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HORA EXTRA: histórias de profissionais que lidam com a depressão - Camila Lapa

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO

HORA EXTRA: histórias de profissionais que lidam com a depressão

SÃO PAULO 2020


UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO

HORA EXTRA: histórias de profissionais que lidam com a depressão

CAMILA LAPA DE MENEZES

Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica apresentado ao Curso de Graduação em Jornalismo, da Universidade Cruzeiro do Sul, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Bacharel. Orientadora: Profª Draª Mirian Meliani

SÃO PAULO 2020


FICHA TÉCNICA Autora: Camila Menezes Ano: 2020 Número de páginas: 89 Fonte: Electra/yellosun Tamanho da fonte do texto: 12 Espaçamento entre linhas: 14,4 pt Espaçamento das margens: 2,3 cm Tamanho: 14 x 21 cm Orientação: Mirian Meliani Revisão: Beatriz Ferreira Projeto gráfico e diagramação: Thiago Carneiro Ilustração: Paloma Figueiredo


RESUMO Tendo em vista que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 300 milhões de pessoas sofrem de depressão no planeta, pesquisa-se sobre depressão no mercado de trabalho, a fim de divulgar histórias de pessoas que adquiriram a doença, como forma de alerta e prevenção. Para tanto, é necessário ouvir os profissionais mais afetados pela doença do século. Realizei, então, uma pesquisa em formato de entrevistas narradas em um livro-reportagem. Diante disso, verifica-se que as experiências vivenciadas no trabalho podem causar problemas graves na saúde emocional do profissional, e aborda-se a parcela de responsabilidade das empresas e dos empregadores na saúde dos seus funcionários.

Palavras-chave: depressão; trabalho; estresse; doença; saúde.


SUMÁRIO 1. Introdução .......................................................................................................5 2. Objetivos .........................................................................................................6 2.1 Objetivo geral ..................................................................................................6 2.2 Objetivos específicos ......................................................................................6 3. Problematização e hipóteses ..........................................................................6 4. Justificativa ...................................................................................................7 5. Plano Estratégico ..........................................................................................8 5.1 Descrição do produto ....................................................................................8 5.2 Estratégias para definição ............................................................................8 5.3 Público a ser atingido ...................................................................................9 5.4 Técnicas utilizadas.........................................................................................9 6. Referencial Teórico .......................................................................................11 7. Referências ...................................................................................................12 8. Cronograma ..................................................................................................15 9. Orçamento ....................................................................................................16 Diário de campo..................................................................................................17 Apêndices ..........................................................................................................18 Pauta .................................................................................................................18 Decupagens de entrevistas................................................................................20 Ilustrações .........................................................................................................22 Termos de autorização de uso de imagem e som ............................................24


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1. INTRODUÇÃO

Desde o momento do nascimento ao término da vida, os seres humanos possuem relações básicas estabelecidas através da interação e do convívio em sociedade. Essas interações são moldadas pelo ambiente e pelos avanços tecnológicos da humanidade. Estes avanços também influenciam a forma como nos informamos, trabalhamos, estabelecemos relacionamentos e até, como mantemos nossa qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o mundo, estimase que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com a depressão. A doença que pode ser crônica, principalmente quando não é tratada, é resultado de uma complexa soma de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Em seu nível mais elevado, a depressão pode causar o suicídio. Com um cenário de aumento anual agravante, (entre 2005 e 2015, o número de casos da doença cresceu 18%, revelou a OMS) a depressão ultrapassou barreias de causa: a melancolia, a tristeza ou algum fato trágico ocorrido na vida do doente, não são mais as únicas possíveis causas da doença, e pode ser adquirida através de fatores de diversas categorias no nosso dia a dia, como no ambiente de trabalho. Uma pesquisa feita pela revista Health, listou as profissões com mais riscos de causar depressão no mundo, entre eles: profissionais da saúde, agentes da lei, profissionais da educação, empresários, garçons, e até operadores de telemarketing. Em 2016, a Previdência Social registrou o afastamento de mais 75 mil trabalhadores no Brasil por causa de depressão, cerca de 37,8% do total de licenças por doenças mentais, segundo a revista Exame. As empresas, organizações, empregadores, e o Governo é essencial para ajudar a prevenir a doença com ações de intervenção e cuidado psicológico nos ambientes de trabalho. A partir desse cenário mundial, ouvir os profissionais das áreas que podem ser mais afetadas, divulgar histórias das pessoas que adquiriram a doença e estão em tratamento, podem ser uma forma de alertar e prevenir, sendo essa a intenção dessa pesquisa.


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2. OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL Essa pesquisa teve como objetivo ouvir os profissionais das áreas que podem ser mais afetadas pela depressão, e divulgar suas histórias como forma de alerta e prevenção.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Atingi o esperado, ao final do presente trabalho: um compilado de histórias dos entrevistados, narradas em um livro-reportagem.

3. PROBLEMATIZAÇÃO E HIPÓTESE Até que ponto as experiências vivenciadas no trabalho podem causar problemas graves na saúde emocional do profissional? Qual a parcela de responsabilidade das empresas e dos empregadores na saúde dos seus funcionários? O nível de estresse, a pressão feita pelo empregador ou pela área da profissão, causam danos a vida pessoal. Ansiedade, síndromes do pânico, depressão, são alguns dos impactos que a saúde emocional do indivíduo pode sofrer. É essencial que as empresas e/ou empregadores apresentem políticas e projetos para a melhoria da rotina dos profissionais, evitando que situações estressantes saiam do controle e gerem problemas maiores para todos.


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4. JUSTIFICATIVA

Para realização do presente projeto de pesquisa, busquei em minhas preferências um tema de relevância no quesito de saúde emocional, qualidade de vida e qualidade de trabalho: a depressão no mercado de trabalho. Com referências em filósofos e profissionais da saúde emocional, baseado nas minhas leituras, compreendi as consequências que o estresse e a pressão diária que as profissões empregam em seus funcionários, podem causar. O mundo atual, apesar de estar mais aberto para a questão das doenças emocionais, ainda possui muito preconceito com a depressão. A maioria dos entrevistados, relataram o preconceito que sentiram ao assumir estar doente, que muitas vezes, o próprio doente tinha com ele mesmo. A depressão ainda não é totalmente levada a sério no quesito doença. Todo esse preconceito e os rótulos aplicados faz com que as pessoas evitem tratamento, ocasionando assim, um maior sofrimento nos depressivos, como a psicanalista, jornalista, ensaísta, poetisa, cronista e crítica literária brasileira Maria Rita Kehl, esclarece:

O mundo contemporâneo demonizou a depressão, o que só faz agravar o sofrimento dos depressivos com sentimentos de dívida ou de culpa em relação aos ideais em circulação” (KEHL, Maria Rita, O tempo e o cão: A atualidade das depressões. 2ª Edição. Editora Boitempo, 31 de dezembro de 2009).

A pessoa com depressão precisa ser ouvida. Os profissionais que sofrem com a doença devido as situações ocorridas no seu ambiente profissional precisam de tratamento e zelo. Quando a doença não é tratada, as consequências vão além do dia a dia do doente. Nos casos de depressão em agentes da lei por exemplo, a saúde emocional de um policial pode interferir diretamente nas suas ações de cumprimento da profissão. O mesmo ocorre com os profissionais da saúde. Quando a doença não recebe sua devida importância e seu devido tratamento, ela sai do âmbito solitário do doente e pode atingir todos a sua volta. A depressão é uma questão de saúde pública e de bem estar não só do indivíduo depressivo, mas de todos que estão em contato direta e indiretamente com ele.


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5. PLANO ESTRATÉGICO

5.1 DESCRIÇÃO DO PRODUTO

Se concretizou como produto o livro-reportagem, pela a flexibilidade entre o gênero literário e jornalístico que narra detalhadamente uma temática comum, que as mídias convencionais do jornalismo, como jornais e revistas, poderiam não suportar. Por meio das entrevistas, buscou-se um mergulho profundo nos relatos das pessoas depressivas, e, de como cada uma lida ou lidou com seus problemas no dia a dia da sua profissão, para que conseguisse trazer uma narrativa humanizada, rica de detalhes e emocionante. Com isso, o livro-reportagem possui, inicialmente, um prefácio, escrito pela também estudante de Jornalismo, Beatriz Ferreira, com a intenção de trazer uma visão e opinião externa quanto à temática do projeto e o caminho trilhado para sua, respectiva, abordagem. A partir disso, iniciam-se os capítulos que detalham a trajetória de profissionais de diversas áreas, além de uma visão psicológica com dicas e opiniões da psicóloga entrevistada.

5.2 ESTRATÉGIAS PARA DEFINIÇÃO

Ao todo são 6 capítulos, que trazem, ao mesmo tempo, dados científicos levantados por diversas pesquisas sobre o tema abordado em cada capítulo, se alternando com a história relatada de cada personagem. Pensou-se em trazer, no início de cada capítulo, uma ilustração que resumisse a história abordada no mesmo, de modo que se tornasse mais didático e memorável para o leitor. Outra estratégia utilizada para aperfeiçoar e amenizar a intensidade do tema, foi a aplicação de margens maiores (2,3 cm) e o espaçamento entre linhas (14,4 pt), visto que, estes possibilitam um designer mais arejado e suave, facilitando a leitura. As falas de cada personagem estão em itálico, para melhor identificação. Quanto ao título, a ideia foi justamente trazer alguma denominação que entrasse no ambiente profissional, juntamente com um subtítulo que explicasse a abordagem direta do livro.


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Na capa, a ideia de uma figura (sombra) estar pressionando outras duas figuras que se sentem com um peso emocional (repare no peso preso à perna de uma delas), para exemplificar a figura de chefe e funcionário. As cores da capa e do título, foram escolhidas para dar destaque direto as ilustrações, que tem uma forma pesada e abstrata. Dessa forma, foi escolhido um fundo claro para fazer o contraste.

5.3 PÚBLICO A SER ATINGIDO

O público-alvo são as próprias pessoas que sofrem com a depressão, a fim de dar voz e visibilidade. Além do mais, o cidadão como um todo, afinal este, em algum momento da sua vida, como citado diversas vezes no projeto, presenciará alguém próximo a ele que tenha depressão.

5.4 TÉCNICAS UTILIZADAS

Abaixo estão alguns exemplos das técnicas utilizadas para abordagem da temática do livro-reportagem e que foram justificadas anteriormente:

Projeto gráfico da capa


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Exemplo de abertura de capítulo com ilustração

Diagramação das páginas


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6. RERENCIAL TEÓRICO

Nessa pesquisa, abordaremos desde o significado e origem da depressão, até as consequências na vida do portador da doença. Será realizada a utilização de alguns pensamentos do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, autor do livro Sociedade do Cansaço, que vai abordar os efeitos colaterais do discurso motivacional das empresas e dos empregadores na saúde emocional de seus empregados. O autor esclarece que na maioria dos casos, a saúde emocional do funcionário se abala por um excesso de positividade, uma gana por melhores resultados, uma coisa que podemos ver muito na atualidade, no segmento de coaching. O esforço quase que sub humano é romantizado e tido como essencial para se obter melhores resultados:

É bem verdade que os adoecimentos neuronais do século XXI seguem, por seu turno, sua dialética, não a dialética da negatividade, mas a da positividade. São estados patológicos devidos a um exagero de positividade (HAN, Byung-Chul, Sociedade do Cansaço, 2ª Edição. Petrópolis-RJ. Editora Vozes, 2017, p 14).

O próprio filósofo cita que não há mais diferenças entre comandante e comandado. Dessa forma, não apenas os subordinados sofrem com a pressão da profissão, mas em primeiro lugar, os comandantes: Nessa sociedade coercitiva, cada um carrega consigo seu campo de trabalho é que somos ao mesmo tempo prisioneiro e vigia, vítima e agressor (HAN, Byung-Chul, Sociedade do Cansaço, 2ª Edição. Petrópolis-RJ. Editora Vozes, 2017, p 46-48).

A sociedade do cansaço, como o filósofo bem descreve, nada mais é que a sociedade atual em que quer sempre mais: produz mais, consome mais. O mundo atual impõe nos seres humanos o imediatismo, a cobiça. Quando um indivíduo não consegue atingir os padrões que a sociedade espera, surge o sentimento de incapacidade, de inutilidade, de insuficiência. Esses pensamentos somados a uma rotina estressante, sem estimulantes e cuidados emocionais, causam os impactos na saúde mental das pessoas. A relação entre trabalho e sobrevivência, é íntima e direta. Foi por essa razão que Karl Marx definiu a força de trabalho como o bem “inalienável” do ser humano.


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7. REFERÊNCIAS

Livros: BELO, Eduardo. Livro-reportagem. 2ª Edição. São Paulo: Editora Contexto, 2006. CLARO, Izaias. Depressão: Causas, Consequências e Tratamento. 21ª Edição. São Paulo: Editora O Clarim, 2018. FRANÇA, Ana Cristina Limongi; RODRIGUES, Avelino Luiz. Stress e Trabalho: Uma Abordagem Psicossomática. 4ª Edição. São Paulo: Editora Atlas, 2005. HAN, Byung-Chul. Sociedade do Cansaço. 2ª Edição. Petrópolis: Editora Vozes, 2017. KEHL, Maria Rita. O Tempo e o Cão - A Atualidade das Depressões. 2ª Edição. São Paulo: Boitempo Editoral, 2009. LIMA, E.P. Páginas ampliadas: o livro reportagem como extensão do jornalismo e da literatura. 4ª Edição. Barueri: Manole, 2009. MAGALHÃES, Mirian; PIMENTA, Nathália. Jornalismo Literário e as Narrativas dos Dramas Reais. 1ª Edição. Curitiba, 2018. MARCHIONI, Rubens. Escrita criativa: da ideia ao texto. 1ª Edição. São Paulo: Editora Contexto, 2018.

Artigo acadêmico:

LINHARES, Antonio R. P.; SIQUEIRA, Marcus Vinicius S. Vivências depressivas e relações de trabalho: uma análise sob a ótica da Psicodinâmica do Trabalho e da Sociologia Clínica. 2014, vol.12, n.3. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S167939512014000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 10 abr. 2020.

Dissertações:

CAVALHEIRO, Gabriela. Sentidos atribuídos ao trabalho por profissionais afastados do ambiente laboral em decorrência de depressão. 2010 205 f. Mestrado em PSICOLOGIA Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, FLORIANÓPOLIS Biblioteca Depositária: BU, 2010. LOUREIRO, Yolete Amorim. Evidências de validade da escala de pensamentos depressivos (EPD) no âmbito do trabalho. 2017 undefined f. Doutorado em


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PSICOLOGIA Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO, Campinas Biblioteca Depositária: Biblioteca Campinas Swift, 2017. SANTOS, Ana Patrícia Oliveira dos. Vivências de depressão e a sua relação com o trabalho. 2007 177 f. Mestrado em PSICOLOGIA Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE DE FORTALEZA, Fortaleza Biblioteca Depositária: UNIFOR, UECE, UFC, 2007. Artigos de jornais e revistas: ANAMT. As 10 carreiras que mais causam depressão, nov.2015. Disponível em: <https://www.anamt.org.br/portal/2015/11/18/as-10-carreiras-que-mais-causamdepressao/>. Acesso em: 23 mai. 2020. BOL/UOL. Veja famosos que enfrentam ou já enfrentaram depressão e outros transtornos psiquiátricos. BOL / UOL, 7 março, 2015. Disponível em: https://www.bol.uol.com.br/fotos/2015/07/03/veja-famosos-que-enfrentam-ou-jaenfrentaram-depressao-e-outros-transtornos-psiquiatricos.htm?mode=list&foto=52 Acesso em: 01 nov. 2020. CRAES. Gestão: Como lidar com um funcionário em depressão? CRA-ES. 29 outubro 2019. Disponível em: https://craes.org.br/como-lidar-com-um-funcionario-emdepressao/ Acesso em: 20 out 2020.

ÉPOCA NEGÓCIOS. Mais de 75 mil pessoas foram afastadas do trabalho por depressão em 2016. Fev. 2017. Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/02/mais-de-75-mil-pessoasforam-afastadas-do-trabalho-por-depressao-em-2016.html. Acesso em: 12 mar. 2020. FOLHA DE SÃO PAULO, 'Você não presta para nada': a rotina de estresse e xingamentos dos atendentes de telemarketing. 14 julho, 2018. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/07/voce-nao-presta-para-nada-a-rotinade-estresse-e-xingamentos-dos-atendentes-de-telemarketing.shtml Acesso em: 15 nov 2020. G1 Brasil é #1 no ranking da violência contra professores: entenda os dados e o que se sabe sobre o tema. 22 agosto, 2017. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/brasil-e-1-no-ranking-da-violencia-contraprofessores-entenda-os-dados-e-o-que-se-sabe-sobre-o-tema.ghtml Acesso em: 05 nov 2020. GUIA DA CARREIRA. Conheça as 10 profissões mais estressantes no mundo, dez. 2015. Disponível em: <https://www.guiadacarreira.com.br/profissao/profissoesestressantes/>. Acesso em: 23 mai. 2020. IBC - Instituto Brasileiro de Coaching. Os sintomas mais frequentes da depressão no trabalho. Jul. 2019. Disponível em:


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<https://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/sintomas-mais-frequentesdepressao-ambiente-trabalho/>. Acesso em: 12 mar. 2020. IG, Mais de 8 mil professores sofreram tentativa de assassinato em sala em 2018. 10 setembro, 2019. Disponível em: https://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/201909-10/mais-de-8-mil-professores-sofreram-tentativa-de-assassinato-em-sala-em2018.html Acesso em: 28 out 2020. JUSBRASIL. Justiça determina indenização à operadora de telemarketing vítima de assédio sexual. 2014. Disponível em: https://trt-10.jusbrasil.com.br/noticias/163340507/justicadetermina-indenizacao-a-operadora-de-telemarketing-vitima-de-assedio-sexual Acesso em: 15 nov 2020

LIMA, Luciana. Revista Exame. O seu trabalho te deixa deprimido? Set. 2017. Disponível em: <https://exame.com/carreira/o-seu-trabalho-te-deixa-deprimido/>. Acesso em: 22 mai. 2020.

PORTAL FIOCRUZ. Depressão: OMS lança campanha para que mais pessoas busquem ajuda. 7 abril, 2017. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/depressao-oms-lanca-campanha-para-que-maispessoas-busquem-ajuda Acesso em 05 nov. 2020. TJDFT. Setembro amarelo - mês da prevenção do suicídio. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. 2019. Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/informacoes/programas-projetos-e-acoes/pro-vida/dicas-desaude/pilulas-de-saude/setembro-amarelo-mes-da-prevencao-do-suicidio Acesso em: 10 nov. 2020.

UOL. A cada dia, ao menos 2 professores são agredidos em escolas estaduais em SP. 22 agosto, 2019. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/noticias/2019/08/22/a-cada-dia-ao-menos-2professores-sao-agredidos-em-escolas-estaduais-em-sp.htm Acesso em: 05 nov 2020.


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8. CRONOGRAMA

CRONOGRAMA GERAL – PROJETO DE PESQUISA E EXPERIMENTAL Atividade Escolha do tema + Pesquisa Delimitação do tema Objetivos + Problemas + Hipóteses Introdução; Justificativa; Aspectos Teóricos e Metodológicos Pesquisa de fontes Entrega da Etapa I do TCC Captação de relatos para o livro-reportagem Decupagem e organização dos relatos Redação do livro-reportagem Revisão do livroreportagem Diagramação do livro-reportagem Impressão do livroreportagem Entrega do Trabalho de Conclusão de Curso.

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

X

X

X

X

X

JUL

AGO

SET

OUT

NOV

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

DEZ

X X X

X X

X

X A definir

X


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9. ORÇAMENTO

ORÇAMENTO GERAL Item

Quantidade

Valor Unitário (em

Valor total

média) Programa de gravação de áudio para celular Aquisição de obras de referência/bibliografia Impressão de relatórios

01

R$ 0,00

R$ 0,00

03

R$ 50,00

R$ 150,00

Quantas necessárias

R$ 0,00

R$ 0,00

Revisão Ortográfica

Quantas necessárias

R$ 0,00

R$ 0,00

Capa

01

R$ 25,00

R$ 25,00

Ilustrações

06

R$ 25,00

R$ 150,00

Diagramação do livroreportagem

01

R$ 320,00

R$ 320,00

Tiragem

10 exemplares

R$ 50,00

R$ 500,00

Total:

R$ 1.145,00


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DIÁRIO DE CAMPO A escolha do tema se deu ainda em 2019, meu penúltimo ano de faculdade, quando, logo no início do ano, um amigo meu do ensino médio se suicidou com apenas 19 anos. Ele sofria de depressão, e eu pensei que deveria fazer algo sobre isso, para ajudar outras pessoas que também sofrem. Quando, no início do nosso último ano, os professores começaram a nos orientar na escolha do tema, e foi explicado que o produto final devia ser jornalístico, mas o tema não necessariamente, escolhi falar de depressão no mercado de trabalho, trazendo histórias reais de pessoas que lidam com a doença. Busquei informações em sites e pesquisas. Além do mais, a leitura de livros, teses, dissertações de mestrado, artigos acadêmicos publicados em revistas de psicologia, realçaram quais eram os aspectos fundamentais para uma abordagem efetiva do tema. Houve a apresentação de alguns seminários, para que pudéssemos comentar sobre o andamento do nosso projeto, quanto no primeiro semestre, como no segundo. Com a entrega da primeira etapa do projeto em junho, iniciou a busca de possíveis fontes para contribuição e, sobretudo, contextualização do tema. Com isso, eu dei início ao período de entrevistas já no mês de julho, ao qual tive entrevistas até o mês de outubro, praticamente todas por plataformas virtuais, devido a pandemia do novo Coronavírus. Cabe destacar que, entre o agendamento de uma entrevista e outra, eram feitas as decupagens e pesquisas sobre o tema. Em novembro, foram feitos os ajustes finais do produto, como a revisão e diagramação, além do Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica. Às quintas-feiras, e no final, em algumas segundas, de agosto a novembro, tiveram as orientações individuais e, às vezes, em grupo, com a professora e orientadora do projeto, Mirian Meliani. A principal dificuldade foi a adaptação necessária para realização das entrevistas, além das adequações em pautas, apuração dos relatos, percepção das particularidades dos entrevistados etc. Do restante, o produto em si não precisou de muitas adequações ao que havia sido, inicialmente, proposto, porém, devido à pandemia, foi suspensa a obrigatoriedade de entregar o livro impresso, sendo assim, a entrega em material digital, e todos os objetivos foram satisfatoriamente alcançados.


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APÊNDICES

PAUTAS Camila Menezes

PAUTA PRODUTO: Livro-reportagem

Hora Extra: histórias de profissionais que lidam com a depressão TEMA/ASSUNTO: Depressão

DATA DA ENTREVISTA: 13/10/2020

HISTÓRICO: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o mundo, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com a depressão. A doença que pode ser crônica, principalmente quando não é tratada, é resultado de uma complexa soma de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Em seu nível mais elevado, a depressão pode causar o suicídio.

ENFOQUE/ANGULAÇÃO:

Pessoas que adquiriram depressão por causa do trabalho: compreender os danos físicos e psicológicos que a doença causou. Ver qual a realidade dessas pessoas e, as respectivas, dificuldades, além das suas histórias, sonhos, planos e afins. Psicólogo e recrutador de RH: entender como as empresas e os empregadores podem ajudar na prevenção da doença. POSSÍVEIS PERGUNTAS: Depressivos: • Como você descobriu que tinha depressão? • •

Você procurou tratamento? Quais os fatos que ocorreram no seu ambiente de trabalho que mais te causou estresse?

•

Seu empregador e/ou empresa te deram algum apoio?

•

Como você convive com a doença?

Psicólogo e profissional de RH: - Qual incidência de casos que teve que lidar de depressivos na empresa? - Como os líderes podem ajudar na saúde emocional de seus subordinados? - Quais iniciativas uma empresa pode tomar para cuidar do emocional de seus funcionários?


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FONTE:

Policial militar – preferiu não se identificar. - Professora - Maria Lúcia Ogeda - Número de celular: 97121-2818. - Operadora de Telemarketing – Isabella Beatriz - Número de celular: 99809-2989. - Operadora de Telemarketing – Marilena Vieira – Número de celular: 98648-1310. - Analista químico – Guilherme Fogaça – Número de celular: 96863-2921 - Psicóloga e recrutadora de RH – Andréa Cruz EQUIPAMENTOS

REPÓRTER

- Gravador de áudio;

Camila Menezes

- Papel e caneta. - Computador


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DECUPAGENS DE ENTREVISTAS

Trechos NOME: Maria Lucia Calado Ogeda IDADE: 48 anos PROFISSÃO: Professora da rede pública estadual. “Eu tive um dos momentos mais tensos de todos os anos que trabalhei em escola do estado, acho que o ano passado foi um dos piores momentos que vivi, tive depressão. Dou aula há quase 20 anos e um dos piores anos da minha vida foi o ano de 2019. Eu sempre trabalhei acreditando na afinidade com o aluno, e sempre acreditei que o amor, o respeito com o próximo, sempre é válido. E a gente sempre acaba colhendo os frutos disso. E digamos que o ano passado foi um ano tanto que conturbado nesse sentido. Perdi uma pessoa que eu gostava muito, ex aluno, e acho que esse sentimento já foi começando a aflorar como algo psicossomático. E durante o ano, mais ou menos em abril, eu tinha salas de sextos e sétimos anos, e eram salas que no início, fiquei um pouco assustada porque eram alunos do sexto ano, e tinham um comportamento um tanto que estranho. Meninos com idades avançadas naquela série, e mais ou menos em abril, chegou um menino, de nome Samuel e esse aluno, no início, parecia ser um menino muito acanhado e, eu tentei me aproximar, e ele sempre com um olhar diferente. Esse menino de acanhado, foi mostrando realmente quem ele era, e começou a ficar um pouco agressivo. Ele morava em um abrigo, até então não sabíamos nada sobre a vida desse menino, cabulava aula, e começamos a perceber que ele estava usando drogas, levando para escola, passando para outros alunos. Todas as vezes que o responsável do abrigo era chamado, ele falava que a escola estava perseguindo o aluno, que não era nada daquilo, que estavam tirando o direito dele de estudar, mas as coisas foram ficando complicadas. Uma das vezes que esse menino (do lado da escola tem um batalhão da polícia), conseguiu subir pelo telhado e pular o muro da escola e ficar numa praça, onde a polícia acabou encontrando, e levou ele pro abrigo. A direção depois de muita pressão com o abrigo, conseguiu marcar uma reunião. Antes dessa reunião, um dia, por muita coincidência, eu estava na sala de artes, e ele começou a questionar sobre a direção da escola, que achava a diretora folgada e que lá fora com um revólver na cara, ela não agiria dessa forma. Eu achei muito estranha essa fala dele, porque era um menino que sempre falava que não tinha nada a perder, e a gente não sabia muita coisa sobre a vida desse menino. No dia seguinte, conseguimos uma reunião, onde a representante do abrigo, pessoas que traziam ele para escola estavam lá, um supervisor de ensino também, um representante da vara da infância, uma psicóloga, e todos os professores que davam aula para ele, que tiveram problema com ele. A pessoa do abrigo, muito arrogante, colocou toda a culpa em nós, até mesmo uma colega de trabalho, começou a chorar como se ela se sentisse a culpada por não ter conseguido atingir o objetivo com esse aluno. E durante a reunião, a psicóloga que atendia ele, falou que muitas vezes deixava ele sair das sessões para fumar e depois voltar mais tranquilo. Durante toda a reunião, uma pressão muito grande por parte do abrigo para que esse aluno não saísse da escola. Mas a supervisão e a direção da escola, nós professores, fomos muito taxativos pois estávamos vendo que aquela conduta daquele aluno não estava sendo boa para os demais alunos, mesmo porque, ele tinha 15 anos e estava no sexto ano. Resumindo, o aluno foi transferido, o supervisor se responsabilizou de conseguir uma vaga para ele em outra escola, e foi transferido. Até aí, estava tudo bem, mas a escola que esse menino foi transferido, era uma escola da prefeitura, e o horário de entrada lá era 13h30, e a escola onde eu leciono a entrada é às 13h. Eu comecei a ver esse menino no portão da escola. Durante a nossa conversa com o pessoal do abrigo, uma professora questionou o porquê de ele estar no abrigo e porque que ele ficou principalmente depois das férias, porque que ele voltou muito revoltado, muito nervoso, muito alterado, totalmente diferente. Esse menino estava no


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abrigo porque com 11 anos ele matou o pai e a mãe dele. Na hora que falaram isso, já chocou todos nós. E ele já tinha passado por vários abrigos, botou fogo, agrediu fisicamente funcionários. Então aquele menino com carinha de anjo, não era bem um anjinho. E isso assustou um pouco a gente. Depois que foi transferido para outra escola, ele começou a aparecer várias vezes no portão, e isso chamou muito a nossa atenção. Eu dava aula numa sala que tinha um menino que conhecia ele. Chamei esse aluno, falei para ele não se envolver, mas eu gostaria de saber somente qual era a intenção desse menino de estar esse horário na porta da escola. E o aluno só falou para mim o seguinte, depois que conversou com ele e descobriu: “professora, não posso falar nada, mas é melhor vocês ficarem espertos”.

NOME: Marilena de Sousa Vieira IDADE: 34 anos PROFISSÃO: Analista de Pricing marítimo “Eu trabalhei 3 anos e meio em telemarketing, que foi uma profissão que me deu muito estresse, me causou muito pânico. Hoje entendo que na época eu fiquei depressiva, eu não tinha esse entendimento lá atrás. Hoje eu faço algumas análises da minha vida, aonde eu cheguei profissionalmente, e eu vejo que na época era algo muito pesado e às vezes que eu ficava depressiva e triste, era por conta do trabalho. Eu trabalhava em uma equipe, tinha um chefe que sabia que eu fazia faculdade, então ele sabia que eu tinha um entendimento melhor, porque no telemarketing geralmente são pessoas que não estudam, no sentido de querer mudar de profissão, são pessoas que precisam trabalhar ali, pra poder sustentar a casa, os filhos, então da minha equipe, eu era a que mais tinha conhecimento e desenvolvimento porque eu estudava na época, fazia faculdade e foi bem complicado porque o meu chefe me colocava muita pressão porque ele sabia que eu tinha esse entendimento, então muitas coisas que aconteceram foi por conta disso, dele saber que eu tinha a capacidade e ele transferia muitas responsabilidades dele para mim, como algumas vezes que ele precisou se ausentar da operação e ele me deixou com a responsabilidade dele, e eu me vi naquele momento como não podendo responder por ele mas ele me colocava nessa situação”.

LINK PARA ENTREVISTAS COMPLETAS: https://drive.google.com/drive/folders/16wXAh6J5vT678tIDcCfofvxLTXLcTCh?usp=sharing


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ILUSTRAÇÕES

Capa

contracapa

Capítulo 1

Capítulo 2


23

Capítulo 3

Capítulo 5

Capítulo 4

Capítulo 6


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TERMOS DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E SOM


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HORA EXTRA: histórias de profissionais que lidam com a depressão - Camila Lapa by Rede Código - Issuu