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Relatório Projeto Docência Colaborativa - 2019

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PROJETO

DOCÊNCIA COLABORATIVA OBSERVAÇÃO, REFLEXÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA

EDIÇÃO 2019

RELATÓRIO Prof. Dr. Rafael Arenhaldt Téc. Ms. Luciane Ines Ely Profª Drª Ângela de Moura Ferreira Danilevicz Téc. Ms. Fernanda de Brito Kulmann Conzatti Profª Drª Maria de Lurdes Furno Silva Profª Drª Ramona F. Ceriotti Toassi Profª Drª Saionara Araújo Wagner

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas Escola de Desenvolvimento de Servidores Faculdade de Educação Porto Alegre, abril de 2020.


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Expediente Reitor: Prof. Dr. Rui Vicente Oppermann Vice-Reitora: Profª. Drª. Jane Tutikian Pró-Reitor de Gestão de Pessoas: Maurício Viegas da Silva Vice-Pró-Reitora de Gestão de Pessoas: Vânia Cristina Santos Pereira Escola de Desenvolvimento de Servidores: Cristiane Dornelles Remião Difini Pró-Reitor de Graduação: Prof. Dr. Vladimir Pinheiro do Nascimento Diretora do Depto Cursos e Políticas da Graduação: Profª. Drª. Cíntia Inês Boll Diretor da Faculdade de Educação: Prof. Dr. César Valmor Machado Lopes Vice-Diretora da Faculdade de Educação: Profª. Drª. Magali Mendes de Menezes Diretora da Faculdade de Odontologia: Profª. Drª. Susana Maria Werner Samuel Diretor da Escola de Engenharia: Prof. Dr. Luiz Carlos Pinto Silva Filho Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas: Prof. Dr. Carlos Henrique Vasconcellos Horn Diretor da Faculdade de Medicina Veterinária: Prof. Dr. Emerson Antonio Contesini

DOCÊNCIA COLABORATIVA Observação Reflexão Partilha Pedagógica

Grupo de Trabalho Docência Colaborativa - UFRGS: Prof. Dr. Rafael Arenhaldt (Faculdade de Educação) Téc. Ms. Luciane Ines Ely (EDUFRGS) Profª Drª Ângela de Moura Ferreira Danilevicz (Escola de Engenharia) Téc. Ms. Fernanda de Brito Kulmann Conzatti (EDUFRGS) Profª Drª Maria de Lurdes Furno Silva (Ciências Econômicas) Profª Drª Ramona F. Ceriotti Toassi (Faculdade de Odontologia) Profª Drª Saionara Araújo Wagner (Medicina Veterinária)


Ficha Catalográfica

Revisão Técnica Irene Reis dos Santos (CORE)

Diagramação e Projeto Gráfico Rafael Arenhaldt (UFRGS)


RELATÓRIO - EDIÇÃO 2019

Sumário 1.Apresentação

página 5

2. O Projeto Docência Colaborativa na UFRGS

página 7

2.1. Marcas de origem e inspirações

página 7

2.2. O que é, como funciona e suas intencionalidades

página 8

2.3. O processo de implementação do Projeto na UFRGS

página 9

3. A realização da 1ª Edição do Projeto em 2019 na UFRGS

página 14

3.1. Os Grupos de Formação

página 14

3.2. As Etapas do Projeto

página 14

4. Sistematização e Reflexões sobre o Projeto

4.1. A sistematização das aprendizagens dos Grupos

página 16 página 16

4.2. Refletindo: o que emergiu da apresentação dos Grupos?

página 21

4.3. Refletindo: o que emergiu nos formulário de avaliação?

página 27 página 32

5. Desdobramentos

5.1. Assessoria para implantação do Projeto em outras IFES

página 32

5.2. Docência Colaborativa na Educação Básica

página 33

5.3. Apresentação do Projeto em IFES e Eventos

página 33

5.4. Anunciando as próximas Edições: Ano 2020

página 34

6. Considerações finais

página 35

Referências

página 36

Apêndices

página 37

Anexos

página 39

DOCÊNCIA COLABORATIVA


1. Apresentação Este Relatório é fruto do trabalho de uma equipe de docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de técnicos da Escola de Desenvolvimento de Servidores da UFRGS (EDUFRGS), a partir da iniciativa do Prof. Dr. Rafael Arenhaldt e da Técnica Ms. Luciane Ines Ely que desencadearam o processo, por meio de contatos e interação com universidades de Portugal e seus projetos de pedagogia universitária: Universidade do Porto, com o projeto de Par em Par, e Universidade de Lisboa, com o Observar e Aprender.

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os docentes criaram um movimento de generosidade e empatia, onde críticas e auto-críticas pedagógicas foram feitas considerando o papel primordial que a universidade deve desempenhar que é a busca pela excelência acadêmica.

Com pioneirismo no Brasil, o Docência Colaborativa da UFRGS convidou docentes a participar de reflexão, a partir da observação e análise das aulas, de outros docentes, e também de ser observado e analisado em suas aulas na sua forma de 'fazer docente'. Do estranhamento inicial de fazer e receber críticas, os docentes criaram um movimento de generosidade e empatia, no qual críticas e autocríticas pedagógicas foram feitas, considerando o papel

primordial que a universidade deve desempenhar: a busca pela excelência acadêmica. Excelência essa que tem sido busca constante na UFRGS que, no ano de 2019, foi escolhida, pelo oitavo ano consecutivo, como a melhor universidade federal do país segundo o Ministério da Educação (MEC). Para aqueles que se apropriarem da leitura deste relatório do Docência Colaborativa da UFRGS, no ano de 2019, desejamos que o leiam na perspectiva de um processo em sua primeira edição. Este é um processo que crescerá e se consolidará, buscando aprimoramento, a partir dos comentários e sugestões dos participantes que, generosamente, trazem o melhor de suas experiências e expectativas, desde o momento de sua inscrição em um projeto inovador, como o Docência Colaborativa da UFRGS, que busca desenvolver a cultura de colaboração entre os docentes.


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Sublinhamos a ideia de que a ambiência institucional é, para os formadores, um dos elementos chave para a construção da docência. Portanto, as dinâmicas organizativas das instituições universitárias precisam encorajar as iniciativas individuais e coletivas, a fim de proporcionar aos professores o compartilhamento de interesses e preocupações decorrentes dos processos formativos nos quais estão envolvidos. Acreditamos que a cultura colaborativa tem força [trans]formadora e rompe com os modelos formativos iniciais da profissão de origem do professor que, de modo consciente, [trans]forma-se no exercício da docência. O desafio é que se reverta o fato de que as culturas colaborativas constituem-se exceção, quando deveriam ser a regra nos ambientes acadêmicos, encorajando experiências significativas para a trajetória docente. (MACIEL; ISAIA; BOLZAN, 2012, p.189)

COLABORAÇÃO


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2. O processo de implementação do Projeto Docência Colaborativa na UFRGS 2.1. Marcas de origem, cenário e inspirações O contexto da Universidade no séc. XXI envolve inúmeros desafios. A implementação de políticas afirmativas e a expansão do ensino superior trazem novos sujeitos acadêmicos para a Universidade, convocando os docentes a um redimensionamento de suas práticas pedagógicas. Na história do ensino superior, a dimensão pedagógica não tem se configurado como dimensão prioritária. O docente universitário demanda um tempo expressivo relacionado à dimensão da pesquisa sobre seu campo de conhecimento. Assim sendo, muitas vezes, não há um aprofundamento da formação didática durante a formação na pós-graduação stricto sensu, especialmente nas áreas de conhecimento não vinculadas à Educação. Muitos docentes do ensino superior sentem dificuldades em desenvolver suas aulas, recorrendo a modelos pedagógicos espelhados nas práticas de seus professores. Neste contexto, é imprescindível que as Instituições de Ensino Superior (IES) desenvolvam políticas institucionais e programas de formação continuada que contemplem estes complexos contextos educacionais, ampliando os espaços para a formação e o aperfeiçoamento pedagógico de seus docentes. Ao longo dos anos, a UFRGS tem investido na formação do seu quadro de docentes, sobretudo no âmbito do Programa de Aperfeiçoamento de Atividades Pedagógicas (PAAP). No ano de 2019, foi realizada uma visita técnica em universidades portuguesas, com o objetivo de conhecer suas estratégias institucionais e buscar subsídios para qualificar o processo de formação continuada dos docentes da UFRGS. Conforme o Relatório Visita Técnica nas Universidades de Portugal : suas experiências de pedagogia universitária (ARENHALDT; ELY, 2019), são destacadas as potencialidades das experiências desenvolvidas nas instituições visitadas para o contexto institucional da UFRGS. Uma das ideias propostas foi a implementação de um projeto de observação de pares multidisciplinares com finalidade (auto)formativa e (auto)reflexiva, na docência do Ensino Superior. O Docência Colaborativa é inspirado nos Projetos De Par em Par, da Universidade de Porto/Portugal e Observar e Aprender, da Universidade de Lisboa/Portugal, tendo sido adaptado ao contexto institucional da UFRGS. A adaptação envolve movimentos no sentido de ressignificar as bases epistemológicas, metodológicas e pedagógicas da proposta, considerando os a(u)tores acadêmicos de nossa instituição.

COLABORAÇÃO


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2.2. O que é, como funciona e suas intencionalidades O projeto Docência Colaborativa é uma proposta de observação de aulas em parceria, em que os observadores/observados são, igualmente, colegas docentes universitários. O foco da observação centra-se na prática docente, criando oportunidades para refletir sobre a dimensão pedagógica na educação superior, de forma colaborativa. O modelo de observação entre pares tem como base um pequeno grupo de docentes, oriundos, preferencialmente, de diferentes Unidades ou áreas de formação, em que todos observam e são observados. Nesse sentido, o objetivo principal tem sido oportunizar a qualificação da dimensão pedagógica do trabalho docente da UFRGS, por meio de práticas reflexivas e colaborativas. E tem como objetivos específicos: (i) ampliar os conhecimentos pedagógicos sobre metodologias e estratégias educacionais, potencializando experiências de inovação pedagógica; (ii) promover trocas de experiências pedagógicas por meio da observação de aulas, em parceria, e reflexão sobre o fazer docente; (iii) desenvolver a cultura de colaboração e partilha pedagógica entre os docentes da Universidade, criando comunidades de aprendizagem centradas na melhoria do ensino e da aprendizagem; (iv) promover a qualificação, a valorização e o reconhecimento da dimensão pedagógica do trabalho docente na UFRGS. Os participantes do Projeto são organizados e agrupados em trios, quartetos ou quintetos de docentes de áreas de conhecimento diversificadas. Todos os professores dos grupos de formação são observadores e observados, em sua prática pedagógica e metodológica. Cada docente é observado pelo menos uma vez pelos demais integrantes do grupo de formação e disponibiliza-se a observar as aulas dos demais membros do grupo. O projeto compõe o Módulo II do Programa de Atividades de Aperfeiçoamento Pedagógicas (PAAP), num total de 20h. Aos professores efetivos a participação é válida como formação continuada (capacitação) via EDUFRGS. O texto integral do Projeto aprovado nas instâncias institucionais da UFRGS pode ser acessado no link: https://www.ufrgs.br/edufrgs/docenciacolaborativa/ .


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2.3. O processo de implementação do Projeto na UFRGS Elaboração do Projeto Ao longo dos meses de abril a junho de 2019, o projeto foi sendo desenhado e elaborado. As primeiras ideias da proposta foram discutidas pelos coordenadores, em diálogo com a equipe da Escola de Desenvolvimento de Servidores da UFRGS, buscando uma compatibilidade com a política e a oferta de ações de aperfeiçoamento, sobretudo vinculadas ao Módulo 2 do PAAP. A proposta inicial foi sendo amadurecida e foi construída uma Cronograma para o processo de implantação que considerasse um movimento não somente de autorização como ação de aperfeiçoamento, mas que envolvesse os demais segmentos e setores, direta e indiretamente responsáveis pela formação pedagógica dos docentes, no âmbito da UFRGS. Nesse sentido, o Cronograma contemplou um movimento de apresentação e busca de apoio institucional para a sua implantação na UFRGS. Em junho de 2019 o projeto foi finalizado e passouse à fase de apresentação, validação e a autorização para o desenvolvimento das ações do projeto de modo que ele recebeu o aval da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, bem como da Reitoria da UFRGS, conforme explicita o próximo item das Reuniões de âmbito institucional.

Reuniões de âmbito institucional Conforme o Cronograma de implantação do Projeto na UFRGS, os meses de junho a setembro de 2019, foram destinados à apresentação, autorização e busca de parceiros e apoiadores, em âmbito institucional. O projeto foi, inicialmente, discutido e pactuado com a Equipe da Escola de Desenvolvimento de Servidores da UFRGS, entre os meses de março e junho de 2019. Logo que finalizada a versão do texto do Projeto, com o seu Cronograma, ele foi apresentado pelos atuais coordenadores, em reunião com o Pró-Reitor e a Vice-Pró-Reitora de Gestão de Pessoas, no dia 1º de julho de 2019, contando com a participação da Equipe da EDUFRGS. Ato contínuo o projeto foi apresentado e validado pela Reitoria, em reunião realizada no dia 16 de julho de 2019. Ainda no mês de julho o Projeto foi apresentado e contou com o apoio da Direção da Faculdade de Educação e da Diretoria do Departamento de Cursos e Políticas da Graduação da Pró-Reitoria de Graduação. Do ponto de vista da validação institucional, o projeto é oferecido como uma ação de aperfeiçoamento de 20h, aprovada e certificada pela EDUFRGS, compondo o Módulo II do PAAP para os docentes em estágio probatório. Aos professores efetivos a participação é válida como formação continuada (aperfeiçoamento). Cabe ainda destacar que, do ponto de vista da operacionalização e abrangência institucional do projeto, foi deliberada a constituição de um Grupo de Trabalho ampliado e multidisciplinar, integrado por técnicos e docentes de diversas áreas do conhecimento, para organizar e assessorar, acompanhar e monitorar o desenvolvimento do projeto, de modo que o mesmo tenha capilaridade institucional junto aos departamentos, unidades e campi da UFRGS.


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Grupo de Trabalho Docência Colaborativa na UFRGS Por meio da Portaria 7374/2019 (ANEXO 1), a Reitoria da UFRGS institui o Grupo de Trabalho Docência Colaborativa, o qual fica responsável por elaborar e divulgar o Projeto Docência Colaborativa da UFRGS, organizar e definir seus grupos de formação, preparar e organizar suas etapas de desenvolvimento, bem como monitorar e avaliar o processo formativo do Projeto. O Grupo de Trabalho conta com os seguintes membros: Prof. Dr. Rafael Arenhaldt (Faculdade de Educação); Téc. Ms. Luciane Ines Ely (EDUFRGS); Profª Drª Ângela de Moura Ferreira Danilevicz (Escola de Engenharia), Téc. Ms. Fernanda de Brito Kulmann Conzatti (EDUFRGS), Profª Drª Maria de Lurdes Furno Silva (Faculdade de Ciências Econômicas), Profª Drª Ramona F. Ceriotti Toassi (Faculdade de Odontologia) e a Profª Drª Saionara Araújo Wagner (Faculdade de Medicina Veterinária).A Coordenação Acadêmica do Projeto fica por conta do Prof. Dr. Rafael Arenhaldt e a Coordenação Técnica pela Técnica Ms. Luciane Ines Ely. Os membros do Grupo de Trabalho são referência para os Grupos de Formação, sendo articuladores no desenvolvimento do projeto na UFRGS. As atribuições do Grupo de Trabalho são:

divulgar o projeto nas diferentes unidades e campi; auxiliar na elaboração do projeto; preparar o encontro de orientações procedimentais do Projeto para os docentes participantes; organizar e definir a estruturação dos Grupos de Formação, a partir dos inscritos; realizar o monitoramento e avaliação do processo.

Prof. Dr. Rafael Arenhaldt (Faculdade de Educação)

Téc. Ms. Luciane Ines Ely (EDUFRGS)

Profª Drª Ângela M. F. Danilevicz (Escola de Engenharia)

Téc. Ms. Fernanda de Brito K. Conzatti (EDUFRGS)

Profª Drª Maria de Lurdes F. Silva (Ciências Econômicas)

Profª Drª Saionara Araújo Wagner (Faculdade de Medicina Veterinária)

Profª Drª Ramona F. C. Toassi (Faculdade de Odontologia)


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O lançamento institucional na UFRGS O Projeto Docência Colaborativa foi lançado, institucionalmente, para a comunidade acadêmica, no dia 04 de setembro de 2019, às 14h, no Salão de Atos II, com a palestra “Aprendizagem colaborativa: um processo formativo para a docência no ensino superior”, ministrada por Maria de Lurdes Correia Fernandes [*], professora da Universidade do Porto - Portugal. A palestra abordou a aprendizagem colaborativa para a formação pedagógica do docente do ensino superior, a partir de relato de experiência do projeto ‘De Par em Par’ , da U.Porto, e contou com a presença da ViceReitora da UFRGS, Profª Dra. Jane Tutikian, de integrantes da administração central, de diretores de Unidades, docentes da UFRGS, docentes já inscritos no Projeto, bem como dos integrantes do Grupo de Trabalho do Docência Colaborativa. O Lançamento foi notícia no Site institucional da UFRGS, com a chamada: UFRGS apresenta a professores o Projeto Docência Colaborativa, conforme Anexo 2 e disponível em: http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/ufrgs-apresenta-a-professores-projeto-de-docencia-colaborativa .

[*] Maria de Lurdes Correia Fernandes: Professora catedrática da Faculdade de Letras e Vice-Reitora da Universidade do Porto (Portugal) - U.Porto, com os pelouros da Formação, Organização Académica e das Relações Internacionais.


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Das inscrições, dos inscritos e dos participantes da 1ª Edição do Docência Colaborativa O período de inscrições para os docentes da UFRGS ficou vigente de 15 de agosto a 08 de setembro de 2019. A inscrição foi realizada a partir do preenchimento de um Formulário de Inscrição virtual. Disponibilizamos, no Apêndice 1, o modelo do Formulário de Inscrição utilizado nesta 1º Edição. Até o fechamento do período de inscrições 36 docentes preencheram referido Formulário de Inscrição manifestando interesse em participar do projeto. Não houve prorrogação no prazo de inscrições. A seguir, são apresentadas informações mais detalhadas dos inscritos. Campi da UFRGS: 5 Docentes de todos os cinco Campi da UFRGS se inscreveram e participaram do projeto: Centro, Saúde, Olímpico, Vale e Litoral Norte.

Departamentos envolvidos: 26 Docentes participantes por Departamentos

Unidades envolvidas: 17

FAGRO

17 Docentes em Estágio Probatório, Efetivos e Tempo de Magistério: Do total dos 36 inscritos, 35 participaram do processo inicial, cujas características de vínculo e tempo de experiência estão demonstradas nas tabelas a seguir:


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A expectativa inicial do grupo de trabalho era de que o perfil predominante, entre os participantes, fosse o de professores em início de carreira. Entretanto, o perfil predominante no Projeto de Docência Colaborativa foi o de professores com experiência superior a 10 anos, o que vai ao encontro de perfil semelhante dos participantes da pesquisa de Chamlian (2003) sobre experiências inovadoras de ensino.Sobre a formação dos professores participantes do projeto: suposições: a primeira delas seria a de que os professores, nos estágios mais avançados da carreira universitária, estariam mais livres, do ponto de vista da produção do conhecimento ou da pressão da carreira, para se debruçarem sobre as questões de ensino. Ou, ainda, a de que com maior tempo de experiência no ensino, se sentiriam mais seguros para experimentar novas fórmulas de ensinar. O tempo de magistério na universidade, a nosso ver, reforça essas suposições. (CHAMLIAN, 2003, p.53)

Além do perfil dos docentes no Projeto, diversos relatos e considerações no encontro presencial reforçam a teoria de Chamlian (2003) sobre o fato de que o tempo de experiência os torna mais seguros para buscarem novas experiências de ensino. Os docentes participantes

Dos 36 docentes inscritos, 35 participaram da Etapa 1, condição indispensável e obrigatória para a confirmação da inscrição. Destes docentes 33 finalizaram todo o processo de observar e ser observado pelos colegas organizados em 8 grupos de formação, tendo uma participação efetiva em todo o processo de formação e observação, reflexão e partilha pedagógica.

Nomes dos docentes e Departamento Aldo Bolten Lucion - Fisiologia Aline Nunes da Rosa - Artes Visuais Aloir Antonio - Química Orgânica Ana Cristina Pacheco de Araújo - Morfologia Andréa Fachel Leal - Sociologia Andrea Troller Pinto - DMVP Carolina Blaya Dreher - Psiquiatria Clézio Gonçalves Santos - ESEFID Enéas Ricardo Konzen - Interdisciplinar Fernando Henrique F. Carneiro - Líng. Modernas Francisco Montagner - Odonto. Conservadora Glauco Schultz - Econ. e Relações Internacionais Guilherme Dubal dos S. Seger - Interdisciplinar Ilaine Schuch - Nutrição Jaime José Zitkoski - DEBAS Joel Outtes - Urbanismo Karine dos Santos - Estudos Especializados Kemal Ali Ger - Interdisciplinar Leandra Franciscato Campo - Química Orgânica Luciane Maria Pilotto – Odonto. Preventiva e Social Luciani Somensi Lorenzi - DECIV Luiz Tiarajú dos Reis Loureiro - Eng. Elétrica Maicon Jaderson Silveira Ramos – Eng. Elétrica Maira Rozenfeld Olchik - Cirurgia e Ortopedia Maite de Moraes Vieira - Zootecnia Maria Flavia Marques Ribeiro - Fisiologia

Mário Eugênio Villas-Bôas da Rocha - Comunicação Marisa da Costa - Microbiologia, Imuno e Parasito Neusa Saltiél Stobbe - Microbiologia, Imuno e Parasito Rossana Colla Soletti - Interdisciplinar Silvana Corbellini - DEBAS Ursula da Silveira Matte - Genética Vera Lucia Sardá Ribeiro - Patologia Clínica Veterinária

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3. A realização da 1º Edição do Projeto em 2019 na UFRGS O detalhamento das atividades necessárias para a realização da 1ª Edição do Projeto estão detalhadas a seguir.

3.1. Os Grupos de Formação Durante o mês de setembro, também foi realizada outra atividade relevante para que os resultados esperados do Projeto fossem alcançados: a composição dos Grupos de Formação (GF). Para tal, o Grupo de Trabalho procedeu, inicialmente, à definição de critérios estratégicos para a composição desses GFs, quais sejam: (i) preferencialmente, agrupar os participantes em quartetos de professores, mas com flexibilidade para redução ou ampliação da quantidade de componentes, considerando os três critérios subsequentes; (ii) privilegiar a multidisciplinaridade no GF; (iii) identificar convergência entre os horários de realização das aulas e de disponibilidade para assistir às aulas dos demais professores. A tarefa de organização de multicritérios para a composição dos Grupos de Formação demandou duas reuniões do Grupo de Trabalho, resultando em oito Grupos de Formação. A comunicação da composição final desses oito GFs ocorreu durante a primeira etapa de implementação do Projeto, descritas a seguir.

3.2. As Etapas do Projeto O Projeto foi organizado em três etapas: orientações procedimentais; observação de aulas e apresentação de resultados, detalhadas a seguir. Etapa 1 - Orientações Procedimentais

REFLEXÃO

A primeira etapa foi composta por um encontro presencial obrigatório, de três horas, com os participantes. Metade dos docentes participaram no dia 16/9/2019 e a outra metade no dia 17/9/2019, ambos os dias na Faculdade de Educação. A Etapa 1 foi desenvolvida com a utilização de diferentes dinâmicas, dentro da lógica de práticas pedagógicas inovadoras. O objetivo dessas dinâmicas foi apresentar aos participantes uma experiência diferenciada, com significado, tendência em salas de aula (POWER & HANDLEY, 2017). Foram realizadas dinâmicas de boas-vindas ao grupo, de levantamento de expectativas acerca do projeto, de realização de feedback e de entrosamento nos Grupos de Formação.


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Etapa 2 - Observação de Aulas

A etapa de observação ocorreu a distância, sob responsabilidade de cada um dos oito Grupos de Formação (GF), em uma carga de catorze horas. Nessa etapa, era esperado que cada um dos integrantes do GF escolhesse, pelo menos, uma aula a ser observada pelos colegas. Em contrapartida, os demais colegas de GF deveriam comparecer, neste dia, para assistir à aula. Ao final da aula, ou em horário acordado pelo GF, os colegas que a assistiram realizaram um momento de compartilhamento, por meio de uma reflexão pedagógica (feedback) acerca de pontos positivos e de oportunidades de melhoria. Por fim, era opcional, mas fortemente recomendado, que fosse preenchido um Formulário de Observação de Aulas, no qual deveriam ser registradas as percepções individuais acerca da aula assistida, de maneira anônima e confidencial. O preenchimento deste instrumento foi fortemente recomendado por conta de ser a maneira de registrar o processo de lições aprendidas. Etapa 3 - Apresentação de Resultados

Nesta etapa, foi realizado um encontro presencial, de três horas, na tarde do dia 13/12/2019, na sala 605 da Faculdade de Educação, no qual os participantes dos GFs compartilharam as suas experiências durante o processo de observação das aulas, bem como o método e os instrumentos utilizados. Também foi foco deste encontro a sugestão de ações futuras para o fortalecimento e a disseminação do Projeto dentro da nossa Universidade. O encontro foi organizado em quatro momentos, com a utilização de dinâmicas diferenciadas (Figura abaixo). Todas as reflexões apresentadas foram sistematizadas e estão relatadas nos itens que seguem.

Figura - Etapas de desenvolvimento da sessão de apresentação de resultados


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4. Sistematização e Reflexões sobre o Projeto Este item da sistematização e reflexões sobre a 1ª Edição do Projeto contempla três partes principais: - A sistematização das aprendizagens dos Grupos de Formação - Refletindo: o que emergiu da apresentação dos Grupos de Formação? - Refletindo: o que emergiu nos formulário de avaliação individual? Cabe salientar que as informações aqui apresentadas foram produzidas, metodologicamente, a partir de uma estratégia pedagógica planejada, conduzida pelo GT com os docentes participantes do Projeto Docência Colaborativa e sistematizadas a partir do encontro final (Etapa 3)realizado na tarde do dia 13/12/2019, bem como do Formulário de Avaliação Individual do Projeto (Apêndice 2)

4.1. A sistematização das aprendizagens dos Grupos de Formação No encontro presencial, ao final da edição do projeto, realizada na tarde do dia 13/12/2019, os grupos de trabalho reuniram-se e discutiram sobre as aprendizagens evidenciadas durante a participação no projeto, explicitando as potências e as dificuldades, as possibilidades e os limites, os conflitos e os desafios. Após, cada um dos oito Grupos de Formação socializou suas percepções, suscitando a uma reflexão coletiva, no grande grupo. Apresentaremos, a seguir, os relatos das aprendizagens dos participantes na participação do projeto, em cada um dos grupos, subdivididos entre aspectos positivos e dificuldades/sugestões.

PARTILHA


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Grupo de Formação 1: Aspectos positivos: Valorização dos alunos em ver o docente no papel de observado. Todos os docentes deixaram claro para os seus alunos, antes das observações, que o foco das mesmas seria o professor e não o aluno. Alunos tiveram interesse em saber como os professores foram avaliados: ‘passou?’, ‘qual a nota que recebeu?’. Alunos tiveram interesse em saber como foram as aulas observadas e como se deu a finalização do Projeto. Em suma, houve valorização do professor por estar se capacitando. Dificuldades/sugestões: Realização periódica das observações, pois volta-se para a rotina de sempre. Formulário: não houve embasamento de como observar no primeiro encontro de orientação do Projeto. Para tanto, seria interessante que houvesse, além do feedback.

Grupo de Formação 2: Aspectos positivos: Dois colegas no grupo, engenheiros, organizaram, de forma mais sistemática, as agendas de observações, tendo facilitado a organização do grupo. Cada colega disponibilizou duas aulas para serem observadas e todos os integrantes assistiram às aulas de todos os membros. Ótima relação entre todos os membros do grupo. Conseguiram colocar-se no lugar do aluno. Visão básica do aluno (a sua posição). Disponibilidade de feedback (doar o tempo para dar o feedback generoso, para pensar e contribuir com o observado. E também para receber críticas, comentários, questionamentos = disponibilidade, abertura para tal. Uso de técnicas em aula achando completas, mas o colega deu um feedback sobre melhora (ex.: o colega trabalhava somente com texto). Auxílio na construção da aula do colega. Conhecimento de novos colegas e de outras estruturas existentes na Universidade (muitos docentes novos na instituição): ‘intercâmbio’. Dificuldades/sugestões: Dar o feedback para uma diferente área de conhecimento. Uso do formulário online não supriu as orientações de feedback, pois estava muito focado em aspectos formais da aula. O grupo chegou a um consenso sobre qual seria o objetivo de participar da prática colaborativa e, a partir disso, foi construída uma proposta de feedback. Além disso, o uso do formulário não ficou claro para o grupo, ou seja, o que deveria ser observado.

Grupo de Formação 3: Aspectos positivos: Vivenciadas diferentes técnicas pedagógicas. Debate após a observação do colega. Surgimento de outras experiências vividas e trocas para qualificar as aulas e para pensar na sua prática de sala de aula.


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[Continuação: Grupo de Formação 3 - Aspectos Positivos]

Espaço potente para estabelecer parcerias (no próximo semestre realizar ações para compartilhamento entre os colegas). Durante as observações, foi possível verificar que muitas atitudes observadas nas aulas dos colegas se aproximavam/eram parecidas com as suas. Identificação com o colega (‘coisas boas e ruins’). Por exemplo: conhecer poucos alunos pelo nome, necessidade de estimular o debate em sala de aula. Integração do grupo e conhecimento de outras áreas (Odontologia, Nutrição, Veterinária e Comunicação). Dificuldades/sugestões: Compatibilizar os horários de observação (especialmente pelo semestre estar em andamento, não tendo sido acordado no início do semestre). Intercorrências ao longo do percurso (seminários, congressos, eventos em que houve a necessidade de ajustes nas observações anteriormente acordadas). Desafio de ser observado pelo grupo: gerador de ansiedade, mas não foi um fator que tenha prejudicado as observações. Falta de tempo para ‘melhorar’ a aula que seria observada. Necessidade de trabalhar com o outro; ouvir o colega.

Grupo de Formação 4: Aspectos positivos: Diversidade de áreas: interdisciplinaridade (propostas diferenciadas, evitando que o observador faça intromissões durante a aula do observado). Observar sob diversos pontos de vista. Diferentes práticas pedagógicas. Cada um tem a sua maneira de dar a sua aula: o que posso aproveitar da aula do colega e o que posso trazer para a minha aula? Ganhos para adaptação, modificação da sua prática. Aulas não foram diferentes do que normalmente são, ou seja, cada um deu a sua aula como o faz habitualmente. Estabelecimento de respeito, confiança, liberdade entre os colegas. Facilitou um trabalho tranquilo: ‘grupo top’. Feedback: possibilidade de ouvir coisas positivas, mas também críticas, o que ajuda a refletir sobre a prática, tendo relação com a abertura e a vontade de mudar, além do respeito entre os membros. Dificuldades/sugestões: É importante ampliar o perfil dos participantes do Projeto, há resistências de outros colegas docentes para abrir a sua sala de aula (por ex., na própria Faculdade de Educação). Ansiedade para abrir a sala de aula para colegas que não conhece. Cada colega que está participando do projeto já fez uma caminhada e tem um objetivo de estar no Projeto; um modo diferente de ser e estar professor. É um caminhar que precisa ser propagado: ‘como podemos ajudar outros colegas a estarem aqui? ’. É um processo difícil, mas que precisa ser pensado. Conciliar agendas. Importância do feedback: um dos membros do grupo relatou não ter feito uso do formulário de observação (fez a leitura depois), mas cada colega fez as suas observações e após ao término da aula, todos davam o feedback ao colega observado. Formulário online: risco de alguém compartilhar o link para alguém que não esteja vinculado ao Projeto.


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Grupo de Formação 5: Aspectos positivos: Houve engajamento entre o grupo. Respostas rápidas nos e-mails quanto às disponibilidades de agendas de aulas.Identificação de diferentes metodologias de ensino. Um dos membros disse ser docente há 18 anos e essa possibilidade nunca tinha ocorrido: de poder assistir à aula de um colega e de ser assistido e ter um retorno efetivo quanto à sua prática. Possibilidade de perceber, nas outras áreas de conhecimento, como se lidam com temas complexos, difíceis de explicar, mesmo não conhecendo uma dada área: quais os recursos cognitivos, exemplos, interação com os alunos para explicar, naquele dado momento. ‘Extrai, na sua essência, aquelas metodologias’. O formulário traz bons insights (opinião de um dos membros do grupo). Atuação conjunta em projetos de extensão e pesquisa. Abertura e respeito entre os colegas.. Dificuldades/sugestões: Diferentes campi: dificuldades de localização das salas. Falta de prática de observação. No momento da observação: um misto entre a teoria e o que observar (o que olhar, o que julgar: jurado). Uma nota subjetiva. Mais oficinas sobre como observar e o quê. Como aplicar metodologias em áreas diversas. Propostas metodológicas: como faço a transposição para a minha área de conhecimento? Seria tentativa e erro? Necessidade de formação didática: é o que fazemos, promovemos o ensino e não sabemos (pouco ou quase nada). Como construir a cultura da colaboração? O Projeto é relevante, um marco: quebra de paradigmas. Provocação dos alunos: gostaram de estar havendo uma iniciativa voltada às práticas de ensino. ‘É o aluno que sofre com aulas enfadonhas, que se repetem, enfim’. Necessidade de continuidade do Projeto. Um evento em um momento não é suficiente. Ideia de continuidade: um evento isolado, um momento de observação é pouco. A cultura da colaboração deve ser continuada. Como trazer os ‘colegas difíceis, acomodados’, para o projeto..

Grupo de Formação 6: Aspectos positivos: O grupo era formado por um quinteto e, atualmente, foi representado por dois membros. Oferecida 1 aula por professor. Cada um assistiu a duas aulas.. Dificuldades: Incertezas quanto às datas das aulas a serem oferecidas. Incompatibilidade séria de horários. O grupo não foi avisado por uma integrante da sua desistência do Projeto. Não houve oportunidade para reflexão sobre aulas assistidas. Houve uma conversa após a aula observada, mas não houve uma orientação de como fazê-la. Disponibilizar no primeiro encontro do Projeto a oferta das aulas: datas, horários. Seria uma possibilidade de trocar as datas com os colegas presentes no encontro, evitando os problemas de agenda de observação vivenciados pelo grupo..


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Grupo de Formação 7: Aspectos positivos: Projeto enriquecedor. Orgulho e honra em ter trabalhado com os membros do grupo. Disponibilidade em ‘sair da sua zona de conforto’. Aprendizagem de outros conhecimentos (como fazer queijo, por exemplo ou Libras). Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID): trabalho de docência compartilhada. Docência colaborativa: conceito desconhecido, mas muito rico. Visibilidade ao protagonismo do ser professor. Valorização da pesquisa, extensão e ensino não é colocada em pauta.. Dificuldades/sugestões: Número de alunos na sala (ex.: uma sala com 10 alunos e uma sala com 40, o que modifica a prática pedagógica do professor e a forma como interage com o aluno). Organização curricular (formas de entrega do aluno, característica pedagógica/curricular diferenciada), embora não tenha interferido nas observações realizadas. Ajustar a agenda conforme a disponibilidade de horários (diferentes disciplinas em cada semestre). Espaço físico/estrutura de cada Unidade de ensino: desejo de outras estruturas para realização de formas diferenciadas, outras abordagens pedagógicas. Forma de gestão: gestão burocrática e não de novos projetos. Chefe de Departamento: posição privilegiada de visualizar e reconhecer as formações de outros colegas (participação em seminários, por exemplo) e não somente o preenchimento de formulários. É uma forma de incentivar a docência colaborativa: reconhecer o trabalho do colega.

Grupo de Formação 8: Aspectos positivos: Todos do Campus Litoral Norte (CLN) e todos do mesmo curso: limitador. Não houve trocas com outras áreas diferentes. Mas, houve participação de outros professores durante a aula (dando exemplos, intervindo durante a aula do colega observado). Uso de piadas para descontração. Mas a importância de contextualizá-las. As piadas podem fazer sentido para os professores, mas para os alunos não (tentativas de associações). Os alunos foram bem receptivos à ideia do Projeto: o professor ser observado. Oportunidade de ver que determinadas situações presenciadas na observação do colega também acontecem na sua aula (por exemplo, o aluno ficar olhando para a rua ao invés de estar prestando atenção na aula). Dificuldades/sugestões: Todos do CLN e todos do mesmo curso: limitador. Não houve trocas com outras áreas de conhecimento. Mais professores poderem participar das observações: três (3), por exemplo, e de áreas diferentes, de modo a contribuírem com a aula observada.


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4.2. Refletindo: o que emergiu da apresentação dos Grupos de Formação? A partir do desafio da atividade proposta, a emergência de aprendizagens: ‘O que foi potente e o que foi um desafio?’, emergiram os temas: técnicas e metodologias pedagógicas; processos de convivência e colaboração entre diferentes pares; conhecimentos adquiridos; dificuldades do processo e indicadores referentes às aprendizagens do processo, além de sugestões dos participantes. Técnicas e metodologias pedagógicas:

Diferentes metodologias de ensino (conceituadas de variadas formas: metodologia de ensino, técnica pedagógica, prática pedagógica). Diferentes salas, número de alunos, Campi, posturas (refletidas pelas diversas posturas em sala de aula, mas, também, pelas posturas que reconhecemos ter em sala de aula). Possibilidade de conhecer o trabalho desenvolvido por colegas de diferentes áreas. Momento de estranhamento das próprias práticas que podem ajudar em contextos diferentes. Aplicação do que foi visto na prática do colega observado na sua própria prática. Desafio: aplicar diferentes metodologias para diversas áreas do conhecimento. Processos de convivência e colaboração entre diferentes pares:

Debates, respeito aos colegas, abertura, confiança, construção de agendas possíveis e colaborativas, possibilidade de construir a cultura da colaboração (ensino-pesquisa-extensão (parcerias possíveis), instigar novos colegas a participarem do Projeto, a necessidade de estar aqui. Muitas aprendizagens também se consolidam em processos que não se efetivam como gostaríamos. Faz parte do fazer docente. Debates após as vivências, construção de agendas possíveis, espaço potente para construir parcerias, mudança no grupo e no fazer individual. Necessidade de ter que trabalhar com o outro para aperfeiçoar a sua prática pedagógica. Destaque à disponibilidade de sair do seu espaço, receber e dar feedback, tempo de escuta. Alunos: valorização do professor por ele estar se capacitando e de vivência (se colocar como aluno: fazer o diferente, se colocar nos diferentes papéis do ensinar e aprender). Disponibilidade: ‘generosidade’ (emergido das falas), sair do seu espaço de trabalho, se colocar à disposição para dar e receber feedback, tempo de escuta. O protagonismo do ser professor na Universidade. Compartilhar outros olhares, valorizar o papel da docência, do ensino. Conhecimentos adquiridos:

Diversidade de áreas de conhecimento: metáfora do ‘intercâmbio’ (conhecer outros espaços da Universidade), o que mostra a riqueza da Universidade: possibilidades de aprendizagem. Dificuldades e desafios do processo:

Compatibilidade de horários, agendas, momento do feedback aspecto bastante mencionado nas falas (desafio do ser observado, falta da prática da observação, o que observar, o que falar, limites da observação, ansiedades). Ter mais momentos para se encontrar. Número de alunos em sala de aula e a forma como o professor interage em sala de aula, aspectos relacionados à estrutura física da Universidade (há reflexos sobre a prática pedagógica).


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Indicadores referentes às aprendizagens do processo:

Disponibilidade dos participantes, produzindo parcerias, reconhecimento, respeito, gerando maior protagonismo no seu espaço de docência. Despertar do grupo participante do Projeto quanto à ressignificação do ser professor, de inovar no seu espaço de docência. Comentários/sugestões adicionais dos participantes:

Houve significativa participação dos docentes no espaço destinado a comentários, onde foram feitas considerações sobre o processo e sugestões de melhorias, como segue: Sugestões:

Formulário (buscar maior clareza no que e como observar), compartilhamento do formulário (construção a partir de diferentes olhares). Feedback (orientar como fazer o feedback). Espaços mais frequentes de práticas colaborativas entre os docentes (como o docente poderá levar essa proposta para a sua Unidade, para além da existência de um projeto, em específico, voltado para o compartilhamento de práticas). Membros da equipe coordenadora do Projeto participar nas atividades desenvolvidas. Fazer uma análise do perfil dos participantes, de modo a facilitar a organização de agendas. Cultura da gestão universitária (integração entre diferentes experiências e práticas docentes dentro do seu próprio espaço de trabalho). Organizar trios de observação. Disponibilizar as possibilidades de agendas de observação entre os diferentes grupos, e não somente ao seu quarteto/quinteto. Aprendizagens para além dos espaços de observação: espaços informais (café, almoço) são possíveis produtores de aprendizagem. Trocas entre docentes ingressantes e os mais antigos na Universidade (Projeto de recomendação aos docentes ingressantes: estar junto ao PAAP). Aspecto bastante positivo: o caráter voluntário do Projeto. Reflexão, abertura: abertura para refletir sobre a sua prática. Se for de caráter ‘compulsório’ não terá os resultados esperados, desejáveis. Busca de docentes voluntários para o Projeto (mentores/tutores dos docentes ingressantes na Universidade). Programas de mentoria/tutores: docentes que pudessem estar dispostos, de forma voluntária, a contribuir com docentes mais novos. Papel do mentor: docentes mais antigos serem tutores dos mais novos. Experiência projetos em comum: pontos de entrelaçamento comuns, apesar de áreas diferentes. Continuidade do projeto: referência do grupo atual para os demais. Rompimento com as lógicas de ‘caixas’. Ideia de oficinas – anuais, conteúdos sobre processos de ensino e aprendizagem, que causem encantamento, e não maçante, com slides (conteudista), mini oficinas: laboratório contínuo, intercalado com observações entre os pares, bem como a configuração de comunidades de aprendizagem de caráter (auto)reflexivo sobre a constituição da docência no ensino superior e de partilha pedagógica.


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Divulgação mais ampla e ‘reforçada’ do Projeto. Desconhecimento de colegas das Unidades sobre o Projeto. Ideia de formação continuada (aperfeiçoamento) ao longo do Projeto: ao longo do processo, oficinas articuladas ao Projeto (feedback, orientações sobre o preenchimento do formulário – o quê e como observar). Divulgar as datas dos encontros do Projeto previamente (no momento da inscrição), para que os participantes planejem suas agendas. Reuniões-almoço, cafés para discussão de determinados temas ou para encontros entre os integrantes do grupo. Encontros, ao longo do projeto, para ajustes, reuniões, acompanhamento (reuniões mensais, por exemplo). Execução do Projeto durante o ano e não somente semestral. Projeto com objetivo voltado, essencialmente, para a observação (entendimento de um dos participantes). Sugestão: busca do Projeto para uma formação mais ampla e formação pedagógica: novas abordagens/práticas de ensino. O projeto, em si, pode ou não resultar em mudança pedagógica. ‘Como avaliar se houve uma mudança de prática pedagógica do professor participante do Projeto? ”. Formulário: fornece dados bastante limitados (aspectos quantitativos). Sugestão: que o formulário abarque questões qualitativas: “Como o professor se sentiu ao observar as aulas dos outros colegas? Ou “Como o professor se sentiu ao ser observado? ”. Seria mais efetivo se o formulário contemplasse aspectos mais qualitativos: “o que aprendemos? ”. “Eu aprendi um monte de coisas. Eu aprendi a fazer queijo [...], eu mudei um pouco a minha prática, eu aprendi políticas da Universidade [...] e isso pode ser registrado, talvez, neste formulário”. Enfoque na observação da prática e não do professor (orientações dadas no primeiro encontro). Essa orientação facilitou a forma de se dar e receber o feedback. Feedback: dificuldades em ‘julgar’ o colega, ‘dar’ sugestões. Avaliação: aspecto difícil. Qual o problema de avaliar e ser avaliado? Pensar a avaliação como um processo e não como um produto. Revisitar o que o aluno aprendeu, o que sabe e o que não sabe. Ser ‘avaliado’ pelo colega: fazer parte da disponibilidade de construir espaços de aprendizagem. Qual o dispositivo pedagógico criado para trazer a fala do aluno neste Projeto? Incluir a perspectiva do estudante do que é uma boa aula. Contribuição possível da experiência do Projeto Docência Colaborativa (dispositivo pedagógico incluindo o aluno) realizado no Brasil para Portugal. Um documento elaborado pelo aluno sobre o que ele entende ser uma boa aula. Feedback dos alunos sobre as observações por pares na sala de aula. Como avançamos? Ideia de multiplicador: formar um novo quarteto contando com um ‘colaborador’ participante dessa edição. ‘Formações de células’ e ‘comunidades de aprendizagem docente’ considerando a configuração de espaços abertos e sequenciais de caráter (auto)reflexivo e (auto)biográfico enquanto dispositivo de formação docente. Sugestão para o livro: trazer o relato dos alunos (suas percepções sobre a participação dos docentes nesse Projeto, as observações).


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Fotos da Etapa 3 (13 / 12 / 2020)


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Fotos da Etapa 3 (13 / 12 / 2020)


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Fotos da Etapa 3 (13 / 12 / 2020)


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4.3. Refletindo: o que emergiu nos formulário de avaliação individual? Dos total dos 33 participantes, 23, voluntariamente, responderam ao questionário de avaliação individual, ou seja, dois terços dos docentes. A partir do formulário de avaliação individual emergiram várias questões, para o que é apresentada síntese dos aspectos relevantes, cujas questões versaram sobre a experiência de receber e dar feedback; aprendizagens durante o processo, que levará para a sua prática pedagógica; a principal contribuição para a sua formação como docente na UFRGS; aspectos que podem ser aperfeiçoados no projeto e comentários adicionais. Neste relatório, as respostas, nos comentários adicionais, foram incluídas nos quatro itens anteriores. Experiência de receber e dar feedback

O momento de dar e receber feedback, na conversa após a observação das aulas, entre os participantes do grupo, foi um dos aspectos mais potentes e, ao mesmo tempo, mais desafiadores no processo. Exigiu disponibilidade de escuta e tempo para colocar-se no lugar do colega, seriedade e generosidade nos comentários, além de respeito e confiança com os colegas. Seja em um almoço ou café coletivo, foi importante investir um tempo para o encontro posterior da aula, formal ou informalmente, sendo esse diálogo a essência da proposta. Os encontros posteriores às observações evidenciaram a “importância do diálogo e do trabalho coletivo. O valor de diferentes olhares sobre o que é uma boa aula. A necessidade de aprender sempre com os outros” (Docente participante). Mesmo entrando de forma voluntária no projeto (o que foi ressaltado como algo importante a ser mantido) que tinha como premissa a observação de seus pares, ser observado e observar os colegas docentes causou ansiedade, especialmente devido à falta de prática e critérios estabelecidos para esta observação e o feedback. Alguns docentes relataram certa resistência de colegas para receberem feedback, visto que “estavam preocupados em justificar o porquê que suas aulas eram daquela maneira” (Docente participante). Ficou evidente, tanto nas respostas individuais quanto nas discussões em grupo, no encontro final, que é essencial investir nos esclarecimentos sobre a questão da observação e é um dos aspectos a ser melhorado para as próximas edições. É imprescindível que os participantes recebam orientações explícitas de (a) como e o que observar, (b) como e o que observar nas aulas e (c) como dar e receber feedback. Também é essencial sensibilizar os participantes para a abertura ao diálogo, para a escuta ao outro. Havia uma preocupação inicial sobre a escolha da aula para os colegas observarem, o que não foi viável, tendo em vista a dinâmica do processo do grupo. Quero parecer uma boa professora ou quero conselhos para melhorar o que eu faço, justamente mostrando o que eu acho que faço de pior? No final das contas, foi a aula possível dentro das agendas de todos e do projeto (que começou efetivamente na segunda metade do semestre). Não foi uma aula diferente das demais, nem calhou de ser o tema mais difícil ou mais fácil de abordar (Docente participante).


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Outra questão ressaltada foi o reconhecimento da importância de desenvolver a cultura da colaboração entre os docentes, ventilando possibilidades de parcerias nas atividades acadêmicas, de pesquisa e extensão, projetos em parceria, “uma rede de interação” (Docente participante), possibilitando, também, que se criem alternativas para que os alunos tenham a oportunidade de ações com estudantes de outros cursos. Embora sejam de diferentes áreas, todos têm em comum o exercício da docência, apresentando dúvidas, incertezas, questionamentos, aspectos de similaridade ou de diferenciação dos colegas. Durante as observações foi possível verificar que muitas atitudes observadas nas aulas dos colegas se aproximavam/eram parecidas com as suas. Identificação com o colega (‘coisas boas e ruins’). Por exemplo: conhecer poucos alunos pelo nome, necessidade de estimular o debate em sala de aula (Docente participante).

Uma indagação que surgiu foi da possibilidade de aplicar essa experiência em um mesmo departamento ou Unidade, em vez de áreas de atuação diferenciadas, visto que realidades parecidas poderiam gerar discussões “no sentido de buscar soluções para problemas comuns” (Docente participante). É uma possibilidade a ser pensada, mas com outro escopo de projeto, pois pelo que se percebeu nos relatos, a troca de experiências entre diferentes áreas, a interdisciplinaridade, são grandes ganhos do projeto. Uma surpresa foi a avaliação positiva dos estudantes, ao saber da participação de seus professores em um processo em que seriam observados por seus pares, querendo saber, inclusive, como foram as aulas observadas. Salientou-se a importância dos docentes participantes apresentarem aos alunos os objetivos do projeto. Aprendizagens durante o processo que levará para a sua prática pedagógica

Diversidade metodológica, oportunidade de conhecer melhor a Universidade, espaço para a reflexão sobre a prática foram aprendizagens destacadas no processo. A participação no projeto, a partir da troca de experiências com docentes de diferentes áreas, possibilitou aprendizagens sobre diferentes formas de utilizar os recursos didáticos, técnicas pedagógicas, contribuindo com a diversificação dos planejamentos e modos de atuação, em sala de aula, visto que cada docente tem sua maneira de ‘fazer’ a aula, de se comunicar. Poder conhecer o trabalho de docentes de outras áreas, suas estratégias, propostas metodológicas e encaminhamentos realizados em sala de aula sem dúvida contribuem para os modos com que eu elaboro meus planejamentos e o modo de atuar em sala de aula (Docente participante).

Outro destaque dado à vivência no projeto se refere à possibilidade de conhecer outros campi, outros espaços, ambientes e estruturas, ou seja, uma “oportunidade de conhecer melhor a própria instituição na qual ingressei há pouco tempo” (Docente participante), o que foi denominado de ‘intercâmbio universitário’ durante o encontro presencial final. Embora a questão da reflexão sobre a prática não tenha aparecido em grande escala, nas discussões presenciais do grupo, nos formulários de avaliação individuais foi um aspecto salientado, mostrando que “a experiência de ser observado foi interessante, pois fez refletir sobre desempenho como docente” (Docente participante).


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Não existem fórmulas para uma boa prática docente, diferentes soluções podem ser encontradas mas que a reflexão sobre o fazer em sala de aula é sempre necessária apesar de nem sempre ser fácil (Docente participante). Foi muito interessante para analisar criticamente minhas opções pedagógicas e replanejar alguns aspectos para o próximo ano (Docente participante).

A perspectiva da colaboração entre pares de diferentes áreas mobilizou espaço/cenário para reflexão sobre a prática, – ação/reflexão/ação, provocando uma análise sobre sua atuação enquanto docente. Principal contribuição para a sua formação como docente na UFRGS

A participação no projeto contribuiu para um sentimento de valorização institucional da atividade da docência na graduação. A principal contribuição, a meu ver, é a valorização da atividade de professor em sala de aula de graduação. Desde que entrei na UFRGS como docente, foram poucas as vezes em que percebi a instituição colocando essa atividade em primeiro plano. Não tive, no meu departamento ou instituto, momentos formais de troca e reflexão sobre o fazer docente, exceto interações informais com um grupo restrito de colegas preocupados com este tema (e não só com a pós-graduação, a pesquisa, as publicações ou as atividades administrativas) (Docente participante).

Este é um aspecto importante, evidenciando a necessidade das universidades investirem em iniciativas que promovam espaços de qualificação das questões pedagógicas do ensino universitário. O espaço de trocas é “estímulo contra a ‘acomodação’. Contra aquele apertar de tecla de reprodução [...] da prática pedagógica é, sempre, experimentação e atualização” (Docente participante). É uma oportunidade para “sair da zona de conforto para refletir e autoavaliar sobre meu jeito de conduzir as disciplinas e as aulas” (Docente participante). O grupo demonstrou um reconhecimento da complexidade das aulas de diferentes áreas, afirmando de que “é importante conhecer os colegas de diferentes áreas e suas respectivas formas de ensinar, seguir a premissa da interdisciplinaridade” (Docente participante). Ou, ainda, ventilar possíveis inovações: “o aprendizado de que partilhar questões com colegas de outras áreas é muito enriquecedor e dessa troca podem surgir ideias diferenciadas” (Docente participante). Ou seja, “observar e ser observado, além de discutir as práticas pedagógicas, na medida em que elas ocorrem, foram passos importantes para inovação em ensino” (Docente participante). O espaço de trocas com os pares é um rico cenário para fazer construções e desconstruções, evidenciando a necessidade da disposição para sair da zona de conforto, reafirmando o “compromisso com a docência” (Docente participante). É um espaço para se recriar, uma “fonte de ideias novas” (Docente participante). Aspectos que podem ser aperfeiçoados/sugestões para o projeto

O grupo de participantes trouxe importantes contribuições para a qualificação do projeto nos formulários individuais de avaliação, tanto do processo quanto para as perspectivas futuras. Sugeriram que fosse ampliado o escopo de temáticas preparatórias, bem como o número de encontros presenciais para a participação no projeto.


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Deve “haver alguma discussão maior sobre o objetivo do projeto e seus fundamentos, [...] e dos conceitos, teorias e práticas que estão na base deste projeto” (Docente participante). Além disso, explicar de modo detalhado o formulário de observações, que “gerou algumas dúvidas pelo desconhecimento de termos relacionados à didática que infelizmente não dominamos” (Docente participante). Sugeriram, ainda, espaços de formação paralela ao projeto, com oficinas sobre como “dar e receber feedback, como e o que observar nas aulas, como trabalhar técnicas ou metodologias novas” (Docente participante), investindo, também em momentos para a troca/observação destas metodologias” (Docente participante). A necessidade de mais ocasiões presenciais durante o processo foi apontada. Tanto pelo encontro com os pequenos grupos com os membros do Grupo de Trabalho do Docência Colaborativa quanto mais “momentos de trocas entre os grupos durante o processo e não só no final” (Docente participante). Sugeriram a presença, nos grupos de trabalho, de ao menos um membro com “experiência em metodologias de aprendizagem ativa e integração” (Docente participante), ou com “uma melhor compreensão dos processos que também, podem contribuir com teorias” (Docente participante). Recomendaram a ampliação da divulgação da atividade na UFRGS. Nesse sentido, sugeriu-se que os “professores participantes, em conjunto com a Coordenação, podem atuar como difusores da Docência Colaborativa nas Unidades e Departamentos e, assim, contribuir para a institucionalização da iniciativa tão estimulante” (Docente participante). Sobre o formulário de observações, houve muitas sugestões de melhoria. O primeiro aspecto diz respeito à necessidade de melhor compreensão do objetivo e das perguntas do documento. Sugeriram que, no encontro presencial, de início do curso, seja feito maior detalhamento dos aspectos, no formulário de observação das aulas. O segundo aspecto consiste nas perguntas constantes no formulário. Embora compreendessem que o formulário de observações contemplasse aspectos importantes e tenha “ajudado a sistematizar a observações e refletir sobre o que foi visto e conversado” (Docente participante), também apontaram várias melhorias a serem feitas neste documento. Além da necessidade de otimização e “deixá-lo mais próximo das vivências dos professores” (Docente participante), compreendeu-se que estava demasiado focado em aspectos formais das aulas: O uso do formulário online não supriu as orientações de feedback muito focado em aspectos formais da aula. O grupo chegou a um consenso sobre qual seria o objetivo de participar da prática colaborativa e, a partir disso, foi construída uma proposta de feedback. Além disso, o formulário não ficou claro para o grupo: o que deveria ser observado (Docente participante). O item "atitudes do professor" e também o item "práticas pedagógicas" parecem mais voltados a aulas expositivas e menos a outras abordagens, como as metodologias ativas (Docente participante).

Houve sugestão de “inserir um espaço de percepções para o docente que foi observado” (Docente participante), além de um “quadro de questões acerca das limitações e possibilidades de melhoria das aulas” (Docente participante).


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Os participantes desta edição também trouxeram ideias para a formação dos próximos grupos. A primeira diz respeito ao número de participantes por grupo. Nesta edição houve grupos de 3, 4 e 5 participantes. Quanto maior o número, mais difícil de conciliar alternativas de encontros. Ponderou-se que grupos de 3 participantes facilitaria a organização para as observações. É uma questão a ser repensada pelo Grupo de Trabalho do Docência Colaborativa na UFRGS. Outro aspecto que pode ser repensado trata do cronograma de observações das aulas, visto que os grupos que se organizaram no primeiro encontro presencial tiveram mais facilidade de se reunirem. Durante o encontro presencial foi sugerido que fosse criada uma planilha que auxilie os grupos a se organizarem nos horários para a observação das aulas. “Entende-se que é importante que o grupo defina as aulas a serem observadas já no momento presencial do primeiro encontro, para facilitar a organização do grupo durante o semestre” (Docente participante). Comentários Adicionais

Percebe-se, tanto nos relatos dos grupos, no encontro presencial final, como no formulário individual, um anseio de que o projeto fosse propulsor de um tipo de comunidade de aprendizagem, para que o significado do projeto não fique como algo pontual, dando sentido à proposta colaborativa da docência. É importante avançar no estudo dos processos de ensino-aprendizagem e criar um laboratório de testes para novas metodologias com a observação dos colegas. Somente assim teremos uma docência colaborativa com a implementação de novos processos e verificação dos resultados com as contribuições dos pares. Para isso, sugiro a criação de uma oficina anual, com encontros semanais ou quinzenais, onde teremos discussões teóricas e conceituais e a criação e implementação, em grupos de professores, dos projetos de ensino (Docente participante). Para mudar algo é preciso ter "educação continuada", manter discussões sobre o ensino, ter grupos de colegas que possam compartilhar suas experiências, sugerir alternativas pedagógicas, inclusive sobre a gestão de problemas que surgem na sala de aula, planejamento (Docente participante). Poderia haver uma fase 2 do projeto, onde se pudesse avançar na proposta e buscar amadurecimento do grupo para produzir mudanças efetivas, inclusive para envolver outros colegas que ainda não participaram do projeto (Docente participante).

Ressaltou-se a importância da continuidade do projeto Docência Colaborativa, a fim de que os docentes continuem a “fortalecer o compartilhamento de experiências” (Docente participante), bem como a produção de “um conhecimento capaz de ser analisado sob diferentes vertentes e olhares… permitindo ao nosso aluno formas diferenciadas de perceber o mundo” (Docente participante). Houve sugestão de um encontro presencial com os participantes desta primeira Edição do projeto em 2020/2, para analisar se a participação no projeto “conduziu a transformações permanentes na prática pedagógica individual e em qual profundidade” (Docente participante). Nesse sentido, é importante que se pensem projetos na Universidade, além do Docência Colaborativa. Espaços que mobilizem os docentes a saírem da zona de conforto, a buscarem parcerias para projetos interdisciplinares, a continuarem a refletir sobre a sua atuação docente na Universidade.


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5. Desdobramentos A partir do projeto, desdobramentos foram possíveis, como a assessoria para implantação do Projeto Docência Colaborativa e apresentações do projeto para outras instituições de ensino superior e em eventos acadêmicos, além do anúncio da nova edição do projeto, para o ano de 2020.

5.1. Assessoria para implantação do Projeto Docência Colaborativa na UFRPE A Coordenação Acadêmica do Projeto Docência Colaborativa da UFRGS tem assessorado a Unidade Acadêmica de Educação a Distância e Tecnológica (UAEADT), da Universidade Federal Rural de Pernambuco, na implantação do Projeto Docência Colaborativa, naquela instituição. A UFRPE iniciou, no final de 2019, o processo de implantação do projeto, discutindo, internamente, e obtendo a aprovação institucional do Projeto no âmbito da UAEADT. O Projeto está sendo coordenado pelos Professores Alexsandro dos Santos Machado e Jorge da Silva Correa Neto, ambos docentes da UFRPE. A previsão de realização da 1ª Edição do Projeto na UFRPE era para o primeiro semestre de 2020, no entanto, com a suspensão das atividades presenciais na UFRPE, o início deverá acontecer após a retomada do calendário acadêmico.

COMPARTILHAR

Como parte do processo de assessoramento para a implantação do Projeto na UFRPE, a Coordenação Acadêmica do Projeto Docência Colaborativa da UFRGS realizou, nos dias 02 e 03 de dezembro de 2019, um conjunto de reuniões com a Comissão Coordenadora da UFRPE, setores institucionais implicados, bem como a realização de uma Oficina sobre Docência Colaborativa aos docentes da UFRPE.


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5.2. Docência Colaborativa na Educação Básica A Associação Comunidade Reinventando a Educação (CORE), com sede na cidade de São Paulo e com atuação no campo da educação e formação de professores, vem estudando as condições para a implantação do Docência Colaborativa como proposta de formação continuada de professores, no cenário da Educação Básica, ampliando as possibilidades de trocas entre a Educação Básica e o Ensino Superior, de maneira a que um retroalimente o outro. Conheça a CORE: www.coreduc.org

5.3. Apresentação do Projeto em IFES e Eventos Acadêmicos O Projeto Docência Colaborativa também foi apresentado em IFES e Eventos Acadêmicos, como na Universidade de Santa Maria (UFSM), na Universidade do Vale do Taquari (UNIVATES) e na própria Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No dia 29 de outubro de 2019, os coordenadores do projeto participaram de uma Roda de Conversa, “Experiências de Pedagogia Universitária: inspirações para uma Docência Colaborativa”, com professores da UFSM, sobre a possibilidade de parceria para a implantação do Projeto naquela instituição.


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Na UNIVATES, foi apresentado o trabalho intitulado “Pedagogia Universitária: propostas para a formação pedagógica dos docentes da UFRGS” no Grupo de Trabalho: Complexidades e Transversalidades do VI Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade: movimentos, mudanças e permanências, entre os dias 22 a 26 de abril de 2019. O Resumo do trabalho está disponibilizado no Anexo 3. E no VI Salão EDUFRGS foi apresentado, entre os dias 21 e 25 de outubro de 2019, o trabalho “Docência Colaborativa: observação, reflexão e partilha pedagógica”, que recebeu menção de destaque da Sessão na Modalidade “Experiência”. O Resumo do trabalho está disponibilizado no Anexo 4.

5.4. Anunciando as próximas Edições: Ano 2020 Na UFRGS, temos previsão de realizar a 2ª Edição do Projeto Docência Colaborativa em 2020. O Grupo de Trabalho têm avaliado a 1ª Edição de 2019 e está preparando a próxima edição considerando os aprendizados da experiência e as avaliações dos participantes, bem como a relevância do projeto para a UFRGS. Após o retorno do Calendário Acadêmico, suspenso em virtude da Pandemia do COVID-19, o Grupo de Trabalho divulgará o cronograma de execução e as devidas adequações ao Projeto em sua 2ª Edição. Na UFRPE, como já foi mencionado, o Projeto tem previsão de início em 2020, logo após a retomada do Calendário Acadêmico na instituição. Assim que as aulas presenciais forem retomadas no município de São Paulo, a CORE também viabilizará a parceria com pelo menos uma escola de Educação Básica.


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6. Considerações finais O Projeto Docência Colaborativa da UFRGS foi criado na expectativa de instituir novas oportunidades para os professores do ensino superior refletirem sobre a sua docência e oportunizar a qualificação da dimensão pedagógica do trabalho docente da UFRGS, numa perspectiva reflexiva e colaborativa. Nessa primeira edição, estiveram representadas 17 unidades, do total de 29 unidades da UFRGS, e, dos 36 docentes inscritos, 33 finalizaram todo o processo de observar e ser observado pelos colegas, organizados em oito (8) grupos de formação, tendo uma participação efetiva em todo o processo de formação e observação, reflexão e partilha pedagógica. No grupo dos docentes que finalizaram o processo, 24 participantes contavam com mais de 10 anos de docência, o que indica a preocupação com o processo didático não somente de docentes iniciantes e indica a importância da reflexão do 'fazer docente', proposta pelo Docência Colaborativa, ficando evidente a demanda por uma oferta sistemática de formação continuada e de reflexão sobre a prática pedagógica e docente na UFRGS, na perspectiva da consolidação de uma pedagogia universitária, em sintonia com os desafios contemporâneos do magistério superior. Entre os participantes, o comentário de um docente sobre nunca ter assistido a aula de um colega durante os seus 18 anos de atuação, coaduna a tudo o que já foi demonstrado, que o projeto se apresenta como um potente cenário de trabalho coletivo para promoção da reflexão sobre a ação docente, amparado na dialogicidade e na colaboração entre os pares. Sintetizando, a participação no projeto possibilitou um olhar para a sua prática pedagógica, com aprendizagens de diferentes metodologias e modos de atuação em sala de aula. A riqueza das trocas entre diferentes áreas foi relevante para estas construções, mostrando uma disponibilidade dos participantes, produzindo parcerias e reconhecimento de outras áreas de formação. A participação no projeto despertou nos docentes a ressignificação do ser professor, gerando maior protagonismo e movimentos de reflexão e inovação em seu espaço da docência.

REFLEXÃO


Referências

ARENHALDT, R.; ELY, L. I. Relatório visita técnica nas universidades de Portugal: suas experiências de pedagogia universitária. (UFRGS, 2019) [Relatório Técnico e de Pesquisa]. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/201356 CHAMLIAN, H. C. Docência na universidade: professores inovadores na USP. Cad. Pesqui. [online], São Paulo, n.118, p.41-64, 2003. MACIEL, A. M. da R.; ISAIA, S. M. de A.; BOLZAN, D. P. V. Repercussões da ambiência no desenvolvimento profissional de professores universitários. Educação, Porto Alegre, v. 35, n. 2, p. 181-190, maio/ago. 2012. MORAES, V. R. P. (org.). Melhoria do ensino e capacitação docente: programa de atividades de aperfeiçoamento pedagógico. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1996. MOURAZ, A.; PÊGO, J. P. (orgs.). De Par em Par na U.Porto. U.Porto Edições. Ensino e Educação Universitária, 2. 1ª edição, Porto, 2017. POWER, E. J.; HANDLEY, J. A best-practice model for integrating interdisciplinarity into the higher education student experience. Studies in higher education, 44: 3, 554-570, 2019. D.O.I.: https://doi.org/10.1080/03075079.2017.1389876.


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APÊNDICE 1 Modelo do Formulário de Inscrição

Questionário: Inscrições Projeto Docência Colaborativa Modelo do Formulário de inscrição

Nome: Departamento: Email: Fone: Informe a sua área de formação em cada um dos níveis abaixo: Graduação: Especialização: Mestrado: Doutorado: Pós-Doutorado: Você possui alguma necessidade especial? [ ] Sim [ ] Não Se sim, informe qual sua necessidade no campo abaixo. Tempo de experiência na docência, incluindo período anterior à UFRGS, se houver: [ ] Até 2 anos [ ] 2 a 5 anos [ ] 5 a 10 anos [ ] Acima de 10 anos Você está em período de estágio probatório? [ ] Sim [ ] Não O que te motiva a participar do projeto Docência Colaborativa? Quais são suas expectativas? Informe abaixo os dias/turnos em que você leciona aulas na graduação: [ ] Segundas-feiras - Manhã [ ] Segundas-feiras - Tarde [ ] Segundas-feiras - Noite [ ] Terças-feiras - Manhã [ ] Terças-feiras - Tarde [ ] Terças-feiras - Noite [ ] Quartas-feiras - Manhã [ ] Quartas-feiras - Tarde [ ] Quartas-feiras - Noite [ ] Quintas-feiras - Manhã [ ] Quintas-feiras - Tarde [ ] Quintas-feiras - Noite [ ] Sextas-feiras - Manhã [ ] Sextas-feiras - Tarde [ ] Sextas-feiras - Noite Informe abaixo alguns dias/turnos durante a semana em que você possui disponibilidade para realizar observações em aulas de outros colegas vinculados ao Projeto (informar disponibilidades para realizar observações ao longo de 2019/2): [ ] Segundas-feiras - Manhã [ ] Segundas-feiras - Tarde [ ] Segundas-feiras - Noite [ ] Terças-feiras - Manhã [ ] Terças-feiras - Tarde [ ] Terças-feiras - Noite [ ] Quartas-feiras - Manhã [ ] Quartas-feiras - Tarde [ ] Quartas-feiras - Noite [ ] Quintas-feiras - Manhã [ ] Quintas-feiras - Tarde [ ] Quintas-feiras - Noite [ ] Sextas-feiras - Manhã [ ] Sextas-feiras - Tarde [ ] Sextas-feiras - Noite IMPORTANTE: O projeto requer a participação presencial obrigatória em dois encontros: o primeiro, para as orientações do projeto; o segundo, para compartilhamento das aprendizagens ocorridas ao longo da experiência do projeto e avaliação geral da formação. Para o primeiro encontro, você deve escolher uma das datas e horários abaixo, de acordo com sua disponibilidade: [ ] 16/09/2019 (segunda-feira), das 9h às 12h [ ] 17/09/2019 (terça-feira), das 14h às 17h Para o segundo encontro a data prevista é 13/12/2019, das 14h às 17h. Em breve entraremos em contato com você para informá-lo sobre as próximas etapas do Projeto! Muito obrigado pela sua inscrição e interesse! Grupo de Trabalho Docência Colaborativa


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APÊNDICE 2 Modelo do Formulário Avaliação Individual do Projeto

Formulário de Avaliação Individual sobre o Projeto Docência Colaborativa - Edição 2019/2

Este Formulário visa uma avaliação mais individualizada sobre a sua experiência em ter participado do Projeto Docência Colaborativa. As questões são abertas para que você possa apresentar, anonimamente, sua percepção sobre o projeto em várias dimensões. Sua opinião é muito importante para que possamos aperfeiçoá-lo para as próximas edições! Questões:

1. Como foi a experiência de ser observado em aula e observar as aulas dos colegas docentes? De receber e dar feedback? 2. Quais aprendizagens você leva deste projeto para a sua prática pedagógica, para a sua sala de aula? 3. Qual a principal contribuição oportunizada pelo projeto para a sua formação como docente na UFRGS? 4. Considerando a sua experiência de ter participado desta 1ª Edição do Projeto, quais aspectos podem ser aperfeiçoados? 5. Comentários adicionais:


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ANEXO 1 Portaria 7374/2019


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ANEXO 2 UFRGS apresenta a professores o Projeto Docência Colaborativa Disponível em: http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/ufrgs-apresenta-a-professores-projeto-de-docencia-colaborativa


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ANEXO 3 Resumo

VI Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade – UNIVATES Grupo de Trabalho: 1. Complexidades e Transversalidades Cód. 237722 PEDAGOGIA UNIVERSITÁRIA: PROPOSTAS PARA A FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DOS DOCENTES DA UFRGS

O presente trabalho apresenta o relato reflexivo de uma experiência de formação pedagógica que está sendo implementada com/para os docentes efetivos e em estágio probatório da UFRGS. A proposta vem sendo conduzida em âmbito institucional pela Escola de Desenvolvimento de Servidores (EDUFRGS/PROGESP) em parceira com a Faculdade de Educação da UFRGS. A ação iniciou como projeto piloto com um conjunto de oficinas pedagógicas abordando temas sobre didática no ensino superior. Procura atender uma demanda advinda dos próprios docentes que têm manifestado a necessidade da ampliação da formação didático-pedagógica. Tal demanda também é visibilizada em instâncias e documentos institucionais da Universidade, como no Relatório da SAI, no Relatório de Atividades do Curso de Integração Institucional para Ingressantes, nos resultados das avaliações das participações dos docentes nas ações do Programa de Atividades de Aperfeiçoamento Pedagógico (MORAES, 1996) e em diversos Cursos de Capacitação oferecidos pela EDUFRGS. Nesse sentido, ao desencadear uma proposta piloto de oficinas pedagógicas buscou-se promover a reflexão sobre a prática pedagógica e a qualificação do trabalho docente na UFRGS. Esta ação piloto ocorreu nos meses de julho e agosto de 2018, com cinco oficinas e um minicurso, contemplando as temáticas de processos de aprendizagem, planejamento didático-pedagógico, aprendizagem significativa, metodologias ativas e o uso de aplicativos móveis. Ao final de cada oficina os participantes foram instados a preencher um formulário com o intuito de avaliar os aspectos do planejamento e as abordagens metodológicas, bem como a indicação de novas oficinas pedagógicas. A sistematização dos formulários de avaliação apontou acertos, ajustes e desafios a serem considerados nas oficinas a serem implementadas futuramente. Entre as temáticas mais demandadas pelos docentes participantes estão a avaliação da aprendizagem e as práticas pedagógicas inovadoras. Ao acompanhar e sistematizar as avaliações dos docentes participantes, fica evidente a necessidade de uma oferta sistemática e permanente de formação pedagógica dos docentes da UFRGS, na perspectiva da consolidação de uma pedagogia universitária em sintonia com os desafios contemporâneos e complexos, com a aprendizagem significativa e interdisciplinar dos estudantes universitários (CUNHA, 2006). Enquanto desdobramento da ação, cabe salientar, que foi realizada, no início deste ano, uma visita técnica nas Universidades do Porto, Lisboa e Aveiro, em Portugal, com o objetivo de conhecer as estratégias institucionais em relação à formação continuada dos seus docentes (MOURAZ; PÊGO, 2017), a fim de buscar subsídios para qualificar o processo de formação dos docentes e de uma Pedagogia Universitária inovadora na UFRGS. Palavras-chaves: Pedagogia Universitária; Formação Pedagógica; Docência


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ANEXO 4 Resumo

Salão UFRGS: de 21/10/2019 a 25/10/2019 DOCÊNCIA COLABORATIVA: OBSERVAÇÃO, REFLEXÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA

Este trabalho apresenta uma proposta de formação pedagógica aos docentes da UFRGS por meio da observação de aulas em parceria. O foco da observação centra-se na prática pedagógica docente, criando oportunidades para refletir sobre a docência da educação superior. Tem como objetivo oportunizar a qualificação da dimensão pedagógica do trabalho docente da UFRGS numa perspectiva reflexiva e colaborativa. A ação busca a troca de conhecimentos pedagógicos sobre metodologias de ensino e, dessa forma, qualificar a dimensão pedagógica do professor. Inspirado nos projeto De Par em Par (UPorto) e Observar & Aprender (ULisboa), foi adaptada para o contexto da UFRGS. O Projeto Docência Colaborativa está dividido em três etapas: Orientações procedimentais; Observação de aulas e Sessão de resultados. Do ponto de vista metodológico está organizado do seguinte modo: a inscrição é por adesão e os docentes são agrupados considerando a diversidade da área de atuação. Todos são observadores e observados nas suas práticas pedagógicas. Antes da aula observada, o ministrante repassa aos colegas informações contextuais da atividade. Após a aula o grupo se reúne para refletir sobre as estratégias utilizadas. O foco das observações está na dimensão didático-pedagógica e não no conteúdo. Conforme cronograma a proposta foi validada institucionalmente e constituída uma Comissão de Execução, Acompanhamento e Avaliação do projeto em 2019/1. Em 2019/2 o projeto foi divulgado, abertas inscrições e realizado o seu lançamento na UFRGS. Estão inscritos 36 docentes de diferentes departamentos, áreas de formação e campi. Considerando a procura e o interesse na proposta, bem com a sistematização dos formulários de inscrição, fica evidente a demanda por uma oferta sistemática de formação continuada e de reflexão sobre a prática pedagógica e docente na UFRGS, na perspectiva da consolidação de uma pedagogia universitária em sintonia com os desafios contemporâneos do magistério superior.


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