tinha tomado residência dentro dele até que ele começou a desaparecer. Ele colocou um sorriso acolhedor no rosto e acenou com a cabeça em direção ao homem. ― Como você está? ― Estou bem. Obrigado. ― Robby sorriu e, em seguida, virou-se para olhar para o seu irmão, apontando com a cabeça para John Henry para o seguir. ― Xerife, posso falar com você por um momento? John Henry bufou quando ele colocou o chapéu na sua cabeça e saiu atrás do seu irmão. Charlie não conseguia se lembrar do homem ter tirado o chapéu. Ele estava muito ocupado tentando entrar nas calças de John Henry e depois ter John Henry nele. Charlie olhou para Wren. O homem deu de ombros e se virou para sair da sala, deixando Charlie ali sozinho. Se sentindo sozinho. E ele não gostava de se sentir assim. Charlie se afastou do contador onde tinha se encostado e se dirigiu para a entrada da frente. Ele estava curioso para saber por que o irmão de John Henry veio até aqui, pois John Henry era o xerife. Charlie andou pelo corredor, pisando nas tábuas que ele sabia que não iam rangem, e ficou feliz ao ver que a porta da frente estava entreaberta. Isso tornou mais fácil de escutar. ― Você não deu um rádio para explicar, John Henry, ― Robby disse rispidamente. ― Isso não é como você. Que diabos está acontecendo? Você anda desaparecendo sem dizer a ninguém para onde está indo e a sua maldita cabeça estava nas nuvens nas últimas semanas. Fale comigo.


Charlie sorriu quando os olhos de John Henry deslizaram para o seu caminho, e então o homem apressadamente desviou o olhar, seu rosto ficando sete tons de vermelho. Porra, o homem ficava quente quando ele estava envergonhado. ― Eu vi isso ― disse Robby quando ele olhou para a porta, mas Charlie tinha dado um passo para trás, seu corpo escondido atrás da porta. Ele conteve uma risada quando viu John Henry corar profundamente. ― Não há nada para falar ― John Henry se defendeu. ― Estou bem. ― E Bobby Ray não está fazendo disparate atrás do seu celeiro também ― Robby retrucou. ― Se você tem tesão pelo novo proprietário, apenas me fale. Mas pare de me deixar preocupado com você, porra. Charlie podia ver a cara de culpa no rosto de John Henry, de onde ele estava. O xerife mordeu o lábio inferior e, em seguida, dirigiu-se para os degraus da frente. ― Volte para o trabalho, Robby. Estou bem. Charlie observou John Henry vir para a sua porta da frente, e Robby bater a porta do carro. Bem, isso não deu certo. ― Por que você apenas não disse a ele sobre mim? ― ele perguntou quando John Henry tentou passar por ele. Ele ficou um pouco magoado na verdade, ele estava sendo mantido em segredo. ― Porque, ― John Henry bufou, ― Eu não tinha certeza se você queria que toda a cidade soubesse que você era gay e fode o xerife. Você já tem problemas à sua porta com os seus pais. Eu não vou adicionar mais combustível nos seus problemas. Ah, como é doce.


― Mas agora o seu irmão está preocupado com você ― Charlie falou quando ele puxou John Henry em seus braços, o homem praticamente caiu direto para ele. ― Um pau bem colocado não vale a rixa entre você e seu irmão. ― E nem são os seus filhos sendo usados como ferramenta por seus pais. Porra, o homem estava fazendo Charlie cair para o cara com cada palavra que ele falava. Se ele continuasse a dizer as coisas certas. ― Você ainda deve dizer ao seu irmão mais novo, John Henry. Será que ele vai conta a alguém se ele souber sobre os meus pais? John Henry rapidamente balançou a cabeça. ― Não. Mas eu vou lidar com ele mais tarde. Agora eu poderia usar algo frio para beber e algo quente para chupar ― a voz de John Henry estava grossa com paixão quando ele piscou para Charlie. Maldição! ― Eu acho que posso preencher esse requ... ― Não, ele não pode ― Wren gritou do fundo do corredor. ― Nós ainda temos trabalho a fazer, chefe. Charlie rosnou, prometendo a si mesmo que ele não ia matar Wren. No momento. John Henry riu. ― Vá em frente, patrão. Eu acho que eu preciso voltar ao trabalho antes que toda a estação venha a sua porta. ― O que é, três pessoas? ― Charlie resmungou enquanto caminhava pelo corredor. ― Basta estar de volta para o jantar. Eu pretendo comer minha sobremesa na cama mais tarde.


Ele podia ouvir John Henry rindo todo o caminho para fora da porta da frente. ― É melhor ter sorte. Eu quero ajudar com esta casa mais do que eu quero atirar em você ― ele virou-se para Wren, que só ficou lá sorrindo de orelha a orelha. ― Senhor, sim, senhor. Charlie revirou os olhos. ― Cale- se! Quando Wren riu de novo, Charlie virou-se e, em seguida, foi para dentro da casa. Ele podia ouvir Wren caminhando atrás ele .Ele poderia pensar em uma centena de coisas diferentes que ele preferia estar fazendo do que trabalhando na casa, e cada uma delas envolvia John Henry. Nu, é claro. O homem estava realmente começando a chegar a ele. Os últimos dias sem ver John Henry tinham sido angustiantes. Ele não tinha percebido o quanto o homem tinha ficado debaixo da sua pele até que ele não estava lá. Talvez ele precisasse pensar em fazer as coisas um pouco mais concretas entre os dois. Pode ter sido apenas um par de semanas, mas Charlie realmente odiava não ter John Henry de volta ou saber mais sobre a sua vida, como quem eram seus amantes passados. ― Então, o que há com o xerife, chefe? ― Wren perguntou quando ele se inclinou contra o balcão da cozinha. ― As coisas parecem bem quentes e pesadas entre vocês dois. ― John Henry é... ― Charlie deu de ombros ― John Henry. ― Sim. ― Wren riu. ― Eu meio que pegue isso, quando ele se apresentou.


― Eu gosto dele, tudo bem. Os lábios de Wren se torceram como se ele estivesse tentando segurar um sorriso. ― Eu meio que peguei isso também. ― Wren virou-se e inclinou-se para descansar os braços sobre a bancada. ― Agora, a questão é, o que você pode me dizer sobre o seu vice? Charlie piscou. ― Robby? ― Esse é o seu nome? ― Sim. Ele é o irmão casula de John Henry. ― Charlie, de repente começou a colocar as peças juntas quando ele viu o olhar sonhador nos olhos de Wren. ― Por quê? Interessado? ― Eu poderia estar. ― Ele não é um de seus pequenos romances, Wren ― Charlie balançou o dedo para o homem que tinha conhecido há mais de 10 anos, um homem que confiava para cobrir as suas costa na mais perigosa das situações. ― Não fode com Robby, Wren. Ele significa muito para John Henry, e se Robby se machucar, você estará prejudicando John Henry. E então eu teria que matálo. ― Ah, cara, não é como se eu quisesse convidá-lo para o baile ou qualquer coisa. Eu só quero saber um pouco mais sobre ele. Ele é bonito. As sobrancelhas de Charlie se ergueram. Que gracinha! Ele é um vice xerife. ― Eu não acho que ele gostaria de ser chamado de bonito. ― Mas ele é bonito ― protestou Wren. ― Você viu que beicinho lindo que ele fez quando ele estava falando com o xerife? Foi a coisa mais danada de fofa que eu já vi. Charlie fechou os olhos por um momento e orou por força.


Wren, sendo o maior de todos os homens na antiga unidade de Charlie, era conhecido por seu amor por rapazes menores, o que era apenas cerca de quase todos quando comparado a Wren. O homem tinha mais de 2,04 metros e pesava mais de 130 quilos, muito musculoso. Quase todo mundo era menor do que ele. ― Por favor, Wren, ― Charlie disse abrindo os olhos e fixou-os no especialista em armas, ― eu estou te implorando. Por favor, não brinque com Robby. Se ele é igual ao seu irmão, então ele é um bom garoto. ― Eu duvido seriamente que ele é um garoto. ― Wren... ― Eu entendo, chefe. ― Wren ergueu a mão quando ele se afastou do balcão. ― Não brinque com o guarda bonitinho. Charlie se sentia como um completo idiota, enquanto observava o seu amigo virar e ir para fora da cozinha. Talvez ele devesse ter mantido a sua boca fechada. Wren era um homem adulto, e Robby, obviamente, também era. E realmente isso não era da sua conta o que se passou entre os dois homens. Só que Robby era irmão de John Henry e Charlie sentiu a necessidade de proteger o homem, bem, os dois homens. John Henry estaria irritado se alguma

coisa

acontecesse

com

Robby,

mesmo

que

fosse

apenas

os

sentimentos feridos. Além disso, Wren não era conhecido por suas habilidades de compromisso. Nos dez anos em que Charlie conhecia o homem, Wren não tinha tido um amante mais do que três semanas. Ele trocava de namorados como as outras pessoas mudavam de cueca. E Charlie não queria isso para Robby, mesmo que ele não conhecesse o cara além do seu nome. Ele conhecia John Henry, e isso era o suficiente.


Conformado que Wren tinha ficando chateado com ele, Charlie seguiu o caminho que o homem tinha feito para o segundo andar, onde eles estavam fazendo reparos em um dos quartos. Wren já estava dentro tampando o último dos furos na parede. ― Eu sinto muito, Wren. Eu não tive a intenção de enfiar o meu nariz aonde não devia. ― Não, provavelmente você está certo. ― Wren enviou a Charlie um sorriso fraco. ― Eu teria fodido de qualquer maneira. Além disso, eu não vou ficar aqui tempo suficiente para começar algo. É melhor assim. Charlie não acreditou nisso, e Charlie podia dizer sobre a tristeza que ele podia ver nos olhos escuros de Wren antes do homem vira-se para a parede. Talvez ele realmente tenha entendido errado isso. Talvez Wren precisasse de algo para mantê-lo na terra, ou pelo menos alguém. Ele precisa falar com John Henry sobre a situação e obter a sua opinião sobre isso. John Henry conhecia Robby melhor do que ele. Ele saberia se deveria apresentar formalmente Wren e Robby ou mantê-los separados. Charlie suspirou profundamente, quando ele se abaixou e pegou a faca e começou a espalhar massa corrida na parede. Às vezes, ser o único a tomar cuidado realmente era uma merda. Mas o que estava se desenvolvendo entre ele e John Henry era muito importante para estragar. Ele não estava dando John Henry a ninguém. Charlie e Wren passaram as próximas horas remendando os buracos no primeiro quarto antes de passar para o próximo. A casa tinha oito quartos do segundo andar e outros quatro no terceiro andar. Nem todos os quartos eram necessários remendar, mas a maioria deles sim. Charlie não tinha


certeza do que tinha acontecido antes, ele comprou o lugar, mas não tinha visto por vários anos o seu estado, talvez uma década. Entre a correção das paredes em cada quarto, a pintura, e substituir os pisos, havia pelo menos mais um mês de trabalho. O quarto de Charlie tinha sido o primeiro a ser reparado. Ele precisava de um lugar para viver, enquanto ele arrumava o resto do lugar. Os quartos das crianças eram os seguintes. Ele queria que os seus quartos, estivessem prontos para eles quando eles chegassem. Eles quase estavam. O mobiliário foi guardado em outro quarto enquanto eles terminavam os quartos. Jenny tinha que terminar os murais nas paredes, e então o carpete necessário para ser colocado, e então o mobiliário poderia ser colocado dentro. E então, as crianças poderiam voltar para casa. Charlie estava tão animado em ter os seus filhos chegando em casa e encontrar John Henry, que era tudo o que podia fazer para não chamar seus sogros e pedir-lhes para vir mais cedo. Ele sentia saudades de Kenny e Emily mais e mais a cada dia. Todas viagens para visitá-los todos os dias apenas não eram suficientes. Ele precisava dos seus filhos em casa onde era o lugar deles. ― Isso deve terminar este quarto ― disse Wren como ele colocou a faca de raspagem para baixo. ― Eu acho que tampamos todos os buracos. Charlie riu. ― Isso. E basta pensar, só temos mais cinco quartos para fazer. ― Sim, sobre isso... ― Wren tipo de franziu o cenho quando olhou para suas mãos, pegando uma das suas unhas. ― Esse terceiro quarto na ala oeste...


― Ele é seu. ― Charlie já sabia o que Wren ia perguntar. Ele já havia planejava dar a cada um dos seus homens um quarto próprio, daí a razão que ele havia comprado uma casa tão grande. Ele sabia que não estariam sempre lá, mas todos eles precisavam de um lugar para vir para casa, um lugar para chamar de seu. ― Sim? Charlie sorriu. ― Sim. Basta ficar fora do segundo quarto. Manny já fez isso. ― Bem, merda, agora nós vamos ser vizinhos. Você sabe o quão alto o homem ronca? ― Você poderia colocar isolamento extra entre as suas paredes. Wren sacudiu a cabeça. ― Não funciona. O homem pode roncar mais alto do que uma barragem de fogo de tanque inimigo. ― Wren de repente riu, parecendo muito menos estressado do que ele tinha nas últimas horas. ― O inferno, ele pode dormir através de uma barragem de fogo de tanque inimiga, também. ― Você quer um dos outros quartos? ― Não, eu acho que vou manter o que eu escolhi. Eu tipo que me acostumei com os roncos de Manny ao longo dos anos. Não faz sentido submeter alguém a isso. ― Bem, você é bem-vindo a qualquer um dos quartos da ala oeste ou no terceiro andar. Eu quero manter a ala leste para mim e para as crianças, com um quarto de hóspedes para George e Jane. Eu acho que nós vamos estar vendo muito eles. ― Eles são ótimos sogros. Você poderia ter feito muito pior.


― Como Lizzie fez? Ela tem os piores sogros do planeta. ― Basta lembrar que você também tem os piores pais do planeta. Lizzie está em um bom lugar agora. Você tem que ficar aqui e lidar com os seus pais. Charlie franziu a testa. ― Não me lembre. ― Basta dizer, chefe. ― Você sabe, eu ainda não consigo descobrir o que eles estavam esperando encontrar quando colocaram as câmeras de vigilância dentro de casa. Eles sabem que eu gosto de homens. Não é como se eu tivesse tentado esconder isso deles. ― Você tem certeza que eram eles? ― É olhando dessa forma. Eu tive Manny removendo todos os dispositivos e alguém que ele conhece os seguiu para baixo, mas tudo está apontando para os meus pais. ― Charlie olhou para Wren. ― Além disso, quem mais poderia ser? ― Em nossa linha de trabalho, ninguém ― lembrou Wren a Charlie. ― Eu não iria descarta que poderia ser alguém que já fechamos ou caçamos. Só porque seus pais estão agindo como burros não significa que eram eles. Wren tinha um ponto. Ainda assim, seria bom saber quem estava tentando foder com ele antes dos seus filhos se mudarem para cá. Embora houvesse muitas pessoas para protegê-los, Charlie não queria nem pensar em alguém sendo capaz de desarmar o sistema de alarme e entrar na sua casa, enquanto Kenny e Emily estivesse aqui. Mesmo o pensamento o fez estremecer.


― Eu estou indo para o quarto ao lado ― disse Wren e então pegou suas ferramentas e saiu. Charlie parou no meio do quarto, olhando em volta e deixou a sua imaginação voar. Ele imaginou como o lugar seria quando estivesse terminado. Ele poderia até ouvir o tamborilar dos pequenos pés, e ver John Henry perseguindo Emily e Kenny, o riso alto e contagiante. Ele só se perguntou como John Henry se sentia sobre a criação dos seus filhos. Será que o bonito xerife queria uma grande responsabilidade? Eles só se conheciam ha algumas semanas. Será que John Henry concordaria ou ia dizer a Charlie que foi divertido, mas ele não poderia lidar com as crianças? Todo mundo gostava de crianças. Alguns apenas não tinham os seus próprios. Charlie parou de se preocupar com o assunto até a morte e agarrou a massa corrida e um galão. Ele iria deixar as fichas caírem aonde elas podiam, e esperar que John Henry gostasse de ficar em torno de Charlie e da vida dos seus filhos. ― Alguém aí em cima? Charlie sorriu enquanto caminhava em direção à escada, olhando para baixo para ver Manny sorrindo para ele. ― Não, apenas fantasmas. Charlie podia ouvir Wren rindo do outro quarto. ― Então você pode flutuar sua bunda assustadora aqui? Nós precisamos conversar ― Manny o chamou e, em seguida, desapareceu no corredor. Charlie colocou o balde e a massa corrida para baixo, e em seguida, correu pelas escadas.


― O short jeans com certeza estão lindos em você ― brincou Manny quando Charlie entrou na cozinha. ― Não deixe que John Henry ouça você dizer isso. Ele pode atirar na sua bunda por olhar ― Charlie disse e se apoiou no balcão, colocando as mãos sob os seus braços. ― O que houve? ― Você está sem Pringles, ― Manny disse quando ele colocou uma na sua boca e mastigou. Charlie revirou os olhos, cruzando os tornozelos. ― Por favor, não me diga que é por isso que você me chamou aqui embaixo. Manny balançou a cabeça, virou a caixinha, e a abriu larga. Charlie observou enquanto Manny comeu a última das batatas. ― Não, mas eu tinha que obter a maior prioridade para fora do caminho primeiro. Falando nisso, Charlie olhou para o relógio e percebeu que John Henry estaria de volta em breve para o jantar. Charlie estava tão ocupado fazendo reparos que não tinha preparado nada. Ele se perguntou se o homem gostava de sopa enlatada e sanduíches. ― A Juniper Rose foi visto na área. Charlie amaldiçoou quando ele se afastou do balcão. Juniper Rosa era o nome código para um traficante chamado Hector Ramirez. Quando Charlie ainda estava na ativa, ele e sua equipe haviam retirado o senhor do cartel e alguns dos seus tenentes. O homem não tinha estado feliz em ir para a prisão. Quem estaria? Mas Ramirez não tinha sido processado por muitos dos crimes que cometeu, também. Ele havia contratado o melhor dos melhores quando se


tratava de advogados, e a maioria das acusações que tinham sido lançadas a partir de qualquer evidência ou testemunhas desapareciam. Mas os tribunais o prenderam por evasão fiscal. E mesmo a sentença havia sido reduzida quando Ramirez deu informações sobre alguns dos seus capangas de nível inferior. Charlie nunca iria entender o sistema judicial quando ele falhava. ― Ele esta fora. ― Charlie perguntou quando sua mente começou a trabalhar em mil possibilidades e cenários. O homem era perigoso e mais que provavelmente em busca de vingança. Mas como Juniper Rose sabia onde a equipe morava? Manny assentiu. ― Uma semana atrás. Mas poderia ser puramente coincidência que ele esteja nessa cidade do interior. Charlie, junto com a sua equipe, não acreditavam em coincidências, e Manny sabia. O homem estava apenas tentando amenizar os temores de Charlie. Será que toda a sua equipe acha que Charlie tinha ficado suave desde que se aposentou? ― Você sabe tão bem quanto eu que coincidência não existe. ― Eu sei ― Manny concordou. ― Qual é o nosso curso de ação, senhor? Charlie recostou-se contra o balcão enquanto considerava o que ele devia fazer sobre Juniper Rose, o nome que a sua equipe tinha dado a Ramirez, porque Ramirez costumava enfeitar a mulher que amava com lindas joias. O homem não era nada a não ser generoso com a mulher que ele fodia. Todo mundo precisava se preocupar. Charlie e seus superiores suspeitavam que Ramirez matou mais de 57 pessoas, a maioria agricultores que ficaram no caminho do seu negócio de drogas em crescimento.


Outros tinham sido policiais e concorrentes. Charlie ainda suspeita que Ramirez tinha algo a ver com a morte da sua própria esposa. Ela estava tentando escapar do traficante implacável. Ela não tinha feito isso. Seu carro explodiu antes que ela pudesse descer a calçada. Ramirez foi uma má notícia. Ele matava qualquer um que se opunha a ele, não importa quem eles eram. E Charlie não era estúpido o suficiente para pensar que o homem não viria por ele, se ele tivesse a chance. Ramirez vivia e respirava morte e destruição. A vingança era tudo parte integrante da personalidade do homem psicótico. ― Eu preciso falar com John Henry. ― O xerife? Charlie assentiu. ― Ele precisa saber o que pode estar vindo em nossa cidade. ― Este é o seu concelho. Ele precisa saber se há perigo chegando. ― Ele tem muito mais pessoas para proteger do que apenas nós. E ambos sabemos que Juniper Rose não hesitará em tomar qualquer um deles se isso atende às suas finalidades. ― Ok. ― Manny assentiu. ― Eu acho que eu posso entender isso. ― Eu quero que você chame os meninos enquanto eu chamo John Henry ― Charlie afastou-se do balcão e se dirigiu para o seu escritório. ― E então eu vou chamar alguns favores.


CapítuloSete

― Xerife, Charlie Pennington ligou e perguntou se você poderia passar por sua casa, quando tiver um momento. John Henry olhou para o seu microfone por um momento, chocado que Charlie tinha o chamado na delegacia e deixado uma mensagem. Charlie sabia que ele estava indo depois do trabalho. Chamá-lo para garantir isso era estúpido. Mas então, de repente ele sabia que Charlie não ligaria a menos que houvesse um problema, e o seu coração começou a bater um pouco mais rápido. Ele rapidamente pegou o microfone para responder a Maggie. ― Chame Charlie novamente e diga a ele que eu estou indo para a sua casa agora. E chame Robby e diga para me encontrar lá. ― Você precisa de reforços xerife? Inferno, ele não podia lhe contar a verdadeira razão do porque precisava ir ver Charlie, ou porque ele queria Robby lá. Ele era o xerife depois de tudo.


― Não, Maggie. Eu só quero ter certeza de que Sarah Beth não veja mais fantasmas. Maggie riu. ― 10-4, xerife. John Henry deu a volta no seu Jeep e começou a dirigir em direção à casa de Charlie. Ele colocou o veículo em uma velocidade um pouco maior e começou a zumbir pelo caminho. Se Charlie tinha usado os canais oficiais para chamá-lo, então algo de grave estava acontecendo. John Henry só rezava para que não tivesse acontecido alguma coisa com as crianças. Charlie ficaria devastado. John Henry ainda não tinha certeza de como se sentia a respeito de se envolver com alguém que tinha filhos. Ele nunca pensou sobre tê-los. Ele era gay depois de tudo. Os amantes que ele tinha não possuíam o equipamento certo para começar uma família. Mas ali estava ele, envolvido com um homem de família. John Henry não poderia dizer que ele era avesso a ter filhos, porque ele não era. Ele gostava de crianças. Ele só não tinha certeza se gostava deles o suficiente para tê-los em tempo integral, e se o seu relacionamento com Charlie continuasse no seu caminho atual, Kenny e Emily estariam em sua vida integralmente. ― Santa Mãe de misericórdia! ― John Henry gritou quando um carro apareceu de repente na frente dele, correndo pela estrada mais rápido do que até mesmo John Henry, parecia como uma condução confortável quando ele estava em perseguição. Ele rapidamente virou o Jeep para o outro lado da estrada e ligou as luzes do giroflex. As luzes vermelhas e azuis piscando lançaram um estranho brilho baixo sobre o seu para-brisa. Mas não teve uma sensação tão


assustadora como a que começou quando John Henry viu um segundo carro, seguindo o primeiro. John Henry puxou a arma do coldre e rapidamente checou o clipe de munição. Uma vez que ele estava certo de que teve uma revista completa, pegou o microfone. ― Maggie, diga a Robby para ir à extremidade da estrada Lower River. Temos um par de pilotos de corrida de carros dirigindo em direção à cidade. ― 10-4, xerife. Vou ligar para Robby agora. O segundo dos dois carros passou por ele, John Henry deu a volta no seu Jeep e começou a persegui-los. Tão rápido quanto eles estavam indo, não foi fácil acompanhar. Se não abrandar, alguém vai se machucar, ou pior. ― Robby ― John Henry disse quando ele pegou o microfone novamente, esperando que Robby estivesse a uma distância comunicável, ― o quão longe você está da curva da enseada Dawson na estrada Lower River? ― Estou quase lá agora, John Henry. ― Pegue uma faixa de pinos e coloque atravessada na estrada e em seguida, consiga o inferno fora do caminho. Eu tenho dois carros indo na sua direção a uma velocidade muito alta, um sedan azul de quatro portas e um SUV preto. ― 10-4, John Henry. John Henry deixou cair o microfone de volta no seu colo e tentou alcançar os dois carros em alta velocidade. Ele estava aterrorizado pelo seu irmão.


Mesmo Robby parado ao lado da estrada como John Henry disse, ele ainda poderia se machucar se um dos carros saísse do controle. E tão rápido quanto eles estavam dirigindo, era uma possibilidade distinta. ― Que porcaria é essa? ― John Henry gritou quando o seu Jeep começou a desviar em um movimento repentino irregular. Alguém estava se inclinando para fora da janela do segundo carro, e estava atirando no primeiro. O que diabos está acontecendo aqui? John Henry pegou o microfone. ― Robby, retire a faixa de pinos ― ele gritou ao microfone. ― Retire agora. Recoloque depois que o sedan azul passar e coloque o pato na tampa. As pessoas do SUV preto estão atirando no sedan. ― Tiro? ― Sim, fique o inferno fora do caminho. Robby não respondeu, mas John Henry sabia que o seu irmão iria fazer o que ele tinha dito. Robby era um grande agente e um dia, quando John Henry se aposentasse, Robby faria um grande xerife. John Henry ficou tenso quando ele começou a contornar a curva na enseada Dawson. Quem não estava familiarizado com a área não esperava uma montanha russa no canto. Eles nunca fizeram. John Henry raspou mais pessoas fora da estrada neste canto do que em qualquer outro lugar do condado. Era por isso que a maioria das pessoas se referia ao canto como a curva do homem morto. Ele desejou que os comissários do condado apenas construíssem um túnel através do lado da colina para se livrar da curva acentuada, mas eles foram inflexíveis porque custaria muito dinheiro. John Henry não poderia fazer


nada, mas perguntou quantas vidas seriam necessárias antes que o dinheiro estivesse disponível. John Henry pegou o microfone novamente. ― Aqui vamos nós, Robby. Ele ouviu o guincho de pneus antes mesmo de contornar a primeira parte da curva. Um segundo depois, ele viu o SUV sair voando para o lado da grade de proteção entre a estrada e o penhasco íngreme que descia na enseada Dawson. Outra vítima para a curva. O sedan azul levou várias centenas de metros à frente e, em seguida, diminuiu a velocidade puxando mais para o lado da estrada. Ele ficou lá por um momento e depois saiu em disparada pela estrada. John Henry teria que persegui-los mais tarde. Neste momento, a sua atenção principal seria necessária para o SUV e os caras com as armas. Ele puxou seu Jeep para o lado da estrada logo atrás de Robby e desligou o motor. Ele estava fora do veículo e ao lado dele em poucos momentos. Ele sacou a arma e apontou em direção ao SUV. ― Qualquer movimento, Robby? ― ele perguntou quando seus olhos corriam de um lado para o outro do SUV com cautela, observando e esperando para ver se algum dos atiradores se arrastou para fora em ambos os lados. Robby parecia tenso, sua arma segura em sua mão enquanto ele mantinha os olhos colados no veículo. ― Não, senhor. Ninguém saiu desde que o veículo parou ― ele gritou, mas não desviou o olhar do SUV. John Henry não gostou. Ele e Robby ficaram atrás dos seus veículos em um dos lados da estrada e o SUV contra a grade de proteção do outro lado. Os carros que viriam, passariam entre eles e estariam na linha direta de fogo.


― Ok, isso é o que vamos fazer. Eu quero que você entre em seu caminhão e, lentamente, de a volta no SUV. Mantenha sua cabeça baixa. Eu vou usar o seu caminhão como cobertura. Se você ouvir balas, comece a voar pato. A tensão ainda estava firme nos ombros Robby, mas John Henry podia vê-los relaxar uma fração de polegada. ― Ah, John Henry, eu só tenho que limpar. ― Robby! ― Eu vou, eu vou. Assim quando Robby entrou em seu caminhão e começou a fazer a volta para o outro veículo, John Henry começou a andar, mantendo o caminhão entre ele e quem poderia tentar matá-lo. A cada poucos metros, ele levantou a cabeça e ouviu o tráfego na estrada. Ele não queria ser pego bem no meio da estrada se outro carro descesse. Quando o caminhão de Robby estava a um metro do SUV, John Henry acenou para que ele parasse. Ele ainda não tinha visto ninguém sair do veículo e os vidros eram escuros demais para ele ver o movimento no interior. Isto estava escrito como uma missão suicida, mas John Henry estava muito determinado a se manter seguro e a Robby. Se alguma coisa acontecesse com o seu irmão caçula... ― Aqui é o xerife, ― John Henry gritou em voz alta. ― Saia do veículo com as mãos para cima. ― Nada. John Henry se arrastou lentamente ao longo da lateral do caminhão de Robby, até que ele chegou ao fim dele. Ele rapidamente olhou em torno do


canto e tentou ver dentro do veículo pela janela da frente, abaixando-se de volta tão rápido quanto ele tinha olhado. Quando nada aconteceu, John Henry saiu detrás do SUV. Ele se arrastou lentamente ao longo da borda do caminhão de Robby, até que ele chegou ao SUV. Quando ainda nada aconteceu, percorreu mais alguns passos até que ele pudesse alcançar a porta do lado do passageiro. Segurando a arma engatilhada de um lado, John Henry estendeu a mão e agarrou a maçaneta da porta. Ele puxou e abriu a porta tão rápido quanto podia, trazendo sua arma em frente a ele no caso de alguém estar esperando por ele. Não havia ninguém ali. John Henry franziu a testa, intrigado, e se inclinou para o veículo para dar uma olhada melhor. A coisa toda estava vazia. Não havia pessoas, nem embalagens de comida, nem mesmo lenços de papel no chão. Nada. ― Droga! ― John Henry gritou quando ele bateu a porta fechada. Ele deu a volta por trás do veículo e olhou por cima da grade de proteção. Ele não podia ver ninguém lá embaixo, mas de alguma forma, ele só sabia que era por onde eles tinham fugido. Era a única explicação. ― Foda! ― John Henry estalou enquanto caminhava de volta para o caminhão de Robby. ― Robby, pegue no rádio e diga a Maggie para enviar Bobby Ray aqui para retirar esse pedaço de merda. E envie o Otis como cobertura para Bobby Ray e encerre a cena. Eu não sei quem estava dirigindo o veículo e até que eu descubra, eu quero que todos sejam mais cautelosos.


― Eu posso ficar aqui até Bobby Ray chegar com o seu caminhão reboque. ― Não, eu preciso que você me siga de volta para a casa de Charlie. Alguma coisa está acontecendo lá, e Charlie fez uma ligação para mim na delegacia, perguntando se eu poderia ir até lá. Robby assentiu e agarrou o microfone. Enquanto ele estava fazendo a ligação para a Maggie, John Henry caminhou até a frente do SUV. Ele não tinha certeza de onde os ocupantes do veículo tinham ido, mas sabia com a maldita certeza que eles não iriam usar o veículo para fugir. Ele levantou o capô e puxou a bateria. Sem bateria, sem energia. Sem energia, não há escapatória. John Henry colocou a bateria na parte de trás do caminhão de Robby e depois voltou para a janela do lado do motorista. ― Diga a Maggie para colocar o sedan azul em todos os boletins de ocorrência e um aviso para todos manterem seus olhos abertos para as pessoas de aparência suspeita. ― John Henry gemeu quando ouviu como isso soou. ― E diga a Maggie para manter descrição. Se Sarah Beth está ouvindo seu rádio na faixa da polícia, ela vai ligar por cada única folha que tremular com o vento. Robby riu. ― Entendi John Henry. ― Pegue a faixa de pinos e me siga de volta para a casa do Charlie. John Henry atravessou a estrada e entrou no seu carro. Ele não conseguia se livrar da sensação de desgraça iminente que sentia enquanto dirigia pela estrada para a casa de Charlie. De alguma forma, ele sabia que este incidente tinha algo a ver com o seu amante e os problemas em que ele estava metido.


Ele só não sabia como. Quando John Henry chegou à entrada da casa de Charlie, dez minutos depois, a sua sensação de desgraça disparou. O sedan azul de quatro portas estava estacionado em frente da casa de Charlie. John Henry puxou para o lado e pegou o seu microfone. ― Maggie, cancele o boletim de ocorrência para o sedan azul. Eu o encontrei! ― 10-4, xerife. John Henry subiu cautelosamente com o seu Jeep e esperou por Robby encostar atrás dele. Ele estava debatendo sobre um plano de ataque quando a porta se abriu e Charlie saiu. O homem parou em um dos pilares brancos na varanda da frente e se inclinou contra ele, com os braços cruzados sobre o peito, como se estivesse apenas esperando. John Henry soltou um profundo suspiro e partiu para a varanda. ― É uma hora ruim Charlie? Parece que você tem companhia. Charlie sorriu. ― Não, este é um momento perfeito ― disse ele enquanto descia as escadas e encontrou John Henry no final dos degraus. John Henry não poderia ler a expressão de Charlie, então ele estava totalmente despreparado quando Charlie chegou de repente para ele e o puxou para um beijo de curvar os dedos, escaldar os lábios e tremer o chão, que parecia não ter fim. No momento em que Charlie se afastou, o pênis de John Henry estava à beira de explodir em suas calças e ele não podia amarrar dois pensamentos juntos. ― Charlie ― ele ofegou suavemente. ― Obrigado, John Henry.


― Não foi nada ― John Henry respondeu automaticamente, e então ele franziu a testa quando o seu cérebro parou de derreter a seus pés e as palavras do homem começaram a fazer sentido. ― Obrigado pelo que? ― Salvar a minha família. Huh? Charlie apenas sorriu e pegou a mão dele, começando a puxar John Henry para subir os degraus. ― Entre. Tem algumas pessoas que eu quero que você conheça. John Henry estava totalmente confuso, até que ele entrou na casa e viu várias pessoas em pé ao redor. Dois deles ele reconheceu. John Henry cabeceou para Wren e Manny. Eram as outras duas pessoas que ele não conhecia. ― John Henry estes são os pais de Lizzie, George e Jane Davis. ― George, Jane, este é o xerife John Henry Harrison, o homem de quem eu estava falando. Considerando que o casal de idosos eram os sogros de Charlie, John Henry estava um pouco surpreso quando ambos correram para apertar a sua mão, sorrindo para ele. Ele devolveu o sorriso mesmo quando ouviu Robby rindo dele ao fundo. Aparentemente, Robby colocou dois e dois juntos e agora sabia que John Henry estava envolvido com Charlie. Não é que ele quisesse esconder, porque ele não queria. Ele só não queria causar mais problemas para Charlie na batalha de custódia com seus pais. Se fosse por ele, gritaria aos quatro ventos que Charlie Pennington era dele. Ele só tinha que estabelecer se Charlie realmente era dele.


Eles não tinham chegado a discutir o seu relacionamento ainda. Parecia que a cada vez que estavam juntos, ficavam ocupados demais para conversar. Se as coisas continuassem como estavam, John Henry sabia que ele teria que sujeitar Charlie sobre algum tipo de compromisso ou sair andando. Ele estava ficando muito envolvido muito rapidamente. Seu coração estava em perigo de enforcamento no caso de Charlie empurrar o totem. ― Muito obrigado ― disse George. ― Eu não sei o que teria feito se você não tivesse aparecido. John Henry abriu a boca para perguntar a George se ele tinha sido o único envolvido no tiroteio e na perseguição em alta velocidade, mesmo ele sabendo a resposta, considerando o carro do lado de fora, mas Jane se aproximou e o puxou para um grande abraço antes que ele pudesse falar uma única palavra. ― Eu estou tão feliz em conhecê-lo ― disse Jane. ― Nós esperamos tanto tempo para que Charlie encontrasse alguém especial. Com ele estando no serviço e tudo, nós começamos a pensar que ele nunca faria isso. ― Jane sorriu de novo. ― E agora você está aqui, e um xerife como vantagem. ― Uh, obrigado? ― John Henry sorriu quando ele se afastou da mulher. ― Estou feliz que pude ajudar. ― Ele só queria saber exatamente o que ele tinha feito. Ele lançou um olhar desesperado na direção de Charlie, mas o homem tinha ido embora. Ele precisava de respostas e possivelmente proteção pessoal. ― Onde está Charlie?


CapítuloOito

Charlie colocou o cobertor mais perto ao redor dos ombros de Kenny e então afagou suavemente até que a criança voltaram a dormir. Ele desejou que as crianças pudessem estar acordadas agora para que elas conhecessem John Henry, mas também sabia que tinha um monte de explicações a dar e as crianças não precisavam estar lá para isso. O que ele tinha a dizer seria melhor sem orelhas pequenas escutando. ― Então, este é o lugar para onde você fugiu, hein? Charlie se virou para encontrar John Henry encostado no batente da porta, com as mãos casualmente nos bolsos da calça. ― Ei, John Henry, ― Charlie disse num sussurro quando cruzou na ponta dos pés toda o quarto. Ele não queria acordar as crianças. Eles tiveram uma noite memorável e precisavam descansar. Bebês irritadiços não eram divertidos. ― Você vai me dizer o que está acontecendo aqui, Charlie? Ou eu tenho que adivinhar? Charlie sorriu. ― Eu vou explicar tudo para você no andar de baixo. Eu só queria verificar as crianças antes de falarmos, me certificar de que eles tinham ido dormir. Eles tiveram uma noite muito emocionante e precisam de uma boa noite de sono. ― Sim, eu estou completamente ciente de como agitada a noite foi. ― As sobrancelhas de John Henry puxaram para baixo em uma careta profunda. Os cantos dos seus lábios se curvaram para baixo também. ― Eu estava lá.


Charlie soltou um suspiro profundo quando ele esfregou atrás do seu pescoço, sentindo de repente um monte de tensão em seus músculos. ― Eu sei, John Henry, e é por isso que eu lhe agradeci antes. Se você não estivesse lá, eu duvido que os meus filhos estivessem vivos agora. Charlie poderia realmente ouvir os dentes de John Henry ranger, e ele sabia que o homem estava chateado. Ele estendeu a mão e agarrou o pulso de John Henry. ― Por favor, só desça para que eu possa explicar tudo para você. ― Eu acho que isso significa que nós não vamos ser capazes de discutir onde nós estamos? ― E John Henry parecia tão chateado com a perda dos seus planos para a noite quando ele pensou sobre o perigo que as crianças sofreram. Charlie deu de ombros quando ele puxou John Henry para fora do quarto das crianças e ao corredor em direção ao seu próprio quarto. ― Eu não penso assim. Nada diz que não podemos chegar lá embaixo dez minutos mais tarde. ― O que você tem em mente, fuzileiro? Charlie sorriu quando entortou o seu dedo para John Henry. ― Por que você não vem comigo xerife e eu vou lhe mostrar como um fuzileiro naval fica baixo e sujo? ― Charlie! Charlie poderia dizer que John Henry estava relutante. O homem realmente queria saber o que estava acontecendo. Devia ser o xerife nele porque o homem John Henry estava duro como uma rocha. Se as calças de John

Henry

arrebentariam.

fossem

de

alguma

forma

mais

apertada,

as

costuras


Com isso em mente, Charlie rapidamente mudou de direção e puxou John Henry para o banheiro mais próximo. Ele fechou e trancou a porta e se recostou com as mãos descansando na madeira fria entre a sua parte inferior das costas e a porta. Ele arqueou uma sobrancelha para John Henry. ― Tire xerife. O olhar de queixo caído no rosto de John Henry durou cerca de dois segundos antes que ele estivesse lutando para desfazer suas calças. Charlie caiu de joelhos e pegou o pênis densamente venoso que se projetava de um ninho de cachos castanhos antes ainda de John Henry terminar de empurrar suas calças para baixo das suas pernas. ― Segure-se em algo xerife. ― Charlie piscou para o homem sexy. ― Eu disse que sou muito bom nisso. Charlie manteve os olhos grudados nas lindas esferas marromescuras de John Henry, quando ele se inclinou para frente e passou a língua na cabeça do pênis do homem. Ele lambeu as gotas de pré-sêmen que tinham começado a escorrer da pequena fenda na cabeça. ― Ah, foda, Charlie! ― John Henry gemeu. Charlie sorriu e depois lambeu outra vez. Desta vez, ele começou a descer para a parte inferior do pênis de John Henry e lambeu uma linha reta até a cabeça. ― Você gosta disso, John Henry? ― Charlie perguntou quando ele se inclinou para trás um pouco. ― Você gosta de observar eu chupar o seu pau? ― Caralho, sim! ― Você quer me ver chupar as suas bolas na minha boca?


John Henry de repente parecia tenso, seu rosto escureceu e um pequeno tique começou a pulsar na sua mandíbula. ― Faça isso! Charlie continuou a manter o olhar de John Henry quando ele se inclinou e chupou uma das bolas de John Henry em sua boca. Ele esbanjou com a sua língua, girando ela em torno da sua boca tanto quanto a pele apertada permitiu, em seguida, ele foi para a outra. John Henry chegou para ele e depois parou, cerrando os punhos antes de chegarem a Charlie. Mas Charlie sabia o que ele queria. Ele agarrou as mãos de John Henry e as colocou sobre os lados da sua cabeça. ― Foda a minha boca, John Henry. Empurre seu pau grande e grosso na minha garganta. Os olhos vidrados de John Henry assumiram um brilho escuro quando as suas mãos apertaram ao redor da cabeça de Charlie. Charlie se inclinou quando sentiu um pequeno puxão em sua cabeça e engoliu o pênis de John Henry tanto quanto pode. O primeiro impulso dos quadris de John Henry foi lento e medido como se o homem estivesse tentando se controlar. Charlie não queria isso. John Henry estava se concentrando muito em não ferir Charlie. Ele precisava se concentrar em gozar. Charlie tirou o pênis de John Henry da boca tempo suficiente para olhar para o homem. ― Foda a minha boca John Henry. Eu sei que você quer e acredite em mim, eu posso levá-lo. Eu sou um fuzi... Charlie engoliu em seco quando John Henry empurrou para frente como ele queria. O pênis do homem atravessou os lábios de Charlie e deslizou para baixo em sua garganta.


Charlie engoliu em seco e começou a sacudir a cabeça, sugou suas bochechas a cada vez que ele se afastou. Ele usou a mão nas bolas de John Henry e massageou com os dedos. Os fortes sons guturais que vieram da boca de John Henry eram música para os ouvidos de Charlie. Ele sabia que John Henry era um amante cuidadoso, mas ele queria que ele aprendesse a ter o que queria. Charlie sabia no fundo de sua alma que John Henry nunca o machucaria, não importa o quanto ele estava excitado. ― Porra, Charlie, tão perto. Charlie sorriu e depois voltou a chupar com mais vigor. Ele deu atenção especial à pequena fenda na ponta do pênis de John Henry quando ele chegou ao topo, empurrando sua língua nela até que ele ouviu John Henry gritar e suas pernas começaram a tremer. John Henry fez várias pequenas investidas, e depois o seu rugido de libertação ecoou pelo banheiro. Charlie se afastou um pouco e aspirou seus lábios ao redor do pênis de John Henry até que tiros de sêmen quente dispararam na sua boca. Charlie engoliu tanto quanto pôde e depois engoliu o pênis de John Henry, até que sentiu a cabeça bater no fundo da sua garganta. Vários movimentos rápidos de deglutição trouxeram John Henry de joelhos, exatamente onde Charlie queria. Ele empurrou John Henry de costas no chão e puxou a camisa do homem até a garganta. Tão rapidamente quanto podia sem se machucar, Charlie empurrou a sua calça para baixo em suas pernas e agarrou o seu pênis. Tão excitado como estava, não demorou mais do que alguns puxões em seu pênis dolorido antes que ele sentiu o seu orgasmo bater nele. Charlie grunhiu e apontou para o peito de John Henry. Havia algo de primitivo e


possessivo sobre ver o seu sêmen espalhado sobre todo o peito de John Henry, como se estivesse marcando o homem. ― Veja o que você faz comigo, John Henry, ― Charlie ofegou enquanto ele deu ao seu pênis mais alguns últimos puxões. ― Vê o quanto eu te quero? ― Sim ― John Henry gemeu. ― Sim. Charlie largou o seu pênis e se inclinou sobre John Henry com uma mão apoiada no chão perto da cabeça do homem para se estabilizar. Ele deslizou seus dedos através de uma piscina de sêmen no peito de John Henry e depois o ergueu para o homem. John Henry olhou para ele por um momento e depois se inclinou para frente e chupou os dedos de Charlie em sua boca. Charlie gemeu quando sentiu a língua John Henry lamber o sêmen fora dos seus dedos. ― Eu não posso esperar para sentir você fazer isso com o meu pênis de novo. Você tem uma boca muito talentosa, John Henry. ― E você também. Charlie olhou para a ondulação branca através da pele do xerife. ― Você também tem uma confusão no seu peito. ― Charlie adorava a maneira como o rosto de John Henry ficou vermelho. Era adorável, embora ele nunca fosse dizer ao policial durão. ― Não se preocupe, querido, eu posso consertar isso para você. Charlie mais uma vez, manteve os olhos em John Henry quando ele se inclinou e começou a lamber o seu próprio sêmen fora do peito do homem. Ele foi recompensado pela inalação rápida de John Henry, seguida por um gemido profundo. Ele duvidava que alguém já tivesse feito isso antes com John


Henry, mas ele não conseguia pensar em uma única coisa que ele não estava disposto a experimentar com o seu novo amante. Uma vez que o peito de John Henry estava todo limpo, Charlie se sentou e puxou a camisa do homem no seu peito. Quando ele chegou para a calça de John Henry, o homem graciosamente levantou seus quadris para que ele pudesse puxá-las. Charlie se inclinou e deu ao pênis amolecimento de John Henry um pequeno beijo e em seguida o guardou. ― Eu vou sentir sua falta, mas eu espero vê-lo em breve ― disse ele antes de subir as calças de John Henry e fechar os botões. John Henry riu. ― Você é fodido da cabeça. ― Sim, mas pelo menos tem fodido em algum lugar nessa frase. John Henry revirou os olhos quando ficou em pé e estendeu a mão para Charlie. Charlie sorriu e se levantou e depois reorganizou sua própria calça. Uma vez que ambos estavam vestidos e apresentáveis, ele começou a se sentir triste, parte do prazer de momentos atrás desaparecendo. ― Você está pronto para ouvir a minha explicação? ― Sim. Uma palavra. Uma simples palavra. E ela tinha o poder de fazer Charlie tremer em suas botas. Uma vez que John Henry conhecesse toda a merda acontecendo na vida de Charlie, ele provavelmente não só iria pular do barco, mas exigir Charlie fora do condado. Charlie temeu contar tudo, mas ele sabia que não podia esperar para sempre.


Ele saiu do banheiro para o corredor, parando para verificar as crianças de novo, antes de continuar a descer. Charlie fez um caminho mais curto para o seu escritório e ao uísque que ele tinha escondido dentro de um dos armários. Se ele ia fazer isso, ele precisava de uma bebida forte para conter os seus nervos. ― Tem outro desse? ― John Henry perguntou da porta. Charlie serviu dois pequenos copos e depois deslizou um para John Henry. Ele podia ver o predador começar a ganhar vida nos olhos castanhos escuros do homem que o observava quando ele atravessou a sala. Seu amante estava sendo colocado em uma prateleira, e o xerife estava saindo. Charlie fez uma careta enquanto segurava o seu copo e brindou contra o de John Henry. ― Aos sonhos perdidos. John Henry levantou uma sobrancelha, mas ele não disse nada, apenas bebeu o líquido âmbar escuro do seu copo e depois o colocou sobre o aparador. Quando o xerife olhou para ele, Charlie sabia que era isso. E ele estava com medo de que esta seria a última vez em que ele tocava John Henry intimamente. ― Beije-me, John Henry. ― Você está enrolando, Charlie. ― Sim, eu estou, mas me beije de qualquer maneira. A sobrancelha de John Henry arquearam ainda mais, mas ele se inclinou para frente e colocou seus lábios contra os de Charlie. Não foi um dos seus apaixonantes beijos de enrolar os dedos. Este era lento, fácil, doce e rasgou a alma de Charlie, porque ele sabia que seria o último.


Quando Charlie não aguentava mais, ele se afastou de John Henry e se afastou até a janela. Ele descansou o antebraço na moldura da janela quando ele abriu as cortinas para olhar para a noite. ― George foi tirar o lixo esta noite quando percebeu um SUV preto parado algumas casas para baixo da sua do outro lado da rua. Primeiro, ele não pensou muito sobre isso. O SUV estava estacionado na frente da casa de um vizinho, e ele achou que só tinham companhia. Então ele voltou para dentro, mas manteve um olho no veículo, espreitando por entre as cortinas de vez em quando. Charlie deixou cair a cortina e levantou a mão para esfregar a parte de trás do seu pescoço novamente. A tensão em seus músculos estava aumentando e ele estava começando a ter uma dor de cabeça. ― As ligações começaram por volta das nove horas. ― Ligações? ― John Henry perguntou. ― Desligadas. ― Charlie olhou por cima do ombro para John Henry. Ele não estava surpreso de ver um bloco de notas na mão do xerife, enquanto escrevia furiosamente sobre ele. ― George disse que elas continuaram por quase vinte minutos. Quando ele ia responder, não havia ninguém lá. Eles apenas desligavam. ― Quantas ligações foram? ― George disse foram mais de uma dúzia antes de irem para a cama. No momento em que as luzes da casa se apagaram, as ligações pararam, quase como se quem estivesse ligando soubesse que George e Jane tinham ido para a cama. ― Este SUV, George poderia identificar se o visse novamente?


― Eu não sei. Ele apenas disse que era um SUV preto com quatro homens dentro. ― Quatro? ― John Henry perguntou, erguendo a sua cabeça. ― Ele tem certeza de que havia quatro homens? ― Esse é o número que ele contou quando eles tentaram invadir a casa. Os olhos de John Henry se arregalaram. ― Eles tentaram entrar na casa? Charlie assentiu. ― Como é que George sabia que eram os mesmos homens? Charlie riu. ― Porque George é tão paranoico quanto eu. George e Jane divertiram as crianças em seu quarto quando iam para a cama. Ele vigiava pela janela do quarto depois que Jane e as crianças adormeceram. Ele viu os quatro homens saindo do SUV e se aproximarem da casa. ― Oh, meu Deus ― John Henry sussurrou. ― Como eles fugiram? ― Como eu disse, George é paranoico. Ele tinha as malas prontas no carro. Quando ele viu os homens se aproximando da casa, ele acordou Jane e as crianças. Eles foram sorrateiramente até a garagem e esperaram que algumas das medidas de segurança mais interessantes de George fizessem efeito e então ele acelerou para fora da garagem e foram embora. ― Charlie riu ao se lembrar da expressão no rosto de George quando ele repetiu a história. ― Porra, ele dirigiu direito pela porta da garagem e acertou um desses filhos da puta quando saiu com o seu carro. ― Eu estou supondo que os outros os perseguiram?


Charlie assentiu. ― Eles fugiram no início, mas eu acho que quem os perseguiu sabia que George viria aqui. Eles estavam esperando por George e Jane a cerca de vinte quilômetros daqui, em algum velho restaurante ao lado da estrada. ― Daisy’s Diner. ― John Henry assentiu. ― É cerca de 20 quilômetros a oeste daqui. ― Esse mesmo. ― E sobre quando George começou a correr em alta velocidade na estrada como um piloto de corridas? Charlie riu novamente. ― George imaginou que se ele pudesse chegar aqui, então todos estariam a salvo. Ele não tinha ideia de que o xerife local viria em seu socorro. ― Eu ainda vou lhe dar uma multa por excesso de velocidade. ― Tenho certeza que George vai adorar isso. ― Será que George não teve nenhum outro contato com esses homens, além de ser perseguido? Charlie franziu a testa. ― Eu não penso assim, mas talvez devêssemos perguntar a ele. John Henry assentiu. Charlie saiu do escritório e andou pelo corredor até a sala de estar. Ele podia ouvir os passos distintos das botas de John Henry andando atrás dele. Ele viu George e Jane sentados no sofá conversando com Manny e Wren, quando eles chegaram à sala de estar. Robby ficou ao lado da lareira, apenas assistindo. ― Ei, George, o xerife tem algumas perguntas para você.


― Certamente ― George disse de onde estava. ― O que você gostaria de saber? ― Você percebeu alguém seguindo você nos últimos dias? Algo suspeito? Como talvez um mesmo veículo passando pela casa mais de uma vez, que não pertencesse à vizinhança? ― Não, não que eu possa pensar. ― Não, espere, George, ― Jane disse quando ela puxou o seu braço. ― Você não se lembra do caminhão prata, aquele com as rodas ridículas nele? ― Rodas senhora? ― Eram aquelas coisas com fios, as raiadas, eu quero dizer. Elas ficam totalmente ridículas em um caminhão. Lembro-me de mostrar isso para George quando nós fomos ao mercado. Ele estava estacionado na entrada da garagem algumas casas abaixo da nossa. Notei o mesmo caminhão novamente no mercado um pouco mais tarde e no parque no dia seguinte. ― E você tem certeza de que era o mesmo caminhão? ― John Henry perguntou. ― Oh, sim, eu me lembro dessas rodas muito bem. ― Existem um monte de rodas raiadas, minha senhora. Como você pode ter certeza de que era o mesmo caminhão? Charlie riu quando Jane revirou os olhos. John Henry não tinha ideia no que estava se metendo ao questionar a mulher. Jane Davis poderia ser mais velha, mas era esperta como um chicote. Ela tinha sido um oficial da marinha e uma enfermeira durante a guerra do Vietnã. Ela poderia lutar e atirar quase tão bem quanto Charlie.


E isso era assustador como o inferno quando ele se casou com a sua preciosa filha caçula. Era apenas uma coisa boa que George e Jane gostavam muito dele. ― Porque ― disse Jane, ― nele tinha uma dessas estúpidas bonequinhas pequenas com saia amarela de hula no painel. Se eles estavam tentando obter um aspecto de gangsters ― Jane acenou com a mão para John Henry, ― a bonequinha de hula acabou totalmente com a coisa toda. Além disso, vivemos em uma bela cidade pequena. Forasteiros são uma espécie notável, e esses caras realmente se destacaram. ― Você sabe se os mesmos homens estavam em dois veículos? Jane balançou a cabeça. ― Eu realmente não consegui olhar bem para os homens no SUV. Eu estava muito ocupada tentando manter as crianças calmas e rezando para que George não batesse. Quando eles começaram a atirar em nós, George me empurrou para baixo. John Henry fez mais algumas notas e depois sorriu para Jane. ― Obrigado senhora. Você foi de grande ajuda. ― Por favor, me chame de Jane. John Henry sorriu amplamente. ― Obrigado, Jane. ― George e eu realmente sentimos muito por não pararmos quando o outro carro bateu, mas achamos que era melhor sair de lá com os filhos de Charlie o mais rápido possível. Eu juro que nós íamos chamar você assim que chegássemos aqui, mas Charlie disse que você já estava a caminho. ― Eu estava Jane. ― John Henry balançou a cabeça como se para tranquilizar a mulher.


― Charlie ligou para a delegacia mais cedo e me pediu para passar aqui depois do trabalho. Charlie desejou que John Henry não tivesse dito nada quando Jane se virou para olhar para ele. Ela tinha um pequeno sorriso em seu rosto, que ameaçou quebrar em um sorriso enorme, e Charlie podia imaginar o que estava acontecendo na sua mente. Ela pensou que ele tinha chamado John Henry para uma recompensa. ― Você ligou para o xerife antes de chegarmos aqui? ― Jane perguntou. ― Sim ― disse Charlie. ― Eu tinha algumas outras coisas para discutir com John Henry, coisas que não tinham nada a ver com o que aconteceu esta noite. ― Coisas? ― John Henry franziu a testa. ― Que tipo de coisa?

CapítuloNove

John Henry sabia pelo olhar reservado no rosto de Charlie que ele não ia gostar de tudo o que o homem tinha a dizer. Além dessa pista, Manny e Wren

estavam

totalmente

tranquilos,

muito

tranquilos.

assustador. ― Charlie, eu posso falar com você no escritório?

Isso

era

meio


John Henry não esperou por Charlie responder. Ele apenas girou sobre os calcanhares e caminhou de volta para o corredor ao escritório. Ele caminhou direto para a garrafa no aparador e se serviu de outra bebida. Ele tinha certeza que iria precisar. John Henry enfiou dois grandes goles garganta abaixo quando ouviu Charlie entrar no escritório e fechar a porta. Quando ele se virou, Charlie estava recostado contra a porta, olhando como se tivesse acabado de perder seu melhor amigo. ― Charlie? ― Sinto muito, John Henry. Eu nunca quis trazer tudo isso à sua porta. ― Charlie... Charlie balançou a cabeça e, em seguida, esfregou o rosto com as duas mãos. Havia um brilho suspeito em seus olhos verde quando ele deixou cair as suas mãos. ― Eu já fiz algumas ligações, ― Charlie disse em uma voz monótona. ― Nós estaremos fora daqui a primeira luz do dia. ― O quê? ― John Henry gritou quando viu todos os seus sonhos virarem fumaça bem diante dos seus olhos. ― Você vai me deixar? ― Não! Mas... ― Mas o que? ― John Henry estalou. ― Ou você está me deixando ou você não está. Qual é Charlie? ― Eu não quero sair John Henry, mas talvez seja o melhor. ― O melhor? ― John Henry estava ficando muito cansado de gritar. Ele queria ter uma conversa calma e razoável com Charlie, se isso fosse


possível. Mas com Charlie aqui falando sobre rasgar o seu maldito coração fora o partindo em pedaços, John Henry não estava muito certo de que poderia manter a calma. Ele não tinha certeza de que ele pudesse ser razoável agora. ― Fale comigo, Charlie. Diga-me o que está acontecendo e por que você quer ir embora. ― Eu já te disse que eu não quero sair John Henry. Eu gosto daqui. Eu gosto da casa, da cidade, das pessoas e eu gosto especialmente de um determinado membro da polícia local. Mas a merda que pode se dirigir nessa direção vai muito além do que alguém neste pequeno condado já conheceu. Eu meio que pensei que você queria me deixar. ― Claro que não. ― John Henry, você realmente não entende em que tipo de problema eu estou metido. Até que você entenda, você não pode dizer algo como isso. ― Então me diga, Charlie. ― John Henry se aproximou e sentou em uma das cadeiras de couro marrom, colocadas junto à lareira. Ele gesticulou para a outra e Charlie se aproximou e sentou. ― Fale comigo, Charlie. Diga-me o que deixou você tão assustado? ― Estou com medo de perdê-lo quando você está começando a significar algo para mim. Estou com medo de que não vou ser capaz de proteger a minha família quando chegar a hora. E eu estou com medo de que uma vez que você saiba sobre toda essa merda, você vá correr para as montanhas. John Henry respirou fundo pelo nariz e exalou pela boca. Ele gostava de ouvir que Charlie pensou que eles estavam começando a ficar próximos.


Mas ele não gostou de ouvir que Charlie estava disposto a jogar tudo fora, porque estava com medo mesmo se ele tivesse razão para ter medo. ― Comece do começo Charlie e me diga tudo. Deixe-me tomar minhas próprias decisões. Charlie balançou a cabeça, mas o homem parecia um pouco verde em torno das brânquias. ― Você já ouviu falar de Juniper Rose? John Henry pensou sobre isso e então balançou a cabeça. ― Eu não posso dizer que eu tenho. ― E quanto a Hector Ramirez? John Henry franziu a testa enquanto o nome flutuava ao redor da sua cabeça. Ele sabia que tinha ouvido o nome em algum lugar, mas... ― Ele não é aquele chefão de drogas que foi preso há alguns anos por sonegação de impostos? ― Esse, e foi a minha equipe quem o capturou e o colocou atrás das grades. Ele estava traficando drogas através de uma das nossas bases militares, usando os homens dentro para enviar as drogas por todo o mundo. ― Charlie riu levemente. ― Foi realmente uma configuração muito engenhosa. Ele tinha vários homens na base. Nós suspeitamos que eles fossem parte do seu cartel de drogas antes mesmo de se juntarem ao serviço militar, que era como eles conseguiram entrar. Eles foram colocados em bases em todo o mundo. ― Droga. Isso foi genial. ― Oh, você não ouviu o melhor. Ramirez iria enviar... ― Charlie fez aspas no ar com os dedos ― “pacotes de cuidado” para seus parentes. Eles


foram enviados pelo correio militar, assim eram enviados muito facilmente. De lá, as drogas seriam distribuídas para outros traficantes e então distribuídas entre as bases para os moradores. ― Como é que vocês o pegaram? ― Manny e eu fomos disfarçados à paisana. John Henry sentiu suas sobrancelhas subirem. Ele estava totalmente chocado que Charlie tinha ido à paisana. Ele não parece ser do tipo. Além disso, ele era um fuzileiro, não um policial. Que diabos ele estava fazendo trabalhando disfarçado? ― Ramirez saiu da cadeia, e ele foi visto a cerca de duas cidades daqui. É por isso que eu liguei e perguntei se você podia vir hoje à noite. Eu senti que tinha o direito de saber. ― Charlie acenou com a mão para a porta. ― Todas essas coisas com George e Jane são apenas um bônus. John Henry começou a rir da analogia de Charlie sobre os acontecimentos desta noite. ― E eu que pensava que você se mudou para o interior para viver uma vida tranquila. ― Pois é. ― Charlie encolheu os ombros. ― Você vê o quão bem isso parece estar funcionando para mim. Sim, John Henry podia ver isso. Parecia que não estava funcionando muito bem para Charlie. Mas John Henry não dobraria a cauda e correria ao primeiro sinal de problemas. Charlie podia estar em um ramo secreto dos fuzileiros navais, mas John Henry também tinha servido. Ele não iria deixar Charlie pegar a sua família e correr. Não importa aonde Charlie e seus filhos estivessem, era certo que o problema iria segui-los. John Henry se sentiu melhor sabendo que, pelo menos com Charlie aqui, ele


poderia ajudar a proteger o homem que amava e as crianças que ele ainda tinha que conhecer. John Henry não tinha ideia em que estava se metendo e a sua cidade, mas ele não podia permitir que Charlie levasse as crianças e corresse para as montanhas. Há homens como Hector Ramirez precisasse ensinar uma lição. John Henry só não tinha certeza de como. ― Você sabe Charlie que não importa aonde você vá, o problema vai segui-lo. Charlie estendeu a mão, e entrelaçou seus dedos com os de John Henry. ― Eu sei. É por isso que eu preciso ir para outro lugar, em algum lugar isolado. Eu preciso encontrar... ― Você tem quinhentos hectares de terra com uma casa bem afastada, longe da estrada. Quanto mais isolamento você pode querer, Charlie? Por que você não para de correr e toma uma decisão? Juniper Rose irá encontrar você novamente. Podemos criar uma linha de defesa e bloquear este lugar tão apertado como uma freira. Charlie riu quando apertou a mão de John Henry. ― Eu amo o seu fraseado. Mas o homem não disse que sim. ― Deixe-me pensar sobre isso ― Charlie disse quando puxou sua mão livre. A perda foi instantânea, mas John Henry não fez objeção. Ele estava muito ocupado sentado lá sentindo como se a felicidade que ele tinha


finalmente encontrado estivesse rapidamente lhe escapando, sendo substituída por algo frio e vazio. John Henry se levantou da cadeira, dando um aceno curto para Charlie. ― Você faz isso. ― John Henry ― Charlie chamou, mas John Henry já estava caminhando para fora do escritório do homem. Ele não ia se sentar lá e ouvir Charlie fazer planos para deixá-lo. Ele era forte, mas mesmo John Henry não era forte o suficiente para ouvir o seu coração ser enviado descarga abaixo. Ele foi direto para a porta da frente, fervendo como um louco, passando pela sala sem dizer uma palavra. Ele estava muito irritado e havia um nó apertando a garganta que o impedia de falar de qualquer maneira. Quando se aproximou do seu veículo, John Henry foi girado ao redor. Ele imediatamente balançou os braços para cima, pronto para derrubar quem quer que fosse na sua bunda até que viu Wren de pé atrás dele, com um olhar furioso em seu rosto. ― Ponha as mãos para baixo, xerife. John Henry abaixou os braços. ― O que você quer Wren? ― A pergunta era cortada, falada friamente, espelhando o que John Henry estava sentindo em seu intestino agora. Wren descansava contra o veículo de John Henry, cruzando os grandes braços musculosos sobre o peito largo. ― Você quer deixar Charlie? Isso era uma pegadinha? ― Não ― ele admitiu, ― mas Charlie é um filho da puta teimoso. As sobrancelhas de Wren subiram uma fração. ― Porra, você realmente o conhece melhor do que eu pensava.


Mas não o suficiente para manter o homem aqui. ― Existe algo que você quer Wren? Os olhos de Wren brilharam com o riso quando ele deu a John Henry um rápido aceno. ― Sim, eu quero manter Charlie nesta casa. ― Por que você se importa onde vocês moram? ― Acontece que eu gosto daqui ― respondeu Wren, e então seus olhos correram ao longo de caminhão de Robby. John Henry estava começando a entender mais claramente a imagem. Ele avaliou o homem grande e volumoso com os olhos, enxergando-o de uma forma totalmente nova. Ele não tinha certeza de que ele gostava de que este fuzileiro em especial tivesse um interesse em Robby, mas ele também sabia que se Robby descobrisse, seu irmão caçula ficaria sobre Wren como uma segunda pele. Por alguma estranha estúpida razão, seu irmão do tamanho de um pinto absolutamente amava homens corpulentos. O tamanho de urso de Wren faria Robby babar. Algo que John Henry não queria pensar quando se tratava do seu irmão caçula. ― O que você tem em mente? ― John Henry perguntou. Wren olhou por cima do ombro para a casa, e depois de volta para John Henry, um olhar triste nos olhos do homem. ― Desde que Charlie perdeu Lizzie, ele não tem sido o mesmo. Ele a amava muito, mas não do modo especial. Ele faz com você. Eu posso ver em seus olhos a cada vez que ele olha para você. Ninguém jamais fez Charlie olhar dessa forma antes, nem mesmo Lizzie. E eles eram próximos. Eu não quero ver Charlie perder o que ele encontrou com você. O homem merece ser feliz.


Isso foi muito mais do que John Henry tinha ouvido Wren falar desde que conheceu o cara. Wren principalmente grunhiu e fez uma careta. Ele estava até um pouco surpreso que Wren se abriu sobre Charlie como fez. Ele poderia ao menos devolver o favor. ― Eu não quero perder Charlie, Wren. Mas o que eu posso fazer quando ele insiste em sair? John Henry tinha torturado seu cérebro tentando descobrir uma solução desde que Charlie começou a falar em sair, mas ele estava de mãos vazias. Ele faria qualquer coisa para manter Charlie aqui, e foi quando ele percebeu naquele momento que, sim, ele faria qualquer coisa, até mesmo se tornar um pai. John Henry olhou para a casa, sabendo que ele estava olhando para o que ele queria que fosse a sua casa também. Ele queria as manhãs especiais com Charlie, quando acordassem nos braços um do outro. Ele queria ouvir as crianças correndo, gritando e rindo, chamando-o de pai. Ele queria se sentar na varanda da frente com Charlie quando eles ficassem velhos e grisalhos, rindo sobre a sua vida juntos. John Henry Harrison queria Charles Kenneth Pennington III, e ele estava condenado e determinado a fazer isso acontecer. Ninguém estava levando o seu homem dele, nem mesmo Charlie. ― O resto da equipe deve estar aqui ao anoitecer, e isso é o que vamos fazer ― disse Wren quando ele abaixou a voz para um sussurro conspiratório. John Henry ouviu atentamente enquanto Wren expôs o seu plano de ataque, não só em Ramirez, mas em Charlie também. Enquanto Wren falou,


fez John Henry começar a sorrir. De repente ele estava muito feliz que Wren estava do seu lado. Charlie não tinha nenhuma chance. ― Você realmente acha que isso vai funcionar? ― John Henry perguntou. Wren deu de ombros. ― Se não deixarmos Charlie suspeitar do que estamos fazendo até que seja tarde demais, eu não vejo como podemos falhar. A menos que Charlie realmente quisesse ir embora. ― Ok. ― John Henry virou-se para olhar para trás na velha mansão. Ele esfregou as costas do seu pescoço quando ele pensou em todas as formas possíveis que o lugar pudesse ser violado. Havia um monte. ― Eu tenho alguém que eu gostaria chamar também. Meu irmão mais velho tem alguma experiência em áreas como esta e eu acho que ele pode ser capaz de ajudar. ― Ele é um xerife, também? John Henry riu. ― Não, Bill é da marinha. ― Bem, suponho que mais poder de fogo não faria mal. ― Wren parecia cético, mas John Henry sabia que ele iria se dar bem com o seu irmão. Eles pensavam muito igual. ― Mantenha Charlie e as crianças seguras ― John Henry disse quando ele abriu a porta do seu Jeep. ― Eu volto já. ― Ele começou a subir no seu veículo quando outro pensamento o atingiu. Ele se virou para olhar para Wren. ― A propósito, Robby é único e ele adora grandes homens corpulentos. Quando John Henry bateu com a porta, ele teve o grande prazer de assistir a boca aberta de Wren. Ele duvidou que isso acontecesse muitas vezes


e foi engraçado que ele causou isso. Agora, ele só esperava que Wren fosse fuzileiro o suficiente para lidar com o seu irmão caçula. Robby podia ser pequeno, mas ele era uma força da natureza. John Henry puxou até a calçada e em seguida se dirigiu para uma pequena fazenda fora da cidade. Era um lugar que ele conhecia bem. A família Harrison tinha vivido na fazenda há mais de cem anos. John Henry e seus irmãos haviam crescido lá depois que seus pais morreram quando ele tinha dez anos. Agora, o morador solitário era o homem que criou John Henry e seus irmãos, seu avô, John Henry Harrison I. Quinze minutos mais tarde, John Henry chegou à entrada da fazenda do seu avô. Ele desligou o motor e saltou para fora do Jeep, e rapidamente fez o seu caminho para dentro. ― Pops? ― Ele gritou quando empurrou a porta de tela de lado e abriu a porta principal. ― Pops? É John Henry. ― Eu ouvi você, eu ouvi você. Eu não sou surdo, você sabe. John Henry sorriu enquanto andava pela casa e se juntou ao seu avô na cozinha. O homem mais velho estava na frente do fogão, mexendo alguma coisa em uma panela. ― Chocolate quente? ― Sim. Quer uma caneca? ― Não, eu só posso ficar por um momento. ― Problemas? ― Pops olhou para John Henry. ― Mais problemas do que eu tenho experiência para lidar. ― É sobre o homem com quem você tem se encontrado que mora na fazenda McAdam?


John Henry sentiu o seu rosto corar sete diferentes tons de vermelho. ― Como você sabia sobre Charlie? Pops riu. ― Eu posso ser velho, mas quase nada passa por mim rapaz. John Henry revirou os olhos. ― Você foi falar com Sarah Beth de novo? Pops sorriu. ― Falando sério vovô, eu preciso da sua ajuda. Eu também acho que precisamos ligar para Bill e fazê-lo voltar para casa por um tempo. ― Esse tipo de problema, né? ― Pops estendeu a mão e desligou o fogo, em seguida, derramou o chocolate quente em uma caneca. Ele gesticulou para a pequena mesa de jantar situada no canto da cozinha. ― Eu acho que é melhor você se sentar e me dizer o que está acontecendo. John Henry caminhou até a mesa, o mesmo lugar que ele tinha passado mais dias fazendo lição de casa ou refeições compartilhadas com o avô e os irmãos do que gostaria de lembrar. Ele pegou uma cadeira e girou ao redor sentando, e esperou pelo vovô para se sentar. Quando o seu avô se sentou à mesa, um sorriso malicioso se formou em seu rosto velho e seco. Ele tinha seus sinais de idade e as linhas ao redor das bordas dos olhos de anos de riso, mas John Henry I ainda tinha as características de comando de quando John Henry era um menino pequeno. ― Porque você está sorrindo Pops? Seu avô riu quando ele passou as mãos em torno da envelhecida caneca. ― Ouvi dizer que o homem com que você está brincando tem filhos. Isso quer dizer que você vai ser um papai?


Droga Sarah Beth e seus lábios frouxos. ― Eu não tenho certeza, Pops. Eu não sei se estou pronto para assumir essa responsabilidade. John Henry fez uma careta e esfregou atrás da sua cabeça, quando o seu avô se sentou em sua cadeira depois de bater em sua cabeça. ― Rapaz, ninguém está pronto para essa responsabilidade. Você tem filhos, você os cria e fode ao longo do caminho. Enquanto as crianças te amarem, porque se preocupar? Porque ele ainda não tinha se encontrado com eles. ― E se eu foder com isso. E se eu não quiser cria-los. E se eles me odeiem por não ser a sua mãe. ― John Henry sempre foi capaz de falar com seu Pops. Ele amava o que podia. Ele poderia colocar todas as suas preocupações aos pés do seu avô e obter uma resposta honesta. ― Filho, você não acha que eu me preocupava enquanto criava vocês meninos? Eu não era o seu pai ou a sua mãe, mas eu fiz o melhor que podia. Você acha que eu queria criar três meninos na minha idade? Você acha que eu não me preocupei que você e seus irmãos se ressentissem de mim porque eu estava aqui e os seus pais não? Inferno, eu errei muito, mas na metade do tempo, vocês jovens homens nem notaram. Você me odeia por isso? ― Não ― respondeu John Henry rápido e honestamente. ― Quando você fracassou? Seu avô piscou para John Henry. ― Exatamente. Então, diga-me sobre este problema. ― Pops levantou a caneca, tomando um gole enquanto olhava John Henry. ― E não deixe de fora nenhum detalhe. John Henry se sentou lá e explicou ao seu avô sobre Juniper Rose, os sogros de Charlie, e a perseguição na estrada Lower River.


Pops deu um assobio. ― Eu vou ligar para Bill. Eu não vejo problema com ele voltando para casa para ajudar. Mas se as coisas ficarem muito perigosas traga essas crianças aqui. Eu ainda tenho a adega que é impenetrável. John Henry não foi enganado. Pops queria conhecer as crianças. E John Henry queria que ele conhecesse as crianças de Charlie. Ele só tinha que conhecê-los primeiro. John Henry assentiu. ― Se isso fica tão ruim, eu vou. ― Bom, agora comecemos. Eu tenho uma ligação para fazer, e parece que você tem seu trabalho para fazer. John Henry sorriu enquanto se levantava, colocando o seu chapéu de xerife de volta na sua cabeça. ― Sim senhor. Seu avô sorriu quando John Henry foi para a porta. Ele sempre se sentiu bem quando deixou a casa do seu avô. O homem tinha uma forma de estabelecer uma direção para John Henry e o fazer ver as coisas de uma perspectiva totalmente nova. Sim, ele tinha sido inflexível sobre assumir as crianças de Charlie, mas na verdade, ele estava apavorado. ― Eu vou mantê-lo informado. ― Faça isso ― disse Pops quando John Henry saiu da casa e dirigiuse para o Jeep. Ele tinha um plano para fazer e um homem para conquistar. Sua noite estava completa, e não era nem sete da noite ainda. Oo-porra-rah.


CapítuloDez

Charlie andou para frente e para trás em seu escritório. Ele sabia que deveria pegar as crianças e sair. Mas, na verdade, ele não queria deixar esta cidade ou o xerife. A indecisão o estava rasgando em dois. Ele gostava daqui e ele gostava do xerife ainda mais. O olhar que John Henry lhe deu antes de sair do escritório de Charlie era frio, mas debaixo disso, Charlie tinha visto a dor. Ele não estava tentando machucar John Henry, mas também não queria envolve-lo em toda essa besteira. O homem não merecia toda essa bagagem. E ultimamente, Charlie possuía ações da Samsonite2. Seu coração estava lhe dizendo para ficar e dar uma chance a John Henry. O homem era mais resistente do que Charlie estava lhe dando crédito. Ele serviu na Marinha, depois de tudo.

2

A Corporação Samsonite produz bagagem, faz produtos que vão desde grandes malas, pequenos sacos de higiene e pastas.


Sua mente estava gritando para Charlie correr o mais rápido que pudesse e manter John Henry seguro. O xerife pode ter servido na Marinha, mas ele não era páreo para um cartel de drogas. John Henry não tinha qualquer experiência em lidar com esse tipo de bandido. ― Você está aí chefe? ― Manny chamou. Charlie caiu na cadeira de couro de pelúcia atrás da sua mesa, apoiando a cabeça em suas mãos. Droga! Ele só não sabia o que fazer. ― Ei, eu só queria... Charlie olhou para cima quando Manny não terminou a frase. O homem estava encostado no batente da porta estudando Charlie. ― Você parece como se pudesse usar um Pringles. Pena que você não comprou nenhum. Charlie sorriu. E então se recostou na cadeira e riu. Ele riu tanto que uma lágrima caiu dos seus olhos. Ele não tinha uma maldita ideia do por que estava rindo. Talvez fosse o estresse ou talvez porque Manny ficou ali parecendo tão malditamente perplexo. ― Eu preciso me preocupar? ― Manny perguntou quando entrou no escritório e se recostou contra a parede. Ele colocou os braços sobre o peito e chutou uma perna para descansar mais que a outra. ― Você está me assustando aqui. Charlie ficou sóbrio, enxugando os olhos. ― Eu estou bem Manny. ― Se você diz isso. Eu vi malucos que pareciam mais saudáveis do que você agora. Charlie passou as mãos sobre a cabeça e, em seguida, sacudiu, se sentindo tão perdido quanto ficou quando John Henry estava no seu escritório.


Ele não gostava de se sentir perdido ou incerto. Era estranho para ele. Charlie era o tipo de homem que avaliava um problema, encontrava uma solução e fazia o trabalho. Com John Henry, não parecia ter uma solução simples. Se qualquer coisa, a situação estava ficando ainda mais complicada do que já estava em torno do homem. ― Tenha Jane obtendo as crianças prontas. Vamos embora. ― Por mais difícil que fosse dizer essas palavras, Charlie tinha que fazer o que era melhor para todos. Incluindo o seu xerife. ― Você não vai a lugar nenhum! Os olhos de Charlie correram até a porta. ― John Henry, ― ele suspirou. A visão do grande, alto xerife encostado no batente da porta, com os braços cruzados sobre o peito e um brilho desafiador em seus olhos encheu o coração de Charlie mais do que qualquer coisa poderia naquele momento, talvez para sempre. ― Eu pensei que você tivesse me deixado. ― Você pensou errado. Os olhos de Charlie se arregalaram quando John Henry começou a passear pela sala como se fosse o dono do lugar e não Charlie. John Henry parou bem na frente da mesa de Charlie e plantou as duas mãos para baixo sobre a superfície de madeira dura antes de se inclinar sobre ela. ― Eu não sei como as coisas foram no passado, mas esta é a forma como elas vão ser a partir de agora. Você não está saindo. Seus filhos não vão sair. E eu não vou sair. Isso está perfeitamente claro para você? ― John Henry...


Charlie saltou quando o punho de John Henry bateu no desktop. Ele não tinha certeza de que já tinha visto o xerife perder a cabeça antes, mas com a maldita certeza não ia dizer ao homem o quão sexy ele estava. Ele provavelmente ia levar um soco na boca. ― Você não está me ouvindo Charlie. Você não esta me deixando. Charlie suspirou e sentou para frente, deixando cair a cabeça em suas mãos novamente. Ele não queria sair, mas não estava certo de que tinha uma escolha. Parecia que qualquer decisão que escolheu era certa e errada. Só que não era uma resposta. ― Você me ama Charlie? ― O quê? ― A boca de Charlie caiu aberta quando ele levantou a cabeça e olhou para John Henry. Toda a determinação e força que estava no homem um momento antes de repente pareceu sumir, substituída pelo medo e pela incerteza. ― Oh, John Henry, eu... ― Sim ou não, Charlie. ― Sim. Os lábios de John Henry se separaram quando um largo sorriso se espalhou. ― Isso é tudo o que eu precisava saber. ― Mas... ― Charlie perdeu a capacidade de falar, quando John Henry alcançou através da mesa e o agarrou pelo queixo, dando um beijo longo e doce na boca de Charlie. Charlie gemeu e se inclinou para o beijo, querendo sentir mais o corpo de John Henry pressionado contra o seu, mas sabendo que agora não era o momento.


― Só para você saber, Charles Kenneth Pennington III, ― John Henry sussurrou quando se afastou e olhou para Charlie direito nos olhos. ― Eu também te amo. Charlie estava sentado na sua cadeira de queixo caído quando viu John Henry virar e sair da sala. Ele apenas continuou a olhar para a porta por mais tempo se perguntando se John Henry ia voltar ou não. ― O que aconteceu aqui? ― ele sussurrou. Não foi até que ele ouviu a risada profunda de Manny que Charlie se lembrou que não estava sozinho na sala. Ele girou em sua cadeira e olhou para o homem. ― Eu acredito que o xerife John Henry Harrison apenas reivindicou você. ― Não, ele... ― Charlie começou a sacudir a cabeça, só parando quando Manny bufou e se levantou. ― Charlie, o homem é doido por você, ― Manny disse quando apontou o dedo para a entrada em que John Henry tinha acabado de passar. ― Se eu fosse você, eu iria agarrar ele e nunca o deixar ir, porque apesar de toda a merda que o rodeia, ele ainda quer você, crianças, pais loucos e traficantes vingativos incluídos. Talvez você deva se casar com ele. Charlie mais uma vez se encontrou olhando de queixo caído para a porta depois que Manny saiu por ela, deixando Charlie sozinho em seu escritório. Charlie sentiu como se a sua vida estivesse girando loucamente fora do seu controle... E ele não deu a mínima. John Henry reivindicou Charlie. Ele disse que amava Charlie.


O que mais havia para saber? Charlie saltou da sua cadeira e saiu correndo da sala. Ele precisava encontrar John Henry e... Fazer um plano para escapar? Para ficar? Qualquer que fosse a decisão estava finalmente tomada, Charlie sabia que estaria fazendo isso com John Henry ao seu lado. Ele viu John Henry de pé perto da lareira falando com Manny e Wren, quando ele entrou na sala de estar. Ele acenou com a cabeça para George e Jane enquanto caminhava por eles para ficar ao lado de John Henry. Charlie sentiu que John Henry saltou quando ele apertou suas mãos. John Henry virou para olhar para Charlie por um momento e depois virou para continuar a falar com Manny e Wren. Mas ele deu a mão de Charlie um pequeno aperto e não soltou. ― Vai demorar um pouco, mas se George puder me ajudar, eu posso ter a área circundante a sete chaves pela madrugada. ― Wren riu enquanto sacudia a cabeça. ― Ele é mais louco do que eu. John Henry assentiu. ― Eu posso chamar alguns dos meus guardas, se necessário. ― Obrigado, ― disse Wren, ― mas eu acho que quanto menos as pessoas souberem o que está acontecendo aqui, melhor. Muitas pessoas correndo ao redor com certeza dará a Sarah Beth motivos para um ataque cardíaco. John Henry riu. ― Eu vejo que você conheceu a nossa intrometida residente Nancy. ― Ela trouxe bolo de café ontem. Disse que ela estava apenas tentando fazer a boa vizinhança.


― Ah, eu imagino que ela estava. Sarah Beth não é nada além de sociável. Mas eu aposto o seu bolo de café de que ela também estava tentando dar uma boa olhada dentro da casa. Wren fez uma careta. ― Eu não posso tomar essa aposta. Manny comeu o bolo de café. Ele se virou e olhou para Manny. ― Inteiro. ― Ei, nós estamos sem Pringles. ― Quem é Nancy intrometida? ― Charlie perguntou e por que ele não sabia sobre ela? Talvez estivesse perdendo o seu toque desde que ficou inativo. Ele sabia das coisas geralmente antes da sua equipe soprar um vento nele. Agora ele estava ali sem pistas. ― A mesma pessoa que telefonou dizendo ver alguém suspeito em sua propriedade, ― John Henry respondeu. ― Eu queria lhe perguntar sobre isso, ― Charlie respondeu. ― Como é que ela sabe? A mansão está longe o suficiente da estrada e não é fácil de ver, a menos que você esteja na propriedade. John Henry bufou quando balançou a cabeça. ― Nós estamos falando sobre Sarah Beth. Ela pode detectar um besouro sob um arbusto. Porra, talvez Charlie devesse recrutá-la. ― Isso me lembra, ― John Henry disse. ― Meu irmão Bill está chegando também. Pops o está chamando agora. ― Pops? ― Charlie perguntou. Porra parecia que ele precisava conhecer o xerife um pouco melhor. Todos esses novos nomes estavam confusos.


John Henry assentiu. ― Meu avô. Ele está fazendo uma chamada para Bill voltar para casa e ajudar. Ele é um fuzileiro. Charlie riu quando puxou John Henry em seus braços. ― Quando tudo isso acabar, eu e você precisamos sentar e nos conhecer um pouco melhor. ― Charlie se inclinou mais perto, seus lábios tocando o lobulo da orelha de John Henry. Ele estremeceu com o contato e desejou que os dois estivessem sozinhos agora. Seu pênis estava ficando duro. ― Fora do quarto. O rosto de John Henry aqueceu quando seu pomo de Adão balançou. Era o mais sexy olhar ver o seu xerife totalmente envergonhado. ― 10-4. ― John Henry sussurrou de volta e depois lambeu os lábios, os olhos fixos em Charlie, como se quisesse outro beijo. Charlie poderia obrigar o homem. Se não pudesse foder agora, o mínimo que podia fazer era beijar o homem que tinha acabado de declarar que amava Charlie. ― Charlie, o que... Charlie sufocou o protesto de John Henry com seus lábios, sorrindo no beijo quando ouviu Jane rir e George limpar a garganta. Seus sogros sabiam que Charlie era gay, mas esta era a primeira vez que ele abertamente mostrou o quão realmente ele era gay. E ele adorou. Ele só queria que os seus pais fossem como os de Lizzie. ― Bom Deus, eu acho que ele está engolindo a língua de John Henry, ― Manny brincou. John Henry finalmente se afastou com um rubor escarlate profundo em suas bochechas.


― Deixe-os em paz, ― defendeu Wren e depois riu. ― Eu queria ver se Charlie... ― Wren parou e cortou seus olhos sobre a Jane, que estava parada lá corando. ― Deixe pra lá. ― Oh, você não é divertido. ― Jane deu um pequeno protesto quando girou sobre os calcanhares e saiu da sala, com o rosto lavado em vermelho. George riu suavemente. ― Poucos homens podem fazer minha esposa corar Charlie. ― Fico feliz que tenho a honra de ser um dos poucos que pode. ― Ele baixou a cabeça e depois se afastou de John Henry, mas não antes de dar ao homem uma promessa sensual com os olhos. ― Agora, temos que descobrir o nosso plano de jogo. ― Já descobri qual, chefe, ― Wren disse, com um sorriso malicioso. ― Você está ficando muito lento na captação. Charlie estendeu a mão e algemou Wren na parte de trás da sua cabeça musculosa. ― Eu vou te mostrar o lento. ― Senhores, temos companhia, ― disse Manny quando andou em direção à janela, colocando o seu corpo para um lado quando olhou para fora. Charlie puxou John Henry junto com ele enquanto caminhava para a porta, olhando para fora da janela de pequenos vidros coloridos. Ele viu um grande Escalade preto puxando para a garagem e depois parando. Charlie não reconheceu o veículo. E a partir do olhar no rosto de John Henry, nem ele. ― Obtenha as crianças no andar de baixo, ― Charlie pediu, em voz baixa. ― Tenha Jane com eles.


― Estou nisso, ― disse Wren quando ele saiu da sala, com uma expressão sombria e perigosa em seus olhos. Charlie sabia como o homem se sentia. Cada pessoa que importava estava na casa. Se alguma coisa acontecesse a um deles, Charlie sabia que não seria capaz de lidar com isso. Seus filhos significavam mais para ele do que a sua própria vida. Seus sogros eram ótimas pessoas, e Charlie ficaria arrasado se algo aconteceu com eles. Ele tinha trabalhado com a sua equipe por tanto tempo que eles eram como irmãos para ele. E depois havia John Henry. ― Você deveria ir... ― Charlie não tinha certeza de como terminar a frase, ou se ele deveria. Os ombros de John Henry endureceram quando ele olhou para Charlie, mágoa e raiva aparentes em seus lindos olhos castanhos escuros. ― Você está me chamando de covarde Charlie? O tom não era convidativo. ― Não, nunca! É que você nunca lidou com um cartel antes. ― Então eu acho que eu estou prestes a molhar meus pés, ― John Henry disse entre dentes quando soltou a mão de Charlie e desabotoou o coldre da pistola. Porra, Charlie parecia estar batendo a mil recentemente. Ele não queria insultar John Henry ou irritar o homem. Charlie preferia John Henry sorrindo ou grunhindo enquanto quando ele fodia Charlie no chão da cozinha, mas ele sabia que tinha ferido os sentimentos do homem. ― Olhe John Henry, eu não estava tentando insultá-lo. Eu só estou preocupado com você.


― Sim? ― John Henry perguntou com o seu tom hostil escorregando para intrigado. ― Realmente? ― O que vou fazer com você? ― Charlie perguntou. ― Foda-me, me ame e pare de tentar me envolver em algodão. ― Eu vou tentar. Isso é tudo o que eu posso prometer. John Henry sorriu, e Charlie caiu mais profundamente apaixonado. Porra, se John Henry não era a manteiga para a torrada de Charlie. ― Vamos sexy. Nós precisamos descobrir quem é. ― Você desculpe, seu saco de merda! ― Manny gritou enquanto corria para fora da sala de estar. Charlie apressou seus passos, puxando o xerife junto com ele quando virou a esquina da sala de estar e entrou na grande porta de entrada. Ele congelou quando viu Manny de pé por uma das janelas que emolduravam as laterais das portas dianteiras. Ele tinha um sorriso largo em seu rosto. Não fazia sentido. O tom não combinava com a expressão. Manny estava olhando para fora da janela, mas ele estava sorrindo de orelha a orelha. ― Isto é algo que eu deva me preocupar Manny? Manny riu, jogando o polegar na janela. ― Não, mas se você não estocar um pouco mais de Pringles, você só pode ter que se preocupar chefe. ― O que há com ele e Pringles? ― John Henry perguntou. ― É uma longa história, ― Charlie respondeu e, em seguida, foi até a janela. Sua testa subiu uma fração, enquanto olhava para Manny sorrindo como um bobão e então para fora da janela e deu uma boa olhada no que estava saindo do carro de luxo.


― Bem, eu vou ser mergulhado na merda de ovelha e passado em farinha de rosca. John Henry soltou uma gargalhada. ― Você só tem os ingredientes de um menino do interior ainda. Agora, o que ou eu deveria dizer quem... ― John Henry acenou com a mão na direção da janela ― É aquele? ― Meu avô está aqui. ― Charlie, eu conhecer a sua família. Eu não tenho certeza que seja uma coisa boa. ― Charles Kenneth Pennington I não é nada como os meus pais, acredite. Na verdade, eu não acho que ele falou com meus pais desde que eu era uma criança. Eles faliram quando eu nasci e meu pai nunca perdoou o meu avô por alterar o seu testamento me incluindo nele, especialmente agora que eu sou gay. ― Então eu não tenho que atirar nesse cara? ― Ah, não, isso seria uma ideia muito ruim. Eu realmente gosto do meu avô. ― Bem, merda. ― John Henry fechou o coldre. ― Eu estava esperando atirar em alguém. ― Desculpe querido, talvez da próxima vez. ― Charlie estendeu a mão para John Henry, aquecido quando o homem nem sequer hesitou em pegar e agarrá-la. ― Vamos lá fora e deixe-me lhe apresentar o fundador do Legado Pennington. ― O que?


― Meu avô é dono de uma empresa de investimento chamada Pennington Place Investments. Nós o chamamos de legado Pennington porque ele começou com duas moedas e um sonho. John Henry assobiou. ― Parece um monte de trabalho duro. ― É verdade. O pai do meu avô era um mineiro de carvão no Tennessee. Ele morreu em um colapso na mina e minha bisavó fez a promessa ao meu avô de que ele iria receber uma educação e ser algo diferente de um mineiro. Ela já havia perdido o marido e os dois filhos para a doença do pulmão preto e ela não queria perder mais nenhum membro da família. Depois que o meu avô se formou no colegial, ele ingressou na Marinha. Usou o benefício de veteranos para ir para a faculdade e obter um diploma, e depois começou o seu próprio negócio. ― Outro fuzileiro na família? ― Algo que o meu pai me ignorou. Ele não queria ter nada haver com o serviço. Claro, ele pensou que ele ia herdar o Legado Pennington, por isso não viu nenhuma razão para fazer qualquer outra coisa. Isso foi o que causou a rixa entre ele e meu pai. John Henry franziu a testa. ― Porque ele não iria se juntar a Marinha? ― Não, porque ele não iria fazer nada. Ele não iria para a faculdade, aderir ao serviço ou até mesmo fritar hambúrgueres. Ele só festou o tempo todo. Quando meu avô ameaçou deserda-lo, meu pai se casou com a minha mãe e começou a ter filhos. Ele, aparentemente, pensou que iria mudar a mente do meu avô. ― Deixe-me adivinhar, isso não aconteceu.


― Não, o meu avô acabou de mudar a sua vontade e colocou a mim, meus irmãos e minha irmã em seu testamento. Meu pai ainda vai receber algo, mas agora será dividido entre o resto de nós, também. Isso é o que fez o meu pai ir balístico. Eu acho que ele não queria compartilhar. ― Uau, e a sua mãe sabe sobre isso? Charlie estava confuso. ― É claro que ela sabe. Por que não saberia? ― E você nunca pensou que poderia ser por isso que os seus pais estão tentando obter a custódia dos seus filhos? ― Não, meus filhos não estão no testamento. ― Você tem certeza disso? ― Sim. A mente de Charlie ficou em branco enquanto olhava para John Henry e depois, uma raiva queimando lentamente começou a enchê-lo. Ele sabia que se o seu avô tinha colocado Kenny e Emily no testamento, ele fez isso por amor. Mas seus pais, por outro lado, iriam levá-lo ao tribunal pela custódia apenas para que pudessem colocar as mãos nos fundos de confiança das crianças. Charlie virou e saiu pela porta da frente, indo direto para o seu avô. Podia haver uma maneira que ele pudesse acabar com isso de uma vez por todas. ― Olá Ditto. Charlie sorriu para o apelido que o seu avô havia lhe dado quando era uma criança. Ele disse que Charlie era seu sósia, então ele deveria ser uma cópia de carbono e começou a chamar Charlie de Ditto. ― Vovô.


O mais velho Charles Pennington parou e descansou ambas as mãos no topo da sua bengala de madeira ornamentada, olhando Charlie com respeitosa curiosidade. ― O que meu filho idiota tem feito agora? ― Você colocou Kenny e Emily no seu testamento? ― Claro que eu coloquei. Eles são meus bisnetos. ― Tire-os! O pai e a mãe estão me levando para o tribunal pela custódia, e nós dois sabemos que não é porque eles têm um instinto maternal. ― Oh, droga! ― Charles chutou a sujeira em torno da ponta da sua bengala. ― Eu realmente sinto muito Ditto. Eu nunca quis que isso acontecesse. Eu só queria ter certeza de que Kenny e Emily seriam bem cuidados. Eu queria que eles tivessem um futuro. ― Vovô, eles têm um futuro, com ou sem o seu dinheiro. ― É exatamente por isso que você está no meu testamento. Você não se importa com o dinheiro. Charlie suspirou. ― Vovô, você pode, por favor, apenas nos tirar do testamento. Minha vida seria muito mais fácil. ― Charles... ― Por favor, vovô? ― É isso que você realmente quer? ― Eu quero meus filhos. Quero não ter que me preocupar que os meus pais vão tentar levá-los de mim. Eu quero viver uma vida tranquila neste país com o homem que eu amo. O Pennington sênior endureceu e olhou além de Charlie para a casa. ― Que homem?


Charlie gemeu. Ele podia ver onde esta conversa estava indo antes mesmo de chegar lá. ― O nome dele é John Henry Harrison. Ele é o xerife local, e não, ele não está interessado no meu dinheiro. Ele nem sabe que eu tenho. ― John Henry Harrison, ― Charles ponderou. ― Você sabe, eu conheci um homem durante a guerra chamado John Henry Harrison. Ele foi o maldito melhor atirador que eu já tive, puxou minha bunda para fora da frigideira mais de uma vez. John Henry sorriu. ― Meu avô era um atirador na guerra.

CapítuloOnze

John Henry desceu da varanda e caminhou até onde Charlie e o seu avô estavam. Ele estendeu a mão para o homem mais velho. ― Meu nome é John Henry Harrison III. E não, eu não estou interessado no dinheiro de Charlie. Eu só quero Charlie. ― O dinheiro não significa nada para você rapaz? ― Charles perguntou, parecendo cético. ― Eu poderia me importar menos com o que Charlie faz com o dinheiro. Na verdade, eu acho que ele deve dar de volta a você como ele sugeriu. Ele não parece causar qualquer coisa, além de problema. ― Você sabe de quanto dinheiro estamos falando aqui rapaz?


John Henry cruzou os braços sobre o peito e olhou Charles Pennington I direto nos olhos. ― Eu não me importo... senhor. Ele virou quando ouviu um pequeno grunhido de Charlie, só para encontrar o seu amante tentando segurar sua alegria. John Henry revirou os olhos. ― Charlie, você seria tão amável para escoltar o seu avô para dentro de casa, assim você não fica aqui fora no aberto? Não é exatamente seguro para você aqui fora. Com isso, John Henry virou e caminhou de volta para a varanda. Ele não foi muito longe, apenas para um dos pilares. Ele queria dar uma boa olhada ao redor. Poderia estar escuro lá fora, mas a lua estava cheia e a área estava mais do que iluminada. Além disso, ele havia crescido na cidade. Ele sabia o que deveria estar lá e que não deveria. E tudo parecia como deveria, mas John Henry não conseguia afastar a sensação de que ainda havia alguém lá fora, vigiando a casa. Era como um arrepio irritante na parte de trás do seu pescoço, fazendo com que todos os cabelos curtos na nuca do seu pescoço ficassem em pé. Essa era uma espécie de sensação que ele tinha quando foi caçar e sabia que algo maior e mais cruel do que ele estava na floresta. ― Charlie, ― John Henry disse enquanto examinava a área circundante, ― vem para dentro, agora. Charlie acalmou e depois olhou em volta antes de pegar o seu avô pelo braço e rapidamente escoltá-lo para a casa. Os dois homens tinham acabado de começar a subir os degraus da frente quando John Henry ouviu o som que ele não queria ouvir.


E ouviu uma fração de segundo antes de Charlie grunhir e cair de joelhos na escada. John Henry desceu os degraus e agarrou Charlie redor da cintura. ― Entre na casa! ― Ele gritou para o homem mais velho. John Henry grunhiu enquanto meio carregava e meio arrastava Charlie pelos últimos degraus e do outro lado da varanda. Até o dia de sua morte, ele iria ser sempre grato pelo fato de Charlie ter tropeçado no limite, os levando para o chão. A próxima bala bateu direto no batente da porta, exatamente onde a cabeça de Charlie estaria. John Henry rastejou o resto do caminho para o interior da casa, puxando Charlie com ele. No segundo em que estavam lá dentro, a porta se fechou atrás deles e Manny caiu de joelhos ao lado de Charlie. ― Quão ruim ele está? ― Manny perguntou quando debruçou sobre Charlie. John Henry empalideceu quando viu a faixa vermelha que cobria a camisa de Charlie. Ele não tinha ideia de como estava o seu amante. Ele nem sequer sabia se Charlie ainda estava vivo. Ele olhou para Manny, não sabendo de repente o que fazer. Não era algo que ele tivesse experimentado. Ele sempre soube o que fazer em uma situação de crise. Só que desta vez, tudo o que podia pensar era que Charlie tinha sido baleado. ― John Henry, ― Manny gritou. ― Sai dessa. Eu preciso da sua ajuda. ― Sim, tudo bem. ― John Henry assentiu. Ele estremeceu quando Manny agarrou o tecido da camisa de Charlie e rasgou em dois. Como poderia estar Charlie possivelmente vivo? ― Há muito sangue. ― Ele está vivo John Henry. Charlie é teimoso demais para deixar que uma coisa como uma bala o leve para fora. ― Manny levou um momento


para bater no ombro de John Henry. ― Agora, eu preciso da sua ajuda se eu vou salvá-lo. Vá buscar uma toalhas e uma bacia de água, e encontre um kit de primeiros socorros. Charlie sempre mantém um no armário do corredor. John Henry balançou a cabeça novamente e, lentamente, ficou de pé. Ele estava relutante em deixar o seu amante quando muito da vida de Charlie poderia estar escorregando. Ele não deveria ficar aqui no caso de Charlie abrir os olhos? Por favor, Charlie, abra os olhos. ― Vá! John Henry saiu correndo. Ele correu para a cozinha e parou, tentando lembrar o que Manny tinha pedido a ele para obter para Charlie. Tudo o que podia pensar era em perder Charlie, e John Henry sentiu como se o seu coração estivesse sendo arrancado do seu peito. Ele não podia perder Charlie. Não quando ele acabara de encontrar a felicidade. Toalhas. Manny pediu toalhas. John Henry correu para uma gaveta sobre a pia e a puxou aberta, quase puxando completamente para fora quando pegou todas as toalhas de mão que estavam dentro. Em seguida, ele pegou uma tigela grande da prateleira e a encheu de água. Ficou difícil de ver quando as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. John Henry não poderia perder o seu amante. Ele correu em direção à porta da frente, colocou os itens ao lado de Manny e depois correu em direção ao armário do corredor. Ele viu o kit de


primeiros socorros vermelho na prateleira de cima. Ele o agarrou e correu de volta para Charlie. ― Aqui, ― ele entregou o kit para Manny. ― Agora o salve. ― O que diabos você acha que eu estou tentando fazer? ― Manny murmurou enquanto mergulhava a toalha na água e limpou o peito de Charlie. John Henry não tinha certeza se deveria dar um suspiro de alívio ou não, quando viu o ferimento de saída limpo no ombro de Charlie. Não tinha sido um tiro fatal. Charlie não ia deixá-lo neste mundo sozinho. John Henry estava malditamente perto de chorar no pensamento de ter Charlie com ele para o resto das suas vidas. Bem, isso tudo depende da forma como este confronto iria terminar. Ele orou para serem os vencedores, porque ele não poderia imaginar que fosse de outra maneira ou com qualquer outro resultado. A cabeça de John Henry estalou quando ele ouviu outro veículo se aproximando. Sua mandíbula apertada e os dentes do fundo juntos, quando ele não só desabotoou o coldre em que estava a sua arma, mas a puxou para fora e caminhou em direção à porta. Se fosse o cartel, ele estava certo de que poderia matar todos dentro de um piscar de olhos, com a raiva e o medo que estava sentindo agora. ― John Henry, deixe Wren cuidar disso, ― Manny chamou atrás dele. ― Não vá lá despreparado, porque você está chateado. Isso só vai fazêlo levar um tiro. E eu estou cansado de homens sangrando por aqui. John Henry lentamente virou a cabeça para Manny, o canto de sua boca torcendo em um sorriso maligno, enquanto apontava na direção da porta com sua arma. ― Oh, eu não sou o único que vai levar um tiro hoje à noite, Manny. Você pode apostar a sua tia Sally nisso.


― Mas eu não tenho uma tia Sally. A expressão no rosto de Manny estava tão confusa, que John Henry riu. ― Eu realmente gosto de você Manny. ― Eu fui baleado, não estou morto. Pare de declarar o seu amor para Manny antes mesmo de eu coaxar. ― Charlie grunhiu quando ele abriu os olhos e olhou para John Henry. John Henry nunca em sua vida esteve tão malditamente feliz de ver os olhos verde de Charlie. Ele queria cair de joelhos e beijar o homem tolo, mas ele tinha convidados para cumprimentar. Aparentemente, Charlie teve força suficiente para levantar uma sobrancelha para John Henry. ― Pelo menos leve Wren com você. John Henry estava muito feliz de ver os olhos de Charlie abertos para protestar. Ele viu o homem grande e musculoso vindo pelo corredor e acenou para Wren segui-lo. John Henry olhou para fora da janela de vidro colorido, engoliu quando viu não um, mas dois caminhões parados na calçada de Charlie e... ― Foda-se, Robby! John Henry arrebatou a porta aberta, ouvindo o estrondo na parede quando ele correu para a varanda. O caminhão do seu irmão caçula tinha puxado na última e Robby não tinha ideia do que estava acontecendo. Ele seria um alvo fácil para quem estava atirando, e para quem estava nos dois caminhões parados lá. ― Maldito seja, xerife, ― Wren amaldiçoou quando ele agarrou John Henry em torno da cintura e o puxou para trás do Jeep de John Henry. ― Você vai levar um tiro correndo para fora desse jeito.


― Robby, ― repetiu ele com os dentes cerrados. ― Ele não sabe que há um tiroteio lá fora. Os olhos de Wren se estreitaram quando suas narinas, raiva e algo mais que John Henry não poderia definir eclodiu nos olhos do homem. ― Eu vou recuperá-lo. Vocês ficam parados. O comando era tão nítido, tão duro, que a única coisa que John Henry podia fazer era dar um aceno de cabeça. Talvez Wren e Robby tivessem uma chance depois de tudo. Seu irmão caçula poderia fazer pior... E fez. John Henry estendeu a mão e agarrou a manga da camisa de Wren, dando-lhe um puxão até que o homem olhou para ele. ― Não deixe que ele seja morto. Wren sacudiu a cabeça. ― Eu não planejo isso. ― E então o homem desapareceu da vista. John Henry virou ainda de cócoras e olhou sobre o capô do seu Jeep. Seu coração quase parou quando viu Bill, seu irmão mais velho, descendo do lado do passageiro de um dos caminhões recém-chegados e agachando, fechando a porta silenciosamente. O homem estava ótimo e assim como John Henry se lembrava dele, lembrou também que estava em perigo. John Henry desviou de volta para baixo e correu para a parte de trás do Jeep, mantendo a cabeça escondida quando ele fez o seu caminho para o caminhão de Bill. Ele tinha que avisar o seu irmão mais velho agora. Deus, por que os seus dois irmãos tinham que chegar ao mesmo tempo? Eles estavam indo para dar a John Henry uma maldita coronária. Bill olhou para o seu lado e sorriu, e depois bateu o ar próximo a ele como se estivesse acariciando a cabeça de um cão, dizendo a John Henry sem palavras para ficar abaixado. Ele acenou com a cabeça, mas continuou a fazer


o seu caminho em direção ao seu irmão. Se houvesse um tiroteio, ele queria Bill ao seu lado. ― Você está bem, John Henry, ― Bill disse e então olhou por cima do capô do seu caminhão. ― Eu senti saudades da sua cara feia. John Henry sorriu amplamente e, em seguida, olhou para o caminhão de Robby. Ele não viu o seu irmão caçula ou Wren. ― Senti falta da sua cara feia também, mas Robby foi apenas puxado para cima. Precisamos ter certeza de que ele está seguro. Bill olhou por cima do ombro e então virou para John Henry, um brilho forte e confiante em seus olhos cor de chocolate. ― Wren tem Robby. Ele está seguro. John Henry quase caiu em sua bunda quando ele olhou para o seu irmão. ― Como diabos você conhece Wren? ― É uma longa história, ― respondeu Bill. John Henry estava ficando poderosamente cansado de ouvir isso como explicação. Ele estava ouvindo a “longa história” de todos, quando isso acabasse. Ele realmente não se preocupava porque Manny era obcecado com Pringles, mas ele se importava sobre como Bill conhecia Wren. ― Siga-me de perto John Henry, ― Bill disse quando começou a se afastar do seu caminhão. John Henry agarrou a manga do seu irmão, Bill parou de se mover. ― Há outro caminhão ao lado seu. Nós não sabemos quem está nele. Bill encolheu tirando a mão de John Henry do seu braço. ― Ninguém está nele.


― Como você sabe disso? ― John Henry perguntou. ― Porque, ― disse Bill quando ele agarrou John Henry e começou a tecer o seu caminho através dos carros, puxando John Henry atrás dele. ― São os demais membros da equipe de Charlie. Eles saíram do veículo, logo que chegaram. Ha? John Henry não tinha visto ninguém sair e ele estava observando os dois caminhões. Um dia desses os homens de Charlie iriam mostrar a John Henry apenas como eles fizeram o seu ato de desaparecimento. Poderia vir a calhar. Eles chegaram à frente do caminhão de Charlie e depois pararam. Era o último veículo na garagem que os separava da porta da frente. John Henry não estava muito interessado em correr para lá e levar um tiro. ― Como é que vamos entrar? ― ele perguntou a Bill. ― Com muito cuidado, ― respondeu Bill. Não brinca! ― Gostaria de elaborar? ― John Henry perguntou determinado a voltar para dentro e verificar Charlie. Ele queria ter a certeza de que Charlie estava bem. Apenas o pensamento do seu amante ser ferido fez John Henry ver vermelho. ― Veja os arbustos ali? ― Bill apontou para alguns arbustos em frente à varanda. ― Faça o seu caminho para os arbustos, mas fique abaixado. Quando eu der o sinal, corra para a casa. Alguém vai deixar você entrar. Alguém? Que diabos isso queria dizer e como Bill conhece alguém que estaria lá para abrir a porta? Quando ele correu até os arbustos, John


Henry desejou que alguém lhe explicasse o que diabos estava acontecendo por aqui, porque era óbvio para ele que envolvia mais do que os pais de Charlie ou algum cartel de drogas. Bill parecia estar em uma base de primeiro nome com Charlie e o resto da sua unidade. E John Henry quis saber por quê. Ele sabia que o seu irmão era militar por completo, mas ele estava sob a impressão de que era apenas um grunhido. Se isso fosse verdade, então como diabos ele sabia sobre Charlie? Quando Bill chegou a seu lado, John Henry virou para olhar para o seu irmão. ― Nós precisamos conversar. Bill assinalou enquanto olhava para os caminhões estacionados na garagem. ― Sim, eu acho que nós precisamos. Os olhos de John Henry quase saltaram para fora da sua cabeça quando, de repente, Bill colocou os dedos nos lábios e soltou um ruído de assobio do tipo estranho. Não era bem um apito, mas não era uma chamada de pássaro ou pelo menos não de qualquer ave daqui. Um momento depois, John Henry ficou tenso quando a escuridão começou a tomar forma e várias pessoas vieram correndo para frente, agachando ao lado de John Henry e Bill. John Henry reconheceu Wren e Robby. Os outros dois homens eram um mistério. ― John Henry, conheça Asa Garret e Porter Reece, membros da antiga equipe de Charlie, ― disse Bill. ― Pessoal, esse é o meu irmão mais novo, Xerife John Henry Harrison. O cara ao lado de Wren é o meu irmão caçula, Robby. Ele é um policial.


John Henry acenou para cada uma das novas caras. ― Algum de vocês é médico? ― Eu sou, ― disse Asa. ― Charlie foi baleado. Manny está trabalhando com ele agora. As características de Asa apertaram quando ele olhou para além do ombro de John Henry para a casa. ― Ele está dentro? ― Sim. As sobrancelhas de John Henry se ergueram quando Asa decolou em direção a casa o mais rápido que podia, arrebentando pela porta da frente. Não querendo ficar para trás, e querendo desesperadamente ver como Charlie estava John Henry pulou e decolou depois do médico. ― Droga, John Henry, ― Bill gritou. ― Abaixe a sua bunda antes de você conseguir um tiro. John Henry sabia exatamente do que Bill estava falando quando uma bala passou zunindo por ele e bateu na lateral da casa. Ele se abaixou e fez um mergulho rápido para a porta da frente, rolando dentro e vindo para descansar contra a parede da porta de entrada. Um momento depois, todo mundo correu para a porta antes que o último homem a batesse fechada. John Henry ofegava pesadamente, seu coração batendo mil vezes por segundo quando ele percebeu o quão perto esteve de levar um tiro. Ele estava agradecendo as suas estrelas da sorte quando um punho de repente bateu no seu queixo. ― Seu filho da puta estúpido! ― Bill gritou quando ele agarrou John Henry pelos braços e o puxou de pé. ― Você tem alguma ideia de quanta


merda eu teria se deixasse alguma coisa acontecer com você? Pops tiraria minha pele vivo e me deixaria para os urubus. ― Agora, olhe Bill, ― John Henry começou quando ele esfregou o queixo dolorido. ― Eu sou um xerife. Eu saio em... ― John Henry, ― disse Manny da entrada da sala de estar, ― Charlie está chamando por você. ― Eu estarei lá. ― John Henry agarrou as mãos do seu irmão onde estavam cerradas na sua camisa e empurrou o seu irmão longe. Ele apontou o dedo para Bill quando começou a se virar. ― Enquanto você estava fora se divertindo ao redor do mundo, eu estava aqui cuidando de Pops, Robby, e qualquer outra pessoa neste maldito condado. Você não tem direito de me dar dor por querer ficar com Charlie quando ele foi baleado. Parte da raiva caiu do rosto de Bill. ― John Henry... John Henry estava com a forte opinião de que o seu irmão havia mentido para ele por um tempo muito longo, e ele estava ficando muito malditamente cansado de ouvir mentiras. E se ele não estava sendo enganado ou as pessoas escondiam informações dele. Ele não queria ouvi-las. ― Charlie precisa de mim, ― disse ele quando começou a caminhar em direção à sala de estar. Charlie estava deitado em um dos sofás, Manny limpando sua testa com uma toalha. Asa se ajoelhou no chão, torcendo uma toalha em uma bacia de água vermelha. John Henry correu para o sofá, grato quando Asa saiu do caminho. Ele caiu de joelhos e estendeu a mão para o lado do rosto de Charlie. As


pálpebras de Charlie piscaram por um momento e então lentamente se levantaram. ― Ei lindo, ― John Henry sussurrou. ― Como você esta se sentindo? ― Como se tivesse levado um tiro. ― Charlie sorriu e gemeu. ― Sim, talvez você não deva fazer isso. ― Você acha? ― Charlie franziu o cenho enquanto olhava ao redor da sala. ― Onde estão as crianças? ― Jane e George os têm lá embaixo no porão ― disse Manny. ― Nós pensamos que seria melhor se os mantivesse em um lugar seguro até que soubéssemos o que estava acontecendo. John Henry sabia o que Charlie ia perguntar antes mesmo dos olhos do homem caírem sobre ele. Ele assentiu com a cabeça. ― Eu vou verifica-los, Charlie. Charlie sorriu. ― Obrigado. John Henry levantou e então se inclinou para colocar um pequeno beijo na boca de Charlie. Ele passou os dedos ao longo de um lado do rosto de Charlie. ― Eu te amo, ― ele sussurrou. ― Eu te amo, ― Charlie respondeu. John Henry olhou para Charlie por outro momento, sabendo que o seu coração realmente estava pendurado no topo do totem de Charlie agora, e ele não queria de outra maneira. As crianças eram apenas um bônus. Ele enviou a Charlie um pequeno sorriso e em seguida virou e caminhou em direção à cozinha.


Assim como ele começou a entrar na despensa, John Henry sentiu uma mão no seu braço. Ele virou, com uma mão subindo e a outra alcançando a arma na cintura. Ele não afrouxou a sua posição até que ele viu Bill lá, em pé. ― Essa é uma maneira muito boa de levar um tiro Bill. ― Bem, pelo menos ele é da família. John Henry bufou e revirou os olhos. ― Há algo que queria Bill? ― Nós precisamos conversar John Henry. ― Não até que eu verifiquue os filhos de Charlie. ― A paz de espírito do seu amante veio antes de qualquer coisa, até mesmo da necessidade de John Henry por respostas. Bill sorriu quando ele cruzou os braços sobre o peito e se encostou ao balcão da cozinha. ― Eu sabia que Charlie seria o ajuste perfeito para você quando eu disse a ele sobre o nosso pequeno vale. Acho que eu estava certo. John Henry sentiu suas sobrancelhas subirem e se perguntou distraidamente por que elas não deslizaram diretamente para a parte traseira da sua cabeça. ― Você disse a Charlie sobre este lugar? ― Bem, não esta casa especificamente, mas eu disse um pouco sobre a nossa cidade. Ele mencionou que estava saindo do serviço e estava procurando um lugar tranquilo para se estabelecer e criar as crianças. ― Bill encolheu os ombros. ― Eu sabia que ele era gay e caramba, quente, e achei que você iria gostar dele. John Henry só ficou boquiaberto com o seu irmão. Ele não sabia o que dizer. ― Ah, obrigado.


― Basta lembrar-se disso quando lhe disser o que eu realmente faço no serviço. John Henry gemeu e passou a mão pelo rosto. ― Só responda a uma pergunta. É algo parecido com o que Charlie e seus meninos fazem? ― É exatamente isso. John Henry levantou a mão. ― Então eu não preciso saber mais nada. Eu só queria que você tivesse me dito, em vez de me deixar pensar que você era um grunhido. Eu sinto como se não te conhecesse mais. ― Você conhecia o suficiente para fazer Pops me chamar para casa. ― Eu precisava de ajuda para proteger a minha família! A sobrancelha escura de Bill arquearam. ― Então, esta é a sua família agora? Os olhos de John Henry se estreitaram quando ele silenciosamente se atreveu a dizer qualquer coisa para o seu irmão. ― Ela é. ― Eu sempre soube que você estava destinado a ter filhos. ― Bill sorriu amplamente. ― Você tem essa veia superprotetora pulsando com uma milha de largura. Eu duvido seriamente que Emily vai ser permitida a ter encontros, mas ela vai crescer sabendo que é amada. ― Você sabe de Emily e Kenny? ― Eu já vi fotos, mas eu nunca os conheci antes. ― Eu também. Bill apontou para a despensa. ― Então você não acha que está na hora? John Henry olhou para a porta da despensa. ― Sim. Eu acho.


Dúvidas o assaltaram. E se as crianças de Charlie não gostassem dele? Será que faria todos os seus sonhos em chamas? E se ele acabasse sendo um pai horrível? John Henry não achou que poderia viver com ele mesmo se fizesse alguma coisa para machucar as crianças de Charlie. ― Pare de se preocupar John Henry, ― disse Bill. ― Eles vão adorar você provavelmente tanto quanto Charlie parece. John Henry rosnou para Bill. É verdade, o homem era seu irmão, mas ele não tinha certeza de que gostava da ideia de que Bill pudesse o ler tão bem. Ninguém deveria conhecê-lo tão bem, exceto Charlie, o que só iria acontecer com o tempo. ― Vamos lá irmão. ― Bill riu e se encaminhou para a despensa. ― Vamos acabar com isso antes de dialogar consigo mesmo sobre conhecer Kenny e Emily. Os ombros de John Henry caíram quando seguiu o seu irmão para a dispensa. Ele era o xerife do condado. Ele comia bandidos no café da manhã e ainda ali estava ele, com medo de conhecer duas pequenas crianças. Ele se sentia como um covarde. Quando chegaram ao final das escadas, Bill olhou em volta, confuso. ― Eu pensei que as crianças estavam aqui. John Henry sorriu e atravessou a sala até a entrada secreta do porão de Charlie. Ele pressionou quatro dos tijolos na mesma sequência que tinha visto Charlie fazer e então esperou a porta secreta desbloquear e abrir. No segundo em que a porta abriu e John Henry começou a entrar, ele pulou para trás, segurando as mãos para cima. ― Sou só eu George. Charlie queria que eu viesse para baixo e verificasse as crianças.


― Oh ― disse George quando ele abaixou a arma em suas mãos. ― Bem, então, eu acho que seria melhor você entrar. John Henry soltou um suspiro de alívio quando a arma na mão de George apontou para o chão. Ele sabia que George era paranoico, mas ele era letal com uma espingarda e John Henry preferiu não ter quaisquer buracos em seu corpo. ― Quem está com você? ― George perguntou quando ele começou a levantar o cano da espingarda. ― Meu irmão, Bill, ― John Henry disse rapidamente. ― Ele também é um amigo de Charlie. ― Esperava que Bill tivesse permissão para passar pela veia protetora de George. John Henry afastou para que George e Bill pudessem se apresentar. Ao mesmo tempo, seus olhos desviaram para Jane, que estava sentada do outro lado da sala com um pequeno feixe rosa envolto em seus braços e uma criança em pé ao seu lado. ― Caramba, ― John Henry sussurrou enquanto olhava para a criança, se prendendo em seus olhos verde e cabelos loiros. ― Ele se parece com Charlie. Jane sorriu para a criança. ― Ele faz, não é mesmo? Emily parece mais com Lizzie, mas Kenny é todo Charlie. John Henry se aproximou, olhando para baixo, para a menina envolto em braços de Jane. ― Eu posso? Jane olhou para cima, surpresa, e então olhou para George.


John Henry virou para olhar para George a tempo de ver o homem assentir com a cabeça. Quando ele olhou para trás para Jane, a mulher estava em pé, segurando o bebê em seus braços. ― Ah! ― John Henry recuou, levantando as mãos e balançando para frente e para trás. ― Eu só queria vê-la. Eu não sei se devo segurá-la. ― Ele podia quebrar ela e, em seguida, onde ele estaria? Charlie iria odiá-lo. Maldição, ela era pequena. Jane riu e gentilmente colocou o bebê nos braços de John Henry. ― Se você estiver indo para ser uma parte da vida destas crianças, é preciso obter mais do que ter medo deles. ― Eu não quero quebra-la, ― John Henry murmurou. ― Charlie disse que ela era muito pequena. ― Ela é! ― Jane disse quando descobriu a borda do cobertor que cobria o rosto do bebê. ― Mas ela não quebra tão facilmente. O coração de John Henry estava em algum lugar da sua garganta, enquanto olhava para o rosto de porcelana da filha de Charlie. Ela parecia como um anjo dormindo. Tufos de cabelo loiro claro enrolados ao longo das suas orelhas e ao redor das bordas do seu rosto delicado. ― Ela é um anjo. ― Eu sempre pensei assim, ― disse Jane. ― Mas é bom saber que você pode perceber também. Os dedos de John Henry tremiam quando ele os levantou para o rosto de Emily e acariciou uma de suas pequenas bochechas frágeis. ― Se ela


parece qualquer coisa como a sua mãe, então, não é de admirar que Charlie a amasse muito. ― John Henry, Charlie amava Lizzie e ela amava Charlie, mas George e eu nunca tivemos qualquer ilusão de que era um jogo de amor. Eles se importavam o suficiente um com o outro para terem uma família juntos, mas eles não estavam apaixonados. Charlie nunca olhou para Lizzie da maneira como ele olha para você. John Henry engoliu em seco. Ele realmente não sabia o que dizer para isso. Parte dele estava exaltado que Charlie o olhou com amor em seus olhos, e parte dele se sentia culpado como o inferno, especialmente porque ele estava de pé na frente dos pais de Lizzie. ― Filho, ― George disse quando se aproximou para ficar ao lado da sua esposa, ― Charlie e Lizzie nos deram algo que nunca pensei que iriamos ter. ― Ele acenou com a cabeça em direção a criança embalada nos braços de John Henry. ― Eles nunca mentiram para nós ou tentaram nos fazer pensar que eles estavam apaixonados. Eles sempre foram sinceros conosco desde o início. ― E Charlie ama você, ― Jane acrescentou. ― Enquanto você entender que somos uma parte das suas vidas, não temos um problema com você e Charlie estarem juntos. A mandíbula de John Henry caiu. ― Eu nunca iria impedi-los de ver Charlie ou as crianças. Eles adoram tanto vocês. Charlie pensa que vocês são maravilhosos. Jane sorriu. ― Então pare de se preocupar tanto. Charlie te ama e tenho certeza que as crianças vão amar você, uma vez que o conheçam. Enquanto você cuidar bem de todos eles, isso é tudo com o que nos importa.


― Eu morreria por Charlie, ― John Henry sussurrou quando ele olhou de volta para Emily. ― Bem, vamos esperar que não se resuma a isso ― disse George. ― Eu acho que Charlie pretende mantê-lo por um tempo. John Henry sorriu. ― Eu não estou dando a ele uma escolha. Eu estou mantendo ele. Neste momento, as pálpebras do bebê começaram a se agitar. John Henry inalou bruscamente quando ela piscou e olhou para ele. ― Ela tem os olhos de Charlie. ― Ela faz, ― disse Jane. ― Aparentemente, os olhos verdes Pennington são muito fortes na família de Charlie. ― Ela é tão bonita quanto Charlie. John Henry franziu a testa quando ouviu o seu irmão bufar atrás dele. Ele se virou para olhar para Bill. ― Algo que você precisa dizer? ― Será que Charlie sabe que você acha que ele é bonito? ― Ele sabe. As sobrancelhas de Bill dispararam. ― E ele permite que você diga isso? ― Por que não? ― John Henry rosnou. ― Charlie é bonito. ― Cara Ele é um homem. ― E isso significa que ele não pode ser bonito? ― Não, mas... ― Bill encolheu os ombros. ― Ele é um homem.


John Henry revirou os olhos, de repente, entendendo o que o seu irmão estava dizendo. ― Bill, você precisa seriamente obter uma vida. Os homens podem ser tão belos como as mulheres, e Charlie é bonito. Aceite isso. ― Só estou dizendo... Bill saltou para frente quando a porta de repente se abriu. John Henry nem sequer teve tempo para ver quem estava entrando. Ele empurrou George e Jane para o chão e, em seguida, pulou na direção de Kenny, envolvendo os braços em torno das crianças e as cobrindo com o seu corpo. Ele ouviu uma arma disparar e apertou os olhos fechados, rezando para que ele pudesse manter as crianças de Charlie seguras e não morrer no processo. Mas ele faria se isso se isso fizesse Kenny e Emily ficarem vivos. Ele faria qualquer coisa para manter Charlie feliz. Quando John Henry abriu os olhos, seu queixo caiu. George ficou por cima de Jane, a espingarda nas mãos. John Henry girou ao redor para ver vários buracos na parede grossa e porta que dava para o quarto. Um homem estava deitado no chão dentro da porta, com uma arma ainda em sua mão. Bill estava em uma luta corpo-a-corpo com outro homem do outro lado da sala. John Henry rapidamente entregou Emily para Jane e, em seguida, empurrou Kenny ao lado dela. Ele queria estar pronto no caso de Bill precisar de ajuda, mas quando ele assistiu Bill combater o intruso, duvidava que fosse necessário. Bill estava socando o homem uma e outra vez e o intruso não estava mais se mexendo. ― Bill! ― John Henry gritou para Bill quando teve que segurar o cara por seu colarinho para impedi-lo de continuar a bater. ― Já basta.


Quando Bill não parou, John Henry correu e agarrou o punho do seu irmão antes que ele pudesse se conectar novamente. O rosto de Bill estava vermelho de raiva quando seus olhos encontraram John Henry. ― Já basta. Você vai matá-lo. O lábio superior de Bill se curvou para trás em um grunhido e John Henry de repente compreendeu o quão letal o seu irmão realmente era. Havia uma razão para que Bill fizesse o que fez. John Henry não entendia isso, mas ele respeitava as habilidades de Bill. Ainda assim, ele não podia deixar que o seu irmão se tornasse um assassino, mesmo em defesa da suas vidas, não se podia impedir. Ele não queria isso na consciência de Bill. ― Deixe-o ir, Bill. Ele não vai nos machucar mais. Bill resmungou, mas o homem caiu no chão. Ele ficou para trás e, em seguida, foi para a porta da mesma forma que se abriu. Bill caiu em um agachamento, suas mãos em punhos até que viu os membros da equipe de Charlie passar através da porta. ― Parece que você teve alguns visitantes, ― disse Wren quando ele olhou para os dois corpos no chão. ― Sim. ― John Henry passou a mão pelo rosto. ― E eu estou realmente cansado das pessoas saltarem para fora da toca por aqui. Seria muito bom se eles simplesmente batessem na maldita porta. ― Uhm John Henry, ― disse Wren. ― Eu não acho que estes são o tipo de homens que batem. John Henry olhou para os dois homens, o reconhecimento lhe batendo no estômago. Ele se aproximou e se agachou para olhar mais de perto, primeiro no homem morto e depois para o inconsciente.


― Não, eles se parecem com os homens que se esgueiram e plantam dispositivos de escuta quando ninguém está em casa. ― Você reconhece esses caras, John Henry? ― Eu não sei seus nomes, mas se você der uma olhada nas fitas de segurança de Charlie, acredito que eles coincidam com os homens que invadiram o local um par de semanas atrás. Charlie e eu vimos o vídeo e eles estavam colocando dispositivos de escuta e equipamentos de vigilância por toda a casa. Charlie acredita que trabalhavam para os pais dele. ― Como eles entraram na casa? ― Wren perguntou. ― Depois de entrarem na última vez, Charlie tinha instalado mais alarmes. Deveríamos ter ouvido alguma coisa quando entraram. ― Eu não sei, ― disse John Henry. ― Mas se eles podem entrar na casa sem serem vistos, então qualquer um pode. Os olhos de Wren se arregalaram por um momento e, em seguida, ele girou nos calcanhares e correu para fora da sala. Haus, Porter e Manny correram atrás dele. ― Tem alguém machucado? ― Asa perguntou. ― Só ele. ― John Henry apontou para o homem inconsciente no chão. ― O outro está morto. Bill se aproximou e chutou o homem no chão. John Henry franziu a testa e começou a chegar para parar o homem, não gostando que Bill chutasse alguém que não era capaz de se defender, até que ouviu um grunhido do homem no chão. ― Ele não está machucado ― disse Bill. ― Ele está fingindo como gambá.


John Henry resmungou e estendeu a mão para pegar o homem pelo colarinho, puxando para cima. ― Quem te mandou aqui? Os olhos do homem se abriram. Puro veneno brilhou neles. ― Foda-se. Eu não vou dizer nada. John Henry encolheu os ombros. ― Ok. ― Ele empurrou o homem de volta para Bill. ― Faça o que tiver que fazer. Bill parecia um pouco assustado, mas depois um longo e lento sorriso fácil se propagou em seu rosto. ― Jane, você seria tão amável em levar as crianças para longe. Eu não quero que elas vejam isso. John Henry olhou por cima do ombro e viu Jane levar as crianças para olhar para a parede. George deu um passo na frente deles, obscurecendo a sua visão. Quando ele voltou, Bill tinha o cara pelo pescoço, contra a parede. ― Agora, vamos tentar isso de novo? ― John Henry perguntou. ― Vá se foder! ― Desculpe, eu sou comprometido, ― disse John Henry. ― Agora, eu sou o xerife nessas redondezas. Eu ficaria feliz em levá-lo e trancar sua bunda em uma cela. No entanto, meu irmão e seus amigos não são tão agradáveis. Eles fazem essa merda para viver. Se você não quiser conversar, estou com medo de que eu vou ter que entrega-lo a eles. ― Você não pode fazer isso! ― o homem gritou. ― Você é um xerife. Você tem que fazer cumprir a lei. Você não pode deixá-los me matar. ― Agora, eu sou um homem que tenta proteger a sua família. Eu poderia dar uma mínima para a lei. ― John Henry acenou para o seu irmão.


Ele realmente esperava que Bill não fosse matar o cara, só o assustar para falar. Bill rosnou e levantou o punho. ― Eu vou falar! ― O homem gritou quando ele se encolheu de volta de Bill. ― Eu vou falar.

CapítuloDoze

Charlie gemeu quando tentou rolar sobre o ombro e a dor floresceu nele inteiro. Deuses, levar um tiro era uma merda. Não foi a primeira vez que ele tinha sido baleado, mas depois de deixar a marinha, tinha alguma esperança de que não fosse acontecer novamente. Tanto para a esperança. Bem, talvez isso não seja verdade. Ele tinha esperança de que John Henry se importasse com ele, apenas para descobrir que o homem o amava. Isso era melhor do que qualquer coisa pelo que ele teve esperança. Isso era como ter o seu bolo e comê-lo também, e em seguida, uma taça de sorvete com granulado e uma cereja sobre ele. ― Asa. ― Charlie sorriu para o médico quando ele se ajoelhou ao lado do sofá em que Charlie estava deitado. ― É um prazer vê-lo novamente. ― Ei, chefe.


― Quão ruim está isso? ― Ele perguntou quando Asa sondou o buraco de bala no ombro de Charlie. ― Porque com certeza dói como o inferno. ― Isso meio que acontece quando você pisa no caminho de uma bala. ― Não foi como eu planejei. ― Não. ― Asa suspirou. ― Você nunca faz. Charlie revirou os olhos. Ele adorava Asa, daria a sua vida pelo homem, por qualquer um dos seus homens, mas Asa poderia ser uma verdadeira dor na bunda. ― Você chegou rápido o suficiente. ― Nós estávamos no bairro. ― Ah? Asa assentiu. ― O comando queria que checássemos Juniper Rose. Depois da sua primeira chamada, eles queriam que nós identificássemos a sua localização exata. ― E você? Asa balançou a cabeça quando pegou uma gaze e pressionou na ferida de Charlie, fazendo Charlie estremecer quando mais dor irradiou para cima do seu ombro e no braço. ― Porra Asa, você tem que fazer isso agora? ― Sim, eu tenho que fazer isso agora. Charlie tinha o desejo insano de revirar os olhos novamente, mas ele tinha lidado com Asa vezes o suficiente para saber que o insulto iria apenas rolar para fora dele como água nas costas de um pato. Asa estava acostumado


a lidar com grandes soldados fortes, que se transformaram em pirralhos quando foram feridos. Não muito mais perturbava ele. ― Então o que aconteceu? A sobrancelha de Asa arquearam quando ele olhou para Charlie. ― Com? Ele ia rosnar. Ele só sabia disso. Ou isso, ou dar um tapa em Asa. ― Com Juniper Rose! Sobre que diabos estamos falando? ― Você fez zigue quando deveria ter feito zague. ― Asa! ― Ramirez estava em prisão preventiva, Charlie. O US Marshals 3 o tinham sob sete chaves até que pudessem levá-lo ao tribunal para depor sobre algumas das suas conexões de drogas. Quando chegamos a casa segura, os dois marshals que o acompanhavam estavam mortos e Ramirez se foi. Nós chamamos pouco antes de recebermos uma ligação angustiada de Manny e depois corremos para cá. Charlie suspirou, olhou para as telhas do teto. ― Então, Ramirez poderia estar lá fora agora, procurando por nós. ― Temo que sim, chefe. ― Precisamos tirar John Henry e as crianças daqui. ― Ele precisava deles seguros. Charlie virou para olhar para Wren, quando o homem bufou. ― Você tem algo a dizer sobre isso? ― Se você acha que vai ser capaz de tirar o xerife do seu lado em breve, precisa pensar novamente. Duvido que John Henry vá deixá-lo fora da 3

O Marshals Service é parte do ramo executivo do governo e é o braço executivo dos tribunais federais dos Estados Unidos. Os US Marshals são responsáveis pela proteção dos oficiais de justiça, edifícios e para o funcionamento eficaz do sistema judicial. O serviço também ajuda com a segurança da corte e transporte de prisioneiros, cumpre mandados de prisão e busca fugitivos.


sua vista por um tempo muito longo, ou nunca. O homem está tão apaixonado por você que não pode ver direito e você o assustou hoje. Ele não vai esquecer isso facilmente. Charlie piscou surpreso. Aquela coisa toda acabou de sair da boca de Wren? O homem geralmente apenas resmungava. Ele não entrou em profundas

conversas.

Ele certamente

não falava sobre qualquer coisa

excessivamente emocional. ― Não foi como se eu quisesse levar um tiro, ― Charlie murmurou, franzindo a testa profundamente. Parecia que todo mundo o culpava pela bala que rasgou o seu ombro. Se ele pudesse ter evitado isso, ele o faria. A maldita coisa machucava. ― Não, eu tenho certeza que você não fez. Mas homens como John Henry não podem ser envoltos em algodão, especialmente quando a sua família está em perigo. ― Eu só quero que ele esteja seguro. ― Eu entendo isso e em algum lugar profundamente, John Henry entende também. Mas o seu primeiro instinto é proteger aqueles que ama. ― O dedo de Wren sacudiu na direção de Charlie. ― E isso seria você chefe. ― Ouça o homem Ditto. Perfeito, agora o seu avô estava na conversa. Ele virou para olhar para o seu avô, desejando que não tivesse quando a dor explodiu em sua cabeça. E não era da lesão no ombro. ― Droga, Asa! ― Ele estalou enquanto esfregava a testa aonde Asa havia lhe dado um tapa. ― Por que diabos você acabou de bater em mim?


Asa sorriu quando puxou a gaze do ombro de Charlie e preparou uma agulha com torniquete. Esta ia doer como uma cadela. Charlie sabia. ― Porque chefe, ― Asa disse ao enfiar a agulha e depois se inclinou para frente, desviando do ombro de Charlie, ― Eu sei que você não vai ouvir ninguém e você vai tentar tirar as crianças e John Henry daqui. Você é teimoso desse jeito. Charlie rangeu os dentes, querendo gritar com Asa, mas com medo de abrir a sua mandíbula. Ele sabia que se ele abrisse a boca, um grito iria sair, em vez de palavras. E Asa sabia disso também. Foi por isso que o bastardo sorrateiro tinha batido na cabeça dele antes de começar o argumento com Charlie. A parte sobre Asa enfiar a maldita agulha com a droga através da sua pele era porque Charlie não podia tomar qualquer morfina para a dor. Ele era alérgico a maldita coisa. E, além disso, ele não era maluco com a proximidade de um atirador. Então, ele ia ter que deitar e ser torturado. ― Quase feito com a frente, ― disse Asa. ― Só mais um ponto. ― Porra, ― Charlie gemeu, e interiormente admitiu estar muito perto de desmaiar. Ele odiava a dor. E o que Asa estava fazendo com o seu ombro danificado garantia uma quantia exorbitante da merda. ― Inferno, depressa Asa, ― Charlie rosnou quando ele fechou os punhos. ― Essa merda não parece com uma coceira. ― Pare de compl... ― Asa girou e Charlie tentou sentar, mas a dor explodiu através do seu ombro e o jogou de volta para o sofá. ― Eram tiros? ― Asa perguntou quando se afastou do sofá.


Os tiros foram ouvidos novamente, desta vez vindo da direção do porão. O som fez o sangue de Charlie correr frio. Seus olhos se arregalaram, enquanto olhava para o corredor por um segundo, seu cérebro gaguejou e não conseguiu conciliar o som com a localização. Não deveria haver quaisquer tiros no porão. Antes de Charlie poder gritar para que alguém fosse ver as pessoas que amava, a sala estava limpa, passos trovejando em direção ao porão. As únicas pessoas que ficaram na sala de estar foram Charlie e o seu avô. ― Deite-se. ― Seu avô fez uma careta. ― Você está ferido. ― E os meus filhos e o xerife precisam de mim. ― Charlie tentou se levantar do sofá, mas sentiu uma onda de náusea lhe trazer de volta para baixo. Droga! Charlie se esforçou para ouvir o que acontecia através do sangue pulsando alto em seus ouvidos. Ele tinha que saber o que estava acontecendo. Ele sabia por um maldito fato que tinha ouvido tiros no porão. ― O que está acontecendo lá embaixo! ― ele gritou do sofá, sabendo que ele não iria conseguir uma resposta e chateado porque ninguém lhe respondeu. Seu avô foi até Charlie, seus passos lentos e medidos. Ele usou sua bengala para bater no tornozelo de Charlie. Charlie deslizou mais a sua perna, mas seus olhos estavam grudados no corredor. Ele queria saber o que diabos estava acontecendo. Não deveria haver tiros no porão. Ninguém podia entrar lá. Ele estava trancado.


― Você tem homens muito competentes, Charlie. Eles vão lidar com a situação com graça e agilidade. Nada vai acontecer com o seu homem ou meus bisnetos. ― Seu avô sentou ao lado dele, relaxando a bengala contra a sua coxa. ― Se... ― Charlie murmurou. ― Como é que é? ― Eu tinha homens competentes, vô. Eu não estou mais na ativa. ― Charlie não tinha certeza se era a dor que estava fazendo-o ficar malhumorado ou o fato de que não pudesse se levantar do maldito sofá para verificar todos, mas ele estava se sentindo ranzinza como o inferno. ― Filho, eu preciso lembrar o porquê você não está mais na ativa? ― A sobrancelha espessa do seu avô subiu uma fração de polegada. ― Não, ― murmurou quando deixou cair o braço sobre os olhos, não querendo que o seu avô visse as lágrimas brotando neles com o pensamento de que sua família estar em perigo e ele de costas no chão. ― Eu sei exatamente por que saí do serviço, e não me arrependo de Kenny e Emily uma única vez. Eu os amo até a morte. Eu estou apenas frustrado que não posso me levantar e ir ver o que diabos está acontecendo. ― Entendido. ― Seu avô lhe deu um tapinha na perna. ― Um homem pode se tornar um bebê chorão quando ele está ferido. Charlie moveu o braço de cima dos olhos, olhando para o sorriso no rosto do seu avô. ― Eu acho. ― Se a situação não fosse tão mortal, Charlie teria rido. Ele estava sendo um bebê chorão. Mas foda-se se o seu ombro não doía. Charlie não tinha certeza se gostava mais ou menos do silêncio do que do tiroteio. Silêncio nem sempre significava que as coisas estavam


terminadas. Por tudo o que sabia, cada pessoa que ele amava poderia ser trazida morta para fora do porão, e ele não sabia por que estava preso no sofá, porra! ― Eu vou gritar para dentro do porão, ― disse o seu avô. ― Embora eu não ache que seja um movimento correto. ― Não faça isso. ― Charlie pegou o seu avô, impedindo-o de se levantar. ― Se eles estão enxotando um intruso para fora, eu não quero distraí-los. ― Além disso, Charlie não queria o seu avô em perigo também. O homem não podia se mover como ele costumava fazer o que seria um grande alvo para quem estava lá em baixo. ― Isso é pensar com o cérebro. ― Seu avô piscou para ele. ― Que momento tocante. A cabeça de Charlie estalou de lado, e seu lado direito inteiro se sentia como se alguém tivesse empurrado um ferro em brasa na sua pele. Ele assobiou e apertou a mandíbula, cavalgando através da dor. ― Pena que você nunca me deu momentos como estes, ― disse Charles Pennington II quando se inclinou contra o batente da porta de acesso à sala de estar, segurando uma arma frouxamente na mão. ― Filho, é melhor você soltar essa maldita coisa antes de eu limpar o chão com a sua bunda feia, ― o avô de Charlie rosnou. ― Você nunca teve momentos como estes, porque você estava muito ocupado tentando encontrar maneiras de gastar o meu dinheiro sem levantar um maldito dedo. Charlie franziu a testa quando viu sua mãe andar atrás do seu pai, com uma expressão altiva puxando seu rosto já apertado. Ele amava sua mãe. Ele só não gostava muito dela. Ela tinha causado mais problemas na vida de


Charlie do que era humanamente possível. Ele sabia que ela era a força motriz por trás de ter seus filhos tirados dele. Surpreendeu-o, por vezes, que compartilhavam o mesmo sangue. ― Mãe, ― ele disse com uma pequena pontada na cabeça, quando sinos de alerta soaram em torno dela. Não poderia ser uma coincidência que seus pais aparecessem logo após ouvirem os tiros. Não podia ser. Charlie, por vezes, tinha má sorte, mas mesmo isso era extremo. ― O que fazem aqui? Seu coração quase parou no peito quando viu o sorriso malicioso no rosto da sua mãe. Ela tinha algo a ver com o tiroteio no porão. Ele apostaria a sua vida nisso. Ele só tinha que descobrir se todo mundo ainda estava vivo. ― Olá meu filho. ― Vocês não foram convidados, o que significa que ainda estão invadindo, ― Charlie disse quando lutou para se sentar. ― Eu gostaria que vocês saíssem. ― Eu vou apostar que você gostaria. ― Olivia Pennington sorriu quando ela deu um tapinha sobre o cabelo na lateral do rosto para coloca-lo no lugar. ― Mas, como você disse antes, não vai acontecer. ― Eu não vou dar a guarda dos meus filhos para vocês. ― Não, eu não achava que você fosse. Pensei por um tempo que você seria razoável. Quer dizer, o que um estranho como você quer com um casal de pirralhos? Eu imagino que eles interferem um pouco com a sua bunda sendo fodida pelos camaradas do seu pequeno exército. A mandíbula de Charlie caiu com as palavras grosseiras que saíram da boca da sua mãe. Primeiro, ele não sabia que ela odiava tantos os gays. Ele sempre assumiu que fosse só ele. Segundo, o que no mundo a fez pensar que


ele estava fodendo qualquer um de seus ex-membros de equipe? Nunca tinha ocorrido a ele ficar envolvido sexualmente com um deles. Não que eles não fossem atraentes, porque eles eram. Mas eles eram companheiros de equipe, não companheiros de foda. ― Meus filhos não são pirralhos. ― Oh, por favor, todas as crianças são pirralhos. ― Olivia revirou os olhos. ― Eles gritam e choram merda em todo o lugar, e eles são as merdas mais exigentes que eu já conheci. ― Olivia acenou com as mãos para baixo em seu corpo. ― E só olhar o que você e seus irmãos fizeram para mim? Você sabe quanto dinheiro é preciso para manter a minha figura feminina? Eu tive que pagar uma fortuna para o meu cirurgião plástico apenas para me livrar da gordura que sobrou depois de dar à luz a você. ― E você não pensa em entrar em uma academia? Charlie engoliu em seco quando seu pai de repente apontou a arma na mão em direção a ele. Ok, talvez ele devesse manter as suas falsas observações para si mesmo. Não importa o quão difícil fosse manter a boca fechada. Se sua mãe estava tão preocupada com a sua figura, então talvez ela devesse ter dispensado todo o álcool e alimentos ricos. Ir a academia estava abaixo na lista de coisas que ela poderia ter feito para se manter em forma. Seu estilo de vida excessivo era mais culpado do que dar a luz a quatro filhos. E que nem sequer começou a notar no fato de que ela tinha dado à luz o caçula dos irmãos de Charlie a mais de trinta anos atrás. Como sua mãe ainda poderia culpá-los pela triste condição do seu corpo depois de todo este tempo mistificado por Charlie. ― Se você não nos queria, então você não deveria ter nos tido.


Mais uma vez, a coisa errada a dizer. O olhar escuro de Olivia se bandeou para o avô de Charlie. Quando ela tentou atirar punhais de raiva através dos seus olhos, Charlie correu e começou lentamente a se inserir entre a sua mãe e o seu avô. Ele não ia deixar que a sua mãe psicótica matasse a única pessoa em sua vida, enquanto ele estava crescendo, que realmente se importava com ele. ― Ele nos fez! ― Olivia gritou quando ela sacudiu um dedo para o mais antigo Charles. ― Ele disse que iria nos cortar se tentássemos nos livrar de qualquer um de vocês. As sobrancelhas de Charlie se ergueram. Essa foi uma história que ele nunca tinha ouvido antes e ele não podia se segurar, mas perguntar se seus irmãos sabiam que os seus pais tentaram se livrar deles. ― E, mesmo depois de termos vocês, ele ainda nos cortou. ― Eu não fiz isso ― Charles agarrou. ― Eu coloquei dinheiro mais do que suficiente em uma conta para vocês. Vocês poderiam ter vivido uma vida inteira de luxo se não tivessem desperdiçado ele. Por que eu deveria lhe fornecer mais do que isso está além de mim. ― É o nosso dinheiro! ― Charles II gritou. ― O inferno que é! ― O avô gritou de volta. ― Eu fiz esse dinheiro, eu, não você. Você nunca levantou um dedo em sua vida ou até mesmo suou, a menos que ele fosse quando estava fodendo uma de suas prostitutas. Esse dinheiro é meu. Oh, Charlie então não queria ter essa conversa. Ele tinha evitado por anos. Esse era um dos principais fatores por que ele não tinha nada a ver com ninguém na sua família, exceto o seu avô.


O dinheiro não significava nada para ele. Aprendendo a pescar com o seu avô significava mais. Aprender as lições da vida, e os valores em que Charlie baseava a sua vida, sentado no colo do seu avô, significou mais. O dinheiro era simplesmente papel utilizado para tornar a vida um pouco mais fácil. Não era do que se tratava a vida. Foram os momentos que o dinheiro não poderia comprar que Charlie acarinhava. Como seus pais poderiam não ter percebido isso, Charlie nunca saberia. Ele era apenas eternamente grato que o seu avô tinha tomado o tempo para lhe ensinar que a vida era realmente tudo. Ele teria odiado acabar como seus pais, ou irmã e irmão mais velho. Sarah, sua irmã, e Richard, seu irmão mais velho, pareciam ser cortados do mesmo tecido que os seus pais. Tyler, irmão de Charlie, ainda estava em julgamento. Desde que Charlie não tinha muito a ver com a sua família, ele não tinha ideia do que Tyler estava fazendo, ou mesmo se ele estava fazendo alguma coisa. Pelo que sabia, Tyler poderia estar vivendo a vida da alta junto com o resto da sua família. ― Olha, se você quer o dinheiro, você pode tê-lo, ― disse Charlie. ― Eu vou assinar qualquer papel que você quer. Apenas deixe a mim e meus filhos em paz. ― Ah, meu filho, ― seu pai começou, ― não gostaríamos de nada melhor. Você realmente acha que nós queremos passar os melhores anos de nossas vidas cuidando de pirralhos? Claro que não. Mas o seu avô colocou a sua vontade de tal forma que apenas as pessoas com a custódia das crianças podem ter acesso aos seus fundos de confiança.


― Eu vou dar para vocês o conteúdo do meu fundo de confiança. ― Talvez isso aplacasse seus pais. ― Tem que ter um par de cem mil lá dentro. ― Avô tinha dado 500 mil dólares a ele quando completou 25 anos. Ele nunca tinha tocado nele até que comprou esta casa e todo o terreno em volta. ― Tem 14.383.000,00 em seu fundo de confiança para ser exato, ― O avô disse. ― E alguma mudança. A mandíbula de Charlie caiu. ― Quanto é? Seu avô deu de ombros. ― Juros. Charlie só olhou em choque. Ele tinha 14 milhões de dólares em seu fundo fiduciário? ― Desde quando? Havia apenas 500 mil lá quando eu comprei este lugar há algumas semanas. Mesmo os juros não dão resultado tão rápido. ― Criei dois fundos para você no dia em que você nasceu, assim como eu fiz para o resto dos seus irmãos. Um você conhecia e outro não. Se você tivesse desperdiçado sua vida como o seu pai fez, então você só iria pegar o fundo fiduciário com 500 mil nele. Se você fez algo de si mesmo, então você receberia o restante. Seu avô não parecia nem um pouco arrependido do que tinha feito. ― Eu não quero que você seja como o meu filho preguiçoso. ― Vovô, eu não quero isso. Eu não preciso desse tipo de dinheiro. Ele também não queria a dor de cabeça que veio com ter esse tipo de dinheiro, e não estava mesmo falando sobre seus pais. Só de pensar sobre o trabalho envolvido com a apresentação de impostos sobre uma soma tão grande ameaçou dar a Charlie uma enxaqueca de proporções épicas.


― Que tocante. ― Olivia sorriu. ― Mas, apesar do quanto você tente, puxando o saco do seu avô, não vai conseguir mais dinheiro. ― E você sabe tudo sobre isso, não é, Olivia, ― o seu avô disse quando voltou o seu olhar para a mulher. ― O meu filho sabe quantas vezes eu tive que expulsá-la da minha cama quando você tentou me seduzir? Será que ele sabe que você se ofereceu para pedir o divórcio e casar comigo? Charlie amordaçou. Olivia empalideceu. O rosto do pai de Charlie escureceu quando a arma na sua mão começou a vacilar e voltar-se para Olivia. ― Você tentou seduzir o meu pai? ― Charles II rosnou. ― O quê? Você ia me deixando e ir morar com meu pai e ser a sua puta? ― Bem, eu era a sua puta, não era? ― Olivia estalou quando sua raiva se afastou de Charlie e foi direto para o seu pai. ― Certamente não era você que abria as pernas para cada velho pervertido que poderia perder-se em um de seus pequenos esquemas. Era eu. Olivia bateu a ponta das suas unhas em seu próprio peito. ― Eu era a única ali sob seus patéticos, enrugados, velhos, corpos suados quando eles grunhiam e gemiam tentando me convencer que eram os melhores amantes do mundo. Você não fez nada, mas espalhou a notícia de que a sua amada esposa poderia ser tomada por um preço justo. ― Você, puta idiota! Charlie assistiu com total horror quando uma pequena alfinetada de vermelho apareceu na blusa branca imaculada da sua mãe e lentamente se


espalhou, até que cobriu a maior parte do seu peito. Quando ela caiu no chão e não se mexeu, Charlie percebeu que ele não tinha sequer ouvido o tiro. ― Você fez isso! ― Charles II gritou quando ele apontou a arma para o seu avô. ― Eu esperei minha vida inteira para que você me amasse e dissesse o quanto estava orgulhoso de mim, mas você nunca fez. E eu finalmente percebi que tudo o que importava para você era o seu maldito dinheiro. ― Charles II riu asperamente, o som através da grande sala de estar com um tom ameaçador. ― Eu finalmente compreendi que o dinheiro é tudo o que realmente importa no mundo. ― Agora, Charles, ― Vovô começou quando ele tentou se levantar. ― Eu sei que você está chateado, mas... ― Chateado? ― Charles II riu de novo. ― Eu não estou chateado. Sou grato, agradecido que você é patético o suficiente para vir até Charles quando soube que ele estava em apuros. Eu sabia que você viria. ― Você mandou essa mensagem? ― Que mensagem? ― Charlie perguntou, embora explicasse por que o seu avô estava lá no meio de todo esse caos. Até agora, ele não tinha sequer questionado o seu avô aparecendo. Não era incomum para o seu avô vir visitar. ― Você nunca deu a mínima para mim, mas eu sabia que você viria correndo no segundo em que ouvisse que Charles estava com problemas e eu estava certo. Ele já não tinha dito isso? Charlie ficou boquiaberto quando ele de repente ligou todos os pontos sobre todos os problemas que estava tendo. ― Você mandou esses homens aqui para colocar equipamentos de vigilância na minha casa.


Charles bufou. ― Oh, isso foi ideia da sua mãe. Ela tinha esses planos grandiosos de dar essas fitas para o juiz e provar que você era um depravado. ― E atirar em mim? ― Charlie estalou. ― Isso foi parte do seu plano também? Charles sorriu. ― Na verdade, eu não estava tentando atirar em você. ― Ele deu um olhar penetrante para o avô de Charlie. ― Você só ficou no caminho. ― Isso nunca vai funcionar, você sabe. Mesmo se algo me acontecer, George e Jane ficam com a custódia dos meus filhos. ― Se os tiros que eu ouvi são qualquer coisa perto, George e Jane não devem mais ser um problema. ― O sorriso que cruzou o rosto do seu pai enviou um frio na espinha de Charlie. ― Você vê, filho, eu nunca deixo nada ao acaso. Com George e Jane fora do quadro, e agora a sua mãe, eu passo a cuidar dos meus pobres netos órfãos. ― Eu nunca vou deixa-lo ter meus filhos! ― Eu não poderia ter planejado isso melhor se eu tentasse. Eu tinha originalmente planejado levar isto para o tribunal, mas assim é muito melhor. ― Charles II olhou para a mulher inconsciente ou morta a seus pés, Charlie não poderia dizer qual. E então, seu pai sorriu quando olhou de volta para ele. ― Eu estava totalmente devastado quando você matou o seu avô e depois virou a arma para a minha querida esposa, Charles, mas eu adoro meus netos. Mesmo com a perda da minha esposa, vou me esforçar para seguir em frente e criar meus netos o melhor que eu posso. ― Por cima do meu cadáver! ― Charlie gritou. ― Exatamente!


Desta vez, Charlie ouviu o tiro. Ele esperou a dor, mas ela nunca veio. Em vez disso, ele observou uma expressão confusa atravessar o rosto do seu pai e, em seguida, uma pequena gota de sangue escorria pelo canto da sua boca. Charles II olhou para o seu peito, e assim o fez Charlie. Suas emoções espelharam a confusão no rosto do seu pai quando o sangue transformou a camisa branca que o homem vestia em carmesim. ― Quem? Charlie não podia se mover, enquanto observava o colapso do seu pai para o chão ao lado da sua mãe. Não conseguia entender como eles estavam mortos e ele vivo. Não fazia sentido. Ouvindo um pequeno soluço sufocado, Charlie levantou os olhos para ver Tyler, seu irmão mais novo, de pé na entrada para a sala de estar, com uma arma fumegante na mão. ― Tyler? ― Eu não queria, ― Tyler sussurrou quando ele levantou os olhos cheios de agonia para enfrentar Charlie. Eles eram os mesmos olhos verdes que Charlie viu no espelho todas as manhãs. ― Eu simplesmente não podia deixar que eles te matarem. ― Está tudo bem Tyler. Charlie apertou os lábios para não gritar quando se levantou. A dor queimava através do seu ombro e ameaçou levá-lo de joelhos, mas ele precisava tirar a arma da mão de Tyler, antes de cair no chão e ser totalmente inútil para qualquer um. Tyler não parecia muito bem.


― Você fez bem irmão, ― Charlie disse suavemente enquanto se aproximava lentamente do seu irmão e estendeu a mão para a arma. Ele não queria assustar o seu irmão. Tyler parecia estar em estado de choque. ― Você salvou a mim e o vovô, e muito provavelmente os meus filhos também. Eu nunca poderei lhe agradecer o suficiente por isso. ― Eles disseram... ― Tyler soluçou ― Eu os ouvi falar. Eles disseram que estavam vindo aqui e fazendo você dar às crianças a eles. ― Tyler começou a sacudir a cabeça. ― Eu me lembro como eles eram quando estávamos crescendo, quão maus eles eram e o quanto eu os odiava. Eu não quero isso para Kenny e Emily. Eles não merecem isso. ― Não, você está certo Tyler, eles não merecem isso, mas também nós não merecemos. ― Mas... mas nós fizemos isso. Nós sobrevivemos. ― Sim, nós fizemos. ― Charlie pegou a arma quando passou o outro braço em torno do ombro de Tyler. Ele segurou a arma atrás dele, esperando que o seu avô fosse pegar. ― Nós sobrevivemos Tyler e nós vamos sobreviver a isso. ― Oh, meu Deus, ― Tyler sussurrou. ― Eu atirei nele. ― Tyler começou a tremer. ― Eu matei o nosso pai. Eu estou indo para a prisão. Como é que vou terminar a minha licenciatura, se eu estou na prisão? ― Você não vai para a prisão mais do que eu rapaz, ― Avô disse quando ele se aproximou de Tyler. ― Vou contratar os melhores advogados do planeta. Você nunca vai ver o interior de uma cela de prisão. Eu prometo. ― Isso é uma promessa muito grande, ― disse uma voz divertida atrás deles. ― Mas, considerando as circunstâncias, eu tenho certeza que você vai ser capaz de mantê-la.


Charlie virou para ver John Henry de pé atrás dele, Emily embalada contra o seu peito. Ele a estava segurando com uma mão. A outra estava ligada a uma criança pequena esfregando a mão sobre os olhos verde. George e Jane ficaram para um lado, abraçados. A partir do que Charlie podia ver, além das suas roupas amarrotadas, não havia um arranhão sobre eles. Manny, Asa, Wren, Porter, e Haus todos estavam diretamente atrás de John Henry, armas em punho, como se protegendo ele e as crianças de qualquer coisa que possa sequer pensar em prejudicá-los. Charlie nunca tinha visto uma visão mais maravilhosa em sua vida. ― John Henry. Um lento sorriso fácil iluminou o rosto inteiro de John Henry. ― Hey, Charlie. ― Eu vejo que você conheceu meus filhos. Charlie ficou surpreso quando o sorriso de John Henry cresceu ainda mais. ― Eu conheci os nossos filhos. Charlie não poderia ter evitado o sorriso que atravessou o seu rosto se sua vida dependesse disso. O calor súbito que encheu o seu corpo o fez se sentir invencível contra qualquer coisa que o mundo poderia lançar a ele. ― Ok. ―

CapítuloTreze


John Henry gemeu quando um súbito calor o envolveu, começando no seu pênis e fluindo através de cada ponto do seu corpo. Ele gemeu e abriu as pernas, querendo mais. Precisando de mais. Mas sabendo que ele nunca iria conseguir o suficiente. O prazer foi surpreendente. Rivalizava com qualquer fantasia que ele tinha ou imaginou ter. John Henry esticou os braços para cima da sua cabeça, quando ele imaginou o seu amante com os olhos verdes cheios de luxúria enquanto olhava para ele. Ah, sim, era isso. Olhos verdes e cabelo loiro areia. Não muito curto nem muito comprido, apenas perfeito para agarrar e segurar quando ele fodeu a boca do seu amante, empurrando seu pênis dentro e fora dos doces lábios carnudos. Talvez, se ele estivesse realmente com sorte, seu amante dos sonhos... ― Oh, inferno, ― John Henry gritou enquanto ele quase caiu fora da cama, quando o seu amante de sonho engoliu o seu pênis até a raiz. Seu amante poderia chupar o seu pênis diferente de qualquer pessoa que ele conheceu em sua vida. Sua boca era mágica. E os dedos. Esses grossos e longos dedos que sabiam quão duro empurrar em sua bunda e apenas quanto curvar de modo a roçarem direto sobre o ponto doce de John Henry e fazer os seus sentidos subirem. ― Sim! ― John Henry assobiou quando sentiu os fantásticos dedos moverem dentro e fora da sua bunda, o esticando, acariciando e preparando para ser tomado por seu amante. ― Você gosta disso? Você gosta de sentir meus lábios em volta do seu lindo pau? Você gosta dos meus dedos na sua bunda? Eu não posso


esperar para sentir o berço apertado de músculos no meu pau como estão embalando os meus dedos. Os olhos de John Henry abriram. Ele viu as cortinas de voal branca na cama de dossel acima da sua cabeça e, de repente, percebeu que ele não estava imaginando seu amante de sonho. Ele era real. ― Charlie! Ele sabia que estava apaixonado por ele. Era o mesmo homem que estava apaixonado por ele nos últimos seis meses, amando ele, transando com ele no colchão, discutindo com ele, e fazendo dele o homem mais feliz do planeta. John Henry sorriu enquanto puxava os joelhos até o peito e os segurou com os braços, os espalhando até onde eles iriam. Ele sabia que Charlie gostaria disso. O homem parecia desligar quando olhava para a sua bunda. ― Foda-me amor. O rosto sorridente de Charlie, de repente, entrou na linha de visão de John Henry. ― Eu pensei que você nunca pediria. ― Eu sempre vou pedir Charlie. ― Mesmo quando eu estiver velho e fraco? John Henry soltou uma de suas pernas e acariciou o lado do rosto de Charlie. ― Você sempre vai ser lindo para mim, Charlie. Os olhos de Charlie pareciam brilhar na luz da manhã até que o homem piscou. ― O que eu vou fazer com você John Henry? ― Me ame! ― Isso é um presente.


John Henry levantou uma sobrancelha. ― Foda-me? ― Agora, você está falando. Os olhos de John Henry reverteram em sua cabeça quando sentiu o pênis grosso de Charlie na sua bunda, lentamente esticando os músculos, até que ele estava tão cheio que pensou que poderia sentir o pênis de Charlie em sua garganta. Porra, se ele ia se apaixonar pelo menos ele tinha caído por um homem que era bem dotado. Quando Charlie se inclinou sobre ele, John Henry levantou as pernas e enfiou os tornozelos sobre os ombros do homem. Ele estremeceu quando Charlie deslizou um pouco mais. ― Profundo? ― Nós praticamente experimentamos todas as posições do Kama Sutra, Charlie. Nós gostamos de todas elas, mas vamos encarar você ama essa posição mais que a maioria. Além de dar a você o controle quase por completo sobre o quão rápido transa comigo, ela também permite que você me foda longo e profundamente, o que me deixa louco e você ama isso. ― Eu faço. ― Charlie sorriu de novo quando ele empurrou para frente. ― Eu amo fazer você louco quando eu te fodo, ouvindo seus gritinhos quando meu pênis enche a sua bunda. Adoro a forma como a sua bunda me faz sentir. ― Você ama não usar uma borracha, também. ― A melhor maldita coisa que já fizemos, foi fazer o teste. ― Charlie grunhiu quando ele começou a mover os quadris, dirigindo seu pênis dentro e fora da bunda de John Henry a uma velocidade cada vez maior. ― Nunca quero compartilhar isso com mais ninguém, só você.


― Olhe para mim Charlie, ― John Henry disse quando pegou seu pênis e começou a se masturbar com longos e deliciosos cursos. Nos últimos seis meses, desde que eles foram morar juntos, John Henry tinha perdido um pouco da sua timidez. Ele agora não tinha nenhum problema em fazer qualquer coisa que levou a excitar o seu amante, inclusive fazendo um show para ele. Ele sabia do que Charlie gostava. Enquanto John Henry gostava de ouvir Charlie falar sujo, Charlie gostava de ver John Henry jogar com ele mesmo. Era erótico como o inferno assistir a respiração de Charlie aumentar até que ele começava a ofegar, enquanto observava John Henry se masturbar. Às vezes, John Henry amarrava Charlie na cama que eles dividiam e se masturbava encima dele, fazendo Charlie apenas repousar quando ele encontrou o seu prazer e gozou por todo o peito do homem. Depois ele deixava Charlie livre, ele geralmente era fodido até a inconsciência, assumindo Charlie não tinha gozado apenas por vê-lo se masturbar. ― Você gosta disso Charlie? ― John Henry perguntou quando ele deu ao seu pênis um curso particularmente longo. Charlie balançou a cabeça rapidamente. John Henry passou o polegar sobre a ponta do seu pênis, enxugando o pré-sêmen reunido lá, e depois segurou os dedos para Charlie. Charlie olhou para eles por um momento, então se inclinou para frente e os chupou em sua boca. John Henry assobiou quando sentiu a língua do homem lamber ao redor deles, sobre eles, sob eles e entre cada um. O toque suave e aveludado lembrou a John Henry de como se sentia quando Charlie sugava o seu pênis, e de repente puxou o seu clímax ainda mais perto.


― Foda-me mais rápido, fuzileiro! ― Sim senhor. Os dedos de Charlie cavaram nas coxas de John Henry quando ele bateu na bunda de John Henry. Era rápido e feroz e fantástico. E John Henry nunca queria que acabasse. Ele queria ficar empalado no pau maravilhoso de Charlie para o resto da sua vida. Mas ele podia sentir a elaboração nas suas bolas que apertavam em seu corpo quando seu pênis começou a latejar e pulsar em sua mão. ― Vou gozar Charlie. ― Não. Estocada. ― Sem. Estocada. ― Mim! John Henry gritou quando seu traseiro estava cheio de calor. Sua mão apertou ao redor do seu pênis e todo o seu mundo explodiu em um caleidoscópio de cores, quando a sua liberação correu através dele, sobre ele, e fora dele, esvaziando suas bolas até que doíam. Charlie empurrou, então, empurrou de novo, e depois caiu sobre as pernas de John Henry quando caiu para frente. John Henry resmungou quando todo o peso do seu amante estava sobre ele, mas não reclamou. Bastava ter Charlie em seus braços, mesmo que ele pesasse uma tonelada, valia qualquer desconforto que ele podia ter sentido. Mesmo que ele tivesse trabalhado com a maioria dos seus medos, sabia que nunca iria esquecer de Charlie levando um tiro ou a visão do sangue


do homem cobrindo suas mãos. Ele lembrou que o tempo era precioso e não podia ser desperdiçado. ― Amo você Charlie. John Henry sentiu o sorriso de Charlie contra a sua pele. ― Amo você John Henry. ― Então case comigo. John Henry prendeu a respiração quando sentiu Charlie lentamente levantar de cima dele. Havia um toque de espanto no rosto de Charlie, misturado com admiração e esperança. ― Você quer dizer isso? ― Charlie sussurrou. ― Você realmente quer se casar? ― Sim, eu quero. Eu quero que você se case comigo e envelheça comigo, e eu quero ser legalmente um pai para Kenny e Emily. Eles já me chamam de pai, mas eu quero que seja para sempre. Eu quero você para sempre. ― E o povo da cidade? A maioria deles aceita bem que nós vivemos juntos, mas casar poderia impedi-lo de ser eleito para o próximo mandato. ― Você é rico. Eu sei do fato que o seu avô não o tirou do seu testamento. Ele me contou. Eu posso ficar em casa e ser o seu menino residente da piscina. ― Nós não temos uma piscina John Henry. ― Então, compre uma. ― John Henry sorriu. ― Eles têm uma dessas pequenas de plástico com todos os patinhos desenhados nela na loja de departamentos por 11 dólares. Kenny e Emily estão morrendo por uma. Podemos coloca-la no quintal neste verão.


― John Henry... John Henry repente se sentiu gelado e agarrou o cobertor, puxando sobre o seu corpo nu quando ele se encostou contra a cabeceira. ― Você não quer se casar comigo Charlie? Enquanto Charlie só olhava para ele, as esperanças de John Henry e os sonhos começaram a tomar uma queda livre. Eles nunca haviam discutido algo tão comprometedor como casamento, talvez, não fosse algo que Charlie quisesse, mesmo que parecesse muito feliz quando eles decidiram viver juntos. John Henry perguntou se talvez ele devesse esquecer toda a ideia. Ele sabia que Charlie o amava. O homem mostrou isso em um milhão de maneiras diferentes a cada dia, desde jantar e um beijo de boas-vindas à espera de John Henry depois de um longo dia de trabalho até compartilhar sua casa, sua família e sua vida com John Henry. Eles ficaram lado a lado, quando os pais de Charlie, que de alguma forma conseguiram sobreviver ao tiroteio, foram julgados e considerados culpados por seus crimes, juntamente com o homem que haviam contratado para invadir a casa e atacado Charlie, e pelo circo de mídia que os cercou no julgamento devido ao nome Pennington. Eles até ficaram lado a lado, quando ajudaram Tyler a se recuperar do fato de ter atirado no seu pai e os pesadelos que pareciam atormentá-lo desde então. Eles se abraçaram em alívio quando Hector Ramirez foi descoberto com a garganta cortada, vítima de um de seus concorrentes. E então eles tinham feito uma grande festa, depois de assegurar que todas as mínimas medidas de segurança de Manny e George poderiam pensar em aplicar estivesse em totalmente funcionamento.


Mas John Henry queria mais. Ele queria a bola inteira de cera, o compromisso de vida, as crianças e especialmente Charlie. Seu bonito Charlie. Nada mais importava, nem o dinheiro ou a casa de propriedade de Charlie que estava se transformando em um lar agora com os reparos estavam quase terminados. John Henry até tinha se acostumado com Charlie indo embora a cada dois meses em alguma missão de planejamento, embora ele fosse um caso perdido todo o tempo em que Charlie não estava. Ele não se preocupava mesmo com o grupo de homens que fixaram residência na casa e entravam e saiam em todas as horas do dia e da noite. Nada disso importava, exceto Charles Kenneth Pennington III. Isso era tudo o que John Henry queria. E ele percebeu que tinha isso. Ele não deveria tentar balançar o barco. Seu mundo inteiro estava na palma da sua mão. Ele não deveria pedir a lua e as estrelas também. ― Não importa, ― John Henry sussurrou. ― Foi uma ideia estúpida. ― Não foi uma ideia estúpida John Henry. ― Charlie suspirou quando ele estendeu a mão para a mesa de cabeceira e tirou um pequeno saco de veludo preto. Ele abriu e derramou algo em suas mãos. ― Eu estava desapontado porque não tive a chance de perguntar a você primeiro. A mandíbula de John Henry caiu enquanto olhava para os dois anéis de ouro na palma da mão de Charlie. Seus dedos tremiam de emoção quando estendeu a mão e pegou uma, segurando contra a luz. ― Eles são lindos, Charlie.


O rosto de Charlie ficou vermelho e ele desviou o olhar. ― Eu pensei que algo mais simples funcionaria melhor para nós apenas por causa de quem somos, mas então eu meio que me empolguei. Foi apenas quando Charlie falou que John Henry notou a pequena gravura no lado de dentro do simples anel. Ele apertou os olhos quando virou o anel para a luz. ― Sempre no meu coração, ― John Henry murmurou enquanto lia a inscrição. John Henry piscou quando algo suspeito como lágrimas brotaram nos seus olhos. ― É perfeito, Charlie. ― Então, você vai se casar comigo? John Henry sorriu quando ele alcançou Charlie. ― Pode apostar o seu traseiro peludo fuzileiro, que eu vou!

Fim


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