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A mulher no mercado de publicação de livros digitais - Luana Moraes

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO

LUANA LEITE DE MORAES

A MULHER NO MERCADO DA PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE LIVROS DIGITAIS: A FIGURA DO FEMININO NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

SÃO PAULO 2020


LUANA LEITE DE MORAES

A MULHER NO MERCADO DA PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE LIVROS DIGITAIS: A FIGURA DO FEMININO NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica apresentado em Jornalismo, da Universidade Cruzeiro do Sul, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Bacharel. Orientador: Profº Dra. Mirian Meliani Nunes

SÃO PAULO 2020

Aparecida


FICHA TÉCNICA Produto: Livro Reportagem Formato: Impresso Tamanho: 21X29 Título: A jornada das mulheres de Papel Subtítulo: Elas vão contar o outro lado da história Fonte do Título: Open Sans Light Fonte do corpo de Texto: Georgia Espaçamento: 1,5 - Justificado Número de Capítulos: 15 Número de Páginas: 83 Recursos de Edição: Word / Canva para o tratamento de imagens inseridas ao longo do texto. Edição de Texto: Luana Leite de Moraes Reportagem: Luana Leite de Moraes Revisão: Luana Leite de Moraes e Jaqueline Melo Orientador: Profª Dra. Mirian Aparecida Meliani Nunes Coordenador do curso: Profº Ms. Antonio Lucio Rodrigues de Assiz Fontes Entrevistadas Fátima Moraes Pimentel – Dentista e escritora – RJ Bianca Briones – Escritora – SP Josimari Stoque – Publicitária e Escritora – SP Janaina Pauvolih – ex professora, atualmente atua como escritora - RJ Sinopse: Fátima Pimentel, primeira autora a conseguir um contrato híbrido no país. Josimari Stoque, criadora do evento Semana do Livro Nacional, em 2012. Janaina Pauvolih, professora que abandonou as salas de aula para exercer a escrita em tempo integral. Bianca Briones, primeira autora nacional que a Editora Record lançou com o gênero Novo Adulto. Mulheres que apontaram um novo caminho dentro da literatura brasileira contemporânea. Você conhece a história delas?


AGRADECIMENTOS Agradeço a Jesus Cristo, primeiramente, que realizou aquilo que eu jamais poderia fazer. Um sacrifício perfeito e agradável a Deus, e, por me presentear com curiosidade e tino investigativo que me formam como jornalista. Aos meus pais, que nunca entenderam minha paixão pelas palavras, contudo me incentivaram em cada passo do caminho. Mãe, infelizmente você não está mais aqui, fisicamente, e eu sinto sua falta todos os dias. Este diploma é mais seu do que meu. Agradeço infinitamente a senhora pelos ensinamentos, abraços e o amor dedicado a mim, durante vinte e dois anos, um tempo que considero curto. Te vejo em breve! À profª Dra. Mirian Aparecida Melini Nunes, que com paciência e dedicação, me ensinou além de técnicas jornalísticas, me ensinou a manter a calma nos momentos conflituosos, sua orientação e apoio durante os meses caóticos, durante a pandemia, fizeram com que eu não desistisse. Serei infinitamente grata. Ao prof. Dr. Antônio Lúcio Rodrigues de Assis, coordenador do curso de jornalismo, que incentivou os alunos todos os dias, auxiliou e fez-se presente o máximo possível. A todos os amigos que direta ou indiretamente participaram da minha formação, vocês foram essenciais.


RESUMO A literatura brasileira contemporânea, de autoria feminina, produzida no contexto atual encontra-se desigual, diante da visibilidade de obras redigidas pelo gênero masculino. Como exemplo, nota-se uma discrepância na conjuntura da Academia Brasileira de Letras, onde somente oito mulheres integram a instituição, criada em 1897, por Machado de Assis e José Veríssimo. O advento Kindle Direct Publishing, plataforma online de produção e compartilhamento de livros digitais, da Amazon, promoveu mudanças significativas no esqueleto da indústria livreira, sobretudo destacando produções literárias de mulheres. Com objetivo de disseminar a reflexão acerca da obra publicada de maneira autônoma, aquela onde o autor é detentor de todo o processo, incluindo a venda. O presente estudo destaca momentos-chave do trajeto percorrido por mulheres neste meio, pontuando limitações, perdas e preconceitos enfrentados pelas escritoras, simplesmente por serem do gênero feminino. Palavras Chaves: mercado editorial; livros digitais; publicação independente; autoras brasileiras; literatura feminina.


RESUMEN La literatura brasileña contemporánea, de autoría de mujeres, producida en el contexto actual es desigual en vista de la visibilidad de las obras escritas por el género masculino. Como ejemplo, hay una discrepancia en la situación de la Academia Brasileña de Letras, donde sólo ocho mujeres pertenecen a la institución, creada en 1897 por Machado de Assis y José Veríssimo. La llegada de Kindle Direct Publishing, la plataforma en línea de Amazon para la producción y el intercambio de libros digitales, promovió cambios significativos en el esqueleto de la industria del libro, destacando especialmente las producciones literarias de mujeres. Con el fin de difundir la reflexión sobre la obra publicada de forma autónoma, aquella en la que el autor es dueño de todo el proceso, incluida la venta. El presente estudio pone de relieve los momentos clave del camino recorrido por las mujeres en este medio, puntualizando las limitaciones, pérdidas y prejuicios a los que se enfrentan las escritoras, simplemente por ser mujeres. Palabras llave: mercado redaccíon; libros digitales; publicación independiente; autores brasileños; literatura femenina.


SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 8 2. OBJETIVOS ........................................................................................................... 10 2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................ 10 2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO .................................................................................. 10 3. PROBLEMA E HIPÓTESES................................................................................ 11 4.JUSTIFICATIVA .................................................................................................... 12 5. PLANO ESTRATÉGICO...................................................................................... 14 5.1 DESCRIÇÃO DO PRODUTO ............................................................................ 14 5.2 ESTRATÉGIA PARA A DEFINIÇÃO DE LAYOUT ..................................... 14 5.3 ESTRATÉGIA DE PÚBLICO-ALVO ............................................................... 15 6. ASPECTOS TEÓRICOS....................................................................................... 17 6.1 A FIGURA DO FEMININO NA SOCIEDADE ................................................ 17 6.2 MULHERES E A INDÚSTRIA .......................................................................... 19 6.3 A MULHER E A LACUNA NO MERCADO EDITORIAL............................ 20 6.4 CRISE EDITORIAL X REVOLUÇÃO DOS E-BOOKS................................. 21 6.5 A INTERNET - CASES DE SUCESSO E UM NOVO MODELO DE MERCADO ................................................................................................................... 22 7. ASPECTOS METODOLOGICOS ....................................................................... 25 8. REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 26 APÊNDICE ................................................................................................................. 30 11. DIÁRIO DE CAMPO........................................................................................... 51


1. INTRODUÇÃO A principal característica atribuída ao gênero feminino é sua capacidade de procriação, inquestionavelmente enlaçada à submissão e ao matrimónio. Segundo Simone de Beauvoir (1967), a mulher séria, portanto, é o outro, em relação ao gênero masculino. Ou seja, os homens mantêm uma relação pautada em dominação e submissão para com as mulheres. Logo ocorre a demarcação de seu papel a partir da relação com um homem, consequentemente definida do ponto de vista masculino. Como resultado controlam a existência feminina. Ainda segundo a autora, a condição imposta de “homem” seria natural, portanto, nenhuma pessoa questionaria à autoridade exercida, em contrapartida, seria instintivo censurar ou duvidar da figura feminina. Paralelamente o frade Tomás de Aquino (1967) decretou como “ocasional”, o nascimento de Eva, a primeira da espécie, conforme cita a bíblia sagrada cristã, formada a partir da retirada de uma costela de Adão. Diante disto, ela seria um ser incompleto. Em síntese, a história disseminou e endossou a desigualdade entre os gêneros, com a persistência da inferiorização e a criação de moldes de feminilidade para a inserção ou aceitação da mulher em múltiplas esferas da sociedade moderna. Com o fortalecimento da indústria provocado pelo advento da Revolução Industrial (XVIII) viu-se a necessidade de expandir a produção, principalmente em fábricas têxteis, com isto se implantou a mão de obra de mulheres e menores, com expedientes que duravam em média quatorze horas. Embora realizassem funções equivalentes, não recebiam o mesmo salário quiçá tinham os mesmos direitos dos trabalhadores do sexo oposto. Igualmente o cenário literário tem uma conjuntura fundamentada em desigualdade de gênero e racial, análoga à integração tardia da mulher. Regina Delcastagné (2012), escritora e pesquisadora, formada pela Universidade Estadual de Campinas, explorou ao longo de quinze anos, a formação da literatura brasileira contemporânea. Apresentando à análise em “Fora do Retrato: estudos da literatura brasileira contemporânea”, onde se viu que 70% dos escritores nacionais são homens, ao passo que 90% são brancos. É possível constatar a baixa representação de grupos sociais no resultado do estudo, principalmente de pretos e pobres, porém nos ateremos neste relatório de fundamentação teórica e metodológica à representação de mulheres no mercado livreiro autônomo, enquanto autoras, para compreendermos a relação da crise mercadológica com a adesão a novas


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plataformas de comercialização online, sobretudo a Kindle Direct Publishing da gigante da tecnologia, Amazon. Corroborando com a realidade apresentada na pesquisa acima, Beauvoir (1967) afirma, que um homem não teria a ideia de escrever um livro sobre a situação singular que ocupam os machos na humanidade. Enquanto diversos livros, escritos por homens, buscam contar histórias de figuras femininas notáveis, contudo o contrário não acontece, afinal eles ocupam a maior parte do espaço e escrevem a história da sociedade, principalmente da ocidental. Ainda que Joanne Rowling, autora britânica de Harry Potter, tenha grande visibilidade, o mesmo não acontece com outras mulheres. No cenário nacional podemos citar Maria Carolina de Jesus, mulher preta, periférica e escritora pouco reconhecida apesar de feitos notáveis na década de 1960 e com condições nada favoráveis e Dinah Silveira de Queiroz, romancista e contista, a segunda a ingressar na Academia Brasileira de Letras, após Raquel de Queiroz. Em suma o presente estudo apontou para a nova maneira de publicar livros, em formato de livro eletrônico, onde o autor possui domínio sobre a obra e consequentemente atua em todas as frentes, capa, revisão, diagramação e marketing para venda. Como objetivo final pretendemos propagar a reflexão sobre a importância da literatura ser constituída de forma diversa e como a visão feminina amplia e incentiva que outras mulheres sigam o mesmo rumo, além de fomentar o consumo de obras com visões únicas sobre determinados assuntos, nem melhor, nem pior, apenas uma nova ótica do fato. Consequentemente gerou-se a produção do livro reportagem “A JORNADA DAS MULHERES DE PAPEL”, contando a experiência de cinco mulheres na produção de livros digitais através da Amazon.


2. OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Eventualmente a mulher tem seu valor atribuído à responsabilidade como esposa e mãe, por vezes, a educação oferecida esteve relacionada exclusivamente aos afazeres domésticos. Segundo Rousseau (2020), a busca do saber era contrária à natureza feminina, portanto ter o conhecimento direcionado ao lar era suficiente. Em 2012, segundo o relatório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU), para os Direitos Humanos, em 70 países, no Oriente Médio e África meninas sofrem agressões por frequentarem a escola, incluindo Nigéria e Paquistão. A desigualdade de gênero dificulta a projeção de mulheres na sociedade, principalmente no seguimento literário, onde ainda utilizam de artifícios linguísticos para anular seu gênero ou deixá-lo “masculino”. Como objetivo geral queremos descobrir o que fez as mulheres furarem o bloqueio e abrirem uma janela para a literatura autônoma, a qual neste estudo chamaremos de “Literatura Marginal”, por ser considerada inferior e destinada apenas para mulheres, ocupando um lugar a parte da “Literatura Culta” escrita por homens para a sociedade. 2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO

De acordo com Walter Benjamim (2003), desde o princípio a obra é reprodutível, contudo, não importa a qualidade a qual é reproduzida algo se perde neste processo. Outro ponto levantado em discussão pelo autor é: a partir da reprodução, um número maior de pessoas tem acesso ao produto, o que não seria possível sem a existência de “cópias”. Como objetivo específico acreditamos que as novas tecnologias, com as plataformas para a publicação de histórias, promovem e incentivam a leitura de novas autoras, corroborando com o crescimento de obras diversas, ampliando o conhecimento da cultura brasileira e propagando uma nova organização na cadeia do setor editorial.


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PROBLEMA E HIPÓTESES A indústria livreira, composta por fabricantes de papel, gráficas, editoras,

transportadoras e livrarias, não incluindo autores, enfrenta há mais de dez anos, queda na venda de exemplares. Em 2018, o quinto ano consecutivo que a pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro, encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), registrou declínio de 4,5%, considerando a inflação, ao retirarem as compras realizadas pelo Governo, o número passa para 25%. A Lei 10.865, aprovada em 2004, garantiu a isenção tributária sobre a venda e importação de obras impressas, consequentemente o setor está livre de pagar alguns impostos, contudo em julho de 2020, colocou-se para análise do Congresso Nacional, a unificação da cobrança do Pis/Pasep e do Cofins, em um novo imposto a ser agregado, com o nome de Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CSB), caso seja aprovado levará ao aumento de 12% no preço dos exemplares, de modo a fomentar mais a diminuição na comercialização e venda de exemplares. Em contrapartida, o comércio digital, mantém preços acessíveis, mas que podem sofrer impacto, caso o novo imposto entre em vigor, dificultando o acesso a novas obras e a inserção de novos autores.


4.JUSTIFICATIVA A falta de visibilidade feminina, sobretudo na literatura, é uma questão global, que rompe fronteiras e culturas. Segundo Virginia Wolf (1985), a exclusão da mulher na arte e na literatura estaria fortemente ligada à imperatividade do patriarcado, descortinando a falta de recursos financeiros e também de legitimidade cultural a qual as mulheres foram submetidas, ao longo de décadas, criando deste modo um cenário desencorajador para que escrevessem ficção. Para que o leitor compreenda melhor a questão de desigualdade entre os gêneros, Wolf (1985), propõe a ideia de que Shakespeare teria uma irmã, tão talentosa quanto ele, mas que teria seu dom questionado em consequência de sua identidade de gênero. Assim a análise da autora nos leva ao seguinte questionamento: Como a figura definida de cada gênero impacta diretamente em suas habilidades e oportunidades de serviços na sociedade. “Ela tinha uma ligeira inclinação, um talento como o do irmão, para a harmonia das palavras. Assim como ele, gostava do teatro. Estava às portas do palco; queria atuar, disse ela. Os homens riram na sua cara [...]” (WOLF, 1985). É importante lembrar que neste período apenas uma pequena parte da população tinha acesso à educação, em grande parte, homens brancos e nobres. Apenas muitos anos depois as mulheres conseguiram o direito de receber ensinamentos que iam além de conhecimentos voltados para a manutenção da casa, sendo assim existe uma deficiência nata entre ambos. Segundo dados levantados pela pesquisadora, Regina Delcastagné (2012), expostos em Fora do Retrato, apresentados anteriormente, a discrepância na literatura brasileira contemporânea, convergem com conceitos descritos por Wolf quando refletimos acerca da história fictícia de Judith, suposta irmã de Shakespeare. De um lado encontramos a realidade da desigualdade de gênero do outro nos deparamos com o setor editorial indo à falência. Como é o caso da rede Saraiva, de livrarias, com dívidas acumuladas em mais de 600 milhões de reais e 34 ações de despejo de lojas. Levando-a ao pedido de recuperação judicial, em novembro de 2018. Enquanto a rede Cultura, também no setor livreiro, apresentou pedido de recuperação judicial com intuito de se reestruturar. A empresa tem dívidas avaliadas em 285 milhões de reais. Validando resultados apresentados na pesquisa da Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro, em 2018, onde apontaram encolhimento de 4,5%, registrando assim queda de 0,9%, com base na inflação do período, tornando o quinto ano seguido de baixa na


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comercialização dos exemplares. Ao retirar as compras do Governo, caí para 25,5%, a retração registrada economicamente fica em torno de 5 bilhões de reais. Para que isto ocorra é preciso reestruturar a indústria, deste modo nasce a publicação autônoma, focada principalmente em plataformas digitais. Onde o autor seria agente principal de sua carreira, segundo Procópio: O escritor quase perde sua principal função, a de escrever o livro, porque, além de escrever, nesse cenário atual de rompimento das barreiras, o autor tem a possibilidade de se auto publicar e divulgar a sua obra através de inúmeras, mas eficientes, ferramentas de comunicação.

Consequentemente este projeto analisou a figura feminina no mercado independente do livro físico e digital e compreendeu quais são os motivos que levam as mulheres a tomar esta decisão, já que, como afirmado acima, o autor ocupa todas as funções. As questões que se buscou responder foram, por que o mercado brasileiro de livros está em uma crise sem precedentes? Seria este o principal motivo que faz com que essas mulheres se publiquem? Um produto gerado por outra mulher apenas agrada a outras mulheres?


5. PLANO ESTRATÉGICO

5.1 DESCRIÇÃO DO PRODUTO O livro reportagem é separado em três parte. No primeiro momento, o leitor entenderá em qual contexto encontra-se a personagem quando iniciou no universo das palavras. A primeira personagem apresentada é a “A vida nas mãos da morte”, que precisou ficar reclusa na cama durante nove meses, no segundo capítulo está “A quimera da Cronista”, uma jovem do interior de São Paulo que viu-se desempregada e em uma nova cidade, no terceiro capítulo “A literata do Desejo”, uma professora de trinta e oito anos que encontrou-se na literatura erótica, enquanto no penúltimo capítulo está “A Torre”, uma mulher que casou-se cedo e vivia a margem do mundo exterior, no último capítulo da parte um – Cronista, encontra-se “A anatomia do Luto”, onde a personagem perdeu a mãe ainda jovem e mergulhou nas profundezas da depressão. No segundo momento, em Jornada, descobrimos o que motivou para que cada uma compartilhasse seus escritos, iniciando na ordem anterior e com o desenrolar de cada história, aprofundando-se nos dilemas e decepções que ocorreram em consequência do ato de publicar-se. Iniciando com , “A namorada da morte”, descobrimos a decepção com o mercado editorial, no capítulo dois, “ A cronista, o cônjuge e o peso da glória” o marido da protagonista pediu o divórcio após ela voltar-se para a carreira, no capítulo três “A veleidade no banco dos réus” a personagem abandonou o emprego formal para dedicarse exclusivamente a escrita, no último capítulo “O obstáculo é o caminho”, encontramos a personagem desempregada e sofrendo de depressão. Em último ato, Conquista, o leitor descobrirá onde estão as personagens, assim como o que conquistaram ao longo da carreira, assim como as decepções e onde será respondida à questão: O que a manteve apostando na publicação autônoma? Com quinze capítulos ao todo, a autora registrou as experiências e decepções das personagens de cada relato, assim como buscou estimular que mais mulheres se lancem neste mercado, ajudando a fomentar uma literatura nacional plural e única. 5.2 ESTRATÉGIA PARA A DEFINIÇÃO DE LAYOUT Produto: Livro Reportagem Formato: Impresso Tamanho: 12X18


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Título: A jornada das mulheres de Papel Subtítulo: Elas estão prontas para contar o outro lado da história Fonte do Título: Open Sans Light Fonte do corpo de Texto: Georgia Espaçamento: 1,5 - Justificado Número de Capítulos: 15 Número de Páginas: 81 Designer de Capa: Luana Leite de Moraes Linguagem: Simplificada adequando-se ao jornalismo Linha Editorial: Narrativa em terceira pessoa para que a construção no imagético do leitor seja mais abrangente. Missão: Narrar a vivência de mulheres na literatura independente Visão: Promover a inserção de mulheres em produções textuais, acadêmicas e de cunho literário. Valores: Integridade e ética jornalística para a abordagem de assuntos relevantes para a sociedade. Recursos de Edição: Word / Canva para o tratamento de imagens inseridas ao longo do texto. Sinopse: Fátima Pimentel, primeira autora a conseguir um contrato híbrido no país. Josimari Stoque, criadora do evento Semana do Livro Nacional, em 2012. Janaina Pauvolih, professora que abandonou as salas de aula para exercer a escrita em tempo integral. Bianca Briones, primeira autora nacional que a Editora Record lançou com o gênero Novo Adulto. Mulheres que apontaram um novo caminho dentro da literatura brasileira contemporânea. Você conhece a história delas?

5.3 ESTRATÉGIA DE PÚBLICO-ALVO O público-alvo de “A jornada das mulheres de papel” está voltado para estudantes universitários na área de comunicação social e interessados nos assuntos abordados de feminismo, desigualdade de gênero e literatura independente. Para atingir este público utilizamos uma linguagem de fácil compreensão, porém sem deixar de passar as


informações necessárias para entendimento do gênero; Assim como utilizamos a cor vermelho, em referência ao slogan “o batom é vermelho e a opressão também”, além de mulheres sentadas em cima das letras do título que ocupam a lateral esquerda da capa, demonstrando a inserção de sua figura em um local ao qual não foram convidadas.


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6. ASPECTOS TEÓRICOS 6.1 A figura do feminino na sociedade A cultura de repreensão e patriarcado está ligada diretamente à figura do feminino ao longo da história da sociedade moderna. O gênero tinha seu reconhecimento atrelado à capacidade de procriação, sendo vista como propriedade de uma figura do sexo masculino, pai, irmão, marido ou outro homem que fizesse parte do seio familiar daquela mulher, sendo assim, não precisariam ter acesso a educação. Corroborando com o pensamento, Rousseau (2020) afirma que, a busca pelo saber era contrária à natureza feminina, portanto à educação deveria estar restrita aos conhecimentos domésticos. A mulher poderia atuar na sociedade como coadjuvante, sendo a matriarca, a esposa disposta a atender as necessidades do homem. A ideia sexista permeou durante muitos anos entre as comunidades, disseminando ainda mais a desigualdade de gênero já tão vasta entre homem-mulher. Enquanto os conceitos de Rousseau (2020) se espalharam como erva daninha, as mulheres aproveitavam as oportunidades furtivas, no século XVII, com leituras em salões de beleza para obter cognição sobre os mais diversos assuntos. Mesmo com todos os esforços o ensino continuava sendo entregue de maneira sucateada às mulheres, com filósofos que voltavam a falar de questões biológicas, em seguida partindo para a linha de interesses sexuais para impedir a inserção delas, na sociedade [...] a natureza fez a mulher diferente do homem, atribuindo-lhe características inerentes. A sedução, por exemplo, é fonte de poder para a natureza feminina e a falta de autodeterminação da mulher é também intrínseca à sua natureza”. (Gaspar I, 2003, p. 32). Partindo deste ponto de vista, inocentavam-se de sua responsabilidade e tornavam-se omissos, podendo assim continuar a impedir que a mulher desenvolvesse um papel atuante em setores além de seu lar. No século XVIII, o iluminismo, movimento filosófico e cultural, levantou debates acerca da igualdade e as diferenças relacionadas ao gênero. Um período marcado sob o pensamento de que, o homem era em sua totalidade a causa final da mulher, portanto não precisavam se envolver em questões da esfera coletiva. As convicções preconceituosas lançadas ao sexo feminino foram aceitas e discutidas por, Nietzsche (1992), que considerava a mulher como um “fracasso” um ser que buscava alterar os padrões da sociedade definidos desde o princípio.


Entendendo que o homem deve “conceber a mulher como ‘posse’ como propriedade a manter sob sete chaves, como algo destinado a servir e que só então se realiza” (NIETZSCHE, 1992, p.143). Evidenciando mais uma vez a questão da mulher como coadjuvante do homem. Voltando a primazia de que era necessário mantê-las ocupadas com o serviço doméstico, a criação de filhos e a satisfação das necessidades sexuais masculinas. A passagem do século XIX para o século XX, trouxe consigo o fortalecimento da primeira onda do movimento feminista, nos Estados Unidos da América (EUA) e no Reino Unido, com a classe prioritariamente de mulheres brancas de classe média e alta insatisfeitas com a opressão e o estado doméstico ao qual eram submetidas, porém, é preciso lembrar que as mulheres negras, participaram das passeatas sempre ao fundo, demonstrando que mesmo dentro do sufrágio existia uma desigualdade. As manifestações sufragistas espalharam-se e ganharam adeptas em todo o mundo, impulsionadas por britânicas e americanas, as mulheres foram às ruas exigir direito à educação, trabalho, política e em âmbitos jurídicos. Desmobilizando uma época centrada no machismo dentro das instituições. Na Nova Zelândia, em 1873, aconteceu a primeira conquista do voto feminino. Em meados de 1918 e 1920, Estados Unidos da América e Reino Unido garantiram o direito civil de voto. Já em 1932, o sufrágio eclodiu no Brasil. Quando o movimento tem início começa o processo de desconstrução do estigma homem-mulher até então conhecido. A ressignificação dos papéis somente é possível com a quebra de estereótipos, que segundo Barreto são: [...] Silenciosamente, vão sendo demarcados, com uma linha nada imaginária, os lugares dos homens e os lugares das mulheres. E os homens, e as mulheres que fugirem desse roteiro pré-definido terão seus valores humanos ameaçados ou violados (BARRETO; ARAÚJO; PEREIRA, 2009, p. 26 -28).

Depois da primeira onda do feminismo, as manifestações ficaram ainda mais fortes, acontecendo a segunda e a terceira onda do movimento sufragista. No século XX, o sexo feminino levantava a voz em busca de novos direitos, a segunda onda do feminismo (1960), é uma continuidade da primeira, porém direcionada ao fim da discriminação e a igualdade completa entre homem-mulher. A terceira onda (1980) as mulheres buscaram mudanças no estereótipo feminino retratado na mídia, conjuntamente com a linguagem a qual era destinada à mesma.


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Em 7 de setembro, 1968, enquanto ocorria o Miss America, quatrocentas mulheres, participaram da manifestação do Women's Liberation Movement (Movimento de liberdade feminina) famosa pela queima dos sutiãs. Alguns slogans soaram com frequência como “o político é pessoal” endossado pela feminista, Carol Hanisch, em 1969, indo contra o machismo estrutural, outra expressão bastante cunhada na época era “a cor do batom é vermelho a opressão também”. A figura do feminino, como podemos ver ao longo da história, sofreu diversas modificações. Às três ondas do movimento feminista trouxeram consigo uma série de direitos civis, políticos e sociais para as mulheres. Observamos que a figura deixou de ser uma mera espectadora da história, passando a ser inserida em novos espaços, através de luta. O nirvana da igualdade de gênero ainda não foi alcançado, porém, muito já foi conquista como conseguimos identificar anteriormente. Isso leva a inserção da mulher no mercado de trabalho e as novas lutas encontradas na sociedade atual.

6.2 Mulheres e a Indústria A inserção da mulher no mercado de trabalho aconteceu durante a Revolução Industrial (XVIII) onde as fábricas têxteis encontram na mão-de-obra feminina e infantil uma forma de baratear os custos e aumentar a produção. Enquanto as disputas políticas e a luta por direitos trabalhistas continuavam em pauta, a mulher que fazia parte do mercado de trabalho era vista como, indefesa e até frágil, uma dor de cabeça para os patrões e passivas para os militantes. Um fator importante a ser ressaltado é a desigualdade entre os salários de mulheres e crianças em relação ao valor pago aos homens. O conceito de dupla jornada começou ainda na época da revolução industrial, ainda que o termo ainda não tivesse sido cunhado. No Brasil, as mulheres que faziam parte da indústria eram em sua maioria estrangeiras recém-chegadas a nação como: japonesas, italianas, espanholas e portuguesas que trabalhavam em lavouras de café substituindo a mão de obra escravocrata. A industrialização brasileira concentrou-se no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX e veio a São Paulo, a partir de 1920. As mulheres quebraram alguns paradigmas ao invadirem o mercado de trabalho, segundo Murardo (1992), uma verdadeira revolução, as mulheres invadem o mundo de


trabalho masculino, e, tecnicamente, acabam com a separação entre o mundo privado e o público. Antes vistas como mães e esposas, agora eram vistas e reconhecidas como operárias, o expediente durava entre 10 e 14 horas, em fábricas têxteis, ocupavam tarefas que não exigiam especialização com supervisão direta de patrões. Em meados do século XX o número de mulheres na indústria deixou de ser de 49,5% para 23%, e foram progressivamente sendo substituídas pela mão de obra masculina. Com a Primeira Guerra Mundial, houve um aumento da demand a por homens frente a linha de trabalho, correspondendo a 80% da mão de obra. As leis trabalhistas ainda não tinham entrado em vigor nesta época, por este motivo, a única forma de denunciar os abusos na carga horária, com o pedido de melhores condições de trabalho era realizado através da imprensa.

6.3 A mulher e a lacuna no mercado editorial Tradicionalmente as mulheres foram consideradas inferiores aos homens, em âmbitos que abrangem política, economia, social e até mesmo fisicamente. Como vimos anteriormente, o movimento feminista, permitiu a inserção da mulher em novas esferas, fazendo com que nunca mais voltassem ao estado antes pré definido pela sociedade. A literatura de autoria feminina pode ser considerada uma lacuna no mercado editorial, afinal grande parte das obras publicadas estão relacionadas a autoria de homens brancos e elitistas. Com a chegada de autoras mulheres o mercado passa a receber um novo conceito de texto, no século XIX, porém a consolidação do gênero no meio veio acontecer anos mais tarde, em meados do século XX, no sentido de ações que buscavam conscientizar e desconstruir a figura de feminino construída ao longo da história. Nos Estados Unidos e na Europa, a crítica literária feminista, surgiu a partir dos anos 1960 e 1970, buscando desconstruir o padrão existente na literatura da época. Contudo, levanta-se a partir da entrada da mulher neste cenário a questão do consumo dessas obras, afinal mulheres escrevem somente para mulheres? Como mencionado no início deste estudo, a autora inglesa, J.k Rowling usou do artifício de suas iniciais para encobrir seu nome, conseguindo desta maneira ser publicada por uma editora e tornando-se uma das primeiras mulheres a ter reconhecimento no


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gênero de fantasia fantástica rompendo o bloqueio e incentivando que outras seguissem o mesmo caminho.

6.4 Crise Editorial x Revolução dos e-books O mercado editorial brasileiro está em uma queda sem precedentes, ao longo dos últimos dez anos, o setor registrou quedas preocupantes, assim como o encolhimento na venda do produto. Para tentar explicar enfrentado pelo setor livreiro no Brasil, alguns fatores podem ter colaborado como: preço, distribuição, produção, impressão entre outros, segundo Procópio (2013) um dos maiores problemas enfrentados pelo mercado foi a precificação do livro, tanto em termos de custos na produção como o preço de capa do livro. O motivo teria retardado novas possibilidades dentro do setor, ele ainda continua dizendo, por ser um dos artefatos na digitalização dos meios de comunicação, o livro foi aquele que provou a centenas de antigos empresários editoriais, anteriormente convictos de suas verdades imutáveis que o mundo havia mudado. No século XXI os livros ganharam um novo conceito e formato, os famosos, ebooks, ou livros eletrônicos, em tradução livre. Segundo Procópio (2013) o livro na era digital não poderia mais ficar preso à mídia papel, mas que a partir daquele momento o livro poderia ser consumido em uma infinidade de mídias, suportes e dispositivos. Hoje em dia, o livro é transportado em smartphones, tablets e aparelhos próprios para leitura os populares, e- reader. Porém, engana-se quem acredita que o e-reader, como kindle e kobo, é uma novidade. Em 1998, o hardware do Softbook trazia uma tela com luz no fundo, e era touch screen, um aplicativo para leitura de livros digitais, entretanto o dispositivo acabou ganhando pouquíssimos adeptos, levando a finalização do projeto anos depois. Em 2007, foi lançado pela Amazon, o primeiro Kindle, ou seja, o aparelho que é bastante popular entre os leitores tem pouco mais de dez anos de existência. A empresa possui sua própria plataforma para livros digitais, a kindle direct publishing, onde o autor possui cem por cento de participação em todo o processo para a distribuição do conteúdo, valor comercializado, promoções e mais, promovendo uma revolução dos e-books. Segundo Procópio (2013) o termo revolução dos e-books foi primeiramente utilizado pela ebooksbrasil.org, o site está no ar desde 1999. O autor completa dizendo: A revolução dos ebooks representa um momento histórico em que o mercado editorial mundial perdeu toda a sua hegemonia sobre o processo de publicação


e exploração comercial dos livros. As ferramentas digitais desenvolvidas a partir da democratização das mídias possibilitaram a interferência direta de novos personagens no mercado, e a democratização proporcionou o acesso irrestrito aos modos de produção dos livros e seu consumo, acesso e leitura . (PROCOPI O, 2013.

Uma variedade de novas histórias passou a ser publicadas a partir de plataformas digitais como a KDP da Amazon, porém existem diversas outras que são conhecidas da comunidade leitora como wattpad, teen spirit, nyah fanfiction e muitos outros. A facilidade trazida juntamente pela internet permite que milhares de autoras se publiquem todos os dias, porém levanta a questão, será que a quantidade equivale a qualidade? Porém, com este estudo tentaremos elucidar se a facilidade de reprodução da obra digital faz com que ela perca o seu valor de culto para o leitor, juntamente com a questão do crescimento de tiragens com o passar dos anos. A obra de arte foi em princípio sempre reprodutível. Sempre foi possível a pessoas imitar aquilo feito por pessoas. [...] Em contrapartida, a reprodução técnica da obra de arte é a lgo novo, que se realiza na história de modo intermitente, em impulsos larga mente espaçados, mas com intensidade crescente. Com a xilogravura, as artes gráficas tornaram -se pela primeira vez tecnicamente reproduzíveis, elas já o eram tempos antes de também a escrita o ser por meio da imprensa. (BENJAMIN, 2003)

Apesar da capacidade de reprodução de uma imagem, filme ou um livro ser praticamente fiel ao original, permitindo que uma maior quantidade de pessoas tenham acesso ao material, Benjamin (2013) mesmo na reprodução mais perfeita uma coisa se perde; o aqui e agora da obra, sua existência única no local em que se encontra. Com esta afirmativa pretendemos, por meio de pesquisas, compreender se o leitor acredita que as modificações que a obra sofre em relação à estrutura física no decorrer do tempo facilitou a disseminação das histórias, assim como também atraiu novas escritoras para a publicação editorial independente.

6.5 A internet - cases de sucesso e um novo modelo de mercado A tecnologia rompeu uma série de fronteiras, transformando as relações industriais nos mais diversos setores, entretenimento, produtos e serviços passaram a ser consumidos de uma nova maneira. Por exemplo, agora contamos com plataforma on demand, como Netflix e Amazon Prime que não seriam possíveis sem o advento da internet.


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Segundo Procópio (2013) o artefato livro se tornou a última fronteira na digitalização dos meios de comunicação, os empreendimentos tiveram a compreensão exata das ferramentas de distribuição, descentralizada, no novo mundo digital. Dessa forma com a ajuda de novos métodos o conteúdo poderia ser avaliado e em poucas horas estar disponível simultaneamente para diversos hardwares (smartphones, tablets, ereaders) isso fez surgir as novas empresas editoriais. “As novas empresas editoriais que nasceram com o e-book permitiram a publicação de obras baseadas em novos modelos, preocupadas com a qualidade, o acabamento, o design e a divulgação para obter a audiência, acesso e consumo de obras. (PROCOPIO, 2013)”. Os nossos ancestrais, os sumérios, assírios, babilônicos e egípcios, criaram o código que permite com que os livros existam. A escrita. Nenhum livro tornaria a existir, assim como qualquer material de texto sem esta forma de registro. No segundo século na era cristã, surgiram os primeiros indícios de impressão em papel, na China. Porém, apenas no século quatro, foram encontrados textos com orações budistas, propriamente, “impressas”. Em 868, no Japão, apareceram os primeiros indícios no formato livro como conhecemos hoje. É impossível conhecer a história do livro e as diversas mudanças pelas quais o produto passou sem mencionar a prensa de Johannes Gutenberg (1395-1400). Antes do revolucionário invento de Gutenberg, os livros eram costurados manualmente, um a um, porém com o adendo, além da delicadeza exigida no processo, o trabalho era realizado exclusivamente por monges, em Latim. Dessa forma, os escritos eram acessados por uma pequena parte da população, em sua maioria nobres que possuíam recursos na educação. O ouvires, Gutenberg, acreditava que era sim possível facilitar e trazer agilidade para o processo de impressão. Com uma prensa de vinhos e uma forma de madeira com letras em relevo, surgiu o que mais tarde virou a ser o meio mais utilizado para realizar materiais impressos em larga escala. As letras eram colocadas na parte inferior, banhadas com uma camada de tinta e o papel na parte superior, o movimento da máquina levantava os tipos móveis ocasionando na transferência da tinta nas letras para o papel. Inicialmente apenas folhetos e livretos religiosos eram feitos em grandes quantidades, mais tarde, outros segmentos como folhetins, jornais e os próprios livros. Com os anos os processos mudaram, entretanto, a essência continua sendo a mesma.


Quando o assunto é o livro, seja impresso ou digital, não podemos negar como as novas tecnologias transformaram a forma de consumo. Os leitores se dividem entre aqueles que não trocam o físico e aqueles que utilizam do artifício de livros digitais são “ecológicos”, para iniciarem uma pequena disputa. O ebook fez renascer o livro porque seu conteúdo pode ser acessado através de dispositivos populares, portáteis, como tablets, que vêm substituir prensa, a biblioteca livraria e o próprio suporte da leitura. É como se aquilo que estivesse ao redor do conteúdo se tornasse supérfluo, dispensável. (PROCOPIO, 2013)

No novo cenário de renascimento do livro, também surge o renascimento do mercado, publicação independente. Na era digital, segundo Procópio (2013) “O escritor quase perde sua principal função, a de escrever o livro, porque, além de escrever, nesse cenário atual de rompimento das barreiras, o autor tem a possibilidade de se auto publicar e divulgar a sua obra através de inúmeras, mas eficientes, ferramentas de comunicação”. Neste cenário atual diversas mulheres migraram para este novo formato de compartilhar o conteúdo. Um case de sucesso no ramo da auto publicação é a autora e professora, Janaina Pauvolih, em 2014, passou a compartilhar suas histórias em uma plataforma digital e mais tarde a se publicar na Amazon. Chegando à marca de 70 mil cópias vendidas. Outro case impressionante nesta nova maneira de comercializar livros, é a autora FML Peper, pseudônimo da dentista, Fatima Pimentel, uma das primeiras autoras a conquistar um contrato híbrido com uma editora, após arriscar a publicação por meio do Kindle Direct Publishing. A disrupção do modelo até então conhecido autor-editor, iniciou-se a partir de 2010, com o crescimento súbito da Amazon e a KDP, o processo fez com que o número de títulos disponíveis a um custo muito menor fosse possível. Este processo forçou a estagnação e mais tarde a redução no preço de capa.


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7. ASPECTOS METODOLOGICOS A construção deste relatório se iniciou a partir do levantamento de pesquisas, em primeiro momento, em portais e plataformas que disponibilizam artigos, teses e dissertações que discorrem acerca do tema proposto e suas nuances. Após analisar as informações referentes a crise do mercado editorial e a figura da mulher na lacuna do mercado independente, partimos para a procura de livros e bibliografias que possam embasar a transformações sofridas pelo mercado. Os principais teóricos que conversam com o tema são: Simone De Beauvoir para o entendimento da construção da figura do feminino a partir da visão do feminismo, enquanto Walter Benjamin, filósofo e escritor discute a questão da obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, com conceitos que envolvem a Cultura de Massa. Para a compreensão da convergência de mídia e as transformações que os produtos sofrem com o passar dos anos, o autor que conversa com o tema por suas discussões relevantes sobre mídia e produtos é Henry Jenkins com a obra, Convergência de Mídia, porém outras obras podem ser abordadas no projeto a medida de que haja necessidade. A análise dos conceitos apresentados de cada autor permitiu a delimitação mais assertiva a respeito do tema tratado. Para responder às questões apresentadas no problema de pesquisa usamos entrevistas estruturadas nos seguintes grupos online de leitores e escritores, como: lendo na Amazon, leio e escrevo e sociedade secreta dos escritores vivos, onde poderemos alcançar respostas do público inserido no tema. Além disto, a pesquisadora do projeto faz parte do grupo de estudo, por este motivo, foi realizada a pesquisa participante para melhor entender o meio ao qual está inserida e compartilhar com o público-alvo.


8. REFERÊNCIAS ALVES, P. Kant e o feminismo. In: FERREIRA, M. L. R. O que pensam os filósofos sobre as mulheres. Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 1988. BALBI FIGUEIREDO, Andressa. O livro na era digital: o impacto das novas tecnologias no mercado editorial brasileiro. Rio de Janeiro, 2015. Disponível em: file:///C:/Users/Luana%20Moraes/Downloads/TCC/Andressa.pdf. Acesso em: 7 maio 2020 BENJAMIN, Walter. A Obra de Arte na Era da Reprodutibilidade Técnica. Brasil. LPM, 2003. BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo – a experiência vivida. Trad. Sérgio Milliet. 2º Ed. São Paulo, SP: Difusão Européia do Livro, 1967 BARRETO, A.; ARAÚJO, L.; PEREIRA, M. E. (Org.). Gênero e diversidade na escola: formação de professoras/es em gênero, orientação sexual e relações étnicoraciais – livro de conteúdo. Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília: SPM, 2009. Acesso em: 02 mai. 2020 ESSER, Débora Cristina. Literatura de autoria feminina - mulheres em cena, na história e na memória. Revista Línguas & Letras – Uni Oeste, [s. l.], v. 15, ed. 30, 2014. ROSSINI, Tayza Cristina Nogueira. A construção do feminino na literatura: representando a diferença, Paraná, 4 jul. 2016. Universidade Estadual de Maringá, p. 1 15. Disponível em:http://publicacoes.unifalmg.edu.br/revistas/index.php/tremdeletras/article/view/459. Acesso em: 30 set. 2020. DINO. Mercado editorial brasileiro: ainda vale a pena publicar livros no Brasil? 2019. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/negocios/dino_old/mercado-editorialbrasileiro-ainda-vale-a-pena-publicar-livros-no-brasil//>. Acesso em: 16 abr. 2020. GASPARI, Leni Trentim. Educação e Memória: Imagens Femininas nas “Gêmeas do Iguaçu” nos anos 40 e 50. (Dissertação de Mestrado em Educação) Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2003. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Thomas Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. 11. Ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. KOHAN, Silvia Adela. Como Narrar uma História: da Imaginação a Escrita: todos os passos para t ransformar uma ideia num romance ou num conto. Belo Horizonte: Gutenberg, 2011. McROBBIE, Angela. A Pós-feminismo e cultura popular: Bridget Jones e o novo regime de gênero. Cartografias: Rio Grande do Sul.


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PROCOPIO, Ednei. A revolução dos e-books. São Paulo. Editora: Amazon. 2013 REDAÇÃO, Dr. Gutenberg. Gutenberg: Primeiras impressões. 2016. Disponível em: <https://super.abril.com.br/historia/gutenberg-primeiras-impressoes/>. Acesso em: 16 abr. 2020. RODRIGUES, Valeria Leoni. A importância da mulher. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/729-4.pdf> Acesso em: 30 ago. 2020. ROUSSEAU, Jean Jacques. Do contrato Social. São Paulo. Editora Edipro, 2020 TELLES, Lygia Fagundes. O conto. Academia Brasileira de Letras. Disponível em: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=4266&sid=531. Acesso em: 08 ago. 2020. WOOLF, Virgínia. Um teto todo seu. São Paulo: Editora Nova Fronteira, 1985.9. CRONOGRAMA


9. CRONOGRAMA CRONOGRAMA GERAL – PROJETO DE PESQUISA E EXPERIMENTAL Atividade

JAN

FEV

Escolha do tema + Pesquisa

X

Delimitação do tema.

X

Objetivos + Problemas + Hipóteses. Introdução; Justificativa; Aspectos Teóricos e Metodológicos. Pesquisa de fontes Entrega da Etapa I do TCC

MA R

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

SE T

X

X

OUT NOV DEZ

X

X

X

X

Entrevistas com as autoras Finalização e primeira revisão

X

Finalização da capa, sumário e revisão final.

X

Entrega do Trabalho de Conclusão de Curso. Tabela 1- definição das fases do trabalho pelo autor do projeto.

X

X


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10. INVESTIMENTO INVESTIMENTO GERAL Item

Quantidade

Valor Unitário (em

Valor total

média) Revisão

01

R$ 240,00

R$ 240,00

Designer de Capa

01

R$ 120,00

R$ 120,00

Diagramação

01

R$ 150,00

R$ 150,00

Total:

R$ 510,00

Tabela 2 – Previsão dos custos pelo autor do livro.


APÊNDICE

APÊNDICE A – ENTREVISTA JOSY STOQUE 1) Josy, você poderia começar se apresentando, por favor. Josy Stoque: Meu nome é Josy Stoque, nasci no interior de São Paulo, em Sertãozinho. Sou formada em comunicação social com especialização em mídias sociais, atuei na área por 10 anos antes de abandonar e me dedicar somente à escrita de romances de ficção. Desde a última eleição estou mais engajada com política, sou feminista e vegana, e voltei à comunicação, usando minha veia jornalística, para escrever artigos de opinião sobre a atual conjuntura do Brasil.

2) Como surgiu o incentivo da literatura na sua vida? Josy Stoque: Eu não gostava de ler na infância. Achava livros infantis chatos. Nunca terminava um livro que a escola pedia para ler. O que realmente me mostrou o fascínio das letras foram as aulas de Literatura na adolescência. Eu me apaixonei pelos clássicos e passei a amar História também. Eu já escrevia. Desde que aprendi a escrever, eu escrevo. Comecei com versinhos, pensamentos, fui evoluindo para textos mais longos, crônicas e contos, até que comecei a escrever romances nessa fase e só parei na época da faculdade por causa de falta de tempo. Fazia estágio de dia e estudava à noite. 3) Qual foi o ponta pé inicial que a fez publicar sua primeira história? Em que ano isso aconteceu? Josy Stoque: Depois da Faculdade, eu me casei e me dediquei um pouco ao casamento antes de voltar de fato a escrever e a acreditar que eu podia sim publicar e ser lida por milhares de leitores (não só pelas minhas irmãs e amigas). Era o ano de 2010, eu havia me mudado de cidade e estava usufruindo de um seguro-desemprego de 6 meses. Nessa época também voltei a ler mais maciçamente. Então eu decidi que escreveria uma história para publicar e usei as redes sociais para fazer contato com pessoas do meio literário, assim como leitores.

4) Quais foram os principais desafios que vivenciou ao longo da sua carreira e o que fez para superá-los? Josy Stoque: O começo da carreira é muito difícil, existem muitas dúvidas e opções. Muitas pessoas dispostas a ajudar, mas também muitos nãos. É mais complicado quando


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se é muito ansiosa e não sabe muito bem o que esperar. Conheci um escritor que estava trabalhando também para uma editora de pequeno porte que só publicava nacionais, mas na verdade o autor bancava a impressão. Então comecei por demanda, pagando as tiragens do próprio bolso, mas o mais difícil é convencer um leitor que não te conhece a comprar um livro de um autor que ele nunca ouviu falar, que não é um best-seller do New York Times, que não tem marketing pesado por trás. O começo da carreira de escritor é muito solitário, mas o segredo é não desistir, aos poucos os leitores vão lendo, conhecendo e indicando para outros. E não perder a humildade. Não ter vergonha de perguntar e pedir ajuda se necessário. Tenho muitos colegas que me ajudaram ao longo do caminho, que me ajudaram a chegar até aqui, e procurei contribuir de diversas formas, inclusive, idealizando e fomentando a Semana do Livro Nacional a fim de divulgar e difundir a literatura de autores contemporâneos brasileiros.

5) Você já sofreu ou sofre preconceito por causa do gênero literário que escreve? Josy Stoque: Graças a Deus nunca recebi ataques diretos de ninguém por escrever literatura erótica. Já recebi mensagens inconvenientes de homens que se acham no direito de usar minha literatura para saber sobre minha intimidade. Machismo todas as mulheres estão sujeitas, independente do que façam, infelizmente. Já vi colegas que receberam preconceito e tiveram meu total apoio e solidariedade. Sou completamente contra qualquer tipo de preconceito.

6) O que a atraiu para as plataformas de auto publicação, como Amazon e Wattpad? Josy Stoque: Eu já tinha dois anos de carreira e dois livros autopublicados por uma editora por demanda, migrar para o digital foi fácil. E realmente muito mais reconfortante. Enquanto eu demorar meses para vender 30 livros impressos, em um mês eu tinha milhares de leituras no Wattpad, e centenas de livros baixados na Amazon. Minha carreira revolucionou completamente. Com um ano de Amazon, eu já tinha 6 livros publicados, estava recebendo mensalmente pelas vendas deles (como recebo até hoje), e tendo retorno de leitores de forma mais rápida também. Em 2014, me tornou case de sucesso da Amazon e fui a única autora independente a ser escolhida entre 10 autores nacionais para ser


lançada em inglês, pela AmazonCrossing. De lá para cá minha carreira deu um grande salto, fui lançada por diversos selos editoriais e tenho diversos livros expostos em livrarias.

7) Em sua visão, qual a importância de se auto publicar, séria este o novo modelo de mercado editorial? Afinal, muitas portas e contratos se abrem a partir do sucesso feito nesses meios. Josy Stoque: Um autor se autopublicar é a maneira mais rápida de se lançar no mercado. Aguardar uma editora responder depende de diversos fatores, e nem sempre é medido por talento. Quando o autor se lança por conta própria por essas plataformas digitais, automaticamente conquista leitores. Com a proximidade das redes sociais, os autores podem criar laços e fidelidade com esses leitores. Tendo um público já formado, editoras tradicionais terão mais interesse em conhecer seu trabalho.

8) Quais são as influências para desenvolver suas histórias, existem autoras mulheres na sua mesa de cabeceira? Como elas impactam a sua escrita? Josy Stoque: Minha criação é inspirada em tudo, então para mim é muito difícil me inspirar em alguém. Claro que tenho autores e autoras que admiro, mas eu sempre busquei a minha voz e meu próprio estilo. Muitas vezes, escrevi algo que nunca li, inovando gêneros e histórias. Leio e indico muitas autoras, inclusive nacionais, mas tem uma que influenciou diretamente a minha decisão de publicar minha primeira história. Foi Stephanie Meyer, autora da saga Crepúsculo. Depois de ler a série, fiquei curiosa sobre a autora e quando pesquisei achei sua história inspiradora para mim, que estava com quase 30 anos e ainda não tinha realizado esse sonho. Na verdade, até aquele momento, o sonho estava morto e enterrado. A autora o ressuscitou.

9) Você é a idealizadora da Semana do Livro Nacional, o evento acontece em diversas cidades, como surgiu a ideia para o projeto? Josy Stoque: A Semana do Livro Nacional surgiu como um movimento coletivo de autores nacionais em busca de espaço e visibilidade em um país que pouco lê e um mercado mais voltado para literatura estrangeira que nacional. Depois de um evento, eu me sentei em um bar com diversos autores e começamos a discutir o que poderia ser feito para melhorar. Foi assim que surgiu a ideia da SLN, um evento nacional em diversas cidades simultaneamente com o intuito de promover e divulgar a literatura nacional


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contemporânea. Esse ano foi a 8ª edição e como estamos em pandemia, fizemos debates online.

10) Você esperava que a Semana do Livro Nacional, tivesse a recepção e o impacto para o mercado que ele possui? Josy Stoque: Sim, porque era o objetivo. Ainda não alcançamos um patamar maior, que era entrar para o calendário oficial, mas o movimento é imenso e composto por todos que batalham no mercado literário nacional. Temos o apoio de editoras, livreiros e blogueiros. É uma grande festa da literatura nacional. 11) Qual a mensagem você gostaria de deixar para as mulheres que estão iniciando sua jornada na literatura e que pretendem viver de "livro"? Josy Stoque: No Brasil, viver de livro não é fácil. O mercado editorial no momento está passando por uma crise e infelizmente perdemos um pouco da visibilidade que conquistamos com as editoras na última década. Literatura é cultura e não devia ser pensada como mercadoria, mas vivemos em um sistema que mercantiliza tudo, dificultando acessos e oportunidades. Se você deseja seguir essa carreira, saiba que haverá muitas dificuldades, principalmente financeiras, e que muitas vezes só escrever não vai bastar. Você vai ter que trabalhar com outros talentos seus para poder viver de livro. Mas se é isso que você quer fazer porque te faz feliz e te completa, não deixe que as dificuldades destruam seu sonho. Encontre uma maneira de realizá-lo, dentro de suas condições. Não se cobre demais e faça o que estiver ao seu alcance. Acredite em você antes, só assim outros acreditarão.


APÊNDICE B- ENTREVISTA FÁTIMA MORAES PIMENTEL (FML PEPPER)

1)

Como surgiu a ideia para o seu primeiro livro da saga Não Pare?

FML Pepper: Fátima Pimentel, pseudônimo FML Pepper. Nascida em 01/03/1976. Formada em odontologia, atuo como dentista. Eu custei a ter filho, a leitura e a escrita chegaram na minha vida como um milagre, eu caí de paraquedas na literatura, vamos colocar assim. Eu não tinha o hábito da leitura. Eu vim de uma família, tipicamente brasileira aquela humilde não sobra dinheiro para livros e para a leitura, nunca, não tinha hábito de leitura, então eu nunca vi meus pais lerem na minha infância. E eu era boa aluna, eu estudava os livros da escola e tal, mas até que uma gestação eu perdi um bebê. Quando eu engravidei a gestação foi de risco, eu fiquei nove meses de repouso na cama e desenvolvi uma depressão. Algo eu nunca tive na vida. Sempre fui uma pessoa muito ativa na vida. Como eu relatei vim de uma família humilde, trabalho desde os 15 anos para ajudar a casa então, sempre fui uma pessoa que sempre trabalhou, muito ativa, fiz de tudo e de repente me vi em cima de uma cama. Eu sempre fui boa aluna, sempre estudei, fiz faculdade de odontologia, dentista atuante atua como dentista. Fiquei na cama durante estes quase nove meses e aí eu estava à beira de uma depressão quando meu marido começou a trazer livros de ficção e de repente um amor caiu nos meus braços. E um desses foi “a menina que roubava livros” do Mark Suzak. Eu fiquei encantada com o lance de ser a morte que narrava a história. E aí, eu comecei a imaginar se a morte tivesse sentimentos? Se ela se apaixonasse pela pessoa que teria que matar? Como é que séria. Então a ideia veio na minha mente e depois que o neném nasceu, nos horários vagos eu escrevia, escrevia... Eu não tinha a menor ideia de que eu ia me apaixonar tanto, então eu digo que foi um chamado e os livros uma paixão e eu brinco que meu filho já nasceu com um irmão, graças a Deus correu tudo bem. A gestação foi muito, muito complicada, mas ele nasceu bem e o término da gestação eu tive dois filhotes e o amor pela leitura e não só pela leitura. Mas pela vontade de expor esses Mundos. Dividir os personagens dos mundos que estavam em minha mente com as pessoas porque quando você fica em cima de uma cama deitada olhando para o teto, para cima, sem poder virar para um lado de um lado para o outro os livros foram o


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meu ópio o meu milagre, que me tiraram daquela situação eu não pensava mais em morte, por que era tudo o neném tá vivo ou tá morto neném tá vivo e o neném tá morto. Você Imagina viver isso nove meses seguidos já tendo perdido outras gestações, com isso na cabeça os livros me tiraram eles foram meu passaporte para o mundo dos mágicos, né? A minha válvula de escape. Enfim foram tudo. E com isso vieram para a minha mente uma série de ideias, que eu não tinha como escrever porque estava deitada, não tinha vontade de ouvir minha voz falando então coloquei a coisa no papel a lápis e depois quando o bebê nasceu surgiram os meus primeiros rabiscos. Os primeiros rabiscos eram horrorosos, eu tenho vontade de fazer um buraco do chão e enfiar a cabeça lá de tão horrível. Os meus primeiros originais coisas são coisas horrorosas, porque eu sou dentista, eu nunca fui escritora. Então eu falo como dentista, eu vim da área médica, eu não falava como uma escritora, e é muito engraçado olhar que coisa horrível. E com o tempo você vê que a escrita é um oficio nada mais é que um ofício, então se você esculpe um dente você deve esculpir um parágrafo e eu acredito que é mesma coisa cada uma com suas armas, com seus aparelhos, com essas ferramentas e assim durante dois anos, depois dá ideia na cabeça, fiquei trabalhando, trabalhando quase três anos, eu coloquei a obra para publicar e logo de cara pela publicação digital na Amazon. Eu queria dividir a minha história com outras pessoas, eu jamais me imaginei sendo uma escritora que faria sucesso que seria best seller Amazon, com 150 mil livros vendidos ou mais de oito milhões de leituras. Jamais, eu queria a gente para conversar comigo, falar sobre os meus personagens, eu jamais poderia imaginar que teria caixa de e-mail lotada de gente pedindo para conversar comigo que eu não dou conta, né? Porque logo depois que o filho nasceu e eu voltei a trabalhar no consultório. Então eu tenho uma agenda bem cheia de coisas. Eu trabalho no consultório até tarde. 13 às 20h. Quando chego em casa tenho marido, filho, cachorro e estudo muito porque eu continuo estudando odontologia, então eu escrevo nas horas vagas, na madrugada, nos feriados então eu jamais poderia imaginar que aquilo ia dar um bom e eu ia fazer tantos amigos pelo caminho.

2)Quais foram os principais desafios que vivenciou ao longo da sua carreira como escritora e o que fez para superá-los? FML Pepper: Com certeza como escritor, na carreira, para mim é o desafio de criar uma obra que seja admirada pelo leitor e como você na minha concepção, como eu falo para


você. No meu pressuposto, o meu leitor é sempre mais inteligente do que eu queria poder fazer uma obra que surpreendesse o leitor que é mais inteligente do que eu, então eu ficava sempre pensando nisso no que eu posso prender, o que eu posso vender as minhas obras, se não der para surpreender o leitor não me interessa sobre o gênero. No leitor do meu gênero é claro que é fantasia. Estou um pouco cansada de livros que eu já sei como vai acabar. Eu não quero dizer com isso que o protagonista vai morrer ou uma catástrofe ou que eles não vão ficar juntos, não é isso, mas surpreender o leitor ao longo da jornada porque o leitor pega uma carona com o personagem, então devemos dar a esse leitor uma carona interessante ainda que o fim previsível, mas que o caminho ao menos, o percurso seja imprevisível, eu acho muito legal. Esse é um desafio e o outro desafio foi eu entender que eu não entendi muito bem a profissão, eu entendia e muito odontologia, mas não entendia de literatura. Eu posso ter tido a sorte de ter uma ideia muito boa . Aí você vê lá fora o mercado gigante (de livros) como o mercado americano onde os bons escritores ganham dinheiro e aqui no Brasil, poucos são os escritores que realmente ganham dinheiro com a profissão. Aqui o desafio é mostrar para todos que a literatura e escrita é um ofício que merece ser remunerado tão bem como em outras profissões. Não somos adequadamente valorizados, mas os próprios escritores muitas vezes também não se dão o valor, aceitam qualquer coisa, e quase imploram para que outros leiam as suas obras, vão a todo e qualquer congresso, não é que você não possa ir em um ou em outro de graça, mas não se valoriza, você não vai chegar para um médico ou um dentista uma consultar, tá bom de graça. Vem aqui de graça. Você não vai falar isso para o dentista. Você não vai falar isso para um engenheiro construir um prédio. Como você vai falar isso para um escritor? Entregue seu livro de graça? Quantos anos demora para construir um livro e a pessoa me entregar de graça e então essa questão da má remuneração que os escritores se dão e a própria má valorização que os Escritores se dá uma coisa assim muito triste que eu observei, mas é claro, isso no modelo antigo de publicação, em um novo modelo de publicação isso tudo é bem diferente. Nas palestras e nos cursos que eu dou pelo Brasil, fala sobre os modelos modernos de publicação, nesse modelo para passado de publicação (tradicional), o escritor, vai ser sempre o elo mais frágil da corrente. E poucos já conseguiram perceber isso, mas os que já perceberam estão neste novo modelo de auto publicação. Engraçado, né curiosa, eu achei que teria sim. Eu escrevo fantasia, mas a minha fantasia fugia daquilo que eu encontrava na época, o que eu encontrava aqui no Brasil.


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Uma fantasia escrita por homem que era basicamente ação, ação, matar, matar, matar e matar, enquanto que as mulheres escreviam fadinha, fadinha, romance, fadinha e romance. E eu pensei será que eu não consigo escrever uma fantasia com romance e ação e um romancezinho legal e um momento para beijinhos e aí volta a aventura. Por isso, eu achei sofreria preconceito sim. Ou eram escritores homens, em livros internacionais. Não Pare, veio para provar que o leitor brasileiro é muito gente boa é muito flexível e me recebeu de braços abertos, então assim eu posso dizer que o leitor não tem preconceito quanto a obra é boa e se eu posso dizer de carteirinha. O leitor que algo que o prenda. É um comando silencioso que ele (leitor) dá ao escritor.

3) O que a atraiu para as plataformas de publicação? Você enxerga este com um novo modelo de publicação que poderá levar as autoras para editora? FMLP Pepper: A plataforma de auto publicação da Amazon é uma coisa maravilhosa. É muito democrática, ela vem para democratizar a literatura. Numa época onde você tinha que implorar ou ter um conhecido para entrar numa editora e de repente o autor se vê com a faca e o queijo na mão, então a auto publicação é o arrancar as correntes, as algema, agora o autor tem a chave para ir embora. O autor agora precisa ter a mente empreendedora. E com isso ele pode fazer muito dinheiro no auto publicação. Se ele souber fazer e fazer com capricho. Então essa é a grande vantagem de a Amazon democratizar porque não vai ser uma editora ou um editor. O seu livro não tem mais passar pelo crivo de uma editora para sua obra ser publicada. Quem dirá se é bom ou não é o leitor. E você com isso vai fazendo o seu público. Você vira uma vitrine para uma grande editora, foi assim que aconteceu comigo, eu fiz sucesso no digital e uma grande editora me chamou para publicar com eles, mas porque eu já era sucesso digitalmente. O autor no mundo digital, da produção independente, tem que ter aquele jeito tem que ser um autônomo. Ele vai ser responsável por tudo, praticamente. Escrever, publicar, fazer a capa e escolher capa. E é isso que outros autores precisam entender no novo mercado.


APÊNDICE C – JANAINA BRAGANÇA (NANA PAUVOLIH)

1) Janina, você poderia começar se apresentando, por favor. Janaina: Nasci Janaina Bragança Bittencourt, em 13/07/ 1976. Sou carioca de Nilópolis, atualmente moro em Niterói. Tenho 44 anos, sou casada com Levy Balliero, e tenho dois filhos, Miguel e Ítalo do casamento anterior. Durante 19 anos, trabalhei como Professora de História e Filosofia, me formei na UERJ, lecionei para o ensino médio, em escolas públicas e particulares. Mas nunca deixei de escrever. Agora sou apenas escritora, em tempo integral.

2) Há quanto tempo você escreve? E como houve o incentivo para você publicar seus livros? Janina: Eu sempre escrevi, desde pequena. Mas livro mesmo comecei aos 11 anos, como uma brincadeira, apostei com um amigo quem escreveria um livro primeiro, eu li o dele e ele o meu, o dele era horrível, não dava para entender nada, mas ele gostou do meu. Nós sempre trocávamos livros, gostávamos muito de ler. E desde este dia nunca mais parei. Mas, quando era pequena eu desenhava e colocava uma história embaixo, mas livro mesmo foi aos 11 anos. Eu tenho caixas com manuscritos. Eu mostrava pouco meus escritos, algumas coisas na escola, em redações, eu tinha 15 ou 16 anos, teve um concurso de crônicas e poesias e ganhei em primeiro lugar. Eu sempre escrevia e guardava. Eu queria saber o que as pessoas achavam, mas tinha medo de saber o que as pessoas achariam. Não houve muito incentivo, arrisquei alguns capítulos de A Coleira e Tentação no Books, lá em 2011, depois de pesquisar sites onde poderia colocar capítulos coloquei lá. Quando cheguei do trabalho, seis pessoas haviam deixado um comentário na publicação pedindo mais, coloquei o segundo e assim fui. No final, o livro terminou com duas mil pessoas acompanhando. As leitoras gostavam e iam pedindo mais e assim terminei o primeiro. Enviei um manuscrito para várias editoras, uma grande editora e nunca tive resposta. Em 2012, uma pequena editora (Multifoco) no Rio de Janeiro publicou a Coleira em físico. Depois comecei a me mostrar mais. Conheci Danka Maia, escritora que me ofereceu um espaço em seu blog, me incentivou a pôr meus livros lá. O blogue tinha poucas visualizações, depois que comecei a colocar os capítulos em dia de publicação chegavam há mil ou duas mil visualizações no site.


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3) Seus livros são erotismo, quando você começou a publicá-los, esperava essa aceitabilidade do público leitor? Janaina: Não mesmo. Eu tinha medo da reação das pessoas, pois os livros são ousados e gosto de detalhar. Recebi críticas duras, até de colegas de profissão que se achavam no direito de opinar e de pessoas da família.

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Ultimamente, muitas escritoras brasileiras vêm tendo coragem de publicar

seus livros, a publicação de e-books de autores nacionais vem crescendo. Na sua opinião, a que se deve a isso? Janaina: Se deve ao espaço que foi aberto com as redes sociais e o wattpad, que dão os espaços para escritores se mostrarem. A aceitação de 50 Tons de Cinza também facilitou essa coragem, pois o que era “proibido” de repente foi possível ser mostrado. Eu sempre escrevi sobre o assunto. Por exemplo, Quando vi você já tinha vários capítulos prontos desde 2004 ou 2005. As portas vêm se abrindo e as autoras mostram seu trabalho.

5)Alguns autores fazem roteiros para seus livros, outros escrevem livre. Como é o seu processo criativo? Janaina: Quando a ideia vem, eu a deixo fluir, como se tivesse vida própria. Parece que não interfiro. Penso sobre ela, deixo ganhar vida, sinto todas as suas nuances. Geralmente, aí o enredo e os personagens se formam. E o livro vem completo para mim, ou seja, suas cenas e abordagens principais. Somente então eu sento e começo a escrever. Novas cenas surgem, mas eu me mantenho fiel ao esqueleto de início e sempre dá certo. Uso minha imaginação, minha intuição, acredito naquilo que sinto. Eu uso as mídias digitais e já tenho um público fiel. Por exemplo, possuo um grupo secreto no Facebook com 11 mil nanetes (como as fãs da autora se denominam). Participo de vários grupos de leituras. Divulgo meu trabalho neles, faço promoções e brincadeiras, conto também com a indicação de pessoas que gostam do meu trabalho. Já vi alguns autores dizendo que em alguns momentos dá vontade de desistir. Eu nunca senti essa vontade, nem mesmo quando escrevia somente para mim e não ganhava nada com meu trabalho. 6) Quais foram os principais desafios que vivenciou ao longo da sua carreira e o que fez para superá-los? Janaina: O primeiro desafio foi conseguir leitores, saber como seria a recepção dos leitores. É impossível agradar todo mundo, todo artista, escritor sabe disso. Saber que a


maioria apreciou e divulga é muito bom, mas conseguir um espaço foi difícil. Foi um desafio conseguir uma editora, depois partir para a publicação na Amazon, quando a veio para o Brasil em 2013, fiquei surpresa com o sucesso. Depois foi conseguir uma boa agente literária, eu considero a minha a melhor do Brasil, a Villas-Boas & Moss, a Luciana Villas-Boas e a Ana Luiza Cardoso. E aí depois uma editora grande, quando fechei contrato com uma editora grande, a Rocco, eu fiquei muito feliz. E aí numa editora grande você tem que ter venda. O negócio é procurar novas saídas e novas formas de divulgação. Sempre tem empecilho. Tem pessoas que fazem de tudo para derrubar e prejudicar. A maioria felizmente é de coisa boa. 7) Você já sofreu ou sofre preconceito por causa do gênero literário que escreve? Janaina: Sim claro. Tem muito preconceito do romance erótico ainda. Tem preconceito de leitores que vão lá, leem e se fazem de desentendidas. Tem no próprio meio com outros escritores, que acham que romance erótico é uma subcategoria, que não dá para ter livro bom erótico. E por aí vai. Tive esse problema na minha família mesmo, com algumas pessoas. Meu ex marido, falava para eu tirar a parte erótica, ele dizia você escreve tão bem para que isso. Eu falava porque vou tirar sexo faz parte da vida. Eu sei que sou boa nesta parte. Eu amo escrever romance erótico, nunca vi motivo para me envergonhar. Algumas avaliações e comentários. Ouvi comentários de colegas e leitores, a Nana só faz sucesso porque escreve “putaria”, agora a Nana quer escrever drama porque dá dinheiro. EU sei diferenciar quando é construtiva, ou quando é para detonar mesmo. Eu leio e penso: Serve para mim? Vai melhorar meu trabalho? 8)

O que a atraiu para as plataformas de auto publicação, como Amazon e

Wattpad? Janaina: A BOOKERS, eu fui como teste. Para saber se eu teria leitores, dali eu fui para o blogue e então fui para a Amazon, depois para o Wattpad, eu postava de graça, no blogue, depois vendia na Amazon. Uma amiga falou para o wattpad, ele me trouxe um público novo para o meu trabalho. EU gosto muito de interagir nas mídias sociais, e você posta para o público no momento que você está criando. Em 2013, fui para a Amazon. No fim daquele ano, eu resolvi parar de trabalhar, já havia diminuído a minha carga horária como professora, eu parei um ano, para ver se


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conseguiria viver do meu trabalho. Tanto com o que eu vendo da Amazon e das editoras, além de outros contratos como Galeria Filmes e Rede Globo. EU vivo do meu trabalho. Eu pude exercer duas profissões que eu amo, que é a de ser professora que sempre apreciei bastante e ser escritora que é o amor da minha vida. Eu consegui viver da literatura a partir de 2014. 9) Quais são as influências para desenvolver suas histórias, existem autoras mulheres na sua mesa de cabeceira? Como elas impactam a sua escrita? Minha influência maior foi a Cassandra Rios, uma escritora brasileira dos anos 70, que vendeu mais de 1 milhão de livros, em uma época que não tinha rede social. Então ela é uma inspiração, eu tenho o livro dela aqui, eu ganhei de uma nanete. Com a mudança de casa acabei perdendo o meu. Leio autores que possuem qualidade, ser homem ou mulher, nunca me influenciou muito. Eu não tenho um gênero, apesar de amar romance, eu leio de tudo. 10) Em sua visão, qual a importância de se auto publicar, séria este o novo modelo de mercado editorial? Afinal, muitas portas e contratos se abrem a partir do sucesso feito nesses meios. Janaina: Eu recomendo sempre quando um escritor ou autor novo vem perguntar. “Nana você acha que vale a pena?” Sempre recomendo. Digo vale a pena. A amazona está aí, mas não tem só ela, tem outras plataformas. Eu me adaptei nela e vendo mais por lá. Amazon e a forma de se auto publicar é de graça, em plataformas como wattapd, é um público que vai te acompanhar. Vai comprar coisas suas. Eu primeiro construí meu público, depois comecei a viver da escrita. É um novo modelo de mercado, mas acredito que o tradicional nunca vai acabar. Eu adoro livro físico, gosto de livro físico, mas adoro a facilidade do livro digital. Se você tem um número de leituras boas no wattpad ou amazona, abriu as portas para mim em editoras, a minha agente mostrava esses números para as editoras. Eu acho que abre muito as portas e novos contratos com o sucesso que você faz. Mas não é isolado. Você tem que exigir uma qualidade no seu trabalho. Correr atrás da divulgação, muitas portas se fecham e você recebe não.


APÊNDICE D– BIANCA BRIONES Bianca Briones, 40 anos, Formada em Letras pela Universidade Fundação Santo André, em 2004 – nascida em São Paulo, reside atualmente em São Bernardo do Campo. 1) Como surgiu o incentivo da literatura na sua vida, em que momento se recorda de ter o primeiro contato com os livros? Bianca Briones: Meus pais não tinham o costume de ler, então assim, eu via livros as vezes bem pequena na casa de outras pessoas e aquilo me seduzia, principalmente se fosse livro infantil, mesmo antes de saber ler, mas a minha avó materna, ela sempre leu muito meu avó também e foi ela que me deu os primeiros livros. Minha primeira lembrança com livro foi na primeira série onde tínhamos que ler um livro chamado: A fada que tinha ideias de Fernanda Lopes de Almeida, até hoje eu lembro de algumas ilustrações do livro de tanto que eu li e reli. Muitas vezes. Eu fiquei apaixonada pela história. 2) Antes de começar a publicar suas obras, você tinha o blog Redoma de Cristal, de alguma forma isso ajudou a chegar até uma editora como autora? Bianca Briones: Sim me ajudou muito ter o “redoma de cristal”, porque eu era blogueira e fazia resenhas também. Então eu fui conhecendo o mercado editorial e depois eu prestava alguns serviços na parte de editoração, mas eu não apresentei meus livros para essas editoras. Então o blog em si não me ajudou a chegar nas editoras, mas indiretamente sim. Meu blog era bem acessado, bem comentado, então isso acabava fazendo com que a editora olhasse e pensasse. Poxa, ela tem uma plataforma de leitores, pode sair boas vendas daí. Eu conhecia o mercado, o mercado é bem pequeno. Eu conhecia quem fazia avaliação para as editoras, aí eu contratei esse serviço dessas pessoas, porque eu sabia que se elas gostassem e avaliassem positivamente isso me ajudaria com a editora. Isso de fato abriu portas. 3) Qual o primeiro livro que escreveu e como nasceu o enredo? Bianca Briones: Primeiro livro que eu escrevi, era um romance adolescente, mas eu nunca tirei do caderno. Eles eram metidos a detetive, eu não tenho mais esse caderno pois minha mãe acabou jogando fora. Mas me da vontade de escrever, não será mais a mesma coisa. Eu gostava do Pedro Bandeira, tinha essa pegada adolescente com mistério, então eu escrevia bastante sobre isso. Mas o primeiro livro que escrevi completinho foi “Entre o amor e a amizade”, ele nasceu de um sonho. Um pouco baseado em mim. Eu estava apaixonada por um amigo meu e que eu nunca tinha visto pessoalmente, e eu só conhecia virtualmente. Na época, eu estava iludida. Algumas cenas do livro eu sonhei com o cara. Eu escrevi um conto no blog, eu não tinha ideia de que escreveria um livro. Era surreal imaginar escrever algo de mais de cem páginas ou duzentas. 4) Qual foi o ponta pé inicial que a fez publicar sua primeira história? Bianca Briones: O ponta pé inicial foi meu pai. Durante a minha infância e adolescência, ele nunca incentivou que eu fosse escritora, ele ficava preocupado do que eu iria viver né. Tendo em vista como é difícil ser escritor no Brasil, mas quando ele teve que fazer uma viagem e ficou três meses morando fora do país, ele não queria ir, mas ele teve que ir, por conta do dinheiro que ia ajudar. Nós começamos a trocar e-mails, eu já tinha me divorciado e foi quando meu pai viu o quanto eu escrevia bem, em palavras dele. Eu não escrevia e-mails de “oi tudo bem”, ou alguma coisa que estava acontecendo. Eu o motivava. Aí ele começou a me pressionar direto para escrever um livro. Ele não parava de perguntar quando o livro estaria pronto.


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Eu casei muito nova. Aos 17 anos. A escrita era o meu refugio muitas vezes. Eu não queria estar naquela situação e escrevia lugares onde eu queria estar. 5) Quais foram os principais desafios que vivenciou ao longo da sua carreira e o que fez para superá-los? Bianca Briones: Foram vários. Acho que um grande é você chegar em uma editora tradicional. Depois é lidar com a vida que muda. Eu era muito tímida e reservada, então as pessoas queriam conversar comigo, elas liam o livro e queriam mais contato, iam nos lançamentos me ver. No princípio eu não conseguia processar o que estava acontecendo, mas é a parte que eu mais amo. Outros problemas surgiram por conta da depressão e da ansiedade. Com problemas na cadeia do livro e o que eu fiz para superar foram anos de terapia.

6) Por escrever fantasia, no início, você já sofreu ou sofre preconceito por parte dos leitores ou editoras? Bianca Briones: Sim. Nem digo que é preconceito das editoras, propriamente dito, é uma precaução delas. Sonhos de Avalon, a primeira vez que mandei, foi rejeitado justamente por eu ser uma autora desconhecida. Como eu era desconhecida era difícil vender fantasia, principalmente por ser mulher o mercado é muito fechado em autores (homens). Aí aconteceu que não fechei de imediato. Só quando eu fechei a série as batidas, eu fechei ele. Porque era seguro. 7) Você já pensou em desistir da escrita? Se sim, o que a fez prosseguir? Bianca: Sim, mais de uma vez. Os leitores, e meu pai me ensinou que a nossa palavra é muito importante e é tudo o que a gente tem na verdade. Eu prometi que iria escrever e eu não tinha escrito. Isso era o que mais me motivava a voltar eram os leitores. E até hoje. Não só a auto cobrança que eu fazia, mas o carinho. Eu tinha vontade de ser lida por essas pessoas que me acompanhavam e teve muita persistência. A terapia me ajudou muito a lidar com problemas que eu tinha e me estabelecer de escrita. 8) O que a atraiu para a publicação de livros na Amazon já que tinha um contrato com uma editora tradicional? Bianca Briones: A princípio curiosidade. E depois que eu entrei na plataforma ela me ganhou porque ela me dá controle total sobre o preço, você pode optar por não colcoar um preço tão alto que acontece pelo custo. E o controle, se você vende um e-book ela manda o relatório. Si leem 1 página ou milhares de páginas eles deixam certinho. 9) Em que momento você percebeu que poderia passar a viver apenas da literatura? Bianca Briones: Eu simplesmente decidi que era isso. Eu até sofri muito depois. Não tinha outra coisa na minha cabeça. Eu tinha que viver de literatura. Se eu não vivesse dos livros aquilo me gerava crises de depressão, ansiedade. Então quando eu vi que era isso que eu queria e recisava de um retorno financeiro, um reformulei minha carreira para que isso fosse rentável, mas tivesse uma estabilidade. E foi o que eu consegui em 2020, no meio da pandemia, o que é surreal. 10) Em sua visão, qual a importância de se auto publicar, séria este o novo modelo de mercado editorial? Afinal, muitas portas e contratos se abrem a partir do sucesso feito nesses meios.


Bianca Briones: Sim, é muito importante é faz parte de um novo modelo. O mercado editorial está bem perdido de para onde vai. A gente já vinha enfrentando uma crise por conta das grandes livrarias e isso se tornou ainda mais problemático. As livrarias vinham surfando na onda dos youtubers e personalidades e isso não tem se sustentado mais, e um ou outro. Antes o livro do youtuber ia para a lista dos mais vendidos, hoje já não é mais assim. Tão certo assim. E a autopublicação, todo autor iniciante devia começar pela autopublicação, é assim que ele consegue os primeiros leitores e até as editoras raramente publicam um autor desconhecido. Eles não arriscam. Eles precisam da base de leitores. A base de publicação você vai criando essa base. É um processo desgastante e precisa ter muita persistência e cosntancia. As vezes demoram anos. Eu demorei anos desde que lancei meu livro em 2010 até ser lançada pela Record. Hoje eu considero uma forma concreta dos autores viverem de literatura sem ter uma editora. Tem meios de vender através da amazona e de outros markplaces, sem que você seja de uma editora. Antes não tinha isso. 11) Quais são as influências para desenvolver suas histórias, existem autoras mulheres na sua mesa de cabeceira? Como elas impactam a sua escrita? Bianca Briones: As minhas influências, assim. O que eu mais li na vida, foram romances de banca, apesar deles terem muito preconceito. Quando eu era casada, eu podia escolher uma assinatura de livros de banca. Eu escolhia os clássicos históricos. Então era o que eu mais li. Danielle Stell, que minha avó lia, Nora Roberts minha avó adorava. E também clássicos como Jane Austen. Elas foram as primeiras autoras mulheres que eu fui lendo. A maior influencia de escrever romances foram essas. 12) Quais foram as conquistas que a escrita trouxe para a sua vida e sem ela, você não teria conquistado ou teria demorado um pouco mais para conquistar? Bianca Briones: Acho que a escrita ela... Me proporcionou a liberdade enquanto mulher. Se não fosse a escrita eu não teria tantas reflexões sobre isso. As vezes eu escrevia algumas livros, com coisas que eu passava, eu escrevia, lia e refletia. O autoconhecimento que me proporcionou em concordar a fazer terapia. E a independ ência financeira. É dessa forma que eu sustento a minha casa. 13) Em sua visão, quais são os maiores desafios que as mulheres enfrentam a se auto publicarem? Bianca Briones: É mais fácil para as mulheres criar uma comunidade de leitoras, estamos mais abertas a isso. Pelo sentido do conversar com a história. A homens que leem, mas eles são mais “chatos”. Tem a divisão de literatura cult com de entretenimento, inclusive de literatura de mulheres que falam com outras mulheres.


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APÊNDICE E –

PESQUISA MERCADO EDITORIAL: MULHERES NA

PUBLICAÇÃO DE LIVROS INDEPENDENTES


Observação: 2,1 % é referente a plataforma Clube dos Autores


PRÉ-PAUTA

Luana Leite de Moraes 47

PRODUTO:

TEMA/ASSUNTO:

DATA DA ENTREVISTA:

Livro Reportagem

Mulheres Escritoras

AGOSTO/ SETEMBRO

HISTÓRICO A figura do feminino na publicação de livros, sobretudo, digitais no formato independente, os desafios e as peculiaridades encontradas pela classe de autoras brasileiras. Pretendemos dividir a realidade vivenciada por essas mulheres e contribuir para o melhor entendimento do tema, assim como abordar as questões que envolvem o livro e o seu futuro.

ENFOQUE/ANGULAÇÃO Vivências de cada personagem escolhida para a produção do livro reportagem, que resultou a partir de entrevistas, com as perguntas citadas no item: possíveis perguntas.

POSSÍVEIS PERGUNTAS 1) você poderia começar se apresentando, por favor. 2) Como surgiu o incentivo da literatura na sua vida? 3) Como você começou a escrever? Desde o início foi romance erótico? 4) Qual foi o ponta pé inicial que a fez publicar sua primeira história? (ano, plataforma etc.) 5) Quais foram os principais desafios que vivenciou ao longo da sua carreira e o que fez para superá-los? 6) Você já sofreu ou sofre preconceito por causa do gênero literário que escreve? 7) O que a atraiu para as plataformas de auto publicação, como Amazon e Wattpad? 8) Em que momento você percebeu que poderia passar a viver apenas da literatura? 9) Em sua visão, qual a importância de se auto publicar, séria este o novo modelo de mercado editorial? Afinal, muitas portas e contratos se abrem a partir do sucesso feito nesses meios.


10) Quais são as influências para desenvolver suas histórias, existem autoras mulheres na sua mesa de cabeceira? Como elas impactam a sua escrita?

FONTES Bianca Briones – Tel.: 11 96871 – 0839 Instagram: @brionesbianca E-mail: biacabriones@gmail.com Nana Pauvolih Tel.: 21 97043 – 0593 FML Pepper – Contato através do Facebook Josy Stoque - Facebook


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11. DIÁRIO DE CAMPO Como parte dos requisitos para obtenção do título de bacharel, em jornalismo, da Universidade Cruzeiro do Sul, foi desenvolvido no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Manual de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) a estruturação da pesquisa. Na primeira etapa deveriam conter: introdução, justificativa, objetivos, hipótese e problematização, além de aspectos metodológicos e teóricos, onde deveriam estar filósofos e demais materiais que direcionariam os alunos na fundamentação para o TCC. Caso o aluno opta-se em realizar um projeto experimental deveria conter: formato, área, título, sinopse, descrição do produto etc. Em julho, os alunos entregaram a parte I do projeto de pesquisa que veio a ser continuado no segundo semestre deste ano, nele já havia sido decidido o tema, além do documento estar formatado segundo Associação Brasileira de Normas Técnicas- ABNT. A presente pesquisadora escolheu produzir um livro reportagem, enquadrado na área impressa, porém devido a pandemia Coronavírus, que assola o Brasil desde março, o produto será entregue apenas em formato digital. Contudo, seguirá as recomendações no manual, obtendo no mínimo 80 mil caracteres, com designer de capa e linguagem voltada para o jornalismo literário. A professora orientadora no segundo semestre foi a Dra. Mirian Meliani, durante o período da manhã, com orientações de 15 minutos para cada aluno através da plataforma BB Colaborate da universidade, ao todo quinze aulas para a realização da orientação e também de seminários e demais atividades que fez-se necessária para o aprendizado e desenvolvimento do projeto de conclusão. Acordou-se junto a turma de orientandos, em 13 de agosto, quinta feira, a elaboração do calendário em formato cronograma para apresentação na aula seguinte, além de outros materiais de apoio, caso o aluno os tivesse. Como acordado, na orientação dia 20, a estudante deste projeto, apresentou a professora: cronograma, sumário inicial estendido com o desenvolvimento dos capítulos e partes do livro, além de fontes e exposição dos resultados da pesquisa. Por meio do Google formulário realizou-se a pesquisa, “Mercado Editorial: mulheres na publicação de livros independentes” que obteve quarenta e sete respostas sobre questões que envolvem as mulheres na publicação autônoma. A partir dos resultados conquistados, tornou-se possível traçar um perfil prévio de escritoras brasileiras que fazem parte do segmento, a faixa etária dominante é de 25 a 34 aos, 55% declara-se independente, embora 31,9% esteja em contrato hibrido com uma


editora, seja de publicação paga ou tradicional, mas não abrem mão de estar na Kindle Direct Publishing, plataforma que guiou este relatório de fundamentação teórica e metodológica. Após colher as respostas, a autora separou fontes as quais gostaria de entrevistar para conhecer a fundo suas experiências e realizar a confecção do livro reportagem, inicialmente intitulado como “A jornada das mulheres de papel”, a partir disto, ainda em agosto, iniciou as primeiras entrevistas, via e-mail, com as autoras, Li Mendi, Elissande Tenenberth, Josy Stoque, Tamires Barcellos, Nana Pauvolih, FML Pepper, Thays M. de Lima e Bianca Briones, residentes de Portugal, Paraná, Sertaozinho-Sp, Rio de Janeiro e São Paulo-capital, para que fosse possível demonstrar contrastes na educação e condições socioeconômicas.

Contudo, após as entrevistas foram selecionadas, Nana Pauvolih,

Bianca Briones, Josy Stoque e FML Pepper, além da própria autora para a composição do produto. Na primeira quinzena, foram realizadas as entrevistas iniciais, após a decupagem de áudios e a leitura daquelas que foram via e-mail, foi produzido o rascunho da introdução do livro, juntamente com o sumário estendido como a orientadora havia solicitado. Após isto, iniciou o processo de pesquisa e escrita dos capítulos iniciais da parte I, Cronista, onde se contou o início da escrita na vida de cada personagem escolhida. Porém, neste período ocorrem algumas dificuldades, o material prévio fornecido nas entrevistas não era suficiente para o desenvolvimento da segunda parte do livro, assim fez-se necessário realizar novas entrevistas. Em 17/09, ocorreu o primeiro seminário de resultados, em que foram apresentados conceitos que permitiam a produção do produto escolhido pelo aluno. No caso de livro reportagem, teóricos, periódicos do segmento, nesta apresentação a aluna explicou os conceitos utilizados na capa inicial, o vermelho que advém do slogan feminista “o batom é vermelho e a opressão também”, utilizando durante a segunda onda do movimento sufragista, além d o texto que vazava através da margem demonstrando a invasão das mulheres naquele espaço dominado por homens. Durante as orientações, a Profª Mirian, auxiliava a melhora e desenvolvimento do trabalho, apontando soluções para questionamentos e dúvidas que ocorreram neste período. Por parte do orientando, ocorreram problemas de conexão, além de ruídos sonoros, provocado por vizinhos, mas que se deve a realidade da pandemia e do isolamento social que está sendo cumprido. No fim de setembro, a parte dois, Jornada estava finalizada e o início da parte três Conquista, estava em andamento, como instituído no cronograma, além de pesquisas


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através de veículos de impressa aos quais as fontes saíram na mídia que auxiliaram na linguagem do aluno. Inicialmente ocorreu a ideia de inserir os artigos de jornal e revistas, encaminhados a pesquisadora, porém optou-se pela inserção de ilustrações para simbolizar cada uma das personagens que fazem parte do livro. No dia 22/10 foi realizado o segundo seminário de resultados parciais, apresentado online para a Profª Dra. Mirian Meliani, onde foi apresentado capa, diagramação e títulos atualizados, conforme havia sido conversado na orientação do dia 15/10 (quinta-feira). No mês de novembro, durante as orientações, o livro reportagem entrou na fase final, a pesquisadora dedicou-se para melhorar os apontamentos realizados pela professora, como mudanças em alguns capítulos e frases. Além da definição final da capa e a diagramação do livro. A finalização do relatório de fundamentação teórica e metodológica, com base em apontamentos também foram realizados. Com finalidade de pôr o livro reportagem à venda, após avaliação da banca, o produto desenvolvido buscou atender a demanda do mercado midiático, com cores, tipografia e linguagem, mas não esquecendo-se de sua essência o jornalismo.


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A mulher no mercado de publicação de livros digitais - Luana Moraes by Rede Código - Issuu