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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
A COMERCIALIZAÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
MARINA GONÇALVES DOS SANTOS
SÃO PAULO 2020
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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
A COMERCIALIZAÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
MARINA GONÇALVES DOS SANTOS RGM: 1832057-1 Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica apresentado ao Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, como requisito para obtenção do título de bacharel em Jornalismo. Orientador: Professor Mestre Antônio Assiz
SÃO PAULO 2020
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FICHA TÉCNICA Nome do site: Planeta Pets Título da reportagem: O valor impagável de um pet: dando voz a quem não pode falar Sinopse: Mesmo com o grande número de ONGs e entidades protetoras que promovem a adoção de animais, a contrariedade de venda ainda é contínua. Ao adotar um animal, as pessoas contribuirão para a diminuição deste feito. O intuito do site é justamente esse, expor através de relatos, o valor da adoção e incentivá-la. Formato: Reportagem extensa digital Área: Digital Orientador: Professor Mestre Antônio Assiz Marina Gonçalves dos Santos Função Desenvolvida: pauteira, repórter, redatora, diagramadora do site e responsável por todo o Relatório Teórico Metodológico Sadraque Augusto Função Desenvolvida: Criação do site Jônatas Marques de Jesus Função Desenvolvida: Edição do Podcast Raiza de Alencar Souza Função Desenvolvida: Fotografia Link de acesso: https://marinagoncalvesds.wixsite.com/planetapets
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A Minha família e amigos, Em particular, minha incrível mãe.
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AGRADECIMENTOS
A Jesus, que me concedeu o milagre da vida ainda que eu não merecesse e que me mantém de pé, com saúde e perseverança todos os dias, mesmo em tempos tão difíceis. A minha mãe Maria Sônia da Silva Santos, por ser a minha melhor amiga, o meu porto seguro e o meu maior exemplo de fé e força. Sem ela, não sou. A minha irmã Mariane Santos Brito, por me ajudar e sempre acreditar no meu potencial. A minha cachorrinha Pandora que há 4 anos, depois de uma grande perda, é a alegria do nosso lar. A todos os meus melhores amigos Roberto, Guilherme, Maiara, Rodrigo, Carolina, Raiza, Yasmin e Ian, por fazerem da minha vida mais leve e feliz. E também todos os amados professores do meu curso pela qualidade e dedicação no ensino.
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“AS AFLIÇÕES DESTE TEMPO PRESENTE NÃO SE PODEM COMPARAR COM A GLÓRIA QUE EM NÓS HÁ DE SER REVELADA”
ROMANOS 8:18 BÍBLIA SAGRADA
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RESUMO O presente trabalho tem como temática a comercialização de animais domésticos atualmente e visou verificar o ponto de vista dos protetores da causa sobre o assunto e suas lutas diárias para o fim desta transação comercial de vidas. Por outro lado, relatos de indivíduos que optaram pela compra de um pet por uma razão particular, além de profissionais da saúde e bem-estar animal. O objetivo final do projeto de pesquisa foi o incentivo e conscientização da adoção, através da produção de um site, contendo a reportagem extensa digital com todos os depoimentos colhidos e informações adicionais, entre outros materiais complementares, como fotos, indicações de filmes e documentários, tornando assim, a navegação na web mais dinâmica e atrativa. Palavras-chave: animais domésticos - comércio – adoção – informação – site.
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ABSTRACT The present work has as its theme the commercialization of domestic animals today and aimed to verify the point of view of the protectors of the cause on the subject and their daily struggles for the end of this commercial transaction of lives. On the other hand, reports from individuals who chose to purchase a pet for a particular reason, in addition to health professionals and animal welfare. The final objective of the research project was to encourage and raise awareness of adoption, through the production of a website, containing extensive digital reporting with all the testimonies collected and additional information, among other complementary materials, such as photos, film and documentary nominations, thus making web browsing more dynamic and attractive. Keywords: domestic animals - trade - adoption - information - website.
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SUMÁRIO 1. Introdução ..........................................................................................9 e 10 2. Justificativa .......................................................................................11 e 12 3. Objetivos .......................................................................................... 13 3.1. Objetivo geral...........................................................................................13 3.2. Objetivo específico...................................................................................13
4. Problematização e Hipóteses ...........................................................14 5. Plano Estratégico ..............................................................................15 5.1. Descrição do produto...............................................................................15 5.2. Estratégias para definição........................................................................15 5.3. Público a ser atingido...............................................................................16 5.4. Técnicas utilizadas ...........................................................................17
PRINTSCREEN DE TODO SITE ......................................................... 18 a 27 6. Referencial Teórico .......................................................................... 28 a 31 7. Referências.......................................................................................32 8. Cronograma Geral .......................................................................... 33 9. Orçamento ...................................................................................... 34 APÊNDICES .........................................................................................35 a 78 ANEXOS ...............................................................................................79 a 90
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1. INTRODUÇÃO Os animais não-humanos, assim como nós, necessitam de amor, cuidados e carinho, sendo então considerados como seres sencientes, capazes de sentir sensações e senti-las de forma consciente. O presente projeto de pesquisa abordou desconstruir a ideia de que um amigo precisa ser comprado. Devido à falta de informação, muitas pessoas não têm o conhecimento de como é a maioria dos procedimentos realizados na venda de um animal. Na maior parte, a fêmea é feita como uma matriz, presa em gaiolas, “servindo” somente para procriação. A cada cio, ela tem um novo filhote. Em algumas situações, muitas são até amarradas para facilitar o cruzamento. Quando já velhas ou adoentadas, são descartadas ou até mesmo mortas. Visando apenas o lucro, vendedores sujeitam os animais a uma exposição danosa, diminuindo os custos até com os cuidados básicos de saúde que eles necessitam. O problema de pesquisa levantado para este trabalho, trouxe um questionamento sobre a venda indevida desses animais. Qual é o ponto de vista das ONGs, Institutos e apoiadores de proteção aos animais em relação a isto? A hipótese é que este cenário já não deveria ser mais o mesmo, tendo em vista que há uma lei que proíbe maus-tratos aos animais (Lei 9.605/1998) e sua venda em locais que ameaçam sua saúde física, expondo-os a situações de risco. Quem pratica tal crueldade, comete então, o crime ambiental. Uma pesquisa qualitativa foi realizada com entrevistas abertas e semiestruturadas com ativistas da causa animal que iniciaram projetos de ONGs (Organizações Não-Governamentais), para entender um pouco mais de suas lutas diárias de empatia e reflexão e também com médicos veterinários para compreender os riscos que o animal é exposto ao ser vendido de forma errônea. E por fim, depoimentos de pessoas que optaram por comprar um bicho de estimação, para que assim, houvesse uma imparcialidade. Já a pesquisa quantitativa no formato Google Forms foi disponibilizada nas redes sociais e teve o intuito de saber se as pessoas discordam ou concordam com a compra e venda de animais.
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Além de um levantamento bibliográfico através de artigos acadêmicos e livros para embasamento da pesquisa. E, no final, foi gerada uma reportagem extensa através de um site pela plataforma WIX com todo o material levantado, além de fotos recebidas por uma das fontes entrevistadas, fotos com o meu pet de estimação e um podcast que trouxe a história de superação da poodle Jully. A intenção do site foi o incentivo a adoção de pets.
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2. JUSTIFICATIVA A "humanização" do animal doméstico vem ganhando cada vez mais espaço entre os assuntos mais discutidos no Brasil e no mundo nas mídias sociais. Entretanto, junto com esse crescimento, existe o lado desfavorável sobre o modo que esse pet é obtido. Muitas pessoas preferem a compra do animal, por acreditarem ser o caminho mais prático e mais confiável no que diz respeito ao comportamento e crescimento deles, porém eles não deveriam ser considerados como mercadorias para serem comprados, tampouco como objeto para suprir as necessidades de nós humanos, como algo que é encontro em shoppings ou centros comerciais, longe disso. Assim como nós, necessitam de amor, afeto e cuidados, sentimentos estes que não são capazes de serem comprados. O comércio animal é uma realidade, tanto em gatis, como canis e lojas que parecem se preocupar cada vez menos com a qualidade de vida do animal e suas condições, mas sim, com o lucro em cima de sua venda. Tendo em vista que, nós humanos, pertencemos ao grupo de animais racionais, possuímos então, alguns “privilégios”. Como o dom da fala, da inteligência e consequentemente o poder de nos comunicar uns com os outros. Além de nossas predileções e próprias necessidades. Por este motivo, nossos interesses sempre prevalecem em desvantagem dos animais não-humanos e essa discriminação é conhecida como especismo, termo criado em 1970 pelo psicólogo australiano e um dos pioneiros da libertação animal, Richard D. Ryder, porém generalizado e ganhando posição universal através do filósofo e professor também australiano, Peter Singer. Na obra “Ética prática”, Singer (1998) procura explicar aos leitores seu posicionamento sobre a ética aplicada em questões sociais, dentre elas, o estatuto moral dos animais e também sua definição de especismo. O especismo pode ser definido como qualquer forma de discriminação praticada pelos seres humanos contra outras espécies. Como o racismo ou o sexismo, o especismo é uma forma de preconceito que se baseia em aparências externas, físicas etc. A simples constatação de uma diferença é usada como um pretexto ou motivo para a não aplicação do princípio ético da igualdade, entendida como igual
12 consideração de interesses. Mas os pretextos que supostamente justificariam essa discriminação não procedem. Na ética utilitarista, ser passível de sofrimento é a característica que diferencia os seres que têm interesses – os quais deveríamos considerar – dos que não os têm. A condição de “senciente” (capacidade de sofrer ou experimentar prazer ou felicidade) é, portanto, suficiente para que um ser vivo seja considerado dentro da esfera da igual consideração de interesses. A crítica ao especismo é especialmente elucidativa para repensarmos atitudes nossas tão arraigadas como saborear a carne de um animal, um interesse muito pequeno quando comparado à vontade de viver daquele animal (SINGER, 1998, p. 25).
Vivemos atualmente um período que, estes conteúdos sobre a causa animal vem ganhando bastante espaço no âmbito digital, e não apenas nos meios tradicionais. As publicações são compartilhadas por milhares de pessoas em questão de minutos, tornando a internet uma força maior dessas causas, como o aumento na denúncia de maus-tratos, por exemplo. Desse modo, a pesquisa tornou-se relevante, pois serviu como uma alerta e conscientização aos compradores para o fato de que, animais são munidos de sentimentos e muitas vezes, necessitam da nossa voz para poderem falar.
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3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral - Desconstruir a ideia de que animais precisam, necessariamente, ser comprados. 3.2 Objetivos Específicos - Entender um pouco mais da atuação dos defensores da causa animal através de entrevistas via aplicativo de mensagens WhatsApp (devido a pandemia, todas foram realizadas desta forma a distância). - Compreender por que as pessoas optam pela compra de um animal de estimação.
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4. PROBLEMATIZAÇÃO E HÍPOTESES Problematização Da mesma maneira que a campanha para adoção de animais vem ganhando grande repercussão através dos apoiadores que tentam conscientizar a população e fazer com que eles não sejam mais fonte de lucro e renda para as pessoas, a venda que os expõe a situações insalubres ainda existe. Hipótese Comprando um animal as pessoas incentivarão o comércio de seres vivos. Mas promover sua adoção é uma valorização à vida, já que os animais se dispõem de sensações (como, dor, alegria, tristeza, entre outras) assim como nós e também um ensinamento sobre responsabilidade, generosidade e comprometimento.
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5. PLANO ESTRATÉGICO 5.1.
Descrição do produto
O produto final do Trabalho de Conclusão de Curso refere-se a um site criado através do Wix, uma plataforma online gratuita para criação e edição permitindo aos usuários criarem sites nas versões HTML5 e Mobile. O produto se define pela área digital trazendo uma narrativa interativa, possibilitando assim o alcance de novos públicos para determinado assunto e explorando cada vez mais as tecnologias móveis atuais. O nome selecionado para o site em questão foi Planeta Pets por sua simplicidade e objetividade. Foi escolhido por abranger o tópico “mundo animal” como um todo, visto que o site continuará sendo abastecido com informações semanalmente sobre a causa animal mesmo após a apresentação do trabalho. O projeto gráfico do site está centrado na disposição de quatro imagens ao longo da reportagem, três imagens de capa na página inicial e cinco imagens na coluna “sobre”. 5.2.
Estratégicas para definição
A escolha das cores distribuídas entre tons de cinza, branco e preto se deram para trazer mais suavidade, mas ao mesmo tempo, firmeza ao ambiente. Sendo o branco utilizado para simbolizar a pureza e até mesmo padronizar o site, o preto, utilizado apenas nos detalhes, já que é considerado como a cor do poder, embora muito considerado como um tom de tristeza e melancolia e o cinza uma neutralidade. Para a escolha da fonte, a opção era algo simples, compacto e de boa leitura. A elegida para a parte textual foi Open Sans Tradicional, muito utilizada em portais de notícias e blogs. O tamanho variou entre 15 e 18, sendo 15 para pequenos textos e 18 para a reportagem principal. A fonte Trend foi utilizada, mas apenas para os títulos como: Sobre, Dicas e Compartilhe sua Opinião por ter um feito 3D e causar impacto.
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Colunas do site: Página Inicial: Esta coluna do site contém a reportagem principal, com 20.840 caracteres (com espaço), espaçamento 1,5, 3.490 palavras, algumas imagens concedidas e autorizadas por fontes, um hiperlink direcionando o leitor para uma página de informação adicional e um podcast de 06min e 32seg, disponibilizado ao longo da reportagem, tornando a leitura menos cansativa. O conteúdo da matéria traz o ponto de vista de ativistas/protetores da causa animal sobre a comercialização, a história de suas ONGs (Organizações Não Governamentais) e a promoção militante a adoção de pets. Sobre: Pequeno texto de apresentação do trabalho, contendo 1.526 caracteres (com espaço), espaçamento 1,5, 248 palavras e 6 imagens pessoais tiradas em casa, com a ajuda de uma amiga, Raiza de Alencar Souza. Dicas: Esta coluna foi pensada para tornar o site mais atrativo. Nela, contém 7 indicações de filmes e 2 indicações de documentários, todos com uma pequena sinopse e voltados no prazer e mudanças que um animal pode causar na vida de um indivíduo. No final da página, o leitor pode deixar um feedback sobre as recomendações que conferiu, sendo elas entre: Ruins, Regulares, Boas, Muito Boas e Excelentes. Contato: Coluna de interação, onde os visitantes do site podem colocar seus nomes, sobrenomes, e-mail (sendo este um item obrigatório) e enviar uma mensagem. Esta pode ser um feedback, uma sugestão ou uma crítica construtiva. 5.3.
Público a ser atingido
Tendo em vista que o objetivo do projeto é a conscientização de todo e qualquer grupo de pessoas para não comprarem bichos de estimação e sim, adotá-los, o site não tem um público específico. Claro, os amantes de animais e da causa se sentirão mais atraídos devido a temática, mas o propósito é expandir.
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5.4.
Técnicas utilizadas
As técnicas aplicadas ao longo de todo o site, além do jogo simples das cores e o uso de imagens fornecidas por fontes e autorais feitas com ajuda, contou com uma navegação toda pensada e realizada através da ferramenta “animação” que ao clicar em qualquer elemento, ele aparece como se estivesse surgindo. Já as entrevistas que compõem a reportagem foram realizadas através do aplicativo de mensagens WhatsApp e o formulário disponibilizado nas redes sociais (resultado da pesquisa deixado mais a frente, no Relatório) feito através do Google Forms, serviu para entender um pouco mais da opinião geral das pessoas em relação a temática apresentada e assim, alcançar os objetivos idealizados para a matéria.
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PRINTSCREEN DE TODO O SITE:
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Link de acesso: https://marinagoncalvesds.wixsite.com/planetapets
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6. REFERENCIAL TEÓRICO Na obra “Cultura da Convergência” de Jenkins (2009), podemos ver o cruzamento das velhas mídias com as novas mídias, significando então uma nova forma de comunicação, de produção de conteúdos e de criar histórias. Por convergência, refiro-me ao fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, à cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam. Convergência é uma palavra
que
consegue
definir
transformações
tecnológicas,
mercadológicas, culturais e sociais, dependendo de quem está falando e do que imaginam estar falando.” (JENKINS, 2009, p. 30)
O autor avalia este processo de convergência midiática como algo que também ocorre no cérebro dos indivíduos, valorizando suas as capacidades individuais e coletivas. Fazendo então com que coloquem em prática tudo que sabem, podendo então, compartilhar com outros indivíduos. [...] Nenhum de nós pode saber tudo; cada um de nós sabe alguma coisa; e podemos juntar as peças, se associarmos nossos recursos e unirmos nossas habilidades. A inteligência coletiva pode ser vista como uma fonte alternativa de poder midiático. [...]” (JENKINS, 2009, p.31)
Lévy (2007) levanta a ideia deste compartilhamento de ideias como inteligência coletiva, que também pode ser conhecida como a última destinação do ciberespaço, pois descreve um tipo de inteligência compartilhada que surge da colaboração de muitos indivíduos em suas diferenças. “É uma inteligência distribuída por toda parte, na qual todo o saber está na humanidade, já que, ninguém sabe tudo, porém todos sabem alguma coisa”. Com isso, podemos analisar como o crescimento das novas tecnologias e a interação entre as pessoas, tem atingido e melhorado diversas áreas. A internet, por exemplo, traz atualmente uma grande visibilidade para causas (como a causa animal) que, outrora, outros meios tradicionais não proporcionavam, facilitando então a mobilização de tanta gente ao mesmo tempo, algo praticamente impossível sem a ajuda das mídias sociais.
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Na internet, podemos já verificar vários canais que instruem e facilitam a denúncia contra maus-tratos aos animais. Uma matéria do site Catraca Livre em 2019, “Saiba O Que Fazer Em Casos De Maus-Tratos Aos Animais”, oferece uma vasta explicação sobre o que é denominado como maus-tratos aos animais e como deve ser realizada esta denúncia, “A denúncia pode ser feita nas delegacias comuns ou nas especializadas em meio-ambiente ou animais. Também se pode denunciar diretamente no Ministério Público ou no IBAMA”. Em 2018, tivemos o caso do cachorro morto pelo segurança do supermercado Carrefour. A denúncia foi feita através das redes sociais e foram mostradas imagens do animal com as patas traseiras machucadas e sangue no chão no local. O ocorrido gerou grande revolta e repercussão na internet e segundo uma matéria do site Correio Braziliense, no ano seguinte, a loja, localizada em Osasco, foi acometida a pagar multa de 1 milhão de reais pela morte do cachorro. Conforme o promotor de Justiça Gustavo Albano Dias da Silva, desse montante, R$ 500 mil serão destinados exclusivamente à esterilização de cães e gatos, R$ 350 mil para a compra de medicamentos para animais do Hospital Veterinário municipal ou que estejam no canil do município, e R$ 150 mil para aquisição e entrega de rações para associações, ONGs e demais entidades destinadas ao cuidado de animais na cidade de Osasco. (CORREIOBRAZILIENSE, 2019)
Em um outro caso, ocorrido em 2013, um jovem de 16 anos vazou na internet um vídeo de sua vizinha no térreo do apartamento em que residem em Porto Alegre (RS). Nas imagens, ela aparece com seus dois filhos (sendo um bebê de colo) e os incentivando a agredir o animal. Na gravação, a mulher diz aos filhos que “todos os bichos que tu vê na rua a gente não trata bem. A gente dá-lhe pau”. Segundo matéria do G1, a mulher foi penalizada com multa de 2.6mil reais. “[...] o valor será destinado ao Fundo Municipal de Defesa dos Animais. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, ela concordou em pagar o valor após ter reconhecido a procedência de uma ação civil pública ajuizada pelo órgão, em audiência realizada em março.” Como verificamos acima, a internet é um fenômeno que atualiza a vida das pessoas em todo o mundo e tem ganhado uma potência cada vez maior e
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dado voz e espaço a diversas causas. Muitas delas que, em tempos remotos, na mídia tradicional (como televisão, rádio, jornais e revistas), não possuíam. A dissertação “Os animais: sujeitos de direito ou diretos de um sujeito?”, Pereira 2015, expressa a visão jurídica do direto dos animais em um acompanhamento na transformação moral da sociedade e junto dele, considerações ético-filosóficas, como o pensamento de Rene Descartes1 sobre os animais. Segundo o entendimento de René Descartes, os animais não humanos são considerados meras máquinas. O filósofo considera que estes são seres inconscientes porque não possuem alma: esta foi dada por Deus apenas aos animais humanos. Para sustentar a sua posição, acrescenta ainda que os animais não humanos não têm uma linguagem verbal ou gestual, atribuição apenas da espécie superior maxime dos animais humanos. (PEREIRA, 2015, p. 16)
A autora traz para o artigo também o termo especismo, conectado ao antropocentrismo que explica um pouco do comportamento humano em relação aos animais. O especismo, intrinsecamente ligado ao antropocentrismo – que coloca o homem no centro do universo – e tendo por base o vocábulo racismo -, é constituído pelas diversas atitudes e pensamentos que colocam a espécie humana no topo da hierarquia das espécies, sendo os animais não humanos renegados a espécie inferior – curiosamente, hierarquia esta construída pelo próprio animal não humano. (PEREIRA, 2015, p. 15)
Chuahy (2009), apresenta o entendimento de Aristóteles2 em relação aos animais “irracionais”, pois, segundo ele “os animais desfrutavam da função sensitiva, mas não da racionalidade, sendo inferiores a humanos na hierarquia natural.” Sendo assim, Aristóteles enxergava os animais como sujeitos sem qualquer direito.
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1596 – 1650, foi um filósofo, físico e matemático francês. Durante a Idade Moderna. 386 A.C – 323 A.C, filósofo grego durante o período clássico na Grécia antiga, fundador da escola peripatética e do Liceu 2
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No artigo “A mídia em defesa dos animais: um movimento do século XXI”, Caniçali 2015, aborda sobre as presentes manifestações das mídias que tem se dedicado a veicular informações relacionadas aos animais e não apenas colocando a humanidade como o centro da existência, dando então mais relevância ao jornalismo alternativo, que veio para ser um contraponto aos grandes monopólios midiáticos. O questionamento da ética antropocêntrica e a defesa de um tratamento justo às demais espécies, apesar de estarem cada vez mais presentes na academia e nos movimentos sociais, eram temas até pouco tempo atrás desconhecidos pela maioria das pessoas. Daí a importância do jornalismo alternativo na difusão de pautas que a mídia comercial não cobre – ou cobre mal [...]. (CANIÇALI, 2015, p. 5)
A causa animal demanda, efetivamente, de mais espaço para ser manifestada e o surgimento de novas mídias e a influência que ela possui sobre a vida das pessoas é a peça chave para que se produza mais desses conteúdos, tanto para uma melhor compreensão, quanto para a conscientização de sua importância.
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7. REFERÊNCIAS
CATRACALIVRE.COM.BR, Saiba o que fazer em casos de maus-tratos aos animais, 2019. Disponível em: https://catracalivre.com.br /cidadania/maustratos-contra-animais/. Acesso em: 24 de maio de 2020.
CHUARY, Rafaella. Manifesto Pelos Direitos Dos Animais. São Paulo: Record, 2009.
CORREIOBRAZILIENSE.COM.BR, Carrefour vai pagar R$ 1 milhão pela morte de cachorro em loja de Osasco. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/03/15/internabrasil,743312/carrefour-vai-pagar-r-1-milhao-pela-morte-de-cachorro-emosasco.shtml. Acesso em: 24 de maio de 2020. G1.GLOBO.COM, Mulher flagrada agredindo cão no RS pagará multa de R$ 2,6 mil a fundo municipal. Disponível em: http://g1.globo.com/rs/riogrande-do-sul/noticia/2014/04/mulher-flagrada-agredindo-cao-no-rs-pagara-r26-mil-fundo-municipal.html Acesso em: 26 de maio de 2020 JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.
LÉVY, Pierre. Inteligência coletiva: para uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola, 2007. PEREIRA, Diana Maria Meireles. Os animais: Sujeitos de Direito ou Direitos de Um Sujeito? Universidade de Coimbra, 2015. Disponível em: https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/34694/1/Animais%20Sujeitos%20 de%20Direito%20ou%20Direitos%20de%20um%20Sujeito.pdf Acesso em: 19 de maio de 2020. SINGER, Peter. Ética Prática. Tradução: Jefferson Luiz Camargo.2. Ed., São Paulo: Martins Fontes, 1998.
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8. CRONOGRAMA GERAL
Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov
Delimitação temática
x
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Início da produção do projeto de pesquisa e experimental
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Pesquisas para complementação em artigos, livros etc.
x
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Finalização do projeto e entrega Contato com as fontes e agendamento de entrevistas Realização das entrevistas + conteúdos de complementação
x x x
x
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Decupagem das entrevistas e desenvolvimento da reportagem extensa digital
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Criação do site + edição de fotos
x
x
Revisão de todo o projeto
x
Conclusão do Projeto Experimental
x
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9. ORÇAMENTO
O QUE É?
VALOR
Notebook Samsung Essentials E20 Intel Celeron
Profissional Web Designer
R$ 1.709,05
R$ 180,00
Devido a pandemia do novo coronavírus (COVID – 19) que atingiu o país e o mundo neste ano de 2020, fomos todos submetidos ao período de quarentena (reclusão de indivíduos pelo período máximo de incubação da doença), tornando assim todo o processo do Trabalho de Conclusão de Curso uma atividade 100% remota. Com isso, os custos para realização do trabalho foram praticamente inexistentes, visto que foi feito todo de casa.
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APÊNDICES
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APÊNDICE A – TRANSCRIÇÃO COMPLETA E LITERAL DAS ENTREVISTAS REALIZADAS: Gabriel Santos Chaves (protetor da causa animal) Pergunta: Como começou a sua relação com a causa animal? Resposta: Eu sempre tive uma ligação muito forte com a causa animal e eu não identificava na minha inocência. Conhecendo, desenvolvendo e evoluindo, fui aprendendo o que era isso que tinha dentro de mim. Eu enterrava meus peixes na época. Chorava muito quando eu perdia algum animal ou quando eu via algum animal sendo maltratado. Lembro uma vez que encontrei com a minha mãe, ainda criança, um cãozinho atropelado e aquilo me deixou abalado. Meus avós são de roça e uma vez meu avô matou um rato e eu chorei muito também. A partir daí, fui entendendo qual era a minha ligação com os bichos e porque eu tinha essa comoção e empatia tão grande com eles.7 Me tornei vegetariano, em seguida, vegano e aquilo ainda me parecia pouco. Parecia que sozinho não estava somando muito e foi onde resolvi entrar na proteção animal de uma forma bem aventureira. Peguei um cachorro e coloquei dentro de casa e fui vendo como ia sendo. Organicamente fui crescendo e o perfil chegou aonde chegou. Hoje eu tenho parceria com clínicas, tenho desconto nas vacinas, compro a preço de custo, tenho desconto nos medicamentos e em algumas redes de pet shop também. Pergunta: Como surgiu a ideia do projeto Casa do Vira Lata? Resposta: A ideia do projeto Casa do Vira-Lata surgiu bem depois das minhas primeiras adoções. Eu tinha um perfil de receitas veganas, porque eu adorava cozinhar, então eu compartilhava com um grupo bem pequeno de pessoas. Um dia peguei uma cãozinha no cio, levei para casa e pensei “não vou deixá-la aqui e no cio, vou tentar um adotante para ela”. E essa cãozinha, que também estava prenha, deu à luz a nove filhotes na minha casa. Fizemos todo esse acompanhamento deles. Vermifugamos, vacinamos a primeira dose e quando esses filhotes atingiram a idade mínima, já tinham desmamado e poderiam ser doados, eu usei esse perfil de receitas veganas para fazer as doações deles. Antes de eu terminar de doar todos, apareceu mais oito filhotes. Eu assumi
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também esses oito filhotes, terminei de doar os que já estavam prontos, fiquei com os oito na garagem e recebi um chamado de ajuda perto da casa do meu pai na, entrada do Rodoanel. Fui até lá porque disseram que tinham quatro cãezinhos. Quando cheguei eram doze. Então fiquei com um total de 20 cães na garagem. Foi um desafio surreal, mas muito gostoso. Eu lembro com muito carinho de tudo isso. Resolvi então mudar o nome do perfil de receias veganas para “Adota o cão” e comecei a postar todos esses filhotes lá para ter um canal de visibilidade. Por serem filhotes cresceu bem porque muita gente gosta e procura por filhote, então o perfil foi crescendo com esses animais expostos. Pergunta: Como você enxerga seu projeto? Resposta: Ele iniciou como “Adota o cão” e no dia 4 de janeiro de 2020, eu resolvi mudar para Casa do Vira-Lata, porque eu tinha uma demanda muito grande de cães vira-latas, normalmente porte médio, adulto. As pessoas que viam o meu perfil, pareciam estar esperando aparecer um cão de raça, porque quando eu postava um husky, choviam comentários. Quando postei um bulldog, todo mundo queria. Aquilo me deixou muito incomodado. Pensei “não! aqui é um local onde vão ter cães vira-latas e quem estiver aqui, precisa estar ciente que vai adotar um cão vira-lata, ciente que um porte médio cabe em apartamento, cabe em casa etc.”. Fiquei amadurecendo essa ideia após resgatar o husky e no dia 4 janeiro, troquei para Casa do Vira-Lata e comecei a conscientizar as pessoas a dar uma chance para um animal sem raça definida. Eu enxergo meu projeto como um perfil conscientizador. Existe uma demanda muito grande de animais na rua e a gente precisa se atentar a eles, não importa a raça. Eu falo muito que eles são como filhos, a gente não escolhe cor de cabelo, personalidade, a gente não escolhe nada. Se vem até nós, temos essa missão. São nossos filhos, a gente tem que ir com eles até o fim. E todo animal ama. Até o cão agressivo ama o dono. Ele pode ser agressivo com outra pessoa, mas o dono ele ama. Então é a questão de adestrar, lutar pelo animal. São vários desafios. É muito cômodo você pegar um bichinho castrado, vacinado, vermifugado, dócil, carinhoso, pequeno. Você não tem nenhum desafio. A adoção não é isto. A adoção é plural, orgânica, são vidas. E vidas não tem manual. Então, eu enxergo o meu projeto como algo promissor. Acho que vou crescer mais com ele e quero que seja sempre algo conscientizador. Um projeto
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de educação animal, como tratá-los e como fazer para diminuir este número expressivo de animais que vivem nas ruas. Pergunta: Qual a sua opinião sobre a comercialização de animais domésticos? Resposta: Acho que é um grande problema enquanto houver 30 milhões de animais enfrentando a fome, o frio, vulneráveis a maus-tratos, atropelamento, envenenamento etc. Enquanto houver esse número expressivo de bichos na rua, sempre será um problema você pagar por uma vida. É imoral você comprar um animal com tantos precisando, inclusive na calçada da pessoa que compra. Então precisamos nos unir para reverter isso. Sempre falo, não existe animal de rua, existe animal na rua. Nós domesticamos estes animais e nós abandonamos. Alguém abandonou uma vez e foi ficando comum. Então teve a primeira cria e foi ficando mais comum. É normal você sair para trabalhar e olhar um animal na estação de trem e você seguir com a sua rotina, sem se importar. Porque aquele animal já virou um símbolo rotineiro e não é para ser. É para ser motivo de espanto, porque não se deve ter animais na rua. Eles são domésticos e precisam de lares, de tutela, de alimento todo dia, de uma guarda responsável. Então as vendas atrapalham muito. Quem compra, ratifica que um animal de raça tem preço e um animal sem raça merece estar na rua porque ele não tem preço, quando na verdade ambos têm valores que são impagáveis. Pergunta: Como você lida com animais que chegam até você de uma forma deplorável? (maus-tratos, abandono etc.) Resposta: É sempre difícil você resgatar animais que chegam de formas deploráveis. Todo animal que vem da rua, numa situação muito crítica, precisa de vitamina, de vermífugo, vacina. O animal da rua não tem histórico. Existem também aquelas situações extremas que apertam mais ainda o coração. O jeito é ser o mais profissional possível. Normalmente me permito chorar pelo bichinho só quando ele parte. Enquanto houver vida, tenho que estar firme por ele e pelos demais que estão no projeto, pois nunca é só um bichinho que está disponível para adoção e em tratamento. Então são números altos e que demandam tempo para reverter e para o animal estar bem para ser adotado. Acho que quando você pega um animal em situação deplorável na rua, é manter a calma, acreditar no
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profissional que está ajudando esse bicho e lutar por ele todos os dias pacientemente Pergunta: Os animais que já sofreram algum trauma necessitam de cuidados especiais? Se sim, quais? Resposta: Sim. Todo animal que passou por um trauma necessita de cuidados especiais, é obrigatório. É necessário que tenha mais atenção e amor. Se o bicho tem medo de vassoura, não pode ficar brincando com vassoura perto dele, até para ele não morder o adotante em mecanismo de defesa. Estou com um cachorro chamado Léo que veio de um histórico de maus-tratos, viveu dois anos preso. É um cão cheio de energia acumulada, mas tem até bloqueio com comida. Não comia comida em pote, apenas no chão. Jogava no chão e comia e quando colocávamos no pote, ele tentava virar novamente. Porém, é um animal que você não pode ficar perto enquanto está comendo, pois ele acredita que você vai tirar a comida dele. Então, é um cuidado que precisamos ter e tudo isto é alinhado com os adotantes para que não tenha devoluções. Não é bom para o projeto ter devolução, pois parece que eu, quanto protetor, falhei e escolhi a pessoa errada. E não é bom também para o animal passar por uma família e depois voltar. É traumático para ele. Pergunta: Qual o tratamento em relação aos animais que já sofreram maustratos dos que não sofreram? Resposta: Evitar provocá-lo ou deixá-lo tenso, otimizar a qualidade de vida desse animal. O cuidado deve ser igual, para os que já sofreram maus tratos, dos que não sofreram. Todos devem ser muito paparicados e mimados e é bom a gente ter uma atenção redobrada para tudo, porque às vezes o animal não necessariamente tem um histórico. Tem bichinho que veio de lar de amor, cuidado, mas tem medo de vassoura, por exemplo. Não significa que ele apanhou de uma vassoura, o problema está naquele objeto em questão. Então, temos que passar isto para todos os adotantes. Não estressar o animal, não o deixar em situação tensa, porque é um serzinho vivo cheio de sentimento. Eles amam, não gostam, sentem medo, ficam nervosos, ficam tensos, assim como nós.
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Pergunta: Como as pessoas fazem para ajudar o Casa do Vira-Lata? Resposta: Nós somos um projeto que está começando agora. Existe um plano de assinatura no valor de 1 real, onde a pessoa doa religiosamente 1 real por mês e pode cancelar quando for conveniente. É 1 real por mês, 12 reais por ano e nós somamos e transformamos a vida de centenas de animais. Vacinando, castrando, vermifugando, confiando eles a lares e levando aos adotantes sem custo nenhum. Tem outras formas também, como dados para depósito. Tudo isso está fixado no perfil do Instagram como APOIE, fixado no Twitter e no Facebook. Estes são nossos três canais de divulgação para os animais resgatados conseguirem um lar. Marcelo Pamplona (protetor da causa animal) Pergunta: Como começou a sua relação com a causa animal? Resposta: Sempre gostei de animais, tive cachorro na infância. Uma cadela chamada Dolly que era um encanto. Então, logo depois que ela se foi (câncer) e me aposentei, eu e minha mulher Yara viemos morar na região de Secretário – RJ. Aqui nós encontramos uma veterinária adorável e começamos um trabalho de castração dos animais de rua e de pessoas pobres na nossa região (que é a periferia de Petrópolis, quase rural). Então, quase que como uma consequência natural, nós nos aproximamos do Guilherme, criador da Entidade Filantrópica Dog’s Heaven que fica aqui pertinho da gente e que também leva os animais da entidade para a nossa amiga veterinária. Pergunta: Conte um pouco da história da Dog’s Heaven. Resposta: O Guilherme é arquiteto e morava nos EUA. Aposentou-se e voltou fixando residência em Secretário. Começou a abrigar cachorros de rua em situação de maus tratos em 2009, na sua casa. Em 2012, já com uns tantos animais, ele resolveu alugar um terreno próximo, construiu um canil e criou a Entidade Filantrópica. Hoje a Dog’s Heaven abriga cerca de 280 cães e conta com uma rede de 140 voluntários e uns tantos associados. Pergunta: Vocês recebem alguma ajuda governamental?
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Resposta: Não. A Dog’s Heaven é financiada pelo Guilherme e pelas doações que recebe, regularmente, de pessoas que depositam direto em conta e de vaquinhas que são feitas pelos voluntários com objetivos específicos, como a castração de um grupo de 35 filhotes que recebemos nos dois últimos meses (julho e agosto) durante a pandemia. Pergunta: Vocês averiguam denúncia de maus-tratos? Resposta: Não. Nós direcionamos para o COBEA, um órgão da Prefeitura de Petrópolis que atua nessa área. Pergunta: Para você, o que são considerados maus-tratos? Resposta: Para mim, vão desde o abandono, passando por deixar o animal sem as condições mínimas de bem-estar, escalando para as maldades físicas que algumas pessoas atingem os animais. Pergunta: Qual a sua opinião sobre a comercialização de animais domésticos? Resposta: Na minha opinião, a comercialização em si não é um problema. O problema está nas pessoas que fazem esta atividade de maneira errada, abusando dos animais, não sendo éticas. A comercialização ilegal é um caso sério. Aliás, qualquer atividade feita dessa maneira acarreta dificuldades de diversas ordens. No caso dos animais, é mais contundente pois trata da vida deles. Pergunta: Você já se deparou com algum local de venda ilegal de pets? Resposta: Não. Porém, pensando bem, minha cachorrinha Dolly foi comprada de uma senhora que vendia os filhotes numa feira livre em Brasília, na mala do seu carro. A pessoa que comprou ela teve problemas e me deu, contando essa história, mas não era uma loja. E ressaltando aqui que a cachorrinha veio com doenças, mostrando quanto ruim é a comercialização ilegal de animais. Pergunta: Qual a sua percepção sobre o tratamento que os veículos de comunicação dão a causa animal? Resposta: Eu, particularmente, me afastei dos veículos de comunicação tradicionais, pois há muito tempo eles veiculam informações tendenciosas, não
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se atentam para os problemas reais, enfim, acho que não estão preocupados com a causa animal. Pergunta: Na sua opinião, o Brasil é solidário a causa animal? Resposta: Eu tenho visto muitas pessoas solidárias à causa animal. Muitas mesmo. Pelo menos aqui em Petrópolis e no Rio se Janeiro. Recentemente, foram debatidas questões dos fogos de artifício e o município criou uma lei proibindo o estampido e também o uso de cavalos nas charretes pois eram muito maltratados pelas pessoas que alugavam as charretes, criaram então o Conselho Municipal de Proteção Animal, do qual fomos eleitos membros. Enfim, aqui tenho visto bastante movimento. Pergunta: Como as pessoas fazem para ajudar a Dog’s Heaven? Resposta: Aqui na nossa Entidade Filantrópica as pessoas ajudam de diversas maneiras. Financeiramente e/ou com trabalho voluntário. Existem aqueles que fazem doações por boleto mensal, que são os associados, e os que doam esporadicamente diretamente na conta. Temos uma lista de WhatsApp que agrega todos os voluntários. Lá eles podem ver as novidades, notícias, planejamentos, fotos dos eventos e as campanhas que fazemos. Podem ajudar desde fazendo nada, apenas acompanhando o movimento, passando por replicar as nossas notícias e campanhas pelas suas redes sociais, até participar mais ativamente das atividades no canil, quer seja vindo a hora que puder ou vir junto com os voluntários nos dias que a galera se junta para vir. Os “trabalhos” dos voluntários no canil são diversos: passear com os peludos, fazer cafuné (coisa que não conseguimos com os poucos funcionários), dar banho, lavar as baias, enfim, faz o que pode e o que preferir. Hoje temos um dia da semana (terça feira) em que um dos voluntários que é veterinário (Dr. William) convoca o pessoal para ajudar em diversas atividades. Às vezes trocamos este dia para um sábado para dar oportunidade a outros voluntários que não tem a semana livre. E, finalmente, ajudar nas feiras de adoção que fazemos todo sábado em diferentes locais da cidade de Petrópolis. Creio que nossa entidade é muito ativa com os voluntários e doadores, o que aumentou durante a pandemia. Com relação à divulgação das campanhas, nós melhoramos a página que tem
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bastante interação e o Instagram principalmente, já o Facebook em menor escala. Damaris Martins de Godoy (protetora da causa animal) Pergunta: Quando começou a sua relação com a causa animal? Resposta: A vida toda eu sempre gostei muito de animal, porém empenhada de uma forma mais sistematizada tem 6 anos. São 6 anos de muita militância na defesa desta causa. Pergunta: Conte um pouco de como começou a história da SOS Bicharada. Resposta: Tudo começou quando eu estava indo para o trabalho certo dia e avistei uma cadelinha muito judiada, machucada. Eu não podia fazer muita coisa. Então o que pude fazer naquele momento, foi parar, pegar minha marmita, virála no chão e dar para a cadela comer e fiquei torcendo para que na volta do trabalho ela estivesse lá para que eu pudesse levá-la. Aquilo não saiu da minha cabeça o dia inteiro. Por isso, pensei em fazer o mesmo caminho na volta para casa para, porventura, encontrá-la. Por fim, não a encontrei. Os cães de rua são andarilhos e não possuem um lugar fixo para ficar. Ainda que ele seja alimentado em algum local com certa frequência, ele anda muito. Fiquei muito triste com aquela situação. Tive a sensação de uma impotência muito grande. Lembro que comentei sobre o caso com a minha amiga Lucy, que mora nas imediações de onde vi a cachorra e pedi para ela ficar de olho caso a encontrasse por lá. Passado cerca de 15 dias deste episódio, em um 18 de fevereiro, a Lucy me ligou e disse que pensava ter visto a cadela que eu havia comentado. Solicitei para ela tentar segurá-la por lá porque eu estava a caminho. Chegando lá, era ela mesmo. Extremamente magra, com lesões no corpo, cheia de miíse, um cheiro horrível e balançando o rabo. Eu, minha filha e minha amiga Lucy não pensamos duas vezes e pegamos ela, pedimos para uma moça que morava nas imediações emprestar uma mangueira, pois estava muito calor, e demos um banho nela. Providenciamos também comida e uma casinha doada. Conseguimos mantê-la tratada por uns dias, porém continuou na rua. Fizemos uma escala para cada dia ir uma de nós até lá para dar comida e assim fizemos durante quatro, cinco dias. Passados estes dias, percebemos que mesmo tendo
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tirado muitas larvas dela, dado antibiótico e tudo mais, houve eclosão de novas larvas, piorou bastante. Tivemos que ir até um veterinário e começamos um tratamento que ficou por volta de 800 reais. Explicamos para a médica que era uma cachorra de rua e que a gente não dispunha daquele valor para fazer o pagamento. A médica entendeu bem a situação e nos informou que falaria com o dono da clínica. Nos retornou dizendo que ele tinha autorizado dar um desconto de 50% e doaria as medicações. Assim, ela foi tratada durante um mês. Indo semanalmente tomar banho e fazer aplicações de ivermectina, fora as outras medicações. Nós precisávamos encontrar um lar temporário, pois algo podia acontecer e acabar interrompendo o procedimento. Foi quando o Alexandre, um outro amigo nosso, se propôs a ficar com ela durante um mês em lar temporário. Chegado ao fim de todo o processo, eu fiquei com ela. Brincando, comendo, sendo amada e se tornando uma das poodles mais lindas que já vimos. O nome dela é Jully e depois de 5 meses comigo, conseguimos um adotante para ela. Hoje, Jully passeia de Hilux, para você ter uma ideia. Está feliz, castrada e entregue em adoção. A partir daí, nasceu a SOS Bicharada. Pois eu e Lucy percebemos que muitas pessoas ali tinham uma intenção em comum e algo para oferecer, todos faziam algo no individual. Resolvemos então criar este grupo no WhatsApp, contamos a história da Jully e fomos compartilhando com amigos e vendo que na zona leste de São Paulo, Itaim Paulista, muitos dividem o mesmo propósito. Hoje somos em quase 90 pessoas. Ampliamos o nosso socorro para os animais muito mais do que imaginávamos. Isso aconteceu em 2016, temos 4 anos de atividade. Compreendemos que não era tão difícil nos abraçarmos e salvar a vida dos animais. Pergunta: Qual a sua opinião sobre o abandono de animais? Resposta: O abandono animal é uma das coisas mais cruéis que podem acontecer no planeta Terra. Porque o ser humano tem opção. Muitas vezes ele não quer sair da rua, não quer sair das drogas etc. Ele faz uma opção, já o animal não. Se você abre a porta, ele sai e não volta nunca mais. Portanto, somos totalmente favoráveis a ações que conscientizem a população sobre o perigo e a crueldade que é o abandono. O animal abandonado só te pede respeito e amor. Costumo dizer que, por mais que ele tenha sofrido maus-tratos, violências
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e situações penosas, ele está sempre disposto a começar de novo, a te dar uma segunda chance. Então, para nós, combater o abandono é algo imprescindível. Nós tentamos de a melhor forma também trabalhar com a conscientização da população. Temos uma parceria com algumas escolas da rede municipal e privada, onde participamos de feiras de ciência fazendo palestras. Tudo isso com o intuito de esclarecer estas coisas para as crianças, pois creditamos que a mudança de comportamento passa pela alteração de comportamento delas. Pergunta: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Resposta: Não, nós não recebemos nenhuma ajuda do governo e de nenhuma organização. O nosso custeio vem somente dos protetores do grupo e de voluntários que nos conhecem e que se identificam um pouco com o trabalho. Pergunta: Na sua opinião, quais são as vantagens de adotar um animal? Resposta: Na minha opinião, a pessoa que adota está se beneficiando mais do que ela imagina. Às vezes, quero até acreditar que ela se beneficie mais do que o próprio animal. O animal está preparado para enfrentar situações adversas, já o homem não. O homem quando se encontra em uma situação desfavorável, se ele adota um animal, o quadro muda. Sabemos de trabalhos terapêuticos com animais em que as pessoas saem de quadros depressivos, casos de melhoria de imunidade no tratamento de câncer etc. Ter um animal por perto é uma questão de saúde, então as vantagens de se adotar são incontáveis. Você cria no individuo a responsabilidade de cuidar de alguém, além da alegria que ele traz para o ambiente familiar. Ensina também crianças, vizinhos e amigos sobre todo o cuidado e por outro lado, o bichinho ganha um lar, proteção, família. Não existe contraindicação para adoção de animais, só temos pontos favoráveis. Nosso trabalho é justamente para isso, incentivar as pessoas a adotarem. Se cada família adotasse um animal, não teríamos mais esta situação que vemos no Brasil. Pergunta: O abandono geral algum tipo de trauma no animal? Resposta: O animal abandonado sofre uma desestabilização na linha de cuidados que ele vinha tendo. Quando é um animal selvagem, ele vive pela sua
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própria natureza. Agora, quando é um domesticado, que lhe é oferecido um lar, conforto, comida com hora marcada e água limpa, ele fica condicionado a esta situação de bem-estar. Isso faz com que o instinto dele vá ficando camuflado. Então, acredito que o abandono gera no animal um sentimento de tristeza, uma quebra de vínculo com alguém que ele amava. Muitos deles não sabem sobreviver na rua, especialmente gatos. Os que são cuidados em uma casa e porventura vão para a rua, geralmente tem uma vida muito curta, pois não sabem acompanhar ninguém para comer, diferentemente dos cães. Estes fuçam os lixos, param nas portas de restaurantes e nas bancas de pastel, já o gato não. Os modos de operação dele são diferentes. Portanto, o animal fica sim retraído, com medo, arisco e violento, pois ele está em um ambiente totalmente inóspito. Nós que fazemos os resgates, temos o cuidado de, nos primeiros dias, deixá-lo de quarentena porque não sabemos a reação dele com os outros bichos, não sabemos se possui alguma doença e o seu nível de agressividade. Neste tempo de projeto, tivemos raríssimos casos de incompatibilidade dos animais. Sempre orientamos os adotantes neste sentido, procurar um assistência veterinária o mais rápido possível, para ver se ele não tem alguma doença ou se não está desenvolvendo nada. Quando doamos, eles estão saudáveis, porém às vezes, eles estão saudáveis conosco, mas no período de encubação de alguma enfermidade. Não prevemos se entre 15 ou 20 dias, ele vai apresentar algum sintoma, pois não sabíamos que ele já tinha de uma forma pré-existente. Orientamos para as pessoas que vão adotar que os cuidados são: a garantia da vacinação do animal e a observação sobre algum indício diferente. O mais importante é dar amor. O amor transforma todo e qualquer sentimento ruim em algo bom e confortável. Pergunta: Qual sua opinião sobre a comercialização de animais? Resposta: Eu, a SOS Bicharada e todas as pessoas que militam conscientemente sobre a causa animal, somos totalmente contra este tipo de ação. O animal não é uma coisa, um objeto, que você pode comprar, negociar e vender. É desnecessário, principalmente em um país como o nosso, a comercialização de um animal.
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Pergunta: Como está sendo a adoção de animais em meio a pandemia causada pelo novo coronavírus? De que modo vocês estão realizando este trabalho, mediante ao cenário atual do país? Resposta: Por incrível que pareça, houve um alto índice de adoção nesta pandemia. Pessoas que nunca se interessaram em ter um pet acabaram optando por ter um. Entendemos que existe um consciente coletivo que o animal traz alegria e companhia e, a partir desta ideia, percebemos um número bem maior de adoção nesta época. Por outro lado, lá no início com o fechamento das coisas em geral, notamos que os animais de rua que se alimentavam de restos de restaurantes e restos de pizzaria, por exemplo, ficaram sem essa possibilidade de alimentação. Então realizamos uma campanha nas redes sociais pedindo para que as pessoas deixassem nas ruas em frente seus portões um pouco de água e ração. A pandemia, além de outros ensinamentos, ensinou também as pessoas que é muito legal você cuidar de um bicho. Pergunta: Como as pessoas fazem para ajudar a SOS Bicharada? Resposta: Eu costumo dizer que eu não tenho uma ONG e sim uma militância no meu metro quadrado junto a minha família e amigos. Como as pessoas fazem para ajudar a SOS Bicharada? Militando em favor da causa animal. Conscientizando parentes e vizinhos na sua casa ou no seu quarteirão sobre o quão importante é a castração de um animal, fazendo campanhas, por exemplo. Desta forma as pessoas ajudam a SOS Bicharada. Agora para ajudar as 90 pessoas envolvidas no projeto, pode ser compartilhando as nossas postagens. Nós entregamos animais na cidade inteira e até fora. O compartilhamento da postagem leva essa notícia para longe. É assim que todo nosso grupo funciona. Ajuda financeira nós precisamos para a castração. Por exemplo, temos em Itaquera uma clínica que cobra 43 reais para castrar um gato e 50 para castrar uma gata. Quando nos perguntam como ajudar, falamos para a pessoa pagar uma castração, depositando o dinheiro diretamente na conta da clínica. No final é só me ligar e dizer que tem duas castrações disponíveis que nós nos mobilizamos e vemos qual é a gata que está em uma fase boa para castrar. Então, a divulgação é o que mais nos ajuda. Se uma pessoa quiser fazer um bazar ou uma rifa em prol da SOS Bicharada e o que ela arrecadar, nos mandar,
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está ótimo também. As pessoas podem ter certeza de que iremos gastar este dinheiro com castração e com ração. Costumo dizer que eu já sou castrada e que não gosto de ração. Este dinheiro não é para o meu uso próprio, pelo contrário, nós colocamos mais do nosso bolso na causa do que recebemos. Qualquer valor que recebemos é muito bem-vindo. Eu, por exemplo, trabalho e tenho o meu rendimento. No grupo, existem pessoas que não podem ficar com o animal, mas ofertam três castrações no mês. Isto é ótimo. São três animais a menos. Sempre fazemos a conta a menos. Um a menos na rua, um a menos para parir. Trabalhamos sempre pensando no menos. Mayara Geovanna Carvalho (médica veterinária) Pergunta: Quando criança, você já idealizada ser veterinária? Resposta: Eu sempre me interessei pela área da saúde de um modo geral. A medicina veterinária não era minha única opção, porém era a que eu mais tinha desejo. Então, no ensino médio, realmente decidi o que fazer de faculdade. Pergunta: Você possui alguma especialização? Resposta: Eu trabalho em uma clínica de pequenos animais, mas pretendo fazer alguma especialização, talvez na área de cirurgia ou de animais silvestres, pois me interesso bastante. Pergunta: Qual a importância do veterinário na vida de um animal? Resposta: Acho que vai além da saúde, da prevenção, do tratamento, do diagnóstico de doenças, entre várias outras coisas. Acredito que estamos também para manter a qualidade de vida do animal e o bem estar dele, tanto no hospital, como em casa. E orientamos o tutor a fazer o mesmo. Pergunta: Qual foi o caso mais difícil que você já atendeu? Resposta: Não sei te dizer qual o mais difícil, mas existiu o caso de um cachorro que estava com uma anemia muito intensa. Entramos com tratamentos e até transfusão de sangue, mas ele tinha uma alteração em medula que alterou toda a produção sanguínea. Foi duro. Para nós e para o tutor. Porém, acredito que a
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dificuldade maior, principalmente na região em que trabalho, é a condição das pessoas, pois muitos não tem como arcar com os custos de exames, tratamentos e afins. Pergunta: Você tem animais de estimação? Se sim, o que eles representam na sua vida? Resposta: Tenho sim. Uma Rottweiler e uma Dachshund (salsinha). Elas representam uma parte da minha família. E tê-las é também uma forma de mostrar para as pessoas que convivem comigo como cuidar e amar os animais como uma parte de nós. Pergunta: Você consegue identificar qual o sentimento das pessoas ao levarem seus pets até a clínica veterinária? Resposta: Existem muitas situações em que o tutor leva o animal até a clínica. Muitas vezes, a gente consegue identificar sim o sentimento destas pessoas, principalmente quando o prognostico não é muito bom. Mas também existem pessoas que não se importam muito, infelizmente. Pergunta: Qual a sua opinião sobre a comercialização de animais domésticos? Resposta: Na minha opinião, o mais importante sempre é a satisfação do animal. Saber que você está lidando com vidas, não podendo levá-lo ao limite. Sempre ter o acompanhamento de um veterinário, em todo o processo. Tanto na parte de reprodução, como na imunização que é feita antes. Pergunta: Quais os principais erros que você identifica no cuidado dos pets pelos tutores? Resposta: Muitas pessoas adotam ou compram um animal sem ter a condição de cuidar. Todos devem estar cientes da responsabilidade que é tê-los em casa. Isto vai te gerar custos, pois exige uma qualidade na alimentação, no ambiente etc. São vários fatores e as pessoas não pensam nisso antes de obtê-los. Sem contar que existem alguns animais de raça que são pré-dispostos a algumas doenças, o que muitas pessoas não procuram saber antes. Da mesma forma, tem a questão da imunização deles, que precisa ser feita por um profissional da
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área, mas as vezes pegamos vacinas que foram feitas de uma forma não tão confiável. Pergunta: Ser médico veterinário é: Resposta: Para mim, é um grande desafio. Tanto na parte de descobrir o que está acontecendo com o animal, baseando-se somente nos poucos sinais que ele apresenta ou histórico que eles possuem ou quando, infelizmente, não conseguimos salvá-lo. Porém, o que mais gosto é ver um animal que estava muito debilitado saindo bem após nossa intervenção. Isso é o mais importante. E existe também o conceito de saúde única, pois não cuidamos apenas da saúde animal, mas da saúde pública e ambiental. Por isso estamos sempre buscando mais valorização, algo que falta em nossa área. Mayara Fernanda da Silva (médica veterinária) Pergunta: Em qual momento você sentiu que essa seria sua profissão? Resposta: Eu sempre pensei em veterinária e gostei muito de animais. Na época, quando estava terminando o ensino médio, fui pesquisando e gostando cada vez mais da área. Minha irmã também já estava na faculdade de medicina veterinária, o que influenciou na minha decisão. Pergunta: Existe uma história de algum animal que tenha te marcado de uma forma diferente? Resposta: Cada animal tem uma história para contar. Para mim, o ponto mais sensível são os que possuem alguma patologia cardíaca, pois eu tenho uma cachorrinha que adotei há alguns anos, e que agora está bem velhinha, que têm uma doença cardíaca. Então, sempre quando chegam animais idosos, com descompensação, me marcam bastante. Pergunta: Qual foi o caso de maior dificuldade que você já atendeu? Resposta: A maior dificuldade, acredito que sempre será quando não podermos fazer muita coisa. Você tenta, dá tudo de si, mas nem sempre consegue o melhor para o animal. Ainda existem muitas limitações no Brasil na área de veterinária.
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Financeiramente, com custo de equipamentos, e até na habilidade do veterinário com estes utensílios. É complicado. Pergunta: Qual o tratamento em relação aos animais que já sofreram abusos físicos e psicológicos dos que não sofreram? Resposta: Lembro do caso de um animal, quando estava estagiando em São Paulo, que estava muito mal. O dono não sabia explicar o que ele tinha ou não quis nos comunicar, mas tinham indícios de abuso e maus-tratos. Obviamente tinham feito algo ao animal, mas não quiseram contar. O que geralmente fazemos, é dar o melhor para eles. Atendê-los da melhor maneira possível, tentando tratar daquilo que estamos vendo, dando conforto para ele naquele momento. Existem canais em que podemos denunciar o dono ou alguém que esteja maltratando os animais, porém acredito que ainda falta muita fiscalização nesta área. Pergunta: Você consegue identificar qual o sentimento dos tutores ao levarem seus pets até uma clínica veterinária? Resposta: Sim, conseguimos identificar quando chegam os tutores que dariam o mundo por aquele animal, tirando de si para ajudá-los e aqueles casos de pessoas que obtiveram o animal porque era ‘’bonitinho’’ ou pegou porque estava se sentindo sozinho e achou que ele não daria trabalho. Ou até mesmo aqueles que estavam precisando de dinheiro e pegam o animal para fazer a procriação e gerar lucro. Vemos muito disso. Pergunta: Qual o seu ponto de vista quanto a comercialização de pets? Resposta: É um assunto muito polêmico. Eu, pessoalmente, sou a favor da adoção de um animal do que a compra. Existem muitos cães fofos vira-latas, misturados e até mesmo os de raça que os criadores não querem mais. Um caso que me marcou muito, foi de uma bulldog francesa novinha. Eu estava fazendo o protocolo vacinal dela que são as quatro primeiras vacinas. Sempre converso com o tutor, que não importa a raça ou se o animal foi comprado, pegado na rua ou abrigo, filhote ou adulto, sempre recomendo a castração, pois isso dá uma qualidade de vida maior para o animal. Pois para mim, não importa quantidade de vida e sim, qualidade. Se ele viver dois anos, mas forem os dois anos mais
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felizes e os melhores da vida dele, é o que vale. Então, comentei que seria melhor pensar em castração quando ela fizesse seis meses, antes do primeiro cio e expliquei todos os benefícios. Ele olhou para mim e disse que não podia castrar ela, pois tinha que fazer valer o valor que ele pagou nela. Ele não teve sentimento e amor ao comprá-la, foi uma transação comercial. Claro que já nos deparamos com proprietários que compraram e tem um carinho pelo animal, mas o tem para a criação mesmo assim. Pergunta: Isso influencia de alguma forma no seu trabalho? Resposta: Não influencia em nada. Para todos os animais que atendo, as recomendações são dadas da mesma forma. Já me deparei com um caso de um comerciante de Lhasa em que a cadela estava tendo um parto distócico, quando há dificuldade em parir. O filhote estava atravessado, morreu dentro do útero dela. Eu recomendei a castração, mas não porque ela era de criador, mas sim porque se ela teve um parto desta forma, da próxima vez aconteceria de novo, podendo levá-la a óbito. Pergunta: Você acredita que as pessoas podem sentir a dor que os animais sentem? Resposta: A gente consegue ver no olhar do animal quando ele não está bem, ele te dá sinais. No olhar, no comportamento, nós podemos perceber quando há algo errado. Algumas pessoas sentem isso, outras não. Não convivem tempo suficiente para poder sentir aquilo que o animal está sentindo. Pergunta: O que você acha que falta em nossa sociedade em relação ao respeito e cuidado com os animais? Resposta: Empatia. As vezes eles estão sofrendo, velhos, não aguentando mais, mas as pessoas querem insistir em mantê-los vivos. Ou, como fazer valer a pena o valor que foi pago no animal. Isso é falta de empatia. Quando você compra/adota, é porque ama. E não porque quer que ele te dê dinheiro. Pensam nos animais como investimento. A sociedade não enxerga que eles tem sentimentos. Pergunta: Comente um pouco da importância do médico veterinário.
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Resposta: Em relação ao médico veterinário na clínica de pequenos, é a divulgação da importância da castração, da boa vacinação e da regularização de vacinas. Por exemplo, sempre pergunto se foram dadas as vacinas ao animal e as pessoas respondem que sim. Então pergunto quando foi a última e respondem que foi quando o animal era filhote. Muitos ainda não sabem que tem que revacinar. Atualmente, faço especialização em vigilância e diagnostico laboratorial da raiva no Instituto Pasteur. A raiva é uma doença 99,9% fatal. Não dizemos que é 100%, pois existem casos em que a pessoa se recupera, já o animal não. Muita gente não tem noção de que, o bicho precisa da vacina para não contrair a doença e ela precisa ser anual. Existem as campanhas de vacinação anuais, mas muitos não ficam sabendo. Eu moro em Suzano e ano passado teve a campanha de vacinação. Vários animais não foram vacinados, pois muita gente não ficou sabendo por que não houve divulgação. Então cabe ao veterinário informar sobre estas doenças, mas não somente a raiva. Existem diversas outras enfermidades tanto micóticas causadas por fungos e causam doenças de pele, quanto sarnas. Já atendi muitas vezes tutores que pediram explicação para saber como funciona a vacinação, alimentação, pois é a primeira vez que tem um animal. Quem passa essas informações, é o veterinário. Não adianta pesquisar na internet, visto que existem muitas mentiras. Tenho uma amiga que adotou um gato e ela nunca tinha visto um gato no cio. Ela entrou em desespero achando que o animal estava doente, então tive que explicar tudo. Gato é um bicho diferente, pois temos que saber como funciona o instinto dele, o que fazer para melhorar a qualidade de vida etc. Para mim, o veterinário é super importante. Tanto na área da clínica, quanto na área da saúde, inspeção e vigilância. Somos responsáveis por tudo. Tudo que chega até sua mesa, que é produto de origem animal, tem que ser passado por um veterinário antes. As pessoas têm que saber desta importância. Mariane Santos Brito (advogada) Pergunta: Qual foi o seu primeiro contato com animais e como você descreve sua relação com eles?
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Resposta: O primeiro contato que eu tive com animais de estimação foi aos 9 anos de idade. Eu e minha família morávamos em uma casa grande e o meu antigo padrasto sempre encontrava cachorros na rua e trazia para a gente. Porém, os que realmente ficaram conosco por anos foram o Snoopy e o Fofinho. Tínhamos uma ótima relação com eles. Acredito que cachorro sempre traz alegria para uma casa, uma energia melhor Pergunta: Por qual motivo você está optando pela compra de um animal? Resposta: Bom, eu tenho 26 anos e fui embora de casa há 4 anos. Moro sozinha, de aluguel e sempre residi em casas que não tinham quintal. A última que morei até tinha, mas os vizinhos já possuíam um cachorro grande, então ficou difícil para ter o meu próprio animal de estimação, mas a vontade permaneceu muito presente. Atualmente, estou morando em um apartamento e a minha vontade até era de adotar um animal, mas o espaço é muito reduzido. Comprando um pet eu consigo dosar o tamanho e verificar a raça. Tenho vontade de ter um lulu da pomerania ou um shitzu, porque são raças relativamente pequenas, que eu posso colocar dentro de um apartamento e que não precisam de tantos exercícios. Então a opção de compra é exatamente por isso. Pergunta: Qual animal você procura e qual raça? Por quê? Resposta: O animal que eu procuro, considerando todas as questões anteriores, é um cachorro e da raça um lulu da pomerania. Eles, em regra, pela minha pesquisa, podem atingir 27cm e o menor deles 22cm. Sei que são cães dóceis, não necessitam de tantos exercícios e também se adaptam facilmente ao ambiente apartamento. Pergunta: Até qual valor você está disposta a pagar pelo pet? Resposta: É um pouco difícil falar desta questão valorativa, mas acredito que eu pagaria até uns quatro mil reais, porém com muita pesquisa, pois o lulu da pomerania, devido a linhagem e por ser uma raça alemã, é uma compra complicada. E esses cãezinhos, por não serem vendidos facilmente, quando atingem a idade de quatro meses, abaixam o valor. Então quatro mil reais é o limite de valor que eu pagaria.
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Pergunta: Na sua opinião, a venda de animais domésticos abre margem para a atuação do comércio ilegal? Resposta: Sem fazer nenhum juízo de valor, eu Mariane, acredito que nós temos que partir sempre do pressuposto da boa-fé. Porém, estamos lidando com seres humanos. É delicado pensar assim, mas é que eu já vi que existem grupos de pessoas que vendem animais domésticos visando somente o lucro, colocando os pequenos para cruzarem com os grandes, não pensando sequer na compatibilidade, podendo machucar um ao outro. Então, acredito que se formos olhar com olhos mais profundos, se a pessoa for ruim, abre margem sim. Não tenho coragem de pesquisar sobre isto mais afundo, porque não aguentaria ver coisas deste tipo. Pergunta: Você também é a favor da adoção? Resposta: Sim, com toda certeza. Sou completamente a favor da adoção. O único motivo de eu não adotar um animal de estimação é justamente porque moro em apartamento e fico com medo de adotar e ele ficar muito grande e no final acabar tendo que doá-lo para alguém. Porque os animais grandes precisam de espaço, de movimento, de exercícios. Eu tenho uma amiga que tem uma cachorrinha vira-lata chamada Pucca, enorme, que pesa 40kg e é o tipo de cão que não poderia ser criado em um apartamento pequeno, por exemplo. Então esse é o meu medo. Pergunta: Em quais lugares você está pensando em comprar seu animal? Resposta: Eu sei que no interior de São Paulo existem alguns canis que são especializados em lulus da pomerania, por isso venho pesquisando bastante na internet, Instagram etc. Contudo, seria um canil especialista em cuidados, que é correto, onde até a mãe do filhote seja bem cuidada. Estou tomando o máximo de cuidado quanto a tudo isso. Pergunta: Futuramente, você deseja comprar outros animais? Resposta: Mais à frente eu pretendo ter uma casa maior com quintal grande e adotar mais um cachorro e um gato.
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Pergunta: Você acredita que a internet teve influência no seu interesse de comprar um animal? Resposta: Eu acredito que a internet é uma grande influenciadora de diversas questões, mas depende muito do que você busca. Sempre tive vontade de ter este animal, especificamente, justamente por já ter visto as pessoas na internet que possuem também. A partir daí, fui realizar pesquisas mais apuradas sobre a raça. Fernanda Vieira Clemente (analista financeira) Pergunta: Por qual motivo você optou pela compra de um animal? Resposta: Optei por comprar um animal pois na época eu trabalhava fora, minha filha Yasmin era pequena e ela queria muito um cachorrinho. Esta opção foi a forma mais rápida que encontrei para que minha filha tivesse uma companheirinha. Pergunta: Você já havia comprado ou adotado outros animais anteriormente? Resposta: Não, eu nunca tinha comprado um animal antes. A minha cachorrinha Mel foi a primeira. Já tive outros cachorros antes, mas nós (minha família) ganhamos de presente no passado. Tivemos um outro que o meu irmão também ganhou de presente, porém comprar nunca. Pergunta: Quais critérios você levou em consideração antes de comprá-la? Resposta: Na verdade eu já sabia que queria um cachorro da raça shih-tzu e teria que ser uma femea. A única coisa que levei mais em consideração foi saber se a raça gostava ou não de crianças, pois Yasmin, minha filha, era uma criança de 9 anos naquela época. Pergunta: Você acredita que comprar um animal também é uma forma de contribuição para a diminuição do abandono? Resposta: Eu acredito que não, mas isso pode acontecer quando as pessoas acabam comprando por impulso e somente pela beleza do animal e conforme ele vai crescendo, fazendo xixi no lugar errado e não se comportando da maneira que os tutores esperavam, acabam doando ou abandonando o bichinho. Até
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mesmo dentro de casa eu acredito que este abandono acontece, quando o animal não atende as expectativas de quem o adquiriu. Pergunta: Você também é a favor da adoção de animais? Resposta: Sim, sou muito a favor. Inclusive, só não adotei mais um bicho por enquanto porque o meu marido acha que a casa é pequena para mais um cachorro. Porém, se dependesse de mim e da minha filha, que amamos, já teríamos adotado mais um com toda certeza.
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APÊNDICE B – PAUTAS PAUTA
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TEMA/ASSUNTO
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Reportagem extensa para site.
Comercialização de Animais Domésticos
26/08/2020
HISTÓRICO O ato de adotar um animal vem ganhando cada vez mais espaço entre os assuntos mais comentados nas mídias sociais. O movimento, “Não compre, adote”, amplia a ideia de que optar pela adoção de um pet é uma prática consciente, além de ser um posicionamento contra o comércio de animais. Gabriel Santos Chaves, 29, é o criador do projeto Casa do Vira Lata. Projeto este que resgata e recupera animais em situação de rua e através de seu perfil na redes sociais busca proporcionar a eles uma chance de ser adotado. FONTE Gabriel Santos Chaves, 29, protetor animal. ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Iremos focar a entrevista nas atividades que o abrigo realiza, assim como a opinião do protetor sobre a comercialização de animais. PERGUNTAS PARA GABRIEL: . Como começou a sua relação com a causa animal? . Como surgiu a ideia do projeto Casa do Vira Lata? . Como você enxerga seu projeto? . Qual a sua opinião sobre a comercialização de animais domésticos?
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. Como você lida com animais que chegam até você de forma deplorável? (maus-tratos, abandono etc.) . Os animais que já sofreram algum trauma necessitam de cuidados especiais? Se sim, quais? . Qual o tratamento em relação aos animais que já sofreram maus-tratos dos que não sofreram? . Como as pessoas fazem para ajudar o Casa do Vira Lata? REPÓRTER (nome completo e RGM) Marina Gonçalves dos Santos 18320571
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PAUTA
7ºB SM
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TEMA/ASSUNTO
DATA
Reportagem Extensa para site
Comercialização de Animais Domésticos
15/09/2020
HISTÓRICO O ato de adotar um animal vem ganhando cada vez mais espaço entre os assuntos mais comentados nas mídias sociais. O movimento, “Não compre, adote”, amplia a ideia de que optar pela adoção de um pet é uma prática consciente, além de ser um posicionamento contra o comércio de animais. Marcelo Pamplona, 56, é um oficial da marinha aposentado que sempre gostou de animais. Ao se aposentar, foi morar na região de Secretário, Petrópolis - RJ juntamente com sua esposa. Lá, encontraram uma veterinária e começaram a realizar trabalhos com os animais de rua na região. Por uma consequência natural, conheceram Guilherme, criador da Entidade Filantrópica Dog´s Heaven e começaram o trabalho juntos na ONG. FONTE Marcelo Pamplona, 56, oficial da marinha aposentado.
ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Focar a entrevista na história da ONG e em suas realizações. PERGUNTAS: . Como começou a sua relação com a causa animal? . Conte um pouco da história da Dog’s Heaven. . Vocês recebem alguma ajuda governamental?
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. Vocês averiguam denúncia de maus-tratos? . Para você, o que são considerados maus-tratos? . Qual a sua opinião sobre a comercialização de animais? . Você já se deparou com algum local de venda ilegal de pets? . Qual a sua percepção sobre o tratamento que os veículos de comunicação dão a causa animal? . Na sua opinião, o Brasil é solidário à causa animal? . Como as pessoas fazem para ajudar a Dog’s Heaven? REPÓRTER (nome completo e RGM) Marina Gonçalves dos Santos 18320571
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Reportagem Extensa para site.
Comercialização de Animais Domésticos
15/09/2020
HISTÓRICO O ato de adotar um animal vem ganhando cada vez mais espaço entre os assuntos mais comentados nas mídias sociais. O movimento, “Não compre, adote”, amplia a ideia de que optar pela adoção de um pet é uma prática consciente, além de ser um posicionamento contra o comércio de animais. Damaris Martins de Godoy, 50, é uma enfermeira residente da zona leste de São Paulo que sempre teve muita admiração e amor pelos animais. Há seis anos ela vem se empenhando de uma forma mais sistematizada pela defesa animal com o projeto SOS Bicharada, localizado em Itaim Paulista. FONTE Damaris Martins de Godoy, 50, enfermeira. ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Focar a entrevista na história da ONG e em suas realizações. PERGUNTAS: . Quando começou a sua relação com a causa animal? . Conte um pouco de como começou a história da SOS Bicharada. . Qual a sua opinião sobre o abandono de animais?
. Vocês recebem alguma ajuda governamental?
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. Na sua opinião, quais são as vantagens de se adotar um animal? . O abandono gera algum tipo de trauma no animal? . Qual sua opinião sobre a comercialização de animais? . Como está sendo a adoção de animais em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus? De que modo vocês estão realizando este trabalho, mediante o cenário atual do país? . Como as pessoas fazem para ajudar o SOS Bicharada? REPÓRTER (nome completo e RGM) Marina Gonçalves dos Santos – 18320571
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Reportagem Extensa para site.
A Comercialização de Animais Domésticos
07/09/2020 e 10/09/2020
HISTÓRICO O médico veterinário é um profissional que atua na saúde dos animais de um modo geral, sendo eles, silvestres, de estimação, de zoológicos, de laboratórios etc. Sua atuação é aplicado aos estudos, tratamento de doenças e prevenções dos animais e tem grande importância também para a saúde pública, estabelecendo a precaução das doenças de animais transmissíveis ao homem, conhecidas como zoonoses. FONTES Médicas veterinárias: Mayara Fernanda da Silva, 27, Embu das Artes - SP. Mayara Geovanna Carvalho Maciel, 23, Suzano - SP. ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Focar a entrevista nas experiências das médicas, assim como a importância de seu ofício na vida do animal e sua opinião sobre a comercialização dos mesmos. PERGUNTAS – MAYARA F: . Em qual momento você sentiu que essa seria sua profissão? . Existe uma história de algum animal que tenha te marcado de uma forma diferente? . Qual foi o caso de maior dificuldade que você já atendeu? . Qual o tratamento em relação aos animais que já sofreram abusos físicos e psicológicos dos que não sofreram?
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. Você consegue identificar qual o sentimento dos tutores ao levarem seus pets até uma clínica veterinária? . Qual o seu ponto de vista quanto a comercialização de pets? . Isso influência de alguma forma no seu trabalho? . Você acredita que as pessoas podem sentir a dor que os animais sentem? . O que você acha que falta em nossa sociedade em relação ao respeito e cuidado com os animais? . Comente um pouco da importância do médico veterinário. PERGUNTAS – MAYARA G: . Quando criança, você já idealizava ser veterinária? . Você possui alguma especialização? . Qual a importância do veterinário na vida de um animal? . Qual foi o caso mais difícil que atendeu? . Você tem animais de estimação? Se sim, o que eles representam na sua vida? . Você consegue identificar qual o sentimento das pessoas ao levarem seus pets até uma clínica veterinária? . Qual a sua opinião sobre a comercialização de animais domésticos? . Quais os principais erros que você identifica no cuidado dos pets pelos tutores? . Ser médico veterinário é: REPÓRTER E PAUTEIRA (nome completo e RGM) Marina Gonçalves dos Santos 18320571
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PAUTA
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DATA
Reportagem Extensa para site
Comercialização de Animais Domésticos
01/10/2020
HISTÓRICO A Organização Mundial da Saúde avalia que somente no Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados. Através de algumas denúncias, institutos e ONGs da causa animal buscam todos os dias diminuir estes números fazendo o resgate destes animais que se encontram em uma situação vulnerável, os reabilitando e colocando-os para adoção. Porém, ainda assim, existem pessoas que preferem a compra destes, por buscarem uma raça com pedigree específico. O problema não está na criação, mas sim quando isto é feito aleatoriamente, sem conhecimentos genéticos e sem considerar o bem-estar dos animais. FONTES Pessoas que escolheram ou pensam em escolher pela compra de um animal. ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Focar as entrevistas em perguntas diretas sobre a relação dessas pessoas com os animais e o que as levaram a optar pela compra nesse momento. PERGUNTAS: . Qual foi o seu primeiro contato com animais e como você descreve sua relação com eles? . Por qual motivo você está optando pela compra de um animal? . Qual animal você procura e qual raça? Por quê? . Até qual valor você está disposta a pagar pelo pet?
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. Na sua opinião, a venda de animais domésticos abre margem para a atuação do comércio ilegal? . Você também é a favor da adoção? . Em quais lugares você está pensando em comprar seu animal? . Futuramente, você deseja comprar outros animais? . Você acredita que a internet teve influência no seu interesse de comprar um animal? . Por qual motivo você optou pela compra de um animal? . Você já havia comprado ou adotado outros animais anteriormente? . Quais critérios você levou em consideração antes de comprá-la? . Você acredita que comprar um animal também é uma forma de contribuição para a diminuição do abandono? . Você também é a favor da adoção de animais? REPÓRTER (nome completo e RGM) Marina Gonçalves dos Santos 18320571
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APÊNDICE C – FOTOS TIRADAS EM CASA COM A MINHA CADELINHA PANDORA
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APÊNDICE D – RESULTADO DO FORMULÁRIO GOOGLE FOMS
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DIÁRIO DE CAMPO O curso de jornalismo sempre foi meu grande sonho. No ensino médio, presenciei a maioria dos amigos e colegas de classe confusos quanto ao que fazer de graduação, mas eu sempre tive esta certeza em meu coração. Antes de chegar até aqui, o processo foi árduo e doloroso. Como por exemplo, conseguir uma bolsa parcial em uma Universidade, mas mesmo assim não conseguir ingressar pois o valor ainda era inacessível para minha mãe pagar e eu estava desempregada naquele momento. Porém, acredito no tempo de Deus e se as coisas não aconteceram naquele momento era porque não era o momento certo. Quando finalmente iniciei na Universidade Cruzeiro do Sul, foi a realização de um sonho. Tive algumas pedras de tropeço, mas nada que abalasse minha fé. Conheci pessoas que realmente mudaram a minha vida e que sempre terei eterna gratidão. Cheguei a ouvir palavras do meu próprio pai de que estava no caminho errado e que essa graduação não era para mim e que não me daria dinheiro algum. Mas, sigo aqui. Prestes a entregar um Trabalho de Conclusão de Curso e entrar no último semestre da graduação. Me alegro por não ter desistido, embora tudo dissesse para fazer o contrário. Primeiro semestre 2020: Sempre soube que queria fazer um Trabalho de Conclusão voltado para a causa animal, pois cresci nesta realidade. Há algum tempo, eu e minha família perdemos nosso poodle Binho que tínhamos por volta de 11 anos. Foi uma perda muito grande e irreparável. Em seguida, compramos nossa atual cadelinha, também poodle, chamada Pandora e que se tornou parte de nós. Sua compra foi por influência de minha irmã mais velha, pois nossa ideia inicial era adotar um pet. E foi partindo desta ideia que me surgiu a ideia da temática do trabalho. Por que comprar um animal tendo tantos outros superlotando Institutos e ONGs precisando de uma tutela? O objetivo da elaboração de um site se deu pelo fato de que o crescimento deste conteúdo vem acontecendo justamente na internet, principalmente em um jornalismo alternativo. E como a maioria das pessoas estão constantemente com seus celulares em mãos, com apenas um clique podem visitar o site e se inteirar mais sobre determinado assunto.
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Comecei a assistir vídeos na internet, ler livros e artigos sobre o assunto e dar início a realização do Projeto de Pesquisa. Precisei pausar o processo do trabalho por duas semanas após ter contraído o novo Coronavírus e ter sentido todos os sintomas possíveis da doença. Após me recuperar, dei seguimento ao projeto e a parte mais difícil para mim foi a realização do referencial teórico, mas por fim, deu tudo certo. Em junho, entregamos todo o projeto de pesquisa realizado e junto dele, tivemos de escolher três professores para orientação no semestre seguinte. E assim, iniciamos o período de férias. Segundo semestre 2020: A princípio, os relatos colhidos para compor a reportagem extensa digital seriam de ativistas da causa animal que defendem fielmente a adoção e de pessoas que promovem sua compra. No período de férias, contatei todas as fontes e com os protetores, o processo foi tranquilo. Exceto pela demora em responderem e/ou mandar o termo de autorização. Gostaria, inclusive, de ressaltar o prazer que tive em conhecer uma das fontes em particular, Marcelo Pamplona. Extremamente solicito, não medindo esforços em me ajudar. Serei eternamente grata. Já o contato com os atuantes na venda animal, foi penoso. Notei um receio muito grande da maioria das pessoas em falar sobre o assunto abertamente. Então, com a ajuda do meu orientador Antônio Assiz, decidi mudar o seguimento da reportagem e entrevistar pessoas que preferiram comprar um pet por razões particulares. E assim, as entrevistas foram fluindo. Conversei também com duas médicas veterinárias sensacionais que enriqueceram muito o conteúdo da matéria. A realização da reportagem foi um processo demorado, porém muito prazeroso. Já na elaboração do site houveram algumas complicações, pois contratei a ajuda de um profissional web designer para desenvolvê-lo, mas as expectativas criadas não foram alcançadas e tive que praticamente refazer todo o trabalho, mesmo após o pagamento realizado, e acabou sendo um grande desafio, visto que era um território completamente desconhecido para mim. Portanto, no final, deu tudo certo e como um bônus, aprendi a trabalhar (ainda que de uma forma bem rasa) na plataforma Wix.
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Pretendo continuar abastecendo o site com matérias e outros tópicos complementares sobre o “Planet Pets” mesmo após a apresentação da banca para assim, continuar fazendo duas coisas que amo: escrever e o mundo dos animais.
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ANEXOS
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1. FOTOS CONCEDIDAS POR FONTE COM DIREITO DE USO LIBERADO
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2. TERMOS DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ
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