UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
RAÍSSA PILAR CORREIA
Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter
São Paulo / SP 2020
RAÍSSA PILAR CORREIA
Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter
Relatório
de
Fundamentação
Teórica
e
Metodológica apresentado ao Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, como requisito para a obtenção do título de Bacharel em Jornalismo.
Orientadora: Prof.ª Dra. Mirian Meliani Nunes
São Paulo / SP 2020
FICHA TÉCNICA Área: digital Formato: reportagem extensa Título da reportagem: “Do amor ao cancelamento: como a trama do BBB 20 mobilizou o Brasil” Link: www.portalfoca.com.br Número de caracteres: 47.751 caracteres (com espaços) Plataforma: site personalizado desenvolvido em HTML utilizando framework para estilização de páginas web. Foram utilizados recursos de hipertexto que retém o leitor na página.
RESUMO A Sociedade do Espetáculo, de acordo com Guy Debord, é formada por um povo que contempla e almeja o poder material, deslumbrado pelas aparências de uma vida inalcançável. Com o objetivo de obter o máximo consumo possível através da alienação das massas, surge o espetáculo, que é uma produção industrial padronizada para este singular objetivo. Esse modelo de produção é pertencente à Indústria Cultural, a qual foi descrita pela primeira vez por Adorno e Horkheimer em 1944, e busca explicar como a cultura orienta e domestica virtudes humanas a partir de criações que se misturam à vida cotidiana. Nos textos de comunicólogos, sociólogos e filósofos, a mídia é apresentada como um instrumento que contribui para a forma com que os espectadores se sentem com relação a um programa de televisão. Este trabalho terá como objeto o reality show Big Brother Brasil, que, no ano de 2020, reinventou sua edição e foi um grande sucesso de audiência televisiva no Brasil. Pretende-se analisar se a suposta presença de elementos de um espetáculo roteirizado, com elementos fictícios, pode influenciar no número de interações sobre o programa na rede social Twitter. Palavras-chave: reality-show; sociedade do espetáculo; alienação; mídia; Big Brother Brasil; Twitter.
ABSTRACT The Society of the Spectacle, according to Guy Debord, is composed by people who contemplate and crave material power, dazzled by the appearances of an unachievable life. In order to obtain the most consumption through the alienation of the masses, the spectacle emerges as a standardized industrial production with this sole objective. This model of production belongs to Cultural Industry, first described by Adorno and Hokheimer in 1944, looking forward to explain how the culture guides and domesticate human virtues deriving from creations embedded in the daily life. In the texts of communicologists, sociologists and philosophers, media is presented as an instrument that contributes to how spectators feel about a television program. This work will focus on the reality show Big Brother Brasil, which, in 2020, has reinvented itself and was a huge audience success in Brazil. This work intends to analyze if the supposed presence from a scripted show, with fictional elements, can influence on the number of interactions about the program the social network Twitter. Keywords: reality-show; society of the spectacle; alienation; media; Big Brother Brasil; Twitter.
AGRADECIMENTOS Aos meus pais, Patrícia Maria Correia e Salvador Correia Filho, que me guiaram e apoiaram em cada escolha até chegar aqui. Cada passo dado sei que estiveram e ainda estarão ao meu lado para garantir que eu tenha a melhor experiência possível. Minha eterna gratidão por todos os momentos em que eu estava indecisa e pude contar com sua sabedoria para seguir. À minha colega e grande amiga, Thainná Bastos, com quem tive o prazer de trabalhar durante todo o curso, dividir ideias, pensamentos e construir projetos juntas. Minha dupla acadêmica e que, com certeza, se estenderá para a vida profissional. Seu auxílio e sua garra me motivaram por diversas vezes. À minha orientadora, Mirian Meliani, que tive o prazer de conhecer desde o primeiro semestre do curso e sempre foi justa e assertiva em seus comentários. Obrigada pela gentileza, objetividade e alegria nas orientações. Alguém com quem tive a honra e prazer de dividir o processo de construção deste projeto, desde a definição do tema até a publicação do mesmo. E ao grande companheiro e melhor amigo que este ano poderia me trazer, Vitor Bruno de Oliveira Barth. Vitor, tenho profunda gratidão e amor por você, por cada minuto que dedicou quando eu estava com dificuldades para continuar a jornada. Sem dúvidas, o que alcancei hoje não teria sido o mesmo sem sua ajuda. Seu apoio, aconselhamento, companhia, cuidado e carinho foram indispensáveis para que eu pudesse concluir tudo da melhor maneira possível. Obrigada por dividir seus aprendizados valiosos comigo, mesmo dentre tantas adversidades. Danke schön!
SUMÁRIO 1. Introdução .......................................................................................................... 7 2. Objetivos do trabalho ......................................................................................... 9 2.1. Objetivo Geral ......................................................................................... 9 2.2. Objetivos Específicos .............................................................................. 9 3. Problematização e Hipóteses: ......................................................................... 10 3.1. Problematização .................................................................................... 10 3.2. Hipótese(s) ............................................................................................ 10 4. Justificativa ...................................................................................................... 10 5. Plano Estratégico ............................................................................................. 13 5.1. Descrição do Produto ............................................................................ 13 5.2. Estratégias ............................................................................................ 17 5.3. Público a ser atingido ............................................................................ 18 5.4. Técnicas Utilizadas................................................................................ 19 6. Aspectos Teóricos e Metodológicos ................................................................ 23 6.1. Aspectos Teóricos ................................................................................. 23 6.2. Aspectos Metodológicos........................................................................ 29 7. Referências ...................................................................................................... 34 8. Cronograma ..................................................................................................... 36 9. Investimento..................................................................................................... 37 APÊNDICES............................................................................................................38 ANEXOS ...............................................................................................................143
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1. Introdução Na sociedade midiática e repleta de informações em que vivemos, é fácil perceber que os telespectadores possuem inúmeras opções para escolherem o que assistir e quando irão se conectar com alguma programação. A televisão, mídia que agrega o real e o irreal, com produções que vão desde a teledramaturgia aos documentários jornalísticos, constantemente busca reinventar o que exibe, como modo de conquistar novo público e, ainda, manter o já existente. A veiculação de conteúdos que promovem o consumismo, fazendo com que as pessoas buscassem por uma programação com formato espetacular, que possui enredo firmado em padrões da Indústria Cultural, é feita desde o início da televisão no Brasil, que constantemente baseou seu conteúdo em um formato que vai muito além de um show de imagens, tornando-se uma relação com a sociedade mediada através das mesmas, como já fora citado por Debord, em 1997, no livro “Comentários sobre a sociedade do espetáculo”: “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens” (p. 14). Desde o seu surgimento no nosso país, a televisão delineou sua programação para o entretenimento, a improvisação e as telenovelas. A primeira emissora de televisão brasileira, TV Tupi, surgiu em 1950, e foi fundada pelo jornalista Assis Chateaubriand com um grupo de empresários e artistas. Pioneira e a única emissora no país por cerca de quatro meses, possuía um ritmo totalmente diferente do atual, pois, naquela época, o alcance da transmissão era de apenas 100 quilômetros, o que abrangia apenas as cidades de Campinas e Santos, em São Paulo. Sua programação contava com shows baseados, em sua maioria, em filmes e programas de rádio estrangeiros, principalmente na TV Americana. Um dos programas desta época que merece destaque por ter estado entre os campeões de audiência enquanto estava no ar é "O Céu é o Limite", o primeiro programa no formato de game show da televisão brasileira, que mais tarde teve seu modelo repetido pela Rede Globo: A Globo repetiu fórmulas que garantiam a audiência de outras emissoras. “O Céu é o Limite”, apresentado por Aurélio Campos, por exemplo, foi o primeiro grande fenômeno de sucesso da TV brasileira, tendo alcançado 92% de audiência. Com estreia em 1955, foi veiculado pela TV Tupi de São Paulo e, um ano depois, pela filiada carioca, cuja apresentação cabia a J. Silvestre. O formato do programa consistia em perguntas sobre um determinado tema escolhido pelo candidato e na entrega de prêmios para as respostas “absolutamente certas”. (RIBEIRO, ROXO & SACRAMENTO, 2010, p. 110).
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Programas que seguem o modelo de show continuam a fazer sucesso em 2020, e, neste trabalho, destacamos o reality show Big Brother Brasil, que, neste ano, transmitiu sua 20ª edição. A existência ou não de elementos ficcionais, dramatúrgicos e simulações da vida real na 20ª edição do Big Brother Brasil é o problema central sobre o qual o presente trabalho tratou, com o olhar voltado para a influência desta presença na interação do público pelas redes sociais, mais especificamente, no Twitter, onde concentrou-se grande parte das postagens relacionadas ao espetáculo, conforme dados do site F5, da Folha, e do Portal TAB, do UOL, grupos que são referência no jornalismo brasileiro. Apesar de, em sua essência, o gênero reality show ter como princípio mostrar apenas a realidade, o conteúdo gamificado transmitido pelo BBB nos mostrou ser cada vez mais incondizente com tal conceito, sendo difícil para o telespectador decifrar se o que está vendo é ou não fiel em sua autenticidade, como ressalta Cannito (2010): É uma percepção de que a “falsidade” e a “verdade” são intercambiáveis, de que muitas relações no início “falsas” acabam se tornando “sinceras”. Assim, em vez de aderir completamente ao melodrama, o público começa a assistir a um metamelodrama como Big Brother; um programa no qual o tempo todo discutimos se os valores e regras do gênero melodrama realmente se aplicam à realidade, sem recusá-la. (CANNITO, 2010, p. 204).
Neste trabalho, o BBB foi considerado como um programa-espetáculo, fruto da Indústria Cultural e idealizado para um público massificado. Uma característica analisada que esteve presente no programa é a variedade de temas-padrão que buscam trazer mais espectadores, que acompanhem o programa tanto na televisão quanto nas redes sociais. Por diversos momentos, o reality apresentou temas que se assemelham ao de um filme ou produção que é destinada a obter o máximo de consumidores possíveis, como, por exemplo, o amor e os relacionamentos (costuma haver a formação de casais e laços de amizade), ação (as disputas pela liderança no jogo, a benção do anjo e prêmios diversos), a vida privada (onde são expostos comportamentos diversas vezes considerados polêmicos) e o formato de jogo em si, que
proporcionou
um
ambiente
competitivo
propenso
a
discussões
e
desentendimentos. [...] toda produção de massa destinada ao consumo tem sua própria lógica, que é a de máximo consumo. A indústria cultural não escapa a essa lei. Mais que isso, nos seus setores os mais concentrados, os mais dinâmicos, ela tende ao público universal. [...] A procura de um público variado implica a
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procura de variedade na informação ou no imaginário: a procura de um grande público implica a procura de um denominador comum. (MORIN, 1997, p. 35).
Baseado no exposto, esse trabalho teve por objetivo examinar a presença de elementos fictícios no Big Brother Brasil, realizando uma análise quantitativa do impacto destes elementos para a audiência do programa, que se propagou para a rede social Twitter. 2. Objetivos do trabalho 2.1.
Objetivo Geral Quantificar e qualificar o impacto dos elementos ficcionais e dramatúrgicos
presentes no reality show Big Brother Brasil, e sua influência no engajamento do público no Twitter. 2.2. •
Objetivos Específicos Analisar os critérios utilizados para a escolha dos participantes do reality show em busca de padrões que sugiram manipulação de acordo com o atual modelo de sociedade.
•
Listar os elementos utilizados pela emissora que intensificam a falsa sensação que o público possui de estar no controle do programa, a fim de qualificar o programa como espetáculo.
•
Correlacionar o engajamento do público diante de situações onde há visível construção por parte da emissora.
•
Identificar a presença de uma narrativa estruturada na construção de personas representadas pelos participantes do programa.
•
Utilizar parâmetros a fim de determinar se os participantes do programa podem ser considerados olimpianos, segundo o conceito proposto por Morin (1997).
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3. Problematização e Hipóteses: 3.1. Problematização Partindo do pressuposto que o Big Brother Brasil é um programa televisivo de formato híbrido e possui uma narrativa montada e/ou ficcional: a) Pode-se analisar o reality show Big Brother Brasil como um espetáculo, conforme proposto pela teoria de Guy Debord? b) E, sendo este classificado como um espetáculo, pode-se dizer que a edição de 2020 deste programa é projetada para que o espectador gere discussões a respeito do assunto na mídia social Twitter? 3.2.
Hipótese(s)
a) O Big Brother Brasil está com índice elevado de audiência na TV e no Twitter por abordar temas novelísticos da dramaturgia de forma inovadora. b) Os elementos ficcionais presentes na 20ª edição do Big Brother Brasil influenciam no aumento do engajamento do público em postagens no Twitter. c) A presença de influenciadores digitais e famosos amplifica a adequação ao conceito de “Sociedade do Espetáculo” presente nesta edição, pois estas personalidades estão acostumadas com as câmeras e a concepção de personagens na internet. d) A presença de influenciadores digitais e famosos propicia um cenário mais favorável para a concepção de narrativa fictícia.
4. Justificativa O comportamento dos brasileiros que assistem televisão regularmente está cada vez mais delineado para um perfil híbrido, que converge entre acompanhar os programas pela TV e, enquanto isso, acessar a internet em busca de mais conteúdo. Segundo a pesquisa Ibope Conecta que foi divulgada em 2018, com dados comparativos entre os anos de 2015 e 2018, 95% dos internautas veem TV e navegam pela internet ao mesmo tempo, número que vem crescendo nos últimos anos. O principal dispositivo utilizado para estes acessos é o Smartphone, e o maior uso
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destas pessoas é para consultar as redes sociais, um indicador de que as pessoas estão tendendo cada vez mais a fluir entre uma mídia e outra enquanto consomem conteúdos televisivos. Com a volta da popularização do reality show Big Brother Brasil em 2020, que segundo artigo da Folha, superou toda a audiência da edição anterior no Twitter em apenas duas semanas, com mais de 28 milhões de citações na rede social, se tornou relevante evocar reflexões relacionadas a como este formato de programa afetou o comportamento dos telespectadores e da sociedade com as mídias massificadas. Para traçar um paralelo entre reality show, comportamento social e uso das mídias e redes sociais, é necessário esclarecer a teoria da Sociedade do Espetáculo, proposta por Guy Debord (1997) e o conceito de Indústria Cultural, apresentado pela primeira vez por Adorno e Horkheimer em 1944 e reexaminado por Edgar Morin no livro “Cultura de Massas no Século XX, O Espírito do Tempo – 1, Neurose” (1997). O Big Brother Brasil, programa que teve sua 20ª edição em 2020, produzida e transmitida pela Rede Globo, possui enredo que se relaciona com o público completamente mediado por imagens, e a ideia de vida real que essas imagens procuram passar. O reality, em sua essência, seria uma representação da realidade, e, neste trabalho, considerou-se a 20ª edição do programa televisivo Big Brother Brasil como objeto de estudo, trazendo uma reflexão sobre essa exibição ser apenas uma simulação de factualidade, utilizando o conceito de “Sociedade do Espetáculo”, desenvolvido por Debord em meados dos anos sessenta. O que reforçou essa proposta é a dificuldade do público de perceber quando estava ou não assistindo algo que foi controlado pela emissora ou pelos participantes, onde uma narrativa pode ter sido construída com a finalidade de fazer com que os telespectadores aceitem passivamente aquilo como verdade. O espetáculo se apresenta como uma enorme positividade, indiscutível e inacessível. Não diz nada além de “o que aparece é bom, o que é bom aparece”. A atitude que por princípio ele exige é a da aceitação passiva que, de fato, ele já obteve por ser modo de aparecer sem réplica, por seu monopólio de aparência. (DEBORD, 1997, p. 16-17).
Como reforça Cannito (2010), quem assiste ao reality show acaba, inconscientemente, relativizando a manipulação editada que acontece, e isto se deve grandemente ao formato gamificado e híbrido que o programa possui: A perspicácia do trabalho de produção digital interfere na mensagem que é passada ao receptor; este, embora saiba que está assistindo a um programa com pessoas reais que se submeteram a um jogo, começa a perceber o
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programa como fictício, lúdico e real ao mesmo tempo, sem ver contradição nisso. (CANNITO, 2010, p. 201).
O show midiático em que a produção se tornou, levando em conta que, esta edição especificamente, contou com pessoas não-anônimas (ao contrário das edições anteriores), recebendo atores, cantores e influenciadores digitais, trouxe uma nova visão: a de que o reality é mais uma produção da Indústria Cultural, por se tratar de um espetáculo que está em um contexto capitalista de disseminação de conteúdo. As produções da mídia mesclam o real e o imaginário, a fim de expandir o contato dos espectadores com a cultura de massa, tornando possível a generalização da opinião dos consumidores. O novo curso tende a multiplicar os contatos entre a cultura de massa e seus consumidores. [...] A televisão tornou tudo isso visível. [...] Essa multiplicação das mediações, das comunicações, e dos contatos cria e mantém um clima simpático entre a Cultura e seu público. (MORIN, 1997, p. 102-103).
Algo que contribuiu para tal disseminação, foi a presença contínua de publicidade que é maquiada como recomendação, e que, por diversas vezes, era indicada pelos próprios participantes da casa. Através dos conselhos de amor e de vida privada [...] se destaca sobretudo um tipo ideal de homem e de mulher, sempre sãos, jovens, belos, sedutores. [...] Todos esses conselhos vão cumulativamente para o sentido do prestígio pessoal do standing, do bem-estar. A esses conselhos aparentemente desinteressados, acrescentam-se as incitações interessadas da publicidade onipresente. A publicidade se torna, pois, parte integrante da cultura de massa. (MORIN, 1997, p. 103).
O BBB possui uma narrativa que condiz com demais formatos de produtos culturais, além desta 20ª edição ter contado com jogadores que já eram influentes no mundo digital, antes mesmo da estreia no programa. Tais participantes podem ser facilmente enquadrados como olimpianos, conceito proposto por Morin (1997), que explica que a imprensa, por meio das diferentes mídias de disseminação de conteúdo, nos transmite cada detalhe sobre a vida particular dos olimpianos, sendo os pontos apresentados verídicos ou fictícios, como se a vida e trabalho destes fosse uma grande diversão, algo a ser desejado por quem assiste. Como consequência da produção espetaculosa e da crescente convergência de mídias entre TV e internet, a sociedade é influenciada pela adoração à imagem e a vida representada no programa. Esse trabalho analisou a influência que a existência de uma narrativa estruturada de simulação presente no Big Brother Brasil possui sobre o engajamento de postagens e interações sobre o programa na rede social Twitter.
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5. Plano Estratégico 5.1.
Descrição do Produto O produto deste projeto experimental resultou em uma reportagem extensa
multimídia para meio digital, com 47.751 caracteres (com espaços), contendo elementos de hipertexto, infográficos, vídeo e artes gráficas. Dentro da página, foram organizadas diferentes seções que facilitam a compreensão e absorção do conteúdo apresentado. Ela está hospedada no website www.portalfoca.com.br. A principal fonte utilizada foi a UOLtext, para o texto, e Dosis, para os títulos. Os tópicos apresentados, todos ligados ao tema central “Do amor ao cancelamento: como a trama do BBB 20 mobilizou o Brasil”, tratavam dos seguintes assuntos: o "Início" trouxe dados sobre o engajamento do programa no Twitter, um pouco da relevância política do programa e como as narrativas surgiram; "Você também deu retuíte?" expôs a relevância das threads no Twitter em 2020; "Relação a distância" tratou do voyeurismo, o prazer em julgar o outro e a identificação dos telespectadores com os participantes; "Como esta história é contada?" sobre quais são as semelhanças entre o BBB e uma narrativa ficcional, além de como isso é montado pela emissora através da edição; "A vida imita a arte", trazendo momentos anteriores em que a Rede Globo trouxe temáticas de novelas para o programa; "Oscar 2020", tratando da possível atuação ou reforço de características dos participantes no reality; "Nova Novela: os impactos da pandemia"; único conteúdo de entretenimento inédito durante três meses por conta da pandemia, o BBB substituiu outros programas; "Uma fonte de informação", sobre a relevância social e as discussões políticas que foram trazidas à tona; "O passado condena?", o histórico da emissora em lidar com casos polêmicos que envolveram a polícia; e, para finalizar, "O que vem por aí?", uma reflexão de conclusão sobre as possíveis próximas apostas da emissora em formatos relevantes para o Big Brother Brasil. A referência utilizada para a reportagem foi o TAB, do UOL. O portal nasceu em 2014, como uma nova proposta de conteúdo multimídia. Em entrevista no ano de lançamento, o então diretor de conteúdo do UOL, Rodrigo Flores, contou um pouco sobre o que era esperado da novidade: “A proposta é trazer uma nova experiência em conteúdo. O TAB é a resposta do UOL para a necessidade do nosso público de consumir conteúdo de qualidade em formatos criativos, interessantes e interativos”.
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O TAB foi criado pensando justamente nos maiores índices de audiência semanal que a página inicial do UOL recebia: às segundas-feiras. Quando o portal foi criado, sua frequência de postagem era apenas semanal, mas, a partir de 2019, a frequência e tipo mudou. Segundo Olivia Fraga, editora do TAB, às segundas-feiras são publicadas reportagens chamadas pela equipe de "especiais", pois essas reportagens têm o formato multimídia, com grande investimento em arte, texto e vídeo. No restante da semana, são publicadas quase que diariamente, são publicados os demais conteúdos, algumas vezes com dois ou três por dia. Fraga também contou um pouco sobre a missão deles: "formar opinião de quem forma opinião. Estabelecer conexões inusitadas, ligar os pontos: explicar o mundo por meio de perguntas intrigantes. Na página oficial do Facebook, eles explicam que formatos inovadores e independência editorial também fazem parte da missão. A linguagem utilizada realmente é mais livre, que não necessariamente adota a pirâmide invertida nos textos publicados, ao contrário do UOL e Folha (grupo ao qual o UOL pertence). Algumas reportagens possuem temas factuais, mas a profundidade tratada procura mostrar outro ponto de vista, conforme afirma Olivia Fraga, editora do TAB: O que a gente faz que em jornalismo se diz são os "segundo" e o "terceiro" momentos, que seriam os contextos à notícia que rolou. O interessante do TAB é que ele tem entradas interessantes dentro do noticiário, ele olha a coisa através de um viés que ainda não foi tratado, um outro jeito da gente explicar o que o TAB faz é que ele acaba colocando perguntas instigantes. Mais do que trazer uma informação adicional, ele faz a pergunta que ainda ninguém fez dentro da cobertura do UOL. (FRAGA, 2020).
Sua linguagem visual conta com ilustrações desde as mais coloridas voltadas para o pop art e o jovial, quanto imagens com design grunge, 3D, abstrato, vintage e foto realista. As reportagens são extensas, mas que proporcionam uma leitura imersiva, buscando um novo ponto de vista sobre temas como consumo, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mobilidade, tendências e comportamento. A promessa de ser um portal com conteúdos interativos é cumprida: as páginas contam com elementos ciberculturais para agregar ao texto jornalístico, possuindo hiperlinks, gifs, gráficos interativos, quadros de texto destacados e vídeos de entrevistas. Neste ano, o TAB cobriu assuntos diversos e, entre eles, um especial sobre o engajamento sobre o Big Brother Brasil nas redes sociais. Fraga também revelou o que os levou ao tema, além de qual foi o viés que procuraram para analisar o reality:
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O especial que nós fizemos sobre o BBB, ele é um especial que foi gestado um pouco pelo que a gente estava sentindo das redes sociais. A gente tinha um monte de dados que queríamos apresentar, tinha o número 20, que é um número auspicioso, ano 20 e tal, tinha uma série de novidades no programa criadas especialmente para este ano. E, por causa da pandemia, a coisa virou um negócio gigante. A Globo não apostava tanto nessa audiência, mas, por causa da pandemia, todo mundo começou a ver televisão. (FRAGA, 2020).
Ela também contou que os elementos visuais escolhidos para tal reportagem foram todos elementos gráficos notados no dia a dia do programa, como, por exemplo, a sandália da participante Manu Gavassi, as cores mais fortes como o rosa chocante e o amarelo, que pareciam ter o estilo do programa. Ancorado em tais elementos textuais e visuais citados acima, acerca de uma análise feita de publicações do TAB, o produto procurou remeter a tais características de linguagem e imagens, ajustando o que julgou necessário para uma melhor experiência dos leitores. A reportagem desenvolvida neste projeto buscou linguagem que se aproximasse das pessoas, como se estivessem lendo uma revista. Com o objetivo de proporcionar a imersão e reter tais indivíduos na página, o texto suavizado, pertencente às soft news, é combinado com recursos visuais que conversam com o resto da página. Apesar de ser soft news, o tema foi escolhido por ter a relevância de trazer discussões da esfera pública para um programa que, geralmente, está apenas associado ao entretenimento. Os embates políticos proporcionados na casa e nas redes sociais dos telespectadores trouxe à tona questões enraizadas na sociedade. Para que esse conteúdo fosse proveitoso, foi desenvolvido um portal de página única onde está hospedada a reportagem extensa, seguindo modelos de websites tradicionais. O domínio utilizado é www.portalfoca.com.br. No site também estão inclusas ilustrações, infográficos, vídeos, tuítes e postagens de outras redes sociais. A intenção era de que o leitor ficasse apenas no site da reportagem, por isso, os hiperlinks e hipertextos existentes não direcionam para uma nova página, mostrando todo o conteúdo na mesma tela. Foram explorados recursos que o ambiente digital oferece para melhorar a recepção do público que serão melhores exemplificados através de figuras no item Técnicas Utilizadas. Ao clicarem no conteúdo, que é representado de forma diferente através de palavras sublinhadas e com negrito intenso, é aberto um novo conteúdo na tela, totalmente complementar ao que já estava sendo lido. Portanto, caso quem está navegando opte por não mergulhar
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nos hiperlinks, não será prejudicado em entendimento sobre o tema principal da reportagem. Com o recurso citado no parágrafo acima foi possível disponibilizar um tutorial de como criar a sua própria thread no Twitter, por exemplo, a fim de explicar sobre o funcionamento da ferramenta. Veja na Figura 1. Figura 1 – Tutorial de como usar uma thread no Twitter, apresentado através de hipertexto na própria página
Fonte: elaborado pela autora.
Todos os elementos visuais da página, como as artes gráficas, por exemplo, que foram pensadas de maneira a compor uma narrativa coerente, integrando a linguagem textual, a fim de contar uma história que complemente o verbal. Para tal criação, utilizou-se de referências sobre o eixo central da pesquisa. Todas as composições foram feitas pensando na união dos temas: dramaturgia, redes sociais, televisão, política, e, claro, o Big Brother Brasil. O desenvolvimento das artes gráficas foi realizado por Thaís Suananda Carajeleascov, que estuda Design. O vídeo disponível foi editado pela autora a partir de entrevistas com pessoas relevantes para a pesquisa, como telespectadores, ex-BBBs e jornalistas. Na edição, feita através do programa Adobe Premiere Pro, buscou-se trazer um ar inovador
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dentro das limitações impostas pela conversa a distância. A trilha sonora foi encontrada no álbum gratuito “Creators”, do YouTube. O vídeo completo está hospedado de maneira pública na plataforma, e pode ser acessado através do link: https://www.youtube.com/watch?v=1ZyrrShIXgQ. Por ser uma reportagem extensa dividida em subtemas, foi criado um menu na parte superior esquerda que aparece durante a página inteira. Clicando nele é possível navegar por toda a página através dos subtítulos criados, indo e voltando facilmente para o tema que o usuário desejar. Ao lado inferior direito há um ícone de “topo”, para voltar ao cabeçalho do site. Além disso, para tornar mais visível o quanto o usuário já navegou, existe uma barra de progresso superior, de cor amarela. Observando a necessidade de dar maior destaque para as falas de alguns entrevistados, pensando na importância de o leitor absorver a essência do conteúdo, existe o recurso de box em realce na reportagem. A fonte utilizada fica ligeiramente maior, com 27px, e são colocadas aspas grandes ao lado da fala. O alinhamento de texto utilizado também diferencia esta parte, trazendo a atenção das pessoas. Para que o conteúdo fosse completo e, ao mesmo tempo, estimulasse a continuação na página, está disponível o “Glossário BBB 20”, uma sequência de 8 imagens de infográfico, em carrossel, que trazem significados relevantes para entender o contexto político e social debatido dentro e fora do programa. Acompanhando cada uma das explicações, estão elementos gráficos que se relacionam com o tema. 5.2.
Estratégias Como citado, a inspiração inicial de página veio do portal TAB, do UOL.
Analisando as publicações do mesmo e planejando o próprio website, foram vistos pontos de melhoria que poderiam ser aplicados no resultado final. O layout do site em que a reportagem extensa está foi planejado com cuidado, pensando nos benefícios reais para o leitor. O conteúdo, que se tornou um pouco mais extenso do que o planejado, deveria ser valorizado por inteiro e, para isso, foi pensado um esquema que ajudasse o leitor a se localizar na página. Para que a reportagem fosse completa e incitasse o leitor em continuar a jornada pelo conteúdo jornalístico, houve um planejamento desde a idealização do projeto. Em primeiro, a busca por fontes que trouxessem um novo olhar para as questões apresentadas, trazendo um viés ainda não explorado em outros veículos.
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Na realização destas entrevistas, as pessoas foram estimuladas ao máximo para que trouxessem suas reais expectativas e experiências com o programa, independente do quanto pensassem ser ou não relevante para o trabalho. A apresentação do conteúdo passou por iterações, mas sempre com o objetivo de ser acessível, intuitivo, atraente e frutuoso para quem visitasse a página. Junto com a designer, foi pensada uma paleta de cores que remetesse ao programa e, ao mesmo tempo, não fosse apenas “mais do mesmo”, visto em outros sites. Com o impasse de utilizar imagens dos participantes e da Rede Globo, foi pensado um formato de esboço/ilustração para a reportagem, sem infantilizar as imagens. A edição dos vídeos foi pensada através do desenho de um possível roteiro, que foi se desenvolvendo ao longo do processo, resultando em um vídeo de 5 minutos e 25 segundos que traz as principais entrevistas realizadas. Pensando na acessibilidade do conteúdo, foram feitas legendas em português. Era importante que a pertinência do que foi tratado nesta reportagem extensa ficasse em evidência, e, para isso, o título, a linha fina e o lide do texto foram planejados e revistos com frequência, objetivando a transparência do conteúdo. 5.3.
Público a ser atingido A visão de proporcionar uma experiência enriquecedora para quem
acompanhará a reportagem esteve presente durante toda a estratégia para a definição de público-alvo. Buscando alcançar a maior diversidade de público possível, foram adotadas medidas específicas. O objetivo principal é que telespectadores de programas de reality show e entretenimento em geral entendam a importância de saber o que está por trás do conteúdo apresentado, que se revela um conteúdo feito para a massa, nos modelos da Indústria Cultural. Um híbrido de realidade e jogo, que se propaga comercialmente apenas como a “pura verdade”, e que pode ter histórias priorizadas no processo de edição, não deixando 100% transparente as informações completas. Além disso, é importante chegar até pessoas que não acompanham o programa ou discussões sobre ele, e que se restringiram da informação de que o BBB, este ano, provocou importantes debates políticos na casa dos brasileiros e nas redes sociais. Dito isto, pode-se resumir que o público a ser atingido pelo conteúdo jornalístico seriam indivíduos que assistiram ao Big Brother ou outros realities e se viram
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fascinados pelo conteúdo, pessoas que se engajaram através dos embates dentro e fora da internet, críticos dos programas de comunicação de massa e receosos sobre a significância do entretenimento televiso. Tudo isso, indistinto de gênero, raça, idade ou classe social. Para que o conteúdo que possui áudio fosse acessível, o vídeo foi editado com um recurso de legenda em português. Buscando atratividade para o público de forma lúdica como o game do BBB, e que remetesse à dramaturgia, foram criadas artes gráficas ilustradas, em formato de “esboço das personagens” que apareceram durante o programa. As principais discussões geradas pelas entrevistas, que servem de informação imediata ao público, foram destacadas com o um tipo de box que deixa em evidência partes importantes. Assim, o leitor, ao navegar pela página, encontra as informações de forma objetiva e evidenciadas. O recurso de menu lateral criado também é um ponto chave neste ponto. 5.4.
Técnicas Utilizadas Para a realização do produto, que teve parte inspirada no Portal TAB, foi feito
um estudo do site em questão, que realiza a publicação de reportagens especiais, em sua maioria, jornalismo soft news. Para técnicas de desenvolvimento do conteúdo do site, que compõem a reportagem como um todo, foram realizadas entrevistas com especialistas como os jornalistas Mauricio Stycer, Osmar Portilho e Gisele Alquas, que realizam a cobertura de programas de TV, realities e mundo dos famosos há anos. Além disso, foram consultados telespectadores que tiveram ávido engajamento com o programa este ano, seja acompanhando apenas através da televisão, ou se alimentando de conteúdos através das redes sociais. Ex-BBBs de anos anteriores, como Ivan Antonio, Mara Telles e Ana Angélica Martins (Morango) falaram sobre suas experiências e como veem o desenvolvimento das narrativas do programa nos dias de hoje. O Globoplay, serviço de streaming da Rede Globo, auxiliou na revisitação de episódios chave para o desenvolvimento da reportagem, como a eliminação do participante Felipe Prior, por exemplo, em que seu paredão alcançou o recorde de votos e entrou para o Guinness. Índices de audiência foram apurados através do site Kantar Ibope e especializados em notícias de números alcançados pela TV. Também foram
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consultadas ferramentas como Google Trends, que trouxe dados de pesquisas sobre o programa. Já para a criação do site e recursos disponíveis, foi desenvolvido, com o auxílio de Desenvolvedor Web, Vitor Barth, um website responsivo em HTML de página única, modelado utilizando o Bootstrap 4, que é um framework para estilização de páginas web. Ao invés de utilizar hiperlinks que levariam para páginas externas, foi usada uma ferramenta chamada modal, do Bootstrap. Com ela, é possível apresentar referências externas na própria página, como postagens de redes sociais de terceiros, vídeos do YouTube, entre outros. A apresentação é como qualquer hiperlink, mas, ao clicar, o usuário permanece na página, abrindo um pop-up na mesma tela. Os elementos de redes sociais e outros sites foram incorporados dentro dos modals utilizando a ferramenta HTML embedded. Veja, na Figura 2, um exemplo de utilização de modal para apresentar um vídeo da rede social Instagram: Figura 2 – Postagem do Instagram de Tata Werneck reproduzida na própria página através de modal e HTML embedded
Fonte: elaborado pela autora.
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Figura 4 – Diferença de negrito comum para a existência de hiperlink
Fonte: elaborado pela autora
Para que o website pudesse ser responsivo e oferecesse qualidade na visualização, as imagens disponíveis foram geradas em duas versões, uma para desktop, e outra para dispositivos mobile, como celulares smartphone e tablets. Foram utilizados os mesmos elementos e apresentado o conteúdo igual em ambas as versões, mas, com uma disposição e tamanho de imagem diferente. As fontes utilizadas também se diferenciam em tamanho dependendo do aparelho utilizado. Em computadores, a fonte UOLText, utilizada no texto da reportagem e no menu lateral, está com 20px, e, em dispositivos mobile, 16px. Para o destaque nas aspas durante a reportagem, foi aumentado para 27px em desktop e 18px em mobile. O título e os subtítulos da reportagem receberam a fonte Dosis. No cabeçalho, são 65px (em negrito) e 35px, para telas de computador e celulares, respectivamente e, nos subtítulos, 60 px em ambas as versões. A fim de permitir que o website seja acessível a todos, foi registrado o domínio www.portalfoca.com.br, que foi hospedado em uma empresa de gerenciamento de websites, garantindo a disponibilidade do site durante todos os momentos, independentemente da quantidade de acessos simultâneos e do horário, além de proporcionar mais velocidade no carregamento do site.
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Os elementos que não estavam disponíveis no Bootstrap, tais como o menu, botão de retornar ao início e a barra de progresso, foram implementados manualmente pelo desenvolvedor, que utilizou as linguagens de programação CSS e JavaScript, além do framework JQuery. Os ícones da página foram extraídos das bibliotecas gratuitas FontAwesome 4 e FlatIcon. 6. Aspectos Teóricos e Metodológicos 6.1. Aspectos Teóricos O presente trabalho teve como objetivo explorar a influência que o formato com características ficcionais apresentado durante o reality show Big Brother Brasil possuiu sob as interações referentes ao programa nas redes sociais, mais especificamente no Twitter, onde a 20ª edição do programa passou de 271,4 milhões de menções com a hashtag #BBB20 nos meses de exibição do programa em 2020, que durou de 21 de janeiro até 28 de abril (dados do portal TV e Famosos, do UOL). Desde a implantação da televisão, a mídia se baseou no imaginário do povo, buscando constituir o melhor perfil de programação de acordo com o comportamento da sociedade. Segundo Bruno Rogério Tavares (2017), Doutor em Comunicação e Semiótica, os variados veículos de comunicação e meios de entretenimento possuem ligação com a literatura, a dramaturgia e o mitológico desde as suas origens, e, até hoje, baseiam suas estratégias em produções que mais deslumbrarão o público. Balogh (2002) ressalta que a ficção na TV é um resultado da junção de diversos formatos modificados ao longo do tempo, com narrativas e dramaturgias provenientes da literatura e do teatro, por exemplo. Em seu trabalho, Tavares define o gênero televisivo como "uma estratégia de comunicabilidade que pemite (sic.) analisar a viabilidade das possibilidades de produção que a televisão pode oferecer". Já os formatos de produção em TV são caracterizados por serem "modelos previamente elaborados que um produtor pode utilizar para produzir um programa que se encaixará em um dos diversos gêneros". Partindo de tais conceitos, pode-se diferenciar gênero e formato, pois, o gênero estabelece as características categóricas de um programa, divergindo em forma, estilo, finalidade e proposta de conteúdo, podendo até mesmo ser híbrido (quando ocorre a junção de dois ou mais gêneros). O formato de produção está
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significativamente voltado para o audiovisual, sendo modelos adaptados de acordo com a estética que o gênero definido necessitará. O Big Brother é um programa que, na época de sua criação, foi considerado oficialmente apenas como reality show. Este gênero engloba programas de televisão que representam a realidade e possuem pessoas reais como participantes, vivendo situações e problemas verdadeiros. O programa é conhecido mundialmente por mostrar a "vida como ela é", e seu formato traz diversas câmeras espalhadas por uma casa na qual os participantes ficam confinados por cerca de três meses. A ação de assistir situações de vulnerabilidade e intimidade de outras pessoas traz a ideia de fetiche, e é chamada de voyeurismo, conceito proposto por Freud e ressaltado pelo autor Aronchi de Souza (2015), que também cita sobre o formato gamificado do BBB: O voyeurismo é o argumento principal do programa, por isso as câmeras e todos os recursos possíveis servem para oferecer ao telespectador a melhor imagem e som das atividades e reações dos participantes vigiados. O gênero reality show contém o formato game show, pois os participantes passam por provas de resistência ou esperteza, regularmente, e inteligência, raramente. (ARONCHI DE SOUZA, 2015, p. 94).
A fim de reclassificar o Big Brother Brasil em gênero e formato, este trabalho objetivou a identificação de elementos com linguagem ficcional presentes na 20ª edição do programa, o que indicou a presença de narrativa e o integrou no conceito de gênero híbrido. O artigo de Miranda (2007) introduz a visão sobre realidade e ficção serem uma junção, levando o público a uma identificação com os "personagens" e situações apresentadas: O sincretismo entre realidade e ficção repete-se nos reality shows. O show não é de realidade, da mesma forma que Pedro Bial, no comando do programa, não é jornalista e assume o papel tantas vezes desempenhado pelos Sílvios Santos e Faustos Silvas da vida, ou seja, de um autêntico animador de platéias/telespectadores. O impulso que leva o homem que vive na sociedade do espetáculo a provar sua existência pela visibilidade, seja pela divulgação de sua própria imagem, seja pela identificação com a imagem veiculada do “outro”, encontra no reality show, e no espaço virtual da televisão como substituto do espaço público, a promessa de realização de seu desejo. Só que essa existência consolida-se num ambiente fictício, onde a realidade obedece a um enredo forjado pela narrativa televisual de ficção. (MIRANDA, 2007, p. 10).
Há características básicas que devem ser consideradas ao relacionar o BBB com um contexto novelístico ou dramatúrgico. Em "O discurso ficcional na TV", Balogh (2002), lista aspectos para que uma produção seja considerada narrativa, e estes foram levados em conta como recurso na execução desta pesquisa. São eles: a
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finitude, pois há a necessidade de existir um começo e um fim; a presença de personagens contraditórios, como bandidos e mocinhos; o quanto as personagens são hábeis para seu papel na história; a necessidade de as personagens darem continuidade à história através de suas ações, interagindo entre si; a possível percepção do "antes" e do "depois" e como isso implica no resto da história. Relacionando diretamente com o Big Brother Brasil 20, percebe-se que, com relação à finitude, o programa possui início e fim, que são previamente determinados por seus produtores. Os participantes, aqui comparados às personagens, possuem perfis contrastantes e, em sua maioria, com opiniões fortes e divergentes ligadas à temas polêmicos e/ou demasiados debatidos na atualidade. Nesta edição de 2020, foi possível acompanhar diversas discussões ligadas ao racismo e ao machismo, por exemplo, causando rivalidade constante. Esses participantes, além de possuírem bagagem ligada aos temas antes mesmo de entrarem na casa, também constroem novas identidades com o passar do tempo, trazendo reviravoltas para a história. O formato de edição do programa é voltado para a rememoração do que havia acontecido nos últimos momentos e como estaria o clima entre os brothers após o ocorrido, indicando o "antes" e o "depois". Tais padrões dramatúrgicos oferecem ao público uma sensação de pessoalidade, mesmo que falsa, fazendo-os reconhecerem seus atributos particulares no enredo. Não se pode ignorar que a edição 2020 do BBB trouxe novidades para o programa no Brasil: a presença de celebridades e subcelebridades que já eram conhecidas antes de participarem do programa. A modalidade já existia em outros países, chamada de "Celebrity Big Brother" ou "Big Brother: Celebrity Edition". A primeira, é uma versão britânica do show transmitida pelos Canais 4 e 5 no Reino Unido, e que durou de 2001 a 2018, e, a segunda, é a versão americana, transmitida pela emissora CBS, que foi ao ar em 2018 e 2019 nos Estados Unidos. No livro "Big Brother: Reality TV in the Twenty-First Century", Bignell (2005) explica que as celebridades costumam interpretar uma pessoa que não são quando decidem participar de um reality show, fazendo o papel de "uma pessoa comum" e os desconhecidos acabam se tornando famosos pelo que representam ao longo do programa: Em Reality Shows, a distinção entre pessoas comuns e celebridades é manipulada, podendo uma se tornar a outra. Em alguns casos pessoas
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comuns se tornam celebridades por meio da participação em Reality Shows, enquanto celebridades são apresentadas como pessoas comuns de forma que não precisam mais atuar o papel ao qual estão habituadas. [...] Alguns Reality Shows oferecem a celebridades a oportunidade de ganhar dinheiro para si ou para caridade. (BIGNELL, 2005, p. 91-92, traduzido pela autora). 1
Como citado anteriormente no item Hipóteses deste trabalho, a presença dos influenciadores digitais e outros famosos reforça uma situação com a qual os mesmos já convivem, que é a da personificação através de papéis interpretados e criados por eles. Esses personagens precisam ser interessantes e possuírem algo intrigante, mas, ao mesmo tempo, se assemelharem ao público. A identificação [do público] com uma celebrity persona exige que essa persona seja alterada e reduzida, para que Reality Shows possam atrair audiências prometendo a possibilidade de uma nova percepção sobre ela. Em Reality Shows, os momentos-chave são quando a máscara do participante é retirada. Isto parece revelar a pessoa real, visto que a audiência sabe que, durante o resto do tempo, o participante está atuando a personalidade que este deseja projetar. Os participantes mais interessantes são aqueles que desejam projetar uma grande personalidade e que são interessantes como personagens, mas, pelo outro lado, a audiência deseja ver estas grandes personagens serem reduzidas a ‘gente como nós’. (BIGNELL, 2005, p. 93, traduzido pela autora). 2
Bignell também ressalta em seu trabalho que, neste tipo de reality, a ficção não é apenas provocada pelos participantes, mas também pela forma de edição do programa e como o desenrolar dos acontecimentos deixam transparecer um formato narrativo. Produções culturais com sua natureza voltada para a ficção e a polêmica associam-se ao conceito da Sociedade do Espetáculo, proposto por Debord (1997), que discorre sobre o espetáculo como sendo mediado pelas imagens e seu culto às mesmas. Em seu trabalho, Debord explica que esses produtos transformam o modo como a sociedade vive e consome, tornando-se constantemente presente na vida das
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In Reality TV, the distinction between an ordinary person and a celebrity is manipulated, and one term can turn into the other. Ordinary people become celebrities in some cases through their participation in Reality TV, while celebrities are offered as ordinary in the sense that they are no longer playing their accustomed role. [...] Some celebrity Reality TV programmes give celebrities the opportunity to make money either for themselves or for charity. 2 The very familiarity of a celebrity persona requires that persona to change and be undercut, in order for Reality TV programmes to attract audiences by promising the possibility of a new perception of it. In Reality TV, key moments are when the performance facade of the contestant falls away. This seems to reveal the real person, since the audience is aware that the rest of the time the contestant is performing the self that they wish to project. The most interesting participants are those who project a big personality and are interesting as characters, but the other side of this is that the audience wants to see those big characters reduced to being ‘like us’. (BIGNELL, 2005, p. 93)
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pessoas, guiando seus comportamentos, ao mesmo tempo que se baseiam no imaginário social para atrair o público. São a visão de mundo do povo, a Weltanschauung 3 que foi concretizada. Considerado em sua totalidade, o espetáculo é ao mesmo tempo o resultado e o projeto do modo de produção existente. [...] Sob todas as suas formas particulares - informação ou propaganda, publicidade ou consumo direto de divertimentos – o espetáculo constitui o modelo atual da vida dominante na sociedade. É a afirmação onipresente da escola já feita na produção, e o consumo que decorre dessa escolha. (DEBORD, 1997, p. 14-15).
Esse tipo de produção obedece a padrões pré-estabelecidos, com o propósito de alcançar o maior público e maximizar o lucro o quanto os criadores puderem. Essa ideia de atingir e conquistar muitas pessoas está presente na Indústria Cultural, sendo o espetáculo um produto feito para as massas, fruto desse esquema capitalista. Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. [...] seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. [...] O fato de que milhões de pessoas participam dessa indústria imporia métodos de reprodução que, por sua vez, tornam inevitável a disseminação de bens padronizados para a satisfação de necessidades iguais. (ADORNO & HORKHEIMER, 1985, p. 114).
Outro importante escritor que ampara estudos sobre a Indústria Cultural e a Cultura de Massas é Edgar Morin. Em seu livro "Cultura de Massas no Século XX, O Espírito do Tempo – 1, Neurose" reforça que esses conteúdos são onipresentes, estão frequentemente na vida da sociedade, se misturando à vida cotidiana. Dentro da cultura de massa, existem os olimpianos que, neste trabalho, são relacionados aos participantes do Big Brother Brasil. A imprensa e os diversos canais de comunicação tratam os brothers e sisters antes, durante e após a edição, como seres míticos, que merecem destaque para cada ato de suas vidas, até em coisas simples que seriam ignoradas se fossem sobre a vida de qualquer "mero mortal". Receber esse tipo de informação acaba se tornando comum e cada vez mais esperada pelo público, que passa a acompanhar o dia a dia dessas vedetes. Tendo conhecimento de que o BBB é um programa produzido para as massas, com aspectos fictícios, considera-se que sua audiência na rede social Twitter se deve Weltanschauung: 1. Concepção global, de caráter intuitivo e pré-teórico, que um indivíduo ou uma comunidade formam de sua época, de seu mundo, e da vida em geral. 2. Forma de considerar o mundo em seu sentido mais geral, pressuposta por uma teoria ou por uma escola de pensamento, artística ou política. (JAPIASSÚ, MARCONDES, 2001)
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a esse maior número de público que a característica de narrativa atrai. A postura da emissora Rede Globo em incentivar durante todo o programa o uso de uma segunda tela para acompanhar o programa é outra observação imprescindível. Era incitado pelo próprio apresentador, Tiago Leifert, que as pessoas utilizassem as hashtags oficiais do programa nas redes sociais, como #redeBBB e #BBB20, além de mostrarem em tempo real as postagens de telespectadores feitas através do Twitter em uma barra inferior. Com a gama de conteúdo disseminado tanto pela própria emissora em redes sociais e em seus sites oficiais, quanto pelos telespectadores no Twitter, entre outras mídias, é como se o programa pudesse ser assistido fora de suas transmissões oficiais (canal de TV e pay-per-view), pois as novidades e polêmicas estiveram presentes em milhares de tuítes diários. Além de informações que já foram passadas na televisão, tais meios também conectam as pessoas com conteúdos exclusivos, que apenas assinantes poderiam ver com o pay-per-view, por exemplo. Entrevistas disponíveis restritamente através do site ou o compartilhamento de histórias e teorias sobre o programa nas mídias sociais estiveram disponíveis para acesso por qualquer interessado com acesso à internet. Segundo Jenkins (2009), isso seria o que configura uma narrativa transmídia, pois cada conteúdo agrega de maneira diferente à experiência com o programa: Uma história transmídia desenrola-se através de múltiplas plataformas de mídia, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo. Na forma ideal de narrativa transmídia, cada meio faz o que faz de melhor – a fim de que uma história possa ser introduzida num filme, ser expandida pela televisão, romances e quadrinhos [...] A compreensão obtida por meio de diversas mídias sustenta uma profundidade de experiência que motiva mais o consumo. (JENKINS, 2009, p. 138).
Esse movimento de convergência midiática estimula a disseminação mais rápida e massificada do conteúdo, que teve altos índices de audiência pela televisão e internet em 2020. Diante do acima mencionado, a fim de evidenciar a relevância do objeto de pesquisa através de estudos prévios sobre o assunto, este trabalho visa correlacionar os aspectos acima mencionados, através de pesquisas teóricas e bibliográficas com autores de diversas áreas, como a da comunicação, tecnologia, filosofia, sociologia e história, que apontaram uma perspectiva de perfil de gênero híbrido no programa Big Brother Brasil, assim refletindo em sua repercussão no Twitter.
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6.2. Aspectos Metodológicos Esta pesquisa realizou uma análise qualitativa das características presentes no reality show Big Brother Brasil em caráter de comparação com estruturas básicas de um roteiro de teledramaturgia, presentes nos livros O discurso ficcional na TV, de Anna Maria Balogh, e Big Brother: Reality TV in the Twenty-First Century, escrito por Jonathan Bignell. O estudo traz uma analogia da presença de uma narrativa ficcional no programa, reforçando a semelhança que o BBB possui com um discurso roteirizado, havendo elementos dramatúrgicos em sua trama. Foi feita uma busca na rede social Twitter, a fim de identificar publicações que possuíam interações relacionadas com a presença de elementos ficcionais e/ou personagens. O Twitter foi verificado durante os 3 meses em que o programa foi ao ar, dando maior foco para o aparecimento de temas relacionados ao BBB na aba Trending Topics (assuntos do momento), configurada para mostrar apenas publicações feitas no Brasil. Durante o programa, o uso da rede social aumentou e o BBB alcançou números históricos. Este meio também foi utilizado para consultas esporádicas durante o dia, quando identificados temas polêmicos que surgiram ao longo desta edição. A ferramenta busca avançada do Twitter serviu de instrumento para encontrar antigas postagens referentes a dias em que o programa esteve em exibição, através de pesquisas das hashtags oficiais divulgadas pela emissora e as mais utilizadas pelo público,
auxiliando
a
encontrar
discussões
entre
usuários
e
informações
compartilhadas que confirmaram o maior engajamento do público com a 20ª edição do programa. Para a criação do produto final, a utilização deste meio foi importante para encontrar vídeos e comentários de telespectadores sobre o comportamento interpretado dos participantes. Segundo dados oficiais da assessoria de imprensa do Twitter, divulgados para a imprensa através de release, o programa passou a marca de 271,4 milhões de tuítes sobre o tema durante os três meses de transmissão, ultrapassando em mais de dez vezes toda a edição de 2019. Os três jogadores mais comentados, em ordem, foram Babu, Manu e Prior. Além disso, a repercussão engajou famosos, como artistas e atletas brasileiros. No maior paredão de todos os tempos, entre os participantes Manu Gavassi, Felipe Prior e Mariana Gonzalez, o programa recebeu o reconhecimento do Guinness Book
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pela quantidade de votos alcançados: foram 1,5 bilhão, a maior quantidade de votos que um programa de televisão já recebeu do público. Na ocasião, um dos motivos de perpetuação dos debates nas redes sociais era o envolvimento de Bruna Marquezine e Neymar Jr. em campanhas opostas. Bruna levantava mutirões para ajudar Manu e, Neymar, para defender Prior. Além disso, a rivalidade levou discussões que envolviam o machismo e o feminismo de dentro para fora do programa. No dia 9 de fevereiro de 2020, domingo, Manu justificou seu voto em Prior para o paredão “por uma questão de sororidade”. Questionada por ele sobre qual seria o significado do termo, a cantora não explicou. No dia seguinte, as buscas pela palavra no Google dispararam, gerando o pico mais alto de buscas durante todo o período do programa no Brasil. O perfil oficial do Twitter @MomentsBrasil, que segundo as próprias diretrizes da rede, destaca “o que está acontecendo de melhor no Twitter entre as centenas de milhões de tuítes que são enviados todos os dias”, também fez uma cobertura especial sobre o programa nos meses em que o ele estava no ar, reforçando a relevância social do programa e auxiliando a encontrar os assuntos mais comentados. Uma pesquisa quantitativa feita via formulário utilizando a plataforma Google Forms foi enviada para treze grupos de WhatsApp e Facebook que possuíam temática ligada ao Big Brother Brasil, quatro grupos das mesmas redes sociais sobre outros temas diversos e compartilhada com mais cerca de 100 pessoas de base de contatos pessoais. Abaixo, está um resumo dos resultados encontrados com relação a porcentagem de pessoas que utilizavam as redes sociais em geral para descobrir informações sobre o programa e quantas dessas utilizam o Twitter para tal. Os gráficos e tabelas com resultados gerais podem ser encontrados nos Apêndices A e B. Durante a pesquisa, foram estabelecidas perguntas sobre dados que delimitaram consideravelmente o público como: idade, sexo, grau de ensino e região onde vive. Também questionou-se sobre a frequência que o espectador acompanha ao programa, se utiliza o pay-per-view ou algum outro canal para assistir fora do horário de transmissão ao vivo, se participa de grupos específicos sobre o BBB, quais seriam esses grupos e como se relaciona e/ou se identifica com os participantes do BBB. O formulário aceitou respostas entre 17 de abril de 2020 (dez dias antes do fim da 20ª edição do BBB) até 24 de maio de 2020, quase um mês após o encerramento do programa, e foi respondido por 906 indivíduos. Foi feita uma divisão em cinco seções temáticas e personalizadas, pois algumas respostas específicas levavam os participantes para outras partes da pesquisa. Na primeira seção, o objetivo era
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descobrir o perfil do público e se eles assistiam ao programa, por isso, as perguntas eram obrigatórias. Seção 1 – Engajamento com o Big Brother Brasil 2020 A primeira pergunta, "Qual é a sua idade?", contava com seis alternativas de faixas etárias. Em maioria, 60% dos participantes revelaram ter entre 20 e 30 anos, e o menor resultado foi para 14 anos ou menos, com 1%. Em seguida, foram questionados cidade e estado de residência. A terceira pergunta buscava descobrir o gênero das pessoas, foram dadas as opções "masculino, "feminino", "prefiro não responder" e "outros", esta última com a opção de caixa aberta para escrever como se identifica. A quarta pergunta desta seção é a última em quesito de perfil etnográfico dos participantes. Nesta, foi questionada a escolaridade das pessoas. Ainda na Seção 1, agora buscando entender a relação do participante com o BBB, foram feitas as perguntas 5 e 6: "Com que frequência você assiste a transmissão do Big Brother Brasil pela televisão?" e "Você assiste o programa fora do horário de transmissão pela televisão?". Em maioria, 48% acompanhava o BBB todos os dias. A próxima questão visou descobrir por onde os telespectadores se informavam e comentavam sobre o BBB. A última pergunta da Seção 1 era sobre os grupos de realities em redes sociais e era obrigatória. Perguntados se participavam ou não de grupos, eles poderiam escolher apenas duas opções "sim", sendo que, se escolhesse esta, seria levado para a Seção 2, e "não", que, caso escolhida, levaria para a Seção 3. 61% das pessoas disseram não participar. Seção 2 – Grupos em redes sociais sobre o Big Brother Brasil Os participantes que responderam "sim" para a questão 8 tiveram acesso à Seção 2, específica sobre as interações em grupos sobre o BBB em redes sociais. A pergunta 9, primeira desta seção, de caráter opcional, visava descobrir quais eram os grupos mais famosos que falavam sobre o BBB. Em primeiro lugar, ficou o grupo "Share Your BBB", um ambiente composto apenas por mulheres que gostavam de falar sobre o reality. A participação de homens era proibida. Os 51% que aparecem e não participam de nenhum grupo, são os respondentes da pergunta 8. Em seguida, foi feita outra questão obrigatória, sobre a frequência e forma com que essas pessoas interagiam no grupo. A última pergunta da Seção 2 também não
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era opcional e relata quais redes sociais foram utilizadas para participar destes grupos. Seção 3 - Votação nos paredões A primeira parte da seção de votação nos paredões visava separar o grupo entre quem votava ou não, sendo obrigatória. Por isso, há apenas uma pergunta: "Você participa das votações para a eliminação de participantes do programa?". Quem optou por "sim" (67%), era levado para a Seção 4, já quem escolheu "não" (33%), foi redirecionado para a última pergunta de todo o formulário, na Seção 5. Seção 4 - Continuação sobre votação nos paredões A segunda parte de votação nos paredões contou com mais três perguntas. A primeira delas, obrigatória, era sobre a frequência da participação nas votações, em seguida, opcional, os motivos que levavam a votar em algum brother ou sister, e, por último, obrigatória, em uma escala de 0 a 5, o quanto alguma postagem que tenha visto na internet evidenciando comportamentos inadequados dos participantes, influenciaria na sua decisão para votar em alguém. A Seção 5 era opcional e procurava uma forma de manter contato com os participantes da pesquisa, caso quisessem colaborar por meio de entrevista ou ver o resultado final do projeto. Para análise qualitativa, foi aplicada a técnica de pesquisa webnográfica, avaliando o comportamento dos telespectadores do Big Brother Brasil em grupos do Facebook. Participando dessas comunidades durante e após a transmissão do programa, foi percebido o elevado número de conflitos políticos em que os participantes se envolviam, vezes para defender seus ideais, outras para proteger um participante com o qual se identificavam. As postagens se dividiam entre pautas sociais e posicionamentos discutidas dentro do reality, e a presença ou não de manipulação no programa, com interpretação de personagens pelos participantes. Após o final do BBB 20 e a proximidade do início de "A Fazenda", reality da Rede Record, parte dos grupos mudou o nome para algo relacionado com A Fazenda e outros foram excluídos ou arquivados. Em caráter jornalístico, foram realizadas 25 entrevistas, que podem ser conferidas no Apêndice E deste trabalho e através do link do Google Drive: https://drive.google.com/drive/folders/1UcQWFXoCO3c6n_lwFccoADYHXGJ-
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5kJG?usp=sharing. Dentre elas, 5 feitas com ex-participantes do programa Big Brother Brasil, buscando informações sobre experiências mais específicas e concretas de alguém que viveu o programa, e 5 com especialistas, entre jornalistas e sociólogos. As outras fontes são telespectadores (as) e usuários (as) do Twitter que foram identificados como representantes de características relevantes para a pesquisa, buscando extremos diferentes, desde pessoas que estudam cinema e área da comunicação, até trabalhadores da área da saúde. Os jornalistas entrevistados possuem vivência na área de entretenimento, cultura, famosos e cobertura de programas de TV como realities. Para quem viveu na pele e sabe como é estar em um reality show, os principais tópicos abordados durante as entrevistas foram: como foi selecionado para entrar na casa; quais eram as expectativas e qual foi a realidade de viver confinado por tanto tempo; se percebeu algum comportamento em seus concorrentes de jogo que coincidia com atuação ou que pareciam estar interpretando personagens; se em algum momento, durante o reality, a pessoa fingiu ser alguém que não era para agradar ao público e/ou aos outros participantes; se continuou acompanhando as edições posteriores; como a relação com os outros jogadores continuou na vida real; se antes do BBB já era famoso e como isso mudou após a saída; se lembra a movimentação nas redes sociais na época em que saiu e o que acha do engajamento da edição 2020; se acredita que o BBB tem alguma relação com características ficcionais. Já nas entrevistas com o público que assistiu ao BBB, foram buscados diferentes perfis de espectadores: que acompanhavam pela televisão, pay-per-view ao vivo ou que assistam cenas antigas pelo serviço de streaming oficial da Rede Globo, o Globoplay; que utilizavam a rede social Twitter para comentar e se informar sobre o assunto; que participavam de grupos específicos de Big Brother nas redes sociais. Eles foram questionados sobre a frequência que acompanharam o programa em 2020; se assistiam as edições anteriores; se utilizavam a rede social Twitter ou alguma outra para comentar sobre o tema; se viram algum indício de manipulação no reality e, em caso positivo, em que situação isso ocorreu; se acham possível comparar o programa à uma telenovela ou produção dramatúrgica. Os diversos profissionais da área de comunicação e sociologia foram questionados sobre sua experiência em como programas-espetáculo impactam na
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mídia e na sociedade direta e indiretamente, a opinião sobre as características ficcionais do BBB e a provável narrativa criada a priori pela direção do BBB. Todos os entrevistados para este trabalho foram questionados também sobre especificidades de sua experiência pessoal com os temas abordados, de acordo com histórico e conhecimento na área. 7. Referências ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro (RJ), Jorge Zahar Ed., 1985 ARONCHI DE SOUZA, José C. Gêneros e formatos na televisão brasileira. 2ª Ed. São Paulo (SP): Summus, 2015. E-Book. BALOGH, Anna M. O discurso ficcional na TV: sedução e sonho em doses homeopáticas. 1ª Ed. São Paulo (SP): EdUSP, 2002. BIGNELL, Jonathan. Big Brother Reality TV in the Twenty-First Century. 1ª Ed. Basingstoke, Inglaterra: Palgrave Macmillan, 2005. CANNITO, Newton. A Televisão na era digital. São Paulo (SP): Summus, 2010. DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro (RJ): Contraponto, 1997. DIAS, Tiago. A casa mais vigiada: BBB 20 disputa narrativas na velocidade do Twitter. TAB, 2020. Disponível em: <https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/02/ 09/machistas-x-nao-machistas-bbb-disputa-narrativas-na-velocidade-do-twitter.htm>. Acesso em 11 jun. 2020. F5. BBB 20: Aquecido por polêmicas, audiência do reality no Twitter já superou a edição anterior. São Paulo (SP): Folha de São Paulo, 2020. Disponível em: <https://f5.folha.uol.com.br/televisao/bbb20/2020/02/bbb-20-aquecido-por-polemicas -audiencia-do-reality-no-twitter-ja-superou-a-edicao-anterior.shtml>. Acesso em 11 jun. 2020. FOLHA DE S. PAULO. Linha Editorial. [s.d.]. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/institucional/linha_editorial.shtml>. Acesso em 13 jun. 2020. FRAGA, Olivia. Entrevista sobre a Linha Editorial do TAB UOL. WhatsApp. 15 jun. 2020, 20h19min até 20h30. 6 Áudios. GODINHO, Rafael 'BBB 20' quebrou recordes no Twitter. Rio de Janeiro (RJ): UOL, 2020. Disponível em: <https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2020/04/29/ bbb-20-quebrou-recordes-no-twitter-confira-os-10-momentos-mais-bombados.htm>. Acesso em 11 jun. 2020. IBOPE CONECTA. 95% dos internautas brasileiros assistem TV enquanto usam internet. 2020. Disponível em: <http://ibopeconecta.com/95-dos-internautasbrasileiros-assistem-tv-enquanto-usam-internet/>. Acesso em 11 jun. 2020.
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JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro (RJ): Jorge Zahar Ed. eBook., 2001. JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. 2a ed. São Paulo (SP): Aleph, 2009. MIRANDA, Fernando A. A nova novela espetacular: Realidade e Ficção no Big Brother Brasil. 15 f. Juiz de Fora (MG): XII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Região Sudeste, 2007. MORIN, Edgar. Cultura de massa no século XX. 9ª Ed. Rio de Janeiro (RJ): Forense Universitária, 1997. OLIVEIRA, Amanda. Você sabe o que é tal ‘thread’ do Twitter? Capricho, 2018. Disponível em: <https://capricho.abril.com.br/vida-real/voce-sabe-o-que-e-tal-threaddo-twitter/>. Acesso em 14 jun. 2020. RIBEIRO, Ana P. G.; SACRAMENTO, Igor; ROXO, Marco. História da televisão no Brasil. São Paulo (SP): Contexto, 2010. E-Book SAHD, Luiza; DECLERCQ, Marie; DIAS, Tiago. O Brasil está vendo: Confinamento do lado de fora da casa e redes sociais turbinam a audiência e as paixões do BBB 20. TAB, 2020. Disponível em: <https://tab.uol.com.br/edicao/big-brother-brasil-trajetoria>. Acesso em 14 jun. 2020. TAB UOL. TAB UOL – Sobre. In: Facebook. [s.d.]. Disponível <https://www.facebook.com/pg/tabuol/about/>. Acesso em 13 jun. 2020.
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TAB UOL. UOL TAB: Tendências, comportamento, política e cultura em formatos inovadores. [s.d.]. Disponível em: <https://tab.uol.com.br/>. Acesso em 13 jun. 2020. TAVARES, Bruno R.; Mapas do processo de criação de formatos de programas televisivos: uma proposta metodológica. 131 f. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica). São Paulo (SP): Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, 2017. UOL. UOL lança o TAB, novo projeto editorial interativo. São Paulo (SP). Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2014/10/13/uollanca-o-tab-novo-projeto-editorial-interativo.htm>. Acesso em 13 jun. 2020. UOL. História – Sobre UOL. [s.d]. Disponível em: <https://sobreuol.noticias .uol.com.br/historia/>. Acesso em 13 jun. 2020.
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Realização de entrevistas
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Ler e assistir materiais relacionados à pesquisa
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Desenvolvimento do site para hospedagem da página
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Decupagens das entrevistas
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Produção do Relatório
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Rever episódios específicos do BBB
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Primeira apresentação de seminário
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Criação de imagens e artes da reportagem
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Roteiro do vídeo
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Análise da pesquisa feita através de Google Forms
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Pesquisa de palavras-chave no Twitter
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Edição de vídeo das entrevistas
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DE 15 ATÉ 30/11
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ATÉ 15/11
DE 15 ATÉ 31/10
ATÉ 15/09
ATÉ 15/10
DE 15 ATÉ 31/08
Pesquisa de fontes
Estudo aprofundado da linguagem textual e visual do UOL TAB Escrita da reportagem extensa multimídia
DE 15 ATÉ 30/09
Atividade
ATÉ 15/08
8. Cronograma
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Segundo seminário
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Finalização da reportagem extensa multimídia
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Finalização de capa, sumário e formatação
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Preparação de apresentação para a banca
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Entrega do Trabalho de Conclusão de Curso
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Fonte: elaborado pela autora.
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APÊNDICES
Apêndice A Formulário Google Forms sobre Engajamento com o Big Brother Brasil 2020
Seção 1
Seção 2
Seção 3
Seção 4
Seção 5
Apêndice B Resultados do formulário Google Forms sobre Engajamento com o Big Brother Brasil 2020
Seção 1 A)
Respostas para a pergunta "Qual é a sua idade?"’
Fonte: elaborado pela autora
B)
Respostas para a pergunta "Em que estado você mora?"
Fonte: elaborado pela autora
C)
Respostas da pergunta "Com qual gênero você se identifica?"
Fonte: elaborado pela autora
D)
Respostas para a pergunta "Qual é a sua escolaridade?"
Fonte: elaborado pela autora
E)
Respostas para a pergunta "Com que frequência você assiste a transmissão do Big Brother Brasil pela televisão?"
Fonte: elaborado pela autora
F) Respostas para a pergunta "Você assiste o programa fora do horário de transmissão pela televisão?"
*A soma das porcentagens é maior que 100% visto que os entrevistados poderiam escolher mais de uma opção. Fonte: elaborado pela autora
G) Respostas para a pergunta "Quais outros meios você utiliza para se informar e comentar sobre o que acontece no BBB?"
*A soma das porcentagens é maior que 100% visto que os entrevistados poderiam escolher mais de uma opção. Fonte: elaborado pela autora
H) Respostas para a pergunta "Você participa de algum grupo sobre o Big Brother Brasil nas redes sociais?"
Fonte: elaborado pela autora
K)
Respostas para a pergunta “Quais redes sociais você utiliza para participar de grupos sobre o BBB?”
*A soma das porcentagens é maior que 100% visto que os entrevistados poderiam escolher mais de uma opção. Fonte: elaborado pela autora
Seção 3 - Votação nos paredões L)
Respostas para a pergunta "Você participa das votações para a eliminação de participantes do programa?"
Fonte: elaborado pela autora
Seção 4 - Continuação sobre votação nos paredões Na questão L), quem optou por "sim" (67%), era levado para a Seção 4 da pesquisa, já quem escolheu "não" (33%), foi redirecionado para a última pergunta de todo o formulário, na Seção 5. M)
Respostas para a pergunta "Com que frequência você vota para eliminar um participante?"
Fonte: elaborado pela autora
N)
Respostas para a pergunta "Quais são os motivos que te levam a votar em um participante que esteja no paredão?"
*A soma das porcentagens é maior que 100% visto que os entrevistados poderiam escolher mais de uma opção. Fonte: elaborado pela autora
O)
Respostas para a pergunta "Caso você participe de votações do BBB, o quanto alguma
postagem
que
você
tenha
visto
na
internet
evidenciando
comportamentos inadequados dos participantes, influencia na sua decisão?"
Fonte: elaborado pela autora
A Seção 5 era opcional e procurava uma forma de manter contato com os participantes da pesquisa, caso quisessem colaborar por meio de entrevista ou ver o resultado final do projeto.
Apêndice C Pautas
Como você se preparava para as provas do líder e do anjo? Como foi lidar com a saudade da família e amigos? Como foi pra você ter que aprender a conviver com pessoas de opiniões e comportamentos tão diferentes do seu? O que mais te irritava na casa? Qual era a melhor parte? Durante sua participação, você percebeu algum comportamento nos outros jogadores que parecia ser uma atuado/fingido? Em algum momento, durante o programa, você fingiu ser alguém que não era por algum motivo, seja para agradar ao público ou aos outros participantes ou, até mesmo, por ficar sem saber como se portar diante de tantas câmeras? Como isso mudou após sua saída? Como você lidou com a "fama"? Isso afetou pessoas próximas a você, como família e amigos? Ao sair do BBB, que tipos de eventos/participações você costumava ser chamado para fazer? Em sua participação, muitas pessoas comentavam sobre você não ter o "perfil" dos brothers que geralmente eram selecionados. Por que você acha que isso acontecia? Você acha que os outros participantes que geralmente são selecionados possuem um padrão? Como ficou sua relação com os outros jogadores após o fim do programa? Ainda tem contato com algum? Perguntas mais específicas sobre a edição de cada ex-BBB, dependendo das particularidades do caso. Com Ivan Antonio (2013), por exemplo, foi abordada a presença de ex-participantes na casa. Pra quem você torcia na sua edição? Como você se sentia por ser vigiado 24 horas por dia? O que te fazia permanecer no jogo? Quando você saiu do programa, chegou a acompanhar as movimentações nas redes sociais? Como era? Que tipo de conteúdo você mais via? Você participaria novamente de um reality? Se pudesse voltar atrás, tem algo que você mudaria? Você acompanhou a edição de 2020 do BBB? Se sim: Com que frequência você acompanhava? Assistia apenas pela televisão ou por Globoplay/pay-per-view também? Para quem era a sua torcida inicial esse ano? Por quê? Tinha algum participante que você não curtia muito? Gostou da final? O que você achou das novidades presentes na edição (uso de celulares pelos participantes para registrar os momentos na casa, a presença de pessoas que já eram conhecidas/famosas, a revelação de situações que ocorreram fora da casa)? O que achou do engajamento da 20ª edição nas redes sociais? Você acha que teve um aumento nos comentários comparado aos anos anteriores? Neste ano, tivemos grandes índices de audiência com o programa, incluindo até um paredão recorde de votos reconhecido pelo Guinness. O que você acha que alavancou essa audiência? O que você acha que faz as pessoas daqui de fora se identificarem tanto com os participantes? Você acha que o BBB usa alguns aspectos de produções ficcionais, como novelas, para atrair o público que consome esses produtos? (Como por exemplo a presença de temas polêmicos, os casais, a convivência diária como uma "família", a divisão por episódios, alguns participantes que parecem fazer um "papel/personagem", mesmo que involuntariamente, galãs, a transformação de pessoas em vilões e mocinhos) Aqui fora, há anos existem muitas teorias de que algumas coisas acontecem fora do alcance das câmeras. Você poderia comentar um pouco sobre isso? Durante anos a emissora fez alguns quadros no programa que misturavam elementos de telenovela e ficção com as cenas do programa. Como em 2019, no quadro Inversão Brasileira, onde eles dublavam os participantes de forma humorística: https://globoplay.globo.com/v/7508007/; e em 2014, quando Tata Werneck fez a personagem Valdirene e participou de um crossover entre o BBB e a novela que fazia parte (chegando até a virar uma das famosas charges de Maurício Ricardo:
Considerando o BBB como tal, busca-se descobrir se tais elementos possuem ligação direta com o aumento no engajamento desta edição no Twitter, rede social que cobriu os maiores momentos do programa através do perfil @MomentsBrasil, e que, com auxílio dos demais usuários da plataforma, que tornaram possível “assistir” ao reality apenas acompanhando threads, memes e demais postagens. As questões também permeiam a possível construção de uma narrativa política desenvolvida a priori para que temas como machismo e feminismo, por exemplo, fossem discutidos nesta edição. POSSÍVEIS PERGUNTAS E TÓPICOS Conversa com profissionais da área de comunicação e sociologia. A entrevistadora aborda: Em que momento a sua carreira começou a se voltar mais para o entretenimento e a televisão? Você sempre se imaginou cobrindo tais editorias? Como (profissão da pessoa), em sua opinião, por que os telespectadores se identificam tanto com os jogadores do BBB? Em um extremo contrário, vemos uma grande onda de "cancelamento" na internet. No seu documentário "O Lado B do BBB", entre alguns percalços que os ex-participantes sofreram, é muito citado os xingamentos e julgamentos na internet. Este ano, por exemplo, bastou o relacionamento com o Daniel, que descredibilizava suas falas, para que a Marcela perdesse o posto de favorita. Daniel e Victor Hugo também sofreram muito hate, mensagens de ódio nas redes sociais. Qual é a sua opinião sobre esse movimento? O que você pode observar sobre o BBB com relação a isso em 2020? Levando em conta o tempo que trabalha nessa área, você percebeu um movimento de aumento de interações sobre o BBB no Twitter este ano? Qual é o papel das redes sociais, principalmente do Twitter, no engajamento do programa? A nova aposta da Globo em trazer pessoas influentes na internet, com seguidores fiéis, pode ser um indicativo de que a emissora finalmente está olhando mais para esse público das redes sociais? Você já percebeu esse movimento em edições anteriores? Qual você diria que foi o grande público-alvo dessa edição? Especificidades sobre a carreira da pessoa. Para Mauricio Stycer, por exemplo, foi perguntando: no especial BBB 20 do UOL TV e Famosos, você compartilhou vários artigos em que se referia ao editor da Globo como "Mr. Edição", inclusive, deixando em evidência, que em alguns dias os participantes eram ajudados pelo editor. Qual é a sua opinião sobre as edições do BBB neste ano? Acha que alguns participantes realmente foram mais ajudados e outros prejudicados ou ignorados? É possível o editor do conteúdo ser imparcial em todos os episódios que irão para o ar? Neste ano, por exemplo, houve mais momentos de imparcialidade ou favoritismo pela emissora? Uma coisa já sabida e admitida por vários participantes do grupo Camarote da casa, era que eles receberam um media trainning e acompanhamento da assessoria antes de entrar no programa. A Rafa Kalimann, por exemplo, citou um "coach" algumas vezes durante o BBB. Até que ponto você acha que isso beneficiou os famosos e prejudicou os anônimos? Durante anos a emissora fez alguns quadros no programa que misturavam elementos de telenovela e ficção com as cenas do programa. Como em 2019, no quadro Inversão Brasileira, onde eles dublavam os participantes de forma humorística, em 2014, quando Tata Werneck fez a personagem Valdirene e participou de um crossover entre o BBB e a novela que fazia parte, chegando até a virar uma das famosas charges de Maurício Ricardo. Partindo dos próprios participantes, tivemos o caso da Gleici, em que desceu as escadas após um paredão fake e soltou a famosa frase: "vocês não sabem o prazer que é estar de volta", o que gerou um grande buzz na internet na época. Você viu coisas como essas acontecendo com frequência nos últimos anos? Você acha que a emissora usa alguns aspectos de produções ficcionais, mesmo que involuntariamente, para atrair o público que consome esses produtos? Como, por exemplo, a sensação de ter uma narrativa e roteiro construído através da edição, trazendo estereótipos e reforçando características que nivelam os participantes à personagens de novela/filme, com o clássico vilão x mocinho, os casais apaixonados, e toda uma trama com rotulagem dos brothers.
confinamento de mais de 10 pessoas (o número varia) dentro de uma casa que é vigiada por câmeras 24 horas por dia. O confinamento dura 3 meses e o vencedor leva 1,5 milhão de reais. Em 2020, a edição brasileira contou com a participação de influencers digitais, cantores e atores, tornando-se uma edição histórica em índices de audiência na televisão, pay-per-view e plataformas digitais, e engajamento nas redes sociais. O público em geral e diversos famosos se envolveram ativamente com o reality, alavancando os tredings topics do Twitter, e ultrapassando a marca de 271,4 milhões de tuítes com #BBB20 nos meses em que o programa esteve no ar. Discussões de causas ligadas ao machismo, feminismo, racismo, relacionamento tóxico e classes sociais, por exemplo, foram reforçados pelos jogadores e priorizados pela edição este ano. ENFOQUE/ANGULAÇÃO Em 2020, o BBB trouxe debates acerca da sua veracidade e a possibilidade da criação de personagens e histórias pela emissora e os participantes. Entrevistando telespectadores, o maior objetivo é descobrir como eles enxergam o reality, com que frequência acompanharam narrativas com elementos dramatúrgicos. Além disso, se acreditam que há a criação de personagens, diminuindo a ideia de realidade que um reality show deveria transmitir. As pessoas serão questionadas sobre o uso do Twitter durante os meses de transmissão do programa. Entender se foi possível “assistir” ao reality apenas acompanhando threads, memes e demais postagens, interagindo através das redes sociais. Também são buscadas informações sobre o engajamento com temas relacionados à discussão de pautas sociais e políticas dentro do programa, e como isso foi levado para a casa dos brasileiros. POSSÍVEIS PERGUNTAS E TÓPICOS Conversa com telespectadores do BBB 20. A entrevistadora aborda: Você poderia se apresentar? (Mini roteiro de sugestão: nome, idade, região onde vive, se estuda/escolaridade e profissão) Você se lembra com quantos anos mais ou menos começou a ter acesso às redes sociais? Desde quando você utiliza o Twitter? Você acompanhava edições anteriores do programa BBB? Você acompanhou a 20ª edição desde o início? Você participou de votações para eliminação no paredão? E votação para escolher a campeã do programa? Como você esperava que fosse a final e como ela foi de verdade? Atendeu às suas expectativas? Com que frequência você assistia ao programa esse ano? Assistia apenas as transmissões ao vivo, ou também acompanha o pay-per-view? Você viu algum movimento de crescimento dos comentários sobre o BBB nas redes sociais esse ano? E especificamente no Twitter? O que te levou a voltar a usar o Twitter para ver notícias sobre o BBB? Você participa ou já participou de algum grupo nas redes sociais sobre o BBB? Se sim, qual e como eram suas interações no grupo? Já pensou em se inscrever em alguma edição? Por quê? Existe algum participante com o qual você se identificou mais nesse programa? Se sim, por quê? (O que te levou a gostar tanto dele) Existe algum participante que fez você se sentir mal com relação a ele? Por quê? (Algum brother ou sister que você não gostava ou não concordava com as atitudes) Você mudou de opinião sobre alguns participantes durante o programa? Por quê? Você vê algum indício de manipulação no programa? Por exemplo, houve muitas reclamações de pessoas que acessavam o pay-per-view e não encontravam alguns participantes do programa, ou a câmera estava errada. Algo do tipo já aconteceu com você? Você acha que a emissora priorizou algum participante de propósito?
Você participa e/ou segue algum fã clube de participantes do BBB? Qual a sua opinião sobre o comportamento dos participantes serem, algumas vezes, parecidos com o de personagens? Você acha que eles atuam durante o BBB? A emissora teria alguma participação nisso? Você acredita que, ao selecionar os participantes, a emissora procura por perfis específicos com relação a como será a afinidade e polêmica com os demais jogadores? Você acha que a formação de casais é uma estratégia de jogo que é fingida pelos participantes apenas para ganhar popularidade ou algo do tipo? Por quê? Você acompanhou a movimentação dos jogadores de futebol e artistas que se mobilizaram no paredão entre Prior e Manu Gavassi? Se sim, o que achou disso? Te influenciou de alguma forma? Esse ano o programa levantou grandes discussões sobre racismo, machismo, feminismo, manipulação dos participantes dentro da casa (como por exemplo, o Pyong). O que você achou disso? FONTES Telespectadores • Aline Domingos de Souza – Bacharela em Artes Cênicas • Ana Carolina Zacarias – Estudante de Engenharia e Fotografia • Beatriz Celeste Oliveira – Estudante de Técnico em Administração • Eduarda Almeida Ratti – Estudante de Veterinária • Eduarda Ferreira – Estudante de Enfermagem • Gabriela Bilangieri – Escritora, postou uma thread no Twitter sobre o BBB que viralizou • Ivy Cappelletto Lisboa Ponce - Estudante de Publicidade e Propaganda • Kimberly Queiros Santos da Silva – Assistente de Marketing • Laura Souto Libardi – Estudante de Marketing • Lígia Carvalho Higa – Estudante de Psicologia • Luísa Prado Betti Guarnieri – Estudante de Cinema • Maria Fernanda Blömer Schwartsman – Estudante de Jornalismo • Mariana Nunes da Silva – Estudante de Relações Públicas • Mariana Oliveira Cristovão – Estudante de Rádio e TV • Pietra Ribeiro Paulino – Estudante de Físca EQUIPAMENTOS
REPÓRTER
Computador com webcam; softwares para gravar a tela e áudio do computador, aplicativos de chamada de vídeo; gravador; caderno para anotações.
Raíssa Pilar Correia
Apêndice D Artes gráficas: versão para Mobile
Mockup para colocar o GIF inicial - versões para computador e mobile
Linha fina
Infográfico I
Tuítes
Arte gráfica I
Artes gráficas II e III
Imagens do glossário para carrossel – versão para mobile
Infográfico II
Apêndice E Transcrição das entrevistas
Para acessar na íntegra todas as entrevistas, utilize o link: https://drive.google.com/drive/folders/1UcQWFXoCO3c6n_lwFccoADYHXGJ5kJG?usp=sharing A) Entrevista com Ivan Marcondes Antonio, ex-BBB de 2013 e professor de inglês, realizada através da plataforma Skype. Data: 10 de julho de 2020. Apresentação pessoal 0:36 até 0:50 - Meu nome é Ivan, eu tenho 34 anos, sou professor de inglês. Eu moro em Curitiba, mas, agora, durante a pandemia eu estou com os meus pais aqui em Rio Claro - SP. Antes de entrar no BBB já tinha essa profissão? 1:34 até 1:36 - Sim. O que você gosta de fazer no dia a dia quando não está trabalhando? 1:41 até 2:00 - Eu sou muito tranquilo, o estereótipo da pessoa que gosta de ficar em casa, assisto alguma coisa, jogo video-game, dou uma olhada no Twitter, na internet. Você faz o uso do Twitter? Com que frequência? 2:07 até 2:59 - Todo dia. Eu mais reuíto, depende da época, o Twitter é uma coisa que depende do seu humor, da sua época, do jeito que você usa. Eu mais retuíto coisas que me interessam. Uma coisa legal do Twitter foi que eu tenho lá uma rede de seguidores, mutuals, que ficou bem consolidada, é sempre a mesma galera que está lá, a gente conversa. É isso que eu gosto do Twitter, tem aquela coisa de ser sempre as mesmas caras, a galera conversando. É algo que eu só fui me aprofundar mais nisso depois do Big Brother mesmo. 3:15 até 3:35 - A maioria deles eu não conheci pessoalmente, mas, a gente está nesse contato diário, querendo ou não, é um contato. Acaba gerando uma familiaridade que a gente às vezes não tem nem com quem está mais próximo. Você utiliza outras redes sociais? Quais? 3:52 até 4:14 - Eu usava o Facebook mas, ultimamente, faz muito tempo que eu não uso o Facebook para postar, de fato, só olho o que está acontecendo lá. Eu não uso muito o Instagram também, eu não sou muito de foto, não ligo muito para fazer stories, foco mais no Twitter mesmo. Você já acompanhava o BBB em edições anteriores a que você participou? Com que frequência? 4:23 até 4:37 - Sim, eu sempre acompanhei, desde o começo. Eu lembro de ter assistido bastante, lembro bem de vários participantes e tudo mais. O que te levou a querer participar do BBB?
4:40 até 5:23 - Para ser bem sincero, nada me levou a querer participar. Eu sempre achei interessante e tive muita curiosidade, o que, no fim, foi o fator principal para mim, foi a curiosidade. Como eu acabei sendo chamado, eu pensei “bom, eu não posso deixar passar essa oportunidade”. Eu me inscrevi, mas, foi meio na brincadeira, na base da piada, eu não imaginei que eu fosse ser chamado, não levei muito a sério, mas eu fui passando nos processos até me chamarem. Não é uma coisa que era um sonho meu, uma coisa que eu queria, foi uma brincadeira que acabou ficando séria, e daí bom, “agora eu vou ver o que é, né” (risos). Como você foi selecionado para entrar no reality? 5:44 até 6:59 - Tem algumas etapas que você passa. Quando você se inscreve, você é convocado para as entrevistas presenciais, você vai para um hotel, que eles alugam. Lá dentro, ocorrem uns processos, ocorre a cadeira elétrica, entrevista com os diretores. E daí, vai aprofundando, eles levam a gente para o Rio para continuar o processo e tudo mais. É interessante, eu me senti bem tratado no processo todo. É uma dinâmica bem interessante, tipo uma grande dinâmica de emprego. Acho que eles mudaram algumas coisas desde que eu participei, acho que eles andam fazendo mais algumas coisas que envolvem colocar o pessoal para interagir, mas, eu acho que a essência continua a mesma. Como foi a sua preparação para participar? Você precisou ficar isolado alguns dias antes? Pôde contar para a sua família com antecedência? 7:10 até 8:23 - A minha família sabia, porque, conforme eu fiz a inscrição, daí eu fui chamado para a entrevista, eu fui contando né. Assim, dando risada, eu vou pra entrevista do Big Brother. Mas, conforme foi ficando sério, eu fui falando. E, assim, eles não te falam com antecedência nenhuma, o “você vai”, é só quando eles te buscam. Então, eu nunca tinha certeza absoluta, mas, quando eu comecei a passar as etapas, eu comecei a pensar, “preciso começar a levar a sério”. Minha família já estava a par de todo o processo, a gente já estava pensando no que ia fazer, nas possibilidades. Eu fiquei com receio de avisar o pessoal do trabalho, porque, tem que ter segredo nessa etapa, e, no fim de ano, não tinha aula lá. Eu aproveitei essas de banco de horas que eu tinha para fazer processo seletivo, fui selecionando para deixar alguém para me substituir. Sobre as edições que vieram depois (a partir de 2014), você assistiu alguma? 8:57 até 9:50 - Mais ou menos, algumas mais que outras. Porque, mudou, não é mais a mesma coisa assistir só por nada, mudou meu relacionamento com o programa, eu vi por dentro, eu sei como é. Eu sei o que acontece com os participantes quando saem. Isso não me impede, às vezes, de xingar um pouquinho no Twitter mas, é uma coisa pela qual eu passei também. O 14 eu assisti bastante, porque eu estava escrevendo sobre o 15 um pouco, não me agradou muito, o 16 mais ou menos. 17, 18 e 19 eu nem liguei, mas, daí, esse ano, eu assisti de novo.
Você ainda é reconhecido pelas pessoas na rua, pelos seus alunos? 10:15 até 11:00 - Não, ainda bem (risos). Essa fama de Big Brother, pelo menos do nível que eu experimentei, para quem não vira protagonista, para quem não causa barraco, é uma coisa passageira. Você vai ter lá os seus 6 meses, talvez um ano, das pessoas te reconhecendo na rua. Se você quer que passe, passa. Tem muita gente que não quer que passe, aí arranja formas de continuar na mídia. Não é o meu caso, eu nunca quis isso. O anonimato novamente sempre foi mais do que bem-vindo. Quais eram suas expectativas antes de entrar na casa? 11:12 até 12:38 - Eu não fiquei pensando muito em tática, eu queria ver como as coisas eram feitas, o que ia acontecer. Em questão de jogo, na verdade, eu me preparei pouco, eu fui ingênuo, tinha gente lá muito melhor preparada do que eu. É inevitável você fazer umas alianças, eu acabei fazendo amizades naturais com um pessoal que eu gostava. Eu evitei barraco, gritaria, nunca foi comigo, não ia mudar meu jeito de ser porque estava lá. Então, eu não rendi muito entretenimento, mas eu me mantive convicto aos meus princípios. Eu tinha os objetivos: não sair na primeira semana, ganhar alguma coisa que seja (não o prêmio, eu nunca achei que eu ia ganhar de verdade, eu tenho noção), um carro, sei lá, e ser líder pelo menos uma vez. Eu consegui não sair na primeira semana, fui líder uma vez, mas, não ganhei nada de valor material. Como você se preparava para as provas do líder e do anjo? 12:54 até 13:10 - Eu ficava esperando na sala, conversando qualquer bobeira. Eu não sou muito desses de mentalizar. Eu estava lá na sala tipo “quando vai abrir esse negócio” (risos). 13:16 até 15:09 - [Sobre a prova que ganhou] O gramado, é difícil ver pelas imagens, mas, ele não é plano. Ele tem uma leve inclinação. Daí, no ponto mais alto do gramado tinha uns totens, que você tinha que montar um quebra-cabeças neles. Você tinha que montar um robozinho da cor específica. Uma coisa que eles não enfatizaram, mas eu percebi, as peças tinham formatos específicos. No outro canto, tinha uma piscina de geleca, a gente tinha que correr, pegar as peças e montar o quebra-cabeça. Eu percebi que a geleia era cromática, que mudava a cor do que estava embaixo dela, e isso causava uma confusão na galera. Eu parei de prestar atenção nas cores e foquei no formato dos pinos. Como foi lidar com a saudade da família, amigos e da namorada? 15:31 até 17:04 - Não é fácil, não, especialmente se for uma pessoa muito ligada à família e amigos, vai sentir. Não sente tanto quanto as pessoas pensam, porque, justamente, tem outros seres humanos lá, pra você criar um vínculo e suprir um pouco essa carência afetiva que você vai ter. Se você faz amizades durante o confinamento, você não vai sofrer muito com isso. É óbvio, quando você tem a oportunidade de ver sua família num paredão ou num anjo, isso bate. Eu acho que varia muito de pessoa para pessoa, e da conexão que ela tem com a família e os amigos. O design do programa te apresenta um substituto para isso.
Como foi pra você ter que aprender a conviver com pessoas de opiniões e comportamentos tão diferentes do seu? Tinham coisas que eram mais difíceis para você? 17:13 até 18:49 - Foi uma edição, que eu me lembro, não foi muito polêmica. Não teve muita essa questão que teve depois nas outras edições, uma questão social, foi bem tranquila nesse aspecto. A questão de pessoa diferente de mim, é questão de humor. Eu tenho dificuldade de viver com gente muito alegre, e, quando a pessoa tá alegre o tempo inteiro, cantando e dançando toda hora, isso me irrita naturalmente, porque eu sou uma pessoa mais retraída, até um pouco negativo em alguns aspectos, admito, sou chato. Mas, sou chato de uma maneira diferente do que esses outros chatos, chatices que não se complementam. Com o Big Brother é complicado, porque você não tem para onde escapar. No seu dia a dia, você tem um colega de trabalho que é um chato, que canta o tempo inteiro, você volta para casa acabou. Ou, quando você tem um irmão que enche o saco, enquanto você está na escola ou no trabalho, você não precisa lidar com ele. Mas no Big Brother não, você pode mudar de cômodo, a casa é grande, mas não é um espaço assim gigantesco, que você esquece a presença dos outros. Qual era a melhor parte? 18:54 até 20:04 - As festas eram bem legais, como eu fiz amizades lá, deu para aproveitar bem. Não tem como não ser a melhor coisa do Big Brother, porque eles fazem tudo de forma com que aquele vai ser um momento de escape seu, quando a gente tinha uma chance de extravasar, curtir, e não ficar pensando em racionar comida, não ficar pensando muito em jogo. A gente conversava sobre os outros, mas, era um momento que eu queria para aproveitar só, mesmo. Durante sua participação, você percebeu algum comportamento nos outros jogadores que parecia ser atuado ou fingido? 20:39 até 21:17 - Com certeza, isso é extremamente comum no Big Brother. Tem muitos participantes, principalmente de um tempo para cá, que eles entram com um papel na cabeça. Eles entram com toda uma personalidade montada, que, pode ter muito da própria personalidade deles, mas, é o que eles escolhem, que vai mostrar, acham que vai fazer sucesso, e tentam suprimir o resto, as outras partes. Isso eu acho que é muito facilmente observável em vários participantes, ao longo de várias edições, foram assim, com certeza. Em algum momento, durante o programa, você fingiu ser alguém que não era por algum motivo, seja para agradar ao público ou aos outros participantes ou, até mesmo, por ficar sem saber como se portar diante de tantas câmeras? 21:30 até 22:57 - Sim, teve uma época, que a Kamilla, outra participante do BBB 13, que ela era uma que pulava e cantava o tempo inteiro, e, por isso, eu não tinha muita paciência de ficar perto dela, ela sumiu, desapareceu, a gente não sabia o que tinha acontecido. Então, a gente ficou especulando, ela deve ter
ganhado algum prêmio da produção, o que, de fato, tinha sido, ela ganhou uma votação do público para passar um dia no SPA, se não me engano, foi isso. O Eliéser, namorado dela, também não viu. Isso foi meio que no meio da noite, então ele não sabia o que tinha acontecido. E o Eliéser todo tristonho, sentado no sofá, sofrendo, e o pessoal “calma Eli”, e eu também né, oferecendo uma palavra de apoio, “não, cara, relaxa, vai ficar tudo bem”. Mas, por dentro, eu estava né “YES!”. No fim, eu dei com os burros na água né, porque foi uma coisa boa para ela, ela não estava eliminada nem nada. E, eu não estava desejando também que ela estivesse doente, nada disso, eu estava “tiveram algum problema com o contrato dela e tiveram que tirar ela”, torcendo para isso (risos). A fama afetou pessoas próximas a você, como família e amigos? 23:10 até 24:40 - Sim, com certeza. Uma coisa que eu percebi sobre o Big Brother é que, quem é da sua rede de apoio, vai sofrer bastante. Acho que até de pessoas que são populares, porque o pessoal não mede muito o que fala sobre você nas redes sociais. A edição que eu participei, era uma que já tinha engrenado a questão das redes sociais no Big Brother, não estava forte como hoje, mas já havia começado, já tinha fã de internet, fã do Twitter, já tinha grupo que se organizava para votar e, inclusive, se organizava para atacar os outros, ou atacava espontaneamente também. Para a minha família, especificamente, foi difícil, como eles resolveram acompanhar, ver o que o pessoal estava falando, eles leram muita merda sobre mim. A minha namorada, na época, também, para eles foi muito difícil. Eu não me arrependi, para mim, participar, foi legal, tirei muito mais positivo do que negativo, foi uma experiência muito boa. Mas, se eu soubesse o quanto isso ia afetar pessoas próximas a mim, eu pensaria duas vezes, porque foi bem complicado para eles. Como você lidou com isso quando você saiu? Você chegou a olhar esses comentários sobre você na internet, ou achou melhor nem ver? 24:53 até 27:00 - Eu olhei. Eu sabia que não era uma boa ideia, mas eu sempre fui muito curioso né, então, a curiosidade matou o gato, e eu fui olhar. No princípio, foi difícil. Primeiro que, eu tenho que deixar claro que não foi muito pesado no meu aspecto, o hate que eu recebi, não foi no nível que se faz hoje, foi mais light. Mas, mesmo assim, muitas coisas que você não gostaria de ler ou ouvir sobre você. Em um primeiro momento foi chocante, coisas que você nem suspeita, é motivo para a pessoa te odiar para o resto da vida. A princípio, eu fiquei assustado, mas, depois daquele choque inicial, eu comecei a prestar atenção em quem estava falando o que de mim, e ver como eu poderia reagir à isso, muito disso no Twitter. Então, alguém vinha interagir comigo e, dava pra saber quando era um hate, que a pessoa te odiava, isso não tem o que fazer, você deixa a pessoa espumando lá. Mas, dá para perceber quando era uma brincadeira, que a pessoa não foi com a sua cara, mas não tem aquele super ódio. Eu percebia isso, e “bom, vou brincar junto, né”, eu sei rir de mim mesmo, eu tenho um senso de humor. Isso que possibilitou eu conhecer bastante gente legal, tem muita gente que é parte do meu círculo do Twitter, de pessoas que eu gosto e interajo, que não gostavam de mim no programa. Mas, interagindo com eles, viram que eu sou uma pessoa, que eu fui um chato do caramba no Big Brother, mas eu tenho um lado divertido também. E muita gente me disse isso,
“não gostava de você no programa, mas aqui você é gente fina, legal, por que você não foi assim lá?”, e eu falei “bom, porque não tinha Twitter lá, eu tinha que participar pessoalmente” (risos). 27:05 até 27:20 - Participar do Big Brother cria uma casca, você tem que aprender a lidar com isso, e não surtar com qualquer coisinha que você lê sobre você. Ao sair do BBB, que tipos de eventos/participações você costumava ser chamado para fazer? 27:24 até 28:29 - Eu acho que o Big Brother 13 foi o primeiro que nenhuma menina posou para a Playboy, se não me engano. Estava em descenso essa questão de evento e ganhar dinheiro com o pós. Quem ganhou dinheiro com o pós do BBB 13, foi quem mergulhou no mundo das subcelebridades, virou influencer, foi essa galera. Eu fui requisitado para quase nada, eu ganhei uma caixa de bombons, foi legal, eu adoro brigadeiro. Eu não fui requisitado para eventos assim, eu não tenho perfil. Eu sei que alguns colegas que têm mais perfil para essa coisa, fizeram alguns trabalhos, mas, já estava na época do descenso, não foi aquele boom do começo, que a pessoa saía e fazia Zorra Total, e montava espetáculo e o caramba. Hoje em dia, é bem mais fácil das pessoas ganharem dinheiro com o pós pelas publicidades nas redes sociais. 29:12 até 29:36 - É engraçado que, dá para observar isso, as diferenças da pós do BBB. No começo lá, era fazer evento, você era chamado para aparecer em boate, shopping, na inauguração de loja, daí, teve uma época que isso arrefeceu. E, agora, o pessoal encontrou esse novo jeito, com as redes sociais e tudo mais. Em sua participação, muitas pessoas comentavam sobre você não ter o "perfil" dos brothers que geralmente eram selecionados. Por que você acha que isso acontecia? 29:55 até 30:48 - Porque eu sou muito calmo, eu sou muito na minha, eu aparento calma. Eu não gosto de chamar atenção, então, é por isso que as pessoas falavam que eu não tinha perfil de BBB, porque você pensa, uma pessoa que entra no BBB é para chamar atenção, ser visto, aparecer, e não era o meu caso, eu entrei porque estava curioso (risos). Eu não tinha o perfil do estereótipo do BBB, mas, eu acho que é um pouco errôneo também, porque o BBB sempre procurou colocar perfis de todos os tipos lá. Eu não tinha perfil de um ganhador de Big Brother, mas eu acho que eu tive um papel na composição daquele elenco, mas, do estereótipo de BBB, eu realmente não tinha perfil. Você tinha muita amizade com a Andressa, que fazia casal com o Nasser. Como ficou sua relação com os outros jogadores após o fim do programa? Ainda tem contato com algum? 31:05 até 31:37 - Sim, tenho com o Nasser. A gente está em contato até hoje, constante. Com a Andressa, um pouco menos, mas a gente sempre está sabendo da vida um do outro, o que está acontecendo, mas é só.
Na edição em que você participou, também tiveram algumas "novidades" na época, como um paredão pegadinha, em que a Mara voltou como líder, e a presença de ex-BBBs de outras edições. O que você achou disso? 32:08 até 33:20 - Com certeza, mas eu acho que, ao mesmo tempo que eles tinham uma vantagem por saber como funcionava e saber o que esperar a respeito das coisas, acho que eles também tinham uma desvantagem com relação a nós, porque eles já tinham tido uma imagem lá dentro, que daí, cabia a eles preservar ou destruir, dependendo da intenção de cada um. Entraram dois ganhadores, você imagina que, esses caras, talvez, iriam querem emular aquela participação, para ver se dá certo de novo. Mas, ao mesmo tempo, tinham quatro que não venceram, essa galera tinha que se preocupar em “bom, o que eu fiz de errado, o que eu vou fazer de certo agora?”. Por mais que eles tinham essa vantagem de já ter participado, eu acho que eles tinham esse componente psicológico, perigoso, a mais, que a gente não tinha. Eu não acho que, no final das contas, tiveram uma vantagem muito clara, porque tinha esse contrapeso. Falando sobre a edição de 2020, você acha que essas pessoas famosas tinham certa facilidade e uma vantagem, por já saberem como é expor a imagem? 33:46 até 35:26 - Certamente, com certeza. Mas, eu acho que isso também é um fator que atrapalhou, porque, queira ou não, isso acaba tolhendo a espontaneidade deles. Eu acho que a vitória da Thelma, em cima das duas famosas que estavam com ela na final, deve-se muito a isso. Elas, especificamente a Manu e a Rafa, tinham uma espontaneidade forçada, que eu acho que não é difícil você enxergar através daquilo. Eu acho que nem é uma questão de elas fazerem um papel, mas, porque elas já estão tanto tempo nessa vida, que virou natural para elas, estar sempre preocupado com o jeito que se porta, elas já vivem em um Big Brother auto imposto de redes sociais. Elas transferiram isso para o BBB, a diferença é que, nas redes sociais, você é seguido e acompanhado por quem gosta de você, então é muito mais fácil você transmitir qualquer imagem que quiser para esse pessoal. No Big Brother não, tem muita gente que não vai com a sua cara, que vai te acompanhar, e não vai comprar certas atitudes suas. E eu acho que se você é um anônimo, isso ajuda, porque você não tem aquela imagem pré-moldada, pré-fabricada, acho que é até mais tranquilo para você ganhar eventuais detratores, com atitudes diferentes. Pra quem você torcia na sua edição? Como se sentiu quando Fernanda venceu? 35:35 até 36:58 - Eu passei para torcer para a Andressa ou o Nasser. Quando eu vi que a Fernanda ganhou, foi uma coisa natural, porque ela foi a melhor jogadora do programa. Ela é carismática e ela sabe disso, ela sabe usar o carisma a favor e, ao mesmo tempo que ela é carismática, ela é muito inteligente. Ela é esperta para caramba, ela é inteligente demais, mas ela sabe que ela não passa a imagem de inteligência, então, ela usa isso a favor dela. Você tem uma pessoa extremamente inteligente, agindo como se não fosse, e sabendo criar
uma simpatia, mas, ao mesmo tempo, ela sabe moldas as situações a favor dela. Uma jogadora fantástica, super mereceu vencer. Como você se sentia por ser vigiado 24 horas por dia? 37:10 até 38:06 - A gente nunca esquece que tem câmeras, quem fala que esqueceu está mentindo, está fazendo tipo. O que acontece é que você se acostuma, por mais que você saiba que está sendo observado toda hora, vira o seu normal. Você sabe que o programa está passando, você fala com o Bial depois, não tem como esquecer, você se acostuma. Tem gente que se acostuma e vira o que sempre é, tem gente que entra dedicado a fazer um personagem e tem que manter o personagem, mas esquecer ninguém esquece. Você participaria novamente de um reality? 39:00 até 39:37 - Não, eu gostei de participar do Big Brother, foi legal, não me arrependendo nem um pouco. Mas, foi uma coisa para aquele momento da minha vida. Eu estava meio perdido, entre caminhos, vendo o que eu ia fazer. Se pudesse voltar atrás, tem algo que você mudaria? 39:45 até 41:00 - É inevitável, quando você participa e vê sua trajetória, pensa como foi. É tudo muito pontual, quando eu penso em como eu fui lá, o que eu fiz, minhas amizades, não teria como ser diferente a menos que eu fosse uma pessoa diferente ou que eu entrasse com uma mentalidade de ser um personagem, uma coisa que eu não sou. Tem algumas coisas, por exemplo, eu acho que eu tentaria não ser tão grudado com a Andressa, porque, no fim das contas, não foi bom para mim por uma questão de jogo de público. Mas, eu tenho certeza de que as pessoas achariam outra coisa pra me tirar (risos). Quando você saiu do programa, chegou a acompanhar as movimentações nas redes sociais? Como era? Que tipo de conteúdo você mais via? 41:21 até 42:18 - Na época as redes sociais não tinham a força que tem hoje, então, nada de muito marcante. Claramente, as torcidas já estavam se organizando naquela época. A torcida da Fernanda Keulla, eu tinha uma percepção que era a maior torcida que tinha lá. Eu acho que foi um Big Brother em que o resultado acompanhou o que estava nas redes. Se você via o Twitter e quem o pessoal gostava, isso se reflete nos resultados das percentagens. Com que frequência você acompanhava a edição de 2020? 42:26 até 42:56 - Meio que todo dia, com esse ressurgimento do Big Brother esse ano e com a pandemia, sem muito o que fazer, foi o Big Brother que eu acabei acompanhando mais, desde que eu participei. Só na reta final, quando sobrou pouca gente, eu desencanei e fiquei vendo só por cima. Para quem era a sua torcida inicial esse ano? Por quê?
43:05 até 44:33 - Nada muito específico. Uma coisa que aconteceu comigo depois que eu participei, eu perdi a capacidade de torcer e super pegar gosto em um participante. Eu sei como as coisas são e eu acho que o Big Brother é mais divertido se você assiste neutro, só para ver a galera se ferrando e as coisas acontecendo. Ver as jogadas, ver as brigas, é uma forma muito mais interessante de acompanhar do que torcendo para alguém. Mas, eu tinha uma certa simpatia pelo Babu, ele parece ser uma cara gente fina, que eu acho que mereceria, apesar de que, ele era muito ruim de prova. Lá do começo para o meio, por mais que eu não concordasse com algumas atitudes, eu tinha algum gosto pelo Prior, mais por ele fazer oposição para aquelas meninas chatinhas lá, do que propriamente gostar dele mas, claro, apareceu aqueles relatos lá, e é o tipo de coisa que eu não consigo mais ficar acompanhando uma pessoa. O que você achou dos temas políticos e sociais presentes nessa edição? Você acha que isso tem uma certa importância social para as pessoas que estavam assistindo ao programa? 45:11 até 46:47 - Com certeza, goste ou não, o Big Brother é um programa de massa, que atinge a massa. É uma oportunidade, não gosto de usar a palavra educar, mas pode informar. É uma oportunidade de informar a população num geral, sobre coisas que talvez não sejam parte do dia a dia deles ou, então, até mostrar coisas que são parte do dia a dia deles. Mostrar olha, não é ok quando você é negro e uma pessoa te chama de (sei lá, qualquer coisa), não é ok, você precisa achar que isso não é ok, você precisa combater isso. E, para mulheres, não é legal um cara apontar o dedo na sua cara e te chamar de piranha, você não pode achar isso normal. Acho que tem sim o seu valor nesse sentido, de atingir diversas camadas da população com essas informações e uma mensagem de tolerância, de que certas coisas não podem ser aceitas. Você não pode aceitar ser discriminado por sexo, crença, raça e o que seja. Foi interessante que talvez é um movimento que eles tenham tentado fazer no Big Brother 19, né, se você ver a galera que eles colocaram lá, estava meio que montado para levantar essas questões, mas, o problema é que era um bando de bunda mole. Os participantes do 19, meu Deus do céu, e isso acabou acontecendo no 20 depois, com participantes bem mais interessantes depois, acho que foi até mais legal. O que achou do engajamento da 20ª edição nas redes sociais? Você acha que teve um aumento nos comentários comparado aos anos anteriores? 47:23 até 49:08 - Bastante, foi uma edição muito movimentada nas redes sociais. Bastante engajamento, bastante briga. Uma coisa que eu pude observar no Twitter, muita gente falou isso, em especial, a galera que sempre acompanha Big Brother na internet, “nossa, essa edição está demais, de briga”. E não briga na edição, é briga fora, muita gente brigando no Twitter, muita gente se xingando na internet. Realmente, foi pesado nesse aspecto, o pessoal brinca “nossa, muita gente que se gosta, se ofendendo porque torce para um ou torce para o outro”. E, briga dentro das próprias questões sociais, teve uma coisa muito curiosa, porque, quando tinha briga do Babu com as meninas, era basicamente assim: a galera do “não, porque estão sendo racista com o Babu”, e “não, porque o Babu é machista”. E foi aquela coisa bem polarizante, dá para ver dentro das próprias
galeras das reivindicações sociais. Acho que aí, você explica um pouco a vitória da Thelma, porque é uma mulher negra, acho que juntou as coisas assim, talvez. Sem desmerecer, porque a Thelma é uma pessoa muito interessante, que teve uma ótima postura lá dentro. Eu acho que, no fim das contas, o saldo é positivo. Por mais que tenha sido atribulado, levantou muitas questões importantes para pessoas que talvez não tivessem se atentado tanto para essas questões. O que você acha que faz as pessoas daqui de fora se identificarem tanto com os participantes? 49:21 até 50:50 - Quero deixar claro que eu não fui um grande participante, não despertei ódios e amores, nem nada. Mas, uma coisa que eu percebi, é que não importa a sua “pequenez” no Big Brother, sempre tem alguém que te nota, e que vê alguma coisa em você, que talvez sinta refletido neles mesmos, e isso atrai, e as pessoas passam a te admirar por coisas que você acha que não é nada. Tipo “ah, eu sou educado, grandes bostas, é normal, eu tenho que ser educado”, mas, as pessoas veem aquilo como “putz, que foda que você é”, então eu acho que é isso. Muito disso vem da identificação que a pessoa vê algo no participante, que ela vê refletido em si mesmo, e aquilo marca. Eu fiz algumas amizades, conheci algumas pessoas que torceram para mim, que eu vejo isso, que eu me tornei amigo, porque eu vejo neles questões que refletem em mim também. E, como você está vendo na TV, acompanhando junto com milhões de pessoas, aquilo potencializa. As pessoas sentem mesmo como se fosse um amigo, uma pessoa que você vê diariamente, reproduzindo as coisas que você acredita, falando e fazendo as coisas que você também faz, é natural essa identificação, esse vínculo. 50:51 até 51:22 - É só preciso cuidado, tem gente que extrapola um pouco, que não entende que esse vínculo é unilateral, até o momento que você consegue estabelecer um contato com a pessoa, e ver “eu fiz amizade com esta pessoa”, tem gente que acha que o vínculo está da outra parte também, eles têm que entender que não. O participante nem sabe que você existe, a pessoa precisa saber temperar esse vínculo que sente com o participante. Neste ano, tivemos grandes índices de audiência com o programa, incluindo até um paredão recorde de votos reconhecido pelo Guinness. O que você acha que alavancou essa audiência? 51:49 até 52:49 - Acho que é difícil falar em outras coisas com a pandemia e tudo o que está rolando. Eu acho que a pandemia foi um fator importante, quase tudo que eu consigo pensar, vem derivado disso. A falta do futebol, por exemplo, acho que teve muita gente que o BBB substituiu o futebol. Pela pandemia, você tem as pessoas em casa com mais frequência, isso permitiu, dentro de casa, repercutir mais. Os pais com os filhos, os irmãos falando de BBB também. Também essa questão de levantar situações estruturais, como o racismo, o machismo. Você acha que o BBB usa alguns aspectos de produções ficcionais, como novelas, para atrair o público que consome esses produtos? (Como por exemplo a presença de temas polêmicos, os casais, a convivência diária como uma "família", a divisão por episódios, alguns participantes que
parecem fazer um "papel/personagem", mesmo que involuntariamente, galãs, a transformação de pessoas em vilões e mocinhos). 53:42 até 56:02 - Com certeza, o BBB é uma novela. Se você parar para assistir as edições, você vê que claramente tem uma linha narrativa, existe a criação de uma história, existe o desenvolvimento de personagem. Tudo o que é da ficção, você vê no Big Brother, porque, é ao contrário, na verdade, é a ficção que reflete a realidade. O Big Brother é uma realidade aumentada, e, mais importante ainda, uma realidade editada. Uma coisa que o pessoal sempre me pergunta, “não tem roteiro, não é possível, as coisas que acontecem lá?”, eu falo assim, olha, não tem roteiro, e não tem roteirista que supere o que possa acontecer quando você junta 16 doidos fechados numa casa, sozinhos. As coisas realmente acontecem naturalmente, o que ocorre daí é, a linha narrativa editada pela edição. Não tem roteiro, não tem o que a gente deve fazer, mas, óbvio, eles estão observando todo mundo e vendo o que acontece, então tem “olha, esses aqui estão começando a se gostar, esses aqui estão começando a se odiar, tem um grupo de amigas engraçado”. É tudo que uma novela tem, os mocinhos, os bandidos, o núcleo cômico. Eles, a Globo, vai ser a melhor no mundo em captar isso, e eles veem que essas linhas narrativas começam a acontecer naturalmente, e aí, eles dão destaque para o que eles querem dar. Toda a narrativa do BBB vai acontecer na edição, por isso que você consegue fazer paralelos tão claros. Eles mesmos fazem, vive tendo “vtzinho” comparando a galera com personagens de novela, toda hora. Sempre fizeram VT brincando de novelinha, porque é uma novelinha. A questão é que, no caso do BBB, como a gente não tem script, a gente não sabe o que está passando, a gente não faz ideia do nosso papel lá dentro. A gente pode até fazer uma ideia, mas a gente não vai saber. Mas, com certeza, é uma novela, só não tem roteiro, mas, é uma novela. B) Entrevista com Mauricio Stycer, jornalista de cobertura de televisão e Mestre em Sociologia, realizada através da plataforma Skype. Data: 3 de setembro de 2020. Como mestre em sociologia, em sua opinião, por que os telespectadores se identificam tanto com os jogadores do BBB? 0:24 até 2:55 - Eu não sei se eles se identificam, né. Eu acho que o engajamento que ocorre no BBB, tem, para mim, dois motivos básicos, principais. Deve ter vários outros, mas dois, na minha visão, são os principais: primeiro, que é meio óbvio, que é essa possibilidade de ver sem ser visto, o voyeurismo. É a promessa inicial de qualquer reality desse tipo de confinamento, oferecer a possibilidade do espectador “ver a realidade de pessoas que não estão vendo ela”. Você está distante, você está protegido, ninguém está te vendo, e você está vendo, acompanhando, a realidade ali de 15, 20 pessoas. É o voyeurismo tradicional, um fenômeno conhecido. E o segundo motivo, que eu acho que na verdade é o mais importante, porque eu acho que o voyeurismo é uma coisa meio óbvia, é sedutor, mas, meio óbvio. Eu acho que tem um segundo motivo, que é mais forte, que é o desejo, mais que o desejo, o prazer de julgar o outro. Esse eu acho que é a questão essencial que provoca o engajamento. Você, na tua condição de voyeur, além de voyeur, você é juiz o tempo inteiro da condição humana, da moralidade, das relações. Você passa todo momento que você dedica a assistir
o programa, a julgar aquelas pessoas que estão lá, se elas são boas ou más, legais ou sacanas, amigas ou traíras. Aí, você usa aí o que você quiser. Por isso que eu acho que, no fundo, o grande segredo do BBB é que ele é um espelho de você. Quem julga, na verdade está fazendo um julgamento de si. Quer dizer, você está usando seus valores, sua régua, para medir os outros. No fundo, você está se julgando, o tempo todo fazendo uma avaliação sobre você mesmo. Eu acho que essa, para mim, é a questão central do BBB. Nessa onda de julgamento, a gente teve, principalmente este ano, uma grande onda de cancelamento. Principalmente no Twitter, vários participantes deste ano foram cancelados. A Marcela, por exemplo, começou muito exaltada. E, depois, em um deslize, se envolveu com uma pessoa que basicamente acabou com os posicionamentos feministas dela. 03:26 até 4:28 - Eu acho que o ritual do cancelamento existe, mas sem esse nome, desde a primeira edição. A essência do BBB é essa, é cancelar, está na essência do programa. É você avaliar, “essa pessoa não presta”, e decidir isso. As redes sociais ajudam a formar torcidas, manadas, que vão pensar de um jeito parecido ao seu. No início tinha o Orkut, tinham as comunidades no Orkut, a favor e contra os participantes. Acho que isso é um fenômeno presente desde a primeira edição, é que não tinha esse nome, “cancelar”. Mas o que é eliminar uma pessoa? Cancelar ela no programa. É a mesma coisa, no momento que você vota para a pessoa sair, você está cancelando ela. É que hoje acho que tem essa conotação que é de um tribunal a internet, mas o programa sempre foi um tribunal. Levando em conta o tempo que trabalha nessa área, você percebeu um movimento de aumento de interações sobre o BBB no Twitter este ano? 4:52 até 6:53 - Eu não sei te dizer, o que me interessa mais vendo o BBB é como o diretor, o apresentador e o cara que edita, que eu brinco, eu chamo de “Mr. Edição”, como esses três elementos promovem o engajamento. O trabalho desses três ajuda você a tomar suas decisões, ajuda você a julgar, ajuda você a cancelar ou não as pessoas. Meu foco como uma pessoa que escreve sobre BBB, é basicamente este. Eu escrevo muito mais sobre essas três figuras do que sobre os participantes. Eu estou muito mais interessado, porque eu acho que isso é o mais fascinante do programa, é o trabalho dessas três figuras, porque eu acho que elas é que mexem com esses milhões de pessoas que se engajam e assistem. Eu não sei te responder exatamente, não tenho as métricas para te dizer se houve mais ou menos engajamento nesta edição. A audiência voltou a ser grande, a edição passada tinha caído, né. Então foi um sucesso, do ponto de vista de audiência, acho que havendo mais audiência também deve haver mais engajamento, naturalmente. Teve esse paredão de 1,5 bilhão de votos, que é um sinal evidente de muito engajamento, ainda que a gente não saiba o quanto teve ali de máquinas que ajudaram a votar, de votações automatizadas, porque não é 1,5 bilhão de pessoas, é 1,5 bilhão de votos, a gente não sabe quantas pessoas votaram. Mas, de qualquer maneira, é um sinal eloquente de que houve um engajamento, nesse caso específico, desse paredão, extraordinário.
No especial BBB 20 do UOL TV e Famosos, você compartilhou vários artigos em que se referia ao editor da Globo como "Mr. Edição", inclusive, deixando em evidência, que em alguns dias os participantes eram ajudados pelo editor. Qual é a sua opinião sobre as edições do BBB neste ano? Acha que alguns participantes realmente foram mais ajudados e outros prejudicados ou ignorados? 07:42 até 11:13 - É muito difícil essa pergunta, porque é evidente que a edição vai sempre responder que ela está mostrando o que está acontecendo. “Se uma pessoa passa 18 horas do dia dormindo, na hora da edição não vai ter o que mostrar dela”, esse é o argumento de quem edita. E é difícil contestar esse argumento, mas eu acho assim, em pequenos detalhes, quando você olha, assiste o programa, eu acho que da para perceber às vezes a vontade de expor mais uma pessoa do que outra, ou às vezes expor negativamente, ridicularizar, às vezes, dar um tom heroico. Pequenas coisas, às vezes uma música que vem junto de um resumo, uma música irônica, às vezes a seleção de uma cena em particular, em detrimento de outras. As cenas que não são mostradas às vezes falam muito da edição. Porque também tem isso, um programa hoje que está disponível 24 horas, e eles resumem isso em 30 minutos, 40 minutos, de um modo geral, à noite. Então, isso também me interessa muito. Por que que determinada cena não entrou? Por quê? Isso, às vezes, responde essa pergunta. Pode ser porque eles não acharam importante, mas, às vezes pode ser porque quiseram ou proteger, ou quiseram expor um determinado participante… quiseram ajudar o espectador a formar uma opinião sobre determinado participante. Se você quiser dar um exemplo nessa última edição que me chamou muito a atenção, foi uma conversa do Babu com a Thelma, sobre outros participantes, foi a primeira vez que eles falaram da questão racial, ainda que eles não usassem a palavra racismo. Eles não usaram nunca no programa, em nenhum momento, que eu me lembre. Nessa conversa, o Babu claramente falou como ele se sentia em relação à Marcela e a Ivy. Foi uma conversa muito interessante, que aconteceu à noite. E, no dia seguinte, na edição, vários trechos que eu julgava muito importantes, eloquentes, da sensação dele, não entraram na edição. Mas é uma questão muito subjetiva, eu acho que foi uma maneira de poupar, de repente, as participantes. O editor pode ter achado “não, eu acho melhor isso aí não é bom entrar, porque talvez pode ser ruim para o próprio Babu”. Tudo é muito subjetivo, é muito a interpretação, é da sensibilidade de quem está assistindo aquilo ali na hora. Tanto de quem vai escolher aquela cena, quanto de quem está assistindo o programa lá nas suas 24 horas, como eu. É muita opção, muita imagem, muito programa para você editar todo dia, e, evidentemente, tem coisas que ficam de fora que você fala “pô, porque isso ficou de fora?” Como você acha que é montada a narrativa do programa durante a edição? Por exemplo, a forma como os participantes são retratados mais vilanizados, sensatos, em formato de história. 12:32 até 16:19 - Essa última edição, eu acho que pode ter havido na seleção uma tentativa de provocar, durante o programa, essa discussão sobre machismo
e feminismo. Por que que eu acho isso? Porque o perfil dos homens é muito semelhante, os homens escolhidos ali, tinham 4 ou 5 que eram perfis muito parecidos, que poderiam levar a alguma coisa desse tipo. Então, estou querendo dizer que, talvez, essa narrativa pode até ser criada a priori. Agora, nada garante. Alguém pode ter falado “seria legal se nesta edição a gente discutisse feminismo e machismo, que esse é um tema importante”, você escolha as pessoas, mas, pode não acontecer também essa discussão, ela poderia não rolar. A edição passada, por exemplo, a 19, tinham 5 participantes negros, nunca tinha acontecido isso antes. Isso é, claramente, uma tentativa prévia de propor uma narrativa para o programa, não é acidental. O programa, toda edição, tem um ou dois negros, parece uma cota, todos. Aí, chega uma edição, tem cinco participantes negros, por quê? Mas não aconteceu o que eles queriam, essa história não se desenvolveu. Eu acho que tem uma intenção talvez inicial já, um pouco, nos perfis, algumas ideias talvez. E, à medida que começa o programa, às vezes não vai para o lugar que eles querem, eles percebem outras histórias, e aí, a edição começa a privilegiar, a recortar esses fragmentos de outras histórias, que podem render e virar uma narrativa, uma história a ser contada durante o programa. Isso também, eu acho que é uma habilidade muito grande de quem assiste e edita o programa com esse objetivo, de ir percebendo fiapos que vão ocorrendo. Você perceber “se a gente juntar isso com isso, e mostrar para o espectador você começa a criar, começa a dar sentido para alguma coisa”. Por isso acho muito fascinante, muito interessante esse trabalho de edição do programa, porque é realmente muito difícil, se você pensar. É muito difícil você reunir tudo isso, toda essa gente, todo esse tempo, e conseguir resumir dando sentido, não são coisas aleatórias. A partir do terceiro ou quarto dia já começa a ter histórias dentro do programa, é um trabalho que eu acho muito interessante, gosto muito de ver e acompanhar. Você acha que a emissora usa alguns aspectos de produções ficcionais, mesmo que involuntariamente, para atrair o público que consome esses produtos? Como, por exemplo, a sensação de ter uma narrativa e roteiro construído através da edição, trazendo estereótipos e reforçando características que nivelam os participantes à personagens de novela/filme, com o clássico vilão x mocinho, os casais apaixonados, e toda uma trama com rotulagem dos brothers. 17:13 até 18:30 - Eu acho que talvez o imaginário do espectador, acostumado com muito repertório de novela, de folhetim, pode aplicar esse olhar que ele tem para o programa, mas eu não acho que o programa tente reproduzir não. Eu acho que, acontece às vezes romances meio malucos, absurdos, de vai e volta, histórias que parecem novelescas, mas não acho que haja uma intenção, acho que é uma outra coisa. Acho que a graça, a coisa funciona, se o espectador acha que é vida real, se ele achar que é novela, acho que não faria o mesmo sucesso. Eu acho que faz muito sucesso porque o cara fala “pô, é isso mesmo, eu conheço um cara que é igualzinho a esse daí”, sabe? “Conheço uma mulher que é igualzinha aquela ali, e não presta”, ou “é genial, está sendo sacaneada”. Esse efeito de você julgar as pessoas ali, e ver identidades com você, com o seu mundo, é o que faz o programa funcionar.
Qual seria a parte dos jogadores nisso? Você conseguiu perceber alguma característica que os participantes forçaram em si mesmos, para parecerem diferentes do que realmente são, ou, até mesmo, fingiram ser alguém que não são? 18:50 até 20:08 - Sem dúvida, isso é o tempo todo. Cada vez mais, porque as pessoas assistem muito o programa, vão percebendo os tipos que agradam mais, os tipos que agradam menos. As pessoas têm objetivos diferentes também, quando entram no programa, tem gente que entra, talvez já achando que não vai ganhar, só achando que é uma chance de aparecer, de se mostrar, de se tornar uma pessoa famosa. É um jogo de sedução o tempo inteiro. E, sem dúvidas, os participantes se tornam personagens nesse sentido. Não um personagem de ficção, mas um personagem em relação ao que ele é na realidade. Não acredito também nisso, “eu estou sendo muito eu lá dentro”, você está sendo muito um participante do programa, porque é evidente que não é a realidade, nesse sentido, é uma projeção que a pessoa está fazendo para tentar seduzir a gente que está em casa. Tentar falar, “pô, olha como eu sou legal, eu mereço ganhar um milhão”. Mas são personagens sim. Uma coisa já sabida e admitida por vários participantes do grupo Camarote da casa, era que eles receberam um media training e acompanhamento da assessoria antes de entrar no programa. A Rafa Kalimann, por exemplo, citou um "coach" algumas vezes durante o BBB. Até que ponto você acha que isso beneficiou os famosos e prejudicou os anônimos? 20:45 até 23:11 - Eu acho que tiveram muita vantagem, sem dúvida. Não só em relação à questão de postura, de saber como lidar mais com a câmera, com a exposição, mas também com o apoio de público, todos tinham muitos fã-clubes. É verdade que a vencedora não tinha, entrou no programa sem nenhum fã-clube, provando, talvez, a tese do Boninho e da Direção que a fama não ia influir tanto assim. Mas é evidente que influiu, se você olhar a lista de eliminações, os primeiros seis ou sete eliminados, com exceção da Bianca, todos os outros, eram do grupo dos anônimos. Foi uma sequência quebrada só pela Boca Rosa, foram eliminando os anônimos, homens, todos os homens, e do grupo dos anônimos. É evidente que pesou, né, foi, eu acho, uma experiência interessante, porque eu acho que acabou, para a Globo, porque o programa produziu e gerou um engajamento inédito, muita gente famosa assistiu, que não estava acostumada a assistir. Ou que tinha parado de assistir e resolveu assistir esse ano. Gerou muito burburinho nas redes sociais, gerou situações interessantes, esses conflitos. Essas pessoas “famosas” entre aspas, mas, famosas para quem também está nas redes sociais, que é o público do BBB. Eu era um pouco ignorante em relação à alguns participantes, em relação à maioria, na verdade, desses famosos, e eu via que as pessoas conheciam mesmo, eu não fazia ideia. Para mim a Rafa Kalimann, a Boca Rosa, o Pyong, pessoas que eu nunca tinha ouvido falar na minha vida, mas eu não sou um bom exemplo, também. Nem pela faixa etária, nem pelo tipo de trabalho, não é a minha área isso, celebridades. Eu vejo televisão, não acompanho, não sou heavy user de Instagram. Eu tenho Instagram, mas não sou… enfim, então, eu não era o público alvo. Mas, sem dúvida, isso foi vantajoso para eles.
A nova aposta da Globo em trazer pessoas influentes na internet, com seguidores fiéis, pode ser um indicativo de que a emissora finalmente está olhando mais para esse público das redes sociais? Você já percebeu esse movimento em edições anteriores? 23:28 até 25:30 - Sem dúvida que a Globo está olhando para esse público, e a escalação do BBB 20 é uma entre muitos outros exemplos dessa preocupação da Globo de estar conversando com esse público. Um público mais sintonizado em internet, mais conectado, um público que não vê tanto televisão. Você está tentando trazer para a televisão um público que nem sabe direito o que é televisão. Isso aparece de várias formas, na escalação de uma novela “Deus Salve o Rei”, por exemplo, aquela novela com a Bruna Marquezine, Tata Werneck e a Marina Ruy Barbosa. É uma novela eu acho que escalada muito pensando nisso também. Na época da novela, eram as três brasileiras que tinham mais seguidores no Instagram. Hoje, já é Tiktok, tem que olhar a lista de quem tem mais seguidores no Tiktok. Sem dúvida, que isso pesa. Agora, não acho que isso significa que a Globo vai repetir isso no BBB. Uma das qualidades da visão que a direção do programa, o Boninho tem, do BBB, é que justamente ele tem que se renovar todo ano, tem que ter sempre uma ideia diferente todo ano. E eu acho que isso ele realmente consegue. Eu tenho muitas críticas à maneira às vezes como ele conduz o programa, mas acho que eu tiro o chapéu para esse esforço que o programa tem de renovação. Se repetiu em alguns perfis de participantes no início, mas a partir de um certo momento, o programa passou a se renovar demais. Sobre os casos polêmicos e acusações criminosas que já aconteceram durante o programa. Qual é a sua opinião sobre o posicionamento da emissora diante desses tipos de caso ocorridos anteriormente? Foram transparentes com os telespectadores e deram o apoio necessário às vítimas? Alguns que já aconteceram e repercutiram muito nas redes foram o relacionamento abusivo de Emilly e Marcos, em 2017, a acusação de estupro, em 2012, no caso Daniel e Monique e, no último ano, as falas racistas da vencedora Paula. 27:14 até 29:38 - Eu acho que está cada vez mais. Agora, no BBB 20, foi muito transparente. Contou para a gente o caso do ginasta, o Petrix, a gente soube que ele foi advertido. No caso do Pyong, mostrou ele sendo advertido, uma coisa inédita, que eu me lembre. A gente assistiu a cena, mostrou ele no confessionário levando uma bronca, então eu acho que está mais. Eu acho que é muito complicado para eles, porque tem muitos problemas jurídicos envolvidos, quando acontece um problema desse. Não sei se você assistiu o vídeo que vazou da Emilly, ali você vê toda a preocupação da Globo com o caso, vai uma advogada, depois vai um médico, tentando explicar quais eram os direitos que ela tinha, sugerindo um pouco que atitudes ela poderia tomar. Você percebe que eles estão ali no fio da navalha mesmo, naquele momento já estavam sendo pressionados pela polícia, que tinha ido na Globo, queria tomar satisfações, entender o que estava acontecendo. Eu acho que em várias ocasiões faltou
transparência, nesse caso, por exemplo, da Emilly com o Marcos, faltou, sem dúvida. A gente estava vendo tudo aquilo chocado, aquela relação, e demorou muito para a Globo falar alguma coisa, foi só um dia antes da expulsão que houve um primeiro comunicado do Tiago Leifert, que eles estavam acompanhando, e que não iam admitir, que ela já tinha sido informada sobre a situação. Ela foi chamada duas vezes ao confessionário, em um dia, e no dia seguinte que foi o dia que resultou na expulsão dele. 29:39 até 30:08 - O caso que você citou, da Monique e do Daniel, nunca foi claramente explicado. Eu imagino que eles tenham muitas dificuldades, por questões jurídicas, mas, para quem assiste o programa é muito frustrante não entender, não saber, não ser informado do que está acontecendo. Eu tenho a impressão de que esse ano melhorou, fiquei com essa impressão de que foram mais transparentes. Sobre os temas mais políticos e de cunho social que tivemos no programa este ano, qual você acha que é a relevância e a importância disso em um programa de entretenimento? Isso influencia as pessoas que assistem? 31:04 até 35:24 - Eu acho muito interessante, são coisas imprevisíveis, às vezes. Mobilizam as pessoas. O que me incomoda é que a Globo sempre evitou isso no BBB, o Boninho nunca quis que isso acontecesse no BBB. Várias vezes que houve possibilidades de alguns temas aflorarem, provocarem discussões, a edição cuidou de não explorar isso. No próprio BBB 18, teve um caso que me incomodou profundamente, que era uma jornalista negra que participou. Ela foi criticada, foi eliminada, criticada por ser militante. Eu lembro que o Tiago Leifert fez um discurso criticando ela pesadamente, falando “aqui não é lugar de militância”. A Nayara, na eliminação dela, foi muito criticada pelo Tiago Leifert, ele falou assim “esta casa, especificamente, está com uma outra ‘nóia’. Vocês não são mais vocês mesmos. Agora vocês representam algo. ‘Ah, eu represento a comunidade X’. ‘Fulano representa a comunidade Y’. ‘Eu represento sei lá o quê’. Deixa eu falar a real. Ninguém aqui fora deu procuração para vocês representarem ninguém aí”, disse isso se referindo à Nayara. Ela, várias vezes, falou no programa sobre racismo e questões ligadas ao racismo. Ela era meio confusa mesmo, mas ela quis levantar esse assunto, e ele criticou. Ele falou, de novo “É uma forma de autodefesa, um escudo. A gente entende. Mas a gente preferia que vocês abaixassem o escudo. Porque a gente colocou vocês aí dentro. A gente não ficou olhando de onde vocês eram. A gente gostou de vocês”. Não é verdade isso que ele falou, as pessoas entram no programa justamente porque cada uma representa alguma coisa que eles sabem que vai aflorar no programa. Mas, por algum motivo, eles não quiseram que esse personagem que a Nayara trouxe, desenvolvesse a história dela. E ele deu uma bronca nela, foi um negócio que eu achei chocante, porque, é justamente o oposto do que aconteceu, por exemplo, agora no 20, com o feminismo. Eles ficaram muito felizes que esse tema aflorou, muito felizes. Você percebia, várias vezes, que o Tiago se referiu a isso. Mudou um pouco a cabeça da Globo em relação a isso, ou, especificamente, em relação ao feminismo, eles queriam falar de feminismo. Mas, ele dá uma bronca na menina porque ela quis falar de racismo, ela se disse que representava uma militância negra, levou uma bronca. Não é estranho? Acho que mudou a percepção da Globo com relação a isso.
C) Entrevista com Luísa Prado Betti Guarnieri, telespectadora do BBB e estudante de Cinema, realizada através da Plataforma Skype. Data: 23 de junho de 2020. Apresentação pessoal 0:28 até 0:38 - Meu nome é Luísa, eu tenho 21 anos, eu faço cinema na faculdade, sou só estudante por enquanto, estou no último ano, e moro na zona sul de São Paulo. Você lembra com quantos anos começou a utilizar as redes sociais? 01:49 até 2:08 - Eu era muito novinha. Eu acho que o primeiro e-mail que eu criei, acho que eu tinha uns 5 anos, e rede social mesmo eu acho que eu cheguei a ter Orkut quando eu tinha 7, mais ou menos, bem novinha, uns 6 ou 7 anos. E o Twitter, você lembra mais ou menos desde quando você usa? 2:27 até 2:50 - Eu acho que eu criei quando começou meio modinha, tinha acabado de surgir aqui mais no Brasil, acho que eu tinha uns 11 anos. Acho que foi em 2010 mais ou menos, pelo que eu me lembro foi por aí. É que eu tive duas contas, a de agora eu tenho certeza de que foi em 2012 que eu criei, porque aparece escrito, mas eu tinha uma antes, então acho que foi há uns 10 anos. Você acompanha as edições anteriores do BBB? 2:57 até 3:35 - Sim. Eu começava a ver e sempre meio que desistia, aí, aquela edição que teve a família eu vi mais, até o final, mas sem coisa tipo PPV, ou votar nos paredões. Eu só acompanhava mesmo. Mas todo ano eu meio que acompanho quem vão ser os participantes, vejo a primeira edição, vejo um pouco, depois acabo desligando, não ligando tanto. Aí, essa foi um pouco diferente. Mas, acompanhar mesmo, a última foi a de 2018. A que tinha a família, a Gleici e tal, era 2018, a última vez que eu acompanhei mesmo. 3:40 até 3:48 - Mas assim, sem pay-per-view, sem nada, só vendo a edição mesmo e vendo uma coisa ou outra na internet, mas nada muito intenso. E essa edição você acompanhou desde o início? Como foi? 3:52 até 4:45 - Eu comecei a ver que nem eu via as outras, de acompanhar quem ia ser o elenco, ver o primeiro dia. Aí, no comecinho assim, não tinha me pegado, estava meio normal, quando calhava de eu estar sem fazer nada na hora. Aí, antes da quarentena mesmo, comecei a me interessar mais, comecei a ver mais. Eu acho que depois do paredão da Boca Rosa foi quando eu comecei a ver mesmo, e o pay-per-view eu comecei a comprar acho que uma semana antes de começar o isolamento social aqui em São Paulo, foi bem no comecinho de março. Mas, desde o início, eu não estava acompanhando não, foi mais no “fim do começo” que eu comecei a acompanhar mesmo. Você lembra o que te fez assinar o pay-per-view?
5:00 até 5:54 - Foi em um dia assim, que eu estava assistindo o programa mesmo, mas eu estava com trabalho que eu tinha que entregar pro dia seguinte na faculdade, eu ia meio que, não virar a noite, mas eu sabia que ia ficar acordada até muito tarde. Eu estava assistindo programa na Globo, aí depois tem aqueles minutinhos que fica no Multishow. E eu comecei, eu estava assistindo esses minutinhos, enquanto estava fazendo o trabalho. Daí acabou os minutinhos, só que estava me reconfortando muito ter o Big Brother passando na televisão enquanto eu estava fazendo, e eu sabia que eu ia até tarde, daí "ah, vou comprar o pay-per-view". Foi nesse momento que o pay-per-view surgiu na minha existência, e acabou sendo muito útil, porque, uma semana depois desse dia, começou a quarentena e ficar em casa assim o dia inteiro, e eu já tinha o pay-per-view, então foi ótimo. Acho que se eu não tivesse comprado antes, eu teria comprado de qualquer jeito quando começou o isolamento. Você passou a acompanhar com que frequência? Assistia pay-per-view sempre? 6:04 até 6:40 - As edições eu assistia todas, as que passavam de noite na Globo, e o pay-per-view era às vezes. Minha mãe também acompanhava, então, às vezes eu estava no computador fazendo alguma coisa, e deixava ligado atrás. Era muito uma coisa de deixar a TV ligada passando aquilo, às vezes meio de fundo, e meio direto, e às vezes eu parava e assistia. Mas, as edições era todo dia, chegou num ponto da quarentena que ficou um negócio muito tipo "ah, hoje é quinta-feira, dia de prova do líder", daí ficava o dia inteiro esperando pela prova, como se fosse um compromisso mesmo (risos). Quando tinha essas provas do líder, como por exemplo de resistência, que duravam mais que o tempo de transmissão do programa, você ia depois para o pay-per-view para ver o resto? 6:53 até 7:34 - Sim. Eu não chegava a ficar o horário todo acompanhando, mas teve algumas, uma das últimas, que eu acho que foi a Ivy que ganhou, que eu assisti até tipo o comecinho da madrugada, depois eu dormi, com a televisão ligada, aí eu acordei com o barulho, já no fim da prova, aí eu fiquei acordada vendo o finzinho. Mas nunca de propósito que eu ficava virando a noite. Nesse final, quando as provas estavam mais tensas assim, eu acompanhei mais pelo pay-per-view. Mas, sempre, acabava a edição, eu passava para o pay-per-view. Quando tinha qualquer coisa pra ver a continuidade das tretas. Sobre as votações, você chegou a participar de alguma para o paredão? 7:55 até 8:12 - Participei, acho que foi a primeira vez que eu participei. Eu acho que eu devo ter participado quando eu era pequena, que você ligava, porque eu achava legal ligar. Mas, dessa vez, eu participei em várias. Acho que no final, todos os paredões que o Babu foi, eu votei no paredão. Quais eram os motivos que te levavam a votar, salvar algum participante que você gostava?
8:19 até 8:37 - Sim, eu fazia mais pra isso. Acho que só no da Ivy que eu só votei pelo prazer de votar nela, não era pra salvar ninguém, mas os outros sempre foi isso. E para escolher a campeã do programa, você votou na final? Como você imaginava que fosse a final? 8:41 até 9:57 - Votei. Estava assim essa coisa toda de não poder ter plateia, eu sabia que ia ser muito diferente de como eles costumavam fazer, que sempre tinha show, tinha plateia. As eliminações, eu lembro que eu achava meio broxante, que eles saíam e não podiam abraçar ele [Leifert], eram meio esquisitos, eu pensei "putz, acho que a final vai ser muito estranha", diferente assim. Mas eu achei que foi legal, estava achando que seria um negócio bem chato, porque as eliminações estavam esquisitas demais, eles saíam naquele silêncio, no estúdio mesmo do programa, sem ser o palquinho que tinha as eliminações. Eu achei que eles lidaram bem, fazer essa final tendo todos esses impedimentos que teve, de não poder ter família, não poder ter show, não poder ter nada. Na verdade, eu achei que ficou até mais legal sem o show que eles costumavam fazer, porque geralmente é meio chato, sempre interrompia pra ter uma música que não tinha nada a ver com nada, achei que até ficou mais legal nesse sentido. Quando você começou a assistir, quem você imaginava que iria pra final? 10:13 até 11:05 - Eu achava que muito que o Babu iria pra final, não só porque eu estava torcendo pra ele, mas eu achava que tinha chances. Teve uma reviravolta, né?! Lá pela metade do jogo assim, quando eu comecei a assistir, começou a ficar bem claro que seria o pessoal que chegou na final mesmo, a Thelma, a Rafa, eu só achava que teria o Babu junto, eu achava que a Manu, por exemplo, não chegaria. Quando eu comecei a assistir, parecia mais que a final ia ter Marcela, esse pessoal assim. Eu lembro quando o Daniel chegou da casa de vidro, eu achei que tinha bastante chance de ele ir para a final, mas, da metade para o final, começou a ficar muito claro que teria, com certeza, a Thelma, o Babu, a Rafa Kalimann. Achei que ia ter algum deles. Você viu algum movimento de crescimento dos comentários sobre o BBB nas redes sociais esse ano? E especificamente no Twitter? 11:20 até 12:35 - Eu acho que, especialmente quando começou a quarentena, estava todo mundo muito, pessoas nada a ver que costumavam nem assistir, nem comentar, começaram a comentar muito na internet. Tanto que, eu não usava Twitter e essas coisas, eu tinha, mas eu não ficava entrando pra ver, e com o Big Brother eu comecei a acompanhar o que falavam, porque estava todo mundo falando, era um negócio surreal. As contas de futebol começaram a comentar muito, amigos meus que eu nunca imaginaria que estariam assistindo, estavam, foi um negócio muito… E comentando também. Teve um outro amigo meu que criou uma conta no Twitter, ele criou, pra conseguir ver as coisas do Big Brother e comentar também. Então, eu acho que, com certeza, aumentou muito sim. Eu já sabia que era muito forte esses comentaristas de Big Brother assim na internet, no Twitter, mas eu acho que, com certeza, esse ano
aumentou. Pelo que eu percebi das pessoas do meu meio, das pessoas que eu acompanho, todo mundo estava comentando. E como era sua participação? Você postava ou mais lia o que o pessoal colocava? 12:47 até 13:39 - Eu não postava muito, acho que, uma coisa ou outra, eu dava muito retuíte em coisa que eu via e concordava, mas, do zero, nada significativo, muito pouco. Mas, eu lia muito, eu usava muito como um termômetro, que ajudava muito a ver, às vezes tinha a formação do paredão e, entrando no Twitter, você conseguia ter uma noção de quem tinha mais chance de sair, ou também ver que participantes que o pessoal estava gostando, quem que estava sendo cancelado. Enfim, era muito um termômetro para tudo, então era legal ficar acompanhando, como que estava chegando as coisas que estavam acontecendo no Big Brother nas pessoas, dava para ter uma noção bem legal. Às vezes eu ficava nervosa nos paredões, eu ia ver o Twitter para saber qual era a chance, quais eram os resultados possíveis. Já teve alguma coisa que você viu no Twitter antes de ser transmitido na edição da noite? 13:55 até 14:28 - Eu acho que a vez que teve aquele negócio que o Babu foi no confessionário, e eu não tinha visto no pay-per-view também, mas eu vi no Twitter todo mundo falando que tinha acontecido isso, que ele tinha entrado no confessionário antes da prova e que poderiam ter passado respostas pra ele. Isso eu vi antes no Twitter, e também foi um negócio que nem passou depois, nem foi tocado no programa. Mas foi um negócio que eu não estava acompanhando o pay-per-view nesses dias tanto assim, eu fiquei sabendo por lá mesmo. Você já viu alguma outra postagem no Twitter com esse mesmo sentido? De que talvez estariam ajudando algum participante ou teria alguma manipulação. 14:46 até 15:37 - Sim, eu vejo muito. Esse do Babu é o que eu mais lembro, de lembrar de uma situação específica e falar. Mas, eu acho que falavam muito também que estavam ajudando a Manu Gavassi, que a produção estava do lado dela. Eu também vi muitos videozinhos. Além do Twitter, eu estava num grupo do Facebook e, lá, eles publicaram alguns vídeos meio de conspiração, que mostravam várias conversas da Thelma com a Rafa, falando coisas que elas descobriram através de um médico do programa. Daí, as pessoas estavam conspirando que talvez não fosse, mas talvez uma pessoa que contasse coisas privilegiadas para eles, mas, foi mais questão de conspiração, eu vi bastante. No Twitter também, mas, nesse grupo eu vi, foi onde eu mais acompanhei essa discussão. Era um grupo específico sobre Big Brother?
15:45 até 16:09 - Era, era o “Share”, esses grupos só de mulheres que tem no Facebook, e era sobre o Big Brother, voltado só para discussões do BBB. Acho que agora ele está até desativado, se eu não me engano, mas era um voltado só para isso mesmo, só discutia questões do Big Brother. Só participava no Facebook. Você já pensou em se inscrever em alguma edição? 16:14 até 17:04 - (Risos) não, eu acho que eu não aguentaria. Eu sempre zoei com os meus amigos, "nossa, se inscreve pra gente saber como é", porque dá muita curiosidade né?! A gente vê tanto sobre isso, esse ano eu vi pra caramba coisa disso, dá muita curiosidade de saber como é lá dentro, como funciona os bastidores, que a gente nunca fica sabendo. Mas, eu acho que pensando de um jeito mais sensato e mais geral, eu não aguentaria de jeito nenhum, seria horrível. Se eles inventassem um negócio tipo Disney Big Brother, como se fosse um parque, você vai lá, fica um dia e vê como é, aí tudo bem. Mas ficar 3 meses, aparecendo pra todo mundo, acho que não. Acho que o tipo de reality show que você não fica confinado, é um pouco mais fácil de lidar, né? 17:34 até 18:07 - Acho que é menos surreal, o "De Férias Com o Ex" é como se eles estivessem gravando um programa, é menos estressante, mexe menos com o psicológico, apesar de ter várias coisas que podem acabar mexendo com a pessoa. Mas, acho que o Big Brother é muito mais em cima, você está se sentindo muito mais observado eu acho, 24 horas por dia, e sabendo que tem gente te assistindo 24 horas por dia, acho que é muito intenso. Você, como estudante do cinema, acha que o Big Brother passou a substituir a novela do pessoal, por ser o único conteúdo inédito? 18:41 até 19:56 - Eu acho muito, acho que a novela e o futebol, também né, que você comentou que o futebol também começou a ser reprise. Acho que tudo. Eu até pensava, "nossa, não sei porque a Globo não aumenta o tempo de duração da edição do Big Brother", o tempo do programa mesmo que passava, não a extensão dos dias que eles ficam lá. Porque é a única coisa nova que eles têm para mostrar, então faz muito sentido que eles deixem mais tempo. Ficou sendo a única coisa nova, que tinha meio que um suspense, "e o próximo episódio?", e tal. Acho que isso mexeu com muita gente, esse exemplo das pessoas do futebol, que começaram a se envolver como se fosse torcida mesmo no programa, acho que representa muito isso, que ficou sendo o único entretenimento que as pessoas tinham. Meio que os únicos eventos também, eu lembro que eles ficavam brincando que era o único lugar que podia ter festa, então, eu acho que concentrou muita coisa no Big Brother esse ano. Todos esses, "o único lugar que pode ter festa, o único programa inédito", acho que ficou representando muita coisa que antes não representava, só mais um programa.
Algumas características são que às vezes parece uma novela por conta dos temas que são abordados, têm muita polêmica, tem casal, tem toda uma narrativa. 20:17 até 21:28 - Super, super! Era muito engraçado de ver, tendo o pay-perview e vendo depois a edição, ficava muito claro como eles faziam a montagem daquele material para ficar mesmo parecendo narrativa. Na faculdade, a gente tem muita aula disso, de montagem, de edição de imagem, e você realmente consegue mudar o sentido daquilo. Uma coisa muito banal que passava no payper-view, sei lá, eles fazendo almoço, ganhava todo um drama quando você via essa mesma cena depois, na edição. Eu acho que eles trabalham muito para ter esse lado de novela, de série. No próprio casting do programa, eles ao escolherem os participantes, tem total pessoas que, não sei se conseguem interpretar um personagem, mas que tem personalidades muito marcantes, que fazem com que eles sejam quase personagens. Eu acho que tem muito isso mesmo, acho que eles constroem de um jeito que fica uma narrativa mesmo, eles constroem uma narrativa. O que fez você se identificar mais com o Babu e torcer para ele? 21:46 até 22:39 - Ah, eu acho que ele é uma figura muito carismática, muito simpático na casa. As relações que ele tinha com a Thelma, ou com as outras meninas também, era muito bacaninha de ver, era engraçado, era fofo. Eu acho que era um dos poucos famosos que eu já conhecia de antes, teve a Manu Gavassi assim, que eu sabia quem era. Acho que isso bateu muito por ele ter essa ligação com o cinema nacional, ter feito o Tim Maia, acho que foram coisas que atraíram. É engraçado que a maioria das pessoas da minha faculdade torciam para ele. No grupo da minha sala da faculdade, quando ele foi eliminado, as pessoas nem comentavam de Big Brother lá, mas, no dia em que ele foi eliminado, todo mundo começou a tipo "chorar" naquele grupo. Tinha algum participante que você não curtia ou se sentia meio mal? 22:49 até 24:15 - Nossa, vários, acho que quase todos, em um momento ou outro, eu fiquei "nossa, que pessoa insuportável". A Gizelly e a Marcela eu não aguentava, no pay-per-view elas eram muito chatas, não precisavam de edição para serem insuportáveis. Eu escutando elas falando no pay-per-view já achava insuportáveis. A Ivy, o Prior, o Pyong, a maioria, quase todos (risos). Mas, acho que todos falavam coisas que deixavam muito desconforto, nenhum escapou dessa, tinham uns que mais que outros. A Ivy era meio surreal, ela era racista mesmo, a Gizelly também, falava várias coisas bem… A Marcela segurava um pouco mais, mas enfim… A Ivy e a Gizelly eram bem chatas de ver, bastante, e, mais ainda, o fato de que elas tinham muitas fãs. O Prior também tinha várias questões, depois que ele saiu da casa, acho que foi até pior do que quando ele estava dentro, mas acho que disfarçou um pouco com aquela amizade que ele criou com o Babu, depois ele começou a brigar com ele também. Durante uma semana eu simpatizei com ele, mas, depois, foi cancelado. Você acha que essa amizade entre o Prior e o Babu influenciou, ou positiva ou negativamente, no jogo para eles?
24:27 até 25:10 - Eu acho que para o Prior talvez sim, tenha ajudado um pouco, para o Babu também, acho que acabou sendo uma narrativa que atraiu muita gente. Eu nem tanto, mas muita gente que eu conheço, eu vi que estava achando muito legal essa parceria dos dois, estavam fazendo meme com Drake e Josh, da amizade deles. Eu acho que foi uma narrativa que o pessoal curtiu, os dois juntos. Mas, eu acho que se ele [Prior] tivesse ficado mais no programa, o Babu não teria chegado tão longe quanto ele chegou, talvez. Mas, não tenho certeza. Você mudou de opinião sobre alguns participantes durante o programa? Por quê? 25:21 até 26:20 - Sim, totalmente. É engraçado que, quando eu comecei a ver as provas do líder, e, enfim, as provas no geral, eu ficava torcendo para esse grupinho da Marcela, que era logo depois teve aquele exposed do Hadson, essas coisas, eu estava torcendo para esse pessoal. Mas, eu gostava do Babu também, desde o começo, mas, eu torcia pra ele nas provas ir contra esse pessoal mesmo. Depois, eu comecei a detestar cada um deles, e torcer muito que eles saíssem. Acho que o negócio da casa de vidro foi o que meio o ponto de virada assim, pra minha relação com esse grupo, e, de muita gente também, eu imagino, acho que essa foi a principal mudança de opinião que eu tive ao longo. No começo, eu torcia muito para esse grupo, e, depois, total oposto, eu torcia contra eles. Depois que a Marcela começou a se envolver com o Daniel, a popularidade dela caiu muito, ela foi cancelada né?! 26:33 até 27:57 - Sim, totalmente. A Marcela era mais ok, desse pessoal, mas acho que a Ivy os levou muito pra baixo, a Ivy com a Gizelly, eu achei que detonou ela. A Gizelly começou a falar muita bobagem, muita coisa desagradável, acho que foi isso também que mexeu muito. Acho que o que atrapalhou também, mais do que a relação da Marcela com o Daniel, foi o fato dela ter informação de fora. Acho que, depois que eles ficaram sabendo que ela estava sendo vista de um jeito muito endeusada do lado de fora, ela começou muito a vestir o personagem. Isso foi um negócio que atrapalhou bastante, ter essa noção do que estava rolando aqui fora, acho que foi o que matou ela assim, porque ela mudou muito, o grupo inteiro, eles começaram a achar que eles estavam muito "que já estava ganho o jogo", que eles estavam bem. Daí, começou a ser legal, querer que eles vissem que na verdade não, que as coisas tinham mudado, então, ficava legal torcer para eles serem eliminados nos paredões, pra eles ficarem justamente com o choque eles ficaram mesmo, de que, talvez, não fosse bem assim, porque, do nada, eles ficaram muito cheios de si. Durante a edição, você já viu indícios não só de manipulação, mas de uma edição que favorecesse algum participante, por exemplo? 28:37 até 30:50 - Sim, com certeza. É muito nessa onda, do que a gente estava falando mesmo, que eu comentei. Na edição da para dar muito sentido para situações que são muito corriqueiras, colocar opinião mesmo. Alguns
participantes apareciam claramente como os vilões, e outros, a edição favorecia momentos fofos, momentos engraçados, que privilegiavam um pouco alguns participantes. Eu acho que o próprio Babu, eu estava comentando um dia que eu estava assistindo com uma amiga a edição, eu falei "nossa, o editor ama o Babu, porque a edição está super mostrando os momentos mais legais dele, e tal", colocando músicas legais, fazendo edições engraçadas, da super na edição para fazer esse tipo de coisa. Eu acho que eles também, por exemplo, a Gizelly, eles levavam muito a edição pintava muito desse jeito de ficar sempre brigando com a produção, de ser meio raivosa, a edição facilitava muito isso. Eu acho que todos eles, tinha uns que eram o que a edição mostrava mesmo, mas a edição sempre vai exagerar. O Babu, nesse caso, a Manu Gavassi muito na edição também, a Mari também, eles em uma época começaram a ajudar bastante, na edição mostrá-la de um jeito engraçado, mostrar os momentos engraçados. Mas eu acho natural, acho difícil pegar 24 horas de material e fazer um negócio totalmente imparcial. Eles podem forçar muito com algumas coisas, distorcer um participante, mas, isso eu não lembro, acho que não aconteceu esse ano. Acho que o que eles faziam era aceitável, acho que claramente eles construíam narrativas na edição, sem dúvida. Você vê algum indício de manipulação no programa? Por exemplo, houve muitas reclamações de pessoas que acessavam o pay-per-view e não encontravam alguns participantes do programa, ou a câmera estava errada. Algo do tipo já aconteceu com você? 31:13 até 32:10 - Eu nunca peguei isso ao vivo acontecendo, de eu estar lá no pay-per-view e acontecer isso, eu sempre via vídeos depois. Eu lembro do vídeo que estavam as meninas falando do shampoo que patrocina o programa, e elas estavam falando que os cabelos delas estavam super desidratados e horríveis, daí a câmera corta e vai mostrar a academia. Mas, eu nunca vi ao vivo, acontecendo, nunca dei a sorte de pegar esses momentos. Eu acho que uns, com certeza, fazem total sentido, tipo esse do shampoo, mas, esses outros, tipo dos participantes no confessionário, eu acho meio misterioso, não sei se procede mesmo. Até porque, naquele dia do Babu, ele errou metade das respostas da prova do líder, só se a manipulação foi para ele errar, não sei. Eu nunca vi nenhum ao vivo, só acompanhei na internet mesmo. Sempre que acontecia uma coisa dessas, todo mundo já postava vários vídeos assim mostrando acontecendo. Qual a sua opinião sobre o comportamento dos participantes serem, algumas vezes, parecidos com o de personagens? Você acha que eles atuam durante o BBB? 32:59 até 35:18 - Eu acho que sim. Acho que é uma coisa natural, de quando você está em evidência assim, de você pegar algum traço seu e meio que forçar ele, e usar ele como esse meio de você se apresentar para todo mundo que está te assistindo. Mas, quando você assistia o pay-per-view, dava para você ir vendo como era a personalidade mesmo das pessoas, quando elas estavam mais relaxadas. A própria Manu Gavassi, que era a que mais fazia, que mais deve ter ficado pensando mesmo em como ela ia se apresentar no programa, tinha momentos no pay-per-view que ela estava conversando normal, e ela era
mesmo do jeito que ela fazia naqueles vídeos, ou, quando ia para a edição ao vivo, que ela falava e tal, só que em menor escala, era mais contido. Mas eu acho que é super comum, acho que todos eles pegaram uma coisa que eles acreditavam ser mais chamativa de cada um deles e, quando estava no ao vivo, forçavam isso mais. Era engraçado que no pay-per-view tinha horas que dava para saber que eles sabiam que estavam sendo filmados, e que eles sabiam que o que eles estavam fazendo ia para a edição. Teve um dia engraçado, que eles estavam esperando para entrar na festa, aí eles ficam daquele jeito trancados na salinha, esperando a porta abrir. Eles estavam de um jeito, antes da porta abrir, neutros, meio "ok, tá, estamos esperando aqui, que saco", aí, no que abria a porta, era muito engraçado, eles pareciam que entravam num palco, mudavam. Acho que foi numa festa da Ivy, eu lembro muito dela, ela estava se arrumando ainda e, abre a porta, parece muito que ela entra num palco, engraçado. Mas eu acho que todo mundo estava fazendo sua personalidade, acho que ninguém estava fingindo, mas, também não sei, porque eu realmente não conheço nenhum deles, mas pelo que eu acompanhava no pay-per-view, nos momentos em que eles estavam mais relaxados, eram parecidos com o que eles tentavam trazer na edição. Você acha que as pessoas que já eram famosas, tiveram algum tipo de vantagem por já saber como lidar com a câmera e a exposição da imagem? 35:37 até 37:36 - Com certeza, nesse sentido, eles tiveram um facilitador. Todos eles acabaram lidando de uma forma parecida, talvez, as pessoas que sabiam mais essa coisa do que falar e do que não falar, de como se portar, foram menos "canceladas" e conseguiram chegar até o final mais de boa. Dava pra perceber que a Manu e a Rafa sabiam mais um pouco como fazer, o que deviam falar e como se portar, do que Marcela, Gizelly e tal, tanto que elas saíram bem antes no jogo. Acho que, quando você tá com uma câmera em você 24 horas, é mais difícil para pessoas que não tem esse costume lembrarem disso. Eu acho que elas (Manu e Rafa) pareciam mais treinadas, tinham mais uma postura mesmo, de saber o que o público pensa, fala e gosta, as duas são um bom exemplo que sabem das críticas que podem receber e do que fazer para as pessoas gostarem delas. Você acha que a formação de casais é uma estratégia de jogo que é fingida pelos participantes apenas para ganhar popularidade ou algo do tipo? Por quê? 38:03 até 39:42 - Acho que sim, mas acho que agora isso está bem mais fora de moda, não é mais a primeira coisa que as pessoas se atraem em um participante. Sempre tem fãs de casais, o próprio casal da Gabi e do Guilherme teve um fã clube grande, mas nada significativo, não acho que seja uma coisa que ajuda a chegar até a final, sinto que já passou. O que eu via mais na internet eram pessoas comentando criticando, do que torcendo e apoiando. Talvez o Prior e a Gizelly chamassem mais atenção entre os casais, por ser uma coisa meio de humor. Acho que não faz mais sucesso, mas os participantes ainda tentam por estar enraizado na fórmula, porque lembra de casais de edições antigas e tentam fazer igual, acho que a própria Gabi estava nessa vibe.
40:00 até 40:52 - No começo, acho que as pessoas gostavam da Gizelly. Teve até um momento em que a Marcela estava perdendo fãs, e quem começou a ganhar popularidade foi a Gizelly, porque ela trazia muito essa coisa da sofredora, essa coisa que todo mundo se identifica, a que fica correndo atrás, aí se fode, e todo mundo achava engraçado. No mesmo momento em que a Gizelly estava ganhando popularidade, a Marcela estava perdendo, e ela estava no casal. O pessoal estava se identificando mais com a Gizelly sofrendo pela Marcela e depois pelo Prior, do que com os casais que estavam na casa. Você acompanhou a movimentação dos jogadores de futebol e artistas que se mobilizaram no paredão entre Prior e Manu Gavassi? Se sim, o que achou disso? Te influenciou de alguma forma? 41:32 até 43:00 - Eu acho que muitos dos que estavam na casa conseguiram trazer público para eles sem precisar de muita ajuda, mas acho que essa coisa da boca a boca influencia um pouco. Alguém que curte futebol, e vê que todos os amigos estão votando para esse cara, e quer entrar na onda, quer entrar no papo dos amigos, influencia muito. Uma pessoa que gosta de futebol, vê o Neymar comentando disso, quer saber do que ele está falando, fazer o que o ídolo está mandando. Acho que influenciou tanto as pessoas votando, quanto assistindo. Quando todo mundo está comentando alguma coisa, alguém que você é fã, você fica curioso para assistir. Tem a questão também de que o futebol, estava sem o entretenimento deles, e o Big Brother tem muito essa questão do jogo, da torcida, que também tem no futebol, acho que é muito próximo, e natural eles migrarem. Esse ano o programa levantou grandes discussões sobre racismo, machismo, feminismo, manipulação dos participantes dentro da casa (como por exemplo, o Pyong). O que você achou disso? 43:29 até 46:12 - Levantou várias discussões, e talvez trouxe pessoas que assistiam ao programa, mas que não eram ligadas em nenhuma dessas discussões, a quererem saber mais. É muito diferente, por exemplo, você ver uma situação de machismo acontecendo. Uma pessoa que talvez não saiba muito, não pesquise, não se interesse, talvez, passando em um programa desse, ficando tão em pauta, em evidência, acho que traz uma discussão a mais, facilita para mais pessoas se interessarem e discutirem. Esse programa teve muito isso de diferente, essa narrativa do machismo e do racismo, que foi um pouco menos falado pela edição do programa, eles focaram no machismo e deixaram um pouco de lado o racismo, que estava sendo muito falado no Twitter. Alguém que tenha atitudes racistas vendo claramente a reação das pessoas, e alguém tentando explicar, podem acabar sendo "educadas" em algum sentido. Não sei também, porque os fãs do Prior e do Hadson se multiplicaram, não sei até que ponto as pessoas possam ter aprendido algo, mas, com certeza, colocou em pauta. 46:50 até 48:28 - Teve um momento da edição, inclusive, que, mesmo eles falando sobre essa narrativa machista, dando razão, mas também colocavam muito uma edição colocando o Hadson e esse pessoal como coitadinhos. Eu lembro que teve uma festa em que eles mostraram o Prior dançando sozinho, e, num canto, todo o resto da casa, as meninas conversando, meio que colocando
ele como "nossa, coitado dele, está sendo excluído pelas maldosas". Acho que eles não querem se jogar inteiramente para nenhum lado, dão um pouquinho aqui, um pouquinho lá. Comparado à última edição, que eu acompanhei pela internet, aquela menina que venceu era um absurdo ambulante, e eu acho que eles passavam as coisas que ela falava. Eu vi na internet que ela falava coisas muito absurdas e, ver que teve essa mudança do ano passado pra cá já é alguma coisa, apesar de eles ficarem meio divididos. Você acha que a discussão desses temas colaborou para a Thelma ser a vencedora? 49:25 até 50:20 - Eu fico pensando, o que mudou de lá para cá? Em um ano escolheram uma mulher super racista, e, pelo que eu vi, falava coisas homofóbicas também e daí, ser a Thelma. Com certeza, teve alguma mudança, não sei se os aprendizados do próprio programa, não sei o que houve para ter esse resultado, mas é um resultado muito legal, era o que tinha que ser, fiquei preocupada que não fosse.
Apêndice F Reprodução do Site Link para o produto final: https://www.portalfoca.com.br
Barra de progresso
Menu lateral e botão topo
Pop-up`s “flop”, “cancelar”, “casting”, “fandoms” e “crossover”
Reprodução dos tuítes
Reproduções do Instagram
Modals
Apêndice G Diário de Campo
A primeira ideação deste projeto, em meados de fevereiro de 2020, com certeza não contava com os percalços da iminente pandemia de coronavírus que viria para assombrar o país. De início, as expectativas não foram tão abaladas: lá no fundo, havia a esperança de que seria algo passageiro, e que o planejamento não seria assim tão afetado. Agora, já no final do ano, com parte das “crises” superadas, a programação e elaboração do conteúdo pode ter mudado, em especial, a parte multimídia do trabalho, mas os objetivos continuam os mesmos, e ainda mais claros após as conversas com tantos especialistas e pessoas que dedicaram grande parte do seu tempo a acompanhar o Big Brother Brasil 2020. Os primeiros passos após aceitar que a realidade do distanciamento social não se esgotaria tão cedo, foram os de reprogramar e pensar em novas formas de produzir vídeose imagens da forma menos prejudicial o possível em termos de qualidade, tanto de informação, quando de transmissão. Próximo ao fim de maio, foi iniciada a busca por fontes que estariam disponíveis para entrevistas e bate-papos através de plataformas de videoconferência. A procura foi feita através de grupos nas redes sociais, indicações de colegas de curso e trabalho, professores e pessoas próximas. Algumas ferramentas utilizadas para a realização das entrevistas foram Skype, Google Meet e Zoom, por exemplo. Alguns problemas de conexão e gravação foram encontrados, mas, isso já era previsto para a condução de conversas por meios digitais, pois, com tantas pessoas cumprindo a quarentena em casa, causando uma sobrecarga nas operadoras de internet, algumas – mesmo que poucas – falhas de áudio e vídeo ocorreram. As entrevistas, que estão disponíveis no Apêndice E deste projeto, prosseguiram até o início do mês de setembro, e, ao longo das conversas com telespectadores, especialistas e antigos participantes do programa, foi possível começar a construir melhor
o
esboço
da
reportagem.
Entre
hipóteses
confirmadas e contestadas, foi possível chegar a respostas mais claras sobre o enfoque da pesquisa. Desde o início do ano, foi gasto tempo em pesquisas também relacionadas ao portal que seria utilizado como referência, incluindo uma entrevista com a editora do TAB. Já no segundo semestre, foi feito o planejamento de mudanças que agregariam mais ao modelo do portal, adaptando para o conteúdo a ser transmitido. Um dos problemas encontrados na jornada de criação do produto foi encontrar uma substituição para o uso de fotos dos participantes, para que não houvesse
dificuldades relacionadas à direitos autorais e de imagem, e, ao mesmo tempo, pudesse trazer algo pensado do zero para este trabalho. Foi decidido que a melhor forma de fazer isso seria trazer esboços e/ou desenhos semelhantes aos ex-BBBs e elementos do programa e das redes sociais, e, para isso, seria necessária a ajuda de alguém com mais conhecimento na área, como um designer gráfico. Na árdua busca desde junho por um profissional de design, um acordo de projeto visual foi fechado com uma colega de trabalho, Thaís Suananda Carajeleascov. Assim, foi combinada uma frequência semanal de reuniões, para falar sobre o briefing e a entrega das artes. Com um novo olhar, nesta mesma época também foi revisitada a pesquisa feita através de Formulários Google. A fim de extrair dados de engajamento do programa. A hospedagem da reportagem em site foi pensada com muito cuidado, com a ajuda de um amigo que trabalha na área de tecnologia, Vitor Bruno de Oliveira Barth. Foi combinado que seriam feitos encontros remotos com frequência mínima semanal, com o propósito de pensar e criar um layout e navegação que se adequassem ao produto final da melhor forma. A pesquisa de tuítes e demais dados que seriam relevantes para a reportagem foi frequente durante todos os meses de produção do projeto experimental. Com a finalização do texto, já em outubro, o momento foi propício para terminar as edições de material multimídia, como os vídeos e infográficos, e fazer a revisão final de gramática, concordância e ordem de como tudo foi apresentado. Foi escolhido um domínio que deverá ser alimentado após o final do curso com mais reportagens que conversem com a linha definida para o Portal Foca.
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ANEXOS
Anexo 1 Release da Assessoria de Imprensa do Twitter
Assunto: Dados BBB 20 Twi-er Data: quarta-feira, 10 de junho de 2020 17:08:06 Horário Padrão de Brasília De: Paulo Lira Para: Raissa Pilar Correia Oi Raissa. Tudo bem? Te mando abaixo todos os releases que divulgamos na imprensa sobre o #BBB20 em ordem cronológica de divulgação. Espero que te ajude. Beijos.
Estreia do #BBB20 gera mais de 1 milhão de Tweets Manu Gavassi, Pyong Lee e Hadson foram os participantes mais comentados no Twitter na estreia do programa A estreia da temporada 2020 do Big Brother Brasil (@bbb) na noite desta terça-feira (21) gerou muitas conversas entre os fãs da atração no Twitter. Considerando Tweets sobre o assunto publicados entre a 0h de ontem até às 11h desta quarta-feira (22) foram registrados globalmente 1,1 milhão de Tweets. O número representa um crescimento de 44% em relação a quantidade de Tweets publicados na estreia da edição 2019 do programa. Em conversas sobre o Big Brother Brasil no mesmo período, a participante Manu Gavassi (@manugavassi) foi a mais mencionada no Twitter, seguida por Pyong Lee (@PyongLeeTV), Hadson, Babu Santana e Mari Gonzalez. Um dos maiores picos de comentários sobre o programa na plataforma aconteceu quando o participante Pyong Lee apareceu dançando funk ao lado de outros parceiros de confinamento. Entre as hashtags, #bbb20, #redebbb e #bbb2020 foram as mais utilizadas em Tweets sobre o programa. Confira abaixo alguns dos Tweets sobre a estreia do #BBB20 de maior destaque: https://twitter.com/IsabelaaFreitas/status/1219753519017754630 https://twitter.com/bydhans/status/1219811554021007360 https://twitter.com/rbd3d/status/1219802282570780672 https://twitter.com/lacerda/status/1219808381722079232 https://twitter.com/cleytu/status/1219798366458085377 Confira abaixo alguns Moments sobre o assunto no Twitter: Grupo Pipoca vence prova da imunidade no 'BBB 20' Vai ter casa de vidro no 'BBB 20' – e a galera já sabe quem quer ver lá dentro
O Pyong já começou hipnotizando todo mundo com essa reboladinha Então esse 'BBB' é uma mistura de 'The Voice' com 'Grey's Anatomy'? Para que as pessoas possam encontrar com facilidade os conteúdos relacionados ao BBB, a equipe de curadoria do Twitter Brasil fará uma cobertura especial durante toda edição do programa, monitorando a plataforma para destacar Tweets sobre o tema. A cobertura estará disponível no perfil do Moments Brasil (@MomentsBrasil), na aba Explorar - logo na parte de cima ou na sessão “O que está acontecendo” - ou ainda no topo da página inicial do Twitter, de acordo com o interesse pelo tema.
Em duas semanas, #BBB20 supera edição 2019 em conversas no Twitter Só nas últimas 24 horas, quando ocorreu a disputa do paredão entre Petrix, Hadson, Babu Santana e Pyong Lee, foram mais de 7,3 milhões de Tweets. Assim, a edição 2020 do Big Brother Brasil, que estreou há duas semanas, bateu a edição passada inteira em volume de conversas no Twitter. Nesse período de duas semanas, o #BBB20 já acumula 28 milhões de Tweets no mundo. A edição anterior (#BBB19) teve, em três meses de duração, 24,8 milhões de Tweets.
Em dois meses, #BBB20 tem volume de conversas sete vezes maior do que toda a edição de 2019 no Twitter Desde a estreia do programa, no dia 21 de janeiro, até ontem, 1 de abril, foram mais de 175 milhões de Tweets globalmente sobre o #BBB20 na plataforma - aproximadamente sete vezes o número de Tweets da edição do ano anterior. Marcado por opiniões sobre o paredão formado entre Manu (@manugavassi), Mari (@marigonzalez) e Prior (@felipeprior), o último domingo (29 de março) foi o dia com maior número de conversas da temporada, totalizando 13,8 milhões de Tweets sobre o assunto. O #BBB19 teve, em três meses de duração, 24,8 milhões de Tweets.
10 acontecimentos do #BBB20 que bombaram no Twitter O último episódio do reality show que foi sucesso em todo o Brasil e deu o que falar no Twitter vai ao ar hoje, dia 27. Com sua final disputada por Manu Gavassi (@ManuGavassi), Rafa Kalimann (@RafaKalimann ) e Thelma Assis (@Thelminha Assis), o #BBB20 rendeu inúmeros momentos hilários e outros de polêmica no Twitter desde o seu primeiro dia, em 21 de janeiro - todos sempre acompanhados de perto pelo time de curadoria do Twitter Brasil, que reuniu em diversos Moments Tweets que ajudavam a contar e dar contexto a cada história relevante do reality. A equipe nos ajudou a selecionar alguns dos Moments mais populares desta edição. Veja abaixo: Os anônimos estão livres do primeiro paredão da edição. BBB adverte Petrix por comportamento em festa; atleta se desculpa com Bianca Petrix empurrou ou não empurrou Pyong na corrida pelo Big Fone? Sisters descobrem o "Plano de Sedução" dos brothers "Deve ter sido ruim pra ele", Bianca fala sobre relação com Diogo Melim na Ana Maria Leifert conta aos brothers sobre pandemia do novo coronavírus Pyong é eliminado do BBB com mais de 300 milhões de votos Thelma é líder após 26 horas de prova Neymar é Prior e Bruna é Manu: a polarização dos famosos no paredão Prior vs. Manu vs. Mari Prior é eliminado do maior paredão da história do BBB
O sucesso do #BBB20 no Twitter; confira os rankings da temporada Não há dúvidas de que o #BBB20 foi um sucesso no Brasil e na internet. Desde sua estreia em 21 de janeiro até a final do reality que aconteceu na madrugada desta terça-feira (28 de abril) e coroou a médica @Thelminha Assis com a grande vencedora da temporada, foram mais de 271,4 milhões de Tweets globalmente sobre o #BBB20. Isso equivale a mais de dez vezes o número da edição de 2019 do programa, que totalizou 23,2 milhões de Tweets. Considerando toda a temporada, o ator @BabuSantana foi o participante mais comentado da edição na plataforma, seguido por @FelipePrior. A cantora @ManuGavassi, a advogada @GizellyBicalho e a influencer @RafaKalimann_ completam o top 5. O maior volume de conversas na plataforma aconteceu na final da temporada com a vitória de @Thelminha Assis. A eliminação de @felipeprior, durante o paredão histórico entre @manugavassi, @marigonzalez e ele, se consagrou como o segundo momento de pico de comentários no Twitter, com mais de 14 milhões de Tweets. Confira o ranking dos 15 participantes mais comentados do #BBB20: 1. Babu 2. Felipe Prior
3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15.
Manu Gavassi Gizelly Bicalho Rafa Kalimann Thelma Ivy Moraes Marcela Pyong Lee Flayslane Daniel Mari Gonzalez Gabi Martins Bianca Andrade Guilherme
Confira o ranking das 10 celebridades, influenciadores e Tweeteiros famosos que mais falaram sobre #BBB20 na plataforma: 1. Stephanie Ribeiro 2. Mariana Belém 3. Nanda Loren 4. Winnie Bueno 5. Bruna Marquezine 6. Valesca 7. Bruno Gagliasso 8. Dennis DJ 9. Fernanda Paes Leme 10. Linn da Quebrada Confira o ranking dos 5 momentos mais comentados do #BBB20: 1. Final com vitória de Thelma 2. Eliminação de Felipe Prior 3. Formação do paredão entre Flayslane, Babu e Marcela 4. Formação do paredão entre Manu, Felipe Prior e Mari Gonzalez 5. Formação do paredão entre Gizelly, Babu e Mari Gonzalez
As marcas que geraram mais conversas no Twitter durante o #BBB20 Não somente os participantes do #BBB20 foram as figuras centrais das conversas no Twitter durante a temporada que se encerrou na madrugada da última terça-feira (28), com a coroação da médica @Thelminha Assis como a grande vencedora da temporada. Diversas marcas ganharam muito destaque nas conversas da plataforma durante esta edição. Fiat foi a marca mais citada no Twitter no período de 21 de janeiro (início do reality) a 28 de abril. Picpay, Samsung, C&A e Usaflex completam o top 5 das marcas mais mencionadas no Twitter inseridas nas conversas sobre #BBB20.
Confira o ranking completo das marcas: 1. Fiat 2. Picpay 3. Samsung 4. C&A 5. Usaflex 6. Americanas 7. Lacta 8. Netflix 9. Claro 10. Above 11. PlayStation 12. Rappi -PAULO LIRA ———————————————
+55 11 3323-1556 +55 11 98206-7550
Anexo 2 Autorizações de Uso de Imagem e Voz
TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Neste ato, eu, Aline Domingos de Souza, portador(a) da Cédula de identidade RG nº ______, inscrito(a) no CPF sob nº _____ e residente na cidade de Dourados, estado de Mato Grosso do Sul, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 2 de julho de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.2625, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 2 de julho de 2020.
Aline Domingos de Souza ____________________________________________________ Aline Domingos de Souza Aline Domingos de Souza (Aug 17, 2020 01:38 EDT)
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____________________________________________________ Raíssa Pilar Correia
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TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE ENTREVISTA ANGÉLICA Martins Marques Neste ato, eu ANA _________________________________________________, portador(a) da Cédula de identidade RG nº ___________ , inscrito(a) no CPF sob nº ________________________ e residente na Av/Rua ___________________________________________________________________, nº ________, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 10 de agosto de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.262-5, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral.
A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 10 de agosto de 2020.
____________________________________________________ Ana Angélica Martins Marques
ANA ANGÉLICA MARTINS MARQUES (11 de August de 2020 18:50 ADT)
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TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Neste ato, eu, Ana Carolina Zacarias, portador(a) da Cédula de identidade RG nº ______, inscrito(a) no CPF sob nº _____ e residente na cidade de Santo André, estado de São Paulo, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 22 de junho de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.2625, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 22 de junho de 2020.
Ana Carolina Zacarias
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Ana Carolina Zacarias (Aug 17, 2020 22:29 ADT)
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TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Neste ato, eu, Eduarda Ferreira, portador(a) da Cédula de identidade RG nº ______, inscrito(a) no CPF sob nº _____ e residente na cidade de São Paulo, estado de São Paulo, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 22 de junho de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.2625, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 22 de junho de 2020.
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Eduarda Ferreira (14 de August de 2020 11:52 ADT)
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____________________________________________________ Raíssa Pilar Correia
Telefone p/ contato: (11) 97068-7898
E-mail: raissapilar@hotmail.com
TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ Felipe Pinheiro Alves de Lima Neste ato, eu, __________________________________________, portador(a) da Cédula de identidade RG nº ____, inscrito(a) no CPF sob nº São Paulo ______ e residente na cidade de ______________________, estado de São Paulo ______________________, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo ou partes, em qualquer material entre fotos, livros, filmes, documentos e todos os meios de comunicação, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.262-5, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral.
A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem e som acima mencionados em todo território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 31 de agosto de 2020.
Felipe Pinheiro
Felipe Pinheiro (6 de September de 2020 22:15 ADT) ____________________________________________________ Assinatura
ADITIVO ESPONTÂNEO (é necessário preencher “sim” ou “não”) ( ✘ ) SIM, estou ciente e autorizo a veiculação do produto final resultante de minha participação em emissoras de Rádio ou TV educativas e sem fins lucrativos ou portais jornalísticos na internet de instituições parceiras e conveniadas com o Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul sem que essa veiculação represente ônus de qualquer natureza para a emissora/portal ou para a Universidade Cruzeiro do Sul. ( ) NÃO autorizo a veiculação e ou publicação em emissoras conveniadas. Nome completo: Felipe Pinheiro Alves de Lima Telefone para contato: E-mail:
AUTORIZAÇÃO DE USO DE VOZ
Neste ato, eu, Gabriela Bilangieri, portadora do RG Nº , autorizo o uso de minha voz para fins acadêmicos, em caráter definitivo e gratuito, constante em gravação, realizada em entrevista concedida para Raíssa Pilar Correia, portadora do RG Nº no dia 03 de maio de 2020, através da plataforma de ligações do Facebook. As imagens e voz poderão ser exibidas: parcial ou total, em apresentação audiovisual, revista, jornais, Trabalho de Conclusão de Curso e outros que venham a ser necessários por alunos de jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo. Por ser esta a expressão de minha vontade, nada terei a reclamar a título de direitos conexos a minha voz ou qualquer outro.
São Paulo, 03 de maio de 2020
Gabriela Bilangieri
Gabriela Bilangieri (21 de May de 2020 22:13 ADT) ____________________________________ Gabriela Bilangieri
_____________________________________ Raíssa Pilar Correia
TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE ENTREVISTA Gisele Alquas Neste ato, eu _________________________________________________, portador(a) da Cédula de identidade RG nº __________ , inscrito(a) no CPF sob nº _______________________ e residente na cidade de São Paulo São Paulo __________________________________, estado de ____________________, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 12 de agosto de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.262-5, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral.
A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 12 de agosto de 2020.
____________________________________________________
Gisele Alquas (Aug 20, 2020 12:14 ADT)
Gisele Aparecida Alquas Nome completo: ___________________________________
Telefone p/ contato: E-mail:
_______________________ _____________________________
____________________________________________________ Raíssa Pilar Correia
Telefone p/ contato: (11) 97068-7898 E-mail: raissapilar@hotmail.com
TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ Helcimara de Neste ato, eu, __________________________________________, portador(a) da Cédula de identidade RG nº ______, inscrito(a) no CPF sob nº ______ e residente na cidade de _______________, estado de _____________, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo ou partes, em qualquer material entre fotos, livros, filmes, documentos e todos os meios de comunicação, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.262-5, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral.
A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem e som acima mencionados em todo território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 14 de agosto de 2020. Helcimara de Souza Telles
____________________________________________________ Assinatura
Helcimara de Souza Telles (14 de September de 2020 13:29 ADT)
ADITIVO ESPONTÂNEO (é necessário preencher “sim” ou “não”) ( ✘ ) SIM, estou ciente e autorizo a veiculação do produto final resultante de minha participação em emissoras de Rádio ou TV educativas e sem fins lucrativos ou portais jornalísticos na internet de instituições parceiras e conveniadas com o Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul sem que essa veiculação represente ônus de qualquer natureza para a emissora/portal ou para a Universidade Cruzeiro do Sul. ( ) NÃO autorizo a veiculação e ou publicação em emissoras conveniadas. Nome completo: Helcimara de Souza Telles Telefone para contato: E-mail:
TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Neste ato, eu, Ivan Marcondes Antonio, portador(a) da Cédula de identidade RG nº _______, inscrito(a) no CPF sob nº _____ e residente na cidade de Curitiba, estado de Paraná, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 10 de julho de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.262-5, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 10 de julho de 2020.
____________________________________________________ Ivan Marcondes Antonio
Ivan Marcondes Antonio (14 de August de 2020 17:50 ADT)
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____________________________________________________ Raíssa Pilar Correia
Telefone p/ contato: (11) 97068-7898
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TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Neste ato, eu, Laura Souto Libardi, portador(a) da Cédula de identidade RG nº _______, inscrito(a) no CPF sob nº ______ e residente na cidade de São Paulo, estado de São Paulo, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 21 de junho de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.2625, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 21 de junho de 2020.
____________________________________________________ Laura Souto Libardi
Laura L bardi (Aug 21, 2020 09:32 ADT)
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TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Neste ato, eu, Leandro de Paula Souza Carneiro, portador(a) da Cédula de identidade RG nº _______, inscrito(a) no CPF sob nº ______ e residente na cidade de São Paulo, estado de São Paulo, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 2 de julho de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.2625, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 2 de julho de 2020.
Leandro Carneiro ____________________________________________________ Leandro de Paula Souza Carneiro Leandro Carneiro (14 de August de 2020 12:12 ADT)
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____________________________________________________ Raíssa Pilar Correia
Telefone p/ contato: (11) 97068-7898
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TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Neste ato, eu, Luísa Prado Betti Guarnieri, portador(a) da Cédula de identidade RG nº _______, inscrito(a) no CPF sob nº _____ e residente na cidade de São Paulo, estado de São Paulo, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 23 de junho de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.2625, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 23 de junho de 2020.
____________________________________________________ Luísa Prado Betti Guarnieri
Luisa Prado Betti Guarnieri (15 de August de 2020 14:27 ADT)
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____________________________________________________ Raíssa Pilar Correia
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TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Neste ato, eu, Maria Fernanda Blömer Schwartsman, portador(a) da Cédula de identidade RG nº ____, inscrito(a) no CPF sob nº ___ e residente na cidade de São Paulo, estado de São Paulo, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 28 de junho de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.262-5, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 28 de junho de 2020.
____________________________________________________ Maria Fernanda Blömer Schwartsman
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E-mail:
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____________________________________________________ Raíssa Pilar Correia
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E-mail: raissapilar@hotmail.com
AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ
Neste ato, eu, Osmar Portilho da Silva Filho, portador do RG Nº ___, residente São Paulo São Paulo na cidade de ___________, estado de __________, autorizo o uso de minha imagem e voz para fins acadêmicos, em caráter definitivo e gratuito, constante em gravação, realizada em entrevista concedida para Raíssa Pilar Correia, portadora do RG Nº 50.442.262-5 no dia 16 de junho de 2020, através de vídeo-chamada realizada na plataforma Microsoft Teams. As imagens e voz poderão ser exibidas: parcial ou total, em apresentação audiovisual, revista, jornais, Trabalho de Conclusão de Curso e outros que venham a ser necessários por alunos de jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo. A presente autorização não permite a modificação das imagens, dos textos, adições ou qualquer mudança que altere o sentido das mesmas, ou que desrespeite a inviolabilidade da imagem das pessoas, previsto no inciso X do Art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil e no art. 20 da Lei nº 10.406, de 2002 – Código Civil Brasileiro. Por ser esta a expressão de minha vontade, nada terei a reclamar a título de direitos conexos a minha imagem e voz ou qualquer outro.
São Paulo, 16 de junho de 2020
________________________________________ Osmar Portilho da Silva Filho
Osmar Portilho da Silva Filho (22 de July de 2020 18:43 ADT)
22 de Julho de 2020
________________________________________ Raíssa Pilar Correia raissapilar@hotmail.com 22 de Julho de 2020
TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Neste ato, eu, Pietra Ribeiro Paulino, portador(a) da Cédula de identidade RG nº ________, inscrito(a) no CPF sob nº ______ e residente na cidade de São Paulo, estado de São Paulo, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 19 de junho de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.2625, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 19 de junho de 2020.
____________________________________________________ Pietra Ribeiro Paulino
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____________________________________________________ Raíssa Pilar Correia
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TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM Renata Dornelles Furtado Neste ato, eu _________________________________________________, portador(a) da Cédula de identidade RG nº _____________ , inscrito(a) no CPF sob nº _________________________ e residente na cidade de Campo Grande Mato Grosso do Sul __________________________________, estado de ____________________, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em 21 de agosto de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.262-5, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral.
A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
São Paulo, 21 de agosto de 2020.
____________________________________________________
Renata Furtado (Aug 21, 2020 15:40 EDT)
Renata Dornelles Furtado Nome completo: ___________________________________
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____________________________________________________ Raíssa Pilar Correia
Telefone p/ contato: (11) 97068-7898 E-mail: raissapilar@hotmail.com
TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE ENTREVISTA RÍZIA DE CERQUEIRA APOLINÁRIO Neste ato, eu, __________________________________________, portador(a) da Cédula de identidade RG nº ___ ____, inscrito(a) no CPF sob nº RIO DE JANEIRO _ __ e residente na cidade de ______________________, estado de RIO DE JANEIRO ______________________, AUTORIZO o uso de minha imagem e/ou voz e/ou depoimento em todo e qualquer material entre fotos, livros, audiovisuais, documentos 24 e outros meios de comunicação, concedida em entrevista em _______ de AGOSTO ______________ de 2020, para ser utilizada para o trabalho acadêmico desenvolvido sobre o tema “Como os elementos dramatúrgicos influenciaram as interações sobre a 20ª edição do Big Brother Brasil no Twitter”, pela aluna Raíssa Pilar Correia, RG nº 50.442.262-5, CPF nº 405.778.598-11, regularmente matriculado no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, sejam essas destinadas à divulgação restrita ou ao público em geral.
A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem, voz e dados acima mencionados em todo o território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades e sem limite de tempo ou número de utilizações. Por esta ser a expressão da minha vontade declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à minha imagem ou a qualquer outro, e assino a presente autorização.
AGOSTO 24 São Paulo, _____ de ______________ de 2020.
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