UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
GABRIELA OCANHA LOPES
Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: uma análise da produção de informações da Polícia Militar do Estado de São Paulo
SÃO PAULO 2020
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
GABRIELA OCANHA LOPES
Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: uma análise da produção de informações da Polícia Militar do Estado de São Paulo
Trabalho de Conclusão do Curso apresentado como requisito obrigatório para a obtenção do título de Bacharel em Jornalismo pelo Curso de Jornalismo, da Universidade Cruzeiro do Sul.
Orientador:
Prof.
Rodrigues de Assiz
SÃO PAULO 2020
Mestre
Antonio
Lucio
GABRIELA OCANHA LOPES
Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: uma análise da produção de informações da Polícia Militar do Estado de São Paulo
Trabalho
de
Conclusão
do
Curso
apresentado como requisito obrigatório para a obtenção do título de Bacharel em Jornalismo pelo Curso de Jornalismo, da Universidade Cruzeiro do Sul.
Orientador:
Prof.
Mestre
Rodrigues de Assiz
Banca Examinadora
___________________________________
______________________________________
______________________________________
Antonio
Lucio
RESUMO
As redes sociais vêm ganhando cada vez mais espaço, não só entre população, mas também em grandes empresas e instituições como a Polícia Militar do Estado de São Paulo. Esta, por meio de sua assessoria de imprensa, utiliza redes sociais como Facebook, Instagram, Blogger e Twitter e propaga notícias de forma dinâmica e estratégica para estreitar os laços com a sociedade e aprimorar o trabalho operacional, seja no sentido preventivo, trazendo informações aos cidadãos, seja dando publicidade às histórias nem sempre absorvidas e contadas pelos veículos de imprensa. A essência deste estudo está em analisar a produção de matérias, fotos, vídeos e campanhas que buscam uma boa ligação com o público e descobrir como este recebe a notícia. Além dos diferentes pontos de vistas do público de cada rede social, a propagação de notícias positivas eleva o nome da instituição e desmente mitos e lendas sobre o trabalho policial. Palavras-chave: Internet. Mídia Social. Polícia. Assessoria de Imprensa.
ABSTRACT
The social media is earning space every day, not only with the population, but also with companies and institutions like São Paulo’s State Military Police. Through Facebook, Instagram, Blogger and Twitter, leading media that the institution uses, the press office spread news in a dynamic form and strategies to strengthen ties with population and refine the operational work developed. The goal of this study is analyze propagation of articles, photos, videos and press campaign, and how this establishes a good link with the internet user and how he sees the news. Beyond the different points of view of each community of each social media, the positive news transmission rises the name of the institution and belie myths and legends about the police work. Keywords: Internet. Social Media. Police. Press Office.
LISTA DE SIGLAS
AN - Agência de Notícias CComSoc - Centro de Comunicação Social CDCA - Central de Difusão de Conteúdo Audiovisual COP - Câmera Operacional Portátil CPRv - Comando de Policiamento Rodoviário IGF - Inspetoria Geral de Formação OPM - Organização Policial-Militar PJMD - Polícia Judiciária Militar e Disciplina PMESP - Polícia Militar do Estado de São Paulo SEO - Search Engine Optimization SIC - Serviço de Informação ao Cidadão SISCOM - Sistema de Comunicação TOR - Tático Ostensivo Rodoviário
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Perfil e capa do Facebook da PMESP ...................................................... 28 Figura 2 – Página Oficial do Instagram PMESP ........................................................ 30 Figura 3 - Perfil Oficial da PMESP no Twitter ............................................................ 32 Figura 4 - Perfil Oficial da PMESP no Blogger .......................................................... 33 Figura 5 - Ocorrência Policial I em 24/10 - Imagens capturadas do Facebook e Twitter PMESP .......................................................................................................... 36 Figura 6 - Imagem capturada da página do jornal Agora São Paulo ......................... 37 Figura 7 - Foto Operacional em 24/10 - Imagem Capturada do Instagram PMESP.. 38 Figura 8 - Ocorrência Policial II e III em 24/10 - Imagem capturada do Twitter PMESP .................................................................................................................................. 38 Figura 9 - Foto de Criança em 24/10 - Imagem capturada no Facebook e Instagram PMESP ...................................................................................................................... 39 Figura 10 - Data Comemorativa em 25/10 - Imagem Capturada no Instagram, Facebook e Twitter PMESP ...................................................................................... 40 Figura 11 - Ocorrência Policial I de 25/10 - Imagem capturada no Twitter PMESP .. 41 Figura 12 - Ocorrência Policial II de 25/10 – Imagem capturada no Twitter PMESP 42 Figura 13 - Ocorrência Policial III de 25/10 – Imagem capturada no Twitter PMESP42 Figura 14 - Ocorrência Policial IV de 25/10 – Imagem capturada no Twitter PMESP .................................................................................................................................. 43 Figura 15 - Foto Operacional de 25/10 - Imagem capturada do Instagram PMESP . 43 Figura 16 - Ação Social de 26/10 – Imagem capturada do Facebook e Twitter PMESP ...................................................................................................................... 44 Figura 17 - Data Comemorativa de 26/10 – Imagens capturadas do Facebook PMESP ...................................................................................................................... 45 Figura 18 - Institucional de 26/10 – Imagens capturadas do Instagram, Facebook e Twitter PMESP .......................................................................................................... 46 Figura 19 - Utilidade Pública de 26/10 – Imagem capturada do Facebook PMESP.. 47 Figura 20 - Foto Operacional de 26/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP. 48 Figura 21 - Foto de Polícia de 26/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP .... 48 Figura 22 - Foto Histórica de 26/10– Imagem capturada do Instagram PMESP ....... 49
Figura 23 - Ocorrência Policial I de 26/10 – Imagem capturada do Facebook PMESP .................................................................................................................................. 49 Figura 24 - Ocorrência Policial III de 26/10 – Imagem capturada do Twitter PMESP50 Figura 25 - Resultado de Operação de 27/10 – Imagem capturada do Facebook PMESP ...................................................................................................................... 51 Figura 26 - Ação Social de 28/10 – Imagem capturada do Facebook, Twitter e Instagram PMESP ..................................................................................................... 52 Figura 27 – Foto Operacional I de 28/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP .................................................................................................................................. 53 Figura 28 - Foto Operacional II de 28/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP .................................................................................................................................. 53 Figura 29 – Ocorrência Policial I de 29/10– Imagens capturadas do Facebook e Instagram PMESP ..................................................................................................... 54 Figura 30 – Ocorrência Operacional II de 29/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP ...................................................................................................................... 55 Figura 31 – Ocorrência Policial III em 29/10 – Imagem capturada do Twitter PMESP .................................................................................................................................. 56 Figura 32 – Ocorrência Policial VII em 29/10 – Imagem capturada do Twitter PMESP .................................................................................................................................. 56 Figura 33 – Institucional I em 30/10 – Imagens captadas do Facebook e Instagram PMESP ...................................................................................................................... 57 Figura 34 – Institucional II em 30/10 – Imagem captada do Facebook PMESP ........ 58
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - O número de pessoas em cujas telas foi exibido algum conteúdo da página ou sobre ela, agrupadas por idade e gênero ................................................. 29 Gráfico 2 - Alcance do Instagram pela localização e Faixa Etária dos seguidores PMESP ...................................................................................................................... 31 Gráfico 3 - Relação de interações de usuários do Facebook PMESP ...................... 36 Gráfico 4 - Ocorrências Policiais no Twitter PMESP em 25 de outubro .................... 41 Gráfico 5 - Publicações do Facebook ........................................................................ 45 Gráfico 6 - Ocorrências Policiais publicadas no Twitter PMESP em 26 de outubro .. 50 Gráfico 7 – Publicações de maior interação “Curtir” no Facebook na semana analisada ................................................................................................................... 58
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Estimativa de alcance da página PMESP no Facebook em diversas localidades e idiomas ................................................................................................ 29
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 10 2 A HISTÓRIA DA ASSESSORIA DE IMPRENSA NA PMESP ............................... 11 2.1 Surgimento .......................................................................................................... 11 2.2 Centro de Comunicação Social ........................................................................... 16 3 SERVIÇO DE ASSESSORIA DE IMPRENSA ....................................................... 19 3.1 SIC (Serviço de Informação ao Cidadão) e Fale Conosco .................................. 19 3.2 Sala de Imprensa e criação da Agência de Notícias ........................................... 20 4 AGÊNCIA DE NOTÍCIAS ....................................................................................... 22 4.1 Operação da Agência de Notícias da Polícia Militar ............................................ 22 5 REDES SOCIAIS PMESP ...................................................................................... 25 5.1 Facebook............................................................................................................. 27 5.2 Instagram ............................................................................................................ 30 5.3 Twitter.................................................................................................................. 32 5.4 Blogger ................................................................................................................ 33 6 ANÁLISE DE DADOS ............................................................................................ 35 7 RESULTADOS ....................................................................................................... 60 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 62 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 64 APÊNDICE A - Comparativo semanal de interações das redes sociais PMESP (Facebook, Instagram e Twitter)
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1 INTRODUÇÃO
Esta monografia traz uma análise do conteúdo e a dinâmica utilizada pela seção Agência de Notícias (AN) do Centro de Comunicação Social (CComSoc) da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e como os policiais que integram o departamento utilizam os canais de comunicação - as mídias sociais - para estreitar laços com a população e aprimorar o trabalho operacional desenvolvido. Os principais objetos de estudo são as redes sociais utilizadas pela PMESP atualmente: o Facebook, Twitter, Blogger e Instagram. Para desenvolver um trabalho mais eficiente diante das redes sociais, a PMESP criou um departamento com o objetivo de reunir as notícias envolvendo a corporação para dar o tratamento adequado a cada rede social. Atualmente, o CComSoc conta com uma seção denominada Seção Agência de Notícias. O trabalho dos policiais que atuam neste departamento tem como objetivo dar maior visibilidade e difusão de notícias envolvendo a instituição, a atuação dos policiais militares e as ações sociais realizadas pela Polícia Militar nos 645 municípios do Estado, mantendo contato e, sempre direcionando, os profissionais de imprensa para as plataformas digitais da PMESP. Como em toda empresa ou instituição, algumas estratégias são adotadas para lidar com a crise de imagem na internet e esta pesquisa trará a análise das dinâmicas utilizadas pelos policiais e jornalistas que trabalham no Centro de Comunicação Social.
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2 A HISTÓRIA DA ASSESSORIA DE IMPRENSA NA PMESP
O trabalho da Polícia Militar do Estado de São Paulo é representado, atualmente, por 85 mil homens e mulheres nos 645 municípios do Estado. A quantidade de ações e atividades desenvolvidas pela instituição gera, diariamente, grande repercussão nos meios de comunicação de massa. O relacionamento da Polícia Militar com a imprensa já foi abordado em muitos trabalhos acadêmicos dentro da instituição. Nos últimos 10 anos, centenas de estratégias de relacionamento foram expostas, cada uma à sua maneira, com um único objetivo: o melhor relacionamento entre polícia e imprensa.
2.1 Surgimento
Os registros mais antigos de um setor organicamente voltado às ações de comunicação social na instituição remontam o ano de 1917, após a intervenção de um policial durante a greve geral. A fim de intermediar o direito dos trabalhadores, o capitão Miguel Costa reuniu jornalistas para apresentar a pauta de reinvindicação dos manifestantes, que lutavam por melhores condições de trabalho. Outra referência histórica citada como motivadora da aproximação da instituição com a imprensa foi na década de 60. O tenente Carlos Miranda, o eterno “Vigilante Rodoviário”, entrou para instituição e, por causa da grande influência nos meios de comunicação de massa, iniciou os trabalhos de relações públicas para o comando da época. Como se sabe, a atividade jornalística no Brasil teve sua expressão ampliada no início do século XX, no contexto de aceleração do processo de urbanização, especialmente na região sudeste, na ainda nascente República dos Estados Unidos do Brasil, por meio do rádio, revistas e dos jornais impressos. O analfabetismo, mazela social que provoca ainda hoje consequências perniciosas, e a ainda insipiente profissionalização do setor, eram entraves que facilitavam a ação de comunicadores mal-intencionados que acabavam por exercer o papel de “formadores de opinião”.
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Em 1917, em São Paulo, ocorreu a greve geral, que se estendeu para Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e outros Estados. O manifesto de muitos trabalhadores em busca de melhores condições de trabalho começou em 10 de junho, durante a I Guerra Mundial e no mesmo ano da Revolução Russa. As condições de vida dos trabalhadores eram ruins, principalmente nos bairros mais populares de São Paulo. Os horários eram excessivos, ainda havia trabalho infantil e situações que iam contra a dignidade humana. O foco da greve se instalou na fábrica Cotonifício Crespi, uma indústria têxtil que era situada na zona leste de São Paulo, e foi se espalhando por toda a Capital paulista. Com o movimento, o governo do estado tentou solucionar o problema, de cunho social, com a polícia, na época chamada de Força Pública. Houve diversas resistências entre os grevistas e milicianos, até mesmo com mortes de policiais e de um grevista. Surge nesse episódio o capitão Miguel Costa, da cavalaria da Força Pública. Durante a manifestação, o capitão Miguel Costa recebeu uma pedrada na testa e foi desafiado por um grevista. “Por que você não desce desse cavalo e vem verificar o que de real acontece entre nós? Venha ver como moram as nossas famílias que se amontoam nos porões destes bairros.”1 O capitão então percorreu sozinho algumas ruas e percebeu que era justo o que os manifestantes exigiam: melhores salários e condições de trabalho. Foi após o desafio aceito que o capitão Miguel Costa se uniu à causa operária, conseguindo que o Comitê de Defesa Proletária se reunisse com vários jornalistas, apresentando uma pauta mínima de reivindicações, encaminhada ao governo e industriais. Em 15 de julho, através da intermediação de treze jornalistas, o Comitê conseguiu que o governador libertasse os operários presos. Os trabalhadores conseguiram que fossem criadas normas sobre o trabalho dos menores. O governo prometeu, também, o estudo de leis sobre o trabalho noturno das mulheres e dos jovens, e a garantia de manutenção de preços dos gêneros de primeira necessidade. Com esse feito, o policial alertou o Poder Público sobre as condições dos trabalhadores e familiares, intermediando uma negociação pacífica entre as
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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Histórico da Origem da Comunicação Social. Boletim Geral. Edição 147, item 40, 2017. Disponível em <http://www.intranet.policiamilitar.sp.gov.br/>. Acesso em 14 out. 2020.
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partes envolvidas, representando um marco no início da assessoria de comunicação na Força. Nos anos 50, além do início da industrialização no Brasil, também chega ao país a televisão. A primeira emissora de televisão no Brasil, a TV Tupi, foi inaugurada em 18 de setembro de 1950, idealizada por Assis Chateaubriand. Após três anos da chegada dos programas de TV, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, durante a realização do filme “O Cangaceiro”, dirigido por Lima Barreto e músicas dos “Demônios da Garoa”, teve o apoio importante da polícia. Foi no Regimento de Cavalaria da Força Pública que os atores do filme receberam instruções para desempenhar os papéis de “O Cangaceiro”, clássico do cinema nacional. Institucionalmente, a década de 50 também marca o rompimento com o passado de guerras, do velho modelo, que, aos poucos, foi substituído pela missão principal, ou seja, o modelo policial, com interação com a sociedade. De 21 a 25 de agosto de 1959, em São Vicente, acontecia o II Congresso Brasileiro das Polícias Militares. O congresso influenciou o comando da época, nascendo a comunicação da instituição. Ela estava ligada à admissão do novo comandante geral da então Força Pública, Coronel Arrison de Souza Ferra “em face da necessidade do incremento das relações com a imprensa, já se desenvolviam atividades regulares de comunicação na Força, a partir do Setor de Relações Públicas do Gabinete do Comando Geral”.2 Vale ressaltar que não houve nenhum apoio governamental para os dois acontecimentos. Mas a sociedade precisava conhecer as pretensões da corporação. Outro marco histórico para a instituição foi através do sucesso do programa “Vigilante Rodoviário”, em 1962, que estampava as aventuras do primeiro herói da TV realmente brasileiro combatendo a criminalidade, o personagem da série, Inspetor Carlos, ao lado de seu fiel cão Lobo, transformaria a ficção em realidade. Carlos Miranda integraria na Força Pública em 1965. Naquele ano, foi aberto um concurso de admissão para três vagas ao posto de 2º Tenente, do Quadro de Oficiais Especialistas em Policiamento Rodoviário.
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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Histórico da Origem da Comunicação Social. Boletim Geral. Edição 147, item 40, 2017. Disponível em <http://www.intranet.policiamilitar.sp.gov.br/>. Acesso em 14 out. 2020.
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Dos mais de 100 aspirantes às vagas para o quadro de oficiais da Polícia Rodoviária, classificaram-se Carlos Miranda, civil e profissional de teatro, cinema e televisão, sendo o mais bem classificado; o soldado Gorreri de Carvalho Leitão, segundo colocado; e, por fim, o sargento Francisco de Assis Leite Barbosa. Cartlos Miranda era o encarregado dos concursos na Força e na Inspetoria Geral de Formação (IGF), cujo mentor, coronel Geraldo Profício, auxiliado pelo capitão Nélson Monteiro e pelo tenente Wilson Correia Leite. No mesmo ano, Carlos Miranda estagiou por 10 meses, ao lado de mais dois amigos de concurso, formando-se em dezembro daquele mesmo ano. Carlos, todavia, não foi para o policiamento rodoviário, mas sim apontado para exercer suas atividades no setor de relações públicas do Quartel General da Força Pública, afinal, naquele mesmo ano, a corporação completaria 134 anos e haveria inúmeras solenidades, já existindo uma comissão organizadora. O presidente da comissão de festejos era o coronel Divo Barsotti. O 2º tenente Carlos Miranda, por sua proximidade com a imprensa, permaneceu responsável pela criação e divulgação dos eventos. Carlos Miranda era o único 2º tenente e, passados os eventos, ficou no setor de relações públicas, para organizar um laboratório fotográfico. O ano de 1966 foi intenso para a comunicação social na Força Pública. O Canal 9, TV Excelsior, disponibilizou para a instituição um espaço em sua programação aos domingos, entre 09h30 e 10h00. Surge o programa “Força Pública em Marcha.” O programa mostrava o que a polícia fazia por meio de reportagens sobre as atividades desenvolvidas, tendo como apresentador o capitão Neves e o tenente Carlos Miranda, que além de apresentar, era o responsável pelo texto, filmagens e revelação dos filmes. Com o sucesso do programa, o efetivo do setor de relações públicas da Força foi aumentado. O tenente Carlos conseguiu convencer o comando da necessidade de ampliar a equipe de comunicação social e assim veio mais um 2º tenente e dois sargentos do setor de administração para compor o grupo, e o setor de relações públicas ganhou espaço para realizar novos eventos. Na época, o capitão, hoje coronel Antônio Augusto Neves, em parceria com o tenente Carlos Miranda, desenvolveram outra programação de sucesso, a “Força Pública e a Criança”. Nele, os alunos das escolas públicas e particulares eram
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levados aos quarteis em ônibus, fornecidos gratuitamente pelas empresas, para assistirem demonstrações operacionais no canil, da cavalaria e dos bombeiros. Ainda com a direção do capitão Neves, em 1966, no Setor de Relações Públicas, foi desenvolvido e produzido um documentário sobre a Força Pública, a cargo do diretor francês Jean Manson, exibido em rede nacional, antes das sessões dos cinemas de todo o país. Já em 1967, a Força Pública e o Exército realizam a primeira manobra em conjunto na região do Vale da Ribeira, na cidade de Registro, na chamada Operação Perdigueira. A Força Pública direciona então o tenente Celso Feliciano de Oliveira para ser o que hoje se intitula de Porta-Voz, com o propósito de atender demandas decorrentes da comunidade local e imprensa. Nesta missão, também está presente o tenente PM Carlos Miranda. Em 1968, a Força Pública realizou mais manobras na cidade de Guararema, região do Alto Tietê, gravadas pela extinta TV Tupi. As ações sociais consistiam no corte de cabelo, atendimento médico-odontológico, distribuição de medicamentos, além de treinamentos tipicamente bélicos em áreas rurais, comum em todas as manobras. Findado o 1º Exercício, como de costume na Instituição desde os primórdios de sua fundação, o tenente Feliciano elaborou um relatório circunstanciado da operação desenvolvida, contendo, em destaque, um aconselhamento direcionando à Força no sentido da criação de um novo ente em seu estado-maior, direcionado aos assuntos civis (nomenclatura usada naquele período). A partir de 1960, o Brasil ativa o sistema de industrialização e urbanização, trazendo força para as comunicações. Pela diversidade da vida moderna nos grandes centros e a necessidade de notícias rápidas, o comandante-geral, coronel Antônio Ferreira Marques, reforma os departamentos da instituição, com importância, em 1968, da inauguração do COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar), nativa
da Polícia
Civil,
da
6º Divisão
Policial,
que
operava
o
Radiopatrulhamento. A Força Pública passa a dirigir as comunicações policiais de emergência, recebidas diretamente do público, por telefone. No ano seguinte, o “190” tornou-se padronizado por todo o país. Para a imprensa, em especial, a fonte de trabalho,
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matéria-prima e a informação estavam centralizadas em um único órgão. Havia a necessidade de um canal entre a fonte e os jornalistas. Após a criação do COPOM, foi proposta a criação da 5ª Seção do Estado Maior, formalizada em dezembro de 1969, para concentrar o serviço de comunicação. Seguida das outras cinco seções: Pessoal, Informações, Operações, Logísticas e Finanças. Com o setor de comunicação, ficou a reponsabilidade do planejamento e o controle das operações de assuntos civis, incluindo-se as atividades de relações públicas da corporação. Segundo o pesquisador tenente-coronel PM Adalberto Gomes da Silva, a 5ª Seção do Estado Maior tinha como objetivos: - Ouvir e informar a opinião pública; - Planejava, coordenava e supervisionava as atividades civis nos seus diferentes públicos; - Desenvolvia a ação psicológica junto aos seus públicos, para obter e manter a compreensão, acedência e apoio, às suas ações, através de métodos e técnicas de Relações Públicas; - Mantinha a moral da tropa elevada; - Divulgava as atividades da Polícia Militar do Estado de São Paulo para a imprensa; - Desenvolvia atividades visando criar e aperfeiçoar o espírito comunitário, como a preparação e orientação de Defesa Civil; - Quando a instalação do governo militar, em caso de situação de Defesa Nacional, planejava, coordenava e supervisionava a execução desse Governo, bem como auxiliava no preparo do Comando para a assunção do Governo, em casos de urgência; - Assessorava o Comandante Geral em todos os assuntos relativos a Comunicação Social; - Promovia e mantinha estreita a ligação com os órgãos de comunicação de massa, especialmente a difusão jornalística, visando a manutenção de uma imagem positiva da Polícia Militar perante o público; - Organizava o cerimonial civil e as atividades sociais da Polícia Militar; - Realizava cursos, estágios e intercâmbios de informações na área de Comunicação Social; - Executava campanhas de motivação e educação do público interno para melhoria da qualidade dos serviços prestados a comunidade; - Gerenciava os recursos humanos, materiais e financeiros alocados para o cumprimento de suas missões na forma estabelecida pela legislação. (SILVA, Adalberto Gomes, 1989, p. 50)
2.2 Centro de Comunicação Social
Com a necessidade de integrar as práticas de comunicação social ao planejamento estratégico da Polícia Militar e ao plano plurianual do Governo do Estado, em 27 de abril de 2010 foi criado o Centro de Comunicação Social
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(CComSoc), por meio do Decreto N° 55.742, após a reestruturação da 5ª Seção do Estado Maior. A reestruturação teve base na melhoraria da gestão pública com ações de monitoramento dos resultados e análise do desempenho para atingir o primordial: aprimorar a prestação de serviços ao cidadão. De acordo com o plano de comunicação social da Polícia Militar, publicado por meio da Diretriz nº CCOMSOC-01/30/103, os objetivos da reestruturação em 2010 foram estratégicos e operacionais: 3.1. Estratégicos: 3.1.1. padronizar e potencializar as ações de Comunicação Social em toda a Corporação, de modo que os critérios, processos e práticas estejam alinhados às estratégias de gestão institucional inseridas no Plano Plurianual, aproveitando-se os conceitos e boas práticas do mundo corporativo; 3.1.2. desenvolver mecanismos para que haja uniformidade e padronização visual em todos os processos de comunicação, sejam eles internos ou externos, simples ou complexos; 3.1.3. transformar a Comunicação Social em ferramenta de gestão estratégica para a Corporação e solidificar doutrina institucional, de forma a integrar as atividades de comunicação social dos diversos órgãos que compõem a PMESP; 3.1.4. prover suporte técnico para alavancar os processos de Comunicação Social; 3.1.5. incorporar política de Inteligência em Comunicação Social e multiplicação exponencial dos novos saberes, visando o desenvolvimento contínuo do capital humano e intelectual; 3.1.6. prover infraestrutura e recursos orçamentários para manter o efetivo policial-militar apto para as atividades de Comunicação Social na execução do Policiamento Ostensivo e do atendimento ao cidadão; 3.1.7. posicionar a imagem da Polícia Militar como Organização de Excelência em Segurança Pública, ampliar sua reputação e potencializar a propaganda institucional, lastreada em pesquisas de opinião pública. 3.2. Operacionais: 3.2.1. mudança cultural, sensibilização de todos os Policiais Militares do Estado, com base nas melhores práticas do mundo corporativo e desenvolvimento contínuo do conhecimento; 3.2.2. difusão massiva das premissas do Plano de Comunicação e de novos conceitos empregados pelas grandes escolas de comunicação; 3.2.3. capacitação, treinamento e adequação da equipe de Comunicação Social; 3.2.4. capacitação, treinamento e habilitação, por meio de cursos externos em gerenciamento de Comunicação Social para Gerentes de Comunicação Social credenciados para o Sistema; 3.2.5. atualização de currículos para capacitação e treinamento dos alunos dos Cursos de formação e aperfeiçoamento, e Estágios de Aperfeiçoamento Profissional das OPM; 3.2.6. criação de processos e práticas para o desenvolvimento e aplicação sistemática das atividades de Comunicação Social, bem como a sua mensuração;
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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Diretriz nº CCOMSOC-1/30/10: Plano de Comunicação Social da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 2010. Disponível em <http://www.intranet.policiamilitar.sp.gov.br/> Acesso em 14 out. 2020.
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3.2.7. reforma da estrutura física das Seções de Comunicação Social das OPM, elaboração de plano de aquisição e distribuição de mobiliário, recursos tecnológicos e canais físicos de comunicação; 3.2.8. planejamento e desenvolvimento de palestras, workshops e oficinas, com a participação de convidados do setor, com o objetivo de oferecer visibilidade, interatividade, troca de experiências e aprendizado; 3.2.9. desenvolvimento de ações para a multiplicação sistêmica dos conhecimentos de Comunicação Social para todos os integrantes das OPM, em todos os níveis; 3.2.10. planejamento, distribuição e aplicação de recurso orçamentário, quando houver; 3.2.11. participação do efetivo geral em palestras comunitárias, inserções de matérias positivas na mídia escrita, no radio jornalismo, telejornalismo, nas redes sociais etc; 3.2.12. transformação de todo policial militar em um “Agente de Comunicação Social” da Instituição, por meio de um processo de aculturamento e renovação dos procedimentos na área de Comunicação Social, com o escopo de levar ao conhecimento da sociedade a realidade da prestação de serviços oferecidos pela Corporação; 3.2.13. fortalecimento das convicções e coesão do público interno em relação à Instituição, com a premissa primeira de valorizar cada um de seus integrantes; 3.2.14. prática de ações que promovam a credibilidade, confiabilidade e prestígio da Instituição junto aos seus públicos; 3.2.15. respostas imediatas, de maneira adequada e oportuna, aos questionamentos dos públicos interno e externo de assuntos pertinentes aos interesses da Instituição, no que se refere à Comunicação Social; 3.2.16. esclarecimentos aos veículos de comunicação, formadores da opinião pública, sistematicamente, sobre as atividades desenvolvidas e resultados alcançados pela Instituição, estimulando a sensação de segurança; 3.2.17. integração da Polícia Militar aos segmentos da sociedade direcionando suas atividades aos anseios e expectativas dos cidadãos; 3.2.18. desenvolvimento e ajustes das atividades de Comunicação Social, respeitadas as diferenças peculiares de cada área; 3.2.19. integração das normas e padronizações de Comunicação Social junto aos órgãos da estrutura organizacional da Polícia Militar; 3.2.20. desenvolvimento de processos internos para a melhoria contínua, com suporte nas normas elencadas neste plano, legislações correlatas e diretrizes da 5ª EM/PM. (Diretriz nº CCOMSOC-1/30/10, 2010, p. 2)
Em 2012, houve a reestruturação organizacional mediante remanejamento de efetivo, bem como a criação, a extinção, a realocação, a renomeação e a desativação de estruturas e funções, sendo então o efetivo da 5ª Seção incorporado ao CComSoc, pois realizavam atividades semelhantes na área de comunicação.
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3 SERVIÇO DE ASSESSORIA DE IMPRENSA
O Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Estado de São Paulo é o responsável pelo planejamento, controle e atividades de assuntos civis, inclusive as relações públicas da PMESP, difundindo uma imagem positiva da instituição, através da assessoria de imprensa, para conquistar a confiança da sociedade e dos próprios policiais. Atualmente, o serviço de assessoria de imprensa da PMESP, devido à grande quantidade de demandas, está subdividido em seções específicas para cada modalidade: Sala de Imprensa, SIC e Fale Conosco e Agência de Notícias. O trabalho de cada uma delas é diferente, porém objetivos do serviço são comuns, conforme a Diretriz nº CCOMSOC-1/30/104, “a assessoria de imprensa estabelece relações sólidas e confiáveis com os meios de comunicação e seus agentes, com o objetivo de se tornar fonte de informação respeitada e requisitada”. Ainda de acordo com a Diretriz, os assessores devem apresentar firmar e consolidar as informações pertinentes aos interesses da Polícia Militar no contexto midiático local, nacional e internacional, além de implementar a cultura de comunicação de massa nos aspectos interno e externo, relativamente aos órgãos da estrutura organizacional da Polícia Militar, por meio de condutas proativas junto à estrutura midiática.
3.1 SIC (Serviço de Informação ao Cidadão) e Fale Conosco
O SIC é uma unidade de atendimento instituída em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, com a finalidade de assegurar aos cidadãos o acesso pleno aos dados, informações e documentos públicos, nos termos da Lei de Acesso à Informação5 e do Decreto Estadual nº 58.052 de 16 de
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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Diretriz nº CCOMSOC-01/30/10: Plano de Comunicação Social da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 2010. Disponível em <http://www.intranet.policiamilitar.sp.gov.br/> Acesso em 14 out. 2020. 5 BRASIL. Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. Brasília, DF: Presidência da República, [2011]. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527>. Acesso em: 26 ago. 2020.
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maio de 20126 que a regulamenta. As demandas são recebidas através da internet, na página oficial do sistema (sic.sp.gov.br), via telefone, via carta ou também presencialmente. O Fale Conosco é o serviço de comunicação direta do usuário com a Polícia Militar na Internet. Diferentemente do SIC, as demandas são aleatórias e não documentais. Elogios, reclamações e sugestões chegam para a instituição através deste canal localizado no site oficial da PMESP. O trabalho dos policiais que atuam nesta seção é o de processar as mensagens da população, buscando melhorar a qualidade do serviço prestado.
3.2 Sala de Imprensa e criação da Agência de Notícias
A seção Sala de Imprensa está diretamente subordinada ao Centro de Comunicação Social, possuindo efetivo que trata, diuturnamente, da gestão do relacionamento entre a instituição e a imprensa. Mantém estreita relação e contato com as emissoras de rádio, TV, jornais e sites, informando em tempo real o surgimento e o desenrolar das ocorrências, tudo através do porta-voz e pela difusão de notas de imprensa. Ela também cria situações para a cobertura, por meio da imprensa, das atividades da Polícia Militar, para alcançar e manter (e, em alguns casos, recuperar) uma boa imagem da Instituição junto à opinião pública. São funções do serviço de assessoria de imprensa da seção Sala de Imprensa: 2.1. estabelecer relações sólidas e confiáveis com os meios de comunicação e seus agentes, com o objetivo de se tornar fonte de informação respeitada e requisitada; 2.2. criar situações para a cobertura, por meio da imprensa, das atividades da Polícia Militar, para alcançar e manter (e, em alguns casos, recuperar) uma boa imagem da Instituição junto à opinião pública; 2.3. apresentar, firmar e consolidar as informações pertinentes aos interesses da Polícia Militar no contexto midiático local, nacional e internacional; 2.4. implementar a cultura de comunicação de massa nos aspectos interno e externo, relativamente aos órgãos da estrutura organizacional da Polícia Militar, por meio de condutas pró-ativas junto à estrutura midiática;
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SÃO PAULO. Decreto nº 58.052, de 16 de maio de 2012. São Paulo, SP [2012]. Disponível em: <http://www.legislacao.sp.gov.br>. Acesso em 26 ago. 2020.
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2.5. capacitar e orientar os órgãos componentes da estrutura da Polícia Militar a entender e lidar com a imprensa. (Diretriz nº CCOMSOC-1/30/10, 2010, p 8)
A Sala de Imprensa atua na assessoria de imprensa da PMESP desde a 5ª Seção de Estado Maior e possuía algumas particularidades que foram mudando com o passar dos anos devido à quantidade de demandas e à necessidade de uma reestruturação. Para entender melhor o trabalho da sala de imprensa, foi entrevistada a major Cibele Marsolla, atual chefe de divisão no CComSoc e uma das profissionais mais antigas na atividade de comunicação, ainda em atividade, da Polícia Militar. A oficial explicou que, quando a assessoria era realizada pela 5ª Seção, havia um espaço no departamento destinado para receber os jornalistas. Eles saiam das redações e, pessoalmente, acompanhavam as notícias policiais, ou em datas com o maior número de ocorrências, como o Carnaval. O atendimento também era realizado pelo telefone e por fax, quando os pedidos eram mais elaborados. Com o avanço das comunicações, a imprensa passou a demandar e receber informações através de email, e assim é até os dias atuais. Até o ano de 2016, havia um espaço na Sala de Imprensa com dois policiais para trabalhar com as notícias de maior destaque. Os batalhões encaminhavam as ocorrências positivas por e-mail e os responsáveis apresentavam a pauta aos jornalistas. Porém, as solicitações da imprensa eram tão numerosas e, os prazos, curtos, fazendo com que os policiais que trabalhavam com notícias positivas adiassem os requerimentos para auxiliar na solução de pedidos, muitas vezes envolvendo crises de imagem. Foi por este motivo, segundo a major, que os setores foram separados. Foi criada, então, a Agência de Notícias, seção responsável pela propagação de fatos positivos envolvendo a Polícia Militar do Estado de São Paulo.
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4 AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
A Seção Agência de Notícias foi criada em 2016 buscando a maior visibilidade e difusão de notícias positivas envolvendo a instituição. Ela mantém contato com diversos órgãos de imprensa visando à divulgação de ações policiais, ações sociais realizadas pela PMESP, campanhas públicas e de outros assuntos, sempre direcionando os profissionais de imprensa para as plataformas digitais. Atualmente, conforme informações obtidas em entrevista com o chefe, capitão Felipe Cordeiro das Neves, a AN possui efetivo de sete policiais militares, além de vaga para estagiários (estudantes de jornalismo), que não estão ocupadas no momento em razão das dificuldades de contratação impostas pela pandemia de COVID-19. A AN administra e realiza a gestão estratégica das redes sociais, conforme a política de comunicação estabelecida pelo CComSoc e em harmonia com as demais seções da Divisão de Propaganda Institucional. Esta divisão é composta pelas seções de Publicidade e Propaganda PM - A3PM, Produções Audiovisuais - PMTV e a própria Agência de Notícias. Por meio do canal técnico, a A3PM e a PMTV produzem peças publicitárias e vídeos institucionais para que a participação da PMESP nas mídias existentes, ou que venham a ser criadas, sejam adequadas e atendam aos objetivos da corporação, permitindo a difusão de conteúdos e temas relevantes. Os objetivos institucionais almejados por estas atividades, segundo informou o Capitão Felipe, durante a citada entrevista, são a construção de vínculos afetivos favoráveis, a consolidação da transparência institucional, a difusão de campanhas voltadas à prevenção de crimes e, principalmente, o fortalecimento da credibilidade, por meio da interação estabelecida entre os diversos públicos (internos e externos) e os perfis oficiais da instituição nas citadas redes.
4.1 Operação da Agência de Notícias da Polícia Militar
Além da produção de notícias, divulgação de conteúdo para mídia tradicional e gerenciamento das redes sociais, a AN também é responsável pela divulgação dos
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conteúdos de competência do CComSoc na Intranet PM (comunicação interna), canal oficial de divulgação de informações de interesse institucional ao público interno, além de monitorar, viabilizar e intermediar o suporte técnico necessário (aspectos formais e de conteúdo), auditar e monitorar, de maneira amostral os perfis oficiais de cada uma das OPM que as mantenham nas mesmas redes nas quais a PMESP se faz presente. Os profissionais que atuam na AN promovem a coleta e a difusão, de forma coordenada e estratégica, de conteúdos informativos no formato jornalístico (na PMESP, são chamados de “fatos comunicáveis”) das mais diversas atividades desenvolvidas pela PMESP ou por seus membros individualmente (operacionais/ administrativas/sociais) e que, por conta de sua dimensão, relevância social, peculiaridade, ou outro fator a ser avaliado, contenham em si elementos capazes de despertar interesse midiático favorável à instituição e útil ao incremento do prestígio social da PMESP (fatos que despertem interesse jornalístico que podem gerar a chamada mídia espontânea) nos mais diversos públicos. Além disso, os policiais que trabalham na AN também elaboram um clipping de notícias relevantes, difundindo aos gestores da Polícia Militar, para conhecimento dos casos de repercussão, sejam eles positivos ou negativos. Outra função da AN é a de monitorar as redes sociais para identificar a percepção dos diversos públicos em relação às publicações e notícias sobre a Polícia Militar, subsidiando o comando para uma eventual tomada de decisão. A AN também tem como função o compartilhamento nas redes sociais de conteúdo de caráter publicitário produzido pela A3PM, com o objetivo de estimular a interação com os seguidores dos perfis institucionais, de forma alinhada à filosofia de polícia comunitária, que é uma das bases de sustentação da Polícia Militar, ao lado da gestão pela qualidade e dos Direitos Humanos. Após a implantação das câmeras operacionais portáteis em algumas unidades operacionais da Polícia Militar, a AN passou a operar também a Central de Difusão
de
Conteúdo
Audiovisual
(CDCA),
analisando
a
conveniência
e
oportunidade de divulgação dos conteúdos audiovisuais gravados pelas câmeras individuais durante a atividade de polícia ostensiva. A Agência de Notícias do CComSoc, portanto, apesar de sua recente implantação, já representa um avanço na comunicação social da Polícia Militar, pois
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está permitindo alavancar não só os fatos comunicáveis junto à mídia tradicional, mas também operar com qualidade as mídias sociais, fortalecendo a reputação e potencializando a imagem positiva da instituição. Além disso, seu trabalho é relevante para divulgar o posicionamento institucional em episódios de repercussão, quando o espaço oferecido pelas mídias tradicionais não permitem esgotar as medidas adotadas e esclarecer determinados pontos, especialmente quando há crises de imagem. O processo de organização da PMESP é dinâmico, adaptando-se e evoluindo de acordo com os desafios que vão surgindo, não sendo a Agência de Notícias do CComSoc, necessariamente, uma reprodução ipsis literis do modelo de Agência de Notícias adotadas por outras organizações, pois a instituição busca adequar a estrutura disponível às demandas voltadas a administrar as redes sociais da PMESP, que exercem duplo papel, quer seja na publicidade e propaganda, quer no de assessoria de imprensa. Conforme verificado a partir da técnica de observação e extraído da entrevista com o Capitão Felipe, o fluxo de trabalho da Agência de Notícias envolve as seguintes atividades: a) Analisar preliminarmente os conteúdos recebidos pelo comando e por meio dos canais de informação oficiais disponibilizados aos diversos públicos, por meio de telefone, correio eletrônico e mensagens de texto, triando preliminarmente o potencial
jornalístico
da
informação
recebida,
avaliando
a
capacidade
e
potencialidade de tal conteúdo ser divulgado nas redes sociais e/ou por meio da propositura de "sugestões de pauta" aos órgãos de imprensa e seus profissionais. b) Coletar todos os detalhes em relação aos temas pré-selecionados, a fim de elaborar texto nos moldes jornalísticos, apresentando os fatos como se deram e os argumentos institucionais para cada um deles, reforçando o compromisso da PMESP com a legalidade de suas ações, com a defesa da vida e com os Direitos Humanos, reforçando perante a opinião pública a imagem de uma instituição transparente e atenta à sua relevância social. c) Subsidiar, em tempo real, o chefe da seção com todas as informações de destaque que cheguem a seu conhecimento durante o turno de serviço, estando atento às repercussões captadas por meio de comentários e viralizações em andamento nas redes sociais e aplicativos de comunicação instantânea.
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d) Zelar pela pronta resposta do comando em todas as demandas, específicas ou gerais, especialmente aquelas relativas à divulgação de informes, esclarecimentos, instruções emanadas ou outras mensagens que devam ser divulgadas pelo canal oficial de divulgação aos policiais militares, a Intranet PM, cuidando da reputação desse canal fundamental. e) Produzir conteúdo de caráter publicitário, a fim de ser utilizado nas redes sociais com a capacidade de estimular a interação dos seguidores dos perfis. f) Auxiliar a chefia e os policiais responsáveis pela Central de Difusão de Conteúdo Audiovisual (CDCA) na análise da conveniência e oportunidade de divulgação dos conteúdos audiovisuais gravados pelas COP. g) Zelar pela reputação da PMESP nos perfis oficiais nas redes sociais.
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5 REDES SOCIAIS PMESP Atualmente, estar “conectado” já faz parte da vida de mais da metade da sociedade brasileira. Castells (2005, p. 40), explica: “As redes interativas de computadores estão crescendo exponencialmente, criando formas e canais de comunicação, moldando a vida e, ao mesmo tempo, sendo moldados por ela”. Há 11 anos a Polícia Militar do Estado de São Paulo participa oficialmente das mídias sociais. Tudo começou em 2009 com uma conta no Twitter para manter contato direto com os jornalistas. Atualmente possui cinco contas oficiais ativas em redes sociais: Twitter, Blogger, Facebook, YouTube e o Instagram. Além das diversas outras contas ativas que são administradas por cada unidade de serviço, distribuídas pelos mais de 100 batalhões em todo o Estado. É através desta conexão em rede que profissionais da comunicação, como os da assessoria de imprensa, aproximam a população do trabalho desenvolvido. No caso da Polícia Militar do Estado de São Paulo, os policiais que atuam na área buscam: [...] maior visibilidade e difusão de notícias, a Agência de Notícias ainda mantém contato com diversos órgãos de imprensa visando à divulgação de ações policiais militares, ações sociais realizadas pela Polícia Militar, campanhas públicas e de outros assuntos, sempre direcionando os profissionais de imprensa para as plataformas digitais [...] a PMESP está presente em apenas 5 (cinco) mídias sociais disponíveis no mundo digital, sendo que, para cada uma delas, foram estabelecidos objetivos e procedimentos específicos para a produção e conteúdo. Além disso, são tratadas de forma completamente diferentes, de acordo com o público alvo que se pretende alcançar e com a estratégia de marketing que for adotada. (TEODORO, Fábio, 2017, p. 41)
Este cenário digital faz ligação com o conceito de cultura da convergência. Para Jenkins (2008), “o contexto dessa cultura da convergência sustenta e convida à participação tornando o usuário protagonista nessa comunicação”. A Agência de Notícias estimula o diálogo e abre espaço para a interação com o público, fortalecendo a aproximação entre sociedade e PMESP. Esta atuação pode ser classificada como os três fenômenos distintos, mas interligados entre si: o uso complementar de diferentes mídias, a produção cultural participativa, e a inteligência coletiva (LEVY, 2010).
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Atualmente, qualquer profissional da área de marketing ou jornalismo digital deve ter em mente que, para conseguir a atenção do seu público-alvo, é preciso investir em estratégias que alcancem a participação e o interesse de quem deseja atingir. Todas as publicações realizadas pelas OPM nas redes sociais contêm temas institucionais e notícias de utilidade pública, sejam elas de natureza informativa, educativa ou de fortalecimento do relacionamento entre o público digital e a Polícia Militar do Estado de São Paulo. As matérias enaltecem a atuação do policial em ocorrências ou em ações sociais e valorizam e exteriorizam o caráter profissional e humano do policial militar.
5.1 Facebook
O Facebook é uma rede social que possibilita interações entre amigos através de compartilhamento de mensagens, links, vídeos e fotos. A plataforma foi criada em 2004 pelos americanos Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Chris Hufghes e pelo brasileiro Eduardo Saverin. Ela também é muito utilizada como ferramenta de marketing para empresas e órgãos públicos, permitindo que o usuário receba as novidades das páginas que mais gostar. O "Face", como é popularmente conhecido, também conta com aplicativos com os mais diversos assuntos, jogos e eventos. Existem versões diferentes do Facebook para computadores, smartphones e tablets, que facilitam a visualização e a acessibilidade dos usuários. Conforme explica Teodoro (2017), a rede social Facebook faz parte da comunicação social da Polícia Militar do Estado de São Paulo desde fevereiro de 2011 e, atualmente, conta com 1.164.470 seguidores. A conta oficial da instituição no Facebook teve sua regulamentação específica publicada em 2012, conforme Boletim Geral PM N° 079/12 de 25/04/12. É utilizado como um canal de comunicação com o público interno e externo, sendo tratada prioritariamente como uma ferramenta voltada para a “família", uma vez que é acessada por público de todas as idades, e por possibilitar oferecer entretenimento, serviços de utilidade pública, dicas de segurança e notícias sobre ocorrências policiais e sociais. (TEODORO, Fábio, e segundo Teodoro 2017, p. 42)
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A rede social está regulamentada através da Nota de Instrução nº CCOMSOC-002/106/18. Os policias responsáveis realizam, no mínimo, uma e, no máximo, quatro postagens diárias na mídia.
Alguns horários também são pré-
estabelecidos, sendo proposto 06h00, 12h00, 18h00 e 20h00, sendo certo que a primeira e a última postagem do dia interagem com o público por meio de “bom dia” e “boa noite”, sempre associada a uma foto ou fato que divulgue as diversas especialidades e serviços realizados pela PMESP. As outras publicações podem divulgar ocorrências operacionais e ações sociais realizadas por policiais militares, de acordo com a relevância do fato. Figura 1 - Perfil e capa do Facebook da PMESP
Fonte: PMESP, Setembro 2020.
Uma análise realizada em setembro de 2020 mostra que 61% do público da página oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo são formados por homens e, 38%, por mulheres, conforme o gráfico 1. Além disso, o maior público registrado está entre os usuários entre 25 e 34 anos de idade.
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Gráfico 1 - O número de pessoas em cujas telas foi exibido algum conteúdo da página ou sobre ela, agrupadas por idade e gênero
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Fonte: Facebook PMESP , Setembro 2020.
A página também possui seguidores em outras localidades, conforme figura 3. Países como Portugal, Estados Unidos e Japão estão entre eles e é traduzida por diversos idiomas. Já em nível nacional, depois de São Paulo, o Rio de Janeiro é o Estado de maior alcance de publicações, seguido pelo Distrito Federal, Curitiba/PR e Manaus/AM. Tabela 1 - Estimativa de alcance da página PMESP no Facebook em diversas localidades e idiomas
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Fonte: (Facebook PMESP , Setembro 2020)
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Disponível em: <https://www.facebook.com/POLICIAMILITARDESP>.Acesso em 4 ago. 2020. Idem.
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5.2 Instagram
O Instagram é uma rede social de imagens e vídeos curtos para usuários de smartphones Android e IOS. Criado em 2010, é um aplicativo gratuito que possibilita registrar fotos com o celular, aplicar efeitos nas imagens e compartilhar com os demais internautas. Os usuários do Instagram também podem publicar estas mesmas imagens em outras redes sociais simultaneamente, como o Facebook e o Twitter. Através dele, os usuários podem “curtir” e comentar as fotos. É a rede social mais nova da corporação, com a conta oficial criada em outubro de 2015. Tem por objetivo promover a publicidade institucional e a aproximação com a comunidade por meio de fotos, grande maioria posada e com mais detalhes, e vídeos. Atualmente com 414.740 seguidores. Figura 2 – Página Oficial do Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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As publicações são de acordo com a relevância e qualidade da imagem. Fotos ou vídeos que apresentem as especialidades e atividades realizadas pela OPM serão postados com a utilização dos filtros disponibilizados pelo aplicativo, buscando o destaque da foto ou vídeo. A utilização da ferramenta “#”, conhecida como hashtags, é constante nas postagens, identificando a foto, vídeo, motivo da postagem, data comemorativa ou outra
informação
que
explique
o
fato.
Atualmente,
as
hashtags
#POLICIAMILITARSP e #AFORÇAPÚBLICADESÃOPAULO são utilizadas em todas as publicações a fim de facilitar a localização e compartilhamento das ações da corporação. Assim como as outras redes sociais, o Instagram possui um público específico. De acordo com a Figura 5, dados de setembro deste ano, a página oficial de Polícia Militar do Estado de São Paulo no aplicativo conta com a maioria dos usuários na faixa etária entre 25 e 34 anos. Além do público da cidade de São Paulo, Guarulhos, Campinas e Rio de Janeiro estão em destaque. Gráfico 2 - Alcance do Instagram pela localização e Faixa Etária dos seguidores PMESP
Fonte: (Instagram, Setembro 2020)
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5.3 Twitter
O Twitter é uma rede social que permite aos usuários enviar e receber mensagens, ou atualizações pessoais, em textos curtos, de até 280 caracteres. Fundado em março de 2006 por Jack Dorsey, Evan Williams e Biz Stone, nos Estados Unidos, os textos, conhecidos como tweets, podem ser publicados por meio do website da mídia, por SMS
ou por aplicativos específicos do Twitter
para smartphones e tablets. Inicialmente os tweets eram limitados a 140 caracteres, mas em 2017 esse limite foi ampliado. A palavra inglesa “tweet” significa “pio de passarinhos”, representando os “pios” (pequenas mensagens) que se acumulam na rede social. A partir deste conceito, foi desenvolvido também a logotipo da rede social: um pássaro azul. Atualmente a rede social da instituição conta com 644.708 seguidores. O Twitter serve de porta de entrada para as pautas na imprensa: ele chama a atenção do jornalista para o atual acontecimento, gerando matérias em rádio, TV e até no impresso. Por ser extremamente ativo, é utilizado para a publicação em tempo real de ocorrências e informações de utilidade pública, como no caso das manifestações. Figura 3 - Perfil Oficial da PMESP no Twitter
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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As postagens são diárias e sem horários pré-definidos ou limitação de publicações agregando, sempre que possíveis fotos ou vídeos. As “chamadas” para ocorrências operacionais, sociais ou de interesse à imprensa são publicadas, mesmo que esteja em andamento, seguido de quantas atualizações ocorrerem. Links que remetam a outras mídias sociais que contenham a matéria completa acerca do tema também são agregados às postagens do Twitter.
5.4 Blogger
É a plataforma gratuita de blogs do Google. A página é fácil de navegar e administrar, além de oferecer a hospedagem e diversos recursos que permitem ao usuário criar seu blog e personalizá-lo. O Blog da Polícia Militar do Estado de São Paulo está ativo desde agosto de 2009, e atualmente conta com cerca de 7,33 milhões de visualizações desde que foi criado. Segundo Teodoro (2017, p. 44) ele é tratado como o “Diário de Notícias da Polícia Militar”, voltado para o público interno e externo, onde são publicadas notícias positivas da PMESP, com principal enfoque na população, jornalistas, estudantes e no público em geral.
Figura 4 - Perfil Oficial da PMESP no Blogger
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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As postagens no Blogger são diárias, sem horários definidos ou limitação de postagens agregando, sempre que possíveis fotos ou vídeos. Todas as matérias são de cunho jornalístico, elaborado com riqueza de detalhes e que possam subsidiar os órgãos de imprensa e de comunicação na produção de reportagens nos diversos veículos de comunicação.
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6 ANÁLISE DE DADOS
Para este estudo, foram classificadas as publicações e interações dos usuários que acompanham as mídias sociais da Polícia Militar do Estado de São Paulo - Facebook, Instagram e Twitter - no período de 24 a 30 de outubro de 2020. O objetivo é descobrir como a instituição é vista e compreendida pelos usuários das redes sociais, além analisar as postagens de destaque para os seguidores das páginas e as de menor relevância. Com este levantamento é possível descobrir a melhor linguagem, abordagem e imagem para cada rede social. As publicações foram classificadas de acordo com o tema abordado, sendo eles: Ocorrência Policial, Ação Social, Institucional, Foto, Utilidade Pública, Operação, Resultado da Operação e Data Comemorativa. O período selecionado alcança dias que se enquadram como um equilíbrio para a compreensão como um todo. A semana em tese é considerada “neutra” para instituição, já que a interação dos usuários varia de acordo com os acontecimentos diários e com as crises, ou não, de imagem que surgem no decorrer dos trabalhos operacionais desenvolvidos. No período analisado não houve nenhum acontecimento que interferisse na reação do público. O total de postagens no Facebook durante o período foi de 19 matérias. No Twitter 53 e no Instagram 29. Acontecem, em média, mais de duas publicações por dia, entre imagens, vídeos e matérias jornalísticas, dependendo dos acontecimentos envolvendo a Polícia Militar, como já relatado anteriormente, sendo que a maioria das publicações e interações produzidas pela PMESP é considerada positiva. O Facebook é a rede social com o maior número de interação em comparação com o Twitter e Instagram. Os seguidores passam de 1 milhão e, durante a coleta de informações das datas propostas, foram identificados um total de 44.734 reações positivas dos usuários. Este estudo foi desenvolvido através da quantidade de “curtidas” de cada publicação, sendo elas positivas ou negativas. Foram categorizadas de acordo com as interações de cada rede social. No Facebook, os botões de interação são: Curtir, Amei, Força, HAHA, Ual, Triste e Grr. No Instagram apenas a quantidade de curtidas e no Twitter através dos Retweets e das curtidas.
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No dia 24 de outubro, sábado, houve a ocorrência policial de maior destaque na semana, Figura 5. Com o título “Polícia Militar liberta casal e prende seis criminosos em Suzano” foram 2.378 “Curtir” e 199 “Amei” só no Facebook, conforme Gráfico 3. O acontecimento tratado na matéria jornalística como Cárcere Privado mostra que quando há risco a vida e que o desenrolar da história é positivo, o público interage mais. Gráfico 3 - Relação de interações de usuários do Facebook PMESP
Fonte: (PMESP, Setembro 2020)
Figura 5 - Ocorrência Policial I em 24/10 - Imagens capturadas do Facebook e Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, Setembro 2020)
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O Twitter, como já relatado anteriormente, é uma ferramenta dinâmica. Ele é atualizado diariamente com notícias factuais ou que já foram apresentadas em outras mídias, como mostram as imagens, reduzindo os riscos de uma apresentação negativa da PMESP. Nesta Ocorrência Policial, as 182 Curtidas e 20 Retweets foram pauta para diversos canais de comunicação do dia, como o do jornal Agora. Figura 6 - Imagem capturada da página do jornal Agora São Paulo
Fonte: (PMESP, Setembro 2020)
A matéria não foi veiculada ao Instagram devido à qualidade da imagem registrada da ocorrência, conforme Figura 6. A rede social é utilizada para destacar “fotos posadas”, ou seja, imagens com uma importância maior, que chamam a atenção dos usuários, como a Figuras 7 que chegou as 6242 curtidas. Textos mais curtos também são característica forte do aplicativo e fazem parte da estratégia da Seção Agência de Notícias.
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Figura 7 - Foto Operacional em 24/10 - Imagem Capturada do Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, Setembro 2020)
Ainda no dia 24, temos duas ocorrências de Ocorrência Policial no Twitter, conforme Figura 8. Ocorrências da Polícia Militar Rodoviária e ocorrências envolvendo tráfico de drogas e grandes apreensões são as que mais chamam a atenção nesta mídia social devido às inúmeras pautas geradas à imprensa. Figura 8 - Ocorrência Policial II e III em 24/10 - Imagem capturada do Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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No dia 25 de outubro, domingo, temos uma evidência na publicação categorizada como Foto de Criança. Tanto No Facebook, quanto no Instagram, as interações positivas passaram de 16 mil. No Facebook sempre com a quantidade de reações maior, devido à quantidade de seguidores e o público mais velho, como mostra a Gráfico 1. Figura 9 - Foto de Criança em 24/10 - Imagem capturada no Facebook e Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Cabe ressaltar que para realizar publicações de imagens envolvendo criança ou qualquer tipo de público externo, é utilizado o Termo de Autorização de Uso de Imagem, onde o responsável pela criança, ou o adulto que será exposto, autoriza a Polícia Militar a utilizar a imagem para postagens nas mídias sociais. As autorizações são feitas através do termo impresso ou, devido ao avanço tecnológico e a praticidade, por meio de vídeo. A Agência de Notícias da PMESP também utiliza as redes sociais para homenagear profissionais de outras áreas, como em Datas Comemorativas. No dia
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25 de outubro, a publicação do Dia do Dentista chegou a 1709 curtidas no Facebook e 1845 no Instagram. Figura 10 - Data Comemorativa em 25/10 - Imagem Capturada no Instagram, Facebook e Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Entre as Ocorrências Policiais do dia 25, Figuras 11, 12, 13 e 14, destacaramse a envolvendo problemas de perturbação de sossego, como o Baile Funk, com 347 curtidas, conforme Gráfico 4. Gráfico 4 - Ocorrências Policiais no Twitter PMESP em 25 de outubro
Fonte: a autora.
Figura 11 - Ocorrência Policial I de 25/10 - Imagem capturada no Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Figura 12 - Ocorrência Policial II de 25/10 – Imagem capturada no Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Figura 13 - Ocorrência Policial III de 25/10 – Imagem capturada no Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Figura 14 - Ocorrência Policial IV de 25/10 – Imagem capturada no Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Devido à qualidade das imagens das ocorrências de relevância no Twitter, não foram repostadas no Instagram. Cabe ressaltar que a prioridade da rede são fotos com riqueza de detalhes e posadas. A Agência de Notícias ainda utiliza de imagens de fotógrafos parceiros da Polícia Militar, como a Figura 25. A imagem de uma viatura operacional e um breve texto para desejar um bom dia chegou a 2540 interações positivas na mídia. Figura 15 - Foto Operacional de 25/10 - Imagem capturada do Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, 2020)
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Outra evidência das redes sociais da PMESP são as notícias de Ação Social, principalmente
quando
envolvem
crianças
que
admiram
a
corporação
e
manifestações de carinho. No dia 26 de outubro, segunda-feira, foi publicada uma matéria onde policiais militares participam de um aniversário de criança. Sem deixar a atividade fim (o policiamento) de lado, esse tipo de ação é comum na instituição e traz um resultado muito positivo nas mídias. Figura 16 - Ação Social de 26/10 – Imagem capturada do Facebook e Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Das quatro publicações do dia 26 no Facebook, a surpresa de aniversário para o garoto João foi à de maior repercussão com 5233 curtidas no Facebook, conforme Gráfico 5. Uma das publicações com maior interação positiva da semana na plataforma.
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Gráfico 5 - Publicações do Facebook
Fonte: a autora.
Nem todas as datas comemorativas tem uma boa interação do público, principalmente quando há textos muito extensos e de conteúdos de unidades diferentes. A Data Comemorativa, Figura 17, foi publicada pelo Museu de Polícia Militar de São Paulo e compartilhada na rede social da instituição. Foi a postagem com o menor número de curtidas no Facebook no dia 26. Figura 17 - Data Comemorativa de 26/10 – Imagens capturadas do Facebook PMESP
Fonte: (PMESP, 2020)
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Cursos institucionais também trazem boas interações. Os posts são caracterizados por fotos operacionais e por curiosidades que a maioria do público desconhece. Também vale ressaltar que, quando a publicação envolve o helicóptero Águia da Polícia Militar, a interação aumenta. A Figura 18 mostram as postagens no Facebook, Instagram e Twitter informando o início do curso dos tripulantes do Águia. As curtidas chegaram a 2048 no Facebook e 1504 no Instagram. Figura 18 - Institucional de 26/10 – Imagens capturadas do Instagram, Facebook e Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Como já relatado, o compartilhamento de publicações de outras instituições, unidades ou sites não geram muitas interações, tanto positivas, quanto negativas. A Figura 19 mostra a postagem de um vídeo do YouTube, canal “E aí, bicho?”, com uma entrevista sobre maus tratos a animais, classificada como Utilidade Pública. O post só foi veiculado ao Facebook e, apesar da relevância do assunto, obteve poucas curtidas. As publicações com mensagem institucional nas redes sociais exaltam o trabalho dos próprios policiais militares. Dessa forma, além de valorizar a identidade de ser policial, também ocasiona empatia e aproximação do usuário com a própria corporação. Figura 19 - Utilidade Pública de 26/10 – Imagem capturada do Facebook PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Fotos antigas e que, por si só, contam histórias da Polícia Militar (Figura 22), em cidades do interior paulista para divulgas as páginas das (Figura 20) e parcerias com polícias de outros Estados (Figura 21) são os tipos de publicações alcançam milhares que de curtidas no Instagram. A interação, não só com o estado de São Paulo todo, mas com o Brasil todo, tem ganhado destaque nas redes da instituição. Figura 20 - Foto Operacional de 26/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Figura 21 - Foto de Polícia de 26/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Figura 22 - Foto Histórica de 26/10– Imagem capturada do Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Figura 23 - Ocorrência Policial I de 26/10 – Imagem capturada do Facebook PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Vídeos com narração de ocorrências, imagens na horizontal e bem capturadas, também são bem vistos pelos seguidores das redes sociais PMESP. Comparado com as demais ocorrências policiais do dia, o vídeo da Ocorrência
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Policial I (Figura 23) com o título “TOR localiza drogas em carro cofre” alcançou 3100 curtidas no Facebook, 7817 no Instagram e 202 no Twitter. Ficando atrás, somente, de uma ocorrência em andamento (Figura 24). Veja o comparativo no Gráfico 6. A tabela completa está no Apêndice A. Figura 24 - Ocorrência Policial III de 26/10 – Imagem capturada do Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Gráfico 6 - Ocorrências Policiais publicadas no Twitter PMESP em 26 de outubro
Fonte: a autora.
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O público das redes sociais PMEP apresenta uma grande resistência com publicações envolvendo o Policiamento de Trânsito (Figura 25), principalmente quando traz resultado de operações com quantidade de infrações e recolhimento de veículos em todo o Estado. Apesar da grande quantidade de curtidas nas publicações envolvendo o tipo de postagem, a reprovação através do “Grr” e “Triste” do Facebook ganha um grande destaque se comparado com as outras publicações da semana analisada. (Veja a tabela comparativa no Apêndice A) Foram 960 reprovações. Figura 25 - Resultado de Operação de 27/10 – Imagem capturada do Facebook PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Ocorrências policiais envolvendo cães, tanto no trabalho do 5° Batalhão de Polícia de Choque – Canil com os cães policiais, quanto às ações ligadas a regate e localização de animais em situação de risco ou perdidos, também estão entre as publicações da semana com maior interação dos seguidores. Figura 26 - Ação Social de 28/10 – Imagem capturada do Facebook, Twitter e Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Na Figura 26, os policiais militares que atuam no Comando de Policiamento do Interior 5 localizaram um cão perdido. A ação alcançou 2032 reações positivas no Facebook. No Twitter foram 132 curtidas e no Instagram 1204. Imagens de fotógrafos parceiros, como já relatado, para divulgar as páginas dos batalhões especializados recebem muitas curtidas e interações. Figuras 27 e 28 com 1565 e 3843 curtidas, respectivamente. Com observação, mais uma vez, o carinho do público com os policiais militares que atuam do Comando de Aviação (Figura 29). As imagens foram publicadas no dia 28, quarta-feira. Figura 27 – Foto Operacional I de 28/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Figura 28 - Foto Operacional II de 28/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Ocorrências com as diferentes modalidades de policiamento também geram boas interações. Na Figura 29, uma operação da Polícia Ambiental obteve 1834 reações positivas no Facebook. No Instagram chegou a 1659. Figura 29 – Ocorrência Policial I de 29/10– Imagens capturadas do Facebook e Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Outro destaque da semana foi um vídeo feito pelos integrantes do helicóptero Águia onde os policiais militares realizam uma abordagem no meio da rodovia. A imagem é cinematográfica e alcançou grandes interações nas mídias. Foram 14308 curtidas no Instagram, recorde da semana. Figura 30 – Ocorrência Operacional II de 29/10 – Imagem capturada do Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Ocorrências em andamento em evidência no Twitter no dia 29 de outubro com 94 e 141 curtidas, respectivamente. Figura 31 e 32. Como já relatado, a dinâmica da plataforma faz com que as interações sejam maiores se a notícia acontece no momento da publicação.
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Figura 31 – Ocorrência Policial III em 29/10 – Imagem capturada do Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020) Figura 32 – Ocorrência Policial VII em 29/10 – Imagem capturada do Twitter PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Na sexta-feira, 30 de outubro, temos as publicações que apresentaram o menor número de interações no Facebook. Tanto positivas quanto negativas. Um vídeo mostrando as principais ocorrências da semana obteve apenas 359 interações, entre os tipos analisados. Reforçando a ideia de que a plataforma não recebe bem ocorrências policiais, diferente do Twitter. No Instagram, apesar de ser uma rede onde a imagem é o principal mecanismo, também não teve sucesso.
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Foram 500 curtidas. O fato pode ocorrer devido à produção básica do produto, ou a grande quantidade de informações em uma única publicação. O conteúdo fica cansativo, causando pouco engajamento nas mídias. Figura 33. Figura 33 – Institucional I em 30/10 – Imagens captadas do Facebook e Instagram PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
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Figura 34 – Institucional II em 30/10 – Imagem captada do Facebook PMESP
Fonte: (PMESP, outubro de 2020)
Um compartilhamento de um programa de rádio foi a postagem de menor curtida da semana no Facebook. Ela não foi veiculada em outras mídias. Foram 32 interações. Figura 34. Gráfico 7 – Publicações de maior interação “Curtir” no Facebook na semana analisada
Fonte: a autora.
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Em um breve levantamento das quatro postagens mais curtidas da semana no Facebook, em diferentes categorias (veja na tabela no Apêndice A), chegamos à conclusão de que publicações com fotos de crianças e ações sociais são as que mais obtiveram o “Curtir” da plataforma. Isso não levando em conta as outras opções de interação, seguido pela ocorrência policial e por último a data comemorativa. No Twitter nem é necessário à comparação através de gráficos ou tabelas. As publicações com maior número de interações são 100% ocorrências policiais. No Instagram, imagens inusitadas e fotos com riqueza de detalhes ganham força, diferente das ocorrências policiais corriqueiras.
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7 RESULTADOS
A análise dos resultados das interações dos seguidores das páginas oficiais do Facebook, Instagram e Twitter da Polícia Militar do Estado de São Paulo, levou a pontos importantes para a compreensão da atuação e a imagem da instituição nas mídias sociais. Além disso, há descobertas e estratégias que podem ser adotadas pelo assessor para aumentar a quantidade de interação entre polícia e sociedade de acordo com a comparação e relevância das notícias. Todas as publicações são de cunho positivo. As respostas e interações do público às postagens das páginas institucionais mantiveram, na maioria das matérias, fotos e vídeos, um teor neutro e também positivo. Isso acontece quando o usuário da rede social não alimenta uma imagem negativa do órgão governamental, principalmente por haver, por vezes, crises de imagem envolvendo a corporação. Fato que pode ser considerado como percursor na criação de uma identidade forte e empática que o PMESP criou com ao longo da criação das mídias sociais. É evidente que as interações aconteçam de formas distintas entre as três plataformas digitais. É importante levar em conta a característica de cada uma delas, a quantidade de seguidores e os diferentes tipos de público das redes. Enquanto o Twitter produz pautas imediatas para os jornalistas, o Facebook traz a matéria jornalística pronta, já apurada e editada, assim como o Instagram. A produção de informações pelos policiais que atuam na Agência de Notícias foi viabilizada de maneiras distintas, mas que se complementam. O Facebook é caracterizado por publicações de cunho social, textos mais elaborados e de ocorrências de maior relevância para o público da mídia. O Instagram precisa de uma boa imagem, que chame a atenção do usuário, apresentando textos curtos, pois uma foto de qualidade prevalece em relação ao texto. Ao mesmo tempo em que o Twitter apenas informa um fato ocorrido ou em andamento para pautar a imprensa, conduzindo o usuário, jornalista ou, muitas vezes, formador de opinião ao Blogger da instituição onde ele encontrará mais informação sobre o fato. As interações no Twitter são menores quando comparadas às outras mídias. Isso está relacionado à dinâmica e imediatismo da rede social. Se o fato não é atual, a relevância para os usuários da mídia também é menor. Em contrapartida, o Facebook apresenta uma interação muito maior, sobretudo se levar em conta a
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quantidade de usuários e seguidores e também os diferentes tipos de reações que cada postagem pode ter. Deste modo, é possível admitir que, apesar da existência das falhas comuns do cotidiano de operação das plataformas digitais e das poucas reações em algumas postagens, levando em conta o levantamento de dados das mídias analisadas por esse trabalho, a visão institucional que a população, nas redes sociais, tem da Polícia Militar do Estado de São Paulo é positiva e tem uma forte empatia de identidade e conexão com a corporação.
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8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo teve como objetivo analisar a ação do policial militar atuante na seção Agência de Notícias do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Estado de São Paulo, considerado assessor ou social media, como o responsável pela produção de informações e também mediador entre a instituição, representada pelas redes sociais, e a sociedade através de uma abertura de interação com a população. As interações realizadas pelas publicações de ocorrências policiais, sociais e fatos relevantes envolvendo o nome da PMESP não são feitas somente com profissionais da imprensa. A população também está inserida nessa troca de informações e é importante que todos façam parte dos processos de comunicação, visando que a sociedade se sinta plenamente segura e protegida no Estado de São Paulo de acordo com as ações publicadas. O trabalho do profissional que assessora as mídias foi atestado ao longo de todo o estudo de caso. A capacidade que o responsável pelas publicações tem de se transformar e recriar diariamente foram comprovadas na vivência da PMESP. O assessor precisa se multiplicar para, cada vez mais, conseguir alcançar e se adequar a todo o serviço proposto pelas alterações das novas tecnologias, sendo inadmissível permanecer na zona de conforto. Se reinventar é preciso e necessário. Conforme explicado por Castells (2005, p.43): “Na verdade, o dilema do determinismo tecnológico é, provavelmente, um problema infundado, dado que a tecnologia é a sociedade, e a sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas ferramentas tecnológicas”. Portanto, a sociedade é cada vez mais parte da tecnologia e a tecnologia é cada vez mais parte da sociedade. Quando pensamos em mídia social, estamos falando, basicamente de uma estratégia de mercado. Com ela é preciso criar pontos de engajamento com o público que queremos atingir. É preciso que a publicação agregue informação, transparência e valor ao dia a dia dos seguidores. É preciso um replanejamento de comunicação para aumentar, ainda mais, o relacionamento da empresa, no caso a PMESP, com os seguidores. Uma forma de utilizar esse engajamento é aproveitar os “memes” do momento, ou os principais assuntos que sejam notícia naquele
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período. É importante prestar atenção nos acontecimentos diários e “surfar” na onda para atingir o objetivo. Um erro comum é que o assessor das mídias, por vezes, não alinha as publicações das redes sociais com outras extensões do marketing digital, como o marketing de busca. Ele é utilizado para que o público encontre os conteúdos que procura com maior facilidade, proporcionando melhor relação com a instituição. As redes sociais, hoje em dia, estão aliadas com o SEO (Search Engine Optimization), processo de otimização de sites para os mecanismos de busca, e esse grande benefício merece ser explorado. Assim o trabalho policial militar pode ganhar mais abrangência e, quem sabe, uma interação maior e ainda mais positiva do público. A pesquisa também gera a compreensão de que os novos meios tecnológicos tornam mais versáteis o trabalho do assessor de imprensa e enriquece a atuação na área jornalística. O trabalho é complexo e é construído diariamente com o objetivo de conseguir um bom ambiente para o trabalho do jornalista em uma “atmosfera” em que as pessoas estão em constante exposição aos mais diferentes tipos de informações e públicos. O profissional atuante entende, então, que precisa se adaptar à nova era às novas ferramentas tecnológicas. Para que isso ocorra, ele deve desenvolver diferentes capacidades e estratégias para aumentar a aceitação do usuário, alcançar o maior número de seguidores e visibilidades nas páginas. Apontando sempre a boa imagem da instituição e o cuidado de transmitir as informações que a população precisa de maneira mais clara, ética e objetiva possível. O trabalho de uma assessoria de imprensa nas mídias sociais envolve além de uma postagem no perfil da instituição. Uma tarefa verdadeiramente profissional, como o que o mercado exige hoje em dia, requer conhecimento técnico que vai além de uma boa redação e uma lista de contatos.
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APÊNDICE APÊNDICE A - Comparativo semanal de interações das redes sociais PMESP
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