Travessia para quem. Meio Ambiente, Direito à cidade e Mobilidade ativa no Rio Pinheiros.

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RIO PINHEIROS E A MARGINAL

Na gestão municipal de José Pires, em 1930 é publicado o Estudo de um Plano de Avenidas por Prestes Maia, radio-concêntrico que é baseado nos planos de Paris, Berlim e Moscou. Maia faz esse plano com ênfase no sistema viário, circulação dos veículos, mas sem perder o embelezamento da cidade. É um plano que se menciona os passeios públicos e de fruição de pedestres. Nessa mesma época, Saturnino de Brito, coordenador da comissão de melhoramentos do Rio Tietê, apresentou um projeto de retificação do rio. Saturnino considera as

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condições naturais do rio para o projeto, e analisou de acordo com uma visão mais ambiental e respeitando as características do rio. Já Prestes Maia, teve uma visão diferente, que era a ocupação quase em sua totalidade de suas várzeas e áreas de enchentes, com enfoque nas marginais para uso dos automóveis. No final do ano de 1930, Maia foi nomeado prefeito de São Paulo pelo governador Adhemar de Barros e com isso, o Plano de Avenidas desenhado por Maia, foi usado como diretriz do desenvolvimento da cidade.


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