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RELATÓRIO METODOLÓGICO - Fabiano Campos

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CURSO DE JORNALISMO

ACESSIBILIDADE NO TELEJORNAL BRASILEIRO NA TELEVISÃO ABERTA FERRAMENTAS DE ACESSO AO PÚBLICO COM DEFICIÊNCIA

Fabiano Esteves Campos RGM: 16406109

São Paulo 2019


Fabiano Esteves Campos

ACESSIBILIDADE NO TELEJORNAL BRASILEIRO NA TELEVISÃO ABERTA FERRAMENTAS DE ACESSO AO PÚBLICO COM DEFICIÊNCIA DOCUMENTÁRIO

Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica, apresentada ao Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, como requisito para obtenção do título de bacharel em Jornalismo

Orientador (a): Prof. Me. Antonio Assiz

São Paulo 2019


SUMÁRIO

A. RESUMO

4

B. INTRODUÇÃO

5

C. JUSTIFICATIVA

6

D. DESCRIÇÃO DOS OBJETIVOS

7

E. PROBLEMATIZAÇÃO E HIPÓTESES

7

F. ASPECTOS TEÓRICOS

8a9

G. ASPECTOS METODOLÓGICOS

10

H. CRONOGRAMA

11

I. REFERÊNCIAS

12

J. APÊNDICES

13 a 16

K. ANEXOS

17 a 33


A. RESUMO

Este projeto de pesquisa tem como objetivo estudar e analisar aspectos teóricos e práticos a respeito da comunicação acessível, elaborado a partir de estudos realizados no telejornal brasileiro, este apresentado na televisão aberta e suas vertentes. A comunicação é um direito de todos? Como esse processo é elaborado a partir das mídias de massa, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e apresentar de forma concreta como realiza-se de fato a comunicação e como a acessibilidade dialoga nas mídias e na política de acesso, inclusive entre as pessoas com deficiências e aqui em ênfase os surdos, usuários da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) segunda língua oficial do país. Será tratado como discurso e forma de reflexão, elaborado através de pesquisas construídas na esfera do público telespectador que consome produtos da mídia e telejornais como ferramenta de acesso à informação e notícias no que diz respeito a cidadania e direito quanto a sua língua nativa. Esse exercício busca formas de compreensão da problemática encontrada sobre a temática discutida e analisada para extensão de como inserir o público com deficiência auditiva ou visual e formar opiniões do discurso na notícia e da informação. Atualmente os telejornais de cada país dialogam com usuários de sua língua nativa. Como esse público discursa numa outra língua que não seja a língua oral? Em evidência estudamos o público surdo como consumidor e cidadão que acessa os mesmos direitos e obrigações estabelecidos pela constituição.


5 B. INTRODUÇÃO

Quando o assunto é comunicação, direito à informação e protagonismo, lembramos o quanto as mídias têm contribuído para o alcance em levar informação e entretenimento a todas as pessoas. Com base na Teoria Crítica que questiona os fenômenos e o relata às forças sociais que o determinam, compreendendo a sociedade como um todo, visando a compreensão os fenômenos estruturais, primários, da sociedade contemporânea, o capitalismo e industrialização. A Teoria Crítica apresenta o conceito de indústria, analisando a produção industrial dos bens culturais como movimento global de produção da cultura como mercadoria. A realidade técnica adquire seu poder sobre a sociedade, sendo o terreno dos que dominam economicamente, como caráter coercitivo da sociedade alienada, de acordo com (ADORNO; HORKEIMER ,1947). Pensando na sociedade consumista, temos a questão do acesso ao conteúdo, da cultura e informação, pois trataremos sobre a acessibilidade em um veículo de massa, a televisão e no eixo do jornalismo, onde será levantada a questão de que a informação deve ser para todos, independentemente de sua língua e do modo em que se dá a comunicação. A noção de informação costuma ser compreendida intuitivamente, sendo várias as similaridades do sentido da palavra, desde dados e conteúdos até a ideia de conhecimento, admitindo-se que a informação é um fenômeno, diversificado, complexo, penetrante e de difícil apreensão e definição, conforme afirma a autora (SAYONARA DE GOIS,2012). Tratamos essas questões de acesso, comunicação e informação como base do discurso e diálogo para compreensão de fatores sociais e de níveis de como se dá a acessibilidade ao público surdo, como dispositivo dessa mídia global e do direito à informação plena e eficaz.


6 C. JUSTIFICATIVA

O telejornal é acessível para todas as pessoas? A informação chega em todos os telespectadores de forma clara e na sua língua materna? Como levar o conteúdo de forma objetiva ao público interessado e como sua compreensão dialoga com tais pessoas? Pensando em algumas respostas ou alternativas quando o assunto é direito a informação e dever do papel do profissional de jornalismo em mediar esse conteúdo para que possam ser compreendidos ou narrados a todas as pessoas que buscam por informações e alcançar os resultados propostos por seu objetivo esperado. De acordo com o Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui quase 10 milhões de pessoas surdas, o equivalente a 5% da população brasileira. Um número bem considerável e pensando que nosso país é líder em televisores ligados em mídias de massas, inclusos os telejornais que chegam às residências brasileiras, e quanto dessas pessoas possuem acesso ao conteúdo na televisão. Todos os programas são legendados? Possuem a janela do intérprete de Libras? Tem descrição de imagens para as pessoas cegas? Mesmo esse conteúdo sendo vasto e estando na mídia digital, a internet, ainda assim os conteúdos não são acessíveis. Qual seria a alternativa correta e como seria o acesso pleno para que todos façam uso da informação e consigam dialogar de forma igualitária e construtiva. No projeto de pesquisa, é reavaliado a forma como se constrói o acesso e como se dá a importância de profissionais que levam informações e dialogam com seu público alvo, pensando na construção de formadores de opiniões e telespectadores que recebem conteúdos de informações e uma comunicação eficaz e fatos do cotidiano e da sociedade em que vive. Buscamos um formato acessível no telejornal brasileiro que já são realizados em outras plataformas, tais como, programas eleitorais e educativos na televisão aberta.


7

D. DESCRIÇÃO DOS OBJETIVOS

D.1 Objetivos Gerais: Identificar a necessidade do público com deficiência, como o público surdo de forma que ele interaja e receba a informação de um telejornal com clareza e objetividade, tendo acesso aos conteúdos e ao direito à informação.

D.2 Objetivos Específicos: Viabilizar conteúdos informativos e acessíveis ao público com deficiência e surdo; Validar a acessibilidade como ferramenta de acesso aos conteúdos e criar um telejornal para todos, sem distinção de comunicação, aos usuários surdos brasileiros que se comunicam através da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

E. PROBLEMATIZAÇÃO E HIPÓTESES

Problema: Qual a maior dificuldade das emissoras em ter acessibilidade no telejornal da TV aberta brasileira? Hipótese 1: Como dar acesso ao público com alguma deficiência que necessitam de alguma ferramenta de acesso, como a janela de Libras, legenda e audiodescrição? Hipótese 2: Logística interna para atribuição da audiodescrição, legenda e da janela de LIBRAS em programas ao vivo ou gravado.


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F. ASPECTOS TEÓRICOS

Para amparar teoricamente o objeto de pesquisa deste presente trabalho, fazse necessário conhecer a história dos surdos, da comunidade e cultura surda, história da LIBRAS como língua e recurso visual, da comunicação social como direito de todos, o direito à informação jornalística, os recursos de acessibilidade e o jornal televisivo como mídia de massa, entre outros temas. Sobre a história do surdo e de como se constrói a comunidade e cultura surda, nós remetemos a autora Audrei Gresser e sua obra - LIBRAS? Que língua é essa? - na qual se revela, que ser surdo não é uma deficiência, sendo vista pelo viés cultural que percorre em seu discurso a perspectiva do reconhecimento linguístico e cultural. “Ver a surdez como deficiência é inscrever se no paradigma da normalidade ouvinte, que rejeita as outras culturas e outras identidades que o indivíduo constrói, ou seja, outras formas de se relacionar com o Mundo.” (GRESSER, ano 2009, p.82).

A respeito deste tópico, a autora cita um manifesto publicado na Revista de Cultura Vozes, em 1984, apontando algumas questões relacionadas quanto ao direito à compreensão e a produção plena. O surdo tem direito de usar a língua que mais lhe convier, oral ou de sinais, no intuito de compreender seu interlocutor e de se fazer entender por ele, afirma a autora. A LIBRAS é a segunda língua oficial do Brasil, LEI nº 10.436, de 24 de abril de 2002 quando foi regulamentada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e oficializada como língua oficial no país. A língua de sinais tem uma gramática própria e se apresenta estruturada em todos os níveis, como das línguas orais: fonológicos, morfológicos, sintático e semântico. Nosso projeto se identifica com a ótica apresentada por GRESSER que enfatiza que a LIBRAS tem característica própria como foi citada e ainda acrescenta


9 que essa língua possui como características a criatividade, a flexibilidade, a descontinuidade e a arbitrariedade. Quando nos deparamos como direito à informação jornalística, teremos como base o livro de VERUSKA SAYONARA DE GÓIS, de 2012 que constrói em sua pesquisa na informação, direitos constitucionais e políticas públicas de comunicação, tendo a garantia de ser informados e a liberdade de comunicação e informação, entendendo as leis, suas diretrizes e acessos. De acordo com a autora, “O direito de informar corresponde, o acesso a fontes de informação, opinião e debate, o que inclui a discussão sobre direitos autorais, fluxos informativos transnacionais e a inclusão digital e ainda destaca que o direito de ser informado coloca-se na base desse mandato, reportando-se a garantia de uma informação veraz, diligente e plural e o princípio democrático”. Por fim existe o direito de informar, transmitir dados, informes de diversas naturezas, na esfera do jornalismo e de sua responsabilidade e funcionalidade. Para amparar a prática investigativa do jornalismo, lançou-se mão da indústria cultural que entende o sistema que converteu a produção cultural em ramo de atividade econômica. Conforme (ADORNO; HORKEIMER,1985), esse conceito se dá na relação entre o processo de produção cultural e a expansão do capitalismo pelo Mundo. “Na indústria, o indivíduo é ilusório não apenas por causa da padronização do modo de produção. Ele só é tolerado na medida em que sua identidade incondicional com o universal está fora de questão.” (ADORNO, ano 1985).

Tendo apresentado os principais conceitos relacionados ao objeto de pesquisa presente neste trabalho, expomos a relevância da delimitação de nosso tema, ou seja, Acessibilidade no Telejornal e suas ferramentas de acesso ao público surdo, elaborando um discurso efetivo e construtivo a fim de dialogar com esse público e a mídia televisa abordada, especificamente o telejornal. Por fim, convém discorrer os aspectos teóricos relacionados à prática investigativa. No caso deste projeto, optamos pela Teoria Crítica e da Teoria da


10 indústria cultural, proveniente da Escola de Frankfurt, em especial sob os estudos de Adorno e Horkheimer. Vemos a seguinte relação entre esta teoria e o tema de pesquisa: Será tratadas as questões de acesso à comunicação e na informação, baseando-se no discurso e diálogo para compreensão de fatores sociais, relacionado a partir do acesso ao público surdo, como instrumento e ferramenta dessa mídia global e no direito à informação, compreensão e acesso pleno e eficaz ao conteúdo noticioso e de informação.

G. ASPECTOS METODOLÓGICOS

G.1 Métodos de pesquisa Pesquisa exploratória (visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses). Envolve levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão; Pesquisa explicativa (visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos; aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o “porquê” das coisas). Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental, e nas ciências sociais requer o uso do método observacional;

G.2 Técnicas de pesquisa Entrevista (aberta, estruturada, história de vida, com grupo focal); Formulário (questões realizadas e anotadas por um entrevistador numa situação face a face com a outra pessoa).


11 H. CRONOGRAMA

ETAPAS

Fevereiro / Abril / Maio Março 2019

Levantamento

2019

Junho /

Agosto /

Outubro /

Dezembro

julho 2019

Setembro

Novembro

2019

2019

2019

X

bibliográfico Coleta e

X

X

Tabulação de dados Realização do

X

Projeto de Pesquisa Entrega da

X

primeira etapa do Projeto Revisão /

X

Relatório Final Início Projeto

X

Experimental Coleta de

X

X

Fontes Montagem e

X

Revisão Diagramação e

X

X

edição Acabamento e

X

impressão Entrega do TCC

X


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I. REFERÊNCIAS

ADORNO, Theodor. Indústria Cultural e Sociedade. Rio de Janeiro, Editora Paz Terra,2006. Brasil. Secretaria Nacional de Justiça. A Classificação Indicativa na Língua Brasileira de Sinais / Organização: Secretaria Nacional de Justiça. – Brasília: SNJ,2009. CLASSICOS DA COMUNICAÇÃO, Os teóricos: de Peirce a Canclini / Leonel Aguiar, Adriana Barsotti, (organizadores). Petrópolis, RJ: Vozes,2017. BORDENAVE, Juan E. Diaz. O que é comunicação. Coleção Primeiros Passos, Editora Brasiliense, 1982. FERREIRA, Aluízio. Direito à informação, Direito à comunicação: direitos fundamentais na constituição brasileira. São Paulo: Instituto Brasileiro de Direito Constitucional, 1997. FOUCAUT, Michel. A Ordem do Discurso. 13ª. ed. São Paulo, Edições Loyola, 2006. GRESSER, Audrei. LIBRAS? Que língua é essa? São Paulo: Parábola Editorial, 2009. GOMES, Raimunda Aline Lucena. A comunicação como direito humano, um conceito em construção.2007. Projeto de pesquisa apresentado ao curso de artes e comunicação, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE. GOIS, Veruska Sayonara de. O direito à informação jornalística. 1ª ed. setembro de 2012, São Paulo. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, IBGE. Disponível em https://www.ibge.gov.br/ . Acesso em: maio de 2018.


13 J. APÊNDICE 1 – Projeto Experimental

A) Título Provisório Acessibilidade no telejornal brasileiro na televisão aberta – Ferramentas de acesso ao público com deficiência.

B) Área e Formato Televisiva/ Documentário.

C) Sinopse O objetivo deste documentário é trazer relatos e questionar a atual situação dos telejornais e como esse canal de comunicação dialoga com a comunidade surda que precisa de acesso na sua língua materna, aos conteúdos gerados a partir das informações e notícias. Serão analisados fatos e contestados a partir dos estudos e questionários.

D) Descrição do Projeto Características do Produto O documentário tem como objetivo mostrar as ferramentas de acesso e como a inclusão e acessibilidade se dá na esfera televisiva e na mídia de massa, respeitando os padrões de qualidade e viabilizando o acesso de um público que utiliza outra língua dentro do seu país de origem. Esse público muitas vezes tido como estrangeiro dentro do próprio território. Iremos abordar o modo reflexivo que deixa claro para o telespectador quais foram os procedimentos da filmagem, evidenciando a relação estabelecida entre o grupo filmado e o documentarista. Nos filmes em que esse modo de representação


14 prevalece nota-se como é a reação do grupo pesquisado diante da câmera e de seu realizador, conforme Nichols (2009). O documentário “A Acessibilidade no Telejornal na Televisão Brasileira Aberta” terá duração de aproximadamente 30 minutos e contará com entrevistas do público surdo usuário/telespectador e de profissionais na área do jornalismo, além de levantar dados e conversar com personagens relevantes para o assunto abordado. Enfatizando a acessibilidade comunicacional e utilizando os recursos tecnológicos a favor do acesso a informação dentro dos telejornais e mídias de notícias. Já em relação à parte técnica do produto experimental, defini alguns padrões de filmagens e de captura de áudio, para evitar alguma distinção ao longo do filme. A captura da imagem dos entrevistados foi com duas câmeras, uma delas será fixa com o plano americano e a segunda ficará livre para alternar entre primeiro plano e detalhe, buscando certas partes do corpo do personagem, como boca, olhos, mãos, entre outras partes. Para a gravação do áudio será utilizado o microfone lapela ligado ao gravador de áudio externo, para que o retorno do som possa ser supervisionado a fim de garantir a melhor qualidade. O microfone de lapela foi escolhido por possuir um padrão que rejeita o som ambiente e foca na voz do entrevistado, evitando ruídos desnecessários. Será elaborado uma pré-pauta com ênfase no telejornal da televisão aberta e a estrutura da mídia digital para acessibilidade e seus recursos de acesso e um diálogo aberto com público a respeito do tema abordado, de forma será capturada imagens externas e em estúdio, como forma de entrevistas e conversas com público e especialistas. Como referência utilizaremos as técnicas e bases de influências como os documentários “Amandla – A revolution in four part harmony” e “Bullying” de Lee Hirsch (2002,2011) um mostra o papel central da música na resistência dos negros contra o Apartheid, de forma cronológica, percorre a luta pela libertação na África


15 do Sul desde a década de 50 e o outro narra a história de cinco jovens e famílias ao longo de um ano escolar, o filme confronta os resultados mais trágicos Bullying, incluindo as histórias de duas famílias que perderam as crianças devido ao suicídio e uma mãe que espera para saber o destino de sua filha de 14 anos de idade, presa depois de levar uma arma para seu ônibus escolar. O cineasta americano Hirsch segue essa linha de documentário reflexivo, elaborando uma reflexão social onde o público possa desenvolver e aumentar a consciência a respeito do que foi tratado.

E) Missão Ser referência para que as pessoas e profissionais possam valorizar o acesso de todos a comunicação e informação, ênfase no jornalismo e notícias.

F) Visão Mostrar o direito à informação jornalística na sua língua nativa, respeitando o público surdo como indivíduo que acessa as informações.

G) Valores Utilização do acesso e direito à informação jornalística para todos os públicos, independentemente de sua língua brasileira; Defender a acessibilidade como fonte de informação; Buscar ferramentas de acesso ao conteúdo e com qualidade.

H) Cronograma Geral

ETAPAS Pesquisas/Coleta

Agosto/Setembro Outubro X

s de Fontes Análise de Fontes

X

Novembro

Dezembro


16 Gravações

X

Edição

X

Revisão/Entrega

X X

Final

I) Investimentos

ITENS

VALORES

Locação

R$300

Viagem e alimentação

R$500

Material

R$200

Gravação

R$400

Edição

R$800

DVD – Capa e CD

R$100

Total

R$2.300

J) Finalidades O presente projeto experimental e futuro produto jornalístico demandará determinadas aprendizagens pessoais, como melhor a percepção de mundo, a conscientização da importância da acessibilidade, acerca do produto e tema abordado. Pretende-se que tal produto experimental no formato documentário tenha a seguinte finalidade social: entender os aspectos linguísticos do público estudado a fim de promover a acessibilidade de forma plena e regular no acesso a informação. Por fim, espera-se que este trabalho ganhe notoriedade pública com possível difusão em palestras, internet, grande mídia e concursos.


17 K) Anexos

Roteiro 1:

Roteiro – Documentário Autor – Fabiano Esteves Campos Título: Acessibilidade na TV Aberta Abertura: Vinheta e imagens com trilha sonora

Nome: Sara Bentes Profissão: Atriz, cantora e escritora Tempo: Descrição da fala – Legenda

O entretenimento na TV paras as pessoas em geral é muito visual, pouco auditivo, pouco sonoro, o som ajuda muito, mas é bem mais visual, é verdade. Pra mim não tem a mesma força, não tem como. Eu acompanho os sons, acompanho a música quando tem, eu acompanho as falas, mas não é o principal entretenimento pra mim, não tem essa força de entretenimento e aí eu e outras pessoas com deficiência visual, a gente vai preferir o rádio, a internet e outros entretenimentos. Eu morava nessa casa aqui, aí ele provavelmente mostra, aponta e não sei como é essa casa aqui, porque ele não fala, ele não está narrando todas as informações né, porque o público em geral está vendo e na cabeça do repórter é óbvio, esta casa aqui, ele mostrou, mas como é essa casa aqui. Faz diferença eu saber a cor da casa, o estilo da arquitetura, o quanto esta casa demonstra o quanto o dono é rico ou pobre, eu preciso saber para compreender a informação, eu preciso aprender o máximo de informação possível para entender aquele contexto, a imagem faz parte daquele contexto, daquela narração.


18 Então é com recurso de acessibilidade, de audiodescrição que eu vou ser contemplada pela televisão, por um programa, seja entretenimento, seja reportagem, seja filme, muitas vezes eu acompanho um filme, só ouvindo, sem audiodescrição e determinados sons ok me levam a imaginar determinadas coisas, por exemplo um abrir de porta, ok a porta abriu, quem entrou? Não sei, no próximo diálogo, posso até descobrir ou não e se for uma cena sem fala, a pessoa entrou, só ouço passos, ouço objetos e a pessoa não fala e pode ser a cena crucial do filme para desvendar o mistério para desvendar quem é o criminoso e eu não sei o que está acontecendo, só posso ouvir e posso fazer deduções e interpretações muito equivocadas a partir daquele som.

Nome: Ronnie Von Profissão: Apresentador do Programa Todo Seu da TV Gazeta Tempo: Descrição da fala – Legenda

Nós humanos somos animais gregários, nós fomos criados para viver em sociedade não existe ninguém auto suficiente, todos nós somos interdependentes, quando se fala em acessibilidade e quando se fala em pessoas especiais é porque são especiais de fato.

Narração e imagens de bastidores: Utilizar imagens da gravação e gráficos sobre os dados das estatísticas

O que a Sara reivindica prevê na Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirmam que todas as pessoas têm direito ao acesso, à informação e a comunicação. Com a implantação da TV Digital aqui no Brasil foi prevista a inclusão e acessibilidade ao público que pode acionar em seu controle remoto os serviços


19 digitais, como por exemplo a legenda, a audiodescrição e a janela do intérprete de Libras, mas ainda nem tudo é cumprido como estabelece a Lei. De acordo com o Censo Demográfico do ano de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui mais de 45,6 milhões de pessoas com deficiência o que representa 23,9% da população do nosso país. Aproximadamente 35 milhões de pessoas possuem deficiência visual e quase 10 milhões são pessoas surdas. AD – Audiodescrição - Gráfico Recurso que descreve para o espectador o que está acontecendo na tela, atuando em conjunto com o áudio original ou dublado sem se sobrepor a ele ou atrapalhar.

Nome: Roberta Savedra Profissão: Jornalista e Apresentadora surda da TV INES Tempo: Descrição da fala – Legenda

No período da faculdade de jornalismo, sempre imaginei como as informações chegam na comunidade surda, sou formada em jornalismo científico e pesquisa em desenvolvimento e por isso fui convidada para participar de um curso de férias na Universidade Federal do Rio de Janeiro a UFRJ, como foco aluno surdo, assim fiz um roteiro sobre conhecimento informal de aluno surdo na área científica, por isso eu percebi que gosto de fazer pesquisa e projeto com foco em mediação e mídia adaptada para surdos. Fiz o mestrado e doutorado e na página do Facebook posto informações e vídeos em Libras sobre fatos e um jornal com informações acessíveis para surdos. No boletim nós fazemos um roteiro curto e após o apresentador surdo ensaia e faz o glossário e adaptação do texto em português para estrutura da Libras para alinhar as duas línguas, assim no final temos um produto bilíngue. A TV INES foi a primeira TV apresentar um telejornal com dois apresentadores surdos, o Aulio e a Clarissa, temos também três oportunidades de informar, o Jornal Primeira Mão, o Boletim e as lives.


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Narração e imagem do gráfico: CC – Closed Caption – Legenda Ao vivo – 98% de acerto Pré gravado – 100% correto Os sons não literais devem ser transcritos como sons de latidos, objetos que caem, entre outros.

Nome: Aulio Nóbrega Profissão: Apresentador surdo da TV INES Tempo: Descrição da fala – Legenda

Antes de trabalhar aqui, trabalhei no INES durante 6 anos como monitor, auxiliando os professores com os alunos do ensino fundamental, e já tinha experiência como contador de histórias em Libras e literatura. Após encerrar meu contrato, comecei a trabalhar na TV INES em 2013 como apresentador de programas, como programas de humor, e outros programas: como Piadas em Libras, Manuário, Cinemão. Atualmente trabalho no Boletim e Primeira Mão. Em nossas reuniões, o mais importante é escolher o tema, onde os participantes os apresentadores, os roteiristas, intérpretes de Libras e juntos discutimos as pautas e quais temas vamos abordar e decidimos tudo em nossa reunião e toda informação é passada a nós surdos, assim como os ouvintes e juntos decidimos qual será a pauta do dia. Toda as quintas-feiras às 19 horas entramos ao vivo na internet já com nossas pautas escolhidas. Para isso nos reunimos todas as manhãs de terças e quartasfeiras para nossa reunião de pauta escrita em português, junto com intérprete de Libras fazemos as reparações do glossário das palavras, damos ênfase nos sinais mais usados no Brasil e assim fica fácil a compreensão de todos os surdos. É feito um trabalho em equipe entre surdos e intérpretes para garantir essa compreensão e após isso vamos ao estúdio gravarmos usando o teleprompter com


21 os textos já revisados e isso facilita para tradução dos nomes próprios e em outras línguas quando citado no texto, seguimos os textos inclusive no glossário que indica onde usamos as expressões da língua de sinais, como exemplo quando falamos de um assunto triste, ou de violência, furtos ou surpresas, e isso é contemplado no glossário.

Narração e imagem do gráfico:

Janela de Libras Este espaço destinado deve ser no mínimo a metade da altura e ¼ da largura da tela, mas, na prática, as emissoras não atendem essa norma ou simplesmente não usam.

Nome: Roberta Savedra Profissão: Jornalista e Apresentadora surda da TV INES Tempo: Descrição da fala – Legenda

A mídia em geral não é acessível para os surdos, ela não pensa no surdo porque tem várias características como, por exemplo, no momento de uma entrevista tem um repórter de costas, como o espectador surdo vai saber qual foi a pergunta, sendo que não consegue visualizar a oralidade dele, não tem Libras e se tem a janela é muito pequena e precisa lembrar que 70% da compreensão do surdo é através da expressão facial e se tiver a janela pequena como faz? A TV INES pensou em cada detalhe importante para comunidade surda, a janela do intérprete é maior e padrão para fácil compreensão e também tem a legenda e audiodescrição. A TV INES é 100% acessível para as pessoas cegas, surdas e toda a família consegue assistir juntos, pode ser ouvinte, surdo ou cego que conseguem assistir aos programas.


22 Imagens dos bastidores da Roberta e Aulio trabalhando, será feita uma narração de audiodescrição.

Nome: Aulio Nóbrega Profissão: Apresentador surdo da TV INES Tempo: Descrição da fala – Legenda

No estúdio tem um profissional intérprete passando por uma avaliação do que está sendo dito, de acordo com o texto já indicado, isso é feito com o material que vai para edição e será publicado todas as quintas-feiras. Quando era criança e assistia televisão eu não entendia nada o que passava, por isso levo minha história para todos e o quando os surdos sofrem, é muito ruim, hoje as emissoras, elas pecam nisso, por exemplo a legenda nem sempre são assertivas, existem muitos erros e falhas e as janelas de intérprete são minúsculas e como faz para enxergar isso na tela da televisão, isso é um grande problema. Agora a TV INES temos resolvido tudo isso, somos uma TV acessível, mas quando falo de acessibilidade não é ter um surdo apresentador e sim um tradutor intérprete de Libras, uma legenda, porque ter um surdo apresentador é como ter um apresentador ouvinte, é algo natural e com as mesmas responsabilidades. Eu acredito muito na empatia e que todos os surdos no futuro possam ter uma formação e ocupar lugares na sociedade de igualdade como todos e vencermos essas barreiras da comunicação.

Nome: Jhonatas Narciso Profissão: Intérprete de Libras e apresentador do Repórter Visual da TV Brasil Tempo: Descrição da fala – Legenda


23 Vim para cá em 2009, já são 9 anos aqui na TV Brasil a princípio como apresentador substituto pra uma vaga que surgiu e foi feito um teste então e a TV Brasil nem era responsabilidade da EBC Empresa Brasil de Comunicação que é hoje, a princípio era uma empresa criada pelo governo que terceirizava e administrava a contratação de profissionais para radiodifusão pública, aqui para TV Brasil, para rádio nacional, enfim pra agência Brasil que é o canal de web público. A princípio eu fiz esse teste passei e fui contratado, nós éramos contratados. Completa 30 anos porque foi fundado em setembro de 1988 ainda como Jornal Visual na época e sem dúvida, para mim é um prazer fazer parte dessa história e dessa novidade, pra mim enquanto intérprete e fazendo parte dessa história tão legal e de marco mesmo, é uma ocupação de um espaço que significa acesso à informação e tendo uma língua que é natural, oficial no país, sem dúvida, mesmo que pareça pouco as vezes eu tenho noção e enxergo a grandeza que é esse espaço que a gente tem na TV Brasil. Então foi basicamente assim, a princípio eu vim sem saber muito bem o que era e tal, não tinha nenhuma formação específica em jornalismo, tem até essa questão da formação acadêmica ou a formação da prática, da empírica e tal e posso dizer que eu sei de jornalismo hoje e fiz de jornalismo até hoje foi na prática mesmo estando numa redação de jornalismo, precisando fazer produção, precisando entrar ao vivo, precisando fazer uma coisa ou outra e sem dúvida, para mim enquanto intérprete é muito gratificante, muito enriquecedor porque são caminhos novos de demandas e necessidades muito específicas que já começam a se mostrar como caminho de profissionalização, de ramificação e especialização digamos e de atuação, muito legal. Vão ser espelhados na edição do dia seguinte como vocês acabaram de acompanhar, a gente grava na véspera, porque o programa é exibido de segunda a sexta às 9h15 da manhã, com objetivo de ter notícias o máximo frescas, a gente não dá notícias quentes, não é hard news é como se fosse uma revista eletrônica, assim na verdade a gente dá notícias que não sejam factuais, mas a gente procura gravar no final do dia para aproveitar alguma coisa que tenha acontecido hoje, que tenha passado em algum outro jornal ou até mesmo matérias que a gente produz.


24 Então a gente chega na redação, separa essas matérias e tem a possibilidade de assistir antes pra fazer um estudo de vocabulário, busca de sinais e coisas do tipo já que a gente fala sobre os mais diversos assuntos e para então adiantar o processo da interpretação simultânea, como vocês viram aqui praticamente a gente faz simultaneamente quase não tem erro porque isso já é visto com antecedência na redação. Temos um cargo horário e não chega só pra gravar, então a gente tem um convívio na redação de jornalismo e a gente tem a nossa mesa, tem equipamento para que a gente possa preparar esse material antes da nossa gravação.

Nome: Heveraldo Ferreira e Rafaela Vale Profissão: Apresentadores surdos da TV INES Tempo: Descrição da fala - Legenda

Heveraldo: Estão vendo aqui o estúdio que gravamos, duas coisas que vamos explicar. A primeira que explicarei é como usamos o TP teleprompter, quando estamos gravando o texto é passado no teleprompter em português e sinalizamos em Libras, mas antes estudamos o roteiro que é em português e adaptamos junto com a intérprete de Libras e a partir do glossário buscamos os significados e entregamos o roteiro para responsável passar no TP e seguimos na estrutura da Libras. Temos essa forma de fazer o programa em Libras e uma outra forma é o que chamamos de espelho já com roteiro em mãos e adaptações copiamos a Libras de uma intérprete que fica em nossa frente ao lado da câmera e nos auxilia fazendo os sinais que copiamos. Existem essas duas formas para gravarmos, mas geralmente uso o espelho como forma de gravação e o teleprompter foi uma nova experiência que tivemos nesse programa piloto Mão na Bola, que gravamos. Funcionam assim, compreenderam? Rafaela:


25 Dessa forma temos o costume de gravar o programa com auxílio de um teleprompter, mas também é importante explicar que usamos dois profissionais intérpretes de Libras, uma que faz a leitura e narração do texto e a outra que avalia os sinais dos apresentadores, prestando atenção nos detalhes como a datilologia, expressão facial e a qualidade que são feitos os sinais. Muito importante termos duas profissionais para validação e qualidade da interpretação dos apresentadores e a troca entras elas na análise da clareza dos sinais, entenderam.

Imagens dos bastidores do Heveraldo e Rafaela trabalhando, entre outras imagens e será feita uma narração de audiodescrição.

Nome: Noemi Vieira Profissão: Gerente de Telejornalismo da TV Brasil RJ Tempo: Descrição da fala – Legenda

Na verdade, é uma herança que nós temos da TVE desde 88 existe o jornal Visual que é um jornal voltado para essa comunidade, é um jornal em Libras, ele já teve algumas mudanças de formatos, mas sempre preservando essa linguagem para o público que ele é destinado e desde então ele nunca parou, sempre houve mudanças aqui e ali de governo, de empresa, de nome de empresa, mas é um programa que vem resistindo ao tempo. Quando a EBC foi criada esse programa foi preservado e aprimorado, então nós temos aqui vamos dizer assim uma política de manter e isso e ampliar. Como nós já temos o jornal Visual a gente achou que poderia como já temos hoje mais profissionais de Libras, a gente ampliou isso para dois programas, um programa esportivo que é o Estadium, e o Estadium também é apresentado e tem Libras nele e temos o RB1 que um jornal de rede que hoje também é transmitido em Libras, isso é uma vitória nossa, foi uma proposta que fizemos na reformulação desses dois jornais, e nessa reformulação que volta em


26 meia todo telejornal tem, a gente falou vamos fazer Libras, vamos? Podemos, temos gente pra fazer, temos? Então vamos fazer e a gente tem toda uma preocupação de ampliar isso obviamente não só para esses programas, claro dentro da grade toda, muito pouco ainda você oferecer apenas dois programas, mas é todo uma questão de profissionais de conquistas, você vai abrindo caminho, eu acredito que essa é uma luta que você não tem como regredir, é um movimento que só tem como ir para frente, mas é um movimento que leva tempo inclusive formação de profissionais que agora está ficando popularizado, inclusive a própria SEPE já fez um curso e tal de Libras para as pessoas quem tem interesse. Bom sobre os profissionais a gente teve também essa herança da TVE, então a Cláudia e o Jhonatas trabalham hoje aqui e já trabalhavam na TVE e quando houve a criação da EBC teve um concurso e nesse concurso público foi colocado esse cargo, então a gente tem outros profissionais também que não só eles, mas em Brasília nós temos também e foram pessoas que vieram de concurso público. Isso foi uma vitória também porque o concurso público, você conseguir trazer esse profissional normalmente é o tipo de trabalho e mão de obra que se terceiriza e no caso o concurso priorizou essa carreira e pra gente é uma vitória também porque é um profissional da empresa e pode fazer para vários programas e a gente tem mais controle disso e pode ampliar isso, pode negociar melhor isso e serviço terceirizado a gente nem tem essa gerência toda.

Nome: Jhonatas Narciso Profissão: Intérprete de Libras e apresentador do Repórter Visual da TV Brasil Tempo: Descrição da fala - Legenda

Sobre audiência e interação com público, é muito engraçado que nós que somos intérpretes de língua de sinais e sempre ocupamos um pouco o espaço de sermos intermediários entre surdos e ouvintes, então acontece sempre se você está na sala de aula o aluno vai querer falar com você, perguntar dúvidas, tirar dúvidas


27 com você porque é mais prático ele está olhando pra você o tempo inteiro, ele não vai perguntar ao professor ou perguntar um colega dele e que ele quase não tem contato, ele te olha o tempo inteiro e você que passa a informação o tempo inteiro e isso acontece aqui na TV apesar da gente está separado por uma tela, seja na televisão da casa da pessoa ou do celular, de um notebook enfim, acontece isso. Frequentemente a gente é contatado tanto eu tanto a Cláudia nas nossas redes sociais pessoais, mensagens e comentários perguntando sobre coisas do programa ou dando alguma dica ou então uma crítica construtiva em relação algum sinal, enquadramento em relação a matéria que cortou de uma forma estranha ou uma roupa que estava usando, é muito legal. A gente assim como todo intérprete, a gente procura intermediar, receber e passar para os responsáveis.

Nome: Sara Bentes Profissão: Atriz, cantora e escritora Tempo: Descrição da fala – Legenda

As pessoas com deficiência no Brasil são 45 milhões, é um número razoável de pessoas, será que as TVs abertas querem mesmo continuar não atingindo esse público consumidor potencial. A gente está aí comprando iPhone, comprando roupa, comprando casa, a gente trabalha e constrói família, constrói lar, a gente compra e consome. Falar em porcentagem, pessoas com deficiência são praticamente ¼ da população do Brasil. Só que essas pessoas estão inseridas em quantas famílias, em quantos grupos profissionais, em quantas escolas por exemplo, a gente está aí em todo lugar e cada vez mais pessoas com deficiências são vistas trabalhando, consumindo e andando nas ruas, porque a inclusão está acontecendo e mais oportunidades de trabalho, mais oportunidade de educação, então a gente está aí, estamos vivendo e a gente está consumindo. Será que a gente é tão minoria assim, será que a gente está tão distante, a gente é ¼ da população ok, mas a gente é parte dessa grande família, da família humana que somos todos nós.


28 A gente está vivendo a era da informação, a era da democratização da informação a gente tem internet, eu como várias pessoas com deficiência visual por conta da tecnologia, a gente tem autonomia total para pegar nosso celular e acessar o que a gente quiser na internet, assim como qualquer pessoa que enxerga tem autonomia para pegar o controle e mudar de canal e assistir o que quiser, assim como todos ter essa autonomia e a gente tem autonomia de pegar o celular e com a tecnologia acessar o que a gente quiser, porque não na TV, essa autonomia, essa democracia e essa televisão para todos.

Imagens dos bastidores do Programa Todo Seu com Ronnie Von, será feita uma narração de audiodescrição.

Nome: Ronnie Von Profissão: Apresentador do Programa Todo Seu da TV Gazeta Tempo: Descrição da fala – Legenda

Por isso que no nosso programa nós temos coisas que podem vir de certa forma fazer a diferença, é nosso dever e nossa obrigação você ter um programa legendado e um programa com áudio para aquele que não consegue nos ver, mas consegue nos ouvir e pra aquele que consegue nos ver e não consegue nos ouvir. Então nós temos esse compromisso, comprometimento com você em relação a acessibilidade, é um dever nosso de humanos que somos e especiais porque são muito mais especiais do que a gente, pode ter certeza.

Sara cantando com sua bengala: Tenho apenas uma maneira diferente de ver o Mundo!

Créditos:


29

Roteiro e Direção – Fabiano Esteves Campos Narrado e produzido - Fabiano Esteves Campos Orientação – Professor Antônio de Assiz Gravação e imagens – Maria Rita Oliveira Edição de vídeo e imagem – Marcelo Galvão Trilha Sonora – Sara Bentes Roteiro e narração da audiodescrição – Cesar Tunas Revisão do roteiro da audiodescrição - Andreia Paiva Consultoria de audiodescrição: Sara Bentes

Participantes em ordem alfabética: Aulio Nóbrega – Apresentador surdo - Voz: Diego Martins Heveraldo Ferreira – Apresentador surdo - Voz: Bruno Barbosa Viana Jhonatas Narciso – Intérprete de Libras e apresentador do Repórter Visual Noemi Vieira – Gerente de redação de telejornais da TV Brasil Rafaela Vale – Apresentadora surda - Voz: Viviane Esteves de Araújo Roberta Savedra – Jornalista surda - Voz: Fernanda Esteves Campos Ronnie Von – Apresentador do Programa Todo Seu da TV Gazeta Sara Letícia Bentes – Atriz, cantora e escritora

Agradecimentos: Universidade Cruzeiro do Sul TV Gazeta – São Paulo TV Brasil – Rio de Janeiro TV INES – Rio de Janeiro Galvão Filmes – São Paulo Todos os participantes, entrevistados, narração e edição.


30

Roteiro 2: ROTEIRO DE AUDIODESCRIÇÃO Documentário: Acessibilidade na TV Aberta Audiodescrição: Cesar Tunas Roteiro: Cesar Tunas Revisão: Andreia Paiva Narração: Cesar Tunas Consultoria: Sara Bentes Data: 06/11/2019 TIME CODE

DEIXA

AUDIODESCRIÇÃO

00:00

ACESSIBILIDADE NA TV ABERTA.

00:02

IMAGENS DE HOMENS E MULHERES TRABALHANDO EM ESTÚDIOS DE TV COM CÂMERAS E MONITORES. APRESENTADORES NO PALCO. FOCO EM MÃO FEMININA MUDANDO DE CANAL COM CONTROLE REMOTO.

00:12

SARA BENTES, ATRIZ E CANTORA.

02:31

...e interpretações muito equivocadas a partir daquele som.

O APRESENTADOR RONNIE VON EM ESTÚDIO NA TV GAZETA.

02:52

IMAGENS DE SARA E DE ESTÚDIOS DE TV.

04:08

ROBERTA SAVEDRA, APRESENTADORA SURDA DA TV INES. (rápido)

04:50

ROBERTA COMUNICA-SE EM LIBRAS.

05:30

ELA TEM PELE CLARA E CABELOS LOIROS. ESTÁ SENTADA EM UMA SALA COM PAREDE CINZA COM UM QUADRO COLORIDO AO FUNDO.

06:14

AULIO NÓBREGA, APRESENTADOR SURDO


31 DA TV INES. 07:26

ELE COMUNICA-SE EM LIBRAS. TEM PELE CLARA, CABELOS E BARBA CASTANHOS.

07:42

ESTÁ SENTADO EM UMA SALA COM PAREDE CINZA E UM QUADRO AO FUNDO.

08:30

VESTE UMA CAMISETA MESCLADA EM AZUL E LILÁS E FLORAIS NA COR BRANCA.

08:59

ROBERTA SAVEDRA, APRESENTADORA SURDA.

10:12

IMAGENS DE UMA SALA DE REUNIÕES AMPLA COM PAREDES CLARAS NO PRÉDIO DA TV INES. MESAS E ESCRIVANINHAS NA COR BEGE COM COMPUTADORES E MATERIAIS DE ESCRITÓRIO. AULIO E ROBERTA, SENTADOS, UM DE FRENTE PARA O OUTRO, COMUNICAM-SE EM LIBRAS. AO FUNDO DA SALA, OUTRAS PESSOAS TRABALHAM, EM FRENTE AOS SEUS COMPUTADORES.

10:43

AULIO NÓBREGA, APRESENTADOR DA TV INES.

12:13

JHONATAS NARCISO, INTÉRPRETE DE LIBRAS E APRESENTADOR DA TV BRASIL.

(rápido) 15:51

EM UM ESTÚDIO DE TV, UM HOMEM E UMA MULHER.

15:56

HEVERALDO FERREIRA, APRESENTADOR SURDO DA TV INES.

15:25

ELE SINALIZA EM LIBRAS. É NEGRO. TEM CABELOS E CAVANHAQUE GRISALHOS. USA ÓCULOS.

16:38

AO LADO, UMA JOVEM APRESENTADORA SURDA OBSERVA-O.

17:18

RAFAELA VALE.

17:28

ELA COMUNICA-SE EM LIBRAS.

17:45

É NEGRA, ALTA E MAGRA.

17:59

IMAGENS DE UM ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO


32 DA TV INES. MUITOS HOLOFOTES, TELEPROMPTERS, MONITORES E COMPUTADORES. HOMENS E MULHERES TRABALHAM CONCENTRADOS. EM PÉ, OS APRESENTADORES RAFAELA E HEVERALDO PARTICIPAM DE UMA GRAVAÇÃO À FRENTE DE UM TECIDO VERDE, O CROMAQUI, USADO PARA SUBSTITUIR UM FUNDO SÓLIDO POR OUTRA IMAGEM. A EQUIPE OS OBSERVA NO ESTÚDIO. UMA CONTRA-REGRA BATE A CLAQUETE PARA DAR INÍCIO À GRAVAÇÃO. 18:28

final da música

NOEMI VIEIRA, GERENTE DE TELEJORNALISMO DA TV BRASIL RIO DE JANEIRO.

21:48

JHONATAS, APRESENTADOR DA TV BRASIL.

23:06

SARA BENTES.

25:15

SARA APONTA O CONTROLE REMOTO PARA A CÂMERA. A IMAGEM DISTORCE E A TELA ESCURECE.

25:19

IMAGENS DE ESTÚDIO NOS BASTIDORES DO PROGRAMA “TODO SEU” DA TV GAZETA. NO CENTRO DO PALCO, O APRESENTADOR RONNIE VON ENTREVISTA SEUS CONVIDADOS EM FRENTE AO FUNDO AZUL DO CENÁRIO.

25:31

RONNIE VON.

26:08

ELE DÁ UMA PISCADINHA.

26:09

SARA CANTA.

26:16

USA A BENGALA COMO MICROFONE E MANDA BEIJO. ACENA, DANDO TCHAU. SORRI.

26:21

SOBEM OS CRÉDITOS. Roteiro e Direção – Fabiano Esteves Campos Narrado e produzido - Fabiano Esteves Campos Orientação – Professor Antônio de Assis Gravação e imagens – Maria Rita Oliveira Edição de vídeo e imagem – Marcelo Galvão


33 Trilha Sonora – Sara Bentes AUDIODESCRIÇÃO ROTEIRO E NARRAÇÃO DE AUDIODESCRIÇÃO: CESAR TUNAS REVISÃO: ANDREIA PAIVA CONSULTORIA DE AUDIODESCRIÇÃO: SARA BENTES Participantes em ordem alfabética: Aulio Nóbrega – Apresentador surdo - Voz: Diego Martins Heveraldo Ferreira – Apresentador surdo Voz: Bruno Barbosa Viana Jhonatas Narciso – Intérprete de Libras e apresentador do Repórter Visual Noemi Vieira – Gerente de redação de telejornais da TV Brasil Rafaela Vale – Apresentadora surda - Voz: Viviane Esteves de Araújo Roberta Savedra – Jornalista surda - Voz: Fernanda Esteves Campos Ronnie Von – Apresentador do Programa Todo Seu da TV Gazeta Sara Letícia Bentes – Atriz, cantora e escritora Agradecimentos: Universidade Cruzeiro do Sul TV Gazeta – São Paulo TV Brasil – Rio de Janeiro TV INES – Rio de Janeiro Galvão Filmes – São Paulo Todos os participantes, entrevistados, narração e edição.


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