UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CURSO DE JORNALISMO
MATEUS BORGE DE FREITAS
A DIVULGAÇÃO DE ARTISTAS QUE SURGEM NO STREAMING EM MÍDIAS CONVENCIONAIS
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
SÃO PAULO - SP 2019
MATEUS BORGE DE FREITAS
A DIVULGAÇÃO DE ARTISTAS QUE SURGEM NO STREAMING EM MÍDIAS CONVENCIONAIS
Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica apresentado ao Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, como parte dos requisitos para obtenção do título de bacharel em Jornalismo. Orientador: Prof. Me. Luiz Lazaro
SÃO PAULO - SP 2019
Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho por qualquer meio convencional ou eletrônico para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte.
Universidade Cruzeiro do Sul
FREITAS, Mateus Borge de, 1995 A divulgação de artistas que surgem no streaming em mídias convencionais / Mateus Borge de Freitas – 2019 61p. Orientador: Prof. Me. Luiz Vicente de Lima Lázaro. Trabalho de conclusão de curso (graduação) – Universidade Cruzeiro do Sul, Curso de Jornalismo, 2019.
1. Jornalismo Cultural. 2. Música independente 3. Streaming
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo discutir o papel do jornalismo na divulgação de artistas independentes na forma de curador em mídias tidas como convencionais, tais como as revistas, jornais, televisão e rádio. Partindo do princípio que o jornalista atua como um curador das novidades musicais que são lançadas nos serviços de streaming. A revista Disturb, peça resultante dessa pesquisa, aborda não somente os temas que interessam aos músicos, como também propõe ao leitor o conhecimento de bandas escolhidas sob critérios objetivos.
Palavras-chave: Música independente. Jornalismo cultural. Artistas independentes. Streaming. Música.
Sumário 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 5 2. DESCRIÇÃO DE OBJETIVOS ............................................................................. 8 2.1.
OBJETIVO GERAL ............................................................................................ 8
2.2.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................. 8
3. PROBLEMATIZAÇÃO E HIPÓTESES.................................................................. 9 4. JUSTIFICATIVA .................................................................................................. 10 5. PLANO ESTRATÉGICO ..................................................................................... 12 5.1.
DESCRIÇÃO DO PRODUTO .......................................................................... 12
5.2.
ESTRATÉGIA PARA DEFINIÇÃO DE LAYOUT ............................................. 13
6. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................. 17 7. REFERÊNCIAS .................................................................................................. 22 8. CRONOGRAMA GERAL .................................................................................... 24 9. ORÇAMENTOS .................................................................................................. 25 10.
APÊNDICES .................................................................................................... 26
11.
DIÁRIO DE CAMPO ........................................................................................ 52
12.
ANEXOS ......................................................................................................... 56
Lista de tabelas Tabela 1 - Tipografia utilizada nas matĂŠrias .............................................................. 14
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1. INTRODUÇÃO
O modo como consumimos música tem mudado muito ao longo dos anos. A primeira arte1 tem percorrido um longo caminho, desde o advento do vinil até a exploração da pirataria no formato mp32. Desde seu advento a música tem sido utilizada em diversas mídias, tanto nas convencionais, como rádio, televisão e cinema, quanto (massivamente) na internet. O principal fator que alterou a forma que consumimos música, diminuindo a pirataria, está no aperfeiçoamento da tecnologia streaming. Serviços como Spotify e Youtube3 têm feito toda a indústria se adaptar a esse novo formato. Os artistas que surgem por meio desses serviços de streaming lutam para conquistar seu público e outras mídias, tais como a televisão, o cinema e o rádio. A internet tem sido um grande auxílio como construção de carreira. O uso das redes sociais para alavancar projetos é considerado essencial para manter o público e conseguir dinheiro. O presente projeto discute a importância do jornalismo cultural musical na carreira de artistas musicais independentes. Busca compreender o crescimento de popularidade do artista após a divulgação em mídia convencionais, como rádio, televisão e impressos. Avalia-se, nesse sentido, o papel do jornalista como gatekeeper, ou ainda como um curador de conteúdo, o qual fica responsável por selecionar aquilo que detém importância para a linha editorial do veículo ou é de interesse da sociedade. [...] Um curador de conteúdos é capaz de agregar novas e inusitadas perspectivas à informação, oferecendo aos seus usuários a surpresa, o inesperado ou simplesmente aquilo que o usuário nem imaginaria existir no mundo e sobre o mundo, ampliando seu próprio entendimento de mundo. (CORRÊA; BERTOCCHI, 2012, p.32)
Com as mídias digitais se tornando cada vez mais influentes, os músicos independentes começaram a divulgar o seu trabalho por meio das redes sociais, não 1
Ricciotto Canudo propôs em o Manifesto das Sete Artes a existência de sete artes, sendo o cinema a última a ser adicionada à listagem. 2 Compressão de faixas musicais utilizando-se de pouco espaço e mantendo-se qualidade. 3
Spotify e Youtube são plataformas de streaming, a primeira sendo originalmente de músicas e a segunda adicionando o Youtube Music no ano de 2019.
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dependendo exclusivamente da mídia tradicional para isso. Segundo Franthiesco Ballerini, o uso independente de divulgação tornou-se alternativa para qualquer artista, de pequeno a grande porte. “Eles não precisam mais de intermediários. Por outro lado, tampouco têm acesso a canais de distribuição mundial de seus discos – canais esses que também coletavam fortunas para eles. A saída, portanto, são os shows”. (BALLERINI, 2015) Apesar de grandes blogs, sites e influenciadores conversarem com o público sobre artistas musicais novos, ainda falta espaço em grandes veículos para os artistas que divulgam seus trabalhos de forma independente ou que possuem pouco investimento das gravadoras. “O problema é que nem sempre a imprensa especializada consegue se separar do fanatismo e da adoração dos fãs, até porque isso é benéfico financeiramente, mas nem sempre eficiente do ponto de vista jornalístico”. (BALLERINI, 2015) O artista independente pode utilizar a internet para discutir técnicas de produção em fóruns, compartilhar softwares livres de gravação e edição musical, divulgar agenda junto a seu público-alvo, vender produtos licenciados, e, claro, compartilhar suas músicas com outros usuários da rede podendo traçar estratégias de divulgação que forçará até mesmo a televisão, meio clássico de difusão da música industrial dominada pelas majors, ceda um espaço–ainda que pequeno–de sua programação para a divulgação do cenário independente. (NOVAIS, MINUZZI, 2016)
Ao ser financiado por uma gravadora, o artista consegue acesso aos veículos, como, por exemplo, cantores que divulgam lançamentos por meio de sites especializados em música consagrados. Quando o artista é independente ele se encontra no mesmo nível que muitos outros e a luta para encontrar espaço se torna mais árdua. A demanda de músicas disponíveis em formato digital na internet tem se tornado cada vez maior, sendo necessária a descoberta de novos artistas para diversificar a cultura. É trabalho do jornalista especializado “traduzir” essas informações para o público. Entre os autores que auxiliaram essa pesquisa, destacam-se Franthiesco Ballerini, Henry Jenkins, Fabrício Ofugi e Elizabeth Saad. No que concerne as teorias da comunicação a que embasa esta pesquisa trata-se da teoria do Gatekeeper, difundida para o jornalismo por David Manning White, e que foi revisitada por diversos pesquisadores e reformulada a partir da era digital, da convergência e do algoritmo. Um exemplo de proposição pode ser
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encontrado na tese de doutorado do jornalista Renato Essenfelder (2012), que em entrevistas aprofundadas com editores dos jornais mais importantes do Brasil apontou a transformação do gatekeeper, tradicionalmente tido como um zelador, para um curador. Os aspectos metodológicos utilizados, além da busca bibliográfica, são a pesquisa qualitativa, por meio de entrevistas aprofundadas com atores da área jornalística e musical. Sobre o projeto experimental, foi produzida uma revista impressa com linguagem informativa. Seguindo a proposta do editorial, a revista tem uma linguagem visual vibrante e jovial e chama atenção do leitor desde a escolha da foto de capa até a mistura de fontes e composição cromática. Traz ainda diversa iconografia em suas páginas, uso de cores nos títulos e fotos que ocupam boa parte do espaço das páginas. A ideia é que a revista atraia o leitor visualmente para que haja interesse em descobrir o conteúdo.
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2. DESCRIÇÃO DE OBJETIVOS
Os objetivos deste projeto de pesquisa em conjunto com o projeto experimental são divididos em duas partes, sendo o objetivo geral e os objetivos específicos. O objetivo geral propõe o que é preciso alcançar ao longo do projeto, os objetivos específicos englobam tanto as metas para o projeto de pesquisa quanto especificamente para o projeto experimental.
2.1.
OBJETIVO GERAL
Ressaltar a importância do jornalista como curador da comunicação midiática, podendo trazer ao público novas percepções sobre a cultura, principalmente no descobrimento de novos artistas e sua difusão para outras mídias.
2.2.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Esclarecer para o público e jornalistas que a descoberta de artistas independentes ou pouco reconhecidos é importante para agregar conhecimento cultural e renovar a variedade de artistas nas variadas mídias;
Desenvolver uma revista como produto do projeto experimental e caracterizá-la
como
“porta-voz”
de
temas
musicais
e
músicos
independentes.
Trazer para conhecimento público que há mais artistas para acompanhar do que os que estão na chamada “grande mídia”.
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3. PROBLEMATIZAÇÃO E HIPÓTESES
A curadoria musical realizada por jornalistas especializados contribui para a formação cultural do público. O jornalista como divulgador cultural influencia no gosto musical do público. Com esse poder, o profissional utiliza esse espaço para divulgar novos artistas, tidos como independentes, ou apenas utiliza seu poder para manter o veículo relevante de acordo com a fama do artista?
Para responder esse questionamento, consideramos duas hipóteses:
O jornalista, como divulgador e curador musical, geralmente alimenta apenas o público com artistas que geram receita para o veículo ao qual trabalha. Criando pautas, enfatizando lançamentos, eventos e notícias de artistas já consolidados, faz com que apenas essa classe de artistas tenha destaque nas mídias.
O jornalista tenta balancear o conteúdo postado, dando preferência aos artistas que já possuem base de fãs consolidada. Visa com isso gerar receita para o veículo. Assim, escreve sobre artistas desconhecidos apenas quando há crescimento orgânico nas redes sociais.
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4. JUSTIFICATIVA
A proposta deste projeto de pesquisa partiu da percepção empírica de que os veículos jornalísticos têm pouca ou nenhuma cobertura acerca de artistas musicais iniciantes ou independentes. As novas plataformas de consumo de música, como o Spotify, permitem ao artista publicar suas músicas sem a necessidade de um contrato com gravadora, contudo, é necessária a adesão de distribuidores de músicas. Segundo dados da Pro-Música Brasil4, o streaming no país cresceu 46% em 2018, em comparação ao ano anterior. No mesmo release é apresentada uma lista “TOP 200” de músicas disponíveis via streaming. Destas, apenas 13 músicas são de artistas que podem ser chamados de independentes. Segundo Cerqueira (2017) estes artistas utilizam o barateamento das tecnologias para produzir, distribuir e promover o que pode ser alcançado nos meios digitais. Sendo o Spotify, o Instagram e o Facebook, formas de se distribuir a música de forma independente. Conforme dados coletados em relatório WINTEL – Worldwide Independent Market Report 20185, solicitado pela WIN – Worldwide Independent Network6 e analisado pela MiDia Research, empresa de análise de dados e pesquisa, demonstra que houve um crescimento de 11,3% em selos e gravadoras independentes e um acréscimo de 46% em receita gerada pelo consumo via streaming. Recentemente o cantor londrino Tom Speight veio ao país pela primeira vez, de forma independente e gratuita, para apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro. O cantor tinha conquistado as listas de canções mais ouvidas do Spotify no Brasil com seu single de estreia, Little Love (2016), e apenas três anos depois apareceu em matéria especial produzida pela Globo7, no programa Toca no Telhado. O artista veio ao país apenas com o suporte dos produtores brasileiros.
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Disponível em https://pro-musicabr.org.br/wp-content/uploads/2019/04/release-brasil-GMR2019-emercado-brasileiro-2018.pdf Acesso em 18 maio 2019. 5 Disponível em http://winformusic.org/files/WINTEL%202018/WINTEL%202018.pdf Acesso em 06 novembro de 2019. 6 WIN – Worldwide Independent Network é uma organização mundial que congrega exclusivamente associações de gravadoras independentes. Fundada em julho de 2006 para dar respostas às questões de negócios, criatividade e acesso a mercados que o setor independente enfrenta em todos os lugares. 7 Disponível em https://oglobo.globo.com/cultura/musica/pela-primeira-vez-no-brasil-tom-speight-seapresenta-na-serie-toca-no-telhado-23541265 Acesso em 19 maio 2019.
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Considerando que esses artistas só são descobertos por usuários por meio de algoritmos de recomendação, pode-se notar que o papel do jornalista se torna peça fundamental no ciclo de renovação cultural. Sendo assim, propõe-se a investigação dos métodos utilizados pelo profissional para suas seleções em relação às prioridades de publicação. “Ainda que amplamente utilizada, a internet não consegue superar as estratégias de promoção e divulgação que os meios tradicionais (rádio e TV) detêm” (CERQUEIRA, 2017, p. 126). Uma produção de conteúdo com base em uma curadoria de artistas independentes favorece o crescimento do músico, levando o artista à shows, festivais e outras mídias. Os primeiros convites para participação em eventos acontecem após o desempenho favorável de comentários entre aqueles que ouviram, indicação nas redes sociais pela internet e resultado de público nas primeiras apresentações, além do serviço de curadoria dos eventos. O ambiente dos festivais é favorável para as bandas porque reúne um público considerável, há jornalistas locais e nacionais convidados e a boa repercussão pode garantir outros shows na mesma cidade, além de indicação para outros festivais. (OFUGI, 2010: 26)
A revista experimental que compõe o projeto tem, assim, o objetivo de ser um canal de curadoria musical de artistas independentes, cuja produção pode ser própria ou atrelada a empresas independentes, além de tratar de assuntos da cena musical que favorecem esses artistas e agenda cultural com programações de artistas independentes ou gratuitas.
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5. PLANO ESTRATÉGICO
5.1.
DESCRIÇÃO DO PRODUTO
Esse relatório refere-se à produção da revista experimental Disturb. Sua periodicidade é trimestral e será disponibilizada em formato impresso e digital. A revista caracteriza-se por seu projeto gráfico com cores vibrantes e composições tipográficas inusitadas, trazendo elementos gráficos e imagens abertas ocupando, em alguns momentos, a metade da página ou a página inteira.
Escolha do nome e conceito O nome da revista remete a expressão “do not disturb”, não perturbar, em tradução para o português. Utilizado em momentos em que não se quer ser perturbado, em reuniões e quartos de hotéis. A proposta da revista é perturbar, de forma positiva o leitor e trazer artistas, músicas e conteúdo que ele não está acostumado a ver na mídia convencional.
Formato O formato escolhido é o tamanho padrão 21.0 cm x 29.7 cm (fechado) e 42 cm x 29.7 cm (aberto).
Tipo de papel O miolo da revista será impresso em papel couchê fosco, com gramatura de 150 g/m2. A capa, por sua vez será impressa em papel couchê fosco 200 g.
Quantidade de páginas O regulamento do Trabalho de Conclusão de Curso exige 24 páginas para o produto revista. Neste espaço serão divididas seis editorias pré-estabelecidas.
Linha editorial A revista Disturb propõe debater assuntos da cultura e entretenimento que não possuem espaço em veículos consagrados ou em ascensão. Indo em oposição aos temas geralmente discutidos em portais, blogues, revistas e jornais, a Disturb será uma maneira de representar artistas que estão em fase de crescimento ou que
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estão sob produção independente e não possuem apoio de gravadoras ou instituições públicas. Iremos realizar entrevistas com artistas em início de carreira, abordar temas pertinentes ao mundo da música e assuntos de interesse dos artistas independentes.
5.2.
ESTRATÉGIA PARA DEFINIÇÃO DE LAYOUT
A capa da revista é composta da marca disturb em amarelo, cor contrastante com a predominante na foto escolhida. A foto da capa (total) mostra um artista prestes a acertar a câmera com o seu instrumento musical, transmitindo o sentimento de perturbação. A manchete principal é sobre o artista de capa, seguindo para as principais matérias abaixo. Utilizando a mistura de fontes e cores, a revista propõe causar estranhamento ao mesmo tempo em que atrai o leitor para que descubra o que está escrito nas próximas páginas.
Tipografia Para o logotipo da revista foi escolhida a fonte Electric Shocker. A fonte possui uma forma distorcida, remetendo ao efeito de perturbação proposto com o nome. Será utilizada nas cores amarela com leve contorno preto. De acordo com a foto de capa a ser utilizada na edição, a fonte poderá sofrer alterações de cor. Para chamadas e demais textos que estiverem na capa serão utilizadas as fontes Lemon Milk, Bebas Neue, Hey August e Kiona, em diversos corpos e variações em negrito e itálico. No editorial, será utilizada a fonte Lemon/Milk para os títulos “Composição ao leitor” e “Expediente”; e Trebuchet MS para os textos de maior fôlego, utilizando negrito para destacar eventuais partes e itálico em palavras estrangeiras. O índice, nomeado Tracklist – em referência ao CD, tem como fonte Budmo Jiggler. Os títulos das matérias com fonte a Bebas Neue, com a paginação na fonte Hey August. O texto das matérias terá como fonte Trebuchet MS, corpo 11, com 13 pontos de entrelinha, com recuo de parágrafo de 5 mm, com uso do itálico para palavras estrangeiras e negrito para nomes importantes.
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A tipologia escolhida para os títulos das matérias foi escolhida de acordo com o seu conteúdo, ilustração e gráficos. O projeto gráfico prevê essa flexibilidade.
Tabela 1 - Tipografia utilizada nas matérias Matéria Fonte Por onde começar Bebas Neue Entre o mar e a música Centhury Gothic Entre o mar e a música Hey August Gospel Independente Alex Brush Gospel Independente Bebas Neue Victor Solo Ocean Música pelo mundo Akzidenz-Grotesk BQ Condensed O que são editais de incentivo? Kiona Agenda MUSICNET Existência Musical na Internet Coolvetica Existência Musical na Internet Coolvetica Existência Musical na Internet Coolvetica /
Corpo 130 74,8 151 200 100 80 70 46 82,7 90 82 72
As linhas finas foram padronizadas em Cabin em corpo 15pt e entrelinha 18pt. As legendas são padronizadas em fonte Trebuchet MS, itálico, tamanho de corpo 9,5 e 11, 4 de entrelinha, sem recuo de parágrafo.
Editorias Composição ao leitor: traz o editorial da revista, a carta ao leitor. A opinião do editor sobre o tema da revista e um resumo do que o leitor irá encontrar na edição. Mercado: aborda temas referentes ao mercado fonográfico, podendo ser sobre a produção de música, números do setor e outros temas que envolvam profissionais da música. Entrevistas/Perfil: por meio de uma curadoria em serviços de streaming será realizada uma reportagem que aborde temas diferentes sobre os artistas. Mínimo de três artistas por edição. Música pelo mundo: infográfico com opiniões de jornalistas convidados, colunistas e articulistas sobre bandas e artistas de diversos países do mundo. A cada edição será descoberto um país, até que se complete o mapa. Análise: traz uma análise entre serviços oferecidos para o artista, independente ou não. Podendo ser editais de incentivo, serviços de streaming, serviços de distribuição, comunicações de imprensa e marketing.
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Agenda: apresenta para o leitor as principais programações que em envolvem artistas independentes ou atrações gratuitas. Artigo: convidado da edição ou o editor da revista apresenta a sua opinião sobre um tema envolvendo o mundo da música.
Escolha de fontes As fontes das matérias da revista Disturb foram selecionadas com os critérios definidos para o perfil do entrevistado. 1. Os artistas entrevistados não podem ser associados a grandes gravadoras, até o período da entrevista; 2. O artista não pode ultrapassar 80 mil seguidores nas redes sociais; 3. O artista não pode ter publicação sobre seu trabalho como cantor/banda independente em veículo de grande porte. 4. Poderão ser entrevistadas grandes gravadoras, a fim de se obter detalhes sobre o mercado, de acordo com a pauta. Define-se como grande porte as mídias convencionais que possuem circulação nacional, tiragem acima de 100 mil, audiência de 100 mil por mês nas versões online, audiência em programas de televisão e rádio somam acima de 1 milhão por mês. Números com base nos dados dos mídia kits e informações prestadas pelos veículos Folha de São Paulo8, Estado de São Paulo9, MTV10, Multishow11 e rádio Eldorado12 do grupo Estadão.
Público Alvo A decisão para a escolha do público alvo resultou de pesquisa nos principais veículos de streaming utilizados no Brasil. O streaming é uma ferramenta é utilizada na revista para integrar as mídias digitais e o impresso, por meio de Códigos QR. Sendo assim, naturalmente os leitores da revista Disturb também são os consumidores de música nas plataformas digitais. 8
Dados de tiragem e alcance da Folha de São Paulo disponíveis em http://www.publicidade.folha.com.br/folha/perfil_do_leitor.shtml Acesso em 06 de novembro de 2019 9 Dados de tiragem e alcance do Estado de São Paulo disponíveis em https://www.publicidadeestadao.com/copia-radio-eldorado 10 Dados de audiência da MTV disponíveis em http://www.viacomvelocity.com.br/marcas/mtv/ 11 Dados de alcance do Multishow disponíveis em http://canaisglobosat.globo.com/marca/multishow/#title Acesso em 06 de novembro de 2019 12 Dados da rádio Eldorado disponíveis em https://www.publicidadeestadao.com/copia-canais-digitais Acesso em 06 de novembro de 2019
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A pesquisa levantou que o Deezer13 totaliza 28% de usuários ativos com idades entre 18 e 24 anos e a mesma porcentagem com idades entre 25 a 34. Sendo em sua maioria homens, 60%. O Youtube14 afirma que seu público de mais de 1 bilhão de usuários são de pessoas com idade entre 18 a 34 anos. Já o Spotify 15qualifica os seus ouvintes como millenials, sendo a geração que compreende as idades de 25 a 34 anos. Utilizando dados internos para essa definição. Portanto, para atingir o público que utiliza serviços de streaming, definimos o público alvo como adultos de 18 a 34 anos que utilizam serviços de streaming e estão em contato com a cena musical, de classe C1 a A16. Profissionais do setor. Artistas independentes.
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Dados de audiência do Deezer disponíveis em https://www.deezer-brandsolutions.com/pt/bemvindo/quem-somos/ Acesso em 07 de novembro de 2019 14 Dados de audiência do Youtube disponíveis em https://www.youtube.com/intl/pt-BR/about/press/ Acesso em 07 de novembro de 2019 15 Dados de audiência do Spotify disponíveis em https://www.spotifyforbrands.com/pt-BR/audiences/ Acesso em 07 de novembro de 2019 16 Conforme critérios definidos pela Associação Brasileira de Empresas e Pesquisas. Disponível em http://www.abep.org/criterio-brasil Acesso em 10 de novembro de 2019
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6. REFERENCIAL TEÓRICO
O amparo teórico deste projeto de pesquisa reside na bibliografia sobre jornalismo cultural, especialização em música, convergência tecnológica, novos modos de consumo de música e curadoria. O jornalismo cultural remonta à criação da prensa móvel de Gutemberg, contudo com a explosão da internet o que era conhecido como jornalismo cultural teve que se adaptar às novas tendências. O jornalismo cultural nasceu nas mídias convencionais, com críticas, notícias e divulgações das artes, devido a disseminação da internet, é possível encontrar esse tipo de jornalismo em mídias digitais. Se antes eram identificáveis os pontos de concentração midiática, hoje há uma abrupta fragmentação de discursos. A prática do jornalismo cultural ainda se dá pelas plataformas tradicionais, mas também é feita aos milhões no mundo, a cada segundo, em sites, blogues, portais e redes sociais, acentuando a formação de nichos cada vez mais específicos de audiência. (BALLERINI, 2015)
Sendo assim, o jornalismo cultural se espalhou. Saindo das redações de jornais e revistas e passando para sites, blogs e influenciadores através da convergência midiática. É claro que o jornalismo profissional em si, como os blogueiros se apressam em observar, está progressivamente menos confiável, movido por projetos ideológicos, em vez de padrões profissionais, omitindo informações que contrariam seus interesses econômicos, reduzindo um mundo complexo a uma grande matéria por vez, e banalizando a política ao se concentrar apenas nas disputas por poder. (JENKINS, 2009)
Essa busca por manter interesses econômicos afasta a diversidade cultural das pautas jornalísticas, mantendo apenas artistas já consolidados nas notícias. O jornalista é tido como um curador de informações, sendo de sua responsabilidade a seleção e divulgação de notícias. A base da crítica está em uma prática comum às teorias do jornalismo e da comunicação, que é a noção de gatekeeper. Antes de avaliar, criar reflexão ou orientar é função do jornalista de cultura selecionar o que merece ou não entrar como pauta nas revistas, jornais e sites. Parte do trabalho crítico se aproxima do trabalho de filtragem da informação executado por blogueiros e até mesmo por ferramentas de recomendação presentes nas plataformas de disponibilização de conteúdo musical. Claro, há uma diferença entre
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escolhas subjetivas e as ferramentas de recomendação de produtos musicais. (JANOTTI, NOGUEIRA, 2010, p. 4)
Atualmente existem diversas formas de descobrir artistas novos. Sejam os serviços de streaming, que disponibilizam listas de lançamentos, seja através das redes sociais e o público. De qualquer forma, o artista independente necessita de divulgação, e é por essa razão que utilizam as redes sociais para divulgar seu trabalho. Cabe ao jornalista cultural especializado em música filtrar essas indicações e números para divulgar em seu veículo de informação. Os artistas independentes dependem de muitas coisas, entre elas, dependem dos outros independentes. Dependem, por exemplo, dos organizadores de festivais independentes, dependem da internet, dependem dos meios tradicionais de comunicação, dependem dos donos de pequenos e médios estúdios, dependem de editais públicos de incentivo à cultura, dependem de sites de financiamento coletivo, dependem de jornalistas e formadores de opinião, dependem de curadores e programadores de casas de shows, dependem, em última instância, de um conceito. (CERQUEIRA, 2017, p. 207)
O jornalista assumiu uma posição de curador nas redações, uma evolução da teoria do gatekeeper, na qual o jornalista aprovaria ou não um conteúdo para se tornar notícia. A especialização em algum tema específico, como música, torna o jornalista, além do profissional, também um consumidor daquele conteúdo sobre o qual escreve. A Teoria do Gatekeeper compara, metaforicamente, jornalistas a zeladores ou porteiros de edifícios: cabe a eles selecionar quem entra no templo dourado da mídia (as páginas de jornal, os minutos de rádio ou TV). Na Teoria do Gatekeeper o jornalismo passa de espelho da realidade para “espelho” das visões de mundo do jornalista. (ESSENFELDER, 2012)
Em sua tese defendida para a obtenção de título de doutor em Comunicação Social, o jornalista Renato Essenfelder (2012) entrevistou 11 editores de grandes jornais do Brasil sobre o jornalista como curador. O curador na opinião do editor-executivo da Folha de São Paulo, Sérgio Dávila, (vide a íntegra de seu depoimento a esta pesquisa na seção Anexos) é aquele que ajuda o leitor a se guiar num cenário de overdose de informação, a selecionar as que são mais relevantes em determinado momento, apresentando-as de forma contextualizada e clara – sem a pretensão autoritária, contudo, de um porteiro que regula o acesso à torre dourada da informação. (ESSENFELDER, 2012)
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Sobre curadoria Elizabeth Corrêa e Daniele Bertocchi, complementam que a experiência do jornalista em seu próprio meio proporciona a ele a capacidade de direcionamento do seu público para aquilo que se quer ler. Ao refletirmos sobre a curadoria comunicacional da informação partimos do pressuposto de que o profissional da comunicação, por vivenciar a proximidade com aquele que quer e deve ser informado, possui um cabedal de variáveis importantes sobre processos de escolha, gostos, direcionamento da formação de opinião, variação de padrões sociais, entre outros dados, que possibilitam o uso de modelos algorítmicos menos uniformizantes e, portanto, mais adequados à função social do campo da Comunicação (CORRÊA, BERTOCCHI, 2012, p.32)
Cristiano Vargas dos Santos (2016) analisa a teoria do gatekeeper e sua reformulação para a curadoria, afirmando que a função dele tem se tornado mais complexa, devido ao grande número de conteúdos enviados às redações. Todo e qualquer cidadão se tornou um potencial produtor de conteúdo. Basta ter em mãos um smartphone, tablet, notebook ou qualquer aparelho que permita registrar um acontecimento ou acompanhar algum evento. Em instantes, aquele conteúdo viraliza pelas redes digitais. Nestes novos processos de triagem, o jornalista assume a posição de curador do manancial informativo que chega em grandes quantidades à redação. Em razão do ilimitado espaço da internet, o profissional ganhou a possibilidade de aproveitar um número maior de materiais, sendo, inclusive, mais flexível na decisão de utilizar ou não determinada matéria – sendo um gatewatcher, como vimos. As funções de filtrar, organizar e distribuir conteúdo ainda segue os critérios ligados ao sujeito, seja ele compreendido gatekeeper, gatewatcher ou curador. (SANTOS, 2016)
Essa curadoria pode ser realizada tanto na busca em casa de shows na cena independente, na pesquisa pelas redes sociais, blogues e mecanismos de buscas, como através de indicações dos leitores tanto quanto através dos sistemas de streaming que se consolidaram no mercado como um novo formato de consumo de música. As grandes produções de softwares de gravação aliadas ao aumento do acesso à internet proporcionaram um novo panorama para a produção musical nos últimos anos. As indústrias fonográficas, que, como já havíamos citado, geriam a produção e reprodução da música popular, produziram novas tecnologias de gravação mais rentáveis, que articuladas ao maior acesso à internet ocasionaram uma renovação no cenário musical, abrindo espaço para as produções independentes. (NOVAES, MINUZZI, 2016)
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A intenção da curadoria, além de apresentar conteúdos culturalmente ricos, é informar ao leitor que existe mais do que está no mainstream. Fabrício Ofugi apresenta o mainstream como “para designar artistas ligados às majors e/ou cuja sonoridade está presente nos meios de comunicação de massa” (2010). Majors são definidas como grandes gravadoras, como a Universal Music, Warner e Sony, além do selo nacional Som Livre. Em contrapartida, a existência do mainstream mostra que há o contrário, que é definido por Ofugi (2010) como “indie (derivação de independentes) e alternativo”. Para realizar essa curadoria, é necessário um veículo ao qual possa se destinar as matérias. É de escolha editorial e monetária qual será o tipo de mídia a ser utilizada. A música possui uma longa história com as revistas impressas. Foi a popularização do rádio – criado no final do século XX, mas acessível a um público maior apenas duas décadas depois – que fez surgir as revistas voltadas para a cobertura musical. No entanto, a imprensa brasileira passou a maior parte dos séculos XIX e XX macaqueando o que vinha de fora – cobrindo apenas a música clássica europeia – e ignorando quase todas as manifestações musicais brasileiras. (BALLERINI, 2015)
Apesar de ser cada vez mais difícil encontrar publicações novas nas bancas de jornais, há possibilidade da criação de novos veículos segmentados devido a característica colecionável que uma revista possui. Marília Scalzo (2011) escreve em seu livro Jornalismo de Revista que “em primeiro lugar, revistas são objetos queridos, fáceis de carregar e de colecionar”. Revista é também um encontro entre um editor e um leitor, um contato que se estabelece por um fio invisível que une um grupo de pessoas e, nesse sentido, ajuda a compor a personalidade, isto é, estabelece identificações dando a sensação de pertencer a um determinado grupo (SCALZO, 2011).
Construindo ainda mais a sua narrativa, Scalzo afirma que “o que é impresso, historicamente, parece mais verdadeiro do que aquilo que não é”. Sempre buscamos as notícias em fontes que sejam confiáveis, no nosso cenário atual onde é possível criar vídeos com rostos de pessoas em situações que elas não estejam ter uma mídia preocupada com a veracidade da informação é essencial. Revista une e funde entretenimento, educação, serviço e interpretação dos acontecimentos. Possui menos informação no sentido clássico (as “notícias quentes”) e mais informação pessoal (aquela que vai ajudar o leitor em seu
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cotidiano, em sua vida prática). Isso não quer dizer que não busquem exclusividade no que vão apresentar a seus leitores, ou que não façam jornalismo. (SCALZO, 2011)
Contudo, é claro que criar uma revista que não haja conexões com serviços tecnológicos está fora de questão. A partir desse estudo e da leitura do livro Cultura da Convergência de Henry Jenkins, percebemos que a convergência midiática em tempos de tecnologia acontece com diversas mídias, não apenas as mais novas “a convergência representa uma transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos de mídia dispersos” (JENKINS, 2009) Se o paradigma da revolução digital presumia que as novas mídias substituiriam as antigas, o emergente paradigma da convergência presume que novas e antigas mídias irão interagir de formas cada vez mais complexas. O paradigma da revolução digital alegava que os novos meios de comunicação digital mudariam tudo. Após o estouro da bolha pontocom, a tendência foi imaginar que as novas mídias não haviam mudado nada. Como muitas outras coisas no atual ambiente de mídia, a verdade está no meio-termo (JENKINS, 2009).
Analisando esse referencial teórico, concluímos que a criação da revista sobre um nicho específico, sendo a música independente, conversa com as novas tecnologias a partir do ponto que utiliza tecnologias, como Códigos QR que direcionam para os serviços de streaming, além de conteúdos nas redes sociais.
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7. REFERÊNCIAS
BALLERINI, Franthiesco. Jornalismo Cultura no Século 21: Literatura, Artes, Visuais, Teatro, Cinema e Música. A história, as novas plataformas, o ensino e as tendências na prática. São Paulo: Summus Editorial, 2015. 244 p.
CERQUEIRA, Amanda Patrycia Coutinho de. Paradoxos da atividade artística na narrativa de músicos denominados independentes. 2017. 233 f. Tese (Doutorado) - Curso de Curso de Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2017. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/325515/1/Cerqueira_Amand aPatryciaCoutinhoDe_D.pdf>. Acesso em: 19 maio 2019.
CORRÊA, Elizabeth Saad; BERTOCCHI, Daniela. O algoritmo curador – o papel do comunicador num cenário de curadoria algorítmica de informação. In: CORRÊA, Elizabeth Nicolau Saad (Org.). Curadoria digital e o campo da comunicação. São Paulo: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Disponível em <https://issuu.com/grupo-ecausp.com/docs/ebook_curadoria_digital_usp> Acesso em: 19 maio 2019.
ESSENFELDER, Renato. O editor e seus labirintos: reflexos da crise de paradigmas do jornal impresso. 2012. 271 f. Tese (Doutorado) - Curso de Ciências da Comunicação, Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: <https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27152/tde-16052013154451/publico/RENATOESSENFELDER.pdf>. Acesso em: 08 nov. 2019.
JANOTTI JUNIOR, Jeder; NOGUEIRA, Bruno Pedrosa. UM MUSEU DE GRANDES NOVIDADES: Crítica e jornalismo musical em tempos de internet. In: ENCONTRO DA COMPÓS, 19., 2010, Rio de Janeiro. Anais Grupo de Trabalho “Mídia e Entretenimento. Rio de Janeiro: Compós, 2010. p. 1 - 13. Disponível em: <http://www.compos.org.br/data/biblioteca_1546.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2019.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009. 432 p.
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MALLMANN, Tuani Pereira. Popload: o papel de um blog na cena musical alternativa do Brasil. Anagrama: Revista Científica Interdisciplinar da Graduação, São Paulo, v. 3, n. 6, p.1-17, mar. 2013. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/anagrama/issue/view/4350>. Acesso em: 14 abr. 2019.
NOVAES, Anderson Lucas da Silva; MINUZZI, Marcus. Música Independente e Mídias Sociais: produção, promoção e público. Panorama: Revista Acadêmica dos Cursos de Comunicação Social PUC GOIÁS, Goiânia, v. 1, n. 5, p.2-14, dez. 2016. Disponível em: <http://seer.pucgoias.edu.br/files/journals/12/articles/4321/submission/review/432112602-1-RV.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2019.
OFUGI, Fabrício. A Internet Livre Como Meio do Músico Independente. 2010. 110 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Comunicação, Faculdade Cásper Líbero, São Paulo, 2010. Disponível em: <https://casperlibero.edu.br/mestrado/dissertacoes/a-internet-livre-como-meio-domusico-independente/>. Acesso em: 14 abr. 2019.
SCALZO, Marília. Jornalismo de Revista. 4. ed. rev. e atual. São Paulo. Editora Contexto. 2011. 116p.
SILVA, Sandro Takeshi Munakata da. Teorias da Comunicação nos estudos de Relações Públicas. Porto Alegre: Edipucrs, 2011. 102 p. Disponível em: <http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/teoriasdacomunicacao.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2019.
VICENTE, Eduardo; KISCHINHEVSKY, Marcelo; MARCHI, Leonardo de. A consolidação dos serviços de streaming: Reconfiguração dos mercados de mídia sonora e desafios à diversidade musical no Brasil. In: ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS, 25., 2016, Goiânia. Anais... . Goiânia: Compós, 2016. p. 1 - 25. Disponível em: <http://www.compos.org.br/biblioteca/streaming-completo_3377.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2019.
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8. CRONOGRAMA GERAL O cronograma geral foi desenvolvido para abranger todas as etapas realizadas durante o ano de 2019 com o sétimo e oitavo semestre. Foi utilizado para organização das atividades e sequência de entregas.
FASES FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Definição de tema, X pesquisa Levantamento de X referências Leitura de X X X X X X referências Redação do préX projeto Entrega do préX projeto Entrega do projeto de pesquisa X consolidado Redação do projeto X experimental Entrega do projeto experimental X consolidado Definição de fontes Contato com as fontes Início das entrevistas
X X
X
X X X
Fotografar a capa Finalização de entrevistas Definição do espelho
X X
Revisão das matérias da revista Diagramação da revista Revisão da diagramação Revisão do projeto Atualização do projeto com as leituras e informações da revista Redação do relatório final Entrega do relatório final e produto (revista) Banca
X X X X
X X
X
X X X
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9. ORÇAMENTOS
O investimento a ser realizado no projeto não considera os equipamentos que serão alugados no Núcleo de Comunicação da universidade. ITEM
QUANTIDADE
Transporte Revisão Projeto Gráfico Revisão das matérias escritas para a revista Impressão Revista Impressão Relatório Total
10
VALOR (R$) R$ 100,00
1
R$ 0
8
R$ 0
10
R$ 525,00
5
R$ 80,00 R$ 705,00
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10. APÊNDICES APÊNDICE A – Autorização de uso de imagem para maiores de 18 anos. Imagem de Cassiano Kruger para fotos da reportagem e capa da revista.
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APÊNDICE B – Espelho da revista Disturb
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APÊNDICE C – Transcrição Wilson Souto, vice-presidente da ABMI – Associação Brasileira da Música Independente. Entrevista feita por telefone, gravada no celular. Como que funciona a ABMI? Quem pode se associar? Como é o trabalho de vocês? ABMI é uma associação que existe há alguns anos, que reúne gravadoras médias, algumas maiores como Biscoito Fino, Atrações, de empresas fonográficas já de mais de 10 anos no mercado que já tem uma repercussão e reúne quase 60 gravadoras e associados do mercado da música já com um caminho percorrido no mercado. Para tentar ter uma vez e voz dentro de um mercado que tradicionalmente foi dominado por multinacionais nos últimos tempos e antigamente ainda tinham algumas grandes empresas fonográficas brasileiras que era como a Continental, a Copacabana, Chantecler, Cássio Muniz. Aí vieram essas multinacionais para o país, que antes eram representadas por essas gravadoras que tinham fabricação em vinil e criavam esses catálogos. Como a música brasileira era importante e como os catálogos internacionais perceberam que nós tínhamos um mercado musical eles começaram a vir pra cá, inclusive comprar algumas fábricas brasileiras e ai ter uma equipe própria internacional representando o catalogo internacional e afunilando um pouco do catalogo brasileiros, ai essa coisa fede e mesmo nessas fases iniciativas de gravadoras fora das grandes nacionais e das grandes majors, tentaram criar um caminho pra música independente, aquela coisa do artista brasileiro ser independente. A ABMI é uma entidade que foi formada depois desses filtros todos para atender as gravadoras nacionais independentes nas retificações de suas demandas, uma associação que tem esse viés. Hoje ela reúne cerca de 60 selos e gravadoras, entre eles a gene a biscoito fino, várias gravadoras. A entidade procura dar vez e voz nas reinvindicações, melhorias de condição, legais, de congresso. A ABMI já teve grandes e boas vitórias, a empresa foi muito atuante na conquista de uma PEC no congresso nacional chamada PEC 123. Que isentou a música brasileira do pagamento de XX, porque havia um desiquilíbrio nessa história. A ABMI está até hoje com essa bandeira, já passou por diversos presidentes e diretores, e nós estamos continuando esse processo. Eu sou gestou de uma gravadora nacional que já tem 26 anos de atuação, eu tive dois afastamentos, um na época da Warner e outro na época eu fui presidente de uma divisão da Warner chamada East West ai eu voltei pra companhia, eu não tinha interesse em fazer carreira internacional e voltei pra atração e estou desde então. Essas gravadoras que se unem na ABMI têm muitos vieses dentro do mercado da música brasileira. Qual a principal diferença entre uma gravadora que é internacional e uma que é independente? Na verdade nós somos um canal muito importante para o artista brasileiro, um canal próximo, a gestão de uma companhia multinacional que eu convivi na verdade todas as ordens e diretrizes vem de fora, na época que eu presidia a Warner um pouco da prioridade dessa gravadora eram os produtos que vinham de fora para o mercado
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brasileiro, apesar de como ela tinha adquirido a continental ela tinha grande parte de seu faturamento representado por artistas brasileiros que a continental tinha 70 anos de gravação, isso era muito representativo, na verdade as gravadoras independentes ainda são o caminho e cada vez mais será um caminho para o artista brasileiro que hoje mais do que nunca conseguiu se internacionalizar graças à internet. Como funciona o Giro Musical? O Giro Musical é uma informação para os mercados regionais, das melhores práticas dentro desse mercado das redes sociais. Mostrar para o artista qual o caminho que ele pode ter dentro de uma companhia brasileira ou não ou de pequena ou não, mas entender o que eles podem com a internet mundialmente. O que o artista pode alcançar na internet? Eu acho que cada uma dessas gravadoras hoje tem um sonho, a minha gravadora hoje dessa carreira dentro da gravadora, para mim é querer que a música brasileira alcance o mercado internacional e que a cultura brasileira se firme como tal, como uma cultura importante dentro do cenário acultura mundial, com isso a gente tem que dar condições inclusive econômicas para o artista pra ele se manter dentro de um trabalho num pais ainda de terceiro mundo que tem uma cultura muito rica, mas que o mundo começa conhecer a algum tempo, mas agora tem acesso através das lojas mundiais, vamos dizer você posta na internet um disco no Brasil, um cara do Japão ou china tem acesso. O streaming vale somente pela visibilidade, visto que a monetização é baixa, ou você acha que isso pode ser fonte de renda? Isso é um mito. Hoje o mercado foi multiplicado por "zilhões" de pessoas possíveis, é vezes mundo hoje. A gente ter artistas brasileiros que conseguiram ter carreiras internacionais e tem grandes, exemplo do ALOK, Anitta, que eram antes de mercados locais, a Anitta é um produto da Warner Brasil, hoje a gente consegue com muito mais facilidade internacionalizar um artista brasileiro, eu tenho na atração algumas experiências mundiais de artistas que se consagraram mundialmente e isso representa um contato com o mundo. Então essa coisa da gente ter perdido o disco físico que era uma dificuldade isso precisaria de uma interface com o mundo, você precisa ser licenciado por uma gravadora de atuação mundial pra você entrar no mercado mundial, hoje em dia não: uma pequena gravadora bem posicionada o mundo está te ouvindo. Aí as condições são absolutamente previsíveis, daqui a pouco eu acho que grandes nomes da música brasileira vão partilhar o cenário da internacional. O artista precisa ter uma distribuidora? Daqui a pouco o artista pode ter uma ferramenta. O artista quando canta ele envolve uma série de pessoas, ele envolve o compositor, que é uma parte da receita que ele conquista com a interpretação dele, podendo ser ele ou não, envolve empresários, músicos, então na verdade é um mercado que tem várias pessoas envolvidas. Quando o artista entra na internet sem saber as melhores práticas, que é abordado
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no giro musical, na verdade ele não está levando com ele a oportunidade do compositor se internacionalizar, dos músicos se internacionalizar e ganharem com esse trabalho. O que são essas práticas? O que o artista precisa saber? Ele precisa saber o que é uma edição, que ele tem que apontar nos discursos dele quem é o compositor, registrar essas coisas, essas figuras não se misturam, eventualmente o interprete pode ser o compositor, mas pode não ser. Então, o que se chama genericamente de artista, o compositor também é um artista, mas o que se chama genericamente de interprete, que se fala que os compositores podem ser a mesma pessoa, mas eles se separam. . Como os artistas chegam na Atração? Eles vão até vocês ou vocês fazem contato com eles? Existem sempre os dois caminhos, a gente tem um pouco de mentalidade, até por causa do tempo no mercado fonográfico, da gravadora. Apesar de estarmos nos atualizando cada vez mais, dentro do mercado digital. A gente tem uma gravadora que tem acima de 30 mil fonogramas veiculados, a gente precisa cada vez mais colocar esses fonogramas nas redes mundiais com as melhores práticas, rentabilizar todas as pessoas nesse processo. A Atração tem um pouco a história de seus gestores dentro do mercado da música brasileira, então como eu trabalhei na continental e conheci profundamente a música regional, absorvi coisas da música regional que hoje sejam um legado dentro da atração. E numa multinacional eu absorvi coisas do mercado internacional que hoje se torna legados da atração. Eu acho que uma multinacional não é capaz hoje de gerir a potencialidade plena do mercado musical brasileiro. Então nós somos eventualmente acessórios de uma multinacional, quando a gente projeta a gente pode criar um interesse dela pelo nosso artista, e nossa missão passa a ser uma missão meio de colocar esse artista ou na vitrine mundial ou internacional. A gente não faz a parte empresarial de show do artista, a gente se limita a fazer a parte de gravação, antigamente parte fonográfica e editorial. Se eu quisesse ser cantor, quem eu devo procurar primeiro? O produtor te oriente artisticamente. Ele tem uma função, ele é o orientador artístico desse cantor e pode entender a personalidade dele e propor músicas para ele. Você pode gravar uma música antiga, esse cara faz a produção do estúdio. Se você estiver ligado a uma gravadora que tem esse viés como a atração, a gente já tem expertise e pode editar a sua música, essa edição passa por uma visibilidade internacional. Ou seja, potencialmente a gente tem as mesmas ferramentas, menos o capital de uma internacional. Acho que inclusive a tendências são as multinacionais, como elas percebem que o mercado já não é mais organizado, eles vão começar a buscar países que gerem cultura capaz de invadir outros países e continentes, para poder se retroalimentar da música desse país. Então a gente representa essa possibilidade. A não ser que haja uma injeção de capital muito grande para poder virar multinacional.
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As mídias auxiliam? Na verdade a dependência dessas mídias não tá muito sobre a alçada da gente, se eles também não se atualizarem, eles vão ficar restritos a uma coisa global e competir com o mercado internacional, eu tenho certeza que a globo, uma das mais importantes, está se atualizando, porque daqui a pouco por streaming você veja a Netflix. O importante é que cada um se atualize. Engraçado que hoje um mundo que começa a ser globalizado, se você pega a índia, a índia tem quase um mercado local, então quando você pega as grandes views do mundo, você tem que tirar a índia, que ocupa alguns lugares de ponta, mas eles não são cenário mundial, para elas migrarem o seu conteúdo para o mundo é pouco. APÊNDICE D – Entrevista Ignácio Salvati, produtor da Catarse Produções Entrevista feita pessoalmente, gravada em celular. Como se iniciou a Catarse e como iniciou o trabalho dela? A Catarse começou como produtora de áudio para conteúdo audiovisual, só que eu sempre fui muito ligado com música independente, sempre estive muito ligado na cena, então uma vontade minha sempre foi trabalhar com artistas, e produzir artistas não só trilha, jingle e esse tipo de coisa, então de um ano pra cá a gente começou a investir muito nisso. Esse ano é o que está sendo mais forte em toda essa produção independente a gente criou um festival, estamos fazendo a segunda temporada desse programa de live sessions que a gente chama só artista independente. Estou querendo movimentar a produtora com esse tipo de trabalho também, está virando um foco. Começou, eu querendo apoiar muito a cena, sempre gostei muito. De lá para cá eu comecei a fazer muitos trabalhos com esse pessoal e pretendo fazer mais. Talvez ano que vem nós vamos começar com o nosso selo, estudando possibilidades. O artista precisa fazer algum investimento? Depende do projeto. A Sessions que começou ano passado e esse ano teve a segunda temporada a gente faz gratuitamente. A gente realmente acredita nisso. Nossa intenção com a sessions é criar uma plataforma que a galera possa acessar e conhecer músicas novas tipo cultura livre ou algo pelo estilo. A princípio, nesse projeto a gente não cobra nada a gente banca porque acreditamos 100% nisso. Mas quando é um trabalho como quando procuram a gente para fazer um single ou gravar um EP ou qualquer trabalho que não seja o projeto a gente cobra sim, como qualquer outro estúdio. O artista consegue divulgação com vocês? Marketing? Distribuição? A gente tem parceiro que fazem a distribuição para a gente, mas também são parcerias que começaram esse ano e no próximo estarão mais solidificadas. A nossa intenção na realidade é dar o máximo para o artista, então a gente não faz esse trabalho de distribuição e marketing, mas a gente conhece gente que faz então a ideia é sempre apresentar parceiros e soluções. Às vezes como um selo isso muda.
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O que o artista precisa ter para fazer uma gravação com vocês? Os instrumentos que estão aqui podem ser usados? Vocês ajudam em composição? É sempre legal quando o artista traz o próprio instrumento, eu, por exemplo, sou baixista, então meus baixos eu tenho muito mais afinidade do que se eu chegar em algum lugar e tocar um baixo diferente do meu que estou acostumado todos os dias, mas aqui temos todo o tipo de coisa. Eu tenho parceria com outro estúdio que fica na vila romana que tem uma infinidade de equipamentos e instrumentos vintage e um monte de coisinha para brincar. A gente dá as ferramentas, tem um monte de coisa aqui e eu acho que é sempre bom o artista trazer. Eu prefiro muito mais cuidar da parte de arranjos, produção musical mesmo, mas sempre rola dar uma dica ou outra, mas eu acho que a letra vem sempre da pessoa, acho que não dá para ficar dando pitaco, porque é uma realidade da pessoa, uma perspectiva daquela pessoa. Em questão de arranjo e produção a gente entra com tudo. Composição e letra não me meto muito. Vocês participam de algum festival independente? Estamos fazendo os nossos festivais, a gente tem uma parceria com uma produtora de eventos, então essa é outra coisa que vai crescer bastante. Além desse festival que vai ganhar a segunda edição. Esse projeto é linkado com as Live Sessions, então a gente pega todos os participantes das sessions e monta um festival com eles. A gente fez esse ano o festival para financiar tudo, por que é isso, têm os empecilhos de gravar, mão de obra, é uma equipe de 20 pessoas. Só ano que vem que a gente vai abrir para inscrições tudo de novo. Quais artistas são escolhidos para participar das Sessions? Esse ano a gente escolheu artistas com intuito de ser muito diferente um do outro. As pessoas pensam em música brasileira e acham que é só uma coisa, principalmente na cena, nas ruas, duas dessas bandas tocam na rua. A ideia é pegar músicos brasileiros, de música brasileira, que sejam muito diferentes entre eles. A gente abre inscrição e quem está a fim se inscreve e a gente produz, a gente vai produzir um single e um clipe ao vivo, a gente não dá preferência para quem já gravo com a gente ou quem vai gravar geralmente a gente vai mesmo pelo projeto, se tem alguma coisa interessante. Se já tem alguma coisa no projeto que pareça, por exemplo, esse ano a gente já tinha escolhido o Grande Grupo Viajante, e surgiu outra banda, mas era muito parecido, então descartamos para selecionarmos algo diferente. Se você se inscreveu no período nós faremos a curadoria. Sobre a cena independente, você acha que está crescendo essa busca por ser independente e não precisar das grandes gravadoras ou você acha que as pessoas começam independente para atingir as grandes? Está rolando esse movimento meio contrário. As gravadoras estão descendo, e a produção independente está crescendo muito, só que assim, ainda tem muita diferença na questão de financeira pra um produto independente e pra um produto de uma grande gravadora, também visibilidade querendo ou não tá tudo mais
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nichado cada um tem seu público alvo, mas os produtos das grandes gravadoras continuam sendo aquele produto que toca na rádio que está na novela, que todo mundo do Brasil conhece. Está mais democrático, você pode fazer seu trabalho de forma independente da maneira que acredita sem ninguém ditando regras, alguns exemplos: Ana Elisa Assunção, Curumin, que tipo são o que são e tem público fiel, só que não são um produto de uma grande gravadora. Acho difícil ver os dois no lugar que a Iza está. Acho que tem para os dois gostos. O que está rolando são artistas independentes que fazem seu próprio selo, sua própria gravadora. Gravadoras independentes que são de artistas específicos, o Máquina de Louco, o Criolo records. Existe algum caso de específico que você lembre que você tenha gravado ou que o artista tenha participado do Catarse Sessions, está crescendo muito rápido? A gente gravou no ano passado na primeira temporada do Catarse Sessions o Abacaxepa que é uma banda que de um ano pra cá cresceu muito, eles lançaram o primeiro disco, o Caroço, pela YB música, que é um selo não é uma super gravadora, mas é um selo independente renomadíssimo, eles estão crescendo bastante, acho que acabou tocando em alguns festivais, estão diretos no auditório do Ibirapuera. Você acha que o streaming é uma alternativa para o artista ou que isso não é suficiente? Eu trabalho como um fonograma, mas eu acho que na realidade eu acho que o fonograma acabou virando um cartão de visitas, digamos assim, porque disco não se vende mais e a porcentagem que você recebe de streaming em cada play é muito pouco. Acho que o streaming é uma forma de você se mostrar, falar que você existe que você tem esse trabalho, mas querendo ou não essa renda vem sempre dos shows. A vida de um artista é o show, é de onde sai a renda. Você consegue fazer outras coisas, como para conteúdos audiovisuais, colocar em uma campanha. Mas o streaming é questão de visibilidade. Quem não está nessa plataforma sai perdendo. APÊNDICE E – Maurício Bussab, diretor geral da Tratore. Entrevista feita por telefone, gravada em celular. O que é a Tratore? Como funciona uma distribuidora? Vocês têm uma préseleção para a distribuição? Agregador é uma distribuidora digital. É a mesma coisa que distribuidora, mas no digital. O distribuidor é aquela empresa que pega o disco físico e leva para a loja. O distribuidor digital também chamado de agregador é cara que pega o disco virtual, digital, e coloca nas plataformas digitais pra vitrine e download, então a Tratore faz as duas coisas, a gente não tem uma pré-seleção, a gente vai pôr logística, a gente faz essa entrega para as plataformas e qualquer um pode contratar nossos serviços desde que tenham o mínimo de qualidade. Não pode ser uma coisa muito tosca. A gente divulga das maneiras mais diversas, muita divulgação digital, adwords, facebook. Vai nas feiras de música, marcando presença conversando com músicos.
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Existe algum investimento para ter a música distribuída? Sim, custa 50 reais para o digital e 240 para o físico mais digital. É o músico que chega até a Tratore ou vocês entram em contato? A gente tem uma equipe, temos uma equipe de contato comercial que faz isso que descobre um artista, quando tem um artista que não está distribuído ou bem distribuído, entra em contato para ver se a pessoa está interessada em trabalhar com a Tratore. Na maioria dos casos o primeiro contato vem do artista ou do selo. A gente acaba de fechar o selo Wu que é um selo grande, as vezes não é um artista, é um selo inteiro que fecha. Quais são as expectativas do artista quando contrata os serviços da Tratore? Nosso trabalho é colocar na plataforma, se o artista tem alguma projeção a gente faz um passo além que é tentar colocar o artista nas playlists sociais, que é um jeito de divulgar os artistas nas plataformas. Mas o artista tem que ter uma certa projeção, tem que estar com material de imprensa pronto, não é todo mundo que está pronto para isso. Quais os diferenciais de gravadora e distribuidora? A gravadora tem um trabalho de investimento na produção e na promoção que é uma coisa que a Tratore não faz, em contrapartida ela paga uma porcentagem muito menor. Muitas vezes a Tratore assina com a gravadora, a gente tem clientes nossos que são gravadoras. Existe casos de artistas que começaram a distribuir com vocês e depois foram para uma grande gravadora? Se você olhar, tem meia dúzia de artistas que foram da Tratore que seguiram para uma grande gravadora. Não é um caminho natural, é uma exceção, inclusive as gravadoras grandes não têm a capacidade de absorver a produção. Elas não são mais responsáveis por ditar o que está acontecendo no mercado. Isso acontecia na década de 70, mas hoje em dia as gravadoras têm uma capacidade muito reduzida de colocar artistas no mercado. É muito raro um artista sair da Tratore e ir para a gravadora, não porque a qualidade seja ruim, mas porque as gravadoras têm uma dúzia de artistas cada uma. É muita pouca gente que está nas gravadoras. Quem saiu da Tratore para a gravadora são poucos exemplos, Simone e Simaria, CÉU, Alice Caymmi. Vocês patrocinam algum festival, show, conferências? Festivais e conferências. A gente é patrocinador da SIM São Paulo, esse ano a gente apoiou alguns festivais locais, como festivais Confins da música do sul, festival de jazz de Floripa, a gente apoiou vários festivais esse ano locais. Maior parte da nossa parceria em patrocínio é para SIM SÃO PAULO, que é o maior evento de música da América latina, muito grande. APÊNDICE F – Cassiano Kruger, artista. Entrevista feita pessoalmente, gravada em celular.
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Como você é começou na música? Eu comecei me aventurando com o violão que eu tinha em casa, j á que meu pai não tocava violão, mas ele tinha um violão e queria que muito que eu tocasse depois eu comecei a fazer o curso de violão, mas também aprendi a tocar umas músicas assim, pouca coisa com 11/ 12 anos, mas com 15 anos eu formei uma banda de pagode no meu colégio para tocar no festival de música do colégio, sendo que na verdade ninguém tocava pagode ali, foi uma coisa que a gente batucava, na mesa na sala de aula e fazia um barulho e a gente fez isso, foi a primeira experiência, de cantar no microfone e formar uma banda. Após isso a gente percebeu logo já chegou ao final do segundo grau, cada um foi para um lado percebi que o pagode não era a vertente que eu mais curtia também, tanto que eu aprendi a tocar cavaquinho também, mas não era o instrumento principal. Aí voltei a tocar violão e já fui para o lado do reggae, da MPB para tocar outras músicas e logo vim morar em São Paulo. Como começou o projeto de ensino de violão? Eu sou voluntário no Instituto Ana Rosa. Eu comecei há muito tempo fazer umas ações, até festa de aniversário minha eu fazia aqui no prédio mesmo eu fazia com doações de 1 kg de alimento ou de agasalhos principalmente, eu procurava algum lugar para doar, algum centro espírita, era uma função pós-evento. Quando eu vi esse instituto Ana Rosa eu mandei uma mensagem no Instagram, eles responderam, eu falei que queria ser voluntário, fui lá e comecei a destinar minhas doações dos eventos e show que fiz beneficentes e ai surgiu essa ideia de abrir uma oficina para dar aula para adolescentes, uma turma de 14 a 17 anos, foi uma aula de violão e música, dividi muito meu caminho que tive na música com ele. Expliquei um pouco de violão, cavaquinho, ukulele, fez um geral em cinco encontros. Agora fui jurado de um festival interno que tem lá, que tem mil crianças por dia lá. Como você define seu estilo musical? Eu defino como música brasileira. MPB tem disso onde mais me encaixo, apesar de que MPB fica muito naquela imagem no rotulo da MPB que foi o movimento que surgiu com vários artistas consagrados, mas hoje em dia eu vejo que a MPB tem várias vertentes que tem muito forte a mensagem, que usa vários timbres e várias coisas brasileiras de acordo com a mensagem pede. Eu tenho muito essa conexão com natureza e praia, claro que algumas músicas caem para o reggae, outras caem para o MPB, mas eu não me sinto como um reggaeiro, como aquelas bandas que tocam só o estilo. Para ter também essa liberdade de compor umas músicas mais românticas, só com voz e violão, acredito que a MPB seja o estilo de música que mais abrange o que eu faço. Quais suas inspirações? Primeiramente começou com o meu pai, realmente, ele não foi músico por muito tempo, mas teve um momento da vida que ele foi. Ele era percursionista, mas ele sempre foi muito bom de escrever, com as palavras, muito poeta, ele compôs várias músicas, mas naquela época, não chegou a gravar nada, nem no papel às vezes tinha, às vezes a gente cantava em casa e eu sabia as letras dele, tanto que eu comecei a produzir as minhas primeiras quatro músicas, três foram letras dele e ai
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essa inspiração eu digo também no sentido de ter algo próximo, porque a gente sempre que eu falo com as pessoas sobre composição as pessoas falam eu nem sei como, da onde eu iniciaria então eu acredito que com certeza isso influencia bastante, não só isso como todo o os gostos musicais dos meus pais que são bem ecléticos, meu pai gostava muito de country, Tim maia, Frank Sinatra, minha mãe gostava de música clássica, então eu ouvi muita música de vários estilos em casa, o que me fez ficar muito fã de Raul seixas, Tim mais e várias bandas, nacionais e internacionais, essa influência vem principalmente de casa e do que eu fui ouvindo com eles nesse processo. O que você mais ouve hoje em dia? A hoje em dia eu gosto muito de samba rock, bossa nova. É que depende do momento, tanto que quando eu compus aquela bossa eu quis falar de bossa nova porque no horário da manhã para mim não tem horário melhor para se ouvir bossa nova. Se eu quero ir para a academia treinar eu coloco um rock mais pesado, ou até um hip hop, eletrônico, para praia eu coloco um surf music hardcore, mas quando saio do mar, depois de surfar duas horas, eu coloco um reggae, Jack Johnson. Eu escuto bastante esse tipo de música, esses últimos meses eu fiz um tributo ao seu Jorge Ben, então me aprofundei nas músicas que eu já conhecia realmente me encontrei nessa mistura que ele faz. Jorge Bem a gente tem ele como um cara da MPB, mas se for analisar ele fez música com os racionais, com o pensador, tom Jobim, fez músicas com participações tão diferentes, ele tem reggae, rap, samba. Então eu estou numa fase Jorge Ben nos últimos meses aí. Entre as suas profissões, modelo, surfista, músico, que você mais sente vontade de fazer? Com certeza a música. Me formei em economia. O surf nunca foi profissão, nunca morei na praia pra poder ser profissional, ele é um hobbie e terapia, que até falo que mesmo que você não pegue onda nenhuma, só a rotina de acordar, pegar a prancha, preparar ela, entrar no mar, ver a direção do vento, toda essa conexão já é uma coisa muito boa do surf. Mas trabalhei com várias coisas realmente e nessa parte da arte, que já trabalhei como ator, com moda. Acho que modelo é uma coisa que vou trabalhar enquanto tiver trabalho, porque é uma fonte de renda interessante, mesmo para artistas, músico. A gente sabe que a publicidade é uma fonte de renda importante. Mas a parte que fiquei dividido foi entre ator e música, quando eu tinha me formado como ator, tirado meu DRT, tinha feito meu longa metragem, tinha feito alguns testes novela da Record e globo, estava vendo como era esse caminho e no mesmo período eu lancei a minhas quatro músicas, ai tive que tomar uma decisão de focar e voltar a estudar mais música, fiz aula em um reservatório. E a música me bateu no sentido que tenho a liberdade de imprimir coisas que acho importante, minhas, pessoais, mensagens, sentimentos, expressões. Como ator a gente estuda muito para ser obediente ao roteiro e ao diretor, então eu até queria fazer um curso de roteiro no último ano porque eu já estava querendo ir para outro lado, escrever um filme, quem escreve os roteiros do cinema e quem dirige os filmes é quem realmente controla a mensagem. O Ator é o elo mais fraco de toda a corrente porque é o mais fácil de substituir e é o que está cumprindo. O ótimo ator é aquele que
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obedece ao diretor e é fiel ao roteiro e isso é o que deixa preso a se manifestar um pouco mais. Música já é um pouco inverso, isso me motivou muito mais, me emociona muito mais conseguir terminar uma música que é minha. Que nem o caso do meu pai, ele fez uma música e nem produziu, ficou 40 anos na memória e foi produzida agora. As minhas que estão no streaming e na internet a gente tem certeza que estão eternizadas. Existe preconceito no meio musical com artistas independentes? Preconceito não. O que está acontecendo muito é aquela coisa do avanço tecnológico traz ônus e bônus. Facilitou, quando eu tive banda com 16 anos, a gente ensaiava em estúdio, para pensar em gravar alguma coisa já tinha que ter um empresário. Porque era muito caro tudo. Não existia gravar para lançar no streaming, no soundcloud. Hoje em dia a gente pode gravar em casa, lança no streaming e o mundo inteiro pode ouvir sua música. Isso é bom, mas hoje são 10 mil músicas lançadas por dia. Então entende como é uma gota num oceano o cenário independente? O que existe na verdade é uma questão de nicho, da mídia e do próprio país, do povo brasileiro que tem um tipo de cultura, mas eu acredito que cada vez mais as coisas estão se misturando. O que eu vejo nessa parte das bandas e dos nichos é que as tribos eram muito mais dia as pessoas se misturam. Tanto que você vê as participações do samba com axé, axé com sertanejo, funk. Acho que também estamos acabando com esse preconceito de nicho que precisava seguia comportamentos. Você já participou de algum incentivo cultural, edital, de música, edital de arte? Ainda não tentei, então não posso falar se é viável como que funciona. Mas acredito que é um caminho, gostaria até que tivesse mais. Quando a gente tiver essas discussões que rolaram agora sobre lei Rouanet. O único ponto que eu falo é que eu nunca vi nada acontecer perto de mim, quando a gente vê é para pessoas que já até são consagradas, que não estão indo para a cena independente. Eu acho que o incentivo é importante, até porque a gente realmente vê muitos talentos sendo desperdiçados por falta de incentivo. Facilitou a produção, baixo muito os custos para produzir, mas não é ainda algo que tu consegue fazer sem investimentos, então a gente vê que tem muitas pessoas que são talentosíssimas e tem que arrumar outra profissão porque os caminhos não são fáceis. Quais foram às dificuldades que você enfrentou até agora? Estou no processo de formar banda, a primeira dificuldade é como falei hoje para produzir você contata um produtor, grava por linhas (guitarra, bateria, baixo) depois soma tudo e produz a música. Mas na hora de produzir o ao vivo é outro problema. Quando eu produzi minhas primeiras músicas eu não tinha banda, então eu tive que ir atrás de achar músicos, de encaixar no mercado e viabilizar isso sem honorário, também tem que ter pessoas que invistam seu tempo em ensaios, para fazer show e alguns beneficentes.
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Os outros desafios continuam sendo esses de realmente entender o mercado, realmente como é que a gente pode mesmo sendo o cenário independente. Isso é uma coisa que temos que nos unir o que nós podemos fazer e ter a paciência e persistência de quando fizer algum passo errado refazer. É um desafio constante, temos que fazer a gestão da carreira para evoluir. Eu vi que você já distribuiu pela Tratore e pela Onerpm. Como que você chegou nesses serviços de distribuição? O streaming é para mostrar seu trabalho. Tem um cálculo que você ganha um centavo de dólar para cada play, então começar a ganhar dinheiro no streaming é pouco. Eu aprendi fazendo. Quando lancei minhas músicas eu não tinha noção de como isso funcionava, a pessoa que produziu também não era muito profissional e me deixou na mão e fui atrás de outro produtor que já tinha experiência, eu podia fazer, mas é muito complexo preencher os formulários. Então esse novo produtor me ajudou nisso. O produtor já tem contato com distribuidoras, então não é muito a minha escolha. Ele já tinha esse contato com a Onerpm, fiquei receoso de mudar de distribuidora, mas descobri que isso era normal. A Onerpm tem realmente artistas que atingem um patamar elevado, eles vão lá e chamam para fazer alguma coisa junto. Ai como estou há um ano na Onerpm e não teve nada especial, não sei se iremos continuar com a distribuição por eles. É importante o produtor estar alinhado com esse tipo de distribuidora. É uma coisa que só vejo funcionar, eles não têm custo alto. Em média são 50 reais pagos para subir as músicas. Então o trabalho de subir é fácil, pode ser sozinho ou com eles. Como você lida com as redes sócias? Eu tento ser melhor, mas eu não consigo ser muito blogueiro não. Sempre tive uma coisa desde criança que nunca gostei de ser Maria vai com as outras, então quando todo mundo está postando as mesmas coisas eu prefiro ficar longe. Essa coisa de engajamento, fazer perguntas pessoais para os meus seguidores, não faço. Sei que isso ajuda, tentei algumas vezes e funcionou. A minha assessora pega um pouco no meu pé para fazer isso, mas eu não tenho essa habilidade não. Eu posto bastante coisa. Eu tenho um lado de não ser tão público, de ter uma privacidade. Com cortes do governo com a cultura, você acha que a situação do independente vai piorar? Acho que a cultura e artes estão muito ligadas com a economia do país, então independente desses cortes a gente estava passando por uma crise que atingiu a publicidade também. Percebe que quando tem crise atinge em tudo. Já morei na África do Sul, um país aquém do Brasil, lá a desigualdade é muito maior. Então, onde falta dinheiro as coisas pioram, então assim: ao mesmo tempo
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em que sim essa confusão ideológica, essa guerra de dois extremos é muito ruim. Vejo que a cultura está passando por um momento muito complicado, não só das ações do governo como também pelo lado dos artistas que estão esquecendo-se de fazer arte para ficar muito voltados em pautas que deveriam ser encaminhadas de outra forma. Então até uma das músicas que estou produzindo agora que fala de paz. Todo mundo quer paz, mas a pessoa só bota ódio no que faz, entra na internet e usa palavras muito pesadas e quer paz. Eu acredito muito na política de formiguinha, então cada um tem que fazer sua parte. Como eu falei se vier alguma ajuda do governo eu vou aceitar e vai ajudar, mas eu não estou dependente disso. Busco viabilizar as minhas coisas. Mas, a parte da cultura e esporte isso é chocante demais, é uma grande saída, para problemas de desigualdade, segurança e problemas sociais e as coisas são muito complexas. Tenho esperança que dentro dos extremos surjam novas linhas. Arte na verdade é um caminho de resolução social. Em que momento você viu a necessidade de ter pessoa te ajudando? Como assessoria de imprensa? Entendi que uma das coisas mais relevantes é o que está por trás da música, é o que eu vejo minha visão de mundo, o que eu percorri. As zonas de conforto que às vezes eu tive e deixei para encarar desafios. Eu comecei a ver que eu tinha uma trajetória não muito comum com a música a importância de mostrar esse tipo de conversa com essas mídias era pra ter a oportunidade que foi o que começou a acontecer após eu conhecer a minha assessoria de eu ir a rádios e televisão para falar de coisas que estão na minha cabeça, que é do mesmo lugar que saem as minhas composições, só que composição a gente não consegue colocar tudo. Eu vejo que para mim o mais importante se eu quero agregar valor ao projeto é fazer as pessoas conhecerem o meu propósito. É fundamental não só estar no mercado, mas também mostrando o meu pensamento. Você precisa complementar a sua renda com outras? O streaming só vai ser fonte de renda para quem já é famoso. E o dinheiro que recebe não vai só para o músico, tem que dividir o valor entre produtores, banda, gravadora, distribuidora e tudo o que envolve a música. Um centavo para o músico vai ficar ainda 1/10 disso. O streaming é um indicador que te abre portas, porque as pessoas conhecem através do streaming e depois começam a chamar para shows. Eu já toquei de graça, principalmente no começo. Hoje em dia quando eu toco de graça é quando eu mesmo estou fazendo um evento beneficente ou estou fazendo doações. Não toco mais de graça quando eu vejo que o lugar é um lugar privado, que está ganhando em cima, então ou a gente faz um couvert ou algo variável, mas
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eu vejo que realmente, a parte de ter uma profissão continuo trabalhando como modelo e ator de publicidade porque sim, é necessário ter uma fonte de rende, acabei nesse último ano investindo em câmeras e fazer meus próprios videoclipes. Então faço alguns freelas de captação de imagem, de vídeo e tem a produtora de vídeo que está aberta. Procuro ter profissões que não me privem de viajar e fazer as coisas para música. Conseguindo fazer uma média de um show por semana. APÈNDICE G – Will Lopes, líder do Ministério S.E.T.E – Coral gospel. Entrevista feita por e-mail. Como você começou na música? Individualmente eu canto desde os 12 anos de idade. Comecei cantando na igreja, onde também tive a oportunidade de ser regente do coral de jovens e adolescentes. Isso foi fundamental para minha carreira pois foi assim que aprendi a produzir arranjos vocais e "separar vozes" em naipes. Após alguns anos como regente na igreja local, me tornei Regente Regional, chegando a trabalhar com um coro de mais de 300 vozes. Quando se iniciou o ministério SETE? O SETE existe desde 2015 e a formação atual já está junta há 3 anos. Somos uma banda cristã interdenominacional, ou seja, não representamos uma igreja em específico. Os integrantes são diversas igrejas evangélicas. Vocês já participaram de festivais? Como foi isso? Já sim. Como cantor (individual) e com o SETE, já participei de diversos festivais regionais na cidade de Guarulhos. E concursos? Já ganhou algum prêmio? Na música, muitas vezes a gente considera Festival e Concurso a mesma coisa rs... Já ganhei concursos de música como cantor solo (The Best Singer UMADGUAR 2013 e 2014) e, com o SETE, somos tricampeões no Festival Louvai Guarulhos (são premiados os 5 primeiros colocados. Na edição de 2019, alcançamos o primeiro lugar!) Quais as maiores dificuldades encontradas por você e pelo grupo? São várias, na verdade. Como profissionais da música, nós enfrentamos o que todo artista no Brasil enfrenta: a falta de investimento em arte e o alto custo das produções independentes. A galera tem que trabalhar em outras áreas para ganhar o dinheiro que paga as contas, e isso traz outras dificuldades como a disponibilidade para ensaios, a dedicação total para compor e criar arranjos etc. Quais formas de divulgação vocês utilizam? Toda a que não gera custo hahaha... Assim, temos trabalhado com uma página no Facebook e um perfil no Instagram. Nosso canal no Youtube foi lançado há menos de 30 dias e conta apenas com dois vídeos publicados, por enquanto. Inicialmente,
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não temos investido em patrocínio de postagens, por exemplo. Isso será feito a partir do lançamento do single. Outra forma (a principal talvez) que usamos para divulgar nosso trabalho são as apresentações em igrejas e eventos cristãos. É a maior vitrine que temos até então. As redes sociais são um bom caminho? Tem sido. Todo mundo está nas redes sociais, independente da plataforma. A estratégia é ter a comunicação certa para cada perfil componente do nosso público. Por isso, temos trabalhado coisas no Facebook e no Instagram e, agora, lançamos o canal no Youtube. Já participou de algum edital de incentivo? Ainda não. Como estão os preparativos para o single? Uma correria. A canção de chama Provisão e foi gravada no Estúdio Dissenso, um dos melhores da América Latina. Estamos contando os dias para o lançamento nas plataformas. A música já foi lançada oficialmente na Marcha para Jesus de Guarulhos, neste ano, contando com a presença de 20 mil pessoas (público rotativo). Vocês pensam em gravar um álbum? Havia essa ideia no início, mas hoje entendemos ser mais estratégico gravar singles e depois de um tempo, uni-los em um EP que inclua os singles já lançados e um ou duas músicas inéditas. O custo do EP é muito mais viável do que o de um álbum completo. Mesmo assim, a estratégica macro prevê mais os singles do que o EP em si. Qual mensagem vocês querem passar com o grupo? O SETE busca falar de amor, esperança, perdão e fé. Não pregamos uma religião em si, embora sejamos cristãos evangélicos, mas falamos sobre Quem é fundamental e pode mudar as vidas das pessoas: Jesus! Sem julgamentos ou religiosidade, nossa mensagem é: Jesus ama todo mundo e pode mudar qualquer situação! (acho que no release tem mais coisas que você pode juntar aqui) Quais são as suas inspirações no mundo gospel? Nossas maiores inspirações, claro, são corais e grupos como Kemuel, Raiz Coral, Coral Resgate, Sync 3, New Breed e Kirk Franklin. Mas temos inspirações em cantores "solo" e bandas como Livres Para Adorar, Baruk, Aline Barros, Anderson Freire, Rodrigo Mozart, Daniela Araújo, Leonardo Gonçalves, Ton Carfi, Israel Houghton etc. Como você espera que o grupo esteja daqui a 5 anos? Com DVD gravado, shows por todo o Brasil e muitas músicas nossas cantadas por todas as igrejas do Brasil.
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Qual a data de lançamento do single? Ele vai ser lançado em todas as plataformas? Se tudo correr bem, lançaremos no dia 1/11/2019 em todas as plataformas digitais. Prevemos um lyric video no Youtube na mesma semana de lançamento do áudio e o clipe oficial deverá estar no Youtube até dezembro deste ano. Vocês pretendem cantar em outras igrejas? Nós já fazemos isso rsrs... Nunca estamos no mesmo lugar, justamente pelo fato de cada integrante ser de uma igreja diferente. Cantamos em cultos, festividades (congressos de jovens), eventos de evangelismo e de entretenimento cristão (Marcha Para Jesus, Festa do Morango etc.). O nome dos membros da formação atual. Vou separar por "funções", assim fica mais fácil: Will Lopes - Líder, regente e ministro de louvor Ayudes Diniz - Produtor Vozes Tenores: Rhenato Vale Leandro Gomes Contraltos: Natália Almeida Evelyn Salustiano Karyne Sampaio Sopranos: Carol Nunes Jéssica Praxedes Stefanie Nobre Músicos Rodrigo Lopes - Bateria Felipy Lopes - Teclado Victor Nascimento - Contrabaixo Matheus Batista - Guitarra Eliel Gomes - Violão
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Ageu Barbosa - Sax tenor Thiago Carlos - Sax alto William Ramos - Trompete STAFF e Parceiros Kaliane Sampaio - Figurino Wesley de Paula - Fotografia Luana Esteves - Fotografia
APÊNDICE H - Victor Salles, artista. Entrevista feita por telefone, através de mensagens de áudio. Como você começou na música? Quando eu tinha doze, treze anos eu comecei a me interessar por música, mas eu sempre tive um contato por causa do meu pai, mas não foi por causa dele que comecei. Quando ele tentava me incentivar eu não ligava muito, eu comecei a ligar quando eu comecei a ouvir algumas bandas que eu falei nossa, é bem diferente, apesar de meu pai sempre ouvir rock, eu só fui gostar mesmo quando eu descobri um lado meu diferente do dele. Então peguei um violão que tinha em casa jogado, comecei a aprender algumas músicas sozinho, me virando, quando ele viu que eu estava começando, ele me ensinou mais alguma coisa ou outra e eu fui começando, ai depois de um tempinho arrumei uma banda, que tinha um menino da minha sala que me falou que na rua dele tinha uma banda, fui sem saber de nada, aprendi bastante coisa e desde então, já faz mais de década que não parei mais Quais as principais diferenças entre a carreira solo e com a banda? Um lado bom é muito mais pessoal. Consigo fazer coisas muito mais pessoais e a burocracia é bem menor, porque quando você tem uma banda você precisa dividir e entrar em um consenso entre todo mundo, no caso a minha última banda tinha quatro pessoas então as quatro pessoas precisavam concordar para algo ir pra frente, é uma democracia. Agora eu sozinho só tem eu para votar, as coisas fluem mais rápido e eu consigo dar um toque mais pessoas para tudo. A parte ruim é que musicalmente, quatro pessoas juntos tinham suas experiências, tinha as suas coisas para acrescentar então as vezes eu quero colocar uma linha diferente de algum instrumento, e quando eu tinha banda eu tinha suporte pra isso e sozinho eu tenho que me virar com o que eu tenho e o que eu posso fazer. É um pouco mais difícil. Show é completamente diferente, com banda você é mais flexível, consegue fazer coisas mais diferentes, sozinho às vezes tem que improvisar bastante, mas eu estou gostando bastante dessa nova fase, desse novo estilo ainda estou me acostumando, aprendendo bastante coisa. Quais os desafios enfrentados na carreira solo?
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Musicalmente a gente fica mais limitado, sozinho ou eu contrato músicos para me ajudarem ou eu adapto as minhas composições para o que eu preciso fazer, que no meu caso eu faço voz e violão, na gravação eu consigo colocar outros instrumentos, mas no ao vivo eu tenho que optar, ou eu chamo alguém para me dar um apoio ou eu me viro. Outra dificuldade é a financeira, precisa de um investimento para pagar clipe, para pagar gravação de música, quando tinham quatro pessoas nós dividamos, sozinho tenho que me virar. Só que quando tinham quatro pessoas se o quarto não tinha dinheiro a gente não fazia. Comigo sozinho não dependo de ninguém e sei quando eu não posso fazer algo. Quais os métodos de divulgação que você utiliza? Divulgação eu estou focando em redes sociais e online, diferente da banda. Na época da banda a gente tocava muito em barzinho de cover e colocava nossas músicas no meio e apostava mais em conhecer a galera pessoalmente, conhecer mais gente próxima do bairro da cidade. Agora na carreira solo estou tentando fazer algo totalmente diferente, que é só ficar na internet mesmo, focar bastante em Instagram, Spotify, tentar colocar as minhas músicas nas playlists prontas com outros artistas maiores, é uma aposta que estou fazendo diferente por causa das dificuldades, um show meu sozinho é muito mais complicado, então eu prefiro fazer menos shows e focar em conseguir uma galera maior pra quando eu for fazer um show as pessoas presentes vai estar lá pra me ver com a banda a gente queria que o pessoal conhecesse a banda lá agora na carreira solo eu quero ir para os lugares que as pessoas que me conhecem vão pra me ver, estou no começo, mas as respostas estão positivas. Você tem algum distribuidor? Meu primeiro EP eu subi pela plataforma pela Onerpm. Precisa trabalhar com outras coisas que não a música para aumentar a renda? Eu tenho que complementar a minha renda com design, é uma área criativa, prefiro a música, mas também gosto, a música por enquanto está em uma fase de investimento, como se fosse um negócio novo, então eu ainda invisto muito mais do que eu ganho, até conseguiria ganhar mais se eu focasse em barzinho, mas como eu falei antes, não é muito meu foco pra carreira solo. Então sim, preciso de uma renda por fora até para conseguir investir em divulgação. A renda gerada no streaming é o suficiente? Renda do streaming nem penso nisso por enquanto, para ganhar uma quantidade relativamente grande, para ser relevante mesmo precisa de muita visualização ou plays, eu nem penso nisso, eu penso que quanto mais gente ouvir melhor para a divulgação. Dinheiro é uma questão em médio prazo. O que você acha que falta para os artistas independentes? Acho que varia muito de nicho para nicho de projeto para projeto. Então eu vou falar por mim, minha carreira solo o que eu sinto falta: eu lancei minhas músicas faz uns meses, meu primeiro EP com quatro músicas e eu estou divulgando bastante no
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Spotify, Instagram, o retorno está sendo muito positivo, estou muito feliz com o retorno que estou tendo das pessoas que minha música chega. Mas o alcance ainda é relativamente baixo, para o meu mundo, eu consegui muita gente mesmo, muita gente me acompanha vem conversar, acompanha o Instagram, responde os stories. Mas num aspecto geral ainda é pouca gente, então fica limitado. Então assim, precisa de muita grana para chegar em muita gente, ainda é muito dinheiro e nem todo mundo tem dinheiro, nem um investidor para injetar dinheiro para fazer as divulgações. Acho que faltam maneiras de uma música que está sendo bem recebida chegar em mais gente, até tem no Spotify tem como mandar sua música para ele antes de lançar, eles falam para fazer isso pelo menos um mês de antecedência. Ai você manda um mês antes e se eles aprovarem eles te colocam em playlists com outros artistas, uma maneira muito legal, vou lançar umas músicas daqui uns dois meses e já estou vendo pra me colocar nessas playlists, acho que se acontecer vou alcançar mais gente, mas ainda é muito limitado. Acho que devia existir mais maneiras. O artista não chega em muita gente por ser bom, o artista chega em muita gente se tem investimento, muito dinheiro, então não é um mercado muito justo. Às vezes tem muito artista legal, mas que você nunca vai ouvir porque não tem dinheiro suficiente para chegar até o seu ouvido. Há quanto tempo você está em carreira solo? A ideia do projeto já vem de um tempo, quando eu ainda estava com a banda eu já estava começando a produzir uma coisa ou outra, compor uma música já focada em fazer sozinho. Mas eu coloquei em prática, faz um ano. Foi do meio para o final de 2018. Quais foram os motivos que separaram a banda? A banda durou 7 anos e meio mais o menos. A gente começou em 2011, a gente era muito novo. 2011 eu tinha 19 quando começou a banda, o baterista ainda era mais novo, tinha 17. Todo mundo era muito novo na banda, a gente tinha algumas ideias em comum e por isso a gente se juntou para a banda. Só que conforme os anos foram passando as cabeças foram mudando um pouco e em diversos aspectos, inclusive do que a gente queria no meio da música. É igual um namoro, você vai crescendo e as vezes vocês crescem diferentes. Não teve briga, mas a gente viu que não tinha mais o mesmo objetivo. Um dos caras da banda já queria dar um tempo da música em geral, queria focar em cosias diferentes da vida, os outros dois queria ser músico da noite, de tocar em bar, de fazer cover, não é muito minha pegada, nunca foi, até tentei, até fiquei um pouco com eles nessa pegada, mas não era muito o meu foco, eu quis focar em outras coisas que foi quando comecei a pensar em carreira solo e a gente viu que não estava mais funcionando, a gente resolveu encerrar ali. Quem sabe um dia a gente possa tocar junto de novo, eu admiro eles bastante como músicos e como pessoas também. Mas no momento a gente viu que era melhor fazermos coisas diferentes. Você acha que esse serviço de distribuição da Onerpm é bom? O valor é algo significativo?
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Olha para o meu momento foi bom, eu avaliei e vi que tudo bem. Eles me ajudaram a subir em todas as plataformas e isso foi legal, não tive muito trabalho para fazer. Mas se eu tivesse em outro momento de carreira e eu achasse que esse EP que eu lancei com eles pudesse render um dinheiro mesmo no serviço de streaming eu teria procurado alternativas, teria pesquisado mais para ver o que ia valer a pena financeiramente. Mas como eu não tenho intenção de fazer a curto prazo dinheiro no streaming, então foi uma boa fazer com eles. Ai conforme eu for lançando mais músicas eu vou avaliando cada momento, primeiro momento achei que é um bom serviço sim. APÊNDICE I – Castello Branco, artista vencedor do edital da Natura Musical. Entrevista feita por e-mail. Como Castello começou na música? Comecei na música aos 12 anos, no Coral do Núcleo de Serviço em que fui criado. Ser independente é uma escolha? Entendo sua pergunta, mas acho que é complexo conceituar a música assim. Todo mundo depende de alguém, ou alguma coisa, e acho que no círculo musical, não é diferente. Quais são as maiores inspirações para compor e cantar? Meus mestres, Pãma e Trigueirinho. O que quer ser passado com sua música? Além de celebrar o amor e a paixão por enxergar as coisas como elas são ou podem ser, uma consciência possível e autossustentável. Como que são feitas as divulgações do seu trabalho? O trabalho é conduzido a muitas mãos. Existe uma equipe linda que me ajuda a conduzir tudo, chamada Do Brasil, e eu mesmo assumo boa parte do trabalho, em conjunto. Como você lida com as redes sociais? Há engajamento com seu público? Eu observo as relações que as pessoas estabelecem com a minha música. Existem pessoas que diariamente me acompanham por se interessarem no que eu digo, e as que só ouvem o som e curtem. Você participou do edital da Natura com o Proac. O que isso impactou na sua carreira? São estruturas importantes. Tive a possibilidade de montar, por exemplo, um time que jamais teria condições sem o apoio da Natura. Acredita que esse tipo de auxílio é viável para todos? Acredito que os auxílios chegam de acordo com seu caminhar. Cada um tem um tempo.
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Sua visibilidade cresceu por causa desse auxílio? Cresceu. Houve dificuldade para participar do edital? Não, porque eu senti que era o momento. Tudo aconteceu muito rápido e certeiro. Como estava sua carreira antes do edital e como ela está agora? Acredito que é um processo, não é possível dividir algo tão literalmente, mas muita coisa tem mudado desde então. Algumas portas se abrindo. Você utiliza serviços de comunicação como assessorias de imprensa e marketing para a sua carreira? São serviços que complementam meu fazer, que é me comunicar, e me ajudam a pensar nisso, então utilizo. Mas não a todo momento, em situações específicas. Utiliza algum serviço de distribuição de música? Hoje faço parte da "AltaFonte" Já esteve presente em algum festival de música independente? Muitos! Mas como eu disse lá em cima. Nada é independente.
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APÊNDICE J – Fotos Cassiano Kruger por Mateus Borge
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APÊNDICE K – Anúncio criado para compor a revista
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11. DIÁRIO DE CAMPO Assim que iniciei a graduação já sabia que teria um desafio imenso ao final do curso: o TCC. Contudo, sempre esteve muito claro para mim que eu gostaria de fazer algum projeto voltado à cultura. Ao longo dos semestres, fui adquirindo técnicas, linguagens e conhecimentos que auxiliaram tanto na escolha do produto, quanto do tema. No começo do curso criei um blog no qual eu contava sobre as minhas diversas experiências e foi nesse blog que criei o “Música através do Mundo”, projeto que hoje está nessa revista nomeado como “Música pelo Mundo”. Mesmo assim, todas as minhas pesquisas indicavam que eu trataria do tema literatura. Ao me deparar com as formatações que o trabalho exigiria, percebi que não seria possível continuar com o tema anterior. Então, visitei o meu antigo blog para buscar referências e encontrei o tema: a divulgação de artistas que surgem no streaming em mídias convencionais. Comecei a pesquisa e percebi que esse mercado era muito grande, existem diversos selos, gravadoras, artistas e produtores na cena independente, que sequer possuem auxílio para continuar o seu trabalho. Muitas vezes, são até forçados a desistir de seus objetivos. Depois de realizar todas essas pesquisas, chegou o momento de iniciar o projeto de pesquisa com todas as suas problematizações, hipóteses, referencial teórico. Levou um tempo para consolidar esse trabalho, sendo finalizado em maio de 2019. Contudo, minhas notas demonstram que o cuidado que tive com essa pesquisa valeu a pena. O produto foi fácil escolher, sendo a revista um dos principais veículos de comunicação para cultura e possuir um favoritismo na minha vida, o referencial teórico comprovou que ainda é possível montar uma revista, por suas questões colecionáveis e aprofundadas. Além disso, conforme consta na bibliografia, foi na revista que começaram as críticas musicais após o estouro das rádios. Chegaram as férias e realizei algumas pesquisas, assisti vídeos de canais de Youtube, conversei com artistas e profissionais do setor e estava concretizado. Agosto Ao entregar nosso projeto de pesquisa, precisávamos também indicar três professores do Curso de Jornalismo para possível orientação durante o oitavo
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semestre. As minhas escolhas foram com base em: técnicas necessárias para a elaboração do projeto, conhecimento de pesquisa e contato com o professor. O orientador escolhido para mim foi o professor mestre Luiz Lázaro, que possui em sua vida acadêmica um vasto e comprovado conhecimento de programas de edição, incluindo o utilizado neste trabalho, o pacote Adobe. Além disso, também demonstrou muito interesse no meu projeto e indicou várias ideias de revistas e artistas. As primeiras tarefas eram apresentar o projeto para todos os alunos da orientação e para o orientador, atualizando a pesquisa que tinha sido realizada durante o sétimo semestre. Após isso, precisávamos iniciar o contato com as fontes para começar as entrevistas. Acreditei que seriam contatos fáceis, já que conhecia alguns artistas e por ser independentes não recusariam as entrevistas. Estava um pouco enganado. Um dos primeiros obstáculos era definir o que seriam artistas independentes, e o referencial teórico apontou que eram artistas que não estavam ligados a grandes gravadoras. Depois precisei analisar o que eles precisariam ter ou não para entrar nos critérios: números de seguidores nas redes sociais e não terem sido publicados e divulgados em grandes mídias. Só então, comecei a encaminhar e-mails mais assertivos. Entrei em conflito com a proposta do meu tema e a identidade visual do produto. Conversei com o professor dizendo que eu queria fazer algo luxuoso e chique, o que acabaria em uma representação do mainstream. A proposta da revista, no entanto, ia na direção contrária. Minhas referências eram Vogue e editoriais de moda. O que acabou não fazendo nenhum sentindo com o tema da revista, linha editorial, público alvo e entrevistados. Então começamos a pensar em uma nova identidade, chegando a Neville Brody. O designer inglês foi responsável pelo projeto gráfico de diversas revistas, mas ainda não era o que eu queria passar. Então, foi utilizado somente como inspiração. Nesse momento foi quando chegamos em uma lista de nomes que poderiam ser utilizados. Ao começar o projeto, o nome definido era CENA, que em algumas pesquisas realizada descobri que já existia uma revista CENA da Universidade de São Paulo sobre teatro. O professor solicitou que eu levasse uma lista de 30 nomes
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e dentre esses o nome Disturb foi o qual soou melhor para mim e para ele, além de se encaixar com a proposta da revista. Setembro Em setembro comecei a ter respostas positivas de artistas, produtores e gravadoras. Utilizei grupos do Facebook para encontrar artistas, nos quais uma assessora de imprensa me indicou o cantor Cassiano Kruger, que mais tarde se tornaria a capa da revista. No mesmo mês, entrevistei por telefone o diretor geral da Tratore, Maurício Bussab, que explicou de forma concisa o que é uma distribuidora de músicas, como funciona a sua empresa. Essa entrevista norteou outras que seguiram. Visitei a rádio Antena 1 para entrevista Luciene Calegari, coordenadora da programação musical da rádio. Tinha em mente uma pauta sobre divulgações em outras mídias, que acabou não acontecendo por falta de fontes. A entrevista foi muito positiva e gostaria de tê-la usado. No final do mês de setembro realizei a entrevista com Ignácio Salvati, produtor da Catarse. A entrevista abriu a revista com o tema produção musical, sendo explicado o que é preciso fazer para distribuir sua música. Outubro O mês de outubro começou com edição das fotos realizadas por mim. Tirei as fotos em uma instalação do Itaú Cultural, que possuía muitas luzes o que dificultou a edição, sendo necessário ajuda do orientador e amigos. Ao longo do mês, comecei a ficar preocupado, pois as fontes que eu tinha contatado não me respondiam aos e-mails e contatos pelas redes sociais, dificultado o trabalho de entrevistas. Busquei em grupos, páginas do Instagram, no site da distribuidora Tratore e em contato com algumas das fontes já entrevistadas. Contudo, nenhuma resposta. Após isso, recebi a indicação da fonte que representa a matéria Gospel Independente e outra da matéria Victor Solo, que foram solícitos com a minha proposta e enviaram as respostas em uma semana e ainda as fotos que fazem parte da edição. Durante o mês de outubro, procurei uma fonte que tivesse recebido auxílio de editais de incentivo e cheguei ao Castello Branco, que além de ser independente, era uma fonte que tinha crescido após participar do concurso. Apesar de estar em
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estúdio e em divulgação de seu álbum, Castello respondeu todas as perguntas e ainda disponibilizou fotos de divulgação. Entrevistei o vice-presidente da ABMI – Associação Brasileira da Música Independente, neste mês. Wilson Souto foi incrivelmente solicito e apesar de alguns contratempos, conseguiu me atender por telefone para iniciar as perguntas. Sua entrevista foi essencial para a elaboração da primeira matéria, já que sua experiência no mercado fonográfico contou muito para a reportagem. Ao final do mês, comecei a editar a revista. A princípio foi uma edição fácil, já conhecia o programa Adobe InDesign e sua usabilidade é muito intuitiva. Porém, tive algumas dificuldades com os editores de imagem como o Photoshop, e de vetores, como o Illustrator. Busquei ajuda de amigos fotógrafos para as edições. Já o infográfico precisou do auxílio de um profissional de design, Diego Siliprando, que me ajudou a fazer o mapa que ilustra as páginas 16 a 19. Enviei os textos realizados para Allana Machado, autora e bibliotecária, que prontamente revisou todos, indicando mudanças possíveis, cortes e pontuações necessárias. Novembro Após definida capa, matérias, diagramação, revisão dos textos, começou o momento de fechar o arquivo para a gráfica. Encaminho o arquivo pronto tanto para o Diego Siliprando, quanto para o professor orientador, que devolveram com diversas indicações de alterações. Alterei as que eu achava pertinente, fechei o arquivo para impressão e enviei para a gráfica digital, a Alphagraphics. Com o produto na gráfica, me senti à vontade para finalizar a redação do relatório de fundamentação teórica e metodológica. Busquei referências de outros trabalhos realizados na Universidade Cruzeiro do Sul e a orientação do professor. No dia 11 de novembro, relatório e revistas impressas foram entregues à coordenadoria e núcleo de comunicação da universidade. A partir de então, comecei a estudar a minha peça e relatório para a apresentação em banca. Dezembro Em dezembro será realizada a apresentação à banca examinadora.
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12. ANEXOS
ANEXO A – Fotos do Will Lopes e Ministério S.E.T.E por Wesley de Paula
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ANEXO B – Fotos do Victor Salles por Pedro Felsinger
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ANEXO C – Foto Castello Branco por Paulo Abreu
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Anexo D – Anúncio do Lollapalooza Brasil retirado das mídias oficiais do festival
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ANEXO E – Foto do editor por Diego Siliprando