Paciência do Doutor (Os Amantes do Esquadrão Alfa 2) De: Stormy Glenn
Sam é um soldado do Esquadrão de Operações Especiais. Sabe como lidar com uma arma, abrir seu caminho em de quase qualquer situação e, geralmente, é preparado para qualquer coisa... Exceto com os sentimentos que está desenvolvendo rapidamente pelo Dr. Daniel Evans, o médico do esquadrão. Doc, no entanto, já tinha sentimentos por Sam há bastante tempo, mas não tinha ideia do que fazer com eles. Por enquanto, desde que o conhece, Sam sempre foi hetero. Quando um encontro casual com Sam o leva a acreditar que Sam pode estar interessado em mais do que uma relação médico/paciente, Doc decidi perseguir Sam, apenas para descobrir que Sam é casado... Com uma mulher! Desolado, Doc ignora seus apelos de Sam quando sua esposa é atacada. Mas quando Sam traz sua noiva grávida para casa e Doc descobre que Sam ainda tem sentimentos por ele e está em um casamento de conveniência, Doc vai perdoar Sam? Enquanto tentam explorar a sua nova relação, o perigo que trouxe Sam para sua casa ameaça separá-los permanentemente. Com a ajuda de seus amigos, Sam e Doc, tentam proteger a esposa de Sam e a si mesmos, na esperança de uma vida juntos.
Capítulo 1
O doutor Daniel Evans folheou suas notas enquanto as transferia para seu computador. Tentou colocá-las em ordem enquanto digitava, mas o seu coração não estava no trabalho hoje. Gostaria de estar fazendo qualquer coisa, menos mexer nessa papelada. Era um médico. Gostava de trabalhar com pessoas e não com papel. Ouvindo a porta da enfermaria abrir, Doc olhou para cima para ver Cole Daniels entrar. — Ei, Cole. Algum problema? Mari está bem? — Doc perguntou rapidamente se levantando.
Mari Johnson, a mulher que se envolveu tanto com Cole e quanto com seu irmão gêmeo, Bear, tinha sido envenenada alguns dias antes. Doc tinha dado o atendimento médico e a liberado da enfermaria para seu próprio quarto no início do dia. — Não, Mari está bem. — Cole respondeu. Ele cruzou os braços sobre o peito e sentou-se na borda da mesa. — Só queria falar com você por um minuto. — Claro! O que há? — Doc perguntou enquanto se acomodava em sua cadeira, inclinando-se para trás para olhar para o homem maior. Cole Daniels era a personificação do que cada Seal da Marinha queria ser... Grande, forte e muito masculino. — Queria te agradecer pelo que fez por Mari. Se não tivesse reagido tão rápido ela não passaria por isso. Doc balançou a cabeça. — Não, só estava no lugar certo e na hora certa, Cole. Se você e os outros caras não tivessem me dado a melhor enfermaria equipada e o laboratório, nada que eu pudesse ter feito faria diferença. — Não se venda barato, doutor. Você salvou cada membro desta equipe mais vezes do que me lembro. Vale cada centavo que demos para este lugar. — Cole riu. Doc podia sentir seu rosto esquentar pelo louvor de Cole. Sim, era um médico, um bastante competente, e tinha trabalhado em cada membro da equipe de Operações Especiais de Cole em um momento ou outro. Mas não era um mágico. Ser o único médico de um grupo muito especial de soldados tinha suas recompensas, no entanto. Além de ser incluído como um colega e amigo, Doc tinha uma das enfermarias médicas mais bem equipadas em que já tinha trabalhado.
O fato de ter sido construída no porão da própria casa onde todos viviam juntos, apenas era mais uma recompensa. Doc era capaz de simplesmente sair do quarto, seguir um corredor e descer algumas escadas e chegar ao trabalho. — Além disso, — Cole continuou. — tínhamos que lhe agradecer de alguma forma por nos salvar daqueles maníacos nos laboratórios do governo. Qual a melhor maneira do que lhe dar um lugar para cuidar de nós? Com as nossas diferenças genéticas, não é como se pudéssemos ir a um médico regular. — Concordo. — Doc respondeu enquanto pensava sobre as diferenças genéticas das quais Cole estava falando. Cinco anos atrás, Cole e os outros homens de sua unidade militar tinham todos sidos voluntários para um projeto especial do governo para melhorar suas habilidades naturais, físicas e mentais. Quando se tornaram mais fortes e mais agressivos, devido às suas alterações genéticas, os médicos responsáveis decidiram eliminá-los. Doc, que tinha trabalhado com os homens, ficou chocado e os ajudou a escapar. — É mais do que isto, Doc. Você colocou sua vida em risco para nos salvar quando os nossos manipuladores queriam nos eliminar ou nos prender para o resto da vida. Cada membro dessa equipe daria a vida por você e sabe disso. Doc podia sentir seu rosto queimar ainda mais brilhante. — Não fiz nada mais do que qualquer outra pessoa teria feito, Cole. O que queriam fazer com vocês estava errado. Só botei a boca no trombone. Não foi nada de especial. Doc olhou com surpresa quando Cole começou a rir. — Só botou a boca no trombone? Doc, você foi ao presidente dos Estados Unidos e salvou nossas bundas. Diria que foi algo especial.
— Olha, Cole... — Doc começou e foi interrompido quando Cole se levantou, segurando a mão para detê-lo. — Ok, Doc, continue a viver no seu mundo de fantasia, se quiser. É um grande médico e vamos sempre te dever pelo que fez por nós. Apenas queria que soubesse como eu me sentia. — Doc assentiu com a cabeça, piscando para Cole com sorriso. — Anotado. — Quando Doc viu Cole sair da enfermaria, ele se lembrou da conversa que teve com Mari alguns dias antes. Ela estava deitada em sua cama de hospital se recuperando de seu envenenamento. Ele estava confuso com as atitudes de Bear, Cole e Mari. Nenhum deles parecia ter problema com o fato de que todos estavam num relacionamento sexual juntos. E agora que Mari sabia que estava grávida, parecia ter certeza de que nem Bear nem Cole se importariam sobre quem era o pai, mas que na verdade ficariam apenas felizes por terem engravidado Mari. — Vá em frente e pergunte, Doc. Sabe que quer. — Mari disse. Doc congelou quando um rubor tomou seu rosto. Perdedor! Deu um olhar desconfortável para Mari. Não tinha percebido que tinha mostrado tanto a sua curiosidade. Estava um pouco envergonhado que havia sido pego. Caminhou até Mari e se sentou na cadeira que Bear tinha desocupado alguns minutos mais cedo. Observou as mãos cruzadas por alguns instantes, pensativo, antes de olhar para Mari. — Como faz isso? Quero dizer, como é que se compartilha com dois homens sem que se sintam, não sei, com ciúmes? — Não sei exatamente. Acho que simplesmente aconteceu. Não é que não ache possa acontecer em algum momento, porque acho. Como não poderia? Mas Bear e Cole se preocupam tanto comigo. De acordo com você, eles me amam. Se me amam e estão dispostos a compartilhar, por que não devo mantê-los?
— É isso que quer? Ter dois homens? — Se tivesse me perguntado isso há um mês, teria dito não. Ah, claro, as mulheres sempre fantasiam sobre ter dois homens, assim como os homens fantasiam sobre ter duas mulheres. — Doc não pode deixar de rir com as palavras de Mari. Se ela soubesse. Doc era gay. Era gay desde quando podia se lembrar. Nunca havia fantasiado estar com duas mulheres. Dois homens, por outro lado... — Mas depois de estar com Bear e Cole, e vendo a sua capacidade de me amar de forma igual e não me fazer sentir como se estivesse traindo alguém quando tenho relações sexuais um deles, não poderia querer qualquer outra coisa. — Mari continuou. Doc pensou sobre suas palavras. Este tema em questão o confundia muito. Ocupava muito sua mente ultimamente. — Por que pergunta Doc? Você já se apaixonou por alguém que quer estar neste tipo de relacionamento? — A Cabeça de Doc ergueu, sua boca caiu aberta em estado de choque antes de fechar. — Não exatamente. Ela colocou a mão sobre a dele e bateu-lhe. —Diga-me, doutor. Às vezes é melhor falar sobre isso. Doc tomou várias respirações longas antes de falar, tentando reunir seus pensamentos o suficiente para explicar a Mari o inferno que vivia. — Recentemente me tornei consciente de ter... Sentimentos por alguém. Alguém por quem sempre me senti atraído, mas que até agora era só uma atração. Ao longo das últimas semanas, esta atração tornou-se algo mais. — Será que ele sabe? — Mari perguntou. — Como é que sabe a verdade? Sou tão óbvio? — Doc exclamou, enquanto olhava surpreso para Mari. Mari riu.
— Oh Doc, teria que ser alguém que está com você em uma base diária para desenvolver sentimentos fortes. Além de sua irmã, sou a única mulher aqui, e ei que não está apaixonado por mim. Assim, pelo processo de eliminação, tem que ser um dos caras. Doc podia sentir seu rosto corar novamente. Sentiu-se um pouco irritado por Mari deduzir tão facilmente. Mais alguém que o descobriu? Mari balançou a cabeça. — Não, doutor, não acho que ninguém mais sabe. — Droga, mulher, pode ler as mentes? — Ele perguntou. — Não. — Ela riu de novo, batendo as mãos para tranqüilizá-lo. — Mas posso ler pânico quando o vejo. Agora me diga quem é ele. — Nem sei por onde começar. Eu o conheço há anos e sempre fui atraído por ele. Ele é tão, não sei, macho alfa, acho. Ele pode ser esmagador às vezes. — Conheço esse sentimento. — Passei muito mais tempo do que o normal em torno dele recentemente e me vi ansioso por nosso tempo juntos, querendo o nosso tempo juntos. Esperava que se sentisse da mesma maneira, mas não acho que sinta. — Por que não? — Perguntou Mari. — Ele gosta de mulheres. — Doc respondeu tristemente. —Quero dizer, sempre soube que era hetero. É por isso que nunca fiz um movimento nele. Mas desde que começamos a trabalhar juntos neste projeto para Cole... Acho que comecei a pensar que talvez houvesse algo ali. — Tem certeza que ele é hetero? Quer dizer, poderia haver uma possibilidade de estar errado? — Perguntou Mari. Doc balançou a cabeça. — Não, acho que não. Eu o vi com as mulheres. E definitivamente gosta delas.
— Ele pode estar escondendo isso? Um monte de gente, como sabe, tem medo de sair do armário. — Mari argumentou. — Não sei, acho que poderia estar. Quer dizer, houve toques casuais e tal. E às vezes o peguei olhando para mim com aquele olhar. Sabe o que quero dizer? Aquele olhar de alguém que se sente atraído por outro? — Sim? Parece promissor até agora. Então, qual o problema? — Mari perguntou. — E se não for gay? E se realmente é hetero? Eu poderia arruinar uma boa amizade se cruzar a linha, entende? — E se ele for as duas coisas? Doc deu o primeiro sorriso que Mari tinha visto em vários momentos. — Isso é o que espero. Mas isso vem com seu próprio conjunto de problemas. Simplesmente não consigo parar de pensar nele. — E é por isso que quer saber sobre a partilha. — Sim, acho. Acho que faria quase qualquer coisa se ele sentisse algo por mim igual que sinto por ele. — E Doc sabia que faria. Nunca tinha estado tão interessado em alguém antes. — Doc, o compartilhamento é fantástico, mas não é para todos. Você tem que ter certeza que é o que antes de fazer algo assim. — Isso foi exatamente o que Bear me disse. — Doc disse, rindo. — Bem, é a verdade. Se for compartilhar alguém que ama com outra pessoa, precisa ter certeza absoluta que pode fazê-lo ou o ciúme vai comê-lo vivo. Então, pense nisso muito antes de fazer. Mas não se preocupe. As coisas têm uma maneira de se resolver sozinhas. — Sim, acho que está certa. — Sabe que estou. O ciúme pode destruir um relacionamento. — Mari declarou com firmeza.
Assim,
poderia
compartilhar?
Poderia
estar
nesse
tipo
de
relacionamento? Doc não tinha certeza. Poderia estar com uma mulher, só para agradar ao homem que sabia que amava? Era ainda uma possibilidade? — Ei, Doc, tem um minuto? Doc quase pulou de sua pele quando o objeto de seus pensamentos, e muitas fantasias, entrou em seu escritório interrompendo sua viagem ao passado. — Claro Sam. O que posso fazer por você? — Perguntou, esperando que sua voz soasse normal. Sua freqüência cardíaca com certeza não estava. Se não fosse um médico, poderia jurar que estava tendo um ataque cardíaco. — Eu me cortei e queria saber se poderia dar uma olhada nisso. — Sam estendeu a mão, envolta em uma toalha de cozinha. Doc levantou-se e desembrulhou a mão de Sam. O corte parecia pequeno, mas profundo. — Vamos lá. Isso vai precisar de um par de pontos. — Sam seguiu Doc para a sala de exame que Mari tinha estado mais cedo naquele dia e sentou-se na maca. Observou Doc reunir suprimentos de várias gavetas e colocá-los em uma pequena bandeja de prata. Gostava de assistir ao homem menor se movendo pela sala. Doc sempre parecia muito eficiente no que fazia. Sam tinha ficado impressionado com o quão inteligente Doc parecia. Ele era ótimo para conversar e nunca fazia Sam se sentir como um idiota, ao contrário de seu pai, que era um empresário proeminente de Boston. Quando Doc sua segurou mão imóvel para examinar melhor o corte, a sensação dos dedos de Doc em sua pele enviou pequenos arrepios diretos à virilha de Sam. Estava tendo essas sensações estranhas há algum tempo e não sabia o que fazer com elas. Sam sempre tinha pensado que Doc era um homem
atraente, mas, até recentemente, não tinha percebido o quão atraente. Ou que a atração tornava Sam ainda mais curioso sobre Doc. Nunca tinha visto Doc em um encontro com alguém, mesmo sabendo que ele era gay. Doc tinha sido totalmente honesto sobre o assunto quando Sam tinha perguntado alguns anos antes. Isto nunca tinha preocupado Sam até agora. Desde que Sam tinha notado Doc como mais do que um colega, estava mais confuso do que se lembrava. Não sabia o que fazer com os sentimentos que Doc estava inspirando nele. Ao contrário de Doc, Sam sempre andou com mulheres e, como o sexo com as mulheres nunca tinha sido tão alucinante, não tinha feito isso muitas vezes, só quando precisava aliviar um pouco a tensão. Mas as sensações que tinha quando Doc o tocava eram diferentes de tudo que já havia sentido. Só de pensar em Doc o fazia duro como uma rocha, o que não era uma coisa boa, considerando que Doc estava se inclinando para a direita sobre a tenda em suas calças. Sam esperava que Doc não percebesse. Sam sabia que se começasse a pensar sobre fantasias que teve nas ultimas noites com Doc, não haveria nenhuma maneira que pudesse esconder sua reação do homem, mesmo que Doc estivesse do outro lado da sala. Ainda assim, estar tão perto do homem com que sonhou nos últimos meses estava tendo muito efeito sobre Sam. E estava fazendo de tudo para não se inclinar e enterrar o rosto no pescoço de Doc. Sam nunca tinha sentido nada parecido em sua vida. Sam podia sentir o cheiro dele o dia todo, um cheiro másculo e almiscarado. Doc não estava passando muito melhor. Só de estar tão perto do homem em quem estava pensando nos últimos meses estava matando o seu coração.
Sempre esteve atraído por Sam, mas nunca pensou sobre isso até recentemente. Cole pediu a Sam para trabalhar com Doc na criação de um pacote de suprimentos médicos especiais, que fosse possível para cada membro da unidade levar consigo, algo que pudessem usar no campo até voltassem para o rancho. Embora Doc fosse o seu médico, nunca entrou em missões com eles. Era um médico, não um soldado. O mínimo que podia fazer era se certificar de que seus pacientes poderiam voltar para que os pudesse tratar. Esse projeto deu inicio ao inferno que Doc vivia agora. Passava várias horas por semana fechado na pequena enfermaria com Sam, trabalhando com ele, sentindo seu cheiro, querendo-o. No entanto, certamente não seria profissional atacar o seu amigo e colega, o seu colega muito hetero. Além disso, uns bons dez centímetros mais alto e alguns quilos mais pesado, Sam poderia limpar o chão com ele. O pensamento de Sam lutando com ele no chão fez o pau de Doc saltar para cima e implorar, por mais bizarro que parecesse. Doc quase gemeu. Sempre foi atraído por grandes homens altos e fortes, e Sam tinha uma presença maciça, autoconfiante, que apenas gritava por Doc. Não que se considerasse um sub ou qualquer coisa. Sempre gostava de ficar em pé de igualdade num relacionamento. Mas algo no homem maior chamava por Doc em um nível muito básico. — Então, Doc. — Sam começou hesitante. — Você namora? Doc quase deixou cair o chumaço de gaze que tinha em suas mãos com a pergunta de Sam. Seus olhos voaram para Sam antes de baixar rapidamente de volta para a mão em que trabalhava. — Sim. — Doc respondeu, surpreso por Sam perguntar. Por que, diabos, Sam estava interessado se ele namorava ou não? A menos que... — Por quê? — Perguntou. Foi incapaz de conter uma pequena semente de
esperança crescer em seu coração. Talvez Sam tivesse notado a atração entre eles. — Só queria saber. Nunca o vi sair antes. — Doc prendeu a respiração esperando Sam continuar, mas depois de alguns momentos de silêncio terminou de envolver a mão de Sam e recuou. — Ok, isso deve ajudá-lo. Mantenha-o seco no próximo par de dias. Vou tirar os pontos na próxima semana. E lembre-se de manter limpo. — Ei, Doc? — Sam disse, enquanto se levantava da mesa de exame. — Espero não ter lhe ofendido ou qualquer coisa. Sou apenas um curioso. Tão casualmente quanto pôde, Doc disse: — Não me ofendeu. Costume ter encontros, mas ultimamente... — Ultimamente? — Sam insistiu quando Doc não continuou. Manchas de escarlate apareceram nas bochechas de Doc quando terminou de falar. — Meio que fiquei interessado em alguém e não quero namorar outra pessoa. — Está interessado em alguém? — Sam perguntou asperamente, claramente surpreso. — Alguém que conheço? — A hostilidade na voz de Sam assustou Doc. — Por que quer saber? Por que se importa? — Não me importo! — A força da resposta de Sam tomou Doc desprevenido. Não conseguia entender por que Sam estava com tanta raiva. Será que achava que interessado em alguém que ele próprio queria? — Sam... — Doc começou. — Não me importo com quem, diabos, você fode. — A voz de Sam era tranqüila, com um tom de frio desprezo.
Doc estava ali em choque com a explosão de Sam, enquanto o observava deixar a sala, batendo a porta atrás dele. Isso certamente tinha ido bem. Não mesmo!
Sam bateu a porta da enfermaria atrás dele, intrigado com sua raiva crescente por Doc, mas ainda com raiva de Doc, por estar interessado em alguém o suficiente para parar de sair. Doc deveria ter alguns sentimentos muito fortes por esta pessoa se parou de sair apenas para que não fosse atrapalhar o relacionamento. A conscientização dos pensamentos e emoções caóticos o assaltou. Por que diabos estava tão preocupado com o que Doc fazia? O que importava para se Doc saia com alguém ou dormia? Não deveria lhe importar, mas importava. Apenas o pensamento de Doc tendo relações sexuais com outra pessoa o deixava com raiva. Doc não deveria ter intimidade com ninguém... Exceto, talvez, ele. Esse pensamento o confundiu ainda mais. Estava chateado que Doc estivesse interessado em alguém. Queria que esse alguém fosse ele. Sam, de repente parou de andar quase como se tivesse sido atingido por uma parede de tijolos. Não agüentava mais. Tinha que saber por quem Doc estava interessado ou isso iria comê-lo se não descobrisse. Sam virou-se e caminhou de volta para a enfermaria. Tentou não examinar demais seus sentimentos. Não tinha que se meter na vida privada do Doc, mas não conseguia se conter.
Abrindo a porta da enfermaria olhou em volta a Procura de Doc. Ele não estava na sala de espera ou na sala de exame, mas podia ouvir um barulho vindo do escritório do doutor. Caminhou em direção ao escritório, parando na porta. Doc estava mexendo com alguns papéis em sua mesa. Sam caminhou pelo o escritório e o agarrou pelos braços, girando em torno dele. Ouviu o grito rápido de surpresa de Doc quando Sam apertou a boca na dele. Sua língua explorou os recessos de sua boca. O gemido atormentado de Doc era um convite inebriante enquanto passava os braços com mais força em torno de Doc e pressionava sua ereção dura contra o corpo de Doc. Se os seus lábios não estivessem colocados com o de Doc, Sam teria sorriu quando Doc passou os braços em volta do seu pescoço e arqueou em seu corpo. Um choque elétrico percorreu seu corpo quando sentiu a ereção de Doc contra a dele. Sem quebrar o beijo Sam levantou Doc e deitou-o de volta na mesa. Ele se inclinou sobre Doc para pressionar seu corpo sobre o dele, seus paus duros se esfregando através de suas calças. Gemeu quando Doc levantou as pernas para envolvê-las em torno de sua cintura, trazendo-os ainda mais próximos. Ele se moveu rápido contra Doc, criando atrito intenso entre eles. A boca de Sam se abriu de repente, quando sentiu o orgasmo vindo. Era perfeito, elétrico e sensual. Jogou a cabeça para trás e rosnou, baixo e profundo, quando explodiu em suas calças. No fundo, vagamente, ouviu o gemer de Doc quando atingiu o orgasmo no abraço de Sam. Sam apoiou a cabeça no ombro de Doc por um breve momento antes de se levantar e olhar para a expressão confusa do outro. Nunca soube que um homem poderia parecer bonito, mas naquele breve momento a expressão de
satisfação no rosto de Doc era mais bonita do que qualquer coisa que já tinha visto. Queria colocar essa expressão no rosto de Doc de novo e de novo. E isso o assustou, porque queria mais. E não estava em posição de ter mais. Sam deu um passo atrás quando Doc estendeu a mão para ele. Observou a mão de Doc cair lentamente de volta para seu colo. O rosto de Doc mostrou sua decepção e perplexidade. Sam sabia que ele estava confuso, mas suas emoções estavam muito caóticas para explicar. — Sam? — Doc sussurrou. O som rouco da voz de Doc, quando disse seu nome fez Sam quase correr para a porta. Não queria examinar suas ações muito de perto agora. Eram muito cruas e confusas. Tinha acabado de receber mais prazer em suas calças do que já teve com alguém que já tinha estado. Quando correu para fora da enfermaria e subiu as escadas, Sam podia ouvir o choro atormentado de Doc atrás dele. Sabia que não estava sendo justo com Doc, mas não sabia como lidar com os sentimentos que o inundavam. Quando Sam chegou ao topo da escada, apertou a mão sobre o rosto, o choque dos últimos momentos o paralisando onde estava. Seu rosto ficou corado, com pesar e raiva de si mesmo. No minuto em que havia tocado Doc, Sam era um caso perdido. É por isso que tinha se controlado para manter uma distância dele. Não sabia se poderia lutar contra sua atração por Doc. Sam sabia que não poderia ter esses sentimentos por Doc, agora não. Não quando estava preste a se mudar para Boston para viver sob o controle implacável de seu pai, perdendo tudo de bom em sua vida. Incluindo Doc.
Capítulo 2
Sam evitou Doc nas duas semanas seguintes, saindo do seu caminho. Sabia que seu comportamento confundia Doc. Também estava confuso. Não tinha a intenção de ir até Doc, mas uma coisa tinha se transformado em outra e tinha encontrado mais êxtase naqueles breves momentos nos braços de Doc, do que já tinha encontrado com alguém. Fez tudo o que podia para evitar Doc, deixando a sala quando ele entrava, não atendendo ao telefone quando Doc chamava. Até deixou o rancho por diversas vezes para escapar de Doc, se voluntariando para cada missão que aparecia. Tinha que provar a si mesmo que era imune a Doc. Não podia se dar ao luxo de ser atraído por ele. Sua vida ia em outra direção e não podia deixar as fantasias sobre Doc distraí-lo. Seu pai, um homem que Sam desprezava, tinha concordado em nunca entrar em contato com o irmão de Sam, Sky, se Sam se mudasse para Boston e se casasse com a mulher que ele escolheu. Sam se encolheu ao pensar em se casar com uma completa estranha, mas faria qualquer coisa para manter o seu irmão a salvo de seu pai. Arthur McKenzie era um homem cruel e implacável que faria qualquer coisa para conseguir o que queria. E o que queria era a obediência de Sam. Ao concordar com as exigências de seu pai, Sam sabia que estava desistindo de qualquer esperança de ser feliz, qualquer esperança de estar
com Doc. Sabia disso, antes mesmo de ter beijado Doc. Mas faria qualquer coisa para manter Sky fora das garras de seu pai. Isso era o que tornava isso tão difícil quando Doc não mostrava sinais de ceder em sua busca de Sam. Aparecia em todos os lugares que Sam estava. Ligava para Sam, o encurralava sempre que podia. Sam começou a ficar desesperado tentando fugir de Doc. Tentou fugir sempre que Doc o encurralou, mas Doc parecia determinado. Sabia que teria que dizer algo para Doc antes que os outros se tornassem ciente da situação. Não queria ferir os sentimentos de Doc, mas não podia, não iria entrar em um relacionamento com ele. Era impossível. E sabia que só tinha a si mesmo para culpar. Nunca deveria ter ido para Doc, em primeiro lugar. Sam esperou até as primeiras horas da manhã, antes que tivesse que ir para a sua próxima missão. Deveria ficar fora por alguns dias, talvez um par de semanas. Esperava que o tempo longe desse a Doc algum espaço para lidar com sua atração mútua e encontrar uma maneira de acabar com ela. Sam calmamente fechou a porta do quarto de Doc atrás dele, agradecido por sua formação em discrição. Não seria bom para ninguém ouvilo ir sorrateiramente no quarto do homem. Ficou em silêncio na porta à espera que seus olhos se ajustassem à escuridão antes de ir para a cama onde o homem dormia. Parando na beira da cama, levou um momento olhando para a forma adormecida de Doc. O lençol estava um pouco acima da virilha de Doc dando a Sam uma visão clara de seu peito musculoso e estômago apertado. Sam quase gemeu quando percebeu que a única coisa que o separava do corpo nu de Doc era o lençol fino. Saber que Doc dormia nu iria atormentá-lo por algum tempo. Sentiu o suor brotar em sua pele quando a mão de Doc desceu sob o lençol para pegar sua ereção crescente. Lambeu os lábios secos vários vezes
enquanto observava a mão de Doc se mover para cima e para baixo em seu pau semi-duro. Não queria nada mais do que envolver os lábios ao redor do pênis de Doc e saboreá-lo. Sabendo que tinha que parar com isso antes que ficasse fora de controle, se sentou na beirada da cama e estendeu a mão para acordar Doc. — Doc. — Sussurrou. — Doc, acorde. — Sam viu os olhos de Doc se abrirem lentamente e ele piscar várias vezes para colocá-los em foco. — Sam? — Disse ele, surpreso. — O que está fazendo aqui?— Ele fugiu para se sentar na cabeceira de sua cama, puxando o lençol para cobrir sua nudez. Ele não perdeu o olhar profundo que Sam deu a ele, enquanto observava o movimento. Sam estava em seu quarto, exultou Doc. Sam tinha o evitado por alguns dias. Mas agora tinha vindo para ele. A alegria lentamente deixou Doc quando Sam começou a falar. Sua voz soava calma, sem a luz em seus olhos, sem sorriso de ternura e nenhum um sinal de atração. — Doc, tenho uma coisa para te dizer e depois vou embora. Sinto muito sobre o que aconteceu antes. Nunca deveria ter acontecido. Acho que lhe dei a idéia de que estava aberto a um relacionamento com você e não estou. Sam levantou-se e começou a andar ao redor do quarto enquanto tentava descobrir como explicar isso para Doc, sem soar como um completo imbecil. — Não queria dar a impressão de que poderia ter um relacionamento com você. Sinto muito se essa foi a maneira que pensou. O que aconteceu naquele dia em seu escritório, bem, não posso explicar. Mas isso nunca pode acontecer novamente. Jamais! — Sam parou de andar a tempo suficiente para olhar para o rosto sisudo do Doc. Um sentimento amargo começou a se desenvolver na boca do estômago, enquanto observava a esperança deixar os
profundos olhos verdes de Doc antes que os abaixasse para olhar para suas mãos. Não tinha a intenção de ferir Doc, mas era óbvio que tinha. E só tinha podia culpar a si mesmo. Tinha sido o único a ir para Doc, e não o contrário. — Olhe, Doc... — Daniel. — O quê? — Sam perguntou confuso com a interrupção. —Meu nome é Daniel, não Doc. — Daniel suspirou, apertou as mãos e olhou para ele. — Bem, Daniel, então. — Sam sussurrou. — Olha, tem que parar de me seguir. Não posso fazer isso com você. Não posso ser... Gostar de você. — Gostar de mim? — Daniel cuspiu olhando para Sam. A réplica raivosa endureceu suas características. — Que diabos isso significa? Sam sabia que estava explicando isso direito. Não tinha a intenção de fazer Daniel ficar com raiva. Só precisava lhe explicar que não podiam ficar juntos novamente e sair. Não tinha nada para oferecer a Daniel. E se importava o suficiente com Daniel para não tirar proveito de sua amizade amarrando-os juntos. — Não quis dizer nada com isso, mas essa coisa entre nós, nunca poderia acontecer. Não entende isso? Não posso estar com você. — É alguém? — Daniel sussurrou, segurando a respiração. — Não, não é assim. Mas isso não vem ao caso. Isso só não pode acontecer. Nada disso pode acontecer. — Sam respondeu com um aceno de mão. — Tudo bem. — Daniel disse calmamente. — É só isso? Isso é tudo que tem a dizer? — Sam perguntou, espantado que Daniel não estivesse discutindo com ele. Ele tinha sido tão persistente ao longo dos últimos dias.
Sam sabia que deveria estar aliviado com as palavras de Doc. Deveria apenas sair, mas uma parte dele se sentiu confuso e com um pouco de dor por Daniel estar desistindo tão facilmente. Talvez Doc não tivesse estado tão envolvido como Sam tinha pensado. — O que gostaria que eu dissesse Sam? Você se fez perfeitamente claro. Já disse o que queria e entendi. Você não me quer. Não vou incomodá-lo novamente. — Daniel disse, abaixando os cílios rapidamente para esconder sua mágoa. — Agora, por favor, saia. — Esperou pelo som de Sam saindo, o que pareceu uma eternidade. Segurou as lágrimas de decepção até a porta fechar e ouvir os passos de Sam. Então se rendeu à angústia. Tremia. Socou o travesseiro várias vezes antes de jogá-lo longe. Sam não poderia ter sido mais claro, não queria um relacionamento com ele. Não queria nada com ele. Pelo que Sam tinha dito, não queria nem a amizade dele. Bem, se é isso que ele quer, é isso que terá. Daniel não ia correr atrás de alguém que não o queria. Sentiu a miséria como uma dor física e percebeu que tirar Sam de seu coração não ia ser tão fácil. Daniel limpou as lágrimas de seus olhos, enquanto tentava incutir algum controle em si mesmo. Tinha que enterrar suas emoções e manter um firme controle de si mesmo se ia estar perto de Sam numa base diária. Mas poderia fazê-lo. Se nada mais, isso é o que Sam queria dele e isso é o que poderia lhe dar.
Capítulo 3
Tinham sido duas longas semanas para Daniel, enquanto esperava Sam voltar de sua última missão. A vida parecia rodar a sua volta em câmera lenta enquanto lidava com a perda de seu sonho de ter Sam em sua vida. Daniel se sentou em sua mesa, olhando para o espaço e o pensamento em Sam quando o telefone SAT1 para o helicóptero tocou. A equipe trazendo um soldado ferido. — Aqui é o Doc. Câmbio. — Daniel disse quando pegou o telefone. — Ei, doutor, estamos chegando em água morna. Câmbio. — Jake disse. Daniel deu um suspiro de alívio. Alguém estava ferido, mas não gravemente. — 10-4, situação e ferimentos? Câmbio. — Perguntou. — Sam teve suas mãos cortadas em algum vidro. O sangramento parou, mas os cortes são profundos. Pressão arterial boa, pulso normal. Câmbio. — Daniel sentiu-se gelar ao ouvir que Sam estava ferido. Queria gritar e gritar, exigir saber mais. Mas sabia que tinha que colocar seus sentimentos de lado e ser um médico. — Claro. Estarei pronto. ETA 2? Câmbio. — Disse, com uma voz cheia de medo. — Dez minutos, mais ou menos, até pousar. Administrei uma cápsula de medicação para a dor, ele está um pouco dopado, mas não parece bem. Câmbio. — 10-4, Jake. Estarei na enfermaria. Câmbio. 1
Telefone via satélite
2
Estimated time of arrival (ETA) — Tempo estimado de chegada
— 10-4, Doc. Câmbio e desligo. — Daniel guardou o telefone e correu para a enfermaria.
Correu
ao redor da sala freneticamente
reunindo
suprimentos médicos antes de perceber que tinha pegado material suficiente para tratar dez homens. Tomou várias respirações profundas, tentando se acalmar. Por fim, sentindo-se muito mais no controle de si mesmo, reuniu o material que realmente precisaria e guardou o resto. Estava pegando um kit de sutura quando as portas da enfermaria se abriram e Jake e Sky entraram trazendo um Sam drogado entre eles. Daniel fez um gesto para a mesa de exame e seguiu quando o deitaram sobre ela. Vendo ferimentos de Sam, imediatamente entrou em modo de médico e começou a tratá-lo. Levou tempo para limpar e suturar todos os cortes e escoriações que Sam tinha em suas mãos e fazer os curativos. No momento em que havia concluído seu trabalho, Sam usava luvas de gaze branca, ambas as mãos envoltas da ponta do dedo ao pulso. Daniel deu-lhe uma dose de antibióticos e algo para fazê-lo dormir um pouco antes de olhar para Jake e Sky. — Quaisquer outros ferimentos? — Daniel perguntou. — Não, só isso. — Jake disse quando fez um gesto para as mãos de Sam. — O que aconteceu? — Perguntou tentando parecer profissional. — Não sei com certeza, Doc. Ficamos separados durante a extração. Ele apareceu no LZ dessa forma. Não falou muito depois que demos a ele a cápsula para dor que você projetou para nós. Apenas olhou para o espaço. — Sky e Jake ambos riram. Já haviam sentido os efeitos das pequenas cápsulas de Daniel. Era realmente uma forte medicação para a dor que Daniel tinha desenvolvido só para eles, devido a sua genética avançada.
Ele não interferia nas suas capacidades físicas ou mentais, mas o faziam
sentir
menos
dor.
Também
lhes
permitia
voltar
ao
normal
relativamente rápido em comparação com outros analgésicos pesados. Cada um dos membros da equipe tinha sido grato por ter as pequenas cápsulas menos uma vez ou outra durante os cinco anos que tinham trabalhado com Daniel. Daniel concordou e utilizou Sky e Jake ajudar a colocar em Sam uma camisa e calças largas verdes de hospital. Então, tirou Sky e Jake da sala. Seu paciente precisava dormir um pouco. Fechando a porta atrás de si, voltou para a enfermaria e pegou um cobertor para cobrir Sam. Ele parecia cansado. Daniel não conseguiu evitar tirar o sedoso cabelo preto do rosto de Sam. Mesmo cansado, ainda era o homem mais sexy que Daniel já tinha visto em sua vida. O sol tinha bronzeado seu rosto, seus lábios eram firmes e sensuais, e o conjunto de sua mandíbula sugeria uma teimosia que Daniel sabia, por experiência pessoal, que era ferrenha. Daniel olhou para o resto do corpo de Sam, sentindo seu pau endurecer na visão impressionante diante dele. O rico contorno dos ombros de Sam comprimia contra o tecido verde de sua camisa. Parecia muito poderoso, seu peito largo e musculoso. Suas pernas eram longas e firmes como troncos de árvores. Balançando a cabeça, cobriu Sam com o cobertor puxando-o sob o queixo. Um gemido vindo de Sam parou Daniel quando se virou para sair da sala. Rapidamente virou-se para Sam, inclinando-se para ouvi-lo. —Daniel? — Sam murmurou sem abrir os olhos. Daniel nunca tinha ouvido o nome dele nos lábios de Sam antes. Sam sempre lhe chamou de Doc, como o resto do pessoal chamava. Isso o fez vibrar todo.
— Fica comigo até eu dormir? — Sam... — Daniel começou. — Por favor? — Sam insistiu, seus olhos se abrindo para olhar para Daniel, implorando-lhe para não dizer que não. Daniel observou Sam por alguns momentos antes de acenar com a cabeça e pegar uma cadeira para sentar-se ao lado da cama. — Eu perdi você, Daniel. — Sam sussurrou enquanto fechava os olhos novamente. Daniel teve que engolir várias vezes antes que pudesse responder. — Também senti sua falta, Sam. — Viu quando Sam lentamente caiu no sono, as feições em paz. Daniel tinha pensado que havia enterrado seus sentimentos sobre Sam, que se afastando não fosse o querer tanto. Mas com quatro pequenas palavras Sam tinha retornado para seu coração com tudo. Como iria lidar com isso? Sam não estava interessado em um relacionamento. Ele tinha deixado isso bem claro há duas semanas. Se isso fosse verdade, porém, por que disse o que disse? Tinha que ser as drogas. Daniel esperou até que Sam tinha adormecido antes de sair da sala e voltar para seu escritório. Manter seus sentimentos longe de Sam ia ser mais difícil do que pensava. Teria que pensar em outro plano.
Dois dias depois, Daniel entrou no quarto de Sam, parando congelando em seus pés quando viu as mãos de Sam, cobertas de gazes, desajeitadamente se movendo para cima e para baixo, debaixo das cobertas. Andou um pouco mais até que Sam ergueu os olhos, envergonhado ao ver Doc, parando o movimento desajeitado de suas mãos. Ele soube imediatamente o que Sam estava fazendo. — Precisa de alguma ajuda com isso? — Daniel perguntou quando puxou o lençol para trás, descobrindo Sam até os joelhos. Respirou profundamente enquanto olhava para o pau latejante de Sam. Sem perder o ritmo, Daniel inclinou-se e pegou o pau de Sam em sua boca, rodando sua língua sobre a fenda na parte superior. Passou os lábios ao redor da cabeça do pênis de Sam e começou a chupar, sua língua traçando as veias, as bochechas escavando. — Oh droga, isto é muito bom! — Sam gemeu quando tentou agarrar a cabeça de Daniel em suas mãos. Motivado pelas palavras de Sam, Daniel chupou mais duro, movendo a cabeça para cima e para baixo. Sam não conseguia segurar por mais tempo. Bombeando
seus
quadris
para
cima
em
direção
à
boca
de
Daniel,
furiosamente. Sam gemeu novamente quando sentiu seu orgasmo. — Daniel, vou... — Gritou. Sam disparou em sua boca deixando Daniel excitado. Sugou avidamente, tomando o sêmen de Sam, lambendo até que estivesse limpo, levantou-se, puxando o lençol sobre ele. — Uh, Daniel... — Sam começou hesitante. Daniel fechou os olhos por alguns instantes antes de colocar os dedos contra os lábios de Sam. — Não. — Sussurrou em uma voz angustiada. — Pare... Apenas não fale.
Daniel morreria se Sam dissesse alguma coisa. Sabia que Sam não o queria. Mas saber que Sam estava lá, com suas mãos feridas, tentando agarrar seu pênis duro era mais do que até mesmo Daniel poderia suportar. Ele não tinha sido capaz de resistir a oferecer os seus serviços, por assim dizer. Mas, sabendo que Sam não o queria desse jeito, não sabia se poderia ficar para Sam dizer isto a ele. Daniel virou-se e se afastou, indo em direção ao seu escritório. Fechando a porta atrás dele, sentou-se em sua mesa e enterrou a cabeça entre as mãos, tentando parar o fluxo de lágrimas vazando de seus olhos. Tentou enxugar as lágrimas de seus olhos quando ouviu a porta aberta e sua irmã, Jax, entrar sozinha na sala. — Daniel, você está bem? — Ela perguntou quando colocou a mão em seu ombro. — Sim, estou bem, querida. — Então por que está chorando? Ele deu uma risadinha enquanto limpava a umidade de seus olhos. — Tive um dia difícil. — É o Sam? Daniel virou para olhar para Jax, surpreso que tinha adivinhado com tanta precisão o que o tinha chateado. — Você sabe sobre Sam? — Perguntou Daniel. — Oh querido, sou sua irmã. Acha que não saberia quando deu seu coração a alguém? — Jax riu. Daniel balançou a cabeça enquanto olhava para as mãos crispadas. — Acho que sim. —Diga-me o que está acontecendo. Ele disse alguma coisa para você? — Não, não foi nada assim.
— Então o quê? — Perguntou Jax, a preocupação clara em sua voz. — Fiz algo realmente estúpido. — Daniel respondeu se sentindo como a maior droga do mundo. Nunca deveria ter ido para o quarto de Sam. E, definitivamente, não deveria ter feito o que fez. Tinha cruzado a linha e sabia disso. Não ficaria surpreso se Sam o evitasse na próxima vez que o visse. — O que aconteceu? — Sam não quer que eu goste dele. — Daniel tentava descobrir a melhor forma de explicar a Jax a estranha situação em que se encontrava. Não queria que Jax pensasse mal de Sam. Afinal de contas, não era culpa dele que Daniel tivesse fantasias sexuais com ele. — Como? — Jax perguntou. Daniel soltou um suspiro. — Sam não me quer da mesma forma que eu o quero. Pensei que ele poderia, mas... Bem, meio que fiz uma investida nele. Algumas. Sam deixoume saber que não me vê assim. Eu sabia antes mesmo que fizesse isso como Sam se sentia, mas mesmo assim fiz. — Oh. — Ela disse, sua voz cheia de significados. — Sim, algo parecido com isso. — Daniel disse quando enterrou a cabeça nas mãos. — Será que Sam sabe como se sente sobre ele? — Jax perguntou depois de um momento. — Sim, sabe. — Daniel sussurrou em desespero. — E não se importa? Daniel riu quando levantou a cabeça e olhou para a irmã. —Jax, você não pode desejar que alguém seja gay. Você é gay ou não é, e Sam não é. Ele foi muito educado, na verdade, quando me deixou saber que nunca poderia haver nada entre nós. Disse que estava arrependido. — Uma lágrima vazou dos olhos quando se lembrou da conversa com Sam há
duas semanas. Ainda doía saber que Sam não o queria. Mas como disse a Jax, você não poderia fazer alguém ser algo que não era. Jax deu a Daniel um tapinha no ombro. — O que não faz com que seja mais fácil, não é? Saber que se preocupa com alguém e este alguém não sente o mesmo, que nunca pode realmente tê-lo. Claro, podem ser amigos e tudo, mas não é exatamente o mesmo que ter o amor dessa pessoa. Ainda dói. Daniel virou-se para olhar para Jax quando a voz dela sumiu. Sabia que suas palavras não eram apenas sobre ele e Sam, mas para seu próprio coração partido. — Ainda tendo problemas com Sky? — Viu um rosado no rosto macio de Jax. Sabia de seus sentimentos por Sky, o irmão de Sam. Quando Jax precisava de alguém para conversar, falava com Daniel. — Sim, o amor é uma porcaria, não é? — Jax riu, sua voz soando um pouco amarga. Daniel sorriu quando colocou a mão sobre Jax. — O amor não é uma porcaria, querida. Na verdade, pode ser realmente uma coisa maravilhosa. Você se lembra do quanto mamãe e papai se amavam? — Eles não conseguiam o suficiente um dos outro. — Jax murmurou. Daniel concordou. — Isso é o que quero, um amor como o deles. E não estou disposto a me contentar com menos. Acho que só não vai ser com Sam.
Sam ouviu de sua posição para trás da porta do escritório. Havia seguido Daniel querendo falar com ele sobre o que tinha acontecido, parando quando o ouviu falando com Jax. Ouviu a conversa, sem vergonha que estivesse escutando. Uma pessoa poderia descobrir todos os tipos de coisas, ouvindo os outros falando. Havia aprendido isso, durante sua formação SEAL na Marinha. No entanto, não tinha tanta certeza de que gostou do que ouviu. Sabia que Daniel estava atraído por ele, assim como estava atraído por Daniel. Não sabia que Daniel poderia ter sentimentos por ele. O que ainda não tinha sido levado em consideração. Só porque não poderia estar com Daniel não queria dizer que queria machucá-lo. Longe disso, não queria ferir Daniel. Mas sabia que nunca poderiam estar juntos, não importa o quanto pudesse querer isso. Sam se afastou da porta determinado a defender sua decisão de ficar longe de Daniel. Era a melhor coisa para os dois. Daniel precisava seguir em frente com sua vida e encontrar alguém que pudesse amá-lo do jeito que merecia ser amado. Sam em breve teria que ir para casa, para Boston, e se casar. Apenas o pensamento de se casar com a mulher que seu pai tinha escolhido para ele, uma garota do tipo certo de família, fez sua pele arrepiar. Mas não tinha outra escolha. Se fizesse o que seu pai pedia, seu irmão estaria livre para seguir sua própria vida sem a mão pesada de seu pai para interferir.
Foi o acordo que fez com seu pai e que ele iria seguir mesmo se isso significava que não pudesse ter Daniel em sua vida. Seu irmão merecia a chance de uma vida. Sam voltou para o quarto e trocou de roupa antes de fechar a porta silenciosamente atrás de si. Ainda podia ouvir vozes vindas do escritório de Daniel enquanto caminhava tranquilamente. Queria mais do que tudo andar para o escritório, pegar Daniel em seus braços, o beijar e tirar a dor dele. Mas sabia que não poderia fazer isso. Quanto mais rápido rompesse os laços com Daniel, melhor. Sam lentamente deixou a enfermaria, a tristeza em seu coração pesando quando se foi. Jax estava certa. O amor era uma porcaria.
Capítulo 4
Sam esfregou a ponta do nariz com dois dedos, tentando se livrar da tensão entre os olhos. Sua cabeça doía. Sabia que era o início de uma enxaqueca realmente espetacular. Passar algum tempo com seu pai sempre fazia isso com ele. E mesmo que só tenha sido duas semanas, sentia como se tivesse sido um longo tempo. Odiava lidar com seu pai. Arthur McKenzie era arrogante, egoísta e, Sam sabia, por experiência pessoal, completamente fora de si. Sam e Sky tinham experimentado o controle duro de seu pai na maior parte de suas vidas. Ele tinha sido o catalisador que tinha impulsionou a ele e Sky para serem SEAL da Marinha, para ficar longe de seu pai. Pensou que seria o fim do controle do pai sobre eles.
E parecia verdadeiro, até que Sam tinha recebeu uma intimação de seu pai um par de meses atrás. Depois de semanas tentando encontrar outra resposta e não chegando a uma, Sam tinha decidido se reunir com seu pai e discutir suas demandas. Sam tinha voado de volta para Boston há duas semanas para se reunir com seu pai, finalmente concordando em se casar com a mulher que seu pai tinha escolhido para ele e produzir um herdeiro para seu pai. Mesmo assim, sabia que nunca iria deixar a criança sofrer nas mãos de seu pai, não da maneira como ele e Sky tinham sofrido a maior parte de sua infância. Arthur McKenzie não tinha problema em usar a força física para conseguir o que queria. Por causa de sua influência financeira, tinha vários funcionários de alto escalão da polícia no bolso que olhavam para o outro lado quando fazia isto. Sam sabia por experiência pessoal. Tinha ido à polícia, quando tinha quinze anos, e tentou apresentar uma acusação de agressão contra o pai. Tudo o que tinha ganhado foi um lábio inchado, algumas costelas machucadas e o conhecimento que seu pai estava irritado. Certamente não iria deixar uma criança indefesa nas mãos de qualquer mulher que seu pai tivesse escolhido. Não a conhecia ainda e não iria até se casarem. Mas Sam tinha certeza de que era uma aberração. Agora, sentado no caminhão com Sky a caminho da fazenda que possuía com os outros homens em sua unidade, Sam desejou que pudesse ter sua liberdade também. Mas, se isso significasse que Sky poderia ter uma vida longe de seu pai, que assim seja. Tinha dois dias antes de voltar para Boston, para seu casamento. Dois dias para embalar seus pertences e deixar Cole saber que não ia voltar. Nunca voltaria para o rancho.
Pensar que Sky ia ter uma vida além da influência de seu pai lhe trouxe lembranças da conversa entre Daniel e Jax. Se ele se lembrava corretamente, Jax tinha sentimentos por Sky. Ele se perguntou se havia alguma coisa lá, a possibilidade de encontrarem a felicidade juntos. — Ei Sky, tem quaisquer perspectivas? — Perguntou, tão casualmente quanto podia. — Perspectivas? — Sky perguntou confuso. — Sim, você sabe, está namorando alguém? Interessado em alguém? Você sabe, perspectivas. — Oh, esses tipos de perspectivas. — Sky riu. — Não. — Ele balançou a cabeça. — Não, na verdade. Por que pergunta? — Só pra saber. — Pensou por alguns instantes e depois continuou. — Por que não? Você é um cara de boa aparência. Deve ter mulheres penduradas ao seu redor em massa. Como é que não tem? Na verdade, não me lembro da última vez que o vi ir a um encontro. Por que isso? — Não há razão, realmente. Estava interessado em alguém, por algum tempo, mas ela não retornou meus sentimentos, então acho que meio que desisti. Só preciso de algum tempo para mim antes de voltar para a coisa do namoro. — Hum... Se não se importa de perguntar, quem era? E por que não te queria? Você fez alguma coisa para irritá-la? — Sam perguntou. — Apenas alguém que conheço. E realmente não acho que não me quer, mas talvez esteja com medo. Nossas vidas são muito diferentes e acho que é mais do que ela poderia suportar. — Sim, não é fácil se misturar na nossa porcaria. Isso é muito para qualquer um tomar, ainda mais uma mulher. — Pensou um instante antes de saltar à frente com os pequenos pensamentos piscando em sua cabeça. — O que acha de Jax?
— Jax? — Sky praticamente gritou quando desviou o veículo quase fora da estrada. Rapidamente pegou o caminhão de volta ao controle e virouse para olhar para Sam. — Sim, Jax? — Sam sabia que tinha atingido um nervo. Simplesmente não estava certo de que nervo tinha atingido. — Ela é bonita. O que pensa dela? — Por quê? Está pensando em sair com ela? — Sky rosnou. Sam começou a rir. Se Sky soubesse. — Ah, não. Mas pode querer pensar sobre isso. Tenho um bom pressentimento que ela tem uma coisa por você. — Você acha? Sam tentou esconder o sorriso ao ver a expressão ansiosa no rosto de Sky. Sim, havia muito mais lá do que Sky deixava transparecer. Ele se perguntou se ela era a mulher que Sky estava falando antes. — Sim, acho. E não se preocupe, não tenho intenções com Jax. Ela não é muito o meu tipo. — Sam riu quando pensou o quanto Jax não era o seu tipo. Ela não era Daniel. Sky parecia um pouco irritado com o comentário. — Oh, e por que não é o seu tipo? Há algo de errado com ela? Só porque está em uma cadeira de rodas não significa que há algo de errado com ela. Sam riu de novo quando Sky defendeu Jax. Parece que ele tinha uma coisa para ela também. — Calma, cowboy! Jax estar numa cadeira de rodas não tem nada a ver com isso. Ela só não é meu tipo. — Então, qual é o seu tipo? — Perguntou Sky. — Cabelo sexy, inteligente, barba. — Sam imaginava Daniel em sua mente enquanto respondia. — Você gosta de mulheres com barba? — Sky perguntou, atônito.
— Não. — Sam riu. — Gosto de homens com barba. — Sky quase saiu da estrada novamente, enquanto olhava para Sam, seu queixo caindo em estado de choque. — Você é gay? — Sam olhou para o céu, com o rosto sério enquanto esperava a reação da Sky, que não o desapontou. — Você é gay? E nunca me disse? Como pode não me contar? Sou seu irmão. Como pode não me contar? — Sky exclamou. — Sky, não era algo com que me sentia confortável em falar. Só estive com mulheres no passado. Até recentemente, pensei que estava interessado em mulheres. Então, alguma coisa meio que aconteceu e percebi que poderia estar interessado em homens também. Não sabia se era uma coisa de uma única vez ou o quê. — E agora sabe? — Sky perguntou. — Sim, acho que sim. Mas isso não importa. Há coisas que tenho que fazer na minha vida que são difíceis. — Sky não sabia sobre o acordo que fizera com o pai. Sam esperava que nunca soubesse. Iria devastar Sky por dentro saber que Sam se submeteu às ordens de seu pai. Mas ainda tinha que saber se Sky não o odiava por ser gay. — Então, tem problema comigo sendo gay? Isso vai ser um problema para você? Sky estendeu a mão para acariciar a mão de seu irmão. — Não, foi uma surpresa, mas o que te faz feliz me faz feliz também. Não entendo isso, mas cada um na sua. — Ele riu. — Então, por quem tem tesão? — Sky perguntou. — Doc. — Sam respondeu, antes que pudesse se conter. Não tinha a intenção de dizer qualquer coisa em voz alta, mas a pergunta de Sky o pegou de surpresa.
Rapidamente olhou para Sky para avaliar sua reação. Sky começou a rir. Ele riu tanto que tinha lágrimas escorrendo pelo seu rosto e que puxar para o lado da estrada para enxugar os olhos. Sam não sabia se ficava insultado ou ria junto. — Oh, Sam. — Sky riu enquanto limpava a última das lágrimas de seus olhos. — Somos um par tão triste. Nós estamos interessados nos irmãos Evans e estamos com medo de ir atrás deles. Ô homem, para os tais fortes machos alfa que somos parecemos os maiores covardes do mundo. Nós não prestamos! — Sam começou a rir enquanto pensava sobre o que Sky disse. Demorou alguns instantes antes de qualquer um deles pudesse conter o riso suficiente para voltar à estrada. Nenhum dos dois disse uma palavra, apenas davam uma risada ocasional enquanto cada um deles pensava em sua conversa. Eram um par muito covarde. Ambos tinham sentimentos por Daniel e Jax. Nenhum deles tinha a coragem de ir atrás do que queria. Podia ser o medo da rejeição ou o medo do desconhecido. Fosse o que fosse, Sam não queria impedir Sky de ser feliz. Não tinha nenhuma esperança para sua própria vida. — Sky, se realmente se importa com Jax, deve falar com ela. Sei que ela se preocupa com você. Basta lhe dar uma chance. Qual a pior coisa que poderia acontecer? Ela poderia dizer não. Inferno, sem se aproximar dela não terá nenhuma resposta. Se vai até ela, pelo menos pode ter uma chance. E tenho certeza que se persistir, pode se surpreender com os resultados. — Sim, talvez. — Não, talvez sobre isso. Ela cuida de você. Basta dar-lhe uma chance. Ok? —Sam insistiu. — Sim, tudo bem. — Sky respondeu. — Prometa-me, Sky. — Queria que Sky fosse feliz. Além disso, se Sky estivesse com Jax, Sam seria capaz de saber sobre Daniel por ele. Iria lhe dar
alguma pequena participação na vida de Daniel, mesmo que apenas como um parente por casamento. — Sim, está bem, prometo. Feliz agora? — Sam assentiu. Em pouco tempo iria ver Daniel novamente pela primeira vez desde o incidente na sala de exame. Seria também a última. Tinha que voltar para Boston amanhã. Ele não tinha idéia de como iria se controlar até então.
Daniel assistiu a entrada de Sky e Sam da janela de seu quarto. Sabia que deveria estar lá fora com todos os outros para recebê-los de volta. Mas não podia fazer isto. Não queria que seu primeiro vislumbre de Sam fosse público. Não sabia se poderia manter as emoções fora de seu rosto. Assim, assistiu da janela quando Sam abriu a porta e empurrou seu corpo alto do caminhão. Daniel gemeu quando viu quão sexy Sam estava. O vento soprava o seu belo cabelo preto levemente ao redor de seus ombros. A camisa branca de manga curta que usava moldava-se à sua estrutura muscular. E o jeans parecia tão apertado em suas coxas grossas que poderiam ter sido pintados. Isso não era justo. Como poderia manter qualquer aparência de controle quando Sam parecia bom o suficiente para comer? Já ostentava uma ereção só de ver Sam sair do caminhão. Qual seria a sensação quando ouvisse aquela voz rouca profunda de Sam? Talvez devesse ficar em seu quarto. Sam só estaria aqui durante a noite antes de ir para Boston amanhã. Daniel sentiu seu coração quebrar quando se lembrou de ouvir que Sam
planejava se mudar para Boston. Estava ouvindo Sky e Jax falar quando ouviu isso. Fez tudo o que podia para chegar ao banheiro antes de perder seu almoço. Sam devia realmente odiá-lo para se mudar para Boston para ficar longe dele. Será tinha chateado tanto a Sam? Será que tinha sido tão ruim assim? Talvez toda a coisa ‘gay’ o chateou? Algumas pessoas simplesmente não conseguiam lidar com isso. Talvez fosse Daniel. Daniel se sentia tão confuso e chateado que teve que tomar outro antiácido. Seu estômago estava enjoado e seu peito apertado. Sabia que estava começando a ter um ataque de ansiedade. Não tinha um em anos, desde que estava sentado na sala de espera para ver o presidente. Isso tinha sido há cinco anos atrás. Daniel deixou as cortinas caírem, tirou a roupa e subiu em sua cama. Talvez um cochilo lhe fizesse bem.
Sam viu Daniel pela janela e, em seguida, as cortinas fecharam. Sabia que Daniel estava o evitando e não podia culpá-lo. Primeiro, tinha praticamente atacado Daniel, então tinha jurado que não podia se envolver. Daniel deveria estar tão confuso quanto Sam. Hoje era sua última noite de liberdade. Amanhã estaria em Boston. Só queria uma noite normal na sua vida. Será que isso era pedir demais? Uma noite que pudesse sonhar antes de ir para Boston e casar com uma estranha. Não sabia que iria querer ter uma noite com Daniel quando Sky o pegara no aeroporto, mas agora sabia que queria.
Vendo Daniel observá-lo através da janela foi mais do que podia suportar. Só esperava que Daniel não o mandasse embora. Iria quebrar seu coração, se ele fizesse isso, mas Sam entenderia completamente. Tinha sido rude ao dizer para Daniel que não poderiam ficar juntos. Por que Daniel concordaria em ficar com ele depois disso? Ainda assim, tinha que tentar. Sam sentou-se com todos naquela noite e jantou com seus amigos. Olhou para ver se Daniel iria se juntar a eles, mas não veio. Jax lhe disse que Daniel estava tirando uma soneca. Tinha dor de cabeça, foi o que ela tinha dito, tentando explicar sua ausência. Esperou o máximo que pôde antes de ir para o quarto de Daniel. Bateu de leve, mas depois de não ouvir nenhuma resposta abriu a porta, fechando e a trancando silenciosamente atrás dele. Podia ver Daniel dormindo na cama. Mais uma vez, parecia estar dormindo nu. Sam com certeza esperava que sim. Sam se sentou na beira da cama e olhou para o objeto de seus desejos. Daniel era um homem bonito, seu cabelo loiro emoldurava seu rosto. Seus ossos faciais eram delicadamente esculpidos para um homem, mas a sombra de sua barba dava-lhe uma olhar forte aparência masculina. Ninguém que olhasse para o homem adormecido jamais poderia vê-lo como algo menos que masculino. Sua boca era cheia e implorava para ser beijada. Sam não podia resistir. Ele se inclinou e apertou os lábios nos de Daniel. Sentiu a resposta de Daniel quase imediatamente quando seus lábios se suavizaram e sua língua saiu para tocar a de Sam. A língua de Daniel traçou a plenitude suave dos lábios de Sam. Sam gemeu quando ele se entregou à paixão do beijo. O lábio de Sam queimou para baixo do pescoço de Daniel e seus ombros.
— Quero você, Daniel, apenas por uma noite. Por favor. — Entre cada palavra, plantou beijos em seus ombros, pescoço e rosto antes de mudar-se para recuperar a boca de Daniel, seu beijo exigente neste momento. Quando Sam se afastou alguns momentos mais tarde, Daniel o olhou com espanto e choque guerreando em seu rosto. Sam não podia deixar de sorrir para ele. — Sam? O que... — A voz de Daniel foi sumindo quando Sam acariciou seu mamilo nu. — Oh Deus, Sam, o que está fazendo? — Daniel gemeu. O som do gemido de Daniel combinado com o sabor inebriante da sua pele tinha o pênis de Sam quase estourando o zíper. Agarrou a parte inferior de sua camisa e a puxou sobre a sua cabeça, deixando-a no chão. De pé ao lado da cama, rapidamente empurrou os sapatos de seus pés e arrancou sua calça jeans, deixando-os cair no chão quando subiu de volta na cama, puxando as cobertas de Daniel. Sam sentiu todo o ar em seus pulmões deixar seu peito, quando olhou para o corpo nu de Daniel. — Droga, como você é sexy. — Sussurrou com admiração para o pênis duro de Daniel empurrando para cima a partir de sua virilha raspada. Daniel era tão bonito e nesta noite, pelo menos, era seu. Estendeu a mão trêmula para acariciar a pele lisa antes de levar sua mão até o comprimento do pênis de Daniel. Apertou-o suavemente e correu o polegar sobre a pequena fenda no topo. Os quadris de Daniel arquearam para fora da cama com o contato. — Sam, o que está fazendo aqui? — Ele gemeu. — Preciso de você, Daniel, por favor. — Sam sussurrou enquanto engatinhava sobre Daniel. Gemeu quando seus pênis roçaram um no outro quando se estabeleceu entre as pernas de Daniel. — Apenas uma noite. Sem
promessas, sem pedidos, apenas uma noite em seus braços. Por favor, Daniel. — Daniel olhou para Sam, baixando os olhos para a sua boca. Sam poderia dizer que estava oscilando entre dizer para sair e beijálo, pela forma como lambeu os lábios. Ficou muito feliz quando Daniel o agarrou pelos cabelos e arrastou para baixo possuindo seus lábios. A boca úmida de Daniel tomou a de Sam exigindo uma resposta dele, que avidamente deu quando se envolveu nos braços de Daniel. Sam lentamente se entregou ao beijo. Era suave e gentil, ao mesmo tempo furioso. Sam estremeceu quando sentiu as mãos de Daniel atropelar seu corpo para agarrar sua bunda. Deus era tão bom ter as mãos de Daniel sobre ele. — Mais, bebê, me toque mais! — Sam implorou enquanto acariciava o corpo nu de Daniel. Começou a beijar e acariciar o corpo de Daniel. As mãos e os lábios estavam por toda parte. Os dedos de Daniel agarraram Sam quando passou os lábios ao redor da cabeça do pênis vazando de Daniel. Começou a chupar, com sua língua traçando as veias. O prazer que sentia era tão intenso que Sam quase foi esmagado, especialmente quando Daniel empurrou seus quadris e gritou. — Oh droga, Sam, vou... — Daniel exclamou quando sentiu seu orgasmo disparar através dele. Sam gemeu com o delicioso sabor de Daniel liberado em sua boca, surto após surto. Ele se moveu sobre Daniel, beijando e sacudindo-o com sua língua enquanto limpava a última gota de sêmen fora dele. Nada mal para seu primeiro boquete. — Aqui, vai precisar disso. — Sam olhou para cima para ver Daniel segurando um frasco de lubrificante. Derramou um pouco para fora em seus
dedos antes de chegar para baixo e pressioná-los contra a pele sensível do Daniel. Olhou com surpresa quando o corpo de Daniel saltou. — Será que dói? — Perguntou preocupado. — Claro que não. Faça isso de novo, droga! — Daniel ordenou. Sam sorriu e olhou de volta para o que estava fazendo. Pressionou o dedo contra Daniel novamente, afundando-o lentamente. Podia ouvir a respiração de Daniel aumentar subitamente quando começou a se mover em torno de seu dedo, antes de acrescentar um segundo. Quando inseriu um terceiro dedo, Daniel e Sam respiravam com dificuldade. Daniel por causa do que Sam estava fazendo com ele e Sam pelo suave choramingo e ruídos que Daniel fazia. Sam não agüentava mais. Sentando-se entre as pernas de Daniel colocou lubrificante, tanto no seu pau quanto na bunda de Daniel e acomodou as pernas de Daniel sobre os ombros. Sam empurrou seu lentamente pau duro para dentro de Daniel. Após o primeiro toque ficou parado, à espera de Daniel se sentir confortável. Então seguiu, até que estivesse enterrado até as bolas. Depois de alguns minutos, Sam começou a se mover, retirando e empurrando dentro. Moveu seu pau até que achou a próstata de Daniel com seus cursos longos e lentos. — Oh, merda! — Daniel gemeu quando arqueou as costas, apertando os braços de Sam com suas coxas. — Oh merda, mais uma vez! Faça isso de novo. — Daniel arqueou as costas, apertando os braços de Sam com suas coxas. Agarrando as pernas de Daniel, Sam começou a se mover cada vez mais rápido até que bateu em Daniel. Sam empurrou seu pau mais dentro de Daniel e ia mais rápido quanto mais ele gemia.
— Venha para mim, bebê. — Daniel se perdeu e sêmen espirrou em Sam, em ambos os ventres e na cama. O simples pensamento do prazer que deu a Daniel colocou Sam sobre a borda e ele endureceu, gritando o nome de Daniel quando teve o orgasmo mais poderoso que poderia se lembrar. Sam se inclinou e capturou os lábios de Daniel com os seus. Estava fora de controle, frenético, urgente e Sam gemeu com a intensidade do mesmo, mas depois, com relutância, se afastou e caiu de costas, com o braço envolto em torno de Daniel. Depois de vários minutos de silêncio Daniel se afastou de Sam e rolou para o lado da cama. Algo lhe dizia que era isso. Esta seria a única vez que estaria com Sam. Mal conseguia segurar as lágrimas escorrendo de seu rosto. Quando se levantou e se dirigiu para o banheiro, ouviu Sam chegar por trás dele e começar a se vestir. Daniel parou em frente da porta do banheiro e olhou mais uma vez para Sam, memorizando seus traços requintados. — Eu te amo. — As palavras saíram da boca de Daniel, antes que pudesse detê-las. Sentiu seu estômago apertar no olhar triste que Sam lhe deu. Sam não queria seu amor. Sabia disso. Simplesmente não conseguia ajudar a si mesmo. Por que não conseguia manter a boca fechada? — Daniel, sabe que não posso fazer isso. Tenho que ir para Boston. Nunca menti para você, nunca fiz nenhuma promessa. Se fiz alguma coisa para fazer você pensar de outra forma... Daniel acenou com a cabeça quando se virou para ir até o banheiro. — Você não fez isso. — Deu a Sam mais uma longa olhada. — Você deixou mais do que claro que nunca poderia me amar. Daniel fechou a porta do banheiro e encostou-se nela, as lágrimas que estava segurando de volta a fluir livremente pelo seu rosto. — Sinto muito, Daniel. — Ouviu Sam dizer através da porta.
— Eu também, Samuel. — Daniel sussurrou de volta. Sua mão desceu lentamente pela porta de madeira que os separava como se pudesse acariciar Sam da mesma forma. Por que Sam não podia lhe amar? Seria tão terrível? Era o que tinham juntos, tão errado? Pela primeira vez desde que admitiu para si mesmo que amava Sam, começou a se perguntar se valia à pena. Por que buscar um amor verdadeiro quando se machucava tanto? Ir à cidade para uma transa rápida com uma pessoa sem nome não possuía qualquer atrativo para Daniel. Isso lhe deixava uma vida sem sexo, sem um ente querido para compartilhar a vida e sem um final feliz. Sam ouviu Daniel chorando do outro lado da porta do banheiro. Sabia que tinha causado isso a ele. Queria abrir a porta e abraçar Daniel, e lhe dizer o quanto o amava, fazer a sua dor ir embora. Mas sabia que era mais fácil dessa maneira. Tinha que voltar para Boston. Não tinha escolha. Muitas pessoas dependiam dele. Sam calmamente fechou a porta do quarto atrás dele e se dirigiu para o seu quarto. Pegou sua mochila e entrou na sala de jantar. Vendo Cole na mesa, pediu-lhe para levá-lo ao aeroporto. Não tinha nenhuma razão para ficar. Daniel iria odiá-lo depois disso.
Capítulo 5
Daniel esperou exatamente dois meses antes de decidir procurar Sam em Boston. Quando viu a dor que Cole e Bear passaram quando sua noiva, Mari, desapareceu determinou que nunca iria passar por isso.
Tinha sido horrível para todos, mas especialmente para Cole e Bear. Não havia nenhum sinal de Mari. Ela simplesmente saiu pela porta e desapareceu. Cole e Bear, junto com todos os membros de sua unidade, procuraram dia e noite por ela, usando todas as habilidades que tinham à sua disposição. Mas não estavam mais perto de encontrá-la como quando tinham descoberto o seu desaparecimento há dois meses. Daniel tinha adicionado a Cole e Bear mais um fardo quando informou que Mari estava grávida. Queria que estivessem preparados para o caso de encontrá-la ferida. Tinha ficado na fazenda para ajudar na busca por Mari até que não podia suportar ficar longe de Sam mais um minuto. Queria Sam em sua vida, mesmo que isso significasse que tivesse que se mudar para Boston para ficar com ele. Voar para Boston não foi difícil, mas entrar na propriedade onde Sky disse que Sam vivia foi inacreditável. Demorou algum tempo para entrar, mas finalmente conseguiu e estava esperando num escritório por quase uma hora, quando a porta se abriu e Sam entrou. — Daniel, o que está fazendo aqui? Sky está bem? — Sam perguntou. — Sim, está tudo bem com Sky. — Ele respirou fundo e continuou. — Sam, eu tinha que vir. — Daniel, precisa sair. Não pode estar aqui. — Sam respondeu rapidamente. — Por que me deixou, Sam? Sem um adeus, nenhuma nota, nada. Simplesmente partiu. — Era tudo que Daniel podia fazer para não estender a mão, agarrar Sam e puxá-lo para um beijo. — Tinha que partir, Daniel. Eu disse que tinha que voltar para Boston. — Explicou Sam.
— Mas por quê? Temos algo juntos, algo bom. Por que iria desistir disso? Por que você iria desistir disso? — Perguntou quando a sua boca cobriu a de Sam avidamente. Seus lábios se abriram e sua língua explorou os recantos da boca de Sam. O beijo era lento, apaixonado e cheio da saudade de Daniel por Sam. Daniel acariciou o queixo e o pescoço de Sam com as mãos, nunca quebrando o beijo. Parecia durar para sempre. Sam, de repente, empurrou Daniel longe. — Não, Daniel, você tem que sair. Não o quero aqui. — Sam passou a mão trêmula através dos fios pretos e longos. Isso não era bom. Julia estaria em casa a qualquer minuto. E seu pai poderia aparecer a qualquer momento. Sam não queria que seu pai sequer soubesse sobre Daniel, muito menos o conhecesse. Isso não seria bom. — Você está mentindo. Sei que está. Você tem sentimentos por mim. Temos algo juntos e não estou disposto a apenas desistir disso. Vou me mudar para Boston se este é o lugar onde precisa estar. Farei o que você quiser que faça. — Daniel disse se aproximando de Sam. — Mas não vou desistir de você. Eu amo você, Sam. — O coração de Sam batia mais forte com as palavras de Daniel. Nunca tinha pensado em ouvi-las novamente de Daniel e queria tanto. Mas sua alegria ao ouvir as palavras de Daniel morreu quando ouviu a porta da frente abrir e Julia chamar seu nome. Seus olhos se fecharam numa esperança de conter a sua dor, quando a porta do escritório se abriu e Julia entrou, abrindo os olhos olhou para a expressão de esperança no rosto de Daniel. Talvez fosse melhor assim. Não queria machucar Daniel, mas talvez desta forma houvesse uma ruptura. Se Daniel o odiasse, iria esquecê-lo e seguir em frente com sua vida. — Querido, não vai nos apresentar? — Julia perguntou com as mãos bem cuidadas enroladas no braço de Sam.
Daniel olhou para a mulher escultural, o cabelo loiro em um coque perfeito, a maquiagem perfeita. Inferno, até mesmo o seu vestido de seda azul parecia perfeito. Não havia uma mancha nem ruga nele. Ela parecia ter saído das páginas de uma revista de moda. Quem era esta mulher? E por que diabos estava pendurada em Sam como se fosse propriedade dele? Daniel sentiu um grunhido possessivo começar a surgir em sua garganta. Mal podia se conter quando Sam passou um braço ao redor da loira. — Dr. Evans, gostaria que conhecesse minha esposa, Julia. Querida, este é o Dr. Daniel Evans, um amigo do oeste. — Olhou direito nos olhos de Daniel enviando uma mensagem silenciosa com o seu olhar. — Ele veio me trazer notícias do meu irmão. — Daniel olhou para Sam em choque total. — Você está casado? — Perguntou em um sussurro agonizante. Seu coração parecia pedra em seu peito. Tudo nele parecia pedra. Sam estava casado. Ele voltou para Boston, para se casar e nunca disse uma palavra. — Sim, acabamos de voltar de nossa lua de mel. — Sam respondeu. — Quanto tempo? — Daniel perguntou quando atirou a Sam um olhar agoniado. — Julia e eu estamos casados há quase dois meses. — Sam disse. Por muito que lhe doía, sabia o que tinha que fazer para as coisas entre Daniel e terminarem ali e naquele momento. — Não vai nos felicitar, Daniel? — Sam estremeceu quando Daniel lhe lançou um olhar de desolação total. Isso matou algo dentro dele. — Sim, claro, parabéns aos dois. Tenho certeza que vão ser muito felizes juntos. — Ele atirou a Sam um olhar mordaz. — Vocês dois são perfeitos um para o outro.
Sam observou Daniel pegar o casaco e caminhar em direção à porta, sua postura rígida. Sabia que finalmente tinha conseguido o que seu objetivo, mesmo que fosse a última coisa que queria. Daniel o odiava. — Adeus, Sam. Sam sentiu as palavras o atingirem como uma tonelada de tijolos. Sabia que nunca mais teria outra chance com Daniel, mas tinha que deixá-lo ir embora. Era melhor assim. Daniel estaria seguro. Sky estaria seguro. Todo mundo estaria a salvo, menos o coração de Sam, que estava quebrado até a alma. — Isso foi cruel, Sam. Não tinha que machucá-lo assim. — Sam se virou para olhar para Julia, surpreso com suas palavras. Ela sabia que ele se preocupava com Daniel. Quando a conheceu lhe contou tudo. Julia não queria se casar, mas se sentiu coagida por seu pai em uma fusão com o pai de Sam. Dinheiro casado com dinheiro. Era uma boa menina e sentiu pena que tivesse que ser misturada nesta confusão com seu pai. — Não gostei de magoá-lo. — Sinto muito, Julia, mas sabe que eu tinha que fazer isso. Daniel e eu nunca podemos ter qualquer coisa juntos. Sabe disso mais do que ninguém. É melhor para ele não ter qualquer esperança. — Sam disse isso quando passou os braços em volta dela e beijou o topo de sua cabeça. Sentia-se como um irmão mais velho para ela. Não tinha nenhuma atração sexual por Julia. Daniel era a única coisa que parecia excitá-lo hoje em dia. Ninguém mais fazia isso por ele. Nem mesmo os outros homens o excitavam. Tinha tentado quando voltou para Boston e foi um fracasso. — Sem esperança, que razão temos para sair da cama de manhã? — Julia perguntou melancolicamente. —Você ainda tem esperança, Julia? Mesmo agora? — Sam perguntou Julia quando olhou para ela, que tinha o olhar distante e triste. Ela parecia
estar fora em seu próprio mundinho. Muitas vezes tinha aquele olhar, como se soubesse algo que ninguém mais soubesse, e isso a deixava triste. — Sim, ainda tenho, Sam. Tenho que ter esperança. É a única coisa que me mantém viva. Sam ficou intrigado com as palavras dela. Ele sabia que alguma coisa tinha acontecido no passado de Julia, mas ela nunca conversava sobre isso. Havia pedido, mas ela se recusou a falar sobre isso, dizendo que não poderia mudá-lo. Ninguém podia. Sam sabia que seu pai tinha forçado Julia a se casar com ele. Ele tinha algum tipo de poder sobre ela, mas não sabia o quê. Apenas mais uma coisa que Julia se recusou a falar. Sentia a necessidade de protegê-la. Parecia tão delicada e suave, mas sabia que tinha escondido um núcleo de aço. Já a tinha visto, todos os dias, lidando com o inferno que atualmente vivia dentro dela. Depois de terem conhecido um ao outro, Julia parecia querer tirar o melhor de sua situação, muitas vezes torcendo por Sam quando pensar em Daniel o levava para baixo. Mas ainda sentia a necessidade de protegê-la. Só não sabia do que precisava protegê-la. Era difícil para Sam lutar contra seus demônios quando não sabia o que eram. — Então, o que o médico disse? — Perguntou interrompendo os pensamentos de Julia. — Você está bem? — Insistiu para Julia ir ao médico quando ficou doente várias semanas após seu retorno da lua de mel. Ela lutou com ele no começo, mas eventualmente cedeu. Julia alisou a saia e foi sentar-se no sofá sentado na frente da lareira. — Defina bem. — Ela riu amargamente. — Querida. — Sam começou se sentando ao lado dela e pegando as mãos frias na sua. — O que há de errado? Está doente? — Sam assistiu uma lágrima escorregar pelo seu rosto.
— Estou grávida. — Sam respirou fundo com a notícia. — Oh, então acho que funcionou. — Disse, maravilhado, se referindo à inseminação artificial que tinham tentado. Depois de decidir que estavam juntos nessa confusão com seus pais e só queriam ser amigos, tinham secretamente utilizado inseminação artificial, na esperança de conseguir que Julia engravidasse. Começaram o procedimento logo que saíram em lua de mel, usando isso como uma desculpa para visitar um médico proeminente na Suíça. Aparentemente, havia funcionado. — Sam, estou com medo. Sei que concordamos em fazer isso para manter nossos pais felizes, mas agora que está de fato acontecendo, estou com medo. Não quero que coloquem as mãos no nosso bebê. Olhe o que fizeram para nós. O que acha que eles vão fazer para um bebê pequeno indefeso? — Sam balançou a cabeça. — Não sei, Julia. Mas vamos descobrir isso. — Puxou Julia em seus braços e a abraçou. Estava tão chateada que todo o seu corpo tremia. — Está chateado com o bebê? — Ela perguntou em um sussurro. — Não, querida, não estou. — Puxando Julia em seu colo, enfiou sua cabeça sob o queixo. — Como poderia estar chateado por estar tendo o nosso bebê? — Oh Sam, queria que realmente amassássemos um ao outro. — Julia chorou enquanto estava nos braços fortes de Sam. — Queria que as coisas fossem diferentes. — Eu sei, querida, desejo isso também. Mas não podemos escolher quem amamos. Mas se pudesse amar uma mulher, essa seria você. Espero que saiba disso. Você tem muito a oferecer ao homem certo. Só lamento que eu não seja esse homem. — Eu também. — Julia murmurou baixinho. — Desculpe-me, por não ser homem para você.
— Não tem bastante cabelo em seu rosto. — Sam riu. — Mas sempre estarei aqui para cuidar de você, Julia. Não vou deixar nada lhe acontecer. — Você não pode pará-lo, Sam. — Julia disse quando se sentou em linha reta. — Assim que descobrir que estou grávida, sabe o que vai acontecer. — Sam assentiu. Sabia o que iria acontecer. Tinha visto seu pai em ação antes. Com seu dinheiro e seus contatos, poderia fazer qualquer coisa que quisesse. Sam ficava constantemente espantado que alguém não tivesse derrubado seu pai antes, mas agora parecia que nunca iria acontecer. Ele parecia ser um homem de negócios cumpridor da lei para a maioria das pessoas. Somente aqueles que realmente o conheciam sabiam a verdade. Tentar engravidar Julia tinha sido uma aposta, sentiam como se não tivessem escolha na época. Haviam sido objeto de muita pressão de ambos os pais. Agora parecia realmente estúpido, mas não havia muito que pudesse fazer sobre isso. — Não diga nada ainda. Vamos manter isso entre nós. Vou pensar em alguma coisa. — Sam começou a formular idéias na cabeça sobre como sair dessa situação com suas vidas intactas. Julia acenou com a cabeça. — Nossos pais vão descobrir que estou grávida, eventualmente, então pense rápido. Sim, seus pais iriam descobrir isso mais cedo ou mais tarde, por isso Sam tinha que pensar rápido em um plano, algo que manteria ambos, Julia e seu bebê, seguros. E só conhecia uma equipe que poderia fazer isto.
Capítulo 6
Sam fechou a porta da frente e entregou ao mordomo sua jaqueta. — Obrigado, James. Tinha passado o dia organizando e definindo as coisas com um advogado particular, seu pai não sabia de nada. Se soubesse que Sam tinha arranjado para sair e levar Julia e seu bebê com ele, todo o inferno iria cair. Julia estava com quase quatro meses e começando a mostrar sinais da gravidez. Não tinham muito tempo. Precisava de apenas mais alguns dias para ter os seus planos em ação antes que pudessem sair. Sam planejava levar Julia em uma ‘escapadela romântica’, apenas os dois. De lá, iriam passar os próximos vários meses viajando até que o bebê nascesse. Depois que o bebê chegasse, então poderiam fazer os preparativos legais para a segurança de todos. Mas tinham que sair antes de qualquer um dos pais soubesse que Julia estava grávida ou todo o plano iria desmoronar. — A Sra. McKenzie está em casa? — Sam perguntou ao mordomo enquanto se dirigia para a sala de estar. — A sra. McKenzie está lá em cima, senhor. Acredito que está falando com seu pai. — Sam podia ouvir a preocupação na voz de James. Sam não estava muito feliz com isso também. Sam tinha contratado James pouco antes de casar com Julia, para a sua proteção, por recomendação de um amigo do serviço. Queria alguém que não estivesse ligado a seu pai na casa, alguém que não podia ser comprado, para estar perto de Julia quando ele não pudesse.
James tinha ano cinqüenta e sete anos e era um SEAL da Marinha, aposentado, alto e musculoso. Parecia um muro de tijolo com os músculos da saindo da parte superior de sua cabeça calva para a parte inferior de seus pés. Tornou-se rapidamente evidente que James e seu pai não se dariam bem quando o pai de Sam tentou mostrar seu pulso de aço dentro da casa. James tinha esperado até que Sam aparecesse antes de deixá-lo entrar pela porta de entrada. Não, James definitivamente não gostava do pai de Sam. E isso só fazia Sam gostar de James ainda mais. Sam acenou para James e subiu as escadas. Checou o quarto da família no andar de cima, o estúdio de Julia, mas o encontrou vazio. A sensação de vazio começou em seu estômago enquanto corria para o quarto de Júlia. Tentou abrir a porta, mas estava trancada. Podia ouvir ruídos de choro fraco vindo de dentro. Correndo para seu quarto Sam percorreu o armário de ligação para o quarto de Júlia. Parou de repente, chocado com o que viu. Seu pai tinha a sua pequena esposa delicada presa à cama enquanto tentava estuprá-la. — Pare! — Sam gritou quando puxou o pai fora de Julia e o empurrou antes de puxar Julia em seus braços, protegendo-a de seu pai. Prendendo Julia com uma mão, Sam pegou um cobertor da cama e envolveu-o em torno de seu corpo machucado e quase nu antes de colocá-la cuidadosamente sobre a cama antes e se levantar para enfrentar o pai. — Que diabos você está fazendo? — Perguntou ele, sentindo a raiva encher seu corpo com o que seu pai tentou fazer a Julia. Suas mãos apertadas em punhos quando olhou para ele. — Perdeu sua mente? — Obviamente, fazendo o que você deixou de fazer! — Arthur gritou para Sam enquanto fechava suas calças. — Tudo o que lhe pedi foi para nos dar um herdeiro. Mas pode fazer isso? Não, então decidimos que eu iria cuidar disso para você. — O Queixo de Sam caiu em estado de choque.
— Você decidiu estuprar minha esposa, porque não a engravidei? E quem somos nós? — Não a estava estuprando. Ela queria tanto quanto eu. Pergunte a ela, pergunte a ela! Seu pai disse que ela sempre quis isso. — Arthur gritou enquanto apontava para Julia. Sam ouviu um gemido vindo de forma encolhida de Julia na cama e viu tudo vermelho. Puxou seu punho e socou seu pai na boca. Outro soco fez Arthur cair no chão, seu lábio sangrando. — Saia da minha casa e nunca volte aqui novamente. Julia é minha mulher e nunca mais vai colocar suas mãozinhas sujas nela. E pode dizer a mesma coisa para o pai dela. — Sam agarrou Arthur pelas costas de sua camisa e o jogou para fora da porta do quarto. — James! — Sam gritou enquanto empurrava seu pai pelo corredor. James veio subindo as escadas mais rápido do que Sam pensava que o homem mais velho pudesse. — Por favor, escolte o meu pai. Ele não é mais bem-vindo nesta casa. Isso vale para o pai da Sra. McKenzie também. Se algum deles tentar entrar na
casa,
ou
qualquer
pessoa
conectada
com
eles,
chame
a
polícia
imediatamente. — Sim, senhor! — James agarrou Arthur pelas costas de sua camisa e começou a escoltá-lo até a porta, quando Arthur começou a gritar. —Tire suas mãos de mim! Não pode fazer isso comigo! Tem alguma idéia de quem eu sou? Vou fazer você pagar por isso! Marque minhas palavras, Samuel, vou fazer você pagar por isso! — Sam ficou lá até que James bateu a porta sobre seu pai. Então começou a subir as escadas. — James, ligue para o meu advogado e diga-lhe para ter sua bunda aqui agora. Então, quero que tranque a casa. Ninguém, e digo ninguém, entra na casa sem a minha autorização expressa, entendeu? — Sim, senhor, é claro, de imediato. — James respondeu.
Sam correu para o corredor e para o quarto para encontrar Julia encolhida no canto, os cobertores puxados protetoramente ao seu redor. Ela não fazia nenhum som, mas Sam podia ver as lágrimas escorrendo pelo rosto machucado. Caminhou lentamente até ela e a pegou em seus braços. Sentado ao lado da cama, começou a esfregar suas costas. — Está tudo bem, querida. Ele nunca vai tocar em você de novo. Eu juro, Julia. — Julia começou a chorar, todo o seu corpo tremendo em reação ao assalto. — Meu pai veio. Disse que eu tinha o dever de lhe dar um herdeiro. Ele... Ele disse que desde que você não podia fazê-lo, que Arthur faria. Então, pelo menos ainda seria uma criança McKenzie. Em seguida, deixou Arthur entrar... Sam apenas segurou Julia enquanto ela chorava, deixando-a dizer de qualquer maneira tudo que quisesse. — Diga-me o que aconteceu querida. — Arthur me puxou para o quarto depois que meu pai saiu. Quando tentei impedi-lo, ele me bateu. Disse-me uma e outra vez, enquanto me batia que tinha o dever de lhes fornecer um herdeiro. Disse que meu pai tinha me feito apenas para que os dois pudessem ter um herdeiro e como haviam planejado isso desde o dia do meu nascimento, como um negócio. — Ele...? — Sam não queria perguntar, mas sabia que tinha que fazer. Precisava saber o quão ruim foi o dano antes de entrar em ação. Julia balançou a cabeça. — Não, você chegou antes que pudesse fazer qualquer coisa. Mas e se tentar de novo, Sam? E se descobrirem sobre o bebê? — Julia de repente enrijeceu nos braços de Sam. — Oh meu Deus, Sam, se algo aconteceu com o bebê?
— Querida, tenho certeza que o bebê está bem. Todo mundo sabe que são fortes. Basta pensar, que esse rapaz está são e salvo em seu próprio mundinho. Ele vai ficar bem. — Então acha que é um menino? — Julia perguntou hesitante. — Querida, não me importo se é a fada do dente, desde que ele ou ela esteja seguro e feliz. Sam abraçou Julia até que ela parou de chorar e adormeceu. Gentilmente a deitou na cama e a cobriu. Parecia tão cansada, tão pequena e delicada quando se enrolou na cama. Sam ainda não podia acreditar que seus pais haviam planejado isso. Tinham realmente planejado o estupro frio e brutal de sua esposa. Fechou a porta silenciosamente atrás dele e desceu as escadas para o escritório. Abrindo a porta, ignorou seu advogado Ethan Thomas sentado no sofá e foi direto para o armário de bebidas, servindo-se de uma bebida forte antes de engoli-lo de um gole só. Fechou os olhos por um instante, quando o uísque queimou sua garganta antes de girar para Ethan. — Obrigado por ter vindo, Ethan. As coisas ficaram... Complicadas. — Sam serviu-se de mais um drinque e outro para Ethan antes de entregá-lo quando se sentou no sofá ao lado dele. — Nossos ilustres pais decidiram que querem um herdeiro, não importa a que custo. Enquanto me encontrava com você, vieram e decidiram que desde que eu não poderia engravidar minha esposa, que meu pai o faria. Pelo menos teriam a certeza de que o bebê era um McKenzie. — Mas pensei que sua esposa já estivesse grávida. — Ethan disse, inclinando a cabeça em confusão. — Ela está, mas nós não lhes contamos isso. Na verdade, temos mantido segredo apenas por causa de coisas como esta. Você tem que entender Ethan, nossos pais nunca foram contrariados. Sempre tiveram tudo o que quiseram. E querem um herdeiro.
— Eu não entendo. Você e Julia não são seus herdeiros? —Sim e não. Meu pai não foi capaz de controlar totalmente o meu irmão ou eu. Não gosta disso. Quer um herdeiro que esteja totalmente sob o polegar, um que pense como ele. Eu não sou assim. Nem meu irmão. — Então o que quer fazer agora? — Perguntou Ethan. — Tenho que tirar Julia daqui. Eu disse a James que nossos pais não são mais bem-vindos aqui, mas só vai detê-los por pouco tempo. A minha principal preocupação é com Julia e o bebê. Eles têm que ficar seguros. Não poderia me importar menos sobre a minha herança. Nem Julia se importa. Nós só queremos nosso bebê seguro. — Então o que gostaria que eu fizesse? — Sam olhou para o copo de cristal em suas mãos por alguns instantes antes que pudesse falar. Ainda estava cheio de raiva contra o que os pais haviam feito. — Eles tentaram estuprá-la, Ethan. Parei meu pai antes que pudesse machucá-la, mas ele... — O quê? — Exclamou Ethan. Então, de repente, estalou os dedos. — Sam, é isto! — O que? — Sam perguntou, confuso, tentando lembrar o que tinha dito. — Se tentou estuprá-la, nós o temos. — Ethan quase riu ao ver a expressão confusa no rosto de Sam. — Evidências, homem, evidências, mas é preciso agir rapidamente. Julia já tomou banho? — Não, está dormindo no andar de cima. — Sam disse, lentamente começando a perceber aonde Ethan ia com seus pensamentos. — Vejo aonde quer chegar com isso, mas não quero os policiais envolvidos, ainda não. Não até que Julia esteja segura. — Ela tem que ver um médico, Sam, tirar fotos, um kit de estupro, amostras. E precisamos informar a polícia. — Ethan insistiu.
— Eu sei, mas agora não é a hora de ir a público com isso. Isso seria como agitar uma bandeira vermelha na frente de um touro. — Sam disse quando balançou a cabeça. — Não, nós temos que fazer isso em silêncio. — Se nós a levarmos a um hospital, podem querer chamar a polícia. Você tem outra sugestão? — Ethan perguntou. — Eu tenho.
Sam se sentou em sua mesa e olhou para o telefone. Sabia que tinha de dar um telefonema, mas estava com medo. E se Daniel se recusasse a falar com ele? Sam não iria culpá-lo se o fizesse. Provavelmente se recusaria a conversar com Daniel, se tivesse sido tão cruel como Sam tinha sido para ele. Mas agora tinha que parar de olhar o passado e para dor que tinha causado Daniel. Sua primeira preocupação deveria ser Julia e o bebê. Poderia pedir perdão a Daniel depois. Agora tinha que colocar o seu orgulho de lado, chamar Daniel e lhe pedir ajuda. Pegou o telefone e discou o numero do rancho. Esperou enquanto o telefone tocava. — Olá? — Disse uma voz cansada do outro lado. — Daniel? É Sam. — Não ficou surpreso quando Daniel desligou na cara dele. Merecia e sabia disso, mas tinha que tentar novamente. Prendeu a respiração quando o telefone tocou de novo. Quando Daniel o respondeu rapidamente falou.
— Daniel, esta é uma emergência! — Quando Daniel não desligou imediatamente sabia que poderia estar disposto a ouvir. — Preciso de você. — Você não precisa de mim. Tem uma esposa, lembra-se? — Sam fez uma careta de dor ao perceber a raiva na voz de Daniel. Sam tinha realmente o ferido. Talvez se tivesse dado mais tempo para chamar Daniel ele estivesse mais disposto a perdoá-lo, mas agora Daniel estava muito zangado. — Daniel, por favor, preciso de sua ajuda. — Sam tentou mais uma vez para que Daniel o ouvisse. — Não me ligue de novo. — Daniel respondeu antes de desligar. Sam apoiou a cabeça contra o telefone rapidamente antes de desligar. Ok, plano B. Sam pegou o telefone de novo, dessa vez recebendo uma extensão codificada em Washington DC, reservou um jato e pediu um médico encontrálos lá. Quando terminou, levantou-se e se dirigiu para cima. Viu James do lado de fora da porta de Julia. As ações de James só mostravam que tinha integridade. Não tinha deixado Julia desde que Sam tinha saído para falar com Ethan. — James, preciso que faça a mala. Sei que estou pedindo muito de você, mas temos que ficar com alguns amigos por um tempo e gostaria que viesse com a gente. Julia precisa de toda a proteção que puder ter e confia em você. James sorriu largamente para isso. — Sim, senhor, vou a qualquer lugar que a pequena precisar de mim. — Olha, James, não tenho certeza de quanto sabe sobre o meu pai, mas Arthur McKenzie é um homem que está acostumado a conseguir o que quer. O que estamos prestes a fazer irá irritá-lo muito. — Entendo, senhor. — James respondeu.
— Não sei se entende. Nunca fui capaz de provar isso, mas não tenho nenhuma dúvida de que Arthur tem algo a ver com o desaparecimento da minha mãe. Ela pode até estar morta. — Sam não estava surpreso ao ver a expressão de choque no rosto de James. Ninguém nunca tinha acreditado nele sobre sua mãe. Depois que ela partiu, Sam tentou denunciar o desaparecimento dela, mas ninguém iria o ouviu, nem mesmo a polícia. Arthur tinha cuidadosamente explicado à polícia que Sam estava chateado que sua mãe havia deixado todos por outro homem. Parecia triste, sincero e muito parecido com um marido traído. — Meu pai é cruel, James. Não tenho nenhuma dúvida de que tem seus dedos em uma série de atividades ilegais. Nunca fui capaz de provar isso. E qualquer testemunha de acusação não ficou por aqui por muito tempo. — Se está envolvido em tantas atividades ilegais, senhor, por que nunca foi investigado pelas autoridades? — James perguntou. Sam balançou a cabeça. — Não sei. Talvez seja o seu dinheiro ou os amigos que tem em altos escalões. Ou talvez ninguém queira irritá-lo. Tem que lembrar que para o mundo exterior Arthur McKenzie é um grande filantropo. Ele dá um monte de dinheiro para esta cidade, para instituições de caridade, e tal. — Uma máscara, senhor? Sam riu. — Sim, algo assim. Talvez todo mundo olhe para o outro lado para que ele possa continuar comprando as pessoas. Não sei. O que sei é que nós vamos conseguir sem ajuda de ninguém nesta cidade. Ele tem todos, desde os policiais até os membros conselho da cidade, em sua folha de pagamento. — Soa como Al Capone. — James disse.
— Sim, bem, se pudesse prendê-lo por sonegação de impostos, o faria, mas ele tem alguns dos melhores contadores pagos do planeta para manter sua bunda fora da cadeia. — Então, acredito que a remoção da Senhora Julia desta cidade seria o nosso melhor curso de ação. Ela deve ser mantida segura. — James disse. — Vou fazer o que for necessário para isso, senhor. — Sam teve a sensação de que ele o faria. James parecia ter algum sentimento por Julia. Ele a tratava como a filha que nunca teve. Sam sabia que James iria protegê-la com sua vida. E isso fez Sam se sentir bem sabendo que Julia teria alguém que conhecia e confiava por perto. Ir para o rancho não seria fácil para qualquer um deles. — Você é um bom homem, James. — Obrigado, senhor. — James, realmente gostaria que me chamasse de Sam. Senhor Parece que está falando com o meu pai. — Bem, — James disse com uma risada. — não podemos ter isso agora, podemos? — Não, isso não seria bom. — Sam virou-se para subir as escadas, mas parou para voltar para James. — James, sabe o que aconteceu com Julia, não é? — James balançou a cabeça. — Tenho uma idéia muito boa. Ouvi você e o Sr. Thomas falando. Sei o que precisa ser feito. — Sam balançou a cabeça. — Ok, bom. Vou preparar Julia. Você, por favor, arrume uma mala e deixe o carro pronto. Algo discreto seria bom. Não queremos ser seguidos ao sair daqui. — Muito bem, senhor... Hã... Sam. — Respondeu com um sorriso antes de se afastar em direção ao seu quarto.
Sam riu levemente enquanto se dirigia de volta ao quarto de Julia para deixá-la pronta. Odiava acordar Julia, mas não podia evitar. Ele a enrolou em um cobertor, pegou suas malas e empurrou Julia em um carro. Demorou menos de uma hora para pegar Ethan e chegar à base militar
onde
Sam
mostrou
sua
identificação
e
foram
imediatamente
encaminhados para a enfermaria, onde o comandante da base se encontrou com eles. O médico que os estava esperando levou Julia para examiná-la, James pairando perto. Sam se reuniu com o comandante da base, garantindo que tinham todas as autorizações apropriadas antes de verificar sobre as armas que tinha pedido. Quando o médico trouxe Julia de volta, ela usava jeans e uma camisa branca. O médico entregou a Sam um pacote de fotos e relatórios médicos enquanto assegurou-lhe que Julia estaria bem, fisicamente, em poucos dias. Emocionalmente, poderia demorar um pouco mais. O médico também garantiu a Sam que havia muitas evidências de que Julia tinha sido atacada. Tudo isso estava documentado e selado para que tivessem uma clara cadeia de evidências. Sam agradeceu ao médico e ao comandante da base antes de irem para o jato particular esperando por eles. Em menos de duas horas Sam, Ethan, James e Julia estavam no ar e em seu caminho para o rancho no Oregon. Ligou para Sky do ar e pediu-lhe para encontrá-los no aeroporto local. Sam absteve-se de perguntar sobre Daniel. Iria vê-lo em breve e não sabia bem o que faria quando o visse. Pensar em Daniel era muito diferente do que realmente vê-lo. Sam só esperava que não fizesse mais mal a Daniel do que já tinha. Chegando ao aeroporto poucas horas depois, Sam ajudou Julia a descer e a acompanhou até onde Sky esperava com o carro.
Não tinha dito a Sky que havia se casado, então isso seria complicado. Quando se mudou para Boston, simplesmente disse à Sky que precisava se afastar por algum tempo e deixou por isso mesmo. Havia planejado ir mais a fundo depois de um tempo, mas não estava pronto para explicar as coisas para Sky quando partiu. Além disso, Sky teria tentado detê-lo. Sam tinha explicado tudo isso para Cole, com a promessa para manter o segredo de Sam. Cole tinha simplesmente colocado Sam como em licença para que não perdesse sua posição militar. À medida que mais e mais o tempo se passava, mais Sam começou a perceber que concordar com as exigências de seu pai não tinha sido a melhor escolha que poderia ter feito. Por outro lado, se não tivesse não há como dizer o que poderia ter acontecido com Julia. Também tinha o bebê para pensar. Abraçou seu irmão brevemente antes de se virar para indicar Julia. — Sky, esta é Julia, minha esposa. — Sky fez cara de espanto quando olhou para Julia antes de girar para Sam. — Sua esposa? Você está casado? Mas pensei que você fosse... Bem, você sabe. Sam balançou a cabeça enquanto ajudava Julia a entrar no carro. — É uma história longa, Sky. Vou explicar quando chegarmos a casa. Basta dizer que estamos em apuros e precisamos da ajuda da equipe. — Esse era um imenso eufemismo!
Capítulo 7
Sam ajudou Julia a se deitar na velha cama e colocou os cobertores ao redor dela. Ele se inclinou e a beijou suavemente na testa, virando-se para sair quando sua voz suave o deteve. — Diga-lhe a verdade, Sam. Ele merece saber. — Quem? — Sam perguntou, embora soubesse de quem ela falava. Simplesmente não queria enfrentá-lo. Seria muito doloroso e se sentia como um idiota. Havia machucado Daniel demais. Não achava que Daniel pudesse perdoá-lo. — Você sabe quem, Samuel McKenzie, então pare de mentir para si mesmo. Ele ama você. Pude ver em seus olhos quando veio para Boston. Ele realmente te ama e esse tipo de amor não se acaba. Se te amava antes, ama você agora. Sam ajoelhou-se no chão ao lado de Julia. — Não sei, Julia, eu o machuquei demais. Não acho que possa me perdoar. — Você o ama? — Ela perguntou em voz baixa. Sam nem sequer hesitou. — Sim, amo. Acho que sempre o amei. — Então diga a ele, Sam. Ele vai entender. Inferno! Implore se for preciso. Se isso não funcionar, amarre o maldito homem e o faça te ouvir. — Ela riu. — Isso pode funcionar. — Sam respondeu rindo da imagem de Daniel amarrado e amordaçado. Agarrou a mão de Julia e levou-a aos lábios. — Obrigada, Julia. Não sei o que faria sem você.
Cuidadosamente colocou a mão debaixo das cobertas e se levantou. — Agora descanse um pouco, enquanto vou tentar me acertar com meu irmão e Daniel também, se tiver sorte. — Sam fechou a porta do quarto, acenou para James, que tomou um assento perto da porta de Julia e entrou na sala de jantar. A maioria da equipe e Ethan se sentavam em volta da mesa conversando. Sempre se espantava pela cozinha ser o ponto de encontro de um grupo de Seals, ásperos e durões. Sam olhou em volta da mesa para seus amigos quando se sentou. A conversa ao redor da mesa cessou, todos saudaram Sam. Sorriu e disse. — Olá de volta. — Notando Daniel sentado na ponta da mesa. Daniel evitava seu olhar e sentou-se tão longe de Sam quando poderia sem sair da mesa. Sam se sentiu ferido, mas achava que merecia. Esperava conseguir um tempo a sós com Daniel para implorar por seu perdão. — Quero agradecer a todos por estarem aqui. Estou numa bagunça infernal e preciso de sua ajuda. Em primeiro lugar, quero pedir desculpas para alguns de vocês que magoei mantendo o meu silêncio. — Sam olhou para seu irmão enquanto tentava avaliar sua reação. — Sky, somos muito ligados e sei que te machuquei recentemente por esconder coisas de você. Isto e as coisas que falamos no caminhão antes de eu partir. Eu não disse a você, porque não sabia também. Não queria machucá-lo, mas no meu desejo de mantê-lo seguro acho que posso ter causado mais danos. Por isso sinto muito. — Seguro? — Sky perguntou. — Seguro contra quem? Sam balançou a cabeça levemente.
— Vou chegar a isso em um momento. Mas primeiro, há alguém a quem preciso pedir desculpas. — Sam olhou para o lugar onde Daniel sentavase olhando para sua xícara de café. Esta parte seria muito mais difícil. Sam mentalmente cruzou os dedos na esperança de que Daniel ouvisse o que tinha a dizer e talvez o perdoasse. — Há alguém que machuquei além do imaginável. Pensei na época que tinha feito a coisa certa. Estava errado. Pensei que poderia negar o que aconteceu entre nós e nenhum de nós iria se machucar. Estava errado. Pensei que poderia negar os meus sentimentos e que simplesmente iriam embora. Mais uma vez, estava errado. — Sam olhou para cima para ver se Daniel o ouvia. O único sinal de que Daniel estava ouvindo era o leve tremor de sua mão enquanto segurava sua xícara de café. Tomando isso como um bom sinal Sam seguiu em frente. — Sei que te dei a impressão de que não me importo com você. Na verdade, quis lhe dar essa impressão. Mas me importo e muito. Deveria ter lutado por aquilo que poderíamos ter tido juntos, como você fez, mas estava com muito medo. Sam sabia que estava entregando sua alma a Daniel na frente de todos, mas percebeu que se tivesse que pedir, poderia muito bem ter uma audiência. Talvez, então, Daniel acreditasse nele. E se precisasse usar um pouco de mendicância, a fim de obter Daniel de volta em sua vida, iria fazê-lo... De joelhos. — Sei que não tenho o direito de lhe pedir isso depois da mágoa que causei a você, mas estou te implorando para ouvir o que tenho a dizer antes de me condenar a uma vida sem você. Por favor. — Sam observou Daniel cuidadosamente até que ele deu um leve aceno de cabeça, nunca levantando os olhos de sua xícara de café. Bem, pelo menos parecia disposto a ouvir. Isso era algo.
— Obrigado. — Sussurrou fechando os olhos em sinal de gratidão. Respirando fundo Sam abriu os olhos e olhou para seus amigos sentados ao redor da mesa. Alguns o olhavam intrigados. Tinha um monte de explicações a dar, a todos. Colocando suas mãos em cima da mesa, começou. — Cerca de seis meses atrás, meu pai entrou em contato comigo. — Sam hesitou quando ouviu um gemido vindo de Sky. — Ele me ofereceu um acordo. Iria renegar Sky e ficar de fora da sua vida se eu concordasse em voltar para Boston e me casar com a mulher que escolheu para mim, produzindo um herdeiro para ele. Na época, parecia um bom negócio para mim. — Podia ver os olhares de espanto nos rostos de seus amigos, bem como o horror no de Sky, que entendeu o que havia feito, o quão difícil tinha sido, mas o resto deles não. Isso também poderia demorar um pouco para explicar. — Vocês tem que entender quem é meu pai. Ele fez milhões passando por cima das pessoas, legal e ilegalmente. É implacável quando quer alguma coisa. Sky e eu passamos anos sob o seu polegar. Nos alistar nos SEALs depois de lidar com o meu pai foi um passeio no parque. Sempre pensei que ele era um pouco louco. Enquanto éramos pequenos, não foi tão ruim por causa da nossa mãe. Mas depois que ela desapareceu, ele voltou sua ira contra nós. O que posso dizer a vocês é que carregamos nossas cicatrizes do tempo em que vivemos com ele. — Sam...— Sky chorou, a angústia em seus olhos. — Porque nasci primeiro, nosso pai não se importava com Sky, exceto para usá-lo como um saco de pancadas. Eu seria seu herdeiro. Começou a me preparar muito cedo para assumir seu lugar. Algumas das coisas que vi, o que fez, bem, só não entendo como alguém pode ser assim. — Sam deu uma pausa para reunir seus pensamentos antes que continuasse. — Meu pai sempre deixou claro que esperava que fosse como ele, para assumir seu lugar. Em vez disso, assim que completamos nossa maioridade, escapamos para a Marinha. O Campo de treino foi o nosso
primeiro sabor verdadeiro da liberdade. Vocês podem pensar que o campo de treino foi horrível. Para nós, parecia o céu. Sam
parou
para
tomar
um
gole
de
café
e
reagrupar
seus
pensamentos. Ter que falar sobre trinta e tantos anos de inferno em uma conversa não era fácil. E tinha um longo caminho a percorrer antes de explicar completamente suas ações. — Como disse, há seis meses, o meu pai entrou em contato comigo e concordei em voltar para Boston e me casar com a mulher que tinha escolhido para mim e produzir um herdeiro para ele. Um par de meses atrás me casei com Julia. Realmente esperava por alguma Barbie. Qual não foi minha surpresa quando fui para minha lua de mel e percebi que Júlia é, na verdade, uma jovem inocente muito doce que está tão presa nessa bagunça quanto eu. — Sam podia ver a mão de Daniel apertar em torno de sua xícara de café, quando falou sobre Julia. Sabia que lhe doía ouvir sobre ela, mas tinha que contar tudo. Na verdade, a parte seguinte podia consertar ou quebrar as coisas com Daniel. — A pressão para produzir um herdeiro foi intensa. Um par de meses atrás, descobrimos que Julia estava grávida. — Sam estremeceu quando ouviu a ingestão súbita de ar de Daniel. Sabia que sua declaração havia machucado Daniel ainda mais. —Nós tínhamos feito o que nossos pais queriam, mas estávamos com medo de que iria acontecer ao bebê se, ou quando, nossos pais descobrissem. Então decidimos não contar a eles. Em vez disso, comecei a fazer acordos com Ethan aqui para deixar o país. — Você realmente acha que iriam fazê-lo desaparecer, Sam? — Cole perguntou chocado. Sky e Sam assentiram ao mesmo tempo.
— Não
tenho
nenhuma
dúvida
de
que
poderiam
nos
fazer
desaparecer. As pessoas que se opõem a nosso pai geralmente desaparecem. Já vi isso acontecer — Sam disse. — E ninguém se perguntou sobre isso? Ninguém investigou? — Perguntou Cole. — Oh, tenho certeza que foi investigado, mas quando você tem a polícia no bolso de trás, as provas tem um jeito de desaparecer, assim como testemunhas. — É para isso que precisa da nossa ajuda? Levar vocês para fora do país? — Perguntou Bear. — Deixar o país teria sido fácil. Não, as coisas são muito piores do que isso. Hoje cedo, quando cheguei em casa, encontrei meu pai tentando estuprar Julia mesmo ela estando grávida. Ele tentou estuprá-la. Eu o parei a tempo e o obriguei a sair. — Sam ouviu as maldições que vieram daqueles ao redor da mesa e concordou com eles. De repente, Daniel levantou-se. Olhou para Sam com olhos tão agoniados que tudo o que podia fazer para não desviar o olhar. — Foi por isso que você me ligou? Sam assentiu, não porque queria que Daniel se sentisse culpado, mas porque havia jurado a si mesmo que a partir de agora sempre diria a verdade, não importasse o quê. — Entendi por que desligou na minha cara. Tinha todo o direito depois da maneira como te tratei. — Sam respondeu. Daniel ficou branco, passando a verde enquanto saiu correndo da cozinha. Sam saltou de sua cadeira e começou a ir atrás dele, mas Julia o parou. Ela estava em pé do lado de fora da sala da cozinha. — Deixe-me. — Ela sussurrou enquanto seguia Daniel para o banheiro. Fechou a porta do banheiro atrás dela, deixando Sam esperando lá fora, seus medos crescendo a cada segundo.
— Aqui, Daniel. — Ela sussurrou enquanto lhe entregava uma toalha molhada quando ele esvaziou o conteúdo de seu estômago. Entregou-lhe um copo de água depois que ele limpou o rosto. Ela o olhava enquanto ele lavava sua boca. — Ele ama você, você sabe. — Daniel desligou a água e olhou para a esposa de Sam, fazendo uma careta quando viu os hematomas no rosto inchado. O pai de Sam tinha realmente feito um grande trabalho nela. Isso só o fez se sentir pior. — Ama? — Daniel perguntou, cético. — Oh sim. — Julia sorriu. — Ele te ama muito. Fez o que fez para me proteger, para proteger a Sky. Foi errado, mas era o que achava que tinha que fazer na época. Mas ama você. Na nossa lua de mel, Sam não falava sobre qualquer coisa, exceto você. — E isso não te incomoda? Sendo casada com ele, grávida de seu filho? E saber que ele me ama? Como pode estar tão calma com tudo isso? Julia deu a Daniel uma pequena risada. — Ele não me pertence. Nunca pertenceu. Sempre foi seu. Quanto a estar grávida, nunca tivemos relações sexuais. Nós fomos para a Suíça em nossa lua e me inseminaram artificialmente. — Julia riu novamente. — Na verdade, foi assim que descobri sobre você. Ele não podia... Hã... Fazer o serviço. Acho que não sou o tipo dele. — Julia inclinou-se e sussurrou para Daniel. — Claro que, assim que começa a falar sobre você, fica duro como uma rocha. Acho que você é mais o seu tipo. — Como é que tudo isto deve funcionar? — Daniel perguntou, apontando para seu abdômen. — Vocês se casaram e vão ter um bebê, e tudo mais. Como é que isso vai funcionar? — Não sei, Daniel, acho que é algo que todos teremos que discutir. Não vou ficar entre vocês dois, mas também quero que Sam faça parte da vida desta criança. Se pode viver com isso, viver comigo e com o bebê em suas
vidas, e sabendo que não quero Sam, então não parece haver qualquer coisa que não possamos resolver. — Como você pode querer Sam? Como pode não ser atraída por ele? Você é cega? — Perguntou Daniel, com o pé atrás com Julia, não confiando que poderia abrir mão de um cara como Sam. — Daniel, eu me importo com Sam. Ele esteve lá quando mais precisei dele. Mas, sexualmente, Sam não me atrai. Talvez sempre soubesse que era gay, então nunca desenvolvi uma atração por ele. Quem sabe? Mas o ponto é que não o amo, não como você o ama. E ele precisa de seu tipo de amor. Daniel olhou para a mulher pequena com total admiração. Parecia tão doce quanto Sam tinha dito. Entendia agora por que Sam tinha sido tão protetor com ela. — E você, pequena Julia? Não merece amor? — Perguntou Daniel. — Talvez algum dia. — Julia disse com um pequeno sorriso secreto. — Agora só quero me concentrar em ter um bebê saudável e sair dessa bagunça em que nossos pais nos colocaram. — Obrigada, Julia. — Ah, foi mais que um prazer, querido. — Julia riu. — Agora, estou saindo porque tenho um homem muito ansioso do lado de fora desta porta que tem que rastejar um pouco. Julia abriu a porta e saiu. Daniel a ouviu falar com Sam brevemente, e ficou de pé. Ele se inclinou sobre a borda do balcão quando as pernas começaram a tremer. Seu estômago se esticou e pensou que poderia vomitar de novo, enquanto esperava para Sam. Viu a porta ser aberta lentamente e um Sam muito apreensivo entrar e fechar a porta atrás de si. — Daniel, eu... — Sam começou e parou olhando ao redor do banheiro.
Daniel nunca o tinha visto tão inseguro. Queria fazer isso ir embora, mas ainda estava com medo de que Sam mudasse de ideia como fez no passado. Daniel podia ver a incerteza nos olhos de Sam quando finalmente olhou para ele. — Sinto muito, Daniel. Você não tem ideia do quanto sinto. Pode me perdoar? Estraguei todas as nossas chances? — Sam fez uma pausa. — Você me odeia Daniel? Daniel olhou para Sam de perto. Parecia muito sincero, mas Daniel não estava totalmente convencido. O fato de Sam ter se desculpado com ele na frente de todos os amigos, não fez o medo ir embora. Confiou em Sam muitas vezes, só para o ver destruindo essa confiança. Mas deu-lhe algo para segurar. Daniel só tinha que descobrir que algo era esse. — Não odeio você, Sam, mas não sei se posso confiar em você. Nós já passamos por isso antes. Disse a você o quanto te amava e não pareceu se importar. Era como se não significasse nada para você. — Significou Daniel! Quis dizer o mesmo a você. Mas não podia fazer nada sobre isso. Não sabe o quanto gostaria de poder mudar as coisas. Mas não posso. Só posso prometer que te amo mais do que alguém já te amou. E prometo que a partir deste momento que nunca vou mentir para você sobre qualquer coisa. — Nada? — Daniel perguntou, sentindo-se desconfiado com as palavras de Sam. Cruzou os braços sobre o peito e olhou para Sam, uma sobrancelha levantada. — Não, nada. Sempre serei completamente honesto com você. — Sam reafirmou. Daniel perguntar:
permaneceu
em
silêncio
por
um
momento,
antes
de
— Então posso lhe fazer algumas perguntas? — Sim. — Sam balançou a cabeça rapidamente. — Você me ama? — Sim, mais do que qualquer coisa no mundo. — Sam respondeu sem hesitar. — Já teve sexo com Julia? — As palavras quase engasgaram Daniel, mas tinha que perguntar. — Não, mas é o meu filho que está carregando. Fizemos inseminação artificial em nossa lua de mel. — Sam disse, confirmando o que Julia disse a Daniel momentos antes. —Você me quer como um amigo de foda ou realmente quer um relacionamento comigo? — Perguntou Daniel. — Deus, te quero tanto, mas vou aceitar tudo o que estiver disposto a me dar. — Sam sussurrou. — Uma relação? A céu aberto, onde todos possam nos ver? — Daniel tinha que saber até onde Sam iria. Será que apenas se encontrariam por trás de portas fechadas? Será que Sam o amava a ponto de abrir seu relacionamento na frente de todos os seus amigos e entes queridos? Qual era a ideia de Sam de um relacionamento? — Vou gritar isso aos quatro ventos, se quiser, coloco um anúncio nos jornais nacionais, o que você quiser. Não tenho vergonha de te amar. — Você já teve sexo com alguém, depois do que aconteceu entre nós? — Perguntou Daniel. Sam sabia que Daniel poderia odiá-lo se contasse a verdade, mas havia prometido. — Sim e não. Pensei que estava apenas confuso sobre minha atração por você. Eu me perguntava se era apenas você ou se estava atraído por outros homens, então tentei fazer sexo com um homem que conheci num bar. Não consegui ficar excitado por ele.
— E mulheres? — Daniel insistiu. — Depois do fiasco com o cara no bar, tentei com uma mulher que estive antes, mais uma vez, nada. — Sam respondeu com um encolher de ombros. Daniel permaneceu em silêncio por tanto tempo que Sam estava com medo de que houvesse arruinado as coisas com sua última declaração. Quase pulou para fora de sua pele quando Daniel deu-lhe um olhar sedutor. — Julia disse que só fica duro por mim. Isso é verdade? — Sim. — Está duro agora? — Daniel olhou para a virilha de Sam. — Sim. — Sam gemeu quando esfregou seu pênis dolorido em seus jeans. Os olhos de Daniel seguiram o movimento da mão de Sam, lambendo os lábios repentinamente secos. — Deixe-me ver. — Daniel ordenou. Daniel quase engoliu a língua quando Sam desabotoou sua calça jeans e empurrou-as para seus tornozelos, mostrando seu pau duro ao olhar faminto de Daniel. — Quer que eu te toque? — Daniel sussurrou. — Deus! Sim! — Gemeu quando ele envolveu sua mão ao redor de seu pênis. — Por favor. Sam quase gritou quando sentiu os lábios de Daniel envolver a cabeça de seu pênis. — Daniel. — Sussurrou enquanto colocava as mãos no cabelo de Daniel. Ninguém podia fazer com ele o que Daniel fazia com a língua. Já tinha passado um bom tempo desde que tinha sentido isso. Sam sentiu Daniel passar a língua sobre a fenda no topo de seu pau e sob a borda da coroa. Suas coxas endureceram sob as mãos de Daniel. Sam sabia que não iria demorar muito.
Quando Daniel fechou os lábios completamente em torno de Sam e chupou todo o caminho até o seu nariz tocar os cachos suaves na raiz antes de se afastar novamente, Sam deixou escapar um longo suspiro. Sam segurou suas pernas até seu peito enquanto Daniel esfregava a vaselina em cima dele, em seguida, empurrou gradualmente um, dois, depois três dedos dentro. Sam empurrou contra ele, gemendo. Finalmente, Sam concordou que ele estava pronto. — Agora, Daniel, preciso de você agora. — Sam implorou. Daniel inclinou-se sobre Sam e colocou suas pernas sobre os ombros e começou a empurrar lentamente para ele. Daniel lentamente começou a empurrar para cima, empurrando-se mais em Sam. De repente, Sam sentiu Daniel empurrar todo dentro. Enfiou o rosto no cabelo de Daniel e gritou. Nunca tinha sentido nada parecido no mundo. Puxando o cabelo de Daniel, Sam observou o rosto de Daniel quando começou a se mover dentro e fora dele. A expressão de Daniel mostrava êxtase puro. Sam nunca tinha visto nada mais bonito. — Daniel, vou gozar em breve. Duro, bebê, por favor. — Com isso, Daniel sentou-se e bateu com tudo o que tinha para dar, batendo no ponto de prazer de Sam com cada impulso. — Daniel, eu te amo. — Sam agarrou a cabeça de Daniel e o puxou para um beijo, sua língua acariciando o interior da boca de Daniel. Seu corpo tremia sob Daniel quando gozou com tanta força que teve que quebrar o beijo para clamar sua satisfação. — Daniel, meu deus! Maldição, Daniel! — Gemeu entre cada palavra, seu esperma jorrando por todo o abdômen e estômago. Apenas assistir ao orgasmo de Sam colocou Daniel sobre a borda. Seu corpo enrijeceu e jogou a cabeça para trás, rosnando quando ele explodiu
no traseiro apertado de Sam pela primeira vez. Foi o clímax mais intenso que poderia lembrar. Daniel caiu em cima de Sam, com o rosto enterrado no pescoço de Sam, sua respiração difícil. Sentiu as pernas de Sam soltarem seus quadris, enquanto passava os braços em volta dele, puxando Sam para perto. — Daniel. — O som saiu como um gemido de angústia. — Fui tão horrível para você e não sei como vou fazer para que me perdoe por isso. Sei que nunca vou me perdoar por te machucar. Realmente sinto muito, Daniel. Eu te amo muito. — Daniel mudou-se para que ficasse na frente de Sam e olhou para ele. Pensou que seu coração iria quebrar quando viu a angústia nos olhos de Sam. Agarrou Sam pela mão e o puxou para que ficassem lado a lado novamente. Daniel beijou suavemente Sam, segurando-o perto. Explorou sua boca, mostrando-lhe que ainda o amava quando as palavras lhe faltaram. Por um minuto nenhum som podia ser ouvido na sala que não fosse de seus beijos, mas, com relutância, Daniel se afastou. Respirou fundo e olhou para Sam. — O que fez foi ruim, Sam. Não vou mentir para você sobre isso. Mas nunca me senti tão sozinho como quando estávamos separados. Não, não diga nada. — Disse quando viu Sam tenta falar. — Amo você, Sam. Isso nunca mudou. Mas ainda sinto dor pelo tempo que passamos separados. Vai levar algum tempo para confiar em você. Pode viver com isso? — Sam balançou a cabeça, mesmo que seu coração doesse. — Sei que está sofrendo. — Ele sussurrou. — Sei que acha que vou quebrar seu coração, como fiz no passado. Posso ver aquela expressão em seu rosto, como se estivesse esperando eu te machucar novamente. Sam fez uma pausa em sua explicação, inclinando a cabeça para baixo para que pudesse esfregar sua bochecha contra o topo da cabeça de Daniel.
— Quero apagar esse olhar, Daniel. Quero tirar a dor e o fazer acreditar que estou dizendo é a verdade. — Daniel deixou escapar um soluço suave enquanto passava os braços em torno de Sam. As palavras de Daniel soaram roucas até mesmo para seus próprios ouvidos. — Meus medos não se foram. Não posso mentir para você sobre isso, mas te amo e estou disposto a tentar. — Vou levar aceitar o que puder me dar Daniel. — Sam murmurou suavemente. — Sei que tenho que consertar as coisas com você, bebê, e mesmo que leve o resto da minha vida, vou tentar a cada segundo de cada dia mostrar o quanto te amo.
Capítulo 8
Sam segurou a mão de Daniel enquanto caminhava de volta para a sala, para onde todos tinham ido. Quando Daniel entrou, tentou soltar suas mãos, mas Sam apenas segurou mais forte. — Não, não tenho vergonha de amar você e não vou esconder isso de ninguém, especialmente de nossos amigos. — Sam disse. — Além disso, depois de meu grande discurso, tenho certeza que sabem o que sinto por você. — Daniel deu a Sam um sorriso hesitante, ainda um pouco incerto. Esperava que Sam fosse se afastar assim que chegasse à sala de estar. Ficou surpreso quando Sam se sentou em uma das namoradeiras estofadas e o puxou para se sentar ao lado dele, envolvendo os braços em torno de Daniel e abraçando-o tão firmemente contra seu lado que Daniel quase gritou.
Olhando ao redor da sala, por entre seus cílios, Daniel tentou avaliar a reação de todos sobre ele e Sam. O que viu o surpreendeu. Não havia uma única carranca entre seus amigos. Ninguém parecia estar olhando para eles com rodeios. Ninguém pareceu excessivamente chocado com seu comportamento. De fato, tinham sorrisos largos em seus rostos e pura aceitação. Depois de alguns instantes, Daniel se acomodou ao lado de Sam e deitou sua cabeça em seu ombro. Estendeu a mão e a entrelaçou com a de Sam, recebendo um beijo na cabeça em recompensa. Daniel teve que piscar várias vezes para limpar as lágrimas em seus olhos antes que pudesse voltar sua atenção para os outros na sala. A maioria deles concentrada em suas próprias conversas. Julia sentou-se ao lado de Caleb, um grande sorriso em seu rosto, como se tivesse algo a ver com seu reencontro. E Daniel teve que admitir que ela tivesse algum direito a sua presunção. Sem ela, não estaria sentado ao lado de Sam, segurando sua mão. — Sinto muito, Julia. Esqueci de apresentá-la aos homens com quem trabalho. — Sam disse quando olhou para Julia. — Daniel, você conhece. Sua irmã Jax está lá embaixo. Vai encontrá-la mais tarde. —Você não pode perder essa oportunidade! — Cole disse. —Ela é a única a tentar obter uma multa naquela maldita cadeira de rodas. — Provavelmente. — Sam riu. —O homem ao seu lado é Caleb Boudreaux. Logo atrás dele está seu irmão Rune. Se ainda notou, Caleb e Rune são gêmeos. — Todos os membros da nossa equipe são gêmeos, Sam. — Cole acrescentou. — É verdade, mas não somos todos gêmeos idênticos, como Caleb e Rune. — Sam respondeu. Apontou para o homem de pé na frente da lareira. — Esse é o meu irmão, Sky. — Julia acenou para ele.
— Cole e Bear Daniels. — Sam disse enquanto apontava para os dois grandes homens sentados em frente a Julia. — Cole é nosso comandante. Últimos, mas não menos importantes, Jake e Nick Logan. — Vocês são todos gêmeos? — Julia perguntou, olhando ao redor da sala. Sam assentiu. — Sim. Somos parte de uma equipe de operações especiais. Todos vivemos aqui na fazenda até que tenhamos que sair em uma missão. Eu fazia parte da equipe até que tomei uma licença para ir para Boston. — Que tipo de missões? — Julia perguntou. — Bem, eu acho que... — Sam começou. Daniel e Sam olharam quando Sky o interrompeu. — Sam, o que o fez concordar com algo que o pai exigiria? Você sabe como ele é. Deus, não posso acreditar que fez isso, e sem falar comigo primeiro. — Honestamente, acreditei que estava fazendo a coisa certa, a única coisa que podia fazer. Você mais do que ninguém sabe como ele é quando coloca uma ideia na cabeça, como um cão com um osso. Não o solta. E queria um herdeiro. — Sam explicou. — Não entendo isso, Sam. — Cole começo. — Pensei que você e Sky seriam seus herdeiros. Por que precisaria de outro? — Não entendo isso completamente. Mas o que acho é que queria um herdeiro que pudesse manipular. Em sua mente, Sky e eu falhamos com ele por não sermos idiotas egoístas como ele. Precisava de alguém que pudesse controlar, manipular, fazer à sua imagem. Sky começou a andar na frente da lareira, ele olhou para Sam. — Então concordou em casar com Julia, uma completa estranha, e produzir uma criança para ele? Você enlouqueceu? Por que daria àquele monstro outra criança para machucar?
— Sky, sinceramente não estava pensando tão longe. Assim que Julia me disse que estava grávida sabia o que tinha feito e tentei corrigir. — Você não pode consertar isso, seu idiota. Deu a ele um novo alvo. Deus, não posso acreditar que pode ser tão estúpido. Sabe como ele é. Você cresceu na mesma casa que eu! — Sky gritou. — Sky. — Julia o interrompeu. —Precisa dar a Sam uma pausa. Ele sabe que cometeu um erro, mas agora precisamos de sua ajuda para corrigilo. — Não se meta nisso! Você não tem ideia do que está falando. — Sky gritou para Julia. Julia ficou de pé e foi para cima de Sky. Ela começou cutucando-o no peito com o dedo, enquanto gritava de volta para ele. — Você esquece, imbecil, que estou levando o novo alvo. Quanto a não saber o que estou falando, sei muito mais do que pensa que faço. Fui eu que bastardo tentou estuprar. Sou a única grávida do próximo herdeiro McKenzie. Sou a única forçada a se casar, assim como Sam. Acha que queria casar com ele? — Ei! — Sam interrompeu. — Oh! Cale-se, também! — Julia gritou quando olhou para Sam antes de voltar a olhar para a Sky. — Há muito mais acontecendo aqui do que até mesmo vocês dois, tolos, podem entender. — Julia de repente parou de falar e apertou a mão sobre a boca, como se tivesse falado demais. Olhou entre Sky e Sam rapidamente antes de se sentar no sofá, baixando os olhos para o chão. Sam, assim como os outros ocupantes do quarto, viu a ação de Julia com curiosidade e apreensão. Julia parecia aterrorizada. Isto fez o peito de Sam apertar com apreensão. Algo definitivamente estava acontecendo. Sam beijou Daniel na cabeça e soltou sua mão quando se levantou. Ele se aproximou e se ajoelhou aos pés de Julia, tomando-lhe as mãos
trêmulas na sua. Podia ver o medo nos olhos dela quando levantou o rosto agoniado ao dele. — O que é isso, querida? O que sabe? — Perguntou baixinho tentando não assustá-la ainda mais. — O que está te chateando? — Julia se mexeu em sua cadeira, não dando nenhuma resposta, apenas olhando Sam por vários momentos. — Não posso te dizer. — Sussurrou finalmente. — Eles vão matá-la. — Matar quem, Julia? Quem vão matar? — Sam perguntou em voz baixa, a cozinha totalmente silenciosa com suas palavras sussurradas. — Meu bebê. — Julia. — Caleb começou quando passou um braço ao redor dela. — Nenhum de nós aqui vai deixar ninguém machucar o seu bebê. Ela ou ele, está seguro. Tudo com que precisa se preocupar é ter um bebê saudável. Tem toda uma equipe de SEALs da marinha para proteger você e seu bebê. Sam ficou momentaneamente atordoado com o pequeno discurso que Caleb deu a Julia. Ele nunca falou tanto. Mas se recuperou rapidamente e acrescentou suas garantias as de Caleb. — Julia, nunca deixarei nada acontecer com a nossa filha. — Sam foi interrompido quando Julia acenou com a mão no rosto de Sam. — Você não entende. — Ela disse rapidamente. — Você não entendeu. Porque não pode simplesmente deixá-lo ir? Por favor! — O que não entendemos, Julia? — Sky perguntou enquanto vinha ficar atrás de Sam. — Eles têm a minha filha. — Exclamou ela. — Sua filha? Você tem uma filha? Por que não me contou? Onde ela está? — Sam começou disparando perguntas apenas para ser parado pela mão de Daniel em seu ombro.
— Sam, pare. Não pode ver como isso é difícil para ela? Dê-lhe um pouco de espaço. — Daniel sentou-se no chão ao lado de Sam e colocou a mão na perna de Julia tentando tranquilizá-la. — Vamos, querida. — Daniel disse. — Diga tudo para eles. Precisamos saber tudo. Sei que está com medo, e tem o direito de estar, mas sem saber toda a história, iremos para lá cegos. Bear apareceu ao lado de Sam e Julia entregando um copo de suco. Ela bebeu e entregou o copo para ele, agradecendo-lhe, antes de se envolver no cobertor que Cole lhe entregou. Quando Caleb estendeu a mão para segurar a mão dela, segurou-a como uma tábua de salvação. Sam assistiu toda a interação com um pequeno sorriso. Julia era uma mulher doce e tinha esses homens ao redor de seu dedo mindinho em menos de trinta minutos. Seria interessante ver um deles ganhar seu coração. Não tinha nenhuma dúvida de qual deles. O dinheiro dele estava em Caleb. Vendo Caleb segurando firme a mão de Julia e os pequenos olhares de confusão que lhe dava sob os cílios, Sam sabia que ela não precisava mais dele. Ele se levantou, pegou a mão de Daniel para puxá-lo para cima e voltou para o sofá. Agradou a Sam ter Daniel enrolado ao lado dele, como tinha sido antes. — Julia, por favor, fale conosco. Está segura aqui. — Sam disse depois que acomodou Daniel perto dele. Sam esperou e deu a Julia o tempo que precisava para recompor seus pensamentos. Depois de vários momentos, ela começou a falar, nunca deixando de lado a mão de Caleb. — Minha filha, Robin, tem cinco anos de idade. Conheci seu pai quando fui para faculdade para estudar medicina. Estava no meu terceiro ano de residência quando descobri que estava grávida. Quando disse a Robert, ele ficou em êxtase. Fizemos planos para se casar. Então, meu pai descobriu. —
Julia fez uma breve pausa quando as memórias tornaram-se muito pesadas, enterrando o rosto na camisa de Caleb quando ele a segurou em seus braços. Depois de alguns minutos, ela levantou a cabeça e enxugou o rosto e começou novamente. — Meu pai odiava Robert. Ele vinha do lado errado dos trilhos, o filho de um mecânico de automóveis. Quando meu pai, Douglas, não pôde comprar Robert, mandou matá-lo. — Houve vários suspiros e algumas maldições em todo o quarto. — Depois que tive Robin, meu pai a usou para me manter na linha. Sabia que tinha matado Robert. Ele me disse isso na minha cara. Disse que se não fizesse exatamente o que ele dissesse, iria matar Robin também. Sabia que o faria, então fiz o que me disse para fazer. Teria ido para a polícia, mas não tinha prova de nada. — Sam apertou a mão de Daniel na sua, enquanto observava Julia tomar uma respiração profunda. Precisava da garantia do toque que de Daniel lhe dava. — Então, o que aconteceu, Julia? — Perguntou. — Meu pai e Arthur vieram com este plano brilhante para ter um herdeiro. No início, queriam me casar com Arthur. Então, decidiram por Sam. Disseram-me que se não me casasse com Sam, nunca iria ver minha filha de novo. — Queriam que se casasse com o meu pai? — Sky perguntou espantado. Quando Julia concordou Sam fez a próxima pergunta. — Se queriam que se casasse com meu pai, por que a fizeram se casar comigo? — Sam largou a mão de Daniel e sentou-se para frente, apoiando os braços sobre as pernas dele e olhou para Julia em confusão. — Me desculpe, não disse a você, Sam, especialmente depois da maneira como compartilhou seus sentimentos sobre Daniel comigo. Mas não podia. Disseram que iriam matar Robin se dissesse alguma coisa. — Disse Julia.
— Querida, eu entendo, fez a única coisa que podia, dadas as circunstâncias. Mas, por favor, agora não é o momento para segredos. Precisamos saber a verdade, toda ela. — Julia olhou para todos na sala um de cada vez e acenou com a cabeça como se tivesse finalmente chegado a uma decisão. — Há uma disposição especial na vontade de seu avô, que diz que só um herdeiro do seu sangue pode herdar seus bens. É do pai de sua mãe e seu patrimônio é a base financeira do império de seu pai. Sem ele, seu pai estaria falido. Seu pai o controlava desde o minuto que sua mãe desapareceu. Como descendente de sangue de seu avô, a propriedade deve ir para você, não seu pai. Ele quer um herdeiro seu para que possa continuar a controlar essa fortuna. — Ainda não entendo. Por que eu e não o meu pai? — Sam perguntou ainda confuso. Olhou para seu irmão para ver se ele se sentia tão confuso quanto Sam. O ligeiro aceno Sky deu-lhe a confirmação. — Levei algum tempo para descobrir isso sozinha. É realmente simples. Arthur McKenzie não é seu pai biológico. Ele se casou com sua mãe quando ela estava grávida de você e Sky. Então você tinha que produzir o herdeiro para que seja um parente de sangue. — Ele não é meu pai? Então, quem é? — Sam exclamou. Seus olhos se arregalaram em choque com a implicação das palavras de Julia. — Não sei quem é o seu verdadeiro pai. Suspeito que só sua mãe saiba. Desde que Arthur havia se casado com sua mãe no momento em que você nasceu, recebeu seu sobrenome. Suspeito que foi um casamento de conveniência. — Julia respondeu. —E como sabe disso? — Perguntou Sky. — Ouvi uma conversa entre seu pai e o meu. Eles fazem negócios juntos há anos, muito antes de qualquer um de nós nascermos. — Julia explicou.
— Ele não é nosso pai, pode chamá-lo de Arthur. — Sky rosnou. Sam apenas olhou para Julia totalmente chocado com o que ela havia dito. Sentiu Daniel envolver seus braços em volta dele, esfregando as costas com a mão. Sam tomou várias respirações para se controlar, grato que Daniel estivesse lá por ele, antes que olhasse para Julia. — Sempre senti que Arthur nos odiava, mas nunca pude descobrir o porquê. Isso explica muita coisa. Deus, ele nos odeia tanto! — Sky disse. — Não podíamos atravessar a sala direto sem ele ficar com raiva de nós. — Sam acrescentou. Um pensamento súbito veio a ele. — Julia, tem alguma ideia do que aconteceu com a nossa mãe? Ela está realmente morta? —Não sabe o que aconteceu com sua mãe? — Ela perguntou. — Não, chegamos em casa do colégio, quando estávamos com cerca de oito anos e tinha simplesmente desaparecido. — Sam disse. — Nós nunca fomos autorizados a falar sobre ela depois disso. Nem sequer fomos autorizados a dizer o nome dela. Se falássemos, Arthur vinha com tudo para cima da gente. — Eu me lembro de um Natal quando comprei um presente para ela. Deve ter sido há alguns meses depois que desapareceu. — Sky começou discretamente enquanto olhava para o espaço como se estivesse em seu próprio mundinho. — Coloquei debaixo da árvore para ela. Acreditava que estaria lá para o Natal. Ela nunca perdeu um feriado com a gente. Quando o Pai... Hã, Arthur... Encontrou, ele me bateu tanto que passei o resto das minhas férias de Natal me recuperando. —Sky, você nunca me contou isso. — Sky enviou um pequeno sorriso triste para Sam. — Você não estava lá naquele Natal. Ele tinha te mandado para algum tipo de visita de férias com um de seus comparsas de negócios. Ele me disse que você queria estar lá.
— Sky, nunca fui visitar qualquer um dos seus comparsas. O que está falando? Quando isso aconteceu? — Sam perguntou. —Foi o primeiro Natal após a mãe sumir. Se não estava com um de seus comparsas, onde diabos estava? Deveria estar em casa comigo. — Sky disse em voz alta, com as mãos apertadas em punhos enquanto olhava para o irmão. — Trabalhei todo Natal, depois de mamãe sair. Arthur não me deixou voltar para casa. Ele me disse que só as pessoas preguiçosas comemoravam feriados. Passei todas as minhas férias trabalhando em uma de suas fábricas. Ele me disse que você trabalhava em outra fábrica. Por que acha que nunca fui para casa para férias depois disso? Ele tinha me colocado para trabalhar. Sam passou a mão pelo seu cabelo enquanto olhava para o chão. — Deus, não aguento férias agora. — Disse calmamente. — Você era uma criança, Sam, como poderia estar trabalhando? — Julia perguntou. — Isso não importa para o meu pai. Se tivesse tempo livre em suas mãos, você trabalhava. — Sam deixou cair as mãos entre as pernas, com os punhos cerrados. — Era simples assim. — Então, nunca comemorou um feriado? — Daniel perguntou em voz baixa. — Não, não depois que nossa mãe nos deixou. — E desde que entrou para a Marinha? — Não, férias significava que estaria separado de Sky e teria que lidar com meu pai. Odiava férias. Continuo a odiar. — Sam disse. — Ok, então como vamos saber se sua mãe realmente está morta? Ela pode ter fugido do seu pai? — Cole perguntou. — Não sei. Não acho que poderia abandonar meu pai. Você não pode simplesmente deixar Arthur McKenzie. Ele não iria aceitar muito bem. — Sam levantou a cabeça para olhar Cole. — Não sei se está morta também. Mas se
não morreu, por que nos deixou com ele? Será que não queria a gente? Não nos amava? — Sam perguntou, tentando desesperadamente se lembrar de algo que pudesse sobre o desaparecimento de sua mãe. — Ela amava. Ela sempre amou. — O olhar de Sam virou-se para olhar para James. Estava com os braços cruzados sobre o peito, encostado na parede pelo corredor. — Nunca pense que sua mãe não te amou. Ela teve que fugir. Arthur não lhe deu escolha. Tem que lembrar que, naquela época, as mulheres não tinham um monte de opções. Isso foi quase 30 anos atrás. — Disse James. — Mas, o que quer dizer? — Sam começou. — Ela tentou levá-los quando saiu. Arthur não permitiria isso. Ele mentiu para os tribunais, os convenceu de que ela era um perigo para si mesma e para vocês. Deram a Arthur a custódia. Se ela soubesse o que vocês dois passaram desde que o deixou, iria quebrar seu coração. — James, o que está dizendo? Sabe o que aconteceu com a nossa mãe? Sabe onde ela está? — Sam perguntou hesitante, quase com medo da resposta. James olhou para Sam e Sky para o que parecia Sam como sempre, antes que acenasse com a cabeça. — Sim, sei onde ela está. —Ela está viva?— Sky perguntou em voz baixa, ainda chocado. —James, quanto tempo sabe onde minha mãe está? Que estava viva? —Eu sempre soube. — James respondeu. Sam levantou-se e começou a caminhar na direção de James, Sky apenas um passo atrás dele. —James, se sabe onde a nossa mãe esta precisa nos dizer. Se Arthur sabe onde ela está, vai machucá-la. Ela não está segura. — Agora fique quieto. Tenho mantido a sua mãe a salvo de Arthur por mais de 20 anos! — James disse asperamente. Ele descruzou os braços, as
mãos curvando defensivamente em punhos ao seu lado. — Se acha que eu vou arrastá-la para o meio desta tempestade de merda, está louco. — James! — Sam se aproximou o suficiente de James para que seus peitos quase se tocassem. Sky estava ao lado dele, os dois homens com raiva. — Samuel. — Daniel disse. Ele aproximou-se por trás dele e o puxou para trás com a mão em seu ombro. — Querido, deixe-o falar. Se foi capaz de manter sua mãe a salvo por vinte e cinco anos, deve saber o que está fazendo. Além disso, não gostaria de saber como conhece sua mãe? Sam
deixou
Daniel
afastá-lo
antes
de
suas
últimas
palavras
afundarem dentro. Virou-se para James, sua postura menos ameaçadora, enquanto suas mãos se abriram. — Como conhece minha mãe? — Perguntou, curioso agora. — É complicado. — James disse. Ele andou pela sala e sentou-se em uma das cadeiras vazias. Cotovelos repousavam sobre os joelhos quando juntou as mãos, olhando para Sam e Sky. — Sua mãe e eu nos conhecemos quando saiu de férias em comemoração de seu aniversário de dezoito anos. Deus, ela era linda. —James sorriu suavemente enquanto se lembrava. — Ela ainda é tão bonita como no primeiro dia que a conheci. Nós nos apaixonamos quase que imediatamente e sabia que queria passar nossas vidas juntos. Nós nos amávamos muito. — Ele esperou alguns instantes antes de continuar enquanto pensava no passado. — Quando engravidou, o pai a deserdou. Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa. Tinha uma família para sustentar, então entrei para o serviço. O plano era que sua mãe se juntaria a mim, logo que saísse do acampamento. — James olhou para suas mãos por um momento, tomando algumas respirações profundas antes de olhar em volta. — De alguma forma, seu avô convenceu sua mãe que eu não ia voltar e ela precisava fazer a coisa certa e se casar com Arthur. Então ela casou. Quando voltei do acampamento, ela já havia se casado com ele. Pensando que estava fazendo a coisa certa, fui embora. —
James olhou ao redor da sala a espera de comentários, mas quando nada aconteceu, continuou. — Deixar sua mãe foi a coisa mais estúpida que já fiz na minha vida. A vida de sua mãe com Arthur foi um inferno. Sam sorriu quando ouviu Sky murmurar baixinho. — Estive lá. — Seu avô aprendeu rapidamente seu erro e tentou corrigi-lo. Ajudou sua mãe a ficar longe de Arthur e obter um divórcio, mas não poderia tirar vocês também porque o nome de Arthur estava na certidão de nascimento. — James continuou. — Até então, Arthur tornou-se muito poderoso. Tinha muitos contatos em lugares altos. Portanto, o seu avô fez aquela cláusula em seu testamento, na esperança de que iria manter os dois a salvo. Acho que não funcionou. — Sam não disse nada quando James parou de falar. Sentia-se muito confuso, muito confuso. Só olhou para James, tentando juntar tudo em sua cabeça. — Então, você é o nosso verdadeiro pai? — Sam perguntou em voz baixa quase com medo de expressar os pensamentos em sua cabeça. James tinha lágrimas em seus olhos quando balançou a cabeça. — Nunca pensei que seria capaz de reivindicá-los como meus filhos. Passei a minha vida te observando de longe. Estava tão orgulhoso de vocês dois. — Sam levantou uma sobrancelha quando o rosto de James corou ligeiramente. — Já havia trabalhado com Ethan em alguns casos. Quando ele mencionou para mim que estava procurando alguém para proteger Julia, agarrei a chance. Deu-me uma pequena parte de sua vida. — Tenho uma pergunta. — Ethan disse, interrompendo James. — Existe alguma possibilidade de Arthur ter tido investigado James e saber quem ele é? — Não, pensei nisso. — Disse James rapidamente. — Mudei Lillian para um local seguro antes de assumir o cargo. Nunca faria nada que possa
pôr ela em perigo. Amo vocês, meninos, e sempre amei, mas sua mãe é a minha vida. — Ok, o que sabemos neste momento? — Ethan perguntou. — Bem, — Julia começou. — sabemos que Arthur e meu pai vão querer fazer qualquer coisa para conseguir o seu próprio caminho, até mesmo matar. Eles têm a minha filha e a estão usando para me manter na linha. Estou preocupada com o que possam fazer com ela agora que descartei Arthur. — Isso traz à tona outra questão. Se Arthur sabia que o herdeiro tinha que ser um parente de sangue, e há testes de DNA hoje em dia, por que iria tentar engravidar Julia? — Ethan perguntou. — Ele odeia Sam e Sky porque o desafiaram. Odeia qualquer um relacionado a eles. Acho que nesse ponto, não poderia ter se importado menos se teria um herdeiro de sangue ou não. Além disso, quem diria que não era parente de sangue? — Isso faz sentido, numa espécie doente de pensamento. — Sam riu. — Julia já está casada comigo e Arthur não tinha ideia dos meus sentimentos... Por Daniel. Tenho certeza que pensou que Julia e eu tínhamos um casamento normal. — Caramba, esse homem é doente. Nós temos que fazer algo para detê-lo. — Bear disse com veemência. — Está destruindo vidas para seu próprio prazer doentio. — Mas o que podemos fazer? — Julia perguntou. — Ele é muito poderoso. Se tentarmos qualquer coisa, vai matar Robin. — Julia, o que a faz pensar que Arthur vai matar sua filha? — Perguntou Daniel. — Arthur não pode, mas o meu pai vai. Douglas Spencer é tão cruel como seu pa... Como Arthur. Eles tem sido bons amigos por muitos anos. Iriam trabalhar juntos para conseguir o que querem. — Julia assegurou-lhes.
— Não vou deixá-lo tocar em um fio de cabelo na sua cabeça. — Caleb prometeu enquanto abraçava Julia, trazendo-a para o seu lado. Sam sorriu, divertindo-se com a postura protetora que Caleb tinha tomado com Julia. As chances de que iria tentar conquistar o coração de Julia estava ficando cada vez maior. Sam não achou que seria uma má partida. Caleb iria proteger Julia tanto quanto podia. — Julia, sabe onde colocaram Robin? — Sam perguntou. Julia acenou com a cabeça. — Antes de concordar em me casar com você, meu pai pegou Robin na escola. Ele é o avô. Por que não? Depois, ele me chamou e disse que se queria vê-la de novo, eu me casaria com você. Ele me deixa falar com ela no telefone uma vez por semana. — Quando falou com ela pela última vez? — Sam perguntou. — Só depois de Arthur e meu pai vieram para casa. Ele queria que eu concordasse com o pequeno plano de Arthur, para me deixar falar com Robin. — Seu pai lhe deu para Arthur, embora estivesse casada com Sam? — Caleb perguntou através dos dentes cerrados. Seus braços se apertaram ainda mais em torno de sua forma pequena, quando ela balançou a cabeça. — Nenhum de vocês está entendendo isso! — Julia gritou. — Estes homens são maus. Vão fazer tudo o que puderem para conseguir o que querem. Eles não se importam a quem ferem ao longo do caminho ou a quem matam. Se alguém os desafia, desaparece ou aparece morto. Olha o que já fizeram para Sam e Sky. Não sentem culpa por matar alguém, se essa pessoa não faz o que querem. — Bem, acredito que a nossa primeira ordem do dia é pegar Robin e trazê-la aqui para o rancho, onde ela estará segura. — Sam começou. — James, tem certeza que nossa mãe esta segura?
— Definitivamente, não arriscaria a vida de Lillian, nunca!— James disse com veemência. Sam assentiu com a cabeça. Estaria mais confortável com sua mãe aqui no rancho, mas havia confiado a vida de Julia a James, iria confiar nele com a vida de sua mãe também. — Precisamos também reunir todas as informações que pudermos sobre seus negócios. Jax, pode lidar com essa parte? — Quando Jax assentiu Sam virou-se para Ethan. — Meu pai não sabe quem você é. Você se sente seguro o suficiente para voltar a Boston e cavar em torno? Quero que olhe para a propriedade de meu avô. Descubra tudo o que puder relativo às condições de seu testamento. — Ethan assentiu. — Então,
por
agora,
acho
que isso é tudo. Também acho que todos nós precisamos de uma pausa. Esta tem sido uma longa noite para todos e precisamos de algum tempo de inatividade. Por que não vamos todos dormir um pouco e nos encontramos aqui na parte da manhã para finalizar nossos planos? — Sam perguntou, tremendo ao sentir as mãos de Daniel roçando nos cabelos de sua nuca. Todos assentiram com a cabeça em concordância. Esta noite foi muito
emocionante
para
todos.
Acabou
de
adicionar
mais
estresse,
especialmente sobre Cole e Bear. Sam sabia que estaria devastado, se alguma coisa acontecesse com Daniel, mal capaz de funcionar. Mas eles o apoiaram, e a Sky, e ajudariam a lutar contra seu pai. Sam não poderia pedir dois amigos mais dedicados. — Julia, vai ficar bem? Precisa de alguma coisa para a dor? — Daniel perguntou de sua posição ao lado de Sam. Julia balançou a cabeça: — Não, vou ficar bem, Daniel, mas obrigado por perguntar. — Vou cuidar dela. — Caleb disse, fazendo com que Sam olhasse para o par, sua sobrancelha levantada em questionamento.
Sam sorriu enquanto observava os dois saírem da sala. Sim, Caleb andou depois de Julia. Sam se sentia bem com isso, desde que Julia não se importasse. Tinha as mãos cheias com Daniel. Ele ficava se mexendo em torno dele, fazendo Sam ter dificuldade em se concentrar na conversa. Sam podia ver um pequeno sorriso diabólico no rosto de Daniel, enquanto a mão desviou perigosamente perto do cós da calça jeans de Sam, fazendo com que o pênis de Sam endurecesse como uma rocha. Daniel sabia exatamente o que estava fazendo. E Sam não poderia estar mais feliz com isso. Levantou-se e puxou Daniel para cima para ficar na frente dele. Sam pegou Daniel em seus braços, escondendo seu pau duro por trás o corpo de Daniel e começou a andar para o quarto de Daniel. Sam ignorou totalmente os assobios e vaias vindos de seus amigos. Chegou até o corredor e parou, não podia dar mais um passo sem beijar Daniel. Daniel foi imprensado contra a parede, manobrou para que as pernas de Daniel ficassem em cada lado dele e empurrou seu pênis dolorido contra Daniel. — Deus, você me deixa louco! — Gemeu contra os lábios de Daniel. — Bom. — Daniel riu enquanto passava as mãos nos cabelos de Sam e o beijava de volta. O beijo estava quente, frenético e transmitia todas as necessidades de Daniel. Sam se fundiu com Daniel através de seus jeans, empurrando cada vez mais duro, até que explodiu em suas calças, quase deixando Daniel cair quando seus joelhos ficaram fracos. Colocou a testa contra a de Daniel enquanto tentava recuperar o fôlego. Olhando nos olhos de Daniel os dois começaram a rir.
— Acho que nunca vou ter o suficiente de você, amor. Você me faz arder em chamas. — Sam murmurou baixinho. Daniel sorriu, bicando Sam nos lábios. — E qual é o problema com isso? Sam riu quando levou Daniel pelo corredor até seu quarto, chutando a porta se fechou atrás dele. —Não há problema. Na verdade, rezo pelos próximos anos.
Capítulo 9
Na manhã seguinte, muito cansado e um pouco dolorido, Daniel seguiu Sam para a cozinha para o café da manhã. Sam olhou em volta, rindo quando percebeu que eram os primeiros lá. Pegaram um pouco de comida e sentaram-se, Sam percebeu que amava o fato de que Daniel voluntariamente segurava sua mão enquanto caminhavam e se sentava ao lado dele, com a mão na coxa de Sam. Sam tinha estado nervoso que Daniel nunca iria perdoá-lo, mas quanto mais tempo ficavam juntos, Daniel parecia mais relaxado. Ele adorou e adorava Daniel. Sabia
que
Daniel
estaria
um
pouco
nervoso
sobre
o
seu
relacionamento por um longo tempo, mas por enquanto só queria se divertir e ficar com Daniel. Sam sorriu enquanto observava Daniel atacar o café da manhã como se não tivesse comido em dias. As linhas de preocupação ao redor dos olhos pareciam ter desaparecido e ria muito mais.
Mas Sam ainda pode ver alguma dúvida em seus olhos. A única coisa que Sam imaginou que poderia fazer era mostrar-lhe o seu amor a cada segundo de cada dia. Eventualmente, Daniel iria acreditar nele. Entretanto, não queria Daniel fora de sua vista. Sam olhou para cima e sorriu quando Julia entrou com Caleb. Caleb tinha seu braço em torno dela e lhe tinha puxado firmemente a seu lado. Depois de pegar um prato cheio de frutas frescas e um pouco de suco Caleb sentou-se à mesa e puxou Julia baixo para sentar ao lado dele, puxando a cadeira perto e prontamente começou a alimenta-la. Julia olhou para Sam e corou com a sobrancelha levantada. Sam começou a rir quando Caleb olhou para ele e rosnou possessivamente. Julia parecia corar ainda mais e enterrou o rosto vermelho no braço de Caleb. Isso só fez Sam rir ainda mais. — Sam? — Daniel sussurrou baixinho enquanto apertava a mão de Sam. Sam virou-se para Daniel e poderia dizer imediatamente que Daniel estava chateado e precisava de um pouco de tranquilidade. Abafou o resto da sua risada e puxou a cadeira de Daniel para perto. Estendeu a mão e virou o rosto preocupado de Daniel até o seu próprio. Colocou um pequeno beijo nos lábios de Daniel antes de olhar em seus olhos para que Daniel pudesse ver que dizia a verdade. — Amo você, Daniel, sabe disso, né? Daniel hesitou por um segundo e depois acenou com a cabeça. — Também preciso cuidar de Júlia. Ela é a mãe do meu filho e nunca vou abandoná-la. No entanto, não tenho nenhuma dúvida de que você vai ser a minha vida. Entende isso? — Uma vez que Daniel tinha balançado a cabeça novamente, virou-se para olhar para Julia e Caleb. Seu tom agora sério
quando falou. — Caleb, se Julia permite você em sua vida, que assim seja. É a sua escolha. Ela é uma linda e doce, jovem e merece um pouco de felicidade. — Sam parou por um momento, avaliando a ira de Caleb enquanto continuava a falar. — Também quero que se lembre de duas coisas. Primeiro, Julia está grávida por meios artificiais. E apesar de estarmos casados, nunca a conheci de forma sexual. Inferno, nunca vi a mulher nua. — Tentou não rir quando Caleb rosnou para isso. — Segundo, meu coração pertence a Daniel. Ele sempre será dele. Não tenho pretensões para Julia que não a sua segurança e felicidade. Farei tudo ao meu alcance para ter certeza de que ninguém jamais a machuque novamente. Então, se escolher estar com você ou qualquer outra pessoa, é o seu negócio. Se machucá-la, então se torna o meu negócio. — Sam estava um pouco preocupado, não que não confiasse em Caleb, mas porque o homem era tão grande. Era bem mais alto que Julia. Julia, um pequeno pedaço de uma mulher, tinha um pouco mais que um metro e meio. Além desse fato, Caleb sempre foi conhecido por não jogar bem com os outros. Olhando de fora qualquer um pensaria que com o tamanho de Bear que ele seria o dominante, mas o comportamento intimidador de Caleb superava até mesmo Bear. Sam se preocupava que Caleb fosse ofuscar a personalidade doce de Julia. Caleb assistiu Sam por algum tempo antes de assentir com a cabeça. — Justo. — Caleb era um homem de poucas palavras. — Julia, como se sente sobre tudo isso? — Sam perguntou. Olhou para cima, sorrindo, quando todo mundo começou a trilhar para a sala de jantar, uns pegando um pouco de comida, outros apenas café. Julia levantou a cabeça de onde tinha enterrado no braço de Caleb. Ela ficou vermelha novamente, mas continuou a olhar para Sam. — Ele é doce. — O queixo de Sam quase bateu com a declaração, assim como todos os outros.
— Doce? Você acabou de chamar Caleb de doce? — Rune perguntou do outro lado da mesa. — Você sabe de quem esta falando, certo? Caleb Boudreaux, o pior e mais ordinário Cajun3 fora da Louisiana? — Julia olhou para Rune até que ele levantou as mãos em sinal de rendição. — Quero dizer Isso. Caleb é doce. Você está com inveja porque ele é mais bonito do que você. Sam quase caiu da cadeira de tanto rir. Caleb e Rune eram gêmeos idênticos. Somente depois de anos juntos que foi capaz de realmente distinguilos. Caleb apenas sorriu e beijou o topo da cabeça de Julia antes de lhe alimentar com outro pedaço de fruta. — Então, — Sam começou depois que conseguiu se controlar. — você está bem com isso? — Fez um gesto em direção a Caleb. Julia olhou para Caleb, com o rosto corado. — Sim. — Sorriu para ele. Caleb levantou uma sobrancelha para ela, mas não disse nada, apenas entregou-lhe um pedaço de fruta. — Isso é bom o suficiente para mim. — Respondeu Sam enquanto se virava para todo mundo sentado à mesa. — Então, ninguém veio com quaisquer planos brilhantes durante a noite sobre como tirar nossos traseiros do buraco em que estamos? — Ethan assentiu. — Sim, acho que pode ter alguma coisa, mas vou ter que rebolar um pouco para conseguir. — Conte. — Bem, tenho pensado muito sobre o testamento de seu avô. Pareceme que a sua propriedade é a espinha dorsal do império financeiro de seu pai. Estou certo? Sam deu de ombros. 3
Descendente de um grupo étnico expulso do Canadá e que se fixaram na Louisiana. Esta população tem uma cultura própria, em especial uma variedade de música e culinária que já ultrapassaram as fronteiras daquele país.
— Me pegou. — Você está correto. Arthur McKenzie não tinha um centavo no nome dele antes que se casasse com sua mãe. — James acrescentou. — Oh, tinha todas as conexões corretas, mesmo assim. Conhecia todas as pessoas certas. Acho que é por isso que seu avô gostava tanto dele no começo. — Parece quase certo. — Ethan disse. — No entanto, de acordo com a vontade de seu avô, sua propriedade só pode ir para um parente de sangue. Então, por que seu pai a controla? Por que não está sob seu controle? — Nós nunca quisemos isso? — Sky perguntou sarcasticamente. Sam apenas revirou os olhos, em seguida, olhou de volta para Ethan. — Não sabia que era uma opção, Ethan. Sempre pensei que era o dinheiro de Arthur. Ethan balançou a cabeça. — Você deve ter o controle do mesmo, não Arthur. Ambos, você e Sky, são maiores de idade e são parentes de sangue de seu avô. Se Arthur fosse seu pai biológico, até poderia influenciar em alguma coisa, mas não é. James é. — Hum, não tinha pensado nisso. — Sam disse, as sobrancelhas se reunindo em uma carranca. Ethan virou-se para James. — James, Lillian assinou alguma coisa ou houve algo incomum envolvido em seu divórcio com Arthur? — Acho que não. Nada que possa lembrar de qualquer maneira. — James respondeu. — Existe alguma maneira que possa perguntar a ela? Seria seguro chamá-la? — Ethan perguntou. — Sim, me dê um minuto. — James se levantou e foi para um lado da sala, puxando o seu telefone celular e perfurando um botão de discagem rápida.
Sam observava atentamente quando James começou a falar com alguém do outro lado, com a voz muito baixa para que pudesse ouvir as palavras. Sam percebeu que sua mãe estava do outro lado do telefone, a poucos metros de distância. Mostrou surpresa em seu rosto quando James voltou-se para eles e estendeu o telefone. — Você quer falar com a sua mãe? — Perguntou James. Uma simples frase. E isso assustou Sam. Sua mãe. Não tinha falado com ela em quase trinta anos. O que diria a ela? Ainda não tinha lidado com James sendo seu pai. Era quase demais para Sam. Apenas ficou lá olhando para James segurando o telefone para ele, que no momento poderia ser uma cobra pela maneira com se sentia. Sentia-se congelado. Incapaz de se mover ou reagir. O rosto de James mostrou o seu desapontamento. Ele começou a se virar até que Daniel o deteve. — James. — Disse ele suavemente estendendo a mão para o telefone. James olhou para ele por um momento e passou o telefone para ele. Daniel pegou o telefone e começou a falar com a mãe de Sam. — Olá? Lillian? Meu nome é Daniel. Não, minha senhora, sou... Uh... Namorado de Sam. Sim, senhora, ele está aqui. Não, minha senhora, tenho certeza que quer falar com você. Sim, tenho certeza. Bem, tudo isso é apenas um pouco demais para ele. Até ontem achava que Arthur McKenzie era seu verdadeiro pai e não sabia se estavam vivos ou mortos. Sim, senhora, foi uma situação muito difícil para todos. — Daniel sorriu para Sam, deixando-o nervoso. Daniel começou a rir quando Sam pegou o telefone, tentando mantêlo longe dele. — Sim, senhora, ele é um menino muito bom. — Daniel riu ainda mais quando Sam começou a fazer cócegas nele para pegar o telefone. Sam puxou o telefone longe de Daniel e colocou em seu ouvido. — Olá. — Disse baixinho, engolindo o nó na garganta. — Mamãe?
— Samuel? — Sussurrou a voz suave do outro lado. — Oh, Samuel, senti tanto sua falta. — Ela começou a chorar. — Oh, mamãe, não chore. Estou aqui agora. — Ele olhou para James, pedindo-lhe com seus olhos para consertar isso. Lillian chorou por mais alguns minutos, em seguida, fungou. — Você está certo, devemos ser felizes agora. E... E Sky, esta aí? — Sam olhou para seu irmão, que praticamente saltou em seu assento. — Sim, está aqui. — Como ele está? Ele está bem? Ah, tenho estado tão preocupada com ele. Era tão pequeno quando bebê. Ele está bem? — Perguntou Lillian. — Sim, mãe, ele está bem. — Sam olhou para Sky, enquanto tentava imaginar seu irmão tão pequeno e não podia. Ele era mais alto que Sam. Não, ele não era pequeno. — Ele compensou isso. Lillian fungou mais algumas vezes e disse: — Então, me fale sobre este jovem. Sam ficou momentaneamente surpreso com a pergunta. Esperava que não fosse um problema entre eles porque não se separaria de Daniel por ninguém. Mas pelo tom de sua voz não parecia ser um problema. — Uh, bem, ele é um médico. — Sam disse. — Você o ama? — Ela perguntou em voz baixa. Sam olhou para o Daniel sorrindo. — Sim, mãe, eu o amo. Ele me faz muito feliz. — Oh, isso é bom, Samuel. Isso é tudo que sempre quis para você, que pudesse encontrar alguém que poderia amar como meu James. — Sam não podia acreditar que estava falando com sua mãe depois de todos aqueles anos. Sentiu Daniel apertando-lhe a mão, dando-lhe o seu apoio silencioso. Sam sorriu apertando sua mão em agradecimento. — Ah, mãe, queria fazer-lhe algumas perguntas se pudesse. É por isso que James a chamou. Preciso perguntar sobre quando foi embora.
— Oh, Samuel! — Lillian gritou. —Sinto muito sobre isso. Não queria deixá-los. Tive que fazer. Não tinha outra escolha. Eu não podia fazer nada. Não tinha como provar que não eram dele. Eles não tinham o teste de DNA na década de 1970. — Mesmo se não pudesse provar que Arthur não era o nosso pai, você ainda era nossa mãe. Por que não nos levou com você? — Sam perguntou. Tentou não soar como se a acusasse, mas era difícil. —Oh Sam, eu tentei levá-lo comigo, mas Arthur me parou. Ele teve alguns de seus amigos testemunhando e dizendo que eu era uma péssima mãe, uma louca. O juiz lhes deu a Arthur para sua segurança. Eu não podia fazer nada. Eu sinto muito. — Mãe, está tudo bem. James nos disse que não tinha outra escolha. Nem Sky nem eu culpamos a senhora. Está tudo bem. — Sam sussurrou. O coração de Sam machucado enquanto a ouvia chorar. Finalmente, não aguentava mais e passou o telefone de volta para James. — Conserte isso. — Exigiu de James. Sam passou os braços em torno de Daniel e enterrou o rosto em seu cabelo para esconder as lágrimas. Sentiu Daniel esfregar suas costas, tentando confortá-lo. James sentou-se em uma das cadeiras da mesa e ouviu Lillian chorar, interpondo uma palavra aqui e ali. Várias vezes segurou o telefone longe de seu ouvido, quando seu choro tornou-se muito alto. Finalmente, Lillian está chorando baixinho. — Ok, Lillian, sim, vou dizer a ele. Sim, querida, tenho certeza que Sky vai chamá-lo assim que puder. — James olhou para Sky, desafiando-o a discordar. Sky apenas sorriu e acenou com a cabeça. — Ok, sim. Vou dizer a ele. Sim, Lillian, o mais rapidamente possível. Não, não acho que faz, mas vou perguntar a ele. — James olhou para Sky novamente. —Sua mãe quer saber se você tem alguém especial em sua vida, Sky?
Os olhos Sky foram rapidamente sobre Jax. — Não, não neste momento. — respondeu ele com tristeza. —Não, Lillian. Sim, isso é o que ele disse. Ok, espere. — Olhou para Sky novamente, revirando os olhos. — Ela quer saber por que não? — Diga a ela que não encontrei a garota certa ainda. — Sky riu. James abafou uma risada quando ele colocou o telefone de volta em sua orelha. — Sim, você ouviu. Eu não tenho nenhuma idéia. — Ele ouviu sua conversa por alguns momentos. — Ok, vou dizer a ele. Sim, Lillian. Okay. Também te amo. Tchau, querida. — James agarrou seu telefone fechado e enfiou no bolso antes de se virar para olhar para os que estão em cima da mesa. — Bem? — Sam perguntou. Puxou seu rosto para longe de onde tinha enterrado no cabelo de Daniel para olhar para James. — O que ela disse? — Ok, sua mãe me disse que é preciso olhar para o testamento de seu avô e a ordem do juiz em seu divórcio que deu o controle a Arthur de vocês e de propriedade de seu pai. Ela não acha que foi legal. Disse que a vontade de seu pai era de ferro revestido. Ele fez disso direito. — James sacudiu a cabeça, fazendo uma careta. — De alguma forma, Arthur conseguiu fazer com que o juiz lhe desse o controle da propriedade de seu avô no momento em que ele faleceu. Não entendo as legalidades de tudo, mas Lillian disse que é onde vamos encontrar as nossas respostas. Ethan acenou com a cabeça em concordância. —Imaginei isso. Tenho meu assistente me mandando um fax da cópia do testamento e todos os documentos do tribunal referentes ao divórcio, esta manhã. Ainda estou olhando. Também acho que precisamos de mais uma coisa. — Olhou entre Sam e James. — Precisamos de um laboratório independente para executar um teste de DNA para provar que James é seu pai biológico.
— Daniel pode fazer isso aqui. — Sam interrompeu. — Nós temos um laboratório lá em baixo. Ethan balançou a cabeça. — Não, não precisamos de alguém ligado a você e eu diria que Daniel é um pouco tendencioso, onde você está em causa. Precisamos de um laboratório independente para executar o teste. — Olhou para Jax. — Jax, o meu entendimento é que é exatamente o gênio da informática. Acha que pode descobrir mais sobre os negócios de Arthur? E talvez do pai de Julia também? Preciso de qualquer informação que possa encontrar, as participações, finanças, tudo. — Claro, não deve ser problema. — Jax respondeu. — Talvez deva olhar para a sua história, enquanto estou nele. Parece-me que estes dois são apenas um pouco amigáveis. Tem que haver uma conexão lá. — Agora vem a parte mais difícil. Precisamos tirar Robin de lá e trazêla aqui para a fazenda antes de prosseguir com a derrocada de Arthur. — Sam disse. — Não quero que a usem para nos manter na linha. Nós também precisamos fazê-lo o mais breve possível. Não quero que tenham qualquer ideia do que estamos planejando. Qualquer ideia, alguém? — Se Jax puder me dar uma lista de todas as suas propriedades, não deve ser muito difícil descobrir onde ela está. Digo que basta ir buscá-la. Não é como se nós não fizemos esse tipo de coisa antes. — Cole disse. —Isso é para o que somos treinados. — Sam assistiu todos na mesa balançam a cabeça em concordância. Se um deles estivesse em dificuldade, todos os outros iriam ajudar. Isso é o que os amigos fazem. — Então, estamos todos de acordo? — Perguntou Cole. Cada pessoa na mesa acenou com a cabeça. — Ok, então, a operação de resgate Robin está em vigor. Jax, você descobre o que puder sobre o computador. Tem que haver uma trilha em algum lugar.
Jax assentiu e rodou para fora da sala. — Jake, quero você e Nick voando de volta para Boston. — Cole disse enquanto olhava para dois outros membros de sua unidade. — Vigiem. Quero saber todos os seus movimentos. Inferno, quero saber o que têm para café da manhã antes que possam comer. — Cole olhou para outro membro de sua unidade. — Rune, junte nossos suprimentos. Engrenagem Padrão. Você sabe o que precisamos. Sam, você e Sky ficam aqui com Ethan, passem por cima de cada pedaço de papelada que possa descobrir como trazer esses idiotas para baixo. Caleb. — Vou trazer a pequena para casa de sua mãe. — Caleb anunciou calmamente a todos. — Sim. — Cole riu. — Pensei que iria. Ok, então vai com Jake e Nick. Encontre Robin e a traga para casa, para sua mãe. Isso deixa o resto de vocês aqui para proteger o que é nosso. Quero medidas de segurança adicionais tomadas com todas as precauções. James, sei que você disse que tinha mudado Lillian para um lugar seguro, mas me sentiria muito mais confortável se a trouxer para cá, onde podemos ficar de olho nela. Além disso, tenho certeza que Sam e Sky gostariam de ver sua mãe. — James pensou por alguns minutos e acenou com a cabeça. — Sim, acho que seria melhor tê-la aqui, onde posso ficar de olho nela. Mas isso significa que não vou sair daqui para lugar algum. Não vou deixar Lillian sozinha aqui. — Isso é bom. Isso só nos dá mais uma pessoa para a proteção. Suponho que sabe como lidar com uma arma? — James apenas olhou para Cole, revirando os olhos. — Não, nunca manuseei uma na minha vida. — Ele sorriu. — Sim, isso é o que pensei. Ok, sua missão é proteger a casa, assim que voltar com Lilian. — Cole olhou para todos na mesa seriamente. —Espero que todos compreendam porque Bear e eu temos que ficar aqui. No caso de
haver alguma palavra sobre... Mari. — Ele mal conseguia falar o nome dela. — No caso de houver qualquer pista, temos que ficar aqui. Espero que entenda. — Cole, não esperamos que vá. — Sam assegurou a Cole, batendolhe nas costas. — Você é necessário aqui, assim como Bear. Ninguém pensa menos de você por não ir. Todos nós queremos Mari de volta. Se fosse Daniel, eu faria a mesma coisa. — Cole acenou em agradecimento. — Mais alguma pergunta? — Perguntou Cole. Quando ninguém disse nada, perguntou: — Alguém tem mais alguma coisa a acrescentar, então? — E o que fizeram com Julia? Ambos precisam pagar por isso. — Caleb afirmou com firmeza. — Droga, isso é certo. Temos todas as provas do estupro de Julia. — Sam disse, batendo a mão na mesa. — Provas do estupro de Julia? O que está falando, Sam? Achei que você o parou antes que estuprasse Julia. — Cole perguntou. — Parei. Mas antes que viajasse para cá levei Julia para ser examinada por um médico. Ele fez um kit de estupro em Julia. Não havia nenhuma evidência sexual desde que Arthur não estuprou Julia, mas temos fotos e toda a informação médica sobre seus ferimentos. Tenho tudo documentado e lacrado pelo médico. — Isso poderia colocá-los no buraco? — Cole perguntou. Ethan viu onde Cole estava indo com isso. — Sim, os promotores do planeta ficariam encantados com o que temos. Caleb olhou para baixo, onde Julia encolheu-se ao lado dele. — Podemos condená-los sem usar esta informação? Sem arrastar Julia para isso? Sam olhou para Julia e as lágrimas silenciosas caindo pelo rosto. Imediatamente se sentiu horrível por não considerar seus sentimentos em tudo
isso. Estava tão decidido a punir Arthur e Douglas que não tinha considerado como isso poderia afetá-la. — Julia? — Sam perguntou em voz baixa: — Como se sente sobre isso? Quer que a gente use isso ou não? — Eles precisam pagar pelo que fizeram. Se isso pode ajudar, então use. — Julia limpou o rosto enquanto olhava para Sam. — Prefiro não, se não precisar. Preferiria esquecer tudo. — Ok, querida, se pudermos acabar com eles sem usar isso, nós o faremos. Vou fazer tudo que posso. — Sam assentiu. — Julia, vamos encontrar o que precisamos para prendê-los. Prometo. — Ethan disse batendo em seu joelho. — Sei que podemos encontrar um caminho. Somos todos homens relativamente inteligentes aqui. — Quando Caleb olhou para a mão tocando o joelho de Julia e rosnou para ele, Ethan riu. — Bem, a maioria de nós de qualquer maneira. Alguns ainda são homens das cavernas. O riso na mesa só fez Caleb rosnar mais enquanto puxava Julia apertada contra ele. Finalmente o riso cessou e Cole disse: — Bem, então, todo mundo sabe o que precisa fazer? — Quando todo mundo concordou Cole afastou sua cadeira para trás e se levantou. — Ok, vamos, então. — Quase como se tivessem coreografado, todo mundo se levantou, empurrou suas cadeiras e se afastou da mesa para fazer o que foram designados para fazer. Jake e Nick embalaram suas coisas para ir para Boston. Caleb escoltou Julia para seu quarto. Dez minutos depois, saiu e foi com Rune para embalar seus equipamentos para a missão padrão. A equipe de quatro homens partiu para Boston quinze minutos mais tarde. Ethan e Sky começaram a olhar os papéis que haviam sido enviados por fax para Ethan antes. Jax mexia no computador e James tinha saído para chegar até Lillian.
Cole e Sam foram aumentar o nível de segurança ao redor da fazenda, bem como informar aos outros que segurança extra seria necessária. Depois que todos haviam saído, Julia voltou para a sala de jantar e sentou-se. Olhou para Daniel, a única outra pessoa sentada à mesa. — É sempre assim? Daniel riu. — Sim, muito bonito. Mas normalmente todos eles saem. — Deve ser difícil ser deixado para trás. — É. Mas são meus amigos, minha família. — Daniel disse enquanto colocava sua xícara de café em cima da mesa. — Quero estar lá para me certificar de que está tudo bem. Mas, no final, sei que a melhor coisa que posso fazer é estar aqui quando chegam em casa. Mas, sim, é difícil ficar aqui, sabendo que estão lá fora, em perigo. — Como lida com isso? Quero dizer, saber que o que fazem é tão perigoso? Como pode lidar com isso? — Julia perguntou. — Amo Sam e amo os caras. Sei que todos são bons no que fazem. Eles nunca se arriscam. Cole é um bom comandante. Ele nunca faria um deles fazer qualquer coisa que não possam fazer. Sempre tem o seu bem-estar em mente. — Daniel tomou outro gole de café, enquanto tentava decidir quanto dizer Julia. — Eles também são muito próximos. Mais próximos, penso eu, que uma equipe normal seria por causa de suas experiências compartilhadas. Qualquer um deles daria a vida por todos os companheiros, sem pensar nisso. Ele respirou fundo, enquanto continuava. Daniel não queria dar os segredos da equipe, mas sabia que Julia precisava saber. — Acho que é como eu lido com isso. Todos cuidam um do outro, olham para o outro. Estão conectados de alguma forma elementar que você e eu nunca vamos entender. Se decidir se envolver com Caleb, precisa entender isso. Eles precisam um do outro para sobreviver. Caleb nunca será normal. Nunca vai ser como os outros homens.
Prendeu as mãos de Julia na sua e olhou para ela de perto. — Mas se decidir dar o seu coração para Caleb, ele vai cuidar de você, valorizar você e protegê-la para o resto de sua vida, e seus filhos também. Vale a pena a dor de cabeça, Julia, quando nos sentamos aqui em casa e nos preocupamos com eles. — Então, apenas deveríamos sentar e esperar voltarem para casa? — Mais ou menos. — Ele riu. — Mas pense desta maneira. Esses caras saem e enfrentam o perigo em uma base diária e vencem. Entram em situações horríveis. Proporcionar um lar para eles, um lugar seguro onde não tem que ser fortes ou insensíveis, é algo que podemos fazer por eles. Não estou dizendo que tem que ser a pequena dona de casa, basta estar aqui para recebê-los de braços abertos. Apenas amá-los. Vale a pena. — Só não sei se posso lidar com isso, sabendo que ele está lá fora em perigo. — Julia disse. — Dê um tempo. — Daniel apertou suas mãos. — Mas se realmente quer uma prova, quando ele chegar em casa, vá até ele e abra seus braços. Veja qual sua reação. Vai ser agradavelmente surpreendida, prometo. — Vou pensar sobre isso. — Julia puxou as mãos dela e olhou em volta da sala. — Então é isso o que faz enquanto espera? Basta sentar aqui? Daniel riu. — Oh não, tenho muito para me manter ocupado. — Precisa de ajuda? — perguntou Julia. — Vou ficar louca se ficar aqui sentada. — Claro, venha comigo e vou manter você tão ocupada que vai esquecer que ele foi embora. — Daniel se levantou e pegou a mão de Julia. Julia sorriu, levantou-se e seguiu Daniel para fora da sala.
Capítulo 10
Fazia duas semanas que a equipe tinha saído quando a chamada finalmente chegou. Caleb e Rune tinham visto Robin. Ela parecia bem. Também acreditavam que tinham um plano para libertá-la do pai de Julia, Douglas, mas levaria algumas manobras de sua parte. Enquanto isso, Sam e Sky tinha trabalhado um plano com Ethan para tirar a energia e o apoio financeiro de Arthur. Era tudo uma questão de tempo. — Ok, eu me deparei com alguns documentos judiciais que afirmam que a maior parte da propriedade de seu avô era para ser guardada em confiança para vocês até que atingissem a idade de 25 anos de idade. — Temos trinta e oito, Ethan. — Sky comentou. — Eu sei. O imóvel deveria ter sido entregue anos atrás. Arthur nunca fez isso. Na verdade, usou o dinheiro para promover seus próprios interesses. — Então, tem uma ideia de como deveríamos fazê-lo? — Sam perguntou. Ethan assentiu. — Por um lado, Lillian assinou uma declaração para mim que afirma que Arthur sabia que não era seu pai biológico quando ela se casou com ele e quando se divorciou dele. — Sam riu quando Sky soltou um assobio. — Aposto que Arthur vai enlouquecer. — Bem, — Ethan disse. — acrescente os testes de DNA, que confirmam que James é o seu pai biológico e Arthur não tem uma perna para se sustentar. Só com isso poderíamos tirar tudo de Arthur. Sam balançou a cabeça quando se sentou a frente, apoiando os cotovelos nos joelhos e apertando as mãos. — Não, acabaria por encontrar outra maneira para tornar nossa vida miserável. Precisamos colocá-lo fora.
— Estava esperando que dissesse isso. — Ethan disse enquanto sorria. — Quero apresentar acusações contra Arthur de fraude e peculato. Tudo o que comprou com o dinheiro de seu avô agora pertence a vocês dois... As empresas, as casas, os carros, tudo. Os olhos de Sam se arregalaram enquanto sua boca caiu aberta. — Ethan, é um monte de dinheiro. Você tem certeza? Ethan acenou com a cabeça. — Estou disposto a apostar que cada centavo pode ser rastreado até o dinheiro que Arthur retirou da propriedade de seu avô. Se pudermos provar tudo isso, o império financeiro de Arthur vai desmoronar. — Então, o que precisamos fazer? — Sky perguntou quando também se sentou em frente. — Você e Sky têm que preencher a papelada para o sistema judicial que diz que querem a propriedade de seu avô entregue a vocês. Precisamos também obter uma liminar assinada por um juiz para impedir Arthur de liquidar qualquer dos seus bens até que um Contador do tribunal possa averiguar tudo e rastrear o dinheiro que Arthur usou. — Isso pode demorar um pouco. — Sam disse. Ethan assentiu. — Vários meses com certeza. Precisa decidir o que quer fazer com a menina antes de eu apresentar esses documentos. Arthur vai saber em poucas horas o que eu fiz. Sam balançou a cabeça. — Não podemos fazer nada até que Caleb tenha Robin livre. Não sei o que faria com ela se ficasse bravo o suficiente. — Então, sugiro que você mande Caleb buscá-la antes de eu ver o juiz. Não tenho nenhuma dúvida de que tem amigos nos tribunais. Saberá provavelmente antes mesmo que eu saia do tribunal.
— Acho que precisamos falar com Caleb pessoalmente. Se puder ter toda a papelada pronta, podemos ficar esperando no tribunal por Caleb. Uma vez que se trata, não teremos muito tempo antes de Arthur ficar sabendo das coisas. Nós precisamos agir rápido. Ethan acenou e depois reuniu seus papéis. — Parece bom para mim. Vou ter tudo isso pronto. Isso não deve me levar mais de um dia, uma vez que volte para Boston. Uma vez que comece a chamada de Caleb, podemos ir a luta rápido. — Não temos um problema em entrar para ver um juiz? Você não precisa de uma audiência para que isso ou algo assim? — Perguntou Sky. — Normalmente, isso seria verdade, mas acontece que conheço este juiz e ele me deve um favor. — Ethan riu. — Tenho certeza de que iria me ver se eu pedisse. Ethan levantou-se e começou a sair da sala só para parar e olhar para trás, para Sam e Sky. — Há mais uma coisa. Os papéis da liminar tem que ser entregues a Arthur. Você quer estar lá quando isso for feito? Os lábios de Sam tremeram quando imaginou o olhar no rosto de Arthur quando descobrisse que não só perdeu todo o seu dinheiro, mas o impediram de roubar mais. Seu rosto logo eclodiu em um sorriso. — Oh, sim!
— Ei, bebê, você está aqui? — Sam chamou na enfermaria à procura de Daniel. Viajaria na parte da manhã e queria um pouco de tempo com Daniel antes de sair. Sam não tinha ideia de quanto tempo ficaria fora. Deixar Daniel para trás era parte de tudo isso, para poder olhar pra frente. — Sim, aqui. — Daniel respondeu do depósito. Sam seguiu o som de sua voz, encontrando Daniel de cócoras ao lado de uma caixa de compressas de gaze que empilhava em uma prateleira. — Hummm, bom. — Sam pensou olhando para a forma como os jeans apertados de Daniel moldavam sua bunda. Daniel virou-se para olhar Sam por cima do ombro dando-lhe um olhar sexy. Sam lambeu os lábios. — Ah, sim. — Quase rosnou quando seu pênis começou a inchar. Daniel caiu de joelhos e se arrastou até Sam. — Então vai realmente amar isso. — Daniel riu quando desabotoou a calça jeans de Sam e puxou seu pênis endurecido para fora. Daniel olhou para os olhos semicerrados de Sam enquanto passava os lábios com fome ao redor dele. Sam quase caiu de joelhos com o prazer de ter a língua de Daniel acariciando-o. — Oh, sim, bebê, isso! — Gemeu quando passou as mãos no cabelo de Daniel e empurrou seus quadris em direção a ele. — Você parece o céu. — Sam não sentia vergonha de falar sujo durante o jogo sexual. E era tão ligado em Daniel que ficava duro como uma rocha em questão de segundos. Os lábios de Daniel abriram um sorriso ao redor da cabeça do pênis de Sam. — Quem diabos é o céu?
— Engraçado, agora coloque seus lábios de volta ao redor do meu pau, espertinho. — Sam riu quando começou a deslizar suas botas. — Espera aí, querido, não solte. Usou os pés para empurrar o jeans para baixo e fora de suas pernas até que ficou nu, Daniel acima da cintura para baixo, suas pernas, tanto quanto pode esticá-los. Daniel sabia o que queria. Lambeu os dedos e passou-os para baixo após suas bolas para o buraco enrugado. Após algumas lambidas na borda, enfiou um dedo rapidamente em todo o caminho enquanto chupava o pau de Sam para baixo até que bateu na parte de trás da garganta de Daniel. Depois enfiou mais um dedo. — Oh, Deus, sim, bebê, mais forte. — Daniel empurrou um terceiro dedo e começou a bombear em seu buraco apertado até que começou a chupar o pau duro, movendo a cabeça para trás e para frente. Sam começou a bombear furiosamente quando os dedos de Daniel encontraram sua próstata, com as mãos apertando a cabeça de Daniel ainda quando sentiu seu eminente orgasmo. — Daniel, vou gozar! — Gritou quando explodiu dentro da boca de Daniel. Daniel bebeu o gozo de Sam, bombeou os seus três dedos na bunda de Sam mais algumas vezes antes de puxá-los. Agarrou os botões da calça jeans e quase lhes arrancou em sua pressa para tirar suas calças. — De joelhos. — Exigiu sem fôlego. — Preciso estar em você, agora! — Puxou a camisa de Sam, ao mesmo tempo em que Sam caia de joelhos e se virava, acenando com a bunda na direção de Daniel. — Venha me pegar, bebê. — Daniel pegou uma garrafa de loção da prateleira e esguichou-a em seu pau duro antes de pegá-lo e alinhar com o buraco de Sam. Começou lentamente empurrando após o primeiro toque.
Hesitando, esperou até que Sam pudesse levá-lo, então deslizou um pouco mais, tentando não ferir Sam. — Muito lento, Daniel. — Sam gritou quando empurrou seus quadris para trás, espetando-se no pau de Daniel, arrancando um gemido profundo de Daniel. — Oh droga, você é tão apertado. — Daniel gritou quando seus olhos quase rolaram para trás em sua cabeça. Começou a bombear lentamente dentro e fora de Sam, sentindo Sam apertado ao redor de seu pênis necessitando quase mais do que podia suportar. Daniel inclinou-se e começou a colocar beijos ao longo de costas de Sam, suas mãos correndo para cima e para baixo nos lados de Sam. Enterrou o rosto nas costas de Sam, cheirando seu perfume amadeirado, quando agarrava seus quadris, seus dedos cavando nele, e começou a bater furiosamente, seu pau acariciando a próstata de Sam em cada curso. — Sam! — Daniel gritou quando sentiu as bolas dele apertarem, a cabeça de seu pênis explodiu. Ouviu Sam chorar e sentiu apertar firmemente em torno do pau de Daniel quando encontrou seu próprio orgasmo. Mesmo enquanto continuava a empurrar nos últimos tempos em Sam, Daniel chegou ao redor sob Sam e agarrou seu pênis drenado, bombeouo algumas vezes até que Sam tornou-se muito sensível e caiu no chão debaixo de Daniel com um gemido, Daniel saiu de Sam e pegou uma toalha da prateleira para limpá-los antes de cair no chão ao lado de Sam. Estendeu a mão e colocou Sam em seus braços, beijando-o de leve nos lábios antes de aconchegar a cabeça de Sam sob o queixo. — Eu te amo, bebê. — Sussurrou no cabelo de Sam. — Também te amo, Daniel, sempre.
Daniel olhou para Sam, que dormia enrolado em torno dele, com a cabeça no seu peito e debaixo do seu queixo. Os braços de Sam em volta dele e uma perna empurrando entre as suas. Para um grande e forte macho alfa, Sam parecia implorar carinho com ele e esta parecia ser a sua posição favorita. Sam quase sempre ficava nessa posição quando se arrastava para a cama ou depois do sexo. Até mesmo puxava a perna de Daniel sobre seu quadril para que seus pênis ficassem pressionados juntos enquanto Daniel passava os braços ao redor dele. Posição estranha, considerando que os pés de Daniel mal alcançavam os joelhos de Sam. Sam parecia gostar e Daniel não podia lhe negar qualquer coisa, então ia com ela, às vezes voltando-se para Sam antes mesmo que pedisse. Sam parecia mais confortável em dormir assim, com os dois totalmente enrolados em torno de si. Sam esteve em Boston por três dias, quando chamou Daniel e disse que sentia falta dele, pedindo-lhe para vir. Daniel sequer hesitou, pegando o próximo vôo. Sam o tinha encontrado no aeroporto, envolvendo-o em seus braços e beijando-o freneticamente ali mesmo no aeroporto na frente de todo mundo antes de arrastá-lo de volta para seu quarto de hotel. Uma vez lá, mal tinham fechado a porta antes de Sam começar a fazer amor com Daniel, até que ambos caíram em um sono satisfeito, Sam enrolado em Daniel, na sua posição favorita.
Daniel olhou para o relógio. Sam precisava sair para o tribunal e Daniel ia pegar seu vôo de volta para o rancho. Odiava acordar Sam, mas sabia que ele não podia se atrasar. Como todo mundo dizia, o tempo era tudo. — Sam!Sam! Vamos, querido, é hora de se levantar. Você não pode se atrasar, bebê. Acorde! — Daniel disse baixinho enquanto esfregava as costas de Sam. Sam acariciou o peito de Daniel, abrindo os olhos e olhando para Daniel. — Bom dia, sexy. Dormiu bem? — Sam perguntou quando se aproximou para beijar Daniel. — Bom dia! Sim, dormi muito bem. E você? — Daniel perguntou devolvendo o beijo de Sam, esfregando as mãos pelo seu peito. — Muito melhor agora que está aqui. Odeio dormir sem você. — Sam! — Daniel riu. —Nós só dormimos juntos - o que? - duas semanas? Como pode saber se gosta de dormir comigo ou não? — Duas semanas, quatro dias e. — Sam olhou para seu relógio de pulso — Cerca de sete horas. E, acredite em mim, eu sei. — Sam... — Daniel começou e foi interrompido por Sam sentando e rastejando até sentar-se contra a cabeceira. — Venha aqui. — Sam disse e estendeu os braços para Daniel. Daniel virou para se sentar entre as pernas de Sam, realizando manobras para pressionar as costas contra o estômago de Sam, o pau semirígido de Sam apertado entre eles. Quando Sam agarrou-o pelo queixo, inclinando o rosto, Daniel levantou os olhos para encontrar Sam. Engoliu em seco no amor que podia ver brilhando nos pálidos olhos azuis de Sam. — Bebê, me escute. — disse Sam depois de tocar os lábios de Daniel. — Eu te amo. Sempre vou te amar. Sei que ainda tenho muito para compensar
e isso pode ser levar um tempo antes de você realmente acreditar em mim, mas eu te amo. A mente de Daniel girou enquanto observava Sam chegar até a mesa de cabeceira e puxar um pequeno saco de veludo azul da gaveta. O que Sam ia fazer? — Tinha planejado levá-lo para jantar, namorar, comer e beber com você, o que fosse preciso, antes de lhe dar isso. Mas acho que isso pode ser melhor. Quero que saiba que realmente estou nisso em longo prazo. — Daniel observava com ansiedade quando Sam abriu o pequeno saco de veludo e virou de cabeça para baixo, despejando duas alianças de ouro na palma da sua mão. — A partir do momento que se tornou meu, sabia que nunca iria amar outra pessoa. Você é o único. Nunca haverá ninguém para mim. Quero passar o resto da minha vida com você, Daniel. — Sam respirou fundo antes de seguir adiante. — Agora, sei que nunca podemos ser legalmente casados, pelo menos não agora, mas quero que o mundo saiba que pertence a mim, assim como pertenço a você. No meu coração você já é meu parceiro. Quero compartilhar tudo com você, nossos corações, o nosso dinheiro, os nossos nomes, tudo. — Você quer que eu tenha o seu nome? — Daniel sussurrou. Ficou surpreso com as palavras de Sam. — Não, querido, quero tomar o seu. — Sam disse. — Quero que saiba que realmente quero dizer isso, para sempre. — Sam, não tem que levar o meu nome para isso. Apenas me ame. Isso é tudo que preciso. — Sei disso, Daniel, mas você significa mais para mim do que qualquer coisa no mundo e partilhar o seu nome seria uma honra para mim. — Você faria isso? Mudaria legalmente seu nome para Evans? — Samuel Evans... Tem um som agradável, não acha? — Sam perguntou.
— Não. — Daniel começou. — Acho que Sam e Daniel Evans soa muito melhor. Pegou uma das alianças de ouro da mão de Sam e deslizou no dedo trêmulo de Sam. Estendeu a mão, seu dedo anelar levantado e esperou enquanto Sam deslizava o outro anel de ouro sobre ele com as mãos trêmulas. — Meus pais eram as duas pessoas mais felizes que já conheci desde que ficaram juntos. Viveram e respiraram o outro. Jax e eu costumávamos brincar com eles, porque não podiam passar mais de duas horas sem falar com o outro no telefone. Pareciam tão felizes em apenas estar na presença um do outro, ler um livro, assistir a um filme ou apenas ficarem sentados juntos na varanda. Desde que estivessem juntos, estavam felizes. — Daniel levantou a mão para enxugar as lágrimas que viu reunir nos olhos de Sam. — Sempre quis esse tipo de amor. Pensava que se esperasse, se tivesse paciência, iria encontrá-lo. — Daniel sussurrou. — E você tem, Daniel? Você já encontrou esse tipo de amor? — Com certeza! — Sussurrou enquanto estendia a mão e passava os braços em volta do pescoço de Sam puxando-o para baixo em um longo beijo cheio de amor. Foi um beijo doce, amoroso, sensual, apaixonado, cheio de tudo o que Daniel sentia por Sam. Sam sentiu seu coração derreter tudo quando Daniel o beijou. Sabia que isso estava certo, que Daniel finalmente o havia perdoado e que o amava. Quase perdeu Daniel por causa de sua própria tolice. Nunca seria tão estúpido novamente. Daniel pertencia a ele agora e iria segurá-lo com todo o seu amor e força para o resto de suas vidas. — Amo você, Daniel. — Eu sei.
Capítulo 11
— Você está pronto para isso, Sam? — Ethan perguntou quando olhou para ele. Sam balançou a cabeça... Então balançou a cabeça de novo. — Não é verdade. Odeio ter algo a ver com o meu... Com Arthur. Prefiro não ter que fazer isso, mas não vou perder o olhar em seu rosto quando descobrir que suas pequenas travessuras não são mais toleradas. Sam olhou para onde seu irmão estava encostado na lateral do prédio. Seu rosto estava inclinado para cima, enquanto observava o prédio que abrigava o tribunal em que estavam esperando para entrar. Isso não ia ser fácil para nenhum dos dois. Arthur McKenzie tinha sido um monstro quando estavam crescendo e não um pai. Nem Sam nem Sky tinham saído ilesos. Sam só podia esperar que fosse um pai melhor para seu filho do que Arthur tinha sido para ele. Assumindo que Julia não fosse chutá-lo para a calçada depois de todo o inferno que sua família tinha trazido para sua vida. Mesmo que tivesse a palavra dela que o queria na vida do bebê, Sam não iria culpá-la, no mínimo, se o fizesse. E então tinha Caleb para lidar com eles. Sabia que Caleb tinha os olhos postos em... Julia e ela não parecia estar lutando. Sam estava tão imerso em seus pensamentos, que quase pulou fora de sua pele quando seu celular tocou. Enfiando a mão no bolso, puxou-o e abriu. Respirando fundo, ele atendeu ao telefone. — Olá? — Está feito.
Sam revirou os olhos. Só uma vez desejou que Caleb falasse uma frase completa. Às vezes, era muito difícil tentar obter informações dele. Embora, Sam provavelmente teria um ataque cardíaco se Caleb fizesse uma conversa inteira. — Como ela está? — Sam perguntou, referindo-se à menina que Caleb tinha resgatado. — Tudo bem. Vou levá-la para casa. — Caleb respondeu. — Ok. Estamos indo para o tribunal. Ligue-nos quando pousar. Sam riu, guardando o celular quando Caleb apenas grunhiu para ele. Olhou para Sky, apontando para o edifício enquanto colocava o telefone de volta no bolso. — Caleb tem Robin e vai levá-la para casa, para Julia. — Sam disse para Ethan, que assentiu e pegou a pasta do chão. — Vamos fazer isso. Sam e Ethan caminharam ao lado de Sky e os três entraram no tribunal. Sam e Sky caminhavam atrás de Ethan, que de repente se tornou todo formal. Na verdade, parecia um pouco diferente do que sorria sempre. O terno escuro, azul marinho, que usava não eram incomum, mas o rosto severo e a pasta que segurava na mão davam-lhe, decididamente, a aparência de advogado tenso. Ethan parou em frente a uma grande porta de madeira. Virou-se para olhar Sam e Sky quando agarrou a maçaneta da porta. — Ok esperem aqui. O juiz pode querer falar com vocês. Sam engoliu em seco, seus nervos já desgastados. Olhou ao redor do corredor achando um banco de madeira em um lado. Gesticulando para Sky, foi e se sentou.
Até Ethan chamar, não havia muito mais que podiam fazer senão esperar. Sam sentou-se, cruzando uma perna sobre a outra, enquanto observava as pessoas indo e vindo. Quando Sky se sentou ao lado dele, inclinando-se para frente com os cotovelos sobre os joelhos, Sam estendeu a mão e esfregou as costas de seu irmão. — Como você está? Sky riu. — Assim como esperado, acho. E você? Sam balançou a cabeça. — Sinceramente? Estou com medo. Sky sentou-se e virou-se para olhar Sam, o espanto estampado em seu rosto. — Você? Por quê? — Sam deixou cair o braço das costas de Sky, encolhendo os ombros. — Você e eu sabemos o que ele é. Isso vai irritá-lo pior do que qualquer coisa que já fizemos. E se decide ir atrás de Daniel? — Você não acha que realmente iria, não é? — Perguntou Sky. Sam ergueu os ombros. — Não sei. Mas, além de você, qual seria a maneira mais rápida de me machucar? Arthur vai querer vingança. Sam viu Sky olhar para as mãos, torcendo-as nervosamente em seu colo. Não achava que ninguém, exceto Sky. verdadeiramente entendia o medo que tinham de Arthur McKenzie. Depois que sua mãe havia desaparecido, suas vidas tinham sido um inferno. Mesmo depois de todos esses anos, o tempo que passou no serviço e não importa o quão grande e forte que estavam agora, Arthur ainda era o homem mau grande que lhes haviam batido pela menor transgressão. Isso não era algo que uma pessoa poderia ter passado durante a noite.
Logicamente, Sam sabia que Arthur não tinha nenhum controle real sobre eles. Mas, havia uma parte dele que ainda era o menino querendo aprovação e se perguntando por que seu pai era tão cruel. Sam não sabia se iria superar isso em breve. Sabia que para Sky, era pior. Pelo menos, Sam teve a distinção de ser a primeira criança nascida. Isto lhe deu alguma margem de manobra. Sky, por outro lado, não tinha valor para Arthur McKenzie. — O que vai fazer se ele for atrás de Daniel? Sam levantou a cabeça e olhou para Sky. — Matá-lo. — Sim, posso ver isso. Com todos os nossos contatos e know-how, deve ser capaz de fazer um corpo desaparecer facilmente. — Sky disse rindo e Sam assentiu. — Acho que devemos dar uma chance a Ethan primeiro, mas se não der certo, resolvo do meu jeito. Não vou deixar Arthur interferir com a minha vida. Agora não. — Agora? — Sky perguntou curiosamente. Sam sorriu. — Daniel concordou em se casar comigo. Observou
Sky
olhar
para
ele,
uma
sobrancelha
erguida
em
indagação. Sam mal podia conter sua alegria por ser capaz de dizer as palavras sobre o compromisso de Daniel com ele. O sorriso em seu rosto ficou maior quando Sky olhou para ele. — Sério? Assim, Daniel vai ser meu cunhado, né? Acha que vai me dar uma ajuda com Jax? — Não poderia machucar. — Sam riu. — Bem, parabéns, meu irmão. Mas estou contando com você para dar uma boa ajuda para mim com Jax. — Sky disse quando estendeu a mão e apertou a de Sam.
— Você está bem com isso? — Sam perguntou. Sky assentiu. — Quero que você seja feliz. Enquanto Daniel faz isso, não poderia me importar menos sobre qualquer outra coisa. — Ele faz. Ele me faz muito feliz. — Sam respondeu. — Então, está perdoado? Sam deu de ombros novamente. — Imagino que estarei fazendo as pazes com ele para os próximos anos. Haverá sempre uma parte de Daniel que sempre me perguntara se estou falando sério sobre ele. Mas, pelo menos, está me dando à chance de provar isso a ele. — Você tem que admitir, ele tem o direito de se sentir assim. Você lhe dizia que não poderia estar em um relacionamento com ele e continuou dando as costas para ele. Imagino que era muito confuso para ele. — Sim, eu sei. — Sam disse, balançando a cabeça. Suas mãos apertadas em punhos quando se lembrava das coisas que tinha feito. — Eu queria, talvez mais do que quis alguma coisa na minha vida. Eu só não sabia como tê-lo. — E agora? — Perguntou Sky. — Não. — Sam riu. — Ainda estou jogando isso. Conheço Daniel há anos, mesmo que pensasse que era um homem de boa aparência, nunca considerei ter um relacionamento com ele até recentemente. Só não aconteceu. — O que mudou? — Daniel mudou. Oh, Cole teve algo a ver quando nos colocou no mesmo projeto, mas Daniel foi o que realmente me fez ver o homem maravilhoso que ele é. É mais do que apenas o quão quente é. É a forma como pensa, como se preocupa com as pessoas.
—Sim, ele é muito especial. — Sky respondeu. — Embora, quente? Nem tanto! — Morda sua língua! — Sam riu. — Daniel é muito quente! Você nunca o viu quando ele... Hã... Nunca mente. — Sam podia sentir seu rosto esquentar quando percebeu o que estava preste a dizer. — E espero que nunca veja, mano. Ele pode disparar seu gatilho, mas não faria isso para mim. Sua irmã, no entanto... — Sky riu. — Há alguma genética sexy na família, sério. Antes que Sam pudesse responder, a grande porta de madeira que Ethan tinha atravessado foi aberta e Ethan acenou para eles. Sam e Sky saltaram e rapidamente caminharam até ele. — O juiz quer falar com vocês por um momento. — Ethan disse enquanto segurava a porta aberta para eles. As mãos de Sam apertaram ansiosamente seu lado quando entrou na sala. Esperou enquanto Ethan fechou a porta e entrou em outra sala, logo atrás deles. — Juiz Harris, gostaria de apresentá-lo a Samuel e Skyler McKenzie. — Ethan disse e fez um gesto para eles antes de assumir um dos dois lugares vagos. Sam olhou e viu um homem mais velho vestido com uma camisa branca simples, gravata preta e calças pretas, sentado atrás de uma grande mesa de madeira. O olhar severo no rosto deu a Sam um sentimento sinistro em seu estômago. Ia negar a sua solicitação? Sam podia sentir seu estômago começar a virar quando se sentou na outra cadeira vazia em frente ao juiz. Sentiu Sky ficar atrás dele, com uma mão sobre o seu ombro. — Senhores, Ethan, me trouxe um monte de papel aqui. — Disse o juiz quando se sentou em sua cadeira. Segurava uma caneta nas mãos, esfregando-a entre os dedos. — Não gosto de burocracia.
— Hã... — Sam disse, virando-se para olhar para Ethan em confusão. — Sinto muito, senhor? — Se vou concordar em assinar essa liminar, o que só vai acrescentar mais papelada para a minha já grande carga, diga-me por que deveria fazê-lo. — Porque Arthur McKenzie é um bastardo doente que... — Skyler. — Sam exclamou quando se virou para olhar para trás por cima do ombro Sky. — Não está ajudando aqui. — Ele se virou e olhou para o juiz, pensando em suas palavras antes de falar. — Arthur McKenzie passou a maior parte de sua vida usando as pessoas para seus próprios ganhos. O dinheiro, que nós suspeitamos que seja a base de seu império financeiro, foi deixado para nós por nosso avô. — E por que não foi atrás desse dinheiro até agora? — Perguntou o juiz. — Porque não sabíamos que era o nosso. Nossa mãe desapareceu quando tínhamos oito anos de idade. Pensamos que ela estava morta e... — Sam disse. — Estou assumindo que ela assinou uma declaração de que não está? Sam balançou a cabeça. — Não, estava se escondendo por vários anos, vivendo com o nosso pai biológico, James. Ethan deve ter-lhe dado os exames de sangue para provar isso. — Sam observou o juiz embaralhar os papéis à sua frente, finalmente segurando um pedaço de papel para ler. Depois de um momento, ele acenou com a cabeça. — Sim, está aqui. — Arthur McKenzie não é nosso pai. Não tem direito a esse dinheiro e nós queremos isso. — Sam disse com veemência. O juiz olhou para Sam, uma sobrancelha levantada. — Então, isso é tudo sobre o dinheiro? Sam balançou a cabeça.
— Não, não tem nada a ver com dinheiro. Inferno, não me importaria se cada centavo fosse doado para a caridade. Quero Arthur detido. Esta é a única maneira que nós poderíamos pensar em fazer isso. — Legalmente, você quer dizer? — O juiz deu uma risadinha. Os olhos de Sam alargaram consideravelmente, enquanto olhava para o juiz. — Uh, sim. — Ele lançou um olhar rápido sobre Ethan de canto do olho para ver como estava tomando as palavras do juiz. Sentiu-se um pouco melhor quando viu o sorriso no rosto de Ethan. Sam olhou para o juiz, os nós em seu estômago se soltando um pouco. — Arthur McKenzie tem uma grande quantidade de energia na cidade. É hora de terminar. Não tenho nenhuma dúvida de que se as pessoas certas fossem investigadas, iriam descobrir que nem todas as suas relações têm sido legais. No entanto, por causa das pessoas que sabe... — Sam começou. — Por causa das pessoas em seu bolso, quer dizer. — Sky acrescentou atrás dele. — As pessoas que ele comprou. — Sam assentiu. — Ele precisa ser detido. Não apenas porque nós odiamos o bastardo, mas porque está usando seu poder para arruinar a vida das pessoas. — Sam disse. Observou o juiz ler ao longo de vários instantes outros pedaços de papel, sentindo cada minuto como se fosse para sempre. Finalmente, o juiz levantou a cabeça e olhou para Sam e Sky. — Quais são os seus planos se eu assinar essa liminar, sr. McKenzie? — Bem, uma vez que seja notificado, Ethan disse que precisamos ter um Contador do tribunal conferindo as contas de Arthur. Ele diz que cada centavo provavelmente poderia ser rastreado até a propriedade de nosso avô. — E depois disso? — Perguntou o juiz. — Casar-me! — Sam exclamou.
O juiz pareceu confuso por um momento, olhando para trás rapidamente para os papéis em suas mãos antes de olhar de volta para Sam. — Tinha a impressão de que já era casado, sr. McKenzie. — Sim e não, senhor. — Sam respondeu hesitante. — Ou você é ou não é, meu filho, o que é isso? —Tecnicamente, sou casado. E Julia é uma garota maravilhosa. Mas é apenas um casamento de conveniência para nós dois. Se conseguirmos isso com Arthur resolvido planejamos nos divorciar. — E estará se casando de novo? É essa garota mais maravilhosa do que a sua esposa atual? Sam podia sentir seu rosto esquentar quando lançou um olhar rápido a Ethan, desesperadamente à procura de ajuda. — Daniel é um jovem muito bom, juiz. Acho que ele e Sam vão ser muito felizes juntos, se conseguirmos que essa confusão com o padrasto de Sam seja esclarecida. — Ethan respondeu, rindo baixinho. — Entendo. — O juiz respondeu, colocando os papéis em suas mãos sobre a mesa. — E está pensando em ter um casamento de conveniência com Daniel também? — Não, senhor, não se puder evitá-lo! — Sam respondeu. — E você, meu jovem? — O juiz perguntou quando olhou para Sky. — O que planeja fazer se eu assinar essa liminar? Você tem mulheres por aí? Sky riu. — Não, senhor, mas se eu jogar minhas cartas direito, posso conseguir um encontro com a irmã de Daniel.
No momento em que saiu do gabinete do juiz, Sam encostou-se à parede e soltou um suspiro de alívio. Não podia acreditar que o juiz assinou a liminar. Sam tinha certeza, depois de todas as perguntas que tinha respondido, que o juiz iria lhes dizer que não podia, ou não queria, fazê-lo. Quase caiu da cadeira quando o juiz assinou a liminar impedindo Arthur de liquidar qualquer das suas participações. Advertiu Sam e Sky por deixarem as coisas chegarem até aqui, mesmo quando assinou uma ordem de restrição que manteria Arthur fora de contato com Sam, Sky ou Julia pelos próximos dois anos. Tinha sido doloroso, mentalmente desgastante, mas estava feito. Pelo menos essa parte das coisas. Agora só tinham que ter Arthur notificado. Sam olhou para Sky e sorriu. Mal podia esperar. — Presumo
que estão
prontos
para
ver Arthur
notificado?
—
perguntou Ethan. — Eu estou! — Sam disse. — Sky? —Conte comigo. — Sky respondeu. Ethan assentiu. — Vamos lá, então. Precisamos descer, apresentar esses documentos e solicitar uma escolta para ter esses papéis entregues a Arthur. Porque é o autor da denúncia, não tem permissão para entregá-los você mesmo, mas eu não vejo por que não pode acompanhar o executor. Sam e Sky seguiram Ethan pelas escadas que levavam ao escritório de arquivamento. Esperaram do lado de fora enquanto Ethan apresentava sua
papelada. Quando Ethan saiu, Sam levantou-se, uma sobrancelha levantada. Ethan assentiu e Sam soltou outro suspiro de alívio. Os trabalhos tinham sido arquivados. Agora vem a parte interessante das coisas. Sam, Sky e Ethan esperaram do lado de fora do escritório de arquivamento por cerca de meia hora até o executor de o processo chegar. Quando viram um pequeno rapaz com jeito nerd, sugeriram que um oficial fosse acompanhá-los. No início, o executor argumentou até que Ethan explicou a situação, então concordou. Ele reuniu dois oficiais para acompanhá-los e saíram para o edifício de escritórios McKenzie. Quanto mais se aproximavam da McKenzie Enterprises, mais Sam ficava nervoso. Suas mãos começaram a suar e seu coração bater mais rápido. Sabia que se não se acalmasse, estaria propenso a ter um ataque de pânico. Puxando o celular do bolso, discou o número de Daniel, prendendo a respiração até que ele respondeu. — Ei, bebê, como foi? — Daniel imediatamente perguntou quando atendeu ao telefone. — Fale comigo! — Sam ordenou. — Não parece que correu tudo bem, Sam. O que aconteceu? — Perguntou Daniel. — Não, foi muito bem. O juiz assinou tudo e estamos no caminho para notificar Arthur. — Sam disse rapidamente. — Oh, é por isso que ligou. Então, o que quer que diga? Devo lhe dizer o que estou fazendo agora... Sozinho... Na sala de estoque... Sem ninguém para brincar? Talvez devesse dizer o que não uso? — Daniel riu. Sam sorriu, depois riu. Então começou a gargalhar. Riu até que as lágrimas escorriam pelo seu rosto. Quando o riso finalmente morreu, Sam limpou as lágrimas de seus olhos.
Podia ver Sky e Ethan olhando para ele como se tivesse perdido o juízo. Ele poderia... Se Daniel não estivesse lá para salvá-lo. — Amo você, Daniel. — Eu sei.
Capítulo 12
Sam saiu do carro e ficou na calçada. Olhou para a pintura cinza do alto edifício de vidro na frente dele. Era alto, talvez cinquenta andares ou mais. Arthur McKenzie devia adorar. Parecia um pouco frio e impessoal para Sam, muito parecido com o próprio Arthur. Sam desejou que pudesse puxar tijolo por tijolo e destruir o grande símbolo do poder de Arthur McKenzie. Virando-se para olhar para Ethan e Sky, enquanto saiam do carro por trás dele, Sam percebeu que estava preste a fazer exatamente isso. Ethan tinha o primeiro tijolo na mão. — Pronto? — Perguntou Ethan. — Você parece estar perguntando isto muito hoje, Ethan. Sabe outras palavras? — Sky riu. Ethan sorriu. — Uma ou duas, mas pensei em salvar aquelas para quando encontrar o filho da puta. Sam riu, balançando a cabeça. Podia entender a necessidade de chamar Arthur de cada palavra de quatro letras que pudesse pensar. Era quase uma compulsão.
No entanto, sabia que precisava manter a calma. Sam não tinha dúvida de que Arthur iria tentar algo estúpido. Sam e Sky detinham todas as cartas e Arthur não ia desistir facilmente. — Ok, vamos fazer isso. — Sam disse enquanto se dirigia para o prédio, com Ethan, Sky, o executante e dois policiais uniformizados atrás dele. O passeio do elevador até o trigésimo sétimo andar pareceu durar uma eternidade. Enquanto observava os números dos pisos no visor, as mãos de Sam começaram a suar novamente. Rapidamente esfregou-as em suas calças, esperando que ninguém ao seu redor pudesse dizer como estava apreensivo. Ele se sentia como uma criança de cinco anos de idade que vai ver o seu pai quando sabia que tinha feito algo ruim. Virou-se para os dois policiais uniformizados, observando seus uniformes, cintos de armas e distintivos. — Quando chegarmos lá seria melhor se esperassem do lado de fora por apenas alguns minutos. Posso levar-nos para o escritório, então Ethan pode vir buscá-lo se precisarmos de vocês. — Ambos os oficiais assentiram. Quando as portas do elevador se abriram para o trigésimo sétimo andar, Sam teve que respirar fundo antes que pudesse firmar as pernas para movimentar. Quando pode se mover novamente, saiu e foi direto para as grandes portas de vidro duplo marcado McKenzie Enterprises. — Posso ajudá-lo? — Disse uma jovem muito bem vestida atrás do balcão. — Sim, estou aqui para ver Arthur McKenzie. — Sam respondeu. — Você tem um compromisso, senhor? — Sam balançou a cabeça. —Não, mas sou seu filho, Samuel McKenzie. Tenho certeza que vai me ver. — Sam teve a satisfação de assistir a momentânea surpresa da mulher antes que sua máscara fria de desinteresse escorregasse de seu rosto.
— Vou ver se o Sr. McKenzie está disponível. Por favor, sente-se. — Respondeu a mulher enquanto apontava para as cadeiras almofadadas contra a parede com uma mão, pegando o telefone com a outra. Sam rapidamente estendeu a mão e parou a mulher de discar o telefone. Deu-lhe o seu melhor sorriso amigável. — Oh, por favor, não diga a ele que estamos aqui. Sei o caminho. Além disso, é uma surpresa. Meu irmão Skyler voou da Costa Oeste só para ver o nosso pai. A mulher pareceu hesitar por um momento, então lentamente desligou o telefone. — Não tenho certeza que é uma boa ideia. — Disse a mulher lentamente. Sam sorriu novamente. — Por favor? Arthur não vê meu irmão há algum tempo e queria muito que isso fosse uma surpresa. Posso te mostrar minha identidade, provar a você que sou filho de Arthur. — Sam disse enquanto pegava a sua carteira. A mulher rapidamente levantou a mão. — Não, isso está perfeitamente bem, sr. McKenzie. Sei que é seu filho. Ele tem fotos de você e sua linda esposa sobre a mesa. Bem, esse comentário poderia explicar por que Sam estava flertando e não estava funcionando. Talvez Sky tivesse melhor sorte. Sam fez um gesto para Sky vir falar com a recepcionista. — Bem, sei que não tem nenhuma foto da esposa de Sky, porque ele não é casado. — Sério? — A recepcionista respondeu seu olhar movendo-se para Sky enquanto caminhava. — Eu... Er... Quero dizer, por favor, entrem. Vou segurar os próximos compromissos de McKenzie, até que me diga o contrário. — Bingo! Sam sorriu, acenando com a cabeça para Sky e para a mulher.
Mordeu o lábio para não sorrir quando Sky usou seu charme e sorriu para a recepcionista, fazendo seu rosto corar. Virando-se para o escritório de Arthur, Sam não pôde deixar de questionar o que teria feito se a recepcionista fosse um homem. Embora ninguém fosse tão lindo quanto Daniel, Sam se perguntou se teria flertado. Depois de um momento, descartou esse pensamento. Depois de suas experiências em seu retorno de Boston, tentou ficar com outros homens e não tinha funcionou. Sam tinha certeza que estava interessado só em Daniel e era perfeitamente feliz com isso. O corpinho sexy de Daniel iria mantê-lo interessado por anos. Seu intelecto aguçado iria manter Sam interessado quando sua mente não estivesse nas calças de Daniel, não importa o quão raro isso pudesse ser. Parando diante de uma grande porta de madeira, Sam esperou Sky, Ethan e o executor do processo alcançá-lo. Quando o fizeram, abriu a porta e entrou. Não se incomodou em bater. Imediatamente viu Arthur sentado atrás de sua mesa de madeira de cerejeira grande, uma caneta em uma mão e uma bebida na outra. — Um pouco cedo para beber, não é Arthur?— — Samuel, a que devo o prazer? — Arthur zombou dele enquanto se erguia. — Veio pedir desculpas por ter me chutado para fora de sua casa? — Não exatamente. — Sam respondeu quando avançou pela sala permitindo que Ethan, Sky e o executor de processo entrassem atrás dele. — Tenho um amigo que gostaria que você conhecesse. — Sam indicou o executor de processo que deu um passo adiante. — Arthur McKenzie? — Ele perguntou. — Sim, sou Arthur McKenzie. O que é tudo isso? O que está acontecendo, Samuel? — Arthur bufou enquanto olhava para Sam e Sky.
— Arthur McKenzie, você está sendo notificado. — O executor de processo disse enquanto batia uns papéis no peito de Arthur, virou-se e saiu da sala. — Que diabos é isso? — Arthur gritou quando abriu os papéis e leu rapidamente seu conteúdo. — Sou
um
advogado,
sr.
McKenzie.
Ficaria
feliz
em
explicar
exatamente o que são esses papéis. — Ethan disse e deu um passo adiante. Sam aproximou-se ao lado de seu irmão, seu coração batendo rapidamente em seu peito enquanto Ethan explicava o que os papéis eram. Sentiu a mão de Sky tocar brevemente seu lado, dando-lhe um pequeno aperto, enquanto observava o mundo de seu padrasto desmoronar. — O juiz Harris foi gentil o suficiente para assinar esta liminar. Simplificando, diz que está proibido de liquidar qualquer um dos seus acervos ou acessar qualquer uma das suas contas bancárias, até o momento em que um tribunal nomeie um contador para suas contas financeiras. — Explicou Ethan. — O segundo documento é uma ordem de restrição. Afirma que está proibido de entrar em contato com Samuel e Skyler McKenzie e a esposa de Sam, Julia, no período de dois anos. Nesse momento, podem apresentar outra ordem de restrição contra você. — Em poucas palavras, pai, tudo o que possui e tudo o que construiu com o dinheiro que deveria ter pertencido a Sky e a mim, é agora nosso. O seu pequeno império se foi. — Sam disse alegremente. Arthur jogou os papéis em sua mesa quando olhou através de Sam e Sky. — Isso é ridículo. Nada disso pertence a você ou seu irmão. Eu construí e é meu. — Era seu, mas construído com o dinheiro que pertencia a nós. O dinheiro que deveria ter sido dado a nós quando fizemos vinte e cinco anos, como era a vontade de nosso avô. — Sky disse com veemência.
— Você não sabe o que está falando. — Arthur gritou. — Sei exatamente o que estou falando. Você não é meu pai. Não tem direito a esse dinheiro. Meu avô deixou tudo para os parentes de sangue. Você não é um parente de sangue. — Sou seu pai, Samuel, e é preciso lembrar-se disso. — Arthur respondeu. —Não, James é o meu pai e o juiz tem os testes de DNA, além de um depoimento da minha mãe, para provar isso. — Sam riu ao ver a expressão de surpresa no rosto de Arthur. — Sim, Arthur, Lillian está muito viva e em um lugar muito seguro. Você não vai tocar nela. E não importa o que faz. Cada pedaço de evidência que temos foi entregue aos tribunais. — Sam riu do pequeno sorriso que cobria o rosto de Arthur com suas palavras.
Colocou as mãos sobre a mesa e se
inclinou para frente. — Nem pense nisso, Arthur. Várias cópias foram feitas de tudo e colocadas em lugares seguros. Não pode fazer essa prova desaparecer. —Nós temos a evidência de sua tentativa de estupro de Julia McKenzie. — Ethan acrescentou. — E, também acredito que a polícia vai estar muito interessada no sequestro da filha de Julia, Robin, que foi devolvida em segurança a sua mãe. Sam teve a satisfação de ver no rosto de Arthur o ficar quase roxo de raiva. — Acabou, Arthur. — Sam começou a se virar para sorrir para Sky quando pegou os movimentos rápidos de Arthur com o canto do olho. Voltouse a tempo de ver Arthur puxar uma pequena pistola de prata de sua mesa e apontá-la na direção dele. Com um grito alto, Sam empurrou Sky e Ethan do caminho quando ouviu a arma disparar. Uma fração de segundo depois sentiu uma dor lancinante no braço enquanto caia no chão.
Agarrou o braço, distraidamente observando o sangue vermelho escorrer por entre os dedos enquanto a dor começou a inunda-lo. — Porra, isso dói! — O pensamento repentino que Arthur ainda estava armado fez Sam lutar para ficar de pé e detê-lo. Tudo o que podia pensar era que Arthur estava indo atrás de Sky. Não tinha sido capaz de salvar seu irmão, afinal. Assim que Sam ficou de pé, Arthur veio pisando em torno da mesa, balançando a arma descontroladamente em sua mão enquanto gritava para Sam e Sky. — Vocês nunca vão conseguir o meu dinheiro. Vou matá-los primeiro, depois sua mãe. Então vou depois atrás da cadela de sua esposa. — Sam se jogou na frente de Sky e Ethan quando Arthur mirou novamente. Podia ver a raiva e insanidade brilhando nos olhos de Arthur quando começou a puxar o gatilho. Era isso. Ia morrer aqui num lugar frio de cimento e vidro, centenas de quilômetros de distância da coisa mais importante em sua vida. Lamento e pesar, rapidamente, preencheram Sam quando percebeu que nunca ia ver Daniel novamente. Nunca seria capaz de provar que realmente o amava. As lágrimas encheram seus olhos, Sam ergueu a mão como se pudesse afastar a bala que sabia estava chegando. Estava perto, no tiro a certeza de ser letal. Ele ia morrer! Assim que Sam aceitou o fato de que nunca iria ver Daniel novamente, a porta se abriu, batendo ruidosamente contra a parede, enquanto dois policiais uniformizados correram para dentro, de armas em punho. Antes que Sam pudesse reagir, os policiais gritaram para Arthur largar a arma. Quando ele virou a arma contra eles, Sam ouviu dois tiros e a camisa branca de Arthur começou a ficar vermelha.
Sam estava ali, atordoado e rapidamente entrou em choque pela perda de sangue e pela dor. Viu quando Arthur caiu no chão, a arma caindo de sua mão. — Sam? — Alguém disse. — Sam! — Sam virou a cabeça para ver Sky de pé ao lado dele, com uma expressão atordoada, semelhante em seu rosto quando também olhou para Arthur. A flor vermelha em seu peito estava se espalhando. — Sam? Vamos homem, saia dessa. Precisa se sentar antes de cair. — Ethan disse quando puxou o braço bom de Sam. — Acabou, Sam, vamos lá. Sam olhou para Ethan, sua testa enrugando em confusão. — Acabou? Ethan sorriu para ele. — Sim, Sam. É o fim. Arthur estará indo embora por um longo tempo e agora não há nenhuma maneira que possa sair dessa. Ethan puxou Sam para se sentar em uma das cadeiras de escritório enquanto ele explicava. — Tentou matá-lo, Sam. E tentou matar dois policiais uniformizados. Isso é tentativa de homicídio. Ele vai passar um longo, longo tempo preso. Enquanto Ethan aplicava pressão sobre sua ferida, Sam viu a polícia chamar os paramédicos e suporte. Podia ver que Arthur ainda estava vivo pela lenta ascensão e queda de seu peito. Não sabia se estava feliz com isso ou não. Se Arthur morresse, então tudo isso estaria acabado, sem dúvida. Mas realmente queria o homem morto? Ou será que queria que vivesse o suficiente para receber a justiça que tanto merecia? — Sam? Sam virou a cabeça para ver Sky, sentado ao seu lado, estendendo um celular para ele. Sam inclinou a cabeça em confusão quando o estendeu a mão para o telefone.
— Olá? —Sam? — Daniel? — Sam perguntou. — Ei, bebê, como você está? Sky diz que está tudo acabado. — Daniel disse. Sam olhou para onde Arthur estava deitado no chão, um dos policiais estava trabalhando em cima dele, tentando parar o sangramento até que os paramédicos chegassem. — Sim, acho que está. — Sam respondeu. — Ethan diz que está de qualquer maneira. — Você vai ficar bem? — Sam olhou para o pequeno ferimento em seu braço onde Ethan pressionava uma toalha. Então olhou para Arthur novamente. Por fim, olhou para Sky, que não tinha um arranhão. — Você ainda me ama? — Ele finalmente perguntou a Daniel. — É claro! — Daniel respondeu rapidamente. —Então vou ficar bem.
Capítulo 13
Daniel ficou olhando pela janela enquanto os homens do Esquadrão Alfa caminharam em direção a casa. Todos riam como se não tivessem um problema no mundo e a vida fosse maravilhosa. E era. Daniel não poderia estar mais feliz.
Tudo tinha ido muito bem como o planejado, em Boston. Robin tinha sido devolvida à sua mãe e sem um arranhão. Caleb tinha surgido como um cavaleiro branco e a entregou à mãe no meio da noite. Não tinha sequer esperado que o resto do grupo estivesse em Boston antes de voar com Robin para a casa de sua mãe. Daniel tinha certeza que Julia tinha sido devidamente agradecida, já que não tinha visto Julia ou Caleb novamente naquela noite depois de colocar Robin para dormir. Ethan ajudou Sam e Sky a verem um juiz e arquivar seus documentos judiciais. Tinham tido a sorte de conseguir um juiz que Arthur e Douglas não tinham em seus bolsos. Mesmo agora, a polícia estava investigando os dois por vários crimes, incluindo a tentativa de estupro de Arthur em Julia e as filmagens de Sam. Daniel não ficaria surpreso se tanto Arthur quanto Douglas, o pai de Julia, tivessem acusações criminais movidas contra eles antes desse tempo. Uma das melhores notícias foi o retorno de Mari. O médico demente que a havia sequestrado por vingança contra Cole e Bear pelas mortes de seus irmãos durante uma missão. Estavam agora planejando o seu casamento. A lesão de Sam acabou por ser apenas uma ferida na carne. Ainda assim, Daniel estava muito chateado quando ele alou com Sam, até que pode realmente olhar para a ferida e se assegurar que Sam estava bem. Lillian e James estavam esperando no rancho por seus filhos quando voltaram de Boston e tinha sido uma maravilhosa reunião para todos. Tudo tinha sido um momento memorável para todos. Mas Sam estava de volta em seus braços agora e tudo bem. Ele havia mudado todos os seus pertences para o quarto de Daniel, logo que chegou de Boston. Até planejaram uma cerimônia de compromisso a ser realizada aqui no rancho em um par de semanas.
Daniel saiu pela porta da frente e para os braços de Sam. Tinha o seu amor, seus amigos e sua família. O que mais precisava? Tinha tudo o que sempre quis. A paciência fez seu pagamento no final.
FIM