SLOANE VocĂŞ nĂŁo pode dizer a alguĂ©m para nĂŁo morrer sĂł porque Ă© vĂ©spera de Natal. Eu deveria saber. Eu já tentei duas vezes e nĂŁo funcionou em nenhuma delas. St. Peter tem tido movimento sem trĂ©gua desde que comecei meu turno 36 horas atrás, e nĂŁo parece que as coisas vĂŁo se acalmar em breve. Zeth vai me matar. Eu, supostamente, deveria estar em casa cerca de 12 horas atrás, mas o ferimento de bala, a overdose de álcool e as vĂtimas de uma briga de bar continuam a me prender aqui. Agora eu e Mikey, o interno, estamos com uma maca do lado de fora do hospital, esperando pelo segundo acidente de carro da noite e meu corpo está zumbindo. Está perto da meia-noite. Eu deveria estar exausta, mas a adrenalina, que está me ajudando a agir e pensar rápido no andar de trauma, me mantĂ©m tensa e acordada. — VocĂŞ acha que vai parar de nevar em breve? — Mikey pergunta. — Eu deveria dirigir atĂ© Snoqualmie Pass1 quando sair daqui. Nesste ritmo, as estradas vĂŁo estar fechadas. — Odeio dar as más notĂcias, amigo, mas as estradas já estĂŁo fechadas. — Eu bato nas cotas de Mikey, dando a ele o meu melhor olhar consolador. Eu os ouvi hoje Ă noite mais cedo lendo no rádio que fica na estação das enfermeiras a lista de bloqueios e estradas fechadas, esperando ofegante para ver se a estrada que dá acesso Ă minha prĂłpria ainda estaria aberta. Agradecidamente, ela está. Azar para Mikey, no entanto. Ele tem uma sorte de merda. — Ahhh, porra, cara. Toda minha famĂlia já está lá. Eu vou comer o feijĂŁo cozido com torrada do jantar de Natal amanhĂŁ. Sozinho.
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RegiĂŁo montanhosa a 45 Km de Seattle, aproximadamente. ~1~