UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL RÁDIO, TV E INTERNET
QUARENTENA: A ROTINA NO ISOLAMENTO DOCUMENTÁRIO - PROJETO INTERDISCIPLINAR IV
SÃO PAULO 2020
DOCUMENTÁRIO QUARENTENA: A ROTINA NO ISOLAMENTO
Júlia Freire de Oliveira RGM: 1871404-8 Thayná da Costa de Freitas RGM: 1876875-0 Pedro Henrique Brito da Silva RGM: 1890216-2 Letícia Rodrigues do Nascimento RGM: 1912366-3 Gabriela Correia Henriques RGM: 1938098-4 Daniela Rigoni Furtozo RGM: 1996155-3 Arleine Constance Ferreira Limon RGM: 2003198-0
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HERA PRODUÇÕES
PROJETO INTERDISCIPLINAR IV DOCUMENTÁRIO – QUARENTENA: A ROTINA NO ISOLAMENTO
Bíblia de Produção apresentada à Banca Examinadora da Universidade Cruzeiro do Sul – Campus Liberdade, como parte das exigências para obtenção parcial de nota no Projeto Interdisciplinar IV, para os alunos do 4° e 5° semestre do curso de Rádio, TV e Internet. São Paulo, 11 de Maio de 2020
ORIENTADORES Profª. Dra. Maria Aparecida Ruiz Documentário ___________________________________ Profª. Ma. Ivani Falcão Ética e Legislação para Rádio, TV e Internet ____________________________________ Profª. Ma. Elisa Moura Marconi Bicudo Pereira Tecnologia para Rádio, TV e Internet AGRADECIMENTOS Profº. Me. Alexandre Henrique Direção de Programas para Rádio ___________________________________ Profº Dr. Bruno Rogério Tavares Coordenador do curso de RTVI 2
“A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.” John Kennedy 3
RESUMO Em 2020 aconteceu um fenômeno mundial, que afetou não só a economia, mas toda a vida da população habitante deste planeta. Seu nome? Coronavírus, conhecido também como “COVID-19”. Uma epidemia que começou na China e se alastrou rápida e drasticamente em uma pandemia de difícil controle para os sistemas nacionais. Consequência? Fechamento de todos os serviços não essenciais como forma de combate a proliferação da doença e preservação da vida. Decretado pelo Governo, todas as portas, de diversos estabelecimentos baixaram as portas. O que restou? Ficarmos em casa e sermos obrigados a nos isolar. Diante disso paramos para pensar: “se estamos proibidos de sair de nossas casas, significa que agora todas as famílias se encontram juntas em casa... então será que houve uma mudança de rotina? De valores? De perspectivas para o futuro? O que isso afetou os trabalhadores? E quem mora sozinho?” Palavras-chave: coronavírus – isolamento social – rotina – quarentena ABSTRACT In 2020, a worldwide phenomenon took place, which affected not only the economy, but the entire life of the inhabitants of this planet. Your name? Coronavirus, also known by its nickname “COVID-19”. An epidemic that started in China and spread rapidly and dramatically in a pandemic that is difficult to control for national systems. Consequence? Closing of all non-essential services as a way of combating the proliferation of the disease and preserving life. Decreed by the Government, all doors, of several establishments, have been lowered. What is left? Staying at home and being forced to isolate ourselves. In view of this, we stopped to think: “if we are forbidden to leave our homes, it means that now all the families are together at home ... then has there been a change in routine? Of values? Looking to the future? What has this affected workers? And who lives alone?” Keywords: coronavirus - social isolation - routine – quarantine 4
SUMÁRIO
1. Produtora........................................................................................ 07 1.1. Logomarca................................................................................... 08 1.2. Identidade Organizacional........................................................... 08 1.3. Equipe.......................................................................................... 09 1.4. Organograma................................................................................12 2. Projeto..............................................................................................13 2.1. Sinopse.........................................................................................13 2.2. Objetivos.......................................................................................13 2.3. Proposta........................................................................................13 2.3.1. Linguagem................................................................................. 14 2.3.2. Personagens.............................................................................. 14 2.3.3. Descrição dos personagens.......................................................16 2.3.4. Edição e Montagem....................................................................17 2.3.5. Sonoplastia.................................................................................19 2.4. Público Alvo.................................................................................. 20 2.5. Classificação Indicativa................................................................ 20 2.6. Veiculação.................................................................................... 21 2.7. Justificativa................................................................................... 22 2.7.1. Introdução.................................................................................. 22 2.7.2. Fundamentação Teórica............................................................ 23 2.7.3. Fundamentação do Tema.......................................................... 26 2.8. Cronograma de Produção............................................................. 31 2.9. Cronograma de Edição.................................................................. 31 5
3. Considerações................................................................................ 32 3.1. Respondendo ao desafio............................................................. 32 4. Apêndices....................................................................................... 39 4.1. Pautas......................................................................................... 39 4.2. Referências de documentário..................................................... 40 4.3. Roteiro de Edição........................................................................ 42 4.4. Ficha de Classificação Indicativa................................................ 52 4.4.1. Introdução sobre atuação no RTVI.......................................... 52 4.4.2. Criação..................................................................................... 56 4.4.3. Registro da Obra...................................................................... 57 4.4.4. Adequação ao público telespectador....................................... 57 4.4.5. Veiculação e Distribuição......................................................... 58 4.4.6. Direito a personalidade............................................................ 59 4.4.7. Leis de radiodifusão pertinentes ao tema................................ 64 4.5. Referências Bibliográficas.......................................................... 66
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1. PRODUTORA
A Hera Produções teve seu início no 2° semestre de 2019 dentro do curso de Rádio, TV e Internet, devido a produção de um programa mais complexo e com necessidade de mais profissionais para sua execução. Após isso, houve uma nova separação que ocorreu com base no tema da nossa próxima produção, portanto, atualmente a produtora está composta por 7 integrantes: Arleine Constance, Daniela Rigoni, Gabriela Correia, Júlia Freire, Leticia Rodrigues, Pedro Brito e Thayná Costa. O nome da produtora foi inspirado na deusa grega, Hera, que em sua mitologia representava a divindade do casamento. Escolhemos esse nome porque, para a produção anterior, houve a junção de duas produtoras independentes, Contra-Regra e One Take Produções, havendo assim um casamento de ambas. Hoje o nome representa a reciclagem de ideias, que por serem tão boas, não devem ser descartadas, e sim, aproveitadas e reutilizadas sempre que necessárias. Uma das coisas que move a nossa produtora e faz ser quem somos, está baseada em uma citação de Benjamin Franklin, que diz: “os investimentos em conhecimentos geram os melhores dividendos”. Mesmo diante das mudanças repentinas em nosso cenário mundial, permanecemos firmes em nosso propósito de entregar excelentes resultados para todos que estão a nossa volta e acreditam no nosso potencial, seja eles professores, amigos ou familiares. Semestre após semestre, investimos em obter novos conhecimentos relacionado a assuntos, formatos, gêneros, veiculações, públicos, entre outros, tudo visando em gerar o melhor para que no futuro venhamos ser os melhores profissionais registrados na área e alcançar os lucros de tudo aquilo. Não por dinheiro, mas por amor... e principalmente pelo conhecimento (que é algo que ninguém irá poder tirar de nós). Essa sempre será nossa essência.
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1.1. Logomarca
Conceito A flor de lótus é um dos itens/objetos que estão associados a deusa grega Hera. O estilo de fonte utilizado remete a estética da mitologia grega, assim como a giromancia, que é o círculo em volta da escrita, que por sua vez, contém letras do alfabeto Grego. 1.2. Identidade Organizacional
Missão Produzir, desenvolver e criar diferentes formas de comunicação audiovisual. Oferecendo informação, entretenimento e serviços, buscando a satisfação dos nossos clientes e telespectadores. Visão Nos tornar, até 2021, uma referência no cenário audiovisual brasileiro, principalmente para quem está entrando no ramo agora. Atuar em todas as mídias nos destacando
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pela diversidade de conteúdo, criatividade, competência técnica e um atendimento extraordinário.
Valores Manter o cliente em 1º lugar sempre com total transparência nos negócios, trabalhando com ética, comprometimento, respeito ao indivíduo, companheirismo, trabalho em equipe e excelência nos serviços.
1.3.
Equipe
Nome: Arleine Constance Idade: 21 anos. Curso: Rádio, TV e Internet Semestre: Estudante do 4º semestre Instituição: Universidade Cruzeiro do Sul. Funções Executadas anteriormente: Já atuou como atriz, fotógrafa, editora de fotos, assistente de produção, editora, co-roteirista, assistente de estúdio. Função Atual: Operadora de câmera, diretora geral, produtora, editora e pauteira. Projeto: Documentário – Quarentena: A rotina no isolamento
Nome: Daniela Rigoni Idade: 22 anos Curso: Rádio, TV e Internet Semestre: Estudante do 4° semestre Instituição: Universidade Cruzeiro do Sul Funções Executadas anteriormente: Já atuou como roteirista, revisora de texto, diretora artística, editora, fotógrafa, produtora executiva e roteirista. Função Atual: produção, roteirista, pauteira e assistente de direção. 9
Projeto: Documentário – Quarentena: A rotina no isolamento
Nome: Gabriela Correia Henriques
Idade: 20 anos Curso: Rádio, TV e Internet Semestre: Estudante do 5° semestre Instituição: Universidade Cruzeiro do Sul Funções Executadas anteriormente: Já atuou como operadora de câmera, locutora, operadora de áudio, figurante, repórter, atriz, diretora geral, roteirista de merchandising, edição, sonoplasta, operadora de teleprompter, co-roteirista e assistente de produção. Função Atual: entrevistadora, pauteira, operadora de áudio e produtora. Projeto: Documentário – Quarentena: A rotina no isolamento
Nome: Júlia Freire de Oliveira Idade: 19 anos Curso: Rádio, TV e Internet Semestre: Estudante do 5° semestre do curso Instituição: Universidade Cruzeiro do Sul Funções Executadas anteriormente: Já atuou como diretora artística, atriz, diretora de imagem, operadora de câmera, roteirista, produtora, compositora, produtora musical, diretora de arte técnica de áudio, assistente de produção, cenógrafa e coordenadora de elenco. Função atual: pauteira, operadora de câmera, operadora de áudio e entrevistadora Projeto: Documentário – Quarentena: A rotina no isolamento
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Nome: Letícia Rodrigues do Nascimento Idade: 20 anos Curso: Rádio, TV e Internet Semestre: Estudante do 5° semestre Instituição: Universidade Cruzeiro do Sul. Funções Executadas anteriormente: Já atuou como assistente de direção, operadora de teleprompter, repórter, figurinista, locutora, pós-produção, produtora, editora, figurinista, produtora musical. Função Atual: produtora, roteirista e pauteira Projeto: Documentário – Quarentena: A rotina no isolamento
Nome: Pedro Henrique Brito da Silva Idade: 24 anos Curso: Rádio, TV e Internet Semestre: Estudante do 5° semestre Instituição: Universidade Cruzeiro do Sul Funções Executadas anteriormente: Já atuou como diretor de imagem, diretor e produtor de TV, operador de áudio, operador de câmera, fotógrafo, editor e finalização, operador de iluminação, diretor de fotografia, eletricista e editor. Função Atual: pauteiro e editor Projeto: Documentário – Quarentena: A rotina no isolamento
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Nome: Thayná da Costa de Freitas Idade: 23 anos Curso: Rádio, TV e Internet Semestre: Estudante do 5° semestre Instituição: Universidade Cruzeiro do Sul Funções Executadas anteriormente: Já atuou como co-roteirista, operadora de som, produtora de arte, atriz, editora, assistente de produção, fotógrafa, diretora artística, apresentadora, sonoplasta, operadora de câmera e cenógrafa. Função Atual: produtora, pauteira e roteirista Projeto: Quarentena – A rotina no isolamento 1.4.
Organograma
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2. PROJETO
2.1. Sinopse
2020, marcado na história como o ano da pandemia do Covid-19. Pessoas do mundo todo sofreram as mais diversas alterações em suas rotinas para aderir ao isolamento social com o propósito de diminuir a propagação do vírus. O documentário aborda pessoas com diferentes quantidades de moradores em seus lares que contam como vivem no período da quarentena, e com a psicóloga Letícia Silva afim de aprofundar as questões levantadas. 2.2. Objetivos Objetivo Geral: Mostrar o quanto e como isso mudou as vidas das pessoas que estão fazendo parte do isolamento social. Objetivo específico: §
Verificar a alteração na rotina dos personagens;
§
Observar como os personagens tem vivido essa situação na pele;
§
Identificar as semelhanças e diferenças de cada família;
§
Analisar os conceitos e conselhos psicológicos sobre isolamento;
§
Ressaltar a identificação dos personagens com o público.
Com o documentário “Quarentena: A rotina no isolamento” temos como objetivo trazer reflexão e uma realidade, que não é só de nossos personagens, mas de toda a população do planeta que foram afetados por essa quarentena e isolamento forçado. 2.3.
Proposta
Nosso documentário foi produzido durante a quarentena devido ao surto de COVID19. Com base neste contexto histórico, nossa proposta se baseia em mostrar o quanto e como isso mudou as vidas das pessoas que estão fazendo parte do isolamento social. Com os depoimentos de pessoas reais e que viveram isso na pele, ao mesmo 13
tempo em que uma psicóloga traz uma visão profissional para o documentário, nossa premissa se baseia em fazer com que o público se identifique com os nossos personagens ao mesmo tempo em que a palavra da psicóloga os aconselhe. 2.3.1 Linguagem O documentário conta com as narrativas poética e reflexiva. Poética, pois, se preocupa com a estética e tem o mundo real como objeto de representação. Reflexiva pois busca uma aproximação do público ao tema, afim de que ele reflita sobre a realidade passada e sobre a questão central do documentário, que busca saber quais as mudanças o isolamento social trouxe para a vida das pessoas. 2.3.2 Personagens Nosso objetivo é mostrar como as famílias com diferentes quantidades de membros em sua residência vem lidando com o isolamento social, com as mudanças na rotina, o que elas estão sentindo frente a isso e o que esperam para o futuro. Contamos também com a presença de uma psicóloga que explica o que é o isolamento social, quais as consequências do isolamento na saúde mental e sobre o que este momento pode causar na vida das pessoas no presente e no futuro. 2.3.3 Descrição dos personagens
Residência da família: Nome: Zulmira Francisco Idade: 49 anos Profissão: Educadora Musical Esposa de Rodnei e mãe de três filhos adotivos. Antes do Isolamento costumava ter uma rotina bem definida de tarefas
domésticas,
trabalho,
estudos,
atividades
religiosas e lazer. Cumpria uma programação diária de cuidados com minha casa e filhos, cozinhava apenas 14
duas vezes por semana, trabalhava diariamente administrando e lecionando na escola de música com a organização das mídias e conservação e limpeza. Tinha dias certos para todas as atividades programadas semanalmente. Nome: Rodnei Francisco Idade: 41 anos Profissão: Pastor e professor de música Esposo de Zulmira e pai de três filhos adotivos. Antes do isolamento saía praticamente todos os dias para os compromissos da igreja. Dava mais aulas de música, mas boa parte dos alunos pararam com as aulas com a chegada do Covid-19. Fazia visitas e haviam também eventos da igreja tanto nas ruas quanto no templo. Nome: Ismael Francisco Idade: 14 anos Profissão: Professor de música e estudante do ensino médio Primeiro filho adotivo de Zulmira e Rodnei. Antes do isolamento estudava, dava e fazia aula de música, frequentava a igreja e a escola. Fazia tarefas de casa, ajudava os pais e fazia as lições de casa. Nome: Marina Francisco Idade: 11 anos Profissão: Estudante do ensino fundamental Segunda filha adotiva de Zulmira e Rodnei Antes do isolamento fazia aulas de karatê e aulas de teclado, violão, canto, bateria e percussão. Fazia tarefas de casa, ajudava os pais e fazia as lições de casa. 15
Nome: Heitor Francisco Idade: 4 anos Profissão: Estudante da pré-escola Terceiro filho adotivo de Zulmira e Rodnei. Antes do Isolamento ia para a escola e estava aprendendo as primeiras
letras.
Também
brincava
com
os
amiguinhos em casa. Fazia aula de piano, musicalização, bateria, percussão e karatê. Residência do casal: Nome: Carlos Henrique Silva Idade: 22 anos Profissão: Massagista Carlos Henrique nascido na zona leste de São Paulo e casado a 1 ano com Vitória, foi tentar melhorar de vida em Portugal com a sua esposa e atualmente trabalha como ajudante geral em uma escola.
Nome: Victória Coelho Teixeira Idade: 24 Anos Profissão: Confeiteira Victória Teixeira nascida na zona leste de São Paulo e casada a 1 ano com Carlos, trabalhava com confeiteira a mais de 4 anos e foi tentar melhorar de vida em Portugal junto com o seu esposo. Atualmente trabalha como cabeleireira e manicure.
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Residência da pessoa que mora sozinha:
Nome: Dalva Brugeff Idade: 68 anos Profissão: Supervisora de ensino (aposentada) Antes do isolamento fazia curso de Inglês, aulas de piano, participava dos cultos e fazia as atividades na igreja onde congrega. Visitava muito as amigas e também recebia visitas delas, tinha o costume de passear bastante. Sempre estava com seu filho e principalmente com seu neto. Ela dificilmente estava sozinha. Psicóloga Nome: Letícia Silva Idade: 38 anos Especialização:
Psicóloga
Clínica,
Analista
Comportamental, Palestrante e Coach.
2.3.4 Edição e Montagem Edição Fizemos um cronograma de edição para ter um melhor planejamento e para manter um tempo maior de edição/correções caso necessário. Usamos o modo de montagem dinâmica onde a cada pauta a ordem dos personagens é alterada. Trazemos o uso de GC’s para identificá-los. Os inserts entraram para 17
compor uma ambientação necessária com vídeos e fotos dos personagens. A música foi utilizada apenas no final do documentário, afim de mostrar um pouco mais o lado poético do projeto. Montagem Na abertura a psicóloga introduz o que é o isolamento social e complementa explicando o quão desafiador é manter-se isolados sem saber ao certo quanto tudo passará. Insert com nome do documentário do início da abertura para o começo dos depoimentos. No primeiro momento exibimos os olhares dos personagens de como eram suas rotinas antes e o que mudou com o isolamento. Eles contam as principais coisas que faziam e lugares que visitavam. Nestes momentos inserimos inserts de fotos dos personagens nos passeios que faziam, para identificação de cada personagem utilizamos GC’s que “congelam” dando ênfase para o telespectador conhece-los. A pauta se inicia no casal que descreve os afazeres do cotidiano e as consequências do isolamento, em seguida a família diz como mantinham a rotina organizada por horários e por último a senhora Dalva, que mora sozinha relata que sempre teve liberdade para fazer suas coisas e cita lugares que estava com frequência. Inserts de fotos da Dalva em algumas viagens que fazia antes do isolamento, foto com o neto e vídeos de afazeres durante sua rotina em casa isolada. A psicóloga complementa relatando o quanto a mudança de rotina repentina afeta a saúde de todos. Insert dentro do ônibus vazio com as ruas completamente isoladas. A ordem dos depoimentos não segue um padrão. O segundo momento é destinado a saber sobre o que os personagens pensam e sentem quando veem as notícias sobre o que o mundo vem enfrentando. A psicóloga segue a pauta expondo que o excesso ou a insignificância referente às notícias fazem mal. Com a aproximação do final, personagens descrevem as primeiras coisas que vão fazer quando isolamento social acabar e sobre quais coisas passaram a dar mais valor após o início do isolamento que antes não dava tanta importância. Insert de toda 18
família reunida para o café da tarde é de fato um ato que eles têm todos os dias do isolamento social, incluímos vídeos dos três filhos executando os hobbies preferidos e para indicar o final do documentário utilizamos o uso de uma música. O encerramento ocorre com a fala da psicóloga dizendo que todos nós devemos revisar nossas prioridades, pois, o mundo pós corona vírus dará mais valor às relações, fazendo com que os espectadores reflitam sobre isso.
2.3.5 Sonoplastia Utilizamos trilhas de faixa branca do YouTube Audio Library na sonoplastia do documentário. É permitida a utilização das faixas desde que os termos e condições da plataforma sejam respeitados, sendo eles: • NÃO Disponibilize, distribua ou reproduza esses arquivos de música pela biblioteca separadamente de vídeos e conteúdos em que você tenha esses arquivos incorporados (por exemplo, a distribuição individual desses arquivos não é permitida). • NÃO Usará os arquivos de música desta biblioteca de forma ilegal ou em conjunto com qualquer conteúdo ilegal. Dito isso, e seguindo os critérios de reutilização, a seguir estão os nomes das faixas utilizadas: • Howling Sting por Gunnar Olsen. Canal do YouTube: Gunnar Olsen (utilizada na abertura do documentário); • Fundo Musical inspirador #5. Canal do YouTube: Lucas Assumpção Oficial (utilizada nos inserts do documentário); • All I’ve Ever Felt All At Once - Late Night Feeler. Canal do YouTube: Jesse Cale (utilizada no encerramento do documentário). 19
2.4.
Público Alvo
Para delimitarmos um público alvo que faça sentido ao nosso documentário, utilizamos como base uma matéria que foi exibida no programa do Fantástico, na emissora Globo, no dia 12 de Abril de 2020, com o tema “Coranavírus: Como os casais estão vivendo esse período de convivência intensa”. Partindo desse ponto, olhamos não apenas para os casais, mas também para as famílias maiores e para as pessoas que moram sozinhos, e a partir disso, delimitamos nosso público alvo da seguinte forma: - Homens e Mulheres - De 30 a 40 anos - Todas as classes sociais
2.5.
Classificação Indicativa
A classificação indicativa do documentário é livre para todos os públicos, pois consiste de uma produção audiovisual onde não há qualquer ato, comportamento, linguagem etc, que seja considerado inapropriado/inadequado ou que cause qualquer tipo de influência psicológica a criança. Trazendo assim, de forma leve, a forma de como as pessoas/famílias estão lidando com esse momento de isolamento social. A justificativa para essa escolha de classificação para o documentário foi baseada em toda a pauta que se construiu, levando-se em conta de como seria essa abordagem, no que queríamos trazer como reflexão com o final da obra, suas discussões e que comportamento causaria em quem está assistindo. Trazendo essa questão do isolamento social de forma positiva, sem qualquer característica agressiva e para que qualquer tipo de público ou faixa etária tenha acesso ao projeto, para que em cima disso, cause essa reflexão do momento de quarentena que estamos vivendo.
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2.6.
Veiculação
Escolhemos o Amazon, uma plataforma streaming, como forma de distribuição de conteúdo e veiculação do nosso documentário. Amazon foi fundada por Jeff Bezos em 1994, empresa transnacional dos Estados Unidos. Nasceu Amazon Prime em 2005, o Streaming instantâneo de filmes, séries, documentários e programas de televisão selecionados que podem assistir através de dispositivos como computadores, celulares e televisores que tenham acesso à internet, no horário e quando quiserem. Optamos por disponibilizar nosso documentário em uma plataforma de streaming, a escolha ocorreu pelo falo da Amazon prime divulgar em seu catálogo muitos documentários produzidos por produtoras independentes e também pelo fato de que 21
relacionam com a temática do projeto que tem conceitos chaves: pandemias, rotinas, famílias e convivência. Pela análise que fizemos na plataforma, os documentários encaixam perfeitamente com o público do streaming que queremos atingir.
Logo do serviço de streaming Amazon Prime Vídeo
2.7.
Justificativa
2.7.1. Introdução O isolamento social é o ato de separar um indivíduo ou um grupo do convívio com o restante da sociedade. Somos seres sociais e existimos há mais de 300 mil anos. A espécie Homo sapiens, a qual pertencemos, sobreviveu ao tempo graças às relações sociais, onde os grupos se uniam para se protegerem das ameaças diárias que enfrentavam. Hoje, em tempos de pandemia, o isolamento social se torna extremamente importante para a prevenção do Covid-19. O Brasil e o mundo vivem um momento em que o isolamento é uma medida importante para ajudar a combater a propagação da doença. Muitas pessoas foram forçadas a mudar sua rotina, mas ficar dentro de casa por muitos dias sem sair para nada nesse período de reclusão forçada, pode afetar nos hábitos e fazer com que muitas pessoas deixem de lado a saúde física e mental. Também há outras mudanças que ocorrem durante o isolamento, como a hiperconvivência familiar, que pode de fato, unir a família, causar tensões ou até mesmo evidenciar conflitos anteriores; a comunicação e o contato com as pessoas do 22
dia-a-dia; o valor dado a coisas que antes passavam despercebidas; o excesso de preocupação com seus conhecidos e com o futuro e tantas outras coisas. Cuidados são necessários para evitar traumas e problemas do isolamento social e a situação deve ser vista como atípica e temporária, exigindo assim uma adaptação de cada pessoa. De acordo com o ponto de vista de Carmen Soria (2020), psicóloga sanitária e diretora da clínica Integra Terapia em Madri para o site El País: “Cada um tem uma resposta diferente à pandemia... Sem dúvida haverá mudanças, mas essas não têm por que serem todas negativas”. A partir disso desenvolvemos nosso projeto pensando na atual situação que o país tem enfrentado com o Covid-19, com o objetivo de produzir um documentário mais sensível e pessoal, mostrando como as diferentes famílias estão lidando com a mudança das rotinas, a convivência familiar, os sentimentos e no que as pessoas estão pensando em meio a esta pandemia.
2.7.2. Fundamentação Teórica
O que é um Documentário Um documentário busca trazer a visão do cineasta referente a um assunto, ou seja, não exatamente é uma obra audiovisual que retrata a realidade como ela é. O que o documentário faz é nos apresentar um ponto de vista, utilizando de diferentes narrativas, enquadramentos, inserts, trilha sonora, ritmo, entre outros. A subjetividade do diretor é muito bem vinda pois, afinal, uma das características fortes que um documentário tem é justamente o olhar de um cineasta sobre tal assunto. Se o documentário fosse uma reprodução da realidade, esses problemas seriam bem menos graves. Teríamos simplesmente a réplica ou cópia de algo já existente. Mas ele não é uma reprodução da realidade, é uma representação do mundo em que vivemos. Representa determinada visão do mundo, uma visão com a qual talvez nunca tenhamos deparado antes, mesmo que os aspectos do mundo nela representados nos sejam familiares. (NICHOLS, Bill. 2008, p.47).
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A pauta é um dos principais itens a serem primeiramente pensados. O que se quer mostrar? O que se deseja transmitir? Partindo do princípio dessas duas reflexões, podemos pensar referente às pautas, mapa por onde trilha o conteúdo do documentário. São as principais questões acerca do tema, questões essas que são pensadas tendo uma ideia das respostas que se quer ter e que busca conseguir. Como toda obra, o documentário também conta com seus personagens. Cada personagem é uma pessoa real que possui seu próprio ponto de vista, suas experiências, histórias, preferências, formação cultural, acadêmica e religião. Esses personagens, por meio de uma entrevista à obra documental, compartilham depoimentos pessoais, olhares, movimentos e emoções para a câmera. Daí o processo de edição é essencial para valorizar cada ato ou fala, por mínimas que sejam. Segundo Watts (1999, p.72) “O objetivo de uma entrevista é obter um comentário em primeira mão. Você o quer diretamente da boca do forno: as opiniões pessoais, experiências, as histórias ilustrativas que só o entrevistado pode lhe dar.” Muitos documentários utilizam do que Nichols (2001) chama de “Voz de Deus”, também conhecida como “Voz Over”. Esse recurso é tido como a presença de um narrador na obra documental, auxiliando indiretamente na condução da verdade dentro do produto, da realidade que o cineasta quer mostrar a quem assiste. Enquanto isso, quem fala diretamente com a câmera e o espectador são os personagens. Nas palavras de Nichols (2008), “O fato de os documentários não serem uma reprodução da realidade dá a eles uma voz própria”. Além disso, ele diz que cada documentário possui sua própria voz, uma maneira de contar a história ao mundo.
A voz do documentário pode defender uma causa, apresentar um argumento, bem como transmitir um ponto de vista. Os documentários procuram nos persuadir ou convencer, pela força de seu argumento, ou ponto de vista, e pelo atrativo, ou poder, de sua voz. A voz do documentário é a Maneira especial de expressar um argumento ou uma perspectiva. Assim como a trama, o argumento pode ser apresentado de diferentes maneiras. (Nichols, Bill. 2008, p.73)
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Narrativas de um Documentário Segundo Bill Nichols, existem modos de representações da realidade no documentário e podemos classificar essas narrativas existentes em seis tipos: poético, expositivo, observativo, participativo, reflexivo e performático. Cada modo compreende exemplos que podemos identificar como protótipos ou modelos: eles parecem expressar de maneira exemplar as características mais peculiares de cada modo. Não podem ser copiados, mas podem ser emulados quando outros cineastas, com outras vozes, tentam representar aspectos do mundo histórico de seus próprios pontos de vista distintos. (NICHOLS, 2005, p.135)
Os documentários poéticos se preocupam mais com a emoção do que com a razão, a voz é subjetiva e artística. Sua matéria prima vem do mundo histórico, experiências e representações do mundo, qual a realidade que é retratada em fragmentos para destacar as emoções, com forte influência do modernismo - época em que nasceu. Os documentários expositivos fragmentam momentos do mundo real de uma perspectiva argumentativa. Preocupa-se mais com os argumentos e utiliza de recursos como legenda e narração, adotando a voz de Deus ou voz Over para se dirigir diretamente ao espectador junto a imagens demonstrativas que condizem com a realidade e são verossímeis. Estão lá para comprovar ou demonstrar o que é dito. Quem narra é ouvido, mas jamais aparece. O modo observativo se preocupa em manter a neutralidade e naturalidade ao capturar e fragmentar os momentos da realidade que se quer mostrar. É como se não houvesse a presença da câmera, e é característico dessa linguagem que não haja trilha sonora. Não há narrador, nem mesmo entrevistas, não há muitos movimentos de câmera; tudo é feito para registrar os momentos com fidelidade. A linguagem participativa segue o total contrário da linguagem observativa. O modo participativo conta com a intervenção do cineasta ou até mesmo da equipe de produção em cena, tornando assim mais fácil o contato com a situação dentro do 25
documentário ou com os personagens. Privilegia a interação das pessoas, eliminando a necessidade da voz de Deus. Os documentários reflexivos questionam a si próprios, ao modo como atuam e intervém na realidade. Aqui o processo das filmagens não é escondido, tentando uma conexão entre cineasta e espectador, estimulando a consciência de quem assiste sobre o modo de se documentar. Por
fim,
a
linguagem
performática
combina
elementos
subjetivos
entre
acontecimentos reais e imaginários, utilizando livremente dos recursos de filmagem e montagem na edição do produto final; que muito pode se assemelhar a uma performance artística. Coloca a emoção acima da lógica, mistura ficção com oratória para tratar questões sociais complexas.
2.7.3. Fundamentação do Tema
O professor emérito da Universidade de Londres, David Killingray, traz em um de seus artigos o relato do romancista William Maxwell que descreve um cenário que tem se tornado conhecido da população mundial, quando diz: Quando a minha mãe morreu, eu compreendi, pela primeira vez e para sempre, que não estávamos a salvo, que não estávamos livres de perigo. O meu pai fez o que pôde. Manteve a família unida, mas, a partir dessa altura, passou a haver uma tristeza que não existia antes, uma tristeza profunda que nunca mais nos deixou. Não estamos a salvo. Ninguém está a salvo. Coisas terríveis podem acontecer a qualquer pessoa em qualquer momento. (MAXWELL in KILLINGRAY, 2009, p.51)
Este artigo refere-se a pandemia da gripe espanhola que assolou a população mundial entre os anos de 1918 e 1920; e embora passados cerca de 100 anos, o cenário relatado descreve bem o que temos vivido nos últimos meses no cenário mundial. Conforme tem sido divulgado em diversos meios de comunicação, a doença que está assolando a população mundial no ano de 2020 é denominada COVID-19. Sendo 26
altamente transmissível e em alguns casos letal, é causada pelo coronavírus SARSCoV-2, uma família de vírus que causam infecções respiratórias e apresentam um quadro clínico que pode variar de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves. O primeiro caso foi descoberto em 31 de dezembro de 2019, em Wuhan na China, e desde então a doença vem se espalhando de forma global e contaminando milhares de pessoas. O mundo encontra-se hoje numa condição de emergência, na qual vários países estão em estado de alerta e consequentemente tomando medidas drásticas de segurança em relação a saúde dos cidadãos. O primeiro teste positivo no Brasil foi em 26 de fevereiro de 2020, através de um senhor paulistano que havia recentemente viajado à Itália, país que apresentava altos índices de contaminação. Após 11 dias da confirmação do primeiro caso o país relatou 25 casos confirmados (MACEDO, ORNELLAS & BOMFIM, 2020), e assim os números não pararam de crescer não só no estado de SP, mas no Brasil todo, que hoje já conta com mais de 110 mil confirmações por coronavírus. Perante a situação em que o país se encontrava os governos iniciaram a partir do dia 24 de março o processo de isolamento social, que tem por definição: O isolamento consiste na separação de pessoas diagnosticadas com uma doença contagiosa das outras pessoas que não estão doentes. Apesar desta distinção, estes termos acabam por ser utilizados de forma intercambiável, especialmente pela população geral. (BROOKS, WEBSTER, SMITH, WOODLAND, WESSELY, GREENBERG, RUBIN, 2020, p. 1)
Ao decretarem o isolamento o governo imaginava que o vírus e seu contágio estariam sendo contidos com as novas normas de segurança, porém devido a baixa adesão às orientações dos órgãos competentes por muitos paulistanos, as taxas de infectados continuaram aumentando, assim como as primeiras notícias de mortes na capital. Com o avanço da contaminação as autoridades declararam estado de emergência e quarentena definitiva, que pode ser entendida como: Quarentena é a separação e restrição da liberdade de circulação de pessoas que tenham sido potencialmente expostas a uma doença infectocontagiosa, de forma a monitorizar o seu estado de saúde, diminuindo o risco de contagiar outras pessoas. (BROOKS, WEBSTER, SMITH, WOODLAND, WESSELY, GREENBERG, RUBIN, 2020, p. 1)
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Vale ressaltar que o vírus tomou uma proporção global atingindo mais de 3 milhões de pessoas, entrando numa classificação de pandemia, algo que já não ocorria desde o século XX. Segundo o jornal Folha de São Paulo (02 de abr. de 2020), no contexto de epidemia global, muitas outras doenças também já causaram um alto número de mortes pelo mundo, inclusive algumas com um índice muito maior que o covid-19, tais como tuberculose, AIDS, varíola, peste bubônica, H1N1, cólera, ebola e gripe espanhola, sendo a última uma das mais devastadoras, matando cerca de 75 milhões pessoas. Segundo Killingray (2009) a pandemia causada pelo vírus influenza surgiu entre abril de 1918 a fevereiro de 1919, e chegou a contaminar centenas de milhões de pessoas, que em termos de mortalidade foi o maior desastre demográfico que já ocorreu no século XX. O surto da doença veio em um período em que o mundo enfrentava o final da 1° Grande Guerra, e este foi um grande fator para que houvesse uma disseminação muito mais abrangente e mais rápida, principalmente em frentes militares que devido à grande movimentação de homens, em aglomeração e ambientes desprovidos de higienização. A gripe era muito imprevisível e instável e de tempos em tempos sofria mutações que assumiam uma forma mais letal do vírus, como é o caso do antigo coronavírus, que já havia surgido por volta dos anos 60, mas teve variações até o ano de 2019, e agora é considerado como novo coronavírus. Durante o período da gripe espanhola também houve tentativas de isolamento sob quarentena em determinadas regiões, mas revelaram-se ineficazes, pois é plausível que alguns homens ignoraram ou até negligenciaram os riscos trazidos pela doença, por se sentirem responsáveis pelo sustento de suas famílias, e assim ao invés de se recolherem em suas casas continuavam trabalhando, o que colaborava para o contato com outros homens e respectivamente a provável infecção destes. Nota-se uma relação entre estas situações dos anos 1918 com a atualidade, pois além da doença em si, o covid-19 também causou grandes crises financeiras em diversos países, inclusive o Brasil, que vem apresentando grandes taxas de desemprego. Estes fatores estão impactando diretamente as famílias brasileiras e o modo como tem feito para sobreviver nos últimos meses; conclui-se que de certa forma grande 28
parte das pessoas que não seguiram as orientações governamentais, fazem parte de um grupo que não pôde abandonar seus respectivos trabalhos para assim, poderem de alguma maneira sustentar seus familiares perante a situação crítica que o país tem enfrentado. Conclui-se baseado nos apontamentos, que as epidemias fazem parte da realidade de um mundo cada vez mais globalizado, o que tem levado diversas nações a um quadro de vulnerabilidades, portanto é extremamente importante que nestes momentos delicados que estão ocorrendo, haja transparência comunicacional e de respostas compartilhadas por parte dos órgãos políticos e de saúde, que irão colaborar por conseguinte, para a formação de uma pilastra essencial para segurança da saúde pública global, ajudando a minimizar assim maiores consequências socioeconômicas e epidemiológicas (Martins Senhoras, 2020, p. 33). De acordo com as pesquisas de Vasconcelos, Feitosa, Medrado, Brito (2020, p.75) é possível fazer uma análise de que o coronavírus não provocou somente a doença em si, mas através da quarentena e do isolamento social também desencadeou uma série de sintomas psicológicos nas pessoas que estão passando este período sem poder sair de suas casas. Estudos apontam que os sintomas mais comuns são ansiedade, tristeza e raiva, podendo estes sentimentos estenderem-se para além do isolamento, perdurando no pós-crise do vírus. Muitos psicólogos têm orientado a população para que tentem manter uma rotina adaptada a esse novo estilo de vida, e que continuem realizando suas tarefas e atividades diárias, buscando novos objetivos e metas, utilizando este tempo para estreitar os relacionamentos familiares, realizando atividades físicas que colaboram para o controle de ansiedade e ajudam a regularizar o sono, outro fator que tem se conturbado na vida de muitos perante a mudança repentina da rotina. Desta forma a mente ficará ocupada com os afazeres pessoais, não dando vasão a quaisquer emoções negativas. Com a nova pandemia tem sido colocado em pauta tanto a importância da saúde mental, quanto física; especialistas tem debatido a respeito disso em vista de tornar esta fase menos dolorosa, até mesmo numa época em que as mídias exercem grande 29
influência sobre a opinião e vida de muitos. A respeito disso tem ocorrido um “bombardeio desnecessário” em relação as famosas Fake News, que estimulam ainda mais a insegurança, a dúvida e o medo para aqueles que leem este tipo de informações (Vasconcelos, Feitosa, Medrado, Brito, 2020, p. 78). É perceptível que esta pandemia global não se norteia apenas em uma questão biológica ou sobre o número de infectados e mortos, mas também na quantidade de indivíduos que tem sofrido diversas perturbações emocionais. Pode-se citar como exemplo os estudantes em geral, sejam de ensino superior ou regular, que vem apresentando um nível de stress elevado em decorrência aos novos métodos de estudo que estão sendo inseridos para sociedade. As mulheres por sua vez, também têm demonstrado grandes taxas de stress e ansiedade, que segundo Schmidt, Crepaldi, Bolze, Silva e Demenech (2020, p. 9) também podem estar ocorrendo devido um maior risco de violência que elas têm sido expostas agora que estão confinadas em casa com os autores da violência; estes fatores têm contribuído para se tornarem algo muito mais perigoso, levando a depressão - uma das doenças que tem surgido na vida de muitos em consequência da quarentena (Vasconcelos, Feitosa, Medrado, Brito, 2020, p. 77). Conforme Ornell, Schuch, Sordi e Kessler (2020, p. 3) outras implicações ainda podem advir em outras esferas da sociedade como, organização familiar, fechamento das escolas, empresas e locais de lazer públicos, mudanças na rotina de trabalho e outros que estão levando as pessoas a um sentimento de abandono e desamparo, além de gerar mais insegurança devido a situação socioeconômica que o país está, tendo assim repercussão social e econômica na maioria das famílias brasileiras. Uma pesquisa realizada ainda indica: Outro estudo relatou que pacientes infectados com COVID-19 (ou com suspeita de infecção) podem sofrer intensas reações emocionais e comportamentais, como medo, tédio, solidão, ansiedade, insônia ou raiva, como já foi relatado em situações semelhantes no passado. Tais condições podem evoluir para transtornos, sejam depressivos, ansiedade (incluindo ataques de pânico e estresse pós-traumático), psicóticos ou paranoides, e podem até levar ao suicídio. Essas manifestações podem ser especialmente prevalentes em pacientes em quarentena, cujo sofrimento psicológico tende
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a ser maior. Em alguns casos, a incerteza sobre infecção e morte ou sobre infectar familiares e amigos pode potencializar estados mentais disfóricos. (ORNELL, SCHUCH, SORDI E KESSLER. 2020, p. 3)
Tais condições estão cada vez mais presentes no dia a dia da sociedade não só paulista, mas de todo o Brasil. Dessa forma, tendo exposto e discutido acerca do novo covid-19, o objetivo principal deste trabalho é contextualizar e sensibilizar nosso público alvo, levando a uma reflexão sobre o impacto causado pela doença e suas implicações, tais como o isolamento social e seus efeitos sobre a saúde mental da população, bem como a busca por adaptações na rotina necessárias a continuidade da vida pessoal com os cuidados necessários a saúde física e emocional. 2.8.
Cronograma de Produção
CRONOGRAMA DE PRODUÇÃO HERA - ABRIL Ideia do projeto
03/04 à 04/04
Definição do projeto
03/04 à 04/04
Pesquisas
06/04, 12 à 16/04 e 21 à 23/04
Reuniões
05/04, 10/04, 18/04 e 27/04
Elaboração da pauta de roteiro
16 à 19/04 e 27/04
Definição dos personagens
18/04
Apresentação da pauta
19/04
Gravação
24 à 28/04
2.9. Cronograma de Edição
CRONOGRAMA DE EDIÇÃO HERA - MAIO Decupagem
03 à 04/05
Sincronização de áudio e vídeo
05 à 06/05
Edição
08 à 09/05 e 11 à 13/05
Colorização
14/05
Revisão e exportação
13/05 e 15/05 31
3. Considerações 3.1.
Respondendo ao desafio:
ARLEINE CONSTANCE
Estes foram de longe o projeto mais difícil e o semestre mais complicado até hoje! Antes da proposta ser alterada, já havia toda uma ideia antiga de um documentário
completamente
diferente,
e
uma
ansiedade para dirigi-lo também pois eu esperei por muito tempo pelo projeto de documentário. As coisas mudaram muito rápido e foi difícil pensar em tão pouco tempo numa nova proposta do zero e tendo em base esse momento tão complicado. De início o grupo inteiro se desesperou e se perdeu. Foram várias noites em claro pensando no que fazer e como fazer, até que finalmente houve a última orientação sobre o projeto e finalmente começamos a trabalhar com mais clareza. O tempo foi muito curto, mas conseguimos realizar um projeto legal. Não ficou exatamente como pensei, mas foi uma experiência que vou guardar pelo resto da vida, pois foi quando eu realmente entendi o motivo de sempre ouvir a palavra “repertório” dos professores. Foram muitas pesquisas! Esse projeto foi o primeiro que dirigi, e pude ter noção do quanto essa função é mais difícil do que eu imaginava, a responsabilidade é enorme e não foi fácil passar por tudo isso nesse momento. As coisas estão totalmente fora do comum e trabalhar em grupo e a distância é complicado. A ansiedade de fazer algo interessante com pouco e de dirigir algo que a produtora custou a entender foi enorme, mas deu tudo certo. Este projeto interdisciplinar foi realmente um desafio, mas estou satisfeita com o resultado. Gostaria de agradecer ao professor Bruno pelo carinho, suporte e por ter sido atencioso ao pedido de adiamento da entrega, que foi de extrema importância para a 32
conclusão deste trabalho. E por fim, a professora que eu tanto admiro, Dra. Maria Aparecida Ruiz; pelo auxilio desde a primeira proposta, pela paciência em explicar de todas as formas possíveis os tipos de documentários e também por sua sensibilidade quando queríamos desistir do projeto. Eu realmente esperei muito pela disciplina de Documentário e foi uma pena as aulas não terem sido presenciais, mas ainda assim tudo ocorreu bem e os sons de fundo tornaram as aulas mais divertidas! Muito obrigada! DANIELA RIGONI A execução deste interdisciplinar foi talvez a mais difícil entre todos os semestres. Não por conta da dificuldade, mas sim pelo momento em que nos encontramos no primeiro semestre de dois mil e vinte. Primeiramente, fomos surpresos com a nova proposta ofertada pelo curso, então não pudemos concluir o primeiro projeto que já tínhamos começado a trabalhar antes – tivemos que cancelar. Então, em meio à pandemia de nível global, nós acabamos aceitando o novo desafio. A parte complicada foi não poder usar os equipamentos fornecidos pela faculdade, e também já havíamos perdido tempo com a nossa primeira ideia. Porém, logo começamos a trabalhar no novo documentário com o objetivo de superar este imprevisto.
Nós precisamos fazer tudo de casa, e evitar aglomerações por questões de saúde. Eu e outros colegas não pudemos participar das gravações, o que me deixou triste porque sinto que não consegui aproveitar corretamente a chance de entrar em contato com o ato de fazer um documentário, que é algo que passa um sentimento mais íntimo tanto para quem grava quanto para quem assiste. Outra frustração – talvez a maior de todas – foi em decorrer do financeiro; senti que a faculdade não teve empatia com os alunos neste caso. Porém, com todos esses problemas, felizmente conseguimos pedir para que pudessem adiar a entrega, o que foi realmente uma grande ajuda. Creio que, apesar de tudo, foi gratificante concluir um projeto tão importante nesse período de tempo. Eu gostei muito de participar da criação e das ideias, além de 33
auxiliar no roteiro e ajudar na direção geral. Futuramente espero ter uma experiência mais positiva e mais proveitosa com esse formato, espero produzir um novo com o tema escolhido anteriormente e finalmente conseguir terminar o que havíamos começado antes. Espero que no semestre que vem, todas as coisas ruins passem e que seja possível gravar o interdisciplinar como nos outros anos, e tenho certeza de que todos esperam o mesmo. GABRIELA CORREIA Primeiramente
gostaria
muito
de
agradecer
ao
professor Bruno Tavares, meu coordenador, pela empatia e flexibilidade que teve em relação ao meu caso, de estar migrando para o período noturno uma semana antes da pandemia (algo que não era esperado né) e permitir com que eu desse continuidade neste projeto com minha produtora da manhã, já que não conheço meus novos colegas de turma. Confesso que para mim foi um semestre bem conturbado, principalmente pela mudança na minha rotina e tendo que me adaptar em alguns momentos nos dois períodos para conseguir concluir esse projeto. Para a minha produtora foi bem difícil aceitar a nova proposta porque já estávamos bem encaminhados e com ideias incríveis, mas vejo que a faculdade foi bem sensata em seguir em frente com o interdisciplinar para que não viéssemos perder a experiência, e provar para nós mesmo, que os meios de comunicação (que é a nossa área) estão aí mais vivos do que nunca para nos auxiliar no que precisássemos. As orientações de todos os professores, principalmente das professoras de Documentário, foram de extrema importância para nós, pois é muito difícil executar a narrativa de um documentário, ainda mais sem aulas presenciais e a devida atenção olho a olho que faz muita diferença para mim, mas mesmo assim houve o suporte necessário para que saísse um bom resultado.
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Há maior dificuldade nossa foi em relação aos equipamentos, pois apesar de termos alguns, não possuem a mesma qualidade do que os da faculdade. Fora a frustação de não aproveitar a experiência como deveríamos e merecíamos, mas foi valido o que vivemos para entregar o que vocês viram aí. Tenho a certeza que novos obstáculos virão e saberemos exatamente como superá-los, afinal já passamos por cima de uma pandemia global né (rs). Fica aqui o meu muito obrigada! Até a próxima! JÚLIA FREIRE Realizar este projeto interdisciplinar foi inesperado, pois devido a pandemia tivemos que nos adaptar em muitos aspectos diferentes se comparado a gravar um documentário com as aulas presenciais normalmente. A mudança se iniciou quando recebemos a notícia de que precisaríamos mudar nosso tema, que aliás estávamos muito ansiosos para produzi-lo, porém não foi possível em vista de que nosso tema agora seria sobre o COVID-19. A produtora se desanimou bastante com a ideia, mas todos tentaram ir se acostumando e dando início aos novos planejamentos. Durante o processo de criação e desenvolvimento do projeto recebemos orientações por parte da professora Cida Ruiz, da matéria de documentário; ela sempre ia nos encaminhando e nos direcionando onde deveríamos melhorar ou corrigir algo, e isso foi de grande ajuda para o grupo. Como operadora de câmera foi uma novidade para mim realizar esta função, ainda mais que eu não estaria acompanhada do grupo para me auxiliar, porém tudo correu bem e tive satisfação nos enquadramentos e gravações no geral que consegui captar de alguns personagens. O fato da nova estrutura das aulas ter mudado também nos afetou de certa forma, o próprio fato de não podermos utilizar os equipamentos que a faculdade nos fornecia complicou um pouco algumas coisas; a questão de muitos alunos desistirem do curso também desmotivava muitos de nós a seguir com o projeto, sem falar na quantidade de trabalhos que tivemos num semestre tão atípico, pois não nos preocupávamos apenas com os interdisciplinares de rádio e documentário, mas também com os 35
diversos trabalhos que os professores nos passavam. Por ser um semestre com mudanças repentinas, novas adaptações não só academicamente, mas também na vida pessoal de todos os alunos, concluo que foi uma tarefa difícil realizar um projeto interdisciplinar, ainda mais um documentário que exige tantas particularidades, como entrevistar uma pessoa, o que é muito mais funcional presencialmente. Contudo apesar das dificuldades e dos obstáculos o nosso coordenador procurou nos ajudar, inclusive com o adiamento da entrega, o que foi de grande alívio para que pudéssemos finalizar tudo. Mesmo com todos os problemas enfrentados, vendo o resultado do nosso documentário fico feliz pelo que conseguimos realizar, e por cada um de nós, de certa forma, ter conseguido superar as dificuldades que íamos encontrando no percurso. Creio que esse semestre nos mostrou que se temos capacidade de realizar um trabalho em meio a uma epidemia global, temos capacidade para realizar outros desafios que surgirão nos próximos semestres. LETICIA RODRIGUES Em um modo geral acredito que nos saímos bem, apensar de todo documentário ter sido a distância, nós como um grupo conversamos muito e conseguimos entrar em consenso sobre o tema e proposta. A meu ver a forma que os professores coordenaram as orientações para o documentário, foi muito inferior do semestre anterior. A proposta do projeto de fazer um documentário sobre a isolamento social a distância, foi desafiador. Sabíamos que seria um grande desafio, porém, seguimos firmes e concluímos o projeto sem grandes desentendimentos entre nós. Exerci a função de roteirista, produtora e pesquisa de pauta, como já havia trabalhado nessas funções, foi tranquilo. Sem grandes divergências. As gravações foram feitas a 36
distância então todo processo de produção foi na pré e pós para que saísse tudo como esperado. Acredito que o maior desafio foi dar a ponta pé inicial, abraçar a ideia de fazer em casa com as limitações, realizar uma excelente pauta e coordenar as gravações a longe. Gostaria de agradecer ao coordenador do curso de Rádio, TV e Internet Bruno Tavares e aos demais professores por ter alterado a data de entrega dos projetos interdisciplinares, tivemos grandes dificuldades de receber o material gravado pelos nossos personagens, com o adio da entrega podemos finalizar todos os pontos em aberto sem grandes divergências. PEDRO BRITO Neste trabalho, nós da produtora Hera, produzimos um documentário conforme os Acontecimentos da pandemia, foi trocado o tema do documentário para algo relacionado a pandemia. Para mim foi um desafio imenso e mal imaginávamos que o desafio iria ser grande começando com a escolha do nome, após muitas opções de nomes escolhemos o nome Quarentena: A vida no Isolamento. O principal objetivo é mostrar como está a vida de algumas pessoas nesse período de Isolamento Social, e o diferencial para mim foi que neste projeto estamos mostrando situações na qual também estamos vivendo, e com isso eu acredito que existe mais sentimento no projeto, pois estamos vivendo ele na pele. O momento mais difícil da produção do documentário foi a pauta e a escolha da linguagem, pois sabíamos o que queríamos contar mais não sabíamos como contar, porém em meio a essa situação buscamos ficar com a cabeça no lugar e achar uma passo inicial com a ajuda dos professores, e concluímos nosso trabalho, acredito que 37
fizemos um excelente trabalho e com tudo isso eu aprendi que sair da zona de conforto faz a gente olhar mais atento para os detalhes da vida. THAYNÁ COSTA
Esse projeto, sem dúvidas, foi o mais desafiador de todos os projetos de todos os semestres que já tivemos. A produção já era complicada por vários motivos
quando
tínhamos
aulas
normais,
equipamentos bons a nossa disposição e podíamos sair por ai gravando, com a pandemia e ter que fazer tudo de casa com o que tem, foi algo que nunca passou pela minha cabeça.
Quando foi solicitado a mudança de tema para fazer relacionado a esse período de pandemia, foi desanimador, já tínhamos tudo planejado e fechado, então foi um pouco complicado decidir um tema rápido, partir para a pesquisa e ver os meios de como poderíamos realizar a gravação, já que não pode ter contato muito próximo porque estamos em tempos de quarentena, ainda mais em um documentário que eu considero algo mais íntimo, pessoal e presente.
Depender do entrevistado se gravar, orientar de como teria que ser a distância e enviar o material foi um tanto “desesperador” pois dependíamos da sua disponibilidade e o tempo em que dava para enviar. No inicio da ideia desse novo projeto, encontramos dificuldades para saber o que exatamente iriamos abordar e com as orientações da professora Cida, aos poucos a coisa foi fluindo, sobre qual seria a questão principal e qual a melhor narrativa para o documentário.
Sabendo que a qualidade do som e imagem poderiam ser afetados na produção, eu, particularmente, acredito que nosso objetivo foi cumprido, apesar da correria entre a pesquisa e a entrega do projeto, conseguimos colocar no documentário o que estávamos buscando no momento da pesquisa e o que foi levantado em pauta de acordo com as referências que tivemos e apresentamos a professora Cida, conseguimos produzir, gravar e montar de acordo com o planejamento que tivemos. 38
A produção saiu com o que tínhamos em mãos e apesar de achar, no início, que poderia dar muito errado ou sair completamente diferente do que imaginei, deu certo sim, mesmo com todos os pormenores ao longo dessas semanas. 4. Apêndices Nas páginas a seguir iremos apresentar nossa organização em relação as gravações, roteiro, pauta e afins. 4.1.
Pauta
Personagens: 1. Como sua rotina antes do isolamento social? 2. Como é sua rotina com o isolamento social? O que mudou? 3. O que você pensa e sente quando vê as notícias sobre o que o Mundo vem enfrentando? 4. Qual vai ser a primeira coisa que você vai fazer quando o isolamento acabar? 5. Que tipo de coisas você passou a dar mais valor após o isolamento, que antes não dava tanta importância assim? Psicóloga: 1. O que é isolamento social? 2. O isolamento social também é uma condição de diversos problemas psicológicos. O fato de estarmos em um isolamento forçado agora pode desencadear algo em uma pessoa que não tinha nenhum problema aparente? 3. O que a mudança repentina de rotina em meio a esse período pode causar nas pessoas? 4. Qual a importância de fazer algo para aproveitar o tempo? 5. Quais as consequências emocionais para quem vive sozinho? 6. O que uma pessoa que mora sozinha pode fazer para não sentir a solidão? 7. O consumo excessivo de notícias faz mal de que forma? Como consumir as notícias de forma saudável? 39
8. O que pode mudar na vida das pessoas após o período da pandemia? 9. Você acredita que as pessoas vão dar mais valor a quais coisas quando tudo isso passar?
4.2.
Referências de documentário
Usamos como referência os documentários “Para Sonhar Basta Existir”, “Sagradas” e “Eu Maior”. Estas foram as melhores representações de ritmo e de linguagem que encontramos, com base na nossa ideia inicial de documentário. Nos inspiramos nas formas com as quais os personagens são apresentados, como podemos captar suas emoções e depoimentos. Além disso, nas linguagens reflexiva e poética.
Para Sonhar, Basta Existir
A referência utilizada para o nosso documentário foi a questão poética. O documentário “Pra sonhar basta existir” traz a emoção de forma sutil que impacta quem está assistindo pelo fato de não ser forçado. O ato em si de realizar um sonho que foi adiado durante muito tempo causa emoção. Queremos trazer a mesma comoção pois vamos refletir de como nossas rotinas mudaram com o isolamento social e iremos dar mais favor quando toda essa pandemia passar. O fato de sempre a psicóloga trazer a pauta e os personagens responderem trazendo realidade de suas vidas também vamos utilizar no nosso documentário.
Sagradas
A referência utilizada para o nosso documentário além da questão reflexiva, é a forma em como o documentário apresenta os personagens, congelando a imagem e sua descrição. A forma como eles ligam os inserts aos personagens e as passagens também. Assim como no Sagradas, no qual foi feito uma pauta para cada personagem de cada religião, também fizemos essa referência, fazendo uma pauta para cada família e personagem. 40
Eu Maior
A referência utilizada para o nosso documentário foi a questão da reflexão. O documentário “Eu maior” traz uma reflexão em quem assiste, que leva a pessoa a pensar nesses questionamentos e pensar no que foi dito. Assim como nele, no nosso documentário “Quarentena: A rotina no isolamento” queremos trazer a mesma reflexão, apesar dos questionamentos nos dois documentários serem divergentes, tentamos trazer essa forma de causar reflexão em quem assiste, levar a pessoa a pensar, refletir sobre o que foi abordado no nosso documentário referente aos questionamentos levantados em pauta e em seu desenvolvimento, pensar sobre o momento atual em que estamos vivendo. Outro fator que pegamos como referência foi a montagem da edição, a sua estrutura e organização, trazer uma continuidade que faça sentido, fazendo com que não haja uma “bagunça” entre os personagens ao responderem uma mesma questão levantado em pauta e a passagem de uma cena para outra.
4.3. Roteiro de Edição
41
Vídeo
Áudio
CENA 1
LETÍCIA
O vídeo se inicia com Letícia em Sem dúvida nenhuma a pandemia, ela trouxe aí uma primeiro
plano,
falando
sobre
a grande questão que foi um grande impacto na vida da
pandemia e explicando o isolamento população inteira, do mundo ne, o isolamento social. E de social.
fato, o que seria o isolamento social? O isolamento social é o ato de separar, é quando você separa um indivíduo do convívio social. O isolamento social, ele também é uma condição para diversos problemas psicológicos, o fato da gente tá confinado, o fato de você estar em casa sem saber ao certo quando que vai acabar, isso já traz uma angústia muito grande.
CENA 2
TRILHA SONORA CASAL
Victória e Carlos, em primeiro plano, falam da rotina que tinham antes do Carlos: Antes do isolamento social, começa… isolamento social e de como estão Victória:
Nós
lidando com o dia a dia atualmente em levantávamos quarentena
tínhamos cedo,
uma
íamos
rotina
trabalhar,
normal, eu
nos
trabalho
diretamente com público, eu sou manicure, o Henrique trabalha em uma escola infantil e aos domingos geralmente saímos aos domingos porque eu trabalho no sábado também. Nós íamos à praia, a pontos turísticos,
CENA 3
restaurantes esses lugares assim ou durante a noite né, sexta a noite, sábado a noite.
Inserts
das
passeios isolamento.
fotos
que
do
casal
em Carlos: Não tinha o problema de passar por alguém né.
faziam
antes
do Victória: É a gente não tinha o problema de estar com monte de gente. Carlos Henrique: E essa questão da liberdade do transporte público até... Victória: É aqui a gente tem muita liberdade realmente no transporte público.
42
Carlos Henrique: E aí eles barraram bastante assim para ter um controle melhor. Victória:
Como
nós
estamos
nesse
momento
de
isolamento, no nosso dia a dia? Carlos Henrique: Pra mim, é mais normal, porque eu não parei de trabalhar, só minha carga horária de trabalho que diminuiu. A Vi pode falar mais porque ela ficou realmente em casa até um pouco antes de começar tudo isso né. Victória: É, porque antes de começar a quarentena eu já tive que ficar em casa porque eu fiquei gripada, então como já tava toda a preocupação do coronavírus e tudo e como eu tenho contado direto com público né, eu trabalho em um salão de cabeleireiro muita gente e então eu já tive que ficar CENA 4
em isolamento antes de começar a quarentena, só que a nossa rotina depois começou a quarentena era, a gente
Personagem Carlos grava como está não pode sair, não pode ir em ponto turístico não pode ir a rua em que mora.
na praia, o que conseguia fazer era ficar em casa. Carlos: A Vi tá ali, dá oi amor. E agora, mais um dia né, de quarentena e a rua até que tá movimentado, não sei se dá pra mostrar por causa do sol.
CENA 5
FAMÍLIA
Depoimento de Zulmira, mãe de Zulmira: A nossa família é, tinha as atividades todas família, sobre a rotina da família antes organizadas por horários né, então cada um de nós já sabia da quarentena.
o que tinha para fazer naquele dia, quais eram as tarefas
Plano geral, a família está reunida no domésticas e as tarefas de trabalho, de estudos, de cada sofá da sala de casa.
um de nós. E a gente se distribuía já de acordo com o que a gente já havia combinado e no final do dia a gente fazia
CENA 6
uma avaliação de se todas as metas daquele dia foram cumpridas, a gente era um pouco de quartel-general assim
Personagem Heitor folheando seu para poder funcionar. livro escolar. 43
CENA 7
DALVA
Em plano médio, sentada no sofá de Minha rotina é assim com muita liberdade né, e é o que mais casa, Dalva fala sobre a sua rotina gosto do meu convívio é a liberdade que eu tenho. Então a antes do isolamento e como se sente minha rotina era sair, ir ao mercado, ir ao banco né, ir às em morar sozinha.
lojas fazer compras né escolher aquilo que eu gosto de comprar e não somente fazer um pedido né. Então eu costumo ir a restaurantes né, nos finais de semana eu saio, vou ao teatro, cinema, gosto bastante de viajar, então eu
CENA 8
viajo sempre quando posso. Minha rotina é uma rotina muito saudável e com bastante liberdade de ir e vir né, eu
Inserts da Dalva em suas viagens.
mesma resolvo as minhas coisas, eu mesma pago as minhas contas, eu mesma é, não sou assim, graças a Deus, dependente do meu filho, tenho só um filho que já é casado,
CENA 9
então eu moro só e eu mesma resolvo todas as minhas coisas.
Inserts
da
Dalva
em
sua
casa Então esse período de isolamento é um período assim
assistindo Tv e tocando piano.
bastante crucial porque morar só não me deprime, não me sinto mal, porém esse período de isolamento é ruim porque
CENA 10
eu estou proibida de ter contato com a minha família, com meu neto, com meu filho, com minha nora, então eu, as
Insert da foto da personagem Dalva minhas amigas e como eu sou do grupo de risco, então eu com seu neto.
não posso ter contato com as pessoas, então o que mudou, é isso, é a minha liberdade de sair de casa a hora que eu quero, voltar a hora que eu quero, que eu preciso e a liberdade de estar com as pessoas que eu gosto né que faz parte da minha vida, que faz parte da minha rotina, então
CENA 11
isso é o que eu mais estou sentindo e o que mudou assim, radicalmente. Eu só posso sair agora até a sacada do meu
Inserts de Dalva na sacada do seu apartamento e não posso mais sair. Mesmo porque não é apartamento, lendo um livro deitada para sair de casa, é para ficar em casa. Então meu filho me em uma rede.
liga, mãe você está ficando em casa? Sim estou ficando em
44
casa, mas aqui eu posso dizer que já dei umas 3 escapadinhas.
CENA 12
LETÍCIA A mudança repentina dessa rotina pode causar nas
Letícia explica os problemas que essa pessoas melancolia, depressão, ansiedade e também pode alteração rápida de rotina pode causar causar pânico. Então é uma mudança muito rápida que as nas pessoas e dá dicas de como isso pessoas tiveram na sua rotina e essa mudança, ela causa pode ser melhorado.
sim problemas psicológicos inclusive já tem algumas pesquisas sendo feitas nesse sentido. Descansar também longos períodos né, é importante, você está em casa, então você tem rotina e você pode estabelecer essa rotina, evite ficar muito tempo no celular, no computador, longos períodos que você passa no celular ou computador, isso pode causar uma exaustão emocional. Pra quem vive sozinho né, o isolamento social pode causar diversos sintomas, entre eles a depressão, a ansiedade e também o transtorno de estresse pós traumático. Então, pra quem vive sozinho, realmente tem que estabelecer algumas regras para que possa evitar esses sintomas.
CENA 13 Inserts
TRILHA SONORA da
personagem
Dalva
arrumando a cama, tocando piano e olhando a rua da sacada do seu apartamento. LETÍCIA Para evitar a solidão, quem mora sozinho, pode usar as redes sociais como um meio de comunicação, então você 45
pode usar aí, aquela pessoa que mora sozinho, pode usar as redes sociais para conversar com quem você gosta e estabelecer, também, sempre regras. CENA 14 Insert dentro do ônibus mostrando o movimento e a rua.
CENA 15
CASAL
Victória expõe sua opinião em relação Victória: Então a questão do que a gente sente quando vê ao comportamento e reação das
o mundo assim, o que o mundo tá enfrentando hoje é
pessoas referente a pandemia.
tristeza, porque daqui a pouco pode ter outra pandemia de outra doença e as pessoas não vão levar à sério. O ser humano só age quando as coisas acontecem realmente, sabe? E nem todo mundo acredita que isso realmente tá acontecendo. Sabe? O pessoal olha para as notícias da Itália, da Espanha e, principalmente o brasileiro, ele acha que aquilo não é real, não tá acontecendo, muita gente acha isso.
CENA 16
DALVA
Dalva dá a sua opinião sobre o que É, o sentimento é deprimente porque são muitas mortes, está acontecendo atualmente e em né. Muito ruim, né. Muito triste ver a humanidade sendo como se sente.
devastada do jeito que está sendo na verdade.
CENA 17
FAMÍLIA
Zulmira conta sobre como se sente Zulmira: E eu acho que é assustador, principalmente agora em relação as notícias da pandemia.
na situação exata atual em que a gente já tem muitas pessoas mortas de verdade, já chegam mais perto da gente 46
porque a gente já conhece gente que teve o vírus, né? Então é bem palpável, é bem real, e eu, particularmente, fico assustada, sim.
CENA 18 Letícia explica sobre o consumo excessivo de notícias e como buscalas de forma saudável.
LETÍCIA Outra coisa que eu considero importante nesse período de isolamento é você evitar o excesso de notícias, né... O isolamento, ele traz realmente uma angustia e a gente tem aí os fake news, né? Os malditos fake news, né? E aí são muitas notícias, são muitas coisas, então se você fica o dia
CENA 19
inteiro se abastecendo com essas informações, então com certeza você vai começar a sentir um tormento, um pânico...
Insert da personagem Dalva sentada no sofá de sua casa assistindo as notícias na Tv.
O que que eu oriento? Nesse período de isolamento social as pessoas separarem uma hora do seu dia e através de fontes seguras, ela vai aí buscar as informações necessárias para se manter atualizado nessa quarentena. Dois extremos são muitos ruins, o primeiro extremo é a negação, aquelas pessoas que não estão nem aí pra quarentena, que não se protegem, que não buscam as notícias... Isso é muito ruim porque nós estamos vivendo um período de pandemia a nível mundial. O outro extremo é aquela pessoa que fica o dia inteiro, né, buscando um monte de notícias e aí nesse momento elas acabam ficando muito atormentadas e entram em pânico, então evitem os extremos.
CENA 20 Dalva fala o que irá fazer quando o
DALVA Quando acabar esse isolamento eu vou viajar.
isolamento acabar 47
CENA 21
CASAL
O casal Victória e Carlos contam o Victória: eu vou pra praia que farão quando acabar o isolamento Carlos: Praia... o que eu vou fazer? Eu vou ter que ir com ela. Victória: vai
CENA 22 Zulmira, Rodnei, Ismael, Marina e Heitor falam sobre qual será a primeira coisa que irão fazer quando o isolamento social acabar
FAMÍLIA Marina: Eu vou abraçar minha tia, minhas primas, meu tio, e as pessoas que eu tô com saudade também. Rodnei: Eu não sei muito bem o que eu vou fazer porque, a gente sempre fica na cabeça aquela questão da contaminação, né? Porque ela existe, já existia, então, assim, eu confesso que talvez fique até um pouco meio assustado, né? E aos poucos a gente vai voltando aos cumprimentos, abraços e tal. Mas eu acho que eu vou ficar receoso um bom tempo, né? Então a primeira coisa que eu vou fazer, eu confesso que acho que vou ter cautela. Zulmira: O que você quer fazer na rua? Heitor: Abraçar as pessoas... Zulmira: É... ele falou abraçar as pessoas... Ismael: Talvez um Burguer King, um MC Donalds, né? E agora, né? Zulmira: Eu já pensei que o que eu queria fazer quando acabasse o isolamento, mas acho que vai demorar mesmo assim, não é uma coisa pra fazer de uma hora pra outra, mas eu queria ver o mar... Eu queria ir na praia, queria sentir o vento. Olhar assim e ter aquela vista que não acaba mais, sabe? Porque eu sempre gostei mesmo de ver o mar.
CENA 23 Insert da família reunida na mesa fazendo sua refeição.
Heitor: Dá pra gente gravar, dá pra gravar a gente comendo. 48
Ismael: É, ela tá gravando.
CENA 24 Victória e Carlos contam sobre o que irão levar consigo desse período para a vida.
CASAL Victória: é, que eu não dava tanta importância antes, nossa... A facilidade de locomoção e a possibilidade de eu poder sair de casa. Carlos: Sim... Victória: Gente, o fato de eu poder sair de casa é uma coisa tão maravilhosa e a gente, é um hábito tão constante nosso que a gente não dá valor nenhum. Carlos: e a gente não, acho que, de compreender que a gente tem que realmente aproveitar todos os momentos que a gente... E se a gente nunca puder sair da quarentena, sabe? Victória: Exatamente. Carlos: A gente esquecendo de aproveitar sempre o dia... TRILHA SONORA COMO BG FAMÍLIA
CENA 25 Zulmira: É... Eu também aprendi a valorizar mais a Zulmira fala sobre o que antes não valorizava e que agora irá levar com ela depois do isolamento
liberdade porque a liberdade parece que é uma coisa que existe ali e você só sente quando perde. E o contato físico também, que é uma coisa que eu vou, que eu aprendi a valorizar. É você poder falar de perto com alguém, abraçar alguém, beijar alguém, apertar a mão, confortar, sabe? Fazer um carinho... isso é uma coisa que a gente também não valoriza tanto assim...
49
TRILHA SONORA CENA 26 Inserts da Marina lendo um livro sentada em sua cama, do Ismael tocando
piano,
Ismael
e
Heitor
jogando videogame no quarto e Heitor brincando com Lego.
TRILHA SONORA COMO BG DALVA
CENA 27 Eu estou levando assim, sem, tirando esse isolamento, algo Dalva expõe sua opinião do que irá assim de muito valioso que é essa reflexão, sabe? O levar com ela após o isolamento para sentido real da vida, que tudo é muito importante, sabe? É... a vida.
dar mais valor aquilo que, a gente, as vezes passava até desapercebido, que não valorizava. Então, assim, são pequenas coisas que a gente não dava assim, tanto valor. Como ir e vir, sair, ter a liberdade de fazer o que realmente quer, satisfazer os desejos de sair mesmo. Coisas assim de abraçar alguém, fazer uma visita que às vezes a gente passa muito tempo sem ver uma pessoa que mora aqui pertinho, né? Do lado, e a gente não fazia isso. Então, rever os valores.
CENA 28 Depoimento de Letícia sobre as lições, o que muda na vida das pessoas e sobre a valorização de
LETÍCIA Eu acredito que após a pandemia as pessoas irão revisar o que realmente vale a pena na sua vida. E esse sentimento vai conduzir a um questionamento do modelo capitalista, fazendo com que essas pessoas analisem suas 50
pequenos gestos no mundo pós prioridades e reveja a sua relação com o consumismo. O coronavírus.
mundo pós coronavírus dará muito mais valor aos relacionamentos, e o mundo pós coronavírus vai entender que a tecnologia e o consumismo não podem substituir uma vida, não podem substituir um gesto, não podem substituir uma troca de emoção, não podem substituir um abraço, um beijo. Unidos sempre somos mais fortes e nós nascemos para sermos seres sociais, ou seja, convivermos juntos, aprendermos juntos com os nossos erros e diferenças.
51
4.3.
Ficha de Classificação Indicativa
4.4.1 Introdução sobre atuação no RTVI
O profissional de comunicação denominado radialista tem por definição: um profissional da comunicação que trabalha na produção de produtos audiovisuais. É responsável por garantir que qualquer espectador tenha acesso aos conteúdos informativos e de entretenimento através dos meios comunicacionais, como rádio, televisão, vídeos online, sites na internet, páginas das redes sociais, podcasts e outros, sempre oferecendo e transmitindo produções de excelente qualidade técnica. Pode ter uma área de atuação ampla, podendo estar presente em diversos setores como roteiro, direção, cenografia, fotografia, locução, produção, edição, sonoplastia e outros. Os serviços que podem ser prestados e executados por este tipo de profissional não se limitam apenas a empresas radiofônicas, mas também em meios televisivos, plataformas digitais online, produtoras de audiovisual de cinema, series ou seriados, ou ainda projetos audiovisuais pessoais, como são chamadas as produtoras independentes. Como todo atuante em determinada área de trabalho, os radialistas também possuem um sindicato, denominado sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Radiodifusão e Televisão, ou de forma abreviada, Sindicato dos Radialistas. Fundado em 10/03/1945 e reestruturado em 23/10/1962, a entidade representa todos os trabalhadores que exercem funções regulamentadas, ou não, nas empresas de Rádio, TV e Produtoras de Áudio e Vídeo no Estado de São Paulo. Através deste sindicato os profissionais de rádio e TV conquistaram seus direitos como trabalhadores, regulamentando mais de 90 funções no mercado de trabalho. A organização e o cumprimento de todas as exigências e éticas estabelecidas para estes profissionais, corroboram para a permanência de seus direitos e a conquista de novos no futuro. Segundo Antônio Roberto Oliveira (2012, p. 50): Os princípios éticos e morais são na verdade os pilares da construção de uma identidade profissional e sua moral mais do que sua representação social contribui com a formação da consciência profissional.
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Diante da importância de um comportamento ético no âmbito profissional, os princípios morais devem ser a base para um servidor que busca qualidade e excelência na execução de seu trabalho. Pode-se observar isto quando o autor complementa dizendo que: Os princípios éticos e morais são, na verdade, os pilares da construção de um profissional que representa o Direito Justo, distinguindo-se por seu talento e principalmente por sua moral e não pela aparência. (OLIVEIRA, 2012, p. 50)
Tendo contextualizado sobre a moral, direitos e ética é possível definir cada um destes, visto que moral e direito baseiam-se em regras que buscam estabelecer determinadas ações humanas previamente exigidas, porém ambas se diferenciam (OLIVEIRA, 2012, p. 51). O conceito de moral se dá por: A moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. Independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum. (OLIVEIRA, 2012, p. 51)
A definição de direito também pode ser entendida como um regramento que busca estabelecer uma sociedade delimitada, possuindo leis com base territorial, ou seja, valendo apenas para aquela área geográfica em específico, onde certa população habita (OLIVEIRA, 2012, p. 51). A ética ainda pode ser compreendida como: A ética é o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. Um dos seus objetivos é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos – Moral e Direito – pois não estabelece regras. (OLIVEIRA, 2012, p. 51)
Visto que ética não estabelece regras, mas sim uma conduta pré-adquirida, concluise que todo profissional de qualquer área de atuação deve apresentar certa disposição comportamental de acordo com o que é considerado politicamente correto e aceitável num ambiente de trabalho. Segundo o Estatuto do Sindicato dos Radialistas a categoria do profissional de radiodifusão é composta da seguinte maneira:
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Art. 1º - O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado de São Paulo, reconhecido pelo Ministério do Trabalho em 10/03/1945 e reestruturado em 23/10/1962, com sede e foro na Rua Conselheiro Ramalho, n. 992/988 - Bela Vista - São Paulo - SP, é constituído para fins de defesa e representação legal da categoria profissional dos trabalhadores em empresas de radiodifusão, ativos ou aposentados no Estado de São Paulo.
§ 2° - A representação da categoria profissional compreende, além dos trabalhadores em empresas de radiodifusão e televisão, os trabalhadores de empresas que: a) explorem serviços de música funcional e outras que executem, por quaisquer processos,
transmissões
de
rádio
ou
de
televisão;
b) executem serviços de repetição ou de retransmissão de radiodifusão; c) sejam destinadas, em sua finalidade, a produção de programas, filmes, comerciais ou não, para serem divulgados através de radiodifusão, Cabo difusão, mmds, ou qualquer outro processo tecnológico de comunicação social a ser implantado; d) executem serviços de comunicação social a partir de concessão ou permissão do Estado. Ciente dos tipos de pessoas que compões a profissão, estes também têm o dever de cumprir um código de conduta. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Radiodifusão de Cascavel e Oeste do Paraná (SINTROP): 1 - O código de ética do radialista fixa norma a que deve subordinar-se a atividade de Radiodifusão e Televisão, regulando as suas relações com a comunidade, com as fontes de informações, transmissões e entre companheiros, visando o bem comum. 2- Todos os que se dedicam eventual ou permanentemente à Radiodifusão e Televisão devem obrigatoriamente obedecer a este código.
As exigências aplicadas são aos servidores deste mercado de trabalho, segundo o SINTROP: a. A missão do radialista é transmitir, mostrar e divulgar à coletividade os fatos que possam de qualquer maneira o interessar tanto na parte informativa como de lazer. 54
b. O radialista deve ser imparcial. c. O radialista deve lutar pela liberdade de pensamento, de expressão e pelo livre exercício da profissão. d. O radialista deve defender a soberania nacional em seus aspectos políticos, econômicos e sociais. e. O radialista deve preservar a língua e a cultura nacional, observando os mais altos padrões na missão de educar e formar a opinião pública f. O radialista deve valorizar, honrar e dignificar a profissão. g. O radialista não deve aceitar oferta de trabalho a preço vil, ser desleal ter prevenção contra companheiros, ser covarde no exercício de suas funções, ser submisso a força que distorçam a verdade, o uso do poder de divulgação para atender a interesses escusos e contrário aos da comunidade, pois são atos condenáveis. h. O radialista deve se esforça para aprimorar os seus conhecimentos técnicos profissionais, sua cultura e sua formação moral. i. O radialista tem compromisso indeclinável com a comunidade. j. Nas relações entre seus colegas, o profissional de rádio e televisão pautará sua conduta pela estrita observância da definição, normas e recomendações relativa a ÉTICA da profissão, restringindo suas atividades profissionais no setor de sua escolha, assim elevando, pelo respeito mútuo, pela lealdade e pela nobreza de atitude o nível de sua profissão no País. l. O plágio ou simples imitação de outro profissional em programas de rádio e televisão é prática condenável. m. São considerados profissionais de rádio e televisão, somente os detentores de REGISTRO PROFISSIONAL DE RADIALISTA, desdobrado nas funções previstas no quadro anexo ao Decreto Lei nº 84.134 de 30 de outubro de 1979.
55
O cumprimento destas normas impostas é primordial para que haja qualidade e profissionalismo na execução dos serviços prestados pelo profissional de rádio e televisão, para o bem estar da sociedade e do próprio ambiente de trabalho, sendo a base de uma boa carreira para cada um que exerça o trabalho. 4.4.2 Criação O documentário “Quarentena: A Rotina no Isolamento” foi produzido pela produtora universitária Hera Produções, da Universidade Cruzeiro do Sul e por este motivo a nós, Pertencem os direitos autorais sobre a obra, e podemos utilizar para fins comerciais, já que não contem conteúdo de terceiros. Em nosso projeto todas as imagens foram gravadas pela nossa produtora e as trilhas brancas e efeitos utilizados são da biblioteca YouTube Audio Library que disponibiliza trilhas e efeitos gratuitos sem direitos autorais para Criadores de conteúdos independente ou profissionais e não possui nenhuma restrição ou condição para utilização. Podendo serem utilizadas seguindo os termos e condições da plataforma, que são: •
NÃO Disponibilize, distribua ou reproduza esses arquivos de música pela biblioteca separadamente de vídeos e conteúdos em que você tenha esses arquivos incorporados (por exemplo, a distribuição individual desses arquivos não é permitida).
•
NÃO Usará os arquivos de música desta biblioteca de forma ilegal ou em conjunto com qualquer conteúdo ilegal.
Detalhes sobre Autor, faixa e afins no item: Sonoplastia, presente nesta bíblia de produção na página (ai aqui você coloca o número da página que vai estar a sonoplastia).
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4.4.3. Registro da Obra A obra audiovisual não será registrada
4.4.4. Adequação ao público telespectador (formato/conteúdo/horário)
“Quarentena: A rotina no isolamento” é uma produção do gênero documentário que, segundo Bill Nichols, documentário não é a reprodução da realidade, é uma representação do mundo em que vivemos. A classificação indicativa do documentário é livre para todos os públicos, pois consiste de uma produção audiovisual onde não há qualquer ato, comportamento, linguagem etc, que seja considerado inapropriado/inadequado ou que cause qualquer tipo de influência psicológica a criança.
A justificativa para essa escolha de classificação para o documentário foi baseada em toda a pauta que se construiu, trazendo essa questão do isolamento social de forma positiva, sem qualquer característica de conteúdo prejudicial e para que qualquer tipo de público ou faixa etária tenha acesso ao projeto.
O documentário não foi pensado para ser exibido em tv, seja aberta ou por assinatura, mas sim para exibição em plataformas de streaming, pois isso não possui um horário pensado para ser exibido, porém, como se trata de uma produção audiovisual de classificação livre, poderia ser exibida em qualquer horário como foi justificado acima.
Art. 15 - Para melhor compreensão, e, consequentemente, observância dos princípios acima afirmados, fica estabelecido que: 1) São livres para exibição em qualquer horário, os programas ou filmes:
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a) que não contenham cenas realistas de violência, agressões que resultem em dilaceração ou mutilação de partes do corpo humano, tiros a queima roupa, facadas, pauladas ou outras formas e meios de agressão violenta com objetos contundentes, assim como cenas sanguinolentas resultantes de crime ou acidente; não tratem de forma explícita temas sobre estupro, sedução, sequestro, prostituição e rufianismo; b) que não contenham em seus diálogos palavras vulgares, chulas ou de baixo calão; c) que não exponham ou discutam o uso e o tráfico de drogas, notadamente as alucinógenas e entorpecentes, não apresentem de maneira positiva o uso do fumo e do álcool; d) que não apresentem nu humano, frontal, lateral ou dorsal, não apresentem visíveis os órgãos ou partes sexuais exteriores humanas, não insinuem o ato sexual, limitando as expressões de amor e afeto a carícias e beijos discretos. Os filmes e programas livres para exibição em qualquer horário não explorarão o homossexualismo; e) cujos temas sejam os comumente considerados apropriados para crianças e préadolescentes, não se admitindo os que versem de maneira realista sobre desvios do comportamento humano e de práticas criminosas mencionadas nas letras "a", "c" e "d" acima; Parágrafo único - as emissoras de rádio e televisão não apresentarão músicas cujas letras sejam nitidamente pornográficas ou que estimulem o consumo de drogas. Ainda na relação da ética profissional da área de Rádio, TV e Internet, temos um artigo muito importante a ser seguido e respeitado por nós, futuros radialistas, o Art. 53 do Código Brasileiro de Telecomunicações - Lei 4117/62: 4.4.5. Veiculação e Distribuição Decidimos utilizar através de streaming a distribuição e veiculação do nosso documentário, optamos pelo streaming da Amazon Prime, através de algumas pesquisas e conversas com os professores podemos averiguar que a plataforma aceita conteúdos de produtora audiovisual acadêmica para distribuição em sua rede de streaming. A plataforma de streaming disponibiliza informações previas para o prestador de serviços Amazon Prime e termos políticos aplicáveis pré-determinado para cada país: 58
Diretrizes de políticas de conteúdo • Nenhum tipo de conteúdo ofensivo pode ser distribuído na plataforma, títulos que contenham atos violentos ou sexualmente explícitos por períodos significativos de tempo, nudez gratuita e/ou temas eróticos (“conteúdo adulto”) não são elegíveis para inclusão no catálogo do Amazon Prime Video. • Conteúdo sexual explícito, violento, ilegal, ódio e intimidade cibernética não serão distribuídos de maneira alguma. • O conteúdo disponibilizado não poderá ter de marcar comerciais, marcas comerciais para as quais você não detém direito de uso. • O conteúdo que não for de sua autoria e para o qual não tiver licença de distribuição, incluindo todo o trabalho ou componentes neles presentes, como música ou ilustrações. Não aceitamos conteúdo em domínio público ou que seja indiferenciado, ou pouco diferenciado de outros títulos. Em outros países as restrições podem ser diferentes, a última atualização do termo de uso Amazon Prime 01/01/2020.
4.4.6. Direito a personalidade No artigo 12 da Declaração Universal dos Direito Humanos por sua vez declara: “Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques” (UNESCO,1948). “O homem não deve ser protegido somente em seu patrimônio, mas principalmente, em sua essência.” (Pablo Stolze Gagliano, 2012)
O direito a personalidade consiste por três preceitos fundamentais que é a proteção da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III); a solidariedade social, inclusive visando a erradicação da pobreza (art. 3º, I e II); e a igualdade em sentido amplo ou isonomia. 59
A personalidade é que apoia os direitos e deveres que dela irradiam, é o primeiro bem da pessoa, que lhe pertence como primeira utilidade, para que ela possa ser o que é, para sobreviver e se adaptar às condições do ambiente em que se encontra. São aqueles direitos que a pessoa tem para defender o que é seu, como: a vida, a integridade, a liberdade, a sociabilidade, a honra, a privacidade, a autoria, a imagem e outros. Essas cinco expressões-chaves demonstram muito bem a concepção desses direitos. A personalidade consiste no conjunto de caracteres próprios da pessoa. A personalidade não é um direito, de modo que seria errôneo afirmar que o ser humano tem direito à personalidade. A personalidade é que apoia os direitos e deveres que dela irradiam, é o objeto de direito, é o primeiro bem da pessoa, que lhe pertence como primeira utilidade, para que ela possa ser o que é, para sobreviver e se adaptar às condições do ambiente em que se encontra, servindo-lhe de critério para aferir, adquirir e ordenar outros bens. (Diniz - 2003, p. 119)
O Código Civil introduziu um capítulo dedicado ao direito da personalidade e faz referência apenas a três características: 1) Intransmissibilidade: não podem ser transferidos a alguma outra pessoa. 2) Irrenunciabilidade: não podem ser renunciados, ou seja, ninguém pode dizer que não quer mais fazer uso dos seus direitos. Os direitos da personalidade são irrenunciáveis e intransmissíveis, segundo prevê o art. 11 do Código Civil de 2002. Assim, nunca caberá afastamento volitivo de tais direitos, como daquele atleta que se expõe a uma situação de risco e renuncia expressamente a qualquer indenização futura. 3) Indisponibilidade: ninguém pode usá-los como bem entender. Venosa (2005) e Gonçalves (2007) também citaram outras características sobre esse direito: 1) Originalidade: são inatos ao ser humano e assegurados desde a formação do nascituro.
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2) Extrapatrimonialidade: não podem ser mensurados, atribuídos valores para o comércio jurídico, mas há a autorização de uso de determinados direitos personalíssimos para que o seu titular possa obter algum proveito econômico. 3) Vitalícios: são direitos que permanecem até a morte, há também os que ultrapassam a existência física da pessoa, o post mortem, o direito ao cadáver e as suas partes separadas e o ad eternum , direito moral do autor, direito à imagem, direito à honra. 4) Opinibilidade: são absolutos e devem ser defendidos contra qualquer pessoa devendo ser respeitados pela coletividade e assegurados pelo Estado. 5) Impenhorabilidade: são direitos que não podem ser utilizados para o pagamento de obrigações. 6) Imprescritibilidade: ou seja, não tem “prazo de validade”. Podem e devem ser defendidos em juízo ou fora dele a qualquer tempo. 7) Absolutismo: o caráter absoluto dos direitos da personalidade é consequência de sua opinibilidade erga omnes. São tão relevantes e necessários que impõem a todos um dever de abstenção, de respeito. Sob outro ângulo, têm caráter geral. 8) Não limitação: é ilimitado o número de direitos da personalidade, malgrado o Código Civil, artigos 11 ao 21, se referindo expressamente apenas a alguns. Reputase tal rol meramente exemplificativo, pois não esgota o seu elenco, visto ser impossível imaginar-se um numerus clausus nesse campo. 9) Não sujeição a desapropriação: os direitos de personalidade não são suscetíveis de desapropriação, por serem inatos a se ligarem a pessoa humana indestacável.
Classificação dos direitos da personalidade Os direitos da personalidade são divididos em 3 categorias: 61
1) Direito à integridade física: CC/02, artigo 13, 14 e 20. Condenando-se a tortura, atendendo a saúde, lesão corporal, abandono de incapaz, etc. Ex: Voz, cadáver, imagem, corpo, partes separadas, alimentos, entre outros. 2) Direito à integridade psíquica: CC/02, artigo 21, separa o desenvolvimento moral de suas faculdades mentais condenando-se tortura mental, lavagem cerebral e técnicas de indução ao comportamento. Ex: Privacidade (intimidade), liberdade, sigilo, sociabilidade, entre outros. 3) Direitos morais: contido na CRFB/88, no artigo 5º, também denominado direito à reputação, o direito moral tutela o respeito, a consideração, a boa fama e a estima que a pessoa desfruta nas relações sociais. Ex: Honra, educação, emprego, habilitação, produções intelectuais. Direito à integridade moral A integridade moral representa uma das classificações dos direitos de personalidade, que por sua vez também visam tutelar a esfera moral da pessoa. Sendo assim, exprime-se pelo direito à honra, à imagem e ao nome. Direito à honra: A honra é um dos mais significativos direitos da personalidade. Acompanha o indivíduo desde o seu nascimento, até depois de sua morte, afinal, a ofensa a honra dos mortos pode atingir seus familiares. Direito à imagem: A imagem constitui a “expressão exterior sensível da individualidade humana”, sendo a garantia de sua proteção considerada um direito fundamental expresso no artigo 5º, inciso X, da CRFB/88. Em geral, imagem é a representação pela pintura, escultura, fotografia, filme etc, de qualquer objeto e inclusive, da pessoa humana. Os direitos da personalidade, de que o direito à imagem é um deles,
guardam
como
principal
característica
a
sua
intransmissibilidade. Nem por isso, contudo, deixa de merecer proteção a imagem de quem falece, como se fosse coisa de
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ninguém, porque ela permanece perenemente lembrada nas memórias, como bem imortal que se prolonga por muito além da vida, estando até acima desta. (STJ, Resp 26.866/0 RJ em 19.02.2001, in RT 789:201,p.179).
Direito ao nome O nome é o sinal que identifica a pessoa e indica a sua procedência familiar, e não é somente o designativo da filiação ou estirpe, como quer fazer crer a Lei dos Registros Públicos em seus artigos 56 e 57.
Relação de classificação indicativa e horário de exibição
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4.4.7. Leis de radiodifusão pertinentes ao tema Capítulo I Princípios Gerais Art. 1o - Destina-se a radiodifusão ao entretenimento e à informação do público em geral, assim como à prestação de serviços culturais e educacionais. (ABERT, Código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Brasília/DF. Capítulo I, 1993) Este documentário segue uma produção de entretenimento e informação do público em geral. Art. 2o - A radiodifusão defenderá a forma democrática de governo e, especialmente, a liberdade de imprensa e de expressão do pensamento. Defenderá, igualmente, a unidade política do Brasil, a aproximação e convivência pacífica com a comunidade internacional e os princípios da boa educação moral e cívica. (ABERT, Código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Brasília/DF. Capítulo I, 1993) Este documentário não contém nenhuma ação antidemocrática prevista pela Constituição Federal ou pelo Código Brasileiro de Telecomunicações e nem fere seus preceitos éticos. Capítulo II Da Programação Art. 5o - As emissoras transmitirão entretenimento do melhor nível artístico e moral, seja de sua produção, seja adquirido de terceiros, considerando que a radiodifusão é um meio popular e acessível a quase totalidade dos lares. (ABERT, Código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Brasília/DF. Capítulo II, 1993)
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Art. 53. Constitui abuso, no exercício de liberdade da radiodifusão, o emprego desse meio de comunicação para a prática de crime ou contravenção previstos na legislação em vigor no País, inclusive: (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) a) incitar a desobediência às leis ou decisões judiciárias; (Redação dada pelo DecretoLei no 236, de 1968) b) divulgar segredos de Estado ou assuntos que prejudiquem a defesa nacional; (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) c) ultrajar a honra nacional; (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) d) fazer propaganda de guerra ou de processos de subversão da ordem política e social; (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) e) promover campanha discriminatória de classe, cor, raça ou religião; (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) f) insuflar a rebeldia ou a indisciplina nas forças armadas ou nas organizações de segurança pública; (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) g) comprometer as relações internacionais do País; (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) h) ofender a moral familiar, pública, ou os bons costumes; (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) i) caluniar, injuriar ou difamar os Poderes Legislativos, Executivo ou Judiciário ou os respectivos membros; (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) j) veicular notícias falsas, com perigo para a ordem pública, econômica e social; (Redação dada pelo Decreto-Lei no 236, de 1968) l) colaborar na prática de rebeldia desordens ou manifestações proibidas. (Incluído pelo Decreto-Lei no 236, de 1968)
65
4.4.
Referências Bibliográficas
COMPARE a Covid-19 com outras epidemias que assolaram a humanidade. Folha de S.
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