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HOBBY - Sem Sair de Casa

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – RÁDIO, TV E INTERNET.

DOCUMENTÁRIO: Hobby: Sem Sair de Casa.

São Paulo 2020


DOCUMENTÁRIO: Hobby: Sem Sair de Casa.

Pablo Matheus C. Vaz RGM: 1866774-1 Paula Almeida RGM: 1885121-5 Samantha Nunes Paiva Guerra RGM:1888012-6 Kauê Willian Morais Leite RGM: 1888985-9 Giovanne Andrade dos Santos RGM: 1934220-9 Sandra Amabile de Sousa Gazzi RGM: 2012451-1 Letícia Guimarães Wolski RGM: 2252928-4


CONTRA-REGRA PRODUÇÕES

DOCUMENTÁRIO PROJETO INTERDISCIPLINAR IV

Bíblia de Produção, apresentada a Universidade Cruzeiro do Sul – Campus Liberdade, como parte das exigências para a conclusão do 5° semestre do curso de Rádio, TV e Internet.

São Paulo, 17 de maio de 2020

ORIENTADORES

Profa. Ma. Ivani Falcão Ética e Legislação Para Rádio, TV e Internet _________________________________________ Profa. Ma. Elisa Moura Marconi Bicudo Pereira Tecnologia Para Rádio, TV e Internet _________________________________________ Profa. Dra. Maria Aparecida Ruiz Documentário


SUMÁRIO

Página

1. PRODUTORA...........................................................................................................6 1.1 Logomarca..............................................................................................................6 1.2 Identidade Organizacional......................................................................................7 1.3 Equipe.....................................................................................................................8 1.4 Organograma........................................................................................................12 2. PROJETO...............................................................................................................13 2.1 Sinopse do documentário.....................................................................................13 2.2 Objetivos...............................................................................................................13 2.3 Proposta do documentário....................................................................................14 2.3.1 Brainstorm/ Mapa Mental...................................................................................14 2.3.2 Personagens......................................................................................................15 2.3.3 Linguagem.........................................................................................................20 2.3.4 Proposta de Edição............................................................................................20 2.3.5 Sonoplastia........................................................................................................21 2.4 Público-alvo..........................................................................................................22 2.5 Classificação indicativa.........................................................................................23 2.6 Veiculação/Distribuição........................................................................................24 2.7 Justificativa...........................................................................................................24 2.7.1 Fundamentação teórica do formato....................................................................25 Gênero de Documentário............................................................................................25


Formato de Documentário..........................................................................................26 2.7.2 Linguagem do documentário..............................................................................27 Para Sonhar, Basta Existir..........................................................................................27 Me Cuidem-se............................................................................................................27 Ao Seu Tempo............................................................................................................28 2.7.3 Fundamentação teórica do tema........................................................................28 A Ansiedade...............................................................................................................28 Ansiedade em relação ao COVID-19..........................................................................32 Hobby.........................................................................................................................34 2.8 Cronograma de Produção e Edição......................................................................36 2.9 Imagens da Internet (Creative Commons) ............................................................37 3. CONSIDERAÇÕES................................................................................................39 Respondendo ao desafio............................................................................................39 4. APÊNDICES...........................................................................................................44 4.1 Roteiro de gravação..............................................................................................44 Pautas........................................................................................................................44 Proposta de Gravação................................................................................................45 Ordem de Gravação...................................................................................................46 4.2 Roteiro de edição..................................................................................................46 5. RELATÓRIO DE JUSTIFICATIVA ÉTICA...............................................................50 5.1 Atuação profissional em RTVI e preceitos éticos do profissional de RTVI.............50 5.2 Criação.................................................................................................................52 5.3 Registro da obra....................................................................................................53 5.4 Adequação da obra ao público telespectador (formato/conteúdo/horário)............54


5.5 Veiculação/Distribuição........................................................................................57 5.6 Participantes e entrevistados................................................................................58 6. ANEXOS.................................................................................................................69 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................70


1 Produtora A Contra-Regra Produções teve seu início no primeiro semestre de 2018 dentro do curso de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul. Atualmente a produtora é composta por 7 integrantes sendo eles: Giovanne Andrade, Kauê Willian, Letícia G. Wolski, Pablo Matheus C. Vaz, Paula Almeida, Samantha Nunes e Sandra Amabile. Todas as nossas produções audiovisuais trazem uma essência de não somente obter o conhecimento dia após dia, mas de colocá-lo em prática consecutivamente, para aprimoramento pessoal e profissional, e, também satisfazermos aos nossos familiares, professores e amigos através de nossas criações e produções. O nome da produtora foi inspirado em uma das profissões de rádio, e também queríamos um nome nacional (em português). O nome tem duplo sentido tanto lembrando a profissão, como também no sentido de ir contra as regras (sair da caixa), por isso é escrito da forma antiga (errada desde a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 2009).

1.1 Logomarca Logomarca

Conceito: O logotipo da nossa produtora é em um estilo “cult”, sendo representado por um “jogo da velha”, onde o “X” em amarelo representa nossa alegria e otimismo e o “O” em azul representa nossa harmonia. Como mostra na arte, há um “X” no local onde não poderia, segundo as regras do jogo, porém fazemos uma alusão ao nome

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da produtora, que também é o nome de uma função do rádio com o fato de querermos quebrar as regras que rotulam uma produção, sempre inovando.

1.2 Identidade Organizacional Missão Trabalhar em conjunto, inovando na produção e criação midiática do mercado audiovisual brasileiro com diversidade social e respeitando o público.

Visão A Produtora Acadêmica CONTRA-REGRA têm como objetivo até 2021 se tornar referência no mercado audiovisual, sendo reconhecida pelo seu trabalho social, além do que têm para oferecer: informação, entretenimento, cultura e trabalho consciente.

Valores - Respeitar o ser humano e as instituições em geral; - Diversidade cultural e social; - Trabalho em equipe e companheirismo; - Consciência socioambiental; - Excelência nos serviços e produções; - Compromisso com os resultados; - Liberdade de expressão; - Lucro com responsabilidade social.

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1.3 Equipe

Giovanne Andrade dos Santos, 20 anos. Estudante do 5° semestre do curso de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul. Atuou como diretor artístico, roteirista,

editor,

designer,

operador

de

câmera,

apresentador, locutor, ator e atualmente foi: assistente de direção, pauteiro, produtor, roteirista e designer da Bíblia de Produção do documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”.

Kauê Willian, 20 anos. Estudante do 5° semestre do curso de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul. Atuou como operador de câmera, produtor musical, assistente de produção, locutor, sonoplasta, ator, técnico de mesa, diretor artístico, assistente de direção, editor,

apresentador e atualmente fez a pesquisa e foi um personagem

do documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”

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Letícia Guimarães Wolski, 22 anos. Estudante do 5° semestre do curso de Rádio, TV e internet na Universidade Cruzeiro do Sul. Atuou como produtora, editora, repórter, locutora dentre outras funções no curso de Jornalismo, no qual é graduada. No curso de RTVI atuou como cenógrafa e atualmente foi: pauteira, roteirista e assistente de produção no documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”.

Pablo Vaz, 27 anos. Estudante do 5° semestre do curso de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul, formado em produção audiovisual na FAM e Design Gráfico no SENAC. Atuou como diretor, operador de câmera, roteirista, locutor, apresentador, editor de vídeo e motion graphic, e atualmente foi: editor, fez seleção de mídias digitais e foi assistente de produção no documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”.

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Paula Almeida, 26 anos. Estudante do 5° semestre do curso de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul. Atuou como produtora executiva, operadora de teleprompter,

roteirista,

figurinista,

editora

de

áudio,

operadora de câmera, diretora de áudio, locutora, diretora de imagem e atualmente foi: diretora geral, pauteira, roteirista e fez seleção de mídias digitais no documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”.

Samantha Guerra, 21 anos. Estudante do 5° semestre do curso de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul. Atuou como operadora de câmera, repórter, locutora, roteirista, apresentadora, diretora artística, sonoplasta, assistente de direção, atriz, e atualmente fez a pesquisa do documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”.

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Sandra Amabile, 19 anos. Estudante do 4° semestre do curso de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul. Atuou como roteirista, diretora artística, produtora, apresentadora, locutora, diretora de arte e atualmente fez a pesquisa e seleção de mídias digitais do documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”.

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1.4 Organograma

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2. Projeto 2.1 Sinopse do documentário O Documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.” mostra como em meio a uma pandemia mundial uma atividade simples como um hobby pode melhorar a autoestima das pessoas e tirá-las de uma rotina urbana apresentando uma saída para um problema emocional como a ansiedade e depressão. Estar em casa sem poder sair, para se proteger e proteger sua família, pode começar a deixar o clima mais pesado por estar dentro de uma rotina monótona. Os personagens apresentados no documentário falam em vídeos gravados por eles mesmos como voltar a praticar atividades como ler gibis de infância que estavam guardados a muito tempo, praticar piano, ou ousar a criatividade voltando a desenhar, atividades simples que muitas vezes não faziam antes por conta do trabalho, escola ou outras responsabilidades cotidianas, podem melhorar o passar dos dias de isolamento. Com a quarentena: Qual hobby você começou a praticar para ajudar na sua saúde mental? 2.2 Objetivos •

Objetivo geral: Propor uma nova visão diante do que é considerado Hobby, enfatizar seus benefícios, situações e motivos nos quais esta é empregada.

•

Objetivos específicos: Ressaltar a importância cultural e artística; observar como a atividade desempenha um papel significativo na saúde física e emocional, validando a relação positiva com a variedade de funções exercidas, explorando a criatividade.

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2.3 Proposta do documentรกrio 2.3.1 Brainstorm/Mapa Mental

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2.3.2 Personagens Escolhemos os personagens levando em consideração os seguintes critérios: Familiares, colegas ou amigos que tivessem voltado a praticar algum hobby no período de quarentena. Fizemos uma divulgação do nosso tema em nossas contas de WhatsApp, e no Instagram da Produtora (@contra.regraproducoes) pedindo para que se alguém se encaixasse na proposta nos retornar.

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Foi utilizada para a divulgação este cartaz digital:

[Divulgação feita do dia 08 de abril ao dia 14 de abril, mais detalhes no Cronograma de Produção, item 2.8 página 36].

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Tendo citado os critérios de seleção, bem como a imagem de divulgação, selecionamos como personagens:

Rayssa Duarte, 22 anos. São Paulo - SP Formada em Psicologia pela Universidade de Santo AmaroUnisa no ano de 2019. Estudando especialização em Terapia Cognitivo Comportamental pela Capacitar. Foi selecionada por ser uma pessoa do círculo de amizade de um integrante da produtora.

Acsa Bruna, 20 anos. Itapecerica da Serra - SP Seu hobby das horas vagas é tocar ukelele, mesmo ainda sabendo pouco sobre o instrumento, gosta muito de tocar, por isso na quarentena está se dedicando aos treinos.

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Isabela Freire, 14 anos. Santana - SP Voltou a praticar Lettering, uma tendência de desenhar letras, ainda está no processo de torná-lo cada vez melhor e está usando seu tempo para aperfeiçoa-lo.

Isabelle Soares, 17 anos. São Paulo - SP Voltou a praticar seu hobby favorito: desenhar, o qual fazia bastante tempo em que não praticava.

Jaqueline Romero, 23 anos. São Paulo - SP Seu hobby favorito sempre foi cantar, estar se conectando com ela mesma. Ficou um período sem cantar de fato, por falta de tempo, entretanto nesse período de ficar em casa, achou tempo para fazer o que ama: cantar e treinar.

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Júlia Freire, 19 anos. Santana - SP Por seus pais terem uma escola de música, o teclado sempre foi uma paixão para ela, porém ficou um tempo “enferrujada”, aproveitando a quarentena para voltar a tocar como hobby favorito.

Kauê Willian, 20 anos. Guaianases - SP Nesse período de quarentena voltou a ler sua coleção de Gibis da Turma da Mônica, ao qual colecionava e lia enquanto era criança. Ficou um tempo sem lê-los, mas agora voltou a se divertir com os seus gibis.

Verônica Almeida, 21 anos. São Paulo - SP Adora praticar hobbies como Yoga, meditação, exercícios e até mesmo costura, nesse período, está tendo tempo para executar todos, e intercalalos no seu dia.

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2.3.3 Linguagem O nosso documentário tem características de dois modos: expositivo e observativo. Sobre o expositivo, utilizamos narração, bem como takes para ilustrar o texto do narrador. Já nas características do modo observativo, cada personagem gravou seu hobby de acordo com as instruções que demos inicialmente (gravação em horizontal, com plano médio...), queríamos algo natural, não roteirizado para demonstrar a realidade dos personagens. As perguntas da pauta ficarão em off na edição. 2.3.4 Proposta de Edição Pelo tempo de 15 minutos, pela forma que foi filmado o documentário – gravada pelos personagens – e pelo assunto a ser abordado, decidimos que a edição teria cortes rápidos seguindo uma velocidade – se for possível fazer comparações com os batimentos por segundo da linha musical – de 100bpms, desde o começo – na locução, juntamente com a trilha – até o compasso da fala dos personagens e cobrindo erros e ilustrando momentos importantes da fala com inserts representativos. Como enquadramento, utilizamos o “plano médio”, pois, se tratando de um documentário, e o foco é o que está sendo falado e não a imagem propriamente dita, este plano aborda o necessário para situar o espectador e passa o necessário da cena a ele. Enquadramento de referência:

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(Enviamos aos personagens essa imagem para seguirem de referência. Enquadramento do Documentário:

Para

Sonhar,

Basta

Existir,

da

Produtora

Moveon.

Disponível

em

https://www.youtube.com/watch?v=BfS0XR1VuYc)

Enquadramento do documentário Hobby: Sem Sair de Casa:

(Imagem de um dos takes do documentário, personagem Verônica.)

2.3.5 Sonoplastia Utilizamos trilhas de faixa branca para a sonoplastia do documentário, todas retiradas do YouTube Audio Library. Contudo, é permitido a utilização das faixas desde que respeite os termos e condições da plataforma, sendo estes: •

NÃO Disponibilize, distribua ou reproduza esses arquivos de música pela biblioteca separadamente de vídeos e conteúdos em que você tenha esses arquivos incorporados (por exemplo, a distribuição individual desses arquivos não é permitida).

•

NÃO Usará os arquivos de música desta biblioteca de forma ilegal ou em conjunto com qualquer conteúdo ilegal. Dito isso, e seguindo os critérios de reutilização. abaixo estão os nomes das faixas utilizadas: •

I Don’t Want To Do This Without You, por Late Night Freeler. Canal do YouTube: Jesse Cale. (utilizada no começo do documentário);

•

Ether, por Silent Partner. Não possui canal no YouTube. 21


2.4 Público-alvo O Documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.” tem por foco o público que se encontra entre as faixas etárias de 19 a 24 anos, jovens e adultos. A definição foi feita mediante a uma pesquisa da University College London (UCL) que foi mais detalhado pelo o jornal britânico The Times, que revelou que pessoas mais velhas estão lidando melhor do que os jovens de 18 a 24 anos com a tensão mental e emocional causada pela pandemia de coronavírus, contudo a quarentena. Fizemos um questionário online no Google para sabermos realmente se esses estudos da UCL condiziam com nossa realidade. Da pesquisa com 140 pessoas, obtivemos o seguinte resultado:

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(IMAGENS RETIRADAS DA PESQUISA)

Jovens de 19 a 24 anos foram os que mais responderam à enquete, sendo que 95 do total de participantes dizem que voltaram a fazer algum hobby. Então, com essas informações, estabelecemos que o público dessa faixa etária seria o alvo que gostaríamos de atingir, de mostrar como o hobby pode ser uma fonte de refúgio contra a ansiedade, solidão e tristeza que a quarentena trouxe, referente a pesquisa da UCL. Com a análise, queríamos também uma forma de divulgação do documentário numa plataforma de streaming, então escolhemos a “Libreflix” que além de ser gratuita, tem um fácil acesso a todos, independente da sua classe social. 2.5 Classificação indicativa Com base na faixa etária do público alvo a classificação indicativa do documentário será livre, baseando-se nos parâmetros implícitos pelo Departamento de Promoção de Políticas de Justiça (DPJUS) que pertence à Secretaria Nacional de Justiça, que é responsável pela Classificação Indicativa (Classind) de filmes, aplicativos, jogos eletrônicos, programas de televisão ou outro produto audiovisual no Brasil; a Classind define que programas com classificação partir de 10 anos para mais podem conter 23


cenas de nudez, sexo, linguagem imprópria e uso de drogas, contudo o Documentário “Hobby: Sem Sair de Casa” não possui nenhuma relação com nenhum destes aspectos, desta forma pode fazer uso desta autoclassificação livre. 2.6 Veiculação/Distribuição Por conta deste semestre estarmos estudando na matéria de “Tecnologia para Rádio, TV e Internet” plataformas de streaming, também pesquisamos uma dessas plataformas para a distribuição do documentário. Escolhemos então, a plataforma de streaming Libreflix. Empresa streaming aberta e colaborativa que reúne produções audiovisuais independentes. Por mais que a cada dia tenham mais plataformas no mercado, a maioria são pagas, contudo, como a Libreflix é gratuita todos que disponibilizasse de internet e um celular, teriam acesso fácil para assistir à nossa produção, pensando ainda em atingir nosso público alvo. Contudo, como divulgação e distribuição da produção documentacional usaremos as redes sociais como Facebook e Instagram, seguindo ainda a ideia de meios distribuição tecnológicos, como estudado no semestre.

(Imagem da interface do site: Libreflix, na categoria “Documentários Acadêmicos) 2.7 Justificativa Desde os primórdios o ser humano busca formas de distrações para amparar sua inquietude. A arte rupestre é considera uma das primeiras manifestações artística do mundo, com o avanço da humanidade, novas técnicas surgiram, classificadas por períodos e caracterizadas por regiões. O propósito deste projeto documental tem 24


como seu principal foco, instruir e salientar de forma consciente a importância da realização de atividades que proporcionam prazer, divertimento e relaxamento, em combate a ansiedade, muita das vezes causada pelo estresse diário. Segundo dados publicados no ano de 2019 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil é o país com o maior número de pessoas com ansiedade da América latina, os efeitos que compõe esta estatística são identificados como fobia, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse pós-traumático e ataques de pânico. Cerca de 9,3 % da população convivem com a doença, equivalente a 8,6 milhões de brasileiros, de acordo com o último relatório, as mulheres são as mais atingidas, com 7,7%, tratandose do dobro em relação aos homens de 3,6 %. O ministério da Saúde identifica os sinais do transtorno de ansiedade a partir dos comportamentos correlacionado entre os indivíduos podendo ser eles pensamentos obsessivos, tensões, sensação de insuficiência, ausência do controle de pensamentos e ações. A partir deste pressuposto, o hobby cujo termo é em inglês, que em sua tradução literal significa “passatempo”, é a realização de atividade que possui capacidade de amenizar os sintomas deste transporto patológico, causando a sensação de bem-estar para o nosso funcionamento psíquico e físico 2.7.1 Fundamentação teórica do formato Gênero de Documentário No livro “Gêneros e Formatos na Televisão Brasileira”, José Carlos Aronchi de Souza aponta que o documentário é o contraste da ficção, da fabricação de fantasia. Seus temas apresentam importância histórica, social, política, econômica ou científica, além de aprofundar assuntos do dia a dia, com um olhar crítico. Originado do cinema, o documentário saiu das telonas para a televisão com o mesmo tributo conquistado pelos documentários realizados durante a Segunda Guerra Mundial, que exerceram importante papel ideológico e informativo. A seriedade do gênero permaneceu, com o objetivo de transmitir uma visão diferenciada do mundo, de culturas e realizadade de outros países. Uma boa produção de documentário necessita de muitas pesquisas de aprofundamento do tema através de entrevistas, e produção de imagens em vários 25


locais diferentes. Isso tudo acaba elevando o orçamento do gênero e faz com que nem todas as redes o produzam. Há um tempo atrás uma alternativa era comprar produções importadas de países que os produziam com a intenção de servir o mercado internacional. Atualmente uma nova possibilidade surgiu com as plataformas streaming, empresas como a Netflix preferem “bancar” conteúdo a pagar por direitos autorais. Paulo Schmidt, presidente do Conselho da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro) disse: “O interesse é ter uma grade diversificada de conteúdo, situação ideal para preservar o direito patrimonial e intelectual dos produtores”. A vantagem é a parceria de produção da empresa de conteúdo streaming, já que muitas produtoras nacionais não possuem capital suficiente para financiar suas produções. Depois do lançamento da série “Narcos” (produzida pela Boutique Filmes) na América Latina, a Netflix decidiu investir especialmente no Brasil. Formato de Documentário Sua proposta é explorar o máximo de informações possíveis dentro de um tema, tendo duração suficiente para tentar mostrar todos os pontos de vista do mesmo. Tal produção é baseada nas imagens captadas e não em um texto. Não costuma ter um roteiro a ser seguido, muito menos falas prontas, é montada com uma pauta de entrevistas e a chave de suas gravações é fazer boas perguntas. O documentário pode contar com muitos formatos dentro do próprio gênero, como debates, videoclipes, narração em off, com o propósito de uma apresentação variada e dinâmica. A Narrativa Audiovisual é muito importante, porque a forma da montagem pode mudar totalmente o sentido ou contexto do que é passado, pois apesar da “fidelidade

ao

real”

empregada

aos

documentários,

eles

não

precisam

necessariamente perder o tom ficcional do cinema. NICHOLS (2005) apresenta seis modos ou tipos de documentário. Esta divisão serve para perceber as diferentes formas de construção do documentário, mas não são excludentes: elas podem aparecer no mesmo filme de acordo com o estilo do cineasta. São eles: • Modo Poético; • Modo Expositivo; 26


• Modo Observativo; • Modo Participativo; • Modo Reflexivo;

• Modo Performático. A seguir veremos os modos que foram utilizados no presente documentário.

2.7.2 Linguagem do documentário MODO EXPOSITIVO O modo expositivo é um dos mais difundidos e o que o público mais reconhece como documentário devido ao uso constante de seus elementos em noticiários de TV. Neste modo, os fragmentos do mundo histórico são concatenados numa estrutura mais retórica e argumentativa. A perspectiva do filme é dada pelo comentário feito em voz ‘off’ e as imagens limitam-se a confirmar a argumentação narrada. (NICHOLS: 2005) MODO OBSERVATIVO O modo observativo ganha força com câmeras portáteis e propõe mostrar, parafraseando Nelson Rodrigues, “a vida como ela é”. Em outras palavras, o cineasta busca captar os acontecimentos sem interferir no seu processo. A falta de legendas e de narrador justifica-se para que o público veja o que está acontecendo, e não a interpretação do cineasta sobre o fato. (NICHOLS: 2005) REFERÊNCIAS DE DOCUMENTÁRIOS O documentário escolhido como referência para a narrativa foi o “Para Sonhar, Basta Existir da produtora Moveon”. Ele mostra personagens diferentes com algo em comum, nele a busca para alcançar seus sonhos é o que guia o documentário, usaremos essa referência na questão de que qualquer um pode ter um hobby e usá-lo para conectar os diferentes personagens com seus diferentes passatempos. “PARA SONHAR, BASTA EXISTIR” relata o sonho como objetivo de vida, mostrando um pouco da dificuldade que passamos ao decorrer desse processo e do que precisamos para alcança-lo. 27


“Me Cuidem-se” Com relatos/diários dos personagens, que será construída a narrativa de ME CUIDEM-SE!, um filme processo, produzido de modo totalmente virtual e sem nenhum encontro presencial entre equipe e protagonistas do filme. Essa produção tem a narrativa muito parecida com a que buscamos para nosso documentário, com a diferença que decidimos por enquadramentos fixos entre os personagens na questão da demonstração dos hobbies. “ME CUIDEM-SE!” Monstra 5 pessoas em quarentena, das mais variadas idades, credos, profissões e grupos sociais e estão produzindo um filme-processo. Elas dão depoimentos, gravam cenas em suas casas e rotinas alteradas, fazem lives, tiram selfies, filmam a cidade de suas janelas e nas breves saídas por necessidade, registram as transformações de nossa urbe por conta da pandemia de CORONAVÍRUS. “Ao Seu Tempo” O documentário frisa a importância sobre os ansiosos entenderam a importância da relação deles com o "tempo" em uma busca pelo autoconhecimento através das mediações e terapias. Documentário sobre TAG (transtorno de ansiedade generalizada) “AO SEU TEMPO” Utilizamos este documentário como referência por conta de utilizar o modo poético para fazer takes de passagens, com alternância de cores, assim como o nosso, além de se utilizar da opinião de um profissional da área de psicologia.

2.7.3 Fundamentação teórica do tema A ANSIEDADE Para ampararmos teoricamente o objeto de pesquisa deste presente trabalho, faz-se necessário conhecer a origem e conceito da palavra ansiedade, seu significado e suas principais manifestações, buscando embasamento cientifico e teórico. Desde o início dos tempos, a humanidade sofre com a inconsistência que exige em estar vivo, esta inquietude sobre a mente é estudada por psiquiatras, psicólogos, 28


filósofos onde contribui para o aperfeiçoamento e análise em busca de melhora psíquica. A complexidade rege o ser humano, valores interpessoais é fundamentada, a influência sobre o meio é examinada, mas afinal, o que é ansiedade? “É o prejuízo funcional ou sofrimento excessivo” aponta Mario Bernik, médio psiquiatra e coordenador do programa de ansiedade do Instituto de psiquiatria da FMUSP, 2018. Se qualifica com a sensação de incapacidade e insegurança, corresponde a reação do organismo como forma de proteção sobre a possibilidade de uma ameaça, a ansiedade antecipa, há uma preocupação, mas não sabemos por qual razão, causando o bloqueio do cérebro, impedindo a realizações das atividades consideradas simples do cotidiano. Existe uma classificação psiquiátrica sobre o estudo em questão, mostra-se a ansiedade generalizada, ataques de pânico, estresse pós-traumático, fobias e transtornos compulsivos obsessivos, há inúmeros fatores responsáveis pela causa da ansiedade, ela poderá ocorrer de forma moderada ou excessiva, causando uma disfunção no sistema nervoso, acarretando em reações fisiológicas como tensão muscular, taquicardia, tremores nas mãos e corpo , sudorese, sendo um reflexo da ação que se é imposta, o gatilho também poderá se manifestar de forma inconsciente em que somente através do acompanhamento psicológico poderá ser identificado. De acordo com os relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS) no mundo cerca 33% da população sofre com ansiedade. O Brasil com cerca de 23%, Colômbia 24% e Estados Unidos 25%, detêm a frente com um dos maiores índices, logo após, china com 19% e Holanda com 20%. No Brasil, o estado com o maior a maior taxa é São Paulo com 29,6% liderando o ranking, resultado da urbanização em que consequentemente gera exclusão no coletivo, indivíduos que residem em situações de vulnerabilidade apresenta alta do transtorno e dificuldades na identificação e busca do tratamento adequado, além desses fatores, há um estigma construído sobre doenças mentais no qual estaria ligado a loucura, como se ambos partissem do mesmo pressuposto. Os problemas metodológicos com a dita loucura não datam de hoje e não cessarão por aqui, pois atravessam a história, desde a Grécia antiga a loucura era considerada uma manifestação divina, e o louco era, então, concebido em sua excentricidade necessária e supersticiosa, dotado de determinada sabedoria profética e transformadora. Não havia, portanto, a segregação dos loucos, mas aí eles já marcavam que se tratava de outra dimensão do homem. Já no século XV, na Idade Média, a loucura era vista como algo diabólico, não humano, e, também, marcada por um aspecto

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atraente, no sentido de que haveria um saber desconhecido dado apenas aos loucos. (NETO E TAURO, 2015, p.152)

Ao longo do tempo, foram criadas novas metodologias no setor de serviço da saúde mental para que haja a discriminação da loucura, houve uma reforma no qual passou a ser implementada através do assistente social, médico da família, psicólogos e psiquiatras como forma de propagação e disseminação do conteúdo com a responsabilidade de cuidar e superar as dificuldades objetivas e subjetivas, ofertando os cuidado primários para a saúde mental. Os médicos de família demonstravam boas competências de diagnóstico e tratamento para a depressão e as perturbações de ansiedade. Médicos de família relataram que tinham um papel extremamente importante no seu desenvolvimento como prestadores de cuidados de saúde abrangentes, e expressavam mais autoconfiança em gerir casos de perturbações mentais comuns sem referenciação para os cuidados especializados. É de notar que os médicos de família também relataram que, no geral, as suas perícias de comunicação com os pacientes tinham melhorado, incluindo escuta ativa e empatia, comunicar diagnósticos, e lidar com famílias disfuncionais com ou sem violência doméstica. (Integração da saúde mental nos cuidados de saúde primários: uma perspectiva global,2009. P.106)

Brasil, abril de 2001. Data considerada histórica para o direito do indivíduo em relação ao cuidado a saúde mental, após doze anos de tramitação foi regulamentada o processo da Reforma Psiquiátrica no brasil, sancionada pelo então deputado Paulo Delgado a Lei Federal de Saúde Mental, n° 10.216. Este marco foi de suma importância para os atos políticos, teóricos e práticos, significando avanço nas melhorias e desempenho do ser que possui algum distúrbio psíquico, garantindo o direito básico e tratamento clinico adequado para que este possa retomar a sociedade exercendo suas funções como cidadão, ausentando-se gradualmente do processo de internação, evitando a exclusão social. Desde o ano de 2002 o Ministério da Saúde desenvolve o Programa Permanente de Formação de Recursos Humanos para a Reforma Psiquiátrica, que incentiva, apoia e financia a implantação de núcleos de formação em saúde mental para a Reforma Psiquiátrica, através de convênios estabelecidos com a participação de instituições formadoras (especialmente universidades federais), municípios e estados. A partir de 2003, o Ministério instituiu uma estrutura organizativa mais ampla, a Secretaria Nacional de Gestão do Trabalho em Saúde (SGESTES), para enfrentar as necessidades qualitativas e quantitativas de recursos humanos para o SUS. No campo da saúde mental, existem hoje 21 núcleos regionais em funcionamento, realizando cursos de especialização e atualização para trabalhadores da atenção básica e dos CAPS, e beneficiando profissionais de 15 estados. (BRASIL, 2005, p. 44)

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Uma das pioneiras no tratamento humanizado no brasil foi a alagoana Nise da Silveira (1905-1999), reconhecida mundialmente pela sua contribuição à psiquiatria, considerada revolucionária pois utilizava da arte para reabilitações dos pacientes “O artista aprende muito mais do íntimo do outro que um médico” expressou. Silveira ressaltava a importância da comunicação através de pinturas realizadas por seus pacientes como modo de evidenciar os conflitos internos através da terapia ocupacional. Embora, com o passar dos anos mudanças significativas foram constatadas nas vertentes das políticas públicas em relação problemas que envolve a saúde mental, ainda é preciso ser desmistificada a correlação pré existente do indivíduo com a loucura. Na prática, os clínicos raramente falam com os seus doentes sobre as suas ansiedades, as suas crenças e a sua compreensão da doença, e raramente põem à sua apreciação as diferentes abordagens terapêuticas possíveis para o seu problema de saúde. Limitam-se a prescrições técnicas simples, ignorando dimensões humanas complexas que são críticas para a adequação e a efetividade dos cuidados que prestam (Relatório Mundial da Saúde, 2008, p.50)

Em agosto de 2019, a empresa de comunicação MindMiners voltada ao marketing elaborou uma pesquisa com cerca de 550 pessoas ao redor do Brasil utilizando a escala Beck, composta por quatro níveis sendo eles inventário de depressão (BDI), Inventário de Ansiedade (BAI), escala de Desesperança (BHS) e escala de Ideação Suicida (BSI). Esta metodologia consiste em perguntas sobre como está o sentimento do indivíduo ao longo das últimas semanas, de acordo com a empresa cerca de 60 % dos entrevistados se autodeclararam ansiosos, sendo sua maior porcentagens mulher e os mais jovens. Não obstante, qual é o grande causador da ansiedade? De acordo com último relatório publicado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no ano de 2018 os transtornos mentais derivados de episódios depressivos geraram 43,3 mil auxílios doenças em 2017, enfermidades classificadas como transtorno de ansiedade aparece em décima quinta posição em que gerou 29,9 mil casos de afastamentos. A ansiedade é uma resposta subjetiva ao estresse sofrido por um indivíduo, ele poderá ser causado através das relações interpessoais com familiares e amigos, bullying, uso excessivo da tecnologia, pressão social dentre outros, esses fatores e suas vertentes somente poderão ser diagnosticados através do acompanhamento médico.

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ANSIEDADE EM RELAÇÃO AO COVID-19 11 de março de 2020. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declara pandemia do novo conoravírus SARS-cOV-2, causador da doença Covid-19. No Brasil, o primeiro registro ocorreu na cidade de São Paulo no dia 26 de fevereiro, desde então, a sensação de vulnerabilidade se alastrou no cotidiano de todos os brasileiros. O atual governador João Doria, do Estado de São Paulo decreta quarentena no contexto da pandemia, o isolamento social proporcionou mudança em nossos hábitos, e como reflexo desta situação, houve aumento significado nos casos de pessoas com algum tipo de distúrbio mental ou pré disposição. Estudos realizados por psiquiatras do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa Portugal, publicado em 28 de abril de 2020, afirmam que a ansiedade neste período de isolamento afeta mais os jovens acima de 18 anos e os desempregados, a classificatória referiu-se além destes casos profissionais da saúde, demais profissões, reformados e desempregados, a seguir gráfico:

Segundo o psiquiatra Henrique Prata Ribeiro, um dos co-autores sobre o desenvolvimento desta pesquisa através da metodologia da escala de Beck, especialista no tratamento das principais doenças mentais tais como Esquizofrenia e Transtornos com características Psicóticas, transtorno da Ansiedade, Transtorno Depressivo, Transtorno bipolar dentre outros, expressa “É possível traçar uma 32


progressão matemática em que cada semana corresponde a um aumento das escalas desses sintomas”, o estudo em questão iniciou-se no dia 18 de março, dia em que foi anunciado estado de emergência em Portugal, e obteve a participação de cerca de 1626 indivíduos, sendo 75,6% mulheres. A seguir, gráfico no qual apresenta o impacto do isolamento social para a saúde mental por dia de quarentena:

Embora os números sejam assustadores, é importante ressaltar a importância do tratamento adequado junto ao acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Há diversas formas de amenizar os sintomas causado por esses transtornos, variando conforme os níveis de apresentação dos sintomas, desenvolvendo estratégias para lidar com a situação começando a partir de uma reeducação alimentar saudável, sono adequado, práticas de atividades físicas, entre outros, são itens em que auxiliam na prevenção da doença. Entretanto, existem casos mais graves no qual o tratamento apenas se torna efetivo com o auxílio de medicações específicas de tipos antidepressivos anticonvulsivantes que em doses baixa associada a terapia comportamental cognitiva é possível verificar bons resultados para o transtorno de ansiedade, o tratamento com medicamento em combate a ansiedade é dividida em duas classes de acordo com o médico Psiquiatra Rodrigo Bressan da UNIFESP e diretor do Instituto Ame sua Mente “Primeiro tratamento com o benzodiazepínico, calmante

utilizado na fase aguda, possui alto grau de eficiente, após 30 minutos de sua ingestão é possível verificar a redução do nível de ansiedade, este trata o sintoma para tratar a causa da doença medicação antidepressivas ansiolíticas inibidores da recaptura da serotonina, fluoxetina, prozac, sertralina, paroxetina, citalopram, escitalopram, fluvoxamina, demoram de duas a quatro semanas para surgir o efeito, melhorando a condição de vida evitando recaídas podendo ser utiliza-las a longo prazo” (Bressan, 2020, online

33


HOBBY Ao analisar o estudo de caso aqui apresentado, buscando como estratégia ressaltar os benéficos da pratica do hobby, termo em inglês, cujo o significado é passatempo, o primeiro a explorar esse hábito foi o teórico social norueguês-americano Thortein Veblen que em 1899 que escreveu o livro “A teoria da classe do lazer: Um estudo econômico das instituições.” no qual se debruçou realizando o estudo de caso sobre o então período contrapondo a distinção social a partir do entretenimento, pois, para ele o consumo de bens ( objetos, serviço e atividades) possuía uma diferenciação a partir das classes, acompanhando a evolução da natureza e do capitalismo servindo como embasamentos para os dias atuais. Esta é atividade exercida em momentos de lazer em seu tempo livre, significando uma oportunidade do surgimento de novas habilidades e aprimoramento das ocupações, por tratar-se de atividade no qual não exija prazo ou pressão, implica diretamente na qualidade mental do indivíduo, pois é realizada de forma prazerosa, os exercícios podem variar de acordo com a classe social, cultura, experiência de vida e personalidade de cada pessoa, podendo ser eles pinturas, canto, escrita, desenho, dança entre outros, no qual beneficia as relações interpessoais, amenizando o estresse diário e consequentemente sendo uma válvula de escape em combate a ansiedade. A importância de se ter um hobby vem servido de pauta nas grandes empresas, em razão da comprovação de que trabalhar em um ambiente descontraído melhora a qualidade e desempenho do empregado, a felicidade é o combustível do ser humano, é serotonina em alta que nos motiva a realizar as tarefas simples a mais complexas do cotidiano. De acordo com estudos realizados em 2018 pela Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), o ambiente de trabalho com espaços humanizados e designers criativo é a terceira maior preocupação entre os funcionários com cerca de 21%, logo após benefícios sociais com 22% e por fim o salário adequado com 62 %. Neste cenário, pesquisador e palestrante sobre a “Felicidade” Shawn Achor, formado pela Universidade Harward e Midway High School ressalta que 25% do sucesso profissional é devido ao Q.I e que 75 % é provocado pelo nível de otimismo, suporte social e capacidade do indivíduo em enxergar o estresse como desafio e não como 34


ameaça. Ausência da doença não significa saúde, o autor ressalta que a ideia de que para que alcance a felicidade será necessário o trabalho árduo é um pensamento comprovado cientificamente como incorreto e retrógrado, pois, um cérebro que é impulsionado positivamente consequentemente terá um desempenho melhor em relação a um cérebro estressado, cansado ou neutro. (Achor 2011) O hobby poderá torna-se um emprego se encarado como um modo de recomeçar após anos trabalhando em uma mesma empresa, realizando as mesmas funções de forma automatizada, vivemos em um mundo globalizado, possuímos acesso à informação de forma rápida e com o poder de alcance exorbitante ao redor do mundo, por que não utilizar este recurso ao nosso favor? Transformando o que lhe proporciona prazer e satisfação pessoal em negócio, um dos maiores exemplos é a indústria musical, que em 2019 de acordo International Federational of the Industry (IFPI) faturou cerca U$$ 19,1 bilhões de dólares no ano anterior, somatório de consumo entre os países Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Coréia do Sul, China, Austrália, Canadá e Brasil. Em virtude da atual condição global em relação a declaração de pandemia. No brasil, a crise do desemprego atingiu cerca de 1,2 milhões de pessoas, deste, 800 mil eram trabalhadores informais, 400 mil perderam a carteira assinada com e a taxa de desocupação vai para 12,2% de acordo com o último levantamento referente ao primeiro semestre do ano feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estáticas (IBGE) Traçar um objetivo e gerenciar os recursos é uma das formas de empreendedorismo, analisar as necessidades do mercado validando as informações proporciona resultados efetivos. O Brasil é o terceiro país mais empreendedor do G-20 se considerada a Taxa de Empreendedorismo em estágio inicial (TEA)sigla em inglês. No que se refere à estimativa de empreendedores desse grupo, os três países com maior número de pessoas desempenhando alguma atividade empreendedora são Índia, com 76 milhões de pessoas, Estados Unidos, com 20 milhões, e Brasil, com 14,6 milhões de pessoas em atividades empreendedoras. Empreendedorismo no Brasil, 2008, p.26)

Neste cenário, muitos optam por abrir o seu próprio negócio, realizando sonhos, executando funções inovadores, como forma de sustento em combate a crise e a ansiedade. No setor digital, as plataformas como Youtube, Instagram, Facebook e Twitter são um dos principais meios de comunicação e veiculação do trabalho, 35


produzido como forma de influenciar e auxiliar os demais usufruidores, contribuindo como um reflexo sobre melhoria na qualidade de vida, organização pessoal e investimento. 2.8 Cronograma de Produção e Edição Número

TAREFAS

1

Decisão do Tema

08/04

2

Divisão de Funções do Documentário

08/04

3

Proposta

feita

Dom

para

Seg

Ter

Qua

de 08/04

os

personagens participarem do

Qui

Sex

Sáb

até 14/04

DOC por meio de WhatsApp 14/04

4

Divisão da Bíblia de Produção

5

Prazo para 1° junção da Bíblia

6

Prazo para 1° envio dos vídeos dos Personagens

7

Prazo para 2° envio dos vídeos dos personagens

de 19/04

8

Prazo para início da edição do Doc

19/04

9

Prazo previsto para finalização da Edição do Doc

10

Idealização da Sonoplastia no Doc.

11

Revisão/ organização da Bíblia de Produção

12

Revisão Final da Bíblia de Produção

13

Entrega dos materiais (prevista)

14

30/04 15/04

até 21/04

02/05

01/05

de 29/04 até 04/05 29/05

11/05

Revisão maior e entrega dos até materiais devido ao novo prazo 17/05 36


A programação da edição do documentário foi planejada com o ponto de partida do dia 19 de abril, como mostrará abaixo o planejamento em tópicos: -No dia 19/04 realizamos a organização do material recebido e criamos o projeto; -Dos dias 20/04 a 24/04 houve a decupagem do material; -Dos dias 20/04 a 26/04 houve o trimming do documentário (desenvolvimento da velocidade do documentário) e tratamento de áudio. -No dia 27/04 revisamos e realizamos um segundo corte e decupagem de algumas cenas. -Nos dias 28/04 a 02/05 apenas revisamos e exportamos o material. 2.9 Imagens da Internet (Creative Commons) Usamos algumas imagens retiradas da plataforma YouTube, sendo essas fazendo parte de vídeos com licença intitulada Creative Commons. A licença de Creative Commons é uma forma padrão do YouTube, por meio da qual os criadores de conteúdo da plataforma autorizam que outras pessoas usem sua obra. Os criadores que enviam os vídeos, já estão cientes e concordam com os termos de uso por outros, seus vídeos ficam com a nomenclatura CC BY. Para explicar melhor a licença, retiramos essa informação do site Creative Commons BR: “Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho[...], desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. É a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis. É recomendada para maximizar a disseminação e uso dos materiais licenciados.” Para um vídeo entrar nesta licença, a plataforma avalia: -Conteúdo original; -Outros vídeos marcados com uma licença CC BY; -Vídeos em domínio público. Contudo, podemos reutilizar os vídeos que estão em nosso documentário, se seguirmos os Termos do Serviço, sendo do nosso direito: Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material

37


Sendo que o licenciante não poderá revogar estes direitos desde que respeitamos os termos da licença, sendo estes: Atribuição — dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Devemos fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso. NãoComercial — Você não pode usar o material para fins comerciais. CompartilhaIgual — Se você remixar, transformar, ou criar a partir do material, tem de distribuir as suas contribuições sob a mesma licença que o original. Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita. Contudo, seguindo as explicações do Creative Commons BR, nossa citação de direitos autorais ficou desta forma ao final do documentário: Imagens retiradas da Internet Vídeo1: COVID-19 - Empty Streets Around the World Nome do canal: Self Healing God. Todos os direitos pertencem a este, sendo que não há nenhuma aprovação deste ao documentário. Licença: CC BY. Atribuição: (CC BY-NC-AS. 3.0 BR) Link da licença: br.creativecommons.org/licenças Link para o material: https://www.youtube.com/watch?v=PQR4TPXfYrY&t=30s

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3. Considerações Respondendo ao desafio

GIOVANNE: Antes da proposta ser mudada, já estávamos produzindo algumas coisas, como a parte de pesquisa da bíblia de produção, e entrando em contato com algumas pessoas, porém, como é sabido, a proposta do documentário foi alterada e isso foi um ponto muito positivo. Podíamos agora fazer algo mais atual, de casa, e isso foi um desafio que no começo me deu medo, porém conforme eu assistia o novo “formato” adotado pelas emissoras de TV nacionais, vi que todos estavam adaptando sua forma de apresentar um mesmo conteúdo. Após a conversa com a professora Cida, sobre nossos medos, me senti totalmente energizado por uma adrenalina de fazer nosso documentário ficar bom, de levantar minha produtora e darmos nosso melhor, se adaptando ao momento. Com o resultado, posso dizer que fiquei sim satisfeito, feliz por ter corrido atrás de personagens para se juntarem a essa proposta. Senti que existem pessoas que querem ajudar, que estão torcendo para dar certo. Senti na pele a correria de um produtor, com diversos contatos ao mesmo tempo. Por fim, foi realmente um desafio, e se tivéssemos ficado reclamando das condições e não tivéssemos adaptado nosso olhar para a produção de um documentário, não teria gostado tanto, como gostei. Fizemos um documentário, ponto, à distância ou não, não importa. Foi uma ótima experiência, e se tivéssemos feito “presencialmente”, o desafio não seria o mesmo: nosso desafio foi maior, limitações dobradas, mas estimulante, que possibilitaram uma narrativa e linguagem muito interessante. Obrigado, professora Cida pelas conversas compreensivas, professor Bruno, que como sendo um ótimo coordenador que é, é presente em nossa formação, mesmo quando não temos aula, continua com a mesma dedicação, paciência e nos ajudando, como na conversa da questão de mudar o tema. Obrigado todos professores, por nos ajudarem a concluir o processor deste Interdisciplinar aceitando mudar o prazo de entrega. 39


KAUÊ: Fazer parte de uma produção de um documentário não é algo particularmente fácil, ainda mais nos momentos em que estamos vivendo com essa pandemia. Acredito que nesse semestre tivemos um grande desafio, não só na construção do trabalho em si, mas em conseguir passar a mensagem do melhor jeito dentro das nossas próprias casas, pois em nosso cotidiano estávamos acostumados com colegas e professores para tirar dúvidas pessoalmente. Então realmente foi bastante desafiador fazer esse documentário, mas acredito que conseguimos passar a mensagem que queríamos.

LETÍCIA: Ao analisar o contexto em que estamos vivendo, pude

perceber

como

somos

frágeis,

a

sensação

de

vulnerabilidade tomou conta de todos ao redor do mundo, e comigo não foi diferente. Pela primeira vez, enxerguei a vida através de outra perspectiva e esta foi imposta pelo novo vírus chamado Covid 19. Após o atual governador João Doria decretar quarentena, a cidade de São Paulo mudou, a sensação de melancolia e o confinamento gerou adaptação na vida dos paulistanos, o transporte público que antes desta pandemia comportava milhões de pessoas todos os dias, amanheceu vazio, neste período ainda estava trabalhando normalmente e pude identificar as mudanças drásticas causada por este vírus na grande metrópole, pessoas com medo, de máscaras, cuidado redobrado com a higiene pessoal, protocolos de novos em relação a limpeza nas empresas, nos transportes públicos e também nos estabelecimentos que não puderam fechar por ser considerado serviços essenciais.

40


Estar cursando Rádio, Tv e Internet neste período é desafiador, principalmente pelo projeto interdisciplinar ser a produção de um documentário, como gravar em boa qualidade sem estar no local? Como indagar o entrevistado sem o feeling de estar presente e sentir cada resposta? Devido a essas preocupações, mudamos a proposta inicial do tema, nos adaptamos a situação atual revertendo ao nosso favor, surgiram novas buscas, novos estudos de linguagens e técnicas de produção cinematográficas, tudo em um curto espaço de tempo para que possamos cumprir o cronograma préestabelecido, o resultado deste trabalho não ficou 100% da forma como nós da produtora queríamos, a qualidade foi comprometida devido ao meios que possuíamos para a produção, a tecnologia neste período foi a nossa maior aliada, mas ficou claro que nada substitui o contato humano e a produção in loco.

PABLO: Admito que, por se tratar de uma gravação caseira e, por parte dos personagens, sem conhecimento de técnica alguma ou, se houver, parca, o resultado final foi satisfatório, é claro, tendo em vista que, para isso, era necessário conhecimentos técnicos em edição e roteiro. Fico satisfeito pelo meu desempenho na parte de produção, pesquisa de mídias, mas, sobretudo, na edição. O resultado foi acima do esperado e, apesar de demasiadas ideias e do meu equipamento mal suportar tal edição, ainda sim, estou feliz. Tenho como objetivo neste curso não trabalhar em Rádio ou TV, mas, sim, como produtor de documentários para internet. Minha proposta é produzir conteúdo próprio sozinho ou com uma equipe mínima, portanto, este documentário ONLINE foi muito mais satisfatório e dentro das minhas expectativas do que haveria de ser o gravado externamente, caso não houvesse a pandemia. No geral, foi uma experiência desafiadora que gerou um fruto muito bom.

41


PAULA ALMEIDA: No início (quando ainda havia aula presencial), tivemos dificuldade de escolher o tema do nosso documentário, foram muitas conversas e muitas ideias colocadas para votação. No fim escolhemos como tema: o sentimento

de

abandono.

Já havíamos marcado dia e horário para retirar os equipamentos e iniciar as gravações com alguns personagens, porém a paralisação das aulas ocorreu antes da data agendada. A princípio imaginamos que as aulas não demorariam tanto a voltar, por isso continuamos trabalhando no nosso tema inicial (o sentimento de abandono), realizando pesquisas para a bíblia de produção.

De repente a bomba: Mudar as propostas dos documentários. Concordamos em alterar toda nossa proposta, tanto o tema, como a maneira de produzir também.

Apesar do grupo ter escolhido e concordado com o novo tema (Hobbies) sem problemas, a produção não foi tão fácil assim. Além de ter que lhe dar com a frustração de não ter a verdadeira experiência das gravações de um documentário (dirigir a produção e personagens pessoalmente, se reunir com o grupo para discutir todos os detalhes e entre outros), tivemos que lidar com nossos problemas pessoais também. A

pressão,

medo,

ansiedade,

e

perda

de

entes

queridos.

Mesmo o vídeo não ter sido feito e nem ficado exatamente do jeito que imaginamos lá em fevereiro, estou muito orgulhosa do nosso trabalho, pois tenho certeza de que a equipe deu o seu melhor e mesmo com todas as dificuldades conseguimos produzir um

bom

Documentário.

Gostaria de agradecer as professoras orientadoras e o coordenador do curso de RTVI, por toda a atenção e disposição em nos ajudar. Quero agradecer também a todos os integrantes da Contra-Regra Produções em especial o colega Giovanne Andrade por toda empatia e apoio nos momentos difíceis. 42


SAMANTHA: Foi um desafio fazer esse documentário, no começo achei que seria impossível, fiquei pensando que não daria certo fazer isso em casa, sem juntar o grupo, não ter uma produção ali na filmagem, com tudo que estava acontecendo fiquei bem desanimada, mas depois de muitas pesquisas e referências, vi que tem como fazer muitas coisas em casa, e é isso que a fazemos, no audiovisual não importa a situação ou acontecimento: nós sempre damos um jeito de produzir conteúdo. Quero deixar meu agradecimento a professora Cida por ser uma ótima professora, e ter nos ajudado tanto com o documentário, sem ela não teria acontecido.

SANDRA AMABILE: No começo do semestre eu estava extremamente ansiosa para começar a trabalhar produzindo o documentário, acho que todos esperavam por esse semestre para ter um portfólio com um documentário incrível. De início eu seria a diretora de fotografia do Documentário e uma das câmeras, estava preparando alguns ângulos para que a filmagem fosse feita já que o Documentário seria sobre o Abandono. Infelizmente algumas expectativas não saíram como se imaginava...Bom, neste documentário sobre o hobby na quarentena eu fiquei com a parte de pesquisa, o que gerou certo conflito e frustração pois fui de diretora de fotografia para apenas pesquisa. Eu tive participação na sonoplastia também, a trilha de início e fim do documentário foram escolhidas por mim. Falar sobre o hobby na quarentena me fez perceber que fazer algo em casa contando com a ajuda de outras pessoas que fizeram as gravações, se disponibilizaram e deram atenção para a minha produtora foi algo significativo, a ajuda e o apoio ele vem do próprio ser humano, mesmo em coisas 43


simples como fazer uma gravação. Eu acredito que produzindo esse documentário pode ter ajudado também os próprios personagens já que eles tiveram a oportunidade de falar sobre como se sentem e o que fazem durante essa pandemia, acredito que o clima em casa começa a ficar um pouco pesado, a gente se sente preso, então, acredito que para os próprios personagens isso pode ter sido mais uma ajuda para fazer algo diferente, o que faz com que valesse a pena produzir um documentário sobre o tema. Contudo, acredito que todos fizeram o que estava ao seu alcance e acredito que os professores tiraram um peso dos nossos ombros ao decidir não pedir tanto na qualidade da imagem e algumas questões técnicas, produzir um documentário caseiro, com imagens caseiras, foi uma experiência que poucas pessoas neste curso tiveram, em meio a uma pandemia conseguir produzir um documentário não é para qualquer um, então sigo acreditando na magia do curso de Rádio TV e Internet e na capacidade que todos dentro do curso tem de produzir algo incrível em meio a essa dificuldade.

4. Apêndices 4.1 Roteiro de gravação Abaixo serão apresentadas como nos organizamos em relação as gravações, bem como pautas e afins. Pautas As gravações vão começar com os personagens se apresentando, falando nome, idade e o seu Hobby. Os personagens devem abordar durante suas falas as pautas propostas sobre o assunto, na qual seriam: 1- Me diga quando você decidiu voltar a fazer seu hobby e por que? 2- O que te impedia de fazê-lo antes da quarentena? 3- Qual foi sua sensação quando pegou o (material que usa para praticá-lo) novamente. 4- Como isso mudou você na sua vida e rotina de quarentena? 44


Para a psicóloga foram utilizadas as seguintes pautas: 1- Nos fale como a quarentena interfere na saúde mental de uma pessoa? 2- O que pode ajudar a saúde mental nesse período? 3- Me conte, qual a influência de um hobby sobre o bem-estar emocional de uma pessoa que o pratica? 4- Como um hobby pode contribuir positivamente em relação a saúde psicológica de uma pessoa durante o período de quarentena? Proposta de gravação As gravações utilizadas no Documentário seriam feitas de forma totalmente caseiras com o smartphone do próprio personagem apresentado. A ideia proposta para a idealização da gravação dos personagens do documentário foi escolhida no intuito de apresentar um ambiente mais neutro para que o personagem durante a sua apresentação pudesse ter mais destaque e atenção do telespectador. Sendo assim proposto para que o personagem com o auxílio de alguém, gravasse em um fundo mais limpo, como uma parede branca, por exemplo:

imagem

ao

lado

com

fundo

branco,

apresentando os materiais do hobby que a personagem está usando para praticá-lo. (Imagem retirada do documentário, personagem Isabela)

Os personagens foram orientados a realizarem takes mostrando os mesmos praticando o hobby

45


Ordem de Gravação Para organizar melhor as ideias para a gravação do Documentário, foi necessário sondar algumas possibilidades. 1. Escolher o personagem pelo hobby praticado; 2. Verificar quais equipamentos o mesmo tem para gravar o vídeo; 3. Verificar se o personagem teria auxílio para gravar (equipamento ou pessoa) para gravá-lo praticando o Hobby; 4. Verificar se o personagem teria o local adequado para gravar; como a proposta do fundo descrita acima; 5. Apresentar ao personagem as Pautas para abordagem do assunto; 6. Orientar a forma a ser gravado os demais takes na prática do Hobby; 7. Estabelecer uma data de envio para o e-mail da produtora. 4.2 Roteiro de edição Abaixo estará o roteiro de edição, colocado de forma separada, por conta de sua formatação.

46


ROTEIRISTA

PRODUÇÃO

DATA

DOCUMENTÁRIO

TEMPO

GIOVANNE ANDRADE, LETÍCIA WOLSKI, PABLO VAZ E PAULA ALMEIDA

CONTRA- REGRA PRODUÇÕES

-

HOBBY: SEM SAIR DE CASA

15”

VÍDEO

ÁUDIO

LOGOMARCA CONTRA- REGRA

LOGOMARCA CRUZEIRO DO SUL TAKE DAS RUAS DESERTAS [BG#1] NARRAÇÃO

11 DE MARÇO DE 2020. A LUTA CONTRA O INVISÍVEL FOI DECRETADA. A OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE) DECLARA PANDEMIA DO NOVO CONORAVÍRUS SARS-COV-2, CAUSADOR DA DOENÇA COVID-19. NO BRASIL, O PRIMEIRO REGISTRO OCORREU NA CIDADE DE SÃO PAULO NO DIA 26 DE FEVEREIRO, DESDE ENTÃO, A SENSAÇÃO DE VULNERABILIDADE SE ALASTROU NO COTIDIANO DE TODOS OS BRASILEIROS. O ATUAL GOVERNADOR JOÃO DORIA, DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA QUARENTENA NO CONTEXTO DA PANDEMIA, A PARTIR DESTE MOMENTO A CIDADE CONSIDERADA

MAIS

MOVIMENTADA,

PAROU.

A

SENSAÇÃO DE MELANCOLIA APOSSOU-SE DA GRANDE METRÓPOLE, O MEDO FOI INSTAURADO, A LUTA CONTRA O INVISÍVEL AINDA NÃO ACABOU, A PRECE É PARA QUE TODOS FIQUEM EM SUAS CASAS E SEGUROS, RESPEITANDO AS MEDIDAS PREVENTIVAS E CONSEQUENTEMENTE EVITANDO O CONTÁGIO. O ISOLAMENTO SOCIAL PROPORCIONOU MUDANÇA EM NOSSOS HÁBITOS, A CIDADE DESACELEROU, O QUE 47


ROTEIRISTA

PRODUÇÃO

DATA

DOCUMENTÁRIO

TEMPO

GIOVANNE ANDRADE, LETÍCIA WOLSKI, PABLO VAZ E PAULA ALMEIDA

CONTRA- REGRA PRODUÇÕES

-

HOBBY: SEM SAIR DE CASA

15”

VÍDEO

ÁUDIO ANTES HAVIA DE SER FEITO EM PASSOS CURTOS E RÁPIDOS, NESTE PERÍODO, A BONANÇA REINOU. POSSIBILITANDO SURGIMENTO E APRIMORAMENTO DE HOBBIES, COMO FORMA DE DISTRAÇÃO E EXPRESSÃO EM COMBATE A ANSIEDADE E O SUFOCAMENTO CAUSADO PELO MEDO DESTE NOVO VÍRUS. ARTE PARA RESISTIR AOS DESAFIOS DA VIDA.

ENTREVISTA COM RAYSSA (PSICÓLOGA)

RESPOSTAS DELA SOBRE AS DUAS PERGUNTAS DA PAUTA: 1- NOS FALE COMO A QUARENTENA INTERFERE NA SAÚDE MENTAL DE UMA PESSOA? 2- O QUE PODE AJUDAR A SAÚDE MENTAL NESSE PERÍODO?

APRESENTAÇÃO DOS PERSONAGENS

ELES RESPONDENDO SEUS NOMES E IDADE.

PERSONAGENS RESPONDENDO A PAUTA, COM SOBREPOSIÇÃO DE TAKES DEMONSTRATIVOS.

ELES RESPONDENDO: ME DIGA QUANDO VOCÊ DECIDIU

PERSONAGENS RESPONDENDO A PAUTA, COM SOBREPOSIÇÃO DE TAKES DEMONSTRATIVOS.

ELES RESPONDENDO: O QUE TE IMPEDIA DE FAZÊ-LO

PERSONAGENS RESPONDENDO A PAUTA, COM SOBREPOSIÇÃO DE TAKES DEMONSTRATIVOS.

ELES RESPONDENDO: QUAL FOI SUA SENSAÇÃO

VOLTAR A FAZER SEU HOBBY E POR QUE?

ANTES DA QUARENTENA?

QUANDO PEGOU O (MATERIAL QUE USA PARA PRATICÁ48


ROTEIRISTA

PRODUÇÃO

DATA

DOCUMENTÁRIO

TEMPO

GIOVANNE ANDRADE, LETÍCIA WOLSKI, PABLO VAZ E PAULA ALMEIDA

CONTRA- REGRA PRODUÇÕES

-

HOBBY: SEM SAIR DE CASA

15”

VÍDEO

ÁUDIO LO) NOVAMENTE.

PERSONAGENS RESPONDENDO A PAUTA, COM SOBREPOSIÇÃO DE TAKES DEMONSTRATIVOS.

ENTREVISTA COM RAYSSA (PSICÓLOGA)

ELES RESPONDENDO: COMO ISSO MUDOU VOCÊ NA SUA VIDA E ROTINA DE QUARENTENA?

ELA RESPONDENDO SOBRE: 3- ME CONTE, QUAL A INFLUÊNCIA DE UM HOBBY SOBRE O BEM-ESTAR EMOCIONAL DE UMA PESSOA QUE O PRATICA? 4-

COMO

UM

HOBBY

PODE

CONTRIBUIR

POSITIVAMENTE EM RELAÇÃO A SAÚDE PSICOLÓGICA DE

UMA

PESSOA

DURANTE

O

PERÍODO

DE

QUARENTENA?

TAKE DA PERSONAGEN ISABELA SEGURANDO UMA PLACA

[BG#2]

CRÉDITOS FINAIS E LOGOS.

49


5. Relatório de Justificativa Ética Relatório como critério para nota na disciplina de Ética e Legislação Para Rádio, TV e Internet, conforme orientação da Profa. Ma. Ivani Falcão. CONTRA-REGRA PRODUÇÕES Pablo Matheus C. Vaz RGM: 1866774-1 Paula Almeida RGM: 1885121-5 Samantha Nunes Paiva Guerra RGM:1888012-6 Kauê Willian Morais Leite RGM: 1888985-9 Giovanne Andrade dos Santos RGM: 1934220-9 Sandra Amabile de Sousa Gazzi RGM: 2012451-1 Letícia Guimarães Wolski RGM: 2252928-4

5.1 Atuação profissional em RTVI e preceitos éticos do profissional de RTVI INTRODUÇÃO Para introduzirmos nosso relatório, bem como a conduta ética dos radialistas, primeiro é necessário se basear no significado da palavra “Direito”. Segundo o professor Victor Emanuel Christofari (2007, on line), “Direito é o conjunto de normas ou regras jurídicas que regem a conduta humana, prevendo sanções para casos de descumprimento”. Já o significado de “Ética” passa por vários autores e assim por diversas interpretações, porém segundo Moreira (2001, p.21, on line) a Ética é o estudo das avaliações do ser humano e suas relações sobre sua conduta e a dos outros cidadãos que

vivem

numa

sociedade,

as avaliações

são

feitas

sob

o

conhecimento do bem e do mal que é ditado através da moral. Seguindo como base o que diz o professor Emanuel Christofari, em qualquer esfera profissional, haverá normas a serem respeitadas. No Brasil, existem algumas entidades que estabelecem estas normas a serem seguidas na esfera de radiodifusão como a ANATEL, o Conselho de Comunicação Social, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), CONAR entre outras. Nesta parte do documento, iremos citar alguns artigos do Código de Ética da Radiodifusão Brasileira, 50


ao qual foi atualizado em 1993 por Assembleia Geral Extraordinária, pela ABERT, sendo pertinente aos profissionais de da área, sendo da responsabilidade do radialista: Princípios Gerais Art. 1o - Destina-se a radiodifusão ao entretenimento e à informação do público em geral, assim como à prestação de serviços culturais e educacionais. (ABERT, Código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Brasília/DF. Capítulo I, 1993) Nosso documentário segue uma produção cultural. Art. 2o - A radiodifusão defenderá a forma democrática de governo e, especialmente, a liberdade de imprensa e de expressão do pensamento. Defenderá, igualmente, a unidade política do Brasil, a aproximação e convivência pacífica com a comunidade internacional e os princípios da boa educação moral e cívica. (ABERT, Código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Brasília/DF. Capítulo I, 1993) Nosso documentário não contém nenhuma ação antidemocrática prevista pela Constituição Federal ou pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, nem fere seus preceitos éticos. Da Programação Art. 5o - As emissoras transmitirão entretenimento do melhor nível artístico e moral, seja de sua produção, seja adquirido de terceiros, considerando que a radiodifusão é um meio popular e acessível a quase totalidade dos lares. (ABERT, Código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Brasília/DF. Capítulo II, 1993) Ainda na relação da ética profissional da área de Rádio, TV E Internet, temos um artigo muito importante a ser seguido e respeitado por nós, futuros radialistas, o Art. 53 do Código Brasileiro de Telecomunicações - Lei 4117/62. Nele costa: Art. 53. Constitui abuso, no exercício de liberdade da radiodifusão, o emprêgo dêsse meio de comunicação para a prática de crime ou contravenção previstos na legislação em vigor no País, inclusive: (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) a) incitar a desobediência às leis ou decisões judiciárias; (Redação dada pelo DecretoLei nº 236, de 1968) 51


b) divulgar segredos de Estado ou assuntos que prejudiquem a defesa nacional; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) c) ultrajar a honra nacional; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) d) fazer propaganda de guerra ou de processos de subversão da ordem política e social; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) e) promover campanha discriminatória de classe, côr, raça ou religião; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) f) insuflar a rebeldia ou a indisciplina nas fôrças armadas ou nas organizações de segurança pública; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) g) comprometer as relações internacionais do País; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) h) ofender a moral familiar, pública, ou os bons costumes; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) i) caluniar, injuriar ou difamar os Poderes Legislativos, Executivo ou Judiciário ou os respectivos membros; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) j) veicular notícias falsas, com perigo para a ordem pública, econômica e social; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) l) colaborar na prática de rebeldia desordens ou manifestações proibidas. (Incluído pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

5.2 Criação O documentário “Hobby: Sem Sair de Casa” foi produzido pela produtora universitária Contra-Regra Produções, da Universidade Cruzeiro do Sul e por este motivo a nós, pertencem os direitos autorais sobre ela, porém não podemos da mesma forma utilizálo como fim comercial, já que contém conteúdo de terceiros. Como anteriormente citado, nosso projeto há conteúdo de terceiros: imagens da plataforma YouTube, sendo essas fazendo parte de vídeos com licença intitulada Creative Commons (CC BY), sendo estes de livre redistribuição, ao qual podemos utilizar em nosso conteúdo audiovisual, sendo necessário a atribuição dos créditos aos autores dessas mídias, bem como, seguir os Termos de Serviço que a plataforma, que são: Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato 52


Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material Sendo que o licenciante não poderá revogar estes direitos desde que respeitamos os termos da licença, sendo estes: Atribuição — dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Devemos fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso. NãoComercial — Você não pode usar o material para fins comerciais. CompartilhaIgual — Se você remixar, transformar, ou criar a partir do material, tem de distribuir as suas contribuições sob a mesma licença que o original. Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita. Não restringimos nenhuma norma da plataforma. No item: 2.9 Imagens da Internet (Creative Commons) da página 37 a 38 desta Bíblia de Produção, é possível encontrar outras informações sobre a licença CC BY, nome do autor, número da licença e atribuição. Também foram utilizadas faixas brancas para a composição musical do documentário, retiradas do Youtube Audio Library, podendo serem utilizadas seguindo os termos e condições da plataforma, que são: •

NÃO Disponibilize, distribua ou reproduza esses arquivos de música pela biblioteca separadamente de vídeos e conteúdos em que você tenha esses arquivos incorporados (por exemplo, a distribuição individual desses arquivos não é permitida).

•

NÃO Usará os arquivos de música desta biblioteca de forma ilegal ou em conjunto com qualquer conteúdo ilegal. Detalhes sobre autor, faixa e afins no item: 2.3.5 Sonoplastia, presente nesta Bíblia de Produção, na página 21. 5.3 Registro da obra A obra audiovisual não será registrada. 53


5.4 Adequação da obra ao público telespectador (formato/conteúdo/horário). A obra “Hobby: Sem Sair de Casa” é uma produção audiovisual do gênero Documentário, e é justificada desta forma pelo autor José Carlos Aronchi de Souza, como sendo uma peça que tem um olhar para determinado assunto de relevância social, histórica, entre outros. A classificação indicativa do documentário: “Hobby: Sem Sair de Casa” é livre, como citado anteriormente no item “2.5: Classificação indicativa”. Nosso documentário se enquadra como Livre, sendo justificado a escolha com base no Guia Prático de Classificação Indicativa 3° Edição (2018) por não infligir nenhuma restrição, em qualquer critério de analise (violência, sexo e nudez, drogas, atenuantes e agravantes) da classificação LIVRE, como demonstrado abaixo: VIOLÊNCIA: “Nem sempre a ocorrência de cenas que remetem à violência é prejudicial ao desenvolvimento psicológico da criança. São admitidos para esta faixa etária conteúdos que apresentem[...]”: (Secretaria Nacional da Justiça. Classificação Indicativa: Guia Prático 3° Edição, 2018, p. 9) Nosso documentário não possui nenhum dos critérios analisados em Violência (A.), sendo esses: A.1.1 ARMA SEM VIOLÊNCIA A.1.2 MORTE SEM VIOLÊNCIA A.1.3 OSSADA OU ESQUELETO SEM VIOLÊNCIA A.1.4 VIOLÊNCIA FANTASIOSA SEXO E NUDEZ: Nem sempre a ocorrência de cenas que remetem a sexo ou nudez é prejudicial ao desenvolvimento psicológico da criança. São admitidos para esta faixa etária conteúdos que apresentem[...]”. (Secretaria Nacional da Justiça. Classificação Indicativa: Guia Prático 3° Edição, 2018, p. 21) Nosso documentário não possui nenhum dos critérios analisados em Sexo e Nudez (B.), sendo esses: B.1.1 NUDEZ NÃO ERÓTICA

54


DROGAS: “Nem sempre a ocorrência de cenas que remetem a drogas é prejudicial ao desenvolvimento psicológico da criança. São admitidos para esta faixa etária conteúdos que apresentem[...]”. (Secretaria Nacional da Justiça. Classificação Indicativa: Guia Prático 3° Edição, 2018, p. 26) Nosso documentário não possui nenhum dos critérios analisados em Drogas (C.), sendo esses: C.1.1 CONSUMO MODERADO OU INSINUADO DE DROGA LÍCITA ATENUANTES E AGRAVANTES: “Atenuantes são fatores imagéticos ou contextuais da obra que podem reduzir o impacto das tendências de indicação.” (Secretaria Nacional da Justiça. Classificação Indicativa: Guia Prático 3° Edição, 2018, p. 30) Nosso documentário não possui nenhum dos critérios analisados em Atenuantes (D.), sendo esses: D.1.1 COMPOSIÇÃO DE CENA D.1.2 CONTEÚDO POSITIVO D.1.3 CONTEXTO ARTÍSTICO D.1.4 CONTEXTO CÔMICO OU CARICATO D.1.5 CONTEXTO CULTURAL D.1.6 CONTEXTO ESPORTIVO D.1.7 CONTEXTO FANTASIOSO D.1.8 CONTEXTO HISTÓRICO D.1.9 CONTEXTO IRÔNICO D.1.10 CONTRAPONTO D.1.11 FREQUÊNCIA D.1.12 INSINUAÇÃO D.1.13 MOTIVAÇÃO D.1.14 RELEVÂNCIA D.1.15 SIMULAÇÃO D.1.16 TENTATIVA Ainda para justificar a escolha da classificação indicativa (Livre), e subsequentemente o horário que não tem restrição para o documentário ser exibido, levamos em consideração os aspectos estabelecidos pelo Código de Ética da Radiodifusão 55


Brasileira (ABERT, Código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Brasília/DF. Capítulo II, 1993): Art. 15 - Para melhor compreensão, e, consequentemente, observância dos princípios acima afirmados, fica estabelecido que: 1) São livres para exibição em qualquer horário, os programas ou filmes: a) que não contenham cenas realistas de violência , agressões que resultem em dilaceração ou mutilação de partes do corpo humano, tiros a queima roupa, facadas, pauladas ou outras formas e meios de agressão violenta com objetos contundentes, assim como cenas sanguinolentas resultantes de crime ou acidente; não tratem de forma explícita temas sobre estupro, sedução, sequestro, prostituição e rufianismo; b) que não contenham em seus diálogos palavras vulgares, chulas ou de baixo calão; c) que não exponham ou discutam o uso e o tráfico de drogas, notadamente as alucinógenas e entorpecentes, não apresentem de maneira positiva o uso do fumo e do álcool; d) que não apresentem nu humano, frontal, lateral ou dorsal, não apresentem visíveis os órgãos ou partes sexuais exteriores humanas, não insinuem o ato sexual, limitando as expressões de amor e afeto a carícias e beijos discretos. Os filmes e programas livres para exibição em qualquer horário não explorarão o homossexualismo; e) cujos temas sejam os comumente considerados apropriados para crianças e préadolescentes, não se admitindo os que versem de maneira realista sobre desvios do comportamento humano e de práticas criminosas mencionadas nas letras "a", "c" e "d" acima; Nosso documentário não foi pensado para preencher a grade de uma emissora de Televisão, mas sim para ser distribuído em serviços streaming e por conta disso não contém um horário definido. Porém, se tivesse ele não teria qualquer restrição devido as justificativas apresentadas sobre a classificação indicativa.

56


RELAÇÃO DE CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA E HORÁRIO DE EXIBIÇÃO

5.5 Veiculação/Distribuição Devido o estudo de meios de streaming como um meio de distribuição e veiculação de produções na matéria de Tecnologia para Rádio, TV E Internet, com a Professora Elisa, decidimos que futuramente nosso documentário poderia ser colocado na plataforma Libreflix, uma empresa colaborativa, que reúne produções audiovisuais independentes. Além de ser totalmente gratuita, possui termos de uso flexíveis (última alteração do termo em 2018): 57


•

O Libreflix dedica-se a proporcionar uma experiência livre de assédio para

todos, independentemente do sexo, identidade e expressão de gênero, orientação sexual, deficiência, aparência física, tamanho corporal, idade, raça ou religião. Não toleramos o assédio dos participantes de qualquer forma. Seja por meio de outros usuários ou pelos materiais aqui postados. Se você sentir que essa barreira foi quebrada em algum momento, não deixe de entrar em contato. •

Mantenha a plataforma longe de spam ou propagandas. Não use seu perfil

como bot para propagar esse tipo de conteúdo. •

Respeite os direitos de cópia: por mais que defendamos o direito de todos terem

acesso à cultura e a informação, queremos antes criar ambientes onde não precisemos de materiais com fortes proteções aos direitos de cópia. 5.6 Participantes e entrevistados Devido ao isolamento social, este semestre em especial, não foi necessário que os personagens do documentário “Hobby: Sem Sair de Casa” assinassem um Termo de Uso de Imagem e Voz, porém, enviamos um termo de autorização por suas redes sociais, para que estes preenchessem com seus dados para comprovar que estão cientes do uso de sua imagem, para evitar complicações futuras, como previsto no Art. 20 do Código Civil - Lei 10406/02: Institui o Código Civil. Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. (Vide ADIN 4815) Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.

58


Em relação ao direito de imagem e personalidade, na Constituição Federal temos: Constituição Federal de 1988, Artigo 5°: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;”.

TERMOS DE AUTORIZAÇÃO DE IMAGEM E VOZ Nas próximas páginas estarão disponíveis os termos preenchidos pelos personagens do documentário.

59


TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ

Neste ato, e para todos os fins de direito, autorizo o uso da minha imagem e voz para fins de divulgação, de publicação e publicidade do trabalho artísticocultural, em caráter definitivo e gratuito, constante em fotos e imagens. As imagens e voz poderão ser exibidas: parcial ou total, em apresentação audiovisual, publicações e divulgações em exposições e festivais com ou sem premiações remuneradas nacionais ou internacionais, assim como disponibilizadas no banco de imagens resultante da pesquisa e na internet e em outras mídias futuras, fazendo-se constar os devidos créditos ao fotógrafo. Pode ser esta a expressão de minha vontade, nada terei a reclamar a título de direitos conexos a minha imagem e voz ou qualquer outro, perante ao documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”

09 de maio de 2020

Nome: Acsa Bruna Gonçalves RG: 38.719.982-2

CPF: 453.714.728-86

Telefone:

Celular: (11) 99575-2742

Endereço: Rua Luiz Grasman 39, Lagoa Cidade: Itapecerica da Serra

Estado: São Paulo


TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ

Neste ato, e para todos os fins de direito, autorizo o uso da minha imagem e voz para fins de divulgação, de publicação e publicidade do trabalho artísticocultural, em caráter definitivo e gratuito, constante em fotos e imagens. As imagens e voz poderão ser exibidas: parcial ou total, em apresentação audiovisual, publicações e divulgações em exposições e festivais com ou sem premiações remuneradas nacionais ou internacionais, assim como disponibilizadas no banco de imagens resultante da pesquisa e na internet e em outras mídias futuras, fazendo-se constar os devidos créditos ao fotógrafo. Pode ser esta a expressão de minha vontade, nada terei a reclamar a título de direitos conexos a minha imagem e voz ou qualquer outro, perante ao documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”

10 de maio de 2020

RESPONSÁVEL PELA MENOR ISABELA:

Nome: Juliana Freire de Oliveira Esteves RG: CPF: Telefone: (11) 2537-3644

Celular: (11) 968829420

Endereço: Rua Benvinda Aparecida de Abreu Leme 98 Cidade: São Paulo

Estado: São Paulo

Nome: Isabela Freire de Oliveira RG: CPF: Telefone: (11) 2537-3644

Celular: (11) 95589-7693

Endereço: Rua Benvinda Aparecida de Abreu Leme 98 Cidade: São Paulo

Estado: São Paulo


TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ

Neste ato, e para todos os fins de direito, autorizo o uso da minha imagem e voz para fins de divulgação, de publicação e publicidade do trabalho artísticocultural, em caráter definitivo e gratuito, constante em fotos e imagens. As imagens e voz poderão ser exibidas: parcial ou total, em apresentação audiovisual, publicações e divulgações em exposições e festivais com ou sem premiações remuneradas nacionais ou internacionais, assim como disponibilizadas no banco de imagens resultante da pesquisa e na internet e em outras mídias futuras, fazendo-se constar os devidos créditos ao fotógrafo. Pode ser esta a expressão de minha vontade, nada terei a reclamar a título de direitos conexos a minha imagem e voz ou qualquer outro, perante ao documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”

09 de maio de 2020

Nome: Jaqueline Souza Romero RG: 5.556.4788-2 Telefone: (11) 988651-312 Endereço: Rua Glucinio 133 Cidade: São Paulo

CPF: 471.124.658 42 Celular: (11) 11 948146097 Estado: São Paulo


TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ

Neste ato, e para todos os fins de direito, autorizo o uso da minha imagem e voz para fins de divulgação, de publicação e publicidade do trabalho artísticocultural, em caráter definitivo e gratuito, constante em fotos e imagens. As imagens e voz poderão ser exibidas: parcial ou total, em apresentação audiovisual, publicações e divulgações em exposições e festivais com ou sem premiações remuneradas nacionais ou internacionais, assim como disponibilizadas no banco de imagens resultante da pesquisa e na internet e em outras mídias futuras, fazendo-se constar os devidos créditos ao fotógrafo. Pode ser esta a expressão de minha vontade, nada terei a reclamar a título de direitos conexos a minha imagem e voz ou qualquer outro, perante ao documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”

10 de maio de 2020

Nome: Júlia Freire de Oliveira RG: 58.163.393-3 Telefone: (11) 2537-3644

CPF: 477.843.958-92 Celular: (11) 94037-9830

Endereço: Rua Benvinda Aparecida de Abreu Leme 98 Cidade: São Paulo

Estado: São Paulo


TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ

Neste ato, e para todos os fins de direito, autorizo o uso da minha imagem e voz para fins de divulgação, de publicação e publicidade do trabalho artísticocultural, em caráter definitivo e gratuito, constante em fotos e imagens. As imagens e voz poderão ser exibidas: parcial ou total, em apresentação audiovisual, publicações e divulgações em exposições e festivais com ou sem premiações remuneradas nacionais ou internacionais, assim como disponibilizadas no banco de imagens resultante da pesquisa e na internet e em outras mídias futuras, fazendo-se constar os devidos créditos ao fotógrafo. Pode ser esta a expressão de minha vontade, nada terei a reclamar a título de direitos conexos a minha imagem e voz ou qualquer outro, perante ao documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”

09 de maio de 2020

Nome: Kauê Willian Morais Leite RG: 38.511.833-8

CPF: 476179738-02

Telefone: (11)988651-312

Celular: (11)988651-312

Endereço: Rua Bernardino Antunes 315

Estado: São Paulo

Cidade: São Paulo


TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E VOZ

Neste ato, e para todos os fins de direito, autorizo o uso da minha imagem e voz para fins de divulgação, de publicação e publicidade do trabalho artísticocultural, em caráter definitivo e gratuito, constante em fotos e imagens. As imagens e voz poderão ser exibidas: parcial ou total, em apresentação audiovisual, publicações e divulgações em exposições e festivais com ou sem premiações remuneradas nacionais ou internacionais, assim como disponibilizadas no banco de imagens resultante da pesquisa e na internet e em outras mídias futuras, fazendo-se constar os devidos créditos ao fotógrafo. Pode ser esta a expressão de minha vontade, nada terei a reclamar a título de direitos conexos a minha imagem e voz ou qualquer outro, perante ao documentário “Hobby: Sem Sair de Casa.”

09 de maio de 2020

Nome: Rayssa Nailla Santos Duarte RG: 52. 570.271-4

CPF: 417.831.198-02

Telefone: (11) 988651-312

Celular: (11) 97449-2786

Endereço: Rua Maria Angélica de Lima Cidade: São Paulo

Estado: São Paulo


BIBLIOGRAFIA ABERT. Código de Ética da Radiodifusão Brasileira (1993): Cap. 1, Cap. 2. Online. Disponível

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68


6. Anexos Ficha de Classificação Indicativa

69


7. Referências Bibliográficas ALLGULANDER, Christer. O que nossos pacientes querem e necessitam saber sobre transtorno de ansiedade generalizada?. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo , v. 29, n. 2, p.

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Ambientes de

descontração

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a

produtividade dos colaboradores? Saiba aqui! Abertura Simples (2018). Online. Disponível em: <https://aberturasimples.com.br/ambientes-descontraidos/> acesso em 04mai.2020. BORINE, Monica Silvia. Ansiedade, neuroticismo e suporte familiar: Evidência de validade do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). (2011). Online. Disponível em: <https://dsv.usf.edu.br/galeria/getImage/427/606054467274901.pdf> acesso em 16abr.2020. Biblioteca VIRTUAL EM SAÚDE. Ansiedade. (2011). Online. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/224_ansiedade.html> acesso em 16abr.2020. BIERNATH, André. Transtorno de ansiedade: sem tempo para o agora. Abril: Saúde. (2020).

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