UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo
São Paulo 2020
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo
PAULA CAROLINA DE LIRA RGM 17840597
Relatório de fundamentação teórico metodológica, como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em Jornalismo, Universidade Cruzeiro do Sul.
Orientador: Profº Nivaldo Ferraz
São Paulo 2020
Ficha Técnica Título: Uma luta diária: Mulheres no fotojornalismo Características Técnicas do Produto:
Produto: Grande Reportagem multimídia
Formato: Página de Internet
Páginas: 10
Recursos de edição: Wix
Sinopse: Em pleno século 21, o fotojornalismo ainda é uma profissão que reúne mais homens, sendo assim mais difícil o ingresso das mulheres nessa área, essa grande reportagem vai contar um pouco da história dessas mulheres que enfrentam o preconceito todos os dias.
Edição de texto: Paula Carolina de Lira Reportagem: Paula Carolina de Lira Orientador: Profº Doutor Nivaldo Ferraz Coordenador do curso: Profº Mestre Antônio Assis
Entrevistados: Daniella Zalcman - Fotógrafa Documentarista Carla Carniel - Fotojornalista Monica Alves - Fotojornalista Ale Cabral - Fotojornalista Naiara Lopes - Fotojornalista Sergio Branco - Editor e fotógrafo
Resumo Este trabalho analisou e compreendeu as dificuldades das mulheres no mercado de trabalho do fotojornalismo e da fotografia, onde a maioria dos profissionais são do gênero masculino. Abordou como funciona o processo de seleção desses profissionais e quais são os critérios utilizados pelos editores para saber se uma mulher pode ou não cobrir determinada matéria. Este projeto abordou a diferença que ainda existe entre os gêneros no mundo do fotojornalismo e da fotografia e buscou o que diferencia a visão dos homens e das mulheres ao fotografar um mesmo objeto. Palavras-Chave: Fotojornalismo; desigualdade de gênero; mulheres fotojornalistas; mulheres fotógrafas.
Abstract This work analyzed the difficulties of women in the job market of photojournalism and photography, where the majority of professionals are male. It addressed how the selection process of these professionals works and what are the criteria used by the editors to know if a woman can or cannot realize a certain subject. This project addressed to the difference that still exists between genders in the world of photojournalism and photography and sought what differentiates the view of men and women when photographing the same object. Keywords: Photojournalism, Gender Inequality, Photojournalists Women, Photographers Women.
Sumário 1. Introdução...............................................................................................................................3 2. Objetivos.................................................................................................................................4 2.1. Objetivo geral.......................................................................................................................4 2.2. Objetivos específicos...........................................................................................................4 3. Problematização e hipóteses...................................................................................................4 4. Justificativa.............................................................................................................................5 5. Plano estratégico.....................................................................................................................6 5.1. Descrição do produto...........................................................................................................6 5.2. Público a ser atingido ..........................................................................................................6 5.3. Técnicas utilizadas...............................................................................................................6 6. Referencial Teórico.................................................................................................................7 7. Referências............................................................................................................................10 8. Cronograma...........................................................................................................................13 9. Investimento..........................................................................................................................14 10. Apêndices............................................................................................................................15 10.1. Pauta de entrevista...........................................................................................................15 10.2. Diário de campo...............................................................................................................22 10.3. Fotos autorais...................................................................................................................24 10.4. Prints do Website.............................................................................................................26 11. Anexos................................................................................................................................88 11.1. Termo de autorização de imagem e som..........................................................................88 11.1.1. Carla Caniel...................................................................................................................88
11.1.2. Monica Alves................................................................................................................89 11.1.3. Ale Cabral.....................................................................................................................90 11.1.4. Naiara Pontes................................................................................................................91 11.1.5. Eneida Serrano..............................................................................................................92 11.2. Banco de imagens............................................................................................................93 11.3. Transcrição de áudio......................................................................................................142 11.3.1. Naiara Pontes..............................................................................................................142 11.4. Transcrições das entrevistas...........................................................................................143 11.4.1. Carla Carniel...............................................................................................................143 11.4.2. Ale Cabral...................................................................................................................146 11.4.3. Monica Alves..............................................................................................................151 11.4.4. Sergio Branco..............................................................................................................153 11.4.5. Daniella Zalcman........................................................................................................157 11.4.6. Naiara Pontes..............................................................................................................157 11.4.7. Eneida Serrano............................................................................................................160
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1. Introdução Depois de passar anos estudando, um dos maiores desejos de qualquer profissional formado é conseguir os melhores trabalhos, os que tem mais relevância. Mas infelizmente não é isso que acontece com a maioria das profissionais do gênero feminino da área da fotografia e do fotojornalismo. Com a finalidade de mostrar as dificuldades enfrentadas por essas mulheres nesse mercado de trabalho, esta pesquisa abordou os relatos de fotógrafas e fotojornalistas que já passaram ou passam por isso no seu dia a dia de trabalho. Alguns dos problemas enfrentados por essas mulheres são: salários menores, assédio, desvalorização profissional, pautas menores e consideradas mais seguras, dificilmente são mandadas a campo para cobrir matérias e tudo isso pelo fato de serem mulheres. Como são distribuídas as pautas dentro das redações? Como os editores procuram seus fotógrafos e fotojornalistas? Por que a desigualdade entre os gêneros ainda é tão grande? Como lidar com o preconceito? Como isso afeta a vida pessoal e profissional dessas mulheres? São questões que essa pesquisa se propôs a investigar.
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2. Objetivos
2.1. Objetivo geral Saber se de fato a criação da plataforma ajudou a aumentar o número de mulheres fotojornalistas contratadas pelos editores de jornais, revista e televisão. Entender o que leva os editores a certos preconceitos e julgamentos apenas pelo gênero do profissional.
2.2. Objetivos específicos Tendo em vista os resultados das pesquisas para saber se a plataforma realmente ajudou as fotógrafas a serem contratadas, os objetivos específicos deste trabalho são: investigar como surgiu a ideia de fazer uma plataforma mundial para mulheres publicarem suas fotos; e como isso está caminhando. Investigar como está a situação das fotógrafas e fotojornalistas hoje em dia. Com isso, pretende-se elaborar uma grande reportagem multimídia, para contar as histórias dessas mulheres e mostrar seus trabalhos.
3. Problematização e hipótese
Problema de pesquisa Partindo do pressuposto de que os editores de jornais, revistas e tv contratam mais profissionais do gênero masculino alegando que gostariam de contratar mulheres mas não sabem onde encontrá-las e nem onde ver os trabalhos que elas fazem, a criação de uma plataforma mundial para essas fotógrafas e fotojornalistas publicarem seus trabalhos ajudaria?
Hipóteses Será que a plataforma trouxe mais visibilidade para o trabalho das fotojornalistas? Por que os editores contratam mais homens do que mulheres para pautas de rua? Apesar de termos evoluído e quebrado barreiras ainda somos vistas como segunda opção, não tem nenhum homem para ir, então vai você. Essas hipóteses foram resolvidas no decorrer desse projeto.
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4. Justificativa
A justificativa deste projeto fundamenta-se não só na diferença de oportunidade entre os gêneros feminino e masculino no mercado de trabalho fotográfico e fotojornalístico, mas também na diferença salarial, assédio, desvalorização, pautas menores e consideradas mais seguras, apenas pelo fato de serem mulheres. Pesquisando sobre o tema descobri uma plataforma que foi criada para mulheres publicarem seus trabalhos fotográficos e ficarem disponíveis para editores que falavam que adorariam contratar fotógrafas para reportagens, mas não sabiam onde encontrá-las. Essas mulheres já estão no mercado de trabalho, mas estão invisíveis. Esse projeto aborda como surgiu essa ideia de criar essa plataforma que hoje tem mais de 700 mulheres em 91 países, já que na prática do dia a dia o trabalho dessas mulheres não era visto e nem procurado. É importante falar desse tema para dar mais visibilidade e voz as mulheres que trabalham nessa área. Ainda de acordo com a pesquisa e segundo Daniella Zalcman (criadora da plataforma Women Photograph), as mulheres fotógrafas veem de maneira diferente dos homens. Dessa maneira estaríamos vivendo 80% sob a visão masculina, já que 80 a 100% das imagens em coleções das fotos mais significativas foram feitas por fotógrafos homens. Daniela não acha que esses números necessariamente indicam um viés na seleção de fotografias, em vez disso, sugere que “as mulheres não estão recebendo muitas das reportagens mais importantes das agências de notícias, jornais ou revistas, e que ainda existem disparidades de gênero na indústria”, disse ela na reportagem do Times. Consequentemente esse projeto de pesquisa visa saber se a criação da plataforma realmente ajudou nas contratações e na divulgação dessas fotógrafas. Como o mercado de trabalho esta nessa área, questões como assédio, preconceito, diferença salarial. Como está sendo trabalhar nessa área atualmente?
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5. Plano Estratégico
5.1 Descrição do produto
Linguagem: Linguagem híbrida usando palavras escritas e fotos ao mesmo tempo, linha editorial livre de preconceitos e em busca da verdade. Formato: Grande reportagem de mídia digital. Missão: Divulgar o trabalho de mulheres fotógrafas e fotojornalistas e ouvir a visão delas do porque as mulheres ainda são minoria nesse área. Visão: Dar visibilidade ao trabalho das mulheres fotojornalistas e ao tema de diferença de gênero no mercado de trabalho do fotojornalismo. Valores: Os valores que norteiam a minha caminhada são a ética, o respeito e o amor. Ética nas apurações, respeito ao falar com as fontes e amor para levar as informações adiante. Recursos de Edição: Site Wix. Utilização de imagens: 97 imagens. Recursos gráficos: Gráficos em barras.
5.2 Público a ser atingido A grande reportagem de mídia busca atingir as pessoas que não tem conhecimento sobre as desigualdades de gêneros no mercado de trabalho. E a sua importância para que o trabalho das mulheres seja visto e reconhecido pelos editores e público em geral.
5.3 Técnicas utilizadas Publicação no site Wix e compartilhamento nas redes sociais.
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6. Referencial Teórico
O processo de pesquisa desse projeto foi iniciado pelo levantamento documental e bibliográfico. As pesquisas foram feitas primeiramente em portais e servidores de teses, artigos e dissertações. Leitura e pesquisa de matérias jornalísticas atuais e histórias que tenham em comum o meu foco e possam exemplificar a análise proposta. A partir dessa execução foi desenvolvida a continuação na busca de livros em bibliotecas virtuais, nas físicas não foi possível devido a quarentena causada pelo COVID-19. Analisando alguns autores e a compatibilidade com a pesquisa, foram definidos os seguintes autores: Henry Jenkins, Roland Barthes, Pierre Levy, Lucia Santaella, Susan Sontag e Michelle Perrot. Começando uma leitura voltada para a criação de conhecimento geral e, assim uma leitura analítica. Essa análise permitiu a construção do conteúdo necessário, das relações entre os teóricos e seus pensamentos. Um segundo passo que se aplica ao projeto é a pesquisa exploratória (levantamento de informações para conhecimento do tema) e a pesquisa explicativa (compreender as causas e as consequências do tema escolhido). O objeto final é uma grande reportagem multimídia que conta como surgiu a ideia de criar uma plataforma para divulgar o trabalho de mulheres que não eram enxergadas pelos editores. E para contar a história de fotojornalistas atuais que ainda sofrem com o preconceito e a dificuldade no mercado de trabalho. O presente projeto tem como objetivo a análise referente a diferença entre os gêneros masculino e feminino no mercado de trabalho da fotografia e do fotojornalismo. O projeto busca também entender as mudanças tecnológicas que ocorreram e estão sempre transformando o modo de ver e fotografar. De fato, as mídias estão em convergência diariamente. De acordo com Jenkins (2008) estamos em uma fase de grandes mudanças, e temos as seguintes opções: ter medo, não aceitar ou aceitar. Saber lidar com essas mudanças tão velozes faz uma grande diferença. "Bem-vindo a cultura da convergência, onde as velhas e as novas mídias colidem, onde mídia corporativa e mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis" (JENKINS, 2006, p.30) No mundo da fotografia e fotojornalismo, a convergência está presente a todo momento, segundo Sontag (1977) quando aprendemos um novo código visual, as fotos modificam e ampliam nossas ideias sobre o que é válido parar e olhar e sobre o que devemos apenas observar.
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Percebe-se que do mesmo jeito em que a fotografia muda rápido, ou pode ser tirada de vários aparelhos, várias por segundo e de vários ângulos diferentes, cada pessoa verá de uma forma e essa imagem pode ficar registrada pela eternidade e ser levada para qualquer lugar. "Colecionar fotos é colecionar o mundo. Filmes e programas de televisão iluminam paredes, reluzem e se apagam; mas com fotos a imagem é também um objeto, leve, de produção barata, fácil de transportar, de acumular, de armazenar." (SONTAG, 2004, p.08) A fotografia e o fotojornalismo registram muitos fatos importantes e que marcam a história.
"[...] fotografar é, em essência um ato de não intervenção. Parte do horror de danos memoráveis do fotojornalismo contemporâneo, como a foto do monge vietnamita que segura uma lata de gasolina, a de um guerrilheiro bengali no instante em que golpeia com a baioneta um traidor amarrado, decorre da consciência de que se tornou aceitável, em situações em que o fotógrafo tem que escolher entre uma foto e uma vida, opta pela foto. A pessoa que interfere não pode registrar, a pessoa que registra não pode interferir. (SONTAG, 2004, p.12)
Apesar de muitos pensarem que fotografia e fotojornalismo são profissões fáceis, pelo contrário, além de serem difíceis, para as mulheres são um pouco mais complicadas. Mas mesmo com muitas dificuldades e preconceitos, tivemos grandes fotógrafas e fotojornalistas que abriram caminhos para podermos seguir nessa área, como: Gerda Taro (1910-1937), uma das primeiras fotógrafas a ser reconhecida como fotojornalista; Dorothea Lange (1895-1965) foi um dos nomes mais importantes do fotojornalismo mundial, registrando imagens documentais e impactantes vividas durante o período da Grande Depressão; Margaret BourkeWhite (1904-1971) uma das mais importantes precursoras na fotografia mundial, atuou como a primeira mulher correspondente de guerra em áreas de combate; Eve Arnold (1912-2012), muito conhecida por seus retratos, foi a primeira fotógrafa a integrar a Agência Magnum comandada por Henri-Cartier e Robert Capa; Daiane Arbus (1923-1971) ela tinha devoção por aquilo que era diferente, não usual, até mesmo bizarro. Mesmo com essas grandes profissionais abrindo caminho e enfrentando todas as dificuldades para entrar nessa profissão, de acordo com a historiadora Perrot (2006) a história da mulher mudou partindo de uma história e papeis desempenhados na vida privada, para chegar a uma vida pública, com direito a trabalhar, estudar, votar e ter direitos iguais. Entretanto nos dias de hoje as mulheres ainda sofrem com as diferenças salariais, assédios, falta de oportunidades e desvalorização do seu trabalho.
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"De modo geral, no Brasil as redações se feminizaram ao longo da história enquanto o fotojornalismo conserva até hoje uma forte representatividade masculina. A associação de Repórteres fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo (ARFOC-SP) em suas mostras de fotojornalismo anuais em 2015 contou 59 repórteres fotográficos e a participação de seis mulheres, em 2016 selecionou 62 fotojornalistas e desses oito eram mulheres e em 2017 foram eleitos 56 profissionais e somente três mulheres." (DA SILVA, Nathália Cunha, 2018, p.01)
Podemos observar que mesmo nos dias atuais com as tecnologias mais avançadas, com o mundo em convergência constante, alguns preconceitos e visões ultrapassadas continuam assombrando as mulheres.
"De maneira geral, podemos perceber que as principais tendências protagonizadas pelo jornalismo, como a sua posterior industrialização e massificação, irão influir na apropriação que a imprensa fez do fotojornalismo, e, consequentemente, geraram mudanças nas rotinas, processos adotados, na configuração do mercado e na própria maneira de reconhecer a atuação dos seus profissionais." (DA SILVA, Nathália Cunha, 2017, p.07)
A industrialização e a massificação dos fotógrafos e dos fotojornalistas tem tornado mais difícil a contratação efetiva desses profissionais, principalmente do gênero feminino que nesses casos estão recorrendo as agências que tem sido sua salvação. Do ponto de vista comunicacional, a industrialização e a massificação dos meios para fotografar, celulares, tablets, câmeras, torna ainda mais difícil a contratação efetiva dos profissionais dessa área.
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7 - Referências
BARROS, Marco Antonio. Mulheres na fotografia: Diane Arbus, a fotógrafa do cotidiano. Blog eMania, [s.l.], [s.d.]. Disponível em <https://blog.emania.com.br/mulheresna-fotografia-diane-arbus/>. Acesso em: 15.jun.2020.
BOSCO, Adriana Perassi. Entre a essência e a construção: experiências cotidianas do feminino a partir da produção fotográfica de jovens mulheres paulistanas. 2009. 240f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 2009. Disponível em <https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-27112009112839/publico/Dissertacaocompletafinal.pdf>. Acesso em: 15.jun.2020.
CORREIA, Cristina. Mulheres no fotojornalismo precisam-se. Executiva, [s.l.], 2 mar. 2017. Disponível em: <https://executiva.pt/mulheres-no-fotojornalismo-precisam/>. Acesso em: 15.jun.2020.
DA SILVA, Nathália Cunha. Mulheres no fotojornalismo: influência cultural da formação na inserção profissional. 2017. 14f. Trabalho apresentado no GP Fotografia do XVII Encontro dos Grupos de Pesquisa em Comunicação, evento componente do 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Curitiba, PR, 2017. Disponível em <http://portalintercom.org.br/anais/nacional2017/resumos/R12-1145-1.pdf>. Acesso em: 15.jun.2020.
DA SILVA, Nathália Cunha. Mulheres fotojornalistas: influência cultural dos estereótipos de gênero na perspectiva de carreira. 2018. 15f. Trabalho apresentado no GP Fotografia, XVIII Encontro dos Grupos de Pesquisas em Comunicação, evento componente do 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Joinville, SC, 2018. Disponível em <http://portalintercom.org.br/anais/nacional2018/resumos/R13-0404-1.pdf>. Acesso em: 15.jun.2020.
DE NORONHA, Danielle. Elas por trás das câmeras: Reflexões sobre as mulheres no audiovisual. Associação Brasileira de Cinematografia, [s.l.], [s.d.]. Disponível em <https://abcine.org.br/site/elas-por-tras-das-cameras-reflexoes-sobre-as-mulheres-noaudiovisual/>. Acesso em: 15.jun.2020.
DOS SANTOS, Marli; TEMER, Ana Carolina Rocha Pessôa. Mulheres no Fotojornalismo Práticas Profissionais e Emancipação Social. 1. ed. São Paulo, Cásper Libero, 2018.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2008.
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MARÇAL, Camilla. A Câmara Clara de Roland Barthes - Resenha. Medium, [s.l.], 30 ago. 2017. Disponível em <https://medium.com/@camillamarcal/a-c%C3%A2mara-clara-deroland-barthes-resenha-772cf7fc45ee>. Acesso em: 15.jun.2020.
MORIYAMA, Victor. As mulheres fotógrafas. El Pais, [s.l.], 31 dez. 2018. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/31/opinion/1546266865_425649.html>. Acesso em: 15.jun.2020.
MULLER, Luana Anita; DIAS, Ricardo Henrique Almeida. A Fotografia como Ativismo: de Mulheres e por Mulheres. 2019. 14f. Trabalho apresentado na IJ 4 Comunicação Audiovisual do XX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul. Porto Alegre, RS, 2019. Disponível em <http://portalintercom.org.br/anais/sul2019/resumos/R65-0653-1.pdf>. Acesso em: 15.jun.2020.
PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2007.
RICCHIARDI, Sherry.Banco de dados online impulsiona presença de mulheres no fotojornalismo. IJNET: Rede de Jornalistas Internacionais, [s.l.], 9 jul. 2018. Disponível em: <https://ijnet.org/pt-br/story/banco-de-dados-online-impulsiona-presen%C3%A7a-demulheres-no-fotojornalismo>. Acesso em: 15.jun.2020.
SONTAG, Susan. Sobre fotografia. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. MIRANDA, Renato. Mulheres no Fotojornalismo: a geração silenciosa. [s.l], 8 mar. 2020. Disponível em: <https://renatorochamiranda.com.br/imagens_numeros_visceras/mulheres-no-fotojornalismoART6089>. Acesso em: 23.nov.2020. BARROS, Marco Antonio. Mulheres na Fotografia: Catherine Leroy, a fotojornalista de guerra. Blog e-mania, [s.l], [s.d]. Disponível em: <https://blog.emania.com.br/mulheresna-fotografia-catherine-leroy/>. Acesso em: 23.nov.2020. PAIVA, Vitor. Exposição reúne o corajoso e impactante trabalho de mulheres como fotojornalistas de guerra. Hypeness, [s.l.], set.2016. Disponível em: <https://www.hypeness.com.br/2016/09/exposicao-reune-o-corajoso-e-impactante-trabalhode-mulheres-como-fotojornalistas-de-guerra/>. Acesso em: 23.nov.2020.
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MANCZYK, Natália. Mulheres buscam mais espaço no fotojornalismo. Fotografe, [s.l.], 8.out.2020. Disponível em: <https://www.fotografemelhor.com.br/bau-dafotografe/mulheres-buscam-mais-espaco-no-fotojornalismo/>. Acesso em: 23.nov.2020. MARTINS, Patrícia. Foco nelas: mulheres fotógrafas integram coletivos contra preconceitos. Agência de notícias UniCEUB: um novo ponto de vista, [s.l.], 19.nov. Disponível em: <http://www.agenciadenoticias.uniceub.br/?p=22956>. Acesso em: 23.nov.2020. BARROS, Marco Antonio. Os grandes fotógrafos da história: Dorothea Lange. Blog E-mania, [s.l.], [s.d]. Disponível em: <https://blog.emania.com.br/grandes-fotografos-dahistoria-dorothea-lange/>. Acesso em: 23.nov.2020. [s.n]. Gerda Taro, la primera mujer fotoperiodista en vivir y morir en la guerra. Fahrenheit Magazine, [s.l.], 12.mar. Disponível em: <https://fahrenheitmagazine.com/arte/visuales/gerda-taro-primera-mujer-fotoperiodista-deguerra>. Acesso em: 23.nov.2020. EQUIPE FOTOGRAFIA MAIS. Fotojornalismo: o que é, história, gêneros e referências. Fotografia Mais, [s.l.], 29.ago.2018. Disponível em: <https://fotografiamais.com.br/fotojornalismo/>. Acesso em: 23.nov.2020. VANASSI, Eduardo. A história da mulher no mercado fotográfico. Indimagem, [s.l.], 22.fev.2020. Disponível em: <https://blog.indimagem.com.br/a-historia-da-mulher-nomercado-fotografico/>. Acesso em: 23.nov.2020. CARETTIN, Carolina. Como é ser uma fotojornalista de guerra, conheça Andreja Restek. Medium, Araras, 19.dez.2016. Disponível em: <https://medium.com/lado-m/como%C3%A9-ser-uma-fotojornalista-de-guerra-conhe%C3%A7a-andreja-restek-489ffbf1ca62>. Acesso em: 04.12.2020.
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8- Cronograma
CRONOGRAMA GERAL – PROJETO DE PESQUISA E EXPERIMENTAL Atividade Escolha do tema + Pesquisa Delimitação do tema. Objetivos + Problemas + Hipóteses. Introdução; Justificativa; Aspectos Teóricos e Metodológicos. Pesquisa de fontes Entrega da Etapa I do TCC Elaboração de pautas Seleção das fotógrafas Seleção de imagens
JAN FEV
MAR
AB R
MA I
JUN JUL
AGO
SET
OU T
NO V
DE Z
X X X
X
X
X X X
Entrevistas
X X X
X X
Redação
X
Elaboração da revista
X
Revisão Entrega do Trabalho de Conclusão de Curso. Tabela 1 - definição das fases do trabalho pelo autor do projeto.
X X X
X
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9- Investimento Devido à pandemia do Covid-19 não pude me locomover, todos os recursos que utilizei para a elaboração desse projeto foram sem custo, considerando apenas o uso de energia elétrica e internet. Todas as entrevistas e informações foram colhidas digitalmente, sendo assim, desnecessário o uso de qualquer investimento sobre o produto.
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10- Apêndices
10.1 Pauta de entrevista Paula Carolina de Lira
PAUTA
Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo PRODUTO:
TEMA/ASSUNTO:
DATA DA ENTREVISTA:
Grande Reportagem de Multimídia
Mulheres fotógrafas e fotojornalistas
24/09/2020
FONTE Carla Carniel - Fotojornalista ENFOQUE/ANGULAÇÃO Saber porque mulheres são minoria no mercado de trabalho da fotografia e fotojornalismo. Analisar porque ainda existe preconceito e desigualdade nessa área. PERGUNTAS 1 - Quando você começou no fotojornalismo qual foi sua maior dificuldade? Você sentia preconceito ou rejeição por ser mulher? 2 - Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito ou assedio por ser mulher? 3 - Na sua visão hoje em dia o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina? 4 - Para você por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? 5 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? 6 - Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo? 7 - A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 14% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? 8 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista? 9 – Na sua carreira qual foi o trabalho que você mais gostou de fazer, ou que teve um sentimento
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especial? 10 – Por que você escolheu o Fotojornalismo? E quando decidiu que essa seria sua profissão?
Paula Carolina de Lira
PAUTA
Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo PRODUTO:
TEMA/ASSUNTO:
DATA DA ENTREVISTA:
Grande Reportagem de Multimídia
Mulheres fotógrafas e fotojornalistas
29/09/2020
FONTE Ale Cabral - Fotojornalista ENFOQUE/ANGULAÇÃO Saber porque mulheres são minoria no mercado de trabalho da fotografia e fotojornalismo. Analisar porque ainda existe preconceito e desigualdade nessa área. PERGUNTAS 1 – Quando você começou no fotojornalismo qual foi sua maior dificuldade? Você sentia preconceito ou rejeição por ser mulher? 2 – Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito, ou assédio por ser mulher? 3 – Na sua visão hoje em dia o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina? 4 – Para você por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? 5 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? 6 – Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo? 7- A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 11.03% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? 8 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista?
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Paula Carolina de Lira
PAUTA
Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo PRODUTO:
TEMA/ASSUNTO:
DATA DA ENTREVISTA:
Grande Reportagem de Multimídia
Mulheres fotógrafas e fotojornalistas
06/10/2020
FONTE Mônica Alves - Fotojornalista ENFOQUE/ANGULAÇÃO Saber porque mulheres são minoria no mercado de trabalho da fotografia e fotojornalismo. Analisar porque ainda existe preconceito e desigualdade nessa área. PERGUNTAS 1 – Quando você começou no fotojornalismo qual foi sua maior dificuldade? Você sentia preconceito ou rejeição por ser mulher? 2 – Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito, ou assédio por ser mulher? 3 – Na sua visão hoje em dia o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina? 4 – Para você por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? 5 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? 6 – Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo? 7- A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 11.03% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? 8 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista? 9 - Na sua carreira qual foi o trabalho que você mais gostou de fazer? 10- Os editores ainda fecham as portas para mulheres?
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Paula Carolina de Lira
PAUTA
Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo PRODUTO:
TEMA/ASSUNTO:
DATA DA ENTREVISTA:
Grande Reportagem de Multimídia
Mulheres fotógrafas e fotojornalistas
13/10/2020
FONTE Sergio Branco - Editor e Fotógrafo ENFOQUE/ANGULAÇÃO Saber qual é a visão do editor referente as mulheres nessa área no mercado de trabalho. PERGUNTAS 1 - Na sua carreira como editor você já presenciou algum tipo de preconceito ou abuso contra mulheres fotojornalistas? 2 - Com seus anos de experiência gostaria de saber como acontece o processo de seleção de fotógrafos nas agências e como acontece a distribuição de pautas, você acha que há uma predileção na distribuição de pautas? 3 - Em entrevista com algumas fotojornalistas obtive a seguinte resposta: Os editores muitas vezes contratam homens por já terem uma “panelinha” e ser mais fácil do que contratar um profissional que eles ainda não conhecem o trabalho, ainda mais se for uma mulher. Você concorda com isso? 4 - Qual a proporção entre mulheres e homens fotógrafos você já contratou? Cada mulher contratada houve em média quantos homens? 5 - A escassez de mulheres fotografas é o motivo para não se contratar tanto quanto homens? Como você vê a mulher no mercado de trabalho do fotojornalismo? 6 - Por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? 7 - Na sua opinião por que no fotojornalismo o número de mulheres é bem menor do que o números de homens?
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Paula Carolina de Lira
PAUTA
Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo PRODUTO:
TEMA/ASSUNTO:
DATA DA ENTREVISTA:
Grande Reportagem de Multimídia
Mulheres fotógrafas e fotojornalistas
15/10/2020
FONTE Daniella Zalcman - Fotógrafa Documentarista ENFOQUE/ANGULAÇÃO Saber como surgiu a ideia de montar a plataforma e como tem sido o retorno dessa ideia. PERGUNTAS 1- Como surgiu a ideia de montar a plataforma? 2- Como tem sido a experiência de ajudar centenas de mulheres a divulgar os trabalhos para o mundo? 3- E desde a criação da plataforma, o que você acha que mudou para as fotojornalistas no mercado de trabalho?
Paula Carolina de Lira
PAUTA
Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo PRODUTO:
TEMA/ASSUNTO:
DATA DA ENTREVISTA:
Grande Reportagem de Multimídia
Mulheres fotógrafas e fotojornalistas
19/11/2020
FONTE Naiara Pontes - Fotojornalista ENFOQUE/ANGULAÇÃO Saber porque mulheres são minoria no mercado de trabalho da fotografia e fotojornalismo. Analisar porque ainda existe preconceito e desigualdade nessa área. PERGUNTAS 1 - Quando você começou no fotojornalismo qual foi sua maior dificuldade? Você sentia preconceito
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ou rejeição por ser mulher? 2 - Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito ou assedio por ser mulher? 3 - Na sua visão hoje em dia o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina? 4 – Qual a maior diferença entre a Naiara que começou no Fotojornalismo e a Naiara de hoje? O que mais mudou no fotojornalismo de lá pra cá? 5 - Para você por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? 6 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? 7 - Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo? 8 - A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 11% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? 9 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista? 10 – Por que você escolheu o Fotojornalismo? E quando decidiu que essa seria sua profissão?
Paula Carolina de Lira
PAUTA
Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo PRODUTO:
TEMA/ASSUNTO:
DATA DA ENTREVISTA:
Grande Reportagem de Multimídia
Mulheres fotógrafas e fotojornalistas
24/11/2020
FONTE Eneida Serrano - Fotojornalista ENFOQUE/ANGULAÇÃO Saber porque mulheres são minoria no mercado de trabalho da fotografia e fotojornalismo. Analisar porque ainda existe preconceito e desigualdade nessa área. PERGUNTAS 1 - Quando você começou no fotojornalismo qual foi sua maior dificuldade? Você sentia preconceito
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ou rejeição por ser mulher? 2 - Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito ou assédio por ser mulher? 3 - Na sua visão, hoje em dia, o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina? 4 – Qual a maior diferença entre a Eneida que começou no Fotojornalismo e a Eneida de hoje? O que mais mudou no fotojornalismo de lá pra cá? 5 - Para você por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? 6 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? 7 - Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo? 8 - A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 11% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? 9 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista? 10 – Na sua carreira qual foi o trabalho que você mais gostou de fazer, ou que teve um sentimento especial? 11 – Por que você escolheu o Fotojornalismo? E quando decidiu que essa seria sua profissão?
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10.2 Diário de Campo Bom, eu já vinha com o tema fotojornalismo na cabeça há um tempo, na verdade, desde o 6° semestre quando mostrei uma foto minha que tinha saído no jornal do metrô News para a professora Flavia Delgado e ela me perguntou se eu já havia escolhido meu tema para o TCC, eu disse "não professora" e ela falou: "Porque você não faz sobre fotojornalismo". E foi aí que a sementinha foi plantada na minha cabeça. Eu como sou apaixonada por foto e acho o fotojornalismo incrível, abracei a ideia, você levar informação para o mundo através de uma imagem é incrível. Então escolhi o fotojornalismo como tema e o primeiro título foi "As mulheres no fotojornalismo", aí você me pergunta o porquê desse título e eu respondo, porque eu parei para pensar e percebi que não tinha muitas mulheres no fotojornalismo, então eu iria pesquisar sobre esse tema para saber o porquê disso. Pesquisas começadas, orientações acontecendo, meu trabalho pegando fogo (muita coisa para fazer) mas eu estava lá na correria. Consegui fontes importantes e percebi que a desigualdade no mercado de trabalho do fotojornalismo nos dias de hoje ainda é grande e o nome do trabalho mudou para: "A desigualdade no mercado de trabalho do fotojornalismo". Enquanto fazia meu trabalho (sem ser o da faculdade), também ia lendo matérias sobre fotojornalistas, conversando com algumas delas, conseguindo mais informações. Descobri uma plataforma chamada Women Photograph que foi criada pela documentarista Daniella Zalcman para divulgar o trabalho fotográfico de mulheres que antes não eram vistas pelos editores. Mandei um e-mail para Daniella e até pensei que não teria mais resposta, mas depois de um bom tempo ela me respondeu pedindo desculpa pela demora e explicou que estava em uma missão no Ártico e que estava há dois meses fora de casa. Pesquisei sobre o tema, quais foram as primeiras mulheres no fotojornalismo, as histórias, as dificuldades, os pensamentos até chegar nas mulheres de hoje e descobrir quais as dificuldades e preconceitos que elas enfrentam hoje. Nesses últimos meses tive uma dificuldade maior para acompanhar as últimas orientações devido ao meu trabalho, como final de ano é o período mais corrido para minha empresa é mais complicado para conciliar estudo e trabalho. E também tive um problema de saúde, crise de enxaquecas toda semana, estou tomando um remédio todos os dias para controlar. A Neurologista falou até em passar um calmante para ansiedade e me afastar uns dias.
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Com esse tema eu vi o quanto o preconceito ainda é forte em algumas áreas e o quanto ele é encarado como "normal" pelas próprias vítimas, vi também o quanto a nossa sociedade ainda precisa crescer e se desenvolver, não só em relação ao preconceito contra mulher em determinada profissão, mas no geral. Desde a educação das crianças até o que nós passamos para os nosso idosos. Aprendi que temos que nos planejar e seguir nosso planejamento e sacrificar algumas coisas e que infelizmente não tem outro jeito. E o nome definitivo do trabalho é: "Uma luta diária: Mulheres no Fotojornalismo" e assim espero que nós mulheres vençamos mais essa batalha.
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10.3 Fotos autorais
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10.4 Prints do Web Site
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11. Anexos 11.1 Termo de autorização de imagem e som 11.1.1 Carla Carniel
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11.1.2 Mônica Alves
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11.1.3 Ale Cabral
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11.1.4 Naiara Pontes
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11.1.5 Eneida Serrano
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11.2 Banco de imagens
Foto tirada por Carla Régia Napolitano.
Foto tirada por Ailbhe Flynn. Retirada do banco de fotos da Unsplash.
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Foto retirada do acervo IMS (Instituto Moreira Sales).
Feira livre - 1940 - São Paulo. Foto tirada por Hildegard Rosenthal. Retirada do acervo IMS (Instituto Moreira Sales).
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Ponto de Encontro - 1940 - São Paulo. Foto tirada por Hildegard Rosenthal. Retirada do acervo IMS (Instituto Moreira Sales).
Praça da Sé - 1940 - São Paulo. Foto tirada por Hildegard Rosenthal. Retirada do acervo IMS (Instituto Moreira Sales).
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Estacionamento na ladeira da praça Ramos de Azevedo - 1940 - São Paulo. Foto tirada por Hildegard Rosenthal. Retirada do acervo IMS (Instituto Moreira Sales).
Foto tirada por Gerda Taro.
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Foto de Robert Capa.
Foto de Gerda Taro e Robert Capa.
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Refugiados de Málaga em Almería, Espanha, 1937. Foto tirada por Gerda Taro. Retirada do acervo ICP (Internacional Center of Photography).
Soldados republicanos, La Granjuela, frente de Córdoba, Espanha, 1937. Foto tirada por Gerda Taro. Retirada do acervo ICP (Internacional Center of Photography).
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Crianças em meio a escombros de edifícios bombardeados, La Granjuela, frente de Córdoba, Espanha, 1937. Foto tirada por Gerda Taro. Retirada do acervo ICP (Internacional Center of Photography).
Dois soldados republicanos com um soldado em uma maca, Navacerrada Pass, frente de Segóvia, Espanha, 1937. Foto tirada por Gerda Taro. Retirada do acervo ICP (Internacional Center of Photography).
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Fuzileiros navais tocando instrumentos musicais a bordo do Navio de Guerra Jaime I, Almería, Espanha, 1937. Foto tirada por Gerda Taro. Retirada do acervo ICP (Internacional Center of Photography).
Foto tirada por Paul Schuster Taylor.
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Foto de Dorothea Lange.
Mãe migrante, 1936. Foto tirada por Dorothea Lange.
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Contra a parede, 1934. Foto tirada por Dorothea Lange.
Crianças de Oklahoma, refugiados da seca em campo migratório, 1936. Foto tirada por Dorothea Lange.
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Loja de Country, 1939. Foto tirada por Dorothea Lange.
Agricultores que compraram máquinas cooperativamente, 1939. Foto tirada por Dorothea Lange.
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Foto retirada do banco de fotos do site Wix.
Foto de Daniela Zalcman retirada da plataforma Women Photograph.
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Retirado da plataforma Women Photograph.
Retirado da plataforma Women Photograph.
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Retirado da plataforma Women Photograph e adaptado por Paula Lira.
Retirado da plataforma Women Photograph e adaptado por Paula Lira.
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Foto tirada por Eliana Aponte (Havana - Cuba). Retirada do banco da Women Photograph.
Foto tirada por Jessica Suarez (Pilcopata - Peru). Retirada do banco da Women Photograph.
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Foto tirada por Juanita Escobar (Colômbia). Retirada do banco da Women Photograph.
Foto tirada por Koral Carballo (Cidade do México). Retirada do banco da Women Photograph.
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Foto tirada por Michelle Gachet (Quito - Equador). Retirada do banco da Women Photograph.
Foto tirada por Gabriela Portilho (São Paulo). Retirada do banco da Women Photograph.
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Foto de Carla Carniel. Retirada do acervo pessoal.
Foto tirada por Carla Carniel. Retirada do acervo de Carla Carniel.
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Foto tirada por Carla Carniel. Retirada do acervo de Carla Carniel.
Foto tirada por Carla Carniel. Retirada do acervo de Carla Carniel.
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Foto tirada por Carla Carniel. Retirada do acervo de Carla Carniel.
Foto tirada por Luis Blanco. Retirada do acervo pessoal de Monica Alves.
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Protesto - Estudante é reprimido durante protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo na cidade de São Paulo em 2011. Foto tirada por Monica Alves. Retirada do acervo de Monica Alves.
Ocupação Av. Ipiranga 2010 - São Paulo. Foto tirada por Monica Alves. Retirada do acervo de Monica Alves.
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Abandono - Reintegração de posse na favela Vila Nilo. Foto tirada por Monica Alves. Retirada do acervo de Monica Alves.
Manifestação no centro de São Paulo. Foto tirada por Monica Alves. Retirada do acervo de Monica Alves.
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Retirada do acervo pessoal de Ale Cabral.
Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
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Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
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Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
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Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
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Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
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Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
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Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
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Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
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Foto tirada por Ale Cabral. Retirada do acervo de Ale Cabral.
Retirada do acervo pessoal de Naiara Pontes.
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Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
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Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
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Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
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Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
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Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
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Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
Foto tirada por Naiara Pontes. Retirada do acervo de Naiara Pontes.
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Foto retirada do acervo pessoal de Eneida Serrano.
Foto retirada do acervo pessoal de Eneida Serrano.
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Uma trabalhadora brasileira. Foto tirada por Eneida Serrano. Retirada do acervo de Eneida Serrano.
Uma trabalhadora brasileira. Foto tirada por Eneida Serrano. Retirada do acervo de Eneida Serrano.
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Em obras. Foto tirada por Eneida Serrano. Retirada do acervo de Eneida Serrano.
Autorretrato na praia. Foto tirada por Eneida Serrano. Retirada do acervo de Eneida Serrano.
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O caminho. Foto tirada por Eneida Serrano. Retirada do acervo de Eneida Serrano.
O caminho. Foto tirada por Eneida Serrano. Retirada do acervo de Eneida Serrano.
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Mandioca no rio. Foto tirada por Eneida Serrano. Retirada do acervo de Eneida Serrano.
Retirada do acervo pessoal de Sergio Branco.
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Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
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Foto tirada por Alison Baskerville. Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
Foto tirada por Andreja Restek. Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
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Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
Foto tirada por Annabelle Van den Berghe. Retirada da exposição In prima linea Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
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Foto tirada por Camile Lepage. Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
Foto tirada por Maysun. Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
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Foto tirada por Virginie Nguyen. Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
Foto tirada por Capucine Granier. Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
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Foto tirada por Andreja Restek. Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
Foto tirada por Laurece Geai. Retirada da exposição In prima linea - Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
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Foto tirada por Diana Zeyneb Alhindawi. Retirada da exposição In prima linea Donne fotorepórter in luoghi di guerra.
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11.3 Transcrição de áudio
11.3.1 Naiara Pontes Tinha muitas pautas dessas que a gente fica esperando em um espaço e depois eles liberam e a gente tem que ir literalmente correndo para esses lugares reservados para os fotógrafos né. E em um desses eventos, eu não consegui me posicionar muito bem e eu sou bem baixinha né e aí, tipo, a gente sempre tenta ali na camaradagem "pô deixa eu ficar na sua frente" porque como eu sou pequenininha fico em baixo da câmera do cara, não atrapalha ninguém e tal, e aí em um desses eventos assim, eu falei para o cara: "pô cara deixa eu ficar ai na sua frente porque eu não vou te atrapalhar e aí eu consigo fazer fotos também e tal". Aí ele falou "já que você é pequenininha, pode entrar por baixo das minhas pernas aí você consegue fazer as suas fotos do mesmo jeito", assim em um tom bem de chacota, bem de zuação assim sabe, todo mundo riu ao redor, eu fiquei bem constrangida, bem, todo mundo, como eu falei, a maioria eram homens né, então é uma coisa que aconteceu e sempre tem essa coisa meio de "brincadeira" sabe que você fica meio constrangido mas eu percebo que entre eles, eles não se tratam assim, porque tem que ter muito respeito entre os homens porque né, dão licença, e tal e comigo eu sentia, e com outras mulheres também, que eu já ouvi relatos sempre um motivo meio de chacota de brincadeira, aí se você apela "oh mas tá nervosinha, não fica nervosa, ih ta de tpm" esse tipo de coisa sabe, então foi mais ou menos isso que aconteceu, eu sai de perto, fui para outro lugar, consegui outro posto, outro local, não muito bom mas não tinha condição de ficar ali perto daqueles caras, mas assim, é um lugar bem hostil de trabalhar sabe para mulheres, mas a gente resisti e a gente não vai desistir disso nunca.
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11.4 Transcrições das entrevistas 11.4.1 Carla Carniel
1 - Quando você começou no fotojornalismo, qual foi a sua maior dificuldade? Você sentia preconceito ou rejeição por ser mulher? Inicialmente, a dificuldade foi a própria inserção no mercado, entender o funcionamento dele, independente de gênero. Comecei como freelancer de agências intermediárias, que enviam o material a agências maiores, e pagam apenas por foto vendida, então o desafio maior era conseguir um destaque no mercado para poder viver do fotojornalismo. De forma direta e declarada, não houve preconceito. Mas claro que de forma sutil, ele existia. Quando trabalhava para uma dessas agências, mais de uma vez fui preterida por profissionais homens em pautas que já haviam sido acertadas previamente comigo. Eles tinham privilégios como sempre ter a preferência para escolher o que fariam e quando fariam, por exemplo. E isso valia para profissionais que estavam lá há menos tempo que eu, inclusive. Ou seja, não era apenas por uma questão de hierarquia interna. Na época eu nem tinha tanta noção quanto hoje, olhando para trás e entendendo que a relação entre "os caras, os amigos" era fundamentada principalmente na questão de gênero. 2 - Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito ou assedio por ser mulher? Além do citado acima, como fotojornalista eu já encarei atos assim que eram reflexo da sociedade machista, como colegas que acham que estão sendo simpáticos, mas na verdade estão me diminuindo como profissional ao me tratarem de forma diferente, como se eu não não fosse capaz de fazer o mesmo trabalho. Já discuti em grupo online com colegas que ofendiam pelas costas outra fotojornalista de forma pessoal e cruel, e a resposta que ouvi foi: "Desculpa, não sabia que havia mulher neste grupo". Saí do grupo na certeza de que o pensamento ainda era o mesmo entre eles, e devem ter falado pior de mim também. Fora isso, em mais de uma ocasião em lojas ou assistências técnicas, fui atendida de forma quase infantil, como se não fosse profissional ou se não conhecesse sobre o que estou falando. 3 - Na sua visão hoje em dia o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina?
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Ainda sim, mas sinto que isso vem mudando principalmente de uns dois anos pra cá, não tanto em número ainda, mas em visibilidade. Algo que reparo desde que entrei na área é que a quantidade de homens atuando é obviamente bem maior, mas a proporção de qualidade, não. Todas as mulheres que conheço na área tem um nível alto de excelência, e são uma inspiração diária, enquanto entre os homens é muito mais fácil permanecer no mercado mesmo com padrões baixos de qualidade. O entendimento que fica é que as mulheres só sobrevivem no fotojornalismo se forem realmente competentes, sem brechas para quem precisa se desenvolver, enquanto o mercado abre muito mais precedentes para os homens. 4 - Para você por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? O fotojornalismo é um trabalho cansativo física e muitas vezes emocionalmente. Os equipamentos são pesados, passamos horas em pé, horas andando, em situações de risco. E ainda enxergam as mulheres como frágeis e incapazes de encarar jornadas extensas e pesadas. Na história ainda há pouquíssimas referências de mulheres fotojornalistas. Uma vez que vamos mudando este cenário, acredito que o próprio mercado e os editores passem a reconhecer que as mulheres também são capazes, também têm um olhar relevante, e não porque é um olhar feminino, mas sim porque é o olhar de uma profissional capacitada para sua função. 5 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? Acredito que conseguiremos, sim. Olhando para a sociedade como um todo e os pequenos avanços que conquistamos, enxergo essa igualdade como um futuro. Porém, não basta apenas equiparar homens e mulheres se não houver também um recorte de classe, raça, gênero, identidades sexuais, enfim, uma forma de que as minorias sejam representadas no mercado. Se esse movimento não for interseccional, vamos apenas criar mais um nicho excludente. 6 - Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo?
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As referências estão aumentando, mas num contexto global, ainda são os homens os grandes fotojornalistas da história. Numa sociedade que vem evoluindo para padrões menos machistas, em que as redes sociais facilitam a visibilidade dos trabalhos, as nossas chances estão aumentando, e é incrível ver e conhecer trabalhos tão diversos. No último ano, tive contato com três grandes empresas de jornalismo, e ouvi dos próprios editores (dois homens e uma mulher) que estão em busca de diversidade para suas equipes, principalmente de mulheres e pessoas negras. Isso abre as portas para quem antes não teria essa oportunidade, e faz com que jovens parte das minorias se enxerguem no futuro ocupando essas posições, sabendo que é possível. 7 - A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 14% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? Em 2018, uma pesquisa da Women Photograph apontou que 15% dos fotojornalistas no mundo eram mulheres. Então me parece que esse número de certa forma bate com o mercado mundial como um todo. Ainda é muito pouco, é claro, mas acredito que com a mudança de postura que vem ocorrendo nas chefias, devemos ter um número maior nos próximos anos, não somente na Arfoc, mas nas redações, agências e principalmente nos cargos de tomada de decisão. 8 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista? Eu mesma ainda me considero começando. Trabalho na área há pouco mais de seis anos apenas, e cada pauta acaba sendo um aprendizado imenso. Pensando no que eu mesma me falo, no que gostaria de ter ouvido quando dei meus primeiros passos é: confiar no próprio trabalho, procurar novas referências, conhecer o trabalho de outras mulheres, porque só assim a gente percebe que é possível, que existe espaço, que podemos chegar onde qualquer homem chega. E não ter medo de se posicionar, de dizer o que é ou não aceitável, de cobrar respeito como mulher e profissional. 9 – Na sua carreira qual foi o trabalho que você mais gostou de fazer, ou que teve um sentimento especial? É difícil escolher um trabalho, uma vez que as pautas são tão variadas. Essa é para mim a grande magia do fotojornalismo, a possibilidade estar em lugares e situações tão
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diversas. Cobrir eventos esportivos e shows de quem admiro, por exemplo, faz eu me sentir muito privilegiada. Mas o que me completa como fotojornalista são dois pontos que podem parecer antagônicos: as pequenas pautas, que impactam na vida de poucas pessoas, como a recuperação de um parque ocasionada por uma reportagem, e a chance de não somente assistir, mas registrar grandes eventos históricos, sejam sociais, políticos, esportivos etc. Ver a história acontecer e ser parte de quem conta o que e como aconteceu é mais que uma honra, é um exercício diário de responsabilidade e humildade. 10 – Por que você escolheu o Fotojornalismo? E quando decidiu que essa seria sua profissão? Me formei em Jornalismo em 2007, e atuei em redação, em comunicação interna e em assessoria de imprensa, sempre redigindo textos. Como um passatempo, fiz um curso bem básico de fotografia, no qual não aprendi muita coisa, mas serviu para me deixar com vontade de explorar mais a área. Em 2012, me inscrevi para um curso de formação de dois anos, e nesse período percebi que a fotografia mexia comigo muito mais do que apenas um hobbie. Inicialmente, estava aberta a trabalhar em qualquer área da fotografia, porém não pude fugir de todas as possibilidades do fotojornalismo, a dinâmica, a adrenalina, a pressão, tudo isso somado à minha formação prévia e ao que meus professores falavam sobre o meu perfil. O caminho, embora não tenha sido um pensamento ou sonho meu durante a maior parte da minha vida, acabou sendo natural.
11.4.2 Ale Cabral 1 – Quando você começou no fotojornalismo qual foi sua maior dificuldade? Você sentia preconceito ou rejeição por ser mulher? Se eu senti alguma dificuldade no começo, senti sim claro né. Dificuldade de qualquer começo de você pegar os macetes assim, de malandragem de como fazer as coisas mais rápido. Tava bem no começo da internet móvel então tinha modem pra espetar no computador enfim era ruim a conexão, às vezes eu nem saia com computador e não dava conta de mandar as fotos assim que eu fizesse elas sabe, ai o pessoal da agencia foi entrando em contato, foi me explicando e tal e também existe uma dificuldade de ser mais objetivo na pauta assim de ir mais direto ao assunto mas isso se dá também por não ter experiência. Então essas coisas vem todas juntas assim com o tempo. Logo no começo eu não senti dificuldade por ser mulher não.
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Você sente assim algumas pautas que tem outros fotógrafos, você percebe que as pessoas estão te notando, mas não é bem pelo fato de ser mulher, mas talvez por ser uma pessoa nova que ta aparecendo entendeu, e é isso. Entre as dificuldades, usar os equipamentos a seu favor, ter o equipamento mais adequado, a gente começa sempre com o equipamento mais de entrada mais iniciante que não tem tanto recurso né, mas ai a gente vai aprendendo mais com o tempo mesmo. 2 – Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito ou assedio por ser mulher? Olha como eu fui muito rápido do fotojornalismo de rua de pautas tipo do cotidiano, política da cidade essas pautas assim eu fiquei 1 ano ou 2 fazendo isso e fui logo para o futebol, então quando eu comecei a fazer futebol, na verdade não só quando eu comecei, mas sempre né tem muito torcedor que fica gritando, aquele pessoal que fica mais próximo do campo assim, eu ate me acostumei a usar fone de ouvido e a escutar o jogo pelo rádio, porque daí a gente fica mais concentrado no jogo mesmo e não escuta essa ofensas entendeu mas eles gingam assim todo mundo que ta em campo, principalmente quando o time perde. O preconceito por ser mulher ele assim existe claro né, mas nunca ninguém vai te falar verbalmente né sai daqui ou não quero que você entre porque você é mulher. Você só percebe isso, as vezes em questionamentos maiores, as vezes numa entrada de um lugar onde estão pedindo credencial o pessoal desconfia um pouco mais, é uma coisa que você sente, não é assim alguém que vai te falar diretamente e acho que é mais isso sabe tipo segurança na entrada dos clubes, dos treinos eles pedem as credenciais para ficar olhando pra ver se você é mesmo aquela pessoa que você ta falando que você é eu sei que isso é porque eu sou mulher entendeu e é horrível, mas com o tempo você acaba ate conhecendo essas pessoas porque você vai sempre no mesmo lugar fazer treino, fazer jogo e ai você acaba conhecendo as pessoas e eles sabem depois de um tempo que você esta indo lá trabalhar, então as pessoa se acostumam e é isso. Com o tempo você consegue também o respeito dos colegas, né que eu acho que assim a desconfiança
vem também por você ser uma pessoa nova
que ta
aparecendo ali, as vezes tem muita gente que aparece some não continua fazendo né futebol ou esporte e eu continuei fazendo e sempre fui evoluindo assim ao meu ver meu trabalho sempre melhorou bastante ao longo dos anos então com certeza eu sinto que hoje em dia eu tenho mais respeito dos colegas por causa da qualidade do trabalho mesmo, não sei se é só por eu ser mulher ou não entendeu.
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3 – Na sua visão hoje em dia o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina? 4 – Para você por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? Eu acho que ainda é uma profissão mais vista como masculina sim e provavelmente muitos editores tem ainda um certo preconceito de contratar mulher, mas tem mulheres muito competentes na área e que estão fazendo isso faz tempo, então cada vez mais ta surgindo né e cada vez mais os editores estão contratando mais mulheres né, apesar que não é exatamente contrato né porque hoje em dia você quase não é mais contratado com carteira assinada é muito mais na base do freela mesmo, com pj, você é uma pessoa jurídica, você abre um empresa, uma microempresa MEI e o jornal te paga desse jeito. Realmente os jornais enxugaram muito a redação, as equipes de fotógrafos diminuíram muito, na folha acho que são 2 fotógrafos contratados fixos o resto é todo mundo PJ (Pessoa Jurídica) Freela. E essa está sendo a pratica nos jornais pelo Brasil a fora e até no mundo também. Eu acho que é uma questão, que tem mais homem do que mulher querendo e se propondo né procurando mais esse trabalho, então com certeza vão contratar mais home do que mulher que é a oferta, tem muito mais homem no mercado procurando esse tipo de trabalho do que mulher, mas esta aumentado bastante e eu espero com todas as minhas forças que isso seja mais equalizado em um futuro próximo.
5 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? Acho que o áudio anterior (resposta 4) já responde essa pergunta também. É tudo uma questão de proporção né os homens ganham mais prêmios porque existem mais homens na área. Mas eu espero que no futuro a gente vai conseguir uma igualdade.
6 - Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo? Eu vejo com bons olhos né, tem bastante mulher na área do fotojornalismo, mulheres extremamente competentes, sem frescura ta evoluindo bem isso, eu sei que por exemplo a agencia internacional Roiters teve procurando por mulheres assim especificamente para contratar mulheres no final de 2018 e 2019 e conheço a algumas que entraram nessa agencia
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que é uma das mais reconhecidas do mundo, tem só os melhores fotógrafos do mundo em cada área. Então as coisas estão melhorando sim, as portas estão se abrindo.
7 - A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 14% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? A diferença é tão grande no número de associados e associadas porque eu acho que poucas mulheres acabam se interessando por essa área do jornalismo assim, não da pra colocar a culpa só no preconceito né a gente enfim para ter êxito nessa profissão tem que ser corajosa, tem que ser sem firula, sem frescura por que assim você vai ter que correr, você vai ter que estar de tênis, não da pra querer se produzir assim, até da mais você pode estar super bem vestida e não precisa estar de salto. Mas você pode ter que correr, vai passar frio, vai passar calor, você as vezes vai passar horas sem comer, você vai ter que ficar esperando muito tempo, as vezes você não consegue ir no banheiro. É uma profissão assim que exige esse tipo de força física e mental também para suportar, tem empurra, empurra você constantemente esta lutando por espaço, por melhores posicionamentos para conseguir a melhor foto, então assim não é igual chegar no seu escritório e sentar na sua mesa. Tudo isso é uma batalha diária, fotojornalismo é você as vezes ta cruzando a cidade o dia inteiro, quando eu fiz umas pautas para o jornal agora que é da folha eu cruzava a cidade inteira, na época o jornal tinha motorista agora acho que eles usam mais uber, mas enfim você vai do Tucuruvi, você vai pro Grajaú no mesmo dia, depois São Bernardo depois Centro, e você fez 3 ou 4 pautas e meu essa é a rotina assim.Então a pessoa tem que estar afim tem que gostar disso. Acho que o que atrai muita gente para o fotojornalismo é exatamente essa diversidade as vezes você vai cobrir uma pauta e não sabe direito o que esperar, as vezes sabe. As vezes você só fica sabendo o que você vai fazer no dia anterior, ou ao longo do dia as coisas acontecem e você tem que sair correndo então é bem dinâmico assim, não tem muita rotina, então o tipo de pessoa que procura esse trabalho tem que gostar dessa falta de rotina mesmo, tem que estar sempre disposto, sempre disponível, não tem hora pra um incêndio, para uma tragédia, a barragem de Brumadinho por exemplo, o óleo que espirrou na praia esse tipo de coisa não tem hora pra acontecer, do mesmo jeito que tem coisa que tem como inaugurações, coisa de político geralmente tem hora mas eles atrasam também ai você vai ter que ficar esperando é complicado essa parte então a pessoa que vai entrar na profissão em que ter esse perfil de gostar desse tipo de coisa. Os desafios são bem esses, além de tudo conseguir raciocinar e pensar e fazer uma boa foto no meio de todas essas adversidades e editar ela, salvar, legendar,
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colocar nomes nos personagens e mandar praticamente em tempo real Os veículos pedem cada vez mais isso hoje em dia. No inicio acho que menos mulheres e mais homens eram dispostos a isso e pela nossa educação mesmo que é muito machista né, mulheres são criadas para serem mais protegidas sabe, e acabam se tornando pessoas inseguras e não tem o ímpeto de repente de ir atrás de uma coisa que ela realmente gostaria de fazer e não fazer uma coisa que é o que as pessoas esperam delas, então tem que quebrar essas barreiras ai, eu graças a Deus recebi uma educação assim que me deixou bem mais livre, com muita aceitação do que quer que fosse que eu quisesse fazer, então sou muito privilegiada, muito grata por isso. Então o machismo vem da nossa educação mesmo né desde criancinha que menino faz isso, e menina faz aquilo, isso não pode aquilo não pode, tem que ser assim, tem que se assado e recatada e as vezes independente da sua família te criar de um jeito, você sai e você entra na sociedade, ta na escola tem colegas que tem todo tipo de educação, você vai sendo moldado pelo seu ambiente né. Você ser de São Paulo as vezes é diferente de você ser de uma cidade do interior de algum outro estado do norte, nordeste ou do Sul ate e então isso também faz diferença, você poder viajar conhecer outras culturas ter esse de interesse dentro da sua casa também é uma coisa que abre bastante a cabeça. Isso que faz a diferença mesmo das mulheres procurarem esse tipo de profissão onde você está bem mais exposta a todo tipo de adversidade que na nossa cultura é o homem que tem que enfrentar essas coisa e não tanto a mulher, mas eu vejo que isso esta mudando graças a deus, já demorou né e espero que isso continue evoluindo.
8 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista? Vai fundo, o melhor de tudo é sempre você tentar esta mais informada possível, do que esta acontecendo no dia, na sociedade, na sua região, no pais, no mundo, acho que cultura e leitura é muito importante na formação da gente porque o fotojornalista, o fotografo no geral sempre faz a foto com a sua cabeça muito mais que com o seu equipamento né, então é com teu olhar, com a sua critica, com a sua opinião, isso acaba saindo no teu trabalho, ao longo do tempo você vai desenvolver seu estilo, você vai ver o que você gosta mais o que você não gosta, como você gosta de se informar sobre as coisas, como você gosta de aproximar o assunto, você vai desenvolvendo essa confiança ao longo do tempo e se conhecendo como profissional, se respeitar e respeitar os outros, os outros colegas que estão na pauta, todas as pessoas que estão envolvidas e acho que uma das coisas mais importantes é esta informado
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sobre equipamento, conversar com os colegas, chegar em conhecer as pessoas. Ter sempre educação, paciência, aprender uma outra língua e esta sempre em informado.
11.4.3 Monica Alves 1 – Quando você começou no fotojornalismo qual foi sua maior dificuldade? Você sentia preconceito ou rejeição por ser mulher? Para quem cobre Hard News, primeiro que percebemos é que temos que provar o nosso valor duas vezes: foto de qualidade e força física. 2 – Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito, ou assédio por ser mulher? Diretamente comigo, nem tanto, mas vi acontecer com colegas. 3 – Na sua visão hoje em dia o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina? Muito ainda a veem como masculina, a começar por editores. 4 – Para você por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? Acham homem mais resistente, que consegue fazer qualquer pauta, etc. E veem mulher como mais fraca.
5 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? Acredito que sim, muitas mudanças estão acontecendo. 6 – Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo? Hoje a quantidade de mulheres na ativa, com trabalhos relevantes é maior.
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7- A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 11.03% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? Dificuldade de entrar no mercado de trabalho pelas razões antes comentadas.
8 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista? Pé no chão, não tem nada de glamurosa essa profissão, tem que ser objetivo e persistente e estar de certa forma preparado para tudo.
9 - Na sua carreira qual foi o trabalho que você mais gostou de fazer? Acompanhar movimentos sociais, em vários momentos, inclusive os de confronto, é isso que eu gosto de cobrir, contar história de quem não espaço para se expressar.
10- Os editores ainda fecham as portas para mulheres? Sim eu acho que eles ainda fecham as portas, tipo é muito mais difícil ser contratado, tanto que são poucas mulheres trabalhando contratadas em redações. Como no meu caso como você se sustenta e sustenta seus filhos com os caras de agência e portal, os caras de agência fazendo pacote pra você ganhar 7 reais numa foto que dizer é irrisório sabe é ridículo, ainda mais para quem cobre Hard News que você arrisca sua integridade física, arrisca seu equipamento, o cara que esta trabalhando contratado pra um jornal ele tem um respaldo jurídico se acontecer alguma coisa que quando você é freela você também pode ter através da ARFOC, mas é você que tem que pagar o seguro do seu equipamento, então é bastante complicado isso. Complemento de respostas: Eu acho sim que essa questões de um modo geral elas se resume a um preconceito no seguinte sentido pra quem trabalha e faz o cotidiano na rua, que você não sabe o que você vai encontrar, você vai encontrar qualquer coisa e eu acho que assim se você tem que entrar em um lugar que seja perigoso é muito mais perigoso para uma mulher do que para um homem. E eu via quando eu comecei o pessoal literalmente te escurraçando, te empurrando pro lado e você tem que se impor então é nesse sentido que vem a força física, força mental, não apenas uma foto boa. Porque é difícil eles te aceitarem no grupo, na turma e hoje eu tenho muitos amigos. Mas no começo é um ou outro que está disposto a te ajudar , a maioria nem olha na tua cara porque já tem a panelinha deles entende é isso que acontece e quando você chega
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você é literalmente jogada longe, empurrado, pisoteado, não que isso não aconteça com os homens, mas com as mulheres é muito pior. Então se você não se mostrar forte em todos os aspectos além da sua foto ser boa, ou seja pro cara basta a foto ser boa, para a mulher não, é selado o masculino porque no mercado ele só te aceita a partir do momento que ele te vê como um igual, então pra você ser um igual é meio que você ser um deles assim sabe, que os caras vejam que na situação de perigo você tem coragem, que você é forte, que você também resolve eu senti muito isso assim pelo menos comigo. Então eu acho ate que mulheres tentam entrar mas é difícil, é você tem muitas situações como acontecem comigo por exemplo é muito mais difícil pra você conseguir uma contratação fixa em um jornal e ao mesmo tempo quem trabalha como freela com agência como eu trabalhava é muito difícil você conseguir pagar suas contas, então você tem de repente muitos casos assim de mãe solteira coisas que você não vê tanto no lado masculino e você não consegue resolver tudo tipo só trabalhando freela para agencia que você não tem domingo, não tem feriado, então há uma diferença também na rotina do dia de um homem e de uma mulher para quem não esta trabalhando contratado então isso também trás mais dificuldade para as mulheres se manterem trabalhando freelas, acho que quem se mantém é quem cobre futebol alguma coisa do tipo. Então são contadas nos dedos assim né, então tem outras questões que entram que são do cotidiano talvez da mulher e não necessariamente do homem. E que ai é sempre mais difícil para quem está freela, mas ai as vezes para mulher é mais difícil ainda, se ela não tiver um trabalho fixo, se ela realmente só trabalhar freela para agencia e tudo mais. Então eu acho que todas essas questões elas tem haver com o numero de mulheres que você tem de repórteres fotográficas que você tem realmente na ativa no mercado fazendo Hard News. E realmente você percebe que é uma questão de ganhar o espaço mesmo, como foi acontecendo em outras profissões, ate que os caras tem que engolir sabe, que tem mulher que faz as coisas de igual pra igual e que aguenta o tranco e que faz a foto boa sabe, é um processo. 11.4.4 Sergio Branco
1 - Na sua carreira como editor você já presenciou algum tipo de preconceito ou abuso contra mulheres fotojornalistas? Comecei no jornalismo em 1980, aos 19 anos, no Jornal de Hoje, em Campinas (SP), quando havia pouquíssimas mulheres nas redações. Passei ainda pelor jornais Correio Popular e Diário do Povo, na mesma cidade, e nesse período simplemente nunca trabalhei com uma fotojornalista. Simplesmente não havia, só jornalistas mulheres e poucas. Só passei a trabalhar
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com mulheres fotojornalistas quando fui contratado como repórter da Folha de S. Paulo, no final de 1984. E o mais interessante que na minha primeira matéria importante na Folha aqui em Sampa, uma entrevista com o piloto Ayrton Senna, eu fui com uma repórter fotográfica, Avani Stein (então casada com o jornalista Caco Barcellos), dona de uma personalidade muito marcante e profissional muito criativa (tanto que bandeou para a arte e deixou o fotojornalismo, veja em https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22006/avani-stein). Nessa época, também fiz saída com a Renata Falzoni, ela mesmo, que muito antes de se tornar uma especialista em bicicletas. Duas mulheres de muita personalidade, prontas para enfrentar algumas piadinhas dos homens, o máximo que ocorria naquela época. Nunca presenciei assédio, abuso ou preconceito. Um pouco depois também trabalhei com a Marcia Zoet e Ana Carolina Fernandes, duas ótimas fotógrafas. Só me lembro delas nos 5 anos que passei como repórter da Folha. O que também me recordo é que elas sofriam para levar o equipamento pesado de antigamente. Lembro que uma vez me ofereci para ajudar a Renata levando a bolsa. Mas ela não gostou muito. Falou, rindo com ironia, que se não conseguisse carregar o equipamento, seria melhor mudar de profissão. Então, a partir daí, fiquei na minha. A Folha, aliás, teve um editora de fotografia nessa período, a Lenora de Barros (filha do fotógrafo modernista Geraldo de Barros). Creio que foi um dos primeiros jornalões a dar esse cargo para uma mulher. Cabe um pesquisa. Lembro também que a Mônica Maia foi a chefe da fotografia da Agência Estado durante anos. São duas mulheres que talvez valha a pena vc entrevistar. Depois que saí da folha, em 1989, fui para o meio revista e só tive contato com fotógrafas freelancers. Mas não me lembro de nada relevante nesse período. O mercado de fotojornalismo até o final de 2000 ainda era bastante restrito para as mulheres.
2 - Com seus anos de experiência gostaria de saber como acontece o processo de seleção de fotógrafos nas agências e como acontece a distribuição de pautas, você acha que há uma predileção na distribuição de pautas? Não tenho como responder isso, pois nunca trabalhei em agências. Desde que saí da Folha só trabalhei em revistas, com uma passagem rápida pelo jornal DCI/Shopping News em 1993/94. Lá trabalhei com a Margareth (não lembro o sobrenome), que era subeditora de fotografia. Também de personalidade forte, distribuía broncas nos fotógrafos, que morriam de medo dela... hehehe.
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3 - Em entrevista com algumas fotojornalistas obtive a seguinte resposta: Os editores muitas vezes contratam homens por já terem uma “panelinha” e ser mais fácil do que contratar um profissional que eles ainda não conhecem o trabalho, ainda mais se for uma mulher. Você concorda com isso? Concordo. Acho que o meio do fotojornalismo é ainda bem machista, apesar de ter melhorado muito nos últimos cinco anos. Eu edito já faz 11 anos um livro-coletânea que se chama O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro, além de ser diretor de redação da revista Fotografe há 19 anos. No livro há uma grande predonância dos homens, pois é o retrato do mercado. Mas sempre me esforcei para ter mais mulheres participantes e acho que a edição deste ano deve bater um recorde, com o maior número até hoje. Também na revista sempre abrimos espaços para falar de fotógrafas, de todos os segmentos, não só fotojornalismo. Ao longo desses anos, posso dizer que publicamos material de muitas mulheres e, vou dar uma notícia em primeira mão: a próxima edição da Fotografe, a de novembro (edição 290), será totalmente dedicada às mulheres que fotografam. O tema de capa é Olhar Feminino e todas as matérias serão com mulheres. Esse é um antigo projeto que tenho desde que tentei fazer com a Wania Corredo, criadora do grupo Fotógrafas Brasileiras, fazer concurso de fotografia só para mulheres. Mas na época, três anos atrás, não conseguimos patrocínio e o projeto ficou só no papel. A Wania, aliás, seria uma boa entrevistada também. Ela já ganhou Prêmio Esso de Fotografia e foi ameaçada por milicianos logo que esses bandidos começaram a ter poder nos subúrbios do Rio.
4 - Qual a proporção entre mulheres e homens fotógrafos você já contratou? Cada mulher contratada houve em média quantos homens? Eu só contratei uma fotógrafa diretamente, pois onde fui trabalhar já existiam equipes formadas e somente quando fui para a revista Fotografe é que pude montar minha equipe. Aí contratei a fotógrafa (também jornalista de texto) Livia Capeli. Ela trabalha comigo até hoje. Pela especificidade da revista, que é voltada para fotógrafos e fotógrafas, apenas uma fotógrafa é o que basta na equipe. Mas tive pelo menos oito estagiárias, cinco repórteres, duas subeditoras e duas editoras de arte nesses 19 anos. Na minha equipe, as mulheres dominam. Nunca tive estagiário homem, tive dois repórteres, um subeditor e dois editores de arte. Ah, também tive uma correspondente no Rio durante uns 10 anos, a Fabrizia Granatieri, fotógrafa e jornalista. Hoje ela só se dedica à fotografia.
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5 - A escassez de mulheres fotografas é o motivo para não se contratar tanto quanto homens? Como você vê a mulher no mercado de trabalho do fotojornalismo? Como conheço o mercado de fotografia como um todo, posso garantir a você que hoje as mulheres estão ganhando mais espaço que os homens em vários segmentos. O fotojornalismo é um caso à parte, pois é uma mercado que regrediu como um todo, para mulheres e homens. Tenho várias amigas fotojornalistas, como a citada Wania, a Bruna Prado, a Marcia Foletto, a Gabriela Biló, a Hélia Scheppa, a Mirian Fichtner, a Monica Zaratini, fora as dezenas que conheço por causa do livro O Melhor do Fotojornalismo, enfim, o que percebo é mais homens deixaram o fotojornalismo nos últimos anos do que mulheres. Não fiz nenhuma pesquisa, é uma percepção. Ou seja: o mercado encolheu mais para os homens do que para as mulheres. O que me parece é que as mulheres que ganharam espaço nas redações são mais valiosas profissionalmente do que os homens.
6 - Por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? Acho que ainda é a máxima do “sexo frágil”, uma baboseira num mundo cada vez mais feminino. Não há outra explicação.
7 - Na sua opinião por que no fotojornalismo o número de mulheres é bem menor do que o números de homens? Hoje eu acho que é muito maior do que há uma década atrás. E uma década atrás era maior que há 20 anos. O fato é que o fotojornalismo como conhecíamos mudou muito, o mercado diminuiu drasticamente e atualmente há uma nova exigência no perfil do fotojornalista, com uma formação acadêmica e cultural mais elevada. Acredito que isso favorecerá as fotógrafas daqui a algum tempo. Voltando na história do fotojornalismo, esse sempre foi um segmento de domínio masculino, pois exigia um certo grau de força, bravura, destemor e despreendimento que a sociedade machista da época não via como sendo possível para a atuação de uma mulher. No Brasil retrógado, pior ainda. Isso começou a mudar a partir dos anos 1970 e acho que se houve um grande avanço a partir dos anos 2000. O problema foi a retração no mercado de jornalismo impresso como um todo, o que afetou o fotojornalismo. Mas eu tenho a percepção que no futuro as mulheres ganharão muito espaço nessa área, como já ganharam no jornalismo em geral, por uma questão simples de competência e dedicação.
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11.4.5 Daniella Zalcman
1- Como surgiu a ideia de montar a plataforma? 2- Como tem sido a experiência de ajudar centenas de mulheres a divulgar os trabalhos para o mundo? 3- E desde a criação da plataforma, o que você acha que mudou para as fotojornalistas no mercado de trabalho? I grew frustrated after several conversations with photo editors who would say things like "I would hire more women if I knew where to find them" so I decided to build a database. That way, there would never be an excuse of editors not knowing where to look. In addition to the network of women and non-binary photographers we've built (we now have over 1,000 photographers in Women Photograph), it was also important to me to create programs to support the community, so we've established project grants, a mentorship program, and annual workshop, and also a team to collect data on hiring and publishing statistics in the industry. I do think that there's been a lot of change since Women Photograph was founded in 2017 — and I hope that we've contributed to that, but I think there's also been a larger growing consciousness within the photo industry about diversity and inclusion, and why it's so desperately important that we make sure our community of visual storytellers are as diverse as the communities we hope to document. We've pretended for a long time that journalists are impartial, unbiased observers — but that's just not true. We're all impacted and informed by our identities, and our lived experiences, and we bring that to how we see the world and how we report on the world. We can't hope to have a responsible news corps of journalists if we're not including the voices of women, of Black and Indigenous people, of LGBTQ+ people, of people from working class backgrounds. So I hope we'll continue to push back against the way that photojournalism has historically operated, and that we'll continue to get better as an industry.
11.4.6 Naiara Pontes
1 - Quando você começou no fotojornalismo qual foi sua maior dificuldade? Você sentia preconceito ou rejeição por ser mulher?
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A rotina não é fácil, não tem muito horário para acabar. Dificilmente havia mulheres fotografando nas pautas que eu cobria, e várias vezes me senti rejeitada.
2 - Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito ou assédio por ser mulher? Sim, várias vezes. Na profissão existe uma loucura que é literalmente sair correndo para garantir um bom lugar para fotografar, quando eu conseguia um bom lugar, inúmeras vezes chegavam homem e se instalavam na frente, sem nem pestanejar, e teve o caso do cara falar para eu entrar debaixo das pernas dele, que achei bem desrespeitoso.
3 - Na sua visão hoje em dia o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina? Com certeza. Quase todas as pautas que eu trabalhava eu era a única mulher. 4 – Qual a maior diferença entre a Naiara que começou no Fotojornalismo e a Naiara de hoje? O que mais mudou no fotojornalismo de lá pra cá? No começo eu era muito insegura, e achava que este tratamento desrespeitoso era o padrão. Mas depois comecei a perceber que os homens entre eles se tratam diferente, com muito mais respeito e cuidado. Daí percebi que sim, também era machismo aquilo que eu vivia.
5 - Para você por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? Primeiro porque se tem a falsa impressão da mulher frágil. O trabalho de fotojornalista é bem pesado fisicamente, carregar peso, correr para um lado e para outro, horas de trabalho muitas vezes sem hora para acabar. Acho que eles pensam que mulheres não darão conta do serviço,
ou
que
sempre
irão
priorizar
a
família
frente
o
trabalho.
6 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? Espero que sim, eu vejo que as coisas começam a mudar mas ainda há um longo caminho pela frente. Vejo amigas já sendo indicadas a prêmios e promoções na empresa q
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trabalham, mas as indicações ainda são majoritariamente masculinas, acho que isso se deve também porque eles ainda são maioria esmagadora neste mercado.
7 - Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo? As mulheres tem se organizado coletivamente e isso é a nossa força. Uma mulher sozinha acha que não consegue mudar muita coisa, mas quando encontramos outras com problemas semelhantes vemos que sim, é possível e isso é de uma potência enorme. O papel dos coletivos femininos como mamana fotocoletiva e Yvy mulheres da imagem tem grande impacto nessa evolução.
8 - A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 11% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? Como já citei, não é uma profissão muito fácil, sem horários definidos, muitas horas de trabalho. Os homens são maioria porque por trás deles certamente tem uma mulher que cuida da casa, dos filhos e eles conseguem se dedicar a profissão. Conheço muitas mulheres que saíram do fotojornalismo quando tiveram filhos ou se casaram pois não conseguem manter a mesma dedicação de antes.
9 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista? Coragem! É uma profissão super desafiadora, é preciso um olhar atento e sair do lugar comum. Você é capaz e não desista! 10 – Por que você escolheu o Fotojornalismo? E quando decidiu que essa seria sua profissão? O fotojornalismo me escolheu, na verdade. Eu comecei trabalhando com fotografia social (retratos, aniversários, ensaios de família, etc) mas também sou servidora pública concursada. Ao descobrirem que eu fotografava, me convidaram para trabalhar na assessoria de comunicação do ministério à época, em seguida veio o convite para trabalhar na Presidência da República onde fiquei por 4 anos. Aproveitar as oportunidades que surgem, para mim, é a melhor forma de decidir.
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11.4.7 Eneida Serrano 1 - Quando você começou no fotojornalismo qual foi sua maior dificuldade? Você sentia preconceito ou rejeição por ser mulher? Só me dei conta de que estava num ambiente de trabalho reservado aos homens quando entrei para o departamento fotográfico da Zero Hora, em 1975. Ali eu entendi que algumas pautas, que davam status ao fotógrafo, só eram realizadas pelos homens, como futebol. Aí eu também fiquei sabendo que em outras empresas, no Correio do Povo, por exemplo, mulheres nem eram aceitas como fotógrafas. Eu não tinha interesse em ser uma boa fotógrafa de futebol, portanto ali não era o lugar em que eu queria me desenvolver como profissional.
2 - Na sua carreira como fotojornalista você sofreu algum preconceito ou assédio por ser mulher? Não sofri nenhum assédio, mas sentia que a atividade de repórter fotográfica não era valorizada como era a do repórter de texto. Lembro de uma vez que, ao chegar sozinha para cumprir uma pauta, a pessoa que me recebeu perguntou: Não trouxeste o teu fotógrafo? Assim, como se eu fosse a repórter e o fotógrafo fosse uma bolsa, ou qualquer coisa, que viesse com o(a) repórter. Isso não é grave, é até engraçado, mas mostra que se tem a expectativa de que o fotógrafo seja um homem.
3 - Na sua visão, hoje em dia, o fotojornalismo ainda é uma profissão vista como masculina? Acho que não, já não estranhamos a presença de uma mulher fotógrafa. Temos grandes fotojornalistas que são mulheres. Mas o machismo, a dominação masculina, existe em todas as áreas e é por isso que ainda temos que enfatizar as nossas conquistas. 4 – Qual a maior diferença entre a Eneida que começou no Fotojornalismo e a Eneida de hoje? O que mais mudou no fotojornalismo de lá pra cá? O fotojornalismo mudou muito, o jornalismo audiovisual e as redes sociais ampliaram o alcance e a velocidade das notícias. Estou afastada do jornalismo gráfico, que era onde eu atuava, e me parece que, o que mais mudou nos últimos anos, foi a qualidade daqueles veículos de comunicação. Mas o virtual também é de baixa qualidade. As mudanças ocorrem muito rapidamente e os veículos precisam achar novas versões para se manterem, renovarem
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a forma sem deixarem de investir no conteúdo. Do outro lado, o leitor também deve se reciclar e saber onde buscar a informação de que ele precisa.
5 - Para você, por que os editores em geral contratam mais homens do que mulheres para trabalhos de campo? Porque o preconceito ainda existe, mesmo inconscientemente.
6 - Várias pesquisas já mostraram que os homens são mais reconhecidos nessa aérea, tem maiores salários, são mais contratados e mais indicados a prêmios. Você com a sua experiência e visão de mundo, acha que um dia conseguiremos igualdade em relação ao gênero masculino? Eu acho que sim, e que temos que trabalhar, todos, homens e mulheres, pra que esse dia fique mais próximo. Em outros países, como os escandinavos, por exemplo, a situação já é bem diferente, positivamente. Os salários são equiparados, a legislação que beneficia a mulher que ganhou um filho é válida também para os homens, que dividem as tarefas domésticas, e também os cuidados com o recém nascido. Mas também há muitos países em que a desvalorização da mulher ainda é um caso sério, bem mais grave do que no Brasil.
7 - Como você vê a evolução das mulheres na área do fotojornalismo? Eu vejo com otimismo quando olho para o que já foi conquistado. Quando vivermos numa sociedade igualitária, não será mais urgente promover eventos que enfatizem a capacidade das minorias , pois elas não estarão mais vivendo em desvantagem socialmente. No entanto, ainda temos um longo caminho pela frente e então acho que continua sendo pertinente marcar a presença das mulheres no fotojornalismo como também em outras áreas de domínio masculino.
8 - A porcentagem de mulheres no AFORC (Associação de repórteres fotográficos e cinematográficos no estado de São Paulo) é de 11% um número pequeno em vista ao número de homens. A qual razão você atribui essa diferença tão grande nos dias atuais? A falta de valorização do trabalho da mulher leva ao pouco engajamento na sua entidade de categoria. A sensação de pertencimento, o reconhecimento por parte da sociedade, ajudaria a consolidar a sua escolha profissional.
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9 - E o que você diria para as mulheres que estão começando na carreira de fotojornalista? Estudem e se informem constantemente. Mantenham-se atentas às mudanças, que são muito rápidas, e preparem-se pra enfrentar novos desafios sempre. As soluções ou respostas não são definitivas. Creio que a singularidade, ou a autenticidade, de cada profissional, é o que tem mais valor inclusive para conquistar, ou criar, um novo lugar no mercado profissional. 10 – Na sua carreira qual foi o trabalho que você mais gostou de fazer, ou que teve um sentimento especial? Eu nunca hierarquizei as minhas pautas, julgando umas melhores que outras para serem realizadas. Sempre abracei com o mesmo interesse desafiador qualquer missão, independentemente da complexidade ou da repercussão que ela teria. No entanto, a ideia de “um sentimento especial” que tu propões, essa existe bem evidente pra mim. Olhando retrospectivamente, eu tenho especial lembrança e admiração pelas matérias que fiz na Noruega, país pra onde viajei quatro vezes, com finalidades jornalísticas diferentes. Na última, fui até a fronteira com a Rússia, num destino que eu mesma criei, bem distante dos roteiros turísticos convencionais. Conheci um país que vive em harmonia e um povo educado, tranquilo e alegre. Como sempre fui no período do verão, me encantei com o sol à meia noite, mas fiquei de voltar pra viver a aurora boreal e acampar na neve. 11 – Por que você escolheu o Fotojornalismo? E quando decidiu que essa seria sua profissão? Eu escolhi o fotojornalismo, como profissão, durante o terceiro ano da Faculdade de Comunicação da UFrgs. Achei fascinante o trabalho no laboratório (que eu tive oportunidade de construir em casa) e me entusiasmava a possibilidade de viajar com uma câmera. Eu estava certa, mas, depois de conhecer muitos lugares no exterior e fazer almejadas viagens, eu aprendi que a melhor viagem é a interior. A pesquisa de uma linguagem pessoal como meio de expressão e a valorização do olhar, em detrimento à sofisticação dos equipamentos, é o que mais me interessa desenvolver.