UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
A representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década
SÃO PAULO 2020
A representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década
PAMELLA ELOYNNE DOS SANTOS LIMA RGM: 1779032-8
Relatório de fundamentação teórica e Metodológica apresentado em Jornalismo, da Universidade Cruzeiro do Sul, como parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel. Orientador: Professor Me. Antonio Lúcio R. Assiz
SÃO PAULO 2020
FICHA TÉCNICA
Título: Na frente e atrás das câmeras: A representatividade da mulher negra no cinema brasileiro
Características técnica do produto:
Produto: Documentário para TV
Fomato: 1080P
Duração: 19 minutos e 31 segundos
Recursos Utilizados: Celular, microfone e Inshot
Sinopse: O documentário aborda a representatividade da mulher negra no cinema brasileiro, contando com a presença mulheres envolvidas no audiovisual, personalidades fortes que mostraram e debateram com o foi essa representatividade na última década, mostrando e analisando dados e visões sobre o assunto. Uma análise crítica as produções e como é classificado o que é e o que não é considerado filme pela a indústria cinematográfica e outras produções não legitimada. Além disso, o fato de ainda hoje essas mulheres negras ganharem papéis secundários na trama, a representatividade negra não está em declínio apenas na frente das câmeras., já que os dados são ainda alarmantes quando se pegar referências de diretoras, produtoras e roteiristas negras que tiveram a oportunidade de contribuir com o setor do audiovisual Brasileiro.
Cor: Marrom e amarelo
Edição de texto: Pamella Eloynne Reportagem: Pamella Eloynne Direção: Pamella Eloynne Orientador: Prof. Me. Antonio Lúcio R. Assiz Coordenador do curso: Prof. Me. Antonio Lúcio R. Assiz Entrevistados: Dra. Carolinne Mendes da Silva – professora de História Malu Andrade – Diretora da SPCINE Tainá Castilho – Produtora Viviane Ferreira - Cineasta
AGRADECIMENTO À Deus primeiramente por ter me dado a oportunidade de chegar até este presente momento e nunca ter me abandonado, sendo a minha força e meu amparo espiritual. À minha mãe, pelo o amor, paciência por conta da minha ausência durante a construção do projeto e por sempre me apoiar em meus sonhos e conquistas, a minha sobrinha Heloisa que tem apenas cinco anos, mas me traz muita alegria e esperança em um mundo melhor e é pensando em uma forma dela poder se enxergar mais nas telas que o tema teve uma relevância ainda maior. Ao meu cachorro Nero Henrique é a minha fonte de paz e o mais sincero companheiro que eu tenho. À minha amiga Gabriele Tenório por ter me auxiliado no projeto, pelas as docentes Dra. Rosângela Paulino e Dra. Mirian Meliani que mesmo com a dificuldade não deixou em nenhum momento seus alunos com carência acadêmica no primeiro semestre do ano de 2020 e ao meu orientador o professor Me. Antonio Lúcio R. Assiz, por todas as orientações que possibilitaram que eu conseguisse concluir este lindo projeto. À minha avó Maria, que faleceu no final de 2019, porém sempre foi a primeira pessoa a acreditar em mim desde criança e foi o maior exemplo da fibra vinda de uma mulher negra que eu tive. Aos autores e pensadores negros que contribuíram para que eu pudesse me identificar como negra e entender que a minha identidade racial. E agradeço á Dra. Carolinne Mendes da Silva, Malu Andrade, Tainá Castilho e Viviane Ferreira, que são as personagens que aparecem no documentário, representando milhões de mulheres negras no país.
“Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela” Ângela Davis "Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas" Audre Lorde
RESUMO
Este relatório de fundamentação teórica e metodológica abordou a representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década, entre o ano de 2010 a 2020. Análise cultural e crítica nos filmes lançados entre esses períodos e averiguou como foi à representação, desde o estereótipo a direção. O projeto teve como objetivo apontar questões sociais, de gênero, trouxe uma nova visão de desconstrução da figura feminina na negra nas produções, apontou a sexualidade tida nas personificações. Foi realizado um documentário para TV, com personagens que tem um envolvimento com o setor do audiovisual Brasileiro, desde historiadora a cineasta reconhecida nacionalmente por seus feitos no cinema nacional, ainda apresentou algumas pesquisas e notícias relacionada ao tema.
PALAVRA-CHAVE: Mulher Negra, Produções, Representatividade, Cinema Nacional, Filme.
ABSTRACT This report of theoretical and methodological foundation addressed the representativeness of black women in national cinema in the last decade, between 2010 and 2020. Analysis cultural and critical in the films released between these periods and investigated how representation, from stereotype to direction. The project aimed to point out issues gender, brought a new vision of deconstruction of the female figure in black in the productions, pointed to the sexuality held in personifications. A TV documentary was made, with characters that have an involvement with the Brazilian audiovisual sector, from historian to filmmaker nationally recognized for his achievements in national cinema, he also presented some research and news related to the theme.
KEYWORDS: Black Women, Productions, Representativeness, National Cinema, Film.
SUMÁRIO 1. Introdução ........................................................................................................................... 09 2. Justificativa ......................................................................................................................... 10 3. Objetivos............................................................................................................................. 11 3.1 Objetivos geral.................................................................................................................. 11 3.2 Objetivos específicos ........................................................................................................ 11 4. Problematização ................................................................................................................. 12 5. Hipótese .............................................................................................................................. 12 6. Aspectos Teóricos............................................................................................................... 13 7. Aspectos Metodológicos..................................................................................................... 16 8. Referências ..........................................................................................................................17 9. Cronograma .........................................................................................................................19 10 . Apêndices ........................................................................................................................ 20 10.1 Roteiro. ......................................................................................................................... 20 10.2 Folha de Decupagem. ................................................................................................... 29 10.2.1 Dra. Carolinne Mendes da Silva .............................................................................. 29 10.2.2 Viviane Ferreira ....................................................................................................... 20 10.2.3 Tainá Castilho. ......................................................................................................... 32 10.2.4 Malu Andrade .......................................................................................................... 33 10.3 Pautas. ........................................................................................................................... 35 10.3.1 Malu Andrade .......................................................................................................... 34 10.3.2 Viviane Ferreira ....................................................................................................... 36 10.3.3 Tainá Castilho. ......................................................................................................... 37 10.3.4 Dra. Carolinne Mendes da Silva .............................................................................. 38 10.4 Logotipo que aparece na abertura do documentário e design em volta criada pela a autora ..................................................................................................................................... 39 10.5 Fonte personalizada com o nome do documentário criado pela a autora ...................... 40 10.6 Gerador de caracteres. ................................................................................................... 41 10.7 Capa ............................................................................................................................... 41 10.8 Termo de autorização de uso de imagem e voz ............................................................. 42 10.8.1 Tainá Castilho. .......................................................................................................... 40 10.8.2 Viviane Ferreira ........................................................................................................ 43 10.8.3 Malu Andrade ........................................................................................................... 44 10.8.4 Dra. Carolinne Mendes da Silva ............................................................................... 45 11. Diário de Campo. ............................................................................................................. 46 12. Projeto Experimental ........................................................................................................ 47 12.1 Titulo Provisório .......................................................................................................... 47 12.2 Área e formato ............................................................................................................. 47
12.3 Sinopse......................................................................................................................... 47 12.4 Plano estratégico. ......................................................................................................... 47 12.5 Descrição do projeto .................................................................................................... 47 12.5.1 Características do projeto ............................................................................................63 13. Cronograma geral ...............................................................................................................63 14. Investimento .......................................................................................................................65 15. Finalidades ......................................................................................................................... 66 Anexos .................................................................................................................................... 67 1. Anexo I ................................................................................................................................67 2. Anexo II .............................................................................................................................. 68 3. Anexo III..............................................................................................................................68 4. Anexo IV ...................................................................................................................................... 69 5. Anexo V .............................................................................................................................. 69 6. Anexo VI ............................................................................................................................. 70 7. Anexo VII ............................................................................................................................ 70 8. Anexo VIII ........................................................................................................................... 71 9. Anexo IX. ............................................................................................................................. 71 10. Anexo X ............................................................................................................................. 72 11. Anexo XI ............................................................................................................................ 72 12. Anexo XII ...................................................................................................................................73 13. Anexo XVIII ...................................................................................................................... 73 14. Anexo XIV ......................................................................................................................... 74 15. Anexo XV .......................................................................................................................... 74 16. Anexo XVI ......................................................................................................................... 75 17. Anexo XVII ....................................................................................................................... 75 18. Anexo XVIII ...................................................................................................................... 76 19. Anexo XIX. ........................................................................................................................ 76 20. Anexo XX .......................................................................................................................... 77 21. Anexo XXI ........................................................................................................................ 77 22. Anexo XXII ....................................................................................................................... 78 23 Anexo XXIII ....................................................................................................................... 78 24 Anexo XXIV.......................................................................................................................79 25 Anexo XXV ........................................................................................................................ 79 26 Anexo XXVI........................................................................................................................80 27 Anexo XXVII ...................................................................................................................... 80 28 Anexo XXVIII .................................................................................................................... 81 29 Anexo XXIX........................................................................................................................81
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1. INTRODUÇÃO O cinema é uma arte elitizada e no Brasil não é diferente. Ao longo dos anos produções de grandes sucessos tiveram assinaturas de atores consagrados na sétima arte, mas um ponto chama atenção nos tempos atuais. A falta de representatividade da minoria, principalmente das mulheres negras é uma diferença grande em relação a mulheres brancas ou a homens negros e se mostrada em comparação a homens brancos, essa diferença é aumentada ainda mais, pois atualmente o audiovisual brasileiro tem predominância pelo gênero masculino de raça branca. E isso reforça o racismo estrutural no Brasil, pois a forma de representação em papéis feitos por mulheres negras tem uma alta representatividade estereotipada, que geralmente é hipersexualizada, ou em sendo representadas como domésticas, “faveladas”, e até mesmo em situação de pobreza com uma educação precária, muitos desses personagens são direcionados ao núcleo secundário da trama, sendo assim não fazendo parte do protagonismo.
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2. JUSTIFICATIVA O audiovisual brasileiro é predominado por homens brancos e no cinema nacional não é diferente, por isso é importante falar de como é feita a representatividade da mulher negra no cinema nacional, mais especificadamente na última década. O tema tem uma relevância para o cenário atual, porque em pleno século XXI ainda é preciso falar de representatividade das minorias, e no cinema nacional é gritante a falta de mais representação do negro, principalmente da mulher negra. Em 2016, a Agência Nacional de Cinema (ANCINE)1, realizou um estudo onde fez um levantamento de que apenas 4% das grandes produções tinham em seu elenco principal mulheres negras e 0% em roteiros e direção, uma diferença grande em comparação á homens brancos, que ocuparam 48% em elencos principais e 75% e 85% em roteiros e direção respectivamente, em 2013 não houve a participação de nenhuma mulher negra em nenhum filme nacional e atualmente no ano de 2020, ainda não vemos alguma mudança significativa.
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Estudo feito pela a ANCINE em 2016 sobre a diversidade de genêro e raça no cinema nacional. Disponivél em: https://www.ancine.gov.br/pt-br/sala-imprensa/noticias/ancine-apresenta-estudo-sobre-diversidade-de-g-nero-era-no-mercado#:~:text=ANCINE%20apresenta%20estudo%20sobre%20diversidade%20de%20g%C3%AAnero%20e%2 0ra%C3%A7a%20no%20mercado%20audiovisual,Dados%20apontam%20dom%C3%ADnio&text=O%20mercado%20cinematogr%C3%A1fico%20brasileiro%20%C 3%A9%20uma%20ind%C3%BAstria%20protagonizada%20por%20homens%20brancos.&text=Esse%20tipo%20d e%20pesquisa%20nos,pensar%20em%20que%20dire%C3%A7%C3%B5es%20seguir. Acesso em: 05 de Maio de 2020.
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3. OBJETIVOS 3.1 Objetivos Gerais Analisar a forma que as mulheres negras foram representadas ao longo da última década, pegando as produções cinematográficas que não precisavam necessariamente ter a simbologia da sua cor de pele para que a trama fosse contada. Explicar o que é o movimento do feminismo negro e a importância da interseccionalidade a partir do local de fala dentro da cultura pode contribuir para a melhoria e o aumento da representatividade da mulher negra dentro de novos filmes nacionais, tanto na frente das câmeras, quanto por trás.
3.2 Objetivos Específicos Realizei um documentário por seguir o mesmo formato do cinema e principalmente por ser uma produção na qual casou perfeitamente com o tema, pois o documentário ao contrário de filmes ficcionais tem mais produções feitas por mulheres negras.
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4. PROBLEMATIZAÇÃO Apesar de a indústria cinematográfica ser uma forma de representação de cultura, ela é uma arte elitizada e dominada por um único gênero e raça, que é masculina e branca. A mulher negra precisa enfrentar duas lutas dentro do audiovisual, o fato de ser mulher e com isso ela precisa enfrentar o machismo e de ser negra, logo, o racismo. O país sofre com o racismo estrutural, mesmo em uma arte de expressão forte e popular como é o cinema.
O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), da universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), analisou algumas produções nacionais e no ano de 2013 não houve nenhuma produção protagonizada por uma mulher negra e em 2016 nenhuma produção foi roteirizada e nem dirigida por mulheres negras, segundo a ANCINE. Mesmo com lutas constantes vindas de grupos feministas negros por aceitação e a luta por representatividade em todas as possíveis áreas de atuação, incluindo o audiovisual brasileiro, pouco se vê produções além de temáticas negras, que tem em seu elenco ou por trás dele, uma representatividade ativa e clara. Por que não escolhem atrizes negras para o elenco principal? Por que as mulheres negras em sua maioria são hipersexualizadas nas produções? Por que as mulheres negras não ocuparam a cadeira de roteirista ou direção? .
5. HIPÓTESES E para entender o porquê são minorias é preciso fazer um estudo profundo do racismo no Brasil, o embranquecimento e o “blackface” em filmes. Homens brancos predominam os filmes de maior bilheteria no Brasil, em todos dos gêneros, como comédia e ficção.
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6. ASPECTOS TEÓRICOS Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise de como foram feitas as representações das mulheres negras no cinema nacional na última década. Para falar sobre a representatividade da mulher negra no cinema, é preciso levantar a importância do feminismo negro, da interseccionalidade e do lugar de fala, pois as produções cinematográficas não possuem 1% de cadeiras de diretores ou roteirista, ocupados por mulheres negras segundo o último levantamento feito pela a ANCINE em 2016. Nascido em meio à segunda onda do movimento feminista, o feminismo negro surge devido os movimentos feministas não terem uma abordagem que visava os direitos das mulheres negras. Os movimentos feministas nasceram pautados na busca das mulheres ao trabalho que fosse reconhecido socialmente, ao voto, a educação e dos direitos igualitários aos homens e as responsáveis que tomaram frente dos protestos, eram mulheres de classe média e brancas que não estavam incluindo a causas de mulheres negras e periféricas. Surge então a interseccionalidade para pensar a mulher negra dentro no contexto do feminismo, onde se parte do principio que nem toda a luta dentro da mesma causa não é igual. De acordo com o sociólogo e teórico cultural Stuart Hall (2006) “As mulheres negras estavam divididas, dependendo de qual identidade prevalecia: sua identidade como negra ou sua identidade como mulher”. Mulheres brancas já tinham seus privilégios raciais que oprimiam outras mulheres na época, não conseguindo assim perceber que nem todas eram iguais. Além do machismo, a mulheres negras precisavam lutar contra o racismo. [...] É essencial para o prosseguimento da luta feminista que as mulheres negras reconheçam a vantagem especial que nossa perspectiva de marginalidade nos dá e façam uso dessa perspectiva para criticar a dominação racista, classista e sexista, para refutá-la e criar uma contra-hegemonia. (HOOKS, apud RIBEIRO, 2018, p.112).
Desde que foi levantado à questão de interseccionalidade dentro do feminismo para que fossem feitos apontamentos das necessidades das mulheres negras, houve algumas mudanças mesmo que simbólicas. Mesmo com todo o avanço conquistado durante anos, quando se trata da indústria cultural ainda é muito superficial, principalmente no audiovisual.
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De acordo com o estudo, mulheres negras no cinema nacional são minorias, tanto em papéis de protagonismo, quanto em funções importantes, como direção, roteiro ou produção. Nos anos de 2010 á 2020, segundo o ranking da bilheteria nacional, é nítido que hoje as maiores produções e de maiores sucessos têm a predominância de homens brancos e pode ser afunilado para a questão de serem heterossexuais, onde eliminam por completo a representação das minorias. O racismo está empregado no meio social e nem sempre de forma velada, mas sim de forma estruturada dentro da sociedade, e o cinema é um dos reflexos, pois como as oportunidades não são iguais na indústria cinematográfica, às histórias de negros que são contadas nas telas foram feitas através de uma visão branca, como os brancos enxergam os negros e suas histórias. Muitos papéis foram estereotipados ao longo dos anos, personagens feitos por mulheres negras tem sido hipersexualizados ou fazem parte de um núcleo onde são representadas em extrema pobreza, ou em cenas com teor de criminalidade, ou até mesmo personagens que não possuem uma representação de um lar e uma relação estável. As narrativas podem estar ligadas a construção da identidade cultural ao longo dos anos e uma crise de identidade partindo do lugar onde se originou. “Uma vez que a identidade muda de acordo com a forma como o sujeito é interpelado ou representado, a identificação não é automática, mas pode ser ganhada ou perdida. Ela tornou-se politizada”. (HALL, 2006, p. 21) De acordo com Hall um sujeito não nasce totalmente construindo, ele é fragmentado partindo do ponto onde ele foi inserido, isso reflete na forma que o sujeito é representado e em sua construção. No cinema nacional quando se trata de representação feminina negra ainda não possui uma identidade formada, pois ficaram estagnadas em um padrão representativo. Diferentemente do cinema nacional, o cinema hollywoodiano está em grande avanço em representatividade, atrizes negras não são totalmente estereotipadas fazendo personagens pobres, marginalizadas ou hipersexualizadas. Um exemplo de filme onde a representatividade foi vista de forma sublime, foi no filme “Pantera Negra” lançado em 2018, que conta a história de T’Challa, príncipe de Wakanda (país fictício), que para ser coroado como rei foi submetido a uma luta pelo o trono com o seu então primo Erik Killmonger. O que foi
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evidenciado nesse filme é o elenco, por ser mais de 90% com negros, a direção, produção, sonora e roteiristas foi formada em sua maioria por negros. Mulheres fortes, representadas em cargos de altíssimo poder ou com uma voz ativa na comunidade negra, como pode-se ver em “O ódio que você semeia”, onde a atriz Amanda Stenberg vive a protagonista, uma adolescente negra que após presenciar o assassinato de seu amigo de infância por um policial, ela acaba sendo a única testemunha, e para honrar a memória de seu amigo e para que este assassinato não saia impune, ela vira voz ativa em protestos. Este é mais um dos filmes onde se mantém a figura negra fortificada e é mais um filme dirigido por um homem negro. Mesmo não tendo uma diferença gritante em relação à ocupação em cadeiras de direção por mulheres negras, o cinema americano ainda sim valoriza mais a representação feminina. No Brasil a principal falta de ter alguém em posição de comando para partir do seu lugar de fala é o que mais prejudica a figura feminina negra nas telas. [...] Por que será que a crítica de cinema feminista, que mais tem reivindicado o terreno da identidade, representação e subjetividade da mulher como seu campo de análise, permanece agressivamente silenciosa no tocante à negritude e, especificamente, às representações da mulher negra? Assim como o cinema comercial tem historicamente forçado espectadoras negras conscientes a não olhar, muito da crítica de cinema feminista veta a possibilidade de um diálogo teórico que possa incluir a voz das mulheres negras. (HOOKS, apud Santos, 2017 p.6).
O Brasil é um país miscigenado, mulheres negras estão ocupando cargos de nível superior, tendo acesso a universidades, sendo empreendedoras, tendo relacionamentos e uma família estruturada, e muitas outras conquistas, que podem ser representadas de forma forte na indústria cinematográfica brasileira.
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7. ASPECTOS METODOLÓGICOS O artigo se iniciou com um levantamento bibliográfico e documental, através de ferramentas de pesquisas, foram feitas leituras no primeiro momento de artigos, monografias, livros, matérias jornalísticas em portais na internet. Partindo deste ponto, foi iniciada a busca por livros bibliográficos físicos e online. Do teórico cultural Staurt Hall, da filósofa Djmilla Ribeiro como base para o referencial teórico. Algumas outras leituras serviram de apoio para a construção e a fundamentação do projeto, como os artigos com específicos. O projeto teve como objetivo final um documentário com entrevistas, pautado em dar voz a pessoas partindo de seu local de fala, com a pesquisa participante. Foram utilizados trailers de filmes, notícias, sobre o tema, cartazes de filmes e imagens de acervo pessoal de uma das entrevistadas. Gerador de caracteres personalizados com uma paleta de cores voltado para o marrom e amarelo.
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8. REFERÊNCIAS ANCINE, Pesquisa revela que mulheres negras estão fora do cinema nacional. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2014-07/pesquisa-revela-que-mulheresnegras-estao-fora-do-cinema-nacional Acesso em: 23 mai 2020. ANCINE, ANCINE apresenta estudo sobre diversidade de gênero e raça no mercado audiovisual. Disponivél em: https://www.ancine.gov.br/pt-br/sala-imprensa/noticias/ancineapresenta-estudo-sobre-diversidade-de-g-nero-e-ra-nomercado#:~:text=ANCINE%20apresenta%20estudo%20sobre%20diversidade%20de%20g% C3%AAnero%20e%20ra%C3%A7a%20no%20mercado%20audiovisual,Dados%20apontam%20dom%C3%ADnio&text=O%20mercado%20cinematogr%C3%A1fico %20brasileiro%20%C3%A9%20uma%20ind%C3%BAstria%20protagonizada%20por%20ho mens%20brancos.&text=Esse%20tipo%20de%20pesquisa%20nos,pensar%20em%20que%20 dire%C3%A7%C3%B5es%20seguir. Acesso em: 05 de Maio de 2020.
CÂNDIDO, Marcia Rangel; JÚNIOR, João Feres. Representação e estereótipos de mulheres negras no cinema brasileiro. Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104026X2019000200207&script=sci_arttext&tlng=pt Acesso em: 19 mai 2020
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós- modernidade. 11º ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2016. Disponível em: https://leiaarqueologia.files.wordpress.com/2018/02/kupdfcom_identidade-cultural-na-pos-modernidade-stuart-hallpdf.pdf Acesso em: 02 jun 2020. HALL, Stuart. Da Diáspora: Identidades e mediações culturais. S.n. Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003. Disponível em: http://www.grupodec.net.br/wp-content/uploads/2015/10/Da_Diaspora_-_Stuart_Hallbook.pdf Acesso em: 09 jun 2020.
RIBEIRO, Djmalia. Quem tem medo do feminismo negro? . 1º ed. São Paulo: Companhia de Letras, 2018. RIBEIRO, Djmalia. Lugar de Fala. S.n. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019. SANTOS, Beatriz Gerolim dos. A (auto) representação da mulher negra no cinema brasileiro contemporâneo. Artigo resultante de Projeto de Iniciação Científica – PIC
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2016/2017, da Universidade Estadual do Paraná/ Unespar – Campus de Curitiba II/FAP. Disponível em: http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/mosaico/article/view/2196 Acesso em: 11 jun 2020.
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9. CRONOGRAMA
Tabela 1 – Cronograma Etapa 1 (1° Semestre 2020) CRONOGRAMA DO PROJETO DE PESQUISA Atividade
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
Introdução; Justificativa; Aspectos Teóricos e Metodológicos.
X
X
Pesquisa de fontes
X
JUN
Escolha do tema + X
Pesquisa Delimitação do tema.
Objetivos + Problemas + Hipóteses.
Entrega da Etapa I do TCC
Fonte: Elaborada pelo o autor.
X
X X
X
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10 . APENDICES 10.1 – ANEXO I - ROTEIRO CURSO DE JORNALISMO – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL DOCUMENTÁRIO: Na frente e atrás das câmeras: A representatividade da mulher negra no cinema Brasileiro. ALUNO (A): PAMELLA ELOYNNE SINOPSE: O documentário aborda a representatividade da mulher negra no cinema brasileiro, contando com a presença mulheres envolvidas no audiovisual, personalidades fortes que mostraram e debateram com o foi essa representatividade na última década, mostrando e analisando dados e visões sobre o assunto. Uma análise crítica as produções e como é classificado o que é e o que não é considerado filme pela a indústria cinematográfica e outras produções não legitimada. Além disso, o fato de ainda hoje essas mulheres negras ganharem papéis secundários na trama, a representatividade negra não está em declínio apenas na frente das câmeras., já que os dados são ainda alarmantes quando se pegar referências de diretoras, produtoras e roteiristas negras que tiveram a oportunidade de contribuir com o setor do audiovisual Brasileiro.
ROTEIRO TEMPO
00:0700:14
00:14 – 00:20
00:2000:41
TIPO
BG
ÁUDIO / TEXTO
Apresenta: Na frente e atrás das câmereas: A representatividade da mulher negra no cienam Brasileiro
VÍDEO / IMAGEM
Video de abertura gravado na escaderia do metrô Barra Funda, a imagem está em preto e branco e em volta do video tem um fundo marrom e do lado um filme antigo que remete a cinema antigo. Aparece os cartazes dos filmes de maior bilheteria na última década.
BG
Uma pesquisa que deixa muito claro né, Noticias sobre a representatividade como ainda atualmente a gente tem uma negra vai sendo apresentada. LOC/PE sub-representação das mulheres negras no R cinema Brasileiro. Então se for ver a quantidade de mulheres negras que a gente tem na população e a quantidade personagens negras no cinema é muito discrepante .
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00:4200:49
00:5000:58
00:5801:35
Eu sou professora de História, leciono na prefeitura municipal de São Paulo, PER trabalho com a educação de jovens e adultos.
Entrevista com a Dra. Carolinne Mendes da Silva, na cena aparece um gerador de caractéres com o nome e profisssão da entrevistada
Eu sou doutora em História pela Fifi Leste, a faculdade de Filosofia, Letras e PER Ciências Humanas da USP.
Entrevista com a Dra. Carolinne Mendes da Silva
Entrevista com a Dra. Carolinne A questão da representatividade é fundamental para a gente pensar cinema Mendes da Silva PER né. Infelizmente o cinema Brasileiro ele reflete a nossa população atualmente, o que a gente percebe é que as pessoas negras são a maioria na população brasileira, porém elas não representatividade nesse cinema nacional. São poucas personagens, quase nunca são protagonistas, muitas vezes reproduzem estereótipos e muitas vezes estereótipos negativos e então isso é muito problemático. Eu sou realizadora, com uma atuação na, em roteiro e direção cinematorgráfica.
01:3501:47
01:4705:29
PER
Entrevista com Viviane Ferreira, na cena aparece um gerador de caractéres com o nome e profisssão da entrevistada.
E aí eu migrei para São Paulo porque eu Entrevista com Viviane Ferreira ganhei uma bolsa de estudos aqui, então PER eu acho que esse desafio de precisar me deslocar e sair do meu lugar de origem pra, para ir estudar e me apropriar das ferramentas necessárias para fazer cinema, foi talvez seja um dos maiores desafios da minha vida. É depois, entender chegando aqui entendendo como funciona a dinâmica da indústria e entendendo que as histórias que eu tinha desejo de contar, elas não tinham espaço em produtoras, em produtoras já consolidadas não eram história que eu via com frequência nas telas, então e eu também não fazia tipo parte do grupo social em que conseguia garantir inserção em equipe ou em produtoras de maneira, de maneira fácil ou automática. Então não tinha as portas ou os caminhos para que pudesse estagiar, ser assistente ou qualquer coisa do tipo em outras produções, então é entendi que além do desejo fazer, de fazer cinema, eu precisaria abrir uma empresa para
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conseguir realizar as minhas próprias obras. E aí fui enfrentar o desafio de entender como uma empresa do audiovisual funciona, como o negócio em si funciona para se seja possível é fazer o que eu faço e da maneira como eu faço. Depois eu acho que um outro desafio é a forma como eu escolho contra as histórias que me fazem sentido, então assim eu conto histórias comprometidas com processo de desestereotipização das subjetividades negras, então não tenho disposição para retro produção de estereótipos ou caricaturas de corpos e existências negras e aí gente está sempre em um papel até de, até de educar, de ser extremamente didática, à medida que, à medida que escolhe fazer desta maneira e por vezes isso é bastante cansativo, quando você tem o tempo inteiro ficar reiterando qual é o tipo de imagem que você não está afim de reproduzir e reiterar o quanto essas imagens estereotipadas e caricaturadas acabam atingindo de maneira nociva a existência de outras pessoas e existência de pessoas parecidas comigo. Então de uma maneira bem objetiva e direta, é muito desafiador você precisar todos os dias ficar dialogando com pares e dizendo para os pares que pessoas como você tem direito de ser ver de maneira saudável. 05:2905:31
PER Sou formada em audiovisual, tenho 24
anos
05:3105:37
LOC/PE faço fotografia independente. No R audiovisual começou quando criança
05:3705:42
LOC/PE sempre tive envolvimentos com filmes e R afins, envolvendo música e edição
05:4205:46
PER Minha mãe sempre teve locadora, acho
que começou a partir daí, minha mãe também é cinéfila então.
Entrevista Tainá Castilho, na cena aparece um gerador de caractéres com o nome e profisssão da entrevistada Imagem do acervo pessoal, mostra a Tainá segurando uma câmera em um bar, acompanhada de sua equipe.
Imagem do acervo pessoal, mostra a Tainá segurando uma câmera em um bar, mas em um âgulo diferente
Entrevista Tainá Castilho
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PER A gente que é mulher, a gente está sempre Entrevista Tainá Castilho
06:4906:37
PER É bastante falha, se a gente for comparar
06:3707:51
PER E o porquê que nós temos tão poucas
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ou de um lado mais sexualizado da coisa sempre deixando de ter ser, então hoje em dia para representação é muito pouco. Ou é em questão a documentário e documentário é sempre envolvendo, a mulher empregada, senhoras, mas é bem pouco, a gente não tem essa representatividade em ação assim, a gente vê pouca coisa, aqui no Brasil. Entrevista Tainá Castilho
como é com os homens, a gente tem poucas referências, tanto no setor para a mulher, quanto mulher preta, a gente não tem referência porque no Brasil a gente praticamente a gente está sempre na área do audiovisual a gente é sempre estigmatizado para ficar na área de maquiagem, figurino e não é bem isso que acontece. Tem muita mulher independente com pouca oportunidade, então é bem falha em questão a isso. Entrevista com a Malu andrade, na
cena aparece um gerador de mulheres negras é trabalhando, ali roteirizando, dirigindo essas produções? caractéres com o nome e profisssão Nosso racismo estrutural responde isso, se da entrevistada nós não damos condições de estudo para essas mulheres cheguem em uma universidade ou no mínimo em um curso técnico em que elas possam desenvolver suas habilidades e depois disso uma vez tendo passado essa barreira, se gente não dá oportunidade para que elas trabalhem, porque querendo ou não o audiovisual é caro, o audiovisual está muito ligado ao seus contatos, a quem são a suas redes, se a gente não expande isso, se a gente não criamos políticas que essas mulheres possam circular, que essas mulheres possam conhecer pessoas do mercado para que possam apresentar a suas vozes, é evidentemente essas produções nunca vão chegar. É muito sintomático que a gente não tenha isso até hoje. Entrevista com a Malu andrade PER Sobre a representatividade da mulher negra, sendo na frente das câmeras ou atrás, é um grupo de pesquisa GEMAA que é do Rio de Janeiro
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08:0008:20
08:2008:44
08:4408:59
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ligado ao UERJ fez uma pesquisa muito Tela de dados com a pesquisa interessante, é justamente com recorte de realizada pelo o grupo GEMAA. LOC/PE raças na produções nacionais e é muito R forte os números ou melhor a falta de números quando nós falamos de mulheres negras atrás das câmeras, simplesmente em PER lançamentos comerciais, publicidade não Entrevista com a Malu andrade havia nenhuma diretora negra, hoje em dia 2020, então oito anos depois desta primeira edição da pesquisa, nós temos um filmes comercial lançado e mais duas codireções entre mulheres negras e homens, é um número muito pequeno. Uma trecho do trailer do filme “Que LOC/PE Outra coisa que chamou muita atenção R nessa pesquisa, foi a representação, dessas horas ela volta?”, sobe um gerador de caracteres com o crétido do mulheres nas telas, algo sempre muito filme. sexualizado demais ou as mulheres em uma condição de empregadas domésticas, servis LOC/PE então é óbvio, se você não tem atrás das Um trecho do trailer do filme “Praça Paris”, sobe um gerador de R câmeras caracteres com o crétido do filme.
09:0609:17
09:1709:32
LOC/ alguém que tenha propriedade sobre PER aquela história sobre aqueles corpos,
Um trecho do trailer do filme “Made in China”, sobe um gerador de caracteres com o crétido do filme
evidentemente o que a gente vai ter na frente da tela são expressões estereotipadas LOC/PE Mas mesmo assim a alguns avanços, então Um trecho do trailer do filme “Eu receberia as piores notícias dos seus R o que eu mais vejo de avanço é quando penso nas diretoras negras que a gente tem lindos lábios”, sobe um gerador de caracteres com o crétido do filme atualmente. Então é,
09:3209:40
LOC/PE inclusive essa pesquisa da ANCINE, ela é Um trecho do trailer do filme R bem interessante, porque ela mostra como ”KEBLA”, sobe um gerador de o fato de você ter uma diretora negra ou caracteres com o crétido do filme
09:32 – 09:54
LOC/PE um diretor negro, um roteirista ou uma R roteirista negra, vai influenciar
diretamente no elenco do filme, quando você tem uma pessoa negra no cargo de direção, a chance de você ter, atrizes, atores negros 09:5410:08
LOC/PE no filme é muito maior. E aí eu acho que R essas mulheres negras têm cada vez mais
alcançado essa posição de direção na última década.
Um trecho do trailer do filme ”Correndo atrás”, sobe um gerador de caracteres com o crétido do filme
Um trecho do trailer do filme ”RAINHA”, sobe um gerador de caracteres com o crétido do filme
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10:12 – 10:56
LOC/PE Esse dado especificamente R
Reportagem tirada do site da revista Carta Capital
Entrevista com Viviane Ferreira É um dado que me causa sempre muito constrangimento, me causa constrangimento, né, não tenho orgulho de interagir com ele. É primeiro porque a depender da perspectiva que a gente olhe para ele, a gente acaba não observando que nessa caminhada entre “Amor Maldito” de Adélia Sampaio e “Um dia com Jerusa”, existem outras direções de longas metragens de ficções que também contam com a coautoria de mulheres negras né
10;56 11:05
Um trecho do trailer do filme LOC/PE Então a gente a Sabrina Rosa, que o R codirige com o Cavi, Cavi Borges “Vamos ”Vamos fazer um brinde”, sobe um gerador de caracteres com o crétido fazer um brinde”. do filme
11:05 – 11:13
LOC/PE A gente tem a Glenda Nicácio que R codirige com o Ary Rosa “Café com
Um trecho do trailer do filme ”Café com Canela”, sobe um gerador de Canela” dirige “Ilha” e dirige “Até o fim” caracteres com o crétido do filme
11:1311:21
PER e temos “Um dia com Jerusa” que é
11:2111:45
PER que a gente olhe pra esse dado, é a gente
11:45 – 14:16
PER Só se reconheceu como cineasta no nosso Entrevista com Viviane Ferreira
dirigido por mim. Então é a depender da perspectiva
Um trecho do trailer do filme ”Um dia com Jerusa”, sobe um gerador de caracteres com o crétido do filme Entrevista com Viviane Ferreira
esquece essas outras, essas outras experiências né. Tem uma outra coisa também que me inquieta muito que é forma que a gente lida com a legitimimação de quem é de quem não é cineasta no nosso país.
país pessoas que tiveram a possiblidade de assumir direção de filmes produzidos em película. E aí, eu fico me perguntando é, e aquelas pessoas que só tinham acesso à produção por meio de fitas magnéticas, VHS e MDVS. É onde estão essas obras? Onde estão essas pessoas? Já que eram suporte, é mais acessível. Será mesmo que em um país com a dimensão do Brasil outras mulheres negras não dirigiram outros filmes de longas-metragens e a gente não tem essa informação porque a gente lida ainda de uma maneira muito
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elitizada com dado e a legitimação de quem é ou de quem não cineasta no nosso país? Então é, são muitas inquietações né, muita, muitas coisas que me faz olhar para esse dado sempre com muita desconfiança e com muito crença em que a gente consiga partir de um processo de, de pesquisa, a partir de um processo de investigação mesmo da nossa história coletiva, evidenciar outras existências e outras contribuições e que se essas outras existências e essas outras contribuições de fato não existirem, esse dado segue sendo um dado para causar vergonha no setor audiovisual brasileiro, porque um país na dimensão do Brasil né, um o setor audiovisual com a potência que o nosso setor tem, um país com 54% da população, da população negra, mais de 50% da população de mulheres é, não é razoável que as mulheres negras não participem do processo de construção das nossas imagens coletivas, então esse é um dado para ser lido como um exemplo de vergonha nacional. 14:16 – LOC/PE É 14:29
R
Um trecho do trailer do filme como eu disse então, é precisa aí de ”Temporada”, sobe um gerador de políticas públicas que sejam, essas políticas afirmativas, elas sejam colocadas caracteres com o crétido do filme em um âmbito de lei, isso é muito importante, é para que elas não se percam
14:29 – 14:56
PER A gente precisa ter ANCINE, a gente
14:56 15:14
PER É cabe ao poder público utilizar a sua
Entrevista com Malu Andrade
precisa ter estado trabalhando de forma conjunta também, para que essas políticas não fiquem só no âmbito municipal. É o que a gente precisa para os próximos anos é que políticas sejam colocadas em todas as esferas, a gente precisa dar acesso a financiamento a esses filmes, a gente precisa dar acesso para essas, que esses filmes encontrem ali seus festivais e consigam circular. inteligência e a sua força para mendigar isso para que isso mude, então políticas públicas nesse sentido são extremamente importantes
Entrevista com Malu Andrade
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15:20 – 16:40
BG
Tela preta com os dizeres: “Uma mensagem para Futuras gerações de mulheres negras que queiram se envolver com o cinema nacional”.
PER Essa realidade possa se transformar né, eu Entrevista com a Dra. Carolinne já acho que nós já estamos passando por Mendes da Silva
algumas transformações quando a gente pensa por exemplo, na ascensão ao cargo de direção de pessoas negras, a gente vê que as narrativas que são contadas, já trazem algumas transformações e espero que isso continue mudando né, e espero que a gente tenha futuros, diretores e diretoras negras, espero que a gente tenha também atores, atrizes, montadores, pessoas que trabalhem na mais diversas áreas do cinema, sejam negras, enfim que essas pessoas sejam contratadas, que na realidade nós já temos muitos profissionais de cinema negros e negras, mas que muitas vezes acabam não sendo contratados ou não conseguem ocupar esses lugares considerados mais importantes como, os de direção, roteiristas e etc. Mas enfim, eu espero que a gente continue lutando para mudar essa realidade e as novas gerações é, devem contribuir com essa luta. O que a população negra conquistou já no nosso cinema nacional com certeza foi com muita luta e é assim que continuaremos. 16:40 – 17:33
PER É preciso sonhar, então assim produzir,
17:33 – 17:59
PER A área do audiovisual não é uma área
Entrevista com a Viviane Ferreira
produzir imagem é sonhar, é acreditar que em cada um, em cada uma de nós a uma fatia de habilidade de deusas e a gente a partir da ferramenta do audiovisual, a gente consegue sim, prospectar, projetar e criar mundo novos, pessoas novas, processos e tecnologias de relacionamento diferente, diferente daquilo que a gente conhece. Então por mais árido e por mais sufocante que possa aparecer né o nosso contexto atual, ele não é suficiente para nos impedir de sonhar. barata, não é uma coisa que do dia para a noite você resolve fazer, você tem que ter ali um mínimo de conhecimento, querer correr atrás, porque é uma área muito difícil, para mulher principalmente. É
Entrevista com a Tainá Castilho
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tanto em questão da hora da faculdade, estágio e tudo mais. É uma área que, você tem que correr atrás, não pode desistir, tem que querer mesmo, está muito afim de fazer aquilo. 17:59 – 19:09
PER Qual mensagem deixar? É justamente que, Entrevista com a Malu Andrade
a luta seja de gênero, seja de raça, mas principalmente de raça, é muito cruel, mas que não pode parar. Então na verdade o meu recado não é nem para as pessoas negras, até porque eu como branca acho que tenho pouca legitimidade para dar qualquer recado, meu recado na verdade é para as pessoas brancas, que elas lutem, porque os privilégios estão aí desde 1500 nesse país e que então é nosso dever sim lutar e não esperar que os negros peçam ajuda, ou que eles tentem nos ensinar ou qualquer coisa do gênero, não! Tem tanta coisa aí já disponível, tanta informação que é no mínimo mau-caratismo e antiético esperar que os outros nos digam o que fazer. Então o meu recado é justamente para as pessoas brancas, levantem da cadeira e entrem na luta porque uma sociedade igualitária só possível de cada um fizer a sua parte.
19:09 – 19:09
19:09 – 19:31
19:31 (Contand o com a claquete +2 minutos de tel preta)
Tela preta
BG
Sobe os créditos finais
Video de encerramento gravado na escaderia do metrô Barra Funda, a imagem está em preto e branco e em volta do video tem um fundo marrom e do lado um filme antigo que remete a cinema antigo.
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10.2 – ANEXO II – FOLHA DE DECUPAGEM 10.2.1 – DRA. CAROLINNE MENDES DA SILVA
Folha de Decupagem
Data OUTUBRO/ 2020
Dra. Carolinne Mendes Editoria Tema A representatividade da mulher negra no cinema Jornalismo cultural nacional na última década
Assunto Como foi e como é a representatividade da mulher negra no cinema brasileiro.
Tempo in / out
Conteúdo
00:20-00:41 Uma pesquisa que deixa muito claro né, como ainda atualmente a gente tem uma sub-representação das mulheres negras no cinema Brasileiro. Então se for ver a quantidade de mulheres negras que a gente tem na população e a quantidade personagens negras no cinema é muito discrepante . Eu sou professora de História, leciono na prefeitura municipal de São Paulo, 00:42-00:49 trabalho com a educação de jovens e adultos.
Eu sou doutora em História pela Fifi Leste, a faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. 00:50-00:58 A questão da representatividade é fundamental para a gente pensar cinema né. Infelizmente o cinema Brasileiro ele reflete a nossa população atualmente, o 00:58-01:35 que a gente percebe é que as pessoas negras são a maioria na população brasileira, porém elas não representatividade nesse cinema nacional. São poucas personagens, quase nunca são protagonistas, muitas vezes reproduzem estereótipos e muitas vezes estereótipos negativos e então isso é muito problemático. Mas mesmo assim a alguns avanços, então o que eu mais vejo de avanço é 09:17-09:32 quando penso nas diretoras negras que a gente tem atualmente. Então é,
Mas mesmo assim a alguns avanços, então o que eu mais vejo de avanço é 09:32-09:40 quando penso nas diretoras negras que a gente tem atualmente. Então é,
09:32–09:54 um diretor negro, um roteirista ou uma roteirista negra, vai influenciar diretamente no elenco do filme, quando você tem uma pessoa negra no cargo de direção, a chance de você ter, atrizes, atores negros 09:54-10:08 no filme é muito maior. E aí eu acho que essas mulheres negras têm cada vez mais alcançado essa posição de direção na última década.
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15:20–16:40 Essa realidade possa se transformar né, eu já acho que nós já estamos passando por algumas transformações quando a gente pensa por exemplo, na ascensão ao cargo de direção de pessoas negras, a gente vê que as narrativas que são contadas, já trazem algumas transformações e espero que isso continue mudando né, e espero que a gente tenha futuros, diretores e diretoras negras, espero que a gente tenha também atores, atrizes, montadores, pessoas que trabalhem na mais diversas áreas do cinema, sejam negras, enfim que essas pessoas sejam contratadas, que na realidade nós já temos muitos profissionais de cinema negros e negras, mas que muitas vezes acabam não sendo contratados ou não conseguem ocupar esses lugares considerados mais importantes como, os de direção, roteiristas e etc. Mas enfim, eu espero que a gente continue lutando para mudar essa realidade e as novas gerações é, devem contribuir com essa luta. O que a população negra conquistou já no nosso cinema nacional com certeza foi com muita luta e é assim que continuaremos.
Repórter: Pamella Eloynne
10.2.2 – VIVIANE FERREIRA
Folha de Decupagem Viviane Ferreira Editoria Jornalismo cultural
Tema A representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década
Data OUTUBRO/2020 Assunto Como foi e como é a representatividade da mulher negra no cinema brasileiro.
Tempo in / out
Conteúdo
01:35-01:47
Eu sou realizadora, com uma atuação na, em roteiro e direção cinematorgráfica.
01:47- 05:29
E aí eu migrei para São Paulo porque eu ganhei uma bolsa de estudos aqui, então eu acho que esse desafio de precisar me deslocar e sair do meu lugar de origem pra, para ir estudar e me apropriar das ferramentas necessárias para fazer cinema, foi talvez seja um dos maiores desafios da minha vida. É depois, entender chegando aqui entendendo como funciona a dinâmica da indústria e entendendo que as histórias que eu tinha desejo de contar, elas não tinham espaço em produtoras, em produtoras já consolidadas não eram história que eu via com frequência nas telas, então e eu também não fazia tipo parte do grupo social em que conseguia garantir inserção em equipe ou em produtoras de maneira, de maneira fácil ou automática. Então não tinha as portas ou os caminhos para que pudesse estagiar, ser assistente ou qualquer coisa do tipo em outras produções, então é entendi que além do desejo fazer, de fazer cinema, eu precisaria abrir uma empresa para conseguir realizar as minhas próprias obras. E aí fui enfrentar o desafio de entender como uma empresa do audiovisual funciona, como o negócio em si funciona para se seja possível é fazer o que eu faço e da maneira como eu faço.
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Depois eu acho que um outro desafio é a forma como eu escolho contra as histórias que me fazem sentido, então assim eu conto histórias comprometidas com processo de desestereotipização das subjetividades negras, então não tenho disposição para retro produção de estereótipos ou caricaturas de corpos e existências negras e aí gente está sempre em um papel até de, até de educar, de ser extremamente didática, à medida que, à medida que escolhe fazer desta maneira e por vezes isso é bastante cansativo, quando você tem o tempo inteiro ficar reiterando qual é o tipo de imagem que você não está afim de reproduzir e reiterar o quanto essas imagens estereotipadas e caricaturadas acabam atingindo de maneira nociva a existência de outras pessoas e existência de pessoas parecidas comigo. Então de uma maneira bem objetiva e direta, é muito desafiador você precisar todos os dias ficar dialogando com pares e dizendo para os pares que pessoas como você tem direito de ser ver de maneira saudável. 10:08 – 10:12 É um dado que me causa sempre muito constrangimento, me causa
constrangimento, né, não tenho orgulho de interagir com ele. É primeiro porque a depender da perspectiva que a gente olhe para ele, a gente acaba não observando que nessa caminhada entre “Amor Maldito” de Adélia Sampaio e “Um dia com Jerusa”, existem outras direções de longas metragens de ficções que também contam com a coautoria de mulheres negras né 10:12 – 10:56 Então a gente a Sabrina Rosa, que o codirige com o Cavi, Cavi Borges “Vamos
fazer um brinde”.
10:56 -11:05
A gente tem a Glenda Nicácio que codirige com o Ary Rosa “Café com Canela” dirige “Ilha” e dirige “Até o fim”
11:05 – 11:13 e temos “Um dia com Jerusa” que é dirigido por mim. Então é a depender da
perspectiva
11:13- 11:21
que a gente olhe pra esse dado, é a gente esquece essas outras, essas outras experiências né. Tem uma outra coisa também que me inquieta muito que é forma que a gente lida com a legitimimação de quem é de quem não é cineasta no nosso país.
11:21-11:45
Só se reconheceu como cineasta no nosso país pessoas que tiveram a possiblidade de assumir direção de filmes produzidos em película. E aí, eu fico me perguntando é, e aquelas pessoas que só tinham acesso à produção por meio de fitas magnéticas, VHS e MDVS. É onde estão essas obras? Onde estão essas pessoas? Já que eram suporte, é mais acessível. Será mesmo que em um país com a dimensão do Brasil outras mulheres negras não dirigiram outros filmes de longas-metragens e a gente não tem essa informação porque a gente lida ainda de uma maneira muito elitizada com dado e a legitimação de quem é ou de quem não cineasta no nosso país? Então é, são muitas inquietações né, muita, muitas coisas que me faz olhar para esse dado sempre com muita desconfiança e com muito crença em que a gente consiga partir de um processo de, de pesquisa, a partir de um processo de investigação mesmo da nossa história coletiva, evidenciar outras existências e outras contribuições e que se
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essas outras existências e essas outras contribuições de fato não existirem, esse dado segue sendo um dado para causar vergonha no setor audiovisual brasileiro, porque um país na dimensão do Brasil né, um o setor audiovisual com a potência que o nosso setor tem, um país com 54% da população, da população negra, mais de 50% da população de mulheres é, não é razoável que as mulheres negras não participem do processo de construção das nossas imagens coletivas, então esse é um dado para ser lido como um exemplo de vergonha nacional. 16:40 – 17:33 É preciso sonhar, então assim produzir, produzir imagem é sonhar, é acreditar
que em cada um, em cada uma de nós a uma fatia de habilidade de deusas e a gente a partir da ferramenta do audiovisual, a gente consegue sim, prospectar, projetar e criar mundo novos, pessoas novas, processos e tecnologias de relacionamento diferente, diferente daquilo que a gente conhece. Então por mais árido e por mais sufocante que possa aparecer né o nosso contexto atual, ele não é suficiente para nos impedir de sonhar.
Repórter: Pamella Eloynne
10.2.3 – TAINÁ CASTILHO
Folha de Decupagem Tainá Castilho Editoria Jornalismo cultural
Tema A representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década
Data SETEMBRO/ 2020 Assunto Como foi e como é a representatividade da mulher negra no cinema brasileiro.
Tempo in / out
Conteúdo
05:29-05:31
Sou formada em audiovisual, tenho 24 anos
05:31-05:37
faço fotografia independente. No audiovisual começou quando criança
05:37-05:42
sempre tive envolvimentos com filmes e afins, envolvendo música e edição
05:42-05:46
Minha mãe sempre teve locadora, acho que começou a partir daí, minha mãe também é cinéfila então.
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05:47-06:09
06:49-06:37
17:33–17:59
A gente que é mulher, a gente está sempre ou de um lado mais sexualizado da coisa sempre deixando de ter ser, então hoje em dia para representação é muito pouco. Ou é em questão a documentário e documentário é sempre envolvendo, a mulher empregada, senhoras, mas é bem pouco, a gente não tem essa representatividade em ação assim, a gente vê pouca coisa, aqui no Brasil. É bastante falha, se a gente for comparar como é com os homens, a gente tem poucas referências, tanto no setor para a mulher, quanto mulher preta, a gente não tem referência porque no Brasil a gente praticamente a gente está sempre na área do audiovisual a gente é sempre estigmatizado para ficar na área de maquiagem, figurino e não é bem isso que acontece. Tem muita mulher independente com pouca oportunidade, então é bem falha em questão a isso. A área do audiovisual não é uma área barata, não é uma coisa que do dia para a noite você resolve fazer, você tem que ter ali um mínimo de conhecimento, querer correr atrás, porque é uma área muito difícil, para mulher principalmente. É tanto em questão da hora da faculdade, estágio e tudo mais. É uma área que, você tem que correr atrás, não pode desistir, tem que querer mesmo, está muito afim de fazer aquilo.
Repórter: Pamella Eloynne
10.2.4 – MALU ANDRADE
Folha de Decupagem Malu Andrade Editoria Jornalismo cultural
Tema A representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década
Data SETEMBRO/ 2020 Assunto Como foi e como é a representatividade da mulher negra no cinema brasileiro.
Tempo in / out
Conteúdo
06:37-07:51
E o porquê que nós temos tão poucas mulheres negras é trabalhando, ali roteirizando, dirigindo essas produções? Nosso racismo estrutural responde isso, se nós não damos condições de estudo para essas mulheres cheguem em uma universidade ou no mínimo em um curso técnico em que elas possam desenvolver suas habilidades e depois disso uma vez tendo passado essa barreira, se gente não dá oportunidade para que elas trabalhem, porque querendo ou não o audiovisual é caro, o audiovisual está muito ligado ao seus contatos, a quem são a suas redes, se a gente não expande isso, se a gente não criamos políticas que essas mulheres possam circular, que essas mulheres possam conhecer pessoas do mercado para que possam apresentar a suas vozes, é evidentemente essas produções nunca vão chegar. É muito sintomático que a gente não tenha isso até hoje.
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07:51 – 08:01 Sobre a representatividade da mulher negra, sendo na frente das câmeras ou
atrás, é um grupo de pesquisa GEMAA que é do Rio de Janeiro
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ligado ao UERJ fez uma pesquisa muito interessante, é justamente com recorte de raças na produções nacionais e é muito forte os números ou melhor a falta de números quando nós falamos de mulheres negras atrás das câmeras, simplesmente em 08:20- 08:44 lançamentos comerciais, publicidade não havia nenhuma diretora negra, hoje em dia 2020, então oito anos depois desta primeira edição da pesquisa, nós temos um filmes comercial lançado e mais duas codireções entre mulheres negras e homens, é um número muito pequeno. 08:44-08:59 Outra coisa que chamou muita atenção nessa pesquisa, foi a representação, dessas mulheres nas telas, algo sempre muito sexualizado demais ou as mulheres em uma condição de empregadas domésticas, servis 08:59 – 09:06 então é óbvio, se você não tem atrás das câmeras
14:16 – 14:29 alguém que tenha propriedade sobre aquela história sobre aqueles corpos,
evidentemente o que a gente vai ter na frente da tela são expressões estereotipadas 09:06-09:17
É como eu disse então, é precisa aí de políticas públicas que sejam, essas políticas afirmativas, elas sejam colocadas em um âmbito de lei, isso é muito importante, é para que elas não se percam
14:16 – 14:29 A gente precisa ter ANCINE, a gente precisa ter estado trabalhando de forma
conjunta também, para que essas políticas não fiquem só no âmbito municipal. É o que a gente precisa para os próximos anos é que políticas sejam colocadas em todas as esferas, a gente precisa dar acesso a financiamento a esses filmes, a gente precisa dar acesso para essas, que esses filmes encontrem ali seus festivais e consigam circular. 14:29 – 14:56 É cabe ao poder público utilizar a sua inteligência e a sua força para mendigar
isso para que isso mude, então políticas públicas nesse sentido são extremamente importantes 14:56 -15:14
Qual mensagem deixar? É justamente que, a luta seja de gênero, seja de raça, mas principalmente de raça, é muito cruel, mas que não pode parar. Então na verdade o meu recado não é nem para as pessoas negras, até porque eu como branca acho que tenho pouca legitimidade para dar qualquer recado, meu recado na verdade é para as pessoas brancas, que elas lutem, porque os privilégios estão aí desde 1500 nesse país e que então é nosso dever sim lutar e não esperar que os negros peçam ajuda, ou que eles tentem nos ensinar ou qualquer coisa do gênero, não! Tem tanta coisa aí já disponível, tanta informação que é no mínimo mau-caratismo e antiético esperar que os outros nos digam o que fazer. Então o meu recado é justamente para as pessoas brancas, levantem da cadeira e entrem na luta porque uma sociedade igualitária só possível de cada um fizer a sua parte.
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Repórter: Pamella Eloynne
10.3 – ANEXO II – PAUTAS 10.3.1 – PAUTA MALU ANDRADE
PAUTA
PAMELLA ELOYNNE DOS SANTOS LIMA “Na frente a atrás das câmeras: A representatividade da mulher negra no cinema brasileiro!”
PRODUTO
TEMA/ASSUNTO
Documentário para televisão
A Representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década
DATA DA ENTREVISTRA 31/08/2020
HISTÓRICO O cinema nacional durante anos representou a mulher negra com uma figura estereotipada de forma que a sua identidade ficou perdida. Em 2016, a Agência Nacional do Cinema juntamente com o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) realizaram um estudo onde mostrou que 0% dos filmes foram dirigidos e roteirizados por mulheres negras. FONTES Malu Andrade – Diretora da SPCINE / e-mail: malu.andrade@spcine.com.br ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Abordar o tema no geral, debater o que levou a diretores excluírem atrizes negras de papéis de protagonismo, ou porque utilizaram mulheres negras fazendo personagens estereotipados. PERGUNTAS Como vocês visualizaram a representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década na frente e por trás das câmeras? Levando em consideração que o cenário do cinema nacional tem por anos mantendo as oportunidades a atrizes, produtoras negras a abaixo do esperado, o que acha que pode ser o fator principal dessa desigualdade?
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O que pode ser feito para que nos próximos anos esse cenário mude? Qual a mensagem que vocês podem deixar para futuras gerações de meninas, jovens e mulheres negras que querem se ver representadas no cinema. EQUIPAMENTOS
REPÓRTER
Computador, softwares, celular e tripé.
Pamella Eloynne
10.3.2 – VIVIANE FERREIRA
PAUTA
PAMELLA ELOYNNE DOS SANTOS LIMA “Na frente a atrás das câmeras: A representatividade da mulher negra no cinema brasileiro!”
PRODUTO
TEMA/ASSUNTO
Documentário para televisão
A Representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década
DATA DA ENTREVISTRA 21/10/2020
HISTÓRICO O cinema nacional durante anos representou a mulher negra com uma figura estereotipada de forma que a sua identidade ficou perdida. Em 2016, a Agência Nacional do Cinema juntamente com o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) realizaram um estudo onde mostrou que 0% dos filmes foram dirigidos e roteirizados por mulheres negras. FONTES Viviane Ferreira – Cineasta / e-mail: odunmidias@gmail.com ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Abordar o tema no geral, debater o que levou a diretores excluírem atrizes negras de papéis de protagonismo, ou porque utilizaram mulheres negras fazendo personagens estereotipados. PERGUNTAS Como é ser considerada a segunda mulher negra a dirigir um filme comercial? Qual o maior desafio dentro que você encontrou dentro da indústria? Qual a mensagem que vocês podem deixar para futuras gerações de meninas, jovens e mulheres negras que querem se ver representadas no cinema.
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EQUIPAMENTOS
REPÓRTER
Computador, softwares, celular e tripé.
Pamella Eloynne
10.3.3 – TAINÁ CASTILHO
PAUTA
PRODUTO Documentário para televisão
PAMELLA ELOYNNE DOS SANTOS LIMA “Na frente a atrás das câmeras: A representatividade da mulher negra no cinema brasileiro!” TEMA/ASSUNTO DATA DA ENTREVISTRA A Representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década 28/08/2020
HISTÓRICO O cinema nacional durante anos representou a mulher negra com uma figura estereotipada de forma que a sua identidade ficou perdida. Em 2016, a Agência Nacional do Cinema juntamente com o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) realizaram um estudo onde mostrou que 0% dos filmes foram dirigidos e roteirizados por mulheres negras. FONTES Tainá Castilho – Produtora / (11) 94747-5354
ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Abordar o tema no geral, debater o que levou a diretores excluírem atrizes negras de papéis de protagonismo, ou porque utilizaram mulheres negras fazendo personagens estereotipados.
PERGUNTAS Como começou o seu envolvimento com o audiovisual? Quem foram as suas referências? Como é abordada a representatividade da mulher negra no cinema nacional atualmente? Como são as oportunidades para essas mulheres? Qual a mensagem que você pode deixar para futuras gerações de meninas, jovens e mulheres negras que querem se ver representadas no cinema?
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EQUIPAMENTOS
REPÓRTER
Computador, softwares, celular e tripé.
Pamella Eloynne
10.3.4 – DRA. CARLINNE MENDES DA SILVA
PAUTA
PRODUTO Documentário para televisão
PAMELLA ELOYNNE DOS SANTOS LIMA “Na frente a atrás das câmeras: A representatividade da mulher negra no cinema brasileiro!” TEMA/ASSUNTO DATA DA ENTREVISTRA A Representatividade da mulher negra no cinema nacional na última década 28/09/2020 e 06/10/2020
HISTÓRICO O cinema nacional durante anos representou a mulher negra com uma figura estereotipada de forma que a sua identidade ficou perdida. Em 2016, a Agência Nacional do Cinema juntamente com o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) realizaram um estudo onde mostrou que 0% dos filmes foram dirigidos e roteirizados por mulheres negras. FONTES Dra. Carolinne Mendes da Silva – professora de História / e-mail:
ALINHAMENTO EDITORIAL - ENFOQUE/ANGULAÇÃO Abordar o tema no geral, debater o que levou a diretores excluírem atrizes negras de papéis de protagonismo, ou porque utilizaram mulheres negras fazendo personagens estereotipados.
PERGUNTAS Qual o seu envolvimento com o cinema? Como você analisa as representações das personagens femininas no cinema nacional? Existe um cenário justo para mulheres negras que queiram ser diretoras, roteiristas e produtoras para o audiovisual? As políticas públicas podem ajudar a equilibrar ou diminuir a desigualdade dentro dessa indústria? Qual a mensagem que você pode deixar para futuras gerações de meninas, jovens e mulheres negras que querem se ver representadas no cinema?
EQUIPAMENTOS
REPÓRTER
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Computador, softwares, celular e tripé.
Pamella Eloynne
10.4 – ANEXO IV – LOGOTIPO QUE APARECE NA ABETURA DO DOCUMENTÁRIO E DESING EM VOLTA DO VÍDEO CRIADA PELA A AUTORA
10.5 – ANEXO V – FONTE COM TEMA DO DOCUMENTÁRIO CRIADA PELA A AUTORA
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10.6 – ANEXO VI - GERADOR DE CARACTERES 10.6.1 – GC – DE APRESENTAÇÃO COM O NOME DA PERSONAGEM E PROFISSÃO
10.6.2 – GC – UTILIZADO NOS CRÉDITOS DOS TRAILERS
10.7 - ANEXO VII - CAPA
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10.8 – ANEXO VIII – TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ 10.8.1 – TAINÁ CASTILHO
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10.8.2 – VIVIANE FERREIRA
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10.8.3 – MALU ANDRADE
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10.8.4 DRA. CAROLINNE MENDES DA SILVA
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11 - Diário de Campo Março á Junho O presente projeto foi definido no mês de março sob a orientação da professora Dra. Rosangela Paulino e pela a professora Dra. Mirian Meliani que acompanharam os processos iniciais. Foi desafiador escolher entre os temas que havia planejado para o meu trabalho de conclusão de curso, mas eu escolhi abordar a representatividade da mulher negra no cinema nacional com o recorte da última década entre 2010 á 2020. No mês de junho entregamos a primeira parte do trabalho. Agosto Iniciou a construção do projeto experimental com o auxílio do orientador o professor Me. Antonio Lúcio R. Assiz e sob sua orientação dicas, fui conseguindo clareamento para fazer o meu roteiro e as coisas que eu queria para contar a história do documentário. Na segunda semana do mês comecei a pesquisar fontes em potencial, no dia 18/08 entrei em contato com a primeira personagem, a produtora Tainá Castilho, expliquei sobre o projeto e ela aceitou a participar, marcamos a entrevista para o dia 28/08 ás 15h, a entrevista ocorreu na Barra Funda, zona oeste da Capital. Consegui entrar em contato e ter uma resposta positiva de mais duas personagens, sendo elas a Dra. Carolinne Mendes da Silva, professo de história e a Malu Andrade, diretora da SPCINE responsável pelas políticas afirmativas. No dia 30/08 mandei uma mensagem via Instagram para a cineasta Viviane Ferreira a convidando para participar do documentário e dia 31/08 a Malu me respondeu e encaminhou os vídeos com as perguntas que eu havia feita para o meu WhatsApp pessoal no mesmo dia, já a Dra. Carolinne Mendes da Silva, apenas podia fazer a entrevista no dia 28/09 e solicitou que fosse remotamente. Setembro Na primeira semana do mês, encaminhei mais alguns e-mail e mensagens, mas não obteve sucesso. Na mesma semana comecei as primeiras edições dos vídeos que eu já tinha conseguido, sendo eles da Tainá Castilho e da Malu Andrade, comecei a fazer a decupagem e alinhando as histórias. No dia 09/09 recebei o retorno da Viviane Ferreira que pediu que eu formalizasse o convite via e-mail e no corpo do mesmo, explicasse mais sobre o projeto, depois de dois dias recebei a sua resposta positiva, ela aceitou e pediu que agendássemos a entrevista para o dia 08/10 ás 15h. No dia 28/09 realizei através do Zoom a primeira entrevista com a Dra. Carolinne Mendes da Silva, iniciamos por volta dás 17h30, após finalizar, identifiquei que houve um erro e apenas o áudio tinha salvado e a imagem não. Entrei em contato com ela novamente, expliquei o que houve e ela aceitou regravar, mas pediu para que ao invés de ser via Zoom, que fosse por vídeos gravados. Outubro A entrevista que eu havia combinado com a Viviane Ferreira para o dia 08/10 ás 15h não aconteceu, pois houve um imprevisto por parte dela, remarcamos para o dia 16/10 ás 16h. No mesmo dia, recebi o material gravado pela a professora de História, a Dra. Carolinne Mendes da Silva por e-mail, e logo que recebei, já fiz a decupagem de seu vídeo e apresentei para o orientador tudo que eu havia conseguido até o momento. Na terceira semana do mês, no dia 14/10 gravei o vídeo que aparece na abertura e no encerramento do documentário, essa filmagem aconteceu dentro do metrô Barra Funda. Dia 16/10 a entrevista marcada com a cineasta Viviane Ferreira novamente não aconteceu, mas ela explicou que não poderia participar devido a organização do “Encontro de cinema Negro” onde ela é a diretora artística que se iniciaria no dia 20/10, agendamos uma nova tentativa para a quarta feira da outra semana.
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No dia 21/10, conseguimos realizar a entrevista via Zoom e no mesmo dia analisei toda a entrevista para selecionar as partes que tinha coerência com o trabalho e com o roteiro que estava criando forma. Na quinta semana, eu já tinha todas as entrevistas editadas, era apenas coloca-las em uma ordem que fizesse sentido ao trabalho e se iniciou a edição geral. Novembro Cada orientação que eu tive com o professor Me. Antonio Lúcio R. Assiz foram cruciais para a edição final, realizei alguns downloads de filmes que houve a participação de mulheres negras, seja em codireções, direção ou como atrizes negras, produções essas que não desviasse do assunto proposto para o trabalho. No dia 21/11, realizei a última edição do documentário.
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12. PROJETO EXPERIMENTAL 12.1 Título provisório Na frente e atrás das câmeras: A representatividade da mulher negra no cinema Brasileiro. 12.2 Área e formato Área: Televisiva Formato: Documentário 12.3 Sinopse O documentário aborda a representatividade da mulher negra no cinema brasileiro, contando com a presença mulheres envolvidas no audiovisual, personalidades fortes que mostraram e debateram com o foi essa representatividade na última década, mostrando e analisando dados e visões sobre o assunto. Uma análise crítica as produções e como é classificado o que é e o que não é considerado filme pela a indústria cinematográfica e outras produções não legitimada. Além disso, o fato de ainda hoje essas mulheres negras ganharem papéis secundários na trama, a representatividade negra não está em declínio apenas na frente das câmeras., já que os dados são ainda alarmantes quando se pegar referências de diretoras, produtoras e roteiristas negras que tiveram a oportunidade de contribuir com o setor do audiovisual Brasileiro. 12.4 Plano Estratégico Agosto começou o projeto experimental, foi realizado os contatos com todas as personagens presentes no documentário, realizei a primeira entrevista presencial e recebi o material da segunda entrevista. Setembro iniciou as primeiras edições e decupagem dos vídeos já feito, recebi a última confirmação na segunda semana e no dia 28/09 foi disponibilizado mais conteúdo de uma das quatro personagens. Em outubro já tinha posse de todas entrevistas, então defini o roteiro final e todas edições. Novembro foi o mês de alinhar com o orientador todos os pontos, o que poderia se retirado ou mantido e foi feito a edição final do documentário no dia 21/11.
12.5 Descrição do produto O documentário tem 19 minutos e 24 segundos de duração. O projeto contou com entrevistas de mulheres e a maioria sendo negra, para falar sobre o audiovisual brasileiro e debater assuntos raciais dentro do cinema nacional.
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Primeira cena de abertura gravada na escadaria do metrô Barra Funda. Vídeo em preto e branco que remete ao cinema antigo e surge um logotipo personalizado.
Ainda na escadaria aparece o tema do trabalho “ Na frente e atrás das câmeras: A representatividade da mulher negra no cinema Brasileiro” Após isso aparece alguns trailers dos filmes nacionais de maiores bilheterias nos últimos dez anos, sendo filmes ficcionais , onde é visível a falta de atores negros no elenco principal.
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Cartaz do filme ‘Minha mãe é uma peça 3”
Cartaz do filme “De pernas pro ar 3”
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Cartaz do filme “Até que a sorte nos separe 3”
Cartaz do filme “Loucas para casar”
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Cartaz do Filme “Vai que Cola” dentro todos os outros esse foi o único que houve a presença de uma atriz negra retinta, Cacau Protásio no papel de Terezinha, personagem pertencente ao elenco principal, porém não é a protagonista.
Cartaz do filme “Meu passado me Condena”
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Cartaz do filme “Tropa de elite 2: O inimigo agora é outro” A tela com as reportagens retiradas de grandes veículos midiáticos, mostra a realidade atrás e na frente das câmeras, sobre a falta de representatividade, enquanto as notícias são mostradas, uma das entrevistadas fala sobre o assunto.
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A partir da última reportagem, começa a aparição das personagens, a Dra. Carolinne Mendes da Silva, Viviane Ferreira, Tainá Castilho e Malu Andrade respectivamente nessa ordem. O gerenciador de caracteres (GC) surge durante a apresentação de cada entrevistada, com o nome e a profissão que ela exerce ou a empresa que representa.
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Outra tela de dados uma pesquisa realizada pelo o Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa (GEMAA) com o recorte produções nacionais, onde ficou claro que até aqueles anos analisados, não havia uma diretora negra em grandes filmes.
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O documentário também conta com as apresentações de alguns filmes com protagonismo negro ou feito por codireções de pessoas negras, mas principalmente por mulheres negras, produções essas pouco valorizada no mercado comercial.
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Depois tem notícia retirada do site da revista Carta Capital, onde mostra que a Viviane Ferreira foi a segunda diretora negra dirigir um filme nacional.
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Mais trailers aparecerem enquanto a cineasta falava sobre o que era reconhecido como filme ou não no Brasil.
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Cena do filme Temporada aparece logo após a fala da Viviane Ferreira e enquanto é mostrado, a Malu Andrade fala sobre a importância das políticas públicas.
Essa é a cena final do documentário, gravada no metrô Barra Funda, assim como a cena de abertura. Sobe os créditos do trabalho.
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Primeiro GC – apresentado quando aparece as personagens pela a primeira vez, com o seu nome profissão
Segundo GC – apresentado foi utilizado para os créditos das cenas dos trailers Os gerenciadores de caracteres mostrado no documentário foram personalizados, criado através de ferramenta de design, as cores foram escolhidas são da paleta do marrom e amarelo, o primeiro GC onde mostra o nome e a profissão das entrevistadas, tem uma imagem de rolos de filmes que são utilizados no cinema. Já o segundo GC que aparece nas cenas de filmes apesar de trabalharem com a mesma paleta de cores, não possui a imagem dos rolos, pois atrapalharia a riqueza das cenas mostradas.
Linguagem: O documentário teve uma linguagem simples, clara e objetiva para que o tema fosse de fácil entendimento para todos. Linha editorial: O documentário “Na frente e atrás das câmeras: A representatividade da mulher negra no cinema brasileiro” parte do raciocínio de que a representatividade da mulher negra foi pouco valorizada nos últimos anos. Será voltado para o público jovem e adulto que estejam buscando mais informações sobre a cultura negra no Brasil. Missão: Mostrar a como a representatividade da mulher negra foi feita na última década, debater como ter representação nos dias atuais é importante para a construção da identidade e dá voz a elas. Visão: Alcançar o máximo de pessoas possíveis para que elas pensem e repensem em seus privilégios e a falta deles. Valores: Pautado a partir do local de fala da minoria dando mais ênfase a mulheres negras na indústria cinematográfica.
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12.5.1 Características Do Produto O documentário não ficcional tem a realidade da mulher negra no cinema brasileiro na última década e abordando o tema com uma linguagem simples.
13. CRONOGRAMA Tabela 2- Cronograma Etapa II (2° Semestre)
Atividade
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
Introdução; Justificativa; Aspectos Teóricos e Metodológicos.
X
X
Pesquisa de fontes
X
X
Escolha do tema + X
Pesquisa
Delimitação do tema.
Objetivos + Problemas + Hipóteses.
X
X
X
JUN
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Entrega da Etapa I do TCC
Atividade
X
AGO
SET
OUT
X
X
X
Decupagem
X
X
Edição das sonoras
X
X
Gravação de entrevistas com fontes oficiais e oficiosas.
JUL
NOV
X
Início da edição do X vídeo-documentário.
Finalização da edição.
X
Finalização da capa, X sumário e acabamentos.
DEZ
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Entrega do Trabalho de Conclusão de Curso.
X
14. INVESTIMENTO Tabela 3 – Previsão dos custos pelo autor do projeto
ORÇAMENTO GERAL Item
Quantidade
Valor
Valor total
Unitário (em média) Passagem de ônibus
02
R$4,40
R$8,80
Encadernação
01
R$116,00
R$116,00
R$45,00
R$45,00
R$12,00
R$12,00
Microfone para celular 01 Capa e Bolacha DVD
01
Total:
R$181,80
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15. FINALIDADES O presente projeto foi fundamental para reconhecer a minha negritude, à medida que fui me aprofundando em pesquisas sobre o tema ou sobre assuntos relacionados a questões raciais, eu consegui perceber o quanto a história do negro estava perdida e principalmente a parte da miscigenação que é o meu caso e como o colorismo traz diversas formas do reconhecimento negro. Antes do projeto eu não sabia como definir a minha raça com exatidão. Com este trabalho eu quero contribuir com a visibilidade da mulher negra, mostrar um pouco sobre o feminismo negro e de como é importante pensar dentro da bandeira do feminismo a interseccionalidade, pois ela pensa várias mulheres e cada grupo com a sua particularidade, creio que isso seja fundamental para contribuir com uma sociedade menos preconceituosa e machista. Além disso, o movimento negro cada vez cresce mais e este projeto pode de uma forma ou outra servir como inspiração ou força para este movimento.
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ANEXOS Anexos I
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ANEXO II
ACERVO PESSOAL – TAINÁ CASTILHO
ANEXO III
ACERVO PESSOAL – TAINÁ CASTILHO
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ANEXO IV – MINHA MÃE É UMA PEÇA 3
ANEXO V- DE PERNAS PARA O AR 3
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ANEXO VI - ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 3
ANEXO VII – LOUCAS PARA CASAR
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ANEXO VIII – VAI QUE COLA
ANEXO IX – MEU PASSADO ME CONDENA
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ANEXO X – TROPA DE ELEITE: O INIMIGO AGORA É OUTRO
ANEXO XI – MINHA VIDA EM MARTE
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ANEXO XII – CORREIO BRAZILIENSE
ANEXO XIII – EL PAÍS
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ANEXO XIV – AGÊNCIA BRASIL
ANEXO XV – REVISTA CARTA CAPITAL
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ANEXO XVI - R 7.COM
ANEXO XVII – DADOS DA PESQUISA DO GRUPO GEMAA
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ANEXO XVIII
ANEXO XIX
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ANEXO XX – QUE HORAS ELA VOLTA?
ANEXO XXI – PRAÇA PARIS
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ANEXO XXII – MADE IN CHINA
ANEXO XXIII – EU RECEBERIA AS PIORES NOTICIAS DE SEUS LINDOS LÁBIOS
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ANEXO XXIV – CORRENDO ATRÁS
ANEXO XXV – RAINHAS
80
ANEXO XXVI – VAMOS FAZER UM BRINDE
ANEXO XXVII – CAFÉ COM CANELA
81
ANEXO XXVIII – UM DIA COM JERUSA
ANEXO XXIX – TEMPORADA