UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CURSO DE JORNALISMO
O PAPEL DO JORNALISTA COM A POPULARIZAÇÃO DO TWITTER
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
MARVIN YURI QUIRINO BRITO
O PAPEL DO JORNALISTA COM A POPULARIZAÇÃO DO TWITTER
Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica apresentada ao Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, como requisito para obtenção do título de bacharel em Jornalismo. Orientadora: Profa. Meliani Nunes
Dra. Mirian Aparecida
Ficha Técnica
Título final: Jornalismo em Tempo Real - O papel do jornalista com a popularização do Twitter Área e Formato: Impresso Sinopse: Qual o papel do jornalista com a popularização do microblog Twitter? Uma ferramenta onde se consegue notícias e informações em tempo real, não necessitando de um veículo de comunicação tradicional para entregar a notícia aos usuários. Como os jornalistas utilizam a rede social e o que atrai o público na leitura de determinados assuntos no microblog? Público Alvo: Jornalistas, estudantes de comunicação social e também para interessados no tema que não são ligados a área. Descrição do Projeto: Livro-reportagem com foco em entrevistas e estudos das histórias de jornalistas que utilizam o Twitter, entendendo como estes profissionais conseguiram ser relevantes na rede e angariar público na rede social. Além disso, foi conversado com usuários do microblog a fim de entender como eles se relacionam com a informação, quais jornalistas que eles mais acompanham no Twitter e porquê.
Formato do livro: 16x23 Páginas: 72 Descrição dos capítulos: Livro-reportagem dividido em 5 capítulos + introdução Capítulo I - O Twitter - como os jornalistas utilizam a rede social? Capítulo II - Como o público se relaciona com o jornalismo pelo Twitter? Capítulo III - As eleições de 2018 e a comunicação dos candidatos via Twitter Capítulo IV - O que o jornalista pode aprender com as eleições de 2018? Capítulo V - O papel do jornalista com a popularização do Twitter.
Resumo
Este projeto consiste em conhecer qual o papel do jornalista com a popularização do microblog Twitter, tal como a sua relevância, e os benefícios e malefícios que a ferramenta trouxe para a profissão. O trabalho também busca entender as diferentes posturas e abordagens necessárias para que o profissional de comunicação consiga chegar à maior quantidade de pessoas possível de maneira orgânica. A rotina de trabalho dos jornalistas também foi analisada, com o intuito de entender, como cada um dos comunicólogos utilizam a ferramenta, mostrando a versatilidade da rede social, que, consegue se adaptar aos diversos tipos de profissionais. A referente pesquisa baseou o seu estudo nas eleições presidenciais do Brasil de 2018, a fim de mostrar como o público, receptor da informação, utilizou o microblog para se informar sobre os concorrentes ao pleito. Palavras-Chave: Twitter, Jornalista, Informação, Eleição ,Versatilidade.
Sumário
Introdução
6
Objetivos 2.1 Objetivo Geral 2.2 Objetivo Específico
7 7 8
Problematizações e Hipóteses
8
Justificativa
9
Plano Estratégico
11
Aspectos Teóricos
12
Aspectos Metodológicos
12
Referências Bibliográficas
13
Cronograma
14
Orçamento
15
Apêndice
16
Diário de Campo
19
Anexos
21
1. Introdução
Imagine uma ferramenta onde tudo acontece de forma rápida, interativa, frenética e imediata, um local que, se tornou fonte de notícias em tempo real. O Microblog Twitter, como denominado no início da sua criação, em 2006, traz toda essa dinâmica na mesma rede social e mudou a forma como nos envolvemos com a informação. O Twitter viria a se tornar uma ferramenta importante para a disseminação de notícias, de acordo com a pesquisa sobre a mídia na União Europeia da ComRes/Burson-Marsteller de 2016, o microblog é a segunda fonte de informações que mais influencia os tomadores de decisão, na frente do Economist, Financial Times e do POLITICO, além de, pautar temas que são discutidos e notificados nas mídias de comunicação tradicionais. Atualmente, a rede social é palco de grandes debates político-sociais, virando um espaço de expressão, onde quase tudo se torna permitido. Deste modo, o microblog tem um ambiente vantajoso para que o jornalista consiga não apenas obter informações, mas se tornar uma fonte de comunicação direta com o usuário. Em mundo com as mídias convergindo e se atualizando ao perfil do consumidor moderno, é de extrema importância que o profissional da comunicação entenda qual o seu papel em meio a essa mudança, a fim de continuar sendo relevante na atualidade como já foi há um tempo. O jornalismo precisa estar em constante evolução, a comunicação em massa não está mais apenas nas TVs, rádios e em veículos impressos, apesar de eles ainda serem importantes, o ambiente virtual hoje se tornou parte fundamental da sobrevivência do jornalista. Percebendo esse salto rumo a uma nova forma de lidar com as notícias, Recuero (2011) diz que cada rede social tem a sua particularidade e representa uma pessoa/grupo com as suas individualidades. Para contextualizar melhor esse pensamento, podemos analisar como as novas gerações se comportam com a informação e, principalmente, de que forma ela chega. Os jovens são os maiores usuários do Twitter, as gerações Y e Z estão em peso na rede social, segundo pesquisa da “Twitter Market Insight & Analitics” no ano de 2019, mostra que 72% dos entrevistados entre os mais jovens, acredita que o microblog é uma fonte de informação.
Com boas ferramentas de busca e utilização de hashtags para “permitindo a fixação do conhecimento num substrato material, mantendo-a disponível ao longo do tempo para sucessivas e inúmeras gerações” (COSTELA, 2002, p.15). Então, com essa problemática em mente, fica necessário entender também, que a relevância dentro do Twitter ou quaisquer outras redes, depende da capacidade do jornalista de chegar a todos da forma mais ampla e abrangente possível. Morin (1962) traz um pouco sobre a cultura de massa e as suas complexidades, explicando que tudo que é inovador se opõe às formas antigas de conhecimento. Como um jornalista acostumado com as mídias tradicionais, consegue lidar com novas perspectivas e modos de fazer o seu trabalho?
2. Objetivos
2.1 Objetivo Geral
O presente trabalho tem como foco entender de diferentes formas como o microblog Twitter mudou o papel do jornalista perante a sociedade, e como o profissional de comunicação ainda pode ser relevante mesmo com a popularização da ferramenta, que faz com que cada usuário seja uma fonte de informação em tempo real, conseguindo, através de compartilhamentos e postagens, atingir um número grande de pessoas de maneira rápida e eficaz. Para entender esse cenário, a análise feita por essa pesquisa será um estudo sobre as Eleições Presidenciais do Brasil de 2018, e como os usuários da rede social se informaram durante a campanha, e quais as pautas relevantes utilizadas pelos jornalistas e portais de notícias para se sobressair às informações entregues pelos próprios políticos e seus seguidores. Seria o aprofundamento? Combate as fake news? Contexto histórico e social das eleições?
2.2 Objetivo Específico
Este estudo busca definir a importância do profissional do jornalismo mesmo nos tempos onde o Twitter se tornou uma ferramenta completa de comunicação para os usuários, alcançando pessoas de modo orgânico. Trazer quais são as habilidades que os jornalistas precisam ter atualmente, a fim de equilibrar a antiga linguagem das mídias tradicionais com a da rede social. No final do trabalho, será possível entender, através das análises, qual o papel do jornalista no quesito opinativo, informativo e da capacidade de trazer novas perspectivas para a sociedade, mesmo com a popularização do microblog.
3. Problematizações e Hipóteses
O Twitter se tornou o foco principal das atenções de todo o Brasil durante as eleições presidenciais de 2018, até quem não conhecia a rede social, acabou sabendo de sua existência, pois, como dito anteriormente, os políticos utilizaram de forma contínua o microblog para conversar com seus eleitores e mostrar as suas propostas. Porém, a rede já mostrou o seu potencial de engajamento já nas eleições de 2014, mesmo em um grau menor do que no último pleito eleitoral. Jornal, rádio e TV, anunciavam o que os candidatos postaram na rede social, mas, outro potencial fator que torna tudo isso ainda mais interessante, é verificar que a sociedade não confia mais apenas em uma opinião hegemônica de uma emissora ou veículo de imprensa, agora ele pode descobrir tudo diretamente com seu candidato favorito. Com essa questão como uma problematização, será que o jornalista e os veículos de comunicação ainda são relevantes para a população, já que agora é possível obter notícias em tempo real, sem precisar de um mediador para isso? Como esse profissional da comunicação pode continuar sendo importante? Quais mudanças ele precisa fazer?
Essas questões foram entendidas por meio de uma análise sobre as eleições de 2018, o que os jornalistas e portais fizeram de diferente para conseguir trazer informações mais profundas para o público, mantendo a sua credibilidade e confiabilidade, mesmo em tempos onde, na teoria, eles não são mais a fonte única de entrega de notícias.
4. Justificativa
A mídia por muitos pesquisadores já foi considerada como o “Quarto Poder”, pois em um contexto de sociedade, teve um grande poder de influência dentro do corpo social de um país, tanto quanto os poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Durante a ascensão e consolidação das mídias de comunicação tradicionais, o receptor das informações tinha pouco ou nenhuma liberdade na elaboração do que seria noticiado, não só isso, ele estava à mercê do plano editorial de cada veículo, que decidia por conta, os assuntos relevantes. Do ponto de vista político, por exemplo, os candidatos precisavam de assessorias e marqueteiros muito bem preparados para encarar a sabatina televisiva e radiofônica, criando uma espécie de “personagem”, a fim de ser o mais crível possível, na intenção de angariar mais votos. Porém, mesmo com todo esse trabalho de imagem, não dependia apenas dos esforços do político, o veículo de imprensa tinha um grande papel na eficácia dessa estratégia. A mídia conseguia tanto afirmar aquela figura ou desconstruir totalmente a imagem ensaiada por ele, e o público, obviamente, até então passivo na recepção das informações, acabava acreditando nos julgamentos entregues pela imprensa. Mesmo com esse poder de manipulação da mídia tradicional, ela se tornou fonte de credibilidade perante a sociedade. A confiança do espectador/ouvinte/leitor com esses veículos pode acarretar em uma quebra da imparcialidade jornalística, com “acordos” entre a imprensa e o político, fazendo com que seja promovido de forma positiva, apenas os que estão alinhados aos interesses do veículo, como contextualiza Weber (2009):
É o espaço que vigia, critica e expõe ações e informações geradas por políticos, partidos e instituições do campo político. Mesmo estabelecendo pactos econômicos e ideológicos com determinadas instituições e sujeitos políticos, é nesse ambiente que prevalece a credibilidade. A instância que julga e tem o poder de propiciar visibilidade. (p. 87).
Essa relação hegemônica do político com a imprensa, exercendo uma manipulação perante a sociedade começou a se enfraquecer a partir da popularização das redes sociais. Com a chegada delas, o receptor deixou de ser passivo, conseguindo agora, opinar, debater, reclamar e principalmente, com as vastas ferramentas de pesquisa presentes na internet, encontrar outras fontes para se informar, desde blogs até portais independentes, com diversas vertentes ideológicas. O Twitter confirmou isso nas últimas eleições presidenciais do Brasil, disputadas em 2018. Até 2016, a rede social não liberava a quantidade de usuários ativos no país, apenas os dados de porcentagem de crescimento, mas, a partir de 2017, esses dados começaram a ser divulgados. Nas eleições de 2018, o microblog fez uma pesquisa com os seus usuários, e os resultados concluíram que 70% utilizaram a ferramenta para acessar informações sobre os candidatos. Nesse levantamento, ainda foi apontado que 66% preferem acessar o Twitter porque recebem as informações “em tempo real” e 53% disseram que o aplicativo tem como característica a pluralidade, mostrando todos os pontos de vista políticos. Outro importante dado mostrado nessa apuração, é que 47% dos entrevistados gostam de pegar as informações “diretas da fonte”, ou seja, nos perfis dos próprios candidatos, sem nenhuma intervenção de veículos da imprensa. No ano de 2019, a Cuponation revelou que o Brasil está na lista das dez nações com mais usuários na rede social , ocupando o sexto lugar, com 8,28 milhões de usuários ativos. Fotografia 1 – Proporção de usuários do Twitter por país
Fonte: Cuponation (2019)
Porém, apesar deste número parecer pequeno, levando em consideração uma população de mais de 200 milhões de habitantes, o Twitter conseguiu romper a sua “bolha” e, chegou até os veículos de comunicação tradicionais, colocando os assuntos debatidos como pauta na TV, rádio e mídias impressas. As frases, vídeos e interações dos candidatos na eleição foram à base para muitas das matérias veiculadas no período, a fonte eram os próprios políticos, que interagiam com seu eleitorado através do Twitter. Isso criou uma nova ideia de jornalismo e comunicação, onde ocorre a convergência entre as mídias, criando um conceito de informação e interação em tempo real. Deste modo, a sociedade não precisou necessariamente de um jornalista para se manter informada, pois, poderia descobrir sobre os candidatos de forma orgânica e no próprio perfil do político. Essa nova concepção de informação, foi estudada por JENKINS (2006), que denomina essa transmídia como o processo cultural criado na mente das pessoas, ocorrendo a partir do momento onde há conexão entre as mídias e o cotidiano. Com isso, se torna relevante entender o processo de mudança dentro da comunicação e da figura jornalista, tal como as formas com que ele pode se manter ativo e importante, mesmo com a popularização do Twitter, rede social em que a notícia chega mais rápida e não necessita das mídias tradicionais para o leitor receber a informação.
5. Plano Estratégico O produto consiste em um livro-reportagem, toda a sua linguagem é a mais simples e clara possível, a fim de atingir o maior número de pessoas, principalmente quem não é jornalista, com poucos termos técnicos da área da comunicação. Com isso, a capa, a fonte utilizada (Garamond) e a utilização de fotos ilustrativas de alguns acontecimentos auxiliam nesta forma fluída da leitura. A capa do trabalho foi feita com a cor azul, que traz sensação de tranquilidade, isso foi utilizado com o intuito de, assim que a pessoa olhar para a arte sentir uma sensação de serenidade, e, dentro da obra, isso se mantém com a maneira informal em que converso com os leitores durante o livro.
6. Aspectos Teóricos Apesar de o jornalismo no Twitter ser um assunto contemporâneo, alguns autores já estudaram sobre o assunto tentando entender essas mudanças no papel do jornalista na sociedade com a chegada da rede social. Barsotti (2014) traz a reflexão, dizendo que com a modernidade, o jornalismo enfrenta algumas crises, e dentro disso, aparecem novos dilemas. Ele ainda comenta sobre a alteração do papel do profissional de jornalismo nesse processo: Não cabe mais exclusivamente ao jornalista decidir o que será notícia e tampouco legislar sobre seu caráter irrevogável. No ambiente da internet, em que jornalistas, leitores e fontes de informação interagem e no qual a palavra é franqueada a todos, a hierarquia é flexibilizada. Os gatesou filtros, portanto, ficam mais maleáveis e suscetíveis às escolhas não só dos jornalistas, mas também do público. (BARSOTTI, 2014, p. 242)
Com isso, o presente trabalho torna-se relevante, não apenas na construção de uma ponte entre a antiga e a nova mídia, mas também, como forma de entendimento dessas importantes mudanças na comunicação.
7. Aspectos Metodológicos O trabalho utilizou o estudo de caso como forma de desenvolver e encontrar os resultados da problemática e, para chegar às conclusões, foi necessário a realização de entrevistas com profissionais da área do jornalismo, usuários do Twitter, psicólogos e professores, deste modo, foi possível conhecer, qual o contato destes com o Twitter e as mudanças que o microblog trouxe em suas carreiras e nas suas imagens e também no consumo da notícia. Além disso foi conversado também com um filósofo e uma psicóloga, a fim de entender o fenômeno do Twitter na sociedade e como ele afeta profundamente os jornalistas de modo pessoal, seja relativo ao ego, ou, da forma como profissional se vê em meio a tantas informações em tempo real e a sua profissão sendo cada vez mais desacreditar por usuários da
rede social, principalmente, com a aparição dos haters, g rupos que atacam os comunicólogos que eles discordam.
8. Referências Bibliográficas
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Brasil: Editora Aleph, 2009. MORIN, Edgar. Cultura de Massas do Século XX: O Espirito do Tempo. 11ª Edição.
Brasil: Forense Uni Profissional, 2018.
WEBER, Maria Helena. Comunicação e Espetáculos da Política. Brasil: Editora
Universidade, 2017.
BARSOTTI, Adriana. Jornalista em mutação: do cão de guarda ao mobilizador de audiência. Brasil: Editora Insular, 2014. ROHAN, Lucas. Novas Mídias, Novos Políticos. Brasil. Editora Porto de Ideias, 2018. Brasil tem o 3º maior crescimento do Twitter em número de usuários, Folha de S. Paulo, 2017. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/tec/2017/02/1861175-numero-de-usuarios-do-twitter-no-bra s il-cresce-18-em-2016.shtml>. Acesso em: 11/06/2020. Enquete aponta que 70% dos internautas se informam sobre eleições pelo Twitter, IG, 2018. Disponível em:<https://tecnologia.ig.com.br/2018-08-10/eleicoes-twitter-brasil.html>. Acesso em 25/04/2020. Brasil está entre os 10 países com mais usuários do Twitter, Cuponation, 2019. Disponível em: <https://www.cuponation.com.br/insights/twitter-2019>. Acesso em 03/03/2020.
9. Cronograma
CRONOGRAMA GERAL – PROJETO DE PESQUISA E EXPERIMENTAL Atividade
JAN FEV
MA R
Escolha do tema + Pesquisa
X
Delimitação do tema.
X
Objetivos + Problemas + Hipóteses.
AB MA R I
JU L
AG O
SET
X
X
X
X
Pesquisa de fontes
X
Entrega da Etapa I do TCC
X
X
Entrevistas com as fontes Decupagem das entrevistas com as fontes Início da escrita do Livro-Reportag em Pesquisa de Empresas para arte de capa e produção do livro
OU NO T V
X
Introdução
Justificativa; Aspectos Teóricos e Metodológicos
JU N
X
X
X
X
DE Z
Término da escrita do LivroReportage m
X
Produção do Livro
X
Entrega do Trabalho de Conclusão de Curso.
X
Tabela 1 - definição das fases do trabalho pelo autor do projeto.
10. Orçamento Esta pesquisa foi realizada em meio a pandemia do Covid-19, portanto, todas as entrevistas foram feitas de maneira remota, por aplicativos, chamadas de vídeo e áudio. Todos os equipamentos utilizados são meus, como por exemplo, notebook, celular, microfone, fone de ouvido. Também, por conta da crise sanitária, o livro-reportagem será entregue de maneira digital. Portanto, o orçamento abaixo é uma simulação de quantos custaria a referente pesquisa em condições normais.
ORÇAMENTO GERAL Item
Quantidade
Valor Unitário (em
Valor total
média) Arte do livro
1
R$150,00
R$ 150,00
Produção do livro impresso
3
R$400,00
R$1200,00
Deslocamento para entrevistas(passagem de trem)
6
R$10,00
R$60,00
Total:
R$1410,00
Tabela 2 - orçamento para a realização do trabalho
11. Apêndice
PAUTA EDITORIA Redes sociais
NOME DO VEÍCULO
TEMA/ASSUNTO O papel do jornalista com a popularização do Twitter
EDIÇÃO Entrevistas realizadas entre agosto e novembro
HISTÓRICO
O jornalismo sempre precisou se modificar durante a sua história e com as redes sociais isso não é diferente, o jornalista, com a popularização do Twitter, precisou criar outras habilidades para continuar sendo relevante na atualidade.
Estas entrevistas têm como objetivo entender a utilização do Twitter por esses jornalistas.
FONTES
Lucas Rohan - Jornalista Paula Bianchi - Jornalista e editora do The Intercept Flávio Gomes - Jornalista dos canais Fox Sports
ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Reflexão sobre os erros e acertos cometidos pelos jornalistas dentro da rede social. OBSERVAÇÃO: Todas as perguntas feitas foram as mesmas para os três jornalistas, elas foram voltadas para o uso das redes sociais e o entendimento de cada um quanto comunicólogo, buscando analisar como eles utilizam a rede no seu dia a dia, tal qual suas opiniões sobre a comunicação e o jornalismo com ascenção do Twitter.
Parte da entrevista com o jornalista Lucas Rohan.
Folha de Decupagem
Data
Editoria Redes Sociais
Assunto
Tema Twitter
17/10/ 2020 Utilização do Twitter
Tempo in / out
Conteúdo: bate-papo sobre Twitter e jornalismo
0:00
Só quando eu era muito jovem, na época da minha faculdade, adolescente, fui diagramador, escrevia para um jornal da minha cidade, mas depois em grandes veículos nunca trabalhei em jornal impresso, então eu já sou um jornalista meio nativo dessa coisa online, redes sociais, e eu conheci o Twitter durante a universidade 2007, 2006 ou 2008. Se você me perguntar assim, qual a recordação jornalística mais remota que você tem do Twitter? Eu lembro que foi 2010, tinha um secretário municipal de Porto Alegre que foi assassinado, a noite, era umas 11 da noite, por exemplo, e nesse época eu trabalhava pra rádio gaúcha e o meu marido trabalhava na rádio bandeirantes a gente estava em casa e isso aconteceu, eu vi no Twitter. Lembro que a gente ficou sabendo por ali e encontramos testemunhas por ali, a gente tava trabalhando de casa pras duas rádios e lembro de ver que uma pessoa compartilhou um áudio antigo deste mesmo secretário dizendo que ele tinha sido ameaçado de morte, tanto indicativo que poderia ser um crime político. Lembro que a gente colocou esse áudio, questionou, não lembro como o caso terminou, enfim faz 10 anos, mas essa é a lembrança mais remota que eu tenho de, tipo, usar o Twitter pro trabalho jornalístico.
até 0:33 1:58 até 2:28
2:28 até 3:00
Repórter: Marvin Yuri Quirino Brito
Parte da entrevista com a jornalista Paula Bianchi.
Folha de Decupagem
Data
Editoria Redes Sociais
Assunto
Tema Twitter
07/10/ 2020 Utilização do Twitter
Tempo in / out
Conteúdo: Bate papo sobre Twitter e jornalismo
2:04 até 2:45
Eu acho que tem uma situação que a gente vive hoje, não só por conta do Twitter mas acredito que a rede intensifica isso, é que a sua privada, é muito mais difícil você separar ela da sua vida quanto jornalista. As tuas opiniões vão ressoar, mesmo que eventualmente você escreve uma coisa no facebook, a chance daquilo ser lido como opinião do jornal é muito grande. A gente tem que estar preparado para essa diminuição do espaço privado, uma vez eu tive uma aula muito legal com um cara do Buzzfeed, porque toda essa coisa de ser odiado de ser curtido, quando o ódio passa pro plano real, quando você passa a ser atacado, correr riscos. Tenho uns amigos que já passaram por situações horríveis. Viralizar é uma coisa, apurar é outra, parte desse ataque todo que o governo tem contra os jornalistas é porque falamos coisas que eles não queriam que viesse a tona. Vou dizer vários pontos que esse governo foi mais questionado, foi baseado em reportagens e fazer reportagem não é fácil, não é só colocar um videozinho que tu lacrou.
3:12 até 3:42 13:32 até
Repórter: Marvin Yuri Quirino Brito
As entrevistas completas deste trabalho, podem ser acessadas pelo link do Google Drive: https://drive.google.com/drive/folders/1rHfskACPe_RcAjpjZW9EuiqiV1F1ZNPS?usp=sharin g
12. Diário de Campo
A ideia do referente trabalho surgiu após o resultado das eleições presidenciais de 2018, onde o candidato com menos tempo de televisão, Jair Messias Bolsonaro, foi eleito, utilizando as redes sociais e, principalmente o Twitter, como forma de conversar com seu eleitorado. O Jornal Nacional, o programa televisivo jornalístico de maior audiência da TV brasileira, pautava, muitas das suas manchetes na época eleitoral com postagens dos candidatos no microblog. Este fato me impressionou, pois, por muitos anos a Rede Globo ignorou a internet, mas, nesse último pleito, isso foi diferente, mostrando a força do Twitter nas discussões atuais da sociedade. Eu já estava na universidade e pensei de qual maneira poderia estudar sobre este tema, eu iniciei a minha utilização do Twitter antes mesmo de cursar jornalismo e, percebi, que muitos dias, todas as informações sobre os assuntos do momento, eu ficava sabendo por conta do meu tempo dentro do Twitter. Eu quase não entrava em portais de notícia para me informar, na própria rede social eu ficava sabendo sobre os temas atuais. Com isso, criou-se em minha cabeça o seguinte pensamento, como fica o jornalismo tradicional e o profissional de comunicação, em meio a essa ferramenta que democratiza a opinião e a informação, chegando a pessoas de forma rápida e instantânea? Uma problemática interessante. Comecei a pesquisar primeiramente sobre convergência de mídias e analisei os jornalistas mais conhecidos do Twitter e que sempre utilizavam a ferramenta. Alguns deles, estavam nas mídias tradicionais, como por exemplo, o jornalista da Globo News, Guga Chacra, que está frequentemente na televisão, sendo correspondente nos Estados Unidos. Porém, Guga faz postagens diárias no microblog e possui mais 1 milhão de seguidores. Percebi ainda, a forma de interação dos jornalistas com o seu público e as notícias, portanto, nem todos faziam as mesmas coisas e nem conversavam com seus seguidores da mesma maneira, mostrando a diversidade de formas de utilização da rede social. Para criar o meu projeto, comecei a pensar em comunicólogos relevantes para entrevistar, com isso, fui atrás de profissionais que estão na rede social, e, também, jornalistas e escritores que poderiam agregar ao meu trabalho. Durante toda minha vida, sempre gostei de trazer um lado mais profundo e humano as minhas pesquisas, então, não queria ficar
apenas entrevistando profissionais de comunicação e deixar tudo muito técnico. Quis também trazer aspectos sociais e filosóficos na mudança da informação na atualidade e, também, entender os comportamentos dos usuários, através de uma análise psicológica. Com isso, pensei em entrevistar o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr., que eu já acompanhava nas redes sociais e no Youtube, portanto, entrei em contato com ele via e-mail. Outra fonte importante para o meu trabalho, foi a psicóloga Gabriela Vizu, fazendo com que eu conseguisse trazer ao livro uma perspectiva comportamental daqueles usuários. Uma das maiores dificuldades foi conseguir as fontes para a entrevista, principalmente, fontes com tempo para conversar comigo remotamente, a fim de enriquecer o meu trabalho. Muitos não responderam a minha solicitação de conversa e outros demoraram para responder, com isso, os planos e ideias precisavam mudar semanalmente, para encontrar o resultado desejado dentro do meu estudo de caso. Outro fator preponderante e complicado, foi a pandemia do novo coronavírus. Eu gostaria de ter acompanhado o dia-a-dia de um jornalista que cuida das redes sociais, principalmente o Twitter, ver a sua rotina in loco. Mas, infelizmente, isso não foi possível, pois, as redações estão trabalhando em sua maioria de maneira remota, portanto, só tive a oportunidade de perguntar em entrevista como eles trabalham e sobre a rotina. Escolher o que vai entrar no seu trabalho também é algo muito interessante, pensar qual tipo de abordagem é a sua preferida e qual mensagem você deseja passar com o seu trabalho. Então, as decupagens e escuta das entrevistas foram bem importantes para decidir qual a melhor parte de cada entrevistado. Muita leitura e pesquisa sobre o assunto, a cada novidade aprendida, fiquei com vontade de explorar cada vez mais. Uma das coisas mais interessantes foi a confecção da capa do livro. Eu queria trazer algo que só de a pessoa observar conseguisse entender o tema, no caso, a evolução da tecnologia e o jornalismo e a informação evoluindo junto com ela. Fiz um trabalho com meu amigo Lucas e montei a ideia! Se não fosse este trabalho de conclusão de curso, eu dificilmente saberia a dificuldade de se fazer uma boa reportagem e conseguir boas fontes. Aprendi também, que os seus entrevistados podem te sugerir outras pessoas para você conversar, trazendo ainda mais amplitude e qualidade para o seu trabalho.
13. Anexos
29
30