UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
PANORAMA HISTÓRICO SOBRE O PROGRAMA DE COTAS RACIAIS NAS UNIVERSIDADES DE SÃO PAULO
SÃO PAULO 2020
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
PANORAMA HISTÓRICO SOBRE O PROGRAMA DE COTAS RACIAIS NAS UNIVERSIDADES DE SÃO PAULO
ANA CLAUDIA SOUZA DA SILVA RGM 1857954-0
Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica apresentado ao Curso de Graduação em Jornalismo, da Universidade Cruzeiro do Sul, como parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel. Orientador (a): Prof. Me. Antonio Lucio R. Assiz
SÃO PAULO 2020
AGRADECIMENTOS A Deus por ter me ajudado a trilhar todo esse processo, desde a entrada a universidade até por todos os momentos no qual ele esteve presente. Aos meus familiares e amigos que contribuíram para a efetivação desse projeto. Gratidão também ao Prof. Me. Antonio Lucio R. Assiz que me ajudou durante o segundo semestre, por meio de suas orientações e conselhos de forma bastante atenciosa e otimista o trabalho pode ser de fato concluído. Agradeço imensamente a minha amiga Karina Abel por todo auxílio, certamente a amizade dela foi uma das gratas surpresas que esse trabalho me proporcionou, além disso sou grata a minha amiga Keila Santos que a todo momento esteve disponível a me ajudar, meu muito obrigada pela colaboração e parceria. Minha gratidão se estende a minha amiga Vitória Gabrielle e ao meu amigo Adnael. A minha irmã Michelle Souza da Silva que foi fundamental para a concretização desse trabalho, sempre com muita proatividade e colaboração nos momentos em que solicitei seu auxílio. Meu reconhecimento também a minha professora de inglês, Mari Carfer, que também contribuiu de forma efetiva em parte do projeto. Por fim, agradeço por tanto a todos os professores que me ajudaram com esse trabalho a cada um meu imenso agradecimento e estima.
FICHA TÉCNICA
Título: Cotas raciais: A Revolução Silenciosa Sinopse: Cotas raciais: A Revolução Silenciosa aborda a trajetória de estudantes que ingressaram em universidades públicas de São Paulo pela política de cotas raciais. O projeto audiovisual apresenta desafios e superações que esses alunos tiveram ao entrar no ensino superior público. O trabalho também ilustra as contribuições acadêmicas e sociais que estudantes negros podem oferecer à sociedade. Ficha Técnica Gênero: Grande Reportagem Formato: FULL HD 1920x1080 Duração: 19 minutos e 49 segundos Cor Som Estéreo São Paulo / SP / Brasil Edição de texto: Ana Claudia Silva Reportagem: Ana Claudia Silva Roteiro: Ana Claudia Silva Edição: Núcleo de Comunicação Social Liberdade – Universidade Cruzeiro do Sul Orientador: Prof. Me. Antonio Lucio R. Assiz Coordenador do curso: Prof. Me. Antonio Lucio R. Assiz Entrevistados: Danilo Lima – Pesquisador de Ações Afirmativas; Felipe Cavalcanti – Estudante do curso de Direito na Universidade de São Paulo; Larissa Alexandre – Estudante do curso de Medicina na Universidade de São Paulo; Letícia Fernandes – Estudante do curso de Pedagogia da Universidade Federal de São Paulo;
Leonardo Costa – Estudante do curso de Economia da Universidade Federal de São Carlos; Millena Minutti – Estudante do curso de Administração da Universidade Federal de São Paulo; Régis Elísio Rodrigues – Historiador; Tailane Machado – Historiadora.
“O racismo no Brasil está imbricado nas instituições públicas e privadas. E age de forma silenciosa. As cotas não criam o racismo. Ele já existe. As cotas ajudam a colocar em debate sua perversa presença, funcionando como uma efetiva medida antirracista.” (Laboratório de Políticas Públicas da UERJ)
RESUMO Este Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica apresenta de forma histórica o programa de cotas raciais nas Universidades Públicas de São Paulo. Por meio da análise da estrutura social, o estudo visa compreender as convicções que perpassam a temática da ação afirmativa de cotas entre a sociedade. Além disso, o trabalho se propõe a apresentar dados a fim de contribuir para a legitimação do sucesso da política de cotas. Palavras Chave: ação afirmativa, cotas raciais, panorama histórico, universidades federais de são paulo.
ABSTRACT
This Essay on Theoretical and Methodological Basics presents the racial quota program at Federal Public University in São Paulo. Through the analysis of the social structure, the study seeks to understand the convictions that permeate the theme of affirmative action of quotas between society. Furthermore, the work proposes to present data in order to contribute to legitimize the success of the policy of quotas. Keywords: affirmative action, racial quotas, historical panorama, federal university of são paulo.
SUMÁRIO 1. Introdução...............................................................................................................10 2. Objetivos.................................................................................................................11 2.1 Objetivo geral........................................................................................................11 2.2 Objetivos específicos............................................................................................11 3. Problematização ....................................................................................................12 4. Hipóteses................................................................................................................13 5. Justificativa.............................................................................................................14 6. Plano estratégico….................................................................................................16 6.1 Descrição do produto............................................................................................16 6.2 Estratégias para definição.....................................................................................17 6.3 Público a ser atingido............................................................................................18 7. Referencial teórico..................................................................................................19 8. Referências.............................................................................................................26 9. Cronograma............................................................................................................32 10. Orçamento............................................................................................................33 Apêndices A. Decupagens...........................................................................................................35 B. Pauta......................................................................................................................58 C. Roteiro....................................................................................................................61 D. Autorizações de imagem........................................................................................80 E. Diário de campo......................................................................................................86 F. Artes.......................................................................................................................92 Anexos Anexo A……………....................................................................................................95 Anexo B......................................................................................................................95 Anexo C......................................................................................................................96 Anexo D......................................................................................................................96
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1. INTRODUÇÃO
A lll conferência de Durban realizada em 2001 na África do Sul possibilitou a nível mundial o conhecimento de como o racismo se revelava no Brasil. A partir desse evento, o país começou a pensar em medidas a fim de solucionar a problemática, como ações afirmativas que reparassem desigualdades históricas. Desde então, algumas universidades do país passaram a incluir e discutir o sistema de cotas raciais, a exemplos da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ) que implementou o sistema no ano de 2002 e a Universidade de Brasília (UNB) em 2003. Todavia, apenas em 2012, a Lei de Cotas passa a ser, de fato, regulamentada pela lei 12.711. Em suma, a proposta da ação afirmativa reserva 50% das vagas em universidades e institutos federais para candidatos que tenha cursado o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa porcentagem a lei faz uma distribuição entre rendas, além disso são contemplados candidatos pretos, pardos e indígenas de acordo com o censo demográfico de cada estado. Apesar da lei destacar inúmeros avanços em relação às cotas raciais, o tema ainda dispõe de grandes debates tanto positivos quanto negativos. O fato se dá tanto pelo desconhecimento da lei e até mesmo pelo racismo estrutural que vigora na sociedade que influencia no pensamento sobre as cotas. Com a finalidade de desmistificar o modo em que a sociedade enxerga as cotas, esta pesquisa aborda os resultados dessa ação afirmativa que visa propor medidas igualitárias na medida da desigualdade em que o indivíduo ou grupo social se encontra. Como afirma (NERY JUNIOR,1999, p.42) apud Barreto (2010) “dar tratamento isonômico às partes, significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades”. Ademais, a pesquisa irá se debruçar em trazer um panorama histórico dessa ação afirmativa no Brasil, além de investigar quais são os desafios que os estudantes cotistas encontram nas universidades e como essas barreiras são enfrentadas por parte dos alunos.
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2. OBJETIVOS
3.1 Objetivos Gerais Desmistificar o modo em que as pessoas enxergam as cotas. Evidenciar a importância das cotas raciais como um processo de integração do negro com a educação de nível superior.
3.2 Objetivos Específicos Transformar a pesquisa em uma grande reportagem que faça uma análise em torno das cotas raciais, através de um panorama histórico que aponte a trajetória dessa ação afirmativa. Mostrar os avanços dessa ação afirmativa através de levantamentos de dados estudos de casos.
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3. PROBLEMATIZAÇÃO
A aprovação da Lei de Cotas possibilitou o acesso à educação inclusiva a estudantes de baixa renda, pretos, pardos e indígenas. Ao mesmo tempo, com a aprovação da mesma, o assunto gerou muitas especulações, com argumentos que os estudantes baixariam a qualidade do ensino público federal, uma vez que os alunos não teriam uma base sólida durante o ensino de base. Ou ainda que a taxa de evasão desses alunos seria alta. Até mesmo que os estudantes entrariam nas universidades com notas baixas, comparados aos candidatos de ampla coerência. Em síntese, foram diversos os argumentos contrários a essa ação afirmativa. Entretanto, ao analisar os dados estatísticos pode-se perceber que muitos desses comentários foram frustrados, haja vista que dados científicos mostram que as cotas apresentam informações assertivas. Um levantamento realizado pela Folha de São Paulo1 entre 2014 a 2016 revelou que alunos cotistas têm desempenho igual ou semelhante aos alunos não cotistas, desmistificando assim a ideia de que cotistas diminuiriam a qualidade de ensino. Ao se atentar ainda a um estudo realizado pelo portal G12 em consonância com o Sistema Único de Seleção Unificada (Sisu) em 2019, é possível identificar que 15% dos candidatos que entraram pelo sistema de cotas conseguiriam competir igualmente na ampla concorrência, na mesma universidade. Levando em consideração as afirmações, faz se necessário analisar. Por que ainda existe a ideia contrária às cotas raciais, mesmo diante de dados científicos que comprovem que a lei é eficiente?
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Estudo da Folha aponta que estudantes cotistas têm bom desempenho na universidade. Disponível em:<https://revistaforum.com.br/politica/estudo-da-folha-aponta-que-estudantes-cotistas-tem-bomdesempenho-na-universidade/>. Acesso em: 11 abri. 2020. 2
No Sisu 2018, 17 mil cotistas teriam nota suficiente para passar na ampla concorrência. Disponível em:<https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/04/24/no-sisu-2019-17-mil-cotistas-teriam-notasuficiente-para-passar-na-ampla-concorrencia.ghtml> Acesso em: 20 abr. 2020.
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4. HIPÓTESE Entender como se deu o processo de racismo e preconceito no Brasil, não é uma missão tão fácil. Sobretudo, uma das instâncias do processo de entendimento desse problema social perpassa a história do Brasil. Não rara às vezes, durante a história do negro no Brasil, é possível destacar inúmeros acontecimentos que relatam a trajetória de como o racismo foi se estruturando no país. Como em 1911 que fora criado a Lei de cotas para brancos. Essa lei instituiu ao branco direitos como terra, colônias, educação, no entanto para negro não houve nenhuma ação a fim de reintegrá-lo na sociedade. Já em 1921 (Fonseca 2009) um projeto de lei pretendia proibir a imigração de negros no Brasil, todavia o projeto não foi acatado, pois assim evidenciaria o Brasil como um país racista, o que não era agradável para o Estado. São inúmeros os acontecimentos ao longo da história que identificam como se deu o processo estrutural do racismo na sociedade brasileira, seja por intermédio de legislação que visava um sistema escravocrata, até pela política de embranquecimento da população que fora instituída. A partir desses eventos é possível compreender como se dá a discussão em torno das cotas, haja vista que o racismo estrutural determina como as pessoas julgam essa ação afirmativa, através de discursos que remetem indiretamente a essa problemática social.
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5. JUSTIFICATIVA
O conceito de ação afirmativa pode ser entendido como medidas temporárias tomadas pelo Estado, iniciativas privadas ou pela sociedade civil que tem por objetivo reparar desigualdades históricas de forma a garantir igualdade de oportunidades para as minorias. As cotas raciais é uma das medidas afirmativas que visa incluir nas universidades e institutos federais pretos, pardos e indígenas, uma vez que essa parcela da sociedade é privada de direitos fundamentais, como o acesso à educação de nível superior. Mesmo diante de dados científicos comprovando que a lei, de fato, tem resultados positivos, ainda é bastante evidente que o assunto divide opiniões. Esse fato pode também ser explicado pelo racismo estrutural que determina como as pessoas julgam as cotas. Em toda a história do negro, é possível destacar acontecimentos que mostram como o racismo foi se estruturando ao longo da história. Em 1839, por exemplo, um decreto na cidade do Rio de Janeiro impediu de que negros frequentassem escolas públicas. No ano de 1890 através do decreto 847 intitulado de “Vadios e Capoeiras” imputaram a punição de cadeia aos que praticassem religiões de cunho africano, além disso o decreto previa também a proibição da capoeira. São inúmeros os acontecimentos ao longo da história brasileira que identificam o Brasil como um país preconceituoso, ainda que de forma velada como afirma o autor Camino da Silva e Pereira apud LINS, S.L.B; Lima-Nunes. A; CAMINO; L. (2014). [...] “As pessoas parecem ter clara consciência da discriminação racial que se vive em nosso país, mas não aceitam a responsabilidade por essa situação”. Nesse contexto, o trabalho apresenta um panorama histórico acerca dessa ação afirmativa, a fim de evidenciar os resultados que a lei de cotas já apresentou, com objetivo de promover um pensamento mais inclusivo sobre as cotas raciais.
Esse assunto, portanto, merece uma atenção maior, no que se diz respeito ao racismo, uma vez que muitos ainda não se debruçam para falar sobre o tema. Logo, temos uma sociedade majoritariamente racista em seus interesses, preferências e até mesmo falas. Além de todas as necessidades apontadas sobre o tema, o trabalho certamente acrescentará discussões acerca do racismo e preconceito, que farão com
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que essa mesma tomada de saber sobre o assunto seja capaz de contribuir ao combate as diversas instâncias de racismo na sociedade.
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6. PLANO ESTRATÉGICO A Grande Reportagem para TV Cotas raciais: A Revolução Silenciosa estabelece os indicadores de: Missão: Evidenciar a importância das cotas raciais como integrador de negros de baixa renda no ensino superior. Visão: Fazer com que mais pessoas reconheçam a importância das cotas raciais. Valores: Promoção de visibilidade de grupos historicamente desfavorecidos, inclusão social e transparência.
6.1 DESCRIÇÃO DO PRODUTO: •
Formato HD 1920x1080
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Recursos gráficos Cotas raciais: A Revolução Silenciosa é uma grande reportagem produzida
para TV com intuito de demostrar a eficiência dessa ação afirmativa para o ingresso de pessoas negras nos espaços acadêmicos. O projeto audiovisual tem duração de 19 minutos e 49 segundos. A reportagem se encena com estudantes oriundos da política de cotas raciais abordando as diversas trajetórias desses personagens, além disso o trabalho conta com a contribuição de dois historiadores que ajudam a entender a necessidade de ações afirmativas para negros a partir de uma visão histórica e pautada em dados estatísticos. O audiovisual tem periodicidade até a finalização da lei de cotas. Uso de imagem como plano de fundo em entrevistas que não tiveram o formato do vídeo de acordo com o Premiere, foi escolhido a ilustração de uma prateleira de livros de uma biblioteca com o intuito de contextualizar com a temática que envolve educação.
A capa do DVD e do Disco foram ilustradas no Photoshop com as seguintes imagens uma senzala, um escravo sendo liberto pelas correntes que se quebraram e diversos estudantes negros se formando. O conjunto de imagem tem por objetivo de
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transmitir uma mensagem de que negros que antes eram escravizados agora com a lei de cotas passam a ocupar as universidades em um número significativo e por meio dessa ação afirmativa muitos negros conseguiram e conseguem mudar histórias. Já o nome da reportagem fora escolhido por meio de uma matéria publicada pelo site Agência Brasil abordando sobre o assunto de cotas raciais, no título a informação era de que as cotas raciais foram a revolução silenciosa. O nome foi acatado, haja vista que todo o trabalho desenvolvido traz essa mensagem, já que a política de cotas tem possibilitado o ingresso de pessoas negras nas universidades, o que há 132 anos isso jamais seria cogitado. As cotas trazem um direito que foi negado a pessoas negras durante muito tempo, a educação de nível superior.
6.2 ESTRÁTEGIAS PARA DEFINIÇÃO
Linguagem: Foi adotado uma linguagem simples, sem termos rebuscados com o fito de seguir o gênero da reportagem e de alcançar todos os telespectadores que possuem as mais diversas linguagens. Linha Editorial: A grande reportagem “Cotas raciais: A Revolução Silenciosa” parte da premissa de temas segmentados as minorias sociais com a predominância a assuntos ligados ao público afrodescendente, capaz de dar visibilidade às temáticas não frequentes na mídia, buscando a desconstrução da didática dos assuntos do jornalismo convencional. Foram inseridas matérias jornalísticas que destacam a sub-representação de negros em diversas instâncias na sociedade, seja em cargos públicos, posições de liderança etc. Somado a isso, foram entrevistados cinco alunos que entraram em universidades públicas comentando sobre desafios, superações e a importância da medida afirmativa de cotas na vida deles.
Outro aspecto a ser considerado foi o uso de áudios, imagens e vídeos que retrataram frases marcantes de cada entrevistado, como o uso de fotos de turmas de universidades mostrando a baixa presença de negros na universidade, além disso fora utilizado um vídeo ilustrando negros durante o processo escravocrata.
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As músicas que foram inseridas na reportagem foram encontradas em um documentário sobre cotas raciais, com exceção do clipe Inquérito, eu só peço a Deus, que se tornou conhecido por mim em uma busca no Youtube. Todo o repertório selecionado ajuda a contextualizar sobre o tema.
Negros nas universidades, protestos a favor das cotas foram um dos temas que foram escolhidos para imagens durante a reportagem. Pretendeu-se usar pouco tempo para explanação da reportagem, haja vista que a mensagem conseguiu ser de fato passado com apenas alguns minutos para os telespectadores.
6.3 PÚBLICO A SER ATIGINDO
Plano de estratégia para definição do público-alvo O público-alvo que se busca alcançar com o projeto audiovisual é o mais variado possível, mas com foco em pessoas brancas, já que entender a necessidade de políticas públicas é mais do que dever de brancos, tendo em vista todo processo escravocrata que foi imposto a pessoas negras nesse país e que até hoje a problemática do racismo se reflete na sociedade.
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7. REFERENCIAL TEÓRICO O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classifica a cor da população entre os seguintes indicadores pretos, pardos, brancos, amarelos e indígenas. Segundo o IBGE, pretos e pardos correspondem a cerca de 55,8% da população brasileira. Ao se atentar aos dados socioeconômicos de parte dessa população é possível identificar que um número expressivo está em posições subalternas da sociedade. Um estudo realizado pela mesma instituição através da Pesquisa Nacional de Domicílio Aplicada (PNDA) em 2018, revelou que as desigualdades em torno das questões raciais permanecem latentes nos indicadores sociais. O levantamento identificou que os negros no mercado de trabalho ocupam apenas 29,9% em cargos de chefia, já entre os brancos o indicador é de 68,6%. Na educação, a taxa de analfabetos de pessoas negras é de 9,1%, os brancos representam cerca de 3,9% entre as áreas rurais e urbanas do Brasil. No que se refere a representação política, negros ocupam 24,4% de deputados federais eleitos, brancos e outros correspondem a 75,6% da população brasileira. Ao analisar os dados mencionados, vê se que no Brasil a questão da desigualdade social está integralmente ligada a cor de pele do indivíduo, ou seja, ao fenótipo. Durante muito tempo, o Brasil fora referência no tratamento às questões raciais, muitos acreditavam que no país havia uma democracia racial, ou seja, as questões sociais não eram medidas pelo tom de pele. Apenas em 1945, a Unesco decidiu fazer um estudo sobre como o Brasil tratava as condições de raça, uma vez que o intuito desse instituto era colocar o país como uma referência mundial no tratamento das desigualdades, já que o Brasil passava uma imagem altamente democrática no que tange às relações raciais. Todavia, com esse estudo a Unesco identificou que o Brasil estava longe de ter uma meritocracia racial, visto que os problemas com o racismo eram latentes na sociedade. Para
Florestan
Fernandes
(2008),
sociólogo
brasileiro
e
importante
pesquisador das questões raciais, o preconceito no Brasil se dá de forma reativa, ou seja, as pessoas têm preconceito de se declararem preconceituosas. Ao contrário de outros países, o Brasil nunca teve leis declaradas de segregação, no entanto esse
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fato não ilide o racismo no país, onde a cor de pele determina quais posições e desafios o indivíduo enfrentara ao nascer. É patente que só depois da Abolição e no contexto jurídico-político do Estado republicano seria possível se cogitar da situação de contato entre “negros” e “brancos” imperante em São Paulo, como sendo uma “democracia racial”. Na realidade, porém as coisas não encaminharam nessa direção. De um lado, enquanto a ordem jurídico-política da sociedade inclusiva passou por verdadeira revolução, sua ordem racial permaneceu quase identifica ao regime de castas. De outro, o “negro” jamais encontrou no “branco” um ponto de apoio afetivo as suas tentativas de tomada de consciência e de melhoria de sua situação histórica social. (FERNANDES, 2008, p.318)
Para o autor, a democracia racial no Brasil não passa de um mito. Após a escravidão, que durou 388 anos, o negro não se via nos mesmos espaços que o branco, não se teve sequer amparo do governo na integração com a sociedade, mesmo com todos esses desafios enfrentados pelos negros, a sociedade afirma viver em uma democracia racial. “Construído e utilizado para reduzir ao mínimo tal dinamização, o referido mito se converteu numa formidável barreira ao progresso e à autonomia do “homem de cor” – ou seja, ao advento da democracia racial no Brasil”. (FERNANDES, 2008, p.327) Pierre Bourdieu (1999), sociólogo e autor que compõe a teoria culturológica, contribuiu para assuntos relacionados às questões de desigualdade social. O pensamento central desse autor era do Estruturalismo Construtivista, para ele as desigualdades e problemas sociais acontecem pela forma que a sociedade está estruturada, ou seja, há um conjunto de fatores já impostos pela sociedade que determina como as desigualdades acontecem, por outro lado, segundo o autor, a sociedade também contribui para esse processo, visto que o conjunto social de regras e costumes são impostos pela sociedade. Essa condição relatada pelo autor pode ser, de fato, evidenciada através das estruturas racistas que vigoram na sociedade, onde o negro é sempre posto em condições desiguais ao branco. Estruturas compostas desde o período escravocrata que visava o negro como objetos capaz de fomentar a economia e demais setores da sociedade. Se o racismo ainda existe, certamente isso se dá por conta das estruturas estruturantes que perpassam a sociedade, no entanto a sociedade não é um agente passivo, como retrata o autor, ela corrobora para a manutenção desse sistema de desigualdades.
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Bourdieu aborda três conceitos que podem ser relacionados as questões da educação em consonância com as desigualdades. O campo, que pode ser entendido o lugar simbólico onde acontece a luta pelas representações, o conflito de ideias e de classes. O social é constituído por campos, microcosmos ou espaços de relações objetivas, que possuem uma lógica própria, não reproduzida e irredutível à lógica que rege outros campos. O campo é tanto um "campo de forças", uma estrutura que constrange os agentes nele envolvidos, quanto um "campo de lutas", em que os agentes atuam conforme suas posições relativas no campo de forças, conservando ou transformando a sua estrutura. (Bourdieu apud Hermano, 2006.)
Nesse sentido, o campo pode ser entendido como as duas correntes de pensamentos que perpassam a temática de cotas raciais, favoráveis e contrários ao sistema de ação afirmativa. Esse modo de pensamento está ligado as estruturas sociais que envolvem cada um dos indivíduos. O Habitus, um outro aspecto citado pelo autor, define a capacidade dos agentes sociais incorporar a estrutura social, ou seja, o ambiente onde o indivíduo está inserido determina quais serão os gostos, preferências e pensamentos dos chamados “agentes sociais”. Para Bourdieu apud Hermano (2006) o habitus é um sistema de disposições, modos de perceber, de sentir, de fazer, de pensar, que nos levam a agir de determinada forma em uma circunstância dada. Por fim, o autor utiliza um conceito delimitado de capital cultural, que para ele esse conceito é transmitido pela família. A noção de capital cultural impôs-se, primeiramente, como uma hipótese indispensável para dar conta da desigualdade de desempenho escolar de crianças provenientes das diferentes classes sociais, relacionando o “sucesso escolar”, ou seja os benefícios específicos que as crianças das diferentes classes e frações de classe podem obter no mercado escolar, a distribuição do capital cultural entre classes e frações de classe. Este ponto de partida implica em uma ruptura com os pressupostos e inerentes, tanto à visão comum que considera o sucesso ou fracasso escolar como efeito das “aptidões” naturais, quanto às teorias do “capitalismo humano”. (BORDIEU, 1999, p.73)
Para Bourdieu, um conjunto familiar de classe pobre não tem acesso aos mesmos conhecimentos pertencente a classe social mais alta da sociedade. Por conseguinte, para o autor, a desigualdade educacional ocorre em função da classe social do indivíduo. Sobre isso o autor afirmou: Na realidade, cada família transmite a seus filhos, mais por vias indiretas que diretas, um certo capital cultural e certo ethos, sistema de valores implícitos
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e profundamente interiorizados, que contribui para definir, entre coisas, as atitudes face ao capital cultural e à instituição escolar. A herança cultural, que difere sob os dois aspectos, segundo as classes sociais, é a responsável pela diferença inicial das crianças diante da experiencia escolar e, consequentemente, pelas taxas de êxito. (BORDIEU, 1999, p.41)
Faz se necessário analisar, portanto, que as condições de desigualdade são estruturantes, há diversos fatores que corroboram para que essa problemática se efetive e um deles, sendo um dos mais preponderantes, é a condição de raça. O racismo está estruturado nas mais diversas formas da relação humana. Fazendo menção a história da população negra no Brasil, é possível identificar diversos momentos em que os negros foram privados da educação de base. Em 1824, com o 2º ato complementar, a constituição brasileira impediu negros de frequentarem escolas públicas, a restrição da lei contemplava tanto negros escravizados quanto não escravizados. Após 30 anos, em 1854, o decreto 1333ª proibia escravizados de frequentar unidades escolares. O decreto dizia: Art. 69. Não serão admitidos a matrícula, nem poderão frequentar as escolas: § 1º Os meninos que padecerem moléstias contagiosas. § 2º Os que não tiverem sido vacinados. § 3º Os escravos. (BRASIL, 1854, p.45)
Em 1860 é criada a primeira unidade escolar informal que a população negra estudava. Em São Paulo, a escola se situava em Campinas, recebia o nome de “Antônio Cesário” e funcionou até 1876. Na teoria, em 1864 todas as escolas públicas deveriam fornecer educação formal para libertos, que se restringia apenas em meninos negros libertos, entretanto isso não se efetivou. Tendo em vista essa problemática, torna se evidente a necessidade de políticas públicas que visem integrar os desfavorecidos historicamente. Na sociedade contemporânea, ser negro é muitas vezes sinônimo de ser pobre e alheio aos direitos e privilégios da sociedade. Para o autor Fonseca, as políticas de medidas afirmativas servem para incluir os desfavorecidos por conta de sua desigualdade. “As ações afirmativas são políticas públicas destinadas a atender grupos sociais que encontram se em condições de desvantagem ou vulnerabilidade social em decorrências de fatores históricos, culturais e socioeconômicos.” (FONSECA, 2009, n.p)
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No Brasil, todavia, a adoção de políticas públicas prevista em lei se deu em 13 de maio de 2002, com o decreto 4.228 que contemplava ações afirmativas para afrodescendentes, mulheres e negros. Vale ressaltar a importante participação do Movimento Negro Unificado (MNU) para a efetivação da Lei de Cotas. Foram diversos os impasses sofridos por esse grupo, para a concretização de direitos da população. No ano em que a lei de cotas passou a valer nas universidades federais, a quantidade de instituições que adotaram o sistema racial para a entrada ao ensino superior era quase nula em São Paulo, tendo mais expressividade em outros estados do Brasil. Segundo o levantamento do portal G1 da Globo de 2012, apenas três universidades do Estado de São Paulo adotavam o critério raciais, entre eles a Universidade Federal do Grande ABC (UFABC), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Já no país, sem contar com São Paulo, apenas 18 universidades federais, das 53, utilizavam algum critério racial no vestibular. É bem verdade que em meados dos anos 80, a participação de negros na educação em São Paulo, seja do ensino de base ou do ensino superior era quase nula. Sobre isso, o autor Fonseca relatou: Em 1988, o Grupo de Trabalho para Afro-Brasileiros da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo constava que apenas 0,01% dos negros paulistas haviam concluído o curso superior. Nessa mesma década de 1980, os dados do IBGE mostravam que apenas 1,1% dos negros concluíram o segundo grau(atual ensino médio) e que, enquanto 20% dos brancos apareciam na categoria dos “sem instrução ou com menos de um ano de estudo”, para a população negra esse percentual chegava a 80%(39% para pardos e 41% para pretos). Na outra ponta, 16% dos “brancos‘', 6% dos “pardos”, 4% dos “pretos” tinham nove ou mais anos de estudo. Assim, mesmo somados, “pardos” e “pretos” não atingiam o índice de “brancos” com condições de estar no ensino superior. (FONSECA apud Fonseca, 2009.)
Cerca de 32 anos depois, o aumento da população negra nas universidades mais que triplicou, graças a lei de cotas raciais, segundo dados do IBGE de 2019 os negros representam 50,3% de estudantes do ensino público superior federal. Embora o aumento seja expressivo, ainda é evidente a ausência de grande parte dos negros, tendo em vista que pretos e pardos correspondem a maioria da população brasileira, representando 55,8% segundo o censo realizado pelo IBGE.
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Antes mesmo da efetivação da lei de cotas, autores já discutiam sobre esse programa, como o autor Paim apud Fonseca (2009), que já previa que o assunto dividiria opiniões na sociedade. Sabemos que o sistema de cotas sofrerá profundas discussões, assim como aconteceu nos Estados Unidos, onde a argumentação ocorreu desde a temporalidade do sistema até conceitos de livre promoção do indivíduo, de sua liberdade, vontade e competência, transformando assim o Estado de direitos em um grupo administrador de interesses de grupos e corporações. Essa justificativa para não adotarmos as ações afirmativas no Brasil poderia ter consistência se todos tivessem as mesmas oportunidades. Na realidade a sociedade não é igual, e tratar pessoas de fatos desiguais como iguais só amplia a distância que inicial elas, mascarando e justificando a perpetuação de iniquidades. (PAIM, apud FONSECA 2009.)
De fato, com a implementação da lei e antes mesmo dela, o assunto era rodeado de especulações, na maioria sem fundamentos, que diziam que as cotas não seriam uma medida assertiva nos objetivos que a lei prevê. Entre as convicções que perpassam os contrários as temáticas de cotas estão: que a política de cotas seria injusta, pois fere o princípio da igualdade, que é tratar todos da mesma forma. Dar privilégios a alguns em detrimento de outras na entrada a universidade, seria algo inconstitucional, na visão de alguns contrários a essa medida afirmativa. No entanto, esse argumento não há embasamento, visto que a lei de cotas fora aprovada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou a ação afirmativa de cotas constitucional, uma vez seu objetivo é tratar os desiguais na medida da desigualdade em que o indivíduo se encontra. Entre um dos discursos proferidos na aprovação dessa ação afirmativa foi o da ministra Rosa Weber que afirmou: Se os negros não chegam à universidade por óbvio não compartilham com igualdade de condições das mesmas chances que brancos. Se a quantidade de brancos e negros fosse equilibrada poderia se dizer que o fator cor não é relevante. Não parece razoável reduzir desigualdade social brasileira ao critério econômico. (ROSA WEBER, G1/Globo, 2012)
Além disso, como argumentos contrários à lei de cotas são utilizadas que esse programa, voltado a critérios raciais, baixariam a qualidade do ensino público federal, uma vez que muitos negros não têm ensino de base de qualidade. Acerca disso, o autor Fonseca relatou: Tal visão baseia-se em pesquisas elaboradas nos Estados Unidos, que afirmar que os negros têm menos capacidade de aprendizagem em comparação com outros grupos etnorraciais. Esses estudos se basearam em pesquisas que tinham como fundamentos as teses darwinistas de Artur de Gobineau (final do século XIX) e de Lucien Levy Bruhl (início do século XX) de que negros tinham uma consciência pré-lógica. Essas teses pseudocientíficas visam reafirmar o lugar que o negro deve ocupar na
25
estrutura social das sociedades ocidentais - a base da pirâmide. (FONSECA, 2009, n.p)
Um outro motivo que está relacionado para a imposição ao programa de cotas raciais é o conceito de “pacto narcísico da branquitude” (BENTO, 2002) que consiste na negação da responsabilidade dos brancos com o racismo, numa tentativa de manter os privilégios que o racismo estrutural produz ao branco. Nesse termo, a autora defende que: O negro é inventado como um “outro” inferior, em contraposição ao branco que se tem e é tido como superior, e esse “outro” é visto como ameaçador. Alianças inter-raciais entre brancos são forjadas e caracterizam-se pela ambiguidade, pela negação de um problema racial, pelo silenciamento, pela interdição de negros em espaço de poder, pelo permanente esforço de exclusão social, afetiva, econômica, política dos negros, no universo social”. (BENTO, 2002, p.7)
As cotas raciais podem ser consideradas um desses exemplos, quando o branco vê que pode perder alguns dos seus privilégios por conta de ações de combate as estruturas estruturantes do racismo, surgem então a posição de negação para conservação das vantagens produzidas pelo racismo. Em um país marcado historicamente pelas desigualdades e principalmente pelo racismo pautando todas ações sociais, as cotas raciais é uma das medidas primordiais para o combate a esse sistema opressor e uma das formas de enfrentamento ao racismo estrutural seja no âmbito educacional, uma vez que através dessa lei negros podem ter acesso a universidade e também para ascensão do negro no viver social, seja alcançando posições consideradas de prestígio pela sociedade e até mesmo contribuindo para o debate sobre o tema.
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em:
31
9. CRONOGRAMA O cronograma fora elaborado a fim de aprimorar os processos deste projeto, bem como a organização de tarefas e a fruição do trabalho com maior progresso nos resultados.
Projeto de Pesquisa: Etapa l 1º Semestre/2020 FEV MAR ABR MAI JUN ATIVIDADES Levantamento de referências
X
Fichamento das referências.
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Iniciação da escrita do projeto. Levantamento de dados para a sustentação da pesquisa.
X
X
Apresentação do 1º seminário de delimitação temática.
X
Escrita da primeira parte do projeto como introdução, justificativa, problematização, hipóteses e objetivos.
X
X
X
Leitura e apropriação do projeto experimental.
X
X
X
Apresentação do 2º seminário sobre aspectos teóricos e metodológicos.
X
Escrita da segunda parte do projeto como metodologia, aspectos teóricos e apêndices.
X
Análise de possíveis fontes para o projeto. Uso das principais redes sociais para acesso as fontes como Linkedln, Instagram e Facebook.
X
X
X
X
Contato com possíveis fontes.
X
Entrega do Projeto de Pesquisa.
X
32
Etapa II 2º Semestre de 2020
AGO SET OUT NOV DEZ ATIVIDADES Agendamentos de entrevistas
X
X
X
Relatório de pesquisa e fundamentação teórica Gravação de parte das entrevistas
X X
X
Contato com editor de vídeo para possíveis animações para o audiovisual Criação do roteiro inicial
X X
X
Desenvolvimento da arte do projeto experimental
X
Edição da Grande Reportagem
X
Ajustes da edição do vídeo
X
Ajustes no roteiro de acordo com o andamento das entrevistas
X
X
Entrega do relatório final
X
Apresentação do TCC
X
X
33
10. ORÇAMENTO
Item
Valor em R$
Capa e Bolacha DVD
100
Total:
100
34
APÊNDICES
35
A. DECUPAGENS
Folha de Decupagem
Data 25/09/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Larissa Alexandre (Aluna da USP)
Tempo in / out 2’11’’ a 3’15’’
Conteúdo
3’41’’ a 9’38’’
Apresentação; entrevistada falou o nome, idade, curso e ano de graduação. Estudou durante cinco anos para conseguir ingressar na universidade, sendo 4 anos em um cursinho particular e um ano de forma autônoma. Durante muito tempo teve que intercalar o trabalho e o estudo para o Vestibular, apenas no último ano ela pode focar apenas nos estudos e foi o ano que ela passou. Ela fala que a entrada dela a universidade foi uma conquista, não só para ela, mas também a todos que a acompanhava. Ela diz que seu ingresso a universidade foi uma quebra de paradigmas por ela ter vindo de escola pública. Ela disse que durante o ensino médio que ela fez em uma escola estadual nunca ouviu falar a respeito de vestibulares para entrar na universidade e foi por conta própria pesquisando essas informações a partir do 2º ano do Ensino Médio. Ela fala sobre a escolha do curso, disse que sempre quis fazer Medicina, mas até hoje ela não sabe o porquê dessa escolha. Ela fala que quando percebeu que não ia conseguir ingressar na universidade apenas com os conhecimentos da escola em que estudava resolveu então procurar cursinhos particulares, mas disse que no início não sabia da existência de cursinhos populares, só foi ter conhecimento quando estava no 3º ano de cursinho particular. Os pais delas não tinham condições de custear o cursinho então ela decidiu trabalhar para conseguir pagar as mensalidades. Ela disse que no 3º ano do Ensino Médio começou a trabalhar e fez uma prova em um cursinho e conseguiu uma bolsa e conseguiu poupar dinheiro para pagar a mensalidade durante o ano todo. No segundo ano ela estava sem trabalhar, logo não conseguiu se manter no curso, começou então a estudar de forma autônoma ao mesmo tempo ela iniciou a fazer um cursinho de Matemática e logo começou a trabalhar. Dessa forma ela conseguiu voltar para o cursinho, trabalha de manhã e à noite fazia o cursinho. Ela disse que estava com essa rotina durante dois anos, mas já estava ficando saturada com a rotina e isso atrapalhou ela quando ia prestar o vestibular. O coordenador do cursinho que ela fazia reparou o problema que ela estava tendo, então ela ficou apenas no cursinho e dessa forma ela conseguiu passar em todas as universidades que ela tinha optado, mas escolheu a USP porque foi a universidade que ela sempre quis estudar.
36
9’51’’ a 12’17’’
12’40’’ a 15’51’’
16’13’’ a 18’22’’
19’06’’ a 23’05’’
Ela fala que existe uma diferença enorme de um estudante que foi oriundo de uma escola particular e de um aluno de escola pública para ela se comparar academicamente com os alunos da turma dela, já que eles tiveram uma base muito grande conhecimento que ela não teve. As cotas raciais representam para ela uma forma de se equiparar o conhecimento apenas no momento do ingresso a universidade, uma vez que depois todos terão o mesmo conhecimento na sala de aula. Ela disse que sem as cotas ela estaria tentando ainda entrar na universidade e talvez ela até não conseguisse, pois diz que às vezes o estudante chega em um nível de esgotamento. Ela disse que a diferença da nota dela e a dos demais candidatos de ampla concorrência foi uma nota muito pequena, mas essa pequena diferença fez com que ela ingressasse na universidade por meio das cotas. Ela disse que não teve dificuldades de socialização com os alunos da sala dele, porque sempre falou com todos desde pequena, mas as disparidades de realidades eram bastante complicadas, já que ela demorava mais de 2 horas com o trajeto da casa dela até a faculdade, com isso ela não conseguia participar de diversas atividades de extensão do curso, a única diferença de tratamento que ela sentia era quando ela levantava alguma questão na sala e as pessoas queriam que ela provasse que estava certa. “É o racismo sutil e estrutural que a gente infelizmente tem que passar”. Ela disse que agora com a pandemia ela não sente mais isso, porque criou um projeto para ajudar pessoas e esses alunos gostaram muito da iniciativa e a valorizam muito agora. Ela fala que as cotas servem para colocar as pessoas em pé de igualdade no momento do ingresso no vestibular. As cotas é a principal forma de colocar as pessoas em igualdade servem para atenuar as desigualdades que existem na educação. Vai ingressar alunos de forma menos desigual. Ela diz que as cotas não apenas raciais, mas também sociais. Ela fala que é triste a situação de termos que reservar vagas para que negros entrem na universidade, mas disse que é apenas por meio das cotas que conseguimos o ingresso de negros nas universidades de forma efetiva. Ela fala sobre o surgimento do Núcleo Yaie, coletivo negro da Faculdade de Medicina da USP, criado no contexto de aprovação das cotas na USP. Ela diz que o núcleo é um refúgio de identificação e que sempre pauta a questão racial. Os assuntos que eles tratam: política de permanência, cotas na pós graduação, intercâmbio, agora na pandemia eles estão ajudando alunos que tiveram problemas financeiros, e o Núcleo doou alimentos, além disso eles realizam diversos eventos.
37
Eles têm uma relação institucional com a faculdade e nesse momento estão lutando por mais recursos como de permanência na universidade. 23’11’’ a 25’07’’
25’19’’ a 27’32
27’42’’ a 27’47’’
Ela disse que no início da graduação o desempenho dela era mediano, teve dificuldades para se adaptar com o deslocamento. Ela se cobrava muito pela falta de tempo, dessa forma ela não conseguia participar de todas as atividades e desde que entrou na universidade perdeu 10 quilos. Já agora ela está morando com amigos próximo a universidade e diz que não tem mais problemas quanto a falta de tempo. Ela fala que não se vê representada na universidade e no curso, disse que teve contato com a turma que estava prestes a se formar do curso dela e tinha apenas dois alunos negros. Ela diz ainda que há uma diferença enorme entre a última turma que se formou em Medicina quando ela ingressou na universidade e a turma dela (devido às cotas). Ela diz que a turma dela tem uma diversidade maior, já a turma desse ano (108) é mais notável ainda a presença de negros no curso, mas ainda não é perfeito. Ela diz que adesão ao Sisu proporcionou uma diversidade na faculdade não só pessoas negras, mas de pessoas brancas e pobres, mas reforça que ainda não é perfeito. Ela diz que ingressou na universidade pelo Sisu.
27’59’’ a 30’31’’
Ela disse que muitos ainda são contrários à lei, pois não entendem a importância e o contexto histórico. Ela diz que o fato de não ter pessoas negras de origem humildes em cursos mais elitizados não está dissociado com o racismo. Ela fala ainda sobre o processo de marginalização do negro da sociedade. Ela diz que as pessoas contrárias às cotas nada mais é do que a manutenção dos privilégios que eles têm. Acontece por uma indisposição das pessoas verem a necessidade de uma política pública para integrar o negro.
30’59’’ a 33’17’’
Ela diz que a constituição brasileira é muito boa, mas que muita coisa não é colocada em prática, como o por exemplo a lei que sugere o ensino da história africana nas escolas, se fossem de fato retiradas o papel e colocadas em prática seria uma excelente medida de suscitar a importância do respeito às outras origens, dessa forma se colocado em prática esse ensino nas escolas de base as crianças dificilmente elas se tornariam intolerante a diversas questões. Seria necessário colocar as leis em prática e também escutar o movimento negro entre outros. A importância de ter pessoas pautando essas questões nos espaços e garantir assim a permanência dessa fala nesses espaços.
38
33’34’’ a 34’30’’
34’38’’ a 35’44’’
Ela diz que é a primeira pessoa negra da família a entrar em uma universidade pública. Ela diz que é uma responsabilidade é muito grande. Mas ela diz que é triste ela ser a primeira pessoa a entrar na universidade, isso demonstra que a família não teve as mesmas oportunidades que ela teve. Ela diz que faz parte da primeira geração da família dela que está tendo o acesso à universidade pública e fazendo essa representatividade. Ela diz que a família dela comemorou muito quando passou em diversas universidades e disse que passou na USP na segunda chamada. Ela fala da reação dos pais dela. Ela disse que isso coloca a família dela em ocupação de espaços. Repórter: Ana Claudia Silva
Folha de Decupagem
Data 10/09/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Felipe Cavalcanti (Aluno do curso de Direito da USP)
Tempo Conteúdo in / out 1’50’’ a 2’10’’ Apresentação; entrevistado falou nome e sobrenome; idade; qual universidade estuda e período que está cursando. 2’23’’ 2’32’’
O entrevistado menciona que entrou na universidade pela Fuvest, mas que fez o Enem também
2’40’’ a 3’55’’ Ele diz que demorou três anos para conseguir ingressar na universidade e menciona que no início ele apenas o ensino público não era suficiente para entrar na faculdade. Ele relata todas as tentativas que ele fez para entrar na universidade. Em 2019, ele decidiu que ia pagar um cursinho, logo começou a procurar emprego para pagar o curso pré-vestibular, pois a mãe dele não teria condições de arcar com o valor, já que ela trabalha sozinha para sustentar toda a casa. Ele começou a trabalhar como jovem aprendiz e fez o cursinho Etapa. 4’04’’ a 4’33’’ Ele diz o porquê decidiu fazer um cursinho particular.
39
4’42’’ a 4’53’’ Ele diz que recebe auxílio permanência de 400 reais da universidade 5’02’’ a 6’01’’ Ele relata que o auxílio ajuda, mas não é o suficiente quando é necessário fazer a compra de algum livro. Ele ainda fala que o medo dele é que a mãe dele seja despedida por conta da atual situação econômica e se isso acontecesse ele acredita que o valor que recebe não seria suficiente para a permanência dele. 6’09’’ a 7’08’’ Ele fala da importância das cotas raciais na entrada dele a universidade. Ele diz que sem as cotas ele não teria a possibilidade de entrar na USP no curso de direito. Ele ainda fala de uma análise que havia feito da nota de corte dos anos passados do vestibular sem as cotas e avalia que não seria possível entrar. 7’16’’ a 7’26’’ Ele diz que é a primeira pessoa da família dele a entrar na Universidade Pública. 7’32’’ a 8’43’’ Ele diz que sempre recebeu apoio da mãe dele, mas ela sempre foi realista com ele. Ele fala de como parecia impossível a entrada na faculdade observando toda a situação que ele vivenciava. Ele diz que espera que o ingresso dele a universidade pública seja uma porta para que outros também possam acessar. 09’22 a Ele menciona as dificuldades que teve para ingressar na 10’17 universidade. Como a organização com o tempo. 10’27 a 11’57
Ele diz que o maior desafio dele é se adequar a realidade da faculdade, como questão econômica e a vivência.
12’06’’ a 13’24’’
Ele revela o motivo de querer ingressar na USP no curso de Direito.
13’43’’ a 16’ 17’’
Ele fala do porquê as cotas raciais são necessárias.
16’27’’ a 17’42’’
Ele fala que não há muito representatividade na sala dele e diz que não há muitos professores negros na universidade. Ele diz que isso melhorou com as cotas, mas ainda é necessário mais representatividade. Ele diz sobre os desafios que está tendo com as aulas remotas e se vê na necessidade de mostrar que ele merece a vaga, mesmo com todas as dificuldades que ele tem, Ele diz que ele estudou muito para conseguir/fala preconceituosa sem intenção
18’11 a 20’26’’
40
20’41’’ a 22’18’’ 22’51 a 25’00’’ 25’11’’ a 26’34
Ele diz que estar sem um bom equipamento para estudo online tem sido um de seus maiores desafio. Ele disse que o notebook dele está quebrado e desde fevereiro ele está poupando dinheiro para comprar um novo. Ele diz sobre o discurso da meritocracia, ele diz que a elite não quer que negros tenham o mesmo acesso que eles aos serviços da sociedade e por isso ainda há um pensamento contrário às cotas raciais, mas diz ainda que os resultados das cotas são nítidos. Ele diz que a realidade do estudante cotista é difícil, mas que dá resultado e menciona uma matéria jornalística que viu sobre o assunto. Repórter: Ana Claudia Silva
Folha de Decupagem
Data 29/08/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Leonardo Costa (Aluno da UFSCAR)
Tempo in / out 22’’ a 31’’
Conteúdo
53’’ a 1’52’’
1’59’’ a 3’09’’
3’30’’ a 4’01’’
Apresentação; entrevistado falou nome e sobrenome; idade; qual universidade estuda e período que está cursando.
Leonardo comenta que sempre estudou em escola pública e desde pequeno sempre tinha bons resultados na escola. Ele acrescenta que quando entrou na Etec descobriu um mundo de oportunidades, e logo conseguiu passar em diversas universidades públicas. O jovem ainda fez seis meses de cursinho popular. O entrevistado aborda que sempre gostou do curso de Economia ligado a parte social com a responsabilidade ambiental que o curso da Universidade Federal de São Carlos oferece e esse foi um dos motivos que ele resolveu ingressar lá. Além de passar na UFSCAR ele também foi aprovado em outras universidades públicas como UFABC, Unifesp e a Unesp, mas o jovem decidiu ingressar na UFSCAR porque o custo de vida nesta região era mais acessível, além da universidade ser próximo à casa onde ele ia morar e também pelo fato de ele poder estudar em casa. Ele menciona alguns auxílios que recebe e já recebeu na universidade em que estuda.
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4’18’’ a 4’41’’
A família dele o ajuda com os custos para se manter lá, ele diz que é difícil para eles, mas a mãe dele sempre afirma que vai dar um jeito.
4’46’’ a 5’45’’
Ele fala que não precisou trabalhar durante o ensino médio e de certa forma isso ajudou a ele estudar pois fazia o ensino médio no período da tarde e depois ainda tinha o cursinho popular. Ele diz que se sente privilegiado por conta disso. Ele diz que não se vê na sala dele na questão da representatividade, ele afirma ainda que precisa “matar um cachorro por dia para se manter na universidade”, mas isso não o abalou, o jovem sempre tenta se destacar com o conhecimento “Já que eu não tenho a grana que eles têm eu vou ter a inteligência que eles não têm. afirma o estudante. O aluno ainda relata sua rotina de estudo. Ele menciona um caso de racismo que sofreu de seu professor. Ele fala que nunca teve dificuldades com matemática e quando algum professor duvidava dele ele se sentia mal. Ele acrescenta que não tem nenhum professor negro na universidade. Ele fala que os cursos mais populares tendem a ser menos elitizados na universidade dele, já os cursos mais concorridos como Administração e Economia costumam ser ocupados por brancos e classe média alta. Ele disse que a maior dificuldade que encontrou para ingressar na universidade foi falar com a mãe dele que ia precisar se mudar sem saber como seria, pois, ele não tinha condições. Dentro do curso ele disse que não tem muita dificuldade porque estuda bastante, o que pesa para ele mesmo é a mãe dele custear a moradia dele para que ele possa estudar.
5’53’’ a 7’04’’
7’26’’ a 9’46’’ 9’57’’ a 11’06’’
11’21’’ a 11’52’’ 12’04’’ a 12’’37 12’50’’ a 13’27’’ 13’40’’ a 14’38’’ 15’24’’ a 17’16’’
Ele diz que foi a primeira pessoa da família dele a entrar em uma universidade pública e afirma ainda que a sensação é que ele foi o primeiro de outros que virão. Ele diz que incentivou um pouco a irmã dele a entrar na universidade pública. Ele fala que quando descobriu que tinha cotas raciais e sociais ele viu a possibilidade de ingressar na universidade. Leonardo diz que as cotas é a política mais eficaz a curto prazo Ele fala que nós negros fomos marginalizados durante muito tempo e diz que as cotas raciais é o mínimo que o Estado poderia fazer para reparar o que não havia sido feito no passado, ele diz que as cotas têm se mostrado eficiente. Ele diz que as pessoas negras que ele conhece geralmente tendem a mostrar que conseguem ser tão
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17’34’’ a 19’36’’ 19’49’’ a 21’07’’
bons ou melhores quanto os outros alunos, ele diz ainda que a maior parte desses alunos cotistas se dedicam muito, absurdamente. Ele ainda conclui que as cotas acenderam uma luz para que ele pudesse saber que era possível ele estar dentro de uma universidade pública. Ele diz que vivemos em uma sociedade em que foi legitimado que apenas as pessoas brancas poderiam ter acesso aos privilégios da sociedade. Ele ainda acrescenta questões da meritocracia racial. Ele conclui falando sobre a perspectiva universitária dele e diz que quer ser professor de graduação.
Repórter: Ana Claudia Silva
Folha de Decupagem
Data 15/09/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Milena Minutti (Aluna da Unifesp)
Tempo in / out 54’’ a 1’17’’
Conteúdo
1’37’’ 3’59’’
Apresentação; Millena Minutti (21) aluna do curso de Administração da Unifesp, está cursando o 7º semestre, 4° ano do curso, ingressou na universidade em 2017. Entrou por vagas remanescente Estudou em escola pública desde o ensino fundamental, fez o ensino médio em um escola técnica e foi por intermédio da escola técnica que ela teve o conhecimento que a universidade pública era uma possibilidade, ela disse ainda que tem outros irmãos mais velhos que já tinham conseguido ingressar em uma universidade pública. Ela fez um cursinho popular na USP quando finalizou o Ensino Médio, tinha aula de segunda a sexta durante o período da manhã, estou durante cinco meses, mas teve que interromper o cursinho para trabalhar e ajudar a família dela. Dessa forma ela utilizou a nota do Enem em uma faculdade particular com bolsa, porque ela pensou que seria mais fácil para conseguir um emprego, dois meses depois ela conseguiu uma vaga de jovem aprendiz, mas mesmo ela estando em uma faculdade pública com bolsa ela fez o Enem novamente e conseguiu passar na Unifesp que era objetivo dela inicial.
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4’15’’ a 5’21’’
Ela diz que o curso técnico que ela tinha feito era de administração e esse foi um dos motivos de ela ter escolhido a graduação em administração.
5’35’’ a 8’22’’
Ela disse que o desempenho dela na universidade não é tão bom, pois no início da graduação ela sentiu muita dificuldade pela falta de preparo que ela não teve no Ensino Médio. Ela ingressou na universidade com quase um mês de aluna iniciada e isso fez com que ela pegasse três DP. Ela diz ainda que não conseguia acompanhar a dinâmica das aulas, pois sentiu muita diferença no ensino superior privado e do público. Ela diz que nunca teve um preparo com a aula de exatas e acredita que a faculdade espera que o aluno tenha um conhecimento básico para as disciplinas e como ela não teve esse preparo, isso se refletiu nas notas dela, mas depois do segundo semestre ela começou a entrar no ritmo e não pegou mais nenhuma DP, mas disse que isso não tem sido fácil para ela. Ela diz que a questão financeira acaba atrapalhando também o desempenho dela na universidade. Ela fala que ficou desempregada no início conseguiu receber um auxílio permanência da universidade no 2º semestre durante um ano e isso a estimulou a ela se dedicar 100% a universidade. Ela disse que decidiu ingressar na universidade pelas cotas raciais justamente pela consciência que ela tinha pela desvantagem no ensino, ela diz ainda que se ela tivesse que competir com ampla concorrência ela nem teria se inscrito, pois seria era algo impossível e hoje ela sabe que as cotas raciais tem o objetivo de incluir os negros, não por serem negros, mas pela desvantagem que isso nos impõem na sociedade. Ela fala da discrepância das notas da ampla concorrência e da nota dela. Ela diz que na sala dela o número de pessoas negras são muito poucas, ela diz que é a única mulher negra, mas tem outros três ou quatro colegas que também são negros, todos de pela clara. Mas ela diz que a universidade como um todo é bem diversa, inclusive no curso de Relações Internacionais, nesse curso ela percebe a presença de negros retintos, que são os intercambistas. Ela fala do coletivo negro da universidade dela e de um grupo de mulheres negras e por meio desse grupo ela pode perceber quão baixo é a representatividade de mulheres negras na universidade. Ela tinha a visão de que faculdade pública era apenas para ricos. Ela fala ainda que na universidade privada ela era a única negra e pensou que na universidade pública seria o mesmo, mas ela diz que até que há uma representatividade maior. Ela diz que tem três irmão mais velhos que entraram na universidade pública por meio das cotas raciais e uma irmã que também ingressou em uma universidade pública, mas que estudou em escola particular. Ela fala de dos cursos e da universidade em que os irmãos dela estudam e diz que é muito gratificante ver a família dela inteira estudando de graça e usufruindo de direito que é deles e isso possibilita eles ocupar esses espaços
8’44’’ a 9’58’’
10’10’’ a 11’23’’
11’46’’ a 14’56’’’
15’10’’ a 16’10’’
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16’32’’ a 19’28’’
19’46’’ a 21’27’’ 21’46’’ a 23’42’’
Ela diz que a importância das cotas para ela é imensurável e um orgulho para o pai dela. Ela fala que as cotas mostram que é possível. Ela diz que tem colegas próximos que não tentaram entrar na universidade porque achavam que não era possível e ela vê nisso a necessidade do apoio familiar. Ela fala da influência dos pais em incentivá-los a estudar. Ela diz que valoriza muito a universidade dela e o fato dela ser cotista, porque isso possibilitou o ingresso dela a universidade. Ela disse que poderia entrar na ampla concorrência, mas talvez seria dois ou três ano depois do ingresso dela, porque ela disse que não desistiria, porque vê a importância de estar na universidade. Ela fala que conseguiu um estágio no banco do Bradesco pela universidade em que estuda e hoje ela está iniciando em uma empresa multinacional e reconhece a importância de estar em uma universidade pública na conquista do emprego. Ela resume a trajetória dela e diz que muitas das conquistas que ela tem e resultado dessa trajetória. Ela disse que hoje participa de diversos eventos importantes pela faculdade. Ela fala que se não fosse pela universidade ela nunca teria conhecimentos desses encontros. Ela diz que as cotas é uma forma de reparação temporária. Ela diz que o que não foi dado a nós negros a 400 anos atrás está sendo dado agora. Ela diz que a partir do momento em que o racismo estrutural não for mais medida de desigualdade e discriminação as cotas não serão mais necessárias, mas hoje ela vê as cotas como uma necessidade e que é possível Repórter: Ana Claudia Silva
Folha de Decupagem
Data 11/09/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Régis Rodrigues (Historiador)
Tempo in / out
Conteúdo
1’44’’ a 2’38’’
Apresentação; Régis Rodrigues é mestrando em História Social pela Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais onde também é Coordenador de Estudos de Afro Brasileiros, UNEAB. Faz parte da Associação de Brasileiros Pesquisadores Negros (ABPN). Desde a graduação ele é pesquisador do tema de cotas raciais.
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3’03’’ a 8’17’’
8’49’’ a 15’43’’
15’59’’ a 22’23’’
Ele diz que as cotas raciais no Brasil têm uma longa trajetória e que a primeira menção oficial foi em 1946, durante a convenção nacional do negro brasileiro. Da metade do século XX até o início do século XXI acontecem diversas manifestações políticas em prol das cotas. Ele diz que não havia um interesse por parte do legislativo e executivo interesse em instituir uma reserva de vagas nas universidades que contemplassem pretos e pardos. Ele fala das primeiras universidades que adotaram a política de cotas no Brasil como a Uneb, Uerj e Unb. Ele fala da autonomia das universidades em aderir as cotas e o papel do movimento negro na adesão das cotas e fala como a lei de cotas foi aprovada pela ex-presidenta Dilma Rousseff. Ele diz que as cotas é um grande feito político, ele fala que se há um passado desigual é necessário promover ações afirmativas no presente que sejam capazes de equiparar essas desigualdades entre os grupos que foram tratados de formas desiguais. Ele diz que quando o movimento negro lutou pelas cotas não se esperava que fraudes iriam acontecer. Ele fala da institucionalização das chamadas heteroidentificação, comissões verificadoras. Em 2012 quando a lei de cotas foi aprovada, o Supremo Tribunal Federal julgava a DPDF 186, nesta DPF o STF recomenda mecanismos adicionais a autodeclaração, pois quando um possível fraudador tentasse se valer do benefício seria facilmente descoberto, ele enfatiza que qualquer outro tipo de declaração está sujeito a fraude. Ele fala de como algumas universidades podem utilizar as cotas para comprovação da identidade. Ele diz que o que há no Brasil é um preconceito de Marca, termo do professor Horácio Nogueira, ou seja, as pessoas utilizam das características físicas para o exercício da discriminação e ele explica essa questão.
Ele diz que a escravidão é um dos precursores desse racismo, mas da ênfase a outros eventos que contribuíram para a marginalização do negro na sociedade, como politicas eugenistas no século XIX e XX, um racismo cientifico, a ciência defendendo que existia uma hierarquização das raças, entendiam se que para alcançar um ideal de civilização era necessário embranquecer a nação. Ele cita o sanitarismo no Brasil, ele fala que essa política tinha o viés extremamente racista, pois analisar os indicadores, as casas queimadas pertenciam a famílias negras. Ele fala da lei do Boi, aprovada pelo deputado Rute de Carvalho, essa lei reservava vagas em universidades nos estabelecimentos agrícolas para filhos de fazendeiros e ele quem tinha acesso a essa lei era a elite brasileiras, logo pessoas brancas e de classe alta. Ele diz que por esses motivos houve uma luta negra para que essas diferenças pudessem ser equiparadas e isso compõem o imaginário brasileiro, pois se a pessoas negras sempre nas piores
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condições sociais, em posições de vulnerabilidade até mesmo em situações de delinquência, se fortalece ainda mais esse estereótipo e afirma que as nossas desigualdades são raciais, pois ela tem cor e faz com que isso seja naturalizado e não percebamos o problema. 22’29’’ a 26’32’’
27’15’’ a 33’20
49’’ a 3’16’’
3’42’’ a 7’16’’
Ele diz que as cotas são necessárias, pois se faz uma análise socioeconômica do Brasil, os melhores salários e as melhores condições de vida está intimamente ligada ao ensino superior, a educação no Brasil sempre agiu como um filtro e dessa forma se determinava quem estaria nas melhores condições de trabalho e quem estaria na produção, essas profissões são importantes, mas dependendo da profissão é possível perceber a comodidade financeira de cada e se o espaço acadêmico promove essa ascensão é necessário então que negros também ocupem esses espaços por meio das cotas. Ele diz que quando há pessoas negras pensando no ambiente acadêmico e esse conhecimento sendo utilizado para fomentar políticas públicas, há então uma mudança estrutural, por isso a universidade sempre foi ocupada pela elite, ocupar esses lugares é estratégico para se pensar a sociedade em que nós queremos Ele fala que a conferência de Durban, em 2011 na África do Sul e marca a discussão de ação afirmativa no mundo. Ele cita um termo de um pesquisador que se refere ao sucesso acadêmico, ele fala que geralmente o sucesso académico dos alunos está relacionado ao quantitativo, mas essa forma é umas das formas de sucesso acadêmico, mas é maior do que isso, como mais acesso à cultura, adquiriu conhecimento racial, possibilidades com discussões que não havia antes, dessa forma existe diversas maneiras de avaliar a efetividade dessa política. Ele fala também da vigência da lei de cotas que será em 2022. Se há mais doutores, professores e diversas áreas em que não era perceptível a presença de negros (Vídeo chamada caiu) Ele diz que a meritocracia é uma falácia e explica o conceito
Ele diz que teremos um grande desafio para que as cotas continuem em atuação nas universidades, tendo em vista o cenário político contra ações afirmativas para grupos minoritários e fala se fosse pela análise da efetividade da lei, certamente ela seria prorrogada e indica a autonomia universitária como um dos indicadores para a continuidade da lei e a universidade fazendo assim ela estaria colocando em prática o que de fato ela ensina sobre estudos de desigualdade, racismo entre outros e ele afirma que é possível sim que essa lei continue vigente e há muitos do movimento negro se debruçando sobre esse evento do termino da vigência da lei. Ele disse que o pouco tempo em que as cotas raciais têm atuado já é possível identificar mudanças estruturais significativas
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Repórter: Ana Claudia Silva
Folha de Decupagem
Data 01/10/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Tailane Machado (Historiadora)
Tempo in / out
Conteúdo
1’34’’ a 2’58’’
Tailane Machado, se formou em História pela USP e é Mestranda em História Social também pela USP, sempre pesquisou sobre a população negra na universidade, em 2015 estava envolvida em movimentos que pediam a aprovação de cotas na USP. Ela diz que esse país tem mais de 500 anos de história, mas marcado por um longo período de negros escravizados e em menor número indígenas, ela fala de toda a luta o povo negro teve pelo fim da escravidão e a abolição da escravatura não veio acompanhado de nenhuma ação para reintegra-los e fala também da tentativa de branqueamento da sociedade. Ela fala que além de não receberem terras, oportunidades de emprego entre outros, também houve a criminalização da capoeira, a implantação da lei da vadiagem, ela destaca os trabalhos que as mulheres negras tinham como lavadeira, cozinheira, empregada doméstica e os homens presos e a criação de estereótipos dos homens que não gostavam de trabalhar. Ela fala dos impedimentos que crianças acessem a escola naquele período, dessa forma o Estado foi extremamente responsável pelo impedimento de negros avançarem economicamente, educacional, saúde entre outros. Ela diz que as cotas vêm como uma espécie de reparação histórica de tudo o que havia sido feito, o que não aconteceu com os brancos já que receberam amparo do governo. E isso resultou hoje numa maior taxa de analfabetismo entre os negros, pouca escolarização, baixo índice de posto de trabalho mais alto, maior índice de encarceramento, de morte, acesso a saúde precário. Foram quase 400 anos de escravidão e 130 anos de abolição, dessa forma, isso ainda é muito recente. As cotas vêm como uma tentativa de equiparar as desigualdades entre negros e brancos no Brasil. Se atentarmos na universidade, é possível perceber que a maioria ainda são os brancos. Ela menciona o início das cotas, ela da baixa presença de professores negros e pessoas negras em pós graduação e com as cotas tem se percebido uma melhora nesse quadro.
3’12’’ a 15’29’’
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15’52’’ a 21’14’’
21’26’’ a 25’24’’
25’36’’ a 30’25’’
30’39’’ a 38’23’’
Ela fala das cotas sociais como um papel importante para integrar pessoas na universidade e fala das dificuldades que uma pessoa enfrenta, mas só as cotas sociais não alcança a população negra como um todo, ela diz que a maioria da população pobre é negra, mas a uma desvantagem maior há um branco pobre e um negro, por sofrerem racismo nos mais diversos setores. Ela Ela diz que existem muitas análises que identificam que a lei de cotas tem dado certo, ela menciona um dos argumentos contrários que surgiram frente as cotas que o ingresso de cotistas diminuiria o nível acadêmico e deveria melhorar o ensino público, mas é algo que se fala há muito tempo, mas não é resolvido. O que se nota é que os alunos cotistas desempenho elevado, pois valorizam o acesso à universidade por meio das cotas. Ela diz que as pessoas não entendem algumas coisas, pois acreditam que todos devem ser tratados iguais, mas não há como ter a mesma medida com pessoas que estão em níveis desiguais. Tem uma questão de racismo e elitismo, mas outros disfarçam com um discurso para manutenção de privilégios. Ela diz que as cotas raciais, assim como outras ações afirmativas tendem a não ser mais utilizada, quando se há mais igualdade. Os benefícios das cotas são inúmeros como, ingressar na universidade negros que não teriam a possibilidade entrar, aumenta o grau educacional da população negra, cria-se maiores possibilidades de emprego, inserção na sociedade, discussões políticas, e também incentivando outras pessoas negras a ocuparem espaços, e a sociedade brasileira também ganha com a diversidade, uma mudança em muitos setores e que faz o país crescer. Repórter: Ana Claudia Silva
Editoria
Tema
Data 26/09/2020 Assunto
Educação
Cotas raciais
Danilo Lima
Tempo in / out
Conteúdo
1’44’’ a 2’29’’
Apresentação, formado em Sociologia com ênfase em Ciência Política, está realizando Mestrado em Educação de Relações Raciais na Universidade Federal de São Carlos. Trabalha na Trace TV na área estratégia e diversidade, também atua como Coordenador de Estratégia Política na Educafro e trabalha com um fundo de investimento para impacto na periferia.
Folha de Decupagem
49
2’46’’ a 4’01’’
4’11’’ a 5’39’’
6’03’’ a 9’09’’
9’18’’ a 11’00’’
11’10’’ a 13’14’’
Ele diz que as cotas se mostraram necessárias, pois nenhum outro mecanismo de inclusão no Brasil se mostrou tão eficiente para ingressar pessoas de baixa renda e negras a acessarem o ensino superior. Ele fala que há muitas políticas de inclusão no país e cita algumas delas e afirma que nenhuma dessas políticas causaram impacto tão grande quanto as ações afirmativas, em 10 anos fez ingressar mais de 150 mil alunos negros no ensino superior público, ele diz que foi a forma mais eficiente que a sociedade encontrou para promover a justiça e a mobilidade social para esses jovens. Ele fala que a história do Brasil está intimamente ligada às questões de desigualdades sociais e acredita que as ações afirmativas contribuem para reduzir as desigualdades geradas a partir do processo de escravização de pessoas negras no Brasil e diz que os indicadores sociais mostram a população negra figurando nos piores números, quem tem menos acesso à educação, saúde de qualidade são os negros e isso decorre de um processo histórico de marginalização. Ele diz que ninguém do movimento negro foi contrário as cotas sociais e até propôs a existência de ações afirmativas para outros grupos minoritários e diz que já que a universidade é pública todos deveriam ter acesso igualmente e acrescenta ainda que só as cotas sociais não seria suficiente para ingressar negros na universidade porque o racismo tem a ver com a questão econômica, mas sim com o fenótipo. Ele diz que foi aluno do programa de cotas na UFSCAR no curso de Sociologia e concluiu a formação dele com nota máxima ele também passou em primeiro lugar no Mestrado na UFSCAR, ele diz que a trajetória dele é uma das formas de observar o sucesso das cotas raciais e cita outras formas como negros ocupando outros espaços em profissões e diz que a partir daí é possível perceber que o que faltava para os negros eram as oportunidades de se desenvolver e fala ainda que quase todas universidades que fizeram um levantamento sobre o desempenho de cotistas e não cotistas identificaram que o desempenho deles eram quase similar e em alguns casos os cotistas ultrapassaram as médias dos não cotistas. Ele diz que a principal universidade do mundo Harvard, tem uma políticas de ações afirmativas para diversificar a presença de diversos povos no ambiente acadêmico e ele fala que ela entende que a diversidade contribuiu para se apresentar excelência, pois quando há um padrão no universo acadêmico se tende a apresentar soluções convencionais, ele diz que ainda da importância da contribuição das classes menos favorecidas nesse processo, pois eles entendem dos problemas diários da sociedade, pois vivenciam isso todos os dias. Ele fala que a sociedade ganha em termos de aprendizado, ele diz da experiência dele enquanto aluno cotista estudou com alunos quilombolas e outros povos e diz que isso contribuir, a sociedade ganha com soluções inovadoras e cita a mulher negra que decodificou o coronavírus.
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13’30’’ a 15’13’’ 15’26’’ a 17’18’’ 17’23’’ a 18’53’’
Ele diz que a imposição da efetividade das cotas é explicada pelo racismo na sociedade. Ele diz que a grande revolta em torno das cotas é porque as cotas democratizaram os espaços e a elite não querem renunciar a seus privilégios Ele disse que as cotas tiveram o papel de fazer o país debruçar o que são os conflitos sociais, durante muito tempo não se discutia a questão racial no Brasil. Ele diz que as cotas é um direito do negro. Ele diz que as cotas não começaram nas instituições públicas, mas sim no âmbito privado ele acrescenta que essas ações podem ser aplicadas também em empresas privadas que certamente as desigualdades reduziria. O compromisso de reduzir as desigualdades é do coletivo Repórter: Ana Claudia Silva
Folha de Decupagem
Data 29/08/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Letícia Fernanda (Aluna da Unifesp)
Tempo in / out
Conteúdo
14’’ a 40’’
Apresentação; entrevistado falou nome e sobrenome; idade; qual universidade estuda e período que está cursando.
54’’ a 1’34’’
Letícia comenta da trajetória dela antes de ingressar na universidade e menciona a influência do irmão pela conquista da vaga na universidade pública.
1’59’’ a 2’25’’ 2’36’’ a 3’37’’
Ela menciona o momento exato que entrou na universidade após realizar o Enem.
Ela diz que fez seis meses de cursinho popular e destaca que sentiu a diferença do ensino da escola pública para o cursinho e que o cursinho popular foi a base para ela entrar na universidade. Letícia fala um pouco de sua rotina de estudo.
3’52’’ a 4’09’’
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4’17’’ a 5’04’’
A jovem destaca o porquê escolheu o curso de Pedagogia
5’12’’ a 5’41’’
Letícia fala que estar em universidade pública para ela significa uma conquista não só para ela, mas a todas as gerações anteriores. Ela diz que quando um negro entra em universidade ele abre um portão a diversas gerações que poderão se identificar com o caminho percorrido. Ela diz que se sente privilegiada e as vivências não são iguais, ela destaca as diferenças de realidade de estudantes que ela encontra na sala dela.
6’00’’ a 7’04’’ 7’37 a 08’08’’
Ela menciona um acontecimento de um colega de classe por um esforço diário para se manter na faculdade. A jovem ainda acrescenta que os cotistas não se permitem errar.
8’17’’ a 9’21
Ela disse que são muitas dificuldades que encontra para se manter na universidade como a questão do ensino a entrevistada logo relata a dificuldade que a família tem para manter o irmão dela na universidade. Ela diz que a entrada do irmão e dela na universidade significa muito coisa porque várias barreiras precisaram ser quebradas. Letícia aborda as dificuldades que a família dela tiveram para acessar a educação e se emociona. Ela fala um pouco de como a família dela deve se sentir com o ingresso dela e do irmão na universidade. “Uma perspectiva de um futuro melhor, não só pra gente, mas também para as futuras gerações” acrescenta. Ela diz sobre a importância das cotas raciais.
8’34’’ a 10’16 10’30’’ a 10’56’’ 11’10’’ a 12’00’’ 12’13’’ a 12’46’’
Ela fala sobre o que pretende fazer no futuro na profissão em que estuda.
13’03’’ a 14’17’’
Ela ainda diz sobre a experiência dela de estudar no primeiro semestre da universidade pública remotamente.
14’37’’ a 16’24’’
Ela diz um pouco da experiência dela durante o primeiro semestre em uma universidade privada antes de entrar em uma universidade pública.
16’42’’ a 17’44’’
A entrevistada comenta algumas diferenças que encontrou da universidade pública para a privada.
52
17’57’’ a 19’15’’
Ela fala de como era o desempenho dela na escola quando ainda era pequena e fala do privilégio que ela e o irmão dela tiveram de apenas estudar e não trabalhar durante esse período de estudo
19’31’’a 22’04’’
Ela ainda fala sobre o racismo estrutural.
2’22’’ a 22’46’’
Ela comenta sobre o papel das cotas no sentido reparatório das desigualdades raciais.
24’01’’ a 22’05’’
Ela finaliza deixando uma mensagem da importância de se entender que as cotas é um processo reparatório.
Repórter: Ana Claudia Silva
Folha de Decupagem
Data 21/09/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Pesquisador das relações étnicos raciais (Hélcio Barbosa)
Tempo in / out
Conteúdo
1’04’’ a 2’54’’
Ele fala do período escravocrata e dos resultados que isso gerou, como a falta de acesso à educação, logo houve se então uma desigualdade em diversos setores em que os negros foram submetidos. Ela diz que a negação da efetividade da lei de cotas raciais nada mais é do que um fruto do racismo na sociedade. Ele fala ainda sobre a chamada lei do Boi instituída em 1960 em que os filhos dos fazendeiros criadores de bois, tinham direito de estudarem nas escolas técnicas agrícolas e ensino superior, isso nada mais é, segundo ele, uma forma de privilegiar certos grupos em detrimento de outros. Ele ainda fala que quando se pensaram em cotas raciais no país, ao mesmo tempo houve diversas especulações e segundo ele isso existiu justamente para impedir os negros de se ascenderem socialmente.
3’05’’ a 5’04’’
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5’16’’ a 7’35’’
08’03’’ a 10’10’’ 10’25’’ a 11’49’’
12’10’’ a 13’00
6’03’’a 7’45’’
Ele volta a destacar os argumentos contrários à lei de cotas, como iria diminuir a qualidade do ensino. Ele fala que isso é usado como um argumento para desqualificar essa ação afirmativa. Ele dá exemplos de como essa afirmação não se confirma na prática. Ele fala ainda de estudos que mostram o alto desempenho de alunos cotistas na universidade. Ele fala de outros países que implantaram cotas raciais com a Índia e os Estados Unidas e enfatiza que as cotas não são eternas e sim por um determinado tempo até que se tenha uma certa igualdade. Ele menciona a UERJ como precursora das cotas. Ele diz que o papel das cotas raciais é conflitar toda ideologia racista na sociedade. Ele fala ainda que as cotas raciais foram notadas pela sociedade como uma inserção do negro pela falta de oportunidades que ele tinha e não pela falta de conhecimento e isso tem proporcionado uma igualdade de oportunidades. Ele diz que as cotas possibilitam uma sociedade mais igualitária, diminuindo assim a violência e fome e conclui que as cotas têm o papel de tornar a sociedade mais igualitária em todos os setores, econômicos, sociais, políticos e culturais. Entrevista dia 14/09 Erro no áudio
Ele diz que estudos já realizados mostram a desigualdade que existe no país que interfere em vários setores e principalmente na educação. Ele afirma a importância para a efetivação das cotas neste processo de reparar desigualdades Repórter: Ana Claudia Silva
Folha de Decupagem
Data 25/09/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Marcelo Tomé (Professor de Pós Graduação)
Tempo in / out
Conteúdo
1’05’’ a 2’49’’
Apresentação; Marcelo Tomé Mestre em Administração, especialista em História da África e do Negro do Brasil.
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3’01’’ a 11’24’’
11’36’’ a 14’14’’
14’49’’ a 23’28’’
23’38’’ a 27’09’’
27’33’’ a 31’53’’
32’07’’ a 36’27’’
Ele diz sobre a importância das cotas e alude o tema no fim da escravidão onde negros não tiveram nenhuma política de integração na sociedade, ele fala de algumas leis que existiram que nunca benefiaram os negros e cita ainda leis que deram privilégios aos brancos como a Lei da Imigração e a Lei do Boi. Ele fala que mesmo nós negros sendo maioria não tempos representatividade nos espaços como a falta de alunos e professor negros nas universidades e na mídia. Ele disse que negros servirão de referências para outros negros para mostrar possibilidades, ele fala da importância da representatividade nos espaços e cita a contribuição do autor Florestan Fernandes e diz que se não há médicos, advogados negros, cria se uma ideia de que negros não podem ocupar esses espaços. Ele fala que em todos os lugares que ele passou ele era um dos poucos negros ou o único e cita esses espaços e a ausência de pessoas pretas. Ele diz que as cotas é só o começo dos direitos que os negros devem ter. Ele menciona que durante um tempo em que negros não puderam estudar. Ele fala dos desafios que os negros precisam enfrentar como estudar, trabalhar e ainda sem apoio financeiro de pais. Ele fala que quando entrou como aluno convidado da USP ele se viu como o único negro da sala, além de todos os demais alunos, tinham condição de vida elevada. Ele fala que mesmo que pessoas negras e brancas tenham as mesmas condições de vida, o branco acaba tendo certos privilégios em razão da sua cor. Ele fala sobre a questão das fraudes no sistema de cotas e fraudando as cotas para ter privilégios. Ele diz também da contribuição de negros na sociedade. Ele diz que as fraudes não deslegitimam a política de cotas tendo em vista todo o estudo já feito e os resultados que a lei de cotas trouxe. Ele disse que existem várias pesquisas científicas o quanto as cotas tem dado certo, ele diz que um cotista que entra na universidade precisa ter boa frequência e boas notas e diz que geralmente os cotistas são os que mais estudam, pois precisam sempre tirar notas altas e ainda há muitas pessoas que conseguiram fazer intercâmbio trazendo assim uma bagagem de conhecimentos. Ele fala que quando há negros em representatividade, outros negros podem ser influenciados e acabam acessando outros negros querendo ocupar também os espaços. Ele diz que há muitas pessoas que são contra as cotas pelo desconhecimento ou pelo fato de se informarem por uma única mídia ou pelas redes sociais e diz também que o racismo estrutural contribui para isso. Além disso ele fala da questão do privilégio branco que contribui também para a negação da efetividade dessa política, pois não querem perder seus espaços de privilégios. Ele fala que se valorizarmos toda a diversidade que temos talvez o país se tornasse melhor, além disso para educar a população de como educar todas as origens é necessário se ater às pesquisas. Ele fala 'das diferenças de teorias dos estudos sociais e que identificam assim os problemas raciais. Dessa forma, ele conclui que é necessário analisar a ciência e não se pautar tanto pelas redes sociais.
55
Repórter: Ana Claudia Silva
A.
Folha de Decupagem
Data 21/09/2020
Editoria
Tema
Assunto
Educação
Cotas raciais
Janssen (Ex-aluna da UFSCAR)
Tempo in / out
Conteúdo
37’’ a 2’07’’
Ela terminou o Ensino Médio em 2005, mas apenas em 2011 que ela ingressou na universidade, o tempo de ingresso demorou, pois ela não tinha as ferramentas necessárias para ingressar em uma universidade pública, uma base que a escola pública não fornece. Ela só conseguiu ingressar na universidade quando teve apoio dos pais em cursos no Kumon, Fatec etc. Ele disse que isso custou a família dela um valor de quase cinco mil reais e se considera privilegiada nessa trajetória, pois foi por meio desse incentivo que ela conseguiu ingressar na universidade. Ela disse que optou escolher pelas cotas raciais pela possibilidade concorrer com pessoas que tiveram a mesma realidade semelhantes. Ela disse que estava concorrido porque ela só foi chamada na quarta lista do curso de Biotecnologia.
2’18’’ a 3’23’’
3’34’’ a 5’31’’
5’41’’ a 6’57’’
Ela diz que ingressou na universidade em 2011, mas só conseguiu se formar em 2017, na graduação de quatro anos, pois no início ela tinha muita dificuldade com cálculos e falou da abordagem do professor nas aulas que fizeram “ como vocês já viram isso no ensino médio”, se referindo a aulas do ensino particular, só quando ela encontrou uma professora no meio da graduação que de fato ela conseguiu ter melhores resultados. Ela fez duas iniciações científicas, voluntária e outra na Embrapa, ela participou de mentorias, onde teve acesso a pessoas que ingressaram por cotas.
7’09’’ a 7’54
Ela é de Campinas e foi morar em São Carlos e morou em um pensionato durante um ano e meio e tinha que pagar pela moradia e tinha custos com alimentação e passagem, mas ela optava por fazer o trajeto a pé , pois reduzia o custo e a universidade era próximo onde ela morava
8’06’’ a 8’53’’
Ela recebia auxílio alimentação, onde almoçava e jantava no restaurante universitário, nas greves ela recebia o alimento em casa, durante a mentoria ela recebia uma bolsa, mas foi no final do curso
9’17’’ a 11’16’’
Ela fala que o curso de Biotecnologia iniciou em 2009 e ela ingressou em 2011 e relata que a cada ano tinha apenas uma pessoa negra e indigena na sala, ela diz que não tem professores negros na universidade e isso mudou de 2013 em diante e dentro da universidade não havia representatividade, ela levanta a questão que tinha professores e alunos que acreditavam negros estavam ocupando vagas de quem realmente
56
tinha estudado, mas eles não entendiam como funcionavam as cotas, no início ela não tinha muitos argumentos, mas em 2014 ela já conseguia levantar a questão da importância dessa lei. 11’26’’ a 12’30’’
Ela é a primeira pessoa da família dela a se formar em uma universidade pública, ela tem uma prima que ingressou agora em uma universidade pública, mas trancou por conta da pandemia. Ela diz que isso é motivador, pois alguns primos delas conseguiram perceber que também era possível.
12’47’’ a 14’03’’
Ela diz que conseguiu ter contato com pessoas de diversos países, por meio da universidade, e ela fala que a universidade possibilitou o conhecimento de muitas coisas.
14’12’’ a 15’29’’
Ela diz que ser cotista na universidade tem uma importância muito grande, como mostrar que a pessoa é capaz e foi no ambiente acadêmico que ela se reconheceu como uma mulher negra, parou de alisar o cabelo, empoderamento, dentro da sala de aula quando enfrentava comentários racistas. Se formou em maio de 2017, fez especialização em 2018 e atualmente ela não está trabalhando, por conta que tem um bebê recém-nascido, mas está fazendo um curso de processos químicos.
15’36’’ a 16’32’’
18’08’’ a 20’50’’
21’03’’ a 24’11’’
Ela diz que as cotas vieram para auxiliar as pessoas que não tem condições s de competir e fala da importância de ter um ensino de base de qualidade. Ela diz que a reparação está muito longe de acontecer, mas as cotas são uma ferramenta para que negros ingressem no ensino público e diz que os cotistas que entram na universidade são os que mais permanecem no curso se formam e trabalham Ela diz que há muitos contrários às cotas por acreditarem que os cotistas estão roubando vagas e ela explica o porquê essa afirmação não se válida na prática. Ela diz que há pessoas que não querem o ingresso de negros e indígenas na universidade e dificultam ainda mais para que isso não se efetive. Ela diz que espera que chegue um momento que não se precisará mais de cotas. 2ª Gravação da entrevista (Anterior havia dado erro)
5’05’’ a 6’03’’
Janssen, formada em Biotecnologia pela UFSCar, também é formada em Química, fez especialização quando se formou, estuda processos químicos de forma remota.
6’16’’ a 7’49’’
Ela diz que se considera privilegiada, a mãe dela é formada em Letras e conseguiu dessa forma financiar seu estudo, fez cursinho particular e popular e foi com a base que teve no cursinho popular na Unicamp que resolveu entrar na universidade. Ela diz que a escola pública não dá base para ingressar em universidade pública. Ela diz que a escolheu o curso dela por recomendação de uma amiga.
7’56’’ a 8’42’’
57
8’58’’ a
Ela prestou o Enem para entrar na universidade, ela diz que as cotas raciais permitem que o candidato tenha mais possibilidade de ingressar (deu erro).
Repórter: Ana Claudia Silva
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B. PAUTA PAUTA
Ana Claudia “Cotas raciais: A revolução silenciosa”
PRODUTO: Grande Reportagem
TEMA/ASSUNTO: Cotas raciais
DATA DA ENTREVISTA: 2º Semestre de 2020
HISTÓRICO As cotas raciais sempre foram alvo de críticas e denúncias da sociedade, mesmo diante de dados que comprovem a legitimidade dessa lei, ainda é bastante evidente o alto índice de opositores a essa medida. Essa imposição pode ser, de fato, explicada pelo racismo estrutural que vigora na sociedade e interfere nos mais diversos âmbitos do viver social e um deles é a posição de negação da efetividade dessa lei. As cotas são medidas importantes e necessárias para o combate ao racismo e para que cada vez mais negros tenham acesso aos direitos fundamentais previstos na constituição brasileira, como a educação. Os dados estatísticos da população evidenciam o alto índice de negros marginalizados da sociedade, sem acesso aos direitos básicos como educação, alimentação, condições de moradia, profissões entre outros. Problemas que são reflexos de uma “abolição não abolida”. Mesmo depois de todo o processo de escravidão, os negros permaneceram em oposições inferiores, seja pela responsabilidade do Estado que não implementou sequer alguma medida a fim de assegurar a garantia de condições de vida aos negros ou até mesmo pelas práticas dos “brancos” que não se alterou em relação aos negros, seja por tratamentos de desprezo e inferioridade ao negro ou pela negação de que negros pudessem e devem estar condições de igualdade ao branco. Todos esses fatores evidenciam a tão necessária medida afirmativa de cotas que busca integrar nos lugares sociais negros por uma desvantagem historicamente estabelecida. ENFOQUE/ANGULAÇÃO A reportagem vai retratar histórias de estudantes que entraram nas universidades públicas de São Paulo pelo sistema de cotas raciais, abordado as dificuldades e superações que esses alunos tiveram e tem, tanto para ingressar na universidade quanto para se manter lá. Além disso, o trabalho será pautado em legitimar essa ação afirmativa por meio dos resultados que a lei de cotas apresenta. Ademais o trabalho também vai se valer de fontes que contribuam para contextualizar o racismo estrutural no Brasil e as desvantagens cumulativas dos negros na sociedade. POSSÍVEIS PERGUNTAS •
Alunos cotistas: Você entrou na universidade logo que terminou o ensino médio ou teve que estudar por mais tempo? Como foi esse processo? Quais foram os desafios que você teve que ultrapassar para conseguir ingressar na universidade?
•
O que te motivou a concorrer pelo sistema de cotas raciais no Vestibular?
59
•
O que significa para você hoje ser negra (o) e entrar em uma universidade pública?
•
Qual foi a importância das cotas raciais no seu ingresso a universidade pública?
•
Você é a primeira da família a ingressar em uma universidade pública, se sim o que isso significa para você?
Historiadores: •
Durante a história, quais fatores contribuíram para que o negro fosse marginalizado da sociedade?
•
Em que contexto as cotas raciais se mostram necessária para integrar o negro com a educação superior?
•
Quais as principais dificuldades que serão enfrentadas para que essa lei continue vigente?
•
O que identifica que as cotas raciais têm dado certo?
•
Quais benefícios a lei de cotas promovem na sociedade?
•
Por que ainda há muitos opositores a lei de cotas mesmo ela sendo eficiente?
Pesquisadores de Ações Afirmativas: •
Como o racismo estrutural contribui para opiniões contrárias a lei de cotas?
•
De que forma esses pensamentos e práticas podem ser combatidos?
•
Qual é o papel das cotas na luta anti racista?
•
Por que a sociedade tem dificuldade em compreender a importância das cotas raciais?
60
•
Qual a importância das cotas raciais no combate antirracismo?
FONTES Estudantes • • • • • •
Felipe Cavalcanti – Estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Larissa Alexandre – Estudante de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Leticia Fernandes – Estudante de Pedagogia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Leonardo Costa – Estudante de Economia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) Milena Minutti – Estudante de Administração da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Rayane Miguel – Estudante de Letras na USP
Outras fontes • • •
Danilo Lima – Pesquisador de Ações Afirmativas Régis Elísio Rodrigues – Historiador Tailane Machado – Historiadora
Todas as fontes foram localizadas pelas redes sociais LinkedIn e Instagram, com exceção da Leticia Fernandes e do Leonardo Costa que foram indicados por uma amiga. Livro: Telejornalismo das histórias às técnicas (GILVAN FERREIRA, 2017) EQUIPAMENTOS
REPÓRTER
Computador; softwares; gravador; celular
Ana Claudia Silva.
61
C. ROTEIRO
TEMPO
TIPO
ÁUDIO / TEXTO
VÍDEO / IMAGEM
COTAS RACIAIS: A REVOLUÇÃO SILENCIOSA
CLAQUETE 5’’
PRODUTO: REPORTAGEM DE TV DIREÇÃO: ANA CLAUDIA SILVA TEMPO: 19’49’’ ORIENTADOR: PROF.ME. ANTONIO LUCIO R. ASSIZ PROJETO EXPERIMENTAL COMO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO, DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL. DEZEMBRO/2020
ÁUDIO
1’ A 17’’
IMAGEM 1 CLIPE IMAGEM 2 IMAGEM 3
ELZA SOARES - O QUE SE CALA MIL NAÇÕES MOLDARAM MINHA CARA
62
7’03’’ A 7’07’’
SON
AS COTAS FORAM SUPER IMPORTANTES PARA A MINHA PRESENÇA NA ESCOLA.
FELIPE CAVALCANTI (ALUNO DO CURSO DE DIREITO DA USP)
6’12’’ A 6’16’’
SON
SEM ELA PROVAVELMENTE EU NÃO ESTARIA NA UNIVERSIDADE DE DIREITO.
FELIPE CAVALCANTI (ALUNO DO CURSO DE DIREITO DA USP)
21’’ A 23’’
(CLIPE) MINHA VOZ CLIPE IMAGEM 2
17’07’’ A 17’15
SON
ELA NÃO SÓ ME COLOCOU DENTRO DA UNIVERSIDADE, MAS ELA ME ACENDEU A LUZ PARA QUE EU PUDESSE PENSAR EM ESTAR EM UMA UNIVERSIDADE.
LEONARDO COSTA (ALUNO DO CURSO DE ECONOMIA DA UFSCAR)
63
CLIPE IMAGEM 3
12’51’’ 12’58
A SON
USO PRA DIZER O QUE CALA
LEONARDO COSTA NA MINHA FAMÍLIA EU NÃO FUI SÓ (ALUNO DO CURSO DE A UNICA PESSOA NEGRA. EU FUI A ECONOMIA DA UFSCAR) PRIMEIRA PESSOA A ENTRAR EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA.
CLIPE IMAGEM 4
O MEU PAÍS
.
12’00’’ 12’14’’
A SON
ENTÃO PRA MIM AS COTAS FORAM ESSENCIAIS E IMPRESCINDÍVEIS NA MINHA APROVAÇÃO.
LARISSA ALEXANDRE
64
CLIPE IMAGEM 5
17’55’ 18’01’’
A SON
HOJE EU VALORIZO MUITO A UNIVERSIDADE QUE EU CONSEGUI ENTRAR E VALORIZO MUITO FALAR QUE SOU COTISTA
CLIPE COTAS RACIAIS
É MEU LUGAR
MILENA MINUTI (ALUNA DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UNIFESP)
DE FALA
A REVOLUÇÃO SILENCIOSA IMAGEM: NEGROS FORMADOS
4’’
OFF A LEI DE COTAS POSSIBILITOU QUE NOVOS ESTUDANTES ACESSASSEM O DIREITO A UNIVERSIDADE.
ALUNOS ANDANDO NA UNIVERSIDADE UERJ 7’’ A 13’’
65
5’’
OFF
2’31’’ 2’41’’
A SON
3’47’’ 4’02’’
A SON
4’23’’ 4’35’’
A SON
COM UMA ROTINA DE TRABALHO E ESTUDO, LARISSA ALEXANDRE INGRESSOU PELA POLÍTICA DE COTAS NA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.
ESTUDEI CINCO ANOS, SENDO QUATRO ANOS DE CURSINHO E UM ANO ESTUDEI SOZINHA, SEMPRE ASSOCIANDO A ROTINA DE TRABALHO COM A ROTINA DE ESTUDOS
EU FIZ ESCOLA ESTADUAL E NA ESCOLA ESTADUAL EU NUNCA TINHA OUVIDO FALAR DE VESTIBULAR NEM NADA E COM ISSO FUI POR CONTA PRÓPRIA PROCURANDO AS COISAS.
QUANDO EU COMECEI A VER QUE O ENSINO QUE EU TIVE EU NÃO IA TER MUITAS POSSIBILIDADES EU FUI PROCURANDO LUGARES PREPARATÓRIOS PARA ESSAS PROVAS.
LARISSA ALEXANDRE
LARISSA ALEXANDRE
LARISSA ALEXANDRE
LARISSA ALEXANDRE
66
5’42’’ 5’49’’
A SON
OFF
2’40 A 3’06’’ SON
3’18’’ 3’54’’
A
CONVERSANDO COM MEUS PAIS ELES FALARAM QUE NÃO TERIAM CONDIÇÕES DE PAGAR, AÍ EU FALEI, AH ESTÁ BOM ENTÃO EU VOU TRABALHAR E CUSTEAR O CURSINHO.
AS COTAS RACIAIS TAMBÉM PERMITIRAM QUE FELIPE CAVALCANTI REALIZASSE O SONHO DE CURSAR DIREITO NA USP.
EU DEMOREI TRÊS ANOS PARA CONSEGUIR INGRESSAR NO VESTIBULAR, TERMINEI O ENSINO MÉDIO EM 2017 E JÁ TINHA SIDO TREINEIRO EM 2016, ENTÃO JÁ SÃO QUATRO ANOS DE VESTIBULARES. DE INÍCIO EU SÓ TINHA O APOIO DA ESCOLA ESTUDUAL E QUE ACABOU SENDO INSUFICIENTE, NÃO CONSEGUI PASSAR ASSIM QUE TERMINEI O ENSINO MÉDIO.
LARISSA ALEXANDRE
FELIPE CAVALCANTI (DIREITO)
FELIPE CAVALCANTI (DIREITO)
EM 2019, EU PENSEI PRECISO DAR FELIPE CAVALCANTI UM JEITO, CHEGA DO (DIREITO) VESTIBULAR, AGORA EU TENHO QUE IR. MINHA MÃE NÃO CONSEGUIA BANCAR O EMPREGO, MINHA MÃE É SOLTEIRA E ELA SUSTENTA TODA A CASA. EU COMECEI A PROCURAR EMPREGOS, ENTREI NA LOCAWEB COMO JOVEM APRENDIZ NA EQUIPE DE MARKETING E COM ESSE DINHEIRO EU CONSEGUI PAGAR O CURSINHO NO ETAPA. A
67
PARTIR DISSO TRABALHANDO E ESTUDANDO EU CONSEGUI.
OFF
OFF
3’03’’ 4’33’
A SON
EM UMA DECISÃO HISTÓRICA A LEI DE COTAS FOI APROVADA EM 2012 PELO SENADO. O PROJETO DE LEI JÁ TRAMITAVA NO CONGRESSO HAVIA 13 ANOS, A VOTAÇÃO GANHOU FORÇA QUANDO O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APROVOU POR UNANIMIDADE AS COTAS RACIAIS E SOCIAIS NAS UNIVERSIDADES COMO CONSTITUCIONAIS. O TEXTO APROVADO GARANTE METADE DAS VAGAS A ALUNOS QUE CURSARAM TODO ENSINO MÉDIO EM ESCOLA PÚBLICA, DESSE TOTAL 50% É DESTINADO A ESTUDANTES COM RENDA FAMILIAR DE ATÉ UM SALÁRIO MÍNIMO E MEIO POR PESSOA, A OUTRA PARTE É RESERVADA A ALUNOS PRETOS, PARDOS E INDÍGENAS COM A MESMA RENDA DE ACORDO COM DADOS PERCENTUAIS DE CADA ESTADO DO IBGE. AS COTAS RACIAIS NO BRASIL TÊM UMA LONGA TRAJETÓRIA… NÃO HAVIA UM INTERESSE POR PARTE DO LEGISLATIVO E EXECUTIVO INTERESSE EM INSTITUIR UMA RESERVA DE VAGAS NAS UNIVERSIDADES QUE CONTEMPLASSEM PRETOS E PARDOS.
VÍDEO DO CONGRESSO NACIONAL
IMAGEM DA LEI
IMAGENS DA CONVENÇÃO NACIONAL DO NEGRO BRASILEIRO VIDEOS DE UNIVERSIDADES 27’’ UERJ
68
OFF
OFF
3’30’’ A 4’00 SON
DURANTE ESSE PERÍODO A VÍDEOS NA UERJ AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA FOI MUITO IMPORTANTE PARA INGRESSO DE PESSOAS NEGRAS 1’ A 6’’ E UNB 1 A 5’’ NA UNIVERSIDADE. CONSIDERADA COMO A PRECURSORA DESSA AÇÃO AFIRMATIVA A UERJ ADOTOU COTAS RACIAIS EM 2003, NO ANO SEGUINTE A UNB TAMBÉM INSTITUIU A RESERVA DE VAGAS PARA PRETOS E PARDOS NO VESTIBULAR E SE TORNOU A PRIMEIRA UNIVERSIDADE FEDERAL DO BRASIL A TER ESSA POLÍTICA. A PERMANÊNCIA PARA LEONARDO COSTA É UM DOS MAIORES DESAFIOS QUE O ELE ENFRENTA NA GRADUAÇÃO. O JOVEM SE MUDOU DA ZONA LESTE DE SÃO PAULO PARA ESTUDAR ECONOMIA NA UFSCAR.
AQUI NA FACULDADE AS COISAS SÃO UM POUCO COMPLICADAS, EU RECEBO AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO QUE É 110 REAIS E EU POSSO ALMOÇAR E JANTAR NA FACULDADE, MAS FORAM OS ÚNICOS BENEFÍCIOS QUE EU RECEBI ATÉ AGORA, DURANTE O MEU SEGUNDO ANO DE UNIVERSIDADE EU FUI MONITOR DE CÁLCULO UM E POR ISSO EU GANHEI UMA BOLSA DA MONITORIA QUE ERA EM TORNO DE 220 REAIS, FORAM OS ÚNICOS AUXÍLIOS QUE EU TIVE DA UNIVERSIDADE.
VÍDEOS DO: LEONARDO COSTA (ECONOMIA) UFSCAR 1’30’’ A 1’32’’
VÍDEOS DO: LEONARDO COSTA (ECONOMIA) ESPAÇO DE ALIMENTAÇÃO DE UNIVERSIDADE VÍDEO UERJ 17’’ A 22’’
69
4’18’’ 4’41’’
A SON
11’33’’ A 11’56’’
14’04’’ A 14’26’’
EU NÃO VOU FALAR QUE É FÁCIL, MINHA FAMÍLIA TEM BASTANTE DIFICULDADE NESSA PARTE, MINHA MÃE E MINHA IRMÃ, ELAS SEMPRE TENTAM ESTAR ME AJUDANDO, MINHA TIA. MAS MINHA MÃE SEMPRE FALA PARA MIM QUE O IMPORTANTE É EU ESTUDAR E QUE ELA VAI DAR O JEITO DELA E EU TÔ AQUI AGORA ATRAVÉS DELA DANDO O JEITO DELA. MEU DESAFIO PRINCIPAL NA FACULDADE HOJE É CONSEGUIR ACOMPANHAR ESSE RITMO É ME ADEQUAR A REALIDADE DE LÁ, FAZER DELA A MINHA REALIDADE, É UMA QUESTÃO ECONÔMICA É UMA QUESTÃO DE VIVÊNCIA, PESSOAS QUE FALAM MÚLTIPLAS LÍNGUAS E QUE JÁ FIZERAM INTERCÂMBIO, EU ACHO QUE EU TENHO QUE ME ADEQUAR A ESSA REALIDADE E ESSE VAI SER UM DESAFIO PRINCIPAL.
SON
AS QUESTÕES DE PERMANÊNCIA ESTUDANTIL PRA MIM ERA DEMAIS, PORQUE EU DEMORAVA DUAS HORAS E POUCA PARA CHEGAR EM CASA DA FACULDADE, AÍ EU NÃO PODIA PARTICIPAR DE PROGRAMAS DE EXTENSÃO, EU NÃO CONSEGUIA PARTICIPAR DA ATLÉTICA EU NÃO CONSEGUIA PARTICIPAR DE NADA PORQUE EU DEMORAVA UM ANO PRA CHEGAR DA FACULDADE PRA CASA, ENTÃO ESSES FATORES FORAM MUITO LIMITANTES PRA MIM.
LEONARDO COSTA (ECONOMIA)
FELIPE CAVALCANTI (DIREITO) 28’’ A 37’’ VÍDEO DA USP ENTRA NO: É ME ADEQUAR A ESSA REALIDADE
LARISSA ALEXANDRE (MEDICINA) 4’51’’ A 4’53’’ VÍDEO DA USP
70
23’57’’ A 24’17’’
SON
MARIA DE LUTA. MARIA, MULHER DE LUTA MULHER DE LUTA SIM SENHOR...
2’53’’ A 3’16’’
12’01’’ 12’35’’
EU MEU COBRAVA MUITO PORQUE EU FALAVA, CARAMBA EU PASSEI NA FACULDADE QUE EU QUERIA, TÔ FAZENDO O CURSO QUE EU QUERIA E EU NÃO CONSIGO ME DEDICAR AO QUE .. E TUDO MAIS E AÍ FOI UMA LÁSTIMA EU EMAGRECI UNS DEZ QUILOS DESDE QUE EU INGRESSEI NA FACULDADE ATÉ AGORA E FOI HORRÍVEL NESSE SENTIDO.
A SON
6’18’’ A 6’33 SON
O PESSOAL QUE ENTROU COMIGO EM 2017 INTEGRAL CABE NUMA MÃO AS PESSOAS NEGRAS, EU SOU A ÚNICA MULHER (NEGRA) E TEM MAIS TRÊS OU QUATRO COLEGAS E TODOS DE PELE CLARA, INCLUSIVE EU E NA MINHA TURMA NÃO TEM NENHUMA PESSOA RETINTA, A UNIVERSIDADE É BEM DIVERSA, SE VOCÊ OLHAR COMO O TUDO. EU SOU A TERCEIRA BASE DE COTISTA NA SANFRAN, UMA UNIVERSIDADE QUE TEM 193 ANOS DE EXISTÊNCIA, A PRIMEIRA UNIVERSIDADE BRASILEIRA E QUE SÓ DEPOIS DE MUITOS ANOS ACABOU TENDO UM INGRESSO DE COTAS RACIAIS.
LARISSA ALEXANDRE (MEDICINA)
CLIPE
MILENA MINUTTI (ADMINISTRAÇÃO)
FELIPE CAVALCANTI (DIREITO) ENTRA EM: UMA UNIVERSIDADE 2’31’’ A 2’38’’ VÍDEO DA USP
71
16’39’’ 17’09’’
A SON
6’03’’ A 6’24’’
EU OLHO PARA OS MEUS COLEGAS DE CLASSE, AS SALAS GERALMENTE SÃO COMPOSTA POR 50 A 60 ALUNOS EU VEJO UMAS 10 PESSOAS COMO EU, E DIGO COMO EU UMA PESSOA PRETA, MAS QUE TENHA SAÍDO DA ONDE EU SAÍ, UMA PESSOA QUE SAÍA DOS EXTREMOS DA PERIFERIA, A UNIVERSIDADE PÚBLICA FOI FEITA PARA NÓS, MAS EU NÃO ME VEJO LÁ.
FELIPE CAVALCANTI (DIREITO) ENTRAR EM: AS SALAS. 5’34’’A 5’35’’ ESTENDER UM POUCO. VÍDEO DA UNB ENTRAR EM: A UNIVERSIDADE 2'40’’ A 2’44’’ USP
AS PESSOAS QUE VOCÊ TEM LEONARDO CONTATO SÃO PESSOAS TIPO CAVALCANTI (DIREITO) 95%, SÃO PESSOAS BRANCAS DE CLASSE MÉDIA ALTA, GALERA QUE GANHA UM CARRO QUANDO PASSA NA UNIVERSIDADE E VOCÊ TEM QUE ESTAR ALI MATANDO UM CACHORRO POR DIA PRA PODER SE MANTER NA UNIVERSIDADE.
OFF
A SALA DE AULA NÃO É O ÚNICO ESPAÇO EM QUE NEGROS NÃO SE VEEM REPRESENTADOS. NA POLÍTICA, EM CARGOS PÚBLICOS, POSIÇÕES DE LIDERANÇA E OUTRAS DIVERSAS FUNÇÕES COM MAIOR REMUNERAÇÃO SOCIEDADE O ÍNDICE DE PESSOAS NEGRAS QUE ESTÃO NESSES LUGARES É QUASE NULO.
SALA DE AULA VAZIA MATÉRIAS JORNALÍSTICAS COM DESTAQUE NO TÍTULO Negros ainda são minoria em cargos públicos com altos salários Menos de 5% dos trabalhadores negros têm cargos de gerência ou diretoria, aponta pesquisa Brancos continuam recebendo 50% a mais do que negros no Brasil
72
OFF
5’43’’ A 5’50 SON
9’17’’ A 9’32 SON
7’01’’ 7’’38
A
ESSE E OUTROS FATORES PODEM SER EXPLICADOS PELO RACISMO NA SOCIEDADE, É O QUE TAMBÉM DESTACA A HISTORIADORA TAILANE MACHADO. SEGUNDO ELA APÓS O PERÍODO ABOLICIONISTA DA ESCRAVATURA NÃO SE HOUVE QUALQUER TIPO DE REPARO POR PARTE DO ESTADO PARA INTEGRAR PESSOAS NEGRAS NA SOCIEDADE. A POPULAÇÃO NEGRA SAIU DA ESCRAVIDÃO SÓ COM ESSA LIBERDADE, MAS SEM NENHUMA INDENIZAÇÃO.
UM RACISMO MUITO FORTE VAI IMPEDIR QUE AS CRIANÇAS NEGRAS FREQUENTEM AS ESCOLAS, A FALTA DE CONDIÇÕES FINANCEIRAS TAMBÉM VAI IMPEDIR QUE AS CRIANÇAS FREQUENTEM AS ESCOLAS.
AINDA SERÃO MARGINALIZADAS DE DIVERSAS FORMAS, SEJA CRIMINALIZANDO A CAPOEIRA .. VAI SER IMPLANTADA A LEI DA VADIAGEM NO INÍCIO DO SÉCULO XX, QUE PERMITIA … OU MESMO OUTRAS PESSOAS, MULHERES TAMBÉM
TAILANE MACHADO (HISTORIADORA) IMAGENS DO PERÍODO DE ESCRAVIDÃO C/ CRÉDITOS
TAILANE MACHADO (HISTORIADORA)
LEI QUE IMPEDIA CRIANÇAS NEGRAS DE ESTUDAREM Site: Câmara dos Deputados - Brasília
Capoeira já foi crime no Brasil, previsto no Código Penal Lei de 1941 considera ociosidade crime e pune ‘vadiagem’ com prisão de 3 meses
73
11’12’’ 11’51’’
11’52’’ 12’13’’
a SON
A
33’’ A 1’43’’
ENTÃO ESSA POPULAÇÃO ACABA FICANDO COM OS MAIORES ÍNDICES DE ANALFABETISMO, POUCA ESCOLARIZAÇÃO, BAIXOS ÍNDICES DE POSTO DE TRABALHO MAIS ALTO. E ESTÁ AÍ NOS MAIORES ÍNDICES DE ENCARCERAMENTO, DE MORTES, ENTÃO JOVENS NEGROS SÃO AQUELES QUE MAIS MORREM NO BRASIL, POR MORTES VIOLENTAS, UM ACESSO A SAÚDE MUITO PRECÁRIO. ENTÃO A POPULAÇÃO NEGRA AINDA AGONIZA COM O REFLEXO DESSE PASSADO, FORAM QUASE 400 ANOS DE ESCRAVIDÃO E O QUE, CENTO E TRINTA E ALGUMA COISA, CENTRO E TRINTA E POUCOS ANOS DE ABOLIÇÃO, ISSO É MUITO POUCO
GRÁFICO DE BARRAS MOSTRANDO TODOS ESSES DADOS BG
IMAGENS DO CLIPE CLIPE
CLIPE INQUÉRITO – EU SÓ PEÇO A DEUS
OFF
A LEI DE COTAS TEM SIDO RESPONSÁVEL POR UMA VERDADEIRA MUDANÇA ESTRUTURAL POSSIBILITANDO CADA VEZ MAIS O ACESSO DE PESSOAS NEGRAS NOS ESPAÇOS ACADÊMICOS.
VÍDEO DA UERJ NEGROS NA UNIVERSIDADE 2’22 A 2'26’’
74
9’38’’ 10’14’’
A SON
VÁRIAS BARREIRAS COMEÇARAM A SER QUEBRADAS, PORQUE MINHA MÃE TRABALHA DESDE OS 12 ANOS, NÃO TERMINOU OS ESTUDOS ENTÃO EU ACHO QUE SIGNIFICA MUITO, SIGNIFICA UMA RECONSTRUÇÃO FAMILIAR, SOCIAL SIGNIFICA QUEBRAR BARREIRAS QUEBRAR ESSE CICLO VICIOSO QUE É MUDAR A HISTÓRIA.
FOTOS DE TURMAS SEM AS CLIPE COTAS
LETICIA FERNANDA (PEDAGOGIA)
FUNDO MUSICAL XENIA - RESPEITEM MEUS CABELOS, BRANCOS
2’54’’ 3’07’
A SON
3’36’’ A 3’43 SON
NENHUM OUTRO MECANISMO DE INCLUSÃO NO BRASIL SE MOSTROU TÃO EFICIENTE PARA INGRESSAR PESSOAS DE BAIXA RENDA E NEGRAS A ACESSAREM O ENSINO SUPERIOR.
FEZ INGRESSAR MAIS DE 150 MIL ESTUDANTES NEGRO NO ENSINO … QUE AINDA É UM ENSINO DE EXCELÊNCIA NO BRASIL.
DANILO ALMEIDA (PESQUISADOR) EDITAR QUALIDADE DO VIDEO (FICOU ESCURO)
Em 3 anos, 150 mil negros entram no ensino superior pela Lei de Cotas
75
12’51’’ 12’58’
A SON
8’28’’ 8’41’’
A SON
5’17’’ 5’41’’
A SON
EU NÃO FUI SÓ A PRIMEIRA PESSOA NEGRA EU FUI A PRIMEIRA PESSOA A ENTRAR NA UNIVERSIDADE PÚBLICA
LEONARDO COSTA (ECONOMIA)
MEU INGRESSO SENDO O PRIMEIRO DA MINHA FAMÍLIA EU ESPERO QUE SEJA MAIS UMA PORTA, QUE EU SEJA O PRIMEIRO DE MUITOS DOS MEUS PRIMOS E TIOS A ENTRAREM. QUE SEJA SÓ O COMEÇO, É ISSO O QUE EU ESPERO.
FELIPE CAVALCANTI (DIREITO)
ENTRAR NA UNIVERSIDADE PÚBLICA SENDO PRETA, PERIFÉRICA ESTUDANTE DE ESCOLA PÚBLICA É UMA COISA MUITO DIFÍCIL E EU ACHO QUE QUANDO VOCÊ ENTRA VOCÊ ABRE UM PORTÃO PARA VÁRIAS GERAÇÕES QUE NÃO CONSEGUIRAM ENTRAR E QUE AGORA SE IDENTIFICAM COM SEU CAMINHO
LETICIA FERNARDES
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11’40 11’46’
12’00’’ A 12’14’
17’55’ 18’01’’
A SON
SON
A SON
SEM AS COTAS EU ESTARIA TENTANDO AINDA, TALVEZ EU NÃO CONSEGUISSE PORQUE A GENTE CHEGA EM UM LIMITE.
LARISSA ALEXANDRE (MEDICINA
ENTÃO PARA MIM AS COTAS FORAM ESSENCIAIS E IMPRESCINDÍVEIS NA MINHA APROVAÇÃO.
LARISSA ALEXANDRE (MEDICINA)
HOJE EU VALORIZO MUITO A UNIVERSIDADE EM QUE EU ESTUDO E VALORIZO MUITO FALAR QUE SOU COTISTA.
MILENA MINUTI (ADMINISTRAÇÃO) O MESMO QUE O DO INÍCIO
9’29’’ A 9’47’
SON
(AS COTAS) É UM GRANDE FEITO POLÍTICO E É UMA NECESSIDADE POLÍTICA, EU COSTUMO DIZER QUE SE VOCÊ TEM UM PASSADO DESIGUAL É IMPORTANTE VOCÊ PROMOVER AÇÕES AFIRMATIVAS NO PRESENTE QUE SEJAM CAPAZES DE EQUIPARAR ESSAS OPORTUNIDADES ENTRE ESSES GRUPOS QUE FORAM TRATADOS DE FORMAS DESIGUAIS.
RÉGIS (HISTORIADOR) Cotas foram revolução silenciosa no Brasil, afirma especialista
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24’16’’A 24’57’’
11’48’’ 12’34
SON
A SON
12’37’ SON A 13’13’
AGORA QUE AS COISAS LARISSA ALEXANDRE MELHORAM MUITO, ATÉ POR (MEDICINA) CONTA DO EAD QUE A GENTE CONSEGUE TER UM POUCO MAIS DE TEMPO, PARA SE DEDICAR, EU TAMBÉM JÁ ESTAVA ATÉ VENDO UM ESPAÇO PRA EU FICAR QUE FICAR MAIS PRÓXIMO DA FACULDADE PRA MORAR COM OS AMIGOS MEUS E ISSO TAMBÉM FACILITOU ATÉ NO INÍCIO DO ANO, PORQUE AINDA TEVE UM POUQUINHO DE AULA, JÁ FACILITOU MUITO A MINHA VIDA NESSE SENTIDO, E AÍ EU FIQUEI MUITO MAIS PRÓXIMA DA FACULDADE ENTÃO ESSE PROBLEMA DO DESLOCAMENTO EU JÁ NÃO TENHO MAIS E PROBLEMA DE NÃO ME ENCONTRAR NA GRADUAÇÃO E ACHAR QUE EU SOU HORRÍVEL, QUE EU SOU UMA AULA PÉSSIMA PASSOU. DIVERSIDADE CONTRIBUI PARA VOCÊ PRODUZIR EXCELÊNCIA. A FORMA DE VER O MUNDO QUE ESSE ALUNO TRAZ GERALMENTE ESTÁ LIGADO AOS GRANDES PROBLEMAS DO PAÍS.
ENTÃO A SOCIEDADE GANHA EM TERMOS DE APRENDIZADO… ENTÃO TODOS NÓS GANHAMOS COM A CONVIVÊNCIA E COM A DIVERSIDADE.
DANILO (PESQUISADOR) BIBLIOTECA PESQUISADOR NEGRO OU PESQUISADOR NEGRO
DANILO (PESQUISADOR) MULHER NEGRA ANOTANDO PESSOAS ANDANDO
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18’16’’ A 18’48’’
SON
25’39’’ A 25’53’’
26’22’’ A 26’29
EU VEJO A IMPORTÂNCIA DE ESTAR NESSA UNIVERSIDADE, HOJE OS ESTÁGIOS, EU FIZ UM ESTÁGIO PELO BANCO BRADESCO E EU SINTO QUE SE EU TIVESSE UMA OUTRA FORMAÇÃO, UMA OUTRA CRIAÇÃO EM OUTRA UNIVERSIDADE EU NÃO TERIA CONSEGUIDO TANTO, HOJE EU ESTOU INICIANDO EM UMA NOVA EMPRESA MULTINACIONAL E EU RECONHEÇO MUITO A IMPORTÂNCIA DE ESTAR EM NA UNIVERSIDADE QUE EU TÔ PRA CONSEGUIR ESSAS CONQUISTAS QUANDO VOCÊ TEM PESSOAS NEGRAS PENSANDO O PAÍS, E ESSE CONHECIMENTO SENDO UTILIZADO PARA A CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS VOCÊ TAMBÉM TEM UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NO PAÍS
SON
ESTAR NESSE LUGAR, TER PESSOAS NEGRAS NESSE LUGAR É ESTRATÉGICO PARA PENSAR A SOCIEDADE QUE NÓS QUEREMOS
MILENA MINUTTI
RÉGIS (HISTORIADOR)
RÉGIS (HISTORIADOR)
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ESTUDANTES NAS UNIVERSIDADES
VÍDEOS DA UERJ: 8’’ A 12’’ 2’24’’ A 2’26’’ 3’17’’ A 3’21’’ 25’’ A 36’’ VÍDEOS DA UNB: 1’06’’ A 1’11’’ 1’43’’ A 1’45’’ 4’48’’ A 4’50’’ 5’06 A 5’09’’ 5’34’’ A 5’36’’ VÍDEOS DA UNESP: 2’19’’ A 2’21’’ 5’10’’ A 5’12’’
FUNDO MUSICAL ELZA SOARES - O TEMPO NÃO PARA
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D. AUTORIZAÇÃO DE IMAGEM As autorizações de uso de imagem dos entrevistados estão gravados em vídeo.
Em reposta ao pedido de autorização de uso de imagem institucional da Universidade de Brasília, a instituição havia solicitado um ofício para oficializar o uso.
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Ofício enviado para Universidade de Brasília (UNB) a fim de utilizar o vídeo institucional da universidade na Grande Reportagem.
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Solicitação de uso de vídeo institucional da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ).
Autorização da UNB para uso do vídeo.
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Solicitação de uso de vídeo institucional da Universidade de São Paulo (USP)
Autorização da USP para uso do vídeo.
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Solicitação de uso de vídeo institucional da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).
Autorização da Unesp para uso do vídeo.
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Solicitação de uso de vídeo institucional da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Autorização da Unifesp para uso do vídeo.
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E. DIÁRIO DE CAMPO Inicialmente a escolha do tema fora designada a fim de destacar a importância da medida afirmativa de cotas raciais como um potencializador para que cada vez mais negros tenham acesso ao ensino superior, haja vista que por meio do espaço acadêmico muitas pessoas conseguem promover-se tanto socialmente quanto economicamente e delimitar um tema em que negros podem ter acesso a esse direito, faz se assim destacar a importância da diversidade nos espaços. Ao analisar os dados estatísticos
socioeconômicos
da
população
negra
no
Brasil,
vê
se
que
majoritariamente as indicações como de condição de vida, moradia, educação, saúde, lazer e muitos outros revelam o extremo desamparo desses direitos a população negra, ao analisar ainda as questões históricas no país é possível perceber que o racismo estrutural media toda decisão de poder na sociedade, fazendo com que consequente a população negra seja privada desses espaços. Dessa forma, a lei de cotas que reserva um percentual de vagas a candidatos pretos, pardos e indígenas de acordo com dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é, sem dúvida, uma das formas de combate a esse sistema opressor.
Para a realização deste projeto, inicialmente fora consultado diversos artigos acadêmicos sobre o tema a fim de ter uma base sobre o que poderia ser relevante ao trabalho entre os meses de março a abril, além disso foi se lido muitas matérias jornalísticas sobre a temática com objetivo de entender o que a mídia pautava sobre o assunto de cotas raciais. Ao iniciar o processo de escrita do projeto de pesquisa no mês de março, as primeiras dificuldades encontradas foram as questões de adequação a cada item do projeto como justificativa, objetivos gerais e específicos, no entanto com o auxílio dos professores que estavam na condução da pesquisa os processos foram entendidos e executados.
Uma das estratégias que fora usada para encontrar possíveis fontes para o projeto experimental foi usar redes sociais para identificá-los, profissionais como historiadores, sociólogos, advogados e pesquisadores de ações afirmativas foram encontrados por meio da rede LinkedIn, haja vista que foi se compreendido que
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pesquisar esses profissionais nesta rede seria mais fácil para localização, opções e também mediação de contatos. Essa pesquisa no LinkedIn foi iniciada em fevereiro até o mês de setembro. Já os alunos, de início foram encontrados muitos obstáculos, já que eu não sabia por onde começar para encontrar estudantes cotistas, depois de um certo período, no mês de agosto, a estratégia foi de entrar em grupos de universidades públicas na rede social Facebook a fim de ter uma gama maior de possibilidades, nesta busca eu publiquei uma informação em um grupo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), logo muitos estudantes atenderam a solicitação se dispondo a conceder entrevistas. Outras técnicas também foram aplicadas para encontrar outros alunos, ao ler matérias de jornais como o Estadão e a Folha de S. Paulo eu localizei algumas histórias de alunos interessantes, dessa forma eu pesquisei os nomes da rede social Instagram e os contatei para agendamento da entrevista. De início, uma aluna havia aceitado, no entanto ela desistiu de participar por alegar falta de tempo, no entanto os demais entrevistados que consegui localizar aceitaram e as entrevistas foram realizadas, um outro problema a ser destacado foi um caso em que em uma das entrevistas remotas, uma aluna estava com a conexão lenta, dessa forma a entrevista não pode ser executada com sucesso, reagendamos uma outra data e tentamos de diversas maneiras até mesmo gravar pelo vídeo do celular simultaneamente, enquanto eu transmitia as informações através de uma chamada, mesmo assim não obtivemos sucesso, pois quando a estudante tentou subir o vídeo gravado pela plataforma Drive, o vídeo não completava o compartilhamento, assim sendo, essa entrevista não foi sucedida no projeto assim como outras cinco entrevistas entre eles alunos e profissionais que não aprouve colocar no trabalho por conta do tempo estabelecido na grande reportagem e também por questões técnicas.
Outra aspecto a ser evidenciado no que tange aos desafios durante o projeto foi o de adequar meu cronograma com os entrevistados no agendamento das entrevistas, uma vez que havia semana em que eu realizei cerca de cinco entrevistas, dessa forma tive que me organizar atentamente aos dias e horários que foram agendados para não interferir com outros compromissos pessoais, mesmo com esse desafio, todas as entrevistas foram realizadas conforme agendamento.
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A seguir estão listadas as datas de cada entrevista realizada durante o processo. 29 de agosto – Leticia Fernandes estudante do curso de Pedagogia da Universidade Federal de São Paulo. A entrevista durou cerca de 25 minutos. 29 de agosto – Leonardo Costa estudante do curso de Economia da Universidade Federal de São Carlos. A entrevista durou cerca de 27 minutos. 8 de setembro – Adriana Maciel advogada. A entrevista durou cerca de 34 minutos. 10 de setembro – Felipe Cavalcanti estudante do curso de Direito da Universidade de São Paulo. A entrevista durou cerca de 27 minutos. 11 de setembro – Matheus Kemeron estudante de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo. A entrevista durou cerca de 13 minutos. 11 de setembro – Régis Elísio Rodrigues historiador. A entrevista durou cerca de 50 minutos. 15 de setembro – Milena Minutti estudante do curso de Administração da Universidade Federal de São Paulo. A entrevista durou cerca de 27 minutos. 21 de setembro – Hélcio pesquisador das relações étnico raciais. A entrevista durou cerca de 5 minutos. (Problemas Técnicos). 21 de setembro – Jaansen graduada em Biotecnologia pela Universidade Federal de São Carlos, ingressou pelo sistema de cotas. A entrevista durou cerca de 20 minutos. 25 de setembro – Marcelo Tomé professor de relações raciais. A entrevista durou cerca de 40 minutos. 25 de setembro – Larissa Alexandre estudante do curso de Medicina da Universidade de São Paulo. A entrevista durou cerca de 39 minutos. 26 de setembro – Danilo Lima Pesquisador das Ações Afirmativas. A entrevista durou cerca de 19 minutos. 28 de setembro – Hélcio pesquisador de relações étnico raciais. A entrevista durou cerca de 15 minutos.
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1 de outubro – Tailane Machado historiadora. A entrevista durou cerca de 38 minutos. No que tange as dificuldades encontradas durantes as entrevistas posso destacar algumas informações. As primeiras entrevistas com os estudantes Leonardo e Letícia se sucederam bem, em alguns momentos a vídeo chamada, que foi gravada pela plataforma Zoom, travava, mas esse delay não atrapalhou durante a condução da conversa. Já a entrevista com a advogada Adriana, precisou ser reagendada, uma vez que ela teve problemas familiares no dia da entrevista, logo reagendamos para uma outra data e a entrevista foi realizada. A gravação dessa entrevista não foi considerada na reportagem, haja vista que foram selecionadas as pessoas que mais discorreram sobre os assuntos delimitado no início do projeto. Uma outra entrevista agendada que teve dificuldade foi a do estudante Felipe também pelo motivo da conexão da internet, no entanto o entrevistado respondeu todas as perguntas de forma bastante convincente da sua trajetória enquanto aluno cotista. Matheus Kemeron foi um dos personagens entrevistados que não aprouve colocar na reportagem, já que a conexão do aluno travava muito a ponto de dificultar o entendimento de algumas de suas falas, além disso as questões de enquadramento do estudante no vídeo dificultava a fruição da reportagem, uma vez que fora orientado durante a entrevista o posicionamento da câmera. A conversa com o historiador Régis foi bastante proveitosa já que ele discorreu sobre várias vertentes do tema de cotas raciais, possibilitando que eu conhecesse coisas que eu ainda não havia reparado na temática, essa entrevista precisou ser adiada apenas por algumas horas, já que o entrevistado tinha um compromisso agendado. Pelo fato dessa entrevista ter durado bastante tempo, duas chamadas por vídeo tiveram que ser feitas no mesmo dia, mas ao final tudo se encaminhou bem. Alguns problemas técnicos também ocorreram como baixa conexão e a falta de iluminação no ambiente do entrevistado. O pesquisador de relações étnicos raciais Hélcio Barbosa, foi bastante acolhedor nas duas entrevistas realizadas, dado que a primeira entrevista não obteve sucesso já que meu microfone do celular e do fone não estava funcionando no momento da conversa. A outra entrevista foi agendada na semana seguinte da primeira, mas não foi possível colocar a conversa gravada dele, pois ele falou sobre
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os mesmos assuntos dos demais entrevistados e fora escolhido o entrevistado que mais discorreu ao tema, mas o entrevistado foi bastante agradável em todo o processo.
Janssen graduada em Biotecnologia e ingressante pelo sistema de cotas foi entrevistada, mas a conversa não pode ser adicionada na reportagem dado que a imagem ficou muito prejudicava aliada a baixa conexão que estava a gravação. Já Marcelo Tomé professor de pós graduação, discorreu bem sobre o assunto, no entanto as falas deles não encaixavam no roteiro realizado, somado a isso ele não havia encaminhado a autorização de uso de imagem e vídeo.
As demais entrevistas não houve problemas a serem pontuados a não ser a conexão com a internet que foi uma dificuldade encontrada em todas as conversas agendadas, algumas com mais delay outras menos. Um outro aspecto a ser pontuado foi o modo em que as entrevistas foram gravadas pelo aplicativo Zoom, antes de eu iniciar as entrevistas, fiz testes no Zoom para aprender a manusear a plataforma, nesses testes realizados percebi que meu computador não gravava as vídeos chamadas pelo Zoom, dessa forma a alternativa encontrada foi pedir para a minha irmã realizar as gravações, com isso ela mediou diversas entrevistas realizadas por mim, logo após o término de cada entrevista ela upava o arquivo no Drive para o meu acesso, além disso a minha amiga Karina Abel também colaborou assiduamente as gravações das entrevistas, já que ela gravou cerca de cinco ou mais das conversas agendadas para mim na plataforma Zoom o apoio dela também fora fundamental para o acesso aos entrevistados.
O processo de roteirização foi bastante complicada no início, já que eu realizei bastantes entrevistas, após diversas tentativas de roteirização percebi que precisava de um auxilio, dessa forma durante a orientação eu informei ao professor Antonio que não estava conseguindo produzir o roteiro e o professor prontamente me ajudou a encontrar formas de conduzir esse processo e por intermédio do auxilio do professor e de Deus eu consegui fazer o roteiro. Além disso eu me inspirei em diversos vídeos
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que eu vi do tema no Youtube como a escolha de algumas músicas que foram adicionadas na reportagem.
Com o roteiro finalizado o próximo passo foi o de edição, o professor Antonio informou sobre a possibilidade de editar a reportagem com o Núcleo de Comunicação (Nucom) da universidade e assim fora feito, com média de 7 edições agendadas a reportagem ficou pronta, uma dificuldade que pode ser considerada é que alguns dias que havia disponibilidade de edição remota era no horário da manhã e durante esse horário eu realizo estágio, mas a solução encontrada foi acordar mais cedo para adiantar algumas das tarefas que tinha que fazer no estágio e durante as edições acompanhar as orientações, além disso como não estava liberado o acesso ao estúdio de rádio para gravação dos offs foi se encontrado bastante dificuldade para isso, já que o microfone do meu celular estava com problema, dessa forma tive que gravar os offs no celular da minha mãe, os áudios não ficaram com muita qualidade e quando colocados no Premiere alguns tiveram interrupções durante as falas. Em suma, posso afirmar que todo esse processo de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi um dos mais desafiadores que fiz, tendo em vista a tantos problemas enfrentados como a pandemia que impôs o ensino remoto e todas as dificuldades advindas a ela como de conexão de internet, ausência de dispositivos eletrônicos para a condução de alguns processos do TCC, mas ao mesmo tempo pude aprender em cada etapa, cada dificuldade enfrentada que as vezes parecia impossível de ser solucionada me fez entender que as dificuldades faz parte do processo e supera-las significa que, de fato, conseguimos atingir o objetivo. A fase do TCC é bastante densa, cercado por dúvidas, medos e incertezas, mas com o auxílio dos amigos de classe e do orientador responsável por esse trabalho o que parecia quase impossível de ser realizado foi concluído.
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F. ARTES Arte Capa CD – Mídia Física
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Arte Capa DVD – Mídia Física
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ANEXOS
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ANEXO A
ANEXO B
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ANEXO C
ANEXO D