DOMINO POR QUE ESTOU EM CASA?
Coronavírus: Entenda de onde veio esse vírus e os motivos pelos quais você quase não pôde sair de casa durante o ano de 2020.
Um novo olhar sobre a cigarra: Conheça a história de Helena Ritto com a arte.
Bullying: Saiba as consequências da prática do bullying e a importância de combater à violência.
Edição n° 1
VEJA NESTA EDIÇÃO
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Bullying
As consequências da prática da violência
Curiosidades
Confira alguns fatos curiosos que irão te surpreender
Coronavírus
Por que tivemos que ficar em casa? Entenda
Fique por dentro
Saiba o que vem acontecendo no Brasil e no mundo
Personalidade
Helena Ritto e Ilana Costa: conheca o trabalho dessas personalidades da TV e internet
Carta do leitor mirim
A opinião de quem nos acompanha
EDITOR-CHEFE: Roberto Magalhães Araújo
DIAGRAMAÇÃO: Roberto Magalhães Araújo
REDAÇÃO E ADAPT. DE ILUSTRAÇÕES: Roberto Magalhães Araújo
ORIENTAÇÃO: Prof. Me. Luiz Vicente Lazaro
Esta é a primeira edição da Dominó, realizada com muito carinho e cuidado. Desejamos que sua leitura super, hiper, mega prazerosa.
Por que meu filho(a) deve ler a Revista Dominó? Aponte a câmera do seu celular para o QR Code e acesse o suplemento, ou entre no site: bit.ly/2UPSP00
COMPORTAMENTO
VAMOS FALAR SOBRE
BULLYING?
Ilustrações adaptadas do site Freepik
O ato bullying é considerado como ações que causam violência física e verbal. A psicóloga Stéfani Torres diz que é um conjunto de comportamentos agressivos ocorrem de diversas formas entre crianças e adolescentes. Para Stéfani, o 4
motivo da violência pode ser despertada através de uma diferença em relação à personalidade de cada pessoa. Há casos em que a vítima também pode se tornar o agressor por já ter sofrido algo, sendo assim, há a intenção de re-
petir o ato com outras pessoas. Também podemos considerar o bullying como intimidação sistemática, ou seja, qualquer ato de violência física ou psiPARE O cológica de BULLYING propóstito e repetido, como é mostrada na lei de n° 13.185. Os tipos são: verbal (xingar, apelidar e insultar), moral (difamar e espalhar boatos), sexual (abusar e assediar), social (ignorar e excluir), psicológica (perseguir e amedrontar), física (bater), material (roubar e destruir pertences) e virtual (ações na internet que causem sofrimento e constrangimento). Há diversos motivos que levam uma criança ou adolescente a cometerem agressão contra o co-
lega. Para Stéfani, esses motivos podem estar ligados à educação familiar, pois em muitos casos, os responsáveis não impõem limites e não conversam com as crianças. A psicóloga fala da importância de estratégias e planos de ação nas escolas para o fim desse tipo de violência através do envolvimento dos pais, dos alunos e da administração escolar para evitar a violência. “Os caminhos para lidar com os que praticam bullying é com a conscientização. Explicar o que é bullying, as consequências, o porquê de o ‘diferente’ incomodar tanto e traçar estratégias com os próprios alunos para lidar com essa situação e resolver o problema”. Stéfani diz que é importante o agressor extrair uma lição para entender que a agressão é errada.
Ilustrações adaptadas do site Freepik
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COMPORTAMENTO
Relato de quem já foi vítima
Quais são os problemas que o bullying pode gerar? Crianças e adolescentes vítimas de violência podem desenvolver traumas psicológicos, ou seja, são marcas deixadas pelo sofrimento causado nelas. Esses traumas atrapalham o aprendizado e a forma de conviver com outras pessoas. Ilustrações adaptadas do site Freepik
Stéfani dá exemplos dos tipos de bullying que causam essa consequência. “Primeiro é importante saber que existem dois tipos de bullying. O bullying direto e o indireto. O direto é feito por agressões e são mais fáceis de serem identificados, porque é uma violência física, verbal, ou danos aos pertencentes. E tem o 6
indireto, que envolve ignorar, excluir, difamar, ou realizar complôs. A pessoa que é vítima desse ato pode ser solitário e evitar a escola por não ser algo prazeroso. Pode ter também ideação suicida, baixo autoestima, depressão, ansiedade, problemas físicos de saúde e baixo rendimento acadêmico”.
A estudante Rafaela Gonçalves, de 12 anos de idade, residente da cidade de São Paulo, relata que já teve diversas experiências como vítima de bullying, mesmo não tendo praticado com ninguém. “Falavam que minha testa era grande e que eu era gigante. Me sentia muito mal porque sabia que estavam me zombando por conta Ilustrações adaptadas do site Freepik
do meu corpo, da minha altura e meu rosto”. Rafaela conta que fazia o máximo para não ser zombada, pois queria ser amiga de todo mundo, mas nada adiantava. Esse tipo de violência acontecia tanto na escola, quanto na rua. “Eu estava andando na escola na hora do recreio e vieram duas meninas e começaram zombar de mim,
falando do tamanho da minha testa, que eu era gorda e que meu nariz era feio”. Para a estudante, o bullying é muito desagradável, pois não faz sentido julgar as pessoas por suas características. “O mundo sem bullying com certeza seria bem melhor, porque as pessoas não seriam julgadas. E ninguém teria a autoestima baixa e medo de expor”, declara Rafaela.
Ilustrações adaptadas do site Freepik
COMPORTAMENTO
A pedagoga, especializada em Neuropsicopedagogia Clínica, Adriana Leandro, diz que a escola é o ambiente em que o bullying é mais notado porque os alunos estão mais próximos uns dos outros e buscam por aceitação entre seus pares e grupos. No entanto, para Adriana, o bullying está em toda parte porque a intolerância acontece em diversos ambientes, desde o familiar até no acadêmico.
A pedagoga diz que é importante tratar sobre o bullying nas escolas, pois pode até mesmo fazer com que as vítimas percam a vontade de viver. “É preciso empatia. O outro precisa saber que quem sofre bullying sente dor para além do físico. É uma dor na alma que deixa marcas que não serão apagadas. Sempre haverá uma cicatriz ali lembrando que um dia alguém te feriu.”
Bullying verbal
Bullying físico
Bullying social
O bullying e a escola Quando esse tipo de violência ocorre nas escolas, a gestão procura formas de resolver os conflitos. O diretor da escola municipal Antônio Carlos Mayer, Asiel Lopes, diz que ao identificar casos de bullying, primeiramente há um diálogo entre a direção, a criança, os pais e os
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professores para buscar a resolução do problema. O diretor afirma que também é importante projetos que trabalhem a empatia, valores, bons hábitos e até mesmo indicação de especialistas que possam ajudar no desenvolvimento dos alunos.
Bullying virtual (internet)
Ilustrações adaptadas do site Freepik
Caso você esteja sofrendo algum tipo de violência, deve imediatamente contar aos seus responsáveis para que o problema seja resolvido.
CURIOSIDADES A Terra é exatamente REDONDA?
Qual o motivo do ronco? A resposta correta é geoide. Mas como assim? O formato do planeta Terra não é completamente redondinho como nos desenhos, apesar de parecer. Podemos dizer que é redonda por conta da ação da gravidade que a modelou no decorrer dos anos, causando este formato. Porém, o termo mais correto é geoide, utilizado para se referir à figura física da Terra, pois leva em conta as variações de gravidade. (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE).
Imagem: Pixabay/PIRO4D
O que acontece enquanto durmo? Com certeza você já deve ter ouvido a frase “estava no terceiro sono”, certo? Essa expressão ocorre porque temos alguns estágios durante o sono. Quando dormimos, ocorrem 5 fases no nosso cérebro. São elas: 1 – fase inicial (sono leve), 2 – sono leve com duração pou10
co maior que a inicial, 3 – início do sono profundo, 4 – sono profundo e 5 – sono REM, ou seja, os olhos se mexem por baixo da pálpebra enquanto os músculos continuam relaxados. Os sonhos costumam ocorrer na fase 5. Viu como o processo do sono não é tão simples assim? (BBC).
Ilustrações adaptadas de: Freepik
Dentro da boca e da garganta temos algumas estruturas como a língua, o céu da boca e a “campainha” que possui muitos músculos. Durante o sono, esses músculos relaxam e podem ocupar mais espaço do que deveriam, pois se esparramam na boca e na garganta. Assim, quando o ar passa por esses músculos para respirarmos, eles estão tão moles e relaxados, que vibram e fazem barulho, ou seja: o ronco. Mas você sabe o que pode aumentar toda essa barulheira? 1. Respirar constan-
temente pela boca, pois quando fazemos isso, a musculatura fica mole e sem força e, quando relaxa no sono, fica ainda pior. 2. O excesso de peso, porque os músculos da boca e da garganta podem juntar mais gordura e dificultam a passagem do ar. 3. Ser do sexo masculino – por diversos motivos, os homens apresentam mais roncos que as mulheres. 4. Ter o formato do rosto mais estreito, deixando menos espaço para o ar passar. 5. Fumar e beber be-
bidas alcoólicas, porque pode irritar mais a musculatura da boca e da garganta, causando irritação e inchaço. 6. Dormir de barriga para cima, porque a gravidade faz a musculatura ir para trás e deixa o espaço da garganta quase sem passagem para o ar. Viu como são vários fatores que podem transformar a sua boca e a sua garganta em um trator? (Consultoria: Fonoaudióloga especialista em Voz e em Motricidade Orofacial, Bruna Rainho Rocha).
Ilustrações adaptadas de: Freepik e Pixabay
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CORONAVÍRUS
Por que ficar em casa?
Entenda o
Coronavírus
Desde o fim do ano de 2019, o coronavírus se manifestou na China e se espalhou pelo mundo. Os casos da doença aumentaram rapidamente na maioria dos países e, mesmo não sendo um vírus que leva à morte imediatamente, diversas vidas foram tiradas. Um dos problemas 12
de saúde mais comum que causou a maioria das mortes foi a falta de ar, ou seja, um dos sintomas mais perigosos após a infecção. Segundo a Instituição Oswaldo Cruz, esse vírus faz parte de um mesmo grupo que também causa infecções respiratórias, descoberto em 1937. Em dezem-
bro de 2019, foi percebida uma variação do vírus SARS-Cov-2, o coronavírus, que causou a pandemia (espalhamento rápido da doença). Para que as pessoas não se contaminassem, foi necessário o isolamento social quase no mundo todo por um longo tempo.
e, as que estavam funcionando presencialmente eram apenas os estabelecimentos de necessidades gerais como: supermercados, hospitais, farmácias, entre outros. Do mês de março em diante, os casos de Covid-19 não pararam de aumentar, assim como as mortes que ocorreram. Segundo o Ministério da Saúde, até o fim do mês de outubro de 2020, o Brasil chegou a mais de 155 mil mortes e mais de 5,3 milhões de casos confirmados. A região mais afetada é o Sudeste com mais de 70 mil mortes e 1,3 milhões de casos. A menos afetada é o CentroOeste, com 667 mil casos e 14 mil mortes.
Logo quando o coronavírus surgiu e se espalhou, a maioria dos países tiveram que tomar medidas de segurança para evitar a contaminação da população. Como o mundo não estava preparado para lidar com o vírus, a melhor solução foi aderir à quarentena e ao isolamento social, ou seja: ficar em casa juntamente com a família por tempo indeterminado e evitar contato com as pessoas de fora. Sendo assim, empresas, comércios, escolas e outros tipos de entidades se fecharam temporariamente. Diversas instituições se adaptaram para que os colaboradores trabalhassem em casa Ilustrações adaptadas do site Freepik
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CORONAVÍRUS
NORTE CENTRO-OESTE NORDESTE SUDESTE
Dados de casos de coronavírus no Brasil até o dia 30/10/2020 Fonte: Ministério da Saúde
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eficaz para evitar o vírus, entretanto a médica aponta que é necessário se higienizar o tempo todo. “O isolamento é uma das peças muito importantes para evitar transmissão, principalmente quando é aliada ao distanciamento. Temos que ter higienização das mãos e uso da máscara de pano. Esse é um conjunto mais eficiente ainda”.
Ilustrações adaptadas do site Freepik
De acordo com a médica infectologista, Iris Bucker, a infecção do coronavírus ocorre de duas formas: transmissão através de gotículas das vias aéreas (respirar o mesmo ar que alguém infectado) e transmissão por contato direto (tocar na pessoa, ou em algum objeto que foi contaminado por alguém. Desta forma, o período de quarentena tem sido
SUL
O Covid-19 é perigoso principalmente para pessoas do grupo de risco, ou seja, aquelas que possuem hipertensão, diabete, imunidade baixa, entre outros problemas de saúde e idade avançada. Apesar disso, diversas pessoas saudáveis e fora do grupo de risco morrem após se contaminarem. A infectologista Iris acredita que isso acontece devido a uma interação entre o vírus e a imunidade,
interferindo no quadro do paciente. Houve alguns casos de pessoas que se curaram do coronavírus e foram infectadas novamente. Entretanto, o vírus pode ter sido modificado da segunda vez, como relata Iris: “Existe uma série de estudos que comprovam essa segunda infecção. Eles têm estudado geneticamente para ver se essa segunda infecção é pelo primeiro vírus que a pessoa se 15
CORONAVÍRUS contaminou primeiramente. Então foi identificado que ocorreu pelo mesmo tipo de vírus, porém um pouco modificado. Há uma pequena mutação e a segunda infecção, na maioria dos casos, foi bem mais leve que a primeira.” Uma das dificuldades mais encontradas no combate ao Covid-19 foi em relação aos espaços nos hospitais
para tratar os infectados. O sistema de saúde não estava preparado para lidar com uma grande quantidade de gente. Sendo assim, houve preferência para tratar de pessoas em estado grave nos atendimentos. Com a falta de uma vacina pronta e uma cura, os cuidados básicos de higiene e isolamento social são as melhores opções. Imagem: Pixabay/PIRO4D
Linha de frente contra o Covid-19 Ilustrações adaptadas do site Freepik
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As consequências do espalhamento do coronavírus foram uma novidade para todos os setores da sociedade. O setor da saúde passou por diversas dificuldades na luta para salvar vidas. A enfermeira intensi-
vista, Mislei Machado, fala sobre sua reação inicial e que se sentiu desafiada, assim como todos os profissionais da saúde. “Lidar com algo novo é sempre desafiador. Esse vírus veio para nos tirar da zona de conforto. O nosso primeiro caso veio logo após o carnaval e não sabíamos como agir e como proteger a nós e nossa família, ou como iríamos conduzir os casos dentro da UTI. Sentimos medo e o ambiente se tornou muito estressante.” Mislei conta que teve que enfrentar seus medos e ser uma líder comprometida, priorizando o cuidado humano e lidando com as famílias que não podiam estar perto dos pacientes. A enfermeira acredita ser necessário que as pessoas retomem as
atividades com responsabilidade e consciência, pois não poder sair por tempo demais não é saudável. “Precisamos criar hábitos, sempre protegendo aqueles que são mais vulneráveis, sendo zelosos e cuidadosos, isso é um ato de amor. Ainda não dá para ficar participando de festas, grandes eventos, mas acredito que seja saudável voltarmos para a nossa rotina, com todos os cuidados necessários.”
Além de profissionais da saúde, há toda uma equipe que auxilia no funcionamento de hospitais, equipamentos, quartos, UTIs, entre outras funções. Os auxiliares de limpeza são uma das pessoas que estão tão expostas ao vírus quanto qualquer outra que esteja na linha de frente para combater o Covid-19. Ilustrações adaptadas do site Freepik
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CORONAVÍRUS Para a auxiliar de limpeza do Hospital Ermelino Matarazzo, Maria Sônia, 47 anos, o medo também passou a fazer parte de sua rotina. “A gente se sente exposta no trabalho. A qualquer hora e momento podemos pegar o vírus e trazer para casa, por mais que usemos os equipamentos, óculos, uniformes, além das capas de proteção.”
Relato de quem já foi vítima
Maria Sônia também conta que já foi infectada e teve sintomas leves, mas ainda assim se preocupa. “Já testei positivo. A gente fica com medo, arriscando não só a minha vida, mas também a dos nossos parentes. Fora os médicos e enfermeiros que já foram infectados e outros que faleceram. Estamos expostos a tudo, temos que trabalhar porque preci-
samos. O desemprego está grande aí fora e a gente vai atrás do pão de cada dia para pôr em casa, mesmo arriscando nossas vidas”. A auxiliar de limpeza relata que se sente mais valorizada pelos supervisores e médicos do hospital nesse período, pois a importância de seu trabalho ficou mais visível durante a pandemia.
O Jornalista, 39 anos, André Lóssio, relata as dificuldades que enfrentou ao ser infectado pelo Covid-19. “Recebi o resultado do exame em agosto. De acordo com orientação médica, fiquei isolado pelo período de 15 dias. Tive implicações físicas que foram a falta de paladar e olfato (falta de sentir gosto e cheiro), dores de cabeça, náuseas,
fraqueza diante de pequenos esforços. Em relação às implicações emocionais, me senti confinado (preso) por não poder sair pelo condomínio onde moro e compartilhar presencialmente momentos com a família e amigos”. O jornalista elogia a qualidade no atendimento da Unidade Básica de Saúde, ressaltando a importância de um sistema de saúde gratuito.
PREVENÇÃO
LAVE AS MÃOS 18
USE MÁSCARA
FIQUE CUIDE DOS USE ÁLCOOL EM CASA MAIS VULNERÁVEIS EM GEL Ilustrações adaptadas do site Freepik
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CORONAVÍRUS
O Covid-19 e as
CRIANÇAS De acordo com o pediatra no setor de emergência do pronto atendimento do Hospital Regional do Vale do Paraíba, Pedro Marcitelli, apenas 1% das crianças apresentaram quadros graves. Por que isso acontece? Pedro afirma que
isso tem a ver com o sistema imunológico da criança. “Se a Criança é contaminada pelo coronavírus, ela vai apresentar a doença e, muito raramente, consequências graves. Porque seu sistema imunológico não age com tanta in-
tensidade a ponto de ser um agravante na doença”. O pediatra explica que esse processo em um adulto ocorre de maneira diferente, pois o sistema de imunidade age com mais intensidade por já estar formado e fortalecido. Os cuidados e prevenção contra o coronavírus para com
uma criança, são semelhantes aos dos adultos a partir dos 7 anos de idade. O pediatra comenta a respeito desses métodos. “Atualmente a Organização Mundial da Saúde não recomenda mais o uso de máscara pare menores de 5 anos. Até os 11, eles
orientam que sejam em uma situação de uma cidade que esteja com bastante casos de contaminação. Já no adulto, todos são orientados a usar máscara e seguir o mesmo protocolo”.
Ilustrações adaptadas do site Freepik
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FIQUE POR DENTRO
Queimadas no Pantanal O Pantanal tem vivido o pior momento de todos os anos com os incêndios ocorridos em 2020. Os incêndios trouxeram prejuízo ao meio ambiente e aos animais que habitam nesse bioma. De acordo com a organização Ecologia e Ação, esses problemas causados no Pantanal têm causado preocupação no período de seca, quando parte desses problemas ambientais afetam as cidades que fazem parte da área, cobertas de cinzas e fumaças. 22
Segundo a organização WWF-Brasil, o Pantanal vive a pior seca dos últimos 47 anos e muitas áreas que deveriam estar inundadas pelas chuvas de meses anteriores, estão secas, expondo a vegetação ao fogo. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais constatou esse ano que houve mais de 10 mil focos de calor, enquanto no ano passado tiveram pouco mais de 3 mil. Ou seja, o número triplicou em 2020, em comparação à 2019.
Mas quais são as causas dessas queimadas? Para a Bióloga e Consultora Ambiental, Nina Schimdt, apesar das queimadas que iniciaram em julho ocorrerem no mesmo período da seca, chegando a uma umidade de 10%, não se pode afirmar que a causa da queimada é natural. “Não há sombra de dúvida que da mesma forma que as queimadas aumentaram para o bioma amazônico devido à expansão da agricultura, a maior causa desse crime foi devido ao fogo criminoso”. Um dos incêndios propositais mais conhecidos, de acordo com Nina, é a limpeza de pasto – vegetação para alimentação de gado – por meio do fogo, pois muitos des-
ses casos perdem o controle, fazendo com que o fogo ultrapasse a área desejada. “Vale lembrar que usar fogo para limpeza de pasto é proibido de acordo com nossa legislação ambiental, entretanto é uma prática ainda utilizada pelos fazendeiros e pequenos agricultores”, relata Nina. A bióloga conta que muita parte do fogo causado no Pantanal em 2020, ocorreu pela prática de grileiros, ou seja, invasores de territórios não demarcados legalmente para especulações imobiliárias (obter espaços e esperar que ele seja valorizado no mercado). Os animais e o meio ambiente enfrentam Foto: Mayke Toscano/Secom-MT (Foto pública).
diversos problemas de sobrevivência como consequência dos incêndios. Nina aponta que é necessária uma quantidade mínima de indivíduos em sua população que garanta uma diversidade genética. A bióloga afirma que estamos diante de um grande possível impacto do fim de várias espécies. “O pantanal possui muitas espécies endêmicas, ou seja, que apenas ocorrem naquela região. Isso significa que as queimadas têm o potencial de acabar com uma quantidade suficiente dos indivíduos de uma população que não garanta a variabilidade genética suficiente para sobrevivência da espécie”. 23
FIQUE POR DENTRO
Imagem: Fundação Yedda & Augusto Frederico Schmidt
Quais as consequências para o ser humano? Nina aponta que as consequências diretas para o homem são: a poluição do ar, as chamas e fuligens podem alcançar até mesmo outros estados, erosões (desgaste do solo), perda de habitat dos animais, entre outros: “Algumas espécies de fauna que ocorriam apenas para essa região sofrem um grande risco de extinção devido à grande diminuição de sua população como
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é o caso da onça pintada”. Já os impactos indiretos não podem ser calculados. A conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente pode evitar diversos problemas ambientais. Nina Schmidt acredita que nenhuma mudança na sociedade irá funcionar se não estiver ligada à educação, pois é o maior investimento e bem necessário para o desenvolvimento de
qualquer ambiente. “É impossível você dar valor e respeitar aquilo que você não conhece. Sendo assim, a preservação do meio ambiente nada mais é do que um reflexo direto da qualidade de ensino que proporcionamos aos nossos alunos. Será muito importante para a sobrevivência das próximas gerações uma qualidade de ensino ligada ao desenvolvimento sustentável.”
Ilustrações adaptadas do site Freepik
O que são biomas? Bioma é uma área geográfica de tipos de vegetação, baseada em um conjunto de vida animal e vegetal. O Brasil é formado por 6 biomas: Cerrado, Caatinga, Pantanal, Amazônia, Mata Atlântica e Pampa. Cada um deles possui seu tipo de vegetação e
Imagem: Wikimedia Commons
fauna (vida animal). De acordo com a bióloga Nina Schmidt, o Brasil é um país privilegiado por possuir um território continental pela diversidade de biomas, pois traz grande vantagem ecológica e econômica para o país. Além disso, essa variedade
ambiental pode possibilitar pesquisas para o desenvolvimento da saúde, culinária e estética, também o valor da beleza natural, o ecoturismo e o controle das chuvas e enchentes e a qualidade da água, do ar e do solo.
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FIQUE POR DENTRO
DIRETO PARA A LUA NASA tem planos de levar a primeira mulher ao solo lunar em 2024
Para o ano de 2024, a Agência Espacial dos Estados Unidos – NASA – projetou um plano de 20 bilhões de dólares para uma viagem à lua. E pela primeira vez ocorrerá a visita de uma mulher acompanhada de um homem no primeiro pouso. Essa excursão faz parte de um programa chamado Artemis. Para a viagem ocorrer, é preci26
so que o Congresso libere 3,2 bilhões de dólares para a construção do sistema de aterrissagem. Assim como ocorreu no Programa Apollo entre 1969 e 1972, os astronautas viajarão em uma cápsula parecida chamada Orion, que será lançada pelo foguete mais poderoso do mundo de nome Space Launch System
Imagem: NASA
(SLS). Ainda não foi decidido qual astronauta será a primeira mulher a pisar na lua, assim como o homem que a acompanhará. Haverá uma construção de elementos sustentáveis na lua e ao redor dela que facilitará a exploração de robôs e astronautas para o aprimoramento da ciência.
O nome do programa de viagem ao solo lunar faz uma alusão à um retrato da deusa grega Ártemis. A ilustração é destacada na forma lua crescente. Os traços da figura foram feitos com o objetivo de que todas as mulheres possam se ver nela. (NASA). Ilustração adaptada do site Freepik
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Imagem de fundo: Pixabay/LoganArt
FIQUE POR DENTRO
Conheça os equipamentos que serão utilizados pela NASA para a ida à Lua Gateway: Posto lunar ao redor da Lua
Ilustrações NASA
Orion: Nave para missões lunares
Sistema de Expliração 1: Estruturas no terreno para apoiar o lançamento
Space Launch System: O foguete mais rápido do mundo
Lunar Landers: Sistemas modernos de pousos humanos
Trajes espaciais Artemis: Trajes de sobrevivência da tripulação Orion
UM NOVO OLHAR SOBRE A CIGARRA 30
A história de Helena Ritto com a arte
Divulgação
PERSONALIDADE
Uma carreira marcada pela televisão brasileira e o teatro, a trajetória de Helena Ritto revela uma grande paixão pela arte e pelos estudos. Helena cresceu no bairro Grajaú, periferia de São Paulo, filha de mãe doméstica/costureira e pai comerciante. Estudou em escola pública até o final do ensino fundamental. Com apenas 16 anos, entrou para a faculdade e aos 20 já era publicitária, profissão a qual nunca exerceu. Viveu até os 22 anos no Grajaú e juntou dinheiro para viajar e trabalhar com teatro na Europa por algum tempo. No Brasil, trabalhou como professora de educação infantil, babá e vendedora da seção infantil em uma loja de roupas. Foi casada por 20 anos com outro artista, no qual tiveram um filho, e seguem amigos até
hoje. Helena sempre esteve envolvida com crianças em seu trabalho. Em sua trajetória profissional, possui o diploma de Ilustração adaptada do site Freepik
bacharel em Publicidade e Propaganda com ênfase em Produção de Vídeo, Licenciatura em Arte e Educação e a formação como atriz em uma instituição francesa. No teatro se dedicou aos espetáculos infantis até o ano 2000, quando fundou a companhia Prosa dos Ventos, voltada à Contação de Histórias e ao Teatro Infantil. Em 2010, um de seus espetáculos, Ciranda das Flores, foi adaptado para o projeto Teatro Rá Tim Bum, na TV Cultura. A partir de 2011, iniciou no programa Quintal da Cultura como a personagem Doroteia, no qual Helena faz parte até hoje. Helena também atua nas redes sociais através da interação com seu público conquistando novas gerações de fãs a cada dia. 31
Divulgação
Foi durante o ensino fundamental. A aula de artes era a minha preferida e, em um dos trabalhos, optei por escrever, produzir e dirigir uma peça de teatro – por sinal, eu nunca tinha ido ao teatro. Foi tudo intuitivo, mas descobri que estar em cena era mais gostoso do que viver o dia a dia com suas imperfeições.
Como e quando surgiu a oportunidade de interpretar a Doroteia no Quintal da Cultura?
sabia nomes e nem do que se tratava direito. Fiz o teste com um ator que conheci no dia, o José Eduardo Rennó. Fomos a primeira duFui chamada para um pla do teste (que durou alguns dias) e tivemos teste na TV Cultura para interpretar uma muita química juntos. palhaça em um pro- Passamos juntos no teste e estamos até hoje! grama infantil. Não 32
Como foi seu primeiro contato com o teatro e o que ele te proporcionou?
Quais trabalhos que já participou e considera um marco de sua carreira? Tive a oportunidade de trabalhar como voluntária na ala pediátrica e na UTI infantil do Hospital Beneficência Portuguesa por muitos anos. Até hoje ainda apresento um pouco do meu traba-
lho por lá. Estar com uma única criança no leito da UTI, poder fazê-la sorrir em meio à tanta dor e tristeza, para mim, tem tanto ou mais valor do que entreter uma plateia de mil pessoas ou ter um alcance de um milhão de espectadores. Qualquer personagem é importante, mas o que mais importa é transformar a energia do público.
Qual parte do seu trabalho você é mais apaixonada? Estar em cena, atuando, é como alimentar minha alma. Receber o reconhecimento do público me emociona ainda mais por saber que, muitas vezes, a minha arte foi a melhor companhia na solidão de muitas crianças. Fazer parte das boas memórias de muitas pessoas é o que me completa.
Tendo em vista seu trabalho artístico, com viés educacional, como você enxerga sua relação com o público infantojuvenil? Vejo a responsabilidade que tenho. Não posso agir como Divulgação
PERSONALIDADE
uma criança inconsequente, mas também não sou a adulta chata que quer impor regras. Sou apenas alguém que as crianças reconhecem como companheira e que elas confiam. Por isso, minha responsabilidade é gigante e me deixa honrada.
adolescentes e jovens que me assistiam e que gostam de mim por fazer parte das Você acredita que mercado ficou ainé necessário intro- da mais difícil. Tento memórias de infância deles. Tenho pais duzir a arte na vida valorizar, divulgar e apoiar todos os artis- e mães agradecidos de uma criança? tas que acredito, mas por ter entretido seus Por quê? lutamos contra o pre- filhos de maneira poconceito e a ignorân- sitiva. Tenho educaA arte educa por si só. A sensibilidade de cia de alguns que não dores que usam meu material como refeentendem o valor transformar e imagirência. E tenho um nar vem da arte. Sem da cigarra. pessoal que não me a arte, não temos as conhecia e que está nuances das cores e a A arte e educação andam lado a lado? conhecendo agora vida fica cinzenta. através do humor nas Por quê? redes sociais. Amo Claro que sim! Não soComo você enxerga todos e me comunimos máquinas, somos co com todos com o o cenário artístico sentimento, sonhos, mesmo carinho. (cênico) no Brasil vontades. Nos relacioatualmente? namos através do afe- Quais são os tipos to. A arte sensibiliza e A cigarra sempre foi de hobbies que amplia o aprendizado. mal vista por cantar você mais gosta enquanto a formiga Como é sua intera- de realizar? trabalhava. O Brasil é ção com o público Amo dormir, haha! berço de muitos arnas redes sociais? Mas amo também tratistas maravilhosos, mas ainda lutamos Me desdobro para dar balhos manuais e pelo óbvio: não dá atenção. Tenho públi- jardinagem. para viver sem arte. co de 5 anos de idade, Com a pandemia, só que está me conhevejo tristeza, pois o cendo agora. Tenho 34
Divulgação
PERSONALIDADE
O que a Helena do que tivemos de gastar de festas, caminhões, futuro diria para a para ter esse dinheiro. carroças, televisão Helena do passado? Mas com esta diferen- e não sei mais em Diria o texto do José Mujica, ex-presidente Uruguaio: “Inventamos uma montanha de consumo supérfluo. É preciso jogar fora e viver comprando e jogando fora... Mas o que estamos gastando é tempo de vida. Porque, quando compramos algo, não compramos com dinheiro, compramos com o tempo de vida
ça: a única coisa que não se pode comprar é a vida.”
Quais seus planos para o futuro? O artista deve se reinventar. Me apresentei em praças, pátios de escolas, palcos italianos, de arena, chão de fábricas, salas de aulas, bibliotecas, jardins, ruas, corredores de hospitais, quartos hospitalares, salões
quantos espaços que transformei em local de apresentação. Mas estou amando meu novo palco: a internet. O alcance é incrível, e descobrir como alcançar esse público tem sido um grande desafio. O mundo mudou, e o artista é mambembe, deve ir aonde o povo está.
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PERSONALIDADE
DO RIO DE JANEIRO PARA O MUNDO Ilana Costa e o ensino de LIBRAS
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Com mais de 70 mil inscritos em seu canal no Youtube “Ilana Costa”, ela tem alcançado a vida de diversas pessoas através do ensino de LIBRAS, religião, resenhas literárias, entre outros tipos de conteúdo. Casada há 10 anos e residente de São Pedro da Aldeia (interior do estado do Rio de Janeiro), Ilana, de 32 anos, é engenheira, professora de LIBRAS, escritora do livro “O Sutil Mistério dos Envelopes
de Amor” e estuda Letras. Além dessas ocupações, atua em suas redes sociais para se conectar com o público e como professora de Matemática e Língua Portuguesa no canal do Youtube “Vem Diploma” para a prova do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCEJA). Os resultados de seu trabalho revelam que ensinar é um propósito de vida. Divulgação
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PERSONALIDADE De onde partiu a ideia de criar um canal no Youtube? A ideia surgiu da minha paixão por ensinar. Comecei ensinando tudo que eu achava que as pessoas gostariam de saber. A maioria das pessoas começou a me acompanhar por dois quadros que são os principais do meu canal, nos quais falo de tudo. O quadro de LIBRAS e o quadro
O alcance da internet é muito grande. Uma aula minha pode ser vista em todo mundo pelo YouTube ao invés de alcançar apenas 20 pessoas em uma sala. Senti que este era o caminho certo para alcançar o máximo de pessoas possível.
Mesmo assim o alcance era pequeno. Surdos precisam se de Resumo dos livros comunicar. Eles precisam ir ao médico, ao da Bíblia são os mais acessados no meu ca- banco, aos órgãos públicos, à farmácia, ao nal. Por isso, hoje eu dentista... Na maioria foco mais nesses das vezes os funciodois quadros. nários não são treinados para atendê-los. Por que decidiu ensinar no Youtube? Ouvi uma vez a história de uma surda que Eu já ensinava presenfoi atropelada e ficou cialmente em turmas 3 dias internada conpequenas. Juntava siderada como louca sempre turmas preporque só emitia sons senciais de cerca de e não conseguia se 20 alunos interessacomunicar. Essa hisdos em aprender a tória mexeu comigo. “Língua dos Surdos”.
Imagem: arquivo pessoal da fonte
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Qual parte do seu trabalho você é mais apaixonada?
Ilustração adaptada do site Freepik
Mais do que paixão, amo ensinar. Sei que a minha missão de vida é ensinar. Desde ensinar receitas e artesanato até ensinar disciplinas específicas relacionadas à Engenharia. A comunicação também sempre fez parte da minha vida, amo me comunicar! E a LIBRAS me permite a comunicação com outro grupo de pessoas. Fico feliz por poder me comunicar com eles.
Quais são os tipos de hobbies que você mais gosta de realizar?
da cidade e começamos a frequentar uma igreja que tinha intérprete de LIBRAS. Eu ficava fascinada olhando aquilo tudo. Ler, estudar, assistir Pedi para me ensinafilmes, fazer stories rem o alfabeto e, deno Instagram, jogar tênis e pingue pongue pois, sozinha, comecei a fazer relação de são os tipos de hobalgumas palavras com bies que mais gosto. sinais, só de ouvir e Como foi seu conta- observar a intérprete. to com a língua LI- Até que descobri que já sabia me comunicar BRAS? de uma forma bem báAos 11 anos de idade, minha família se mudou sica. Depois, fiz ami39
PERSONALIDADE zade com uma menina surda da igreja e ela começou a frequentar minha casa constantemente para que eu a ajudasse com as matérias da escola que ela tinha dificuldades. Com o tempo, ela foi me ensinando LIBRAS enquanto eu ensinava matemática para ela. Esse foi o meu primeiro contato com a língua que hoje estudo na graduação.
Você acredita que é necessário introduzir o ensino de LIBRAS para crianças? Por quê? Não só para crianças. Para todos. O surdo precisa se comunicar em todas as esferas. Eles têm tanto direito quanto qualquer um de nós. Inclusive, to40
das as pessoas que trabalham com atendimento ao público deveriam saber se comunicar por LIBRAS.
Como você enxerga o cenário atual do ensino de libras no Brasil? Ainda fraco, porém tem apresentado vários novos autores e produções sobre o tema, o que indica crescimento. Se comparado aos últimos 10 anos, por exemplo, o ensino da LIBRAS tem crescido de forma exponencial.
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Para você, quais as dificuldades que uma criança surda possui para se integrar na sociedade? A principal dificuldade é a comunicação, sem dúvidas! Aprender as matérias da escola em um meio no qual seus materiais didáticos são em português e não em LIBRAS é difícil! Conseguir se comunicar com outras crianças em eventos também é uma dificuldade.
Quais outros tipos de conteúdo você produz na internet? Ensinamentos bíblicos em geral, aulas de Matemática, aulas de Português, desenvolvimento pessoal (por meio de Coaching) e histórias fictícias (por meio de livros de romance).
Como é sua interação com o público nas redes sociais? Sempre interagi diariamente, respondendo os comentários e mensagens. Porém, de uns meses para cá, devido ao excesso de trabalho (principalmente durante a pandemia, por causa da implementação do formato home office) não tenho sido tão ativa nas redes. Mas fiz um programa para conseguir co-
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cançar infinitamente mais pessoas). Para que isto seja possível, estou desenvolvendo Qual a sensação de um curso online de LIBRAS a ser vendido, compartilhar seu mas ainda não possui conhecimento na data de lançamento. internet? Também gostaria de Excelente! Não tenho abrir uma empresa dúvidas de que trans- para fornecer cursos mitir conhecimento de LIBRAS presenpor meio de ensino é a ciais a funcionários minha missão de vida. que trabalham com Quais seus planos atendimento direto para o futuro? ao público. Tenho Tenho o sonho de planos de escrever renunciar o trabaum livro sobre a imlho como engenheira portância do ensino para atuar somente de LIBRAS e sobre um na internet (onde o panorama geral da meu ensino pode allíngua no Brasil.
locar tudo em dia e voltar a interagir com a frequência e intensidade de sempre.
CARTA DO LEITOR MIRIM Gabriela Alves - 7 anos (Suzano, SP) “O bullying é quando alguém zomba de você e te machuca. Eu aprendi que o bullying é ruim porque a pessoa fica triste que não quer mais ir para a escola e nem fazer amigos. Isso não pode acontecer com ninguém porque chateia e magoa.”
João Pedro - 11 anos (Suzano, SP) “A gente precisa se previnir contra o coronavírus. Não podemos sair sem máscara, temos que lavar as mãos sempre e se higienizar quando for possível.”
Isabela Sofia - 9 anos (Suzano, SP) “Eu gostaria muito de ir para a Lua e ver como ela é de perto, porque de longe não enxergamos muito bem. Também gostaria de conhecer cada detalhe e passear por lá.”
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DOMINO
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